Prévia do material em texto
UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO CENTRO DE ESTUDOS SUPERIORES DE CAXIAS DEPARTAMENTO DE QUÍMICA E BIOLOGIA DISCIPLINA DE MASTOZOOLOGIA NEOTROPICAL ALANA ELLEN DE SOUSA MARTINS CLAUDESON OLIVEIRA VELOZO GUSTAVO DA SILVA GOMES JOSIELLY FERREIRA BACELAR Ordem Primates * Caxias/MA 2019 Ordem Primates Linnaeus, 1758 * Reino: Animalia Filo: Chordata Subfilo: Vertebrata Superclasse: Tetrapoda Classe: Mammalia Subclasse: Theria Infraclasse: Eutheria Superordem: Euarchontoglires Grandordem: Euarchonta Mirordem: Primatomorpha Ordem: Primatas SISTEMÁTICA * A TAXONOMIA DA ORDEM PRIMATES É ALGO CONTROVERSA Infraordens Platyrrhini (macacos do Novo Mundo) e Catarrhini (macacos do Velho Mundo e hominóides). Prosimii é parafilético (Strepsirhini e Haplorhini.) SISTEMÁTICA * Primeiros fósseis primatas datam do final deste período, ao redor de 65 milhões de anos atrás. Continentes no fim do Cenozóico ORIGEM DOS PRIMATAS * É uma ordem bem sucedida com alguns episódios de radiação adaptativa; Fósseis de primatas, principalmente de arborícolas e regiões tropicais, são extremamente raros, portanto contam uma história muito incompleta. ORIGEM DOS PRIMATAS * Fósseis Purgatorius Fim do Cretáceo - ~ 63 M.A.A. Conhecido a partir de dentes das Rochosas em Montana, EUA Linhagem basal dos Primatas, grupo irmão dos Plesiadapiformes, já considerados primatas. ORIGEM DOS PRIMATAS Fósseis Plesiadapis Um dos mais antigos primatas que se conhece é o Plesiadapis (aproximadamente 60 milhões de anos). Atualmente, alguns sistematas consideram que estes pertencem à ordem extinta Plesiadapiformes, mas muitos já os consideram como Primatas. * ORIGEM DOS PRIMATAS O mais antigo primata? * Estudos filogenéticos sugerem que Primatas originaram há pelo menos 85 milhões de anos ORIGEM DOS PRIMATAS * Figura 1: Filogenia, destacando a ordem dos primatas durante o Cenozóico. ORIGEM DOS PRIMATAS * Figura 2: ORIGEM DOS PRIMATAS * Figura3: Teoria da Evolução. PRIMATAS DO NOVO MUNDO Primeiros primatas – Plesiadapiformes, adapídeos e omomídeos. Ambiente - Cretáceo ao Paleoceno. – Deriva continental (Pangeia = Laurásia & Gondwana), Diversificação dos primatas. * ORIGEM DOS PRIMATAS Vários fósseis do Eoceno encontrados no hemisfério norte são considerados Primatas “verdadeiros”, algumas vezes chamados de Euprimatas, e estão distribuídos entre dois grupos monofiléticos: Adapidae Omomyidae * Anchomomys, Notharctus, Smilodectes, Adapis, Leptadapis, Mahgarita, Pronycticebus e entre outros. Rooneyia, Steinius, Jemezius, Uintanius, Hemiacodon, Chumachius, Omomys, Shoshonius e entre outros. ORIGEM DOS PRIMATAS * ORIGEM DOS PRIMATAS Tradicionalmente, a adaptação arbórea vista como o principal fator na evolução dos primatas. Selecionado para visão 3D e em cores; Agarrar mãos / pés preênsil para agarrar; Ambiente arbóreo tropical = alimentos variados. * HIPÓTESE DE ADAPTAÇÃO ARBÓREA Alternativa à hipótese do AA. Os primatas podem ter evoluído pela primeira vez na vegetação espessa da floresta, dependendo da dieta dos insetos. Agarrando as mãos e a visão para agarrar insetos. O salto das árvores veio mais tarde, um meio de locomoção que as mãos agarradas permitiam. * HIPÓTESE DA PREDAÇÃO VISUAL * 75.583 Registros Georreferenciados DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA * DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA 1743.psd * DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA * DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA NO MARANHÃO * DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA NO MARANHÃO * A Reserva Biológica do Gurupi, localizada no Maranhão, com aproximadamente 270 mil hectares, é a única unidade de conservação federal de proteção integral na Área de Endemismo Belém a abrigar populações de Cebus kaapori (caiarara-ka’apor) e Chiropotes satanas (cuxiú-preto), espécies criticamente ameaçadas de extinção. DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA NO MARANHÃO * DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA NO MARANHÃO * Método de transecção linear (Burnham et al. 1980, Buckland et al. 1993). Foi utilizada uma rede de 15 trilhas pré-existentes nas regiões norte, sul e central da UC, totalizando 75km. A abundância das populações. Foram percorridos 320km e obtidos 101 avistamentos envolvendo cinco espécies de primatas: Saguinus ursulus, Cebus kaapori, Sapajus apella, Chiropotes satanas e Alouatta belzebul . DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA NO MARANHÃO * Taxa de encontro (grupos/10km) e número de avistamentos (entre parênteses), das espécies de primatas da REBIO do Gurupi, conforme Lopes & Ferrari (2000) e o atual estudo. DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA NO MARANHÃO * Primatas da REBIO do Gurupi: Cebus kaapori (A), Chiropotes satanas (B), Alouatta belzebul (C), Saguinus ursulus (D) e Sapajus apella (E). Imagens: Leandro Jerusalinsky (A, D), Gerson Buss (B, E) e Marcos Fialho (C). DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA NO MARANHÃO * Com relação ao tamanho dos grupos, os maiores registros foram feitos para Chiropotes satanas, 14 indivíduos, e Sapajus apella, 12 indivíduos Tamanho dos grupos de primatas da Reserva Biológica do Gurupi (MA). DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA NO MARANHÃO * Ameaças à conservação de primatas na REBIO do Gurupi DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA NO MARANHÃO * Ameaças à conservação de primatas na REBIO do Gurupi; A principal ameaça para a conservação dos primatas na REBIO do Gurupi tem sido a destruição de habitat; Exploração madeireira e expansão pecuária; A caça continua afetando muito as populações de primatas; Etnias que habitam as áreas indígenas. DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA NO MARANHÃO * Dentre as espécies de primatas abatidas pelas etnias Ka’apor e Awá/Guajá nas terras indígenas do Alto Turiaçu e Caru, foram citadas Cebus kaapori, Sapajus apella, Chiropotes satanas e Alouatta belzebul, sendo esta última a principal espécie caçada DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA NO MARANHÃO * Sumarizaram déficits relativos a aspectos do conhecimento da biodiversidade: O déficit Linneano (sistemática); Wallaceano (biogeografia); Lacuna de conhecimento no Maranhão DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA NO MARANHÃO * Há aproximadamente 40 milhões de anos houve uma divisão que dá origem aos macacos do novo mundo que são encontrados nas Américas e os macacos do velho mundo são distribuídos pela África, Ásia e Indonésia; O sentido do olfato dos primatas diminuiu, mas a sua inteligência aumentou com o desenvolvimento do córtex cerebral. PRIMATAS DO VELHO E DO NOVO MUNDO * Figura : Adapis, há aproximadamente 50 milhões de anos Fonte: http://geodescobertas.blogspot.com Fonte: http://geodescobertas.blogspot.com Figura: Necrolemur, há aproximadamente 45 milhões de anos. PRIMATAS DO VELHO E DO NOVO MUNDO * Fonte: http://geodescobertas.blogspot.com Figura : Catarrhini Figura : Orangotangos Figura : Gigantopithecus PRIMATAS DO VELHO MUNDO * Prossímios Primatas primitivos; precursores dos macacos. Diversificação e irradiação, há ≅ 60 milhões de anos. -Representantes atuais: társios; lêmures em Madagascar. User (U) - Tem que dá um link no slide anterior para poder entrar nesse aqui. * Antropoides - Semelhantes ao homem: se dividem em macacos do Novo Mundo, macacos do Velho Mundo e Hominoídeos. - Há ≅ 55 milhões de anos, diversificação e irradiação dos macacos do novo Mundo (Américas Central e do Sul). Pongídeos. Macacos do Velho Mundo (África e Ásia), diversificação e irradiação há ≅ 15 milhões de anos. * : ausência de cauda preênsil, com hábitos arbóreos ou terrestres, usam as quatro patas para andar. * Hominídeos Cérebro mais volumoso Bípides Nossa face e nossos dentes caninos são menores Desenvolvimento na construção e utilização de ferramentas sofisticadas; a linguagem falada e senso estético. Compreende os ancestrais mais primitivos do homem, do gênero Australopithecus, e os ancestrais mais recentes, do gênero Homo, do qual também fazemos parte. * * Evolução dos Primatas * Os primatas são membros da classe dos vertebrados:Mammalia. Mais de 4000 mamíferos; Os primatas fazem parte do subgrupo de mamíferos placentários. CARACTERÍSTICAS GERAIS DA ORDEM Representantes da ordem Primates possuem um corpo que mantém características primitivas da Classe Mammalia: Tamanho cerebral (especialmente córtex); Mobilidade dos dedos; Diferenças no habitat; Membros pentadáctilos e clavícula. * CARACTERÍSTICAS GERAIS DA ORDEM * Membros Superiores e Inferiores O membro superior é pentadáctilo e preênsil, articulando com o corpo através de uma clavícula proporcionando mobilidade e flexibilidade, essencial para um estilo de vida arborícola. A presença de 5 dedos é uma característica comum a todos os tetrápodes, e por isso é primitiva nos primatas. CARACTERÍSTICAS GERAIS DA ORDEM * Ao contrário da maioria dos outros primatas, o pé humano é um órgão marchador, não- preênsil. Uma característica comum à maioria dos primatas é a substituição de garras por unhas. CARACTERÍSTICAS GERAIS DA ORDEM Alguns primatas do Velho Mundo passam um tempo considerável em terra. Nenhum primata, exceto os humanos, é totalmente terrestre. Difícil de definir por um ou dois traços comuns. Os primatas são mamíferos generalizados (e não especializados). Onde são definido pelas tendências evolutivas. Nem todas as características são encontradas em todos os membros da ordem. * CARACTERÍSTICAS GERAIS DA ORDEM Pelos; Gestação longa; Heterodontismo; Capacidade de manter a temperatura corporal constante (Homeotermia); Aumento do tamanho do cérebro (maior capacidade de aprendizado e flexibilidade comportamental). Nem todas as Características são encontradas em todos os membros da ordem. * CARACTERÍSTICAS GERAIS DA ORDEM Dieta e Dentes Onívoro com dentição generalizada; Embora alguns primatas prefiram alguns itens alimentares a outros, a maioria come uma combinação de frutas, folhas e insetos; Alguns comem carne (chimpanzés e babuínos); Alguns são especialistas em folhas (macaco colobino). * CARACTERÍSTICAS GERAIS DA ORDEM Dieta e dentes * CARACTERÍSTICAS GERAIS DA ORDEM Dieta e dentes * CARACTERÍSTICAS GERAIS DA ORDEM Sentidos e Cérebro Visão aprimorada; Olfação reduzida; Cérebro complexo. * CARACTERÍSTICAS GERAIS DA ORDEM Visão Todos os primatas dependem fortemente da visão; Visão de cores em primatas diurnos; Visão estereoscópica; * CARACTERÍSTICAS GERAIS DA ORDEM Visão Estereoscópica * CARACTERÍSTICAS GERAIS DA ORDEM Visão Olhos na frente do crânio, campos de visão sobrepostos; Visão 3D precisa; Maior percepção de profundidade. * CARACTERÍSTICAS GERAIS DA ORDEM Maturação e Aprendizagem Como mamíferos placentários, os primatas têm períodos de gestação relativamente longos; Também tem poucos filhotes, atraso na maturação, vida útil mais longa do que outros mamíferos; Maior dependência do comportamento aprendido. * CARACTERÍSTICAS GERAIS DA ORDEM Comportamentos Tendem a ser diurnos; Maior flexibilidade no comportamento; Tende a viver em grupos sociais; * CARACTERÍSTICAS GERAIS DA ORDEM Comportamentos Em muitos grupos sociais de primatas, os machos são membros permanentes - incomuns entre os mamíferos. * CARACTERÍSTICAS GERAIS DA ORDEM Locomoção Quase todos os primatas são quadrúpedes; Muitos usam mais de uma forma de locomoção; Coluna lombar longa e flexível que proporciona maior propulsão das patas traseiras. * CARACTERÍSTICAS GERAIS DA ORDEM Tipos de Locomoção Aderência e salto vertical (prosimianos); Braquiação (macacos) ou Semi-braquiação (salto combinado / braquiação); Quadrapedalismo; Bipedalismo (US). * CARACTERÍSTICAS GERAIS DA ORDEM MÃOS E PÉS Grande grau de preensibilidade; Cinco dígitos nas mãos / pés (contra cavalos); Polegar opositor. * CARACTERÍSTICAS GERAIS DA ORDEM MÃOS E PÉS No dedão do pé mais divergente e parcialmente oponível; Pregos em todos ou alguns dígitos; Almofadas táteis altamente sensíveis nas extremidades dos dígitos. * CARACTERÍSTICAS GERAIS DA ORDEM * CARACTERÍSTICAS GERAIS DA ORDEM * CARACTERÍSTICAS GERAIS DA ORDEM Inclui representantes do continentes asiático, africano e europeu, entre os quais os hominidae, a super-família de primatas que inclui o homem. Caracteriza por ter o focinho mais ou menos reto e narinas juntas dirigidas para baixo. 30 gêneros e 160 espécies. * (macacos do Velho Mundo e Hominóides) Infraordem Catarrhini A infraordem Catarrhini contém três famílias de primatas: Cercopithecidae Hylobatidae Hominidae * (macacos do Velho Mundo e Hominóides) Infraordem Catarrhini Duas subfamílias estão incluídas: * Cercopithecinae, que ocorre principalmente na África. Colobinae que ocorre majoritariamente na Ásia Família Cercopithecidae Subfamília Cercopithecinae (11 gêneros e 71 espécies). * Semnopithecus hypoleucos Família Cercopithecidae Subfamília Colobinae ( 10 gêneros e 58 espécies). * Colobus polykomos (Zimmermann, 1780) Família Cercopithecidae 4 gêneros e 28 espécies. * Hylobates moloch Família Hylobatidae Os Hominídeos formam uma família taxonômica dos grandes primatas, incluindo os quatro gêneros existentes: Chimpanzés (Pan) – 2 espécies Gorilas (Gorilla) – 2 espécies Humanos (Homo) – 1 espécie Orangotangos (Pongo) – 3 espécies * Família Hominidae Os macacos do Novo Mundo, habitando as florestas tropicais das Américas do Sul e Central. São macacos de tamanho pequeno a médio porte. Arborícolas Quadrúpede * Infraordem Platyrrhini Eles compartilham algumas características comuns como: A presença de três dentes pré-molares, Anel timpânico fusionado à bula auditiva sem se estender lateralmente como um tubo ósseo, Ossos parietal e zigomático em contato, enquanto nos catarrinos o contato ocorre entre os ossos frontal e esfenoide. * Infraordem Platyrrhini Possui quatro famílias: Cebidae, Aotidae, Pitheciidae e Atelidae. Sendo que a família Cebidae é composta por três subfamílias: Cebinae, Saimirinae e Callitrichinae * Infraordem Platyrrhini O gênero Cebus é composto por doze espécies, das quais onze ocorrem no Brasil. Vivem em praticamente todos os tipos de florestas neotropicais. Cabeça: 350 a 488 mm Cauda: 375 a 554 mm. Dimorfismo sexual no tamanho Corpo robusto e uma cauda semipreênsil Desprovida da habilidade de se agarrar presente nos atelídeos * Cebus nigritus (Foto: Daniela Fichtner Gomes) Família Cebidae subfamília Cebinae Infraordem Platyrrhini Gênero Saimiri compreende cinco espécies, das quais quatro ocorrem na Floresta Amazônica brasileira. Pesam aproximadamente 1 kg e cujo dimorfismo sexual no tamanho não é pronunciado. Possuem uma cauda longa (470 mm), que é preênsil nos filhotes. Ocorrem em diferentes habitats. * Saimiri sciureus amamentando filhote (Foto: Anita Stone) Família Cebidae subfamília Saimirinae Infraordem Platyrrhini Gênero Callithrix (mico) apresenta seis espécies, todas endêmicas do Brasil. Animais de pequeno porte, com peso entre 300 e 450 g, comprimento total da cabeça e corpo de 250 mm. São primatas arborícolas que habitam várias fisionomias florestais. Caracterizam-se pela presença de tufos auriculares e por uma mancha branca na testa * Callithrix jacchus (Foto: Helena B. Oliveira) Família Cebidae subfamília Callitrichinae Infraordem Platyrrhini O gênero Saguinus (soim) possui 15 espécies, das quais 10 ocorrem na Floresta Amazônica brasileira. Adultos normalmente pesam entre 350 e 550 g. Possuem uma dieta variada composta por frutos, artrópodes, pequenos vertebrados, ovos, flores, néctar, folhas, exsudados, cascas de árvore e fungos. * Saguinus imperator (Foto: Júlio César Bicca-Marques) Família Cebidae subfamília Callitrichinae Infraordem Platyrrhini As quatro espécies de mico-leão existentes são endêmicas da Mata Atlântica. Habitam florestasprimárias com vegetação alta, porém também ocupam florestas secundárias em regeneração. São as maiores dentre os calitriquíneos, com peso variando de 410 a 700 g. Sua dieta engloba frutos, flores, néctar, exsudados, insetos, pequenos vertebrados e ocasionalmente fungos. * Leontopithecus rosalia com colar de rádio-telemetria (Foto: Sinara Lopes Vilela) Família Cebidae subfamília Callitrichinae Infraordem Platyrrhini Gênero Pithecia é composto por cinco espécies amazônicas. Possuem um pelo denso, grosso, longo (advindo daí um de seus nomes populares - macaco-cabeludo) e de coloração geralmente escura. São macacos diurnos, arborícolas, que ocupam uma variedade de habitats florestais: florestas primárias e secundárias, e áreas degradadas * Pithecia irrorata (Foto: Júlio César Bicca-Marques). Família Pitheciidae Infraordem Platyrrhini: Gênero Chiropotes é composto por cinco espécies ocorrentes na Floresta Amazônica Brasileira. São macacos de tamanho médio, pesando cerca de 3 kg e medindo 327 a 480 mm. Os cuxiús possuem o corpo e a cabeça cobertos principalmente por pelos pretos espessos e curtos. Possuem hábito diurno e habitam as florestas altas de terra firme, predominantemente em altitudes baixas. * Pithecia irrorata (Foto: Júlio César Bicca-Marques). Família Pitheciidae Infraordem Platyrrhini: Esta família inclui cinco gêneros, quatro deles com ocorrência no Brasil (Ateles, Brachyteles, Lagothrix e Alouatta) e os quais são os maiores primatas neotropicais. Possuem cauda longa e preênsil, que apresenta uma porção distal nua na superfície ventral, a qual permite uma maior firmeza ao agarrar o substrato. * Família Atelidae Infraordem Platyrrhini: Gênero Ateles apresenta sete espécies, das quais quatro ocorrem no Brasil. Distribuem-se na Floresta Amazônica, ocorrendo nos Estados do Amazonas, Acre, Pará, Rondônia, Roraima, Amapá e Mato Grosso. Habitam florestas primárias e bordas de rios. São primatas arborícolas que ocupam o estrato mais alto da floresta. * Ateles chamek (Foto: Renata Bocorny de Azevedo) Infraordem Platyrrhini: Gênero Brachyteles apresenta duas espécies endêmicas da Mata Atlântica. São os maiores primatas neotropicais, pesando entre 9,4 e 12,1 kg. Os braços são alongados e o polegar é vestigial ou ausente. A cauda é longa e preênsil. Não possuem dimorfismo sexual no tamanho. Os machos possuem testículos grandes e as fêmeas, um clitóris volumoso. Exclusivamente herbívoros * Brachyteles hypoxanthus (Foto: Fernanda Pozzan Paim) Infraordem Platyrrhini: Perigo de Extinção * Os 25 primatas mais ameaçados do mundo em 2016–2018 As espécies de primatas incluídas na lista 2014-2016 foram removidas da lista 2016-2018 Perigo de extinção Espécies de primatas que foram adicionadas à lista 2016–2018. O colobo vermelho do Delta do Níger e o orangotango de Bornéu foram adicionados à lista após serem removidos anteriormente. As outras dez espécies são novas na lista. Espécies de primatas consideradas durante a discussão da lista 2016–2018 no Congresso da IPS em Chicago que não entraram na lista, mas também são altamente ameaçadas. Perigo de extinção * Perigo de extinção * Perigo de extinção * O ESTUDO DA ECOLOGIA E DO COMPORTAMENTO DOS PRIMATA * Viés antropocêntrico; Subsídios para a compreensão de nossos próprios padrões sociais e comportamentais; O estudo da ecologia e do comportamento dos primatas vem assumindo crescente importância prática nos dias atuais. O ESTUDO DA ECOLOGIA E DO COMPORTAMENTO DOS PRIMATA * MÉTODOS DE ESTUDO Por volta da década de 1970, começou a surgir entre os estudiosos do comportamento de primatas a preocupação com a adequação e padronização dos métodos de registro. fazer um reconhecimento da área de estudos; Localizar um ou mais grupos; Aprender a identificar as classes sexo-etárias e os indivíduos; Familiarizar-se com o comportamento da espécie. O ESTUDO DA ECOLOGIA E DO COMPORTAMENTO DOS PRIMATA * MÉTODOS DE ESTUDO O delineamento dos métodos de amostragem depende da correta formulação das hipóteses. Decidir as variáveis Devem ser relevantes Interesse do pesquisador (tais como taxas de agressão, comportamento sexual ou brincadeira) É fundamental que os animais estejam habituados, para que tolerem a presença do observador O ESTUDO DA ECOLOGIA E DO COMPORTAMENTO DOS PRIMATA * MÉTODOS DE ESTUDO Uso do Tempo A forma como os animais distribuem seu tempo diário entre as atividades é conhecida como orçamento temporal ou padrão de atividades O estudo do padrão de atividades de uma espécie requer, inicialmente, a definição de quais categorias comportamentais serão utilizadas; Conhecer a espécie em estudo é fundamental O ESTUDO DA ECOLOGIA E DO COMPORTAMENTO DOS PRIMATA * MÉTODOS DE ESTUDO Dieta e Ecologia Alimentar O estudo da ecologia alimentar dos primatas compreende duas atividades indispensáveis: (1) a observação do comportamento alimentar (2) a determinação das características populacionais e fenológicas dos recursos. O ESTUDO DA ECOLOGIA E DO COMPORTAMENTO DOS PRIMATA * MÉTODOS DE ESTUDO Uso do Espaço Os percursos diários - distância total percorrida por um animal ou grupo ao longo de um período completo de atividades (dia ou noite) - podem ser estudados: Estabelecendo uma grade de trilhas normalmente espaçadas a cada 50 ou 100m e demarcadas com estacas numeradas. O ESTUDO DA ECOLOGIA E DO COMPORTAMENTO DOS PRIMATA * MÉTODOS DE ESTUDO Marcando a posição do grupo a cada intervalo amostral através de fitas coloridas com códigos que indiquem a sequência do percurso; Os percursos diários podem ser medidos com o auxílio de um Sistema de Posicionamento Global (GPS) A determinação dos percursos diários é útil na avaliação da estratégia de forrageamento adotada pelos primatas. O ESTUDO DA ECOLOGIA E DO COMPORTAMENTO DOS PRIMATA * BUSS, G.; FIALHO, M. S.; JERUSALINSKY, L.; AZEVEDO, R. B.; ALVES, S. L.; VIDAL, M. D.; MENDONÇA, E. N. Abundância e densidade de primatas na Reserva Biológica do Gurupi, Maranhão, Brasil. Biodiversidade Brasileira, 7(2): 47-57, 2017. FORTES, V.B.; BICCA-MARQUES, J.C. Ecologia e Comportamento de Primatas: Métodos de Estudo de Campo. Caderno La Salle XI, Canoas, v.2, nº 1, 207 - 218, 2005. AURICCHIO, P. (1995). Primatas do Brasil. Nelio R.Reis, N.R et al. Mamíferos do Brasil, 2011. 2 ed. 439p. REFERÊNCIAS