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UNIVERSIDADE NOVE DE JULHO CURSO DE PSICOLOGIA Gabriela Biagio Aguiar Lara Caroline de Azevedo Teixeira Priscila Cristina do Carmo Gonçalves de Araújo Tayná de Jesus dos Santos Wellington Barbosa dos Santos Wivianne Willma Nascimento de Melo PROJETO INTEGRADOR: PROFISSÃO E CARREIRA EM PSICOLOGIA Prof.ª Sandra Regina Mirabeti São Paulo 2019 Sumário INTRODUÇÃO ....................................................................................................................... 3 DESENVOLVIMENTO DO TEMA .......................................................................................... 4 Como surgiu a Psicologia Escolar e Educacional. ................................................................... 4 O que faz o psicólogo escolar educacional .............................................................................. 4 Forma de atuação “tradicionais” ................................................................................................ 4 Avaliação, diagnóstico, atendimento e encaminhamento de alunos com dificuldades escolares ...................................................................................................................................... 4 Orientação de alunos e pais ....................................................................................................... 5 Orientação profissional ............................................................................................................... 5 Orientação Sexual ....................................................................................................................... 5 Formação e Orientação de Professores ................................................................................... 6 Elaboração e Coordenação de Projetos Educativos Específicos ........................................... 6 ENTREVISTA ........................................................................................................................ 7 DISCUSSÃO........................................................................................................................ 14 CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................................. 15 REFERÊNCIAS ................................................................................................................... 16 3 INTRODUÇÃO (Uma ou duas laudas). Apresentar o trabalho, falar sobre a finalidade, a que se destina, como é composto etc. O que significa para o grupo a profissão e a carreira em psicologia. 4 DESENVOLVIMENTO DO TEMA Como surgiu a Psicologia Escolar e Educacional. A Psicologia Escolar e Educacional é uma área da Psicologia Aplicada que tem suscitado inúmeras reflexões acerca da identidade dos profissionais que nela atuam, sobretudo a necessidade de redefinição do papel do psicólogo na escola e de reestruturação de sua formação acadêmica. O que faz o psicólogo escolar educacional As contribuições da Psicologia no campo educativo não se reduzem ao trabalho do psicólogo na instituição escolar, pois é sabido que os processos educacionais acontecem em diferentes âmbitos e níveis, fazendo com que a articulação Psicologia e Educação assuma diferentes e variadas formas. No entanto é indiscutível que, no delineamento atual da sociedade, o escola tem um lugar privilegiado como locus dos principais processos educativos intencionais que, juntamente com outros, integram a educação como prática social. Forma de atuação “tradicionais” Avaliação, diagnóstico, atendimento e encaminhamento de alunos com dificuldades escolares Essa tem sido uma das mais tradicionais funções do psicólogo na instituição escolar, devido ao viés significativamente clínico que dominou a Psicologia por muitos anos. A tarefa de encaminhamento dos alunos para outros profissionais especializados fora da instituição escolar é realizada pelo psicólogo em casos excepcionais, nos quais, esgotados todos os esforços junto a equipe da escola, sua complexidade e especificidade assim a demandam. 5 Orientação de alunos e pais Orientação de alunos e pais em relação às dificuldades escolares e a outros assuntos de interesse para o desenvolvimento do estudante tem constituído uma das atuações tradicionais do psicólogo. A orientação psicológica diferente da psicoterapia (que não é função de um psicólogo na escola) implica ações de aconselhamento em função das necessidades específicas do desenvolvimento do educando. Orientação profissional É uma das formas específicas da função de orientação na qual os psicólogos tem trabalhado, fundamentalmente, no ensino médio. A tradicional orientação profissional - baseada na utilização de testes para caracterizar habilidades e interesses dos alunos e, em função dos resultados, analisar quais as melhores opções de cursos ou de atividades - vem se tornando, cada vez mais, um espaço promotor de autoconhecimento, reflexão e elaboração de planos e projetos profissionais. Orientação Sexual A orientação sexual também constitui uma forma específica da função de orientação na qual se têm produzido mudanças. Em relação ao sentido atribuído à sexualidade, à responsabilidade para com o outro, às dúvidas e inquietações sobre desejos e afetos, assim como a contribuição para o desenvolvimento do autoconhecimento, a autorreflexão, a capacidade de antecipar consequências e a tomada de decisões éticas. 6 Formação e Orientação de Professores Em relação ao trabalho para superar dificuldades escolares de seus alunos, tem sido uma das formas pelas quais o psicólogo também contribui para o processo educativo. Da aprendizagem - como uma função do sujeito que aprende - participa, junto com importantes fatores contextuais e sociorelacionais, a configuração subjetiva do aluno em toda a sua complexidade, e não apenas como uma dimensão “cognitiva”. A orientação aos professores, assim como a contribuição para ver sua formação e no desenvolvimento nas suas mais variadas formas de expressão, torna- se uma importante contribuição do psicólogo na instituição escolar. Elaboração e Coordenação de Projetos Educativos Específicos Referimo-nos aqui às estratégias de intervenção cuja complexidade e abrangência implicam a estruturação de vários tipos de ações das quais participam, de forma coordenada, outros profissionais da escola. Na maioria das vezes, esses projetos surgem como resposta aos problemas concretos que se expressam na escola ou na comunidade onde a instituição está inserida. Apesar da evolução qualitativa que se aprecia nas formas de atuação considerada neste grupo, elas estão definidas, em grande parte, pelos problemas concretos que, em relação ao desenvolvimento e à aprendizagem dos alunos, tem que ser enfrentados e resolvidos no cotidiano escolar, e para os quais o trabalho do psicólogo se configura como uma resposta. 7 ENTREVISTA A entrevista foi realizada em uma das salas de aula na Uninove - Campus Santo Amaro em uma tarde de setembro. O ambiente estava acolhedor e organizado. Ainda não havia discentes no local. A entrevistada, professora Y, nos aguardava antes do início de sua aula. Aparentava tranquilidade e nos recebeu de forma cortês. No decorrer da entrevista, ficou mais à vontade e acessível. Demonstrou total conhecimento e domínio sobre o assunto abordado, esclarecendo todas as dúvidas acerca de sua experiência na área da Psicologia Escolar e Educacional. 1. Conte-nos um pouco de sua experiência como psicóloga. Porque você escolheu essa área de atuação? Eu escolhi a área da Psicologia, Psicologia como área geral, isso desde o colégioera meu sonho. E que acabei realizando ao entrar na faculdade, e logo na faculdade no primeiro ano, segundo ano da faculdade, eu trabalhei em escola já, como professora de educação infantil, em que eu gostei demais porque eu relacionava ao desenvolvimento humano que eu via no curso de Psicologia na época. E depois a vida foi me levando para a atuação em escola. Continuei trabalhando em escola. Trabalhei com clínica particular, mas continuei com outras frentes de escola, com orientação de pais, professores e adolescentes. Trabalhei em um projeto da Secretaria da Educação em saúde, já como psicóloga formada. Em rede estadual, do Estado de São Paulo, rede pública, nas escolas da rede. Desenvolvendo o projeto de prevenção nas escolas, e aí a gente trabalhava com várias questões institucionais, com preconceitos, com questões sociais, culturais. A equipe com quem eu trabalhava era uma equipe interdisciplinar. Foi uma experiência fantástica. E a gente passou por capacitação e aí a gente reproduzia aquilo que a gente aprendeu na capacitação, como cursos para professores, diretores e coordenadores de todo o estado de São Paulo. Então, aí, a gente ia para as escolas desenvolvendo os projetos com cada demanda, com cada realidade escolar enfim. Então para mim isto foi uma atuação como psicóloga escolar. 8 Uma das especialidades da área da Psicologia é a Psicologia Escolar e Educacional. Escolar e Educacional é o nome oficial dessa especialidade. Psicologia Escolar e Educacional. E é a especialidade mais antiga da Psicologia, teoricamente assim quanto à existência. 1. E quais eram as suas expectativas na carreira de Psicologia? As minhas expectativas. Eu não tinha muito claro, inclusive quando eu entrei na faculdade. Faz muitos e muitos anos. Você não era nem nascido, foi em 1978. A profissão ela era muito assim. Ou você vai para a clínica ou você vai para a organização que é a empresa, ou você vai para a educacional, que ninguém sabia ao certo o que era a educacional, porque nunca existiu psicólogo nessa frente de verdade. Bom, eu me identifiquei muito com a clínica e a educacional pelo interesse, pelas questões sociais. Nunca consegui assim separar a atuação clínica de questões sociais, sempre me incomodou o fato da Psicologia ser uma profissão voltada para a elite, para a classe dominante. A origem dela é essa. Então assim a pergunta minha era sempre assim, será que eu vou conseguir fazer coisas para a realidade brasileira, para atender o povo brasileiro? Porque a minoria da minoria que tem acesso ao psicólogo, e agora só que a gente está conseguindo ampliar isso. Na frente da saúde, no SUS, etc. Mas é sempre insuficiente essa atuação. Então essa expectativa, há muito que sei muito, grandes expectativas, mas principalmente pelo fato de trabalhar com gente. Trabalhar com o ser humano e uma curiosidade de conhecer os mistérios humanos assim, sabe, isso era uma coisa meio difusa, meio assim mas, é isso, mais ou menos. 9 2. Há quanto tempo você atua nessa área? Iniciei estudos em 1978. Eu tranquei um ano a faculdade. E daí voltei e me formei em 84. Desde então trabalho na área. 3. Como se deu sua inserção no mercado de trabalho? Quais foram as barreiras para seu ingresso? O que mais me manteve em termos do trabalho que eu pudesse subsistir com o trabalho da minha área, na minha área, foram as escolas. E os projetos, aqueles projetos que eu trabalhei, e depois ao ingressar na universidade como professora. Então isso me deu um respaldo, né, de estou trabalhando na área, não preciso trabalhar em um banco, por exemplo. A clínica não me deu esse respaldo porque eu não tive condições e tempo para depender de clínica, principalmente na época. Hoje em dia, talvez o cenário seja mais diferente porque também se ampliou a área clínica e tudo mais. E ela sempre andou paralelamente, sabe, a essas outras, mas essa questão educacional foi para mim, o que me garantiu como o mercado de trabalho. Eu tive várias barreiras, várias. Eu procurei trabalhar como psicóloga escolar em várias escolas, como um psicólogo escolar. E as portas eram fechadas, sempre fechadas. Muita resistência. Então, quando eu trabalhava na escola, foi no início como professora de criança pequena. E depois como orientadora pedagógica, era o meu cargo. Mas na prática para mim era como se fosse psicóloga escolar mas oficialmente não era. Justamente porque ainda era uma coisa muito fechada, muito pouco reconhecida enfim. 10 4. Conte-nos sobre o seu trabalho. Olha, atualmente eu estou basicamente na frente acadêmica, porque depois eu fui fazer mestrado. Depois eu fiz doutorado. Então. Eu me dediquei à questão da formação dos psicólogos, então eu acho que o meu papel hoje é de grande responsabilidade porque eu contribuo para a formação dos novos profissionais da profissão que eu escolhi. 5. Quais desafios e limitações você encontra para executar o seu trabalho? São grandes desafios porque é uma constante luta para o reconhecimento profissional. E exige muito investimento o tempo todo. E estudo né. Quem não gosta de estudar não dá para fazer Psicologia, ou seja, estudar, se atualizar o tempo todo, participar de congressos. E saber o que se passa na realidade de nosso de cada dia, ou seja, acompanhar os acontecimentos e entender dentro desses acontecimentos entender a subjetividade humana. E não se isolar. Eu acho que é uma grande questão. Eu acho que precisamos contar uns com os outros e formar redes, correntes de trabalho, de atuação. 6. Qual a sua opinião quanto a relação do psicólogo com os recursos tecnológicos atuais? Recursos tecnológicos são para mim simplesmente recursos tecnológicos. Eles não são mais do que isso. Eles são ferramentas. E o psicólogo, com ou sem recursos tecnológicos, precisa ter a arte da atuação, né, que é um jogo de cintura muito grande, porque ao mesmo tempo que você tem uma ética, você é um profissional. E que precisa prestar atenção nesse outro com essa ética, essa postura profissional, você também precisa ser humano e aprender a fazer o vínculo com o outro. Então isso é o principal. Os recursos tecnológicos são ferramentas que podem ajudar, e a gente precisa saber usar. 11 7. Como você percebe o papel do compromisso social da Psicologia? Na prática é a que mais precisa acontecer. E estamos num momento de ampliar essa prática. Porque desde 1980, da década de 1980 a gente tem uma visão crítica. A própria psicologia sobre o fazer educacional. Muito restrito, sabe. A diagnosticar problemas, transtornos distúrbios. E isso é muito pouco e muito, às vezes inadequado porque o problema é muito maior do que aquele menino, aquele indivíduo ou aquele professor. O problema é, são as relações cotidianas na verdade, muito mais ampla institucional e que demanda um olhar da complexidade do ser humano. Então existe uma luta da categoria dos psicólogos em especial da especialidade Escolar e Educacional. Eu faço parte da Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional, pra lutar para os avanços da categoria. Tanto é que nós obtivemos agora a pouco um pequeno sucesso que foi, em primeira instância, uma aprovação do Projeto de Lei 3688 de 2000, então, ou seja esse projeto está tramitando há 19 anos, e agora ele foi aprovado na Câmara, para atuação de psicólogos e assistentes sociais na rede pública, nas escolas do ciclo básico. Então isso sim é um avanço e uma conquista nossa, é só que ainda temos alguns degraus aí para ele ser aprovado de verdade. Então a gente está torcendo para que o Presidente da República nem preste atenção para que seja aprovado porque existem questões políticas aí muito complicadas né, com relação a nossa própria atuação existem muitos preconceitos por parte dos gabinetes políticos comrelação a atuação de psicólogo. A gente está torcendo para provavelmente, para eles, para que haja um olhar assim que não considere que o psicólogo tem que ficar só na clínica. Que a nossa profissão ela está se ampliando, o leque está sendo muito maior do que quando começou a profissão no Brasil. E então é para isso que a gente está torcendo, para que a gente possa efetivamente poder atuar e ser reconhecidos nas diversas especialidades. E o nosso curso está voltado para essa amplitude. A gente trabalha aqui no curso com políticas públicas, teorias de grupo, Psicologia institucional e os nossos estágios profissionalizantes são estágios em diversas frentes, inclusive a educacional, e que é pra valer. São estágios muito sérios com compromisso profissional e que a gente tem feito ações muito interessantes na prática já com os alunos mesmo. 12 8. Quais as contribuições para a sociedade que seu trabalho tem oferecido? Então eu planto sementes, eu acredito, eu tenho aqui no curso algumas ex-alunas que são colegas atuais, são professoras da casa. Já foram minhas alunas aqui. Porque eu sou professora da Uninove há 20 anos. Isso para mim é uma grande alegria. Ex-alunos que são amigos, que são profissionais, ótimos profissionais. Atuando em várias frentes, né, atuando com crianças na educação, atuando em hospitais, atuando com idosos. E, enfim, vários âmbitos. Então isso me dá muita alegria, sabe, porque inclusive a supervisão de estágios, então a cada atendimento, a cada grupo que a gente trabalha em determinada instituição, tem sempre histórias que acabam trazendo um resultado para o nosso trabalho. É bastante motivador, e muita coisa que a gente não fica sabendo, porque trabalhar com gente é assim. Você planta a semente e depois não sabe que fruta deu, que planta deu, que árvore foi, porque é impossível acompanhar todas as histórias, mas a gente acredita que a gente colabora de alguma forma. 9. Você já pensou em desistir de sua carreira? Por que? E o que te estimula a continuar? Eu tive uma dúvida, quando eu tranquei a matrícula, sabe. Porque era uma época de muita crítica social de movimento estudantil. Como eu estudei na PUC de São Paulo, ali era um reduto do movimento estudantil. Então eu tomei pé de uma realidade brasileira de ditadura militar muito dura mesmo. E que ia contra tudo que a Psicologia poderia oferecer. Então me deu um desencanto, meio um desânimo. E quando eu me distanciei, nesse ano que eu fiquei fora, eu descobri que eu podia sim reinventar coisas, criar, porque a gente precisa inventar nossa profissão também. É uma profissão muito recente que ainda está em construção, então depende de nós. E aí eu abracei com tudo depois. 13 10. Você teria algo a nos dizer, como estudantes de Psicologia? O que eu tenho a dizer é: A persistência e o enfrentamento de crises. Então, o enfrentamento de crises, para superar essas crises, quando você tem uma energia de persistir, você precisa também dos outros, das outras pessoas, dos colegas. Então quanto mais unidos vocês forem é melhor, porque isso fortalece cada um. É um curso que exige bastante, tanto profissionalmente quanto pessoalmente, que a gente precisa se dedicar muito. E existem momentos muito difíceis. Mas a alegria de finalizar essa etapa, ela é muito grande porque você acaba se transformando também, é um processo de transformação. Quem acaba indo até o final é quem realmente abraçou a profissão. 14 DISCUSSÃO (15-20 linhas) Comentar sobre as respostas do entrevistado. Impressões sobre a entrevista e relacionando com o que foi lido estudado a respeito da área de atuação pesquisada na bibliografia. 15 CONSIDERAÇÕES FINAIS (15-20 linhas) Comentar sobre a experiência do grupo em todo o processo de estudo, desde o levantamento bibliográfico, a entrevista, o trabalho do grupo. Discorrer sobre suas impressões em relação ao trabalho desenvolvido como um todo. 16 REFERÊNCIAS Relacionar as fontes consultadas seguindo as normas da ABNT: