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INEDI – Cursos Profissionalizantes BRASÍLIA – 2011 Técnico em Transações Imobiliárias MÓDULO 07 Noções de Organização e Técnica Comercial Os textos do presente Módulo não podem ser reproduzidos sem autorização do INEDI – Instituto Nacional de Ensino a DistânciaINEDI – Instituto Nacional de Ensino a DistânciaINEDI – Instituto Nacional de Ensino a DistânciaINEDI – Instituto Nacional de Ensino a DistânciaINEDI – Instituto Nacional de Ensino a Distância SCS – Qd. 08 Ed. VSCS – Qd. 08 Ed. VSCS – Qd. 08 Ed. VSCS – Qd. 08 Ed. VSCS – Qd. 08 Ed. Venâncio 2000, Bloco B 60 Sala 245 – Brasília - DFenâncio 2000, Bloco B 60 Sala 245 – Brasília - DFenâncio 2000, Bloco B 60 Sala 245 – Brasília - DFenâncio 2000, Bloco B 60 Sala 245 – Brasília - DFenâncio 2000, Bloco B 60 Sala 245 – Brasília - DF TTTTTelefax: (0XX61) 3321-6614elefax: (0XX61) 3321-6614elefax: (0XX61) 3321-6614elefax: (0XX61) 3321-6614elefax: (0XX61) 3321-6614 CURSO DE FORMAÇÃO DE TÉCNICOS EM TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS – TTI COORDENAÇÃO NACIONAL André Luiz Bravim – Diretor Administrativo Antônio Armando Cavalcante Soares – Diretor Secretário COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA Maria Alzira Dalla Bernardina Corassa – Pedagoga COORDENAÇÃO DIDÁTICA COM ADAPTAÇÃO PARA EAD Tibério Cesar Bravim – MBA em Ciências da Educação COORDENAÇÃO DE CONTEÚDO Ricardo José Vieira de Magalhães Pinto EQUIPE DE APOIO TÉCNICO: INEDI/DF André Luiz Bravim Robson dos Santos Souza PRODUÇÃO EDITORIAL Luiz Góes EDITORAÇÃO ELETRÔNICA E CAPA Alessandro dos Santos IMPRESSÃO GRÁFICA Gráfica e Editora Equipe Ltda ________________, Organização e Técnica Comercial , módulo VII, INEDI, Curso de Formação de Técnicos em Transações Imobiliárias, 5 Unidades. Brasília. Disponível em: www.inedidf.com.br. 2009. Conteúdo: Unidade I: Organizações Humanas, conceitos; – Unidade II: Empresas – Unidade III: Técnicas Comerciais; Unidade IV – Serviços Auxiliares do Comércio; Exercícios, Glossário. 347.47:611 C889m Caro Aluno O início de qualquer curso é uma oportunidade repleta de expectativas. Mas um curso a distância, além disso, impõe ao aluno um comportamento diferente, ensejando mudanças no seu hábito de estudo e na sua rotina diária, porque estará envolvido com uma metodologia de ensino moderna e diferenciada, porporcionando absorção de conhecimentos e preparação para um mercado de trabalho competitivo e dinâmico. O curso Técnico em Transações Imobiliárias ora iniciado está dividido em nove módulos. Este módulo 07 traz para você a básica disciplina Organização e Técnica Comercial que, dividida em cinco grandes unidades de estudo, apresenta, dentre outros itens essenciais, os conceitos fundamentais de Administração, de Empresas, Técnicas Comerciais, Serviços Auxiliares do Comércio, e Operações sobre Mercadorias e Títulos, além de exercícios de fixação, testes para avaliar seu aprendizado e lista de vocabulário técnico que, com certeza, será indispensável no seu desempenho profissional.Trata-se, como você pode perceber, de uma completa, embora sintética, habilitação no âmbito desse conhecimento tão decisivo para o futuro profissional do mercado imobiliário. Se o ensino a distância garante maior flexibilidade na rotina de estudos, também é verdade que exige do aluno mais responsabilidade. Nós, do INEDI , proporcionamos as condições didáticas necessárias para que você obtenha êxito em seus estudos, mas o sucesso completo e definitivo depende do seu esforço pessoal. Colocamos à sua disposição, além dos módulos impressos, um completo site (www.inedidf.com.br) com salas de aula virtuais, fórum com alunos, tutores e professores, biblioteca virtual e salas para debates específicos e orientação de estudos. Em síntese, caro aluno, o estudo dedicado do conteúdo deste módulo lhe permitirá o domínio dos conceitos mais elementares de Organização e Técnica Comercial, além do conhecimento dos instrumentos básicos para que o futuro profissional possa atingir os seus objetivos no mercado de imóveis. Ao concluir seus estudos neste módulo você terá vencido uma importante etapa para atuar com destaque neste segmento da economia nacional. Boa sorte! SUMÁRIOSUMÁRIOSUMÁRIOSUMÁRIOSUMÁRIO INTRODUÇÃO ..........................................................................................................07 UNIDADE I 1. Organizações Humanas – Fundamentos Conceituais ...................................................11 1.1 – Princípios básicos ..........................................................................................11 1.2 – As Organizações como Sistemas .....................................................................11 1.3 - As organizações e sua função social .................................................................13 1.4 – O ambiente organizacional ............................................................................14 2. Administração – princípios e elementos básicos ..........................................................16 2.1 – Eficácia, Eficiência, Efetividade ......................................................................16 2.2 – Níveis administrativos ....................................................................................17 2.3 – Habilidades e conhecimentos administrativos .................................................17 2.4 – Funções administrativas .................................................................................19 2.4.1 – Planejamento ......................................................................................19 2.4.2 – Organização .......................................................................................22 2.4.3 – Direção ..............................................................................................27 2.4.4 – Controle.............................................................................................32 2.4.5 – Considerações finais sobre o processo administrativo ............................31 UNIDADE II 1. Empresas - 1.1 – Conceituação e classificação...........................................................................35 1.1 – Conceito e Objetivos .............................................................................37 1.2 – Características .......................................................................................37 1.3 – Classificação das empresas ......................................................................37 2. Escolha de atividades e constituição ............................................................................39 2.1 – Escolha de atividades .....................................................................................39 2.2 – Constituição ..................................................................................................39 2.3 – As sociedades .................................................................................................44 2.4 – Junta comercial .............................................................................................44 3. Concentração de empresas ou influência no mercado ..................................................44 3.1 – Monopólio ...................................................................................................44 3.2 – Oligopólio ....................................................................................................45 3.3 – Cartel ...........................................................................................................45 3.4 – Holding .......................................................................................................45 3.5 – Truste ...........................................................................................................45 3.6 – Grupo de sociedade ......................................................................................45 UNIDADE III - TÉCNICAS COMERCIAIS 1. Conceito .............................................................................................................512. Organização Comercial ..............................................................................................51 3. Estrutura do comércio x características do mercado imobiliário....................................52 3.1 – Captação ......................................................................................................51 3.2 – Condições de crédito ....................................................................................52 3.3 – Comunicação................................................................................................52 3.5 – Conhecimento de marketing .........................................................................52 4. Administração de vendas em empresas imobiliárias ......................................................54 4.1 – Composição da força de vendas .....................................................................54 4.2 – Assistente de vendas ......................................................................................55 4.3 – Estruturação da força de vendas ....................................................................56 4.4 – Tamanho da força de vendas ..........................................................................57 4.5 – Administração da força de vendas ..................................................................58 4.6 – Controle de vendas .......................................................................................60 5. Serviços auxiliares do Comércio ..................................................................................62 UNIDADE IV - Serviços Auxiliares do Comércio 1 – Companhias de Seguros ...........................................................................................67 1.1 – Conceito ......................................................................................................67 1.2 – Riscos ...........................................................................................................67 1.3 – Seguros .........................................................................................................67 1.4 – Franquia .......................................................................................................68 1.5 – Prêmio ..........................................................................................................68 2. Estabelecimentos financeiros ......................................................................................68 2.1 – Banco Central do Brasil .................................................................................68 2.2 – Banco do Brasil .............................................................................................68 2.3 – Banco Nacional de Desenv. Econômico e Social – BNDES .............................69 2.4 – Caixas econômicas .........................................................................................69 2.5 – Bancos comerciais .........................................................................................69 2.6 – Bancos de investimentos ................................................................................69 2.7 – Fundos mútuos de investimentos ...................................................................69 2.8 – Companhias de crédito, financiamento e investimento ...................................69 2.9 – Sociedades distribuidoras de valores ...............................................................69 3. Bolsas............. ............................................................................................................69 3.1 – Tipos de ações das S/As .................................................................................69 GLOSSÁRIO ...................................................................................................................... 79 BIBLIOGRAFIA......................................................................................................................... 85 GABARITO ........................................................................................................................... 87 INTRODUÇÃOINTRODUÇÃOINTRODUÇÃOINTRODUÇÃOINTRODUÇÃO Este trabalho é direcionado para você, prezado aluno, que pretende tornar-se um Técnico em Transações Imobiliárias. O temas abordados são da matéria “Organização e Técnicas Comerciais” , um componente curricular da área Administração. Os tópicos aqui apresentados são o início dos estudos para quem, realmente, quer ser um bom Técnico em Transações Imobiliárias. Nossa intenção, nesta apresentação, é incentivá-lo a prosseguir seus estudos. O mundo está sempre em evolução, requerendo atualizações constantes. Assim, espero e acredito que este curso será apenas o início dos estudos para você que deseja ser um profissional respeitado na sua área . Bons estudos. TÉCNICO EM TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS INEDI - Cursos Profissionalizantes8 ••••• ORGANIZAÇÃO E TÉCNICA COMERCIAL – Unidade I INEDI - Cursos Profissionalizantes ••••• 9 Unidade I Ø Conceituar os termos Organização, Eficácia, Eficiên- cia, Efetividade; Ø Identificar os princípios e elementos básicos da administração; Ø Identificar as funções administrativas; Ø Identificar as prerrogativas do profissional da área; Ø Refletir sobre a importância da administração na vida de qualquer empreendimento humano. TÉCNICO EM TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS INEDI - Cursos Profissionalizantes10 ••••• ORGANIZAÇÃO E TÉCNICA COMERCIAL – Unidade I INEDI - Cursos Profissionalizantes ••••• 11 1. ORGANIZAÇÕES HUMANAS - FUNDAMENTOS CONCEITUAIS Genericamente, organização signifi- ca a ordenação, a arrumação das partes de um todo, a partir de um conjunto de normas para esse fim estabelecidas. Esse conceito abrange desde uma iniciativa individual doméstica até a sistematização de uma entidade, de uma insti- tuição que serve à realização de interesse soci- al, político, econômico. A Organização, como instituição, pode ser entendida em dois níveis: • primeiro como designação atribuída a qualquer grupo de pessoas que, consci- entemente, combinam seus esforços e outros tipos de recursos para alcançar objetivos comuns e socialmente úteis; • o outro nível é o administrativo, e o termo aplica-se à estruturação dos re- cursos existentes e das operações da ins- tituição. Tais recursos se desdobram em: • Recursos físicos ou materiais - edi- fícios, instalações, equipamentos, maté- rias primas, etc.; • Recursos financeiros - capital social e todos os valores que ingressam na empresa em razão de suas operações (faturamento, investimentos, contas a receber, etc).; • Recursos Humanos – todas as pes- soas envolvidas nas operações da em- presa; • Recursos mercadológicos – meios pelos quais a empresa busca disponibi- lizar seus produtos ao consumidor fi- nal (pesquisas de mercado, promoção, canais de distribuição, etc).; • Recursos administrativos – meios de coordenação interna dos demais recur- sos, assegurando-lhes a integração ne- cessária ao desempenho global; • Recursos informacionais – mecanis- mos de troca de informações interna- mente e externamente com vistas a man- ter um permanente processo de avalia- ção e ajuste ao contexto em que opera a empresa. 1.1 – PRINCÍPIOS BÁSICOS O funcionamento de uma organização se apoia em três princípios clássicos: Divisão do Trabalho, Cooperação e Coordenação. A divisão do trabalho é o princípio pelo qual se atribui, a cada pessoa ou grupo de pessoas, um papel específico. Essa atribuição é associada a um conjunto de tarefas que contri- buam para o objetivo comum. Para tanto, é considerada a especialização da(s) pessoa(s), decorrente de formação específica ou adquiri- da, via experiência prática ou treinamento. A cooperação pressupõe a disposição das pessoas em combinar suas especializações individuais, de modo a obter um maior núme- ro de realizações do que poderia ser consegui- do com os indivíduos agindo independente- mente. A cooperação é obtida por mecanis- mos que despertem a disposição dos partici- pantes em desenvolveresforços pessoais em direção aos objetivos estabelecidos. A coordenação é o princípio pelo qual os esforços individuais devem convergir, de for- ma integrada e harmônica, para o alcance dos resultados pretendidos. É a união de esforços. Esse princípio se materializa na implementa- ção de instrumentos e métodos de trabalho capazes de realizar a conjunção harmônica dos esforços, fazendo prevalecer a noção de coleti- vo sobre a ótica individual. 1.2 – AS ORGANIZAÇÕES COMO SISTEMAS Sistema é a integração de todas as partes entre si. É um conjunto de elementos (concre- tos ou abstratos) que se apresenta intelectual- mente organizado. TÉCNICO EM TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS INEDI - Cursos Profissionalizantes12 ••••• Em Administração, SISTEMA signi- fica qualquer entidade composta de partes in- ter-relacionadas, interdependentes e interagen- tes entre si, que desenvolvem uma atividade ou função voltada para atingir um ou mais objeti- vos/propósitos (finalidade para a qual foi cri- ado o sistema). As organizações enquadram-se nesse conceito na medida em que os resultados glo- bais dependem da convergência de atividades dispersas entre as diversas áreas empresariais e o trabalho em cada área é afetado e afeta o com- portamento das demais. Em uma empresa todos os setores de- vem estar sistematizados para a obtenção de um resultado comum. Quando os setores estão sistematizados, cada um desempenha sua função dentro do siste- ma e, também, fora da empresa. No mercado, como um todo, temos também um sistema, onde cada empresa responde pela sua área. Atualmente, ouvimos muito falar em ca- deia produtiva que nada mais é que um sistema de empresas relacionadas que fazem parte de um sistema maior que é o mercado global. As organizações são concebidas como sistemas abertos. Sistema aberto é o que man- têm algum tipo de relacionamento com o meio ambiente. Uma organização atua em constante in- teração com o meio ambiente: • dele retira os insumos ou recursos hu- manos, financeiros, materiais e infor- macionais (entradas ou inputs) necessári- os ao seu funcionamento; • para ele revertem os resultados dos processos internos, como o produto ou o serviço, os impostos pagos, os salá- rios e o aumento da qualificação da mão-de-obra, a sustentação econômi- ca dos fornecedores, o lucro de pro- prietários ou acionistas, a imagem etc. Uma organização é considerada um siste- ma aberto quando associa os insumos que utili- za e os resultados que produz às expectativas e demandas das partes desse meio ambiente. Subsistemas são partes do sistema em que se desenvolvem as atividades de forma in- terdependente e interativa. Nas organizações essas partes são, em geral, especializadas, como consequência da divisão do trabalho, e interligadas por uma rede de comunicações. Um subsistema pode ser estabelecido segundo parâmetros diversos, dependendo da análise que se queira fazer. Um dos parâmetros mais utilizados, por sua generalização aplicável a qualquer em- presa, independentemente da finalidade ou do porte, é a classificação funcional, que identi- fica os seguintes subsistemas básicos: • Subsistema de Produção - sua função é con- cretizar e viabilizar os produtos e/ou serviços. Estão aí agrupadas as ativida- des de obtenção de recursos específicos desses processos e de transformação básica; nas indústrias é a fabricação, no comércio podemos associá-lo à obten- ção de mercadoria e na prestação de ser- viços com a realização do próprio; • Subsistema de Comercialização (marketing) - é constituído pelas atividades associa- das à disponibilização do produto, mer- cadoria ou serviço no mercado. Abran- ge a identificação das necessidades e de- sejos do cliente, o planejamento do pro- duto, a criação da demanda, a distribui- ção, a venda e o acompanhamento do cliente; • Subsistema de Recursos Humanos - engloba a promoção de oportunidades que maxi- mizem a contribuição individual. Ele pro- porciona condições favoráveis ao desem- penho profissional. Esse subsistema des- dobra-se nas atividades de estabelecimen- to da política de RH, determinação das necessidades de mão de obra, recruta- mento, seleção de pessoal, treinamento e avaliação de pessoal; ORGANIZAÇÃO E TÉCNICA COMERCIAL – Unidade I INEDI - Cursos Profissionalizantes ••••• 13 • Subsistema Financeiro - seu objetivo é a obtenção de recursos para a manutenção das operações e a busca da melhor for- ma de utilização do capital obtido. Esse subsistema desdobra-se nas áreas de de- cisão de investimentos, distribuição de lucros e financiamento; • Subsistema Administrativo – estabelece e opera os mecanismos de condução do desempenho e da integração entre os subsistemas internos e entre a organi- zação e seu ambiente externo. Ele ope- ra esses mecanismos utilizando proces- sos informativos, decisórios e gerenciais. Esse subsistema atua na perspectiva de manter a organização em permanente estado de equilíbrio interno e externo. Para tanto, ele pode ser desdobrado nos aspectos: • técnico ou operacional (condução do desempenho das tarefas); • institucional ou estratégico (relação organização x meio); • organizacional ou intermediário (inte- gração entre os subsistemas técnico e social). • Na concepção sistêmica, a sobrevivên- cia de uma organização depende da sua capacidade de manter-se em permanen- te estado de equilíbrio em relação ao seu ambiente: • produzindo resultados consistentes com as demandas do mesmo; • promovendo adaptação às mudanças nas contingências deste ambiente, atra- vés da reestruturação dos processos in- ternos do sistema ou mesmo da redefi- nição de seus próprios objetivos. • Nessa perspectiva é muito importante o mecanismo de Retroalimentação ou feedback. • Retroalimentação ou fedback é o processo utilizado para controlar os resultados da ação pelo conhecimento dos seus efeitos. Nesse processo o produtor/ emissor obtém informação a respeito da reação do consumidor/receptor em re- lação ao produto, à sua mensagem e a resposta obtida serve para avaliar os re- sultados do que foi apresentado. • A retroalimentação ou feedback pro- porciona uma contínua obtenção de in- formações sobre as condições do am- biente externo e do próprio desempe- nho. Consequentemente, permite que se avalie a adequação de processos inter- nos e/ou as necessidades de modifica- ções com vistas à produção de respos- tas adequadas. 1.3 – AS ORGANIZAÇÕES E SUA FUNÇÃO SOCIAL Organizações são instituições com ação direcionada para a realização de objeti- vos definidos, associados a produtos ou ser- viços desenvolvidos e disponibilizados, em troca de uma remuneração (preço, tributos, contribuições). As organizações são projetadas, a par- tir de sistemas de atividades e autoridade, deli- beradamente, estruturadas e coordenadas. Elas utilizam recursos disponíveis e desempenham um papel social que se manifesta no nível de satisfação da comunidade, dos consumidores ou usuários, dos acionistas e fornecedores. As empresas priorizam o lucro, ori- entando todo o processo de combinação de esforços e de utilização de recursos, porém não diferem dos demais tipos de organização no tocante ao desempenho desse papel social. Essa condição está sintetizada na se- guinte definição, extraída da publicação “Como entender o mundo dos negócios”, da série “O Empreendedor, autoria de João San- tana, Edição SEBRAE, 1994, pág.27”: “Em- presa é um conjunto de pessoas que harmo- nizam capital e trabalho, na procura de lu- cros, a serviço próprio e da comunidade em que está inserida”. TÉCNICO EM TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS INEDI - Cursos Profissionalizantes14 ••••• volvimento regional, graus de industria- lização e de distribuição de renda) ou de caráter conjuntural/temporárias, tais como o nível de atividade econômica, a taxa de inflação ou deflação, a balança de pagamentos, a política fiscal etc.; • legais - conjunto de leis, regulamentos e normas vigentes que regulam, contro- lam, incentivam ou restringem as ações desenvolvidas nas organizações, forma- lizando o contexto político, econômi-co e social; • socioculturais - traduzem-se nos fa- tores determinantes do comportamen- to e atitudes predominantes nas pesso- as de uma sociedade. Envolvem as tra- dições culturais do país e da comuni- dade, a atitude das pessoas frente ao trabalho, as tendências de aceitação de ou rejeição de produtos, pessoas, hábi- tos. Elas estão em constante mudança, face à atuação dos meios de comunica- ção sobre a opinião pública, forman- do e modificando conceitos, padrões. Por outro lado, constituem-se, também, uma variável interna, pois embora as organizações procurem moldar o com- portamento de seus funcionários por meio de normas e regulamentos, essas os influenciam profundamente, trazen- do para eles sua cultura, experiência; • demográficas - representam as carac- terísticas populacionais mensuráveis es- tatisticamente, tais como crescimento populacional, raça, religião, distribui- ção geográfica, por sexo, idade, níveis de renda. Essas características influen- ciam a receptividade de bens e servi- ços no ambiente e se refletem na estra- tégia das organizações; • ecológicas - estado geral da natureza e condições do ambiente físico e natu- A empresa, ao atender as necessida- des desta comunidade, cria oportunidades de empregos, distribui ganhos sob a forma de sa- lários e pagamentos a serviços e fornecedores, paga impostos e dissemina a atividade econô- mica e o desenvolvimento. Ela concretiza, na prática, essas vantagens de forma associada ao seu papel social. 1.4 – O AMBIENTE ORGANIZACIONAL Entende-se por ambiente (ecossiste- ma, meio ambiente, ambiente externo) todo o universo que envolve externamente uma empresa, potencialmente capaz de influenciar o seu comportamento, podendo ser subdivi- dido em dois grandes grupos – ambiente ge- ral e ambiente específico. O ambiente geral não é uma entida- de concreta com a qual se interage diretamen- te, e sim um conjunto de variáveis genéri- cas externas influenciadoras de forma difusa em todas as organizações de fatos, ações e es- tratégias empresariais, abaixo caracterizadas: • tecnológicas - são os conhecimentos acumulados disponíveis (invenções, téc- nicas, aplicações, etc.). Integram o meio ambiente na medida em que as empre- sas precisam incorporar e absorver ino- vações externas; • políticas - decorrentes das decisões governamentais em nível nacional e in- ternacional. Incluem, também, o “cli- ma” político e ideológico, a estabilida- de ou instabilidade política ou institu- cional e as tendências ideológicas que orientam os rumos das políticas eco- nômica, fiscal, trabalhista, saúde públi- ca, educação, habitação, etc.; • econômicas - são de caráter estrutural/ permanentes (nível da economia – desen- volvimento, estagnação, recessão, desen- ORGANIZAÇÃO E TÉCNICA COMERCIAL – Unidade I INEDI - Cursos Profissionalizantes ••••• 15 ral, bem como a preocupação da soci- edade com o meio ambiente. O ambiente específico é aquele mais próximo, imediato e particular de cada empre- sa. Englobam o ambiente específico: • as entidades concretas com as quais a em- presa interage diretamente e cujo com- portamento é relevante em termos de estabelecimento e alcance dos objetivos; • os clientes (segmento alvo e direciona- dor prioritário); • os fornecedores (segmento supridor de recursos); • os concorrentes (segmento competitivo); • os grupos reguladores (governo, sindica- tos, associações, entidades de classe ou representativas de segmentos ou posi- cionamentos sociais) que de alguma forma impõem restrições, controles, ou limitações às atividades da instituição considerada como sistema. a) Quais os três princípios clássicos de funcionamento de uma organização? _______________________________________ _______________________________________ _______________________________________ b) O que é um sistema como princípio administrativo? _______________________________________ _______________________________________ _______________________________________ c) O que significa a expressão “feedback”? _______________________________________ _______________________________________ _______________________________________ d) Quais as principais funções sociais da organização. _______________________________________ _______________________________________ _______________________________________ _______________________________________ e) Qual a prioridade na existência de uma empresa? _______________________________________ _______________________________________ _______________________________________ _______________________________________ f) Relacione as variáveis que englobam o chamado “ambiente específico” de uma organização. _______________________________________ _______________________________________ _______________________________________ _______________________________________ TÉCNICO EM TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS INEDI - Cursos Profissionalizantes16 ••••• 2. ADMINISTRAÇÃO – PRINCÍPIOS E ELEMENTOS BÁSICOS Objetivos e recursos são palavras- chave na conceituação de Organização e de Administração. A organização é um sistema de recur- sos, que procura atingir objetivos. A Administração se constitui no pro- cesso de planejar, organizar, dirigir e controlar a apli- cação dos diferentes tipos de recursos, visando a rea- lização de objetivos. Objetivos e recursos são princípios em uma organização e se constituem elemen- tos base na Administração. A estreita relação entre ambos os con- ceitos decorre do fato de que é impossível pen- sar na existência de organização empresarial ou outros organismos institucionais que não se utilizam de processos administrativos. A missão fundamental da Adminis- tração é concretizar, na prática, os princípi- os de organização, ou seja, os objetivos e os recursos. Essa concretização significa promover a interação entre perícias especializadas (dati- lografia, vendas, engenharia,) de maneira coor- denada, sob um clima de cooperação/intera- ção, modelando um nível de desempenho ca- paz de conduzir o empreendimento de forma a garantir o alcance dos objetivos. Evidentemente que, comparadas aos demais recursos organizacionais, as pessoas se colocam no centro do processo gerencial. São elas que pensam e agem a partir das informa- ções associadas ao desenvolvimento das ativi- dades, tomam decisões, individualmente ou em conjunto com outras pessoas e são afetadas pelas decisões que outras tomam. A competência e as atitudes pesso- ais são as forças viabilizadoras da transforma- ção das potencialidades em realidade. Essas potencialidades são proporci- onadas pelos recursos tecnológicos, pela qua- lidade dos processos associados ao desem- penho das tarefas e da estrutura de trabalho estabelecida. Daí a conceituação, universal- mente aceita, de administrar como o ato de realizar coisas e obter os resultados máximos com e por meio das pessoas desenvolvendo um conjunto de atividades necessárias a garantir e regular as contri- buições destas de modo a conseguir as metas organi- zacionais observando os padrões de eficácia, eficiên- cia e efetividade esperadas. O desempenho da administração en- volve os seguintes elementos: • utilização de técnicas e princípios pró- prios, derivados da pesquisa e da prá- tica gerencial; • desdobramento do processo adminis- trativo nas funções de planejamento, organização, direção e controle; • desenvolvimento de habilidades pes- soais suplementares e indispensáveis à aplicação eficaz das técnicas, princípi- os e métodos administrativos; • direcionamento do processo segundo o nível hierárquico ocupado pelo ad- ministrador. 2.1– EFICIÊNCIA E EFICÁCIA Em administração, as ações desenvolvi- das são avaliadas por seus resultados, no que se refere às seguintes características: Efici- ência e Eficácia. • Eficiência - significa fazer as coisas de maneira correta; refere-se à qualidade dos processos de trabalho, envolven- do o bom uso dos recursos humanos, materiais, tecnológicos. Pode abranger o desempenho de um setor ou da insti- tuição como um todo. Envolve aspec- tos operacionaise comportamentais. É a qualidade ou característica de quem ou do que, num nível operacional, cum- priu as suas obrigações. ORGANIZAÇÃO E TÉCNICA COMERCIAL – Unidade I INEDI - Cursos Profissionalizantes ••••• 17 • Eficácia - refere-se ao resultado satisfa- tório do empreendimento, à capacidade de se realizar um objetivo ou resolver um problema, sendo avaliada comparando- se os resultados alcançados com os obje- tivos pretendidos. Refere-se à aplicação do que foi produzido, aos seus efeitos. Por exemplo: Um curso pode ser desen- volvido com eficiência e efetividade, mas sem eficácia, ou seja, os cursistas não co- locaram em prática o que realmente aprenderam durante o mesmo. 2.2 – NÍVEIS ADMINISTRATIVOS A Administração pode ser desdobra- da em três categorias principais. Elas se desdo- bram de acordo com a natureza e finalidades específicas de cada segmento, nas organizações: • Nível Institucional ou Estratégico – é a categoria constituída pela alta admi- nistração, responsável pela definição do negócio como um todo, em termos de missões e objetivos fundamentais. Por manter permanente contato com o am- biente, é onde são percebidos os impac- tos das mudanças e pressões ambientais, em termos de oportunidades e ameaças. • Nível Intermediário ou Gerencial – é a categoria que promove a articula- ção interna, recebendo as decisões glo- bais tomadas no nível institucional e transformando-as em programas de ação para o nível operacional. • Nível Operacional ou Técnico – é a categoria que administra a execução das tarefas e atividades cotidianas, com base em procedimentos rotineiros e programados para assegurar a máxima eficiência das operações. Situa-se na base da hierarquia. É o nível também chamado supervisão de primeira linha, por força do contato direto com a exe- cução ou operação a cargo dos funcio- nários não administrativos. Nas organizações tradicionais existe uma diferenciação nítida entre esses níveis, por força da rigidez hierárquica. Existe um maior compartilhamento entre as responsabilidades estratégicas, táti- cas e operacionais nas pequenas organizações e nas de maior porte que vêm adotando prá- ticas tendentes a diminuir o número de esca- lões gerenciais, sobretudo, os de nível inter- mediário. Nessas últimas empresas, os admi- nistradores estão assumindo o perfil de pessoas completas para negócios, desen- volvendo as habilidades de pensar estrate- gicamente, traduzir estratégias em objeti- vos específicos, coordenar recursos e “pôr a mão na massa” junto com os funcionári- os operacionais. 2.3 – HABILIDADES E CONHECIMENTOS ADMINISTRATIVOS O desempenho administrativo requer uma gama de habilidades, resultantes de infor- mação, entendimento, prática e aptidão. Essas habilidades podem ser agrupa- das em três grandes categorias: • Habilidades técnicas – é a capaci- dade de desempenhar uma tarefa es- pecializada que envolve certo método ou processo, tais como contabilidade, sistemas de informações, marketing, vendas. Um gerente de vendas em uma empresa imobiliária, por exemplo, manifesta sua habilidade técnica no co- nhecimento dos imóveis comercializa- dos, dos preços de venda, do perfil do mercado e de técnicas de vendas. Es- sas habilidades, quando bem desenvol- vidas formam a base para o desenvol- vimento da carreira gerencial, ajudan- TÉCNICO EM TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS INEDI - Cursos Profissionalizantes18 ••••• do a entender os processos supervisi- onados, mas tornam-se insuficientes quando são usadas, unicamente, para garantir o êxito profissional. • Habilidades humanas – referem-se à facilidade de relacionamento inter- pessoal e grupal, envolvendo a capa- cidade de comunicar, motivar, lide- rar, coordenar e resolver conflitos in- dividuais ou coletivos, manifestando- se no desenvolvimento da coopera- ção na equipe, no encorajamento à participação e ao envolvimento das pessoas. Essas habilidades são vitais para uma carreira gerencial bem su- cedida e essenciais em todos os ní- veis organizacionais. No campo es- pecífico das transações imobiliárias, a habilidade técnica de um gerente ou supervisor de vendas ajuda a fechar as transações, mas o envolvimento da equipe nos esforços capazes de im- pulsionar as mesmas depende das ha- bilidades humanas presentes nesse gerente. • Habilidades conceituais – envol- vem a capacidade de compreender e lidar com a organização ou unidade organizacional como um todo, com- preendendo suas várias funções, a in- terligação entre elas e o relacionamen- to com o ambiente. Essas habilida- des estão associadas ao pensamento, à criatividade, ao raciocínio e ao en- tendimento do contexto. Devem ser, cada vez mais, desenvolvidas à medi- da em que se ascende na carreira e se torna necessário manter a emprega- bilidade. a)Quais são os princípios que se constituem em elementos básicos da administração.? _______________________________________ _______________________________________ _______________________________________ b) Qual a missão fundamental da administração.? _________________________________ _______________________________________ _______________________________________ c) Qual a principal diferença entre eficiência e eficácia? _______________________________________ _______________________________________ _______________________________________ d) Cite os três níveis administrativos na organização. _______________________________________ _______________________________________ _______________________________________ e) Habilidades resultam de: _______________________________________ _______________________________________ ______________________________________ _______________________________________ _______________________________________ ORGANIZAÇÃO E TÉCNICA COMERCIAL – Unidade I INEDI - Cursos Profissionalizantes ••••• 19 2.4 – FUNÇÕES ADMINISTRATIVAS Funções administrativas são as par- tes em que se decompõe o processo adminis- trativo, a fim de facilitar sua compreensão e estudo. Essa forma de abordagem iniciou-se com o trabalho pioneiro de Henry Fayol, que desdobrou o processo administrativo nas fun- ções de Planejamento, Organização, Coman- do, Coordenação e Controle (POCCC). Atualmente, é usual a classificação das funções administrativas em Planejamen- to, Organização, Direção e Controle. Tal classificação se justifica em argumento de cor- rentes atuais que consideram a Coordenação como a essência da administração, permean- do, pois, o desenvolvimento de todo o pro- cesso, enquanto o envolvimento das pessoas transcende o simples ato de comandar, no sentido de emitir ordens e determinar pro- cedimentos, abrangendo aspectos relaciona- dos a estilos de liderança, mecanismos de motivação e modelos de comunicação, en- globados na função de Direção. 2.4.1. Planejamento Planejar é o processo de se pensar no trabalho a ser realizado. Esse processo leva em consideração a definição dos objetivos, a previsão de equipamentos, pessoas, facilida- des e outros recursos e, ainda, estabelece os planos necessários ao delineamento da melhor forma de executar as tarefas. É, em essência, a preparação do terreno para a ação e princi- pais realizações, tomando no presente as de- cisões que venham a afetar o futuro, reduzin- do incertezas. As finalidades básicas do planejamen- to visam preparar a organização para antecipar- se a um futuro virtual. O planejamento permite a definição, de forma antecipada, de ações e meios des- tinados a: • solucionar problemas previstos ou ine- vitáveis, a minimizar seus efeitos (Pla- nejamento adaptativo ou reativo); • criar um futuro, prevendo formas para remover ameaças e/ou explorar opor- tunidades; criando situações desejáveis no futuro ou revertendo as tendências inferidas no presente; eliminando a possibilidade de ocorrência de uma si- tuação previsível não desejada (Plane- jamento inovativo, criativo ou modi- ficativo). O planejamento é a condição básica para que a empresa possa: • desenvolver mecanismos de coordenação, de- finindo a relação lógica entre os even- tos, de forma a caracterizaros papéis individuais e setoriais em termos de in- terdependência e sequência; • alocar racionalmente os recursos, dimensio- nando adequadamente seu volume em função das prioridades; • estabelecer um referencial para as ações correntes. Embora as previsões futuras sejam quase sempre probabilísticas e estejam as or- ganizações sujeitas à influência de fatores não controláveis, capazes de interferir no planeja- mento, o planejamento, sempre resultará em uma linha básica de ação, evitando-se a condução dos negócios ao acaso. Contexto do planejamento O contexto do planejamento é consti- tuído por um conjunto de variáveis, ou seja, de elementos sujeitos a variação ou mudanças, que são mutáveis. A partir dessas variáveis é que se definem os objetivos e as ações a empreender com vistas a alcançá-los. No processo de plane- jamento, é na análise do contexto que se identifi- ca o vínculo entre a realidade presente e as pos- sibilidades ou certezas futuras. TÉCNICO EM TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS INEDI - Cursos Profissionalizantes20 ••••• As variáveis são de origem interna e externa. As variáveis de origem externa ten- dem a ser incontroláveis. São elas: • variáveis econômicas, interferem direta- mente no mercado; • tecnologia, fornece condições inovadoras em termos de recursos e processamen- to de informações; • governamentais, através das políticas eco- nômica, fiscal, social, habitacional, etc.; a legislação; • culturais , os modismos, os aspectos sociais e a demografia, entre outros. As variáveis internas, de caráter controlável, se associam à capacidade produtiva ou de comercialização da empresa, ao quantitativo e ao grau de qualificação dos recursos humanos, aos conhecimentos e tecnologia envolvidos nos processos internos. A análise do contexto, orientada para o exame dessas variáveis e seu impacto sobre as perspectivas da instituição, desdobra-se nos seguintes passos: • definição da situação atual - identifi- cação da realidade presente em termos de desvios em relação a objetivos, pon- tos fortes e fracos da organização e opor- tunidades e/ou restrições externas; • determinação de facilidades e bar- reiras - identificação de oportunidades e/ou ameaças a objetivos traçados e/ ou a situações futuras a preservar e/ou satisfazer (para o planejamento adap- tativo) e de fatores impulsores ou res- tritivos às condições para criação de situações futuras desejáveis (para o pla- nejamento inovativo). Níveis de Planejamento O planejamento é sempre prospecti- vo e pode ser desenvolvido com diferentes perspectivas, ou seja, ele pode ser caracterizado como: • planejamento estratégico – abrange os procedimentos para tomada de de- cisões sobre os objetivos e estratégias da empresa a longo prazo; com forte orientação para o relacionamento ex- terno e para a efetividade, expressa-se no conjunto de missões (intenções ge- néricas da instituição), políticas básicas, vantagens competitivas (fatores de di- ferenciação dos concorrentes) e resul- tados globais (metas estratégicas) vol- tados diretamente para o produto, mercado e clientes; • planejamento tático – traduz os obje- tivos e planos estratégicos mais amplos em objetivos e planos específicos rele- vantes para uma parte definida da em- presa, geralmente uma área funcional como marketing ou recursos humanos; focaliza as principais ações que uma uni- dade deve empreender para realizar sua parte do plano estratégico e para esta- belecer mecanismos de coordenação in- terna com as demais áreas; • planejamento operacional – identifi- ca os procedimentos e processos espe- cíficos para as diversas ações desenvol- vidas na execução das operações da empresa; geralmente abrange períodos de curto prazo e focaliza tarefas roti- neiras, voltando-se principalmente para a eficiência. Tipos de Planos Conceitua-se como plano qualquer me- dida ou conjunto de medidas, expresso em termos de decisões ou ações específicas, resultante de um processo de planejamento estabelecido, tendo em vista a remo- ção de obstáculos identificados ou previstos; o alcance ou manutenção de um futuro desejável, a reversão de ORGANIZAÇÃO E TÉCNICA COMERCIAL – Unidade I INEDI - Cursos Profissionalizantes ••••• 21 Procedimentos são diretrizes detalhadas para execução de uma atividade, especificando a sequência de atos relativos à mesma. Quando uma atividade é frequente ou regular, os procedimentos passam a se constituir em Rotinas. As maneiras de se realizar cada etapa de um procedimento ou rotina são, generica- mente, denominadas Métodos. tendências desfavoráveis, a exploração de oportunida- des e/ou potencialidades e a antecipação de ações vol- tadas para enfrentar situações futuras inevitáveis. Assim considerados, os planos podem ser classificados: • quanto ao tempo – de curto, médio e longo prazo. Embora não haja uma maneira uni- versal rígida de dimensionamento nestes termos, é uma prática comum, principal- mente em situações conjunturais estáveis, integrar-se horizontes de tempo de, pelo menos, um, dois e cinco anos; • quanto à abrangência - planos globais (es- tabelecidos para a organização como um todo) desdobrando-se na elaboração de planos setoriais que são as contribuições de cada parte da organização para os ob- jetivos globais; • quanto ao conteúdo – planos que ex- pressam resultados a alcançar - objetivos e metas – ou que estabelecem os meios necessários à obtenção desses resultados – políticas ou diretrizes, procedimentos, roti- nas ou métodos. Os Objetivos se constituem em decla- rações de propósitos de forma ampla, expres- sando os resultados finais em direção aos quais a atividade é orientada, definindo o que deve ser realizado, balizando o comportamento dos indivíduos e da organização e condicionando o detalhamento e o conteúdo dos planos ne- cessários à sua consecução. As Metas expressam resultados em termos mais precisos e restritos, estabelecen- do prazos, quantidades, valores e outros aspec- tos mensuráveis, definindo padrões concretos de atuação da empresa e seus diversos setores. Políticas ou diretrizes são regras ge- rais de ação que orientam os membros da em- presa na conduta diária de suas operações, atu- ando como parâmetros das decisões delega- das aos níveis inferiores. a) Como se dividem as funções administrati- vas? ____________________________________ ____________________________________ b) Cite quatro variáveis incontroláveis que afetam o planejamento. ____________________________________ ____________________________________ c) Como se caracteriza o planejamento? ____________________________________ ____________________________________ d)Dê o conceito resumido de “plano”. ____________________________________ ____________________________________ e) Especifique as diferenças entre “metas” e “objetivos”. ____________________________________ ____________________________________ TÉCNICO EM TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS INEDI - Cursos Profissionalizantes22 ••••• do é conflitante com os objetivos e expectativas da instituição, mas possui um lado positivo. A prática demonstra que inovações tecnológicas, arranjos na estrutura formal vigente ou de situa- ções em que modificações na estrutura formal são efetuadas com a finalidade de agilizar o flu- xo de tarefas e comunicações podem acarretar procedimentos mais eficazes do que outros pre- estabelecidos pelos modelos formais. A montagem de uma estrutura formal como um processo abrange as seguintes fases: 2.4.2. Organização A Língua Portuguesa, como outros idiomas, utiliza uma mesma palavra com diver- sos significados. Neste curso você já viu, ou ainda verá, algumas palavras ou expressões utilizadas com sentidos diversos. Esse é o caso da palavra organização. Como foi dito no princípio deste mó- dulo, organização significa a ordenação, a ar- rumação das partes de um todo, a partir de um conjunto de normas para esse fim estabe- lecidas. Esse conceito abrange desde uma ini- ciativa individual doméstica até a sistematiza- ção de uma entidade, de uma instituição que serve à realização de interessesocial, político, econômico. Você teve oportunidade de estudar a organização como uma instituição, uma empre- sa. Agora, você vai estudar organização como uma função administrativa. Organização, no sentido de função administrativa, é a forma de inter-relaciona- mento regular da partes de um sistema. É a construção de um padrão de relacionamento entre os membros de uma instituição, caracte- rizado pela distribuição e ordenação do traba- lho, definição formal de tarefas, responsabili- dades e relações entre os participantes, buscan- do estabelecer um modelo de funcionamento julgado adequado à consecução dos objetivos da mesma. Essa forma de organizar, esse mode- lo é denominado Estrutura Organizacional ou Organização Formal. É importante observar que em qual- quer instituição a ele se contrapõe a chamada Organização Informal. Essa é representada pelo padrão de relacionamento que surge, esponta- neamente, entre os participantes do grupo, em função de afinidades, interesses comuns e da própria convivência. A organização informal é, reconheci- damente, importante nas organizações. Esse tipo de relacionamento tem um lado negativo, quan- Elementos básicos na função administrativa de organização A organização, como função adminis- trativa, é caracterizada por diferentes elemen- tos básicos. São eles: ••••• Especialização de atividades – é a es- pecificação de tarefas, a divisão do tra- balho e agregação destas em unidades de trabalho (departamentalização); ••••• Padronização de atividades – são procedimentos utilizados para garan- tir a previsibilidade de comportamen- tos (organogramas, descrições de tra- balho e atribuições de cargos, instru- ções operacionais, regimentos, etc.); ••••• Unidade de comando - cada subordi- nado deve receber instruções e repor- ORGANIZAÇÃO E TÉCNICA COMERCIAL – Unidade I INEDI - Cursos Profissionalizantes ••••• 23 Métodos de representação de uma estru- tura organizacional Uma organização institucional pode ser representada em diversas situações. São elementos de representação de uma organização o organograma, os estatutos, os regimentos, os manuais de organização. ••••• Organograma – Organograma é a re- presentação gráfica e abreviada da es- trutura organizacional de uma empre- sa, apresentando-a de forma visual, con- tendo obrigatoriamente: ••••• os órgãos componentes com as res- pectivas funções, de forma genérica; ••••• os padrões (critérios) de departamen- talização utilizados; ••••• as vinculações e/ou relações de in- terdependência entre os órgãos; ••••• o caráter de cada órgão identificado na estrutura (permanente, temporário, criado formalmente ou informalmente, implantado ou não); ••••• a explicitação das convenções espe- ciais utilizadas na representação. ••••• Estatutos, regimentos, manuais de organização - Formas de representa- ção mais detalhada, especificando mi- nuciosamente as atribuições de todos os setores, cargos e funções existentes em uma organização, bem como os sis- temas de comunicação e coordenação estabelecidos. Departamentalização Significa o agrupamento de atividades, de forma que tarefas relacionadas logicamente entre si sejam executadas em conjunto; a reu- nião dos empregados responsáveis por estas tarefas em uma unidade organizacional co- mum. Obedece a alguns critérios ou padrões, assim discriminados: tar-se unicamente a um superior; ••••• Unidade de direção - as atividades que convergem para o mesmo objeti- vo devem subordinar-se a uma única chefia; ••••• Cadeia escalar - a autoridade (poder de comando) se dispõe em uma linha que parte do mais alto para o mais bai- xo escalão, de forma a caracterizar ni- tidamente a subordinação de um nível hierárquico àquele imediatamente supe- rior e a delimitação do poder decisó- rio atribuído a cada chefia; ••••• Coordenação de atividades – são procedimentos integrativos das funções das unidades (reuniões, sistemas de co- municação e informação, etc.); ••••• Centralização e descentralização de decisões - grau de concentração ou dis- persão do poder decisório nos diver- sos níveis hierárquicos; ••••• Amplitude de supervisão (de Contro- le) - número de subordinados que po- dem ser supervisionados diretamente por um único chefe; ••••• Funções de Linha - conjunto de ativi- dades voltadas diretamente para a con- secução dos objetivos de uma entida- de (atividades-fim); ••••• Funções de Apoio ou Staff - Conjun- to de atividades voltadas para a susten- tação administrativa das demais fun- ções, em termos de criar condições e/ ou facilitar o seu desempenho (ativida- des-meio); ••••• Organização formal x Organização informal - A estrutura construída pre- viamente contraposta pela resultante da prática institucional. TÉCNICO EM TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS INEDI - Cursos Profissionalizantes24 ••••• ••••• Departamentalização por funções – agregação das atividades análogas e in- terdependentes, relacionadas com uma área especializada da empresa. A base para essa forma de agrupamento é o subsistema básico examinado no capí- tulo I, constituindo-se os departamen- tos de produção, marketing, finanças; ••••• Departamentalização por produtos ou serviços, onde o fator básico para o agrupamento associa-se às particularida- des de cada um dos produtos/serviços ou linhas desenvolvidas, sendo comum nas empresas imobiliárias, onde temos os departamentos de locações, imóveis residenciais, comerciais; ••••• Departamentalização por território, comumente aplicada à área de vendas das empresas, onde se constituem uni- dades ou setores encarregados de aten- der áreas geográficas diferentes; ••••• Departamentalização por clientela, aplicável a empresas que operam com segmentos de mercado diversificados, cada um com características diferentes em termos de processo de aquisição, preferências ou características pessoais e sociais; no caso de lojas podemos ter a divisão por faixa de renda, faixa etá- ria ou por sexo, nestes casos até a pro- gramação de marketing pode acompa- nhar a divisão da clientela para se ob- ter melhores resultados; ••••• Departamentalização por projeto - estrutura transitória e de duração limi- tada ao tempo, voltada para um desen- volvimento de uma atividade nova ou especial, constituindo-se uma equipe in- tegrada por elementos de diversas áre- as para implementar projeto, de forma independente em relação às atividades normais da empresa. Como conclusão podemos dizer que a departamentalização ideal é aquela que atenda ao projeto da organização e que distribua e coordene todas as atividades desenvolvidas pela empresa. Na verdade podemos combinar todos os tipos de departamentalização com o objetivo de melhor organizar a empresa. a) O que significa “organização” no sentido de função administrativa? ____________________________________ ____________________________________ ____________________________________ b) O que significa “unidade de comando” numa organização? ____________________________________ ____________________________________ ____________________________________ c) O que são “Funções de linha” ? ____________________________________ ____________________________________ ____________________________________ d) O que é um “organograma” ? ____________________________________ ____________________________________ ____________________________________ e) Cite as formas usuais de departamentalização. ____________________________________ ____________________________________ ____________________________________ ORGANIZAÇÃO E TÉCNICA COMERCIAL – Unidade I INEDI - Cursos Profissionalizantes ••••• 25 Conceito de autoridade A autoridade pode ser definida como o direito de dirigir outras pessoas dentro da or- ganização. Quem tem autoridade pode man- dar e se fazer obedecer. Dentro das organiza- ções encontramos a delegação de autoridade, formando os níveis hierárquicos onde a auto- ridade emana dos níveis superiores para os in- feriores, fazendo uma distribuição uniforme da autoridade e também das responsabilidades. Na figura abaixo podemos visualizar a repre- sentaçãográfica destes níveis. Lembramos, porém, que a autoridade não é restrita às organizações. A autoridade pode surgir sempre que existe um esforço em grupo, podendo ser ele organizado ou não. Limitação de autoridade - A autori- dade nunca é irrestrita. Primeiramente devem ser observadas as leis, depois os objetivos da empresa e finalmente as limitações dos depar- tamentos. O chefe do departamento de vendas não pode dar ordens ao pessoal da produção assim como o chefe de serviços não pode dar ordens ao pessoal de vendas. O que deve acon- tecer é a divisão da autoridade de acordo com suas funções e cada responsável pelas unida- des se reportarem a um chefe comum, para que exista uma perfeita coordenação dos tra- balhos. No que se refere à delegação, pode-se constatar que: • À medida que aumenta seu trabalho e responsabilidade, o dirigente deve transferir parte dele para outras pes- soas, delegando-lhes a competente au- toridade e responsabilidade para o de- senvolvimento do mesmo, não se es- quecendo de cobrar os resultados; • Existem dirigentes que têm medo de de- legar suas atribuições a outra pessoa e, assim, podem impedir o crescimento da organização. Tal receio não se justifica, pois existem muitos meio de controle; • A delegação deve ser dada a pessoas com capacidade e responsabilidade para o cargo. Nunca deve ser dada a pessoas incompetentes, mesmo que se trate de amigos, parentes ou pessoas de nosso relacionamento íntimo. A delegação de autoridade impede a con- centração do poder que, geralmente, impede o crescimento da organização pois cria muita dependência de poucas pessoas, sendo às ve- zes de uma única pessoa. Existem diversos tipos de limitação da autoridade: • Limitações legais e institucionais como as leis e regulamentos aplicáveis na empresa; • Limitações da divisão do trabalho, cada um tem autoridade dentro da sua uni- dade; • Limitações físicas, biológicas, técnicas e financeiras. Responsabilidade - A responsabili- dade é a obrigação de execução da tarefa a quem foi dada a autoridade . A responsabilidade ad- vém da autoridade. Dada a autoridade a res- ponsabilidade a acompanha e esta não pode ser delegada. Assim, também acontece com os executores das tarefas, cada um tem que reali- zar o seu trabalho a contento e prestar contas TÉCNICO EM TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS INEDI - Cursos Profissionalizantes26 ••••• ao chefe dentro do prazo estipulado. Isto é res- ponsabilidade. Autoridades e assessoria - A asses- soria não costuma ter autoridade, a função da assessoria é auxiliar o departamento que a ti- ver. Como assim? As assessorias trabalham em conjunto com departamentos que têm autori- dade, desenvolvendo trabalhos técnicos, de planejamento, de detecção de falhas ou pro- blemas sugerindo as soluções. Ela, por si, ape- nas sugere, cabe a quem tem autoridade execu- tar ou não. Centralização e descentralização de autoridade - A empresa, sob o aspecto da au- toridade, pode ser centralizada ou descentrali- zada. A centralizada concentra o poder deci- sório nos níveis hierárquicos mais altos, enquan- to a descentralizada tem o poder de decisão pulverizado nos níveis mais baixos. Como vantagem da administração com autoridade centralizada temos uma maior uni- formidade nas decisões e a necessidade de pou- cos administradores de alto nível. Em contrapartida, na administração descentralizada temos uma maior agilidade nas decisões e um aumento na autoestima dos administradores e responsáveis pelos escalões médios e baixos da organização. Um exemplo claro da organização des- centralizada são os bancos: observamos que cada agência tem vida própria, as decisões são tomadas ali mesmo, sem depender de ordens superiores. • Organização centralizada: decisões impor- tantes tomadas pelos níveis superiores acarretan- do uma maior supervisão dos níveis inferiores. • Organização descentralizada: decisões to- madas nos níveis inferiores da organização, mai- or iniciativa dos níveis inferiores e uma maior qualificação dos mesmos. a) Qual a primeira regra na delegação de auto- ridade nas empresas? _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ b) Cite as diferenças entre a autoridade de li- nha e a funcional. _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ c) Qual a vantagem da administração com au- toridade centralizada. _____________________________________ _____________________________________ __________________________________________________________________________ _____________________________________ ORGANIZAÇÃO E TÉCNICA COMERCIAL – Unidade I INEDI - Cursos Profissionalizantes ••••• 27 2.4.3. Direção Direção é a parte do processo admi- nistrativo que engloba as ações gerenciais de- senvolvidas, no sentido de fazer com que as pesso- as desempenhem seus papéis de forma eficiente e eficaz, com base no planejamento e na estrutura organizacio- nal, evitando conflitos e dispersão de recursos. Pode- mos considerar duas posturas básicas no exer- cício da direção, a tradicional e a moderna: • Na postura Tradicional ocorre: • centralismo do poder diretivo na pessoa do chefe; • existe uma separação nítida entre os papéis diretivos e de execução; • A relação funcional, superior x su- bordinado é fundamentada nos concei- tos de mando e obediência; • utilização exclusiva da posição hierár- quica e do poder de comando dela deri- vado como instrumentos de imposição aos indivíduos de atribuições e deveres; • chefe = comandante. • Na postura Moderna ocorre: • gerência Participativa - existe maior sentido de equipe —> grupo de pessoas desenvolvendo comportamento de coo- peração mútua com vistas a atingir os objetivos setoriais e/ou institucionais; • participação mais ativa dos funcio- nários em todos os processos organi- zacionais (administrativo, decisório, in- formacional e de execução); • a relação funcional (superior-subordi- nado) fundamenta-se em atitudes de tro- ca de informações, discussão e esclareci- mentos contínuos acerca das atividades e mecanismos de coordenação grupal; • utilização de técnicas diretivas volta- das para estimular os próprios indiví- duos a desenvolverem atitudes e com- portamentos condizentes com as ex- pectativas da organização; • chefe = facilitador. TÉCNICO EM TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS INEDI - Cursos Profissionalizantes28 ••••• Elementos básicos no processo de dire- ção O processo de Direção envolve a uti- lização de um conjunto de elementos com o objetivo de orientar ações. Esses elementos são: Motivação – Cada pessoa dispõe de um conjunto de processos psicológicos que lhe permitem dar aos seus comportamentos uma intensidade, uma orientação determina- da. Esses processos são individuais e variam de uma situação para outra, conforme os in- teresses da pessoa. A produção, a colabora- ção da pessoa depende do seu nível de envol- vimento, da sua motivação. Assim, “Direção” envolve a oferta de condições necessárias ao indivíduo e ao ambiente de trabalho, de modo a estimular a produção e a colaboração. Delegação – Como foi visto anteriormente, delegação é a designação de tarefas aos funcio- nários, considerando sua competência e infor- mação para desempenhá-las. No processo de direção, delegação envolve, também, a defini- ção de responsabilidade e a concessão da au- toridade ao executante. Comunicação – É o processo que envolve a transmissão e a recepção de mensagens entre uma fonte emissária e um destinatário receptor. Ela pressupõe recursos físicos e habilidade para que haja entendimento. A direção utiliza proces- so de comunicação para manter o fluxo de informações entre os diversos componentes da organização, de modo a garantir a continuidade dos processos de trabalho. Liderança – Processo pelo qual o administra- dor exerce influência sobre a ação dos mem- bros do grupo. Liderançaé a influência interpessoal exercida numa situação e dirigida através do processo de comunicação humana à consecução de ob- jetivos específicos A liderança é exercida por uma pessoa - o líder - que tem autoridade para coordenar outros. Suas ações exercem influência sobre o pensamento e comportamentos de outras. Algumas vezes, esse tipo de influência se dá por imposição do cargo ocupado pela pessoa. Não se deve confundir Liderança com Direção. Direção é uma situação administrativa em que alguém se encontra, formalmente, em posi- ção de exercer influência sobre os subordina- dos. A liderança é a efetivação dessa influên- cia na prática, ou seja, de que maneira o admi- nistrador conduz ou modifica o comporta- mento de pessoas ou grupo de pessoas. Dessa forma, o exercício da liderança se associa à capacidade de influenciar pessoas a fa- zerem aquilo que devem fazer. De um lado, ela presume a capacidade de motivar as pessoas, de outro presume a tendência dos seguidores em obedecer a quem consideram habilitados a satis- fazer seus próprios objetivos e necessidades. As abordagens modernas sugerem uma ampla gama de padrões de liderança que o administrador pode escolher, a partir desses estilos, para interagir com os subordinados. Cada um desses padrões relaciona-se com o grau de autoridade utilizado e com o grau de liberdade disponível para o subordinado na tomada de decisão. Na prática diz-se que nenhum dos ex- tremos é absoluto, pois a autoridade e a liber- dade nunca são ilimitadas. Na escolha de qual padrão usar, o ad- ministrador considera e avalia três forças: • as relativas a si mesmo (personalidade, valores); • as relativas aos subordinados (personalida- de, valores, conhecimentos, experiência); • as relativas à situação (tipo de empresa, tarefas ou problemas); quando as tare- fas são rotineiras e repetitivas a liber- dade é geralmente limitada e sujeita a controle da chefia. ORGANIZAÇÃO E TÉCNICA COMERCIAL – Unidade I INEDI - Cursos Profissionalizantes ••••• 29 Existem diferentes estilos de liderança. Esses correspondem aos estilos de comporta- mento do líder, isto é, à maneira pela qual ele orienta sua conduta. A liderança pode ser classificada como autocrática, democrática e liberal (lais- sez-faire), caracterizadas na figura abaixo: LIBERAL (LAISSEZ-FAIRE) Há liberdade completa para as decisões grupais ou individuais, com participação mínima do líder. A participação do líder no debate é limitada, apresentando apenas as informações essenciais ou solicitadas ao longo do processo. Tanto a divisão das tarefas quanto a escolha dos companheiros fica totalmente a cargo do grupo. Absoluta falta de participação do líder. O líder não faz nenhuma tentativa de avaliar ou regular o curso dos acontecimentos. AUTOCRÁTICA Apenas o líder fixa as diretrizes, sem qualquer participação do grupo. O líder determina as providências e as técnicas para a execução das tarefas. O líder determina a tarefa de cada um, como deve executar e qual o seu companheiro de trabalho. O líder é dominador e é “pessoal” nos elogios e nas críticas ao trabalho de cada membro. DEMOCRÁTICA As diretrizes são debatidas e decididas pelo grupo, estimulado e assistido pelo líder. O próprio grupo esboça as providências e as técnicas para atingir o alvo, solicitando aconselhamento e sugestões de alternativas ao líder, quando necessário. A divisão de tarefas fica a critério do próprio grupo e cada membro tem liberdade de escolher os companheiros de trabalho. O líder procura ser um membro normal do grupo, é “objetivo” e limita-se aos “fatos” em suas críticas e elogios. Cada subordinado, por seu turno, pode exigir diferentes padrões de liderança. Para um mesmo subordinado pode-se assumir diferentes padrões, conforme a situação envolvida; na situação em que ele é eficiente, maior será sua liberdade; na situação em que ocorrem erros seguidos, o líder pode impor mais autoridade e menos liberdade. a)Cite duas diferenças do chefe na direção tradicional. ________________________________________ ________________________________________ ________________________________________ b) Cite os quatro elementos básicos no processo de direção. ________________________________________ ________________________________________ ________________________________________ c) Defina o que é liderança. ________________________________________ ________________________________________ ___________________________________ TÉCNICO EM TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS INEDI - Cursos Profissionalizantes30 ••••• d) Defina o que é direção. ________________________________________ ________________________________________ e) Como pode ser classificada a liderança. ________________________________________ ________________________________________ 2.4.4. Controle A função de controle subentende a ava- liação do andamento das operações, identifican- do desvios em relação ao planejado e providen- ciando as correções necessárias, de modo a asse- gurar que os resultados se conformem aos obje- tivos estabelecidos. O controle está intimamente associado ao planejamento, posto que começa na definição dos objetivos ou resultados esperados e da forma como serão obtidas as informações sobre o andamento das atividades e prossegue até que se chegue à decisão de alterar metas e métodos traçados no planejamento. O processo de controle envolve qua- tro etapas principais: • estabelecer padrões de desempenho, baseados no planejamento; • medir o desempenho; • comparar o desempenho com os pa- drões e determinar desvios; • adotar medidas corretivas para ajustar o desempenho real ao padrão desejado. Os padrões de desempenho podem ser quantitativos (expressos numericamente, tais como volume de vendas, vendas por corretor), qualitati- vos (não mensuráveis numericamente, mais iden- tificáveis por ocorrências perceptíveis – nível de qualidade de uma construção, satisfação do cli- ente com o atendimento), de tempo e de custo. O modelo de avaliação ou medição do desempenho envolve as seguintes questões básicas: • como medir - devem ser definidos os meios ou instrumentos mais adequados, dependendo do tipo de informação a obter: destacam-se como meios usuais de coleta de informações a inspeção vi- sual, dispositivos físicos de contagem e medição, questionários, gráficos ou mapas, relatórios e sistemas automati- zados, como programas de computa- dores que registram, processam e apre- sentam informações automaticamente; ORGANIZAÇÃO E TÉCNICA COMERCIAL – Unidade I INEDI - Cursos Profissionalizantes ••••• 31 realidade presente, que indica oportunidades, problemas ou restrições a serem trabalhados no futuro, mas são justamente as atividades ge- renciais que se enquadram no conceito de controle que vão permitir aos administrado- res a identificação dessa realidade. Por outro lado, embora possam ocor- rer separadamente, em geral apresentam-se in- timamente interligadas na prática, onde ocorre o desenvolvimento de planos diversos, desen- cadeados em diferentes momentos, seguidos ou entremeados de providências relacionadas à re- estruturação de atividades, de mecanismos de mobilização das pessoas e de verificação e ações de correção de rumo. Na realidade, a decomposição do pro- cesso em funções é mais uma forma didática de facilitar o estudo e o entendimento da ad- ministração do que propriamente um roteiro rígido de desenvolvimento desta. • quando medir - escolher o momento da execução da atividade em que se faz a coleta de informações para o controle, que pode ocorrer antes mesmo que ela se inicie (controle preliminar), verifican- do-se se as condições previstas para a sua realização se materializaram efetiva- mente e, se for o caso, adaptando-se o processo de execução à realidade pre- sente, durante sua execução, analisando- se o desempenho de cada etapa antes de autorizar a etapa seguinte (controle pa- ralelo, ou concorrente), ou ao seu tér- mino, verificando-se os resultados efeti- vamente obtidos e sua conformidade aos objetivos (pós-controle); • efetividadeda medição - está associa- da à observância dos requisitos bási- cos da informação, ou seja, à precisão (expressão correta da situação informada), rapidez (disponibilização a tempo de que se possa empreender a ação corretiva ou de reforço com vistas a produzir os efeitos esperados) e ob- jetividade (conteúdo capaz de expres- sar com clareza o desempenho real, indicar o desvio e, se possível, sugerir a ação a ser implementada); • benefício econômico do controle – o custo do sistema de controle não pode exceder os benefícios que ele acarreta. 2.4.5. Considerações finais sobre o processo Administrativo O processo administrativo deve ser encarado com algo contínuo, com cada sequência de planejamento, organização, direção e controle constituindo-se em um ciclo, cujo término, usualmente, marca o início de um novo ciclo; com efeito, tem-se que o planejamento, em termos de definição de objetivos ou determinação de ações a desenvolver é sempre formulado a partir da a)Quais as quatro principais etapas do controle? _____________________________________ _____________________________________ b) Como deve ser, na prática, o benefício econômico do controle? _____________________________________ _____________________________________ c) Como deve ser encarado o processo administrativo? _____________________________________ _____________________________________ TÉCNICO EM TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS INEDI - Cursos Profissionalizantes32 ••••• Julgue os itens abaixo em certo (C) ou errado (E): 01. Por organização entende-se a ordenação, a arrumação das partes de um todo, a partir de um conjunto de normas para esse fim estabelecidas. 02. O funcionamento de uma organização se apoia, basicamente, na divisão do trabalho e na cooperação. 03. A coordenação é o princípio pelo qual os esforços individuais devem convergir, de forma integrada e harmônica, para o alcance dos resultados pretendidos. 04. A abordagem clássica apresenta a empresa como uma unidade econômica de produção, identificada por um caráter mecanicista. 05. As organizações são concebidas como sistemas fechados. 06. A retroalimentação ou feedback não proporciona uma contínua obtenção de informações sobre as condições do ambiente externo e do próprio desempenho. 07.Empresa é um conjunto de pessoas que harmonizam capital e trabalho, na procura de lucros, a serviço próprio e da comunidade em que está inserida. 08. O ambiente organizacional geral é uma entidade concreta com a qual se interage diretamente. 09. O ambiente específico é aquele mais próximo, imediato e particular de cada empresa. Englobam o ambiente específico as entidades concretas, os clientes, os fornecedores, os concorrentes e os grupos reguladores. 10. O administrador moderno pensa em si mesmo como chefe, segue a cadeia de comando e acumula informações. 11. A missão fundamental da Administração é concretizar, na prática, os princípios de organização, ou seja, os objetivos e os recursos. 12. Em Administração, as ações desenvolvidas são avaliadas por seus resultados, no que se refere às seguintes características: Eficiência, Efetividade e Eficácia. 13. Eficiência refere-se à realização permanente dos objetivos globais da organização em sintonia. É a capacidade de funcionar normalmente. 14. Efetividade significa fazer as coisas de maneira correta; refere-se à qualidade dos processos de trabalho, envolvendo o bom uso dos recursos humanos, materiais e tecnológicos. 15. Eficácia refere-se ao resultado satisfatório do empreendimento, à capacidade de se realizar um objetivo ou resolver um problema. 16. Planejar é o processo de se pensar no trabalho a ser realizado. 17. O planejamento é a condição básica para que a empresa possa desenvolver mecanismos de coordenação e alocar os recursos. ORGANIZAÇÃO E TÉCNICA COMERCIAL – Unidade I INEDI - Cursos Profissionalizantes ••••• 33 18. O planejamento operacional traduz os objetivos e planos estratégicos mais amplos em objetivos e planos específicos relevantes para uma parte da empresa. 19. Os objetivos expressam resultados em termos mais precisos e restritos, estabelecendo prazos, quantidades, valores e outros aspectos mensuráveis, definindo padrões concretos de atuação da empresa e seus diversos setores. 20. As metas se constituem em declarações de propósitos de forma ampla, expressando os resultados finais em direção aos quais a atividade é orientada, definindo o que vai ser realizado, balizando o comportamento dos indivíduos e da organização. 21. Organograma é a representação detalhada da estrutura organizacional. 22. Departamentalização é o agrupamento de atividades, de forma que tarefas relacionadas logicamente entre si sejam executadas em conjunto. É a reunião dos empregados responsáveis por estas tarefas em uma unidade organizacional comum. 23. No que se refere à delegação, pode- se constatar que à medida que aumenta seu trabalho e responsabilidade, o dirigente deve transferir parte dele para outras pessoas. 24. O processo de controle envolve estabelecer padrões de desempenho, medir o desempenho, compara o desempenho e adotar medidas corretivas. 25. Os padrões de desempenho podem ser somente quantitativos. 1.C 2.E 3.C 4.C 5.E 6.E 7.C 8.E 9.C 10.E 11.C 12.C 13.E 14.E 15.C 16.C 17.C 18.E 19.E 20.E 21.E 22.C 23.C 24.C 25.E TÉCNICO EM TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS INEDI - Cursos Profissionalizantes34 ••••• ORGANIZAÇÃO E TÉCNICA COMERCIAL – Unidade II INEDI - Cursos Profissionalizantes ••••• 35 Unidade II Ø Conceituar os termos Empresa, Monopólio, Oligopólio, Cartel, “Holding”, Truste, Grupo de sociedade, Técnica Comercial; Ø Identificar as principais características e a classificação das empresas; Ø Reconhecer os serviços auxiliares do Comércio; Ø Distinguir as diferentes formas de estruturação do comércio; Ø Identificar modalidades de operações com mercadorias; Ø Refletir sobre a importância dos conhecimentos adquiridos para o exercício da profissão de Corretor de Imóveis. TÉCNICO EM TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS INEDI - Cursos Profissionalizantes36 ••••• ORGANIZAÇÃO E TÉCNICA COMERCIAL – Unidade II INEDI - Cursos Profissionalizantes ••••• 37 EMPRESA 1. CONCEITUAÇÃO E CLASSIFICAÇÃO 1.1 – CONCEITO - é toda organização de natureza civil ou mercantil, explorada por pes- soa física ou jurídica, de qualquer atividade com fins lucrativos (Lei Federal nº 4.137/62, art.6º). 1.2 – OBJETIVOS - são atingidos por meio de dois fatores de produção, o capital e o tra- balho, que já foram conceituados no início deste trabalho. 1.3 – CARACTERÍSTICAS - como caracte- rística de uma empresa, temos: - a existência de um patrimônio que ga- ranta o risco da produção; - junção de capital e trabalho; - objetivos de inserção no mercado; - obrigação de obter lucro, tirando o máximo do capital investido. 1.4 – CLASSIFICAÇÃO DAS EMPRESAS Quanto aos resultados de seu trabalho as empresas podem ser classificadas em: • primárias ou extrativas – chamadas de pri- márias por se dedicarem à obtenção de matérias primas operam nos ramos da agropecuária, mineração, prospecção e extração de petróleo, etc.; • secundárias ou de transformação – Indústrias em geral, que processam e transformam matéria prima em produto final; • terciárias ou prestadoras de serviços – Aqui se enquadram as empresas que prestam serviços especializados, tais como o co- mércio em geral, os hospitais, os ban- cos, escolas, serviços de comunicação, profissionais e aquelas nos interessam mais de perto, as empresas imobiliárias. Algumas classificações desdobram este grupo e colocam as empresas dedicadas à compra de mercadorias para revenda em um segmento específico. Quanto ao tamanho, as empresas podem ser: • grandes - nesta categoria encontramos as empresas que produzem em larga escala, utilizando um enorme volume de recur- sos, em termos de empregados, tamanho das instalações, capital e equipamentos; • médias - quando emprega um grupo con- siderável de pessoas (de 50 a 250 empre- gados) apresenta uma boa produção e participação no mercado, empregando umrazoável volume de recursos; • pequenas - Têm pequeno volume de capi- tal e limitado número de empregados (menos de 50). O seu administrador é ge- ralmente o proprietário e detém o coman- do de todas as áreas funcionais (produ- ção, comercial, financeira e de pessoal), sem um segundo nível hierárquico de su- pervisão. Segundo Sebrae (2008), os critérios que classificam o tamanho de uma empresa consti- tuem um importante fator de apoio às micro e pequenas empresas, permitindo que estabele- cimentos dentro dos limites instituídos possam usufruir os benefícios e incentivos previstos nas legislações. • No Estatuto da Micro e Pequena Em- presa, de 1999, o critério adotado para conceituar micro e pequena empresa é a receita bruta anual, cujos valores foram atualizados pelo Decreto nº 5.028/2004, de 31 de março de 2004, são os seguin- tes: Microempresa: receita bruta anual igual ou inferior a R$ 433.755,14 (quatrocentos e trinta e três mil, setecentos e cinquenta e cinco reais e quatorze centavos); TÉCNICO EM TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS INEDI - Cursos Profissionalizantes38 ••••• • Empresa de Pequeno Porte: receita bruta anual superior a R$ 433.755,14 e igual ou inferior a R$ 2.133.222,00 (dois milhões, cento e trinta e três mil, duzentos e vinte e dois reais). Atualmente, esses critérios são adotados em diversos programas de crédito do governo federal em apoio às MPE. É importante ressaltar que o regime simplificado de tributação - SIMPLES que é uma lei de cunho estritamente tributário, adota um critério diferente para enquadrar a micro e a pequena empresa. Os limites, conforme disposto na Medida Provisória 275/05, são: • Microempresa: receita bruta anual igual ou inferior a R$ 240.000,00 (duzentos e quarenta mil reais); • Empresa de Pequeno Porte: receita bruta anual superior a R$ 240.000,00 (duzentos e quarenta mil reais) e igual ou inferior a R$ 2.400.000,00 (dois milhões e quatrocentos mil reais). Cada estado brasileiro possui uma variedade de critérios para classificar as micro e pequenas empresas, de acordo com a sua situação econômica e fiscal própria. Os maiores limites de enquadramento são definidos por SP, RS, PR e BA, que adotaram R$ 2.400.000,00 de receita bruta anual. Os municípios carecem de leis nesse sentido, sendo muito poucos aqueles que contemplam o segmento da MPE com legislações própria de fomento. Além do critério adotado no Estatuto da Micro e Pequena Empresa, o Sebrae utiliza ainda o conceito de número de funcionários nas empresas, principalmente nos estudos e levantamentos sobre a presença da micro e pequena empresa na economia brasileira, conforme os seguintes números: Microempresa: - na indústria e construção: até 19 funcionários; - no comércio e serviços, até 09 funcionários. Pequena empresa: - na indústria e construção: de 20 a 99 funcionários; - no comércio e serviços, de 10 a 49 funcionários. Nos levantamentos que têm como fonte de dados o IBGE, as estatísticas sobre micro e pequenas empresas divulgadas pelo Sebrae utilizam o critério acima. Nos levantamentos dos censos e pesquisas socioeconômicas anuais e mensais o IBGE classifica as firmas segundo as faixas de pessoal ocupado total. O conceito de “pessoas ocupadas” em uma empresa abrange não somente os empregados, mas também os proprietários. Essa é uma forma de se dispor de informações sobre o expressivo número de micro unidades empresariais que não empregam trabalhadores, mas funcionam como importante fator de geração de renda para seus proprietários (SEBRAE, 2008). Quanto à propriedade, as empresas podem ser: • públicas – O único proprietário é o po- der público, são criadas por lei para ex- plorar alguma atividade econômica; • privadas - pertencem a particulares, pes- soas físicas ou jurídicas; • de economia mista - quando são proprieda- des de particulares e do poder público. ORGANIZAÇÃO E TÉCNICA COMERCIAL – Unidade II INEDI - Cursos Profissionalizantes ••••• 39 2. ESCOLHA DE ATIVIDADES E CONSTITUIÇÃO 2.1 – ESCOLHA DE ATIVIDADES O empresário, reunindo os recursos fi- nanceiros, materiais e humanos, deve proceder a uma pesquisa de mercado para apurar as ne- cessidades da sociedade e adaptar seu produ- to ou serviço ao mesmo. Entre os fatores decisivos na escolha da atividade da empresa, podem ser destaca- dos os seguintes: • o “know-how”, ou seja, o conhecimento disponível sobre os produtos ou ser- viços objeto da criação e suas técnicas de produção ou prestação; • o conhecimento do mercado, envolvendo as informações sobre os consumidores ou usuários, os concorrentes, as condições de compra e venda vigentes no merca- do, etc.; • o capital, considerando-se o valor que os sócios podem investir no negócio, a probabilidade de retorno e o risco en- volvido no negócio; • os recursos empresariais, representados pe- los prédios, edifícios, máquinas e equi- pamentos, instalações, matérias primas, tecnologia de produção, etc.; • os recursos humanos, abrangendo a dispo- nibilidade e a qualificação da mão-de- obra necessária ao funcionamento do negócio. 2.2 – CONSTITUIÇÃO A empresa ou sociedade é uma pessoa ju- rídica, resultante da união de duas ou mais pes- soas, físicas ou jurídicas. Essa união é objeto de um contrato ou estatuto social, onde os sócios se comprometem a destinar parte de seus recursos financeiros, materiais ou servi- ços, para constituir o patrimônio social da nova empresa. Pessoa física é qualquer ser humano, su- jeito de obrigações e direitos perante a socie- dade; pessoa individual, pessoa natural. Pessoa jurídica é a entidade constituí- da de indivíduos ou de bens com vida, direi- tos, obrigações e patrimônio próprios. Segundo Benetti (2002), sociedade é um acordo consensual em que duas ou mais pessoas se unem de livre e espontânea vontade, a fim de gerirem um negócio juntos e, através de esforços, buscarem um objetivo comum. Elas podem se classificar em sociedades civis e sociedades comerciais. A primeira geralmente é formada para prestar serviços com ou sem fins lucrativos, e não pratica atos comerciais, ou seja, não intermedia mercadorias. Quando não visa lucro é denominada de associação e normalmente tem em seu nome a expressão S/C. Já as sociedades comerciais são aquelas que praticam ato de comércio com fins lucrativos. Têm o objetivo de comprar e vender, transformar matérias-primas em produtos acabados ou semi- acabados e obter lucro com a comercialização desses produtos (BENETTI, 2002). As sociedades civis têm seu contrato arquivado no Cartório de Títulos e Documentos (Cartório Civil) enquanto que as sociedades comerciais o contrato é arquivado na Junta Comercial. Os tipos mais comuns de sociedades civis são as de profissionais liberais, como, por exemplo, médicos, advogados, contadores, engenheiros. Essas sociedades dependem necessariamente do trabalho personalista dos profissionais com formação técnica adequada. TIPOS DE SOCIEDADES Para Ashikaga (2003), os tipos de sociedades são: a) SOCIEDADE EM NOME COLETIVO: tipo societário pouquíssimo utilizado, pois exige que TÉCNICO EM TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS INEDI - Cursos Profissionalizantes40 ••••• os sócios sejam pessoas físicas, com responsabilidade solidária e ilimitada por todas as dívidas da empresa, podendo o credor executar os bens particulares dos sócios, mesmo sem ordem judicial. Nome da empresa: firma ou razão social (não podendo utilizar nome fantasia ou denominação), composta pelo nome dos sócios, podendo ser acrescentada a expressão “& Cia” ao final (ex.: José e Maria ou José, Maria & Cia). b) SOCIEDADE EM COMANDITA SIMPLES: também pouco utilizado, sendo formada a empresa por sócios comanditados (participam com capital e trabalho, tendo responsabilidade solidária e ilimitada) e comanditários (aplicam apenas capital, possuindo responsabilidade limitada ao capital empregado e não participando da gestão dos negócios da empresa). Empresa de capital fechado (não negociável em Bolsa). Nome: firma ou razão social (devem figurar apenas os sócios comanditados, sob pena de responsabilidadesolidária e ilimitada do sócio que constar na razão social). c) SOCIEDADE ANÔNIMA: espécie mais utilizada que as anteriores, principalmente nos casos de grandes empresas, onde o capital encontra-se dividido em ações e cada acionista é responsável apenas pelo preço de emissão de suas próprias ações (responsabilidade limitada e não solidária). Os acionistas controladores respondem por abusos. Não está regulamentada no NCC, mas em lei esparsa (Lei 6.404/76). Possui várias espécies de títulos (ações, partes beneficiárias, debêntures e bônus de subscrição), é regulamentada por diversos órgãos (Assembleias Gerais e Especiais, Diretoria, Conselho de Administração e Conselho Fiscal), devendo publicar seus atos no Diário Oficial e em jornal de grande circulação editado no local da sede da companhia (atos arquivados no registro do comércio). Nome: denominação ou nome fantasia (não utiliza firma ou razão social), acrescidos da expressão “S/A” ou antecedido da expressão “Companhia” ou “Cia”. d) SOCIEDADE EM COMANDITA POR AÇÕES: também em processo de extinção, é regida pelas normas relativas às sociedades anônimas (artigos 280 e seguintes da Lei 6.404/76), salvo a restrição de que somente os acionistas podem ser diretores ou gerentes (sócios comanditados, nomeados no estatuto e destituídos por 2/3 do capital), respondendo ilimitadamente pelas obrigações da empresa, enquanto os sócios comanditários (demais acionistas não gerentes ou diretores) possuem responsabilidade limitada ao capital social. Assim como as S/As, pode ser empresa de capital aberto (ações em Bolsa de Valores). Nome: denominação ou nome fantasia, firma ou razão social, acrescidas da expressão “Comandita por Ações” ou “C/A”. e) SOCIEDADE LIMITADA: mais de 90% das empresas no Brasil são Ltdas, pois nesse tipo de sociedade a responsabilidade de cada sócio é restrita ao valor de suas cotas, mas responde solidariamente pela integralização do capital social, referente à parte não integralizada pelos demais sócios. Foi a espécie societária mais afetada com o NCC (artigos 1.052 a 1.087), pois era regulamentada por ORGANIZAÇÃO E TÉCNICA COMERCIAL – Unidade II INEDI - Cursos Profissionalizantes ••••• 41 apenas 18 artigos do Decreto 3.708/19, o que dava ampla liberdade e flexibilidade ao contrato social dessas empresas. Nome: denominação ou nome fantasia, firma ou razão social, acrescidas da expressão “Ltda”. Para Benetti (2002), as principais características das sociedades por quotas de responsabilidade limitada são: • possuem apenas sócios quotistas que respondem solidariamente pelo capital ainda não integralizado; • é designado no contrato um sócio que assina pela empresa, o chamado sócio- gerente. Na falta desta especificação no contrato todos o são considerados; • podem possuir qualquer nome na razão social, desde que respeitadas as questões de anterioridade e tenha a expressão Limitada ou Ltda (abreviação); • o capital divide-se em partes iguais que são chamadas de quotas; • de simples constituição não exigindo procedimentos mais complexos como no caso das sociedades anônimas; ·• possuem uma lei própria que as regulamenta e, na falta de alguma disposição contida, assume-se a Lei das Sociedades por Ações. ·• não precisam publicar balanços, atas, etc. Também pode-se ter as sociedades cooperativas. Estas estão reguladas pela Lei no 5.764, de 1971 que definiu a Política Nacional de Cooperativismo e instituiu o regime jurídico das cooperativas (FAZENDA, 2009). São sociedades de pessoas de natureza civil, com forma jurídica própria, não sujeitas à falência, constituídas para prestar serviços aos associados e que se distinguem das demais sociedades pelas seguintes características (Lei no 5.764, de 1971, art. 4o): a) adesão voluntária, com número ilimitado de associados, salvo impossibilidade técnica de prestação de serviços; b) variabilidade do capital social, representado por cotas-partes; c) limitação do número de cotas- partes para cada associado, facultado, porém, o estabelecimento de critérios de proporcionalidade; d) inacessibilidade das quotas partes do capital a terceiros, estranhos à sociedade; e) retorno das sobras líquidas do exercício, proporcionalmente às operações realizadas pelo associado, salvo deliberação em contrário da assembleia geral; f) quorum para o funcionamento e deliberação da assembleia geral baseado no número de associados e não no capital; g) indivisibilidade dos fundos de reserva e de assistência técnica educacional e social; h) neutralidade política e indiscriminação religiosa, racial e social; i) prestação de assistência aos associados, e, quando previsto nos estatutos, ao empregados da cooperativa; j) área de admissão de associados limitada às possibilidades de reunião, controle, operações e prestação de serviços. A sociedade cooperativa deverá também (Princípios Cooperativos): a) ser constituída pelo número mínimo de associados, conforme previsto no art. 6o da Lei no 5.764, de 1971, ressaltando- se que as cooperativas singulares não podem ser constituídas exclusivamente por pessoas jurídicas, nem, tampouco, TÉCNICO EM TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS INEDI - Cursos Profissionalizantes42 ••••• por pessoa jurídica com fins lucrativos ou com objeto diverso das atividades econômicas da pessoa física; b) não distribuir qualquer espécie de benefício às quotas-partes do capital ou estabelecer outras vantagens ou privilégios, financeiros ou não, em favor de quaisquer associados ou terceiros, excetuados os juros até o máximo de doze por cento ao ano atribuídos ao capital integralizado (Lei no 5.764, de 1971, art. 24, § 3o, e RIR/ 1999, art. 182, § 1o); c) permitir o livre ingresso a todos os que desejarem utilizar os serviços prestados pela sociedade, exceto aos comerciantes e empresários que operam no mesmo campo econômico da sociedade, cujo ingresso é vedado (Lei no 5.764, de 1971, art. 29 e §§); d) permitir a cada associado, nas assembleias gerais, o direito a um voto, qualquer que seja o número de suas quotas-partes (Lei no 5.764, de 1971, art. 42). CLASSIFICAÇÃO DAS SOCIEDADES COMERCIAIS QUANTO A RESPONSABILIDADE DOS SÓCIOS Podem se classificar em responsabilidades ilimitadas e limitadas. No caso da responsabilidade ilimitada o sócio se torna solidário pelas obrigações sociais até o montante das dívidas e pode ter seus bens particulares confiscados para honrar os compromissos assumidos pela sociedade. Um exemplo desse tipo de sociedade é a sociedade em nome coletivo (BENETTI, 2002). Já nas sociedades limitadas os sócios têm responsabilidades limitadas ao valor do capital social, ou seja, em caso de falência, se o capital não estiver integralizado, os sócios solidariamente obrigam-se a completar o capital. Um exemplo clássico são as sociedades por quota de responsabilidade limitada e as sociedades anônimas. Em alguns casos especiais, os sócios precisam fornecer aval envolvendo seus bens particulares para o caso de uma situação de insolvência, como em instituições de crédito e bancos (BENETTI, 2002). DO REGISTRO DA EMPRESA E DAS CONSEQUÊNCIAS NA SUA FALTA Segundo Biermann (2003), é importante se obter a definição de empresário ao ver do Novo Código Civil, assim, será empresário aquele profissional que exerce atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens e serviços. Como reza o artigo 966 do Novo Código Civil, “in verbis”: “Art. 966 – Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade organizada para a produção ou a circulação de bens e serviços. § único – Não se considera empresário quem exerce profissão intelectual, de natureza científica, literária ou artística, ainda com o concurso de auxiliares ou colaboradores, salvo se o exercício da profissão constituir elemento de empresa.” Assim, destacam-se da definição legal as noções de profissionalismo, atividade econômica organizada e produção de bens ou serviços. Conquanto ao profissionalismo deve- se considerar que o exercício da atividade profissional deve ser habitual, pessoal e efetuar a contratação de empregados(BIERMANN, 2003). Para Biermann (2003), as micro e pequenas empresas têm tratamento diferenciado a fim de simplificar o seu tratamento burocrático e também para dar aplicabilidade ao art. 179 da Constituição Federal que reza. ORGANIZAÇÃO E TÉCNICA COMERCIAL – Unidade II INEDI - Cursos Profissionalizantes ••••• 43 “Art. 179 – A União, os Estados e Distrito Federal e os Municípios dispensarão às microempresas e às empresas de pequeno porte, assim definidas em lei, tratamento jurídico diferenciado, visando a incentivá-las pela simplificação de suas obrigações administrativas, tributárias, previdenciárias e creditícias, ou pela eliminação ou redução destas por meio de lei.” Oportuno salientar que após o cadastramento a empresa adotará a expressão “ME” ou “EPP”. Para efetuar o registro o empresário (exercente de atividade econômica organizada para a produção ou circulação de bens ou serviços), deve iniciar pelo cadastramento no Registro das Empresas na forma do Novo Código Civil e da Lei de Registros Públicos, ou seja, no âmbito estadual na Junta Comercial do respectivo Estado da Federação (BIERMANN, 2003). A Junta Comercial é uma autarquia que funciona como cartório de registro de nascimento e morte de empresas. Toda empresa tem que, obrigatoriamente, passar por essa Junta. Dessa forma, cumpre-se a determinação de marcas e patentes que não permite duas empresas com o mesmo nome. Após o registro do contrato social na Junta Comercial será, então, fornecido o número do CNPJ pelo Ministério da Fazenda, que fará com que a empresa realmente exista como pessoa jurídica com todos os direitos que a lei lhe confere. As Juntas Comerciais, no exercício de suas atividades, não pode negar o registro das empresas, salvo verificando haver vícios de formalidade, pois esta está adstrita exclusivamente em verificar os aspectos formais dos documentos apresentados. Este ato de entrega dos documentos para análise da Junta Comercial denomina-se arquivamento (BIERMANN, 2003). “Art. 968 – A inscrição do empresário far-se-á mediante requerimento que contenha: I – o seu nome, nacionalidade, domicílio, estado civil e, se casado, o regime de bens; II – a firma, com a respectiva assinatura autógrafa; III – o capital; IV – o objeto e a sede da empresa. TÉCNICO EM TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS INEDI - Cursos Profissionalizantes44 ••••• 2.3– JUNTA COMERCIAL A Junta Comercial do Distrito Federal (JCDF) foi criada pela Lei nº 4.726 de 13 de julho de 1965, e regulamentada pelo Decreto nº 62.037 de 29 de dezembro de 1967. A JCDF faz parte da estrutura do Ministério do Desen- volvimento, Indústria e Comércio Exterior, no âmbito da Secretaria do Desenvolvimento da Produção, e é vinculada ao Departamento Nacional de Registro do Comércio (DNRC). A principal finalidade da Junta é a execução dos serviços de registro mercantil de empre- sas e de agentes auxiliares (leiloeiros, traduto- res públicos e intérpretes comerciais e admi- nistradores de armazéns-gerais) (JCDF, 2009). Nos últimos anos a Junta Comercial do Distrito Federal tem se destacado pelo pioneirismo na adoção de inovações. É na JCDF que são testadas todas as novas ações no que tange ao registro mercantil. A última e mais importante responde pelo nome de Central de Atendimento Empresarial FÁCIL. A Central de Atendimento Empresarial é uma iniciativa do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior que integra outros órgãos e entidades em um processo de trabalho inovador, direcionado para o empreendedor, potencial ou empresário, a fim de possibilitar o registro e a legalização de empresas de maneira simplificada, rápida e integrada (JCDF, 2009). 2.4–ESTABELECIMENTO EMPRESARIAL (COMERCIAL) A moderna e correta nomenclatura adotada pelo Novo Código Civil é de estabelecimento empresarial e não mais estabelecimento comercial como retratava o Código Civil de 1916 e o Código Comercial de 1850. Para Coelho (2003), estabelecimento empresarial pode ser definido como: “O complexo de bens reunidos pelo empresário para o desenvolvimento de sua atividade econômica”. Importante ressaltar que o estabelecimento empresarial como um bem do patrimônio do empresário não se confunde com os bens que o compõem, e, somente existirá o mesmo, enquanto houver a reunião destes bens para os fins empresariais, tais como, mercadorias, máquinas, instalações, tecnologia, prédio, etc., que uma vez desarticulado perde o mesmo o valor agregado (BIERMANN, 2003). O conceito legal de estabelecimento empresarial encontra-se no art. 1.142 do Novo Código Civil que reza: “Art. 1.142. Considera-se estabelecimento todo complexo de bens organizado, para exercício da empresa, por empresário, ou por sociedade empresária.” 3. CONCENTRAÇÃO DE EMPRESAS OU INFLUÊNCIA NO MERCADO A concentração ocorre quando duas ou mais empresas de ramos congêneres se juntam para controlar os preços e o seu mercado. Temos vários tipos de concentração. Os principais são monopólio, oligopólio, cartel, hol- ding, truste, grupo de sociedade: 3.1 – MONOPÓLIO O monopólio ocorre quando apenas uma pessoa física ou jurídica detém o direito de produzir ou comercializar determinado pro- duto ou serviço sem a participação de concor- rentes. O monopólio pode ser de fato ou legal. O monopólio de fato ocorre quando uma gran- de empresa vai eliminando as mais fracas, ou seja, vai acabando com a concorrência. O mo- nopólio é legal quando o estado interfere no mercado, assumindo para si a exploração de determinados ramos de atividade. Como exemplo temos a Petrobrás, que tem a exclusi- vidade de exploração do petróleo no Brasil. ORGANIZAÇÃO E TÉCNICA COMERCIAL – Unidade II INEDI - Cursos Profissionalizantes ••••• 45 3.2 – OLIGOPÓLIO Caracteriza-se pela presença no merca- do de um grande número de pequenos com- pradores e um pequeno número de grandes vendedores, como, por exemplo, um pequeno número de empresas aéreas presta esse servi- ço a uma massa de consumidores individuais. 3.3 – CARTEL O cartel é uma associação temporária de produtores de um determinado ramo que se juntam para impor condições ao mercado, geralmente, um maior preço de venda para seus produtos. Com o cartel, o efeito da concorrên- cia é eliminado, uma vez que os concorren- tes se unem em acordo para padronização da oferta. É difícil provar-se a existência de um cartel, mesmo que as evidências sejam muitas. Um bom exemplo é o preço da gasolina. Os preços praticados são praticamente uniformes, mas os proprietários dos postos negam a exis- tência do cartel. 3.4 – HOLDING “Holding” é uma palavra inglesa que sig- nifica “segurando”. Esta palavra já está incor- porada ao nosso vocabulário e é utilizada, em Economia, quando uma empresa detém o con- trole acionário de várias outras empresas. A holding pode ser classificada em dois grupos: • Quanto aos objetivos, as holdings são: • puras quando tem o único objetivo de controlar outras empresas; • de operação quando, além de contro- larem outras empresas, desenvolvam também atividades de produção ou co- mercialização; •Quanto ao encadeamento as holdings podem ser: • verticais, quando todas as empresas envolvidas atuam no mesmo ramo de atividade, como exemplo uma hol- ding de empresa do ramo imobiliá- rio, onde uma só empresa controla várias outras; • horizontais, quando uma empresa do- mina a cadeia produtiva do setor, con- trolando, por exemplo, empresas de material de construção, construtora e imobiliárias. 3.5 – TRUSTE É um acordo entre empresas em que es- tas perdem sua autonomia administrativa e fi- nanceira para seguir uma direção única, origi- nando uma nova através da fusão dos respecti- vos patrimônios. A formação de trustes é uma for- ma de aquisição do monopólio, pois, pas- sando a girar com um grande volume de capital, tendem a sufocar as demais empre- sas no ramo. 3.6 – GRUPO DE SOCIEDADE Constitui-se pela associação de em- presas que combinam esforços para a reali- zação de objetivos comuns, participando de atividades ou empreendimentos comuns. São, também, chamadas de parceriase ocor- rem em consórcios para a construção de grandes obras, em conjugação de interesses entre produtores de matéria prima e indús- trias de transformação ou entre construto- ras e empresas de intermediação de tran- sações imobiliárias. TÉCNICO EM TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS INEDI - Cursos Profissionalizantes46 ••••• Julgue os itens abaixo em certo (C) ou errado (E): 01. Empresa é toda organização de natureza civil ou mercantil, explorada por pessoa física ou jurídica, de qualquer atividade com fins lucrativos. 02. As principais características de uma empresa consistem em: existência de patrimônio, objetivos de inserção no mercado e obrigação de obter lucro. 03. Quanto aos resultados de seu trabalho, as empresas podem ser classificadas em grandes, médias e pequenas. 04. Quanto à propriedade, as empresas, somente podem ser públicas e privadas. 05. As sociedades simples foram introduzidas pelo NCC em substituição às sociedades civis. 06. Os tipos mais comuns de sociedades civis são as de profissionais liberais, ou seja, dependem necessariamente do trabalho personalista dos profissionais com formação técnica adequada. 07. As sociedades empresariais são aquelas que praticam ato de comércio sem fins lucrativos. 08. As sociedades civis têm seu contrato registrado na Junta Comercial e as sociedades empresariais são registradas no Cartório de Títulos e Documentos (Cartório Civil). 09. As sociedades cooperativas são sociedades de pessoas com forma e natureza jurídica própria, de natureza civil, não sujeitas à falência, constituídas para prestar serviços aos associados. 10. A Junta Comercial é uma autarquia que funciona como cartório de registro de nascimento e morte das empresas. 11. Após o registro da empresa, o CNPJ é fornecido pela Junta Comercial e fará com que a empresa realmente exista como pessoa jurídica. 12. A concentração de empresas ocorre quando duas ou mais empresas de ramos congêneres se juntam para controlar os preços e o seu mercado. 13. No mercado da aviação temos um quadro de concentração caracterizado por Cartel, pois um pequeno número de empresas presta serviço a um grande número de consumidores individuais. 14. Com o Cartel o efeito da concorrência é eliminado. 15. Temos uma concentração denominada Truste quando uma empresa detém o controle acionário de várias outras empresas. 16. Truste é um acordo entre empresas em que estas não perdem sua autonomia administrativa e financeira para seguir uma direção única, originando uma nova através da fusão dos respectivos patrimônios. 17. Pode-se definir truste também como uma organização empresarial de grande poder de pressão no mercado. ORGANIZAÇÃO E TÉCNICA COMERCIAL – Unidade II INEDI - Cursos Profissionalizantes ••••• 47 18. Oligópólio (do grego oligos, poucos + polens, vender) é uma forma evoluída de monopólio, no qual um grupo de empresas promove o domínio de determinada oferta de produtos e/ou serviços, como empresas de mineração, alumínio, aço, montadoras de veículos, cimentos, laboratórios farmacêuticos, aviação, comunicação e bancos. 19. Dumping é uma prática comercial que consiste em vender um produto ou serviço por um preço irreal para eliminar a concorrência e conquistar a clientela. Proibida por lei, pode ser aplicada tanto no mercado interno quanto no externo. 1.C 2.C 3.E 4.E 5.C 6.C 7.E 8.E 9.C 10.C 11.E 12.C 13.E 14.C 15.E 16.E 17.E 18.C 19.E 20.C TÉCNICO EM TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS INEDI - Cursos Profissionalizantes48 ••••• ORGANIZAÇÃO E TÉCNICA COMERCIAL – Unidade III INEDI - Cursos Profissionalizantes ••••• 49 Unidade III Ø Definir o que é técnica comercial e desenvolver conhecimentos específicos na operação do comércio; Ø Conhecer os modernos princípios de uma boa administração e de comunicação; Ø Inteirar-se sobre condições de crédito; Ø Realizar administração de vendas em empresas imobiliárias; Ø Estruturar e controlar uma área de vendas, administrando seu tamanho e sua força no mercado. TÉCNICO EM TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS INEDI - Cursos Profissionalizantes50 ••••• ORGANIZAÇÃO E TÉCNICA COMERCIAL – Unidade III INEDI - Cursos Profissionalizantes ••••• 51 TÉCNICA COMERCIAL 1 – CONCEITO Técnica Comercial é a aplicação de co- nhecimentos específicos na operação do comér- cio, utilizando-se os princípios administrativos, econômicos e jurídicos. 2 – ORGANIZAÇÃO COMERCIAL Na constituição de uma empresa deve existir organização e não existe organização sem uma boa administração. Uma boa admi- nistração, segundo os modelos clássicos, deve seguir os seguintes princípios: • obediência ao planejamento - quando se segue o planejamento, o trabalho de todos é sistematizado e o resultado proposto será naturalmente atingido; • seleção de recursos - a empresa deve selecionar seus colaboradores de acordo com as características exigidas, isto também se aplica aos materiais e equipamentos utilizados; • divisão do trabalho - uma organização eficiente deve contar com um bom esquema de divisão do trabalho, onde a racionalidade impere; • departamentalização - além da divisão, o trabalho deve ser agrupado em setor que o concentre, de acordo com a sua natureza, facilitando assim a sua supervisão e acompanhamento por parte dos responsáveis; • competência - toda empresa deve contar com dirigentes e assessores que dominem conhecimentos nas suas respectivas áreas; • hierarquia - toda ordem a ser dada a um subordinado deve ser transmitida pelo seu chefe imediato; • Ordem - para que uma organização funcione bem é necessário que as ordens dadas sejam cumpridas; • Conforto - o administrador moderno reconhece que um bom ambiente de trabalho é importante, considerando que passamos 1/3 do nosso tempo neste ambiente. Além disso, todo profissional deve utilizar técnicas de planejamento e execução de suas atividades, evitando qualquer improvisação ou empirismo. Atualmente, não há espaço para amadores que, a cada dia, têm maiores dificuldades de se colocarem no mercado. Nos modelos gerenciais modernos, a aplicação desses princípios deve ser utilizada de forma judiciosa e flexível, de modo a privilegiar aspectos vitais como base para a busca e manutenção da competitividade e da qualidade, em um ambiente de transações rápidas e globais. Nesse sentido há que se considerar: · aspectos organizacionais como simplicidade, agilidade, flexibilidade, trabalho em equipe, unidades autônomas; · aspectos culturais como ampla participação, comprometimento, focalização no cliente interno e externo, orientação para metas e resultados, busca da melhoria constante e da excelência. Esse cenário exige um perfil administrativo bem diferenciado do perfil tradicional, conforme mostra o quadro seguinte: TÉCNICO EM TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS INEDI - Cursos Profissionalizantes52 ••••• Essas ideias são de aplicação generalizada nas empresas, ganham mais força, ainda, em se tratando da organização comercial. O responsável pelos serviços de compra e venda da empresa constitui-se no ponto de ligação (interface) entre esta e o mercado, constituindo- se, pois, no ponto mais sensível aos fatores que afetam o equilíbrio entre ambos. 3 – ESTRUTURA DO COMÉRCIO X CARACTERÍSTICAS DO MERCADO IMOBILIÁRIO Para a prática e desenvolvimento do co- mércio, temos que utilizar as estruturas de apoio, relacionadas a seguir, adaptando-as no que couber às características específicas do mercado imobiliário. 3.1 – CAPTAÇÃO A palavra captação é usada em diversas situações. Na área comercial, captação significa o ato de obter, de granjear para si, de atrair, de conquistar, de captar algo, por meio de recur- sos técnicos, desempenhando, na intermedia- ção imobiliária, o papel análogo ao desenvol- vido pelo órgão de compras em outros ramos de atividade. A venda ou locação de um imóvel pres- supõem a necessidade da empresa agir junto ao mercado, no sentido de buscar, de conquis- tar os imóveis objeto da transação e, também, os clientes em potencial, consistindo nisto a atividade de captação. Está na essência do trabalho de um cor- retorou empresa de intermediação imobili- ária a realização de contatos com vários cli- entes potenciais, em ambos os lados, para conseguir concretizar uma venda. Tal fato gera a necessidade de que se desenvolvam mecanismos capazes de identificar rapida- mente esses clientes. A forma mais convencional de cap- tação, na área imobiliária, é o anúncio dos imóveis disponíveis e a espera dos interes- sados. Entretanto ações mais proativas, tais como oferecer o serviço de corretagem de forma a angariar um conjunto de interes- sados, levantando suas preferências e qua- lificações para compra e desenvolvendo um modelo de captação de imóveis junto a ofertantes em potencial. Em função des- sas características, contatos com antigos cli- entes, empresas construtoras, ou seja, de- senvolver formas de criar um “espaço de ; ; ; ; ; ; ; ; ; ; ; ; ; ; ORGANIZAÇÃO E TÉCNICA COMERCIAL – Unidade III INEDI - Cursos Profissionalizantes ••••• 53 trabalho” com maiores alternativas do que simplesmente ficar à espera de oportuni- dades. 3.2 – CONDIÇÕES DE CRÉDITO Condição é a situação, o estado ou a cir- cunstância de coisa(s) ou pessoa(a), em deter- minado momento ou conjuntura. Na área comercial, Crédito significa um tipo de transação em que o comprador, inves- tido de confiabilidade pela empresa ou loja cre- dora, adquire um bem ou serviço que irá pa- gar em uma ou mais cotas ou parcelas durante um tempo determinado. Condição de crédito pode ser tratada em duas perspectivas – do credor ( o que con- cede), do beneficiário ( o que recebe). Condição de crédito do credor é a sua disponibilidade e interesse para financiar o negócio. Condição de crédito do beneficiário é a sua reserva moral no que refere à confiabilida- de, associada à sua capacidade de econômico- financeira para saldar, para cumprir o compro- misso envolvido. Na atualidade, praticamente para tudo que é comercializado se utiliza de crédito, portando, as condições de crédito são fundamentais. Essa característica atual exige o acompa- nhamento de todas as políticas implantadas para que se possa adequar os produtos à reali- dade. Outro ponto importante é o poder aqui- sitivo dos consumidores, pois o produto tem que se adequar a ele. Não se consegue colocar no mercado produtos que estejam em desacor- do com o poder aquisitivo dos consumidores pretendidos. 3.3– COMUNICAÇÃO Este é um item indispensável para a existência de qualquer organização. A comu- nicação existe em todos os níveis, dentro e fora da empresa. Existe a comunicação com os fornecedores, com os clientes e até com os concorrentes. Os meios de se comunicar são os mais diversos como telefone, correi- os, televisão, rádio, jornais e hoje, principal- mente, pela internet, que já congrega prati- camente todos os meios citados anterior- mente. A comunicação pode também ser divi- dida em interna e externa. A comunicação in- terna é aquela praticada dentro da organização, entre os departamentos e funcionários e a ex- terna é a praticada de dentro para fora e de fora para dentro da empresa. Um dos grandes problemas é a falha de comunicação, tanto a sua interrupção quando a sua deterioração. 3.4– CONHECIMENTO DE MARKE- TING É fundamental para a empresa ter um conhecimento profundo de marketing. O estudo do marketing é que lhe dará bases para elaborar sua estratégia de colocação do seu produto ou serviço no mercado. a) O que significa “Técnica Comercial”. ____________________________________ ____________________________________ ____________________________________ b) Quais os princípios básicos que uma boa administração deve seguir para obter organi- zação? ____________________________________ ____________________________________ ____________________________________ c) Um modelo gerencial moderno deve privi- legiar aspectos vitais como ______________ e __________________ na busca de transa- ções rápidas e globais. TÉCNICO EM TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS INEDI - Cursos Profissionalizantes54 ••••• d) Cite três diferenças entre o administrador tradicional e o moderno. ______________________________________ ______________________________________ ____________________________________ e) Defina o que vem a ser “captação” para o mercado imobiliário. ______________________________________ ______________________________________ ____________________________________ f) O que significa “condição de crédito para o beneficiário”? ______________________________________ ______________________________________ ____________________________________ g) Relacione os meios de comunicação que o corretor de imóveis pode e deve utilizar para contratar clientes. ______________________________________ ______________________________________ ____________________________________ 4. ADMINISTRAÇÃO DE VENDAS EM EMPRESAS IMOBILIÁRIAS Administração de Vendas é a análi- se, planejamento e implementação de con- trole do esforço de vendas. Essas etapas são direcionadas para criar e manter a estrutura de recursos materiais, humanos, informacionais e financeiros necessários à viabilização, a curto prazo, do volume de vendas e cumprimento das metas de resultados. Elas devem ter como referencial básico o modelo de marketing ado- tado pela empresa. 4.1– COMPOSIÇÃO DA FORÇA DE VENDA Nas empresas imobiliárias, a força bá- sica de vendas, essencialmente externa, é cons- tituída pelos corretores. Por força de lei, o Corretor de Imóveis é o profissional respon- sável pela operacionalização das vendas, de- monstrando os imóveis à clientela e fechando uma transação. É importante, no entanto, que se cons- titua uma força de vendas interna qualificada e bem treinada: • o apoio técnico - encarregado de res- ponder perguntas dos clientes e forne- cer informações técnicas; • assistentes de vendas - encarregados de serviços de escritório, tais como a prestação das primeiras informações aos interessados e identificação de seu perfil, a abertura de espaço para uma visita posterior dos corretores, o agendamento de compromissos com os clientes, o preenchimento de formulários, a elaboração e lavratura de contratos, trâmites burocráticos, etc. Esta estratégia libera parte do tempo do trabalho dos corretores, permitindo que es- ORGANIZAÇÃO E TÉCNICA COMERCIAL – Unidade III INEDI - Cursos Profissionalizantes ••••• 55 tes se dediquem mais ao trabalho junto aos inte- ressados previamente direcionados. Evita, inclu- sive, a prática, ainda comum em certas empre- sas, de entregar a chave ao interessado ou encar- regar um terceiro (porteiro, vigilante, vizinho residencial) de mostrar o imóvel e só depois da visita se inicia a negociação. Do ponto de vista mercadológico essa prática é pouco recomen- dável, pois anula os benefícios da venda pesso- al, que permite trabalhar de forma mais eficien- te as preferências, convicções e ações associadas ao fechamento positivo da transação. 4.2 – ASSISTENTE DE VENDAS Para Toss (2005) a área de vendas necessita que o gerente tenha um(a) assistente de vendas. A maioria dos gerentes de vendas fez sua trajetória profissional a partir do campo, iniciando sua carreira como vendedor chegando, pela sua competência em vendas, a gerente. Algumas empresas desconhecem esta realidade e configuram o cargo gerencial como de planejamento e controle, desconsiderando as habilidades e vivência do vendedor promovido a gerente. Examinando casos concretos verificou- se que os gerentes ficam divididos entre atender as demandas da empresa por planejamento e controle e a sua principal habilidade que é vender, estar no campo junto a força de vendas. Fica então estabelecido o conflito. A empresa cobra resultados de venda, de organização interna e de informações qualificadas sobre o mercado e a concorrência. O gerente desdobra-se para atender a tudo, mas falta-lhe tempo, conhecimento e até motivação para debruçar-se sobre números e dados estatísticos da sua área. O resultado todos conhecem – ou falta apoio à força de vendas no campo – ou faltam informações qualificadas para a tomada de decisão (TOSS, 2005). Como objetivo de complementar as carências de conhecimento ou de tempo do gerente de vendas sugere-se criar o cargo de “Assistente de Vendas”. Este profissional trabalharia para preparar informações sobre as quais o gerente poderia tomar suas decisões. Uma possível divisão das tarefas do “assistente de vendas”, por assunto para melhor identificar o tipo de ajuda que este profissional poderia prestar para a área de vendas e o seu gerente, seria (TOSS, 2005): PRODUTO: • análise do desempenho das vendas por produto individual; • comparar as linhas de produto da empresa com as linhas dos concorrentes; • identificar os principais concorrentes em cada linha de produtos; • avaliar a apresentação dos produtos; • etiquetas de identificação; • informações gerais; • manuais; • embalagens; • identificar o potencial de vendas para produtos atuais e novos; • pesquisar a necessidade de novos produtos. PREÇO: • manter acompanhamento dos preços da concorrência; • verificar a políticas de descontos e promocionais dos concorrentes; • elaborar as tabelas de preços; • controlar campanhas de: Divulgação; Promoções. COMUNICAÇÃO: • cadastro de distribuidores; • cadastro de usuários; • fontes de atualização cadastral; • pasta com cadastro e informações dos concorrentes; • anúncios – Publicidade; • mala direta – Preço; • mala direta – Distribuidores; TÉCNICO EM TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS INEDI - Cursos Profissionalizantes56 ••••• • mala direta – Usuários; • catálogos de produtos; • geral; • pastas de balcão; • pesquisa de satisfação dos clientes; • televendas (organização e controle); • “script” de vendas por produto; • expositores; • material de treinamento para balconistas; • premiação para balconistas. PONTO DE VENDA: • análise de desempenho por cliente; • monitorar tempo médio e volume médio de compra; • análise de desempenho por região; • análise de desempenho por produto; • exposição do produto; • treinamento de balconistas; • treinamento de representantes; • controle de clientes parceiros. BANCO DE INFORMAÇÕES: • venda histórica por produto; • venda histórica por cliente; • clientes sem comprar há X meses; • pesquisa de atributos de compra; • pesquisa de grau de satisfação com os fornecedores atuais dos clientes; • análise dos atributos de compra dos principais clientes. FORÇA DE VENDAS: • coleta das previsões de vendas dos vendedores/representantes; • emissão do regulamento semanal de vendas; • análise dos relatórios de visita; • análise do desempenho de vendas por vendedor/representante. Outras tarefas podem ser agregadas conforme a atividade da empresa ou características do mercado onde atua. O gerente de vendas pode ter seu desempenho aumentado significativamente quando contar com um “assistente de vendas” para preparar e pré-analisar os dados fundamentais para a tomada de decisões rotineiras da área de vendas (TOSS, 2005). 4.3– ESTRUTURAÇÃO DA ÁREA DE VENDAS Frequentemente, as empresas imobi- liárias estruturam a área de vendas em depar- tamentos, conforme os critérios estudados an- teriormente. Dentre os critérios que envolvem a divi- são de responsabilidades entre seus integrantes, destacam-se a departamentalização por terri- tório, por produto/serviço, por projeto e, de forma adaptada às peculiaridades dessas empre- sas, a departamentalização por clientela. Os critérios de departamentalização, estudados anteriormente, se aplicam mais frequentemente à estruturação da área de ven- das em empresas imobiliárias, envolvendo a divisão de responsabilidades entre seus inte- grantes, a departamentalização por território, por produto/serviço, por projeto e, de forma adaptada às peculiaridades dessas empresas, a departamentalização por clientela. Na estruturação por território, cada vendedor desenvolve suas ações em uma área geográfica delimitada, onde atende a todos os clientes desse território. As principais vantagens desse critério de organização são: • impulsiona o vendedor a criar relacio- namentos comerciais locais, aumentan- do a eficácia das vendas; • o conhecimento das particularidades da região ou bairro coberto; • as despesas de deslocamento relativa- mente pequenas; • maior eficiência e rapidez no atendimen- ORGANIZAÇÃO E TÉCNICA COMERCIAL – Unidade III INEDI - Cursos Profissionalizantes ••••• 57 to dos interessados. No caso da corre- tagem de imóveis, principalmente em organizações com uma carteira de imó- veis de volume considerável. Recomenda-se atribuir a um corretor a cobertura de uma área na proximidade de sua residência ou de um imóvel nela localiza- do, de onde, a partir de um contato direto ou através da retaguarda de apoio na empresa, ele possa se deslocar rapidamente a fim de mos- trar o imóvel ao interessado. A estruturação ou departamenta- lização por produto ou serviço se caracteri- za pela existência de setores específicos para os serviços de: • administração de imóveis (locação) e de intermediação (compra e venda); • imóveis residenciais, comerciais e rurais. A estruturação ou departamentali- zação por projeto acontece com a criação de uma estrutura transitória e de duração limita- da ao tempo estabelecido para operações es- pecíficas. Durante esse tempo é importante a designação de uma equipe para se dedicar àque- la operação, envolvendo de forma integrada pessoal de vendas, marketing, engenharia, fi- nanças, apoio técnico e até mesmo elementos da alta administração. Esse tipo de estrutura- ção é comum nos lançamentos imobiliários, com montagem de stand e desenvolvimento de campanhas específicas na mídia. A estruturação ou departamentali- zação por clientela ocorre onde ou quando se atribui a cada corretor a responsabilidade pela assistência a um grupo de clientes, desde o momento em que cada um destes procura a empresa até a concretização da transação, sen- do a distribuição dos clientes efetuada em fun- ção da disponibilidade dos corretores, o que é mais comum, ou de características comuns a um grupo de pessoas. 4.4 – TAMANHO DA FORÇA DE VENDAS Força de venda é o número de pes- soas disponíveis na empresa para a execução do negócio. Depois de estabelecida a estrutura, é necessário que se considere o tamanho da for- ça de vendas. O processo básico do trabalho de um corretor envolve o acompanhamento aos inte- ressados em visitas aos imóveis, o contato pes- soal antes, durante e depois dessas visitas. Os interessados, por seu turno, levam em conta a sua necessidade de compra, o grau de urgência dessa compra, as opções oferecidas e a rapi- dez na obtenção do maior número possível de informações em função do tempo disponível, em geral, pouco, para a procura. Muitas vezes, a perda de uma venda po- tencial decorre da dificuldade da empresa em efetivar o contato e a visita, devido à insuficiên- cia ou má distribuição da equipe de corretores. Muitas empresas utilizam a abordagem da carga de trabalho para determinar o núme- ro de vendedores. Isso é feito a partir das ex- pectativas de contatos comerciais realizados, considerando-se o produto, o tempo gasto em cada contato e outros fatores relacionados ao esforço necessário à realização das transações. Supondo que a carteira de uma imobiliária te- nha, em média, 20 imóveis em oferta, cada um desses demanda, em média, contatos e/ou vi- sitas com 3 interessados por dia (60 contatos/ visitas); se um corretor médio pode, em fun- ção do tempo de deslocamento e gasto no re- lacionamento com o interessado, realizar 5 con- tatos por dia, para realizar um atendimento efi- ciente a seus clientes essa empresa necessitará de 15 corretores à sua disposição. É claro que as peculiaridades do ramo permitem às empresas gerenciarem a questão de diversas formas, tais como a realização de TÉCNICO EM TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS INEDI - Cursos Profissionalizantes58 ••••• parcerias em períodos de maior oferta. Por outro lado, a predominância do sistema de re- muneração puramente comissional, embora não acarrete maiores ônus de ociosidade em períodos de baixa oferta, pode estimular o corretor a buscar o trabalhoem outras organi- zações ou mesmo de forma autônoma, crian- do problemas para a manutenção de bons pro- fissionais. 4.5 – ADMINISTRAÇÃO DA FORÇA DE VENDAS 4.5.1. Recrutamento e Seleção Uma cuidadosa seleção da força de vendas contribui, significativamente, para o desempenho global dos negócios. Critérios inadequados de seleção, além de refletir no volume das vendas, geram ônus associados às demissões por baixo desempe- nho, representados por encargos, custos de se- leção e treinamento de um novo vendedor, além do prejuízo com a perda de vendas. É fundamental para uma seleção bem sucedida a definição das características neces- sárias a um bom vendedor e a ponderação en- tre os aspectos tradicionais e convencionais e aquilo que vem sendo apontado em tendências modernas. Deve-se observar que existem vende- dores bem sucedidos e com características muito diferentes entre eles. Há bons vendedo- res tímidos ou extrovertidos, agressivos ou tran- quilos, enérgicos ou calmos, altos ou baixos, vestidos com muito ou pouco esmero, com bom português ou cometendo erros. Destacam-se como características es- senciais dos bons vendedores: • entusiasmo; • persistência; • autoconfiança; • iniciativa; • responsabilidade; • entrega à venda como um meio de vida – gosto pela profissão; • orientação para o cliente - comunicação clara, correta e objetiva; • independência; • motivação; • capacidade em sabe ouvir; • disciplina; e, ACIMA DE TUDO • honestidade. Os procedimentos de recrutamento usu- ais são a indicação por outros vendedores ou conhecidos, as agências de emprego, os anún- cios em jornais, e, no caso de corretores, as ofertas de estágio junto a cursos e os Conse- lhos Regionais de Corretores de Imóveis. Não são desprezíveis, por interferirem na atratividade da profissão, algumas restrições de ordem cultural. Por exemplo, restrição relati- va ao recrutamento de universitários ou pes- soas com grau de instrução superior. Muitos acham que vender é um trabalho, não uma pro- fissão, que vender requer capacidade de enga- nar para se ter sucesso, que é trabalho para homens, etc. 4.5.2. Treinamento de corretores As maiores empresas imobiliárias vêm dando atenção crescente ao treinamento de seus corretores. Essas empresas assimila- ram a importância do treinamento dos recur- sos humanos. Antes, o treinamento era visto como um luxo, representativo de excesso de des- pesas ou perda de oportunidade de traba- lho, pois o treinando, enquanto estuda, não está em ação. Atualmente, o treinamento é conside- rado como um investimento, cujo retorno se manifesta no aumento da eficiência e da capa- cidade profissional como variáveis de peso considerável no incremento das vendas. Os programas de treinamento têm vários objetivos, sendo os principais: ORGANIZAÇÃO E TÉCNICA COMERCIAL – Unidade III INEDI - Cursos Profissionalizantes ••••• 59 empresa até o nível de experiência da equipe. Destacam-se como ações de supervisão: • normas para visitas – em geral, as em- presas estabelecem normas disciplinan- do a distribuição do tempo entre as di- versas visitas ou ações voltadas para di- ferentes clientes. Por exemplo, diferenci- ando as prioridades para divulgação ou contatos relacionados a imóveis pouco procurados ou clientes indecisos, imóveis potencialmente diversificados em termos de possibilidade e venda; • distribuição do tempo – estabeleci- mento de um roteiro ou plano de tra- balho, regulando a participação em ati- vidades de contato direto, plantões, reuniões de vendas, participações em stands, show-rooms etc. 4.5.5. Motivação Alguns corretores dão o máximo de si, independente de qualquer exigência especi- al, consideram seu trabalho o mais fascinante possível. Outros corretores ficam perturbados, sentem-se frustrados por terem que trabalhar sozinhos, deslocar-se constantemente, enfren- tar a concorrência e clientes e, muitas vezes, não ter a autonomia suficiente para fechar uma ven- da e, em consequência, perder uma comissão atrativa. Torna-se, pois, necessário que a super- visão procure incentivar o grupo, observando o contexto e valendo-se de incentivos, tais como: • Clima Organizacional – traduz o sentimento dos funcionários quanto às oportunidades, valor e recompensas por um bom desempenho. Algumas empresas dão oportunidades conside- ráveis de retorno financeiro e promo- ção aos seus funcionários, outras não valorizam os seus, de forma adequada. • conhecimento da empresa e identifica- ção com a mesma; • produtos da empresa, como são cap- tados os imóveis, quais as característi- cas de padrão que a empresa exige para comercializá-los; • mercado de trabalho – características dos clientes (compradores e vendedo- res ou construtoras para quem comer- cializam lançamentos e estratégias dos concorrentes); • princípios de vendas; • relações humanas; • procedimentos e responsabilidades (di- visão do tempo, preparo de relatórios, comunicações eficientes, etc.). 4.5.3. Remuneração e compensação Embora o comissionamento seja a re- muneração legalmente estabelecida como bási- ca, existe uma tendência nas empresas em adici- onar outros elementos capazes de contribuir para segurança, trabalho e, principalmente, fidelida- de do bom profissional à instituição, que reper- cute em termos de contribuição da qualidade da mão-de-obra para a competitividade. Algumas empresas proporcionam uma parcela fixa de remuneração e cobertura de gastos ligados ao trabalho (combustível ou condução, despesas com celular, etc.), outras adotam políticas de benefícios extras, tais como auxílios-transporte e alimentação, planos de saúde, prêmios de produção, etc. Devemos lembrar, ainda, que o cor- retor de imóveis, como profissional liberal, percebe honorários pelo seu trabalho. 4.5.4. Supervisão A supervisão é o instrumento pelo qual a administração atua diretamente sobre a força de vendas, orientando-a e motivando-a na di- reção de um trabalho eficaz. O grau em que essa atuação se mani- festa, caracterizando o envolvimento direto com o dia-a-dia operacional varia muito, em função de fatores que vão desde o tamanho da TÉCNICO EM TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS INEDI - Cursos Profissionalizantes60 ••••• A subestimação, como atitude empre- sarial, é fator de alta rotatividade e bai- xo desempenho. O tratamento dedicado pelo super- visor é extremamente importante. O fato de manter permanente contato com sua equipe, através de cartas, telefonemas, visitas de cam- po e reuniões de avaliação, confere ao gerente ou supervisor de vendas uma oportunidade privilegiada para “sentir” o seu pessoal e agir em relação a ele como chefe, companheiro, treinador ou confessor, dependendo do mo- mento. • Quotas ou Metas de Vendas – são pa- drões estabelecidos pelas empresas que definem a quantidade e valor que cada corretor deve vender em um período, em função do plano de marketing e da previsão global de vendas. Em geral são estabelecidas em nível mais alto do que a previsão, de forma a estimular ao má- ximo o esforço dos vendedores e su- pervisores, associando-as a prêmios ou outros incentivos. • Incentivo Positivo – é o que estimula, que encoraja, que desafia a pessoa a cri- ar, realizar ou intensificar alguma coisa. Algumas empresas valem-se de diferen- tes recursos para incentivar seus funci- onários, tais como gratificações, plano de carreira, homenagens, prêmios, via- gens, participação nos lucros. Algumas empresam realizam as reuniões de vendas, inseridas em eventos sociais quando, além da quebra de rotina, existe a chance de contato entre os funcionários e os escalões da empresa, dando oportunidade de exposição de opiniões e identificação com o grupo maior; elas, também, promovem concursos de vendas, in- centivando a um esforço superior ao esperado normalmente. 4.6 – CONTROLE DE VENDAS O controle de vendas objetiva: • o estabelecimento de um padrão de ava- liação do desempenho futuro; • comparação do desempenho atual com o padrão estabelecido; • seleção e adoção de ações destinadas a reduzir a diferença entre o desempenho esperadoe o desempenho real, se for o caso. O controle é feito conforme critérios estabelecidos previamente. Os critérios mais utilizados são a análise das vendas, a análise da partici- pação no mercado, a análise da lucrati- vidade e a análise do desempenho da for- ça de vendas. 4.6.1. Análise de vendas A análise de vendas consiste na com- paração de resultados de vendas atuais com vendas esperadas, por meio de uma simples comparação de dados ou, no caso de variação de preços, identificando quanto da variação de- corre do volume de vendas e quanto decorre do preço. A análise pode incluir desdobramen- to das informações. Os mais comuns são os relatórios de vendas totais, de vendas por pro- duto ou serviço, por região geográfica, por segmento de mercado e por vendedor. 4.6.2. Análise de participação no mercado A análise de participação no mercado procura identificar se houve alguma alteração, ou se as variações da participação no mercado estão associadas a fatores controláveis pela pró- pria empresa. Uma empresa que perde participação no mercado enquanto as vendas totais aumen- tam pode estar tendo problemas com seu com- ORGANIZAÇÃO E TÉCNICA COMERCIAL – Unidade III INEDI - Cursos Profissionalizantes ••••• 61 posto de marketing, enquanto que uma queda de vendas sem perda da participação no mer- cado pode estar associada a um problema no próprio mercado. 4.6.3. Análise da lucratividade No comércio, lucro é o ganho auferi- do durante uma operação comercial. Lucrati- vo é o que proporciona lucro; lucratividade é a qualidade do que é lucrativo. A empresa, além de observar seu lu- cro, verifica o que é mais lucrativo, analisando a qualidade, a característica do mesmo. Para tanto, a empresa deve seguir os mesmos desdobramentos da análise de vendas, necessitando de apoio em um sistema de con- tabilidade de custos diretamente ou por apro- priação a cada item de análise. 4.6.4. Análise do desempenho da força de vendas A principal fonte de informações para a análise do desempenho dos vende- dores é o relatório de vendas elaborado por eles. Essas informações são complementa- das por outras obtidas em observações pessoais, em manifestações de clientes e em pesquisas realizadas com estes, e, ainda, em conversas com outros vendedores. Nesse relatório os vendedores descre- vem suas atividades, mostrando o que acon- tece nos contatos com cada cliente e forne- cendo informações úteis para ações futuras. Algumas empresas podem solicitar, também, informações sobre novas captações, negóci- os perdidos para a concorrência e sobre con- dições de mercado observadas em campo. Esses relatórios permitem avaliar, por exemplo, se o número de contatos diário é sa- tisfatório, se o tempo está sendo bem dividido entre os contatos, se o percentual de imóveis vendidos é satisfatório, em relação ao total da carteira no período ou à distribuição entre cada corretor. Normalmente, os padrões de avaliação individual adotam dois referenciais: compara- ção e classificação do desempenho dos diver- sos corretores ou a comparação entre as vendas correntes com as vendas anteriores. No primei- ro, algumas ponderações, tais como as diferen- ças territoriais, a carga de trabalho, o nível da concorrência, o esforço promocional da empresa devem ser desenvolvidas a fim de que os resul- tados comparativos não apresentem distorções. Outra forma bastante difundida de ava- liação dos vendedores é qualitativa. Esse tipo de avaliação é voltada para o conhecimento re- velado pelo corretor acerca da empresa, dos cli- entes, das áreas de atuação e de suas tarefas. A avaliação qualitativa considera, também, o cum- primento de metas estabelecidas; as característi- cas pessoais do vendedor, tais como, modo de agir, de falar, aparência, temperamento, aspec- tos motivacionais. É importante para o sucesso de qual- quer sistema de avaliação que a empresa escla- reça, claramente, aos corretores quais são os critérios utilizados. O conhecimento e compre- ensão da forma como seu desempenho é avali- ado contribui para que o corretor se esforce para a melhoria contínua do mesmo. a) Quais os critérios mais utilizados para o con- trole de vendas numa imobiliária? _______________________________________ _______________________________________ b) Como se dá a avaliação qualitativa dos cor- retores de imóveis numa empresa? _______________________________________ _______________________________________ c) Quais são os dois referenciais normalmente adotados na avaliação individual? _______________________________________ _______________________________________ TÉCNICO EM TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS INEDI - Cursos Profissionalizantes62 ••••• SERVIÇOS AUXILIARES DO COMÉRCIO A atividade comercial é auxiliada por diversos agentes. Dentre esses destacam-se: as companhias de seguro, os estabelecimentos fi- nanceiros, as “bolsas”. 07. O corretor deve sempre fidelizar o cliente, através de total transparência na negociação. 08. A venda é o resultado do esforço realizado junto aos clientes de forma sistemática e organizada. 09. Na estruturação da área de vendas por território, cada vendedor desenvolve suas ações em várias áreas geográficas, onde atende a todos os clientes desta área. 10. Duas das características do bom vendedor são o entusiasmo e a honestidade. 11. Um processo proativo de vendas deve-se desenvolver observando três grandes dimensões: identificação e qualificação de clientes potenciais, desenvolvimento da venda e fechamento da venda. 12. Nas empresas imobiliárias as equipes de apoio e de assistentes de vendas compõem predominantemente a força de vendas interna. Julgue os itens abaixo em certo (C) ou errado (E): 01. Comércio é a transação entre oferta e procura envolvendo as empresas que os produzem e vendem e os segmentos sociais que têm interesse em consumi-los ou utilizá-los. 02. A atividade de captação no setor imobiliário consiste em conquistar imóvel e clientes em potencial. 03. Na área imobiliária o anúncio dos imóveis disponíveis e a espera dos interessados é uma prática pouco utilizada. 04. As técnicas comerciais envolvem a aplicação de conhecimentos específicos na operação do comércio, utilizando-se os princípios administrativos, econômicos e jurídicos em sua condução. 05. Nas empresas imobiliárias, a força básica de vendas, essencialmente interna, é constituída pelos corretores. 06. O corretor de imóveis é o profissional responsável pela operacionalização das vendas, demonstrando os imóveis à clientela, mas não fechando a venda. ORGANIZAÇÃO E TÉCNICA COMERCIAL – Unidade III INEDI - Cursos Profissionalizantes ••••• 63 1.C 2.C 3.E 4.C 5.E 6.E 7.C 8.C 9.E 10.C 11.E 12.E TÉCNICO EM TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS INEDI - Cursos Profissionalizantes64 ••••• ORGANIZAÇÃO E TÉCNICA COMERCIAL – Unidade IV INEDI - Cursos Profissionalizantes ••••• 65 Ø Conhecer os serviços auxiliares do comércio, como as seguradoras; Ø Conhecer os estabelecimentos de controle financeiro no Brasil; Ø Conhecer os bancos comerciais e suas operações; Ø Tomar ciência dos tipos de ações das sociedades anônimas. Unidade IV TÉCNICO EM TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS INEDI - Cursos Profissionalizantes66 ••••• ORGANIZAÇÃO E TÉCNICA COMERCIAL – Unidade IV INEDI - Cursos Profissionalizantes ••••• 67 COMPANHIAS DE SEGUROS A atividade comercial é auxiliada por diversos agentes. Dentre esses destacam-se: as companhias de seguro, os estabelecimentos finaceiros e as bolsas. 1. SEGURO As seguradoras oferecem a cada dia mais produtos adequados à realidade brasileira. E as corretoras de seguros se encarregam de promover a venda dos seguros que atendam a cada um de seus clientes de maneira mais eficaz e útil. Os brasileiros podem contar hoje com uma variada gama de seguros visando atender a praticamente todas as necessidades. Os mais comuns são seguro de carro, seguro de vida, seguro residencial e seguro empresarial. O seguro saúde, é claro, também deve ser lembrado como um dos mais utilizados pela população (SEGUROS, 2009). Sendo assim, um seguroé um instrumento que ajuda uma pessoa ou empresa a gerenciar riscos, sempre com a perspectiva de evitar perdas. Basicamente, o que você compra ao adquirir um seguro é uma transferência: você transfere o risco para a empresa seguradora. Nesta transação de transferência de risco, as partes envolvidas são a seguradora, que é a empresa fornecedora da cobertura; o segurado, que é a pessoa ou empresa que contrata a cobertura do seguro e ainda o corretor de seguro (SEGUROS, 2009). O contrato entre as partes é chamado de apólice e é neste documento que a seguradora formaliza a aceitação do risco, assim como formaliza também os demais detalhes referentes ao seguro – como o bem segurado, o tipo de seguro, a extensão da cobertura, a importância segurada, o valor do prêmio (que é o valor a ser pago pelo segurado, em parcelas ou à vista, para que a seguradora assuma os riscos) e também as garantias contratadas. Mas a emissão da apólice não é o mesmo que o início da cobertura. O bem só está coberto depois de autorizado pelo corretor de seguros (SEGUROS, 2009). O corretor de seguros é um intermediário entre a seguradora e o segurado, remunerado através de uma comissão que representa uma porcentagem do valor total do prêmio pago pelo segurado. Um bom corretor de seguros deve apresentar ao segurado em potencial todas as opções e condições de uma apólice de seguro e ainda atuar como uma garantia de que as duas partes cumprirão com os detalhes acordados na apólice. E é por isso que no Brasil a presença do corretor de seguros é obrigatória na compra e venda de seguros. Depois, no caso de algum sinistro (que é quando o risco vira fato consumado), a seguradora paga ao segurado a indenização, conforme estipulado na apólice de seguro (SEGUROS, 2009). 1.2. SEGUROS NO BRASIL No Brasil, a indústria de seguros é regulamentada pela SUSEP, que é a Superintendência de Seguros Privados. O órgão é uma autarquia do governo federal e tem como missão regular, fiscalizar, supervisionar e incentivar as atividades do setor de seguros no país. 1.3. TIPOS DE SEGUROS Hoje em dia, quase tudo pode ser segurado. Veja aqui alguns dos tipos mais comuns de seguro: • Seguro de Automóvel – proteção total ou parcial contra colisão, incêndio, roubo, danos materiais e pessoais a terceiros; • Seguro de Vida – Pode cobrir morte natural, morte acidental, invalidez por TÉCNICO EM TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS INEDI - Cursos Profissionalizantes68 ••••• doença e/ou acidente, assistência no exterior e auxílio funeral, por exemplo; • Seguro Saúde - Reembolsa as despesas médicas e/ou hospitalares efetuadas no tratamento do segurado ou dos dependentes listados na apólice de seguros. A cobertura pode ser válida apenas para o território nacional ou mesmo para o exterior; • Previdência Privada – É uma modalidade de seguro relativamente recente no país e que tem como objetivo oferecer um sistema de aposentadoria aos segurado. É também uma categoria de seguro que conta com a vantagem de ser dedutível no Imposto de Renda; Seguro Residencial – Pode oferecer cobertura contra incêndio, raio e explosão, danos elétricos, vendaval, granizo; pode garantir o pagamento do aluguel e ainda cobrir casos de roubo de bens ou mesmo garantir o funcionamento de certos equipamentos domésticos. • Seguro Condomínio – Pode cobrir tanto as partes comuns como também cada um dos apartamentos ou casas do condomínio contra incêndio, raio e explosão, danos elétricos, vendaval, perda de aluguel, roubo de bens, cobertura de despesas fixas e danos a equipamentos. Pode também incluir seguro de vida de funcionários. • Seguro Empresarial – É dividido em vários tipos de seguros, em geral, com o objetivo de manter a continuidade do seu negócio. Pode incluir cobertura contra incêndio, raio e explosão, danos elétricos, vendaval, granizo, perda de aluguel, roubo de bens, despesas fixas, lucros cessantes e danos a equipamentos. Pode também incluir seguro de vida a funcionários. 1.4. FRANQUIA O termo franquia reflete a parcela da indenização que fica a cargo do segurado, isto é, quanto você tem que pagar para ter direito ao recebimento da indenização. Desta forma, não é difícil entender que, quanto maior a franquia estabelecida no contrato, menor é o risco da seguradora, pois você está pagando uma parte maior da indenização, e consequentemente, menor deve ser o valor do prêmio que você terá que pagar (IGF, 2009). 1.5. PRÊMIO Ao contrário do que a maioria das pessoas imagina, o termo não se refere ao valor que você recebe, mas sim ao valor que você paga para a seguradora para que esta garanta o pagamento da indenização especificada no contrato. O prêmio é estipulado com base em um percentual do risco que você pretende cobrir, isto é, da importância segurada (IGF, 2009). 2. ESTABELECIMENTOS FINANCEIROS 2.1 – BANCO CENTRAL DO BRASIL É o ponto central do sistema financei- ro nacional, é uma autarquia federal que tem a função de cumprir e fazer cumprir a legis- lação e todas as normas expedidas pelo Con- selho Monetário Nacional. É também res- ponsável pela confecção da moeda. 2.2 – BANCO DO BRASIL É uma entidade de capital misto, com capital aberto que tem como principais fun- ções: - recebimento dos tributos federais; - executar a política de preços mínimos dos produtos agrícolas, bem como fi- nanciar o seu plantio; - controlar e incrementar o comércio exterior. ORGANIZAÇÃO E TÉCNICA COMERCIAL – Unidade IV INEDI - Cursos Profissionalizantes ••••• 69 2.3 – BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES O BNDES opera em programas para o desenvolvimento da economia e do mercado. Os principais programas de investimen- to são: - insumos básicos; - produção de equipamentos básicos; - infraestrutura; - fortalecimento da empresa privada na- cional; - desenvolvimento tecnológico. 2.4 – CAIXAS ECONÔMICAS Caixa econômica é o estabelecimento financeiro que visa estimular a poupança po- pular. O objetivo da captação desses recur- sos é investi-los no financiamento da casa própria e infra-estrutura básica, entre outros. Existe a Caixa Econômica de âmbito fe- deral, ou seja, que atende todo o território na- cional, cuja sigla é a conhecida CEF e alguns estados possuem sua Caixa Econômica que atua em nível estadual. 2.5 – BANCOS COMERCIAIS Os bancos comerciais são instituições fi- nanceiras bancárias especializadas em opera- ções de curto prazo e são classificados em qua- tro grupos: - público federal; - público estadual; - privado nacional; - público ou privado estrangeiro. As operações mais comuns de um banco comercial são os empréstimos, recebimentos, depósitos, compra e venda de moeda e de títulos. 2.6 – BANCOS DE INVESTIMENTOS Os bancos de investimento realizam inves- timentos de médio e longo prazo, geralmente para a formação de capital fixo de empresas privadas. 2.7 – FUNDOS MÚTUOS DE INVESTIMENTOS Os fundos mútuos de investimento utilizam a poupança popular para aplicação, em conjunto, em carteiras de títulos e valores mobiliários. 2.8 – COMPANHIAS DE CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO As Companhias de crédito, financiamento e investimento são especializadas em investimen- tos de médio e longo prazo, captando recursos por meio da emissão de letras de câmbio. 2.9 – SOCIEDADES DISTRIBUIDORAS DE VALORES As sociedades distribuidoras de valores têm o objetivo de subscritar títulos para reven- da, distribuí-los ou intermediá-los no merca- do de capitais. 3. BOLSAS Bolsas são instituições destinadas a ne- gociar, por intermédio de corretores, merca- dorias, divisas, valores mobiliários ou outros bens fungíveis. As bolsas são classificadas conforme o serviço que prestam. São elas: ••••• Bolsa de mercadorias: são mercados regulados por normas onde se pratica a compra e venda de produtos classifica- dos em categorias. Os principais produ- tos desta bolsa são o milho, a soja, o al- godão, a mamona, o arroz e o boi em pé. TÉCNICO EM TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS INEDI - Cursos Profissionalizantes70 ••••• ••••• Bolsa de valores: local onde sãone- gociados os títulos representativos dos valores mobiliários. Com a concentra- ção de todas as transações desses títu- los em um só local se consegue obter os preços reais, bem como um grande volume de comercialização. O investidor interessado em comprar ou vender ações deve sempre procurar instituições integrantes do sistema de distribuição de valores mobiliários, habilitadas para a prestação desses serviços. É importante saber que cada uma dessas instituições, distribuidoras de valores, corretoras de valores e bancos de investimento, deve estar autorizada pelo Banco Central e registrada na Comissão de Valores Mobiliários. 5. O termo franquia reflete a parcela da indenização que fica a cargo da seguradora. 6. No caso de algum sinistro a seguradora paga ao segurado a indenização, conforme estipulado na apólice de seguro. 7. Um seguro é um instrumento que ajuda uma pessoa ou empresa a gerenciar riscos, sempre com a perspectiva de evitar perdas. 8. Uma empresa para comercializar suas ações na bolsa de valores não necessita ser credenciada à CVM. Julgue os itens abaixo em certo (C) ou errado (E): 1. O instrumento formal do contrato de seguro é a apólice. 2. O interessado em comprar ou vender ações na bolsa de valores deve procurar uma corretora de valores, pois, somente por meio dela poderá realizar a operação. 3. O corretor de seguros é um intermediário entre a seguradora e o segurado, remunerado através de uma comissão que representa uma porcentagem do valor total do prêmio pago pelo segurado. 4. Prêmio, em seguro, se refere ao valor que você recebe da seguradora. ORGANIZAÇÃO E TÉCNICA COMERCIAL – Unidade IV INEDI - Cursos Profissionalizantes ••••• 71 1.C 2.C 3.C 4.E 5.E 6.C 7.C 8.E TÉCNICO EM TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS INEDI - Cursos Profissionalizantes72 ••••• ORGANIZAÇÃO E TÉCNICA COMERCIAL INEDI - Cursos Profissionalizantes ••••• 73 1. Os principais recursos operacionais e de produção da empresa são: a) capital e trabalho; b) trabalho e força; c) equipamentos e força; d) lucro e trabalho; e) lucro e força; 2. O trabalho é composto por: a) rotinas de trabalho e equipamentos; b) mão-de-obra e rotinas de trabalho; c) ferramentas, mão-de-obra e máquinas; d) rotinas de trabalho, mão-de-obra, máquinas e recursos financeiros; e) equipamentos e mão-de-obra; 3. Organização é: a) estruturar a mão-de-obra; b) estruturar o capital; c) estruturar as máquinas; d) estruturar os recursos financeiros; e) estruturar a empresa; 4. Planejamento pressupõe: a) uma previsão do que acontecerá com o capital; b) uma projeção do que acontecerá com o capital; c) uma previsão da empresa como um todo dentro de um certo período; d) uma projeção da produção da empresa em um período de tempo; e) uma previsão do pessoal da empresa dentro de um período de tempo; 5. Sistema é: a) um bom planejamento; b) um conjunto de partes coordenadas entre si; c) um programa de computador; d) a organização de um departamento; e) nenhuma das anteriores; 6. Como é feita a transmissão dos planos? a) através de instruções ou ordens; b) através do subordinado; c) pelos assessores; d) pelo dono da empresa; e) nenhuma das respostas anteriores; 7. Consiste em prever o futuro das atividades com aproximação dos acontecimentos a serem realizados pela empresa: a) previsão; b) organização; c) planejamento; d) comando; e) controle; 8. É elaborar o programa de ação de trabalho: a) organização; b) previsão; c) planejamento; d) controle; e) comando; 9. Deve verificar se tudo se realiza conforme o programa adotado e tem por finalidade detectar as falhas e os erros, a fim de corrigi- los a tempo: a) coordenação; b) comando; c) planejamento; d) previsão; e) controle; 10. É estabelecer a harmonia entre todos os atos da empresa, de modo a facilitar seu funcionamento e garantir-lhe êxito: a) controle; b) coordenação; c) previsão; d) planejamento; e) previsão; TÉCNICO EM TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS INEDI - Cursos Profissionalizantes74 ••••• 11. A organização planejada revela-se através da seguinte tarefa: a) agrupamento, em unidades práticas, das atividades previstas no planejamento, para obtenção do objetivo; b) designação de pessoas para desempenhar atividades específicas; c) delegação de poderes para integrantes do grupo, em cada unidade de serviço; d) definição de responsabilidades ou obrigações de prestar contas dos elementos investidos de poderes através dos órgãos; e) todas as alternativas estão corretas; 12. A estrutura formal é caracterizada por: a) iniciativa pessoal, não existe nada escrito; b) planejamento adotado pela linha da autoridade, subordinação, hierarquia e responsabilidade; c) todos trabalham uniformizados; d) ser comum nas micro e pequenas empresas; e) todas as alternativas estão corretas; 13. A estrutura informal é caracterizada por: a) obediência a autoridade; hierarquicamente superior; b) existe planejamento pela linha da autoridade; c) iniciativa pessoal, não existe nada escrito; d) dispensa do uso do uniforme; e) todas as alternativas estão corretas; 14. Não é fase da elaboração de um orçamento: a) elaboração e distribuição das receitas e despesas pelas contas da empresa; b) ouvir os fornecedores; c) estimativa das receitas e fixação das despesas com um programa racional e objetivo; d) aprovação final pela diretoria; e) projeto de contenção de despesas no caso de ocorrer deficiência na arrecadação; 15. Que medidas podem ser tomadas para contenção de despesas? a) aproveitamento racional constante de pessoal e material; b) treinamento e aperfeiçoamento do trabalho em horas ociosas; c) redução progressiva dos custos operacionais; d) modernização dos conhecimentos e aperfeiçoamento dos avanços tecnológicos; e) todas as alternativas estão corretas; 16. A função comercial trata de: a) compra e venda de mercadorias, serviços e utilidades para a empresa; b) levantamento de custos; c) controle financeiro da empresa; d) contabilizar as receitas e despesas da empresa; e) nenhuma das anteriores; 17. É o princípio da divisão do trabalho a) terceirizar para outras empresas; b) contratar funcionários competentes; c) agrupar ou dividir as funções básicas e derivadas; d) controlar a entrada e saídas dos funcionários; e) enxugar a folha de pessoal; 18. A departamentalização por produto serve para: a) encorajar a concorrência entre unidades; b) não misturar os produtos dentro da empresa; c) evitar confusão na venda; d) separar a receita de cada produto; e) facilitar o atendimento ao cliente; ORGANIZAÇÃO E TÉCNICA COMERCIAL INEDI - Cursos Profissionalizantes ••••• 75 19. A departamentalização por clientela ocorre na área: a) da diretoria; b) de vendas; c) de licitação; d) de cadastro; e) em nenhuma das anteriores; 20. A função da departamentalização é: a) dividir as pessoas evitando confusões; b) ter uma visão geral da empresa; c) cumprir uma formalidade legal; d) facilitar a coordenação e aproveitar a especialização do trabalho; e) reduzir os encargos sociais gerados com a contratação de pessoal; 21. Os planos-meios são: a) os planos de indicação de formas de venda; b) os planos de publicidade e mídia; c) os planos realizados no meio do exercício fiscal; d) os planos elaborados pela direção da empresa; e) os planos de longo prazo para a empresa; 22. Na organização a autoridade é exercida: a) por quem fala mais alto; b) pelos níveis hierárquicos inferiores; c) pelos níveis hierárquicos superiores; d) pelos mais antigos de casa; e) pelos de maior grau de estudo; 23. Quem deve ter a delegação de autoridade? a) quem pensar como o chefe; b) aos parentes; c) às pessoas de confiança dos dirigentes da organização; d) a quem se destacar mais dentro da organização; e) a pessoas capazes, com conhecimento e responsabilidade; 24. A regra básica da autoridade de linha é: a) cada pessoa, na empresa, deve receber ordens somente de um chefe; b) quem estiver na linha de cima dá ordens aos da linha de baixo; c) à medida que se está mais alto se manda em mais pessoas; d) todas as alternativas anterioresestão erradas; e) as alternativas b e c estão corretas; 25. A função da assessoria na empresa é: a) dirigir a empresa; b) receber a delegação de autoridade; c) executar as ordens dos dirigentes, gerentes e diretores; d) assistir, recomendar e planejar atividades; e) integrar a diretoria da empresa; 26. Em uma empresa com a autoridade centralizada as decisões mais importantes são tomadas: a) nos escalões inferiores; b) pelos supervisores; c) nos níveis de hierarquia superior; d) pelos assessores; e) nenhuma das alternativas anteriores; TÉCNICO EM TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS INEDI - Cursos Profissionalizantes76 ••••• II - Leia as afirmativas. Verifique quais são verdadeiras e quais são falsas. 1. ( ) Os principais recursos operacionais e de produção da empresa são lucro e trabalho. 2. ( ) O trabalho é composto por mão-de- obra, ferramentas e máquinas. 3. ( ) Organização é a estruturação das par- tes de um todo, é a estruturação da empresa. 4. ( ) Planejamento pressupõe uma previ- são da empresa como um todo dentro de um certo período. 5. ( ) Sistema é um conjunto de partes coordenadas entre si. 6. ( ) O funcionamento de uma organiza- ção se apoia em três princípios clássicos: Divi- são do Trabalho, Cooperação e Coordenação. 7. ( ) Comando é a previsão do futuro das atividades com aproximação dos acontecimen- tos a serem realizados pela empresa. 8. ( ) Planejamento é a elaboração do pro- grama de ação de trabalho. 9. ( ) Controle é a verificação se tudo se re- aliza conforme o programa adotado e tem por finalidade detectar as falhas e os erros, a fim de corrigi-los a tempo. 10.( ) Previsão é estabelecimento da har- monia entre todos os atos da empresa, de modo a facilitar seu funcionamento e garan- tir-lhe êxito. 11. ( ) A organização planejada revela-se, exclusivamente, através da designação de pes- soas para desempenhar atividades específicas. 12. ( ) A estrutura formal é caracterizada pela iniciativa pessoal, respeitando-se os ní- veis hierárquicos. 13. ( ) A estrutura informal é caracterizada por iniciativa pessoal, não existe nada escrito. 14. ( ) A função técnica em uma imobiliária está na comissão. 15.( ) Compõe a definição de um orça- mento a estimativa das receitas e a fixação das despesas com um programa racional e objetivo. 16. ( ) Para contenção de despesas, a empre- sa deve fazer o aproveitamento racional e constante de pessoal e material; reduzir, pro- gressivamente, os custos operacionais; moder- nizar os conhecimentos e aperfeiçoamento dos avanços tecnológicos. 17. ( ) A função comercial se refere à com- pra e venda de mercadorias, serviços e utilida- des para a empresa. 18. ( ) Em qualquer empresa é função comer- cial a atividade desenvolvida para a sua segu- rança. 19. ( ) A propaganda é um elemento da fun- ção comercial. 20. ( ) O principal objetivo da divisão do tra- balho é a terceirização para outras empresas. 21. ( ) A departamentalização por produto tem como objetivo maior evitar trocas no momento da venda. 22. ( ) A departamentalização por clientela ocorre na área de vendas. 23. ( ) A função da departamentalização é facilitar a coordenação e aproveitar a especia- lização do trabalho. ORGANIZAÇÃO E TÉCNICA COMERCIAL INEDI - Cursos Profissionalizantes ••••• 77 24. ( ) A demonstração gráfica da divisão do trabalho em unidades administrativas é feita por meio do organograma. 25. ( ) Na organização a autoridade é exerci- da pelos níveis hierárquicos superiores. 26. ( ) Deve ter a delegação de autoridade quem mais se destaca dentro da organização. 27. ( ) A regra básica da autoridade de linha é a de cada pessoa deve receber ordens somente de um chefe. 28. ( ) A função principal da assessoria na empresa é executar todas as ordens dos diri- gentes, gerentes e diretores. 29. ( ) Em uma empresa com a autoridade centralizada as decisões mais importantes são tomadas nos níveis de hierarquia superior. 30. ( ) Quando as ações possuem o nome do seu proprietário elas são denominadas ordiná- rias nominativas (ON) ou preferenciais nomi- nativas (PN). A transmissão desse tipo de ação só se efetua, mediante assinatura do termo de transferência. 31.( ) Bolsa de mercadorias é o local onde são negociados os títulos representativos dos va- lores mobiliários. Com a concentração de to- das as transações desses títulos em um só local se consegue obter os preços reais, bem como um grande volume de comercialização. 32. ( ) Técnica Comercial é a aplicação de conhecimentos específicos na operação do co- mércio, utilizando-se os princípios administra- tivos, econômicos e jurídicos. 33. ( ) Metas de Vendas são ordens dadas pela empresa a cada corretor, em função do plano financeiro. 34. ( ) A avaliação qualitativa é voltada para o conhecimento revelado pelo corretor acerca da empresa, dos clientes, das áreas de atuação e de suas tarefas. 35. ( ) Destacam-se como características es- senciais dos bons vendedores, entusiasmo; per- sistência; autoconfiança; iniciativa; responsabi- lidade; gosto pela profissão, comunicação cla- ra, correta e objetiva; independência; motiva- ção; capacidade em sabe ouvir; disciplina; ho- nestidade. 36. ( ) As companhias de seguros são empre- sas que se comprometem a indenizar por algu- ma perda ou repor prejuízos, mediante con- trato com pagamento de um prêmio. 37. ( ) As modalidades de operação com mercadorias são por atacado, a varejo, a vista, a crédito, por amostragem, a termo, contra entrega, com reserva de domínio. 38. ( ) Bolsa de valores são mercados regu- lados por normas onde se pratica a compra e venda de produtos classificados em categori- as. Os principais produtos desta bolsa são o milho, a soja, o algodão, a mamona, o arroz e o boi em pé. 39. ( ) É importante para o sucesso de qual- quer sistema de avaliação que a empresa escla- reça, claramente, aos corretores quais são os critérios utilizados. 40. ( ) Caixa econômica é o estabelecimento financeiro que visa estimular a poupança po- pular. O objetivo da captação desses recursos é investi-los no financiamento da casa própria e infra-estrutura básica entre outros. TÉCNICO EM TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS INEDI - Cursos Profissionalizantes78 ••••• ORGANIZAÇÃO E TÉCNICA COMERCIAL INEDI - Cursos Profissionalizantes ••••• 79 Administração: se constitui no conjunto de processos incluindo planejar, organizar, dirigir e controlar a aplicação dos diferentes tipos de recursos, visan- do atingir objetivos definidos. Administrar: ato de realizar coisas e obter os resultados máximos com e por meio de atividades necessárias a garantir e regular as contribuições des- tas de modo a conseguir as metas organizacionais observando os padrões de eficácia, eficiência e efetividade esperadas. Ambiente organizacional: é todo o universo que envolve externamente uma empresa, potencialmente capaz de influenciar o seu comportamento. Autoridade: em administração de empresas a autoridade é definida como sendo o direito de dirigir outras pessoas dentro de uma organização, man- dando e fazendo-se obedecer. Banco do Brasil: é uma entidade de capital misto, com capital aberto, ten- do como principais funções algumas atividades sociais determinadas pelo Governo Federal. Banco Mundial: também conhecido como BIRD (Banco Interamericano de Reconstrução e Desenvolvimento), foi criado com o intuito de auxiliar a reconstrução dos países devastados pela guerra e, posteriormente, para fi- nanciar projetos economicamente viáveis e relevantes para o desenvolvi- mento desses países. BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social: banco estatal que opera em programas para o desenvolvimento da econo- mia e do mercado. Bolsas: são instituições destinadas a negociar, por intermédio de corretores de valores, mercadorias, divisas, valores mobiliários ou outros bens fungí- veis. A mais conhecida é a Bolsa de Valores. Caixas Econômicas: estabelecimentos bancários constituídos em empre- sas públicas, com a finalidade precípua de estimular a poupança popular. Cartel: é uma associaçãotemporária de produtores de um determinado ramo que se juntam para impor condições de mercado, geralmente, um maior preço de venda para seus produtos. GLGLGLGLGLOSSÁRIOOSSÁRIOOSSÁRIOOSSÁRIOOSSÁRIO TÉCNICO EM TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS INEDI - Cursos Profissionalizantes80 ••••• Clientes: é o segmento alvo e direcionador prioritário das organizações com fins lucrativos. Comandita: é uma cota-parte do capital de uma sociedade, pertencente a sócio comanditário, ou seja, o sócio que nas sociedades em comandita só é responsável até o limite do capital que empregou. Concorrentes: composto pelo segmento competitivo das organizações. Contrato social: documento formal de constituição das empresas jurídicas, e que deve ser registrado na Junta Comercial da localidade. Controle: a função de controle subtende a avaliação do andamento das ope- rações, identificando desvios em relação ao planejado e providenciando as correções necessárias, de modo a assegurar que os resultados se conformem com os objetivos estabelecidos. COFECI: Conselho Federal de Corretores de Imóveis, autarquia federal criada com a Lei nº 6.530/78, com a finalidade de disciplinar, organizar e fiscalizar a profissão de corretor de imóveis em todo o território nacional. CRECI: Conselho Regional de Corretores de Imóveis. São criados e extin- tos pelo COFECI, com sede em cada capital dos estados brasileiros, com a finalidade precípua de organizar o cadastro dos profissionais corretores de imóveis da sua jurisdição e fiscalizar sua atuação, zelando para que cumpram sua missão com zelo e dedicação, protegendo, dessa forma, a sociedade cons- tituída. Delegação: em administração de empresas a delegação significa a designa- ção de tarefas aos empregados/funcionários, considerando sua competência e informação para desempenhá-las. Departamentalização: significa o agrupamento de atividades de forma que tarefas relacionadas logicamente entre si sejam executadas em conjunto. Direção: é a parte do processo administrativo que engloba as ações gerenciais desenvolvidas, no sentido de fazer com que as pessoas desempenhem seus papéis de forma eficiente e eficaz, com base no pla- nejamento e na estrutura organizacional, evitando conflitos e dispersão de recursos. GLGLGLGLGLOSSÁRIOOSSÁRIOOSSÁRIOOSSÁRIOOSSÁRIO ORGANIZAÇÃO E TÉCNICA COMERCIAL INEDI - Cursos Profissionalizantes ••••• 81 Efetividade: referente à realização permanente dos objetivos globais da organização em sintonia. É a capacidade de funcionar normalmente. Em nível setorial significa o grau de contribuição de determinada atividade para os objetivos globais. Eficácia: refere-se ao resultado satisfatório do empreendimento, à capaci- dade de atingir um objetivo ou resolver um problema, pela maneira mais rápida, com os melhores resultados e ao menor custo possível. Eficiência: significa fazer as coisas de maneira correta; refere-se à qualidade dos processos de trabalho, envolvendo o bom uso dos recursos humanos, materiais e tecnológicos. É a qualidade ou característica de quem ou do que, num nível operacional, cumpriu as suas obrigações. Empresa: é toda organização de natureza civil ou mercantil, explorada por pessoa física ou jurídica, de qualquer atividade com fins lucrativos (ver Lei federal nº 4.137/62, art. 6o). Feedback: o mesmo que retroalimentação. Nas organizações, significa as informações obtidas após análise ou pesquisa do funcionamento de algum sistema ou organização. É o processo utilizado para controlar os resultados da ação pelo conhecimento dos seus efeitos. FMI: Fundo Monetário Internacional, organismo internacional criado com o objetivo de evitar possíveis instabilidades cambiais e garantir a estabilida- de financeira, eliminando práticas discriminatórias e restritivas aos pagamen- tos multilaterais e de socorrer os países associados, quando da ocorrência de desequilíbrios transitórios em seus balanços de pagamentos. Fornecedores: composto pelo segmento supridor de recursos para as or- ganizações. Globalização: é o processo pelo qual a vida social e cultural dos diversos países do mundo é, cada vez mais, afetada por influências internacionais em razão de imposições políticas e conômicas. Habilidades conceituais: envolvem a capacidade de compreender e lidar com a organização ou unidade organizacional como um todo, compreen- dendo suas várias funções, a interligação entre elas e o relacionamento com o ambiente. GLGLGLGLGLOSSÁRIOOSSÁRIOOSSÁRIOOSSÁRIOOSSÁRIO TÉCNICO EM TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS INEDI - Cursos Profissionalizantes82 ••••• Habilidades humanas: referem-se à facilidade de relacionamento interpes- soal e grupal, envolvendo a capacidade de comunicar, motivar, liderar, co- ordenar e resolver conflitos individuais ou coletivos, manifestando-se no desenvolvimento da cooperação da equipe, no encorajamento à participa- ção e ao envolvimento das pessoas. Habilidades técnicas: é a capacidade pessoal de desempenhar tarefas espe- cializadas que envolvem certos métodos ou procedimentos, tais como con- tabilidade, marketing, vendas etc. Holding: palavra inglesa que significa “segurando”. Esta palavra já está in- corporada ao nosso vocabulário e representa uma empresa que detém o controle acionário de várias outras. Insumos: o mesmo que fatores de produção. Cada um dos elementos ne- cessários para a produção de mercadorias ou serviços. Junta Comercial: é uma autarquia que funciona como cartório de registro de nascimentno e morte das empresas. Know-how: palavra de origem inglesa que significa o conhecimento dispo- nível sobre os produtos e serviços objeto da criação e suas técnicas de pro- dução ou prestação. Metas: expressam resultados em termos mais precisos e restritos, estabele- cendo prazos, quantidades e valores e outros aspectos mensuráveis, definin- do padrões concretos de atuação da empresa e seus diversos setores. Monopólio: tipo de mercado onde uma única empresa ou empresário do- mina por completo a oferta/produção de um ou mais produtos e serviços, e de outro lado todos os consumidores. É o oposto do mercado de concor- rência perfeita. Nome de fantasia: nome diferente da razão social, que a empresa pode ter, usado para identificar e fazer-se conhecer de forma mais fácil pelo consumi- dor. Oligopólio: tipo de mercado caracterizado por um pequeno número de empresas que dominam a oferta de mercado. Tanto as quantidades ofertadas quanto os preços são fixados entre as empresas por meio de conluio ou cartéis. GLGLGLGLGLOSSÁRIOOSSÁRIOOSSÁRIOOSSÁRIOOSSÁRIO ORGANIZAÇÃO E TÉCNICA COMERCIAL INEDI - Cursos Profissionalizantes ••••• 83 OMC – Organização Mundial do Comércio: foi criada com o objetivo básico de buscar a redução das restrições ao comércio internacional e a libe- ralização do comércio multilateral. Organização: genericamente, significa a ordenação, a arrumação das partes de um todo, a partir de um conjunto de normas para esse fim estabelecidas. Organização como instituição: designação atribuída a qualquer grupo de pessoas que, conscientemente, combinam seus esforços e outros tipos de recursos para alcançar objetivos comuns socialmente úteis. Organograma: é a representação gráfica e abreviada da estrutura organiza- cional de uma empresa, apresentando-a de forma visual, contendo os seus órgãos componentes, suas funções, vinculações etc. Pessoa Física: qualquer ser humano, sujeito a direitos e obrigações perante a sociedade. O mesmo que pessoa natural. Pessoa Jurídica: é a entidade constituída de indivíduos ou de bens, com vida, direito, obrigações e patrimônios próprios. Planejamento: é o processo de se pensar no trabalho a ser realizado no futuro ou a seguir. Plano: qualquer medida ou conjunto de medidas, expresso em termos de deci- sões ou ações específicas, resultante de um processo de planejamento estabele- cido, tendo em vista a remoção de obstáculos identificados ou previstos. Tam- bém entendido como o alcance ou a manutenção de um futuro desejável, a reversão de tendências desfavoráveis, a exploração de oportunidades ea ante- cipação de ações voltadas para enfrentar situações futuras inevitáveis. Políticas ou diretrizes: são regras gerais de ação que orientam os membros da empresa na conduta diária de suas operações, atuando como parâmetros das decisões delegadas aos níveis inferiores. Procedimentos: são diretrizes detalhadas para a execução de uma ativida- de, especificando a sequência de atos relativos à mesma. Razão social: designação ou nome dado às empresas perante os órgãos de registro, podendo ter o aproveitamento do nome de um ou mais sócios na designação escolhida. GLGLGLGLGLOSSÁRIOOSSÁRIOOSSÁRIOOSSÁRIOOSSÁRIO TÉCNICO EM TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS INEDI - Cursos Profissionalizantes84 ••••• GLGLGLGLGLOSSÁRIOOSSÁRIOOSSÁRIOOSSÁRIOOSSÁRIO Recursos humanos: é composto pelo grupo de pessoas que desenvolvem as atividades de uma organização. Em resumo, são os empregados de uma empresa. Responsabilidade: é a obrigação de execução de tarefas distribuídas por quem detém a autoridade. Rotinas: atividade frequente ou regular de procedimentos. Sistema: significa qualquer entidade composta de partes interrelacionadas, interdependentes e interagentes entre si, que desenvolvem uma atividade ou função voltada para atingir um ou mais objetivos/propósitos, segundo a finalidade para a qual foi criado o sistema. Subsistemas: são partes do sistema em que se desenvolvem as atividades de forma independente e interativa. Sociedade anônima: empresa cujo capital social é dividido em ações de um mesmo valor e constituído por meio de subscrições, sendo o poder exer- cido pelo grupo ou pessoa que detiver o maior número de ações, assumindo os demais acionistas os direitos e deveres da sociedade, de maneira propor- cional ao número de ações que detenham. Staff: o mesmo que funções de apoio. Conjunto de atividades voltadas para a sustentação administrativa das demais funções, em termos de criar condi- ções e/ou facilitar o seu desempenho (atividades/meio). Título de crédito: é o registro da dívida entre o devedor e o credor. Os mais usados são a nota promissória, a duplicata, as letras de câmbio, o che- que, as debêntures, os títulos da dívida pública e os títulos bancários, assina- dos quando se pega um empréstimo. Trust: é um acordo entre empresas em que estas perdem sua autonomia administrativa e financeira para seguir uma direção única, originando uma nova por meio da fusão dos respectivos patrimônios. ORGANIZAÇÃO E TÉCNICA COMERCIAL INEDI - Cursos Profissionalizantes ••••• 85 SILVA, Adelphino Teixeira. Organização e Técnica Comercial. 20. Ed. São Paulo: Editora Atlas, 1996. SILVA, Antônio Pereira. Manual do Técnico em Transações Imobiliárias. São Paulo: AB Editora, 1994. MAXIMIANO, Antônio Cesar Amaru. Introdução à Administração. 5. ed. São Paulo: Editora Atlas, 1999. -------------------------------------------, Teoria Geral da Administração: da Escola Cientifica à Competitividade da Economia Globalizada. 2.ed. São Paulo: Editora Atlas, 2000. CHIAVENATTO, Idalberto. Administração nos novos tempos. 3. ed. São Paulo: Editora Campus, 2000 LAS CASAS, Alexandre Luzzi. Marketing: conceitos, exercícios, casos. 4 ed. São Paulo: Editora Atlas, 1997. KOTLER, Philip; ARMSTRONG, Gary. Princípios de Marketing, 7. ed. Rio de Janeiro: Editora LTC, 1999. COSTA, Nelson Eduardo Pereira da. Marketing Pessoal Imobiliário, faça você mesmo. Campo Grande: Editora Ruy Barbosa, 1997. BATEMAN, Thomas; NELL, Scott A. Administração, São Paulo: Editora Atlas, 1998. SEBRAE. Disponível em: http://www.sebrae.com.br/customizado/ estudos-e-pesquisas/integra_bia?ident_unico=97. Acesso em: 23 dez. 2008. COELHO, F. U. Manual de Direito Comercial. São Paulo: Ed. Saraiva, 2003. BIERMANN, 2003. Disponível em: http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=4290. Acesso em: 23 dez. 2008. BENETTI, 2002. Disponível em: http://www.portaldepostos.com.br/paginas/conte.materia1.html. Acesso em: 10 jan. 2009. 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ORGANIZAÇÃO E TÉCNICA COMERCIAL INEDI - Cursos Profissionalizantes ••••• 87 1.A 2.B 3.E 4.C 5.B 6.A 7.A 8.C 9.E 10.B 11.E 12.B 13.C 14.B 15.E 16.A 17.C 18.A 19.B 20.D 21.E 22.C 23.E 24.A 25.D 26.C GABARITGABARITGABARITGABARITGABARITOOOOO EXERCÍCIO I EXERCÍCIO II 1-F 2-F 3-V 4-V 5-V 6-V 7-F 8-V 9-V 10-F 11-F 12-F 13-V 14-F 15-V 16-V 17-V 18-F 19-V 20-V 21-F 22-V 23-V 24-V 25-V 26-F 27-V 28-F 29-V 30-V 31-F 32-V 33-F 34-V 35-V 36-V 37-V 38-F 39-V 40-V