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E JA I – M Ó D U L O I - 2 º M Ê S / S E Q U Ê N C IA D E A TI V ID A D E S 1ª Edição / 2018 EJA Educação de Jovens e Adultos SEQUÊNCIA DE ATIVIDADES EJA I – MÓDULO I 2º Mês Expediente Geral Governador do Estado do Acre Tião Viana Vice-Governadora do Estado do Acre Nazaré Araújo Secretário de Estado de Educação e Esporte Marco Antonio Brandão Lopes Secretário Adjunto de Educação José Alberto Nunes (Xaxá) Diretora de Ensino Rúbia de Abreu Cavalcante Diretor de Gestão Estratégica e Relações Institucionais Evaldo dos Santos Viana Diretor de Recursos Rui Moreno de Araújo Coordenadora de EJA Fernanda Maria dos Santos Alves Nóbrega Elaboração e Revisão Adriana Araújo de Farias / Adriana Melo da Silva Gomes Dalva Terezinha dos Santos / Francisca Karoline Rodrigues Braga Ramos Valsilândia Maria Rodrigues de Oliveira Designers / Projeto Gráfico / Diagramação Paulo Edson Alves / Marcio Braga / Marcio Oliveira Divisão de Comunicação da SEE Revisão Final Adriana Melo da Silva Gomes / Gertrudes Maria Sobrinho da Silva Irismar Severino da Silva Fernandes / Janisléia Emília de Souza Teles Machado Marta Ricardo dos Santos / Maria Arcanja de Carvalho Araújo. Nossos agradecimentos A todas as pessoas que direta ou indiretamente contribuíram para a realização desse trabalho. EJA - Coordenação de Ensino de Jovens e Adultos Secretaria de Estado de Educação e Esporte Rua Rio Grande do Sul, 1907 - Aeroporto Velho - CEP: 69.903-420 COEJAPE: Coordenação de Jovens e Adultos e Programas Especiais Telefone: 68 3213 2347 / 3213 2368 E-mail: eja.acre@gmail.com - equipeeja1.gmail.com Ficha Catalográfi ca Biblioteca Pública do Estado do Acre A187s Acre. Governo do Estado/ Secretaria de Estado e Educação e Esporte. Sequência de Atividades: EJA I Mês 2. Rio Branco: Governo do Estado do Acre/SEE; 2018. 154 p.: il. 29,7cm. – (C. Projetos, Programas e Relatórios). 1. Alfabetização de Jovens e Adultos. 2. Planejamento Escolar. 3. Material Didático. 4. Especifi cações Sequencia Didática. 5. Módulo I. 6. Acre. I. FARIAS, Adriana de Araújo. II. GOMES, Adriana Melo da Silva. III. SANTOS, Dalva Terezinha dos. IV. RAMOS, Francisca Karoline Rodrigues Braga. V. OLIVEIRA, Valsilândia Maria Rodrigues de. Governo Estadual do Acre CDD: 374.012063 Bibliotecária Responsável: Paula Barros Apresentação Prezado/a educador/a, É com muita satisfação que apresentamos o Caderno de Ativida- des e Orientações das Sequências Didáticas Interdisciplinares, pro- duzidas especialmente para o Módulo I, da EJA I. Nosso objetivo, com essas primeiras sequências, é o de produzir um material destinado à alfabetização e atender as necessidades de aprendizagem da leitura e da escrita de nossos jovens e adultos que ainda não estão alfabetizados, que se encontram nos mais distantes rincões do nosso estado, como por exemplo, as comunidades ribei- rinhas de difícil acesso ou aqueles que estão em ramais e BRs muito distantes, além de atender as turmas da zona urbana. A intenção foi a de organizar um material de alfabetização que funcione como manual para orientar as atividades didático-pe- dagógicas realizadas em sala de aula. A proposta desse material é oferecer subsídios para uma prática pedagógica que considere o/a educando/a como protagonista do processo de ensino-aprendiza- gem. Nesse sentido, as atividades apresentadas propiciam a inter- disciplinaridade entre as áreas, como por exemplo, a inter-relação entre Linguagens e Códigos e Estudo da Sociedade e da Natureza, e Noções Lógico-Matemáticas e Estudo da Sociedade e da Natureza ou Linguagens e Códigos. Assim, atividades como a leitura e análise de rótulos, ou as que discutem os direitos sociais do alunado jovem e adulto, são apenas alguns dos exemplos que demonstram a preo- cupação com o protagonismo do público de EJA no Estado do Acre, a partir da alfabetização. Acreditamos que a aprendizagem dos códigos alfabético-orto- gráficos, de jovens e adultos, passa por uma concepção de educação que compreenda os educandos como seres que possuem a vocação ontológica de ser mais e não como meros depósitos, conforme afir- ma Paulo Freire (1981). Compreendemos nosso público como sujei- tos que possuem saberes e conhecimentos advindos da experiência e que precisam ser considerados nesse processo de aquisição da lei- tura e da escrita. Baseados nessa proposta de uma educação liberta- dora, permitindo que os(a) educandos(a) possam se enxergar como pessoas dotadas de saberes relevantes em relação ao conhecimento de mundo, é que propomos uma série de atividades sequenciadas e interdisciplinares, fruto de intenso trabalho e pesquisa, disponibili- zadas a você professor(a), no Caderno de Sequências Didáticas para o Módulo I - EJA I. Esperamos que este material contribua com o processo de ensino e aprendizagem! 9 EJA I Módulo I - 2º Mês / 1ª Semana SEQUÊNCIA DE ATIVIDADES CONTEÚDOS: Linguagens e códigos: ● Nome próprio ● Gêneros textuais: poema, rótulo e entrevista. Noções Lógico - Matemática: ● Função social dos números; ● Localização da posição no espaço; Estudos da Sociedade e da Natureza: ● Tipos de alimentos; ● Higiene alimentar; ● História da escola; ● O trabalho; ● Alimentação saudável; ● As profissões e as relações sociais de produção; ● A importância do lazer e da atividade física. CAPACIDADES: Linguagens e códigos: ● Utilizar as diferentes linguagens como meio de expressão; ● Ler e escrever pequenos textos, identificando informações relevantes. ● Valorizar suas próprias produções e as dos seus colegas; ● Expandir o uso da linguagem, produzindo textos orais; ● Conhecer os gêneros textuais poema, rótulo e entrevista; ● Compreender a importância da educação física para o seu humano; Noções Lógico-Matemáticas: ● Ampliar o conhecimento sobre a função social dos números; ● Explorar números naturais e sua função social (quantificação, ordenação, codificação e medida); ● Estabelecer pontos de referência para situar-se, posicionar-se e deslocar-se em espaços como a sala de aula e a escola; Estudo da Sociedade e da Natureza: ● Classificar os alimentos mais comuns segundo os critérios: origem animal, mineral e vegetal, consumo cru ou cozido, fresco ou em conserva; 10 ● Reconhecer a importância de uma alimentação saudável para o desenvolvimento do corpo e a prevenção de doenças; ● Compreender a importância da higiene da água e dos alimentos; ● Compreender que os alimentos devem ser devidamente higienizados antes de serem consumidos; ● Conhecer a história da escola em que estuda; ● Identificar as diferenças entre sua casa, o bairro e/ou localidade e o lugar onde estuda; ● Conhecer alguns direitos sociais garantidos pela constituição e relacioná- los com suas vivências e acontecimentos da atualidade (direito à educação, à saúde – à vida digna); ● Identificar os traços fundamentais das relações de trabalho assalariado. RECURSOS DIDÁTICOS: Revistas, jornais, papel madeira, pincel, giz, quadro, fichas com nomes dos alunos, cartazes, cola, cópias dos textos. Agenda do 1º dia – Educador/a, copie a agenda no quadro 1. Leitura do dia – A lenda da mandioca. 2. Ciências – Tipos de alimentos 3. Atividade de leitura e escrita – Letras embaralhadas 4. Atividade de escrita – Rótulo 5. História – A origem da escola ATIVIDADE 1 Tempo de duração 5 min. Leitura do dia: Leitura realizada pelo educador/a – Realizar a leitura do texto “A lenda da mandioca” , disponível no Anexo de Textos 2º mês, p.130. ATIVIDADE 2 Tempo de duração 45 min. Ciências – Tipos de alimentos Orientação: ● Ler o texto com os/as educandos/asentregando uma cópia para cada um ou escrevendo o texto no cartaz. ● Em seguida, explicar que segurança alimentar é a garantia que a população tem de acesso de forma permanente e regular a alimentos em quantidade e qualidade necessárias à manutenção da saúde seja ela física ou mental. 11 ● Localizar no texto juntamente com os/as educandos/as as respostas das perguntas abaixo: - Qual o objetivo do programa Fome Zero? - O que se entende por desnutrição? - Por que há fome no Brasil? - O que pode ser considerada uma alimentação saudável? - Qual a importância de uma alimentação saudável? - Que tipos de alimentos fazem bem para a saúde? - Você sabia que os alimentos podem ser divididos de acordo com a origem? ● Depois, explicar que os alimentos podem ser de origem animal, vegetal ou mineral e também podem ser classificados de acordo com a forma como são consumidos: cru, cozido, fresco ou em conserva. ● Em seguida, dizer para os/as educandos/as que os alimentos de origem animal são aqueles que vêm dos animais. Os alimentos de origem vegetal são aqueles vindos das frutas, verduras e legumes; e os de origem mineral são os que contêm sais minerais e estão presentes na água, nos vegetais, nas frutas e nas carnes. Os sais minerais são o ferro, cálcio, magnésio e outros e são necessários para o bom desenvolvimento e funcionamento do corpo humano. ● Após a discussão sobre o texto, entregar a atividade abaixo para que a resolvam em duplas: ATIVIDADES DE CIÊNCIAS 1. VAMOS ANALISAR UMA LISTA DE ALIMENTOS E SEPARÁ-LOS DE ACORDO COM A ORIGEM A QUE PERTENCEM. MANTEIGA CENOURA FEIJÃO LEITE OVOS CARNE MANGA TOMATE ÁGUA 12 ANIMAL VEGETAL MINERAL _______________________ _____________________ _____________________ ________________________ _____________________ _____________________ ________________________ _____________________ _____________________ ________________________ ______________________ ______________________ 2. AGORA, VAMOS ANALISAR OS ALIMENTOS QUANTO À FORMA QUE PODEM SER CONSUMIDOS: CRU: __________________________________________________________________________________ COZIDO: _____________________________________________________________________________ FRESCO: _____________________________________________________________________________ CONSERVA: __________________________________________________________________________ ATIVIDADE 3 Tempo de duração 40 min. Atividade de Leitura e Escrita – Letras embaralhadas Orientação: ● Iniciar a discussão dizendo aos/ às educandos/as que todos os seres vivos necessitam de energia para realizar suas funções vitais. ● Em seguida, perguntar se sabem dizer de onde vem essa energia para os seres vivos. ● Promover um debate a partir das discussões feitas nas atividades anteriores, mas conduza o debate de modo que identifiquem os alimentos como elemento necessário para a produção de força e vitalidade para os seres vivos em geral. ● Copiar a sequência de letras no quadro e resolver a atividade junto com os/ as educandos falando letra por letra e montando a palavra, tendo sempre o cuidado de fazer as devidas interferências de modo a auxiliá-los/as a pensar acerca da construção escrita de cada palavra. 13ATIVIDADES DE ESCRITA ELIMINE AS LETRAS K,W,Y E DESCUBRA DE ONDE OS SERES VIVOS RETIRAM A SUA ENERGIA. K A W Y L W I M K E Y K W N Y T O K S RESPOSTA: ALIMENTOS INTERVALO - Tempo de duração 15 min. ATIVIDADE 4 Tempo de duração 20 min. Atividade de leitura – Rótulo (parte I) Orientação: ● Apresentar aos/às educandos/as o rótulo da embalagem abaixo, colada numa cartolina ou folha de papel madeira, para serem exploradas as várias informações apresentadas no produto: ● Conversar com os/as educandos/as, numa roda de conversa, partindo dos seguintes questionamentos, que servirão como uma espécie de roteiro, podendo ser acrescentadas outras perguntas, a partir das que estão sendo propostas: - Que produto é esse indicado na embalagem acima? - O que diz no rótulo? - Qual quantidade de sabão tem nesse produto? 14 - Você consegue identificar a data de validade desse produto somente olhando a embalagem do sabão? - Somente observando a imagem é possível identificar que se trata de uma embalagem ou de um rótulo? Os dois são a mesma coisa? Ou são diferentes? ● Vamos realizar a leitura do texto a seguir, para conhecermos e ampliarmos um pouco mais as ideias sobre rótulos e embalagens. RÓTULO - A IDENTIDADE DO ALIMENTO OS ALIMENTOS INDUSTRIALIZADOS SÃO IDENTI- FICADOS PELO RÓTULO PRESENTE EM SUA EMBALA- GEM. O RÓTULO É RESPONSÁVEL POR TRAZER DA- DOS IMPORTANTES DO PRODUTO AO CONSUMIDOR COMO NOME, PESO, CARACTERÍSTICAS E DATA DE VALIDADE. NO ENTANTO, NEM SEMPRE AS INFORMAÇÕES PRESENTES SÃO DE FÁCIL COMPREENSÃO. É COMUM SURGIREM ALGUMAS DÚVIDAS COMO: QUAL É A DI- FERENÇA ENTRE RÓTULO E EMBALAGEM? QUAIS AS INFORMAÇÕES QUE DEVEM ESTAR PRESENTES? QUAL É A IMPORTÂNCIA DE TANTA INFORMAÇÃO NO RÓTULO? PARA ENTENDER MELHOR SOBRE O ASSUNTO E SABER TIRAR PROVEITO DAS INFORMAÇÕES CONTI- DAS NO RÓTULO, LEIA, A SEGUIR, O ROTEIRO EXPLI- CATIVO: 15 O QUE É RÓTULO? SEGUNDO A AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (ANVISA), RÓTULO É TODA INSCRIÇÃO, LEGENDA E IMAGEM OU TODA MATÉRIA DESCRITIVA OU GRÁFICA QUE ESTEJA ESCRITA, IMPRESSA, ESTAM- PADA, GRAVADA OU COLADA SOBRE A EMBALAGEM DO ALIMENTO. O QUE É EMBALAGEM? DE ACORDO COM A ANVISA, EMBALAGEM É O RE- CIPIENTE DESTINADO A GARANTIR A CONSERVAÇÃO E FACILITAR O TRANSPORTE E MANUSEIO DOS ALI- MENTOS. ALGUNS TIPOS DE EMBALAGENS SÃO: VI- DRO, PLÁSTICO, PAPELÃO. QUAIS SÃO AS INFORMAÇÕES QUE DEVEM ESTAR PRESENTES OBRIGATORIAMENTE NO RÓTULO? 1. NOME DO ALIMENTO 2. LISTA DE INGREDIENTES 3. PESO LÍQUIDO 4. INFORMAÇÕES NUTRICIONAIS 5. IDENTIFICAÇÃO DA ORIGEM 6. IDENTIFICAÇÃO DO LOTE 7. PRAZO DE VALIDADE 8. INSTRUÇÕES SOBRE O PREPARO E USO DO ALIMENTO Extraído de http://www.maisequilibrio.com.br/nutricao/rotulo-a-identidade-do-alimento-2-1-1-237.html. Acesso em 01/11/16, ● Após a leitura do texto, realizar uma interpretação oral, partindo das seguintes considerações: - Depois de ler o texto acima, o que podemos entender do que ele trata, observando, por exemplo, o título “Rótulo – a identidade do alimento”? - O que é um produto industrializado? Por que ele é diferente de um produto caseiro feito em casa ou na colônia? - O que é um rótulo? - O que é uma embalagem? - Qual a diferença entre o rótulo e embalagem? - Quais as principais informações que devem existir em um rótulo de qualquer produto industrializado? 16 ● Após essa rodada de interpretação do texto, orientar o debate de modo que os/as educandos/as consigam ir estabelecendo distinções entre um rótulo e uma embalagem, bem como as diferenças entre cada um e como estão inter-relacionados: o rótulo traz todas as informações a respeito do produto, podendo estar diretamente impresso na embalagem ou vir impresso num papel ou plástico; e a embalagem é o recipiente utilizado para conter/ armazenar e acondicionar o produto. ● Para encerrar a atividade, pedir que cada educando/a fale sobre o que entendeu a respeito da ideia do “rótulo enquanto identidade do alimento” (Obs.: Educador/a espera-se que os/as educandos/as associem a ideia do rótulo como identidade do alimento, pois nele contêm todas as informações que definem e caracterizam o produto, assim como a carteira de identidade que também apresenta quem é a pessoa, informandoseus dados pessoais). ● Solicitar que, para a próxima aula, tragam rótulos e embalagens de produtos vazios que já foram utilizados e seriam jogados no lixo, para que sejam realizadas atividades em sala. ATIVIDADE 5 Tempo de duração 60 min. História – A origem da escola (Parte I) Orientação: ● Iniciar a atividade escrevendo o nome da escola que estiver trabalhando, no quadro, em letras maiúsculas: ESCOLA ______________________________________________________________________________ ● Em seguida, numa roda de conversa perguntar aos/às educandos/as a respeito de qual nome está escrito no quadro. ● Orientá-los/as para que façam as inferências adequadas como por exemplo identificar letras iniciais, letras próximas, letras finais e sílabas, de modo que identifiquem que se trata do nome da escola em que estudam. ● Deixar que falem livremente. Obs: Espera-se que consigam identificar o nome da escola, tendo em vista que todos os dias o nome da escola deve constar no registro da agenda diária. ● Após a leitura do nome da escola, fazer os seguintes questionamentos aos/às educandos/as: - Por que a escola recebeu esse nome? - Quando surgiu? - Alguém sabe a história da escola? - Alguém sabe dizer algo sobre como surgiu a escola? 17 ● Em seguida, propor aos/às educandos/as a construção de um roteiro de entrevista para descobrirem as respostas das perguntas acima a ser realizada com as pessoas da comunidade escolar, a fim de conhecerem a história da escola. Para tanto, devem procurar entrevistar, por exemplo, o funcionário mais antigo da escola, o gestor e até mesmo pessoas do bairro e/ou localidade que moram há bastante tempo nas redondezas na qual a escola está situada e podem falar a respeito de quando e como surgiu a escola naquele lugar. ● O roteiro poderá ser orientado a partir dos seguintes pontos, contemplando as questões a seguir e/ou outras que a turma considerar pertinentes. ROTEIRO DE ENTREVISTA ENTREVISTADO: ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ 1. POR QUE A ESCOLA RECEBEU ESSE NOME? ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ 2. EM QUAL DATA FOI CRIADA? ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ 3. QUAL A HISTÓRIA DA CRIAÇÃO DA ESCOLA? DESCREVA OS MOTIVOS PELOS QUAIS A ESCOLA FOI CRIADA NESSA LOCALIDADE. ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ 18 Agenda do 2º dia – Educador/a, copie a agenda no quadro 1. Leitura do dia – Entre amigos 2. Ciências – Alimentação saudável 3. Atividade em grupo – Cartazes 4. Atividade de escrita – Completando palavras 5. Matemática – Ordem crescente e decrescente 6. Atividade de leitura e escrita – Caça-palavras: tipos de alimentos 7. História – A origem da escola ATIVIDADE 1 Tempo de duração 5 min. Leitura do dia – Realizar a leitura do texto “Entre amigos”, de autoria de Martha Medeiros, disponível no anexo de textos, p.131. ATIVIDADE 2 Tempo de duração 45 min. Ciências – Alimentação saudável Orientação: ● Ler, com os/as educandos/as, o texto que apresenta o trecho da música “Comida” dos Titãs, entregando uma cópia para cada um ou escrevendo-o em cartaz. Bebida é água! Comida é pasto! Você tem sede de quê? Você tem fome de quê? A gente não quer só comida A gente quer comida Diversão e arte A gente não quer só comida A gente quer saída Para qualquer parte Disponível em: https://www.vagalume.com.br/titas/comida.html. Acesso em 03/11/16, às 08:21. ● Após a leitura da música conversar com os/as educandos/as sobre as questões abaixo: - O trecho da música cantada pelos Titãs retrata que as pessoas não querem só comida. Você concorda com essa afirmação? - Em sua opinião, além do alimento, o que mais ajuda o organismo a se manter saudável? 19 - Mas, para o organismo se manter saudável é necessário manter uma boa alimentação. E o que podemos fazer para se alimentar de uma maneira que seja boa para o nosso corpo, que seja considerada saudável? ● Vamos realizar a leitura do texto “Dez passos para uma alimentação saudável” e encontrar algumas dicas para se viver melhor. 10 PASSOS PARA UMA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL CONFIRA AS DICAS DO MINISTÉRIO DA SAÚDE PARA INCORPORAR NA ALIMENTAÇÃO DO SEU DIA -A-DIA E DE TODA A SUA FAMÍLIA. VERIFIQUE OS 10 PASSOS PARA PROMOVER UMA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL, E ESCOLHA AQUELES QUE PODEM TRAZER VARIEDADE E MUDANÇA DE QUALI- DADE EM SUA ALIMENTAÇÃO. 1. AUMENTE E VARIE O CONSUMO DE FRUTAS, LE- GUMES E VERDURAS. ELAS SÃO RICAS EM VITAMI- NAS, MINERAIS E FIBRAS. AS VITAMINAS E MINERAIS COLABORAM NA MANUTENÇÃO E NO BOM FUNCIO- NAMENTO DO ORGANISMO. E AS FIBRAS REGULAM O FUNCIONAMENTO INTESTINAL, DÃO SENSAÇÃO DE SACIEDADE, E PODEM ATUAR PREVENINDO VÁRIAS DOENÇAS. 2. COMA FEIJÃO PELO MENOS 1 VEZ AO DIA. VARIE OS TIPOS DE FEIJÕES USADOS E AS FORMAS DE PREPARO. USE TAMBÉM OUTROS TIPOS DE LEGU- MINOSAS COMO SOJA, GRÃO-DE-BICO, LENTILHA, ETC. COMA FEIJÃO COM ARROZ NA PROPORÇÃO DE 1 PARA 2. ESSE PRATO BRASILEIRO É UMA COMBINA- ÇÃO COMPLETA DE PROTEÍNAS E BOM PARA A SAÚ- DE! 3. REDUZA O CONSUMO DE SAL. TIRE O SALEIRO DA MESA. O SÓDIO É ESSENCIAL PARA O BOM FUNCIONAMENTO DO ORGANISMO, MAS O EXCESSO PODE LEVAR AO AUMENTO DA PRES- SÃO DO SANGUE (HIPERTENSÃO), E OUTRAS DOEN- ÇAS. EVITE TEMPEROS PRONTOS, ALIMENTOS EN- LATADOS E EMBUTIDOS. USE ERVAS FRESCAS PARA REALÇAR O SABOR. 20 4. REDUZA O CONSUMO DE ALIMENTOS GORDU- ROSOS, COMO CARNES COM GORDURA APARENTE, SALSICHA, MORTADELA, FRITURAS E SALGADINHOS, PARA NO MÁXIMO 1 VEZ POR SEMANA. PREFIRA OS ALIMENTOS COZIDOS OU ASSADOS, LEITE E IOGURTE DESNATADOS E QUEIJOS BRANCOS. 5. FAÇA PELO MENOS 4 REFEIÇÕES POR DIA: CAFÉ DA MANHÃ, ALMOÇO, JANTAR E OS LANCHES. NÃO PULE AS REFEIÇÕES. PARA LANCHE E SOBREMESA PREFIRA FRUTAS. 6. MANTENHA O SEU PESO DENTRO DOS LIMITES SAUDÁVEIS – VEJA SE SEU IMC (ÍNDICE DE MASSA CORPÓREA) ESTÁ ENTRE 18,5 A 24,9KG/M2. O IMC MOSTRA SE SEU PESO ESTÁ ADEQUADO PARA A SUA ALTURA. 7. CONSUMA COM MODERAÇÃO ALIMENTOS RI- COS EM AÇÚCAR, COMO DOCES,BOLOS E BISCOITOS. PREFIRA OS CEREAIS INTEGRAIS. 8. APRECIE SUA REFEIÇÃO E COMA DEVAGAR. FAÇA DE SUA REFEIÇÃO UM PONTO DE ENCONTRO COM A FAMÍLIA. NÃO SE ALIMENTE ASSISTINDO TV OU LENDO LIVROS E REVISTAS. RESERVE UM TEMPO DO SEU DIA PARA AS REFEIÇÕES FAZENDO DELAS, MOMENTOS DE MUITO PRAZER! 9. BEBA ÁGUA! MUITA ÁGUA! 60% DO NOSSO CORPO É FORMA- DO POR ÁGUA! PORTANTO, BEBA EM MÉDIA 2 LITROS DE ÁGUA (6-8 COPOS) POR DIA. CONSUMA COM MO- DERAÇÃO BEBIDAS ALCOÓLICAS E REFRIGERANTES. 1ML DE ÁLCOOL FORNECE 7KCAL!! PREFIRA SUCOS DE FRUTA FRESCA OU POLPA CONGELADA. 10. SEJA ATIVO! ACUMULE PELO MENOS 30 MINUTOS DE ATIVIDA- DE FÍSICA TODOS OS DIAS. CAMINHE PELO SEU BAIR- RO, SUBA ESCADAS, JOGUE BOLA, DANCE, ENFIM... MEXA-SE!! 21ATIVIDADE DE ESCRITA AGORA, COM A AJUDA DO/A EDUCADOR/A RESPONDA, POR ESCRITO, AS QUESTÕES ABAIXO: A) POR QUE É IMPORTANTE CONSUMIR FRUTAS E VERDURAS? ________________________________________________________________________________________ B) O QUE SIGNIFICA SER ATIVO? ________________________________________________________________________________________ C) QUAL A IMPORTÂNCIA DE REDUZIR O CONSUMO DE ALIMENTOS GORDUROSOS? ________________________________________________________________________________________ D) QUAIS OS ALIMENTOS QUE TÊM MUITO AÇÚCAR E QUE PRECISAMOS EVITAR EM NOSSA ALIMENTAÇÃO? ________________________________________________________________________________________ ● IDENTIFIQUE, NO TEXTO AS PALAVRAS LISTADAS ABAIXO, FAZENDO UM CÍRCULO AO REDOR, DE ACORDO COM AS SEGUINTES ORIENTAÇÕES: 1. FRUTAS – USE A COR VERMELHA PARA MARCAR 2. FEIJÃO – USE A COR MARROM PARA MARCAR 3. VERDURAS – USE A COR VERDE 4. AÇÚCAR – USE A COR AMARELA 5. ALIMENTOS – USE A COR PRETA 6. REFEIÇÃO – USE A COR LARANJA 7. ÁGUA – USE A COR AZUL 8. LEGUMES – USE A COR ROXA Obs.: Educador/a, solicitar que os/as educandos/as tragam para a sala de aula, na sexta-feira, diferentes frutas que tenham em casa, no quintal ou na colônia para, juntos, fazer uma salada de frutas. 22 ATIVIDADE 3 Tempo de duração 30 min. Atividade em Grupo – Construção de cartazes Orientação: ● Solicitar que os/as educandos/as se organizem em grupos de até três componentes e recortem de jornais e revistas, reportagens que tratam do problema da fome no Brasil e no mundo. ● Depois, montar um mural na sala de aula. ● Em seguida, pedir que cada grupo fale sobre as imagens que recortaram: do que elas tratam, quais impressões e sentimentos transmitem para quem as vê, ou o que sentiram quando viram tais imagens. ● Deixar que falem livremente sobre suas impressões e sentimentos. ATIVIDADE 4 Tempo de duração 30 min. História – A origem da escola (Parte II) Orientação ● Realizar a entrevista, observando as seguintes orientações antes de aplicar o questionário: - Agendamento da entrevista, indicando quais pessoas serão entrevistadas: gestor, professores, funcionários e quais pessoas da comunidade. - Antes de realizar a entrevista propriamente dita, lembrar aos/às educandos/as que ela poderá e deverá ser feita com mais de uma pessoa. Por exemplo: pode ser feita uma entrevista com o gestor, durante a qual o/a educador/a agendará um momento com a direção da escola para que os/as educandos/as possam entrevistá-lo. - Certificar-se de que cada educando/a seja responsável por fazer uma pergunta do roteiro a ser produzido e que algum outro educando/a, que já esteja mais avançado no processo de alfabetização, faça o registro das respostas. - Caso não seja possível, você, educador/a faça o registro das respostas no momento da entrevista para não perder a essência das informações; ou ainda pode deixar para fazer o registro coletivo em que você seja o/a escriba das respostas, e os/as educandos/as vão falando as respostas dos entrevistados e você irá registrando, sempre fazendo os devidos questionamentos a respeito de como se escreve cada palavra. INTERVALO - Tempo de duração 15 min. 23 ATIVIDADE 5 Tempo de duração 25 min. Atividade de Escrita – Completando palavras Orientação: ● Após a exploração do trecho da letra da música “Comida” dos Titãs, dizer aos/ às educandos/as que será feita uma atividade de escrita na qual irão completar algumas palavras com as letras que faltam. Informá-los/as que, se necessário, podem consultar a letra da música para encontrar as palavras e verificar como se escreve cada uma delas. Obs.: Contudo, observar ainda que é sempre interessante e importante que o/a educador/a leve em consideração o fato de que é necessário orientar aos/ às educandos/as a pensarem acerca da escrita das palavras: com qual letra começa, qual letra vem depois, com qual termina, quais vogais são utilizadas para escrever determinadas palavras, se juntar uma determinada consoante com as vogais que sílabas e palavras podem ser escritas; o objetivo central das atividades de escrita é auxiliar os//as educandos/as a refletirem sobre o sistema de escrita e, assim, irem ampliando o repertório de apropriação do sistema alfabético. ATIVIDADE ESCRITA COMPLETE AS PALAVRAS ABAIXO COM AS LETRAS QUE ESTÃO FALTANDO. B____BI____A P_____AZ_____R F____LI____IDADE A____TE ____OME M_____TA____E V____D____ D____NHEI____O C____MI_____A I_____TEI____O D_____R ATIVIDADE 6 Tempo de duração 30 min. Matemática – Ordem crescente e decrescente Orientação: ● A partir das discussões anteriores a respeito do texto “10 passos para uma alimentação saudável”, dizer aos/às educandos/as que uma alimentação inadequada resulta num problema de saúde que se chama obesidade. Esta é o excesso de gordura no corpo que causa e aumenta o risco de vários problemas de saúde mais graves, como o diabetes, hipertensão arterial, que causa doenças no coração e outras doenças. ● Em seguida, dizer que podemos verificar se estamos saudáveis fazendo um cálculo do índice de Massa Corporal, o chamado IMC que é uma medida utilizada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para avaliar o grau de obesidade das pessoas e verificar a qualidade de vida e a saúde. O IMC é o peso dividido pela altura ao quadrado, utilizando a seguinte fórmula: P/A2 24 ● Pedir que digam o peso (aqueles que souberem dirão o seu peso, aos que não souberem, pedir que façam uma estimativa do quanto pesam) e sua altura, para que o/a educador/a faça o cálculo e registre no quadro. ● Depois, apresentar a tabela que explica os resultados do cálculo do IMC: RESULTADO SITUAÇÃO ABAIXO DE 17 MUITO ABAIXO DO PESO DE 17 E 18,49 ABAIXO DO PESO ENTRE 18,5 E 24,99 PESO NORMAL ENTRE 25 E 29,99 ACIMA DO PESO ENTRE 30 E 34,99 OBESIDADE 1 ENTRE 35 E 39,99 OBESIDADE 2 (SEVERA) ACIMA DE 40 OBESIDADE 3 (MÓRBIDA) DISPONÍVEL: www.calculoimc.com.br. Acesso em 24/01/2017, às 11:26. ● Após esse momento, organizar as informações obtidas em relação ao IMC, numa tabela em ordem crescente dos dados: do menor ao maior índice. ATIVIDADE 7 Utilizar se sobrar tempo Atividade de leitura e escrita: Caça-palavras Orientação: ● Solicitar que os/as educandos/as observem as palavras abaixo que indicam os tipos de alimentos: MANTEIGA CENOURA FEIJÃO LEITE OVOS CARNE MANGA TOMATE ÁGUA 25 ● Em seguida, pedir que procurem essas palavras no caça-palavras fazendo um círculo ao redor de cada palavra que encontrarem. ● Depois, que encontrar as palavras, pedir que copiem no caderno, como forma de exercitar a escrita e também que circulem e contemas vogais nas palavras. N L M A N T E I G A H E I C Q T O M A T E F F E E M E D E B C Ã D E O N O M A N G A P E I P O T O R E C R F O J R U S J A U Ã N J V Ã A R B L E I T E O O O F Á G U A M A L A S Agenda do 3º dia – Educador/a, copie a agenda no quadro. 1. Leitura do dia – Um casal de idosos 2. Atividade de leitura e interpretação – Poema 3. Atividade de escrita – Rótulos 4. Matemática – Interpretando tabelas 5. Ciências – A importância da higiene da água 6. História – A origem da escola ATIVIDADE 1 Tempo de duração 5 min. Leitura do dia: Realizar a leitura do texto “Um casal de idosos”, disponível no Anexo de Textos - 2º mês, p. 132. 26 ATIVIDADE 1 Tempo de duração 60 min. Atividade de leitura e interpretação do poema – Não existe dor gostosa Orientação: ● Levar o poema abaixo “Não existe dor gostosa”, de Ricardo Azevedo, num cartaz, deixar afixado na sala e distribuir uma cópia para fazer a leitura junto com os/a educandos/as, de modo que todos acompanhem, visualizando cada palavra: NÃO EXISTE DOR GOSTOSA NÃO EXISTE DOR BONITA NEM DOR QUE SEJA MELHOR. MAS ENTRE AS DORES DO MUNDO HAVERIA UMA PIOR? TEM GENTE QUE NÃO VACILA: -DIGO, JURO E NÃO DUVIDO, QUE A MAIS DOÍDA DAS DORES COM CERTEZA É A DOR DE OUVIDO! MAS OUTROS LOGO DISCORDAM: -NÃO VEM QUE NÃO ADIANTA! E DIZEM QUASE SEM VOZ: -A PIOR É NA GARGANTA! É QUANDO ALGUÉM SE LEVANTA E BRAVO BATE NA MESA, DIZENDO QUE NÃO EXISTE PIOR DOR QUE A DOR DE CABEÇA. MAS ALGUÉM ACHA OUTRA COISA E USA VOZ COMOVENTE PRA PROVAR COM A MÃO NA BOCA QUE A PIOR É A DOR DE DENTE. SEM FALAR NOS QUE INSISTEM EM LEMBRAR DESSA INIMIGA QUE MALTRATA A NOSSA VIDA E CHAMA DOR DE BARRIGA. TEM GENTE COM DOR NA UNHA, 27 TEM DOR QUE DÁ NO CABELO, TEM ATÉ DOR DE INVEJA: É A DOR-DE-COTOVELO. NÃO EXISTE DOR GOSTOSA, DE DOR NINGUÉM ACHA GRAÇA. MAS A DOR PIOR QUE EXISTE É AQUELA QUE NÃO PASSA. RICARDO AZEVEDO Disponível em: http://profhelena4e5ano.blogspot.com.br/2010/12/nao-existe-dor-gostosa.html. Acesso em 04/11/16, às 09:20. ● Após a leitura do poema, relembrar com os/as educandos/as as características desse gênero textual: estrofes e versos. Aproveitar para relembrar outros poemas que já foram trabalhados em outras aulas e que uma das características do poema é a rima: palavras que terminam com a mesma sequência de sons. ● Depois, fazer uma breve interpretação escrita do poema, mas durante a atividade ir conversando com os/as educandos/as de modo a realizar uma interpretação oral do poema, a partir dos seguintes questionamentos: ATIVIDADE DE INTERPRETAÇÃO DO TEXTO QUAL O TÍTULO DO POEMA? ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ QUEM ESCREVEU ESSE POEMA? ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ O QUE O AUTOR QUIS DIZER COM A IDEIA DE QUE “NÃO EXISTE DOR BONITA, NEM DOR QUE SEJA MELHOR”? QUAL É A PIOR DOR DO MUNDO? ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ 28 - LEIA O VERSO ABAIXO E DEPOIS ESCREVA O QUE VOCÊ ENTENDEU. “NÃO EXISTE DOR GOSTOSA, DE DOR NINGUÉM ACHA GRAÇA. MAS A DOR PIOR QUE EXISTE É AQUELA QUE NÃO PASSA.” ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ COPIE DO TEXTO ALGUNS PARES DE PALAVRAS QUE RIMAM. ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ● Em seguida, pedir que marquem no texto algumas palavras, conforme for ditado para que as identifiquem: BONITA DOR OUVIDO GARGANTA BARRIGA COTOVELO UNHA CABELO DENTE MÃO BOCA ATIVIDADE 3 Tempo de duração 30 min. Atividade de escrita – Rótulo Orientação: ● Numa roda de conversa fazer os seguintes questionamentos aos/às educandos/as: - Você lembra o que é um rótulo? - O que caracteriza um rótulo? - O que o diferencia da embalagem? - Para que serve um rótulo? ● Deixar que falem livremente. 29 ● Em seguida, Organizá-los/as em duplas de acordo com as hipóteses de escrita em que se encontrarem (alfabético com silábico alfabético; silábico alfabético com silábico com valor sonoro; silábico com valor sonoro e silábico sem valor sonoro; pré-silábico com silábico com valor sonoro). ● Depois, distribuir a metade de uma folha de cartolina, previamente preparada para escrever com linhas tracejadas, e pedir que façam um pequeno texto respondendo as perguntas utilizadas na atividade anterior, adotando-as como uma espécie de roteiro. Durante a atividade circular na sala e orientar as duplas quanto à escrita das palavras e incentivar os/as educandos/as a produzir os textos da melhor forma, mesmo que essa escrita não seja convencional. ● Ao final da atividade, pedir que socializem as produções escritas. INTERVALO - Tempo de duração 15 min. ATIVIDADE 4 Tempo de duração 30 min. Matemática – Interpretando tabelas Orientação: ● Iniciar perguntando aos/às educandos/as para que serve uma tabela. Deixar que falem livremente, mas conduzir as discussões para que identifiquem que a tabela é uma forma de organizar informações e facilitar a visualização de dados. ● Em seguida, apresentar a tabela abaixo que representa, de forma fictícia, os alimentos preferidos da família Silva. Após a leitura da tabela, pedir que respondam às questões a seguir: COMIDAS PREFERIDAS DA FAMÍLIA SILVA ALIMENTOS QUANTOS GOSTAM BOLO 9 TAPIOCA 5 FEIJÃO 13 CHURRASCO 18 PEIXE 15 PIZZA 8 FRUTAS 7 SOPA 12 30 1. QUAL A COMIDA PREFERIDA DA FAMÍLIA SILVA? ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ 2. QUANTOS GOSTAM DE CHURRASCO? ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ 3. AS PESSOAS DESSA FAMÍLIA GOSTAM MAIS DE PIZZA OU DE FEIJÃO? ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ 4. QUE COMIDA A FAMÍLIA MENOS GOSTA?________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ● Socializar as respostas dos/as educandos/as de modo que possam compartilhar as interpretações e verificar se analisaram as informações da tabela adequadamente. ATIVIDADE 5 Tempo de duração 20 min. Ciências – A importância da higiene da água Orientação: ● Para iniciar a discussão sobre a higiene da água, fazer as seguintes perguntas numa roda de conversa: - Para que usamos a água? - Por que a água é importante em nosso dia a dia? - Existe algum tipo de cuidado que devemos ter com o uso da água? ● Realizar a leitura do texto informativo “A importância da higiene da água”. 31A IMPORTÂNCIA DA HIGIENE DA ÁGUA A ÁGUA É IMPORTANTE JÁ QUE AS PESSOAS, OS ANIMAIS E AS PLANTAS PRECISAM DELA PARA VIVER. NÃO IMPORTA SE VEM DO POÇO, DO RIO, DO LAGO, DA TORNEIRA OU DA GARRAFA! MAS, MUITAS VEZES OS LUGARES ONDE SE BUSCA A ÁGUA (POÇO, RIO E OUTROS) ESTÃO SUJOS E PODEM TER BACTÉRIAS QUE CAUSAM DOENÇAS. POR ISSO, ESSA ÁGUA DEVE SER TRATADA, ISTO É, PRECISA SER HIGIENIZADA PARA EVITAR DOENÇAS E PROMOVER SAÚDE. ENTÃO, NÃO SE ESQUEÇA DAS DICAS: ▶ PARA QUEM PEGA ÁGUA FORA DE CASA: ● NÃO USE BALDES DE LIMPEZA OU GALÕES DE OUTRO PRODUTO PARA PEGAR ÁGUA; ● DEPOIS QUE PEGAR A ÁGUA, MANTENHA O VASO TAMPADO PARA NÃO CAIR SUJEIRA. ▶ PARA QUEM RECEBE ÁGUA EM CASA: ● SE A ÁGUA NÃO VIER DA SAERB, FILTRE OU FERVA ANTES DE BEBER; ● SÓ BEBER ÁGUA QUE TENHA SIDO TRATADA COM CLORO OU ENTÃO FERVIDA. DISPONÍVEL EM: http://www.unicef.org/cbsc/files/A_HIGIENE_E_A_NOSSA_SAuDE.pdf. Acesso em 10/08/2016, às 14:21. ● Conversar com os/as educandos/as sobre a importância de observar cada uma das dicas no texto para evitar doenças e promover a saúde. ● Fazer as seguintes perguntas para promover uma interpretação oral do texto e o debate sobre a importância da higiene da água: - Por que a água é importante para nossa vida? - O que significa higienizar a água? - De que formas podemos higienizar a água? - Que cuidados devemos ter ao pegar água para consumo fora de casa? - O que significa dizer que a água é tratada? - Por que só devemos consumir água que foi fervida ou tratada? ● Depois de fazer a leitura do texto, faça uma lista dos cuidados que devemos ter com a água. 32 LISTA DE CUIDADOS COM A ÁGUA 1. ______________________________________________________________________________________ 2. ______________________________________________________________________________________ 3. ______________________________________________________________________________________ 4. ______________________________________________________________________________________ ATIVIDADE 6 Tempo de duração 20 min. História – A origem da escola (Parte III) Orientação ● Agora, numa folha de papel madeira previamente preparada (com as linhas tracejadas), com a orientação do/a educador/a, e sendo este o escriba, construir um texto, a partir das respostas das pessoas entrevistadas, contando a história de como e quando surgiu a escola naquela localidade de acordo com a indicação abaixo: A HISTÓRIA DA NOSSA ESCOLA ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ● Ao final da atividade, educador/a, fazer a leitura do texto que foi produzido coletivamente com a turma. ● E, para a próxima aula, solicitar que os/as educandos/as tragam frutas da região para fazer uma salada de frutas, para estudo do conteúdo de higiene dos alimentos. 33 Agenda do 4º dia – Educador/a, copie a agenda no quadro. 1. Leitura do dia – “Conversinha Mineira” (Fernando Sabino) 2. Leitura e interpretação de texto: A importância do lazer 3. História – Os direitos sociais: o trabalho 4. Matemática – Localização da posição 5. Ciências – Higiene dos alimentos ATIVIDADE 1 Tempo de duração 5 min. Leitura do Texto: Realizar a leitura da crônica “Conversinha mineira”, de Fernando Sabino, disponível no Anexo de Textos - 2º mês, p.134 a 135. ATIVIDADE 1 Tempo de duração 40 min. Atividade de Leitura e interpretação de texto Evolução histórica da educação física: A importância do lazer Orientação: ● Iniciar a discussão pedindo para que observem a foto abaixo: ● Em seguida, promover a discussão a partir dos seguintes questionamentos: - O que a imagem está mostrando? - Você considera que é algo familiar? Por quê? - O que o indígena está fazendo? Você considera que ele está descansando? Sim? Não? Por quê? - Você considera que o indígena está desocupado? - O que seria uma situação ou um momento ideal de descanso? - Você tem momentos de descanso e lazer? - O que você faz em seu tempo livre? 34 ● Depois, dizer aos/às educandos/as que a imagem pode estar representando um homem indígena em seu momento de lazer, que pode ser um momento de descanso no qual ele fica deitado na rede tocando flauta. Porém, muitas pessoas ao ver a imagem deste indígena podem fazer comentários negativos dizendo que os “índios são preguiçosos” e não são afetos ao trabalho; mas, é interessante observar que cada cultura, seja indígena ou não, tem seu próprio modo de ser e, especialmente, seu modo de desfrutar do lazer. ● Em seguida, questionar sobre o que entendem por lazer, bem como sua serventia e propor a leitura do texto a seguir para discutir a respeito da importância do lazer na vida dos seres humanos. A IMPORTÂNCIA DO LAZER PARA O SER HUMANO O LAZER É IMPORTANTE NA VIDA DE QUALQUER PESSOA, MAS NEM SEMPRE SE DÁ A DEVIDA IMPORTÂNCIA PARA A SUA PRÁTICA. ÀS VEZES, A GRANDE MAIORIA DAS PESSOAS PRECISA SUPRIR SUAS NECESSIDADES BÁSICAS DE SOBREVIVÊNCIA, COMO MORADIA, ALIMENTAÇÃO E VESTIMENTAS, E, POR ESSE MOTIVO, O TRABALHO ACABA SE TORNANDO A PRIMEIRA OCUPAÇÃO DA VIDA, SEM TEMPO E ESPAÇO DESTINADOS AOS MOMENTOS DE LAZER. MAS O QUE É O LAZER? O LAZER É AQUELE MOMENTO EM QUE O INDIVIDUO NÃO TEM COMPROMISSO COM NADA, NEM COM NINGUÉM, SÓ CONSIGO MESMO. É O MOMENTO EM QUE SE PODE DESCANSAR E REALIZAR ATIVIDADES QUE TRAGAM SATISFAÇÃO PESSOAL. O LAZER SERVE, ENTÃO, PARA VÁRIAS COISAS QUE CONTRIBUEM PARA O BEM ESTAR DE CADA INDIVÍDUO E DENTRE ELES, PODEMOS CITAR: A QUALIDADE DE VIDA, SENÃO FICAMOS ESTRESSADOS, POIS O MODELO DE SOCIEDADE QUE TEMOS HOJE INCENTIVA O TRABALHO COMO ÚNICA FONTE DE REALIZAÇÃO PESSOAL E SUSTENTO DE VIDA; A SAÚDE FÍSICA E MENTAL, POSTO QUE QUANDO DESFRUTAMOS DE MOMENTOS DE LAZER O CORPO SE BENEFICIA COM EQUIBILIBRIO E BEM ESTAR; O DESCANSO DO CORPO E DA MENTE; PARA DELEITE; DESENVOLVIMENTO PESSOAL E SOCIAL, JÁ QUE AS PESSOAS IRÃO INTETRAGIR UMAS COM AS OUTRAS POR PRAZER E NÃO POR OBRIGAÇÃO. Adaptado de: Júnior, Marco Aurélio Borges Teixeira; Sferra, Luis Francisco Bueno; Bottcher, Lara Belmudes. A im- portância do lazer paraa qualidade de vida do trabalhador. Disponível em: http://www.aems.edu.br/conexao/edicao- anterior/Sumario/2012/downloads/2012/saude/A%20IMPORT%C3%82NCIA%20DO%20LAZER%20PARA%20 A%20QUALIDADE%20DE%20VIDA%20DO%20TRABALHADOR.pdf. Acesso em 22/11/2017. 35 ● Depois de feita a leitura, perguntar aos/ás educandos/as quais os motivos pelos quais devemos ter a prática do lazer. ● Orientar o diálogo para que identifiquem as respostas na leitura realizada no texto acima, bem como a sua importância. ● Para sistematizar as discussões feitas até o presente momento acerca da importância do lazer para o ser humano, proponha a construção de uma lista com as atividades de lazer que os/as educandos/as realizam no dia a dia. Durante o processo de registro da atividade, o/a educador/a será o/a escriba e orientará quanto à escrita das palavras, letra por letra, questionando sempre qual o som da letra que conseguem ouvir e qual letra poderiam registrar para compor a escrita de uma palavra. ATIVIDADES DE LAZER DA TURMA ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ATIVIDADE 3 Tempo de duração 45 min. História – Os direitos sociais: o trabalho Orientação: ● Iniciar a atividade mostrando aos/às educandos/as as imagens abaixo, as quais deverão estar afixadas previamente numa folha de cartolina ou papel madeira e colocado no quadro ou cavalete: 36 IMAGEM 01 IMAGEM 02 IMAGEM 03 IMAGEM 04 ● Em seguida, questione-os a respeito do conteúdo das imagens: - O que as pessoas estão fazendo nas imagens? - O que as imagens estão representando? - O que há em comum entre as imagens? - Que tipo de trabalho estão realizando? - Para que serve o trabalho? - Por que precisamos trabalhar? - Qual trabalho pode ser considerado o melhor? Por quê? - Você considera que algum desses trabalhos é injusto/ precário/ insalubre? Sim? Não? Por quê? - Se você pudesse escolher, em qual desses trabalhos você gostaria de estar? Por quê? - Alguém se identifica com alguma das situações ou condições de trabalho apresentadas nas imagens? - Ao observar as imagens, o que vem a sua mente? ● Em seguida, propor a leitura de um pequeno trecho da Declaração Universal dos Direitos Humanos que será previamente reproduzido numa folha de papel madeira ou cartolina. Mas, antes da leitura, dizer que esse documento foi elaborado por vários países do mundo, reunidos numa assembleia para criar algo que pudesse funcionar como uma norma a ser seguida por todo o mundo em relação à proteção dos direitos universais de todos os seres humanos; e que é universal por se tratar do direito de todo e qualquer ser humano, homem, mulher, idoso ou criança, em qualquer parte do mundo. 37 DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS ARTIGO 23 “TODA PESSOA TEM DIREITO AO TRABALHO, À LI- VRE ESCOLHA DE EMPREGO, A CONDIÇÕES JUSTAS E FAVORÁVEIS DE TRABALHO E À PROTEÇÃO CONTRA O DESEMPREGO.” “TODA PESSOA QUE TRABALHA TEM DIREITO A UMA REMUNERAÇÃO JUSTA E SATISFATÓRIA, QUE LHE ASSEGURE, ASSIM COMO À SUA FAMÍLIA, UMA EXISTÊNCIA COMPATÍVEL COM A DIGNIDADE HUMA- NA, E A QUE SE ACRESCENTARÃO, SE NECESSÁRIO, OUTROS MEIOS DE PROTEÇÃO SOCIAL.” ● Depois, perguntar se o que veem nas imagens tem relação com o que está escrito no texto da Declaração. Deixar que falem à vontade, incentivando-os/as a pensar sobre as discrepâncias entre o que está no texto escrito, considerado importante na defesa dos seres humanos, e o que acontece na prática na vida cotidiana de milhares de pessoas. ● Após a fala dos/as educandos/as, dizer que as imagens representam pessoas trabalhando com um único objetivo: buscar a própria subsistência, ainda que algumas estejam fazendo o trabalho para si próprias, como na imagem 01; ao passo que as outras também estejam realizando algum tipo de trabalho em busca do seu sustento, ainda que de forma mínima, ou em condições insalubres e escrava. ● Em seguida, dizer que no Brasil existe uma lei considerada a maior de todas as leis e que rege as demais no país, que é a Constituição Federal do ano de 1988, que traz em seu bojo direitos para todos os brasileiros. ● Depois questioná-los/as acerca do conhecimento desta Lei, se alguém sabe o que ela é e o que significa hoje, para nós, brasileiros. ● Deixar que falem e em seguida, propor a leitura do texto abaixo, para discutir a ideia de que a Constituição determina que todos temos direito ao trabalho, enquanto um dos direitos sociais de todo cidadão brasileiro. 38 DIREITO AO TRABALHO A CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988 DETERMINA QUE TODO CIDADÃO BRASILEIRO, NATO OU NATURALIZADO, TEM GARANTIDO ALGUNS DIREITOS SOCIAIS, COMO O ACESSO À EDUCAÇÃO, À SAÚDE, À ALIMENTAÇÃO, AO TRABALHO, À MORADIA, AO TRANSPORTE, AO LAZER, À SEGURANÇA, À PREVIDÊNCIA SOCIAL, À PROTEÇÃO À MATERNIDADE E À INFÂNCIA, BEM COMO À ASSISTÊNCIA AOS DESAMPARADOS (ARTIGO 6º). O QUE SE IDENTIFICA AÍ É QUE QUALQUER PESSOA TEM ASSEGURADO ALGUNS DIREITOS E CABE AO ESTADO GARANTIR O SEU CUMPRIMENTO, COMO POR EXEMPLO, ACESSO AO TRABALHO. TODAS AS PESSOAS TÊM GARANTIDO, PELA LEI MÁXIMA, O DIREITO A TRABALHAR PARA GARANTIR O MÍNIMO DO SEU SUSTENTO; MAS, NA PRÁTICA, NEM SEMPRE ISSO ACONTECE DE VERDADE: EXISTEM MUITAS PESSOAS SEM TRABALHO, SEM EMPREGO E ALGUMAS QUE TRABALHAM MAS RECEBEM UM SALÁRIO, E, ÀS VEZES, ATÉ MENOS QUE UM SALÁRIO MÍNIMO, QUE É O DETERMINADO PELA LEI, QUE CONSIGA ATENDER AS SUAS NECESSIDADES BÁSICAS. ESTE FATO FAZ COM QUE MUITAS PESSOAS EM TODO O BRASIL, PASSEM MUITAS DIFICULDADES FINANCEIRAS, VIVAM NA MISÉRIA, EM EXTREMA POBREZA E, POR CAUSA DISSO, CHEGAM A PASSAR FOME. ISTO LEVA MUITOS A SE SUJEITEREM A CONDIÇÕES DE TRABALHO PRECÁRIAS, EXPLORATÓRIAS E INSALUBRES QUE NÃO LHES GARANTEM UMA VIDA DIGNA, DIREITO DE TODO SER HUMANO. AUTORIA: KAROLINE RAMOS Adaptado de: http://www.guiadedireitos.org/index.php?option=com_content&view=article&id=143&Itemid=45. Acesso em 21/11/16, às 11:40. http://www.dudh.org.br/wp-content/uploads/2014/12/dudh.pdf. Acesso em 21/11/16, às 11:45. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado.htm. Acesso em 21/11/16, às 11:40. 39 ● Após a leitura deste último texto, da análise dasimagens e da leitura de um trecho da Declaração Universal dos Direitos Humanos, questioná-los/as a respeito da efetivação do que está posto na lei: Na prática será que o direito ao trabalho está sendo cumprido e em condições favoráveis a qualquer pessoa, seja homem ou mulher? ● Deixar que falem e, em seguida, pedir que escrevam um pequeno texto com seus pensamentos sobre como entendem a efetivação do trabalho enquanto direito social. INTERVALO - Tempo de duração 15 min. ATIVIDADE 4 Tempo de duração 45 min. Matemática – Localização da posição (Parte I) Orientação: ● Iniciar a atividade questionando aos/às educandos/as se conhecem jogos de tabuleiro, para que servem, se já jogaram algum jogo desse tipo e se conhecem alguns desse jogos. ● Deixar que falem livremente. ● Em seguida, falar que irão conhecer e desenvolver o jogo “Fecha Quadrado”, que é um jogo de estratégia, no qual os jogadores devem pensar rápido sobre como fazer suas jogadas e tentar fazer o maior número possível de quadrados. ● Depois, fazer a apresentação e a leitura das regras para os/as educandos/ as e dizer o que é o jogo e como jogar. As regras deverão estar previamente escritas numa cartolina ou folha de papel madeira de modo que possam tê-las sempre disponíveis para consulta durante o jogo, de acordo com as seguintes orientações: - Em duplas, cada jogador/a, em sua vez, deve ligar dois pontos, da seguinte forma: ASSIM VALE ASSIM NÃO VALE - Depois, cada jogador vai ligando dois pontos até formar um quadrado; - Quem fechar o quadrado escreve a letra inicial do seu nome dentro dele e joga novamente; - Cada quadrado fechado vale 1 ponto; - Cada jogador, na sua vez, deve ligar dois pontos; 40 - O jogo termina quando todos os quadrados estiverem fechados; - Terminada a partida, anotar na tabela quantos pontos você fez e quantos pontos seu colega fez; - Ganha quem tiver feito mais pontos. ATIVIDADE 5 Tempo de duração 30 min. Ciências – Higiene dos alimentos ● Numa roda de conversa, debater a ideia de que para manter o organismo saudável é preciso consumir alimentos que estejam devidamente limpos e que à limpeza feita nos alimentos antes do consumo, chamamos de higienização. Esta deve ser feita sempre de modo adequado para evitar doenças, como por exemplo, lavar bem frutas e verduras com água e cloro (também chamado de hipoclorito de sódio) que pode ser adquirido gratuitamente em postos de saúde. ● Realizar a leitura do texto abaixo, “Como lavar bem frutas e verduras”, enfatizando o uso do cloro (hipoclorito de sódio) para higienizar alimentos: COMO LAVAR BEM FRUTAS E VERDURAS PARA LAVAR BEM FRUTAS E VERDURAS CORRETAMENTE, DIMINUINDO A QUANTIDADE DE AGROTÓXICOS E DE MICRORGANISMOS, DEVE-SE SEGUIR OS SEGUINTES PASSOS: 1. LAVAR OS ALIMENTOS EM ÁGUA CORRENTE, UTILIZANDO UMA BUCHA OU ESCOVINHA PARA RETIRAR A SUJEIRA VISÍVEL A OLHO NU; 41 2. DEIXAR AS FRUTAS E AS VERDURAS, COM CASCA, DE MOLHO EM UMA BACIA COM 1 LITRO DE ÁGUA E 1 COLHER (SOPA) DE ÁGUA SANITÁRIA OU DE HIPOCLORITO DE SÓDIO DURANTE 15 MINUTOS; 3. LAVAR AS FRUTAS E AS VERDURAS EM ÁGUA POTÁVEL PARA RETIRAR O EXCESSO DE ÁGUA SANITÁRIA OU HIPOCLORITO. ● Após a leitura, deixar que os/as educandos/as falem livremente a respeito de como cuidam das frutas e verduras, antes de serem consumidos e em que diferem os cuidados que adotam no cotidiano em relação aos cuidados lidos no texto acima. ● Em seguida, com as frutas trazidas pelos/as educandos/as, dizer que farão uma salada de frutas, a partir de uma receita trazida e lida pelo/a educador/a. ● Após a leitura da receita, os/as educandos/as irão executar o passo a passo descrito. ● Para finalizar a atividade, fazer uma lista com os nomes das frutas utilizadas, sendo o/a educador/a escriba. Servir a salada para a turma degustar. Agenda do 5º dia – Educador/a copie a agenda no quadro 1. Leitura do dia – O ABACAXI 2. Ciências – Higiene dos alimentos 3. Matemática – Localização da posição (Parte II) 4. História: As profissões e as relações sociais de produção 5. Atividade de leitura e escrita – Caça-palavras ATIVIDADE 1 Tempo de duração 5 min. Leitura do dia: Realizar a leitura do texto “O abacaxi”, de autoria desconhecida, disponível no Anexo de Textos, p.136 a 137. ATIVIDADE 2 Tempo de duração 30 min. Ciências – Higiene dos alimentos 42 Orientação: ● Iniciar a atividade escrevendo a palavra INSTRUCIONAL no quadro e dizer que será feita uma leitura de um texto de tipo instrucional. ● Em seguida, perguntar aos/às educandos/as o que entendem por texto de tipo instrucional. ● Deixar que falem sobre suas impressões e entendimentos e, durante as falas, ir registrando as respostas dos/as educandos/as. ● Após as falas e utilizando as respostas dos/as educandos/as, dizer que um texto instrucional é um tipo de texto que, como o próprio nome sugere, trata de apresentar instruções de algo que deve ser feito ou como deve ser feito. É um tipo de texto que apresenta uma espécie de regras, normas que devem ser realizadas para se chegar a um resultado. Por exemplo: quando realizamos a leitura de uma receita de bolo o objetivo é seguir aquele passo a passo descrito, visando chegar ao resultado final que é o feitio de um bolo. Porém, isto só será possível se quem estiver fazendo a receita seguir todas as etapas indicadas, desde a utilização das quantidades adequadas de ingredientes e do modo de fazer, misturando-os na sequência descrita na receita. ● Depois desse momento de conversa, distribuir uma cópia do texto para os/ as educandos/as e realizar a leitura coletiva do texto abaixo, que trata de oferecer informações para uso do cloro para higienizar de maneira adequada os alimentos: 43 ● Após a leitura, propor a seguinte atividade de interpretação do texto: ATIVIDADE DE INTERPRETAÇÃO 1. QUAIS AS FORMAS DE TRATAR A ÁGUA? ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ 2. QUANTO TEMPO A ÁGUA DEVE SER FERVIDA PARA SER TRATADA? ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ 3. QUAL A QUANTIDADE DE CLORO QUE DEVE SER USADA PARA 1 LITRO DE ÁGUA? ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ 4. E SE FOSSEM 3 LITROS DE ÁGUA? ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ 5. E 10 LITROS DE ÁGUA? QUANTO DE CLORO DEVEMOS UTILIZAR? ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ 6. COMO DEVEMOS CONSUMIR A ÁGUA QUE FOI FERVIDA? ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ 7. POR QUE DEVEMOS HIGIENIZAR A ÁGUA ANTES DO SEU CONSUMO? ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ● Depois que terminarem de resolver as atividades individualmente, pedir que socializem as respostas. ● Em seguida, dizer que com base no que foi estudado sobre a higienização dos alimentos, irão preparar uma salada de frutas, seguindo todas as instruções quanto ao cuidado no preparo dos alimentos. 44 ● Após fazer asalada de frutas, servir na hora do lanche. ● Em seguida, organizar os/as educandos/as em duplas e ditar os nomes das frutas que levaram para a sala de aula. ● Após, solicitar que escrevam no caderno com ajuda do alfabeto móvel. INTERVALO - Tempo de duração 15 min. ATIVIDADE 3 Tempo de duração 60 min. Matemática – Localização da posição (Parte II) ● Para dar continuidade à discussão a respeito de como localizar sua própria posição e a de objetos, dizer aos/às educandos/as que para nos localizarmos ou localizar algo ou um lugar precisamos seguir orientações, caminhos, os quais podem ser em forma de direções, tais como: siga em frente, à direita, à esquerda. Além disso, alguém pode nos indicar os caminhos por meio de pontos de referência: fica perto de algum lugar conhecido, uma escola, por exemplo. Ou ainda pode ser que o lugar que está sendo indicado para você fique próximo de uma igreja, ou até mesmo um comércio conhecido em sua cidade. ● Propor para os/as educandos/as uma atividade em que precisem se orientar para encontrar determinados caminhos. ● Distribuir as atividades a seguir, numa folha de papel e pedir que resolvam, individualmente, mas sob a supervisão do educador/a, que deverá passar de carteira em carteira, orientando o desenvolvimento das atividades, tirando dúvidas e fazendo as devidas inferências para que pensem a respeito das situações indicadas na atividade e, assim, construir/ ampliar os conhecimentos com relação à localização espacial. 45ATIVIDADES PARA PENSAR ● OBSERVE UMA RODADA DESSE JOGO ENTRE OS EDUCANDOS DAVI E MARIA. Fonte: Obra concebida, produzida e desenvolvida pela Editora Moderna. Projeto Buriti: matemática 1º ano. 2. ed. São Paulo: Moderna, 2011 p. 109. DE ACORDO COM A TABELA ACIMA, RESPONDA O QUE SE PEDE: A) QUEM VENCEU A PARTIDA? ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ B) QUANTOS PONTOS O EDUCANDO VENCEDOR FEZ MAIS QUE O OUTRO? ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ● AGORA, CONSIDERE QUE A MARIA PRECISA CHEGAR À CASA DO DAVI PARA FAZEREM UM TRABALHO DE DUPLA, QUE FOI SOLICITADO PELA EDUCADORA. DAVI, QUERENDO EXPLICAR O SENTIDO QUE A MARIA DEVERIA SEGUIR E ORIENTAR CERTINHO O CAMINHO PELO QUAL ELA DEVERIA IR, CRIOU AS INSTRUÇÕES ABAIXO PARA INDICAR QUAIS RUAS ELA DEVERIA PERCORRER: 46 ● AGORA QUE VOCÊ VISUALIZOU A ORIENTAÇÃO QUE DAVI DEU À MARIA, MARQUE COM UM X NO QUADRINHO AO LADO DA FIGURA CORRESPONDENTE, ÀQUELA QUE VOCÊ CONSIDERA QUE REPRESENTA O CAMINHO DE ACORDO COM AS ORIENTAÇÕES DADAS. ● VEJA O CAMINHO QUE A MARIA FAZ PARA CHEGAR À ESCOLA: O SENTIDO COMEÇA PELA SETA VERMELHA E PASSA POR TODAS AS OUTRAS SETAS ATÉ CHEGAR À SETA ROXA, CONFORME PODEMOS VER ABAIXO: 47 ● AGORA, DESENHE AS INSTRUÇÕES DESSE CAMINHO QUE MARIA FAZ ATÉ À ESCOLA, COM SETAS, DA MESMA FORMA QUE DAVI CRIOU UMA ORIENTAÇÃO PARA INDICAR COMO CHEGAR EM SUA CASA. ATIVIDADE 4 Tempo de duração 30 min. História: As profissões e as relações sociais de produção Orientação: ● Apresentar as imagens a seguir, que já deverão estar afixadas no quadro, solicitando que respondam a pergunta, que estará disposta abaixo das gravuras: EM SUA OPINIÃO, QUEM ESTÁ TRABALHANDO? ● Deixar que falem livremente, e em seguida, pedir que registrem e justifiquem suas respostas, por escrito e em duplas. ● Depois, fazer os seguintes questionamentos: - O que é trabalho? - Trabalho e emprego são a mesma coisa ou são atividades diferentes? - Como você diferencia um do outro? ● Realizar a leitura do texto a seguir: 48 TRABALHO X EMPREGO: SÃO FARINHAS DO MESMO SACO? VOCÊ, CERTAMENTE, JÁ OUVIU ALGUÉM DIZER A EXPRESSÃO: “AH, ISSO É TUDO FARINHA DO MESMO SACO”! GERALMENTE, ESSE É UM DITO POPULAR QUE AS PESSOAS UTILIZAM PARA AFIRMAR QUE PESSO- AS OU COISAS SÃO IGUAIS OU PERTENCEM A UMA MESMA SITUAÇÃO OU SÃO SEMELHANTES, PARECI- DAS, IGUAL A PUNHADOS DE FARINHA RETIRADOS EM MOMENTOS DIFERENTES DO MESMO SACO, MAS QUE POSSUEM O MESMO LOCAL DE ORIGEM. E COM RELAÇÃO AO TRABALHO E AO EMPREGO: VOCÊ JÁ PAROU PARA PENSAR SE SÃO COISAS DIFE- RENTES OU IGUAIS? SERÁ QUE PODEMOS DIZER QUE “SÃO FARINHA DO MESMO SACO”? O TRABALHO TEM A VER COM O DESENVOLVI- MENTO DE QUALQUER ATIVIDADE FÍSICA OU INTE- LECTUAL QUE ENVOLVE A CAPACIDADE QUE O SER HUMANO POSSUI EM TRANSFORMAR A NATUREZA. O TRABALHO EXISTE DESDE O MOMENTO QUE O HO- MEM COMEÇOU A MODIFICAR A NATUREZA E O AM- BIENTE AO SEU REDOR, DESDE O MOMENTO EM QUE COMEÇOU A CRIAR UTENSÍLIOS E FERRAMENTAS PARA USAR NO SEU DIA A DIA E TORNAR SUA VIDA MAIS FÁCIL E MELHOR. JÁ O EMPREGO ESTÁ RELACIONADO COM AS RE- LAÇÕES FORMAIS DE TRABALHO E ENVOLVE DIRETA- MENTE A CONTRATAÇÃO PARA OCUPAR UM CARGO OU FUNÇÃO NUMA EMPRESA OU ÓRGÃO PÚBLICO E IMPLICA NA VENDA DA FORÇA DE TRABALHO POR ALGUM VALOR, ALGUMA REMUNERAÇÃO, GERAL- MENTE UM SALÁRIO. AINDA PODEMOS FALAR QUE ALGUNS EMPREGOS ESTÃO RELACIONADOS À OCUPAÇÃO, QUE TEM A VER COM A PROFISSIONALIZAÇÃO FEITA ATRAVÉS DE UM TEMPO DE FORMAÇÃO DESTINADO AOS ESTUDOS PARA ALCANÇAR QUALIFICAÇÃO. ESTE TIPO DE PRO- FISSIONALIZAÇÃO É FEITA POR ALGUMAS PESSOAS 49 QUE BUSCAM PODER TRABALHAR EM DETERMINA- DAS PROFISSÕES, COMO PROFESSOR, MÉDICO, PA- DEIRO, ENGENHEIRO E OUTRAS, PARA AS QUAIS É NE- CESSÁRIO TER UM CERTO GRAU DE ESTUDOS PARA O EXERÍCIO DA PROFISSÃO. O QUE SE PODE PERCEBER É QUE O TRABALHO É DIFERENTE DO EMPREGO E TAMBÉM DA OCUPAÇÃO/ DA PROFISSÃO. POR ISSO, PODEMOS DIZER QUE SÃO COISAS DISTINTAS, MAS TODAS ESTÃO RELACIONA- DAS AO TRABALHO, À NECESSIDADE QUE O SER HU- MANO TEM DE BUSCAR A GARANTIA MÍNIMA DO SEU SUSTENTO. DAÍ A IDEIA DE QUE PODEM SER COISAS DISTINTAS, MAS “FARINHA DO MESMO SACO”! AUTORIA: KAROLINE RAMOS Adaptado de: https://www.ime.usp.br/~is/ddt/mac333/projetos/fim-dos-empregos/empregoEtrabalho.htm. Acesso em 25/11/16, às 10:14.http://www.suapesquisa.com/o_que_e/trabalho.htm. Acesso em 25/11/16, às 10:20. ● Após a leitura do texto, propor à turma a construção de uma lista com os tipos de trabalho que desempenham, sendo o/a educador/a o/a escriba e os educandos/as aqueles/as que irão ditar a escrita das palavras letra por letra, mediante orientação do/a educador/a na escrita, numa folha de papel madeira, da seguinte forma: TIPOS DE TRABALHO DA TURMA ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ● Preencher a lista com todos os tipos de trabalho que os/a educandos/as realizam como forma de busca pelo próprio sustento, independente de ser num emprego formal ou informal ou numa ocupação. ● Após a escrita da lista, realizar a leitura da mesma para que os/as educandos/ as identifiquem a escrita adequada das palavras e assim, dispor de um texto parâmetro para a revisão de textos bem escritos. 50 Obs.: Educador/a explicar o sentido das palavras trabalho formal e informal. O trabalho formal é o que amparado por leis, tem carteira assinada e possui direitos de acordo com a legislação trabalhista vigente; jáo trabalho informal se caracteriza por uma ocupação sem carteira assinada e nem salário fixo, sendo exercido de modo autônomo, sem a garantia dos direitos legais. ATIVIDADE 4 Tempo de duração 40 min. Atividade de leitura e escrita – Caça palavras de profissões Orientação: ● Iniciar a atividade relembrando a diferença entre trabalho, emprego e profissão. Em seguida, dizer que irão conhecer a escrita de algumas profissões. ● Educador/a realizar a leitura de cada profissão no quadro abaixo, juntamente com os/as educandos orientando-os/as a identificar a escrita adequada de cada palavra, mediante a semelhança com o som de cada letra na escrita. ● Depois, entregar um caça palavras com o quadro das profissões, para que as localizem. QUADRO DE PROFISSÕES MÉDICO JORNALISTA DENTISTA BOMBEIRO PINTOR AGRICULTOR ARQUEÓLOGO ASTRÔNOMO ESCRITOR ASTRONAUTA CABELEIREIRO FAXINEIRO B O M B E I R O E U I A A I O A U E S C R I T O R E I A I I O E A I U E U I O I U O A R Q U E Ó L O G O A P I N T O R O A O U E U E A O F A X I N E I R O A A S T R O N A U T A E A E I E O I I D E N T I S T A A A S T R Ô N O M O I A O U E U M É D I C O A O U U E I O O I A E A O U U A E E C A B E L E I R E I R O I E A G R I C U L T O R I O A O J O R N A L I S T A 51 EJA I Módulo I - 2º Mês / 2ª Semana SEQUÊNCIA DE ATIVIDADES CONTEÚDO: Linguagens e Códigos: ● Leitura e escrita; ● Gêneros textuais: rótulo, acróstico, adivinha e contos; ● Letras maiúsculas. Noções Lógico- Matemáticas: ● Sequência numérica; ● Tabela simples; ● Gráfico de colunas; Estudo da Sociedade e da Natureza: ● Estado de origem do aluno e o processo continuo de construção. CAPACIDADES Linguagens e Códigos: ● Ler e escrever pequenos textos, identificando informações relevantes. ● Saber a quantidade de letras usadas para escrever cada nome. ● Identificar as vogais e consoantes nos textos. ● Empregar letras maiúsculas no início de frases e após os pontos: final, interrogação, exclamação e em nomes próprios; ● Expandir o uso da linguagem, produzindo textos orais. Noções Lógico- Matemáticas: ● Ampliar o conhecimento sobre a função social dos números. ● Explorar números naturais e sua função social em situação problema que envolva a construção da sequência numérica e procedimentos de contagem (quantificação, ordenação, codificação e medida); ● *Utilizar tabelas simples e gráficos de coluna para facilitar a leitura e interpretação de informações. Estudo da Sociedade e da Natureza: ● Conhecer o espaço geográfico como lugar de vivências e experiências; ● Identificar os lugares em mapas e roteiros de localização. 52 RECURSOS DIDÁTICOS: Papel madeira, pincel, giz, quadro negro, fichas com nomes dos educandos/as, cartazes, cola, xérox; rótulos de produtos conhecidos – exemplo: Coca-Cola, Omo, Lacta, Itambé... Agenda do 1º dia – Educador/a copie a agenda no quadro 1. Leitura do dia – “O rio e o oceano” 2. Atividade de leitura – Rótulos 3. Atividade de leitura e escrita – Identificação de rótulos e produtos 4. Atividade de Escrita – Lista de rótulos 5. Matemática – Os números nos rótulos ATIVIDADE 1 Tempo de duração 10 min. Leitura do dia – Realizar a leitura do texto “O rio e o oceano”, da Coleção Cadernos de EJA, disponível no Anexo de Textos - 2º mês, p. 138. ATIVIDADE 2 Tempo de duração 30 min. Atividade - Leitura de Rótulos Orientação: ● Educador/a: para realizar a atividade a seguir, você deverá levar para sala de aula alguns rótulos e embalagens de produtos variados, a fim de que possa dispor de materiais para fazer a discussão e análise do conteúdo do rótulo. ● Iniciar a atividade fazendo a leitura do texto abaixo, que já deverá ter sido previamente reproduzido em cartaz, juntamente com os/as educandos/as: OS RÓTULOS OS ANÚNCIOS DE PROPAGANDAS ESTÃO POR TODA PARTE, SEJA NOS OUTDOORS, NAS REVISTAS, NOS JORNAIS, NA TV, NA INTERNET, OFERECENDO ALGUM PRODUTO. O APELO VISUAL DE CADA ANUNCIANTE É GRANDE, E, SEM PERCEBER, VAMOS ASSOCIANDO A IMAGEM AO SIGNIFICADO QUE CADA PRODUTO QUER NOS FORNECER. ASSIM, QUANDO VAMOS AO SUPERMERCADO, LOGO ASSOCIAMOS EMBALAGEM AO NOME DA MERCADORIA QUE QUEREMOS COMPRAR. O QUE QUER DIZER ISSO? QUE, COM CERTEZA, MUITAS PALAVRAS VOCÊ JÁ SABE IDENTIFICAR. PORTANTO, O RÓTULO É UM IMPRESSO AFIXADO EM RECIPIENTES E EMBALAGENS DE PRODUTOS, APRESENTANDO INFORMAÇÕES SOBRE ESTE PRODUTO E, GERALMENTE, 53 CONTÉM A LOGOMARCA QUE É A MARCA DA EMPRESA FABRICANTE. ALÉM DISSO, EM VIRTUDE DO FORTE APELO COMERCIAL AS LETRAS GERALMENTE APARECEM EM DESTAQUE E RECURSOS VISUAIS VARIADOS. TUDO ISSO, PARA CHAMAR A ATENÇÃO DOS CONSUMIDORES. Orientações: ● Após a leitura do texto, apresentar os rótulos de produtos que foram levados pelo/a educador/a para os/as educandos/as. ● Em seguida, solicitar que identifiquem os rótulos que já conhecem e que conseguem saber o que está escrito a partir da imagem, das cores e da própria propaganda do produto. ● Depois, questioná-los/as em relação aos rótulos apresentados: Quais produtos costumam utilizar? O que os motiva a comprar? Qual a finalidade dos produtos? ATIVIDADE 3 Tempo de duração 40 min. Atividade de Leitura e Escrita - Identificação de rótulos e produtos Orientação: ● Solicitar que os/as educandos/as realizem as atividades abaixo relacionadas com os rótulos: ATIVIDADE DE INTERPRETAÇÃO 1. RECORTE, DE ENCARTES DE SUPERMERCADOS E DE REVISTAS, RÓTULOS DE PRODUTOS QUE VOCÊ CONHECE E COLE-OS NA TABELA ABAIXO. 2. DEPOIS, COM A AJUDA DO SEU EDUCADOR, OBSERVE A MARCA DOS RÓTULOS E ASSOCIE AO TIPO DE PRODUTO FORNECIDO/ COMERCIALIZADO. EM SEGUIDA, ESCREVA O NOME DO PRODUTO NA TABELA, CONFORME O MODELO ABAIXO. MARCA PRODUTO REFRIGERANTE CHOCOLATE 54 INTERVALO - Tempo de duração 15 min. ATIVIDADE 4 Tempo de duração 45 min. Atividade de escrita - Lista de rótulos Orientação: ● Para iniciar a atividade entregar novamente panfletos de supermercados ou revistas promocionais para os/as educandos/as, e explicar que esse tipo de material se trata de um texto que tem por objetivo divulgar promoções e atrair consumidores. Por esse motivo, traz alguns itens em destaque, como o preço, produto e marcas, com o intuito de apresentar produtos com valores mais atraentes. ● Em seguida, organizá-los/as em dupla e solicitar que recortem rótulos de produtos alimentícios, de limpeza, de higiene pessoal e derivados do leite, nas colunas indicadas na tabela previamente confeccionada, da seguinte forma: PRODUTOS ALIMENTÍCIOS PRODUTOS DE LIMPEZA PRODUTOS DE HIGIENE PESSOAL PRODUTOS DERIVADOS DO LEITE ● Lembrar de orientar que a lista deverá conter pelo menos três rótulos em cada coluna de produtos. ● Após concluírem a atividade pedir que as duplas socializem com os colegas a lista construída, lendo os nomes de cada rótulo. 55 ATIVIDADE 5 Tempo de duração 40 min. Matemática - Os números nos rótulos Orientação: ● Numa roda de conversa, fazer as seguintes perguntas aos/às educandos/as, para que pensem a respeito do que observaram das informações presentes nos rótulos: - Vocês costumam observar os rótulos das embalagens? - O que costumamos observar? - A validade? - Os ingredientes? - Quantidade? - As informações nutricionais? - Aparecem números nos rótulos? - E quais informações podem ser extraídas? ● Escolher previamente rótulos de produtos alimentícios de preferência biscoitos, doces, sucos ou salgadinhos e organizar os/as educandos/as em dupla, distribuindo para cada dupla, um rótulo. ● Em seguida, pedir que observem atentamente o rótulo e retirem as seguintes informações: a) QUAL O SABOR DO PRODUTO: _________________________________________________ b) CONTEÚDO: ______________________________________________________________________ c) INGREDIENTES: __________________________________________________________________d) VALOR CALÓRICO POR PORÇÃO: ______________________________________________ e) NÚMERO DE TELEFONE DO SERVIÇO DE ATENDIMENTO AO CONSU- MIDOR: ______________________________________________________________________________ f) DATA DE FABRICAÇÃO DO PRODUTO__________________________________________ g) QUAL A DATA DE VALIDADE _____________________________________________________ 56 ● Para sistematizar os conhecimentos ampliados em relação ao trabalho com rótulos e, especialmente, a utilização de numerais, propor um registro escrito da importância de ler os rótulos das embalagens, bem como a função dos números nos rótulos, tendo o/a educador/ como escriba. ● Para iniciar o registro, incentivar aos/às educandos/as a pensarem sobre as atividades realizadas anteriormente, tendo as seguintes questões como roteiro para orientar a escrita do texto: - Falar sobre a importância de observar o que contém no rótulo; - Refletir sobre o modo como os numerais estão inseridos nos rótulos. ● À medida que forem falando, fazer o registro das respostas dos/as educandos/ as, sempre fazendo as devidas intervenções quanto à escrita adequada das palavras, letra por letra, de modo que pensem sobre como se escreve. ● Ao final da produção, fazer a leitura do texto produzido. Agenda do 2º dia – Educador/a copie a agenda no quadro 1. Leitura do dia – Solidariedade: Um chamado à união 2. Atividade de leitura e escrita – Nomes próprios e nomes comuns 3. Atividade de leitura e escrita – Trava-línguas 4. Atividade de leitura – Texto fatiado 5. Atividade de Matemática – Sequência Numérica ATIVIDADE 1 Tempo de duração 5 min. Leitura do Texto – SOLIDARIEDADE: Realizar a leitura do texto “Um chamado à união”, da Coleção Cadernos de EJA Economia Solidária e Trabalho, disponível no Anexo de Textos - 2º mês, p. 138. ATIVIDADE 2 Tempo de duração 40 min. Atividade de Leitura e Escrita – Nomes Próprios e Nomes Comuns Orientação: ● Para iniciar a atividade, levar algumas palavras que expressem substantivos, recortadas de revistas, jornais e panfletos em geral. ● Em seguida, pedir que, de acordo com a tabela abaixo, organizem as palavras no lugar que considerem adequado: 57 Paulo papel Cecília medo sapato Felipe caneta Fernanda casa gato queijo Rio Branco Xapuri ônibus Brasil relógio felicidade tristeza raiva amor maldade SENTIMENTOS NOME DE LUGARES E PESSOAS COISAS, COMIDAS, VESTUÁRIO E ANIMAIS MEDO FELICIDADE TRISTEZA RAIVA AMOR MALDADE RIO BRANCO XAPURI BRASIL PAULO CECÍLIA FERNANDA FELIPE PAPEL SAPATO CANETA CASA GATO QUEIJO ÔNIBUS RELÓGIO ● Após a separação das palavras em cada coluna, conversar com os/as educandos/as a respeito da categorização feita, solicitando que falem a respeito dos critérios que os fizeram colocar cada palavra na coluna indicada. ● Em seguida, falar que as palavras que classificaram são chamadas de substantivos que podem ser nomes de pessoas, de lugares, objetos, sentimentos, animais, vestuários, alimentos e etc; ou seja, tudo o que dá nome aos seres e coisas podem ser chamados de substantivos. ATIVIDADE 3 Tempo de duração 30 min. Atividade de leitura e escrita – Trava-línguas Orientação: ● Iniciar a atividade fazendo a leitura do trava-línguas, abaixo, que deverá estar previamente escrito numa folha de papel madeira ou cartolina. O DOCE PERGUNTOU PRO DOCE: - QUAL É O DOCE MAIS DOCE? O DOCE RESPONDEU PRO DOCE QUE O DOCE MAIS DOCE É O DOCE DE BATATA DOCE! 58 ● Em seguida, pedir que façam a leitura do texto de acordo com a indicação de cada palavra que for apontada pelo/a educador/a, de modo que os/as educandos/as vivenciem a experiência de ler um trava-línguas e verificar que realmente trava a língua. ● Após da leitura, dizer que esse texto se trata de um trava-línguas explicando que são oriundos da cultura popular e recebem essa denominação devido à dificuldade que as pessoas enfrentam ao tentar pronunciá-los sem tropeços, ou, como o próprio nome diz, sem “travar a língua”; e em uma roda de conversa, realizar os seguintes questionamentos: - Alguém já conhecia esse ou outro trava-línguas? - Qual a sensação de dizer um trava-língua? - Existe alguma palavra que se repete? - A repetição ajuda ou complica a fala? - Se lermos devagar a dificuldade será a mesma? ● Após a conversa, solicitar aos/às educandos/as que conhecem algum outro trava-língua que falem na sala para os/a colegas. INTERVALO - Tempo de duração 15 min. ATIVIDADE 4 Tempo de duração 50 min. Atividade de Leitura – Texto fatiado Orientação: ● Iniciar dizendo para os/as educados/as que farão uma atividade que se chama texto fatiado. A ideia de fatiado vem do fato de que as frases do trava-língua estão separadas e desorganizadas, como se estivessem separadas em fatias. Daí o desafio da atividade é colocá-las em ordem da forma como são faladas. ● Depois, entregar o texto fatiado e solicitar que, em duplas, (organizadas de acordo com as hipóteses de escrita em que se encontram – por exemplo: pré-silábico com silábico com valor sonoro; silábico sem valor sonoro com silábico com valor sonoro; silábico com valor sonoro com silábico alfabético; e alfabético com silábico-alfabético) recortem-no e colem no caderno colocando as frases na ordem correta de pronúncia. - QUAL É O DOCE MAIS DOCE? O DOCE PERGUNTOU PRO DOCE: QUE O DOCE MAIS DOCE É O DOCE DE BATATA DOCE! O DOCE RESPONDEU PRO DOCE 59 ● Depois que as duplas terminarem de organizar os textos, pedir que façam a leitura em voz alta do texto ordenado na sequência adequada dos versos. ATIVIDADE 5 Tempo de duração 30 min. Matemática – Sequência numérica Orientação: ● Disponibilizar uma cópia da atividade abaixo explicando para os/as educandos/ as que deverão identificar e organizar os números em ordem crescente. ● Depois, escrever a letra que aparece abaixo de cada numeral, a fim de identificar a frase que será formada ao final. ATIVIDADE JULIA É PROPRIETÁRIA DE UM RESTAURANTE. PARA ESCREVER NO QUADRO O PRATO PRINCIPAL DO ALMOÇO ELA COLOCOU AS LETRAS NUMERADAS NO SAQUINHO. SE VOCÊ QUISER DESCOBRIR O PRATO DO DIA, É SÓ ORGANIZAR OS NÚMEROS EM ORDEM CRESCENTE. Resposta para o/a educador/a: ESPAGUETE À BOLONHESA. Agenda do 3º dia – Educador/a copie a agenda no quadro 1. Leitura do dia – Consumidor consciente 2. Atividade de leitura e escrita – Ordem alfabética 3. Atividade de leitura – Música “Oração pela família” 4. Atividade de escrita – Acróstico 5. Matemática – Situações problema 6. Geografia - A origem dos alimentos A E A B O S E H N P E T E G S L A O U 57 30 39 60 69 81 78 75 72 36 48 51 54 42 33 66 84 63 45 NÚMERO LETRA 60 ATIVIDADE 1 Tempo de duração 5 min. Leitura do dia – Leitura do texto “Consumidor Consciente”, da Coleção Cadernos de EJA Qualidade de Vida, Consumo e Trabalho, de autoria de Domingos Alves E. Neto, disponível no Anexo de Textos - 2º mês, p.139 a 140. ATIVIDADE 2 Tempo de duração 35 min. Atividade de Leitura e Escrita – Ordem alfabética Orientação: ● Iniciar a atividade conversando com os/as educandos/as sobre o que é ordem alfabética, dizendo que se refere à ordem das letras no alfabeto, ou a sua sequência. Por exemplo, no alfabeto a letra A vem antes do B e depois o C e daí por diante. Essa organização é importante porque nos auxilia a encontrar palavras em uma lista, no dicionário e em várias situações do cotidiano, como em um caderno de telefones, lista de classificados, agenda do celular, etc. No caso do dicionário, a organização é feita de forma a ajudar na busca das palavras. ● Para demonstrar como fazer essa organização, em cartolina ou papel madeira, fazer uma lista dos nomes dos/as educandos/asda sala em ordem alfabética para deixar afixada na sala de aula. Orientar a identificação dos nomes dos colegas que aparecem primeiro, usando como auxilio o alfabeto que está na sala. ATIVIDADE 3 Tempo de duração 30 min. Atividade de Leitura – Música “Oração pela família” Orientação: ● Iniciar a atividade numa roda de conversa para discutir sobre o conceito de família em diferentes épocas, para que os/as educandos/as possam observar as mudanças que ocorreram ao longo do tempo em relação à estrutura familiar na época de nossos antepassados e a que temos hoje. ● Solicitar que falem um pouco a respeito da organização familiar: - Como está composta? - Você costuma compartilhar os afazeres domésticos e as responsabilidades econômicas da sua família? - Qual a importância da família para você? ● Depois, entregar uma cópia da primeira parte da música “Oração pela família” cantada pelo Padre Zezinho e registrá-la em papel madeira, para que possam acompanhar a leitura feita pelo/a educador/a e também cantar juntos, se possível, com o áudio da música. 61 ORAÇÃO PELA FAMÍLIA PADRE ZEZINHO QUE NENHUMA FAMÍLIA COMECE EM QUALQUER DE REPENTE QUE NENHUMA FAMÍLIA TERMINE POR FALTA DE AMOR QUE O CASAL SEJA UM PARA O OUTRO DE CORPO E DE MENTE E QUE NADA NO MUNDO SEPARE UM CASAL SONHADOR QUE NENHUMA FAMÍLIA SE ABRIGUE DEBAIXO DA PONTE QUE NINGUÉM INTERFIRA NO LAR E NA VIDA DOS DOIS QUE NINGUÉM OS OBRIGUE A VIVER SEM NENHUM HORIZONTE QUE ELES VIVAM DO ONTEM, NO HOJE EM FUNÇÃO DE UM DEPOIS QUE A FAMÍLIA COMECE E TERMINE SABENDO AONDE VAI E QUE O HOMEM CARREGUE NOS OMBROS A GRAÇA DE UM PAI QUE A MULHER SEJA UM CÉU DE TERNURA, ACONCHEGO E CALOR E QUE OS FILHOS CONHEÇAM A FORÇA QUE BROTA DO AMOR [REFRÃO] ABENÇOA SENHOR AS FAMÍLIAS, AMÉM! ABENÇOA SENHOR, A MINHA TAMBÉM! ABENÇOA SENHOR AS FAMÍLIAS, AMÉM! ABENÇOA SENHOR, A MINHA TAMBÉM! Disponível em: https://www.vagalume.com.br/padre-zezinho/oracao-pela-familia.html. Acesso em 20/12/2016, às 16h32min. 62 ● Após a leitura da música, solicitar que localizem e circulem no texto que receberam as palavras que forem ditadas: FAMÍLIA, AMOR, SONHADOR, MENTE, HORIZONTE, HOMEM, MULHER, FILHOS, CÉU, LAR, TERNURA, CALOR, PAI. ATIVIDADE 4 Tempo de duração 35 min. Atividade de Escrita – Acróstico Orientação: ● Em uma roda de conversa, dizer aos/às educandos/as que estudarão sobre um gênero textual chamado acróstico. ● A partir daí perguntar se alguém conhece ou já ouviu falar desse tipo de texto. ● Deixar que falem livremente. ● Após a fala dos/as educandos/as explicar o conceito da palavra dizendo que acróstico, de acordo com o dicionário – é um gênero textual com uma composição em que as letras iniciais de cada verso, lidas no sentido vertical, formam uma palavra ou frase. Historicamente, esse gênero existe desde a antiguidade clássica e foi muito utilizado por escritores gregos e latinos. Os monges também utilizaram bastante esse gênero nos mosteiros por volta dos séculos XVI e XVII. ● Depois pedir para os/as educandos/as escolherem o nome de um/a colega para escreverem, juntos, um acróstico. ● Em seguida, e juntamente com eles construir no quadro, um acróstico com o nome de algum/a colega que foi indicado/a pela turma. Por exemplo: JOVIAL ORGANIZADO AMIGO OCUPADO ● Após esse momento de construção inicial, agora, utilizando a palavra família, pedir que elaborem, em duplas, um acróstico que descreva as características de sua família. F ____________________ A ____________________ M ____________________ Í _____________________ L ____________________ I _____________________ A ____________________ INTERVALO - Tempo de duração 15 min. 63 ATIVIDADE 5 Tempo de duração 30 min. Matemática – Situações problema Orientação: ● Iniciar conversando sobre o que caracteriza uma “situação problema”, lembrando que já foi estudado anteriormente e pergunta se alguém quer explicar esse conceito. ● Deixar que falem livremente. ● Em seguida, juntamente com os/as educandos/as, fazer uma breve revisão do conceito, explicando que chamamos de “situação problema” a procura de soluções para situações que sejam do nosso cotidiano ou não, e que precisamos pensar um pouco e colocar em prática tudo que sabemos para chegar a um resultado. ● Para exemplificar, apresentar aos/às educandos/a as situações problemas a seguir, reproduzidas e entregues para cada educando. ATIVIDADE DE MATEMÁTICA 1. FAÇA A LEITURA DA ATIVIDADE E DESCUBRA A IDADE DOS FAMILIARES DE JOÃO, FAZENDO O REGISTRO NO QUADRO ABAIXO: A) JOÃO TEM 20 ANOS. B) JÚLIA, SUA IRMÃ, É 5 ANOS MAIS NOVA. QUAL É A IDADE DE JÚLIA? C) O SEU PAI JOSÉ TINHA 26 ANOS QUANDO JOÃO NASCEU. QUAL A IDADE DE JOSÉ ATUALMENTE? D) A SUA MÃE IRENE TINHA 30 ANOS QUANDO JÚLIA NASCEU. QUAL É A IDADE DE IRENE AGORA? JOÃO 20 ANOS JÚLIA _________ ANOS JOSÉ _________ ANOS IRENE _________ ANOS 2. AGORA, RESPONDA UTILIZANDO OS NÚMEROS CORRESPONDENTES À: A) SUA IDADE? ____________ B) SUA IDADE ACRESCIDA À QUANTIDADE DE ANOS ABAIXO E DESCUBRA QUANTOS ANOS VOCÊ TERÁ DAQUI A: 5 ANOS ___________ 20 ANOS___________ 25 ANOS ____________ 10 ANOS ___________ 64 ATIVIDADE 5 Tempo de duração 30 min. Geografia – Origem dos alimentos Orientação: ● Iniciar retomando a atividade sobre os rótulos. ● Depois, solicitar que se organizem em duplas e entregar diferentes rótulos, a partir das seguintes orientações: - Observe os rótulos: suas cores, tamanho, texto, marca, números que aparecem e etc; - Agora, localize no rótulo a origem do produto ou onde/ em que local foi fabricado. ● Pedir que façam o registro no caderno. ● Agora, no quadro, construir uma lista coletiva com os dados dos locais de origem dos produtos dos rótulos que foram localizados anteriormente. ● Para esta atividade chamar individualmente os/as educandos/as para escrever o nome do local de origem, sendo ajudado pelos/as demais colegas durante o processo de registro escrito, mas sob a orientação do/a educador/a que irá questionando como se escreve cada palavra, letra por letra. LISTA DOS LOCAIS DE ORIGEM DOS ALIMENTOS 65 Agenda do 4º dia – Educador/a copie a agenda no quadro 1. Leitura do dia – “Construindo Pontes” 2. História – Construção de cartaz 3. Atividade de leitura – Texto fatiado 4. Atividade de escrita – Decifrando códigos 5. Matemática – Tabela da origem dos locais dos alimentos ATIVIDADE 1 Tempo de duração 5 min. Leitura do dia – Realizar a leitura do texto “Construindo Pontes”, disponível no Anexo de Textos - 2º mês, p. 141 a 142. ATIVIDADE 2 Tempo de duração 40 min. História – Construção de cartaz Orientação: ● Organizar os/as educandos/as em 4 grupos. ● Em seguida, montar um cartaz representando as famílias, dando ênfase à diferença entre as famílias de hoje e as famílias de antigamente, com recortes de revistas, jornais e/ou desenhos. FAMÍLIAS DE HOJE FAMÍLIAS DE ANTIGAMENTE ● Ao final da construção dos cartazes, pedir que cada grupo apresente sua produção e justifiquem as escolhas das imagens. 66 ATIVIDADE 3 Tempo de duração 40 min. Atividade de Leitura – Texto fatiado Orientação: ● Iniciar a atividade fazendo novamente a leitura do trecho da música “Oração pela família”, cantada pelo Padre Zezinho, identificando com a mão, o dedo ou uma régua a localização de cada palavra durante a leitura. ● Depois, entregar o texto fatiado e solicitar que, em duplas, (organizadas de acordo com as hipóteses de escrita em que se encontram – por exemplo: pré- silábico com silábico com valor sonoro; silábico sem valor sonoro com silábico com valor sonoro; silábico com valor sonoro com silábico alfabético; e alfabético com silábico-alfabético)recortem-no e colem no caderno colocando-o na ordem correta. ORAÇÃO PELA FAMÍLIA ABENÇOA SENHOR AS FAMÍLIAS, AMÉM! QUE NINGUÉM INTERFIRA NO LAR E NA VIDA DOS DOIS QUE A FAMÍLIA COMECE E TERMINE SABENDO AONDE VAI QUE NINGUÉM OS OBRIGUE A VIVER SEM NENHUM HORIZONTE QUE ELES VIVAM DO ONTEM, NO HOJE EM FUNÇÃO DE UM DEPOIS ABENÇOA SENHOR, A MINHA TAMBÉM! QUE NENHUMA FAMÍLIA COMECE EM QUALQUER DE REPENTE QUE NENHUMA FAMÍLIA SE ABRIGUE DEBAIXO DA PONTE QUE NENHUMA FAMÍLIA TERMINE POR FALTA DE AMOR E QUE O HOMEM CARREGUE NOS OMBROS A GRAÇA DE UM PAI E QUE NADA NO MUNDO SEPARE UM CASAL SONHADOR ABENÇOA SENHOR AS FAMÍLIAS, AMÉM! QUE O CASAL SEJA UM PARA O OUTRO DE CORPO E DE MENTE QUE A MULHER SEJA UM CÉU DE TERNURA, ACONCHEGO E CALOR ABENÇOA SENHOR, A MINHA TAMBÉM! E QUE OS FILHOS CONHEÇAM A FORÇA QUE BROTA DO AMOR 67 Obs.: Durante a atividade incentivar os/as educandos/as a compararem a posição de cada verso do texto que estão colando com o texto afixado na parede da sala de aula. A ideia é que consigam identificar o local adequado de cada verso fazendo as devidas inferências na escrita das palavras: letra inicial, próximas letras e letra final para que identifiquem e decodifiquem a grafia de cada palavra. INTERVALO - Tempo de duração 15 min. ATIVIDADE 4 Tempo de duração 50 min. Atividade de escrita – Decifrando códigos Orientação: ● Iniciar dizendo que a atividade a seguir é uma atividade para decifrar códigos. ● Em seguida, perguntar se sabem o que são códigos. ● Deixar que falem livremente sobre suas impressões e ideias. ● Depois dizer que um código tem a ver com um símbolo (que pode ser um desenho ou outra imagem) que representa/ transmite alguma mensagem. ● Após a conversa, distribuir a atividade abaixo e dizer que o código a ser decifrado/ descoberto nessa atividade é a relação que está estabelecida entre as letras e os números, de modo a formar outras palavras, a partir das letras indicadas nos números que são os códigos. ATIVIDADE 1. FORME NOVAS PALAVRAS A PARTIR DOS NÚMEROS INDICADOS NAS TABELAS ABAIXO: F A M Í L I A 1 2 3 4 5 6 7 1 6 3 1 2 3 7 1 2 5 7 68 2. USE VOGAIS E FORME PALAVRAS COM AS CONSOANTES B E L. EM SEGUIDA, COPIE NO SEU CADERNO AS PALAVRAS FORMADAS. UM B ______ L ______ DE FUBÁ, NO B ______ L ______ DE CAFÉ QUENTINHO. UMA B ______ L ______ DE HORTELÃ, DEPOIS JOGAR B ______ L ______ NO CAMPINHO. 3. AGORA, VAMOS DECIFRAR A CARTA ENIGMÁTICA A SEGUIR, PROCURANDO TROCAR OS DESENHOS POR SEUS NOMES, NO LOCAL ADEQUADO. PRIMEIRO, ESCREVA OS NOMES DOS DESENHOS ABAIXO DELES, DEPOIS COMPLETE A CARTA COM OS NOMES DOS DESENHOS. __________________ __________________ __________________ __________________ __________________ __________________ __________________ __________________ CASA - PUDIM - BORDAR - DONA MARIA - PESCAR MACARRONADA - CASA - PARQUE 69 ____________________ COSTUMA VISITAR SEUS NETOS TODA SEMANA. ELES MORAM NUMA _________________ QUE FICA PERTO DO ____________________. MAS, ALÉM DE PASSEAR, ELA GOSTA DE ________________________ COM SEU MARIDO E TAMBÉM DE __________________. EM CADA DIA DA SEMANA, _________________ GOSTA DE FAZER COISAS DIFERENTES, MAS É NO DOMINGO QUE ELA GOSTA DE FAZER _______________________ E ________________ PARA REUNIR SEUS FILHOS E NETOS EM SUA __________________. 70 ATIVIDADE 5 Tempo de duração 30 min. Matemática – Tabela dos locais de origem dos alimentos Orientação: ● Agora, numa folha de papel madeira ou cartolina, confeccionar previamente uma tabela para fazer o registro dos locais de origem dos produtos que foram registrados anteriormente, da seguinte maneira: TABELA DOS LOCAIS DE ORIGEM DOS ALIMENTOS COCA-COLA RIO BRANCO – ACRE BOMBRIL SÃO BERNARDO DOS CAMPOS – SÃO PAULO PALMOLIVE SEDA MUCILON MAISENA BELO HORIZONTE – MINAS GERAISITALAC VEJA OMO CURITIBA – PARANÁ BRILHANTE Obs.: Educador/a, os nomes dos rótulos indicados acima foram registrados apenas como forma de exemplificar a realização da atividade, mas lembre-se que ela será feita utilizando os rótulos trazidos pelos/as educandos/as e que foram efetivamente trabalhados em sala de aula. Agenda do 5º dia – Educador/a copie a agenda no quadro. 1. Leitura do dia – “Como exercer o consumo responsável” 2. Atividade de leitura – Adivinhas 3. Atividade de escrita – Estudando palavras com as letras C e F 4. Matemática – Gráfico dos locais de origem dos alimentos 5. Ciências – Alimentos naturais e industrializados 71 ATIVIDADE 1 Tempo de duração 15 min. Leitura o dia : Realizar a leitura do texto “Como exercer o consumo responsável”, extraído da Coleção Cadernos de EJA - Qualidade de vida, Consumo e Trabalho, disponível no anexo de textos, p.143. ATIVIDADE 2 Tempo de duração 35 min. Atividade de Leitura – Adivinhas Orientação: ● Iniciar dizendo aos/às educandos/as que agora farão a leitura de um texto do tipo adivinhas, que já foi trabalhado anteriormente. ● Perguntar se lembram o que são adivinhas e deixar que falem livremente sobre o que aprenderam. ● Depois, lembrar-lhes que as adivinhas, que também são conhecidas como adivinhações ou “o que é, o que é” são perguntas em formato de charadas desafiadoras que fazem as pessoas pensar e se divertir. São criadas pelas pessoas e fazem parte da cultura popular e do folclore brasileiro. São muito comuns entre as crianças, mas também fazem sucesso entre os adultos. Na antiguidade, eram muito usadas como desafio aos homens para provar a sabedoria que possuíam. ● Em seguida, propor a leitura das adivinhas abaixo, que estarão escritas no quadro ou reproduzidas numa cópia para o/a educando/a, sendo que o/a educador/a solicitará que cada um faça a leitura individualmente e em voz alta, de modo que cada um/a possa ter a oportunidade de realizar a leitura dos textos. Caso tenham dificuldade em fazer as leituras, ir orientando durante o processo, sempre questionando e auxiliando na junção das letras para formar as sílabas e ler a palavra inteira. ● Solicitar que a leitura seja feita de modo que apontem com o dedo no quadro ou cartaz, as palavras que estão sendo lidos de cada frase. ADIVINHAS 1. QUAL É O PAI QUE NUNCA TEVE FILHOS? RESPOSTA: AQUELE QUE SÓ TEVE FILHAS. 2. SOU FILHO DO SEU AVÔ E IRMÃO DO SEU PAI. QUEM SOU EU? RESPOSTA: TIO. 3. É A MÃE DA MINHA MÃE E DA MINHA TIA. QUEM É ELA? RESPOSTA: MINHA AVÓ. 4. SOU A MÃE DA MÃE DA SUA MÃE. QUEM SOU? RESPOSTA: MINHA BISAVÓ. 5. O PAI DELE É IRMÃO DA MINHA MÃE. QUEM É ELE? RESPOSTA: MEU AVÔ. 6. MEU PAI É MARIDO DA SUA MÃE. QUEM É ELE? 7. SOU O FILHO DO FILHO DO MEU AVÔ. QUEM SOU EU? 72 ATIVIDADE 3 Tempo de duração 50 min. Atividade de escrita – Estudando palavras com a letra C e F Orientação: ● Realizar a leitura do texto a seguir: CAFÉ O “CAFEZINHO” É UMA BEBIDA TRADICIONAL DO POVO BRASILEIRO. ELA É FEITA DOS GRÃOS DE CAFÉ DESCAS-CADOS, TORRADOS E MOÍDOS. O BRASIL É UM DOS MAIORES PRODUTORES DE CAFÉ DO MUNDO. Retirado de: CARPANEDA, Isabella Pessoa de Melo; BRAGANÇA, Angiolina Domanico. Vida nova: Educação de Jovens e Adultos: alfabetização. São Paulo: FTD, 2009. ● Em seguida, conversar com os/as educandos/as sobre as informações do texto, fazendo uma interpretação oral, partindo das seguintes questões: - Por que o cafezinho é considerado uma bebida tradicional do povo brasileiro? - Por que a palavra “cafezinho” aparece entre esse sinal de dois traços em cima da palavra, que quer dizer aspas? - Como é feito o café para consumo como bebida? - Você sabe dizer o que significa essa afirmação de que “o Brasil é um dos maiores produtores de cafédo mundo”? ● Em seguida, pedir que resolvam a atividade abaixo, em duplas (organizando os agrupamentos de acordo com a hipótese de escrita em que se encontram). 73ATIVIDADE 1. OBSERVE O TEXTO E PINTE UM QUADRINHO PARA CADA PALAVRA CAFÉ QUE APARECE. 2. PINTE NO TEXTO OS ESPAÇOS ENTRE AS PALAVRAS. 3. CIRCULE EM CADA QUADRO AS SÍLABAS QUE SÃO IGUAIS. 4. SUBLINHE O NOME DA FIGURA E DEPOIS COPIE. ECO MÃO CADEADO CUIA COCADA NÃO CADUCO CUÍCA COADA CÃO CADEIA CUECA 5. COPIE, DE CADA QUADRO, A PALAVRA QUE TEM O MESMO NÚMERO DE LETRAS. FACA AFIADO FÉ FOCA FACÃO FIO CAFÉ FOFOCA 4 3 4 6 74 6. FORME PALAVRAS JUNTANDO AS SÍLABAS DOS QUADRINHOS. DEPOIS ESCREVA-AS NAS LINHAS ABAIXO. ______________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ 7. COMPLETE O QUADRO SEPARANDO AS SÍLABAS COM UMA BARRA ENTRE ELAS E CONTE O NÚMERO DE SÍLABAS. OBSERVE O EXEMPLO. PALAVRAS CÓPIA NÚMERO DE SÍLABAS COUVE COU – VE 2 COCADA 3 CUECA 3 FOCA 2 FIO 2 FÉ 1 INTERVALO - Tempo de duração 15 min. ATIVIDADE 4 Tempo de duração 30 min. Matemática – Gráfico de origem dos alimentos Orientação: ● Dizer que a partir dos dados que foram coletados na “Tabela dos locais de origem dos alimentos”, organizarão um gráfico de colunas. Obs.: Lembrar-lhes a serventia de um gráfico de colunas que é facilitar a organização e apresentação de dados e informações, de modo que se possa visualizar com mais eficiência as informações disponíveis. No dia a dia sempre são utilizados esse tipo de gráfico para apresentar informações. É uma forma de divulgar resultados de pesquisas, trabalhos e diversas outras situações. ● Em seguida, apresentar um gráfico previamente feito com algumas informações de modo a facilitar o desenvolvimento da atividade: CO FA VA DA CO COU O FO CA FE FI VO 75 - numa folha de papel madeira ou cartolina escreva, na parte superior, um título para o gráfico que pode ser “GRÁFICO DOS LOCAIS DE ORIGEM DOS ALIMENTOS”, assim como o título da tabela; - depois, risque duas linhas no sentido do comprimento e da largura da folha (vertical e horizontal) - após fazer as linhas, meça-as com uma régua de modo a dividir ambas com a mesma quantidade de centímetros; - marque a quantidade de nomes de rótulos e lugares que estão indicados na tabela (a linha vertical representará os nomes dos produtos e a linha horizontal, os locais de origem); - depois, colocar quadrinhos para representar as quantidades de produtos para cada local. 76 ATIVIDADE 5 Tempo de duração 35 min. Ciências – Alimentos naturais e industrializados Orientação: ● Iniciar a atividade mostrando as duas imagens abaixo e perguntar o que elas estão apresentando: ● Deixar que falem livremente, fazendo as intervenções a partir das respostas que forem dando de modo a orientar o debate para que percebam as diferenças entre um produto industrializado e um produto natural. ● Após a fala dos/as educandos/as, dizer que estudarão um pouco sobre os alimentos naturais e os industrializados: o que são, quais os benefícios e malefícios para a saúde de ambos os tipos de alimentos que a maioria das pessoas consome e falar que esses alimentos são parte da rotina de alimentação. ● Depois, fazer a leitura do texto abaixo como forma de aprofundar as ideias acerca do tema a ser debatido. Entenda a diferença entre os alimentos naturais e os industrializados Uma alimentação balanceada é a chave para uma boa saúde. No dia a dia, às vezes o consumo de alimentos não é o ideal para suprir as necessidades que o organismo precisa como carboidrato, proteínas, vitaminas e sais minerais, que vem através de alimentos naturais e industrializados. O primeiro ponto que requer atenção é saber exatamente o que são alimentos naturais e industrializados, já que os dois tipos apresentam características distintas. 77 Os alimentos naturais são aqueles retirados diretamente da natureza. Também chamado de alimentos in natura, englobam as verduras, as frutas, os legumes, as carnes, os peixes e as aves. Estes alimentos são os que possuem um maior nível de nutrientes. Já os alimentos industrializados são os que sofrem algum tipo de transformação nas indústrias, sendo que há vários níveis de processamento. O leite, por exemplo, passa apenas pelo processo de pasteurização. Outros alimentos, como o arroz, feijão e farinha de mandioca passam somente pelo processo de trituração e de separação de resíduos, retirando a sujeira dos alimentos para comercialização. Porém com o avanço da tecnologia e a rotina agitada das pessoas, cada vez mais cresce a oferta e consumo de alimentos prontos. A variedade é grande, biscoitos recheados, salsicha, enlatados, misturas de bolo, refrigerantes e temperos instantâneos. Estes alimentos são fabricados com adição de substâncias à base de conservantes, corantes, estabilizantes e demais substâncias que dão aroma e sabor aos alimentos para torná-los mais duradouros. Entretanto, por conterem essa alta adição de substâncias, os alimentos industrializados são mais prejudiciais ao organismo e podem causar desde alergias até problemas cardiovasculares. Além disso, na fase de processamento dos alimentos passam nas indústrias, vários nutrientes são perdidos. Disponível em: http://www.pensamentoverde.com.br/dicas/entenda-diferenca-entre-os-alimentos-naturais-e-os-in- dustrializados/. Acesso em 22/12/16, às 08h21min. 78 ● Conversar sobre as informações do texto quanto ao que são os produtos naturais e industrializados, bem como sobre os benefícios e malefícios de ambos os tipos de alimentos. ● Em seguida, apresentar todos os rótulos de embalagens que foram trabalhados até agora e propor que façam uma separação entre os que são naturais e os que são industrializados. ● Depois que fizerem a separação orientá-los/as a observar que nenhuma embalagem se referirá a um produto natural e que, portanto, precisamos observar o consumo de ambos os alimentos em nossa alimentação para termos uma vida mais saudável: por exemplo, quando possível, cultivar uma horta no quintal de casa, plantar algumas verduras, frutas e legumes e evitar ao máximo os que já vêm enlatados, pois não são benéficos para a saúde. ● Após a leitura e discussão, pedir que, em duplas, pesquisem em revistas imagens de alimentos naturais e de alimentos industrializados e façam uma separação desses produtos no quadro abaixo, que deverá ser entregue para cada dupla. ALIMENTOS NATURAIS ALIMENTOS INDUSTRIALIZADOS ● Em seguida, socializar as produções, de modo que o/a educador/a possa verificar a compreensão dos/as educandos/as em relação à diferença dos produtos naturais e dos produtos industrializados. 79 EJA I Módulo I - 2º Mês / 3ª Semana SEQUÊNCIA DE ATIVIDADES CONTEÚDO: Linguagens e Códigos: ● Nome próprio ● Leitura e escrita ● Ortografia: letras maiúsculas e minúsculas; ● Texto verbais e não - verbais; ● Gêneros textuais: poema, parlenda, provérbios. Noções Lógico- Matemáticas: ● Função social dos números ● Localização e movimento de pessoas ou objetos no espaço. Estudo da Sociedade e da Natureza: ● Os lugares e a minha vida social. CAPACIDADES Linguagens e Códigos: ● Ler e escrever pequenos textos, identificando informações relevantes. ● Saber a quantidade de letras usadas para escrever cadanome. ● Expandir o uso da linguagem, produzindo textos orais. ● Reconhecer a arte como um meio de expressão, comunicação do pensamento e sentimento humano. ● Expressar-se através da arte visual utilizando diferentes recursos. Noções Lógico-Matemáticas: ● Estabelecer pontos de referência para situar-se, posicionar-se e deslocar-se no espaço, identificando relações de posição entre os objetos. ● Interpretar e fornecer instruções sobre posição usando terminologia adequada. Estudo da Sociedade e da Natureza: ● Conhecer o espaço geográfico como lugar de vivencias e experiências. ● Analisar as transformações ocorridas no bairro e/ou localidade no decorrer dos tempos. ● Compreender as transformações e principais características do seu espaço geográfico. ● Localizar sua residência em relação ao bairro e/ou localidade. 80 ● Identificar a divisão externa do corpo humano entre seus constituintes nas diversas fases de crescimento. ● Compreender a função das estruturas de proteção das regiões vitais (crânio, costela, etc.) RECURSOS DIDÁTICOS Revistas, jornais, papel madeira, pincel, giz, quadro negro, fichas com nomes dos alunos, cartazes, cola, Xerox. Agenda do 1º dia – Educador/a copie a agenda no quadro: 1. Leitura para deleite – Texto “Pipoca” 2. Roda de conversa sobre Provérbios 3. Atividade de escrita – Interpretando os provérbios 4. Atividade de Matemática – Regularidade numérica ATIVIDADE 1 Tempo de duração 15 min. Leitura do dia: Realizar a leitura do texto “Pipoca” de autoria de Rubem Alves, disponível no Anexo de Textos - 2º mês, p. 144 a 145. ATIVIDADE 2 Tempo de duração 40 min. Roda de conversa sobre Provérbios Orientação: ● Iniciar com uma roda de conversa, citando alguns provérbios bem conhecidos: ▶ Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. ▶ Quem com o ferro fere, com o ferro será ferido. ▶ Mais vale um pássaro na mão do que dois voando. ▶ Cavalo dado não se olha os dentes. ● Posteriormente, perguntar aos/às educandos/as se conhecem algumas expressões populares como estas e incentivar que falem livremente. ● Nesse momento, registrar no quadro cada expressão citada. Isso facilitará a compreensão dos/das educandos/as e o desfecho da roda de conversa. ● Para finalizar a roda de conversa, explicar que os provérbios são ditos populares (frases e expressões) que transmitem conhecimentos comuns sobre a vida. Muitos deles foram criados na antiguidade, porém estão relacionados a aspectos universais da vida, por isso são utilizados até os dias atuais. É muito comum ouvirmos provérbios em situações do cotidiano. Quem nunca ouviu, ao 81 fazer algo rapidamente, que “a pressa é a inimiga da perfeição”. Os provérbios fazem sucesso, pois possuem um sentido lógico. A maioria é de criação anônima. O provérbio é fácil de decorar e transmitir em função de seu formato simples, curto e direto. Falam sobre diversos assuntos e fazem parte da cultura popular da humanidade. Encontramos provérbios para praticamente todas as situações de vida. ATIVIDADE 3 Tempo de duração 45 min. Atividade de Escrita: Interpretando os provérbios Orientação: ● Fazer a atividade abaixo, juntamente com os/as educandos/as no quadro, depois pedir que copiem no caderno. ● Solicitar que expliquem, com as próprias palavras, o que cada um dos provérbios abaixo, quer dizer: 1. DAI A CÉSAR O QUE É DE CÉSAR E A DEUS O QUE É DE DEUS. 2. QUEM COM O FERRO FERE, COM O FERRO SERÁ FERIDO. 3. MAIS VALE UM PÁSSARO NA MÃO DO QUE DOIS VOANDO. 1 - _____________________________________________________________________________________ 2 - _____________________________________________________________________________________ 3 - _____________________________________________________________________________________ 4 - _____________________________________________________________________________________ INTERVALO - Tempo de duração 15 min. ATIVIDADE 4 Tempo de duração 65 min. Matemática – Regularidade Numérica Orientação: ● Utilizando a tabela abaixo, explorar a leitura dos numerais da seguinte forma: - Pedir que leiam todos os numerais da tabela. - Pedir que leiam a coluna dos números terminados em zero. - Realizar a leitura de cada coluna, individualmente (terminados em 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9). - Identificar quantos números são terminados em 4, 7, 8, 5, 3, aleatoriamente. 82 TABELA NUMÉRICA 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 61 62 63 64 65 66 67 68 69 70 71 72 73 74 75 76 77 78 79 80 81 82 83 84 85 86 87 88 89 90 91 92 93 94 95 96 97 98 99 100 ● Após a exploração da tabela, numa roda de conversa, questionar aos/às educandos/as quanto ao que observaram na tabela com relação à repetição de numerais, a partir dos seguintes questionamentos: - Houve repetição de numerais? - O que é um número redondo? - Quais são os números redondos? - Você percebeu que os valores das colunas são diferentes? ● Após as falas dos/as educandos/as dizer que a utilização dos numerais de 0 a 9 é feita através de uma sequência. Por exemplo: os dias do mês são compostos no calendário, obedecendo a certa ordem, que também é um tipo de sequência. Com os numerais acontece a mesma coisa: também são organizados a partir de sequências que seguem uma determinada ordem. Ou seja, sequência é todo conjunto ou grupo no qual os seus elementos estão escritos em uma determinada ordem. A essa organização chamamos de regularidade numérica. Por exemplo: com os numerais 2 e 9 é possível combiná-los e escrever os numerais 29 e 92. Dependendo da posição do numeral, ele pode assumir valores diferenciados. ● Distribuir o quadro numérico, que deverá ser reproduzido, previamente, para todos os/as educandos/as e pedir que preencham, individualmente, com os números que estão faltando no quadro considerando as orientações indicadas na atividade: 83ATIVIDADE DE MATEMÁTICA 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 14 18 20 22 27 30 33 36 40 41 44 48 50 52 55 60 63 66 67 70 71 73 76 79 80 82 89 90 94 97 100 - Copiar todos os números que fazem parte da coluna 2,7,3. - Pintar com lápis vermelho os números terminados em zero; - Circular com lápis azul o maior número da tabela; - Circular os numerais que representam a sua data de nascimento (dia, mês e ano); - Fazer um X nos numerais que correspondem ao ano em que estamos. Agenda do 2º dia – Educador/a, copiar a agenda no quadro 1. Leitura do dia – “Magia e milagre da palavra” 2. Atividade de leitura – Parlendas 3. Ciências – As partes do corpo humano 4. Matemática – Localização de pessoas ATIVIDADE 1 Tempo de duração 15 min. Leitura do dia: Realizar a leitura do texto “Magia e milagre da palavra”, de autoria de Frei Beto, disponível no Anexo de Textos - 2º mês, p. 148 a 149. 84 ATIVIDADE 2 Tempo de duração 30 min. Atividade de Leitura - Parlendas Orientação: ● Realizar a leitura da parlenda a seguir, que deverá estar previamente registrada numa folha de papel madeira ou cartolina, para que os/as educandos/as conheçam como está organizado esse tipo de texto: HOJE É DOMINGO HOJE É DOMINGO, PEDE CACHIMBO. O CACHIMBO É DE BARRO, BATE NO JARRO. O JARRO É DE OURO, BATE NO TOURO. O TOURO É VALENTE, CHIFRA A GENTE. A GENTE É FRACO, CAI NO BURACO. O BURACO É FUNDO, ACABOU-SE O MUNDO. (Domínio popular) ● Em seguida, fazer uma roda de conversa, estabelecendo um diálogo, a partir dos seguintes questionamentos: - Você sabe o que é uma parlenda? - Conhece alguma parlenda? - Do que falam as parlendas? - Vocês já viram uma parlenda com indicação de seu autor? - Por que não aparece o nome dos autores das parlendas? ● Depois, explicar que parlenda é um gênero textual com versos e rimas com ritmo e sonoridade que divertem e ensinam, favorecendo as atividades de leiturae escrita. De origem popular, embora exista a expressão “cantar parlendas”, sempre é dita de forma recitada. A parlenda também é uma brincadeira que consiste em juntar as palavras, podendo ser falada em grupos, com a finalidade de entreter crianças, jovens e adultos. ● Após essa primeira leitura, propor que os/as educandos/as façam a leitura coletiva da parlenda, na qual cada um faça a leitura de um verso indicado pelo/a educador/a. 85 ATIVIDADE 3 Tempo de duração 60 min. Ciências – As partes do corpo humano Orientação: ● Propor aos/às educandos/as uma atividade de alongamento, de acordo com os comandos abaixo: - Levantar os braços, depois inclinar o corpo de um lado para o outro com os braços ainda levantados; - Levar o braço direito para o lado esquerdo e vice-versa; - Levar o pé esquerdo para trás até encostar no glúteo. Depois, faça o mesmo com o outro pé. - Puxe a cabeça com uma das mãos para a esquerda até sentir uma leve pressão na lateral do pescoço. Repita esse exercício mudando o lado. - Faça um movimento giratório com os ombros para frente e depois para trás. ● Logo após, fazer os seguintes questionamentos: - Para que serve o alongamento? - O que sentiram ao fazer o alongamento? - Que partes do corpo foram movimentadas? - Vocês costumam realizar algum tipo de alongamento no seu dia a dia? ● Em seguida, dizer que o alongamento serve para movimentar músculos e membros do corpo humano, com o objetivo de relaxar o corpo, prevenir lesões, ativar a circulação, proporcionar maior flexibilidade e melhorar a movimentação. Serve tanto para a prática de exercícios físicos, quanto para relaxar depois de um dia de trabalho cansativo. ● Depois perguntar se os/as educandos/as conhecem as partes externas do corpo humano: quais são e como são chamadas. ● Deixar que falem livremente e, em seguida, mostrar partes externas do corpo humano separadas e, numa folha de papel madeira ou cartolina, pedir que colem cada parte no local adequado. 86 ● Ao término da colagem, questioná-los quanto à escrita de cada parte, tendo o/a educador/a como escriba durante o registro. INTERVALO - Tempo de duração 15 min. ATIVIDADE 4 Tempo de duração 60 min. Matemática – Localização de pessoas Orientação: ● Iniciar a discussão numa roda de conversa perguntando quem são os/as educandos/as que estão perto da mesa do educador/a, quem está à direita, quem está à esquerda e quem está longe/ mais distante. ● Deixar que falem livremente. ● Em seguida, afixar no quadro e mostrar à turma um desenho que represente a sala de aula, previamente confeccionado numa cartolina, da seguinte forma: 87 ● Depois, solicitar que venham ao quadro e indiquem os nomes de cada colega no lugar onde costumam sentar, fazendo o registro escrito de cada nome no desenho das carteiras. ● Em seguida, pedir que expliquem como pensaram para escrever o nome do colega no lugar correspondente. ● Fazer os seguintes questionamentos em relação a um/a educando/a que esteja sentado no meio da sala e pedir que façam o registro escrito das respostas, individualmente, no caderno: - Quem está à frente? ________________________________________________________________________________________ - Quem está atrás? ________________________________________________________________________________________ - Quem está à direita? Quantas pessoas? ________________________________________________________________________________________ - Quem está à esquerda? Quantas pessoas? ________________________________________________________________________________________ - Qual o nome da 1ª pessoa que está próxima à porta? ________________________________________________________________________________________ - Qual o nome da pessoa que está na 3ª carteira da 3ª fileira? ________________________________________________________________________________________ - Quem é a pessoa que está sentada perto da 2ª janela à esquerda, na sala? ________________________________________________________________________________________ - Quem está sentado próximo à 2ª janela do lado direito da sala, e perto do armário? ________________________________________________________________________________________ Obs.: Educador/a, ao orientar a atividade considere sempre que a 1ª fileira de carteiras é considerada aquela de quem entra na sala de aula. ● Solicitar que os/as educandos/as socializem as respostas da atividade, para verificar se estão corretas e, caso não estejam, problematizá-las e orientar a discussão para que pensem acerca da resposta adequada. 88 Agenda do 3º dia – Educador/a copie a agenda no quadro 1. Leitura do dia - “Os altos lucros dos maus hábitos” 2. Atividade de Leitura - Poema “O bicho homem” 3. Atividade de Leitura – Localizando informações no poema 4. Atividade de Escrita – Texto lacunado 5. Matemática - Localização e movimento de pessoas ou objetos no espaço ATIVIDADE 1 Tempo de duração 10 min. Leitura do Dia: Realizar a leitura do texto “Os altos lucros dos maus hábitos”, extraído da Coleção Cadernos de EJA Qualidade de vida, consumo e trabalho, disponível no Anexo de Textos - 2º mês, p. 150. ATIVIDADE 2 Tempo de duração 20 min. Atividade de leitura - Poema “O bicho homem” Orientação: ● Fazer uma roda de conversa para apresentar o gênero poema, destacando suas características fundamentais, dentre as quais pontuar: - Poema é um texto escrito em versos, estrofes, com certos recursos da linguagem poética: ritmo, métrica, sonoridades, figuras de estilo e não é a mesma coisa que poesia. - Já a poesia é um conteúdo poético que podemos encontrar no poema, mas também em narrativas literárias (conto, romance, novela), crônicas e até em obras de arte que não utilizam a palavra: num quadro, numa fotografia, por exemplo. - O poema, além da linguagem poética (poesia), deve apresentar uma forma (versos organizados em estrofe, etc.). Um verso é cada linha do poema e as estrofes são a reunião dos versos em blocos. - Já a poesia é mais uma questão de conteúdo, presente em certas obras de arte, literárias ou não. - O texto poético tem uma forte relação com a música, a arte e a beleza. A poesia presente no texto é a componente que distingue o poema. Existem vários poemas que foram convertidos em canções, porque foi acrescentada música. - O poema apresenta rima, que é caracterizada pela regularidade sonora que pode estar tanto no meio como no final do verso, quando não há rima, costuma- se chamar verso branco. Porém, nem todo poema possui rima. Adaptado de: http://www.klickeducacao.com.br/bcoresp/bcorespmostra/0,5991,POR-628-h,00.html. Acesso em 13/12/16, às 14:21. 89 ● Em seguida, apresentar o poema abaixo, escrito no papel madeira ou cartolina, e fazer a leitura juntamente com os/as educandos/as acompanhando as frases e palavras no cartaz. O BICHO HOMEM QUE BICHO É O HOMEM DE ONDE ELE VEIO PARA ONDE VAI? ONDE É QUE ENTRA DE ONDE É QUE SAI? QUE RAIO LHE ACENDE A CHAMA DA FÚRIA? O QUE É QUE SOBRA DA CESTA BÁSICA DE SUA PENÚRIA? QUE BICHO É ESSE QUE CARREGA O FARDO DE UMA DOR MEDONHA? QUE SUCUMBE AO CHARCO MAS AINDA SONHA? O HOMEM QUE TECE AS MALHAS DA LEI. QUE BICHO É O HOMEM QUE TRANSFORMA EM PÊSSEGOS AS FEZES DO REI? QUE BICHO É O HOMEM QUE AMA E DESAMA QUE AFAGA E MAGOA? E QUE ÀS VEZES LEMBRA UM ANJO EM PESSOA? 90 O HOMEM QUE VAI PARA A ETERNIDADE NUM SACO DE LIXO. QUE BICHO É O HOMEM DE SALÁRIO FIXO? QUE BICHO É O HOMEM DE ARGILA E COLOSTRO QUE LAVRA E SEMEIA? MAS SÓ COLHE INSÔNIAS EM LAVOURA ALHEIA? QUE BICHO É O HOMEM QUE RASTEJA E VOA QUE SE ERGUE E CAI? — DE ONDE ELE VEIO E PARA ONDE VAI? Autor: FRANCISCO CARVALHO Disponível em: http://www.avozdapoesia.com.br/obras_ler.php?obra_id=15405&poeta_id=389.Acesso em: 13/12/2016, às 16:24 ● Após a leitura do poema, fazer uma interpretação oral a respeito das principais ideias contidas no poema, bem como a identificação do que caracteriza esse gênero textual poema (rima, versos, estrofes, ritmo e sonoridade), a partir dos seguintes questionamentos: - Do que trata o poema? - O que o autor quis dizer quando compara o homem a um bicho? - Por que ele comparou o acender da fúria com as sobras da cesta básica? - O que ele quis dizer com o verso o “bicho homem que transforma as fezes do rei em pêssego”? - Você considera que o ser humano é um bicho/ animal? Por quê? ● Depois dizer aos/às educandos/as que a condição humana de ter que sobreviver com uma cesta básica, um salário fixo, ganhar pouco, trabalhar para os outros e morrer e ser colocado em um saco, pode ser uma das interpretações dadas ao poema do autor de que tudo isso se refere à condição humana que é falida, fracassada e que demonstra que o ser humano é frágil e insensível, tanto em relação às questões sociais, quanto em relação ao outro semelhante, quase como se fosse para esconder as enormes injustiças e desigualdades existentes; mas, também pode ser dócil em relação a outros seres humanos, dependendo da situação. 91 ATIVIDADE 3 Tempo de duração 60 min. Atividade de escrita - Interpretação do poema “O bicho homem” Orientação: ● Distribuir cópias do poema “O bicho homem”, de autoria de Francisco Carvalho e cópias da atividade de interpretação. ● Agora, com a ajuda do/a educador/a, os/as educandos/as deverão localizar as seguintes informações no poema “O bicho homem”, de modo que identifiquem as principais ideias e características do gênero poema: ATIVIDADE DE INTERPRETAÇÃO DO TEXTO 1. QUAL O TÍTULO DO POEMA? ________________________________________________________________________________________ 2. DO QUE TRATA O POEMA? QUAIS MENSAGENS O AUTOR QUIS TRANSMITIR? ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ 3. QUAIS PALAVRAS TEM O SIGNIFICADO DESCONHECIDO PARA VOCÊ? CIRCULE NO TEXTO E ESCREVA-AS ABAIXO. ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ 4. DE TODAS QUE VOCÊ NÃO CONHECE, ESCOLHA APENAS TRÊS (03) E, COM A AJUDA DO/A EDUCADOR/A, PESQUISE O SEU SIGNIFICADO NO DICIONÁRIO. A) _____________________________________________________________________________________ B) _____________________________________________________________________________________ C) _____________________________________________________________________________________ 5. TEM PALAVRAS QUE RIMAM? QUAIS? ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ 92 6. QUANTOS VERSOS TÊM O POEMA? ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ 7. QUANTAS ESTROFES TÊM O POEMA? ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ Obs.: Durante a atividade de interpretação, o/a educador/a irá conduzir a discussão de modo a ser um mediador que auxilie os/as educandos/as na identificação das informações solicitadas, no texto reproduzido no papel madeira. ATIVIDADE 4 Tempo de duração 15 min. Atividade de Escrita – Texto lacunado Orientação: ● Levar a atividade já reproduzida e explicar para os/as educandos/as que eles deverão completar o texto com as palavras que estão faltando, se for o caso poderão usar como apoio o texto da parlenda “Hoje é domingo”, que está no papel madeira fixado em sala e já foi trabalhada na aula anterior. ● Em seguida, organizá-los/as em duplas, de acordo com as hipóteses de escrita em que se encontrarem, para que leiam e descubram as palavras que estão faltando. HOJE É ___________________________________ PEDE CACHIMBO. O __________________________ É DE BARRO, BATE NO JARRO. O JARRO É DE ___________________________, BATE NO TOURO. O TOURO É ______________________________, CHIFRA A GENTE. A GENTE É _______________________________, CAI NO BURACO. O BURACO É_____________________________, ACABOU-SE O MUNDO. 93 INTERVALO - Tempo de duração 15 min. ATIVIDADE 5 Tempo de duração 60 min. Matemática – Localização e movimento de pessoas ou objetos no espaço Orientação: ● Iniciar a atividade, pedindo que se organizem para ir ao pátio da escola e, antes do deslocamento, pedir que observem o trajeto feito da sala de aula até a cantina. ● Ao chegar ao pátio, o/a educador/a irá definir a cantina como espaço da escola a partir do qual deverão explicar como chegar à sala de aula da turma. ● Deixar que falem à vontade, dando as orientações adequadas de modo que uma pessoa que não é da turma, mas que deseja chegar à sala de aula, tenha indicações precisas que ajudem a chegar até ela, tais como: esquerda, direita, quantidade de salas, corredor, o que tem à frente, atrás, banheiros, biblioteca e demais espaços da escola que sirvam para orientar nesse trajeto. ● Depois, solicitar que retornem à sala de aula, utilizando o trajeto indicado. ● Ao chegar à sala de aula, conversar sobre o trajeto realizado: os espaços e locais indicados que serviram como orientação para chegar à sala de aula. ● Em seguida, fazer os seguintes questionamentos abaixo, e, a partir das respostas dos educandos/as, orientar a discussão de modo que identifiquem tais espaços da escola como pontos de referência: - Você considera que sem estas orientações seria possível chegar à sala de aula? Por quê? - Quais espaços ou locais você considerou importante para auxiliar no trajeto? Por quê? ● Depois, dizer que sempre que precisamos nos localizar é necessário ter um ponto de referência e, para nós, nessa atividade, a cantina foi o ponto de referência que serviu para orientar todo o trajeto. ● Após esse momento, pedir que, em duplas, façam o desenho do trajeto, de acordo com as orientações feitas anteriormente. ● Em seguida, fazer um painel com o título “LOCALIZAÇÃO DA SALA DE AULA”, no qual farão uma exposição dos desenhos no corredor da escola. 94 Agenda do 4º dia – Educador/a, copie a agenda no quadro 1. Leitura do dia – “Olhos grandes” 2. Atividade de leitura – Poema “Não há vagas” 3. Atividade de escrita – Produção de lista 4. Matemática – Localização e movimentação (Parte II) ATIVIDADE 1 Tempo de duração 15 min. Leitura do Dia: Realizar a leitura do texto “Olhos Grandes”, extraído da Coleção Cadernos de EJA Qualidade de Vida, Consumo e Trabalho, disponível no Anexo de Textos - 2º mês, p. 151-152. ATIVIDADE 2 Tempo de duração 30 min. Atividade de leitura e interpretação escrita – Poema “Não há vagas” Orientação: ● Inicialmente, mostrar a foto acima e perguntar se sabem quem é esse autor e deixar que falem. ● Depois, falar, brevemente, que Ferreira Gullar é um dos poetas mais relevantes da literatura brasileira. Sua obra é conhecida principalmente pelo conteúdo político e social com que sempre abordou os temas e, justamente por sua forma de posicionar politicamente,foi exilado durante o regime militar brasileiro. Através de seus poemas demonstra a necessidade de lutar contra a opressão social. A poesia engajada é uma marca da obra de Ferreira Gullar. O autor acredita que a produção artística deve levar em consideração o que está acontecendo com o mundo. Sendo assim, suas produções apresentam uma linguagem inovadora, mas com palavras simples, que conseguem relacionar a linguagem verbal e a visual. ● Em seguida, dizer que será feita a leitura de um poema desse autor. ● Reproduzido numa folha de papel madeira ou cartolina, apresentar e realizar a leitura do poema abaixo, “Não há vagas”, de autoria de Ferreira Gullar, indicando, com a mão ou régua, a localização de cada palavra ao realizar a leitura. 95 NÃO HÁ VAGAS O PREÇO DO FEIJÃO NÃO CABE NO POEMA. O PREÇO DO ARROZ NÃO CABE NO POEMA. NÃO CABEM NO POEMA O GÁS A LUZ O TELEFONE A SONEGAÇÃO DO LEITE DA CARNE DO AÇÚCAR DO PÃO O FUNCIONÁRIO PÚBLICO NÃO CABE NO POEMA COM SEU SALÁRIO DE FOME SUA VIDA FECHADA EM ARQUIVOS. COMO NÃO CABE NO POEMA O OPERÁRIO QUE ESMERILA SEU DIA DE AÇO E CARVÃO NAS OFICINAS ESCURAS - PORQUE O POEMA, SENHORES, ESTÁ FECHADO: “NÃO HÁ VAGAS” SÓ CABE NO POEMA O HOMEM SEM ESTÔMAGO A MULHER DE NUVENS A FRUTA SEM PREÇO O POEMA, SENHORES, NÃO FEDE NEM CHEIRA. Autor: FERREIRA GULLAR Disponível em: http://www.poesiaspoemaseversos.com.br/ferreira-gullar-poemas/. Acesso em 19/12/16, às 10h30min. 96 ● Após a leitura feita pelo/a educador/a, conversar com os/as educandos/as sobre os sentidos e significados atribuídos pelo autor aos versos e estrofes, partindo dos seguintes questionamentos: - Qual é o título do poema? - O que o autor quis dizer com esse título? - Quantos versos têm o poema? - Quantas estrofes? - Quais palavras que rimam? - O que ele quis dizer com os versos “O preço do feijão não cabe no poema”? - Você concorda com a afirmação do autor de que “não cabe no poema o operário que esmerila seu dia de aço e carvão nas oficinas escuras”? - Por que “só cabe no poema o homem sem estômago, a mulher de nuvens e a fruta sem preço”? - Qual a mensagem principal do poema? ● Depois, dizer que a mensagem principal pode estar relacionada com a afirmação de que os trabalhadores em geral, seja um funcionário público, um operário, pedreiro ou agricultor, ganham pouco com seu trabalho e, por esse motivo, não podem comprar quase nada? ● Distribuir cópias do poema para os/as educandos/as e pedir que realizem a seguinte atividade: ATIVIDADE DE ESCRITA - CIRCULAR NO POEMA AS PALAVRAS QUE TENHAM A LETRA G, NO INÍCIO OU NO MEIO; - OBSERVE AS PALAVRAS ABAIXO E COMPLETE COM AS LETRAS FALTOSAS, A PARTIR DO POEMA LIDO. F E I J ______ P _____ O A R R _____Z L_____I T E C _____ A R N E E___ T Ô MA G O N U V E ____ S M U L H ____ R T E ____ E F ____ N E G ____ S O P ___ R Á R I O L U _____ S O N E ____ A ____Ã O ATIVIDADE 3 Tempo de duração 30 min. Atividade de escrita – Produção de lista Orientação: ● Agora, depois de ter realizado a atividade anterior de deslocamento nos espaços da escola, escrever no quadro o seguinte título da atividade que será realizada: LISTA DE ESPAÇOS DA ESCOLA. 97 ● A atividade deverá ser feita tendo o/a educador/a como escriba durante o registro e os/as educandos/as irão dizendo como escrever cada palavra, letra por letra de modo que sejam feitas as devidas intervenções acerca da escrita adequada das palavras. ATIVIDADE DE ESCRITA ● PRODUZIR UMA LISTA COM OS NOMES DESSES ESPAÇOS, DA SEGUINTE FORMA: LISTA DE ESPAÇOS DA ESCOLA 1 - _______________________________________________________ 2 - _______________________________________________________ 3 - _______________________________________________________ 4 - _______________________________________________________ 5 - _______________________________________________________ 6 - _______________________________________________________ 7 - _______________________________________________________ 8 - _______________________________________________________ 9 - _______________________________________________________ 10 - ______________________________________________________ INTERVALO - Tempo de duração 15 min. ATIVIDADE 5 Tempo de duração 60 min. Matemática – Orientação e localização (parte II) Orientação: ● Iniciar a atividade, lembrando aos/às educandos/as da atividade anterior sobre localização e movimentação no espaço, indicando que para nos deslocarmos de um espaço ao outro, de um lugar ao outro, precisamos observar alguns locais ou objetos que funcionem como ponto de referência. ● Em seguida, dizer que farão uma atividade de localização em que será preciso pensar a respeito da localização e movimentação de uma pessoa na localidade onde mora. ● Distribuir uma cópia da atividade para cada educando/a e resolver cada questão, juntamente com eles/as para que pensem a respeito do que está sendo solicitado. 98 ATIVIDADE 1. NIVALDO REPRESENTOU EM UMA MALHA QUADRICULADA UMA PARTE DO BAIRRO ONDE MORA. OBSERVE OS PONTOS LOCALIZADOS NA MALHA E A LEGENDA QUE INDICA QUAIS LOCAIS DO BAIRRO ESSES PONTOS REPRESENTAM. LEGENDA: AGORA, OBSERVE AS SEGUINTES ORIENTAÇÕES: 99 - NA MALHA QUADRICULADA DESENHADA POR NIVALDO: O PERCURSO SOBRE O LADO DE CADA QUADRADO MEDE 100 METROS. O PERCURSO NA DIAGONAL MEDE APROXIDAMENTE 141 METROS; OS QUADRADOS EM VERDE NÃO PODEM SER PERCORRIDOS NA DIAGONAL. DE ACORDO COM ESSAS INFORMAÇÕES, CALCULE A MENOR DISTÂNCIA QUE SE PODE PERCORRER ENTRE OS SEGUINTES LOCAIS: 1) A E A CASA DE NIVALDO. ____________________________________________ 2) A CASA DE NIVALDO E A . ____________________________________________ 3) A E O . _________________________________________________________ 4) O E A .__________________________________________________________ 5) O E O . ________________________________________________________ 6) A CASA DE NIVALDO E .________________________________________________ 100 7) A CASA DE NIVALDO E A . _____________________________________________ ● Ao final da atividade, socializar as respostas dadas por cada educando/a. Agenda do 5º dia – Educador/a, copie a agenda no quadro 1. Leitura do dia: “História do Dinheiro” 2. Atividade de leitura – Texto informativo: “O Dinheiro no Brasil” 3. Matemática – Os números e o dinheiro 4. Atividade de leitura – Texto fatiado 5. Atividade de escrita – Produção de texto narrativo ATIVIDADE 1 Tempo de duração 10 min. Leitura do dia: Realizar a leitura do texto “História do Dinheiro”, disponível no Anexo de Textos - 2º mês, p. 153. ATIVIDADE 2 Tempo de duração 45 min. Atividade de Leitura – Texto informativo Orientação: ● Iniciar a atividade, dizendo aos/às educandos/as que será feita a leitura do texto abaixo, “Dos réis ao real: as moedas no Brasil”, destacando apenas os tópicos principais em negrito do texto. Dos réis ao real: as moedas no Brasil A gente sempre quis ter comida, roupas, terras e coisas que pertenciam a outras pessoas. Há 10 mil anos, como não existia dinheiro, a solução era darmos algo que tínhamos de bastante valor em troca do que queríamos. De lá para cá, muita coisa foi usada para fazer essas negociações: bois (provavelmente a primeira forma de moeda), conchas (muito usadas na China e na Austrália), sal (que os gregos trocavam por escravos), sementes de cacau (adotadas pelos maias e pelos incas) e até tulipas (dadas na Holanda como dote de casamento). 101 No Brasil, já usamos açúcar, tabaco e até notas estrangeiras (no século 17, o florim holandês foi fabricado em Recife), além de um sem-número das nossas próprias moedas,que perdiam valor rapidamente. TROCAS MALUCAS ATÉ CONCHA JÁ FOI USADA POR AQUI 1500 – Tostão Ao chegar ao Brasil, os portugueses encontram cerca de 3 milhões de índios vivendo em economia de subsistência. Já os colonizadores usam moedas de cobre e ouro, que têm diversos nomes de acordo com a origem: tostão, português, cruzado, vintém e são-vicente. Século 16 – Jimbo e réis A pequena concha era usada como moeda no Congo e em Angola. Chegando ao Brasil, os escravos a encontram no litoral da Bahia e mantêm a tradição. Desde o descobrimento, porém, a moeda mais usada é o real português, mais conhecido em seu plural “réis”, que valeu até 1942. 1614 – Açúcar Por ordem do governador do Rio de Janeiro, Constantino Menelau, o açúcar é aceito como moeda oficial no Brasil. De acordo com a lei, comerciantes eram obrigados a aceitar o produto para pagar compras. 1695 – Cara e coroa A Casa da Moeda do Brasil, inaugurada na Bahia um ano antes, cunha suas primeiras moedas de ouro. Em 1727, surgem as primeiras moedas brasileiras com a figura do governante de um lado e as armas do reino do outro, conforme a tradição européia. Os termos “cara” e “coroa” vêm daí. 1942 – Cruzeiro Na primeira troca de moeda do Brasil, os réis são substituídos pelo cruzeiro durante o governo de Getúlio Vargas. Mil réis passam a valer 1 cruzeiro; é o primeiro corte de três zeros da história monetária do país. É aí que surge também o centavo. 102 1967 – Cruzeiro novo O cruzeiro novo é criado para substituir o cruzeiro, que levou outro corte de três zeros. Mais uma vez, isso ocorre por causa da desvalorização da moeda. Para adaptar as antigas cédulas que estavam em circulação, o governo manda carimbá-las. 1970 – Cruzeiro A moeda troca de nome e volta a se chamar cruzeiro. Dessa vez, porém, só muda o nome, mas não o valor. Ou seja, 1 cruzeiro novo vale 1 cruzeiro. 1986 – Cruzado Por causa da inflação, que alcança 200% ao ano, o governo de José Sarney lança o cruzado. Mil cruzeiros passam a valer 1 cruzado em fevereiro deste ano. No fim do ano, os preços seriam congelados, assim como os salários dos brasileiros. 1989 – Cruzado novo Por causa de inflação de 1000% ao ano, ocorre uma nova troca de moeda. O cruzado perde três zeros e vira cruzado novo. A mudança é decorrência de um plano econômico chamado Plano Verão, elaborado pelo então ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega. 1990 – Cruzeiro O cruzado novo volta a se chamar cruzeiro, durante o governo de Fernando Collor de Mello. O mesmo plano econômico decreta o bloqueio das cadernetas de poupança e das contas correntes de todos os cidadãos brasileiros por 18 meses. 1993 – Cruzeiro real No governo de Itamar Franco, com Fernando Henrique Cardoso como ministro da Fazenda, o cruzeiro sofre outro corte de três zeros e vira cruzeiro real. No fim do ano, o ministro cria um indexador único, a unidade real de valor (URV). 1994 – Real Após uma inflação de 3700% em 11 meses de existência do cruzeiro real, entra em vigor a Unidade Real de Valor (URV). Em julho, a URV, equivalendo a 2750 cruzeiros reais, passa a valer 1 real. Disponível em: http://guiadoestudante.abril.com.br/estudo/dos-reis-ao-real-as-moedas-no-brasil/. Acesso em: 20/12/2016, às 11h17min. 103 O DINHEIRO NO BRASIL ESTA LINHA DO TEMPO MOSTRA COMO O DINHEIRO BRASILEIRO SOFREU MUDANÇAS AO LONGO DOS ANOS: 1500 – DESCOBRIMENTO DO BRASIL; 1694 – FUNDAÇÃO DA CASA DA MOEDA DO BRASIL; 1833 – SURGE A PRIMEIRA NOTA BRASILEIRA CHAMADA “RÉIS”, O QUE NA VERDADE ERA O PLURAL DE REAL; 1942 – O NOME DA MOEDA MUDA PARA CRUZEIRO; 1967 – CRUZEIRO NOVO; 1970 – CRUZEIRO; 1986 – CRUZADO; 1989 – CRUZADO NOVO; 1990 – CRUZEIRO; 1993 – CRUZEIRO REAL; 1994 – REAL. ● Depois, ler o texto com os/as educandos/as, realizando as intervenções que julgar necessárias para potencializar a compreensão acerca do assunto. ● Em seguida, questioná-los/as se tinham conhecimentos sobre as diversas mudanças realizadas em nossa moeda, incentivando-os a pensar sobre as informações lidas. ● Após distribuir a atividade de interpretação a seguir, e propor que a resolvam, tendo o/a educador/a como aquele/a que irá realizando a leitura das perguntas e será o/a orientador/a da escrita, de carteira em carteira: ATIVIDADE DE INTERPRETAÇÃO LOCALIZANDO INFORMAÇÕES NO TEXTO: a) QUANTAS MOEDAS O BRASIL JÁ TEVE? ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ b) QUAL É A MOEDA USADA NO BRASIL ATUALMENTE? ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ 104 c) DESDE QUE VOCÊ NASCEU ATÉ HOJE, QUAIS AS MOEDAS QUE O BRASIL JÁ TEVE? ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ d) EM SUA OPINIÃO, POR QUE O BRASIL TEVE TANTAS MOEDAS? ________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________ ATIVIDADE 3 Tempo de duração 30 min. Matemática – Os números e o dinheiro Orientação: ● Fazer uma roda de conversa para refletir com os/as educandos/as a respeito da relação entre o dinheiro e os números, a partir dos seguintes questionamentos: 1- Em algum momento você já havia percebido a relação da Matemática com o dinheiro ou nunca parou para pensar? 2 - Você já percebeu que toda nota tem número? 3 - Sentiu dificuldade na hora de trocar alguma nota? 4 - Já precisou de ajuda de outras pessoas para trocar o dinheiro para alguém? 5 - Em algum momento já recebeu troco errado? O que você fez? ● Depois, explicar aos/às educandos/as que as notas de dinheiro podem ser trocadas por outras notas e que mesmo assim conservarão o mesmo valor, de acordo com o exemplo que deverá ser escrito no quadro: ● Agora, distribuir a atividade abaixo e orientar quanto à resolução das questões, fazendo as intervenções devidas durante a atividade, tirando dúvidas e orientando quanto à forma de resolvê-las: Exemplo: R$ 20,00 – Pode ser trocado por: 20 Notas de R$ 1,00 ou 2 Notas de R$ 10,00 ou 4 Notas de R$ 5,00 105 RELAÇÃO DOS NÚMEROS COM O DINHEIRO 1 – QUANTAS NOTAS SÃO NECESSÁRIAS PARA TROCAR O DINHEIRO ABAIXO: a) R$ 10,00 = _______ NOTAS DE R$ 1,00 b) ______ = NOTAS DE R$ 2,00 c) ______ = NOTAS DE R$ 5,00 d) ______ = NOTAS DE R$ 10,00 e) R$ 50,00 = _______ NOTAS DE R$ 1,00 f) ______ = NOTAS DE R$ 2,00 g) ______ = NOTAS DE R$ 5,00 h) ______ = NOTAS DE R$ 10,00 + _______ nota de R$ 10,00 2 - MARQUE COM UM X AS CÉDULAS NECESSÁRIAS PARA FORMAR AS QUANTIDADES PEDIDAS: Obs.: Educador/a, para a resolução desta atividade, incentive os/as educandos/ as a pensarem acerca do registro dessas quantidades: deixe que pensem e utilizem estratégias pessoais de resolução, de modo que consigam fazer os registros adequados do que se pede em cada questão. CÉDULAS 100,00 50,00 20,00 10,00 5,00 2,00 1,00 VALORES R$ 85,00 R$ 121,00 R$ 36,00 R$ 175,00 R$ 48,00 INTERVALO - Tempo de duração 15 min. 106 ATIVIDADE 4 Tempo de duração 35 min. Atividade de Leitura – Texto fatiado Orientação: ● Entregar cópias do texto da parlenda “Hoje é domingo” aos educandos/as. ● Depois, solicitar que, em duplas, recortem os versos abaixo e, observando o texto no cartaz, coloquem-no na ordem correta: O CACHIMBO É DE BARRO, BATE NO JARRO. O TOURO É VALENTE, A GENTE É FRACO, O BURACO É FUNDO, ACABOU-SE O MUNDO. CHIFRA A GENTE. PEDE CACHIMBO. BATE NO TOURO. CAI NO BURACO. HOJE É DOMINGO, O JARRO É DE OURO. ATIVIDADE 5 Tempo de duração40 min. Atividade de Escrita – Produção de texto narrativo Orientação: ● Para desenvolver essa atividade o/a educador/a atuará como escriba da turma, explicando que irão construir juntos um texto e para isso, usarão um banco de palavras, que será disponibilizado no quadro. ● Em seguida, dizer que o gênero do texto a ser escrito é narrativo, ou seja, é um tipo de texto que permite que eles registrem uma situação ou fato ocorrido em um determinado momento. Além disso, durante a escrita, deverão adequar a narrativa com base nos elementos da linguagem, evitando usar palavras tidas como vícios de linguagem (aí, né e então), que são muito comuns na oralidade, e também repetição de palavras. ● Em seguida, orientar o grupo para iniciar a escrita de um pequeno texto empregando as palavras registradas no quadro para auxiliar na escrita. 107 EJA I Módulo I - 2º Mês / 4ª Semana SEQUÊNCIA DE ATIVIDADES CONTEÚDO: Linguagens e Códigos: ● Leitura e escrita de diferentes gêneros: fábula, lendas,trava-línguas; ● Leitura e escrita de texto informativo; ● Ortografia (ponto final, exclamação e interrogação); ● Fonemas; ● Tonicidade, sons orais e nasais, ortografia: “m” e “n” final de sílaba e o m antes de “p” e “b”. ● Leitura de imagem; ● Danças folclóricas. Estudo da Sociedade e da Natureza: ● Jornada de trabalho e as lutas sociais; ● Os lugares em minha vida social: casa, bairro e/ou localidade; ● Problemas ambientais locais (destino do lixo, coleta seletiva do lixo, esgoto sem tratamento). Noções Lógico-Matemáticas: ● Sistema de Numeração Decimal em situações-problema que envolvam a construção da sequência numérica e procedimentos de contagens presentes no cotidiano. CAPACIDADES Linguagens e códigos ● Empregar adequadamente os sinais de pontuação nas diferentes situações comunicativas; ● Conhecer as danças folclóricas; ● Fazer uso da linguagem para compreender as informações contidas nos textos; ● Identificar e utilizar as letras “n” e “m” no final das sílabas; ● Empregar “m” antes de “p” e “b” nas palavras; ● Ler e escrever pequenos textos, identificando informações relevantes. ● Expandir o uso da linguagem, produzindo textos orais. ● Utilizar as diferentes linguagens como meio de expressão. ● Reconhecer diferentes gêneros textuais. 108 Estudo da Sociedade e da Natureza: ● Identificar problemas relacionados à destinação dos esgotos, do lixo industrial e doméstico; ● Compreender a importância da coleta seletiva do lixo para o meio ambiente e para os seres vivos; ● Localizar sua residência em relação ao bairro e/ou localidade. ● Analisar as transformações ocorridas no bairro e/ou localidade no decorrer dos tempos. Noções Lógico - Matemáticas: ● Explorar os números naturais em seus diferentes usos no contexto social (para quantificar, ordenar, codificar, medir), em situações – problema que envolvam a construção da sequência numérica e procedimentos de contagens presentes em seu cotidiano. RECURSOS DIDÁTICOS Papel madeira, pincel, giz, quadro negro, tesouras, cartazes, cola, Xerox. Agenda do 1º dia – Educador/a, copie a agenda no quadro 1. Leitura do dia – “O espírito carnavalesco” 2. Atividade de leitura e estudo - texto “A grande data” 3. Atividade de escrita - Ditado de palavras do texto 4. Atividade texto não verbal - leitura de imagem 5. Atividade de Leitura e Escrita – Caça-palavras ATIVIDADE 1 Tempo de duração 15 min. Leitura do dia: Realizar a leitura do texto “O espírito carnavalesco”, de autoria de Moacyr Scliar, da Coleção Cadernos de EJA Tempo Livre e Trabalho, disponível no Anexo de Textos -2º mês, p. 154. ATIVIDADE 2 Tempo de duração 40 min. Atividade de Leitura e estudo - texto “A grande data” Orientação: ● Incentivar os/as educandos/as a fazerem inferências sobre o texto, a partir do título do texto que é “A grande data”, perguntando se ele nos ajuda a identificar qual será o conteúdo a ser tratado. ● Deixar que os/as educandos/as falem livremente . 109 ● Em seguida, convidá-los/as para ouvirem a leitura do texto a seguir, destacando que tem como tema central o dia do trabalho e esse tema está relacionado diretamente às nossas vidas, à nossa própria organização social e a carga horária de 8 horas diárias de trabalho. A GRANDE DATA O DIA DO TRABALHO É CELEBRADO ANUALMENTE NO DIA 1º DE MAIO EM NUMEROSOS PAÍSES DO MUNDO E É FERIADO NACIONAL EM MUITOS DELES NO DIA 1º DE MAIO DE 1886 REALIZOU-SE UMA MANIFESTAÇÃO DE TRABALHADORES NAS RUAS DE CHICAGO, NOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA. ESSA MANIFESTAÇÃO TINHA COMO FINALIDADE REIVINDICAR A REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO PARA OITO HORAS DIÁRIAS E TEVE A PARTICIPAÇÃO DE CENTENAS DE MILHARES DE PESSOAS. NESSE DIA, TEVE INÍCIO UMA GREVE GERAL NOS EUA. AS CONDIÇÕES DE TRABALHO A QUE OS TRABALHADORES ERAM SUJEITADOS ERAM DESUMANAS, TANTO NOS ESTADOS UNIDOS QUANTO NA EUROPA, ONDE TAMBÉM ESTOURAVAM GREVES CONSTANTEMENTE. A JORNADA DE TRABALHO ERA DE TREZE HORAS (NO MÍNIMO) CHEGANDO A ATÉ 17 HORAS. A REIVINDICAÇÃO DOS TRABALHADORES EM CHICAGO ERA A DIMINUIÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO PARA 8 HORAS. NO DIA 3 DE MAIO, TERCEIRO DIA DE PARALISAÇÃO, TRABALHADORES E POLICIAIS ENTRARAM EM CONFRONTO, QUE ACABOU COM UM SALDO DE 50 FERIDOS, CENTENAS DE PRISÕES E 6 MORTES. NO DIA SEGUINTE, OUTRO CONFRONTO ACONTECEU, RESULTANDO EM MAIS FERIDOS, PRESOS E MORTOS. OS ACONTECIMENTOS DAQUELE INÍCIO DE MAIO RECEBERAM O NOME DE REVOLTA DE HAYMARKET. OS LÍDERES DO MOVIMENTO FORAM PRESOS E RESPONSABILIZADOS PELAS MORTES. ALGUNS FORAM CONDENADOS À FORCA, OUTROS A PRISÃO PERPÉTUA. A DATA DA ESCOLHIDA FOI 1º DE MAIO, COMO HOMENAGEM ÀS LUTAS SINDICAIS DE CHICAGO. EM 1º DE MAIO DE 1891, UMA MANIFESTAÇÃO NO NORTE DA FRANÇA É DISPERÇADA PELA POLÍCIA, RESULTANDO NA MORTE DE DEZ MANIFESTANTES. ESSE NOVO DRAMA SERVE PARA REFORÇAR A DATA COMO UM DIA DE LUTA DOS TRABALHADORES 110 A 23 DE ABRIL DE 1919, O SENADO FRANCÊS RATIFICA O DIA DE OITO HORAS E PROCLAMA FERIADO O DIA 1º DE MAIO. EM 1920, A RÚSSIA ADOTA O 1º DE MAIO COMO FERIADO NACIONAL, E ESSE EXEMPLO É SEGUIDO POR MUITOS OUTROS PAÍSES. (Fonte: Adaptado de Coleção Cadernos de EJA - Emprego e Trabalho, p. 14) ● Após a leitura do texto propor uma exploração da leitura a partir das seguintes sugestões: - Qual o tema do texto? - E o título? Existe diferença entre tema e título? ● Depois, explicar que o título do texto é “A grande data” e o tema, ou o assunto tratado no texto é a luta para diminuição da carga horária de trabalho. ● Em seguida, perguntar aos/às educandos/as se já sabiam que a carga horária de 8 horas de trabalho é um direito dos trabalhadores e que essa conquista ocorreu a partir de muitas lutas e até morte de trabalhadores. O que pensam sobre isso? ● Deixar que os/as educandos/as falem livremente. ● É importante estimular a participação dos/as educandos/as na discussão, pois o tema é ainda pouco discutido e muito importante para nossa vida, pois trata- se de um direito adquirido com muito conflito, além de ser um fato histórico importante para a vida dos trabalhadores, um direito conquistado, o qual utilizamos até os dias atuais. ATIVIDADE 3 Tempo de duração 40 min. Atividade de escrita - Ditado de palavras do texto “A grande data” Orientação: ● Organizar os/as educandos/as em duplas e dizer que será feito um ditado com algumas palavras do texto “A grande data”. ● No momento da escrita das palavras os/as educandos/as vão ouvir e depois escrever da forma como sabem, tentando identificar a letra inicial da palavra sempre com ajuda do/a colega. Não importa se a escrita estiver “incorreta”. O objetivo dessa atividade é que se esforcem para escrever como conseguirem. ● Em seguida, escrever as palavras no quadro, uma a uma, com ajuda da turma. Sugestão de lista (trabalhadores, manifestantes, jornada, trabalho, feriado e luta). INTERVALO -Tempo de duração 15 min. 111 ATIVIDADE 4 Tempo de duração 30 min. Atividade texto não verbal - Leitura de imagem Orientação: ● Pedir aos/às educandos/as para observarem as imagens atentamente, tentando “captar” cada detalhe. Imagem 1 Imagem 2 (Fonte: Livro É bom aprender, vol. 1, p. 62) ● Perguntar aos/às educandos/as o que eles observaram nas imagens. Se eles não conseguiram (é possível que isso ocorra, por não ser uma atividade comum para os mesmos), estimular que voltem a observar, explorando os detalhes. ● Incentivar a destacarem o que há de semelhante entre as duas imagens. ● Em seguida, a partir das falas dos/as educandos/as, explicar que os dois quadros são de dois artistas diferentes e que expõem duas situações de trabalho. Na imagem 1, vemos um ambiente rural com pessoas se deslocando para trabalhar, 112 plantar, colher, ceifar. A imagem 2, retrata operários de uma fábrica, conforme título da obra “Operários”. ● Trabalhar com os/as educandos/as os efeitos de sentido da tela. Para isso, explorar as cores, as formas, as expressões dos personagens, entre os dois quadros. ● Estimular os/as educandos/as a fazerem uma relação entre o texto lido “A grande data”, e as imagens, deixando que falem livremente. ● Em seguida, durante a discussão, enfatizar que os artistas colocaram na arte uma retratação da realidade; ou seja, a exploração do trabalho e as injustiças sociais em relação ao trabalhador e que até os dias de hoje ainda permanecem, pois ainda temos registros de trabalho escravo no Brasil. ATIVIDADE 5 Tempo de duração 40 min. Atividade de Leitura e Escrita - Caça palavras Orientação: ● Conversar com os/as educandos/as sobre alguns direitos do trabalhador, duramente conquistados (salário mínimo, vale transporte, carteira assinada, seguro-desemprego, férias, FGTS) e perguntar se já pensaram sobre a história da conquista desses direitos, se os utilizam e como utilizam. ● Em seguida, pedir que encontrem os direitos do trabalhador, discutidos anteriormente no caça-palavras abaixo: SALÁRIO MÍNIMO, VALE-TRANSPORTE, CARTEIRA ASSINADA, SEGURO-DESEMPREGO, FÉRIAS, FGTS C S A L Á R I O * M I N Í M O G A V X R F G T S L A D O R F Q L S N V A L E - T R A N S P O R T E G R D F G F S U F É R I A S C O D V I C A R T E I R A * A S S I N A D A S E G U R O - D E S E M P R E G O 113 Agenda do 2º dia – Educador/a, copie a agenda no quadro 1. Leitura do dia – Você é um número – Clarice Lispector 2 . Atividade de Leitura e escrita – Texto “Danças Folclóricas” 3. Matemática - Situações problema - 04 operações ATIVIDADE 1 Tempo de duração 15 min. Leitura do dia – Realizar a leitura do texto “Você é um número”, de autoria de Clarice Lispector, disponível no Anexo de Textos - 2º mês, p.155. ATIVIDADE 2 Tempo de duração 60 min. Atividade de leitura e escrita - Danças Folclóricas Orientação: ● Realizar uma roda de conversa, perguntando aos/às educandos/as quais as danças folclóricas conhecem e, em qual região do Brasil elas são encontradas. ● A seguir, distribuir o texto abaixo e realizar a leitura sobre dança folclórica. DANÇAS FOLCLÓRICAS AS DANÇAS SEMPRE FORAM UM IMPORTANTE COMPONENTE CULTURAL DA HUMANIDADE. O FOLCLORE BRASILEIRO É RICO EM DANÇAS QUE REPRESENTAM AS TRADIÇÕES E A CULTURA DE UMA DETERMINADA REGIÃO. ESTÃO LIGADAS AOS ASPECTOS RELIGIOSOS, FESTAS, LENDAS, FATOS HISTÓRICOS, ACONTECIMENTOS DO COTIDIANO E BRINCADEIRAS. AS DANÇAS FOLCLÓRICAS BRASILEIRAS CARACTERIZAM-SE PELAS MÚSICAS ANIMADAS (COM LETRAS SIMPLES E POPULARES) E FIGURINOS E CENÁRIOS REPRESENTATIVOS. ESTAS DANÇAS SÃO REALIZADAS, GERALMENTE, EM ESPAÇOS PÚBLICOS: PRAÇAS, RUAS E LARGOS. 114 PRINCIPAIS DANÇAS FOLCLÓRICAS DO BRASIL SAMBA DE RODA ESTILO MUSICAL CARACTERIZADO POR ELEMENTOS DA CULTURA AFRO-BRASILEIRA. SURGIU NO ESTADO DA BAHIA, NO SÉCULO XIX. É UMA VARIANTE MAIS TRADICIONAL DO SAMBA. OS DANÇARINOS DANÇAM NUMA RODA AO SOM DE MÚSICAS ACOMPANHADAS POR PALMAS E CANTOS. CHOCALHO, PANDEIRO, VIOLA, ATABAQUE E BERIMBAU SÃO OS INSTRUMENTOS MUSICAIS MAIS UTILIZADOS. MARACATU O MARACATU É UM RITMO MUSICAL COM DANÇA TÍPICO DA REGIÃO PERNAMBUCANA. REÚNE UMA INTERESSANTE MISTURA DE ELEMENTOS CULTURAIS AFRO-BRASILEIROS, INDÍGENAS E EUROPEUS. POSSUI UMA FORTE CARACTERÍSTICA RELIGIOSA. OS DANÇARINOS REPRESENTAM PERSONAGENS HISTÓRICOS (DUQUES, DUQUESAS, EMBAIXADORES, REI E RAINHA). O CORTEJO É ACOMPANHADO POR UMA BANDA COM INSTRUMENTOS DE PERCUSSÃO (TAMBORES, CAIXAS, TARÓIS E GANZÁS). FREVO ESTE ESTILO PERNAMBUCANO DE CARNAVAL É UMA ESPÉCIE DE MARCHINHA MUITO ACELERADA, QUE, AO CONTRÁRIO DE OUTRAS MÚSICAS DE CARNAVAL, NÃO POSSUI LETRA, SENDO SIMPLESMENTE TOCADA POR UMA BANDA QUE SEGUE OS BLOCOS CARNAVALESCOS ENQUANTO OS DANÇARINOS SE DIVERTEM DANÇANDO. OS DANÇARINOS DE FREVO USAM, GERALMENTE, UM PEQUENO GUARDA-CHUVA COLORIDO COMO ELEMENTO COREOGRÁFICO. 115 BAIÃO RITMO MUSICAL, COM DANÇA, TÍPICO DA REGIÃO NORDESTE DO BRASIL. OS INSTRUMENTOS USADOS NAS MÚSICAS DE BAIÃO SÃO: TRIÂNGULO, VIOLA, ACORDEOM E FLAUTA DOCE. A DANÇA OCORRE EM PARES (HOMEM E MULHER) COM MOVIMENTOS PARECIDOS COM O DO FORRÓ (DANÇA COM CORPOS COLADOS). O GRANDE REPRESENTANTE DO BAIÃO FOI LUIZ GONZAGA. CATIRA TAMBÉM CONHECIDA COMO CATERETÊ, É UMA DANÇA CARACTERIZADA PELOS PASSOS, BATIDAS DE PÉS E PALMAS DOS DANÇARINOS. LIGADA À CULTURA CAIPIRA, É TÍPICA DA REGIÃO INTERIOR DOS ESTADOS DE SÃO PAULO, PARANÁ, MINAS GERAIS E GOIÁS E MATO GROSSO. OS INSTRUMENTO UTILIZADO É A VIOLA, TOCADA, GERALMENTE, POR UM PAR DE MÚSICOS. QUADRILHA É UMA DANÇA TÍPICA DA ÉPOCA DE FESTA JUNINA. HÁ UM ANIMADOR QUE VAI ANUNCIANDO FRASES E MARCANDO OS MOMENTOS DA DANÇA. OS DANÇARINOS (CASAIS), VESTIDOS COM ROUPAS TÍPICAS DA CULTURA CAIPIRA (CAMISAS E VESTIDOS XADREZES, CHAPÉU DE PALHA) VÃO FAZENDO UMA COREOGRAFIA ESPECIAL. A DANÇA É BEM ANIMADA COM MUITOS MOVIMENTOS E COREOGRAFIAS. AS MÚSICAS DE FESTA JUNINA MAIS CONHECIDAS SÃO: CAPELINHA DE MELÃO, PULA FOGUEIRA E CAI,CAI BALÃO. DISPONÍVEL EM: WWW.SUAPESQUISA.COM/FOLCLOREBRASILEIRO/DANÇASFOLCLORICAS. ACESSO EM 12 MAI. 2017 116 ● Após a leitura, continuar a roda de conversa perguntando quais danças já conheciam, quais ainda não conheciam e explorar o texto comentando sobre os pontos mais importantes que foram abordados. ● Em seguida, copiar no quadro, as palavras listadas abaixo, retiradas do texto e trabalhar com os/as educandos/as a letra “M” antes de “P” e “B”: ATIVIDADE DE ESCRITA COMPLETE AS PALAVRAS A SEGUIR COM AS LETRAS QUE ESTÃO FALTANDO: I_____PORTANTE SO___ TA___BORES ACO_____PANHADAS SI___PLES DANÇA___ E___BAIXADORES SA___BA ACORDEO___ PERNA____BUCANA BERI____BAU HOME____ TA___BÉ____ Obs.: Educador/a, existe uma regra das palavras terminadas com N: as palavras que acabam em -n em português entraram tardiamente na língua e por via erudita, daí não terem sofrido praticamente alterações. Podemos dizer assim que esse -n é etimológico (origem da palavra). INTERVALO - Tempo de duração 15 min. ATIVIDADE 4 Tempo de duração 90 min. Matemática – Situações-problema Orientação: ● Iniciar as atividades de Matemática relembrando as aulas anteriores que já estudaram sobre situações-problema e perguntar aos/às educando/as o que lembram sobre a aula, deixando que respondam o que já sabem sobre situações problema. ● Em seguida, reforçar, explicando aos/às educandos/as que para melhor conceituarmos o que é uma situação-problema, podemos dizer que é toda e qualquer situação onde se deseja obter uma solução, cuja resposta exige pôr à prova tudo o que se sabe. Geralmente, a resolução surge de um raciocínio passo a passo, cuja solução ou resultado causa grande satisfação quando assim descoberta. (Dante, 2003) ● Após as explicações, pedir que os/as educandos/asfiquem em duplas para resolverem as situações a seguir: 117ATIVIDADE DE MATEMÁTICA 1 - LÚCIO SAIU PARA TRABALHAR EM UM SERVIÇO DE PINTURA. ELE LEVOU 8 ROLOS PARA PINTURA E 7 TRINCHAS. QUANTOS MATERIAIS PARA PINTURA ELE LEVOU? __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ 2 - ELAINE É A COZINHEIRA DA ESCOLA. PARA FAZER A COMIDA, ELA PRECISA DE 7 DENTES DE ALHO PARA O ARROZ E 6 DENTES DE ALHO PARA O FEIJÃO. NO TOTAL, DE QUANTOS DENTES DE ALHO ELA PRECISA? __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ 3 - O FILHO MAIS NOVO DE ANA TEM 6 ANOS. O OUTRO É MAIS VELHO 5 ANOS. QUANTOS ANOS TEM O MAIS VELHO? __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ 4 - FRANCISCA ENTREGOU 9 MARMITAS NA OBRA DA ESQUINA E 8 MARMITAS NA OBRA DA ESCOLA. QUANTAS MARMITAS ELA ENTREGOU AO TODO? __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ 5- PARA FAZER UMA VITAMINA PARA OS FILHOS, JORGE USOU 3 MAMÕES E 9 LARANJAS. QUANTAS FRUTAS ELE USOU? __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ 6 - UMA DAS VACAS DO SÍTIO NÃO ESTÁ DANDO LEITE. PELA MANHÃ, ELA PRODUZIU 7 LITROS E À TARDE MAIS 9 LITROS. QUANTOS LITROS ELA PRODUZIU NESSE DIA? __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ 7 - PARA FAZER QUINDINS A DOCEIRA PRECISA DE 18 OVOS. ELA TEM 9 OVOS. QUANTOS FALTAM? __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ 118 8 - DE UMA CAIXA COM 10 PARAFUSOS FORAM RETIRADOS 3. QUANTOS PARAFUSOS FICARAM NA CAIXA? __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ 9 - PARA O ANIVERSÁRIO DE SUA FILHA, JUSSARA PRECISARÁ DE 14 GARRAFAS DE REFRIGERANTE. ROBSON, SEU MARIDO, JÁ COMPROU 5 GARRAFAS QUANTAS GARRAFAS JUSSARA AINDA PRECISA COMPRAR? __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ 10 - PARA TRABALHAR DURANTE UMA SEMANA, EU PRECISO DE 12 VALES- TRANSPORTES. O MEU CHEFE ME PASSOU SOMENTE 9. QUANTOS VALES- TRANSPORTES FALTAM PARA QUE EU POSSA TRABALHAR DURANTE TODA A SEMANA? __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ 11 - NA CONSTRUÇÃO DE UM MURO FORAM UTILIZADOS 9 SACOS DE CIMENTO. O DONO DA CONSTRUÇÃO TINHA COMPRADO 15 SACOS. QUANTOS SACOS DE CIMENTO SOBRARAM? __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ 12 - NA OFICINA DO JÚLIO, ENTRARAM 6 CARROS PARA O CONSERTO NA SEGUNDA-FEIRA. NA QUARTA-FEIRA, JULIO ENTREGOU 2 CARROS. SABENDO QUE ELE TEM QUE ENTREGAR TODOS OS CARROS ATÉ SEXTA- FEIRA, QUANTOS CARROS AINDA FALTAM PARA ELE ENTREGAR? __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ ● Fazer a correção das situações-problema com todos os/as educandos/as no quadro. Obs.: Prezado/a educador/a, antes de iniciar a atividade acima, apresentamos algumas orientações para seu estudo, a fim de lhe proporcionar um esclarecimento a respeito da temática situações-problema que “(...) são problemas de aplicação que retratam situações reais do dia a dia e que exigem o uso da Matemática para serem resolvidos. Através de conceitos, técnicas e procedimentos matemáticos procura-se matematizar uma situação real, organizando os dados em tabelas, 119 traçando gráficos, fazendo operações, etc. Em geral, são problemas que exigem pesquisa e levantamento de dados. Podem ser apresentados em forma de projetos a serem desenvolvidos, usando conhecimentos e princípios de outras áreas que não a Matemática, desde que a resposta se relacione a algo que desperte interesse” (Dante, 2003, p. 20). DANTE, Luis Roberto. Didática da resolução de problemas de Matemática. 1ª à 5ª série. Para estudantes do curso magistério e professores do 1º grau. 12ª ed. São Paulo: Ática, 2003. Agenda do 3º dia – Educador/a, copie a agenda no quadro 1. Leitura do dia – Parque de Diversões 2. Roda de conversa - O que sabemos sobre o lixo? 2. Atividade de leitura – Para onde vai o lixo? 4. Atividade de leitura e escrita - Texto Reciclagem e lixos perigosos ATIVIDADE 1 Tempo de duração 15 min. Leitura do dia: Realizar a leitura do texto “Parque de Diversões”, da Coleção Cadernos de EJA Tempo Livre e Trabalho, disponível no Anexo de Textos - 2º mês, p.156. ATIVIDADE 2 Tempo de duração 90 min. Atividade de Leitura – Texto “Para onde vai o lixo”? Orientação: ● Iniciar a atividade com uma roda de conversa perguntando aos/às educandos/ as: - Para onde vai o lixo? - Quais os tipos de lixo produzidos em sua casa? - Você sabe qual o método de tratamento de lixo adotado no município onde mora? - A coleta do lixo em sua cidade é seletiva? - A população está sensibilizada para separar o lixo reciclável? ● Deixar que falem livremente sobres as questões e estimular a participação de todos/as. ● Em seguida, ler o texto “Para onde vai o lixo”? e durante a leitura fazer os comentários necessários sistematizando as questões abordadas na roda de conversa: 120 PARA ONDE VAI O LIXO? A COLETA E A DEVIDA DESTINAÇÃO DO LIXO SÃO RESPONSABILIDADES DAS PREFEITURAS MUNICIPAIS, QUE, DE ACORDO COM SEU PLANEJAMENTO, PODEM ENVIÁ-LO AOS LIXÕES, AOS ATERROS SANITÁRIOS, AOS ATERROS CONTROLADOS, À COMPOSTAGEM, A INCINERAÇÃO OU À RECICLAGEM. COMO CADA CIDADE TEM CARACTERÍSTICAS PRÓPRIAS, DEVEM-SE OBSERVAR AS VANTAGENS E DESVANTAGENS DE CADA PROCESSO. PARA QUALQUER MÉTODO ESCOLHIDO, É NECESSÁRIO RESPEITAR ALGUNS CRITÉRIOS QUE DIZEM RESPEITO À LOCALIZAÇÃO, JÁ QUE NÃO SE PODE APLICÁ-LOEM ÁREAS ONDE EXISTEM RESERVATÓRIOS OU FONTES DE ÁGUA (RIOS, LAGOS, LENÇÓIS FREÁTICOS) NEM EM ÁREAS AGRÍCOLAS OU INDUSTRIAIS. TAMBÉM NÃO DEVE SER ESTABELECIDO MUITO DISTANTE DA CIDADE, PARA NÃO ENCARECER O TRANSPORTE DE LIXO. COMO PUDEMOS PERCEBER, NO BRASIL, GRANDE PERCENTUAL DE LIXO AINDA É DESPEJADO A CÉU ABERTO NA NATUREZA. ESSES LOCAIS SÃO CHAMADOS LIXÕES E EXISTEM NA MAIORIA DAS CIDADES BRASILEIRAS. NÃO RECEBEM NENHUMA COBERTURA OU TRATAMENTO, O QUE TRAZ SÉRIOS DANOS AO MEIO AMBIENTE. ESSA E OUTRAS MANEIRAS INCORRETAS DE DISPOR O LIXO GERAM GRAVES PROBLEMAS AMBIENTAIS E DE SAÚDE PÚBLICA. A DECOMPOSIÇÃO DO LIXO AFETA A ÁGUA, O SOLO E O AR. O CHORUME, SUBSTÂNCIA ESCURA, TÓXICA E MALCHEIROSA, FORMADA PELA DECOMPOSIÇÃO DO LIXO, É LEVADO PELAS ENXURRADAS PARA OS RIOS, LAGOS E REPRESAS, PODENDO ALCANÇAR OS LENÇÓIS SUBTERRÂNEOS E POÇOS. DA DECOMPOSIÇÃO DO LIXO, FORMA-SE, TAMBÉM, O GÁS METANO, ALTAMENTE TÓXICO E NOCIVO À SAÚDE. NESSES LIXÕES, DISSEMINAM-SE MICRÓBIOS TRANSMISSORES DE VÁRIAS DOENÇAS, ENTRE ELAS A LEPTOSPIROSE, TRANSMITIDA POR UMA BACTÉRIA PRESENTE NA URINA DOS RATOS. TOLEDO, Cilé Teresinha (org.). EJA, Educação de Jovens e Adultos - 1º segmento do Ensino Fundamental, 1ª à 4ª série: Língua Portuguesa, Matemática, História, Geografia, Ciências e Artes. vol. 3. Base didática: Curitiba, 2007. p. 70 INTERVALO - Tempo de duração 15 min. ATIVIDADE 3 Tempo de duração 60 min. Atividade de leitura e escrita - Reciclagem Orientação: ● Iniciar perguntando aos/às educandos/as o que sabem sobre RECICLAGEM. ● Anotar no quadro as palavras-chave que forem respondendo sobre reciclagem. ● Em seguida, realizar a leitura do texto abaixo sobre reciclagem e lixos perigosos. 121 TEXTO - RECICLAGEM Um processo mais moderno e muito mais inteligente é a utilização de usinas de compostagem e triagem. Trata-se de um empreendimento industrial com capacidades para trabalhar com grande quantidade de resíduos residenciais, tendo como objetivo a reciclagem do lixo orgânico para produzir adubo e a recuperação de materiais para reciclagem, como papéis, metais e plásticos. Para facilitar o processamento desses materiais, é importante que se faça a coleta seletiva, que é a separação dos resíduos pelas pessoas em suas residências, antes mesmo deles serem colocados para a coleta dos caminhões de lixo. É só separar, em sacolas diferentes, o lixo orgânico do lixo reciclável e colocá- los em lixeiras com identificações reconhecíveis para os lixeiros (“reciclável” e “orgânico”). O processo de reciclagem é o reaproveitamento dos materiais na fabricação de outros bens de consumo. Um exemplo importante é a reciclagem de papel: quanto mais ele é utilizado mais ele é reutilizado, menor a quantidade de árvores cortadas para a fabricação do produto. Além disso, deve-se considerar que as fábricas de papel novo são grandes poluidoras das águas e do ar. Esse processo de reaproveitamento prevê a definição de políticas públicas e a participação da população na seleção de lixo. LIXOS PERIGOSOS Alguns materiais requerem cuidados ao serem jogados no lixo, a fim de evitar acidentes com quem trabalha com a coleta e a separação do lixo reciclável. Cacos de vidro, lâminas de metal e outros objetos cortantes ou pontiagudos devem ser envolvidos em papel ou fita adesiva, de preferência com uma mensagem de advertência, como: “Cuidado, cacos de vidro!” Existem alguns resíduos ou embalagens que devem ser recolhidos pelos fabricantes, vendedores ou pelos postos municipais de coleta. São pneus, pilhas, baterias, latas de tinta, lâmpadas fluorescentes, recipientes de produtos químicos como defensivos agrícolas, inseticidas, etc. Esses materiais não podem ser misturados ao lixo orgânico nem ao reciclável, pois oferecem muito perigo às pessoas que os manuseiam, visto que são altamente tóxicos. Informe- se na prefeitura de sua cidade sobre a destinação dos materiais que devem ter tratamento especial. TOLEDO, Cilé Teresinha (org.). EJA, Educação de Jovens e Adultos - 1º segmento do Ensino Fundamental, 1ª à 4ª série: Língua Portuguesa, Matemática, História, Geografia, Ciências e Artes. vol. 3. Base didática: Curitiba, 2007, p. 72. 122 ● Após a leitura do texto, colar na lousa o cartaz com o quadro abaixo, para que seja preenchido juntamente com os/as educandos/as, conforme foi explicado no texto. As respostas em vermelho são para o educador/a, ao passo que para entregar para os/as educandos/as, o quadro deverá estar sem as respostas. ● Perguntar aos/às educandos/as quais os materiais de vidro podem ser reciclados e quais não podem e assim por diante. ● A atividade será feita, tendo o/a educador/a como escriba durante o registro e os/as educandos/as irão dizendo como escrever cada palavra, letra por letra, de modo que sejam feitas as devidas intervenções acerca da escrita adequada das palavras. Pode ser reciclado? MATERIAL SIM NÃO Vidro Vidros quebrados, garrafas em geral, potes de produtos alimentícios e frascos de medicamento. Espelhos, lâmpadas normais e fluo- rescentes, cristais, vidros de veícu- los, louças, porcelanas, tubos de TV. Papel Jornais, revistas, papel sulfite, caixas de papel, papelão. Papéis sujos de comida, papéis plastificados ou metalizados, etiquetas adesivas, papel carbono, papel higiênico. Plástico Garrafas de refrigerante, sacos de supermercado, potes de todos os tipos, tabulações, vasilhas. Fraldas descartáveis, pedaços de espuma, utensílios domésticos como pratos e canecas. Metal Embalagens de alumínio, latas de conserva ou refrigerante, ferro, arame, grampos, fios de eletricidade, pregos, cobre. Pilhas, latas enferrujadas, latas usadas como embalagens de tinta. Agenda do 4º dia – Educador/a, copie a agenda no quadro. 1. Leitura do dia – O museu desmiolado 2. Leitura e Escrita – O bairro 3. Atividade de Escrita - 4. Matemática. 123 ATIVIDADE 1 Tempo de duração 15 min. Leitura do dia – Realizar a leitura do texto “O museu desmiolado” de autoria de Alexandre Brito, disponível no Anexo de textos - 2º mês, p.157. ATIVIDADE 2 Tempo de duração 75 min. Atividade de leitura e escrita - O bairro Orientação: ● Iniciar a aula com uma roda de conversa falando que uma cidade pode ser dividida em partes para facilitar a orientação e a localização das pessoas e tornar a sua administração mais eficiente. Cada parte da cidade é chamada de bairro. O bairro é um espaço onde muitas pessoas moram, estudam, trabalham, convivem umas com as outras. As casas, prédios, praças, ruas e avenidas fazem parte de um bairro. ● Educador/a, após a roda de conversa levante questionamentos sobre o bairro em que os/as educandos/as moram, a partir dos seguintes questionamentos: - No seu bairro existe água tratada, rede de esgoto, coleta de lixo, iluminação pública, postos de saúde, escolas públicas, transporte público, segurança, lazer e cultura? ● Deixar que falem livremente. Em seguida ler o texto “Bairros” para os educandos: Bairros As cidades, em razão do crescimento, passaram a ser divididas por bairros para facilitar a localização dos endereços. Os bairros são compostos por casas, edifícios residenciais e comerciais, escolas, parques e praças públicas. São formados também pela comunidade, ou seja, o grupo de pessoas que moram no bairro. Bairro residencial e bairro comercial Os bairros possuem pequenas associações que são formadas para buscar os interesses das pessoas que ali moram. Os dirigentes dessas organizações mantêm contato com pessoas importantes, como os vereadores, a fim de exigir o cumprimento dos direitos da comunidade. Os bairros variam de acordo com a condição econômica das pessoas que nele habitam, podendo ser mais sofisticados ou mais simples. Bairros periféricos – espaços que originalmente foram formados em áreas de invasão que proporcionamperigo para a comunidade. Além de não receberem condições adequadas de moradia, como saneamento básico, correm o risco de serem alagados em época de chuva. A fiação de energia elétrica também 124 é um fator de risco, pois comumente são feitos os “gatos” - ligações irregulares, captando energia da rua para as casas, oferecendo risco de acidentes graves e morte. Podemos classificar os bairros em residenciais, aqueles nos quais prevalecem as residências; com pequenos comércios para facilitar a vida das pessoas, como padarias, açougues, feiras, lojas de presentes, etc. Nos comerciais prevalecem as lojas, são movimentados em razão do grande número de lojas que possuem, sendo que essas variam muito em todos os artigos, como lojas de sapatos, roupas, tecidos, brinquedos, materiais de construção, bancos, etc. Já os bairros industriais ficam mais afastados dos centros das cidades. Neles são encontradas as indústrias de alimentos, indústrias têxteis, de materiais de construção, produtos farmacêuticos, etc. Por Jussara de Barros - Pedagoga ● Após leitura do texto, solicitar que em duplas organizem uma lista com os serviços públicos que existem em seu bairro (escolas, posto de saúde, delegacia, saneamento, iluminação, praça, lojas, etc). ● Após a atividade, pedir que as duplas apresentem as listas que escreveram e no quadro o professor deverá registrar com a ajuda dos/as educandos/as, fazendo as correções necessárias. INTERVALO - Tempo de duração 15 min. ATIVIDADE 4 Tempo de duração 75 min. Matemática - Interpretação e elaboração de gráfico Orientação: ● Iniciar a atividade conversando com os/as educandos/as sobre os conceitos trabalhados nas aulas passadas sobre gráficos relembrando que são recursos utilizados para representar um fenômeno que possa ser mensurado, quantificado ou ilustrado de forma mais ou menos lógica. Dizer que, por esse motivo, interpretar corretamente os gráficos disponibilizados em textos, notícias, entre outras situações, é muito importante para compreender determinadas situações. Além disso, também existe uma grande variedade de tipos de gráficos, dentre os quais podemos destacar os de coluna, em barras, pizza, área, linha e rede. ● Em seguida, dividir a turma em grupos e solicitar que façam um levantamento na escola com as demais turmas, funcionários e educadores, para verificar quem separa o lixo reciclável do lixo orgânico. Lembrar aos entrevistados que só podem escolher uma única opção de resposta. 125 LEVANTAMENTO 1. Com que frequência você separa o lixo reciclável do lixo orgânico? ( ) Diariamente ( ) Nunca ( ) Às vezes ● Depois da pesquisa organizar, juntamente com os/as educandos/as, os dados numa tabela de acordo com o modelo abaixo, para em seguida construírem o gráfico: TABELA DAS PESSOAS QUE SEPARAM O LIXO DO ORGÂNICO E DO RECICLÁVEL DIARIAMENTE NUNCA ÀS VEZES Agenda do 5º dia – Educador/a, copie a agenda no quadro 1. Leitura do dia – “História Contemporânea” 2. Atividade de leitura - Texto “A noite” 3. Atividade de Escrita - Produção de texto 4. Atividade de Leitura - Lenda “O Lobisomem” 4. Matemática - Construção de gráfico ATIVIDADE 1 Tempo de duração 15 min. Leitura do dia: Realizar a leitura do texto “História Contemporânea” da Coleção Cadernos de EJA - Tempo Livre e Trabalho - de autoria de Christina Feldman e Jack Kordnfield, disponível no Anexo de Textos - 2º mês, p.158. 126 ATIVIDADE 2 Tempo de duração 30 min. Atividade de leitura - Texto “A noite” de autoria de Rubem Alves ● Dizer aos/às que será realizada a leitura de um texto que trata das lembranças da infância do escritor Rubem Alves. Nesse texto, ele conta para suas netas como era sua vida quando vivia no campo: A noite Lá na roça onde eu morava quando era menino, na casa de pau-a-pique, fogão de lenha e “casinha” do lado de fora, havia muitos fantasmas. Eu mesmo nunca vi nenhum. Mas os grandes haviam visto e contavam casos de lobisomem, mula- sem-cabeça, saci e almas do outro mundo. Num dos seus livros Monteiro Lobato conta muitas estórias sobre eles. Eu acreditava e tinha medo. Mas nunca ouvi falar nesse tal de “Apagão”, que apaga todas as luzes. A razão para isso eu explico: para haver um “Apagão” é preciso que antes tenha havido um “Acendão”. O “Acendão” acende tudo, liga tudo: lâmpadas, geladeira, chuveiro, televisão, forno de microondas, tocador de CD, secador de cabelo, torradeira, máquina de fazer café, forno elétrico, aquecedor… O “Apagão” é o fantasma que desliga e apaga o que o “Acendão” ligou e acendeu. Mas lá onde eu morava, na roça, não havia eletricidade. Não havendo eletricidade não havia “como” acender. E não havia “o que” acender. Não havendo o “Acendão” não havia o perigo de acontecer o “Apagão”. A gente tinha de aprender a conviver, com o escuro, com a noite. [...] A casa era também escura. Não havia eletricidade nem lâmpadas. Era preciso acender as lamparinas que queimavam querosene com um cheiro forte, enchendo o ar de fuligem. Ou velas. As velas nos ensinam uma lição: para brilhar é preciso morrer. As velas, à medida que iluminam, vão morrendo. A cera dura fica mole com o calor, derrete-se e escorre, como se fossem lágrimas. E, por fim, a vela se reduz a um toquinho, até que se apaga definitivamente. Quem contempla a chama de uma vela, queimando, fica tranquilo e sábio… Sem luz elétrica, sem rádio e sem televisão – a noite era uma hora tranquila. Um amigo me contou que na cidade em que morava quando menino eram frequentes os “apagões”. A cidade ficava às escuras. E pasmem: ele ficava feliz! No escuro o seu pai acendia uma vela, punha a vela sobre a mesa e ele, o pai e a mãe jogavam baralho e conversavam. O pequeno “apagão” fazia com que eles estivessem próximos de um jeito que não acontecia quando a luz elétrica estava acesa. A luz da vela provoca intimidade. Ela aproxima as pessoas. O melhor lugar era a cozinha. Lá, havia o fogo do fogão de lenha, o café, o bolo de fubá, a pipoca. Quando fazia frio meu pai punha uma bacia cheia de brasas no chão e nós nos assentávamos à volta das brasas. Tudo escuro, apenas os rostos 127 avermelhados pelo vermelho das brasas. A gente tirava os sapatos e esticava os pés na direção do fogo. Os adultos contavam histórias. Histórias de “antigamente”, do “tempo da onça”, dos tempos quando se amarrava cachorro com linguiça… Histórias de quando eram pequenos, de viagens, de bichos, de onças, de cobras, de macacos, de almas do outro mundo, histórias engraçadas, histórias de dar medo, histórias de fazer chorar. ● Após a leitura, realizar uma roda de conversa com as perguntas abaixo: - Quais os objetos foram citados no texto que hoje não utilizamos? - Quais desses objetos vocês usaram na infância? - Que mudanças vocês observam no bairro e na cidade onde moram? - Cite as mudanças que você observou. ATIVIDADE 3 Tempo de duração 30 min. Atividade de escrita - Produção textual Orientações: ● Logo após a roda de conversa, propor aos/às aos educandos/as que, em dupla, elaborem um pequeno texto, relatando como avaliam as mudanças temporais como os costumes das famílias e vizinhos se reunirem, a contação de história e a ausência da luz elétrica que antigamente estimulava a aproximação das pessoas. Em contraponto, hoje vivemos em uma sociedade mais moderna, onde as pessoas utilizam diversas ferramentas tecnológicas para se comunicarem. ● Propor que, a partir do que ouviram da leitura do texto e de suas vivências, façam um relato dessa mudança social. ATIVIDADE 4 Tempo de duração 30 min. Atividade de Leitura - Lenda “O Lobisomem” Orientações: ● Conversar com os/as educandos/as dizendo que fará a leitura de um texto que fala sobre uma lenda e perguntará se alguém sabe o que significa uma lenda. ● Deixar que falem livremente. ● Em seguida, explicar que lenda é umanarrativa de cunho popular que é transmitida, principalmente de forma oral, de geração para geração. As lendas não podem ser comprovadas cientificamente, pois são frutos da imaginação das pessoas que as criaram. ● Depois, dizer que a leitura do texto se chama “A lenda do lobisomem” e é conhecida e reproduzida mundialmente. O LOBISOMEM 128 Diz a lenda que o lobisomem é o filho homem que nasce depois de sete filhas mulheres e só começa a se transformar a partir dos treze anos de idade. Trata- se de uma sina, de um triste destino. Mas que pode ser “curado”, desencantado. Para tanto, basta um ferimento, ainda que pequeno, que sangre, ou um tiro de bala untada em vela que arde numa missa. ● Debater com os/as educandos/as o conteúdo do texto, procurando confrontar o que foi lido com aquilo que os educandos/as sabem a respeito dessa lenda; ● Pedir aos/às educandos/as que façam o relato de outras lendas conhecidas; ● Fixar a folha de papel madeira contendo o texto “O lobisomem”, em um local onde todos possam vê-la. ● Ler novamente o texto, desta vez, apontando na folha de papel madeira cada uma das palavras. Os/as educandos/as deverão acompanhar e repetir. ● Solicitar voluntários para identificarem no texto frases e palavras ditas pelo educador/a. INTERVALO - Tempo de duração 15 min. ATIVIDADE 5 Tempo de duração 60 min. Atividade de Matemática - Construção de gráfico ● Solicitar que os grupos que foram organizados na aula anterior de matemática, apresentem no cartaz as tabelas que construíram a partir da pesquisa que realizaram na escola sobre reciclagem do lixo. ● Após a apresentação dos grupos, construir um gráfico de coluna num cartaz com as informações retiradas da tabela. ● Em seguida, solicitar que os grupos apresentem os gráficos. 129 EJA Educação de Jovens e Adultos SEQUÊNCIA DE ATIVIDADES EJA I - 2º MÊS ANEXOS DE TEXTOS LISTA DE FIGURAS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 130 Lenda da Mandioca A lenda da mandioca é indígena e pertence ao folclore brasileiro. É ela que explica a origem dessa raiz nutritiva essencial na alimentação dos índios. A Lenda Com alegria contagiante, Mani era uma indiazinha muito estimada pela tribo tupi onde vivia. Ela era neta do cacique e a gravidez da sua mãe foi motivo de tristeza para o chefe da tribo. Isso porque ela tinha engravidado e não era casada com um bravo guerreiro, tal como ele desejava. O cacique obrigou a filha a dizer quem era o pai do seu filho, mas a índia dizia que não sabia como tinha ficado grávida. A desonestidade da filha desagradava muito o cacique. Até que um dia, ele teve um sonho que o aconselhava a acreditar na filha, pois ela continuava pura e dizia a verdade ao pai. Desde então, aceitou a gravidez e ficou muito contente com a chegada da sua neta. Um dia, pela manhã, Mani foi encontrada morta por sua mãe. Ela simplesmente tinha morrido durante o sono e, mesmo sem vida, apresentava um semblante sorridente. Triste com a perda, sua mãe enterrou Mani dentro da sua oca e suas lágrimas umedeciam a terra tal como se estivesse sendo regada. Dias depois, nesse mesmo local nasceu uma planta, diferente de todas as que conhecia, a qual ela passou a cuidar. Percebendo que a terra estava ficando rachada, cavou na esperança de que pudesse desenterrar sua filha com vida. No entanto, encontrou uma raiz, a mandioca, que recebeu esse nome em decorrência da junção do nome de Mani e da palavra oca. 131 ENTRE AMIGOS Para que serve um amigo? Para rachar a gasolina, emprestar a prancha, recomendar um disco, dar carona pra festa, passar cola, caminhar no shopping, segurar a barra. Todas as alternativas estão corretas, porém isso não basta para guardar um amigo do lado esquerdo do peito. Milan Kundera, escritor tcheco, escreveu em seu último livro, “A Identidade”, que a amizade é indispensável para o bom funcionamento da memória e para a integridade do próprio eu. Chama os amigos de testemunhas do passado e diz que eles são nosso espelho, que através deles podemos nos olhar. Vai além: diz que toda amizade é uma aliança contra a adversidade, aliança sem a qual o ser humano ficaria desarmado contra seus inimigos. Verdade verdadeira. Amigos recentes custam a perceber essa aliança, não valorizam ainda o que está sendo construído. São amizades não testadas pelo tempo, não se sabe se enfrentarão com solidez as tempestades ou se serão varridos numa chuva de verão. Veremos. Um amigo não racha apenas a gasolina: racha lembranças, crises de choro, experiências. Racha a culpa, racha segredos. Um amigo não empresta apenas a prancha. Empresta o verbo, empresta o ombro, empresta o tempo, empresta o calor e a jaqueta. Um amigo não recomenda apenas um disco. Recomenda cautela, recomenda um emprego, recomenda um país. Um amigo não dá carona apenas pra festa. Te leva pro mundo dele, e topa conhecer o teu. Um amigo não passa apenas cola. Passa contigo um aperto, passa junto o réveillon. Um amigo não caminha apenas no shopping. Anda em silêncio na dor, entra contigo em campo, sai do fracasso ao teu lado. Um amigo não segura a barra, apenas. Segura a mão, a ausência, segura uma confissão, segura o tranco, o palavrão, segura o elevador. Duas dúzias de amigos assim ninguém tem. Se tiver um, amém. Martha Medeiros Crônica “Entre amigos”, 1999. Disponível em: https://www.pensador.com/frase/MTYwMTc5/. 132 Um casal de idosos Um casal de idosos que não tinha filhos morava em uma casa humilde, de madeira; tinha uma vida muito tranquila, alegre, e se amava muito. Eram felizes. Até que um dia aconteceu um acidente com a senhora. Ela estava trabalhando em sua casa quando começou a pegar fogo na cozinha e as chamas atingiram todo o seu corpo. O esposo acorda, assustado com os gritos, e vai à sua procura. Quando a vê coberta pelas chamas, imediatamente tenta ajudá-la. O fogo também atinge seus braços e, mesmo assim, ele consegue apagá-lo. Quando chegaram os bombeiros, já não havia muito da casa, apenas uma parte, toda destruída. Levaram o casal para o hospital, onde foi internado em estado grave. O senhor, menos atingido pelo fogo, saiu da UTI e foi ao encontro de sua amada. Ainda em seu leito, a senhora, toda queimada, pensava em não viver mais, pois estava deformada, inclusive seu rosto. Quando viu o marido na porta do quarto, foi perguntando: - Tudo bem com você, meu amor? - Sim - respondeu ele. Pena que o fogo atingiu os meus olhos e não posso mais enxergar... Mas fique tranquila, amor, porque sua beleza está guardada em meu coração para sempre. Então, triste pelo esposo, a senhora disse: - Deus, vendo tudo o que aconteceu, tirou-lhe a visão para que não presencie esta deformação em mim. As chamas queimaram todo o meu rosto e estou parecendo um monstro. Passando algum tempo e recuperados, saíram do hospital e conseguiram reconstruir a casa, onde ela fazia tudo para seu querido esposo. Ele dizia todos os dias que a amava. 133 E assim viveram vinte anos até que a senhora morreu. No dia do seu enterro, quando todos se despediam, o marido, sem óculos escuros e com sua bengala nas mãos, chegou perto do caixão. Beijando o rosto e acariciando sua amada, disse em um tom apaixonante: - Como você é linda meu amor! Eu te amo muito. Vendo aquela cena, um amigo que estava ao lado perguntou se o que tinha acontecido era milagre, pois o idoso estava enxergando outra vez. Olhando nos olhos dele, o velhinho apenas falou: - Nunca estive cego, apenas fingia. Quando a vi toda queimada, sabia que seria duro para ela continuar vivendo daquela maneira. Foram vinte anos vivendo muito felizes e apaixonados... Disponível em: http://www.blogdozemarcos.com/2010/01/uma-emocionante-historia-de-amor.html. Acesso em: 05 jul. 2017. 134 Conversinha Mineira Fernando Sabino -- É bom mesmo o cafezinho daqui, meu amigo? -- Sei dizer não senhor: não tomo café. -- Você é dono do café, não sabe dizer?-- Ninguém tem reclamado dele não senhor. -- Então me dá café com leite, pão e manteiga. -- Café com leite só se for sem leite. -- Não tem leite? -- Hoje, não senhor. -- Por que hoje não? -- Porque hoje o leiteiro não veio. -- Ontem ele veio? -- Ontem não. -- Quando é que ele vem? -- Tem dia certo não senhor. Às vezes vem, às vezes não vem. Só que no dia que devia vir em geral não vem. -- Mas ali fora está escrito “Leiteria”! -- Ah, isso está, sim senhor. -- Quando é que tem leite? -- Quando o leiteiro vem. -- Tem ali um sujeito comendo coalhada. É feita de quê? -- O quê: coalhada? Então o senhor não sabe de que é feita a coalhada? -- Está bem, você ganhou. Me traz um café com leite sem leite. Escuta uma coisa: como é que vai indo a política aqui na sua cidade? -- Sei dizer não senhor: eu não sou daqui. -- E há quanto tempo o senhor mora aqui? -- Vai para uns quinze anos. Isto é, não posso agarantir com certeza: um pouco mais, um pouco menos. 135 -- Já dava para saber como vai indo a situação, não acha? -- Ah, o senhor fala da situação? Dizem que vai bem. -- Para que Partido? -- Para todos os Partidos, parece. -- Eu gostaria de saber quem é que vai ganhar a eleição aqui. -- Eu também gostaria. Uns falam que é um, outros falam que outro. Nessa mexida... -- E o Prefeito? -- Que é que tem o Prefeito? -- Que tal o Prefeito daqui? -- O Prefeito? É tal e qual eles falam dele. -- Que é que falam dele? -- Dele? Uai, esse trem todo que falam de tudo quanto é Prefeito. -- Você, certamente, já tem candidato. -- Quem, eu? Estou esperando as plataformas. -- Mas tem ali o retrato de um candidato dependurado na parede, que história é essa? -- Aonde, ali? Uê, gente: penduraram isso aí... Texto extraído do livro “A Mulher do Vizinho”, Editora Sabiá - Rio de Janeiro, 1962, pág. 144. Disponível em: http://www.releituras.com/fsabino_conversinha.asp. Acesso em 05 jul. 2017. 136 O ABACAXI Álvaro trabalhava em uma empresa. Funcionário sério, dedicado, cumpridor de suas obrigações e, por isso mesmo está com seus 20 anos de casa. Um belo dia, ele vai ao dono da empresa para fazer uma reclamação: -Meu patrão, tenho trabalhado durante esses 20 anos em sua empresa com toda a dedicação, só que me sinto um tanto injustiçado. O Luiz, que está conosco há somente três anos, está ganhando mais do que eu. O patrão, fingindo não ouvi-lo, disse: -Foi bom você vir aqui. Tenho um problema para resolver e você poderá fazê-lo. Estou querendo dar frutas como sobremesa ao nosso pessoal após o almoço de hoje. Ali na esquina tem uma barraca. Vá até lá e verifique se eles têm abacaxi. Álvaro, sem entender direito, saiu da sala e foi cumprir a missão. Em cinco minutos estava de volta. -E aí, Álvaro? - perguntou o patrão. -Verifiquei como o senhor mandou. O moço tem abacaxi. -E quanto custa? -Isso eu não perguntei, não. -Eles têm quantidade suficiente para atender a todos os funcionários do escritório? - quis saber o patrão. -Também não perguntei isso, não. -Há alguma outra fruta que possa substituir o abacaxi? -Não sei não... -Muito bem, Álvaro. Sente-se ali naquela cadeira e me aguarde um pouco. 137 O patrão pegou o telefone e mandou chamar o Luiz. Deu a ele a mesma orientação que dera o Álvaro. Em oito minutos, o Luiz voltou. -E então, Luiz? - indagou o patrão. -Eles têm abacaxi sim. Em quantidade suficiente para todo o nosso pessoal. E se o senhor preferir, têm também laranja, banana, melão e mamão. O abacaxi, estão vendendo a R$ 1,50 cada; a banana e o mamão a R$ 1,00 o quilo; o melão a R$ 1,20 a unidade, e a laranja a R$ 20,00 o cento, já descascada. Mas como eu disse que a compra seria em grande quantidade, eles me concederam um desconto de 15%. Deixei reservado. Conforme o senhor decidir, volto lá e confirmo, explicou o Luiz. Agradecendo pelas informações, o patrão dispensou-o. Voltou-se para o Álvaro, que permaneceu sentado ao seu lado, e perguntou-lhe: -Álvaro, o que foi que você estava mesmo me dizendo? -Nada sério não, patrão. Esqueça. Com a sua licença. E o Álvaro deixou a sala. Disponível em: http://julianasimplesmenteamigos.blogspot.com.br/2009/10/texto-o-abacaxi.html. Acesso em: 05 jul. 2017. 138 O rio e o oceano Diz-se que, mesmo antes de um rio cair no oceano ele treme de medo. Olha para trás, para toda a jornada, os cumes, as montanhas, o longo caminho sinuoso através das florestas, através dos povoados, e vê à sua frente um oceano tão vasto que entrar nele nada mais é do que desaparecer para sempre. Mas não há outra maneira. O rio não pode voltar. Ninguém pode voltar. Voltar é impossível na existência. Você pode apenas ir em frente. O rio precisa se arriscar e entrar no oceano. E somente quando ele entra no oceano é que o medo desaparece. Porque apenas então o rio saberá que não se trata de desaparecer no oceano, mas tornar- se oceano. Por um lado é desaparecimento e por outro lado é renascimento. Extraído de http://www.artemanhas.iter.com.br/rio _e_oceano/rio_e_o_ oceano.htm Disponível em: Coleção Cadernos de EJA Economia Solidária, p. 24 e 25. SOLIDARIEDADE Um chamado à união “Solidários, somos gente; Solitários, somos peças. De mão dadas, somos força; Desunidos, impotência. Isolados, somos ilha; Juntos, somos continente. Inconscientes, somos massa; Reflexivos, somos grupo. Organizados, somos pessoas; Sem organização, somos objetos de lucro. Em equipe, ganhamos, libertamo-nos; Individualmente, perdemos, continuamos presos. Participando, somos povo; Marginalizando-nos, somos rebanho. Unidos, somos soma; Na massa, somos número. Dispersos, somos vozes no deserto; Agrupados, fazemo-nos ouvir. Amontoando palavras, perdemos tempo; “Com ações concretas, construímos sempre”. Extraído de http://www.gdfsige.df.gov.br/Modelos/Mod16/ Default.Asp?EW=114&CL=422&EF=sq_clien- te=422&IN=930. Disponível em: Coleção Cadernos de EJA Economia Solidária, p. 23. 139 CONSUMIDOR CONSCIENTE Cordel bem-humorado fala sobre direitos civis Defesa do consumidor Domingos Alves E. Neto – Cabo BM Recebi uma tarefa Que faço com amor Falar sobre o direito De todo consumidor Seja pobre, seja rico Não pague “mico” Aprenda a dar valor O direito é amplo Garante a Constituição De quem compra à vista Ou mesmo a prestação Produto com garantia Pro uso ter serventia É dever e obrigação Por isso vamos falar Nesse livrinho rimado Os passos que devemos Dia-a-dia com cuidado Seguir para comprar Pra melhor utilizar Nosso dinheiro suado Primeiro fique sabendo Quem é o consumidor É aquele que compra E utiliza do credor Bens e outros produtos Pagando os tributos Dentro do real valor E quem é o fornecedor? Respondo com certeza Aquele que te vende E passa com clareza 140 Todas as informações As normas e instruções Sem usar de “esperteza” A relação de consumo Explico sem temor É aquele que ocorre Entre o consumidor Que compra seus bens Em lojas ou armazéns E o seu fornecedor Também nos serviços Pagos e utilizados Seja em órgãos públicos Ou nos privatizados Reforma ou pintura Conserto ou costura O que for “Acordado” Ocorrendo problemas Alterando a relação Procure seus direitos Exija retificação Não havendo “acerto” Ficando no: “prometo” Faça a reclamação Percebido o defeito Sendo de fabricação Trinta dias é o prazo Para a sua correção Não foi corrigido? Pode ser exigido A troca ou restituição Também são trinta dias Pra exercer o direito Se produto não durável Vier já com defeito Se durável, aumenta Neste caso, pra noventa Da Lei tire proveito Caso alguém envie Sem a sua solicitação 141 Construindo Pontes! Certa vez, dois irmãos que moravam em fazendas vizinhas, separadas apenas por um riacho, entraram em conflito. O que começara com um pequeno mal entendido finalmente explodiu numa troca de palavras ríspidas, seguidas porsemanas de total silêncio. Numa manhã, o irmão mais velho ouviu bater à sua porta. Ao abri-la, notou um homem com uma caixa de ferramentas de carpinteiro em sua mão, que lhe disse: – Estou procurando por trabalho, talvez você tenha um serviço para mim? – Sim! – disse o fazendeiro. – Claro que tenho trabalho para você. Veja aquela fazenda além do riacho. É de meu vizinho, na realidade, meu irmão mais novo. Brigamos muito e não mais posso suportá-lo. Vê aquela pilha de madeira perto do celeiro? Quero que você construa uma cerca bem alta ao longo do rio para que eu não mais precise vê-lo. – Acho que entendo a situação, – disse o carpinteiro. – Mostre-me onde estão o martelo e os pregos que certamente farei um trabalho que lhe deixará satisfeito. Como precisava ir à cidade, o irmão mais velho ajudou o carpinteiro a encontrar o material e partiu. O homem trabalhou arduamente durante todo aquele dia medindo, cortando e pregando. Já anoitecia quando terminou sua obra, ao mesmo tempo que o fazendeiro retornava. Porém, seus olhos não podiam acreditar no que viam. Não havia qualquer cerca! Em seu lugar estava uma ponte que ligava um lado do riacho ao outro. Era realmente um belo trabalho, mas, enfurecido, exclamou: – Você é muito insolente em construir esta ponte após tudo que lhe contei! No entanto, as surpresas não haviam terminado. Ao erguer seus olhos para a ponte mais uma vez, viu seu irmão aproximando- se da outra margem, correndo com seus braços abertos. Cada um dos irmãos permaneceu imóvel de seu lado do rio, quando, num só impulso, correram um na direção do outro, abraçandose e chorando no meio da ponte. Emocionados, viram o carpinteiro arrumando suas ferramentas e partir para construir mais pontes. Entre nós, seres humanos, também deveria haver mais pontes, para que nos aproximemos mais uns dos outros. Tais pontes poderiam eliminar os abismos que nos separam, os preconceitos que nos afastam uns dos outros. As pontes entre os seres humanos eliminariam as tantas coisas que nos separam. A ponte aproxima as pessoas; prolonga os caminhos; facilita a passagem; multiplica as oportunidades para o encontro. Que material podemos utilizar para construir tais pontes que nos unem às outras pessoas? Será o concreto, a pedra, a madeira ou o aço? Todos estes materiais são frágeis. O tempo os corrói. O material de que necessitamos é o mesmo que Deus usou para fazer a ponte que nos permite chegar novamente diante dele: o amor. Esta ponte de amor quer também nos levar aos outros. O amor é o material que nos ajuda a construir pontes entre os diferentes credos religiosos 142 que nos separam; pontes entre as diferentes raças; pontes entre os idosos e os jovens; pontes entre os que perdoam e os que recebem perdão; pontes entre o passado e o futuro. O amor é o material que nos permite edificar pontes que nos aproximam até mesmo de nossos inimigos, daqueles que não gostamos, que não queremos mais ver. Que Deus com seu amor nos transforme em construtores de pontes entre as pessoas! Disponível em: http://www.ienh.com.br/files/downloads/1363000247_8.pdf. Acesso em: 04 jul. 2017. 143 Como exercer o “consumo responsável” 1. Refletir sobre seus hábitos de consumo, reduzir quando possível, não desperdiçar e dar destinação correta ao resíduo ou ao produto pós-consumo; 2. Escolher marcas de empresas reconhecidas por suas práticas responsáveis e éticas; 3. Obter informações, por meio da mídia e das associações sociais, sobre os impactos sociais e ambientais da produção, do consumo e do pós-consumo de produtos e serviços; 4. Entrar em contato com o SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor) das empresas por telefone ou por escrito, para questionar sobre os impactos e pressionar pela adoção de práticas sustentáveis de produção e pós-consumo; 5. Procurar saber se a empresa tem um balanço social e solicitar informações a respeito; 6. Boicotar marcas de empresas envolvidas em casos de desrespeito à legislação trabalhista, ambiental e de consumo. Por exemplo, consulte a lista de reclamações fundamentadas do Procon, a fim de saber como determinada empresa se comporta em relação ao consumidor; 7. Participar de apoio associações de consumidores; 8. Denunciar práticas contra o meio ambiente, contra as relações de consumo e de exploração do trabalho infantil às autoridades competentes Disponível em: Coleção Cadernos de EJA Qualidade de vida, consumo e trabalho, p. 7. 144 A pipoca Rubem Alves A culinária me fascina. De vez em quando eu até me até atrevo a cozinhar. Mas o fato é que sou mais competente com as palavras do que com as panelas. Por isso tenho mais escrito sobre comidas que cozinhado. Dedico-me a algo que poderia ter o nome de “culinária literária”. Já escrevi sobre as mais variadas entidades do mundo da cozinha: cebolas, ora-pro-nobis, picadinho de carne com tomate feijão e arroz, bacalhoada, suflês, sopas, churrascos. Cheguei mesmo a dedicar metade de um livro poético-filosófico a uma meditação sobre o filme A Festa de Babette que é uma celebração da comida como ritual de feitiçaria. Sabedor das minhas limitações e competências, nunca escrevi como chef. Escrevi como filósofo, poeta, psicanalista e teólogo — porque a culinária estimula todas essas funções do pensamento. As comidas, para mim, são entidades oníricas. Provocam a minha capacidade de sonhar. Nunca imaginei, entretanto, que chegaria um dia em que a pipoca iria me fazer sonhar. Pois foi precisamente isso que aconteceu. A pipoca, milho mirrado, grãos redondos e duros, me pareceu uma simples molecagem, brincadeira deliciosa, sem dimensões metafísicas ou psicanalíticas. Entretanto, dias atrás, conversando com uma paciente, ela mencionou a pipoca. E algo inesperado na minha mente aconteceu. Minhas idéias começaram a estourar como pipoca. Percebi, então, a relação metafórica entre a pipoca e o ato de pensar. Um bom pensamento nasce como uma pipoca que estoura, de forma inesperada e imprevisível. A pipoca se revelou a mim, então, como um extraordinário objeto poético. Poético porque, ao pensar nelas, as pipocas, meu pensamento se pôs a dar estouros e pulos como aqueles das pipocas dentro de uma panela. Lembrei-me do sentido religioso da pipoca. A pipoca tem sentido religioso? Pois tem. Para os cristãos, religiosos são o pão e o vinho, que simbolizam o corpo e o sangue de Cristo, a mistura de vida e alegria (porque vida, só vida, sem alegria, não é vida...). Pão e vinho devem ser bebidos juntos. Vida e alegria devem existir juntas. 145 Lembrei-me, então, de lição que aprendi com a Mãe Stella, sábia poderosa do Candomblé baiano: que a pipoca é a comida sagrada do Candomblé... A pipoca é um milho mirrado, subdesenvolvido. Fosse eu agricultor ignorante, e se no meio dos meus milhos graúdos aparecessem aquelas espigas nanicas, eu ficaria bravo e trataria de me livrar delas. Pois o fato é que, sob o ponto de vista de tamanho, os milhos da pipoca não podem competir com os milhos normais. Não sei como isso aconteceu, mas o fato é que houve alguém que teve a idéia de debulhar as espigas e colocá-las numa panela sobre o fogo, esperando que assim os grãos amolecessem e pudessem ser comidos. Havendo fracassado a experiência com água, tentou a gordura. O que aconteceu, ninguém jamais poderia ter imaginado. Repentinamente os grãos começaram a estourar, saltavam da panela com uma enorme barulheira. Mas o extraordinário era o que acontecia com eles: os grãos duros quebra-dentes se transformavam em flores brancas e macias que até as crianças podiam comer. O estouro das pipocas se transformou, então, de uma simples operação culinária, em uma festa, brincadeira, molecagem, para os risos de todos, especialmente as crianças. É muito divertido ver o estouro das pipocas! E o que é que isso tem a ver com o Candomblé? É que a transformação do milho duro em pipoca macia é símbolo da grande transformaçãoporque devem passar os homens para que eles venham a ser o que devem ser. O milho da pipoca não é o que deve ser. Ele deve ser aquilo que acontece depois do estouro. O milho da pipoca somos nós: duros, quebra-dentes, impróprios para comer, pelo poder do fogo podemos, repentinamente, nos transformar em outra coisa — voltar a ser crianças! Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo. Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca, para sempre. Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito, a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e dureza assombrosa. Só que elas não percebem. Acham que o seu jeito de ser é o melhor jeito de ser. 146 Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos. Dor. Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, ficar doente, perder um emprego, ficar pobre. Pode ser fogo de dentro. Pânico, medo, ansiedade, depressão — sofrimentos cujas causas ignoramos.Há sempre o recurso aos remédios. Apagar o fogo. Sem fogo o sofrimento diminui. E com isso a possibilidade da grande transformação. Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro ficando cada vez mais quente, pense que sua hora chegou: vai morrer. De dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar destino diferente. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo, a grande transformação acontece: PUF!! — e ela aparece como outra coisa, completamente diferente, que ela mesma nunca havia sonhado. É a lagarta rastejante e feia que surge do casulo como borboleta voante. Na simbologia cristã o milagre do milho de pipoca está representado pela morte e ressurreição de Cristo: a ressurreição é o estouro do milho de pipoca. É preciso deixar de ser de um jeito para ser de outro. “Morre e transforma-te!” — dizia Goethe. Em Minas, todo mundo sabe o que é piruá. Falando sobre os piruás com os paulistas, descobri que eles ignoram o que seja. Alguns, inclusive, acharam que era gozação minha, que piruá é palavra inexistente. Cheguei a ser forçado a me valer do Aurélio para confirmar o meu conhecimento da língua. Piruá é o milho de pipoca que se recusa a estourar. Meu amigo William, extraordinário professor pesquisador da Unicamp, especializou-se em milhos, e desvendou cientificamente o assombro do estouro da pipoca. Com certeza ele tem uma explicação científica para os piruás. Mas, no mundo da poesia, as explicações científicas não valem. Por exemplo: em Minas “piruá” é o nome que se dá às mulheres que não conseguiram casar. Minha prima, passada dos quarenta, lamentava: “Fiquei piruá!” Mas acho que o poder metafórico dos piruás é maior. 147 Piruás são aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem. Ignoram o dito de Jesus: “Quem preservar a sua vida perdê-la-á”.A sua presunção e o seu medo são a dura casca do milho que não estoura. O destino delas é triste. Vão ficar duras a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca macia. Não vão dar alegria para ninguém. Terminado o estouro alegre da pipoca, no fundo a panela ficam os piruás que não servem para nada. Seu destino é o lixo. Quanto às pipocas que estouraram, são adultos que voltaram a ser crianças e que sabem que a vida é uma grande brincadeira... “Nunca imaginei que chegaria um dia em que a pipoca iria me fazer sonhar. Pois foi precisamente isso que aconteceu”. O texto acima foi extraído do jornal “Correio Popular”, de Campinas (SP), onde o escritor mantém coluna bissemanal. Disponível em: http://www.releituras.com/rubemalves_pipoca.asp. Acesso em 05 jul. 2017. 148 Magia e Milagre da Palavra Frei Betto As palavras pesam. Talvez porque sejam a mais genuína invenção humana. Os papagaios não falam, apenas repetem. Não escapam de seus limites atávicos. Curioso é organismo humano não possuir um órgão específico da fala. O olho é a fonte da visão, como o ouvido, da audição. A língua facilita a deglutição, como a traqueia, a respiração. No entanto, a ânsia de expressar-se levou o ser humano a conjugar mente e boca, órgão da respiração e da deglutição, para proferir palavras. “No princípio era o Verbo”, reza o prólogo do evangelho de João. Deus é Palavra e, em Jesus, ela se faz carne. O mundo foi criado porque foi proferido: “E Deus disse: ‘Haja a luz’ e houve luz”, conta o autor do Gênesis. Vivemos sob o signo da palavra. Unir palavra e corpo é o mais profundo desafio a quem busca coerência na vida. Há políticos e religiosos que primam pela abissal distância entre o que dizem e o que fazem. E há os que falam pelo que fazem. A palavra fere, machuca, dói. Proferida no calor aquecido por mágoas ou ira, penetra como flecha envenenada. Obscurece a vista e instaura solidão. Perdura no sentimento dilacerado e reboa, por um tempo que parece infinito, na mente atordoada pelo jugo que se impõe. Só o coração compassivo, o movimento anagógico e a meditação livram a mente de rancores e imunizam-nos da palavra maldita. Machado de Assis ensina que as palavras têm sexo, amam-se umas às outras, casam-se. O casamento delas é o que se chama estilo. A palavra salva. Uma expressão de carinho, alegria, acolhimento ou amor, é como brisa suave que ativa nossas melhores energias. Somos convocados à reciprocidade. Essa força ressurrecional da palavra é tão miraculosa que, por vezes, a tememos. Orgulhosos, sonegamos afeto; avarentos, engolimos a expressão de ternura que traria luz; mesquinhos, calamos o júbilo, como se deflagrar vida merecesse um alto preço que o outro, a nosso parco juízo, não é capaz de pagar. Assim, fazemos da palavra, que é gratuita, mercadoria pesada na balança dos sentimentos. Vivemos cercados de palavras vãs, condenados a uma civilização que teme o silêncio. Fala-se muito para dizer bem pouco. Nas músicas juvenis abundam palavras e carecem melodias. Jornais, revistas, tevê, outdoors, telefone, correio eletrônico – há demasiado palavrório. E sabemos todos que não se dá valor ao que se abusa. Carecemos de poesia. O poeta é um entusiasmado, no sentido grego deen + theós = com um deus dentro. Como sublinha Platão no Ion, nele fala a divindade, o Outro. Em linguagem psicanalítica, fala o inconsciente. Como Orfeu, o poeta 149 desce à noite dos infernos para recuperar Eurípides, o fantasma do desejo. Nossa lógica cartesiana faz do palavrório uma defesa contra o paradoxo. No entanto, sem paradoxo não há arte. O belo é irredutível à palavra, mas só a palavra expressa a estética. O silêncio não é o contrário da palavra. É a matriz. Talhada pelo silêncio, mais significado ela possui. O tagarela cansa os ouvidos alheios porque seu matraquear de frases ecoa sem consistência. Já o sábio pronuncia a palavra como fonte de água viva. Ele não fala pela boca, e sim do mais profundo de si mesmo. Há demasiado ruído em nós e em torno de nós. Tudo de tal modo se fragmenta que até a hermenêutica se cala. Hermes, o deus mensageiro, já não nos revela o sentido das coisas, mormente das palavras, que se multiplicam como vírus que esgarça o tecido e introduz a morte. Guimarães Rosa inicia Grandes sertões, veredas com uma palavra insólita: “Nonada”. Não nada. Não, nada. Convite ao silêncio, à contemplação, à mente centrada no vazio, à alma despida de fantasias. Sabem os místicos que, sem dizer “não” e almejar o Nada, é impossível ouvir, no segredo do coração, a palavra de Deus que, neles, se faz Sim e Tudo, expressão amorosa e ressonância criativa. Extraído de http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/Profa/col_3.pdf, em 6 de agosto de 2016. 150 OS ALTOS LUCROS DOS MAUS HÁBITOS Culpamos os pacientes pelosmaus hábitos, mas esquecemos que nada é casual Paulo Bento Bandarra Arevista Veja de 17/6/2003 abordou a estatina, nova esperança no combate às doenças cardíacas por sua eficácia na queda do colesterol. Já é a droga mais vendida no mundo. Está também sendo usada contra diabetes, angina, osteoporose, inflamações, Alzheimer, câncer de mama e próstata. Sem entrar no mérito da estatina como arma terapêutica, certamente não é a solução para a má alimentação e a inversão de valores da sociedade de consumo. Vive-se para comer, não se come para viver melhor. A alimentação passou a ser um produto comercial, que foge de sua função natural. Seu consumo é estimulado a toda hora pela mídia para quem tem poder aquisitivo e, portanto, já está alimentado. Então, inventam-se guloseimas para um consumo cada vez maior, para que o lucro se faça presente nos negócios de alimentação. Bom para a indústria A comida perde suas principais qualidades e funções para ser vendida por seus atrativos visuais, gustativos, táteis, para que se consuma mesmo sem necessitar. As gorduras utilizadas são de má qualidade, visando aumentar o lucro com produtos de preços mais baixos. Não são alimentos balanceados para uma alimentação saudável. Visam, principalmente, a quebra da resistência do consumidor, induzido à ingestão maior. E como a concorrência existe, a briga é para cada vez se comer mais. Disponível em: Coleção Cadernos de EJA Qualidade de vida, consumo e trabalho, p. 19. 151 OLHOS GRANDES Se toda a humanidade consumisse com a avidez americana, a Terra teria de ser duas vezes maior A humanidade caminha para um beco sem saída. Se o atual ritmo de exploração do planeta continuar, em um século não haverá fontes de água ou de energia, reservas de ar puro nem terras para agricultura em quantidade suficiente para a preservação da vida. Hoje, mesmo com metade da humanidade situada abaixo da linha de pobreza, já se consome 20% a mais do que a Terra consegue renovar. Se a população do mundo passasse a consumir como os americanos, seriam necessários mais três planetas iguais a este para garantir produtos e serviços básicos como água, energia e alimentos para todo mundo. Como, evidentemente, é impossível arranjar mais três Terras, nem os americanos poderão continuar com o mesmo modelo de consumo, nem a população mundial poderá adotá-lo. A única saída é todos adotarmos padrões de produção e de consumo sustentáveis. Para os países ricos, isso significa, por exemplo, procurar fontes de energia menos poluidoras, diminuir a produção de lixo e reciclar o máximo possível, além de repensar sobre quais produtos e bens são realmente necessários para alcançar o bem-estar. Aos países em desenvolvimento, que têm todo o direito a crescer economicamente, cabe o desafio de não 152 repetir o modelo predatório e buscar alternativas para gerar riquezas sem destruir florestas ou contaminar fontes de água. Nesse processo, o consumidor consciente tem um papel fundamental. Nas suas escolhas cotidianas, seja na forma como consome recursos naturais, produtos e serviços, seja pela escolha das empresas das quais vai comprar em função de sua responsabilidade social, pode ajudar a construir uma sociedade mais sustentável e justa. Extraído do site www.akatu.org.br Disponível em: Coleção Cadernos de EJA Qualidade de vida, consumo e trabalho, p. 50. 153 História do dinheiro O dinheiro é o objeto mais comum no mundo todo. É utilizado na compra, venda e troca de bens, e sem o dinheiro, a economia do mundo estaria paralisada. Sua origem é muito antiga, e acredita-se que a origem do dinheiro no mundo seja referente à antiga moeda portuguesa, que se chamava dinheiro, até a origem do real, veja abaixo a origem do dinheiro e como surgiu o dinheiro no mundo. Origem do dinheiro no mundo No mundo antigamente, todas as mercadorias eram apenas trocadas. O valor atribuído a elas era avaliado pelo tempo de produção, pela força de trabalho envolvida e também pelo grau de importância da troca. Com a origem do dinheiro, na forma de moeda, o valor do produto não dependia mais da força de trabalho envolvida na sua produção. E com a origem de bancos, o dinheiro passou a ser a própria mercadoria. A criação de um objeto metálico com valor estipulado pelo Estado denominado “dinheiro” é de origem grega no século VII a.C (600 anos). Antes da origem do dinheiro, diversos artigos foram utilizados como objeto de troca, como o chocolate no comércio asteca, as mulheres escravas e o bacalhau seco na Idade Média. Antigamente não era muito utilizado o dinheiro, pois se utilizava a troca de produtos, mais conhecida como escambo. O surgimento do dinheiro foi quando os homens começaram a trabalhar com terra. As primeiras moedas surgiram na Lídia, hoje conhecida como a atual Turquia, no século VII a.C. As moedas Brasileiras foram produzidas pela Casa da Moeda em 08 de março de 1964. Já em 1995 a fabricação das moedas brasileira tinha os valores como: 1.000, 2.000 e 4.000 Réis em ouro, também chamado de dobrões, e 20, 40, 80, 160, 320 e 640 Réis em prata, também conhecida como patacas. Os Réis foram substituídos, que circulou até 1967. O Brasil já trocou de moeda aproximadamente oito vezes. Atualmente o dinheiro usado no país é o real, que faz tempinho que circula pelo país. Fonte: http://www.blogbrasil.com.br/origem-do-dinheiro-como-surgiu-o-dinheiro-no-mundo/ 154 Espírito carnavalesco Moacyr Scliar Cansado, ele dormia a sono solto, quando foi bruscamente despertado pela esposa, que o sacudia violentamente. - Que aconteceu, resmungou ele, ainda de olhos fechados. - Não posso dormir -queixou-se ela. - Não pode dormir? E por quê? - Por causa do barulho -ela, irritada: - Será possível que você não ouça? Ele prestou atenção: de fato, havia barulho. O barulho de uma escola de samba ensaiando para o Carnaval: pandeiros, tamborins... Não escutara antes por causa do sono pesado. O que não era o caso da mulher. Ela exigia providências. - Mas o que quer você que eu faça? -perguntou ele, agora também irritado. - Quero que você vá lá e mande eles pararem com esse barulho. - De jeito nenhum -disse ele. - Não sou fiscal, não sou polícia. Eu não vou lá. Virou-se para o lado, com o propósito de conciliar de novo o sono. O que a mulher não permitiria: logo estava a sacudi-lo de novo. Ele acendeu a luz, sentou na cama: - Escute, mulher. É Carnaval, esta gente sempre ensaia no Carnaval, e não vão parar o ensaio porque você não consegue dormir. É melhor você colocar tampões nos ouvidos e esquecer esta história. Ela começou a chorar. Você não me ama, dizia, entre soluços:- Se você me amasse, iria lá e acabaria com a farra. Com um suspiro, ele levantou-se da cama, vestiu-se e saiu, sem uma palavra. Ela ficou à espera, imaginando que em dez ou 15 minutos a batucada cessaria. Mas não cessava. Pior: o marido não voltava. Passou-se meia hora, passou-se uma hora: nada. Nem sinal dele. E aí ela ficou nervosa. Será que tinha acontecido alguma coisa ao pobre homem? Será que -por causa dela- ele tinha se metido numa briga? Teria sido assassinado? Mas neste caso, por que continuava a batucada? Ou seria aquela gente tão insensível que continuava a orgia carnavalesca mesmo depois de ter matado um homem? Não aguentando mais, ela vestiu-se e foi até o terreiro da escola de samba, ali perto. Não, o marido não tinha sido agredido e muito menos assassinado. Continuava vivo, e bem vivo: no meio de uma roda, ele sambava, animadíssimo. Ela deu meia volta e foi para casa. Convencida de que o espírito carnavalesco é imbatível e fala mais alto do que qualquer coisa. 155 Você é um Número Clarice Lispector Se você não tomar cuidado vira um número até para si mesmo. Porque a partir do instante em que você nasce classificam-no com um número. Sua identidade no Félix Pacheco é um número. O registro civil é um número. Seu títulode eleitor é um número. Profissionalmente falando você também é. Para ser motorista, tem carteira com número, e chapa de carro. No Imposto de Renda, o contribuinte é identificado com um número. Seu prédio, seu telefone, seu número de apartamento - Tudo é número. Se é dos que abrem crediário, para eles você também é um número. Se tem propriedades, também. Se é sócio de um clube tem um número. Se é imortal da Academia Brasileira de Letras tem número da cadeira. É por isso que vou tomar aulas particulares de Matemática. Preciso saber das coisas. Ou aulas e Física. Não estou brincando: vou mesmo tomar aulas de Matemática, preciso saber alguma coisa sobre cálculo integral. Se você é comerciante, seu alvará de Localização o classifica também. Se é contribuinte de qualquer obra de beneficência também é solicitado por um número. Se faz viagem de passeio ou de turismo ou de negócio recebe um número. Para tomar um avião, dão-lhe um número. Se possui ações também recebe um, como acionista de uma companhia. É claro que você é um número no recenseamento. Se é católico recebe um número de batismo. No Registro civil ou religioso você é numerado. Se possui personalidade jurídica tem. E quando a gente morre, no jazigo, tem um número. E a certidão de óbito também.Nós não somos ninguém? Protesto. Aliás é inútil o protesto. E vai ver meu protesto também é número. A minha amiga contou que no Alto do Sertão de Pernambuco uma mulher estava com o filho doente, desidratado, foi ao Posto de Saúde. E recebeu a ficha com o número 10. Mas dentro do horário previsto pelo médico a criança não pode ser atendida porque só atenderam até o número 9. A criança morreu por causa de um número. Nós somos culpados. Se há uma guerra, você é classificado por um número. Numa pulseira com placa metálica, se não me engano. Ou numa corrente de pescoço, metálica. E Deus não é número. [...] 156 Parque de diversões Ana Miranda Ele saiu com sua melhor roupa, de mãos dadas com o filho maior, e o menor no colo. Deu um beijo na mulher, ela sorriu, enxugou as mãos na barra da saia e foi olhar da porta a saída alegre da família. Era um domingo de céu azul. Todos os domingos ele fazia o mesmo trajeto com os filhos. Atravessou a rua com as duas crianças no colo para não sujarem os únicos sapatos que tinham. Os vizinhos acenaram. Ele comprou a passagem com tíquetes e esperou meia hora na estação, até que o trem apareceu, vazio. Entrou no vagão, sentou-se com os filhos e fizeram a viagem em silêncio. As crianças, absortas, olhavam a paisagem que se tornava cada vez mais urbana: carros, ruas asfaltadas e edifícios. Saltaram na última estação. Caminharam algumas quadras, atravessaram ruas, praças e chegaram ao ponto de ônibus. Esperaram quase uma hora, as crianças impacientes reclamaram de sede, e ele foi a uma padaria, pediu um copo de água e deu de beber aos filhos. As crianças pediram um sonho, mas ele explicou que não tinha dinheiro. Voltaram ao ponto. O ônibus apareceu. Subiram e viajaram mais algum tempo. Cansadas, as crianças adormeceram. O ônibus chegou ao centro da cidade. Saltaram no ponto da praça. Ele deitou as crianças num banco e esperou. As crianças acordaram e quiseram olhar os pombos, que comiam milho jogado por um mendigo. Ele disse: “Vamos logo, estamos perto”. Atravessaram um labirinto de ruas estreitas e desertas, com as grades das lojas abaixadas. Cruzaram a larga avenida central e chegaram ao destino. De mãos dadas com o filho maior e o menor no colo, ele entrou no edifício. O vigia acenou. Faxineiros varriam a rampa. Excitadas, as crianças sorriam. Ele desceu a escada rolante em silêncio, as crianças absortas. Ao final, fizeram a volta e subiram a escada rolante. Desceram e subiram durante mais de uma hora. Ele disse que estava na hora de voltar. Cruzaram a avenida, o labirinto de ruas, beberam água na padaria, tomaram o ônibus, o trem, as ruas de lama, e ao entardecer chegaram em casa, cansados e felizes. Disponível em: Coleção Cadernos de EJA Tempo livre e trabalho, p. 22 e 23. 157 O MUSEU DESMIOLADO DE ALEXANDRE BRITO O MUSEU DESMIOLADO É UM MUSEU MUITO ENGRAÇADO A ENTRADA É PELA JANELA A SAÍDA, PELO TELHADO NÃO TEM NADA DE DISCRETO É UM MUSEU TODO AO CONTRÁRIO O TAPETE FICA NO TETO O LUSTRE, NO ASSOALHO UM LUGAR MULTIFACETADO NÃO SEGUE O CALENDÁRIO TODO DIA É FERIADO MANHÃ DE DOMINGO, SÁBADO UM ESPAÇO DIFERENTE DE TUDO NEM PARECE DESSE MUNDO O FIM É NO COMEÇO A FRENTE FICA NOS FUNDO TELHA DO LADO DE DENTRO FORRO DO LADO DE FORA CORTINA AO SABOR DO VENTO RELÓGIO QUE NÃO MARCA A HORA A ESCADA DESCE PRA CIMA O ELEVADOR SOBE PRA BAIXO QUEM SAI JÁ ESTÁ DE VOLTA QUEM CHEGA JÁ FOI EMBORA O DESMIOLADO É MESMO UM MUSEU DESTRAMBELHADO ONDE TODO DADO É REDONDO E TODO OVO, QUADRADO. 158 História Contemporânea Autores - Christina Feldman e Jack Kordnfield O rico industrial ficou horrorizado ao encontrar um pescador deitado indolentemente ao lado de seu barco, fumando um cachimbo. - Mas por que você não está pescando? - Porque já peguei peixe suficiente para hoje. - E por que você não sai para pegar mais peixes? - O que eu faria com eles? - Ora, você poderia ganhar dinheiro vendendo-os - explicou o industrial. - Com o dinheiro poderia consertar o motor do barco, ir a águas mais profundas e pescar ainda mais peixe. Teria então dinheiro para comprar redes de nylon. O que lhe traria ainda mais peixes e mais dinheiro. Logo teria dinheiro para possuir dois barcos...talvez uma frota de barcos. E seria um homem rico como eu. - E o que eu faria então? - Ora, você poderia então realmente gozar a vida. - E o que você acha que eu estou fazendo agora? 159 A noite Lá na roça onde eu morava quando era menino, na casa de pau-a-pique, fogão de lenha e “casinha” do lado de fora, havia muitos fantasmas. Eu mesmo nunca vi nenhum. Mas os grandes haviam visto e contavam casos de lobisomem, mula-sem- cabeça, saci e almas do outro mundo. Num dos seus livros Monteiro Lobato conta muitas estórias sobre eles. Eu acreditava e tinha medo. Mas nunca ouvi falar nesse tal de “Apagão”, que apaga todas as luzes. A razão para isso eu explico: para haver um “Apagão” é preciso que antes tenha havido um “Acendão”. O “Acendão” acende tudo, liga tudo: lâmpadas, geladeira, chuveiro, televisão, forno de microondas, tocador de CD, secador de cabelo, torradeira, máquina de fazer café, forno elétrico, aquecedor… O “Apagão” é o fantasma que desliga e apaga o que o “Acendão” ligou e acendeu. Mas lá onde eu morava, na roça, não havia eletricidade. Não havendo eletricidade não havia “como” acender. E não havia “o que” acender. Não havendo o “Acendão” não havia o perigo de acontecer o “Apagão”. A gente tinha de aprender a conviver, com o escuro, com a noite. [...] A casa era também escura. Não havia eletricidade nem lâmpadas. Era preciso acender as lamparinas que queimavam querosene com um cheiro forte, enchendo o ar de fuligem. Ou velas. As velas nos ensinam uma lição: para brilhar é preciso morrer. As velas, à medida que iluminam, vão morrendo. A cera dura fica mole com o calor, derrete-se e escorre, como se fossem lágrimas. E, por fim, a vela se reduz a um toquinho, até que se apaga definitivamente. Quem contempla a chama de uma vela, queimando, fica tranqüilo e sábio… Sem luz elétrica, sem rádio e sem televisão – a noite era uma hora tranqüila. Um amigo me contou que na cidade em que morava quando menino eram freqüentes os “apagões”. A cidade ficava às escuras. E pasmem: ele ficava feliz! No escuro o 160 seu pai acendia uma vela, punha a vela sobre a mesa e ele, o pai e a mãe jogavam baralho e conversavam. O pequeno “apagão” fazia com que eles estivessem próximos de um jeito que não acontecia quando a luz elétrica estava acesa. A luz da vela provoca intimidade. Ela aproxima as pessoas. O melhor lugar era a cozinha. Lá havia o fogo do fogão de lenha,o café, o bolo de fubá, a pipoca. Quando fazia frio meu pai punha uma bacia cheia de brasas no chão e nós nos assentávamos à volta das brasas. Tudo escuro, apenas os rostos avermelhados pelo vermelho das brasas. A gente tirava os sapatos e esticava os pés na direção do fogo…Os adultos contavam histórias. Histórias de “antigamente”, do “tempo do onça”, dos tempos quando se amarrava cachorro com lingüiça… Histórias de quando eram pequenos, de viagens, de bichos, de onças, de cobras, de macacos, de almas do outro mundo, histórias engraçadas, histórias de dar medo, histórias de fazer chorar. 161 HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA Um rico industrial ficou horrorizado ao encontrar um pescador deitado indolentemente ao lado de seu barco, fumando um cachimbo. – Mas por que você não está pescando? – Porque já peguei peixe suficiente para hoje. – E por que você não sai para pegar mais peixes? – O que eu faria com eles? – Ora, você poderia ganhar dinheiro vendendo-os – explicou o industrial. – Com o dinheiro poderia consertar o motor do barco, ir a águas mais profundas e pescar ainda mais peixe. Teria então dinheiro para comprar redes de nylon. O que lhe traria ainda mais peixes e mais dinheiro. Logo teria dinheiro para possuir dois barcos... talvez uma frota de barcos. E seria um homem rico como eu. – E o que eu faria então? – Ora, você poderia então realmente gozar a vida. – E o que você acha que eu estou fazendo agora? Histórias da alma, histórias do coração, compiladas por Christina Feldman e Jack Kornfield São Paulo: Pioneira, 1994. Coleção Cadernos de EJA - Tempo Livre e Trabalho 162 LISTA DE FIGURAS – 2º MÊS FIGURA 1 – SABÃO EM PÓ OMO MULTIAÇÃO TANQUINHO ................................................................................ 13 FIGURA 2 – RÓTULO A IDENTIDADE DO ALIMENTO................................................................................................. 14 FIGURA 3 – CUIDADOS COM A ÁGUA ............................................................................................................................... 31 FIGURA 4 – ÍNDIO DORMINDO EM REDE ....................................................................................................................... 33 FIGURA 5 – IDOSA TRABALHANDO NA ROÇA ............................................................................................................. 36 FIGURA 6 – PERFUME DE SONHO ....................................................................................................................................... 36 FIGURA 8 – LIMPADOR DE ESGOTOS ................................................................................................................................ 36 FIGURA 9 – PESSOAS TRABALHANDO NO ESCRITÓRIO ......................................................................................... 36 FIGURA 10 - LAVAR AS FRUTAS ............................................................................................................................................. 40 FIGURA 11 – LAVANDO UMA MAÇÃ .................................................................................................................................. 40 FIGURA 12 – CUIDADOS COM A ÁGUA ............................................................................................................................ 42 FIGURA 13 – TABELA DO JOGO FECHA QUADRADOS ............................................................................................. 45 FIGURA 14 – PESSOAS FAZENDO MALABARISMO NA RUA ................................................................................... 47 FIGURA 15 – CÃES POLICIAIS ................................................................................................................................................ 47 FIGURA 16 – SERVIÇO PÚBLICO .......................................................................................................................................... 47 FIGURA 17 – TRABALHO NO CAMPO ................................................................................................................................ 47 FIGURA 18 – RÓTULO DA COCA COLA ............................................................................................................................. 53 FIGURA 19 – RÓTULO DA LACTA .......................................................................................................................................... 53 FIGURA 20 – RÓTULO DE BISCOITO DONA CECI ........................................................................................................ 55 FIGURA 21 – FAMÍLIA ................................................................................................................................................................. 61 FIGURA 22 – BOLO DE FUBÁ .................................................................................................................................................. 68 FIGURA 23 – BULE DE CAFÉ .................................................................................................................................................... 68 FIGURA 24 – BALA DE HORTELÃ .......................................................................................................................................... 68 FIGURA 25 – BOLA DE FUTEBOL .......................................................................................................................................... 68 FIGURA 26 – IDOSA ..................................................................................................................................................................... 68 FIGURA 27 – IDOSO PESCANDO .......................................................................................................................................... 68 FIGURA 30 – BORDADO ........................................................................................................................................................... 68 FIGURA 31 – MACARRONADA .............................................................................................................................................. 68 FIGURA 32 – IMAGEM DE PUDIM ........................................................................................................................................ 68 FIGURA 33 – IMAGEM DE CASA AMARELA .................................................................................................................... 68 FIGURA 34 – IMAGEM DA ENTRADA DO HORTO FLORESTAL, RIO BRANCO/AC ....................................... 68 FIGURA 35 – IMAGEM DE CASARÃO .................................................................................................................................. 68 FIGURA 36 – IMAGEM DE XÍCARA DE CAFÉ................................................................................................................... 72 FIGURA 37 – IMAGEM DE COCADA.................................................................................................................................... 73 FIGURA 38 – IMAGEM DE CACHORRO ............................................................................................................................. 73 FIGURA 39 – IMAGEM DE CADEADO ................................................................................................................................ 73 FIGURA 40 – IMAGEM DE CUECA ........................................................................................................................................ 73 163 FIGURA 41 – IMAGEM DE ROTULO DE SUCO DE MAÇÃ .......................................................................................... 76 FIGURA 42 – IMAGEM DE FRUTAS, VERDURAS E LEGUMES .................................................................................. 77 FIGURA 43 – IMAGEM DE RÓTULOS DE ALIMENTOS ................................................................................................77 FIGURA 44 – IMAGEM DE CORPO HUMANO MASCULINO E FEMININO ................................................85/86 FIGURA 45 – IMAGEM DA PLANTA BAIXA DE UMA SALA DE AULA ................................................................... 86 FIGURA 46 – FOTO DE FERREIRA ......................................................................................................................................... 94 FIGURA 47 – MALHA QUADRICULADA ............................................................................................................................ 98 FIGURA 48 – PONTOS DE REFERENCIA .....................................................................................................................98/99 FIGURA 49 – REPRODUÇÃO DE PINTURAS FEITAS POR ADISON E TARSILA DO AMARAL ............ ....111 164 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS MÓDULO I - 2º mês A lenda da mandioca. 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