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1ª Edição / 2018
EJA
Educação de 
Jovens e Adultos
SEQUÊNCIA DE ATIVIDADES
EJA I – MÓDULO I
2º Mês
Expediente
Geral
Governador do Estado do Acre
Tião Viana
Vice-Governadora do Estado do Acre
Nazaré Araújo
Secretário de Estado de Educação e Esporte
Marco Antonio Brandão Lopes
Secretário Adjunto de Educação
José Alberto Nunes (Xaxá)
Diretora de Ensino
Rúbia de Abreu Cavalcante
Diretor de Gestão Estratégica e Relações Institucionais
Evaldo dos Santos Viana
Diretor de Recursos
Rui Moreno de Araújo
Coordenadora de EJA 
Fernanda Maria dos Santos Alves Nóbrega
Elaboração e Revisão
Adriana Araújo de Farias / Adriana Melo da Silva Gomes
Dalva Terezinha dos Santos / Francisca Karoline Rodrigues Braga Ramos
Valsilândia Maria Rodrigues de Oliveira
Designers / Projeto Gráfico / Diagramação
Paulo Edson Alves / Marcio Braga / Marcio Oliveira
Divisão de Comunicação da SEE
 
Revisão Final
Adriana Melo da Silva Gomes / Gertrudes Maria Sobrinho da Silva
Irismar Severino da Silva Fernandes / Janisléia Emília de Souza Teles Machado
Marta Ricardo dos Santos / Maria Arcanja de Carvalho Araújo.
Nossos agradecimentos
A todas as pessoas que direta ou indiretamente contribuíram para a 
realização desse trabalho.
EJA - Coordenação de Ensino de Jovens e Adultos
Secretaria de Estado de Educação e Esporte
Rua Rio Grande do Sul, 1907 - Aeroporto Velho - CEP: 69.903-420
COEJAPE: Coordenação de Jovens e Adultos e Programas Especiais 
Telefone: 68 3213 2347 / 3213 2368
E-mail: eja.acre@gmail.com - equipeeja1.gmail.com 
Ficha Catalográfi ca
Biblioteca Pública do Estado do Acre
A187s
Acre. Governo do Estado/ Secretaria de Estado e Educação e Esporte. 
Sequência de Atividades: EJA I Mês 2. Rio Branco: Governo do Estado do Acre/SEE; 2018.
154 p.: il. 29,7cm. – (C. Projetos, Programas e Relatórios).
1. Alfabetização de Jovens e Adultos. 2. Planejamento Escolar. 3. Material Didático. 
4. Especifi cações Sequencia Didática. 5. Módulo I. 6. Acre. I. FARIAS, Adriana de Araújo. II. 
GOMES, Adriana Melo da Silva. III. SANTOS, Dalva Terezinha dos. IV. RAMOS, Francisca 
Karoline Rodrigues Braga. V. OLIVEIRA, Valsilândia Maria Rodrigues de.
 
 Governo Estadual do Acre 
CDD: 374.012063
 Bibliotecária Responsável: Paula Barros
Apresentação
Prezado/a educador/a,
É com muita satisfação que apresentamos o Caderno de Ativida-
des e Orientações das Sequências Didáticas Interdisciplinares, pro-
duzidas especialmente para o Módulo I, da EJA I.
Nosso objetivo, com essas primeiras sequências, é o de produzir 
um material destinado à alfabetização e atender as necessidades de 
aprendizagem da leitura e da escrita de nossos jovens e adultos que 
ainda não estão alfabetizados, que se encontram nos mais distantes 
rincões do nosso estado, como por exemplo, as comunidades ribei-
rinhas de difícil acesso ou aqueles que estão em ramais e BRs muito 
distantes, além de atender as turmas da zona urbana.
A intenção foi a de organizar um material de alfabetização que 
funcione como manual para orientar as atividades didático-pe-
dagógicas realizadas em sala de aula. A proposta desse material é 
oferecer subsídios para uma prática pedagógica que considere o/a 
educando/a como protagonista do processo de ensino-aprendiza-
gem. Nesse sentido, as atividades apresentadas propiciam a inter-
disciplinaridade entre as áreas, como por exemplo, a inter-relação 
entre Linguagens e Códigos e Estudo da Sociedade e da Natureza, e 
Noções Lógico-Matemáticas e Estudo da Sociedade e da Natureza 
ou Linguagens e Códigos. Assim, atividades como a leitura e análise 
de rótulos, ou as que discutem os direitos sociais do alunado jovem 
e adulto, são apenas alguns dos exemplos que demonstram a preo-
cupação com o protagonismo do público de EJA no Estado do Acre, 
a partir da alfabetização. 
Acreditamos que a aprendizagem dos códigos alfabético-orto-
gráficos, de jovens e adultos, passa por uma concepção de educação 
que compreenda os educandos como seres que possuem a vocação 
ontológica de ser mais e não como meros depósitos, conforme afir-
ma Paulo Freire (1981). Compreendemos nosso público como sujei-
tos que possuem saberes e conhecimentos advindos da experiência 
e que precisam ser considerados nesse processo de aquisição da lei-
tura e da escrita. Baseados nessa proposta de uma educação liberta-
dora, permitindo que os(a) educandos(a) possam se enxergar como 
pessoas dotadas de saberes relevantes em relação ao conhecimento 
de mundo, é que propomos uma série de atividades sequenciadas e 
interdisciplinares, fruto de intenso trabalho e pesquisa, disponibili-
zadas a você professor(a), no Caderno de Sequências Didáticas para 
o Módulo I - EJA I.
Esperamos que este material contribua com o processo de ensino 
e aprendizagem! 
9
EJA I Módulo I - 2º Mês / 1ª Semana
SEQUÊNCIA DE ATIVIDADES 
CONTEÚDOS: 
Linguagens e códigos:
 ● Nome próprio
 ● Gêneros textuais: poema, rótulo e entrevista.
Noções Lógico - Matemática:
 ● Função social dos números; 
 ● Localização da posição no espaço; 
Estudos da Sociedade e da Natureza:
 ● Tipos de alimentos; 
 ● Higiene alimentar; 
 ● História da escola; 
 ● O trabalho; 
 ● Alimentação saudável; 
 ● As profissões e as relações sociais de produção;
 ● A importância do lazer e da atividade física.
CAPACIDADES:
Linguagens e códigos:
 ● Utilizar as diferentes linguagens como meio de expressão;
 ● Ler e escrever pequenos textos, identificando informações relevantes.
 ● Valorizar suas próprias produções e as dos seus colegas;
 ● Expandir o uso da linguagem, produzindo textos orais;
 ● Conhecer os gêneros textuais poema, rótulo e entrevista;
 ● Compreender a importância da educação física para o seu humano;
Noções Lógico-Matemáticas:
 ● Ampliar o conhecimento sobre a função social dos números;
 ● Explorar números naturais e sua função social (quantificação, ordenação, 
codificação e medida);
 ● Estabelecer pontos de referência para situar-se, posicionar-se e deslocar-se 
em espaços como a sala de aula e a escola;
Estudo da Sociedade e da Natureza:
 ● Classificar os alimentos mais comuns segundo os critérios: origem animal,
mineral e vegetal, consumo cru ou cozido, fresco ou em conserva;
10
 ● Reconhecer a importância de uma alimentação saudável para o 
desenvolvimento do corpo e a prevenção de doenças;
 ● Compreender a importância da higiene da água e dos alimentos;
 ● Compreender que os alimentos devem ser devidamente higienizados antes de 
serem consumidos;
 ● Conhecer a história da escola em que estuda;
 ● Identificar as diferenças entre sua casa, o bairro e/ou localidade e o lugar onde 
estuda;
 ● Conhecer alguns direitos sociais garantidos pela constituição e relacioná-
los com suas vivências e acontecimentos da atualidade (direito à educação, à 
saúde – à vida digna);
 ● Identificar os traços fundamentais das relações de trabalho assalariado.
RECURSOS DIDÁTICOS:
Revistas, jornais, papel madeira, pincel, giz, quadro, fichas com nomes dos 
alunos, cartazes, cola, cópias dos textos.
Agenda do 1º dia – Educador/a, copie a agenda no quadro
 1. Leitura do dia – A lenda da mandioca.
2. Ciências – Tipos de alimentos
3. Atividade de leitura e escrita – Letras embaralhadas
4. Atividade de escrita – Rótulo
5. História – A origem da escola
 
 ATIVIDADE 1 Tempo de duração 5 min.
Leitura do dia: 
Leitura realizada pelo educador/a – Realizar a leitura do texto “A lenda da 
mandioca” , disponível no Anexo de Textos 2º mês, p.130. 
 ATIVIDADE 2 Tempo de duração 45 min.
Ciências – Tipos de alimentos
Orientação:
 ● Ler o texto com os/as educandos/asentregando uma cópia para cada um ou 
escrevendo o texto no cartaz.
 ● Em seguida, explicar que segurança alimentar é a garantia que a população 
tem de acesso de forma permanente e regular a alimentos em quantidade e 
qualidade necessárias à manutenção da saúde seja ela física ou mental.
11
 ● Localizar no texto juntamente com os/as educandos/as as respostas das 
perguntas abaixo:
- Qual o objetivo do programa Fome Zero?
- O que se entende por desnutrição?
- Por que há fome no Brasil?
- O que pode ser considerada uma alimentação saudável?
- Qual a importância de uma alimentação saudável?
- Que tipos de alimentos fazem bem para a saúde? 
- Você sabia que os alimentos podem ser divididos de acordo com a origem? 
 ● Depois, explicar que os alimentos podem ser de origem animal, vegetal ou 
mineral e também podem ser classificados de acordo com a forma como são 
consumidos: cru, cozido, fresco ou em conserva. 
 ● Em seguida, dizer para os/as educandos/as que os alimentos de origem animal 
são aqueles que vêm dos animais. Os alimentos de origem vegetal são aqueles 
vindos das frutas, verduras e legumes; e os de origem mineral são os que contêm 
sais minerais e estão presentes na água, nos vegetais, nas frutas e nas carnes. 
Os sais minerais são o ferro, cálcio, magnésio e outros e são necessários para o 
bom desenvolvimento e funcionamento do corpo humano.
 ● Após a discussão sobre o texto, entregar a atividade abaixo para que a 
resolvam em duplas:
ATIVIDADES DE CIÊNCIAS
1. VAMOS ANALISAR UMA LISTA DE ALIMENTOS E SEPARÁ-LOS DE ACORDO 
COM A ORIGEM A QUE PERTENCEM.
MANTEIGA CENOURA FEIJÃO
 
LEITE OVOS CARNE
MANGA TOMATE ÁGUA 
12
 ANIMAL VEGETAL MINERAL
 
 _______________________ _____________________ _____________________
 ________________________ _____________________ _____________________
 ________________________ _____________________ _____________________
 ________________________ ______________________ ______________________
2. AGORA, VAMOS ANALISAR OS ALIMENTOS QUANTO À FORMA QUE 
PODEM SER CONSUMIDOS:
CRU: __________________________________________________________________________________
COZIDO: _____________________________________________________________________________
FRESCO: _____________________________________________________________________________
CONSERVA: __________________________________________________________________________
 ATIVIDADE 3 Tempo de duração 40 min.
Atividade de Leitura e Escrita – Letras embaralhadas
Orientação:
 ● Iniciar a discussão dizendo aos/ às educandos/as que todos os seres vivos 
necessitam de energia para realizar suas funções vitais. 
 ● Em seguida, perguntar se sabem dizer de onde vem essa energia para os seres 
vivos. 
 ● Promover um debate a partir das discussões feitas nas atividades anteriores, 
mas conduza o debate de modo que identifiquem os alimentos como elemento 
necessário para a produção de força e vitalidade para os seres vivos em geral. 
 ● Copiar a sequência de letras no quadro e resolver a atividade junto com os/
as educandos falando letra por letra e montando a palavra, tendo sempre o 
cuidado de fazer as devidas interferências de modo a auxiliá-los/as a pensar 
acerca da construção escrita de cada palavra.
13ATIVIDADES DE ESCRITA
ELIMINE AS LETRAS K,W,Y E DESCUBRA DE ONDE OS SERES VIVOS RETIRAM 
A SUA ENERGIA.
 K A W Y L W I M K E Y K W N Y T O K S
RESPOSTA: ALIMENTOS
 INTERVALO - Tempo de duração 15 min.
 ATIVIDADE 4 Tempo de duração 20 min.
Atividade de leitura – Rótulo (parte I)
Orientação:
 ● Apresentar aos/às educandos/as o rótulo da embalagem abaixo, colada 
numa cartolina ou folha de papel madeira, para serem exploradas as várias 
informações apresentadas no produto:
 ● Conversar com os/as educandos/as, numa roda de conversa, partindo dos 
seguintes questionamentos, que servirão como uma espécie de roteiro, 
podendo ser acrescentadas outras perguntas, a partir das que estão sendo 
propostas:
- Que produto é esse indicado na embalagem acima? 
- O que diz no rótulo?
- Qual quantidade de sabão tem nesse produto?
14
- Você consegue identificar a data de validade desse produto somente olhando 
a embalagem do sabão?
- Somente observando a imagem é possível identificar que se trata de uma 
embalagem ou de um rótulo? Os dois são a mesma coisa? Ou são diferentes?
 ● Vamos realizar a leitura do texto a seguir, para conhecermos e ampliarmos um 
pouco mais as ideias sobre rótulos e embalagens.
RÓTULO - A IDENTIDADE DO ALIMENTO
OS ALIMENTOS INDUSTRIALIZADOS SÃO IDENTI-
FICADOS PELO RÓTULO PRESENTE EM SUA EMBALA-
GEM. O RÓTULO É RESPONSÁVEL POR TRAZER DA-
DOS IMPORTANTES DO PRODUTO AO CONSUMIDOR 
COMO NOME, PESO, CARACTERÍSTICAS E DATA DE 
VALIDADE.
 NO ENTANTO, NEM SEMPRE AS INFORMAÇÕES 
PRESENTES SÃO DE FÁCIL COMPREENSÃO. É COMUM 
SURGIREM ALGUMAS DÚVIDAS COMO: QUAL É A DI-
FERENÇA ENTRE RÓTULO E EMBALAGEM? QUAIS 
AS INFORMAÇÕES QUE DEVEM ESTAR PRESENTES? 
QUAL É A IMPORTÂNCIA DE TANTA INFORMAÇÃO NO 
RÓTULO?
 PARA ENTENDER MELHOR SOBRE O ASSUNTO E 
SABER TIRAR PROVEITO DAS INFORMAÇÕES CONTI-
DAS NO RÓTULO, LEIA, A SEGUIR, O ROTEIRO EXPLI-
CATIVO:
15
 O QUE É RÓTULO?
SEGUNDO A AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA 
SANITÁRIA (ANVISA), RÓTULO É TODA INSCRIÇÃO, 
LEGENDA E IMAGEM OU TODA MATÉRIA DESCRITIVA 
OU GRÁFICA QUE ESTEJA ESCRITA, IMPRESSA, ESTAM-
PADA, GRAVADA OU COLADA SOBRE A EMBALAGEM 
DO ALIMENTO.
O QUE É EMBALAGEM?
DE ACORDO COM A ANVISA, EMBALAGEM É O RE-
CIPIENTE DESTINADO A GARANTIR A CONSERVAÇÃO 
E FACILITAR O TRANSPORTE E MANUSEIO DOS ALI-
MENTOS. ALGUNS TIPOS DE EMBALAGENS SÃO: VI-
DRO, PLÁSTICO, PAPELÃO.
QUAIS SÃO AS INFORMAÇÕES QUE DEVEM ESTAR 
PRESENTES OBRIGATORIAMENTE NO RÓTULO?
1. NOME DO ALIMENTO 
2. LISTA DE INGREDIENTES 
3. PESO LÍQUIDO
4. INFORMAÇÕES NUTRICIONAIS 
5. IDENTIFICAÇÃO DA ORIGEM
6. IDENTIFICAÇÃO DO LOTE
7. PRAZO DE VALIDADE 
8. INSTRUÇÕES SOBRE O PREPARO E USO DO ALIMENTO
Extraído de http://www.maisequilibrio.com.br/nutricao/rotulo-a-identidade-do-alimento-2-1-1-237.html. 
Acesso em 01/11/16,
 ● Após a leitura do texto, realizar uma interpretação oral, partindo das seguintes 
considerações:
- Depois de ler o texto acima, o que podemos entender do que ele trata, 
observando, por exemplo, o título “Rótulo – a identidade do alimento”?
- O que é um produto industrializado? Por que ele é diferente de um produto 
caseiro feito em casa ou na colônia?
- O que é um rótulo?
- O que é uma embalagem?
- Qual a diferença entre o rótulo e embalagem?
- Quais as principais informações que devem existir em um rótulo de qualquer 
produto industrializado?
16
 ● Após essa rodada de interpretação do texto, orientar o debate de modo que 
os/as educandos/as consigam ir estabelecendo distinções entre um rótulo 
e uma embalagem, bem como as diferenças entre cada um e como estão 
inter-relacionados: o rótulo traz todas as informações a respeito do produto, 
podendo estar diretamente impresso na embalagem ou vir impresso num papel 
ou plástico; e a embalagem é o recipiente utilizado para conter/ armazenar e 
acondicionar o produto.
 ● Para encerrar a atividade, pedir que cada educando/a fale sobre o que 
entendeu a respeito da ideia do “rótulo enquanto identidade do alimento” 
(Obs.: Educador/a espera-se que os/as educandos/as associem a ideia do 
rótulo como identidade do alimento, pois nele contêm todas as informações 
que definem e caracterizam o produto, assim como a carteira de identidade 
que também apresenta quem é a pessoa, informandoseus dados pessoais).
 ● Solicitar que, para a próxima aula, tragam rótulos e embalagens de produtos 
vazios que já foram utilizados e seriam jogados no lixo, para que sejam 
realizadas atividades em sala. 
 ATIVIDADE 5 Tempo de duração 60 min. 
História – A origem da escola (Parte I)
Orientação:
 ● Iniciar a atividade escrevendo o nome da escola que estiver trabalhando, no 
quadro, em letras maiúsculas:
ESCOLA ______________________________________________________________________________
 ● Em seguida, numa roda de conversa perguntar aos/às educandos/as a respeito 
de qual nome está escrito no quadro. 
 ● Orientá-los/as para que façam as inferências adequadas como por exemplo 
identificar letras iniciais, letras próximas, letras finais e sílabas, de modo que 
identifiquem que se trata do nome da escola em que estudam. 
 ● Deixar que falem livremente. 
Obs: Espera-se que consigam identificar o nome da escola, tendo em vista que 
todos os dias o nome da escola deve constar no registro da agenda diária.
 ● Após a leitura do nome da escola, fazer os seguintes questionamentos aos/às 
educandos/as: 
- Por que a escola recebeu esse nome?
- Quando surgiu?
- Alguém sabe a história da escola?
- Alguém sabe dizer algo sobre como surgiu a escola?
17
 ● Em seguida, propor aos/às educandos/as a construção de um roteiro de 
entrevista para descobrirem as respostas das perguntas acima a ser realizada 
com as pessoas da comunidade escolar, a fim de conhecerem a história da 
escola. Para tanto, devem procurar entrevistar, por exemplo, o funcionário 
mais antigo da escola, o gestor e até mesmo pessoas do bairro e/ou localidade 
que moram há bastante tempo nas redondezas na qual a escola está situada e 
podem falar a respeito de quando e como surgiu a escola naquele lugar.
 ● O roteiro poderá ser orientado a partir dos seguintes pontos, contemplando 
as questões a seguir e/ou outras que a turma considerar pertinentes.
ROTEIRO DE ENTREVISTA
ENTREVISTADO: 
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
1. POR QUE A ESCOLA RECEBEU ESSE NOME? 
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
2. EM QUAL DATA FOI CRIADA? 
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
3. QUAL A HISTÓRIA DA CRIAÇÃO DA ESCOLA? DESCREVA OS MOTIVOS 
PELOS QUAIS A ESCOLA FOI CRIADA NESSA LOCALIDADE. 
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
18
Agenda do 2º dia – Educador/a, copie a agenda no quadro
 1. Leitura do dia – Entre amigos 
2. Ciências – Alimentação saudável
3. Atividade em grupo – Cartazes
4. Atividade de escrita – Completando palavras
5. Matemática – Ordem crescente e decrescente
6. Atividade de leitura e escrita – Caça-palavras: tipos de alimentos
7. História – A origem da escola
 ATIVIDADE 1 Tempo de duração 5 min. 
Leitura do dia – Realizar a leitura do texto “Entre amigos”, de autoria de Martha 
Medeiros, disponível no anexo de textos, p.131. 
 ATIVIDADE 2 Tempo de duração 45 min. 
Ciências – Alimentação saudável
Orientação:
 ● Ler, com os/as educandos/as, o texto que apresenta o trecho da música 
“Comida” dos Titãs, entregando uma cópia para cada um ou escrevendo-o em 
cartaz.
 Bebida é água!
 Comida é pasto!
 Você tem sede de quê?
 Você tem fome de quê?
 A gente não quer só comida
 A gente quer comida
 Diversão e arte
 A gente não quer só comida
 A gente quer saída
 Para qualquer parte
 Disponível em: https://www.vagalume.com.br/titas/comida.html. Acesso em 03/11/16, às 08:21.
 ● Após a leitura da música conversar com os/as educandos/as sobre as questões 
abaixo:
- O trecho da música cantada pelos Titãs retrata que as pessoas não querem só 
comida. Você concorda com essa afirmação?
- Em sua opinião, além do alimento, o que mais ajuda o organismo a se manter 
saudável?
19
- Mas, para o organismo se manter saudável é necessário manter uma boa 
alimentação. E o que podemos fazer para se alimentar de uma maneira que seja 
boa para o nosso corpo, que seja considerada saudável?
 ● Vamos realizar a leitura do texto “Dez passos para uma alimentação saudável” e 
encontrar algumas dicas para se viver melhor. 
10 PASSOS PARA UMA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL
CONFIRA AS DICAS DO MINISTÉRIO DA SAÚDE 
PARA INCORPORAR NA ALIMENTAÇÃO DO SEU DIA
-A-DIA E DE TODA A SUA FAMÍLIA. 
VERIFIQUE OS 10 PASSOS PARA PROMOVER UMA 
ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL, E ESCOLHA AQUELES QUE 
PODEM TRAZER VARIEDADE E MUDANÇA DE QUALI-
DADE EM SUA ALIMENTAÇÃO.
1. AUMENTE E VARIE O CONSUMO DE FRUTAS, LE-
GUMES E VERDURAS. ELAS SÃO RICAS EM VITAMI-
NAS, MINERAIS E FIBRAS. AS VITAMINAS E MINERAIS 
COLABORAM NA MANUTENÇÃO E NO BOM FUNCIO-
NAMENTO DO ORGANISMO. E AS FIBRAS REGULAM O 
FUNCIONAMENTO INTESTINAL, DÃO SENSAÇÃO DE 
SACIEDADE, E PODEM ATUAR PREVENINDO VÁRIAS 
DOENÇAS.
 2. COMA FEIJÃO PELO MENOS 1 VEZ AO DIA. 
 VARIE OS TIPOS DE FEIJÕES USADOS E AS FORMAS 
DE PREPARO. USE TAMBÉM OUTROS TIPOS DE LEGU-
MINOSAS COMO SOJA, GRÃO-DE-BICO, LENTILHA, 
ETC. COMA FEIJÃO COM ARROZ NA PROPORÇÃO DE 
1 PARA 2. ESSE PRATO BRASILEIRO É UMA COMBINA-
ÇÃO COMPLETA DE PROTEÍNAS E BOM PARA A SAÚ-
DE!
3. REDUZA O CONSUMO DE SAL. 
TIRE O SALEIRO DA MESA. O SÓDIO É ESSENCIAL 
PARA O BOM FUNCIONAMENTO DO ORGANISMO, 
MAS O EXCESSO PODE LEVAR AO AUMENTO DA PRES-
SÃO DO SANGUE (HIPERTENSÃO), E OUTRAS DOEN-
ÇAS. EVITE TEMPEROS PRONTOS, ALIMENTOS EN-
LATADOS E EMBUTIDOS. USE ERVAS FRESCAS PARA 
REALÇAR O SABOR.
20
4. REDUZA O CONSUMO DE ALIMENTOS GORDU-
ROSOS, COMO CARNES COM GORDURA APARENTE, 
SALSICHA, MORTADELA, FRITURAS E SALGADINHOS, 
PARA NO MÁXIMO 1 VEZ POR SEMANA. PREFIRA OS 
ALIMENTOS COZIDOS OU ASSADOS, LEITE E IOGURTE 
DESNATADOS E QUEIJOS BRANCOS.
5. FAÇA PELO MENOS 4 REFEIÇÕES POR DIA: CAFÉ 
DA MANHÃ, ALMOÇO, JANTAR E OS LANCHES. NÃO 
PULE AS REFEIÇÕES. PARA LANCHE E SOBREMESA 
PREFIRA FRUTAS.
6. MANTENHA O SEU PESO DENTRO DOS LIMITES 
SAUDÁVEIS – VEJA SE SEU IMC (ÍNDICE DE MASSA 
CORPÓREA) ESTÁ ENTRE 18,5 A 24,9KG/M2. O IMC 
MOSTRA SE SEU PESO ESTÁ ADEQUADO PARA A SUA 
ALTURA.
7. CONSUMA COM MODERAÇÃO ALIMENTOS RI-
COS EM AÇÚCAR, COMO DOCES,BOLOS E BISCOITOS. 
PREFIRA OS CEREAIS INTEGRAIS. 
8. APRECIE SUA REFEIÇÃO E COMA DEVAGAR. 
FAÇA DE SUA REFEIÇÃO UM PONTO DE ENCONTRO 
COM A FAMÍLIA. NÃO SE ALIMENTE ASSISTINDO TV 
OU LENDO LIVROS E REVISTAS. RESERVE UM TEMPO 
DO SEU DIA PARA AS REFEIÇÕES FAZENDO DELAS, 
MOMENTOS DE MUITO PRAZER! 
9. BEBA ÁGUA! 
MUITA ÁGUA! 60% DO NOSSO CORPO É FORMA-
DO POR ÁGUA! PORTANTO, BEBA EM MÉDIA 2 LITROS 
DE ÁGUA (6-8 COPOS) POR DIA. CONSUMA COM MO-
DERAÇÃO BEBIDAS ALCOÓLICAS E REFRIGERANTES. 
1ML DE ÁLCOOL FORNECE 7KCAL!! PREFIRA SUCOS 
DE FRUTA FRESCA OU POLPA CONGELADA.
10. SEJA ATIVO! 
ACUMULE PELO MENOS 30 MINUTOS DE ATIVIDA-
DE FÍSICA TODOS OS DIAS. CAMINHE PELO SEU BAIR-
RO, SUBA ESCADAS, JOGUE BOLA, DANCE, ENFIM...
MEXA-SE!! 
21ATIVIDADE DE ESCRITA
AGORA, COM A AJUDA DO/A EDUCADOR/A RESPONDA, 
POR ESCRITO, AS QUESTÕES ABAIXO:
A) POR QUE É IMPORTANTE CONSUMIR FRUTAS E VERDURAS? 
________________________________________________________________________________________
B) O QUE SIGNIFICA SER ATIVO? 
________________________________________________________________________________________
C) QUAL A IMPORTÂNCIA DE REDUZIR O CONSUMO DE ALIMENTOS 
GORDUROSOS?
________________________________________________________________________________________
D) QUAIS OS ALIMENTOS QUE TÊM MUITO AÇÚCAR E QUE PRECISAMOS 
EVITAR EM NOSSA ALIMENTAÇÃO? 
________________________________________________________________________________________
 ● IDENTIFIQUE, NO TEXTO AS PALAVRAS LISTADAS ABAIXO, FAZENDO UM 
CÍRCULO AO REDOR, DE ACORDO COM AS SEGUINTES ORIENTAÇÕES:
1. FRUTAS – USE A COR VERMELHA PARA MARCAR
2. FEIJÃO – USE A COR MARROM PARA MARCAR
3. VERDURAS – USE A COR VERDE
4. AÇÚCAR – USE A COR AMARELA
5. ALIMENTOS – USE A COR PRETA
6. REFEIÇÃO – USE A COR LARANJA
7. ÁGUA – USE A COR AZUL
8. LEGUMES – USE A COR ROXA
Obs.: Educador/a, solicitar que os/as educandos/as tragam para a sala de aula, 
na sexta-feira, diferentes frutas que tenham em casa, no quintal ou na colônia 
para, juntos, fazer uma salada de frutas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
22
 ATIVIDADE 3 Tempo de duração 30 min. 
Atividade em Grupo – Construção de cartazes
Orientação:
 ● Solicitar que os/as educandos/as se organizem em grupos de até três 
componentes e recortem de jornais e revistas, reportagens que tratam do 
problema da fome no Brasil e no mundo.
 ● Depois, montar um mural na sala de aula.
 ● Em seguida, pedir que cada grupo fale sobre as imagens que recortaram: do 
que elas tratam, quais impressões e sentimentos transmitem para quem as vê, 
ou o que sentiram quando viram tais imagens. 
 ● Deixar que falem livremente sobre suas impressões e sentimentos. 
 ATIVIDADE 4 Tempo de duração 30 min. 
História – A origem da escola (Parte II)
Orientação
 ● Realizar a entrevista, observando as seguintes orientações antes de aplicar o 
questionário:
- Agendamento da entrevista, indicando quais pessoas serão entrevistadas: 
gestor, professores, funcionários e quais pessoas da comunidade. 
- Antes de realizar a entrevista propriamente dita, lembrar aos/às educandos/as 
que ela poderá e deverá ser feita com mais de uma pessoa. Por exemplo: pode 
ser feita uma entrevista com o gestor, durante a qual o/a educador/a agendará 
um momento com a direção da escola para que os/as educandos/as possam 
entrevistá-lo. 
- Certificar-se de que cada educando/a seja responsável por fazer uma pergunta 
do roteiro a ser produzido e que algum outro educando/a, que já esteja mais 
avançado no processo de alfabetização, faça o registro das respostas. 
- Caso não seja possível, você, educador/a faça o registro das respostas no momento 
da entrevista para não perder a essência das informações; ou ainda pode deixar 
para fazer o registro coletivo em que você seja o/a escriba das respostas, e os/as 
educandos/as vão falando as respostas dos entrevistados e você irá registrando, 
sempre fazendo os devidos questionamentos a respeito de como se escreve cada 
palavra.
 INTERVALO - Tempo de duração 15 min.
23
 ATIVIDADE 5 Tempo de duração 25 min. 
Atividade de Escrita – Completando palavras
Orientação:
 ● Após a exploração do trecho da letra da música “Comida” dos Titãs, dizer aos/
às educandos/as que será feita uma atividade de escrita na qual irão completar 
algumas palavras com as letras que faltam. Informá-los/as que, se necessário, 
podem consultar a letra da música para encontrar as palavras e verificar como 
se escreve cada uma delas. 
Obs.: Contudo, observar ainda que é sempre interessante e importante que 
o/a educador/a leve em consideração o fato de que é necessário orientar aos/
às educandos/as a pensarem acerca da escrita das palavras: com qual letra 
começa, qual letra vem depois, com qual termina, quais vogais são utilizadas 
para escrever determinadas palavras, se juntar uma determinada consoante 
com as vogais que sílabas e palavras podem ser escritas; o objetivo central 
das atividades de escrita é auxiliar os//as educandos/as a refletirem sobre o 
sistema de escrita e, assim, irem ampliando o repertório de apropriação do 
sistema alfabético.
ATIVIDADE ESCRITA
COMPLETE AS PALAVRAS ABAIXO COM AS LETRAS QUE ESTÃO FALTANDO. 
 B____BI____A P_____AZ_____R F____LI____IDADE A____TE 
 ____OME M_____TA____E V____D____ D____NHEI____O 
 C____MI_____A I_____TEI____O D_____R 
 
 ATIVIDADE 6 Tempo de duração 30 min. 
Matemática – Ordem crescente e decrescente
Orientação:
 ● A partir das discussões anteriores a respeito do texto “10 passos para uma 
alimentação saudável”, dizer aos/às educandos/as que uma alimentação 
inadequada resulta num problema de saúde que se chama obesidade. Esta é o 
excesso de gordura no corpo que causa e aumenta o risco de vários problemas 
de saúde mais graves, como o diabetes, hipertensão arterial, que causa doenças 
no coração e outras doenças.
 ● Em seguida, dizer que podemos verificar se estamos saudáveis fazendo um 
cálculo do índice de Massa Corporal, o chamado IMC que é uma medida 
utilizada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para avaliar o grau de 
obesidade das pessoas e verificar a qualidade de vida e a saúde. O IMC é o peso 
dividido pela altura ao quadrado, utilizando a seguinte fórmula: P/A2
24
 ● Pedir que digam o peso (aqueles que souberem dirão o seu peso, aos que não 
souberem, pedir que façam uma estimativa do quanto pesam) e sua altura, para 
que o/a educador/a faça o cálculo e registre no quadro. 
 ● Depois, apresentar a tabela que explica os resultados do cálculo do IMC:
RESULTADO SITUAÇÃO
ABAIXO DE 17 MUITO ABAIXO DO PESO
DE 17 E 18,49 ABAIXO DO PESO
ENTRE 18,5 E 24,99 PESO NORMAL
ENTRE 25 E 29,99 ACIMA DO PESO
ENTRE 30 E 34,99 OBESIDADE 1
ENTRE 35 E 39,99 OBESIDADE 2 (SEVERA)
ACIMA DE 40 OBESIDADE 3 (MÓRBIDA)
DISPONÍVEL: www.calculoimc.com.br. Acesso em 24/01/2017, às 11:26.
 ● Após esse momento, organizar as informações obtidas em relação ao IMC, 
numa tabela em ordem crescente dos dados: do menor ao maior índice. 
 ATIVIDADE 7 Utilizar se sobrar tempo 
Atividade de leitura e escrita: Caça-palavras
Orientação:
 ● Solicitar que os/as educandos/as observem as palavras abaixo que indicam os 
tipos de alimentos:
 
MANTEIGA CENOURA FEIJÃO
 
 LEITE OVOS CARNE
MANGA TOMATE ÁGUA 
25
 ● Em seguida, pedir que procurem essas palavras no caça-palavras fazendo um 
círculo ao redor de cada palavra que encontrarem.
 ● Depois, que encontrar as palavras, pedir que copiem no caderno, como forma 
de exercitar a escrita e também que circulem e contemas vogais nas palavras.
N L M A N T E I G A H
E I C Q T O M A T E F
F E E M E D E B C Ã D
E O N O M A N G A P E
I P O T O R E C R F O
J R U S J A U Ã N J V
à A R B L E I T E O O
O F Á G U A M A L A S
Agenda do 3º dia – Educador/a, copie a agenda no quadro.
1. Leitura do dia – Um casal de idosos 
2. Atividade de leitura e interpretação – Poema
3. Atividade de escrita – Rótulos
4. Matemática – Interpretando tabelas
5. Ciências – A importância da higiene da água
6. História – A origem da escola
 ATIVIDADE 1 Tempo de duração 5 min.
Leitura do dia: 
Realizar a leitura do texto “Um casal de idosos”, disponível no Anexo de Textos - 2º 
mês, p. 132.
26
 ATIVIDADE 1 Tempo de duração 60 min. 
Atividade de leitura e interpretação do poema – Não existe dor gostosa
Orientação:
 ● Levar o poema abaixo “Não existe dor gostosa”, de Ricardo Azevedo, num cartaz, 
deixar afixado na sala e distribuir uma cópia para fazer a leitura junto com os/a 
educandos/as, de modo que todos acompanhem, visualizando cada palavra:
NÃO EXISTE DOR GOSTOSA
NÃO EXISTE DOR BONITA
NEM DOR QUE SEJA MELHOR.
MAS ENTRE AS DORES DO MUNDO
HAVERIA UMA PIOR?
TEM GENTE QUE NÃO VACILA:
-DIGO, JURO E NÃO DUVIDO,
QUE A MAIS DOÍDA DAS DORES
COM CERTEZA É A DOR DE OUVIDO!
MAS OUTROS LOGO DISCORDAM:
-NÃO VEM QUE NÃO ADIANTA!
E DIZEM QUASE SEM VOZ:
-A PIOR É NA GARGANTA!
É QUANDO ALGUÉM SE LEVANTA
E BRAVO BATE NA MESA,
DIZENDO QUE NÃO EXISTE
PIOR DOR QUE A DOR DE CABEÇA.
MAS ALGUÉM ACHA OUTRA COISA
E USA VOZ COMOVENTE
PRA PROVAR COM A MÃO NA BOCA
QUE A PIOR É A DOR DE DENTE.
SEM FALAR NOS QUE INSISTEM
EM LEMBRAR DESSA INIMIGA
QUE MALTRATA A NOSSA VIDA
E CHAMA DOR DE BARRIGA.
TEM GENTE COM DOR NA UNHA,
27
TEM DOR QUE DÁ NO CABELO,
TEM ATÉ DOR DE INVEJA:
É A DOR-DE-COTOVELO.
NÃO EXISTE DOR GOSTOSA,
DE DOR NINGUÉM ACHA GRAÇA.
MAS A DOR PIOR QUE EXISTE
É AQUELA QUE NÃO PASSA.
 RICARDO AZEVEDO
Disponível em: http://profhelena4e5ano.blogspot.com.br/2010/12/nao-existe-dor-gostosa.html. 
Acesso em 04/11/16, às 09:20.
 ● Após a leitura do poema, relembrar com os/as educandos/as as características 
desse gênero textual: estrofes e versos. Aproveitar para relembrar outros 
poemas que já foram trabalhados em outras aulas e que uma das características 
do poema é a rima: palavras que terminam com a mesma sequência de sons. 
 ● Depois, fazer uma breve interpretação escrita do poema, mas durante a 
atividade ir conversando com os/as educandos/as de modo a realizar uma 
interpretação oral do poema, a partir dos seguintes questionamentos:
ATIVIDADE DE INTERPRETAÇÃO DO TEXTO
QUAL O TÍTULO DO POEMA?
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
QUEM ESCREVEU ESSE POEMA? 
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
O QUE O AUTOR QUIS DIZER COM A IDEIA DE QUE “NÃO EXISTE DOR 
BONITA, NEM DOR QUE SEJA MELHOR”? QUAL É A PIOR DOR DO MUNDO? 
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
28
- LEIA O VERSO ABAIXO E DEPOIS ESCREVA O QUE VOCÊ ENTENDEU.
 “NÃO EXISTE DOR GOSTOSA,
 DE DOR NINGUÉM ACHA GRAÇA.
 MAS A DOR PIOR QUE EXISTE
 É AQUELA QUE NÃO PASSA.”
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
 
COPIE DO TEXTO ALGUNS PARES DE PALAVRAS QUE RIMAM.
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
 ● Em seguida, pedir que marquem no texto algumas palavras, conforme for 
ditado para que as identifiquem:
 BONITA DOR OUVIDO GARGANTA BARRIGA
COTOVELO UNHA CABELO DENTE MÃO BOCA 
 ATIVIDADE 3 Tempo de duração 30 min. 
Atividade de escrita – Rótulo
Orientação:
 ● Numa roda de conversa fazer os seguintes questionamentos aos/às 
educandos/as:
- Você lembra o que é um rótulo? 
- O que caracteriza um rótulo?
- O que o diferencia da embalagem?
- Para que serve um rótulo?
 ● Deixar que falem livremente.
29
 ● Em seguida, Organizá-los/as em duplas de acordo com as hipóteses de escrita em que 
se encontrarem (alfabético com silábico alfabético; silábico alfabético com silábico 
com valor sonoro; silábico com valor sonoro e silábico sem valor sonoro; pré-silábico 
com silábico com valor sonoro).
 ● Depois, distribuir a metade de uma folha de cartolina, previamente preparada para 
escrever com linhas tracejadas, e pedir que façam um pequeno texto respondendo as 
perguntas utilizadas na atividade anterior, adotando-as como uma espécie de roteiro.
Durante a atividade circular na sala e orientar as duplas quanto à escrita das palavras 
e incentivar os/as educandos/as a produzir os textos da melhor forma, mesmo que 
essa escrita não seja convencional.
 ● Ao final da atividade, pedir que socializem as produções escritas. 
 
 INTERVALO - Tempo de duração 15 min.
 ATIVIDADE 4 Tempo de duração 30 min. 
Matemática – Interpretando tabelas
Orientação:
 ● Iniciar perguntando aos/às educandos/as para que serve uma tabela. Deixar que 
falem livremente, mas conduzir as discussões para que identifiquem que a tabela é 
uma forma de organizar informações e facilitar a visualização de dados. 
 ● Em seguida, apresentar a tabela abaixo que representa, de forma fictícia, os alimentos 
preferidos da família Silva. Após a leitura da tabela, pedir que respondam às questões 
a seguir:
COMIDAS PREFERIDAS DA FAMÍLIA SILVA
ALIMENTOS QUANTOS GOSTAM
BOLO 9
TAPIOCA 5
FEIJÃO 13
CHURRASCO 18
PEIXE 15
PIZZA 8
FRUTAS 7
SOPA 12
30
1. QUAL A COMIDA PREFERIDA DA FAMÍLIA SILVA? 
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
2. QUANTOS GOSTAM DE CHURRASCO? 
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
3. AS PESSOAS DESSA FAMÍLIA GOSTAM MAIS DE PIZZA OU DE FEIJÃO? 
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
4. QUE COMIDA A FAMÍLIA MENOS GOSTA?________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
 ● Socializar as respostas dos/as educandos/as de modo que possam 
compartilhar as interpretações e verificar se analisaram as informações da 
tabela adequadamente. 
 ATIVIDADE 5 Tempo de duração 20 min. 
Ciências – A importância da higiene da água
Orientação:
 ● Para iniciar a discussão sobre a higiene da água, fazer as seguintes perguntas 
numa roda de conversa:
- Para que usamos a água?
- Por que a água é importante em nosso dia a dia?
- Existe algum tipo de cuidado que devemos ter com o uso da água?
 ● Realizar a leitura do texto informativo “A importância da higiene da água”.
31A IMPORTÂNCIA DA HIGIENE DA ÁGUA
A ÁGUA É IMPORTANTE JÁ QUE AS PESSOAS, OS ANIMAIS E AS PLANTAS 
PRECISAM DELA PARA VIVER. NÃO IMPORTA SE VEM DO POÇO, DO RIO, DO 
LAGO, DA TORNEIRA OU DA GARRAFA! 
MAS, MUITAS VEZES OS LUGARES ONDE SE BUSCA A ÁGUA (POÇO, RIO E 
OUTROS) ESTÃO SUJOS E PODEM TER BACTÉRIAS QUE CAUSAM DOENÇAS. 
POR ISSO, ESSA ÁGUA DEVE SER TRATADA, ISTO É, PRECISA SER 
HIGIENIZADA PARA EVITAR DOENÇAS E PROMOVER SAÚDE.
ENTÃO, NÃO SE ESQUEÇA DAS DICAS:
 ▶ PARA QUEM PEGA ÁGUA FORA DE CASA:
 ● NÃO USE BALDES DE LIMPEZA OU GALÕES DE 
OUTRO PRODUTO PARA PEGAR ÁGUA;
 ● DEPOIS QUE PEGAR A ÁGUA, MANTENHA O 
VASO TAMPADO PARA NÃO CAIR SUJEIRA.
 ▶ PARA QUEM RECEBE ÁGUA EM CASA:
 ● SE A ÁGUA NÃO VIER DA SAERB, FILTRE OU 
FERVA ANTES DE BEBER;
 ● SÓ BEBER ÁGUA QUE TENHA SIDO TRATADA 
COM CLORO OU ENTÃO FERVIDA.
 
DISPONÍVEL EM: http://www.unicef.org/cbsc/files/A_HIGIENE_E_A_NOSSA_SAuDE.pdf. 
Acesso em 10/08/2016, às 14:21.
 ● Conversar com os/as educandos/as sobre a importância de observar cada uma 
das dicas no texto para evitar doenças e promover a saúde.
 ● Fazer as seguintes perguntas para promover uma interpretação oral do texto e 
o debate sobre a importância da higiene da água:
- Por que a água é importante para nossa vida?
- O que significa higienizar a água?
- De que formas podemos higienizar a água?
- Que cuidados devemos ter ao pegar água para consumo fora de casa?
- O que significa dizer que a água é tratada?
- Por que só devemos consumir água que foi fervida ou tratada?
 ● Depois de fazer a leitura do texto, faça uma lista dos cuidados que devemos ter 
com a água.
32
LISTA DE CUIDADOS COM A ÁGUA
1. ______________________________________________________________________________________
2. ______________________________________________________________________________________
3. ______________________________________________________________________________________
4. ______________________________________________________________________________________
 ATIVIDADE 6 Tempo de duração 20 min. 
História – A origem da escola (Parte III)
Orientação
 ● Agora, numa folha de papel madeira previamente preparada (com as linhas 
tracejadas), com a orientação do/a educador/a, e sendo este o escriba, construir 
um texto, a partir das respostas das pessoas entrevistadas, contando a história 
de como e quando surgiu a escola naquela localidade de acordo com a indicação 
abaixo:
A HISTÓRIA DA NOSSA ESCOLA
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
 ● Ao final da atividade, educador/a, fazer a leitura do texto que foi produzido 
coletivamente com a turma.
 ● E, para a próxima aula, solicitar que os/as educandos/as tragam frutas da 
região para fazer uma salada de frutas, para estudo do conteúdo de higiene 
dos alimentos.
33
Agenda do 4º dia – Educador/a, copie a agenda no quadro.
1. Leitura do dia – “Conversinha Mineira” (Fernando Sabino)
2. Leitura e interpretação de texto: A importância do lazer
3. História – Os direitos sociais: o trabalho
4. Matemática – Localização da posição
5. Ciências – Higiene dos alimentos
 ATIVIDADE 1 Tempo de duração 5 min. 
Leitura do Texto: Realizar a leitura da crônica “Conversinha mineira”, de Fernando 
Sabino, disponível no Anexo de Textos - 2º mês, p.134 a 135. 
 ATIVIDADE 1 Tempo de duração 40 min. 
Atividade de Leitura e interpretação de texto
Evolução histórica da educação física: A importância do lazer
Orientação:
 ● Iniciar a discussão pedindo para que observem a foto abaixo:
 ● Em seguida, promover a discussão a partir dos seguintes questionamentos:
 - O que a imagem está mostrando?
 - Você considera que é algo familiar? Por quê? 
- O que o indígena está fazendo? Você considera que ele está descansando? 
Sim? Não? Por quê?
- Você considera que o indígena está desocupado? 
 - O que seria uma situação ou um momento ideal de descanso? 
- Você tem momentos de descanso e lazer? 
- O que você faz em seu tempo livre? 
34
 ● Depois, dizer aos/às educandos/as que a imagem pode estar representando 
um homem indígena em seu momento de lazer, que pode ser um momento 
de descanso no qual ele fica deitado na rede tocando flauta. Porém, muitas 
pessoas ao ver a imagem deste indígena podem fazer comentários negativos 
dizendo que os “índios são preguiçosos” e não são afetos ao trabalho; mas, é 
interessante observar que cada cultura, seja indígena ou não, tem seu próprio 
modo de ser e, especialmente, seu modo de desfrutar do lazer. 
 ● Em seguida, questionar sobre o que entendem por lazer, bem como sua serventia 
e propor a leitura do texto a seguir para discutir a respeito da importância do 
lazer na vida dos seres humanos.
A IMPORTÂNCIA DO LAZER PARA O SER HUMANO
O LAZER É IMPORTANTE NA VIDA DE QUALQUER PESSOA, MAS NEM 
SEMPRE SE DÁ A DEVIDA IMPORTÂNCIA PARA A SUA PRÁTICA. ÀS VEZES, 
A GRANDE MAIORIA DAS PESSOAS PRECISA SUPRIR SUAS NECESSIDADES 
BÁSICAS DE SOBREVIVÊNCIA, COMO MORADIA, ALIMENTAÇÃO E 
VESTIMENTAS, E, POR ESSE MOTIVO, O TRABALHO ACABA SE TORNANDO 
A PRIMEIRA OCUPAÇÃO DA VIDA, SEM TEMPO E ESPAÇO DESTINADOS AOS 
MOMENTOS DE LAZER. 
MAS O QUE É O LAZER? O LAZER É AQUELE MOMENTO EM QUE O 
INDIVIDUO NÃO TEM COMPROMISSO COM NADA, NEM COM NINGUÉM, 
SÓ CONSIGO MESMO. É O MOMENTO EM QUE SE PODE DESCANSAR E 
REALIZAR ATIVIDADES QUE TRAGAM SATISFAÇÃO PESSOAL.
O LAZER SERVE, ENTÃO, PARA VÁRIAS COISAS QUE CONTRIBUEM PARA 
O BEM ESTAR DE CADA INDIVÍDUO E DENTRE ELES, PODEMOS CITAR: 
A QUALIDADE DE VIDA, SENÃO FICAMOS ESTRESSADOS, POIS O MODELO 
DE SOCIEDADE QUE TEMOS HOJE INCENTIVA O TRABALHO COMO ÚNICA 
FONTE DE REALIZAÇÃO PESSOAL E SUSTENTO DE VIDA; 
A SAÚDE FÍSICA E MENTAL, POSTO QUE QUANDO DESFRUTAMOS DE 
MOMENTOS DE LAZER O CORPO SE BENEFICIA COM EQUIBILIBRIO E BEM 
ESTAR;
O DESCANSO DO CORPO E DA MENTE;
PARA DELEITE;
DESENVOLVIMENTO PESSOAL E SOCIAL, JÁ QUE AS PESSOAS IRÃO 
INTETRAGIR UMAS COM AS OUTRAS POR PRAZER E NÃO POR OBRIGAÇÃO.
Adaptado de: Júnior, Marco Aurélio Borges Teixeira; Sferra, Luis Francisco Bueno; Bottcher, Lara Belmudes. A im-
portância do lazer paraa qualidade de vida do trabalhador. Disponível em: http://www.aems.edu.br/conexao/edicao-
anterior/Sumario/2012/downloads/2012/saude/A%20IMPORT%C3%82NCIA%20DO%20LAZER%20PARA%20
A%20QUALIDADE%20DE%20VIDA%20DO%20TRABALHADOR.pdf. Acesso em 22/11/2017.
35
 ● Depois de feita a leitura, perguntar aos/ás educandos/as quais os motivos 
pelos quais devemos ter a prática do lazer. 
 ● Orientar o diálogo para que identifiquem as respostas na leitura realizada no 
texto acima, bem como a sua importância.
 ● Para sistematizar as discussões feitas até o presente momento acerca da 
importância do lazer para o ser humano, proponha a construção de uma 
lista com as atividades de lazer que os/as educandos/as realizam no dia a dia. 
Durante o processo de registro da atividade, o/a educador/a será o/a escriba e 
orientará quanto à escrita das palavras, letra por letra, questionando sempre 
qual o som da letra que conseguem ouvir e qual letra poderiam registrar para 
compor a escrita de uma palavra.
ATIVIDADES DE LAZER DA TURMA
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
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________________________________________________________________________________________
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 ATIVIDADE 3 Tempo de duração 45 min.
História – Os direitos sociais: o trabalho 
Orientação:
 ● Iniciar a atividade mostrando aos/às educandos/as as imagens abaixo, as quais 
deverão estar afixadas previamente numa folha de cartolina ou papel madeira 
e colocado no quadro ou cavalete:
 
36
 IMAGEM 01 IMAGEM 02
 
 
 IMAGEM 03 IMAGEM 04
 ● Em seguida, questione-os a respeito do conteúdo das imagens:
- O que as pessoas estão fazendo nas imagens?
- O que as imagens estão representando?
- O que há em comum entre as imagens?
- Que tipo de trabalho estão realizando?
- Para que serve o trabalho?
- Por que precisamos trabalhar? 
- Qual trabalho pode ser considerado o melhor? Por quê? 
- Você considera que algum desses trabalhos é injusto/ precário/ insalubre? 
Sim? Não? Por quê?
- Se você pudesse escolher, em qual desses trabalhos você gostaria de estar? 
Por quê?
- Alguém se identifica com alguma das situações ou condições de trabalho 
apresentadas nas imagens? 
- Ao observar as imagens, o que vem a sua mente?
 ● Em seguida, propor a leitura de um pequeno trecho da Declaração Universal 
dos Direitos Humanos que será previamente reproduzido numa folha de papel 
madeira ou cartolina. Mas, antes da leitura, dizer que esse documento foi 
elaborado por vários países do mundo, reunidos numa assembleia para criar 
algo que pudesse funcionar como uma norma a ser seguida por todo o mundo 
em relação à proteção dos direitos universais de todos os seres humanos; e 
que é universal por se tratar do direito de todo e qualquer ser humano, homem, 
mulher, idoso ou criança, em qualquer parte do mundo.
37
DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS
ARTIGO 23
“TODA PESSOA TEM DIREITO AO TRABALHO, À LI-
VRE ESCOLHA DE EMPREGO, A CONDIÇÕES JUSTAS E 
FAVORÁVEIS DE TRABALHO E À PROTEÇÃO CONTRA 
O DESEMPREGO.”
“TODA PESSOA QUE TRABALHA TEM DIREITO A 
UMA REMUNERAÇÃO JUSTA E SATISFATÓRIA, QUE 
LHE ASSEGURE, ASSIM COMO À SUA FAMÍLIA, UMA 
EXISTÊNCIA COMPATÍVEL COM A DIGNIDADE HUMA-
NA, E A QUE SE ACRESCENTARÃO, SE NECESSÁRIO, 
OUTROS MEIOS DE PROTEÇÃO SOCIAL.”
 ● Depois, perguntar se o que veem nas imagens tem relação com o que está 
escrito no texto da Declaração. Deixar que falem à vontade, incentivando-os/as 
a pensar sobre as discrepâncias entre o que está no texto escrito, considerado 
importante na defesa dos seres humanos, e o que acontece na prática na vida 
cotidiana de milhares de pessoas. 
 ● Após a fala dos/as educandos/as, dizer que as imagens representam pessoas 
trabalhando com um único objetivo: buscar a própria subsistência, ainda que 
algumas estejam fazendo o trabalho para si próprias, como na imagem 01; ao 
passo que as outras também estejam realizando algum tipo de trabalho em 
busca do seu sustento, ainda que de forma mínima, ou em condições insalubres 
e escrava. 
 ● Em seguida, dizer que no Brasil existe uma lei considerada a maior de todas as 
leis e que rege as demais no país, que é a Constituição Federal do ano de 1988, 
que traz em seu bojo direitos para todos os brasileiros. 
 ● Depois questioná-los/as acerca do conhecimento desta Lei, se alguém sabe o 
que ela é e o que significa hoje, para nós, brasileiros.
 ● Deixar que falem e em seguida, propor a leitura do texto abaixo, para discutir 
a ideia de que a Constituição determina que todos temos direito ao trabalho, 
enquanto um dos direitos sociais de todo cidadão brasileiro.
38
DIREITO AO TRABALHO
A CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988 DETERMINA QUE TODO CIDADÃO 
BRASILEIRO, NATO OU NATURALIZADO, TEM GARANTIDO ALGUNS DIREITOS 
SOCIAIS, COMO O ACESSO À EDUCAÇÃO, À SAÚDE, À ALIMENTAÇÃO, AO 
TRABALHO, À MORADIA, AO TRANSPORTE, AO LAZER, À SEGURANÇA, À 
PREVIDÊNCIA SOCIAL, À PROTEÇÃO À MATERNIDADE E À INFÂNCIA, BEM 
COMO À ASSISTÊNCIA AOS DESAMPARADOS (ARTIGO 6º).
O QUE SE IDENTIFICA AÍ É QUE QUALQUER PESSOA TEM ASSEGURADO 
ALGUNS DIREITOS E CABE AO ESTADO GARANTIR O SEU CUMPRIMENTO, 
COMO POR EXEMPLO, ACESSO AO TRABALHO. TODAS AS PESSOAS TÊM 
GARANTIDO, PELA LEI MÁXIMA, O DIREITO A TRABALHAR PARA GARANTIR 
O MÍNIMO DO SEU SUSTENTO; MAS, NA PRÁTICA, NEM SEMPRE ISSO 
ACONTECE DE VERDADE: EXISTEM MUITAS PESSOAS SEM TRABALHO, SEM 
EMPREGO E ALGUMAS QUE TRABALHAM MAS RECEBEM UM SALÁRIO, E, 
ÀS VEZES, ATÉ MENOS QUE UM SALÁRIO MÍNIMO, QUE É O DETERMINADO 
PELA LEI, QUE CONSIGA ATENDER AS SUAS NECESSIDADES BÁSICAS. 
ESTE FATO FAZ COM QUE MUITAS PESSOAS EM TODO O BRASIL, PASSEM 
MUITAS DIFICULDADES FINANCEIRAS, VIVAM NA MISÉRIA, EM EXTREMA 
POBREZA E, POR CAUSA DISSO, CHEGAM A PASSAR FOME. ISTO LEVA 
MUITOS A SE SUJEITEREM A CONDIÇÕES DE TRABALHO PRECÁRIAS, 
EXPLORATÓRIAS E INSALUBRES QUE NÃO LHES GARANTEM UMA VIDA 
DIGNA, DIREITO DE TODO SER HUMANO.
AUTORIA: KAROLINE RAMOS
Adaptado de: 
http://www.guiadedireitos.org/index.php?option=com_content&view=article&id=143&Itemid=45. 
Acesso em 21/11/16, às 11:40.
http://www.dudh.org.br/wp-content/uploads/2014/12/dudh.pdf. Acesso em 21/11/16, às 11:45.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado.htm. Acesso em 21/11/16, às 11:40.
39
 ● Após a leitura deste último texto, da análise dasimagens e da leitura de um 
trecho da Declaração Universal dos Direitos Humanos, questioná-los/as a 
respeito da efetivação do que está posto na lei: Na prática será que o direito 
ao trabalho está sendo cumprido e em condições favoráveis a qualquer pessoa, 
seja homem ou mulher?
 ● Deixar que falem e, em seguida, pedir que escrevam um pequeno texto com 
seus pensamentos sobre como entendem a efetivação do trabalho enquanto 
direito social. 
 
 INTERVALO - Tempo de duração 15 min.
 ATIVIDADE 4 Tempo de duração 45 min. 
Matemática – Localização da posição (Parte I)
Orientação:
 ● Iniciar a atividade questionando aos/às educandos/as se conhecem jogos de 
tabuleiro, para que servem, se já jogaram algum jogo desse tipo e se conhecem 
alguns desse jogos.
 ● Deixar que falem livremente. 
 ● Em seguida, falar que irão conhecer e desenvolver o jogo “Fecha Quadrado”, 
que é um jogo de estratégia, no qual os jogadores devem pensar rápido sobre 
como fazer suas jogadas e tentar fazer o maior número possível de quadrados. 
 ● Depois, fazer a apresentação e a leitura das regras para os/as educandos/
as e dizer o que é o jogo e como jogar. As regras deverão estar previamente 
escritas numa cartolina ou folha de papel madeira de modo que possam tê-las 
sempre disponíveis para consulta durante o jogo, de acordo com as seguintes 
orientações:
- Em duplas, cada jogador/a, em sua vez, deve ligar dois pontos, da seguinte 
forma:
 
 ASSIM VALE ASSIM NÃO VALE 
 
 - Depois, cada jogador vai ligando dois pontos até formar um quadrado;
 - Quem fechar o quadrado escreve a letra inicial do seu nome dentro dele e 
joga novamente;
 - Cada quadrado fechado vale 1 ponto;
 - Cada jogador, na sua vez, deve ligar dois pontos;
40
 - O jogo termina quando todos os quadrados estiverem fechados;
 - Terminada a partida, anotar na tabela quantos pontos você fez e quantos 
pontos seu colega fez;
 - Ganha quem tiver feito mais pontos. 
 ATIVIDADE 5 Tempo de duração 30 min. 
Ciências – Higiene dos alimentos 
 ● Numa roda de conversa, debater a ideia de que para manter o organismo 
saudável é preciso consumir alimentos que estejam devidamente limpos e que 
à limpeza feita nos alimentos antes do consumo, chamamos de higienização. 
Esta deve ser feita sempre de modo adequado para evitar doenças, como por 
exemplo, lavar bem frutas e verduras com água e cloro (também chamado 
de hipoclorito de sódio) que pode ser adquirido gratuitamente em postos de 
saúde. 
 ● Realizar a leitura do texto abaixo, “Como lavar bem frutas e verduras”, enfatizando 
o uso do cloro (hipoclorito de sódio) para higienizar alimentos:
COMO LAVAR BEM FRUTAS E VERDURAS
PARA LAVAR BEM FRUTAS E VERDURAS 
CORRETAMENTE, DIMINUINDO A QUANTIDADE DE 
AGROTÓXICOS E DE MICRORGANISMOS, DEVE-SE 
SEGUIR OS SEGUINTES PASSOS:
1. LAVAR OS ALIMENTOS EM ÁGUA CORRENTE, 
UTILIZANDO UMA BUCHA OU ESCOVINHA PARA 
RETIRAR A SUJEIRA VISÍVEL A OLHO NU; 
41
2. DEIXAR AS FRUTAS E AS VERDURAS, COM CASCA, 
DE MOLHO EM UMA BACIA COM 1 LITRO DE ÁGUA 
E 1 COLHER (SOPA) DE ÁGUA SANITÁRIA OU DE 
HIPOCLORITO DE SÓDIO DURANTE 15 MINUTOS;
3. LAVAR AS FRUTAS E AS VERDURAS EM ÁGUA 
POTÁVEL PARA RETIRAR O EXCESSO DE ÁGUA 
SANITÁRIA OU HIPOCLORITO.
 ● Após a leitura, deixar que os/as educandos/as falem livremente a respeito 
de como cuidam das frutas e verduras, antes de serem consumidos e em que 
diferem os cuidados que adotam no cotidiano em relação aos cuidados lidos no 
texto acima.
 ● Em seguida, com as frutas trazidas pelos/as educandos/as, dizer que farão uma 
salada de frutas, a partir de uma receita trazida e lida pelo/a educador/a. 
 ● Após a leitura da receita, os/as educandos/as irão executar o passo a passo 
descrito.
 ● Para finalizar a atividade, fazer uma lista com os nomes das frutas utilizadas, 
sendo o/a educador/a escriba. Servir a salada para a turma degustar.
Agenda do 5º dia – Educador/a copie a agenda no quadro
1. Leitura do dia – O ABACAXI 
2. Ciências – Higiene dos alimentos 
3. Matemática – Localização da posição (Parte II)
4. História: As profissões e as relações sociais de produção
5. Atividade de leitura e escrita – Caça-palavras
 ATIVIDADE 1 Tempo de duração 5 min. 
Leitura do dia: 
Realizar a leitura do texto “O abacaxi”, de autoria desconhecida, disponível no 
Anexo de Textos, p.136 a 137.
 ATIVIDADE 2 Tempo de duração 30 min. 
Ciências – Higiene dos alimentos
42
Orientação:
 ● Iniciar a atividade escrevendo a palavra INSTRUCIONAL no quadro e dizer 
que será feita uma leitura de um texto de tipo instrucional.
 ● Em seguida, perguntar aos/às educandos/as o que entendem por texto de tipo 
instrucional.
 ● Deixar que falem sobre suas impressões e entendimentos e, durante as falas, ir 
registrando as respostas dos/as educandos/as.
 ● Após as falas e utilizando as respostas dos/as educandos/as, dizer que um 
texto instrucional é um tipo de texto que, como o próprio nome sugere, trata 
de apresentar instruções de algo que deve ser feito ou como deve ser feito. É 
um tipo de texto que apresenta uma espécie de regras, normas que devem ser 
realizadas para se chegar a um resultado. Por exemplo: quando realizamos a 
leitura de uma receita de bolo o objetivo é seguir aquele passo a passo descrito, 
visando chegar ao resultado final que é o feitio de um bolo. Porém, isto só será 
possível se quem estiver fazendo a receita seguir todas as etapas indicadas, 
desde a utilização das quantidades adequadas de ingredientes e do modo de 
fazer, misturando-os na sequência descrita na receita.
 ● Depois desse momento de conversa, distribuir uma cópia do texto para os/
as educandos/as e realizar a leitura coletiva do texto abaixo, que trata de 
oferecer informações para uso do cloro para higienizar de maneira adequada 
os alimentos:
43
 ● Após a leitura, propor a seguinte atividade de interpretação do texto:
ATIVIDADE DE INTERPRETAÇÃO
 
1. QUAIS AS FORMAS DE TRATAR A ÁGUA? 
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
2. QUANTO TEMPO A ÁGUA DEVE SER FERVIDA PARA SER TRATADA? 
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
3. QUAL A QUANTIDADE DE CLORO QUE DEVE SER USADA PARA 1 LITRO DE 
ÁGUA? 
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
 
4. E SE FOSSEM 3 LITROS DE ÁGUA? 
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
 
5. E 10 LITROS DE ÁGUA? QUANTO DE CLORO DEVEMOS UTILIZAR? 
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
6. COMO DEVEMOS CONSUMIR A ÁGUA QUE FOI FERVIDA? 
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
7. POR QUE DEVEMOS HIGIENIZAR A ÁGUA ANTES DO SEU CONSUMO?
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
 ● Depois que terminarem de resolver as atividades individualmente, pedir que 
socializem as respostas. 
 ● Em seguida, dizer que com base no que foi estudado sobre a higienização dos 
alimentos, irão preparar uma salada de frutas, seguindo todas as instruções 
quanto ao cuidado no preparo dos alimentos. 
44
 ● Após fazer asalada de frutas, servir na hora do lanche.
 ● Em seguida, organizar os/as educandos/as em duplas e ditar os nomes das 
frutas que levaram para a sala de aula.
 ● Após, solicitar que escrevam no caderno com ajuda do alfabeto móvel. 
 INTERVALO - Tempo de duração 15 min.
 ATIVIDADE 3 Tempo de duração 60 min.
Matemática – Localização da posição (Parte II)
 ● Para dar continuidade à discussão a respeito de como localizar sua própria 
posição e a de objetos, dizer aos/às educandos/as que para nos localizarmos 
ou localizar algo ou um lugar precisamos seguir orientações, caminhos, os 
quais podem ser em forma de direções, tais como: siga em frente, à direita, à 
esquerda. Além disso, alguém pode nos indicar os caminhos por meio de pontos 
de referência: fica perto de algum lugar conhecido, uma escola, por exemplo. 
Ou ainda pode ser que o lugar que está sendo indicado para você fique próximo 
de uma igreja, ou até mesmo um comércio conhecido em sua cidade. 
 ● Propor para os/as educandos/as uma atividade em que precisem se orientar 
para encontrar determinados caminhos.
 ● Distribuir as atividades a seguir, numa folha de papel e pedir que resolvam, 
individualmente, mas sob a supervisão do educador/a, que deverá passar de 
carteira em carteira, orientando o desenvolvimento das atividades, tirando 
dúvidas e fazendo as devidas inferências para que pensem a respeito das 
situações indicadas na atividade e, assim, construir/ ampliar os conhecimentos 
com relação à localização espacial.
45ATIVIDADES PARA PENSAR
 ● OBSERVE UMA RODADA DESSE JOGO ENTRE OS EDUCANDOS DAVI E 
MARIA.
Fonte: 
Obra concebida, produzida e desenvolvida pela Editora Moderna. Projeto Buriti: matemática 1º ano. 2. ed. São Paulo: 
Moderna, 2011 p. 109.
DE ACORDO COM A TABELA ACIMA, RESPONDA O QUE SE PEDE:
A) QUEM VENCEU A PARTIDA?
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
B) QUANTOS PONTOS O EDUCANDO VENCEDOR FEZ MAIS QUE O OUTRO? 
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
 ● AGORA, CONSIDERE QUE A MARIA PRECISA CHEGAR À CASA DO DAVI 
PARA FAZEREM UM TRABALHO DE DUPLA, QUE FOI SOLICITADO PELA 
EDUCADORA. DAVI, QUERENDO EXPLICAR O SENTIDO QUE A MARIA 
DEVERIA SEGUIR E ORIENTAR CERTINHO O CAMINHO PELO QUAL ELA 
DEVERIA IR, CRIOU AS INSTRUÇÕES ABAIXO PARA INDICAR QUAIS RUAS 
ELA DEVERIA PERCORRER: 
46
 ● AGORA QUE VOCÊ VISUALIZOU A ORIENTAÇÃO QUE DAVI DEU À 
MARIA, MARQUE COM UM X NO QUADRINHO AO LADO DA FIGURA 
CORRESPONDENTE, ÀQUELA QUE VOCÊ CONSIDERA QUE REPRESENTA 
O CAMINHO DE ACORDO COM AS ORIENTAÇÕES DADAS. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 ● VEJA O CAMINHO QUE A MARIA FAZ PARA CHEGAR À ESCOLA: O SENTIDO 
COMEÇA PELA SETA VERMELHA E PASSA POR TODAS AS OUTRAS SETAS 
ATÉ CHEGAR À SETA ROXA, CONFORME PODEMOS VER ABAIXO:
 
 
 
 
47
 ● AGORA, DESENHE AS INSTRUÇÕES DESSE CAMINHO QUE MARIA FAZ 
ATÉ À ESCOLA, COM SETAS, DA MESMA FORMA QUE DAVI CRIOU UMA 
ORIENTAÇÃO PARA INDICAR COMO CHEGAR EM SUA CASA.
 ATIVIDADE 4 Tempo de duração 30 min. 
História: As profissões e as relações sociais de produção
Orientação:
 ● Apresentar as imagens a seguir, que já deverão estar afixadas no quadro, 
solicitando que respondam a pergunta, que estará disposta abaixo das gravuras: 
 EM SUA OPINIÃO, QUEM ESTÁ TRABALHANDO?
 ● Deixar que falem livremente, e em seguida, pedir que registrem e justifiquem 
suas respostas, por escrito e em duplas.
 ● Depois, fazer os seguintes questionamentos:
- O que é trabalho? 
- Trabalho e emprego são a mesma coisa ou são atividades diferentes?
- Como você diferencia um do outro?
 ● Realizar a leitura do texto a seguir:
48
 TRABALHO X EMPREGO: 
 SÃO FARINHAS DO MESMO SACO?
VOCÊ, CERTAMENTE, JÁ OUVIU ALGUÉM DIZER A 
EXPRESSÃO: “AH, ISSO É TUDO FARINHA DO MESMO 
SACO”! GERALMENTE, ESSE É UM DITO POPULAR QUE 
AS PESSOAS UTILIZAM PARA AFIRMAR QUE PESSO-
AS OU COISAS SÃO IGUAIS OU PERTENCEM A UMA 
MESMA SITUAÇÃO OU SÃO SEMELHANTES, PARECI-
DAS, IGUAL A PUNHADOS DE FARINHA RETIRADOS 
EM MOMENTOS DIFERENTES DO MESMO SACO, MAS 
QUE POSSUEM O MESMO LOCAL DE ORIGEM. 
E COM RELAÇÃO AO TRABALHO E AO EMPREGO: 
VOCÊ JÁ PAROU PARA PENSAR SE SÃO COISAS DIFE-
RENTES OU IGUAIS? SERÁ QUE PODEMOS DIZER QUE 
“SÃO FARINHA DO MESMO SACO”?
O TRABALHO TEM A VER COM O DESENVOLVI-
MENTO DE QUALQUER ATIVIDADE FÍSICA OU INTE-
LECTUAL QUE ENVOLVE A CAPACIDADE QUE O SER 
HUMANO POSSUI EM TRANSFORMAR A NATUREZA. 
O TRABALHO EXISTE DESDE O MOMENTO QUE O HO-
MEM COMEÇOU A MODIFICAR A NATUREZA E O AM-
BIENTE AO SEU REDOR, DESDE O MOMENTO EM QUE 
COMEÇOU A CRIAR UTENSÍLIOS E FERRAMENTAS 
PARA USAR NO SEU DIA A DIA E TORNAR SUA VIDA 
MAIS FÁCIL E MELHOR. 
JÁ O EMPREGO ESTÁ RELACIONADO COM AS RE-
LAÇÕES FORMAIS DE TRABALHO E ENVOLVE DIRETA-
MENTE A CONTRATAÇÃO PARA OCUPAR UM CARGO 
OU FUNÇÃO NUMA EMPRESA OU ÓRGÃO PÚBLICO 
E IMPLICA NA VENDA DA FORÇA DE TRABALHO POR 
ALGUM VALOR, ALGUMA REMUNERAÇÃO, GERAL-
MENTE UM SALÁRIO.
AINDA PODEMOS FALAR QUE ALGUNS EMPREGOS 
ESTÃO RELACIONADOS À OCUPAÇÃO, QUE TEM A VER 
COM A PROFISSIONALIZAÇÃO FEITA ATRAVÉS DE UM 
TEMPO DE FORMAÇÃO DESTINADO AOS ESTUDOS 
PARA ALCANÇAR QUALIFICAÇÃO. ESTE TIPO DE PRO-
FISSIONALIZAÇÃO É FEITA POR ALGUMAS PESSOAS 
49
QUE BUSCAM PODER TRABALHAR EM DETERMINA-
DAS PROFISSÕES, COMO PROFESSOR, MÉDICO, PA-
DEIRO, ENGENHEIRO E OUTRAS, PARA AS QUAIS É NE-
CESSÁRIO TER UM CERTO GRAU DE ESTUDOS PARA O 
EXERÍCIO DA PROFISSÃO. 
O QUE SE PODE PERCEBER É QUE O TRABALHO É 
DIFERENTE DO EMPREGO E TAMBÉM DA OCUPAÇÃO/ 
DA PROFISSÃO. POR ISSO, PODEMOS DIZER QUE SÃO 
COISAS DISTINTAS, MAS TODAS ESTÃO RELACIONA-
DAS AO TRABALHO, À NECESSIDADE QUE O SER HU-
MANO TEM DE BUSCAR A GARANTIA MÍNIMA DO SEU 
SUSTENTO. DAÍ A IDEIA DE QUE PODEM SER COISAS 
DISTINTAS, MAS “FARINHA DO MESMO SACO”!
 AUTORIA: KAROLINE RAMOS
Adaptado de:
https://www.ime.usp.br/~is/ddt/mac333/projetos/fim-dos-empregos/empregoEtrabalho.htm. 
Acesso em 25/11/16, às 10:14.http://www.suapesquisa.com/o_que_e/trabalho.htm. Acesso em 25/11/16, às 10:20. 
 ● Após a leitura do texto, propor à turma a construção de uma lista com os 
tipos de trabalho que desempenham, sendo o/a educador/a o/a escriba e os 
educandos/as aqueles/as que irão ditar a escrita das palavras letra por letra, 
mediante orientação do/a educador/a na escrita, numa folha de papel madeira, 
da seguinte forma:
TIPOS DE TRABALHO DA TURMA
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
 ● Preencher a lista com todos os tipos de trabalho que os/a educandos/as 
realizam como forma de busca pelo próprio sustento, independente de ser 
num emprego formal ou informal ou numa ocupação.
 ● Após a escrita da lista, realizar a leitura da mesma para que os/as educandos/
as identifiquem a escrita adequada das palavras e assim, dispor de um texto 
parâmetro para a revisão de textos bem escritos.
50
Obs.: Educador/a explicar o sentido das palavras trabalho formal e informal. 
O trabalho formal é o que amparado por leis, tem carteira assinada e possui 
direitos de acordo com a legislação trabalhista vigente; jáo trabalho informal 
se caracteriza por uma ocupação sem carteira assinada e nem salário fixo, 
sendo exercido de modo autônomo, sem a garantia dos direitos legais. 
 ATIVIDADE 4 Tempo de duração 40 min. 
Atividade de leitura e escrita – Caça palavras de profissões
Orientação:
 ● Iniciar a atividade relembrando a diferença entre trabalho, emprego e profissão. 
Em seguida, dizer que irão conhecer a escrita de algumas profissões. 
 ● Educador/a realizar a leitura de cada profissão no quadro abaixo, juntamente 
com os/as educandos orientando-os/as a identificar a escrita adequada de cada 
palavra, mediante a semelhança com o som de cada letra na escrita.
 ● Depois, entregar um caça palavras com o quadro das profissões, para que as 
localizem.
QUADRO DE PROFISSÕES
MÉDICO JORNALISTA DENTISTA BOMBEIRO 
PINTOR AGRICULTOR ARQUEÓLOGO ASTRÔNOMO 
ESCRITOR ASTRONAUTA CABELEIREIRO FAXINEIRO
B O M B E I R O E U I A A
 I O A U E S C R I T O R E
I A I I O E A I U E U I O
I U O A R Q U E Ó L O G O
A P I N T O R O A O U E U
E A O F A X I N E I R O A
A S T R O N A U T A E A E
I E O I I D E N T I S T A
A A S T R Ô N O M O I A O
U E U M É D I C O A O U U
E I O O I A E A O U U A E
E C A B E L E I R E I R O
I E A G R I C U L T O R I
O A O J O R N A L I S T A
51
EJA I Módulo I - 2º Mês / 2ª Semana
SEQUÊNCIA DE ATIVIDADES
CONTEÚDO:
Linguagens e Códigos: 
 ● Leitura e escrita;
 ● Gêneros textuais: rótulo, acróstico, adivinha e contos;
 ● Letras maiúsculas. 
Noções Lógico- Matemáticas:
 ● Sequência numérica;
 ● Tabela simples;
 ● Gráfico de colunas;
Estudo da Sociedade e da Natureza: 
 ● Estado de origem do aluno e o processo continuo de construção.
CAPACIDADES 
Linguagens e Códigos:
 ● Ler e escrever pequenos textos, identificando informações relevantes.
 ● Saber a quantidade de letras usadas para escrever cada nome.
 ● Identificar as vogais e consoantes nos textos.
 ● Empregar letras maiúsculas no início de frases e após os pontos: final, 
interrogação, exclamação e em nomes próprios;
 ● Expandir o uso da linguagem, produzindo textos orais.
Noções Lógico- Matemáticas:
 ● Ampliar o conhecimento sobre a função social dos números.
 ● Explorar números naturais e sua função social em situação problema que 
envolva a construção da sequência numérica e procedimentos de contagem
(quantificação, ordenação, codificação e medida);
 ● *Utilizar tabelas simples e gráficos de coluna para facilitar a leitura e 
interpretação de informações.
Estudo da Sociedade e da Natureza: 
 ● Conhecer o espaço geográfico como lugar de vivências e experiências;
 ● Identificar os lugares em mapas e roteiros de localização. 
52
RECURSOS DIDÁTICOS: 
Papel madeira, pincel, giz, quadro negro, fichas com nomes dos educandos/as, 
cartazes, cola, xérox; rótulos de produtos conhecidos – exemplo: Coca-Cola, 
Omo, Lacta, Itambé... 
Agenda do 1º dia – Educador/a copie a agenda no quadro
1. Leitura do dia – “O rio e o oceano”
2. Atividade de leitura – Rótulos
3. Atividade de leitura e escrita – Identificação de rótulos e produtos
4. Atividade de Escrita – Lista de rótulos
5. Matemática – Os números nos rótulos
 ATIVIDADE 1 Tempo de duração 10 min. 
Leitura do dia – Realizar a leitura do texto “O rio e o oceano”, da Coleção Cadernos 
de EJA, disponível no Anexo de Textos - 2º mês, p. 138.
 ATIVIDADE 2 Tempo de duração 30 min.
Atividade - Leitura de Rótulos
Orientação: 
 ● Educador/a: para realizar a atividade a seguir, você deverá levar para sala de 
aula alguns rótulos e embalagens de produtos variados, a fim de que possa 
dispor de materiais para fazer a discussão e análise do conteúdo do rótulo. 
 ● Iniciar a atividade fazendo a leitura do texto abaixo, que já deverá ter sido 
previamente reproduzido em cartaz, juntamente com os/as educandos/as:
OS RÓTULOS
OS ANÚNCIOS DE PROPAGANDAS ESTÃO POR TODA PARTE, SEJA NOS OUTDOORS, 
NAS REVISTAS, NOS JORNAIS, NA TV, NA INTERNET, OFERECENDO ALGUM PRODUTO.
O APELO VISUAL DE CADA ANUNCIANTE É GRANDE, E, SEM PERCEBER, VAMOS 
ASSOCIANDO A IMAGEM AO SIGNIFICADO QUE CADA PRODUTO QUER NOS FORNECER.
ASSIM, QUANDO VAMOS AO SUPERMERCADO, LOGO ASSOCIAMOS EMBALAGEM AO 
NOME DA MERCADORIA QUE QUEREMOS COMPRAR.
O QUE QUER DIZER ISSO?
QUE, COM CERTEZA, MUITAS PALAVRAS VOCÊ JÁ SABE IDENTIFICAR.
PORTANTO, O RÓTULO É UM IMPRESSO AFIXADO EM RECIPIENTES E EMBALAGENS 
DE PRODUTOS, APRESENTANDO INFORMAÇÕES SOBRE ESTE PRODUTO E, GERALMENTE, 
53
CONTÉM A LOGOMARCA QUE É A MARCA DA EMPRESA FABRICANTE. ALÉM DISSO, 
EM VIRTUDE DO FORTE APELO COMERCIAL AS LETRAS GERALMENTE APARECEM EM 
DESTAQUE E RECURSOS VISUAIS VARIADOS. TUDO ISSO, PARA CHAMAR A ATENÇÃO DOS 
CONSUMIDORES.
Orientações:
 ● Após a leitura do texto, apresentar os rótulos de produtos que foram levados 
pelo/a educador/a para os/as educandos/as.
 ● Em seguida, solicitar que identifiquem os rótulos que já conhecem e que 
conseguem saber o que está escrito a partir da imagem, das cores e da própria 
propaganda do produto.
 ● Depois, questioná-los/as em relação aos rótulos apresentados: Quais produtos 
costumam utilizar? O que os motiva a comprar? Qual a finalidade dos produtos?
 ATIVIDADE 3 Tempo de duração 40 min.
Atividade de Leitura e Escrita - Identificação de rótulos e produtos
Orientação:
 ● Solicitar que os/as educandos/as realizem as atividades abaixo relacionadas 
com os rótulos:
ATIVIDADE DE INTERPRETAÇÃO
1. RECORTE, DE ENCARTES DE SUPERMERCADOS E DE REVISTAS, RÓTULOS 
DE PRODUTOS QUE VOCÊ CONHECE E COLE-OS NA TABELA ABAIXO. 
2. DEPOIS, COM A AJUDA DO SEU EDUCADOR, OBSERVE A MARCA 
DOS RÓTULOS E ASSOCIE AO TIPO DE PRODUTO FORNECIDO/
COMERCIALIZADO. EM SEGUIDA, ESCREVA O NOME DO PRODUTO NA 
TABELA, CONFORME O MODELO ABAIXO. 
 
MARCA PRODUTO
REFRIGERANTE
CHOCOLATE
54
 INTERVALO - Tempo de duração 15 min.
 ATIVIDADE 4 Tempo de duração 45 min.
Atividade de escrita - Lista de rótulos
Orientação:
 ● Para iniciar a atividade entregar novamente panfletos de supermercados ou 
revistas promocionais para os/as educandos/as, e explicar que esse tipo de 
material se trata de um texto que tem por objetivo divulgar promoções e atrair 
consumidores. Por esse motivo, traz alguns itens em destaque, como o preço, 
produto e marcas, com o intuito de apresentar produtos com valores mais 
atraentes. 
 ● Em seguida, organizá-los/as em dupla e solicitar que recortem rótulos de 
produtos alimentícios, de limpeza, de higiene pessoal e derivados do leite, nas 
colunas indicadas na tabela previamente confeccionada, da seguinte forma:
PRODUTOS 
ALIMENTÍCIOS
PRODUTOS 
DE LIMPEZA
PRODUTOS DE 
HIGIENE PESSOAL
PRODUTOS 
DERIVADOS 
DO LEITE
 ● Lembrar de orientar que a lista deverá conter pelo menos três rótulos em cada 
coluna de produtos.
 ● Após concluírem a atividade pedir que as duplas socializem com os colegas a 
lista construída, lendo os nomes de cada rótulo.
55
 ATIVIDADE 5 Tempo de duração 40 min. 
Matemática - Os números nos rótulos
Orientação:
 ● Numa roda de conversa, fazer as seguintes perguntas aos/às educandos/as, 
para que pensem a respeito do que observaram das informações presentes nos 
rótulos:
- Vocês costumam observar os rótulos das embalagens? 
- O que costumamos observar? 
- A validade? 
- Os ingredientes?
- Quantidade? 
- As informações nutricionais? 
- Aparecem números nos rótulos? 
- E quais informações podem ser extraídas?
 ● Escolher previamente rótulos de produtos alimentícios de preferência 
biscoitos, doces, sucos ou salgadinhos e organizar os/as educandos/as em 
dupla, distribuindo para cada dupla, um rótulo.
 ● Em seguida, pedir que observem atentamente o rótulo e retirem as seguintes 
informações:
 
a) QUAL O SABOR DO PRODUTO: _________________________________________________
b) CONTEÚDO: ______________________________________________________________________
c) INGREDIENTES: __________________________________________________________________d) VALOR CALÓRICO POR PORÇÃO: ______________________________________________
e) NÚMERO DE TELEFONE DO SERVIÇO DE ATENDIMENTO AO CONSU-
MIDOR: ______________________________________________________________________________
f) DATA DE FABRICAÇÃO DO PRODUTO__________________________________________
g) QUAL A DATA DE VALIDADE _____________________________________________________
56
 ● Para sistematizar os conhecimentos ampliados em relação ao trabalho com 
rótulos e, especialmente, a utilização de numerais, propor um registro escrito 
da importância de ler os rótulos das embalagens, bem como a função dos 
números nos rótulos, tendo o/a educador/ como escriba. 
 ● Para iniciar o registro, incentivar aos/às educandos/as a pensarem sobre 
as atividades realizadas anteriormente, tendo as seguintes questões como 
roteiro para orientar a escrita do texto: 
- Falar sobre a importância de observar o que contém no rótulo;
- Refletir sobre o modo como os numerais estão inseridos nos rótulos.
 ● À medida que forem falando, fazer o registro das respostas dos/as educandos/
as, sempre fazendo as devidas intervenções quanto à escrita adequada das 
palavras, letra por letra, de modo que pensem sobre como se escreve.
 ● Ao final da produção, fazer a leitura do texto produzido. 
Agenda do 2º dia – Educador/a copie a agenda no quadro
1. Leitura do dia – Solidariedade: Um chamado à união
2. Atividade de leitura e escrita – Nomes próprios e nomes comuns
3. Atividade de leitura e escrita – Trava-línguas
4. Atividade de leitura – Texto fatiado
5. Atividade de Matemática – Sequência Numérica
 ATIVIDADE 1 Tempo de duração 5 min.
Leitura do Texto – SOLIDARIEDADE: Realizar a leitura do texto “Um chamado à 
união”, da Coleção Cadernos de EJA Economia Solidária e Trabalho, disponível no 
Anexo de Textos - 2º mês, p. 138.
 ATIVIDADE 2 Tempo de duração 40 min.
Atividade de Leitura e Escrita – Nomes Próprios e Nomes Comuns
Orientação:
 ● Para iniciar a atividade, levar algumas palavras que expressem substantivos, 
recortadas de revistas, jornais e panfletos em geral.
 ● Em seguida, pedir que, de acordo com a tabela abaixo, organizem as palavras 
no lugar que considerem adequado:
 
57
 Paulo papel Cecília medo sapato Felipe 
 caneta Fernanda casa gato queijo 
 Rio Branco Xapuri ônibus Brasil relógio
 felicidade tristeza raiva amor maldade
SENTIMENTOS
NOME DE LUGARES 
E PESSOAS
COISAS, COMIDAS, 
VESTUÁRIO E ANIMAIS
MEDO
FELICIDADE
TRISTEZA
RAIVA
AMOR
MALDADE
RIO BRANCO
XAPURI
BRASIL
PAULO
CECÍLIA
FERNANDA
FELIPE
PAPEL
SAPATO
CANETA
CASA
GATO
QUEIJO
ÔNIBUS
RELÓGIO
 ● Após a separação das palavras em cada coluna, conversar com os/as 
educandos/as a respeito da categorização feita, solicitando que falem a 
respeito dos critérios que os fizeram colocar cada palavra na coluna indicada.
 ● Em seguida, falar que as palavras que classificaram são chamadas de 
substantivos que podem ser nomes de pessoas, de lugares, objetos, 
sentimentos, animais, vestuários, alimentos e etc; ou seja, tudo o que dá nome 
aos seres e coisas podem ser chamados de substantivos. 
 ATIVIDADE 3 Tempo de duração 30 min.
Atividade de leitura e escrita – Trava-línguas
Orientação:
 ● Iniciar a atividade fazendo a leitura do trava-línguas, abaixo, que deverá estar 
previamente escrito numa folha de papel madeira ou cartolina.
O DOCE PERGUNTOU PRO DOCE:
- QUAL É O DOCE MAIS DOCE?
O DOCE RESPONDEU PRO DOCE
QUE O DOCE MAIS DOCE
É O DOCE DE BATATA DOCE!
58
 ● Em seguida, pedir que façam a leitura do texto de acordo com a indicação de cada 
palavra que for apontada pelo/a educador/a, de modo que os/as educandos/as 
vivenciem a experiência de ler um trava-línguas e verificar que realmente trava 
a língua.
 ● Após da leitura, dizer que esse texto se trata de um trava-línguas explicando 
que são oriundos da cultura popular e recebem essa denominação devido à 
dificuldade que as pessoas enfrentam ao tentar pronunciá-los sem tropeços, 
ou, como o próprio nome diz, sem “travar a língua”; e em uma roda de conversa, 
realizar os seguintes questionamentos:
- Alguém já conhecia esse ou outro trava-línguas?
- Qual a sensação de dizer um trava-língua?
- Existe alguma palavra que se repete?
- A repetição ajuda ou complica a fala?
- Se lermos devagar a dificuldade será a mesma?
 ● Após a conversa, solicitar aos/às educandos/as que conhecem algum outro 
trava-língua que falem na sala para os/a colegas.
 
 INTERVALO - Tempo de duração 15 min.
 ATIVIDADE 4 Tempo de duração 50 min. 
Atividade de Leitura – Texto fatiado
Orientação:
 ● Iniciar dizendo para os/as educados/as que farão uma atividade que se chama 
texto fatiado. A ideia de fatiado vem do fato de que as frases do trava-língua 
estão separadas e desorganizadas, como se estivessem separadas em fatias. 
Daí o desafio da atividade é colocá-las em ordem da forma como são faladas.
 ● Depois, entregar o texto fatiado e solicitar que, em duplas, (organizadas 
de acordo com as hipóteses de escrita em que se encontram – por exemplo: 
pré-silábico com silábico com valor sonoro; silábico sem valor sonoro com 
silábico com valor sonoro; silábico com valor sonoro com silábico alfabético; e 
alfabético com silábico-alfabético) recortem-no e colem no caderno colocando 
as frases na ordem correta de pronúncia. 
- QUAL É O DOCE MAIS DOCE?
O DOCE PERGUNTOU PRO DOCE:
QUE O DOCE MAIS DOCE
É O DOCE DE BATATA DOCE!
O DOCE RESPONDEU PRO DOCE
59
 ● Depois que as duplas terminarem de organizar os textos, pedir que façam a 
leitura em voz alta do texto ordenado na sequência adequada dos versos.
 ATIVIDADE 5 Tempo de duração 30 min. 
Matemática – Sequência numérica
Orientação:
 ● Disponibilizar uma cópia da atividade abaixo explicando para os/as educandos/
as que deverão identificar e organizar os números em ordem crescente.
 ● Depois, escrever a letra que aparece abaixo de cada numeral, a fim de identificar 
a frase que será formada ao final.
ATIVIDADE
JULIA É PROPRIETÁRIA DE UM RESTAURANTE. PARA ESCREVER NO QUADRO 
O PRATO PRINCIPAL DO ALMOÇO ELA COLOCOU AS LETRAS NUMERADAS 
NO SAQUINHO. SE VOCÊ QUISER DESCOBRIR O PRATO DO DIA, É SÓ 
ORGANIZAR OS NÚMEROS EM ORDEM CRESCENTE. 
Resposta para o/a educador/a: ESPAGUETE À BOLONHESA.
Agenda do 3º dia – Educador/a copie a agenda no quadro
1. Leitura do dia – Consumidor consciente 
2. Atividade de leitura e escrita – Ordem alfabética
3. Atividade de leitura – Música “Oração pela família” 
4. Atividade de escrita – Acróstico
5. Matemática – Situações problema
6. Geografia - A origem dos alimentos 
A E A B O S E H N P E T E G S L A O U
57 30 39 60 69 81 78 75 72 36 48 51 54 42 33 66 84 63 45
NÚMERO
LETRA
60
 ATIVIDADE 1 Tempo de duração 5 min. 
Leitura do dia – Leitura do texto “Consumidor Consciente”, da Coleção Cadernos 
de EJA Qualidade de Vida, Consumo e Trabalho, de autoria de Domingos Alves E. 
Neto, disponível no Anexo de Textos - 2º mês, p.139 a 140.
 ATIVIDADE 2 Tempo de duração 35 min. 
Atividade de Leitura e Escrita – Ordem alfabética
Orientação:
 ● Iniciar a atividade conversando com os/as educandos/as sobre o que é ordem 
alfabética, dizendo que se refere à ordem das letras no alfabeto, ou a sua 
sequência. Por exemplo, no alfabeto a letra A vem antes do B e depois o C e 
daí por diante. Essa organização é importante porque nos auxilia a encontrar 
palavras em uma lista, no dicionário e em várias situações do cotidiano, como 
em um caderno de telefones, lista de classificados, agenda do celular, etc. 
No caso do dicionário, a organização é feita de forma a ajudar na busca das 
palavras.
 ● Para demonstrar como fazer essa organização, em cartolina ou papel madeira, 
fazer uma lista dos nomes dos/as educandos/asda sala em ordem alfabética 
para deixar afixada na sala de aula. Orientar a identificação dos nomes dos 
colegas que aparecem primeiro, usando como auxilio o alfabeto que está na 
sala. 
 ATIVIDADE 3 Tempo de duração 30 min. 
Atividade de Leitura – Música “Oração pela família”
Orientação:
 ● Iniciar a atividade numa roda de conversa para discutir sobre o conceito de 
família em diferentes épocas, para que os/as educandos/as possam observar as 
mudanças que ocorreram ao longo do tempo em relação à estrutura familiar na 
época de nossos antepassados e a que temos hoje.
 ● Solicitar que falem um pouco a respeito da organização familiar:
- Como está composta?
- Você costuma compartilhar os afazeres domésticos e as responsabilidades 
econômicas da sua família?
- Qual a importância da família para você? 
 ● Depois, entregar uma cópia da primeira parte da música “Oração pela família” 
cantada pelo Padre Zezinho e registrá-la em papel madeira, para que possam 
acompanhar a leitura feita pelo/a educador/a e também cantar juntos, se 
possível, com o áudio da música.
61
ORAÇÃO PELA FAMÍLIA
PADRE ZEZINHO
QUE NENHUMA FAMÍLIA COMECE EM QUALQUER DE REPENTE
QUE NENHUMA FAMÍLIA TERMINE POR FALTA DE AMOR
QUE O CASAL SEJA UM PARA O OUTRO DE CORPO E DE MENTE
E QUE NADA NO MUNDO SEPARE UM CASAL SONHADOR
QUE NENHUMA FAMÍLIA SE ABRIGUE DEBAIXO DA PONTE
QUE NINGUÉM INTERFIRA NO LAR E NA VIDA DOS DOIS
QUE NINGUÉM OS OBRIGUE A VIVER SEM NENHUM HORIZONTE
QUE ELES VIVAM DO ONTEM, NO HOJE EM FUNÇÃO DE UM DEPOIS
QUE A FAMÍLIA COMECE E TERMINE SABENDO AONDE VAI
E QUE O HOMEM CARREGUE NOS OMBROS A GRAÇA DE UM PAI
QUE A MULHER SEJA UM CÉU DE TERNURA, ACONCHEGO E CALOR
E QUE OS FILHOS CONHEÇAM A FORÇA QUE BROTA DO AMOR
[REFRÃO]
ABENÇOA SENHOR AS FAMÍLIAS, AMÉM! 
ABENÇOA SENHOR, A MINHA TAMBÉM!
ABENÇOA SENHOR AS FAMÍLIAS, AMÉM! 
ABENÇOA SENHOR, A MINHA TAMBÉM!
 Disponível em: https://www.vagalume.com.br/padre-zezinho/oracao-pela-familia.html. 
 Acesso em 20/12/2016, às 16h32min.
62
 ● Após a leitura da música, solicitar que localizem e circulem no texto que 
receberam as palavras que forem ditadas: FAMÍLIA, AMOR, SONHADOR, 
MENTE, HORIZONTE, HOMEM, MULHER, FILHOS, CÉU, LAR, TERNURA, 
CALOR, PAI.
 ATIVIDADE 4 Tempo de duração 35 min. 
Atividade de Escrita – Acróstico
Orientação:
 ● Em uma roda de conversa, dizer aos/às educandos/as que estudarão sobre um 
gênero textual chamado acróstico.
 ● A partir daí perguntar se alguém conhece ou já ouviu falar desse tipo de texto.
 ● Deixar que falem livremente.
 ● Após a fala dos/as educandos/as explicar o conceito da palavra dizendo 
que acróstico, de acordo com o dicionário – é um gênero textual com uma 
composição em que as letras iniciais de cada verso, lidas no sentido vertical, 
formam uma palavra ou frase. Historicamente, esse gênero existe desde a 
antiguidade clássica e foi muito utilizado por escritores gregos e latinos. Os 
monges também utilizaram bastante esse gênero nos mosteiros por volta dos 
séculos XVI e XVII.
 ● Depois pedir para os/as educandos/as escolherem o nome de um/a colega para 
escreverem, juntos, um acróstico.
 ● Em seguida, e juntamente com eles construir no quadro, um acróstico com o 
nome de algum/a colega que foi indicado/a pela turma. Por exemplo:
 JOVIAL
 ORGANIZADO
 AMIGO
 OCUPADO
 ● Após esse momento de construção inicial, agora, utilizando a palavra família, 
pedir que elaborem, em duplas, um acróstico que descreva as características 
de sua família. 
F ____________________
A ____________________
M ____________________
Í _____________________
L ____________________
I _____________________
 A ____________________ 
 INTERVALO - Tempo de duração 15 min.
63
 ATIVIDADE 5 Tempo de duração 30 min. 
Matemática – Situações problema
Orientação:
 ● Iniciar conversando sobre o que caracteriza uma “situação problema”, 
lembrando que já foi estudado anteriormente e pergunta se alguém quer 
explicar esse conceito.
 ● Deixar que falem livremente.
 ● Em seguida, juntamente com os/as educandos/as, fazer uma breve revisão 
do conceito, explicando que chamamos de “situação problema” a procura de 
soluções para situações que sejam do nosso cotidiano ou não, e que precisamos 
pensar um pouco e colocar em prática tudo que sabemos para chegar a um 
resultado. 
 ● Para exemplificar, apresentar aos/às educandos/a as situações problemas a 
seguir, reproduzidas e entregues para cada educando.
ATIVIDADE DE MATEMÁTICA
1. FAÇA A LEITURA DA ATIVIDADE E DESCUBRA A IDADE DOS FAMILIARES 
DE JOÃO, FAZENDO O REGISTRO NO QUADRO ABAIXO:
A) JOÃO TEM 20 ANOS.
B) JÚLIA, SUA IRMÃ, É 5 ANOS MAIS NOVA. QUAL É A IDADE DE JÚLIA?
C) O SEU PAI JOSÉ TINHA 26 ANOS QUANDO JOÃO NASCEU. QUAL A IDADE 
DE JOSÉ ATUALMENTE?
D) A SUA MÃE IRENE TINHA 30 ANOS QUANDO JÚLIA NASCEU. QUAL É A 
IDADE DE IRENE AGORA?
JOÃO 20 ANOS
JÚLIA _________ ANOS
JOSÉ _________ ANOS
IRENE _________ ANOS
2. AGORA, RESPONDA UTILIZANDO OS NÚMEROS CORRESPONDENTES À:
A) SUA IDADE? ____________
B) SUA IDADE ACRESCIDA À QUANTIDADE DE ANOS ABAIXO E DESCUBRA 
QUANTOS ANOS VOCÊ TERÁ DAQUI A:
5 ANOS ___________ 20 ANOS___________ 25 ANOS ____________ 10 ANOS ___________ 
64
 ATIVIDADE 5 Tempo de duração 30 min. 
Geografia – Origem dos alimentos
Orientação:
 ● Iniciar retomando a atividade sobre os rótulos.
 ● Depois, solicitar que se organizem em duplas e entregar diferentes rótulos, a 
partir das seguintes orientações:
 - Observe os rótulos: suas cores, tamanho, texto, marca, números que aparecem 
e etc;
- Agora, localize no rótulo a origem do produto ou onde/ em que local foi 
fabricado.
 ● Pedir que façam o registro no caderno.
 ● Agora, no quadro, construir uma lista coletiva com os dados dos locais de 
origem dos produtos dos rótulos que foram localizados anteriormente. 
 ● Para esta atividade chamar individualmente os/as educandos/as para escrever 
o nome do local de origem, sendo ajudado pelos/as demais colegas durante 
o processo de registro escrito, mas sob a orientação do/a educador/a que irá 
questionando como se escreve cada palavra, letra por letra.
LISTA DOS LOCAIS DE ORIGEM DOS ALIMENTOS
65
Agenda do 4º dia – Educador/a copie a agenda no quadro
1. Leitura do dia – “Construindo Pontes” 
2. História – Construção de cartaz
3. Atividade de leitura – Texto fatiado
4. Atividade de escrita – Decifrando códigos
5. Matemática – Tabela da origem dos locais dos alimentos
 ATIVIDADE 1 Tempo de duração 5 min.
Leitura do dia – Realizar a leitura do texto “Construindo Pontes”, disponível no 
Anexo de Textos - 2º mês, p. 141 a 142. 
 ATIVIDADE 2 Tempo de duração 40 min.
História – Construção de cartaz
Orientação:
 ● Organizar os/as educandos/as em 4 grupos.
 ● Em seguida, montar um cartaz representando as famílias, dando ênfase à 
diferença entre as famílias de hoje e as famílias de antigamente, com recortes 
de revistas, jornais e/ou desenhos.
FAMÍLIAS DE HOJE FAMÍLIAS DE ANTIGAMENTE
 ● Ao final da construção dos cartazes, pedir que cada grupo apresente sua 
produção e justifiquem as escolhas das imagens. 
66
 ATIVIDADE 3 Tempo de duração 40 min.
Atividade de Leitura – Texto fatiado
Orientação:
 ● Iniciar a atividade fazendo novamente a leitura do trecho da música “Oração 
pela família”, cantada pelo Padre Zezinho, identificando com a mão, o dedo ou 
uma régua a localização de cada palavra durante a leitura.
 ● Depois, entregar o texto fatiado e solicitar que, em duplas, (organizadas de 
acordo com as hipóteses de escrita em que se encontram – por exemplo: pré-
silábico com silábico com valor sonoro; silábico sem valor sonoro com silábico 
com valor sonoro; silábico com valor sonoro com silábico alfabético; e alfabético 
com silábico-alfabético)recortem-no e colem no caderno colocando-o na 
ordem correta. 
ORAÇÃO PELA FAMÍLIA
ABENÇOA SENHOR AS FAMÍLIAS, AMÉM! 
QUE NINGUÉM INTERFIRA NO LAR E NA VIDA DOS DOIS
QUE A FAMÍLIA COMECE E TERMINE SABENDO AONDE VAI
QUE NINGUÉM OS OBRIGUE A VIVER SEM NENHUM HORIZONTE
QUE ELES VIVAM DO ONTEM, NO HOJE EM FUNÇÃO DE UM DEPOIS
ABENÇOA SENHOR, A MINHA TAMBÉM!
QUE NENHUMA FAMÍLIA COMECE EM QUALQUER DE REPENTE
QUE NENHUMA FAMÍLIA SE ABRIGUE DEBAIXO DA PONTE
QUE NENHUMA FAMÍLIA TERMINE POR FALTA DE AMOR
E QUE O HOMEM CARREGUE NOS OMBROS A GRAÇA DE UM PAI
E QUE NADA NO MUNDO SEPARE UM CASAL SONHADOR
ABENÇOA SENHOR AS FAMÍLIAS, AMÉM! 
QUE O CASAL SEJA UM PARA O OUTRO DE CORPO E DE MENTE
QUE A MULHER SEJA UM CÉU DE TERNURA, ACONCHEGO E CALOR
ABENÇOA SENHOR, A MINHA TAMBÉM!
E QUE OS FILHOS CONHEÇAM A FORÇA QUE BROTA DO AMOR
67
Obs.: Durante a atividade incentivar os/as educandos/as a compararem a 
posição de cada verso do texto que estão colando com o texto afixado na 
parede da sala de aula. A ideia é que consigam identificar o local adequado de 
cada verso fazendo as devidas inferências na escrita das palavras: letra inicial, 
próximas letras e letra final para que identifiquem e decodifiquem a grafia de 
cada palavra. 
 INTERVALO - Tempo de duração 15 min.
 ATIVIDADE 4 Tempo de duração 50 min.
Atividade de escrita – Decifrando códigos
Orientação:
 ● Iniciar dizendo que a atividade a seguir é uma atividade para decifrar códigos.
 ● Em seguida, perguntar se sabem o que são códigos.
 ● Deixar que falem livremente sobre suas impressões e ideias.
 ● Depois dizer que um código tem a ver com um símbolo (que pode ser um 
desenho ou outra imagem) que representa/ transmite alguma mensagem.
 ● Após a conversa, distribuir a atividade abaixo e dizer que o código a ser 
decifrado/ descoberto nessa atividade é a relação que está estabelecida entre 
as letras e os números, de modo a formar outras palavras, a partir das letras 
indicadas nos números que são os códigos.
ATIVIDADE
1. FORME NOVAS PALAVRAS A PARTIR DOS NÚMEROS INDICADOS NAS 
TABELAS ABAIXO:
F A M Í L I A
 1 2 3 4 5 6 7
 1 6 3 1 2 3 7 1 2 5 7
 
68
2. USE VOGAIS E FORME PALAVRAS COM AS CONSOANTES B E L. EM 
SEGUIDA, COPIE NO SEU CADERNO AS PALAVRAS FORMADAS.
UM B ______ L ______ DE FUBÁ,
NO B ______ L ______ DE CAFÉ QUENTINHO.
UMA B ______ L ______ DE HORTELÃ,
DEPOIS JOGAR B ______ L ______ NO CAMPINHO.
3. AGORA, VAMOS DECIFRAR A CARTA ENIGMÁTICA A SEGUIR, 
PROCURANDO TROCAR OS DESENHOS POR SEUS NOMES, NO LOCAL 
ADEQUADO. PRIMEIRO, ESCREVA OS NOMES DOS DESENHOS ABAIXO 
DELES, DEPOIS COMPLETE A CARTA COM OS NOMES DOS DESENHOS.
 
__________________ __________________ __________________ __________________ 
 
__________________ __________________ __________________ __________________
 
CASA - PUDIM - BORDAR - DONA MARIA - PESCAR
MACARRONADA - CASA - PARQUE
69
____________________ COSTUMA VISITAR SEUS NETOS TODA SEMANA.
 ELES MORAM NUMA _________________ QUE FICA PERTO DO ____________________.
 
MAS, ALÉM DE PASSEAR, ELA GOSTA DE ________________________ COM SEU 
MARIDO E
 
TAMBÉM DE __________________.
EM CADA DIA DA SEMANA, _________________ GOSTA DE FAZER COISAS 
DIFERENTES,
MAS É NO DOMINGO QUE ELA GOSTA DE FAZER _______________________ E 
________________ PARA REUNIR SEUS FILHOS E NETOS EM SUA __________________.
70
 ATIVIDADE 5 Tempo de duração 30 min. 
Matemática – Tabela dos locais de origem dos alimentos
Orientação:
 ● Agora, numa folha de papel madeira ou cartolina, confeccionar previamente 
uma tabela para fazer o registro dos locais de origem dos produtos que foram 
registrados anteriormente, da seguinte maneira:
TABELA DOS LOCAIS DE ORIGEM DOS ALIMENTOS
COCA-COLA RIO BRANCO – ACRE
BOMBRIL
SÃO BERNARDO DOS CAMPOS – 
SÃO PAULO
PALMOLIVE
SEDA
MUCILON
MAISENA
BELO HORIZONTE – MINAS GERAISITALAC
VEJA
OMO
CURITIBA – PARANÁ
BRILHANTE
Obs.: Educador/a, os nomes dos rótulos indicados acima foram registrados 
apenas como forma de exemplificar a realização da atividade, mas lembre-se 
que ela será feita utilizando os rótulos trazidos pelos/as educandos/as e que 
foram efetivamente trabalhados em sala de aula.
Agenda do 5º dia – Educador/a copie a agenda no quadro.
1. Leitura do dia – “Como exercer o consumo responsável”
2. Atividade de leitura – Adivinhas
3. Atividade de escrita – Estudando palavras com as letras C e F
4. Matemática – Gráfico dos locais de origem dos alimentos
5. Ciências – Alimentos naturais e industrializados
71
 ATIVIDADE 1 Tempo de duração 15 min. 
Leitura o dia : Realizar a leitura do texto “Como exercer o consumo responsável”, 
extraído da Coleção Cadernos de EJA - Qualidade de vida, Consumo e Trabalho, 
disponível no anexo de textos, p.143. 
 ATIVIDADE 2 Tempo de duração 35 min. 
Atividade de Leitura – Adivinhas
Orientação: 
 ● Iniciar dizendo aos/às educandos/as que agora farão a leitura de um texto do 
tipo adivinhas, que já foi trabalhado anteriormente.
 ● Perguntar se lembram o que são adivinhas e deixar que falem livremente sobre 
o que aprenderam.
 ● Depois, lembrar-lhes que as adivinhas, que também são conhecidas como 
adivinhações ou “o que é, o que é” são perguntas em formato de charadas 
desafiadoras que fazem as pessoas pensar e se divertir. São criadas pelas 
pessoas e fazem parte da cultura popular e do folclore brasileiro. São muito 
comuns entre as crianças, mas também fazem sucesso entre os adultos. Na 
antiguidade, eram muito usadas como desafio aos homens para provar a 
sabedoria que possuíam.
 ● Em seguida, propor a leitura das adivinhas abaixo, que estarão escritas no 
quadro ou reproduzidas numa cópia para o/a educando/a, sendo que o/a 
educador/a solicitará que cada um faça a leitura individualmente e em voz 
alta, de modo que cada um/a possa ter a oportunidade de realizar a leitura dos 
textos. Caso tenham dificuldade em fazer as leituras, ir orientando durante o 
processo, sempre questionando e auxiliando na junção das letras para formar 
as sílabas e ler a palavra inteira.
 ● Solicitar que a leitura seja feita de modo que apontem com o dedo no quadro 
ou cartaz, as palavras que estão sendo lidos de cada frase. 
ADIVINHAS
1. QUAL É O PAI QUE NUNCA TEVE FILHOS? RESPOSTA: AQUELE QUE SÓ TEVE FILHAS.
2. SOU FILHO DO SEU AVÔ E IRMÃO DO SEU PAI. QUEM SOU EU? RESPOSTA: TIO.
3. É A MÃE DA MINHA MÃE E DA MINHA TIA. QUEM É ELA? RESPOSTA: MINHA AVÓ.
4. SOU A MÃE DA MÃE DA SUA MÃE. QUEM SOU? RESPOSTA: MINHA BISAVÓ.
5. O PAI DELE É IRMÃO DA MINHA MÃE. QUEM É ELE? RESPOSTA: MEU AVÔ.
6. MEU PAI É MARIDO DA SUA MÃE. QUEM É ELE? 
7. SOU O FILHO DO FILHO DO MEU AVÔ. QUEM SOU EU?
72
 ATIVIDADE 3 Tempo de duração 50 min.
Atividade de escrita – Estudando palavras com a letra C e F
Orientação:
 ● Realizar a leitura do texto a seguir:
CAFÉ
 O “CAFEZINHO” É UMA BEBIDA TRADICIONAL 
DO POVO BRASILEIRO. ELA É FEITA DOS GRÃOS 
DE CAFÉ DESCAS-CADOS, TORRADOS E MOÍDOS. 
O BRASIL É UM DOS MAIORES PRODUTORES 
DE CAFÉ DO MUNDO. 
Retirado de: 
CARPANEDA, Isabella Pessoa de Melo; BRAGANÇA, Angiolina Domanico. Vida nova: Educação de Jovens e Adultos: 
alfabetização. São Paulo: FTD, 2009.
 ● Em seguida, conversar com os/as educandos/as sobre as informações do texto, 
fazendo uma interpretação oral, partindo das seguintes questões:
- Por que o cafezinho é considerado uma bebida tradicional do povo brasileiro?
- Por que a palavra “cafezinho” aparece entre esse sinal de dois traços em cima 
da palavra, que quer dizer aspas?
- Como é feito o café para consumo como bebida?
- Você sabe dizer o que significa essa afirmação de que “o Brasil é um dos maiores 
produtores de cafédo mundo”?
 ● Em seguida, pedir que resolvam a atividade abaixo, em duplas (organizando os 
agrupamentos de acordo com a hipótese de escrita em que se encontram).
73ATIVIDADE
1. OBSERVE O TEXTO E PINTE UM QUADRINHO PARA CADA PALAVRA CAFÉ 
QUE APARECE.
2. PINTE NO TEXTO OS ESPAÇOS ENTRE AS PALAVRAS.
3. CIRCULE EM CADA QUADRO AS SÍLABAS QUE SÃO IGUAIS.
4. SUBLINHE O NOME DA FIGURA E DEPOIS COPIE.
 
ECO MÃO CADEADO CUIA
COCADA NÃO CADUCO CUÍCA
COADA CÃO CADEIA CUECA
5. COPIE, DE CADA QUADRO, A PALAVRA QUE TEM O MESMO NÚMERO DE 
LETRAS.
 
 
 FACA AFIADO FÉ FOCA
 FACÃO FIO CAFÉ FOFOCA
 4 3 4 6
74
6. FORME PALAVRAS JUNTANDO AS SÍLABAS DOS QUADRINHOS. DEPOIS 
ESCREVA-AS NAS LINHAS ABAIXO.
______________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
7. COMPLETE O QUADRO SEPARANDO AS SÍLABAS COM UMA BARRA ENTRE 
ELAS E CONTE O NÚMERO DE SÍLABAS. OBSERVE O EXEMPLO.
PALAVRAS CÓPIA NÚMERO DE SÍLABAS
COUVE COU – VE 2
COCADA 3
CUECA 3
FOCA 2
FIO 2
FÉ 1
 
 INTERVALO - Tempo de duração 15 min.
 ATIVIDADE 4 Tempo de duração 30 min.
Matemática – Gráfico de origem dos alimentos
Orientação:
 ● Dizer que a partir dos dados que foram coletados na “Tabela dos locais de 
origem dos alimentos”, organizarão um gráfico de colunas. 
Obs.: Lembrar-lhes a serventia de um gráfico de colunas que é facilitar a 
organização e apresentação de dados e informações, de modo que se possa 
visualizar com mais eficiência as informações disponíveis. No dia a dia sempre 
são utilizados esse tipo de gráfico para apresentar informações. É uma forma 
de divulgar resultados de pesquisas, trabalhos e diversas outras situações. 
 ● Em seguida, apresentar um gráfico previamente feito com algumas 
informações de modo a facilitar o desenvolvimento da atividade: 
 CO FA VA DA CO COU O FO 
 CA FE FI VO 
75
- numa folha de papel madeira ou cartolina escreva, na parte superior, um 
título para o gráfico que pode ser “GRÁFICO DOS LOCAIS DE ORIGEM DOS 
ALIMENTOS”, assim como o título da tabela;
- depois, risque duas linhas no sentido do comprimento e da largura da folha 
(vertical e horizontal)
 
- após fazer as linhas, meça-as com uma régua de modo a dividir ambas com a 
mesma quantidade de centímetros;
- marque a quantidade de nomes de rótulos e lugares que estão indicados na 
tabela (a linha vertical representará os nomes dos produtos e a linha horizontal, 
os locais de origem);
- depois, colocar quadrinhos para representar as quantidades de produtos 
para cada local. 
 
76
 ATIVIDADE 5 Tempo de duração 35 min.
Ciências – Alimentos naturais e industrializados
Orientação:
 ● Iniciar a atividade mostrando as duas imagens abaixo e perguntar o que elas 
estão apresentando:
 
 ● Deixar que falem livremente, fazendo as intervenções a partir das respostas 
que forem dando de modo a orientar o debate para que percebam as diferenças 
entre um produto industrializado e um produto natural.
 ● Após a fala dos/as educandos/as, dizer que estudarão um pouco sobre os 
alimentos naturais e os industrializados: o que são, quais os benefícios e 
malefícios para a saúde de ambos os tipos de alimentos que a maioria das 
pessoas consome e falar que esses alimentos são parte da rotina de 
alimentação.
 ● Depois, fazer a leitura do texto abaixo como forma de aprofundar as ideias 
acerca do tema a ser debatido.
Entenda a diferença entre os alimentos naturais e os industrializados
Uma alimentação balanceada é a chave para uma boa saúde. No dia a dia, às 
vezes o consumo de alimentos não é o ideal para suprir as necessidades que o 
organismo precisa como carboidrato, proteínas, vitaminas e sais minerais, que vem 
através de alimentos naturais e industrializados. O primeiro ponto que requer 
atenção é saber exatamente o que são alimentos naturais e industrializados, já 
que os dois tipos apresentam características distintas.
77
Os alimentos naturais são aqueles retirados diretamente da natureza. Também 
chamado de alimentos in natura, englobam as verduras, as frutas, os legumes, as 
carnes, os peixes e as aves. Estes alimentos são os que possuem um maior nível de 
nutrientes. 
 
Já os alimentos industrializados são os que sofrem algum tipo de transformação 
nas indústrias, sendo que há vários níveis de processamento. O leite, por exemplo, 
passa apenas pelo processo de pasteurização. Outros alimentos, como o arroz, 
feijão e farinha de mandioca passam somente pelo processo de trituração e de 
separação de resíduos, retirando a sujeira dos alimentos para comercialização.
Porém com o avanço da tecnologia e a rotina agitada das pessoas, cada vez mais 
cresce a oferta e consumo de alimentos prontos. A variedade é grande, biscoitos 
recheados, salsicha, enlatados, misturas de bolo, refrigerantes e temperos 
instantâneos. Estes alimentos são fabricados com adição de substâncias à base 
de conservantes, corantes, estabilizantes e demais substâncias que dão aroma e 
sabor aos alimentos para torná-los mais duradouros. 
Entretanto, por conterem essa alta adição de substâncias, os alimentos 
industrializados são mais prejudiciais ao organismo e podem causar desde 
alergias até problemas cardiovasculares. Além disso, na fase de processamento 
dos alimentos passam nas indústrias, vários nutrientes são perdidos.
Disponível em: http://www.pensamentoverde.com.br/dicas/entenda-diferenca-entre-os-alimentos-naturais-e-os-in-
dustrializados/. Acesso em 22/12/16, às 08h21min.
78
 ● Conversar sobre as informações do texto quanto ao que são os produtos 
naturais e industrializados, bem como sobre os benefícios e malefícios de 
ambos os tipos de alimentos. 
 ● Em seguida, apresentar todos os rótulos de embalagens que foram trabalhados 
até agora e propor que façam uma separação entre os que são naturais e os que 
são industrializados.
 ● Depois que fizerem a separação orientá-los/as a observar que nenhuma 
embalagem se referirá a um produto natural e que, portanto, precisamos 
observar o consumo de ambos os alimentos em nossa alimentação para 
termos uma vida mais saudável: por exemplo, quando possível, cultivar uma 
horta no quintal de casa, plantar algumas verduras, frutas e legumes e evitar ao 
máximo os que já vêm enlatados, pois não são benéficos para a saúde.
 ● Após a leitura e discussão, pedir que, em duplas, pesquisem em revistas 
imagens de alimentos naturais e de alimentos industrializados e façam uma 
separação desses produtos no quadro abaixo, que deverá ser entregue para 
cada dupla.
ALIMENTOS NATURAIS ALIMENTOS INDUSTRIALIZADOS
 ● Em seguida, socializar as produções, de modo que o/a educador/a possa 
verificar a compreensão dos/as educandos/as em relação à diferença dos 
produtos naturais e dos produtos industrializados.
79
EJA I Módulo I - 2º Mês / 3ª Semana
SEQUÊNCIA DE ATIVIDADES
CONTEÚDO:
Linguagens e Códigos:
 ● Nome próprio 
 ● Leitura e escrita
 ● Ortografia: letras maiúsculas e minúsculas;
 ● Texto verbais e não - verbais;
 ● Gêneros textuais: poema, parlenda, provérbios.
Noções Lógico- Matemáticas: 
 ● Função social dos números 
 ● Localização e movimento de pessoas ou objetos no espaço.
Estudo da Sociedade e da Natureza: 
 ● Os lugares e a minha vida social.
CAPACIDADES 
Linguagens e Códigos:
 ● Ler e escrever pequenos textos, identificando informações relevantes.
 ● Saber a quantidade de letras usadas para escrever cadanome.
 ● Expandir o uso da linguagem, produzindo textos orais.
 ● Reconhecer a arte como um meio de expressão, comunicação do pensamento 
e sentimento humano.
 ● Expressar-se através da arte visual utilizando diferentes recursos.
Noções Lógico-Matemáticas:
 ● Estabelecer pontos de referência para situar-se, posicionar-se e deslocar-se 
no espaço, identificando relações de posição entre os objetos.
 ● Interpretar e fornecer instruções sobre posição usando terminologia 
adequada.
Estudo da Sociedade e da Natureza:
 ● Conhecer o espaço geográfico como lugar de vivencias e experiências.
 ● Analisar as transformações ocorridas no bairro e/ou localidade no decorrer 
dos tempos. 
 ● Compreender as transformações e principais características do seu espaço 
geográfico.
 ● Localizar sua residência em relação ao bairro e/ou localidade.
80
 ● Identificar a divisão externa do corpo humano entre seus constituintes nas 
diversas fases de crescimento.
 ● Compreender a função das estruturas de proteção das regiões vitais (crânio, 
costela, etc.)
RECURSOS DIDÁTICOS 
Revistas, jornais, papel madeira, pincel, giz, quadro negro, fichas com nomes dos 
alunos, cartazes, cola, Xerox.
 
Agenda do 1º dia – Educador/a copie a agenda no quadro:
1. Leitura para deleite – Texto “Pipoca”
2. Roda de conversa sobre Provérbios
3. Atividade de escrita – Interpretando os provérbios
4. Atividade de Matemática – Regularidade numérica
 ATIVIDADE 1 Tempo de duração 15 min.
Leitura do dia: Realizar a leitura do texto “Pipoca” de autoria de Rubem Alves, 
disponível no Anexo de Textos - 2º mês, p. 144 a 145. 
 ATIVIDADE 2 Tempo de duração 40 min.
Roda de conversa sobre Provérbios
Orientação: 
 ● Iniciar com uma roda de conversa, citando alguns provérbios bem conhecidos:
 ▶ Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.
 ▶ Quem com o ferro fere, com o ferro será ferido.
 ▶ Mais vale um pássaro na mão do que dois voando.
 ▶ Cavalo dado não se olha os dentes.
 ● Posteriormente, perguntar aos/às educandos/as se conhecem algumas 
expressões populares como estas e incentivar que falem livremente.
 ● Nesse momento, registrar no quadro cada expressão citada. Isso facilitará a 
compreensão dos/das educandos/as e o desfecho da roda de conversa.
 ● Para finalizar a roda de conversa, explicar que os provérbios são ditos 
populares (frases e expressões) que transmitem conhecimentos comuns sobre 
a vida. Muitos deles foram criados na antiguidade, porém estão relacionados a 
aspectos universais da vida, por isso são utilizados até os dias atuais. É muito 
comum ouvirmos provérbios em situações do cotidiano. Quem nunca ouviu, ao 
81
fazer algo rapidamente, que “a pressa é a inimiga da perfeição”. Os provérbios 
fazem sucesso, pois possuem um sentido lógico. A maioria é de criação 
anônima. O provérbio é fácil de decorar e transmitir em função de seu formato 
simples, curto e direto. Falam sobre diversos assuntos e fazem parte da cultura 
popular da humanidade. Encontramos provérbios para praticamente todas as 
situações de vida.
 ATIVIDADE 3 Tempo de duração 45 min.
Atividade de Escrita: Interpretando os provérbios
Orientação:
 ● Fazer a atividade abaixo, juntamente com os/as educandos/as no quadro, 
depois pedir que copiem no caderno.
 ● Solicitar que expliquem, com as próprias palavras, o que cada um dos provérbios 
abaixo, quer dizer: 
1. DAI A CÉSAR O QUE É DE CÉSAR E A DEUS O QUE É DE DEUS.
 2. QUEM COM O FERRO FERE, COM O FERRO SERÁ FERIDO.
 3. MAIS VALE UM PÁSSARO NA MÃO DO QUE DOIS VOANDO.
1 - _____________________________________________________________________________________
2 - _____________________________________________________________________________________
3 - _____________________________________________________________________________________
4 - _____________________________________________________________________________________
 INTERVALO - Tempo de duração 15 min.
 ATIVIDADE 4 Tempo de duração 65 min. 
Matemática – Regularidade Numérica
Orientação: 
 ● Utilizando a tabela abaixo, explorar a leitura dos numerais da seguinte forma:
- Pedir que leiam todos os numerais da tabela.
- Pedir que leiam a coluna dos números terminados em zero.
- Realizar a leitura de cada coluna, individualmente (terminados em 1, 2, 3, 4, 
5, 6, 7, 8, 9).
- Identificar quantos números são terminados em 4, 7, 8, 5, 3, aleatoriamente.
82
TABELA NUMÉRICA
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9
10 11 12 13 14 15 16 17 18 19
20 21 22 23 24 25 26 27 28 29
30 31 32 33 34 35 36 37 38 39
40 41 42 43 44 45 46 47 48 49
50 51 52 53 54 55 56 57 58 59
60 61 62 63 64 65 66 67 68 69
70 71 72 73 74 75 76 77 78 79
80 81 82 83 84 85 86 87 88 89
90 91 92 93 94 95 96 97 98 99
100
 ● Após a exploração da tabela, numa roda de conversa, questionar aos/às 
educandos/as quanto ao que observaram na tabela com relação à repetição de 
numerais, a partir dos seguintes questionamentos:
- Houve repetição de numerais? 
- O que é um número redondo?
- Quais são os números redondos?
- Você percebeu que os valores das colunas são diferentes?
 ● Após as falas dos/as educandos/as dizer que a utilização dos numerais de 0 a 9 
é feita através de uma sequência. Por exemplo: os dias do mês são compostos 
no calendário, obedecendo a certa ordem, que também é um tipo de sequência. 
Com os numerais acontece a mesma coisa: também são organizados a partir 
de sequências que seguem uma determinada ordem. Ou seja, sequência 
é todo conjunto ou grupo no qual os seus elementos estão escritos em uma 
determinada ordem. A essa organização chamamos de regularidade numérica. 
Por exemplo: com os numerais 2 e 9 é possível combiná-los e escrever os 
numerais 29 e 92. Dependendo da posição do numeral, ele pode assumir 
valores diferenciados.
 ● Distribuir o quadro numérico, que deverá ser reproduzido, previamente, para 
todos os/as educandos/as e pedir que preencham, individualmente, com os 
números que estão faltando no quadro considerando as orientações indicadas 
na atividade:
83ATIVIDADE DE MATEMÁTICA
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9
10 14 18
20 22 27
30 33 36
40 41 44 48
50 52 55
60 63 66 67
70 71 73 76 79
80 82 89
90 94 97
100
- Copiar todos os números que fazem parte da coluna 2,7,3.
- Pintar com lápis vermelho os números terminados em zero;
- Circular com lápis azul o maior número da tabela;
- Circular os numerais que representam a sua data de nascimento (dia, mês e 
ano);
- Fazer um X nos numerais que correspondem ao ano em que estamos. 
Agenda do 2º dia – Educador/a, copiar a agenda no quadro
1. Leitura do dia – “Magia e milagre da palavra”
2. Atividade de leitura – Parlendas
3. Ciências – As partes do corpo humano
4. Matemática – Localização de pessoas
 ATIVIDADE 1 Tempo de duração 15 min. 
Leitura do dia: Realizar a leitura do texto “Magia e milagre da palavra”, de autoria 
de Frei Beto, disponível no Anexo de Textos - 2º mês, p. 148 a 149. 
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 ATIVIDADE 2 Tempo de duração 30 min.
Atividade de Leitura - Parlendas
Orientação: 
 ● Realizar a leitura da parlenda a seguir, que deverá estar previamente registrada 
numa folha de papel madeira ou cartolina, para que os/as educandos/as 
conheçam como está organizado esse tipo de texto:
HOJE É DOMINGO
HOJE É DOMINGO,
PEDE CACHIMBO.
O CACHIMBO É DE BARRO,
BATE NO JARRO.
O JARRO É DE OURO,
BATE NO TOURO.
O TOURO É VALENTE,
CHIFRA A GENTE.
A GENTE É FRACO, 
CAI NO BURACO.
O BURACO É FUNDO,
ACABOU-SE O MUNDO.
(Domínio popular)
 ● Em seguida, fazer uma roda de conversa, estabelecendo um diálogo, a partir 
dos seguintes questionamentos:
- Você sabe o que é uma parlenda?
- Conhece alguma parlenda?
- Do que falam as parlendas?
- Vocês já viram uma parlenda com indicação de seu autor?
- Por que não aparece o nome dos autores das parlendas?
 ● Depois, explicar que parlenda é um gênero textual com versos e rimas 
com ritmo e sonoridade que divertem e ensinam, favorecendo as atividades 
de leiturae escrita. De origem popular, embora exista a expressão “cantar 
parlendas”, sempre é dita de forma recitada. A parlenda também é uma 
brincadeira que consiste em juntar as palavras, podendo ser falada em grupos, 
com a finalidade de entreter crianças, jovens e adultos. 
 ● Após essa primeira leitura, propor que os/as educandos/as façam a leitura 
coletiva da parlenda, na qual cada um faça a leitura de um verso indicado pelo/a 
educador/a. 
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 ATIVIDADE 3 Tempo de duração 60 min. 
Ciências – As partes do corpo humano
Orientação:
 ● Propor aos/às educandos/as uma atividade de alongamento, de acordo com os 
comandos abaixo:
- Levantar os braços, depois inclinar o corpo de um lado para o outro com os 
braços ainda levantados;
- Levar o braço direito para o lado esquerdo e vice-versa;
- Levar o pé esquerdo para trás até encostar no glúteo. Depois, faça o mesmo 
com o outro pé. 
- Puxe a cabeça com uma das mãos para a esquerda até sentir uma leve pressão 
na lateral do pescoço. Repita esse exercício mudando o lado.
- Faça um movimento giratório com os ombros para frente e depois para trás. 
 ● Logo após, fazer os seguintes questionamentos:
- Para que serve o alongamento?
- O que sentiram ao fazer o alongamento?
- Que partes do corpo foram movimentadas?
- Vocês costumam realizar algum tipo de alongamento no seu dia a dia?
 ● Em seguida, dizer que o alongamento serve para movimentar músculos e 
membros do corpo humano, com o objetivo de relaxar o corpo, prevenir 
lesões, ativar a circulação, proporcionar maior flexibilidade e melhorar a 
movimentação. Serve tanto para a prática de exercícios físicos, quanto para 
relaxar depois de um dia de trabalho cansativo.
 ● Depois perguntar se os/as educandos/as conhecem as partes externas do 
corpo humano: quais são e como são chamadas.
 ● Deixar que falem livremente e, em seguida, mostrar partes externas do corpo 
humano separadas e, numa folha de papel madeira ou cartolina, pedir que 
colem cada parte no local adequado.
 
 
86
 ● Ao término da colagem, questioná-los quanto à escrita de cada parte, tendo 
o/a educador/a como escriba durante o registro.
 INTERVALO - Tempo de duração 15 min.
 ATIVIDADE 4 Tempo de duração 60 min.
Matemática – Localização de pessoas
Orientação:
 ● Iniciar a discussão numa roda de conversa perguntando quem são os/as 
educandos/as que estão perto da mesa do educador/a, quem está à direita, 
quem está à esquerda e quem está longe/ mais distante. 
 ● Deixar que falem livremente.
 ● Em seguida, afixar no quadro e mostrar à turma um desenho que represente 
a sala de aula, previamente confeccionado numa cartolina, da seguinte forma:
 
87
 ● Depois, solicitar que venham ao quadro e indiquem os nomes de cada colega 
no lugar onde costumam sentar, fazendo o registro escrito de cada nome no 
desenho das carteiras.
 ● Em seguida, pedir que expliquem como pensaram para escrever o nome do 
colega no lugar correspondente.
 ● Fazer os seguintes questionamentos em relação a um/a educando/a que 
esteja sentado no meio da sala e pedir que façam o registro escrito das 
respostas, individualmente, no caderno:
- Quem está à frente? 
________________________________________________________________________________________
- Quem está atrás?
________________________________________________________________________________________
- Quem está à direita? Quantas pessoas? 
________________________________________________________________________________________
- Quem está à esquerda? Quantas pessoas? 
________________________________________________________________________________________
- Qual o nome da 1ª pessoa que está próxima à porta? 
________________________________________________________________________________________
- Qual o nome da pessoa que está na 3ª carteira da 3ª fileira?
________________________________________________________________________________________
- Quem é a pessoa que está sentada perto da 2ª janela à esquerda, na sala?
________________________________________________________________________________________
- Quem está sentado próximo à 2ª janela do lado direito da sala, e perto do 
armário? 
________________________________________________________________________________________
Obs.: Educador/a, ao orientar a atividade considere sempre que a 1ª fileira de 
carteiras é considerada aquela de quem entra na sala de aula.
 ● Solicitar que os/as educandos/as socializem as respostas da atividade, para 
verificar se estão corretas e, caso não estejam, problematizá-las e orientar a 
discussão para que pensem acerca da resposta adequada. 
88
Agenda do 3º dia – Educador/a copie a agenda no quadro
1. Leitura do dia - “Os altos lucros dos maus hábitos”
2. Atividade de Leitura - Poema “O bicho homem”
3. Atividade de Leitura – Localizando informações no poema
4. Atividade de Escrita – Texto lacunado
5. Matemática - Localização e movimento de pessoas ou objetos no espaço
 ATIVIDADE 1 Tempo de duração 10 min. 
Leitura do Dia: Realizar a leitura do texto “Os altos lucros dos maus hábitos”, extraído 
da Coleção Cadernos de EJA Qualidade de vida, consumo e trabalho, disponível 
no Anexo de Textos - 2º mês, p. 150. 
 ATIVIDADE 2 Tempo de duração 20 min.
Atividade de leitura - Poema “O bicho homem”
Orientação:
 ● Fazer uma roda de conversa para apresentar o gênero poema, destacando 
suas características fundamentais, dentre as quais pontuar:
- Poema é um texto escrito em versos, estrofes, com certos recursos da 
linguagem poética: ritmo, métrica, sonoridades, figuras de estilo e não é a 
mesma coisa que poesia.
- Já a poesia é um conteúdo poético que podemos encontrar no poema, mas 
também em narrativas literárias (conto, romance, novela), crônicas e até em 
obras de arte que não utilizam a palavra: num quadro, numa fotografia, por 
exemplo.
- O poema, além da linguagem poética (poesia), deve apresentar uma forma 
(versos organizados em estrofe, etc.). Um verso é cada linha do poema e as 
estrofes são a reunião dos versos em blocos.
- Já a poesia é mais uma questão de conteúdo, presente em certas obras de 
arte, literárias ou não.
- O texto poético tem uma forte relação com a música, a arte e a beleza. A poesia 
presente no texto é a componente que distingue o poema. Existem vários 
poemas que foram convertidos em canções, porque foi acrescentada música.
- O poema apresenta rima, que é caracterizada pela regularidade sonora que 
pode estar tanto no meio como no final do verso, quando não há rima, costuma-
se chamar verso branco. Porém, nem todo poema possui rima.
Adaptado de: http://www.klickeducacao.com.br/bcoresp/bcorespmostra/0,5991,POR-628-h,00.html. 
Acesso em 13/12/16, às 14:21. 
89
 ● Em seguida, apresentar o poema abaixo, escrito no papel madeira ou cartolina, 
e fazer a leitura juntamente com os/as educandos/as acompanhando as frases 
e palavras no cartaz.
O BICHO HOMEM
QUE BICHO É O HOMEM 
DE ONDE ELE VEIO 
PARA ONDE VAI? 
ONDE É QUE ENTRA 
DE ONDE É QUE SAI? 
QUE RAIO LHE ACENDE 
A CHAMA DA FÚRIA? 
O QUE É QUE SOBRA 
DA CESTA BÁSICA 
DE SUA PENÚRIA? 
QUE BICHO É ESSE 
QUE CARREGA O FARDO 
DE UMA DOR MEDONHA? 
QUE SUCUMBE AO CHARCO 
MAS AINDA SONHA? 
O HOMEM QUE TECE 
AS MALHAS DA LEI. 
QUE BICHO É O HOMEM 
QUE TRANSFORMA EM PÊSSEGOS 
AS FEZES DO REI? 
QUE BICHO É O HOMEM 
QUE AMA E DESAMA 
QUE AFAGA E MAGOA? 
E QUE ÀS VEZES LEMBRA 
UM ANJO EM PESSOA? 
90
O HOMEM QUE VAI 
PARA A ETERNIDADE 
NUM SACO DE LIXO. 
QUE BICHO É O HOMEM 
DE SALÁRIO FIXO? 
QUE BICHO É O HOMEM 
DE ARGILA E COLOSTRO 
QUE LAVRA E SEMEIA? 
MAS SÓ COLHE INSÔNIAS 
EM LAVOURA ALHEIA? 
QUE BICHO É O HOMEM 
QUE RASTEJA E VOA 
QUE SE ERGUE E CAI? 
— DE ONDE ELE VEIO 
E PARA ONDE VAI? 
 Autor: FRANCISCO CARVALHO 
 Disponível em: http://www.avozdapoesia.com.br/obras_ler.php?obra_id=15405&poeta_id=389.Acesso em: 13/12/2016, às 16:24
 ● Após a leitura do poema, fazer uma interpretação oral a respeito das principais 
ideias contidas no poema, bem como a identificação do que caracteriza esse 
gênero textual poema (rima, versos, estrofes, ritmo e sonoridade), a partir dos 
seguintes questionamentos:
- Do que trata o poema?
- O que o autor quis dizer quando compara o homem a um bicho?
- Por que ele comparou o acender da fúria com as sobras da cesta básica? 
- O que ele quis dizer com o verso o “bicho homem que transforma as fezes do rei 
em pêssego”?
- Você considera que o ser humano é um bicho/ animal? Por quê?
 ● Depois dizer aos/às educandos/as que a condição humana de ter que 
sobreviver com uma cesta básica, um salário fixo, ganhar pouco, trabalhar para 
os outros e morrer e ser colocado em um saco, pode ser uma das interpretações 
dadas ao poema do autor de que tudo isso se refere à condição humana que é 
falida, fracassada e que demonstra que o ser humano é frágil e insensível, tanto 
em relação às questões sociais, quanto em relação ao outro semelhante, quase 
como se fosse para esconder as enormes injustiças e desigualdades existentes; 
mas, também pode ser dócil em relação a outros seres humanos, dependendo 
da situação.
91
 ATIVIDADE 3 Tempo de duração 60 min. 
Atividade de escrita - Interpretação do poema “O bicho homem”
Orientação:
 ● Distribuir cópias do poema “O bicho homem”, de autoria de Francisco Carvalho 
e cópias da atividade de interpretação.
 ● Agora, com a ajuda do/a educador/a, os/as educandos/as deverão localizar as 
seguintes informações no poema “O bicho homem”, de modo que identifiquem 
as principais ideias e características do gênero poema:
ATIVIDADE DE INTERPRETAÇÃO DO TEXTO
1. QUAL O TÍTULO DO POEMA?
________________________________________________________________________________________
2. DO QUE TRATA O POEMA? QUAIS MENSAGENS O AUTOR QUIS 
TRANSMITIR? 
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
3. QUAIS PALAVRAS TEM O SIGNIFICADO DESCONHECIDO PARA VOCÊ? 
CIRCULE NO TEXTO E ESCREVA-AS ABAIXO. 
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
4. DE TODAS QUE VOCÊ NÃO CONHECE, ESCOLHA APENAS TRÊS (03) E, 
COM A AJUDA DO/A EDUCADOR/A, PESQUISE O SEU SIGNIFICADO NO 
DICIONÁRIO.
A) _____________________________________________________________________________________
B) _____________________________________________________________________________________
C) _____________________________________________________________________________________
 
5. TEM PALAVRAS QUE RIMAM? QUAIS?
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
92
6. QUANTOS VERSOS TÊM O POEMA? 
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
7. QUANTAS ESTROFES TÊM O POEMA?
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
Obs.: Durante a atividade de interpretação, o/a educador/a irá conduzir a 
discussão de modo a ser um mediador que auxilie os/as educandos/as na 
identificação das informações solicitadas, no texto reproduzido no papel 
madeira.
 ATIVIDADE 4 Tempo de duração 15 min.
Atividade de Escrita – Texto lacunado
Orientação:
 ● Levar a atividade já reproduzida e explicar para os/as educandos/as que eles 
deverão completar o texto com as palavras que estão faltando, se for o caso 
poderão usar como apoio o texto da parlenda “Hoje é domingo”, que está no 
papel madeira fixado em sala e já foi trabalhada na aula anterior.
 ● Em seguida, organizá-los/as em duplas, de acordo com as hipóteses de escrita 
em que se encontrarem, para que leiam e descubram as palavras que estão 
faltando.
HOJE É ___________________________________
PEDE CACHIMBO.
O __________________________ É DE BARRO,
BATE NO JARRO.
O JARRO É DE ___________________________,
BATE NO TOURO.
O TOURO É ______________________________,
CHIFRA A GENTE.
A GENTE É _______________________________,
CAI NO BURACO.
O BURACO É_____________________________,
ACABOU-SE O MUNDO.
93
 INTERVALO - Tempo de duração 15 min.
 ATIVIDADE 5 Tempo de duração 60 min. 
Matemática – Localização e movimento de pessoas ou objetos no espaço
Orientação:
 ● Iniciar a atividade, pedindo que se organizem para ir ao pátio da escola e, antes 
do deslocamento, pedir que observem o trajeto feito da sala de aula até a 
cantina. 
 ● Ao chegar ao pátio, o/a educador/a irá definir a cantina como espaço da escola 
a partir do qual deverão explicar como chegar à sala de aula da turma.
 ● Deixar que falem à vontade, dando as orientações adequadas de modo que 
uma pessoa que não é da turma, mas que deseja chegar à sala de aula, tenha 
indicações precisas que ajudem a chegar até ela, tais como: esquerda, direita, 
quantidade de salas, corredor, o que tem à frente, atrás, banheiros, biblioteca e 
demais espaços da escola que sirvam para orientar nesse trajeto.
 ● Depois, solicitar que retornem à sala de aula, utilizando o trajeto indicado.
 ● Ao chegar à sala de aula, conversar sobre o trajeto realizado: os espaços e locais 
indicados que serviram como orientação para chegar à sala de aula.
 ● Em seguida, fazer os seguintes questionamentos abaixo, e, a partir das respostas 
dos educandos/as, orientar a discussão de modo que identifiquem tais espaços 
da escola como pontos de referência:
- Você considera que sem estas orientações seria possível chegar à sala de 
aula? Por quê?
- Quais espaços ou locais você considerou importante para auxiliar no trajeto? 
Por quê? 
 ● Depois, dizer que sempre que precisamos nos localizar é necessário ter um 
ponto de referência e, para nós, nessa atividade, a cantina foi o ponto de 
referência que serviu para orientar todo o trajeto.
 ● Após esse momento, pedir que, em duplas, façam o desenho do trajeto, de 
acordo com as orientações feitas anteriormente.
 ● Em seguida, fazer um painel com o título “LOCALIZAÇÃO DA SALA DE AULA”, 
no qual farão uma exposição dos desenhos no corredor da escola. 
94
Agenda do 4º dia – Educador/a, copie a agenda no quadro
1. Leitura do dia – “Olhos grandes”
2. Atividade de leitura – Poema “Não há vagas”
3. Atividade de escrita – Produção de lista
4. Matemática – Localização e movimentação (Parte II)
 ATIVIDADE 1 Tempo de duração 15 min. 
Leitura do Dia: Realizar a leitura do texto “Olhos Grandes”, extraído da Coleção 
Cadernos de EJA Qualidade de Vida, Consumo e Trabalho, disponível no Anexo de 
Textos - 2º mês, p. 151-152. 
 ATIVIDADE 2 Tempo de duração 30 min.
Atividade de leitura e interpretação escrita – Poema “Não há vagas”
Orientação:
 ● Inicialmente, mostrar a foto acima e perguntar se sabem quem é esse autor e 
deixar que falem.
 ● Depois, falar, brevemente, que Ferreira Gullar é um dos poetas mais relevantes 
da literatura brasileira. Sua obra é conhecida principalmente pelo conteúdo 
político e social com que sempre abordou os temas e, justamente por sua 
forma de posicionar politicamente,foi exilado durante o regime militar 
brasileiro. Através de seus poemas demonstra a necessidade de lutar contra a 
opressão social. A poesia engajada é uma marca da obra de Ferreira Gullar. O 
autor acredita que a produção artística deve levar em consideração o que está 
acontecendo com o mundo. Sendo assim, suas produções apresentam uma 
linguagem inovadora, mas com palavras simples, que conseguem relacionar a 
linguagem verbal e a visual.
 ● Em seguida, dizer que será feita a leitura de um poema desse autor.
 ● Reproduzido numa folha de papel madeira ou cartolina, apresentar e realizar a 
leitura do poema abaixo, “Não há vagas”, de autoria de Ferreira Gullar, indicando, 
com a mão ou régua, a localização de cada palavra ao realizar a leitura.
95
NÃO HÁ VAGAS
O PREÇO DO FEIJÃO
NÃO CABE NO POEMA. O PREÇO
DO ARROZ
NÃO CABE NO POEMA.
NÃO CABEM NO POEMA O GÁS
A LUZ O TELEFONE
A SONEGAÇÃO
DO LEITE
DA CARNE
DO AÇÚCAR
DO PÃO
O FUNCIONÁRIO PÚBLICO
NÃO CABE NO POEMA
COM SEU SALÁRIO DE FOME
SUA VIDA FECHADA
EM ARQUIVOS.
COMO NÃO CABE NO POEMA
O OPERÁRIO
QUE ESMERILA SEU DIA DE AÇO
E CARVÃO
NAS OFICINAS ESCURAS
- PORQUE O POEMA, SENHORES,
ESTÁ FECHADO:
 “NÃO HÁ VAGAS”
SÓ CABE NO POEMA
O HOMEM SEM ESTÔMAGO
A MULHER DE NUVENS
A FRUTA SEM PREÇO
O POEMA, SENHORES,
NÃO FEDE
NEM CHEIRA.
 Autor: FERREIRA GULLAR 
 Disponível em: http://www.poesiaspoemaseversos.com.br/ferreira-gullar-poemas/. 
 Acesso em 19/12/16, às 10h30min.
96
 ● Após a leitura feita pelo/a educador/a, conversar com os/as educandos/as 
sobre os sentidos e significados atribuídos pelo autor aos versos e estrofes, 
partindo dos seguintes questionamentos:
- Qual é o título do poema?
- O que o autor quis dizer com esse título?
- Quantos versos têm o poema?
- Quantas estrofes?
- Quais palavras que rimam?
- O que ele quis dizer com os versos “O preço do feijão não cabe no poema”?
- Você concorda com a afirmação do autor de que “não cabe no poema o operário 
que esmerila seu dia de aço e carvão nas oficinas escuras”?
- Por que “só cabe no poema o homem sem estômago, a mulher de nuvens e a fruta 
sem preço”?
- Qual a mensagem principal do poema?
 ● Depois, dizer que a mensagem principal pode estar relacionada com a 
afirmação de que os trabalhadores em geral, seja um funcionário público, um 
operário, pedreiro ou agricultor, ganham pouco com seu trabalho e, por esse 
motivo, não podem comprar quase nada? 
 ● Distribuir cópias do poema para os/as educandos/as e pedir que realizem a 
seguinte atividade:
ATIVIDADE DE ESCRITA
- CIRCULAR NO POEMA AS PALAVRAS QUE TENHAM A LETRA G, NO 
INÍCIO OU NO MEIO;
- OBSERVE AS PALAVRAS ABAIXO E COMPLETE COM AS LETRAS 
FALTOSAS, A PARTIR DO POEMA LIDO.
F E I J ______ P _____ O A R R _____Z L_____I T E C _____ A R N E
E___ T Ô MA G O N U V E ____ S M U L H ____ R T E ____ E F ____ N E
 
G ____ S O P ___ R Á R I O L U _____ S O N E ____ A ____Ã O 
 
 ATIVIDADE 3 Tempo de duração 30 min.
Atividade de escrita – Produção de lista
Orientação:
 ● Agora, depois de ter realizado a atividade anterior de deslocamento nos 
espaços da escola, escrever no quadro o seguinte título da atividade que será 
realizada: LISTA DE ESPAÇOS DA ESCOLA.
97
 ● A atividade deverá ser feita tendo o/a educador/a como escriba durante o 
registro e os/as educandos/as irão dizendo como escrever cada palavra, letra 
por letra de modo que sejam feitas as devidas intervenções acerca da escrita 
adequada das palavras.
ATIVIDADE DE ESCRITA
 ● PRODUZIR UMA LISTA COM OS NOMES DESSES ESPAÇOS, DA SEGUINTE 
FORMA:
LISTA DE ESPAÇOS DA ESCOLA
1 - _______________________________________________________
2 - _______________________________________________________
3 - _______________________________________________________
4 - _______________________________________________________
5 - _______________________________________________________
6 - _______________________________________________________
7 - _______________________________________________________
8 - _______________________________________________________
9 - _______________________________________________________
10 - ______________________________________________________
 INTERVALO - Tempo de duração 15 min.
 ATIVIDADE 5 Tempo de duração 60 min.
Matemática – Orientação e localização (parte II)
Orientação:
 ● Iniciar a atividade, lembrando aos/às educandos/as da atividade anterior sobre 
localização e movimentação no espaço, indicando que para nos deslocarmos de 
um espaço ao outro, de um lugar ao outro, precisamos observar alguns locais 
ou objetos que funcionem como ponto de referência.
 ● Em seguida, dizer que farão uma atividade de localização em que será preciso 
pensar a respeito da localização e movimentação de uma pessoa na localidade 
onde mora.
 ● Distribuir uma cópia da atividade para cada educando/a e resolver cada 
questão, juntamente com eles/as para que pensem a respeito do que está 
sendo solicitado.
98
ATIVIDADE
1. NIVALDO REPRESENTOU EM UMA MALHA QUADRICULADA UMA PARTE 
DO BAIRRO ONDE MORA.
OBSERVE OS PONTOS LOCALIZADOS NA MALHA E A LEGENDA QUE 
INDICA QUAIS LOCAIS DO BAIRRO ESSES PONTOS REPRESENTAM.
 
LEGENDA:
 
AGORA, OBSERVE AS SEGUINTES ORIENTAÇÕES:
99
- NA MALHA QUADRICULADA DESENHADA POR NIVALDO:
O PERCURSO SOBRE O LADO DE CADA QUADRADO MEDE 100 METROS.
O PERCURSO NA DIAGONAL MEDE APROXIDAMENTE 141 METROS;
 
OS QUADRADOS EM VERDE NÃO PODEM SER PERCORRIDOS NA DIAGONAL.
DE ACORDO COM ESSAS INFORMAÇÕES, CALCULE A MENOR DISTÂNCIA 
QUE SE PODE PERCORRER ENTRE OS SEGUINTES LOCAIS:
1) A E A CASA DE NIVALDO. ____________________________________________
2) A CASA DE NIVALDO E A . ____________________________________________
3) A E O . _________________________________________________________
4) O E A .__________________________________________________________
5) O E O . ________________________________________________________
6) A CASA DE NIVALDO E .________________________________________________
100
7) A CASA DE NIVALDO E A . _____________________________________________
 ● Ao final da atividade, socializar as respostas dadas por cada educando/a. 
Agenda do 5º dia – Educador/a, copie a agenda no quadro
1. Leitura do dia: “História do Dinheiro”
2. Atividade de leitura – Texto informativo: “O Dinheiro no Brasil”
3. Matemática – Os números e o dinheiro
4. Atividade de leitura – Texto fatiado
5. Atividade de escrita – Produção de texto narrativo
 ATIVIDADE 1 Tempo de duração 10 min.
Leitura do dia: Realizar a leitura do texto “História do Dinheiro”, disponível no 
Anexo de Textos - 2º mês, p. 153. 
 ATIVIDADE 2 Tempo de duração 45 min.
Atividade de Leitura – Texto informativo
Orientação:
 ● Iniciar a atividade, dizendo aos/às educandos/as que será feita a leitura do 
texto abaixo, “Dos réis ao real: as moedas no Brasil”, destacando apenas os tópicos 
principais em negrito do texto.
Dos réis ao real: as moedas no Brasil
A gente sempre quis ter comida, roupas, terras e coisas que pertenciam a 
outras pessoas. Há 10 mil anos, como não existia dinheiro, a solução era darmos 
algo que tínhamos de bastante valor em troca do que queríamos. De lá para 
cá, muita coisa foi usada para fazer essas negociações: bois (provavelmente a 
primeira forma de moeda), conchas (muito usadas na China e na Austrália), sal 
(que os gregos trocavam por escravos), sementes de cacau (adotadas pelos maias 
e pelos incas) e até tulipas (dadas na Holanda como dote de casamento).
101
No Brasil, já usamos açúcar, tabaco e até notas estrangeiras (no século 17, o 
florim holandês foi fabricado em Recife), além de um sem-número das nossas 
próprias moedas,que perdiam valor rapidamente. 
TROCAS MALUCAS
ATÉ CONCHA JÁ FOI USADA POR AQUI
1500 – Tostão
Ao chegar ao Brasil, os portugueses encontram cerca de 3 milhões de índios 
vivendo em economia de subsistência. Já os colonizadores usam moedas de cobre 
e ouro, que têm diversos nomes de acordo com a origem: tostão, português, 
cruzado, vintém e são-vicente.
Século 16 – Jimbo e réis
A pequena concha era usada como moeda no Congo e em Angola. Chegando ao 
Brasil, os escravos a encontram no litoral da Bahia e mantêm a tradição. Desde o 
descobrimento, porém, a moeda mais usada é o real português, mais conhecido 
em seu plural “réis”, que valeu até 1942.
1614 – Açúcar
Por ordem do governador do Rio de Janeiro, Constantino Menelau, o açúcar 
é aceito como moeda oficial no Brasil. De acordo com a lei, comerciantes eram 
obrigados a aceitar o produto para pagar compras.
1695 – Cara e coroa
A Casa da Moeda do Brasil, inaugurada na Bahia um ano antes, cunha suas 
primeiras moedas de ouro. Em 1727, surgem as primeiras moedas brasileiras 
com a figura do governante de um lado e as armas do reino do outro, conforme a 
tradição européia. Os termos “cara” e “coroa” vêm daí.
1942 – Cruzeiro
Na primeira troca de moeda do Brasil, os réis são substituídos pelo cruzeiro 
durante o governo de Getúlio Vargas. Mil réis passam a valer 1 cruzeiro; é o 
primeiro corte de três zeros da história monetária do país. É aí que surge também 
o centavo.
102
1967 – Cruzeiro novo
O cruzeiro novo é criado para substituir o cruzeiro, que levou outro corte de 
três zeros. Mais uma vez, isso ocorre por causa da desvalorização da moeda. 
Para adaptar as antigas cédulas que estavam em circulação, o governo manda 
carimbá-las.
1970 – Cruzeiro
A moeda troca de nome e volta a se chamar cruzeiro. Dessa vez, porém, só muda o 
nome, mas não o valor. Ou seja, 1 cruzeiro novo vale 1 cruzeiro.
1986 – Cruzado
Por causa da inflação, que alcança 200% ao ano, o governo de José Sarney lança 
o cruzado. Mil cruzeiros passam a valer 1 cruzado em fevereiro deste ano. No fim 
do ano, os preços seriam congelados, assim como os salários dos brasileiros.
1989 – Cruzado novo
Por causa de inflação de 1000% ao ano, ocorre uma nova troca de moeda. O 
cruzado perde três zeros e vira cruzado novo. A mudança é decorrência de 
um plano econômico chamado Plano Verão, elaborado pelo então ministro da 
Fazenda, Maílson da Nóbrega.
1990 – Cruzeiro
O cruzado novo volta a se chamar cruzeiro, durante o governo de Fernando 
Collor de Mello. O mesmo plano econômico decreta o bloqueio das cadernetas de 
poupança e das contas correntes de todos os cidadãos brasileiros por 18 meses.
1993 – Cruzeiro real
No governo de Itamar Franco, com Fernando Henrique Cardoso como ministro da 
Fazenda, o cruzeiro sofre outro corte de três zeros e vira cruzeiro real. No fim do 
ano, o ministro cria um indexador único, a unidade real de valor (URV).
1994 – Real
Após uma inflação de 3700% em 11 meses de existência do cruzeiro real, entra 
em vigor a Unidade Real de Valor (URV). Em julho, a URV, equivalendo a 2750 
cruzeiros reais, passa a valer 1 real.
Disponível em: http://guiadoestudante.abril.com.br/estudo/dos-reis-ao-real-as-moedas-no-brasil/. 
Acesso em: 20/12/2016, às 11h17min.
 
103
O DINHEIRO NO BRASIL
ESTA LINHA DO TEMPO MOSTRA COMO O DINHEIRO BRASILEIRO SOFREU 
MUDANÇAS AO LONGO DOS ANOS:
1500 – DESCOBRIMENTO DO BRASIL;
1694 – FUNDAÇÃO DA CASA DA MOEDA DO BRASIL;
1833 – SURGE A PRIMEIRA NOTA BRASILEIRA CHAMADA “RÉIS”, O QUE NA 
VERDADE ERA O PLURAL DE REAL;
1942 – O NOME DA MOEDA MUDA PARA CRUZEIRO;
1967 – CRUZEIRO NOVO;
1970 – CRUZEIRO;
1986 – CRUZADO;
1989 – CRUZADO NOVO;
1990 – CRUZEIRO;
1993 – CRUZEIRO REAL;
1994 – REAL.
 ● Depois, ler o texto com os/as educandos/as, realizando as intervenções que 
julgar necessárias para potencializar a compreensão acerca do assunto.
 ● Em seguida, questioná-los/as se tinham conhecimentos sobre as diversas 
mudanças realizadas em nossa moeda, incentivando-os a pensar sobre as 
informações lidas.
 ● Após distribuir a atividade de interpretação a seguir, e propor que a resolvam, 
tendo o/a educador/a como aquele/a que irá realizando a leitura das perguntas 
e será o/a orientador/a da escrita, de carteira em carteira:
ATIVIDADE DE INTERPRETAÇÃO
LOCALIZANDO INFORMAÇÕES NO TEXTO:
a) QUANTAS MOEDAS O BRASIL JÁ TEVE?
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
b) QUAL É A MOEDA USADA NO BRASIL ATUALMENTE? 
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
104
c) DESDE QUE VOCÊ NASCEU ATÉ HOJE, QUAIS AS MOEDAS QUE O BRASIL 
JÁ TEVE? 
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
d) EM SUA OPINIÃO, POR QUE O BRASIL TEVE TANTAS MOEDAS? 
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
 ATIVIDADE 3 Tempo de duração 30 min. 
Matemática – Os números e o dinheiro
Orientação:
 ● Fazer uma roda de conversa para refletir com os/as educandos/as a respeito da 
relação entre o dinheiro e os números, a partir dos seguintes questionamentos:
1- Em algum momento você já havia percebido a relação da Matemática com o 
dinheiro ou nunca parou para pensar?
2 - Você já percebeu que toda nota tem número?
3 - Sentiu dificuldade na hora de trocar alguma nota?
4 - Já precisou de ajuda de outras pessoas para trocar o dinheiro para alguém?
5 - Em algum momento já recebeu troco errado? O que você fez?
 ● Depois, explicar aos/às educandos/as que as notas de dinheiro podem ser 
trocadas por outras notas e que mesmo assim conservarão o mesmo valor, de 
acordo com o exemplo que deverá ser escrito no quadro:
 ● Agora, distribuir a atividade abaixo e orientar quanto à resolução das questões, 
fazendo as intervenções devidas durante a atividade, tirando dúvidas e 
orientando quanto à forma de resolvê-las:
 Exemplo: R$ 20,00 – Pode ser trocado por: 
 20 Notas de R$ 1,00 ou 
 2 Notas de R$ 10,00 ou 
 4 Notas de R$ 5,00 
105
RELAÇÃO DOS NÚMEROS COM O DINHEIRO
1 – QUANTAS NOTAS SÃO NECESSÁRIAS PARA TROCAR O DINHEIRO 
ABAIXO:
a) R$ 10,00 = _______ NOTAS DE R$ 1,00 
b) ______ = NOTAS DE R$ 2,00
c) ______ = NOTAS DE R$ 5,00
d) ______ = NOTAS DE R$ 10,00
e) R$ 50,00 = _______ NOTAS DE R$ 1,00
f) ______ = NOTAS DE R$ 2,00
g) ______ = NOTAS DE R$ 5,00
h) ______ = NOTAS DE R$ 10,00 + _______ nota de R$ 10,00
2 - MARQUE COM UM X AS CÉDULAS NECESSÁRIAS PARA FORMAR AS 
QUANTIDADES PEDIDAS:
Obs.: Educador/a, para a resolução desta atividade, incentive os/as educandos/
as a pensarem acerca do registro dessas quantidades: deixe que pensem e 
utilizem estratégias pessoais de resolução, de modo que consigam fazer os 
registros adequados do que se pede em cada questão.
CÉDULAS
100,00 50,00 20,00 10,00 5,00 2,00 1,00
VALORES
R$ 85,00
R$ 121,00
R$ 36,00
R$ 175,00
R$ 48,00
 INTERVALO - Tempo de duração 15 min.
106
 ATIVIDADE 4 Tempo de duração 35 min. 
Atividade de Leitura – Texto fatiado
Orientação:
 ● Entregar cópias do texto da parlenda “Hoje é domingo” aos educandos/as.
 ● Depois, solicitar que, em duplas, recortem os versos abaixo e, observando o 
texto no cartaz, coloquem-no na ordem correta:
 
O CACHIMBO É DE BARRO,
BATE NO JARRO.
O TOURO É VALENTE,
A GENTE É FRACO,
O BURACO É FUNDO,
ACABOU-SE O MUNDO.
CHIFRA A GENTE.
PEDE CACHIMBO.
BATE NO TOURO.
CAI NO BURACO.
HOJE É DOMINGO, O JARRO É DE OURO.
 
 ATIVIDADE 5 Tempo de duração40 min. 
Atividade de Escrita – Produção de texto narrativo
Orientação:
 ● Para desenvolver essa atividade o/a educador/a atuará como escriba da turma, 
explicando que irão construir juntos um texto e para isso, usarão um banco de 
palavras, que será disponibilizado no quadro. 
 ● Em seguida, dizer que o gênero do texto a ser escrito é narrativo, ou seja, é um 
tipo de texto que permite que eles registrem uma situação ou fato ocorrido em 
um determinado momento. Além disso, durante a escrita, deverão adequar a 
narrativa com base nos elementos da linguagem, evitando usar palavras tidas 
como vícios de linguagem (aí, né e então), que são muito comuns na oralidade, 
e também repetição de palavras.
 ● Em seguida, orientar o grupo para iniciar a escrita de um pequeno texto 
empregando as palavras registradas no quadro para auxiliar na escrita.
107
EJA I Módulo I - 2º Mês / 4ª Semana
SEQUÊNCIA DE ATIVIDADES
 
CONTEÚDO: 
Linguagens e Códigos: 
 ● Leitura e escrita de diferentes gêneros: fábula, lendas,trava-línguas;
 ● Leitura e escrita de texto informativo;
 ● Ortografia (ponto final, exclamação e interrogação);
 ● Fonemas;
 ● Tonicidade, sons orais e nasais, ortografia: “m” e “n” final de sílaba e o m antes 
de “p” e “b”.
 ● Leitura de imagem;
 ● Danças folclóricas.
Estudo da Sociedade e da Natureza:
 ● Jornada de trabalho e as lutas sociais;
 ● Os lugares em minha vida social: casa, bairro e/ou localidade;
 ● Problemas ambientais locais (destino do lixo, coleta seletiva do lixo, esgoto 
sem tratamento).
Noções Lógico-Matemáticas: 
 ● Sistema de Numeração Decimal em situações-problema que envolvam a 
construção da sequência numérica e procedimentos de contagens presentes 
no cotidiano. 
CAPACIDADES
 
Linguagens e códigos 
 ● Empregar adequadamente os sinais de pontuação nas diferentes situações 
comunicativas;
 ● Conhecer as danças folclóricas;
 ● Fazer uso da linguagem para compreender as informações contidas nos textos;
 ● Identificar e utilizar as letras “n” e “m” no final das sílabas;
 ● Empregar “m” antes de “p” e “b” nas palavras;
 ● Ler e escrever pequenos textos, identificando informações relevantes.
 ● Expandir o uso da linguagem, produzindo textos orais. 
 ● Utilizar as diferentes linguagens como meio de expressão.
 ● Reconhecer diferentes gêneros textuais.
108
Estudo da Sociedade e da Natureza: 
 ● Identificar problemas relacionados à destinação dos esgotos, do lixo industrial 
e doméstico;
 ● Compreender a importância da coleta seletiva do lixo para o meio ambiente e 
para os seres vivos;
 ● Localizar sua residência em relação ao bairro e/ou localidade.
 ● Analisar as transformações ocorridas no bairro e/ou localidade no decorrer 
dos tempos.
Noções Lógico - Matemáticas: 
 ● Explorar os números naturais em seus diferentes usos no contexto social 
(para quantificar, ordenar, codificar, medir), em situações – problema que 
envolvam a construção da sequência numérica e procedimentos de contagens 
presentes em seu cotidiano.
RECURSOS DIDÁTICOS 
Papel madeira, pincel, giz, quadro negro, tesouras, cartazes, cola, Xerox.
Agenda do 1º dia – Educador/a, copie a agenda no quadro
1. Leitura do dia – “O espírito carnavalesco”
2. Atividade de leitura e estudo - texto “A grande data”
3. Atividade de escrita - Ditado de palavras do texto
4. Atividade texto não verbal - leitura de imagem
5. Atividade de Leitura e Escrita – Caça-palavras
 ATIVIDADE 1 Tempo de duração 15 min.
Leitura do dia: Realizar a leitura do texto “O espírito carnavalesco”, de autoria de 
Moacyr Scliar, da Coleção Cadernos de EJA Tempo Livre e Trabalho, disponível no 
Anexo de Textos -2º mês, p. 154.
 
 ATIVIDADE 2 Tempo de duração 40 min.
Atividade de Leitura e estudo - texto “A grande data”
Orientação: 
 ● Incentivar os/as educandos/as a fazerem inferências sobre o texto, a partir do 
título do texto que é “A grande data”, perguntando se ele nos ajuda a identificar 
qual será o conteúdo a ser tratado.
 ● Deixar que os/as educandos/as falem livremente .
109
 ● Em seguida, convidá-los/as para ouvirem a leitura do texto a seguir, 
destacando que tem como tema central o dia do trabalho e esse tema está 
relacionado diretamente às nossas vidas, à nossa própria organização social e 
a carga horária de 8 horas diárias de trabalho.
A GRANDE DATA
O DIA DO TRABALHO É CELEBRADO ANUALMENTE NO DIA 1º DE MAIO 
EM NUMEROSOS PAÍSES DO MUNDO E É FERIADO NACIONAL EM MUITOS 
DELES
NO DIA 1º DE MAIO DE 1886 REALIZOU-SE UMA MANIFESTAÇÃO DE 
TRABALHADORES NAS RUAS DE CHICAGO, NOS ESTADOS UNIDOS DA 
AMÉRICA. ESSA MANIFESTAÇÃO TINHA COMO FINALIDADE REIVINDICAR 
A REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO PARA OITO HORAS DIÁRIAS E 
TEVE A PARTICIPAÇÃO DE CENTENAS DE MILHARES DE PESSOAS. NESSE 
DIA, TEVE INÍCIO UMA GREVE GERAL NOS EUA. 
AS CONDIÇÕES DE TRABALHO A QUE OS TRABALHADORES ERAM 
SUJEITADOS ERAM DESUMANAS, TANTO NOS ESTADOS UNIDOS QUANTO 
NA EUROPA, ONDE TAMBÉM ESTOURAVAM GREVES CONSTANTEMENTE. A 
JORNADA DE TRABALHO ERA DE TREZE HORAS (NO MÍNIMO) CHEGANDO 
A ATÉ 17 HORAS. A REIVINDICAÇÃO DOS TRABALHADORES EM CHICAGO 
ERA A DIMINUIÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO PARA 8 HORAS.
NO DIA 3 DE MAIO, TERCEIRO DIA DE PARALISAÇÃO, TRABALHADORES E 
POLICIAIS ENTRARAM EM CONFRONTO, QUE ACABOU COM UM SALDO DE 
50 FERIDOS, CENTENAS DE PRISÕES E 6 MORTES. NO DIA SEGUINTE, OUTRO 
CONFRONTO ACONTECEU, RESULTANDO EM MAIS FERIDOS, PRESOS E 
MORTOS. OS ACONTECIMENTOS DAQUELE INÍCIO DE MAIO RECEBERAM 
O NOME DE REVOLTA DE HAYMARKET. OS LÍDERES DO MOVIMENTO 
FORAM PRESOS E RESPONSABILIZADOS PELAS MORTES. ALGUNS FORAM 
CONDENADOS À FORCA, OUTROS A PRISÃO PERPÉTUA.
A DATA DA ESCOLHIDA FOI 1º DE MAIO, COMO HOMENAGEM ÀS LUTAS 
SINDICAIS DE CHICAGO. 
EM 1º DE MAIO DE 1891, UMA MANIFESTAÇÃO NO NORTE DA 
FRANÇA É DISPERÇADA PELA POLÍCIA, RESULTANDO NA MORTE DE DEZ 
MANIFESTANTES. 
ESSE NOVO DRAMA SERVE PARA REFORÇAR A DATA COMO UM DIA DE 
LUTA DOS TRABALHADORES 
110
A 23 DE ABRIL DE 1919, O SENADO FRANCÊS RATIFICA O DIA DE OITO 
HORAS E PROCLAMA FERIADO O DIA 1º DE MAIO. EM 1920, A RÚSSIA 
ADOTA O 1º DE MAIO COMO FERIADO NACIONAL, E ESSE EXEMPLO É 
SEGUIDO POR MUITOS OUTROS PAÍSES.
(Fonte: Adaptado de Coleção Cadernos de EJA - Emprego e Trabalho, p. 14)
 ● Após a leitura do texto propor uma exploração da leitura a partir das seguintes 
sugestões: 
 - Qual o tema do texto? 
- E o título? Existe diferença entre tema e título? 
 ● Depois, explicar que o título do texto é “A grande data” e o tema, ou o assunto 
tratado no texto é a luta para diminuição da carga horária de trabalho.
 ● Em seguida, perguntar aos/às educandos/as se já sabiam que a carga horária 
de 8 horas de trabalho é um direito dos trabalhadores e que essa conquista 
ocorreu a partir de muitas lutas e até morte de trabalhadores. O que pensam 
sobre isso? 
 ● Deixar que os/as educandos/as falem livremente. 
 ● É importante estimular a participação dos/as educandos/as na discussão, pois 
o tema é ainda pouco discutido e muito importante para nossa vida, pois trata-
se de um direito adquirido com muito conflito, além de ser um fato histórico 
importante para a vida dos trabalhadores, um direito conquistado, o qual 
utilizamos até os dias atuais.
 ATIVIDADE 3 Tempo de duração 40 min. 
Atividade de escrita - Ditado de palavras do texto “A grande data”
Orientação: 
 ● Organizar os/as educandos/as em duplas e dizer que será feito um ditado com 
algumas palavras do texto “A grande data”.
 ● No momento da escrita das palavras os/as educandos/as vão ouvir e depois 
escrever da forma como sabem, tentando identificar a letra inicial da palavra 
sempre com ajuda do/a colega. Não importa se a escrita estiver “incorreta”. O 
objetivo dessa atividade é que se esforcem para escrever como conseguirem.
 ● Em seguida, escrever as palavras no quadro, uma a uma, com ajuda da turma.
Sugestão de lista (trabalhadores, manifestantes, jornada, trabalho, feriado e 
luta). 
 
 INTERVALO -Tempo de duração 15 min. 
111
 ATIVIDADE 4 Tempo de duração 30 min. 
Atividade texto não verbal - Leitura de imagem
Orientação:
 ● Pedir aos/às educandos/as para observarem as imagens atentamente, 
tentando “captar” cada detalhe.
Imagem 1
 
Imagem 2
 
(Fonte: Livro É bom aprender, vol. 1, p. 62)
 ● Perguntar aos/às educandos/as o que eles observaram nas imagens. Se eles 
não conseguiram (é possível que isso ocorra, por não ser uma atividade comum 
para os mesmos), estimular que voltem a observar, explorando os detalhes.
 ● Incentivar a destacarem o que há de semelhante entre as duas imagens.
 ● Em seguida, a partir das falas dos/as educandos/as, explicar que os dois quadros 
são de dois artistas diferentes e que expõem duas situações de trabalho. Na 
imagem 1, vemos um ambiente rural com pessoas se deslocando para trabalhar, 
112
plantar, colher, ceifar. A imagem 2, retrata operários de uma fábrica, conforme 
título da obra “Operários”. 
 ● Trabalhar com os/as educandos/as os efeitos de sentido da tela. Para isso, 
explorar as cores, as formas, as expressões dos personagens, entre os dois 
quadros.
 ● Estimular os/as educandos/as a fazerem uma relação entre o texto lido “A 
grande data”, e as imagens, deixando que falem livremente.
 ● Em seguida, durante a discussão, enfatizar que os artistas colocaram na arte 
uma retratação da realidade; ou seja, a exploração do trabalho e as injustiças 
sociais em relação ao trabalhador e que até os dias de hoje ainda permanecem, 
pois ainda temos registros de trabalho escravo no Brasil. 
 ATIVIDADE 5 Tempo de duração 40 min. 
Atividade de Leitura e Escrita - Caça palavras
Orientação:
 ● Conversar com os/as educandos/as sobre alguns direitos do trabalhador, 
duramente conquistados (salário mínimo, vale transporte, carteira assinada, 
seguro-desemprego, férias, FGTS) e perguntar se já pensaram sobre a história 
da conquista desses direitos, se os utilizam e como utilizam.
 ● Em seguida, pedir que encontrem os direitos do trabalhador, discutidos 
anteriormente no caça-palavras abaixo:
SALÁRIO MÍNIMO, VALE-TRANSPORTE, CARTEIRA ASSINADA,
SEGURO-DESEMPREGO, FÉRIAS, FGTS
C S A L Á R I O * M I N Í M O G A
V X R F G T S L A D O R F Q L S N
V A L E - T R A N S P O R T E G R
D F G F S U F É R I A S C O D V I
C A R T E I R A * A S S I N A D A
S E G U R O - D E S E M P R E G O
113
 
Agenda do 2º dia – Educador/a, copie a agenda no quadro
1. Leitura do dia – Você é um número – Clarice Lispector
2 . Atividade de Leitura e escrita – Texto “Danças Folclóricas”
3. Matemática - Situações problema - 04 operações
 ATIVIDADE 1 Tempo de duração 15 min. 
Leitura do dia – Realizar a leitura do texto “Você é um número”, de autoria de 
Clarice Lispector, disponível no Anexo de Textos - 2º mês, p.155. 
 ATIVIDADE 2 Tempo de duração 60 min. 
Atividade de leitura e escrita - Danças Folclóricas
Orientação:
 ● Realizar uma roda de conversa, perguntando aos/às educandos/as quais as 
danças folclóricas conhecem e, em qual região do Brasil elas são encontradas. 
 ● A seguir, distribuir o texto abaixo e realizar a leitura sobre dança folclórica.
DANÇAS FOLCLÓRICAS
 
AS DANÇAS SEMPRE FORAM UM IMPORTANTE 
COMPONENTE CULTURAL DA HUMANIDADE. O 
FOLCLORE BRASILEIRO É RICO EM DANÇAS QUE 
REPRESENTAM AS TRADIÇÕES E A CULTURA DE 
UMA DETERMINADA REGIÃO. ESTÃO LIGADAS AOS 
ASPECTOS RELIGIOSOS, FESTAS, LENDAS, FATOS 
HISTÓRICOS, ACONTECIMENTOS DO COTIDIANO 
E BRINCADEIRAS. AS DANÇAS FOLCLÓRICAS 
BRASILEIRAS CARACTERIZAM-SE PELAS MÚSICAS 
ANIMADAS (COM LETRAS SIMPLES E POPULARES) E 
FIGURINOS E CENÁRIOS REPRESENTATIVOS. ESTAS 
DANÇAS SÃO REALIZADAS, GERALMENTE, EM 
ESPAÇOS PÚBLICOS: PRAÇAS, RUAS E LARGOS.
 
114
PRINCIPAIS DANÇAS FOLCLÓRICAS DO BRASIL
SAMBA DE RODA
ESTILO MUSICAL CARACTERIZADO POR 
ELEMENTOS DA CULTURA AFRO-BRASILEIRA. 
SURGIU NO ESTADO DA BAHIA, NO SÉCULO XIX. É 
UMA VARIANTE MAIS TRADICIONAL DO SAMBA. 
OS DANÇARINOS DANÇAM NUMA RODA AO SOM 
DE MÚSICAS ACOMPANHADAS POR PALMAS E 
CANTOS. CHOCALHO, PANDEIRO, VIOLA, ATABAQUE 
E BERIMBAU SÃO OS INSTRUMENTOS MUSICAIS MAIS 
UTILIZADOS.
MARACATU
O MARACATU É UM RITMO MUSICAL COM DANÇA 
TÍPICO DA REGIÃO PERNAMBUCANA. REÚNE UMA 
INTERESSANTE MISTURA DE ELEMENTOS CULTURAIS 
AFRO-BRASILEIROS, INDÍGENAS E EUROPEUS. 
POSSUI UMA FORTE CARACTERÍSTICA RELIGIOSA. 
OS DANÇARINOS REPRESENTAM PERSONAGENS 
HISTÓRICOS (DUQUES, DUQUESAS, EMBAIXADORES, 
REI E RAINHA). O CORTEJO É ACOMPANHADO POR 
UMA BANDA COM INSTRUMENTOS DE PERCUSSÃO 
(TAMBORES, CAIXAS, TARÓIS E GANZÁS).
FREVO
ESTE ESTILO PERNAMBUCANO DE CARNAVAL É UMA 
ESPÉCIE DE MARCHINHA MUITO ACELERADA, QUE, 
AO CONTRÁRIO DE OUTRAS MÚSICAS DE CARNAVAL, 
NÃO POSSUI LETRA, SENDO SIMPLESMENTE 
TOCADA POR UMA BANDA QUE SEGUE OS BLOCOS 
CARNAVALESCOS ENQUANTO OS DANÇARINOS SE 
DIVERTEM DANÇANDO. OS DANÇARINOS DE FREVO 
USAM, GERALMENTE, UM PEQUENO GUARDA-CHUVA 
COLORIDO COMO ELEMENTO COREOGRÁFICO.
115
BAIÃO
RITMO MUSICAL, COM DANÇA, TÍPICO DA REGIÃO 
NORDESTE DO BRASIL. OS INSTRUMENTOS USADOS 
NAS MÚSICAS DE BAIÃO SÃO: TRIÂNGULO, VIOLA, 
ACORDEOM E FLAUTA DOCE. A DANÇA OCORRE 
EM PARES (HOMEM E MULHER) COM MOVIMENTOS 
PARECIDOS COM O DO FORRÓ (DANÇA COM CORPOS 
COLADOS). O GRANDE REPRESENTANTE DO BAIÃO 
FOI LUIZ GONZAGA.
CATIRA
TAMBÉM CONHECIDA COMO CATERETÊ, É UMA 
DANÇA CARACTERIZADA PELOS PASSOS, BATIDAS DE 
PÉS E PALMAS DOS DANÇARINOS. LIGADA À CULTURA 
CAIPIRA, É TÍPICA DA REGIÃO INTERIOR DOS ESTADOS 
DE SÃO PAULO, PARANÁ, MINAS GERAIS E GOIÁS 
E MATO GROSSO. OS INSTRUMENTO UTILIZADO É 
A VIOLA, TOCADA, GERALMENTE, POR UM PAR DE 
MÚSICOS.
QUADRILHA
É UMA DANÇA TÍPICA DA ÉPOCA DE FESTA 
JUNINA. HÁ UM ANIMADOR QUE VAI ANUNCIANDO 
FRASES E MARCANDO OS MOMENTOS DA DANÇA. 
OS DANÇARINOS (CASAIS), VESTIDOS COM ROUPAS 
TÍPICAS DA CULTURA CAIPIRA (CAMISAS E VESTIDOS 
XADREZES, CHAPÉU DE PALHA) VÃO FAZENDO UMA 
COREOGRAFIA ESPECIAL. A DANÇA É BEM ANIMADA 
COM MUITOS MOVIMENTOS E COREOGRAFIAS. AS 
MÚSICAS DE FESTA JUNINA MAIS CONHECIDAS SÃO: 
CAPELINHA DE MELÃO, PULA FOGUEIRA E CAI,CAI 
BALÃO.
DISPONÍVEL EM: WWW.SUAPESQUISA.COM/FOLCLOREBRASILEIRO/DANÇASFOLCLORICAS. 
ACESSO EM 12 MAI. 2017
116
 ● Após a leitura, continuar a roda de conversa perguntando quais danças já 
conheciam, quais ainda não conheciam e explorar o texto comentando sobre 
os pontos mais importantes que foram abordados.
 ● Em seguida, copiar no quadro, as palavras listadas abaixo, retiradas do texto e 
trabalhar com os/as educandos/as a letra “M” antes de “P” e “B”:
ATIVIDADE DE ESCRITA 
COMPLETE AS PALAVRAS A SEGUIR COM AS LETRAS QUE ESTÃO FALTANDO:
I_____PORTANTE SO___ TA___BORES ACO_____PANHADAS
SI___PLES DANÇA___ E___BAIXADORES 
SA___BA ACORDEO___ PERNA____BUCANA
BERI____BAU HOME____ TA___BÉ____
 
 
Obs.: Educador/a, existe uma regra das palavras terminadas com N: as palavras 
que acabam em -n em português entraram tardiamente na língua e por via erudita, 
daí não terem sofrido praticamente alterações. Podemos dizer assim que esse -n é 
etimológico (origem da palavra).
 INTERVALO - Tempo de duração 15 min. 
 ATIVIDADE 4 Tempo de duração 90 min.
Matemática – Situações-problema
Orientação: 
 ● Iniciar as atividades de Matemática relembrando as aulas anteriores que já 
estudaram sobre situações-problema e perguntar aos/às educando/as o que 
lembram sobre a aula, deixando que respondam o que já sabem sobre situações 
problema.
 ● Em seguida, reforçar, explicando aos/às educandos/as que para melhor 
conceituarmos o que é uma situação-problema, podemos dizer que é toda e 
qualquer situação onde se deseja obter uma solução, cuja resposta exige pôr 
à prova tudo o que se sabe. Geralmente, a resolução surge de um raciocínio 
passo a passo, cuja solução ou resultado causa grande satisfação quando assim 
descoberta. (Dante, 2003)
 ● Após as explicações, pedir que os/as educandos/asfiquem em duplas para 
resolverem as situações a seguir:
117ATIVIDADE DE MATEMÁTICA
1 - LÚCIO SAIU PARA TRABALHAR EM UM SERVIÇO DE PINTURA. ELE 
LEVOU 8 ROLOS PARA PINTURA E 7 TRINCHAS. QUANTOS MATERIAIS PARA 
PINTURA ELE LEVOU?
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
2 - ELAINE É A COZINHEIRA DA ESCOLA. PARA FAZER A COMIDA, ELA 
PRECISA DE 7 DENTES DE ALHO PARA O ARROZ E 6 DENTES DE ALHO PARA 
O FEIJÃO. NO TOTAL, DE QUANTOS DENTES DE ALHO ELA PRECISA?
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
3 - O FILHO MAIS NOVO DE ANA TEM 6 ANOS. O OUTRO É MAIS VELHO 5 
ANOS. QUANTOS ANOS TEM O MAIS VELHO?
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
4 - FRANCISCA ENTREGOU 9 MARMITAS NA OBRA DA ESQUINA E 8 
MARMITAS NA OBRA DA ESCOLA. QUANTAS MARMITAS ELA ENTREGOU AO 
TODO?
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
5- PARA FAZER UMA VITAMINA PARA OS FILHOS, JORGE USOU 3 MAMÕES E 
9 LARANJAS. QUANTAS FRUTAS ELE USOU?
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
6 - UMA DAS VACAS DO SÍTIO NÃO ESTÁ DANDO LEITE. PELA MANHÃ, ELA 
PRODUZIU 7 LITROS E À TARDE MAIS 9 LITROS. QUANTOS LITROS ELA 
PRODUZIU NESSE DIA?
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
7 - PARA FAZER QUINDINS A DOCEIRA PRECISA DE 18 OVOS. ELA TEM 9 
OVOS. QUANTOS FALTAM?
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
118
8 - DE UMA CAIXA COM 10 PARAFUSOS FORAM RETIRADOS 3. QUANTOS 
PARAFUSOS FICARAM NA CAIXA?
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
9 - PARA O ANIVERSÁRIO DE SUA FILHA, JUSSARA PRECISARÁ DE 14 
GARRAFAS DE REFRIGERANTE. ROBSON, SEU MARIDO, JÁ COMPROU 5 
GARRAFAS QUANTAS GARRAFAS JUSSARA AINDA PRECISA COMPRAR?
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
10 - PARA TRABALHAR DURANTE UMA SEMANA, EU PRECISO DE 12 VALES-
TRANSPORTES. O MEU CHEFE ME PASSOU SOMENTE 9. QUANTOS VALES- 
TRANSPORTES FALTAM PARA QUE EU POSSA TRABALHAR DURANTE TODA 
A SEMANA?
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
11 - NA CONSTRUÇÃO DE UM MURO FORAM UTILIZADOS 9 SACOS DE 
CIMENTO. O DONO DA CONSTRUÇÃO TINHA COMPRADO 15 SACOS. 
QUANTOS SACOS DE CIMENTO SOBRARAM?
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
12 - NA OFICINA DO JÚLIO, ENTRARAM 6 CARROS PARA O CONSERTO 
NA SEGUNDA-FEIRA. NA QUARTA-FEIRA, JULIO ENTREGOU 2 CARROS. 
SABENDO QUE ELE TEM QUE ENTREGAR TODOS OS CARROS ATÉ SEXTA-
FEIRA, QUANTOS CARROS AINDA FALTAM PARA ELE ENTREGAR?
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
 ● Fazer a correção das situações-problema com todos os/as educandos/as no 
quadro.
Obs.: Prezado/a educador/a, antes de iniciar a atividade acima, apresentamos 
algumas orientações para seu estudo, a fim de lhe proporcionar um esclarecimento 
a respeito da temática situações-problema que “(...) são problemas de aplicação 
que retratam situações reais do dia a dia e que exigem o uso da Matemática para 
serem resolvidos. Através de conceitos, técnicas e procedimentos matemáticos 
procura-se matematizar uma situação real, organizando os dados em tabelas, 
119
traçando gráficos, fazendo operações, etc. Em geral, são problemas que exigem 
pesquisa e levantamento de dados. Podem ser apresentados em forma de projetos 
a serem desenvolvidos, usando conhecimentos e princípios de outras áreas 
que não a Matemática, desde que a resposta se relacione a algo que desperte 
interesse” (Dante, 2003, p. 20).
DANTE, Luis Roberto. Didática da resolução de problemas de Matemática. 1ª à 5ª série. Para estudantes do curso 
magistério e professores do 1º grau. 12ª ed. São Paulo: Ática, 2003.
Agenda do 3º dia – Educador/a, copie a agenda no quadro
1. Leitura do dia – Parque de Diversões
2. Roda de conversa - O que sabemos sobre o lixo?
2. Atividade de leitura – Para onde vai o lixo?
4. Atividade de leitura e escrita - Texto Reciclagem e lixos perigosos
 ATIVIDADE 1 Tempo de duração 15 min.
Leitura do dia: Realizar a leitura do texto “Parque de Diversões”, da Coleção 
Cadernos de EJA Tempo Livre e Trabalho, disponível no Anexo de Textos - 2º 
mês, p.156. 
 ATIVIDADE 2 Tempo de duração 90 min.
Atividade de Leitura – Texto “Para onde vai o lixo”?
Orientação:
 ● Iniciar a atividade com uma roda de conversa perguntando aos/às educandos/
as:
- Para onde vai o lixo?
- Quais os tipos de lixo produzidos em sua casa? 
- Você sabe qual o método de tratamento de lixo adotado no município onde 
mora? 
- A coleta do lixo em sua cidade é seletiva?
- A população está sensibilizada para separar o lixo reciclável? 
 ● Deixar que falem livremente sobres as questões e estimular a participação de 
todos/as.
 ● Em seguida, ler o texto “Para onde vai o lixo”? e durante a leitura fazer os 
comentários necessários sistematizando as questões abordadas na roda de 
conversa:
120
PARA ONDE VAI O LIXO?
A COLETA E A DEVIDA DESTINAÇÃO DO LIXO SÃO RESPONSABILIDADES DAS 
PREFEITURAS MUNICIPAIS, QUE, DE ACORDO COM SEU PLANEJAMENTO, 
PODEM ENVIÁ-LO AOS LIXÕES, AOS ATERROS SANITÁRIOS, AOS ATERROS 
CONTROLADOS, À COMPOSTAGEM, A INCINERAÇÃO OU À RECICLAGEM. 
COMO CADA CIDADE TEM CARACTERÍSTICAS PRÓPRIAS, DEVEM-SE 
OBSERVAR AS VANTAGENS E DESVANTAGENS DE CADA PROCESSO. PARA 
QUALQUER MÉTODO ESCOLHIDO, É NECESSÁRIO RESPEITAR ALGUNS 
CRITÉRIOS QUE DIZEM RESPEITO À LOCALIZAÇÃO, JÁ QUE NÃO SE PODE 
APLICÁ-LOEM ÁREAS ONDE EXISTEM RESERVATÓRIOS OU FONTES DE 
ÁGUA (RIOS, LAGOS, LENÇÓIS FREÁTICOS) NEM EM ÁREAS AGRÍCOLAS OU 
INDUSTRIAIS. TAMBÉM NÃO DEVE SER ESTABELECIDO MUITO DISTANTE DA 
CIDADE, PARA NÃO ENCARECER O TRANSPORTE DE LIXO.
COMO PUDEMOS PERCEBER, NO BRASIL, GRANDE PERCENTUAL DE LIXO 
AINDA É DESPEJADO A CÉU ABERTO NA NATUREZA. ESSES LOCAIS SÃO 
CHAMADOS LIXÕES E EXISTEM NA MAIORIA DAS CIDADES BRASILEIRAS. 
NÃO RECEBEM NENHUMA COBERTURA OU TRATAMENTO, O QUE TRAZ 
SÉRIOS DANOS AO MEIO AMBIENTE.
ESSA E OUTRAS MANEIRAS INCORRETAS DE DISPOR O LIXO 
GERAM GRAVES PROBLEMAS AMBIENTAIS E DE SAÚDE PÚBLICA. A 
DECOMPOSIÇÃO DO LIXO AFETA A ÁGUA, O SOLO E O AR. O CHORUME, 
SUBSTÂNCIA ESCURA, TÓXICA E MALCHEIROSA, FORMADA PELA 
DECOMPOSIÇÃO DO LIXO, É LEVADO PELAS ENXURRADAS PARA OS RIOS, 
LAGOS E REPRESAS, PODENDO ALCANÇAR OS LENÇÓIS SUBTERRÂNEOS 
E POÇOS. DA DECOMPOSIÇÃO DO LIXO, FORMA-SE, TAMBÉM, O GÁS 
METANO, ALTAMENTE TÓXICO E NOCIVO À SAÚDE. NESSES LIXÕES, 
DISSEMINAM-SE MICRÓBIOS TRANSMISSORES DE VÁRIAS DOENÇAS, ENTRE 
ELAS A LEPTOSPIROSE, TRANSMITIDA POR UMA BACTÉRIA PRESENTE NA 
URINA DOS RATOS.
TOLEDO, Cilé Teresinha (org.). EJA, Educação de Jovens e Adultos - 1º segmento do Ensino Fundamental, 1ª à 4ª série: 
Língua Portuguesa, Matemática, História, Geografia, Ciências e Artes. vol. 3. Base didática: Curitiba, 2007. p. 70
 
 INTERVALO - Tempo de duração 15 min. 
 ATIVIDADE 3 Tempo de duração 60 min.
Atividade de leitura e escrita - Reciclagem
Orientação:
 ● Iniciar perguntando aos/às educandos/as o que sabem sobre RECICLAGEM.
 ● Anotar no quadro as palavras-chave que forem respondendo sobre 
reciclagem.
 ● Em seguida, realizar a leitura do texto abaixo sobre reciclagem e lixos perigosos.
121
TEXTO - RECICLAGEM
Um processo mais moderno e muito mais inteligente é a utilização de usinas 
de compostagem e triagem. Trata-se de um empreendimento industrial com 
capacidades para trabalhar com grande quantidade de resíduos residenciais, 
tendo como objetivo a reciclagem do lixo orgânico para produzir adubo e a 
recuperação de materiais para reciclagem, como papéis, metais e plásticos.
Para facilitar o processamento desses materiais, é importante que se faça 
a coleta seletiva, que é a separação dos resíduos pelas pessoas em suas 
residências, antes mesmo deles serem colocados para a coleta dos caminhões de 
lixo. É só separar, em sacolas diferentes, o lixo orgânico do lixo reciclável e colocá-
los em lixeiras com identificações reconhecíveis para os lixeiros (“reciclável” e 
“orgânico”). 
O processo de reciclagem é o reaproveitamento dos materiais na fabricação 
de outros bens de consumo. Um exemplo importante é a reciclagem de papel: 
quanto mais ele é utilizado mais ele é reutilizado, menor a quantidade de árvores 
cortadas para a fabricação do produto. Além disso, deve-se considerar que as 
fábricas de papel novo são grandes poluidoras das águas e do ar.
Esse processo de reaproveitamento prevê a definição de políticas públicas e a 
participação da população na seleção de lixo.
LIXOS PERIGOSOS
Alguns materiais requerem cuidados ao serem jogados no lixo, a fim de evitar 
acidentes com quem trabalha com a coleta e a separação do lixo reciclável. Cacos 
de vidro, lâminas de metal e outros objetos cortantes ou pontiagudos devem 
ser envolvidos em papel ou fita adesiva, de preferência com uma mensagem de 
advertência, como: “Cuidado, cacos de vidro!”
Existem alguns resíduos ou embalagens que devem ser recolhidos pelos 
fabricantes, vendedores ou pelos postos municipais de coleta. São pneus, 
pilhas, baterias, latas de tinta, lâmpadas fluorescentes, recipientes de produtos 
químicos como defensivos agrícolas, inseticidas, etc. Esses materiais não 
podem ser misturados ao lixo orgânico nem ao reciclável, pois oferecem muito 
perigo às pessoas que os manuseiam, visto que são altamente tóxicos. Informe-
se na prefeitura de sua cidade sobre a destinação dos materiais que devem ter 
tratamento especial.
TOLEDO, Cilé Teresinha (org.). EJA, Educação de Jovens e Adultos - 1º segmento do Ensino Fundamental, 1ª à 4ª série: 
Língua Portuguesa, Matemática, História, Geografia, Ciências e Artes. vol. 3. Base didática: Curitiba, 2007, p. 72.
122
 ● Após a leitura do texto, colar na lousa o cartaz com o quadro abaixo, para que 
seja preenchido juntamente com os/as educandos/as, conforme foi explicado 
no texto. As respostas em vermelho são para o educador/a, ao passo que para 
entregar para os/as educandos/as, o quadro deverá estar sem as respostas.
 ● Perguntar aos/às educandos/as quais os materiais de vidro podem ser 
reciclados e quais não podem e assim por diante.
 ● A atividade será feita, tendo o/a educador/a como escriba durante o registro 
e os/as educandos/as irão dizendo como escrever cada palavra, letra por letra, 
de modo que sejam feitas as devidas intervenções acerca da escrita adequada 
das palavras.
Pode ser reciclado?
MATERIAL SIM NÃO
Vidro 
Vidros quebrados, garrafas em geral, 
potes de produtos alimentícios e 
frascos de medicamento.
Espelhos, lâmpadas normais e fluo-
rescentes, cristais, vidros de veícu-
los, louças, porcelanas, tubos de TV.
Papel
Jornais, revistas, papel sulfite, 
caixas de papel, papelão.
Papéis sujos de comida, papéis 
plastificados ou metalizados, 
etiquetas adesivas, papel carbono, 
papel higiênico.
Plástico
Garrafas de refrigerante, sacos de 
supermercado, potes de todos os 
tipos, tabulações, vasilhas.
Fraldas descartáveis, pedaços de 
espuma, utensílios domésticos 
como pratos e canecas.
Metal
Embalagens de alumínio, latas de 
conserva ou refrigerante, ferro, 
arame, grampos, fios de eletricidade, 
pregos, cobre.
Pilhas, latas enferrujadas, 
latas usadas como embalagens 
de tinta.
 
 
Agenda do 4º dia – Educador/a, copie a agenda no quadro.
1. Leitura do dia – O museu desmiolado
2. Leitura e Escrita – O bairro
3. Atividade de Escrita - 
4. Matemática.
123
 ATIVIDADE 1 Tempo de duração 15 min.
Leitura do dia – Realizar a leitura do texto “O museu desmiolado” de autoria de 
Alexandre Brito, disponível no Anexo de textos - 2º mês, p.157. 
 ATIVIDADE 2 Tempo de duração 75 min. 
Atividade de leitura e escrita - O bairro
Orientação:
 ● Iniciar a aula com uma roda de conversa falando que uma cidade pode ser 
dividida em partes para facilitar a orientação e a localização das pessoas e 
tornar a sua administração mais eficiente. Cada parte da cidade é chamada de 
bairro. O bairro é um espaço onde muitas pessoas moram, estudam, trabalham, 
convivem umas com as outras. As casas, prédios, praças, ruas e avenidas fazem 
parte de um bairro. 
 ● Educador/a, após a roda de conversa levante questionamentos sobre o bairro 
em que os/as educandos/as moram, a partir dos seguintes questionamentos:
- No seu bairro existe água tratada, rede de esgoto, coleta de lixo, iluminação 
pública, postos de saúde, escolas públicas, transporte público, segurança, lazer 
e cultura?
 ● Deixar que falem livremente. Em seguida ler o texto “Bairros” para os educandos:
Bairros
As cidades, em razão do crescimento, passaram a ser divididas por bairros para 
facilitar a localização dos endereços.
Os bairros são compostos por casas, edifícios residenciais e comerciais, 
escolas, parques e praças públicas. São formados também pela comunidade, ou 
seja, o grupo de pessoas que moram no bairro.
Bairro residencial e bairro comercial
Os bairros possuem pequenas associações que são formadas para buscar 
os interesses das pessoas que ali moram. Os dirigentes dessas organizações 
mantêm contato com pessoas importantes, como os vereadores, a fim de exigir o 
cumprimento dos direitos da comunidade.
Os bairros variam de acordo com a condição econômica das pessoas que nele 
habitam, podendo ser mais sofisticados ou mais simples.
Bairros periféricos – espaços que originalmente foram formados em áreas de 
invasão que proporcionamperigo para a comunidade. Além de não receberem 
condições adequadas de moradia, como saneamento básico, correm o risco 
de serem alagados em época de chuva. A fiação de energia elétrica também 
124
é um fator de risco, pois comumente são feitos os “gatos” - ligações irregulares, 
captando energia da rua para as casas, oferecendo risco de acidentes graves e 
morte.
Podemos classificar os bairros em residenciais, aqueles nos quais prevalecem 
as residências; com pequenos comércios para facilitar a vida das pessoas, como 
padarias, açougues, feiras, lojas de presentes, etc. Nos comerciais prevalecem 
as lojas, são movimentados em razão do grande número de lojas que possuem, 
sendo que essas variam muito em todos os artigos, como lojas de sapatos, roupas, 
tecidos, brinquedos, materiais de construção, bancos, etc. 
Já os bairros industriais ficam mais afastados dos centros das cidades. Neles 
são encontradas as indústrias de alimentos, indústrias têxteis, de materiais de 
construção, produtos farmacêuticos, etc.
Por Jussara de Barros - Pedagoga
 ● Após leitura do texto, solicitar que em duplas organizem uma lista com os 
serviços públicos que existem em seu bairro (escolas, posto de saúde, 
delegacia, saneamento, iluminação, praça, lojas, etc).
 ● Após a atividade, pedir que as duplas apresentem as listas que escreveram 
e no quadro o professor deverá registrar com a ajuda dos/as educandos/as, 
fazendo as correções necessárias.
 INTERVALO - Tempo de duração 15 min. 
 
 ATIVIDADE 4 Tempo de duração 75 min.
Matemática - Interpretação e elaboração de gráfico
Orientação: 
 ● Iniciar a atividade conversando com os/as educandos/as sobre os conceitos 
trabalhados nas aulas passadas sobre gráficos relembrando que são recursos 
utilizados para representar um fenômeno que possa ser mensurado, 
quantificado ou ilustrado de forma mais ou menos lógica. Dizer que, por esse 
motivo, interpretar corretamente os gráficos disponibilizados em textos, 
notícias, entre outras situações, é muito importante para compreender 
determinadas situações. Além disso, também existe uma grande variedade de 
tipos de gráficos, dentre os quais podemos destacar os de coluna, em barras, 
pizza, área, linha e rede. 
 ● Em seguida, dividir a turma em grupos e solicitar que façam um levantamento 
na escola com as demais turmas, funcionários e educadores, para verificar 
quem separa o lixo reciclável do lixo orgânico. Lembrar aos entrevistados que 
só podem escolher uma única opção de resposta. 
125
LEVANTAMENTO
1. Com que frequência você separa o lixo reciclável do lixo orgânico?
( ) Diariamente
( ) Nunca
( ) Às vezes
 ● Depois da pesquisa organizar, juntamente com os/as educandos/as, os dados 
numa tabela de acordo com o modelo abaixo, para em seguida construírem o 
gráfico:
TABELA DAS PESSOAS QUE SEPARAM O LIXO DO ORGÂNICO E DO RECICLÁVEL
DIARIAMENTE
NUNCA
ÀS VEZES
Agenda do 5º dia – Educador/a, copie a agenda no quadro
1. Leitura do dia – “História Contemporânea”
2. Atividade de leitura - Texto “A noite” 
3. Atividade de Escrita - Produção de texto
4. Atividade de Leitura - Lenda “O Lobisomem”
4. Matemática - Construção de gráfico
 ATIVIDADE 1 Tempo de duração 15 min.
Leitura do dia: Realizar a leitura do texto “História Contemporânea” da Coleção 
Cadernos de EJA - Tempo Livre e Trabalho - de autoria de Christina Feldman e 
Jack Kordnfield, disponível no Anexo de Textos - 2º mês, p.158.
126
 ATIVIDADE 2 Tempo de duração 30 min.
Atividade de leitura - Texto “A noite” de autoria de Rubem Alves
 ● Dizer aos/às que será realizada a leitura de um texto que trata das lembranças 
da infância do escritor Rubem Alves. Nesse texto, ele conta para suas netas 
como era sua vida quando vivia no campo:
A noite
Lá na roça onde eu morava quando era menino, na casa de pau-a-pique, fogão 
de lenha e “casinha” do lado de fora, havia muitos fantasmas. Eu mesmo nunca 
vi nenhum. Mas os grandes haviam visto e contavam casos de lobisomem, mula-
sem-cabeça, saci e almas do outro mundo. Num dos seus livros Monteiro Lobato 
conta muitas estórias sobre eles. Eu acreditava e tinha medo. Mas nunca ouvi 
falar nesse tal de “Apagão”, que apaga todas as luzes. A razão para isso eu explico: 
para haver um “Apagão” é preciso que antes tenha havido um “Acendão”. O 
“Acendão” acende tudo, liga tudo: lâmpadas, geladeira, chuveiro, televisão, forno 
de microondas, tocador de CD, secador de cabelo, torradeira, máquina de fazer 
café, forno elétrico, aquecedor… O “Apagão” é o fantasma que desliga e apaga 
o que o “Acendão” ligou e acendeu. Mas lá onde eu morava, na roça, não havia 
eletricidade. Não havendo eletricidade não havia “como” acender. E não havia 
“o que” acender. Não havendo o “Acendão” não havia o perigo de acontecer o 
“Apagão”.
A gente tinha de aprender a conviver, com o escuro, com a noite.
[...] A casa era também escura. Não havia eletricidade nem lâmpadas. Era 
preciso acender as lamparinas que queimavam querosene com um cheiro forte, 
enchendo o ar de fuligem. Ou velas. As velas nos ensinam uma lição: para brilhar 
é preciso morrer. As velas, à medida que iluminam, vão morrendo. A cera dura fica 
mole com o calor, derrete-se e escorre, como se fossem lágrimas. E, por fim, a vela 
se reduz a um toquinho, até que se apaga definitivamente. Quem contempla a 
chama de uma vela, queimando, fica tranquilo e sábio…
Sem luz elétrica, sem rádio e sem televisão – a noite era uma hora tranquila. Um 
amigo me contou que na cidade em que morava quando menino eram frequentes 
os “apagões”. A cidade ficava às escuras. E pasmem: ele ficava feliz! No escuro o 
seu pai acendia uma vela, punha a vela sobre a mesa e ele, o pai e a mãe jogavam 
baralho e conversavam. O pequeno “apagão” fazia com que eles estivessem 
próximos de um jeito que não acontecia quando a luz elétrica estava acesa. A luz 
da vela provoca intimidade. Ela aproxima as pessoas.
O melhor lugar era a cozinha. Lá, havia o fogo do fogão de lenha, o café, o bolo 
de fubá, a pipoca. Quando fazia frio meu pai punha uma bacia cheia de brasas no 
chão e nós nos assentávamos à volta das brasas. Tudo escuro, apenas os rostos 
127
avermelhados pelo vermelho das brasas. A gente tirava os sapatos e esticava os 
pés na direção do fogo. Os adultos contavam histórias. Histórias de “antigamente”, 
do “tempo da onça”, dos tempos quando se amarrava cachorro com linguiça… 
Histórias de quando eram pequenos, de viagens, de bichos, de onças, de cobras, de 
macacos, de almas do outro mundo, histórias engraçadas, histórias de dar medo, 
histórias de fazer chorar.
 ● Após a leitura, realizar uma roda de conversa com as perguntas abaixo:
- Quais os objetos foram citados no texto que hoje não utilizamos?
- Quais desses objetos vocês usaram na infância?
- Que mudanças vocês observam no bairro e na cidade onde moram?
- Cite as mudanças que você observou. 
 ATIVIDADE 3 Tempo de duração 30 min.
Atividade de escrita - Produção textual
Orientações:
 ● Logo após a roda de conversa, propor aos/às aos educandos/as que, em dupla, 
elaborem um pequeno texto, relatando como avaliam as mudanças temporais 
como os costumes das famílias e vizinhos se reunirem, a contação de história 
e a ausência da luz elétrica que antigamente estimulava a aproximação das 
pessoas. Em contraponto, hoje vivemos em uma sociedade mais moderna, onde 
as pessoas utilizam diversas ferramentas tecnológicas para se comunicarem. 
 ● Propor que, a partir do que ouviram da leitura do texto e de suas vivências, 
façam um relato dessa mudança social. 
 ATIVIDADE 4 Tempo de duração 30 min. 
Atividade de Leitura - Lenda “O Lobisomem”
Orientações:
 ● Conversar com os/as educandos/as dizendo que fará a leitura de um texto que fala 
sobre uma lenda e perguntará se alguém sabe o que significa uma lenda.
 ● Deixar que falem livremente.
 ● Em seguida, explicar que lenda é umanarrativa de cunho popular que é transmitida, 
principalmente de forma oral, de geração para geração. As lendas não podem ser 
comprovadas cientificamente, pois são frutos da imaginação das pessoas que as 
criaram. 
 ● Depois, dizer que a leitura do texto se chama “A lenda do lobisomem” e é conhecida e 
reproduzida mundialmente.
O LOBISOMEM
128
Diz a lenda que o lobisomem é o filho homem que nasce depois de sete filhas 
mulheres e só começa a se transformar a partir dos treze anos de idade. Trata-
se de uma sina, de um triste destino. Mas que pode ser “curado”, desencantado. 
Para tanto, basta um ferimento, ainda que pequeno, que sangre, ou um tiro de bala 
untada em vela que arde numa missa.
 ● Debater com os/as educandos/as o conteúdo do texto, procurando confrontar 
o que foi lido com aquilo que os educandos/as sabem a respeito dessa lenda;
 ● Pedir aos/às educandos/as que façam o relato de outras lendas conhecidas;
 ● Fixar a folha de papel madeira contendo o texto “O lobisomem”, em um local 
onde todos possam vê-la.
 ● Ler novamente o texto, desta vez, apontando na folha de papel madeira cada 
uma das palavras. Os/as educandos/as deverão acompanhar e repetir.
 ● Solicitar voluntários para identificarem no texto frases e palavras ditas pelo 
educador/a.
 INTERVALO - Tempo de duração 15 min. 
 ATIVIDADE 5 Tempo de duração 60 min. 
Atividade de Matemática - Construção de gráfico
 ● Solicitar que os grupos que foram organizados na aula anterior de matemática, 
apresentem no cartaz as tabelas que construíram a partir da pesquisa que 
realizaram na escola sobre reciclagem do lixo.
 ● Após a apresentação dos grupos, construir um gráfico de coluna num cartaz 
com as informações retiradas da tabela.
 ● Em seguida, solicitar que os grupos apresentem os gráficos. 
129
EJA
Educação de 
Jovens e Adultos
SEQUÊNCIA DE ATIVIDADES
EJA I - 2º MÊS
ANEXOS DE TEXTOS
LISTA DE FIGURAS 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
130
Lenda da Mandioca
A lenda da mandioca é indígena e pertence ao folclore brasileiro. É ela que 
explica a origem dessa raiz nutritiva essencial na alimentação dos índios.
A Lenda
Com alegria contagiante, Mani era uma indiazinha muito estimada pela tribo 
tupi onde vivia. Ela era neta do cacique e a gravidez da sua mãe foi motivo de 
tristeza para o chefe da tribo. Isso porque ela tinha engravidado e não era casada 
com um bravo guerreiro, tal como ele desejava.
O cacique obrigou a filha a dizer quem era o pai do seu filho, mas a índia dizia 
que não sabia como tinha ficado grávida. A desonestidade da filha desagradava 
muito o cacique.
Até que um dia, ele teve um sonho que o aconselhava a acreditar na filha, pois 
ela continuava pura e dizia a verdade ao pai. Desde então, aceitou a gravidez e 
ficou muito contente com a chegada da sua neta.
Um dia, pela manhã, Mani foi encontrada morta por sua mãe. Ela simplesmente 
tinha morrido durante o sono e, mesmo sem vida, apresentava um semblante 
sorridente.
Triste com a perda, sua mãe enterrou Mani dentro da sua oca e suas lágrimas 
umedeciam a terra tal como se estivesse sendo regada.
Dias depois, nesse mesmo local nasceu uma planta, diferente de todas as 
que conhecia, a qual ela passou a cuidar. Percebendo que a terra estava ficando 
rachada, cavou na esperança de que pudesse desenterrar sua filha com vida.
No entanto, encontrou uma raiz, a mandioca, que recebeu esse nome em 
decorrência da junção do nome de Mani e da palavra oca.
131
ENTRE AMIGOS
 
Para que serve um amigo? Para rachar a gasolina, emprestar a prancha, 
recomendar um disco, dar carona pra festa, passar cola, caminhar no shopping, 
segurar a barra. Todas as alternativas estão corretas, porém isso não basta para 
guardar um amigo do lado esquerdo do peito. 
Milan Kundera, escritor tcheco, escreveu em seu último livro, “A Identidade”, 
que a amizade é indispensável para o bom funcionamento da memória e para a 
integridade do próprio eu. Chama os amigos de testemunhas do passado e diz que 
eles são nosso espelho, que através deles podemos nos olhar. Vai além: diz que 
toda amizade é uma aliança contra a adversidade, aliança sem a qual o ser humano 
ficaria desarmado contra seus inimigos. 
Verdade verdadeira. Amigos recentes custam a perceber essa aliança, não 
valorizam ainda o que está sendo construído. São amizades não testadas pelo 
tempo, não se sabe se enfrentarão com solidez as tempestades ou se serão 
varridos numa chuva de verão. Veremos. 
Um amigo não racha apenas a gasolina: racha lembranças, crises de choro, 
experiências. Racha a culpa, racha segredos. 
Um amigo não empresta apenas a prancha. Empresta o verbo, empresta o 
ombro, empresta o tempo, empresta o calor e a jaqueta. 
Um amigo não recomenda apenas um disco. Recomenda cautela, recomenda 
um emprego, recomenda um país. 
Um amigo não dá carona apenas pra festa. Te leva pro mundo dele, e topa 
conhecer o teu. 
Um amigo não passa apenas cola. Passa contigo um aperto, passa junto o 
réveillon. 
Um amigo não caminha apenas no shopping. Anda em silêncio na dor, entra 
contigo em campo, sai do fracasso ao teu lado. 
Um amigo não segura a barra, apenas. Segura a mão, a ausência, segura uma 
confissão, segura o tranco, o palavrão, segura o elevador. 
Duas dúzias de amigos assim ninguém tem. Se tiver um, amém.
Martha Medeiros Crônica “Entre amigos”, 1999.
Disponível em: https://www.pensador.com/frase/MTYwMTc5/. 
132
Um casal de idosos
Um casal de idosos que não tinha filhos morava em uma casa humilde, de 
madeira; tinha uma vida muito tranquila, alegre, e se amava muito. Eram felizes. 
Até que um dia aconteceu um acidente com a senhora. Ela estava trabalhando em 
sua casa quando começou a pegar fogo na cozinha e as chamas atingiram todo o 
seu corpo. O esposo acorda, assustado com os gritos, e vai à sua procura. 
Quando a vê coberta pelas chamas, imediatamente tenta ajudá-la. O fogo 
também atinge seus braços e, mesmo assim, ele consegue apagá-lo. Quando 
chegaram os bombeiros, já não havia muito da casa, apenas uma parte, toda 
destruída. Levaram o casal para o hospital, onde foi internado em estado grave.
O senhor, menos atingido pelo fogo, saiu da UTI e foi ao encontro de sua amada. 
Ainda em seu leito, a senhora, toda queimada, pensava em não viver mais, pois 
estava deformada, inclusive seu rosto.
Quando viu o marido na porta do quarto, foi perguntando:
- Tudo bem com você, meu amor?
- Sim - respondeu ele. Pena que o fogo atingiu os meus olhos e não posso mais 
enxergar... Mas fique tranquila, amor, porque sua beleza está guardada em meu 
coração para sempre.
Então, triste pelo esposo, a senhora disse:
- Deus, vendo tudo o que aconteceu, tirou-lhe a visão para que não presencie 
esta deformação em mim. As chamas queimaram todo o meu rosto e estou 
parecendo um monstro.
Passando algum tempo e recuperados, saíram do hospital e conseguiram 
reconstruir a casa, onde ela fazia tudo para seu querido esposo. Ele dizia todos os 
dias que a amava.
133
E assim viveram vinte anos até que a senhora morreu. No dia do seu enterro, 
quando todos se despediam, o marido, sem óculos escuros e com sua bengala nas 
mãos, chegou perto do caixão. Beijando o rosto e acariciando sua amada, disse em 
um tom apaixonante:
- Como você é linda meu amor! Eu te amo muito.
Vendo aquela cena, um amigo que estava ao lado perguntou se o que tinha 
acontecido era milagre, pois o idoso estava enxergando outra vez. Olhando nos 
olhos dele, o velhinho apenas falou:
- Nunca estive cego, apenas fingia. Quando a vi toda queimada, sabia que seria 
duro para ela continuar vivendo daquela maneira. Foram vinte anos vivendo muito 
felizes e apaixonados...
Disponível em: http://www.blogdozemarcos.com/2010/01/uma-emocionante-historia-de-amor.html. 
Acesso em: 05 jul. 2017.
134
Conversinha Mineira
Fernando Sabino
-- É bom mesmo o cafezinho daqui, meu amigo?
-- Sei dizer não senhor: não tomo café.
-- Você é dono do café, não sabe dizer?-- Ninguém tem reclamado dele não senhor.
-- Então me dá café com leite, pão e manteiga.
-- Café com leite só se for sem leite.
-- Não tem leite?
-- Hoje, não senhor.
-- Por que hoje não?
-- Porque hoje o leiteiro não veio.
-- Ontem ele veio?
-- Ontem não.
-- Quando é que ele vem?
-- Tem dia certo não senhor. Às vezes vem, às vezes não vem. Só que no dia que 
devia vir em geral não vem.
-- Mas ali fora está escrito “Leiteria”!
-- Ah, isso está, sim senhor.
-- Quando é que tem leite?
-- Quando o leiteiro vem.
-- Tem ali um sujeito comendo coalhada. É feita de quê?
-- O quê: coalhada? Então o senhor não sabe de que é feita a coalhada?
-- Está bem, você ganhou. Me traz um café com leite sem leite. Escuta uma 
coisa: como é que vai indo a política aqui na sua cidade?
-- Sei dizer não senhor: eu não sou daqui.
-- E há quanto tempo o senhor mora aqui?
-- Vai para uns quinze anos. Isto é, não posso agarantir com certeza: um pouco 
mais, um pouco menos.
135
-- Já dava para saber como vai indo a situação, não acha?
-- Ah, o senhor fala da situação? Dizem que vai bem.
-- Para que Partido?
-- Para todos os Partidos, parece.
-- Eu gostaria de saber quem é que vai ganhar a eleição aqui.
-- Eu também gostaria. Uns falam que é um, outros falam que outro. Nessa 
mexida...
-- E o Prefeito?
-- Que é que tem o Prefeito?
-- Que tal o Prefeito daqui?
-- O Prefeito? É tal e qual eles falam dele.
-- Que é que falam dele?
-- Dele? Uai, esse trem todo que falam de tudo quanto é Prefeito.
-- Você, certamente, já tem candidato.
-- Quem, eu? Estou esperando as plataformas.
-- Mas tem ali o retrato de um candidato dependurado na parede, que história 
é essa?
-- Aonde, ali? Uê, gente: penduraram isso aí...
Texto extraído do livro “A Mulher do Vizinho”, Editora Sabiá - Rio de Janeiro, 1962, pág. 144.
Disponível em: http://www.releituras.com/fsabino_conversinha.asp. 
Acesso em 05 jul. 2017.
136
O ABACAXI 
Álvaro trabalhava em uma empresa. Funcionário sério, dedicado, 
cumpridor de suas obrigações e, por isso mesmo está com seus 20 anos 
de casa. 
Um belo dia, ele vai ao dono da empresa para fazer uma reclamação: 
-Meu patrão, tenho trabalhado durante esses 20 anos em sua empresa 
com toda a dedicação, só que me sinto um tanto injustiçado. 
O Luiz, 
que está conosco há somente três anos, está ganhando mais do que eu. 
O patrão, fingindo não ouvi-lo, disse: 
-Foi bom você vir aqui. Tenho um problema para resolver e você poderá fazê-lo. 
Estou querendo dar frutas como sobremesa ao nosso 
pessoal após o almoço de hoje. 
Ali na esquina tem uma barraca. Vá até lá e verifique se eles têm abacaxi. 
Álvaro, sem entender direito, saiu da sala e foi cumprir a missão. 
Em cinco minutos estava de volta. 
-E aí, Álvaro? - perguntou o patrão. 
-Verifiquei como o senhor mandou. O moço tem abacaxi. 
-E quanto custa? 
-Isso eu não perguntei, não. 
-Eles têm quantidade suficiente para atender a todos os funcionários do 
escritório? - quis saber o patrão. 
-Também não perguntei isso, não. 
-Há alguma outra fruta que possa substituir o abacaxi? 
-Não sei não... 
-Muito bem, Álvaro. Sente-se ali naquela cadeira e me aguarde um 
pouco. 
137
O patrão pegou o telefone e mandou chamar o Luiz. Deu a ele a mesma 
orientação que dera o Álvaro. Em oito minutos, o Luiz voltou. 
-E então, Luiz? - indagou o patrão. 
-Eles têm abacaxi sim. Em quantidade suficiente para todo o nosso pessoal. 
E se o senhor preferir, têm também laranja, banana, melão e mamão. 
O abacaxi, estão vendendo a R$ 1,50 cada; a banana e o mamão 
a R$ 1,00 o quilo; o melão a R$ 1,20 a unidade, e a laranja a R$ 20,00 o cento, 
já descascada. 
Mas como eu disse que a compra seria 
em grande quantidade, eles me concederam um desconto de 15%.
Deixei reservado. Conforme o senhor decidir, volto lá e confirmo, explicou o 
Luiz. 
Agradecendo pelas informações, o patrão dispensou-o. Voltou-se para 
o Álvaro, que permaneceu sentado ao seu lado, e perguntou-lhe: 
-Álvaro, o que foi que você estava mesmo me
dizendo? 
-Nada sério não, patrão. Esqueça. Com a sua licença. 
E o Álvaro deixou a sala. 
Disponível em: http://julianasimplesmenteamigos.blogspot.com.br/2009/10/texto-o-abacaxi.html. 
Acesso em: 05 jul. 2017.
138
O rio e o oceano
Diz-se que, mesmo antes de um rio cair no oceano ele treme de medo. Olha 
para trás, para toda a jornada, os cumes, as montanhas, o longo caminho sinuoso 
através das florestas, através dos povoados, e vê à sua frente um oceano tão 
vasto que entrar nele nada mais é do que desaparecer para sempre. Mas não há 
outra maneira. O rio não pode voltar. Ninguém pode voltar. Voltar é impossível 
na existência. Você pode apenas ir em frente. O rio precisa se arriscar e entrar no 
oceano. E somente quando ele entra no oceano é que o medo desaparece. Porque 
apenas então o rio saberá que não se trata de desaparecer no oceano, mas tornar-
se oceano. Por um lado é desaparecimento e por outro lado é renascimento. 
Extraído de http://www.artemanhas.iter.com.br/rio _e_oceano/rio_e_o_
oceano.htm
Disponível em: Coleção Cadernos de EJA Economia Solidária, p. 24 e 25.
SOLIDARIEDADE
Um chamado à união
“Solidários, somos gente; Solitários, somos peças. De mão dadas, somos 
força; Desunidos, impotência. Isolados, somos ilha; Juntos, somos continente. 
Inconscientes, somos massa; Reflexivos, somos grupo. Organizados, somos 
pessoas; Sem organização, somos objetos de lucro. Em equipe, ganhamos, 
libertamo-nos; Individualmente, perdemos, continuamos presos.
Participando, somos povo; Marginalizando-nos, somos rebanho. Unidos, somos 
soma; Na massa, somos número. Dispersos, somos vozes no deserto; Agrupados, 
fazemo-nos ouvir. Amontoando palavras, perdemos tempo; “Com ações concretas, 
construímos sempre”.
Extraído de http://www.gdfsige.df.gov.br/Modelos/Mod16/ Default.Asp?EW=114&CL=422&EF=sq_clien-
te=422&IN=930.
Disponível em: Coleção Cadernos de EJA Economia Solidária, p. 23.
139
CONSUMIDOR CONSCIENTE 
Cordel bem-humorado fala sobre direitos civis Defesa 
do consumidor 
Domingos Alves E. Neto – Cabo BM
Recebi uma tarefa 
Que faço com amor
 Falar sobre o direito 
De todo consumidor 
Seja pobre, seja rico 
Não pague “mico” 
Aprenda a dar valor 
O direito é amplo 
Garante a Constituição 
De quem compra à vista 
Ou mesmo a prestação 
Produto com garantia 
Pro uso ter serventia 
É dever e obrigação 
Por isso vamos falar 
Nesse livrinho rimado 
Os passos que devemos 
Dia-a-dia com cuidado
 Seguir para comprar 
Pra melhor utilizar 
Nosso dinheiro suado
Primeiro fique sabendo 
Quem é o consumidor
 É aquele que compra 
E utiliza do credor 
Bens e outros produtos 
Pagando os tributos 
Dentro do real valor 
E quem é o fornecedor? 
Respondo com certeza 
Aquele que te vende 
E passa com clareza 
140
Todas as informações 
As normas e instruções 
Sem usar de “esperteza” 
A relação de consumo 
Explico sem temor 
É aquele que ocorre 
Entre o consumidor 
Que compra seus bens
 Em lojas ou armazéns 
E o seu fornecedor
Também nos serviços 
Pagos e utilizados
 Seja em órgãos públicos 
Ou nos privatizados
 Reforma ou pintura 
Conserto ou costura 
O que for “Acordado” 
Ocorrendo problemas 
Alterando a relação 
Procure seus direitos 
Exija retificação 
Não havendo “acerto” 
Ficando no: “prometo” 
Faça a reclamação 
Percebido o defeito 
Sendo de fabricação 
Trinta dias é o prazo 
Para a sua correção 
Não foi corrigido? 
Pode ser exigido 
A troca ou restituição 
Também são trinta dias 
Pra exercer o direito 
Se produto não durável 
Vier já com defeito 
Se durável, aumenta 
Neste caso, pra noventa 
Da Lei tire proveito 
Caso alguém envie 
Sem a sua solicitação
141
Construindo Pontes! 
Certa vez, dois irmãos que moravam em fazendas vizinhas, separadas apenas 
por um riacho, entraram em conflito. O que começara com um pequeno mal 
entendido finalmente explodiu numa troca de palavras ríspidas, seguidas porsemanas de total silêncio. Numa manhã, o irmão mais velho ouviu bater à sua porta. 
Ao abri-la, notou um homem com uma caixa de ferramentas de carpinteiro em sua 
mão, que lhe disse: – Estou procurando por trabalho, talvez você tenha um serviço 
para mim? – Sim! – disse o fazendeiro. – Claro que tenho trabalho para você. Veja 
aquela fazenda além do riacho. É de meu vizinho, na realidade, meu irmão mais 
novo. Brigamos muito e não mais posso suportá-lo. Vê aquela pilha de madeira 
perto do celeiro? Quero que você construa uma cerca bem alta ao longo do rio para 
que eu não mais precise vê-lo. – Acho que entendo a situação, – disse o carpinteiro. 
– Mostre-me onde estão o martelo e os pregos que certamente farei um trabalho 
que lhe deixará satisfeito. Como precisava ir à cidade, o irmão mais velho ajudou 
o carpinteiro a encontrar o material e partiu. O homem trabalhou arduamente 
durante todo aquele dia medindo, cortando e pregando. Já anoitecia quando 
terminou sua obra, ao mesmo tempo que o fazendeiro retornava. Porém, seus 
olhos não podiam acreditar no que viam. Não havia qualquer cerca! Em seu lugar 
estava uma ponte que ligava um lado do riacho ao outro. Era realmente um belo 
trabalho, mas, enfurecido, exclamou: – Você é muito insolente em construir esta 
ponte após tudo que lhe contei! No entanto, as surpresas não haviam terminado. 
Ao erguer seus olhos para a ponte mais uma vez, viu seu irmão aproximando-
se da outra margem, correndo com seus braços abertos. Cada um dos irmãos 
permaneceu imóvel de seu lado do rio, quando, num só impulso, correram um na 
direção do outro, abraçandose e chorando no meio da ponte. Emocionados, viram 
o carpinteiro arrumando suas ferramentas e partir para construir mais pontes. 
Entre nós, seres humanos, também deveria haver mais pontes, para que nos 
aproximemos mais uns dos outros. Tais pontes poderiam eliminar os abismos que 
nos separam, os preconceitos que nos afastam uns dos outros. As pontes entre os 
seres humanos eliminariam as tantas coisas que nos separam. A ponte aproxima as 
pessoas; prolonga os caminhos; facilita a passagem; multiplica as oportunidades 
para o encontro. Que material podemos utilizar para construir tais pontes que 
nos unem às outras pessoas? Será o concreto, a pedra, a madeira ou o aço? Todos 
estes materiais são frágeis. O tempo os corrói. O material de que necessitamos é 
o mesmo que Deus usou para fazer a ponte que nos permite chegar novamente 
diante dele: o amor. Esta ponte de amor quer também nos levar aos outros. O amor 
é o material que nos ajuda a construir pontes entre os diferentes credos religiosos 
142
que nos separam; pontes entre as diferentes raças; pontes entre os idosos e os 
jovens; pontes entre os que perdoam e os que recebem perdão; pontes entre o 
passado e o futuro. O amor é o material que nos permite edificar pontes que nos 
aproximam até mesmo de nossos inimigos, daqueles que não gostamos, que não 
queremos mais ver. Que Deus com seu amor nos transforme em construtores de 
pontes entre as pessoas!
Disponível em: http://www.ienh.com.br/files/downloads/1363000247_8.pdf. 
Acesso em: 04 jul. 2017.
143
Como exercer o “consumo responsável”
1. Refletir sobre seus hábitos de consumo, reduzir quando possível, não desperdiçar 
e dar destinação correta ao resíduo ou ao produto pós-consumo; 
2. Escolher marcas de empresas reconhecidas por suas práticas responsáveis e 
éticas; 
3. Obter informações, por meio da mídia e das associações sociais, sobre os 
impactos sociais e ambientais da produção, do consumo e do pós-consumo de 
produtos e serviços; 
4. Entrar em contato com o SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor) das 
empresas por telefone ou por escrito, para questionar sobre os impactos e 
pressionar pela adoção de práticas sustentáveis de produção e pós-consumo;
5. Procurar saber se a empresa tem um balanço social e solicitar informações a 
respeito; 
6. Boicotar marcas de empresas envolvidas em casos de desrespeito à legislação 
trabalhista, ambiental e de consumo. Por exemplo, consulte a lista de reclamações 
fundamentadas do Procon, a fim de saber como determinada empresa se comporta 
em relação ao consumidor; 
7. Participar de apoio associações de consumidores; 
8. Denunciar práticas contra o meio ambiente, contra as relações de consumo e de 
exploração do trabalho infantil às autoridades competentes
Disponível em: Coleção Cadernos de EJA Qualidade de vida, consumo e trabalho, p. 7.
144
A pipoca
Rubem Alves
A culinária me fascina. De vez em quando eu até me até atrevo a cozinhar. Mas 
o fato é que sou mais competente com as palavras do que com as panelas.
Por isso tenho mais escrito sobre comidas que cozinhado. Dedico-me a algo 
que poderia ter o nome de “culinária literária”. Já escrevi sobre as mais variadas 
entidades do mundo da cozinha: cebolas, ora-pro-nobis, picadinho de carne com 
tomate feijão e arroz, bacalhoada, suflês, sopas, churrascos.
Cheguei mesmo a dedicar metade de um livro poético-filosófico a uma 
meditação sobre o filme A Festa de Babette que é uma celebração da comida 
como ritual de feitiçaria. Sabedor das minhas limitações e competências, nunca 
escrevi como chef. Escrevi como filósofo, poeta, psicanalista e teólogo — porque a 
culinária estimula todas essas funções do pensamento.
As comidas, para mim, são entidades oníricas.
Provocam a minha capacidade de sonhar. Nunca imaginei, entretanto, que 
chegaria um dia em que a pipoca iria me fazer sonhar. Pois foi precisamente isso 
que aconteceu.
A pipoca, milho mirrado, grãos redondos e duros, me pareceu uma simples 
molecagem, brincadeira deliciosa, sem dimensões metafísicas ou psicanalíticas. 
Entretanto, dias atrás, conversando com uma paciente, ela mencionou a pipoca. E 
algo inesperado na minha mente aconteceu. Minhas idéias começaram a estourar 
como pipoca. Percebi, então, a relação metafórica entre a pipoca e o ato de pensar. 
Um bom pensamento nasce como uma pipoca que estoura, de forma inesperada 
e imprevisível.
A pipoca se revelou a mim, então, como um extraordinário objeto poético. 
Poético porque, ao pensar nelas, as pipocas, meu pensamento se pôs a dar estouros 
e pulos como aqueles das pipocas dentro de uma panela. Lembrei-me do sentido 
religioso da pipoca. A pipoca tem sentido religioso? Pois tem.
Para os cristãos, religiosos são o pão e o vinho, que simbolizam o corpo e o 
sangue de Cristo, a mistura de vida e alegria (porque vida, só vida, sem alegria, 
não é vida...). Pão e vinho devem ser bebidos juntos. Vida e alegria devem existir 
juntas.
145
Lembrei-me, então, de lição que aprendi com a Mãe Stella, sábia poderosa do 
Candomblé baiano: que a pipoca é a comida sagrada do Candomblé...
A pipoca é um milho mirrado, subdesenvolvido.
Fosse eu agricultor ignorante, e se no meio dos meus milhos graúdos 
aparecessem aquelas espigas nanicas, eu ficaria bravo e trataria de me livrar 
delas. Pois o fato é que, sob o ponto de vista de tamanho, os milhos da pipoca não 
podem competir com os milhos normais. Não sei como isso aconteceu, mas o fato 
é que houve alguém que teve a idéia de debulhar as espigas e colocá-las numa 
panela sobre o fogo, esperando que assim os grãos amolecessem e pudessem ser 
comidos.
Havendo fracassado a experiência com água, tentou a gordura. O que 
aconteceu, ninguém jamais poderia ter imaginado.
Repentinamente os grãos começaram a estourar, saltavam da panela com 
uma enorme barulheira. Mas o extraordinário era o que acontecia com eles: os 
grãos duros quebra-dentes se transformavam em flores brancas e macias que até 
as crianças podiam comer. O estouro das pipocas se transformou, então, de uma 
simples operação culinária, em uma festa, brincadeira, molecagem, para os risos 
de todos, especialmente as crianças. É muito divertido ver o estouro das pipocas!
E o que é que isso tem a ver com o Candomblé? É que a transformação do milho 
duro em pipoca macia é símbolo da grande transformaçãoporque devem passar 
os homens para que eles venham a ser o que devem ser. O milho da pipoca não 
é o que deve ser. Ele deve ser aquilo que acontece depois do estouro. O milho 
da pipoca somos nós: duros, quebra-dentes, impróprios para comer, pelo poder 
do fogo podemos, repentinamente, nos transformar em outra coisa — voltar a ser 
crianças! Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo.
Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca, para 
sempre.
Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando 
passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito, a vida inteira. 
São pessoas de uma mesmice e dureza assombrosa. Só que elas não percebem. 
Acham que o seu jeito de ser é o melhor jeito de ser.
146
Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação 
que nunca imaginamos. Dor. Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um 
filho, ficar doente, perder um emprego, ficar pobre. Pode ser fogo de dentro. 
Pânico, medo, ansiedade, depressão — sofrimentos cujas causas ignoramos.Há 
sempre o recurso aos remédios. Apagar o fogo. Sem fogo o sofrimento diminui. E 
com isso a possibilidade da grande transformação.
Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro ficando cada 
vez mais quente, pense que sua hora chegou: vai morrer. De dentro de sua casca 
dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar destino diferente. Não pode 
imaginar a transformação que está sendo preparada. A pipoca não imagina aquilo 
de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo, a grande transformação 
acontece: PUF!! — e ela aparece como outra coisa, completamente diferente, que 
ela mesma nunca havia sonhado. É a lagarta rastejante e feia que surge do casulo 
como borboleta voante.
Na simbologia cristã o milagre do milho de pipoca está representado pela 
morte e ressurreição de Cristo: a ressurreição é o estouro do milho de pipoca. É 
preciso deixar de ser de um jeito para ser de outro.
“Morre e transforma-te!” — dizia Goethe.
Em Minas, todo mundo sabe o que é piruá. Falando sobre os piruás com os 
paulistas, descobri que eles ignoram o que seja. Alguns, inclusive, acharam que 
era gozação minha, que piruá é palavra inexistente. Cheguei a ser forçado a me 
valer do Aurélio para confirmar o meu conhecimento da língua. Piruá é o milho de 
pipoca que se recusa a estourar.
Meu amigo William, extraordinário professor pesquisador da Unicamp, 
especializou-se em milhos, e desvendou cientificamente o assombro do estouro 
da pipoca. Com certeza ele tem uma explicação científica para os piruás. Mas, no 
mundo da poesia, as explicações científicas não valem.
Por exemplo: em Minas “piruá” é o nome que se dá às mulheres que não 
conseguiram casar. Minha prima, passada dos quarenta, lamentava: “Fiquei piruá!” 
Mas acho que o poder metafórico dos piruás é maior.
147
Piruás são aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam 
a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito 
delas serem.
Ignoram o dito de Jesus: “Quem preservar a sua vida perdê-la-á”.A sua 
presunção e o seu medo são a dura casca do milho que não estoura. O destino 
delas é triste. Vão ficar duras a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca 
macia. Não vão dar alegria para ninguém. Terminado o estouro alegre da pipoca, 
no fundo a panela ficam os piruás que não servem para nada. Seu destino é o lixo.
Quanto às pipocas que estouraram, são adultos que voltaram a ser crianças e 
que sabem que a vida é uma grande brincadeira...
“Nunca imaginei que chegaria um dia em que a pipoca iria me fazer sonhar. Pois 
foi precisamente isso que aconteceu”.
O texto acima foi extraído do jornal “Correio Popular”, de Campinas (SP), onde o escritor mantém coluna bissemanal.
Disponível em: http://www.releituras.com/rubemalves_pipoca.asp. Acesso em 05 jul. 2017.
148
Magia e Milagre da Palavra
Frei Betto
As palavras pesam. Talvez porque sejam a mais genuína invenção humana. 
Os papagaios não falam, apenas repetem. Não escapam de seus limites atávicos. 
Curioso é organismo humano não possuir um órgão específico da fala. O olho é a 
fonte da visão, como o ouvido, da audição. A língua facilita a deglutição, como a 
traqueia, a respiração. No entanto, a ânsia de expressar-se levou o ser humano a 
conjugar mente e boca, órgão da respiração e da deglutição, para proferir palavras.
“No princípio era o Verbo”, reza o prólogo do evangelho de João. Deus é Palavra 
e, em Jesus, ela se faz carne. O mundo foi criado porque foi proferido: “E Deus 
disse: ‘Haja a luz’ e houve luz”, conta o autor do Gênesis.
Vivemos sob o signo da palavra. Unir palavra e corpo é o mais profundo desafio 
a quem busca coerência na vida. Há políticos e religiosos que primam pela abissal 
distância entre o que dizem e o que fazem. E há os que falam pelo que fazem.
A palavra fere, machuca, dói. Proferida no calor aquecido por mágoas ou ira, 
penetra como flecha envenenada. Obscurece a vista e instaura solidão. Perdura 
no sentimento dilacerado e reboa, por um tempo que parece infinito, na mente 
atordoada pelo jugo que se impõe. Só o coração compassivo, o movimento 
anagógico e a meditação livram a mente de rancores e imunizam-nos da palavra 
maldita.
Machado de Assis ensina que as palavras têm sexo, amam-se umas às outras, 
casam-se. O casamento delas é o que se chama estilo.
A palavra salva. Uma expressão de carinho, alegria, acolhimento ou amor, 
é como brisa suave que ativa nossas melhores energias. Somos convocados à 
reciprocidade. Essa força ressurrecional da palavra é tão miraculosa que, por vezes, 
a tememos. Orgulhosos, sonegamos afeto; avarentos, engolimos a expressão 
de ternura que traria luz; mesquinhos, calamos o júbilo, como se deflagrar vida 
merecesse um alto preço que o outro, a nosso parco juízo, não é capaz de pagar. 
Assim, fazemos da palavra, que é gratuita, mercadoria pesada na balança dos 
sentimentos.
Vivemos cercados de palavras vãs, condenados a uma civilização que teme 
o silêncio. Fala-se muito para dizer bem pouco. Nas músicas juvenis abundam 
palavras e carecem melodias. Jornais, revistas, tevê, outdoors, telefone, correio 
eletrônico – há demasiado palavrório. E sabemos todos que não se dá valor ao que 
se abusa.
Carecemos de poesia. O poeta é um entusiasmado, no sentido grego deen + 
theós = com um deus dentro. Como sublinha Platão no Ion, nele fala a divindade, 
o Outro. Em linguagem psicanalítica, fala o inconsciente. Como Orfeu, o poeta 
149
desce à noite dos infernos para recuperar Eurípides, o fantasma do desejo.
Nossa lógica cartesiana faz do palavrório uma defesa contra o paradoxo. No 
entanto, sem paradoxo não há arte. O belo é irredutível à palavra, mas só a palavra 
expressa a estética. O silêncio não é o contrário da palavra. É a matriz. Talhada 
pelo silêncio, mais significado ela possui. O tagarela cansa os ouvidos alheios 
porque seu matraquear de frases ecoa sem consistência. Já o sábio pronuncia a 
palavra como fonte de água viva. Ele não fala pela boca, e sim do mais profundo de 
si mesmo.
Há demasiado ruído em nós e em torno de nós. Tudo de tal modo se fragmenta 
que até a hermenêutica se cala. Hermes, o deus mensageiro, já não nos revela o 
sentido das coisas, mormente das palavras, que se multiplicam como vírus que 
esgarça o tecido e introduz a morte.
Guimarães Rosa inicia Grandes sertões, veredas com uma palavra insólita: 
“Nonada”. Não nada. Não, nada. Convite ao silêncio, à contemplação, à mente 
centrada no vazio, à alma despida de fantasias.
Sabem os místicos que, sem dizer “não” e almejar o Nada, é impossível ouvir, 
no segredo do coração, a palavra de Deus que, neles, se faz Sim e Tudo, expressão 
amorosa e ressonância criativa.
Extraído de http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/Profa/col_3.pdf, em 6 de agosto de 2016.
150
OS ALTOS LUCROS DOS MAUS HÁBITOS
Culpamos os pacientes
pelosmaus hábitos,
mas esquecemos que
nada é casual
Paulo Bento Bandarra
Arevista Veja de 17/6/2003 abordou a
estatina, nova esperança no combate
às doenças cardíacas por sua eficácia
na queda do colesterol. Já é a droga mais
vendida no mundo. Está também sendo
usada contra diabetes, angina, osteoporose,
inflamações, Alzheimer, câncer de mama e
próstata. Sem entrar no mérito da estatina
como arma terapêutica, certamente não é a
solução para a má alimentação e a inversão
de valores da sociedade de consumo. Vive-se
para comer, não se come para viver melhor.
A alimentação passou a ser um produto
comercial, que foge de sua função
natural. Seu consumo é estimulado a toda
hora pela mídia para quem tem poder aquisitivo
e, portanto, já está alimentado. Então,
inventam-se guloseimas para um consumo
cada vez maior, para que o lucro se faça presente
nos negócios de alimentação.
Bom para a indústria
A comida perde suas principais qualidades
e funções para ser vendida por seus
atrativos visuais, gustativos, táteis, para que
se consuma mesmo sem necessitar. As
gorduras utilizadas são de má qualidade,
visando aumentar o lucro com produtos de
preços mais baixos. Não são alimentos
balanceados para uma alimentação saudável.
Visam, principalmente, a quebra da
resistência do consumidor, induzido à ingestão
maior. E como a concorrência existe, a
briga é para cada vez se comer mais.
 Disponível em: Coleção Cadernos de EJA Qualidade de vida, consumo e trabalho, p. 19.
151
OLHOS GRANDES
Se toda a humanidade
consumisse com a avidez
americana, a Terra teria
de ser duas vezes maior
A humanidade caminha para um beco sem saída. Se o atual ritmo de exploração
do planeta continuar, em um século não haverá fontes de água ou de
energia, reservas de ar puro nem terras para
agricultura em quantidade suficiente para a
preservação da vida.
Hoje, mesmo com metade da humanidade
situada abaixo da linha de pobreza,
já se consome 20% a mais do que a Terra
consegue renovar. Se a população do mundo
passasse a consumir como os americanos,
seriam necessários mais três planetas
iguais a este para garantir produtos e serviços
básicos como água, energia e alimentos
para todo mundo.
Como, evidentemente, é impossível arranjar
mais três Terras, nem os americanos
poderão continuar com o mesmo modelo
de consumo, nem a população mundial
poderá adotá-lo. A única saída é todos
adotarmos padrões de produção e de consumo
sustentáveis. Para os países ricos, isso
significa, por exemplo, procurar fontes de
energia menos poluidoras, diminuir a produção
de lixo e reciclar o máximo possível,
além de repensar sobre quais produtos e
bens são realmente necessários para alcançar
o bem-estar. Aos países em desenvolvimento,
que têm todo o direito a crescer
economicamente, cabe o desafio de não
152
repetir o modelo predatório e buscar alternativas
para gerar riquezas sem destruir
florestas ou contaminar fontes de água.
Nesse processo, o consumidor consciente
tem um papel fundamental. Nas suas
escolhas cotidianas, seja na forma como
consome recursos naturais, produtos e serviços,
seja pela escolha das empresas das
quais vai comprar em função de sua responsabilidade
social, pode ajudar a construir
uma sociedade mais sustentável e justa.
Extraído do site www.akatu.org.br
Disponível em: Coleção Cadernos de EJA Qualidade de vida, consumo e trabalho, p. 50.
153
História do dinheiro
O dinheiro é o objeto mais comum no mundo todo. É utilizado na compra, 
venda e troca de bens, e sem o dinheiro, a economia do mundo estaria paralisada. 
Sua origem é muito antiga, e acredita-se que a origem do dinheiro no mundo seja 
referente à antiga moeda portuguesa, que se chamava dinheiro, até a origem do 
real, veja abaixo a origem do dinheiro e como surgiu o dinheiro no mundo.
Origem do dinheiro no mundo
No mundo antigamente, todas as mercadorias eram apenas trocadas. O valor 
atribuído a elas era avaliado pelo tempo de produção, pela força de trabalho 
envolvida e também pelo grau de importância da troca. Com a origem do dinheiro, 
na forma de moeda, o valor do produto não dependia mais da força de trabalho 
envolvida na sua produção. E com a origem de bancos, o dinheiro passou a ser a 
própria mercadoria.
A criação de um objeto metálico com valor estipulado pelo Estado denominado 
“dinheiro” é de origem grega no século VII a.C (600 anos). Antes da origem do 
dinheiro, diversos artigos foram utilizados como objeto de troca, como o chocolate 
no comércio asteca, as mulheres escravas e o bacalhau seco na Idade Média.
Antigamente não era muito utilizado o dinheiro, pois se utilizava a troca de 
produtos, mais conhecida como escambo. O surgimento do dinheiro foi quando 
os homens começaram a trabalhar com terra. As primeiras moedas surgiram na 
Lídia, hoje conhecida como a atual Turquia, no século VII a.C. As moedas Brasileiras 
foram produzidas pela Casa da Moeda em 08 de março de 1964. 
Já em 1995 a fabricação das moedas brasileira tinha os valores como: 1.000, 
2.000 e 4.000 Réis em ouro, também chamado de dobrões, e 20, 40, 80, 160, 320 
e 640 Réis em prata, também conhecida como patacas. 
Os Réis foram substituídos, que circulou até 1967. O Brasil já trocou de moeda 
aproximadamente oito vezes. Atualmente o dinheiro usado no país é o real, que 
faz tempinho que circula pelo país.
Fonte: http://www.blogbrasil.com.br/origem-do-dinheiro-como-surgiu-o-dinheiro-no-mundo/
154
Espírito carnavalesco 
Moacyr Scliar 
Cansado, ele dormia a sono solto, quando foi bruscamente despertado pela 
esposa, que o sacudia violentamente. 
 - Que aconteceu, resmungou ele, ainda de olhos fechados.
- Não posso dormir -queixou-se ela.
- Não pode dormir? E por quê?
- Por causa do barulho -ela, irritada: - Será possível que você não ouça?
Ele prestou atenção: de fato, havia barulho. O barulho de uma escola de samba 
ensaiando para o Carnaval: pandeiros, tamborins... Não escutara antes por causa 
do sono pesado. O que não era o caso da mulher. Ela exigia providências.
- Mas o que quer você que eu faça? -perguntou ele, agora também irritado.
- Quero que você vá lá e mande eles pararem com esse barulho.
- De jeito nenhum -disse ele. - Não sou fiscal, não sou polícia. Eu não vou lá.
Virou-se para o lado, com o propósito de conciliar de novo o sono. O que a 
mulher não permitiria: logo estava a sacudi-lo de novo.
Ele acendeu a luz, sentou na cama:
- Escute, mulher. É Carnaval, esta gente sempre ensaia no Carnaval, e não vão 
parar o ensaio porque você não consegue dormir. É melhor você colocar tampões 
nos ouvidos e esquecer esta história.
Ela começou a chorar.
Você não me ama, dizia, entre soluços:- Se você me amasse, iria lá e acabaria 
com a farra.
Com um suspiro, ele levantou-se da cama, vestiu-se e saiu, sem uma palavra.
Ela ficou à espera, imaginando que em dez ou 15 minutos a batucada cessaria.
Mas não cessava. Pior: o marido não voltava. Passou-se meia hora, passou-se 
uma hora: nada. Nem sinal dele.
E aí ela ficou nervosa. Será que tinha acontecido alguma coisa ao pobre 
homem? Será que -por causa dela- ele tinha se metido numa briga? Teria sido 
assassinado? Mas neste caso, por que continuava a batucada? Ou seria aquela 
gente tão insensível que continuava a orgia carnavalesca mesmo depois de ter 
matado um homem? Não aguentando mais, ela vestiu-se e foi até o terreiro da 
escola de samba, ali perto.
Não, o marido não tinha sido agredido e muito menos assassinado. Continuava 
vivo, e bem vivo: no meio de uma roda, ele sambava, animadíssimo.
Ela deu meia volta e foi para casa. Convencida de que o espírito carnavalesco é 
imbatível e fala mais alto do que qualquer coisa.
155
Você é um Número
Clarice Lispector
Se você não tomar cuidado vira um número até para si mesmo. Porque a partir 
do instante em que você nasce classificam-no com um número. Sua identidade no 
Félix Pacheco é um número. O registro civil é um número. Seu títulode eleitor é 
um número. Profissionalmente falando você também é. Para ser motorista, tem 
carteira com número, e chapa de carro. No Imposto de Renda, o contribuinte é 
identificado com um número. Seu prédio, seu telefone, seu número de apartamento 
- Tudo é número. Se é dos que abrem crediário, para eles você também é um 
número. Se tem propriedades, também. Se é sócio de um clube tem um número. Se 
é imortal da Academia Brasileira de Letras tem número da cadeira. É por isso que 
vou tomar aulas particulares de Matemática. Preciso saber das coisas. Ou aulas 
e Física. Não estou brincando: vou mesmo tomar aulas de Matemática, preciso 
saber alguma coisa sobre cálculo integral.
 Se você é comerciante, seu alvará de Localização o classifica também. Se é 
contribuinte de qualquer obra de beneficência também é solicitado por um número. 
Se faz viagem de passeio ou de turismo ou de negócio recebe um número. Para 
tomar um avião, dão-lhe um número. Se possui ações também recebe um, como 
acionista de uma companhia. É claro que você é um número no recenseamento. 
Se é católico recebe um número de batismo. No Registro civil ou religioso você 
é numerado. Se possui personalidade jurídica tem. E quando a gente morre, no 
jazigo, tem um número. E a certidão de óbito também.Nós não somos ninguém? 
Protesto. Aliás é inútil o protesto. E vai ver meu protesto também é número. A 
minha amiga contou que no Alto do Sertão de Pernambuco uma mulher estava 
com o filho doente, desidratado, foi ao Posto de Saúde. E recebeu a ficha com o 
número 10. Mas dentro do horário previsto pelo médico a criança não pode ser 
atendida porque só atenderam até o número 9. A criança morreu por causa de 
um número. Nós somos culpados. Se há uma guerra, você é classificado por um 
número. Numa pulseira com placa metálica, se não me engano. Ou numa corrente 
de pescoço, metálica. E Deus não é número. [...]
156
Parque de diversões 
Ana Miranda
Ele saiu com sua melhor roupa, de mãos dadas com o filho maior, e o menor 
no colo. Deu um beijo na mulher, ela sorriu, enxugou as mãos na barra da saia e 
foi olhar da porta a saída alegre da família. Era um domingo de céu azul. Todos os 
domingos ele fazia o mesmo trajeto com os filhos.
Atravessou a rua com as duas crianças no colo para não sujarem os únicos 
sapatos que tinham. Os vizinhos acenaram. Ele comprou a passagem com tíquetes 
e esperou meia hora na estação, até que o trem apareceu, vazio. Entrou no vagão, 
sentou-se com os filhos e fizeram a viagem em silêncio. As crianças, absortas, 
olhavam a paisagem que se tornava cada vez mais urbana: carros, ruas asfaltadas 
e edifícios. Saltaram na última estação.
Caminharam algumas quadras, atravessaram ruas, praças e chegaram ao ponto 
de ônibus. Esperaram quase uma hora, as crianças impacientes reclamaram de 
sede, e ele foi a uma padaria, pediu um copo de água e deu de beber aos filhos. As 
crianças pediram um sonho, mas ele explicou que não tinha dinheiro. Voltaram ao 
ponto. O ônibus apareceu. Subiram e viajaram mais algum tempo. Cansadas, as 
crianças adormeceram. O ônibus chegou ao centro da cidade.
Saltaram no ponto da praça. Ele deitou as crianças num banco e esperou. As 
crianças acordaram e quiseram olhar os pombos, que comiam milho jogado por 
um mendigo. Ele disse: “Vamos logo, estamos perto”. Atravessaram um labirinto 
de ruas estreitas e desertas, com as grades das lojas abaixadas. Cruzaram a larga 
avenida central e chegaram ao destino. De mãos dadas com o filho maior e o 
menor no colo, ele entrou no edifício. O vigia acenou. Faxineiros varriam a rampa. 
Excitadas, as crianças sorriam. Ele desceu a escada rolante em silêncio, as crianças 
absortas. Ao final, fizeram a volta e subiram a escada rolante. Desceram e subiram 
durante mais de uma hora. Ele disse que estava na hora de voltar.
 Cruzaram a avenida, o labirinto de ruas, beberam água na padaria, tomaram 
o ônibus, o trem, as ruas de lama, e ao entardecer chegaram em casa, cansados e 
felizes.
Disponível em: Coleção Cadernos de EJA Tempo livre e trabalho, p. 22 e 23.
 
157
O MUSEU DESMIOLADO DE ALEXANDRE BRITO
O MUSEU DESMIOLADO
É UM MUSEU MUITO ENGRAÇADO
A ENTRADA É PELA JANELA
A SAÍDA, PELO TELHADO
NÃO TEM NADA DE DISCRETO
É UM MUSEU TODO AO CONTRÁRIO
O TAPETE FICA NO TETO
O LUSTRE, NO ASSOALHO
UM LUGAR MULTIFACETADO
NÃO SEGUE O CALENDÁRIO
TODO DIA É FERIADO
MANHÃ DE DOMINGO, SÁBADO
UM ESPAÇO DIFERENTE DE TUDO
NEM PARECE DESSE MUNDO
O FIM É NO COMEÇO
A FRENTE FICA NOS FUNDO
TELHA DO LADO DE DENTRO
FORRO DO LADO DE FORA
CORTINA AO SABOR DO VENTO
RELÓGIO QUE NÃO MARCA A HORA
A ESCADA DESCE PRA CIMA 
O ELEVADOR SOBE PRA BAIXO
QUEM SAI JÁ ESTÁ DE VOLTA
QUEM CHEGA JÁ FOI EMBORA
O DESMIOLADO É MESMO
UM MUSEU DESTRAMBELHADO
ONDE TODO DADO É REDONDO
E TODO OVO, QUADRADO.
158
História Contemporânea 
Autores - Christina Feldman e Jack Kordnfield
O rico industrial ficou horrorizado ao encontrar um pescador deitado 
indolentemente ao lado de seu barco, fumando um cachimbo.
- Mas por que você não está pescando?
- Porque já peguei peixe suficiente para hoje.
 - E por que você não sai para pegar mais peixes?
 - O que eu faria com eles?
 - Ora, você poderia ganhar dinheiro vendendo-os - explicou o industrial. - Com 
o dinheiro poderia consertar o motor do barco, ir a águas mais profundas e pescar 
ainda mais peixe.
Teria então dinheiro para comprar redes de nylon. O que lhe traria ainda mais 
peixes e mais dinheiro. Logo teria dinheiro para possuir dois barcos...talvez uma 
frota de barcos. E seria um homem rico como eu.
- E o que eu faria então?
 - Ora, você poderia então realmente gozar a vida.
- E o que você acha que eu estou fazendo agora?
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A noite
Lá na roça onde eu morava quando era menino, na casa de pau-a-pique, fogão 
de lenha e “casinha” do lado de fora, havia muitos fantasmas. Eu mesmo nunca vi 
nenhum. Mas os grandes haviam visto e contavam casos de lobisomem, mula-sem-
cabeça, saci e almas do outro mundo. Num dos seus livros Monteiro Lobato conta 
muitas estórias sobre eles. Eu acreditava e tinha medo. Mas nunca ouvi falar nesse 
tal de “Apagão”, que apaga todas as luzes. A razão para isso eu explico: para haver 
um “Apagão” é preciso que antes tenha havido um “Acendão”. O “Acendão” acende 
tudo, liga tudo: lâmpadas, geladeira, chuveiro, televisão, forno de microondas, 
tocador de CD, secador de cabelo, torradeira, máquina de fazer café, forno elétrico, 
aquecedor… O “Apagão” é o fantasma que desliga e apaga o que o “Acendão” ligou 
e acendeu. Mas lá onde eu morava, na roça, não havia eletricidade. Não havendo 
eletricidade não havia “como” acender. E não havia “o que” acender. Não havendo 
o “Acendão” não havia o perigo de acontecer o “Apagão”.
A gente tinha de aprender a conviver, com o escuro, com a noite.
[...] A casa era também escura. Não havia eletricidade nem lâmpadas. Era preciso 
acender as lamparinas que queimavam querosene com um cheiro forte, enchendo 
o ar de fuligem. Ou velas. As velas nos ensinam uma lição: para brilhar é preciso 
morrer. As velas, à medida que iluminam, vão morrendo. A cera dura fica mole com 
o calor, derrete-se e escorre, como se fossem lágrimas. E, por fim, a vela se reduz a 
um toquinho, até que se apaga definitivamente. Quem contempla a chama de uma 
vela, queimando, fica tranqüilo e sábio…
Sem luz elétrica, sem rádio e sem televisão – a noite era uma hora tranqüila. Um 
amigo me contou que na cidade em que morava quando menino eram freqüentes 
os “apagões”. A cidade ficava às escuras. E pasmem: ele ficava feliz! No escuro o 
160
seu pai acendia uma vela, punha a vela sobre a mesa e ele, o pai e a mãe jogavam 
baralho e conversavam. O pequeno “apagão” fazia com que eles estivessem 
próximos de um jeito que não acontecia quando a luz elétrica estava acesa. A luz 
da vela provoca intimidade. Ela aproxima as pessoas.
O melhor lugar era a cozinha. Lá havia o fogo do fogão de lenha,o café, o bolo 
de fubá, a pipoca. Quando fazia frio meu pai punha uma bacia cheia de brasas no 
chão e nós nos assentávamos à volta das brasas. Tudo escuro, apenas os rostos 
avermelhados pelo vermelho das brasas. A gente tirava os sapatos e esticava os 
pés na direção do fogo…Os adultos contavam histórias. Histórias de “antigamente”, 
do “tempo do onça”, dos tempos quando se amarrava cachorro com lingüiça… 
Histórias de quando eram pequenos, de viagens, de bichos, de onças, de cobras, de 
macacos, de almas do outro mundo, histórias engraçadas, histórias de dar medo, 
histórias de fazer chorar.
161
HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA
Um rico industrial ficou horrorizado ao encontrar um pescador deitado 
indolentemente ao lado de seu barco, fumando um cachimbo. – Mas por que 
você não está pescando? – Porque já peguei peixe suficiente para hoje. – E por 
que você não sai para pegar mais peixes? – O que eu faria com eles? – Ora, você 
poderia ganhar dinheiro vendendo-os – explicou o industrial. – Com o dinheiro 
poderia consertar o motor do barco, ir a águas mais profundas e pescar ainda mais 
peixe. Teria então dinheiro para comprar redes de nylon. O que lhe traria ainda 
mais peixes e mais dinheiro. Logo teria dinheiro para possuir dois barcos... talvez 
uma frota de barcos. E seria um homem rico como eu. – E o que eu faria então? – 
Ora, você poderia então realmente gozar a vida. – E o que você acha que eu estou 
fazendo agora? Histórias da alma, histórias do coração, compiladas por Christina 
Feldman e Jack Kornfield São Paulo: Pioneira, 1994.
Coleção Cadernos de EJA - Tempo Livre e Trabalho
162
LISTA DE FIGURAS – 2º MÊS
FIGURA 1 – SABÃO EM PÓ OMO MULTIAÇÃO TANQUINHO ................................................................................ 13
FIGURA 2 – RÓTULO A IDENTIDADE DO ALIMENTO................................................................................................. 14
FIGURA 3 – CUIDADOS COM A ÁGUA ............................................................................................................................... 31
FIGURA 4 – ÍNDIO DORMINDO EM REDE ....................................................................................................................... 33
FIGURA 5 – IDOSA TRABALHANDO NA ROÇA ............................................................................................................. 36
FIGURA 6 – PERFUME DE SONHO ....................................................................................................................................... 36
FIGURA 8 – LIMPADOR DE ESGOTOS ................................................................................................................................ 36
FIGURA 9 – PESSOAS TRABALHANDO NO ESCRITÓRIO ......................................................................................... 36
FIGURA 10 - LAVAR AS FRUTAS ............................................................................................................................................. 40
FIGURA 11 – LAVANDO UMA MAÇÃ .................................................................................................................................. 40
FIGURA 12 – CUIDADOS COM A ÁGUA ............................................................................................................................ 42
FIGURA 13 – TABELA DO JOGO FECHA QUADRADOS ............................................................................................. 45
FIGURA 14 – PESSOAS FAZENDO MALABARISMO NA RUA ................................................................................... 47
FIGURA 15 – CÃES POLICIAIS ................................................................................................................................................ 47
FIGURA 16 – SERVIÇO PÚBLICO .......................................................................................................................................... 47
FIGURA 17 – TRABALHO NO CAMPO ................................................................................................................................ 47
FIGURA 18 – RÓTULO DA COCA COLA ............................................................................................................................. 53
FIGURA 19 – RÓTULO DA LACTA .......................................................................................................................................... 53
FIGURA 20 – RÓTULO DE BISCOITO DONA CECI ........................................................................................................ 55
FIGURA 21 – FAMÍLIA ................................................................................................................................................................. 61
FIGURA 22 – BOLO DE FUBÁ .................................................................................................................................................. 68
FIGURA 23 – BULE DE CAFÉ .................................................................................................................................................... 68
FIGURA 24 – BALA DE HORTELÃ .......................................................................................................................................... 68
FIGURA 25 – BOLA DE FUTEBOL .......................................................................................................................................... 68
FIGURA 26 – IDOSA ..................................................................................................................................................................... 68
FIGURA 27 – IDOSO PESCANDO .......................................................................................................................................... 68
FIGURA 30 – BORDADO ........................................................................................................................................................... 68
FIGURA 31 – MACARRONADA .............................................................................................................................................. 68
FIGURA 32 – IMAGEM DE PUDIM ........................................................................................................................................ 68
FIGURA 33 – IMAGEM DE CASA AMARELA .................................................................................................................... 68
FIGURA 34 – IMAGEM DA ENTRADA DO HORTO FLORESTAL, RIO BRANCO/AC ....................................... 68
FIGURA 35 – IMAGEM DE CASARÃO .................................................................................................................................. 68
FIGURA 36 – IMAGEM DE XÍCARA DE CAFÉ................................................................................................................... 72
FIGURA 37 – IMAGEM DE COCADA.................................................................................................................................... 73
FIGURA 38 – IMAGEM DE CACHORRO ............................................................................................................................. 73
FIGURA 39 – IMAGEM DE CADEADO ................................................................................................................................ 73
FIGURA 40 – IMAGEM DE CUECA ........................................................................................................................................ 73
163
FIGURA 41 – IMAGEM DE ROTULO DE SUCO DE MAÇÃ .......................................................................................... 76
FIGURA 42 – IMAGEM DE FRUTAS, VERDURAS E LEGUMES .................................................................................. 77
FIGURA 43 – IMAGEM DE RÓTULOS DE ALIMENTOS ................................................................................................77
FIGURA 44 – IMAGEM DE CORPO HUMANO MASCULINO E FEMININO ................................................85/86
FIGURA 45 – IMAGEM DA PLANTA BAIXA DE UMA SALA DE AULA ................................................................... 86
FIGURA 46 – FOTO DE FERREIRA ......................................................................................................................................... 94
FIGURA 47 – MALHA QUADRICULADA ............................................................................................................................ 98
FIGURA 48 – PONTOS DE REFERENCIA .....................................................................................................................98/99
FIGURA 49 – REPRODUÇÃO DE PINTURAS FEITAS POR ADISON E TARSILA DO AMARAL ............ ....111
164
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
MÓDULO I - 2º mês
A lenda da mandioca. Disponível em: https://www.todamateria.com.br/lenda-da-man-
dioca/. Acesso em: 23 fev. 2018.
ALVES, Rubem. A pipoca. In: Jornal Correio Popular. Campinas - SP. Disponível em: 
http://www.releituras.com/rubemalves_pipoca.asp. Acesso em 05 jul. 2017. 
ALVES, Rubem. A noite. Disponível em: https://rubemalvesdois.wordpress.
com/2009/07/27/a-noite/. Acesso em: 09 ago. 2016.
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Interuniversitária de Estudos e Pesquisas sobre o Trabalho, 2007.
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