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exercícios físicos para grupos especiais Grupos Especiais Antes de qualquer coisa é preciso entender o que é e como se classifica os alunos/pacientes denominados “grupos especiais”, pois somente assim é possível determinar a prescrição do exercício físico para cada cliente e é claro, controlar todas as variáveis relacionadas ao exercício. De maneira geral, todo indivíduo que apresenta algum problema de saúde ou condição de caráter reversível ou irreversível, que influencie diretamente na prática de exercícios físicos ou que apresente cuidados específicos, é classificado como grupo especial. Dados de 2014 recolhidos pela VIGITEL revelaram que uma grande parte da população se encontra com uma ou mais patologias e/ou distúrbios cardiometabólicos. Esses dados são tão alarmantes em nível nacional e internacional, que o Colégio Americano de Medicina Esportiva (ACSM) publicou um trabalho intitulado, o exercício físico é remédio, no qual lançou profissionais da saúde e da atenção primária à saúde devem encorajar a população quanto a prática de exercícios físicos como forma de tratamento não farmacológica de várias doenças. A população denominada/classificada como grupo especial se enquadra em uma das 3 classificações: • Aparentemente saudáveis: indivíduos que são assintomáticos e aparentemente saudáveis, com não mais do que um fator de risco coronário; • Risco aumentado: indivíduos que têm sinais e sintomas que sugerem uma possível doença cardiopulmonar ou metabólica e/ou dois ou mais fatores de risco coronário; • Doença diagnosticada: indivíduos com uma doença cardíaca ou pulmonar diagnosticada. Quanto maior o risco cardiometabólico do aluno/paciente, maior deverá ser a supervisão e cuidado em cada uma das sessões de exercícios, garantindo assim segurança e qualidade do processo de treinamento. O presente curso se limitará a apresentar sobre a importância do exercício físico para 3 dos grupos especiais, sendo eles o obeso, o portador de diabetes mellitus e hipertensão arterial sistêmica. Sobrepeso, Obesidade e Distúrbios Cardiometabólicos: a importância do exercício físico para prevenção e tratamento. Não é segredo que a obesidade enquanto morbidade está relacionada ao desenvolvimento de doenças cardíacas e metabólicas e assim, neste capítulo discutiremos os mecanismos de associação existentes entre obesidade e as doenças cardiometabólicas mais prevalentes, como a dislipidemia, a aterosclerose e o Diabetes Mellitus tipo II (DM TII). Aproximadamente 40% da população brasileira apresenta algum tipo de dislipidemia, de característica fenotípica ou genotípica, sendo esta considerada como alterações metabólicas lipídicas (elevação da lipoproteína de baixa densidade - LDLc, redução da lipoproteína da alta densidade - HDLc e elevação dos triglicerídeos circulantes) observadas no jejum e decorrentes de distúrbios no metabolismo lipídico com repercussões sobre os níveis séricos das lipoproteínas. Reconhecidamente a obesidade está associada a diversos distúrbios cardiometabólicos e desta forma é essencial ao profissional da saúde informar ao paciente que esta condição patológica deve ser inicialmente evitada e essencialmente tratada, evitando assim complicações mais sérias a saúde e relacionadas a eventos crônicos degenerativos. A obesidade representa um grande problema de saúde pública, e por este motivo, a realização de avaliações diagnósticas para identificação e classificação do estado nutricional das pessoas em: baixo peso (massa corporal); peso normal; sobrepeso e obesidade é essencial para uma melhor compreensão da necessidade de ganhar, manter ou perder peso corporal. O acúmulo de gordura na região abdominal está associado ao desenvolvimento de doenças cardiometabólicas, e baseado nesta informação, a World Health Organization (WHO) (Organização Mundial da Saúde) (2011) apresentou valores de referência da CC para predizer o risco de complicações cardiometabólicas. Para a prevenção e tratamento da obesidade, a alimentação balanceada e o aumento do nível de atividade física são essenciais. A prática regular do exercício físico com intensidade de moderada a vigorosa (>3 METs ou acima de 60% da frequência cardíaca máxima – FCM), induz importantes adaptações fisiológicas que favorecem o controle da adiposidade corporal (relação massa magra e massa de gordura corporal) e manutenção da saúde cardiometabólica, atuando assim na prevenção primária e tratamento do excesso de massa corporal e comorbidades associadas. De forma geral, o treinamento aeróbio envolve a participação de grandes grupos musculares e promove importantes adaptações cardiorrespiratórias que potencializarão a oxidação de ácidos graxos (gordura). Por outro lado, o treinamento de força é realizado de forma intermitente/intervalada, com a combinação de exercícios mono e multiarticulares, que promovem adaptações neuromusculares, morfológicas (aumentando da massa magra e/ou muscular esquelética – hipertrofia), aumento do gasto energético em repouso e força muscular. Alterações morfológicas podem influenciar no gasto calórico total diário representado pela somatória entre taxa metabólica basal, efeito térmico do alimento e níveis de atividade física. Deste modo a avaliação da taxa metabólica de repouso (TMR) é uma forma de quantificar o impacto da variação do peso e composição corporal sobre este gasto. A quantidade de massa magra (MM) e massa gorda (MG) influencia na TMR e assim, alterações na composição corporal afetam o gasto calórico total diário por modular a TMR. O conhecimento sobre as respostas morfofisiológicas relacionadas aos distintos protocolos de treinamento aeróbio e força podem auxiliar na escolha do melhor protocolo. Aumento na MM eleva a TMR e por este motivo, as estratégias de treinamento têm sido utilizadas para o auxílio na perda de MG e manutenção e/ou ganho da MM. O TF realizado de forma crônica pode elevar a TMR como consequência do aumento da MM, contribuindo com o aumento gasto calórico total diário, condição esta não observada com o treinamento aeróbio. O programa de exercícios prescritos para melhorar a composição corporal deve favorecer a perda de gordura corporal e aumentar/manter a MM, melhorando desta forma o gasto calórico total diário portanto uma junção entre os diferentes tipos de treinamento possa ser uma estratégia interessante para favorecer o processo de emagrecimento de obesos. Aparentemente o treinamento aeróbio leva vantagem em relação ao treinamento de força quando a variável analisada é o peso corporal e o IMC, entretanto, destacamos que reduções no peso corporal podem levar a reduções no gasto calórico total diário se o componente perdido for a massa magra, o que a longo prazo poderia levar a dificuldades de manutenção da perda de peso e desta forma, pode-se sugerir que as respostas relacionadas ao treinamento de força, como o aumento na massa magra/muscular, poderia favorecer o gasto calórico total diário, por elevar a TMR, colaborando assim para a manutenção da perda de peso a longo prazo. Diabetes Mellitus e Distúrbios Cardiometabólicos: a importância do exercício físico para prevenção e tratamento. A atividade física é um dos pilares do tratamento do diabetes. Assim, reduções no comportamento sedentário tem impacto significativo tanto na melhora do controle glicêmico quanto na melhora das comorbidades associadas, como excesso de peso, hipertensão arterial, dislipidemia, risco cardiovascular, insônia, entre outras. A prática regular de exercício físico é benéfica para qualquer indivíduo, com ou sem diabetes. Em crianças e adolescentes, a prática é fundamental para o desenvolvimento físico e mental; já em adultos, tem grande relevância no aspecto cardiovascular;3 em idosos, por sua vez, além dos benefícios já citados, a atividade física é importante para a manutenção da massa magra, ajudando também na prevenção e no tratamento da sarcopenia. Grande proporçãode indivíduos com diabetes não pratica exercícios físicos regularmente. Tanto no diabetes mellitus tipo 1 (DM1) quanto no diabetes mellitus tipo 2 (DM2), o exercício físico pode requerer cuidados especiais. Assim, é papel de todo profissional de saúde estimular – e capacitar – indivíduos com diabetes, de todas as idades, a praticar exercícios físicos regularmente, de maneira progressiva e segura. Indivíduos com DM2 e aumento leve a moderado da glicose experimentam, em geral, queda da glicose durante e após o exercício físico como consequência do aumento na captação da glicose independente da sinalização da insulina. As adaptações fisiológicas relacionadas ao exercício são dependentes das variáveis do exercício como intensidade, volume, frequência e tipo, assim como das características do indivíduo (condicionamento físico, doenças presentes, genética etc.). Com relação ao metabolismo da glicose, o exercício físico resulta em diminuição da secreção de insulina (a basal e a estimulada por glicose); enquanto isso, no músculo esquelético, tanto o treinamento aeróbico quanto o resistido levam a aumento da expressão do transportador de glicose tipo 4 (GLUT4) muscular, com aumento da capacidade de transporte de glicose nos indivíduos treinados, melhorando a sensibilidade periférica à insulina. O mecanismo pelo qual as atividades físicas aeróbica e resistida aumentam a captação periférica de glicose é semelhante, embora o exercício resistido tenha mais chances de induzir ganho de massa muscular e, portanto, capacidade de armazenamento de glicose. Hipertensão Arterial Sistêmica: a importância do exercício físico para prevenção e tratamento. A doença cardiovascular (DCV) compreende a aterosclerose, insuficiência cardíaca, doença arterial periférica e cerebrovascular, entre outras. Indivíduos com alguma dessas condições patológicas muitas vezes são denominados de cardiopatas, porém, para a Organização Mundial da Saúde (OMS), qualquer tipo de intervenção (ex., exercício físico) a ser realizada deve preconizar pela separação do indivíduo e doença. Assim, o termo mais apropriado é portador de cardiopatia, ou com presença de cardiopatia. Ou seja, parte-se do pressuposto que o indivíduo não é a doença, e isto de certa forma ajudará o processo de intervenção e controle da patologia por parte do profissional da área da saúde. Um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de DCV sintomas é a hipertensão arterial sistêmica (HAS), a qual está relacionada à morbidade e à mortalidade e é responsável por complicações cardiovasculares, encefálicas, coronarianas, renais e vasculares periféricas. Atualmente, a HAS na população mundial está entre os fatores de risco cardiovasculares que resultam em maior gasto financeiro para o tratamento/reabilitação. No entanto, a HAS pode ser evitada ou amenizada por meio da prática regular de exercício físico (EF), uma vez que já foi descrito na literatura que o EF é determinante na mudança da HAS. Esta crescente síndrome epidêmica é mais observada na população idosa, devido à insuficiência cardíaca (diminuição do débito cardíaco e fração de ejeção reduzida). Pensando no cotidiano das pessoas com cardiopatias, isto acaba resultando em barreiras como fadiga, dispneia e intolerância aos esforços, além de outras barreiras como dor, e desconforto que limitam a prática sistematizada de EF. O controle da hipertensão arterial tem se mostrado eficaz na redução de complicações nesta população, assim torna-se importante considerar a prática sistemática de EF como uma terapêutica não medicamentosa. Estes indivíduos possuem consumo de oxigênio pico diminuído (prejudicado), o que aumenta risco de mortalidade e diminui qualidade de vida2. De fato, a inatividade física é considerada o maior problema da saúde mundial do século XXI e isto resulta em aumento da obesidade, que em conjunto com as cardiopatias, reduzem a expectativa de vida destas pessoas. As mudanças no estilo de vida, incluindo modificações na dieta e combate ao sedentarismo, têm sido apontadas como fatores importantes na prevenção e controle da hipertensão arterial. Assim, a melhor opção, neste caso, é a prática regular de EF associada a mudanças em hábitos de vida, reduzindo assim fatores associados a síndrome metabólica e consequentemente a doenças metabólicas e cardíacas. Tem sido observado que o treinamento aeróbio praticado com uma frequência de 3 sessões semanais com duração de 60 minutos, intensidade de 40-50% da frequência cardíaca de reserva e incremento da intensidade baseado em consideração médica, resultou em aumento da modulação parassimpática em repouso em indivíduos idosos com cardiopatias. Por outro lado, o método intervalado pode ser uma opção para aumentar a adesão a um programa de exercícios para pessoas com cardiopatias, devido ao menor tempo de estímulo para realização da prática regular de exercício físico (≥ 15 minutos acumulados). Em recente metanálise foi demonstrado que o método intervalado promoveu maiores adaptações no VO2pico do que o método contínuo de moderada intensidade em pessoas com insuficiência cardíaca e fração de ejeção reduzida, após um período de 3 a 24 meses de reabilitação cardíaca. Como no método contínuo, constantes considerações clínicas também são recomendadas antes que o sujeito seja submetido a prática do método intervalado, tais como avaliação inicial, contra indicações absolutas, recomendações para que não seja adiada a sessão de treinamento, monitoramento durante a sessão, além dos indicativos para interrupção da mesma. Antes do início das sessões de treinamento é de extrema importância a observação de sinais e sintomas como mal-estar, angina e/ou dispneia recente, e durante as sessões, sinais e sintomas como angina, dispneia, confusão e diminuição da frequência cardíaca com constante carga de trabalho, entre outros. Exercício Físico o verdadeiro remédio Anatomicamente o músculo estriado esquelético é o maior órgão do corpo humano, constitui aproximadamente 40% de toda a massa corporal e é caracterizado principalmente pela sua atividade mecânica. A mais de 50 anos foi postulado que este tecido poderia secretar fatores humorais (circulantes) denominados naquela época de “fatores de trabalho” e assim afetar outros órgãos e sistemas e hoje, as evidências comprovam que, como previsto no passado, as células musculares produzem e secretam várias centenas de peptídeos/moléculas classificadas como miocinas. A descoberta de que as miocinas possuem funções autócrina, parácrina e endócrina abriu portas para a compreensão de como os músculos se comunicam e afetam outros órgãos e tecidos, como o fígado, ossos, adiposo, cérebro, etc. e ainda, como a prática regular da atividade/ exercício físico medeia as respostas relacionadas à saúde. O efeito anti-inflamatório das miocinas, responsável pela supressão das citocinas pró-inflamatórias e redução da inflamação crônica de baixo grau; a biogênese mitocondrial (aumento no número das mitocôndrias), responsável pelo aumento na capacidade de oxidação de ácidos graxos e consequente redução da lipotoxicidade e adipogênese; o processo regenerativo e a hipertrofia celular muscular; a lipólise (quebra dos triglicerídeos); a neurogênese e pôr fim a melhora na funcionalidade imunológica são alguns dos principais efeitos das miocinas relacionados a saúde e prevenção de doenças associadas a inatividade física e elevado comportamento sedentário. 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