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AULA 01 NOME EMPRESARIAL. ESTABELECIMENTO EMPRESARIAL. Sumário Sumário .................................................................................................. 1 1 – Considerações Iniciais.......................................................................... 2 2 – Nome Empresarial ............................................................................... 2 2.1. Aspectos introdutórios ..................................................................... 2 2.2. Espécies de nome empresarial .......................................................... 5 2.3. Princípios relacionados à formação do nome empresarial e sua proteção 9 2.4. Alienabilidade do nome empresarial ................................................. 14 2.5. Perda do nome.............................................................................. 14 3 – Estabelecimento Empresarial .............................................................. 15 3.1. Aspectos introdutórios ................................................................... 15 3.2. Natureza jurídica do estabelecimento empresarial ............................. 17 3.3. Contrato de trespasse .................................................................... 17 3.4. Sucessão empresarial ...................................................... ............. 18 3.5. Cláusula de não concorrência.......................................................... 19 3.6. Ponto de negócio........................................................................... 21 4 – Questões.......................................................................................... 31 4.1. Questões sem comentários ............................................................. 31 4.2. Gabarito....................................................................................... 31 4.3. Questões comentadas .................................................................... 46 5 - Resumo da Aula ................................................................................ 76 6 – Jurisprudência Aplicável ..................................................................... 81 7 - Considerações Finais .......................................................................... 85 AULA 01 - NOME EMPRESARIAL. ESTABELECIMENTO EMPRESARIAL. 1 – Considerações Iniciais Olá, futuro Delegado de Polícia! Na aula de hoje estudaremos temas importantíssimos para as provas de Direito Empresarial. Os temas nome empresarial e estabelecimento empresarial aparecem com muita frequência em todos os tipos de provas de concurso que cobram conhecimento em Direito Empresarial. Chamo sua atenção especialmente para os detalhes acerca do estabelecimento empresarial, como a ação renovatória de contrato de locação, a locação sui generis em shopping center, entre outros aspectos. Se tiver alguma consideração não deixe de me procurar, ok!? Bons estudos! 2 – Nome Empresarial 2.1. Aspectos introdutórios Não há uma definição legal de nome empresarial, mas para esclarecer nosso entendimento podemos buscar a definição adotada pelo Departamento de Registro Empresarial e Integração (antigo Departamento Nacional de Registro do Comércio), que estabelece, no art. 1o de sua Instrução Normativa n. 15/2013, que “nome empresarial é aquele sob o qual o empresário individual, a empresa individual de responsabilidade limitada – EIRELI, as sociedades empresárias, as cooperativas exercem suas atividades e se obrigam nos atos a elas pertinentes”. É uma noção bem simples, mas podemos traçar um paralelo entre o nome empresarial e o nome civil: da mesma forma que cada um de nós tem um nome, pelo qual somos conhecidos e com base no qual negociamos, o empresário (seja empresário individual, EIRELI ou sociedade empresária) também precisa ser conhecido por um nome. A importância do nome empresarial é tão grande, que a Doutrina o reconhece como um direito personalíssimo1. Além disso, o STJ já decidiu que a mudança no nome empresarial torna necessária a outorga de nova procuração aos mandatários da sociedade, tão importante o nome empresarial para a identidade do empresário. 1 RAMOS, André Luiz Santa Cruz. Direito Empresarial Esquematizado. 6. Ed. São Paulo: Método, 2016, p. 97. A proteção do nome (tanto civil quanto empresarial) é assegurada pelo Código Civil em seus arts. 16, 52 e 1.164. IMPORTANTE Perceba que a parte final do art. 1.156 autoriza ainda que seja adicionada à firma a designação do gênero de atividade. Imagine, por exemplo, que este humilde professor resolvesse operar empresa de consultoria empresarial. A firma poderia ser Paulo Guimarães Consultoria Empresarial, ou, ainda P. Guimarães Consultoria Empresarial. Lembre-se de que isso é uma faculdade, e não uma obrigatoriedade, ok!? A denominação, por sua vez, pode ser usada por certas sociedades ou, ainda, pela EIRELI, já que o empresário individual somente pode operar sob firma. A denominação pode ser formada por qualquer expressão linguística (que alguns doutrinadores chamam de elemento fantasia), e neste caso a menção ao objeto social é obrigatória, conforme regra do art. 1.158, §2o, bem como pelos arts. 1.160 e 1.161 do Código Civil. São diversos dispositivos porque cada um deles trata de uma espécie diferente de sociedade empresária. Art. 1.158. Pode a sociedade limitada adotar firma ou denominação, integradas pela palavra final "limitada" ou a sua abreviatura. § 1o A firma será composta com o nome de um ou mais sócios, desde que pessoas físicas, de modo indicativo da relação social. § 2o A denominação deve designar o objeto da sociedade, sendo permitido nela figurar o nome de um ou mais sócios. [...] Art. 1.160. A sociedade anônima opera sob denominação designativa do objeto social, integrada pelas expressões "sociedade anônima" ou "companhia", por extenso ou abreviadamente. Parágrafo único. Pode constar da denominação o nome do fundador, acionista, ou pessoa que haja concorrido para o bom êxito da formação da empresa. Art. 1.161. A sociedade em comandita por ações pode, em lugar de firma, adotar denominação designativa do objeto social, aditada da expressão "comandita por ações". O entendimento da Doutrina dominante, portanto, é no sentido de que a firma é privativa de empresários individuais e sociedades de pessoas, enquanto a denominação é privativa de sociedades de capital. A exceção fica por conta da EIRELI, que é por excelência um tipo empresarial mais flexível, e que pode adotar tanto firma quanto denominação. Em outras palavras, a firma é usada, em regra, pelos empresários individuais e pelas sociedades em que haja sócios com responsabilidade ilimitada (sociedade em nome coletivo, sociedade em comandita simples e sociedade em comandita por ações), enquanto a denominação é usada, em regra, pelas sociedades em que todos os sócios respondem de forma limitada (sociedade limitada e sociedade anônima). Facultativamente, a sociedade limitada também pode usar firma social, conforme previsão do art. 1.158. Ainda em relação à sociedade anônima, perceba que ela deve usar denominação, e, além disso, seu nome deve conter as expressões "sociedade IMPORTANTE 2.3. Princípios relacionados à formação do nome empresarial e sua proteção Voltamos aqui a mencionar a Lei n. 8.934/1994, que trata do registro de empresas. Art. 34. O nome empresarial obedecerá aos princípios da veracidade e da novidade. Enxergo esse dispositivo com especial interesse para questões de concurso. Se eu fosse o examinador, elaboraria uma questão cobrando o conhecimento desses princípios aplicáveis especificamente à formação do nome empresarial, talvez até numa questão discursiva em que pediria ao candidato para explicar do que se trata cada um desses princípios. O princípio da veracidade é aquele segundo o qual o nome empresarial não poderá conter informações falsas. Esse é um fator importante para dar segurança às negociações feitas com aquele empresário. Há dispositivos no Código Civil que determinam, por exemplo, que a ausência da palavra“limitada” na firma ou denominação importa na responsabilidade solidária e ilimitada dos administradores que assim empregarem a forma ou denominação da sociedade (art. 1.158, §3o do Código Civil), e que o nome do sócio que falecer, for excluído da sociedade ou dela se retirar não pode ser mantido na firma social (art. 1.165 do Código Civil). Por outro lado, também há algumas situações legalmente previstas em que a alteração do nome empresarial é obrigatória: a) Quando se provar, posteriormente ao registro, a coexistência do nome registrado com outro que já exista nos assentamentos da Junta Comercial; b) Quando ocorrer a morte ou a saída de sócio cujo nome conste da firma da sociedade; c) Quando houver transformação, incorporação, fusão ou cisão da sociedade, entre outras situações específicas. O princípio da novidade, por sua vez, está relacionado à proibição de registrar um nome empresarial idêntico ou muito parecido com outro que já tenha sido registrado. Ocorrerá a identidade de nomes ocorrerá quando forem homógrafos. Quando forem homófonos será o caso de semelhança5. 5 Este é o entendimento de Waldo Fazzio Junior acerca de identidade e semelhança: FAZZIO Junior, Waldo. Manual de Direito Comercial – 17 ed. São Paulo: Atlas, 2016, p. 64. IMPORTANTE IMPORTANTE 2.4. Alienabilidade do nome empresarial Em relação à alienabilidade do nome empresarial, diante do princípio da veracidade, é claro que, tratando-se de firma ou razão social, se o nome for constituído pelos nomes civis dos sócios, não será possível sua alienação. A regra geral do Código Civil, porém, é no sentido de proibir a alienação de qualquer nome empresarial. Art. 1.164. O nome empresarial não pode ser objeto de alienação. Parágrafo único. O adquirente de estabelecimento, por ato entre vivos, pode, se o contrato o permitir, usar o nome do alienante, precedido do seu próprio, com a qualificação de sucessor. Parte da doutrina defende que, quanto à denominação, nada impede que seja transmitida a outra pessoa, seja como elemento integrante da empresa, seja de forma autônoma6. O parágrafo único do art. 1.166 prevê a possibilidade de alienação do nome empresarial juntamente com o estabelecimento, o que ocorre por meio do contrato de trespasse. Seguindo essa lógica, a alienação só será possível por ato inter vivos. 2.5. Perda do nome Voltamos aqui a mencionar a Lei n. 8.934/1994, mais precisamente seu art. 59 e seguintes. Art. 59. Expirado o prazo da sociedade celebrada por tempo determinado, esta perderá a proteção do seu nome empresarial. Art. 60. A firma individual ou a sociedade que não proceder a qualquer arquivamento no período de dez anos consecutivos deverá comunicar à junta comercial que deseja manter- se em funcionamento. No caso da sociedade celebrada por tempo determinado, essa perderá a proteção ao seu nome empresarial. Outra hipótese de perda da proteção ao nome é a que atinge a empresa que passa 10 anos consecutivos sem fazer qualquer arquivamento. Neste caso a empresa deve informar à Junta Comercial que deseja manter-se em funcionamento, caso contrário será notificada pela Junta e, se ficar omissa, será 6 Para fins de concurso público, este posicionamento é adotado claramente por André Santa Cruz Ramos, mas a imensa maioria das questões de prova não cobra nada além do conteúdo do art. 1.164 do Código Civil. considerada inativa. A Junta Comercial então promoverá o cancelamento do registro, com a perda automática da proteção ao nome empresarial. Por fim, extingue-se o nome empresarial pela cessação do comércio (por qualquer causa), pela liquidação (no caso da sociedade empresária) ou peal transformação societária. 3 – Estabelecimento Empresarial 3.1. Aspectos introdutórios Se você perguntar a um leigo o que é o estabelecimento empresarial, provavelmente essa pessoa responderia, intuitivamente, que se trata do local onde o empresário desenvolve suas atividades. Essa noção, obviamente, não corresponde ao sentido técnico-jurídico que precisamos conhecer aqui. Na definição de Oscar Barreto Filho, estabelecimento empresarial “é o complexo de bens materiais e imateriais que constituem o instrumento utilizado pelo comerciante para a exploração de determinada atividade mercantil”. Essa é basicamente a mesma definição trazida pelo art. 1.142 do Código Civil. Art. 1.142. Considera-se estabelecimento todo complexo de bens organizado, para exercício da empresa, por empresário, ou por sociedade empresária. O estabelecimento empresarial é o complexo de bens, materiais e imateriais, que o empresário utiliza no exercício de sua atividade. Podemos dizer que o estabelecimento é a projeção patrimonial da empresa. Voltando à noção geral e intuitiva, portanto, podemos dizer que o local onde o empresário exerce suas atividades é um dos elementos que compõe o estabelecimento comercial, mas não o único ou necessariamente o principal deles. Por outro lado, o estabelecimento não se confunde com a empresa. Lembre-se sempre de que empresa é atividade, enquanto estabelecimento é um conjunto de bens. Da mesma forma, o estabelecimento também não se confunde com o empresário, já que este é a pessoa natural ou jurídica que explora a atividade empresarial. IMPORTANTE IMPORTANTE IMPORTANTE 3.2. Natureza jurídica do estabelecimento empresarial Das teorias já mencionadas para explicar o estabelecimento empresarial, merecem destaque as chamadas teorias universalistas. O que essas teorias têm de comum é que consideram o estabelecimento empresarial como uma universalidade, que nada mais é do que um conjunto de elementos que, quando reunidos, podem ser concebidos como coisa unitária, ou seja, algo novo e distinto que não representa a mera junção dos elementos componentes. O ponto de divergência entre essas teorias diz respeito à natureza dessa universalidade, seria uma universalidade de direito ou uma universalidade de fato. Na universalidade de direito a reunião dos bens que a compõem é determinada pela lei (a exemplo da massa falida e do espólio), enquanto na universalidade de fato a reunião dos bens é determinada por um ato de vontade (a exemplo de uma biblioteca ou rebanho de animais). A doutrina brasileira majoritária é no sentido de que o estabelecimento empresarial é uma universidade de fato, já que os elementos formam uma coisa em razão da destinação que o empresário lhes dá. 3.3. Contrato de trespasse Este é um tema que aparece com muita frequência em provas de concursos públicos. O contrato de trespasse é um tipo específico de relação por meio da qual se pode negociar a alienação do estabelecimento empresarial como conjunto. Vamos começar analisando o art. 1.143 do Código Civil. Art. 1.143. Pode o estabelecimento ser objeto unitário de direitos e de negócios jurídicos, translativos ou constitutivos, que sejam compatíveis com a sua natureza. Neste dispositivo o Código Civil prevê a possibilidade de o estabelecimento empresarial ser negociado como uma universalidade de fato, ou seja, como um todo unitário. O contrato de trespasse, portanto, nada mais é do que o contrato oneroso de transferência do estabelecimento empresarial. O contrato de trespasse é o contrato oneroso de transferência do estabelecimento empresarial. IMPORTANTE IMPORTANTE IMPORTANTE Art. 1.144. O contrato que tenha por objeto a alienação, o usufruto ou arrendamento do estabelecimento, só produzirá efeitos quanto a terceiros depois de averbado à margem da inscrição do empresário, ou da sociedade empresária, no Registro Público de Empresas Mercantis, e de publicado na imprensa oficial. O registro do contrato de trespasse na Junta Comercial, à margem do registro do empresário ou da sociedade empresária, é condição de eficácia do contrato perante terceiros. Além disso, o contrato precisa ser publicado na imprensa oficial, mas essa regra conta com exceções, como é o caso das microempresas e empresas de pequeno porte (art. 71 da Lei Complementar n. 123/2006). Existe ainda uma peculiaridade do contrato de trespasse que diz respeitoà relação do empresário que está alienando o estabelecimento com seus credores. Art. 1.145. Se ao alienante não restarem bens suficientes para solver o seu passivo, a eficácia da alienação do estabelecimento depende do pagamento de todos os credores, ou do consentimento destes, de modo expresso ou tácito, em trinta dias a partir de sua notificação. Simplificando a redação do dispositivo, podemos dizer que o empresário que pretende alienar o estabelecimento tem duas opções: conservar bens suficientes para pagar todas as suas dívidas perante terceiros, ou obter o consentimento dos credores. Esse consentimento, porém, pode ser expresso ou tácito. Cabe ao empresário notificar os credores e, se estes não se manifestarem no prazo de 30 dias, haverá consentimento tácito e a venda poderá ser realizada. Este fator é tão importante que a Lei n. 11.101/2005, conhecida como Lei de Falências e Recuperação Judicial, considera a alienação irregular do estabelecimento empresarial como ato de falência, fundamentando o pedido para decretação da “quebra” do empresário. 3.4. Sucessão empresarial Agora falaremos sobre os efeitos do trespasse em relação à sucessão empresarial. Art. 1.146. O adquirente do estabelecimento responde pelo pagamento dos débitos anteriores à transferência, desde que regularmente contabilizados, continuando o devedor primitivo solidariamente obrigado pelo prazo de um ano, a partir, quanto aos créditos vencidos, da publicação, e, quanto aos outros, da data do vencimento. Do dispositivo podemos depreender que o adquirente do estabelecimento empresarial responde pelas dívidas existentes, desde que devidamente IMPORTANTE IMPORTANTE contabilizadas. Isso significa que quem compra o estabelecimento assume as dívidas, desde que estas tenham sido regularmente escrituradas, pois a escrituração é o que dá segurança a quem decide adquirir um estabelecimento empresarial. Normalmente o trespasse é precedido por uma fase em que são levantadas diversas informações sobre o estabelecimento, conhecida como due diligence, que é, na realidade, uma ampla investigação sobre a real situação econômica do empresário alienante. Mas tenha muita atenção com essa regra, pois, embora o adquirente assuma essas dívidas devidamente contabilizadas, o alienante fica solidariamente responsável por elas durante o prazo de 1 ano. Se a dívida já estiver vencida, esse prazo será contado a partir da publicação do contrato de trespasse; se a dívida for vincenda, o prazo será contado de seu vencimento. Embora o adquirente do estabelecimento empresarial assuma todas as dívidas devidamente contabilizadas, o alienante fica solidariamente responsável por elas durante o prazo de 1 ano. Se a dívida já estiver vencida, esse prazo será contado a partir da publicação do contrato de trespasse; se a dívida for vincenda, o prazo será contado de seu vencimento. Atenção! Estamos falando sobre a sucessão empresarial, e essa lógica de assunção de dívidas se aplica às obrigações assumidas em relações diretamente ligadas ao exercício da atividade empresarial. Dívidas trabalhistas e tributárias, por exemplo, estão sujeitas a regramento próprio. Vale ainda mencionar nova regra trazida pela Lei n. 11.101/2005, segunda a qual a alienação de estabelecimento empresarial feita em processo de falência ou recuperação judicial de empresas não acarreta nenhum ônus para o adquirente. Neste caso específico, portanto, o adquirente não responderá pelas dívidas anteriores, inclusive as tributárias e trabalhistas. Nesses termos, o produto da alienação será usado para saldas as dívidas, ao mesmo tempo em que a regra deixa mais fácil e mais atrativa a venda dos ativos da empresa falida ou em recuperação. 3.5. Cláusula de não concorrência O art. 1.147 do Código Civil trouxe para a legislação brasileira a chamada cláusula de não concorrência, também chamada de cláusula de não restabelecimento ou cláusula de interdição da concorrência, sempre muito cobrada em concursos públicos. IMPORTANTE IMPORTANTE IMPORTANTE pessoais são aqueles em que a prestação pessoal é parte essencial do acordo de vontades. Se um conhecido consultor empresarial especialista em determinada matéria decide alienar seu estabelecimento, é razoável imaginar que haja contratos com ele firmados em razão de seu currículo e experiência, e não faria sentido que tais contratos fossem assumidos pelo adquirente do estabelecimento, não é mesmo!? Uma discussão interessante a esse respeito é a que diz respeito ao contrato de locação. Grande parte da doutrina entende (e já entendia mesmo antes do Código Civil de 2002) que este tipo de contrato se mantém vigente após a realização do trespasse, mas há polêmica acerca do caráter pessoal ou não desse tipo de contrato. Mais recentemente o entendimento que parece dominar é o de que o contrato de locação é contrato de caráter pessoal, e por isso depende de anuência do locador do imóvel para que o adquirente do estabelecimento suceda o alienante na condição de locatário. Art. 1.149. A cessão dos créditos referentes ao estabelecimento transferido produzirá efeito em relação aos respectivos devedores, desde o momento da publicação da transferência, mas o devedor ficará exonerado se de boa-fé pagar ao cedente. Da mesma forma que o adquirente assume as dívidas do alienante, assume também todo o ativo contabilizado. Por isso, a partir do registro do trespasse, cabe aos devedores pagar ao adquirente do estabelecimento. Por outro lado, caso esses devedores paguem de boa-fé ao antigo titular do estabelecimento, ficarão livres da responsabilidade pela dívida, cabendo ao adquirente, neste caso, cobrar do alienante, que recebeu os valores de forma indevida. 3.6. Ponto de negócio A definição de ponto de negócio é muito simples: o ponto é o local onde o empresário exerce sua atividade, onde se encontra sua clientela. Essa definição não deve ser restrita ao ambiente físico, já que hoje há diversos negócios que funcionam principalmente, ou mesmo apenas, em ambientes virtuais. O ponto, portanto, pode ser um local físico ou mesmo um website por meio do qual os clientes possam encontrar o empresário. O ponto de negócio é um dos mais relevantes elementos do estabelecimento empresarial, influenciando MUITO o desenvolvimento dos negócios do empresário. Por essa razão o ordenamento jurídico assegura especial proteção a esse elemento, notadamente quando as instalações são alugadas. Basicamente a legislação confere ao empresário a possibilidade de permanecer no imóvel locado mesmo contra a vontade do locador. Trata-se da renovação compulsória do contrato de aluguel. O tema é tratado pela Lei n. 8.245/1991. IMPORTANTE IMPORTANTE IMPORTANTE “Mas professor, esse direito à renovação compulsória é absoluto?” De acordo com a Doutrina, não. Se assim fosse, o direito do locatário aniquilaria completamente o direito à propriedade do locador, e não é esse o sentido do nosso ordenamento. É por isso que a própria Lei n. 8.245/1991 estabelece alguns casos em que o locatário, mesmo tendo preenchido os requisitos que lhe asseguram, em tese, o direito de inerência ao ponto, não terá assegurado o direito à renovação do contrato de aluguel. O nome do instituto é exceção de retomada, e as possibilidades de seu manejo estão previstas nos arts. 52 e 72 da Lei n. 8.245/1991. Vejamos as hipóteses uma a uma. Art. 72. A contestação do locador, além da defesa de direito que possa caber, ficará adstrita, quanto à matéria de fato, ao seguinte: [...] II - não atender, a proposta do locatário, o valor locativo real do imóvel na época da renovação, excluída a valorização trazida por aquele ao ponto ou lugar; Esta primeira hipótese diz respeito ao valor da locação. Aqui o locatário fez uma proposta insuficiente para renovação do contrato, mediante comparação com o real valor locativo do imóvel. Se o locador, mesmo preenchendo os requisitos do art. 52, fizer uma proposta abaixo do valor real de locação do bem, o locador não será obrigado a renovar o contrato. Nessa situação, olocador deverá apresentar, em contraproposta, as condições de locação que considere compatíveis com o valor locativo real do imóvel. Art. 72. A contestação do locador, além da defesa de direito que possa caber, ficará adstrita, quanto à matéria de fato, ao seguinte: [...] III - ter proposta de terceiro para a locação, em condições melhores; A segunda hipótese está relacionada a uma proposta de contrato feita por terceiro, mais interessante do que a proposta do locatário. Nesse caso o locador deverá juntar prova documental da proposta do terceiro, subscrita por este e por duas testemunhas, com clara indicação do ramo a ser explorado, que não poderá ser o mesmo do locatário. O locatário, por sua vez, terá a oportunidade de aceitar as condições para obter a renovação do contrato. Nessa hipótese a lei prevê ainda, juntamente com a possibilidade de retomada do ponto pelo locador, a obrigação de indenizar o locatário pela perda do ponto. Essa indenização será arbitrada pelo juiz para ressarcir os prejuízos e os lucros cessantes que o locatário tiver que arcar com mudança, perda do lugar e desvalorização do estabelecimento empresarial. IMPORTANTE Art. 52. O locador não estará obrigado a renovar o contrato se: I - por determinação do Poder Público, tiver que realizar no imóvel obras que importarem na sua radical transformação; ou para fazer modificações de tal natureza que aumente o valor do negócio ou da propriedade; A terceira hipótese é a do locador estar obrigado a promover obras no imóvel, “por determinação do Poder Público” ou “para fazer modificações de tal natureza que aumente o valor do negócio ou da propriedade”. O locador neste caso tem obrigação de comprovar a determinação do Poder Público ou apresentar relatório pormenorizado das obras a serem realizadas e da estimativa de valorização do imóvel, assinado por engenheiro devidamente habilitado. Art. 52. O locador não estará obrigado a renovar o contrato se: [...] II - o imóvel vier a ser utilizado por ele próprio ou para transferência de fundo de comércio existente há mais de um ano, sendo detentor da maioria do capital o locador, seu cônjuge, ascendente ou descendente. Aqui temos a quarta e a quinta hipóteses. A quarta é a da retomada do imóvel para uso do próprio locador, e a quinta é a retomada para transferência de estabelecimento empresarial existe há mais de 1 ano, cuja maioria do capital social seja de sua titularidade ou de seu cônjuge, ascendente ou descendente. Nestas duas últimas hipóteses, o imóvel retomado não poderá ser utilizado para desenvolver atividade empresarial no mesmo ramo do locatário. Alguns autores, com destaque para Fábio Ulhoa Coelho, apontam a inconstitucionalidade dessa regra, pois estabeleceria uma limitação exagerada ao direito de propriedade do locador. Por outro lado, caso o locador queira explorar o imóvel exercendo empresa no mesmo ramo de atividade do locatário, deverá indenizá-lo pela perda do ponto. Veja bem, nas três últimas hipóteses (reforma substancial, uso próprio ou transferência de estabelecimento empresarial), o locador tem 3 meses, a partir da entrega do imóvel, para dar a este o destinado alegado ou iniciar as obras. Se isso não ocorrer, o locador terá o dever de indenizar o locatário pelos prejuízos e lucros cessantes referentes à mudança, perda do lugar e desvalorização do estabelecimento empresarial. O STJ entende ainda que o locatário tem direito a ser indenizado caso o locador dê ao bem destinação diferente do que for declaro por ocasião da ação renovatória. 4 – Questões Agora resolveremos algumas questões sobre os temas que estudamos na aula de hoje. Em minhas aulas costumo colocar tanto questões do tipo certo ou errado quando questões de múltipla escolha. Tenha certeza de que coloquei o maior número de questões que me foi possível encontrar. Primeiramente você vai encontrar a lista das questões sem comentários, para que você possa praticar, e em seguida temos a lista com as mesmas questões adicionadas dos meus comentários, para ajuda-lo a saber melhor em que você está indo bem e no que pode melhorar. Eventualmente podem surgir questões que contenham alternativas acerca de temas que não tratamos na aula de hoje. Se isso acontecer não se preocupe, pois ao final do nosso curso você será capaz de responder qualquer questão! 4.1. Questões sem comentários QUESTÃO 1. TJ-RJ – Juiz de Direito – 2011 – VUNESP. Quanto ao nome empresarial, assinale a alternativa correta. a) Nas sociedades limitadas, os administradores que omitirem a palavra “limitada” no uso da firma ou denominação social serão responsáveis solidariamente, desde que ajam com dolo comprovado e assumam obrigações com valor superior a 10 salários mínimos vigentes no país. b) A inscrição do empresário, ou dos atos constitutivos das pessoas jurídicas, ou as respectivas averbações, no registro próprio, asseguram o uso exclusivo do nome nos limites do território nacional, independentemente de registro na forma da lei especial. c) É de 4 (quatro) anos o prazo para o prejudicado intentar ação para anular a inscrição do nome empresarial feita com violação da lei ou do contrato. d) Equipara-se ao nome empresarial, para efeitos de proteção legal, a denominação das sociedades simples, associações e fundações. QUESTÃO 2. TJ-MA – Titular de Serviços de Notas e de Registros – 2016 – IESES. Sobre o nome empresarial, pode-se afirmar: I. No âmbito da junta comercial serão aceitos os atos de empresas mercantis com nome idêntico ou semelhante a outro já existente. II. O nome empresarial obedecerá aos princípios da veracidade e da novidade. III. A proteção ao nome empresarial decorre automaticamente do arquivamento dos atos constitutivos de firma individual e de sociedades, ou de suas alterações. IV. O princípio da insignificância é aplicado ao nome empresarial. A sequência correta é: a) Apenas a assertiva I está correta. b) Apenas as assertivas I, III e IV estão corretas. c) Apenas as assertivas II e III estão corretas. d) As assertivas I, II, III e IV estão corretas. QUESTÃO 3. TJ-MG – Titular de Serviços de Notas e de Registros – 2016 – Consulplan. Assinale a alternativa correta, cujo enunciado contenha nome comercial que está em conformidade com o Código Civil: a) Antônio Santos e Francisco Lacerda são sócios em uma sociedade em conta de participação, cujo nome empresarial é Santos & Lacerda, Comércio de Pedras Preciosas Ltda. b) Márcia Flores e Adriana Dias são sócias em uma sociedade limitada, cujo objeto social é o comércio de roupas e sua denominação é Floricultura Flores e Dias Ltda. c) Roberto Carlos e Carlos Roberto são sócios de uma sociedade limitada, cujo objeto é a compra e venda de veículos automotivos, sendo sua denominação Roberto & Carlos Ltda. d) Ana Silveira e Maria Andrade são acionistas da companhia cuja denominação é Tecelagem Santa Clara S.A. QUESTÃO 4. TJ-MG – Titular de Serviços de Notas e de Registros – 2016 – Consulplan. A respeito do nome empresarial e à luz do Código Civil brasileiro, é correto afirmar: a) A sociedade em que houver sócios de responsabilidade ilimitada operará sob firma e denominação, na qual somente o nome daqueles poderão figurar, bastando para formá-la aditar ao nome de um deles, a expressão “e companhia” ou sua abreviatura. b) Pode a sociedade limitada adotar firma ou denominação, integradas pela palavra final “limitada” ou a sua abreviatura. c) A sociedade cooperativa funciona sob firma integrada pelo vocábulo “cooperativa”. d) A sociedade em conta de participação funciona sob firma ou denominação, integrada pela palavra final “em conta de participação”. QUESTÃO 5. Prefeitura de Niterói-RJ – Fiscal de Tributos – 2015 – FGV. O empresário e a sociedade empresária devem adotar um nome para o exercício da empresa, de acordo com o Código Civil. Esse instituto, conhecido como nome empresarial, possui regras para sua formação e utilização. A afirmativa que revela corretamente uma regra para utilização/formação do nome empresarial é:a) a sociedade em nome coletivo deverá adotar firma como nome empresarial, que incluirá o nome de pelo menos um dos sócios, sendo facultativo o aditivo & Companhia, caso todos os sócios sejam nominados; b) a denominação social é uma espécie de nome empresarial, também conhecida como “nome de fantasia”, porque nela não se inclui nome patronímico, apenas palavras ou expressões designativas do objeto social; c) nas sociedades cujo capital é dividido em ações, é proibido o uso da firma social como nome empresarial, somente sendo permitido o uso da denominação com a indicação do objeto social; d) o adquirente de estabelecimento por ato entre vivos ou causa mortis, pode usar a firma do alienante ou do de cujus, precedida de sua própria, com a qualificação de sucessor; e) na sociedade em conta de participação a espécie de nome empresarial é firma, exclusivamente, formada pelo nome patronímico do sócio ostensivo seguida do aditivo & Companhia, por extenso ou abreviado. QUESTÃO 6. TJ-SE – Juiz Substituto – 2015 – FCC. Considere as proposições abaixo acerca do nome empresarial. I. A sociedade em que houver sócios de responsabilidade ilimitada operará sob denominação social. II. A sociedade anônima poderá adotar firma ou denominação social. III. O nome de sócio que vier a falecer pode ser conservado na firma social. IV. O nome empresarial não pode ser objeto de compra e venda. V. A sociedade em conta de participação não pode ter firma ou denominação. Está correto o que se afirma APENAS em: a) II e V. b) I e III. c) II e III. d) I e IV. e) IV e V. QUESTÃO 7. SAEB-BA – Analista de Registro de Comércio – 2015 – IBFC. Considere as disposições do código civil brasileiro sobre o nome empresarial e assinale a alternativa correta. a) A omissão da palavra “limitada” determina a responsabilidade solidária e ilimitada dos sócios, administradores ou não. b) A sociedade em comandita por ações é obrigada a adotar denominação como nome empresarial. c) A sociedade em conta de participação pode ter firma ou denominação. d) Equipara-se ao nome empresarial, para os efeitos da proteção da lei, a denominação das sociedades simples, associações e fundações. e) O nome empresarial pode, livremente, ser objeto de alienação em conjunto ou separado. QUESTÃO 8. TJ-PE – Juiz de Direito – 2015 – FCC. Acerca do nome empresarial, é correto afirmar: a) O nome de sócio que vier a falecer pode ser conservado na firma social. b) É vedada a alienação do nome empresarial. c) A inscrição do nome empresarial somente será cancelada a requerimento do seu titular, mesmo quando cessado o exercício da atividade para que foi adotado. d) Independentemente de previsão contratual, o adquirente de estabelecimento, por ato entre vivos, pode usar o nome empresarial do alienante, precedido do seu próprio, com a qualificação de sucessor. e) A sociedade em conta de participação pode ter firma ou denominação. QUESTÃO 9. SEFAZ-PE – Julgador Administrativo Tributário – 2015 – FCC. Quanto ao nome empresarial, é correto afirmar: a) Equipara-se ao nome empresarial, para os efeitos da proteção da lei, a denominação das sociedades simples, associações e fundações. b) Todas as sociedades empresárias podem utilizar-se de firma ou denominação. c) O nome da empresa pode ser objeto de alienação, porque compõe seu fundo de comércio. d) O nome do sócio que vier a falecer, for excluído ou retirar-se, pode ser conservado na firma social. e) A omissão da palavra "limitada" no nome da sociedade limitada determina a responsabilidade subsidiária dos administradores que assim empregarem a firma ou a denominação da sociedade. QUESTÃO 10. TJ-MG – Titular de Serviços de Notas e de Registros – 2015 – Consulplan. A respeito do nome empresarial e com base no Código Civil (Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002), assinale a afirmativa correta: a) Pode a sociedade limitada adotar firma ou denominação, integradas pela palavra final “limitada” ou a sua abreviatura. b) O empresário opera somente sob denominação constituída por seu nome, completo ou abreviado, aditando-lhe, se quiser, designação mais precisa da sua pessoa ou do gênero de atividade. c) A sociedade em que houver sócios de responsabilidade ilimitada somente operará sob denominação, na qual poderão figurar também os nomes dos sócios de responsabilidade limitada, bastando para formá-la aditar ao nome de um deles a expressão “e companhia” ou sua abreviatura. d) A omissão da palavra “limitada” é irrelevante para determinar a responsabilidade solidária e ilimitada dos administradores que assim empregarem a firma ou denominação da sociedade. QUESTÃO 11. TRT 18a Região – Juiz do Trabalho – 2014 – FCC. Quanto à natureza e espécies do nome empresarial, considere: I. No tocante à estrutura, a firma só pode ter por base nome civil, do empresário individual ou dos sócios da sociedade empresarial, enquanto a denominação deve designar o objeto da empresa e pode adotar por base nome civil ou qualquer outra expressão linguística. II. O empresário individual ao se obrigar juridicamente, e o representante legal da sociedade empresária que adota firma, ao obrigá-la juridicamente, devem ambos assinar o respectivo instrumento não com o seu nome civil, mas com o empresarial. III. Quanto à função, os nomes empresariais se diferenciam na medida em que a denominação, além de identidade do empresário, é também a sua assinatura, enquanto a firma é exclusivamente elemento de identificação do exercente da atividade empresarial, não prestando a outra função. Está correto o que consta APENAS em a) II e III. b) I e II. c) I e III. d) II. e) III. QUESTÃO 12. Câmara dos Deputados – Analista Legislativo – 2014 – Cespe. João, empresário individual, planeja constituir empresa individual de responsabilidade limitada. Para tanto, ele pretende integralizar o capital com bem imóvel de sua propriedade e deseja mudar o nome que ora utiliza no exercício de sua atividade (J. B. Leite e Derivados ME) para Da Serra — Leite e Derivados Ltda. Considerando essa situação hipotética, julgue o item seguinte. João não poderá usar a denominação pretendida, já que, pela forma empresarial a ser adotada, só é possível a utilização de firma, acrescida da palavra Eireli ou Limitada ao final. QUESTÃO 13. Câmara dos Deputados – Analista Legislativo – 2014 – Cespe. De acordo com o Código Civil, o nome empresarial poderá ser objeto de alienação, cabendo ao adquirente de estabelecimento realizar as devidas alterações contratuais e seu respectivo registro na junta comercial. QUESTÃO 14. Câmara dos Deputados – Analista Legislativo – 2014 – Cespe. Na composição do nome empresarial de uma empresa individual de responsabilidade limitada, não se pode utilizar firma, mas apenas denominação, que deve ser sempre acompanhada da expressão EIRELI. QUESTÃO 15. TJ-BA – Titular de Serviços de Notas e de Registros – 2013 – Cespe. Assinale a opção correta acerca de nome empresarial. a) O nome de sócio que vier a falecer, for excluído ou se retirar de uma sociedade, pode ser conservado na firma social dessa sociedade. b) Para os efeitos legais, o nome empresarial não se equipara à denominação das sociedades simples, associações e fundações. c) A sociedade com sócios de responsabilidade ilimitada deve operar sob denominação, na qual os nomes desses sócios podem figurar com exclusividade, bastando, para formá-la, a adição da expressão “e companhia” ou sua abreviatura ao nome de um deles. d) A sociedade cooperativa funciona sob denominação acrescida do vocábulo “cooperativa”. e) A sociedade em conta de participação pode ter firma ou denominação. QUESTÃO 16. TJ-RS – Titular de Serviços de Notas e de Registros – 2013 – TJ-RS. Quanto ao nome empresarial, assinale a alternativa correta. a) O nome empresarial obedecerá aos princípios da veracidade e novidade. b) A proteção ao nome empresarial decorrerá do seu registro no Instituto Nacional de Propriedade Industrial. c) O nome empresarial pode ser objeto de alienação. d) A sociedade emconta de participação pode ter firma ou denominação. QUESTÃO 17. TJ-RS – Titular de Serviços de Notas e de Registros – 2013 – TJ-RS. Assinale a alternativa correta. a) A firma e a denominação são espécies de nome empresarial. b) Título de estabelecimento e nome empresarial são expressões sinônimas. c) O nome empresarial pode ser objeto de alienação, pois compõe o pleno universal do estabelecimento comercial. d) O nome empresarial e a marca se reportam aos mesmos objetos semânticos. QUESTÃO 18. TRT 1a Região (RJ) – Juiz do Trabalho – 2012 – FCC. Em relação ao nome empresarial, é correto afirmar que a) a inscrição do nome empresarial será cancelada, a requerimento de qualquer interessado, quando cessar o exercício da atividade para que foi adotado, ou quando findar a liquidação da sociedade que o inscreveu. b) o nome empresarial pode ser objeto de alienação. c) o nome do sócio que vier a falecer, for excluído ou se retirar, pode ser conservado na firma social, se houver a concordância dos demais sócios remanescentes. d) a sociedade em conta de participação pode ter firma ou denominação, integrada pela palavra final “sociedade participativa” ou sua abreviatura. e) cabe a qualquer interessado, no prazo de um ano, ação para nulificar a inscrição do nome empresarial feita com violação da lei ou do contrato. QUESTÃO 19. PGFN – Procurador da Fazenda Nacional – 2012 – ESAF. Em relação ao nome empresarial, marque a opção correta. a) O nome empresarial não pode ser objeto de alienação. b) Pode a sociedade limitada adotar firma ou denominação, integradas pela palavra inicial ou final "limitada" ou a sua abreviatura. c) A sociedade em conta de participação pode ter firma ou denominação. d) A sociedade cooperativa funciona sob firma integrada pelo vocábulo "cooperativa". e) O nome de sócio que vier a falecer, for excluído ou se retirar, pode ser conservado na firma social. QUESTÃO 20. TJ-PI – Juiz de Direito – 2012 – Cespe. Assinale opção correta acerca do nome empresarial. a) Por expressa disposição legal, a sociedade em conta de participação deve operar sob firma ou denominação. b) É vedado ao adquirente de estabelecimento usar o nome do alienante precedido do seu próprio, com a qualificação de sucessor, mediante ato entre vivos e autorização contratual, visto que o nome empresarial não pode ser objeto de alienação. c) O Código Civil determina que se aplique às pessoas jurídicas, no que couber, a proteção dos direitos da personalidade, sendo entendimento pacífico da doutrina brasileira que o nome empresarial deve ser compreendido como direito da personalidade do empresário. d) A firma deve ser composta com o nome de um ou mais sócios, desde que sejam pessoas físicas, de modo indicativo da relação social, podendo ser adotada nas sociedades limitadas, nas sociedades em comandita por ações e nas sociedades anônimas. e) A inscrição do nome empresarial deve ser cancelada, a requerimento de qualquer interessado, quando cessar o exercício da atividade para a qual tenha sido adotado o nome, ou quando se ultimar a liquidação da sociedade que o tenha inscrito. QUESTÃO 21. TCE-BA – Procurador – 2010 – Cespe. De acordo com o Código Civil, considera-se nome empresarial a firma ou a denominação adotada para o exercício de empresa; dessa forma, a sociedade em conta de participação pode ter firma ou denominação. QUESTÃO 22. AGU – Advogado da União – 2009 – Cespe. Considere que Lena seja sócia comanditada de certa sociedade em comandita simples, e João, sócio comanditário. Nessa hipótese, a razão social deve ser composta apenas com o nome de Lena, que possui responsabilidade solidária e ilimitada pelas obrigações sociais. QUESTÃO 23. AGU – Advogado da União – 2009 – Cespe. Segundo a doutrina majoritária nacional, o direito ao nome empresarial é um direito personalíssimo. QUESTÃO 24. TJ-RJ – Juiz de Direito – 2016 – VUNESP. Assinale a alternativa correta no que respeita ao estabelecimento empresarial. a) A eficácia da alienação do estabelecimento, se ao alienante não restarem bens suficientes para solver o passivo, dependerá do pagamento de todos os credores, ou do consentimento destes, que se admite de modo expresso ou tácito, no prazo de 30 dias contados de sua notificação. b) Por consistir no complexo de bens organizado para o exercício da empresa, o estabelecimento não pode ser objeto unitário de negócios jurídicos constitutivos, ainda que compatíveis com a sua natureza. c) O contrato que tenha por objeto o trespasse do estabelecimento produzirá efeitos quanto a terceiros a partir da data de sua assinatura. d) O adquirente do estabelecimento responde pessoalmente pelo pagamento dos débitos anteriores à transferência, independentemente de estarem contabilizados, exonerando-se o devedor primitivo quanto aos créditos vencidos. e) O alienante, em razão de expressa previsão legal, não poderá fazer concorrência ao adquirente, nos 5 anos subsequentes à assinatura do contrato de trepasse, não sendo admitida autorização expressa em sentido contrário. QUESTÃO 25. TJ-SP – Juiz de Direito – 2015 – VUNESP. Sobre alienação dos estabelecimentos empresariais, é correto afirmar: a) exige que o alienante ceda, separada e individualmente, ao adquirente cada um dos contratos estipulados para a exploração do estabelecimento. b) permite que o alienante se restabeleça de imediato se assim desejar, continuando a exploração da mesma atividade, caso não haja expressa vedação contratual no contrato de trespasse. c) o contrato de alienação de estabelecimento produzirá efeitos imediatos entre as partes e perante terceiros, salvo se alienante e adquirente exercerem o mesmo ramo de atividades, quando a operação ficará na dependência da aprovação da autoridade de defesa da concorrência. d) a alienação implica a responsabilidade do adquirente pelos débitos anteriores à transferência, desde que regularmente contabilizados, sem prejuízo da obrigação solidária do devedor primitivo na forma da lei. QUESTÃO 26. TJ-MS – Juiz de Direito – 2015 – VUNESP. Assinale a alternativa correta acerca do estabelecimento, conforme disciplinado pelo Código Civil. a) O adquirente do estabelecimento responde pelo pagamento dos débitos anteriores à transferência, desde que regularmente contabilizados, continuando o devedor primitivo solidariamente responsável, quanto aos créditos vencidos, pelo prazo de dois anos a partir da publicação do trespasse. b) Não restando ao alienante bens suficientes para solver seu passivo, a eficácia da alienação do estabelecimento dependerá do pagamento de todos os credores, ou do consentimento expresso destes, no prazo de sessenta dias a partir da notificação. c) O contrato que tenha por objeto a alienação, usufruto ou arrendamento do estabelecimento, produzirá efeitos quanto a terceiros a partir da data em que se realize o trespasse. d) No caso de arrendamento do estabelecimento, não havendo autorização expressa, o arrendante não poderá fazer concorrência ao arrendatário, nos cinco anos subsequentes ao arrendamento, independentemente do prazo do contrato. e) A cessão dos créditos referentes ao estabelecimento transferido produzirá efeito em relação aos respectivos devedores, desde o momento da publicação da transferência, mas o devedor ficará exonerado se de boa- fé pagar ao cedente. QUESTÃO 27. TJ-RJ – Juiz de Direito – 2014 – VUNESP. Considera-se complexo de bens organizado para o exercício da empresa, por empresário ou sociedade empresária: a) atividade econômica desenvolvida profissionalmente. b) estabelecimento. c) patente. d) ponto. QUESTÃO 28. TJ-RJ – Juiz de Direito – 2012 – VUNESP. Na transferência do estabelecimento empresarial, é correto afirmar que a) desde que determinado no contrato, as partes poderão acordar que a transferência não importará a subrogação do adquirente nos contratos estipulados para a exploração do estabelecimento. b) o adquirente do estabelecimento não responde pelo pagamento dos débitos anteriores à transferência, ainda que contabilizados. c) no casode arrendamento do estabelecimento, é possível, independentemente de autorização expressa, que o arrendador concorra com o arrendatário. d) a cessão dos créditos referentes ao estabelecimento transferido produzirá efeito em relação aos respectivos devedores, desde o momento da realização do contrato. QUESTÃO 29. TJ-MS – Titular de Serviços de Notas e de Registros – 2009 – VUNESP. O contrato de trespasse produzirá efeitos perante terceiros quando a) publicado na imprensa oficial e noticiado aos credores. b) registrado perante a Junta Comercial e depois de efetivada comunicação aos credores para que remetam por escrito sua aceitação. c) registrado no Registro Civil de Pessoa Jurídica e averbado na Junta Comercial. d) averbado à margem da inscrição do empresário ou da sociedade empresária, no Registro Público de Empresas Mercantis e publicado na imprensa oficial. e) o estabelecimento for objeto unitário de direitos e de negócios jurídicos, translativos ou constitutivos, que sejam compatíveis com a sua natureza. QUESTÃO 30. TJ-AL – Juiz de Direito – 2015 – FCC. Relativamente ao estabelecimento empresarial, considere: I. O contrato que tenha por objeto a alienação, o usufruto ou arrendamento do estabelecimento, só produzirá efeitos quanto a terceiros depois de averbado à margem da inscrição do empresário, ou da sociedade empresária, no Registro Público de Empresas Mercantis, e de publicado na Imprensa Oficial. II. Se ao alienante não restarem bens suficientes para solver o seu passivo, a eficácia da alienação do estabelecimento depende do pagamento de todos os credores, ou do consentimento destes, somente de modo expresso, em trinta dias a partir de sua notificação. III. O adquirente do estabelecimento responde pelo pagamento dos débitos anteriores à transferência, desde que regularmente contabilizados, continuando o devedor primitivo solidariamente obrigado pelo prazo de um ano, a partir, quanto aos créditos vencidos, da publicação, e, quanto aos outros, da data do vencimento. IV. Não havendo autorização expressa, o alienante do estabelecimento não pode fazer concorrência ao adquirente, nos três anos subsequentes ao registro da transferência. V. É legítima a penhora da sede do estabelecimento comercial. Está correto o que se afirma APENAS em a) II, III e IV. b) II, III, IV e V. c) I, III e V. d) I, II, IV e V. e) I, III, IV e V. QUESTÃO 31. TJ-SC – Juiz de Direito – 2015 – FCC. Ricardo, empresário do ramo de móveis, alienou o seu estabelecimento para Alexandre, que ali deu continuidade à exploração da mesma atividade. No contrato de trespasse, foram regularmente contabilizadas todas as dívidas relativas ao estabelecimento, algumas delas já vencidas e outras por vencer. Nesse caso, Ricardo a) não responde pelas dívidas do estabelecimento, ainda que anteriores à sua transferência. b) responde com exclusividade por todas as dívidas do estabelecimento anteriores à sua transferência. c) responde com exclusividade apenas pelas dívidas já vencidas por ocasião da transferência do estabelecimento. d) responde solidariamente com Alexandre, durante determinado prazo, por todas as dívidas anteriores à transferência do estabelecimento. e) responde solidariamente com Alexandre apenas pelas dívidas já vencidas por ocasião da transferência do estabelecimento. QUESTÃO 32. SEFAZ-PE – Julgador Administrativo Tributário do Tesouro Estadual – 2015 – FCC. Quanto ao estabelecimento empresarial, é correto afirmar: a) O conceito de estabelecimento empresarial confunde-se com o da sociedade empresária, como sujeito de direito, e com o de empresa, como atividade econômica. b) O estabelecimento empresarial é composto apenas por elementos materiais, como as mercadorias do estoque, os mobiliários, utensílios, veículos, maquinaria, clientela etc. c) Na classificação geral dos bens, conforme Código Civil, o estabelecimento empresarial é uma universalidade de fato, por encerrar um conjunto de bens pertinentes ao empresário e destinados à mesma finalidade, de servir à exploração de empresa. d) Ao estabelecimento empresarial imputam-se as obrigações e asseguram-se os direitos relacionados com a empresa, já que passou o estabelecimento a possuir personalidade jurídica. e) A sociedade empresária só pode ser titular de um único estabelecimento empresarial, dado o princípio da unicidade. QUESTÃO 33. DPE-CE – Defensor Público – 2014 – FCC. João, titular de estabelecimento comercial do ramo de confeitaria, alienou- o para Paulo, que continuou explorando a mesma atividade no local. Dois anos depois da transferência, João decidiu alugar o imóvel vizinho, no qual estabeleceu nova confeitaria, passando a competir diretamente com Paulo. Nesse caso, e considerando que o contrato de trespasse nada previa acerca da proibição de concorrência, é correto afirmar: a) João tem direito de fazer concorrência a Paulo, dado que o contrato nada previa a esse respeito. b) É requisito de validade do contrato de trespasse a estipulação, por escrito, acerca do direito de concorrência por parte do alienante do estabelecimento. c) Nem mesmo com autorização expressa de Paulo seria lícito a João fazer- lhe concorrência, por se tratar de direito irrenunciável, que visa a impedir o comportamento empresarial predatório, prejudicial ao desenvolvimento sustentável da ordem econômica. d) João tem direito de explorar a mesma atividade no imóvel vizinho amparado no princípio constitucional da liberdade de concorrência, reputando-se nulas quaisquer convenções que o proibissem de competir com Paulo. e) Na omissão do contrato, João não poderá fazer concorrência a Paulo nos cinco anos subsequentes à transferência do estabelecimento. QUESTÃO 34. TJ-AP – Juiz de Direito – 2014 – FCC. Realizado o trespasse do estabelecimento, é correto afirmar: a) O nome empresarial do titular do estabelecimento pode ser incluído na alienação do estabelecimento. b) Não havendo autorização expressa, o alienante não pode fazer concorrência ao adquirente, nos 5 anos subsequentes à transferência. c) O adquirente não responde pelo pagamento dos débitos anteriores à transferência que estejam regularmente contabilizados. d) A eficácia quanto a terceiros independe de averbação no Registro Público de Empresas Mercantis e de publicação na imprensa oficial. e) O adquirente que continua a exploração do estabelecimento adquirido, não responde pelos tributos relativos ao estabelecimento adquirido, devidos até a data do ato. QUESTÃO 35. TRT 4a Região (RS) – Juiz do Trabalho – 2012 – FCC. Se ao alienante não restarem bens suficientes para solver o seu passivo, a eficácia da alienação do estabelecimento depende a) somente do consentimento expresso dos credores trabalhistas e tributários. b) do consentimento expresso ou tácito de todos os credores, em 60 (sessenta) dias de sua notificação. c) do pagamento de todos os credores, ou do consentimento destes, de modo expresso ou tácito, em 30 (trinta) dias a partir de sua notificação. d) apenas do pagamento de todos os credores trabalhistas e tributários. e) exclusivamente do consentimento expresso dos credores com garantia real. QUESTÃO 36. PC-PE – Delegado de Polícia – 2016 – Cespe. A respeito de estabelecimento empresarial, aviamento e clientela, assinale a opção correta. a) Estabelecimento empresarial corresponde a um complexo de bens corpóreos organizados ao exercício de determinada empresa. b) O estabelecimento empresarial não é suscetível de avaliação econômica e, por consequência, não pode ser alienado. c) Aviamento refere-se à aptidão que determinado estabelecimento empresarial possui para gerar lucros. d) De acordo com a doutrina, aviamento e clientela são sinônimos. e) Na legislação vigente, não há mecanismos de proteção legal à clientela. QUESTÃO 37. AGU – Advogado da União – 2015 – Cespe. O imóvel no qual se localize o estabelecimento da empresa é impenhorável, inclusive por dívidas fiscais. QUESTÃO 38. Câmara dos Deputados – Analista Legislativo – 2014 – Cespe. Para que tenha eficácia a vendado estabelecimento comercial, o empresário alienante deve pagar a seus credores ou deve deles colher aquiescência da venda, expressa ou tácita, salvo se existirem, em seu patrimônio, outros bens que sejam suficientes para a solvência do passivo. QUESTÃO 39. AGU – Advogado da União – 2012 – Cespe. Suponha que a pessoa jurídica Alfa Alimentos Ltda. adquira o estabelecimento empresarial da Beta Indústria Alimentícia Ltda. Nessa situação, a adquirente responderá pelo pagamento de todos os débitos anteriores à transferência, incluindo-se os trabalhistas e tributários, desde que regularmente contabilizados. QUESTÃO 40. TRF 1a Região – Juiz Federal – 2011 – Cespe. Assinale a opção correta com relação a estabelecimento comercial. a) Caso o locatário, no momento da propositura da ação renovatória, apresente valor locativo compatível com o valor de mercado, o locador deverá renovar a locação, ainda que ele receba proposta mais vantajosa de terceiro. b) A locação empresarial submete-se ao regime jurídico da renovação compulsória, de acordo com o qual a locação deve ser contratada por tempo determinado de, no mínimo, cinco anos, admitida a soma dos prazos de contratos escritos, sucessivamente renovados, podendo esse cálculo ser feito pelo sucessor ou cessionário do locatário. c) Não havendo previsão contratual, o adquirente de estabelecimento pode usar o nome do alienante, precedido do seu próprio, com qualificação de sucessor, por ato entre vivos. d) A cessão de créditos referentes a estabelecimento transferido não produz efeitos em relação aos devedores. e) O estabelecimento comercial compõe o patrimônio do empresário, que possui livre disponibilidade para aliená-lo, sem a necessidade de concordância dos credores. QUESTÃO 41. TJ-AM – Juiz de Direito – 2016 – Cespe. Acerca da teoria do estabelecimento comercial, assinale a opção correta. a) Se não houver vedação expressa no contrato de trespasse, o alienante poderá constituir nova sociedade para explorar o mesmo ramo de atividade imediatamente após a alienação do estabelecimento. b) A ação renovatória de locação é uma proteção especial ao estabelecimento comercial e será julgada procedente mesmo que o locador não queira a renovação, desde que o locatário tenha no máximo um mês de inadimplência no contrato cuja renovação deseja. c) O estabelecimento empresarial, por ser o local onde o empresário exerce sua atividade empresarial, é impenhorável. d) É condição de eficácia perante terceiros o registro do contrato de trespasse na junta comercial e sua posterior publicação. e) O adquirente do estabelecimento comercial é responsável pelos débitos anteriores à transferência que não estejam contabilizados, pois estes seguem a coisa (in propter rem). 4.2. Gabarito 1. D 22. CERTO 2. C 23. CERTO 3. D 24. A 4. B 25. D 5. A 26. E 6. E 27. D 7. D 28. A 8. B 29. D 9. A 30. C 10. A 31. D 11. B 32. C 12. ERRADO 33. E 13. ERRADO 34. B 14. ERRADO 35. C 15. D 36. C 16. A 37. ERRADO 17. A 38. CERTO 18. A 39. ERRADO 19. A 40. B 20. E 41. D 21. ERRADO 4.3. Questões comentadas QUESTÃO 1. TJ-RJ – Juiz de Direito – 2011 – VUNESP. Quanto ao nome empresarial, assinale a alternativa correta. a) Nas sociedades limitadas, os administradores que omitirem a palavra “limitada” no uso da firma ou denominação social serão responsáveis solidariamente, desde que ajam com dolo comprovado e assumam obrigações com valor superior a 10 salários mínimos vigentes no país. b) A inscrição do empresário, ou dos atos constitutivos das pessoas jurídicas, ou as respectivas averbações, no registro próprio, asseguram o uso exclusivo do nome nos limites do território nacional, independentemente de registro na forma da lei especial. c) É de 4 (quatro) anos o prazo para o prejudicado intentar ação para anular a inscrição do nome empresarial feita com violação da lei ou do contrato. d) Equipara-se ao nome empresarial, para efeitos de proteção legal, a denominação das sociedades simples, associações e fundações. Comentários: A alternativa A está incorreta porque a omissão da palavra “limitada” determina a responsabilidade solidária e ilimitada dos administradores que assim empregarem a firma ou denominação, nos termos do art. 1.158, §3o do Código Civil. A alternativa B está incorreta porque o registro assegura o uso exclusivo do nome nos limites da jurisdição da Junta Comercial, ou seja, nos limites do Estado. A exclusividade em âmbito nacional depende de um procedimento específico, que hoje é previsto em instrução normativa própria do DREI. A regra consta no art. 1.166 do Código Civil. A alternativa C está incorreta porque a ação para anular a inscrição do nome empresarial que viole lei ou contrato pode ser ajuizada a qualquer tempo, nos termos do art. 1.167 do Código Civil. A alternativa D é a nossa resposta. O nome empresarial é a firma ou denominação adotada para o exercício da empresa. A denominação das sociedades simples, associações e fundações, que, diga-se de passagem, não têm caráter empresarial, também obedece às mesmas regras que estamos estudando na aula de hoje, por força do parágrafo único do art. 1.155 do Código Civil. GABARITO: D QUESTÃO 2. TJ-MA – Titular de Serviços de Notas e de Registros – 2016 – IESES. Sobre o nome empresarial, pode-se afirmar: I. No âmbito da junta comercial serão aceitos os atos de empresas mercantis com nome idêntico ou semelhante a outro já existente. II. O nome empresarial obedecerá aos princípios da veracidade e da novidade. IMPORTANTE IMPORTANTE IMPORTANTE Assinale a alternativa correta, cujo enunciado contenha nome comercial que está em conformidade com o Código Civil: a) Antônio Santos e Francisco Lacerda são sócios em uma sociedade em conta de participação, cujo nome empresarial é Santos & Lacerda, Comércio de Pedras Preciosas Ltda. b) Márcia Flores e Adriana Dias são sócias em uma sociedade limitada, cujo objeto social é o comércio de roupas e sua denominação é Floricultura Flores e Dias Ltda. c) Roberto Carlos e Carlos Roberto são sócios de uma sociedade limitada, cujo objeto é a compra e venda de veículos automotivos, sendo sua denominação Roberto & Carlos Ltda. d) Ana Silveira e Maria Andrade são acionistas da companhia cuja denominação é Tecelagem Santa Clara S.A. Comentários: A alternativa A está incorreta porque a sociedade em conta de participação não conta com nome empresarial, devido à vedação expressa no art. 1.162 do Código Civil. A alternativa B está incorreta porque, se o objeto social é o comércio de roupas, o nome empresarial não pode conter o termo “floricultura”, em razão do princípio da veracidade. A alternativa C está incorreta porque na denominação deve sempre constar o ramo de atuação da empresa. Importante lembrar que na firma isso não é obrigatório. A alternativa D está correta e é a nossa resposta. No caso da sociedade anônima, o uso da denominação é obrigatório. GABARITO: D QUESTÃO 4. TJ-MG – Titular de Serviços de Notas e de Registros – 2016 – Consulplan. A respeito do nome empresarial e à luz do Código Civil brasileiro, é correto afirmar: a) A sociedade em que houver sócios de responsabilidade ilimitada operará sob firma e denominação, na qual somente o nome daqueles poderão figurar, bastando para formá-la aditar ao nome de um deles, a expressão “e companhia” ou sua abreviatura. b) Pode a sociedade limitada adotar firma ou denominação, integradas pela palavra final “limitada” ou a sua abreviatura. c) A sociedade cooperativa funciona sob firma integrada pelo vocábulo “cooperativa”. IMPORTANTE IMPORTANTE IMPORTANTE IMPORTANTE d) A sociedade em conta de participação funciona sob firma ou denominação, integrada pela palavra final “em conta de participação”. Comentários: A alternativa A está incorreta porque a sociedade em que houver sócios de responsabilidade ilimitada operará sob firma, na qual somente os nomes daqueles poderão figurar, bastando para formá-la aditar ao nome de um deles a expressão "e companhia" ou sua abreviatura (art. 1.157 do Código Civil).A alternativa B está correta e é a nossa resposta. A sociedade limitada realmente é uma exceção, podendo adotar firma (somente a firma social) ou denominação, desde que ao final conste a palavra “limitada”. A alternativa C está incorreta porque a cooperativa funciona sob denominação (e não firma) integrada pela palavra “cooperativa”, nos termos do art. 1.159 do Código Civil. A alternativa D está incorreta porque a sociedade em conta de participação não pode ter firma ou denominação, de acordo com o art. 1.162 do Código Civil. GABARITO: B QUESTÃO 5. Prefeitura de Niterói-RJ – Fiscal de Tributos – 2015 – FGV. O empresário e a sociedade empresária devem adotar um nome para o exercício da empresa, de acordo com o Código Civil. Esse instituto, conhecido como nome empresarial, possui regras para sua formação e utilização. A afirmativa que revela corretamente uma regra para utilização/formação do nome empresarial é: a) a sociedade em nome coletivo deverá adotar firma como nome empresarial, que incluirá o nome de pelo menos um dos sócios, sendo facultativo o aditivo & Companhia, caso todos os sócios sejam nominados; b) a denominação social é uma espécie de nome empresarial, também conhecida como “nome de fantasia”, porque nela não se inclui nome patronímico, apenas palavras ou expressões designativas do objeto social; c) nas sociedades cujo capital é dividido em ações, é proibido o uso da firma social como nome empresarial, somente sendo permitido o uso da denominação com a indicação do objeto social; d) o adquirente de estabelecimento por ato entre vivos ou causa mortis, pode usar a firma do alienante ou do de cujus, precedida de sua própria, com a qualificação de sucessor; e) na sociedade em conta de participação a espécie de nome empresarial é firma, exclusivamente, formada pelo nome patronímico do sócio ostensivo seguida do aditivo & Companhia, por extenso ou abreviado. Comentários: IMPORTANTE IMPORTANTE IMPORTANTE IMPORTANTE A alternativa A está correta. Na sociedade em nome coletivo temos todos os sócios com responsabilidade ilimitada, e por isso ela deve adotar firma, e não denominação. Se o nome de todos os sócios constar na firma, não é preciso utilizar a expressão “e companhia”. A alternativa B está incorreta porque, apesar de a denominação realmente ser uma espécie de nome empresarial, o “nome fantasia” é aquele utilizado no dia a dia da empresa, que não corresponde necessariamente ao nome empresarial. Este, por sua vez, é utilizado nas relações formais do empresário ou da sociedade empresária. A alternativa C está incorreta porque a sociedade anônima é obrigada a adotar denominação, mas a sociedade em comandita por ações pode adotar firma. A alternativa D está incorreta porque quem recebe o estabelecimento por sucessão causa mortis não pode manter o uso da firma. A regra mencionada pela alternativa somente se aplica à sucessão inter vivos em razão de trespasse. Art. 1.164. O nome empresarial não pode ser objeto de alienação. Parágrafo único. O adquirente de estabelecimento, por ato entre vivos, pode, se o contrato o permitir, usar o nome do alienante, precedido do seu próprio, com a qualificação de sucessor. A alternativa E está incorreta porque a sociedade em conta de participação não pode ter firma ou denominação. GABARITO: A QUESTÃO 6. TJ-SE – Juiz Substituto – 2015 – FCC. Considere as proposições abaixo acerca do nome empresarial. I. A sociedade em que houver sócios de responsabilidade ilimitada operará sob denominação social. II. A sociedade anônima poderá adotar firma ou denominação social. III. O nome de sócio que vier a falecer pode ser conservado na firma social. IV. O nome empresarial não pode ser objeto de compra e venda. V. A sociedade em conta de participação não pode ter firma ou denominação. Está correto o que se afirma APENAS em: a) II e V. b) I e III. c) II e III. d) I e IV. e) IV e V. IMPORTANTE IMPORTANTE IMPORTANTE IMPORTANTE Comentários: A assertiva I está incorreta porque quando houver sócios de responsabilidade ilimitada será adotada firma com os nomes desses sócios, não denominação. A assertiva II está incorreta porque a sociedade anônima é obrigada a adotar denominação, não sendo possível neste caso a adoção de firma. A assertiva III está incorreta porque a firma deve, salvo poucas exceções, refletir a composição do quadro social. Por isso o nome do sócio que falecer, for excluído ou se retirar não pode ser conservado na firma social. A assertiva IV está correta. O art. 1.164 do Código Civil proíbe, como regra geral, a alienação do nome empresarial. Isso somente é possível como parte da alienação de todo o estabelecimento empresarial (contrato de trespasse). A assertiva V está correta. O art. 1.162 do Código Civil proíbe que a sociedade em conta de participação adote firma ou denominação. GABARITO: E QUESTÃO 7. SAEB-BA – Analista de Registro de Comércio – 2015 – IBFC. Considere as disposições do código civil brasileiro sobre o nome empresarial e assinale a alternativa correta. a) A omissão da palavra “limitada” determina a responsabilidade solidária e ilimitada dos sócios, administradores ou não. b) A sociedade em comandita por ações é obrigada a adotar denominação como nome empresarial. c) A sociedade em conta de participação pode ter firma ou denominação. d) Equipara-se ao nome empresarial, para os efeitos da proteção da lei, a denominação das sociedades simples, associações e fundações. e) O nome empresarial pode, livremente, ser objeto de alienação em conjunto ou separado. Comentários: A alternativa A está incorreta porque a omissão do termo “limitada” implica em responsabilidade solidária e ilimitada dos administradores que utilizarem dessa forma a firma ou denominação da sociedade, nos termos do §3o do art. 1.158 do Código Civil. A alternativa B está incorreta porque a sociedade em comandita por ações, assim como a sociedade limitada e a EIRELI, pode adotar firma ou denominação. Caso adote denominação designativa do objeto social, esta deverá ser seguida da expressão “comandita por ações”, de acordo com o art. 1.161 do Código Civil. IMPORTANTE IMPORTANTE IMPORTANTE IMPORTANTE A alternativa C está incorreta porque, de acordo com o art. 1.162 do Código Civil, a sociedade em conta de participação não pode ter firma e nem denominação. A alternativa D está correta e é a nossa resposta. A alternativa transcreve a regra do art. 1.155, parágrafo único. A alternativa E está incorreta porque o Código Civil, em seu art. 1.164, proíbe que o nome empresarial seja objeto de alienação. Isso somente pode acontecer por meio do contrato de trespasse, em que se transfere todo o estabelecimento empresarial, e não apenas o nome. GABARITO: D QUESTÃO 8. TJ-PE – Juiz de Direito – 2015 – FCC. Acerca do nome empresarial, é correto afirmar: a) O nome de sócio que vier a falecer pode ser conservado na firma social. b) É vedada a alienação do nome empresarial. c) A inscrição do nome empresarial somente será cancelada a requerimento do seu titular, mesmo quando cessado o exercício da atividade para que foi adotado. d) Independentemente de previsão contratual, o adquirente de estabelecimento, por ato entre vivos, pode usar o nome empresarial do alienante, precedido do seu próprio, com a qualificação de sucessor. e) A sociedade em conta de participação pode ter firma ou denominação. Comentários: A alternativa A está incorreta porque o Código Civil determina, em seu art. 1.165, que o nome do sócio que falecer, for excluído ou se retirar não pode permanecer na firma social”. Lembre-se do princípio da veracidade! A alternativa B está correta, reproduzindo a regra geral do art. 1.164 do Código Civil. A alternativa C está incorreta porque, de acordo com o art. 1.168, a inscrição do nome empresarial será cancelada, a requerimento de qualquer interessado, quando cessar o exercício da atividade ou quando for concluída a liquidação da sociedade que o inscreveu. A alternativa D está incorreta porque a possibilidade deuso do nome empresarial do alienante pelo adquirente do estabelecimento empresarial depende de previsão contratual, nos termos do parágrafo único do art. 1.164. A alternativa E está incorreta porque a sociedade em conta de participação não pode ter firma e nem denominação, nos termos do art. 1.162. GABARITO: B IMPORTANTE IMPORTANTE IMPORTANTE parte da alienação de todo o estabelecimento empresarial, o que pode ocorrer por meio do contrato de trespasse. A alternativa D está incorreta porque a regra do art. 1.165 é justamente o contrário: o nome de sócio que vier a falecer, for excluído ou se retirar, não pode ser conservado na firma social. A alternativa E está incorreta porque, de acordo com o art. 1.158, §3o, a responsabilidade que decorre da omissão da palavra “limitada” é solidária e ilimitada. GABARITO: A QUESTÃO 10. TJ-MG – Titular de Serviços de Notas e de Registros – 2015 – Consulplan. A respeito do nome empresarial e com base no Código Civil (Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002), assinale a afirmativa correta: a) Pode a sociedade limitada adotar firma ou denominação, integradas pela palavra final “limitada” ou a sua abreviatura. b) O empresário opera somente sob denominação constituída por seu nome, completo ou abreviado, aditando-lhe, se quiser, designação mais precisa da sua pessoa ou do gênero de atividade. c) A sociedade em que houver sócios de responsabilidade ilimitada somente operará sob denominação, na qual poderão figurar também os nomes dos sócios de responsabilidade limitada, bastando para formá-la aditar ao nome de um deles a expressão “e companhia” ou sua abreviatura. d) A omissão da palavra “limitada” é irrelevante para determinar a responsabilidade solidária e ilimitada dos administradores que assim empregarem a firma ou denominação da sociedade. Comentários: Nossa resposta é a alternativa A. Você já está cansado de saber que a sociedade limitada tem a flexibilidade de adotar firma ou denominação, mas em qualquer caso deve utilizar o termo “limitada” ou sua abreviatura, nos termos do art. 1.158. A alternativa B está incorreta porque o empresário individual deve operar sob firma, e não sob denominação, nos termos do art. 1.156. A alternativa C está incorreta porque, quando houver sócios de responsabilidade ilimitada, a sociedade deve operar sob firma, na qual somente os nomes desses sócios poderão figurar, bastando para formá-la aditar ao nome de um deles a expressão "e companhia" ou sua abreviatura. A alternativa D está incorreta porque a omissão da palavra “limitada” importa na responsabilização ilimitada e solidária dos administradores que assim utilizarem a firma ou denominação da sociedade. IMPORTANTE IMPORTANTE IMPORTANTE IMPORTANTE GABARITO: A QUESTÃO 11. TRT 18a Região – Juiz do Trabalho – 2014 – FCC. Quanto à natureza e espécies do nome empresarial, considere: I. No tocante à estrutura, a firma só pode ter por base nome civil, do empresário individual ou dos sócios da sociedade empresarial, enquanto a denominação deve designar o objeto da empresa e pode adotar por base nome civil ou qualquer outra expressão linguística. II. O empresário individual ao se obrigar juridicamente, e o representante legal da sociedade empresária que adota firma, ao obrigá-la juridicamente, devem ambos assinar o respectivo instrumento não com o seu nome civil, mas com o empresarial. III. Quanto à função, os nomes empresariais se diferenciam na medida em que a denominação, além de identidade do empresário, é também a sua assinatura, enquanto a firma é exclusivamente elemento de identificação do exercente da atividade empresarial, não prestando a outra função. Está correto o que consta APENAS em a) II e III. b) I e II. c) I e III. d) II. e) III. Comentários: A assertiva I está correta. A firma é constituída pelo nome civil do empresário individual ou dos sócios, podendo ou não conter indicação do ramo de atividade da empresa, enquanto a denominação pode ser formada por quaisquer expressões, podendo inclusive adotar o nome de um ou mais sócios, devendo haver ainda a indicação do ramo de atividade. A assertiva II também está correta. Na aula de hoje você aprendeu que a firma, além de identificar quem exerce a atividade econômica, tem também a função de assinatura do empresário ou da sociedade empresária. A assertiva III está incorreta justamente porque confunde as duas modalidades de nome empresarial no que se refere a essa função de assinatura. GABARITO: B QUESTÃO 12. Câmara dos Deputados – Analista Legislativo – 2014 – Cespe. João, empresário individual, planeja constituir empresa individual de responsabilidade limitada. Para tanto, ele pretende integralizar o capital IMPORTANTE com bem imóvel de sua propriedade e deseja mudar o nome que ora utiliza no exercício de sua atividade (J. B. Leite e Derivados ME) para Da Serra — Leite e Derivados Ltda. Considerando essa situação hipotética, julgue o item seguinte. João não poderá usar a denominação pretendida, já que, pela forma empresarial a ser adotada, só é possível a utilização de firma, acrescida da palavra Eireli ou Limitada ao final. Comentários: Esta questão cria confusão em vários níveis. Primeiro ela diz que João poderia constituir EIRELI com nome empresarial que contenha a palavra “limitada” ao final. Obviamente isso não faz nenhum sentido. Outro erro está em dizer que a EIRELI somente poderia adotar firma, já que ela, assim como a sociedade limitada, pode adotar tanto firma quanto denominação. GABARITO: ERRADO QUESTÃO 13. Câmara dos Deputados – Analista Legislativo – 2014 – Cespe. De acordo com o Código Civil, o nome empresarial poderá ser objeto de alienação, cabendo ao adquirente de estabelecimento realizar as devidas alterações contratuais e seu respectivo registro na junta comercial. Comentários: O art. 1.164 estabelece como regra a vedação à alienação do nome empresarial. Lembre-se de que a doutrina reconhece o nome empresarial como direito personalíssimo, e aí está a lógica de proibir sua alienação, a não ser quando todo o estabelecimento empresarial é alienado, o que ocorre por meio do contrato de trespasse. GABARITO: ERRADO QUESTÃO 14. Câmara dos Deputados – Analista Legislativo – 2014 – Cespe. Na composição do nome empresarial de uma empresa individual de responsabilidade limitada, não se pode utilizar firma, mas apenas denominação, que deve ser sempre acompanhada da expressão EIRELI. Comentários: A EIRELI, assim como a sociedade limitada, podem adotar tanto firma quanto denominação, seguidas, respectivamente, dos termos “EIRELI” ou “limitada”, admitindo-se também a abreviatura “ltda”. GABARITO: ERRADO IMPORTANTE IMPORTANTE QUESTÃO 15. TJ-BA – Titular de Serviços de Notas e de Registros – 2013 – Cespe. Assinale a opção correta acerca de nome empresarial. a) O nome de sócio que vier a falecer, for excluído ou se retirar de uma sociedade, pode ser conservado na firma social dessa sociedade. b) Para os efeitos legais, o nome empresarial não se equipara à denominação das sociedades simples, associações e fundações. c) A sociedade com sócios de responsabilidade ilimitada deve operar sob denominação, na qual os nomes desses sócios podem figurar com exclusividade, bastando, para formá-la, a adição da expressão “e companhia” ou sua abreviatura ao nome de um deles. d) A sociedade cooperativa funciona sob denominação acrescida do vocábulo “cooperativa”. e) A sociedade em conta de participação pode ter firma ou denominação. Comentários: A alternativa A está incorreta porque esses são justamente os casos em que o nome do sócio deve ser retirado da firma. A alternativa B está incorreta porque a denominação das sociedades simples, associações e fundações é equiparado por lei ao nome empresarial. A alternativa C está incorreta porque a sociedade na qual haja sócios de responsabilidade ilimitada deve operar sempre sob firma que contenha os nomes desses sócios, ou o nome de pelo menos um deles seguido da expressão “e companhia”. A alternativa D está corretae é a nossa resposta. Esta é a reprodução do conteúdo do art. 1.159 do Código Civil. A alternativa E está incorreta porque a sociedade em conta de participação não pode ter firma e nem denominação. GABARITO: D QUESTÃO 16. TJ-RS – Titular de Serviços de Notas e de Registros – 2013 – TJ-RS. Quanto ao nome empresarial, assinale a alternativa correta. a) O nome empresarial obedecerá aos princípios da veracidade e novidade. b) A proteção ao nome empresarial decorrerá do seu registro no Instituto Nacional de Propriedade Industrial. c) O nome empresarial pode ser objeto de alienação. d) A sociedade em conta de participação pode ter firma ou denominação. IMPORTANTE IMPORTANTE Comentários: Os princípios da veracidade e da novidade são aplicáveis à designação do nome empresarial, como você teve a oportunidade de aprender na aula de hoje. Por isso a alternativa A é a nossa resposta. A alternativa B está incorreta porque não é necessário registrar o nome empresarial junto ao INPI. A proteção do nome empresarial decorre do próprio registro do empresário ou da sociedade empresária na Junta Comercial. A partir daí o nome estará automaticamente protegido nos limites do Estado, e essa proteção, como você já sabe, poderá ser estendida para todo território nacional por meio de procedimento especial. A alternativa C está incorreta porque, como regra geral, o nome empresarial não pode ser alienado, já que se trata de um direito personalíssimo. A alternativa D está incorreta porque a sociedade em conta de participação não pode ter firma e nem denominação. GABARITO: A QUESTÃO 17. TJ-RS – Titular de Serviços de Notas e de Registros – 2013 – TJ-RS. Assinale a alternativa correta. a) A firma e a denominação são espécies de nome empresarial. b) Título de estabelecimento e nome empresarial são expressões sinônimas. c) O nome empresarial pode ser objeto de alienação, pois compõe o pleno universal do estabelecimento comercial. d) O nome empresarial e a marca se reportam aos mesmos objetos semânticos. Comentários: Nossa resposta é a alternativa A. Realmente firma e denominação são as espécies de nome empresarial que estudamos na aula de hoje. A alternativa B está incorreta porque título de estabelecimento nada mais é do que o nome fantasia, ou seja, o nome que o empresário usa nas relações informais, normalmente associado à sua marca. A alternativa C está incorreta porque, como regra geral, o nome empresarial não pode ser objeto de alienação, apesar de isso poder acontecer quando todo o estabelecimento empresarial é alienado. A alternativa D está incorreta porque a marca é um sinal que identifica produtos ou serviços do empresário. A marca e o nome empresário não se referem aos mesmos objetos semânticos, sendo inclusive regulamentados por regimes diferentes, já que a marca deve ser registrada junto ao Instituto Nacional da Propriedade Intelectual. IMPORTANTE IMPORTANTE IMPORTANTE GABARITO: A QUESTÃO 18. TRT 1a Região (RJ) – Juiz do Trabalho – 2012 – FCC. Em relação ao nome empresarial, é correto afirmar que a) a inscrição do nome empresarial será cancelada, a requerimento de qualquer interessado, quando cessar o exercício da atividade para que foi adotado, ou quando findar a liquidação da sociedade que o inscreveu. b) o nome empresarial pode ser objeto de alienação. c) o nome do sócio que vier a falecer, for excluído ou se retirar, pode ser conservado na firma social, se houver a concordância dos demais sócios remanescentes. d) a sociedade em conta de participação pode ter firma ou denominação, integrada pela palavra final “sociedade participativa” ou sua abreviatura. e) cabe a qualquer interessado, no prazo de um ano, ação para nulificar a inscrição do nome empresarial feita com violação da lei ou do contrato. Comentários: A alternativa A está correta. De acordo com o art. 1.168 do Código Civil, a inscrição do nome empresarial será cancelada, a requerimento de qualquer interessado, quando cessar o exercício da atividade para que foi adotado, ou quando ultimar-se a liquidação da sociedade que o inscreveu. A alternativa B está incorreta. O nome empresarial não pode ser objeto de alienação, nos termos do art. 1.164 do Código Civil. A alternativa C está incorreta. Nos termos do art. 1.165 do Código Civil, não pode ser conservado na firma social o nome de sócio que vier a falecer, for excluído ou se retirar. A alternativa D está correta. De acordo com o art. 1.162, a sociedade em conta de participação não pode ter firma ou denominação. A alternativa E está incorreta. Cabe ao prejudicado, a qualquer tempo, ajuizar ação para anular a inscrição do nome empresarial feita com violação da lei ou do contrato, nos termos do art. 1.167 do Código Civil. GABARITO: A QUESTÃO 19. PGFN – Procurador da Fazenda Nacional – 2012 – ESAF. Em relação ao nome empresarial, marque a opção correta. a) O nome empresarial não pode ser objeto de alienação. b) Pode a sociedade limitada adotar firma ou denominação, integradas pela palavra inicial ou final "limitada" ou a sua abreviatura. IMPORTANTE IMPORTANTE c) A sociedade em conta de participação pode ter firma ou denominação. d) A sociedade cooperativa funciona sob firma integrada pelo vocábulo "cooperativa". e) O nome de sócio que vier a falecer, for excluído ou se retirar, pode ser conservado na firma social. Comentários: Nossa resposta é a alternativa A, pois, como você já está cansado de saber, como regra geral o nome empresarial não pode ser alienado, já que se trata de um direito personalíssimo. A alternativa B está incorreta porque a palavra “limitada”, ou sua abreviatura, deve estar no final do nome da sociedade limitada, não podendo constar no início. A alternativa C está incorreta porque a sociedade em conta de participação não pode ter firma ou denominação. A alternativa D está incorreta porque a cooperativa opera sob denominação, seguida da palavra “cooperativa”. A alternativa E está incorreta porque o nome do sócio falecido, excluído ou que tenha se retirado do quadro social não pode ser mantido na firma. GABARITO: A QUESTÃO 20. TJ-PI – Juiz de Direito – 2012 – Cespe. Assinale opção correta acerca do nome empresarial. a) Por expressa disposição legal, a sociedade em conta de participação deve operar sob firma ou denominação. b) É vedado ao adquirente de estabelecimento usar o nome do alienante precedido do seu próprio, com a qualificação de sucessor, mediante ato entre vivos e autorização contratual, visto que o nome empresarial não pode ser objeto de alienação. c) O Código Civil determina que se aplique às pessoas jurídicas, no que couber, a proteção dos direitos da personalidade, sendo entendimento pacífico da doutrina brasileira que o nome empresarial deve ser compreendido como direito da personalidade do empresário. d) A firma deve ser composta com o nome de um ou mais sócios, desde que sejam pessoas físicas, de modo indicativo da relação social, podendo ser adotada nas sociedades limitadas, nas sociedades em comandita por ações e nas sociedades anônimas. e) A inscrição do nome empresarial deve ser cancelada, a requerimento de qualquer interessado, quando cessar o exercício da atividade para a qual tenha sido adotado o nome, ou quando se ultimar a liquidação da sociedade que o tenha inscrito. IMPORTANTE IMPORTANTE Comentários: A alternativa A está incorreta porque, como você já está cansado de saber, a sociedade em conta de participação não pode ter firma e nem denominação. A alternativa B está incorreta porque existe a possibilidade de sucessão no nome empresarial neste caso, em que pese a proibição geral de alienação do nome empresarial. Esta exceção se aplica justamente à alienação do estabelecimento empresarial, por meio do famoso contrato de trespasse. A alternativa C está incorreta porque alguns doutrinadores consideram o nome empresarial como direito personalíssimo, mas não podemos dizer que esse entendimento é pacífico na doutrina nacional. A alternativa D está incorreta porque a sociedade anônima operanecessariamente sob denominação. A alternativa E está correta, reproduzindo o conteúdo do art. 1.168 do Código Civil. GABARITO: E QUESTÃO 21. TCE-BA – Procurador – 2010 – Cespe. De acordo com o Código Civil, considera-se nome empresarial a firma ou a denominação adotada para o exercício de empresa; dessa forma, a sociedade em conta de participação pode ter firma ou denominação. Comentários: A assertiva está correta ao dizer que o nome empresarial comporta as modalidades firma e denominação, mas a sociedade em conta de participação é uma exceção, sendo proibida pelo Código Civil de adotar nome empresarial. GABARITO: ERRADO QUESTÃO 22. AGU – Advogado da União – 2009 – Cespe. Considere que Lena seja sócia comanditada de certa sociedade em comandita simples, e João, sócio comanditário. Nessa hipótese, a razão social deve ser composta apenas com o nome de Lena, que possui responsabilidade solidária e ilimitada pelas obrigações sociais. Comentários: A sociedade em comandita simples é uma das modalidades sociais em que há sócios com responsabilidade ilimitada, e por isso deverá adotar firma, que conterá os nomes desses sócios. GABARITO: CERTO QUESTÃO 23. AGU – Advogado da União – 2009 – Cespe. Segundo a doutrina majoritária nacional, o direito ao nome empresarial é um direito personalíssimo. Comentários: Podemos dizer que a doutrina majoritária encara o nome empresarial como um direito personalíssimo, mas não podemos dizer que esse entendimento é pacífico na doutrina, ok!? GABARITO: CERTO QUESTÃO 24. TJ-RJ – Juiz de Direito – 2016 – VUNESP. Assinale a alternativa correta no que respeita ao estabelecimento empresarial. a) A eficácia da alienação do estabelecimento, se ao alienante não restarem bens suficientes para solver o passivo, dependerá do pagamento de todos os credores, ou do consentimento destes, que se admite de modo expresso ou tácito, no prazo de 30 dias contados de sua notificação. b) Por consistir no complexo de bens organizado para o exercício da empresa, o estabelecimento não pode ser objeto unitário de negócios jurídicos constitutivos, ainda que compatíveis com a sua natureza. c) O contrato que tenha por objeto o trespasse do estabelecimento produzirá efeitos quanto a terceiros a partir da data de sua assinatura. d) O adquirente do estabelecimento responde pessoalmente pelo pagamento dos débitos anteriores à transferência, independentemente de estarem contabilizados, exonerando-se o devedor primitivo quanto aos créditos vencidos. e) O alienante, em razão de expressa previsão legal, não poderá fazer concorrência ao adquirente, nos 5 anos subsequentes à assinatura do contrato de trepasse, não sendo admitida autorização expressa em sentido contrário. Comentários: A alternativa A é a nossa resposta. O trespasse depende da anuência dos credores, a não ser que o alienante tenha bens suficientes para pagar tudo que deve, nos termos do art. 1.145 do Código Civil. A alternativa B está incorreta porque o estabelecimento empresarial pode ser objeto unitário de negócios jurídicos, sejam eles translativos ou constitutivos, desde que sejam compatíveis com sua natureza. O Código Civil prevê essa possibilidade em seu art. 1.143. A alternativa C está incorreta porque o contrato de trespasse começa a surtir efeitos a partir de seu registro na Junta Comercial, e não de sua assinatura, nos termos do art. 1.144 do Código Civil. A alternativa D está incorreta porque o adquirente responde pelo pagamento de dívidas contabilizadas, continuando o alienante solidariamente obrigado pelo prazo de 1 ano, de acordo com o art. 1.146 do Código Civil. IMPORTANTE IMPORTANTE A alternativa E está incorreta porque o art. 1.147 admite a possibilidade de o contrato de trespasse trazer autorização expressa para que o alienante faça concorrência ao adquirente. GABARITO: A QUESTÃO 25. TJ-SP – Juiz de Direito – 2015 – VUNESP. Sobre alienação dos estabelecimentos empresariais, é correto afirmar: a) exige que o alienante ceda, separada e individualmente, ao adquirente cada um dos contratos estipulados para a exploração do estabelecimento. b) permite que o alienante se restabeleça de imediato se assim desejar, continuando a exploração da mesma atividade, caso não haja expressa vedação contratual no contrato de trespasse. c) o contrato de alienação de estabelecimento produzirá efeitos imediatos entre as partes e perante terceiros, salvo se alienante e adquirente exercerem o mesmo ramo de atividades, quando a operação ficará na dependência da aprovação da autoridade de defesa da concorrência. d) a alienação implica a responsabilidade do adquirente pelos débitos anteriores à transferência, desde que regularmente contabilizados, sem prejuízo da obrigação solidária do devedor primitivo na forma da lei. Comentários: A alternativa A está incorreta por uma razão muito simples: não faria sentido que a lei exigisse que o alienante precisa ceder separadamente cada um dos contratos para exploração do estabelecimento. Na realidade, de acordo com o art. 1.148 do Código Civil, salvo disposição em contrário, a transferência do estabelecimento importa a sub-rogação do adquirente nos contratos estipulados para sua exploração, se não tiverem caráter pessoal. A alternativa B está incorreta porque, em regra, o alienante não pode fazer concorrência ao adquirente nos 5 anos subsequentes à alienação, nos termos do art. 1.147 do Código Civil. A alternativa C está incorreta porque o contrato, em regra, só produzirá efeitos quanto a terceiros depois de averbado à margem da inscrição do empresário, ou da sociedade empresária, no Registro Público de Empresas Mercantis, e de publicado na imprensa oficial. A alternativa D é a nossa resposta, invocando os exatos termos do art. 1.146 do Código Civil. Art. 1.146. O adquirente do estabelecimento responde pelo pagamento dos débitos anteriores à transferência, desde que regularmente contabilizados, continuando o devedor primitivo solidariamente obrigado pelo prazo de um ano, a partir, quanto aos créditos vencidos, da publicação, e, quanto aos outros, da data do vencimento. GABARITO: D IMPORTANTE QUESTÃO 26. TJ-MS – Juiz de Direito – 2015 – VUNESP. Assinale a alternativa correta acerca do estabelecimento, conforme disciplinado pelo Código Civil. a) O adquirente do estabelecimento responde pelo pagamento dos débitos anteriores à transferência, desde que regularmente contabilizados, continuando o devedor primitivo solidariamente responsável, quanto aos créditos vencidos, pelo prazo de dois anos a partir da publicação do trespasse. b) Não restando ao alienante bens suficientes para solver seu passivo, a eficácia da alienação do estabelecimento dependerá do pagamento de todos os credores, ou do consentimento expresso destes, no prazo de sessenta dias a partir da notificação. c) O contrato que tenha por objeto a alienação, usufruto ou arrendamento do estabelecimento, produzirá efeitos quanto a terceiros a partir da data em que se realize o trespasse. d) No caso de arrendamento do estabelecimento, não havendo autorização expressa, o arrendante não poderá fazer concorrência ao arrendatário, nos cinco anos subsequentes ao arrendamento, independentemente do prazo do contrato. e) A cessão dos créditos referentes ao estabelecimento transferido produzirá efeito em relação aos respectivos devedores, desde o momento da publicação da transferência, mas o devedor ficará exonerado se de boa- fé pagar ao cedente. Comentários: A alternativa A está incorreta porque o prazo pelo qual o alienante fica solidariamente obrigado em relação às dívidas anteriores ao trespasse é de 1 ano, nos termos do art. 1.146 do Código Civil. A alternativa B está incorreta porque o consentimento dos credores neste caso poderá ser tácito. O art. 1.144 prevê a necessidade de o alienante notificar os credores, e se estes não se manifestarem no prazo de 30 dias, será considerado seu consentimento. A alternativa C está incorreta porque o contrato de trespasse produz efeitos apenas após seu registro e publicação naimprensa oficial, nos termos do art. 1.144. A alternativa D está incorreta porque, de acordo com o parágrafo único do art. 1.147, no caso de arrendamento ou usufruto do estabelecimento, a proibição de concorrência persistirá durante o prazo do contrato. A alternativa E está correta, trazendo a regra prevista no art. 1.149 do Código Civil. Atenção à possibilidade de o devedor de boa-fé exonerar-se de sua obrigação fazendo o pagamento ao alienante do estabelecimento! GABARITO: E QUESTÃO 27. TJ-RJ – Juiz de Direito – 2014 – VUNESP. Considera-se complexo de bens organizado para o exercício da empresa, por empresário ou sociedade empresária: a) atividade econômica desenvolvida profissionalmente. b) estabelecimento. c) patente. d) ponto. Comentários: O complexo de bens que servem ao exercício da atividade empresarial nada mais é do que o estabelecimento, que é pela doutrina considerado como uma universalidade de fato. GABARITO: D QUESTÃO 28. TJ-RJ – Juiz de Direito – 2012 – VUNESP. Na transferência do estabelecimento empresarial, é correto afirmar que a) desde que determinado no contrato, as partes poderão acordar que a transferência não importará a subrogação do adquirente nos contratos estipulados para a exploração do estabelecimento. b) o adquirente do estabelecimento não responde pelo pagamento dos débitos anteriores à transferência, ainda que contabilizados. c) no caso de arrendamento do estabelecimento, é possível, independentemente de autorização expressa, que o arrendador concorra com o arrendatário. d) a cessão dos créditos referentes ao estabelecimento transferido produzirá efeito em relação aos respectivos devedores, desde o momento da realização do contrato. Comentários: Nossa resposta é a alternativa A. A transferência do estabelecimento, em regra, importa a sub-rogação do adquirente nos contratos estipulados para exploração do estabelecimento, se não tiverem caráter pessoal. Por outro lado, o próprio art. 1.148 do Código Civil prevê a possibilidade de estipulação contratual em sentido contrário. A alternativa B está incorreta porque os débitos anteriores são assumidos pelo adquirente, desde que regularmente contabilizados, nos termos do art. 1.146 do Código Civil. A alternativa C está incorreta porque, de acordo com o parágrafo único do art. 1.147, nos casos de arrendamento ou usufruto do estabelecimento, a proibição de concorrência persistirá durante o prazo do contrato. A alternativa D está incorreta porque a produção de efeitos do trespasse se dá com o registro e a publicação do contrato, e não com a sua celebração. GABARITO: A QUESTÃO 29. TJ-MS – Titular de Serviços de Notas e de Registros – 2009 – VUNESP. O contrato de trespasse produzirá efeitos perante terceiros quando a) publicado na imprensa oficial e noticiado aos credores. b) registrado perante a Junta Comercial e depois de efetivada comunicação aos credores para que remetam por escrito sua aceitação. c) registrado no Registro Civil de Pessoa Jurídica e averbado na Junta Comercial. d) averbado à margem da inscrição do empresário ou da sociedade empresária, no Registro Público de Empresas Mercantis e publicado na imprensa oficial. e) o estabelecimento for objeto unitário de direitos e de negócios jurídicos, translativos ou constitutivos, que sejam compatíveis com a sua natureza. Comentários: O art. 1.444 do Código Civil é claro no sentido de que o contrato de trespasse somente produzirá efeitos quanto a terceiros depois de averbado à margem da inscrição do empresário, ou da sociedade empresária, no Registro Público de Empresas Mercantis, e de publicado na imprensa oficial. GABARITO: D QUESTÃO 30. TJ-AL – Juiz de Direito – 2015 – FCC. Relativamente ao estabelecimento empresarial, considere: I. O contrato que tenha por objeto a alienação, o usufruto ou arrendamento do estabelecimento, só produzirá efeitos quanto a terceiros depois de averbado à margem da inscrição do empresário, ou da sociedade empresária, no Registro Público de Empresas Mercantis, e de publicado na Imprensa Oficial. II. Se ao alienante não restarem bens suficientes para solver o seu passivo, a eficácia da alienação do estabelecimento depende do pagamento de todos os credores, ou do consentimento destes, somente de modo expresso, em trinta dias a partir de sua notificação. III. O adquirente do estabelecimento responde pelo pagamento dos débitos anteriores à transferência, desde que regularmente contabilizados, continuando o devedor primitivo solidariamente obrigado pelo prazo de um ano, a partir, quanto aos créditos vencidos, da publicação, e, quanto aos outros, da data do vencimento. IV. Não havendo autorização expressa, o alienante do estabelecimento não pode fazer concorrência ao adquirente, nos três anos subsequentes ao registro da transferência. V. É legítima a penhora da sede do estabelecimento comercial. Está correto o que se afirma APENAS em a) II, III e IV. b) II, III, IV e V. c) I, III e V. d) I, II, IV e V. e) I, III, IV e V. Comentários: A assertiva I está correta, reproduzindo a regra do art. 1.444 do Código Civil. A assertiva II está incorreta, pois o prazo de 30 dias se aplica justamente à possibilidade de consentimento tácito por parte dos credores do alienante, nos termos do art. 1.145 do Código Civil. A assertiva III está correta, reproduzindo a regra acerca das dívidas anteriores ao trespasse, que constam no art. 1.146. A assertiva IV está incorreta, pois o prazo da vedação à concorrência por parte do alienante é, em regra, de 5 anos, e não apenas 3. A assertiva V está correta, reproduzindo o conteúdo da Súmula 451 do STJ, segundo a qual é possível não apenas a penhora do estabelecimento comercial como um todo, mas também do imóvel onde funciona a sua sede. GABARITO: C QUESTÃO 31. TJ-SC – Juiz de Direito – 2015 – FCC. Ricardo, empresário do ramo de móveis, alienou o seu estabelecimento para Alexandre, que ali deu continuidade à exploração da mesma atividade. No contrato de trespasse, foram regularmente contabilizadas todas as dívidas relativas ao estabelecimento, algumas delas já vencidas e outras por vencer. Nesse caso, Ricardo a) não responde pelas dívidas do estabelecimento, ainda que anteriores à sua transferência. b) responde com exclusividade por todas as dívidas do estabelecimento anteriores à sua transferência. c) responde com exclusividade apenas pelas dívidas já vencidas por ocasião da transferência do estabelecimento. d) responde solidariamente com Alexandre, durante determinado prazo, por todas as dívidas anteriores à transferência do estabelecimento. e) responde solidariamente com Alexandre apenas pelas dívidas já vencidas por ocasião da transferência do estabelecimento. Comentários: O adquirente responde por todas as dívidas regularmente contabilizadas, mas o alienante é solidariamente responsável pelo período de 1 ano contado da publicação do contrato, quanto aos créditos vencidos, ou do vencimento da dívida, quanto às dívidas vincendas. GABARITO: D QUESTÃO 32. SEFAZ-PE – Julgador Administrativo Tributário do Tesouro Estadual – 2015 – FCC. Quanto ao estabelecimento empresarial, é correto afirmar: a) O conceito de estabelecimento empresarial confunde-se com o da sociedade empresária, como sujeito de direito, e com o de empresa, como atividade econômica. b) O estabelecimento empresarial é composto apenas por elementos materiais, como as mercadorias do estoque, os mobiliários, utensílios, veículos, maquinaria, clientela etc. c) Na classificação geral dos bens, conforme Código Civil, o estabelecimento empresarial é uma universalidade de fato, por encerrar um conjunto de bens pertinentes ao empresário e destinados à mesma finalidade, de servir à exploração de empresa. d) Ao estabelecimento empresarial imputam-se as obrigações e asseguram-se os direitos relacionados com a empresa, já que passou o estabelecimento a possuir personalidade jurídica. e) A sociedade empresária só pode ser titular de um único estabelecimento empresarial, dado o princípio da unicidade. Comentários:O estabelecimento empresarial é composto pelos bens, materiais e imateriais, destinados ao exercício da atividade empresarial, mas não podemos confundi-lo com a própria sociedade empresária. Na realidade, o estabelecimento é uma universalidade de fato, e não uma pessoa jurídica. GABARITO: C QUESTÃO 33. DPE-CE – Defensor Público – 2014 – FCC. João, titular de estabelecimento comercial do ramo de confeitaria, alienou- o para Paulo, que continuou explorando a mesma atividade no local. Dois anos depois da transferência, João decidiu alugar o imóvel vizinho, no qual estabeleceu nova confeitaria, passando a competir diretamente com Paulo. Nesse caso, e considerando que o contrato de trespasse nada previa acerca da proibição de concorrência, é correto afirmar: a) João tem direito de fazer concorrência a Paulo, dado que o contrato nada previa a esse respeito. b) É requisito de validade do contrato de trespasse a estipulação, por escrito, acerca do direito de concorrência por parte do alienante do estabelecimento. c) Nem mesmo com autorização expressa de Paulo seria lícito a João fazer- lhe concorrência, por se tratar de direito irrenunciável, que visa a impedir o comportamento empresarial predatório, prejudicial ao desenvolvimento sustentável da ordem econômica. d) João tem direito de explorar a mesma atividade no imóvel vizinho amparado no princípio constitucional da liberdade de concorrência, reputando-se nulas quaisquer convenções que o proibissem de competir com Paulo. e) Na omissão do contrato, João não poderá fazer concorrência a Paulo nos cinco anos subsequentes à transferência do estabelecimento. Comentários: Na situação descrita, João somente poderia fazer concorrência a Paulo se houvesse autorização expressa para tal no contrato. Caso contrário, ele estaria impedido pelo prazo de 5 anos, nos termos do art. 1.147. GABARITO: E QUESTÃO 34. TJ-AP – Juiz de Direito – 2014 – FCC. Realizado o trespasse do estabelecimento, é correto afirmar: a) O nome empresarial do titular do estabelecimento pode ser incluído na alienação do estabelecimento. b) Não havendo autorização expressa, o alienante não pode fazer concorrência ao adquirente, nos 5 anos subsequentes à transferência. c) O adquirente não responde pelo pagamento dos débitos anteriores à transferência que estejam regularmente contabilizados. d) A eficácia quanto a terceiros independe de averbação no Registro Público de Empresas Mercantis e de publicação na imprensa oficial. e) O adquirente que continua a exploração do estabelecimento adquirido, não responde pelos tributos relativos ao estabelecimento adquirido, devidos até a data do ato. Comentários: Esta questão gerou muita polêmica por causa da alternativa A, que, de acordo com o gabarito oficial, está incorreta. Você já sabe que, em regra, o nome empresarial é inalienável, mas que ele pode ser cedido juntamente com o estabelecimento empresarial no contrato de trespasse. Sinceramente não consigo entender exatamente por que a banca deu como errada a alternativa. A alternativa B é a nossa resposta, que reproduz a regra de não concorrência prevista no art. 1.147 do Código Civil. A alternativa C está incorreta porque, desde que os débitos estejam regularmente contabilizados, o adquirente responderá por eles, nos termos do art. 1.146. A alternativa D está incorreta porque a eficácia do contrato contra terceiros depende de seu registro e da sua publicação na imprensa oficial, de acordo com o art. 1.144. A alternativa E está incorreta porque as dívidas tributárias, assim como as demais, são assumidas pelo adquirente do estabelecimento. Lembre-se apenas de que essas dívidas, assim como as trabalhistas, estão sujeitas a regime jurídico próprio. GABARITO: B QUESTÃO 35. TRT 4a Região (RS) – Juiz do Trabalho – 2012 – FCC. Se ao alienante não restarem bens suficientes para solver o seu passivo, a eficácia da alienação do estabelecimento depende a) somente do consentimento expresso dos credores trabalhistas e tributários. b) do consentimento expresso ou tácito de todos os credores, em 60 (sessenta) dias de sua notificação. c) do pagamento de todos os credores, ou do consentimento destes, de modo expresso ou tácito, em 30 (trinta) dias a partir de sua notificação. d) apenas do pagamento de todos os credores trabalhistas e tributários. e) exclusivamente do consentimento expresso dos credores com garantia real. Comentários: De acordo com o art. 1.145 do Código Civil, se o alienante não restarem bens suficientes para solver o seu passivo, a eficácia da alienação do estabelecimento depende do pagamento de todos os credores, ou do consentimento destes, de modo expresso ou tácito, em trinta dias a partir de sua notificação. GABARITO: C QUESTÃO 36. PC-PE – Delegado de Polícia – 2016 – Cespe. A respeito de estabelecimento empresarial, aviamento e clientela, assinale a opção correta. a) Estabelecimento empresarial corresponde a um complexo de bens corpóreos organizados ao exercício de determinada empresa. aquiescência da venda, expressa ou tácita, salvo se existirem, em seu patrimônio, outros bens que sejam suficientes para a solvência do passivo. Comentários: A assertiva traz a regra do art. 1.145 do Código Civil, apesar da redação não tão clara. Se ao alienante não restarem bens suficientes para solver o seu passivo, a eficácia da alienação do estabelecimento depende do pagamento de todos os credores, ou do consentimento destes, de modo expresso ou tácito, em trinta dias a partir de sua notificação. GABARITO: CERTO QUESTÃO 39. AGU – Advogado da União – 2012 – Cespe. Suponha que a pessoa jurídica Alfa Alimentos Ltda. adquira o estabelecimento empresarial da Beta Indústria Alimentícia Ltda. Nessa situação, a adquirente responderá pelo pagamento de todos os débitos anteriores à transferência, incluindo-se os trabalhistas e tributários, desde que regularmente contabilizados. Comentários: Esta é uma questão polêmica em que, na minha opinião, a banca “perdeu a mão”, elaborando uma assertiva obscura. De acordo com o art. 1.146 do Código Civil, o adquirente responde pelas dívidas regularmente contabilizadas, mas a doutrina e a jurisprudência dominantes entendem que as dívidas tributárias e trabalhistas, sujeitas a regime jurídico próprio, estão de fora dessa regra, e, ao menos em princípio, são assumidas pelo adquirente mesmo que não contabilizadas. GABARITO: ERRADO QUESTÃO 40. TRF 1a Região – Juiz Federal – 2011 – Cespe. Assinale a opção correta com relação a estabelecimento comercial. a) Caso o locatário, no momento da propositura da ação renovatória, apresente valor locativo compatível com o valor de mercado, o locador deverá renovar a locação, ainda que ele receba proposta mais vantajosa de terceiro. b) A locação empresarial submete-se ao regime jurídico da renovação compulsória, de acordo com o qual a locação deve ser contratada por tempo determinado de, no mínimo, cinco anos, admitida a soma dos prazos de contratos escritos, sucessivamente renovados, podendo esse cálculo ser feito pelo sucessor ou cessionário do locatário. c) Não havendo previsão contratual, o adquirente de estabelecimento pode usar o nome do alienante, precedido do seu próprio, com qualificação de sucessor, por ato entre vivos. d) A cessão de créditos referentes a estabelecimento transferido não produz efeitos em relação aos devedores. e) O estabelecimento comercial compõe o patrimônio do empresário, que possui livre disponibilidade para aliená-lo, sem a necessidade de concordância dos credores. Comentários: Questão interessante sobre o contrato de locação empresarial. A alternativa A está incorreta porque o recebimento de proposta mais interessante do ponto de vista econômico é uma das razões de defesa do locador na ação renovatória. Nesse caso o locador deverá juntar prova documental da proposta do terceiro, subscrita por este e por duas testemunhas, com clara indicação do ramo a ser explorado, que não poderá ser o mesmo do locatário. O locatário, por sua vez, terá a oportunidade de aceitar ascondições para obter a renovação do contrato. Nessa hipótese a lei prevê ainda, juntamente com a possibilidade de retomada do ponto pelo locador, a obrigação de indenizar o locatário pela perda do ponto. Essa indenização será arbitrada pelo juiz para ressarcir os prejuízos e os lucros cessantes que o locatário tiver que arcar com mudança, perda do lugar e desvalorização do estabelecimento empresarial. A alternativa B está correta e é a nossa resposta, reproduzindo a regra do art. 51 da Lei n. 8.245/1991. Art. 51. Nas locações de imóveis destinados ao comércio, o locatário terá direito a renovação do contrato, por igual prazo, desde que, cumulativamente: I - o contrato a renovar tenha sido celebrado por escrito e com prazo determinado; II - o prazo mínimo do contrato a renovar ou a soma dos prazos ininterruptos dos contratos escritos seja de cinco anos; III - o locatário esteja explorando seu comércio, no mesmo ramo, pelo prazo mínimo e ininterrupto de três anos. § 1º O direito assegurado neste artigo poderá ser exercido pelos cessionários ou sucessores da locação; no caso de sublocação total do imóvel, o direito a renovação somente poderá ser exercido pelo sublocatário. A alternativa C está incorreta porque essa hipótese de uso do nome empresarial pelo adquirente, prevista no art. 1.164, parágrafo único, do Código Civil, exige previsão específica no contrato. A alternativa D está incorreta porque a cessão de créditos no contrato de trespasse obviamente produz efeitos em relação a terceiros, desde que o contrato seja devidamente registrado na Junta Comercial e publicado na imprensa oficial. A alternativa E está incorreta porque, se o empresário não tiver patrimônio suficiente para saldar todos os credores, a alienação do estabelecimento dependerá da anuência de todos eles, que poderá ser expressa ou tácita, nos termos do art. 1.145 do Código Civil. GABARITO: B QUESTÃO 41. TJ-AM – Juiz de Direito – 2016 – Cespe. Acerca da teoria do estabelecimento comercial, assinale a opção correta. a) Se não houver vedação expressa no contrato de trespasse, o alienante poderá constituir nova sociedade para explorar o mesmo ramo de atividade imediatamente após a alienação do estabelecimento. b) A ação renovatória de locação é uma proteção especial ao estabelecimento comercial e será julgada procedente mesmo que o locador não queira a renovação, desde que o locatário tenha no máximo um mês de inadimplência no contrato cuja renovação deseja. c) O estabelecimento empresarial, por ser o local onde o empresário exerce sua atividade empresarial, é impenhorável. d) É condição de eficácia perante terceiros o registro do contrato de trespasse na junta comercial e sua posterior publicação. e) O adquirente do estabelecimento comercial é responsável pelos débitos anteriores à transferência que não estejam contabilizados, pois estes seguem a coisa (in propter rem). Comentários: A alternativa A está incorreta porque, como regra geral, o adquirente do estabelecimento está protegido contra a concorrência do alienante pelo prazo de 5 anos, a não ser que o contrato de trespasse traga previsão diferente. A alternativa B está incorreta porque, para que ação renovatória seja julgada procedente, é necessário que o locatário observe todos os requisitos do art. 51 da Lei n. 8.245/1991. No total temos três requisitos diferentes. Vamos relembrar!? Art. 51. Nas locações de imóveis destinados ao comércio, o locatário terá direito a renovação do contrato, por igual prazo, desde que, cumulativamente: I - o contrato a renovar tenha sido celebrado por escrito e com prazo determinado; II - o prazo mínimo do contrato a renovar ou a soma dos prazos ininterruptos dos contratos escritos seja de cinco anos; III - o locatário esteja explorando seu comércio, no mesmo ramo, pelo prazo mínimo e ininterrupto de três anos. A alternativa C está incorreta porque o estabelecimento empresarial não é apenas o local onde o empresário exerce suas atividades, mas todo o complexo de bens utilizado para tal. Além disso, como você já sabe, o estabelecimento empresarial pode ser penhorado. A alternativa D é a nossa resposta. Realmente a produção de efeitos do contrato de trespasse perante terceiros depende de seu registro na Junta Comercial e posterior publicação.