Prévia do material em texto
Dopagem no Esporte Substâncias Proibidas em Determinados Esportes ETANOL Depressão que causa ao sistema nervoso central, Efeito ansiolítico Utilizado com o objetivo de aumentar a autoconfiança. O etanol é proibido em determinados tipos de esporte, como arco e flecha, aviação e automobilismo. Entretanto, o etanol diminui o rendimento em vários tipos de esporte, pois afeta o tempo de reação, a coordenação motora, a precisão e o equilíbrio Substâncias Proibidas em Determinados Esportes BLOQUEADORES BETA-ADRENÉRGICOS Capacidade de reduzir a frequência cardíaca (taquicardia emocional), a pressão sanguínea, o suor palmar e o tremor das mãos, razão pela qual podem melhorar o desempenho em alguns esportes. São proibidos em alguns esportes como arco e flecha, jogos de bilhar e golfe. Esses fármacos provocam alguns efeitos colaterais no sistema nervoso central como tontura, sonolência, distúrbios visuais, insônia e depressão Métodos de Dopagem Esses métodos podem ser: manipulação de sangue e seus componentes, manipulação química e física e dopagem genética DOPAGEM SANGUÍNEA(MANIPULAÇÃO DE SANGUE): Atletas que necessitem mais da energia proveniente da via aeróbica dependem de um bom transporte de oxigênio que é liberado e utilizado pela atividade dos músculos. A hemoglobina presente nos glóbulos vermelhos é a transportadora de oxigênio para as células, o que significa que, se houver um aumento dessas células, pode ocorrer uma melhora no transporte de oxigênio no organismo. Pensando nisso, foi desenvolvido um método de transfusão sanguínea com a finalidade de melhorar o desempenho atlético. Esse método consiste em coletar e armazenar o sangue por 4 a 5 semanas e, então reinjetar os glóbulos vermelhos no atleta dias antes da competição. Esse tipo de procedimento apresenta riscos para o atleta, como trombose, septicemia (infecção generalizada) e reações alérgicas. 2. MANIPULAÇÃO FÍSICA E QUÍMICA Manipulação de amostras de urina do atleta, com a finalidade de adulterar os resultados dos exames. Incluem-se nessa classificação o cateterismo urinário para substituição de urina e/ou a adulteração das amostras. A fim de certificar que a amostra é legítima, existem métodos de identificação em que se realizam a genotipagem (caracterização de parte do DNA) e/ou o perfil metabólico do atleta. Métodos de Dopagem 3. DOPAGEM GENÉTICA A terapia gênica é a transferência de material genético (DNA) por meio de lipossomas, por exemplo, com o objetivo de proporcionar vantagens para os atletas em relação a seus adversários. Genes envolvidos no desenvolvimento muscular, no transporte de oxigênio, na coordenação neuromuscular ou no controle da dor são potenciais candidatos para terapia gênica no esporte (tratamento que utiliza genes sadios por meio de técnicas de DNA recombinante). Métodos de Dopagem Aspectos Analíticos no Controle da Dopagem A urina é a amostra biológica mais comum nas análises de doping. Há dificuldades para relacionar a quantidade da droga encontrada na urina com sua concentração na corrente sanguínea, além do fato de que, graças à biotransformação, a droga não estará presente na urina de forma inalterada. Outra desvantagem é que amostras de urina podem ser facilmente trocadas durante o período de espera da coleta. Já as amostras de sangue são mais difíceis de serem adulteradas porque são coletadas por profissionais, além de serem mais fáceis de interpretar em relação às amostras de urina. Para analisar substâncias que não são excretadas em quantidades significativas na urina, o exame de sangue é o melhor método de análise. O controle sistemático de material fornecido pelo atleta tem sido a maneira mais eficaz de controlar a dopagem nos esportes. Geralmente é realizado no período das competições ou durante os treinamentos. As análises toxicológicas realizadas para detectar substâncias no controle antidopagem são divididas em duas categorias: triagem e confirmação. As técnicas mais utilizadas como triagem são as cromatográficas (cromatografia em fase gasosa – CG e cromatografia líquida de alta eficiência – HPLC) e os imunoensaios. As amostras positivas na triagem devem ser confirmadas, e as técnicas utilizadas nessa fase é a espectrometria de massas, associada à cromatografia em fase gasosa (CG-MS) ou à cromatografia líquida (LC – MS). Referências TEIXEIRA, A. G. Toxicologia. Editora e Distribuidora Educacional S.A., Londrina, 2016.