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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE CAMPUS SANTO ANTÔNIO DA PATRULHA I INSTITUTO DE MATEMÁTICA, ESTATÍSTICA E FÍSICA FÍSICA EXPERIMENTAL RELATÓRIO Experimento: Circuitos Elétricos Resistivos de Corrente Contínua Aluna: Mariana Carvalho 1. INTRODUÇÃO: Circuitos Elétricos Se nos perguntarmos qual a característica comum de um rádio, um liquidificador, um computador, uma televisão e uma lâmpada, provavelmente diremos que todos eles necessitam de energia elétrica para funcionar. Para termos uma corrente elétrica, isto é, para os portadores de carga se moverem de maneira ordenada, é preciso haver uma diferença de potencial entre as duas extremidades de um fio condutor. Na maioria dos casos, essa diferença de potencial é mantida por um gerador ou fonte de tensão. Assim, chamamos de circuito elétrico o movimento de uma corrente elétrica pelos condutores entre os dois terminais da fonte de tensão. Na maioria das vezes os circuitos elétricos são constituídos de fios condutores, a fonte de tensão pode ser uma bateria ou uma pilha, um elemento resistivo que pode ser uma lâmpada, por exemplo. Na eletrônica, são utilizados vários resistores, mas neste experimento que será relatado a seguir utilizamos resistores de carvão de um bastão de grafite revestido de uma camada isolante de cerâmica com dois terminais metálicos. Veja na figura 1, como são representados os resistores. Figura 1: Formas de representação de resistores 2. EXPOSIÇÃO TEÓRICA - Lei de Ohm Os resistores oferecem certa dificuldade à passagem da corrente elétrica, que denominamos resistência elétrica R do condutor. O cientista alemão George Simon Ohm (1787-1854) verificou, por meio de vários experimentos, que a resistência de um condutor depende da natureza do material do qual é constituído, de sua temperatura e de suas dimensões. Em alguns condutores mantidos a temperaturas constantes, a diferença de potencial U e a intensidade de corrente i são diretamente proporcionais. Essa relação é conhecida como lei de Ohm. De fato, para uma mesma diferença de potencial, o aumento da resistência elétrica em um circuito provoca a queda da intensidade da corrente elétrica que o percorre, visto que os portadores de carga terão mais dificuldade de se locomover. Representada pela fórmula: A partir de U = Ri, vemos que: 1 V = 1 Ω . 1 A ou seja, 1 Ω = 𝟏 𝑽 𝟏𝑨 Associações de resistores Associação em série: Quando os resistores estão ligados um após o outro, de modo que sejam percorridos pela mesma corrente elétrica, dizemos que eles estão associados em série. Por exemplo as lâmpadas de pinheiro de Natal. Como indicado na figura 2: Figura 2: Associação de resistores em série Para calcularmos a resistência equivalente (𝑅𝑒𝑞) em um circuito em série, utilizamos a seguinte fórmula: 𝑹𝒆𝒒 = R1+ R2+R3 Associação de resistores em paralelo: Quando os resistores estão ligados a terminais submetidos a uma mesma diferença de potencial, dizemos que estes resistores estão associados em paralelo. U=Ri ou R=U/i Nessa associação, todos os resistores são submetidos à mesma tensão e a corrente elétrica principal i subdivide-se entre os resistores associados nas correntes i1, i2, i3 e é igual à soma delas. Veja na figura 3 abaixo. Figura 3: Associação de resistores em paralelo A fórmula para a 𝑅𝑒𝑞 em uma associação em paralelo é: Associação mista de resistores: São circuitos elétricos nos quais encontramos resistores associados em série e em paralelo. Determinando os resistores equivalentes das associações parciais, calculando a resistência equivalente da associação mista. 3. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL Materiais utilizados: ● Fonte de tensão regulável; ● Multímetro; ● Três resistores, com resistências nominais de 1200 Ω, 1000 Ω e 4700 Ω; ● Placa protoboard; Foram medidos com o multímetro, os valores dos resistores R1, R2 e R3 e foram obtidos R1 = 1190 Ω, R2 = 996 Ω e R3 = 4640 Ω, veja na figura 1 o esquema do circuito montado: Figura 4: Esquema do circuito elétrico Montagem do Experimento: Realizamos a montagem em um bloco protoboard, como na figura 5, do esquema do circuito indicado na figura 4. Figura 5: Circuito da figura 4, montado na protoboard Realização do Experimento: Primeiramente fizemos os cálculos teóricos, montamos o equipamento, a fonte, a protoboard, os resistores e o multímetro. Para cada medida que íamos fazendo a montagem do experimento mudava. 4. ANÁLISE DE DADOS E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS Antes de iniciar o experimento, calculamos 𝑅𝑒𝑞 do circuito e obtivemos o resultado de 2009,99 Ω. Para calcular o 𝑅𝑒𝑞 calculamos primeiro a resistência dos doi resistores em paralelo. Assim: 𝑅𝑒𝑞 = 𝑅2𝑅3 𝑅2+ 𝑅3 = 996 Ω .4640 Ω 996 Ω + 4640 Ω = 819,99 Ω Para saber 𝑅𝑒𝑞 total somamos 819,99 Ω com o R1, e obtivemos: 𝑅𝑒𝑞 = 819,99Ω + 1190Ω = 2009,99Ω Para i1 que é a corrente que passa pelo R1 obtivemos 0,497 mA, calculamos da seguinte forma: A tensão é de 10V e a resistência equivalente é 2009,99 Ω. U=Ri então, 10V = i1. 2009,99 Ω i1 = 0, 497mA Para i2, que é corrente que passa pelo R2. Fizemos U=U1+U23, U é a tensão total, U1 é a tensão que passa no R1 e U23 é a tensão que passa do R2 e no R3, para descobrir U23 e depois descobrir a i2. Logo, Primeiro precisamos descobrir U1 que é U1=i1.R1, ou seja: U1 = 0,497 mA. 1190 Ω = 5,9 V Agora, U=U1+U23 = 10V= 5,9V+ U23 U23 = 4,08 V Sabendo U23, podemos descobrir a corrente que passa no R2: U23 = i2.R2 = 4,08V= i2.996 Ω i2 = 0,409 mA E por último calculamos o i3, que é a corrente que passa pelo resistor R3, para calcular i3 fizemos: U23 = i3.R3 = 4,08V = i3.4640Ω i3 = 0,88 mA Depois dos cálculos feitos, partimos para as medidar, primeiramente medimos a 𝑅𝑒𝑞 do circuito com o multímetro, observe a figura 6, onde mostra como colocamos o multímetro para fazer essa medida. 𝑅𝑒𝑞= 2000 Ω. Para medir o 𝑅𝑒𝑞colocamos uma ponteira do multímetro em cada terminal do circuito. Veja que o negativo do multímetro está conectado no R1 e o positivo do multímetro no R3. Figura 6: Medindo a resistência equivalente no circuito Depois conectamos a bateria de corrente contínua ajustada em 10V, medimos as tensões, para medir as tensões colocamos o multímetro em paralelo com cada resistor, veja como foi feito na figura 7, para encontrar U1, que é a tensão que passa no R1, na figura 8 medindo U2 e na figura 9, medindo U3. Sendo que U2 = U3. Para U1 = 5,9V e para U23 = 4,07. Figura 7: Medindo U1 =5,9V Figura 8: Medindo U2 = 4,07V Figura 9: Medindo U3 = 4,07V A fonte permaneceu ligada no R1 e no R3, nos terminais do circuito, o que mudou foi onde colocamos as ponteiras do multímetro para U1 colocamos as ponteiras em cima do R1 e assim sucessivamente. E por último medimos as correntes, para medir as correntes, colocamos o multímetro em série com o circuito e assim medimos primeiro a i1, depois ajustamos os cabos e medimos a i2 e por último a i3. Veja nas figuras 10, 11 e 12, como foi feito estas medições. Figura 10: Medindo i1 Figura 11: medindo i2 Figura 12: Medindo i3 Para medir a i1, colocamos o negativo do multímetro ligado com o negativo da fonte, o positivo da fonteligado no R1 e o positivo do multímetro na outra ponta do R1. Agora para i2 fizemos diferente, ligamos o negativo da fonte no R1, e o positivo no R2, o multímetro ficou com a ponteira positiva no outro lado do R2 e a negativa no R3. Apesar dessa diferença de valores serem mínimos entre experimental e teórico, acredito que o que podia influenciar é, os fios, pois não existe um fio que seja 100% condutor, o multímetro tem uma resistência interna e isso pode interferir na coleta de dados também. Outro aspecto eram os resistores estavam velhos e alguns precisaram serem lixados para melhor contato. Calculamos o percentual de erro na prática, confira na tabela 1: Tabela 1: Teoria (V) Exp. (V) E % Teoria (mA) Exp. (mA) E % V1= 5,9 V1= 5,9 0 0,497 0,49 1,42 V23 = 4,08 V23 = 4,07 0,24 0,409 0,404 1,2 V23 = 4,08 V23 = 4,07 0,24 0,88 0,84 4 Para a R equivalente que no calculado é 2009.99 Ω e o medido é 2000 Ω, temos um E% de 0,5% 5. CONCLUSÕES: O erro foi entre 0 e 0,2% para a tensão e de 1,2 a 4% para a corrente, esse erro pode ter sido por motivo dos resistores pois eram velhos e alguns estavam com o contato ruim, o multímetro também pode ter agregado no erro experimental. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: ● XAVIER, Claudio; BENIGNO, Barreto. Coleção de Física Aula por Aula. 1ed. São Paulo: FTD, 2010. v.3