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0 NARCISISMO Fernanda Menegon Cavallin Ivy Lopes da Silva Luciana Stangherlin Luiza Thaís Crippa Priscila Peyrot Bassani Rute C. R. Santin Tiago de Conto Caxias do Sul, 2018 1 UNIVERSIDADE DE CAXIAS DO SUL ÁREA DO CONHECIMENTO DE HUMANIDADES CURSO DE GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIA NARCISISMO Trabalho apresentado como requisito parcial para a disciplina de Intervenção Clínica na Vida Adulta, em Psicologia sob orientação da Prof. Dra. Tânia Maria Cemin. Fernanda Menegon Cavallin Ivy Lopes da Silva Luciana Stangherlin Luiza Thaís Crippa Priscila Peyrot Bassani Rute C. R. Santin Tiago de Conto Caxias do Sul, 2018. 2 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO ................................................................................................................. 3 2. CARACTERIZAÇÕES A RESPEITO DO NARCISISMO .......................................... 4 2.1 Modelo Psiquiátrico ......................................................................................................... 4 2.2 Teoria Cognitivo-Comportamental .................................................................................. 6 2.3 Teoria Psicanalítica .......................................................................................................... 8 2.4 Teoria Humanista ........................................................................................................... 10 3. POSSÍVEIS INTERVENÇÕES ................................................................................... 12 3.1 Teoria Cognitivo Comportamental ................................................................................ 12 3.2 Teoria Psicanalítica ........................................................................................................ 14 3.3 Teoria Humanista ........................................................................................................... 16 REFERÊNCIAS ................................................................................................................... 18 3 1. INTRODUÇÃO O termo “narcisismo” advém da mitologia grega, oriunda do mito de Narciso, mas que tem como principal objetivo falar sobre a auto adoração e o culto à sua própria imagem. Como este mito possui inúmeras versões, citaremos a versão encontrada em Dugnani & Cruz, (2007). Narciso era filho de um deus (Cefiso) e de uma ninfa (Liriope) e também era dotado de uma beleza radiante. Em determinado momento, a ninfa Eco apaixona-se perdidamente por ele e ele a rejeita. Eco, em sua tristeza e desespero, definhou até seu corpo perecer e sobrar apenas sua voz, que continuaria a se repetir para todo o sempre. Vendo o ocorrido com Eco, às outras ninfas juntamente com Nêmesis (deusa da vingança), amaldiçoam narciso e o fazem se apaixonar por sua própria imagem, refletida nas águas de um lago. Narciso então não resiste a paixão e adoração por si mesmo e, um dia olhando seu reflexo, atira-se no lago e morre afogado. Em homenagem ao jovem, nasce em seu local de morte uma flor, denominada Narciso. Dada esta introdução, neste trabalho pretendemos analisar como três teorias distintas (Teoria Cognitivo-Comportamental, Psicanálise e Humanista) vêem o Transtorno da Personalidade Narcisista, assim também como suas potencialidades patológicas. O objetivo deste trabalho é também promover uma reflexão acerca das práticas em psicologia, de forma a incentivar o debate sobre as técnicas mais adequadas e ampliar as possibilidades dentro da clínica psicológica. 4 2. CARACTERIZAÇÕES A RESPEITO DO NARCISISMO 2.1 Modelo Psiquiátrico O conceito de narcisismo origina-se da tradição médico-psiquiátrica no final século XIX. Definido originalmente como uma forma de fetiche e após este período, apropriado pela psicanálise, o ponto de vista patológico a respeito desta condição a acompanha desde os primeiros estudos. (Padovan, 2017) Seguindo os pressupostos do modelo psiquiátrico, a condição de patologia dentro da Personalidade Narcísica é apresentada no DSM-V (APA, 2014) como: “A Pessoa com personalidade narcisista apresenta um padrão difuso de grandiosidade (em fantasia ou comportamento), necessidade de admiração e falta de empatia que surge no início da vida adulta e está presente em vários contextos, conforme indicado por cinco (ou mais) dos seguintes: 1. Tem uma sensação grandiosa da própria importância (p. ex., exagera conquistas e talentos, espera ser reconhecido como superior sem que tenha as conquistas correspondentes). 2. É preocupado com fantasias de sucesso ilimitado, poder, brilho, beleza ou amor ideal. 3. Acredita ser “especial” e único e que pode ser somente compreendido por, ou associado a outras pessoas (ou instituições) especiais ou com condição elevada. 4. Demanda admiração excessiva. 5. Apresenta um sentimento de possuir direitos (i.e., expectativas irracionais de tratamento especialmente favorável ou que estejam automaticamente de acordo com as próprias expectativas). 6. É explorador em relações interpessoais (i.e., tira vantagem de outros para atingir os próprios fins). 7. Carece de empatia: reluta em reconhecer ou identificar-se com os sentimentos e as necessidades dos outros. 8. É frequentemente invejoso em relação aos outros ou acredita que os outros o invejam. 9. Demonstra comportamentos ou atitudes arrogantes e insolentes. Características Diagnósticas A característica essencial do transtorno da personalidade narcisista é um padrão difuso de grandiosidade, necessidade de admiração e falta de empatia que surge no início da vida adulta e está presente em vários contextos. Indivíduos com o transtorno têm um sentimento grandioso da própria importância (Critério 1). Superestimam de forma rotineira suas capacidades e exageram suas conquistas, com frequência parecendo pretensiosos e 5 arrogantes. Podem tranquilamente partir do pressuposto de que os outros atribuem o mesmo valor aos seus esforços e podem surpreender-se quando o elogio que esperam e o sentimento que sentem merecer não ocorrem. Comumente implícita nos juízos inflados das próprias conquistas está uma subestimação (desvalorização) das contribuições dos outros. Indivíduos com transtorno da personalidade narcisista estão frequentemente preocupados com fantasias de sucesso ilimitado, poder, brilho, beleza ou amor ideal (Critério 2). Podem ruminar acerca de admiração e privilégios “há muito devidos” e comparar-se favoravelmente a pessoas famosas ou privilegiadas. As pessoas com esse transtorno creem ser superiores, especiais ou únicas e esperam que os outros as reconheçam como tal (Critério 3). Podem sentir que são somente compreendidas por outras pessoas especiais ou de condição elevada, e apenas com elas devem se associar, podendo atribuir qualidades como “únicas”, “perfeitas” e “dotadas” àquelas com quem se associam. Indivíduos com esse transtorno acreditam que suas necessidades são especiais e estão além do conhecimento das pessoas comuns. Sua própria autoestima é realçada (i.e., “espelhada”) pelo valor idealizado que conferem àqueles com quem se associam. Tendem a insistir em ser atendidos apenas por pessoas “top” (médico,advogado, cabeleireiro, instrutor) ou em ser afiliados às “melhores” instituições, embora possam desvalorizar as credenciais daqueles que os desapontam. Indivíduos com esse transtorno geralmente exigem admiração excessiva (Critério 4). Sua autoestima é quase invariavelmente muito frágil. Podem estar preocupados com o quão bem estão se saindo e o quão favoravelmente os outros os consideram. Isso costuma assumir a forma de uma necessidade constante de atenção e admiração. Podem esperar que sua chegada seja saudada com grandes comemorações e ficam atônitos quando os outros não cobiçam seus pertences. Podem constantemente buscar elogios, em geral com muita sedução. Fica evidente nesses indivíduos uma sensação de possuir direitos por meio das expectativas irracionais de tratamento especialmente favorável que apresentam (Critério 5). Esperam ser servidos e ficam atônitos ou furiosos quando isso não acontece. Por exemplo, podem supor que não precisam aguardar em filas e que suas prioridades são tão importantes que os outros farão uma deferência a eles, irritando-se depois quando estes não os auxiliam “em seu trabalho tão importante”. Essa sensação de possuir direitos, combinada com falta de sensibilidade aos desejos e necessidades dos outros, pode resultar na exploração consciente ou involuntária de outras pessoas (Critério 6). Esperam receber qualquer coisa que desejarem ou sintam necessitar, independentemente do que isso possa significar para os outros. Por exemplo, esses indivíduos podem esperar uma grande dedicação dos outros e podem explorá-los abusivamente sem dar importância ao impacto que esse fato pode ter em suas 6 vidas. Tendem a formar relações de amizade ou romance somente se a outra pessoa parece possibilitar o avanço de seus propósitos ou, então, incrementar sua autoestima. Costumam usurpar privilégios especiais e recursos extraordinários que creem merecer por serem tão especiais. Indivíduos com o transtorno geralmente apresentam falta de empatia e dificuldade de reconhecer os desejos, as experiências subjetivas e os sentimentos das outras pessoas (Critério 7). Podem pressupor que os outros estão totalmente preocupados com seu bem-estar. Tendem a discutir suas próprias preocupações de forma detalhada e prolongada, ao mesmo tempo que falham em reconhecer que os demais também têm sentimentos e necessidades. Com frequência são desdenhosos e impacientes com outros que falam sobre seus próprios problemas e preocupações. Podem não enxergar o quanto ferem os demais com seus comentários (p. ex., dizer exageradamente a um ex-companheiro “Agora estou em um relacionamento para toda a vida! ”; alardear a saúde diante de alguém doente). Quando reconhecidos, as necessidades, os desejos ou os sentimentos das outras pessoas são provavelmente encarados de forma depreciativa como sinais de fraqueza ou vulnerabilidade. Aqueles que se relacionam com indivíduos com transtorno da personalidade narcisista costumam encontrar frieza emocional e falta de interesse recíproco. Esses indivíduos tendem a invejar os outros ou a acreditar que estes os invejam (Critério 8). Podem ver com má vontade o sucesso ou os pertences das outras pessoas, sentindo que eles é que são os reais merecedores de tais conquistas, admiração ou privilégios. Podem desvalorizar grosseiramente as contribuições dos outros, sobretudo quando essas pessoas receberam reconhecimento ou elogio pelo que realizaram. Comportamentos arrogantes e insolentes caracterizam esses indivíduos; com frequência exibem esnobismo, desdém ou atitudes condescendentes (Critério 9). Por exemplo, um indivíduo com esse transtorno pode se queixar da “grosseria” ou “estupidez” de um garçom desajeitado ou concluir uma avaliação médica com uma apreciação condescendente do médico” (p. 669-671) 2.2 Teoria Cognitivo-Comportamental Os indivíduos que possuem esse transtorno supõem que são especiais, superiores e únicos além disso, acreditam que devem ser tratados dessa maneira. Estes sujeitos não aceitam críticas, necessitam de admiração e precisam se sentirem aceitos na maioria do tempo. Há evidências que esses pacientes apresentam prejuízos na área do trabalho, nas 7 relações interpessoais, e também apresentam elevado risco de suicídio. (Marissen, Deen & Franken, 2011). Alguns dos outros comportamentos típicos de uma pessoa narcisista também incluem impaciência, arrogância, tendência a dominar as conversas e indiferença frente aos direitos dos outros indivíduos. Pessoas com este tipo de personalidade também apresentam comportamento sociais inicialmente cativante. (Beck, Freeman, & Davis, 2017) Alguns dos aspectos fundamentais pertinentes à pessoa com personalidade narcisista remetem a sua infância. Nesta fase, Beck, Freeman & Davis (2017) citam que frequentemente a criança é tratada como se fosse especial, geralmente sendo mimado e idealizado pelos pais. Com esta idealização, a criança aprende que precisa atender as expectativas dos pais para receber atenção e até mesmo amor. Apesar da valorização da família, a relação com os pares (colegas de escola) é geralmente prejudicada, pois este não se sente mais o centro das atenções dos demais. Para que possamos entender mais a respeito do funcionamento da pessoa com Personalidade Narcisista, nos utilizaremos da Terapia dos Esquemas, proposta por Jeffrey Young e diretamente relacionada ao entendimento das personalidades e seus possíveis transtornos. Young (2003), propõe a terapia dos esquemas, na qual engloba elementos da abordagem da terapia cognitiva-comportamental clássica, aliado a outras escolas como: a gestalt, relações objetais, construtivismo e escolas psicanalíticas, para tratar pacientes com Transtorno de Personalidade Narcisista. Esse modelo elaborado por Young destaca a confrontação, e a discussão de experiências de vida dos momentos iniciais do sujeito, caracteriza também por ser um tratamento mais longo que a terapia cognitiva-comportamental clássica, em que se dedica mais em superar a evitação cognitiva, comportamental e cognitiva. (Callegaro, 2005). Dentro da abordagem cognitiva focada em esquemas foi possível apontar dezoito esquemas iniciais desadaptativos, organizados em cinco domínios: (a) desconexão e rejeição; (b) autonomia e desempenho prejudicados; (c) limites prejudicados; (d) orientação para o outro e (e) supervigilância e inibição (Young, 2003). O autor ainda destaca que esses cinco domínios se referem às necessidades desenvolvimentais da criança que podem não ter sido supridos nessa idade. Estas necessidades são: competência e sentido de identidade; liberdade de expressão; autonomia e emoções; espontaneidade; lazer; validação das necessidades; limites realistas e autocontrole. Os 18 EIDs ( Esquemas Iniciais Desadaptativos), agrupados nos cinco domínios já 8 descritos e caracterizados por déficits de necessidades básicas, estão listados a seguir (Young et al. 2008): Desconexão e Rejeição (Domínio 1): desconfiança/abuso, abandono/instabilidade, defectividade/vergonha, isolamento social/alienação, privação emocional; Autonomia e Desempenho Prejudicados (Domínio 2): dependência/incompetência, vulnerabilidade ao dano ou à doença, emaranhamento/self subdesenvolvido, fracasso; Limites Prejudicados (Domínio 3): arrogo/grandiosidade, autocontrole/autodisciplina insuficientes; Direcionamento para o Outro (Domínio 4): autossacrifício, subjugação, busca de aprovação/busca de reconhecimento; Supervigilância e Inibição (Domínio 5): inibição emocional, negativismo/pessimismo, postura punitiva, padrões inflexíveis/postura crítica exagerada. (Young et al. 2008) A autora Behary(2011), aborda que no tratamento de sujeitos com Transtorno de Personalidade Narcisista deve-se prestar atenção em dois cenários. O primeiro se refere aos esquemas ativados pelos narcisistas, principalmente para os indivíduos que mantém um relacionamento próximo com um Narcisista que são: Auto sacrifício, Subjugação, Abandono/instabilidade, Defectividade/vergonha, inibição emocional/ Privação emocional, Desconfiança/abuso e Padrões rígidos. A segunda situação a se trata dos Esquemas presentes no sujeito Narcisista que são: Privação emocional, Desconfiança/abuso, Defectividade/vergonha, Subjugação, Padrões rígidos, Merecimento/grandiosidade, Autocontrole insuficiente e Busca por aprovação. Segundo Cazassa e Oliveira, (2008), sujeitos com essa condição tem mais dificuldade de responder a alguns pressupostos fundamentais da TCC clássica. A principais limitações estariam associadas a: acesso a sentimentos, pensamentos e imagens a partir de breve treinamento; motivação no aprendizado de tarefas e estratégias de autocontrole e engajar-se em um relacionamento colaborativo com o terapeuta entre outros. 2.3 Teoria Psicanalítica Freud (1914-1916), pontua que o termo narcisismo advém da descrição clínica, denotando alguém que contempla o próprio corpo, afagando e acariciando-o até obter satisfação completa por essas atividades. “Passa a significar uma perversão que absorveu a totalidade da vida sexual do indivíduo. ” Na clínica psicanalítica, Lazzarini e Viana (2010), pontuam que: “as configurações subjetivas contemporâneas tendem a apresentar um sujeito que traz um sofrimento psíquico que parece estar menos relacionado a conflitos neuróticos clássicos, regulados 9 pela lógica da castração e do desejo. “ (p.2), mas sim, que tende a aparecer algo da ordem do desamparo primordial, que já foi ressaltado por Freud. Lazzarini e Viana (2010), que usaram como base os escritos de Freud mencionam que esse sujeito, demonstra algo regressivo, narcisístico direcionado a si próprio, seu próprio eu é que ganha lugar de investimento caracterizando uma idealização de si mesmo, assim encontrando uma forma de se sentir pleno. Para Green (2001) citado por Lazzarini e Viana faz descrição dos pacientes narcísicos “pessoas cuja capacidade de fantasiar é muito mais utilizada como forma de preenchimento do vazio; são pessoas que possuem um retardo afetivo acentuado, isto é, têm horror aos apetites sexuais e orais. ” (2010, p.4) Lazzarini e Viana (2010), acreditam que trata-se de pacientes com experiências ruins de individuação e separação: Certas características de funcionamento psíquico decorrem daí: são pessoas que não se sentem seguras; que vivem no aqui e agora; cujo modo de comunicação específico é a narração, contam o fato e não a emoção que sentiram; que tendem a não aprender pela experiência vivida pessoal; com dificuldade de se desprender intelectualmente de seu vivido; que na vida social permanecem grudadas (no sentido de fusão) aos outros ou, excessivamente afastadas e que temem a penetração seja ela do olhar ou sexual. (p.4) Para Recktenvald (2010), que procura descrever em seus estudos as relações iniciais que o indivíduo estabelece com o ambiente que o cerca, algumas características são descritas tradicionalmente como pertencentes a pessoas com personalidades narcísicas, como a necessidade de ser admirado e amado, vida emocional superficial, dificuldade de empatia, tendência a explorar os outros nos relacionamentos, grandiosidade e adaptação social superficialmente adequada. Também, segundo a autora, o diagnóstico nosológico descrito no DSM-IV acaba apontando característica semelhantes às descritas pelos psicanalistas. Para a abordagem psicanalítica, segundo Rossi e Mello (2015), no processo de narcisização, o narcisismo integra uma imagem corporal e possibilita o surgimento do Eu, ou seja, possibilita o surgimento de uma identidade para o sujeito, ocorrendo a partir do encontro do sujeito com o Outro. Reportando-se à fase pré-edípica, caracteriza-se pelo amor, olhar e investimento libidinal materno. Nos casos em que a mãe não dispõe destas condições, é fundamental que outra pessoa desempenhe esse papel de maternagem, sendo uma tia, avó, pai, etc. Assim, para Rossi e Mello (2015) 10 Na relação primordial com os pais está a origem da saúde mental ou de futuros dissabores. O olhar da mãe é estruturante para a criança. A mãe serve de espelho para ela. O tom de sua voz também é de extrema importância, posto que esse foi o vínculo mantido desde as suas primeiras horas de vida intrauterina. A palavra da mãe é acolhedora, aconchegante, promove segurança. Quando não tem a palavra instituída corre- se o risco de surgir várias patologias. (p. 1214) A criança que recebe um bom investimento libidinal e grande riqueza afetiva, conforme Rossi e Mello (2015), seguramente levará para a vida uma bagagem inestimável, sob a forma de autoestima, confiança e segurança. Para Dalgalarrondo em Rossi e Mello (2015), “Todo indivíduo necessita investir amorosamente no seu próprio Eu para sobreviver, para cuidar de si mesmo e também, para poder amar outras pessoas”, ou seja, o indivíduo precisa de amor para constituir-se e desenvolver-se. O importante, segundo os autores, é a intensidade de amor que é investida no Eu. 2.4 Teoria Humanista Com base em pesquisas sobre diversas abordagens humanistas, para o entendimento do paciente narcisista, a Gestalt-terapia foi escolhida por conter mais publicações sobre o tema, e ainda assim, um número escasso. A Gestalt é entendida como uma abordagem que se concentra no potencial da pessoa, substituindo a visão de patologia pela visão de indivíduo, portador de seus próprios recursos e capacidade de autorregulação. Ela se concentra mais no processo do que no conteúdo, e por isso, ao invés de buscar entender as causas do comportamento, busca entender o processo (Mesquita, 2011). Esta abordagem considera mais preciso falar sobre “orientação narcísica”, ao invés de transtorno, pois esta é uma condição clínica em que ocorre a experiência do self. Na verdade, o narcisismo em si é entendido como uma modalidade precisa de interrupção do ciclo de contato que causa a auto reflexão. Entende-se que este ser é alguém incapaz de manter um relacionamento íntimo, e que se encontra em um estado de ansiedade de simbiose. (http://institutoananda.es/psicopatologia-narcisismo-y-gestalt/) Vieira, Oliveira e Ferreira, (2013), citam a dificuldade do paciente para a compreensão da ideia de “nós”, sendo que para este existe o “eu” e o “você”. Isso dificulta suas interações sociais, além de causar o sentimento de solidão e insatisfação com seu ponto de vista sexual, posto que o paciente busca alguém que valide sua existência, mas 11 que também sirva de espelho. Esta dependência do outro torna-o escravo de sua própria autoestima. O mundo pós-moderno valoriza ideais narcísicos, como imagem, beleza e juventude. Pela ênfase desta valorização girar em torno da imagem, a capacidade de cada um em pensar, refletir e discriminar o que é positivo ou não para si, fica comprometida. Introjetos inteiros são absorvidos, sem serem compreendidos para eliminar o que seria dispensável ou tóxico para o indivíduo (http://institutoananda.es/psicopatologia- narcisismo-y-gestalt/) Esta abordagem acredita que com contextos sociais que buscassem estimular mais a autorregulação e confiassem mais na sabedoria do organismo, os seres humanos seriam mais confiantes e seguros. Pensa-se que a falta de confiança em si, possa alimentar posturas narcisísticas de grandiosidade, comprometendo as relações. A identificaçãocom essa imagem de grandiosidade permite ao narcisista ignorar a dor da realidade interna (Yontef, 1998). 12 3. POSSÍVEIS INTERVENÇÕES 3.1 Teoria Cognitivo Comportamental Em pacientes com Transtorno de Personalidade Narcisista, além do lado adulto que o terapeuta busca fortalecer é possível observar três modos básicos que prevalecem nesses indivíduos: 1. Criança solitária 2. Auto-engrandecedor 3. Auto confortador desligado (Young, 2003) O principal objetivo da terapia focada em esquemas é fortalecer o lado adulto saudável do sujeito, para que assim a criança solitária se sinta amparada e compreendida desenvolvendo também o lado para cuidar e ser empático com as pessoas. O terapeuta também confronta o lado auto-engrandecedor do paciente para que ele se dê conta que não há necessidade de aprovação excessiva e trate os outros com mais reciprocidade. E também o terapeuta ajuda a minimizar o lado auto confrontador com os comportamentos aditivos e evitativos, substituindo por relacionamentos autênticos e duradouros, inicialmente com o próprio terapeuta e depois com as pessoas mais próximas do sujeito. (Young, 2003) A medida que a criança solitária recebe amor e empatia, o paciente já não precisa substituir o amor por aplauso ou indiferença nem agir com outros de maneira depreciativa ou autocentrada. Os modos auto-engrandecedor e autoconfortador desligado se enfraquecem e desaparecem aos poucos. O foco principal do tratamento, portanto, está nos relacionamentos íntimos, tanto a relação terapêutica quanto os outros relacionamentos importantes do paciente. (Young, 2003, p. 335) O primeiro passo para a modificação dos esquemas é realizar uma cuidadosa avaliação e conceituação do caso e em segundo a mudança do esquema. Basicamente a primeira fase requer oito passos: 1) identificar os problemas e sintomas apresentados pelo sujeito nas sessões iniciais para obter uma breve história do sujeito. 2) aplicar o Multimodal Life History Inventory (A. Lazarus e C. Lazarus, 1991) e o Questionário de Esquemas de Young (Forma longa, Segunda Edição) 3) após a realização do questionário, discutir com o paciente os esquemas apresentados. 4) ativar os esquemas do paciente por meio de imagens, trazendo à tona alguns acontecimentos traumáticos do passado e do presente, recomendando filmes, livros para a discussão e propondo tarefas de casa. 5) se achar necessário, confrontar a 13 evitação do esquema do paciente. 6) Identificação dos comportamentos desencadeados pelos esquemas, ou seja, sua manutenção, evitação e compensação. Se necessário aplicar o Young-Rygh Avoidance Inventory (YCI; Young, 1995). 7) reunir as informações coletadas em uma conceituação coerente do paciente. Administrando o Young Parenting Inventory (YPI; Young, 1994). Diante disso, ligar os problemas e as experiências da infância e os padrões comportamentais - adolescentes e adultos-, as emoções e o relacionamento terapêutico com os EIDs e obter feedback do paciente sobre a conceituação do caso. 8) E por fim, diferenciar o que é esquema primários, secundários e vinculados. Escolher junto um ou dois esquemas nucleares para a mudança. O segundo passo é a mudança em si. Existem quatro tipos de estratégias/intervenção que são: cognitiva, experiencial, interpessoal e comportamental. As técnicas cognitivas são ensinadas aos pacientes para que eles consigam lutar contra os esquemas sempre que surgir quando eles não estiverem na sessão, combatendo as crenças com pensamentos racionais, e entendendo que os esquemas distorcem as informações. Uma técnica que pode ser utilizada é pedir que o paciente represente o papel de “Advogado do Diabo”. O paciente deve defender para o terapeuta o esquema, dando vários exemplos que comprovem que aquele esquema é aceitável, concomitantemente o terapeuta vai mostrando-lhe que não é verdade. As técnicas experimentais são realizadas normalmente após as técnicas cognitivas com o objetivo de flexibilizar os esquemas para a mudança. Uma técnica que pode ser trabalhada é a “Catarse Emocional” que tem o objetivo de trabalhar questões emocionais que não foram trabalhadas. O terapeuta traz através de imagens, dramatização de papéis estimulando o paciente a vivenciar essas experiências, sentimentos associados aos esquemas. As técnicas interpessoais são vivenciadas em todo tratamento, pacientes apresentam seus esquemas nesse relacionamento de troca com o terapeuta (“transferência”). Uma técnica válida nesse contexto é proporcionar um relacionamento terapêutico que se contraponha aos Esquemas Iniciais Desadaptativos. Tendo postura contrária dos relacionamentos que o paciente teve na infância que fortaleceram os esquemas desadaptativos. Técnicas comportamentais se define por uma etapa final do tratamento são técnicas que visam a mudança de comportamento que acabou sendo reforçando os esquemas ao longo do tempo. Uma técnica pertinente que é usada nesse caso 14 Obstáculos comuns ao tratamento do narcisismo Pacientes com esse transtorno de personalidade tem grande probabilidade de nos primeiros atendimentos não seguir em frente no tratamento. Um dos motivos pode ser pelo modo auto-engrandecedor, o paciente não sabe estabelecer e permanecer em um relacionamento autênticos e duradouros o que possa ser difícil de entender o objetivo da terapia, principalmente se o paciente nunca tenha sido cuidado de verdade. Portanto, eles acabam evitando e abandonando a terapia para não entrar em contato com o sofrimento da criança solitária. (Young, 2003) “O modo auto-engrandecedor pode rejeitar o terapeuta por não o considerar “bom o suficiente” em algum aspecto - não é rico, inteligente, instruído, bem-sucedido o suficiente, e assim por diante. Isso também pode acontecer mais tarde no tratamento. Tendo inicialmente idealizado o terapeuta, o paciente o desvaloriza depois”. (Young, 2003, p. 355- 356) Para melhor ilustração de como funcionaria a intervenção em Teoria Cognitivo-Comportamental, apresentamos a entrevista realizada por Paulo Knapp, um dos maiores nomes da Terapia Cognitivo Comportamental no país. Na entrevista, Paulo realiza uma encenação de uma sessão com Dorian Gray e mostra como seria o entendimento funcional do caso de Dorian, além de como seriam as possíveis intervenções em TCC com o paciente. O vídeo completo tem a duração de uma hora e encontra-se disponível pelo site Youtube, porém, decidimos por expor apenas um trecho do vídeo neste trabalho. O acesso é feito pelo link: https://www.youtube.com/watch?v=b9MBAnvkxOw. 3.2 Teoria Psicanalítica A teoria psicanalítica evoluiu muito ao longo dos anos. Tal evolução possibilitou a junção de duas áreas impensáveis na época de Freud, a neurociência e a psicanálise, originado assim a neuropsicanálise. Diante disso, pensamos em uma possível intervenção com sujeitos narcisistas através desse novo olhar da ciência. A neuropsicanálise possui um entendimento multiprofissional diante de perturbações, emoções ou qualquer outro tipo de sentimento ou comportamento que esteja relacionado com os sujeitos. A mesma envolve tanto questões biológicas como questões psicodinâmicas, possibilitando um espaço de compreensão mais amplo e completo diante de certas situações. Neste processo o cérebro vai ser compreendido e suas partes e funcionalidade, porém as funções mentais também ocuparão espaço para análise. Por essas 15 funções não possuírem espaço físico em nosso corpo ou mente, elas serão compreendidas como uma forma de "interaçãofuncional dinâmica" (s/p) (Bocchi & Almeida, 2003). Bocchi e Almeida (2003), relatam que os neuropsicanalistas irão buscar na psicanálise o conhecimento teórico, para que assim possam compreender melhor questões inconscientes que possam acabar motivando certos comportamentos, que por vezes dificultam na compreensão dos mesmos. Com isso, as intervenções nesta área serão efetuadas com a junção de exames de imagem e a psicoterapia, por exemplo. No trabalho elaborado por Bocchi e Almeida (2003), é relatado sobre os estudos neuropsicanalíticos com relação à Síndrome do Hemisfério Direito. Na presença de lesões neste local constatou-se alguns sinais e sintomas como as alterações cognitivas, déficits de memória visuo-espacial e déficits emocionais, por exemplo. A intensidade da lesão e o tipo de distúrbio foram constatados também como fatores determinantes para estes sintomas. Para a neuropsicanálise, os narcisistas podem ser identificados através desta lesão, Bocchi e Almeida (2003) referem-se a isso da seguinte forma: [...]lesões no hemisfério direito desestabilizam os mecanismos neuropsíquicos envolvidos na representação dos objetos e do eixo espacial como um todo, deixando os indivíduos acometidos à mercê de uma concepção espacial e objetal menos estruturada. (p.65). Assim, juntamente como a visão psicanalítica, pode-se dizer que tais lesões estariam provocando nos sujeitos narcísicos uma regressão quanto ao seu funcionamento psíquico (Bocchi & Almeida. 2003). A junção dessas duas visões é importante para que se possa compreender que os sujeitos narcísicos não possuem déficit perceptivo, e sim uma evitação por parte dos mesmos em entrar em contato com estas questões por causarem sofrimento. Diante disso, pode-se dizer que os processos de intervenção na neuropsicologia acontecem de maneira multiprofissional, ao mesmo tempo que teremos o aporte dos exames de imagem e as explicações biológicas, a teoria psicanalítica também estará em ação (Bocchi & Almeida, 2003). No processo de psicoterapia, será importante a identificação das defesas utilizadas pelo paciente, bem como o exame mental completo do mesmo. E através disso, poder auxiliar o sujeito quanto às percepções e representações não elaboradas ao longo da vida, podendo assim evoluir com o processo de regressão psíquica. Bocchi e Almeida (2003) ainda escrevem que "As intervenções terapêuticas abrem uma perspectiva para que o paciente dissociado reconheça seu estado físico, dando vazão a sentimentos suprimidos." (p. 62). 16 3.3 Teoria Humanista Estudos da Gestalt-terapia discutem muito sobre a relação entre o terapeuta e o paciente para a realização de um trabalho de sucesso. A criação de um vínculo forte é fundamental para que o terapeuta possa trabalhar com as questões do paciente. De acordo com Yontef (1998), para criar o vínculo, é fundamental acompanhar, verificar e acreditar na experiência do paciente a cada momento. Por vezes, o paciente apresenta dificuldade em aceitar do terapeuta algo que ele não sabe sobre si mesmo, podendo interferir na relação. Para a construção da relação terapêutica, é importante que o profissional considere importante a ideia de que esta relação deve ser livre de intervenções que possam ser consideradas intrusas para o paciente, invalidando sua experiência. O cliente narcisista precisa sentir-se validado por outro em sua vivência, e isso é vital para o desenvolvimento da preocupação por si e pelo outro, além da confiança no contato com as pessoas (http://institutoananda.es/psicopatologia-narcisismo-y-gestalt/) Muitas intervenções são vistas pelos narcisistas como exigências do terapeuta a serem satisfeitas, e não deles mesmos. Por isso, usar o “nós” com frequência no tratamento é importante, pois estimula a ansiedade, e, consequentemente, a reflexão do paciente, que apresenta dificuldades em aceitar esta ideia (Vieira et al, 2013). A Gestalt terapia é de apoio e confrontação, e por isso, diversos momentos terapêuticos são de confrontação, que podem ser realizados de maneira mais suave e empática considerando a condição do cliente. A atitude do terapeuta deve estar fundamentada na base do amor, para que o cliente entenda que o sofrimento causado é para o seu bem. É necessário conhecer uma pessoa para saber como atuar sem machucar sua ferida (Vieira et al, 2013). Quando o cliente se sente vulnerável, o terapeuta não deve defender ou tratar de impor sua intervenção, nem se desculpar-se pela mesma ou trocar a experiência, mas sim, deve vivê-la com ele. É necessária a atitude de explorar a experiência e reconhecer a sua parte na interação, além de afirmar que toda a experiência é válida. Uma troca mais profunda requer a expressão dos sentimentos negados, e para fazer isso, é necessário liberar as tensões que bloqueiam os sentimentos, e fazer conscientes as memórias reprimidas ou negadas pelo narcisista desde a infância. A imagem por si só é uma negação dos sentimentos (http://institutoananda.es/psicopatologia-narcisismo-y-gestalt/). A Gestalt trabalha com a ideia da existência de um "outro" através de técnicas, além da ideia de aqui e agora nas experiências de relação do paciente e treinos de relacionamentos de sucesso. Em muitos momentos, técnicas de Psicodrama são trazidas ao 17 consultório aliadas à Gestalt. Estas têm muito a contribuir é a construção de projetos coletivos e grupais como forma de quebrar o narcisismo preponderante. Considera-se que oportunizar que o cliente se coloque no lugar do outro fortalece espaços relacionais, resgatando a intersubjetividade, que está comprometida (Naffah-Netto, 1997). A espontaneidade é considerada uma meta desejável tanto na Gestalt-terapia como no psicodrama (Vieira et al, 2013). Para o psicodrama, espontaneidade é entendida como a capacidade de enfrentar novas situações, utilizando criatividade em uma relação compromissada com o mundo. Já para Perls, Hefferline e Goodman (1997), da Gestalt- terapia, a espontaneidade é entendida como o apoderamento e crescimento do cliente com aquilo o que é interessante e nutritivo no ambiente. Tanto para a primeira, como para a segunda, se faz necessário o cultivo de uma sensação de atuação no meio, possibilitando crescer e formular novas respostas dentro dele. Estas práticas podem vir a facilitar também a emergência de modos de vida mais criativos. Os espaços nelas criados podem favorecer a construção do inusitado e do encontro de subjetividades, necessários para a ruptura com posturas narcísicas, e, consequentemente, a construção de novas formas de vida social (Vieira et al, 2013). Dentre um dos escritos mais citados de Perls em diferentes plataformas de comunicação, conhecido como “Oração da Gestalt”, se destaca a frase: “Não vim ao mundo para viver de acordo com as suas expectativas, nem você está neste mundo para viver de acordo com as minhas”. A gestalt busca mostrar ao paciente que a responsabilidade de ser cuidado e amado não é das pessoas que o rodeiam, mas sim de si, e que não compreender isso é uma fonte inesgotável de sofrimento, trazendo à tona a angústia de ter uma imagem dissociada de quem se é. Para acalmar esta distorção, o terapeuta convida o paciente a se escutar e se concentrar no famoso “aqui e agora”. Dar ao cliente a oportunidade de poder pensar por si, confiando em sua própria experiência e autorregulação organísmica, é uma contribuição importantíssima da gestalt. Para que isto se concretize, o papel do terapeuta é auxiliar o cliente a aumentar sua capacidade de contato com a própria experiência. Vale lembrar que este é um processo desafiador, posto que a sociedade estimula mais a heterorregulaçãodo que a autorregulação organísmica, através de estímulos à adoção de ideais narcísicos (Vieira et al, 2013). 18 REFERÊNCIAS American Psychiatric Association. (2014). 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