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ÉTICA PROFISSIONAL E CONTÁBIL 
Alexandro Farias de Carvalho 
GUIA DA 
DISCIPLINA 
 2019 
 
 
1 Ética Profissional e Contábil 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
1. A ÉTICA: CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES 
 
Objetivo 
Compreender os conceitos iniciais sobre a Ética, sua interação com a filosofia, 
relacionada com a sociedade e, principalmente, com o profissional de contabilidade. 
 
Introdução 
Atualmente a discussão sobre a ética tem sido muito presente nos mais diversos 
setores. A sociedade se encontra em crise moral e, tal fato, verifica-se observando o 
aumento das ocorrências de violência, egoísmo e indiferença entre os semelhantes, além 
do desejo poder, falta de respeito pelas diferenças, causando uma crise ética no âmbito 
pessoal e profissional. A disciplina Ética profissional e contábil pretende esclarecer a classe 
contábil como exercer com dignidade e honra o serviço profissional. O Comitê de Integração 
Latino Europa América (CILEA), na figura de seu presidente, Sr. Oscar Juan Montaldo, 
alerta que, “para que sejamos profissionais integrais, é necessário que divulguemos e 
apliquemos, perante a sociedade, os princípios e valores éticos da profissão. ” A reflexão 
sobre ética é importante em qualquer profissão, principalmente no que tange compreender 
a sua integração no desempenho de suas funções com qualidade e outros atributos 
indispensáveis para desenvolver o trabalho com eficácia. Esse comportamento ético vai 
traçar o perfil do profissional, contribuindo para a sociedade como um todo como anuncia 
o Prof. Lopes Sá (1996, p. 151) quando afirma que as “virtudes básicas profissionais são 
aquelas indispensáveis, sem as quais não se consegue a realização de um exercício ético 
competente, seja qual for a natureza do serviço prestado. ” 
 
1.1. Conceito de Ética e sua integração com filosofia 
A palavra ética, segundo a sua etimologia, deriva do grego éthos que significa “modo 
de ser”, “costume” ou “caráter”, ou seja, é a forma como vive o homem, tendo como 
premissa que é uma vivência correta. Este conceito é bem difundido para ações, 
politicamente corretas, ligadas à promoção do bem comum e da justiça no meio social, 
tendo o homem no centro desta política, da ciência, da arte e da moral. 
 
De acordo com o dicionário formal, ética é “o estudo dos juízos de apreciação que 
se referem a conduta humana suscetível de qualificação do ponto de vista do bem e do mal, 
seja relativamente a determinada sociedade, seja de modo absoluto. ” Portanto, na visão 
ética, não existe uma definição absoluta do bem e do mal, considerando que esses termos 
 
 
2 Ética Profissional e Contábil 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
podem apresentar conceitos diferentes quando analisa a cultura, crenças, ideologias e 
tradições de uma sociedade, comunidade ou grupo de pessoas. Assim, percebe-se que a 
ética pode variar conforme a percepção local de uma comunidade. 
 
Contudo, a concepção do que seja certo ou errado, bom ou mau, ajuda a servir de 
guia para aquele que, em algum momento, precisa encontrar um caminho ou norte, ou seja, 
para não estar perdido. Não se pode obrigar a alguém a ser ético, isso dependerá dos 
valores morais de cada sujeito, mas o que se pode fazer é deixar explícito aquilo que é 
certo e o que não é, cabendo a cada pessoa qual o caminho a seguir. 
 
De acordo com a FIPECAFI1 (2007), ética é um ramo da filosofia que está ligado com 
o que é moralmente bom ou mal, certo ou errado. Referir-se à ética denota o estudo teórico 
dos padrões de julgamento morais, inerentes às decisões de cunho moral. É a teoria ou 
ciência do comportamento moral dos homens em sociedade, ou seja, é a ciência de uma 
forma específica do comportamento humano. Nesse contexto, percebe-se que a ética volta-
se para a racionalidade humana, tendo em vista que todo o ser deve questionar-se e 
descobrir quais são os seus limites, quanto aos direitos e deveres, a sua essência, aos seus 
valores e crenças, aos seus princípios e a sua capacidade de viver em sociedade. 
 
De acordo com Lopes Sá (1996), ética é compreendida como a ciência da conduta 
humana perante o ser e seus semelhantes, pois trata das relações interpessoais, 
envolvendo a aprovação ou reprovação das atitudes ou ações dos homens perante os seus 
pares. Assim, podemos concluir que um profissional ético age com lisura, dentro do que se 
considera correto, sendo necessário compreender quais são os aspectos sob os quais a 
ética é aceita segundo os teóricos que se dedicam ao estudo da questão. O autor define 
estes aspectos como: 
 
1. Ciência que estuda a conduta dos seres humanos, analisando os meios que 
devem ser empregados para que a referida conduta se reverta sempre em 
favor do homem. Nesse aspecto, o homem torna-se o centro da observação, 
em consonância com o meio que lhe envolve. 
 
1 FIPECAFI, Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras. Ética Geral e Profissional em 
Contabilidade. 
 
 
3 Ética Profissional e Contábil 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
2. Ciência que busca os modelos da conduta conveniente, objetiva, dos seres 
humanos. A correlação, nesse aspecto, é objetiva, entre o homem e seu 
ambiente. 
 
A ética se vincula as boas ações do ser humano, inspirando às pessoas, dando 
suporte e orientação às ações humanas, sejam elas individuais ou coletivas. Também pode 
ser definida como um conjunto de normas adquiridas por hábitos reiterados de sua prática. 
O complexo de normas éticas, também conhecida como regras de conduta, se alicerça em 
valores designados, em grande parte, como valores do bem. 
 
Em suma, esgotando o conceito de Ética, podemos defini-la como um conjunto de 
valores morais que permitem a permanência da civilização. Seus fundamentos foram 
construídos durante todo o processo de civilização, e são iguais para todos, conforme a 
região, independentemente de cultura ou religião. 
 
Verifica-se que a filosofia grega preocupa-se com a reflexão sobre ética desde os 
primórdios, considerando que a ética, é uma das três dimensões da filosofia, ao lado da 
teoria e da sabedoria e, nesse sentido, verificamos a ética inserida na Filosofia. 
 
 
 
Assim, considerando as exposições, podemos afirmar que: A ética é uma 
dimensão da Filosofia. 
 
 
 
 
 
 
 
Pesquise na WEB: 
Objetivando expandir o conhecimento, consulte na Biblioteca Virtual Pearson 
ou em sites acadêmicos, e realize uma pesquisa sobre “As três dimensões da 
filosofia”, procurando identificar sua influência com a vida profissional e 
acadêmica. 
 
 
 
 
4 Ética Profissional e Contábil 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
1.2. A Ética como um comportamento prudente 
Sócrates baseava sua ética numa convicção pessoal, adquirida por meio da tentativa 
de compreender a justiça das leis. A ética é um assunto que tem se tornado corrente no 
dia-a-dia das pessoas, pois a sociedade enfrenta graves desafios no início desse século 
XXI, desafios esses evidentes nos comportamentos sociais entre os indivíduos, na busca 
desenfreada do ter sem respeitar o seu semelhante. 
 
Se associarmos a ética ao caráter do indivíduo, a mesma é algo que se forma pelo 
convívio, ocorrendo, desde a infância, com a presença marcante da família em compartilhar 
valores morais que, por certo, estarão presentes na vida adulta. Depois da família, verifica-
se que o convívio com outros indivíduos e grupos os direcionam as normas de 
comportamento, que são indicados como adequados. 
 
Mediante os conceitos expostos, a ética insere-se em um contexto enquanto ramo 
do conhecimento,dentro de uma concepção moderna relacionada com a virtude; que é 
uma palavra que se origina do latim “virtus”, que significa “força”. 
 
Lopes Sá (1996, p.65) destaca que “na conduta ética, a virtude é condição basilar, 
ou seja, não se pode conceber o ético sem o virtuoso como princípio, nem deixar de apreciar 
tal capacidade em relação a terceiros”. Nesse sentido, a virtude do homem está relacionada 
com a prudência, justiça, fortaleza e temperança, conforme Quadro 1. 
 
Quadro 1 - Virtudes Básicas 
Prudência É a reta noção daquilo que se deve fazer ou evitar de fazer, 
buscando o zelo na ação. 
Justiça É o ato de respeitar os direitos e os deveres; é a disposição de dar 
a cada um, o que é seu de acordo com a natureza, a igualdade ou 
a necessidade; é a base da vida em sociedade e da participação 
na existência comum; a Justiça implica a combinação de diversas 
atividades, com a imparcialidade, a piedade, a veracidade, a 
fidelidade, a gratidão, a liberdade e a equidade. 
Fortaleza Firmeza interior contra tudo o que molesta a pessoa neste mundo, 
fazendo vencer as dificuldades e os perigos que exercem a 
medida comum. 
 
 
5 Ética Profissional e Contábil 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
Temperança Regra, medida; é a condição de toda virtude; é o meio justo entre 
o excesso e a falta; exige sensatez baseada num pensamento 
flexível e firme; encontra-se atrelada à continência, à sobriedade, 
à humildade, à mansidão e à modéstia. 
Fonte: Adaptado de Camargo (2001, p.35) 
 
 
Portanto, compreendemos que agir com prudência é agir com ética. 
 
 
Assista ao Vídeo “Ética, virtude e poesia”, do renomado filósofo, Prof. Dr. 
Gabriel Perissé Madureira. Disponível no Link abaixo: 
<https://www.youtube.com/watch?v=q6jQXIAC0Fo> 
Acesso em: 23 abr. 2018. 
 
 
Atrelados às virtudes, existem os vícios que representam ações ou sentimentos 
contrários à mesma; implicando a combinação de diversos sentimentos como o orgulho, a 
avareza, a gula, a luxúria, a inveja, a preguiça e a ira, que influenciarão e explicitarão o 
caráter da sociedade. 
 
O Quadro 2, a seguir, apresenta cada um desses sentimentos, que se denominam 
vícios. 
Quadro 2 - Vícios 
Orgulho Procura desordenada de excelência; o orgulhoso se valoriza demais e, 
normalmente, diminui e menospreza os outros. 
Avareza Procura desordenada de bens materiais; o avarento acumula riquezas, 
fazendo uso de meios nem sempre lícitos e, principalmente, 
centralizando todo o ser neste esforço. 
Gula Procura desordenada dos prazeres de comer e beber; causa o estrago 
da própria saúde, prejudicando, muitas vezes, atividades profissionais 
e familiares. 
Luxúria Procura desordenada dos prazeres sexuais; vive com fixação e 
obsessão, procurando satisfações que até implicam desrespeito a si 
mesmo e a outros. 
Inveja Tristeza pelo bem alheio como um obstáculo à próprio bem, como se 
isso impedisse de ele também crescer e aparecer; ele sofre e até 
gostaria que ninguém fosse superior a si. 
 
 
6 Ética Profissional e Contábil 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
Preguiça Recuo diante do trabalho e do esforço; falta-lhe aquela energia para 
assumir atividades dentro de métodos adequados que lhe assegurem 
a construção de valores. 
Ira Violência contra aquilo que resiste à sua vontade, procurando 
vingança; a pessoa irada não raciocina, mas age tempestivamente. 
Fonte: Adaptado de Camargo (2001, p.37) 
 
 
 
 
7 Ética Profissional e Contábil 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
2. ÉTICA: CORRELAÇÕES TEÓRICAS 
 
Objetivo 
Entender o significado etimológico de ética e moral e como estes dois termos se 
correlacionam, dentro da filosofia, com outras teorias que a fundamentam. 
 
Introdução 
A ética pode ser considerada como doutrina ou ciência da conduta moral dos homens 
em sociedade, pois correspondem a uma forma de comportamento humano. Portanto, o 
caráter científico da ética tem relação com os problemas morais e sua abordagem ocupa-
se de um objeto próprio: o campo da realidade humana o qual chamamos moral. A ciência, 
a ética parte de fatos que propõe descobrir a existência de um comportamento moral eficaz. 
O conhecimento científico preocupa-se como a ética deve almejar à nacionalidade e 
objetividade completa e proporciona noção sistemática, metódica e, dentro do limite 
possível, baseia-se em comprovações. Ética vem do grego ethos, que significa "modo de 
ser" ou "caráter" enquanto forma de vida também adquirida ou conquistada pelo homem. 
Originariamente, ethos e mos, "caráter" e "costume", assentam-se num modo de 
comportamento que não corresponde a uma disposição natural, mas que é adquirido ou 
conquistado por hábito. Caráter não natural da maneira de ser do homem que, na 
Antiguidade, lhe confere sua dimensão moral. 
 
2.1. Ética e sua correlação com a Moral 
No nosso cotidiano é comum confundirmos Ética com Moral e vice-versa. Este fato 
se deve a uma explicação lógica, pois a palavra “moral” tem sua origem do latim mos 
(singular) e mores (plural), que significa “costumes”. Já a palavra “ética”, por sua vez, 
vem do grego ethos e possui o mesmo significado: “costumes”. Nesse sentido, no nosso 
dia-dia utilizamos a expressão “bons costumes” como sinônimo para ética e moral ou, até 
mesmo, moralidade. 
 
 
Assista ao Vídeo “O que é Ética”, do renomado filósofo, escritor e professor 
Mario Sérgio Cortella. Disponível no Link abaixo: 
<https://www.youtube.com/watch?v=vjKaWlEvyvU> 
Acesso em: 23 abr. 2018. 
 
 
 
 
8 Ética Profissional e Contábil 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
Ética é princípio e possui caráter científico e é universal, pois estuda as atitudes 
humanas relacionadas à Moral, ou seja, este termo refere-se a prática. Assim, podemos 
afirmar que a Ética leva a modificações nas atitudes humanas, guiando e orientando 
racionalmente a vida humana. Vejamos estes dois conceitos: 
 
ÉTICA MORAL 
É a ciência que estuda a moral 
(diretamente relacionada à política e 
a filosofia). 
Está relacionada com os hábitos e os 
costumes locais ou de determinados 
grupos sociais. 
É a reflexão filosófica sobre a 
moral (caráter teórico). 
Possui caráter prático com força 
normativa. 
É considerada princípio. 
Relativo às aspectos de condutas 
específicas. 
É permanente. É temporal. 
É universal É cultural. 
É teórica. É prática. 
 
Assim, podemos definir moral como um conjunto de regras que se impõem às 
pessoas pela sociedade ou meio em que vivem. Se determina numa ação coletiva que 
tende no agir de determinada maneira, sendo a consolidação de práticas e costumes 
observados no geral pelo receio de uma reprovação social (a pressão é externa). 
 
Nesse contexto, todo ser humano é moral ao cumprir normas de conduta oriundas 
de um conjunto de crenças inquestionáveis dentro de sua cultura, ou seja, ações postas 
como certas e corretas. No entanto, ética envolve reflexão, por isso não significa apenas 
um conjunto de normas, mas vai além. Ela é um conjunto de juízos valorativos (racionais) 
construídos pela civilização, assumidos e manifestados na ação individual de cada um (a 
pressão é interna). Está estruturada em valores de conduta. É sempre civilizatória. 
 
 
 
 
 
Ética é princípio e Moral é prática. 
 
 
 
9 Ética Profissional e Contábil 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
2.2. As teorias que explicam os conceitos éticos 
As teorias que explicam os conceitos éticos tentam nortear, cada uma, o pensamento 
e o comportamento que deve possuir aquele indivíduo que segue uma ou outra teoria,possuindo cada um, no mínimo, uma teoria sustenta sua conduta. 
 
2.2.1. Teoria do Fundamentalismo 
Identifica os preceitos éticos externos ao ser humano, não permitindo que o indivíduo 
encontre o certo ou o errado por si mesmo. O exemplo típico desta teoria é a Bíblia Sagrada, 
que funciona como um livro de regra de fé e prática para aqueles que depositam a sua 
confiança nos seus escritos sem questionamento. 
 
2.2.2. Teoria do Utilitarismo 
Propõe que o conceito ético seja elaborado com base no critério do maior bem para 
a sociedade como um todo. Portanto, a conduta do indivíduo, diante de determinado fato, 
dependerá daquela que gerar um maior bem para a sociedade. Por exemplo, podemos citar 
uma Guerra no qual o Presidente de um determinado país, possa afirmar que sua conduta 
está dentro dos padrões éticos, por conta de ameaça de outro país no qual o presidente 
possa causar um mal para toda sociedade. 
 
2.2.3. Teoria do Dever Ético 
Apregoada por Emanuel Kant (1724-1804), propõe que o conceito ético seja extraído 
do fato de que cada um deve se comportar de acordo com os princípios universais. Estes 
conceitos éticos implicam na aplicação de duas regras: 
1) Qualquer conduta aceita como padrão ético deve valer para todos os que se 
encontrem na mesma situação, sem exceções. 
2) Só se deve exigir dos outros, o que exigimos de nós mesmos. 
 
Como exemplo da teoria do dever ético, pode-se citar que todos os profissionais de 
contabilidade não devem omitir dados do Balanço Patrimonial por eles elaborados, pois 
esta é uma conduta universal. 
 
2.2.4. Teoria Contratualista 
Tendo como precursores John Locke (1632-1704) e Jean Jacques Rousseau (1712-
1778), esta teoria parte do princípio que o ser humano assume com os seus semelhantes 
a obrigação de se comportar de acordo com regras morais estabelecidas para o convívio 
 
 
10 Ética Profissional e Contábil 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
social. Essa Teoria não atentou-se para a mutabilidade das regras morais aplicadas a 
determinados grupos sociais. Se um grupo de contadores resolvessem omitir as 
informações contábeis para os seus clientes, teriam as suas ações de acordo com esta 
teoria, legitimados sob o ponto de vista ético. 
 
2.2.5. Teoria do Relativismo 
Com base nessa teoria, cada pessoa deveria decidir sobre o que é ou não é ético, 
com base nas suas próprias convicções e na sua própria concepção sobre o bem e o mal. 
Dessa maneira, o que é ético para um pode não o ser para outro. Com essa teoria, muitos 
tentam justificar os seus próprios erros dentro de uma concepção coletiva. Como exemplo, 
um profissional de contabilidade poderá informar à diretoria dados distorcidos do Balanço 
Patrimonial da empresa e achar que é correto agir desta forma para não preocupar o 
administrador sobre a real situação. 
 
2.3. As fontes das regras éticas 
Segundo a doutrina, as fontes das regras éticas podem ser divididas em: 
1ª. Natureza Humana Verdadeira: trata-se da natureza do homem sadio e puro, no 
qual habitariam todas as virtudes do caráter íntegro e correto. 
2ª. Forma Ideal Universal: expressa em princípios válidos para todo o pensamento 
sadio. 
3ª. Princípios do Comportamento Humano: de acordo com essa fonte, cada 
significado do comportamento ético tornar-se-ia objeto de reflexão por parte dos 
agentes sociais, objetivando a procura racional das razões da conduta humana. 
4ª. Legislação de cada país: trata-se das leis, códigos, normas de determinado país 
ou de foros internacionais. 
5ª. Costumes: alguns autores dizem se tratar da principal fonte de regras éticas. 
 
2.4. O papel da Contabilidade na sociedade 
Considerando que o mercado de trabalho está cada vez mais exigente, há de se 
concluir que não há espaço para amadores. O mercado exige “profissionais” que de fato 
estejam preparados para enfrentar o dinamismo do mundo atual. Nesse sentido, a 
qualificação dos profissionais é requisito básico, e essa ideia aplica-se ao profissional da 
área contábil que, no desempenho de suas funções, deve ter conhecimento de diversas 
áreas do conhecimento, dentre essas à Ética. 
 
 
 
11 Ética Profissional e Contábil 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
Para entendermos o papel da Contabilidade na sociedade devemos deixar claro 
quais os principais campos de atuação dos profissionais contábeis. Assim, de forma 
objetiva, temos: 
 
Campo de Atuação Descrição 
Gestão Contábil de 
Empresas 
Principal atividade desenvolvida pelos profissionais contábeis. 
Gestão Contábil de 
Entidades Públicas 
Importante área de atuação, com crescente número de 
profissionais atuando na área. A Contabilidade Aplicada ao Setor 
Público estar passando por um processo de convergência aos 
padrões internacionais, necessitando de profissionais com sólida 
formação contábil para fazer frente a esse processo. 
Auditoria Uma das mais importantes áreas de atuação do profissional 
contábil. Inúmeros profissionais trabalham como auditores 
independentes, exercendo serviços de auditoria para diversas 
instituições. Cabe destacar que essas entidades só podem ser 
auditadas por Contador, inscrito na Comissão de Valores 
Mobiliários. 
Gestão de Empresas Muitos Contadores vêm se destacando na área de gestão 
empresarial, tendo em vista o conhecimento mais aguçado na 
área das finanças, custos, etc. 
Perícia Contábil A demanda por laudos técnicos especializados da área contábil 
é grande na área judicial. Cálculos e pareceres sobre apuração 
de haveres, lucros cessantes, impugnações fiscais e avaliações 
patrimoniais estão entre as atividades exercidas pelo perito 
contábil. 
Ensino Ensinar contabilidade tem um vasto campo de atuação em que 
os profissionais necessitam ter sólidos conhecimentos para que 
possam formar profissionais preparados para atuar no mercado. 
 
Em suma, o profissional contábil possui um vasto campo de atuação, sendo uma das 
profissões que se destacam no atual contexto econômico-financeiro do mercado. O objetivo 
da Contabilidade é fornecer informações para a tomada de decisão e para tal se faz 
necessário um caráter idôneo e ético, considerando um mundo em que o compartilhamento 
de informações se dá de maneira instantânea, verificarmos que a Contabilidade possui um 
papel importante na sociedade. 
 
 
 
12 Ética Profissional e Contábil 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
3. PERFIL ÉTICO-PROFISSIONAL 
 
Objetivo 
Compreender o que é ética profissional e conjunto de valores, normas de 
comportamento e de relacionamento adotados no ambiente de trabalho, bem como o perfil 
necessário para ser um profissional ético. 
 
Introdução 
Ética profissional é o conjunto de normas éticas que formam a consciência do 
profissional e representam imperativos de sua conduta. Ética tem relação com o modo ser 
e também de fazer, assim, ser ético é agir dentro de padrões convencionais considerados 
corretos, é proceder de forma idônea e não prejudicar o próximo. Portanto, é cumprir os 
valores estabelecidos pela sociedade em que se vive para que haja o bem comum. O 
indivíduo que tem ética profissional cumpre com todas as atividades de sua profissão, 
seguindo os princípios determinados pela sociedade e pelo seu grupo de trabalho. Cada 
profissão tem o seu próprio código de ética, que pode variar ligeiramente, graças a 
diferentes áreas de atuação. Contudo, há elementos da ética profissional que são 
universais e por isso são aplicáveis a qualquer atividade profissional, como a honestidade, 
responsabilidade e competência. 
 
3.1. Ética Profissional 
Ética Profissional surge como uma forma deagir honestamente no trabalho. Kraemer 
(2010) aponta uma definição para o termo: 
 
Ética profissional é um conjunto de princípios que regem a conduta funcional e de 
comportamento daqueles que compõem determinada profissão. Assim, a ética 
profissional aplicada ao exercício da contabilidade é a parte da moral que trata de 
regras de conduta do contabilista. Entende-se, pois, que ética profissional é o 
conjunto de regras de comportamento do contabilista no exercício de suas 
atividades profissionais. 
 
Quando se busca um conceito para Ética Profissional, uma série de normas devem 
ser consideradas para conduzir o indivíduo à aquisição de hábitos ligados a direitos e 
deveres que cada profissional deve possuir para viver harmonicamente com os seus pares. 
 
O comportamento ético é uma exigência em qualquer empresa e, é considerado 
como o melhor caminho para o sucesso na empresa. Profissionais éticos e íntegros 
 
 
13 Ética Profissional e Contábil 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
possuem maiores chances de adquirir a confiança dos clientes e o comprometimento dos 
funcionários. Este fato tem levado as empresas a buscarem profissionais com este perfil 
como uma forma de aumentar a lucratividade por meio de condutas éticas e pela confiança 
demonstrada pelos clientes, oportunizando maior crescimento das suas vendas ou de seus 
serviços. 
 
As normas das empresas são criadas pela observação de seus empregados e 
colaboradores, portanto o seu respeito dependerá dos profissionais que nela exercem suas 
atividades. Colaboradores que transgridem normas éticas, mesmo que em nome da 
empresa são uma ameaça para ela e para os demais profissionais que nela trabalham. As 
normas constituídas nas empresas não devem considerar apenas a conduta de um grupo 
e, sim, de todos os colaboradores, sob risco de ter a sua qualidade ética reprovada. 
 
 
 
Assista ao Vídeo “Trabalho e Ética com Leandro Karnal”, escritor, palestrante, 
professor e historiador. Disponível no Link abaixo: 
<https://www.youtube.com/watch?v=yljE1IH2jss>. 
Acesso em: 23 abr. 2018. 
 
 
 
O comportamento ético se constitui com base na filosofia, por meio do 
desenvolvimento de padrões de comportamentos e atividades paramentrizadas, de acordo 
com perfil e a relação de compatibilidade entre os pares na organização. Os 
comportamentos e atividades, estruturados pela organização para servirem de condutas 
éticas, devem ser seguidas coletivamente e, não por imposição de uma minoria. 
 
Segundo Chiavenato (2000, p.55), historicamente, “A cultura ocidental contém uma 
marca qualificada como individualista, desde que calcada no interesse por si mesmo e no 
desenvolvimento de regras neste sentido”. Baseado na fala do autor conclui-se alguns 
países do ocidente definem o que ético e moral por meio do aprendizado adquirido após 
eventos e fatos que vão desde escândalos financeiros até os negócios de uma maneira 
geral. Exemplo deste pensamento é o caso da empresa Enron, que fornece dois aspectos 
importantes para interpretar o modus operandi das organizações: 
 
 
 
 
14 Ética Profissional e Contábil 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
a) Os resultados econômicos e financeiros de decisões apenas especulativas; 
b) O baixo nível e a consciência profissional que se reflete, dentre outros, no 
desencadeamento de conflitos, quando da avaliação com os valores 
subjacentes ao indivíduo. 
 
As relações entre as organizações e os seus funcionários surgem a partir de uma 
ação política e moral, entre bem individual, bem coletivo e o bem da organização. Para que 
desenvolva com eficácia suas atividades, o profissional deve possuir algumas virtudes, 
algumas inerentes ao seu caráter e outras que podem ser conquistadas. 
 
Lopes Sá (1996, p.161) considera algumas virtudes como básicas e que são comuns 
a quase todas as profissões, são chamadas de “Virtudes básicas profissionais e são 
aquelas indispensáveis e, sem as quais não se consegue a realização de um exercício ético 
competente, seja qual for a natureza do serviço prestado”. 
 
Destacam-se algumas virtudes referenciais a qualquer profissão 
e que podem ser consideradas imprescindíveis, também para o profissional da 
contabilidade: 
 
Virtude Descrição 
Honestidade 
É a confiança que se é depositada, com a responsabilidade perante o 
bem de terceiros e manutenção de seus direitos. 
Zelo 
Baseada na relação entre o sujeito e o objeto de trabalho e o cuidado com 
o mesmo. 
Sigilo 
É assumir o papel da conservação de algo que lhe é confiado, no qual a 
preservação de silêncio é obrigatória. 
Competência 
Sob o ponto de vista funcional, significa o exercício do trabalho com o 
conhecimento técnico necessário. 
Prudência Bom julgamento da ação, ou seja, cautela, zelo no momento de decidir. 
Humildade 
A verdade não é única e exclusiva, pois bom senso e inteligência são 
inerentes a um grande número de pessoas. 
Imparcialidade 
Relaciona-se em defender a verdade de acordo com os valores sociais e 
éticos, assumindo, principalmente, uma posição justa. 
Fonte: Adaptado de Lopes Sá (1996, p.161) 
 
 
 
15 Ética Profissional e Contábil 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
Outras virtudes poderiam ser consideradas para traçar um perfil necessário para o 
profissional contábil; porém, as virtudes citadas atendem aos anseios dos contabilistas para 
bem exercer as suas atividades. A ética é condição essencial para o exercício de qualquer 
profissão e a profissão contábil desempenha papel importante na economia de mercado, 
pois ela fornece informações auxiliares na tomada de decisões por parte dos gestores. 
 
O bom contabilista não se compraz com a sonegação; antes, a combate; não se 
mancomuna com o erro, procura eliminá-lo; não avilta a profissão e nem os honorários a 
que faz jus, pelo contrário, coloca a profissão em alto padrão e decência e dignidade. 
 
 
 
Ética Profissional também pode ser chamada de Deontologia, 
compreendendo os estudos dos conceitos dos direitos e deveres. 
 
 
 
Num contexto de padrão, decência e dignidade, além de padrões de comportamento, 
surge a figura dos Códigos de Ética, entendido como a relação de práticas comportamentais 
a serem seguidas no exercício de uma profissão, visando sempre o bem-estar social de 
forma a assegurar a transparência de procedimentos dentro e fora de uma determinada 
instituição. (FIPECAFI, 2007). Nesse sentido, a Ética Profissional exige dos Profissionais 
Contábeis padrões de conduta norteados por princípios éticos e morais inerentes à 
profissão. 
 
3.2. Ética e a profissão de Contabilidade 
Os profissionais de contabilidade, diante dos problemas contemporâneos, precisam 
de perseverança, tenacidade e honradez para não cometer erros que venham comprometer 
a imagem de toda uma categoria. Portanto, a discussão sobre a Ética para a Profissão 
Contábil requer um conjunto de regras de comportamento do contabilista no exercício de 
suas atividades profissionais. 
 
Não é possível nem permissível a um profissional ter todos os conhecimentos 
técnicos para exercer com maestria a profissão contábil se este mesmo profissional não 
desenvolver suas atividades baseado num comportamento ético em relação aos demais 
colegas e a terceiros interessados. 
 
 
16 Ética Profissional e Contábil 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
Tratar de conduta ética na profissão contábil é uma tarefa complexa, tendo em vista 
a amplitude do tema que, envolve uma série de princípios e valores individuais, nem sempre 
condizentes com a proposta de um conjunto de regras a serem respeitadas portodos 
indistintamente, no desempenho de suas atividades profissionais. 
 
Considerando que o exercício da ética é responsabilidade do indivíduo e que cada 
profissão deve estar a serviço da sociedade, Lopes Sá (1996, p. 131) argumenta que “a 
ausência de responsabilidade para com o coletivo gera, como consequência natural, a 
irresponsabilidade para a qualidade do trabalho. ” 
 
Cada profissional atribui valores às suas ações e a ética está diretamente 
relacionada a esses valores, aos princípios da dignidade, do respeito às pessoas, da boa 
educação, não possuindo, pois, caráter legal. 
 
O Institute of Certified Management Accountants e o Institute of Management 
Accountants, apontam padrões de conduta ética a serem seguidos pelos profissionais de 
contabilidade e estão relacionados com as responsabilidades de desenvolverem suas 
atividades de acordo com o grau de competência, confidencialidade, integridade e 
objetividade: 
 
Responsabilidades dos contadores ao desenvolverem suas atividades 
profissionais 
 
Competência 
 Manter um nível adequado de competência profissional por 
meio do desenvolvimento contínuo de seus conhecimentos 
e habilidades. 
 Realizar suas obrigações profissionais em consonância com 
as leis, regulamentações e padrões técnicos. 
 Elaborar demonstrativos completos e transparentes, e, após 
as devidas análises, fazer recomendações. 
 
Confidencialidade 
 Privar-se de evidenciar informações confidenciais obtidas 
ao longo de seus trabalhos, exceto quando autorizadas 
legalmente. 
 Informar os subordinados com os devidos cuidados a 
respeito da confidencialidade da informação obtida. 
 Privar-se de utilizar informações confidenciais para obter 
vantagens ilicitamentes. 
 
Integridade 
 Evitar conflitos de interesses e aconselhar as devidas partes 
quanto a qualquer possível conflito. 
 
 
17 Ética Profissional e Contábil 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
 Privar-se de ingressar em qualquer atividade que prejudique 
o cumprimento de suas obrigações éticas. 
 Recusar qualquer presente, favor ou hospitalidade que 
influencie ou venha a influenciar suas decisões. 
 Privar-se de corromper os verdadeiros objetivos da 
organização e da ética. 
 Reconhecer e comunicar as limitações profissionais. 
 Comunicar informações favoráveis, bem como as 
desfavoráveis, e suas opiniões como profissionais. 
 
Objetividade 
 Comunicar a informação de forma clara e objetiva. 
 Evidenciar aos usuários toda informação relevante que 
interferiria na compreensão dos demonstrativos, notas 
explicativas e recomendações apresentadas. 
Fonte: Adaptado de Horngren, Foster e Datar (2000) 
 
Ao tratarmos de grupos profissionais ou de categoria profissional, esses valores 
podem ser ampliados, estruturados e sistematizados por meio dos códigos de ética 
profissional, indicando limites em relação aos quais, o profissional pode medir as suas 
possibilidades e as limitações a que deverá se submeter. 
 
Lopes de Sá (1996, p. 100), observa ainda que dentre todas as profissões; a do 
Contabilista é uma profissão que exige do profissional, a todo instante, um comportamento 
ético, pois: 
[...] a atividade contábil é aquela que através de seus relatórios, registros, 
demonstrativos e principalmente pela assinatura da responsabilidade técnica pelo 
serviço prestado, que expõe aos dependentes e usuários da contabilidade tais 
informações. 
 
Portanto, é o contabilista que apresenta aos usuários de suas informações, o 
resultado de seu trabalho e que deve transmitir confiança técnica. 
 
Caso as informações não sejam fornecidas com notório conhecimento técnico e 
ético, problemas poderão surgir, tais como: 
a) Para o empresário contratante dos trabalhos: informações que poderão 
levá-lo a tomar decisões prejudiciais à empresa; 
b) Para os sócios, acionistas ou proprietários: prejuízos na avaliação de seus 
patrimônios; 
c) Para os credores ou fornecedores de créditos: prejuízos pelo eventual não-
recebimento de seus direitos; 
 
 
18 Ética Profissional e Contábil 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
d) Ao País: pelo não-recebimento de impostos, o que causará danos a todos 
de maneira geral. 
 
A ética necessária para o contabilista deve pautar-se no Código de Ética da 
Profissão, no qual estão inseridos os problemas específicos da profissão e as maneiras de 
conduzir as resoluções de forma clara e idônea. Destaque-se que om código não consegue 
contemplar todas as situações, devendo nesse contexto, prevalecer o bom senso e a 
honradez para o bem-estar da categoria profissional. 
 
 
 
19 Ética Profissional e Contábil 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
4. CÓDIGO DE ÉTICA DO PROFISSIONAL CONTÁBIL (CEPC) 
 
Objetivo 
Verificar a aplicação do CEPC aos Profissionais de Contabilidade (Contadores e 
Técnicos em Contabilidade), no exercício de sua profissão e nos assuntos relacionados à 
classe profissional. 
 
Introdução 
O Código de Ética do Profissional Contábil tem por objetivo fixar a forma pela qual 
se deve conduzir os contabilistas, quando no exercício profissional. Os artigos que compõe 
o CEPC visam precipuamente apresentar o modo de conduta da classe contábil, quando 
no exercício profissional. A ética diferencia-se da moral, pois esta última é a forma de 
conduta interior, diretamente relacionada à consciência, enquanto a ética é a exteriorização 
da conduta humana em sociedade. Quando voltada para uma classe profissional, seu 
escopo é delimitado para as atribuições específicas desta profissão. Durante o período 
laborativo, o contabilista precisa seguir fielmente os preceitos deste Código. 
 
4.1. Deveres 
São deveres do Profissional da Contabilidade: 
I – Exercer a profissão com zelo, diligência, honestidade e capacidade técnica, 
observada toda a legislação vigente, em especial aos Princípios de Contabilidade e as 
Normas Brasileiras de Contabilidade (NBC), e resguardados os interesses de seus clientes 
e/ou empregadores, sem prejuízo da dignidade e independência profissionais; 
 
 
 
As NBCs são um conjunto de regras e procedimentos de conduta que devem 
ser observados como requisitos para o exercício da profissão contábil, bem 
como os conceitos doutrinários, princípios, estrutura técnica e procedimentos 
a serem aplicados na realização dos trabalhos previstos e aprovadas por 
resolução emitidas pelo CFC. 
 
 
 
20 Ética Profissional e Contábil 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
 
 
Pesquise na WEB: 
Objetivando expandir o conhecimento, consulte na Biblioteca Virtual Pearson 
ou em sites acadêmicos, e realize uma pesquisa sobre “Princípios da 
Contabilidade e a sua relação com a profissão contábil”, procurando identificar 
sua influência com a vida profissional e acadêmica. 
 
 
II – Guardar sigilo sobre o que souber em razão do exercício profissional lícito, 
inclusive no âmbito do serviço público, ressalvados os casos previstos em lei ou quando 
solicitado por autoridades competentes, entre estas os Conselhos Regionais de 
Contabilidade; 
 
 
O sigilo não é absoluto, pois existe previsão legal para a quebra do sigilo 
quando solicitadas pela justiça ou pelos Conselhos Regionais de Contabilidade 
(CRCs). 
 
 
 
III – Zelar pela sua competência exclusiva na orientação técnica dos serviços; 
IV – Comunicar, desde logo, ao cliente ou empregador, em documento reservado, 
eventual circunstância adversa que possa influir na decisão daquele que lhe formular 
consulta ou lhe confiar trabalho, estendendo-se a obrigação a sócios e executores; 
 
 
A comunicação deve ser realizadapor documento reservado, portanto, não 
tem validade a verbal. 
 
 
 
 
V – Inteirar-se de todas as circunstâncias, antes de emitir opinião; 
VI – Renunciar às funções que exerce, logo que se positive falta de confiança por 
parte do cliente ou empregador, a quem deverá notificar com trinta dias de antecedência, 
zelando, contudo, para que os interesses dos mesmos não sejam prejudicados, 
evitando declarações públicas sobre os motivos da renúncia; 
 
 
21 Ética Profissional e Contábil 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
VII – Se substituído em suas funções, informar ao substituto sobre fatos que 
devam chegar ao conhecimento desse, a fim de habilitá-lo para o bom desempenho das 
funções a serem exercidas; 
VIII – Manifestar, a qualquer tempo, a existência de impedimento para o 
exercício da profissão; 
IX – Ser solidário com os movimentos de defesa da dignidade profissional, seja 
propugnando por remuneração condigna, seja zelando por condições de trabalho 
compatíveis com o exercício ético-profissional da Contabilidade e seu aprimoramento 
técnico. 
X – Cumprir os Programas Obrigatórios de Educação Continuada 
estabelecidos pelo CFC; 
XI – Comunicar, ao CRC, a mudança de seu domicílio ou endereço e da 
organização contábil de sua responsabilidade, bem como a ocorrência de outros fatos 
necessários ao controle e fiscalização profissional. 
 
 
 
A comunicação deve ser realizada por documento reservado, portanto, não 
tem validade a verbal. 
 
 
 
 
XII – Auxiliar a fiscalização do exercício profissional. 
 
 
 
Assista ao Vídeo “Ética Empresarial”. Disponível no Link abaixo: 
<https://www.youtube.com/watch?v=P9RSqqF8HwU>. 
Acesso em: 23 abr. 2018. 
 
 
 
4.2. Proibições (vedações) e Obrigações 
No desempenho de suas funções, é vedado ao Profissional da 
Contabilidade: 
 
 
22 Ética Profissional e Contábil 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
I. Anunciar, em qualquer modalidade ou veículo de comunicação, conteúdo 
que resulte na diminuição do colega, da Organização Contábil ou da 
classe, em detrimento aos demais, sendo sempre admitida a indicação de 
títulos, especializações, serviços oferecidos, trabalhos realizados e 
relação de clientes; 
 
 
O Profissional de Contabilidade não deve indicar seus títulos, especializações, 
serviços oferecidos, trabalhos realizados e relação de 
Clientes, como uma forma de diminuir o colega, e sim, apenas como forma de 
marketing pessoal. 
 
 
II. Assumir, direta ou indiretamente, serviços de qualquer natureza, com 
prejuízo moral ou desprestígio para a classe; 
III. Auferir qualquer provento em função do exercício profissional que não 
decorra exclusivamente de sua prática lícita; 
IV. Assinar documentos ou peças contábeis elaboradas por outrem, alheio 
à sua orientação, supervisão e fiscalização; 
V. Exercer a profissão, quando impedido, ou facilitar, por qualquer meio, o 
seu exercício aos não habilitados ou impedidos; 
VI. Manter Organização Contábil sob forma não autorizada pela legislação 
pertinente; 
VII. Valer-se de agenciador de serviços, mediante participação desse nos 
honorários a receber; 
VIII. Concorrer para a realização de ato contrário à legislação ou destinado a 
fraudá-la ou praticar, no exercício da profissão, ato definido como crime ou 
contravenção; 
IX. Solicitar ou receber do cliente ou empregador qualquer vantagem que 
saiba para aplicação ilícita; 
X. Prejudicar, culposa ou dolosamente, interesse confiado a sua 
responsabilidade profissional; 
XI. Recusar-se a prestar contas de quantias que lhe forem, comprovadamente, 
confiadas; 
XII. Reter abusivamente livros, papéis ou documentos, comprovadamente 
confiados à sua guarda; 
 
 
23 Ética Profissional e Contábil 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
XIII. Aconselhar o cliente ou o empregador contra disposições expressas em 
lei ou contra os Princípios de Contabilidade e as Normas Brasileiras de 
Contabilidade editadas pelo Conselho Federal de Contabilidade; 
XIV. Exercer atividade ou ligar o seu nome a empreendimentos com 
finalidades ilícitas; 
XV. Revelar negociação confidenciada pelo cliente ou empregador para 
acordo ou transação que, comprovadamente, tenha tido conhecimento; 
XVI. Emitir referência que identifique o cliente ou empregador, com quebra de 
sigilo profissional, em publicação em que haja menção a trabalho que tenha 
realizado ou orientado, salvo quando autorizado por eles; 
XVII. Iludir ou tentar iludir a boa-fé de cliente, empregador ou de terceiros, 
alterando ou deturpando o exato teor de documentos, bem como 
fornecendo falsas informações ou elaborando peças contábeis inidôneas; 
XVIII. Não cumprir, no prazo estabelecido, determinação dos Conselhos 
Regionais de Contabilidade, depois de regularmente notificado; 
XIX. Intitular-se com categoria profissional que não possua, na profissão 
contábil; 
XX. Executar trabalhos técnicos contábeis sem observância dos Princípios 
de Contabilidade e das Normas Brasileiras de Contabilidade editadas 
pelo Conselho Federal de Contabilidade; 
XXI. Renunciar à liberdade profissional, devendo evitar quaisquer restrições ou 
imposições que possam prejudicar a eficácia e correção de seu trabalho; 
XXII. Publicar ou distribuir, em seu nome, trabalho científico ou técnico do 
qual não tenha participado; 
XXIII. Apropriar-se indevidamente de valores confiados a sua guarda; 
XXIV. Exercer a profissão demonstrando comprovada incapacidade técnica. 
XXV. Deixar de apresentar documentos e informações quando solicitado pela 
fiscalização dos Conselhos Regionais. 
 
 
 
Dentro do capítulo sobre as proibições o CEPC destaca que o Profissional da 
Contabilidade poderá publicar relatório, parecer ou trabalho técnico 
profissional, assinado e sob sua responsabilidade. 
 
 
24 Ética Profissional e Contábil 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
O CEPC destaca, também, obrigações para o Contador, quando perito, assistente 
técnico, auditor ou árbitro: 
I. Recusar sua indicação quando reconheça não se achar capacitado em 
face da especialização requerida; 
II. Abster-se de interpretações tendenciosas sobre a matéria que constitui 
objeto de perícia, mantendo absoluta independência moral e técnica na 
elaboração do respectivo laudo; 
III. Abster-se de expender argumentos ou dar a conhecer sua convicção 
pessoal sobre os direitos de quaisquer das partes interessadas, ou da 
justiça da causa em que estiver servindo, mantendo seu laudo no âmbito 
técnico e limitado aos quesitos propostos; 
IV. Considerar com imparcialidade o pensamento exposto em laudo submetido à 
sua apreciação; 
V. Mencionar obrigatoriamente fatos que conheça e repute em condições de 
exercer efeito sobre peças contábeis objeto de seu trabalho, respeitado o 
disposto no inciso II do art. 2º; 
 
Art. 2º, II – guardar sigilo sobre o que souber em razão do exercício profissional 
lícito, inclusive no âmbito do serviço público, ressalvados os casos previstos em lei 
ou quando solicitado por autoridades competentes, entre estas os Conselhos 
Regionais de Contabilidade; 
 
VI. Abster-se de dar parecer ou emitir opinião sem estar suficientemente 
informado e munido de documentos; 
VII. Assinalar equívocos ou divergências que encontrar no que concerne à 
aplicação dos Princípios de Contabilidade e Normas Brasileiras de 
Contabilidade editadas pelo CFC; 
VIII. Considerar-se impedido para emitir parecer ou elaborar laudos sobre 
peças contábeis, observando as restrições contidas nas Normas Brasileiras 
de Contabilidade editadas pelo ConselhoFederal de Contabilidade; 
IX. Atender à Fiscalização dos Conselhos Regionais de Contabilidade e 
Conselho Federal de Contabilidade no sentido de colocar à disposição 
desses, sempre que solicitado, papéis de trabalho, relatórios e outros 
documentos que deram origem e orientaram a execução do seu trabalho. 
 
 
25 Ética Profissional e Contábil 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
4.3. Valor dos Serviços Profissionais 
O Profissional da Contabilidade deve fixar previamente o valor dos serviços, por 
contrato escrito, considerados os elementos seguintes: 
I. A relevância, o vulto, a complexidade e a dificuldade do serviço a executar; 
II. O tempo que será consumido para a realização do trabalho; 
III. A possibilidade de ficar impedido da realização de outros serviços; 
IV. O resultado lícito favorável que para o contratante advirá com o serviço 
prestado; 
V. A peculiaridade de tratar-se de cliente eventual, habitual ou permanente; 
VI. O local em que o serviço será prestado. 
 
O Profissional da Contabilidade poderá transferir total ou parcialmente o contrato de 
serviços ao seu cargo a outro profissional, com a anuência do cliente, sempre por escrito, 
de acordo com as normas expedidas pelo Conselho Federal de Contabilidade. Destaque 
que é vedado ao profissional de contabilidade oferecer ou disputar serviços profissionais 
mediante concorrência desleal. Destaque-se que não existe atualmente uma tabela de 
preços a serem praticados e não compete aos Conselhos de Contabilidade legislar sobre a 
cobrança de honorários. Neste caso, o Sindicato dos Contabilistas de cada Estado divulga 
anualmente uma tabela que propõe um valor mínimo de honorários a ser cobrado sobre os 
serviços prestados. 
 
4.4. Deveres em Relação aos Colegas 
A conduta do Profissional da Contabilidade com relação aos colegas deve ser 
pautada nos princípios de consideração, respeito, apreço e solidariedade, em consonância 
com os postulados de harmonia da classe. 
 
O Profissional da Contabilidade deve, em relação aos colegas, observar as 
seguintes normas de conduta: 
I. Abster-se de fazer referências prejudiciais ou de qualquer modo 
desabonadoras; 
II. Abster-se da aceitação de encargo profissional em substituição a colega 
que dele tenha desistido para preservar a dignidade ou os interesses da 
profissão ou da classe, desde que permaneçam as mesmas condições que 
ditaram o referido procedimento; 
 
 
26 Ética Profissional e Contábil 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
III. Jamais apropriar-se de trabalhos, iniciativas ou de soluções encontradas 
por colegas, que deles não tenha participado, presentando os como 
próprios; 
IV. Evitar desentendimentos com o colega a que vier a substituir no 
exercício profissional. 
 
4.5. Deveres em relação à Classe 
O Profissional da Contabilidade deve, com relação à classe, observar as 
seguintes normas de conduta: 
I. Prestar seu concurso moral, intelectual e material, salvo circunstâncias 
especiais que justifiquem a sua recusa; 
II. Zelar pelo prestígio da classe, pela dignidade profissional e pelo 
aperfeiçoamento de suas instituições; 
III. Aceitar o desempenho de cargo de dirigente nas entidades de classe, 
admitindo-se a justa recusa; 
IV. Acatar as resoluções votadas pela classe contábil, inclusive quanto a 
honorários profissionais; 
V. Zelar pelo cumprimento deste Código; 
VI. Não formular juízos depreciativos sobre a classe contábil; 
VII. Representar perante os órgãos competentes sobre irregularidades 
comprovadamente ocorridas na administração de entidade da classe 
contábil; 
VIII. Jamais utilizar-se de posição ocupada na direção de entidades de classe 
em benefício próprio ou para proveito pessoal. 
 
4.6. Penalidades 
A transgressão de preceito deste Código constitui infração ética, sancionada, 
segundo a gravidade, com a aplicação de uma das seguintes penalidades: 
I. Advertência reservada: é um comunicado pessoal do Conselho de classe ao 
contabilista infrator, alertando-o do cometimento da falta ética e advertindo-o 
reservadamente. 
II. Censura reservada: é um comunicado pessoal do Conselho de classe ao 
contabilista infrator, alertando-o do cometimento da falta ética e censurando-o 
reservadamente. 
 
 
27 Ética Profissional e Contábil 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
III. Censura pública: na censura pública, toda a classe contábil fica conhecendo 
publicamente o infrator ético-profissional. 
 
 
Censura Pública é a penalidade que cabe recurso ao 
Conselho Federal de Contabilidade, pois a sua publicidade, perante a 
sociedade, pode gerar grave dano à imagem da profissão. 
 
 
 
No caso de denúncia, o Conselho Regional de Contabilidade comunicará ao 
denunciante a instauração do processo até trinta dias após esgotado o prazo de defesa. 
Vale destacar que as denúncias não podem ser anônimas, pois o denunciante deve ser 
comunicado da decisão final do processo. Em caso o Profissional Contábil seja atingido, 
pública e injustamente, no exercício de sua profissão, ele poderá requerer desagravo 
público ao Conselho Regional de Contabilidade. 
 
4.7. Disposições Gerais 
Este Código de Ética Profissional se aplica aos Contadores e Técnicos em 
Contabilidade regidos pelo Decreto-Lei nº. 9.295/46, alterado pela Lei nº. 12.249/10. 
 
 
28 Ética Profissional e Contábil 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
5. NBC PG 100 – APLICAÇÃO GERAL AOS 
PROFISSIONAIS DA CONTABILIDADE 
 
Objetivo 
Verificar a NBC PG 100 e a sua aplicação geral aos profissionais de contabilidade. 
Esta Norma foi editada em 25 de março de 2014, sendo compostas pelas Seções 100, 110, 
120, 130, 140 e 150 da Parte A do Código de Ética da International Federation of 
Accountants (IFAC). 
 
Introdução 
A NBC PG 100, objetiva destacar uma marca característica da profissão contábil que 
é a aceitação da responsabilidade de agir no interesse público, ou seja, em nome da ética. 
Portanto, a responsabilidade do profissional da contabilidade não é exclusivamente atender 
e satisfazer as necessidades do contratante e, sim, agir no interesse público. Nesse 
contexto o profissional da contabilidade deve observar e cumprir esta Norma. Essa Norma 
em essência pode ser considerada como um código norteador de princípios éticos alinhado 
às normas internacionais e o não cumprimento de parte desta Norma por determinação 
legal ou regulamentar não desobriga o profissional do cumprimento daquilo que não for 
vedado. 
 
5.1. Estrutura 
A NBC PG 100 segue a estrutura da Parte A do Código de Ética da IFAC nas 
seguintes seções: 
 Seção 100 – Introdução 
 Seção 110 – Integridade 
 Seção 120 – Objetividade 
 Seção 130 – Competência e zelo profissionais 
 Seção 140 – Sigilo profissional 
 Seção 150 – Comportamento profissional 
 
Esta Norma estabelece a estrutura conceitual para que o profissional da 
contabilidade possa: 
a) Identificar ameaças ao cumprimento dos princípios éticos; 
b) Avaliar a importância das ameaças identificadas; e 
 
 
29 Ética Profissional e Contábil 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
c) Aplicar salvaguardas, quando necessário, para eliminar as ameaças ou 
reduzi-las a um nível aceitável. 
 
As salvaguardas são dispositivos necessários para o profissional avaliar quando as 
ameaças não estão em nível em que um terceiro com experiência, conhecimento e bom 
senso, concluiria, analisando todos os fatos e circunstâncias específicas, naquele 
momento, que o cumprimento dos princípios éticos não está comprometido. 
 
O profissional da contabilidadedeve usar julgamento profissional ao aplicar essa 
estrutura conceitual. 
 
5.2. Ameaças e salvaguardas 
As ameaças podem ser uma, ou mais situações, geradas por relações e 
circunstâncias que podem comprometer o cumprimento dos princípios éticos por 
profissional da contabilidade. As ameaças se enquadram em pelo menos uma das 
categorias a seguir: 
a) Ameaça de interesse próprio, que é a ameaça de que um interesse financeiro 
ou outro interesse influenciará de forma não apropriada no julgamento ou o 
comportamento do profissional da contabilidade; 
b) Ameaça de autorrevisão, que é a ameaça de que o profissional da contabilidade 
não avaliará apropriadamente os resultados de julgamento dado ou serviço 
prestado anteriormente por ele, ou por outra pessoa física ou jurídica a ele ligada 
direta ou indiretamente, na qual o profissional da contabilidade confia para formar 
um julgamento como parte da prestação do serviço; 
c) Ameaça de defesa de interesse do cliente é a ameaça de que o profissional da 
contabilidade promoverá ou defenderá a posição de seu cliente ou empregador a 
ponto em que a sua objetividade fique comprometida; 
d) Ameaça de familiaridade é a ameaça, devido a relacionamento longo ou próximo 
com o cliente ou empregador, de o profissional da contabilidade tornar-se solidário 
aos interesses dele ou aceitar seu trabalho sem muito questionamento; e 
e) Ameaça de intimidação é a ameaça de que o profissional da contabilidade será 
dissuadido de agir objetivamente em decorrência de pressões reais ou aparentes, 
incluindo tentativas de exercer influência indevida sobre o profissional da 
contabilidade. 
 
 
 
30 Ética Profissional e Contábil 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
As NBCs PG 200 e 300, explicam como essas categorias de ameaças podem ser 
criadas por contador externo e interno, respectivamente. 
 
Salvaguardas são ações ou outras medidas que visam eliminar ameaças ou reduzi-
las a um nível aceitável, se enquadrando em duas categorias amplas: 
a. Salvaguardas criadas pela profissão, pela legislação ou por regulamento; e 
b. Salvaguardas no ambiente de trabalho. 
 
As salvaguardas criadas pela profissão, pela legislação ou por regulamento incluem: 
a. Requisitos educacionais, de treinamento e de experiência para ingressar na 
profissão; 
b. Requisitos de desenvolvimento profissional contínuo; 
c. Regulamentos de governança corporativa; 
d. Normas profissionais; 
e. Monitoramento profissional ou regulatório e procedimentos disciplinares; 
f. Revisão externa por terceiro, legalmente autorizado, dos relatórios, de 
documentos, das comunicações ou das informações produzidas pelo 
profissional da contabilidade. 
 
5.3. Princípios éticos 
A NBC PG 100 trata de assuntos relevantes no que tange a Ética Profissional. 
Destaque-se, portanto, a importância dos princípios éticos; Integridade; Objetividade; 
Competência e zelo profissionais; Sigilo profissional; e Comportamento profissional, que 
são aspectos básicos de observância obrigatória no desenvolvimento da profissão contábil. 
 
O profissional da contabilidade deve cumprir os seguintes princípios éticos: 
a. Integridade – ser franco e honesto em todos os relacionamentos 
profissionais e comerciais. 
b. Objetividade – não permitir que comportamento tendencioso, conflito de 
interesse ou influência indevida de outros afetem o julgamento profissional 
ou de negócio. 
c. Competência profissional e devido zelo – manter o conhecimento e a 
habilidade profissionais no nível adequado para assegurar que clientes e/ou 
empregador recebam serviços profissionais competentes com base em 
desenvolvimentos atuais da prática, legislação e técnicas, e agir 
 
 
31 Ética Profissional e Contábil 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
diligentemente e de acordo com as normas técnicas e profissionais 
aplicáveis. 
d. Sigilo profissional – respeitar o sigilo das informações obtidas em 
decorrência de relacionamentos profissionais e comerciais e, portanto, não 
divulgar nenhuma dessas informações a terceiros, a menos que haja algum 
direito ou dever legal ou profissional de divulgação, nem usar as 
informações para obtenção de vantagem pessoal pelo profissional da 
contabilidade ou por terceiros. 
e. Comportamento profissional – cumprir as leis e os regulamentos pertinentes 
e evitar qualquer ação que desacredite a profissão. 
 
Todos esses princípios éticos são discutidos mais detalhadamente nas Seções 110 
a 150. 
 
5.3.1. Seção 110 – Integridade 
O princípio destacado nesta seção da Norma estabelece a obrigação de que todos 
profissionais da contabilidade devem ser verdadeiros, diretos e honestos em todos os 
relacionamentos profissionais. 
 
Integridade, de acordo com o dicionário formal é característica ou estado daquilo que 
se apresenta ileso, intato, que não foi atingido ou agredido. Portanto, o profissional da 
contabilidade não deve conscientemente participar de trabalho no qual ele acredita que as 
informações: 
 Contêm declaração materialmente falsa ou enganosa; 
 Contêm declarações ou informações fornecidas de maneira leviana; 
 Omitem ou ocultam informações que devem ser incluídas 
 
Quando o profissional da contabilidade tomar ciência de que esteve 
associado com essas informações, ele deve tomar providências para 
desvincular-se destas. Para tal, ele deverá fornecer relatório modificado em relação aos 
assuntos acima destacados. 
 
 
 
32 Ética Profissional e Contábil 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
5.3.2. Seção 120 – Objetividade 
O princípio da objetividade impõe aos os profissionais da contabilidade a obrigação 
de não comprometer seu julgamento profissional ou do negócio em decorrência de 
comportamento tendencioso, conflito de interesse ou influência indevida de outros. 
 
5.3.3. Seção 130 – Competência e zelo profissional 
O princípio da competência e zelo profissional impõe a todos os profissionais da 
contabilidade as seguintes obrigações: 
 Manter o conhecimento e a habilidade profissionais no nível 
necessário para que clientes ou empregadores recebam serviço 
profissional adequado; 
 Agir diligentemente de acordo com as normas técnicas e 
profissionais aplicáveis na prestação de serviços profissionais. 
 
Quando pensarmos em uma prestação adequada, precisamos considerar o exercício 
de julgamento fundamentado em nosso conhecimento e a habilidades profissionais. 
 
A competência profissional pode ser dividida em duas fases: 
 Atingir a competência profissional; 
 Manter a competência profissional. 
 
A norma destaca que o profissional da contabilidade deve estar atendo em tomar as 
providências, adequadas, para assegurar que seus subordinados tenham treinamento e 
supervisão apropriados, bem como, informar aos clientes, empregadores ou outros 
usuários de seus serviços profissionais e suas limitações. 
 
5.3.4. Seção 140 – Sigilo profissional 
O princípio do sigilo profissional impõe a todos os profissionais da 
contabilidade a obrigação de abster-se de: 
 Divulgar externamente informações sigilosas obtidas em decorrência de 
relacionamentos profissionais, sem estar prévia e especificamente 
autorizado pelo cliente, por escrito, a menos que haja um direito ou dever 
legal ou profissional de divulgação; e 
 
 
33 Ética Profissional e Contábil 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
 Usar, para si ou para outrem, informações obtidas em 
decorrência de relacionamentos profissionais e comerciais para obtenção 
de vantagem pessoal. 
 
Observe que o sigilo profissional não é absoluto, pois, caso haja obrigaçãolegal, o 
profissional deverá atender prontamente ao solicitado, não havendo que se falar em sigilo. 
 
5.3.5. Seção 150 – Comportamento profissional 
Este princípio impõe a todos os profissionais da contabilidade a obrigação de cumprir 
as leis e os regulamentos pertinentes e evitar qualquer ação que o profissional da 
contabilidade sabe ou deveria saber possa desacreditar a profissão. Inclui ações que um 
terceiro com experiência, conhecimento e bom senso, concluiria, ponderando todos os fatos 
e circunstâncias específicas disponíveis para o profissional da contabilidade naquele 
momento, que poderiam afetar adversamente a boa reputação da profissão. 
 
Nesse sentido, a Norma destaca que na divulgação comercial das pessoas e na 
promoção do seu trabalho, os profissionais da contabilidade não 
devem desprestigiar a profissão. Os profissionais da contabilidade devem 
ser honestos e verdadeiros e: 
 Não fazer declarações exageradas sobre os serviços que podem oferecer, 
as qualificações que têm ou a experiência que obtiveram; ou 
 Não fazer referências depreciativas ou comparações infundadas com o 
trabalho de outros profissionais da contabilidade. 
 
 
 
 
 
34 Ética Profissional e Contábil 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
6. NBC PG 200: CONTADORES QUE PRESTAM 
SERVIÇOS (CONTADORES EXTERNOS) 
 
Objetivo 
Compreender a NBC PG 200, norma que dá continuidade a NBC PG 100, editada 
em 24 de janeiro de 2014, sendo compostas pelas Seções 200, 210, 220, 230, 240, 250, 
260, 270 e 280 da Parte B do Código de Ética da International Federation of Accountants 
(IFAC). 
 
Introdução 
A NBC PG 200 abrange os contadores externos e se estende aos técnicos de 
contabilidade. Descreve como os conceitos apresentados na NBC PG 100 possuem 
aplicabilidade em algumas situações vivenciadas por estes profissionais. Esta Norma não 
compila todas as circunstâncias e relacionamentos, que podem gerar ameaças para o 
cumprimento dos princípios éticos. Busca orientar o contador externo a reconhecer tais 
circunstâncias e relacionamentos. Conforme a NBC PG 200, o contador externo é o 
contador que, independentemente de sua especialização (auditor, tributário ou perito), 
presta serviços profissionais a clientes. 
 
6.1. Objetivo e abrangência 
O objetivo da Norma é descrever como a estrutura conceitual contida na NBC PG 
100 aplicada para situações que podem gerar riscos para contadores externos mantendo-
os em alerta ao cumprimento dos princípios éticos. 
 
 
 
 
Contador externo: contador que, independentemente de sua especialização 
(auditor, tributário ou perito), exerce atividades em firma que presta serviços 
profissionais a clientes, sendo que este termo é também usado como 
referência a uma firma de auditores. 
 
 
Portanto esta Norma tem por essência proteger o contador externo, para que ele não 
se envolva em negócio, ocupação ou atividade que prejudique, ou possa prejudicar, a 
integridade, a objetividade ou a boa reputação da profissão, por ações que vão de encontro 
com os princípios éticos. 
 
 
35 Ética Profissional e Contábil 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
Abrangência e Aplicabilidade da NBC PG 200: 
(i) Contador Externo; 
(ii) Técnicos em Contabilidade. 
 
6.2. Ameaças e salvaguardas 
De acordo com a norma, o cumprimento dos princípios éticos pode ser ameaçado 
por circunstâncias e relacionamentos, cuja natureza e importância podem variar de acordo 
com o serviço prestado. 
 
As ameaças se enquadram em uma ou mais categorias, vejamos a seguir: 
a) Ameaça de interesse próprio: ameaça no qual um interesse financeiro ou outro, 
influencie o profissional da contabilidade a comportar-se de forma não apropriada 
em seu julgamento; 
b) Ameaça de autorrevisão: ameaça de que o profissional da contabilidade não 
avalie apropriadamente os resultados de julgamento dado ou serviço prestado 
anteriormente por ele, ou por outra pessoa física ou jurídica a ele ligada direta ou 
indiretamente, na qual ele confia para formar um julgamento; 
c) Ameaça de defesa de interesse do cliente: ameaça de que o profissional da 
contabilidade promoverá ou defenderá a posição de seu cliente ou empregador a 
ponto em que a sua objetividade fique comprometida; 
d) Ameaça de familiaridade: ameaça, devido a relacionamento longo ou próximo 
com o cliente ou empregador, de o profissional da contabilidade tornar-se solidário 
aos interesses dele ou aceitar seu trabalho sem muito questionamento; e 
e) Ameaça de intimidação: ameaça de que o profissional da contabilidade será 
dissuadido de agir objetivamente em decorrência de pressões reais ou aparentes, 
incluindo tentativas de exercer influência indevida sobre ele. 
 
 
 
 
Pesquise na WEB: 
Objetivando expandir o conhecimento, consulte na Biblioteca Virtual Pearson 
ou em sites acadêmicos, e realize uma pesquisa sobre “Exemplos de ameaças 
a contadores externos, seja ela de interesse próprio; de autorrevisão; de 
defesa do interesse do cliente; de familiaridade ou de intimação”, procurando 
identificar sua influência com a vida profissional e acadêmica. 
 
 
 
36 Ética Profissional e Contábil 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
6.2.1. Ameaças: tratamentos 
Segundo a NBC PG 200, o contador externo deve exercer julgamento para avaliar a 
melhor maneira de tratar as ameaças que não estão em nível aceitável, aplicando 
salvaguardas, conforme tratado na NBC PG 100, para eliminar a ameaça ou reduzi-la a um 
nível aceitável, terminar ou declinar o trabalho. Para tal, ele deve contratar um terceiro 
profissional, não interessado, com experiência, conhecimento e bom senso, para poder 
concluir o trabalho de forma isenta aos fatos e circunstâncias específicas disponíveis para 
o contador externo naquele momento. 
 
Salvaguarda, de acordo com o dicionário formal, representa aquilo ou aquele que 
serve de garantia, de defesa, de amparo. Assim, na busca de amparo aos princípios éticos, 
o contador externo utiliza-se de salvaguardas, visando eliminar ameaças ou reduzi-las a 
um nível aceitável. Existem duas categorias de salvaguardas: 
 Salvaguardas criadas pela profissão ou pela legislação; e 
 Salvaguardas no ambiente de trabalho. 
 
6.3. Seções 
A NBC PG 200 segue a estrutura da Parte B do Código de Ética da IFAC, iniciando 
com a Seção 200 – Introdução, já discorrida no capítulo anterior, dividindo-se nas demais 
seções: 
 Seção 210 – Nomeação de profissionais 
 Seção 220 – Conflitos de interesse 
 Seção 230 – Segunda opinião 
 Seção 240 – Honorários e outros tipos de remuneração 
 Seção 250 – Divulgação comercial de serviços profissionais 
 Seção 260 – Presentes e afins 
 Seção 270 – Custódia de ativos de clientes 
 Seção 280 – Objetividade em todos os serviços 
 
6.3.1. Seção 210 – Nomeação de profissionais 
A Norma destaca que, antes de aceitar o relacionamento com novo, cliente, o 
contador externo deve avaliar se a aceitação criaria quaisquer ameaças ao cumprimento 
dos princípios éticos, criando ameaças em potencial à integridade ou ao comportamento 
profissional em decorrência de assuntos questionáveis associados a este novo cliente 
 
 
37 Ética Profissional e Contábil 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
Portanto, assuntos de cliente, cuja evidência é conhecida, e que poderiam ameaçar 
o cumprimento dos princípios éticos, como por exemplo, envolvimento do cliente em 
supostas atividades ilegais, a NBC PG 200, alerta para o dever de avaliar a importância 
destas ameaças aplicando salvaguardas quando necessário para eliminá-las ou reduzi-las 
a um nívelaceitável. Nas situações em que não é possível reduzi-las a um nível aceitável, 
o contador externo deve recusar-se a iniciar o relacionamento com o cliente. 
 
Por fim, a Norma recomenda que o contador externo revise periodicamente as 
decisões de aceitação para trabalhos de clientes, ou confiar em um especialista para 
substituí-lo, pois quando há pretensão de confiar na recomendação ou no trabalho de 
especialista, o contador externo, também deve avaliar se essa confiança é aceitável. 
 
Nesse contexto, a Norma indica fatores a serem considerados: 
a) Inexistência de evidência que impactem na reputação; 
b) Especialização; 
c) Recursos disponíveis; e 
d) Normas profissionais e éticas aplicáveis. 
 
Essas informações, segundo a Norma, podem ser obtidas da associação anterior 
com o especialista ou por consulta de outras pessoas. 
 
 
 
A obtenção de informações deve ser por escrito, para que o profissional tenha 
o seu trabalho documentado. 
 
 
 
 
 
Destaque, também, para à questão da confidencialidade, pois a Norma orienta que 
a possibilidade ou dever em discutir os assuntos do cliente com o contador proposto 
depende da natureza do trabalho e das seguintes situações: 
 Se foi obtida permissão do cliente para isso; ou 
 Se houver exigências legais ou éticas. 
 
 
 
38 Ética Profissional e Contábil 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
6.3.2. Seção 220 – Conflitos de interesse 
O contador externo pode defrontar-se com um conflito de interesse quando 
empreender um serviço profissional. Tal conflito cria uma ameaça à objetividade e aos 
princípios éticos. Podem ser criadas quando: 
 O contador fornece um serviço profissional relacionado a uma questão 
particular para dois ou mais clientes cujos interesses a respeito daquela 
questão estão em conflito; ou 
 Os interesses do contador a respeito de uma questão particular e os 
interesses do cliente para quem o contador fornece serviços profissionais 
relacionados à questão estão em conflito. 
 
O contador externo não deve permitir que um conflito de interesses comprometa o 
seu julgamento profissional ou de negócios. 
 
6.3.3. Seção 230 – Segunda opinião 
Quando o contador externo for solicitado a fornecer segunda opinião sobre a 
aplicação de normas ou princípios contábeis, de auditoria, de apresentação de relatórios 
em nome de empresa ou entidade que não é cliente, deverá se precaver contra ameaças 
ao cumprimento dos princípios éticos. Para tal, ele deve avaliar a importância de quaisquer 
ameaças e aplicar salvaguardas que incluem solicitar permissão ao cliente de contatar o 
contador externo que forneceu a primeira opinião, descrevendo nas comunicações com o 
cliente as limitações de qualquer opinião, e fornecendo cópia da opinião ao contador 
externo que forneceu a primeira opinião. 
 
6.3.4. Seção 240 – Honorários e outros tipos de remuneração 
A negociação de serviços profissionais entre o contador externo e o cliente, tem 
como premissa que um honorário é considerado adequado. Contudo não é propriamente 
antiético um contador cotar um honorário mais baixo que outro. É necessário compreender 
que pode haver ameaças ao cumprimento dos princípios éticos decorrentes do nível de 
honorários cotados, tais como, cobrar honorários baixos que possa ser difícil executar o 
trabalho de acordo com as normas profissionais e técnicas aplicáveis pelo referido preço. 
 
 
 
 
39 Ética Profissional e Contábil 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
Com relação aos honorários algumas salvaguardas são recomendadas: 
 Informar ao cliente sobre os termos do trabalho e, especificamente, sobre a 
base em que os honorários são cobrados e quais serviços são cobertos 
pelos honorários cotados; 
 Definir o tempo apropriado e pessoal qualificado para a tarefa. 
 
6.3.5. Seção 250 – Divulgação comercial de serviços profissionais 
O contador externo ao buscar novos serviços, deverá compreender as ameaças ao 
cumprimento dos princípios éticos ao utilizar propaganda e outras formas de marketing, 
objetivando neste sentido, promover seus serviços com verdade e honestidade, evitando: 
 Fazer declarações exageradas sobre os serviços oferecidos, as 
qualificações que têm ou a experiência obtida; ou 
 Fazer referências depreciativas ou comparações infundadas com o trabalho 
de outro profissional. 
 
Se o contador externo estiver em dúvida sobre se uma forma proposta de 
propaganda ou marketing é, ou não, apropriada, o contador externo deve consultar o 
Conselho Regional de Contabilidade, a que estiver jurisdicionado. 
 
6.3.6. Seção 260 – Presentes e afins 
O cliente pode oferecer presentes e afins ao contador externo, ou a familiar imediato 
ou próximo, sendo que esta oferta pode criar ameaças ao cumprimento dos princípios 
éticos. Pode surgir ameaça de intimidação à objetividade como resultado da possibilidade 
de essas ofertas serem divulgadas. A existência e a importância de qualquer ameaça 
dependem da natureza, do valor e da intenção da oferta. Portanto, se insignificantes ou 
sem importância, o contador externo pode concluir que está sendo feita no curso normal, 
sem intenção específica de influenciar a tomada de decisões ou obter informações. Caso 
contrário, o contador deve negar qualquer oferta de presente. 
 
6.3.7. Seção 270 – Custódia de ativos de clientes 
O contador externo não deve assumir a custódia de numerários ou outros ativos 
de clientes a menos que permitido por lei e, em caso positivo, deve estar acordo com as 
obrigações legais adicionais impostas ao profissional que detém esses ativos. 
 
 
40 Ética Profissional e Contábil 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
Portanto, o contador externo, para quem é confiado dinheiro (ou outros ativos) que 
pertence a outros, deve: 
 Manter esses ativos separadamente de ativos pessoais ou da firma; 
 Usar esses ativos somente com a finalidade para a qual forem destinados; 
 Estar pronto a qualquer tempo para prestar contas sobre esses ativos e 
sobre qualquer receita, dividendos ou ganhos gerados a quaisquer pessoas 
com direito a essa prestação de contas; e 
 Cumprir todas as leis e os regulamentos relevantes para a detenção e 
contabilização desses ativos. 
 
6.3.8. Seção 280 – Objetividade em todos os serviços 
O contador externo deve avaliar ao prestar qualquer serviço profissional se existem 
ameaças ao cumprimento do princípio ético de objetividade resultante de interesses em 
cliente ou seus conselheiros, diretores ou empregados, ou de relacionamentos com eles. 
Por exemplo, ameaça de familiaridade ao princípio de objetividade pode ser criada por 
relacionamento familiar ou pessoal ou comercial próximo. 
 
 
41 Ética Profissional e Contábil 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
7. NBC PG 300: CONTADORES EMPREGADOS (CONTADORES 
INTERNOS) 
 
Objetivo 
Compreender a NBC PG 300, norma que dá continuidade a NBC PG 100, e NBC 
200, editada em 24 de janeiro de 2014, sendo compostas pelas Seções 300, 310, 320, 330, 
340, 350 da Parte C do Código de Ética da International Federation of Accountants (IFAC). 
 
Introdução 
A NBC PG 300 abrange os contadores internos e se estende aos técnicos de 
contabilidade que possuem vínculo empregatício ou contratual com uma empresa. 
Descreve como a estrutura conceitual contida na NBC PG 100, e como está possui 
aplicabilidade em algumas situações vivenciadas por estes profissionais. Esta Norma não 
descreve todas as circunstâncias e relacionamentos que podem ser encontradas pelo 
contador interno que criam ou podem criar ameaças ao cumprimento dos princípios éticos.Portanto, o contador interno deve ficar atento a essas circunstâncias e relacionamentos. 
 
7.1. Objetivo e abrangência 
A NBC PG 300, objetiva descrever como a estrutura conceitual contida na NBC PG 
100 se aplica em situações que podem gerar riscos de cumprimento de princípios éticos, 
para contadores empregados ou contratados. 
 
 
 
Contador interno: é o contador empregado ou contratado na função executiva 
(elaboração da contabilidade da entidade) ou não executiva, em áreas como 
comércio, indústria, serviços, setor público, educação, setor sem fins 
lucrativos, órgãos reguladores ou órgãos profissionais, ou contador contratado 
por essas entidades. 
 
 
O contador interno tem a responsabilidade de apoiar os objetivos legítimos da 
organização que o contratou. Esta Norma não tem o intuito de impedir este profissional de 
cumprir adequadamente sua responsabilidade, mas trata de circunstâncias em que o 
cumprimento dos princípios éticos pode estar comprometido. 
 
 
 
42 Ética Profissional e Contábil 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
Abrangência e Aplicabilidade da NBC PG 300: 
(i) Contador Interno; 
(ii) Técnicos em Contabilidade. 
 
7.2. Ameaças e salvaguardas 
O cumprimento dos princípios éticos pode potencialmente ser ameaçado por ampla 
gama de circunstâncias e relacionamentos. 
 
As ameaças se enquadram em uma ou mais categorias, vejamos a seguir: 
a) Interesse próprio: ameaça no qual um interesse financeiro ou outro, influencie o 
profissional a comportar-se de forma não apropriada em seu julgamento; 
b) Autorrevisão: circunstância que cria ameaça para o contador interno ao definir um 
tratamento contábil apropriado para um negócio após conduzir o estudo de 
viabilidade que fundamentou a decisão, ou seja, que ele não avalie apropriadamente 
os resultados de julgamento dado ou serviço prestado anteriormente por ele; 
c) Defesa de interesse da organização empregadora: ameaça de que o profissional 
da contabilidade promoverá ou defenderá a posição da sua contratante ou 
empregadora de modo a comprometer a sua objetividade; 
d) Familiaridade: ameaça decorrente de relacionamento próximo do responsável 
pelos relatórios financeiros da organização com o empregador, de modo que o 
contador interno torne-se solidário aos interesses do particular ou não realize 
questionamento; e 
e) Intimidação: ameaça de que o contador interno seja dissuadido de agir de acordo 
com os princípios éticos em decorrência de pressões reais ou aparentes, tais como 
ameaça de demissão. 
 
 
 
Pesquise na WEB: 
Objetivando expandir o conhecimento, consulte na Biblioteca Virtual Pearson 
ou em sites acadêmicos, e realize uma pesquisa sobre “Exemplos de ameaças 
a contadores internos, seja ela de interesse próprio; de autorrevisão; de 
defesa do interesse da organização; de familiaridade ou de intimação”, 
procurando identificar sua influência com a vida profissional e acadêmica. 
 
 
 
 
43 Ética Profissional e Contábil 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
As salvaguardas são recomendadas para eliminar ameaças ou reduzi-las a um nível 
aceitável e se enquadram em duas categorias: 
 Salvaguardas criadas pela profissão ou pela legislação; e 
 Salvaguardas no ambiente de trabalho. 
 
7.3. Seções 
A NBC PG 300 segue a estrutura da Parte C do Código de Ética da IFAC, iniciando 
com a Seção 300 – Introdução, já discorrida no capítulo anterior, dividindo-se nas demais 
seções: 
 Seção 310 – Conflitos de interesse 
 Seção 320 – Elaboração e comunicação de informações 
 Seção 330 – Atuação com competência suficiente 
 Seção 340 – Interesses financeiros, remuneração e incentivos associados 
aos relatórios financeiros e tomada de decisão 
 Seção 350 – Induzimentos 
 
7.3.1. Seção 310 – Conflitos de interesse 
O contador interno pode defrontar-se com conflito de interesse quando empreender 
uma atividade profissional, que cria uma ameaça à objetividade e a outros princípios éticos. 
Podem surgir quando o profissional realizar uma atividade profissional relacionada a uma 
questão em particular para duas ou mais partes cujos interesses a respeito daquela questão 
estão em conflito; ou os interesses do contador a respeito da questão em particular e os 
interesses da parte para quem o contador realiza atividades profissionais relacionadas à 
questão estão em conflito. 
 
O contador não deve permitir que um conflito de interesse comprometa seu 
julgamento profissional ou de negócio e quando identificar tais conflitos, deverá 
implementar salvaguardas, quando necessário, para eliminar ou reduzir qualquer ameaça 
ao cumprimento dos princípios éticos a um nível aceitável. O contador interno deve exercer 
seu julgamento profissional e estar alerta a todos os interesses e relacionamentos que um 
terceiro com experiência, conhecimento e bom senso, provavelmente concluiria, 
ponderando todos os fatos e circunstâncias específicas no momento, que poderia 
comprometer os princípios éticos. 
 
 
44 Ética Profissional e Contábil 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
7.3.2. Seção 320 – Elaboração e comunicação de informações 
Os contadores internos estão frequentemente envolvidos na elaboração e 
comunicação de informações que podem ser divulgadas ou usadas por outras pessoas 
dentro ou fora da organização empregadora. 
 
Essas informações podem incluir informações financeiras ou administrativas, por 
exemplo, previsões e orçamentos, demonstrações contábeis, discussão e análise da 
administração, e carta de representação da administração fornecida aos auditores durante 
a auditoria das demonstrações contábeis da entidade. 
 
Esta Norma aponta que o contador interno deve elaborar ou apresentar essas 
informações adequadamente, de maneira honesta e de acordo com as normas técnicas e 
profissionais de modo que as informações sejam entendidas em seu contexto. Portanto, a 
elaboração ou aprovação das demonstrações contábeis para fins gerais da organização 
empregadora deve ser apresentada de acordo com as normas de contabilidade aplicáveis. 
O contador interno deve tomar as providências adequadas para manter as informações 
pelas quais ele é responsável de forma que: 
a. Descrevam claramente a verdadeira natureza das transações comerciais, 
dos ativos ou dos passivos; 
b. Classifiquem e registrem as informações tempestiva e adequadamente; e 
c. Representem os fatos de maneira precisa e completa em todos os aspectos 
relevantes. 
 
Ameaças podem ocorrer ao cumprimento dos princípios éticos, por intimidação à 
integridade, objetividade ou competência profissional e devido zelo, são geradas quando o 
contador interno é pressionado (seja externamente ou pela possibilidade de ganho pessoal) 
a elaborar ou reportar informação de maneira enganosa ou associar-se a informações 
enganosas por meio de ações de outros. Neste contexto é importante que o contador 
interno esteja alerta ao princípio da integridade, que impõe uma obrigação a todos os 
contadores de serem diretos e honestos em todas as relações profissionais e de negócios. 
 
O contador interno pode ter sido associado às informações enganosas sem saber. 
Contudo, ao tomar conhecimento do fato, o contador interno deve tomar providências para 
desassociá-lo dessas informações. Ao avaliar se há exigência de comunicação das 
 
 
45 Ética Profissional e Contábil 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
circunstâncias fora da organização, o contador interno pode procurar assessoria jurídica. 
Além disso, o contador interno pode considerar a possibilidade de demitir-se. 
 
7.3.3. Seção 330 – Atuação comcompetência suficiente 
O princípio ético de competência profissional e devido zelo requer que o contador 
interno somente assuma tarefas importantes para as quais o contador tem, ou pode obter, 
treinamento ou experiência específicos suficientes. Ele não deve enganar intencionalmente 
o contratante sobre o nível de especialização ou experiência que ele tem, nem deve deixar 
de buscar consultoria e assessoria de especialista quando necessário. 
 
Circunstâncias que criam ameaça ao contador interno que executa as tarefas com o 
nível apropriado de competência profissional e o devido zelo incluem: 
 Tempo insuficiente para executar ou concluir adequadamente as tarefas 
pertinentes; 
 Informações incompletas, restritas ou inadequadas para executar as tarefas 
adequadamente; 
 Experiência, treinamento e/ou educação insuficientes; e 
 Recursos inadequados para a devida execução das tarefas. 
 
A importância desta ameaça depende de fatores como até que ponto o contador 
interno está trabalhando com outras pessoas, a experiência relativa no negócio e o nível de 
supervisão/revisão aplicada ao trabalho. 
 
No caso de ameaças as salvaguardas incluem: 
 Obter consultoria ou treinamento adicional; 
 Assegurar que haja tempo adequado disponível para executar as tarefas 
pertinentes; 
 Obter auxílio de alguém com a especialização necessária; e 
 Consultar, sempre que apropriado: 
 Superiores dentro da organização empregadora; 
 Especialistas independentes; ou 
 Órgão profissional competente. 
 
 
 
46 Ética Profissional e Contábil 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
Quando as ameaças não puderem ser eliminadas ou reduzidas a um nível aceitável, 
o contador interno deve avaliar se deve recusar-se a executar as tarefas em questão. Se o 
contador interno avaliar que a recusa é apropriada, as devidas razões devem ser 
claramente informadas. 
7.3.4. Seção 340 – Interesses financeiros, remuneração e incentivos associados aos 
relatórios financeiros e tomada de decisão 
Contadores internos podem ter interesses financeiros em acordos de remuneração 
ou incentivos, para ele, familiares imediatos ou próximos. Em determinadas circunstâncias, 
podem gerar ameaças ao cumprimento dos princípios éticos, como por exemplo, manipular 
informações privilegiadas em troca de ganhos financeiros. Quanto maior for o nível de 
conhecimento do contador interno, maior será a habilidade e a oportunidade de influenciar 
relatórios financeiros e, consequentemente, na tomada de decisão, e maior será a pressão 
que receberá de seus superiores e colegas para manipular informações. Em tais situações, 
o contador interno deve estar particularmente alerta ao princípio de integridade, que impõe 
uma obrigação a todos os contadores de serem diretos e honestos em todas as relações 
profissionais e de negócios. 
 
Em casos de ameaça as seguintes salvaguardas devem ser utilizadas: 
 Políticas e procedimentos para o comitê independente da administração 
avaliar o nível ou a forma de remuneração da alta administração; 
 Comunicação de todos os interesses pertinentes, e de quaisquer planos de 
exercício de direitos ou de negociar ações pertinentes para os responsáveis 
pela governança da organização empregadora, de acordo com quaisquer 
políticas internas; 
 Consulta, quando adequada, com superiores dentro da organização 
empregadora; 
 Consulta, quando apropriada, com os responsáveis pela governança da 
organização empregadora ou com órgãos profissionais pertinentes; 
 Procedimentos de auditoria interna e externa; e 
 Educação atualizada sobre assuntos de ética e sobre restrições legais e 
outros regulamentos sobre possível utilização de informações privilegiadas. 
 
 
47 Ética Profissional e Contábil 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
7.3.5. Seção 350 – Induzimentos 
O contador interno ou familiar imediato ou próximo pode receber oferta com o 
objetivo de induzimento. Os induzimentos podem assumir várias formas, incluindo 
presentes e afins, tratamento preferencial, e apelos impróprios à amizade ou à lealdade. 
Quando o profissional receber oferta com este objetivo, cria ameaças de interesse próprio 
à objetividade ou à confidencialidade e a situação deve ser avaliada e em caso positivo 
aplicar salvaguardas, com as seguintes medidas: 
a. Informar imediatamente aos superiores da administração ou os 
responsáveis pela governança da empregadora; 
b. Informar a terceiros sobre a oferta, como por exemplo, órgão profissional ou 
empregador da pessoa que fez a oferta; entretanto, o contador interno pode 
procurar assessoria jurídica antes de tomar essa providência; 
c. Avisar familiares imediatos ou próximos sobre ameaças e salvaguardas 
relevantes quando eles ocuparem cargos que, potencialmente, podem 
resultar em ofertas de incentivos; e 
d. Informar os níveis superiores da administração ou os responsáveis pela 
governança da organização empregadora quando familiares imediatos ou 
próximos forem contratados por concorrentes ou fornecedores em potencial 
dessa organização. 
 
O contador interno não deve oferecer induzimento para influenciar indevidamente o 
julgamento profissional de terceiro. Quando a pressão para que seja oferecido induzimento 
antiético vem de dentro da organização empregadora, o contador interno deve seguir os 
princípios e a orientação referentes à solução de conflitos éticos especificados na NBC PG 
100. 
 
 
 
 
 
 
 
48 Ética Profissional e Contábil 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
8. NBC PG 12 – EDUCAÇÃO PROFISSIONAL CONTINUADA (EPC) 
 
Objetivo 
Compreender a NBC PG 12, que trata de Educação Profissional Continuada (EPC), 
que é a atividade formal e reconhecida pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC), que 
visa manter, atualizar e expandir os conhecimentos e competências técnicas e 
profissionais, as habilidades multidisciplinares e a elevação do comportamento social, moral 
e ético dos profissionais da contabilidade como características indispensáveis à qualidade 
dos serviços prestados e ao pleno atendimento das normas que regem o exercício da 
profissão contábil. 
 
Introdução 
A NBC PG 12 tem por objetivo regulamentar o Programa de Educação Profissional 
Continuada (PEPC) para os profissionais da contabilidade; objetivando, também, definir as 
ações que o Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e os Conselhos Regionais de 
Contabilidade (CRCs) devem desenvolver para viabilizar, controlar e fiscalizar o seu 
cumprimento, e relacionamentos que podem ser encontradas pelo contador interno que 
criam ou podem criar ameaças ao cumprimento dos princípios éticos. Portanto, o contador 
interno deve ficar atento a essas circunstâncias e relacionamentos. 
 
8.1. Diretrizes Básicas 
O Programa de Educação Profissional Continuada tem como diretrizes básicas: 
 Fomentar a EPC dos profissionais da contabilidade; 
 Criar cadastros de qualificação técnica como forma de incentivar a 
Educação Profissional Continuada; 
 Ampliar parcerias com entidades regulatórias e fiscalizatórias com o 
objetivo de apoio ao PEPC; 
 Estabelecer uniformidade de critérios para a estrutura das atividades de 
qualificação profissional no âmbito do Sistema CFC/CRCs; 
 Estabelecer que a capacitação pode ser executada pelo próprio Sistema 
CFC/CRCs, por entidades capacitadoras reconhecidas ou pelo próprio 
profissional em atividades previstas nesta Norma; 
 Fomentar a ampliação do universo de capacitadoras credenciadas para 
possibilitar o atendimento das necessidades de eventos de educação 
continuada. 
 
 
49 Ética Profissional e Contábil 
UniversidadeSanta Cecília - Educação a Distância 
 
 
Assista ao Vídeo “Programa de Educação Profissional Continuada - NBC PG 12 
- com Uipiquer Gomes”. Disponível no Link abaixo: 
<https://www.youtube.com/watch?v=OBB51h8Ev54>. 
Acesso em: 23 abr. 2018. 
 
 
8.2. Campo de aplicação e obrigações dos profissionais 
A EPC é obrigatória para todos os profissionais da contabilidade: 
a. Inscritos no Cadastro Nacional de Auditores Independentes (CNAI), 
exercendo, ou não, a atividade de auditoria independente; 
b. Registrados na CVM, inclusive sócios, exercendo, ou não, atividade de 
auditoria independente, responsáveis técnicos e demais profissionais que 
exerçam cargos de direção ou gerência técnica, nas firmas de auditoria 
registradas; 
c. Exercem atividades de auditoria independente nas instituições financeiras e 
nas demais entidades autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil 
(BCB); 
d. Exercem atividades de auditoria independente nas sociedades seguradoras, 
resseguradoras, de capitalização e nas entidades abertas de previdência 
complementar reguladas pela Superintendência de Seguros Privados 
(Susep); 
e. Exercem atividades de auditoria independente de entidades não 
mencionadas nas alíneas (b), (c) e (d) como sócios, responsáveis técnicos 
ou em cargo de direção ou gerência técnica de firmas de auditoria; 
f. Sejam responsáveis técnicos pelas demonstrações contábeis, ou que 
exerçam funções de gerência/chefia na área contábil das empresas sujeitas 
à contratação de auditoria independente pela (CVM), pelo (BCB), pela 
(SUSEP) ou consideradas de grande porte nos termos da Lei n.º 11.638/07 
(sociedades de grande porte). 
 
As disposições da Norma não se aplicam aos profissionais que compõem o quadro 
técnico da firma de auditoria que exercem função de especialista. Para fins desta Norma, 
entende-se como especialista o indivíduo ou empresa que detenha habilidades, 
 
 
50 Ética Profissional e Contábil 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
conhecimento e experiência em áreas específicas não relacionadas à contabilidade ou à 
auditoria das demonstrações contábeis, exceto os sócios da firma de auditoria. 
 
O auditor independente pessoa física e os sócios que representam as firmas de 
auditoria independente na CVM, nos termos do inciso IX do art. 6º da Instrução CVM n.º 
308/99 alterada pela Instrução n.º 591/2017, podem responder, solidariamente pelo não 
cumprimento da NBC PG 12, pelos contadores que estejam registrados na Comissão de 
Valores Mobiliários (CVM). 
 
Os profissionais referidos acima devem cumprir, no mínimo, 40 (quarenta) pontos de 
Educação Profissional Continuada por ano calendário, conforme Tabelas de Pontuação 
constante no Anexo II da Norma. No cumprimento da pontuação da Educação Profissional 
Continuada, o profissional deve observar a diversificação e a adequação das atividades ao 
seu nível de experiência e atuação profissional. 
 
Da pontuação anual acima exigida (40 pontos), no mínimo 20% (vinte por cento) 
deve ser cumprida com atividades de aquisição de conhecimento, constantes da Tabela I, 
do Anexo II. 
 
Os contadores referidos nas alíneas (a), (b), (c) e (d), aprovados em Exame de 
Qualificação Técnica específico, devem cumprir, dentro do total de pontos anuais, o mínimo 
exigido pelo órgão regulador respectivo. 
 
Os contadores constantes nas alíneas (a), (b), (c), (d) e (e), devem cumprir o exigido 
na Norma a partir do ano subsequente ao de início das suas atividades de auditoria ou da 
obtenção do seu registro no CNAI. 
 
Os profissionais da alínea (f), devem cumprir o exigido nesta Norma a partir do ano 
subsequente ao da investidura na função de gerência/chefia ou do ano subsequente ao que 
assumiram a responsabilidade técnica pelas demonstrações contábeis. 
 
Os profissionais sujeitos ao cumprimento da Norma que, por motivos 
comprovadamente justificados, estejam impedidos de exercer a profissão por período 
superior a 60 (sessenta) dias, devem cumprir a EPC proporcionalmente aos meses 
trabalhados no ano. São consideradas justificativas válidas para este fim: 
 
 
51 Ética Profissional e Contábil 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
a. Licença-maternidade; 
b. Enfermidades; 
c. Acidente de trabalho; 
d. Outras situações a critério da Comissão de Educação Profissional 
Continuada (CEPC-CFC). 
 
Para os devidos fins e comprovação das situações relacionadas nas alíneas (a), (b), 
(c) e (d) acima, os profissionais interessados devem apresentar ao CRC de sua jurisdição, 
até 31 de janeiro do exercício subsequente, todos os documentos de comprovação quanto 
ao eventual não cumprimento do programa de EPC, visando sua análise pela CEPC, para 
o acolhimento ou não das justificativas. 
 
8.3. Comissão de Educação Profissional Continuada (CEPC-CFC) 
Integram a CEPC-CFC o vice-presidente de Desenvolvimento Profissional e 
Institucional do CFC, o diretor Nacional de Desenvolvimento Profissional do IBRACON, os 
contadores, vice-presidentes de Desenvolvimento Profissional dos cinco CRCs que reúnem 
o maior número de profissionais com registro ativo, os diretores de Desenvolvimento 
Profissional das cinco Seções Regionais do IBRACON que reúnem o maior número de 
profissionais associados ativos e 4 (quatro) membros contadores indicados pelo CFC, 
aprovados pelo Plenário do CFC, sob a coordenação do primeiro. 
 
Em caso de impedimento do vice-presidente de Desenvolvimento Profissional de 
CRC de participar das reuniões da Comissão, ele deve ser representado por contador, 
membro da CEPC-CRC ou conselheiro integrante da Câmara de Desenvolvimento 
Profissional do Regional. No caso de impedimento do Diretor Regional de Desenvolvimento 
Profissional do IBRACON, ele deve ser representado por outro diretor que compõe a 
respectiva Diretoria da mesma Seção Regional. 
 
O mandato dos membros da CEPC-CFC é de dois anos, permitida a recondução. 
Observe que é permitida “a” recondução e não “uma” recondução apenas. Logo, pode haver 
várias reconduções. 
 
A Comissão de Educação Profissional Continuada (CEPC-CFC), constituída pelo 
CFC, tem as atribuições especificadas abaixo: 
 
 
52 Ética Profissional e Contábil 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
a) Estabelecer o cronograma de reuniões do exercício, o qual pode ser alterado 
em decorrência de fatos supervenientes; 
b) Estudar, de forma permanente, novas disposições que permitam aprimorar 
o cumprimento dos objetivos da Norma, propondo-as à Presidência do CFC; 
c) Propor à Presidência do CFC a ampla e a imediata divulgação de qualquer 
modificação da Norma; 
d) Estabelecer e divulgar as diretrizes e procedimentos necessários para 
cumprimento e implementação da Norma pelos CRCs, pelos profissionais e 
pelas capacitadoras; 
e) Prestar esclarecimentos quanto à aplicação da Norma e deliberar sobre o 
atendimento à pontuação anual nos casos omissos; 
f) Homologar ou indeferir, total ou parcialmente, os processos encaminhados 
pelos CRCs no prazo de até 60 (sessenta) dias contados da data do 
protocolo no CFC; 
g) Compilar, anualmente, as informações de pontuação de cada um dos 
profissionais, recebidas dos CRCs, encaminhando-as à Presidência do CFC 
para comunicação à CVM, ao IBRACON, ao BCB e à Susep, até 30 de 
setembro de cada ano; 
h) Julgar recursos encaminhados pelos profissionais ou pelas capacitadoras 
relativos ao PEPC, cientificando o interessado sobre a decisão; 
i) Analisar e emitir opinião sobre os casos especiais ou omissos na Norma; 
j) Encaminhar aos CRCs relação dos profissionais que não cumpriram a 
pontuação mínima exigida, para fins de abertura deprocesso administrativo. 
 
8.4. Conselhos Regionais de Contabilidade 
Os CRCs têm a responsabilidade de incentivar a implementação de atividades de 
capacitação que permitam o cumprimento da Norma e em caso em que não dispuserem de 
CEPC-CRC terão suas atribuições assumidas pela Câmara de Desenvolvimento 
Profissional. 
 
A CEPC-CRC ou, na falta desta, a Câmara de Desenvolvimento Profissional (CDP) 
do CRC tem as seguintes atribuições em relação a Norma: 
a) Receber os pedidos de credenciamento das instituições a serem 
reconhecidas como capacitadoras e emitir seu parecer, submetendo-o à 
 
 
53 Ética Profissional e Contábil 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
apreciação da CEPC-CFC depois de aprovado pela CDP e homologado pelo 
Plenário do CRC; 
b) Receber, analisar e emitir parecer, na reunião subsequente, quanto ao 
pedido de credenciamento de cursos, eventos ou outras atividades, bem 
como atribuir pontos para o PEPC, de acordo com o Anexo II, submetendo-
o à apreciação da CEPC-CFC depois de aprovado pela CDP e homologado 
pelo Plenário do CRC; 
c) Divulgar aos profissionais sob sua jurisdição as disposições e os 
procedimentos estabelecidos na Norma; 
d) Prestar esclarecimentos quanto à aplicação da Norma, consoante as 
diretivas estabelecidas pela CEPC-CFC; 
e) Receber de cada um dos profissionais o relatório anual sobre as atividades 
realizadas, acompanhado de cópia da documentação que as comprovem, 
quando for o caso; 
f) Validar, no sistema de controle do PEPC, até o dia 28 de fevereiro do ano 
subsequente ao ano-base, as informações sobre as atividades de EPC das 
capacitadoras; 
g) Validar, no sistema de controle do PEPC, até 31 de março do ano 
subsequente ao ano-base, os dados constantes dos relatórios de atividades 
de que trata o Anexo III da Norma; 
h) Verificar, por meio da fiscalização do CRC, a efetiva realização dos cursos e 
dos eventos na forma em que foram homologados; 
i) Aplicar a sanção prevista no item 5, do Anexo I, na ocorrência das situações 
ali elencadas, assegurados à capacitadora o direito à ampla defesa e ao 
contraditório. 
 
Até 30 de abril de cada ano, o CRC deve disponibilizar na internet aos profissionais 
a certidão de cumprimento, ou não, da pontuação mínima estabelecida na presente Norma. 
 
A certidão a que se refere o item anterior não exime o profissional de prestar qualquer 
esclarecimento ou comprovação que se faça necessário em decorrência de ação 
fiscalizatória. 
 
 
 
54 Ética Profissional e Contábil 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
8.5. Capacitadoras 
Capacitadora é a entidade que promove atividades de Educação Profissional 
Continuada consoante as diretivas da Norma. São capacitadoras: 
a) Conselho Federal de Contabilidade (CFC); 
b) Conselhos Regionais de Contabilidade (CRCs); 
c) Fundação Brasileira de Contabilidade (FBC); 
d) Academia Brasileira de Ciências Contábeis (Abracicon); 
e) IBRACON – Instituto dos Auditores Independentes do Brasil; 
f) Instituições de Ensino Superior (IES), credenciadas pelo MEC; 
g) Instituições de Especialização ou Desenvolvimento Profissional que 
ofereçam cursos ao público em geral; 
h) Federações, Sindicatos e Associações da classe contábil; 
i) Firmas de Auditoria Independente; 
j) Organizações Contábeis; e 
k) Órgãos Reguladores. 
 
8.6. Eventos de Educação Profissional Continuada 
Constituem-se eventos de EPC as atividades descritas nos itens seguintes, desde 
que aprovadas pela CEPC-CFC, nos termos da Norma. 
 
Aquisição de conhecimento nas modalidades presenciais, a distância e mistas, por 
meio de: 
a) Cursos credenciados; 
b) Eventos credenciados; 
c) Cursos de pós-graduação oferecidos por IES credenciadas pelo MEC: 
i. Stricto sensu; 
ii. Lato sensu; 
d) Cursos de extensão devidamente credenciados no PEPC. 
 
 
 
55 Ética Profissional e Contábil 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
9. DECRETO-LEI Nº 9.295/46 E ALTERAÇÕES. ESTRUTURA DAS 
NORMAS BRASILEIRAS DE CONTABILIDADE: RESOLUÇÃO CFC N.º 
1.328/11 
 
Objetivo 
Compreender o Decreto-Lei nº 9.295/46, que cria o Conselho Federal de 
Contabilidade (CFC) e os Conselhos Regionais de Contabilidade (CRC’s), definindo, 
também, as atribuições do Contador e do Guarda-livros, bem como, compreender a 
Estrutura das Normas Brasileiras de Contabilidade (NBC): Resolução CFC n.º 1.328/11, 
que tem por objetivo esclarecer a aplicação das NBC’s, definindo regras e procedimentos 
a serem aplicados em situações, transações ou atividades específicas, sem alterar a 
substância dessas normas. 
 
Introdução 
O Conselho Federal de Contabilidade é uma autarquia especial de caráter 
corporativo, criado pelo Decreto-Lei n.º 9295/46, que tem por finalidade, dentre outras, a de 
disciplinar e regular o exercício da profissão contábil por intermédio dos Conselhos 
Regionais de Contabilidade. Objetivando nortear o contador, no que tange o bom 
andamento de seus serviços, surge as Normas Brasileiras de Contabilidade (NBC), por 
meio da Resolução CFC n.º 1.328/11, que se constitui num conjunto de regras e 
procedimentos de conduta que devem ser observados como requisitos para o exercício da 
profissão contábil, bem como os conceitos doutrinários, princípios, estrutura técnica e 
procedimentos a serem aplicados na realização dos trabalhos previstos nas normas 
aprovadas por resolução emitidas pelo CFC. 
 
9.1. DECRETO-LEI Nº 9.295, DE 27 DE MAIO DE 1946 
CAPÍTULO I – DO CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE E DOS 
CONSELHOS REGIONAIS 
 
Art. 1º. Ficam criados o Conselho Federal de Contabilidade e 
os Conselhos Regionais de Contabilidade, de acordo com o que 
preceitua o presente Decreto-lei. 
 
Art. 2º. A fiscalização do exercício da profissão contábil, assim 
entendendo-se os profissionais habilitados como contadores e técnicos 
em contabilidade, será exercida pelo Conselho Federal de 
Contabilidade e pelos Conselhos Regionais de Contabilidade a que se 
refere o art. 1º. (Redação dada pela Lei nº 12.249, de 2010) 
 
 
 
56 Ética Profissional e Contábil 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
Art. 3º. Terá sua sede no Distrito Federal o Conselho Federal de 
Contabilidade, ao qual ficam subordinado os Conselhos Regionais. 
 
Art. 4º. O Conselho Federal de Contabilidade será constituído de 
nove (9) membros brasileiros, com habilitação profissional 
legalmente adquirida, e obedecerá à seguinte composição: 
a. Um dos membros designado pelo Governo Federal e 
que será o presidente do Conselho; 
b. Os demais serão escolhidos em Assembleia que se 
realizará no Distrito Federal, na qual tomará, parte uma 
representação de cada associação profissional ou sindicato 
de classe composta de três membros, sendo dois 
contadores e um guarda-livros. 
 
Parágrafo único. A Constituição do Conselho Federal de 
Contabilidade obedecerá, em relação aos membros enumerados e na 
alínea b deste artigo a seguinte proporção: dois terços de contadores 
e um terço de guarda-livros. (Redação dada pela Lei nº 570, de 
22.12.1964) 
 
 
 
 
Atualmente, o CFC é composto por 1 (um) membro efetivo de cada Conselho 
Regional de Contabilidade e respectivo suplente, eleitos na forma da 
legislação vigente. Na composição do CFC e dos CRCs, será observada a 
proporção de 2/3 (dois terços) de contadores e de 1/3 (um terço) de técnicos 
em contabilidade. 
 
 
 
 
Art. 5º. O mandato dos membros do Conselho Federal de 
Contabilidade durará três anos, salvo o do representante do 
Governo Federal. (Redação dada pelo Decreto Lei nº 9.710, de 
3.9.1946) 
 
 
 
 
Este artigo difere do praticado atualmente, pois,o mandado dos conselheiros 
do CFC é de 4 (quatro) anos com renovação a cada biênio, alternandamente, 
por 1/3 (um terço) e por 2/3 (dois terços). 
 
 
Parágrafo único. Um terço dos membros do Conselho Federal será 
renovado para o seguinte triênio 
 
Art. 6º. São atribuições do Conselho Federal de 
Contabilidade: 
a) Organizar o seu Regimento Interno; 
b) Aprovar os Regimentos Internos organizados pelos Conselhos 
Regionais modificando o que se tornar necessário, a fim de manter 
a respectiva unidade de ação; 
c) Tomar conhecimento de quaisquer dúvidas suscitadas nos 
Conselhos Regionais e dirimi-las; 
 
 
57 Ética Profissional e Contábil 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
d) Decidir, em última instância, recursos de penalidade imposta 
pelos Conselhos Regionais; 
e) Publicar o relatório anual de seus trabalhos, em que deverá 
figurar a relação de todos os profissionais registrados. 
f) Regular acerca dos princípios contábeis, do Exame de 
Suficiência, do cadastro de qualificação técnica e dos 
programas de educação continuada; e editar Normas 
Brasileiras de Contabilidade de natureza técnica e 
profissional. (Incluído pela Lei nº 12.249, de 2010) 
 
Art. 7º. Ao Presidente compete, além da direção do Conselho 
suspensão de qualquer decisão que mesmo tome e lhe pareça 
inconveniente. 
 
Parágrafo único. O ato da suspensão vigorará até novo julgamento 
do caso, para o qual o Presidente convocará segunda reunião no prazo 
de quinze dias, a contar de seu ato, e se segundo julgamento o 
Conselho mantiver, por dois terços de seus membros, a decisão 
suspensa, esta entrará em vigor imediatamente. 
 
Art. 8º. Constitui renda do Conselho Federal de Contabilidade: 
g) 1/5 da renda bruta de cada Conselho Regional nela não se 
compeendendo doações, legados e subvenções; 
h) Doações e legados; 
i) Subvenções dos Governos. 
 
Art. 9º. Os Conselhos Regionais de Contabilidade serão 
organizados nos moldes do Conselho Federal, cabendo a este fixar-
lhes o número de componentes, determinando a forma da eleição local 
para sua composição, inclusive do respectivo Presidente. 
Parágrafo único. O Conselho promoverá a instalação, nos Estados, 
nos Territórios e nos Municípios dos Órgãos julgados necessários, 
podendo estender-se a mais de um Estado a ação de qualquer deles. 
 
Art. 10º. São atribuições dos Conselhos Regionais: 
a) Expedir e registrar a carteira profissional prevista no artigo 
17. (Redação dada pelo Decreto Lei nº 9.710, de 3.9.1946) 
b) Examinar reclamações a representações escritas acerca dos 
serviços de registro e das infrações dos dispositivos legais 
vigentes, relativos ao exercício da profissão de contabilista, 
decidindo a respeito; 
c) Fiscalizar o exercício das profissões de contador e guarda-
livros, impedindo e punindo as infrações, e bem assim, enviando 
às autoridades competentes minuciosos e documentados 
relatórios sobre fatos que apurarem, e cuja solução ou repressão 
não seja de sua aIçada; 
d) Publicar relatório anual de seus trabalhos e a relação dos 
profissionais registrados; 
e) Elaborar a proposta de seu regimento interno, submetendo-o 
à aprovação do Conselho Federal de Contabilidade; 
f) Representar ao Conselho Federal Contabilidade acerca de 
novas medidas necessárias, para regularidade do serviço e 
para fiscalização do exercício das profissões previstas na 
alínea "b", deste artigo; 
g) Admitir a colaboração das entidades de classe nos casos 
relativos à matéria das alíneas anteriores 
 
Art. 11º. A renda dos Conselhos Regionais será constituída do 
seguinte: 
a) 4/5 da taxa de expedição das carteiras profissionais 
estabelecidas no art. 17 e seu parágrafo único; 
b) 4/5 das multas aplicadas conforme alínea "b," do artigo anterior, 
 
 
58 Ética Profissional e Contábil 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
c) 4/5 da arrecadação da anuidade prevista no art. 21 e seus 
parágrafos. 
d) Doações e legados; 
e) Subvenções dos Governos. 
 
CAPÍTULO II – DO REGISTRO DA CARTEIRA PROFISSIONAL 
 
Art. 12º. Os profissionais a que se refere este Decreto-Lei 
somente poderão exercer a profissão após a regular conclusão do 
curso de Bacharelado em Ciências Contábeis, reconhecido pelo 
Ministério da Educação, aprovação em Exame de Suficiência e 
registro no Conselho Regional de Contabilidade a que estiverem 
sujeitos. (Redação dada pela Lei nº 12.249, de 2010) 
 
§ 1º. O exercício da profissão, sem o registro a que alude este 
artigo, será considerado como infração do presente Decreto-
lei. (Renumerado pela Lei nº 12.249, de 2010) 
 
§ 2º. Os técnicos em contabilidade já registrados em Conselho 
Regional de Contabilidade e os que venham a fazê-lo até 1º. de 
junho de 2015 têm assegurado o seu direito ao exercício da 
profissão. (Incluído pela Lei nº 12.249, de 2010) 
 
Art. 13º. Os profissionais punidos por inobservância do artigo 
anterior, e seu parágrafo único, não poderão obter o registro sem 
provar o pagamento das multas em que houverem incorrido. 
 
Art. 14º. Se o profissional, registrado em qualquer dos Conselhos 
Regionais de Contabilidade mudar de domicílio, fará visar, no 
Conselho Regional a que o novo local dos seus trabalhos estiver 
sujeito, a carteira profissional de que trata o art. 17 Considera-se que 
há mudança, desde que o profissional exerça qualquer das profissões, 
no novo domicílio, por prazo maior de noventa dias. 
 
Art. 15º. Os indivíduos, firmas, sociedades, associações, 
companhias e empresas em geral, e suas filiais que exerçam ou 
explorem, sob qualquer forma, serviços técnicos contábeis, ou a 
seu cargo tiverem alguma seção que a tal se destine, somente 
poderão executar os respectivos serviços, depois de provarem, 
perante os Conselhos de Contabilidade que os encarregados da 
parte técnica são exclusivamente profissionais habilitados e 
registrados na forma da lei. 
 
Parágrafo único. As substituições dos profissionais obrigam a 
nova, prova, por parte das entidades a que se refere este artigo. 
 
Art. 16º. O Conselho Federal organizará, anualmente, com as 
alterações havidas e em ordem alfabética, a relação completa dos 
registros, classificados conforme os títulos de habilitação e a fará 
publicar no Diário Oficial. 
 
Art. 17º. A todo profissional registrado de acordo com este 
Decreto-lei, será entregue uma carteira profissional, numerada, 
registrada e visada no Conselho Regional respectivo, a qual 
conterá: (Redação dada pelo Decreto Lei nº 9.710, de 3.9.1946) 
a) Seu nome por extenso; 
b) Sua filiação; 
c) Sua nacionalidade e naturalidade; 
d) A data do seu nascimento; 
 
 
59 Ética Profissional e Contábil 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
e) Denominação da escola em que se formou ou declaração de 
sua categoria de provisionado; 
f) A data em que foi diplomado ou provisionado, bem como, 
indicação do número do registro no órgão competente do 
Departamento Nacional de Educação; 
g) A natureza do título ou dos títulos de sua habilitação; 
h) O número do registro do Conselho Regional respectivo; 
i) Sua fotografia de frente e impressão dactiloscópica do 
polegar; 
j) Sua assinatura. 
 
Parágrafo único. A expedição da carteira fica sujeita à taxa de Cr$ 
30,00 (trinta cruzeiros). 
 
Art. 18º. A carteira profissional substituirá, o diploma ou o título 
de provisionamento para os efeitos legais; servirá de carteira de 
identidade e terá fé pública. 
 
Art. 19º. As autoridades federais, estaduais e municipais, só 
receberão impostos relativos ao exercício da profissão de 
contabilista, mediante exibição da carteira a que se refere o art. 18º. 
 
Art. 20º. Todo aquele que, mediante anúncios, placas, cartões 
comerciais, ou outros meios, se propuser ao exercício da 
profissão de contabilista, em qualquer de seus ramos, fica sujeito 
àspenalidades aplicáveis ao exercício ilegal da profissão, se não 
estiver devidamente registrado. 
 
Parágrafo único. Para fins de fiscalização, ficam os profissionais 
obrigados a declarar, em todo e qualquer trabalho realizado e nos 
elementos previstos neste artigo, a sua categoria profissional de 
contador ou guarda-livros, bem como o número de seu registro no 
Conselho Regional. 
 
CAPÍTULO III – DA ANUIDADE DEVIDA AOS CONSELHOS REGIONAIS 
 
Art. 21º. Os profissionais registrados nos Conselhos Regionais 
de Contabilidade são obrigados ao pagamento da 
anuidade. (Redação dada pela Lei nº 12.249, de 2010) 
§ 1º. O pagamento da anuidade será efetuado até 31 de 
março de cada ano, devendo, no primeiro ano de exercício 
da profissão, realizar-se por ocasião de ser expedida a 
carteira profissional. 
§ 2º. As anuidades pagas após 31 de março serão 
acrescidas de multa, juros de mora e atualização monetária, 
nos termos da legislação vigente. (Redação dada pela Lei nº 
12.249, de 2010) 
§ 3º. Na fixação do valor das anuidades devidas ao Conselho 
Federal e aos Conselhos Regionais de Contabilidade, serão 
observados os seguintes limites: (Incluído pela Lei nº 
12.249, de 2010) 
I – R$ 380,00 (trezentos e oitenta reais), para pessoas 
físicas; (Incluído pela Lei nº 12.249, de 2010) 
II – R$ 950,00 (novecentos e cinquenta reais), para 
pessoas jurídicas. (Incluído pela Lei nº 12.249, de 
2010) 
§ 4º. Os valores fixados no § 3º. deste artigo poderão ser 
corrigidos anualmente pelo Índice Nacional de Preços ao 
Consumidor Amplo – IPCA, calculado pela Fundação Instituto 
 
 
60 Ética Profissional e Contábil 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE. (Incluído pela Lei 
nº 12.249, de 2010) 
 
Art. 22º. Às empresas ou a quaisquer organizações que explorem 
ramo dos serviços contábeis é obrigatório o pagamento de 
anuidade ao Conselho Regional da respectiva jurisdição. (Redação 
dada pela Lei nº 12.249, de 2010) 
§ 1º. A anuidade deverá ser paga até o dia 31 de março, 
aplicando-se, após essa data, a regra do § 2º. do art. 
21. (Redação dada pela Lei nº 12.249, de 2010) 
§ 2º. O pagamento da primeira anuidade deverá ser feito por 
ocasião da inscrição inicial no Conselho Regional. 
 
Art. 23º. O profissional ou a organização contábil que executarem 
serviços contábeis em mais de um Estado são obrigados a 
comunicar previamente ao Conselho Regional de Contabilidade no 
qual são registrados o local onde serão executados os 
serviços. (Redação dada pela Lei nº 12.249, de 2010) 
 
Art. 24º. Somente poderão ser admitidos à execução de serviços 
públicos contabilidade, inclusive à organização dos mesmos, por 
contrato particular, sob qualquer modalidade. O profissional ou 
pessoas jurídicas que provem quitação de suas anuidades de 
outras contribuições a que estejam sujeitos. 
 
CAPÍTULO IV – DAS ATRIBUIÇÕES PROFISSIONAIS 
 
Art. 25º. São considerados trabalhos técnicos de contabilidade: 
a) Organização e execução de serviços de contabilidade em 
geral; 
b) Escrituração dos livros de contabilidade obrigatórios, bem 
como de todos os necessários no conjunto da organização 
contábil e levantamento dos respectivos balanços e 
demonstrações; 
c) Perícias judiciais ou extrajudiciais, revisão de balanços e de 
contas em geral, verificação de haveres revisão permanente ou 
periódica de escritas, regulações judiciais ou extrajudiciais de 
avarias grossas ou comuns, assistência aos Conselhos Fiscais 
das sociedades anônimas e quaisquer outras atribuições de 
natureza técnica conferidas por lei aos profissionais de 
contabilidade. 
 
Art. 26º. Salvo direitos adquiridos ex-vi do disposto no art. 2º do 
Decreto nº 21.033, de 8 de fevereiro de 1932, as atribuições definidas 
na alínea c do artigo anterior são privativas dos contadores 
diplomados. 
 
CAPÍTULO V – DAS PENALIDADES 
 
Art. 27º. As penalidades ético-disciplinares aplicáveis por infração 
ao exercício legal da profissão são as seguintes: (Redação dada 
pela Lei nº 12.249, de 2010) 
a) Multa de 1 (uma) a 10 (dez) vezes o valor da anuidade do 
exercício em curso aos infratores dos arts. 12 e 26 deste 
Decreto-Lei; (Redação dada pela Lei nº 12.249, de 2010) 
b) Multa de 1 (uma) a 10 (dez) vezes aos profissionais e de 2 
(duas) a 20 (vinte) vezes o valor da anuidade do exercício em 
curso às empresas ou a quaisquer organizações contábeis, 
quando se tratar de infração dos arts. 15 e 20 e seus 
 
 
61 Ética Profissional e Contábil 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
respectivos parágrafos; (Redação dada pela Lei nº 12.249, de 
2010) 
c) Multa de 1 (uma) a 5 (cinco) vezes o valor da anuidade do 
exercício em curso aos infratores de dispositivos não 
mencionados nas alíneas a e bou para os quais não haja 
indicação de penalidade especial; (Redação dada pela Lei nº 
12.249, de 2010) 
d) Suspensão do exercício da profissão, pelo período de até 2 
(dois) anos, aos profissionais que, dentro do âmbito de sua 
atuação e no que se referir à parte técnica, forem 
responsáveis por qualquer falsidade de documentos que 
assinarem e pelas irregularidades de escrituração praticadas no 
sentido de fraudar as rendas públicas; (Redação dada pela Lei 
nº 12.249, de 2010) 
e) Suspensão do exercício da profissão, pelo prazo de 6 (seis) 
meses a 1 (um) ano, ao profissional com comprovada 
incapacidade técnica no desempenho de suas funções, a 
critério do Conselho Regional de Contabilidade a que estiver 
sujeito, facultada, porém, ao interessado a mais ampla 
defesa; (Redação dada pela Lei nº 12.249, de 2010) 
f) Cassação do exercício profissional quando comprovada 
incapacidade técnica de natureza grave, crime contra a ordem 
econômica e tributária, produção de falsa prova de qualquer dos 
requisitos para registro profissional e apropriação indevida de 
valores de clientes confiados a sua guarda, desde que 
homologada por 2/3 (dois terços) do Plenário do Tribunal Superior 
de Ética e Disciplina; (Incluído pela Lei nº 12.249, de 2010) 
g) Advertência reservada, censura reservada e censura pública 
nos casos previstos no Código de Ética Profissional dos 
Contabilistas elaborado e aprovado pelos Conselhos Federal e 
Regionais de Contabilidade, conforme previsão do art. 10 do 
Decreto-Lei no 1.040, de 21 de outubro de 1969. (Incluído pela 
Lei nº 12.249, de 2010) 
 
 
 
O Capítulo V – Das Penalidades foi totalmente atualizado pela Lei nº 12.249/ 
2010. 
 
 
 
 
 
Art. 28º. São considerados como exercendo ilegalmente a 
profissão e sujeitos à pena estabelecida na alínea a do artigo anterior: 
a) Os profissionais que desempenharem quaisquer das funções 
especificadas na alínea c, do artigo 25 sem possuírem, 
devidamente legalizado, o título a que se refere o artigo 26 
deste Decreto-lei; 
b) Os profissionais que, embora legalmente habilitados, não 
fizerem, ou com referência a eles não for feita a comunicação 
exigida no artigo 15 e seu parágrafo único. 
 
Art. 29º. O profissional suspenso do exercício da profissão fica 
obrigado a depositar a carteira profissional ao Conselho Regional 
de Contabilidade que tiver aplicado a penalidade, até a expiração 
do prazo de suspensão, sob pena de apreensão desse documento. 
Art. 30º. A falta de pagamento de multa devidamente confirmada, 
importará, decorridos trinta (30) dias da notificação, em 
 
 
62 Ética Profissional e Contábil 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
suspensão, por noventa dias, do profissional ou da organização que 
nela, tiver incorrido. 
 
Art. 31º. As penalidades estabelecidas neste Capítulo não isentam 
de outras, em que os infratores hajam incorrido, por violação de outras 
leis. 
 
Art. 32º. Das multas impostas pelos Conselhos Regionais poderá, 
dentro do prazode sessenta dias, contados da notificação, ser 
interposto recurso, sem efeito suspensivo, para o Conselho Federal 
de Contabilidade. 
§ 1º. Não se efetuando amigavelmente o pagamento das 
multas, serão estas cobradas pelo executivo fiscal, na forma 
da legislação vigente. 
§ 2º. Os autos de infração, depois de julgados 
definitivamente, contra o infrator, constituem títulos de dívida 
líquida e certa para efeito de cobrança a que se refere o 
parágrafo anterior. 
§ 3º. São solidariamente responsáveis pelo pagamento das 
multas os infratores e os indivíduos, firmas, sociedades, 
companhias, associações ou empresas a cujos serviços se 
achem. 
 
Art. 33º. As penas de suspensão do exercício serão impostas aos 
profissionais pelos Conselhos Regionais, recurso para o 
Conselho Federal Contabilidade. 
 
Art. 34º. As multas serão aplicadas no grau máximo quando os 
infratores já tiverem sido condenados, por sentença passada em 
julgado, em virtude da violação de dispositivos legais. 
 
Art. 35º. No caso de reincidência mesma infração, praticada dentro 
prazo de dois anos, a penalidade se elevada ao dobro da anterior. 
 
CAPÍTULO VI – DISPOSIÇÕES GERAIS 
 
Art. 36º. Aos Conselhos Regionais de Contabilidade fica cometido 
o cargo de dirimir quaisquer dúvidas suscitadas acerca das 
atribuições de que trata o capítulo IV, com recurso suspensivo para 
o Conselho Federal Contabilidade, a quem compete decidir em última 
instância sobre a matéria. 
Art. 36-A. Os Conselhos Federal e Regionais de Contabilidade 
apresentarão anualmente a prestação de suas contas aos seus 
registrados. (Incluído pela Lei nº 12.249, de 2010) 
 
Art. 37º. A exigência da carteira profissional de que trata o Capítulo 
II somente será efetiva a partir 180 dias, contados da instalação 
respectivo Conselho Regional. 
 
Art. 38º. Enquanto não houver associações profissionais ou sindicatos 
em alguma das regiões econômica que se refere a letra b, do art. 4º a 
designação dos respectivos representantes caberá ao Delegado 
Regional do Trabalho, ou ao Diretor do Departamento Nacional do 
Trabalho, conforme a jurisdição onde ocorrer a falta. 
 
Art. 39º. A renovação de um terço dos membros do Conselho Federal, 
a que elude o parágrafo único do art. 5º, far-se-á no primeiro Conselho 
mediante sorteio para os dois triênios subsequentes. (Redação dada 
pelo Decreto Lei nº 9.710, de 3.9.1946) 
 
Art. 40º. O presente Decreto-lei entrará em vigor trinta (30) dias 
após sua publicação no Diário Oficial. 
 
 
63 Ética Profissional e Contábil 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
Art. 41º. Revogam-se as disposições em contrário. 
 
9.2. NORMAS BRASILEIRAS DE CONTABILIDADE (NBC) – RESOLUÇÃO CFC N.º 
1.328/11 
As Normas Brasileiras de Contabilidade editadas pelo Conselho Federal de 
Contabilidade (CFC) devem seguir os mesmos padrões de elaboração e estilo 
utilizados nas normas internacionais e compreendem as Normas propriamente ditas, as 
Interpretações Técnicas e os Comunicados Técnicos. 
 
As Normas Brasileiras de Contabilidade classificam-se em Profissionais e 
Técnicas. As Normas Brasileiras de Contabilidade, sejam elas Profissionais ou Técnicas, 
estabelecem preceitos de conduta profissional e padrões e procedimentos técnicos 
necessários para o adequado exercício profissional. 
 
ESTRUTURA 
As Normas Brasileiras de Contabilidade Profissionais se estruturam conforme 
segue: 
I. Geral - NBC PG - são as Normas Brasileiras de Contabilidade aplicadas 
indistintamente a todos os profissionais de Contabilidade; 
II. Do Auditor Independente - NBC PA - são as Normas Brasileiras de 
Contabilidade aplicadas, especificamente, aos contadores que atuam como 
auditores independentes; 
III. Do Auditor Interno - NBC PI - são as Normas Brasileiras de Contabilidade 
aplicadas especificamente aos contadores que atuam como auditores internos; 
IV. Do Perito - NBC PP - são as Normas Brasileiras de Contabilidade aplicadas 
especificamente aos contadores que atuam como peritos contábeis. 
 
A estrutura das Normas Brasileiras de Contabilidade foi definida através 
da Resolução CFC 1.328/2011. 
 
Normas Brasileiras de Contabilidade Profissionais 
As Normas Brasileiras de Contabilidade Profissionais se estruturam conforme 
segue: 
I. Geral - NBC PG - são as Normas Brasileiras de Contabilidade aplicadas 
indistintamente a todos os profissionais de Contabilidade; 
 
 
64 Ética Profissional e Contábil 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
II. Do Auditor Independente - NBC PA - são as Normas Brasileiras de 
Contabilidade aplicadas, especificamente, aos contadores que atuam como 
auditores independentes; 
III. Do Auditor Interno - NBC PI - são as Normas Brasileiras de Contabilidade 
aplicadas especificamente aos contadores que atuam como auditores internos; 
IV. Do Perito - NBC PP - são as Normas Brasileiras de Contabilidade aplicadas 
especificamente aos contadores que atuam como peritos contábeis. 
 
Normas Brasileiras de Contabilidade Técnica 
As Normas Brasileiras de Contabilidade Técnicas se estruturam conforme 
segue: 
I. Geral - NBC TG - são as Normas Brasileiras de Contabilidade convergentes 
com as normas internacionais emitidas pelo International Accounting Standards 
Board (Iasb); e as Normas Brasileiras de Contabilidade editadas por 
necessidades locais, sem equivalentes internacionais; 
 
As NBC TG são segregadas em: 
a) Normas completas que compreendem as normas editadas pelo CFC a partir 
dos documentos emitidos pelo CPC que estão convergentes com as normas 
do Iasb, numeradas de 00 a 999; 
b) Normas simplificadas para PMEs que compreendem a norma de PME 
editada pelo CFC a partir do documento emitido pelo Iasb, bem como as ITs 
e os CTs editados pelo CFC sobre o assunto, numerados de 1000 a 1999; 
c) Normas específicas que compreendem as ITs e os CTs editados pelo CFC 
sobre entidades, atividades e assuntos específicos, numerados de 2000 a 
2999. 
 
II. Do Setor Público - NBC TSP - são as Normas Brasileiras de Contabilidade 
aplicadas ao Setor Público, convergentes com as Normas Internacionais de 
Contabilidade para o Setor Público, emitidas pela International Federation of 
Accountants (Ifac); e as Normas Brasileiras de Contabilidade aplicadas ao 
Setor Público editadas por necessidades locais, sem equivalentes 
internacionais; 
 
 
65 Ética Profissional e Contábil 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
III. De Auditoria Independente de Informação Contábil Histórica - NBC TA - 
são as Normas Brasileiras de Contabilidade aplicadas à Auditoria convergentes 
com as Normas Internacionais de Auditoria Independente emitidas pela Ifac; 
IV. De Revisão de Informação Contábil Histórica - NBC TR - são as Normas 
Brasileiras de Contabilidade aplicadas à Revisão convergentes com as Normas 
Internacionais de Revisão emitidas pela Ifac; 
V. De Asseguração de Informação Não Histórica - NBC TO - são as Normas 
Brasileiras de Contabilidade aplicadas à Asseguração convergentes com as 
Normas Internacionais de Asseguração emitidas pela Ifac; 
VI. De Serviço Correlato - NBC TSC - são as Normas Brasileiras de Contabilidade 
aplicadas aos Serviços Correlatos convergentes com as Normas Internacionais 
para Serviços Correlatos emitidas pela IFAC; 
VII. De Auditoria Interna - NBC TI - são as Normas Brasileiras de Contabilidade 
aplicáveis aos trabalhos de Auditoria Interna; 
VIII. De Perícia - NBC TP - são as Normas Brasileiras de Contabilidade aplicáveis 
aos trabalhos de Perícia; 
IX. De Auditoria Governamental - NBC TAG - são as Normas Brasileiras de 
Contabilidade aplicadas à Auditoria Governamental convergentes com as 
Normas Internacionais de Auditoria Governamental emitidaspela Organização 
Internacional de Entidades Fiscalizadoras Superiores (Intosai). 
 
Interpretação Técnica e Comunicado Técnico 
A Interpretação Técnica tem por objetivo esclarecer a aplicação das Normas 
Brasileiras de Contabilidade, definindo regras e procedimentos a serem aplicados 
em situações, transações ou atividades específicas, sem alterar a substância dessas 
normas. 
 
O Comunicado Técnico tem por objetivo esclarecer assuntos de natureza 
contábil, com a definição de procedimentos a serem observados, considerando os 
interesses da profissão e as demandas da sociedade. 
 
INOBSERVÂNCIA 
A inobservância às Normas Brasileiras de Contabilidade constitui infração 
disciplinar sujeita às penalidades previstas nas alíneas de "c" a "g" do art. 27 do Decreto-
 
 
66 Ética Profissional e Contábil 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
Lei nº 9.295/46, alterado pela Lei nº 12.249/10, e ao Código de Ética Profissional do 
Contador. 
 
 
 
BÁSICA: 
ANTUNES, M.T.P. Ética. São Paulo: Pearson, 2012. 
PEREIRA, S.L. A empresa ética em ambiente econômico. São Paulo: Quartier 
Latin, 2014. 
SÁ, Antônio Lopes de. Ética profissional. 9.ed. Revista Ampliada. São Paulo: 
Atlas, 1996. 
 
COMPLEMENTAR: 
ALENCASTRO, M.S.C. Ética e meio ambiente: construindo bases para um 
futuro sustentável. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2015. (BV) 
BRASIL. Decreto-lei nº 9.295, de 27 de maio de 1946. Cria o Conselho Federal 
de Contabilidade, define as atribuições do Contador e do Guarda-livros, e dá 
outras providências. Brasília/DF. Disponível em: 
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del9295.htm>. Acesso 
em: 24 abr. 2018. 
BRASIL. Lei nº 12.249, de 11 de junho de 2010. Altera, dentre outras 
providências o Decreto-lei nº 9.295, de 27 de maio de 1946. Brasília/DF. 
Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-
2010/2010/Lei/L12249.htm#art76>. Acesso em: 24 abr. 2018. 
BRASIL. Lei N° 10.406 de 10 de janeiro de 2002. Código Civil Brasileiro. 
Disponível em: 
<http://www.planalto.gov.br/CCivil_03/Leis/2002/L10406.htm>. Acesso em: 
24 abr. 2018. 
CAMARGO, Marculino. Fundamentos da Ética Geral e Profissional. Rio de 
Janeiro: Vozes, 2001. 
Conselho Federal de Contabilidade – CFC. Abordagens éticas para o 
profissional contábil. Brasília: CFC, 2003. 90 p. Disponível em: 
<http://portalcfc.org.br/wordpress/wp-
content/uploads/2013/01/livro_abord_etica-pdf>. Acesso em: 10 de abr. 
2018. 
CFC – NBC´s PG 100, 200 e 300 – NBC PG 100. Aplicação Geral aos Profissionais 
da Contabilidade NBC PG 200 – Contadores que Prestam Serviços 
(Contadores Externos) NBC PG 300 – Contadores Empregados (Contadores 
Internos) Portal CFC. Normas brasileiras de contabilidade. Disponível em: 
<http://www.portalcfc.org.br/coordenadorias/camara_tecnica/normas_brasi
leiras_de_contabilidade/>. Acesso em: 01 de abr. 2018. 
CFC. Resolução CFC n.º 1.328/11. Dispõe sobre a Estrutura das Normas 
Brasileiras de Contabilidade. Disponível em: 
<http://www1.cfc.org.br/sisweb/sre/detalhes_sre.aspx?Codigo=2011/00132
8>. Acesso em: 24 abr. 2018. 
CHIAVENATO, Idalberto. Teoria Geral da Administração. São Paulo: McGraw-
Hill do Brasil, 2000. 
CRC. Código de ética. Disponível em: 
<http://wow.webed.com.br/webed/crc/?276/278/50185>. Acesso em: 10 de 
abr. 2018. 
 
 
67 Ética Profissional e Contábil 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
CVM. Instrução CVM nº 308, de 14 de maio de 1999. Dispõe sobre o registro 
e o exercício da atividade de auditoria independente no âmbito do mercado 
de valores mobiliários, define os deveres e as responsabilidades dos 
administradores das entidades auditadas no relacionamento com os auditores 
independentes. Disponível em: 
<http://www.cvm.gov.br/legislacao/instrucoes/inst308.html>. Acesso em: 24 
abr. 2018. 
CVM. Instrução CVM nº 591, de 26 de outubro de 2017. Altera a Instrução 
CVM nº 308, de 14 de maio de 1999. Disponível em: 
<http://www.cvm.gov.br/export/sites/cvm/legislacao/instrucoes/anexos/50
0/inst591.pdf>. Acesso em: 24 abr. 2018. 
FIPECAFI e LISBOA, Lázaro Plácido. Ética geral e profissional em contabilidade. 
2. ed. São Paulo: Atlas, 2007. 
HORNGREN, Charles T.; FOSTER, George; DATAR, Srikant M. Contabilidade de 
Custos. 9. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2000 
IFAC. Presentation of code of ethics. Disponível em: 
<http://www.ifac.org/publica/ons-resources/2013-handbookcode-ethics-
professional-accountants>. Acesso em: 01 de abr. 2018. 
KRAEMER, Maria Elisabeth Pereira. Ética, sigilo e o profissional contábil. 
Disponível em: 
<http://www.face.ufmg.br/revista/index.php/contabilidadevistaerevista/arti
cle/viewFile/175/169>. Acesso em: 24 abr. 2018. 
LEMOS, H. Responsabilidade socioambiental. São Paulo: FVG, 2013. 
MUNHOZ, A.S. Responsabilidade e autoridade social das empresas. São 
Paulo: Pearson Prentice Hall, 2015. (BV) 
NODARI, P.C. Sobre Ética: Aristóteles, Kant e Levinas. São Paulo: Pearson 
Prentice Hall, 2012. (BV) 
STADLER, A et. al.; ARANTES, E.C.; HALICKI, Z. Empreendedorismo e 
responsabilidade social. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2012. (BV)

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