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Práticas integrativas e o empoderamento da enfermagem- Mapa Mental

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É necessário que antes de tudo o enfermeiro 
conheças as práticas alternativas, confronte sobre e 
tome seu devido espaço, transformando assim a 
assistência em um cuidado com embasamento 
científico e humanizado. 
 
Com o passar dos anos tem-se observado um 
aumento na procura e na quantidade de opções 
referentes a uma medicina alternativa, mas ainda 
sim em alguns países a medicina tradicional é a 
pedra angular do tratamento. 
 
Em 1986 ocorreu a 8° Conferência Nacional de Saúde 
logo após o movimento sanitário que revelava as 
precariedades vividas pela população, sendo assim a 
população conquistou também seu direito de 
participar em parte na conferência. Mas apenas em 
1999 perceberam a necessidade e as vantagens em 
trazer as práticas integrativas para o SUS, como 
exemplos temos a quiropraxia e a homeopatia. De 
acordo com o site “saúde.gov” (março/2018) em 
2017, foram realizados mais de 1,4 milhão de 
atendimentos aos usuários, como acupuntura, 
auriculoterapia e yoga. Ao analisar esse percurso 
histórico, verifica-se que a estratégia em busca de 
ações mais integralizantes são cogitadas há décadas, 
mas sua efetiva operacionalização ainda não 
aconteceu, ou seja, não está sendo construída de 
forma ampla, profunda e permanente, uma vez que 
há casos isolados, superficiais e pontuais, sem 
vínculo com a comunidade. (Pennafort et al., 2019) 
 
Através desse aumento da procura é evidente que 
há uma necessidade de se existirem profissionais 
capacitados para atenderem e explicarem todo o 
processo para seus pacientes, não esquecendo de 
todas as intercorrências possíveis. 
 
Essas práticas possuem uma interligação com a 
enfermagem e o cuidar que ela oferece ao paciente, 
fazendo com que a enfermagem venha observando 
isso como uma oportunidade de crescerem e 
conquistarem um maior espaço. 
 
Práticas integrativas e o 
empoderamento da 
enfermagem 
 
A conquista de um novo espaço deve vir desde a 
formação acadêmica, para haver um “despertar” 
sobre os alunos e atuais profissionais com essas 
práticas. É necessário que a faculdade oferte 
disciplinas teórico-práticas práticas voltadas para as 
práticas integrativas onde o aluno tenha contato 
com aquilo e sinta que essa é mais uma área de 
escolha no âmbito profissional. 
 
De acordo com Pennafort et al e Nuñez HMF, Ciosak 
SI os enfermeiros mostram-se interessados nas 
TACs, e ainda, acreditam que estas podem auxiliar na 
melhoria da saúde, porém o desconhecimento da 
legislação e a falta de capacitação teórico-prática os 
limitam para atuação nessa área. A enfermagem é 
capaz de ampliar seu campo de atuação e assumir 
algumas práticas integrativas e complementares 
como componentes do cuidado. 
 
A relação entre essas terapias e a enfermagem tem 
atraído crescente interesse no campo da saúde no 
mundo. Considerando a atual formação do 
enfermeiro, percebe-se que ainda existe uma lacuna 
com relação às novas maneiras, centradas no 
sujeito, de proporcionar saúde e prestar cuidados, 
conhecendo a cultura e valorizando os saberes. 
pesquisas são necessárias para incrementar essas 
iniciativas e, também, para explorar mais 
profundamente a relação entre as terapias 
alternativas e complementares e a prática da 
enfermagem. É imprescindível investir no exercício 
crítico-reflexivo para modificar práticas, mitos e 
conservadorismos, por meio do conhecimento 
inovador e da participação coletiva, politizando a 
prática profissional e efetivando seu 
empoderamento nos espaços em que se insere. 
(Pennafort et al., 2019) 
 
O artigo também traz a importância desse espaço na 
formação acadêmica, dará um respaldo técnico-
científico, ético e uma maior segurança ao 
profissional para atuar nessa área em diversos locais 
nos quais ele queira trabalhar. 
Letycia Fernandes de Godoy

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