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ATUALIDADES EM
PRÁTICAS INTEGRATIVAS
E COMPLEMENTARES
Aula 1
PESQUISAS EM PRÁTICAS
INTEGRATIVAS E
COMPLEMENTARES E SUA
CONSOLIDAÇÃO
Pesquisas em Práticas Integrativas e
Complementares e sua consolidação
Olá, estudante! Como já dizia minha professora, ninguém faz pesquisa
sozinho! E quando falamos de PICS ainda entramos na questão já discutida
anteriormente de que há muitas variações nas diferentes partes do mundo.
Desse modo, através do incentivo da OMS e da visão de gestores e
pesquisadores, existem atualmente diversos grupos e redes de apoio em
pesquisas nas PICS. Nesta videoaula você entenderá mais sobre esse
universo da área científica nas PICS!
Ponto de Partida
Olá, estudante! Nesta caminhada você já deve ter se questionado se as PICS
possuem comprovação cientifica não é mesmo? E sim, as PICS têm
evidências científicas que comprovam sua segurança, eficácia e qualidade!
Além disso, atualmente existem diversas redes de apoio e cooperação em
pesquisas na área.
O Ministério da Saúde possui um Observatório Nacional de Saberes e
Práticas Tradicionais, Integrativas e Complementares em Saúde
(ObservaPICS) que reúne e divulga estudos e pesquisas sobre as PICS.
Além disso, existem diversas publicações científicas nacionais e
internacionais que abordam as PICS em diferentes contextos e populações,
por meio da plataforma do Mapa de Evidências, da Biblioteca Virtual em
Saúde. Dessa forma, a pesquisa em PICS será o ponto central da nossa
aula!
Mas uma questão muito importante é que para saber interpretar melhor os
resultados de uma pesquisa, e até mesmo avaliar se um artigo científico e o
estudo nele apresentado possuem qualidade, se faz importante conhecer
todo o processo da pesquisa cientifica, mesmo que você, estudante, não
tenha vontade de se tornar um pesquisador!
Então, antes de conhecer um pouco sobre as pesquisas que vêm sendo
feitas, te faço uma pergunta: você gosta de pesquisar? E mais: você saberia
dizer como é que funciona uma pesquisa científica, como ela é feita ou o seu
passo a passo?
Vamos Começar!
Podemos dizer que a consolidação das PICS aconteceu aos poucos, não só
com a aceitação popular e da classe médica e sua maior divulgação através
de políticas de saúde para sua implementação, mas principalmente mediante
comprovação científica de sua eficácia por meio de pesquisas científicas
sérias e robustas na área.
As evidências científicas em PICS aumentaram muito nas duas últimas
décadas. A América do Norte, a Ásia oriental e a Europa são destaques de
produção científica, sendo os Estados Unidos mundialmente reconhecidos
pelo grande volume de investimento em pesquisas na área, através do
National Center of Complementary and Integrative Health do National
Institute of Health (NCCIH-NIH).
Em 1999 foi criado o Academic Consortium for Integrative Medicine and
Health, primeira rede dedicada à pesquisa na área, com representantes de
oito instituições médicas acadêmicas (Duke University, Harvard University,
Stanford University, University of California, University of Arizona, University
of Maryland, University of Massachusetts e University of Minnesota), para
compartilhar interesses e experiências em comum como centros médicos
acadêmicos nas áreas de educação, cuidados clínicos e investigação no
campo da medicina integrativa. Atualmente, esta rede reúne mais de 70
instituições, incluindo Estados Unidos, Canadá e México.
Em 2003, em Londres, foi fundada a International Society of Complementary
Medicine Research (ISCMR), que em 2019 mudou de nome para
International Society of Traditional, Complementary and Integrative Medicine
Research, seguindo a tendência da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Vários países vêm criando representações formais como a ISCMR, entre eles
Canadá, China, Coreia, Irã e recentemente o Brasil por meio do Consórcio
Acadêmico Brasileiro de Saúde Integrativa (CABSIN). E não podemos
esquecer que a Política Nacional das Práticas Integrativas e
Complementares (PNPIC) também inclui em suas diretrizes o incentivo à
pesquisa em Práticas Integrativas e Complementares com vistas ao
aprimoramento da atenção à saúde, avaliando eficiência, eficácia, efetividade
e segurança dos cuidados prestados.
Em 2017, o Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências
da Saúde (BIREME/OPAS/OMS) apresentou uma proposta para a criação de
uma biblioteca virtual em saúde especializada em MTCI (BVS MTCI) durante
a reunião regional “Avançando para a saúde universal, contribuições da
medicina tradicional e complementar”, organizada pela Organização Pan-
Americana da Saúde (OPAS), na Nicarágua, devido à demanda por fontes de
evidências científicas confiáveis. A BVS MTCI é gerida pela rede regional em
MTCI para as Américas. A OPAS/OMS, por meio da BIREME/OPAS/OMS,
age como articuladora e facilitadora da rede integrando 16 países da
América.
Na BVS MTCI é possível realizar pesquisa de publicações reunidas na
página principal indexadas nas bases de dados comumente acessadas, em
que podem-se encontrar mais de 1,5 milhões de publicações, distribuídos
nas bases de dados: MEDLINE, LILACS, HomeoIndex (homeopatia),
WHOLIS, IBECS (Espanha), CUMED, BDENF – enfermagem (Brasil), Index
Psi Periódicos Técnico-científicos, MOSAICO, PAHO, MedCarib, PAHO-IRIS,
Coleciona SUS (Brasil).
Retomando o CABSIN, este foi lançado em 2018 durante o I Congresso
Internacional de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde Pública (I
INTERCONGREPICS), e é uma rede colaborativa de pesquisadores,
universidades e instituições de pesquisas de todo o Brasil na área de MTCI.
Possui mais de 500 pesquisadores de mais de 60 universidades públicas e
privadas de todo o país, que trabalham para ampliar, divulgar e tornar mais
acessível a sistematização de evidências científicas, além de promover
estudos colaborativos multicêntricos, capacitação em metodologias de
pesquisa e estratégias de intercâmbios e articulações entre pesquisadores e
grupos de pesquisa na área.
Também em 2018, foi criado o Observatório Nacional de Saberes e Práticas
Tradicionais, Complementares e Integrativas em Saúde (ObservaPICS), que
possui apoio do Ministério da Saúde e parceria com a Biblioteca Virtual em
Saúde em Medicinas Tradicionais Complementares e Integrativas em Saúde
(BVS-MTCI-BIREME), o CABSIN e a Rede PICS Brasil. O ObservaPICS tem
como objetivo debater e articular a troca de conhecimento, estimular e
produzir pesquisas, comparar e responder diferentes questões quanto à
validação das PICS e sua integração às práticas de saúde do paradigma
biomédico. Ainda, realiza mapeamento e análise crítica das medicinas
tradicionais e PICS, com ênfase nas experiências do SUS e promove
reflexões teórico-práticas na área.
Siga em Frente...
A fim de contribuir com informações para políticas públicas, facilitar o acesso
às evidências clínicas disponíveis e identificar lacunas de conhecimento, em
parceria CABSIN-BIREME/ OPAS/OMS, foram desenvolvidos mapas de
evidências clínicas em PICS.
Através de busca sistemática de revisões nas principais bases de dados,
seleção dos estudos e sua caracterização, esses mapas apresentam uma
visão geral e síntese gráfica das evidências sobre intervenções de sistemas
médicos e métodos terapêuticos das MTCI. O mapeamento incluiu sete
práticas (MTC - acupuntura, auriculoterapia e práticas corporais, plantas
medicinais/fitoterapia, meditação, yoga, shantala, reflexologia e
ozonioterapia) e diversas condições de saúde pública (depressão, transtorno
de ansiedade, estresse, distúrbio de sono, distúrbio do humor, câncer,
disfunções físicas, dor, hipertensão arterial, diabetes, fadiga e distúrbio de
equilíbrio). Os mapas são fáceis de navegar, a maioria dos estudos incluídos
é de acesso livre e o texto completo está disponível em inglês. A disposição
dos mapas de evidências é on-line e de forma interativa e permite aos
usuários identificar e acessar as evidências existentes. Desse modo, são
ferramentas com a dupla função de sintetizar a evidência disponível sobre
um tema específico e identificar lacunas deo
objetivo de tratar, prevenir ou reverter doenças associando os princípios da
medicina do estilo de vida com a auriculoterapia.
Dê o play!
Assimile
O mapa mental a seguir te ajudará muito nos estudos desta unidade
orientando seu raciocínio para a memorização dos conteúdos estudados.
Bons estudos, e lembre-se sempre de nunca parar de estudar!
Fonte: elaborada pela autora.
Referências
APSREDES. Laboratório de Inovação em Saúde sobre Práticas
Integrativas e Complementares em Saúde (LIS-PICS). 2021. Disponível
em: https://apsredes.org/laboratorio-de-inovacao-em-saude-sobre-praticas-
integrativas-e-complementares-em-saude-lis-pics/. Acesso em: 8 jan. 2024.
https://apsredes.org/laboratorio-de-inovacao-em-saude-sobre-praticas-integrativas-e-complementares-em-saude-lis-pics/
https://apsredes.org/laboratorio-de-inovacao-em-saude-sobre-praticas-integrativas-e-complementares-em-saude-lis-pics/
BRASIL. Ministério da Saúde. Pesquisa em PICS. Disponível em:
https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saps/pics/pesquisa-em-pics.
Acesso em: 8 jan. 2024.
EUROCAM. Disponível em: https://cam-europe.eu/research-on-cam/. Acesso
em: 15 dez. 2023.
FARIAS FILHO, M. C.; ARRUDA FILHO, E. J. M. Planejamento da pesquisa
científica. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2015.
LIMA, P. T. R. Bases da medicina integrativa. 3. ed. Santana de Parnaíba:
Manole, 2023. Biblioteca Virtual.
ORGANIZAÇÂO PAN-AMERICANA DA SAÚDE (OPAS). Laboratório de
inovação em saúde. Disponível em:
https://www.paho.org/pt/topicos/laboratorios-inovacao-em-saude. Acesso em:
8 jan. 2024.
ROHDE, C. B. dos S.; MARIANI, M. M. de C.; GHELMAN, R. Medicina
integrativa na prática clínica. 1. ed. Santana de Parnaíba: Manole, 2021.
https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saps/pics/pesquisa-em-pics
https://cam-europe.eu/research-on-cam/
https://www.paho.org/pt/topicos/laboratorios-inovacao-em-saudeconhecimento.
Mais recentemente, novos mapas de evidências clínicas foram realizados. As
práticas incluem plantas medicinais brasileiras, aromaterapia, apiterapia,
homeopatia, ventosaterapia e moxabustão. 
Também podemos citar as contribuições das PICS no contexto da pandemia
de covid-19 com mapa de evidências dividido em três categorias:
imunidade/efeito antiviral contra vírus respiratórios; tratamento complementar
de sintomas de infecções respiratórias; e saúde mental. Além do mapa,
diversas pesquisas que não foram incluídas neste também apontam para os
efeitos benéficos das práticas integrativas como auxiliar no tratamento do
covid-19 e suas sequelas. Ainda, em pesquisa realizada pela Fiocruz em
parceria com o ObservaPICS chamada “PICCovid – Uso de Práticas
Integrativas e Complementares no Contexto da Covid-19”, apontou que mais
da metade da população brasileira (aproximadamente 62%) recorreu às PICS
em 2020, primeiro ano da pandemia. A pesquisa incluiu mais de 12 mil
participantes sendo considerada a maior pesquisa sobre o tema em nosso
país.
Para concluir, um dos grandes desafios da pesquisa e do desenvolvimento
em medicina integrativa é que parte das PICS implementadas pela Política
Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no SUS não
possui evidências científicas suficientes de seus benefícios para a saúde,
existindo uma lacuna a respeito da sua segurança e eficácia para
determinadas aplicações. Isso mostra a importância da busca pela prática
baseada em evidência e da continuidade de produção de estudos científicos.
Vamos Exercitar?
Quanta coisa interessante para explorar com as pesquisas relacionadas às
práticas integrativas não é mesmo?! Espero que depois desta aula sua
resposta para nossa primeira pergunta do “Ponto de partida” seja um grande
sim! A curiosidade, inerente do ser humano, faz parte das características de
um bom pesquisador! Então, mesmo que não haja a pretensão em se tornar
um, pesquisar é algo que faz parte das nossas vidas, e no dia a dia
profissional se torna uma ferramenta importante para melhorarmos cada vez
mais em nossas condutas.
Chegamos então aos outros questionamentos: você saberia dizer como é
que funciona uma pesquisa científica, como ela é feita ou o seu passo a
passo?
Quando falamos da pesquisa científica estamos falando de um “pesquisar
sistemático”. Isso quer dizer que existem métodos e regras que devem ser
seguidas para garantir a qualidade e os preceitos éticos da pesquisa.
O primeiro passo é determinar a pergunta a ser respondida com a pesquisa e
a hipótese esperada. Por exemplo, o uso de determinada técnica para
melhora de uma disfunção específica. A partir daí, os objetivos serão
traçados. Então o projeto desta pesquisa deverá ser construído pensando em
todos os seus detalhes, como o local de sua realização, quais as pessoas
que serão os participantes da pesquisa e suas características, o que será
realizado, como os resultados serão analisados, se há riscos, cronograma da
pesquisa e seu custeio.
Este projeto então deverá ser encaminhado para o Comitê de Ética em
Pesquisas com Seres Humanos para análise e aprovação. Após sua
aprovação é que a pesquisa poderá de fato ser realizada.
Além disso, existe uma série de cuidados que devem ser tomados para
garantir a qualidade desta pesquisa. Um deles é que a amostra, ou seja, os
participantes devem ser um grupo homogêneo de pessoas, com
características semelhantes, para que os resultados sejam mais confiáveis.
Ainda, a aplicação do protocolo de tratamento deve ser exatamente igual
para todos os participantes, e podemos pensar ainda em avaliadores que não
saibam o que estas pessoas realizaram, ou mesmo se realizaram algum
tratamento.
Para concluir, todos os cuidados durante a realização de uma pesquisa são
para garantir sua qualidade e mais ainda, garantir os aspectos bioéticos da
pesquisa: autonomia, beneficência, não maleficência e justiça.
Saiba Mais
Sugestão de capítulo de livro
A pesquisa científica é um mundo fascinante de descobertas a cada leitura, a
cada aprendizado! Para te ajudar a compreender mais desse mundo, como
sugestão de capítulo de livro, Procedimentos de pesquisa: métodos, técnicas
e instrumentos de coleta de dados/informações (Seção 4, Capítulo 4.3) te
ajudará a entender melhor a pesquisa científica e seus diferentes tipos.
FARIAS FILHO, M. C.; ARRUDA FILHO, E. J. M. Planejamento da Pesquisa
Científica. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2015.
Sugestão de artigo científico
As pesquisas científicas também contribuem para a busca de referenciais
para o processo de avaliação do cuidado. Esta abordagem é discutida de
forma pertinente pelo artigo apresentado a seguir.
SOUSA, I. M. C.; HORTALE, V. A.; BODSTEIN, R. C. A. Medicina tradicional
complementar e Integrativa: desafios para construir um modelo de avaliação
do cuidado. Ciência & Saúde Coletiva, v. 23, n. 10, p. 3403-3412, 2018. 
Outras sugestões
https://www.scielo.br/j/csc/a/s7Wp8hbTLzkFPsMtSXKdCgp/?format=pdf&lang=pt
https://www.scielo.br/j/csc/a/s7Wp8hbTLzkFPsMtSXKdCgp/?format=pdf&lang=pt
No site do Instituto de Saúde Integrativa Susan Samueli (UCI – Susan
Samueli Integrative Health Institute) é possível encontrar diversos artigos
científicos atuais separados por áreas. Na página inicial clique em Research,
depois em Areas of Exploration. Você encontrará diversas áreas para
explorar!
UCI – Susan Samueli Integrative Health Institute. 
Referências Bibliográficas
BRASIL. Ministério da Saúde. Resolução nº466, de 12 de dezembro de
2012. Aprova as diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisa
envolvendo seres humanos. Brasília: Ministério da Saúde, 2012.
BRASIL. Ministério da Saúde. Pesquisa em PICS. Disponível em:
https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saps/pics/pesquisa-em-pics.
Acesso em: 8 jan. 2024.
FARIAS FILHO, M. C.; ARRUDA FILHO, E. J. M. Planejamento da pesquisa
científica. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2015.
LEVY, B. Fiocruz mapeia hábitos do brasileiro durante a pandemia.
Fundação Oswaldo Cruz – FIOCRUZ, 2021. Disponível em:
https://portal.fiocruz.br/noticia/fiocruz-mapeia-habitos-do-brasileiro-durante-
pandemia. Acesso em: 8 jan. 2024.
MACHADO, K. Mapeamento de Evidência de plantas medicinais
brasileiras, aromaterapia, apiterapia, homeopatia, ventosaterapia e
moxabustão. CABSIN. 2021. Disponível em:
https://cabsin.org.br/mapadeenvidenciaspics/. Acesso em: 8 jan. 2024.
ROHDE, C. B. dos S.; MARIANI, M. M. de C.; GHELMAN, R. Medicina
integrativa na prática clínica. 1. ed. Santana de Parnaíba: Manole, 2021.
Aula 2
https://ssihi.uci.edu/
https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saps/pics/pesquisa-em-pics
https://portal.fiocruz.br/noticia/fiocruz-mapeia-habitos-do-brasileiro-durante-pandemia
https://portal.fiocruz.br/noticia/fiocruz-mapeia-habitos-do-brasileiro-durante-pandemia
https://cabsin.org.br/mapadeenvidenciaspics/
INOVAÇÕES E PERSPECTIVAS
FUTURAS EM PRÁTICAS
INTEGRATIVAS E
COMPLEMENTARES
Inovações e perspectivas futuras em
Práticas Integrativas e Complementares
Olá, estudante! Quando ouvimos o termo “inovação” logo nos vem à cabeça
as grandes tecnologias e equipamentos modernos. Porém, tudo aquilo que
traz novidades e com elas melhorias significativas para as pessoas pode ser
considerado inovação! E as PICS, com certeza, está inserida neste contexto!
Vamos conhecer um pouco sobre essas inovações?
Ponto de Partida
Olá, estudante! O uso das práticas integrativas e complementares em saúde
tem crescido mundialmente, mesmo em países desenvolvidos onde a
medicina convencional já está estabelecida nos sistemas de saúde. Desde
1960, existe um aumento do interesse da população no uso de terapias
complementares de saúde. 
O crescimento da oferta e da demanda de PICS no SUS tem demonstrado o
potencial das práticas para a saúde pública e no cuidado à população, já que
elas atuam nos campos da promoção da saúde e da prevenção de agravos,
recuperação e manutenção da saúde e se baseiam no modelo de atenção
humanizada, levando em consideração o ser integral em todas as suas
dimensões.As práticas consideram o indivíduo na sua dimensão global, não
se baseando na singularidade.
Além disso, as PICS são alternativas inovadoras que contribuem socialmente
para o desenvolvimento sustentável das comunidades, além de estimular
ações sociais, levando à participação do indivíduo no seu contexto social.
Agora imagine que você reside em São Paulo e foi convidado para trabalhar
no Laboratório de Inovação em Saúde (LIS-PICS), para validar
cientificamente a meditação mindfulness. Você foi informado de que, para o
gestor, a inovação tem um papel fundamental no SUS. É necessário avaliar a
relevância da integração das PICS como parte do tratamento de rotina, além
de administrar todo o processo de mudança, visando reduzir tempo e custos,
minimizar ricos e maximizar o impacto da prática para a população. Para
tanto será necessário realizar um projeto de validação da prática. E então
estudante, você saberia dizer como fazer isso?
Vamos Começar!
A inovação pode ser definida como a aplicação e introdução intencional de
processos, ideias, novos procedimentos ou produtos em um grupo ou uma
organização, com o objetivo de produzir benefícios significativos para
indivíduos ou para a comunidade em geral. As interfaces das diversas
tradições mundiais de cuidado à saúde, juntamente com os avanços
tecnológicos, possibilitam uma ampla modalidade de abordagens
terapêuticas transformadoras que podem ser utilizadas para solucionar
problemas dos sistemas de saúde. 
As PICS foram institucionalizadas no SUS em 2006, com o objetivo de
melhorar a qualidade de atendimento do usuário e da população como um
todo. Elas vêm crescendo em todos os níveis de atenção nos serviços de
saúde, desde a atenção primária até os serviços de média e alta
complexidade. Devido às suas inovadoras estratégias terapêuticas de
cuidado, baseadas em conhecimentos milenares, as PICS têm se tornado
protagonistas nos serviços de saúde. Com isso, estudos indicam evidências
dos resultados positivos não somente decorrentes da utilização de PICS,
mas também sobre sua segurança e alto poder de resolutividade de
problemas que desafiam o sistema de saúde. 
Como já vimos, com o objetivo de fornecer evidências científicas para
validação das PICS no território nacional, instituições de pesquisa,
universidades e redes colaborativas de pesquisadores de todo o país são
responsáveis pela pesquisa e pelo desenvolvimento em medicina e saúde
integrativa no Brasil. Nesse contexto, as inovações técnico-científicas podem
auxiliar no embasamento e na validação de algumas terapias alternativas e
complementares.
Para auxiliar nesse processo, o Ministério da Saúde (MS) e a Organização
Pan-Americana da Saúde (OPAS) no Brasil lançaram o Laboratório de
Inovação em Saúde sobre Práticas Integrativas e Complementares em
Saúde (LIS-PICS), na comemoração dos 15 anos da Política Nacional de
Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PNPICS) no SUS.
Os Laboratórios de Inovação em Saúde (LIS) promovem a colaboração e a
troca de conhecimentos entre gestores, trabalhadores e diversos outros
atores envolvidos na área da saúde, tendo como objetivo principal a
disseminação de práticas bem-sucedidas. Vale informar que essa
metodologia de identificação, sistematização e compartilhamento de
experiências no SUS abriga várias temáticas além das PICS. Além do
intercâmbio de conhecimentos, a metodologia observa os reflexos das
experiências nos diferentes territórios e sensibiliza gestores sobre as
potencialidades das práticas e sua divulgação.
Dentro do contexto social e da sustentabilidade, podemos citar como projeto
inovador as Farmácias Vivas! A partir dos ideais do professor Dr. Francisco
José de Abreu Matos de promover a assistência social farmacêutica, o
projeto Farmácias Vivas foi criado como forma de devolver a ciência das
plantas medicinais para a comunidade. Através de estudos que garantissem
o potencial de eficácia terapêutica e segurança de uso, dezenas de plantas
foram selecionadas para compor o projeto. Inicialmente desenvolvido no
Ceará e tornando-se referência, as Farmácias Vivas foram disseminadas por
todo país, pois além dos muitos benefícios à saúde, as plantas medicinais
também fortalecem a relação dos profissionais de saúde com os usuários do
SUS.
No contexto nacional, em virtude de sua relevância no campo da fitoterapia
na rede pública, o Ministério da Saúde, por meio da Portaria GM nº 886, de
20 de abril de 2010, instituiu a Farmácia Viva no âmbito do Sistema Único de
Saúde (SUS), sob gestão estadual, municipal ou do Distrito Federal.
Siga em Frente...
Ainda, quando falamos de SUS e PNPIC estamos falando de participação
popular com voz ativa nas deliberações e decisões dos Conselhos Municipais
de Saúde. Esta forma de gestão, corresponsabilizando e incluindo a
comunidade nas decisões relacionadas à saúde pode ser considerada uma
forma inovadora de atenção à saúde, promovendo o desenvolvimento
popular.
Já com relação às perspectivas futuras, a física quântica, epigenética e
medicina de precisão são áreas da ciência promissoras para aplicações na
medicina integrativa de saúde. A física quântica fundamenta que a natureza é
feita de blocos de energia. Assim, ela tem contribuído para a implementação
de abordagens terapêuticas que se baseiam na energia como meio de
tratamento, entre elas, podemos citar: cura quântica, medicina vibracional e
biologia quântica. 
A medicina de precisão se baseia em três pilares: predileção de doenças,
prevenção de problemas de saúde e tratamento personalizado das
enfermidades já desenvolvidas. Então, através da análise do DNA, ou seja,
traçado o perfil genético, é possível a identificação de alterações genéticas e
auxiliar no diagnóstico de doenças preexistentes. Além disso, a interação
com o meio ambiente e na biologia de cada indivíduo são observadas. Assim,
a medicina de precisão possibilita a escolha das PICS e dos estilos de vida
mais eficazes, seguros e efetivos voltados para o indivíduo.
Já a epigenética explica modificações na cromatina que alteram a expressão
gênica de modo estável, mas sem modificar a sequência do DNA. Essas
modificações epigenéticas são flexíveis e reagem em resposta a sinais
internos e ambientais, ajustando a resposta gênica a fatores altamente
variáveis. Assim, a epigenética infere que as experiências que vivenciamos
alteram a expressão de nossos genes, através da relação entre meio
ambiente e expressão do DNA, impactando gerações futuras pelas
experiências vividas pelos pais e que podem ser transmitidas aos seus
descendentes. Com isso, estudos têm observado que alguns tipos de PICS,
como a yoga, o qigong e a meditação/mindfulness, estão relacionados a
alterações na expressão dos nossos genes.
 Mais estudos clínicos precisam ser conduzidos para que os mecanismos
fisiológicos das PICS sejam elucidados e comprovados cientificamente, a fim
de que, no futuro, o uso combinado de práticas integrativas com a medicina
convencional seja implementado nos serviços de saúde como parte do
tratamento de rotina. Com isso, do ponto de vista terapêutico, poderão ser
utilizadas condutas mais precisas e apropriadas para cada paciente.
Vamos Exercitar?
Sabendo que há evidências científicas que comprovam a relação entre
epigenética, alterações na expressão gênica, desfechos clínicos e PICS, para
colocar em prática o processo de validação, você realizou uma busca na
literatura para conhecer os estudos científicos que comprovem os benefícios
da prática. Você descobriu que alguns grupos de pesquisa estão voltados
para o estudo da meditação mindfulness no Brasil. Em seguida, você
também descobriu que PICS aumentam a resiliência, como a
meditação mindfulness, podem ser utilizadas como terapia de resposta ao
estresse com possível desfecho epigenético.
Em estudos, foi observado que a meditação é responsável pela diminuição
da inflamação, pela proteção contra o envelhecimento, pela melhora dos
estados positivos da mente e pela ativação/alteração de diversas vias de
sinalização responsáveis pela expressão gênica.Em casos de pacientes com
estresse crônico, esses estudos revelam que diversos sinais químicos são
liberados dentro do organismo, levando a alterações na microbiota intestinal,
desencadeando processos inflamatórios e causando impacto no epigenoma.
Nesses casos, a meditação mindfulness como recurso terapêutico poderia
ser utilizada para diminuir o estresse, com consequente resultado positivo na
regulação da microbiota e dos processos inflamatórios, já que essa prática
ajusta a resposta ao estresse, mantém a microbiota intestinal sadia, suprime
os estados de inflamação crônica, melhora a imunidade e mantém os
estados emocionais saudáveis.
Então, você definiu que o projeto será realizado em duas etapas e, com isso,
estabeleceu a seguinte proposta:
Etapa 1
1. As atividades propostas serão desenvolvidas em um ano.
2. Primeiramente, ocorrerá a sistematização do conhecimento das
experiências convidadas.
3. Todas as informações serão disponibilizadas para incentivar a
divulgação do conhecimento.
4. Ocorrerão visitas técnicas nos territórios em que as práticas são
desenvolvidas.
Etapa 2
1. Produção dos estudos de caso por pesquisadores, para analisar o
contexto e o impacto dos projetos e divulgá-los no formato de artigos
científicos.
2. Promoção do intercâmbio entre as experiências será feita durante
atividades de grupos de trabalho, denominados grupos de cooperação
horizontal.
3. Todos os resultados do LIS-PICS serão apresentados em seminário
virtual.
Saiba Mais
Sugestão de capítulo de livro
As possibilidades de atuação com as PICS são vastas e engana-se quem
pensa que com os avanços científicos da medicina convencional as práticas
integrativas perdem importância. Pelo contrário! Uma prova disso é a
utilização destas práticas em pacientes cirúrgicos, como aborda o capítulo
Medicina integrativa na clínica cirúrgica (Seção VI, Capítulo 40). Vale
ressaltar a importância de se conhecer exatamente o que está fazendo,
principalmente quando se trata de pacientes críticos/sensibilizados e do
trabalho em equipe.
ROHDE, C. B. dos S.; MARIANI, M. M. de C.; GHELMAN, R. Medicina
integrativa na prática clínica. 1. ed. Santana de Parnaíba: Manole, 2021.
Biblioteca Virtual.
Sugestão de artigo científico
O artigo Associação entre temperamento e o uso de práticas da medicina
alternativa e complementar vem como proposta para ampliar seu horizonte
relacionado às PICS. Apesar de já bastante discutida sua visão holística, este
https://www.scielo.br/j/pusf/a/8tj4w4fRDgPz4byPGDkY63s/?format=pdf&lang=pt
https://www.scielo.br/j/pusf/a/8tj4w4fRDgPz4byPGDkY63s/?format=pdf&lang=pt
artigo nos faz refletir que também há práticas mais adequadas ou que serão
mais aceitas de acordo com as características individuais de quem busca por
esse tipo de cuidado.
HERTZBERG, J. C. et al. Associação entre temperamento e o uso de práticas
da medicina alternativa e complementar. Revista Psico-USF, v. 27, n. 4, p.
675-688, 2022. 
Outras sugestões
No site do Consórcio Acadêmico Brasileiro de Saúde Integrativa (CABSIN)
você encontrará muito para explorar: artigos científicos, artigos comentados,
mapas de evidências em diferentes práticas, relatórios de produções e
notícias sobre atualidades na área. Temos certeza de que irá gostar!
Consórcio Acadêmico Brasileiro de Saúde Integrativa (CABSIN). 
Referências Bibliográficas
APSREDES. Laboratório de Inovação em Saúde sobre Práticas
Integrativas e Complementares em Saúde (LIS-PICS). 2021. Disponível
em: https://apsredes.org/laboratorio-de-inovacao-em-saude-sobre-praticas-
integrativas-e-complementares-em-saude-lis-pics/. Acesso em: 8 jan. 2024.
BRASIL. Ministério da Saúde. 1ª Oficina do Laboratório de Inovação em
Práticas Integrativas e Complementares em Saúde aborda três
experiências exitosas. 2021. Disponível em:
https://aps.saude.gov.br/noticia/14517. Acesso em: 8 jan. 2024.
BRASIL. Ministério da Saúde. Práticas integrativas e complementares:
plantas medicinais e fitoterapia na atenção básica. Cadernos de atenção
básica. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica.
Brasília, Ministério da Saúde, 2012.
BRASIL. Ministério da Saúde. Práticas integrativas e complementares no
SUS. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saps/pics.
Acesso em: 8 jan. 2024.
COSENZA, R. M. Neurociência e mindfulness meditação, equilíbrio
emocional e redução do estresse. Porto Alegre: Artmed, 2021.
https://cabsin.org.br/
https://apsredes.org/laboratorio-de-inovacao-em-saude-sobre-praticas-integrativas-e-complementares-em-saude-lis-pics/
https://apsredes.org/laboratorio-de-inovacao-em-saude-sobre-praticas-integrativas-e-complementares-em-saude-lis-pics/
https://aps.saude.gov.br/noticia/14517
https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saps/pics
HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN. O que é medicina de precisão
e como ela pode revolucionar o tratamento de doenças? Vida saudável, o
blog do Einstein, 2023.
LIMA, P. T. R. Bases da medicina integrativa. 3. ed. Santana de Parnaíba:
Manole, 2023.
MACHADO, K. Farmácia viva: política pública brasileira de plantas
medicinais que integra conhecimento popular e científico. CABSIN, 2022.
Disponível em: https://cabsin.org.br/farmacia-viva-politica-publica-brasileira-
de-plantas-medicinais-que-integra-conhecimento-popular-e-cientifico/. Acesso
em: 8 jan. 2024.
ORGANIZAÇÂO PAN-AMERICANA DA SAÚDE (OPAS). Laboratório de
inovação em saúde. Disponível em:
https://www.paho.org/pt/topicos/laboratorios-inovacao-em-saude. Acesso em:
8 jan. 2024.
PINHO, J. R. R. Medicina de precisão. Hospital Israelita Albert Einstein.
Editorial. São Paulo, 2-17.
SILVA JUNIOR, F. J. G. et al. Políticas, epidemiologia, e experiências do
Sistema Único de Saúde (SUS): possibilidades e desafios no cenário
brasileiro. Curitiba: CRV, 2020.
SOUZA, I. C. W. Mindfulness e terapia cognitivo-comportamental. 1. ed.
Barueri: Manole, 2020. 
Aula 3
MEDICINA DO ESTILO DE VIDA
E AS PRÁTICAS INTEGRATIVAS
E COMPLEMENTARES
https://cabsin.org.br/farmacia-viva-politica-publica-brasileira-de-plantas-medicinais-que-integra-conhecimento-popular-e-cientifico/
https://cabsin.org.br/farmacia-viva-politica-publica-brasileira-de-plantas-medicinais-que-integra-conhecimento-popular-e-cientifico/
https://www.paho.org/pt/topicos/laboratorios-inovacao-em-saude
Medicina do estilo de vida e as Práticas
Integrativas e Complementares
Olá, estudante! Estamos vivendo numa época em que ser fitness está na
moda. Mas os cuidados com a alimentação e atividade física vão muito além
de moda e beleza, tem relação direta com a saúde e com a qualidade de
vida! E claro, mais uma vez as PICS estão relacionadas com este cenário.
Vamos para mais essa aula delícia?!
Ponto de Partida
Olá, estudante! Antigamente, a medicina convencional focava a doença em
si, tratando apenas os sintomas. A atenção à saúde no Brasil tem buscado
investir na implementação de políticas de proteção, promoção e recuperação
da saúde, com o intuito de construir um modelo de atenção à saúde que
priorize a melhoria da qualidade de vida do indivíduo e da comunidade como
um todo. 
Essa forma de pensar vai de encontro com a medicina do estilo de vida que
consiste em uma abordagem multidisciplinar que reconhece o ser humano
como promotor de seu bem-estar e saúde, por meio da interação com o meio
em que vive e com seus hábitos de vida.
Nesta aula, você terá a oportunidade de aprender mais sobre a medicina do
estilo de vida, por meio de alguns conceitos importantes sobre alimentação
saudável, qualidade do sono, controle do estresse, promoção de saúde e
prevenção de doenças. Ainda, iremos entender a correlação destes conceitos
com as PICS e sua importância para a saúde abrangendo todos os seus
aspectos.
Neste sentido, programas de prevenção e promoção da saúde são
extremamente importantes, pois melhoram o estado de saúde e a qualidade
de vida de pessoas, famílias, comunidades, estados e países, e reduzem
tanto as mortes prematuras quanto os custos com tratamentos médicos.
Manter as pessoas saudáveis é o objetivo comum dos programasde
promoção e prevenção de saúde. Mas você sabe qual é a diferença entre
promoção e prevenção?
Vamos Começar!
As mudanças políticas, econômicas, culturais e sociais que vêm ocorrendo
no mundo desde o século XIX produziram significativas alterações na vida do
indivíduo no contexto social. A saúde também foi alterada, já que o processo
de transformação da sociedade engloba os processos de transformação dos
problemas sanitários e da saúde. Nas últimas décadas, cuidar da vida com o
intuito de reduzir a vulnerabilidade de adoecer, de sofrimento crônico e de
morte prematura figurou como prioridade para garantir a saúde da
população. 
Diversas pesquisas apontam que 80% das doenças crônicas não
transmissíveis (DCNT) podem ter seu percurso modificado e melhores
resultados no tratamento se os hábitos do paciente forem alterados. Esses
hábitos, ou essas condutas, têm relação direta com aspectos preventivos.
Corroborando, segundo diretrizes e recomendações para o cuidado integral
de DCNT, o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, o tabagismo, o
sedentarismo e a má alimentação são hábitos de vida não saudáveis que
estão entre as principais causas dessas doenças. Por meio da manutenção
de hábitos de vida saudáveis, objetivando a prevenção de doenças e a
promoção da saúde, é possível reduzir as chances de a pessoa desenvolver
patologias que podem ser evitadas, como doenças metabólicas (diabetes e
obesidade), hipertensão, doenças cardiovasculares, alguns tipos de câncer e
doenças respiratórias crônicas. 
A medicina do estilo de vida pode ser definida como uma abordagem
interdisciplinar voltada para a promoção da saúde e a prevenção de doenças,
por meio da manutenção de bons hábitos de vida, como alimentação
saudável, qualidade do sono e controle do estresse. Ela é composta por
pilares fundamentais para a saúde, incluindo atividade física, controle de
tóxicos, saúde do sono, conexões pessoais e interpessoais, saúde mental e
alimentação saudável. Dessa forma, a medicina do estilo de vida tem o
objetivo de reduzir as complicações de doenças ou para evitar que, devido a
um hábito de vida não saudável, a pessoa adoeça. 
Contudo, o paciente se torna cada vez mais ativo e informado sobre o
processo de transformação dos hábitos de vida nocivos em hábitos de vida
saudáveis. Para isso, deve existir uma relação de confiança entre paciente e
médico/equipe, além do apoio da família, para que bons resultados sejam
alcançados no que diz respeito à prática dos hábitos saudáveis. 
As práticas de hábitos relacionados à saúde e à medicina do estilo de vida
estão entre os fatores determinantes e mais importantes da saúde de uma
população. Pacientes com doenças crônicas possuem baixa adesão às
mudanças de estilo de vida e ao autocuidado pessoal. Com isso, motivar os
pacientes através de diferentes metodologias/intervenções terapêuticas pode
ser uma solução para obter melhora da saúde e da qualidade de vida. 
Assim, a medicina do estilo de vida não seria bem uma medicina, mas um
conceito agregado à medicina integrativa, em que não se observa somente a
doença ou o órgão/sistema acometido, mas o paciente em sua integralidade.
A medicina do estilo de vida é um campo interdisciplinar da medicina interna,
das ciências psicossociais e da neurociência, saúde pública e ambiental e
biologia. Seus princípios incluem estratégias de prevenção que abordam os
hábitos de vida, os fatores biológicos subjacentes e a fisiopatologia comum
às doenças relacionadas ao estilo de vida.
Um fato interessante é que uma pesquisa observou alta proporção de
pacientes atendidos na atenção primária com hábitos não saudáveis que não
perceberam a necessidade de mudanças, e aproximadamente metade
destes pacientes afirmaram não terem conversado sobre isso com seus
médicos. Isso mostra a importância da abordagem do estilo de vida como
preocupação principal não só pelos médicos, mas pelos profissionais da
saúde como um todo.
Seguindo este raciocínio vamos fazer uma breve exploração desses hábitos
tão importantes para a nossa saúde.
Siga em Frente...
Saúde do sono
O sono é um estado comportamental com fisiologia específica e
responsividade reduzida a estímulos externos. Para se ter uma boa noite de
sono fatores circadianos, homeostáticos e comportamentais devem estar em
sintonia.
A privação de sono, distúrbio do sono mais comum, pode causar depressão
do sistema imunológico e alterações na capacidade de concentração e
memorização, levando ao risco de desenvolvimento de doenças crônicas e
consequente piora da qualidade de vida. Isso faz com que a qualidade do
sono seja extremamente importante para a manutenção das funções
fisiológicas, não sendo apenas importante para a recuperação do corpo, mas
também da mente.
Nesse sentido, a medicina do estilo de vida busca identificar e tratar hábitos
do sono, possíveis distúrbios do sono e influências ambientais. Para melhorar
a saúde do sono mudanças de hábitos, conhecidas como higiene do sono,
são orientadas:
Adotar uma rotina com horário para dormir e acordar.
Utilizar a cama apenas para dormir.
Evitar estímulos após o anoitecer, como luz em excesso e uso de telas.
Evitar a ingestão de álcool, café e outras bebidas com cafeína.
Evitar a ingestão de alimentos gordurosos que podem dificultar a
digestão.
Vale dizer que a terapia farmacológica, muitas vezes vista como a melhor
opção, só é necessária em casos específicos e pelo menor tempo possível,
não sendo indicada para a maior parte dos casos. 
Alimentação saudável
Uma dieta equilibrada e saudável, assim como a ingestão diária de micro e
macronutrientes, são fatores importantes para o controle, a prevenção e o
tratamento de DCNT. Deve-se seguir a ordem de consumo estipulada pela
pirâmide alimentar, que é um esquema nutricional que contém os nutrientes
necessários para elaboração de um plano alimentar para rotina de
alimentação balanceada. A alimentação é um dos pilares importantes da
saúde, podendo ser a causa ou o tratamento de uma grande variedade de
doenças. Para manter uma alimentação saudável, é indicado: 
Consumir alimentos naturais, conhecidos popularmente por “comida de
verdade”.
Minimizar a ingestão de alimentos de origem animal e processados.
Consumir ampla variedade de vegetais, hortaliças, cereais integrais,
frutas, sementes, castanhas e especiarias.
 Controle do estresse 
O estresse, caracterizado por alteração fisiológica quando em forte reação do
organismo frente a uma situação desagradável, é considerado um estado de
desequilíbrio. O estresse contínuo pode levar à depressão, ansiedade,
obesidade, depressão do sistema imunológico e consequente piora da
saúde.
Uma nova perspectiva sobre o estresse é voltar a atenção para estratégias
que nos auxiliam a resolver estas situações conflitantes, não se prendendo
ao problema em si. Dessa forma, ajudar os pacientes a identificarem
respostas negativas consequentes do estresse e desenvolverem
mecanismos para lidar com isso, mediante uma rotina de hábitos saudáveis,
é também um dos objetivos da medicina do estilo de vida.
Prática de atividade física
Atualmente, a prática de atividade física diminuiu consideravelmente e o
sedentarismo passou a ser um grande problema de saúde pública, apontado
como causa real de doenças crônicas e mortes.
Entende-se por atividade física qualquer movimento corporal que resulte em
gasto energético maior que o repouso. O exercício físico está inserido neste
contexto, sendo a atividade física planejada, estruturada e repetitiva que tem
por objetivo a melhora de fatores ligados à aptidão física.
Existem diversas barreiras que impedem ou atrapalham a realização de
atividade física, podendo ser funcionais e/ou emocionais. Porém, ao
considerarmos os aspectos relacionados à saúde e qualidade de vida ditados
pela OMS (bem-estar físico, psicológico e sociocultural) a atividade física
abrange todos eles. Assim, a implantação de uma rotina de exercícios ou
atividade física diária de moderada intensidade ajuda e prevenir e a tratar as
DCNT e alguns tipos de câncer, alémde beneficiar a saúde mental.
Para concluir, tenho certeza de que você, estudante, já percebeu que existe
uma relação muito próxima entre a medicina do estilo de vida e as práticas
integrativas. Várias PICS, ao observarem o indivíduo em sua integralidade,
avaliam os aspectos relacionadas à saúde e qualidade de vida como a
medicina do estilo de vida. Podemos citar a medicina tradicional chinesa e a
medicina ayurvédica como destaques nesse cuidado já que uma de suas
formas de assistir à saúde é através da alimentação. Ainda, cuidados com o
sono, atividade física, relacionamentos, espiritualidade entre outros possuem
um olhar cuidadoso dentro das PICS. E justamente por esse olhar que estas
técnicas geram tanto resultado.
Vamos Exercitar?
Retomando nosso questionamento, você sabe qual é a diferença entre
promoção e prevenção em saúde?
Basicamente, a promoção de saúde tem o objetivo de educar as pessoas
para uma vida mais saudável. Visa mudanças no estilo de vida para,
mediante incentivo de pessoas ou comunidades a terem um comportamento
saudável, reduzir o risco de doenças. Podemos dizer então que a promoção
de saúde é constituída por políticas públicas com ações tanto individuais
quanto coletivas para levar mais saúde à população e evitar a exposição a
situações que podem causar doenças.
Já a prevenção de saúde tem o objetivo de reduzir o desenvolvimento de
doenças e sua gravidade e proteger a qualidade de vida e a saúde dos
indivíduos. Para isso, busca prevenir doenças por meio de intervenções
sociais e ambientais, e não somente o tratamento ou a cura. A prevenção se
antecipa às doenças para evitá-las e possuem ações primárias (calendário
vacinal, suplementar a alimentação, educação sobre higiene bucal,
programas de prevenção de doenças na atenção primária) e ações
secundárias (rastrear doenças de forma precoce, promover saúde materno-
infantil, controlar fatores de risco).
Saiba Mais
Sugestão de capítulo de livro
O capítulo Mudanças de hábito em saúde (Seção 3, Capítulo 20) do livro
Bases da medicina integrativa, presente em nossa Biblioteca Virtual, traz
informações sobre doenças crônicas não transmissíveis e os hábitos de vida
para complementar seus estudos desta aula. Boa leitura!
LIMA, P. T. R. Bases da medicina integrativa. 3. ed. Santana de Parnaíba:
Manole, 2023. Biblioteca Virtual.
Sugestão de artigo científico
Trazendo mais reflexões sobre mudança de hábitos, o artigo Impacto do
treinamento bem planejado sobre a mudança de hábitos sedentários mostra
a importância do planejamento e da persistência na fase inicial de programas
de atividade física para mudanças duradouras do estilo de vida.
TAPAVICKI, B. et al. Impacto do treinamento bem planejado sobre a
mudança de hábitos sedentários. Revista Brasileira de Medicina do
Esporte, v. 28, n. 4, p. 337-341, 2022. 
Outras sugestões
Na página apresentada abaixo, do Ministério de Saúde, no final da página
você encontrará em Saiba mais o link Publicações. Clicando neste link
encontrará diversas publicações do Governo Federal relacionadas às PICS e
arquivos completos que relacionam as PICS à problemas de saúde muito
relacionados ao estilo de vida como doenças cardiovasculares e obesidade.
Fonte completa: BRASIL. Ministério da Saúde. Saúde de A a Z: Práticas
integrativas e complementares – PICS. Brasília: Ministério da Saúde. 
Referências Bibliográficas
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Secretaria
de Atenção à Saúde. Política Nacional de Promoção da Saúde. 3. ed.
Brasília: Ministério da Saúde, 2010. 
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância à Saúde. Secretaria de
Atenção à Saúde. Diretrizes e recomendações para o cuidado integral de
doenças crônicas não-transmissíveis: promoção da saúde, vigilância,
prevenção e assistência / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância à
Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde. – Brasília: Ministério da Saúde, 2008.
https://www.scielo.br/j/rbme/a/RFJQWspy6jCNSfYtqwSJq3x/?format=pdf&lang=pt
https://www.scielo.br/j/rbme/a/RFJQWspy6jCNSfYtqwSJq3x/?format=pdf&lang=pt
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/p/pics
JERÔNIMO, J. S. et al. Aconselhamento para mudança do estilo de vida de
trabalhadores sedentários sobre a dor musculoesquelética: revisão
sistemática. Brazilian Journal of Pain, v. 5, n. 3, p. 272-284, 2022.
LIMA, P. T. R. Bases da medicina integrativa. 3. ed. Santana de Parnaíba:
Manole, 2023.
ROHDE, C. B. dos S.; MARIANI, M. M. de C.; GHELMAN, R. Medicina
integrativa na prática clínica. 1. ed. Santana de Parnaíba: Manole, 2021.
Aula 4
PRÁTICAS INTEGRATIVAS E
COMPLEMENTARES E A
ATUAÇÃO INTER
PROFISSIONAL
Práticas Integrativas e Complementares
e a atuação interprofissional
Olá, estudante! Ao falarmos de trabalho multidisciplinar, não estamos nos
referindo somente a um grupo de pessoas reunidas em torno do paciente.
Esse trabalho vai muito além disso. Se trata de uma equipe trabalhando de
forma unida, cooperativa e harmoniosa em busca do bem comum que são as
melhores condições possíveis para o paciente que está sendo assistido.
Vamos aprender mais sobre essa forma de trabalhar com as PICS?
Ponto de Partida
Olá, estudante! As PICS se integram com o tratamento convencional por
meio de uma abordagem interdisciplinar e multiprofissional, que envolve a
participação de diferentes profissionais de saúde sejam atuantes no SUS ou
no setor privado. Esses profissionais capacitados e habilitados para realizar
as PICS devem trabalhar em equipe com os demais profissionais que
acompanham o paciente. Além disso, as PICS devem ser prescritas e
realizadas de acordo com as necessidades e preferências de cada usuário,
levando em conta seu histórico clínico, seu estado de saúde atual e seus
objetivos terapêuticos. Assim, é extremamente importante que a equipe de
profissionais atuantes em PICS seja composta por profissionais qualificados
e de caráter interprofissional.
Dessa forma, o objetivo desta aula, é que você aprenda como os diversos
profissionais da área de saúde podem atuar em práticas integrativas e como
esse trabalho é desenvolvido.
Mas antes de começar, suponhamos que você trabalhe na UBS do seu
município e que você tem percebido uma busca crescente dos pacientes por
práticas que possam ser realizadas em grupo. Durante a reunião mensal com
sua equipe interprofissional, você levantou esse questionamento para saber
se os outros profissionais de saúde também tinham notado que, cada vez
mais, os pacientes têm buscado práticas coletivas. A resposta foi unânime, já
que todos eles haviam percebido a alta demanda, com isso, você pensou em
elaborar um projeto para solicitar ao gestor da UBS que essas práticas
fossem implementadas na UBS em que você trabalha. Dessa forma, quais
aspectos devem ser abordados neste projeto?
Vamos Começar!
Devido ao aumento crescente da demanda e da utilização de práticas
alternativas e complementares, existe a necessidade de que os profissionais
de saúde estejam aptos a informar e atender aos pacientes, reconhecer
efeitos colaterais, interações medicamentosas e praticar as medicinas
complementares isoladas ou associadas às medicinas convencionais com
segurança.
Diversos estudos comprovam os benefícios das PICS quando associadas ao
tratamento da medicina convencional. O profissional de PICS não só se
encontra apto a realizar a prática como tem muito a contribuir, colaborando
com seu conhecimento na área da saúde e da ciência. Disponibilizar técnicas
inovadoras e atingir um nível maior no cuidado é um dos princípios
fundamentais das PICS, que visam ao bem-estar das pessoas e à promoção
de saúde, bem como podem trazer novos caminhos profissionais para
profissionais interessados em contribuir para a prevenção de doenças e a
qualidade de vida dos pacientes.
No âmbito das recomendações da OMS e das diretrizes do SUS, todas as
profissões da área da saúde devem continuar a implementar o uso das PICS
em seus respectivos conselhos de classe. Desde que tenha formação
necessária para a prática específica, o profissionalde saúde pode realizá-la
dentro do conceito de atenção e cuidado à saúde. É indicado que o
profissional de saúde se especialize para ofertar as PICS.
Integrada ao trabalho médico, está prevista a atuação de outros profissionais
da área da Saúde, de acordo com as especificidades de cada categoria,
empregando técnicas milenares, que vão muito além do uso de fármacos,
visam à saúde física, mental e emocional e contribuem para a recuperação
do indivíduo. Enfermeiro, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, farmacêutico e
biomédico são exemplos de profissionais que podem se capacitar para atuar
em PICS, sendo que a atuação em PICS vai depender das resoluções de
cada conselho de classe de cada área de formação. Além disso, temos os
terapeutas, com formação básica; e já disponíveis no mercado, cursos de
nível superior para maior qualificação profissional na área.
A Atenção Primária à Saúde (APS) é o primeiro nível de atenção em saúde e
se caracteriza por um conjunto de ações de saúde, no âmbito individual e
coletivo, que abrange a promoção e a proteção da saúde, a prevenção de
agravos, o diagnóstico, o tratamento, a reabilitação, a redução de danos e a
manutenção da saúde com o objetivo de desenvolver uma atenção integral
que impacte positivamente a situação de saúde das coletividades. Trata-se
da principal porta de entrada do SUS e do centro de comunicação com toda a
Rede de Atenção dos SUS, devendo se orientar pelos princípios da
universalidade, da acessibilidade, da continuidade do cuidado, da
integralidade da atenção, da responsabilização, da humanização e da
equidade. Isso significa dizer que a APS funciona como um filtro capaz de
organizar o fluxo dos serviços nas redes de saúde, dos mais simples aos
mais complexos. 
No Brasil, a Atenção Primária é desenvolvida com o mais alto grau de
descentralização e capilaridade, ocorrendo no local mais próximo da vida das
pessoas.
Também não podemos deixar de lado o atendimento privado em PICS que
possui um modo de funcionamento muito parecido com o setor público. Isso
porque o indivíduo procura por esse atendimento, na maioria das vezes, por
meio de contato direto com o profissional da área. A partir daí, com o
atendimento qualificado e cuidadoso, este profissional identificará as
necessidades de seu cliente, realizando os encaminhamentos necessários
para o cuidado integral com sua saúde e formando assim, a equipe
necessária para esta assistência.
Adaptabilidade e inovação são habilidades essenciais para todas as
profissões de saúde e, quando aliadas à amplitude e versatilidade terapêutica
das PICS, permite-nos obter tratamentos complementares vantajosos que
visam ao bem-estar físico e emocional do indivíduo. 
Vamos, agora, aprender um pouco mais sobre como cada profissional de
saúde pode atuar em PICS:
Enfermeiro: segundo a Resolução COFEN nº 197/97, que reconhece e
estabelece as PICS como qualificação e/ou especialidade do
profissional de enfermagem, o enfermeiro possui respaldo legal para
realização de diversas práticas integrativas. O enfermeiro é capaz de
avaliar não somente a doença, mas também intervenções e
diagnósticos específicos para cada paciente, enxergando o paciente
como um todo, de forma integral e holística.
Farmacêutico: o profissional farmacêutico pode atuar em quase todas as
PICS implementadas pela PNPIC. Além do acompanhamento
farmacoterapêutico, o farmacêutico pode oferecer tratamento
complementar de caráter integral, contemplando, também, aspectos
emocionais, energéticos, espirituais, mentais e sociais do indivíduo.
Biomédico: o biomédico devidamente especializado e qualificado
também pode atuar como terapeuta integrativo, desenvolvendo ações
para proteção, promoção, prevenção e reabilitação da saúde e tomando
decisões que visem à eficácia do tratamento.
Fisioterapeuta e terapeuta ocupacional: levando em consideração a
relação entre a profissão de fisioterapia/terapia ocupacional e as PICS,
diversas práticas são regulamentas pelo Conselho Federal de
Fisioterapia e Terapia Ocupacional, incluindo acupuntura, práticas
corporais manuais e meditativas, terapia floral, magnetoterapia,
fisioterapia antroposófica, termalismo/crenoterapia/balneoterapia,
osteopatia e quiropraxia.
Fonoaudiólogo: o fonoaudiólogo é também um dos profissionais de
saúde que integram as equipes multiprofissionais das Redes de Atenção
à Saúde que pode atuar em PICS. Segundo a Resolução n° 610, de 13
de dezembro de 2018, as PICS estão incluídas como competências
específicas do fonoaudiólogo. As PICS podem ser utilizadas na
reabilitação de pacientes com alterações miofuncionais, auditivas e
neurológicas. Ainda, os efeitos da musicoterapia em grupo vêm sendo
avaliados sobre a deglutição de pacientes com Doença de Parkinson.
Psicólogo: atualmente, as abordagens terapêuticas que buscam a
recuperação da saúde e a prevenção de doenças com ênfase no
desenvolvimento do vínculo terapêutico, na escuta acolhedora e na
integração do ser humano com a sociedade e o meio ambiente, bem
como nas demandas atuais da área da psicologia clínica, como novas
formas de proporcionar saúde e bem-estar, tanto por parte dos
profissionais da saúde como pela população, vem sendo cada vez mais
procuradas. Ainda, a Resolução CFP nº 013/2000 aprova e regulamenta
o uso da hipnose como recurso auxiliar de trabalho do psicólogo, no
entanto, o profissional só pode atuar na área se estiver capacitado para
exercer a prática. Com a hipnose, o psicólogo hipnoterapeuta consegue
ter acesso a experiências do subconsciente e trazê-las ao consciente
com diversas técnicas da hipnoterapia.
Siga em Frente...
As equipes que compõem o quadro de profissionais atuantes em PICS de um
estabelecimento de saúde são responsáveis pelo compartilhamento de
saberes multidisciplinares cuja transversalidade do cuidado está pautada na
oferta do cuidado próximo da vida das pessoas, em seu contexto social e
familiar. A utilização de PICS pelos profissionais de saúde leva à
aproximação de pacientes/usuários e profissionais com o intuito de adequar e
entender o tratamento dos pacientes de acordo com as suas necessidades,
estreitando laços e vínculos com a comunidade e, até mesmo, com os
próprios profissionais que fazem parte da mesma equipe.
O processo de cuidado exige uma intrínseca interação entre as diferentes
categorias profissionais que compõem as equipes de saúde do SUS. Busca-
se assistência qualificada de caráter interprofissional no ensino, na atenção
para com as questões gerenciais e normas instituídas e na realização de
educação e promoção da saúde; deve existir uma interação entre práticas e
saberes dos profissionais e entre estes e os usuários; além disso, por meio
do apoio matricial e da cooperação horizontal, os profissionais de um serviço
apoiam um conjunto de profissionais de outros serviços a partir da troca de
conhecimento, saberes e práticas. Ou seja, são parcerias realizadas entre
diversos atores e instituições para o compartilhamento de experiências
exitosas que possam ser aplicadas na rotina de trabalho da equipe
profissional envolvida.
É imprescindível que a equipe de profissionais atuantes em PICS seja
composta por profissionais qualificados e de caráter interprofissional,
permitindo a troca de saberes entre os profissionais das diferentes profissões
da saúde, possibilitando que as PICS sejam ofertadas de acordo com os
princípios do SUS e as necessidades de cada paciente. Dessa forma, o
trabalho interprofissional desenvolve identidade de equipe, compartilhando
objetivos e buscando o cuidado integral, levando em consideração o caráter
complexo e dinâmico das necessidades de saúde de indivíduos e
coletividades.
Dentro das tantas PICS disponíveis, cada uma delas possui abordagens
específicas de acordo com a disfunção a ser tratada, além dos cuidados
preventivos. Um bom exemplo desse uso é a acupuntura. Vamos ver como
essa técnica pode ser utilizada dentro do contexto profissional das diferentes
áreas da saúde:
Fisioterapia: as principais áreas de intervenção são as condições
neurológicas, ortopediae musculoesqueléticas e fisioterapia desportiva.
Fonoaudiologia: paralisia facial, sequelas de acidente vascular
encefálico, lesão do nervo trigêmeo, obstrução nasal, disfunção da
articulação mandibular, zumbido.
Biomedicina: tratamento dos sistemas respiratório, digestivo e
neurológico.
Farmácia: odontalgias pós-operatórias, náuseas e vômitos pós-
quimioterapia ou cirurgia em adultos.
Psicologia: problemas de hiperatividade e déficit de atenção, doenças
mentais, depressão pós-parto, esclerose múltipla, estresse, depressões
em geral e alguns quadros de esquizofrenia, redução da insônia e
ansiedade.
Vamos Exercitar?
Vamos retomar o questionamento do início desta aula? Percebendo a
necessidade de implementação de práticas em grupo na sua UBS, você e
sua equipe devem elaborar um projeto para isso. Então, quais fatores devem
ser abordados no projeto?
Após reunião com a equipe foram definidos alguns pontos a serem
levantados para a composição do projeto: identificação e caracterização da
PICS que podem ser realizadas em grupos, importância de PICS grupais
para o indivíduo e para a comunidade como um todo, profissionais
capacitados para atuar nas PICS grupais, demanda, disponibilidade de
horários de atendimento e local físico, custo e resultados esperados. Dessa
forma, na reunião mensal seguinte, definiu-se: 
A identificação e a caracterização de PICS que podem ser realizadas
em grupos: arteterapia, biodança, bioenergética, constelação familiar,
dança circular, musicoterapia e terapia comunitária integrativa são
exemplos de PICS que podem ser realizadas em grupos.
A importância de PICS grupais para o indivíduo e para a comunidade
como um todo: as PICS grupais são extremamente importantes, pois
podem ser utilizadas como estratégia de cuidado e atenção integral à
saúde.
Os profissionais capacitados para atuar em PICS grupais: enfermeiro,
fisioterapeuta, educador físico, médico, nutricionista, psicólogo, auxiliar
de enfermagem, dentista, farmacêutico, biomédico, fonoaudiólogo e
agente comunitário de saúde.
A demanda: a alta demanda nos serviços de saúde de pacientes em
busca de atendimento para solucionar questões psicossociais, como
problemas nas relações familiares e ausência de rede de apoio social,
pode ser sanada com a implementação de PICS realizadas em grupos
A disponibilidade de horários de atendimento e local físico: as novas
PICS podem ser realizadas nas mesmas salas nas quais as PICS que já
são implementadas são realizadas. Além disso, também poderão ser
realizadas na área externa da UBS.
O custo: será necessário um custo inicial para capacitar os profissionais
da UBS interessados em realizar as PICS grupais
Resultados esperados: as PICS grupais possibilitam a interação entre
os participantes, favorecendo as relações entre os indivíduos da
comunidade, o compartilhamento dos saberes e de experiências, o
aumento do vínculo social e afetivo, a ajuda mútua entre os
participantes e o fortalecimento do autocuidado e do sentimento de
pertencimento.
Saiba Mais
Sugestão de capítulo de livro
O capítulo Aspectos multiprofissionais das práticas integrativas e
complementares – As PICS na saúde multidisciplinar mostra um pouco da
importância da atuação multidisciplinar no contexto das práticas integrativas,
inclusive na associação de saberes das medicinas tradicionais/PICS com a
medicina convencional (modelo biomédico).
MACHADO, M. G. M.; et al. Práticas integrativas e complementares em
saúde. Porto Alegre: SAGAH, 2021.
Sugestão de artigo científico
Talvez uma das coisas que fazem com as PICS tenham tanto sucesso, além
da sua visão ampliada do ser humano, além das comprovações científicas,
além do trabalho interdisciplinar, é o fator humano. O olhar cuidadoso e
acima de tudo humanizado que as PICS proporcionam nos fazem sentir,
tanto como terapeutas quanto como pacientes, o seu real valor! Este artigo
possui leitura leve e acolhedora acerca deste importante aspecto das PICS!
VILLELA, M. S.; ELY, V. H. M. B. Humanização na ambiência de Práticas
Integrativas e Complementares: significado de bem-estar na perspectiva dos
usuários. Revista Ciências & Saúde Coletiva, v. 27, n. 5, p. 2011-2022,
2022. 
Outras sugestões
Nesta página da EUROCAM você encontrará diversas pesquisas relevantes
na área separadas por modalidades, ou práticas. Entre elas temos medicina
ayurvédica, MTC e shiatsu.
E para encerrar, o livro Medicina integrativa na prática clínica possui em
“Anexo” (último item do livro) uma listagem de instituições de referência em
medicina integrativa e seus respectivos sites! A EUROCAM está entre eles.
Aproveite todo esse conteúdo! Grande abraço!
Fontes completas: EUROCAM. 
ROHDE, C. B. dos S.; MARIANI, M. M. de C.; GHELMAN, R. Medicina
integrativa na prática clínica. 1. ed. Santana de Parnaíba: Manole, 2021. 
Referências Bibliográficas
BARROS, N. F.; SPADACIO, C.; COSTA, M. V. Trabalho interprofissional e as
Práticas Integrativas e Complementares no contexto da Atenção Primária à
Saúde: potenciais e desafios. Saúde Debate, v. 42, n. especial 1, p. 163-173,
2018.
BASDASSO, A. A. Direito nas terapias integrativas e complementares.
São Paulo: Dialética, 2023. 
BRASIL. Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Saúde. Resolução n°
610, de 13 de dezembro de 2018. Brasília, DF: CNS, 2018.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Secretaria
de Atenção à Saúde. Política Nacional de Promoção da Saúde. 3. ed.
Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2010.
https://www.scielo.br/j/csc/a/637gPDN54mZMLh8xTYhttBz/?format=pdf&lang=pt
https://cam-europe.eu/research-on-cam/
CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA (CFP). Resolução CFP n.º 013/00,
de 20 de dezembro de 2000. Aprova e regulamenta o uso da Hipnose como
recurso auxiliar de trabalho do Psicólogo. Brasília, DF. 2000.
CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM (COFENS). Resolução COFEN
nº 197/1997 – revogada pela resolução COFEN nº 500/2015. Rio de Janeiro:
COFEN, 1997.
LIMA, P. T. R. Bases da medicina integrativa. 3. ed. Santana de Parnaíba:
Manole, 2023.
ROHDE, C. B. dos S.; MARIANI, M. M. de C.; GHELMAN, R. Medicina
integrativa na prática clínica. 1. ed. Santana de Parnaíba: Manole, 2021.
SILVA, J. F. T. et al. Os desafios para a implementação das práticas
integrativas e complementares na atenção primária à saúde. Revista de
Casos e Consultoria, v. 12, n. 1, p. 1-14, 2021.
SILVA JUNIOR, F. J. G. et al. Políticas, epidemiologia, e experiências do
Sistema Único de Saúde (SUS) – possibilidades e desafios no cenário
brasileiro. Curitiba: CRV, 2020.
VECTORE, C. Psicologia e acupuntura: primeiras aproximações. Psicologia:
Ciência e Profissão, v. 25, n. 2, p. 266-285, 2005.
Encerramento da Unidade
ATUALIDADES EM PRÁTICAS
INTEGRATIVAS E
COMPLEMENTARES
Videoaula de Encerramento
Olá, estudante! Você será capaz de integrar os conhecimentos aprendidos
até agora com os conteúdos abordados nesta videoaula. Isso porque após
aprender sobre o desenvolvimento das PICS e todas as redes colaborativas
na área e sabendo que há grande apoio à pesquisa e ao compartilhamento
de informações, integrar estes aprendizados se torna muito importante para
atuar na área. Além disso, investigar sobre inovações e como se dá a
atuação profissional também não podem ficar de fora!
Ponto de Chegada
Olá, estudante! Para esta unidade temos como competências conhecer as
atualidades em PICS e expectativas futuras, assim como pesquisas
científicas como parte de sua consolidação e diferentes áreas de atuação.
Ainda, explorar estes conhecimentos relacionando-os com a Medicina do
estilo de vida.
Tivemos uma grande jornada até aqui! Mas para que você esteja sempre
preparado para seu futuro profissional, é importante entender a importância
da pesquisa científica em nossa atuação profissional, o que chamamos de
prática clínica baseada em evidências. Quando nos preocupamos com o que
as evidências das pesquisas científicas de qualidade nos mostram de
resultados, podemos afirmar a eficácia e segurança das técnicas usadas.
Ainda, este olhar cuidadoso para o que a ciência temapresentado sobre as
PICS nunca é demais. A cada artigo lido nos atualizamos e aprendemos mais
sobre o tema!
E para isso é importante conhecer as formas de encontrar estes artigos, ou
seja, quais as bases de dados temos disponíveis para tais buscas. Podemos
citar a BVS MTCI, gerida pela rede regional em MTCI para as Américas. Esta
biblioteca virtual em saúde é especializada em medicinas tradicionais,
complementares e integrativas e conta com publicações na área distribuídas
em várias bases de dados.
Além das bases de dados científicas, temos diversas redes de colaboração
em que também encontramos informações de qualidade e confiáveis sobre
as PICS: National Center of Complementary and Integrative Health do
National Institute of Health (NCCIH-NIH), Academic Consortium for
Integrative Medicine and Health, International Society of Traditional,
Complementary and Integrative Medicine Research, Consórcio Acadêmico
Brasileiro de Saúde Integrativa (CABSIN) e Observatório Nacional de
Saberes e Práticas Tradicionais, Complementares e Integrativas em Saúde
(ObservaPICS).
Todo investimento em pesquisas na área não foi à toa. O crescimento das
PICS, tanto em oferta quanto em demanda, nos cuidados com a saúde da
população tem apresentado grandes resultados no setor público, associado
às políticas públicas, e no setor privado, em que diversos investimentos têm
sido feitos e estimulados, com grande potencial de mais desenvolvimento.
Isso acontece porque as PICS possuem uma forma de olhar diferenciada,
abrangente e completa, saciando as necessidades atuais no cuidado com a
saúde de maneira integral. Além disso, alinhadas com os princípios do SUS,
as PICS são consideradas alternativas inovadoras, e ironicamente, inclusive
as medicinas tradicionais e toda sua carga sociocultural, possuem seus
aspectos altamente inovadores nos cuidados com a saúde.
Entre as suas inovações podemos citar a contribuição social para o
desenvolvimento sustentável das comunidades e o estímulo de ações sociais
levando à participação do indivíduo com responsabilização sobre seu
processo de saúde-doença e de sua comunidade.
Nesse sentido não podemos deixar de citar o projeto das Farmácias Vivas
desenvolvido para promover assistência social farmacêutica e desenvolver a
ciência das plantas medicinais para a comunidade.
Ainda, objetivando fornecer mais evidências científicas para maior validação
das PICS, redes colaborativas têm sido formadas, em que as inovações
técnico-científicas colaboram para o embasamento e a validação das
práticas. Complementando, o Laboratório de Inovação em Saúde sobre
Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (LIS-PICS) foi
desenvolvido por meio de parceria entre o Ministério da Saúde e a
Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) no Brasil para ajudar nesse
processo.
Em relação às perspectivas futuras, algumas áreas associadas às PICS
estão sendo muito discutidas. Podemos citar a física quântica, a epigenética
e a medicina de precisão. As discussões em torno destes temas ainda
causam confusão e bastante debate, o que pode ser visto como fato positivo,
pois amplia nossos conhecimentos e nossa visão crítica sobre a temática,
enriquecendo os aprendizados.
Nesse mesmo sentido, a medicina do estilo de vida é uma abordagem que
também possui grande relação com a visão holísticas das PICS. Isso porque
ao conhecer o indivíduo em profundidade e traçar um plano de tratamento
para melhora das suas condições de saúde, conforme suas necessidades,
também nos tornamos responsáveis por apresentar hábitos de vida mais
saudáveis, que são a base da medicina do estilo de vida. Esta atenção deve
ser dada, pois ainda estamos inseridos numa cultura em que os hábitos de
vida saudáveis e todos os seus efeitos benéficos para a saúde são
menosprezados, ou ainda, desconhecidos por grande parte da população.
Amarrando todos estes conceitos, temos a fundamental atuação da equipe
de profissionais nas PICS. Este trabalho deve ser realizado de forma
interprofissional, que é aquela que dá o sentido de equipe e a formação de
uma rede colaborativa de profissionais em prol do paciente e a melhora da
sua qualidade de vida. 
É Hora de Praticar!
Imagine que você é um profissional de saúde com formação em terapias
integrativas e atua com auriculoterapia. Enquanto procurava por uma oferta
de trabalho, você se deparou com a vaga:
PROFISSIONAL DE SAÚDE ESPECIALIZADO EM PICS
Pré-requisitos:
Experiência profissional como membro de uma equipe multidisciplinar
em PICS.
Graduação em PICS que podem ser realizadas em grupos.
Conhecimentos em pesquisa e desenvolvimento em medicina e saúde
integrativa.
Experiência em medicina do estilo de vida e interface com terapias
alternativas e complementares.
Para ser selecionado, além de preencher os pré-requisitos citados, você
precisa passar por uma etapa de análise curricular e por uma entrevista com
o chefe do estabelecimento de saúde que está contratando. Por se destacar
na entrevista devido ao seu excelente currículo profissional, você foi
selecionado para próxima etapa.
Nessa etapa, você deve elaborar um projeto, com quatro itens, sendo eles:
Determinação de uma prática validada cientificamente.
Plano de implantação voltado para atenção básica.
Profissionais para compor a equipe multiprofissional.
Interface com a medicina do estilo de vida.
Reflita
Agora nossos questionamentos para ampliar seu raciocínio crítico acerca dos
temas abordados nesta unidade:
Você acha que o hábito da leitura de artigos científicos pode impactar
nas suas condutas como profissional de PICS?
Como você poderia aplicar a medicina do estilo de vida em seu dia a dia
e de seus clientes?
Por que a articulação com outros profissionais da saúde é tão
importante na atuação com as PICS?
Resolução do estudo de caso
Com base em seu conhecimento em pesquisa e desenvolvimento em
medicina e saúde integrativa, você optou pela prática que mais utiliza e faz
parte do seu dia a dia profissional: a auriculoterapia!
Como a atenção básica é desenvolvida com o mais alto grau de
descentralização e capilaridade, ocorrendo no local mais próximo da vida das
pessoas, mesmo a vaga sendo para desenvolvimento das atividades em
clínica particular, você sabe que ela pode ser conveniada para atendimento
do SUS e decidiu colocar estes conhecimentos no projeto para implementar a
auriculoterapia na atenção primária. Você definiu as seguintes etapas:
1. Estabelecimento de responsáveis.
2. Análise situacional.
3. Processo de regulamentação.
4. Ciclo de implementação.
Segundo o que aprendemos, as equipes que compõem o quadro de
profissionais atuantes em PICS de um estabelecimento de saúde são
responsáveis pelo compartilhamento de saberes multidisciplinares, cuja
transversalidade do cuidado está pautada na oferta do cuidado próximo da
vida das pessoas, em seu contexto social e familiar. Assim, para compor a
equipe multiprofissional, você optou por profissionais de saúde capacitados e
atuantes em PCIS incluindo um fisioterapeuta, um farmacêutico, um médico
clínico, uma terapeuta ocupacional, um biomédico, uma fonoaudióloga, ou
seja, a sua equipe multiprofissional já estava completa.
O último passo foi estabelecer uma relação entre a auriculoterapia e os
princípios fundamentais da medicina do estilo de vida, que são: atividade
física, controle do estresse, saúde do sono, conexões pessoais e
interpessoais e alimentação saudável.
Sabendo que:
A medicina do estilo de vida consiste em uma abordagem
multidisciplinar que reconhece o ser humano como promotor de seu
bem-estar e saúde, por meio da interação com o meio em que vive e
com seus hábitos de vida.
A auriculoterapia é uma abordagem terapêutica que estimula pontos no
pavilhão auricular com pequenas agulhas próprias, sementes de
mostarda ou cristais, visando a prevenção de agravos e doenças, a
manutenção, a promoção e a recuperação da saúde.
Você concluiu o seu projeto informando que uma interface entre a
auriculoterapia e a medicina do estilo de vida poderia ser estabelecida com

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