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1 FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE RONDÔNIA NÚCLEO DE SAÚDE DEPARTAMENTO DE ENFERMAGEM CADERNETA DE ESTÁGIO ESTUDO FARMACOLÓGICO (Semiologia e Semiotécnica) SORAIA SANTIAGO DE LIMA RAMALHO Porto Velho 2015 2 ACEBROFILINA (Broncodilatador) Nome comercial: BRONDILAT Apresentações: Xarope Administração: VO; Indicações: Broncodilatador, mucolítico e expectorante. Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade à droga ou a outros derivados da xantina e em casos de hipertensão. O produto deve ser usado com cautela em pacientes que apresentem cardiopatias, hipertensão, hipoxemia severa e ulcera péptica. Gravidez: evitar o uso de acebrofilina xarope durante o primeiro trimestre da gravidez. Reações adversas: Desconforto gastrintestinal (náuseas) e, ocasionalmente, tonturas. Interações: A acebrofilina interage com outros derivados da xantina e com betabloqueadores. Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a tomar a medicação conforme recomendado e não interromper o tratamento, sem o conhecimento do medico, ainda que melhore. Informe ao paciente as reações adversas mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e na ocorrência de qualquer uma delas, principalmente aquelas incomuns ou intoleráveis o médico deverá ser comunicado. 3 Durante o tratamento, o paciente não deverá receber qualquer forma de imunização, sem o conhecimento do médico. Recomende ao paciente aumento na ingestão de líquidos (2-3 litros/dia) para hidratar e facilitar a fluidificação das secreções. Instrua o paciente sobre a importância da manutenção da limpeza e desinfecção cuidadosa dos aparelhos de nebulização. Recomende ao paciente que evite o tabagismo e o consumo de álcool, como também o uso de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia. Durante a terapia, avalie: cada caso individualmente; e recomende: manobras que facilitam a liberação das secreções broncopulmonares (tapotagem, drenagem postural, exercícios respiratórios, tosse profunda). Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas. VO: a medicação pode ser administrada sempre 10min. após a ingestão de alimentos para evitar desconforto GI. 4 ACETILCISTEÍNA (Antídoto [paracetamol], mucolítico) Nome comercial: FLUIMUCIL, FLUCISTEIN. DISPONÍVEL TAMBÉM EM ASSOCIAÇÕES PARA USO NASAL. Apresentações: Xarope Administração: VO; Indicações: Fluidifica as secreções mucosas, facilitando a mobilidade e expectoração (inalação). Tratamento de emergência (dentro de 24h) da superdosagem de paracetamol potencialmente hepatotóxica. Mucolítico no tratamento das condições associadas com secreções mucosas viscosas e espessas. Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. Use cuidadosamente nos casos de insuficiência respiratória grave ou asma, encefalopatia devido a prejuízo hepático, historia de sangramento GI (uso oral apenas) e em pacientes debilitados ou idosos. Gestação ou lactação: segurança ainda não estabelecida. Reações adversas: Dermatológicas: urticária. GI: náusea, vômito. Otorrinolaringológicas: rinorréia, estomatite. Respiratórias: aumento das secreções. SNC: sonolência. Outras: calafrios, febre. 5 Interações: Carvão ativado: absorção da acetilcisteína e redução de sua eficácia como antídoto. Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a tomar a medicação conforme recomendado e não interromper o tratamento, sem o conhecimento do medico, ainda que melhore. Informe ao paciente que, conforme o tratamento progride, diminui o odor desagradável inicialmente apresentado pela droga. Esta droga não é compatível com antibióticos, portanto deve ser administrada separadamente. A medicação não deve ser usada durante a gestação ou lactação, exceto sob rigorosa supervisão médica (segurança ainda não estabelecida). No caso de gravidez (confirmada ou suspeita) ou, ainda, se a paciente estiver amamentando, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomende à paciente o emprego de um método contraceptivo seguro e adequado, durante a terapia. Recomenda-se cautela também nos casos de insuficiência respiratória grave ou asma, encefalopatia devido a prejuízo hepático, historia de sangramento GI (uso oral apenas) e em pacientes desabilitados ou idosos. Informe ao paciente as reações adversas mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e na 6 ocorrência de qualquer uma delas, principalmente aquelas incomuns ou intoleráveis, o médico deverá ser comunicado. Recomende ao paciente aumento na ingestão de líquidos (2-3 litros/dia) para hidratar e facilitar a fluidificação das secreções, durante a terapia. Pode causar sonolência. Recomende que o paciente evite dirigir e outras atividades que requerem estado de alerta, durante a terapia. Recomende ao paciente que evite o tabagismo e o consumo de álcool, como também o uso de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia. Superdosagem de paracetamol: explique ao paciente o objetivo da medicação. Durante a terapia, avalie: cada caso individualmente; e recomende: manobras que facilitam a liberação das secreções broncopulmonares (tapotagem, drenagem postural, exercícios respiratórios, tosse profunda). Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas. Inalação: instrua o paciente: a desobstruir as vias aéreas tossindo intensamente antes de receber o tratamento; sobre a importância da manutenção da limpeza e desinfecção cuidadosa dos aparelhos de nebulização. 7 ACICLOVIR (Antivirótico sistêmico e tópico) Nome comercial: ZOVIRAX, ACICLOR, ACIVERAL, ACIVIRAX, ANCLOMAX, HERPESIL, UNI VIR. Apresentações: Comprimido; Pó para Solução injetável e Creme dermatológico. Administração: VO, IV e tópico (dermatológico e oftálmico); Indicações: Usado no tratamento de Herpes genital, Herpes simples e Varicela. Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. Use cuidadosamente nos casos de distúrbio neurológico ou renal, desidratação e em pacientes sob uso concomitante de drogas nefrotoxicas. Reações adversas: CV: hipotensão. Dermatológicas: rash, prurido. GI: náusea, vômito, diarreia. GU: elevação da creatinina, hematúria. Locais: inflamação, erupção vesicular, flebite (IV). SNC: associadas á 1ª dose – cefaleia, distúrbios encefálicos, (letargia, tremor, confusão, agitação, convulsão, coma). Interações: Probenecida: aumento do nível sanguíneo do aciclovir (recomenda-se monitorizar a toxicidade). Zidovudina: possível letargia ou desmaio. Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a tomar a medicação conforme recomendado e não interromper o 8 tratamento, sem o conhecimento do médico, ainda que melhore. A medicação controla a infecção, mas não cura a doença, e deve ser usada somente para interromper o inicio da infecção. A medicação deve ser usada cuidadosamente em pacientes com distúrbios neurológicos ou com antecedentes de reação a drogas neurotoxicas, devido a maior suscetibilidade de desenvolvimento de encefalite. Informe ao paciente as reações adversas mais frequentemente relacionadas e os principais sinais de infecção (dor no local, prurido, queimação) e que, diante a ocorrência de qualquer um deles, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomende ao paciente a ingestão de 1,5-2,5 litros/dia, paradiminuir o risco de nefrotoxicidade, durante a terapia. Durante a terapia, monitore: os níveis de creatinina e, diante qualquer elevação, comunique imediatamente ao médico. IM ou SC: a medicação NÃO deve ser administrada por essas vias. IV: infunda, no mínimo, em 1h, para prevenir distúrbio renal; concentrações > 10mg/ml estão associadas com alta incidência de flebite. 9 ÁCIDO ACETILSALICÍLICO (Analgésico, AINE, Antitérmico, Antiagregante Plaquetário, Antirreumático). Nome comercial: ASPIRINA, AAS, SOMALGIN. DISPONÍVEL TAMBÉM EM ASSOCIAÇÕES Apresentações: Comprimido. Administração: VO; Indicações: Angina pectoris instável, profilaxia do IAM e após cirurgia arterial. AVC isquêmico coronarianos. Trombose venosa e embolia pulmonar. Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. Úlcera ou sangramento GI. Crianças ou adolescentes com varicela (devido à associação epidemiológica com síndrome de Reye). Gestação (recomenda-se evitar o uso, devido a possíveis maiores riscos de hemorragia materno-fetal e de defeito cardíaco congênito ou outras malformações). Use cuidadosamente nos casos de disfunção renal, hipotrobinemia, deficiência de vitamina K e em pacientes asmáticos. Reações adversas: Dermatológicas: rash. GI: náusea, vômito, desconforto GI, sangramento oculto. Hematológicas: tempo de sangramento prolongado, hematoma. Hepáticas: disfunção hepática. Otorrinolaringológicas: zumbido, perda da audição. 10 Outras: Síndrome de Reye. Interações: Anti-hipertensivos: diminuição do efeito dessas drogas. Antiácidos: diminuição do efeito. Corticosteroides: maior eliminação do salicitato (possível hemorragia). Heparina: maior risco de sangramento (recomenda-se evitar o uso concomitante). Hipoglicêmicos orais: aumento do efeito dessas drogas. Ingestão concomitante com álcool pode ocasionar hemorragia gastrointestinal e aumentar o tempo de sangramento. Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a tomar a medicação conforme recomendado e não interromper o tratamento, sem o conhecimento do medico, ainda que melhore. A medicação não deve ser usada em crianças nem durante a gestação ou lactação. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita) ou, ainda, se a paciente estiver amamentando, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomende à paciente o emprego de um método contraceptivo seguro e adequado, durante a terapia. Recomenda-se cautela também nos casos de disfunção renal, hipoprotrombinemia, deficiência de vitamina K e em pacientes asmáticos. Informe ao paciente as reações adversas mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e os 11 principais sinais de infecção (dor no local, prurido, queimação) e que, diante a ocorrência de qualquer um deles, principalmente aquelas incomuns ou intoleráveis, o médico deverá ser comunicado. A medicação inibe a agregação plaquetária, portanto o seu uso deve ser suspenso 5-7 dias antes da realização de cirurgias eletivas. Recomende ao paciente a manutenção de uma boa ingestão de líquidos, que use escovas de dente macias e barbeador elétrico, evite a prática de esportes e que seja especialmente cuidadoso para evitar quedas, para prevenir sangramentos, durante a terapia. Pode ocorrer zumbido devido ao aumento das concentrações plasmáticas, embora não seja um indicativo de toxicidade. Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia. Durante terapias prolongadas, monitore: hematócrito; hemoglobina; tempo de protrombina; função renal; sinais de petéquias ou de sangramentos gengivais ou GI. Exames laboratoriais podem causar: possíveis aumentos dos níveis sanguíneos (TGO, TGP, fosfatase alcalina, bilirrubina). Superdosagem e Toxicidade: nas crianças com febre e desidratadas, pode haver desenvolvimento mais rápido de 12 toxicidade; os pacientes idosos são mais suscetíveis aos efeitos tóxicos da medicação. VO: a medicação pode ser administrada com leite ou alimentos, antiácidos ou com um copo cheio de água, para diminuir as reações adversas GI. 13 ALBENDAZOL (Anti-helmíntico de amplo espectro) Nome comercial: ZENTEL, ZOLBEN, PARASIN. Apresentações: Comprimido / Suspensão oral Administração: VO e IV; Interações: Efeito antiparasitário sobre nematoides e a maioria dos cestoides. Propriedades ovicida, larvicida e helminticida (tratamento de ancilostomíase, ascaridíase, oxiuríase, necaturíase, teníase, tricuríase e estrongiloidíase). Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade aos benzimidazóis. Gestação ou lactação. Crianças < 2 anos. Reações adversas: Dermatológicas: prurido, alopecia (reversível). GI: dor epigástrica, diarreia, náusea, vômito, boca seca. SNC: cefaleia, tontura. Interações: Cimetidina, dexametasona e praziquantel: aumento da concentração e dos efeitos da droga; maior risco de reações adversas. Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a tomar a medicação exatamente conforme recomendado e não interromper o tratamento, sem o conhecimento do medico, ainda que alcance melhora. A medicação não deve ser usada em crianças < 2 anos, mulheres em idade fértil nem durante a gestação ou lactação. A paciente deverá informar ao médico a ocorrência da 14 gravidez, durante a terapia ou após o seu término, como também se está amamentando. Recomende a paciente o emprego de algum método contraceptivo adequado e seguro, durante a terapia e até 1 mês após o seu término. Informe ao paciente as reações adversas mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente sinais e sintomas de disfunção hepática (fadiga incomum, anorexia, náusea, vômito icterícia, urina escura ou fezes descoloradas), como também aquelas incomuns ou intoleráveis o médico deverá ser comunicado imediatamente. Pode causar tontura. Recomende que o paciente evite dirigir ou outras atividades que requerem estado de alerta, até que a resposta à medicação seja conhecida. Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia. Cisto hidático: a medicação deve ser usada durante 28 dias, suspensa por 14 dias e repetida durante 3 ciclos. Neurocisticercose: também deve ser instituída, conforme necessário, terapia adequada de esteroides e anticonvulsivantes. Anteriormente ao inicio da terapia, avalie: os antecedentes de hipersensibilidade à droga, disfunção hepática ou diabetes; a pele (cor, lesões e área adjacente); e monitore: funções 15 hematológicas, hepática e renal; durante a terapia, monitore: a função hepática. Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas. VO: a medicação pode ser administrada com alimentos. 16 AMINOFILINA (Broncodilatador) Nome comercial: AMINOFILINA, AMINOTRAT. Apresentações: Comprimidos; Solução Injetável; Solução Oral. Administração: VO e IV; Indicações: Indicado na asma brônquica, bronquite crônica e doença pulmonar crônica. Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. Arritmias preexistentes (principalmente taquicardia). Use cuidadosamente nos casos de disfunção hepática, ICC, ulcera péptica, hipertireoidismo, diabetes mellitus e em crianças. Reações adversas: CV: palpitações, taquicardia sinusal, extrassístole, hipotensão. Dermatológicas: urticaria. GI: náusea, vômito, dispepsia, peso no estômago, diarreia. Respiratórias:aumento da frequência respiratória. SNC: anorexia, inquietação, nervosismo, tontura, cefaleia, insônia, convulsão. Interações: Adenosina: diminuição do efeito antiarrítmico. Barbitúricos, carbamazepina, fenitoína, nicotina e rifampicina: aumento do metabolismo da aminofilina – recomenda-se monitorar a diminuição do efeito da aminofilina. Bloqueadores beta-adrenérgicos: antagonistas o propranolol pode causar broncoespasmo em pacientes sensíveis; recomenda-se usar com cautela. 17 Cimetidina, contraceptivos orais, eritromicina e quinolonas (ciprofloxacino): recomenda-se monitorizar os sinais de toxicidade. Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a tomar a medicação conforme recomendado e não interromper o tratamento, sem o conhecimento do medico, ainda que melhore. Informe ao paciente as reações adversas mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e na ocorrência de qualquer uma delas, principalmente aquelas incomuns ou intoleráveis o médico deverá ser comunicado. O paciente deverá receber hidratação adequada, durante a terapia. Pode causar tontura. Recomende que o paciente evite dirigir e outras atividades que requerem estado de alerta, durante a terapia. Recomende ao paciente que evite o tabagismo, a ingestão de cafeinados (café, chá, chocolate u refrigerantes à base de cola), o uso de qualquer outra droga ou medicação (inclusive vacinas), sem conhecimento do médico, durante a terapia. Antes da administração: mantenha diazepam prontamente disponível. Durante a terapia, monitore: as frequências respiratória e cardíaca; o possível desenvolvimento de reações adversas (principalmente convulsão); a resposta clinica, a tolerância e a 18 função pulmonar e informe ao médico para possibilitar, conforme necessário, o ajuste da dose. Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas. VO: os comprimidos devem ser ingeridos com um copo de água, durante as refeições, para evitar desconforto ou dor no estômago. IV: infunda lentamente; observe as reações (queimação no local da infusão). 19 AMOXICILINA (Antibiótico) Nome comercial: AMOXIL, AMOXINA, AMOXITAN, NOVOCILIN, VELAMOX. Apresentações: Cápsulas; Comprimido e Pó para suspensão oral. Administração: VO, IM e IV; Indicações: Infecções sistêmica, aguda e crônica do trato respiratório causadas por organismos Gram-positivos e Gram- negativos sensíveis. Amigdalite, bronquite, faringite, otite, sinusite. Infecções do trato respiratório baixo. Febre tifoide. Infecções da pele e tecidos moles. Infecções geniturinárias. Profilaxia de endocardite bacteriana. Em associação com outras drogas, para erradicação do Helicobacter pylori. Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade às penicilinas e cefalosporinas. Reações adversas: Dermatológicas: eritema maculopapular, urticária. GI: náusea, vômito, diarreia. Hematológicas: anemia, trombocitopenia, eosinofilia, leucopenia. Outras: choque anafilático. Interações: Alopurinol: maior risco de eritema maculopapular Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a tomar a medicação conforme recomendado e não interromper o 20 tratamento, sem o conhecimento do medico, ainda que melhore. A resposta terapêutica geralmente pode ser observada dentro de 3 dias, após o início do tratamento, mas, diante a falta de resposta ou se não houver qualquer melhora da infecção, comunique imediatamente ao médico e realize teste de cultura para sensibilidade. Informe ao paciente as reações adversas mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e na ocorrência de qualquer uma delas, principalmente rash, febre e diarreia, como também aquelas incomuns ou intoleráveis o médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia. Antes a administração, avalie: os antecedentes de hipersensibilidade à droga (pacientes alérgicos a outras substâncias também podem desenvolver reações a essa droga). Durante terapias prolongadas e de doses altas, monitore: debilidade e imunodepressão (principalmente em pacientes idosos). Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas. 21 VO: a medicação pode ser administrada durante as refeições; a medicação deve ser administrada 1h antes de outros antibióticos. 22 AMPICILINA (Antibiótico bactericida) Nome comercial: AMPLACILINA, BINOTAL, CILINON, UNI AMPICILIN. Apresentações: Cápsulas; Pó para suspensão oral e pó para solução injetável. Administração: VO, IM e IV; Indicações: Usado no tratamento das infecções de pele e dos tecidos moles, respiratórias e geniturinárias, otite média, sinusite, meningite, septicemia e na profilaxia da endocardite. Contraindicações e precauções: História de reações de hipersensibilidade às penicilinas e cefalosporinas. Mononucleose infecciosa. Reações adversas: Dermatológicas: eritema maculopapular, urticária. GI: náusea, vômito, diarreia, estomatite. Hematológicas: anemia, trombocitopenia, eosinofilia, leucopenia. Outras: choque anafilático. Interações: Alopurinol: aumenta a probabilidade de ocorrência de reações alérgicas da pele. Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a tomar a medicação conforme recomendado e não interromper o tratamento, sem o conhecimento do medico, ainda que melhore. 23 A resposta terapêutica geralmente pode ser observada dentro de 3 dias, após o início do tratamento, mas, diante a falta de resposta ou se não houver qualquer melhora da infecção, comunique imediatamente ao médico e realize teste de cultura para sensibilidade. Informe ao paciente as reações adversas mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e na ocorrência de qualquer uma delas, principalmente rash, febre e diarreia, como também aquelas incomuns ou intoleráveis o médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia. Antes a administração, avalie: os antecedentes de hipersensibilidade à droga (pacientes alérgicos a outras substancias também podem desenvolver reações a essa droga). Durante terapias prolongadas e de doses altas, monitore: debilidade e imunodepressão (principalmente em pacientes idosos). Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas. VO: a medicação pode ser administrada durante as refeições; a medicação deve ser administrada 1h antes de outros antibióticos. 24 IM ou IV: administre com soluções fisiológicas (IM ou IV) ou glicosada 5% (IV); infunda em 15-30min.; monitore os sinais de flebite; não misture com outras drogas; a medicação deve ser administrada 1h antes de outros antibióticos. 25 ATENOLOL (Antiarrítmico, Bloqueador beta, Hipotensor arterial) Nome comercial: ATENOL, ABLOK, ANGIPRESS, ATENOBAL, ATENOPRESS, ATENORM, PLENACOR. Apresentações: Comprimido Administração: VO; Indicações: Betabloqueador cardiosseletivo. Usado no tratamento da Hipertensão arterial. Angina pectoris. Contraindicações e precauções: Bradicardia, bloqueio AV (1º grau). Choque cardiogênico. Use cuidadosamente nos casos de ICC e em pacientes com broncoespasmo, asma ou enfisema. Reações adversas: Dermatológicas: rash. GI: náusea, vômito, diarreia. Respiratórias: broncoespasmo, dispneia. SNC: fadiga,letargia. Outras: febre. Interações: Anti-hipertensivos: aumento do efeito hipotensivo (recomenda-se usar com cautela). Digitálicos, diltiazem e verapamil: bradicardia (recomenda-se usar com cautela). Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a tomar a medicação exatamente conforme recomendado (todos os dias sempre no mesmo horário), e não interromper o tratamento, sem o conhecimento do medico, ainda que alcance melhora. 26 O uso da medicação não deve ser suspenso subitamente ou sem o conhecimento do medico. Informe ao paciente os sintomas relacionados à suspensão súbita do seu uso (angina e IAM). As doses devem ser reduzidas lenta e gradualmente, durante mais de 2 semanas. A medicação deve ser usada cuidadosamente nos casos de ICC e em pacientes com broncoespasmo, asma ou enfisema (principalmente em doses 100mg). Informe ao paciente as reações adversas mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e na ocorrência de qualquer uma delas, principalmente aquelas incomuns ou intoleráveis, o médico deverá ser comunicado. Recomende ao paciente que evite os substitutos do sal e os alimentos que contem altos níveis de potássio ou sódio, exceto quando prescritos pelo nutricionista. Pode causar tontura. Recomende que o paciente evite dirigir e outras atividades que requerem estado de alerta, durante a terapia. Recomende que o paciente evite o uso de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia. Antes da administração, monitore: periodicamente o pulso radial e, diante pulso < 60bpm, não administre a droga sem o conhecimento do médico. 27 Durante a terapia, monitore: a PA (o uso da medicação pode mascarar os sinais de choque ou hipoglicemia). Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas. VO: a medicação pode ser administrada durante as refeições; para evitar reações GI. 28 AZITROMICINA (Antibiótico) Nome comercial: ZITROMAX, AZI, AZIMIX, AZITRAX, AZITRON, CLINDAL AZ, MACAZI, MAZITROM, SELIMAX, ZIDIMAX. Apresentações: Comprimido / Suspensão oral Administração: VO e IV; Indicações: Tem ação bactericida ou bacteriostática, dependendo de sua concentração. Usado para tratamento das infecções em DPOC causadas por Haemophilus influenzae, Moraxella catarrhalis e Streptococcus pneumoniae. Infecções de pele causadas por Staphylococcus aureus e Streptococcus pyogenes. Uretrite ou cervicite causada por Chlamydia trachomatis. Pneumonia. Doença inflamatória pélvica. Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade à droga ou a eritromicina. Gonorreia ou sífilis. Imunodeficiência (AIDS ou câncer). Pacientes idosos ou debilitados. Use cuidadosamente nos casos de disfunção hepática. Reações adversas: CV: palpitações, dor no peito, angioedema. Dermatológicas: rash, foto sensibilidade. GI: náusea, vômito, diarreia, dor abdominal, dispepsia, flatulência, melena, colite, icterícia. GU: monilíase, vaginite, nefrite. SNC: desmaio, cefaleia, fadiga, sonolência. 29 Interações: Antiácidos (alumínio e magnésio): diminuição do nível plasmático da azitromicina. Teofilina: aumento do nível plasmático dessa droga. Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a tomar a medicação conforme recomendado e não interromper o tratamento, sem o conhecimento do medico, ainda que melhore. A medicação não deve ser usada nos casos de gonorreia ou sífilis. Imunodeficiência (AIDS ou câncer) nem em pacientes idosos ou debilitados. Recomenda-se cautela nos casos de disfunção hepática. Informe ao paciente as reações adversas mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e na ocorrência de qualquer uma delas, principalmente aquelas incomuns ou intoleráveis o médico deverá ser comunicado. Recomende ao paciente o uso de protetores solares e de roupas mais adequadas para prevenir reações de fotossensibilidade, durante a terapia. Pode causar sonolência. Recomende que o paciente evite dirigir ou outras atividades que requerem estado de alerta, durante a terapia. Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia. 30 Antes da administração, avalie: os antecedentes de hipersensibilidade à droga (pacientes alérgicos à eritromicina também podem desenvolver reações a essa droga; os resultados da cultura e do antibiograma). Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas. VO: a medicação pode ser administrada com o estômago vazio 1h antes ou 2h após as refeições, para não prejudicar a sua absorção; a medicação não deve ser administrada com antiácidos. 31 AZTREONAM (Antibiótico bactericida) Nome comercial: AZACTAM Apresentações: Pó para solução injetável. Administração: IM e IV; Indicações: Infecções nos tratos urinário e respiratório. Infecções da pele, intra-abdominais, cirúrgicas e ginecológicas, septicemia e infecções causadas por organismos aeróbicos. Infecções sistêmicas graves. Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. Use cuidadosamente em pacientes idosos. Reações adversas: CV: hipotensão. GI: diarreia, náusea, vômito. Hematológicas: neutropenia, anemia. Locais: tromboflebite (IV); edema e dor (IM). SNC: convulsão, cefaleia, insônia. Outras: choque anafilático, rash, elevações transitórias de TGO e TGP. Interações: Furosemida e probenecida: aumento dos níveis sanguíneos de aztreonam (recomenda-se evitar o uso concomitante). Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a tomar a medicação conforme recomendado e não interromper o tratamento, sem o conhecimento do medico, ainda que melhore. 32 Informe ao paciente as reações adversas mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e na ocorrência de qualquer uma delas, principalmente aquelas incomuns ou intoleráveis o médico deverá ser comunicado. Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia. Antes da administração, avalie: os antecedentes de hipersensibilidade à droga. Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas. 33 BENZILPENICILINA BENZATINA (Antibiótico bactericida [penicilina natural]) Nome comercial: BENZETACIL Apresentações: Suspensão injetável. Administração: IM; Indicações: Efeito bactericida contra bactérias suscetíveis; Estreptococos. Erisipela. Sífilis. Profilaxia da febre reumática. Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade prévia a droga ou as outras penicilinas (possibilidade de reatividade cruzada com cefalosporinas). Algumas formulações podem conter tartrazina e devem ser evitadas em pacientes com hipersensibilidade prévia. Reações adversas: Dermatológica: rash, urticária. GI: diarreia, desconforto epigástrico, náusea, vômito, colite pseudomembranosa. GU: nefrite intersticial. Hematológicas: eosinofilia, anemia hemolítica, leucopenia. Local: dor (IM). SNC: convulsão. Outras: reações alérgicas (anafilaxia, doença do soro), superinfecção. Interações: Metotrexato: menor eliminação dessa droga e maior risco de toxicidade grave. 34 Probenecida: redução da excreção renal e aumento dos níveis sanguíneos da penicilina (a terapia pode ser combinada para esse objetivo). Tetraciclinas: diminuição do efeito da penicilina. Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a tomar a medicação conforme recomendado e não interromper otratamento, sem o conhecimento do medico, ainda que o paciente alcance melhora. Anteriormente ao inicio do tratamento, o paciente deverá informar ao médico sobre qualquer medicamento que esteja usando ou pretenda usar (inclusive aqueles obtidos sem prescrição médica), como também se tem ou já teve outros problemas de saúde e reação alérgica qualquer medicamento (inclusive antibióticos). No caso de gravidez (confirmada ou suspeita) ou, ainda, se a paciente estiver amamentando ou planejando amamentar, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Informe ao paciente as reações adversas mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e na ocorrência de qualquer uma delas, principalmente aquelas incomuns ou intoleráveis o médico deverá ser consultado. Informe ao paciente, que esteja recebendo tratamento para sífilis, que a medicação não o protege contra doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Os pacientes devem ser orientados quanto às medidas de proteção necessárias para se 35 evitar a disseminação das DSTs, inclusive o vírus da imunodeficiência adquirida (HIV). Recomende que o paciente evite manter relações sexuais, durante o tratamento, ou que utilize preservativos. Informe, também ao paciente que o seu parceiro sexual, ainda que assintomático, também deverá ser submetido a exame médico e, conforme necessário, receber a medicação para evitar reinfecção. Recomende que o paciente informe ao médico o esquema de medicação anterior ao tratamento ou á cirurgia. Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia. Antes da administração da primeira dose, avalie: reações de hipersensibilidade; os resultados da cultura e do antibiograma; antes do inicio de durante a terapia: o paciente deverá receber hidratação adequada, principalmente aqueles desidratados, nos quais a excreção da droga é menor, para evitar prejuízo renal. Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas. IM: antes de aspirar, agite o frasco; administre lenta e profundamente no músculo glúteo no quadrante lateral superior; não massageie o local da injeção. 36 BENZILPENICILINA POTÁSSICA (Antibiótico bactericida [penicilina natural]) Nome comercial: PENICILINA G POTÁSSICA Apresentações: Pó para solução injetável. Administração: IM e IV; Indicações: Pneumonia pneumocócica, faringite estreptocócica, sífilis e gonorreia. Tratamento de infecções enterocócicas (requer a adição de um aminoglicosideo). Prevenção de febre reumática. Meningite. Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade prévia as penicilinas (possibilidade de reatividade cruzada com cefalosporinas). Algumas formulações podem conter tartrazina e devem ser evitadas em pacientes com hipersensibilidade prévia. Reações adversas: Dermatológica: rash, urticária. GI: diarreia, desconforto epigástrico, náusea, vômito, colite pseudomembranosa. GU: nefrite intersticial. Hematológicas: eosinofilia, anemia hemolítica, leucopenia. Local: dor (IM), flebite (IV). SNC: convulsão. Outras: reações alérgicas (anafilaxia, doença do soro), superinfecção. Interações: Metotrexato: menor eliminação dessa droga e maior risco de toxicidade grave. 37 Probenecida: redução da excreção renal e aumento dos níveis sanguíneos da penicilina (a terapia pode ser combinada para esse objetivo). Tetraciclinas: diminuição do efeito da penicilina G potássica. Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser administrada exatamente conforme recomendado e o tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento do médico, ainda que o paciente alcance melhora. O tratamento deverá ser mantido, durante 48-72h, após o paciente tornar-se assintomático. Anteriormente ao inicio do tratamento, o paciente deverá informar ao médico sobre qualquer medicamento que esteja usando ou pretenda usar (inclusive aqueles obtidos sem prescrição médica), como também se tem ou já teve outros problemas de saúde e reação alérgica a qualquer medicamento (inclusive antibióticos). No caso de gravidez (confirmada ou suspeita) ou, ainda, se a paciente estiver amamentando ou planejando amamentar, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Informe ao paciente as reações adversas mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e na ocorrência de qualquer uma delas, principalmente aquelas incomuns ou intoleráveis o médico deverá ser consultado. Informe ao paciente, que esteja recebendo tratamento para sífilis, que a medicação não o protege contra doenças 38 sexualmente transmissíveis (DSTs). Os pacientes devem ser orientados quanto às medidas de proteção necessárias para se evitar a disseminação das DSTs, inclusive o vírus da imunodeficiência adquirida (HIV). Recomende que o paciente evite manter relações sexuais, durante o tratamento, ou que utilize preservativos. Informe, também ao paciente que o seu parceiro sexual, ainda que assintomático, também deverá ser submetido a exame médico e, conforme necessário, receber a medicação para evitar reinfecção. Recomende que o paciente informe ao médico o esquema de medicação anterior ao tratamento ou á cirurgia. Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia. Antes da administração da primeira dose, avalie: reações de hipersensibilidade; os resultados da cultura e do antibiograma. Antes do inicio de durante a terapia: o paciente deverá receber hidratação adequada, principalmente aqueles desidratados, nos quais a excreção da droga é menor, para evitar prejuízo renal. Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas. IM: antes de aspirar, agite o frasco; informe ao paciente que a administração por esta via é dolorosa; administre lenta e 39 profundamente no músculo glúteo no quadrante lateral superior; não massageie o local da injeção. IV: dilua em água destilada; para infusão, dilua em 100 ml de soro fisiológico 0,9% e infunda em 1h; durante a administração, monitore os eletrólitos (sódio e potássio) e mantenha prontamente disponível equipamento de ressuscitação; após a diluição, a solução de mantém estável durante 24h (temperatura ambiente) e 1 semana (geladeira). 40 BROMAZEPAM (Tranquilizante) Nome comercial: LEXOTAN, BROMOXON, SOMALIUM, UNI BROMAZEPAX. Apresentações: Comprimidos Administração: VO; Indicações: Ansiolítico pertencente à classe dos benzodiazepínicos, os quais promovem a depressão do SNC, produzindo desde fraca sedação até hipnose e coma. Usado como cloridrato. Contraindicações e precauções: Pacientes com hipersensibilidade aos benzodiazepínicos ou qualquer componente do produto. Lactação. Glaucoma de ângulo fechado. Primeiro trimestre da gravidez. Reações adversas: SNC: cansaço, sonolência. Interações: Álcool e drogas de ação central: possível intensificação do efeito sedativo. Levodopa: diminuição do efeito dessa droga. Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser administrada exatamente conforme recomendado e o tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento médico, ainda que melhore. O uso não deve ser suspenso subitamente ou sem o conhecimento do médico. Informe ao paciente os sintomas relacionados a suspensão súbita do seu uso (desenvolvimento 41 dos sintomas da abstinência). Após terapias prolongadas, as doses devem ser reduzidas lenta e gradualmente. A medicação não deveser usada durante a gestação ou lactação. Recomende à paciente o emprego de um método contraceptivo seguro e adequado, durante a terapia. Informe ao paciente as reações adversas mais frequentes relacionadas ao uso da medicação e na ocorrência de qualquer uma, o médico deverá ser consultado. Recomende que o paciente mude lentamente de posição, para minimizar a hipotensão postural, durante a terapia. Pode causar sonolência. Recomende ao paciente que evite dirigir e outras atividades que requerem estado de alerta, durante a terapia. Recomende ao paciente que evite o consumo de álcool, como também o uso de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia. Periodicamente durante a terapia, monitore: a função hepática. VO: os comprimidos devem ser administrados durante as refeições, para minimizar os efeitos GI. 42 BROMETO DE IPRATROPIO (Broncodilatador, Antiasmático, Parassimpaticolítico). Nome comercial: ATROVENT, BROMETO DE IPRATROPIO, ARES. Apresentações: Solução para inalação Administração: Inalatório; Indicações: Bloqueia os receptores colinérgicos da mucosa nasal envolvidos nos mecanismos de obstrução e secreção das rinites. Proporciona inibição acentuada da secreção das glândulas nasais. Indicado rinorréia, sobretudo nas rinites crônicas e vasomotoras. Broncoespasmo, DPOC, bronquite crônica, enfisema e asma. Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade à droga, à atropina e aos seus derivados, à lectina de soja, à soja e a amendoim. Use cuidadosamente nos casos de glaucoma de ângulo fechado, hipertrofia prostática e durante a gestação ou lactação. Reações adversas: CV: reações anticolinérgicas (taquicardia, palpitações). GI: náusea, boca seca, distúrbios GI. GU: retenção urinaria. Oftalmológica: distúrbios visuais. Respiratórias: tosse, exacerbação dos sintomas. SNC: cefaleia. 43 Outra: reações de hipersensibilidade (angioedema, broncoespasmo, anafilaxia, edema na orofaringe, urticária). Interações: Beta-adrenérgicos e derivados da xantina: possível intensificação do efeito broncodilatador. Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser administrada exatamente conforme recomendado e o tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento do médico, ainda que o paciente alcance melhora. A medicação deve ser usada cuidadosamente durante a gestação ou lactação. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita) ou, ainda, se a paciente estiver amamentando, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomende à paciente o emprego de um método contraceptivo seguro e adequado, durante a terapia. Recomenda-se cautela também nos casos de glaucoma de ângulo fechado ou hipertrofia prostática. Informe ao paciente as reações adversas mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e na ocorrência de qualquer uma, principalmente aquelas incomuns ou intoleráveis o médico deverá ser consultado. A ocorrência de reações de hipersensibilidade é rara, mas há relatos de urticária, angioedema, erupção da pele, broncoespasmo e edema de orofaringe. O conservante (cloreto de benzalcônio) e o estabilizante (edetato dissódico) da solução para inalação podem causar brococonstrição. 44 Recomende que o paciente informe ao médico o esquema de medicação anterior ao tratamento ou à cirurgia. Pode causar boca seca. Enxagues orais frequentes, cubos de gelo, balas ou gomas de mascar sem açúcar podem diminuir este efeito. Pode ocasionalmente causar visão turva ou tontura. Recomende que o paciente evite dirigir e outras atividades que requerem estado de alerta, durante a terapia. Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra droga ou medicação, sem conhecimento do médico, durante a terapia. Antes da administração: o paciente deverá urinar para evitar retenção urinária. Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas. Nebulização: mantenha a droga ao abrigo da luz; dilua em 3- 5ml de soro fisiológico 0,9%; a mascara de nebulização deve estar ajustada perfeitamente; o paciente com predisposição a glaucoma deve proteger os olhos. 45 BROMIDATO DE FENOTEROL (Broncodilatador, Simpaticomimético, Antimicótico). Nome comercial: BEROTEC, DISPONÍVEL TAMBÉM EM ASSOCIAÇÕES. Apresentações: Solução para inalação Administração: Inalatório; Indicações: Antiasmático e broncodilatador. Derivado do benzenodiol. É um estimulante beta2-adrenérgico especifico com duração de ação relativamente longa. Usado como bromidrato. Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade à droga ou sensibilidade aos simpaticomiméticos. Cardiomiopatia obstrutiva hipertrófica. Taquiarritmia. Hipertireoidismo. Estenose aórtica subvalvular. Reações adversas: CV: diminuição da pressão sanguínea diastólica e aumento da sistólica, arritmias (raras, principalmente após doses mais altas); taquicardia, palpitações, transtornos ventriculares do ritmo cardíaco ou moléstias pectanginosas. Dermatológicas: sudorese. GI: náusea, boca seca, vômito. Locais: irritações ou reações alérgicas (raras, principalmente em pacientes hipersensíveis). Musculoesqueléticas: leves tremores dos músculos esqueléticos, cãibras musculares, mialgia. 46 Respiratórias: tosse, broncoconstrição paradoxal (excepcionalmente). SNC: alterações psicológicas (raras); nervosismo, cefaleia, tontura, fadiga. Interações: anestésicos halogenados (enflurano, halotano, tricloroetileno): possível aumento da suscetibilidade aos efeitos cardiovasculares dos beta-agonistas. Anticolinérgicos, beta-adrenérgicos e derivados da xantina: possível potencialização do efeito do fenoterol. Anticolinérgicos (absorção sistêmica), betamiméticos (outros) e derivados da xantina (teofilina): possível aumento das reações adversas. Antidepressivos tricíclicos ou inibidores da MAO: possível potencialização dos agonistas beta-adrenérgicos. Betabloqueadores: possível redução potencialmente grave na broncodilatação. Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser administrada exatamente conforme recomendado e o tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento do médico, ainda que o paciente alcance melhora. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita) ou, ainda, se a paciente estiver amamentando, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomenda-se cautela também nos casos de cardiopatias, hipertensão, epilepsia, hipertireoidismo e pacientes idosos. 47 Informe ao paciente as reações adversas mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e na ocorrência de qualquer uma, principalmente aquelas incomuns ou intoleráveis o médico deverá ser consultado. Recomende que o paciente informe ao médico o esquema de medicação anterior ao tratamento ou à cirurgia. O anestesista deve ser informado de que o paciente faz uso de fenoterol, devido à interação desta droga com alguns anestésicos. Recomende ao paciente aumento na ingestão de líquidos para facilitar a fluidificação das secreções durante a terapia. Pode causar boca seca. Enxagues orais frequentes com soluções antissépticas prescritas pelo médico e gomas de mascar sem açúcar podem diminuir este efeito. Pode causar tontura. Recomende que o paciente evite dirigir e outras atividades que requerem estado de alerta, durante a terapia. Recomende ao paciente que evite o tabagismo, como também o uso de qualquer outra droga ou medicação, sem conhecimento do médico, durante a terapia. Durante a terapia, monitore:a PA. Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas. VO: a medicação deve ser administrada durante as refeições para minimizar as reações GI. 48 Nebulização: os acessórios utilizados (mascaras, tubos e conexões) devem ser lavados com água e sabão de coco ou detergente e imersos em solução de hipoclorito de sódio a 9% num recipiente com tampa até a administração da próxima dose; quando o seu uso não for mais necessário, todo o equipamento deverá ser guardado limpo, desinfetado e seco. 49 BUTILBROMETO DE ESCOPOLAMINA+DIPIRONA SÓDICA (Antiespasmódico e Analgésico) Nome comercial: BUSCOPAN COMPOSTO Apresentações: Solução injetável; Solução oral Administração: VO, IM, IV. Indicações: Estados espásticos-dolorosos e cólicas do TGI, das vias biliares e urinárias, e do aparelho genital feminino; dismenorreia. Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. Glaucoma de ângulo fechado, risco de retenção urinária, nefrite crônica, discrasias sanguíneas, asma e infecções respiratórias crônicas, em quadros clínicos de grave comprometimento cardiocirculatório, e na presença de determinadas doenças metabólicas como porfiria hepática e deficiência congênita de glicose-6 fosfato desidrogenase. É contraindicado nos primeiros três meses da gravidez, em suas últimas semanas, e, após este período, só deve ser administrado em casos de absoluta necessidade e sob controle médico. Também não deve ser administrado para crianças menores de 12 meses e para lactentes. É contraindicado para pacientes idosos. Reações adversas: sensação de mal-estar, perda da memória, alterações do sono, confusão, enjoos, sensação de desmaio e dor nos olhos. 50 Pacientes sensíveis à dipirona sódica, independente da dose, podem apresentar agranulocitose, leucopenia, trombocitopenia, e até mesmo choque, manifestando-se com prurido, suor, frio, obnubilação, náuseas, descoloração da pele e dispneia. Também podem ocorrer reações de hipersensibilidade cutânea, nas mucosas oculares e na região nasofaríngea, muito raramente progredindo para reações cutâneas bolhosas, às vezes com risco de vida, geralmente com comprometimento da mucosa (síndrome de Stevens- Johnson ou síndrome de Lyell). Em situações ocasionais, principalmente em pacientes com histórico de doença renal preexistente, ou em casos de superdosagem, podem ocorrer distúrbios renais transitórios com oligúria ou anúria, proteinúria e nefrite intersticial. Podem ser observados ataques de asma em pacientes predispostos a tal condição. As reações adversas mais frequentes devido ao butilbrometo de escopolamina são secura na boca e sonolência. Pode ocorrer também visão turva e dilatação da pupila. O butilbrometo de escopolamina pode produzir taquicardia. Interações: No caso de tratamento concomitante com ciclosporina pode ocorrer uma diminuição no nível desta; por essa razão, são necessários controles regulares dos níveis sanguíneos de ciclosporina. Produtos contendo dipirona sódica não devem ser administrados a pacientes sob 51 tratamento com clorpromazina, pois pode ocorrer hipotermia grave. Deve-se evitar o uso concomitante de álcool durante tratamento; Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a usar a medicação exatamente conforme o recomendado e o tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento do médico, ainda que o paciente melhore. A medicação não deve ser usada em doses altas ou durante períodos prolongados sem controle médico. A resposta terapêutica, nos casos de dor ou febre, pode ser observada geralmente em 30min., após a administração. Informe ao paciente as reações adversas mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e na ocorrência de qualquer uma, principalmente desconforto respiratório, como também as incomuns intoleráveis, o médico deverá ser comunicado. Nos casos de hipertermia, podem ser indicados banhos ou envoltórios até a estabilização da temperatura. Pode causar tontura e sonolência. Recomende que o paciente evite dirigir e outras atividades que requerem estado de alerta, até que a resposta à medicação seja conhecida. Recomende ao paciente que evite o consumo de álcool e o uso concomitante de outros depressores do SNC, como 52 também de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia. Antes da administração: documente as indicações para a terapia; o início e a duração dos sintomas; relacione as outras tentativas de tratamento e os resultados obtidos; e avalie: reações de hipersensibilidade, uma vez que os pacientes mais sensíveis podem apresenta-las independentemente da dose. Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas. Durante a terapia, avalie: os sinais vitais; a função cardíaca (disritmias, aumento da frequência cardíaca, palpitações); a função renal (distúrbios renais transitórios com oligúria ou anúria, proteinúria, nefrite intersticial) principalmente em pacientes com histórico de doença renal preexistente ou no caso de superdosagem; a função respiratória (crises de asma) principalmente em pacientes predispostos a tal condição; as reações de hipersensibilidade como: choque e discrasias sanguíneas (agranulocitose, leucopenia, trombocitopenia), as quais embora bastante raras, sempre apresentam um quadro muito grave. 53 BUTILBROMETO DE ESCOPOLAMINA (Antiespasmódico, Parassimpaticolítico) Nome comercial: BUSCOPAN, DISPONÍVEL TAMBÉM EM ASSOCIAÇÕES. Apresentações: Solução injetável e Solução oral. Administração: VO, IM, IV e SC; Indicações: Antiespasmódico. Adjuvante na síndrome do cólon irritável. Dismenorréia. Medicação pré-anestésica, como anti-sialogogo e antiarrítmico. Usado para espasmo gastrointestinal. Espasmo e discinesia biliar. Espasmo do trato geniturinário. Contraindicações e precauções: Glaucoma de ângulo fechado. Risco de retenção urinária. Reações adversas: CV: taquicardia (leve; desaparece espontaneamente). Dermatológicas: reações cutâneas (raras). Endócrinas: impotência, supressão da lactação (comuns). GI: boca seca (leve; desaparece espontaneamente); constipação, perda do paladar, vômito (comuns). GU: retenção urinária (leve; desaparece espontaneamente). Oftalmológicas: midriase, cicloplegia (comuns). Respiratórias: dispneia (rara; pacientes com historia de asma brônquica ou alergia). SNC: cefaleia, irritação, insônia, ataxia, confusão mental (comuns). 54 Outras: reações anafilactóides, choque anafilático (raras). Interações: Álcool, analgésicos opioides, anti-histamínicos, antidepressivos ou sedativos/hipnóticos: depressão do SNC aditiva. Anti-histamínicos, antidepressivos, disopiramida ou quinidina: efeitos anticolinérgicos aditivos. Drogas (outras) administradas por VO: possível interferência na absorção dessas drogas devido à diminuição da motilidade do trato GI. Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser administrada exatamente conforme recomendado. Informe ao paciente que a medicação apenas ameniza a dor, a qual deverá ser esclarecida para possibilitar o tratamento de sua causa. A medicação também pode ser usada como auxiliar em procedimentos diagnósticos (endoscopias e exames diagnósticos), quando o espasmo possa constituir algum problema. Informe ao paciente as reações adversas mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e na ocorrência de qualquer uma, principalmente aquelas incomuns ou intoleráveis o médico deverá ser consultado. Asreações adversas, em geral, são passageiras e desaparecem logo após a descontinuação do tratamento. Pode causar boca seca. Enxagues orais frequentes balas ou gomas de mascar sem açúcar podem minimizar este efeito. 55 Pode causar sonolência. Recomende que o paciente evite dirigir e outras atividades que requerem estado de alerta, durante a terapia. Recomende ao paciente que evite o consumo de álcool e o uso concomitante de outros depressores do SNC, como também de qualquer outra droga ou medicação, sem conhecimento do médico, durante a terapia. Durante a administração parenteral, monitore: periodicamente, a frequência cardíaca. Periodicamente durante a terapia, avalie: os sinais de retenção urinária. Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas. VO: drágeas – não devem ser mastigadas; administrar com um pouco de liquido; solução oral – o frasco gotejador é de fácil manuseio; coloque o frasco em posição vertical; deixe escorrer a quantidade desejada de gotas. IV: a droga deve ser infundida (gotejamento continuo ou direta) lentamente e sempre diluída, conforme prescrição médica. 56 CAPTOPRIL (Hipotensor arterial [inibidor da ECA], vasodilatador coronariano). Nome comercial: CAPOTEN, CAPOTRAT, CAPTOLIN, CAPTOPRIL, CAPTOTEC, CAPTOPRON, HIPOTEN, DISPONÍVEL TAMBÉM EM ASSOCIAÇÕES. Apresentações: Comprimidos; Administração: VO; Indicações: Hipertensão. Insuficiência cardíaca. Reduz as retenções de sódio e água, diminuindo a PA. Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. ICC. Gestação ou lactação. Use cuidadosamente nos casos de lúpus eritematoso e em pacientes imunodeprimidos. Reações adversas: CV: ICC, taquicardia, hipotensão, angina pectoris, pericardite. Dermatológicas: rash, rash maculopapular, prurido. Ex. laboratoriais: aumento transitório das enzimas hepáticas. GI: irritação gástrica, ulcera péptica, disgeusia, constipação. GU: insuficiência renal, proteinúria, síndrome nefrotica, glomerulopatia membranosa. Hematológicas: leucopenia, agranulocitopenia, pancitopenia. Respiratórias: tosse seca e persistente. SNC: anorexia, tontura. Outras: febre, hipercalemia, linfadenopatia. 57 Interações: Antiácidos: diminuição do efeito do captopril (recomenda-se administrar separadamente). Digitálicos: aumento (15%-30%) da concentração sérica de digoxina. Diuréticos: possível hipotensão súbita. Drogas que aumentam o potássio sérico: possível e significativo aumento do potássio sérico. Hipoglicêmicos orais e insulina: maior risco de hipoglicemia (no inicio da terapia com captopril). Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a tomar a medicação conforme recomendado e não interromper o tratamento, sem o conhecimento do médico, ainda que melhore. A medicação não deve ser usada durante a gestação ou lactação. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita) ou, ainda, se a paciente estiver amamentando, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomende à paciente o emprego de métodos contraceptivos seguros e adequados, durante a terapia. Recomenda-se cautela também nos casos de lúpus eritematoso e em pacientes imunodeprimidos. Informe ao paciente as reações adversas mais frequentes relacionadas ao uso da medicação e na ocorrência de qualquer uma, principalmente as incomuns o intoleráveis, o médico deverá ser consultado. Os pacientes idosos são mais suscetíveis aos efeitos hipotensivos da medicação. 58 Durante a terapia, o paciente deverá receber hidratação adequada. Recomende que o paciente monitore regularmente a PA e que, diante a observação de qualquer alteração significativa, comunique imediatamente o médico. O paciente também deve evitar locais quentes e a prática de exercícios durante o verão. Pode causar cefaleia ou hipotensão postural, principalmente os primeiros dias de terapia. Recomende que o paciente mude de posição ou levante-se da cama ou de cadeiras lentamente para minimizar esses efeitos. Pode causar tontura. Recomende que o paciente evite dirigir e outras atividades que requerem estado de alerta, até que a resposta à medicação seja conhecida. Recomende que o paciente evite o uso de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia. Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas. VO: a medicação deve ser administrada 1h antes ou 2h após as refeições ou do uso de antiácidos. 59 CEFALEXINA (Antibiótico – Cefalosporina 1ª geração) Nome comercial: KEFLEX. Apresentações: Comprimido; Suspensão Oral. Administração: VO. Indicações: Infecções no trato respiratório e GI, da pele, e de tecidos moles, do tecido ósseo e das articulações, otite média causada por E. coli, Haemophilus influenzae, Klebsiella, Maroxella catarrhalis, Proteus mirabilis, Staphlococcus, Streptococcus pneumoniae e Streptococcus do grupo A beta hemolítico. Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade à droga ou às cefalosporina. Use cuidadosamente nos casos de disfunção renal e antecedentes de alergia à penicilina ou à cefalosporina. Reações adversas: Dermatológicas: rashes maculopapular e eritematoso, urticária. TGI: colite pseudomembranosa, glossite, náusea, vômito, diarreia, dispepsia, cólica abdominal, prurido anal, candidíase oral. TGU: prurido e monilíase genitalis, vaginalite. Hematológicas: neurotropenia transitória, eosinofilia, anemia. Respiratória: dispneia. SNC: anorexia, tontura, cefaleia, cansaço, parestesia. 60 Outras: choque anafilático, reações de hipersensibilidade. Interações: Aminoglicosídeos, diuréticos de alça e outras drogas nefrotóxicas: aumento de nefrotoxicidade. Drogas bacteriostáticas: possível interferência com a ação bactericida da cefalexina. Probenecida: possíveis inibições da excreção e aumento do nível sanguíneo da cefalexina. Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a tomar a medicação conforme recomendado e não interromper o tratamento sem o conhecimento do médico, ainda que melhore. As infecções por Streptococcus do grupo A beta- hemolítico devem ser tratadas, no mínimo, durante 10 dias. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita), ou, ainda, se a paciente estiver amamentando, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomenda-se cautela nos casos de disfunção renal e antecedentes de alergia à penicilina ou à cefalosporina. Informe ao paciente as reações adversas mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente rash, como também aquelas incomuns ou intoleráveis, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomende que o paciente informe ao médico o esquema de medicação anterior ao tratamento ou à cirurgia. 61 Pode causar tontura. Recomende que o paciente evite dirigir e outras atividades que requerem estado de alerta, até que a resposta à medicação seja conhecida. Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia. Antes da administração, avalie: os resultados da cultura e do antibiograma. Durante terapias prolongadas e de doses altas, monitore: os sinais de superinfecção (principalmente em pacientes de alto risco) e, na presença de rash, comunique imediatamente ao médico. Exames laboratoriais: dentre os pacientes que recebem cefalosporina, 40-75% apresentam resultados falso-positivos no teste de Coombs direto; nos testes com reduçãode cobre (Clinetest), a medicação pode produzir uma reação falso- positiva para glicose na urina. Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas. VO: a medicação deve ser administrada com alimentos ou leite para evitar desconforto GI. 62 CEFALOTINA SÓDICA (Antibiótico – Cefalosporina 1ª geração) Nome comercial: KEFLIN NEUTRO Apresentações: Pó para solução injetável. Administração: IM e IV. Indicações: Infecções dos tratos respiratórios e geniturinário, da pele e de tecidos moles, dos ossos e das articulações, peritonites, septicemia, endocardite, infecções por Escherichia coli, Streptococcus, Klebsiella, Proteus, Shigella, Salmonella e Staphylococcus aureus. Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade à droga ou às outras cefalosporinas. Use cuidadosamente nos casos de disfunção renal (recomenda-se diminuir a dose) e em pacientes sensíveis à penicilina. Reações adversas: eritema maculopapular, rash, urticária. GI: colite, náusea, vômito, diarreia, dor abdominal. Hematológicas: leucopenia, eosinofilia. Hepáticas: nível das enzimas elevado, icterícia. Locais: dor, abscesso, edema, flebite, trombofeblite. Respiratória: dispneia. SNC: cefaleia, parestesia, desmaio. Outras: choque anafilático, febre. Interações: Aminoglicosídeos, diuréticos de alça e outras drogas nefrotóxicas: aumento de nefrotoxicidade. 63 Drogas bacteriostáticas: possível interferência com a ação bactericida da cefalotina. Probenecida: possíveis inibições da excreção e aumento do nível sanguíneo da cefalotina. Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser administrada exatamente conforme o recomendado e o tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento do médico, ainda que o paciente melhore. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita), ou, ainda, se a paciente estiver amamentando, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomenda-se cautela nos casos de disfunção renal e antecedentes de alergia à penicilina ou à cefalosporina. Informe ao paciente as reações adversas mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente rash, como também aquelas incomuns ou intoleráveis, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomende que o paciente informe ao médico o esquema de medicação anterior ao tratamento ou à cirurgia. Pode causar tontura. Recomende que o paciente evite dirigir e outras atividades que requerem estado de alerta, até que a resposta à medicação seja conhecida. 64 Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia. Antes da administração, avalie: os resultados da cultura e do antibiograma. Durante terapias prolongadas e de doses altas, monitore: os sinais de superinfecção (principalmente em pacientes de alto risco) e, na presença de rash, comunique imediatamente ao médico. Exames laboratoriais: dentre os pacientes que recebem cefalosporina, 40-75% apresentam resultados falso-positivos no teste de Coombs direto; nos testes com redução de cobre (Clinetest), a medicação pode produzir uma reação falso- positiva para glicose na urina. Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas. IM: dilua em 3-4 ml de diluente; administre profundamente no músculo glúteo. IV: dilua 1g em 10 ml de água destilada; infunda, em 3-5min., em uma veia de grosso calibre; alterne os locais de infusão. 65 CEFAZOLINA SÓDICA (Antibiótico Cefalosporina) Nome comercial: KEFAZOL Apresentações: Pó para solução injetável. Administração: IM e IV. Indicações: Profilaxia no pré-operatório de cirurgias contaminadas Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade à droga ou a outra cefalosporina. Use cuidadosamente nos casos de disfunção renal e de antecedentes de alergia à penicilina (recomenda-se ajustar a dose). Reações adversas: Dermatológicas: rash maculopapular e eritematoso, urticária. GI: colite pseudomembranosa, náusea, vômito, diarreia, dispepsia, cólica abdominal, prurido anal, candidíase oral. GU: prurido e monilíase vaginais. Hematológicas: neutropenia transitória, leucopenia, eosinofilia, anemia. Locais: dor, inflamação, flebite, tromboflebite (IV). Respiratória: dispneia. SNC: anorexia, tontura, cefaleia, parestesia. Outras: choque anafilático, reações de hipersensibilidade. Interações: Aminoglicosídeos, diuréticos de alça e outras drogas nefrotóxicas: aumento de nefrotoxicidade. 66 Drogas bacteriostáticas: possível interferência com a ação bactericida da cefazolina. Probenecida: possíveis inibições da excreção e aumento do nível sanguíneo da cefazolina. Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser administrada exatamente conforme o recomendado e o tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento do médico, ainda que o paciente melhore. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita), ou, ainda, se a paciente estiver amamentando, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomenda-se cautela nos casos de disfunção renal e antecedentes de alergia à penicilina. Informe ao paciente as reações adversas mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente rash, como também aquelas incomuns ou intoleráveis, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomende que o paciente informe ao médico o esquema de medicação anterior ao tratamento ou à cirurgia. Pode causar tontura. Recomende que o paciente evite dirigir e outras atividades que requerem estado de alerta, até que a resposta à medicação seja conhecida. Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia. 67 Antes da administração, avalie: os resultados da cultura e do antibiograma. Durante a terapia, monitore: função renal; os sinais e sintomas de flebite e tromboflebite. Exames laboratoriais: dentre os pacientes que recebem cefalosporina, 40-75% apresentam resultados falso-positivos no teste de Coombs direto; nos testes com redução de cobre (Clinetest), a medicação pode produzir uma reação falso- positiva para glicose na urina. Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas. IM: a administração não causa tanta dor como outras cefalosporinas. IV: dilua (500mg em 2 ml / 1g em 2,5ml) em água destilada ou soro fisiológico 0,9%; agite bem até dissolver; infunda, além de 3-5min., em uma veia de grosso calibre; pode ser administrada em 50-100 ml; alterne os locais de infusão em intervalos de 2-3 dias; a droga se mantém estável durante 24h (temperatura ambiente) ou 96h (sob refrigeração). 68 CEFOTAXIMA SÓDICA (Antibiótico – Cefalosporina 3ª geração) Nome comercial: CLAFORAN. Apresentações: Pó para solução injetável. Administração: IM e IV. Indicações: Tratamento das infecções por microrganismos sensíveis à cafotaxima. Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. Use cuidadosamente nos casos de insuficiência renal e em pacientes sensíveis à penicilina. Reações adversas: Dermatológicas: eritema maculopapular, rash, urticária. GI: colite, náusea, vômito, cólica abdominal, prurido anal, candidíase oral. GU: prurido e monilíase vaginais. Hematológicas: neutropenia, eosinofilia, anemia hemolítica. Locais: dor, inflamação, abscesso, edema, flebite, tromboflebite. SNC:anorexia, cefaleia, parestesia, desmaio. Outras: choque anafilático, febre. Interações: Aminoglicosídeos, diuréticos de alça e outras drogas nefrotóxicas: aumento de nefrotoxicidade. Drogas bacteriostáticas: possível interferência com a ação bactericida da cefotaxima. 69 Ex. laboratoriais: possibilidade de resultados falso-positivos nos testes de Coombs Probenecida: aumento dos níveis séricos do antibiótico. Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser administrada exatamente conforme o recomendado e o tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento do médico, ainda que o paciente melhore. Instrua o paciente (e/ou familiares) sobre a técnica e a frequência correta para a administração da droga, como também as normas adequadas para o seu armazenamento. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita), ou, ainda, se a paciente estiver amamentando, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomenda-se cautela nos casos de insuficiência renal e em pacientes hipersensíveis à penicilina. Informe ao paciente as reações adversas mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente rash, como também aquelas incomuns ou intoleráveis, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomende que o paciente informe ao médico o esquema de medicação anterior ao tratamento ou à cirurgia. Pode causar desmaios. Recomende que o paciente evite dirigir e outras atividades que requerem estado de alerta, até que a resposta à medicação seja conhecida. 70 Recomende ao paciente que evite o consumo de álcool (sob qualquer forma), como também o uso de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia. Infecções articulares: avalie os movimentos (variação e extensão). Infecções estreptocócicas beta-hemolíticas do grupo A: a terapia deve ser mantida durante, no mínimo, 10 dias para minimizar o risco de glomerulonefrite ou febre reumática. Infecções ginecológicas: avalie os sintomas (extensão, duração e características). Antes da administração, avalie: os resultados da cultura e antibiograma. Durante a terapia, monitore: balanço hídrico e, diante de qualquer redução no débito urinário ou diarreia persistente, comunique imediatamente ao médico; a função renal (principalmente dos pacientes sob uso de aminoglicosídeos potencialmente nefrotóxicos); e avalie: dor e vermelhidão no local de aplicação (a administração por via IM pode causar tromboflebite); e reavalie: os resultados de cultura para resistência de microorganismos. Exames laboratoriais: dentre os pacientes que recebem cefalosporina, 40-75% apresentam resultados falso-positivos no teste de Coombs direto; nos testes com redução de cobre 71 (Clinetest), a medicação pode produzir uma reação falso- positiva para glicose na urina. Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas. IM: reconstitua em água estéril ou bacteriostática para injeção; divida as doses de 2g e administre profundamente no músculo glúteo. IV: interrompa a administração de outras soluções por esta mesma via, durante a terapia: anteriormente à reconstituição, a droga deverá ser armazenada em temperatura < 30º e mantida ao abrigo da luz ou do calor excessivos para evitar seu escurecimento; a droga atinge estabilidade máxima em um pH de 5-7; não utilize diluentes de pH > 7,5 (Ex: injeção de NaCHO3); adicione a quantidade recomentada do diluente e agite até dissolver; não utilize soluções que apresentem partículas ou alterações em sua cor original (variação da cor da solução normal: amarelo-claro a âmbar); após a reconstituição, a droga se mantém estável, durante 24h (temperatura ambiente), 5 dias (sob refrigeração) e 13 semanas (freezer); antes de usar, a solução deverá ser retirada do freezer e mantida em temperatura ambiente; não recoloque a droga no freezer; descarte as porções que não tenham sido usadas; direta: misture 1-2g da droga em 10 ml de água estéril para injeção; infunda além de 3-5min.; contínua: não misture a droga com outros aminoglicosídeos 72 (quando necessário, administre separadamente); dilua em 50- 100 ml de soro fisiológico 0,9% ou glicosado 5%; infunda além de 30 minutos. 73 CEFOXITINA SÓDICA (Antibiótico [Cefalosporina] [Cefamicina 2ª geração]) Nome comercial: CEFOXITINA SÓDICA. Apresentações: Pó para solução injetável. Administração: IM e IV. Indicações: Tratamento das infecções abdominais e ginecológicas, septicemia, endocardite, infecções dos tratos urinário e respiratório, dos ossos e das articulações, da pele e de tecidos moles. Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade À cefalosporina ou à penicilina. Disfunção renal. Gestação. Lactação. Reações adversas: Dermatológicas: eritema maculopapular, rash, urticária. GI: dispepsia, colite, náusea, vômito, cólica abdominal, prurido anal, candidíase oral. GU: prurido e monilíase vaginais. Hematológicas: neutropenia, eosinofilia, anemia hemolítica. Locais: dor, inflamação, abscesso, edema, flebite, tromboflebite. SNC: anorexia, cefaleia, parestesia, desmaio. Outras: choque anafilático, febre. Interações: Aminoglicosídeos, diuréticos de alça e outras drogas nefrotóxicas: aumento de nefrotoxicidade. 74 Drogas bacteriostáticas: possível interferência com a ação bactericida da cefoxitina. Ex. laboratoriais: possibilidade de resultados falso-positivos nos testes de Coombs Probenecida: aumento dos níveis séricos do antibiótico. Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser administrada exatamente conforme o recomendado e o tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento do médico, ainda que o paciente melhore. A medicação não deve ser usada durante a lactação. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita), ou, ainda, se a paciente estiver amamentando, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Informe ao paciente as reações adversas mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente rash, como também aquelas incomuns ou intoleráveis, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomende que o paciente informe ao médico o esquema de medicação anterior ao tratamento ou à cirurgia. Pode causar desmaios. Recomende que o paciente evite dirigir e outras atividades que requerem estado de alerta, até que a resposta à medicação seja conhecida. 75 Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia. Antes da administração, avalie: os resultados da cultura e do antibiograma. Durante a terapia, monitore: função renal; os sinais e sintomas de flebite e tromboflebite. Exames laboratoriais: dentre os pacientes que recebem cefalosporina, 40-75% apresentam resultados falso-positivos no teste de Coombs direto; nos testes com redução de cobre (Clinetest), a medicação pode produzir uma reação falso- positiva para glicose na urina. Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas. IM: administre profundamente no músculo glúteo com lidocaína a 1% para minimizar a dor; após a diluição, a droga se mantém estável durante 24h (em temperatura ambiente) e 7 dias (na geladeira). IV: dilua (1g em 10 ml ou 2g em 20 ml) em água destilada; infunda além de 3-5 min.; em soros glicosado 5% ou fisiológico 0.9%; administre 50 a 100 ml, em 30 minutos; a droga não pode ser administradacom lidocaína por via IV; pode ocorrer flebite no local da infusão. 76 CEFTAZIDIMA (Antibiótico – Cefalosporina 3ª geração) Nome comercial: FORTAZ. Apresentações: Pó para solução injetável. Administração: IM e IV. Indicações: Tratamento de infecções simples ou múltiplas. Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade à droga ou às outras cefalosporinas, Insuficiência renal, gestação ou lactação. Use cuidadosamente nos casos de disfunção hepática ou renal em pacientes sensíveis à penicilina. Reações adversas: Dermatológicas: eritema maculopapular, rash, urticária. Ex. laboratoriais: elevação das enzimas hepáticas. GI: colite, náusea, vômito, diarreia, dor abdominal. Hematológicas: leucopenia, eosinofilia. Hepática: Icterícia Locais: dor, abscesso, edema, flebite, tromboflebite. Respiratória: dispneia. SNC: cefaleia, desmaio. Outras: choque anafilático, febre. Interações: Aminoglicosídeos, diuréticos de alça e outras drogas nefrotóxicas: aumento de nefrotoxicidade. Drogas bacteriostáticas: possível interferência com a ação bactericida da ceftazidima. 77 Ex. laboratoriais: possibilidade de resultados falso-positivos nos testes de Coombs Probenecida: aumento dos níveis séricos do antibiótico. Soluções que contêm bicarbonato de sódio: recomenda-se evitar o uso concomitante. Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser administrada exatamente conforme o recomendado e o tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento do médico, ainda que o paciente melhore. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita), ou, ainda, se a paciente estiver amamentando, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Informe ao paciente as reações adversas mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente rash, como também aquelas incomuns ou intoleráveis, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomende que o paciente informe ao médico o esquema de medicação anterior ao tratamento ou à cirurgia. Pode causar desmaios. Recomende que o paciente evite dirigir e outras atividades que requerem estado de alerta, até que a resposta à medicação seja conhecida. Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia. 78 Antes da administração: documente as indicações para o tratamento e os sintomas (início, localização, duração e características) e relacione com as drogas prescritas e os resultados obtidos (os aminoglicosídeos e a furosemida podem aumentar o risco de nefrotoxicidade ou ototoxicidade); e avalie: os antecedentes de hipersensibilidade à penicilina, às cefalosporinas ou aos outros antibióticos, disfunção hepática ou renal; os resultados da cultura e do antibiograma; durante a administração, avalie: reações de hipersensibilidade. Durante a terapia, monitore: as funções hepática e renal; os sinais e sintomas de flebite e tromboflebite, as reações adversas e, na presença de qualquer uma delas, comunique imediatamente ao médico. Exames laboratoriais: dentre os pacientes que recebem cefalosporina, 40-75% apresentam resultados falso-positivos no teste de Coombs direto; nos testes com redução de cobre (Clinetest), a medicação pode produzir uma reação falso- positiva para glicose na urina. Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas IM: reconstitua em água estéril ou bacteriostática para injeção ou lidocaína 0,5% ou 1% administre profundamente no músculo glúteo. 79 IV: esta via é a de escolha para os casos de septicemia bacteriana, peritonites, meningite bacteriana ou outras infecções graves ou de tratamento por toda a vida, como também infecções simples devidas desnutrição, cirurgias, diabetes, traumas, insuficiência cardíaca, malignidades ou diante a presença ou iminência de choque; não adicione a droga que contenham aminoglicosídeos (quando necessário, administre separadamente); reconstitua 1-2g em 100 ml de água estéril para injeção (ou solução IV compatível); direta: reconstitua 1g em 10 ml ou 2g em 20 ml de água estéril para injeção; infunda além de 3-5min.; intermitente: dilua em 50- 100 ml de solução; infunda além de 30-60min.; a injeção de NaHVO# não deve ser usada para reconstituição, contudo, uma formulação de carbonato de sódio deve ser usada em crianças <12 anos. 80 CEFTRIAXONA SÓDICA (Antibiótico – Cefalosporina 3ª geração) Nome comercial: ROCEFIN. Apresentações: Pó para solução injetável. Administração: IM e IV. Indicações: Tratamento das infecções por germes sensíveis à ceftriaxona. Sepse, meningite, borreliose de Lyme disseminada. Infecções abdominais, ósseas e das articulações, da orofaringe, do nariz e do ouvido, da pele e dos tecidos da orofaringe, do nariz e do ouvido, da pele e de tecidos moles e dos tratos geniturinário e respiratório. Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade à droga ou às outras cefalosporinas. Use cuidadosamente nos casos de disfunção hepática ou renal e em pacientes sensíveis à penicilina. Reações adversas: Dermatológicas: eritema maculopapular, rash, urticária. Ex. laboratoriais: elevação das enzimas hepáticas. GI: colite, náusea, vômito, diarreia, dor abdominal. Hematológicas: leucopenia, eosinofilia. Hepática: Icterícia Locais: dor, abscesso, edema, flebite, tromboflebite. Respiratória: dispneia. SNC: cefaleia, desmaio. 81 Outras: choque anafilático, febre. Interações: Aminoglicosídeos, diuréticos de alça e outras drogas nefrotóxicas: aumento de nefrotoxicidade. Drogas bacteriostáticas: possível interferência com a ação bactericida da ceftriaxona. Probenecida: aumento dos níveis séricos do antibiótico. Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser administrada exatamente conforme o recomendado e o tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento do médico, ainda que o paciente melhore. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita), ou, ainda, se a paciente estiver amamentando, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomenda-se cautela também nos casos de disfunção hepática ou renal, história de doença GI (principalmente colite) e em pacientes sensíveis à penicilina. Informe ao paciente as reações adversas mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente rash, como também aquelas incomuns ou intoleráveis, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomende que o paciente informe ao médico o esquema de medicação anterior ao tratamento ou à cirurgia. 82 Pode causar desmaios. Recomende que o paciente evite dirigir e outras atividades que requerem estado de alerta, até que a resposta à medicação seja conhecida. Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia. Antes da administração: documente as indicações para o tratamento e os sintomas (início, localização, duração e características) e relacione com as drogas prescritas e os resultados obtidos (os aminoglicosídeos e a furosemida podem aumentar o risco de nefrotoxicidade ou ototoxicidade); e avalie: os antecedentes de hipersensibilidade à penicilina, às cefalosporinas ou aos outros antibióticos, disfunção hepática ou renal; os resultados da cultura e do antibiograma; durante a administração, avalie: reações de hipersensibilidade. Durante a terapia, monitore: as funções hepáticas ou renal;a coagulação sanguínea (a droga pode alterar o TP) e, na presença de sangramento, administre profilaticamente vitamina K (10mg/semana); e avalie: os sinais e sintomas de flebite e tromboflebite. Exames laboratoriais: dentre os pacientes que recebem cefalosporina, 40-75% apresentam resultados falso-positivos no teste de Coombs direto; nos testes com redução de cobre 83 (Clinetest), a medicação pode produzir uma reação falso- positiva para glicose na urina. Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas IM: administre profundamente no músculo glúteo; a estabilidade das soluções é variável de acordo com o diluente utilizado. IV: não misture a droga com outros antibióticos; a estabilidade das soluções é variável de acordo com o diluente utilizado; as infusões por esta via devem conter concentrações de 10- 40mg/ml; reconstitua 500mg em 4,8ml de água estéril; em seguida, dilua em 50-100 ml de soro glicosado 5% ou solução salina normal; infunda além de 30-60min.; mantenha o tratamento durante pelo menos, 2 dias após o desaparecimento dos sintomas (duração normal 4-14 dias, embora as infecções complicadas necessitem terapia mais prolongada); no tratamento de infecções por Streptococcus pyogenes, mantenha o tratamento durante, pelo menos 10 dias. 84 CETOCONAZOL (Antimicótico sistêmico e tópico – dermatológico) Nome comercial: NIZORAL. Apresentações: Comprimido, Creme dermatológico. Administração: VO e tópico (dermatológico). Indicações: Tratamento de micoses superficiais e profundas. Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. Acloridria ou hipocloridria. Alcoolismo. Insuficiência hepática. Gestação ou lactação. Reações adversas: Dermatológicas: exantema, prurido, erupção cutânea. Endócrinas: ginecomastia, impotência, diminuição da libido, oligospermia, irregularidades do ciclo menstrual. Ex. laboratoriais: aumento das transaminases, alteração das provas de função hepática (terapias prolongadas). GI: náusea, vômito, dor abdominal, diarreia. Hepáticas: hepatotoxicidade, icterícia. Locais: irritação, ardência (tópico). SNC: cefaleia, tontura, sonolência. Outra: fotofobia. Interações: Álcool: possível reação tipo dissulfiram. Álcool ou hepatotóxicos (outros): possível aumento da incidência de hepatotoxicidade. 85 Alfentanil, alprazolam, amprevanir, atorvastatina, bloqueadores do canal de cálcio, cerivastatina, claritromicina, corticoesteróides, ciclofosfamida, eritromicina, fentanil, ifosfamida, indinavir, lovastatina, midazolam, nelfinavir, quinidina, ritonavir, saquinavir, sildenafil, sinvastatina, sufentanil, tacrolimus, tamoxifeno, triazolam, troleandomicina e vincristina: possível redução do metabolismo e aumento dos efeitos tóxicos dessas drogas (recomenda-se reduzir a dose do indivanir). Antiácidos, anticolinérgicos, antagonistas dos receptores H2 da histamina e didanosina: menor absorção do cetoconazol. Anticoagulantes orais: aumento dos efeitos dessas drogas. Ciclosporinas: aumento das concentrações dessas drogas e da nefrotoxicidade. Cisaprida: maior risco de arritmias (recomenda-se evitar o uso concomitante). Fenitoína: alterações da biotransformação do cetoconazol ou da fenitoína. Isoniazida ou rifampicina: possível e significativa diminuição das concentrações séricas dessas drogas. Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a usar a medicação exatamente conforme o recomendado e o tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento do médico, ainda que o paciente melhore. A duração do tratamento depende da gravidade e do local da infecção. 86 A medicação não deve ser usada durante a gestação ou lactação. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita), ou, ainda, se a paciente estiver amamentando, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomenda-se à paciente o emprego de métodos contraceptivos seguros e adequados, durante a terapia Informe ao paciente as reações adversas mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e na ocorrência de qualquer uma, principalmente as incomuns intoleráveis, o médico deverá ser comunicado. Informe, também, que a medicação pode causar ginecomastia, impotência, diminuição de libido, oligospermia e irregularidades do ciclo menstrual. Recomende ao paciente a adoção de medidas adequadas de higiene ou de outros cuidados paralelos, de acordo com cada caso. Pode causar tontura e sonolência. Recomende que o paciente evite dirigir e outras atividades que requerem estado de alerta, até que a resposta à medicação seja conhecida. Recomende ao paciente que evite o consumo de álcool, como também o uso de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia. Exames laboratoriais: pode causar aumento das transaminases e alteração das provas de função hepática (terapias prolongadas). 87 Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas VO: os comprimidos devem ser administrados durante ou logo após as refeições. Tópico: antes e após as aplicações, lave bem as mãos, evite o contato com os olhos. 88 CETOPROFENO (Anti-inflamatório não-esteroide/Dermatológico) Nome comercial: PROFENID. Apresentações: Comprimido, Pó para solução injetável. Administração: VO. Indicações: Transtornos inflamatórios, incluindo artrite reumatoide e osteoartrite. Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. Úlcera péptica ativa. Reações adversas: Endócrinas: ginecomastia. GI: constipação, diarreia, dispepsia, náusea, vômito, desconforto abdominal, flatulência. GU: cistite, hematúria, insuficiência renal. Hematológicas: discrasias sanguíneas, aumento do tempo de sangramento. Hepáticas: hepatite medicamentosa. Musculoesquelética: mialgia. SNC: anorexia, cefaleia, tontura. Outra: reações de hipersensibilidade (anafilaxia, febre, fotossensibilidade, rash). Interações: Ácido acetilsalicílico: alterações do metabolismo e da excreção do cetoprofeno (recomenda-se evitar a associação) e efeito GI aditivo. 89 Ácido valpróico, anticoagulantes, cefamandol, cefoperazona, clopidrogrel, plicamicina, ticlopidina e trombolíticos: risco de hemorragia GI. AINEs (outros), álcool e corticosteroides: efeito GI aditivo. Anti-hipertensivos e diuréticos: possível diminuição da atividade dessas drogas. Ciclosporina: risco de nefrotoxicidade. Insulina e sulfoniluréias orais: aumento dos efeitos dessas drogas. Paracetamol: possível maior risco de nefro toxicidade (uso crônico). Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a usar a medicação exatamente conforme o recomendado e o tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento do médico, ainda que o paciente melhore. A medicação não deve ser usada durante a gestação ou lactação. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita), ou, ainda, se a paciente estiver amamentando, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomenda-se à paciente o emprego de métodos contraceptivos seguros e adequados, durante a terapia. A paciente também deverá informar ao médico, anteriormente ao início do tratamento, o uso de dispositivos intrauterinos (DIU). Informe ao paciente as reações adversas mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e na 90 ocorrência de qualquer uma, principalmente as incomuns intoleráveis, o médico deverá ser comunicado. Informe, também, que a medicação pode causar ginecomastia. Recomende ao paciente o uso de protetoressolares e de roupas mais adequadas para prevenir possíveis reações de fotossensibilidade, durante a terapia. Pode causar tontura. Recomende que o paciente evite dirigir e outras atividades que requerem estado de alerta, até que a resposta à medicação seja conhecida. Recomende ao paciente que evite o consumo de álcool e o uso concomitante de ácido acetilsalicílico e de outros AINEs, como também de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia. Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas VO: a medicação não deve ser administrada durante as refeições. 91 CIMETIDINA (Antagonistas dos receptores H2 de histamina, Anti-úlcera péptica) Nome comercial: TAGAMET, CIMETIDAN, CIMETIDINA, COMETIVAL, CLOMATIDINE, PRISTONAL, ULCERASE, ULCITRAT Apresentações: Comprimido; Ampola; solução oral. Administração: VO e IV; Indicações: Úlcera duodenal ativa. Úlcera gástrica ativa. Refluxo gastroesofágico prevenção de sangramentos GI. Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. Use cuidadosamente em pacientes idosos e debilitados (mais suscetíveis à confusão mental). Reações adversas: CV: Bradicardia, arritmias, hipotensão. Dermatológicas: Rash e urticária. Endócrinas: impotência, ginecomastia. Ex. laboratoriais: aumento da creatinina e transaminases. GI: Diarreias Hemorragias: agranulocitose, trombocitopenia, anemia aplástica. Hepáticas: icterícia. Locais: vasculite, dor. Otorrinolaringológica: diplopia. SNC: neuropatia, confusão, tontura, cefaleia, neuropatia periférica, sonolência, alucinação, ataxia. 92 Interações: Antiácidos: interferência na absorção de cimetidina (recomenda-se utilizar 1h antes ou depois). Benzodiazepínicos (alguns) fenitoína, lidocaína, propranolol e varfarina: alteração nos níveis das enzimas hepáticas. Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser administrada exatamente conforme recomendado e o tratamento não deve ser interrompido sem o conhecimento do médico, ainda que o paciente alcance melhora. A hemodiálise diminui o nível sanguíneo e deverá ser administrado somente no final do tratamento da cimetidina. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita), ou ainda se a paciente estiver amamentando, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomenda-se também cautela em pacientes idosos e debilitados (mais suscetíveis à confusão mental). Informe ao paciente as reações adversas mais frequentes relacionadas ao uso da medicação e na ocorrência de qualquer uma, principalmente sinais de sangramento digestivo (fezes escuras, vômitos hemorrágicos, dor e distensão abdominal, sudorese intensa, taquicardia) e hipotensão arterial, como também aquelas incomuns ou intoleráveis, o médico deve ser comunicado imediatamente. Informe também que a medicação pode causar impotência e ginecomastia. 93 Enfatize para o paciente a importância e a necessidade de doção de uma dieta alimentar adequada. Alertar que o medicamento pode causar tontura e sonolência, recomende que o paciente evite dirigir ou realizar atividades que exija um estado de alerta até que a resposta à medicação seja conhecida. Recomende ao paciente que evite o tabagismo, o consumo de álcool, de cafeinados ou de condimentos picantes, como também o uso concomitante de ácido acetilsalicílico ou de qualquer outra droga u medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia. Durante a terapia monitore as funções hematológica e hepática. VO: a medicação deve ser administrada durante as refeições e à noite ao deitar-se. 94 CIPROFLOXACINO (Antibacteriano [fluorquinolona]) Nome comercial: CIPRO, CIFLOX, CIPROFLOXACINO, CIPROGLEN, FLOXEN, PROFLOX. Apresentações: Comprimido; Solução injetável. Administração: VO e IV; Indicações: Em adultos para infecções complicadas e não complicadas causadas por microrganismos sensíveis ao ciprofloxacino. Trato respiratório: Cipro® pode ser considerado como tratamento recomendável em casos de pneumonias causadas por Klebsiella spp., Enterobacter spp., Proteus spp., Escherichia coli, Pseudomonas aeruginosa, Haemophillus spp., Moraxella catarrhalis, Legionella spp. e Staphylococci. E em crianças no tratamento da exacerbação pulmonar aguda de fibrose cística, associada à infecção por Pseudomonas aeruginosa, em pacientes pediátricos de 5 a 17 anos de idade. Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade ao ciprofloxacino, a outro derivado quinolônico ou a qualquer componente da fórmula. Gestação e lactação e pacientes menores de 18 anos. Uso cuidadoso nos casos de distúrbios do SNC, devido a um maior risco de convulsões. Reações adversas: Dermatológicas: Rash, fotossensibilidade, sudorese (uso IV). 95 GI: Náuseas, diarreia, vômitos, dor e desconfortos abdominais, candidíase oral. GU: Cristais na urina. Hemorrágica: eosinofilia. Locais: tromboflebite, queimação, prurido, eritema (IV). SNC: Convulsão, cefaleia, tremores, confusão mental, alucinação, parestesia (uso IV). Interações: Antiácidos (hidróxidos de magnésio ou de alumínio): menor absorção de ciprofloxacino. Teofilina: maior concentração plasmática da teofilina (recomenda-se monitorizar o nível sanguíneo dessa droga). Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser administrada exatamente conforme recomendado e o tratamento não deve ser interrompido sem o conhecimento do médico, ainda que o paciente alcance melhora. Os pacientes com disfunção renal podem requerer reajuste da dose. A terapia prolongada pode causar resistência à droga. A medicação não deve ser usada em pacientes <18 anos nem durante a gestação nem a lactação. Recomende à paciente o emprego de métodos contraceptivos seguro e adequados durante a terapia. Recomenda-se cautela também nos casos de distúrbios do SNC devido o risco de convulsão, e em associação com a teofilina (recomenda-se monitorar os níveis e ajustes na dose). 96 Informe ao paciente as reações adversas mais frequentes relacionadas ao uso da medicação e na ocorrência de qualquer uma, o médico deverá ser consultado. Informe também que as reações adversas podem ocorrer logo após a administração da primeira dose. Na presença de rash ou de qualquer outra reação alérgica, recomende que o paciente suspenda o uso do medicamento e comunique imediatamente ao médico. Recomende ao paciente a ingestão de 1,5 litros/dia de líquido durante o tratamento, para evitar depósito de cristais na urina. Recomende ao paciente o uso de protetores solares e de roupas mais adequadas para prevenir possíveis reações de fotossensibilidade durante a terapia. Pode causar desmaio ou tontura. Recomende que o paciente evite dirigir e outras atividades que requerem estado de alerta até que a resposta à medicação seja reconhecida. Recomende ao paciente que evite o consumo de cafeinados (café, chá, chocolate, refrigerantes a base de cola), como também o uso de qualquer outra droga ou medicação sem o conhecimento do médico durante a terapia. 97 CLARITROMICINA (Antibiótico [macrolídio]) Nome comercial: CLARITROMICINA, CLARITRON, KLARICID. Apresentações: Comprimido; Solução injetável. Administração: VO e IV; Indicações: Tratamento de faringite causada por Streptococcus pyogenes. Sinusite causada por S. pneumoniae. Bronquite crônica causada por Moraxella catarrhales, S. pneumoniae ou mycoplasma pneumoniae. Bronquite crônica causada por haemophilus influenzae. Infecções da pele causadas porstaphylococus aureus ou streptococcus pyogenes. Também por infecção intracelular por mycobacterium em presença de AIDS. Contraindicações e precauções: hipersensibilidade e usar cuidadosamente nos casos de disfunção hepática e renal. Reações adversas: Dermatológicas: Rash e alopecia. Endócrinas: impotência, ginecomastia, perda da libido. Ex. laboratoriais: aumento de TGP. GI: Diarreias, gosto estranho na boca, náuseas, vômito, dispepsia, dor e desconforto abdominal. SNC: cefaleia. Interações: carbamazepina: possível aumento dos níveis sanguíneos dessa droga. Teofilina: aumento dos níveis plasmáticos dessa droga. 98 Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser administrada exatamente conforme recomendado e o tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento do médico ainda que o paciente alcance melhora. Se não houver qualquer melhora dos sintomas após 48-72h do uso da medicação recomenda-se que o paciente comunique imediatamente ao médico. A medicação não deve ser tomada no caso de gravidez (confirmada ou suspeita), ou, ainda, se a paciente estiver amamentando, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomenda-se cautela nos casos de disfunção renal e hepática. Informe ao paciente as reações adversas mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente diarreias persistentes, como também aquelas incomuns ou intoleráveis, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Pode causar tontura ou sonolência. Recomenda-se que o paciente evite dirigir e outras atividades que requerem estado de alerta, até que a resposta à medicação seja conhecida. Recomenda-se que o paciente evite o consumo de bebidas alcoólicas, como também qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico durante a terapia. 99 Antes da administração: documente as indicações para o tratamento e os sintomas (tipo, gravidade, início, localização, duração, características), relacione as drogas anteriormente prescritas e os resultados obtidos, como também as drogas atualmente prescritas para evitar qualquer interação e avalie: os antecedentes de hipersensibilidade a claritromicina ou a qualquer um dos antibióticos macrolídeos, disfunção hepática ou renal, os resultados da cultura e do antibiograma durante a administração avalie: as reações de hipersensibilidade. Durante a terapia monitore: as funções hematológicas hepática e renal, e diante prejuízo renal severo, com ou sem prejuízo hepático, considere a redução da dose ou o prolongamento do intervalo de administração, e avalie as reações adversas e na presença de diarreia insistente, comunique imediatamente ao médico (acolite associada a uso do antibiótico pode ser precipitada por C. difficile e requer controle alternativo). Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas. 100 CLORIDRATO DE RANITIDINA (Anti-úlcera péptica [anti-histamínico H2]) Nome comercial: ANTAK, CLORIDRATO DE RANITIDINA, LABEL, LOGAT, RANICLOR, RANITIDIN, RANITIDINA, RANITION, TAZEPIN, ULCERIT, ULCOREN, ZADINE, ZYLUM. Apresentações: Comprimido; Solução injetável. Administração: VO e IV; Indicações: Tratamento de úlcera duodenal e úlcera gástrica benigna, incluindo aquelas associadas a agentes anti- inflamatórios não-esteroidais. Também é usado na prevenção de úlceras duodenais associadas a agentes anti-inflamatórios não-esteroidais, incluindo ácido acetilsalicílico, especialmente em pacientes com história de doença ulcerosa péptica, úlcera duodenal relacionada à infecção por H. pylori, úlcera pós- operatória, esofagite de refluxo, alívio dos sintomas de refluxo gastroesofágico, Síndrome de Zollinger-Ellison e dispepsia episódica crônica, caracterizada por dor (epigástrica ou retroesternal) que está associada às refeições ou distúrbios do sono mas não associada às condições citadas anteriormente. É indicado, ainda, nas situações em que é desejável a redução da produção de ácido: profilaxia da úlcera de estresse em pacientes gravemente enfermos, profilaxia da hemorragia recorrente em pacientes com úlcera péptica e prevenção da síndrome de aspiração ácida. 101 Contraindicações e precauções: Pacientes com hipersensibilidade conhecida a qualquer componente da fórmula. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião- dentista. Diante de suspeita de úlcera gástrica, deve ser excluída a possibilidade de patologia maligna antes de se instituir a terapia com Antak®. Reações adversas: Dermatológicas: Rash e alopecia. Endócrinas: impotência, ginecomastia, perda da libido. Ex. laboratoriais: aumento de TGP. GI: Diarreias, constipação, náuseas, vômito e dor abdominal. Hemorragias: leucopenia, granulocitopenia, trombocitopenia, pancitopenia. Hepáticas: Hepatite Locais: dor (IM), flebite (IV). Musculoesquelética: artralgia. SNC: tontura, cefaleia, sonolência, insônia. Interações: antidepressivos tricíclicos e varfarina: aumento do efeito dessas drogas. Diazepam: diminuição do efeito dessa droga. Lidocaína e nifedipina: menor excreção e maior risco de toxicidade por essa droga. Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a tomar a medicação conforme recomendado e não interromper o 102 tratamento sem o conhecimento do médico, ainda que melhore. A medicação não deve ser tomada no caso de gravidez e lactação. Recomenda-se cautela nos casos de disfunção renal e hepática. Informe ao paciente as reações adversas mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, diante a ocorrência de qualquer uma delas, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Informe também a possível ocorrência de alopecia. Durante a terapia o paciente deverá receber a hidratação adequada. Pode causar tontura ou sonolência. Recomenda-se que o paciente evite dirigir e outras atividades que requerem estado de alerta durante a terapia. Recomenda-se que o paciente evite o tabagismo, consumo de bebidas alcoólicas ou cafeinados e o uso concomitante de ácido acetilsalicílico, como também qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico durante a terapia. Avalie também as reações adversas durante a terapia, e na presença de reações hepáticas ou renais considere a redução da dose. 103 CLORIDRATO DE AMBROXOL (Mucolítico) Nome comercial: ANABRON, BRONCOFLUX, CLORIDRATO DE AMBROXOL, FLUIBRON A, MUCOSOLVAN, SURFACTIL, MUCOSOLVAN 24H. Apresentações: Xarope; Solução (gotas). Administração: VO; Indicações: Broncopneumopatia agudas e crônicas, nas quais está indicada a eliminação de secreções. Contraindicações e precauções: hipersensibilidade, alterações renais e hepáticas e durante a gestação. Reações adversas: GI: náuseas e diarreia. Interações: antibióticos (amoxilina, cefuroxina, doxiciclina e eritromicina): aumento da concentração do antibiótico no tecido pulmonar. Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a tomar a medicação exatamente conforme recomendado e não interromper o tratamento sem o conhecimento do médico, ainda que melhore. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita) ou lactação, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomende à paciente o emprego de métodos contraceptivos seguro e adequados durante a terapia. 104 Informe ao paciente as reações adversas mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmenteaquelas incomuns ou intoleráveis, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Instrua o paciente sobre as manobras que facilitam a liberação das secreções broncopulmonares (tamponagem, drenagem postural, exercícios respiratórios). Recomenda-se ao paciente o aumento da ingestão de líquidos (2-3 litros/dia) para hidratar e facilitar a fluidificação das secreções durante a terapia. Recomenda-se ao paciente que evite o tabagismo e o consumo de bebidas alcoólicas durante a terapia. Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra droga ou medicação sem o conhecimento do médico durante a terapia. Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas. 105 CLORIDRATO DE BROMEXINA (Mucolítico) Nome comercial: BISOLVON, CLORIDRATO DE BROMEXINA Apresentações: Xarope; Solução (gotas). Administração: VO. Indicações: É indicado como secretolítico e expectorante no tratamento de doenças broncopulmonares agudas e crônicas associadas à secreção mucosa anormal e transtornos do transporte mucoso. Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade à bromexina ou aos outros componentes da fórmula. Os xaropes adulto e infantil são contraindicados para pacientes com intolerância à frutose. Pacientes sendo tratados com BISOLVON devem ser alertados de um esperado aumento no fluxo das secreções. Nas indicações respiratórias agudas, o médico deve ser consultado se os sintomas não melhorarem, ou piorarem, ao longo do tratamento. BISOLVON xarope e gotas não contém açúcar, portanto pode ser utilizado por diabéticos. Reações adversas: GI: reações GI leves. Outras: reações de hipersensibilidade (erupções cutâneas, broncoespasmos, angioedema, anafilaxia). Interações: Antibióticos (amoxilina, cefuroxina, doxiciclina e eritromicina): aumento da concentração do antibiótico no tecido pulmonar. 106 Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a tomar a medicação conforme recomendado e não interromper o tratamento sem o conhecimento do médico. Informe o paciente o objetivo da medicação e que é esperado o aumento da expectoração. A inalação associada ao uso oral intensifica o efeito e é particularmente útil nos casos em que se deseja obter um efeito rápido. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita) ou lactação, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomende à paciente o emprego de métodos contraceptivos seguro e adequados durante a terapia. Informe ao paciente as reações adversas mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, diante a ocorrência de qualquer uma delas, o médico deverá ser comunicado imediatamente. O paciente com asma brônquica deve iniciar a inalação somente após a administração da medicação broncospasmolítica prescrita. Recomenda-se ao paciente o aumento da ingestão de líquidos para hidratar e facilitar a fluidificação das secreções durante a terapia. Enfatize para o paciente a importância da manutenção da limpeza e desinfecção cuidadosa dos aparelhos de nebulização e seus acessórios. 107 Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra droga ou medicação sem o conhecimento do médico durante a terapia. 108 CLORIDRATO DE CLINDAMICINA (Antibiótico [lincosamina]) Nome comercial: CLINDAMICINA, DALACIN® C Apresentações: Cápsulas; Comprimidos. Administração: VO. Indicações: Tratamento de infecções de pele e de tecidos moles, do trato respiratório, intra-abdominais, ginecológicas, septicemia e osteomielite. Profilaxia da endocardite. Outras indicações: tratamento da pneumonia por pneumocystis carinil. Contraindicações e precauções: hipersensibilidade. História de colite pseudomembranosa. Prejuízo hepático grave. Diarreia, gestação ou lactação: segurança ainda não estabelecida. Reações adversas: CV: arritmias, hipotensão. Dermatológicas: rash GI: colite pseudomembranosa, diarreia, náuseas, vômito. SNC: tontura, cefaleia, vertigem. Interações: Caolim: possível redução da absorção GI. Bloqueadores neuromusculares: possível aumento dos efeitos dessas drogas. Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a tomar a medicação exatamente conforme recomendado (todos os dias sempre no mesmo horário e sem intervalos regulares) e não interromper o tratamento sem o conhecimento do médico, 109 ainda que melhore. Se 1 dose for esquecida, ela deverá ser administrada tão logo possível, exceto quando no mesmo horário da próxima dose. As doses esquecidas não devem ser dobradas. O uso da medicação não deve ser compartilhado. Se não houver sintoma de melhora em poucos dias, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Os pacientes com história de doença cardíaca reumática ou de substituição de válvula precisam ser informados sobre a importância da profilaxia antimicrobiana, anteriormente à realização de procedimentos invasivos médicos ou dentário. A medicação não deve ser usada durante a gestação no caso de gravidez (confirmada ou suspeita), ou ainda se a paciente estiver amamentando, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomende à paciente o emprego de métodos contraceptivos seguro e adequados durante a terapia. Informe ao paciente as reações adversas mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente sinais de superinfecção (língua saburrosa, prurido ou descarga vaginal ou anal), diarreia, cólica abdominal, febre ou fezes sanguinolentas, como também aquelas incomuns ou intoleráveis, o médico deverá ser comunicado imediatamente. O paciente deve evitar o uso de antidiarreicos, sem o conhecimento do médico. 110 Pode causar tontura e vertigem recomende que o paciente evite dirigir ou outras atividades que requerem estado de alerta até que as reações medicamentosas sejam reconhecidas. Recomende que o paciente evite o uso de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia. Antes da administração: documente as indicações para o tratamento e os sintomas (tipo, gravidade, início, localização, duração, características), relacione as drogas anteriormente prescritas e os resultados obtidos, como também as drogas atualmente prescritas para evitar qualquer interação e avalie: os antecedentes de hipersensibilidade a clindamicina ou a qualquer um dos antibióticos (lincosamina), colite pseudomembranosa, prejuízo hepático grave diarreia. 111 CLORIDRATO DE CLONIDINA (Anti-hipertensivo [inibidor adrenérgico central]) Nome comercial: ATENCINA E CLONIDIN Apresentações: Comprimidos; Solução injetável. Administração: VO. Indicações: Hipertensões maligna, real e essencial. Profilaxia da enxaqueca. Rubor durante a menopausa. Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. Use cuidadosamente nos casos de disfunção hepática, insuficiência coronária, diabetes, IAM e antecedentes de depressão. Reações adversas: CV: hipertensão postural, bradicardia, taquicardia, palpitações, alterações ao ECG. Dermatológicas: prurido, dermatite Rash, urticária, alopecia. Endócrinas: impotência, diminuição da atividade sexual, perda da libido, ginecomastia e elevação da glicose (transitória). GI: constipação, boca seca, náuseas, vômito. GU: retenção urinária, nictúria. Metabólica: aumento de peso. Musculoesquelética: fraqueza muscular, dores musculares e nas articulações. Cãibra nas pernas. SNC: sonolência, tontura, fadiga, sedação, nervosismo, cefaleia, pesadelos, alucinação, delírio, ansiedade, depressão anorexia.Outra: febre. 112 Interações: Antidepressivos tricíclicos: diminuição do efeito anti-hipertensivo (recomenda-se usar com cautela). Bloqueadores e propranolol: resposta hipertensiva paradoxal. Depressores do SNC: aumento do efeito depressivo no SNC (recomenda-se usar com cautela). Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a tomar a medicação exatamente conforme recomendado e não interromper o tratamento sem o conhecimento do médico, ainda que melhore. O uso da medicação não deve ser suspenso subitamente ou sem o conhecimento do médico. Informe o paciente s sintomas relacionados à suspensão súbita do seu uso (hipertensão, taquicardia, náuseas, vômito, e arritmias). Quando necessário às doses devem ser reduzidas gradualmente durante 2-4 dias. Não é necessário suspender o uso da medicação antes de uma cirurgia (recomenda-se monitorizar a PA durante o procedimento cirúrgico). Informe o paciente o objetivo da medicação para facilitar tanto a compreensão do seu diagnóstico como também a sua colaboração no tratamento. Enfatize a importância da mudança de hábitos (abandono do tabagismo e do consumo de álcool, controle do estresse) e estimule o paciente a praticar exercícios físicos regularmente (hidroginástica e caminhada) e a seguir uma dieta hipossódica. 113 A medicação não deve ser usada durante a gestação, no caso de gravidez o médico deverá ser comunicado. Recomenda-se também cautela nos casos de disfunção hepática, insuficiência coronária, diabetes, IAM e antecedentes de depressão. Informe ao paciente (e/ou responsável) as reações adversas mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente aquelas incomuns ou intoleráveis, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Informe também que a medicação pode causar alopecia, impotência, diminuição da atividade sexual, perda de libido, ginecomastia e aumento de peso. Os pacientes idosos são mais sensíveis ao efeito hipotensivo da medicação. Recomenda que o paciente mude lentamente de posição, para minimizar a hipotensão postural, durante a terapia. Pode causar boca seca, enxágues orais frequentes, balas ou gomas de mascar sem açúcar podem minimizar este efeito. Pode causar tontura ou sonolência. Recomenda-se que o paciente evite dirigir e outras atividades que requerem estado de alerta, até que a resposta à medicação seja conhecida. Recomenda-se que o paciente evite o tabagismo, consumo de bebidas alcoólicas e o uso concomitante de depressores do SNC, como também qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia. 114 Durante a terapia monitore a PA e a frequência cardíaca (em alguns casos a hipertensão, a clonidina causa uma rápida queda da PA). E avalie: o efeito terapêutico da medicação e, diante da tolerância, comunique ao médico para possibilitar o ajuste da dose. 115 CLORIDRATO DE DOPAMINA (Cardiotônico não-digitálico) Nome comercial: CLORIDRATO DE DOPAMINA, REVIVAN. Apresentações: Solução injetável. Administração: IV. Indicações: Correção do desequilíbrio hemodinâmico devido a choque, trauma e hemorragias, síndrome do baixo débito, hipotensão e insuficiência renal. Contraindicações e precauções: hipersensibilidade. Taquicardia. Fibrilação atrial. Use cuidadosamente nos casos de doença vascular oclusiva, embolismo arterial e durante a lactação. Reações adversas: CV: arritmias, taquicardia, angina, hipotenção, vasoconstrição bradicardia e hipertenção. Dermatológicas: prurido, dermatite Rash, urticária, alopecia. GI:náuseas, vômito. Local: necrose do tecido, (extravasamento da droga). Respiratória: dispneia. SNC: cefaleia. Interações: anestésicos orgânicos (inalação): maior risco de arritmia ou hipertensão. Betabloqueadores: possível antagonismo do efeito da dopamina. Fenitoína: possível hipotensão. 116 Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a tomar a medicação exatamente conforme recomendado e não interromper o tratamento sem o conhecimento do médico, ainda que melhore. A medicação deve ser usada cuidadosamente nos casos de doença vascular oclusiva, embolismo arterial e durante a lactação. No caso de a paciente estar amamentando, o médico deverá ser comunicado imediata e anteriormente ao início da terapia. Informe ao paciente (e/ou responsável) as reações adversas mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente aquelas incomuns ou intoleráveis, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomende ao paciente (e/ou responsável) que evite o uso de qualquer outra droga ou medicação sem o conhecimento do médico durante a terapia. 117 CLORIDRATO DE LIDOCAÍNA (Antiarrítmico, Anestésico tópico) Nome comercial: CLORIDRATO DE LIDOCAÍNA 2%, DERMOMAX, LIDIAL, LIDOCARBOTT, LIDOCAÍNA, LIDOJET, LIDOSPRAY 10%, LIDOSTON, XYLESTESIN, XYLOCAÍNA, DISPONÍVEL TAMBÉM EM ASSOCIAÇÕES Apresentações: Gel tópico; Solução injetável. Administração: Tópica, VI. Indicações: Arritmia ventricular causada por IAM, manipulação cardíaca e taquicardia ventricular. Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. Use cuidadosamente nos casos de bloqueio de 2º e 3º graus, bradicardia sinusal, ICC, disfunção renal e hepática e em pacientes idosos ou naqueles com o peso <50 kg. Reações adversas: CV: arritmia (piora ou nova), hipotenção, bradicardia. Locais: dor e edema. Oftalmológica: visão dupla ou turva. Otorrinolaringologia: zumbido. SNC: convulsão, confusão, tremor, letargia, sonolência, inquietação, fala lenta, euforia depressão, cefaleia leve, anestesia. Outra: choque anafilático, sensação de frio, diaforese. Interações: Betabloqueadores e cimetidina: diminuição do metabolismo da lidocaína. 118 Fenitoína, propranolol e quinidina: potencialização do efeito depressor cardíaco. Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a tomar a medicação exatamente conforme recomendado e não interromper o tratamento sem o conhecimento do médico. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita), ou ainda se a paciente estiver amamentando, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomende cautela também nos casos de bloqueio de 2º e 3º grau, bradicardia sinusal, ICC, disfunção renal ou hepática e em pacientes idosos ou aqueles com peso < 50 kg. Informe ao paciente (e/ou responsável) as reações adversas mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente aquelas incomuns ou intoleráveis, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Pode causar tontura e vertigem recomende que o paciente evite dirigir ou outras atividades que requerem estado de alerta até que as reações medicamentosas sejam reconhecidas. Recomende que o paciente evite o uso de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia. Durante a administração, avalie: as reações adversas e, na presença de arritmias ou alterações ao ECG (alargamento do 119 complexo QRS ou prolongamento do intervalo PR), interrompa a infusão e comunique imediatamente ao médico; durante a terapia, monitore: a resposta clínica, principalmente PA, eletrólitos e creatinina e, diante qualquer alteração, comunique imediatamente ao médico. Superdosagem e toxicidade: em muitos pacientes graves, a convulsão pode ser o primeiro sinal de toxicidade; geralmente ocorrem reações como sonolência, confusãoe parestesia; na presença de tontura, suspenda o uso da medicação e comunique imediatamente o médico. IM: a droga deve ser administrada somente no músculo deltoide. IV: a administração por esta via requer monitorização cardíaca e o paciente deve ser observado durante todo o tempo; use bomba de infusão; infusão continua: mantenha prontamente disponíveis oxigênio e equipamento de reanimação cardiorrespiratória; pode levar a convulsão e coma; administre oxigênio via cateter nasal, se na for contraindicado. 120 CLORIDRATO DE LINCOMICINA (Antibiótico [lincosamina]) Nome comercial: FRADEMICINA, LINATRON, LINCOFLAN Apresentações: capsulas; Frascos de xarope. Ampolas de solução injetável. Administração: VO, IM, e IV. Indicações: Infecções dos tratos respiratório e urinário. Infecções de pele e dos tecidos moles. Osteomelite. Septicemia causada por Streptococcus do grupo A beta- hemolítico e Staphylococus. Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. Use cuidadosamente nos casos de disfunção hepática ou renal. Reações adversas: CV: hipotensão (infusão IV rápida). Dermatológicas: rash, urticária. GI: náusea, vômito, colite, diarreia persistente, dor abdominal, estomatite, prurido anal. GU: vaginite. Hematológicas: neutropenia, leucopenia, trombocitopenia, púrpura. Hepática: icterícia. Local: dor. Otorrinolaringológicas: glossite, zumbido. SNC: cefaleia, desmaio. Outras: choque anafilático, angioedema. Interações: Antidiarreicos: redução (90%) na absorção da lincomicina (recomenda-se evitar o uso concomitante ou 121 administrar essas drogas 2h antes da lincomicina). Bloqueadores neuromusculares: potencialização do efeito dessas drogas. Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser administrada exatamente conforme recomendado e o tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento do médico, ainda que o paciente alcance melhora. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita) ou, ainda, se a paciente estiver amamentando, o médico devera ser comunicado imediatamente. Recomenda-se cautela também nos casos de disfunção hepática ou renal. Informe ao paciente as reações adversas mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação principalmente diarreia persistente, como também aquelas incomuns ou intoleráveis, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Pode causar desmaios. Recomende que o paciente evite dirigir e a prática de atividades que requerem estado de alerta, até que a resposta à medicação seja conhecida. Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia. Durante a terapia, monitore: as funções hepática e hematológica (leucócitos, plaquetas) e, diante leucopenia e neutropenia, comunique imediatamente ao médico (o uso da 122 medicação deverá ser suspenso); e avalie: sinais de superinfecção (principalmente se a terapia exceder 10 dias). Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas. VO: a medicação deve ser administrada com um copo de água, 1h antes ou 2h após as refeições. IM: administre profundamente no músculo; alterne locais de aplicação para evitar a formação de hematomas; informe ao paciente que a administração por esta via é dolorosa. IV: infunda em 100 ml, no mínimo, em 1h; a infusão rápida pode causar hipotensão e sincope; durante a infusão, monitore a PA; observe se o local da infusão apresente flebite; sempre que possível, alterne os locais de infusão. 123 CLORIDRATO DE METOCLOPRAMIDA (Procinético, Antiemético) Nome comercial: ARISTOPRAMIDA, CLORIDRATO DE METOCLOPRAMIDA, ENZILOM, EUCIL METOCLOSAN, METOPLAMIN, NO-VOMIT, PLAMIVON, PLASIL, DISPONIVEL TAMBEM EM ASSOCIAÇOES Apresentações: comprimido; Ampolas de solução injetável; Frascos de xarope. Supositórios; Frascos de solução oral (gotas). Administração: VO, IM, e IV. Indicações: Prevenção do vômito após quimioterapia. Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. Hemorragia GI. Epilepsia. Use cuidadosamente nos casos de câncer de mama e durante a lactação. Reações adversas: CV: hipertensão (transitória). GI: náusea, diarreia. SNC: inquietação sonolência, fadiga, insônia, reações extrapiramidais, distonia, tontura, ansiedade. Interações: Ciclosporinas: aumento dos efeitos tóxicos e imunossupressivos dessas drogas. Digoxina: menor absorção dessa droga. Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser administrada exatamente conforme recomendado o 124 tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento do médico, ainda que alcance melhora. A medicação deve ser usada cuidadosamente durante a lactação. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita) ou, ainda, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomenda-se cautela também nos casos de câncer de mama. Informe ao paciente as reações adversas mais frequentes relacionadas ao uso da medicação e na ocorrência de qualquer uma, o medico devera ser consultado. Pode causar tontura ou sonolência. Recomende que o paciente evite dirigir e outras atividades que requerem estado de alerta, até que a resposta à medicação seja conhecida. Recomende ao paciente que evite o consumo de álcool e o uso concomitante de depressores do SNC, como também de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia. Durante a terapia, avalie: reações extrapiramidais e, diante essas reações, comunique imediatamente o médico. Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas. IV: infunda lentamente além de 2-3min., dilua em soro glicosado 5% ou fisiológico 0,9% (concentração: 10mg/50 ml) e infunda em 15 minutos. 125 CLORIDRATO DE PETIDINA (MEPERIDINA) (Analgésico entorpecente) Nome comercial: DOLANTINA, DORNOT. Apresentação: Solução injetável. Administração: IM e IV. Indicações: Alivio da dor. Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. Diarreia causada por envenenamento. Asma brônquica. DPOC. Depressão respiratória. Anoxia. Alcoolismo. Hipertensão intracraniana. Gestação. Use cuidadosamente nos casos de disfunção hepática ou renal, abdome agudo, doença cardiovascular, taquicardia supraventricular, mixedema, convulsão, delirium tremens, arteriosclerose cerebral, colite ulcerativa, febre, hipertrofia prostática, cirurgias GI ou GU recentes, psicose tóxica e durante trabalho de parto. Reações Adversas: CV: depressão circulatória, parada cardíaca, rubor facial, taquicardia, bradicardia, arritmia, palpitações, hipertensão, hipotensão, hipotensão postural, síncope. Dermatológicas: prurido, urticária, sudorese. Endócrinas: diminuição da libido ou da potencia. GI: náusea, vômito, boca seca, constipação, colite ulcerativa. 126 GU: retenção urinária, oligúria, efeito antidiurético. Respiratórias: depressão respiratória, apneia, parada respiratória, laringoespasmo. SNC: anorexia, tontura, sedação, euforia, delírio, insônia, agitação, ansiedade, medo, alucinação, desorientação, sonolência, letargia, coma, mudança no humor, cefaleia, tremor, convulsão, diminuição do reflexo da tosse, dependências física e psicológica. Outras: choque, edema, distúrbios visuais. Interações: Barbitúricos: potencialização dos efeitos dessas drogas. Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser administrada exatamente conforme o recomendado e o tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento do médico, ainda queo paciente alcance melhora. Informe ao paciente o objetivo da medicação para facilitar sua colaboração no tratamento. O uso excessivo pode causar dependência à droga. A medicação não deve ser usada durante a gestação ou lactação. Recomende a paciente o emprego de métodos contraceptivos seguros e adequados, durante a terapia. Recomenda-se cautela também nos casos de disfunção hepática ou renal, abdome agudo, doença cardiovascular, taquicardia supraventricular, mixedema, convulsão, delirium tremens, arteriosclerose cerebral, colite ulcerativa, febre, 127 hipertrofia prostática, cirurgias GI ou GU recentes, psicose toxica e durante o trabalho de parto. Nos pacientes sob o uso de tranquilizantes, a dose deve ser reduzida em 25-50%. Informe ao paciente as reações adversas mais frequentes relacionadas ao uso da medicação e na ocorrência de qualquer uma, o médico deverá ser consultado. Recomende ao paciente o consumo de alimentos que contenham fibras para minimizar a constipação, durante a terapia. Recomende que o paciente mude lentamente de posição para minimizar a hipotensão postural, durante a terapia. Pode causar boca seca, enxágues orais frequentes, balas ou gomas de mascar sem açúcar podem minimizar esse efeito. Pode causar tontura ou sonolência. Recomende que o paciente evite dirigir e outras atividades que requerem estado de alerta, até que a resposta à medicação seja conhecida. Recomende ao paciente que evite o consumo de álcool e o uso concomitante de outros depressores do SNC, como também de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia. Durante a terapia, monitore: a função renal. 128 CLORIDRATO DE PROPRANOLOL (Bloqueador beta, Hipotensor arterial, Antiarrítmico classe II, Vasodilatador coronariano, Antitremor, Antienxaqueca) Nome comercial: AYERST, PROPRANOLOL, CLORIDRATO DE PROPRANOLOL, INDERAL, PRONOL, PROPACOR, PROPRANOLOL, REBATEN LA, SANPRONOL, UNI PROPRALOL. Apresentações: comprimido; Capsulas. Administração: VO. Indicações: Angina pectoris. Hipertensão. Arritmias. Profilaxia do infarto do miocárdio. Cardiomiopatia hipertrófica. Terapia adjuntiva de feocromocitoma. Profilaxia da cefaleia vascular. Controle de tremores. Contraindicações e precauções: ICC descompensada. Edema pulmonar. Choque cardiogênico. Bradicardia. Bloqueio cardíaco. Use cuidadosamente nos casos de prejuízo renal ou hepático, doença pulmonar (inclusive asma), diabetes mellitus (pode mascarar sinais de hipoglicemia), tirotoxicose (pode mascarar sintomas) e em pacientes com historia de reações alérgicas graves (possível aumento na intensidade das reações) ou geriátricos (maior suscetibilidade aos bloqueadores beta-adrenérgicos; recomenda-se reduzir a dose inicial). Gestação, lactação ou crianças: segurança ainda não estabelecida (a droga atravessa a barreira placentária e pode 129 causar bradicardia, hipotensão, hipoglicemia ou depressão respiratória fetal/neonatal). Reações Adversas: CV: arritmias, bradicardia, ICC, edema pulmonar, hipotensão postural, vasoconstrição periférica. Dermatológicas: prurido, rash. Endócrinas: hiperglicemia, hipoglicemia (principalmente em crianças), impotência, diminuição da libido. GI: constipação, diarreia, náusea. Musculoesqueléticas: artralgia, dor nas costas, cãibras musculares. Neurológica: parestesia. Oftalmológicas: visão turva, mucosa ocular seca. Otorrinolaringológica: congestão nasal. Respiratórias: broncoespasmo, dispneia. SNC: fadiga, fraqueza, ansiedade, tontura, sonolência, insônia, perda de memória, depressão mental, mudanças no estado mental, nervosismo, pesadelos. Interações: AINEs: possível diminuição da ação anti- hipertensiva. Anestésicos gerais, fenitoína (IV) e verapamil: possível depressão do miocárdio aditiva. Anfetaminas, cocaína, efedrina, epinefrina, fenilefrina, norepinefrina ou pseudoefedrina: possível estimulo alfa adrenérgico sem controle (hipertensão excessiva, bradicardia). Anti- hipertensivos (outros), álcool (uso agudo) ou nitratos: hipotensão aditiva. Broncodilatadores beta-adrenérgicos e 130 teofilina: possível diminuição da efetividade dessas drogas. Cimetidina: possível aumento da toxicidade de labetalol, timolol ou propranolol. Dopamina ou dobutamina: possível diminuição dos efeitos CV benéficos. Glicosídeos digitálicos: possível bradicardia aditiva. Hipoglicêmicos orais ou insulina: possível alteração da efetividade dessas drogas (podem ser necessários ajustes de dosagem). IMAOs: possível hipertensão (recomenda-se usar com extrema cautela após 14 dias da administração dessas drogas). Preparações tiroidianas: possível diminuição da efetividade. Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a tomar a medicação conforme recomendado e não interromper o tratamento, sem o conhecimento do médico, ainda que melhore. O uso da medicação não deve ser suspenso subitamente ou sem o conhecimento do médico. Informe ao paciente os sintomas relacionados à suspensão súbita do seu uso (desenvolvimento de hipertensão, isquemia do miocárdio e arritmias). Quando necessário, as doses devem ser reduzidas lenta e gradualmente, durante 2 semanas. Anteriormente ao inicio do tratamento, o paciente deverá informar ao médico sobre qualquer medicamento que esteja usando ou pretenda usar (inclusive aqueles obtidos sem prescrição médica, como também se tem ou já teve outros 131 problemas de saúde e reação alérgica a qualquer medicamento). A medicação não deve ser usada em crianças nem durante a gestação ou lactação. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita) ou, ainda, se a paciente estiver amamentando ou planejando amamentar, o médico devera ser comunicado imediatamente. Recomenda-se cautela também nos casos de prejuízo renal ou hepático, doença pulmonar (inclusive asma), diabetes mellitus (pode mascarar sinais de hipoglicemia), tirotoxicose (pode mascarar sintomas) e em pacientes com história de reações alérgicas graves (possível aumento na intensidade das reações) ou geriátricos (maior suscetibilidade aos bloqueadores beta-adrenérgicos; recomenda-se reduzir a dose inicial). Informe ao paciente as reações adversas mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente rash, sangramentos, choro, depressão, dificuldade respiratória, edema nas extremidades, bradicardia, confusão e dor de garganta, como também aquelas incomuns ou intoleráveis, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomende que o paciente mude lentamente de posição para minimizar a hipotensão postural, durante a terapia. 132 Pode causar tontura e sonolência. Recomende que o paciente evite dirigir e outras atividades que requerem um estado de alerta, até que a reposta a medicação seja conhecida. Recomende ao paciente que evite tabagismo (para prevenir diminuições nos níveis séricos e interferências na excreção da droga) e o consumo de álcool, como também o uso de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia, Principalmente nos pacientes diabéticos, monitore: a glicemia (o uso da medicação pode mascarar os sinais de hipoglicemia (sudorese, taquicardia); administre: a medicação no horário, e recomende: a ingestão regular de pequenas porções de alimentos, durante a terapia). Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas. VO: a medicação deve ser administrada com alimentos para minimizaro desconforto GI. IV: dilua em 10 ml de soro glicosado 5% e infunda em 1min; ou dilua em 50ml de soros glicosado 5% ou fisiológico 0,9% e infunda em 10-15min; mantenha-se prontamente disponível equipamento de ressuscitação, no caso de hipotensão. 133 CLORIDRATO DE VANCOMICINA (Antibiótico [glicopeptídeo]) Nome comercial: CELOVAN, CLORIDRATO DE VANCOMICINA, VANCOCID, VANCOCINA, VANCOSON. Apresentações: Pó p/ solução injetável. Administração: Uso IV. Indicações: Tratamento de infecções potencialmente fatais, quando são contraindicados antibacterianos menos tóxicos. Particularmente útil nas infecções estafilocócicas (endocardite, osteomielite, pneumonia e septicemia). Infecções dos tecidos moles em pacientes alérgicos à penicilina ou aos seus derivados ou quando o teste de sensibilidade demonstra resistência a meticilina. Infecções sistêmicas graves. Profilaxia da endocardite em pacientes alérgicos a penicilina. Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. Use cuidadosamente nos casos de insuficiência renal (se CCr= 80ml/min, recomenda-se reduzir a dose), prejuízo auditivo, obstrução ou inflamação intestinal. Gestação e lactação: segurança ainda não estabelecida. Reações Adversas: CV: hipotensão. Dermatológica: rash. GI: náusea, vômito. GU: nefrotoxicidade. Hematológicas: eosinofilia, leucopenia. 134 Local: flebite. Musculoesquelética: dor nas costas e no pescoço. Otorrinolaringológicas: ototoxicidade. Outros: reações de hipersensibilidade (incluindo anafilaxia, calafrios, febre, síndrome do “pescoço vermelho”, superinfecção). Interações: Anestésicos: maior risco de rubor (crianças). Bloqueadores neuromusculares não-despolarizantes: possível aumento do bloqueio neuromuscular. Nefrotóxicos e ototóxicos (outros, incluindo acido acetilsalicílico, aminoglicosídios, ciclosporinas, cisplatina e diuréticos de alça): possível ototoxicidade e nefrotoxicidade aditivas. Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser administrada exatamente conforme o recomendado e o tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento medico, ainda que o paciente alcance melhora. Se 1 dose for esquecida, ela deverá ser administrada tão logo possível, exceto quando no mesmo horário da próxima dose. As doses esquecidas não devem ser dobradas. A medicação não deve ser usada durante a gestação e a lactação. Recomende a paciente o emprego de um método contraceptivo seguro e adequado, durante a terapia. Informe ao paciente as reações adversas mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente 135 reações de hipersensibilidade, zumbido, tontura ou perda da audição, como também se não for observado qualquer melhora dos sintomas em poucos dias, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomende principalmente aos pacientes com história de doença cardíaca reumática ou substituição de válvula, o uso profilático de antimicrobianos anteriormente a realização de procedimentos invasivos dentários ou médicos. Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia. Anteriormente ao inicio da terapia: solicite testes de cultura e sensibilidade; a primeira dose da medicação pode ser administrada, mesmo antes da obtenção desses resultados. Antes do início da terapia, avalie: sinais de infecção (sinais vitais, feridas, saliva, urina, fezes, leucócitos). Durante a terapia avalie: sinais de superinfecção (língua saburrosa, prurido ou descarga vaginal, diarreia ou fezes fétidas) e, diante qualquer um desses sinais, suspenda o uso da medicação e comunique imediatamente o médico; principalmente em pacientes com disfunção renal ou naqueles > 60 anos de idade, avalie, por meio de audiometria e dos níveis séricos de vancomicina, a função do oitavo nervo craniano (o pronto reconhecimento e a intervenção imediata são essenciais para prevenir danos permanentes). 136 Diariamente monitore: o balanço hídrico e o peso (urina turva ou rosa pode ser um indicativo de nefrotoxicidade). Colite pseudomembranosa: durante a terapia, avalie a função intestinal (frequência e consistência das evacuações, presença de sangue nas fezes). Exames laboratoriais: periodicamente durante a terapia, monitore: albumina ou células na urina ou diminuição na densidade especifica; a contagem sanguínea; e a função renal (pode causar aumentos nos níveis de BUN). Superdosagem e Toxicidade: níveis séricos máximos de vancomicina – 25mcg/ml; concentrações máximas – 5- 10mcg/ml. Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas. IV: observe rigorosamente o local de infusão; o extravasamento da droga pode causar irritação, dor e necrose do tecido; alterne os locais de infusão; durante a infusão, monitore a PA do paciente. 137 CLORIDRATO DE VERAPAMIL (Antiarrítmico, Hipotensor arterial [bloqueador dos canais de cálcio]) Nome comercial: CLORIDRATO DE VERAPAMIL, DILACORON, VASOTON, VERAVAL. Apresentações: comprimido; Ampolas de solução injetável; Cápsulas. Administração: VO e IV. Indicações: Controle de hipertensão, angina pectoris e/ou vasoespástica (Prinzmetal). Controle de arritmias supraventriculares e de frequências ventriculares rápidas em flutter de cardiomiopatias. Pacientes com distúrbios ventriculares, prejuízo hepático ou geriátricos. Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. Síndrome de nódulo sinusal. Bloqueio AV de 2º ou 3º grau (exceto nos casos de marca-passo artificial). PA < 90mmHg. ICC. Disfunção ventricular grave ou choque cardiogênico (exceto quando associado com taquiarritmias supraventriculares). Terapia IV concomitante de bloqueadores beta-adrenérgicos. Use cuidadosamente nos casos de prejuízo hepático grave (recomenda-se reduzir a dose), historia de arritmias ventriculares graves ou ICC e em pacientes geriátricos (recomenda-se reduzir a dose ou infundir mais lentamente; 138 maior risco de hipotensão). Gestação ou lactação: segurança ainda não estabelecida. Reações Adversas: CV: arritmias, ICC, bradicardia, dor no peito, hipotensão, palpitações, edema periférico, sincope, taquicardia. Dermatológicas: dermatite, eritema multiforme, rubor, sudorese, fotossensibilidade, prurido/urticária, rash. Endócrinas: ginecomastia, hiperglicemia. Ex. laboratoriais: alterações nas provas de função hepática. GI: constipação, diarreia, boca seca, disgeusia, dispepsia, náusea, vômito. GU: disúria, noctúria, poliúria, disfunção sexual, frequência urinária. Hematológicas: anemia, leucopenia, trombocitopenia. Metabólica: aumento de peso. Musculoesqueléticas: rigidez nas articulações, cãibras musculares. Neurológicas: parestesia, tremor. Oftalmológica: visão borrada. Otorrinolaringológicas: distúrbio de equilíbrio, zumbido. Respiratórias: tosse, dispneia, encurtamento da respiração, epistaxe. SNC: anorexia, sonhos estranhos, ansiedade, confusão, tontura, sonolência, cefaleia, nervosismo, distúrbios psiquiátricos, fraqueza. Outras: síndrome de Stevens-Johnson, hiperplasia gengival. 139 Interações: AINEs: possível diminuição dos efeitos anti- hipertensivos. Álcool (ingestão aguda), anti-hipertensivos (outros), fentanila, nitrato ou quinidina: possível hipotensão aditiva. Bloqueadores beta-adrenérgicos, digoxina, disopiramida ou fenitoína: possível desenvolvimento de bradicardia, defeitos de condução ou ICC. Bloqueadoresneuromusculares não-despolarizantes: aumento dos efeitos paralisantes musculares. Cálcio e vitamina D: possível diminuição da efetividade. Carbamazepina, ciclosporinas, prazosina ou quinidina: possível diminuição do metabolismo e maior risco de toxicidade. Digoxina: possível aumento dos níveis sanguíneos dessa droga. Lítio: possível alteração dos níveis sanguíneos dessa droga. Rifampicina: possível diminuição da efetividade dessa droga. Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a tomar a medicação conforme recomendado e não interromper o tratamento, sem o conhecimento do médico, ainda que melhore. Se 1 dose for esquecida, ela deverá ser administrada tão logo possível, exceto quando no mesmo horário da próxima dose. As doses esquecidas não devem ser dobradas. O uso da medicação não deve ser suspenso subitamente. As doses devem ser reduzidas lenta e gradualmente, durante a terapia. 140 A medicação não deve ser usada durante a gestação e a lactação. Recomende a paciente o emprego de um método contraceptivo seguro e adequado, durante a terapia. Informe ao paciente as reações adversas mais frequentes relacionadas ao uso da medicação e que, diante da ocorrência de qualquer uma delas, principalmente batimentos cardíacos irregulares, dispneia, edemas (mãos e pés), tontura, náusea, constipação ou hipotensão pronunciadas e intensas ou cefaleia severa ou persistente, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Instrua o paciente sobre a técnica correta para verificar o pulso e que, diante pulso <50bpm, comunique imediatamente o médico. Recomende que o paciente mude lentamente de posição para minimizar a hipotensão postural, durante a terapia. Recomende ao paciente a manutenção frequente de uma boa higiene oral e consultas periódicas e regulares ao dentista para prevenir sangramento e hiperplasia gengivais. Recomende ao paciente o uso de protetores solares e de roupas adequadas para prevenir as reações de fotossensibilidade, durante a terapia. Pode causar tontura ou sonolência. Recomende que o paciente evite dirigir e outras atividades que requerem estado de alerta, até que as resposta a medicação seja conhecida. 141 Recomende ao paciente que evite o consumo de álcool e o uso concomitante de qualquer outra droga ou medicação, principalmente para resfriados, sem o conhecimento do médico, durante a terapia. Antes e frequentemente durante a administração, monitore: a PA e o pulso; o ECG e, diante bradicardia ou hipotensão prolongada, comunique imediatamente ao medico; mantenha prontamente disponíveis equipamentos de emergência e os medicamentos necessários. Angina: avalie o local, a duração, a intensidade e os fatores de precipitação da dor; o paciente sob terapia concomitante de nitrato ou betabloqueadores, deverá continuar recebendo ambos os medicamento, exatamente conforme recomendado, e usar nitroglicerina (SL), conforme necessário, o paciente deverá discutir como médico as restrições de exercícios e esforço. Hipertensão: informe ao paciente que a medicação controla, mas não cura a hipertensão; recomende ao paciente o emprego de medidas adicionais para o controle da hipertensão (redução de peso, dieta hipossódica, abandono do tabagismo, consumo moderado de álcool, prática regular de exercícios moderados e controle do estresse); instrua o paciente e seus familiares sobre a técnica correta para monitorar a PA (pelo menos, 1 vez por semana) e que as 142 alterações significativas sejam comunicadas imediatamente ao médico. Exames laboratoriais: as concentrações totais de cálcio sérico não são afetadas pelos bloqueadores dos canais de cálcio; periodicamente durante a terapia, monitore: o potássio sérico (a hipocalemia aumenta o risco de arritmias e deve ser corrigida); durante terapias prolongadas, monitore: periodicamente as funções renais e hepáticas; após vários dias de terapia, pode haver aumento das enzimas hepáticas, mas geralmente retornam ao normal com a descontinuação da medicação. VO: as capsulas e os comprimidos não devem ser abertos, macerados ou mastigados, ele devem ser ingeridos inteiros e, preferencialmente, com alimentos ou leite para minimizar a irritação gástrica. IV: após a administração, o paciente deverá permanecer em repouso, durante, pelo menos, 1h para minimizar os efeitos hipotensivos; IV direta: não é necessário diluir, administre além de 2min (dose única); em pacientes idosos, administre além de 3min. 143 CLORPROPAMIDA (Antidiabético [sulfoniluréia]) Nome comercial: CLORPROPAMIDA, DIABENCONTROL, DIABINESE. Apresentação: comprimido. Administração: VO. Indicações: Em associação com a dieta para redução da glicemia em pacientes com diabetes mellitus não- insulinodependente (DMNID, tipo II). Contraindicações: Hipersensibilidade. Diabetes insulinodependente tipo I ou diabetes controlado por dieta. Acidose diabética. Disfunção hepática, renal ou da tireoide. Uremia. Glicosúria. Gestação ou lactação. Reações Adversas: Dermatológicas: rash, prurido, rubor, fotossensibilidade, urticária. Endócrinas: hipoglicemia. GI: náusea, vômito. Hematológicas: leucopenia, trombocitopenia, anemia. Outra: febre. Interações: Betabloqueadores: recomenda-se usar com cautela. Clorafenicol, IMAOs, salicilatos e sulfonamidas: aumento da atividade hipoglicêmica. Corticosteroides, diuréticos e rifampicina: diminuição da resposta hipoglicêmica. 144 Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a tomar a medicação, exatamente conforme o recomendado, e a não interromper o tratamento, sem o conhecimento do médico. Informe o paciente o objetivo da medicação para facilitar tanto a compreensão do seu diagnóstico como a sua colaboração no tratamento. A medicação ajuda a controlar os sintomas, mas não cura o diabetes, que requer tratamento por toda a vida. A medicação não deve ser usada durante a gestação e a lactação. Recomende a paciente o emprego de métodos contraceptivos seguros e adequados, durante a terapia. Informe ao paciente as reações adversas mais frequentes relacionadas ao uso da medicação e que, durante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente hipoglicemia, o médico devera ser comunicado imediatamente. Os pacientes idosos são mais suscetíveis ao desenvolvimento de reações adversas. Instrua o paciente sobre a sua doença, a importância de seguir os regimes terapêuticos e alimentares recomendados, as medidas para prevenção de infecções, os sinais e sintomas de hiperglicemia (sede severa, boca seca, pele seca e diurese frequente) e de hipoglicemia (fome intensa, sudorese, tremor, agitação, irritabilidade, cefaleia, distúrbios do sono, depressão do humor e distúrbios neurológicos transitórios [alterações da 145 fala, ou da visão e sensação de paralisia]) e o que fazer diante dessa ocorrência. A medicação não substitui as restrições alimentares e todos os alimentos recomendados devem ser ingeridos para prevenir hipoglicemia. Recomende ao paciente, quando possível, o acompanhamento de um nutricionista, como também a perda de peso, prática regular de exercícios físicos, uma boa higiene pessoal, o uso de sapatos confortáveis para não machucar os pés e que evite o consumo de álcool. Na presença de hipoglicemia, recomende que o paciente tome um copo de suco de laranja ou 2-3 colheres de chá de açúcar, mel ou melado dissolvido em água e que comunique ao medico esta ocorrência. Aconselhe o paciente a dispor sempre prontamente de alguma formade açúcar (balas, doces) e de um cartão de identificação com a descrição completa de todo o processo de sua doença e o esquema de medicação. Instrua o paciente sobre a técnica correta de automonitoração glicêmica e de cetonas. Durante os períodos de estresse, tensão ou enfermidades, esses testes devem ser rigorosamente controlados e, diante quaisquer alterações significativas, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomende ao paciente a utilização de testes domésticos para controle da glicemia (fitas que mudam de cor, de acordo com a dosagem) e a dispor sempre de um kit 146 de emergência. É mandatória a realização periódica dos testes da função hepática. Recomende que o paciente informe ao médico o esquema de medicação anterior ao tratamento ou a cirurgia. Pode ocasionalmente causar tontura. Recomende que o paciente evite dirigir e outras atividades que requerem estado de alerta, até que a resposta à medicação seja conhecida. Recomende ao paciente que evite o consumo de álcool, como também o uso de qualquer outra droga, sem o conhecimento do médico, durante a terapia. Enfatize para o paciente a importância da realização dos exames de acompanhamento para a efetividade do tratamento e monitorar os efeitos colaterais da droga. Durante a terapia, avalie: os níveis de fosfatase alcalina e, diante aumento, o uso da medicação deverá ser suspenso; sinais de insuficiência renal e, na presença de disúria, anúria, ou hematúria, comunique imediatamente ao médico. VO: a medicação deve ser administrada antes do café da manhã; a dose poderá ser dividida em 2 tomadas (antes do café da manhã e do jantar) para prevenir transtornos no GI. 147 DEXAMETASONA (Corticosteroide [glicocorticoide]) Nome comercial: DECADRON, DEFLAREN DEXADEN, DEXAMETASONA, DEAMEX, DEXASONA. Apresentações: Comprimido; Solução injetável. Administração: VO, IM, IV e tópico (dermatológico e oftálmico). Indicações: Doenças crônicas, geralmente, não-fatais (distúrbios endócrinos e afecções reumáticas crônicas, estados edematosos, doenças respiratórias e GI), algumas doenças dermatológicas e hematológicas. Doenças crônicas potencialmente fatais (lúpus eritematoso sistêmico, pênfigo, sarcoidose sintomática). Doenças agudas não-fatais (estados alérgicos, doenças oftálmicas e afecções reumáticas agudas e subagudas). Doenças agudas potencialmente fatais (cardite aguda reumática, crise de lúpus eritematoso sistêmico, reações alérgicas graves, pênfigo, neoplasias). Terapêutica maciça em certas afecções (leucemia aguda, síndrome nefrótica e pênfigo). Síndrome adrenogenital. Edema cerebral. Meningite bacteriana. Afecções alérgicas, inflamações, eczemas, dermatites seborreicas, neurodermites e pruridos. Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. Tuberculose pulmonar. Viroses em geral. Infecções fúngicas sistêmicas, bacterianas ou virais não-controladas por agente 148 anti-infeccioso (exceto quando há risco de vida). Infestações por estrongiloidíase ou amebíase. Diabetes mellitus. Psicose. Períodos pós-operatórios imediatos. Hipertensão arterial. ICC. Insuficiência hepática ou renal. Doença de Cushin. Diverticulite. Esofagite. Gastrite. Ulcera péptica. Herpes simples ocular. Glaucoma de angulo aberto. Lactação (principalmente em terapias de doses altas). Use cuidadosamente nos casos de amebíase latente (recomenda- se o tratamento dessa parasitose anteriormente ao inicio da terapia). Gestação: recomenda-se usar somente se os benefícios potenciais justificarem os riscos potenciais de seu uso para mãe e o feto. Reações Adversas: CV: ICC (pacientes suscetíveis), hipertensão, tromboembolismo. Dermatológicas: prejuízo na cicatrização de ferimentos, pele fina e frágil, eritema, hipersudorese, dermatite alérgica, urticária, edema angioneurótico, petéquias. Endócrinas: irregularidades no ciclo menstrual, desenvolvimento de estado de cushingóide, supressão do crescimento (em crianças), refratariedade secundaria adrenocortical e hipofisária (principalmente por estresse – trauma, cirurgia ou doenças), diminuição da tolerância aos carboidratos, manifestações de diabetes mellitus latente, aumento das necessidades de insulina ou dos hipoglicemiantes orais (pacientes diabéticos). 149 Ex. laboratoriais: balanço de nitrogênio negativo (devido ao catabolismo proteico), possível supressão das reações aos testes cutâneos. GI: náusea, úlcera péptica (possível perfuração hemorrágica), perfuração de intestinos grosso e delgado (principalmente em pacientes com doença intestinal inflamatória), pancreatite, distensão abdominal, esofagite ulcerativa. Hematológica: equimose. Hidroeletrolíticas: retenção de sódio e líquido, perda de potássio, alcalose hipocalêmica. Locais: ardor, dor, formigamento e reações alérgicas (tópico). Metabólicas: aumentos de peso e apetite. Musculoesqueléticas: fraqueza muscular, miopatia esteroide, perda de massa muscular, osteoporose, fraturas (por compressão vertebral), necrose asséptica (cabeças do fêmur e do úmero), fratura patológica (ossos longos), ruptura do tendão, lesões em tecidos articulares (tópico). Oftalmológicas: catarata subcapsular posterior, aumento da PIO, glaucoma, exoftalmia. SNC: convulsão, aumento da pressão intracraniana com papiledema (pseudotumor cerebral, geralmente após o tratamento), vertigem, cefaleia. Outras: reações de hipersensibilidade, mal estar. Interações: Acido Fólico: possível aumento nas exigências dessa droga (terapias prolongadas). 150 Álcool ou AINEs: maior risco de ulceras ou hemorragias GI. Alimentos ou medicamentos que contêm sódio: possível edema e aumento da PA. Antiácidos ou colestiramina: possível diminuição do efeito farmacológico da dexametasona. Bloqueadores neuromusculares não-despolarizantes: possível intensificação na ação dessas drogas. Contraceptivos orais (com estrogênios) ou estrogênios: possível alteração na sua biotransformação e na ligação as proteínas, resultando em diminuição da depuração e aumento da meia-vida de eliminação. Diuréticos: possível diminuição tanto dos efeitos dessa droga como da dexametasona. Hormônios tiroidianos: pode ser necessário ajustar dose de dexametasona. Imunossupressores (outros): possível maior risco de infecções e desenvolvimento de linfomas ou outros supressores de dexametasona. Isoniazida: possível aumento na biotransformação hepática e/ou excreção dessa droga. Paracetamol: maior risco de hepatotoxicidade. Salicilatos: possível aumento na excreção dessas drogas. Suplementos de potássio: possível diminuição dos efeitos dessas drogas. 151 Vacinas de vírus atenuados ou outras imunizações: possível potencialização da replicação do vírus da vacina; maior risco de desenvolvimento da doença viral e/ou menor capacidade de formação de anticorpos. Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser administrada exatamente conforme o recomendado e o tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento do médico, ainda que paciente alcance melhora. Se uma dose for esquecida, ela deverá ser administrada tão logo possível, exceto quando no mesmo horário da próxima dose. O uso da medicação não deve ser suspenso subitamente, principalmente após terapias prolongadas. As doses devem ser reduzidas lenta e gradualmente, durante o tratamento. Informe ao paciente o objetivo da medicação para facilitar tanto a compreensão do seu diagnóstico como a sua colaboração no tratamento. Durante a gestação ou lactação, a medicaçãosomente deverá ser usada quando os benefícios superarem os riscos potenciais de seu uso. Recomende a paciente o emprego de métodos contraceptivos seguros e adequados, durante a terapia. Informe ao paciente as reações adversas mais frequentes relacionadas ao uso da medicação e que, diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente sinais de insuficiência adrenal (fadiga, fraqueza muscular, dores nas articulações, febre, anorexia, náusea, dispneia, tontura) o médico deverá 152 ser comunicado imediatamente. O uso da medicação também pode mascarar infecções e amebíase. Recomende ao paciente principalmente aquele sob terapia prolongada, que consulte periodicamente um oftalmologista. Durante o tratamento, o paciente não deverá receber qualquer forma de imunização, sem o conhecimento do médico. Os pacientes idosos são mais suscetíveis à osteoporose. Recomende a prática regular de exercícios e o uso de vitamina D ou cálcio, conforme prescrição médica. Recomende ao paciente que evite o consumo de álcool e o uso concomitante de analgésicos AINEs, como também de qualquer outra droga ou medicação sem conhecimento do médico, durante a terapia. Durante a terapia, monitore: o peso; a PA; os eletrólitos; o nível de glicose no sangue (principalmente em pacientes diabéticos que podem requerer aumento da dose de insulina); avalie: sinais de hipocalemia (relacionados ao uso de diuréticos e de anfotericina B); sinais de depressão e episódios psicóticos (principalmente em regimes de doses altas). Exames laboratoriais: em terapias crônicas, os testes de função adrenal devem ser realizados periodicamente para a avaliação do grau de supressão do eixo hipotálamo-pituitária- adrenal (HPA); as crianças e os pacientes sob uso de doses 153 mais altas do que as recomendadas, são mais suscetíveis ao desenvolvimento de supressão do eixo HPA. VO: a medicação deve ser administrada pela manhã para obtenção de um melhor resultado e redução da toxicidade; a medicação deve ser administrada com alimentos. Tópico: recomenda-se cautela no uso de curativos oclusivos, fraldas e sob áreas cobertas devido ao aumento de sua absorção; deve-se evitar o uso prolongado próximo dos olhos e das áreas genital e retal. IM: administre profundamente no músculo glúteo; alterne os locais de aplicação para evitar atrofia muscular. SC: o uso por esta via não é recomendado, devido ao risco de atrofia e abscesso. 154 DIAZEPAM (Sedativo-hipnótico) Nome comercial: DIAZEPAM, DIENPAX, KIATRIUM, UNI DIAZEPAX, VALIUM. Apresentações: comprimido; Ampolas de solução injetável. Administração: VO, IM e IV. Indicações: Ansiedade, agitação, sedação, espasmo muscular e crise convulsiva. Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. Psicose. Glaucoma de ângulo estreito. Coma. Intoxicação por álcool. Miastenia gravis. Gestação ou lactação. Use cuidadosamente nos casos de disfunção hepática ou renal e em pacientes idosos ou debilitados. Reações Adversas: CV: colapso cardiovascular, hipotensão transitória, bradicardia, taquicardia, hipertensão, palpitações, edema. Dermatológicas: urticaria, prurido, rash, dermatite, diaforese. Endócrina: ginecomastia. Ex. laboratoriais: elevação das enzimas LDH, TGO e TGP e da fosfatase alcalina. GI: náusea, vômito, desconforto abdominal, diarreia, constipação, dificuldade de deglutição. GU: retenção ou incontinência urinaria. 155 Hematológicas: diminuição do hematócrito, discrasias sanguíneas. Hepática: disfunção hepática. Locais: flebite, tromboflebite (IV); dor, queimação, vermelhidão (IM). Musculoesquelética: distúrbios musculares. Oftalmológicas: distúrbios visuais, diplopia, visão turva, nistagmo. Otorrinolaringológicas: distúrbios auditivos, congestão nasal. Respiratória: depressão respiratória. SNC: sonolência, sedação, depressão, letargia apatia, fadiga, desorientação, inquietação, confusão, choro, delírio, cefaleia, disartria, estupor, rigidez, tremor, distonia, euforia, nervosismo, dificuldade de concentração, retardo psicomotor, reações extrapiramidais, parestesia. Outras: soluço, febre. Interações: Cimetidina: aumento da sedação. Depressores do SNC: aumento do efeito depressivo no SNC (recomenda-se evitar o uso concomitante). Digoxina: maior risco de intoxicação digitálica devido ao aumento do nível sanguíneo da digoxina. Fenobarbital: aumento do efeito de ambas as drogas (recomenda-se usar com cautela). Tabagismo (cigarros): aumento da eliminação do benzodiazepínico. Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente o paciente a tomar a medicação conforme recomendado e não interromper o tratamento, sem o conhecimento do medico, ainda que melhore. O uso da medicação não deve ser 156 suspenso subitamente, principalmente após terapias prolongadas, devido ao risco de desenvolvimento de sintomas de abstinência. As doses devem ser reduzidas lenta e gradualmente, durante o tratamento. A medicação não é recomendada para o controle do estresse diário. A medicação não deve ser usada durante a gestação e a lactação. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita) ou, ainda, se a paciente estiver amamentando, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomende a paciente o emprego de métodos contraceptivos seguros e adequados, durante a terapia. Informe ao paciente as reações adversas mais frequentes relacionadas ao uso da medicação e na a ocorrência de qualquer uma, principalmente as incomuns ou intoleráveis, o médico devera ser consultado. Os pacientes idosos são mais suscetíveis ao desenvolvimento de reações adversas. Pode causar sonolência. Recomende que o paciente evite dirigir e outras atividades que requerem estado de alerta, durante a terapia. Recomende ao paciente que evite o tabagismo, o consumo de álcool e o uso concomitante de outros depressores do SNC, como também de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia. Durante a após a administração, monitore: os sinais vitais (a cada 15min); após a administração o paciente deverá 157 permanecer em repouso, durante 3h; quando administrada em ambulatório, não permita que o paciente saia nem dirija veículos; e avalie: diariamente sinais de flebite no local da infusão. Durante terapias prolongadas, monitore: as funções renal, hepática e hematopoiética. Exames laboratoriais: pode causar: elevação das enzimas LDH, TGO e TGP e da fosfatase alcalina. Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante com outras drogas. VO: a medicação deve ser administrada com alimentos para evitar problemas GI. IM: uso não recomendado devido à absorção irregular; lenta e dolorosa; se for realmente necessário administre profundamente no músculo. IV: a medicação não deve ser administrada em veia de fino calibre (dorsos da mão e pulsos); administre lentamente 5mg/min; evite o extravasamento; a droga não deve ser armazenada em seringas de plástico nem misturada com outras substâncias devido à incompatibilidade. 158 DICLOFENACO POTÁSSICO (Anti-inflamatório não-esteroidal) Nome comercial: CATAFLAM, DICLOFENACO POTÁSSICO, DICLONIL, LISOPAN, REUMADIL, VOLTRIX. Apresentações: Comprimido; Frascos de solução oral (gotas); Ampolas de solução injetável. Administração: VO e IM. Indicações: Tratamento, em curto prazo, de estados dolorosos inflamatórios pós-traumáticos, inflamação e tumefação (entorses), dor, tumefação e inflamação no pós-operatório(cirurgias ortopédicas ou odontológicas) e cólica renal ou biliar. Tratamento da dismenorreia primaria. Crises iminentes de enxaqueca. Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. Discrasias sanguíneas. Depressão da medula óssea. Porfiria aguda. Ulcera gástrica ou intestinal. Proctite (uso retal). Sintomas de pólipos nasais associados com broncoespasmo ou angioedema. Pacientes nos quais as crises de asma, reações cutâneas ou rinites são precipitadas pelo uso de acido acetilsalicílico ou outras drogas com ação inibidora da síntese de prostaglandinas. Gestação ou lactação. Crianças > 1 ano. Use com extrema cautela nos casos de historia de ulcera gástrica ou intestinal, distúrbios do GI, colite ulcerativa doença de Crohn, insuficiência hepática grave, porfiria hepática, 159 insuficiência cardíaca ou renal, distúrbios hemostáticos e em pacientes idosos, sob tratamento com diuréticos ou naqueles em recuperação de grandes cirurgias. Reações Adversas: CV: palpitações, dor torácica, ICC, taquicardia, hipertensão. Dermatológicas: fotossensibilidade, rash, ou erupções cutâneas, papulosas ou bolhosas, dermatite, síndromes de Stevens-Johnson e de Lyell, eczema, eritema multiforme, alopecia, purpura. Ex. laboratoriais: elevação dos níveis séricos das enzimas aminotransferases. GI: episgastralgia, náusea, vômito, constipação ou diarreia, indigestão, dores e cólicas abdominais, ulcera péptica (com/sem sangramento e/ou perfuração), dispepsia, flatulência, estomatite, disgeusia, boca seca, colite e exacerbação de colite ulcerativa, hematêmese, melena, distúrbios do intestino grosso, estomatite aftosa, glossite. GU: insuficiência renal aguda, nefrite intersticial, oligúria, síndrome nefrótica, necrose papilar, hematúria, proteinúria. Hematológicas: leucopenia, agranulocitose, trombocitopenia, anemia (aplástica ou hemolítica). Hepáticas: hepatite grave, icterícia. Locais: edema, dor (IM). Metabólica: retenção hídrica. Oftalmológicas: visão borrada, diplopia. Otorrinolaringológicas: zumbido, distúrbios auditivos. 160 SNC: anorexia, cefaleia, tontura, vertigem, insônia, sonolência, agitação, convulsão, necrose papilar, irritabilidade, parestesia, distúrbios da memória, desorientação, depressão, ansiedade, pesadelo, tremor, reações psicóticas, reações de hipersensibilidade (angiodema, broncospasmoedemia de laringe, asma, reações anafiláticas sistêmicas ou anafilactóides, hipotensão). Interações: AINEs sistêmicos: possível aumento na frequência de reações adversas. Anti-hipertensivos ou diuréticos: possível diminuição dos efeitos dessas drogas. Antibacterianos quinolônicos: convulsões (relatos isolados). Anticoagulantes: maior risco de hemorragias (alguns relatos). Antidiabéticos: efeitos hipo e hiperglicemiantes (casos isolados; recomenda-se adaptação da dose dos antidiabéticos). Ciclosporina: possível aumento da nefrotoxicidade dessa droga, devido aos efeitos dos AINEs sobre as prostaglandinas renais. Digoxina e lítio: possível aumento nas concentrações plasmáticas dessas drogas. Diuréticos poupadores de potássio: possível aumento nos níveis séricos de potássio. Metotrexato: possíveis aumentos dos níveis séricos dessa droga e sua toxicidade (mediante administração de AINEs, 161 menos de 24h após ou antes do tratamento com metotrexato). Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser administrada exatamente conforme o recomendado e o tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento médico, ainda que o paciente alcance melhora. Se 1 dose for esquecida, ela deverá ser administrada dentro de 1-2h (somente em esquemas 1 ou 2 vezes por dia). As doses esquecidas não devem ser dobradas. A administração de doses mais altas do que as prescritas não aumenta a eficácia da medicação, mas pode intensificar a ocorrência de efeitos colaterais. No caso de gravidez ou lactação o médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomende a paciente o emprego de métodos contraceptivos seguros e adequados, durante a terapia. Informe ao paciente as reações adversas mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente rash, prurido, distúrbios visuais, zumbido, aumento de peso, edema, fezes escuras, cefaleia persistente ou síndrome tipo influenza (calafrios, febre, dores musculares), o médico deverá ser comunicado imediatamente. Informe também a possível ocorrência de alopecia. Os pacientes asmáticos, com reações alérgicas relacionadas ao uso de acido acetilsalicílico e pólipos 162 nasais, são mais suscetíveis ao desenvolvimento de reações de hipersensibilidade. Recomende que o paciente informe ao médico o esquema de medicação anterior ao tratamento ou a cirurgia. Recomende ao paciente o uso de protetores solares e de mais adequadas para evitar reações de fotossensibilidade, durante a terapia. Pode causar tontura e sonolência. Recomende que o paciente evite dirigir e outras atividades que requerem estado de alerta, até que a resposta à medicação seja conhecida. Recomende ao paciente que evite o consumo de álcool ou de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia. Artrite: avalie a dor; antes e periodicamente durante a terapia, relate o tipo, a localização, a intensidade e as limitações de movimento. Dismenorreia: administre o mais cedo possível, após o inicio da menstruação; o tratamento profilático não tem demonstrado ser efetivo. Dor: avalie a dor e a limitação de movimento; anteriormente e 30-60min após a administração, relate o tipo, a localização e a intensidade. Exames laboratoriais: o diclofenaco tem efeito mínimo no tempo de sangramento e na agregação plaquetária; pode causar diminuições em hemoglobina, hematócrito, leucócito e 163 na contagem de plaquetas; nas primeiras 8 semanas de tratamento e, periodicamente, durante seu curso, monitore os testes de função hepática; pode causar aumentos nas concentrações séricas de fosfatase alcalina, LDH, TGO e TGP; monitore BUN, creatinina sérica e eletrólitos; VO: a medicação deve ser administrada com um copo cheio de água; o paciente deve permanecer de pé, durante 15-30min, após a administração; administre durante ou após as refeições ou com um antiácido (alumínio ou magnésio) para minimizar a irritação gástrica; as primeiras 2 doses podem ser administradas com o estômago vazio para possibilitar um efeito mais rápido; os comprimidos não devem ser macerados ou mastigados. 164 DICLOFENACO SÓDICO (Anti-inflamatório não-esteróide [AINE]) Nome Comercial: ARTREN/VOLTAREN. Apresentações: Artren: Cápsula gelatinosa dura com microgrânulos. Voltarem: comprimido, solução injetável. Farmacocinética: Usos VO, IM, retal e tópico (dermatológico). Indicações e Posologia: Artrite reumatoide (inclusive na forma juvenil), espondilite anquilosante, osteoartrose e espondilartrites; Síndromes dolorosas da coluna vertebral. Reumatismo não articular; Crises agudas de gota; Inflamações pós-traumáticas e pós-operatórias dolorosas e edema (após cirurgia dentária ou ortopédica); Cólicas renal e biliar; Como coadjuvante no tratamento de processos infecciosos acompanhados de dor e inflamação no ouvido, nariz ou garganta (farindoamigdalites e otites). Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. Úlcera gástrica ou intestinal. Gastrite. Duodenite. Porfiria aguda. Insuficiências cardíaca, hepática ou renal graves. Proctite (uso retal).Discrasias sanguíneas. Diástase hemorrágica (trombocitopenia, distúrbios da coagulação sanguínea). Pacientes nos quais as crises de asma, rinite aguda ou urticária, discrasias sanguíneas, trombocitopenia e distúrbios da coagulação sanguínea são precipitadas pelo 165 uso de ácido acetilsalicílico ou de outras drogas com ação inibidora da síntese de prostaglandinas. Gestação ou lactação. Crianças < 14 anos (comprimidos, injetável e supositórios). Use cuidadosamente nos casos de distúrbios GI, história de úlcera gástrica ou intestinal, colite ulcerativa ou de doença de Crohn e em pacientes com distúrbios da função hepática. Uso com extrema cautela nos casos de porfiria hepática. Use com extrema cautela nos casos de porfiria hepática. Insuficiência cardíaca ou renal, em pacientes idosos, sob tratamento com diuréticos e naqueles em recuperação de grandes cirurgias. Reações Adversas: Dermatológica: rash. Ex. laboratoriais: elevação dos níveis séricos das enzimas aminotransferases. GI: epigastralgia, náusea, vômito, diarreia, cólicas abdominais, dispepsia, flatulência. Locais: dor, induração (IM); irritação (retal); prurido, eritema, dermatite (tópico). SNC: anorexia, cefaleia, tontura, vertigem. Interações: AINEs sistêmicos: possível aumento na frequência de reações adversas. Anti-hipertensivos ou diuréticos: possível diminuição dos efeitos dessas drogas. Antibacterianos quinolônicos: convulsões (relados isolados) 166 Anticoagulantes: maior risco de hemorragias (alguns relatos). Antidiabéticos: efeito hipo e hiperglicemiantes (casos isolados; recomenda-se adaptação da dose dos antidiabéticos). Ciclosporina: possível aumento da nefrotoxicidade dessa droga, devido aos efeitos dos AINEs sobre as prostaglandinas renais. Digoxina e lítio: possível aumento nas concentrações plasmáticas dessas drogas. Metotrexato: possíveis aumentos dos níveis séricos dessa droga e de sua toxicidade (mediante administração de AINEs menos de 24h após ou antes do tratamento com metotrexato). Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser administrada exatamente conforme recomendado e o tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento do médico, ainda que o paciente alcance melhora. Se 1 dose for esquecida, ela deverá ser administrada dentro de 1-2h (somente em esquemas de 1 ou 2 vezes por dia). As doses esquecidas não devem ser dobradas. A administração de doses mais altas do que as prescritas não aumenta a eficácia da medicação, mas pode intensificar a ocorrência de efeitos colaterais. 167 A medicação não deve ser usada durante a gestação ou lactação. Recomende à paciente emprego de métodos contraceptivos seguros e adequados, durante a terapia. Informe ao paciente as reações adversas mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente rash, prurido, distúrbios visuais, zumbido, aumento de peso, edema, fezes escuras, cefaleia persistente ou síndrome tipo influenza (calafrios, febre, dores musculares), o médico deverá ser comunicado imediatamente. Os pacientes asmáticos, com reações alérgicas relacionadas ao uso do ácido acetilsalicílico e pólipos nasais, são mais suscetíveis ao desenvolvimento de reações de hipersensibilidade. Recomende que o paciente informe ao médico o esquema de medicação anterior ao tratamento ou á cirurgia. Recomende ao paciente o uso de protetores solares e de roupas mais adequadas para evitar reações de fotossensibilidade, durante a terapia. Pode causar tontura e sonolência. Recomende que o paciente evite dirigir e outras atividades que requerem estado de alerta, até que a resposta á medicação seja conhecida. 168 Recomende ao paciente que evite o consumo de álcool e de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia. Artrite: avalie a dor; antes e periodicamente durante a terapia, relate o tipo, a localização, a intensidade e a limitação do movimento. Dismenorréia: administre o mais cedo possível, após o início da menstruação, o tratamento profilático não tem demonstrado ser efetivo. Dor: avalie a dor e a limitação de movimento: anteriormente a 30-60min. após a administração, relate o tipo, a localização e a intensidade. Exames laboratoriais: o diclofenaco tem efeito mínimo no tempo de sangramento e na agregação plaquetária; pode causar diminuições em hemoglobina, hematócrito, leucócitos e na contagem de plaquetas; nas primeiras 8 semanas de tratamento e, periodicamente, durante o seu curso, monitore os testes de função hepática; pode causar aumentos nas concentrações séricas de fosfotase alcalina, LDH, TGO e TGP; periodicamente durante a terapia, monitore BUN, creatina sérica e eletrólitos; pode causar aumentos em BUN, creatina sérica e concentrações de eletrólito e diminuição nas concentrações de eletrólitos na urina; pode causar diminuição na concentração sérica e aumento nas concentrações de ácido úrico na urina. 169 Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas. VO: a medicação deve ser administrada com um copo cheio de água; o paciente deve permanecer de pé, durante 15-30min., após a administração; administre durante ou após as refeições ou com um antiácido contendo alumínio ou magnésio para minimizar a irritação gástrica; as primeiras 2 doses podem ser administradas com o estômago vazio para possibilitar um efeito mais rápido; os comprimidos não devem ser macerados ou mastigados. 170 DICLORIDRATO DE CLOROQUINA (Antimalárico) Nome Comercial: CLOROQUINA. Apresentações: Solução injetável. Administração: IM. Indicações: Tratamento supressivo ou de ataques agudos de malária causados por Plasmodium Vivax, Plasmodium malariae, Plasmodium ovale e linhagens suscetíveis à cloroquina de Plasmodium falciparum. Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. Use cuidadosamente nos casos de doença hepática, alcoolismo, psoríase, deficiência de G6PD, depressão da medula óssea, uso concomitante de drogas hepatotóxicas e em crianças (extremamente sensíveis aos efeitos da droga). Gestação: segurança ainda não estabelecida (mas tem sido usada). Reações Adversas: CV: alterações ao ECG, hipotensão. Dermatológicas: alopecia, dermatose, fotossensibilidade, alterações na pigmentação, prurido, erupção cutânea. GI: cólica abdominal, diarreia, desconforto epigástrico, náusea, vômito. GU: descoloração da urina (amarelo-ferrugem ou marrom). Hematológicas: agranulocitose, anemia aplástica, leucopenia, trombocitopenia. 171 Neurológicas: neuromiopatia, neurite periférica. Oftalmológicas: ceratopatia, retinopatia, distúrbios visuais. Otorrinolaringológica: ototoxicidade. SNC: convulsões, anorexia, ansiedade, confusão, tontura, fadiga, cefaleia, irritabilidade, mudanças de personalidade. Interações: Alimentos acidificadores urinários (ameixa, ameixa seca, aves, carne, coco, grãos [pães e cereais], ovos, peixes, queijo): possível aumento da excreção renal e diminuição da sua eficácia. Hepatotóxicos (outros): possível maior risco de hepatotoxicidade. Outras drogas com toxicidade dermatológica: maior risco de toxicidade. Penicilinamina: maior risco de hematotoxicidade. Vacinas antirrábicas humanas: possível diminuição nas titulações dos anticorpos. Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser administrada exatamente conforme recomendado e o tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento do médico,ainda que o paciente alcance melhora. Se 1 dose for esquecida, ela deverá ser administrada tão logo possível, exceto em esquemas de dosagem de mais de 1 vez ao dia, nos quais as doses esquecidas deverão ser tomadas dentro de 1h ou, então, omitidas. As doses esquecidas não deverão ser dobradas. 172 A medicação não deve ser usada durante a gestação ou lactação. Recomende à paciente emprego de métodos contraceptivos seguros e adequados, durante a terapia. Recomenda-se cautela também nos casos de doença hepática, alcoolismo, psoríase, depressão da medula óssea, uso concomitante de drogas hepatotóxicas e em crianças (extremamente sensíveis aos efeitos da droga). Informe ao paciente as reações adversas mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente infecção de garganta, febre, equimose ou sangramento incomum, visão borrada, dificuldade na leitura, distúrbios visuais, zumbido, dificuldade respiratória, confusão mental ou fraqueza muscular, ou, ainda episódios pronunciados ou incômodos de diarreia, anorexia, náusea, dor estomacal, vomito ou rash, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Informe, também que a medicação pode causar alopecia e alterar a pigmentação da pele e da cor da urina. A maioria das reações adversas é dose-dependente. Recomende ao paciente o uso de protetores solares e de roupas mais adequadas para reduzir o risco do desenvolvimento de dermatoses e das reações de fotossensibilidade, durante a terapia. 173 Pode causar tontura. Recomende que o paciente evite dirigir e outras atividades que requerem estado de alerta, até que a resposta á medicação seja conhecida. Recomende ao paciente que evite o consumo de álcool e dos alimentos já citados, como também o uso de qualquer droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia. Malária: o tratamento profilático deve ter início 2 semanas antes da exposição potencial, e continuar, durante 4 semanas, após a entrada em áreas de risco; durante a terapia, avalie diariamente se o paciente apresenta melhora dos sinais e sintomas. Antes da administração, relate: a condição clínica, incluindo os sintomas atuais da doença (para uma referência futura); e informe ao paciente, que esteja sobre tratamento profilático, os métodos para minimizar a exposição aos mosquitos (uso de repelentes, calças e camisas de mangas compridas, telas ou redes). Durante a terapia, avalie: periodicamente os reflexos dos tendões para determinar a fraqueza muscular e, diante essa ocorrência, o tratamento deverá ser suspenso. Durante terapias prolongadas e de doses altas: enfatize para o paciente a necessidade da realização periódica de exames oftalmológicos e recomende o uso de óculos 174 escuros para minimizar o prejuízo ocular, durante a terapia. Exames laboratoriais: pode causar diminuição em leucócitos, eosinófilos e plaquetas. Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas. IM: quando possível, recomenda-se evitar o uso, pois a administração parenteral pode causar reações severas (convulsão, distúrbio respiratório, choque e colapso cardiovasculares) ou morte súbita em crianças; aspire para assegurar que a agulha esteja colocada no músculo; alterne os locais de aplicação; a dose poderá ser repetida em 6h, conforme necessário; mude, o mais cedo possível, para VO. 175 DIGOXINA (Cardiotônico digitálico) Nome Comercial: DIGOXINA. Apresentações: Comprimidos. Administração: VO. Indicações: ICC, taquicardia supraventricular, fibrilação e flutter atriais. Contraindicações e precauções: Fibrilação e taquicardia ventricular (exceto quando devido a ICC). Use cuidadosamente nos casos de IAM, bloqueio AV incompleto, bradicardia sinusal, pericardite crônica, cardiomiopatia hipertrófica, doença pulmonar, hipotireoidismo (os pacientes com hipotireoidismo são extremamente sensíveis aos digitálicos; os pacientes com hipertireoidismo requerem doses altas) e em pacientes idosos. Use com extrema cautela nos casos de disfunção renal. Reações Adversas: CV: arritmias (extrassístole, bloqueio AV), possível agravamento da ICC, hipotensão. GI: náusea, vômito, diarreia. Oftalmológicas: halos amarelos e verdes em torno da imagem, visão turva, fotofobia, diplopia. SNC: anorexia, fadiga, fraqueza muscular, agitação, alucinação, cefaleia, desmaio, parestesia. 176 Interações: Amilorida: inibição e aumento da excreção da digoxina. Anfotericina B, carbenicilina, clortalidona, corticosteroides e diuréticos: predisposição à toxicidade digitálica (recomenda-se monitorar os níveis de potássio). Antiácidos: diminuição da absorção da digoxina (recomenda-se evitar o uso concomitante). Cimetidina: diminuição do metabolismo da digoxina (recomenda-se monitorizar os sinais de intoxicação digitálica). Diltiazem, nifedipina, quinidina e verapamil: possível aumento do nível sanguíneo da digoxina. Metoclopramida: diminuição da absorção da digoxina. Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a tomar a medicação, exatamente conforme recomendado e o tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento do médico, ainda que o paciente alcance melhora. Nos casos em que é necessária cardioversão, o uso da medicação deve ser suspenso durante 1-2 dias. Informe ao paciente sobre a ação e a dose da medicação, a técnica correta para verificar, anteriormente à sua administração, o pulso e os sinais de intoxicação (pulso <60 bmp) e que, diante o seu desenvolvimento, o médico deverá ser comunicado imediatamente. 177 Informe ao paciente as reações adversas mais frequentes e que, diante a ocorrência de qualquer uma delas, o médico deverá ser comunicado. Recomende ao paciente a ingestão de alimentos ricos em potássio, durante a terapia. Pode causar visão turva, cefaleia ou desmaio. Recomende que o paciente que solicite auxílio para sua deambulação ou seu transporte e que evite dirigir e outras atividades que requerem estado de alerta, até que a resposta á medicação seja conhecida. Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer droga ou medicação, sem o conhecimento do médico. Antes do início da terapia, avalie: uso recente (2-3 semanas) de digitálicos; os SSVV; os eletrólitos; os pulsos apical e radial (durante 1 min.) e, diante quaisquer alterações (taquicardia, bradicardia, arritmia), comunique imediatamente ao médico. Durante a terapia, monitore: digoxina, cálcio, potássio, e magnésio (níveis sanguíneos e ao ECG) e, diante o desenvolvimento de hipopotassemia, comunique imediatamente ao médico. VO: a medicação deve ser administrada em intervalos de 8h. 178 DIMETICONA (Antifisético) Nome Comercial: LUFTAL. Apresentações: Comprimido; Emulsão oral. Administração: VO. Indicações: Fisiose. Preparação de pacientes para exames radiológicos do tubo digestivo. Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade, gestação ou lactação. Reações Adversas: Nenhum relato até o momento. Interações: Nenhum relato até o momento. Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser administrada exatamente conforme recomendado. A medicação não deve ser usada durante a gestação ou lactação. Recomende à paciente emprego de um método contraceptivo seguro e adequado, durante a terapia. Informe ao paciente as reações adversas mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, diante a ocorrência de qualquer uma delas,principalmente aquelas incomuns ou intoleráveis, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Enfatize para o paciente a importância da adoção de uma dieta alimentar adequada, conforme o prescrito pela nutricionista. 179 Recomende ao paciente a ingestão de 1,5-2 litros/dia de líquidos, durante a terapia. Recomende ao paciente que evite o tabagismo e o consumo de álcool, alimentos ácidos ou picantes, cafeinados e o uso concomitante de ácido acetilsalicílico, como também de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia. Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas. VO: a medicação deve ser administrada 3 vezes por dia (após as refeições e ao deitar); esta droga não deve ser administrada com outras medicações (quando necessário, recomenda-se um intervalo de 1-2h entre as administrações). 180 DIPIRONA SÓDICA (Analgésico - Antitérmico) Nome Comercial: NOVALGINA. Apresentações: Comprimido; Solução oral; Solução injetável. Administração: VO, IM, IV ou retal. Indicações: Antitérmico, inclusive em convulsões febris em crianças e até em doenças malignas, quando a febre não puder ser controlada por nenhum outro meio. Também pode ser usado como analgésico. Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade aos derivados pirazolônicos. Glaucoma de ângulo fechado, nefrites crônicas, discrasias sanguíneas, certas doenças metabólicas, como porfiria hepática ou deficiência congênita de glicose-6-fosfato-desidrogenase. Asma e infecções respiratórias crônicas. Grave comprometimento cardiocirculatório. Gestação e lactação. Crianças < 3 meses de idade ou < 5kg de peso corporal. Contagem sanguínea: recomenda-se suspender o uso da medicação tão logo seja observada alteração na contagem sanguínea ou sinal de agranulocitose. Reações Adversas: Dermatológica: erupções cutâneas. GI: náuseas, vômito, hemorragia GI. 181 Hematológicas: agranulocitose, outras discrasias sanguíneas (anemia aplástica, púrpura trombocitopenia). SNC: tremor. Outras: anúria, edema, reações alérgicas (asma, edema angioneurótico, agravamento da hipotrombinemia, queda na PA). Interações: Álcool: possível potencialização do efeito dessa droga. Anticoagulantes: diminuição do tempo de ação dessas drogas. Barbitúricos: redução dos efeitos da dipirona. Ciclosporina: diminuição dos níveis sanguíneos dessa droga. Clorpromazina: possível desenvolvimento de hipotermia grave. Nefrotóxicos: toxicidade aditiva. Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a usar a medicação exatamente conforme o recomendado e o tratamento não deve ser interrompido sem o conhecimento do médico, ainda que o paciente melhore. A medicação não deve ser usada em doses altas ou durante períodos prolongados sem controle médico. A resposta terapêutica, nos casos de dor ou febre, pode ser observada geralmente em 30min., após a administração. 182 Informe ao paciente as reações adversas mais frequentes e na ocorrência de qualquer uma, principalmente desconforto respiratório, o médico deverá ser comunicado. Nos casos de hipertermia, podem ser indicados banhos ou envoltórios até a estabilização da temperatura. Pode causar tontura e sonolência. Recomende que o paciente evite dirigir e outras atividades que requerem estado de alerta, até que a resposta à medicação seja conhecida. Recomende ao paciente que evite o consumo de álcool e o uso concomitante de outros depressores do SNC, como também de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia. Antes da administração: documente as indicações para a terapia; o início e a duração dos sintomas; relacione as outras tentativas de tratamento e os resultados obtidos; e avalie: reações de hipersensibilidade, uma vez que os pacientes mais sensíveis podem apresenta-las independentemente da dose. Durante a terapia, avalie: os sinais vitais; a função cardíaca (disritmias, aumento da frequência cardíaca, palpitações); a função renal (distúrbios renais transitórios com oligúria ou anúria, proteinúria, nefrite intersticial) principalmente em pacientes com histórico de doença renal preexistente 183 ou no caso de superdosagem; a função respiratória (crises de asma) principalmente em pacientes predispostos a tal condição; as reações de hipersensibilidade como: choque e discrasias sanguíneas (agranulocitose, leucopenia, trombocitopenia), as quais embora bastante raras, sempre apresentam um quadro muito grave; rigorosamente os pacientes com história de reação de hipersensibilidade a outras drogas ou substâncias, pois estes podem constituir um grupo maior de risco e apresentar efeitos colaterais mais intensos, até mesmo choque; nesse caso suspenda imediatamente o tratamento e adote as providências médicas adequadas, como: coloque o paciente deitado com as pernas elevadas e as vias aéreas livres, dilua 1ml de epinefrina a 1:1.000 para 10ml e aplique 1ml por via IV e, a seguir, uma dose alta de glicocorticoide, conforme necessário, faça a reposição do volume sanguíneo (plasma, albumina ou soluções eletrolíticas). Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas. IV: aplique lentamente; não adicione outras substâncias na mesma seringa. 184 EPINEFRINA (Simpaticomimético) Nome Comercial: ADRENALINA, DRENALIN. Apresentações: Solução Injetável. Administração: IM, IV, SC. Indicações: Reações anafiláticas ou asma Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. Use cuidadosamente em casos de doenças cardíacas, hipertensão, hipertireoidismo, diabetes, glaucoma (exceto para uso oftálmico) e em pacientes idosos (mais susceptíveis a reações adversas; recomenda-se reduzir a dose). Reações Adversas: CV: fibrilação ventricular fatal, hemorragia subaracnóide ou cerebral, aumento da PA, podendo causar ruptura aórtica, angina pectoris, obstrução da artéria central da retina. GI: náusea, vômito. GU: diminuição do débito urinário, retenção urinária, disúria, espasmo vesical. Locais: queimação transitória (durante a administração). Oftalmológicas: fotofobia, visão turva, hipersensibilidade, dor nos olhos. 185 SNC: anorexia, tendência suicida ou homicida, tontura, ansiedade, medo, palidez, desorientação, perda da memória, agitação psicomotora, alucinação, inquietação, sonolência, tremor, insônia, convulsão, depressão do SNC, sintomas de paranoia, cefaleia. Interações: adrenérgicos (outros simpatomiméticos): possíveis reações adversas adrenérgicas aditivas. Bloqueadores beta-adrenérgicos: possível neutralização do efeito terapêutico. Inibidores de MAO: possível crise hipertensiva. Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a usar a medicação exatamente conforme recomendado e a não exceder as doses indicadas, devido ao risco de desenvolver reações adversas ou da perda da sua eficácia. O uso prolongado ou excessivo também pode levar ao desenvolvimento da sua tolerância. A eficácia pode ser restabelecida com a suspensão da medicação, durante alguns dias, e, em seguida, reinicia-se o tratamento. Se 1 dose for esquecida, ela deverá ser administrada tão logo possível. As doses restantes devem ser administradas em intervalos regulares. As doses esquecidas não podem ser dobradas. A medicação deve ser administrada logo ao primeiro sinal de broncoespasmo. Se, após a administração da medicação, não houver alívio na falta de ar ou se elafor 186 acompanhada de diaforese, tontura, palpitações ou dor torácica, recomende que o paciente comunique imediatamente ao médico. A medicação não deve ser usada em crianças < 2 anos nem durante a gestação (terceiro trimestre) ou lactação. Recomende à paciente emprego de um método contraceptivo seguro e adequado, durante a terapia. Informe ao paciente as reações adversas mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, diante a ocorrência de qualquer uma delas, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Pode causar tontura ou sonolência. Recomende que o paciente evite dirigir e outras atividades que requerem estado de alerta, até que a resposta á medicação seja conhecida. Recomende ao paciente que evite o tabagismo ou outros irritantes respiratórios e o consumo de álcool, como também de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia. Broncodilatador: antes e durante a terapia, avalie: a ausculta pulmonar, o padrão respiratório, o pulso e a PA; relate a quantidade, a cor e o aspecto da secreção produzida e comunique ao médico quaisquer achados anormais; antes do início e periodicamente durante a terapia, monitore: os testes de função pulmonar para 187 determinar a efetividade do tratamento; e avalie: broncoespasmo paradoxal (respiração ofegante) e, diante esta ocorrência, suspenda imediatamente o uso da medicação e comunique ao médico; sinais de tolerância à droga e broncoespasmo de rebote. Choque: a hipovolemia deve ser corrigida antes da administração IV de isoproterenol; choque anafilático: é necessário administrar concomitantemente a reposição de volume com a epinefrina; os glicocorticoides e os anti- histamínicos podem ser usados com a epinefrina. Vasopressor: frequentemente durante a administração IV, monitore: a PA, pulso, o ECG, a FR (os parâmetros hemodinâmicos e o débito urinário também devem ser monitorados frequentemente); e avalia: dor torácica, arritmia, frequência cardíaca < 110 bpm e hipertensão (consulte o médico sobre as avaliações e alterações para o ajuste da dose ou suspensão da medicação) Antes da administração, avalie: cuidadosamente a dose, a concentração e a via, para evitar reações fatais devido a erros na administração da medicação. Exames laboratoriais: pode causar: diminuição transitória nas concentrações de potássio sério, aumento da glicose no sangue e das concentrações séricas de ácido lático. Superdosagem e toxicidade: sintomas de agitação persistente, dor ou desconforto torácico, hipotensão, 188 tontura, hiperglicemia, hipocalemia, convulsão, taquiarritmia, tremor resistente e vômito; tratamento – suspensão do broncodilatador adrenérgico e de outros agonistas beta-adrenérgicos e terapia de manutenção sintomática; os bloqueadores beta-adrenérgicos cardiosseletivos devem ser usados cuidadosamente, uma vez que podem induzir o broncoespasmo. Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas. SC ou IM: suspensão só deve ser administrada por via SC; não use soluções que apresentem alterações (rosa ou castanho) em sua cor original ou que contenham partículas; a droga pode causar irritação do tecido; alterne os locais da aplicação para evitar a necrose do tecido; logo após a administração, massageie o local da aplicação para aumentar a absorção da droga e diminuir a vasoconstriçao local; evite administração IM no músculo glúteo; agite bem a suspensão antes de administrar e injete rapidamente. IV: não use soluções que apresentem alterações (rosa ou castanho) em sua cor original ou que contenham partículas; após o seu preparo, qualquer solução não usada, dentro de 24h, deve ser descartada; Direta: administre cada 1mg em, pelo menos, > 1 min.; administrações mais rápidas podem ser usadas durante ressuscitação cardíaca; 189 Intermitente: em choques anafiláticos severos, a dose de 0,1-0,25mg pode ser repetida a cada 5-15min.; administre além de 5-10min.; Contínua: administre 1-4mcg/min. 190 ERITROMICINA (Anti-inflamatório não-esteróide [AINE]) Nome Comercial: ERITREX. Apresentações: Comprimidos; Suspensão oral. Administração: VO. Indicações: Tratamento das infecções causadas por organismos sensíveis à eritromicina. Infecções no trato respiratório superior e inferior, otite média (em associação com sulfonamidas), infecções da pele e outros tecidos moles, coqueluche, difteria, eritrasma, amebíase intestinal, doença inflamatória pélvica, uretrite não-gnocócica, sífilis e febre reumática. Indicada, também, nas situações em que a penicilina é a droga de escolha, mas que está contraindicada devido À hipersensibilidade prévia, como infecções estreptocócicas e tratamento de sífilis ou gonorreia. Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. Intolerância prévia ao álcool, recém nascidos (algumas formulações contêm álcool benzílico). Use cuidadosamente nos casos de doença hepática. Gestação: para o tratamento de infecções por Chlamydia ou sífilis, durante a gravidez, devem ser usados outros sais (exceto o estolato). Reações Adversas: Dermatológicas: rash. 191 GI: náusea, vômito, dor abdominal, cólica abdominal, diarreia. Hepática: hepatite. Locais: irritação, queimação, formigamento, leve rubor (transitórias); dermatite alérgica de contato, ressecamento. Otorrinolaringológica: ototoxicidade. Outras: reações alérgicas, superinfecção. Interações: Abrasivos, esfoliantes ou irritantes: possível aumento da irritação local (uso tópico). Alcaloides do ergot, alfentanila bromocriptina, carbamazepina, ciclosporina, clozapina, disopiramida, metilprednisolona, teofilina, triazolam ou varfarina: aumento do efeito e possível maior risco de toxicidade. Astemizol, cisaprida ou pimozida: maior risco de arritmias. Clindamicina tópica: possível antagonismo dos efeitos benéficos (uso tópico). Digoxina: possível aumento nos níveis séricos dessa droga (pequena porcentagem de pacientes). Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser administrada exatamente conforme recomendado (VO sempre no mesmo horário) e o tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento do médico, ainda que o paciente alcance melhora. As doses esquecidas devem ser administradas tão logo possível, respeitando-se um 192 intervalo entre as doses restantes, durante o dia. O uso desta medicação não deve ser compartilhado, pois pode ser perigoso. A medicação não deve ser usada em recém-nascidos (algumas formulações contém álcool benzílico) nem durante a gestação. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita) ou se a paciente estiver amamentando, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomende à paciente emprego de métodos contraceptivos seguros e adequados, durante a terapia. Para o tratamento de Chlamydia ou sífilis, durante a gravidez, devem ser usados outros sais. Recomenda-se cautela também nos casos de doença hepática. Informe ao paciente as reações adversas mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação (náusea, vômito, diarreia ou cólicas abdominais) e que, diante a ocorrência ou persistência destas reações ou o desenvolvimento de dor abdominal severa, pele ou olhos amarelos, urina escura, fezes descoloradas ou cansaço incomum, como também aquelas incomuns ou intoleráveis o médico deverá ser comunicado imediatamente, como também se, após a administração da medicação, não houver melhora dos sintomas. Embora menos frequente em crianças, o uso da medicaçãopode causar hepatotoxicidade (hepatite colestática), 193 caracterizando-se, inicialmente, por cólicas abdominais (frequentemente simulando a dor da colecistite aguda), náuseas e vômitos e, posteriormente, por icterícia, febre, leucocitose, eosinofilia, e concentrações plasmáticas elevadas de transaminase e bilirrubina (o colescistograma é negativo). Surge entre 10-20 dias, após o início da terapia ou em tratamentos repetidos, sendo reversível com a suspensão da medicação. Da mesma forma que com outros antimicrobianos, pode haver o desenvolvimento de superinfecção, com o envolvimento de uma grande variedade de bactérias gram- negativas, como também de leveduras e fungos (principalmente Cândida). Recomende que o paciente também informe imediatamente ao médico os sinais de superinfecção (língua saburrosa, prurido ou descarga vaginal, diarreia ou fezes fétidas). Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia. Antes do início da terapia: obtenha espécimes para realização de testes de cultura e sensibilidade (a primeira dose da medicação pode ser administrada, mesmo antes da obtenção desses resultados); No início e durante a terapia: avalie sinais de infecção (sinais vitais, feridas, saliva, urina, fezes, anemia); reações 194 de hipersensibilidade e, na presença, interrompa o uso da medicação e administre um anti-histamínico; os pacientes sob o uso de aminofilina e teofilina (as doses destas drogas devem ser reduzidas). Durante terapias prolongadas ou repetidas, avalie: periodicamente a função hepática (como também em pacientes que estejam recebendo doses altas). Exames laboratoriais: pode causar aumento nas concentrações séricas de bilirrubina, TGO, TGP e da fosfatase alcalina; falsas elevações na dosagem urinária de catecolaminas e de 17-hidroxicorticosteróides. Superdosagem (VO): nos casos acidentais ou se ocorrer hepatite colestática, o uso da medicação deverá ser suspenso. Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas. VO: pode produzir reações adversas GI (em adultos, principalmente) acompanhadas frequentemente de desconforto epigástrico, que pode ser bastante intenso. 195 ESPIRONOLACTONA (Diurético poupador de potássio [Antagonista da aldosterona]) Nome comercial: ALDACTONE, ALDOSTERIN, SPIROCTAN, DISPONÍVEL TAMBÉM EM ASSOCIAÇÕES. Apresentações: Comprimido. Administração: VO. Indicações: Neutraliza a perda de potássio causada por outros diuréticos. Geralmente usados com outros agentes (tiazidas) no tratamento de edema e hipertensão. Hiperaldosteronismo. Controle de ICC. Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. Hipercalemia. Use cuidadosamente nos casos de disfunção hepática, insuficiência renal (nitrogênio uréico >30mg/dl ou CCr <30ml/min.) e em pacientes geriátricos ou debilitados ou naqueles com diabetes mellitus (maior risco de hipercalemia). Gestação, lactação e crianças: segurança ainda não estabelecida. Reações adversas: CV: arritmia. Endócrinas: ginecomastia, impotência. GI: irritação GI. Hematológica: discrasias sanguínea. Hidroeletrolíticas: hipercalemia, hiponatremia. Musculoesquelética: câimbras musculares. SNC: tontura, confusão mental, cefaleia. 196 Outras: reações alérgicas. Interações: AINEs: redução da eficácia. Álcool (doses altas), anti-hipertensivos (outros) ou nitratos: hipotensão aditiva. Ciclosporina, indometacina, inibidores da ECA ou suplementos de potássio: maior risco de hipercalemia. Digoxina: aumento dos efeitos dessa droga. Lítio: menor eliminação dessa droga. Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a tomar a medicação, exatamente conforme recomendado (todos os dias sempre no mesmo horário), e a não interromper o tratamento, ainda que alcance melhora. Se 1 dose for esquecida, ela deverá ser administrada tão logo possível, exceto quando no mesmo horário da próxima droga. As doses esquecidas não devem ser dobradas. A medicação não deve ser usada em crianças nem durante a gestação ou lactação. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita) ou, ainda, se a paciente estiver amamentando, o médico deve ser comunicado imediatamente. Recomende á paciente o emprego de um método contraceptivo seguro e adequado, durante a terapia. Recomende-se cautela também nos casos de disfunção hepática, insuficiência renal (nitrogênio uréico >30mg/dl ou CCr <30ml/min.) e em pacientes geriátricos ou debilitados ou naqueles com diabetes mellitus (maior risco de hipercalemia). 197 Informe ao paciente as reações adversas mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente fraqueza, ou câimbras musculares, fadiga ou náusea severa, vômito ou diarreia, como também aquelas incomuns ou intoleráveis, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomende que o paciente informe ao médico o esquema de medicação anterior ao tratamento ou á cirurgia. Pode causar tontura. Recomende que o paciente evite dirigir e outras atividades que requerem estado de alerta, até que a resposta á medicação seja conhecida. Recomende ao paciente que evite o tabagismo, o consumo de álcool, dos substitutos do sal e de alimentos que contém altas concentrações de potássio ou sódio, como também uso de qualquer outra droga ou medicação, principalmente descongestionante (tosse ou resfriados) ou supressores do apetite, sem o conhecimento do médico, devido ao risco potencial de aumento de PA durante a terapia. Enfatize para o paciente a importância da realização regular dos exames de acompanhamento para determinar a efetividade do tratamento e monitorar o efeito colateral da droga. Hipertensão: reforce a necessidade do emprego de medidas adicionais para o controle da hipertensão (perda de peso, abandono do tabagismo, consumo moderado de álcool, 198 restrição à ingestão de sódio e potássio, prática regular de exercícios e controle do estresse); a medicação ajuda a controlar, mas não cura a hipertensão: instrua o paciente e seus familiares sobre a técnica correta para a monitorização semanal da PA. Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas. VO: a medicação deve ser administrada todos os dias sempre no mesmo horário. 199 FENITOÍNA (Antiepiléptico) Nome comercial: HIDANTAL, FENITOÍNA, UNIFENITOIN Apresentações: Cápsulas; Comprimidos; Frascos de suspensão e Solução injetável. Administração: VO e IV. Indicações: Tratamento e profilaxia de crises tônico-clônicas (grande mal) e crises parciais complexas. Anticonvulsivante útil no tratamento da epilepsia. Antiarrítmico, principalmente nas arritmias associadas com toxicidade por glicosídios cardíacos. Controle das síndromes dolorosas (inclusive neuralgia do trigêmeo). Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade á droga ou ao propilenoglicol (forma injetável apenas). Intolerância ao álcool (forma injetável e suspensão oral apenas). Bradicardia sinusal. Bloqueio AS. Bloqueios AV de 2º e 3º graus. Síndrome de Adams-Stokes. Use cuidadosamente nos casos de doença hepática ou renal (maior risco de reações adversas; recomenda-se reduzir a dose nos casos de prejuízo hepático), pacientes geriátricos ou naqueles com doença cardíaca ou respiratória grave (uso parenteral: maior risco de reações adversas graves, principalmente por via IV) e em pacientes obesos. Gestação ou lactação: segurançaainda não 200 estabelecida (pode resultar em síndrome de hídantoína fetal [uso crônico] ou hemorragia no recém-nascido a termo). Reações adversas: CV: hipotensão (principalmente IV), taquicardia, vasodilatação. Dermatológicas: hipertricose, rash, dermatite esfoliativa, prurido. Endócrinas: perda de peso. GI: hiperplasia gengival, náusea, disgeusia, constipação, boca seca, vômito. GU: alteração na cor da urina (rosa, vermelho, marrom). Hematológicas: agranulocitose, anemia aplástica, leucopenia, anemia megaloblástica, trombocitopenia. Hepática: hepatite medicamentosa. Hidroeletrolíticas: hipocalcemia. Musculoesquelética: dor nas costas, osteomalácia, dor pélvica. Oftalmológicas: diplopia, nistagmo. Otorrinolaringológica: zumbido. SNC: anorexia, ataxia, agitação, edema cerebral, coma, tontura, sonolência, disartria, discinesia, reações extrapiramidais, cefaleia, nervosismo, fraqueza. Outras: reações de hipersensibilidade (síndrome de Stevens- Johnson, febre, linfadenopatia). Interações: Ácido fólico: possível redução de absorção dessa droga contida em alimentos. 201 Álcool (uso agudo), amiodarona, benzodiazepínicos, cetoconazol, cimetidina, cloranfenicol, dissulfiram, estrógenos, felbamato, fenilbutazona, fenotiazinas, fluconazol, fluoxetina, halotano, isoniazida, metilfenidato, metronidazol, miconazol, omeprazol, salicilatos, sucinamidas, sulfonamidas, tolbutamida, trazodona e vacinas (influenza): possível aumento nos níveis sanguíneos da fenitoína. Álcool (uso crônico), barbituratos, carbamazepina, reserpina e varfarina: possível aumento nos níveis sanguíneos da fenitoína. Antiácidos: possível redução na absorção da fenitoína (administrada por VO). Cálcio e sucralfato: diminuição na absorção da fenitoína. Ciclosporina, digitoxina, doxiciclina, estrógenos, felbamato, glicocorticoides, metadona, quinidina, rifampicina, e varfarina: possível alteração dos efeitos dessas drogas. Depressores do SNC (outros, incluindo álcool, anti- histamínicos, antidepressivos, opióides e sedativo-hipnóticos): depressão do SNC aditiva. Dopamina e fenitoína (IV): possível hipotensão aditiva. Estreptozocina ou teofilina: possível diminuição dos efeitos dessa droga. Lidocaína ou propranolol: possível depressão cárdica adicional. Nutrição enteral: possível redução na absorção da fenitoína. 202 Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser administrada exatamente conforme recomendado e o tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento do médico, ainda que o paciente alcance melhora. Se 1 dose for esquecida, ela deverá ser administrada tão logo possível. O uso da medicação não deve ser suspenso subitamente ou sem o conhecimento do médico. Informe ao paciente, sintomas relacionados á suspensão súbita do seu uso. Quando necessário, as doses devem ser reduzidas lenta e gradualmente. A medicação não deve ser usada durante a gestação ou lactação. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita) ou, ainda, se a paciente estiver amamentando, o médico deve ser comunicado imediatamente. Recomende á paciente o emprego de um método contraceptivo seguro e adequado (exceto contraceptivos orais), durante a terapia. Recomende- se cautela também nos casos de doença hepática ou renal (maior risco de reações adversas; recomenda-se reduzir a dose em caso de prejuízo hepático), pacientes geriátricos ou naqueles com doença cardíaca ou respiratória grave (uso parenteral: maior risco de reações adversas graves, principalmente por via IV) e em pacientes obesos. Informe ao paciente as reações adversas mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente 203 crescimento de pelos (face e tronco), despigmentação da pele ou rash, como também aquelas incomuns ou intoleráveis, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Informe, também, que o uso da medicação pode alterar a cor da urina, tornando-a rosa, vermelha ou marrom, e causar acne, devido ao seu efeito androgênico no folículo capilar. Recomende ao paciente uma boa higiene oral e o uso de escovas de dente macias para evitar sangramentos na gengiva, durante a terapia. Pode causar tontura e sonolência. Recomende que o paciente solicite auxílio para sua deambulação ou seu transporte, para prevenir quedas e possíveis sangramentos ou fraturas, como também que evite a prática de atividades que requerem estado de alerta, durante a terapia. Antes da administração, avalie: hipersensibilidade ou dermatite esfoliativa. Durante a terapia, monitore: as funções hematológica, hepática e renal e os sinais de deficiência de ácido fólico ou de anemia megaloblástica (fraqueza, fadiga, cefaleia); as alterações nos pacientes diabéticos (tanto a dose de insulina como a dieta podem ser ajustadas, conforme necessário). Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas. VO: a medicação pode ser administrada com alimentos, para evitar desconforto GI, mas mão deve ser administrada com 204 antiácidos; na administração por esta via, o efeito da droga é completo em 6-9 dias. IM e SC: A medicação não deve ser administrada por estas vias, devido aos riscos de inflamação, dor e necrose no local da injeção. IV: administre somente se tiver clara e lentamente em veia de grosso calibre; infunda 50mg/min. (adultos) e 1-3mg/kg/min. (crianças); não é compatível com solução ácida. 205 FENOBARBITAL (Antiepilético) Nome comercial: BARBITRON, EDHANOL, FENOBARBITAL, GARDENAL, UNIFENOBARB. Apresentações: Comprimido; Solução oral e Ampolas com Solução Injetável. Administração: VO, IM, IV(EV) e SC. Indicações: Em crises tônico-clônicas, crises parciais e febris em crianças. Sedação pré-operatória, hipnóico (curta duração). Profilaxia/Tratamento de hiperbilurrubinemia. Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade, intolerância prévia ao álcool (apenas soluções), dor severa sem controle. Comatosos ou com depressão do SNC preexistente, lactantes. Use cuidadosamente nos casos de disfunção hepática, prejuízo renal grave, tentativa de suicídio ou abuso de drogas, uso de hipnóticos, pacientes idosos e gestantes. Reações adversas: CV: Hipotensão. Dermatológicas: Fotossensibilidade, rash, urticária. GI: Constipação, diarreia, náusea, vômito. Local: Flebite (IV). Musculoesqueléticas: Artralgia, mialgia, neuralgia. Respiratórias: Depressão respiratória, laringoespasmo, broncoespasmo. 206 SNC: Delírio, depressão, sonolência, excitação, letargia, vertigem. Outras: Angioedema, doença do soro, dependências físicas e psicológicas. Interações: Ácido valpróico, divalproex ou inibidores de MAO: aumentam a sedação e diminuem o metabolismo do fenobarbital. Antidepressivos tricíclicos, ciclosporina, cloranfenicol, contraceptivos orais, dacarbazina, glicocorticoides, quinidina e varfavina: induzem enzimas hepáticas que metabolizam outras drogas, diminuindo a eficácia. Ciclofosfamida: possível maior risco de hematotoxicidade. Depressores do SNC, álcool, anti- histamínicos, opióides e outros sedativos/hipnóticos: depressão do SNC aditivada. Paracetamol: maior risco de hepatotoxicidade. Cuidados de Enfermagem: Administrar dose, quantidade, tempo e via conforme prescrição médica. Não interromper o tratamento subitamente ou sem conhecimento médico. Não usar o medicamento durante a lactação. No caso de gravidez confirmada ou suspeita comunicar o médico. O reajuste da dosagem deveser feita progressivamente, quando necessário. Cautela com pacientes com disfunção hepática, prejuízo renal grave, história de tentativa de suicídio ou abuso de drogas, uso de hipnóticos, idosos, gestantes. Informar ao paciente reações adversas. Recomendar dieta rica em vitamina D 207 durante tratamento. Recomendar uso de protetores solares e roupas mais adequada devido fotossensibilidade. Devido sonolência e vertigem, pedir que o paciente solicite ajuda para deambular e evite atividades que exijam grande capacidade de atenção (dirigir, por exemplo). Monitorar funções cardíaca, renal e hepática. Orientar que o paciente evite o uso de álcool, drogas e outras medicações, sem o conhecimento do médico. 208 FLUCONAZOL (Antimicótico) Nome comercial: ZOLTEC, CANDIZOL, FLUCODAN, FLUCONAL, FLUCONAZOL, FRESOLCAN, HELMICIN, HICONAZOL, PANTEC, PRONAZOL, RICONAZOL, TRIAZOL, UNIZOL, ZELIX, ZOLSTATIN. Apresentações: Cápsula gelatinosa e Solução injetável. Administração: VO e IV. Indicações: Inibe a síntese fúngica de esteroides, um componente necessário da parede celular. Efeitos terapêuticos: ação fungistática contra microrganismos suscetíveis; também pode ter ação fungicida em concentrações mais altas; possui espectro contra Cryptococcus neoformans e Candida spp; Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. use cuidadosamente nos casos de disfunção renal e doença hepática subjacente. Gestação, lactação ou crianças: segurança ainda não estabelecida. Reações adversas: Maior incidência em portadores do HIV. Dermatológicas: distúrbios esfoliativos. GI: desconforto abdominal, diarreia, náusea, vômito. Hepática: hepatotoxicidade. SNC: cefaleia. Interações: Ciclosporinas e fenitoína: aumento dos níveis sanguíneos dessas drogas. 209 Gliburida, glipizida ou tolbutamida: aumento dos efeitos hipoglicêmicos. Isoniazida rifampicina: diminuição dos níveis sanguíneos do fluconazol. Varfarina: aumento da atividade dessa droga. Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser administrada exatamente conforme recomendado e o tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento médico. A medicação não deve ser usada em crianças nem durante a gestação ou lactação. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita) ou, ainda, se a paciente estiver amamentando, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomende à paciente o emprego de um método contraceptivo seguro e adequado, durante a terapia. Recomenda-se cautela também nos casos de disfunção renal e doença hepática subjacente. Informe ao paciente as reações adversas mais frequentes relacionadas ao uso da medicação e na ocorrência de qualquer uma, principalmente as incomuns o intoleráveis, o médico deverá ser consultado. Os pacientes infectados por HIV são mais suscetíveis à ocorrência de reações adversas. Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia. 210 Durante terapias prolongadas, monitore: periodicamente a função hepática (embora raras, as reações adversas podem ser graves); e avalie: as reações adversas e, na presença de rash (moderado), monitore, mas, se as lesões progredirem, comunique imediatamente o médico e suspenda o uso da medicação. Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas. VO: a medicação pode ser administrada durante as refeições. IV: a droga pode ser infundida continuamente (dose máxima: 200ml/h); não adicione nem infunda com outra droga, para prevenir embolismo; a solução não deve ser congelada. 211 FUROSEMIDA (Diurético depletor de potássio, diurético de alça) Nome comercial: FUROSAN, FUROSEM, FUROSEMIDA, FUROSETRON, FUROZIX, LASIX. Apresentações: Comprimidos e Ampolas com solução injetável. Administração: VO, IM, IV(EV). Indicações: Tratamento de edema devido ICC ou distúrbios hepáticos ou renais. Tratamento de hipertensão arterial, edema de pulmão, insuficiência renal aguda, hipercalcemia maligna. Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade, intolerância prévia com álcool, distúrbio hidroeletrolítico persistente não corrigido. Coma hepático ou anúria. Use cuidadosamente nos casos de doença hepática grave associada com cirrose ou ascite, depleção hidroeletrolítica, diabetes mellitus, aumento de azotemia e em pacientes geriátricos. Gravidez, lactação e crianças a segurança ainda não está estabelecida. Reações adversas: CV: Hipotensão. Dermatológicas: Fotossensibilidade e rash. Endócrina: Hiperglicemia. GI: constipação, diarreia, boca seca, dispepsia, náusea, vômito. 212 GU: poliúria. Ex. Laboratoriais: aumento em BUN. Hematológicas: Discrasias sanguíneas, hiperuricemia. Hidroeletrolíticas: Desidratação, hipocloremia, hipocalemia, hipomagnesemia, hiponatremia, hipovolemia, alcalose metabólica. Musculoesqueléticas: Artralgia, cãibras musculares, mialgia. Otorrinolaringológicas: perda da audição, zumbido. SNC: Tontura, encefalopatia, nervosismo, cefaleia, insônia. Interações: Aminoglicosídios: maior risco de ototoxicidade. Anti-hipertensivos ou nitratos: Hipotenção aditiva. Anticoagulantes, trombolíticos e varfarina: possível aumento da eficácia dessas drogas. Anfotericina B, diuréticos, glicocorticoides, mezlocina e piperacilina: hipocalemia aditiva. Glicosídios digitálicos: Aumento da toxicidade dessas drogas devido hipocalemia. Lítio: Diminuição da excreção dessa droga e possível toxicidade. Cuidados de Enfermagem: Administrar dose, quantidade, tempo e via conforme prescrição médica. Não interromper o tratamento sem conhecimento médico. Não usar o medicamento em crianças, gestantes e na lactação. No caso de gravidez confirmada ou suspeita comunicar o médico. Recomendar que o paciente mude lentamente de posição para evitar hipotensão postural, que use protetores solares e vestimenta adequada devido fotossensibilidade. Recomendar 213 uso de protetores labiais, gelo e enxagues bucais devido boca seca. Recomendar que execute atividades que necessitam de maior concentração por causa de tonturas durante o tratamento. Evitar o uso de tabaco, bebidas alcoólicas e outras drogas. Nos casos de administração por VO orientar ingestão junto com alimentos, para evitar desconforto GI, e pela manhã. Recomenda-se cautela nos casos de doença hepática grave associada com ascite e cirrose; depleção hidroeletrolítica, diabetes mellitus, aumento de azotemia e em pacientes geriátricos. Fazer acompanhamento nutricional (ingestão de banana e outros alimentos ricos em potássio). 214 GLIBENCLAMIDA (Antidiabético [Sulfoniluréia]) Nome comercial: DAONIL, DIABINIL, EUGLUCON, GLIBENCLAMIDA, GLIBENCLAMON. Apresentações: Comprimido. Administração: VO. Indicações: Diabetes tipo 2. Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade, insulinodependente, coma diabético, pré-coma e cetoacidose, insuficiência renal grave e gestação ou lactação. Reações adversas: Dermatológicas: Prurido, eczema, urticária, eritema, erupções maculopapulates, porfiria cutânea tardia, fotossensibilidade. Ex. laboratoriais: Diminuição dos valores de alanina aminotransferase, fosfatase alcalina, aspartato aminotransferase e lactato desidrogenase. Redução na concentração sérica de sódio, aumento das enzimas hepáticas. GI: Náusea, vômito, dor abdominal, sensação de plenitude gástrica ou peso no epigástrio, azia, diarreia. Hematológicas: leucopenia, agranulocitose, trombocitopenia,anemia hemolítica ou aplástica. Hepáticas: Hepatite, icterícia, colestase e até distúrbios graves das funções hepáticas (falência hepática). 215 Metabólica: Aumento do apetite. Oftalmológica: Distúrbios visuais. SNC: Anorexia, fraqueza, fadiga, parestesia, tontura, vertigem, mal-estar, cefaleia, alteração da fala, sensação de paralisia. Interações: Reações hipoglicêmicas devido à potencialização do efeito da Glibenclamida: Agentes anabolizantes, inibidores da ECA, quinolonas; disopiramida, fluoxetina, guanetidina, ácido paramino-salicílico, probenecida, tritoqualina, beta- bloqueadores, benzofibrato, preparações de biguanida, cloranfenicol, clofibrato, derivados cumarínicos, fenfluramina, feniramidol, inibidores da MAO, miconazol, pentoxifilina (uso parenteral em altas doses), preparações de fenilbutazona, fosfamidas, salicilatos, sulfimpirazona, sulfonamidas e preparações de tetraciclina. A atenuação do efeito hipoglicemiante de Glibenclamida: Acetazolamida, diazóxido, glucagon, fenotiazínicos, fenitoína, laxativos (uso abusivo), corticosteroides, diuréticos (saluréticos), nicotinatos (em altas doses), derivados fenotiazínicos, hormônios sexuais (progestogênios, estrogênios), agentes simpatomiméticos e hormônios da tiroide. Potencialização e atenuação podem ocorrer fazendo uso concomitante de clonidina e reserpina. Em raros casos pode ocorrer potencialização ou atenuação do efeito hipoglicemiante quando há uso concomitante com drogas antagonistas H2. 216 Cuidados de Enfermagem: Administrar dose, quantidade, tempo e via conforme prescrição médica. Não interromper o tratamento sem conhecimento médico. Não usar em gestantes ou lactantes. Informar principais reações adversas e que procure o médico se surgir alguma. Recomendar que evite dirigir devido tontura. Orientar que evite consumo de álcool, tabaco e outras drogas. Atentar ao uso concomitante de outras medicações. Orientar ao paciente que a medicação não trará a cura de sua patologia, sendo de muita importância o tratamento complementar (dieta pobre em carboidratos, atividade física regular acompanhada por um profissional capacitado, perda de peso quando for o caso, boa higiene pessoal, cuidados com os pés e extremidades). Avaliar níveis glicêmicos diariamente, devido possível hipoglicemia e necessidade de reajuste da dose. Orientar que ande com balas e doces para possíveis episódios de hipoglicemia. 217 HALOPERIDOL (Neuroléptico, antipsicótico) Nome comercial: HALDOL, HALOPERIDOL. Apresentações: Comprimidos, solução oral (gotas), solução injetável. Administração: IM, VO . Indicações: Delírios e alucinações na esquizofrenia aguda e crônica. Na paranoia, na confusão mental aguda e no alcoolismo (Síndrome de Korsakoff). Mania, demência, alcoolismo, oligofrenia. Agitação e agressividade no idoso. Distúrbios graves do comportamento e nas psicoses infantis acompanhadas de excitação psicomotora. Movimentos coreiformes. Soluços, tiques, disartria. Estados impulsivos e agressivos. Síndrome de Tourette. Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. Formulações que contêm álcool benzílico, óleo de gergelim ou tartrazina, devido hipersensibilidade prévia ou intolerância. Glaucoma de ângulo estreito. Depressão de medula óssea e do SNC. Usar cuidadosamente nos casos de doenças cardíacas, hepáticas, cardiovasculares graves, insuficiência respiratória, hipertrofia prostática e tumores do SNC, de obstrução intestinal, convulsões, idosos, gestantes e lactantes. 218 Reações adversas: CV: Arritmias, hipotensão, hipotensão postural, hipertensão, taquicardia, bradicardia, parada cardíaca, ICC. Dermatológicas: Urticária, fotossensibilidade, eczema, dermatite esfoliativa. Endócrina: Ingurgitamento mamário (mulheres), galactorréia, amenorreia, irregularidade menstrual, ginecomastia, alterações da libido, hiperglicemia, hipoglicemia, glicosúria, hiponatremia, inibição da ovulação, infertilidade. Hematológicas: Eosinofilia, leucopenia, leucocitose, anemia, anemia aplástica ou hemolítica, trombocitopenia, pancitopenia. Hepática: Icterícia. Respiratórias: Diminuição do reflexo da tosse com potencial aspiração, broncoespasmo, laringoespasmo, dispneia, asma, edema de laringe. SNC: Síndrome neuroléptica maligna, tontura, insônia, cefaleia, fraqueza, tremor, ataxia, edema cerebral, convulsão, exacerbação dos sintomas de psicose, síndrome extrapiramidal, distonia, hipertermia. Outras: Reações anafilactóides. Interações: Álcool, anti-hipertensivos ou nitratos: Hipotensão aditiva. Anti-histamínicos, antidepressivos, atropina, disopiramida, fenotiazinas e quinidinha: efeitos anticolinérgicos aditivos. Depressores do SNC, álcool, anti- histamínicos, opiódes e sedativos/hipnóticos: depressão do 219 SNC aditiva. Epinefrina: hipotensão grave e taquicardia. Levodopa: diminuição dos efeitos dessa droga. Lítio: síndrome encefalopatia aguda. Metildopa: demência. Cuidados de Enfermagem: Administrar dose, quantidade, tempo e via conforme prescrição médica. Não interromper o tratamento sem conhecimento médico. Não usar durante gravidez ou lactação. Informar principais reações adversas e que procure o médico se surgir alguma. Higiene oral e balas sem açúcar ou pastilhas podem diminuir a sensação de boca seca. Recomendar uso de protetor solar e vestimenta adequada devido fotossensibilidade. Recomendar que evite dirigir devido tontura e dificuldade de atenção/alerta. Orientar que evite consumo de álcool, tabaco e outras drogas. Atentar ao uso concomitante de outras medicações. Recomende ao paciente que mude de posição lentamente para evitar hipotensão postural. Enfatizar ao paciente e familiar a importância de realizar exames periodicamente. Avaliar sinais de acatisia (agitação ou vontade de se manter sempre em movimento), discinesia tardia (movimentos rítmicos e incontroláveis de boca, face, extremidades, mastigação descontrolada e movimentos rápidos com a língua), reações extrapiramidais, parkisonismo (dificuldade de fala e deglutição, fácies imóvel, festinação, perda do equilíbrio, postura enlanguescida, rigidez e tremores). Monitorar febre, angústia respiratória, taquicardia, hipotensão ou hipertensão, 220 perda do controle da bexiga. Avaliar o estado mental do paciente (orientação, consciência, humor, comportamento). Exames laboratoriais: Monitorar leucocitose, aumento da função hepática e CPK. Administrar por VO sem diluir, ou se necessário em até 60ml de água ou leite para evitar desconforto GI. Na administração IM, não pode ultrapassar 3 ml por local e deve ser feito lentamente. No caso de EV não precisa ser diluída em casos de emergência para efeito mais rápido. 221 HEPARINA (Anticoagulante) Nome comercial: ACTPARIN, DISOTRON, HEPARIN, LIQUEMINE. Apresentações: Solução Injetável. Administração: SC, IV(EV). Indicações: tratamento e profilaxia das afecções tromboembólicas de qualquer etiologia e localizacao, bem como após um tratamento trombolítico, com estreptoquinase, por exemplo, na coagulação intravascular disseminada, no infarto do miocárdio, na inibição da coagulação ao utilizar a circulação extracorpórea ou a hemodiálise. Profilaxia e terapêutica das hiperlipidemias. Contraindicações e precauções: Diátese hemorrágica, nas hemorragias cerebrais, nas coagulopatias graves, na insuficiência hepática e renal grave, na hipertensão grave, em pacientes com ulceras, em presença de tumores malignos com permeabilidade capilarelevada do aparelho digestivo na trombocitopenia, na endocardite bacteriana subaguda, a pacientes que sofreram intervenções cirúrgicas oculares, do cérebro, ou da medula espinhal (alto risco de hemorragias tardias), aborto iminente e hipersensibilidade reconhecida à heparina. Precauções em mulheres grávidas que apresentem algum sinal ou queixa de hepatopatia (com 222 hipersensibilidade à heparina) ou após intervenções da próstata, fígado e vias biliares. Reações adversas: Dermatológicas: Alopecia, rash, urticária. GI: Hepatite medicamentosa. Hematológicas: Sangramentos, anemia, trombocitopenia. Local: Dor. Musculoesquelética: Osteoporose. Outras: Febre, hipersensibilidade. Interações: Precaução especial deve ser tomada quando da administração concomitante com outros anti-inflamatórios não esteroides ou medicamentos que atuem na coagulação e agregação plaquetária como exemplo a Ticlopidina. Em tratamento prolongado evitar o uso com corticoides. Cuidados de Enfermagem: Administrar conforme prescrito, informar a toda equipe que o paciente está em terapia com anticoagulante. Informar ao paciente os principais efeitos adversos. Pedir que a higiene oral seja feita com escovas macias e a barba com barbeador elétrico. Conhecer outras medicações que o paciente utiliza. Evitar uso de AINES, ácido acetilsalicílico, medicações IM durante a terapia. Monitorar sinais de sangramentos ou hemorragia, PA, fezes, urina. Monitorar tempo de coagulação, hematócrito, plaquetas, níveis séricos de triglicerídeos, colesterol, ácidos graxos, hipercalemia, TGO e TGP. SC: alternar diariamente local de aplicação, não aspirar ou massagear o local de aplicação, 223 observar presença de hematomas, equimose e inflamação nos locais de aplicação. Não administrar por via IM. 224 HIDROCORTISONA (Corticosteroide [Glicocorticoide]) Nome comercial: CORTISONAL, CORTISTON, CORTIZOL, HIDROCORTEX, HIDROSONE, SOLU-CORTEF, SUCCINATO SÓDICO DE HIDROCORTISONA. Apresentações: Pó para solução injetável. Administração: IV(EV), IM. Indicações: Controle da insuficiência adrenocortical. Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade ou intolerância prévia. Infecções ativas sem controle (exceto tratamento de meningite tuberculosa). Cuidados nos casos de estresse (cirurgia, infecções, podem requerer doses suplementares), infecções potenciais (pode mascarar sinais de febre ou inflamação), durante tratamento crônico (causa supressão adrenal) e em crianças (uso crônico prejudica o crescimento). Lactação evitar uso crônico. Gestantes: segurança ainda não estabelecida. Reações adversas: CV: Hipertensão. Dermatológicas: Acne, diminuição da cicatrização, equimose, hirsutismo, petéquias. Endócrina: Supressão adrenal, hiperglicemia. GI: Úlcera péptica, náusea, vômito. Hematológicas: Tromboembolismo, tromboflebite. 225 Hidroeletrolíticas: Retenção urinária, hipocalemia, alcalose hipocalêmica. Musculoesqueléticas: Fraqueza muscular, osteoporose, necrose asséptica das articulações, mialgia. Oftalmológicas: Catarata, aumento da PIO. SNC: Anorexia, depressão, euforia, cefaleia, aumento da pressão intracraniana (em crianças), mudanças de comportamento, psicose, agitação. Outras: Aparência Cushingoide (face de lua), aumento da suscetibilidade a infecções. Interações: Álcool e anti-inflamatórios: Aumentam o risco de úlcera GI e hemorragia. Anfotericina B ou inibidores da anidrase carbônica: Podem causar hipopotassemia grave. Bloqueadores musculares não-despolarizantes: aumento dos efeitos dos bloqueadores. Digitálicos: aumentam possibilidade de arritmias ototoxicidade digitálica associada com hipotassemia. Hormônios da tireoide: necessidade de ajustes na dose dos corticoides. Imunossupressoras: aumentam o risco de infecções e linfomas. Vacinas de vírus vivo atenuado: Risco de desenvolver a doença viral. Antimuscarínicos: aumento da PIO. Diuréticos: diminui o efeito dos diuréticos e vice-versa. Estrogênios e anticoncepcionais orais contendo estrogênio: aumentam o efeito dos corticoides. Cuidados de Enfermagem: Administrar dose, quantidade, tempo e via conforme prescrição médica. Não interromper o 226 tratamento sem conhecimento médico. Não usar em gravidez ou lactação. Informar principais reações adversas e que procure o médico se surgir alguma. Orientar que evite consumo de álcool, tabaco e outras drogas. Atentar ao uso concomitante de outras medicações. Durante o tratamento com corticosteroides não realizar nenhuma imunização. Recomende que o paciente evite lugares com multidões e contato com pessoas com doenças contagiosas, devido imunossupressão. Recomendar dieta rica em proteína, cálcio e potássio, hipossódica e com restrição aos carboidratos. Orientar sobre realização frequente de exames laboratoriais e a necessidade de exames oftalmológicos. Antes da administração, manter prontamente equipamentos de ressuscitação, medicamentos indicados e pessoal treinado. Avaliar ECG durante administrações. Monitorar exames laboratoriais e eletrólitos. 227 IMIPENEM (Associação antibiótico betalactâmico [Carbapenema] Inibidor da degradação renal do Antibiótico) Nome comercial: TIENAM. Apresentações: Pó para solução injetável. Administração: IM, IV(EV). Indicações: Tratamento de infecções dos tratos respiratório inferior e urinário. Infecções abdominais, ginecológicas, da pele e das estruturas da pele, ósseas e articulares. Bacteremia, endocardite, infecções polimicrobianas. Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade, possibilidade de reatividade cruzada com penicilinas e cefalosporinas. Usar cuidadosamente nos casos de hipersensibilidade múltipla, convulsões, pacientes geriátricos, prejuízo renal. Segurança ainda não estabelecida em crianças, gestantes e lactantes. Reações adversas: CV: Hipotensão. Dermatológicas: Rash, prurido, sudorese, urticária. GI: Colite pseudomembranosa, diarreia, náusea, vômito. Hematológica: Eosinofilia. Local: Flebite (IV). SNC: Convulsão, tontura, sonolência. Outras: Reações alérgicas (anafilaxia, febre e superinfecção). Interações: Aminoglicosídios: possível inativação do efeito. Ciclosporinas ou ganciclovir: maior risco de convulsões. 228 Probenecida: diminuição da excreção renal e aumento dos níveis séricos. Cuidados de Enfermagem: Administrar dose, quantidade, tempo e via conforme prescrição médica. Não interromper o tratamento sem conhecimento médico. Não usar em crianças pré-maturas, recém-nascidas, gravidez ou lactação. Informar principais reações adversas e que procure o médico se surgir alguma. Recomendar que evite dirigir devido tontura. Atentar ao uso concomitante de outras medicações. Avaliar rigorosamente qualquer reação neurológica ou cries convulsivas, e comunicar ao médico caso ocorra. IM: Não adicionar ou misturar a droga com outros antibióticos, verificar se o paciente possui alguma cardiopatia antes da administração ou qualquer sinal de hipersensibilidade; administrar profundamente em glúteo ou face lateral da coxa. IV: Não diluir com substâncias que possuem lactato nem com outros antibióticos. 229 LORAZEPAM (Sedativo-hipnótico) Nome comercial: LORAZEFAST, LORAZEPAM, LORAX, MAX- PAX, MESMERIN. Apresentações: Comprimido. Administração: VO. Indicações: Distúrbio de ansiedade ou ansiedade associada à depressão. Ansiedade ou tensão aguda associada ao estresse da vida cotidiana. Contraindicações e precauções:Hipersensibilidade aos benzodiazepínicos. Psicose, glaucoma, choque, coma, intoxicação por álcool, depressão dos sinais vitais, gestação, lactação ou durante o trabalho de parto. Use cuidadosamente nos casos de disfunção hepática e renal. Reações adversas: CV: Bradicardia, taquicardia, colapso CV, hipertensão, hipotensão, palpação, edema. Dermatológicas: Urticária, prurido, rash, dermatite, diaforese. Endócrina: Alteração da libido, irregularidade menstrual, ginecomastia. GI: constipação, diarreia, boca seca, sialorréia, náusea, vômito. GU: Incontinência ou retenção urinária. Hematológicas: Discrasias sanguíneas, agranulocitose, leucopenia. SNC: Anorexia, nervosismo, sonolência temporária, sedação, depressão, letargia, apatia, fadiga, desorientação, hostilidade, 230 episódio de mania, inquietação, confusão, choro, delírio, cefaleia, diartria, estupor, tremor, distonia, euforia, parestesia, dificuldade de concentração, sintomas extrapiramidais. Outros: soluços, febre, distúrbios musculares, síndrome de abstinência. Interações: Álcool aumenta a depressão do SNC. Teofilina diminui o efeito do lorazepam Cuidados de Enfermagem: Administrar dose, quantidade, tempo e via conforme prescrição médica. Não interromper o tratamento sem conhecimento médico. Não usar em crianças pré-maturas, recém-nascidas, gravidez ou lactação. Informar principais reações adversas e que procure o médico se surgir alguma. Higiene oral e balas sem açúcar ou pastilhas podem diminuir a sensação de boca seca. Recomendar que evite dirigir devido tontura. Orientar que evite consumo de álcool, tabaco e outras drogas. Atentar ao uso concomitante de outras medicações. Atentar aos níveis de TGO, TGP LDH e fosfatase alcalina. A maior parte da dose deve ser administrada antes de dormir, para evitar sedações durante o dia. 231 MALEATO DE DEXCLORFENIRAMINA (Anti-histamínico H1) Nome comercial: ALERGYO, MALEATO DE DEXCLORFENIRAMINA, POLARAMINE, POLARAMINE CREME, POLAREN. Apresentações: Creme dermatológico; Drágea; Solução oral; Xarope. Administração: VO, Tópico. Indicações: Rinite alérgica perene ou sazonal, rinite vasomotora, conjuntivite alérgica, angioedema e urticária. Eczemas alérgicos, dermatite atópica, dermatite de contato e pruridos de origem não específica. Reações a soro, picadas de inseto, drogas e sangue. Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. Glaucoma de ângulo fechado, úlcera péptica. Hipertrofia prostática sintomática, crises de asma. Uso concomitante de IMAOs. Gestação (3º trimestre) ou lactação. Crianças prematuras ou recém-nascidos. Uso cuidadoso durante a gestação. Idosos tem maior possibilidade de apresentarem tontura, sedação, síncope e hipotensão. Reações adversas: CV: Hipotensão, palpitações, bradicardia, taquicardia, extra-sístolia. Dermatológicas: Urticária, fotossensibilidade, rash, sudorese. 232 GI: Boca seca, diarreia, desconforto epigástrico, aumento do apetite, náusea, vômito, constipação. GU: Frequência ou retenção urinária, disúria, alteração do ciclo menstrual, diminuição da libido. Hematológicas: Anemia hemolítica, anemia hipoplástica, trombocitopenia, leucopenia, agranulocitose, pancitopenia. Metabólica: Aumento de peso. Respiratórias: espessamento de secreções bronquiais, tensão torácica, respiração ofegante, obstrução nasal, secura de nariz e garganta, dor de garganta. SNC: Tontura, sonolência, sedação, anorexia, distúrbios de coordenação, fadiga, confusão, agitação, euforia, nervosismo, tremor, cefaleia, visão borrada, diplopia, vertigem, zumbido, labirintite aguda, histeria. Outras: Choque anfilático. Interações: Álcool e depressores do SNC: aumento do efeito depressivo do SNC. Anticoagulantes orais e corticosteroides: possível redução dos efeitos dessas drogas. Anti-inflamatórios: Maior risco de reações adversas GI. IMAOs: prolongamento e intensificação dos efeitos da droga. Cuidados de Enfermagem: Administrar dose, quantidade, tempo e via conforme prescrição médica. Não interromper o tratamento sem conhecimento médico. Não usar em crianças pré-maturas, recém-nascidas, gravidez ou lactação. Informar principais reações adversas e que procure o médico se surgir alguma. Higiene oral e balas sem açúcar ou pastilhas podem 233 diminuir a sensação de boca seca. Recomendar uso de protetor solar e vestimenta adequada devido fotossensibilidade. Recomendar que evite dirigir devido tontura. Orientar que evite consumo de álcool, tabaco e outras drogas. Atentar ao uso concomitante de outras medicações. Pode ser administrada com alimentação diante desconforto GI. A apresentação em xarope é recomendada aos pacientes que tem dificuldade de deglutição. 234 MALEATO DE ENALAPRIL (Hipotensor arterial [Inibidor da ECA]) Nome comercial: ANGIOPRIL, ENALABAL, ENAPROTEC, ENATEC, EUPRESSIN, GLIOTEN, MALEATO DE ENALAPRIL, RENITEC, SANVAPRESS, VASOPRIL. Apresentações: Comprimido e Solução Injetável. Administração: VO, IV(EV). Indicações: Hipertensão arterial de todos os graus, hipertensão renovascular. Insuficiência cardíaca congestiva. Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade, gestação. Possibilidade de reatividade cruzada entre inibidores da ECA. Use cuidadosamente nos casos de disfunção renal ou hepática, hipovolemia, hiponatremia, terapia diurética concomitante, estenose aórtica, insuficiência cardíaca ou cerebrovascular, cirurgia/anestesia (possível hipotensão) e idosos. Extrema cautela nos casos de história familiar de angioedema. Lactação e crianças segurança ainda não estabelecida. Reações adversas: CV: Infarto Agudo do Miocárdio ou AVC, dor torácica, distúrbios do ritmo cardíaco, palpitação, angina pectoris, hipotensão, hipotensão postural, síncope. Dermatológicas: Eritema multiforme, dermatite esfoliativa, síndrome de Stevens-Jhonson, necrólise epidérmica tóxica, 235 diaforese, pênfigo, urticária, prurido, alopecia, rubor facial, rash. Endócrina: Impotência. Ex. Laboratoriais: Elevação das enzimas hepáticas. GI: Íleo paralítico, pancreatite, constipação, diarreia, estomatite, dispepsia, náusea, vômito, diegeusia, dor abdominal. GU: Disfunção renal, insuficiência renal, oligúria, aumento na ureia e creatinina séricas. Hematológicas: Aumento de bilirrubina, redução em hemoglobina e hematócrito, neutropenia, hiponatremia, trombocitopenia, agranulocitose. Hepáticas: Insuficiência hepática, hepatite, icterícia. Hidroeletrolítica: Hipercalemia. Musculoesquelética: Cãibras musculares. Oftalmológica: Visão turva. Otorrinolaringológicas: Glossite, rinorréia, dor de garganta, rouquidão, zumbido. Respiratórias: Infiltrados pulmonares, broncospasmo ou asma, tosse, dispneia. SNC: Anorexia, depressão, cefaleia, fadiga, astenia, confusão mental, nervosismo, sonolência, insônia, depressão medular. Outros: Reação de hipersensibilidade. Interações: AINES: neutralização da resposta anti- hipertensiva. Álcool, antidepressivos, fenotiazinas e nitratos: hipotensão aditiva. Alopurinol: Maior risco de hipersensibilidade. Antiácidos: diminuição da absorção do 236 enalapril. Capsaicina: aumento da tosse. Ciclosporina, diuréticos poupadores do potássio ou suplementos de potássio: Hipercalemia. Digoxina ou lítio: Aumento nos níveis e possível toxicidade por essas drogas. Diuréticos: Hipotenção excessiva. Rifampicina: diminuição da eficácia do enalapril. Cuidados de Enfermagem: Administrar dose, quantidade, tempo e via conforme prescrição médica.Não interromper o tratamento sem conhecimento médico. Informar ao paciente que a medicação não cura a hipertensão e que ele deve seguir o tratamento rigorosamente. Não utilizar em crianças, gestantes e lactantes. Informar ao paciente as principais reações adversas e comunicar à equipe de saúde imediatamente caso manifeste. Enfatize a importância de mudanças de hábitos, procurando segui deita hipossódica, diminuir ou eliminar tabagismo, etilismo e outras drogas. Realizar atividades físicas diariamente sobre orientação de profissionais. Mudar de posição lentamente para evitar hipotensão. Devido tontura, recomendar que evite atividades que necessitam de grande concentração e estado de alerta (dirigir). Monitorar PA, pulso periférico, peso, retenção hídrica e exames laboratoriais. Atentar quanto interação medicamentosa. 237 MEBENDAZOL (Anti-Helmíntico) Nome Comercial: PANTELMIN, HELMIBEN, HELMIZIL, MEBENDAZOL, MULTIELMIN, NECAMIN, NOVELMIN, PANFUGAN, PARAVERM, SIRBEN, VERMIBEN, VERMOPLEX, DISPONÍVEL TAMBÉM EM OUTRAS ASSOCIAÇÕES COM OUTROS ANTI-HELMÍNTICOS. Apresentações: Comprimidos; Frascos com 30ml ou 40ml (100mg/5ml) de suspensão oral. Administração: Uso VO. Indicações: Enterobiose. Tricuríase, ascaridíase, ancilostomíase ou infecções mistas. Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. Gestação ou lactação. Reações Adversas: GI: diarreia, dor abdominal. Outras: febre Interações: Carbamazepina: diminuição do efeito do mebendazol Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a tomar a medicação conforme recomendado e não interromper o tratamento, sem o conhecimento do médico, ainda que melhore. A medicação não deve ser usada durante a gestação ou a lactação. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita) ou, 238 ainda, se a paciente estiver amamentando, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Informe ao paciente as reações adversas mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, diante da ocorrência de qualquer uma delas, principalmente diarreia, como também aquelas incomuns ou intoleráveis, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomende ao paciente a manutenção de boas normas de higiene pessoal, principalmente quanto à lavagem das mãos. O paciente não deverá manipular nem preparar alimentos, durante a infestação. Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia. Saneamento básico e higiene pessoal: o tratamento medicamentoso das parasitoses deve ser associado às seguintes normas: 1. Beber somente água fervida ou filtrada; 2. Utilizar somente vasos sanitários bem limpos e desinfetados; 3. Lavar e ferver as roupas de cama e de uso íntimo e pessoal; 4. Manter normas de asseio diárias (escovação dos dentes, banhos); 5. Lavar as mãos várias vezes por dia (principalmente durante o preparo dos alimentos, antes das refeições e após a utilização do vaso sanitário) e manter as unhas sempre limpas; 6. Manter as unhas e os pés sempre limpos e calçados; 7. Lavar bem as verduras e frutas 239 anteriormente ao seu consumo; 8. Cozinhar bem os alimentos; 9. Embalar e armazenar adequadamente os alimentos na geladeira ou em armários fechados; 10. Observar o estado de conservação das embalagens e evitar o consumo de produtos comercializados em latas amassadas ou que estejam com seus lacres rompidos ou com o prazo de validade vencido; e 11. Acondicionar adequadamente o lixo para evitar a infestação de insetos e roedores. Interações medicamentosas: atenção ao uso concomitante com outras drogas ou alimentos. VO: os comprimidos podem ser macerados ou mastigados e administrados com água e alimentos; o paciente deverá mastigar bem os comprimidos antes de engoli-los e, em seguida, beber um copo de água. 240 METFORMINA (Antidiabético) Nome Comercial: GLIFAGE, DISPONÍVEL TAMBÉM EM ASSOCIAÇÕES DE ANTIDIABÉTICOS. Apresentações: Comprimidos. Administração: Uso VO. Indicações: Diabetes mellitus não-insulinodependente (tipo 2). Contraindicações: Hipersensibilidade. Febre. Infecções. Trauma. Grandes cirurgias. Cetoacidose. Acidose. Coma. Diabetes juvenil (tipo 1). Disfunção hepática ou renal. Uremia. Disfunções da tireoide e endócrinas. Glicosúria. Hiperglicemia. Durante o trabalho de parto (recomenda-se suspender a droga 1 mês antes da data prevista para o parto). Lactação. Reações Adversas: Dermatológicas: reações alérgicas, prurido, eritema, urticária. Endócrinas: acidose láctica, hipoglicemia. GI: náuseas, vômitos, desconforto epigástrico, diarreia. SNC: anorexia. Interações: Cimetidina: maior risco de hipoglicemia. Glicocorticoides: maior risco de acidose lática. Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a tomar a medicação conforme recomendado e não interromper o tratamento, sem o conhecimento do médico, ainda que melhore. 241 A medicação não deve ser usada durante o trabalho de parto e a lactação. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita) ou, ainda, se a paciente estiver amamentando, o médico deverá ser comunicado imediatamente. O uso da medicação deverá ser suspenso 1 mês antes da data prevista para o parto. Informe ao paciente as reações adversas mais frequentes relacionadas ao uso da medicação e na ocorrência de qualquer uma, principalmente as incomuns ou intoleráveis, o médico deverá ser consultado. Informe, também, que a medicação pode causar gosto metálico. Recomende ao paciente a prática diária de exercícios para prevenir episódios hipoglicêmicos, uma boa higiene pessoal para evitar infecções e o uso de sapatos confortáveis para não machucar os pés. Recomende ao paciente o acompanhamento de um nutricionista para acompanhar a dieta e a perda de peso. Pode causar sonolência. Recomende que o paciente evite dirigir e outras atividades que requerem estado de alerta, até que a resposta à medicação seja conhecida. Recomende ao paciente que evite o consumo de álcool, como também de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia. Durante a terapia, monitore: a glicose na urina e no sangue (para controlar o efeito da droga); se, após 1-3 meses de terapia, não for obtido um controle satisfatório da glicose, 242 deve-se iniciar insulinoterapia; e avalie: dificuldade respiratória, fraqueza, dor muscular, sonolência ou desconforto GI repentino e, diante essas reações, suspenda o uso da medicação e comunique imediatamente ao médico. Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas. VO: a medicação pode ser administrada com alimentos para evitar desconforto GI. 243 METILDOPA (Hipotensor arterial [inibidor adrenérgico central]) Nome Comercial: ALDOMET, METILDOPA, TENSIOVAL. Apresentações: Comprimido. Administração: Uso VO. Indicações: Hipertensão e crises hipertensivas. Contraindicações e Precauções: Hipersensibilidade. Disfunção hepática. Use cuidadosamente nos casos de disfunção hepática ou renal, diálise e durante a gestação ou lactação. Reações Adversas: CV: miocardite, bradicardia, angina pectoris, pericardite, hipotensão postural, edema. Dermatológicas: rash. Endócrinas: ginecomastia, hiperprolactinemia, amenorreia, galactorréia, impotência, dificuldade de ejaculação, diminuição da libido. GI: náuseas, vômitos, distensão, constipação, flatulência, diarreia, colite, boca seca, língua dolorida ou “preta”. Hematológicas: teste de Coombs positivo,anemia hemolítica, supressão da medula óssea, leucopenia, granulocitopenia, trombocitopenia. Hepáticas: necrose hepática, disfunção hepática, icterícia, hepatite. Musculoesqueléticas: artralgia, mialgia. 244 SNC: sedação, cefaleia, astenia, fraqueza, tontura, distúrbios cerebrovasculares, parestesia, parkinsonismo, distúrbios psicóticos. Interações: Exames laboratoriais: possível interferência nos resultados de testes de ácido úrico, creatinina, TGO e catecolaminas. Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a tomar a medicação conforme recomendado e não interromper o tratamento, sem o conhecimento do médico, ainda que melhore. Informe ao paciente o objetivo da medicação para facilitar tanto a compreensão do seu diagnóstico com também a sua colaboração no tratamento. Enfatize a importância da mudança de hábitos (abandono do tabagismo e do consumo de álcool, controle do estresse), estimule o paciente a praticar exercícios regularmente (hidroginástica, caminhada, natação) e a seguir uma dieta alimentar adequada e, se possível, conforme prescrito pela nutricionista. A medicação deve ser usada cuidadosamente durante a gestação ou a lactação. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita) ou, ainda, se a paciente estiver amamentando, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomenda- se cautela também nos casos de disfunção hepática ou renal e diálise. 245 Informe ao paciente as reações adversas mais frequentes relacionadas ao uso da medicação e na ocorrência de qualquer uma, principalmente as incomuns ou intoleráveis, o médico deverá ser consultado. Recomende que o paciente mude lentamente de posição para minimizar a hipotensão postural, durante a terapia. Pode causar tontura. Recomende que o paciente evite dirigir e outras atividades que requerem estado de alerta, até que a resposta à medicação seja conhecida. Recomende ao paciente que evite o consumo de álcool, como também de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia. Principalmente nas primeiras 6-12 semanas de terapia, monitore: a função hepática e, diante febre, disfunção hepática ou icterícia, suspenda o uso da medicação e comunique imediatamente o médico. Durante terapia, monitore: a função hematológica; e avalie: principalmente anemia hemolítica e teste de Coombs positivo e, diante essas reações, suspenda o uso da medicação e comunique imediatamente ao médico. Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante com outras drogas. 246 METRONIDAZOL (Amebicida, Antibacteriano, Giardicida, Tricomonicida) Nome Comercial: METRONIDAZOL SISTÊMICO: FLAGYL, FLAGYL INJETÁVEL, METRONIDAZOL, POLIBIOTIC. METRONIDAZOL TÓPICO: FLAGYL GINECOLÓGICO GELÉIA, TAMBÉM DISPONÍVEL EM ASSOCIAÇÕES; BENZOILMETRONIDAZOL TÓPICO: DISPONÍVEL EM ASSOCIAÇÕES CLORIDRATO DE METRONIDAZOL SISTÊMICO: METRONIDAZOL 0,5%. Apresentações: Creme vaginal, comprimidos e solução injetável. Administração: Uso VO, parenteral (IV) e tópico. Indicações: Amebíase intestinal aguda e extra-intestinal. Tricomoníase sintomática e assintomática. Tratar também o parceiro assintomático de paciente infectada por T. vaginalis. Balantidíase. Giardíase. Vaginite por Gardnerella vaginalis. Tratamento de infecções anaeróbicas graves, abscessos cerebrais, infecções intra-abdominais e pélvicas, osteomielite, artrite séptica e endocardite. Vaginite bacteriana; colite pseudomembranosa causada por Clostridium difficile. O tratamento dura 7-14 dias, mas pode ser mais longo para algumas infecções (p. ex., articulações, ossos, endocárdio). A via IV deve ser substituída por VO logo que possível. Úlcera péptica por Helicobacter pylori; Via tópica (intravaginal). 247 Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade à droga. Gestação (1° trimestre). Use cuidadosamente nos casos de discrasias sanguíneas, convulsões ou distúrbios neurológicos, prejuízo hepático grave (recomenda-se diminuir a dose) e em crianças (a segurança do uso por vias IV e VO [para infecções, que não amebíase e tricomoníase] ainda não foi estabelecida). Gestação: segurança ainda não estabelecida (tem sido usada no tratamento de tricomoníase durante o 2° e 3° trimestres da gravidez, mas não como regime de dose única). Lactação: quando realmente necessário, recomenda-se administrar dose única e interromper a amamentação durante 24hs. Reações adversas: Dermatológicas: ardência, pele seca (moderada), irritação, vermelhidão transitória (uso tópico apenas); rash, urticária. GI: dor abdominal, náuseas, diarreia, boca seca, língua saburrosa, glossite, gosto estranho, vômito. Hematológica: leucopenia. Local: flebite (IV). Neurológica: neuropatia periférica. Oftalmológica: lacrimação (uso tópico apenas). SNC: anorexia, convulsão, tontura, cefaleia. Outra: superinfecção. Interações: Álcool: possíveis reações do tipo dissulfiram. Azatioprina ou fluorouracil: maior risco de leucopenia. 248 Cimetidina: possível diminuição do metabolismo do metronidazol. Dissulfiram: possível psicose aguda e confusão. Fenobarbital: aumento do metabolismo e possível diminuição da efetividade. Varfarina: aumento do efeito dessa droga. Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser administrada exatamente conforme recomendado e o tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento do médico, ainda que o paciente alcance melhora. A medicação não deve ser usada durante a gestação (1° trimestre) e a lactação. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita) ou, ainda, se a paciente estiver amamentando, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomenda- se cautela também nos casos de história de discrasias sanguíneas, convulsões ou distúrbios neurológicos, prejuízo hepático grave (recomenda-se reduzir a dose) e em crianças (a segurança do uso por vias IV e VO [para outras infecções, que não amebíase e tricomoníase] ainda não foi estabelecida). Durante a gestação, quando seu uso for realmente necessário, a medicação deverá ser administrada em 7 dias. Quando realmente necessário, durante a lactação, recomenda-se administrar dose única e interromper a amamentação, durante 24hs. 249 Informe ao paciente as reações adversas mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente aquelas incomuns ou intoleráveis, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Informe, também, que a medicação pode causar gosto metálico e tornar a urina escura (marrom-avermelhado) e que o parceiro sexual, ainda que assintomático, também deverá receber a medicação para evitar reinfecção. Pode causar desmaio e sonolência. Recomende que o paciente evite dirigir e outras atividades que requerem estado de alerta , até que a resposta à medicação seja conhecida. Recomende ao paciente que evite o consumo de álcool, durante a terapia e 48hs após o seu término, como também o uso de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia. Antes da administração da primeira dose, avalie: os resultados da cultura e do antibiograma. Durante a terapia: documente as evacuações (frequência e características); e avalie: edema, principalmente aqueles que estejam sob uso de corticosteroides (a medicação causa retenção de sódio). Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas. 250 VO: a medicação pode ser administrada durante as refeições para evitar desconforto GI. IV:infunda com soro glicosado 5% ou fisiológico 0,9%, no mínimo, em 1h; a droga não deve ser colocada na geladeira para evitar precipitação; a droga deve ser mantida em temperatura ambiente. Tópico: diante irritação excessiva da pele, o uso da medicação deverá ser suspenso; evite o contato da droga com os olhos, os lábios e as mucosas da boca e do nariz; em caso de contato acidental, lave o local afetado com água abundante (morna ou fria) e comunique ao médico. Intravaginal: antes e após a aplicação, a paciente deverá lavar bem as mãos com água e sabão, assim como o aplicador também deverá ser limpo com água e sabão; instrua a paciente sobre o uso correto do aplicador, que deve ser introduzido completamente na vagina ao deitar-se; a paciente deve permanecer reclinada por, pelo menos, 30 min., após a aplicação; a paciente deve usar absorventes higiênicos para proteger as roupas (íntimas e de cama). 251 MIDAZOLAM (Sedativo – Hipnótico) Nome Comercial: DORMONID, DORMIRE, DORMIUN, INDUSON, MIDAZOLAM. Apresentações: Comprimidos; Frascos de solução oral + dosador oralpack. Ampolas de solução injetável. Administração: Usos VO, IM e IV. Indicações: Sedação/ansiólise/amnésia pré-operatória em pacientes adultos e pediátricos. Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. Possibilidade de reatividade cruzada com outros benzodiazepínicos. Choque. Pacientes comatosos ou aqueles com depressão do SNC preexistente. Dor severa sem controle. Glaucoma de ângulo agudo. Gestação. Recém-nascidos (recomenda-se evitar o uso de formulações que contém álcool benzilíco). Use cuidadosamente nos casos de doença pulmonar, ICC, prejuízo renal ou hepático graves e em pacientes pediátricos obesos (recomenda-se calcular a dose de acordo com o peso corporal ideal), geriátricos ou debilitados (principalmente aqueles > 70 anos; devido a maior suscetibilidade aos efeitos depressores cardiorrespiratórios, recomenda-se reduzir a dose nesses pacientes). Lactação: segurança ainda não estabelecida. Reações adversas: CV: parada cardíaca, arritmias. Dermatológicas: rash. 252 GI: soluços, náuseas, vômito. Locais: flebite (IV), dor (IM). Oftalmológica: visão borrada. Respiratórias: apneia, laringoespasmo, depressão respiratória, broncoespasmo, tosse. SNC: agitação, sonolência, sedação excessiva, cefaleia. Interações: Álcool, anti-histamínicos, opióides e sedativos/hipnóticos (outros): depressão do SNC aditiva (recomenda-se reduzir a dose de midazolam em 30%-50%, quando sob o uso concomitante dessas drogas). Álcool (doses altas), anti-hipertensivos ou nitratos: maior risco de hipotensão. Alimentos: o suco de laranja diminui o metabolismo e pode aumentar os efeitos do midazolam. Carbamazepina, fenitoína, fenobarbital, rifabutina e rifampicina: diminuição nos níveis do midazolam. Cetoconazol, cimetidina, diltiazem, eritromicina, fluconazol, itraconazol, ranitidina e verapamil: diminuição do metabolismo do midazolam e aumento dos seus efeitos. Indutores ou inibidores do citocromo P-450 3A4: possível alteração dos efeitos do midazolam. Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser administrada exatamente conforme recomendado. Informe ao paciente o objetivo da medicação para facilitar a sua colaboração no tratamento. Informe, também, que o uso excessivo pode causar dependência física e psicológica. 253 Recomende ao paciente que mantenha a medicação longe do alcance de crianças e adolescentes. A medicação não deve ser usada em recém-nascidos (recomenda-se evitar o uso de formulações que contém álcool benzílico) nem durante a gestação ou lactação. No caso confirmada ou suspeita ou, ainda, se a paciente estiver amamentando, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomende à paciente o emprego de métodos contraceptivos seguros e adequados, durante a terapia. Recomende cautela também nos casos de doença pulmonar, ICC, prejuízos renal ou hepático graves e em pacientes pediátricos obesos (recomenda-se calcular a dose de acordo com o peso corporal ideal), geriátricos ou debilitados (principalmente aqueles > 70 anos, devido a maior suscetibilidade aos efeitos depressores cardiorrespiratórios, recomenda-se reduzir a dose nesses pacientes). Informe ao paciente as reações adversas mais frequentes relacionadas ao uso da medicação e na ocorrência de qualquer uma, principalmente as incomuns ou intoleráveis, o médico deverá ser consultado. Recomende que o paciente mude de posição ou que se levante da cama ou de cadeiras lentamente para minimizar a hipotensão postural, durante a terapia. 254 Após a administração, o paciente deverá permanecer em ambiente tranquilo, durante 4h, para evitar efeitos residuais ao despertar. Pode causar tontura e sonolência. Recomende que o paciente solicite, conforme necessário, auxílio para sua deambulação ou seu transporte, para prevenir quedas, cortes, fraturas e possíveis sangramentos, como também que evite a prática de atividades que requerem estado de alerta, durante 24hs após a administração. Recomende ao paciente que evite o tabagismo, o consumo de álcool e o uso concomitante de outros depressores do SNC (durante 24hs após a administração), como também de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia. Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante com outras drogas. VO: os comprimidos não devem ser mastigados, eles devem ser engolidos inteiros com um pouco de água, leite ou algum alimento, imediatamente antes de deitar-se. IV: uso exclusivo hospitalar; a medicação deve ser administrada sob supervisão médica e mediante o emprego de medidas de apoio, nos casos de insuficiência cardiorrespiratória. 255 NISTATINA (Antibiótico Antifúngico poliênico) Nome Comercial: USO SISTÊMICO: MICOSTATIN, INOFUNGIN, NICOSTAN, NIDAZOLIN, NISTATINA. USO TÓPICO: MICOSTATIN CREME VAGINAL, NISTATINA CREME VAGINAL, DISPONÍVEL TAMBÉM EM ASSOCIAÇÕES. Apresentações: Frascos de suspensão oral; Creme vaginal. Administração: Usos VO e tópico (intravaginal) e dermatológico. Indicações: Infecções do trato GI. Infecções causadas por Candida albicans oral, vaginal e GI. Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade Reações adversas: GI: náuseas, vômito, diarreia (doses altas VO). Interações: Nenhuma significativa. Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser administrada exatamente conforme recomendado e o tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento do médico, ainda que o paciente alcance melhora. O uso da medicação deve ser mantido durante, no mínimo, 2 dias após o desaparecimento dos sintomas para evitar recidivas. 256 No caso de gravidez (confirmada ou suspeita) ou, ainda, se a paciente estiver amamentando, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Informe ao paciente as reações adversas mais frequentes relacionadas ao uso da medicação e na ocorrência de qualquer uma, o médico deverá ser consultado. Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia. Infecção oral por Candida albicans: o paciente deverá manter uma boa higiene oral, principalmente os idosos que usam próteses, para evitar infecções. Infecção vaginal por Candida albicans: informe à paciente que: 1. A terapia deve ser mantida mesmo durante o período menstrual ou conforme prescrição médica; 2. O parceiro sexual também deverá receber tratamento simultâneo; 3. Diabetes,parceiros infectados, calças compridas apertadas e o uso de antibióticos, contraceptivos orais ou corticosteroides são fatores predisponentes para o desenvolvimento de infecções vaginais; recomende que a paciente: 1. Siga estas recomendações para evitar reinfecção e propagação; 2. Consulte o médico sobre banhos de assento e duchas vaginais durante a terapia; 3. Use roupas íntimas de algodão; 4. Evite manter relações sexuais, durante a terapia, ou use preservativos. Mantenha rigorosas normas de higiene pessoal 257 e íntima; 6. Troque frequentemente as roupas (íntima, cama e banho); 7. Lave e ferva as roupas íntimas; 8. Utilize somente vasos sanitários bem limpos e desinfetados; 9. Após a evacuação, lave a região perianal (frente para trás); 10. Lave frequentemente as mãos, principalmente antes e após a utilização do vaso sanitário ou o contato com os órgãos genitais. VO: comprimidos: devem ser administrados com algum alimento; o tratamento deve ser mantido mesmo durante a menstruação; suspensão oral: no tratamento da candidíase oral, antes de usar a droga, o paciente deverá lavar a cavidade oral; o paciente deverá manter a suspensão na boca, durante alguns minutos, gargarejar e, em seguida, engolir; para a administração em recém nascidos, use um cotonete e aplique na mucosa oral. Intravaginal: o creme vaginal pode ser usado durante a gestação (> 6 semanas) para evitar monilíase (sapinho) no recém-nascido; tratamento deve ser mantido mesmo durante a menstruação; os aplicadores devem ser usados, única e exclusivamente, para administração vaginal e descartados logo após a sua utilização; informe à paciente sobre a técnica correta de limpeza da área envolvida, antes de aplicar a medicação, e o uso adequado do aplicador, que deverá ser introduzido completamente na vagina ao deitar; após a aplicação, a paciente deverá permanecer reclinada por, pelo 258 menos, 30min.; recomende à paciente o uso de absorventes higiênicos para evitar manchas em roupas (íntimas e de cama); recomende que a paciente evite manter relações sexuais, durante a terapia, ou use preservativos. 259 NITRATO DE MICONAZOL (Antimicótico tópico) Nome Comercial: DAKTARIN GEL ORAL, DAKTARIN GINECOLÓGICO, DAKTARIN LOÇÃO CREMOSA, DISPOÍVEL TAMBÉM EM ASSOCIAÇÕES. Apresentações: Loção cremosa. Administração: Uso tópico. Indicações: Tratamento da candidíase da cavidade bucofaríngea. Candidíase vulvovaginal. Contraindicações e Precauções: Hipersensibilidade ao miconazol ou a qualquer componente da formulação (ingredientes ativos, elementos aditivos, conservantes ou bases). Alguns produtos contêm álcool ou bissulfitos, e devem ser evitados em pacientes com intolerância prévia. Disfunção hepática. Gestação ou lactação: segurança ainda não estabelecida. Reações adversas: GI: náusea, vômito, diarreia; hepatite (casos isolados). Outra: reações alérgicas (raras). Interações: Nenhum relato até o momento. Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a aplicar a medicação exatamente conforme recomendado e a não interromper o tratamento, sem o conhecimento do médico, ainda que alcance melhora. 260 O tratamento deve ser mantido até o completo desaparecimento das lesões, o que ocorre, em média, após 1 semana. Alguns pacientes podem necessitar de um período de tratamento mais prolongado. As infecções fúngicas recorrentes podem ser um sinal de doença sistêmica. Após o término do tratamento e diante a falta de resposta ou a persistência dos sintomas, o médico deverá ser comunicado imediatamente. A medicação não deve ser usada durante a gestação ou lactação. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita) ou se a paciente estiver amamentando, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomende à paciente o emprego de métodos contraceptivos seguros, durante a terapia. Informe ao paciente as reações adversas mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente daquelas incomuns ou intoleráveis, persistência ou recorrência da infecção ou também de possíveis indicativos de supercrescimento do microorganismo (dor de garganta, febre, rash), o médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomende ao paciente o emprego frequente de assepsia (lavagem das mãos), antes e após cada aplicação, e a manutenção de higiene apropriada, incluindo a técnica correta 261 para lavagem das mãos e os cuidados com as unhas. Os adultos que usam próteses dentárias devem Retirá-las à noite e escová-las com o gel oral. Recomende ao paciente o uso de protetores solares ou de roupas mais adequadas para evitar possíveis reações de fotossensibilidade, durante a terapia. Recomende ao paciente que evite o uso concomitante de outros cremes, pomadas ou loções, como também de qualquer outra droga ou medicação, exceto quando recomendadas pelo médico. Informe, também, que o consumo de álcool, durante a terapia, pode causar náusea, vômito e hipertensão. Antes e durante a terapia: 1. Avalie as áreas envolvidas (condição da pele, infecções por fungos, descamação, ressecamento, prurido, tamanho e número de lesões); 2. Diante aumento da irritação, comunique imediatamente ao médico. Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas. Tópico: uso exclusivamente externo; evite o contato da medicação com os olhos; informe ao paciente sobre a técnica correta de limpeza da área envolvida (os adultos que usam próteses dentárias devem retirá-las à noite e escová-las com o gel oral); durante a aplicação, use luvas para prevenir posterior contaminação; aplique sobre a área afetada, com o 262 auxílio de um cotonete ou de uma gaze enrolada no dedo indicador, espalhando uniformemente a quantidade de gel necessária para cobrir toda a área da mucosa bucal; a medicação deve ser mantida hermeticamente fechada, em temperatura < 30°C e protegida da luz e da umidade. 263 NORFLOXACINO (Antibacteriano [fluorquinolona] Antisséptico urinário) Nome Comercial: FLOXACIN, FLOX, FLOXILIN, FLOXINOL, NORFLOXACINO, NORFLOXASAN, NORFLOXMED, RESPEXIL, UNI NORFLOXACIN, URITRAT, UROFLOX, UROSEPTAL, UROXAZOL-N. Apresentação: Comprimido. Administração: Uso VO. Indicações: Infecções no trato urinário causadas por E. Coli, Enterobacter, Proteus, Pseudomonas aeruginosa, Citrobacter, Staphylococcus aureus e grupo dos Streptococcus. Cistite. Gastrenterite bacteriana. Uretrite, faringite, proctite e cervicite gonorréica aguda. Febre tifoide. Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. Use cuidadosamente nos casos de disfunção renal ou hepática ou arteriosclerose cerebral. Reações adversas: Dermatológicas: fotossensibilidade, rash. GI: dor abdominal, náusea, flatulência, azia, boca seca. SNC: desmaio, fraqueza, cefaleia. Interações: Antiácidos, ferro e vitaminas: possível menor absorção norfloxacino (recomenda-se administrar 2h antes ou após). Nitrofurantoína: antagonismo. Probenecida: o uso concomitante não afeta as concentrações séricas do norfloxacino; entretanto, a excreção urinária diminui 264 (recomenda-se monitorizar toxicidade). Teofilina: aumento dos níveis plasmáticos. Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a tomar a medicação conforme recomendado e não interromper o tratamento, sem o conhecimento do médico, ainda que melhore. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita) ou, ainda, se a paciente estiver amamentando, o médico deverá sercomunicado imediatamente. Recomenda-se cautela também nos casos de disfunção renal ou hepática e arteriosclerose cerebral. Informe ao paciente as reações adversas mais frequentes relacionadas ao uso da medicação e na ocorrência de qualquer uma delas, principalmente febre, dor de garganta e rash, como também aquelas incomuns ou intoleráveis, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Durante a terapia, o paciente deverá receber hidratação adequada. Recomende ao paciente a ingestão de 1,5-2,5 litros/dia de líquidos. Recomende ao paciente o uso de protetores solares e de roupas mais adequadas para evitar reações de fotossensibilidade, durante a terapia. Pode causar boca seca. Enxágues orais frequentes, balas ou gomas de mascar sem açúcar podem minimizar este efeito. 265 Pode causar desmaio. Recomende que o paciente evite dirigir e outras atividades que requerem estado de alerta, durante a terapia. Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia. Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas. VO: a medicação deve ser administrada 2h antes ou 2h após as refeições, para evitar que alimentos, antiácidos, ferro ou vitaminas interfiram em sua absorção. 266 OMEPRAZOL (Antiúlcera péptica [inibidor da bomba de prótons]) Nome Comercial: OMEPRAZOL SÓDICO: PEPRAZOL, ESTOMEPE, EUPEPT, GASPIREN, GASTRIUM, LOSAR, OMEP, OMEPAMP, OMEPRAZOL SÓDICO, OMEPROTEC, OPRAZON, PEPSICAPS, PRAZONIL, UNIPRAZOL, VICTRIX, DISPONÍVEL TAMBÉM EM ASSOCIAÇÕES OMEPRAZOL MAGNÉSICO: LOSEC MUPS. Apresentações: Cápsula gelatinosa; pó p/ solução injetável. Administração: Usos VO e IV. Indicações: Esofagite erosiva. Úlcera duodenal. Úlcera gástrica. Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. Use cuidadosamente durante a gestação ou lactação. Reações adversas: Dermatológicas: rash, urticária, prurido, alopecia. GI: boca seca, diarreia, dor abdominal, náusea, vômito, constipação, atrofia da língua. Respiratórias: sintomas de insuficiência respiratória, tosse, epistaxe. SNC: cefaleia, tontura, astenia, insônia, apatia, ansiedade, parestesia. Outras: febre, dor nas costas. Interações: Benzodiazepínicos: aumento do nível sanguíneo e maior risco de toxicidade por essas drogas. Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser administrada exatamente conforme recomendado e o 267 tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento do médico, ainda que o paciente alcance melhora. A medicação deve ser usada cuidadosamente durante a gestação ou lactação. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita) ou, ainda, se a paciente estiver amamentando, o médico deve ser comunicado imediatamente. Recomende á paciente o emprego de um método contraceptivo seguro e adequado, durante a terapia. Informe ao paciente as reações adversas mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente diarreia, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Informe, também, sobre a possível ocorrência de alopecia. Pode causar boca seca. Enxágues orais frequentes, boa higiene oral e o consumo de balas ou gomas de mascar sem açúcar podem minimizar este efeito. Pode causar tontura. Recomende que o paciente evite dirigir e outras atividades que requerem estado de alerta, durante a terapia. Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico durante a terapia. Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas. 268 VO: a medicação deve ser administrada antes das refeições; as cápsulas não devem ser maceradas ou mastigadas. IV: nos casos indicados, a dose de 40mg proporciona redução imediata de 90% na acidez gástrica; nas indicações pré- cirúrgicas, administre 1h antes dos procedimentos; na reconstituição, utilize somente o solvente próprio; a solução não deve ser misturada com outros medicamentos, após a reconstituição infunda lentamente (velocidade média mínima: 2,5ml/min.; velocidade média máxima: 4ml/min.); após a reconstituição, a solução se mantém estável até 4h. 269 OXACILINA SÓDICA (Antibiótico [penicilina semissintética] [isoxazolil-penicilina]) Nome comercial: STAFICILIN-N, BACTOCILIN, OXACIL, OXANON, OXAPEN, OXACILINA. Apresentações: Pó para solução injetável. Administração: IM e IV. Indicações: Infecções de VAS (via aérea superior), pele e tecidos moles. Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. Use cuidadosamente em casos de disfunção renal e durante a gestação ou lactação (possível desenvolvimento de diarreia e candidíase no lactente). Reações adversas: Dermatológicas: rash. GI: glossite, estomatite, gastrite, dor na boca, náusea, vômito, diarreia, enterocolite, colite pseudomembranosa. GU: nefrite, oligúria, proteinúria, hematúria, azotemia, Piúria. Hematológicas: anemia, trombocitopenia, leucopenia, neutropenia, sangramento prolongado. Hepática: hepatite não-específica. Locais: dor, flebite, trombose. SNC: letargia, alucinação, convulsão. Outras: anafilaxia, superinfecção. Interações: Aminoglicosídios: diminuição do efeito dessas drogas em solução parenteral com oxacilina. 270 Tetraciclina: diminuição do efeito da oxacilina. Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser administrada exatamente conforme recomendado e o tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento do medico, ainda que o paciente alcance melhore. A terapia deve ser mantida por 2 dias, após o desaparecimento dos sinais de infecção. A oxacilina não deve ser misturada com outras drogas. A medicação deve ser usada cuidadosamente nos casos de disfunção renal e durante a gestação ou lactação (possível desenvolvimento de diarreia e candidíase no lactente). Informe ao paciente as reações adversas mais frequentes relacionadas ao uso da medicação e na ocorrência de qualquer uma, principalmente as incomuns ou intoleráveis, o médico deve ser consultado. Recomende que o paciente solicite, conforme necessário, auxílio para sua deambulação ou seu transporte, para prevenir quedas e possíveis fraturas como também que evite a prática de atividades que requerem estado de alerta, durante a terapia. Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia. Periodicamente, durante a terapia: controle microbiológico (hemocultura). 271 Interações medicamentosas: atenção durante o uso de outras drogas. IM: dilua 250mg em 1,5ml de água destilada; após a diluição, a solução se mantém estável durante 3 dias (temperatura ambiente) ou 7 dias (geladeira). IV: dilua 250-500mg em 5ml de água destilada ou solução salina e infunda em 10 min. 272 PANTOPRAZOL (Antiúlcera péptica [inibidor da bomba de prótons]) Nome comercial: PANTOZOL, PANTOCAL, PANTOPRAZOL, PANTOZOL INJETÁVEL, PYLOPRAZOL, ZIPROL, PURCAL. Apresentações: Comprimido; Pó para Solução injetável. Administração: VO e IV; Indicações: Tratamento de curta duração (8 semanas) da esofagite erosiva associada com doença do refluxo gastresofágico. Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. Lactação. Use cuidadosamente nos casos de prejuízo hepático grave. Gestação ou crianças: segurança ainda não estabelecida. Reações adversas: Endócrina: hiperglicemia. GI: dor abdominal, diarreia, eructação, flatulência. SNC: cefaleia.Interações: Reduz a absorção do cetoconazol. Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a tomar a medicação conforme recomendado e não interromper o tratamento, sem o conhecimento do medico, ainda que melhore. A medicação deve ser administrada durante 8 semanas, mas alguns pacientes podem ser beneficiados por um período adicional de mais 8 semanas. 273 A medicação não deve ser usada em crianças nem durante a gestação ou lactação. Recomenda-se cautela também nos casos de prejuízo hepático grave. Informe ao paciente as reações adversas mais frequentes e que, diante da ocorrência de qualquer uma delas, principalmente fezes alcatroadas e escuras, diarreia ou dor abdominal, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomende ao paciente a adoção de uma dieta alimentar adequada e, se possível, orientada pelo nutricionista. Recomende ao paciente que evite dirigir e outras atividades que requerem estado de alerta, até que a resposta á medicação seja conhecida. Recomende ao paciente que evite a ingestão de alimentos que possam causar irritação GI, o consumo de álcool, AAS e de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia. Durante a terapia, monitore: rigorosamente os pacientes idosos ou com insuficiência renal. VO: a medicação deve ser administrada com um pouco de líquido, antes ou durante o café da manhã; os comprimidos não devem ser mastigados ou partidos. 274 PARACETAMOL/ACETAMINOFEN (Analgésico, Antitérmico) Nome comercial: TYLENOL, DÔRICO, FERVEX, PARACETAMOL, TERMOL, TRIFEN, UNIGRIP, DISPONÍVEL TAMBÉM EM ASSOCIAÇÕES. Apresentações: Comprimido e solução oral; Administração: VO. Indicações: Dor leve e moderada, febre. Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade prévia. Use cuidadosamente nos casos de doença hepática grave, doença renal, alcoolismo crônico e desnutrição. Reações adversas: Dermatológicas: rash, urticária. GI: necrose hepática (superdosagem). Interações: AINEs (incluindo ácido acetilsalicílico): possível maior risco de reações adversas renais (recomenda-se evitar o uso concomitante crônico). Anticolinérgicos: retardo ou diminuição do efeito do paracetamol. Barbitúricos, carbamazepina e rifampicina: maior risco de hepatotoxicidade e possível diminuição do efeito terapêutico. Diflunisal: aumento dos níveis sanguíneos do paracetamol e possível maior risco de hepatotoxicidade (recomenda-se evitar o uso concomitante crônico) 275 Hepatotóxicos (incluindo álcool): possível hepatotoxicidade aditiva. Varfarina: possível maior risco de sangramentos (doses altas de paracetamol). Zidovudina: diminuição do efeito dessa droga. Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a tomar a medicação conforme recomendado e não interromper o tratamento, sem o conhecimento do medico, ainda que melhore. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita) ou, ainda, se a paciente estiver amamentando ou planejando amamentar, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomenda- se cautela também nos casos de doença hepática grave, doença renal, alcoolismo crônico e desnutrição. Informe ao paciente as reações adversas mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e na ocorrência de qualquer uma, principalmente as incomuns ou intoleráveis, o médico deverá ser consultado. Recomende ao paciente que evite consumo de álcool e uso concomitante de ácido acetilsalicílico ou de outros AINEs como também de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia. Antes da administração, avalie: reação de hipersensibilidade á droga, ao ácido acetilsalicílico ou aos outros AINEs; gestação 276 ou lactação; disfunção hepática, ou renal; história de alcoolismo. Durante a terapia, avalie: as reações adversas e, na presença de qualquer uma delas, suspenda o uso da medicação e comunique imediatamente ao médico. Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas. VO: a medicação pode ser administrada com alimentos para evitar desconforto GI. 277 PENTOXIFILINA (Antiagregante plaquetário) Nome comercial: TRENTAL, CHEMOPENT, PENTOXIFILINA, PENTOX, PENTRAL, TRENTOFIL, VASCER. Apresentações: Comprimido; Administração: VO e IV; Indicações: Distúrbios oclusivos da circulação arterial periférica e arteriovenosos de origem aterosclerótica ou diabética (claudicação intermitente, dor em repouso). Angioneuropatias (parestesias, acrocianose, doença de Raynaud). Distúrbios tróficos (ulcerações nas pernas e gangrena). Distúrbios circulatórios cerebrais (isquemia e estados pós-apopléticos, sequelas de arteriosclerose cerebral, como vertigem, amnésia, insônia e dificuldade de concentração), oculares ou do ouvido interno, relacionados a processos degenerativos vasculares, com diminuição da acuidade visual e auditiva. A dose deve ser calculada de acordo com o tipo e a severidade do distúrbio circulatório e a tolerância individual do paciente. Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade ou intolerância. Use cuidadosamente nos casos de DAC ou doença cerebrovascular, doença renal (recomenda-se usar doses mais baixas) e em pacientes geriátricos (maior risco de 278 reações adversas). Gestação, lactação ou crianças: segurança ainda não estabelecida. Reações adversas: CV: angina, arritmias, edema, rubor, hipotensão. GI: desconforto abdominal, eructação, distensão abdominal, diarreia, dispepsia, flatulência, náusea, vômito. Oftalmológica: visão borrada. Respiração: dispneia. SNC: agitação, tontura, sonolência, cefaleia, insônia, tremor, nervosismo. Interações: Ácido acetilsalicílico, ácido valpróico, AINEs, cefamandol, cefoperazona, cefotetana, heparina, plicamicina, trombolíticos ou varfarina: possível maior risco de sangramentos. Anti-hipertensivos e nitratos: possível hipotensão aditiva. Tabagismo (nicotina): possível diminuição dos efeitos benéficos da pentoxifilina. Teofilina: possível maior risco de toxicidade por essa droga. Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser administrada exatamente conforme recomendado e o tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento do médico, ainda que o paciente alcance melhora. A medicação promove o alivio dos sinais e sintomas de claudicação, mas é necessário associar outra terapia. 279 Informe ao paciente (e/ou aos seus familiares) o objetivo da medicação para facilitar tanto a compreensão do seu diagnóstico como a sua colaboração no tratamento. A medicação não deve ser usada em crianças nem durante a gestação ou lactação. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita) ou, ainda, se a paciente estiver amamentando ou planejando amamentar, o médico deve ser comunicado imediatamente. Recomende á paciente o emprego de métodos contraceptivos seguros e adequados, durante a terapia. Recomenda-se cautela também nos casos de DAC ou doença cerebrovascular, doença renal (recomenda-se o usar doses mais baixa) e em pacientes geriátricos (maior risco de reações adversas). Nos pacientes com disfunção renal (CCr < 30ml/min.), a dose diária deverá ser reduzida em 30-50%, enquanto naqueles com disfunção hepática grave, a dose deverá ser reduzida de acordo com a tolerância. Informe ao paciente (e/ou familiares) as reações adversas mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, diante da ocorrência de qualquer uma delas, principalmente dor no peito, palpitações, rubor, perda da consciência e câimbras, como também aquelasincomuns e intoleráveis, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomende ao paciente (e/ou familiares) que informe ao médico o esquema de medicação anterior ao tratamento ou á cirurgia. 280 Pode causar tontura e sonolência. Recomende ao paciente (e/ou familiares) que solicite auxílio para sua deambulação ou seu transporte, para prevenir quedas, fraturas e possíveis sangramentos, durante a terapia como também que evite a prática de atividades que requerem estado de alerta, até que a resposta á medicação seja conhecida. Recomende ao paciente (e/ou familiares) que evite o tabagismo (devido aos efeitos vasoconstritores da nicotina), o consumo de bebidas cafeinadas e o uso concomitante de ácido acetilsalicílico ou de outros AINEs, como também de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia. Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas. VO: a medicação deve ser administrada após as refeições; os comprimidos não devem ser mastigados ou macerados, eles devem ser engolidos inteiros com um copo de água. IV: a droga deve ser mantida em sua embalagem original e ao abrigo da luz, do calor e da umidade. 281 PREDNISONA (Corticosteroide [glicocorticoide]) Nome comercial: METICORTEN, BECORTEM, PREDNISONA, PREDSON, PREDVAL. Apresentações: Comprimido. Administração: VO; Indicações: Tratamento de uma ampla variedade de doenças crônicas (inflamatórias, alérgicas, hematológicas, neoplásicas e autoimune). Esclerose múltipla. Terapia adjunta na pneumonia por Pneumocystis catinii em pacientes com AIDS. Nefrose. Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade ou intolerância. Infecções ativas sem tratamento (exceto em pacientes que estejam sob tratamento de meningite tuberculosa). Lactação (recomenda-se evitar o uso crônico). Use cuidadosamente nos casos de infecções potenciais (pode mascarar sinais de febre e inflamação), estresse (cirurgia, infecções; podem ser necessárias doses suplementares), tratamento crônico (possível supressão adrenal; recomenda- se administrar a menor dose eficaz durante um período mais curto) e em crianças (o uso crônico causa diminuição de crescimento; recomenda-se administrar a menor dose eficaz durante um período mais curto). Gestação: segurança ainda não estabelecida. 282 Reações adversas: CV: hipertensão. Dermatológicas: acne, prejuízo na cicatrização de ferimentos, equimose, pele fina e frágil, hirsutismo, petéquias. Endócrinas: supressão adrenal, hiperglicemia, síndrome de Cushing. GI: úlcera péptica, náusea e vômito. Hematológicas: tromboembolismo, tromboflebite. Hidroeletrolíticas: retenção hídrica (terapias prolongadas de doses altas), hipocalemia, alcalose hipopotassêmica. Metabólica: alterações de peso. Musculoesqueléticas: perda de massa muscular, osteoporose, necroses assépticas femoral e umeral, dor muscular. Oftalmológicas: catarata, aumento da PIO. SNC: anorexia, depressão, euforia, cefaleia, aumento da pressão intracraniana (crianças apenas), mudança de personalidade, psicose, inquietação. Outras: maior suscetibilidade a infecções. Interações: AINEs (incluindo ácido acetilsalicílico): maior risco de reações adversas GI. Anfotericina B, diuréticos de alça e tiazídicos, mezlocilina, piperacilina ou ticarcilina: hipocalemia aditiva. Contraceptivos orais: possível bloqueio do metabolismo. Fenitoína, fenobarbital e rifampicina: estímulo no metabolismo e possível diminuição na efetividade. Fluoroquinolonas: possível maior risco de ruptura de tendão. 283 Glicosídios digitálicos: a hipocalemia pode aumentar o risco de toxicidade. Hipoglicêmicos orais ou insulina: possível aumento nas exigências dessas drogas. Vacinas de vírus vivos: possíveis diminuições da resposta dos anticorpos e maior risco de reações adversas (doses crônicas). Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a tomar a medicação conforme recomendado e não interromper o tratamento, sem o conhecimento do medico, ainda que melhore. O uso da medicação não deve ser suspenso subitamente ou sem o conhecimento do medico. Informe ao paciente os sintomas relacionados á suspensão súbita do seu uso (desenvolvimento de insuficiência adrenal [anorexia, náusea, fraqueza, fadiga, dispneia, hipotensão, hipoglicemia]). Quando necessário, as doses devem ser reduzidas lenta e gradualmente, durante a terapia. Na presença desses sinais, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Informe ao paciente o objetivo da medicação para facilitar tanto a compreensão do seu diagnóstico como também a sua colaboração no tratamento. Recomende que o paciente mantenha sempre prontamente disponível um cartão de identificação com a descrição completa de todo processo de sua doença e o esquema de medicação para prevenir 284 quaisquer emergências, nas quais não consiga relatar sua história clínica. A medicação não deve ser usada durante a gestação ou lactação. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita) ou, ainda, se a paciente estiver amamentando ou planejando amamentar, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomende á paciente o emprego de métodos contraceptivos seguros e adequados, durante a terapia. Recomenda-se cautela também nos casos de infecções potenciais (pode mascarar sinais de febre e inflamação), estresse (cirurgia, infecções, podem ser necessárias doses suplementares), tratamento crônico (possível supressão adrenal; recomenda- se administrar a menor dose eficaz durante um período mais curto e em crianças (causa diminuição do crescimento; recomenda-se administrar a menor dose eficaz durante um período mais curto)). Nos pacientes que estejam sob estresse, à dose deverá ser aumentada. Informe ao paciente as possíveis transformações em sua imagem corporal, durante a terapia, como também as reações adversas mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente aumento de peso, edema nas extremidades, dor de garganta, fezes escuras e fraqueza muscular, como também aquelas incomuns e intoleráveis, o médico deverá ser comunicado imediatamente. O paciente deverá informar ao 285 médico a recorrência ou a piora dos sintomas da doença subjacente. Recomende que o paciente informe ao médico o esquema de medicação anterior ao tratamento ou á cirurgia. Durante a terapia, o paciente não deverá receber qualquer forma de imunização, sem o conhecimento do médico. Os glicocorticoides causam imunossupressão e podem mascarar sintomas de infecção. Recomende que o paciente evite multidões e o contato com pessoas com doenças conhecidas e que, diante da suspeita de possíveis infecções, comunique imediatamente ao médico. Recomende que o paciente evite dirigir e outras atividades que requerem estado de alerta e a ser especialmente cuidadoso ao subir e descer escadas para evitar quedas, até que a resposta á medicação seja conhecida. Recomende ao paciente que evite o consumo de álcool e o uso concomitante de outros AINEs, como também de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia. Enfatize para o paciente a necessidade e a importância da realização periódica dos exames de acompanhamento, inclusive laboratoriais e oftalmológicos, para determinar a efetividade do tratamento e monitorar os efeitos colaterais da droga. 286 Principalmente durante terapias prolongadas: estimule o paciente a adotar uma dieta rica em proteínas,cálcio e potássio, reduzir a ingestão de sódio e carboidratos e evitar o consumo de álcool. Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas. VO: a medicação deve ser administrada 1 vez por dia, antes das 9h da manhã, após o desjejum. 287 SULFADIAZINA DE PRATA (Antibacteriano [sulfa] tópico) Nome comercial: DERMAZINE, GINO DERMAZINE, SULFAZINE. Apresentações: Creme dermatológico. Administração: Uso tópico (dermatológico e intravaginal); Indicações: Prevenção e tratamento de feridas com grande potencial de sepse (queimaduras, úlceras varicosas, úlcera por pressão e feridas cirúrgicas infectadas). Ação profilática contra infecções em cateterismos venosos e arteriais. Infecções ginecológicas. Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. Grandes áreas (>25%) de superfície corporal, devido á possibilidade aumentada de kernicterus (uso de sulfonamidas) nos seguintes casos: gravidez a termo, crianças prematuras e recém-nascidas (primeiro mês de vida) e deficiência de G6PD. Reações adversas: Dermatológicas: alterações da pigmentação da pele, rash, prurido (ocasionais); aumento da fotossensibilidade (rara); lúpus eritematoso disseminado, síndrome de Stevens-Johnson (devido á significativa absorção sistêmica; menos frequentes, porém graves). Endócrinas: hipoglicemia (devido á significativa absorção sistêmica; menos frequentes, porém graves). 288 GU: diurese, nefrite intersticial (rara), nefrose tóxica (devido á significativa absorção sistêmica; menos frequentes, porém graves). Hematológicas: anemia hemolítica, agranulocitose (devido á significativa absorção sistêmica; menos frequentes, porém graves). Hepáticas: hepatite (devido á significativa absorção sistêmica; menos frequentes, porém graves). Locais: sensação de queimação (frequente). SNC: anorexia, cefaleia, tontura (devido á absorção sistêmica durante o uso em queimaduras em grandes áreas [>20% da superfície corporal]); neuropatia periférica (devido á significativa absorção sistêmica; menos frequente, porém grave). Outras: anafilaxia, superinfecções por fungos (devido á significativa absorção sistêmica; menos frequentes, porém graves). Interações: Colagenase e papaína: possível bloqueio dos efeitos da droga. Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a aplicar a medicação, exatamente conforme recomendado, e não interromper o tratamento sem o conhecimento do médico, ainda que alcance melhora. O uso do creme dermatológico deve ser mantido até a obtenção de uma melhora satisfatória ou o local estar pronto 289 para receber o enxerto. A resposta terapêutica pode ser observada pela diminuição do tamanho e número de lesões. O creme dermatológico não deve ser usado em grandes áreas (>25%) de superfície corporal devido á possibilidade aumentada de kernicterus (uso de sulfonamidas) nos seguintes casos: gravidez a termo, crianças prematuras e recém-nascidas (primeiro mês de vida) e deficiência de G6PD. O uso de creme vaginal deve ser mantido mesmo durante o período menstrual. A resposta terapêutica pode ser observada geralmente tanto pela diminuição da irritação como do desconforto vaginal. Informe ao paciente as reações adversas mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e na ocorrência de qualquer uma, o médico deverá ser consultado. Recomende que o paciente informe ao médico o esquema de medicação anterior ao tratamento ou á cirurgia. Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia. Infecções vaginais: informe á paciente que: 1. A terapia deve ser mantida mesmo o período menstrual; 2. Em alguns casos, o parceiro sexual também deverá receber tratamento simultâneo; 3. Diabetes, parceiros infectados, calças compridas apertadas e o uso de antibióticos, contraceptivos orais ou corticosteroides são fatores predisponentes para o 290 desenvolvimento de infecções vaginais; recomende que a paciente: 1. Siga estas recomendações para evitar reinfecção e propagação; 2. Consulte o médico sobre banhos de assento e duchas vaginais, durante a terapia; 3. Use roupas íntimas de algodão; 4. Evite manter relações sexuais, durante a terapia, ou use preservativos (códon); 5. Mantenha rigorosas normas de higiene pessoal e íntima; 6. Troque frequentemente as roupas (íntima, cama e banho); 7. Lave e ferva suas roupas íntimas; 8. Utilize somente vasos sanitários bem limpos e desinfetados; 9. Após a evacuação, lave a região perianal (frente para trás); 10. Lave frequentemente as mãos, principalmente antes e após a utilização do vaso sanitário ou o contato com os órgãos genitais. Antes e durante o uso do creme vaginal, avalie: as áreas da pele e as membranas mucosas envolvidas e, diante aumento da irritação da pele, comunique imediatamente ao médico a necessidade de suspender o uso da medicação; após o término do tratamento: diante a falta de resposta ou persistência dos sintomas, o médico ser comunicado imediatamente para avaliar a necessidade de um segundo curso de terapia; anteriormente a restituição da terapia, o diagnóstico deverá ser novamente confirmado por esfregações ou culturas, para que, dessa forma, sejam também excluídos outros patógenos associados com 291 vulvovaginites (infecções vaginais recorrente pode ser um sinal de doença sistêmica). Anteriormente ao uso do creme dermatológico, monitore: a contagem sanguínea inicial; os resultados das provas de função renal e hepática; durante a terapia, monitore os sinais vitais; os resultados da contagem sanguínea, o equilíbrio hidroeletrolítico e a função renal (provas Fe função renal) e, diante de quaisquer alterações significativas, comunique imediatamente o médico; as concentrações séricas da sulfonamida (rigorosamente); e avalie; as queimaduras e áreas adjacentes (dor, queimação, coceira, rash) e, conforme necessário administre um anti-histamínico para proporcionar alívio, contudo, a terapia com sulfadiazina de prata deve ser mantida (exceto se as reações forem graves); nos outros tipos de lesão, as reações alérgicas (queimação, pontadas, edema, vermelhidão) e os sinais de nefrotoxicidade. Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante com outras drogas. Intravaginal: os aplicadores devem, única e exclusivamente, ser usados para administração vaginal e descartados logo após a sua utilização; informe a paciente sobre a técnica correta de limpeza da área envolvida, antes de aplicar a medicação e o uso adequado do aplicador, que deverá ser introduzido completamente na vagina ao deitar, após a aplicação, à paciente deverá permanecer reclinada por, pelo menos 30 292 min.; recomende á paciente o uso de absorventes higiênicos para evitar manchas em roupas (íntimas e de cama); informe que a medicação pode causar irritação de pele em seu parceiro sexual; recomende que a paciente evite manter relações sexuais, durante a terapia, ou use preservativos; previna a paciente de que a medicação pode danificar o látex ou a borracha dessa forma de contraceptivo. Tópico: para limpeza e debridamento de queimaduras, a medicação deverá ser aplicar mediante o uso de luvas estéreis (as áreas de queimaduras devem ser mantidas sempre cobertas pelo creme); aplique uma quantidade suficiente (cerca de 3-5mm de creme) para cobrir totalmente as lesões (em pacientes com prejuízo da função renal, aplique somente <20% da superfície corporal); antes de cada aplicação e conforme o caso, limpediariamente a área afetada com água corrente e sabão (também podem ser utilizadas soluções degermantes á base de PVPI e/ou clorexidina) e seque bem o local; o creme deverá ser reaplicado naquelas áreas em que tenha sido removido; os curativos devem ser feitos de acordo com cada caso (do tipo contensivo ou aberto, nos casos em que a área afetada não sofra atrito); a medicação deve ser armazenada em local seco e mantida em temperatura ambiente. 293 SULFATO DE AMICACINA (Antibiótico [aminoglicosídio]) Nome comercial: NOVAMIN, AMICACINA, SULFATO DE AMICACINA, AMICILON. Apresentações: Solução injetável. Administração: IM e IV. Indicações: Infecções por Pseudomonas aeruginosa, E. coli, Proteus, Klebsiella, Serratia, Enterobacter, Acineto-bacter, Providencia, Citrobacter e Staphylococcus. Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade.Use cuidadosamente nos casos de disfunção renal, em pacientes idosos ou em recém-nascidos. Reações adversas: GU: nefrotoxicidade, oligúria, proteinúria, diminuição da creatinina. Otorrinolaringológicas: ototoxicidade, diminuição da audição. SNC: cefaleia, tontura, letargia, bloqueio neuromuscular. Outras: choque anafilático, necrose hepática. Interações: Aciclovir, aminoglicosídios (outros), anfotericina B, cisplatina e vancomicina: aumento da nefrotoxicidade. Anestésicos e bloqueadores neuromusculares: possível potencialização do bloqueio neuromuscular. Cefalotina: aumento da nefrotoxicidade. Furosemida: aumento da ototoxicidade. Penicilina: inativação da amicacina. 294 Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser administrada, exatamente conforme o recomendado, e o tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento do médico, ainda que o paciente alcance melhora. A resposta terapêutica geralmente pode ser observada dentro de 3-5 dias, após o início do tratamento, mas, diante a falta de resposta, comunique imediatamente o médico e realize teste de cultura para sensibilidade. Informe ao paciente as reações adversas mais frequentes relacionadas ao uso da medicação e na ocorrência de qualquer uma, principalmente as incomuns ou intoleráveis, o médico deverá ser comunicado. O paciente deverá receber hidratação adequada, durante a terapia. Pode causar tontura. Recomende que o paciente evite dirigir e outras atividades que requerem estado de alerta, durante a terapia. Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia. Antes da administração, avalie: os antecedentes de hipersensibilidade á droga (pacientes alérgicos aos aminoglicosídios também podem desenvolver reações á essa droga). 295 Durante a terapia, monitore: a função renal; balanço hídrico; os níveis de creatinina; sinais de superinfecção, principalmente nas VAS, perda de audição ou tontura. Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas. IV: dilua em soro fisiológico ou glicosado; quando a solução torna-se amarelada, o efeito da droga não é alterado. 296 SULFATO DE ATROPINA (Parassimpaticolítico, Antiespasmódico, Midriático, Ciclopégico) Nome comercial: ATROPION, ATROPINA, NOVATON. Apresentações: Solução injetável. Administração: IM, IV e TÓPICO (oftálmico). Indicações: Bradicardia sintomática e bradiarritmia. Antídoto para anticolinesterase, inseticida. Pré-operatório para diminuir a secreção e bloquear o reflexo vagal. Contraindicações e precauções: Glaucoma. Doença obstrutiva do trato GI. Miastenia gravis. Íleo paralítico. Atonia intestinal. Instabilidade cardiovascular em hemorragia aguda. Megacólon. Use cuidadosamente nos casos de Síndrome de Down (pacientes mais sensíveis á droga). Reações adversas: CV: taquicardia, palpitações (doses 1-2mg); taquicardia, angina (doses >2mg). Dermatológicas: calor, rubor. GI: boca seca (até em doses baixas), sede, constipação, náusea, vômito. Hematológicas: leucopenia. Oftalmológicas: midríase leve, fotofobia (doses de 1mg); visão turva, midríase (doses de 2mg). 297 SNC: coma, cefaleia, ataxia, desorientação, alucinação, delírio, insônia, desmaio, excitação, agitação, confusão (principalmente em idosos). Interações: Antiácidos: menor absorção do anticolinérgico (recomenda-se administrar separadamente em um intervalo de, no mínimo, 1h); Antiarrítmicos, anticolinérgicos (outros), antidepressivos e antiparkinsonianos: potencialização do efeito anticolinérgico. Cuidados de Enfermagem: A medicação parenteral é de uso exclusivo hospitalar e, durante a sua administração, requer rigorosas monitorações cardíacas e neurológicas. A medicação deve ser usada cuidadosamente nos casos de síndrome de Down, pois este grupo de pacientes é mais sensível aos efeitos da droga. Informe ao paciente as reações adversas mais frequentes relacionadas ao uso da medicação e na ocorrência de qualquer uma, principalmente as incomuns ou intoleráveis, o médico deverá ser comunicado. Algumas reações adversas (boca seca, constipação) mudam de intensidade de acordo com a dose administrada. Pode causar desorientação, desmaio ou confusão (principalmente em idosos). Recomende que o paciente solicite auxílio para sua deambulação ou transporte, para prevenir quedas e possíveis fraturas, como também que evite 298 a prática de atividades que requerem estado de alerta, durante a terapia. Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia. Durante a terapia parenteral, monitore: taquicardia, principalmente em pacientes cardíacos (o uso da medicação pode precipitar fibrilação ventricular); retenção urinária, principalmente em pacientes idosos HPB; o balanço hídrico; e recomende; ao paciente que esvazie a bexiga antes de usar a droga. Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas. IV: administre em uma veia de grosso calibre, no mínimo, em 2 min.; a administração da droga pode causar bradicardia paroxística, principalmente em doses baixas (0,4-0,6mg), mas esse efeito no SNC desaparece, em geram em 2 minutos. 299 SULFATO DE GENTAMICINA (Antibiótico [aminoglicosídio]) Nome comercial: GARAMICINA, GENTAMICINA, GENTARON. TÓPICA: GARAMICINA CREME, SEPTOPAL, SULFATO DE GENTAMICINA, DISPONÍVEL TAMBÉM EM ASSOCIAÇÕES. Apresentações: Solução injetável e Tópica. Administração: IM, IV e uso tópico. Indicações: Tratamento de infecções graves por bacilos Gram- negativos e infecções causadas por estafilococos, quando são contra indicadas penicilinas e outras drogas menos tóxicas. Por via tópica é usada em infecções da pele, olho, ginecológicas e, como pérolas, na osteomielite. (Dermatológica, Ginecológica, oftálmica, ortopédica) Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. Possibilidade de reação cruzada entre aminoglicosídios. Alguns produtos (uso parenteral) contém bissulfitos e devem ser evitados em pacientes com intolerância prévia, como também aqueles que contêm álcool benzilíco devem ser evitados em recém-nascidos. Use cuidadosamente nos casos de disfunção renal (recomenda-se ajustar a dose, conforme necessário, e monitorar os níveis sanguíneos para evitar nefrotoxicidade e ototoxicidade), distúrbios auditivos, doenças neuromusculares (p.ex. miastenia gravis) e em pacientes geriátricos ou crianças prematuras (dificuldade de 300 avaliação das funções auditivas e vestibular; prejuízo renalrelacionada com a idade), recém-nascidos (maior risco de bloqueio neuromuscular; dificuldade de avaliação das funções auditivas e vestibular; função renal imatura) ou em pacientes obesos (recomenda-se ajustar a dose de acordo com o peso corporal ideal). Lactação, crianças e recém-nascido: segurança ainda não estabelecida. Reações adversas: GU: nefrotoxicidade. Hidroeletrolíticas: hipomagnesemia. Musculoesquelética: paralisia muscular (doses altas por via parenteral). Otorrinolaringológicas: ototoxicidade (vestibular e coclear). Outras: reações de hipersensibilidade. Interações: Anestésicos inalatórios e bloqueadores neuromusculares: possível paralisia respiratória. Cefalosporinas e penicilinas: neutralização do efeito (em pacientes com insuficiência renal). Diuréticos de alça: maior incidência de ototoxicidade. Nefrotóxicos (outros): maior incidência de nefrotoxicidade. Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser administrada, exatamente conforme o recomendado, e o tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento do médico, ainda que o paciente alcance melhora. A medicação não deve ser em crianças ou recém-nascidos, nem durante a lactação. No caso de gravidez (confirmada ou 301 suspeita) ou, ainda, se a paciente estiver amamentando, o médico deverá ser comunicado. Recomenda-se cautela também nos casos de disfunção renal (recomenda-se ajustar a dose, conforme necessário, e monitorar os nível sanguíneo para evitar ototoxicidade e nefrotoxicidade), distúrbios auditivos, doenças neuromusculares (miastenia gravis) e em pacientes geriátricos ou crianças prematuras (dificuldade de avaliação das funções auditiva e vestibular; prejuízo renal relacionado com a idade), recém-nascidos (maior risco de bloqueio neuromuscular; dificuldade de avaliação das funções auditiva e vestibular; função renal imatura) ou pacientes obesos (recomenda-se ajustar a dose de acordo com o peso corporal ideal). Informe ao paciente as reações adversas mais frequentes relacionadas ao uso da medicação (desconforto gástrico, náusea) e que, diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente sinais de hipersensibilidade, zumbido, vertigem, perda de audição, rash, tontura ou dificuldade urinária, como também aquelas incomuns ou intoleráveis, o médico deverá ser comunicado. Recomende ao paciente, com história de doença cardíaca reumática ou substituição de válvula, o uso profilático de antimicrobianos, anteriormente a realização de procedimentos médicos invasivos ou dentários. 302 Encefalopatia Hepática: monitore o estado neurológico do paciente. Antes do início da terapia: obtenha espécimes para cultura e sensibilidade; a primeira dose deve ser administrada antes mesmo da obtenção dos resultados. Antes e durante a terapia, avalie: os sinais de infecção (sinais vitais, feridas, saliva, urina, fezes, anemia); os sinais de superinfecção (febre, infecção respiratória superior, prurido ou descarga vaginal, mal-estar crescente, diarreia) e, diante qualquer um deles, comunique o médico; a função do oitavo nervo craniano (audiometria), pois reconhecimento e intervenção imediatos são essenciais para prevenção de um dano permanente; disfunção vestibular (vertigem, ataxia, náusea, vômito); a disfunção do oitavo nervo craniano é associada com picos plasmáticos de aminoglicosídios persistentemente elevados; na presença de zumbido ou perda de audição subjetiva, o uso de aminoglicosídios deve ser suspenso; e monitore: diariamente, o balanço hídrico e o peso (hidratação e função renal) e mantenha o paciente bem hidratado (1,5-2litros/dia); a função renal (urinálise, densidade específica, BUN, creatinina e clearance). Exames laboratoriais: pode causar aumento em BUN, TGO, TGP e nas concentrações séricas de fosfatase alcalina, bilirrubina, creatinina e HDL, como também diminuições nas concentrações séricas de cálcio, magnésio, potássio e sódio. 303 Superdosagem e toxicidade: durante a terapia, monitore periodicamente os níveis sanguíneos para auxiliar a interpretação dos resultados. Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas. IM: administre profundamente em músculo bem desenvolvido; alterne os locais da aplicação. Infusão intermitente: dilua cada dose em 50-200ml de soros fisiológico 0,9% ou glicosado 5% (concentração: 1mg/ml).; não administre soluções que apresentem partículas ou alteração em sua cor original; infunda lentamente, além de 30min-2h; para paciente pediátricos, o volume do diluente pode ser reduzido, porém em quantidade suficiente para permitir infusão além de 30min-2h. 304 SULFATO DE NEOMICINA + BACITRACINA (Antibacteriano) Nome comercial: NEBACETIN. Apresentações: Pomada dermatológica. Administração: Uso tópico. Indicações: No tratamento de infecções bacterianas da pele e de mucosas, causadas por microrganismos sensíveis: piodermites, impetigo, eczemas infectados, otite externa, infecções da mucosa nasal, furúnculos, antraz, ectima, abscessos, acne infectada, intertrigo, úlceras cutâneas e queimaduras infectadas. Na profilaxia de infecções cutaneomucosas decorrentes de ferimentos cortantes (inclusive cirúrgicos), abrasões, queimaduras pouco extensas, dentre outros. Contraindicações e precauções: Não deve ser usado nos casos de hipersensibilidade à neomicina ou a outros antibióticos aminoglicosídeos, na insuficiência renal grave, em lesões preexistentes no aparelho auditivo ou no sistema labiríntico; durante a gravidez ou a amamentação. Não deve ser utilizado em bebês prematuros e em recém- nascidos, pela função renal pouco desenvolvida, o que leva ao prolongamento da meia-vida do produto e, também, pela potencial ototoxicidade e nefrotoxicidade deste medicamento. 305 Este medicamento está contraindicado para uso por bebês prematuros, recém-nascidos e lactantes. Pode ocorrer sensibilidade cruzada, caso o paciente utilize outros produtos contendo antibióticos aminoglicosídeos. Quando o produto é aplicado em extensas áreas da pele com lesão, pode ocorrer uma maior absorção sistêmica, com risco de nefrotoxicidade ou ototoxicidade, especialmente nos casos de perda da função renal ou na administração concomitante de medicamentos sistêmicos nefrotóxicos e/ou ototóxicos. Não deve ser utilizado para uso oftálmico. Requer avaliação médica criteriosa nos casos de pacientes com distúrbios neuromusculares tais como Myasthenia gravis e naqueles sob tratamento concomitante com relaxantes musculares. Reações adversas: Podem ocorrer reações alérgicas locais, limitadas ao local de aplicação em cerca de 1,5% dos pacientes. Como a dose recomendada é baixa, geralmente não se espera nenhum efeito tóxico. Porém, nos casos de intensa superdose, podem ocorrer efeitos ototóxicos que podem resultar na perda completa da audição. Quando o produto é absorvido sistemicamente, a neomicina pode causar insuficiência renal, danos no aparelho auditivo e no sistema labiríntico. Embora o dano renal (albuminúria, aumento do nitrogênio não proteico e cilindrúria) seja reversível, os danos no aparelho auditivo não o são. Deve-se 306 lembrar de que os danos preexistentes no parênquima renal, com consequente redução da filtração glomerular, podem levar ao aumento dos níveis séricos de antibióticos e, assim, a efeitos deletérios no aparelho auditivo. Também podem ocorrer bloqueios neuromusculares, parestesias e dores musculares. Interações: Evitar o uso simultâneo com outras drogas potencialmenteprejudiciais aos ouvidos ou aos rins, tais como os antibióticos aminoglicosídeos, as cefalosporinas, a anfotericina B, a ciclosporina, o metoxiflurano ou os diuréticos de alça. Os antibióticos aminoglicosídeos podem potencializar muito a ação de relaxantes musculares. Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser administrada exatamente conforme recomendado e o tratamento não deve ser interrompido sem o conhecimento do médico, ainda que o paciente alcance melhora. Informe ao paciente as reações adversas mais frequentes relacionadas ao uso da medicação e na ocorrência de qualquer uma, o médico deverá ser consultado. Recomende ao paciente que evite o consumo de cafeinados (café, chá, chocolate, refrigerantes a base de cola), como também o uso de qualquer outra droga ou medicação sem o conhecimento do médico durante a terapia. 307 SULFATO DE SALBUTAMOL (Antiasmático - Broncodilatador) Nome comercial: AEROLIN. Apresentações: Solução injetável, Solução oral, Xarope. Administração: VO, SC, IM, IV e inalação. Indicações: Tratamento de doença pulmonar obstrutiva, profilaxia do broncospasmo induzido por exercício, controle do trabalho de parto prematuro. Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade, arritmia cardíaca preexistente, gestação ou lactação. Reações adversas: CV: taquicardia leve, ligeira queda na PA diastólica. SNC: cefaleia (doses altas). Interações: adrenérgicos (outros simpatomiméticos): possíveis reações adversas adrenérgicas aditivas. Bloqueadores beta-adrenérgicos: possível neutralização do efeito terapêutico. Inibidores de MAO: possível crise hipertensiva. Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser administrada exatamente conforme o recomendado e o tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento do médico, ainda que o paciente melhore. Informe ao paciente que o uso frequente ou prolongado de inalações pode causar tolerância e prejudicar a eficácia da terapia. 308 A medicação não pode ser usada durante a gestação ou lactação. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita), ou, ainda, se a paciente estiver amamentando, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomende à paciente o emprego de métodos contraceptivos seguros e adequados durante a terapia. Informe ao paciente as contraindicações e as reações adversas mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente aquelas incomuns ou intoleráveis, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomende ao paciente a ingestão de 2-3 litros/dia de água, durante a terapia, para hidratar e facilitar a fluidificação das secreções. Pode causar tontura. Recomende que o paciente evite dirigir e outras atividades que requerem estado de alerta, até que a resposta à medicação seja conhecida. Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia. Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas VO: a medicação deve ser administrada durante as refeições; agite o frasco de xarope antes de usar. 309 Inalação: deve ser feita, preferencialmente, pela manhã e antes das refeições, mediante o uso de máscara facial e de nebulizadores com ar comprimido ou, quando possível, de respiradores com pressão positiva intermitente; recomende ao paciente o máximo de cautela para evitar o contato da droga com os olhos; quando necessários, os corticoesteróides (beclometasona, dexametasona, flunisolida ou triancinolona) deverão ser administrados somente 15min. Após a nebulização; recomende ao paciente que, após cada utilização, o nebulizador seja higienizado e desinfetado com solução germicida. SC, IM ou IV: a droga pode ser administrada por qualquer uma dessas vias; IM: administre profundamente no músculo glúteo ou no vasto externo da coxa; IV: administre lentamente ou por infusão (microgotas – uso hospitalar). 310 SULFATO DE TERBUTALINA (Antiasmático - Broncodilatador) Nome comercial: BRICANYL. Apresentações: Xarope. Administração: VO. Indicações: Alívio da asma brônquica, bronquite crônica, enfisema e de outras pneumopatias que apresentem broncoespasmo. Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade às aminas adrenérgicas. Use cuidadosamente nos casos de doença cardíaca, hipertensão, hipertireoidismo, diabetes, glaucoma e pacientes geriátricos (mais susceptíveis às reações adversas). Reações adversas: CV: angina, arritmias, hipertensão, taquicardia. Endócrina: hiperglicemia. GI: náusea, vômito. SNC: nervosismo, inquietação, tremor, cefaleia, insônia. Interações: Adrenérgicos (simpatomiméticos, outros): efeitos colaterais adrenérgicos aditivos. Bloqueadores beta-adrenérgicos: neutralização do efeito terapêutico. Halotano: maior risco de arritmias. IMAOs: possível crise hipertensiva. 311 Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser administrada exatamente conforme o recomendado e o tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento do médico, ainda que o paciente melhore. Se 1 dose for esquecida, ela deverá ser administrada tão logo possível, enquanto as doses restantes deverão ser administradas em intervalos regulares. As doses esquecidas não devem ser dobradas. Recomende que o paciente não exceda a dose prescrita para evitar o desenvolvimento de reações adversas, broncoespasmo paradoxal ou perda da efetividade da medicação. Informe ao paciente as contraindicações e as reações adversas mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente falta de alívio após o uso da medicação, especialmente quando acompanhada por diaforese, tontura, palpitações ou dor torácica, como também aquelas incomuns ou intoleráveis, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomende ao paciente que evite o tabagismo e outros irritantes respiratórios, o consumo de álcool, como também o uso de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia. Broncodilatação: 1 – antes da administração e durante o efeito máximo da medicação, avalie a ausculta pulmonar, o 312 padrão respiratório, o pulso e a PA; avalie a quantidade, a cor e as características das secreções produzidas e, diante qualquer achado anormal, comunique imediatamente ao médico; 2 – antes do início e periodicamente durante a terapia, monitore os testes de função pulmonar (para determinar a eficácia do tratamento). Trabalho de parto pré-termo: 1 – monitore a PA e o pulso maternos, as contrações (frequência e duração) e a frequência cardíaca fetal; diante a persistência ou o aumento na frequência ou duração das contrações, como também sintomas de sofrimento materno ou fetal, comunique ao médico; os efeitos colaterais maternos incluem taquicardia, palpitações, tremor, ansiedade e cefaleia; 2 – avalie a condição respiratória materna e a presença de sintomas de edema pulmonar (aumento da frequência, dispneia, esteatose/ruídos, saliva espumosa). 3 – avalie se tanto a mãe como o recém-nascido apresentam sintomas de hipoglicemia (ansiedade, calafrios, suores frios, confusão, pele pálida e gelada, dificuldade de concentração, sonolência, fome excessiva, cefaleia, irritabilidade, náusea, nervosismo, pulso rápido, fragilidade, fadiga incomum ou fraqueza); 4 – avalie se a mãe apresenta sinais de hipocalemia (fraqueza, fadiga, onda U ao ECG, arritmias); 5 – diante o retorno das contraçõesou de efeitos colaterais significativos, recomendo que a paciente comunique imediatamente ao médico. 313 Exames laboratoriais: 1 – pode causar diminuição transitória nas concentrações de potássio sérico (doses mais altas que as recomendadas); monitore a glicose no sangue no recém- nascido (devido ao possível desenvolvimento de hipoglicemia). Superdosagem e toxicidade: agitação persistente, dor ou desconforto torácico, diminuição da PA, tontura, hiperglicemia hipocalemia, convulsões taquiarritmias, tremor persistente e vômito. Tratamento: descontinuação dos agonistas beta- adrenérgicos e a instituição de terapia somática de suporte (os bloqueadores beta-adrenérgicos cardiosseletivos devem ser usados com extrema cautela, devido ao possível desenvolvimento do broncospasmo). Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas VO: a medicação deve ser administrada com alimentos para minimizar a irritação gástrica. 314 TENOXICAM (Anti-inflamatório Não Esteroidal) Nome comercial: TILATIL. Apresentações: Cápsula gelatinosa, Pó para solução injetável; Solução oral. Administração: VO, IM e IV. Indicações: Anti-inflamatório. Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. Aquelas comuns a outros AINEs Reações adversas: Aquelas comuns a outros AINEs Interações: Aquelas comuns a outros AINEs Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser administrada exatamente conforme o recomendado e o tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento do médico, ainda que o paciente alcance melhora. A duração do tratamento, em geral, é de 3 dias, mas, após 15 dias, poderá ser repetido, conforme necessário a critério do médico. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita), ou, ainda, se a paciente estiver amamentando, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomende cautela também nos casos de disfunção hepática ou renal, desnutrição, anemia e vômitos. 315 Informe ao paciente as contraindicações e as reações adversas mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente diarreia, como também aquelas incomuns ou intoleráveis, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomende ao paciente a manutenção de boas normas de higiene pessoal, principalmente quando a lavagem das mãos. O paciente não deverá manipular nem preparar alimentos durante a infestação. Pode causar tontura e sonolência. Recomende que o paciente evite dirigir e outras atividades que requerem estado de alerta, até que a resposta à medicação seja conhecida. Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia. Saneamento básico e higiene pessoal: o tratamento medicamentoso das parasitoses deve ser associado às seguintes normas: 1 – beber somente água fervida ou filtrada; 2 – utilizar somente vasos sanitários bem limpos e desinfetados; 3 – lavar e ferver as roupas de cama e de uso íntimo e pessoal; 4 – manter normas de anseio diárias (escovação dos dentes, banhos); 5 – lavar as mãos várias vezes por dia (principalmente durante o preparo dos alimentos, antes das refeições e após a utilização do vaso sanitário) e manter as unhas sempre limpas; 6 – manter as unhas e os pés 316 sempre limpos e calçados; 7 – lavar bem as frutas e verduras anteriormente ao seu consumo; 8 – cozinhar bem os alimentos; 9 – embalar e armazenar adequadamente os alimentos na geladeira ou em armários fechados; 10 – observar o estado de conservação das embalagens e evitar o consumo de produtos comercializados em latas amassadas ou que estejam com seus lacres rompidos ou com prazo de validade vencido; 11 – acondicionar adequadamente o lixo para evitar infestação de insetos e roedores. Durante a terapia avalie: as reações adversas e, na presença de qualquer uma delas, principalmente reações GI significativas ou de hipersensibilidade, suspenda imediatamente o uso da medicação e comunique ao médico. Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas ou alimentos VO: a medicação deve ser administrada após as refeições. 317 TIABENDAZOL (Anti-helmíntico) Nome comercial: THIABEN. Apresentações: Comprimido. Administração: VO. Indicações: Infecções cutâneas por larva migrans e estrongiloidíase Contraindicações e precauções: Use cuidadosamente nos casos de disfunção hepática ou geral, desnutrição, anemia e vômitos. Reações adversas: CV: hipotensão. Dermatológicas: rash, prurido, eritema multiforme. GI: náusea, vômito, diarreia. SNC: anorexia, deficiência na coordenação motora, tremor, sonolência, cansaço, cefaleia, tontura. Outras: linfadenopatia, febre, rubor. Interações: Teofilina: possíveis prejuízos ao metabolismo hepático dessa droga e maior risco de toxicidade (recomenda- se monitorar a função hepática) Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser administrada exatamente conforme o recomendado e o tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento do médico, ainda que o paciente melhore. Informe ao 318 paciente que o uso frequente ou prolongado de inalações pode causar tolerância e prejudicar a eficácia da terapia. A medicação não pode ser usada durante a gestação ou lactação. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita), ou, ainda, se a paciente estiver amamentando, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomende à paciente o emprego de métodos contraceptivos seguros e adequados durante a terapia. Informe ao paciente as contraindicações e as reações adversas mais frequentes e que, diante a ocorrência de qualquer uma delas, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomende ao paciente que informe ao médico o esquema de medicação anterior ao tratamento ou a cirurgia. Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia. Durante a terapia, avalie: distúrbios GI, renais e hemorrágicos (inibição da agregação plaquetária) ou quaisquer outras reações adversas; e monitore: rigorosamente os pacientes, que estejam sob uso concomitante de antidiabéticos orais e anticoagulantes. Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas. 319 TRIMETOPRIMA (Associação de Antibacterianos) Nome comercial: BACTRIM/SULFAMETOXAZOL. Apresentações: Comprimido; Suspensão Oral. Administração: VO. Indicações: Tratamento de bronquite, enterite por Shigella, otite média, pneumonia por pneumocystis carinii, infecções do trato urinário e diarreia dos viajantes. Prevenção de pneumonia por pneumocystis carinii em pacientes HIV positivos. Infecção bacteriana, infecções do trato biliar, osteomielite, infecções da pele e dos tecidos moles, infecções por chlamydia, endocardite, gonorreia, infecções intra- abdominais, sinusite, erradicação de vetores meningocócicos, profilaxia das infecções do trato urinário e como agente alternativo no tratamento de cancro mole, prevenção de infecções bacterianas em paciente imunodeprimidos. Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. Anemia megaloblástica secundária à deficiência de folamento. Prejuízo renal grave. Crianças < 2 anos. Gestação ou lactação. Use cuidadosamente nos casos de prejuízo renal ou hepático (se CCr < 30 ml/min, recomenda-se reduzir a dose) e em pacientes HIV-positivos (maior incidência de reações adversas) Reações adversas: Dermatológicas: rash, dermatiteesfoliativa, fotossensibilidade. 320 GI: náusea, vômito. GU: cristalúria. Hematológicas: agranulocitose, anemia aplástica, eosinofilia, trombocitopenia. Hepática: hepatite medicamentosa. Neurológica: neuropatia periférica. SNC: anorexia, ataxia, confusão, tontura, sonolência, depressão mental, psicose, inquietação. Outras: reações de hipersensibilidade (síndrome de Stevens- Jhonson, doença do soro), febre, superinfecção. Interações: Contraceptivos orais: diminuição na ação da droga e maior risco de sangramento. Diuréticos (principalmente tiazídicos): aumento da incidência de trombocitopenia com púrpura (pacientes idosos sob uso dessas drogas) Fenitoína, hipoglicêmicos orais, metotrexato, varfarina ou zidovudina: possível intensificação da ação e maior risco de toxicidade dessas drogas. Hepatotóxicos (outros): maior risco de hepatite medicamentosa. Metenamina: possível maior risco de cristalúria. Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser administrada exatamente conforme o recomendado e o tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento do médico, ainda que o paciente melhore. Se 1 dose for 321 esquecida, ela deverá ser administrada tão logo possível. O uso da medicação não pode ser compartilhado, pois pode ser perigoso. A medicação não pode ser usada em crianças <2 anos (exceto no tratamento de toxoplasmose congênita) nem durante a gestação ou lactação. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita), ou, ainda, se a paciente estiver amamentando, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomende à paciente o emprego de um método contraceptivo seguro e adequado (exceto contraceptivos orais) durante a terapia. Recomenda-se cautela também nos casos de disfunções hepática ou renal graves e em pacientes geriátricos (maior risco de reações adversas) Informe ao paciente as contraindicações e as reações adversas mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente rash, inflamação de garganta, febre, estomatite, sangramentos ou equimoses incomuns, como também se, após o início da terapia, não houver melhora dos sintomas em poucos dias, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomende ao paciente a ingestão de 1,5-2 litros/dia para evitar cristalúria, durante a terapia. 322 Recomende ao paciente o uso de protetores solares e de roupas mais adequadas para evitar as reações de fotossensibilidade, durante a terapia. Pode causar tontura e sonolência. Recomende que o paciente evite dirigir e outras atividades que requerem estado de alerta, até que a resposta à medicação seja conhecida. Recomende ao paciente que evite o consumo de álcool, como também o uso de qualquer outra droga, medicação ou de preparações fitoterápicas, sem o conhecimento do médico, durante a terapia. Enfatize para o paciente a importância da realização regular dos exames de acompanhamento para determinar o progresso do tratamento e monitorar os efeitos colaterais da droga. Antes da administração, avalie: reação de hipersensibilidade às sulfonamidas e solicite provas de cultura e sensibilidade (a primeira dose deve ser administrada mesmo antes da obtenção destes resultados). Durante a terapia, avalie: reações adversas e, diante qualquer uma delas, suspenda o uso da medicação e comunique imediatamente ao médico; sinais de superinfecção; regularmente os resultados da cultura e do antibiograma (devido ao rápido desenvolvimento de resistência bacteriana, principalmente durante terapias como agente único); e monitore: periodicamente, as funções hematológica e renal 323 (devido aos possíveis aumentos nas concentrações séricas de bilirrubina, creatinina e fosfatase alcalina). Principalmente durante terapias prolongadas, monitore: a função hematológica; dor de garganta, febre e púrpura podem ser indicativos de distúrbios hematológicos (depressão da medula óssea). Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas. VO: a medicação deve ser administrada com o estômago vazio (1h antes ou 2h após as refeições) com um copo de água. 324 VARFARINA SÓDICA (Anticoagulante oral cumarínico) Nome comercial: MAREVAN. Apresentações: Comprimido. Administração: VO. Indicações: Profilaxia e tratamento de trombose venosa, embolia pulmonar e fibrilação arterial com embolização. Tratamento do infarto do miocárdio para diminuir os riscos de morte, infarto recorrente e eventos tromboembólicos futuros. Prevenção da formação de trombos e embolização em pacientes com prótese de válvulas cardíacas. Contraindicações e precauções: Hemorragia sem controle. Ferimentos abertos. Úlcera ativa. Cirurgias ou danos recentes (cérebro, olhos cordão espinhal). Doença hepática grave. Hipertensão sem controle. Gestação. Use cuidadosamente nos casos de malignidades, história de úlcera, doença hepática, falta de aderência e em mulheres em idade fértil. Reações adversas: Dermatológicas: necrose dérmica (no início do tratamento e geralmente em pacientes idosos e obesos). GI: cólica abdominal, náusea. Hematológica: sangramento. Outros: febre. Interações: Abciximab, ácido acetilsalicílico, AINEs, andrógenos, cefamandol, cefoperazona, cefotetana, 325 clopidogrel, clofanfenicol, dissulfiram, fluconazol, fluoroquinolonas, hidrato de cloral, itraconazol, metronidazol, plicamicina, quinidina, sulfonamidas, ticlopidina, trombolíticos e valproatos: possível aumento da resposta à varfarina e maior risco de sangramento. Álcool, barbituratos e contraceptivos orais (estrógenos): possível diminuição da resposta anticoagulante à varfarina. Alimentos: a ingestão de grandes porções de alimentos ricos em vitamina K pode antagonizar o efeito anticoagulante da varfarina. Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser administrada exatamente conforme o recomendado e o tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento do médico, ainda que o paciente melhore. Se 1 dose for esquecida, ela deverá ser administrada tão logo possível. Recomenda-se que o paciente informe ao médico as doses esquecidas anteriormente à realização de exames clínicos ambulatoriais. A medicação não pode ser usada durante a gestação ou lactação. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita), ou, ainda, se a paciente estiver amamentando, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomende à paciente o emprego de um método contraceptivo seguro e adequado durante a terapia. 326 Informe ao paciente as contraindicações e as reações adversas mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente sangramentos equimoses incomuns (sangramento nasal ou de gengivas, fezes alcatroadas e escuras, hematúria, fluxo menstrual excessivo), o médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomende que o paciente evite injeções IM e a prática de atividades perigosas e que use escovas de dente macias e barbeador elétrico, durante a terapia. Os locais de venopunção deverão receber aplicação de pressão para prevenir hemorragia ou formação de hematomas. Recomende que o paciente, anteriormente à realização de exames laboratoriais, tratamento ou cirurgias, informe ao médico e a todo o pessoal envolvido em sua assistência o esquema de medicação. O paciente deve dispor sempre prontamente de um cartão de identificação com a descrição completa de todo o processo de sua doença, incluindo o esquema de medicação utilizado.Recomende que o paciente limite a ingestão consistente de alimentos ricos em vitamina K (antídoto da varfarina) para evitar flutuações nos níveis de TP. Recomende ao paciente que evite o consumo de álcool e o uso concomitante, principalmente, de ácido acetilsalicílico ou 327 AINEs, como também de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico durante a terapia. Enfatize para o paciente a importância da realização frequente dos exames laboratoriais para monitorizar os fatores de coagulação. Durante a terapia, avalie: sinais de sangramento ou hemorragia (sangramento nasal ou de gengivas, equimoses incomuns, fezes alcatroadas e escuras, hematúria, queda em hematócrito ou PA, sangue em fezes e urina ou aspirador nasogástrico); evidências de aumentos na trombose (ou sintomas dependem da área envolvida). Exames laboratoriais: antes do início e periodicamente durante a terapia, monitore: as funções hematológica e hepática; sangue oculto (fezes e urina); Durante a terapia, monitore: regularmente o tempo de protrombina (TP) e os outros fatores de coagulação (variação do TP terapêutico: > 1,3-1,5 vezes que o controle). Superdosagem e Toxicidade: diante TP excessivamente prolongado ou hemorragia secundária, a suspensão de 1 dose da medicação geralmente é suficiente; diante superdosagem ou necessidade de reversão imediata da anticoagulação, administre vitamina K, também pode ser necessário administrar sangue total ou plasma. Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas. 328 VO: a medicação deve ser administrada todos os dias sempre no mesmo horário; são necessários 3-5 dias para que a medicação alcance os seus níveis efetivos; a terapia geralmente tem início com o paciente ainda sob o uso de heparina (IV); recomenda-se não trocar as marcas comerciais dos produtos utilizados, uma vez que a potência pode não ser equivalente. 329 VITAMINA K (Suplemento nutricional – vitamina hipossolúvel) Nome comercial: KANAKION, NAFTOQUINA. Apresentações: Solução injetável. Administração: IM, SC, IV. Indicações: Atua na coagulação do sangue (indispensável ao fígado para formação da protrombina); protege os vasos sanguíneos. Usado na profilaxia e tratamento de hipoprotrombinemia produzida por anticoagulantes orais. Profilaxia ou tratamento da doença hemorrágica do RN e da hipoprotrombinemia causada por nutrição deficiente, absorção inadequada de vitamina K no trato GI ou ação tóxica de certas drogas (p. ex., antibióticos e salicilatos) usadas concomitantemente com anticoagulantes. Prefere-se a via IM ou SC à IV. Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade à fitomenadiona. Gravidez. Reações adversas: rara: reação semelhante à de hipersensibilidade ou anafilaxia, incluindo choque e parada cardíaca e/ou respiratória, podendo resultar ocasionalmente em morte após uso IV, principalmente quando rápida. Outras reações: rubor da face, hiperidrose, sensação de constipação do peito, cianose, insuficiência vascular periférica, 330 vermelhidão, dor ou edema no local da injeção, sensação de gosto peculiar. Interações: pode diminuir o efeito de anticoagulantes orais. Antibióticos de amplo espectro, quinidina, quinina, salicilato (em doses altas), sulfonamidas antibacterianas: pode ser necessário aumento da dos3e de vitamina K. Hidróxido de alumínio em doses altas: diminuição da absorção de vitaminas lipossolúveis pela precipitação, pelo hidróxido de alumínio, dos ácidos biliares no intestino delgado superior. Óleo mineral: diminuição da absorção de vitamina K. Primaquina: aumento do potencial para efeitos tóxicos. 331 Eletrólitos e Soluções BICARBONATO DE SÓDIO (Alcalinizante) Nome comercial: BICARBONATO DE SÓDIO, DISPONÍVEL TAMBEM POR VIA ORAL, EM ASSOCIAÇÕES ANTIÁCIDAS GÁSTRICA, LAXANTES OU ASSOCIAÇÕES PARA USO TÓPICO. Apresentações: Ampolas de 10ml (8,4% e 10%) e 20ml (8,4%). Via oral: comprimidos efervescentes, pó, pó efervescente. Via tópica: pó, sachê. Indicações: Atua como um agente alcalinizante através da liberação de íons bicarbonato. Efeitos terapêuticos: alcalinização, neutralização do ácido gástrico. Administração: VO e IV. Indicações: Tratamento de acidose metabólica, alcalinizante da urina, na promoção da eliminação de certas drogas, em situações de superdosagem (fenobarbital, ácido acetilsalicílico). Antiácido gástrico, sempre em associações. Via tópica: aftas, estomatites, monilíase. Contraindicações e precauções: Alcalose metabólica ou respiratória. Hipocalcemia. Perda excessiva de cloreto e como antídoto após a ingestão de ácidos minerais pesados. Use cuidadosamente nos casos de ICC, insuficiência renal e uso concomitante de glicocorticoides. Reações adversas: CV: edema. 332 Hidroeletrolíticas: alcalose metabólica, hipernatremia, hipocalemia, retenção de sódio e água. Local: irritação. Neurológica: tetania. Interações: Anfetaminas, flecainida, mexiletina ou quinidina: aumentado dos níveis sanguíneos dessas drogas. Antiácidos (cálcio): possível síndrome do leite-álcalis. Barbituratos e salicitatos: a alcalinização urinária pode resultar na diminuição dos níveis sanguíneos dessas drogas. Fluoroquinolonas: maior risco de cristalúria. Metenamina: menor efetividade Interações: Atenção durante o uso concomitante de outras drogas. IV: as doses devem ser individualizadas de acordo com os resultados da gasometria, a dose poderá ser repetida, a cada 10min.; observe rigorosamente o local; evite o extravasamento da droga (risco de irritação ou celulite); no caso de extravasamento acidental, consulte o médico sobre a aplicação de compressas quentes e infiltração local de lidocaína ou hialuronidase. Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser administrada conforme recomendado. Se a 1 dose for esquecida, deverá ser administrada tão logo possível, exceto quando no mesmo horário da próxima dose. A medicação deve ser usada cuidadosamente nos casos de ICC, insuficiência renal e uso concomitante de glicocorticoides. 333 Informe ao paciente as reações adversas mais frequentes e que, diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente sintomas de distúrbios eletrolíticos, o medico deverá ser comunicado imediatamente. O paciente também deverá informar ao médico se a indigestão for acompanhada por dor torácica, dificuldade respiratória ou diaforese ou se as fezes se tornarem escuras ou alcatroadas. O paciente deverá adotar uma dieta hipossódica e evitar o consumo de refrigerantes ou bebidas à base de soda, como também de soluções caseiras para a indigestão, durante a terapia. Recomende que o paciente evite tomar leite e seus derivados, durante a terapia, para evitar a formação de cálculos renais ou hipercalcemia (síndrome do leite-álcalis). Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico. Enfatize para o paciente a importância da realização regular dos exames de acompanhamento para determinar o progresso do tratamento e monitorar os níveis séricos dos eletrólitos e o balanço ácido-base. Antes e periodicamente durante a terapia, monitore: as concentrações séricas (sódio, potássio, cálcio e bicarbonato), a osmolaridade sérica, o balanço ácido-base e a função renal; nas situações de emergência e durante a terapia parenteral, a 334 gasometria (frequentemente); quando usada para a alcalinização da urina, pH da urina (frequentemente); a medicaçãoantagoniza os efeitos da pentagastrina e da histamina, durante os testes de secreção do ácido gástrico, portanto, a medicação não deverá ser administrada nas 24h anteriores à realização desses testes; durante a terapia, avalie: balanço hídrico, hipertensão, edema, dispneia ou estertores/ruídos e, diante qualquer um desses sintomas, comunique imediatamente ao médico; sinais de acidose (desorientação, cefaleia, fraqueza, dispneia), alcalose (confusão, irritabilidade, parestesia, tetania, alteração na frequência respiratória); hipernatremia (edema, aumento de peso, hipertensão, taquicardia, febre, rubor, irritabilidade) ou hipocalemia (fraqueza, fadiga, onda U ao ECG. arritmias, poliúria, polidipsia). 335 CLORETO DE POTÁSSIO (Repositor) Nome comercial: CLORETO DE POTÁSSIO, SLOW-K, ASSOCIAÇÕES COM BICARBONATO DE POTÁSSIO, DIURÉTICO E LAXANTES. Apresentações: Drágeas de 500mg ou 600mg. Frascos com 100, 150 ou 180ml de xarope a 6%. Ampolas com 10 ou 20ml (10%, 15%, 19,1% ou 20%). Administração: Usos VO e IV. Indicações: Tratamento ou profilaxia da depleção de potássio. Efeitos terapêuticos: reposição; prevenção de deficiência. Contraindicações e precauções: Hipercalemia. Prejuízo renal grave. Doença de Addison sem tratamento. Paralisia familiar periódica hipercalêmica. Algumas formulações podem conter tartrazina ou álcool e devem ser evitados em pacientes com hipersensibilidade ou intolerância prévia. Use cuidadosamente nos casos de doença cardíaca, prejuízo renal, diabetes mellitus (algumas preparações liquidas podem conter açúcar), hipomotilidade GI, inclusive disfasia (comprimidos, cápsulas). Reações adversas: CV: arritmias, alterações ao ECG. GI: dor abdominal, diarreia, náusea, vômito, ulceração GI (comprimidos apenas). Local: irritação (IV). Neurológicas: paralisia, parestesia. 336 SNC: confusão, inquietação, fraqueza. Interações: Anticolinérgicos: possível aumento das lesões da mucosa GI em pacientes que tomam preparações de cloreto de potássio (xarope). Diuréticos poupadores de potássio ou inibidores da ECA: maior risco de hipercalemia. Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser administrada exatamente conforme recomendado e o tratamento e não deve ser interrompido, sem o conhecimento do médico ainda que o paciente alcance melhora. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita) ou, ainda, se a paciente estiver amamentando ou planejando amamentar, o médico deverá ser comunicado imediatamente. recomenda-se cautela também nos casos de doença cardíaca, prejuízo renal, diabetes mellitus (algumas preparações líquidas podem conter açúcar) hipomotilidade GI, inclusive disfagia (comprimidos, cápsulas). Informe ao paciente as reações adversas mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente cãibras (mãos e pés), fraqueza, confusão mental, hipotensão, arritmias, peso nas pernas, vômito, dor abdominal, fezes escuras e dor no local da injeção, como também aquelas incomuns ou intoleráveis, o médico deverá ser comunicado imediatamente. 337 Recomende que o paciente solicite auxílio para sua deambulação ou seu transporte, para prevenir quedas, cortes, fraturas e possíveis sangramentos, durante a terapia, como também que evite a prática de atividades que requerem estado de alerta, até que a resposta à medicação seja conhecida. Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra droga ou medicação, sem conhecimento do médico, durante a terapia. Antes e durante a infusão, monitore: o ritmo cardíaco. Durante a terapia, monitore: a função renal. Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas. VO: as drágeas não devem ser mastigadas ou maceradas; administre com alimentos para minimizar o desconforto GI, o xarope deve ser misturado com um copo de suco de frutas. IV: a droga deverá ser administrada somente após ter sido diluída; infunda na concentração de soro glicosado 40- 80mEq/l (dose máxima 10-20mEq/h); avalie a presença de irritação ou dor no local da injeção. 338 CLORETO DE SÓDIO (Repositor) Nome comercial: CLORETO DE SÓDIO, SOLUÇÃO FISIOLÓGICA DE CLORETO DE SÓDIO. Apresentações: Ampolas com 10ml (0,9%, 10% ou 20%) ou 20ml (0,9% ou 20%). Frascos com 125ml, 250ml, 500ml ou 1.000ml (0,9%). Ampolas com 250ml, 500ml ou 1.000ml (0,9%). Administração: Uso IV. Indicações: Hiponatremia. O sódio, principal cátion no fluido extracelular, auxilia na manutenção da distribuição de água, no balanço hidroeletrolitico, do equilíbrio ácido-base e da pressão osmótica. O cloreto, principal ânion no fluido extracelular está envolvido na manutenção do balanço ácido- base. As soluções de cloreto de sódio sai semelhantes ao fluido extracelular. Reduz o edema corneal por meio de um efeito osmótico. Efeitos terapêuticos: reposição nos estados deficientes e manutenção da homeostase. Contraindicações e precauções: Hipernatremia. Retenção hídrica. Gestação. Use cuidadosamente nos casos de disfunção renal, ICC, edema, retenção de sódio e durante a lactação. Reações adversas: CV: ICC, edema pulmonar, edema. Hidroeletrolíticas: hipernatremia, hipervolemia, hipocalemia. Local: irritação (devido a extravasamento). 339 Interações: Anti e hipertensivos: possível e parcial antagonismo aos efeitos dessas drogas (doses excessivas de cloro e de sódio). Glicocorticoides: possível retenção excessiva de sódio. Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser administrada exatamente conforme recomendado. Informe ao paciente o objetivo da infusão. A medicação não deve ser usada durante a gestação ou lactação. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita) ou, ainda, se a paciente estiver amamentando, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomenda-se cautela também nos casos de disfunção renal, ICC, edema ou retenção de sódio. Informe ao paciente as reações adversas mais frequentes relacionadas ao uso da medicação e na ocorrência de qualquer uma, principalmente as incomuns o intoleráveis, o médico deverá ser consultado. Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia. Durante a terapia, avalie: o balanço hídrico, os sintomas de hipernatremia (edema, aumento de peso, hipertensão, taquicardia, febre, rubor, irritabilidade) ou de hiponatremia (cefaleia, taquicardia, lassidão, membranas mucosas secas, náuseas, vômito, cãibras musculares); o sódio é determinado 340 em relação à sua concentração no organismo, e os sintomas poderão variar de acordo com a condição de hidratação do paciente; e monitore: periodicamente, as concentrações séricas (sódio, potássio, bicarbonato e cloreto) e o balanço ácido-base (em pacientes sob terapia prolongada); a osmolaridade sérica (em pacientes que estejam recebendo soluções salinas hipertônicas). Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas. IV: as doses devem ser individualizadas de acordo com a idade, o peso, a condição clínica do paciente e os balanços hidroeletrolítico e ácido-base. 341 GLICOSE HIPERTÔNICA Nome comercial: GLICOSE HIPERTÔNICA. Apresentações: Ampolas. Administração: IV. Indicações: Fonte calórica em nutrição parenteral, atuando no tratamento da redução de carboidratos e fluidos. Contraindicações e precauções: Coma diabético e insuficiência renal. Em pacientes com anúria, hemorragia intracraneal ouintra-espinhal, em delirium tremens ou desidratação aguda não compensada. A Solução de glicose 50% deve ser administrada somente após a devida diluição. A Solução de glicose hipertônica deve ser administrada lentamente. Pode ocorrer uma significante hiperglicemia e uma possível síndrome hiperosmolar com a rápida administração. O médico deve estar atento aos sintomas da síndrome hiperosmolar, tais como: confusão mental e perda de consciência, especialmente em pacientes com uremia crônica e com conhecida intolerância a carboidratos. A administração intravenosa desta solução pode causar uma sobrecarga de fluidos e/ou solutos, resultando na diluição da concentração eletrolítica sérica, hiperidratação ou edema pulmonar. Reações adversas: Por ser uma solução hiperosmótica e por apresentar pH baixo, pode causar dor local, irritação da veia, 342 tromboflebite e necrose do tecido, quando ocorrer extravasamento de solução. A infusão rápida pode levar à síndrome hiperosmolar, especialmente em pacientes com uremia crônica. Quando administrada prolongadamente ou na infusão de grandes volumes, pode resultar em desidratação e consequente indução ao estado de hiperglicemia. Interações: Não há relatos de interações medicamentosas. Porém, aconselha-se o uso como diluente para outros medicamentos quando indicado pelo fabricante dos mesmos. Cuidados de Enfermagem: Deve-se prestar atenção a fim de assegurar que a agulha está devidamente inserida no lúmem da veia e que não ocorram extravasamentos. Caso ocorra trombose durante a administração, a infusão deve ser interrompida e medidas corretivas devem ser instituídas. A solução concentrada de glicose não deve ser administrada por via subcutânea ou intramuscular. Deve-se ter cautela na administração da solução de glicose em pacientes recebendo corticosteroides ou corticotropina. Verificar o prazo de validade, não administrá-lo, se houver turvação, depósito ou violação do recipiente, evitar extravasamentos. Não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista. 343 GLUCONATO DE CÁLCIO (Recalcificante) Nome comercial: GLUCONATO DE CÁLCIO, SOLUÇÃO DE GLUCONATO DE CÁLCIO. Apresentações: Ampolas de 5ml ou 10ml. Frascos-ampolas de 10ml. Administração: Uso IV. Indicações: Tratamento de emergência da hipocalcemia. Essencial para os sistemas nervoso, muscular e esquelético. Mantém a membrana celular e a permeabilidade capilar. Atua como um ativador da transmissão dos impulsos nervosos e da contração dos músculos cardíaco, esquelético e liso. Essencial para a formação óssea e a coagulação sanguínea. Efeitos terapêuticos: reposição de cálcio nos estados deficientes. Contraindicações e precauções: Hipercalcemia. Cálculo renal. Fibrilação ventricular. Use cuidadosamente nos casos de insuficiência respiratória severa, doença renal ou cardíaca e em paciente sob uso de glicosídios digitálicos. Reações Adversas: CV: parada cardíaca, arritmias, bradicardia. GI: constipação, náusea, vômito. GU: cálculo renal, hipercalciúria. Locais: flebite. SNC: sincope, formigamento. 344 Interações: Álcool, cafeína ou tabaco possível diminuição da absorção do cálcio. Alimentos (espinafre, farelo de trigo ou outros cereais, ruibarbo): possível diminuição da absorção intestinal dos suplementos de cálcio; leite ou seus derivados: recomenda-se evitar o uso excessivo ou prolongado. Atenolol: possível diminuição dos efeitos dessa droga. Bloqueadores dos canais de cálcio: possível diminuição dos efeitos dessas drogas (doses excessivas de cálcio). Diuréticos tiazídicos: possível hipercalcemia. Fenitoínadrogas, fluoroquinolonas, sais de ferro e tetraciclina: prejuízo na absorção dessas drogas. Glicosídios digitálicos: a hipercalcemia aumenta o risco de toxicidade dessas drogas; maior risco de arritmias cardíacas (doses altas). Polistireno sulfonato de sódio: possível diminuição do efeito dessa droga na redução do potássio sérico. Vitamina D: recomenda-se evitar o uso de doses altas (exceto quando especificamente indicado pelo médico). Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser administrada, exatamente conforme recomendado, e o tratamento não deve ser interrompido sem o conhecimento do médico. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita), ou, ainda, se a paciente estiver amamentando, o médico deverá ser 345 comunicado imediatamente. Recomenda-se cautela também nos casos de insuficiência respiratória severa, doença renal ou cardíaca e em pacientes sob uso de glicosídeos digitálicos. Informe ao paciente as reações adversas mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente sintomas de hipocalcemia (parestesia, espasmo muscular, laringoespasmo, cólica, arritmias cardíacas, sinal de Chvostek ou Trousseau) ou de hipercalcemia (náusea, vômito, anorexia, sede, constipação severa, íleo paralítico, bradicardia), como também aquelas incomuns ou intoleráveis, o médico deverá ser comunicado imediatamente. O uso excessivo e prolongado da medicação pode causar diminuição das concentrações séricas de fosfato. Quando usado no tratamento de hiperfosfatemia em pacientes com insuficiência renal, monitore os níveis de fosfato. Recomende ao paciente que evite o tabagismo, o consumo de álcool e de cafeína e a ingestão de certos alimentos (espinafre, farelo de trigo ou outros cereais, ruibarbo, leite ou seus derivados), como também o uso de qualquer outra droga ou medicação sem o conhecimento do médico, durante a terapia. Suplementos de cálcio: recomende ao paciente o consumo de alimentos ricos em vitamina D. Antes do início e durante o tratamento da hipocalcemia, monitore: periodicamente as concentrações de cálcio sérico 346 ou íon cálcio, cloro, sódio, potássio, magnésio, albumina e hormônio paratireoidiano (PTH); Principalmente em pacientes sob uso de glicosídeos digitálicos, monitore: os sinais de toxicidade. Superdosagem e Toxicidade: a observação de qualquer sinal de hipercalcemia (náusea, vômito, anorexia, sede, constipação severa, íleo paralítico, bradicardia) deve ser comunicada imediatamente ao médico. Interações medicamentosas: atenção durante uso concomitante de outras drogas. IM: no caso de uma emergência e quando a administração por via IV não é possível; em crianças, só administre na coxa; em adultos só administre na região glútea. IV: não administre soluções que não estejam claras o que contenham precipitados; a solução deve ser aquecida à temperatura do corpo; a solução deve ser administrada lentamente com uma agulha de pequeno calibre em uma veia grande, para minimizar flebites.A administração rápida pode causar formigamento, sensação de calor e gosto metálico e, diante estes sintomas, interrompa a infusão; quando estes sintomas diminuírem, retome a infusão em uma taxa mais lenta; as concentrações altas podem causar parada cardíaca, a solução não deve ser administrada em uma veia do couro cabeludo, pois pode causar rubor facial, vasodilatação periférica e hipotensão; avalie a potência do local da 347 aplicação, pois o extravasamento da droga pode causar celulite, necrose e escara; na ocorrência de infiltração, descontinue a aplicação, aplique compressa quente e infiltre solução salina normal, cloridrato de procaína 1% ou hialuronidase; durante a aplicação, pode haver aumento transitório da PA, principalmente em pacientes idosos ou hipertensos; monitore frequentemente a PA,o pulso e o ECG dos pacientes sob terapia parenteral, pois a droga pode causar vasodilatação e, consequentemente, hipotensão, bradicardia, arritmias e parada cardíaca; após aplicação, o paciente deverá permanecer reclinado, durante 30-60 minutos. 348 ISOCEL/HAEMACEL (Repositor) Nome comercial: ISOCEL/HEMAECEL. Apresentações: Frascos. Administração: IV. Indicações: Reposição de volume para correção ou prevenção de insuficiência circulatória devido à deficiência de plasma ou sangue absoluto (resultante de hipovolemia) ou relativa (resultante de redistribuição de volume entre os compartimentos circulatórios). Choque hipovolêmico. Perda de sangue e plasma (traumatismos, queimaduras, doação de plasma ou sangue). Para uso em circulação extracorpórea. Como veículo para diversos fármacos. Contraindicações e precauções: hipersensibilidade conhecida a qualquer um dos componentes da fórmula. Reações anafilactóides pré-existentes. Em todos os pacientes com risco aumentado de liberação de histamina. Nas condições a seguir o hemaecel/isocel é indicado somente em casos restritos. Se o médico considerar a infusão necessária, esta deve ser feita sob cuidados especais: ICC, hipertensão, varizes esofágicas, edema pulmonar, anúria renal e pós-renal. Reações adversas: durante ou após infusão de soluções expansoras de volume, podem ocorrer ocasionalmente pápulas, reações urticariformes transitórias, hipotensão, 349 taquicardia, bradicardia, náusea, vômito, dispneia, febre e/ou calafrios. Na vigência de reações adversas, a infusão deve ser descontinuada. Se necessário, deve-se recorrer às seguintes medidas: Reações leves: administrar corticosteroides e anti- histamínicos. Reações graves: administrar imediatamente epinefrina (lentamente por via IV) e altas doses de corticosteroides (lentamente por via IV) e fornecer oxigênio. Interações: em pacientes recebendo glicosídeos cardíacos, deve ser considerado o efeito sinérgico do cálcio contido no hemaecel/isocel. Cuidados de Enfermagem: verificar o prazo de validade, não administrá-lo, se houver turvação, depósito ou violação do recipiente, evitar extravasamentos. Não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista. 350 RINGER LACTATO (Repositor) Nome comercial: RINGER LACTATO. Apresentações: Frascos. Administração: IV. Indicações: Reidratação e restabelecimento do equilíbrio hidroeletrolítico (de água e eletrólitos, como sódio e cloreto), quando há perda de líquidos e de íons cloreto, sódio, potássio e cálcio. Profilaxia e tratamento da acidose metabólica (condição em que o sangue está com o pH ácido). Contraindicações e precauções: pacientes com acidose láctica (acúmulo de ácido láctico no corpo levando à diminuição do pH sanguíneo), alcalose metabólica (concentração elevada de bicarbonato no sangue que leva ao aumento do pH), hipernatremia (concentração elevada de sódio no sangue), hipercalcemia (concentração elevada de cálcio no sangue), hiperpotassemia (concentração elevada de potássio no sangue), hipercloremia (concentração de elevada de cloro no sangue) e lesão das células do fígado com anormalidade do metabolismo de lactato e pacientes com insuficiência renal e ou cardíaca. Soluções contendo íons de cálcio não devem ser administradas simultaneamente no mesmo local da infusão sanguínea devido ao risco de coagulação. Nem mesmo com 351 medicamentos com os quais haja a possibilidade de formação de sais de cálcio precipitados. Soluções contendo potássio devem ser utilizadas com grande cuidado em pacientes com insuficiência renal severa, insuficiência cardíaca congestiva (devido ao acúmulo de fluidos) e em condições nas quais retenção de potássio esteja presente. A administração intravenosa dessa solução Ringer com Lactato pode causar sobrecarga de fluidos e/ou solutos, resultando na hiper-hidratação, estados congestivos (de acúmulo de fluidos) ou edema pulmonar (acúmulo de líquido nos pulmões). Reações adversas: febre, infecção no ponto de injeção, trombose venosa ou flebite (inflamação e coagulação em uma veia) irradiando-se a partir do ponto de injeção, extravasamento e hipervolemia (quantidade aumentada de fluido na corrente sanguínea). Se ocorrer reação adversa, suspender a infusão, avaliar o paciente, aplicar terapêutica corretiva apropriada e guardar o restante da solução para posterior investigação, se necessário. Por conter íons lactato a solução deve ser administrada com cautela, pois infusão excessiva pode provocar alcalose metabólica (concentração elevada de bicarbonato no sangue que leva ao aumento do pH). Hipernatremia (excesso de sódio no sangue) por ser associada a edema (acúmulo de líquido) e exacerbação da insuficiência 352 cardíaca congestiva (por acúmulo de líquido), devido à retenção de água, resultando em aumento do volume do fluido extracelular (fora das células). Interações: Em pacientes portadores de doenças do coração, particularmente em uso de digitálicos ou na presença de doenças dos rins, deve-se ter cuidado na administração de Ringer com Lactato devido à presença de potássio. Por conter sódio, é necessária cautela na administração em pacientes em uso de corticosteroides e corticotropínicos. Soluções contendo íons de cálcio não devem ser administradas simultaneamente no mesmo local da infusão sanguínea da Solução de Ringer com Lactato devido ao risco de coagulação. A Solução de Ringer com Lactato não deve ser adicionada de medicamentos os quais possibilitem a formação de sais de cálcio precipitados, tais como: soluções contendo carbonato, oxalato e fosfato. Cuidados de Enfermagem: verificar o prazo de validade, não administrá-lo, se houver turvação, depósito ou violação do recipiente, evitar extravasamentos. Não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista. 353 SOLUÇÃO FISIOLÓGICA 0,9% (Repositor) Nome comercial: SOLUÇÃO FISIOLÓGICA 0,9%. Apresentações: Frascos. Administração: IV. Indicações: É utilizado para repor água e eletrólitos em caso de alcalose metabólica de grau moderado, com carência de sódio, e como diluente para medicamentos. Contraindicações e precauções: contraindicado em casos de hipernatremia, retenção hídrica e hipercloremia. Deve ser usado com cautela em pacientes hipertensos, com insuficiência cardíaca congestiva, insuficiência renal grave, edema pulmonar, pré-eclâmpsia e obstrução do trato urinário. Administrar cautelosamente a pacientes recebendo corticosteroides, corticotropina ou medicamentos que possam causar retenção de sódio. Reduzir o volume e a velocidade da infusão deste medicamento em idosos para evitar a sobrecarga circulatória, especialmente em pacientes com insuficiência cardíaca e renal. Reações adversas: sensação febril, infecção no ponto de injeção, extravasamento, hipervolemia, náuseas, vômito, diarreia, cólicas abdominais, redução da lacrimação, taquicardia, hipertensão, falência renal e edema pulmonar. 354 Em pacientes com ingestão inadequada de água, a hipernatremia pode causar sintomas respiratórios, como edema, pulmonar, embolia ou pneumonia. Interações: avaliar as características da compatibilidade dos outros medicamentos a serem diluídos ou dissolvidos na solução. Este medicamento é incompatível com anfotericina B, ocorrendo precipitação dessa substância. Cuidados de Enfermagem: verificar o prazo de validade, não administrá-lo,