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Resumo do Livro Vidas Secas 
Um pouco sobre o autor: 
Graciliano Ramos: 
Graciliano Ramos ​(1892-1953) foi um escritor brasileiro. O romance "Vidas Secas" foi 
sua obra de maior destaque. É considerado o melhor ficcionista do Modernismo e o 
prosador mais importante da Segunda Fase do Modernismo. Suas obras embora tratem 
de problemas sociais do Nordeste brasileiro, apresentam uma visão crítica das relações 
humanas, que as tornam de interesse universal. Seus livros foram traduzidos para 
vários países. Seus trabalhos "Vidas Secas", "São Bernardo" e "Memórias do Cárcere", 
foram levados para o cinema. Recebeu o Prêmio da Fundação William Faulkner, dos 
Estados Unidos, pela obra "Vidas Secas". 
Graciliano Ramos nasceu na cidade de Quebrângulo, Alagoas, no dia 27 de outubro de 
1892. Era o primogênito de quinze filhos, de uma família de classe média do Sertão 
nordestino. Passou parte de sua infância na cidade de Buíque, em Pernambuco, e parte 
em Viçosa, Alagoas. Fez seus estudos secundários em Maceió. Não cursou nenhuma 
faculdade. 
 
"Vidas Secas”, romance publicado em 1938, retrata a vida miserável de uma família de 
retirantes sertanejos obrigada a se deslocar de tempos em tempos para áreas menos 
castigadas pela seca. A obra pertence à segunda fase modernista, conhecida como 
regionalista, e é qualificada como uma das mais bem-sucedidas criações da época. 
O estilo seco de Graciliano Ramos, que se expressa principalmente por meio do uso 
econômico dos adjetivos, parece transmitir a aridez do ambiente e seus efeitos sobre as 
pessoas que ali estão. 
O livro possui 13 capítulos que, por não terem uma linearidade temporal, podem ser 
lidos em qualquer ordem. Porém, o primeiro, “Mudança”, e o último, “Fuga”, devem ser 
lidos nessa sequência, pois apresentam uma ligação que fecha um ciclo. “Mudança” 
narra as agruras da família sertaneja na caminhada impiedosa pela aridez da caatinga, 
enquanto que em “Fuga” os retirantes partem da fazenda para uma nova busca por 
condições mais favoráveis de vida. Assim, pode-se dizer que a miséria em que as 
personagens vivem em Vidas Secas representa um ciclo. Quando menos se espera, a 
situação se agrava e a família é obrigada a se mudar novamente. 
Quando a narrativa começa, Fabiano e sua família, formada pela esposa Sinha Vitória, 
os filhos identificados apenas como Menino mais novo e Menino mais velho e a 
cachorrinha Baleia, caminham sob o escaldante sol do nordeste. Encontram uma casa 
abandonada e ali se abrigam, na expectativa da passagem do período de seca.A chuva 
chega, e com ela aparece o patrão, dono da terra, expulsando Fabiano do lugar. Para 
continuar na terra, o matuto se oferece para trabalhar como vaqueiro. Recebe roupas, 
animais de criação e alguns produtos para iniciar o serviço, instalando-se em definitivo 
na fazenda. 
Sinhá Vitória é impaciente com os filhos, sua ignorância é menor que a do marido, pois 
pensa com clareza e sabe contar.Baleia pensa e sente como um humano. Na trama ela 
adoece, fato que leva o vaqueiro a pensar que está com hidrofobia e matá-la. Com a 
agonia da morte, a cachorra faz uma autoanálise e não compreende os motivos do 
dono, enfim, morre sonhando com um mundo cheio de preás gordos. 
A seca volta e anuncia um tempo de miséria e fome. Sinhá Vitória vê o futuro com 
otimismo e transmite paz a Fabiano que analisa sua vida. Com a seca, os retirantes 
deixam a casa da fazenda e recomeçam a andança sem rumo retratada no início da 
narrativa. 
 
Detalhes do produto 
Capa comum: 104 páginas 
Editora: Galera Record; Edição: 1ª (17 de agosto de 2015) 
Idioma: Português 
Peso de envio: 422 g

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