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Antropologia
Material Teórico
Responsável pelo Conteúdo:
Prof. Ms. Rodrigo Medina Zagni
Revisão Técnica:
Prof. Ms. Edson Alencar Silva
Revisão Textual:
Prof. Ms. Claudio Brites
Questões de Antropologia Clássica
• Introdução
• Retomando Conceitos
• Os primórdios da Antropologia Clássica
• Raça e Cultura ao Longo da História
• Os Precursores da Antropologia Moderna
• A Estruturação de uma Antropologia Moderna
 · Tratar do tema “Questões de Antropologia Clássica”. Do desenvolvi-
mento de uma área de estudos debruçada sobre as dimensões física 
e cultural da existência humana; seus primeiros preceitos teóricos 
matizados sob as perspectivas evolucionistas de Charles Darwin, até 
o rompimento com essas explicações de cunho rácico e etapista por 
meio do relativismo, da pesquisa participante e do estruturalismo, 
estudaremos as mais significativas transformações nos paradigmas 
dessa nascente área de conhecimento científico.
OBJETIVO DE APRENDIZADO
Questões de Antropologia Clássica
Orientações de estudo
Para que o conteúdo desta Disciplina seja bem 
aproveitado e haja uma maior aplicabilidade na sua 
formação acadêmica e atuação profissional, siga 
algumas recomendações básicas: 
Assim:
Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte 
da sua rotina. Por exemplo, você poderá determinar um dia e 
horário fixos como o seu “momento do estudo”.
Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar, lembre-se de que uma 
alimentação saudável pode proporcionar melhor aproveitamento do estudo.
No material de cada Unidade, há leituras indicadas. Entre elas: artigos científicos, livros, vídeos e 
sites para aprofundar os conhecimentos adquiridos ao longo da Unidade. Além disso, você também 
encontrará sugestões de conteúdo extra no item Material Complementar, que ampliarão sua 
interpretação e auxiliarão no pleno entendimento dos temas abordados.
Após o contato com o conteúdo proposto, participe dos debates mediados em fóruns de discussão, 
pois irão auxiliar a verificar o quanto você absorveu de conhecimento, além de propiciar o contato 
com seus colegas e tutores, o que se apresenta como rico espaço de troca de ideias e aprendizagem.
Mantenha o foco! 
Evite se distrair com 
as redes sociais.
Determine um 
horário fixo 
para estudar.
Aproveite as 
indicações 
de Material 
Complementar.
Não se esqueça 
de se alimentar 
e se manter 
hidratado.
Conserve seu 
material e local de 
estudos sempre 
organizados.
Procure manter 
contato com seus 
colegas e tutores 
para trocar ideias! 
Isso amplia a 
aprendizagem.
Seja original! 
Nunca plagie 
trabalhos.
UNIDADE Questões de Antropologia Clássica
Introdução
É comum, ainda hoje, nos mais variados âmbitos de nossa vida social, nos 
depararmos com situações em que um indivíduo se julgue portador de uma cultura 
superior à de outro. Pode ser o caso de europeus em relação a latino-americanos, 
de brasileiros em relação a outros povos da América Latina, de paulistas, cariocas 
ou sulistas, em relação a migrantes de outros estados.
É comum ainda ouvir de quem domine um repertório cultural erudito, por 
exemplo, o musical, que apenas a música erudita (popularmente chamada de 
“música clássica”) é “música de verdade”, os demais estilos “não são música”, por 
entendê-los como inferiores.
O mesmo pode se verificar nas artes: “Cinema norte-americano é que é bom!”; 
enquanto nem se procura conhecer o cinema latino-americano, iraniano ou indiano, 
por exemplo.
Até mesmo a História está suscetível a essa lógica, quando ouvimos, por 
exemplo, que “O passado dos povos europeus é que é glorioso! Já o nosso, está 
repleto de índios atrasados!”.
Todas essas situações, perceptíveis no nosso cotidiano, provêm do mesmo 
fenômeno: o da convicção de superioridade de uma cultura, ou de um sistema cultural, 
sobre outra cultura ou sobre outros sistemas. Ocorre que já sabemos que não existe 
indivíduo sem cultura, tampouco culturas superiores ou inferiores, segundo nos 
ensina a Antropologia, área de conhecimento cujo objeto primordial de estudo é o 
Homem e suas obras, mais especificamente, sua subárea, a Antropologia Cultural.
Sendo assim, sistemas culturais são distintos uns dos outros, mas não deve-
mos hierarquizá-los.
Como a Antropologia lidou com a questão da cultura? Como compreendeu, em 
termos teóricos, as diferenças culturais? Como propôs métodos de estudo sobre 
processos culturais? Que lições podemos tirar da Antropologia para compreender 
e lidar com as diferenças culturais? É exatamente o que pretendemos investigar 
nesta unidade, por meio dos temas centrais da Antropologia Clássica e das teorias 
do relativismo, da pesquisa participante e do estruturalismo.
Estamos tratando ainda dos primórdios da Antropologia e das Ciências 
Sociais, mas já enveredando por seus temas centrais, o que nos permitirá melhor 
compreender as dinâmicas culturais a que pertencemos e partilhamos, bem como 
aquelas que nos cercam.
Em busca das respostas às perguntas aqui elaboradas, embrenhe-se pelo 
conteúdo teórico, apresentação narrada e demais materiais dessa unidade, a fim de 
entendermos mais sobre a dimensão cultural da condição humana.
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Retomando Conceitos
Como vimos na primeira unidade, a Antropologia possui um objeto extrema-
mente complexo e denso, e que pode ser estudado desde os mais distintos pontos 
de vista: o Ser Humano e suas obras; sendo assim, como ciência, pode-se dizer que 
seus limites sejam pouco definidos.
Ocorre que dizer que a Antropologia é a “ciência do homem” não basta. Se assim 
fosse, confundiríamos facilmente a Antropologia com a Medicina, a Psicologia, a 
Biologia, a Sociologia, a Economia e tantas outras áreas de conhecimento que 
focam o Homem a partir de um determinado âmbito de sua existência, individual 
ou coletiva. Portanto, dizer que se trata da ciência cujo objeto é o indivíduo não 
ajuda a definir esse campo de estudos. 
Se recorrermos ao histórico de conformação dessa área, verificaremos que com a 
especialização progressiva das ciências humanas, datada do séc. XIX, a Antropologia 
se apropriava de questões que essas acabavam, não sendo consideradas por 
essas disciplinas.
Dentre esses aspectos relegados pelas demais áreas de conhecimento, destacam-
se aqueles que levariam à cisão entre uma Antropologia Física e uma Antropologia 
Cultural (ambas definidas na unidade anterior), respectivamente:
 · o estudo das raças humanas e suas características biológicas;
 · o estudo do homem do ponto de vista social e cultural. 
Figura 1 – Tribo Karo, Etiópia, África
Fonte: iStock/Getty Images
Sobre essa segunda dimensão da Antropologia, na qual se insere a dimensão 
social do existir humano, ou seja, sua organização em grupos e as dinâmicas de 
convívio social que desenvolvem, poder-se-ia dizer que, aqui, esse objeto de interesse 
se confunde gravemente com o da Sociologia, ciência cujo objeto são as interações 
interindivíduos, conformando grupos sociais e como esses grupos interagem entre 
si. Ocorre que a Sociologia se ocupa do estudo de sociedades que possamos chamar 
de modernas, isso porque nelas se verificam um alto grau de alfabetização, são 
densas demograficamente (podendo nelas se verificar o fenômeno do anonimato) 
9
UNIDADE Questões de Antropologia Clássica
e geograficamente extensas. Já a Antropologia estuda sociedades mais simples, 
ágrafas e conformadas por poucos membros, estabelecendo laços sociais muito 
mais estreitos. Contudo, essa regra se aplica exatamente àquilo que podemos 
caracterizar como Antropologia Clássica, ou seja, sua configuração conforme seu 
período formativo; isso porque, hoje, subáreas como a Antropologia Urbana, a 
Antropologia do Cotidiano e a Etnografia Urbana se ocupam exatamente de tipos 
de sociedade complexas, agravando adistinção (por conta de sua abordagem e 
métodos) com relação aos enfoques dados pela Sociologia.
Os primórdios da Antropologia Clássica
Como vimos, durante o séc. XIX, houve um relevante desenvolvimento científico, 
produto da elaboração dos métodos de investigação dos séculos XVI ao XVIII.
Figura 2
Fonte: iStock/Getty Images
Decorreu daí o desenvolvimento, nas ciências da natureza (como a Química, 
primordialmente), de métodos para datação de materiais orgânicos – dentre eles, 
restos esqueletais –, o que possibilitava determinar a antiguidade do próprio ser 
humano. O desenvolvimento desses métodos e técnicas para datação resultou em 
um enorme esforço para determinar a antiguidade dos inúmeros restos humanos 
que se encontravam guardados em museus, universidades e centros de pesquisa, 
produto de descobertas arqueológicas por vezes muito anteriores a esse século 
XIX. Esse esforço resultou no desenvolvimento de uma nova ciência, dedicada 
exatamente a esses estudos e que passava a assumir como objetivo a determinação 
não só da antiguidade do Homem, mas dos processos de evolução biológica e 
social de nossos antepassados: a Antropologia. 
A primeira cisão entre estudos de ordem física e de ordem cultural, dentro da 
Antropologia, se deu exatamente nesse momento. Isso porque antropólogos já se 
definiam como aqueles que estudavam sociedades distintas das europeias – como 
grupamentos humanos autóctones ou sociedades primitivas, por exemplo – e um 
novo grupo de cientistas surgia, autodenominando-se também como antropólogos, 
mas voltados à investigação sobre aspectos rácicos, biológicos e evolutivos 
do Homem. 
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11
É importante salientar que, se não houve acordo quanto ao emprego do termo 
antropólogo, tampouco houve em relação ao termo Antropologia. Apesar de nossa 
conceituação ser bem clara, as distinções entre Antropologia Física e Antropologia 
Social e Cultural, filiados a uma interpretação vigente nos Estados Unidos e na 
Inglaterra, não ocorrem na escola francesa, que utiliza o termo Antropologia para 
se referir ao que conhecemos como Antropologia Física, enquanto não utiliza o 
termo Antropologia Social e Cultural, substituindo-o por etnologia – ao contrário 
do que fazem os autores anglo-saxões.
Essa notável imprecisão terminológica se explica pelo fato de a Antropologia 
ter progredido em círculos científicos e países muito distintos, resultando em um 
relativo grau de autonomia entre as correntes que desde distintos pontos de vista 
enveredaram por esse complexo campo de estudos.
Raça e Cultura ao Longo da História
Nas grandes religiões que atravessaram a História se verifica um princípio 
comum: o de que os homens são iguais; contudo, se explorarmos as dinâmicas 
sociais das mais distintas civilizações, encontramos a prática da discriminação racial, 
o que pressupõe convicções de superioridade e atribuição ao outro à condição 
de inferioridade.
Figura 3
Fonte: iStock/Getty Images
As civilizações clássicas – Grécia e Roma – praticaram o escravismo com base 
fundamentalmente nesse princípio. Ainda que tenha se iniciado com a prática da 
escravidão por dívida, quando se tornou o eixo central da economia antiga, o 
escravo já era, invariavelmente, aquele que de fora dos limites dos domínios dessas 
civilizações havia sido apresado; mais do que isso, por não pertencer à civilização 
greco-romana, não seria merecedor da categoria de humano.
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UNIDADE Questões de Antropologia Clássica
Figura 4 – Bárbaros invadindo Paris
Fonte: Wikimedia/Commons
No contexto da civilização romana, da qual herdamos uma série de caracteres, 
isso valia para todos que estavam de fora de suas fronteiras, caracterizados como 
bárbaros. Evidentemente, a barbárie se define pela contraposição ao conceito de 
civilização; sendo assim, o termo é claramente pejorativo e expressa juízos de valor 
assentados na convicção de superioridade cultural, traço característico dos povos 
da antiguidade clássica. 
Não estamos tratando, contudo, de condutas racistas; uma vez que a civilização 
romana se constituiu de um mosaico de povos distintos, aprofundando-se as 
dinâmicas de miscigenação já assistidas por séculos. Trata-se, em essência, de 
uma distinção cultural, que permitia, por exemplo, submeter e dominar o outro, 
entendido como bárbaro, em nome de uma cultura superior, signo de civilização.
Mesmo com a queda do Império Romano do Ocidente, em 476, a mesma lógica 
atravessou os quase mil anos de Idade Média na Europa, sob domínio da cristandade. 
Isso para dizer que as convicções religiosas medievais, sob o cristianismo, também 
assumiram um caráter opressor não só sobre outros credos religiosos (como o 
judaísmo e o islamismo, por exemplo), mas fundamentalmente compunham um 
repertório cultural que se autorreferia como superior, frente a outras culturas que, 
não mais nominadas bárbaras, eram referidas como pagãs (não-cristãs), sendo 
assim inferiores, o que legitimava sua submissão ou conversão pela força.
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Figura 5 – A Primeira Missa no Brasil, por Victor Meireles (1861)
Fonte: Wikimedia/Commons 
Na Era Moderna, inaugurada com a queda do Império Romano do Oriente 
(quando Constantinopla cai sob domínio turco), em 1453, assistiu-se à mesma 
lógica, obviamente readequada para um novo contexto histórico. A partir do 
Renascimento, a expansão europeia para a Ásia e África, bem como a conquista e 
dominação do Novo Mundo, estava carregada desse sentimento de superioridade 
civilizacional, dessa vez associada ao Homem europeu, ou seja, ao Homem branco. 
É aí, nesse momento, que a questão da superioridade cultural, ou civilizacional, 
passa a ser associada à cor da pele.
Isso dado exatamente no contexto da expansão europeia por meio das 
navegações, se explica também pelo fato de o contato com povos até então 
desconhecidos possibilitar saber da existência de distintas etnias, hábitos culturais, 
religiões e constituições biotípicas. Não se trata apenas do contato com o outro: 
a Europa passava a dominar esses novos e antigos territórios, bem como seus 
habitantes passavam a ser submetidos ao Homem europeu.
O contato, portanto, não despertou no europeu a vontade de incorporar o 
outro, aquele que aos seus olhos parecia estranho, senão tornou o estranhamento 
o princípio maior da violência da conquista, aliado às ambições econômicas e 
políticas inerentes aos processos colonizadores.
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UNIDADE Questões de Antropologia Clássica
Figura 6 – Peregrinos partindo da Europa
Fonte: iStock/Getty Images
Povos inteiros pereceram sob as convicções de superioridade europeia. Estima-
se que 70 milhões de índios na América tenham morrido, direta ou indiretamente, 
pelo contato com os colonizadores espanhóis e portugueses. Africanos foram 
apresados em seu próprio continente e trazidos como escravos para a América, 
relegando-se toda a sua constituição cultural.
A questão é que não se tratava de uma opção 
por não compreender a cultura de índios, negros 
e orientais, senão a convicção de que se tratava de 
povos não portadores de cultura, ou portadores de 
culturas inferiores.
Ainda que o cristianismo, praticado nos 
principais países colonizadores do período, ter 
defendido em termos teológicos a igualdade entre 
os homens; o histórico de violências da Igreja 
em relação a povos não-cristãos, bem como as 
necessidades de manutenção dos alicerces de 
uma sociedade construída sobre bases escravistas, 
reafirmava a bestialização dos povos não-europeus, 
afirmando o princípio das raças.
Figura 07 – Escravidão
Fonte: iStock/Getty Images
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Os Precursores da Antropologia Moderna
Com o movimento chamado “Humanismo”, 
no contexto do Renascimento, esse caráter 
civilizador europeu passou a ser alvo de críticas 
na própria Europa. Autores como Thomas 
More, La Boètie, Montaigne e Erasmo de 
Rotterdam, entre outros,fizeram pesados 
ataques à moral europeia e suas convicções de 
superioridade em relação aos povos dominados 
pelo Homem branco.
Sua crítica expressa nas duas gerações do 
humanismo do Renascimento, dos séculos 
XVI e XVII, serviu de fundamento para o 
desenvolvimento posterior do movimento 
iluminista, que caracterizou o chamado Século 
das Luzes: o séc. XVIII. 
Pensadores europeus, primordialmente franceses, subverteram a interpretação 
valorativa dada aos “selvagens” como povos não-portadores de cultura, exaltando 
o exótico, que seguia incompreendido, uma vez que foi criado para eles o mito do 
“bom selvagem”.
A questão é que, do séc. XVI ao XVIII, a crítica à cultura europeia se deu por 
meio de sua relativização com as culturas dominadas –ainda que as exaltando –, 
marcou-se um relevante esforço primeiro para o reconhecimento de que se tratava 
de povos portadores de cultura, seguindo para o fato de que não se tratava de 
culturas inferiores.
Ainda assim, tratava-se de uma visão “de fora” e que acabava, na prática, 
reafirmando a cultura europeia, uma vez que sua pretensão não era compreender 
o outro, senão reformar a civilização ocidental.
O darwinismo
Vimos na unidade anterior que, na segunda metade do 
século XIX, as teses de Charles Darwin sobre a evolução das 
espécies influenciaram enormemente as ciências biológicas.
Esse século posterior às luzes, o século do cientificismo, 
foi marcado então pela visão evolucionista. Se pensarmos 
nas duas antropologias que estavam em prática nesse 
contexto (física e cultural), o evolucionismo lançava novas 
luzes a ambas. Isso porque restos arqueológicos, fossem 
restos humanos ou artefatos desenvolvidos e utilizados 
por humanos, além de datados, poderiam ser classificados 
segundo seu percurso evolutivo.
Figura 8 – Michel de Montaigne
Fonte: Wikimedia/Commons
Figura 9 – Charles Darwin
Fonte: iStock/Getty Images
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UNIDADE Questões de Antropologia Clássica
Com relação à Antropologia Física, muitos dos restos esqueletais não 
correspondiam em alguns detalhes morfológicos às características do homem 
atual. Darwin era o primeiro a dar uma explicação consistente, a partir da tese 
da perpetuação dos mais aptos, a esse estranho fenômeno – ou seja, as diversas 
configurações anatômicas diferentes do ser humano atual, verificadas em ossadas 
humanas, validavam a tese de que também o Ser humano evoluía. 
Era possível, então, ordenar logicamente as etapas que constituíam a linearidade evo-
lutiva humana, bem como criar tipologias para os artefatos arqueológicos escavados. 
Figura 10 – Representação da Evolução Humana
Fonte: iStock/Getty Images
A Estruturação de uma Antropologia Moderna
Temos, então, a figura do antropólogo atrelada às pesquisas sobre a antiguidade 
e o percurso evolutivo do Homem; sendo assim, o antropólogo em questão é, 
essencialmente, um pesquisador de gabinete, ou seja, trabalha com os dados e 
elementos coletados por outros pesquisadores em suas atividades de campo.
Até mesmo os antropólogos que se dedicavam aos estudos culturais se 
caracterizavam também como intelectuais de gabinete, uma vez que lidavam 
com dados obtidos por cronistas viajantes, navegantes, missionários religiosos 
e exploradores mercenários. Sendo assim, o despreparo teórico daqueles que 
descreviam a cultura até então desconhecida, era marcada por posturas eurocêntricas 
e tendiam a sublinhar os caracteres culturais mais exóticos, ou seja, aqueles que 
maiores estranhamentos causavam sobre o europeu, ainda portador de convicções 
de superioridade cultural.
O resultado disso foi uma primeira Antropologia caracterizada pela excessiva 
teorização e distante demais da realidade. 
No que tange aos aspectos culturais, sob a influência do darwinismo que 
impregnava sua dimensão física, a Antropologia do século XIX entendia as sociedades 
primitivas como se estivessem em uma etapa infantil, em relação às sociedades 
adultas: os povos civilizados europeus. Essa convicção alocava as sociedades 
europeias como o fim máximo de um processo civilizador e cujo resultado seria 
inexorável: todas as sociedades evoluiriam segundo o modelo europeu de cultura.
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Esse tipo de convicção, profundamente ideológica e preconceituosa, só mudaria 
com o advento do trabalho antropológico de campo, instituído como prática no 
final do século XIX.
Esse novo antropólogo não deveria restringir-se ao gabinete, isso porque não 
deveria trabalhar com materiais e dados coletados ou descritos por amadores, 
sob pena de comprometer gravemente a própria pesquisa. O antropólogo seria 
convertido no pesquisador que se deslocaria fisicamente até a sociedade a ser 
investigada. Trata-se das pesquisas de campo, nas quais o próprio antropólogo 
observa e coleta os dados que deverá analisar.
É no final desse século que o antropólogo se torna o investigador cuja tarefa 
é se deslocar aos lugares mais distantes do mundo, aprendendo a conviver com 
pequenas comunidades, observando-as e coletando informações com o rigor 
metodológico que também vai se estabelecendo em torno dessas novas tarefas.
As mudanças, para a Antropologia, foram extremamente significativas. O 
contato mais íntimo com povos que até então eram compreendidos como simples 
e inferiores, revelou práticas sociais e dinâmicas de organização extremamente 
complexas e impôs uma possibilidade interpretativa: não se tratariam de povos 
inferiores, mas sim distintos.
Essa primeira e mais importante barreira ideológica só foi rompida, sobretudo, 
pela observação antropológica empírica.
Essas mudanças não se operaram imediatamente, tampouco em ambiente 
harmonioso. Nesse final de século, o contato dos antropólogos ocidentais 
com outros povos foi marcado por atitudes de superioridade – tanto é que na 
literatura antropológica do período são comuns termos como “povos primitivos” e 
“selvagens”, para referi-los.
Os Fundamentos Teóricos de Franz-Boas
Como foi citado na Unidade anterior, o trabalho pioneiro do antropólogo teuto-
americano Franz Boas e seus discípulos consiste no mais importante ponto de 
inflexão nos estudos antropológicos, no que tange ao declínio da Antropologia 
Rácica (tratada na unidade anterior e nesta), uma vez que sua proposta relativista 
desmontava a ideia de proximidade entre evolução biológica e cultural.
No livro As Limitações do Método Comparativo em Antropologia, de 
1896, Boas demonstrou como os primeiros antropólogos estavam preocupados 
com questões puramente históricas e, enveredando por análises comparativas e 
valorativas, identificavam semelhanças e afinidades dos povos como indicadores de 
uma origem comum.
Seu pioneirismo consiste na construção teórica que assentou métodos 
radicalmente distintos daqueles engendrados nos modos de conceber e estudar as 
culturas humanas, propondo relativizá-las, ao invés de escaloná-las hierarquicamente.
17
UNIDADE Questões de Antropologia Clássica
Não que estudos comparativos não pudessem ser feitos entre distintas culturas, 
ou mesmo que não se pudesse identificar uma origem comum para ambas; na 
verdade, o que Boas propunha era um processo indutivo que identificasse as 
relações que possibilitariam a comparação, para o então estabelecimento das 
conexões históricas pertinentes. 
Para Boas, o mesmo fenômeno tem sentidos variados em cada cultura – sendo 
assim, o fato de ocorrências semelhantes serem identificadas em distintas culturas 
não constitui prova de uma origem comum.
Consequentemente, não havendo uma única origem cultural, não se pode falar 
em cultura, senão em culturas. Ou seja, cada cultura tem sua própria história, não 
uma cultura humana universal e originária (como pressupunham os evolucionistas).
Sendo então autônomas, todas as culturas seriam também dinâmicas em suas 
transformações ao longo do tempo.
Nesse contexto, suas críticas pesavam mais gravementesobre os determinismos 
biológicos e geográficos, bem como no transporte de categorias explicativas 
evolucionistas para o tratamento das relações culturais, o que havia levado ao 
fenômeno do evolucionismo cultural.
Contrário a essa explicação evolucionista para a diferenciação das culturas, Boas 
demonstrou que cada sistema cultural constituía uma unidade integrada, resultado 
de um desenvolvimento histórico específico.
Com isso, determinou a independência dos fenômenos culturais em relação 
aos condicionantes geográficos e biológicos – vigentes como explicação desde o 
período formativo da Antropologia. As dinâmicas culturais estariam desatreladas 
desses elementos, obedecendo apenas à lógica da interação entre os indivíduos, o 
meio e a sociedade.
A concepção evolucionista aplicada à cultura – responsável pelo assentamento 
de uma visão de etapas linear, na forma de estágios evolutivos e obrigatórios pelos 
quais, obrigatoriamente, todas as sociedades passariam – assistia ao surgimento de 
sua mais severa e consistente crítica.
Essa nova postura teórica deslocou completamente os sentidos gerais da 
Antropologia, desde seus objetos, objetivos, até o ofício do antropólogo, que 
passava a ser o estudo de sistemas culturais particulares, não da identificação de 
uma cultura universal.
Com relação ao método, o princípio fundamental é o da relativização, ou seja, 
culturas são relativas e não mantêm relação hierárquica alguma no âmbito dos 
valores que possam ser-lhes atribuídas. O papel do antropólogo seria, portanto, o 
de não emitir juízos de valor, mas o de relativizar suas posturas.
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Os Fundamentos Teóricos de Bronisław Malinowski
O antropólogo polaco Bronisław Kasper Malinowski, 
criador da chamada escola funcionalista, é considerado 
um dos fundadores da própria Antropologia Social.
Sua maior contribuição se deu sobre a questão dos 
métodos utilizados na coleta de material etnográfico e 
constam do capítulo de abertura dos Argonautas do 
pacífico ocidental, livro originalmente publicado em 
1922. Até ali, os métodos existentes levavam a maior 
parte dos antropólogos a concluir pela incoerência da 
vida primitiva, comparada à ideia de civilização.
Para Malinowski, essa interpretação nada mais era 
do que um produto distorcido da falha de observação do 
antropólogo, que deslocava seus sentidos e significados 
para ações que não correspondiam ao seu sistema cultural. Assim sendo, a tarefa 
primordial consistiria em reconstruir o universo específico de significações da 
cultura estudada.
Mas como os antropólogos, via de regra, europeus e portadores de um sistema 
cultural completamente distinto, fariam para compreender esses significados?
As pesquisas de Malinowski nas Ilhas Trobiands, onde estudou uma população 
de 1200 melanésios da costa nordeste da Nova Guiné, durante a década de 1910, 
levaram ao desenvolvimento de um método inovador na forma de coletar dados 
de campo, no qual o pesquisador passava a participar diretamente do cotidiano 
social do grupo observado. Tratava-se da observação etnográfica, na qual a coleta 
de dados seria realizada por aquele que passaria a vivenciar as práticas e partilhar 
dos significados a elas atribuídos, permitindo correlacioná-los e compreendê-los 
em profundidade.
Dessa forma, não importaria ao antropólogo apenas a ação engendrada pelo 
povo estudado, mas essencialmente a representação da ação, para que se pudesse 
tratar dos significados que constituiriam os fenômenos culturais sob enfoque.
Obviamente, o desafio do antropólogo seria muito maior do que meramente 
descritivo e valorativo, tendo em vista que ações são, no mais das vezes, 
multirrepresentacionais, ou seja, podem estar repletas de significados materiais, 
sociais e simbólicos, englobando os mais variados aspectos, como: econômicos, 
jurídicos, mágico-religiosos, etc.
Contudo, trata-se de um autor ainda preso à ideia de universalidade cultural, 
apesar de reconhecer as particularidades das culturas, uma vez que a todo tempo 
buscava as relações entre o particular e o universal, perdendo com isso a possibilidade 
de explicar questões como a da diversidade cultural.
Figura 11 – Bronisław 
Kasper Malinowski
Fonte: Wikimedia/Commons
19
UNIDADE Questões de Antropologia Clássica
Ocorre que seus pressupostos teórico-metodológicos tiveram lugar paradigmá-
tico na Antropologia, deslocando irreversivelmente tanto os referenciais teóricos 
quanto os objetivos gerais da disciplina, sendo hoje uma referência obrigatória 
sobre o modo padrão da pesquisa etnográfica.
O trabalho de campo, depois de Malinowski, passou a se constituir mediante 
a observação participante, em grupos sociais de dimensões reduzidas e distintos 
daquele ao qual pertenceria o investigador. Esses pressupostos passaram a constituir, 
desde então, com os pilares da nascente Antropologia Social e Cultural, marcando 
a dimensão da importância do autor para as Ciências Humanas e Sociais; isso 
porque o trabalho de campo, segundo definido por Malinowski, passou a constituir 
o método privilegiado da Antropologia, influindo determinantemente na sua 
constituição como disciplina científica autônoma.
Os Fundamentos Teóricos de Claude Levi-Strauss
O pensador francês Claude Levi-Strauss é o fundador da chamada Antropologia 
Estrutural, corrente que se conformou a partir de seus estudos sobre povos indígenas 
do Brasil, no período em que aqui permaneceu integrando à missão francesa 
que teve como objetivo estruturar a área de Ciências Humanas da recém-criada 
Universidade de São Paulo, no período que se estendeu de 1935 a 1939. Durante 
esses quatro anos, estudando aspectos sobre a língua, costumes e lendas de povos 
indígenas, coletou os dados que permitiriam criar uma nova teoria antropológica, 
elaborada e apresentada entre o final da década de 1940 e início de 1950.
Figura 12 – Claude Levi-Strauss
Fonte: Wikimedia/Commons
O percurso que desenvolveu no curto período em que esteve no Brasil revela as 
profundas mudanças que vinha sofrendo a própria Antropologia. Desde que chegou, 
em 1935, passou a dar aulas de Sociologia na USP até 1938, já empreendendo 
suas primeiras incursões de campo em território indígena. Contudo, a necessidade 
de empreender pesquisas de campo mais demoradas levou-o a abandonar o 
magistério, o que o possibilitou a passar mais tempo nas comunidades indígenas que 
estudava: os Kaingang, no Norte do Paraná (na região do rio Tibagi); os Kadiweu, 
na divisa com o Paraguai; e os Bororo, do Mato Grosso. Em 1938, retornou da 
França, onde havia prestado exames para o magistério, e pôs-se a estudar os 
índios Nambiqwara, do Mato Grosso, bem como os Tupi-Kaguahib, na região do 
rio Machado, que se pensavam desaparecidos.
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Os pressupostos da nova corrente teórica foram publicados em duas de suas 
principais obras: As Estruturas Elementares do Parentesco, de 1949, e Tristes 
Trópicos, de 1955, que o notabilizam mundialmente.
Lévi-Strauss fez uso da chamada teoria estruturalista francesa, a qual pressupu-
nha que “estruturas universais” estariam por trás de todas as ações humanas, dando 
forma às culturas em suas mais variadas manifestações: linguagem, mitos, religiões, 
etc. Ele foi responsável por uma “revolução intelectual considerável” e que consis-
tia na aplicação do método estruturalista ao conjunto dos fatos humanos de natu-
reza simbólica. Isso possibilitou ao antropólogo estudar o “pensamento selvagem”, 
e não o “pensamento do selvagem”. Não se trata de uma mudança insignificante, 
senão na subversão completa do enfoque das pesquisas antropológicas realizadas 
até ali. Ou seja, Lévi-Strauss deixou de fazer a distinção do funcionamento mental 
entre os povos primitivos e os povos europeus, para afirmar que o “pensamento 
selvagem” poderia ser encontrado em cada um de nós.
Distinguiu-se gravemente dos demais antropólogosque buscavam revelar as 
diferenças entre povos e culturas, na maioria das vezes valorativas; enquanto 
buscava as estruturas universais, também chamadas de “estruturas profundas”.
Sem se preocupar com as diferenças, os estudos de Lévi-Strauss colaboraram 
com a relativização entre povos e culturas, estreitando seus laços pela via da 
aceitação do diverso, exatamente porque, para ele, as diferenças entre os povos 
não constituíam o objeto central de interesse antropológico.
Para o antropólogo, a maior parte dos antropólogos estava preocupado com o 
que nominou de “aparência”. Obviamente, utilizou-se de um dos fundamentos do 
Estruturalismo para fazer essa afirmação, exatamente a oposição entre essência 
e aparência. Suas pesquisas estavam dirigidas aos sentidos profundos das ações 
humanas e de seus produtos, na busca pela essência, encontrando-se com a 
psicologia, a lógica e a filosofia das sociedades estudadas – a mera descrição das 
práticas rituais de uma determinada sociedade, a aparência, não lhe interessava.
Essa nova e revolucionária abordagem encontrou contornos teóricos acabados 
na obra O Pensamento Selvagem, de 1962. Sobre o impacto que representou, 
para além da Antropologia, implicava em como tratar o até então denominado 
“homem primitivo”. Seu método estruturalista permitia compreender que socieda-
des tribais revelavam sistemas lógicos notáveis, de qualidades mentais racionais tão 
sofisticadas quanto às de sociedades até então tidas como superiores.
Sua teoria desmontava as convicções comumente aceitas de que as sociedades 
primitivas seriam intelectualmente deficitárias e temperamentalmente irracionais, e 
que suas ações e obras, que constituíam seus pobres repertórios culturais, tinham 
por finalidade a satisfação de necessidades imediatas – como as de alimento, 
vestimenta e abrigo.
Sob esses novos pressupostos teóricos, a visão pejorativa sobre as tribos 
primitivas estava fadada a desaparecer.
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UNIDADE Questões de Antropologia Clássica
Material Complementar
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:
 Sites
Site da Associação Brasileira de Antropologia 
http://www.abant.org.br/
Site da Revista de Antropologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas 
da Universidade de São Paulo
https://goo.gl/IbqThi
Site da Revista Campos – Revista de Antropologia Social da Universidade Federal 
do Paraná
https://goo.gl/nmBo6A
 Filmes
10.000 a.C.
10.000 a.C.; dir.: Roland Emmerich, EUA, drama, colorido, 2008.
A Guerra do Fogo
A Guerra do Fogo; dir.: Jean-Jacques Annaud, EUA / França / Canadá, drama, 
colorido, 1981.
2001: Odisseia no Espaço
2001: Odisseia no Espaço; dir.: Stanley Kubrick, EUA, ficção científica, colorido, 
1968.
 Leitura
Por uma semântica profunda: arte, cultura e história no pensamento de Franz Boas
ALMEIDA, K.M. P. Por uma semântica profunda: arte, cultura e história no pensamento 
de Franz Boas. Mana, vol. 4, n. 2, Rio de Janeiro, out. 1998
https://goo.gl/qHexdk
Imigração, raça e cultura: o ensinamento de Franz Boas
PALTRINIERI, A. C. Imigração, raça e cultura: o ensinamento de Franz Boas. Revista 
Outros Tempos, UFMA, São Luís, v. 6, n. 7, jul. 2009. 
https://goo.gl/sRsMqK
Para além do “trabalho de campo”: reflexões supostamente malinowskianas
GIUMBELLI, E. Para além do “trabalho de campo”: reflexões supostamente 
malinowskianas. Revista Brasileira de Ciências Sociais, São Paulo, v. 17, n. 48, 
fev. 2002.
https://goo.gl/eqPhPr
Claude Levi-Strauss e a experiência sensível da Antropologia
WERNECK, M. M. F. Claude Levi-Strauss e a experiência sensível da Antropologia. 
Cronos, UFRN, Natal, v. 9, n. 2, dez. 2008
https://goo.gl/PXU0o0
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Referências
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BOAS, Franz. Antropologia Cultural. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2004.
CHILDE, V. Gordon. A evolução cultural do homem. Rio de Janeiro: Jorge 
Zahar, 1966.
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MALINOWSKI, Bronislaw. Argonautas do Pacífico Ocidental. Coleção Os 
Pensadores. São Paulo: Abril, 1977.
MARGARIDA MARIA MOURA. Nascimento da Antropologia Cultural: A Obra 
de Franz Boas. São Paulo: Hucitec, 2004.
MELLO, L. G. Antropologia Cultural: Iniciação, Teoria e Temas. Petrópolis: 
Vozes, 2004.
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