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EAS – Elementos 
Anormais 
e Sedimentoscopia 
Renata Jarach 
Exame físico Resultado Valores ref referenciais 
Cor Amarelo Citrino 
Cheiro “Sui generis” 
Aspecto Límpido 
Depósito Ausente 
Densidade 1015 a 1025 
Exame químico Resultado Valores referenciais 
Proteínas mg/dL < 30mg/dL 
Glicose mg/dL Ausente 
Corpos Cetõnicos Ausente 
Bilirrubina Ausente 
Urobilinogênio < 1mg/dL 
Sg: Hb Ausente 
Sg: Hms Ausente 
pH 5 a 6 (ácida) 
Nitrito Negativo 
Leucócito Negativo 
Exame microscópico Resultado Valores referenciais 
Leucócitos /mL ≤ 10000/mL 
Hms Isomórficas /mL ≤ 10000/mL 
Hms Dismórficas /mL ≤ 1% do total de Hm 
Células Tubulares /mL ≤ 1500/mL 
Células Uroteliais /mL ≤ 10000/mL 
Cilindros /mL ≤ 1750/mL (hialinos) 
Filamentos de muco Ausente 
Cristais Ausente 
Fungos Ausente 
Parasitas Ausente 
Exame Microscópico 
EAS: Sedimento 
Há duas estratégias propostas para o 
estudo do sedimento urinário 
(estruturas particuladas): 
 
• Qualitativo e semi-
quantitativo 
• Quantitativo 
(padronização) 
Exame microscópico 
Exame 
microscópico 
Resultado VR 
Leucócito /mL ≤ 10.000/mL 
Sangue (Hm) /mL ≤ 10.000/mL 
 Hm isomórfica ≤ 10.000/mL 
 Hm dismórfica < 1% Hm total 
Sangue (Hb) Ausente 
Células epiteliais /mL ≤ 10.000/mL 
Cilindros /mL ≤ 1750/mL 
(hialinos) 
Filamento de muco Ausente 
Cristais Ausente 
 EAS – sedimento 
 Sedimento Qualitativo e semi-quantitativo 
 Filamento de Muco 
 Cristais 
 Parasitas 
 Fungos 
 Não se deve fazer citação de microbiota no EAS 
 EAS – sedimento 
 Existem vários sistemas comerciais manuais ou semi-automáticos para o 
exame semi-quantitativo: 
 UriSystem (Fisher Scientific, Pittsburgh, PA) 
 KOVA System (ICL Scientific, Fountam Valley, CA) 
 Count-6 or Count-10 systems (V-Tech, Inc. Palm Desert, CA) 
 Cen-Slide 1500 System (Urohealth, formely DA VSTAR, Costa Mesa, CA) 
 R/S 2000 (DiaSys, Waterbury, CT) 
Há sistemas totalmente automáticos (resultados quantitativos): 
 International Remote Imaging Systems, Inc. (Yellow IRIS - morfometria) 
 Model 300 or 500 Urinalysis Workstation 
 900 Dx Urine Pathology System 
Sysmex F100 (citometria de fluxo-imunoaspectors) 
 EAS – sedimento 
 Optamos por um sistema manual, controlado e com 
alto nível de segurança, que oferece resultados semi-
quantitativos e quantitativos. 
 A escolha teve a intenção de aproximar o mais 
possível aos resultados dos equipamentos automáticos, 
dando a importância que o líquido merece e oferecendo 
confiabilidade ao processo. 
 EAS – sedimento 
 É uma metodologia proposta na década de 40 por 
Thomaz Addis, utilizando a câmara de Neubauer e que 
originalmente trabalhava com amostra de urina de 12 
horas – Contagem de Addis 
 O método foi modificado para trabalhar com amostra 
isolada (EPM 1981) 
EAS – sedimento – preparação/metodologia 
• Amostra: 
• isolada de jato médio após higiene da vulva ou glande do 
pênis com sabão e água abundante (não enxugar). Manter 
a amostra sob refrigeração (4-8oC) até o exame 
• Material: 
• Tubo cônico 
• Centrífuga 
• Bomba de vácuo (não obrigatório) 
• Pipeta automática 
• Câmara de Neubauer 
• Microscópio 
• Condensador de microscopia simples 
• Condensador de contraste de fase (não obrigatório) 
EAS – Estudo sistematizado da urina 
EAS – Estudo sistematizado da urina 
EAS – Estudo sistematizado da urina 
EAS – Estudo sistematizado da urina 
Bomba de vácuo (obrigatório) 
EAS – Estudo sistematizado da urina 
Fonte: www.pathology.washington.edu 
EAS – Estudo sistematizado da urina 
Contraste de Fase 
EAS – Estudo sistematizado da urina 
Câmara de Suta 
EAS – Estudo sistematizado da urina 
Câmara de Neubauer 
 EAS – sedimento – preparação/metodologia 
 Técnica/amostra centrifugada: 
• Homogenizar bem a amostra e colocar 10ml em tubo cônico; 
• Centrifugar por 5 minutos a 1500-2500 rpm (750g); 
• Decantar o sobrenadante para 1 ml de sedimento; 
• Homogenizar bem o sedimento; 
• Encher a câmara de Neubauer; 
• Aguardar 30 segundos; 
• Levar ao microscópio e verificar a distribuição das estruturas 
na área da câmara em aumento de 100x (10 x 10); 
• Passar para o aumento de 400x (10 ocular e 40 na objetiva) e 
contar leucócitos, hemácias, células epiteliais e cilindros nos 
4 quadrantes laterais. As outras estruturas devem ser 
observadas em toda a extensão da câmara. 
EAS – Estudo sistematizado da urina 
Fonte: Divisão de Líquidos Corporais e Coordenação de Qualidade do Padrão Laboratório Clínico. 
Método: Thomaz Addis modificado para amostra isolada 
 EAS – sedimento 
 A câmara de Neubauer e outros instrumentos de contagem (Nageotti, 
Fuchs Rosenthal) tem área e volume conhecidos e controlados, sendo crítico 
a homogeinização da amostra em todas as etapas do procedimento. 
Neubauer 
0.1mm3/quadrante 
(0.0001ml) 
Fonte: LIMA, O – Estudos de 
Laboratório Aplicado à Clínica. 
Guanabara Koogan, 1981 
EAS – sedimento – preparação/metodologia 
Cálculos/amostra centrifugada: 
• Somar as estruturas contadas no 4 quadrantes laterais (leucócitos, hemácias, células 
epiteliais e cilindros) cada tipo por vez e multiplicar pelo fator de 250, conforme fórmula 
abaixo. 
 
 
 Fator = volume final 
 vol. inicial x vol. contado-Câmara 
 
 
 
 
Fator = 1 = 250 
 10 x 0,0004 
 
EAS – Estudo sistematizado da urina 
Método: Thomaz Addis modificado para amostra isolada 
Fonte: Divisão de Líquidos Corporais e Coordenação de Qualidade do Padrão Laboratório Clínico. 
(?) 
1 
mm 
1 
mm 
•Área=1x1=1mm2 
0,1 
mm 
•Volume=1x1x0,1=0,1mm3 
3 hm ? 
0,1mm3x10→1mm3 
3x10hm/0,1 →30/mm3 
 1mm3x1000→1ml 
 30 x 1000/ml →30000/ml 
/0,1mm3 
6 x 10000=30000/ml 
 2 (quadrantes) 
Câmara de Neubauer 
CRÍTICO 
1. Homogenizar bem e encher a câmara 
2. Aguardar 30 segundos 
3. Observar distribuiçao das estruturas 
na extensão da câmara 
LEUCÓCITOS 
(≤ 10000/mL) 
Sedimento Quantitativo 
 Leucócitos (≤ 10000/ml) 
 Leucócitos são esferas granulosas, com cerca de 12 u 
m de diâmetro, que normalmente apresenta-se 
morfologicamente esférico ou oval, muito semelhantes às 
células tubulares 
 Células com grande atividade enzimática interna 
(esterases) que entram em processo de autólise 
rapidamente - piócitos 
Sedimento Quantitativo 
 Causas de Leucocitúria (piúria) 
 Doenças e condições inflamatórias do trato 
geniturinário 
 Doenças bacterianas, incluindo pielonefrite, cistite, 
prostatite, uretrite 
 Doenças não bacterianas, incluindo glomerulonefrite, 
lúpus, nefrite intesticial, tumor, calculose 
 Eosinófilos, linfócitos, histiócitos 
O QUE É IMPORTANTE OBSERVAR NAS 
LEUCOCITÚRIAS: 
 
1. Tempo entre a coleta e o momento do exame 
2. Toda leucocitúria > 10000/ml deve ser confrontada com 
celulúria tubular 
3. Observar a presença de histiócitos, neutrófilos 
(peroxidase +), eosinófilos (coloração hematológica) 
4. Observar esterase leucocitária (química) com a 
leucocitúria microscópica 
5. Citar as ocorrências no resultado do EAS 
6. Verificar os cálculos para liberar os resultados 
 
 
 
 
 
COLORAÇÃO DE PEROXIDASE - reagentes 
 
Solução A 
Benzidina – 50 mg 
Ácido Acético glacial – 0,5 ml 
Água tipo II – 10 ml 
 
 Solução B 
Nitroprussiato de Sódio – 100 mg 
Água tipo II – 10 ml 
 
 Solução C 
Água oxigenada20 volumes – 5 ml 
Água tipo II – 5 ml 
Fonte: BIASOLI, W. Atlas do Sedimento Urinário, Control-Lab, com modificações. 
Armazenar em frascos individuais (ambar), com conta gota, à 
temperatura ambiente, com validade de 2 semanas 
COLORAÇÃO DE PEROXIDASE - Técnica 
 Colocar sobre o sedimento urinário, 1 gota da solução A, 1 
gota da solução B e 1 gota da solução C; 
 Homogenizar suavemente; 
 Após 30 segundos observar em aumento de 400x (na lâmina 
ou na Câmara de Neubauer); 
 Para liberar os resultados aplicar sobre os leucócitos totais 
contados na câmara de Neubauer a regra de 3 que se segue: 
 
Fonte: BIASOLI, W. Atlas do Sedimento Urinário 
Leucócitos totais – 100% 
Cel. não coradas* - x 
(*) Cels. Tubulares – descontar a % do total de leucóticos 
SANGUE 
Hm (≤ 10000/mL) 
Hb (ausente) 
Mioglobina (ausente) 
Sedimento Quantitativo 
Hemácias (≤ 10000/ml) 
 
 Hemácias isomórficas (≤ 10000/ml) 
 Hemácias dismórficas (até 1% do total) 
 Marcadoras de lesão no trato urinário 
Sedimento Quantitativo 
 Hemácias isomórficas (≤ 10000/ml) 
 Hemácias são discos bicôncavos, com cerca de 7 u m 
de diâmetro 
 Dependendo do ângulo de observação podem se 
mostrar com as mais variadas morfologias, podendo ser 
confundidas com gotas de óleo, leveduras, bolhas de ar, 
oxalato de cálcio ovóide. 
EAS – Estudo sistematizado da urina 
Fonte: www.pathology.washington.edu 
O QUE É IMPORTANTE OBSERVAR NAS 
HEMATÚRIAS: 
 
1. Tempo entre a coleta e o momento do exame 
2. Nas hematúrias > 10000/ml pesquisar dismorfismo 
eritrocitário e células eritróides (diferenciar hematúria 
glomerular de não glomerular) 
3. Observar no exame químico o padrão de reação 
(hemácias ou hemoglobinas) – cuidado com as 
hematúrias químicas falsas 
4. Citar as ocorrências no resultado do EAS 
5. Verificar os cálculos para liberar os resultados 
EAS – Estudo sistematizado da urina 
Fonte: www.pathology.washington.edu 
Sedimento Quantitativo 
 Causas de hematúria 
 Doenças renais, incluindo glomerulonefrites, nefrite 
lúpica, nefrite intersticial associada a droga, calculose, 
infecção aguda, tuberculose, infarto, trombose de veia renal, 
trauma inclusive por biópsia, hidronefrose, rim policístico, 
necrose tubular aguda, nefroesclerose. 
Doenças do trato urinário baixo, incluindo infecção 
crônica, calculose, tumor, cistite hemorrágica, após 
terapia por ciclofosfamida. 
Sedimento Quantitativo 
 Causas de hematúria 
 Doenças extrarenais, incluindo apendicite aguda, 
salpingites, diverticulite, tumor de colo, reto e pelve, 
episódios de febre aguda, malária, endocardite bacteriana 
subaguda, poliartrite, hipertensão maligna, discrasias 
sanguíneas e cirurgias. 
 Reações tóxicas a drogas, incluindo sulfonamidas, 
salicilatos, metanamina, anticoagulante terapia. 
 
 Causas fisiológicas, incluindo exercício físico, fluxo 
menstrual. 
Células epiteliais 
(≤ 10000/mL) 
Sedimento Quantitativo 
 Células uroteliais (≤ 10000/ml) 
 Em geral observa-se 3 tipos de células 
no sedimento urinário: 
• Células tubulares 
• Células transicionais 
• Células escamosas ou pavimentosas 
Marcadoras de descamação no trato urinário 
O QUE É IMPORTANTE OBSERVAR NAS 
CELULÚRIAS: 
 
1. Tempo entre a coleta e o momento do exame 
2. Nas leucocitúrias > 10000/ml confrontar com celulúria 
tubular 
3. Observar células da Cistite, Clue cells (células de 
indício) e corpos gordurosos ovais 
4. Observar a presença de células com sinais anormais, 
fora dos padrões usuais 
5. Citar as ocorrências no resultado do EAS 
6. Verificar os cálculos para liberar os resultados 
 
 São redondas ou ovais, núcleo grande e central e 
revestem o túbulo renal. 
Frequentes em Nefropatias tubulares tóxicas 
 Normalmente detectadas tardiamente pela elevação da 
uréia e creatinina 
 Aminoglicosídeos (gentanicina, amicacina, tobramicina, 
netilmicina, estreptomicina, canamicina, sisomicina) – 10% 
dos usuários fazem nefropatias tubulares de graus 
variados 
Sedimento Quantitativo 
 Células tubulares (≤ 1500/ml) 
Sedimento Quantitativo 
 Células tubulares (≤ 1500/ml) 
 Aminoglicosídeos associados a cefalosporinas – sobe 
para cerca de 20% de usuários fazendo nefropatias 
tubulares de graus variados. 
 A lesão parece ser dose dependente, mas oligúricos e 
hipotensos, com doença renal subjacente, podem sofrer 
nefrotoxicidade mesmo com doses normais baixas. 
Analgésicos podem produzir vasoconstricção das 
arteríolas peritubulares, causando anoxia 
 Hiperbilirrubinemia exagerada causa nefrose colêmica 
 
 
Crises de rejeição de transplantes, o sinal 
laboratorial é a celulúria tubular 
 Hemoglobinúrias e mioglobinúrias causam nefrose 
Antiinflamatórios não esteróides causam 
descamação tubular 
 Envenenamento por lítio, metais pesados e seus 
sais (mercúrio, bismuto, urânio, arsênio, prata, 
cádmio, ferro, antimônio), contrastes radiológicas, 
solventes orgânicos (tetracloreto de carbono, 
etilenoglicol) podem causar nefrose. 
 
Sedimento Quantitativo 
 Células tubulares (≤ 1500/ml) 
 Glomerulonefrites e pielonefrites podem causar 
descamação 
 Corpo gorduroso oval – inclusões lipídicas 
Sedimento Quantitativo 
 Células tubulares (≤ 1500/ml) 
As células tubulares no sedimento urinário, observadas ao 
microscópio a fresco, não podem ser diferenciadas de 
leucócitos e piócitos pelo tamanho ou forma. 
Peroxidase = leucócito ≠ células tubulares 
Sedimento Quantitativo 
 Células transicionais 
 Reveste da pelve renal até a uretra proximal, com tamanho 
variando entre 40 à 60 u m (maiores, com núcleo menor, formas e 
tamanhos irregulares). 
  Proveniente da descamação normal do epitélio, o aumento do 
número pode ocorrer em casos de infecção do trato urinário, 
cateterização 
 Pode aparecer isoladas ou aglomeradas (processos inflamatórios, 
infecciosos ou tumores) 
 Binucleação ou multinucleação são sinais inflamatórios 
importantes do trato urinário. 
 Revestem a uretra distal, com dimensões variando 
entre 40 e 60 u m (grandes e com núcleo picnótico – são 
as mais comuns) 
 Podem sinalizar uretrite ou contaminação com material 
vaginal em mulheres e material prepucial em homens não 
circuncidados 
Sedimento Quantitativo 
 Células escamosas 
EAS – Estudo sistematizado da urina 
Fonte: www.pathology.washington.edu 
Cilindros 
Hialinos (≤ 1750/mL) 
Sedimento Quantitativo 
 Cilindros hialinos (≤ 1750/ml) 
Cilindros são precipitações proteicas 
- glicoproteínas (proteínas de Tamm-Horsfall) que 
acontecem nas luzes tubulares (e/ou no ducto 
coletor), herdando a morfologia do local onde ocorreu 
o fenômeno. 
É evento exclusivo dos rins 
Marcadores de descamação no trato urinário 
Sedimento Quantitativo 
Cilindros hialinos (≤ 1750/ml) 
 Há fatores determinantes para a formação de 
cilindros: 
 pH ácido 
 Diminuição do fluxo do filtrado na luz 
tubular 
 Aumento da concentração de proteínas no 
filtrado 
Sedimento Quantitativo 
Cilindros hialinos (≤ 1750/ml) 
 Os cilindros são classificados pelo conteúdo – 
inclusões na matriz protéica e ainda pelas dimensões 
 Normalmente são semelhantes a retângulos com 
extremidades rombas 
O QUE É IMPORTANTE OBSERVAR NAS 
CILINDRÚRIAS: 
 
1. Tempo entre a coleta e o momento do exame 
2. Identificar o tipo de cilindro através das inclusões e a concentração 
por ml de cada tipo observado 
• hialino 
• hemático 
• celular 
• leucocitário, etc 
3. Classificar o cilindrode acordo com estado de degeneração 
• granuloso grosseiro 
• granuloso fino 
• céreo 
4. Observar as dimensões do cilindro 
• largo 
• estreito 
5. Citar as ocorrências no resultado do EAS 
6. Verificar os cálculos para liberar os resultados 
EAS – Estudo sistematizado da urina 
Fonte: www.pathology.washington.edu 
Sedimento Quantitativo 
Cilindros hialinos (≤ 1750/ml) 
 Classificados conforme a 
dimensão: 
 Estreita (tubular) 
 Largo (ducto coletor) 
 Classificados conforme o conteúdo – inclusões na 
matriz protéica 
Sedimento Quantitativo 
Cilindros hialinos (≤ 1750/ml) 
 Hialino 
 Hemático (eritrocitário) 
 Leucocitário 
 Celular (epitelial) 
 Gorduroso 
 Cristal 
 Bacteriano 
EAS – Estudo sistematizado da urina 
Fonte: www.pathology.washington.edu 
EAS – Estudo sistematizado da urina 
Fonte: www.pathology.washington.edu 
EAS – Estudo sistematizado da urina 
Fonte: www.pathology.washington.edu 
EAS – Estudo sistematizado da urina 
Fonte: www.pathology.washington.edu 
Sedimento Quantitativo 
Cilindros hialinos (≤ 1750/ml) 
 Classificados conforme o conteúdo – inclusões na 
matriz protéica 
 Misto leucocitário-hemático 
 Misto leucocitário-celular 
 Misto hemático-celular 
 Misto leucocitário-hemático-celular 
 Pigmentado com hemoglobina 
 Pigmentado com mioglobina 
 Pigmentado com bilirrubina 
 Granuloso fino e/ou grosseiro 
 Céreo 
 Classificados conforme o conteúdo – inclusões na 
matriz protéica 
Sedimento Quantitativo 
Cilindros hialinos (≤ 1750/ml) 
Sedimento Semi-Quantitativo 
 Filamentos de Muco 
 Cristais 
 Lipóides 
 Parasitas 
 Fungos 
 Bactérias – Não se deve fazer citação de microbiota no 
EAS 
 Espermatozóides (somente homem) 
 Contaminantes – algodão, fibras, cabelo 
Sedimento Semi-Quantitativo 
Para o sedimento quantitativo pode-se utilizar 
convenções que facilitam a descrição do achado e 
dá ideia aproximada da quantidade: 
AUSENTE NEGATIVO 
Raros +/4+ 
Alguns ++/4+ 
Vários +++/4+ 
Numerosos ++++/4+ 
Cristais 
Ausentes 
Sedimento Semi-Quantitativo 
Cristais 
 As substâncias estão solubilizadas na amostra fresca 
 Normalmente cristalizam em urina com o passar do 
tempo, principalmente se refrigerada 
 Somente alguns tipos de cristais tem importância clínica 
Sedimento Semi-Quantitativo 
Cristais 
 Fatores que influenciam a precipitação: 
 pH da urina 
 Volume do filtrado 
 Quantidade de água removida – 
concentração da amostra 
 Dieta 
 Medicamentos 
 Supersaturação 
Sedimento Semi-Quantitativo 
Cristais 
 Fatores que influenciam a precipitação: 
 Urina ácida: tirosina, cistina, leucina 
 Urina alcalina: fosfato triplo magnesiano 
O QUE É IMPORTANTE OBSERVAR NAS 
CRISTALÚRIAS: 
1. Tempo entre a coleta e o momento do exame 
2. A presença de cristais de Tirosina, Cistina e Leucina 
3. Observar a presença de cristais de Fosfato Amoníano Magnesiano 
4. Observar a presença de microcálculo de Ácido Úrico ou Oxalato de 
Cálcio 
5. Citar as ocorrências no resultado do EAS. 
 Ácido úrico 
 Oxalato de cálcio 
 Urato amorfo 
 Bilirrubina 
 Colesterol 
 Medicamentos (ampicilina, 
sulfametoxazol, sulfadiazina) 
 Tirosina, cistina, leucina 
 Maiores ocorrências em urina ácida: 
Sedimento Semi- Quantitativo 
Cristais 
Sedimento Semi-Quantitativo 
Cristais 
 Maiores ocorrências em urina alcalina: 
 Fosfato amorfo 
 Fosfato triplo magnesiano 
 Fosfato de cálcio 
 Biurato de amônio 
 Carbonato de cálcio 
Filamento de muco 
(Ausente) 
Sedimento Semi-Quantitativo 
Filamentos de Muco 
 Traços de proteína de Tamm-Horsfall e 
secreções, proteínas provenientes do trato genital 
(epitélio, glândulas anexas, etc) 
 Pode ser confundido com cilindro hialiano 
 Pequeno significado clínico, relacionado com 
processos inflamatórios e irritação do trato 
geniturinário. 
Parasitas, fungos, 
bactérias, lipóides 
(Ausentes) 
Sedimento Qualitativo 
 Parasitas – não fazem parte da microbiota. Se 
observar, citar a presença 
 Fungos – normalmente contamina com fluxo 
vaginal, podendo causar irritação na mulher e no 
companheiro. Comuns na gravidez, Diabetes mellitus, 
desequilíbrio da microbiota e uso de contraceptivo oral 
(Candida). Em imunossuprimidos pode causar 
infecção renal. 
 Bactérias – Não se deve fazer citação da 
microbiota no EAS 
Sedimento Qualitativo 
 Lipóides 
 Ocorre na síndrome nefrótica, quebra de 
ossos largos com perda de medula óssea 
 Observar a presença de corpos gordurosos 
ovais. 
EAS – Estudo sistematizado da urina 
 O sedimento urinário pode fornecer sinais 
sobre processos glomerulares, tubulares, 
parênquima renal, ureter, bexiga, uretra; 
 Néfron totalmente paralisado não pode 
fornecer marcadores microscópicos de 
processos renais; 
 Somente com fluxo renal restaurado ou 
mesmo prejudicado haverá marcador do 
processo na microscopia; 
 A informação obtida depende do tipo de 
amostra coletada. 
Lembretes sobre sedimento urinário 
 
1. Nefrite aguda 
2. Síndrome Nefrótica 
3. Anormalidades Urinárias Assintomáticas 
4. Insuficiência Renal Aguda 
5. Insuficiência Renal Crônica 
6. Infecção do Trato Urinário 
7. Obstrução do Trato Urinário 
8. Defeito Tubular Renal 
9. Hipertensão 
10. Nefrolitíase 
EAS – PATOLOGIAS CORRELACIONADAS 
Fonte: COE, F.L. – Clinical and assessment of the pacient with renal disease. Philadelphia:WB Saunders, 1986 
 
1. Nefrite aguda 
 Glomerulites difusas, ou seja, processos inflamatórios dos 
glomérulos, com lesão da membranas basais glomerulares, com 
consequente hematúria, proteinúria e queda de diurese, seguido 
de retenção hídrica, edema e hipertensão arterial. Ainda aumento 
sérico das escórias (glomerulonefrites). 
 Síndrome aguda dominada por hematúria 
dismórfica normalmente, leve proteinúria, 
cilindrúria e hipertensão. O exemplo clássico é 
a glomerulonefrite pós- estreptocócica. 
 
 
Fonte: COE, F.L. – Clinical and assessment of the pacient with renal disease. Philadelphia:WB Saunders, 1986 
 
2. Síndrome Nefrótica 
 O elemento básico é a proteinúria superior a 2.0g/24h (3.0/3.5 
g/24 hs), sendo considerada suficiente para o diagnóstico da 
síndrome. Na maioria da vezes associam-se edema intenso 
(anasarca), hipoalbuminemia e hiperlipidemia. A retenção de 
escórias e a hipertensão são ocasionais. 
 Caracterizada por proteinúria >2.0g/24 (3.0/ 
3.5g/24h), hipoalbuminemia, edema severo, 
hiperlipidemia e lipidúria, corpos gordurosos 
ovais, cilindros gordurosos. 
 
 
Fonte: COE, F.L. – Clinical and assessment of the pacient with renal disease. Philadelphia:WB Saunders, 1986 
 
3. Anormalidades Urinárias Assintomáticas 
 Por vezes um paciente é surpreendido pelo 
aparecimento em exame de urina com proteinúria 
ou hematúria, caracterizando portanto uma 
anormalidade urinária assintomática. Proteinúrias 
normalmente < 1 g/24h e hematúrias variadas, 
podendo ser transitórias ou não, é de investigação 
obrigatória. 
 Hematúria ou proteinúria, ou a combinação 
de ambos, usualmente a manifestação é 
sutil, ou com suaves anormalidades 
glomerulares. 
 
Fonte: COE, F.L. – Clinical and assessment of the pacient with renal disease. Philadelphia:WB Saunders, 1986 
 
4. Insuficiência Renal Aguda 
 Redução súbita da diurese, com oligúria e/ou consequente 
retenção de escórias.Em geral precedida de algum evento 
agressivo ao organismo: choque, infecção, desidratação, 
intoxicação, etc. Eventualmente pode ocorrer sem variação da 
diurese. 
• Proteinúria, densidade urinária isosmolar (1010), 
Creatinina Urina/plasma < 20, Sódio urina > 40 mEq/l, 
cilindros granulosos e hematúria 
 Dominada por oligúria ou anúria com recentes 
sinais de azotemia. Resulta de injúria 
glomerular ou intersticial ou necrose tubular 
aguda – leucocitúria, celulúria tubular, 
cilindrúria tubular, proteinúria. 
 
Fonte: COE, F.L. – Clinical and assessment of the pacient with renal disease. Philadelphia:WB Saunders, 1986 
 
Sinais de IRA: 
• Glomerulonefrite 
em crescente 
• Dismorfismo 
hemático 
• Cilindros 
hemáticos 
• Células 
eritróides 
• Necrose Tubular Aguda 
• Células tubulares 
• Cilindros epiteliais 
(Hemoglobinúria, 
Mioglobina, Pigmentos 
biliares, Proteinúria pré-
renal, Drogas 
nefrotóxicas) 
 
• Nefrite Intersticial Aguda 
• Celulúria tubular pequena 
• Cilindros hialinos 
• Leucocitúria (com neutrófilos, histiócitos e eosinófilos) 
 
5. Insuficiência Renal Crônica 
 Retenção de escórias se processa lentamente, com 
o organismo lançando mão de instrumentos de 
adaptação que por vezes mascaram a situação 
renal. A filtração glomerular diminuída só será 
evidenciada pelo clearence da creatinina. 
 Fase final das doenças renais em geral, 
caracterizada por sintomas prolongados e 
aumento de excretas nitrogenadas. 
Sedimento urinário pobre, pouco 
representativo. 
 
 Fonte: COE, F.L. – Clinical and assessment of the pacient with renal disease. Philadelphia:WB Saunders, 1986 
Sinais de IRC: 
 
1. Quadro variável, dependente da natureza 
da lesão 
2. Sinais de degeneração das estruturas 
observadas na fase aguda - grânulos 
3. Diminuição dos marcadores conforme a 
lesão progride para o estágio terminal, 
com o aumento dos leucócitos. 
K/DOQI Clinical Practice Guidelines for Chronic Kidney Disease: Evaluation, Classification, and Stratification 
 
6. Infecção do Trato Urinário 
 Quando aguda, se manifesta com quadro clínico de estado 
infeccioso dores no corpo, calafrios, febre ao lado de alterações 
da diurese. Infecção crônica apresenta-se às vezes com sinais 
mínimos, representados por distúrbios urinários ou febrícula 
vespertina. 
 Caracterizada por bacteriúria com ou sem piúria, 
podendo ser sintomática ou assintomática, com 
efeito apenas renal (pielonefrite), ureter 
(ureterite), bexiga (cistite), uretra (uretrite) 
 
 
 
Fonte: COE, F.L. – Clinical and assessment of the pacient with renal disease. Philadelphia:WB Saunders, 1986 
 
7. Obstrução do Trato Urinário 
 Pode ocorrer de forma aguda, como a do cálculo 
impactado em via excretora, onde a dor em cólica 
domina o quadro. Outras vezes ocorre lentamente, de 
modo insidioso, com dor pouco intensa e, conforme 
localização, em vias altas ou baixas, oferece sintomas 
diferentes. 
 Obstrução do trato urinário superior definida 
como intravenosa ou pielográfica, obstrução 
do trato urinário baixo sugerida por fluxo lento, 
dificuldade de esvaziar a bexiga, medo de 
urinar, incontinência por transbordamento e 
gotejamento urinário. 
 
 
Fonte: COE, F.L. – Clinical and assessment of the pacient with renal disease. Philadelphia:WB Saunders, 1986 
 
8. Defeito Tubular Renal 
 Podem ocorrer por anormalidades anatômicas, aparecendo 
nefropatias císticas, rins policísticos, espongiomedular ou ainda 
nos mecanismos fisiológicos de trabalho tubular como no 
diabetes renal, acidose tubular renal, aminoacidúrias, 
nefropatias tubulointersticiais. 
 Dominado por poliúria, nictúria e desordem 
eletrolítica (ex: acidose metabólica). Há causas 
conhecidas da patologia, como doenças que 
afetam diretamente o túbulo (doença cística 
medular), ou defeitos funcionais tubulares 
(cistinúria) ou ainda doenças adquiridas 
(nefropatias em geral). Marcada por pH alcalino, 
cristalúria de aminoácidos, eosinofilúria. 
 
Fonte: COE, F.L. – Clinical and assessment of the pacient with renal disease. Philadelphia:WB Saunders, 1986 
 
9. Hipertensão 
 Pressão arterial sistólica superior a 140 mmHg e 
diastólica superior a 95 mmHg, sem outras 
manifestações da nefropatia. 
 Considerada quando a pressão sanguínea 
tomada em 3 ocasiões diferentes excede a 
140 mmHg a sistólica e 95 mmHg a diastólica. 
Neste caso as prováveis causas são estenose 
da artéria renal, excesso de 
mineralocorticóides e feocromocitoma. 
 
Fonte: COE, F.L. – Clinical and assessment of the pacient with renal disease. Philadelphia:WB Saunders, 1986 
 
10. Nefrolitíase 
 Síndrome da calculose renal, que mesmo fora do 
acidente obstrutivo, poderá exigir uma série de 
procedimentos semiológicos, próprios para investigar 
causas, alterações funcionais decorrentes e eventuais 
medidas corretivas de profilaxia. 
 Manifesta-se por cólica renal, hematúria e 
recorrência na formação dos cálculos. 
Fonte: COE, F.L. – Clinical and assessment of the pacient with renal disease. Philadelphia:WB Saunders, 1986 
EAS – Estudo sistematizado da urina 
leucócitos 
EAS – Estudo sistematizado da urina 
Fonte: www.pathology.washington.edu 
celulúria 
EAS – Estudo sistematizado da urina 
Fonte: www.pathology.washington.edu 
EAS – Estudo sistematizado da urina 
Fonte: www.pathology.washington.edu 
EAS – Estudo sistematizado da urina 
Fonte: Birch & Farley. A Color Atlas Microscopy. Chapman & Hall 2001 
EAS – Estudo sistematizado da urina 
EAS – Estudo sistematizado da urina 
EAS – Estudo sistematizado da urina 
Hematúria glomerular (vários tamanhos e formas) 
EAS – Estudo sistematizado da urina 
Leveduras 
Amido 
Cristal Triantereno 
Pasta amendoim 
Gôtas de gordura 
Maionese Leveduras 
EAS – Estudo sistematizado da urina 
Cilindro leucocitário 
EAS – Estudo sistematizado da urina 
EAS – Estudo sistematizado da urina 
Cilindro hemático 
EAS – Estudo sistematizado da urina 
Cilindro granuloso 
EAS – Estudo sistematizado da urina 
Fonte: www.pathology.washington.edu 
EAS – Estudo sistematizado da urina 
Fonte: www.pathology.washington.edu 
EAS – Estudo sistematizado da urina 
Fonte: www.pathology.washington.edu 
EAS – Estudo sistematizado da urina 
Fonte: www.pathology.washington.edu 
EAS – Estudo sistematizado da urina 
Fonte: www.pathology.washington.edu 
EAS – Estudo sistematizado da urina 
Fonte: www.pathology.washington.edu 
EAS – Estudo sistematizado da urina 
Fonte: www.pathology.washington.edu 
Cristal de triplo Fosfato 
EAS – Estudo sistematizado da urina 
Fonte: www.pathology.washington.edu 
Levedura 
EAS – Estudo sistematizado da urina 
Parasitas 
Dismorfismo Eritrocitário 
 Dismorfismo hemático 
Estudo de 
alterações 
morfológicas de 
hemácias 
consequentes a 
lesão glomerular 
e choque 
osmótico intra-
néfron. 
 Dismorfismo hemático 
 1948 Thomaz Addis observou 
alterações morfológicas nas 
hemácias que se repetiam mas não 
conseguiu relacionar o achado a 
nenhuma patologia específica. 
 1955 Zernike utilizou o 
contraste de fase para 
estudar alterações 
morfológicas nas hemácias. 
 Dismorfismo hemático 
 Em 1979 Birch e Farley sistematizaram 
método para identificar hemácias 
originadas de lesão glomerular e que 
passaram por toda a extensão do néfron, 
sofrendo choque osmótico e mecânico, 
apresentando 99% de sensibilidade e 93% 
deespecificidade. 
 Até 1979 o diagnóstico laboratorial 
de lesão glomerular era feito pela 
proteinúria, o que só acontece 
conjugado em cerca de 5% dos casos. 
 Dismorfismo hemático 
 A partir de então instalou-se uma 
grande polêmica para definir valores 
referênciais para as alterações – presença 
de hemácias dismórficas: 
• Faucet, 1982 – 80% 
• Schwatz, 1985 – 10% 
• Stopleton, 1987 – 10% 
• Polack, 1989 – 75% 
• Kohler, 1991 – não definiu porcentagem 
• Tomito, 1992 – não definiu porcentagem 
 Dismorfismo hemático 
 Em 1993, Bottini fez um trabalho na 
Unicamp com 79 amostras e conclui: 
• Há hematúria em doenças glomerulares 
e não glomerulares 
• Codócitos são mais freqüentes em 
doença glomerular 
• Acantócitos são encontrados apenas 
em doença glomerular 
• O exame é mais sensível para 
microhematúrias do que macrohematúrias 
 A metodologia 
preconizada para o 
método é o contraste 
de fase, com filtro 
verde e aumento de 
400x 
 Alguns serviços 
utilizam coloração 
hematológica 
 Espera-se 
normalmente até 5% 
de hemácias 
dismórficas no 
espécime. 
Citologia diferencial 
 Citologia diferencial 
Estudo morfotintorial de leucócitos, 
células epiteliais, normalmente com 
coloração hematológica ou 
citológica. 
 O sedimento urinário, devido a riqueza 
de estruturas particuladas, pode ser 
considerado como biópsia de tecido 
líquido. 
 Leucócitos, hemácias, células epiteliais 
(tubulares, transicionais e pavimentosas) e 
cilindros são os principais componentes do 
sedimentos. 
 Citologia diferencial 
 Citologia diferencial 
 O exame citológico pode ter 2 enfoques: 
• Citopatológico, com coloração de 
Papanicolaou ou similar (disciplina de 
citopatologia); 
• Citologia diferencial, com coloração 
hematológica (Leischman, Panótico ou 
Giemsa); 
 Dependendo do número de células o 
espécime deve ser concentrado por 
câmara de Suta ou Citocentrífuga. 
 Citologia diferencial 
 Citologia diferencial – consiste no estudo 
dos leucócitos, identificando o número 
através de câmara de contagem 
(Neubauer) e diferenciando 
qualitativamente as células: mononucleares 
e polimorfonucleares (e suas variações); 
 Analisar o número de células e o 
predomínio morfológico, interpretando o 
achado conforme Leucograma sanguíneo. 
 Citologia diferencial 
 Atualmente a principal aplicação da 
citologia diferencial é no diagnóstico de 
nefrite intersticial induzida por drogas, 
metais pesados ou por auto-imunidade. 
 Antigamente o diagnóstico era feito por 
biópsia renal, com todos os riscos inerentes 
ao procedimento. 
 A presença de eosinófilos ou cilindros 
eosinofílicos na citologia diferencial 
fecha o diagnóstico de nefrite 
intersticial.

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