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18/10/2016 1 ANÁLISE DO LÍQUIDO SEMINAL ESPERMOGRAMA Líquido composto por secreções da vesícula seminal (60%),próstata(30%), glândulas bulbouretrais e epidídimo(5%) e 5% espermatozóides. Dividido em 2 parte: – Espermatozóides (+ células) – plasma (substâncias nutritivas) • 3 estágios: líquido coágulo líquido - 10 a 30 minutos passa do espesso para o líquido fora do organismo. tempo de liquefação SÊMEM OU LÍQUIDO SEMINAL 18/10/2016 2 Líquido composto por secreções da vesícula seminal(60%),próstata(30%),glândulas bulbouretrais e epidídimo(5%) e 5% espermatozóides. Espermatozóides – formação e maturação. testículo Túbulos seminíferos epidídimo Maturação e armazenamento SÊMEM OU LÍQUIDO SEMINAL Vesícula seminal: frutose, vitamina C Próstata: citrato, Zn, PSA, fibrinolisina que auxilia a liquefazer o sêmen. pH básico. A alcalinidade do fluido seminal ajuda a neutralizar a acidez do trato vaginal, prolongando o tempo de vida dos espermatozóides. Glândulas bulbouretrais: lubrificação e limpeza da uretra Sêmem ou líquido seminal 18/10/2016 3 74 dias 18/10/2016 4 18/10/2016 5 ESPERMOGRAMA - COLETA Equipe preparada para dar orientações a respeito da coleta de sêmem, Abstinência sexual de 2 a 7 dias; Lavar as mãos e o pênis com água e sabão, enxugando com gaze estéril; Coletar o sêmem por masturbação; Frasco coletor de plástico estéril; Evitar perda de material (85% porção inicial); Frasco deve ser etiquetado com nome do paciente, data e hora da coleta Após análise pode-se pedir uma segunda coleta; Coleta no domicílio ( entregar até 60 min) e manter frasco a 37ºC. Análise macroscópica 1. Volume 2. Liquefação 3. Viscosidade 4. Cor 5. pH Análise microscópica 1. Concentração 2. Motilidade 3. Vitalidade 4. Morfologia 5. Células redondas 6. Espermocultura 7. Bioquímica seminal ESPERMOGRAMA – ETAPAS OMS,2010 18/10/2016 6 ESPERMOGRAMA WHO,2010 Usar sempre 2 resultados de espermograma para avaliar a fertillidade do homem. 18/10/2016 7 1. Volume ( medida em pipeta volumétrica) • 60% vesículas seminais. • 30% próstata. • 5% sptz. • 5% epidídimo e glândulas bulbo uretrais normal – > 1,5 ml • < 1,5 ml hipoespermia – obstrução vias eferentes. • >5,0 ml hiperespermia – infecção próstata e/ou vesículas seminais. • Aspermia: ausência de ejaculado(disfunção neurológica dos mecanismos de emissão ou ejaculação retrógrada) ANÁLISE MACROSCÓPICA 2. Liquefação (Tempo que o sêmem leva para adquirir consistência líquida). Valor esperado – 5 a 30 minutos. Liquefação anormal: desequilíbrio das substâncias da próstata e das vesículas seminais. ANÁLISE MACROSCÓPICA 18/10/2016 8 3. Viscosidade • Avaliada de acordo com a filância, ou seja, a formação de um fio resultante da queda de uma gota de uma Pipeta). Normal – gotejamento ou formação de um fio < 2,0 cm. Viscosidade aumentada – fio > 2,0 cm sugere processo inflamatório –infeccioso das glândulas anexas (próstata e vesícula seminal). Efeito adverso na motilidade e concentração. ANÁLISE MACROSCÓPICA 4. Cor Normal – branco opalescente ou branco acinzentado. Alterado • amarelado – infecção ou período de abstinência maior. • amarelo claro – pouco sptz. • avermelhado • marrom ANÁLISE MACROSCÓPICA 18/10/2016 9 5. pH ( feita com fita de pH) Valor normal – 7,2 a 8,0 pH> 8,0 – pode indicar prostatite aguda,vesiculites, epididimites. pH< 7,2 – infecções crônicas obstrução nos ductos ejaculatórios. ANÁLISE MACROSCÓPICA 1. Concentração (quantidade de sptz no ejaculado). Valor normal: > 15 x 106 /ml Valores alterados: < 15 x 106 /ml – oligozoospermia. < 5 x 106 /ml – oligozoospermia severa. Ausência de sptz – azoospermia. Valor no ejaculado: > 39 x 106 . ANÁLISE MICROSCÓPICA 18/10/2016 10 ANÁLISE MICROSCÓPICA ANÁLISE MICROSCÓPICA 18/10/2016 11 ANÁLISE MICROSCÓPICA 2. Motilidade ( contagem de sptz móveis e imóveis). Grau a – movimento progressivo linear rápido. Grau b – movimento progressivo linear lento ou não linear. Grau c – movimento não progressivo. Grau d – imóveis. Valor normal:(A+B+C)>40% ou A+B>32% Valor anormal: < 32 % grau a + b :astenozoospermia ANÁLISE MICROSCÓPICA 18/10/2016 12 18/10/2016 13 3. Vitalidade (contagem de sptz vivos e mortos). - Corante eosina-nigrosina; - Realizado: amostra com menos 50% formas móveis; - Sptz vivos: não se coram; - Sptz mortos: estão corados. . Valor normal:> 58 % Valor anormal: < 58 sptz vivos necrozoospermia ANÁLISE MICROSCÓPICA 18/10/2016 14 ANÁLISE MICROSCÓPICA 18/10/2016 15 4. Morfologia (contagem de sptz de formas normais e alteradas). - X 1000. - Contar de 100 a 200 sptz. - O.M.S Valor normal: 30% sptz • Cabeça oval, peça intermediária e cauda bem definida. • Alterações: • Cabeça pequena ou grande • Defeito de peça intermediária • Defeito de cauda ANÁLISE MICROSCÓPICA 18/10/2016 16 18/10/2016 17 - Morfologia estrita – Kruger - Excelente prognóstico. - Valor normal: 4% formas normais - Cabeça lisa e oval; - Eixo longo entre 5 e 6 micra; - Eixo curto 2,5 a 3,5 micra; - Acrossomo cobrir 40% a 60% da cabeça ANÁLISE MICROSCÓPICA - Ausência de anomalia de peça intermediária ou cauda; - Peça intermediária deve ter menos que 1micra de largura ou até uma vez e meia o comprimento da cabeça do sptz; - 200 sptz e X 1000. - Com menos de 4% o prognóstico é ruim 18/10/2016 18 ANÁLISE MICROSCÓPICA 18/10/2016 19 5. Células redondas (presença de LPMN). - Podem representar leucócitos,células epiteliais e prostáticas e células germinativas. - Diferenciar leucócitos de espermátide e espermatócito; - Teste de Endtz. cora células com peroxidase (enzima presente nos granulócitos). Valor normal: até 1 milhão lo/ml. ANÁLISE MICROSCÓPICA 18/10/2016 20 6. Espermocultura (presença de microrganismos patogênicos). - Casos sintomáticos das gl. Acessórias. - Bacilos gram negativos E.coli, enterococos agem na próstata e epidídimo causando imobilização sptz. ANÁLISE MICROSCÓPICA 18/10/2016 21 ANÁLISE MICROSCÓPICA 7 Anticorpos Anti-Espermatozóides. seu próprio organismo produz defesas contra os espermatozóides; defesas estas que bloqueiam a fecundação. "teste de immunobeads” teste utiliza esferas de poliacrilamida ligadas a anticorpos anti- imunoglobulinas humanas, IgA, IgG e IgM; Se mais de 20% dos espermatozóides tiverem anticorpos na sua superfície, haverá dificuldade para a gravidez natural. 18/10/2016 22 18/10/2016 23 7. Teste Hiposmótico (capacidade funcional da membrana). - meio hiposmótico (solução de 150 miliosmol de citrato de sódio e frutose).60’ a 37°C - Sptz normais ficam “inchados”. - Líquido se dirige para dentro da célula para restabelecer o equilíbrio osmótico,indicando a funcionabilidade da membrana. - Valores normais: 60% sptz apresentam cauda inchada. ANÁLISE MICROSCÓPICA ANÁLISEMICROSCÓPICA 18/10/2016 24 18/10/2016 25 8. Análise bioquímica Marcadores bioquímicos. Vesícula seminal Frutose prostaglandinas Próstata Ácido cítrico Zinco Fosfatase ácida Epidídimo L-carnitina glicerofosfocolina - Importância clínica limitada.(função biológica) ANÁLISE MICROSCÓPICA - Frutose: - Realizada no caso de azoospermia e volume inferior a 1,5 ml. - Ausente ou diminuída: agenesia dos canais deferentes,hipoplasia ou agenesia das vesículas e obstrução dos ductos ejaculatórios. - Teste qualitativo de resorcinol. ANÁLISE MICROSCÓPICA 18/10/2016 26 18/10/2016 27 18/10/2016 28 LÍQUIDO CÉFALO RAQUIDIANO LÍQUIDO CÉFALO RAQUIDIANO 18/10/2016 29 Líquido céfalo-raquidiano Definição: humor aquoso que preenche os ventrículos cerebrais, o espaço sub-arocnóideo craniano e raquidiano e o canal da medula. Funções: Proteção física e amortecedora Excreção e retirada de produtos do metabolismo Transporte intra-cerebral Manutenção da homeostase Formação: Plexos coróideos, espaço perivascular do encéfalo, vasos sanguíneos da pia mater e células ependimárias. 18/10/2016 30 Líquido céfalo-raquidiano Composição: • Produto de filtração do sangue • Oligocelular • Oligoproteico • Volume total no homem: 150 ml. 20 ml nos ventrículos 60 ml nas cisternas 70 ml canal espinhal *Débito de formação:500ml/dia.(20 ml/hora). • Renovado a cada 6 horas Indicações: Suspeita de meningite, encefalite, hemorragia, leucemias, tumor de medula espinal; Diagnóstico diferencial de infarto cerebral e hemorragias; Introdução de anestésicos Processos infecciosos com foco não identificado Líquido Céfalo- raquidiano 18/10/2016 31 COLETA Considerado material nobre Coleta: procedimento MÉDICO e de difícil obtenção Análise: laboratório mais especializado (normalmente hospitalar, anatomia patológica) Análise Bioquímica Análise Citomorfológica Descarte do material somente após autorização rastreável do médico ou do paciente Frasco estéril sem anticoagulante Locais de punção Lombar: mais comum, feita entre L3/L4 ou L4/L5 Ventricular Cisternal ou suboccipital Complicações Hematoma, septicemia por perfuração meníngea. Líquido Céfalo- raquidiano Coleta 18/10/2016 32 COLETA 18/10/2016 33 Líquido céfalo-raquidiano AMOSTRAS 3 tubos Tubo 1 – bioquímica e sorologia Tubo 2 – microbiologia Tubo 3 - citologia Volume adequado : 20 ml Estabilidade e armazenamento Citologia: 2 horas a TA, 24 horas a 2-8°C Bioquímica: 7 dias a 2-8°C Microbiologia : 3 horas a TA Volume mínimo : 1mL Amostras para análise microscópicas não devem ser refrigeradas. Líquido céfalo-raquidiano 1. Exame físico 2. Exame citológico 3. Exame bioquímico 4. Exame microbiológico 5. Exame imunológico 18/10/2016 34 1. Volume: 20 ml 2. Aspecto / cor(antes e após centrifugação) Aspecto: límpido, opalescente, hemorrágico, purulento, leitoso e turvo) 3. Cor: ( incolor, xantocrômico e eritrocômico) cristalino como “água de rocha” Hemorrágico: acidente de punção ou hemorragia pré- existente Xantocrômico: por hemorragia, icterícia intensa (HBI) ou hiperproteinorraquia * Esbranquiçado ou branco-amarelado – meningite purulenta *Esverdeado – meningite pneumocócica Líquido céfalo- raquidiano Exame físico Líquido céfalo-raquidiano 18/10/2016 35 Turbidez = partículas em suspensão > 200 leucócitos/mm3 → ligeiramente turvo > 600 leucócitos/mm3 → turbidez evidente > 10.000 leucócitos/mm3 → turbidez acentuada (aspecto purulento). Coagulação espontânea: Ausente. Fibrinogênio Lesão da BHE Extravasamento de sangue Proteínorraquia> 1500mg/dL pH: levemente alcalino (7,34), Acidificando em meningites bacterianas Líquido Céfalo- raquidiano Acidente de punção (AP) x hemorragia subaracnóidea (HSA) HSA – sobrenadante xantocrômico (2 h – róseo ,12 a 24 h amarelo) HSA – contagem de hemácia semelhante 3 tubos AP – formação de coágulos; Sem valor:pesquisa de hemácias crenadas. Rotina: exame físico do LCR Prova dos 3 tubos 18/10/2016 36 Líquido Céfalo- raquidiano HSA x acidente de punção Prova dos 3 tubos AP: coloração diminuí a cada tubo HSA: permaneçe igual nos 3 tubos HSA – sobrenadante xantocrômico AP - sobrenadante límpido Hemácias AP – decresce a cada tubo (íntegra) HSA – permanecem iguais Coagulação AP – coagulação HSA – sem coagulação liquor vermelho por hemorragia recente xantocrômico por hemorragia antiga punção traumática normal 18/10/2016 37 Líquido céfalo-raquidiano EXAME BIOQUÍMICO GLICOSE (2/3 da glicemia - > 60 mg/dL) Hiperglicorraquia Hiperglicemia Hipoglicorraquia Aumento da glicólise no SNC Consumo por PMN e microorganismos. hipoglicemia Líquido céfalo- raquidiano EXAME BIOQUÍMICO Proteínas totais Valores de referência RN = 15 a 60 mg/dL Adultos = 10 a 45 mg/dL Frações Pré –albumina 2 – 7% Albumina 56 – 76% A globulina 6- 19% Β globulinas 8-18% Gama globulina 5 -12 % 18/10/2016 38 PERFIS LIQUÓRICOS ASPECTO LEUCÓCITO S CELULA PREDOMIN ANTE PROTEÍNA GLICOSE LCR NORMAL Límpido 0-3 Linfomono Até 40 2/3 Meningite bacteriana Turvo purulento 4- 20.000 (media 800) PMN Elevada Baixa Meningite tuberculosa e fungos Opalescent e ou límpido 4 – 2000 (media 100) Mononucle ar Elevada Normal ou baixa Meningite viral Opalescent e ou límpido 4 – 2000 (media 80) mononucle ar Normal ou pouco aumentada normal Rotina: citologia diferencial do LCR análise microscópica Padrão de referência:linfo- monocitário (7:3) Coloração: panótipo rápido L M 18/10/2016 39 Contagem global: realizada na câmara de Fucks - Rosenthal. LEUCÓCITOS entre 0 a 4/mm3 Hemácias 0 células/mm3 Células de revestimento ( ependimárias ,plexo coróideos) Líquido céfalo- raquidiano contagem celular 3,2 mm³ - nº células contadas 1mm³ - x leucócitos/ Dividir por 3,2 Valores normais para células: Leucócitos: 0 a 4 mm3. Hemácias: 0 mm3 . Linfócito: 50 a 70 % Monócito: 30 a 50% Eosinófilo: 0% Plasmócitos: 0% Líquido céfalo-raquidiano CITOLOGIA DIFERENCIAL Células totais por mm3 = número de células/ volume da câmara Método: Câmara de Fuchs- Rosenthal - volume 3,2mm3 - 256quadrados 18/10/2016 40 Análise microscópica – preparo do sedimento métodos Citossedimentação pela câmara de suta Citocentrifugação cito spin CITOLOGIA DIFERENCIAL 18/10/2016 41 Rotina: citologia diferencial do LCR análise microscópica Padrão de referência:linfo-monocitário (7:3) Coloração: panótipo rápido L M Contagem diferencial: de polimorfo ou monomorfonucleares. • Aumento de PMN: infecções bacterianas, início de meningoencefalite viral, meningite por tuberculose ou micótica; • Aumento de MMN: meningoencefaliteviral ou tuberculose, meningite fúngica (criptococos) ou parasitose(cisiticercose) . • Aumento de eosinófilos: bactérias fungos, sífilis,ou infecções parasitárias. • Aumento de basófilos: ocorre em leucemia granulocítica crônica. • Células tumorais: neoplasia primária ou metastáticas. Líquido Céfalo- raquidiano 18/10/2016 42 Rotina: citologia diferencial do LCR significado clínico do predomínio celular Tipo celular predominante Doenças associadas Granulócitos Infecções bacterianas,fase inicial das meningites virais Eosinófilos Parasitoses,meningite tuberculosa,neurosífilis Plasmócitos/células linfóides Esclerose múltipla,meningites crônicas,hemorragia subaracnóidea, neoplasias do snc Cels. Monoucleares Doenças inflamatórias,meningites virais e neoplásicas Células tumorais Carcinomatose meníngea, linfomas,leucemias Macrófago 18/10/2016 43 Macrófago misto Leucemia linfóide aguda 18/10/2016 44 Rotina: Microbiologia do LCR semeadura/meios de cultura Germes comuns Ágar sangue de carneiro a 5%(AS) Ágar chocolate suplementado com isovitalex (ACHO) Caldo tioglicolato (TIO) (incubação:35°C +/- 1°C até 72 h) BK Lowestein jensen (resultado em 60 dias) Fungos Ágar sabouraud (incubação: tem ambiente até 30 dias) Líquido Céfalo- raquidiano Microbiológico Coloração de GRAM Diplococos Gram (+) Streptococcus pneumoniae Coloração de Ziehl-Neelsen Bacilo-Álcool-Ácido- Resistente (BAAR) Coloração pela Tinta da China Cryptococcus neoformans 18/10/2016 45 EXAME IMUNOLÓGICO Neurocisticercose = HA, ELISA, IFI Neurotoxoplasmose = HA, ELISA, IFI Neurossífilis = Ag não treponêmicos (VDRL) Ag treponêmicos (HA, FTA-ABS) Neurochagas = HA, ELISA, IFI Neurotuberculose = ELISA Herpesvírus I e II = ELISA CMV = ELISA, QLC Rubéola = ELISA 18/10/2016 46 Células neoplásicas derivadas de um tumor de bexiga urinária em um LCR Imagen de canibalismo : fagocitose de una célula neoplásica por outra em um LCR (neoplasia de mama)