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Classificação do TCE
Para a classificação de gravidade do TCE utiliza-se a Escala de Coma de Glasgow – ECG (TEASDALE; JENNETT, 1974). Esta é uma escala mundialmente aceita, já que constitui um método fácil para avaliar não só a gravidade do TCE, mas também da deterioração do quadro neurológico à medida que se deve repetir a aplicação da escala ao longo do atendimento clínico. Permite, portanto, a construção de um parâmetro mensurável sobre a evolução do quadro clínico do paciente. Além disso, esta escala uniformiza o atendimento, dando aos profissionais uma maneira simples e rápida de comunicação ao citar a “nota” dada ao paciente após cada avaliação.
Seguindo esta escala, o TCE pode ser classificado como leve (13 a 15 pontos), moderado (9 a12 pontos) ou grave (3 a 8 pontos). Pela gradação obtida com a aplicação da Escala de Glasgow, pode-se ter uma indicação dos cuidados assistenciais requeridos pela pessoa com TCE. Assim, sabe-se, por exemplo, que todo o paciente com ECG < 8 deve ser intubado para proteção de vias aéreas e manutenção da ventilação. Os demais cuidados preconizados serão descritos mais detalhadamente no item de cuidados à pessoa com TCE.
Principais sequelas do TCE das incapacidades resultantes do TCE podem ser divididas em três categorias: físicas, cognitivas e emocionais/comportamentais. As físicas são diversificadas, podendo ser motoras, visuais, táteis, entre outras. As cognitivas frequentemente incluem principalmente problemas de atenção, memória, e funções executivas. As incapacidades são, em geral, as perdas de autoconfiança são, em geral, a perda de autoconfiança, motivação diminuída, depressão, ansiedade, dificuldade de autocontrole, esta representada mais comumente por desinibição, irritabilidade e agressão.
A lesão do TCE pode comprometer todos os membros ocorrendo, concomitantemente, alterações de tônus e de postura. Inicialmente o tônus encontra-se reduzido e mais usualmente evolui para um quadro de espasticidade, podendo levar à instalação de um quadro que contribui para a ocorrência de contraturas e deformidades. A presença de ataxia, com dificuldade para coordenação de movimentos, também pode ocorrer em decorrência de lesões ao nível do cerebelo. Assim como pode haver a presença de tremores involuntários, resultante da lesão do sistema extrapiramidal, mais especificamente nos núcleos da base (CAVALCANTI; GALVÃO, 2007).
Após o TCE, o indivíduo também pode apresentar distúrbios no planejamento de funções expressivas voluntárias – apraxias, tais como falar, escrever e desenhar, manipular, realizar gestos físicos, expressões faciais e movimentos, constituindo todos esses, comportamentos observáveis. Na presença da apraxia, a pessoa pode ter dificuldade de imitar um movimento, mas ser capaz de executar o mesmo movimento em outro contexto.
 Por exemplo, a solicitação de se imitar como trancar uma porta é incapaz de realizar a tarefa, mas ao ser solicitado para abrir a porta é capaz de fazê-la – apraxia ideomotora; pode ter dificuldade no uso de objetos comuns devido à perda da capacidade de executar uma sequência complexa de movimentos coordenados, mas a capacidade de imitação é preservada – apraxia ideativa; ou ainda, perde a capacidade de desenhar ou copiar uma figura geométrica ou ordenar blocos de determinadas maneira – apraxia construtiva.
Contudo, considerando que uma comunicação eficiente não depende apenas das habilidades linguísticas, mas da interação dessas com outras habilidades cognitivas, geralmente comprometidas no TCE, a alteração da comunicação desses indivíduos pode ser decorrente de distúrbios linguístico-cognitivos, sendo esses quadros mais frequentes que as afasias clássicas.
 FATORES DE RISCO
Mecanismos de lesão
Traumatismos penetrantes têm pior prognóstico do que aqueles sem lesão penetrante. Pacientes com lesão penetrante são mais propensos a apresentar nível na escala de coma de Glasgow (ECG) mais baixo, indicando pior prognóstico e morte precoce. Pedestres e ciclistas sofrem piores lesões do que em acidentes por veículos a motor, e a ejeção do veículo causa maior risco de lesão intracraniana.
Outros dados são levados em conta quando há trauma craniano, como a idade do paciente, influenciando no tipo de seu mecanismo e no prognóstico da lesão sofrida, tanto primária quando secundária ao trauma. O TRAUMATISMO CRÂNIO-ENCEFÂLICO (TCE) é a lesão mais frequente e a principal causa de morte nos pacientes vítimas de causas externas-acidentes de trânsito, homicídios, suicídios e demais acidentes 11, 14, 36. Porém estas vítimas podem apresentar lesões em diferentes regiões corporais, caracterizando-se como POLITRAUMATIZADAS.
Tratamento
O tratamento a este paciente deve ser feito em três fases. A primeira compreende o atendimento correto no local do acidente e remoção adequada ao hospital. Cabendo a segunda abordagem ao atendimento inicial na sala de emergência para avaliação diagnóstica e terapêutica com a finalidade de estabilização da função ventilatória e de estabilização hemodinâmica do paciente. Para que possa ser instituída a segunda etapa do tratamento o tratamento clínico e/ou cirúrgico com medidas de suporte básico e específicos. (GREENBERG, 1996).
Outra medida adotada é a Manutenção da pressão de perfusão cerebral a todos os tecidos. PPC = PAM-PIC. Em todo paciente com Traumatismo Crânio Encefálico (TCE) que apresenta HIC deve-se manter a pressão arterial média moderadamente elevada, pois se a pressão de perfusão cerebral for menor que 60mmHg ocorre perda do mecanismo da auto-regulação cerebral e o leito vascular fica totalmente passivo em relação às variações pressóricas (GREENBERG, 1996).
Avaliação do trauma
A estratificação depende de fatores de risco e da avaliação clínica do paciente. Podemos estratificar o grau de risco associado ao TCE a partir do seguinte esquema:
Cefaléia; Sonolência excessiva ou insônia; Irritabilidade, ansiedade ou labilidade emocional; Desmaio, fraqueza, diminuição da força nas pernas, metade do corpo ou formigamento, adormecimento no corpo; Dificuldade de falar ou entender, de memória, ou para se concentrar; Distúrbio de personalidade ou de comportamento. Confusão mental ou piora progressiva da consciência; Náuseas, vômitos, tonturas ou convulsão; Diminuição da audição, da visão ou intolerância á luz; Movimento estranho dos olhos, visão dupla; Alteração da respiração das batidas do coração, febre (t>37,8ºc); Perda de líquido ou sangue pelo ouvido ou nariz; Tamanhos ou formas das pupilas dos olhos diferentes; Quadro depressivo ou de agressividade; Dor na nuca ou durante movimentos do pescoço.
Referências
BATISTA, J. S. VIEIRA, M. J. Prática assistencial de enfermagem: problemas, perspectivas e necessidade de sistematização. Revista brasileira enfermagem. 2006, v, 58. n,3. p,261-265.
DURBIN, C. G. FAARC, J. M. D. Indication and Time Para Traqueostomia, Critical Care, v. 57, n.2,p.1-6,jan/fer,2007.

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