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3Universidade Pedagógica: Delegação de Montepuez:V.1:2018 
Resumo de Processos Cognitivos e suas Relações
Abdul Manuel Valentim1
Resumo 
O presente artigo ira nos abordar sobre os Processos Cognitivos, e o trabalho, foi orientado pelo docente da cadeira, com objectivo de estabelecer aos estudantes de conhecimentos básicos, aprofundamento e a sua importância na vida dos seres humanos e suas implicações no processo de ensino e aprendizagem. O artigo tem como subtemas os processos psíquicos designados: Memoria, pensamento, percepção, atenção, imaginação, linguagem, ainda nele encontra-se a relação que tem com aprendizagem, factores que facilitam a processos psíquicos e implicações educacionais. E foi nesta sequência que se baseio a produção do trabalho, se este trabalho através de varias leituras e analises de diferentes obras que abordam o tema em análise no campo da Psicologia de Aprendizagem que estão patentes na bibliografia do trabalho. 
Palavras-chave: Processos psíquicos, relações, aprendizagem. 
Introdução 
Compreender os processos cognitivos e a forma como decorre o seu desenvolvimento é um aspecto que tem preocupado a comunidade científica ao longo dos anos, particularmente quando falamos em crianças em idade escolar. O conhecimento dos processos a tencionais, assim como a sua relação com a aprendizagem é um aspecto crucial para a eficácia dos vários profissionais que trabalham com essa faixa etária, nomeadamente os psicólogos e professores. Este trabalho apresenta uma revisão de literatura que aborda a importância da atenção selectiva, da inibição e da memória de trabalho na aprendizagem das crianças em idade escolar. A abordagem aqui apresentada refere-se sobretudo ao componente visuo espacial dos processos mencionados no resumo acima citado e focaliza a apresentação dos principais resultados e conclusões de várias investigações. E como primeira abordagem teremos a definição dos processos cognitivos e de seguida as relações existentes e com o processo de ensino e aprendizagem, com objectivo de descrever e fazer entender como cada um dos processos funciona na vida de cada indivíduo. 
Processos cognitivos 
Na visão de SOARES (1993) A psicologia é a ciência que estuda o comportamento humano os processos cognitivos (sentimentos, pensamentos, imaginação, linguagem, emoção, aprendizagem). Desse modo, processo cognitivo segundo Nascimento (2009), é a realização das funções estruturais de representação, (pensar e imaginar) aquilo que concebemos do mundo. Estes processos cognitivos correspondem a um conjunto de processos de conhecimento através dos quais um organismo adquire, trata, conserva, e explora informação e, por outro lado, o resultado mental desses processos, isto é, os conhecimentos propriamente ditos. 
Pensamento
O pensamento é a um mecanismo no qual nos conseguimos decifrar vários aspectos da nossa mente. Como apresenta o autor Ariel, 1996), pensamento é capacidade de compreender, formar e organizar conceitos, representando-os na mente. Nesta perspectiva para Piaget citado por Nascimento (2009) também diz que o pensamento é mecanismo de adaptação do organismo a uma situação nova e, como tal, implica a construção contínua de novas estruturas. Os indivíduos desenvolvem o pensamento a partir de exercícios e estímulos oferecidos pelo meio que os cercam.
Linguagem
Linguagemé um processo comunicativo pelo qual as pessoas interagem entre si. E podemos encontarar varios tipos de linguagem como: 
Linguagem verbal–falada ou escrita.
Linguagem não verbal–música, dança, mímica, pintura, fotografia, escultura etc.
Linguagem mista–histórias em quadrinhos, cinema, teatro, programas de TV.
Linguagem digital –Combinações de números que permite armazenar e transmitir informações em meios eletrônicos.
Para Mousinho et al. (2008), na aquisição e no desenvolvimento da linguagem oral deve-se considerar dois aspectos: a linguagem e a cognição e a linguagem e a comunicação:
Linguagem e cognição: pensa-se bastante por meio da linguagem depois que desenvolvemos esta habilidade. A memória, a atenção e a percepção podem ter ganhos qualitativos com ela. Ela também ajuda na regulação do comportamento. 
Na infância, podemos observar o desenvolvimento da linguagem como apoio à cognição a partir dos dois anos, em média, principalmente por meio da forma como a criança brinca. A linguagem é um meio de comunicação que proporciona conhecimentos para construir uma representação do mundo, com a mediação do adulto. A aquisição da linguagem depende de um aparato neurobiológico e social, ou seja, de um bom desenvolvimento de todas as estruturas cerebrais, de um parto sem intercorrências e da interação social da criança desde sua concepção.
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Relação entre Pensamento e Linguagem 
No ponto de vista pessoal, o pensamento e a linguagem são processos interdependentes, desde o início da vida. A aquisição da linguagem da criança transforma suas funções mentais como o pensamento. A linguagem da origem e define o pensamento, possibilitando o aparecimento da imaginação, o uso da memória e o planeamento da acção. Como Vygotsky aborda na sua teoria, observa que o pensamento da criança inicialmente evolui sem a linguagem; assim como os seus primeiros balbucios são uma forma de comunicação sem pensamento.
Percepção.
Portanto a percepção é um processo cognitivo através do qual contactamos com o mundo, que se caracteriza por exigir a presença da realidade a conhecer. Pela percepção, organizamos e interpretamos as informações sensoriais. Por isso, a percepção começa nos órgãos receptores (sensoriais) que são sensíveis a estímulos específicos. 
Percepção é o processo pelo qual selecionamos, organizamos e interpretamos estímulos, traduzindo-os em uma imagem significativa e coerente. Na essência, a percepção é a forma como vemos o mundo ao nosso redor e como reconhecemos que precisamos de ajuda na tomada de uma decisão de compra. 
Sensação 
Segundo FADMAN (1986:49), Jung classifica a sensação e a intuição juntas, como as formas de apreender informações, diferentemente das formas de tomar decisões. A Sensação tem como foco, na experiência directa, na percepção de detalhes, de fatos concretos. A Sensação é a resposta pela qual uma pessoa pode ver, tocar, cheirar. É a experiência verdadeira e tem sempre prioridade sobre a discussão ou a análise da experiência. 
Relação entre sensação de percepção.
A percepção é um processo cognitivo através do qual contactamos com o mundo, que se caracteriza por exigir a presença da realidade a conhecer. Pela percepção, organizamos e interpretamos as informações sensoriais. Por isso, a percepção começa nos órgãos receptores (sensoriais) que são sensíveis a estímulos específicos. Ao processo de detecção e recepção dos estímulos recebidos chama-se sensação. Enquanto as sensações são meras traduções, captações de estímulos, a percepção exige um trabalho de análise e síntese. Enquanto a sensação é a experiência simples dos estímulos, a percepção envolve a interpretação das informações sensórias recebidas.
Atenção 
Comecemos por definir atenção. Trata-se de um processo complexo que nos permite focar os recursos cognitivos em uma dada informação ambiental, podendo dirigir-se a uma só tarefa ou ser distribuída por várias. A atenção é o processo cognitivo básico para o processamento da informação, assistindo uma função de exploração do ambiente, no sentido da manutenção da focalização dos recursos perspectivas e cognitivos no estímulo, ou uma função de selecção, podendo corresponder a um conjunto de processo que determinam a eleicao dos estímulos relevantes de entre vários recebidos. Segundo Levitt & Johnston (2001), decompõem a atenção em quatro processos:
O Arousal: a capacidade para responder ao ambiente, ou seja, um estado de alerta direccionado para um campo de estimulação, em que se busca o aparecimento de determinada estimulo alvo de interesse para o sujeito (Stemberg, 2008).
Atenção Selectiva ou focalizada: a capacidade para focar a atenção em estímulos específicos e ignoraroutros. O controlo dos processos e mecanismos através dos quais o organismo processa apenas uma parte de toda a informação e responde apenas as exigências ambientais que são realmente úteis apara si. 
Atenção dividida: a capacidade para prestar atenção a mais do que um estimulo em simultâneo, isto é quando realizamos mas de uma tarefa em simultâneo, alocando os nossos recursos de atenção em cada uma delas, de acordo com as necessidade. 
Atenção sustentada: a capacidade para manter a atenção perante estímulos por extensos períodos de tempo. Quando o sujeito é capaz de manter o foco atencional e permanecer alerta perante a presença de determinados estímulos durante períodos de tempo relativamente longos. 
Relação entre Atenção e percepção 
A atenção esta intimamente ligada com a percepção em todas as tarefas levadas a cabo pelas pessoas, pois dadas as limitações da nossa capacidade de processamento, não somos capazes de perceber tudo o que se passa a volta, seleccionamos alguns estímulos disponíveis a processar e ignoramos os outros. 
Imaginação 
Na visão de Jung citado por Clark (2000), a imaginação é um processo pelo qual o ser humano interage com os seus semelhantes e com o meio em que vive, sem perder a sua identidade existencial. A imaginação começa com a captação dos sentidos e em seguida ocorre a percepção. É portanto, um processo de pensamento, que tem como material a informação do meio em que vivemos e o que já está registado na nossa memória. Por outro lado, Aristóteles citado por defende que o pensamento procede da imaginação. 
Tipos de imaginação
Para Clark (2000), e muitos autores defendem a existência de três maneiras que os indivíduos usam para imaginar. Imaginação dirigida é imaginação consciente. Para o sábio, imaginar é ver. A imaginação consciente é o meio translúcido que reflete o firmamento, os mistérios da vida e da morte, o ser, o real; imaginação mecânica é formada pelos resíduos da memória; é a fantasia. É óbvio que as pessoas, com sua fantasia, com sua imaginação mecânica, não vêem a si próprias como realmente são, mas sim de acordo com sua forma de fantasia; e imaginação produtiva, é entendida como um poder activo espontâneo, um processo que se inicia por si mesmo, através de um poder sintético que combina os dados puramente sensoriais com apreensão puramente intelectual.  
Memoria 
Myers (2012, p.249) define memória como “a aprendizagem que persiste através do tempo, informações que foram armazenadas e que podem ser recuperadas”. Brandão (1995, apud PÉREZ-NEBRA; SANTANA, 2008) complementa que acumulamos experiência para que esta possa ser utilizada durante nossa vida, promovendo o significado dos fatos do cotidiano por meio da aprendizagem e da memória.
Nesse sentido, a memória é de extrema importância para a propaganda, uma vez que se não existisse a possibilidade de armazenar mentalmente as informações recentes ou passadas sobre fatos, produtos e marcas, as ações de marketing (em seus diferentes aspectos – notadamente a propaganda) não fariam sentido algum para os consumidores.
Tipos de memoria 
Diversos autores propuseram modelos de processamento de informações na memória. Atkinson e Shifrin (1968) apresentaram um modelo clássico, referendado por Myers (2012), Pérez-Nebra e Santana (2008), Karsaklian (2000), entre outros. O modelo apresentado por esses autores propõe que a memória se forma em três estágios:
1. o primeiro passo consiste em registrar as informações que serão lembradas como uma memória sensorial passageira, ou seja, onde guardamos estimulações imediatas;
2. a partir desse estágio, as informações são processadas em um compartimento de memória de curto prazo, no qual é codificada por reiteração/repetição – é uma estrutura de recepção para uma estocagem provisória de informações; este tipo de memória retêm informação durante um período limitado de tempo, podendo ser esquecida ou passar para a memória de longo prazo. Na memória a curto prazo pode-se distinguir duas memórias: memória imediata e memória de trabalho.
Memória imediata: a informação recebida fica retida durante um curto período de tempo (cerca de 30 segundos). Investigações efectuadas vieram mostrar que podemos conservar sete elementos (letras, palavras, algarismos), variando entre cinco e nove unidades.
Memória de trabalho: neste tipo de memória mantemos a informação enquanto ela nos e útil. A memória de trabalho reporta-se as actividades mentais em que o objectivo não é a sua memorização, mas que, não obstante disso, implicam uma certa memorização para se poderem aplicar de modo eficaz. 
2. Memoria a Longo: é a capacidade de armazenar uma informação por períodos de tempo muito longos e com capacidade virtual ilimitada STEMBERG (2008).
Tipos de Memória a Longo Prazo: Memória declarativa e Memória não-declarativa:
Memória declarativa também pode ser designada por explícita ou memoria com registo, (implica a consciência do passado, levando a reportarmo-nos a acontecimentos, fatos e pessoas que conhecemos/ aconteceram no passado). É devido a este tipo de memória que consegues descrever as funções das áreas pré-frontais: os heterónimos de Fernando Pessoa, o nome dos teus amigos, o aniversário da tua mãe. Este tipo de memória reúne tudo o que podemos evocar/declarar por meio de palavras (daí o termo declarativa).  Distinguem-se, neste tipo de memória, dois subsistemas: a memória episódica e a memória semântica;
Tulving (1985, p. 387) definiu a memória episódica como a recordação consciente de acontecimentos pessoalmente vividos enquadrados nas suas relações temporais. É o sistema de memória mais especializado, o último a desenvolver-se na infância e o primeiro a deteriorar-se na velhice. As provas típicas de memória episódica são a evocação livre, a evocação seriada, a evocação auxiliada e o reconhecimento.
Tulving (1972, p. 386) definiu a memória semântica como uma enciclopédia mental do conhecimento organizado que uma pessoa mantém sobre palavras e outros símbolos mentais, tendo mais tarde alargado o seu âmbito para incluir. o conhecimento do mundo de que um organismo seria portador” (Tulving, 1985, p. 388). O conhecimento retido na memória semântica seria o conhecimento da língua materna, o conhecimento de factos gerais, sabedoria e inteligência prática e o conhecimento geral do mundo, que na concepção da teoria psicométrica de inteligência de Cattell (1963) representaria a inteligência cristalizada.
Memória não-declarativa –  Difere-se da memória declarativa porque esta não precisa ser declarada (enunciada). É uma memória automática. É a memória usada para procedimentos e habilidades, como por exemplo: andar de bicicleta, jogar bola, atar os cordões, lavar os dentes, ler um livro.  A memória não declarativa também pode ser designada por memória implícita ou sem registo.
A pertinência dos processos psíquicos no PEA 
Na visão Tavares, Pereira, Gomes, Monteiro, & Gomes, (2007), Uma das principais funções do sistema educativo é a formação dos alunos, que implica aquisição, compreensão e posterior aplicação dos conhecimentos adquiridos em diversas circunstâncias da vida. O processo de aprendizagem está, desse modo, estreitamente interdependente de processos cognitivos como atenção, controle inibitório e memória de trabalho. Antes de avançarmos no presente trabalho, parece importante apresentar-se uma definição de aprendizagem.
 Esta diz respeito à mudança relativamente estável no comportamento produzida essencialmente pela experiência, i.e., diz respeito ao processo pelo qual os nossos conhecimentos são adquiridos e/ou modificados. A principal característica da aprendizagem é a aquisição de informação (Tavares, Pereira, Gomes, Monteiro, & Gomes, 2007). Se, em animais, essa aquisição está sobretudo relacionada com a intensidade dos estímulos; em humanos, está também relacionada com estados emocionais, bem como com a motivação. 
Referencias Bibliográficas
ARIEL, L. S. A formação social da mente em Vigotsky e Piaget. Rio de Janeiro: Martins Fontes. 1996
CLARK, G. H. (2000).Imaginação: estudos psicológicos, uma visão cognitivista. Disponível em: http:/www.monergismo.com/textos/apologenetica/imaginação.pdf, Acesso aos 16/08/2018, às 14hrs.
FADMAN, James e ROBERT, Frager Teorias da Personalidade, Editora Harbara, S. Paulo, 1986.
MOUSINHO, R. et al. Aquisição e desenvolvimento da linguagem. Revista Psicopedagogia, v.25, n.78, São Paulo; 2008, Disponível em: <http://pepsic.bvsalud.org/scielo. php?pid=S010384862008000300012&script=sci_arttext> Acesso em: 16 agosto. 2018.
MYERS, David G. Psicologia. 9ª ed. São Paulo: LTC, 2012.
Nascimento, R. O. (2009). Processos cognitivos como elementos fundamentais para uma educação crítica: Ciências & Cognição. Vol 14 (1). ISSN 1806-5821. Brasil: Minas Gerais. Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/pdf/cc/v14n1/v14n1a18.pdf, Acesso aos 16/08/2018, às 13hrs06min.
PÉREZ-NEBRA, A. R.; SANTANA, A.F.R. Será que imagem é mesmo tudo? Descrição de variáveis que impactam a retenção da propaganda na memória. Comunicação & Inovação, v.9, n.17, 2008, p.13-24.
SOARES, A . O que são ciências cognitivas. São Paulo: Brasiliense(Coleção Primeiros Passos), 1993.
STEMBERG, R. J. Psicologia cognitiva. 4a ed. Porto Alegre: Artmed.
TAVARES, J., Pereira, A. S., Gomes, A. A., Monteiro, S. M., & Gomes, A. (2007). Manual de Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem (1ª ed.). Porto: Porto Editora.
Trabalho de Psicologia Cognitiva: do Curso de Psicologia Educacional 2 ano.

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