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INTRODUÇÃO 
 
 Os fungos são organismos eucariotos, heterotróficos, uni ou 
pluricelulares, em sua maioria saprófitas, com exceção de alguns 
parasitas e simbiontes. Possuem ampla distribuição na natureza, 
podendo ser encontrados em vários habitats, como: ar, água, terra, 
animais e alimentos. Suas espécies sofrem em sua incidência 
variações conforme a localidade, estação do ano e grau higroscópico 
do ar. Além de outros fatores, incluindo, número populacional, 
circulação de pessoas e animais, intensidade das trocas de ar e ainda 
da limpeza e desinfecção ambiental 
 Os fungos presentes no ar atmosférico são denominados anemófilos, 
sendo este habitat o meio de dispersão mais utilizado por esses 
microrganismos, que possuem a capacidade de colonizar diferentes 
substratos de forma singular e eficiente. 
 Com a prática de pesquisa de anemófilos garantimos a identificação 
e quantificação de fungos presentes no ar do ambiente analisado. 
 Considerando a importância desta análise, foi realizada a 
identificação e quantificação de anemófilos coletados do saguão do 
Instituto Federal Sul-rio-grandense – Campus Pelotas, por meio do 
método de coleta por sedimentação. 
 
 
 
 Os materiais usados são: Ágar Batata Dextrose (BDA), ácido Tártico 
a 10%, Erlenmeyer esterilizado, Placas de Petri esterilizadas, Papel 
indicador de Ph, Bico de Bunsen, Contador de colônias e estufa 
incubadora regulada a 25°C. 
 Inicialmente, para a preparação do meio de cultura, o ágar deve ser 
aquecido até dissolver, após isso, é adicionado o ácido Tártico a 10%, 
este com pH até 3,5 em condições de assepsia. A seguir é feito o 
plaqueamento desta solução. 
 Depois que o ágar acidificado presente nas placas estiver 
solidificado, estas devem ser levadas ao ambiente a ser analisado 
(saguão do IFSUL) deixando abertas durante 30 minutos a no mínimo 
1 metro de altura do chão, para a coleta de amostras. 
 Por conseguinte, terminado este tempo de coleta, as placas devem 
ser fechadas e levadas diretamente para estufa ,em temperature de 
25°C, durante 5-7 dias. 
 
 
 
 A temperatura e umidade relativa do ar são fatores determinantes 
para o desenvolvimento dos fungos. A maioria destes organismos 
necessita de umidade relativa acima de 65% para o seu crescimento, 
reprodução e dispersão dos esporos (Pereira 2007). Como a cidade 
de Pelotas tem umidade média anual de 80,7% - segundo as normais 
climatológicas da Estação Agroclimatológica local, é coerente o fato 
de ter ocorrido aparecimento de bolores e leveduras em todas as 
quatro placas analisadas. 
 As correntes de ar também são importantes para a disseminação dos 
esporos fúngicos (Purchio et al. 1984). Inicialmente supunha-se que, 
quanto maior a velocidade dos ventos, maior a concentração de 
propágulos no ar. 
 No total de quatro placas expostas no centro do saguão do IFSUL-
Campus pelotas, a tabela a seguir descreve a quantidade de fungos 
por espécie encontrada: 
 
 
 
 
 
 
Gênero fungico: UFC/cm³ 
Absidia sp 100 
Mucor sp 10 
Aspergillus foetidus 40 
Levedura 60 
Aspergillus fumigatus 50 
Curvularia Clavata 10 
 O Padrão Referencial de Qualidade do Ar Interior em ambientes 
climatizados de uso público e coletivo, dotados pela ANVISA – 
Agência Nacional de Vigilância Sanitária são: Valor Máximo 
Recomendável - VMR, para contaminação microbiológica deve ser = 
750 UFC/cm³. 
 O valor total de contaminação microbiológica identificado nas 
placas analisadas foi 8 UFC/cm³. Estando assim, dentro das normas 
estabelecidas pela ANVISA. 
 Os elementos fúngicos que são encontrados no ar atmosférico são 
os propágulos, que gerados de forma sexual ou assexual, 
apresentam papel importante na constatação e identificação das 
espécies. Por oportunismo, a partir da dispersão destes no ar, 
algumas espécies de fungos anemófilos, podem provocar patologias 
ao ser humano (JAWETS, 1998). 
 Tais fungos são encontrados frequentemente como componentes 
da microbiota transitória do homem e animais domésticos; como 
contaminantes de 19 alimentos; deteriorantes de acervos, madeiras; 
em água doce e salgada; e são responsáveis pela contaminação de 
diversos materiais (TRABULSI et al., 1999). Os fungos anemófilos 
podem ser encontrados em qualquer lugar que tenha condições para 
o seu desenvolvimento, no entanto, a maioria deles não causa 
nenhum tipo de patologia no homem quando inalados. Dos fungos 
encontrados no ar, 87% não causam nenhum tipo de doença no 
homem, 10% atuam como oportunistas e 3% são patogênicos 
(BROOKS et al, 1998). Quando se tornam oportunistas ou 
patogênicos, podem aumentar o número de micoses e alergias em 
humanos ou animais e doenças em plantas (WANKE, LAZERA e 
NUCCI, 2000; MEZZARI et al., 2003). A contagem e caracterização 
dos fungos anemófilos assim como os fatores internos e externos 
que levam à formação dessa microbiota, são importantes para 
avaliar se os locais trabalho, onde se expõe os funcionários, 
possuem micobiota equilibrada para evitar possíveis contaminações 
e patologias provocadas por fungos oportunistas (CORRÊA, 1998; 
KNEIFEL, CZECH & KOPP, 2001). 
 
 
 
RESOLUÇÃO-RE Nº 09, DE 16 DE JANEIRO DE 2003 – Ministério da Saúde. 
MARTINS, Otávia. Fungos anemófilos e leveduras isolados em ambientes de 
laboratórios de microbiologia em Instituição de Ensino Superior. Dissertação. 
Pelotas. 2016. 
BOLETIM Agroclimatológico. Estação Agroclimatológica de Pelotas – Capão do 
Leão, 2012. Disponível em: 
<http://agromet.cpact.embrapa.br/estacao/boletim.php>. Acesso em: 21,outubro de 
2019. 
RÊGO,Camila; SANTOS, Florisvalda. Ocorrência de fungos anemófilos e sua relação 
com fatores abióticos em Barreiras, Bahia. Revista Brasileira de Biociências, 
Brasília, 8, julho de 2015. Disponível em: 
<file:///C:/Users/Usu%C3%A1rio/Downloads/3456-22396-2-PB.pdf> Acesso em: 21, 
outubro de 2019. 
SOUZA, Paula; ANDRADE, Sabrina; LIMA, Anacássia. Pesquisa, isolamento e 
identificação de fungos Anemófilos em restaurantes self-service do centro de 
Maceió/AL. Cadernos de Graduação. Maceió, 2013. 
 
Instituto Federal De Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense – IFSul 
Curso Técnico em Química 
Disciplina de Microbiologia 
Prof. Dr. Cláudio Rafael Kuhn 
Aluno: Larissa Röpke 
RELATÓRIO PESQUISA DE ANEMÓFILOS 
RESULTADOS E DISCUSSÃO 
MATERIAIS E MÉTODOS 
REFERÊNCIAS 
Placas: N° de colônias; 
1 9 
2 8 
3 8 
4 7 
Total: 8 UFC/cm³ 
 
 
 
 
analisadas. 
 
Usuário
Riscado

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