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CENTRO UNIVERSITÁRIO DO NORTE – UNINORTE CURSO DE DIREITO MANAUS-AM 2019 PERSONALIDADE JURÍDICA (ABORDAGEM SOBRE A PESSOA JURÍDICA E SUAS DEFINIÇÕES) Trabalho apresentado para obtenção de Ponto Extra, na Disciplina de Direito Civil – Parte Geral, lecionada pela prof.ª. Ethel Barros Cunha, no 2º Período do curso de Direito do Centro Universitário do Norte – UNINORTE. HANNA PESSOA ARAÚJO MAGALHÃES KEROLAYNE OLIVEIRA DE CASTRO LUIS HENRIQUE SOUZA DE OLIVEIRA NAIANNY BARBOSA VASCONCELOS MANAUS-AM 2019 PERSONALIDADE JURÍDICA (ABORDAGEM SOBRE A PESSOA JURÍDICA E SUAS DEFINIÇÕES) INTRODUÇÃO No estudo da Pessoa Jurídica, se observa a existência de duas vertentes teóricas, as vertentes mais negativistas – que tratam a Pessoa Jurídica como algo abstrato – e a vertente Positivista, subdividindo-se em Teoria da Ficção e Teoria da Realidade (que foi adotada pelo Código Civil e será explicada no decorrer deste trabalho). TEORIA DA REALIDADE “As teorias da realidade se caracterizam como reação contrária a teoria da ficção, que formaliza afirmando que as pessoas jurídicas são seres vivos e não seres abstratos, isto é, com existência própria.” (SANTOS, 2015)[1: Artigo: Direito Civil – Das Pessoas Jurídicas. Por: Ivonildo Reis Santos, 2015.] Em um estudo mais aprofundado da Teoria da Realidade, é concebível as divsões de pontos de vistas. Por exemplo, na Realidade Objetiva acredita-se que as pessoas jurídicas têm cunho social, organismos/grupos sociais com princípios jurídiscos, se assim puder se compreender. Ainda, há quem defenda a Realidade Técnica, onde a pessoa jurídica existe, mas somente no universo técnico, a atribuição de direitos e deveres se dá de forma técnica. PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PÚBLICO E PRIVADO O Código Civil de 2002, do art. 40 ao 44, descreve quais as pessoas jurídicas de Direito Público e as de Direito Privado. Seria exaustivo aqui listar todos os integrantes, por isso, é preciso diferenciar as caracerísticas de cada um. Segundo o art. 41 do CC, há pessoas de Direito Público Interno (União, Estados, Autarquias, Associações públicas...) e no art. 42, as de Direito Público Externo (Estados estrangeiros, pessoas regidas pelo Direito Internacional Público. Do Interno para o Externo, a diferença é que no Externo são visadas as relações internacionais entre os Estados soberano, enquanto o Interno trata dos interesses da sociedade de forma intrínseca, mais próxima, mais interiorizado. Tratando-se agora do Direito Privado, o art. 44 é explícito, referindo-se as associações, organizações, partidos políticos e etc. Além disso, o Direito Privado subdivide-se entre o Estatal (onde há atuação capital/financeira do Estado na sua constiuição) e o Particular (regido somente pelas relações entre os particulares, afastando-se a interfência do poder Público. Classificadas estas espécies de Pessoa Jurídica, devemos aprender a Diferenciá-las. No Direito Público, o Estado age, administra as relações sociais. É o Cuidar dos interesses Públicos, como um todo. Já no Direito Privado, não existe preocupação além de cuidar dos próprios interesses particulares. As relações entre os particulares se desenvolvem sem a necessidade de um Ente Estatal. DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA “A desconsideração da autonomia patrimonial da pessoa jurídica (“desconsideração da personalidade jurídica”) é medida extrema e cirúrgica, coibindo a fraude ou o abuso de direito e, de uma forma mais simples e objetiva, pois incluídos nos dois institutos citados, a confusão patrimonial, permitindo que no caso em concreto, respeitado o devido processo legal, o credor alcance os bens particulares dos sócios e administradores. Ela reforça a autonomia patrimonial da pessoa jurídica e a preservação da empresa, não devendo ser utilizada tão somente porque a pessoa jurídica não tenha mais bens para satisfazer aos seus credores.” (BUSHATSKY, 2018)[2: BUSHATSKY, Daniel Bushatsky. Desconsideração da personalidade jurídica. Enciclopédia jurídica da PUC-SP. Celso Fernandes Campilongo, Alvaro de Azevedo Gonzaga e André Luiz Freire (coords.). Tomo: Direito Comercial. Fábio Ulhoa Coelho, Marcus Elidius Michelli de Almeida (coord. de tomo). 1. ed. São Paulo: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, 2017. Disponível em: https://enciclopediajuridica.pucsp.br/verbete/229/edicao-1/desconsideracao-da-personalidade-juridica] É de entendimento deste quarteto, que a Desconsideração da Personalidade Jurídica é o ato de se evitar que terceiros, sócios, cometam fraudes em nome da Associação Jurídica. Ou seja, não se responsabiliza o todo, mas os devidos responsáveis pela atuação ilícita, preservando-se a empresa e seu patrimônio.