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CENTRO UNIVERSITÁRIO DE SETE LAGOAS - UNIFEMM
ANA FLÁVIA DE FREITAS COELHO
DÉBORA FERREIRA DE ARAÚJO ALBUQUERQUE
ISABELLA CRISTINA DE MENEZES ALMEIDA 
LILIAN LIMA FRANÇA 
NOARA FERREIRA DE SOUZA
Exploração de recursos minerais e sustentabilidade:
Calcário
SETE LAGOAS – MG 
2019
 
ANA FLÁVIA DE FREITAS COELHO
DÉBORA FERREIRA DE ARAÚJO ALBUQUERQUE
ISABELLA CRISTINA DE MENEZES ALMEIDA 
LILIAN LIMA FRANÇA 
NOARA FERREIRA DE SOUZA
Exploração de recursos minerais e sustentabilidade: 
Calcário
Trabalho Integrado apresentado ao Curso de Ciências Biológicas, Centro Universitário de Sete Lagoas – UNIFEMM, como requisito para obtenção de notas referentes ao 3º período.
Orientadora: Professora Regina Sampaio Scarpelli
SETE LAGOAS - MG 
2019
SUMÁRIO
	1
	INTRODUÇÃO .............................................................................................................
	3
	2
	TIPOS DE CALCÁRIO ...............................................................................................
	5
	2.1
	Marga .............................................................................................................................
	5
	2.2
	Caliche ............................................................................................................................
	6
	2.3
	Tufo ................................................................................................................................
	7
	2.4
	Conquífero .....................................................................................................................
	7
	2.5
	Giz ...................................................................................................................................
	8
	2.6
	Travertino ......................................................................................................................
	8
	2.7
	Dolomito .........................................................................................................................
	9
	2.8
	Recifal .............................................................................................................................
	10
	3
	USO E APLICAÇÃO DO CALCÁRIO ......................................................................
	10
	3.1
	Produção da Cal ............................................................................................................
	11
	3.2
	Construção Civil ............................................................................................................
	12
	3.3
	Cimento ..........................................................................................................................
	12
	3.4
	Indústria de Papel .........................................................................................................
	12
	3.5
	Indústria de Plástico .....................................................................................................
	13
	3.6
	Indústria de Tintas ........................................................................................................
	13
	3.7
	Indústria de Vidro .........................................................................................................
	14
	3.8
	Agricultura ....................................................................................................................
	14
	3.9
	Rochas Ornamentais .....................................................................................................
	14
	3.10
	Calcário Marinho ..........................................................................................................
	15
	3.11
3.12
3.13
3.13.1
3.13.2
3.14
	A Vegetação dos Afloramentos Calcários na Serra do Cipó .....................................
Formação e Composição do Solo em Sete Lagoas – MG ...........................................
Gruta Rei do Mato .................................................................................................................
Formação de estalactites e estalagmites ............................................................................
Vegetação .................................................................................................................................
Exploração de Calcário em Sete Lagoas ...........................................................................
	16
18
20
21
22
23
	4
	EXPLORAÇÃO DO CALCÁRIO E OS IMPACTOS SOCIOAMBIENTAIS ......
	24
	5
	COMPENSAÇÃO AMBIENTAL E MINERAÇÃO .................................................
	30
	5.1
6 
 
	Mineração e Gestão Ambiental ....................................................................................
CONSIDERAÇÕES FINAIS .......................................................................................
REFERÊNCIAS ............................................................................................................
	31
32
34
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
1 INTRODUÇÃO 
 O Calcário é um dos tipos de rochas mais frequentes entre nós, sobre essa designação, contudo, incluem-se tipos de rochas muito diversos quer na sua aparência, quer na sua composição química.
A denominação correta de rochas calcárias somente deveria ser aplicada as rochasfundamentalmente constituídas por Carbonato de Cálcio (CaCO³), porém sob esta designação surge todas aquelas que o Carbonato de Cálcio constitui pelo menos 30% da sua constituição. Conhecer os calcários permite-nos conhecer as um grande número de tipos de rochas quanto à origem, pois sobe está designação inclui-se rochas sedimentares quimiogénicas; rochas sedimentares detríticas mais ou menos consolidadas e até rochas metamórficas. (ALVES, GARCIA E ANDRADE, 2012).
O mineral puro de Carbonato de Cálcio designa-se Calcite. Como na natureza, o Cálcio Ca++ entra frequentemente e facilmente no complexo de troca, por vezes este é substituído pelo Magnésio (Mg++) sob a forma de Carbonato de Magnésio (Dolomite) ou de Carbonato de Cálcio e Magnésio. (ALVES, GARCIA e ANDRADE, 2012).
Ainda não foi descrito uma rocha com uma variedade de usos tão abrangente quanto o calcário e o dolomito. Estas rochas são usadas em diferentes setores, tais como na obtenção de blocos para a indústria da construção, material para agregados, cimento, cal e até rochas ornamentais. As rochas carbonatadas e seus produtos são também usados como: fluxantes; fundentes, matéria-prima para as indústrias de vidro; refratários; carga; agentes para remover enxofre, fósforo e outros, na indústria siderúrgica; abrasivos; corretivos de solos; ingredientes em processos químicos, dentre outros. (SAMPAIO; ALMEIDA, 2008).
O calcário encontrado extensivamente em todos os continentes é extraído de pedreiras ou depósitos que variam em idade, desde o Pré-Cambriano até o Holoceno. As reservas de rochas carbonatadas são grandes e intermináveis, entrementes, a sua ocorrência com elevada pureza corresponde a menos que 10% das reservas de carbonatos lavradas em todo mundo. (SAMPAIO; ALMEIDA, 2008).
Segundo Sampaio & Almeida (2008, p,2) “Embora calcita e dolomita possam ser igualmente utilizadas em várias aplicações, em certos casos, as suas características químicas são essenciais” A composição química da rocha é mais importante que a mineralógica e ainda devem ser especificados os teores de: CaCO3 (ou CaO), MgCO3 (ou MgO), afora a quantidade máxima de impurezas que pode ser tolerada. (SAMPAIO; ALMEIDA, 2008, p,2).
O calcário é formado por processos químicos, aloquímicos e bioquímicos, assim envolvendo a decomposição e deposição de organismos que são ricos em cálcio. Ele é um carbonato de cálcio natural encontrado abundantemente na crosta terrestre apresentando assim camadas intercaladas nas formações sedimentares e metamórficas nos diversosperíodos geológicos sendo encontrado em todos os continentes, e é extraído de pedreiras, que variam em idade desde o Pré-Cambriano até o Holocênico (LIMA, 2011).
Segundo Sampaio e Almeida (2009, p.5), o cálcio é um dos elementos mais comuns, chegando a valores de 3-4% da crosta terrestre. São rochas sedimentares compostas, basicamente, por calcita (CaCO3). Por meio de processos erosivos em rochas ígneas, o cálcio é liberado em forma de íon sendo conduzido para o mar por meio da drenagem das águas. Assim por meio de variações na temperatura o dióxido de carbono presente na água causa a precipitação do carbonato de cálcio, formando o calcário.
Um dos processos que formam o calcário é através de restos de conchas e esqueletos que se depositam no fundo do assoalho oceânico formando camadas de material carbônico, que com o passar do tempo irão formar as rochas carbonárias (SAMPAIO e ALMEIDA, 2009).
De acordo com Lima (2011, p.12), a maioria do calcário existente hoje no mundo é de origem orgânica. O cálcio precipitado é utilizado por seres marinhos como corais, foraminíferos, moluscos e equinodermos, na confecção de suas conchas, as quais se acumulam no fundo mar. Essas conchas são compostas basicamente por carbonato de cálcio puro, sendo encontradas em calcários como greda e marga.
Considerando o contexto anteriormente descrito, o presente trabalho tem o objetivo mostrar a ampla utilização do calcário assim como sua importância na indústria, na biodiversidade, na formação de solos e grutas e na economia.
 
2 TIPOS DE CALCÁRIO
Não existe uma classificação rigorosa aceita para agrupar os tipos de calcários. Entretanto, de forma grosseira, pode-se dividi-los em oito grupos:
2.1 Marga
A marga é um tipo de calcário que contém 35 a 60% de argila. A sua composição trata-se de uma mistura de calcite (ou também, embora menos frequentemente, dolomite) e minerais argilosos, com vestígios de quartzo, micas e resíduos carbonosos. São frequentes nódulos de gesso, calcite e pirite (UFPR, 2006).
Esta rocha é proveniente de depósitos marinhos e lacustres de material clástico, que se afundaram progressivamente e se misturaram com produtos de precipitação química ou resíduos orgânicos. Esta rocha sedimentar, da classe detrítica/carbonatada, tem uma aparência bastante variada, pode apresentar uma cor desde muito clara a cinzenta escura, acastanhada, avermelhada, dependendo dos minerais contidos na mesma. Tem uma textura clástica, com grãos finos ou muito finos, podendo alguns grãos serem distinguidos a olho nu. 
A estratificação desta rocha é pouco frequente, mas apresenta frequentemente estruturas sedimentares, fósseis e concreções. É utilizada como matéria-prima para as indústrias cimentarias, pode ser empregada na olaria, e na correção do pH do solo.  
 
Calcário marga
Fonte: Geologia
2.2 Caliche
O caliche é um depósito avermelhado, quase marrom, ou tendente ao branco, encontrado em muitos solos de deserto. Normalmente ocorre em forma de nódulos ou como cobertura de grânulos minerais formados pela complicada interação entre a água e o gás carbônico liberado pelas raízes das plantas ou pela decomposição de matéria orgânica.
Forma-se em regiões de clima semi-árido a árido, onde o sentido predominante de movimentação da umidade do solo é ascendente devido ao excesso de evaporação e à ação da capilaridade. As águas carbonatadas ao se evaporarem propiciam a precipitação da calcita entre as partículas do solo (SOUZA, 2017).
 
Calcário caliche 
 Fonte: CEFET-MG
2.3 Tufo
Tufo é designação comum dada a um vasto conjunto de rochas caracterizadas pela sua baixa densidade, reduzida consistência intergranular que se traduz na presença de grãos (ou partículas de qualquer natureza) facilmente desagregáveis. Estes podem ser de dois tipos: tufo calcário e tufo vulcânico.
O tufo calcário é uma rocha esbranquiçada originada a partir de sedimentos em água doce ou água subterrânea percolante, cujo depósito de carbonato de cálcio incorpora plantas e conchas ao longo do tempo. O travertino é um tipo mais compacto do tufo calcário.
Os tufos vulcanicos são rochas piroclásticas originadas da consolidação de detritos vulcânicos. Seus componentes possuem diâmetro inferior a 4 mm. A maioria possui de 0,062 a 2 mm. 
Quanto à composição dos fragmentos, podem ser de três tipos:
Tufo vulcânico cristalino: O tufo vulcânico cristalino possui em sua composição mais de 75% de cristais vulcânicos e fragmentos de cristais ejetados.
Tufo vulcânico lítico: No tufo vulcânico lítico predominam fragmentos de rochas cristalinas geradas do resfriamento rápido dos materiais vulcânicos.
Tufo vulcânico vítreo: Mais de 75% da composição do tufo vulcânico vítreo é constituída por cinza vulcânica endurecida (GUERRA, 1969).
Calcário tufo
Fonte: Archi Expô
2.4 Conquífero
Segundo Carvalho (2006, p.79), conquífero é um aglomerado formado da natureza por conchas e fragmentos de conchas particularmente não cristalinas. Não tem rachas e normalmente é muito uniforme na sua composição e estrutura. Apesar de ser constituído por calcário é considerado uma rocha sedimentar biogénica pois é alterada pela vida.
O calcário é constituído por carbonato de calcário, sem contar com as impurezas, que são as sílicas, argilas, fosfatos, carbonato de magnésio, óxidos de ferro e magnésio, sulfatos, e matéria orgânica. Rochas que se formam a partir de fragmentos de rochas já existentes, de substâncias dissolvidas nas águas ou de restos de seres vivos.
 
Calcário conquífero
Fonte: Museu AEFM
2.5 Giz
Giz, cré ou greda é uma rocha sedimentar porosa, uma espécie de calcário branco constituído essencialmente por carbonato de cálcio sob a forma de calcite. O giz forma-se em condições de águas relativamente profundas a partir da acumulação gradual de minúsculas placas de calcite (cocólitos) largadas por microrganismos chamados cocolitóforos. É comum encontrar nódulos de cherte e sílex embebidos no giz (GUERRA, 1969).
Calcário giz
Fonte: Global minérios
2.6 Travertino
O travertino é uma rocha calcária, composta de calcita, aragonita e limonita, com bandas compactas, paralelas entre si, nas quais se observam pequenas cavidades, onde predominam os tons que passam pelo branco, verde ou rosa, apresentando, frequentemente, marcas de ramos e folhas. Também é conhecida pelo nome de tufo calcário.
É formado em zonas kársticas calcárias, pela precipitação de carbonato de cálcio por ação da água doce, o que provoca espaços ocos e o depósito de materiais em bandas mais ou menos paralelas. Minerais que o constituem: calcite (CaCO3), aragonite (CaCO3) e limonita (Fe2O3NH2O).
Calcário travertino
Fonte: BioGeo Gondomar
2.7 Dolomito
O dolomito é um mineral de carbonato de cálcio e magnésio CaMg (CO3)2, muito abundante na natureza na forma de rochas dolomíticas, utilizado como fonte de magnésio, sobretudo para a fabricação de materiais refratários (ZENGER,1964).
O mineral é de cor cinza com raias brancas, de brilho vítreo. Tem dureza entre 3,5 e 4,0 na escala de Mohs. Sua densidade varia entre 2,86 e 3,10. Cristaliza no sistema trigonal, geralmente em romboedros.
A origem do dolomito constitui um grande enigma geológico, não se sabendo muito ainda sobre a sua génese. São propostos modelos hidrotermais, com fluidos vindos de grandes profundidades, através de falhas geológicas também muito profundas; modelos de origem a partir de interação microbial em ambientes hipersalinos; modelos de misturas de águas doce e salgada, entre inúmeros outros.
 Calcário dolomito
Fonte: Greenme
2.8 Recifal
Recifalé um calcário de edificação que resulta da fixação de carbonato de cálcio (CaCO3) por seres vivos, nomeadamente os corais (GARCIA, 2012).
 Calcário recifal 
 Fonte: Geologia
3 USO E APLICAÇÕES DO CALCÁRIO
As inúmeras aplicações das rochas calcárias, tornam esta substância, dentre os minerais, uma das matérias-primas mais importantes. Mundialmente, a utilização deste mineral é superior a 300 milhões de toneladas, o que o classifica entre os produtos minerais mais usados (carvão, petróleo, minério de ferro e calcário) (ABREU, 1965). 
O calcário pode ser utilizado de diversas formas, seja na construção civil, fabricação de cimento, cal, agentes abrasivos e refratários, na indústria de vidros ou até mesmo como rochas ornamentais e na agricultura (LIMA, 2011). 
3.1 Produção da Cal
Também chamado de óxido de cálcio, a cal é um produto resultante da calcinação do calcário ou do dolomito. A cal é produzida com base em calcário com altas quantidades de cálcio ou de magnésio. Geralmente, o cal com alto teor de cálcio, possui menos de 5% de óxido de magnésio (MgO) e quando origina-se de calcário com alta quantidade de magnésio, o produto denomina-se cal dolomítica (SAMPAIO; ALMEIDA, 2008).
Segundo Sampaio & Almeida (2008), o processo de calcinação refere-se a transformação do carbonato de cálcio em óxido (CaO) por efeito do calor, e denominado cal ordinária, ou de qualquer outro metal em óxido, que antigamente dava-se o nome genérico de cal. Geralmente, o processo de calcinação ocorre em temperaturas na faixa de 900 a 1.000°C, próxima a de fusão do material.
Para a fabricação de cal, existem três etapas: preparação da amostra, calcinação e hidratação. Esta última é necessária apenas em alguns casos e deve ocorrer em conformidade com a utilização do produto final. A etapa de preparação da rocha calcária, para alimentar o forno de calcinação, envolve operações de lavra, britagem, peneiramento e em algumas situações, lavagem, com o objetivo de obter um produto final com índices de impurezas reduzidos (SAMPAIO; ALMEIDA, 2008).
Ainda segundo Sampaio & Almeida (2008), o método de calcinação é variável conforme a composição do calcário. A reação de calcinação do calcário começa de fora para dentro e simultaneamente ocorre a liberação do gás carbônico na interface. Este processo de calcinação depende das impurezas naturais presentes na rocha, das diferenças na cristalinidade e ligações entre os grãos, das variações na densidade e imperfeições na rede cristalina e nas formas de difusão de gás para a superfície calcinada da rocha. Estes fatores interferem de forma significativa, na velocidade de calcinação. 
Sendo assim, a viabilidade técnica de um calcário para utilização como insumo na produção de cal envolve estudos em laboratório e/ou unidade piloto, com o objetivo de avaliar as possíveis variáreis operacionais do processo e obtenção de dados indispensáveis ao escalonamento. Estima-se que nas atividades industriais, a relação média de consumo é de 2 toneladas de calcário para 1 tonelada de cal produzida.
Com participação de 80% na produção mundial de cal, a China é o principal produtor do mineral, seguida pelos Estados Unidos, que representa apenas 9% deste mercado. O Brasil teve seu desempenho afetado pela crise mundial de 2008, o que comprometeu o crescimento da indústria siderúrgica, apesar da produção de cal ter crescido 4,8% em 2007. A cal produzida no Brasil é em grande parte resultante da calcinação de calcários e/ou dolomitos metamórficos, de idades geológicas diferentes, geralmente do pré-cambriano, e de pureza variável (USGS, 2009).
3.2 Construção Civil
Grande parte do consumo de calcário é voltado para a construção civil, seja como rochas utilizadas na construção de estradas e outras obras ou como matéria-prima diretamente na construção. Este mineral chega a representar a maior parte das rochas usadas como agregados (britas e outras rochas) na construção civil, o que dificulta a análise estatística exclusivamente relativa ao calcário, destinadas aos seus demais usos (USGS, 2009).
No Brasil, a ANEPAC – Associação Nacional das Entidades de Produtores de Agregados para a Construção Civil, estima que o calcário responda por 10% dentre os demais tipos de rochas utilizadas na produção de pedra britada para a construção civil (ANEPAC, 2009).
3.3 Cimento
No Brasil, em 2009, foram produzidos cerca de 51,7 milhões de toneladas de cimento que, segundo o Anuário Estatístico (2010), a indústria brasileira ocupa o 8º lugar no ranking mundial de fabricantes de cimento, sendo responsável por 2% da produção. A China lidera o ranking, com 50% da produção, seguida da Índia, em segundo lugar, com 6%. O Brasil de destaca na América Latina, como o maior produtor e consumidor. Ambrósio (1974) cita que é relativamente difícil obter um calcário com todas as características necessárias para a fabricação de cimento, como altas quantidades de carbonato de cálcio (CaCO3), níveis reduzidos de sílica, óxido de ferro e alumínio e principalmente, baixo teor de carbonato de magnésio (MgCO3).
3.4 Indústria de Papel
Segundo Sampaio & Almeida (2008), percebe-se no mercado de papel, grande utilização de produtos carbonatados, segundo as versões Ground Calcium Carbonate (GCC), que significa Carbonato de Cálcio Moído e Precipitated Calcium Carbonate (PCC), que é o Carbonato de Cálcio Precipitado. É usado como substituto do caulim e do dióxido de titânio, em aplicações como carga e cobertura (LUZ, 1998).
Devido a aumento da demanda por produtos cada vez mais puros, surgiu a produção do PCC, que consiste na calcinação do calcário, formando cal (CaO) e dióxido de carbono, que reduz a massa original do CaCO3 em 44%, devido a liberação do CO2. Em relação aos calcários magnesianos, tal perda atinge 48%, que é chamada de perda ao fogo (PF), o que leva o uso do PCC a ter vantagem em relação ao calcário natural GCC, devido ao alto nível de pureza, assim como quartzo e ferro (CARVALHO & ALMEIDA, 1997).
3.5 Indústria de Plástico
Utilizado para a produção de resinas e PVC, a indústria de plástico apresenta consumo de cerca de 1,3 milhões de toneladas de GCC ao ano. O calcário é adicionado à composição do plástico para melhorar as características físicas e tornar mais fácil seu processamento, proporcionando mais dureza aos compostos de PVC e melhorando suas propriedades de tensão, textura e brilho superficial. Além disso, controla a viscosidade e o coeficiente de expansão térmica do plástico na moldagem das placas. Na indústria automobilística, o calcário também favorece a manufatura de poliéster, saturado com 40% de GCC (LIMA, 2011).
Ainda segundo Lima (2011), para a fabricação de fraldas, filmes, móveis, alguns materiais de construção, produtos automotivos, sacolas de lixo, tubos, baldes de lixo, embalagens de alimentos, papéis, garrafas sintéticas, entre outros, é utilizado o GCC ultrafino devido a sua capacidade de condutividade térmica ser em torno de cinco vezes superior a do polietileno, o que aumenta consideravelmente o rendimento.
3.6 Indústria de Tintas
Para a fabricação e composição das tintas, os minerais ocupam um papel importante como carga e extensores, considerando que a indústria de tintas requer uma granulometria muito fina do mineral. Portanto, os carbonatos de cálcio são amplamente utilizados nas tintas no ramo automotivo e para outros setores de tintas, atuando como espaçador e redutor da quantidade de dióxido de titânio (TiO2) necessário à pintura e provedor das características mecânicas dos vidros (LIMA, 2011).
3.7 Indústria de Vidro
Para a produção do vidro, a dolomita ou aragonita ocupam o terceiro lugar como insumos, depois da areia de quartzo e da barrilha (NA2CO3), que são materiais utilizados como fonte de cal na composição soda-cal-sílica, onde a cal tem a função de atuar com fundente sobre a areia de quartzo e aumentar a insolubilidade e resistência, além de diminuir a fragilidade do vidro (SAMPAIO & ALMEIDA, 2008).
SegundoLima (2011), o óxido de magnésio da dolomita atua como um estabilizador que melhora a resistência do vidro contra ataques por gases e umidade, na redução da temperatura de fusão e também na inibição das reações entre o estanho e o vidro no banho de estanho fundido para produção de vidros planos. A dolomita pura nunca é usada de forma isolada, sem o calcário, na fabricação do vidro, porém, grande quantidade de magnésia afeta a dissolubilidade, o que torna necessário um equilíbrio na proporção de tais elementos. Na fabricação de vidros para embalagens, a dolomita tem papel básico como fonte de cal.
3.8 Agricultura
Conforme citado por Sampaio & Almeida (2008), o calcário, em especial o dolomítico, fornece dois importantes nutrientes para os solos, o cálcio e o magnésio. Além disso, proporciona elementos-traço contidos na rocha calcário que neutralizam a acidez provocada por fertilizantes nitrogenados, como o nitrito, amônio e sulfatos, elevando o cultivo e o conteúdo orgânico do solo. 
A aplicação do calcário moído e seus produtos (cal virgem e hidratada, escória, entre outros) no solo, possui finalidade de correção de acidez e promoção do desenvolvimento das plantas. O cálcio ao reagir com o hidrogênio excedente reduz a concentração dos íons de hidrogênio e aumenta o pH do solo. A cal virgem e hidratada, escória, dentre outros, são utilizados na correção da acidez do solo para pH ideal (entre 6 e 7) para o cultivo de grande parte das plantas.
No ano de 2009, segundo a Associação Brasileira dos Produtores de Calcário Agrícola – ABRACAL, a produção de calcário na agricultura foi de 21 Mt.
 
3.9 Rochas Ornamentais
Devido às características de cristalinidade, espessura dos estratos, facilidade de polimento e presença de fósseis, as rochas carbonatadas, o calcário, dolomito e principalmente o mármore, podem ser utilizadas para ornamentação ou decoração. Apesar de serem geralmente de cor acinzentada, as rochas calcárias e dolomíticas também podem ser encontradas em outras cores: branca, amarela, bronzeada ou preta. Composto basicamente por calcita pura, o mármore branco é muito utilizado em diversos tipos de decoração. Algumas impurezas como o ferro, a sílica ou matéria orgânica podem escurecer as rochas e assim dificultar a sua utilização para fins de ornamentação (LIMA, 2011).
3.10 Calcário Marinho
O Calcário Marinho, abundante na plataforma continental maranhense, trata-se de um bem mineral de uso diversificado indicado nas indústrias de medicamentos, alimentos, plásticos, tintas, papel, borrachas, cerâmicas, agricultura, etc.
Um recife de coral, sob o ponto de vista geomorfológico, é uma estrutura rochosa, rígida, resistente à ação mecânica de ondas e correntes marinhas, construída por organismos marinhos (animais e vegetais) portadores de esqueleto calcário (LEÃO, 1994). 
Em alguns recifes, inclusive do Brasil, o crescimento de outros organismos, como algas calcárias, pode assumir relevância igual ou maior que a dos próprios corais (KIKUCHI & LEÃO, 1997). 
Além das algas calcárias, outros organismos podem formar grandes depósitos de carbonato de cálcio, como algas rodófitas, gastrópodos, poliquetas ou até mesmo ostras (CASTRO, 1999). Os granulados carbonáticos formados, são usados principalmente no cimento, na cal, na alimentação animal e na correção de solos ácidos, sendo explorados comercialmente por diversos países, com destaque para a França. Porém no Brasil não existe ainda exploração comercial de granulados carbonáticos na margem continental brasileira. Contudo, algumas empresas já solicitaram permissão de exploração ao Departamento Nacional da Produção Mineral em áreas na plataforma continental do Espírito Santo e Maranhão.
Algas coralinas contribuem para a construção do recife através do depósito de calcário em folhas sobre a superfície do recife e contribuindo assim para a integridade estrutural do recife. Muitas espécies de algas coralinas formam nódulos, ou desenvolvem-se na superfície dos fragmentos, alargando estes.
Algas calcárias
Fonte: Rumo ao Mar
3.11 A Vegetação dos Afloramentos Calcários na Serra do Cipó
Estudar a flora de uma região e os padrões que determinam à estrutura da vegetação é de suma importância para que se possa avançar na elaboração de planos de conservação que contemplam a proteção ambiental nas áreas de afloramento rochoso (Espirito-Santo 2006; Moura et al. 2011). 
Para o conhecimento da flora de uma determinada região e necessário ter como base o entendimento dos padrões fitogeográficos das espécies e da organização espacial das comunidades vegetais (Bünger 2011; Gonzaga 2011). As estratégias de conservação de um ecossistema são elaboradas a partir dos estudos que se tem a respeito das suas funções ecológicas. Deste modo, aumentar o conhecimento de uma biodiversidade conduz ao aperfeiçoamento das estratégias de conservação desses ambientes (GONÇALVES et al., 2016).
As florestas tropicais secas são pouco estudadas, sobretudo quando comparadas às florestas de ambientes úmidos (Espirito-Santo 2006). Sabe-se que existe uma falha no conhecimento acerca das florestas estacionais deciduais (FED’s) e uma grande demanda por pesquisas devidas sua importância para o ecossistema e as atividades humanas ligadas a fertilidade dos solos e perturbações ambientais (Espirito-Santo 2006). Em Minas Gerais, as FED’s encontram-se distribuídas em sua maioria dentro do Cerrado, existindo fragmentos sobre o domínio da Caatinga e em áreas de transição (Pedralli 1997; Silva 2011).
Um mosaico de fitofisionomias é distribuído ao longo da Cadeia do Espinhaço de Norte a Sul e, em meio a estas formações, estão às manchas de floresta decídua nos afloramentos calcários da Serra do Cipó. A Serra do Espinhaço demanda estudos sobre a biodiversidade existente ao longo de toda sua extensão. Possui enorme volume de conhecimento sobre o arcabouço da paisagem, mas pouco se aprofundou acerca das influências dos elementos abióticos nos ecossistemas florestais existentes sobre as diversas formações de relevo que compõem o conjunto de feições geológico-geomorfológicas que formam a Serra do Espinhaço (Gontijo 2008).
Algumas localizações como as partes baixas da vertente Oeste da Serra, onde estão os afloramentos de calcário e as formações das matas secas, acabam sendo pouco manifestadas e tendo sua composição florística muito pouco conhecida, mesmo em uma das regiões mais inventariadas do território brasileiro (GONÇALVES et al., 2016).
A Serra do Cipó está localizada na região central de Minas Gerais, situada na porção Sul da cadeia do espinhaço, onde a floresta encontra-se inserida em um afloramento de calcário, no município de Santana do Riacho. A paisagem do Parque e seu entorno apresenta um grande mosaico vegetacional, tanto em termos florísticos como estruturais e fisionômicos, condicionada, sobretudo, pela variação na altitude, formações rochosas e composição dos solos (Giulietti et al. 1987; Rizzini 1997; ribeiro e Figueira 2011; Santos 2009).
Devido às atividades de mineração e ocupação humana, extração de madeira e criação de gado ao redor da área do parque e de extrema necessidade a preservação ambiental, pois a região possui um grande número de espécies exclusivas do local, essa ocorrência é devido à intensificação progressiva na complexidade ambiental, como o aumento na riqueza de micro hábitats dentro da floresta ao longo do processo de seleção das espécies. O substrato rochoso é importante e o principal fator nesse processo, pois há diferenciações nas formas e tamanhos das rochas, levando esse substrato a possuir tipos de fendas divergentes, o que pressupõe que leva os vegetais a adaptações morfológicas do sistema radicular (GONÇALVES et al., 2016).
Sendo assim, imagina-se que essas fendas rochosas sejam um dos principais fatores de ligação aos afloramentos de calcário e a vegetação da FED, provavelmente porque o solo desenvolvido entre as fendas é mais úmido (Kilca et al. 2009), já que na medida em que se avançanos estágios se observa um aumento no tamanho das estratificações rochosas, isso se implica na necessidade de que as espécies possuam maiores capacidades de adaptação e especialização para sobrevivência no habitat específico da FED, desse modo havendo espécies somente naquele bioma (GONÇALVES et al., 2016).
Uma das espécies encontradas foi a Aroeira (Myracrodruon urundeuva) que está incluída na lista das espécies ameaçadas de extinção da flora do estado de Minas Gerais (COPAM, 1997), diante da ampla degradação de seu hábitat natural e da procura da sua madeira no mercado comercial (GONÇALVES et al., 2016).
Das espécies amostradas 14 são endêmicas, tendo sua ocorrência exclusiva dentre os domínios fitogeográficos do Cerrado, Caatinga e Mata Atlântica (Fig.1). A distribuição das espécies também foi avaliada, onde se constatou que, das 130 espécies amostradas na comunidade arbustivo-arbórea da FED da Serra do Cipó, 74 (57%) ocorrem na Mata Atlântica, 65 (50%) no Cerrado e 57 (43%) na Caatinga. Na análise das plantas de ocorrência exclusiva por domínio fitogeográfico, os endemismos entre as espécies também corroboram com a similaridade entre as floras da FED e da Mata Atlântica (GONÇALVES et al., 2016).
Afloramentos calcários Figura 1: Dendograma da distribuição fitogeográfica das espécies amostradas
Fonte: A vegetação dos afloramentos calcários na Serra do Cipó. Revista Espinhaço, 2016.
Fonte: GONÇALVES et al., 2016
Concluímos com esses dados que estudos que exploram as áreas de mata seca são úteis para o planejamento do manejo na área de abrangência do Parque Nacional da Serra do Cipó. Mesmo que esses fragmentos não estejam localizados todos dentro do limite do parque, o uso e ocupação do solo e dos recursos naturais nessas áreas pode afetar a biodiversidade regional. Diante disso, é importante salientar a necessidade de definição dos limites da floresta estacional decidual naquela região. Ainda, o levantamento florístico realizado nessa pesquisa traz uma importante contribuição ao estudo das relações florísticas entre a fitofisionomia de floresta estacional decidual e a floresta atlântica, indicando uma área de importância muito grande para o estudo da história evolutiva das florestas tropicais secas brasileiras (GONÇALVES et al., 2016).
3.12 Formação e Composição do Solo em Sete Lagoas – MG
Conforme descrito no estudo de Guimarães (2015), Bernardo Marques, do setor de prevenção, emergências ambientais e eventos críticos da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Semad), explica que Sete Lagoas é uma área com muitos sumidouros e que a composição do solo é basicamente calcária. As formações Sete Lagoas e Santa Helena são de origem marinha, compostas por argilitos, margas e brechas, resultantes de uma transgressão marinha (avanço do mar no continente devido à isostasia – levantamento ou abaixamento continental) que cobriu extensas áreas do Cráton (estrutura cristalina e estável do complexo arqueano) do São Francisco, durante o proterozóico superior. Os calcários correspondem às fácies químicas desta sedimentação e o restante dos materiais depositados é de origem cárstica (SALES e MACHADO, 2015). 
Ainda segundo Sales & Machado (2015), a existência de superfície de erosão nas camadas de brechas intraformacionais (rochas sedimentares cársticas formadas com material in loco) e indícios de estruturas estromatolíticas (formas fósseis de organismos como algas unicelulares com disposição de crescimento e mineralização em camadas nas rochas) indicam que o ambiente apresentava-se ainda relativamente enérgico durante a deposição química dos calcários. 
Segundo relatos de Karmann (2000), o relevo cárstico ou sistema cárstico, é um tipo de relevo geológico caracterizado pela dissolução química (corrosão) das rochas, que leva ao aparecimento de uma série de características físicas, tais como cavernas, dolinas, vales secos, vales cegos, cones cársticos, rios subterrâneos, paredões rochosos expostos e lapiás. O relevo cárstico ocorre predominantemente em terrenos constituídos de rocha calcária, mas também pode ocorrer em outros tipos de rochas carbonáticas, como o mármore e rochas dolomíticas. Para que a carstificação, ou a dissolução das rochas possa acontecer, algumas condições são necessárias. A mais importante delas é a presença de rochas solúveis. Entende-se por rocha solúvel aquela que, após sofrer intemperismo químico produz pouco resíduo insolúvel.
As lagoas presentes no município de Sete Lagoas possuem relevo cárstico com formação de dolinas. As dolinas são depressões fechadas de formato aproximadamente circular, formadas pela dissolução da rocha no terreno abaixo dela ou também por desmoronamento do teto de cavernas (KARMANN, 2000). A região pesquisada apresenta uma geomorfologia cárstica típica e diversificada, com algumas feições especialmente marcantes: grande quantidade de dolinas em variedade de tamanhos, formas e padrões, muitas vezes limitadas por paredões calcários; grandes maciços rochosos aflorados ou parcialmente encobertos; muitos lagos com diferentes comportamentos hídricos, associados às dolinas ou em amplas planícies rebaixadas; e uma complexa trama de condutos subterrâneos, comumente conectados com o relevo superficial formando cavernas. As dolinas que se encontram preenchidas com água são denominadas de lagoas, resultando na principal característica da localidade, que acabaram nomeando o município (SALES e MACHADO, 2015). 
Os relevos cárstico perfazem o total de aproximadamente 10% do globo terrestre, sendo que, cerca de 5% a 7% estão no território brasileiro. Constituindo um importante componente nas paisagens do Brasil, o sistema cárstico é tido como uma das mais espetaculares paisagens, com cavernas, cânions, paredões rochosos e relevos ruiniformes produzidos pela ação geológica da água subterrânea sobre rochas que possuem características de dissolução. O que o torna detento de um considerável potencial turístico (KARMANN, 2000).
3.13 Gruta Rei do Mato
A Gruta Rei do Mato se tornou Unidade de Conservação Estadual de Proteção Integral em 25 de agosto de 2009, por meio da Lei nº 18.348. A gerência e a administração da Unidade ficam sob a responsabilidade do IEF, segundo exposto em um site sobre informações turísticas (Belo Horizonte Surpreendente). E ainda, segundo um outro site turístico denominado Pelas Estradas de Minas, a Gruta Rei do Mato, tem como principal objetivo proteger o sítio histórico da gruta, assim como seus ecossistemas cársticos, além de sua flora e fauna, visando valorizar os patrimônios espeleológico, arqueológico e paleontológico.
Gruta Rei do Mato
Fonte: Sérgio Mourão – Acervo Setur / MG
A Gruta, que possui formações de estalagmite e estalactite raras em todo o mundo, também está inserida na Rota Lund, projeto do Governo de Minas de criar um circuito turístico pela região cárstica do entorno da capital, formado também pelas grutas Lapinha, em Lagoa Santa, e Maquiné, em Cordisburgo. Considerada uma das 50 maiores cavernas de Minas Gerais, pela Sociedade Brasileira de Espeleologia, a Gruta impressiona pela dimensão, com 998 metros de extensão, sendo 220 visitáveis através de passarelas e escadarias, e pela profundidade de seus salões, com desnível de 30 metros. Uma curiosidade: os especialistas consideram a Rei do Mato uma gruta “viva”, pois está em contínuo processo de formação, devido à ação da água.
Na Grutinha, os visitantes podem apreciar algumas pinturas rupestres, feitas com sangue e gordura vegetal. Além de uma réplica, em resina, do Xenorhinotherium bahiensis, animal herbívoro que habitou Minas Gerais, Bahia e sul de São Paulo, há cerca de seis mil anos.
3.13.1 Formação de estalactites e estalagmites
A formação das estalactites e das estalagmites se dá da seguinte forma: as águas subterrâneas possuem uma grande quantidade de gás carbônico (CO2) e de carbonato de cálcio (CaCO3) dissolvidos sob alta pressão. Quando essa água goteja dentro das cavernas, onde a pressão é menor, ocorre a liberaçãodo gás carbônico e a formação do carbonato de cálcio, que vai se depositando na forma de estalactites no teto e na forma de estalagmites no chão. O carbonato de cálcio é um sal inorgânico que está presente no mármore e no calcário e é usado na produção de vidro comum e de cimento para construções (FOGAÇA, Jennifer).
Segundo matéria publicada na revista Super Interessante, em 2011, A água que escorre do teto acumula minerais no solo, criando outra escultura que cresce em direção à estalactite. Se o pinga-pinga continuar, a tendência é que os dois blocos se juntem numa só coluna. Essa união, é claro, não acontece do dia para a noite.
O geólogo da Universidade de São Paulo (USP) Ivo Karmann, relata que a taxa de crescimento é de frações de milímetros por ano, se houver bastante umidade na caverna. Além de serem um cenário de rara beleza, as cavernas esculpidas pela água gotejante guardam a história do clima na região. Ao medir a taxa de crescimento de estalactites e estalagmites, é possível estimar o índice de chuvas do local. São os únicos registros preservados do vento e da erosão que permitem estudar variações climáticas de até 100 mil anos atrás. Por isso, é muito importante conservá-las.
Estalactites e estalagmites na gruta Rei do Mato
Fonte: Sérgio Mourão – Acervo Setur / MG
3.13.2 Vegetação
Segundo Barbosa et al, (2017), a vegetação da Gruta Rei do Mato pode ser dividida em formações florestais e campestres. As formações florestais são representadas por remanescentes de Floresta Estacional Decídua (Matas Secas), com grande representação de “angicos” e “aroeiras”. Ao longo de uma das linhas de drenagem da unidade de conservação, os pesquisadores observaram uma mancha de Floresta Estacional Semidecídua, justamente por serem locais onde permitem uma maior retenção e disponibilidade de água. A vegetação florestal representa 49,9% da área total de extensão da unidade. Quanto à vegetação campestre existente representa 33,3% do Monumento Natural, e desta podem ser observadas ilhas de Campo Limpo e Campo Sujo em menor intensidade, enquanto os Campos Cerrados predominam nessa modalidade (IEF 2012).
Ainda no estudo de Barbosa et al, (2017), foram identificadas 16 espécies de maior ocorrência nas instalações do monumento, pertencentes à classe de Floresta Estacional Decídua, que cobre a maior porcentagem da área de mata da gruta. Estes dados foram retirados do Plano de Manejo da Gruta Rei do Mato. As espécies principais já descritas pelo Plano de Manejo são: Anadenanthera colubrina (Angico-Branco), Myracrodruon urundeuva (Aroeira), Aspidosperma polyneuron (Peroba-Rosa), Luehea divaricata (Açoita-Cavalo-Miúdo), Astronium fraxinifolium (Gonçalo-Alves), Bauhinia rufa, Dilodendron bipinnatum (Maria-Pobre), Trichilia claussenii (Catiguá), Lacistema cf. pubescens , Helicteres guazumifolia, Cereus cf. jamacaru (Mandacaru), Ficus calyptroceras (Figueira), Coutarea hexandra (Murta-do-mato), Eugenia sp. (Araçás), Piptadenia gonoacantha (Pau-jacaré), Allophylus sericeus (Canela de Velho).
A realização de tal levantamento e compreensão da vegetação é de suma importância para dar apoio à recuperação de áreas degradadas, tomadas de decisão sobre ações de manejo para fins de conservação, produção de sementes e mudas, identificação de espécies ameaçadas, entre outros (GAMA 2009). 
3.14 Exploração de Calcário em Sete Lagoas
O município de Sete Lagoas-MG, possui 537,476 km² de extensão e uma população de 227.571 habitantes, segundo estimativa do IBGE em 2013. A principal atividade econômica da cidade é a industrial, destacando-se plantas siderúrgicas (ferro gusa) e calcinação (extração de calcário). Segundo informações da Prefeitura Municipal (2015) a principal atividade econômica do município está voltada ao setor secundário, sendo centrada na extração de calcário, mármore, cristal-de-rocha, ardósia, argila e areia. Atualmente, algumas mineradoras atuam ativamente na extração de calcário no município, atraídas pelas formações e características cárticas do solo. Dentre as indústrias de mineração podemos citar algumas: Mineração Paraíso, Grupo Minar, Ilcom Mineração, além da fábrica de cimentos Agroindustrial Delta de Minas (Brennand Cimentos), localizada bem próxima a Gruta Rei do Mato.
Em âmbito nacional, Sete Lagoas foi classificada como 29º lugar nacional no ranking dos 300 municípios economicamente mais dinâmicos do país, de acordo com IBGE (2010), e a cidade ocupa o 8º lugar entre os dez maiores exportadores do estado de Minas Gerais, e de acordo com a Revista Mercantil em 2007, o município está no 11° lugar no Índice de Consumo Potencial do Estado. 
Um dos fenômenos mais significativos do início do século XXI é o agravamento das condições ambientais do planeta originado, principalmente, pelo uso incorreto dos recursos ambientais. A ação antrópica sobre a natureza acaba por ser uma das grandes responsáveis pelo aumento de fenômenos naturais (como enchentes, deslizamentos de terra e contaminação de água) que afetam o meio urbano (CHRISTOFOLETTI, 2002). 
Ambientes cársticos têm grande capacidade de armazenamento água, o que os torna importantes fontes deste recurso em diferentes regiões do planeta. A água obtida a partir de regiões cársicas abastece 25% da população mundial e 50% da população de regiões alpinas. A disponibilidade hídrica em áreas cársicas é devido à elevada permeabilidade do solo. Em que esta mesma característica está sujeita aos impactos resultantes de atividades humanas, de modo que estes aquíferos necessitam de proteção especial (FORD; WILLIAMS, 2007).
Para Nogueira (1999), a grande e crescente população de Sete Lagoas tem feito com que grandes montantes de recursos sejam alocados na cidade, especialmente, com o intuito de estabelecer o município como pólo regional dotada de infraestrutura. Neste aspecto, ainda segundo o autor, o município passou a constituir uma área de influência que abrange cerca de 40 municípios das diversas microrregiões limítrofes. Sendo o seu parque industrial considerável, a prestação de serviços múltipla e a boa infraestrutura na área de saúde, fatores que auxiliam a consolidação da cidade como pólo regional. 
Segundo Pacheco et al., (2008), Pode-se dizer que as alterações do espaço habitado acompanham a maneira como a sociedade humana se expandiu e se distribuiu, acarretando sucessivas mudanças ecológicas, demográficas e sociais. Atrelados à distribuição e expansão da sociedade moderna, os avanços tecnológicos geraram e têm gerado custos ambientais e sociais que estão cada vez mais em evidência.
Os resultados decorrentes dessas propostas têm afetado a sociedade e a natureza causando impactos negativos sobre os recursos naturais (água, solo, fauna e flora). O processo de produção do espaço urbano nas cidades médias passou a receber novas dinâmicas territoriais, que vem sobrecarregar e causar desgaste aos sistemas ambientais. Assim, os sistemas lacustres em especial são alvos de expressiva exploração em função do seu mau uso (ROCHA, 2013).
4 EXPLORAÇÃO DO CALCÁRIO E OS IMPACTOS SOCIOAMBIENTAIS
Sendo uma rocha de origem sedimentar o calcário tem em sua constituição carbonato de cálcio podendo, em razão da sua estrutura, receber denominações variadas e ser submetido ao processo de metamorfismo, passando a ser denominado como mármore. 
É um dos bens minerais na indústria atual que possui maior gama de aplicações, tendo a sua maior utilização na tinturaria e na produção agrícola, durante a correção da acidez no solo. Os solos brasileiros em sua maioria são ácidos, seja pela sua própria natureza, ou do uso de sistemas de irrigação, ou pela decorrência do uso contínuo do solo. 
O calcário é de longe a rocha carbonatada mais comum, seguida do dolomito e do mármore. Essas rochas são também as mais comercializadas em todo mundo. Estima-se que as maiores reservas de calcário se encontra com os grandes produtores mundiais como: China, Estados Unidos, Índia, Rússia e Brasil (Mineral Commodity Summaries, 2017).
O calcário é uma das rochas mais úteise versáteis de todas as rochas e minerais industriais, possuindo uma grande disponibilidade e um baixo custo. Segundo o anuário Mineral Brasileiro de 2006 (AMB, 2006), a produção de calcário bruto se dá em quase todos os estados brasileiros.
De acordo com as informações do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), a produção interna de calcário, em 2009, ficou distribuída entre as regiões: Centro-Oeste, maior produtora, com 36,9%; seguida do Sul; com 26,3%; Sudeste, com 24,6%; Norte, com 7,0%; e Nordeste com 5,2%. Em 2009, os principais estados produtores, responsáveis por quase 70% da produção nacional, foram: Mato Grosso, com 22,9%, Paraná, 18,5%, Minas Gerais, 13,4% e São Paulo, 10,7% (JÚNIOR, 2009).
A flotação, e a separação magnética, são alguns entre os vários processos usados para concentração de calcário ou remoção de suas impurezas, quando assim for necessário. Por tanto, são obtidos produtos de carbonato de cálcio com elevados índices de pureza para atender à necessidade do mercado a que se destina.
As impurezas do calcário variam muito em tipo e quantidade, entretanto precisam ser examinadas com cautela, sob o aspecto econômico, para se verificar se afetam a utilidade da rocha. Estas impurezas acompanham o processo de deposição ou ocorrerem em estágio posterior. Podendo vir a ser um dos fatores limitantes ao aproveitamento econômico do calcário para fins nobres.
A mineração do calcário é efetuada em pedreiras ou depósitos, a sua maior parte no mundo é lavrada a céu aberto, tendo o seu custo bastante reduzido, podendo apresentar grandes extensões e espessura, chegando a ter centenas de metros. Por isso, suas minas podem ser de grande porte e de longa vida útil. Porém, a extração do calcário, com elevada pureza, corresponde a menos de 10% das reservas de carbonatos lavradas em todo mundo (SILVA, 2009).
O calcário que não atende a determinadas qualificações, é aproveitado para outros fins, como por exemplo, os agregados para a construção civil, que na atualidade tem uma alta demanda, e vem determinando a abertura de várias minas cada vez maiores voltadas para este ramo, à produção do cimento (BLISS, 2008 apud SILVA, 2009).
No Brasil, o calcário é empregado, principalmente, como corretivo da acidez do solo. Por ter um baixo nível de exigência técnica, não exige de seus fornecedores melhorias muito grandes nas suas instalações (SILVA, 2009). Mais a sua exploração como toda atividade mineradora, gera impactos negativos ao meio ambiente, independente de qual seja o seu destino. A extração de calcário pode ser prejudicial também para o ciclo local das águas, pois os afloramentos de calcário recolhem a água das chuvas, e a direciona aos corpos d’água subterrâneos, funcionando como uma caixa d´água natural e eficaz. Além do mais, a extração de calcário, inevitavelmente, desfaz as paisagens e destrói os sítios de interesse espeleológico, arqueológico e indígena (SANTI; FILHO, 2004).
O caso de Lagoa Santa – município com 52.520 habitantes e 230,382 km² (IBGE, 2010a) – em Minas Gerais, é marcante, porque envolve múltiplos interesses: de um lado, uma demanda crescente no mercado industrial por calcário, e de outro, um ambiente riquíssimo a ser preservado, pela sua beleza natural de sua vegetação ou pelo valor histórico da região (SAMPAIO; ALMEIDA, 2011). É uma região muito rica em calcário, onde se realiza a produção de cal e cimento, aliado a outros fatores, como a expansão urbana, a ocupação desordenada do solo e a prática de uma agricultura e pecuária pouco racional, prejudicou a cobertura vegetal da região, afetando juntamente o patrimônio histórico cultural. As mineradoras destruíram, ao longo de anos de extração, três importantes sítios arqueológicos / paleontológicos do local: Lapa Vermelha de Lagoa Santa, Carrancas e Angico (HERRMANN et al., 1998).
Contudo, a cidade depende economicamente de sua riqueza mineral, que também é importante para outras localidades do estado. Em uma investigação organizada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), admite-se que a extração do calcário não seria tão nociva se fosse feita dentro dos parâmetros legais, cumprindo as normas de exploração, recuperação e manutenção do carste [relevo geológico que ocorre em regiões de rochas carbonáticas caracterizado pela dissolução química das rochas] e de toda sua riqueza e complexidade (HERRMANN et al., 1998).
No Amazonas, três unidades de conservação estão no caminho dos projetos de exploração de calcário. Localizada na Floresta Estadual Apuí – no município de mesmo nome – 18.007 habitantes e 54.239,911 km² (IBGE, 2010d) – a área prevista para exploração do calcário também ameaça o Parque Estadual Sucunduri e o Parque Nacional Juruena (FARIAS, 2011).
Além dos impactos causados na vegetação e nos afluentes aquíferos, as mineradoras de cal, durante a extração, liberam uma poeira branca, que afeta a respiração humana e inibe a fotossíntese das plantas (ANDRÉ, 2007).
Em Pains (MG) – 8.014 habitantes e 421,862 km² (IBGE, 2010e) – a poluição das mineradoras e a extração de calcário também causam impactos ambientais. Segundo relatos, seus efeitos já teriam início com as dinamites usadas para extração do calcário: as explosões provocariam a queda de pedaços inteiros do Complexo Espeleológico Jardim do Éden. De acordo com levantamentos do Centro de Cavernas (Cecav) do IBAMA, mais de um quarto das grutas e cavernas de Minas Gerais está dentro do município de Pains (PARREIRAS, 2009). 
A região cárstica de Pains é das mais ameaçadas do estado. Além do uso de dinamites, ocorre o tráfego pesado de veículos, afetando a integridade do complexo espeleológico. Moradores sofrem com o pó nas casas, no ar e na água, e cobram a proibição das atividades degradadoras. O pó branco causado pelas explosões, pela trituração, queima e transporte da cal pode ser a causa do aumento das doenças pulmonares na cidade. De acordo com dados do Hospital Municipal de Pains, houve aumento no número de consultas por problemas respiratórios (PARREIRAS, 2009).
Além das discussões em torno da depredação ambiental, a exploração de calcário também preocupa pelas condições de trabalho que emprega. Nas minas, frequentemente os trabalhadores são expostos a ruídos, vibrações, ao calor e à poeira sílica – que pode provocar fibrose pulmonar irreversível: silicose (POSSIBOM, 2001 apud LEITE; SILVA; BARBOSA, 2003).
Para não ser considerada uma indústria destrutiva, com alto potencial impactante não somente para o ambiente, mas também para a população residente no entorno das áreas de mineração, e os próprio trabalhadores, a extração mineral deve ser avaliada em sua totalidade: no seu ciclo produtivo, incluindo aí a reciclagem dos minerais ou de produtos deles derivados [vidros, metais, etc.]; no uso que faz de novas tecnologias; no controle e na reabilitação da área ambiental atingida; na obediência a uma política ambiental que determine o que explorar e em que taxas, e na preocupação com as condições de trabalho nas minas (LEITE; SILVA; BARBOSA, 2003).
A mineração é uma atividade considerada intrinsecamente impactante ao meio ambiente, mais também possui a sua parcela de contribuição com o desenvolvimento econômico de uma nação. Entretanto, se sabe que essa atividade é fundamental para suprir as necessidades da sociedade. 
Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), em 1987, sustentabilidade está relacionada à exploração de um recurso sem esgotá-lo para gerações futuras, ou seja, os recursos naturais devem ser utilizados a um limite máximo, de modo que sejam preservados, os recursos naturais em parte não renováveis.
Um dos desafios para a sociedade, em particular aos profissionais da geociência, é contribuir na construção de uma mineração geradora de renda e emprego, em bases ambientalmente sustentáveis, garantindo o consumo de bens minerais na atualidade e para as gerações futuras, em especial para aqueles segmentos sociais que nunca tiveram acesso aos seus benefícios (AMARAL; ÁTICO, 2008).
Adefinição mais aceita para desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações. É o desenvolvimento que não esgota os recursos para o futuro (BRUNDTLAND apud ALVARES; JORGE, 2004).
Esse pensamento surgiu na CMMAD, com o intuito de conciliar o desenvolvimento econômico junto à conservação ambiental, sendo assim necessária a participação do setor empresarial no desenvolvimento sustentável, pois essas ações socioambientais implicam na contribuição para uma sociedade mais justa e para um ambiente mais limpo para todos, assim garantindo uma maior qualidade de vida na sociedade, garantindo a prosperidade econômica, a qualidade ambiental e o capital social.
As atividades relacionadas à contribuição de empresas para o desenvolvimento sustentável podem incluir, segundo Franco (2007), os seguintes fatores: 
Tecnologias ambientais;
Preservação e minimização da poluição (Ecoficiência Ambiental);
Tratamento de seus resíduos e reaproveitamento;
Preservação de áreas como Florestas Nacionais (FLONA) e Áreas de Proteção Ambiental (APA);
Criação de conselhos comunitários;
Certificações ambientais;
Instalações de reciclagem; 
Articulação de parcerias com ONGs, instituições acadêmicas, poder público, entidades e demais setores da sociedade civil.
	De acordo com Emerson Kapaz (2004), responsabilidade social nas empresas significa:
Uma visão empreendedora mais preocupada com o entorno social em que a empresa está inserida, sem deixar de se preocupar com a necessidade de geração de lucro, mas tendo como objetivo atingir um desenvolvimento sustentável com mais qualidade de vida.
Normalmente, pode-se definir mineração como a extração de minerais existentes nas rochas e/ou no solo. Trata-se de uma atividade de natureza fundamentalmente econômica que também é referida, num sentido lato, como indústria extrativa mineral ou indústria de produtos minerais.
Mineração é uma palavra que deriva do latim medieval - mineralis - relativo à mina e a minerais. Da ação de cavar minas criou-se o verbo "minar" no século XVI e, em consequência da prática de se escavar fossos em torno das fortalezas, durante as batalhas, com a finalidade de fazê-las ruir, adotou-se a palavra "mina" para designar explosivos militares. A associação das duas atividades deu origem ao termo mineração, visto que a escavação das minas se faz frequentemente com o auxílio de explosivos (ENRÍQUEZ; DRUMMOND, 2007).
Conforme a classificação internacional adotada pela ONU, define-se mineração como sendo a extração, elaboração e beneficiamento de minerais que se encontram em estado natural: sólido, como o carvão e outros; líquido, como o petróleo bruto; e gasoso, como o gás natural. Nesse sentido mais abrangente, inclui a exploração das minas subterrâneas e de superfície (ditas a céu aberto), as pedreiras e os poços, incluindo todas as atividades complementares para preparar e beneficiar minérios em geral, na condição de torná-los comercializáveis, sem provocar alteração em sua condição primária.
Há um grande avanço nas regiões onde são instaladas as mineradoras, isso nos faz pensar sobre os benefícios econômicos levados a essas empresas a comunidade, mais também podemos refletir sobre os impactos que essas mesmas ações podem ocasionar a população, se essas atividades extrativistas não forem devidamente fiscalizadas ou gerenciadas de um modo sustentável. 
A mineração é uma atividade que não escolhe o local para se implantar, já que a localização das reservas minerais é obra da natureza, conceito que se denomina de rigidez locacional. E esses locais geralmente estão em pontos afastados de áreas onde já se registra desenvolvimento social e econômico. “A mineração atua como elemento indutor do desenvolvimento econômico e regional, na medida em que deslocam para regiões distantes causando benefícios urbanos, como obras de infraestrutura, escolas e hospitais”, afirma o presidente do IBRAM, Paulo Camillo (Penna, 2007).
No Brasil, os principais problemas oriundos da mineração podem ser englobados em quatro categorias: poluição da água, poluição do ar, poluição sonora, e subsidência do terreno. A mineração provoca um conjunto de efeitos não desejados, que pode ser denominado como externalidades. Algumas dessas externalidades são: alterações ambientais, conflitos de uso do solo, depreciação de imóveis circunvizinhos, geração de áreas degradadas e transtornos ao tráfego urbano. Estas externalidades geram conflitos com a comunidade, que normalmente têm origem quando da implantação do empreendimento, pois o empreendedor não se informa sobre as expectativas, anseios e preocupações da comunidade que vive nas proximidades da empresa de mineração (BITAR, 1997).
Os principais impactos ambientais decorrentes da atividade de mineração, de acordo com o Instituto de Pesquisa Tecnológica (IPT), em 1992, são:
Desmatamento e queimadas;
Alteração nos aspectos qualitativos e no regime hidrológico dos cursos de água;
Queima de mercúrio metálico ao ar livre;
Desencadeamento dos processos erosivos;
Mortalidade da ictiofauna; 
Fuga de animais silvestres;
Poluição química provocada por resíduos na hidrosfera, biosfera e na atmosfera.
Atualmente grandes líderes e empresas estão buscando introduzir um novo conceito baseado em suas atividades associados à responsabilidade social e sustentabilidade, sabemos que seus projetos de mineração revigoram economias dos municípios e trazem consigo desenvolvimento e ao mesmo tempo usufruem de recursos finitos. Estas empresas promovem projetos de geração de renda que possam manter sozinha a comunidade por meio destas atividades (COBO, 2007; FRANCO, 2007; HADADD, 2007; LEAL, 2007; MENEZES, 2007).
Não é possível afirmar que a atividade de extração mineral está realmente ligada a sustentabilidade, existe sim seu incentivo ao desenvolvimento sustentável, porém a atividade de mineração não se renova, o conceito de “Mineração Sustentável” deve ser discutido por todos, pois ainda não se reconhece verdadeiros líderes sustentáveis, que detém coragem para defender as mudanças, já que sabemos que algumas opiniões não agradam a todos, mas devem ser implantadas como meio de melhorias. É necessário praticar limites e restrições ao uso da água, emissão de carbono, pesca, ao replantio, diminuição de queimadas e reciclagem (AZEVEDO, 2008).
Percebesse que a mineração sustentável busca conciliar a exploração de recursos não renováveis a uma prática sustentável geradora de desenvolvimento econômico, o que constitui um desafio às empresas do setor. Contudo, algumas empresas já empreendem projetos com essa finalidade, desenvolvendo ações de responsabilidade social, relacionado à sua influência na comunidade. Sendo correto afirmar, sabemos que esses projetos ainda não suprem todos impactos negativos gerados pela mineração, mas constitui um passo inicial para minimizar os impactos causados por essas empresas.
Diante de todos os fatos concluímos que, observa-se que as empresas mineradoras foram de suma importância para o desenvolvimento econômico e social na vida dos empregados e moradores da região. Contudo, a implementação das indústrias de calcário geram impactos ambientais conhecidos pela sociedade, como pode ser constatado na definição de impacto ambiental: “qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas que, direta ou indiretamente, afetem a saúde, a segurança e o bem-estar da população; as atividades sociais e econômicas; a fauna e a flora; as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente; e a qualificação dos recursos ambientais”, (Barreto apud CONAMA, 1986).
5 COMPENSAÇÃO AMBIENTAL E MINERAÇÃO 
A compensação ambiental é prevista na lei que criou o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC - Lei 9.985/2000) e é paga pelos responsáveis por empreendimentos com significativoimpacto ambiental, como a grandes mineradoras. Equivalente a um percentual do valor do empreendimento, essa quantia é usada para criar ou administrar unidades de conservação de proteção integral — compostas por áreas com restrição ou proibição de visitação pública.
A ideia por trás da compensação é que o empreendimento custeie o abrandamento ou o reparo de impactos ambientais relacionados no Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e/ou no Relatório de Impacto Ambiental (Rima). Pela MP, se o empreendedor obrigado a pagar a compensação depositá-la diretamente no fundo, ele será dispensado de executar medidas em valor equivalente.
Como a atividade econômica por eles desenvolvida repercute negativamente sobre um bem de uso comum do povo, o meio ambiente, direito fundamental das gerações presentes e futuras, deve o empreendedor, em contrapartida. A sua atividade danosa, apoiar mecanismos que promovam a preservação ambiental. Por essa razão a lei prevê o investimento na criação, manutenção e implantação de unidades de conservação, que, sabidamente, são essenciais na preservação dos diferentes ecossistemas e fundamentais para a manutenção do equilíbrio biológico. 
A compensação ambiental é um mecanismo para contrabalancear os impactos ambientais de uma atividade ou empreendimento. Ao usar a compensação ambiental, uma empresa está direcionando recursos para uma iniciativa que tem impacto ambiental positivo comprovado de maneira equivalente ao impacto ambiental da sua atividade econômica. 
5.1 Mineração e Gestão Ambiental
Desde meados da década de 1990 as expectativas das partes interessadas em relação a uma gestão ambiental têm sido traduzidas em iniciativas internacionais para promovê-la, tais como a implantação de sistemas de gestão certificados através das normas ISO: 14000, cuja primeira versão é de 1996 (IBRAM, 2013). A ISO 14001 foi criada com base na norma de gestão da qualidade, da ISO 9001, que na época já era amplamente divulgada e implementada no setor privado. A ISO 14001 descreve um conjunto de elementos que deveriam compor a base da gestão ambiental nas empresas, sob a forma de um PDCA ou ciclo de Deming, que é um ciclo de desenvolvimento com foco na melhoria contínua (Figura 1). 
 Figura 1- Ciclo PDCA ambiental
Fonte: Processos UNIP
O conceito prevê a identificação dos principais aspectos ambientais, os impactos por eles gerados, seu controle e monitoramento através de estrutura organizacional estruturada e capacitada, além do estabelecimento e revisão periódica de metas de desempenho, que devem ser monitoradas.
Estas normas e iniciativas trazem a base para a gestão ambiental nas empresas. As empresas que implantam esta base têm sido capazes de agregar novos aspectos ambientais na sua gestão, à medida que estes se tornem significativos ao seu negócio.
Nas empresas as auditorias fazem parte da rotina da gestão ambiental e tem sido uma importante ferramenta de verificação. Ocorrem auditorias internas e externas (para certificação ISO 14001; auditorias corporativas; auditorias de partes interessadas, com o envolvimento de ONGs).
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS 
O estudo mineral de uma determinada localização permite identificar recursos minerais de grande importância econômica. Os geólogos descrevem um mineral como “uma substância de ocorrência natural, sólida, cristalina, geralmente inorgânica, com uma composição química específica” (PRESS, 2006, p.78).
A composição química de alguns recursos minerais faz deles matérias de grande importância biológica para o ambiente onde são encontrados, como a calcita e a aragonita, são minerais de carbonato de cálcio que compõe a concha de animais vertebrados, um dos exemplos são as ostras e os mexilhões (PRESS, 2006). Sendo assim, é de extrema importância a preservação dessas áreas ou a exploração de maneira sustentável dessas reservas, para que esses recursos ainda possam ser utilizados pelas futuras gerações.
A exploração desses recursos pela mineração é de grande importância para o desenvolvimento econômico e social de uma nação, mais o impacto ecológico causado pelas empresas, principalmente quando essas não seguem de modo correto a legislação e de demasiado impacto, afetando afluentes, e biomas, e a saúde da população; impactos que muitas vezes nunca mais serão recompensados. Segundo Frank Press (2006), a mineração foi inicialmente denominada de indústria suja; a cada ano, ela extrai mais materiais da superfície terrestre que a erosão natural dos rios. 
Por isso é necessário o desenvolvimento de novas tecnologias para substituição dos metais em algumas práticas, por materiais mais baratos e de menor impacto ambiental, também o aproveitamento pela reciclagem de material metálico, para que seja reduzida a demanda do mercado por esses recursos naturais. 
Concluímos que é de total importância o desenvolvimento, e a utilização dos meios naturais para a sobrevivência do homem, mais é necessário a proteção ambiental e a conservação dos recursos naturais, visando a qualidade de vida, e o aumento da produtividade em conjunto com diminuição dos custos. Sendo necessário o investimento em pesquisar e o apoio dos líderes políticos, o desenvolvimento de uma população menos voltada para o consumo desnecessário. 
Política Nacional de Educação Ambiental - Lei nº 9795/1999, Art. 1º.
"Entendem-se por educação ambiental os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade."
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