Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA 
CAMPUS DE CURITIBANOS 
CENTRO DE CIÊNCIAS RURAIS 
CURSO DE AGRONOMIA 
 
 
 
 
 
 
 
Géssica Rogaleski Eutrópio 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Revisão bibliográfica: Resultados promissores com o uso de pó de basalto em solos e 
nutrição de plantas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Curitibanos 
2021 
Géssica Rogaleski Eutrópio 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Revisão bibliográfica: Resultados promissores com o uso de pó de basalto em solos e 
nutrição de plantas 
 
 
 
 
 
 
 
Trabalho Conclusão do Curso de Graduação em 
Agronomia do Centro de Ciências Rurais da 
Universidade Federal de Santa Catarina como requisito 
para a obtenção do Título de Bacharel em Agronomia. 
Orientador: Prof. Dr. Antônio Lunardi Neto 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Curitibanos 
2021 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ficha de identificação da obra elaborada pelo autor, 
através do Programa de Geração Automática da Biblioteca Universitária da UFSC. 
 
 
Eutrópio, Géssica Rogaleski 
Revisão bibliográfica: Resultados promissores com o uso 
de pó de basalto em solos e nutrição de plantas / Géssica 
Rogaleski Eutrópio ; orientador, Antônio Lunardi Neto, 2021. 
41 p. 
 
Trabalho de Conclusão de Curso (graduação) - 
Universidade Federal de Santa Catarina, Campus 
Curitibanos, Graduação em Agronomia, Curitibanos, 2021. 
 
Inclui referências. 
 
1. Agronomia. 2. Fertilizantes minerais solúveis. 3. 
Remineralizador. 4. Pó de rocha. I. Neto, Antônio Lunardi. 
II. Universidade Federal de Santa Catarina. Graduação em 
Agronomia. III. Título. 
Géssica Rogaleski Eutrópio 
Resultados promissores com o uso de pó de basalto em solos e nutrição de plantas 
Este Trabalho de Conclusão de Curso foi julgado adequado para obtenção do Título de 
Engenheiro Agrônomo, e aprovado em sua forma final pelo Curso de Graduação em 
Agronomia 
Curitibanos, 15 de setembro de 2021. 
________________________ 
Prof. Dr. Samuel Luiz Fioreze 
Coordenador do Curso de Agronomia 
Banca Examinadora: 
________________________ 
Prof. Dr. Antônio Lunardi Neto 
Orientador 
Universidade Federal de Santa Catarina 
 
________________________ 
Prof. Dr Lírio Luiz dal Vesco 
Membro da banca examinadora 
Universidade Federal de Santa Catarina 
________________________ 
Prof. Dr. Douglas Adams Weiler 
Membro da banca examinadora 
Universidade Federal de Santa Catarina 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dedico esse trabalho em especial aos meus avós, Antônio e 
Florentina, aos meus pais, Júlio e Isabel, para minha irmã 
Ludmila e ao meu noivo Pablo, que sempre me apoiaram e 
acreditaram em mim. 
AGRADECIMENTOS 
 
Em primeiro lugar, queria agradecer meus avós, Antônio Rogaleski e Florentina 
Urbanek Rogaleski, por me amarem incondicionalmente, pelos carinhos, cuidados e 
ensinamentos, além disso, me ensinaram que devemos ter caráter, ser honesta e humilde, 
sempre. 
A minha mãe, Isabel Rogaleski Eutrópio, por ser minha inspiração diária, pois sem a 
ajuda e a confiança dela eu não estaria aqui hoje. 
Ao meu pai, Júlio César Eutrópio Siqueira de Souza, pelos ensinamentos e conselhos 
que me fez ser uma pessoa batalhadora e independente. 
A minha irmã, Ludmila Rogaleski Eutrópio, por fazer meus dias ficarem mais 
suportáveis. 
Ao meu noivo, Pablo Henrique Waltrick, que me ajudou a superar todos os obstáculos, 
que sempre esteve comigo em todos os momentos bons e ruins, que aguentou todas as minhas 
crises e que nunca me deixou desistir. 
Aos meus familiares por todo carinho, compreensão e pelas palavras de apoio que me 
ajudaram a vencer essa jornada. 
Aos meus amigos, Jhennifer Dias, Guilherme Nichele, Daniel Rodrigues, Christine 
Mariot e Hellycson Barros, que a universidade me proporcionou e que irei levá-los para toda a 
vida. 
Agradeço imensamente ao Prof. Dr. Antônio Lunardi Neto por ter aceitado ser meu 
orientador, pela paciência, dedicação e pelos seus ensinamentos. 
A todos os professores, técnicos e colaboradores da UFSC – Campus Curitibanos que 
me ensinaram e auxiliaram de alguma forma nesse período da graduação. 
A Universidade Federal de Santa Catarina – Campus Curitibanos que me proporcionou 
que este grande dia chegasse e pelo ensino de grande qualidade. 
 
Gratidão!! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
“Não espere que outros realizem seus desejos, seus sonhos, suas 
metas. Você é o único responsável por cada página da sua 
história” J. M. Jardim. 
RESUMO 
A utilização de fertilizantes minerais solúveis teve início no século XIX, mas somente no século 
XX seu uso foi intensificado, sendo generalizado após a Segunda Guerra Mundial. Com o 
tempo, o consumo de fertilizantes minerais solúveis nos solos aumentou em todo planeta, 
inclusive no Brasil, onde grande parte deles é importada. Atualmente, o Brasil é o quarto maior 
consumidor mundial desses produtos. Devido aos elevados custos, e questões relativas ao 
ambiente, especialistas de diversos setores, incluindo governo e universidades, iniciaram 
discussões sobre a possibilidade de utilizarem-se os pós de rochas na agricultura brasileira. A 
rochagem, definida como técnica de fertilização natural dos solos com pós de rochas, sem 
quaisquer modificações químicas dos mesmos, apresenta-se como alternativa na nutrição de 
plantas cultivadas, tendo como exemplos a utilização de calcário e de fosfatos naturais, há 
tempos já utilizados. Nessa perspectiva, avançam os trabalhos de pesquisa com rochagem no 
Brasil. Em 2016 oficializaram-se as normas para que os pós de rochas comercializados no país 
sejam considerados remineralizadores de solos, de acordo com critérios estabelecidos 
especialmente relativos aos teores mínimos de nutrientes que neles devem estar contidos, além 
de outros requisitos. Devido ao estímulo às mineradoras, com a criação regulamentar desse 
recente insumo agrícola, a questão do avanço na oferta de remineralizadores muito 
provavelmente será questão de tempo, apenas. O basalto tem minerais essenciais relativamente 
fáceis de serem intemperizados, apresentando ainda riqueza em macro e micronutrientes 
essenciais às plantas. Ainda, é abundante na Região Sul, sendo material de origem dos solos 
em aproximadamente 50% da área de cada Estado. Objetivou-se neste trabalho efetuar uma 
revisão bibliográfica para identificação dos estudos relativos ao uso de pó de rocha de basalto 
no Brasil, com relatos benéficos em solos e plantas. Com tal objetivo identificaram-se poucos 
trabalhos, havendo lacuna, ainda, em pesquisas, para disseminação do uso. Como fertilizante, 
geralmente, o pó de basalto é rico em cálcio, magnésio e micronutrientes como o ferro, zinco, 
cobre e manganês, sendo ocasionalmente expressivos os teores de potássio e de fósforo. A 
solubilização dos nutrientes é variável, dependendo de vários fatores, relativos ao intemperismo 
químico e biológico, sendo parte dos nutrientes disponibilizada já no primeiro ano após a 
aplicação no solo. O pó de basalto apresenta alta potencialidade para ser utilizado como 
remineralizador em solos no cultivo de plantas, mas há necessidade, ainda, de muitas pesquisas 
relacionadas ao tema. 
Palavras-chave: Fertilizantes minerais solúveis. Remineralizador. Pó de rocha. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ABSTRACT 
The use of soluble mineral fertilizers started in the 19th century, but only in the 20th century 
their use was intensified, being generalized after the Second World War. With time, the 
consumption of soluble mineral fertilizers in soils increased all over the planet, including in 
Brazil, where a large part of them are imported. Currently, Brazil is the world's fourth largest 
consumer of these products. Due to the high costs, and environmental issues, specialists from 
various sectors, including governmentand universities, began discussions about the possibility 
of using rock powder in Brazilian agriculture. Rock farming, defined as a technique of natural 
fertilization of the soil with rock powder, without any chemical modification of the same, 
presents itself as an alternative in the nutrition of cultivated plants, having as examples the use 
of limestone and natural phosphates, already used some time ago. In this perspective, the 
research work with rock farming in Brazil is advancing. In 2016, the standards for rock powders 
marketed in the country to be considered soil remineralizers were made official, according to 
criteria established especially concerning the minimum nutrient content they should contain, in 
addition to other requirements. Due to the stimulus to the mining companies, with the regulatory 
creation of this recent agricultural input, the issue of advancement in the supply of 
remineralizers will most likely only be a matter of time. Basalt has essential minerals that are 
relatively easy to be weathered and is rich in macro and micronutrients essential to plants. It is 
also abundant in the South Region, being the source material of soils in approximately 50% of 
the area of each state. The objective of this work was to perform a literature review to identify 
studies on the use of basalt rock powder in Brazil, with reports of benefits to soils and plants. 
With this objective, few studies were identified, and there is still a gap in research for the 
dissemination of its use. As a fertilizer, basalt powder is generally rich in calcium, magnesium, 
and micronutrients such as iron, zinc, copper, and manganese, with occasional significant levels 
of potassium and phosphorus. The solubilization of nutrients is variable, depending on several 
factors, related to chemical and biological weathering, and part of the nutrients are already 
available in the first year after application to the soil. Basalt powder presents a high potential 
to be used as a remineralizer in soils in plant cultivation, but there is still a need for much 
research related to the subject. 
Keywords: Soluble mineral fertilizers. Remineralizer. Rock powder. 
 
 
 
 
 
 
 
 
LISTA DE FIGURAS 
Figura 1 - Série de estabilidade para minerais primários das frações areia e silte ................... 20 
Figura 2 - Solo com inóculo e pó-de-basalto ............................................................................ 30 
Figura 3 - Solo com inóculo e sem pó-de-basalto .................................................................... 31 
Figura 4 - Solo com microbiota endêmica com pó-de-basalto ................................................. 31 
Figura 5 - Solo com microbiota endêmica sem pó-de-basalto ................................................. 31 
Figura 6 - Análise de regressão para Si e Ca no solo em função das doses de pó de rocha nas 
culturas da soja e sorgo. ............................................................................................................ 33 
 
LISTA DE TABELAS 
Tabela 1 - Importações de fertilizantes nos últimos anos ......................................................... 15 
Tabela 2 - Congressos Brasileiros de Rochagem ..................................................................... 16 
Tabela 3 - Fertilizantes Entregues ao Mercado (em toneladas de produto) ............................. 22 
Tabela 4 - Exemplos de composição média de rochas ígneas consolidadas a partir de magmas 
graníticos, andesiticas e basálticos (valores em % em peso) .................................................... 27 
Tabela 5 - Altura da muda (ALT), diâmetro do colo (DM) e número de ramos (NR) das mudas 
de camu-camu em função de doses de pó de basalto e diferentes granulometrias. Boa Vista-RR 
(2009) ....................................................................................................................................... 29 
Tabela 6 - Médias dos teores de SB, CTC para soja e CTC efetiva no solo em função das doses 
de pó de rocha na cultura do sorgo ........................................................................................... 33 
Tabela 7 - Médias (± EP) de estatura da planta (EP), comprimento do sistema radicular (CSR), 
diâmetro da inserção (DI), volume (V) e massa seca (MS), de alface cv. Verônica em resposta 
à aplicação no solo de pó-de-basalto de diferentes origens, coletados nos municípios de São 
Miguel do Oeste (SMO), São José do Cedro (SJC) e Belmonte (BM), em Santa Catarina ..... 34 
Tabela 8 - Análise de fertilidade do solo para as doze parcelas do experimento com Fosforito 
(F); Basalto (B); Latossolo (L) ................................................................................................. 35 
 
LISTA DE EQUAÇÃO 
Equação 1 - Reação de dissolução do gás carbônico na água: ................................................. 18 
Equação 2 - Ação intempérica de feldspato sódico (albita), formando caulinita (argilomineral) 
com liberação de cátion (Na+1): ................................................................................................ 19 
 
 
SUMÁRIO 
 
 
1 INTRODUÇÃO ............................................................................................................. 14 
2 REFERENCIAL TEÓRICO ........................................................................................ 18 
2.1 MATERIAL DE ORIGEM DOS SOLOS, INTEMPERISMO QUÍMICO, BASALTO 18 
2.2 FERTILIZANTES MINERAIS SOLÚVEIS .................................................................. 21 
2.3 REMINERALIZADORES .............................................................................................. 23 
3 METODOLOGIA ......................................................................................................... 26 
4 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ..................................................................................... 27 
5 CONCLUSÃO ............................................................................................................... 36 
 REFERÊNCIAS ............................................................................................................ 37 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
14 
 
 
1 INTRODUÇÃO 
A atividade agrícola iniciou há cerca de 12.000 anos pelos caçadores e/ou coletores, e 
desde o final do século XX vem sendo desenvolvida, modificada e utilizada de maneira mais 
intensiva. Anteriormente, a produção era voltada para os ciclos naturais e atualmente vem sendo 
embasada por tecnologias de precisão. Na segunda metade do século XX, houve um período 
denominado “Revolução Agrícola Contemporânea”. Nesse período foram selecionadas 
algumas variedades de plantas e de animais que apresentavam potencial mais resistente, além 
do aumento no uso de motores e mecanização, e o uso extensivo de fertilizantes minerais 
solúveis, progredindo intensamente nos países desenvolvidos e nos países em desenvolvimento 
(MAZOYER; ROUDART, 2010). 
No Brasil, há duas principais classes de solos com grande expressão geográfica, que 
são os Latossolos e os Argissolos, sendo caracterizados como solos muito intemperizados, 
profundos, geralmente ácidos, com baixa fertilidade natural (EMBRAPA, 2018) e alta 
saturação por alumínio em certas situações. O Brasil foi considerado um dos maiores 
importadores mundiais de fertilizantes, causando aumento na produtividade; a utilização de 
remineralizadores na agricultura está sendo cada vez mais valorizada, tornando-se uma nova 
opção de nutrientes às plantas. Essa prática é antiga, principalmente em relação à utilização de 
calagem e fosfatagem natural (COLA; SIMÃO, 2012), que nada mais são que rochas moídas, 
quimicamente ricas em carbonatos de cálcio e magnésio, e fosfatos, respectivamente. 
Hensel, em 1870, publicou seu primeiro livro, chamado de “Pães de Pedra”, no qual 
mencionava sobrea utilização de pós de rochas na agricultura e o quanto isso beneficiava as 
plantas e os produtores. Os pós de rochas são de liberação lenta e contínua, com resultados 
satisfatórios por terem duração de vários anos após a aplicação. Apesar da lenta solubilização, 
nem sempre tal aspecto é considerado de forma negativa, pois os nutrientes presentes nos pós 
serão liberados ao longo do tempo, não necessitando de aplicação constante no solo 
(LANDGRAF et al., 2003), durante os cultivos. 
Estudos mostram algumas vantagens sobre a utilização de rochagem na agricultura, 
principalmente em relação ao custo, pois são bem menores e o seu efeito pode estender-se por 
diversos anos, devido à disponibilidade dos nutrientes ser lenta; a produtividade em culturas de 
ciclo longo apresentou valores maiores de 30% quando comparada com a fertilização de 
minerais solúveis; e as raízes de plantas que recebem a rochagem são mais desenvolvidas e 
15 
 
 
possuem uma qualidade maior ao serem comparadas com as que recebem adubação 
convencional (THEODORO, 2020). 
O Brasil e outros países que são altamente dependentes de fertilizantes minerais 
solúveis estão optando pela nova tecnologia que vem sendo desenvolvida que é a rochagem, a 
qual permite a restauração do domínio alimentar e econômico dos países agrícolas 
(THEODORO et al., 2012). 
A produção de fertilizantes minerais solúveis, no Brasil, é insuficiente para atender a 
própria demanda, com necessidade de importação para abastecimento do mercado interno 
(OLIVEIRA, 2019). Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio Exterior 
e Serviços – MDIC (2021) o valor gasto com as importações de fertilizantes aumenta a cada 
ano, conforme mostra a Tabela 1. Em 2021, para um tipo de categoria, foram gastos 
1.646.294.022 dólares americanos, equivalente a R$ 8.659.269.855,72. 
Tabela 1 - Importações de fertilizantes nos últimos anos 
Ano Código SH4 Valor FOB 
(US$) 
2015 3105¹ $2.031.594.291 
2016 3105¹ $2.057.488.680 
2017 3105¹ $2.567.981.044 
2018 3105¹ $2.696.154.324 
2019 3105¹ $2.785.147.668 
2020 3105¹ $2.586.639.415 
2021 3105¹ $1.646.294.022 
¹Descrição do código: Adubos (fertilizantes) minerais ou químicos, contendo dois ou três dos seguintes 
elementos fertilizantes: azoto (nitrogénio), fósforo e potássio; outros adubos (fertilizantes); produtos do presente 
capítulo apresentados em tabletes ou formas semelhantes. 
Fonte: Adaptado de MDIC (2021). 
No ano de 2019, no Brasil, foram importados em torno de 73% do nitrogênio (N), 34% 
do fósforo (P) e 92% do potássio (K). E no ano de 2018, a quantidade importada de fertilizantes 
NPK foi de aproximadamente 80%. Observa-se que esses três macronutrientes estão, cada vez 
mais, aumentando de forma bastante significativa a demanda no decorrer dos anos 
(MACHADO et al., 2019). 
O uso dos fertilizantes minerais solúveis pode ocasionar dois problemas de ordem 
ambiental: o excesso de rejeitos gerados pela mineração (por exemplo, no entorno de jazidas) 
e a utilização excessiva de produtos altamente solúveis, pois a agricultura moderna utiliza de 
16 
 
 
diferentes manejos e tipos de culturas e ao executar o manejo de forma inadequada em relação 
a esses produtos (THEODORO et al., 2006), poderá gerar problemas como exemplo a 
lixiviação de nitratos para águas subterrâneas. Com isso, pesquisas estão sendo realizadas, as 
quais buscam por fontes de nutrientes eficientes, econômicos e mais acessíveis aos produtores. 
Alguns Congressos realizados em diferentes Estados brasileiros (Tabela 2) abordaram 
o tema sobre o uso de rochagem (remineralização de solos com rocha moída ou pó de rocha) 
na agricultura, nos quais houve a participação de muitos pesquisadores. O evento atualmente 
busca transmitir a importância do uso, da característica e da eficiência agronômica dos 
remineralizadores de solos; e também elaborar propostas, publicar anais e estabelecer o 
andamento em relação às licenças para uso e comercialização dos mesmos (UFG, 2020). 
A Embrapa Cerrados efetuou alguns estudos com utilização de pós de rochas, em solos 
cultivados, com publicações em Anais de Congressos, em diferentes Estados Brasileiros, 
abordando o tema rochagem, na qual diversos autores apresentaram resultados obtidos em 
experimentos. 
Tabela 2 - Congressos Brasileiros de Rochagem 
Congressos Local Ano 
I Brasília, DF 2009 
II Poço de Caldas-MG 2013 
III Pelotas-RS 2016 
IV* Catalão-GO 2021 
*O IV Congresso Brasileiro de Rochagem está previsto para os dias 08 a 11 de novembro de 2021. 
Fonte: Embrapa. 
O I Congresso Brasileiro de Rochagem apresentou estudos envolvendo a utilização de 
pós de rochas, em especial o basalto, em sistemas produtivos da agricultura familiar baseando-
se nos princípios agroecológicos, como alternativa de recuperação viável em relação à 
fertilidade do solo (ALMEIDA; SILVA, 2010). 
Alguns exemplos de rochas que são bastante utilizadas na remineralização dos solos 
são: micaxisto, basalto, kamafugito, glauconita, fonolito, nefelina, carbonatitos, dentre outras, 
que são fontes de fósforo, potássio, magnésio, silício, cálcio e micronutrientes de plantas 
(PENHA; GUALBERTO, 2020). As rochas vulcânicas máficas (basalto, por exemplo) são as 
mais indicadas para o uso pelas características geoquímicas e por possuírem (potencialmente) 
maiores quantidades de nutrientes (THEODORO et al., 2010). 
17 
 
 
Diversas rochas e minerais são aplicadas em solos possibilitando a produção em 
situações mais favoráveis ao desenvolvimento das culturas. Uma rocha que é classificada como 
sendo um dos principais remineralizadores é o basalto (BRUGNERA, 2012). Ao ser espalhado 
sobre a área, o pó de rocha entra em contato com o solo e aos poucos vai penetrando nas 
camadas. Com o tempo, as reações químicas vão ocorrendo e libertando os elementos químicos 
constituintes dos minerais da rocha, nutrientes das plantas (ZANOVELLO et al., 2018). Pode 
também ser aplicado sobre o solo e incorporado na camada superficial com lavrações e 
gradagens. 
Além dos manejos como o cultivo consorciado, a rotação de culturas e a utilização de 
cobertura morta, dentre outros métodos, atualmente as pesquisas estão voltadas a novas fontes 
de nutrientes com a utilização de materiais orgânicos ou minerais que até então não eram 
explorados comercialmente. Entre essas pesquisas está a utilização de pós de rochas in natura 
colocados nos solos, a qual se tornou estratégia importante, auxiliando na redução dos impactos 
negativos devido às importações de fertilizantes minerais solúveis (BRANDÃO, 2012). 
Theodoro et al. (2010) relatam que há uma barreira adicional com relação ao uso de 
pós de rochas em solos, que é a lenta velocidade de disponibilização ou solubilização dos 
nutrientes presentes nos minerais constituintes das rochas. Relatam o uso de bactérias 
inoculantes e fixadoras de nitrogênio, material orgânico compostado com rocha e adubação 
verde incorporada aos solos junto com pós de rochas, com resultados promissores, quando 
utilizados no cultivo de plantas demandantes de muitos nutrientes em pouco tempo. Afirmam 
ainda que a inoculação de bactérias, micorrizas e outros microrganismos potencializa a ação de 
solubilização dos nutrientes nos pós, em níveis não comprometedores ao meio ambiente. 
O objetivo deste trabalho é efetuar revisão bibliográfica acerca do uso e dos resultados 
positivos de pesquisas com pó de rocha de basalto no cultivo de plantas nos solos brasileiros. 
Escolheu-se tal rocha por ser abundante na região Sul do Brasil, tendo aproximadamente 50% 
de cada um dos 3 Estados do Sul recobertos de solos desenvolvidos a partir do intemperismo 
principalmente dessa rocha. 
 
 
 
 
 
18 
 
 
2 REFERENCIAL TEÓRICO 
2.1 MATERIAL DE ORIGEM DOS SOLOS, INTEMPERISMO QUÍMICO, BASALTO 
Os fatores de formação dos solos são representados pela atuação conjunta do clima e 
organismos no material de origem, emdeterminado relevo através do tempo, fatores esses 
estabelecidos pelo eminente pesquisador Vasily Vasilyevich Dokuchaev, 1879, na antiga 
Rússia, considerado por muitos pesquisadores o “Pai da Ciência do Solo”. É a partir do material 
de origem, portanto, que os solos são formados (DOKUCHAEV, V.V. 1879). A maioria dos 
solos são minerais, isto é, desenvolvidos a partir do intemperismo das rochas. Solos orgânicos 
são muito menores em extensão, comparados aos minerais. As rochas geralmente são um 
conjunto de minerais, os quais apresentam diferentes composições químicas. 
As rochas podem ser classificadas em sedimentares, metamórficas e ígneas ou 
magmáticas (BERTOLINO; PALERMO; BERTOLINO, 2012), com relação à origem. Ao 
conjunto de processos que conduzem à decomposição das rochas chama-se intemperismo, que 
pode ser de natureza física, química e biológica (SANTOS; REICHERT, 2007), geralmente 
atuando conjuntamente, em rochas localizadas em regiões de clima úmido. 
O intemperismo químico pode apresentar vários processos diferenciados, sendo a 
hidrólise um processo amplamente disseminado junto às rochas na formação dos solos. As 
rochas, constituídas de minerais, são submetidas, no processo de hidrólise, à meteorização ou 
intemperização, mediante o contato com solução ácida, a qual atua no rompimento das ligações 
químicas existentes entre os elementos químicos constituintes dos minerais; isso dá-se devido 
à ação do hidrogênio na água (parte do CO2 é dissolvido na água, conferindo acidez à mesma) 
liberando-os para o meio circundante aquoso, onde recombinam-se em solução formando novos 
minerais, chamados de argilominerais, e/ou óxidos de alumínio e/ou óxidos de ferro. Também 
há, na liberação de elementos químicos, a liberação de nutrientes às plantas, os quais são 
principalmente lixiviados no processo de formação dos solos, considerando um longo tempo na 
formação dos mesmos. Tais minerais novos formados irão fazer parte da fração argila dos solos. 
Equação 1 - Reação de dissolução do gás carbônico na água: 
H2O + CO2 H2CO3 H
+ + HCO3
- 
 
A equação abaixo (KAMPF et al, 2009) está resumidamente simbolizada. 
19 
 
 
Equação 2 - Ação intempérica de feldspato sódico (albita), formando caulinita 
(argilomineral) com liberação de cátion (Na+1): 
2NaAlSi3O8 + 2H +9H2O ↔ Al2Si2O5(OH)4 + 4H4SiO4 + 2Na
+1 
Sendo o intemperismo dos minerais das rochas naturalmente um processo lento, com 
a diminuição da área superficial específica dos minerais, transformando-os até o tamanho de 
pó, há então uma facilitação maior no intemperismo químico e na consequente liberação dos 
nutrientes neles contidos, os quais poderão ficar na solução e também serem adsorvidos nas 
cargas negativas do solo; durante o desenvolvimento das plantas cultivadas, essas poderão 
aproveitá-los, quando estiverem diretamente na solução, ou então posteriormente, quando 
passarem a fazer parte das cargas negativas do solo, de onde poderão ser trocados com outros 
cátions provenientes da solução. 
O processo intempérico, sendo efetuado ao longo de alguns poucos anos, trará reflexos 
na lixiviação de cátions nutrientes das plantas, a qual será pouco efetiva, pois acontecerá de 
forma gradativa, com possibilidade de a planta absorver o nutriente liberado ou então dele poder 
ser adsorvido às cargas negativas do solo, de onde não é lixiviado. De acordo com Theodoro et 
al. (2010), com relação à liberação dos nutrientes da rede cristalina dos minerais, também 
ocorrem processos pela ação de ácidos orgânicos produzidos por plantas e microrganismos no 
solo. 
Os minerais constituintes das rochas apresentam diferentes resistências ao 
intemperismo químico. Goldich em 1938, ao estudar os minerais presentes em sedimentos, sob 
variadas condições ambientais, elaborou uma série de estabilidade para minerais silicatos mais 
comuns, que ilustram a estabilidade relativa (ou a susceptibilidade ao intemperismo), conforme 
abaixo (KAMPF et al., 2009): 
 
 
 
 
 
 
 
 
20 
 
 
Figura 1 - Série de estabilidade para minerais primários das frações areia e silte 
Olivina Plagioclásio-Ca 
Augita Plagioclásio-Ca-Na 
Hornblenda Plagioclásio-Na-Ca 
Biotita Plagioclásio-Na 
 Feldspato-K 
 Muscovita 
 Quartzo 
Fonte: Série de estabilidade de minerais de Goldich (1938) adaptada por KAMPF et al. (2009). 
Na série, os minerais mais acima (olivina, plagioclásio-Ca) são os menos resistentes 
ao intemperismo químico, aumentando a resistência à medida que se vão afastando dos 
primeiros. Os últimos são os mais difíceis de intemperizar (muscovita, quartzo). O quartzo 
basicamente não intemperiza quimicamente, nas frações areia e silte, permanecendo nessas 
frações, principalmente, nos solos, como herança das rochas que o continham. 
Na Série de Reação de Bowen (BOWEN, 1928) houve por parte desse autor um estudo 
com a ordem de cristalização dos minerais, a partir do magma. A Série de Estabilidade acima 
verificada é semelhante à Série de Reação de Bowen, onde os minerais primários cristalizam 
inicialmente, em temperaturas mais elevadas e, à medida que a temperatura do magma se vai 
arrefecendo, outros minerais se vão formando, tendo no quartzo o de menor temperatura 
(570ºC) e na olivina o de maior temperatura (1890ºC). A estreita relação entre as Séries é 
explicada pelo grau de desequilíbrio entre o ambiente da alta temperatura do magma, no qual o 
mineral se forma, e a baixa temperatura do ambiente terrestre, na qual o mineral é intemperizado 
(KAMPF et al., 2009). 
O basalto é uma rocha vulcânica extrusiva, isto é, vem à superfície do planeta o magma 
oriundo do manto, apresentando um rápido resfriamento, o que ocasiona na rocha a formação 
de cristais de minerais de tamanhos muito pequenos, microscópicos. O basalto apresenta teor 
de SiO2 entre 45 e 52%, em peso, sendo classificada como rocha básica (baixo teor, comparada 
com outras rochas magmáticas), tendo esse termo sido assim apresentado no início dos estudos 
de rochas, há mais de um século, e permanecido desde então até os dias atuais. Apresenta 
coloração geralmente cinza escuro a preto, devido à presença expressiva dos elementos químios 
Fe, Mg e Ca, junto aos minerais essenciais constituintes, quais sejam: piroxênios e plagioclásios 
21 
 
 
cálcicos, além de outros minerais acessórios, como olivinas e anfibólios, que possuem também 
Fe, Mg (nas olivinas) e Fe, Mg, Ca (nos anfibólios). 
Tais minerais, visualizados nas Séries anteriores, são cristalizados em condições de 
elevadas temperaturas. São, portanto, minerais mais facilmente intemperizáveis, em igualdade 
de condições ambientais, quando comparados aos minerais que foram formados em condições 
de menores temperaturas, os quais são de mais difícil intemperismo químico. 
Em comparação com rochas com maiores teores de SiO2 (rochas ácidas, com teores 
acima de 65% e rochas intermediárias, com teores entre 52 e 65%) o basalto apresenta baixo 
conteúdo em SiO2, com potencial de disponibilizar grande quantidade de elementos químicos, 
nutrientes das plantas. 
São importantes essas considerações pelo fato de o basalto representar importante 
fonte de matéria-prima para fertilizar solos, de vez que normalmente atinge os critérios exigidos 
para remineralizadores, estabelecidos pela IN do MAPA. Além disso, a presença de minerais 
essenciais, existentes em grandes quantidades no basalto, de relativamente fácil intemperismo 
químico, poderá projetá-lo em alvo importante na explotação e comercialização por 
mineradoras, com maior oferta aos produtores. 
2.2 FERTILIZANTES MINERAIS SOLÚVEIS 
A utilização de fertilizantes minerais solúveis em solos teve início no século XIX na 
Europa, com intensificação de uso no século XX, e sendo generalizado somente após a Segunda 
Guerra Mundial. A partir de 1990 aumentou a concentração do setor de fertilizantes 
(OLIVEIRA; MALAGOLLI; CELLA, 2019). 
Mundialmente,o consumo de fertilizantes compreendido entre as safras 1993/94 a 
1997/98 aumentou de 120 para 136 milhões de toneladas, contendo uma taxa média anual de 
crescimento de 3%. No Brasil, a partir de 1970 até 2000 as estatísticas mostraram um aumento 
no consumo de fertilizantes, com evolução média anual de 6,5%, ultrapassando de 990 mil 
toneladas para 6.568 mil toneladas de nutrientes (ANDA, 2018). 
O Brasil é caracterizado como um dos pilares da agricultura mundial, sendo, 
atualmente, importante produtor e exportador de produtos agrícolas. Além disso, continua 
expandindo e impulsionando sua economia devido ao grande potencial produtivo que apresenta. 
Dessa forma, há grande aumento na procura por fertilizantes (FAROUTINE, 2018), tornando-
se atualmente o quarto maior consumidor mundial, com elevados custos de importações. Nessa 
22 
 
 
ótica, os remineralizadores podem representar alternativa para diminuir o uso de fertilizantes 
minerais solúveis e também os custos de produção (EMBRAPA, 2020). 
Segundo a Associação Nacional Para Difusão de Adubos - ANDA (2021) a quantidade 
de fertilizantes minerais solúveis entregues ao mercado aumenta a cada ano no Brasil (Tabela 
3). No mês de julho/2021 foi disponibilizado um relatório sobre o mercado de fertilizantes entre 
os meses de janeiro a fevereiro do mesmo ano. Só em fevereiro as entregas de fertilizantes 
foram de 3.042 mil ton, com aumento de 18,3% comparado ao mesmo mês de 2020. Ao somar-
se o acumulado de janeiro a fevereiro de 2021 chega-se a 6.440 mil ton, ultrapassando a 
quantidade entregue no ano de 2020, que foi de 5.619 mil ton. 
No Brasil, o sistema de desenvolvimento agrícola empregado atualmente requer alta 
demanda por nutrientes para as plantas, sendo fornecidos por meio do uso de adubos solúveis, 
à base de nitrogênio, fósforo e potássio (NPK), podendo ser relacionado ou não à utilização de 
macro e micronutrientes (ERHART, 2009). 
Tabela 3 - Fertilizantes Entregues ao Mercado (em toneladas de produto) 
 2018 2019 2020 2021 2021x2020 
Janeiro 2.443.088 2.762.157 3.046.746 3.397.952 11,5% 
Fevereiro 2.118.836 2.235.156 2.571.859 3.042.183 18,3% 
Março 1.773.529 1.623.922 1.875.598 
Abril 1.721.942 1.637.469 2.059.897 
Maio 1.775.479 2.458.117 3.120.093 
Junho 2.985.578 3.099.378 3.611.897 
Julho 3.964.455 3.811.462 4.168.557 
Agosto 4.824.692 4.436.869 4.414.657 
Setembro 4.247.932 4.270.476 4.613.620 
Outubro 4.060.674 4.116.433 4.173.316 
Novembro 3.220.439 3.154.588 3.595.904 
Dezembro 2.369.678 2.632.354 3.311.994 
Janeiro a 
Fevereiro 
4.561.924 4.997.313 5.618.605 6.440.135 14,6% 
Total do Ano 35.506.322 36.238.381 40.564.138 
Fonte: Adaptado de ANDA (2021). 
23 
 
 
2.3 REMINERALIZADORES 
A rochagem é expressão utilizada para representar uma técnica de fertilização natural 
dos solos com pós de rochas, também denominados agrominerais ou remineralizadores, sendo 
fonte alternativa de nutrientes às plantas (especificamente, o termo remineralizador é aquele pó 
de rocha que atende aos critérios estabelecidos pelo Ministério da Agricultura para 
comercialização, porém os pós de rochas são remineralizadores, desde que possuam nutrientes 
às plantas). As rochas são moídas e peneiradas sem passarem por modificações químicas, 
sofrendo apenas redução de tamanho. Esse produto (pó de rocha) é classificado como excelente 
para a nutrição de plantas cultivadas, dado que as rochas são diferenciadas, tanto em 
quantidades quanto em variedades segundo o processo de formação, dispondo de macro e 
micronutrientes que são de extrema importância para o desenvolvimento das plantas (REIS, 
2015). 
Devido à composição química, o pó de rocha possui potencial adequado no 
enriquecimento de solos com baixa fertilidade e/ou na restauração daqueles exauridos pela 
lixiviação. Mas a utilização desse produto é questionada por causa da solubilidade baixa dos 
nutrientes; Santos (2020) relatou que existe uma forma de aumentar a disponibilidade dos 
elementos químicos existentes no pó de rocha através da utilização de microrganismos 
solubilizadores, capazes de ocasionar a solubilização dos nutrientes das rochas, aumentando o 
processo de liberação no solo. 
Em meados dos anos 2000, um grupo de representantes de vários setores, incluindo 
universidades e governo, iniciou discussões sobre a possibilidade da normatização dos pós de 
rochas em uma Instrução Normativa, a ser editada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e 
Abastecimento (MAPA). Por falta de consenso, não houve o enquadramento legal 
(THEODORO, 2016). Finalmente, em 2016, foi criada a Instrução Normativa nº 5/2016 em 
relação à definição e normatização para comercialização de remineralizadores (MAPA, 2016) 
em solos, no país. 
No Brasil, as pesquisas estão aumentando em relação aos efeitos da aplicação desses 
pós de rochas para melhorar as propriedades químicas, físicas e biológicas dos solos e a 
produtividade dos cultivos. Buscam-se informações confiáveis quanto aos tipos de rochas que 
são mais eficazes, e à granulometria mais adequada, e se os efeitos são de curto e médio prazo, 
24 
 
 
relacionados com as propriedades do solo, e de que modo esses nutrientes podem ser 
disponibilizados de forma mais rápida (BENEDUZZI, 2011). 
Mas, e o que vem a ser o conceito de remineralizador? Tal conceito foi incluído na Lei 
6894/1980 , alterada pela LEI Nº 12.890 DE 10 DE DEZEMBRO DE 2013 (essa alterou a Lei 
nº 6.894, de 16 de dezembro de 1980, para incluir nela os remineralizadores como uma 
categoria de insumo destinado à agricultura, além de outras providências) definindo 
remineralizador: “o material de origem mineral que tenha sofrido apenas redução e classificação 
de tamanho por processos mecânicos e que altere os índices de fertilidade do solo por meio da 
adição de macro e micronutrientes para as plantas, bem como promova a melhoria das 
propriedades físicas ou físico-químicas ou da atividade biológica do solo.” 
Lobato (2016) relatou que os remineralizadores foram registrados no Ministério da 
Agricultura, Pecuária e Abastecimento como novos insumos, constituídos de rochas silicáticas 
moídas. Até então não havia especificações e garantias na comercialização do produto 
classificado como remineralizador, o que veio a ser publicado na Instrução Normativa (IN) 
05/2016 do Ministério da Agricultura (MAPA, 2016, Pág. 2): 
Especificações e Garantias do Produto 
Subseção I 
Remineralizadores 
Art. 4o Os remineralizadores deverão apresentar as seguintes 
especificações e garantias mínimas: 
I - em relação à especificação de natureza física, nos termos do Anexo 
I desta Instrução Normativa; 
II - em relação à soma de bases (CaO, MgO, K2O), deve ser igual ou 
superior a 9% (nove por cento) em peso/peso; 
III - em relação ao teor de óxido de potássio (K2O), deve ser igual ou 
superior a 1% (um por cento) em peso/peso; e 
IV - em relação ao potencial Hidrogeniônico (pH) de abrasão, valor 
conforme declarado pelo registrante. 
§ 1o Quando os remineralizadores contiverem naturalmente o 
macronutriente fósforo e micronutrientes, os seus teores podem ser 
declarados somente se forem iguais ou superiores aos valores expressos 
no Anexo II desta Instrução Normativa. 
§ 2o Não serão registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e 
Abastecimento - MAPA, ficando vedadas a produção, importação e 
comercialização no país de remineralizadores que contiverem: 
I- em relação ao SiO2 livre presente no produto, teor superiora 25% 
(vinte e cinco por cento) em volume/volume; e 
II - em relação aos elementos potencialmente tóxicos presentes no 
produto, teores superiores a: 
about:blank
about:blank
about:blank
25 
 
 
a) para Arsênio (As): 15 ppm; 
b) para Cádmio (Cd): 10 ppm; 
c) para Mercúrio (Hg): 0,1 ppm; e 
d) para Chumbo (Pb): 200 ppm. 
Os termos referentes ao Anexo I, que está sendo abordado no artigo 4º da Instrução 
Normativa nº 5, estão representadosabaixo: 
ESPECIFICAÇÕES DE NATUREZA FÍSICA DOS 
REMINERALIZADORES ESPECIFICAÇÃO DE NATUREZA 
FÍSICA GARANTIA GRANULOMÉTRICA 
Peneira Partículas Passantes (peso/peso) 
Filler 0,3 mm (ABNT nº 50) 100% 
Pó 2,0 mm (ABNT nº 10) 100% 0,84 mm (ABNT nº 20) 70% mínimo 
0,3 mm (ABNT nº 50) 50% mínimo 
FARELADO 4,8 mm (ABNT nº 4) 100% 2,8 mm (ABNT nº 7) 80% 
mínimo 0,84 mm (ABNT nº 20) 25% máximo 
O tipo “filler” seria o mais facilmente intemperizado, em igualdade de condições, aos 
do tipo farelado e pó, devido à maior área superficial específica ocasionada pela diminuição do 
tamanho da partícula mineral. Certamente é o produto mais oneroso quanto aos custos, devido 
à necessidade de maiores gastos de energia nos processos de moagem, ou então devido à menor 
quantidade de material de menor tamanho que sai do processo de moagem em relação ao pó e 
ao farelado, o que refletirá em mais altos custos de aquisição também ao produtor. 
A partir de então inicia-se no Brasil um novo marco na regulamentação de utilização 
de pós de rochas comercializados com o termo remineralizador. Ou seja, para ser 
comercializado como tal, o produto deve atender aos requisitos estabelecidos pelo MAPA, a 
fim de que o produtor rural possua garantias mínimas do que esteja adquirindo. Cabe aqui 
ressaltar que não há impedimento de comercialização de pós de rochas no país, porém a 
comercialização de tais produtos com o termo específico “remineralizador” há necessidade de 
registro no MAPA, e, para tanto, deve atender aos requisitos estabelecidos na IN 05/2016 do 
referido órgão. 
 
 
 
 
26 
 
 
3 METODOLOGIA 
Para a realização deste trabalho efetuou-se uma pesquisa em relação ao uso de pó de 
basalto em solos, seu comportamento quanto à solubilização dos nutrientes e disponibilização 
às plantas cultivadas. Realizou-se uma listagem de artigos, trabalhos acadêmicos, teses, 
dissertações, anais, revistas e livros. Após a leitura desses materiais, selecionaram-se as 
informações principais. Relatam-se alguns dos resultados científicos envolvendo a utilização 
de pós de rochas em diferentes solos e culturas e os resultados alcançados, de forma promissora. 
Os trabalhos acadêmicos, teses e dissertações pesquisados foram de universidades 
brasileiras como: Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), Universidade Federal 
do Rio Grande do Sul (UFRGS), Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), União 
Dinâmica de Faculdade Cataratas (UDC), Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e da 
Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ). Os periódicos científicos 
encontrados que possuíam artigos referentes ao tema foram: Universidade Estadual Paulista 
(UNESP), Revista South American Journal of Basic Education, Technical and Technological 
(SAJEBTT), Revista Verde, Revista do Instituto Geológico, Revista Ceres, Revista Interface 
Tecnológica, Revista Campo & Negócios, Revista Espaço & Geografia, Revista Brasileira de 
Geografia Física, Revista de Ciências Agroveterinárias, Revista Geociências, Revista Brasileira 
de Fruticultura e algumas instituições públicas como a Empresa Brasileira de Pesquisa 
Agropecuária (EMBRAPA), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) 
e a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). 
A revisão bibliográfica foi elaborada a partir de diversos estudos, sendo que as 
pesquisas realizadas foram por universidades e instituições públicas. 
 
 
 
 
 
 
27 
 
 
4 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 
Estudo realizado pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) utilizou 
pós de rochas de basalto na cultura do feijoeiro, sendo que alguns valores apresentados em 
porcentagem em peso são em relação à composição média de rochas ígneas consolidadas a 
partir de magmas basálticos (rocha básica), andesíticos (rocha intermediária) e graníticos (rocha 
ácida), os quais estão presentes na Tabela 4. Percebe-se que no basalto há menores teores de 
SiO2, maiores teores de CaO, MgO e FeO (maior riqueza química em Ca, Mg e Fe em 
comparação às rochas com maiores teores de SiO2). Contudo, os resultados encontrados no 
primeiro ciclo de cultivo não apresentaram diferenças entre os tratamentos; entretanto, tudo 
indica que ao decorrer do tempo a dissolução dos minerais presentes nos materiais aplicados 
irão sendo liberados aos poucos (NICHELE, 2006). 
Tabela 4 - Exemplos de composição média de rochas ígneas consolidadas a partir de magmas 
graníticos, andesiticas e basálticos (valores em % em peso) 
Rocha/magma/óxido Granito Andesito Basalto 
SiO2 72,08 54,20 50,83 
TiO2 0,37 1,31 2,03 
Al2O3 13,86 17,17 14,07 
Fe2O3 0,86 3,48 2,88 
FeO 1,67 5,49 9,05 
MnO 0,06 0,15 0,18 
MgO 0,52 4,36 6,34 
CaO 1,33 7,92 10,42 
Na2O 3,08 3,67 2,23 
K2O 5,46 1,11 0,82 
P2O5 0,18 0,28 0,23 
H2O 0,53 0,86 0,91 
Total 100 100 100 
Fonte: Adaptado de NICHELE (2006). 
28 
 
 
A liberação mais lenta pode ser um dos grandes trunfos da rochagem, dentro dos 
parâmetros de sustentabilidade ambiental e de produção, assinalam Theodoro et al. (2010), 
explicando que do ponto de vista ambiental, não haverá contaminação dos solos e dos recursos 
hídricos pelo excesso de nutrientes solúveis nos solos e não aproveitados pelas plantas. 
Afirmam ainda que do ponto de vista de produção, a disponibilização mais lenta dos principais 
macro e micronutrientes garantirá que a oferta permanecerá por períodos mais longos nos solos. 
Nesse sentido, a Rochagem pode ser comparada a um “banco de nutrientes” que é utilizado no 
solo pelas plantas na medida do necessário. Por tal característica, ela pode ser entendida como 
um fertilizante inteligente onde não se desperdiça nutriente (THEODORO et al., 2010). 
Em trabalho publicado na Revista de Ciências Agroveterinárias há resultados 
encontrados sobre a aplicação de basalto moído na fertilidade do solo e nutrição de Eucalyptus 
benthamii. A aplicação de basalto trouxe benefícios do ponto de vista fisiológico para a planta, 
pois observaram-se altos teores de K e Si nas folhas. O K foi encontrado nos mecanismos de 
defesa da planta, e os teores altos ajudam na síntese e no acúmulo de compostos fenólicos. 
Concluíram que a utilização de pós de rochas em solos de florestas é alternativa viável 
economicamente, pois foi viabilizado o fornecimento de K para as plantas de eucalipto (SILVA 
et al., 2012). 
Segundo Souza (2016), em estudo desenvolvido pela Universidade Federal de São 
Carlos, o mesmo avaliou o efeito de pó de basalto, vinhaça e plantas de cobertura no 
desenvolvimento do feijoeiro (Phaseolus vulgaris L.) e em atributos químicos do solo. Ao 
observar os resultados o autor concluiu que plantas de cobertura mais o pó de basalto é 
alternativa de adubação para as culturas agrícolas, porém deve observar-se o manejo e o tempo 
adotados; a utilização de plantas de cobertura e vinhaça ajudaram a acelerar a solubilização do 
pó, podendo ser mais eficiente em solos que são mais pobres em nutrientes. A influência dos 
fatores sobre as características do feijoeiro demonstrou que a aplicação de doses de 
remineralizadores aumentou a altura da planta, a área foliar específica (IAF) e a quantidade de 
macronutrientes foliares (N, P, Ca, Mg e S). 
A Revista Brasileira de Fruticultura publicou um trabalho utilizando pó de basalto em 
mudas de camu-camu (Myrciaria dubia). Os resultados encontrados em relação ao número 
(NR) e ao diâmetro de ramos (DM) não obtiveram valores afetados significativamente pela 
granulometria 0,05mm. Em relação à altura das mudas (ALT), na granulometria de 0,05mm as 
mudas que foram submetidas às doses de 4,17 e 8,33 g/kg, e na granulometria de 0,10mm com 
29 
 
 
8,33 g/Kg obtiveram resultados maiores do que as demais doses de pó de basalto, conforme 
mostra a Tabela 5 (WELTER et al. 2011). 
Tabela 5 - Altura da muda (ALT), diâmetro do colo (DM) e número de ramos (NR) das 
mudas de camu-camu em função de doses de pó de basalto e diferentesgranulometrias. Boa 
Vista-RR (2009) 
 
Dose 
(g/kg) 
ALT (cm) DM (mm) NR 
Granulometria (mm) 
0,05 0,10 0,05 0,10 0,05 0,10 
0 39,52 d A 27,56 c B 4,12 a A 2,80 c B 3 a A 3 a A 
 
0,42 47,02 d A 29,74 c B 4,40 a A 3,04 bc B 3 a A 3 a A 
 
1,04 70,10 c A 49,22 b B 4,44 a A 3,64 abc A 3 a A 3 a A 
 
2,08 71,40 bc A 51,98 b B 4,50 a A 3,66 abc A 2 a A 2 a A 
 
4,17 78,90 b A 65,56 a B 5,08 a A 4,60 ab A 2 a A 2 a A 
 
8,33 88,00 a A 70,18 a B 5,48 a A 4,86 a A 2 a A 2 a A 
CV (%) 7,97 20,56 53,25 
Fonte: Adaptado de WELTER et al. (2011). 
Melo et al. (2012) estudaram pó de basalto em Latossolo Amarelo ácido de baixa CTC, 
da formação geológica Boa Vista, no estado de Roraima. Os tratamentos consistiram em 
incorporação e incubação de oito doses do pó da rocha (0; 0,85; 1,70; 3,35; 5,03; 10,05; 20,40 
e 40,80 g kg-1, correspondentes a 0; 2,0; 4,0; 8,0; 12,0; 24,0; 48,0 e 96 Mg ha-1). O delineamento 
experimental foi inteiramente casualizado com oito tratamentos e três repetições. Após a 
incorporação do basalto moído ao solo e por 180 dias de incubação, o solo foi analisado quanto 
aos teores de Ca2+, Mg2+ e Al3+ trocáveis, acidez potencial (H+Al), teores disponíveis de Zn, 
Fe, Cu e Mn e valores de pH em H2O e em KCl. A dose de 20,40 g kg
-1 de basalto proporcionou 
a máxima redução da acidez ativa, com pH aumentando de 4,8 para 5,5. Os teores de Ca2+ e 
Mg2+ trocáveis aumentaram, porém proporcionaram baixos incrementos desses cátions no solo. 
As doses de basalto apresentaram alta eficiência para a neutralização da acidez potencial. Os 
autores concluíram que a adição do basalto moído proporcionou incremento nos teores de Zn, 
Fe e Cu no solo com o tempo de incubação. 
30 
 
 
Abreu et al. (2013) analisaram a viabilidade do uso de metabasalto (basalto 
hidrotermalizado) residual da exploração de geodos de ametista, do município de Ametista do 
Sul, RS. Considerando os teores de nutrientes encontrados através da caracterização do 
material, em composição química e mineralógica, julgaram-no com potencialidade para uso em 
práticas de rochagem. (Esse material, em específico, fica regionalmente restrito aos arredores 
de Ametista do Sul que exploram a ametista, não sendo de característica abundante nos três 
Estados do Sul, a exemplo do basalto comumente designado.) 
No II Congresso Brasileiro de Rochagem elaborou-se um estudo sobre a ação de 
microrganismos em pó de basalto. Nas Figuras 2, 3, 4 e 5 são mostrados os resultados obtidos 
com aumento no teor de nutrientes em solução quando o pó de basalto estava presente, dado 
que ao realizar a inoculação de microrganismos com a junção da microbiota do solo parece ter 
existido estímulo a essa liberação, de acordo com os autores. Outro resultado observado foi o 
estímulo aos microrganismos para solubilização dos elementos químicos com a presença de pó 
de basalto, liberando alta quantidade de K (SILVA; AZEVEDO; FILHO, 2013). 
Figura 2 - Solo com inóculo e pó-de-basalto 
 
SM (Solo com microrganismos nativos + microrganismos inoculados) e (+) com adição de basalto. 
Fonte: SILVA et al. (2013). 
 
 
 
 
 
 
31 
 
 
Figura 3 - Solo com inóculo e sem pó-de-basalto
 
SM (Solo com microrganismos nativos + microrganismos inoculados) e (-) sem adição de basalto. 
Fonte: SILVA et al. (2013). 
Figura 4 - Solo com microbiota endêmica com pó-de-basalto 
 
SO (Solo com microrganismos nativos) e (+) com adição de basalto. 
Fonte: SILVA et al. (2013). 
Figura 5 - Solo com microbiota endêmica sem pó-de-basalto 
 
SO (Solo com microrganismos nativos) e (-) sem adição de basalto. 
Fonte: SILVA et al. (2013). 
Publicou-se um estudo sobre a sistematização de experiências de agricultores 
familiares com pó de basalto, com os resultados obtidos efetuados através de levantamento, o 
qual continha informações bastante claras em relação ao potencial de utilização, tanto na 
agricultura quanto na pecuária. Os produtores relataram algumas experiências em relação ao 
32 
 
 
aumento da produtividade e ao vigor das plantas, o que foi significativo. Um dos elementos 
destacado foi o silício, pois observou-se que houve um aumento na nutrição das plantas, relação 
com incidência e severidade de doenças e redução do ataque de pragas em vegetais (BORGES; 
SILVA; CARVALHO, 2017). 
Estudo preliminar de aplicação de basalto com zeólitas (mineral com elevada CTC) 
como remineralizador de solo em plantio de eucalipto foi um trabalho publicado no III 
Congresso Brasileiro de Rochagem. Nesse estudo observou-se que os elementos Ca, K e P 
foram abundantes e que foram de fácil solubilização, sendo tal remineralizador capaz de 
fornecer os macronutrientes essenciais para o desenvolvimento das plantas de eucalipto 
(RAMOS et al., 2017). 
No III Congresso apresentaram-se vários estudos sobre rochagem com pó de basalto. 
Um deles foi em relação aos atributos químicos de um Latossolo Vermelho-Amarelo sob 
cultivo de soja e sorgo submetido ao uso de basalto moído. Na Figura 6 observam-se os dados 
obtidos por esse trabalho; tanto na soja quanto no sorgo os teores de cálcio foram superiores no 
solo com maiores doses de pó de rocha; o mesmo aconteceu com o silício, sendo maior no 
cultivo do sorgo. Os teores de Saturação de Bases (SB) e capacidade de troca de cátions (CTC) 
da soja e a CTC efetiva (CTCef) nas parcelas do sorgo estão apresentados na Tabela 6. Tanto a 
SB da soja quanto a CTCef nas parcelas do sorgo apresentaram maiores valores quando os solos 
continham maiores doses de basalto. Com os resultados concluíram os autores que em áreas de 
pastagens degradadas em Latossolo Vermelho-Amarelo pode ser feita a utilização de basalto 
em forma de pó de rocha, e ao ser cultivado com soja e sorgo, o mesmo pode ser empregado no 
manejo da fertilidade de solos (BATISTA et al., 2017). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
33 
 
 
Figura 6 - Análise de regressão para Si e Ca no solo em função das doses de pó de rocha nas 
culturas da soja e sorgo. 
(Barras verticais representam a DMS). 
Fonte: BATISTA et al. (2017). 
Tabela 6 - Médias dos teores de SB, CTC para soja e CTC efetiva no solo em função das 
doses de pó de rocha na cultura do sorgo 
Doses pó de rocha SOJA SORGO 
SB CTC CTC efetiva 
.........g/dm³....... ....cmolc/dm³.... ....mg/dm³.... ......cmolc/dm³...... 
0 2,72 c 5,78 a 5,47 b 
 
1,92 
 
 
2,93 
 
 
c 
 
 
5,7 
 
a 
 
5,57 
 
ab 
 
3,84 
 
3,06 
 
bc 
 
5,81 
 
a 
 
5,59 
 
ab 
 
7,68 
 
 
2,98 
 
abc 
 
5,79 
 
a 
 
5,61 
 
ab 
 
11,52 
 
3,45 
 
ab 
 
6,04 
 
a 
 
5,89 
 
ab 
 
15,36 
 
3,49 
 
a 
 
6,1 
 
a 
 
5,88 
 
a 
Fonte: Adaptado de Anais III Congresso Brasileiro de Rochagem (2017). 
A revista de Ciências Agroveterinárias publicou um trabalho desenvolvido pela 
Universidade Federal de Pelotas – RS. No referente trabalho verificaram-se os efeitos do pó de 
basalto no desenvolvimento da cultura da alface. Primeiramente, fez-se a caracterização 
química dos pós de basalto, que foram coletados em três municípios diferentes pertencentes ao 
Estado de Santa Catarina, sendo eles: Belmonte (BM), São Miguel do Oeste (SMO) e São José 
34 
 
 
do Cedro (SJC). Os dados obtidos em relação à composição química demonstraram que os pós 
apresentaram ligeiras diferenças nos teores de dióxido de silício (SiO2), pois nos três municípios 
(Belmonte, São Miguel do Oeste e São José do Cedro) os valores foram de 48,5%; 45,3% e 
46,7% respectivamente. Esse composto (SiO2) presente no pó de basalto foi apontado como o 
principal responsável pelo elevado desenvolvimento radicular e estrutural das plantas. Ao 
serem comparadas com a testemunha, as mudas de alface que continham pó de basalto nos 
canteiros apresentaram um incremento significativo na massa seca, no crescimento do sistema 
radicular e na estatura da planta, conforme ilustrado na Tabela 7 (GROTH et al., 2017). 
Tabela 7 - Médias (± EP)de estatura da planta (EP), comprimento do sistema radicular 
(CSR), diâmetro da inserção (DI), volume (V) e massa seca (MS), de alface cv. Verônica em 
resposta à aplicação no solo de pó-de-basalto de diferentes origens, coletados nos municípios 
de São Miguel do Oeste (SMO), São José do Cedro (SJC) e Belmonte (BM), em Santa 
Catarina 
Tratamentos EP (cm) CSR (cm) DI (cm) V (cm) MS (g) 
SMO 29,70±1,55a 19,46±1,67a 5,62±0,55a 3,44±0,54a 1,32±0,21a 
SJC 28,60±1,45a 18,08±1,89a 5,46±0,21a 3,50±0,43a 1,22±0,18a 
BM 29,22±1,65a 18,46±1,75a 5,18±0,89a 4,88±0,28a 1,21±0,54a 
Testemunha 19,82±1,21b 9,08±1,08b 5,06±0,55a 2,02±0,73a 0,82±0,15b 
Fonte: Adaptado de GROTH et al. (2017). 
A revista Geociências publicou um trabalho analisando doze parcelas com diferentes 
amostras, utilizando pós de rochas basálticas e de rochas fosfatadas. As análises foram feitas 
depois de um ano e, com isso, notou-se que com a rochagem, de um modo geral, aumentou a 
saturação por bases (V), o pH, e o fósforo (P) disponível, havendo diminuição, de forma 
drástica, na saturação por alumínio (m) (Tabela 8). Também observou-se diminuição no teor de 
matéria orgânica (MO) do solo, tendo acontecido devido ao aumento da atividade microbiana 
(TOSCANI; CAMPOS, 2017). 
 
 
 
35 
 
 
Tabela 8 - Análise de fertilidade do solo para as doze parcelas do experimento com Fosforito 
(F); Basalto (B); Latossolo (L) 
Tratamento Valor m pH P. Disp. M.O 
V Al H2O Mehlich g/kg 
 % Mg/dm³ 
F (120Kg) 36 0 5,9 4,8 49,6 
F (60 Kg) + B 
(80Kg) 
63 0 6,7 6,0 26,8 
F (20Kg) + B 
(80Kg) 
43 8 6,6 2,2 37,4 
B (120Kg) 63 0 7,0 1,7 38,4 
L* 26 11 5,6 3,2 57,9 
*O Latossolo foi usado como testemunha. 
Fonte: Adaptado de TOSCANI; CAMPOS (2017). 
Writz et al. (2019) avaliaram a eficiência do pó de rocha de basalto (PRB), usado na 
forma pura ou associado com cama de frango (CF) no desenvolvimento das plantas e 
produtividade de grãos do milho pipoca em Latossolo com alta fertilidade. Em condições de 
campo foram avaliados por dois anos consecutivos os seguintes tratamentos: T1 - milho pipoca 
+ 40000 Mg ha-1 de PRB; T2 - milho pipoca + 1855 Mg ha-1 de CF; T3 - milho pipoca + 40000 
Mg ha-1 de PRB + 1855 Mg ha-1 de CF; T4 - milho pipoca + NPK químico; e T5 - milho pipoca 
(testemunha). Foram avaliados os parâmetros de altura de plantas, diâmetro de colmos e número 
de folhas aos 30, 60 e 90 dias após a semeadura. No pleno florescimento das plantas 
determinaram a produtividade de matéria seca da parte aérea. Na maturação fisiológica 
efetuaram a colheita para avaliação de produtividade de grãos, bem como nas espigas, o 
comprimento, diâmetro e número de fileiras por espiga. O crescimento das plantas e 
produtividade de grãos nos tratamentos PRB + CF e PRB puro apresentaram resultados iguais 
à fertilização química, mostrando o potencial da fertilização alternativa em solo de alta 
fertilidade na cultura do milho pipoca. Concluíram que o uso de PRB puro ou misturado com 
CF pode ser utilizado como fertilizante alternativo. 
 
 
36 
 
 
5 CONCLUSÃO 
De modo geral, o pó de basalto apresenta-se promissor para uso como remineralizador 
de solos. É rico em elementos químicos nutrientes das plantas, em especial Ca, Mg, Fe, e, em 
alguns casos, K e P, além de micronutrientes. 
Um entrave ao uso do pó de rocha é a lenta solubilização dos nutrientes da sua 
composição. A partícula do pó deve intemperizar de forma química e/ou biológica para 
liberação dos nutrientes, contidos nos constituintes minerais. Porém a lenta solubilização não 
necessariamente é fator negativo, pois os nutrientes, lentamente disponibilizados, serão 
absorvidos conforme a necessidade da planta. 
Microrganismos solubilizadores e compostos orgânicos, na forma de estercos e/ou 
adubos verdes, aumentam a solubilização dos elementos químicos presentes no pó de rocha. 
Isso pode acelerar o intemperismo químico, com disponibilização mais rápida de nutrientes 
para as plantas, especialmente em cultivo de plantas anuais, que necessitam dos nutrientes 
durante seu curto ciclo. 
Em certos casos, a solubilização dos nutrientes no pó de basalto, apresenta variações, 
podendo ser disponibilizados às plantas cultivadas durante o primeiro ano após a aplicação ao 
solo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
37 
 
 
REFERÊNCIAS 
ABREU, Clarissa Trois; BORTOLUZZI, Edson Campanhola; HARTMANN, Léo Afraneo; 
SILVA, Juliano Tonezer da. Rochagem de solos agrícolas empregando-se resíduos da 
indústria extratora de geodos de ametistas e ágatas, rio grande do sul. In: THEODORO, Suzi 
Huff et al. (org.). II CONGRESSO BRASILEIRO DE ROCHAGEM, 2., 2013, Poços De 
Caldas, MG. Anais [...]. Visconde do Rio Branco, MG: Suprema, 2013. 
ALMEIDA, Edinei de; SILVA, Fábio Junior Pereira da. Transição agroecológica de sistemas 
produtivos familiares no sul do Paraná e planalto norte catarinense – o relato da experiência 
com o pó de basalto. In: MARTINS, Eder de Souza; THEODORO, Suzi Huf (org.). I 
CONGRESSO BRASILEIRO DE ROCHAGEM, 1., 2009, Planaltina, DF. Anais [...]. 
Planaltina, DF: Embrapa Cerrados, 2010. 
ASSOCIAÇÃO NACIONAL PARA DIFUSÃO DE ADUBOS. Pesquisa Setorial. São 
Paulo, 2021. Disponível em: http://anda.org.br/pesquisa_setorial/. Acesso em: 12 jun. 2021. 
ASSOCIAÇÃO NACIONAL PARA DIFUSÃO DE ADUBOS. O uso de fertilizantes 
minerais e o meio ambiente. São Paulo, 2018. Disponível em: http://anda.org.br /wp-
content/uploads/2018/10/OUsodeFertilizantesMinerais.pdf. Acesso em: 17 jun. 2021. 
BATISTA, Nayra Thaís Ferreira et al. Atributos químicos de um latossolo vermelho amarelo 
sob cultivo de soja e sorgo submetido ao uso de basalto moído. In: BAMBERG, Adilson Luis 
et al. (org.). III CONGRESSO BRASILEIRO DE ROCHAGEM, 3., 2016, Pelotas, RS. Anais 
[...]. Assis, SP: Triunfal Gráfica e Editora, 2017. 
BENEDUZZI, Ellen Bassan. Rochagem: agregação das rochas como alternativa 
sustentável para a fertilização e adubação de solos. 2011. Trabalho de Conclusão de Curso 
(Bacharel em Geologia), Porto Alegre: UFRGS, 2011. 
BERTOLINO, Luiz Carlos; PALERMO, Nely; BERTOLINO, Ana Valéria F. A. Geologia. 
In: LUZ, Adão, Benvindo da; ALMEIDA, Salvador Luiz Matos de (org.). Manual de 
agregados para construção civil. Rio de Janeiro: CETEM/MCTI, 2012. p. 67-82. 
BORGES, Pedro Henrique de Castro; SILVA, Fábio Júnior Pereira da; CARVALHO, André 
Mundstock Xavier de. Sistematização de experiências de agricultores familiares com pó de 
basalto. In: BAMBERG, Adilson Luis et al. (org.). III CONGRESSO BRASILEIRO DE 
ROCHAGEM, 3., 2016, Pelotas, RS. Anais [...]. Assis, SP: Triunfal Gráfica e Editora, 2017. 
BOWEN, Norman Levi. The evolution of the igneous rocks. New Jersey, Princeton 
University Press, p. 332, 1928. 
BRANDÃO, Juliana Andréia Vrba. Pó de rocha como fonte de nutrientes no contexto da 
agroecologia. 2012. Dissertação (Mestrado em Agroecologia e Desenvolvimento Rural) – 
Programa de Pós-Graduação em Agroecologia e Desenvolvimento Rural, Centro de Ciências 
Agrárias, Universidade Federal de São Carlos, Araras, 2012. 
BRASIL. Lei nº 12.890, de 10 de dezembro de 2013. Altera a Lei nº 6.894, de 16 de 
dezembro de 1980, para incluir os remineralizadores como uma categoria de insumos 
38 
 
 
destinados à agricultura, e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, 
2013. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-
2014/2013/lei/l12890.htm. Acesso em: 20 jun. 2021. 
BRUGNERA, Roberto Luis. Avaliação do uso de pó de rocha basáltica como fertilizante 
alternativo na cultura da rúcula. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharel em 
Agronomia), Foz do Iguaçu – PR, 2012. 
COLA, Geovana Poton Arcobeli; SIMÃO, João Batista Pavesi. Rochagem como forma 
alternativa de suplementação de potássio na agricultura agroecológica. Revista Verde, 
Mossoró, v.7, n.1, p.01-08, 2012. 
DOKUCHAEV, V.V. Short storical description and critical analysis of the more important 
soils classification.Travaux Society Natural Saint Petersburg, v. 10, p. 64-67, 1879. 
EMBRAPA. Esclarecimento sobre uso de agrominerais silicáticos (remineralizadores) na 
agricultura – Esclarecimentos Oficiais. Brasília: EMBRAPA, 2020. Disponível em: 
https://www.embrapa.br/esclarecimentos-oficiais/-/asset_ publisher 
/TMQZKu1jxu5K/content/esclarecimentos-sobre-uso-de-agrominerais-silicaticos-
remineralizadores-na-agricultura?inheritRedirect=false. Acesso em: 12 jun. 2021. 
EMBRAPA. Solos do Brasil. Brasília: EMBRAPA, 2018. Disponível em: 
https://www.embrapa.br/tema-solos-brasileiros/solos-do-brasil. Acesso em: 19 jun. 2021. 
ERHART, Joni. Efeito do pó de basalto nas propriedades químicas do solo e nutrição da 
videira (Cabernet sauvignon). 2009. Dissertação (Mestrado em Ciência do Solo) – Programa 
de Pós-Graduação em Ciências Agrárias, Centro de Ciências Agroveterinárias, Universidade 
do Estado de Santa Catarina, Lages, 2009. 
FAROUTINE, Georgy. Eficiência agronômica do kamafugito como fonte de fósforo e 
potássio para a cultura do feijão. 2018. Dissertação (Mestrado em Solos) – Programa de 
Pós-Graduação em Agronomia, Instituto de Ciências Agrárias, Universidade Federal de 
Uberlândia, Uberlândia, 2018. 
GOLDICH, G.G. A study in rock weathering. Journal of Geology, v. 46, p.17-58, 1938. 
GROTH, Mártin Zanchett et al. Pó-de-basalto no desenvolvimento de plantas de alface e na 
dinâmica populacional de insetos. Revista de Ciências Agroveterinárias, Lages, v.16, n.4, 
p.433-440, 2017. 
HENSEL, Julius. Pães de Pedra. Tradução de Hans Landgraf; Jairo Resfrepo Riveira; 
Sebastião Pinheiro. 2003. Disponível em: http://www.luquips.com.br/ paes_de_pedra.pdf. 
Acesso em: 19 jun. 2021. 
KAMPF, Nestor; CURI, Nilton; MARQUES, João José; Intemperismo e Ocorrência de 
minerais no ambiente do solo. In: MELO, Vander de Freitas; ALLEONI, Luís Reynaldo F. 
(org.). Química e Mineralogia do Solo: Conceitos básicos. Viçosa, MG: SBCS. Parte I. p. 
333-379, 2009 
39 
 
 
LOBATO, Breno. Normalização viabiliza produção de remineralizadores agrícolas. 
Brasília: EMBRAPA, 2016. Disponível em: https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-
/noticia/10926915/normatizacao-viabiliza-producao-de-remineralizadores-agricolas. Acesso 
em: 20 jun. 2021. 
MACHADO, Giovani Vitoria et al. Competitividade do Gás Natural: estudo de caso na 
indústria de fertilizantes nitrogenados. Rio de Janeiro: Informe Técnico, 2019. p. 1-16. 
MAZOYER, Marcel; ROUDART, Laurence. História das agriculturas no mundo: do 
neolítico à crise contemporânea. Tradução de Cláudia F. Falluh Balduino Ferreira. 2. ed. São 
Paulo: UNESP, 2010. 
MELO, Valdinar Ferreira et al. Doses de basalto moído nas propriedades químicas de um 
Latossolo Amarelo distrófico da savana de Roraima. Acta Amazonica, Manaus, v. 42, n. 4, p. 
471-476, 2012. 
MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO. Instrução 
Normativa nº5. Brasil, 2016. Disponível em: https://www.gov.br/agricultura/pt-
br/assuntos/insumos-agropecuarios/insumos-agricolas/fertilizantes/legislacao/in-5-de-10-3-
16-remineralizadores-e-substratos-para-plantas.pdf/view. Acesso em: 17 jun. 2021. 
MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO, INDÚSTRIA, COMÉRCIO EXTERIOR E 
SERVIÇOS. Exportação e Importação Geral. Comexstat: Brasil, 2021. Disponível em: 
http://comexstat.mdic.gov.br/pt/geral. Acesso em: 28 jun. 2021. 
NICHELE, Élen Ramos. Utilização de minerais no desenvolvimento de plantas e na 
mitigação de odores em criações animais confinadas. 2006. Dissertação (Mestrado em 
Ciência do Solo) – Programa de Mestrado em Agronomia, Centro de Ciências 
Agroveterinárias, Universidade do Estado de Santa Catarina, Lages, 2006. 
OLIVEIRA, Alexandre Vidigal de. Anuário estatístico do setor de transformação de não 
metálicos. Ministério de Minas e Energia: Brasil, 2019. Disponível em: 
http://antigo.mme.gov.br/documents/36108/405154/ANU%C3%81RIO+N%C3%83O-
METALICOS+2019+18.05.2020.pdf/4bda5f9e-8f83-d792-d1d5-bee1baf7b0df. Acesso em: 
08 jul. 2021. 
OLIVEIRA, Maiara Prates; MALAGOLLI, Guilherme Augusto; CELLA, Daltro. Mercado de 
Fertilizantes: dependência de importações do Brasil. Revista Interface Tecnológica, São 
Paulo, v. 16, n. 1, p. 489-498, 2019. Disponível em: https://revista. 
fatectq.edu.br/index.php/interfacetecnologica/article/view/606. Acesso em: 12 jun. 2021. 
PENHA, Henrique Gualberto Vilela; GUALBERTO, Camila de Andrade Carvalho. 
Remineralizadores de solo: economia para o produtor e produtividade na lavoura. Revista 
Campo & Negócios. Uberlândia, 2020. Disponível em: https://revistacampo 
enegocios.com.br/remineralizadores-de-solo-economia-para-o-produtor-e produtividade-na-
lavoura/. Acesso em: 18 jun. 2021. 
RAMOS, Claudete Gindri et al. Estudo preliminar de aplicação de basalto com zeólitas como 
remineralizador de solo em plantio de eucalipto. In: BAMBERG, Adilson Luis et al. (org.). III 
40 
 
 
CONGRESSO BRASILEIRO DE ROCHAGEM, 3., 2016, Pelotas, RS. Anais [...]. Assis, SP: 
Triunfal Gráfica e Editora, 2017. 
REIS, Betânia Roqueto dos. Potencial de consumo de remineralizadores como fonte de 
nutrientes na agricultura e construção do modelo de arranjos produtivos locais. 2015. 
Trabalho de conclusão de curso (Graduação em Engenharia Agronômica), Piracicaba: 
ESALQ/USP, 2015. 
SANTOS, Cleberton Correia. Competência Técnica e Responsabilidade Social e 
Ambiental nas Ciências Agrárias 4. Ponta Grossa: Atena, 2020. E-book. 
SANTOS, Danilo Reinheimer dos; REICHERT, José Miguel. Gênese e propriedades do 
solo. Santa Maria, 2007. Disponível em: https://repositorio.ufsm. 
br/bitstream/handle/1/16154/Curso_Agric-Famil-Sust_G%C3%AAnese-Propriedade-
Solopdf?sequence=1&isAllowed=y. Acesso em: 27 jul. 2021. 
SILVA, Aline da et al. Avaliação dos efeitos da aplicação de basalto moído na fertilidade do 
solo e nutrição de Eucalyptus benthamii. Floresta, Curitiba, v. 42, n. 1, p. 69-76, 2012. 
SILVA, Lucas Dressano Pereira da; AZEVEDO, Antonio Carlos de; FILHO, Raul A. Ação 
de microrganismos em pó-de-basalto. In: THEODORO, Suzi Huff et al. (org.). II 
CONGRESSO BRASILEIRO DE ROCHAGEM, 2., 2013, Poços De Caldas, MG. Anais [...]. 
Visconde do Rio Branco, MG: Suprema, 2013. 
SOUZA, Maicon Douglas Bispo de. Efeito de rochagem, vinhaça e plantas de cobertura 
no desenvolvimento do feijoeiro (Phaseolus vulgaris L.) e em atributos químicos do solo. 
2016. Dissertação (Mestrado em Agroecologia e Desenvolvimento Rural) – Programa de Pós-
Graduação em Agroecologia e Desenvolvimento Rural, Centro de Ciências Agrárias, 
Universidade Federal de São Carlos, Araras, 2016. 
THEODORO, Suzi Huff. A construção do marco legal dos remineralizadores. Brasília, 
2016. Disponível em: https://aedmoodle.ufpa.br/pluginfile.php/419634/mod_ 
resource/content/1/A%20CONSTRUC%CC%A7A%CC%83O%20DO%20MARCO%20LEG
AL%20DOS%20REMINERALIZADORES%20-%20Suzi%20Huff%20Theodoro 
%20III%20CBR.pdf. Acesso em: 11 jun. 2021. 
THEODORO, Suzi Huff. Cartilha de Rochagem. 2.ed. Brasília, 2020. 32 p. Disponível em: 
http://sgbeduca.cprm.gov.br/media/adultos/cartilha_rochagem.pdf. Acesso em: 13 jun. 2021. 
THEODORO, Suzi Huff; LEONARDOS, Othon H.; ALMEIDA, Edinei de. Mecanismos para 
disponibilização de nutrientes minerais a partir de processos biológicos. In: MARTINS, Eder 
de Souza; THEODORO, Suzi Huf (org.). I CONGRESSO BRASILEIRO DE ROCHAGEM, 
1., 2009, Planaltina, DF. Anais [...]. Planaltina, DF: Embrapa Cerrados, 2010. 
THEODORO, Suzi Huff et al. A importância de uma rede tecnológica de rochagem para a 
sustentabilidade em países tropicais. Revista Brasileira de Geografia Física, Brasília, v. 5, 
n. 6, p. 1390-1407, 2012. 
41 
 
 
THEODORO, Suzi Huff et al. Experiências de uso de rochas silicáticas como fonte de 
nutrientes. Revista Espaço & Geografia, Brasília, v. 9, n. 2, p. 263-292, 2006. 
TOSCANI, Rafael Gomes da Silveira; CAMPOS, José Elói Guimarães. Uso de pó de basalto 
e rocha fosfatada como remineralizadores em solos intensamente intemperizados. Revista 
Geociências,São Paulo, v. 36, n. 2, p. 259-274, 2017. 
UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS. Eventos. Catalão, 2020. Disponível em: 
http://eventos.ufg.br/SIEC/portalproec/sites/gerar_site.php?ID_SITE=15361. Acesso em: 20 
jun. 2021. 
WELTER, Marina Keiko et al. Efeito da aplicação de pó de basalto no desenvolvimento 
inicial de mudas de camu-camu (Myrciaria dubia). Revista Brasileira de Fruticultura, 
Jaboticabal – SP, v. 33, n. 3, p. 922-931, 2011. 
WRITZL, Thaniel Carlon et al. Produção de milho pipoca com uso do pó de rocha de basalto 
associado à cama de frango em latossolo. Revista Brasileira de Agropecuária Sustentável, 
Rio Grande do Sul, v. 9, n. 2, p. 101-109, 2019. 
ZANOVELLO, Cris Renê et al. O pó de rocha e a nutrição do solo. Revista Campos & 
Negócios. Uberlândia, 2018. Disponível em: https://revistacampoenegocios.com. br/o-po-de-
rocha-e-a-nutricao-do-solo/. Acesso em: 28 jul. 2021.

Mais conteúdos dessa disciplina