Prévia do material em texto
* Fisioterapia Preventiva Adriane Navas /2017 * FISIOTERAPIA PREVENTIVA A formação do fisioterapeuta tem por objetivo dotar o profissional dos conhecimentos requeridos para o exercício das seguintes competências e habilidades gerais, das quais destacamos: * Atenção a Saúde os profissionais de saúde, dentro de seu âmbito profissional, devem estar aptos a desenvolver ações de prevenção, promoção, proteção e reabilitação da saúde, tanto em nível individual quanto coletivo. Cada profissional deve assegurar que sua prática seja realizada de forma integrada e contínua com as demais instâncias do sistema de saúde, sendo capaz de pensar criticamente, de analisar os problemas da sociedade e de procurar soluções para os mesmos. * OS NÍVEIS DE PREVENÇÃO * Prevenção Primária: Realizada no período de pré-patogênese, sendo que o conceito de promoção da saúde aparece como um dos níveis da prevenção primária definidos como medidas destinadas a desenvolver uma saúde ótima. Um segundo nível de prevenção primária seria a proteção específica contra agentes patológicos ou pelo estabelecimento de barreiras contra os agentes do meio ambiente. * Prevenção Secundária: A fase da prevenção secundária também se apresenta em dois níveis, o primeiro diagnóstico e tratamento precoce e o segundo limitação da invalidez. Visa um diagnóstico imediato e um tratamento para evitar a prevalência da doença no indivíduo. * Prevenção Terciária Diz respeito a ações de reabilitação, caracteriza-se por ações que tem como objetivo a reabilitação do individuo e redução de sua incapacidade. * Prevenção primordial Objetivos: Evitar a emergência e estabelecer padrões de vida (sociais, econômicos e culturais) que aumentem o risco de desenvolver doenças; Procedimento: ações dirigidas às populações ou grupos selecionados saudáveis; Consequências: efeitos múltiplos nas várias doenças e impacto na saúde pública; Exemplos: legislação sobre álcool, políticas antitabagismo e programas do exercício regular. Prevenção quartenária Objetivos: evitar o excesso de intervencionismo médico e a iatrogenia; detectar indivíduos em risco de overmedicalisation; sugerir alternativa; capacitar os utentes quanto à aplicação de consumos impróprios; realizar análise das decisões clínicas. * História Natural da Doença Para adquirir conhecimento frente à atuação na prevenção e promoção da saúde aos indivíduos cabe relembrar a História Natural da Doença e todos os fatores que estão envolvidos junto a ela, bem como os níveis de aplicação das ações de saúde. * A doença passa por três fases: Pré-Patogênese, Fase clínica e Sequelas * ATUAÇÃO DO FISIOTERAPEUTA Fisioterapeuta, como os demais profissionais de saúde, tem sólida formação acadêmica, para atuar no desenvolvimento de programas de promoção de saúde. Porém, frequentemente, tem suas atividades profissionais reconhecidas na reabilitação e na recuperação de pessoas fisicamente lesadas com atuação, portanto, em níveis de atenção secundária e terciária à saúde * A inserção da fisioterapia na rede pública de saúde vem sofrendo a influência do seu surgimento, pois apresenta sua origem e evolução marcadas pela reabilitação. A própria origem da fisioterapia enfatizou e dirigiu as definições do campo profissional para atividades recuperativas, reabilitadoras e atenuadoras de um organismo que se encontra em más condições de saúde. * No entanto, a formação universitária, como especificada pelo Ministério da Educação (MEC), destaca o fisioterapeuta como um profissional generalista, sendo capaz, portanto, de atuar em todos os níveis de atenção à saúde, não devendo ficar restrito às ações curativas e reabilitadoras. As propostas de atuação da fisioterapia, na atenção primária, apresentam-se com os objetivos de desenvolver ações voltadas à manutenção da saúde ou, então, em última instância, à prevenção de sequelas e não apenas à reabilitação. * É dentro desta nova perspectiva de atuação profissional que se insere o fisioterapeuta preventivo, agindo em programas de promoção de saúde e proteção específica. O fisioterapeuta, na saúde pública, tem participação e ação no planejamento de todos os níveis de atenção à saúde, participando, portanto, na saúde básica (promoção e educação); em serviços ambulatoriais e hospitalares e em serviços de referência em reabilitação. Porém, tem-se observado uma baixa participação da fisioterapia em programas de promoção e educação voltados à saúde. * Observou-se, nos estudantes e nos profissionais de fisioterapia, muitas vezes, uma falta de iniciativa ou de interesse na aplicação de práticas educadoras, mas principalmente uma ausência de didática, ao transmitir conhecimentos que agem formando e transformando idéias em ações conducentes à saúde. A linguagem parece ter representado a principal barreira na compreensão das informações transmitidas por ambos os sujeitos (prestador e usuário do serviço), prejudicando, portanto, a comunicação e o desenvolvimento do trabalho educativo entre os mesmos. * O SUS representa, atualmente, o maior empregador de trabalhadores em saúde; porém, observa-se que a fisioterapia tem explorado pouco este mercado de trabalho em relação aos demais integrantes da equipe de saúde. A fisioterapia precisa modificar aquela visão, exclusivamente vinculada à reabilitação e recuperação dos indivíduos, e se expandir, concretamente, em atividades voltadas à atenção Primária à Saúde. Os fisioterapeutas devem conquistar seu espaço na saúde pública, promovendo atenção específica na sua área, mas também agindo como educador e promovedor de idéias e ações que contribuam para o controle das enfermidades * Desta forma, para todos os profissionais e estudantes que desejarem exercer a prática social concreta, que representa a Educação em Saúde, além da sensibilização sobre a importância da informação, educação e comunicação na construção da cidadania e dos comportamentos conducentes à saúde, é condição fundamental, que estejam comprometidos com um trabalho pedagógico que valorize a intercomunicação entre o saber popular e o científico. * Exemplos: Vigilância dos distúrbios cinesiofuncionais: acompanhamento da integridade físico-funcional e distúrbios relacionados à locomoção. Orientações posturais: orientação postural a grupos de risco (escolares, gestantes, idosos). Desenvolvimento da participação comunitária: Identificar os principais problemas que atingem a comunidade; estimular hábitos saudáveis; campanhas. - Ambiente e estilos de vida saudáveis: prática de atividade física; combate ao tabaco, álcool e drogas ilícitas; barreiras arquitetônicas; coleta de lixo. * 2- FISIOTERAPIA NO AMBIENTE DE TRABALHO A fisioterapia encontra-se em um momento importante na confirmação de suas atuações em estudos direcionados à saúde do trabalhador. Podendo atuar com visão generalista, reconhecendo situações como: perfil de saúde ocupacional, redução de produtividade, necessidade de treinamentos, tratamento médico, afastamentos prolongados, programas de reintegração do trabalhador e por processos indenizatórios, esclarecendo o custo acessível de um profissional fisioterapeuta que contribuirá de maneira positiva a imagem social da empresa. “Devemos ter um perfil curativo, porém um compromisso ambicioso de lançar ações preventivas e encorajadoras quanto à qualidade e saúde no trabalho”. * -Participar efetivamente dos exames admissionais, periódicos e demissionais; - Analisar o ambiente de trabalho para identificar fatores de riscos a saúde dos trabalhadores (Segmento em Sobrecarga Biomecânica – SSB) e propor medidas corretivas e preventivas; - Realizar análise ergonômica do trabalho (AET); - Participar de Comitê de Ergonomia (COERGO); - Intervir praticamente em ações preventivas, como campanhas, feiras de saúde, Ginástica Laboral, Ginástica de Pausa,treinamentos; - Contribuir para a adequada execução da Normas Regulamentadoras; - Realizar tratamento fisioterapêutico como medida de prevenção secundária; - Realizar a integração e reinserção de colaboradores pós-lesões que retornam a suas atividades laborativas; - Realizar laudos cinesiológicos-funcionais para passivos trabalhistas; - Realizar assistência técnica judicial (CREFITO, 2009). * 1. CONCEITO DE TRABALHO E SUA ORIGEM O trabalho é a atividade desenvolvida pelo homem com o objetivo de produzir riqueza. A história do trabalho começa quando o homem procura os meios adequados para satisfazer suas necessidades. À medida que a satisfação pessoal é atingida, ampliam-se as necessidades e criam-se as relações sociais que determinam a visão histórica do trabalho. Assim o trabalho permanece subordinado às formas sociais historicamente limitadas e às correspondentes organizações técnicas, caracterizando o chamado modo de produção. * Escravismos, feudalismo e capitalismo são exemplos de formas sociais desenvolvidas e estruturadas nas relações que dominam o processo e a organização do trabalho sob determinadas circunstâncias, originam as relações fundamentais desse processo. Assim, o momento histórico é compreendido pela maneira como os homens produzem os meios materiais, ou seja, a riqueza * De forma conceitual podemos dizer que o processo de trabalho é o resultado da combinação do objeto, dos meios, da força e do produto do trabalho. O objeto do trabalho é a matéria que se encontra em seu estado natural; já a matéria-prima é aquela que sofreu intervenção do homem, mas ainda não foi convertida em produto. Os meios de trabalho são os instrumentos que o homem utiliza para realizar a transformação da matéria e o ambiente em que o corre essa transformação. A força de trabalho representa a energia humana usada no processo de transformação, mas não pode ser confundida com o próprio trabalho, que nesse caso representa o rendimento da força de trabalho. Finalizando, o produto é o valor criado pelo trabalho e corresponde ao objeto produzido para satisfazer as necessidades do homem * No século XVIII houve uma grande mudança nos processos de trabalho. A população cresceu aceleradamente, o que estimulou a produção em grande escala, pois havia mão de obra abundante proveniente da migração para as cidades. Esse momento estabelece o surgimento das primeiras preocupações com a racionalização da produção e com o comportamento do indivíduo diante de sua tarefa. A especialização das etapas da produção começou a ser considerada um meio eficiente de proporcionar destreza ao trabalhador no desempenho de suas atividades, ao mesmo tempo servia de propósito de minimizar a tempo do processo de produção. Nesse período, as jornadas de trabalho eram extensas e os salários baixos, fato que condicionava o trabalhador para que ele vivesse no trabalho, porém sem que suas necessidades básicas fossem supridas. * No século XIX surgiram propostas que o salário devia ser proporcional à produção de cada trabalhador. Mesmo sem alterar a prática dos processos produtivos, o trabalhador passou a ser motivo de preocupação e questionamentos. A motivação, a melhoria do ambiente de trabalho e a monotonia produzida pela especialização, fatores que afetam diretamente a vida do trabalhador no local de trabalho, passaram a ser teorizados timidamente e em algumas poucas empresas. A partir desse momento surge o capitalismo, cujo marco exponencial é o momento definido como revolução industrial, caracterizado pela evolução tecnológica aplicada à produção e a consequente revolução, tanto nos processos produtivos como nas relações sociais. * A revolução industrial apresenta duas fases. A primeira, que compreende o período entre 1760 e 1850, corresponde ao momento das transformações tecnológicas e sociais promovidas basicamente no setor têxtil, da máquina ao vapor em substituição às antigas fontes de energia usadas até então (força manual, tração animal, energia hidráulica). A segunda fase ocorreu entre 1859 a 1900, caracterizada pela expansão do uso da máquina a vapor em mais países da Europa, nos EUA e na Ásia. Essa expansão é acompanhada por novos avanços tecnológicos, especialmente a descoberta da eletricidade cidade e de vários tipos de combustíveis derivados do petróleo usados como força motriz, à invenção do rádio e dos motores de explosão, e o automóvel, o invento mais representativo desse período. * As duas fases da Revolução Industrial correspondem a uma etapa importante no crescimento do capitalismo, englobando o período entre o séc. XIX e a primeira guerra mundial (1914 - 1918), principalmente assentando a livre concorrência e por isso denominado capitalismo liberal. Durante esta fase que se arrasta até os dias atuais, a produção industrial é automatizada e os meios de comunicação se expandem vertiginosamente. A energia elétrica substitui definitivamente a energia a vapor. No século XX, implanta-se definitivamente a indústria mecanizada com produção automatizada, observando-se um avanço tecnológico espetacular. * Taylor (1887), por meio de métodos empíricos, estabeleceu técnicas para uma administração voltada à produção individual com base para um maior e melhor desempenho geral da indústria, ou seja, a divisão do trabalho em atividades simples e previamente definidas, a utilização de mão de obra não especializada passou a ser amplamente possível e viável. Assim, a indústria assumiu a controle do processo e pôde, consequentemente, aumentar sua produtividade à custa de mão de obra não especializada. Henry Ford, um adepto ao taylorismo, acreditava que uma das necessidades básicas para a prosperidade do trabalhador referia-se aos aspectos físicos do local de trabalho. Assim, defendeu que a condição essencial para obter satisfação no trabalho seria dispor os locais de trabalho com amplas acomodações, devidamente limpas e ventiladas. * O taylorismo e o fordismo proporcionaram melhores condições de trabalho, tanto no aspecto motivacional como nas questões relativas ao planejamento do cargo e do ambiente físico. Taylor valorizou os trabalhadores e lhes forneceu condições para que estes ganhassem, de forma proporcional à sua produção. Contudo, a forma racional de execução de tarefas, apresentadas pelo taylorismo, levou o trabalhador a um desgaste físico quase desumano, numa visão atual, porém tornou a tarefa mais significativa, além de representar o início dos estudos acerca do comportamento humano do trabalho. * A organização do trabalho é um processo que envolve as atividades do trabalhador e as relações sócio profissionais com seus pares e com a hierarquia concretizadas em uma determinada estrutura organizacional. Considerando essa conceituação, podemos perceber que a visão de taylor-fordiana representa o primeiro modelo científico de organização do trabalho, pois visa racionalizar a produção de forma específica, mantendo a mecanização, produção em massa e elevados índices salariais. As premissas desse modelo vêm sendo amplamente questionadas, pois além de uma elevação da produtividade observou-se, também, um decréscimo na qualidade de vida no trabalho, considerando-se as jornadas de trabalho prolongadas, a fadiga física e mental dos trabalhadores e especialmente o esvaziamento do conteúdo significativo das atividades laborais, gerando como produto final a insatisfação do indivíduo durante o cumprimento de suas tarefas. * Hoje em uma escala muito maior e muito mais rápida, um novo sistema econômico e social está tomando forma, e também deve transformar praticamente todo o conjunto de relações sociais. Assim, a nova economia desponta com algumas características marcantes, como: Nivelamento das hierarquias e dos produtos que hoje são produzidos mais sob medida; Necessidade de uma melhor qualificação profissional à medida que o trabalho braçal vem sendo continuamente substituído pelo trabalho mental; Aparecimentode alianças e complexas redes de fornecimento, reduzindo a integração vertical; Surgimento de novos nichos; Imposição de um ritmo constante de atualização e de mudanças, com as empresas sendo obrigadas a operar em um ritmo cada vez mais intenso. * Considerando essas características, é necessária uma mudança de paradigma, com a transformação da prática gerencial e administrativa, a otimização global, a produção integrada, a diversificação e a integração de produtos e usuários, a elevada qualidade e baixo custo de produção, a educação básica e o treinamento contínuo, longos contratos de trabalho e altos índices salariais, visando assim não só a saúde do trabalhador, mas de todo conjunto de valores envolvidos nas relações sociais. Dessa forma, rompemos com o modelo taylor-fordiano ao deixar de privilegiar a produtividade pela mecanização e passar a promovê-la pela humanidade desses ambientes produtivos. * Essa nova realidade deve ir além da troca de tecnologia, deve promover descentralização das decisões, à integração entre o trabalhador e produto final, a flexibilização hierárquica, a liberdade de criação, o incentivo à participação, a valorização e a qualificação constante dos trabalhadores. Com o objetivo de avaliar a qualidade de vida no trabalho incluem: remuneração digna, identidade com a tarefa, ciclos completos, autoridade no trabalho, criatividade na tarefa e feedback quanto ao trabalhado feito, enquanto o fator negativo a ser eliminado diz respeito ao estresse * POSTO DE TRABALHO Posto de trabalho pode ser definido como a menor unidade produtiva que envolve o homem, o equipamento utilizado na realização da tarefa e o ambiente de trabalho, assim uma fábrica é composta por um conjunto de postos de trabalho. Fazendo uma analogia, o posto de trabalho seria equivalente a uma célula, onde o homem é o núcleo e o restante da célula seriam os equipamentos e o ambiente circundante. Para que uma fábrica funcione bem, é necessário que os postos de trabalho que a compõem também estejam funcionando adequadamente. E para isso, os postos de trabalho devem ser arranjados e dimensionados aos seus respectivos trabalhadores para se tornarem seguros, eficientes e confortáveis * O arranjo físico (layout) é o estudo do posicionamento dos diversos elementos que compõe o posto de trabalho. E esses devem seguir alguns critérios funcionais e ergonômicos na hora da distribuição espacial desses elementos: Importância: o instrumento, ou equipamento que for mais importante e for constantemente utilizado devem estar mais próximos e da fácil acesso ao trabalhador. Frequência de uso: quanto mais frequente o uso de um elemento, mais próximo ele deve ficar do trabalhador. Agrupamento funcional: os elementos de semelhantes funções e ou que deve ser usados de forma integrada devem ser colocados próximos, para facilitar a tarefa. Sequência de uso: ordenar de forma temporal e espacial os elementos utilizados no posto de trabalho. Os mais utilizados devem estar mais próximos do trabalhador. Intensidade e Fluxo: Os elementos que tem maior intensidade de fluxo (movimentos corporais, equipamentos, materiais) são colocados próximo entre si. Ligações preferenciais: Elementos de diferentes fluxos, (visuais, auditivas, controles), porém com ligações, devem estar próximos. * Além do arranjo físico, o posto de trabalho também deve ser dimensionado atendendo a média antropométrica dos ocupantes do posto de trabalho, assim, o trabalhador será capaz de adotar uma postura mais confortável, seus alcances e movimentos estarão adequados ao posto. Outros fatores a serem considerados no dimensionamento são as ferramentas, dimensão das máquinas, equipamentos e interação com outros postos de trabalho e os ambientais (iluminação, ventilação, umidade do ar, ruído, ambiente externo). * As dimensões consideradas de modo geral, mais importantes são: alturas das superfícies de trabalho, alcances proximais (medida do alcance máximo das mãos do trabalhador que deve ser feita com os cotovelos flexionados e com o braço encostado no tronco, sem flexionar o dorso) e alcances distais (medida do alcance máximo das mãos do trabalhador que deve ser feita com os cotovelos estendidos e os ombros fletidos, sem flexionar o dorso), espaço para acomodar os membros inferiores, dimensionamento das folgas, altura para visão e ângulo de visual. * Para atender as normas de ergonomia nos postos de trabalho foram criadas normas obrigatórias, que quando seguidas tendem a garantir um padrão mínimo de qualidade nos postos de trabalho. Na década de 80 deu-se inicio a ISO (International Standardization Organization) – Organização Internacional para Padronização, que nada mais é do que uma entidade de padronização e normatização que tem por finalidade aprovar normas internacionais como as normas técnicas, normas de procedimentos, como por exemplo, normas sobre mobiliário. No Brasil, essa entidade é representada pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). Existem mais de 30 normas técnicas em ergonomia. * Existem duas formas de analisar e ou adaptar o posto de trabalho, o enfoque Taylorista e o enfoque Ergonômico O Taylorista: Baseado no estudo dos movimentos e no tempo gasto para executá-los é chamado de estudos de tempos e movimentos, ou seja, essa forma de analisar o posto de trabalho se baseia na economia de movimentos. Será calculado um tempo padrão, que é o tempo necessário a um operário experiente executar o trabalho, e esse deve ser realizado com o mínimo de movimentos necessários e no menor tempo possível. Isso leva a simplificação e repetição dos movimentos, o que resulta numa produção mais eficiente, porém com o inconveniente de sobrecarregar os grupos musculares utilizados na execução dos movimentos. Ou seja, do ponto de vista da empresa, utilizar o tempo padrão como modelo de trabalho é muito lucrativo em curto prazo, pois traz velocidade e acelera a linha de produção. E do ponto de vista do trabalhador pode ser desastroso devido à repetição de padrões simples de movimentos aumentando o risco de lesões do sistema músculo esquelético envolvido na tarefa * O ergonômico: Baseando num conjunto de conhecimentos relativos ao homem e a relação com seu respectivo posto de trabalho. No enfoque ergonômico, as máquinas, ferramentas, equipamentos, materiais, imobiliários, ambiente bem como a parte organizacional do trabalho são adaptados às características biomecânicas e psicofisiologicas dos trabalhadores de modo a gerar conforto, segurança e eficiência aos trabalhadores. Nesse enfoque o homem é considerado de fato, o núcleo do posto de trabalho, compreender suas necessidades é primordial para criar um posto adaptado para cada trabalhador e isso é considerado um posto de trabalho ergonomicamente correto, onde o trabalho é adaptado ao homem e não o contrário. Na adequação do posto de trabalho podemos adotar diversos critérios de avaliação como, por exemplo, tempo gasto na operação, o índice de erros e acidentes (Taylorista). Mas a postura e o esforço exigido para realização de cada tarefa é primordial do ponto de vista ergonômico. * Para facilitar a compreensão podemos dividir a ergonomia em 5 áreas da atuação aplicadas ao trabalho. Área 1. Ergonomia na organização do trabalho pesado: planeja o sistema de trabalho para as atividades de alto dispêndio energético, para tornar a atividade possível de ser realizada sem ser fatigante (a fadiga é decorrente da atividade muito pesada anaeróbia (sem oxigênio) e por um longo período que acaba liberando acido lático no sangue, podendo causar a acidose metabólica. Além disso, essas atividades pesadas também causam inúmeras microlesões no sistema musculoesquelético diretamente envolvido com o trabalho em questão, o que gera a dor de início tardio, também conhecida como dor do dia seguinte, muito confundida com a dor em queimação causada pela presença de acido lático no sangue que acontece durantea atividade pesada e até 3 ou 4 horas após essa atividade, depois disso o ácido lático e metabolizado e excretado e a dor que segue é devido ao processo inflamatório necessário para reparação das microlesões. * Área 2.Biomecânica aplicada ao trabalho: está é a maior área de aplicação prática da ergonomia em relação ao trabalho. Nessa área estudamos os movimentos humanos sob a luz da mecânica, ou seja, estudamos as diversas posturas no trabalho e a prevenção de lesões e fadiga, estudamos a coluna e a prevenção de lombalgias, estudamos os membros superiores e inferiores e as causas de DORTS (distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho) e também estudamos os postos de trabalhos onde os trabalhadores trabalham sentados ou que levantam e ou transportam cargas, sempre com o intuito de entender o trabalho, conhecer os fatores de risco para lesões e minimizar e ou excluir esses fatores de ricos * Área 3. Adequação ergonômica geral do posto de trabalho: nessa área, planejar postos de trabalhos ergonômicos é o objetivo e para isso, é necessário saber a antropometria (medida dos seguimentos corporais, e seus ângulos de conforto e desconforto) ou a média antropométrica dos ocupantes do cargo, para conceber postos de trabalhos adequados tanto para se trabalhar em pé como sentado, tanto para trabalho leve, quanto pesado, atendendo 90% das necessidades da população que atua nesses postos de trabalho. * Área 4. Prevenção da fadiga no trabalho: nessa área a ergonomia propõe regras capazes de diminuir ou compensar os fatores de risco das sobrecargas que geram fadiga física e ou psíquica. Área 5. Prevenção do erro humano: essa área procura adotar medidas necessárias para que o indivíduo acerte no seu trabalho. Nem toda forma de erro humano é decorrente de más condições ergonômicas, porém elas são causas frequentes no erro humano. * * Estudo do relacionamento entre o homem e seu trabalho * Fatores de risco Repetição de movimentos. Pressão da chefia. Pressão da máquina. Postura inadequada. Premiação – competição. Produção crescente. Excesso de jornada Ambiente inadequado. Monotonia nas atividades. Excesso de força. Retorno não gradual. * resumindo Quando a carga de trabalho supera a capacidade do trabalhador... doença e acidentes * Sintomas Grau I = peso, desconforto, pontadas, dor leve e fugaz, recuperação boa. Grau II = dor + intensa, formigamento e calor, leve atenuação no repouso, < da produção, recuperação razoável, risco de perda do emprego. Grau III = dor forte, no repouso, perda da força, eletromiografia e ecocardiograma (achados). Grau IV = dor insuportável, perda da força e controle muscular, invalidez, expectativa sombria quanto a recuperação. * Análise ergonômica Deve ser solicitada: para compreender e solucionar um determinado problema. Casos de DORT. Sindicatos. Ações civis. * Deve conter Objetivo da análise. Organização da produção. Organização do trabalho. Descrição das tarefas * 3- DETERMINAÇÕES LEGAIS NR17: A Norma Regulamentadora visa estabelecer parâmetros que permitam à adaptação das condições de trabalho as características psicofisiologicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar um máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente. * 17.1.1 As condições de trabalho incluem aspectos relacionados ao: Levantamento. Transporte. Descarga de materiais. Mobiliário. Equipamentos. Condições ambientais do posto de trabalho. Organização do trabalho. Cabe ao empregador realizar a análise ergonômica do trabalho * 17.1.2 Para avaliar a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, cabe ao empregador realizar a análise ergonômica do trabalho, devendo a mesma abordar, no mínimo, as condições de trabalho conforme estabelecido nesta NR * 17.2 Levantamento, transporte e descarga individual de materiais. 17.2.1. Para efeito desta Norma Regulamentadora: 17.2.1.1. Transporte manual de cargas - transporte no qual o peso da carga é suportado por um só trabalhador, compreendendo o levantamento e a deposição da carga. 17.2.1.2. Transporte manual regular de cargas - transporte manual realizado de maneira contínua. 17.2.1.3. Trabalhador jovem - trabalhador com idade inferior a 18 anos e maior de 14 anos. * 17.2 * 17.2 17.2.2. Não pode exigir o transporte manual de cargas, cujo peso possa comprometer sua saúde ou sua segurança. 17.2.3. Todo trabalhador designado para o transporte manual regular de cargas, que não as leves, deve receber treinamento. 17.2.4. Com vistas a limitar ou facilitar o transporte manual de cargas, deverão ser usados meios técnicos apropriados. 17.2.5. Para mulheres e trabalhadores jovens, o peso máximo para transporte manual desta carga deverá ser inferior. 17.2.6. O transporte feito por aparelho mecânico devem ser executados de forma não comprometa a sua saúde/segurança. 17.2.7. O trabalho de levantamento de material feito com equipamento mecânico devem ser executados não comprometendo a sua saúde/segurança. * 17.2 * 17.2 * 17.3 Mobiliário dos postos de trabalho. 17.3.1. Sempre que o trabalho puder ser executado na posição sentada, o posto de trabalho deve ser planejado ou adaptado para esta posição. 17.3.2. Para trabalho manual sentado ou que tenha de ser feito em pé, as bancadas, mesas, escrivaninhas e os painéis devem proporcionar ao trabalhador condições de boa postura, visualização e operação e devem atender aos seguintes requisitos mínimos: * 17.3 a) ter altura e características da superfície de trabalho compatíveis com o tipo de atividade, com a distância requerida dos olhos ao campo de trabalho e com a altura do assento; b) ter área de trabalho de fácil alcance e visualização pelo trabalhador; c) ter características dimensionais que possibilitem posicionamento e movimentação adequados dos segmentos corporais. * * 17.3 * 17.3 * 17.3 Para trabalho que necessite também da utilização dos pés, os pedais e demais comandos para acionamento pelos pés devem ter posicionamento e dimensões que possibilitem fácil alcance, bem como ângulos adequados entre as diversas partes do corpo do trabalhador, em função das características e peculiaridades do trabalho a ser executado. * * 17.3 17.3.3. Os assentos utilizados nos postos de trabalho devem atender aos seguintes requisitos mínimos de conforto: altura ajustável à estatura do trabalhador e à função; características de pouca ou nenhuma conformação na base do assento; encosto com forma levemente adaptada ao corpo para proteção da região lombar. 17.3.4. Para as atividades sentadas, a partir da AET, poderá ser exigido suporte para os pés. 17.3.5. Para as atividades em que os trabalhos sejam realizados de pé, devem ser colocados assentos para descanso. * * 17.4 Equipamentos dos postos de trabalho. 17.4.1. Todos os equipamentos devem estar adequados às características psicofisiológicas dos trabalhadores e à natureza do trabalho a ser executado. 17.4.2. Nas atividades que envolvam leitura de documentos para digitação, deve: ser fornecido suporte adequado para documentos que possa ser ajustado proporcionando boa postura, visualização e operação, evitando movimentação freqüente do pescoço e fadiga visual; ser utilizado documento de fácil legibilidade sempre que possível, sendo vedada a utilização do papel brilhante, ou de qualquer outro tipo que provoque ofuscamento * 17.4 c) a tela, o teclado e o suporte para documentos devem ser colocados de maneira que as distâncias olho-tela, olho-teclado e olho-documento sejam aproximadamente iguais; d) serem posicionados em superfícies de trabalho com altura ajustável. * 17.4 17.4.3.1. Quando os equipamentos de processamento eletrônico de dados com terminais de vídeo forem utilizados deve ser observada a naturezadas tarefas executadas e levar em conta a AET. * 17.5 Condições ambientais de trabalho. 17.5.1. As condições ambientais de trabalho devem estar adequadas às características psicofisiológicas dos trabalhadores e à natureza do trabalho a ser executado. 17.5.2. Nos locais de trabalho onde são executadas atividades que exijam solicitação intelectual e atenção constantes, tais como: salas de controle, laboratórios, escritórios, salas de desenvolvimento ou análise de projetos, dentre outros, são recomendadas as seguintes condições de conforto: * 17.5 17.5.2.1. O nível de ruído aceitável para efeito de conforto será de até 65dB. 17.5.2.2. Os parâmetros devem ser medidos nos postos de trabalho. 17.5.3. Em todos os locais de trabalho deve haver iluminação adequada, natural ou artificial. 17.5.3.1, 17.5.3.2, 17.5.3.3, 17.5.3.4, 17.5.3.5. Referente à iluminação. * 17.6 Organização do trabalho. 17.6.1. A organização do trabalho deve ser adequada às características psicofisiológicas dos trabalhadores e à natureza do trabalho a ser executado. 17.6.2. A organização do trabalho, para efeito desta NR, deve levar em consideração, no mínimo: as normas de produção; o modo operatório; a exigência de tempo; a determinação do conteúdo de tempo; o ritmo de trabalho; o conteúdo das tarefas. * 17.6 17.6.3. Nas atividades que exijam sobrecarga muscular estática ou dinâmica do pescoço, ombros, dorso e membros, e a partir da AET, deve ser observado o seguinte: para efeito de remuneração e vantagens de qualquer espécie deve levar em consideração as repercussões sobre a saúde dos trabalhadores; devem ser incluídas pausas para descanso; quando do retorno do trabalho, após qualquer tipo de afastamento igual ou superior a 15 (quinze) dias, a exigência de produção deverá permitir um retorno gradativo aos níveis de produção vigentes na época anterior ao afastamento. * 17.6 Não avaliar pelo número de toques. Máximo 8 mil toques/h. Máximo 5hs dia. Pausa 10minutos / 50 trabalhados. Inicio gradual após afastamento >15dias * 17.6 A norma técnica ABNT NBR 10.152 propõe os níveis de conforto e ruídos para o trabalho, em situação de empenho intelectual. A OIT (Organização Internacional do Trabalho) orienta que a zona de conforto de temperatura aceitável para muitas pessoas varia de 20 a 25°C, com umidade relativa por volta de 30 a 70% , se a carga de trabalho for leve e não transmitir calor radiante. À proporção em que a carga de trabalho físico aumenta, é necessário uma temperatura mais amena para manter o conforto - aproximadamente 20°C. * NORMAS REGULAMENTADORAS (NR17-ANEXO I-TRABALHO DOS OPERADORES DE CHECKOUTS E II- TRABALHO DE TELEATENDIMENTO ANEXO I 1. Objetivo e campo de aplicação 1.1. Esta Norma objetiva estabelecer parâmetros e diretrizes mínimas para adequação das condições de trabalho dos operadores de checkout, visando à prevenção dos problemas de saúde e segurança relacionados ao trabalho.1.2. Esta Norma aplica-se aos empregadores que desenvolvam atividade comercial utilizando sistema de auto-serviço e checkout, como supermercados, hipermercados e comércio atacadista * 2. O posto de trabalho Em relação ao mobiliário do checkout e às suas dimensões, incluindo distâncias e alturas a) atender às características antropométricas de 90% dos trabalhadores b) assegurar a postura para o trabalho na posição sentada e em pé respeitar os ângulos limites e trajetórias naturais dos movimentos garantir um espaço adequado para livre movimentação do operador manter uma cadeira de trabalho com assento e encosto para apoio lombar colocar apoio para os pés adotar, em cada posto de trabalho, sistema com esteira eletromecânica * 2.2 Em relação ao equipamento e às ferramentas utilizadas escolhê-los de modo a favorecer os movimentos e ações próprias da função posicioná-los no posto de trabalho dentro dos limites de alcance manual e visual do operador * 2.3 Em relação ao ambiente físico de trabalho e ao conjunto do posto de trabalho manter as condições de iluminamento, ruído, conforto térmico, bem como a proteção contra outros fatores de risco químico e físico * 2.4 Na concepção do posto de trabalho do operador de checkout deve-se prever a possibilidade de fazer adequações ou ajustes localizados, exceto nos equipamentos fixos, considerando o conforto dos operadores * 3. A manipulação de mercadorias 3.1. O empregador deve envidar esforços a fim de que a manipulação de mercadorias não acarrete o uso de força muscular excessiva por parte dos operadores 3.2. O empregador deve adotar mecanismos auxiliares 3.3. O empregador deve adotar medidas para evitar que a atividade de ensacamento de mercadorias se incorpore ao ciclo de trabalho ordinário * 3.4. A pesagem de mercadorias pelo operador a) balança localizada frontalmente e próxima ao operador; b) balança nivelada com a superfície do checkout; c) continuidade entre as superfícies do checkout e da balança, admitindo-se até dois centímetros de descontinuidade em cada lado da balança; d) teclado para digitação localizado a uma distância máxima de 45 centímetros da borda interna do checkout; e) número máximo de oito dígitos para os códigos de mercadorias que sejam pesadas * 4. A organização do trabalho 4.1. A disposição física e o número de checkouts em atividade (abertos) e de operadores devem ser compatíveis com o fluxo de clientes, de modo a adequar o ritmo de trabalho às características psicofisiológicas de cada operador * 5. Os aspectos psicossociais do trabalho 6. Informação e formação dos trabalhadores 6.1. Todos os trabalhadores envolvidos com o trabalho de operadorde checkout devem receber treinamento 6.2.1. Cada trabalhador deve receber treinamento com duração mínima de duas horas, até o trigésimo dia da data da sua admissão, com reciclagem anual e com duração mínima de duas horas, ministrados durante sua jornada de trabalho * ANEXO II TRABALHO EM TELEATENDIMENTO/TELEMARKETING 1. Estabelece parâmetros mínimos para o trabalho em atividades de tele atendimento/telemarketing nas diversas modalidades desse serviço, de modo a proporcionar um máximo de conforto, segurança, saúde e desempenho eficiente * 1.1.1. Entende-se como call center o ambiente de trabalho no qual a principal atividade é conduzida via telefone e/ou rádio com utilização simultânea de terminais de computador * 2. MOBILIÁRIO DO POSTO DE TRABALHO Incluem aspectos: Monitor e teclado Bancada Mouse Assento * 3. EQUIPAMENTOS DOS POSTOS DE TRABALHO 3.1. Devem ser fornecidos gratuitamente conjuntos de microfone e fone de ouvido (head-sets) individuais, que permitam ao operador a alternância do uso das orelhas ao longo da jornada de trabalho e que sejam substituídos sempre que apresentarem defeitos ou desgaste devido ao uso Higiene * 4. CONDIÇÕES AMBIENTAIS DE TRABALHO 4.1. Os locais de trabalho devem ser dotados de condições acústicas adequadas à comunicação telefônica, adotando-se medidas tais como o arranjo físico geral e dos postos de trabalho, pisos e paredes, isolamento acústico do ruído externo, tamanho, forma, revestimento e distribuição das divisórias entre os postos * 5. ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO 5.1. A organização do trabalho deve ser feita de forma a não haver atividades aos domingos e feriados, seja total ou parcial, com exceção das empresas autorizadas previamente pelo Ministério do Trabalho e Emprego 5.4. Para prevenir sobrecarga psíquica, muscular estática de pescoço, ombros, dorso e membros superiores, as empresas devem permitir a fruição de pausas de descanso e intervalos para repouso e alimentação aos trabalhadores * 5.4.1. As pausas deverão ser concedidas: a) fora do posto de trabalho; b) em 02 (dois) períodos de 10 (dez) minutos contínuos; c) após os primeiros e antes dos últimos 60 (sessenta) minutos de trabalho em atividadede tele atendimento/telemarketing. 5.4.2. O intervalo para repouso e alimentação para a atividade de tele atendimento/telemarketing deve ser de 20 (vinte) minutos. 5.4.3. Para tempos de trabalho efetivo de tele atendimento/telemarketing de até 04 (quatro) horas diárias, deve ser observada a concessão de 01 pausa de descanso contínua de 10 (dez) minutos * 6. CAPACITAÇÃO DOS TRABALHADORES 6.1. Todos os trabalhadores de operação e de gestão devem receber capacitação que proporcione conhecer as formas de adoecimento relacionadas à sua atividade, suas causas, efeitos sobre a saúde e medidas de prevenção * 7. CONDIÇÕES SANITÁRIAS DE CONFORTO 7.1. Devem ser garantidas boas condições sanitárias e de conforto, incluindo sanitários permanentemente adequados ao uso e separados por sexo, local para lanche e armários individuais dotados de chave para guarda de pertences na jornada de trabalho 7.3. As empresas devem manter ambientes confortáveis para descanso e recuperação durante as pausas, fora dos ambientes de trabalho, dimensionados em proporção adequada ao número de operadores usuários, onde estejam disponíveis assentos, facilidades de água potável, instalações sanitárias e lixeiras com tampa. * 8. PROGRAMAS DE SAÚDE OCUPACIONAL E DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS 8.2. O empregador deve implementar um programa de vigilância epidemiológica para detecção precoce de casos de doenças relacionadas ao trabalho 8.2.1. Promover a saúde vocal dos trabalhadores 8.3. A notificação das doenças profissionais e das produzidas em virtude das condições especiais de trabalho 8.4. Análises ergonômicas do trabalho * 9. PESSOAS COM DEFICIÊNCIA O mobiliário dos postos de trabalho deve ser adaptado para atender às suas necessidades, e devem estar disponíveis ajudas técnicas necessárias em seu respectivo posto de trabalho para facilitar sua integração ao trabalho, levando em consideração as repercussões sobre a saúde destes trabalhadores * Demais normativas NR 18 – construção Áreas de vivência - instalações sanitárias, alojamento, local refeição. Proteção específica. Elevador de passageiro + 8 andares. Ambulatório + 50 empregados NR 19 – explosivos Transporte. Manipulação. Armazenagem. Áreas de risco * NR 20 - líquidos combustíveis e inflamáveis Armazenamento. Quantidade. Distância. Transporte. NR 21 - trabalhos a céu aberto Abrigos. Alojamento. Água. Instalações sanitárias * NR 22 - segurança e saúde ocupacional na mineração PGR: Programa de Gerenciamento de Riscos. Permitido para homens. Idade 21 a 50 anos. 6hs diárias. PGR Riscos físicos, químicos e biológicos. Atmosferas explosivas. Deficiência de O2. Ventilação. Proteção respiratória. Ergonomia. Investigação e análise de acidentes * NR 23 - proteção contra incêndio Saídas, escadas, portas. Equipamentos. Pessoas treinadas. Quantidade, localização NR 24 - condições sanitárias e de conforto Instalações sanitárias mictório 1/20. lavatório 1/10. chuveiro 1/10 * Vestiário Armários individuais. Compartimento duplo Refeitório + 300 trabalhadores. Cozinha. * CIPA - COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTE A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA - tem como objetivo a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho, de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde do trabalhador. A CIPA será composta de representantes do empregador e dos empregados * Exemplos de atribuições da CIPA: a) identificar os riscos do processo de trabalho, e elaborar o mapa de riscos, com a participação do maior número de trabalhadores; b) elaborar plano de trabalho que possibilite a ação preventiva na solução de problemas de segurança e saúde no trabalho; c) participar da implementação e do controle da qualidade das medidas de prevenção necessárias, bem como da avaliação das prioridades de ação nos locais de trabalho; * d) realizar, periodicamente, verificações nos ambientes e condições de trabalho visando a identificação de situações que venham a trazer riscos para a segurança e saúde dos trabalhadores; e) realizar, a cada reunião, avaliação do cumprimento das metas fixadas em seu plano de trabalho e discutir as situações de risco que foram identificadas; * * ERGONOMIA Ciência aplicada a facilitar o trabalho executado pelo homem. Uma ciência que pesquisa, estuda, desenvolve e aplica regras e normas a fim de organizar o trabalho, tornando este último compatível com as características físicas e psíquicas do ser humano. ERGOS (trabalho) NOMOS (leis, normas e regras) * DEFINIÇÃO DA ABERGO: “A ergonomia é o estudo da adaptação do trabalho às características fisiológicas e psicológicas do ser humano”. * Outras ciências são usadas pela ergonomia, para que o profissional que desenvolve projetos ergonômicos obtenha os conhecimentos necessários e suficientes e resolva problemas identificados num ambiente de trabalho, ou no modo como o trabalho é organizado e executado. - Fisiologia e anatomia - Antropometria e biomecânica - Higiene do trabalho e toxicologia - Doenças ocupacionais - Física * ORIGEM E EVOLUÇÃO DA ERGONOMIA O termo ergonomia foi utilizado pela primeira vez, em 1857, pelo polonês W. Jastrzebowski, que publicou um artigo intitulado “Ensaio de ergonomia ou ciência do trabalho baseada nas leis objetivas da ciência da natureza”. Oficialmente, a ergonomia nasceu em 1949, derivada da época da 2ª guerra mundial em que aviões, tanques, submarinos e armas foram rapidamente desenvolvidos. * Problemas para as forças armadas, estudos e pesquisas foram iniciados, a fim de que projetos fossem desenvolvidos para modificar comandos e painéis. Após a guerra, profissionais envolvidos em tais projetos reuniram-se na Europa, para trocar idéias sobre o assunto. Montando-se laboratórios de pesquisa de Ergonomia. Posteriormente, com o programa de corrida espacial e a guerra fria entre URSS e os EUA, a ergonomia ganhou impressionante avanço junto à NASA. * Com o grande desenvolvimento tecnológico divulgado, a ergonomia rapidamente se disseminou pelas indústrias de toda a América do Norte e Europa. Em 1959 foi fundada a “International Ergonomics Association”. Em 31 de agosto de 1983 foi criada a “Associação Brasileira de Ergonomia”. Em 1989 foi implantado o primeiro mestrado do país na UFSC. * DESENVOLVIMENTO ATUAL DA ERGONOMIA Pode ser caracterizado segundo quatro níveis de exigências: As exigências tecnológicas: técnicas de produção; As exigências econômicas: qualidade e custo; As exigências sociais: melhoria das condições de trabalho; As exigências organizacionais: gestão participativa * OBJETIVOS Adequar o trabalho ao homem em qualquer característica, em qualquer área de atuação. Portanto, qualquer agressão física ou psíquica deverá ser isolada ou eliminada em relação ao trabalhador. * TIPOS DE ERGONOMIA Concepção: Interfere amplamente no projeto do posto de trabalho, do instrumento, da máquina ou do sistema de produção, organização do trabalho e formação de pessoal. Correção: modificando os elementos parciais do posto de trabalho, como: Dimensões, Iluminação, Ruído, Temperatura, etc * Participativa: Estimulada pela presença de um Comitê Interno de Ergonomia (CIE) que engloba representantes da empresa e dos funcionários, utiliza as ferramentas da ergonomia de conscientização para que haja o pleno usufruto do projeto ergonômico, seja esse implementado pela ergonomia de concepção ou de correção. Um CIE só funciona quando é simples, de baixo custo e traz melhoria da seqüências de produção; * Conscientização: capacitação em ergonomia. Ensina o trabalhador a usufruir os benefícios de seu posto de trabalho. Isto é: manter a boa postura, uso adequado de mobiliários e equipamentos, como usar uma cadeira adequadamente,por exemplo. Implantação de pausas, ginástica laboral (antes, durante e depois da atividade). Como conscientizar as pessoas da limitação de seu corpo. Como treinar as pessoas a serem mais eficientes com seu corpo, dos seus subordinados, dos seus amigos e parentes. * ABORDAGEM ERGONOMICA Biomecânica:interação entre o trabalho e o homem, do ponto de vista músculo esquelético e sua conseqüências (postura no trabalho, aplicação de força) Ambiental: estuda os fatores ambientais, geralmente físicos, como térmico, visual, acústico, entre outros. * ABORDAGEM ERGONOMICA Organizacional: Também conhecida como macroergonomia, a ergonomia organizacional parte do pressuposto que todo o trabalho ocorre no âmbito de organizações. A ergonomia organizacional pretende potencializar os sistemas existentes na organização, incluindo a estrutura, as políticas e processos da organização. Algumas das áreas específicas são: trabalho em turnos, programação de trabalho, satisfação no trabalho, teoria motivacional, supervisão, trabalho em equipe, trabalho à distância e ética * ABORDAGEM ERGONOMICA Layout: (arranjo físico) através da elaboração acertada do layout os trabalhadores correrão menos riscos a sua saúde no desempenho de suas funções (garantir fluxo trabalho eficiente, reduzir fadiga, garantir espaço para banheiro). Antropométrica: a ergonomia utiliza as medidas corporais e as medidas dos instrumentos de trabalho para proporcionar conforto e saúde ao trabalhador * QUANTO A ABRANGÊNCIA - Ergonomia do posto de trabalho: abordagem microergonômica; - Ergonomia de sistemas de produção: abordagem macroergonômica. * * MODELO DE AVALIAÇÃO ERGONOMICA Avaliação da organização do trabalho Exigências de trabalho excessivamente complexas em relação à habilitação dos funcionários? Exigências de produtividade? Existe prêmio adicional por produtividade? Jornada diária de trabalho excessiva? Duração em Horas: Existe pausa durante a jornada de trabalho? * Existe horas extras? Existe trabalho noturno? Existe trabalho de turno? Existe excesso de pressão das chefias? Existe dificuldades nos relacionamentos interpessoais? Existe movimentos repetitivos?Há rodízio (revezamento) nas tarefas? Existe contato da mão ou punho ou tecidos moles com alguma quina viva de objeto ou ferramenta? O trabalho exige o uso de ferramentas vibratórias? O trabalho é realizado em pé? O trabalho é realizado sentado? O trabalho é realizado alternado (em pé/sentado)? O trabalhador tem flexibilidade na sua postura durante a jornada? No caso de trabalho em pé, existem assentos para descanso durante as pausas? O trabalho exige posturas forçadas dos MMSS? O trabalho exige muita força com as mãos? Flexão ou extensão do punho? Desvio lateral do punho? Elevação dos braços ou abdução dos ombros? Cabeça excessivamente estendida? Cabeça excessivamente fletida? Compressão digital fazendo força? Outras compressões? * Avaliação da cadeira Cadeira estofada? Altura regulável? Dimensão antero-posterior do assento adequada? Largura da cadeira de dimensão correta? Borda anterior do assento arredondada? Assento na posição horizontal? Apoio dorsal fornece um suporte firme? Cadeira giratória? Existem rodízios? Os braços da cadeira prejudicam a aproximação do trabalhador até seu posto de trabalho? Os pés estão sempre apoiados? * Avaliação das mesas Altura apropriada? Dimensões apropriadas? Borda anterior da mesa arredondada? Acessórios (telefone, maquinas) dentro da área de alcance? Gavetas leves? Mesa de datilografia mais baixa? * Avaliação do terminal ou computador Número de toques por hora é maior que 8000? O monitor é móvel? A posição do monitor de vídeo está na horizontal dos olhos? A tela do monitor de vídeo está perpendicular à janela?Existem reflexos na tela? A tela possui bom padrão de legibilidade? A distância olhos do usuário/tela é entre 45-70cm? As distâncias olho-tela, olho-teclado e olho-documento são iguais? Os braços do usuário trabalham na vertical? (ângulo de 70-80 graus) Os antebraços do usuário trabalham na horizontal? Os punhos trabalham apoiados? Na posição sentado, o ângulo tronco-coxas é de cerca de 100 graus? Teclado é destacável da unidade de vídeo? Teclado tem suporte próprio? A altura do suporte do teclado é regulável? No suporte do teclado cabe o mouse? Existe suporte para os documentos-fonte? A altura, distância e ângulo do suporte para documentos pode ser ajustado? * Avaliação da linha de produção Existe uma pausa natural entre o final de um ciclo e o início do ciclo seguinte? É necessário fazer alguma montagem estando a peça em movimento? É possível à supervisão fazer algum tipo de regulagem na velocidade da esteira além de 30% da velocidade-padrão? É possível ao trabalhador sair do seu posto para necessidades fisiológicas? Há alguma posição com o tempo estrangulado? Existe um esquema alternativo previsto em termos de ritmo da linha quando ocorrer a falta de uma ou mais pessoas? Existe revezamento das pessoas em diversas posições da linha? Os MMSS tem que sustentar pesos? Os braços tem que fazer algum movimento acima do nível dos ombros? Os objetos e materiais de uso freqüente estão dentro da área de alcance? As peças (componentes a serem movimentados) estão em locais que exigem postura forçada? Fica-se de pé, parado, durante a maior parte da jornada? Estando de pé, aperta-se pedal numa freqüência maior que 3 vezes por minuto? * No caso de trabalho sentado (na linha de produção) Estando sentado, fica-se em posição estática? A cadeira é adequada? A cadeira está próxima à bancada? Há apoio para os pés? A postura do tronco em relação à esteira é forçada? Há espaço suficiente para as pernas? O trabalhador tem que se afastar do eixo vertical natural ou tem que se desencostar da cadeira para buscar a peça na esteira? A altura da bancada é compatível com as medidas antropométricas do operador? Existe uma adequação biomecânica geral? (pessoas altas em posições altas) Existe espaço para a movimentação do operador? O espaço entre um montador e outro é suficiente? O espaço para movimentação das peças é suficiente? Há espaço para a colocação de peças refugadas? É possível ao trabalhador sinalizar a diminuição em níveis críticos de material sobre sua bancada? É possível ao trabalhador deixar de lado, rejeitar ou simplesmente não trabalhar uma peça ou não fazer sua operação quando não tiver tido o tempo necessário ou quando tiver encontrado algum grau de dificuldade? * Avaliação das condições ambientais A temperatura efetiva do ambiente está entre 20 e 23 graus? Medição:__ A umidade relativa do ar é aceitável (acima de 40%)? Medição:__ A circulação do ar ocorre de forma suficiente? (não-superior a 0,75 metros/segundo). Medição:__ A iluminação é suficiente (entre 450-550 LUX)? Medição:__ Nível de ruído é menor que 65 dB(A)? Medição:__ * GINÁSTICA LABORAL * * Ginástica Laboral Benefícios Fisiológicos Provoca aumento da circulação sangüínea Melhora a mobilidade e flexibilidade Diminui inflamações e traumas Melhora a postura Diminui tensão muscular desnecessária Diminui o esforço na execução das tarefas diárias Facilita a adaptação ao posto de trabalho Melhora a condição do estado de saúde geral * Psicológicos Favorece a mudança da rotina Reforça a auto-estima Mostra a preocupação da empresa com seus funcionários Melhora a capacidade de concentração no trabalho Sociais Desperta o surgimento de novas lideranças Favorece o contato pessoal Promove a integração social Favorece o sentido de grupo Melhora o relacionamento * Etapas Objetivos específicos e atuação de forma preventiva e terapêutica são algumas das características da Ginástica Laboral que atua junto às empresas para auxiliar na conquista de benefícios proporcionados por um estilo de vida ativo, minimizando assim os fatoresde risco causados pelo sedentarismo. Este trabalho é composto basicamente por exercícios de alongamento que visam preparar, compensar e relaxar as estruturas musculares envolvidas nas tarefas ocupacionais diárias, sendo divididas em 3 etapas * Preparatória: ginástica com duração de 10 a 15 min, realizada antes do início da jornada de trabalho. Tem por objetivo principal preparar o trabalhador, aquecendo os grupos musculares que serão solicitados em suas tarefas e despertando-os para que se sintam mais dispostos ao início da jornada de trabalho. Compensatória: com duração de 5 a 8 min, visa interromper a monotonia operacional e aproveitar a pausa para distensionar a musculatura com exercícios específicos, agindo na prevenção de distúrbios osteomusculares, corrigindo posturas inadequadas, prevenindo o encurtamento muscular e diminuindo o nível de estresse. Relaxamento: realizada no término do expediente de trabalho e tendo duração de 5 a 10 min., esta etapa é aplicada com objetivo de oxigenar as estruturas musculares envolvidas nas tarefas diárias, evitando e prevenindo possíveis lesões. * DOENÇAS OCUPACIONAIS * 5- DOENÇAS OCUPACIONAIS É a doença produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar a determinada atividade ou adquirida em função de condições especiais em que o trabalho é realizado. A instrução normativa do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) usa a expressão LER/DORT para estabelecer o conceito da síndrome e declara que elas não são fruto exclusivo de movimentos repetitivos, mas podem ocorrer pela permanência de segmentos do corpo em determinadas posições, por tempo prolongado * As mais comuns doenças ocupacionais são: Asma Ocupacional é a obstrução das vias aéreas causada pela inalação de substâncias que causam alergia, como poeiras de algodão, linho, borracha, couro, madeira, etc PAIR – sigla referente a Perda Auditiva Induzida por Ruído. É a diminuição auditiva decorrente da exposição frequente a níveis elevados de ruído. * Nos últimos anos, a saúde ocupacional tem enfrentado um grande desafio, as Lesões por Esforço Repetitivo (LER) ou Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT). Essas patologias são responsáveis por 80% das doenças ocupacionais no Brasil, e por isso precisam da atenção por profissionais de diversas áreas na busca de estratégias que visem à prevenção das mesmas, já que podem tornar-se patologias crônicas, gerando prejuízos pessoais, sociais e para as empresas. As patologias que completam esta estatística são: pneumopatias ocupacionais, dermatoses ocupacionais, câncer ocupacional, intoxicação por benzeno, metais pesados, agrotóxicos * LER – Lesão por Esforço Repetitivo Conjunto de síndromes (quadros clínicos/patologias/doenças) que atacam os nervos, músculos e tendões (juntos ou separadamente). São sempre degenerativas e cumulativas e sempre precedidas de alguma dor ou incômodo. * DORT – Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho É exatamente igual a LER, porém identifica exatamente a origem do problema: o trabalho. Se tiver origem na sua atividade ocupacional é DORT; se tiver outra origem, é LER * Prevenção: O método mais efetivo é o desenvolvimento de controles técnicos para identificar os riscos ergonômicos. A prevenção baseia-se em estudos para análise ergonômica do trabalho e na adoção de medidas relativas a: - Tempo de exposição: introdução de pausas para descanso, redução da jornada de trabalho ou do tempo de trabalho na atividade geradora de LER/DORT * Síndrome de De Quervain Tendinite • Predominância feminina • Tendão abdutor longo e extensor curto do polegar – próximo ao processo estiloide do rádio • Típica lesão por esforço repetitivo (crochet, bordado, torceduras) • Clínica de dor na região do processo estilóide radial – fraqueza à pressão do polegar e indicador. • Manobra de Filkenstein é patognomonica * Síndrome do Túnel do Carpo É uma neuropatia compartimental do punho com compressão do n. mediano no canal formado entre os ossos do corpo e retináculo flexor • É a neuropatia compressiva mais frequente nas doenças ocupacionais (digitação, tocar instrumentos musicais) * STRESS As pessoas sofrem de stress quando sentem que há um desequilíbrio entre as solicitações que lhes são feitas e os recursos de que dispõem para responder a essas solicitações. Embora seja psicológico, o stress afeta igualmente a saúde física do indivíduo. Entre os fatores de risco mais comuns do estresse relacionado com o trabalho contam-se a falta de controle sobre o trabalho, solicitações inadequadas e falta de apoio por parte dos colegas e das chefias. * O estresse é provocado por um desajustamento entre nós e o trabalho, por problemas de relacionamento, pela presença de violência psicológica ou física no local de trabalho ou ainda pela existência de conflitos entre o nosso papel no trabalho e fora dele. Cada indivíduo reage de forma diferente às mesmas circunstâncias. Umas pessoas reagem melhor do que outras à pressão de muitas solicitações. O que conta é a avaliação subjetiva que cada indivíduo faz da sua situação, não sendo possível determinar com base exclusivamente na situação o estresse que esta pode provocar. O estresse pontual - por exemplo, para cumprir um prazo - não constitui, em princípio, um problema: pelo contrário, pode ajudar as pessoas a darem o seu melhor. O estresse constitui um risco para a segurança e a saúde quando se torna persistente. * Sintomas de stress relacionado ao ambiente de trabalho Ao nível da organização: Absentismo, elevada rotatividade do pessoal, descumprimento de horários, problemas disciplinares, assédio, produtividade reduzida, acidentes, erros e agravamento dos custos de compensação ou de saúde * A nível individual Reações emocionais (irritabilidade, ansiedade, perturbações do sono, depressão, hipocondria, alienação, esgotamento, problemas ao nível das relações familiares); Reações cognitivas (dificuldades de concentração, de memória, de aprendizagem e de decisão); Reações comportamentais (abuso de drogas, álcool e tabaco; comportamento destrutivo) e Reações fisiológicas (perturbações lombares, déficit imunitário, úlceras pépticas, problemas cardíacos, hipertensão). * PROGRAMA DE PREVENÇÃO DA CRIANÇA * PROGRAMA DE PREVENÇÃO DA CRIANÇA CUIDADOS DO PRÉ-NATAL E DO NASCIMENTO Melhorar a saúde materna e impedir mortes evitáveis é, ainda, um dos objetivos de maior interesse nacional e internacional no campo da saúde e dos direitos reprodutivos, no qual se discutem quais as medidas necessárias e eficazes para alcançar tal propósito. Os cuidados na gravidez devem ir além das consultas periódicas ao ginecologista. O estilo de vida que a mulher adota entre essas visitas fazem toda a diferença. Estar alerta ao corpo e se manter saudável são medidas que contribuem – e muito – para uma gravidez tranquila, um parto seguro e uma recuperação mais rápida. * Para quem está planejando engravidar, algumas medidas são indicadas ainda na fase anterior à concepção para garantir uma gestação bem-sucedida. Uma das primeiras providências é a consulta com o médico eleito para acompanhá-la nessa etapa. Cerca de três meses antes de engravidar a candidata à gestante deve iniciar um tratamento com ácido fólico, suplemento que oferece um suporte importante na prevenção de malformações congênitas durante o desenvolvimento fetal, além de ajudar a prevenir a anemia na gestação. É nessa consulta que o médico irá orientar a futura mãe sobre a série de exames chamados pré-concepcionais que terá de realizar. São exames clínicos feitos por meio da coleta de sangue e exames de imagem, para a detecção de patologias que podem interferir na gestação ou mesmo representar risco para a gestante e o bebê no processo de desenvolvimento fetal. A maioria destes é realizada em laboratório comum. São relativamentesimples de agendar e com poucos pré-requisitos, quando o plano é engravidar de forma natural. * Em casos especiais ou de fertilização assistida, o médico poderá pedir exames específicos, realizados por unidades especiais. Geralmente, estes exigem agendamento com certa antecedência e são feitos de acordo com o ciclo menstrual. Na primeira consulta, o médico também irá avaliar a agenda de vacinas da mulher. Entra nessa lista a imunização contra rubéola, se a paciente não teve a doença, hepatites A B e C, ainda que a C não represente riscos para o bebê e HPV. A única doença para a qual não há vacina é a do HIV. Mulheres grávidas, que não foram vacinadas antes do início da gestação, não devem receber certas vacinas, como a tríplice viral. A imunização para rubéola, incluída no tríplice, contém o vírus atenuado, ou seja, ainda vivo quando é injetado, podendo causar algum tipo de malformação ao feto. Vacinas de vírus atenuados, incluindo as vacinas contra varicela e febre amarela, são contra indicadas. A mulher grávida poderá receber um reforço da vacina dupla para difteria e tétano, principalmente se passaram cinco anos ou mais desde a última dose, para evitar o tétano no recém-nascido. São necessárias três doses: duas durante a gravidez (sendo que a segunda deve ser aplicada ao menos 30 dias antes do parto) e, a última, após o nascimento do bebê. Durante o primeiro trimestre de gravidez, porém, a recomendação da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM) é evitar a aplicação de toda e qualquer vacina. * Em torno da oitava semana, no máximo até a 12ª semana, deve ocorrer a primeira consulta do período pré-natal. Se ainda não foi abordado o histórico clínico da paciente, o médico fará uma avaliação detalhada de questões relacionadas à sua saúde, ao ciclo menstrual, estilo de vida e ao histórico médico-familiar. Esta costuma ser a consulta mais demorada e você deve sentir-se à vontade para fazer as perguntas que desejar, esclarecer dúvidas sobre alimentação, relação sexual, alterações de humor, exercícios físicos e as limitações que a gravidez implica. Nos três primeiros meses de gravidez, a alta concentração de hormônios que participam do processo reprodutivo pode causar uma série de efeitos indesejados. Por isso o suporte de uma alimentação adequada, atividade física e até mesmo o diálogo terapêutico podem ajudar a amenizar os sintomas. * A gestante deverá visitar o seu médico uma vez por mês até a 34ª semana de gestação. Depois disso, a frequência da consulta pré-natal passa para duas vezes ao mês, até a 38ª semana. A partir daí o ideal é que a gestante visite seu médico uma vez por semana até o parto. Nessas consultas, os médicos seguem uma rotina básica, que inclui: pesagem, questionário sobre sinais e sintomas, exame físico para avaliar a coloração cutaneomucosa, o pulso e a pressão arterial, além de realizar a ausculta cardíaca, mensuração da altura do fundo uterino, avaliação da estática fetal e verificação da presença de edema em membros inferiores. * Caso a paciente tenha queixas específicas, o médico poderá solicitar exames complementares. Ultrassonografias são importantes desde o início da gestação. Na primeira consulta pré-natal, por exemplo, o exame confirma a idade gestacional. Na 20ª semana, funciona como avaliação morfológica; e entre a 34ª e a 37ª semanas serve para verificar o crescimento fetal. O acompanhamento, os cuidados do pré-natal e o diálogo com o ginecologista facilitam o trabalho de parto, pois a gestante, bem informada pelo acompanhamento pré-natal, poderá colaborar com a equipe médica no nascimento do bebê. * PROGRAMAS DE IMUNIZAÇÃO E PRINCIPAIS VACINAS * PROGRAMAS DE IMUNIZAÇÃO E PRINCIPAIS VACINAS Todas as vacinas do PNI podem ser administradas simultaneamente sem perda da eficácia ou segurança. Isto é particularmente importante para crianças inadequadamente imunizadas que podem ter sua imunização atualizada numa única visita ao sistema de saúde. Desta forma, a administração concomitante de vários agentes imunizantes num mesmo atendimento é econômica e está sempre indicada. Aplicações concomitantes não aumentam a frequência e gravidade dos eventos adversos das vacinas e não reduzem o poder imunogênico que cada componente possui isoladamente * Além disso, não há interferência entre as vacinas utilizadas no calendário brasileiro, que podem ser aplicadas com qualquer intervalo entre elas. As duas únicas exceções são: 1) as vacinas contra a febre amarela e a tríplice viral que devem ser aplicadas simultaneamente ou com intervalo de duas semanas entre elas, e 2) a vacina oral contra a poliomielite e a vacina oral contra o rotavírus cuja aplicação deve seguir a mesma recomendação. * O controle de qualidade das vacinas utilizadas no PNI é extremamente eficaz. Cada lote de vacina é submetido à análise do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde do Ministério da Saúde. Entretanto, é preciso lembrar que para que a qualidade do imunógeno seja adequada, as vacinas precisam ser armazenadas e transportadas de acordo com as normas de manutenção da rede de frio e nenhuma vacina deve ser exposta à luz solar direta * CALEDÁRIO VACINAL Ao nascer – BCG – Hepatite B 2 meses – Pentavalente 1ª dose (Tetravalente + Hepatite B 2ª dose) – Poliomielite 1ª dose (VIP) – Pneumocócica conjugada 1ª dose – Rotavírus 1ª dose * 3 meses – Meningocócica C conjugada 1ª dose 4 meses – Pentavalente 2ª dose (Tetravalente + - HepatiteB (3ª dose) – Poliomielite 2ª dose (VIP) – Pneumocócica conjugada 2ªdose – Rotavírus 2ª dose * 5 meses – Meningocócica C conjugada 2ª dose 6 meses – Pentavalente 3ª dose (Tetravalente + Hepatite B 4ª dose) – Poliomielite 3ª dose (VIP) 9 meses - Febre amarela * 12 meses – Pneumocócica conjugada reforço – Meningocócica C conjugada reforço – Tríplice Viral 1ª dose 15 meses – Hepatite A – Tetra viral (Tríplice Viral 2ª dose + Varicela) 4 anos – DTP 2º reforço (incluída na pentavalente) – Poliomielite 2º reforço (VOP) – Febre amarela reforço * 9 a 13 anos – HPV 2 doses Adolescentes, Adultos e Idosos – Hepatite B (3 doses a depender da situação vacinal) – Febre Amarela (1 dose a cada 10 anos) – Tríplice Viral (2 doses até os 20 anos ou 1 dose em > 20 anos. Idade máxima: 49 anos) – DT (Reforço a cada 10 anos) * ABORDAGEM FISIOTERAPEUTICA NA ESTIMULAÇÃO PRECOCE * ABORDAGEM FISIOTERAPEUTICA NA ESTIMULAÇÃO PRECOCE Em nenhuma fase do ser humano o desenvolvimento motor vai ser tão rápido como o de 0 a 1 ano e 8 meses. Portanto, este é o período em que o bebê ainda terá maiores possibilidades de se normalizar sem se defasar no seu desenvolvimento. Independente da perspectiva adotada, mais biológica ou social, são muitas as evidências de que crianças pré-termo estão sob maior risco para apresentar atraso perceptual, motor e cognitivo, associado ou não a problemas de comportamento e déficit de atenção * Ao se pensar em lesão cerebral que ocorreu pré, peri ou pós natal tem que se pensar, ao mesmo tempo, em intervenção precoce nas áreas sensório-motoras para atingir o mais rápido possível um desenvolvimento que ainda está com toda a sua plasticidade e capacidade de receber as sensações normais e integrá-las. Pensava-se que o SNC era imutável após o seu desenvolvimento * . Com a descoberta da neuroplasticidade sabe-se que as conexões sinápticas são modificadas pela demanda funcional. Como substrato da aprendizagem do indivíduo em sua interação com o ambiente, pode-se perceber a importância da criança experimentar movimentos e posturas normais desde seu nascimento, favorecendo a sua habilitação; caso contrário se esta criança começar a realizar movimentos e posturas anormais durante seu desenvolvimento estará aprendendo a interagir com o mundo em padrões anormais, reforçando circuitos neuronais de comportamentosanormais, dificultando e limitando sua qualidade de vida. Quanto mais tarde a criança iniciar o plano de normalização, mais defasado estará o seu desenvolvimento motor, juntamente com a perda na área sensorial, refletindo na perda da noção espacial, esquema corporal, percepção, que poderá contribuir com a falta de atenção ou dificuldades cognitivas * O tratamento por meio do conceito neuroevolutivo (Bobath) foi originalmente desenvolvido pelos Bobath na Inglaterra no início da década de 1940 para o tratamento de indivíduos com fisiopatologias do SNC. Esse método foi descrito como um conceito de vida e, como tal, continuou a evoluir com o passar dos anos. * O tratamento pelo desenvolvimento neurológico, como planejado por Bobath, usa o manuseio para inibir respostas anormais enquanto facilita reações automáticas. O manuseio proporciona experiências sensoriais e motoras normais que darão base para o desenvolvimento motor. Com as abordagens sensório-motoras, estímulos sensoriais específicos são administrados para estimular uma resposta comportamental ou motora desejada. Técnicas de integração sensorial algumas vezes são incorporadas nos programas sensório-motor. * A intervenção sensório-motora pode ser aplicada a bebês de alto risco de várias maneiras, por exemplo, o rolamento linear em uma bola pequena para estimular o sistema vestibular e promover um estado de alerta. Estímulos proprioceptivos e táteis profundos poderão promover um comportamento calmo e auto regulatório * As atividades lúdicas são um meio para atingir os objetivos terapêuticos. A brincadeira original não é como tirar férias da vida; é vida. O terapeuta e a criança estão sempre crescendo e mudando. A brincadeira original não se baseia no medo, mas em uma relação de confiança com a vida. Como um amiguinho, o terapeuta se junta a criança de tal forma que ambos sentem-se amados, respeitados e ansiosos por explorar. As habilidades necessárias para a brincadeira serão a curiosidade, confiança, resistência, vigilância * A arte de normalizar o tônus é brincar com ele. Se o tônus é baixo, trazê-lo para um tônus mais alto e normalizado; se o tônus é alto, trazê-lo para o tônus mais baixo e normalizado. Assim que obtiver um tônus mais normalizado, é necessário dar-se a reação de equilíbrio. São essas reações de equilíbrio, rotação, tirar da linha média, que vão manter o tônus normalizado e fazer com que o cérebro integre essas reações e mantém o tônus. * Antes que a criança chegue é necessário planejar como utilizar o ambiente e os brinquedos para trabalhar no sentido das metas de desenvolvimento da criança. É importante ter pelo menos um plano de reserva para a seção de fisioterapia, pois a criança pode não querer realizar atividade proposta. O uso criativo do equipamento e dos brinquedos é uma habilidade muito importante. Um adjunto à flexibilidade é aprender a usar o ambiente como instrumento de fisioterapia * Uma grande motivação para as crianças pequenas são irmãos, pais e avós. A família pode conseguir que a criança faça alguma coisa que o terapeuta não consegue. Também sabem o tipo de brincadeira que a criança gosta e podem incorporar jogos familiares às sessões. A música também pode ser de grande motivação; pode ser de fundo, para incrementar a atmosfera da sessão de fisioterapia, usada como meio para as rotinas de exercícios, tocada em um gravador acionado por botões para incentivar movimentos específicos. * Estudo comparativo sobre desempenho perceptual e motor em crianças em idade escolar que nasceram pré-termo e a termo mostrou diferenças significativas de desempenho entre os dois grupos em quase todos os testes. Chama a atenção para a importância do acompanhamento que deve ser dado do desenvolvimento de recém-nascidos pré-termo, principalmente os nascidos abaixo da 34º semana de gestação e com menos de 1500g, até a idade escolar. Uma recomendação pertinente, frente aos dados apresentados, é que além de programas de detecção precoce de seqüelas neuromotoras, crianças com história de prematuridade e que não apresentam quadro neurológico evidente, deveriam ser encaminhados a programas de intervenção precoce * Em análise sobre o desenvolvimento cognitivo de crianças nascidas com muito baixo peso na idade pré-escolar, constatou-se um funcionamento intelectual limítrofe no momento da avaliação, indicando possível dificuldade escolar, reforçando a necessidade de se promover estimulação adequada à criança. * É muito importante fazer um plano de tratamento, visualizando-se o bebê com o que se apresenta, e como será se não for possível normalizá-lo, para que se trabalhe muito mais nas suas dificuldades e que, pelo bom posicionamento, a normalização adquirida na terapia ou pelo manuseio adequado dado pela mãe (que deve ser bem orientada) perdure por mais tempo. Essa é a idéia fundamental da intervenção precoce: normalizar o tônus e permitir que, pela plasticidade, estas sensações normais sejam absorvidas e que sejam mantidas pelo maior tempo possível, para que as sensações anormais sejam colocadas em segundo plano, fazendo com que o cérebro só integre as sensações normais e depois as use para sempre. De nada adianta o bebê ir diariamente à sessão de terapia e depois passar o resto do dia em posturas que não favoreçam esta normalização. É muito mais vantajoso um bebê ir uma a duas vezes por semana na terapia onde a mãe é sempre orientada e assiste o tratamento. Ela é a grande força para a normalização de um bebê pequeno, e por isso ela deve ser respeitada, conquistada e amada pelo terapeuta. * PREVENÇÃO DE ACIDENTES DOMÉSTICOS * PREVENÇÃO DE ACIDENTES DOMÉSTICOS Os acidentes na infância e adolescência constituem atualmente um dos principais problemas de saúde pública no Brasil, em especial nas crianças maiores de cinco anos de idade. Enquanto na infância o ambiente doméstico é o principal local onde são gerados esses agravos, na adolescência, o espaço extradomiciliar tem prioridade no acontecimento desses problemas. Além disso, esses acidentes causam um sofrimento muito grande as famílias e um custo econômico muito alto ao sistema de saúde, principalmente nos casos em que deixam sequelas e invalidez na criança. * Em 2005, no Brasil, do total de óbitos entre a população etária entre menor de um ano a 19 anos, 21.040 mortes foram causadas por acidentes e violência. A partir de cinco anos de idade, ocorre uma modificação no perfil epidemiológico da morbimortalidade infantil quando os acidentes constituem a principal causa de mortalidade na criança, ao invés das doenças perinatais, infecciosas e parasitárias. Os tipos de acidentes estão diretamente relacionados as faixas etárias e fases de desenvolvimento. Na infância predominam os acidentes domésticos, enquanto que nos adolescentes os acidentes de trânsito, principalmente os atropelamentos, têm maior impacto na mortalidade. * Os acidentes domésticos que ocorrem principalmente com crianças são passíveis de prevenção por intermédio da orientação familiar, de alterações físicas do espaço domiciliar e da elaboração e ou cumprimento de leis específicas (por exemplo, as relativas a embalagens de medicamentos, dos frascos de álcool e outras). * Especificamente para a prevenção das quedas, nos casos em que a criança esteja correndo, recomendam-se afastar brinquedos e outros objetos do piso, colocar borracha antiderrapante no banheiro, enxugar imediatamente quando derramar substância líquida no chão; para prevenir quedas de escadas não deixar objetos na escada, colocar corrimão e portão de segurança se houver criança pequena em casa; para prevenção de quedas de cama, deve-se evitar pular na cama, colocar grade de proteção e; para a prevenção de quedas de janelas e varandas, colocar rede de proteção nas janelas e não permitir brincadeiras nas varandas. * As crianças frequentemente estão expostasàs situações de risco, seja pela inadequação do ambiente ou por desinformação e negligência dos pais ou responsáveis. Desta forma no atendimento da criança e baseado na escala de desenvolvimento deve-se antecipar precocemente com os pais ou responsáveis algumas etapas deste processo fazendo a correlação direta com as possíveis situações de risco, inerentes a cada faixa etária, visando criar um ambiente seguro no qual a criança possa explorar e desenvolver suas habilidades, sem que isto a coloque em situação de perigo * PREVENÇÃO NO AMBIENTE ESCOLAR * PREVENÇÃO NO AMBIENTE ESCOLAR ( ALTERAÇÕES POSTURAIS ) A postura correta é a posição na qual um mínimo de estresse é aplicado em cada articulação e segundo MAGEE (2002) é composto pelas posições das diferentes articulações do corpo num dado momento. O problema da má postura pode se apresentar como um problema estético sendo esse um dos malefícios de menor importância. (KENDALL et al., 1999). A alteração postural não é apenas um problema estético, mas causa desconforto, dor e incapacidade. * Na adolescência são comuns as manifestações de alterações posturais relacionada a uma postura inadequada, pois, é o período em que ocorre o estirão de crescimento, além disso, problemas físicos que tem início na fase de crescimento são fatores de risco para disfunções irreversíveis da coluna vertebral na fase adulta. A detecção precoce desse tipo de problema e as orientações sobre uma postura correta assumem grande importância, uma vez que, a maioria dessas alterações não tem uma etiologia definida e são decorrentes de posturas inadequadas durante as atividades da vida diária. (MARTELLI e TRAEBERT, 2006). * No período de crescimento é possível reverter os problemas posturais que surgem e impedir a instalação de lesões, mas para se obter sucesso é importante a atenção de pais e professores quanto á boa postura das crianças e adolescentes. (CONTRI et al.,2009). Dentre as alterações posturais mais comuns na adolescência encontram-se as hiperlordoses, hipercifoses, escolioses funcionais, cifoescolioses funcionais, escolioses estruturais, cifoescolioses estruturais, lordoescolioses funcionais e lordoescolioses. (MARTELLI e TRAEBERT, 2006). * . A avaliação da postura permite detectar e corrigir precocemente vícios de postura, que poderiam levar às patologias degenerativas da coluna vertebral. Nos adultos, muitos casos de dor lombar estão relacionados à postura defeituosa, hábitos posturais adquiridos e com efeitos cumulativos de pequenas sobrecargas. Porém, esses efeitos podem ser corrigidos ou amenizados quando detectados á tempo. (Pinto e Lopes, 2003). * Existem evidências que a população surda é mais afetada por problemas posturais, uma vez que, uma das fontes de informação que regula a postura é o sistema vestibular e esse se encontra muito próximo a estrutura responsável pela audição o que torna comum que crianças com deficiências auditivas também tenham deficiências do aparelho vestibular (MELO et al., 2011), tanto que, um achado comum nas avaliações otoneurológicas de crianças com deficiências auditivas é a hipoatividade do aparelho vestibular. (Lisboa et al, 2005; Potter e Silverman ,1984). Além disso, há uma relação que quanto mais profunda a surdez, maior a chance de lesão dos receptores do aparelho vestibular. (Vasconcelos, 2010). É provável que crianças com deficiência auditiva desenvolvam estratégias posturais para compensar as dificuldades de equilíbrio o que pode gerar alterações posturais que a longo prazo podem gerar danos mais graves na postura do adulto. (Resende e Borsoe, 2006) * PROGRAMA DE PREVENÇÃO DO ADOLESCENTE * PROGRAMA DE PREVENÇÃO DO ADOLESCENTE Quando nós desenvolvemos um conjunto de ações com o propósito de atender adolescentes numa visão biopsicossocial, enfatizando a promoção à saúde, prevenção de agravos, diagnóstico precoce, tratamento e reabilitação, melhorando a qualidade de vida dos adolescentes e também de sua família, nós estamos priorizando o futuro desses jovens que podem se envolver em vários coisas ruins que levam eles a terem um outro tipo de futuro, o que nenhum pai ou mãe deseja a seus filhos * Hoje em dia, vemos bastante programas que ajudam nesses casos, têm até fundações que estão participando o que gera um grande avanço em várias sociedades. Nessas fundações eles dão palestras sobre diversos assuntos como: drogas, Doenças Sexualmente Transmissíveis, alcoolismo, etc. além de oferecerem várias opções de esportes, dança, artesanato enfim são esses tipos de atividades que influenciam e interessam esses jovens a não optarem por outro caminho. * MÉTODOS DE PREVENÇÃO E PRINCIPAIS CONSEQUÊNCIAS DA REPRODUTIVIDADE NA ADOLESCÊNCIA A sexualidade é considerada aspecto importante na adolescência e a gravidez aparece como problema nessa fase de vida. A presente contribuição insere-se nessa área, cujo objetivo é o de verificar o conhecimento que as jovens adolescentes têm sobre a gravidez e sua prevenção, assim como os riscos que acarreta quanto à formação acadêmica e quanto ao ajustamento pessoal. E a faixa de adolescentes grávidas é de 14 a 16 anos. Sendo que se perguntássemos para elas os métodos preventivos elas nos diriam todos, então resumindo elas sabem mais não colocam em prática. Esses conhecimentos elas adquirem na escola e até mesmo em casa. * Um fato importante nesse período é que como elas estão no tempo de desenvolvimento em seu corpo, acaba que o feto não desenvolve normalmente e acaba muitas vezes nascendo antes do tempo, é uma das consequências da produtividade na adolescência. Geralmente quando acontece de engravidar nessa faixa etária, a maioria não aceita e acaba optando por abortar, o que já um caso bastante elevado de pessoas que fazem isso, no entanto dependendo do método utilizado acaba não só matando o feto como muitas vezes a pessoa se matando também. * A gravidez é considerada como um problema e reforça a idéia de que a adolescente possa apresentar vários comprometimentos como no crescimento, podendo também ter problemas emocionais, educacionais e outros. A escola tem um papel fundamental na educação sexual desses jovens, fazendo com que eles aprendam a fisiologia do seu corpo e as formas de prevenção de uma gravidez tão precoce e até mesmo indesejada. Há no Brasil, em vigor, a Lei de nº 60 de 06 de agosto de 2009, estabelecendo o regime de aplicação da educação sexual no meio escolar, que visa a importância desta educação em estabelecimentos de ensino básico e do secundário em rede privada e cooperativa em todo território nacional. * PREVENÇÃO DE DROGAS E ÁLCOOL Infelizmente as drogas e o álcool tem sido uma das coisas mais consumidas tanto pelos jovens como por outra faixa etária de idade. A droga provoca o prazer que engana o organismo fazendo com o que ele queira cada vez mais, a prevenção tem que mostrar a diferente do que é gostoso e do que é bom. E as famílias que sofrem com essa busca por esse tipo de prazer. Geralmente as pessoas que consomem são aquelas que têm falta de autoestima, depressão, até muitas vezes medo de algo. E a droga proporciona esses tipos de prazer que as pessoas não tem, porém podem apresentar efeitos ao contrário, pois, tem muita gente que quando usa fica com raiva, fica agressiva, ou seja, muda totalmente o seu comportamento. Utilizada uma vez apenas a pessoa já se torna um dependente químico e não consegue mais parar de usar. * Outra coisa procurada por todos sem restrição de idade é o álcool, que se usada de forma excessiva a pessoa fica dependente também e se torna um alcoólatra. Tem gente que usa só socialmente, mais tem outra que bebem como se estivessem bebendo água, todos os dias. Toda causa tem sua consequência, e essas duas drogas traz muitos problemas, há casos não tão frequentes mais bastante visto hoje em dia, são usuárias de drogas ou álcool gestantes, o que nem precisa pensar muito para saber quequem sofrerá é o feto que na verdade não tem culpa de nada. Nesse tipo de caso os fetos nascem com deformidades físicas e internas também, além de já terem nascidas prematuras, então vejamos bem esse caso uma total falta de responsabilidade materna pois, na maioria das vezes elas nem aceitam a criança por ela estar deformada sendo que quem foi a principal causadora disso foi ela mesma, que não cuidou dela própria e ainda acabou com a vida de outra. Essas informações são passadas frequentemente em propagandas de televisão, e outros lugares então o que falta é consciência das pessoas em seguir essas informações corretamente. * MÉTODOS DE PREVENÇÃO DAS DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSIVEIS Nem precisamos dizes que DST’ s são um fator que muitas pessoas adquirem por falta de atenção, por que elas conhecem os métodos de prevenção e não seguem. As principais estratégias de prevenção empregadas pelos programas de controle envolvem: a promoção do uso de preservativos, a promoção do uso de agulhas e seringas esterilizadas ou descartáveis, o controle do sangue e derivados, a adoção de cuidados na exposição ocupacional a material biológico e o manejo adequado das outras DST. Os produtos espermicidas à base de nonoxinol-9 são capazes de inativar o HIV e agentes de outras DS "in vitro", e poderiam ter um papel importante na redução da transmissão sexual do HIV, se usados em associação com os preservativos. Entretanto segurança e eficácia dos espermicidas atualmente disponíveis, não estão bem estabelecidas. * Outras pessoas que estão em destaque por mal-uso de injeções são usuários de drogas injetáveis, e também pessoas que são abusadas por pessoas que tem a doença e acaba pegando por esse fato tão horrível. Então devemos sempre estar alertando não só os jovens mais de todas faixas de idades, o quanto que é importante se cuidar pois, não é proibido viver como quer mais sabendo viver corretamente e utilizando o que é necessário para não ficar infectado, já é uma grande conquista. *