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ABCD DO TRAUMA 
O que é trauma?
Trauma é qualquer lesão gerada pela transferência de energia (força física e/ou química) ao organismo que induz uma morbidade
CAUSAS:
Atropelamento/queda
Briga
Arma de fogo 
É a causa número 1 de óbito em animais de pequeno porte 
Por isso deve-se ter o conhecimento suficiente para: triar, avaliar e tratar adequadamente o paciente 
É preciso diferenciar URGÊNCIA X EMERGÊNCIA 
URGÊNCIA: 
Não ha risco de morte imediata
Requer atenção indispensável 
Ex: fraturas qualquer tipo
EMERGÊNCIA:
Tem risco de morte eminente 
Requer atenção imediata 
Tem que manter as funções vitais
Ex: choque, traumatismo pode ter rompimento de grande vaso, mas não é visível pois os mecanismos compensatórios não deixam ficar evidente 
TRIAGEM:
Tem função de separar/selecionar
Observar se: há lesões graves e risco de morte priorizar 
Observações comuns: 
Fratura expostas
Angustias respiratórias quando animal está com trauma 
Perda ativa de sangue muitas vezes não observa 
MORTE NO TRAUMA:
Imediata: lesões graves no cérebro/medula, hemorragia intensas 
Após a primeira hora do trauma: lesões cranianas, torácicas, abdominais 
É preciso estabilizar o paciente então nessa primeira hora: HORA DE OURO começa logo depois do trauma, não é quando o paciente chega no HV (1 hora para manter funções vitais, e manter o paciente). Se não acontecer, pode levar a uma parada cardio respiratória 
Morte tardia: por erros de conduta na primeira hora do trauma 
Quando animal está com trauma, primeira coisa que deve ser feito é colocar oxigênio!!!!!
AGRAVANTE:
Na primeira hora o paciente pode ter o sinais camuflados através dos mecanismos compensatórios adrenalina
Caso o paciente seja levado ao HV tardiamente:
Se o paciente chegar em PCR, o profissional vai ter 1 minuto para tentar ressuscitá-lo: MINUTO DE OURO 
O ABC do trauma é instituído para permitir o restabelecimento da circulação sanguínea e boa oxigenação não morre por paralização dos órgão vitais. Oferta oxigênio é muito importante, o ideal da circulação é mensurar a PA, ideal é canular a artéria porém em choque é difícil, enquanto não consegue canular a veia com um cateter maior possível. Entubar o paciente, se não tiver possibilidade fazer propofol (tira a dor por gerar inconsciência) !!
ADICIONALMENTE: 
Combater o metabolismo anaeróbico por conta da isquemia, não tem circulação adequada, não tem oxigênio, organismo faz a produção de energia por outras fontes (reduz o ácido lático acidemia. Quando maior a quantidade de ácido lático, mais grave) 
CLASSIFICAÇÃO DO ANIMAL ***
De acordo com a condição do paciente 
Paciente com GRAU I: parada cárdio-respiratória, insuficiência respiratória, obstrução das vias aéreas minuto de ouro. Se não intervir tem parada cárido-respiratória OU JÁ ESTÁ em parada. EMERGÊNCIA 
Paciente com GRAU II: deve ser atendido o mais rápido possível (até 1 hora) hora de ouro. Lesões múltiplas, hemorragia, choque. Trauma craniano, trauma torácico (ou ambos) tem que intervir imediatamente, caso ao contrario vai para o grau I. EMERGÊNCIA 
Paciente com GRAU III: atendimento em algumas horas, mas se não for tratado pode gerar diversas alterações. Fraturas aberta (estabilizar para depois entrar no centro cirúrgico), convulsões (não mata, mas precisa intervir), feridas abertas pode ter choque séptico. URGÊNCIA 
Paciente com GRAU IV: atendimento em 24 horas, paciente sem trauma. URGÊNCIA 
Pacientes com grau II e III se tratados adequadamente eliminam a chance do paciente evoluir ao grau I 
SOBRE O TRAUMA 
TRAUMAS PERFURANTE:
Mordida
Arma de fogo
Arma branca
Corpo estranho 
TRAUMAS NÃO PERFURANTE: 
Atropelamento
 Coice
 Quebra 
Vai depender do trauma do paciente 
SEQUÊNCIA DO MANEJO:
1 ligar no HV e avisar que animal está a caminho 
Conhecer o histórico e a origem de lesão enquanto está canulando veia, auscultando, vai retirando informas ﷽﷽﷽﷽﷽﷽﷽o proprietario corpo estranho 
o paciente evoluir ao grau I iente ções
Assistência ao proprietário se o animal já estiver em morto, não falar direto para proprietário, leva animal para sala pede para o proprietário esperar e depois falar 
Atender o paciente em local adequado (não assustar outros proprietários)
Instituir o ABC do trauma 
Avaliar os sinais vitais 
FR (qualidade, as vezes não é suficiente para fazer troca gasosa) Oxigenação
FC (e ritmo)
Frequência de pulso (ritmo) comparar com FC
TPC e coloração das mucosas
Avaliação da dor cuidado com opióide no tratamento, só fazer quando descartar todas as possibilidades. Sobre carga, tramadol da menos efeitos adversos, não é o suficiente tem que complementar 
Coletar sangue e urina para análise depois de estabilizar 
O que é ABC do trauma?
ABCD: VIAS AÉREAS 
Manejo primário: desobstrução (sangue na traqueia) quando não consegue mas tem que intubar fazer traqueostomia (cateter grosso, da para ofertar oxigênio), secção, oxigenação. Ver se está respirando, se não tiver entubar, oxigênio 100%, ventilação
Manejo avançado: intubação, ventilação.
Manejo cirúrgico: punção cricotireóidea, traqueostomia
 
ABCD: RESPIRAÇÃO 
Movimentos torácicos simétricos 
Auscultação dos dois hemitórax
Palpação (costela, pode ter efisema)
Oximetria de pulso (acima de 90%, menor quando tem comprometimento de massa pulmonar)
Hemogasometria melhor exame para analisar os gases respiratórios, analisa se a respiração está sendo feita de maneira adequada ou não
Intubação 
Ventilação 
ABCD: CIRCULAÇÃO 
Observar o estado mental do paciente
Coloração e aspecto das mucosas cianose 
Frequência e qualidade de pulso femoral diz muito a respeito do choque, diminui 
Eletrocardiograma sugeri se o animal está em choque, primeiro momento taquicardia, depois bradicardia 
Vias de acesso venoso fluidoterapia adequada 
Terapia de fluido adequada ao estado do paciente 
ABCD: DEFICIÊNCIA NEUROLÓGICA 
Estado neurológico 
Nervos cranianos 
Nervos espinhais 
Reflexos
Posturas anormais 
Rigidez de descerebração corpo todo rígido, inconsciente, leva a realizar eutanásia 
Schiff-sherrington os quatro membros estendido e a cabeça para trás, tratura de coluna. Geralmente realiza eutanásia 
O ABCD NÃO FAZ UM DE CADA VEZ, É FEITO SIMULTÂNEAMENTE ABC, cada pessoa vai fazendo um procedimento 
ABCD DO TRAUMA: ACESSO VENOSO 
Lembrar-se de:
Acessar grandes vasos 
Os mais próximos do SCV
Usar cateter maior possível para ter maior passagem 
Veia: jugular, cefálica, safena medial
Ordem dos cateteres: 14G (usa bastante em equinos, laranja), 16G (usa em animal com pele grossa, cinza), 18G (verde),20G (rosa), 22G (corte melhor que o 20, azul), 24G (usa em neonatos, amarelo)
Se o acesso venoso for impossível:
Uso de drogas vasoativas pelo tubo traqueal é rápido, e usa quando o médico veterinário está fazendo massagem para ressuscitar 
Venodissecção rumo da veia, e disseca e acessa cirurgicamente 
Acesso intraósseo neonatos é mais fácil de fazer 
EXAMES LABORATORIAIS 
É feito após estabilizar, é feito para saber quais tratamentos o animal vai precisar 
Hematócrito: anemia, hemorragia, desidratação
Proteínas totais: hemorragia, desidratação, queimaduras
Glicemia: hipoglicemia (sepse) ou hiperglicemia tem que identificar e tratar 
Tempo de coagulação: intoxicações, insuficiência hepática 
Densidade urinária: doença renal, hematúria sonda animal, se sondar e tiver sangue na urina sugestivo rompimento de órgão 
MEDIDAS DE PRIORIDADE NOS DIFERENTES SISTEMAS: 
SANGRAMENTO ARTERIAL: o que mata o animal		
Procurar e conter 
Procurar no local da lesão
Cuidado com a fluidoterapia (aumento da PA: aumento do sangramento) fluido na velocidade de ressuscitação, por um lado é ruim pois estimula mais o sangramento. Trata a causa depois uso de reposição, e tratamento com drogas vasoativas
Sangramento interno (baço, fígado (rompe com facilidade), trato gastrointestinal, rim, aorta) órgãos vascularizados. Abdômen está cheio de liquido 
Principais causasdo sangramento arterial: 
Trauma obtuso quedas 
Traumas perfurantes corpos estranhos, armas perfuro-cortantes 
Trauma iatrogênico cirurgia, procedimentos médicos 
Lesões ortopédicas fraturas de ossos longos. Sempre pensar que pode gerar sangramento, entrar em cirurgia só se tiver junto
Como diagnosticar: 
Cor (mais brilhante do que o venoso) pode estar escuro também, por isso não pode afirmar que é mais claro
O sangue arterial esguicha com cada batimento sangramento pulsante 
Sangue venoso flui da ferida 
Como proceder: 
Pressão sobre o local até alguém abrir a caixa estéril 
Evitar o pinçamento cego lesão nervoso e de outros tecidos
Avaliar o estado do animal em choque, outras lesões 
Transecção completa ou incompleta:
Incompleta: maior sangramento 
Completa: retração, vasocontrição e trombose 
Tudo depende do estado clínico do animal
Sobre o uso do torniquete:
Evitar sempre que possível 
Obstrui a circulação colateral agrava a isquemia distal 
Inapropriado permite o fluxo FALTA
Ligar/suturar ou não o vaso:
Exige habilidade (geralmente liga, pois suturar é mais difícil) e equipamento 
Talvez a ligadura seja o mais racional na maioria dos casos 
A irrigação colateral geralmente impede a isquemia 
SISTEMA RESPIRATÓRIO:
Deve ser o órgão prioritário no trauma:
Pneumotórax drenar
Contusão as vezes perde a massa pulmonar
Hemotórax 
Hérnia diafragmática chance de morte em gatos é maior
Tórax instável Geralmente há lesões múltiplas (pneumotórax + contusão pulmonar) 
SISTEMA CARDIOVASCULAR: 
Bomba cardíaca: arritmias, valvulopatias
Volume circulante: choque hipovolêmico, hemorragia, desidratação, choque séptico 
QUANDO ENTRAR NO CENTRO CIRURGICO TER JUNTO ELETROCARDIOGRAMA! 
OBS: animal chegou em coma, faz 3 dias que está tratando ver o BIS se tem atividade cerebral, se tiver tentar manobras, caso não tenha fazer eutanásia 
SISTEMA NERVOSO:
Cérebro 
Medula espinhal 
Nervos periféricos 
NO SISTEMA MUSCULOESQUELÉTICO:
As fraturas NÃO SÃO emergências são urgências
A analgesia camufla os sinais clínicos, por isso fazer depois
Controlar a dor: talas, depois analgésicos 
ALGUMAS LESÕES IMPORTANTES: 
Ruptura de fígado, baço, rins, uretra, ureteres, hemorragia, retroperitoneal
Sensibilidade abdominal sugestivo de ruptura 
DETALHES IMPORTANTES:
Gatos são diferentes dos cães mecanismos compensatórios são limitados, por isso gato morre mais rápido 
Resposta compensatória simpática limitada hipotensão e bradicardia 
Não respondem bem no choque Descompensação rápida e abrupta 
Não esperar muito para as medidas de suporte
Árvores brônquica hiperreativa gato estressa, brônquio fecha resposta ao estresse, dificultando a troca gasosa. Broncoconstrição 
MANUTENÇÃO DA TEMPERATURA:
A temperatura depende do equilíbrio entre produção e troca com o ambiente 
Cães e gatos 37,5 – 39,5 
Excesso de hipotermia: aumenta a mortalidade
Hipotermia: exposição ao frio 
Hipotermia: trauma, doenças, anestesia 
O que faz para evitar hipotermia: uso de colchão d água (cuidado com os elétricos causa queimadura), usar bolsas de água quente 
NÍVEIS DE HIPOTERMIA 
Leve: 32-37 C
Moderada: 28-32 C
Grave: 20-28 C
Profunda: menos de 20 C
FATORES QUE INCREMENTAM A HIPOTERMIA:
Ambientes frios 
Respostas inadequadas geriátricos, neonatos, anestesia 
Caquexia 
Queimaduras
Fludioterapia com solução gerada quando faz a lavagem 
Hipotensão, vasodilatação periférica 
Imobilidade diminui respostas de proteção. Quando ta com frio treme produz calor 
Disfunções do SNC. Afeta hipotálamo faz com que ele não controle a temperatura do corpo do animal 
SINAIS COMUNS NA HIPOTERMIA:
Bradicardia, taquicardia, fibrilação arterial, extra-sístoles ventriculares 
Hipotensão 
Hiporreflexia generalizada
Pupilas fixas e dilatadas
Ausência de reflexo corneal 
Estupor/coma hipoperfusão cerebral 
Bradipnéia 
Edema pulmonar
PERGUNTA: descreva as principais consequências da hipotermia grave (resposta são os itens de cima)
TRATAMENTO: 
Aquecimento do animal 1 a 2 C por hora
Redução da perda de calor evitar a perda de calor
Tirar o animal de ambientes frescos, mantê-lo seco e coberto 
Aplicar calor na superfície do corpo aquecimento ativo 
Bolsa, cobertores elétricos, lâmpadas 
Usar uma barreira física (manta, tecido) para evitar queimaduras 
Fluido aquecidos (IV) faz toda a diferença
 
OBSERVAÇÕES IMPORTANTES NO AQUECIMENTO DO PACIENTE: 
Não aquecer somente os membros aquecer tórax, e abdômen 
Choque por reaquecimento vasodilatação, hipotensão e hipoperfusão 
Aumento do metabolismo fazer mensuração glicêmica do animal 
Quando não tem o colchão de água, aquecer luvas e colocar na calha durante a cirurgia 
SÍNDROME DO ESMAGAMENTO:
Conjunto de sinais clínicos que ocorre quando tem pressão excessiva de esmagamento sobre o tecido por um tempo prolongado 
Manifestações sistêmicas associadas a lesão de esmagamento pressão excessiva e prolongada sobre uma área extensa do tecido 
GERA:
Hemoconcentração
Uremia
Insuficiência renal anúrica 
SINAIS CLÍNICOS:
Hiperpotassemia 
Mioglobinemia 
Oligúria urina fica escura 
Hemoconcentração 
Uremia 
Insuficiência renal anúrica 
ESSA SÍNDROME CAUSA:
Precipitação da mioglobina nos túbulos renais 
Obstrução 
Lesão direta pelo ferro e formação de radicais livres 
Hipoperfusão renal e acedemia por ressuscitação inadequada (ácido lático)
IRA pré-renal antes de iniciar a filtração
TRATAMENTO:
Ressuscitação intensiva com fluidos riger com lactato
Manitol e bicarbonato induzem diurese, neutralizam radicais livre (N-acetil-cisteína combate os radicais livre), alcalinizam a urina impedindo a precipitação da mioglobina)
Dialise renal

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