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9/22/21 
TRIAGEM 
TRAUMA 
DEFINIÇÃO 
Qualquer lesão ocasionada o organismo associada com o 
intercâmbio de energia física ou química 
CAUSAS 
- Atropelamento 
- Quedas ("síndrome do cão ou do gato voador") 
- Brigas 
- Armas de fogo (projéteis) ou brancas (facas, flechas) 
- Queimaduras 
- Eletrocussão 
IMPORTÂNCIA 
- Causa número um de óbito em pequenos animais 
- Experigncia e organização 3 triagem, avaliação, tratamento 
2 
MORTALIDADE EM VÍTIMAS DE TRAUMA 
POUCOS MINUTOS 
* Contusão cerebral, disrupção da medula cervical, hemorragia masiva 
(cardíaca, aórtica ou de grandes vasos) 
- Restaurar patência das vias aéreas e a ventilação 
— Deter a hemorragia, repor volemia, restaurar o débito cardíaco 
> DOA (dead on arríval) mortos na chegada ao atendimento 
NAS PRIMEIRAS 4 HORAS APÓS O TRAUMA 
7 Lesões cerebrais, abdominais, vasculares (não masivas), torácicas 
* Podem morrer dentro da primeira hora (Golden hour - hora dourada) 
* Avaliação rópida e precisa e tratamento correto 
* Dessa abordagem depende, em muito, a evolução do paciente 
TRÊS A CINCO DIAS APÓS O TRAUMA 
* Negligência, atendimento mal realizado ou tardio 
* Consequência de complicações > sepse e disfunção de múltiplos órgãos 
QUEM DEVE SER ATENDIDO PRIMEIRO? 
- As emergências podem chegar até 60% dos atendimentos! 
- Atendimento emergencial * atendimento agendado 
- Fundamental 3 Sistema eficiente de atendimento 
TRIAGEM 
- Avaliação rápida do paciente que permita classificd-lo de 
acordo com a urgência com a qual precisa de atendimento 
- Na medicina de urgência/emergência a adequada triagem 
e o rápido atendimento têm impacto direto positivo na 
chance de sobrevida dos pacientes! 
PELO CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA 
(resolução 1451 de 1995) 
URGÊNCIA 
Ocorrência imprevista de agravo à saúde com ou sem risco 
potencial de vida, cujo portador necessita de assistência 
médica imediata. 
EMERGÊNCIA 
Constatação médica de condições de agravo à saúde que 
impliquem em risco iminente de vida ou sofrimento intenso, 
exigindo, portanto, tratamento médico imediato. 
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URGÊNCIA 
* Requer atenção indispensdvel 
* Sem risco de morte em curto prazo 
EMERGENCIA 
* Requer atengdo imediata 
* Risco de morte iminente 
* Emergéncia também pode ser qualquer condição que cause 
sofrimento ou risco de disfunção permanente incapacitante 
- Rapidez e decisões adequadas > sucesso 
- Demora e decisdes errdticas > fracasso > morte 
- Fundamental 3 Sistema eficiente de atendimento 
- Hipoxia global por mais de 1 hora > translocação 
bacteriana 3 SEPSE 3 CHOQUE SEPTICO 3 morte 
- Maior parte das mortes 
* Diagndstico tardio de hemorragias 
* Demora no fratamento cirtirgico 
- Em medicina veterindria o tempo disponivel é menor 
* Metabolismo mais rdpido 
* Volume sanguineo menor 
* Massa corporal menor > maior gravidade das lesões 
& ‘ 
- 0 trabalho comega com o atendimento ao telefone 
* Funciondrios bem treinados 
- Definir: 
* Qual o motivo da consulta> 
* O animal estd consciente? 
* 0 animal está respirando> 
* Esta vendo sangramento externo? Qual a gravidade> 
* Estd vendo algum osso ou viscera expostos? 
10
TRIAGE 
Paionswi be ey a Veterinanan in order of prioriey. There may be ey tor Prioriey 3 and oy 3 patienes. 
UMA VEZ NA CLINICA 
OU HOSPITAL 
PRIORITY 3 
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lease advise the Triage Nurse 1t condition of your pot changes — & BSAVA 
14 
SISTEMAS DE TRIAGEM 
SHORT 
* Sai caminhando — — 
* Habilitado a reconher o proprietário, reage à presença do veterinário - — R " 
* Obedece ordens e comandos o rvpmine s g i smee 1 
- 5 á 100ty e Respira sem dificuldades, tem via aérea permedvel TP T 6ty o 
* Tamponamento fácil de hemorragias Mendo Nml 2 
Taquipreia ou Supertciaizada 1 
aa o 
START Abdo o — Não dolorosos : 
* Simple Triage And Rapid Treatment e MR- o 
* Respiração / Circulação / Estado de consciência mee Noma 2 
* Verde > alerta, paciente ambulatorial gt dor 2 . b " Asinca de rsposta, Descorebração, ko grave de colora o * Amarela > não deambula, alteração de consciência, mas respira bem T 2 
* Vermelha > ndo respira, mas via aérea pérvea, ou respira, mas com Gl : 
taquipneia ou alteração circulatória (taquicdrdicos, TPC aumentado, CRAMS muiorou igual n 9 Tremsion s 
alteragdo da consciência, hipotensão) Fsm e 
* Preta > Não respira, via aérea obstruída T, tempo e i, presão il PAM, et s i 
15 16 
Mg e 
UMA FORMA PRATICA (Rabelo) 
Paciente 6rau I (praticamente PCR): 
- Requer atendimento imediato (1 minuto!) 
* Deacordado, opneia, respicagdo aginica, midríase, atividade cardiaca não 
detectável (pulso, choque precordial, auscultação) 
Paciente 6rau IT: 
- Atendimento em minutos - 10 
T Respira/ventila mal 
- Hemorragia grave 
Paciente 6rau TIT: 
- Até uma hora 
* Feridas/lesões aporentes 
Paciente 6rau T 
- 24-72 h - não traumatizados 
- Não subestime > pode virar classe T 
PACTENTES GRAUS ITT E IVMATAM OS T e IT/ 
—— 
17 18
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SEQUÊNCIA DE ATENDIMENTO 
1a. Alertar que um animal está a caminho do hospital 
1b. Obter o histórico, incluindo o mecanismo de lesão 
2. Dar assistência o proprietário (ele também precisa de atenção) 
3. Levar o paciente à área mais propícia para o atendimento 
4. Avaliar/restabelecer o ABC (airway, breathing, circulation) do trauma 
5. Avaliar os sinais vitais 
* Freguência e ritmo cardíocos 
* Frequência e qualidade da respiração 
* Quelidade do pulso 
* Coloração das mucoses ¢ tempo de preenchimento capilar 
* Temperatura corpórea precisa (centrol vs Retal ?) 
* Presença de dor e sua intensidade 
6. Colher amostras de sangue e urina para análises básicas rápidas 
* Hematócrito e sólidos totais 
* Hemograma, urinálise. glicose, testes de coagulação 
*LACTATO 
- Quem viu o evento? 1b 
- Que aconteceu? Houve perda da consciência/locomoção? 
- Qual foi a arma> 
- Como Caiu, qual a altura, foi golpeado, onde, doi> 
- Quando aconteceu? Em caso de parada, há quanto parou? 
- Houve afogamento? Quanto tempo ficou submerso? 
- Vai ressuscitar? Por que> 
* Tdade 
* Tipo e gravidade da doenga 
* Extensão das lesões 
* Comorbidades 
* Custo 
* Disposição do proprietário 
19 20 
2 Dar assistência ao proprietário (ele também precisa de atenção) 3 Leveo paciente à drea mais propícia para o atendimento 
21 
4 ABCDdo TRAUMA 
A = Via aérea 
- Manejo primário > Desobstrução, sucção, oxigenagio 
- Manejo avançado > Infubagio e ventilação 
- Mane]o cirúrgico > Punção cricoide, cricotireoidotomia, traqueostomia 
23 
22 
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4 A B CD do TRAUMA 
B - Respiração 
- Frequência e padrão respiratórios 
- Movimentos torácicos simétricos 
- Auscultação dos dois hemitórax 
- Palpação (fx de costelas, enfisema) 
- Percussão tordcica 
- Oximetria de pulso (acima de 90%) 
- Hemogasometria 
- Intubação > ventilação 
26 
27 28 
4 ABCDdo TRAUMA 
C = Girculagio 
- Estado mental do paciente 
- Coloração e aspecto das mucosas 
- Frequéncia/qualidade puiso femoral 
- Eletrocardiografia > arrítmias 
- Vias de acesso veroso > terapia de fluidos 
- Frequéncia cardiaca, TPC, Pressão arterial 
Aerta 
Visual estímuto 
Der 
Nao responde 
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ACESSO VASCULAR 
Veia jugular 
Veia cefálica 
Veia safena medial 
Tamanho do cateter 
* 246 - 226 - 206 - 186 
31 32 
- Acesso cutâneo facilitado 
* É realizada uma pequena incisão na pele 
* € usada uma agulha ou um bisturl 11 
* Inserção de cateteres grandes em animals pequenos ou com pele 
grossa 
e 
e necessário > acesso facilif 
venodissecção 
33 
- Venodissecção 
* Em casos de hipoperfusão grave ou edema cutâneo 
* Preparo cirúrgico 
* Localizar a vela, fensionar e deslocar a pele lateralmente 
* Fazer a incisão evitando atingir a vela 
* Pequena dissecação pode ser necessária 
* Uma vez localizada a vela, Infroduzir um catefer sobre a agulha 
* Fixar o cateter, suturar a pele e aplicar o curativo 
35 
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A B C D do TRAUMA 
D = Deficiências neurológicas 
- Estado reurológico 
- Nervos cranianos 
- Nervos espinhais > reflexos 
- Posturas anormais 
- Rigidez de descerebração,Schiff-Sherrington 
37 38 
AVALIAÇÃO LABORATORIAL AVALIAÇÃO 2º E 3º 
Hematócrito > anemia, hemorragia, desidratação 
Exame secundário 
Sólidos totais > hemorragia, desidratação, queimaduras 3 Exame fisico detalhado 
> Avaliação das lesões que representam risco & vida 
6licemia > hipoglicemia ou hiperglicemia (sepse) > Exames complementares (R, ultrassom, bioquimica, etc) 
Coagulação > ntoxicações, insuf. Hepdtica (TP-TTPA) Exame tercidrio 
> Reavaliação 12- 24 horas após a admissão 
Densidade urindria doenga renal, hematiria > Identificar lesões ocultas e evolução do quadro 
Lactato > hipoperfusdo 
39 40 
Airways 
Airway (vias aéreas) 
Circulatério 
Respiratório AVALIAÇÃO 2º 
Abdômen 
Spine (coluna vertebral) 
Head (cabeca) 
Pelve 
Limbs (membros) 
Artérios periféricas 
Nervos periféricos 
- Feridas que precisem ser tratadas/suturadas 
- Corpos estranhos ou secreções 
- Fratures de palato duro 
- Soluções de continuidade oronasais 
- Verificar alineação troqueal e da coluna vertebral 
- Feridas abertas o pequenos desgarros traquecis e enfisema 
Circulatério 
- Busque sangramento oculto (vesos pequenos, abdominal, torácica o u 3+ espaso) 
- Verifique a presença de arritmias, atividade elétrica sem pulso, etc. 
- Reavalie o tratamento do choque 
- Avalie pulso femoral, FC, mucosas, TPC, enchimento jugular, PVC, PA 
Respiratório (T-Fast) 
- Examine o tórax, padrão respiratório, expansão torácica... auscultel- 
- Afundamento, respiração paradoxal, feridas abertas/penetrantes 
- Preumotórax, hemotórax e principalmente CONTUSÃO PULMONAR 
41 42
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Abdômen (A-Fast) 
- Observe, palpe, percuta, ausculte 
- Feridas penetrantes, distensão, dor, erubrecimento, hematomas 
- Ultrassonografia (A-Fast) > gas, feridas penetrantes > cirurgia 
- Presença de líquido 3 acompanhamentto e análise do líquido 
Spine (coluna vertebral) 
- Imobilize cabega e coluna cervical 
- Avaliação dos reflexos cranianos/espinhais 
- Presença de sensibilidade superfícial e profunda nos membros 
Head (cabeça) 
- Palpe e procure hematomas, afundamento, feridas 
- Veja se há perda de líquido/sangue por narinas ou orelhas 
- Examine s pupilas 
- Avalie 0 estado pela escala de Glasgow modificada 
Pelve 
- Veja se há dor, crepitação ou instabilidade 
- Avalie a locomoção (se for possivel) 
Limbs (membros) 
- Examine os membros em busca de fraturas, ferimentos, lacerações 
- Avalie locomoção (se for possivel) 
Artérias periféricas 
- Verifique o pulso e se há perfusão adequada aos tecidos periféricos 
- Doppler vascular, coloração, temperatura 
Nervos periféricos 
- Verifique os reflexos e a sensibilidade 
- Plexo braquial e nervo radial são os mais afetados 
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NÃO ESQUECER! 
= Gatos não são cães pequenos 
— Resposta compensatória simpática limitada (nipotensão e bradicardia) 
> Não respondem bem no choque > descompensação rdpida/abrupte 
— Não esperar de mais para as medidas de suporte 
= Arvore brônquica hiperreativa 3 Estresse - broncoconstrição 
> Mais sensíveis ao edema pulmonar na sepse 
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Frustração 
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