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CENTRO UNIVERSITÁRIO PADRE ANCHIETA
CURSO DE FARMÁCIA
Bruna Cavaglieri da Silva Prates 1802073
Giselle de Lima Arruda 1703309
Glailson Prudêncio da silva 0768787
Viviane dos Santos Pereira 1701957
PREPARO DE SOLUÇÕES – XAROPES E ELIXIR
CENTRO UNIVERSITÁRIO PADRE ANCHIETA
CURSO DE FARMÁCIA
	Data da entrega:
	
	Nota:
	
Bruna Cavaglieri da Silva Prates 1802073
Giselle de Lima Arruda 1703309
Glailson Prudêncio da silva 0768787
Viviane dos Santos Pereira 1701957
PREPARO DE SOLUÇÕES – XAROPES E ELIXIR
Relatório apresentado à disciplina de Farmacotécnica I, no 4°/5°período do curso de Farmácia do Centro Universitário Padre Anchieta, como forma parcial de avaliação. Orientação realizada pela Profº Natalia Castanha.
Objetivo
Preparar xarope simples a base de sacarose.
Preparar xarope de Iodeto de Potássio.
Preparar Elixir de Sulfato Ferroso.
 Introdução
Xaropes são formas farmacêuticas preparadas à base de açúcar e água, onde o açúcar está próximo à saturação, formando uma solução hipertônica. A proximidade da saturação, evita a precipitação do açúcar utilizado. São soluções límpidas, aquosas e não estéreis de consistência viscosa e densos, apresentando densidades entre 1,30 e 1,3. São compostos por açúcares, como a sacarose, em concentração próxima à saturação, conferindo valor energético ao medicamento e com função edulcorante e conservante. Nunca devem apresentar álcool na composição.
O fato do xarope apresentar concentração de açúcar quase igual a concentração necessária para ocorrer a saturação é porque assim a disponibilidade de água é pouco, diminuindo a possibilidade de contaminação microbiana. Caso o xarope apresentasse saturação, poderia ocorrer um precipitado, resultado indesejável uma vez que diminui o efeito do conservante. Quando a quantidade de açúcar é insuficiente, pode ocorrer a fermentação, já que microrganismos encontram um meio ideal para se desenvolver. Aquecimento em demasia causa hidrólise da sacarose, com precipitação de açúcar invertido e perda de água pela evaporação.
Quando não se destinam ao consumo imediato, devem ser adicionados conservantes antimicrobianos. Alguns fatores contribuintes que podem interferir na qualidade do medicamento são agentes atmosféricos (oxigênio e gás carbônico); calor, que pode causar a hidrólise e caramelização da sacarose; exposição à luz, responsável pela catálise diversa e a proliferação bacteriana.
A utilização de xaropes é importante pela facilidade da aceitação na área pediátrica, minimiza o gosto desagradável de um possível fármaco na fase líquida, pode ser nele incorporada qualquer substância hidrossolúvel estável em solução aquosa e são considerados um bom veículo de administração de fármacos antitussígenos e anti-histamínicos. Os flavonizantes, presentes nos xaropes, são produtos sintéticos ou naturais que conferem sabor agradável (edulcorantes), já os corantes, às vezes utilizados, tornam o xarope mais atraente, mas devem combinar com o flavinizante, não apresentar reatividade, ser estável em relação ao pH e as condições de intensidade de luz.
Vamos preparar três soluções: um xarope simples, um xarope de Iodeto de Potássio e um elixir de sulfato ferroso. O que iremos usar?
Xarope Simples
Sacarose .................................... 42,5g
Água Destilada ............ q.s.p.* ..... 50ml
Xarope de Iodeto de Potássio
Iodeto de Potássio ............. 1g
Corante Vermelho ...................... 0,05ml
Essência de Framboesa ................... 0,05ml
Xarope Simples ....... q.s.p.* .... 50,0ml
Elixir de Sulfato Ferroso
Sulfato Ferroso................................ 0,8G
Glicose .............................................. 10G
Sacarina Sódica ................................. 0,04G
Álcool .................................................8ML
TWEEN 80 ........................................1,6ML
Essência De Menta ............................ 1,2ML
Essência De Aniz .................................1,6ML
Essência De Flor De Laranjeira .............1,2ML
Ácido Cítrico ......................................... 0,4ML
Água Destilada ...........Q.S.P....................40ML
Xarope é uma solução que contém muito açúcar em sua composição. Além de ocasionar viscosidade, este quando em concentração superior a 85%, funciona como conservante devido ao efeito osmótico.
Um elixir é um preparado farmacêutico com um ingrediente ativo (propriedades como a da morfina) que é dissolvido numa solução que contenha alguma porcentagem de álcool etílico.
Sacarose – agente doador de viscosidade (agente espessante), conservante contra o crescimento microbiológico e edulcorante.
Iodeto de potássio – estabilizante
Xarope simples – usado com veículo
Água destilada – usada como veículo
Ácido cítrico – substância usada como eflorescente antioxidante sinergista ou acidulante (agente acidificante).
Essência – composição aromática
Corante – usado para dar cor às preparações farmacêuticas.
Sacarina – agente edulcorante não calórico usado para adoçar (edulcorar) preparações farmacêuticas.
Materiais e Reagentes 
Materiais:
Espátula de inox com colher
Espátula de inox reta com cabo de madeira pequena
Espátula ‘pão duro’
Cálice de vidro 30,60 e 120 ml
Gral de porcelana com pistilo
Gral de vidro com pistilo
Vidro Relógio
Pipetas descartáveis 
Papel toalha
Papel manteiga
Filtro de Papel
Bico de Bunsen
Balança Analítica
 Reagentes:
Sacarose
Iodeto de Potássio
Corante Vermelho
Essências
Sulfato Ferroso
Glicose
Sacarina Sódica
Álcool
Tween 80
Essência Menta, Aniz, Flor de Laranjeira.
Acido Cítrico
 Procedimento Experimental
Solução 1 Xarope simples
Pesamos 42,561g de sacarose em papel manteiga na qual foi transferida para um béquer em seguida foi adicionada 25ml de agua destilada. Depois de solubilizada a sacarose na água, levamos o béquer para a chapa de aquecimento ate que se tivesse inicio de fervura, importante lembrar que se a temperatura passar desse intervalo acontece a hidrólise do açúcar e gera o açúcar invertido, e perdemos todo o xarope que estamos preparando. Quando a sacarose com água ficou viscosa e translúcida, tiramos o béquer da chapa filtramos em um funil com papel filtro e vertemos o conteúdo em um cálice. Completamos o q.s.p. para 50ml com água destilada. A nossa solução ficou pronta.
 
Solução 2 Xarope de Iodeto de Potássio
Com o auxilio de um papel manteiga foi pesado 1,008g de Iodeto de Potássio na balança analítica o Iodeto de potássio foi triturado no gral de porcelana co9m o auxilio do pistilo. Logo após a trituração do Iodeto de Potássio mesmo foi transferido para um cálice e foi adicionado 25ml de xarope simples onde ficou em agitação até a dissolução completa do Iodeto. A solução foi resfriada em agua corrente. Após o resfriamento foi adicionado duas gotas de corante vermelho e 0,05ml de essência de menta. Assim, obtemos a solução que nos foi pedida.
Solução 3 Elixir de Sulfato Ferroso 
Em papel de pesagem(10,190g) foi pesado 0,833g de sulfato ferroso,0,049 de Sacarina, os dois componentes foram adicionados no gral e com o auxilio do pistilo foram triturados a mistura e foi transferido para um Becker e junto da mistura foi adicionado10g glicose e 5g de Alcool e 4 gotas de Tween80, duas gotas de essência de menta e 4 gotas de essência de flor de laranjeira, 0,4ml de acido cítrico, em seguida todo o elixir foi transferido para um cálice e e foi completado com q.s.p para 40ml.
 
Resultado e Discussão
Através deste experimento, aprendemos na prática como produzir,
através dos ingredientes selecionados, o veículo base para o preparo de xaropes.
Observamosa mudança de fase liquido para uma fase mais consistente,
onde revela que esse veículo esta pronto para adição de princípios ativos.
Conclusão
Forma Farmacêutica Liquida, neste caso os xaropes e o elixir que por sua vez são aquosas de alta concentração de sacarose, com a função edulcorante e conservante, como são soluções saturadas provoca a desidratação de microorganismos; com vantagens da boa conservação e a possibilidade da correção do sabor; com restrição para diabéticos; a preparação propriamente dita pode ser feita a frio ou a quente, sendo que a quente é mais rápida e elimina o anidrido carbônico e o CO2 diminuindo a possibilidade de hidrolise.
REFERÊNCIA 
FOGAçA, Jennifer Rocha Vargas. "Nomenclatura oficial dos álcoois"; Brasil Escola. Disponível em <https://brasilescola.uol.com.br/quimica/nomenclatura-oficial-dos-alcoois.htm>. Acesso em 14 de abril de 2019.
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AULTON, M.E. Delineamento de Formas Farmacêuticas. 2ª Ed., São Paulo: Artmed, 2005
Jundiaí - SP
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