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EMBRIOLOGIA 
EMBRIÃO DIDÉRMICO 
1ª SEMANA 
• Após a fecundação, em que se formaram os pró- núcleos masculino e feminino com 
cromátides duplas, ocorreu fusão dos pró-núcleos e formou a célula ovo/ zigoto. Esse zigoto 
tem agora 46 cromossomos, aconteceu a restauração do número diploide de cromossomos. E 
inicia-se a clivagem. 
• Clivagem: divisões mitóticas repetidas do zigoto, resultando em um aumento rápido do 
número de células (blastômeros). Ocorre conforme o zigoto passa pela tuba uterina em 
direção ao útero e se inicia aproximadamente 30 horas depois da fecundação. 
• As células do zigoto vão começar a se dividir por mitose. A cada divisão as células vão 
ficando cada vez menores, se divide em 2, 4, 8 células. Durante a clivagem o zigoto ainda está 
dentro da zona pelúcida. 
*As células se tornam menores a cada divisão porque a célula só tem tempo de duplicar seu DNA e se 
dividir, o processo em que a célula multiplica sua organela e aumenta de tamanho não acontece. 
*Até o conjunto de 8 células, todas as células são totipotentes (podem dar origem a um organismo 
completo). Depois da terceira divisão, quando o blastômero tem 9 células, elas deixam de ser 
totipotentes, a potencialidade dela diminui. 
*Potencialidade é a capacidade da célula de gerar outras células diferentes a ela. 
• Quando passa o estágio de 9 células os blastômeros mudam sua forma e se agrupam 
firmemente uns com os outros para formar uma bola compacta de células, esse fenômeno é 
chamado de compactação. Formam-se junções aderências que fazem com que as células 
fiquem bastante compactas. 
• De 16 a 32 células passa a ser chamado de mórula. Se forma aproximadamente 3 dias depois 
da fecundação. 
• As células da mórula vão se segregar em células internas que vão formar uma massa celular 
interna e células circunjacentes que vão compor a massa celular externa. 
 
*A massa celular interna origina os tecidos do embrião e a massa celular externa, que mais tarde 
contribui para a formação da placenta. 
• Quando a mórula entra na cavidade uterina, um líquido começa a penetrar os espaços 
intercelulares da massa celular interna pela zona pelúcida e gradualmente esses espaços 
formam uma única cavidade chamada blastocele ou cavidade blastocística, que separa os 
blastômeros em 2 partes, a massa celular interna da origem ao embrioblasto e a massa celular 
externa da origem ao trofoblasto. Nesse período o embrião é chamado de blastocisto. A partir 
daí a massa celular interna passa a se chamar embrioblasto. 
• A zona pelúcida desaparece possibilitando que a implantação comece. 
• As células trofoblásticas sobre o polo do embrioblasto (polo embrionário) começam e 
penetrar entre as células epiteliais da mucosa uterina por volta do sexto dia. Quando as células 
trofoblásticas encostam no endométrio, o endométrio estimula essas células do trofoblasto a 
se multiplicarem, e o trofoblasto se diferencia em 2 e forma o citotrofoblasto e o 
sinciciotrofoblasto. 
*O sinciciotrofoblasto tem enzimas digestivas que vão destruindo o endométrio e também 
produzem o beta HCG. Mas só tem beta HCG suficiente na circulação sanguínea no final da 2ª 
semana. 
• No final da 1ª semana o blastocisto está superficialmente implantado na camada compacta do 
endométrio e tem sua nutrição do endométrio. 
• O sinciciotrofoblasto se expande rapidamente sobre o polo embrionário 
• Por volta do 7° dia uma camada de células, o hipoblasto se forma na superfície voltada para a 
cavidade blastocística 
 
 
2ª SEMANA 
• À medida que a implantação o embrioblasto se diferencia em 2 camadas germinativas, 
produzindo um disco embrionário bilaminar formado por epiblasto e hipoblasto 
*O disco embrionário origina as camadas germinativas que formam todos os tecidos e órgãos do 
embrião 
*Durante a segunda semana se formam também estruturas extraembrionárias, que são a cavidade 
amniótica, o âmnio, a vesícula umbilical conectada ao pedículo e o saco coriônico. 
• Ao mesmo tempo em que o disco embrionário se forma uma pequena cavidade no epiblasto, 
que depois aumenta e forma a cavidade amniótica. 
• As células aminiogênicas (formadores do âmnio), os amnioblastos, se separam do epiblasto e 
formam o âminio, que reveste a cavidade amniótica 
• O hipoblasto dá origem a uma membrana, chamada membrana exocelômica. A cavidade 
chamada de blastocisto passa a se chamar cavidade exocelômica ou v saco vitelínico 
primitivo 
*O epiblasto é a camada mais espessa constituída de células cilíndricas e voltadas para a cavidade 
amniótica. 
*O hipoblasto é composto por células cubicas pequenas adjacente a cavidade exocelômica ou 
saco vitelínico primitivo 
*O epiblasto forma o assoalho da cavidade amniótica e está perifericamente em continuidade com 
o âmnio e o hipoblasto forma o teto da cavidade exocelômica e é continuo a fica membrana 
exocelômica, que reveste a vesícula vitelínica primitiva 
 
• O trofoblasto (citotrofoblasto e sinciciotrofoblasto) cresce muito mais rápido que o embrião. 
• Começam a surgir novas células entre a camada interna do citotrofoblasto e camada externa 
do saco vitelínico, formando um tecido conjuntivo, chamado de mesoderma extraembrionário, 
que preenche todo o espaço entre o trofoblasto externamente e o âmnio e a membrana 
exocelômica internamente 
• Conforme ocorrem mudanças no trofoblasto e no endométrio, o mesoderma extraembrionário 
aumenta aparecem espaços celômicos extraembrionários ou cistos celômicos, isolados dentro 
dele. Esses espaços se fundem e formam uma grande cavidade isolada, o celoma 
extraembrionário, essa cavidade cheia de fluido envolve o âmnio e a saco vitelínico 
 
 
• Com a formação do celoma extraembrionário o saco vitelínico primitivo diminui e se forma o 
saco vitelínico definitivo. Durante sua formação uma parte do saco vitelínico primitivo se 
desprende deixando uma vesícula remanescente. 
• No final da segunda semana aparecem as vilosidades coriônicas primárias, são extensões 
celulares que crescem para dentro do sinciociotrofoblasto. Essas vilosidades são o primeiro 
estágio de desenvolvimento das vilosidades coriônicas da placenta 
• O celoma extraembrionário divide o mesoderma extraembrionário em 2 camadas (mesoderma 
somático extraembrionário e mesoderma esplâncnico extraembrionário) 
• O mesoderma somático extraembrionário reveste o trofoblasto e cobre o âmnio 
• O mesoderma esplâncnico extraembrionário envolve o saco vitelínico 
• O mesoderma somático extraembrionário e as duas camadas do trofoblasto formam o córion 
(membrana fetal mais externa), que forma a parede do saco coriônico. 
• O celoma extraembrionário é o primórdio da cavidade coriônica. O celoma extraembrionário 
se expande e forma uma grande cavidade, a cavidade coriônica. 
 
 
• No final da segunda semana o embrião está dentro cavidade coriônica (formada pelo 
mesoderma extraembrionário, citotrofoblasto e sinciciotrofoblasto) 
• GRAVIDEZ ECTÓPICA 
Que ocorre fora do local normal no útero

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