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Benedicto Monteiro Biografia Filho de Ludgero Burlamaqui Monteiro e Heribertina Batista Monteiro, cursou o primário no grupo escolar de Alenquer e o curso de humanidades no Colégio Marista Nossa Senhora de Nazaré, em Belém. Cursou o científico no Colégio Rabelo, iniciando também os seus estudos de Direito na Universidade do Brasil. Diplomou-se bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito do Pará. Exerceu a magistratura e o Ministério Público. Foi eleito deputado estadual por duas legislaturas. Foi também secretário de Estado de Obras, Terras e Águas. Foi cassado durante o Golpe Militar de 1964. Publicou em 1945, no Rio de Janeiro, o seu primeiro livro de poesias, Bandeira Branca. As obras de Benedicto Monteiro são dedicadas ao fabuloso Verde Vagomundo da Amazônia. Na sua terra natal, exerceu a vereança e funções judiciárias. Deputado estadual e federal (Assembléia Nacional Constituinte), foi também procurador-geral do Estado e secretário de obras. E em seus últimos anos, foi advogado militante. Casado, teve cinco filhos. Foi membro da Academia Paraense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico do Pará e da Academia Paraense de Direito. O Carro Dos Milagres " O Carro dos Milagres" , apresenta o caboclo que chega à cidade grande e se impressiona com a quantidade de gente , a magnitude da Basílica e a força da fé. Os três capítulos do conto retratam uma das festas mais grandiosas do mundo: O Círio de Nossa Senhora de Nazaré. Essa tradição popular e religiosa é uma marca do povo paraense , independentemente de sua religião. Em algumas partes do conto , percebe-se a auto-análise da personagem , reconhecendo seus erros , porém , como os demais peregrinos usa o discurso de que todas as outras pessoas também fazem as mesmas coisas. Resumo O personagem- narrador descreve, de forma maravilhosa , os detalhes da procissão que está assistindo pela primeira vez , volta-se ao passado de suas lembranças para contar suas sagas de canoeiro no Igarapé da Mata do Catauari com o compadre , um amigo que o acompanha no Círio e numa beberagem com cachaça de Abaeté , enquanto aguardam no nascer do dia a saída do Círio no Lardo da Sé. Depois de muitos goles de bebida ,os dois caboclos resolvem seguir a procissão , sendo que Miguel tinha o objetivo de achar o Carro dos Milagres e depositar a sua promessa. Miguel, bêbado e perdido na multidão , acaba chegando a Basílica-Santuário de Nazaré. Ali o caboclo fica maravilhado com as impressões artísticas da igreja e nela se deixa estar até altas da madrugada.Ao chegar na garagem , Miguel , com uma vela na mão , encontrar o Carro dos Milagres e se detém olhando as promessas contidas na barca. E exatamente aí a história se complica: O rapaz é surpreendido por beatas que maliciosamente o acusam de incendiário e ladrão. Já raia um novo dia e elas chamam o padre e a polícia para deter o suposto meliante. Walcyr Monteiro Nasceu em Belém em 27 de janeiro de 1940 É jornalista profissional, tendo trabalhado e colaborado em diversos jornais e revistas. Atuou como professor de ensino médio e superior nas disciplinas Antropologia Cultural, Economia Brasileira e Ciência Política na área da educação. Atualmente preside o Centro Paraense de Estudos do Folclore e é secretário do Instituto Histórico Geográfico do Pará. Também ministra palestras sobre folclore. Seu livro Visagens e Assombrações de Belém já foi utilizado como base para produção do roteiro do longa-metragem Lendas Amazônicas (1998), e o curta-metragem Visagem (2006). Sua primeira história, a "Matinta Pereira do Acampamento", de maio de 1972, foi publicada no extinto Jornal A Folha do Norte, porém, o seu livro "Visagens e Assombrações de Belém" só veio a ser publicado 16 anos depois, com apoio do então secretário de Cultura, Esporte e Turismo, Acyr Castro. A editora era a Falângula. Visagem e assombrações de Belém "Uma abordagem interpretativa" trata da mitologia na sabedoria popular e em sua representatividade. Nesta parte o autor fala de mitos que não foram apresentados entre as histórias, como o boto, a cobra grande e outros entes de maior relação com a natureza. O capítulo aborda de maneira muito interessante a questão das origens dessas superstições na sociedade. Finalizando, encontramos anexos com um acervo fotográfico dos locais relacionado às histórias apresentadas, orações do Culto das Almas e alguns recortes de jornais exemplificando as inspirações da obra. O livro foi um achado muito interessante em uma passagem de férias em Belém. Gosto dessas histórias folclóricas, apenas pelo divertimento da leitura e busca das origens. São capazes de determinar rumos inimagináveis a muitos em sua visão Nesse livro você conhece a capital da cidade das mangueiras, Belém do Pará e suas lendas urbanas incríveis. O livro é repleto de Lendas Urbanas da capital paraense. As lendas são passadas de geração para geração, o autor Walcyr Monteiro fez uma intensa pesquisa e coleta de dados antes de publicá-las. Os contos são sobre almas penadas,seres sobrenaturais, misticismo, superstições, cultos das almas e alguns tipos de ocultismos, porém apesar de parecer muito assombroso o livro relata tudo de forma leve como deve ser uma lenda urbana. E ao final do livro, há diversas fotos de todos os lugares onde os contos se passam, entre os contos estão: A procissão das Almas, A moça do Taxi, O Fantasma erótico de Soledade (um cemitério da capital), Noivado Sobrenatural, ... Entre outras.