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Penfigóide bolhoso Professora enfª Rafaela Ribas � São bolhas subepidérmicas tensas, grandes e generalizadas, atingindo a pele, e ocasionalmente mucosa oral, por mecanismo imunológico. � Ocorre preferencialmente em idosos; � Independente da raça ou sexo; Penfigóide Bolhoso Causa: � Desconhecida, embora imunológica; � Ligação de autoanticorpos contra os antígenos penfigóides, componentes normais da membrana basal e da zona de membrana basal; � Estes autoanticorpos são contra componentes do complexo hemidesmossômico do epitélio escamoso � Pode ser desencadeada por drogas, radiação UV, radioterapia, queimadura e enxertos cutâneos. Penfigóide Bolhoso Patologia: � Bolhas subepidérmicas com degeneração da membrana basal; � Bolhas acelulares; predominam eosinófilos no líquido da bolha; � O processo encontra-se abaixo da membrana basal das células basais, na lâmina lúcida; � Inicialmente as bolhas ocorrem pelo rompimento dos filamentos de ancoragem. Penfigóide Bolhoso Clínica: � Bolhas generalizadas, tensas, grandes, ás vezes hemorrágicas; � Surge em base eritematosa ou pele normal, não agrupadas; � Tem predileção em superfícies de flexão; � 30% dos casos em mucosa oral e nasal, não deixam cicatriz; Penfigóide Bolhoso Diagnóstico � Avaliação das lesões em idosos que apresentam bolhas generalizadas, sem prurido, com sinal de Nikolsky negativo; � Imunofluorescência direta; � Imunofluorescência indireta com presença de IgG Penfigóide Bolhoso Tratamento � Corticóide- tópico ou IV- prednisona com dose variável a gravidade; � citotóxicos- azatioprina � Imunoglobulinas IV e plasmaférese- casos recidivantes Referências ▪ RAMOS, e Silva. Fundamentos de Dermatologia. 2ªed. Rio de Janeiro:Atheneu, 2010. ▪ SAMPAIO, Rivitti. Dermatologia. 3ª ed. São Pulo: Artes Médicas Ltda, 2013. ▪ AZULAY, Rubem David. Dermatologia. 6. ed Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. 1133 p.