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Amebíase Entamoeba histolytica/Entamoeba dispar Profa. Dra. Maria das Graças Prianti Amebíase - Agente etiológico Infecção: protozoário duas formas: cistos e trofozoitos. Parasito: comensal ou provocar a invasão de tecidos, originando as formas intestinal e extra intestinal da doença. Habitat – Intestino grosso 2 Agente etiológico - Entamoeba histolytica. Taxonomia • Reino : Protista • Sub-reino: Protozoa • Filo: Sarcomastigophora • Sub-filos: Mastigophora • Família: Endamoebidae • Gêneros: Entamoeba, Iodamoeba e endolimax 3 Classificação de protozoários de importância médica 4 Classificação Espécies de ameba encontradas no homem: • Entamoeba histolytica; • E. hartmanni; • E. dispar; • Entamoeba coli; • Endolimax nana; • Iodamoeba butschlii • E. hitolytica única que em determinadas situações pode ser patogênica. 5 Morfologia 6 Amebas se distinguem pelo tamanho do trofozoíto e do cisto, pela estrutura e pelo nº dos núcleos nos cistos, pelo número e formas das inclusões citoplasmáticas (vacúolos nos trofozoítos e corpos cromatoides nos cistos). Morfologia 7 • Protozoário, parasita unicelular, extremamente “simples” • Apresenta uma fase de vida comensal (90% dos casos são assintomáticos), entretanto o parasito pode ser tornar patogênico, provocando quadros disentéricos de gravidade variável; • Forma: não possui forma definida (amebóide) • Locomoção: pseudópodes • Habitat: intestino grosso humano e diversos mamíferos (primatas, cães e gatos) • Ciclo evolutivo: monoxeno (infecção fecal-oral) • Contaminação: o homem infecta-se ao ingerir cistos presentes na água ou em alimentos contaminados 8 Espécie: Entamoeba histolytica • Tamanho: 10 -20um; • Cepas mais invasivos tendem a ser maiores; • Único núcleo • Endoplasma granular fina pode conter eritrócitos ingeridos; • Cromatina nuclear é distribuída uniformemente ao longo da periferia do núcleo. Entamoeba histolytica - Morfologia • Cistos são esféricos; • Parede refrativa, • Citoplasma contém corpos com coloração escura cromatoide; • Cisto maduro 1-4 núcleos; • Cisto imaduro 1-3 núcleos com um cariossoma central e periférica • Cromatina uniformemente distribuída. Entamoeba histolytica - Morfologia MORFOLOGIA Núcleo Citoplasma Cisto Trofozoíto 1 a 4 núcleos 11 1 núcleo, pleomórfico citoplasma: ecto e endoplasma ingestão pinocitose/fagocitose: bactérias/hemáceas (forma invasiva) multiplicação: divisão binária simples 1-4 núcleos esféricos/ovais forma de resistência eliminado nas fezes Amebas Trofozoíto: pleomórfico, com grande variabilidade tamanho Motilidade – pseudópodes Correntes protoplásmicas 12 Amebas Cisto: forma de resistência eliminada com as fezes Membrana plasmática + parede cística (quitina) 1-4 núcleos (N) (divisão endomitose) Vacúolos de glicogênio (V) Corpos cromatóides (CC) – agregados de ribossomos N N V CC Cisto jovem cisto maduro 13 Entamoeba hystolítca Duplicação cromossômica dentro da membrana nuclear intacta. Não ocorre telófase nem citocinese, tendo como resultado uma única célula, com o dobro dos cromossomas. 14 Morfologia 15 • Locomoção - pseudópodes • Ingestão de alimentos: - fagocitose (partículas sólidas: hemácias, bactérias ou restos celulares - pinocitose (ingestão de partículas líquidas). • Multiplicação por divisão binária dos trofozoítos. trofozoíto 1 núcleo, pleomórfico citoplasma: ecto e endoplasma ingestão pinocitose/fagocitose: bactérias/hemáceas (forma invasiva) multiplicação: divisão binária simples 1-4 núcleos esféricos/ovais forma de resistência eliminado nas fezes cisto 16 17 • Trofozoítas de E. histolytica vivem na luz intestino grosso, podem penetrar na mucosa e produzir ulcerações intestinais ou em outras regiões do organismo, como fígado, pulmão, rim e no cérebro. • Cistos podem sobreviver dias a semanas no ambiente externo e são responsáveis pela transmissão.; • Trofozoítos podem ser passadas em fezes diarreicas, mas são rapidamente destruídos, se ingeridos não iriam sobreviver exposição ao ambiente gástrico. Ciclo Biológico (Monoxênico) Ciclo de vida 18 1- Há ingestão de cistos de Entamoeba 2 e 3- O cisto desce pelo esôfago e dentro do intestino o cisto sofre degradação 4- Geram trofozoítos 5- Os trofozoítos se reproduzem por cissiparidade 6- Os trofozoítos resultantes da reprodução atravessam a parede do intestino grosso 7- Caem na corrente sanguínea e acabam atacando outros órgãos, como o fígado e os pulmões 8,9,10 e 11- Processo que após a cissiparidade do trofozoíto em (5) passam a se encistar para ser eliminado nas fezes e reiniciar o ciclo na mesma pessoa ou em outras pessoas 12- Ex. de ingestão de cistos por via oral, água contaminada. 19 • Em situações de rompimento do equilíbrio parasito-hospedeiro - trofozoítos submucosa intestinal, multiplicando-se ativamente no interior das úlceras circulação porta outros órgãos (fígado, posteriormente, pulmão, rim, cérebro ou pele) embíase extra-intestinal. • O trofozoíto presente nestas úlceras é denominado forma invasiva ou virulenta. • Na intimidade tissular, não forma cistos, são hematófagos e muito ativos 20 • A amebíase causada por Entamoeba histolytica pode ser limitada ao cólon – mais frequentemente às regiões proximal ou terminal – ou pode disseminar-se por extensão direta ou via hematológica para um órgão do corpo. • O fígado é mais comumente afetado, seguido dos pulmões. Entretanto, também pode haver formação de abscesso cerebral ou esplênico, bem como envolvimento cutâneo. 21 Forma virulenta ou invasiva - Trofozoítos submucosa multiplicando-se ativamente no interior das úlceras outros órgãos a partir da circulação da porta ( formas extra-intestinais); - Hematófagos e muito ativos; - Invasão da submucosa: 1) inicial forte adesão entre a ameba e a célula a ser lesada lectinas, filopódios e fagocitose; 2) invadida a mucosa, multiplicam-se tecidos com a forma de microulcerações em direção à muscular da mucosa, sem promover grande reação inflamatória; 3) na submucosa diversas direções formando ulcerações em “botão de camisa” ou “colo de garrafa”; 4) ameboma em alguns casos caracterizado por uma indução na resposta inflamatória com formação de massa granulosa. http://www.microbiologybook.org/Portuguese/para -port-chapter1.htm Úlceras intestinais degradação enzimática do tecido Complexo: E. histolytica /E. dispar 22 • Aproximadamente durante um século E. histolytica foi considerada como única espécie outra espécie (E. dispar) que é morfologicamente idêntica porém não patogênica. • Diferenças entre E. histolytica e E. dispar: • Evidências bioquímicas: diferenças no perfil isoenzimático (zimodemas); • Padrão de crescimento em culturas axênicas (E. histolytica cresce melhor); • Capacidade de adesão a células alvo (mediada por lectinas): há diferenças antigênicas (detectadas por anticorpos • monoclonais) e funcionais entre as lectinas de adesão; • Diferenças na composição de glicoconjugados de membrana: lipofososglicano(LPG) abundante em E. histolytica; • Diferenças genéticas demonstráveis por métodos moleculares; • Diferenças nas formas clínicas da doença. Diferenças nas formas clínicas da doença 23 Entamoeba histolytica (Schaudinn, 1903) Apresenta diversos graus de virulência, invasiva (podem estar relacionados com diferentes cepas); Apresenta diversas formas clínicas; 1 caso de doença/4 casos assintomáticos Entamoeba dispar (Brumpt, 1925) Pode causar erosões na mucosa intestinal; Maior parte dos casos assintomáticos e colite não disentérica. Mecanismos de transmissão 24 Ingestão de cistos maduros Água ou alimentos sólidos ou líquidos contaminados Água e alimentos contaminados com dejetos humanos; Vetor mecânico (moscas, formigas, baratas); “Portadores assintomáticos” manipulando alimentos com ausência de higiene; Ausência de higiene domiciliar. Mecanismos de transmissão 25 Cistos são viáveis por 30 dias no meio externo Passam pelo estômago (quitina) Resistem ao pH ácido Enzimas digestivas, pH alcalino Desencistamento – intestino delgado Ciclo: luz intestino grosso Trofozoítas - destruídos no estômago Forma invasiva Fase patogênica Patogenia 26 Amebíase intestinal Fase (geralmente) não patogênica Trofozoítos lise de células da mucosa intestinal Adesão Penetração Citotoxicidade Mecanismo de invasão 27 1. Adesão - via receptores específicos - células do epitélio intestinal 2. Processo de destruição tecidual (origem do nome - histolytica) - ação de enzimas (hialuronidase, proteases e mucoplissacaridases) - formação de úlcera típica 3. Dispersão – o trofozoíta cai na circulação e atinge o fígado via sistema porta (fagocitose) 4. Formação de abscessos, necrose e até obstrução do sistema porta - pode levar o paciente a óbito. Amebíase - E. histolytica A. Adesão B. Destruição tecidual C. Dispersão ameboide Mecanismo de invasão 28 Fatores líticos 1. mecanismos dependentes de contato liberação de um proteína formadora de poros- “amebapore” - atividade citolítica 2. mecanismos independentes de contato liberação de colagenase e cisteíno-proteases – degradação matriz extra-celular Amebíase - E. histolytica Membrana plasmática do trofozoíta • Composta principalmente por glicoproteínas • Adesinas (glicoproteínas) • Receptores para fibronectina e laminina • Interação com membrana das células • “Turnover” contínuo de membrana plasmática • Trofozoítas em movimento deixam um “rastro” • Potentes proteases Interação trofozoítas com células do epitélio intestinal 29 Amebíase - E. histolytica Virulência 30 - Fatores do hospedeiro (raça, sexo, idade, imunidade, dieta, ... ); - Fatores do meio (flora bacteriana); - Outros fatores ( colesterol, reinfecções, passagens sucessivas em diversos hospedeiros). Relação Parasita-Hospedeiro 31 Resposta humoral após infecção invasiva (abcesso hepático ou colite), mas de significância questionável na imunidade, visto que há recorrência de episódios entéricos nesses pacientes. Amebíase - E. histolytica Imunologia Mecanismos de defesa do hospedeiro 1. Camada Mucosa - mucinas: gel aderente, previne adesão às células epiteliais e facilita a eliminação do parasita 2. Glicosidases produzidas pelas bactérias da flora intestinal e proteases do lúmen degradam a lectina da E.hystolyica 3. Resposta Imune Relação Parasita-Hospedeiro Trends in Parasitology 2007, 23 (3) Patologia Entamoeba histolytica (Schaudinn, 1903) • Apresenta diversos graus de virulência, invasiva (relacionados com cepas); • Apresenta diversas formas clínicas; • 1 caso de doença/4 casos assintomáticos Entamoeba dispar (Brumpt, 1925) • Pode causar erosões na mucosa intestinal; • Maior parte dos casos assintomáticos e colite não disentérica. 32 Amebíase - E. histolytica 33 - Forma assintomática - Não-infectado (cisto imaturo, etc) - Forma intestinal (não invasiva) 80 – 90% - dores abdominais (cólicas) - diarreias (pode ficar crônica) - muco ou sangue - Forma intestinal invasiva Doente – 10% - colite amebiana aguda, disenteria grave (fezes líquidas) - úlceras intestinais, abscessos -Forma extra-intestinal - Fígado - Pulmão - Cérebro - Pele Manifestações clínicas Ingestão do cisto Amebíase - E. histolytica 34 Manifestações clínicas Forma Disentérica - Colites Amebianas • Cólicas intestinais intensas • Diarreia, • Evacuações mucossanguinolentas • Tenesmo • Tremores de frio. Forma Não-Disentérica Uma das formas clínicas mais frequentes - A colite não-disentérica se manifesta por : • Duas a quatro evacuações, diarreicas ou não, por dia, • Fezes moles ou pastosas, às vezes contendo muco ou sangue. • Desconforto abdominal ou cólicas, em geral localizadas na porção superior. Raramente há manifestação febril. • Alternância entre a manifestação clínica e períodos silenciosos, com funcionamento normal do intestino. • Maioria das amebas E. dispar. Amebíase - E. histolytica 35 Quadro clínico Forma intestinal invasiva A. Colites não disentéricas: 3 a 5 evacuações/dia, mucosanguinolentas, precedidas de cólicas, dor abdominal superior, tenesmo às vezes; B. Colite disentérica: 30 evacuações por dia, mucossanguinolentas, cólicas intensas, febre, tenesmo retal, tremores de frio; Complicações: perfurações, peritonite, hemorragias, ... C. Amebomas ou lesões pseudo tumorais da mucosa intestinal D. Amebíase extra-intestinal: -Abscesso hepático = “dor, febre, hepatomegalia” (tríade), emagrecimento, diarreia esporádica; -Amebíase pleuropulmonar Fígado Trofozoíto intestino Amebíase Forma extra-intestinal Invasão Desenvolvimento de quadros hepáticos, com abscessos no fígado que podem levar à morte do hospedeiro Patologia 36 Amebíase - E. histolytica Adesão Ulceração perfuração Abscesso fígado Amebíase - Patologia 37 Amebíase - E. histolytica CDC/Dr. Mae Melvin; Dr. E. West of Mobile, AL DPDx Biblioteca de Imagens de Parasitas Forma invasiva: Patologia Cérebro Pulmão Fígado 38 Amebíase - E. histolytica Amebíase Forma extra-intestinal Relação parasita-hospedeiro Fatores de Virulência do parasita - Capacidade de matar e fagocitar células do hospedeiro - Indução de morte celular de células do hospedeiro por apoptose (limita a inflamação e facilita a evasão da reposta imune). - Moléculas da membrana do trofozoíta - Glicoproteínas: 35kDaGal-specific lectin – fundamental para uma forte adesão - Glicolipídeos: Lipofosfoglicans (LPG) – quantidade relacionada com a virulência - Fatores líticos - Flora bacteriana associada (Escherichia coli, Salmonella, Shiguela, Enterobacter e Clostridium). 39 Amebíase - E. histolytica Epidemiologia 40 Epidemiologia 41 Epidemiologia (muito variável de país para país) - Transmissão oral através de ingestão de cistos nos alimentos e água; - E. histolytica é endêmica em todas as áreas de sua distribuição, não causando epidemias; - Apesar de poder atingir todas as idades, é mais frequente nos adultos; - Algumas profissões são mais atingidas (trabalhadores de esgoto etc.); - Os "portadores assintomáticos" são os principais responsáveispela contaminação de alimentos e disseminação de cistos; - Os cistos permanecem viáveis (ao abrigo da luz solar e em condições de umidade) durante cerca de 20 dias. Cosmopolita- varia de acordo com a região de 5 a 50% pessoas infectadas 500 milhões de infectados, 10% com formas invasivas Óbito anual 100.000 pessoas - regiões tropicais/subtropicais - condições precárias de higiene - estado nutricional deficiente Americas: México, América Central, Perú, Colômbia, Equador Brasil: Até 30% (AM, CE, PA, BA ,PB, MG) 42 Epidemiologia http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1676- 24442008000400004&script=sci_arttext 2008 Diagnóstico 43 Clínico – diarreia/síndrome do cólon irritável Laboratorial - Pesquisa de cistos nas fezes moldadas (método de flutuação) e trofozoítas nas fezes diarreicas recentes (colher as fezes em meio conservante); Parasitológico de fezes • Pesquisa de cistos em fezes sólidas (diferenciar amebas não patogênicas) • Trofozoítas em fezes líquidas Fase Aguda (eliminação de trofozoítos) Método direto: Fezes coradas pela técnica de lugol e hematoxilina Férrica; Fase Crônica (eliminação de cistos) Método de Faust Método de sedimentação espontânea (Hoffmann) Amebíase - E. histolytica Diagnóstico 44 Diagnóstico imunológico - para diferenciar E.dispar de E.histolytica -ELISA para detecção de antígeno nas fezes -ELISA para detecção Acs IgG soro - amebíase invasiva Diagnóstico Molecular - PCR (distingue espécies) Retosigmodoiscopia e biópsia (avaliação das ulcerações) muito invasivo Métodos de imagem – para as formas extra-intestinais Cultura de fezes Amebíase - E. histolytica Diagnóstico Problemas: - Diagnóstico diferencial amebas não patogênicas E. histolytica x E. coli E. histolytica x E. dispar Amebíase: E. histolytica 45 Morfologia 46 E. histolytica X E. coli Diagnóstico diferencial 47 Diagnóstico diferencial E. histolytica: espécie patogênica (nem sempre) potencial invasivo virulência dependente - cepa - resposta do hospedeiro menos freqüente E. dispar: espécie não patogênica - raramente causa erosão de mucosa 10X mais freqüente portadores assintomáticos E. histolytica X E. dispar 48 História natural da amebíase 49 Gênero Entamoeba Espécie: Entamoeba coli Ameba comensal não patogênica e se locomove por pseudópodes Habitat: intestino grosso humano Tanto os cistos quanto os trofozoítos podem ser encontrados nas fezes Cistos: contêm de um a oito núcleos e, à medida que o número de núcleos aumenta, o diâmetro nuclear e a quantidade de cromatina do cisto reduzem Devido à semelhança existente entre os cistos de E. histolytica e os de E. coli é preciso fazer o diagnóstico diferencial por meio da morfologia e do número de núcleos do organismo. 50 Cisto = contendo oito núcleos MORFOLOGIA Entamoeba coli Trofozoíto 51 52 Cisto e trofozoíto de Entamoeba histolytica, corado por hematoxilina © Dr Peter Darben, Coleção de parasitologia clínica da Universidade de Tecnologia de Queensland. E. histolytica X E. coli 53 Entamoeba hartmanni (comensal) Formas comensais pequenas, entre 4 a 10 micra, movimentação ativa. Citoplasma vacúolos e detritos, mas nunca hemácias. Possui cistos semelhantes aos da E. histolytica porém menores. Iodamoeba butschilli (comensal) É uma ameba pequena, comumente encontrada no porco, com incidência em torno de 14% no homem. Seu tamanho varia de 8 a 30 micra, em média 13 micra. Endolimax nana (comensal) É uma das menores amebas que parasitam o homem e seu tamanho varia de 10 a 12 micra. Nas preparações a fresco observa-se essa pequenina ameba emitindo pseudópodes largos e rombos de formas lenta, contendo bactérias e vacúolos: o núcleo geralmente é visível. 54 Profilaxia e Controle 55 E. histolytica 1. Engenharia e à educação sanitária 2. Exame frequente dos "manipuladores de alimentos" para detecção e tratamento de algum possível portador assintomático" que estivesse atuando como fonte de infecção 3. Combate aos vetores mecânicos 4. Lavar bem e tratar todos os alimentos crus PROFILAXIA 1) cuidados com o paciente a) isolamento - é necessário o isolamento no casos de pacientes hospitalizados b) desinfecção concorrente - disposição sanitária adequada de fezes e desinfecção concorrente. 2) medidas preventivas a) educação da população quanto às boas práticas de higiene pessoal com especial ênfase na lavagem rigorosa das mãos após o uso do banheiro, na preparação de alimentos, antes de se alimentar; etc.; b)medidas de saneamento básico; c) tratamento dos portadores ; 3) medidas em epidemias a) a investigação epidemiológica b) detecção da fonte comum de transmissão. 56 Notificação Não é doença de notificação compulsória. Os surtos (2 ou mais casos) devem ser notificados aos órgãos de saúde municipal, regional ou central. 57