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Embriologia do olho 
Origem 
✿ → Neuroectoderma do prosencéfalo retina,
íris e nervo óptico;
✿ → Ectoderma epidérmico cristalino e córnea;
✿ → Mesoderma túnicas fibrosas e vasculares;
✿ → Crista neural coróide, esclerótica e
endotélio da córnea. 
Embriogêne do olho
✿ Nas pregas neurais aparecem os sulcos
ópticos;
✿ A formação dos sulcos ópticos acontece
antes do fechamento do tubo neural;
✿ Quando as pregas neurais se fundem para
formar o prosencéfalo, os sulcos ópticos se
envaginam, para formar divertículos ocos
chamados de vesículas ópticas, que se projetam
da parede do prosencéfalo para o mesênquima
adjacente;
✿ As vesículas ópticas logo se transformam em
cálice óptico;
✿ O cálice óptico induz modificações no
ectoderma (placóide do cristalino);
✿ Forma-se o pendículo óptico,
✿ →Cálice óptico retina; 
✿ → Pedículo óptico nervo óptico;
✿ → Placóide do cristalino cristalino;
✿ As bordas das vesículas ópticas se aproximam
e se fundem, formando vesículas do cristalino;
✿ Durante o desenvolvimento da vesícula do
cristalino, as vesículas ópticas se invaginam e
formam 2 camadas;
✿ O placóide do cristalino se invagina, formando
a fissura ótica ou retiniana;
✿ A fissura óptica contém mesênquima
vascular, no qual se formam vasos sanguíneos;
✿ A artéria hialóide, ramo da artéria oftálmica,
irriga a camada interna do cálice óptico, a
vesícula do cristalino e o mesênquima do cálice
óptico;
✿ A veia hialóide prevê o retorno sanguíneo
dessas estruturas.
Coelação clínica – embriogêne 
✿ → Anoftalmia Ausência total do globo ocular
(pálpebras se formam), devido ao suprimento do
desenvolvimento do prosencéfalo ou falta da
formação da vesícula óptica na 4 a semana;
malformação geralmente acompanhado por
outras anomalias craniocerebrais; uma das
causas genéticas: mutação no gene retinal
homeobox (rx);
✿ Microftalmia: olho miniaturizado, resultado da
interrupção do desenvolvimento da vesícula
óptica na 4 a semana (geralmente sem
cristalino) até 8 a semana e período fetal -
agentes causadores: virus da rubéola e
Toxosplasma gondii. 
Fechamento da fiura retiniana
✿ Formação do nervo óptico pelos axônios das
células ganglionares;
✿ Após o fechamento as partes distais dos
vasos hialóides degeneram, mas as porções
proximais persistem como a artéria e veia
central da retina. 
OBS: a mielinização das fibras do nervo óptico é
incompleta ao nascimento, fica completa depois
de os olhos terem sido expostos à luz durante
cerca de 10 semanas. 
Nervo óptico
✿ É circundado por 3 bainhas, contínuas com
as meninges do encéfalo:
i. →Bainha dural externa funde-se na
esclera, é espessa e fibrosa (dura-máter);
ii. →Bainha intermediária é fina
(aracnóide); 
iii. →Bainha interna vascular e cobre
intimamente o nervo e os vasos arteriais
e venosos centrais da retina até o disco
óptico (pia-máter). 
Início da embriogêne
Retina 
✿ É “invertida” já que a vesícula óptica se
invagina ao formar o cálice óptico;
✿ As partes sensíveis à luz ficam mais
protegidas da luz;
✿ O espaço intra-retiniano desaparece.
Coelação clínica – retina
✿ → Descolamento Congênito da Retina 
Camadas interna e externa do cálice óptico não
se fundem durante o período fetal; a separação
das camadas nervosa e pigmentar pode ser
parcial ou total; associado à síndrome de Down e
Marfan. 
✿ → Colobomas Um coloboma é o resultado do
fechamento incompleto da fissura da retina
criando uma lacuna na estrutura do olho.
Coloboma retinocoroideano: lacuna na retina,
usualmente abaixo do nervo optico. 
Coloboma da iris: defeito no setor inferior da íris
ou uma fenda na margem pupilar (aparência de
buraco de fechadura). 
Pode ter causas hereditárias. 
Corpo celular
✿ Sua superfície projeta-se na direção do
cristalino, formando os processos ciliares,
digitiformes;
✿ Porção pigmentada: deriva da camada externa
do cálice óptico, que é contínua ao epitélio
pigmentar da retina;
✿ Porção não pigmentada: prolongamento
anterior da retina nervosa; 
✿ Músculo ciliar e tecido conjuntivo do corpo
ciliar: originam-se do mesênquima. 
Irís 
✿ Origina-se da borda do cálice óptico, que se
invagina e cobre parcialmente o cristalino;
✿ Epitélio da íris representa ambas as camadas
do cálice óptico;
✿ O estroma de tecido conjuntivo da íris deriva
de células da crista neural;
✿ Os músculos dilatador e esfíncter da pupila
da íris derivam do neuroectoderma do cálice
óptico.
Coelação clínica – íris 
✿ → Aniridia ausência quase completa da íris,
interrupção do desenvolvimento na borda do
cálice óptico. 
Crialino
✿ Origina-se da vesícula do cristalino;
✿ É englobado pela cápsula do cristalino,
produzida pelas células epiteliais adjacentes. 
Córnea
✿ A formação da córnea é induzida pela
vesícula do cristalino;
✿ A influência indutiva resulta em
transformação do ectoderma da superfície do
cristalino em córnea avascular, transparente e
com múltiplas camadas. 
Pálpebra
✿ Originam-se de 2 pregas cutâneas do
ectoderma que crescem sobre a córnea;
ª✿ Início da 10 semana: pálpebras aderem uma
à outra e permanecem aderidas até por volta da
ª ª26 à 28 semana;
✿ Enquanto permanecem aderidas, há um saco
conjuntival fechado, anterior à córnea. 
Glândulas lacrimais
✿ Originam-se de brotos na superfície que são
evaginações do ectoderma da superfície; 
✿ Esses brotos se ramificam e se canalizam,
formando os ductos das glândulas;
✿ São pequenas ao nascimento - só funcionam
ªplenamente por volta da 6 semana; 
✿ As lágrimas só costumam aparecer no choro
após 1 a 3 meses. 
Múscul extras ocular e da órbita
✿ Originam-se no mesoderma;
º✿ → 2 mês músculos começam a inserir-se
na esclera.

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