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120 
 
COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO 
DE TEXTO .................................. 121 
Erros comuns ........................... 122 
Tópico frasal ............................ 125 
Estudando a introdução ............. 125 
Texto verbal e não verbal ........ 126 
Charge ........................................ 127 
Cartum ........................................ 127 
Quadrinhos ................................. 127 
TIPOLOGIA ................................... 129 
CLASSIFICAÇÃO ........................... 129 
Funcional ................................. 129 
Formal ..................................... 129 
Gêneros.................................... 129 
TIPOS TEXTUAIS .......................... 130 
Narração .................................. 130 
Elementos da narração ............... 130 
Descrição ................................. 131 
Tipos de descrição ...................... 131 
Dissertação .............................. 132 
Dissertação informativa 
(EXPOSITIVA) ...................... 132 
Dissertação ARGUMENTATIVA ... 132 
Injunção ................................... 133 
Diálogo .................................... 133 
Tipos de estratégias 
argumentativas ................. 133 
Argumentação por autoridade ... 133 
Argumentação por analogia ....... 134 
Argumentação por apresentação de 
dados estatísticos ............... 134 
Argumentação por exemplos ..... 134 
TEXTO LITERÁRIO E NÃO-LITERÁRIO139 
SINÔNIMOS E ANTÔNIMOS ........ 140 
CONOTAÇÃO E DENOTAÇÃO ...... 142 
Sentido figurado (conotativa) .. 142 
PONTUAÇÃO ............................... 144 
VÍRGULA ..................................... 144 
Vírgula dentro da oração ......... 144 
Vírgula entre as orações .......... 145 
Vírgula dentro do período simples145 
Vírgula dentro do período 
composto ........................... 145 
PONTO E VÍRGULA ...................... 148 
DOIS PONTOS ............................. 150 
PONTO ........................................ 151 
PONTO DE INTERROGAÇÃO ......... 151 
PONTO DE EXCLAMAÇÃO ............ 151 
TRAVESSÃO ................................. 151 
PARENTESES ................................ 152 
ASPAS .......................................... 152 
RETICÊNCIAS ................................ 153 
CLASSES GRAMATICAIS ................ 154 
SUBSTANTIVO.............................. 154 
Classificação ............................. 155 
Gênero ........................................ 155 
Identificação ............................... 156 
Substantivação ............................ 156 
Nomialização .............................. 156 
Locução substantiva ................... 156 
Variação em número .................. 157 
Mudança de sentido ................... 157 
Regras dos compostos ................ 157 
Variação em grau ........................ 158 
Formas estilísticas ....................... 158 
ADJETIVOS ................................... 159 
Identificação ............................. 159 
Adjetivação ................................. 160 
Recursos de nominalização ......... 160 
Classificação ............................. 160 
 Simples: Apresenta um 
radical: ................................ 160 
Locução adjetiva ....................... 161 
Variação de gênero .................. 161 
Variação em grau ..................... 161 
Grau comparativo ....................... 161 
Grau superlativo ......................... 162 
Variação de numero ................. 162 
Valor discursivo ........................ 163 
ARTIGO ........................................ 164 
Classificação ............................. 164 
Artigos definidos ......................... 164 
Artigos indefinidos ...................... 164 
Combinação .............................. 164 
Identificação ............................. 164 
Uso do artigo ............................ 165 
PRONOME ................................... 168 
Classificação ............................. 168 
Pronomes pessoais ..................... 168 
Colocação pronominal .............. 171 
POAs ........................................... 171 
Pronomes de tratamento ........... 172 
Pronome relativo ........................ 174 
Pronome interrogativo ............... 175 
Pronome indefinido .................... 175 
Pronome possessivo ................... 176 
VERBO ......................................... 177 
Estrutura verbal ........................ 177 
Desinências verbais (DV) .......... 177 
Flexão . Erro! Indicador não definido. 
Tempo ......................................... 178 
Voz.. .......................................... 179 
Tempos derivados do presente do 
indicativo ............................ 180 
Classificação ............................. 181 
Locução verbal ......................... 183 
Auxiliar e principal ...................... 183 
Flexão verbal e nominal ........... 184 
ADVÉRBIO ................................... 185 
Locução adverbial .................... 186 
Advérbios interrogativos .......... 186 
Grau de advérbio ...................... 186 
PREPOSIÇÃO ............................... 187 
Classificação............................. 187 
Locução prepositiva ................. 188 
Combinação, contração e crase188 
CONJUNÇÃO ................................ 188 
Classificação ............................. 188 
Conjunção coordenativa ............. 188 
Conjunções subordinativas ....... 189 
NUMERAL .................................... 190 
Classificação ............................. 191 
CONCORDÂNCIA .......................... 192 
CONCORDANCIA VERBAL ............ 192 
Concordância do sujeito simples193 
Silepse de pessoa ........................ 193 
Silepse de número ...................... 193 
Concordância do sujeito composto193 
Concordância do sujeito 
indeterminado .................... 194 
Concordância da oração sem 
sujeito ................................. 194 
Casos especiais ............................ 194 
CONCORDÂNCIA NOMINAL ......... 195 
Concordância do adjetivo ......... 195 
REGÊNCIA .................................... 197 
REGÊNCIA VERBAL ....................... 198 
REGÊNCIA NOMINAL .................... 199 
CRASE .......................................... 200 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
121 
 
COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE 
TEXTO 
É o primeiro item de qualquer edital de concurso. 
Compreensão é diferente de interpretação de 
texto. 
 Texto: é originada do latim textum = 
entrelaçamento de ideias. Um texto é um 
entrelaçamento de ideias, não é apenas uma 
enumeração de frases e orações, e sim um 
conjunto de informações conectadas, entre si, 
que estabelecem a coesão e a coerência textual. 
 Compreensão (está no texto): Há entre o autor 
e o leitor um tipo de comunicação. A 
comunicação que acontece quando um texto de 
uma pessoa (autora) passa a mensagem que 
queria passar a outra pessoa (leitora) pode ser 
entendida como compreensão de texto. Significa 
que a mensagem saiu de algum lugar e chegou 
a outro, e que, nesse percurso, houve, de fato, 
uma comunicação eficaz (isto é, não houve 
"ruído" na comunicação). 
 Segundo o texto; 
 O narrador/ autor do texto diz que; 
 O texto informa que; 
 Em relação ao texto. 
 
 As questões são montadas de modo a induzir ao 
erro. Nesse sentido, é importante observar os 
comandos de questão (de acordo com o texto, 
conforme o texto, segundo o autor...). Se forem 
esses comandos, você deve-se limitar à realidade 
do texto. Muitas vezes, as alternativas extrapolam 
as verdades do texto; ou ainda diminuem essas 
mesmas verdades, ou fazem afirmações que nem 
de longe estão no texto. 
 
 Interpretação de texto (está além do texto):A 
interpretação tem por objetivo identificar a ideia 
principal e, obviamente, ela somente poderá 
acontecer se o pré-requisito da compreensão for 
satisfeito. Após esta identificação dos 
significados dos signos envolvidos no texto, é 
possível reconhecer às ideias secundárias, as 
fundamentações, as argumentações e as 
explicações, levando o leitor ao entendimento 
pleno da mensagem do narrador. 
 Depreende-se/ infere-se/ conclui-se do texto; 
 O texto permite deduzir que; 
 É possível subentender-se do autor quando afirma 
que. 
 
 Contexto: O texto é formado por várias frases, 
em cada uma destas frases, há informações que 
se ligam entre si, criando-se uma estruturação 
no conteúdo transmitido. Essa ligação é 
importante e recebe o nome de contexto. 
 Intertexto: há uma frase muito famosa de Isaac 
Newton: 
 “Se cheguei mais longe foi porque me apoiei no ombro 
dos gigantes”. 
 
 Os textos apresentam diversas referências, diretas 
ou indiretas, isso porque o autor tem um repertório 
próprio, ele se apoia em “ombros de gigantes” para 
escrever o seu texto. A essas referencias dá-se o 
nome de intertexto e ela pode ser entendida como o 
"diálogo" entre um texto e outro, permitindo o 
enriquecimento do texto final e, consequentemente, 
permitindo o crescimento intelectual do emissor e do 
receptor da mensagem. 
 
Ex.: 1: Assinale a opção CORRETA EM 
RELAÇÃO ao texto. 
 
 O programa nacional de desenvolvimento dos recursos 
hídricos, PROÁGUA nacional é um programa do governo 
brasileiro financiado pelo banco mundial. O programa 
originou-se da exitosa experiência do PROÁGUA/ semiárido e 
mantem sua missão estruturante, com ênfase no 
fortalecimento institucional de todos os atores envolvidos com 
a gestão dos recursos hídricos no Brasil e na implantação de 
infraestruturas hídricas viáveis do ponto de vista técnico, 
financeiro, econômico, ambiental e social, promovendo, assim 
o uso racional dos recursos hídricos. 
 
a. O PROÁGUA / Semiárido é um dos 
subprojetos derivados do PROÁGUA/Nacional. 
b. A expressão "sua missão estruturante"(?.5 e 6) 
refere-se a "Banco Mundial"(?.3 e 4). 
c. A ênfase no fortalecimento institucional de 
todos os atores envolvidos com a gestão de 
recursos hídricos é exclusiva do 
PROÁGUA/Semiárido. 
d. A implantação de infraestruturas hídricas 
viáveis do ponto de vista técnico, financeiro, 
econômico, ambiental e social é exclusiva do 
PROÁGUA/Nacional. 
e. Correto: Tanto o PROÁGUA/Semiárido como 
o PROÁGUA/Nacional promove o uso racional 
dos recursos hídricos. 
Resp: 
Primeiro passo identificar o comando: EM 
RELAÇÃO AO TEXTO. 
 1ª leitura: Objetivo do texto: Programa 
governamental do uso de água. 
 2ª leitura: Primeiro período: O PNDRH 
programa do governo financiado pelo BM. 
Experiência PROGUA/semiárido, ênfase na 
infraestrutura, uso racional dos recursos 
hídricos. 
 
Postura diante do texto: 
Ler o texto pelo menos duas vezes; 
 1ª regra: fazer a primeira leitura, que tem o 
objetivo de responder a seguinte pergunta: 
 O texto fala sobre o que ? 
 Numa primeira leitura, observamos somente 
aquilo que é superficial na mensagem 
transmitida pelo autor, o significado puro das 
palavras. 
 
 
 
122 
 
 2ª regra: A segunda leitura não precisa ser 
corrida; o ideal e ler cada paragrafo, 
procurando as palavras essenciais, 
principalmente os verbos. Coloquemos uma 
barra no final de cada paragrafo ou período. 
Procurar conjunções. 
Ao adotarmos uma postura interpretativa, 
passamos a questionar e aprofundar nosso 
raciocínio em busca da mensagem central do 
texto, aquilo que seu autor queria realmente 
explorar. 
 3ª regra: Ler a questão antes do texto. Para 
chegar no texto, pronto para encontrar o que 
se pedi na questão. 
 
Erros comuns 
Três erros capitais na interpretação de texto. 
 Extrapolação: Ocorre quando o leitor sai do 
contexto, acrescentando ideias que não estão 
no texto, normalmente porque já conhecia o 
assunto devido à sua bagagem cultural. 
Ocorre ao interpretar o que está escrito. Muitas 
vezes são fatos reais, mas que não está 
expresso no texto. Deve se ater somente ao 
que está relatado. O corre quando saímos do 
contexto, acrescentando ideias que não estão 
no texto, normalmente porque já conhecia o 
tema por uso de sua imaginação criativa. 
 Redução: É o oposto da extrapolação. Dá-se 
atenção apenas a um ou outro aspecto, 
esquecendo-se de que o texto é um conjunto 
de ideias. É o fato de se valorizar uma parte do 
contexto, deixando de lado sua totalidade, 
deixa-se de considerar o texto como um todo 
para se ater apenas à parte dele. Dá-se 
atenção apenas a um ou outro aspecto, 
esquecendo-se de que o texto é um conjunto 
de ideias. 
 Contraposição: Consiste em entender como 
correto o oposto do que se afirma no texto. É 
bom termos cuidado com algumas palavras 
como: 
 Pode, deve, não, verbos ser, etc. 
 
 É comum às alternativas apresentarem ideias 
contraria as do texto, fazendo o candidato chegar 
à conclusão equivocada, de modo a errar a 
questão; Internalizar as ideias do autor e ponha-se 
no lugar dele. Só contradiga o autor se for 
solicitado no comando da questão. A bancada nos 
oferece um texto completo e, nas questões, extrai 
uma parte do texto para a análise. O segredo é 
voltar ao texto e ler as informações anteriores e 
posteriores à parte mencionada. 
 
 
 
 
 
 Todo homem de bom juízo, depois que tiver 
realizado sua viagem, reconhecerá que é um milagre 
manifesto ter podido escapar de todos os perigos 
que se apresentam em sua peregrinação; tanto mais 
que há tantos outros acidentes que diariamente 
podem aí ocorrer que seria coisa pavorosa àqueles 
que aí navegam querer pô-los todos diante dos olhos 
quando querem empreender suas viagens. 
 
 Ex.: 1: Esse relato, associado ao imaginário das 
viagens marítimas da época moderna, expressa 
um sentimento de: 
a. Gosto pela aventura. 
b. Fascínio pelo fantástico. 
c. Correta: Temor do desconhecido. 
d. Interesse pela natureza. 
e. Purgação dos pecados. 
 Todas as alternativas podem ser consideradas 
corretas quando associadas apenas “ao 
imaginário das viagens marítimas da época 
moderna”. Contudo, o texto tem como foco o 
medo que essas viagens causavam em certos 
indivíduos, visto terem como “destino” o 
desconhecido, que podia guardar perigos. 
 
Preconceitos 
 Preconceitos são juízos firmados por antecipação; 
são rótulos prontos e aceitos para serem colados no 
que mal conhecemos. São valores que se adiantam e 
qualificam pessoas, gestos, ideias antes de bem 
distinguir o que sejam. São, nessa medida, 
profundamente injustos, podendo acarretar 
consequências dolorosas para suas vítimas. São pré-
juízos. Ainda assim, é forçoso reconhecer: 
dificilmente vivemos sem alimentar e externar algum 
preconceito. 
 São em geral formulados com um alcance genérico: 
“o povo tal não presta”, “quem nasce ali é assim”, 
“música clássica é sempre chata”, “cuidado com 
quem lê muito” etc. Dispensam-nos de pensar, de 
reconhecer particularidades, de identificar a 
personalidade própria de cada um. 
“Detesto filmes franceses”, me disse um amigo. 
“Todos eles?” − perguntei, provocador. “Quem viu um 
já viu todos”, arrematou ele, coroando sua forma 
preconceituosa de julgar. 
 Não confundir preconceito com gosto pessoal. É 
verdade que nosso gosto é sempre seletivo, mas ele 
escolhe por um critério mais íntimo, difícil de explicar. 
“Gosto porque gosto”, dizemos às vezes. Mas o 
preconceito tem raízes sociais mais fundas: ele se 
dissemina pelas pessoas, se estabelece sem 
apelação, e quando damos por nós estamos 
repetindo algo que sequer investigamos. Uma das 
funções da justiça institucionalizada é evitar os 
preconceitos, e o faz julgando com critério e 
objetividade, por meiode leis. Adotar uma posição 
racista, por exemplo, não é mais apenas preconceito: 
é crime. Isso significa que passamos, felizmente, a 
considerar a gravidade extrema das práticas 
preconceituosas. (Bolívar Lacombe). 
 
 
 
 
 
 
123 
 
Ex.: 1: Atente para as seguintes AFIRMAÇÕES. 
1. No 1º parágrafo, o autor define o que seja 
preconceito e avalia a extensão dos prejuízos 
que sua prática acarreta, considerando ainda a 
dificuldade de se os evitar plenamente. 
2. No 2º parágrafo, o autor reconhece na prática 
algumas formulações preconceituosas, 
reforçando a ideia de que os preconceitos 
impedem uma identificação adequada das 
coisas e das pessoas. 
3. No 3º parágrafo, o autor estabelece um 
paralelo entre o juízo preconceituoso, passível 
de penalização, e o juízo decorrente do gosto 
pessoal, que se rege por critérios 
interiorizados e difíceis de definir. 
Em relação ao texto, está correto o que se afirma 
em. 
a. Correto: 1, 2 e 3. 
b. 1 e 2, apenas. 
c. 2 e 3, apenas. 
d. 1 e 3, apenas. 
e. 2, apenas. 
 
Vista Cansada 
 Acho que foi Hemingway quem disse que olhava 
cada coisa à sua volta como se a visse pela última 
vez. Essa ideia de olhar pela última vez tem algo de 
deprimente. Olhar de despedida, de quem não crê 
que a vida continua, não admira que Hemingway 
tenha acabado como acabou. 
 Fugiu enquanto pôde do desespero que o roía − e 
daquele tiro brutal que acabou dando em si mesmo. 
Se eu morrer, morre comigo um certo modo de ver, 
disse o poeta. Um poeta é só isto: Um certo modo de 
ver. O diabo é que, de tanto ver, a gente banaliza o 
olhar. Vê não vendo. 
Experimente ver pela primeira vez o que você vê 
todo dia, sem ver. Parece fácil, mas não é. O que 
nos cerca, o que nos é familiar, já não desperta 
curiosidade. O campo visual da nossa rotina é como 
um vazio. Você sai todo dia, por exemplo, pela 
mesma porta. Se alguém lhe perguntar o que é que 
você vê no seu caminho, você não sabe. De tanto 
ver, você não vê. Sei de um profissional que passou 
trinta e dois anos a fio pelo mesmo hall do prédio de 
seu escritório. Lá estava sempre, pontualíssimo, o 
mesmo porteiro. 
Dava-lhe bom-dia e às vezes lhe passava um recado 
ou uma correspondência. Um dia o porteiro cometeu 
a descortesia de falecer. Como era ele? Sua cara? 
Sua voz? Não fazia a mínima ideia. 
Em trinta e dois anos, nunca o viu. Para ser notado, 
o porteiro teve que morrer. 
 O hábito suja os olhos e lhes baixa a voltagem. Mas 
há sempre o que ver. Gente, coisas, bichos. E 
vemos? Não, não vemos. Uma criança vê o que o 
adulto não vê. Tem olhos atentos e limpos para o 
espetáculo do mundo. O poeta é capaz de ver pela 
primeira vez o que, de tão visto, ninguém vê. Há pai 
que nunca viu o próprio filho. Marido que nunca viu a 
própria mulher, isso existe às pampas. Nossos olhos 
se gastam no dia a dia, opacos. É por aí que se 
instala no coração o monstro da indiferença. 
(Otto Lara Resende, Bom dia para nascer.) 
Ex.:1: Deve-se entender o título do texto − Vista 
cansada − como uma alusão do autor ao fato de 
que: 
a. Os pessimistas, como Hemingway, acreditam 
que nosso olhar para as coisas implica sempre 
uma visão de despedida da vida. 
b. Os poetas, ao contrário de Hemingway, 
pensam ver tudo como se estivessem sempre 
se revelando um mundo inteiramente original. 
c. Correta: Nós tendemos a deixar de ver as 
coisas porque mecanizamos nosso olhar, não 
distinguindo o que lhes é característico. 
d. Nós tendemos a reparar tão somente nos 
detalhes das coisas, perdendo o sentido da 
visão do conjunto a que se integram. 
e. Nós tendemos, com o tempo, a enfraquecer 
nossa visão das coisas pelo excesso de 
atenção que nos esforçamos para lhes 
dedicar. 
 
Politicas para a nova classe média 
 O Brasil ainda enfrenta muitos obstáculos ao 
desenvolvimento de suas potencialidades, incluindo um 
sistema de ensino fraco, baixas taxas de poupança e um 
emaranhado de entraves regulatórios, só para citar alguns. 
Agora, para as perspectivas de crescimento futuro, o que 
importa não é o nível absoluto desses fatores, mas como 
eles evoluem no tempo. O Brasil pode avançar 
verticalmente se escolher os caminhos certos em direção à 
sua fronteira de possibilidades. 
 É preciso dar o mercado aos pobres, completando o 
movimento dos últimos anos, quando, pelas vias da queda 
da desigualdade, demos os pobres aos mercados 
(consumidores). Devemos tratar o pobre como um receptor 
de transferência oficial de dinheiro e de crédito. Há quase 
que se turbinar a participação das pessoas. 
 O dilema entre dar o peixe e ensinar a pescar, significa 
mostrar aos pobres, que já apreenderam a pescar, o 
mercado de peixes. Já a perspectiva versão socialista 
desse processo seria a redistribuição dos peixes. 
 Há riqueza no meio da pobreza e o estado pode interagir 
com o setor privado. 
 Uma agenda que está atrofiada no Brasil é a ligada aos 
trabalhadores por conta própria e aos pequenos 
produtores urbanos. Dar mercado significa, acima de tudo, 
melhorar o acesso das pessoas ao mercado de trabalho. 
Os fundamentos do crescimento econômico e as reformas 
associadas são fundamentais. A educação funciona como 
passaporte para o trabalho formal, metas sociais 
complementaram esse movimento, incorporando eficiência 
do setor privado ao setor público. Alguns gostariam de 
uma agenda mais amigável à ação privada, outros 
gostariam de um estado provedor. O coletivo brasileiro no 
fundo quer as duas coisas, respeitando às regras de 
mercado e politicas social ativa pelo estado. O desafio é 
combinar as virtudes do estado com as do mercado, sem 
esquecer-se de evitar as falhas de cada um dos lados. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
124 
 
Ex.: 1: Analisando o titulo e o texto, é correto 
afirmar que, segundo o autor, 
a. Correto: A classe média do Brasil pode 
contribuir com o crescimento econômico do 
país; 
b. Deve-se evitar tratar o pobre como um 
receptor de crédito; 
c. A classe média dificilmente será um mercado 
consumidor promissor; 
d. Dar o mercado tem o mesmo sentido de dar o 
peixe; 
e. O estado e a iniciativa privada devem ser 
independentes. 
 
Ex.: 2: Considerando o primeiro e o ultimo 
paragrafo, é correto dizer que o avanço brasileiro 
poderá se concretizar se houver, no país, 
a. Um emaranhado de entraves regulatórios; 
b. Desprezo à ação das empresas; 
c. Educação como passaporte exclusivamente 
para o trabalho formal; 
d. Correta: Integração entre as virtudes do 
estado e as do mercado, sem falhar; 
e. Uma agenda atrofiada liga aos trabalhadores 
por conta própria. 
 
Ex.: 3: considere a frase, há que se turbinar a 
participação das pessoas. Segundo o autor é 
preciso, 
a. Ter aceso às ações do estado; 
b. Correto: Incentivar às pessoas a agirem frente 
ao mercado; 
c. Ter uma agenda mais amigável; 
d. Fazer com que poucas pessoas aprendem a 
pescar; 
e. Ter uma visão socialista frente ao processo. 
 
Ex.: 4: Da leitura do texto, Chega-se à conclusão 
de que, em relação ao futuro do Brasil. O autor 
tem uma visão. 
a. Pessimista; 
b. Indiferente; 
c. Correta: Otimista; 
d. Reservada; 
e. Negativa. 
 
Ex.: 6: Com base na norma culta e nas falas dos 
personagens, é correto afirmar que, 
a. Correta: A palavra onde indica lugar; 
b. O verbo sabe, fica e divide indicam tempo 
passado; 
c. Ouvi dizer equivale a tenho certeza; 
d. A palavra que, nos dois balões, tem a mesma 
função gramatical; 
e. As expressões a céu aberto (sem crase) e à 
céu aberto (com crase) estão igualmente 
corretos. 
 
 
 
 
O apanhador de desperdícios 
Uso a palavra para compor meus silêncios. Não gosto das 
palavras fatigadas de informar. Dou mais respeito às que 
vivem de barriga no chão tipo água pedra sapo. 
Entendo bem o sotaque das águas Dou respeito às coisas 
desimportantese aos seres desimportantes. 
Prezo insetos mais que aviões. Prezo a velocidade das 
tartarugas mais que a dos mísseis. Tenho em mim um 
atraso de nascença. 
Eu fui aparelhado para gostar de passarinhos. Tenho 
abundância de ser feliz por isso. Meu quintal é maior do 
que o mundo. Sou um apanhador de desperdícios: Amo os 
restos, Como as boas moscas. Queria que a minha voz 
tivesse um formato de canto. Porque eu não sou da 
informática: Eu sou da invencionática. Só uso a palavra 
para compor meus silêncios. 
 
Ex.: 1: Leia atentamente as afirmações a seguir: 
1. O eu-lírico, em certa medida, preocupa-se em 
atribuir valor àquilo que não parece ter mais 
importância; 
2. Para o eu-lírico, os misseis não são 
importantes porque provocam guerras e 
abalam a natureza tão valorizada por ele; 
3. A palavra fatigada, presente no terceiro verso, 
pode ser substituída por usuais. 
É(são) correto(s) a(s) afirma(ções): 
a. Apenas 1; 
b. 1 e 3; 
c. Correta: 1 e 2; 
d. 2 e 3. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
125 
 
Tópico frasal 
 Quando lemos um texto, identificamos que em cada 
parágrafo do desenvolvimento apresenta uma ideia 
principal. Articulada diretamente com o assunto 
central do texto. Ao lermos atentamente o primeiro 
parágrafo do texto, iremos perceber que a primeira 
frase sintetiza toda a ideia presente. É essa frase 
com informação central do parágrafo que se chama 
de TÓPICO FRASAL. Em alguns casos o tópico 
pode ser um período no meio do parágrafo, ou 
mesmo no final. Não é obrigatório o tópico frasal 
ocorrer no primeiro parágrafo. 
1. 1º parágrafo: O tópico frasal que o inicia 
apresenta a ideia central (grande tese) do texto: 
 A discussão sobre o aquecimento global e suas 
consequências se tornou onipresente entre governos, 
empresas e cidadãos. 
 Uma boa estratégia para identificar o tópico frasal é 
o tamanho do período; geralmente, o período do 
tópico frasal é menor do que os outros que o 
explicam. Nos períodos seguintes desse parágrafo, 
notaremos que o autor direciona a sua discussão e o 
seu posicionamento. 
 
2. 2º parágrafo e 3º parágrafo: As ideias principais 
que os abrem apresentam a informação central 
do próprio parágrafo que introduzem; a essa 
informação chamamos de PEQUENA TESE: 
 O escândalo relacionado às pesquisas desenvolvidas 
pelo IPCC. 
3. As outras frases do parágrafo aprofundam essa 
visão geral, trazendo conhecimento objetivo 
acerca do assunto e o posicionamento do autor 
do texto em relação ao tema. 4º parágrafo: 
 A ideia principal que o inicia traz a aceitação de que 
os relatórios emitidos pelo IPCC são fundamentais e 
que o problema é a forma como se lida com as 
informações contidas neles. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Estudando a introdução 
 A introdução é o parágrafo mais importante de um 
texto. Há varias formas de iniciarmos um texto, no 
entanto devemos fazer uso daquela que melhor se 
adapte ao nosso estilo de escrita. 
 
Declaração 
 É um grave erro a redução da maioridade penal. O 
problema da violência urbana não está associado ao jovem 
infrator, mas ao descaso com o qual tratamos as nossas 
crianças e adolescentes, vítimas de um sistema que 
segrega pessoas as quais vivem à margem da sociedade. 
 
Oposição 
 Se, por um lado, se acredita em menores de dezoito anos, 
beneficiados pela lei, ascenderem à violência urbana, por 
outro lado, tem-se a ciência do descaso sofrido por 
crianças e adolescentes, os quais se encontram nas ruas e 
drogados. A sociedade e as autoridades precisam 
entender que a redução da maioridade penal não 
amenizará a violência nas grandes metrópoles, haja vista a 
presença de crianças, em morros do Rio de Janeiro, por 
exemplo armadas. 
 
Pergunta 
 Quem pode afirmar que a redução da maioridade penal 
será a solução para a violência urbana? A sociedade e as 
autoridades precisam entender que as crianças e 
adolescentes brasileiros são marginalizados 
constantemente. O descaso dado a essas pessoas é o 
principal responsável pela ascensão da criminalidade 
juvenil. 
 
Alusão histórica 
 Ha algumas décadas, nas grandes metrópoles, viam-se 
crianças brincando pelas ruas de futebol, bola de gude, 
empinando pipa. Hoje, lastimavelmente, vemos crianças e 
adolescentes brincando de matar com armas de verdade. 
A violência infanto juvenil acentuo-se, de forma 
surpreendente, a ponto de acreditarmos na redução da 
maioridade penal como a solução para o problema da 
violência urbana. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
126 
 
Texto verbal e não verbal 
 Podemos considerar que o texto é qualquer 
forma de comunicação oral ou escrita, verbal 
ou não verbal sempre direcionada ao leitor. 
 Texto verbal: Composto por palavras escritas; 
 Texto não verbal: Composto por imagens. 
 Nos concursos existe uma mistura desses dois 
tipos de textos. É cobrado analise do verbal e do 
não verbal. Temos que ter o cuidado com o que 
achamos no texto devemos nos ater a apenas a 
lógica do texto. 
 
Ex.: 1: 
 
 De acordo com a Função de Linguagem, marque 
a opção CORRETA: 
a. Apresenta linguagem mista, isto é, linguagem 
verbal e não verbal. 
 A tira possui apenas linguagem não verbal. 
b. Correta: Apresenta, apenas, linguagem não 
verbal de interpretação direta. 
c. Apresenta, apenas, linguagem verbal. 
 A tira possui apenas linguagem não verbal. 
d. Apresenta um tipo de linguagem cômica e 
publicitária. 
 Não possui linguagem publicitária. 
e. É um texto não verbal e lúdico que tem a 
função de convencer os leitores. 
 
Ex.: 2: Na segunda cena, qual a expressão que o 
personagem Cascão faz para Cebolinha? 
a. Correta: Perplexidade; 
b. Satisfação; 
c. Nervosismo; 
d. Fúria; 
e. Tristeza. 
 
Ex.: 3: Qual a conclusão que se pode tirar do 
texto? 
a. Cascão está satisfeito com Cebolinha. 
b. Cascão desistiu de pegar o peso com 
Cebolinha. 
c. O personagem Cebolinha está disputando com 
Cascão. 
d. Correto: Cascão por não conseguir tirar a foto 
de Cebolinha, resolve ficar de ponta-cabeça. 
e. Cebolinha pede ao personagem Cascão para 
tirar a foto de cabeça para baixo. 
 
 
Figura 1: O texto (A) Apresenta uma placa de 
trânsito, mostrando que é proibida acirculação de 
bicicleta e mais ao fundo observamos outra placa 
que indica quebra molas na pista; (B) O texto 
temuma imagem que indica a necessidade de silêncio 
no estabelecimento em que ela foi fixada; (C) O 
texto é uma charge da Mafalda que, ao caminhar 
por uma calçada, se surpreende ao pisar num 
trecho alagado. Após constatar que a água não 
vinha da chuva, ela contínua sua caminhada 
tentando saber a causa, num momento ela se 
depara com várias pessoas chorando,constatando 
que essa é a causa do alagamento. 
 
 
 Figura 2: O texto acima é conhecido como texto misto, 
por ser compostos simultaneamente por imagens e 
escritas. No 1º quadrinho o fato de Galvim gritar 
pela mãe é composto por um detalhe primordial 
que não podemos deixar de observar. Ele está com 
os pés do lado de fora. No 2º e 3º quadrinho, 
verificamos que Galvim reflete em obedecer à ordem 
da mãe. Por fim, notamos que só é possível 
depreender o significado de todo o texto somando a 
parte escrita da fala de Galvim com a imagem de 
desespero da mãe. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
127 
 
Charge 
 É um estilo de ilustração que tem por finalidade 
satirizar algum acontecimento atual com uma ou 
mais personagens envolvidas. Mais do queum 
simples desenho, a charge é uma crítica político-
social mediante o artista expressa graficamente 
sua visão sobre determinadas situações 
cotidianas por meio do humor e da sátira. 
 
 
Cartum 
 Retrata situações sociais corriqueiras, 
relacionadas ao comportamento humano, mas não 
necessariamente situadas no tempo. Caracteriza-
se por ser uma anedota gráfica na qual se 
visualiza a presença da linguagem verbal 
associada à não verbal. 
 
 
Quadrinhos 
 Hipergênero, que agrega diferentes outros 
gêneros, cada um com suas Peculiaridades. 
 
Ex.: 1: 
 
O efeito de sentido de humor, nessa charge, 
a. É pouco perceptível, porque decorre de um 
enunciado sem nexo lógico com a realidade. 
b. Decorre da constatação, pelo orador, dos 
principais feitos da humanidade ao longo de 
sua Existência. 
c. Independe da associação entre a fala e os 
signos gráficos, porque a situação em que 
ocorre a fala desmente o que o orador afirma. 
d. Surge a partir do equívoco que consiste em 
criar uma situação solene para o orador expor 
ideias desconexas. 
e. Correto: É produzido pela interpretação dada 
à palavra humanidade, decorrente da 
deformação do sentido do ditado popular 
citado pelo orador. 
Ex.: 2: Considere as afirmações sobre a charge: 
 
1. A expressão, esgoto a céu aberto significa 
esgoto descoberto; 
2. Há uma critica sobre as condições sociais 
brasileiras; 
3. As expressões por baixo e esgoto, aliados aos 
elementos visuais da charge, enfatizam a 
gravidade da pobreza no Brasil. 
Esta correto o que se afirma em: 
a. 1, apenas; 
b. 2, apenas; 
c. 1 e 2 apenas; 
d. 2 e 3 apenas; 
e. Correto: 1, 2 e 3. 
 
Ex.: 3: Considerando as falas da personagem no 
primeiro e no terceiro quadrinhos, conclui-se que 
para ela. 
 
a. Impossibilidade de ser feliz impede a 
alienação; 
b. Correta: A busca pela verdade necessita de 
proteção; 
 A dica é o uso do capacete que significa 
chapéu de forma arredondada, de metal, 
couro, cortiça ou outro material resistente. 
Sua finalidade básica é proteger a cabeça. 
Claro que indica a necessidade de proteção. 
c. A verdade é a forma real de se chegar à 
felicidade; 
d. A felicidade é o caminho para a verdade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
128 
 
 
Ex.: 4: na opinião do palestrante: 
 
a. O arrependimento com relação à tatuagem é 
dado como certo; 
 Correta: você se arrependerá de qualquer 
forma. 
b. O adulto tem mais maturidade para nã se 
arrepender de se tatuar; 
c. A tatuagem deve ser uma marca que 
diferencia jovem e adultos; 
d. Os jovens devem ter uma que diferencia 
jovens e adultos; 
e. A tatuagem feita durante a vida adulta não 
provoca arrependimento. 
 
Ex.: 5: De acordo com a norma padrão, as 
lacunas da tira devem ser preenchidas, 
respectivamente com: 
 
a. Correta: Me interessa... o que me importa... 
têm; 
 Note que a terceira lacuna deve ser 
preenchida com o verbo plural têm, para 
concordar com pessoas. 
b. Interessa a mim... me importa... tem; 
c. Interessa-me... o que importa à mim... têm; 
d. Me interessa... o que mim importa... tem; 
e. Interessa à mim... o que importa-me...têm. 
 
Ex.: 6: Assinale a alternativa em que a reescrita da 
frase da personagem expressa a ideia do texto 
original e está de acordo com a norma padrão. 
 
a. Me preocupa seriamente a aposentadoria? nem 
a alheia; 
b. Tenho preocupando-me seriamente com isso: a 
aposentadoria alheia; 
c. Correto: Preocupo-me seriamente com a 
aposentadoria alheia; 
Quanto à colocação pronominal e também reflete 
o sentido original do texto. 
d. Seriamente preocupa-me com a aposentadoria 
alheia; 
e. Me preocupa seriamente a aposentadoria... 
alheia.. 
Ex.: 7: 
 
 Nos quadrinhos acima, destaca-se a seguinte 
ideia: 
a. A constatação de que existem erros de 
impressão num conhecido jornal forma o efeito 
humorístico da tira. 
b. Correta: A notícia de jornal é compreendida de 
forma diferente, conforme a faixa etária e a 
perspectiva do leitor. 
c. A formatação diferenciada do jornal, no 
terceiro quadrinho, enfatiza a falta de 
objetividade da notícia. 
d. A semelhança entre a perspectiva do adulto e 
a das crianças fica evidente no quarto 
quadrinho. 
e. A notícia de jornal não pode ser compreendida 
de formas diferentes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
129 
 
TIPOLOGIA 
 Quando falamos em tipo textual, nos referimos à 
forma como o texto se organiza em relação à 
informação que será apresentada, aos aspectos 
sintáticos, aos tempos dos verbos, às relações 
lógicas, etc. 
 
CLASSIFICAÇÃO 
 As diferentes tipologias textuais existentes são 
classificadas da seguinte forma: 
1. As que consideram as características textuais 
internas dos textos (ou FORMAIS); 
2. As que consideram os traços textuais 
exteriores aos textos (ou FUNCIONAIS); 
3. As que conciliam traços internos e externos ao 
texto (FORMAIS e FUNCIONAIS). 
 
Funcional 
 Atende a critérios funcionais, de acordo com as 
funções que os textos desempenham em relação 
ao leitor: informar, explicar ou orientar. Temos três 
categorias: 
1. Jornalismo informativo: Notícia, reportagem, 
história de interesse humano, informação pela 
imagem; 
2. Jornalismo interpretativo: Reportagem em 
profundidade; 
3. Jornalismo opinativo: Editorial, artigo, 
crônica, opinião ilustrada, opinião do leitor. 
 Acrescentando alguns elementos, reduz-se essa 
classificação a duas categorias: 
1. Jornalismo informativo: Nota, notícia, 
reportagem, entrevista; 
2. Jornalismo operativo: Editorial, comentário, 
artigo, resenha, coluna, crônica, caricatura, 
carta. 
 
Formal 
2º Nível: Estrutura discursiva: São estruturas 
discursivas disponíveis na língua, e, portanto, 
pertencentes ao plano das potencialidades da 
língua, tradicionalmente identificadas como o 
gênero de discurso: 
 Estrutura narrativa: (predicados de ação; 
ligação temporal); 
 Estrutura descritiva: (predicados estáveis, ou 
equilibrados, em torno da entidade); 
 Estrutura de tipo expositivo/argumentativo: 
(proposições, construções sintáticas 
complexas (subordinação) e construções, ou 
arquitetações hipotéticas); 
 Estrutura procedurais: (organizações 
sequenciais nas quais a referencia a pessoa 
tem menos interesse que o processo em si). O 
verbo se apresenta no modo dos diretivos, o 
imperativo, o futuro ou infinitivo, é comum o 
uso de orações independentes; 
 Estrutura expressiva: (predicados com 
verbos de opinião, avaliativas, ou subjetivas, 
em que predominam a 1ª pessoa). 
 Estrutura expressiva: (predicado pela 
alternância da pessoa do discurso envolvido, 
podendo, porém ser reproduzida em certas 
formas de escrita). 
3º Nível: Uso das estruturas discursivas em 
situações reais de comunicações são 
possibilidades de uso de estruturas que aparecem 
em organizações típicas associadas às varias 
atividades desenvolvidas pelos indivíduos, como, 
exemplo, a estória, a piada, o editorial. 
4º Nível: Função ou propósito comunicativo com 
que dada unidade discursiva é usada, sua força 
ilocucionário, ou a variedade de eventos 
comunicativos a que se associa. 
 
Gêneros 
 Gênero primário: É caracterizado por tipos de 
enunciados espontâneos e naturais, que 
ocorrem na imediatez da fala. 
 Gênero secundário: Por tipos de enunciados 
da fala aprimorada por meio da escrita; 
 Estilo: Podemos fazer algumas observações: 
quando escrevemos, devemos criar um estilo 
próprio, sugerimos aqui apenas três 
qualidades de estilo: clareza, concisão e 
originalidade. 
a. Clareza: É a expressão de um pensamento. 
Para ela ocorrer, é preciso: pontuar 
corretamente, evitar construções de frases 
com palavrasem ordem inversa e evitar 
períodos longos com muitas orações 
intercaladas. 
b. Concisão: É a arte de encerrar um 
pensamento com menor uso possível de 
palavras. Para ter concisão, é preciso, evitar 
um número-excessivo de adjetivos, 
principalmente sinônimos, para cada 
substantivo (manhã, linda, radiosa e 
magnífica); evitar palavras inúteis ou 
redundantes (atualmente, nos dias de hoje, o 
homem atual...). Evitar sempre que possível, 
o uso de dois ou mais verbos juntos (vi que 
estava sofrendo). 
c. Originalidade: Para termos é preciso que 
não se use lugares comuns, ou chavões, 
evitando a repetição frases vulgares, usadas 
constantemente por pessoas incultas (chorou 
um mar de lágrimas; vem surgindo o astro-rei, 
seus cabelos cor de prata). 
 
 
 
 
 
 
 
130 
 
TIPOS TEXTUAIS 
 Tudo o que escrevemos recebe o nome de 
redação ou composição textual. Basicamente, 
existem 4 tipos de redação: 
1. NARRAÇÃO (base em fatos); 
2. DESCRIÇÃO (base em caracterização); 
3. DISSERTAÇÃO (base em argumentação). 
4. INJUTIVO: 
 
Narração 
 A construção de um texto narrativo indica a 
existência de um narrador, que pode ser 
apresentado de forma explícita ou não. O narrador 
tem o objetivo de relatar fatos, que ocorreram em 
determinado tempo e lugar que envolve 
passagens. No texto narrativo há uma sequência 
de ações que ocorrem ao longo do tempo, 
mantendo a progressão temporal e 
consequentemente a sequência lógica do texto. 
Há uma predominância de verbos de ação. A 
narração é uma modalidade que se conta um fato, 
fictício ou não, que ocorrem num determinado 
tempo e lugar, envolvendo certos personagens. 
Refere-se a objetos do mundo real. Há uma 
relação de anterioridade e posterioridade. 
 
Elementos da narração 
NARRADOR: 
 1ª pessoa: NARRADOR PERSONAGEM; 
Dirige-me para o quarto, calado. Revirei a gaveta à procura 
da carta. Ao encontrá-la, fiquei criando coragem. As 
lagrimas banhavam-me o rosto. 
 
“Quem um dia irá dizer que existe razão 
Nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer 
Que não existe razão? 
Eduardo abriu os olhos, mas não quis se levantar 
Ficou deitado e viu que horas eram 
Enquanto Mônica tomava um conhaque 
No outro canto da cidade 
Como eles disseram 
Eduardo e Mônica um dia se encontraram sem querer 
E conversaram muito mesmo pra tentar se conhecer 
Foi um carinha do cursinho do Eduardo que disse 
--Tem uma festa legal e a gente quer se divertir (…)”. 
 
Ex.: 1: Sobre o tipo de narrador presente na 
música Eduardo e Mônica, é correto afirmar que 
se trata de um: 
a. Correta: Narrador personagem, pois, além de 
narrar os fatos, verídicos ou não, faz parte da 
história contada, sendo assim, personagem 
dela. Esse tipo de personagem apresenta uma 
visão limitada dos fatos, já que a narrativa é 
conduzida sob seu ponto de vista. 
 Comentário: Narrador personagem, pois há 
traços de emoção por parte de quem narra, 
mostrando ao leitor seu ponto de vista sobre 
os fatos. 
b. Narrador testemunha, pois é uma das 
personagens que vivem a história contada, 
mas não é uma personagem principal. 
 
c. Narrador onisciente, pois sabe de tudo o que 
acontece na narrativa, seus aspectos e o 
comportamento das personagens, podendo, 
inclusive, descrever situações simultâneas, 
embora essas ocorram em lugares diferentes. 
d. Narrador observador, pois presencia a história, 
mas diferentemente do que acontece com o 
narrador onisciente, não tem controle e visão 
sobre todas as ações e personagens, confere 
os fatos, mas apenas de um ângulo. 
e. Narrador onisciente neutro, pois relata os fatos 
e descreve as personagens, no entanto, não 
tenta influenciar o leitor com opiniões a 
respeito das personagens, falando apenas 
sobre os fatos indispensáveis para a 
compreensão da leitura. 
 
 3ª pessoa: Participação objetiva e 
Participação onisciente. 
 3ª pessoa (PARTICIPAÇÃO OBJETIVA): 
 Seixas ouvira falar da menina de Santa Tereza, mas 
ocupado nesta ocasião com uns galanteios aristocráticos, 
não moveu a curiosidade de conhecer desde logo a nova 
beldade fluminense. Aconteceu, porém, de jantar na 
vizinha em casa de um amigo, e em companhia de 
camaradas veio a falar-se de Aurélio, que era ainda o tema 
das conversas; constaram-se anedotas, fizeram-se 
comentários de toda a sorte. (José de Alencar- Senhora). 
 
 3ª pessoa (PARTICIPAÇÃO ONISCIENTE): 
 Pobre Augusto!... Ele vê a um palmo dos olhos a perna 
mais bem torneada que é possível imaginar!... Através da 
finíssima meia aprecia uma mistura de cor de leite com a 
cor de rosae. Remontando esse interessante painel róseo, 
um pezinho que só poderia medir às polegadas, apertados 
num sapatinho de cetim, e que estava pedindo um... Dez... 
Mil beijos; mas quem o pensaria? Não foram beijos que 
desejou o prazer que sentiria dando-lhe uma dentada... 
Quase que já não se podia suster... Já estava de boca 
aberta e para saltar... Porém, lembrando-se da exótica 
figura em que se via, meteu a roupa que tinha enrolada 
entre os dentes, apertando-os com força, procurava iludir 
sua imaginação. (Joaquim Manoel de Macedo). 
 
 Ex.: 2: Um escritor destaca-se pela produção dos 
gêneros conto, crônica e romance. A sua 
produção está relacionada com o gênero: 
a. Épico. 
b. Lírico. 
c. Correto: Narrativo. 
 Comentário: O conto, a crônica e o romance 
são classificados como gêneros narrativos, 
pois apresentam elementos como narrador, 
enredo, personagens, espaço e tempo, 
conflito, clímax, resolução do conflito e 
conclusão dos fatos. 
d. Poética. 
e. Dramático. 
 
 
 
 
 
 
 
 
131 
 
Texto 
 Sinto-me um pouco intrusa vasculhando minha 
infância. Não quero perturbar aquela menina no seu ofício 
de sonhar. Não a quero sobressaltar quando se abre para 
o mundo que tão intensamente adivinha, nem interromper 
sua risada quando acha graça de algo que ninguém mais 
percebeu. 
 Tento remontá-la aqui num quebra-cabeças que vai 
formar um retrato - o meu retrato? Certamente faltarão 
algumas peças. Mas, falhada e fragmentária, esta sou eu, 
e me reconheço assim em toda a minha incompletude. 
Algumas destas narrações já publiquei. São meu rebanho, 
e posso chamá-las de volta quando quiser. Muitas eu 
mesma vi e vivi; outras apanhei soltas no ar, pois sempre 
há quem se exponha a uma criança que finge não escutar 
nem enxergar muita coisa da sua vida ao rés-do-chão. 
 Aqui onde estou - diante deste computador, nesta 
altura e deste ângulo -, afinal compreendo que não são as 
palavras que produzem o mundo, pois este nem ao menos 
cabe dentro delas. Assim aquela menina dançando no 
pátio na chuva não cabia no seu protegido cotidiano: 
procurava sempre o susto que viria além. 
 Então enfiava-se atrás dos biombos da imaginação, 
colocava as máscaras e espiava o belo e o intrigante, que 
levaria o resto de sua vida tentando descrever. 
 
Ex.: 1: O texto acima pode ser entendido como 
pertencente à tipologia narrativa. Desse modo, 
todos os elementos abaixo comprovam essa 
classificação, EXCETO: 
a. A presença de um narrador em primeira 
pessoa que relata, com parcialidade, os fatos 
e elementos descritos. 
b. Referências espaciais como o estar “diante 
deste computador, nesta altura e deste 
ângulo”. 
c. A presença de personagens como “aquela 
menina no seu ofício de sonhar”. 
d. Incorreto: A defesa de um posicionamento 
que fica claro na oposição entre o adulto e a 
criança no texto. 
 
 Discurso: Direto; Indireto e Indireto livre. 
1. DISCURSO DIRETO: Reproduzem-se as 
palavras dos personagens. Esse tipo de 
discurso serve como uma comprovação 
concreta do que acabou de ser exposto pelo 
narrador, o qual cede espaço para que a 
personagem se mostre mais abertamente 
através do fato no presente. 
 
Texto 
Estávamos sentados à mesa,fumando, quando bateram 
palmas lá fora. D. Maria José foi ver e voltou logo: 
- É a criada de D. Engrácia que tem negócio com o senhor. 
- Comigo? 
- Sim senhor. 
Levantei-me, atravessei o corredor vagarosamente. 
- Que é que há? Perguntei a Casimira, que esperava à 
porta, grave, barbada, o rosto cheio de verruga. 
- Um livro que a menina mandou. 
Entregou-me o volume. 
- Um livro? Ah! Sim! Sei o que é um romance. Muito 
obrigado, diga a D. Marta que estou muito grato. Isso é uma 
obra excelente do centro da boa imprensa, uma obra 
importante. Edifica. Amanhã devolvo. 
 
2. DISCURSO INDIRETO: Por meio de orações 
subordinadas substantivas, o narrador 
reproduz a fala do personagem, não cedendo 
à personagem espaço para que represente a 
exposição de sua fala. 
 
Texto 
 No começo de outubro, deu-se um incidente que 
desvendou ainda mais aos olhos do médico a situação da 
moça. Fortunado metera-se a estudar anatomia e fisiologia 
e ocupava-se nas horas vagas em rasgar e envenenar 
gatos e cães. Como os guinchos dos animais atordoavam 
os doentes, mudou o laboratório para casa, e a mulher, 
compleição nervosa, teve de sofrer. Um dia, porém, não 
podendo mais, foi ter com o médico e pediu-lhe que, como 
coisa sua, alcançasse do marido a cessação de tais 
experiências. (a causa secreta- Machado de Assis). 
 
3. DISCURSO INDIRETO LIVRE: É feito com a 
associação das características do discurso 
direto e do indireto. A fala do personagem ou 
fragmentos dele é sutilmente inserida no 
discurso do narrador, permitindo-lhe expor 
aspectos psicológicos do personagem, já que 
esse tipo de discurso pode revelar o fluxo do 
pensamento do personagem. 
Texto 
 E foi se. O mestre Amaro parou um pouco ao paredão do 
engenho e reparou nos estragos que a chuva fizera nos 
tijolos descobertos. Pareciam feridas vermelhas. O bueiro 
baixo e a boca da fornalha escancarada, um barco sujo. 
Lembrou-se dos tempos do capitão Tomas de quem seu 
pai lhe contava tanta coisa, das safras do capitão, da 
botada com festas, das pejadas, com a casa de purgas 
cheia de açúcar. 
 
Descrição 
 É um texto em que se faz um retrato por escrito 
de um lugar, uma pessoa, um animal ou um 
objeto. A classe de palavra mais usada é o 
ADJETIVO, pela sua função caracterizadora. 
Podemos descrever sensações ou sentimentos. 
Não há relação de anterioridade e posterioridade. 
Significa criar com palavras a imagem do objeto 
descrito. É fazer uma descrição minuciosa do 
objeto ou do personagem a que o texto se pega. 
 
Tipos de descrição 
Descrição ambiental: Esquema: 
1. Inicial = Comentários; 
2. De desenvolvimento = Detalhes referentes à 
estrutura global do ambiente; 
3. Final = Observação sobre a atmosfera que 
baixa no ambiente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
132 
 
Texto 
 Tudo parado. Os reposteiros de veludo verde-musgo 
criam sombras mais fundas. Os mortos dos retratos de 
molduras bronzeadas parecem mais mortos. O grande 
lustre de vidrilhos que pende do centro do teto tem um 
brilho frio de ossada. 
 Ali estão as grandes poltronas vazias, com florões e 
grinaldas em relevo; a mesa pesada e longa de jacarandá 
com sua coberta de veludo escuro; o console de mármore 
branco estriado de azul, o grande espelho oblongo, lago 
morto refletindo uma paisagem morte. Os minutos passam. 
O crepúsculo azul que o luar projeta na varanda vai 
ficando cada vez mais pálido. O silêncio continua. 
 Um tique-taque seco: o velho relógio de ébano que está 
dissolvido no negrume dum canto geme estertorosamente 
uma badalada, outra, mais outra, três cinco, sete, nove e 
parece que o zunido do sino sai do fundo de idades 
remotas, avança no tempo e vem acordando todos os 
fantasmas da sala antiga. 
 Volta o silêncio. 
 Se o teto alto de estuque devolvesse as vozes que 
subiram para ele no passado... Se o espelho tornasse a 
refletir as imagens perdidas... 
(Érico Veríssimo- Música ao longe). 
 
Dissertação 
 É elaborado a partir da apresentação de fatos, 
opiniões, pensamentos ou informações sobre 
determinados assuntos. Geralmente, as ideias 
apresentadas são encontradas usando-se a 3ª 
pessoa do singular, uma das formas de marcar a 
impessoalidade. A dissertação pode ser 
EXPOSITIVA ou ARGUMENTATIVA é dividida em 
INTRODUÇÃO, DESENVOLVIMENTO e 
CONCLUSÃO. 
 
Dissertação informativa (EXPOSITIVA) 
 O autor não se propõe a convencer o leitor, fazendo 
apenas explicações sobre o assunto apresentado, 
relatando dados e ideias. O objetivo é somente 
informar, sem ter qualquer postura crítica. O autor 
deve agir de forma imparcial, não deve estabelecer 
qualquer comentário pessoal acerca da temática 
abordada. 
 
Lua pode conter tanta água quanto a Terra, revela 
estudo. 
 A Lua poderia ter muito mais água do que o imaginado, 
talvez tanta quanto a Terra, uma descoberta que lança dúvidas 
sobre a formação do satélite, revela um estudo divulgado esta 
quinta-feira nos EUA. Durante muito tempo acreditou-se que a Lua 
fosse um local seco e poeirento até que, há poucos anos, 
descobriu-se água pela primeira vez. 
 Agora, cientistas das universidades Case Western 
Reserve e Brown acreditam que no interior da Lua haja 
cem vezes mais água do que se pensava inicialmente. 
 As descobertas foram feitas com o uso de um instrumento 
de precisão, chamado Nano SIMS 50L um microanalisador 
de íons para examinar o magma lunar ou pequenas 
quantidades de rocha derretida, coletada pela Apolo 17, a 
última missão americana à Lua, em 1972. 
“Estas amostras são a melhor janela que temos para 
[calcular] a quantidade de água no interior da Lua”, disse 
James Van Orman, coautor do estudo e professor de 
ciências geológicas do Case Western. 
“O interior parece ser bastante similar no interior da Terra, 
razão pela qual sabemos sobre a abundância de água”, 
acrescentou. As descobertas foram publicadas na edição 
de 26 de maio da “Science Express”. 
A mesma equipe publicou um trabalho na “Nature” em 
2008, descrevendo a primeira evidência da presença de 
água nos cristais vulcânicos trazidos pelas missões 
Apolo.“O essencial é que em 2008 dissemos que o 
conteúdo primitivo de água no magma lunar deveria ser 
similar à água contida na lava proveniente da drenagem do 
manto superior da Terra”, disse outro coautor do estudo, 
Alberto Saal. “Agora, provamos que este é o caso”, 
acrescentou. Enquanto as descobertas corroboram a teoria 
longamente sustentada de que a Lua e a Terra têm origens 
comuns, também lançam dúvidas sobre a crença de que a 
Lua pode ter se formado após um desprendimento da 
Terra, perdendo boa parte de sua umidade neste processo 
de alta temperatura. 
 Segundo esta teoria, de “enorme impacto” nos anos 1970, 
a Lua se formou depois que o nosso planeta colidiu com 
uma rocha espacial ou planeta, 4,5 bilhões de anos atrás. 
“Esta nova pesquisa revela que aspectos desta teoria 
devem ser reavaliados”, destacou o estudo. As 
descobertas também levantam interrogações sobre as 
teorias que afirmam que o gelo encontrado nas crateras 
dos polos lunares pode ser resultante do impacto de 
meteoros, sugerindo que parte do mesmo pode ter 
provindo da erupção de magmas lunares. A NASA 
anunciou, em 2009, que duas naves enviadas à Lua para 
colidir com a superfície do satélite descobriram pela 
primeira vez água congelada, uma revelação considerada 
enorme passo adiante na exploração espacial. 
 
Dissertação ARGUMENTATIVA 
 O autor, além de tentar convencer o leitor a 
respeito da ideia apresentada, usa um raciocínio 
lógico e coerente, usando como base de 
argumentação, provas que evidenciam suas 
ideias. O objetivo é perceber conhecimento do 
produtor em relação a uma determinada temática. 
Trata-se de um texto pessoal (emotivo) no qual o 
autor fará exposições, consoante sua visão crítica 
de forma parcial, exporá sua opinião, embasada 
em pesquisa.É exigido do autor o uso de 
argumentos universais, uma postura coerente e 
precisa, uma linguagem clara e concisa a fim de 
não haver contradição por parte do leitor. 
 
 Nos últimos anos, a discussão sobre o aquecimento 
global e suas consequências se tornou onipresente entre 
governos, empresas e cidadãos. É louvável que todos 
queiram salvar o planeta, mas o debate sobre como fazê-lo 
chegou ao patamar da irracionalidade. Entre cientistas e 
ambientalistas, estabeleceu-se uma espécie de fervor 
fanático e doutrinário pelas conclusões pessimistas do 
Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas 
(IPCC), órgão da ONU. Segundo elas, ou se tomam 
providências radicais para cortar as emissões de gases do 
efeito estufa decorrentes da atividade humana, ou o 
mundo chegará ao fim do século XXI à beira de uma 
catástrofe. 
 Nos últimos três meses, numa reviravolta espetacular, a 
doutrina do aquecimento global vem se desmanchando na 
esteira de uma série de escândalos. 
 Descobriu-se que muitas das pesquisas que dão 
sustentação aos relatórios emitidos pelo IPCC não passam 
de especulação sem base científica. 
 Pior que isso: Os cientistas que conduzem esses estudos 
manipularam dados para amparar suas conclusões. 
 A reputação do IPCC sofreu um abalo tectônico no início 
do ano quando se descobriu um erro grosseiro numa das 
pesquisas que compõem seu último relatório, divulgado em 
2007. O texto afirma que as geleiras do Himalaia podem 
desaparecer até 2035, por causa do aquecimento global. 
 
 
133 
 
O derretimento traria consequências devastadoras para 
bilhões de pessoas na Ásia, que dependem da água 
produzida pelo degelo nas montanhas. Os próprios 
cientistas que compõem o IPCC reconheceram que a 
previsão não tem o menor fundamento científico e foi 
elaborada com base em uma especulação. O mais 
espantoso é que tal previsão tenha sido tratada como 
verdade incontestável por três anos, desde a publicação 
do documento. 
 Os relatórios do IPCC são elaborados por 3000 cientistas 
de todo o mundo e, por enquanto, formam o melhor 
conjunto de informações disponível para estudar os 
fenômenos climáticos. O erro está em considerá-lo infalível 
e, o que é pior, transformar suas conclusões em dogmas. 
 
 
Injunção 
 O autor tenta fazer com que o leitor tome atitude a 
partir de uma sequência de comandos por 
convencimento; ele apresenta ordem, pedido, 
conselho etc. E por isso há predominância de 
verbos no imperativo e ordenação seriada das 
informações. 
 
Receita de pizza 
1. Peneire a farinha e o sal em uma tigela grande. Adicione 
o fermento e misture. 
2. Faça um buraco no centro dos ingredientes secos. 
Despeje a água e o azeite e mexa até formar uma massa 
mole. 
3. Amasse a massa sobre uma superfície levemente 
enfarinhada, por mais ou menos 10 minutos, até que ela 
fique lisa e elástica. 
4. Coloque a massa em uma tigela untada e cubra com 
plástico transparente. Deixe-a num local morno para 
crescer por mais ou menos uma hora, até que ela tenha 
dobrado de tamanho. 
5. Amasse novamente a massa. Coloque-a sobre uma 
base levemente enfarinhada e amasse por 2 a 3 minutos. 
Abra a massa como desejado e coloque-a em uma fôrma 
untada. A massa está pronta para a cobertura. 
 
Diálogo 
 Podemos observar que o texto é constituído por no 
mínimo dois locutores, que estabelecem um 
intercâmbio verbal. Ele é organizado de forma a 
reproduzir uma conversa validada, pois conferem 
realismo ao diálogo realizado pelos personagens 
que participam do mesmo espaço e discutem sobre 
o mesmo tema. 
 
– E que música prefere o senhor? 
– A música alemã, que é a que mais nos predispõe ao devaneio. 
– Conhece os italianos? 
– Ainda não; mas tenciono frequentá-los no ano que vem, 
quando for residir em Paris, para completar o meu curso de 
Direito. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tipos de estratégias argumentativas 
Argumentação por autoridade 
 É realizada por meio da demonstração de 
opiniões de pessoas consideradas autoridades. 
 
Individualistas e comportados. E daí? 
 Cientistas sociais e filósofos de inúmeras correntes 
garantem: a geração de 90 é ambígua. Explica-se: os 
adolescentes dessa época buscam o bem-estar individual, 
mas também consideram o conceito “viver dignamente” 
como um direito da humanidade. Só que eles não 
pretendem se fatigar nas lutas sociais, nem se sentem 
atraídos por bandeiras políticas ou cartilhas ideológicas. 
Em uma pesquisa recente na França, o item “justiça 
social” foi classificado como um dos menos importantes 
por moças e rapazes na faixa dos 14 aos 17 anos. 
Imediatamente, a geração que ouve Madonna, diverte-se 
com Steven Spielberg e devora sanduíches passou a ser 
chamada de “novos individualistas”. O filósofo e escritor 
francês Laurent Joffrin, autor do livro Um toque de 
Juventude, celebra com muito otimismo os “moralistas 
de blue jeans: “eles não são apáticos como se 
supõem. “Seus interesses vão além do prazer imediato 
e da pura distração”, explica Joffrin. Mais cético, seu 
colega Alain Finkelkraut acredita que os jovens dos 
anos 90 se apoiam em relacionamentos superficiais e 
valores distorcidos. “Comportam-se como se a vida 
fosse um grande videoclipe…”, lamenta. Enquanto os 
intelectuais batem boca, os ingleses que cresceram 
ouvindo a balada conservadora de Margareth Thatcher 
hoje insistem que a vida comportada é muito melhor. Em 
uma pesquisa da revista Look Now, moças e rapazes de 
15 a 24 anos confessam gostar de boas roupas, querem 
ser vistos como pessoas sensíveis e responsáveis, 
pretendem ter uma carreira sólida e fazer fortuna. 
Desnecessário dizer que a Dama de Ferro adorou os 
resultados da pesquisa. 
 
 Observe que os trechos em negrito são todos 
considerados argumentos de autoridade, pois o 
autor tem como objetivo tornar o seu texto mais 
convincente e para isso não se usa apenas das falas 
de cada indivíduo citado no texto, mas também das 
funções que lhe conferem esta autoridade, uma vez 
que a pessoa citada no texto pode não ser 
conhecida do leitor. Assim é possível constatar que 
não é apenas o nome do indivíduo que caracteriza a 
autoridade, e sim a importância que esse indivíduo 
traz ao tema apresentado. Da mesma forma isso 
acontece com o uso de pesquisas que conferem 
veracidade às informações apresentadas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
134 
 
Argumentação por analogia 
Acontece por meio de uma comparação: 
 
“A vida agitada das grandes cidades aumenta os índices 
de doenças do coração. Imagine o leitor, por exemplo, um 
automóvel dirigido suavemente, com trocas de marcha em 
tempo exato, sem freadas bruscas ou curvas violentas. A 
vida desse veículo tende a prolongar-se bastante. Imagine 
agora o contrário: um automóvel cujo proprietário se 
compraz em arrancadas de “cantar pneus (…)”. 
 
 Observamos nitidamente que o autor do texto usa 
de uma estratégia de comparação para conduzir o 
pensamento do leitor e, para isso, compara a 
forma como se “dirige” a vida, com a forma como 
se dirige um automóvel. 
 
Argumentação por apresentação de dados 
estatísticos 
 É feito por meio da apresentação de dados 
estatísticos e, assim como as outras estratégias, 
serve para provar aquilo que é dito no texto. 
Geralmente os dados usados são oriundos de 
pesquisa de órgãos públicos habilitados para a 
divulgação de tais dados. 
 
 O ministro da Educação, Cristovam Buarque, lança hoje o 
Mapa da Exclusão Educacional. O estudo do Inep, feito a 
partir de dados do IBGE e do Censo Educacional do 
Ministério da Educação, mostra o número de crianças de 
sete a catorze anos que estão fora das escolas em cada 
estado. Segundo o mapa, no Brasil, 1,4 milhão de 
crianças, ou 5,5% da população nessa faixa etária (sete a 
catorze anos), para a qual o ensino é obrigatório, não 
frequentam assalas de aula. O pior índice é do Amazonas: 
16,8% das crianças do estado, ou 92,8 mil, estão fora da 
escola. O melhor, o Distrito Federal, com apenas 2,3% 
(7200) de crianças excluídas, seguido por Rio Grande do 
Sul, com 2,7% (39 mil) e São Paulo, com 3,2% (168,7 mil). 
 
Argumentação por exemplos 
 É realizado por meio de exemplos que elucidam ou 
justificam a ideia apresentada na tese. Um bom 
exemplo fundamenta a argumentação, pois pode 
relatar casos que sustentam a tese como 
verdadeira. 
 
 O resultado do referendo fez um bem ao país. Instaurou o 
império das cabeças desarrumadas, e o Brasil precisa 
delas. Uma pessoa de cabeça desarrumada é assim: 
defende a pena de morte e o ensino gratuito nas 
universidades públicas. É a favor do aborto e se diz 
católico. Votou Lula em 2002 e José Serra em 2004. É 
contra as cotas nas universidades e milita numa ONG de 
defesa da Mata Atlântica. Por desarrumada, essa cabeça 
pode pensar tudo ao contrário e não faz a menor diferença. 
A desarrumação determina e incentiva o debate. Opõe-se 
a um mundo de ideias ordenadas no qual a pessoa deve 
se preocupar em “pensar direito”, entendendo-se que 
sempre haverá alguém explicando o que vem a ser 
“pensar direito”. 
 Houve uma época em que a expressão “raciocinar em 
bloco” designava, com alguma ironia, inteligências ou 
culturas privilegiadas, sacerdotes do bem-pensar. 
Aceitando-se as virtudes do mestre, esperava-se sua 
opinião e ia-se atrás. 
 
Essa atitude tanto pode colocar uma pessoa na condição 
de discípulo de um grande pensador como pode embalá-la 
na treva da ignorância. O segundo caso ocorre com maior 
frequência. 
 As cabeças arrumadas brasileiras, atraídas pela 
construção de modelos intelectuais harmônicos, dão pouca 
atenção ao funcionamento da sociedade. Preferem evitar o 
assunto. Alguns exemplos: 
 O bem-pensar urbano do Rio de Janeiro legislou que é 
proibido construir apartamentos com menos de 30 
metros quadrados. Coisa de gente muito bem educada. 
Faltou dizer onde vai morar uma família que não tem 
dinheiro para essa metragem. Na favela, por certo. A 
discussão dessa lei de incentivo à favelização está 
fora do debate urbano carioca. 
O bem-pensar tributário estabeleceu que os serviços 
de telefonia devam ser taxados com mãos de ferro, 
pois vai-se tomar dinheiro do andar de cima para 
custear investimentos que atenderão ao de baixo. Deu 
no seguinte: o patrão fala com Paris de graça pelo 
Skype e a empregada paga R$ 5 por um telefonema de 
dez minutos para Bangu. Um imposto destinado a 
buscar justiça produz injustiça, mas o tema está fora 
da agenda dos teletecas. 
 O bem-pensar diplomático levou Lula a propor uma 
cruzada mundial contra a fome. Fez isso em Genebra, 
Paris e Nova York. Passados dois anos, contou que 
gostaria de arrumar recursos para combater a 
desnutrição da África, aumentando as taxas de 
embarque nos aeroportos brasileiros. Falta dizer aos 
usuários do Galeão que eles pagam uma das taxas 
mais altas do mundo, o dobro do que se cobra no 
Aeroporto Kennedy. 
 Num caso mais farisaico, tome-se o exemplo da 
legislação penal brasileira. Bem pensada, faz inveja a 
um advogado sueco. São muitos os doutores que 
fazem palestras pelo mundo descrevendo essa joia de 
modernidade. 
 Jamais um ministro da Justiça contará que as 
maravilhas são parólas. O que vale mesmo é a lei da 
massa. O bandido que entra na prisão passa a uma 
nova instância judicial, a de seus pares. Maltratou a 
mãe? Morre. Estupro? Se não morrer, sofre o que fez. 
Respeito, só para os estelionatários. 
 No Brasil das cabeças desarrumadas cada tema poderá 
ser discutido e avaliado isoladamente. Muitas opiniões 
resultarão contraditórias, mas é esse exercício do juízo 
individual que enriquece o debate público. 
 Harmonia e nexo podem ser desejáveis, mas é preferível 
conviver com pessoas de cabeça desarrumada cujas 
opiniões não formam um nexo final do que aturar gente 
que tem muito nexo, mas não se responsabiliza pelas 
opiniões que dá. 
 
 Os trechos em negrito são argumentos 
exemplificativos que têm como objetivo mostrar a 
veracidade da tese apresentada no primeiro 
parágrafo (O resultado do referendo fez um bem 
ao país. Instaurou o império das cabeças 
desarrumadas, e o Brasil precisa delas.), 
comprovando o posicionamento do autor do texto. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
135 
 
REDUZIDO A UM CLIQUE 
 Rio de Janeiro: A notícia é alarmante: Amazon se prepara 
para vender livros físicos no Brasil. O alarme não se limita 
à iminente entrada da Amazon no mercado brasileiro de 
livros, algo que lembrará o passeio de um brotossauro pela 
Colombo. A ameaça começa pela expressão ``livros 
físicos´´ é o que, a partir de agora, o diferenciará dos 
livros digitais. Pelos últimos mil anos, dos manuscritos ao 
incurábulos e aos impressos a laser, os livro têm sido 
chamados de livros; nunca precisaram de adjetivos para 
distingui-los dos astrolábios, das guilhotinas ou das 
cenouras. Quando se dizia ``livro´´, todos entendiam um 
objeto de peso e volume, composto de folhas 
encadernadas, protegidas por papelão ou couro, nos quais 
se gravaram a tinta palavras ou imagens. Há 200 anos, os 
livros deixaram de ser privilégios das bibliotecas, públicas 
ou particulares e passaram a ser vendidas em lojas 
especializadas, chamadas livrarias. Desde sempre, as 
livrarias se caracterizam por estantes altas, vendedores 
atenciosos, uma atmosfera de paz e a ocasional presença 
de um gato. Foi nelas que leitores e escritores aprenderam 
a se encontrar e trocar ideias, gerando uma emulação com 
a qual a cultura teve muito a ganhar. A Amazon dispensa 
tudo isso. Ela vende livros físicos, mas a partir de um 
endereço imaterial, nada físico, acessível apenas pela 
internet. Dispensa as livrarias. Se você se interessar por 
um livro (certamente recomendado por uma lista de Best-
sellers) basta o número do seu cartão de crédito e um 
clique. Em dois dias, ele estará em suas mãos, e a um 
preço mais em conta, porque a Amazon não tem gasto 
com aluguel, escritório, luz, funcionários humanos e nem 
mesmo a ração do gato. Com sorte, os livros continuarão 
físicos. Mas os leitores correm o risco de ser reduzidos a 
um número de cartão de credito e um clique. 
 
Ex.: 1: O modo como o autor desenvolve seu 
texto sobre a notícia citada: 
a. Correto: Justifica que se considerem como 
marcador pelo tom de ironia os segmentos 
(certamente recomendado por uma lista de 
Best-seller) e com sorte, os livros continuarão 
físicos. 
b. Revela sua diferença pelas bibliotecas 
públicas ou particulares e a consideração que 
tem pelas livrarias, como se observa no 
seguimento há 200 anos, os livros deixarão de 
serem privilégios das bibliotecas públicas ou 
particulares e passaram a ser vendidos em 
lojas especializadas, chamadas livrarias. 
c. Explica o tom alarmante nele impresso, 
reconhecível, por exemplo, nos seguimentos 
``A notificação é alarmante: Amazon se 
prepara para vender livros físicos no Brasil e a 
Amazon dispensa tudo isso. 
d. Atesta o tom didático do texto, centrado em 
divulgar a história do livro e seduzir leitores, 
como se nota nos últimos mil anos, dos 
manuscritos. Aos impressos, a lazer, os livros 
têm sido chamados de livros e se você se 
interessar por um livro, basta o número do seu 
cartão de credito e um clique. 
e. Legitima a hipótese de que defende a busca 
de lucro pelos empresários ligados a indústria 
dos livros físicos, como o atestando o 
segmento a Amazon não tem gasto com 
aluguel, escritório, luz, funcionários humanos e 
nem mesmo a ração do gato. 
Resposta: 
 Alternativa (a) resposta correta: Há 
marcação de ironia nos segmentos citado, 
Best-Seller. O mais vendido. O autor ironiza a 
forma e a indicação do livro: pode ser o mais 
indicado, o mais vendido, nem por isso o 
melhor.Mas é chic no momento. O leitor, 
muitas vezes, o adquire pela figuração da 
indicação, modismo ou status. Atrás do Best-
selles sempre há um belo marketing para c e 
cultural do livro e teme pela sua sobrevivência. 
 Alternativa (d): O tom no segmento não é 
didático, mas crítico no sentido de tentar 
preservar a importância que sempre, 
historicamente, caracterizou o livro. 
 Alternativa (e): Não há defesa, da busca de 
lucros, nem a forma usada pelos empresários 
da indústria dos livros; há, sim, uma irônica 
alusão ao risco que o marketing eletrônico 
representa, distante das facilidades do 
consumo, perda do prazer da busca pelo livro 
que, através de um clique, que pode 
transformar-se em mais um mero produto de 
consumo descartável e perder toda a magia 
condita na palavra livro. 
 
 
Paisagem com figuras 
 Em meados dos anos 60, o poeta João Cabral de Mello 
Neto jantava na cantina Fiorentina, no Leme, com seus 
colegas Fernando Pessoa Ferreira e Felix de Athayde, 
pernambucanos como ele. Em certo momento, ouviu-se 
um rumor na varanda e João Cabral perguntou o que 
estava acontecendo. “É o Chacrinha, que acabou de 
chegar”, informou Fernando. “Chacrinha? Quem é 
Chacrinha?”, quis saber João Cabral. “É um apresentador 
de tevê, muito famoso”, disseram. Cônsul do Brasil em 
Barcelona, com raras vindas ao Rio e famoso por não se 
interessar por música e tomar dez aspirinas por dia para a 
dor de cabeça, o poeta estava por fora do que acontecia 
por aqui. E, mesmo que estivesse a par, não podia haver 
ninguém menos Chacrinha do que João Cabral. Na sua 
poesia grave e desidratada, altamente cerebral, as 
palavras eram de pedra; os cães, sem plumas; e as facas, 
só lâminas. Já Chacrinha, o divino palhaço, era o barroco 
em Technicolor, embora a tevê ainda fosse em preto e 
branco. Em seu programa, apresentava os piores cantores 
do Brasil, atirava bacalhau para a plateia e promovia 
concursos de comer barata. Os comunicólogos ainda não 
o tinham descoberto como símbolo do “mau gosto genial”. 
Chacrinha entrou ventando pela Fiorentina, cercado de dez 
ou quinze aspones. Ao passar pela mesa de João Cabral, 
estacou e olhou-o fixamente. Então, abriu os braços e 
exclamou: “Cabral!!!”. O poeta levou um susto, mas não 
deixou a bola cair: “Abelardo!!!”, respondeu. Levantou-se 
no ato e os dois se jogaram nos braços um do outro, aos 
soluços. O poeta João Cabral de Mello Neto e o 
apresentador Abelardo “Chacrinha” Barbosa, colegas de 
curso primário no Colégio Marista, do Recife, e que não se 
viam havia mais de 30 anos, tinham acabado de se 
reencontrar, reconhecer e abraçar. É o Brasil. 
 
136 
 
Ex.: 1: Ao narrar o reencontro entre o poeta João 
Cabral de Mello Neto e o apresentador Abelardo 
Barbosa, o autor traz uma reflexão bem-humorada 
sobre: 
a. O fato de duas pessoas tão distintas serem 
igualmente famosas na mídia brasileira. 
b. A aleatoriedade com que o destino premia ou 
castiga pessoas da mesma origem social. 
c. Correta: As coincidências da vida e também 
sobre a diversidade da cultura brasileira. 
d. O modo como a cultura erudita e a cultura de 
massa são nutridas pela mesma ideologia. 
e. A importância de se cultivarem as amizades da 
infância mesmo nas adversidades. 
Ex.: 2: Na construção de sentido do texto, 
estabelecem entre si relação de oposição as 
seguintes expressões do terceiro parágrafo: 
a. Desidratada; cerebral. 
b. Poesia; pedra. 
c. Palhaço; genial. 
d. Correto: Grave; barroco. 
e. Preto e branco; mau gosto. 
Ex.: 3: Está empregada com sentido figurado a 
palavra destacada no seguinte trecho do texto: 
a. … ouviu-se um rumor na varanda… (1º 
parágrafo); 
b. … com raras vindas ao Rio… (2º parágrafo); 
c. Os comunicólogos ainda não o tinham 
descoberto… (3º parágrafo); 
d. Correto: Chacrinha entrou ventando pela 
Fiorentina… (4º parágrafo); 
e. O poeta levou um susto… (4º parágrafo). 
Ex.:4: Um vocábulo responsável por estabelecer 
relação de comparação no enunciado está 
destacado em: 
a. Correto: … Fernando Pessoa Ferreira e Felix 
de Athayde, pernambucanos como ele. (1º 
parágrafo); 
b. … um apresentador de tevê, muito famoso… 
(2º parágrafo); 
c. … tomar dez aspirinas por dia para a dor de 
cabeça… (2º parágrafo); 
d. … Chacrinha, o divino palhaço… (3º 
parágrafo); 
e. … os dois se jogaram nos braços um do 
outro… (4º parágrafo). 
 
 
 
Ex.: 5: A expressão destacada em “E, mesmo que 
estivesse a par, não podia haver ninguém menos 
Chacrinha do que João Cabral.” pode ser 
corretamente substituída, com o sentido 
preservado, por: 
a. Correto: Ainda que; 
b. Visto que; 
c. Conforme; 
d. Consoante; 
 
Trecho do romance Quincas 
 Repito, Sofia comia bem, dormia largo e fofo. Chegara ao fim 
da missão das Alagoas, com elogios da imprensa; a Atalaia 
chamou-lhe “o anjo da consolação”. E não se pense que este 
nome a alegrou, posto que a lisonjeasse; ao contrário, 
resumindo em Sofia toda a ação da caridade, podia mortificar 
novas amigas, e fazer-lhe perder em um dia o trabalho de 
longos meses. Assim se explica o artigo que a mesma folha 
trouxe no número seguinte, nomeando, particularizando e 
glorificando as outras comissárias – “estrelas de primeira 
grandeza”. Nem todas as relações subsistiram, mas a maior 
parte delas estavam atadas, e não faltava à nossa dona o 
talento de as tornar definitivas. O marido é que pecava por 
turbulento, excessivo, derramado, dando bem a ver que o 
cumulavam de favores, que recebia finezas inesperadas e 
quase imerecidas. Sofia, para emendá-lo, vexava-o com 
censuras e conselhos, rindo: – Você esteve hoje insuportável; 
parecia um criado. Sofia é que, em verdade, corrigia tudo. 
Observava, imitava. Necessidade e vocação fizeram-lhe 
adquirir, aos poucos, o que não trouxera do nascimento nem 
da fortuna. Cortou as relações antigas, familiares, algumas 
tão íntimas que dificilmente se poderiam dissolver; mas a arte 
de receber sem calor, ouvir sem interesse e despedir-se sem 
pesar, não era das suas menores prendas; e uma por uma se 
foram indo as pobres criaturas modestas, sem maneiras, nem 
vestidos, amizades de pequena monta, de pagodes caseiros, 
de hábitos singelos e sem elevação. 
 
Ex.: 1: Levando em consideração o texto como 
um todo, assinale a alternativa correta. 
a. O processo de ascensão social de Sofia e de 
seu marido não ocorre senão por meio de 
sobressaltos comportamentais, em que ambos 
deixam transparecer a simplicidade de modos 
que os aproxima das “pobres criaturas 
modestas, sem maneiras, nem vestidos”, de 
que ambos querem se ver livres – o que leva o 
marido de Sofia, inclusive, a alguns excessos. 
b. Pode-se inferir do fragmento como um todo 
que Sofia engendrou premeditadamente a 
ascensão social de sua família, sem crises de 
consciência. Ao contrário do marido, que 
deixava transparecer o processo pelo qual 
passava o casal, Sofia adquiriu, por meio da 
observação atenta, a discrição inerente às 
famílias abastadas. 
c. A relação entre Sofia e o marido é desigual: 
enquanto este, cujas ações indicam 
preferência pelas amizades menos abastadas, 
se confunde com o processo de ascensão 
social que o casal atravessa, a esposa urde a 
passagem às relações com amigas ricas, por 
meio da observação aguda e da atenta 
imitação, com os cuidados que essas pessoas 
exigem. 
 
 
137 
 
d. Correto: O processo de ascensão social 
experimentado por Sofia e por seu marido é, 
inicialmente, acidental: um lance de sorte (a 
publicação da Atalaia, chamando-lhe às 
amigas de “estrelas de primeira grandeza”) 
permite ao casal a entrada numa rede fechada 
de amizades privilegiadas e o abandono de 
relações passadas. 
e. Ao afirmar que o marido estava “insuportável”, 
que“parecia um criado”, Sofia reprocha-lhe os 
modos que lhe trazem as origens humildes, 
que destoam das novas amizades que a 
esposa faz à sua revelia. Também é sem o 
consentimento do marido que Sofia abandona 
amaneiradamente os antigos amigos. 
 
A liberdade enriquece 
A liberdade surge no oceano da economia, de onde se 
espraia para todos os lugares. Isso é o que imaginava Ludwig 
von Mises, o arquiteto mais destacado da escola austríaca de 
economistas neoclássicos. Ele estava errado: a liberdade 
nasceu no continente da política, mais propriamente como 
liberdade de expressão - o direito de imprimir sem licença. O 
parto deu-se pelas mãos do poeta e polemista John Milton, 
em 1644, no epicentro da Guerra Civil Inglesa entre o 
Parlamento e a Monarquia. Naquele ano, Milton publicou a 
Aeropagitica, fonte do mais clássico dos argumentos 
racionais contra a censura: os seres humanos são dotados de 
razão e, portanto, da capacidade de distinguir as boas ideias 
das más. Ludwig von Mises não errou em tudo; acertou no 
principal. Liberdade não é um artigo de luxo, um bem etéreo, 
desconectado da economia. A Grã-Bretanha acabou 
seguindo o caminho preconizado por Milton e se converteu na 
maior potência do mundo. Os Estados Unidos, com sua 
Primeira Emenda à Constituição - que proíbe a edição de leis 
que limitem a liberdade de religião, a liberdade de expressão 
e de imprensa ou o direito de reunião pacífica -, assumiram o 
primeiro posto no século XX. Liberdade funciona, pois a 
criatividade é filha da crítica. 
 
 Ex.: 1: Considerando-se o teor do texto, é 
CORRETO afirmar: 
a. Correto: Trata-se de um texto opinativo, em 
que o autor, apoiando-se em teorias e 
oferecendo exemplos de sucesso, tece 
comentários a respeito da relação entre 
liberdade e desenvolvimento econômico. 
b. Há crítica em relação ao papel desempenhado 
na economia de alguns países por proposições 
hipotéticas de poetas e economistas sob 
influência de escolas estrangeiras. 
c. No 2º parágrafo encontra-se defesa por inteiro 
da opinião do economista austríaco, em 
flagrante contradição com a observação de 
que ele havia se enganado, como consta do 1º 
parágrafo. 
d. O título se volta para a comprovação da tese 
do poeta inglês de que o desenvolvimento 
econômico de uma nação se associa 
inequivocamente à racionalidade de seus 
cidadãos. 
 
 
 
e. O autor se baseia em opiniões polêmicas de 
defensores da liberdade de expressão para 
enaltecer a política colonialista de ingleses e 
de norte-americanos, entre os séculos XVII e 
XX. 
 
Rio Grande do Norte: a esquina do 
continente 
 Os portugueses tentaram iniciar a colonização em 1535, 
mas os índios potiguares resistiram e os franceses 
invadiram. A ocupação portuguesa só se efetivou no final 
do século, com a fundação do Forte dos Reis Magos e da 
Vila de Natal. O clima pouco favorável ao cultivo da cana 
levou a atividade econômica para a pecuária. O Estado 
tornou-se centro de criação de gado para abastecer os 
Estados vizinhos e começou a ganhar importância a 
extração do sal – hoje, o Rio Grande do Norte responde 
por 95% de todo o sal extraído no país. O petróleo é outra 
fonte de recursos: é o maior produtor nacional de petróleo 
em terra e o segundo no mar. Os 410 quilômetros de 
praias garantem um lugar especial para o turismo na 
economia estadual. 
 O litoral oriental compõe o Polo Costa das Dunas - com 
belas praias, falésias, dunas e o maior cajueiro do mundo 
–, do qual faz parte a capital, Natal. O Polo Costa Branca, 
no oeste do Estado, é caracterizado pelo contraste: de um 
lado, a caatinga; do outro, o mar, com dunas, falésias e 
quilômetros de praias praticamente desertas. A região é 
grande produtora de sal, petróleo e frutas; abriga sítios 
arqueológicos e até um vulcão extinto, o Pico do Cabugi, 
em Angicos. Mossoró é a segunda cidade mais importante. 
Além da rica história, é conhecida por suas águas termais, 
pelo artesanato reunido no mercado São João e pelas 
salinas. 
 Caicó, Currais Novos e Açari compõem o chamado Polo 
do Seridó, dominado pela caatinga e com sítios 
arqueológicos importantes, serras majestosas e cavernas 
misteriosas. Em Caicó há vários açudes e formações 
rochosas naturais que desafiam a imaginação do homem. 
O turismo de aventura encontra seu espaço no Polo 
Serrano, cujo clima ameno e geografia formada por 
montanhas e grutas atraem os adeptos do ecoturismo. 
 Outro polo atraente é Agreste/Trairi, com sua sucessão 
de serras, rochas e lajedos nos 13 municípios que 
compõem a região. Em Santa Cruz, a subida ao Monte 
Carmelo desvenda toda a beleza do sertão potiguar – em 
breve, o local vai abrigar um complexo voltado 
principalmente para o turismo religioso. A vaquejada e o 
Arraiá do Lampião são as grandes atrações de Tangará, 
que oferece ainda um belíssimo panorama no Açude do 
Trairi. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
138 
 
Ex.: 1: O texto se estrutura notadamente: 
a. Correta: Sob forma narrativa, de início, e 
descritiva, a seguir, visando a despertar 
interesse turístico para as atrações que o 
Estado oferece. 
b. De forma instrucional, como orientação a 
eventuais viajantes que se disponham a 
conhecer a região, apresentando-lhes uma 
ordem preferencial de visitação. 
c. Com o objetivo de esclarecer alguns aspectos 
cronológicos do processo histórico de 
formação do Estado e de suas bases 
econômicas, desde a época da colonização. 
d. Como uma crônica baseada em aspectos 
históricos, em que se apresentam tópicos que 
salientam as formações geográficas do 
Estado. 
e. De maneira dissertativa, em que se discutem 
as várias divisões regionais do Estado com a 
finalidade de comprovar qual delas se 
apresenta como a mais bela. 
 
Ex.: 2: A transformação da frase "Eu nunca parei 
de pensar sobre isso", disse Goodwin, para 
discurso indireto é: 
a. Correta: Goodwin disse que nunca parara de 
pensar sobre aquilo. 
b. Goodwin diz que nunca tivera parado de 
pensar sobre aquilo. 
c. Goodwin disse: “Eu nunca parei de pensar 
sobre isso”. 
d. Goodwin diz: “Eu nunca parei de pensar sobre 
isso”. 
e. Goodwin disse o que pensava sobre aquilo. 
 
Ex.: 3: Ao se dirigir ao juiz, pediu-lhe o advogado 
de defesa que adiasse a sessão, informando ao 
magistrado que sua principal testemunha estava 
adoentada e, por essa razão, impossibilitada de 
comparecer. 
Indique a afirmação INCORRETA sobre o texto 
acima. 
a. A presença de personagens e o 
encadeamento temporal são traços que 
autorizam qualificar esse texto como narrativo. 
b. Em discurso direto, a fala correta do advogado 
seria: Solicito-lhe, Meritíssimo, que adie a 
sessão, uma vez que minha principal 
testemunha encontrase adoentada, o que a 
impede de comparecer. 
c. Há um encadeamento causal nesta sucessão 
de eventos: estava adoentada, impossibilitada 
de comparecer e pediu-lhe o advogado de 
defesa que adiasse a sessão. 
d. Incorreta: Caso o advogado fosse um 
entusiasta dos latinismos, ele poderia, 
adequadamente, usar a expressão tabula rasa, 
para indicar seu respeito ao magistrado, e ipso 
facto, no sentido de por essa razão. 
e. A forma verbal estava, explícita em estava 
adoentada, está elíptica na construção 
seguinte, impossibilitada de comparecer. 
 
Celebridades 
 Todos sabemos qual é a atividade de um médico, de um 
engenheiro, de um publicitário, de um torneiro mecânico, 
de um porteiro. Mas o que faz, exatamente, uma 
celebridade − além de ser célebre? Vejam que não me 
refiro a quem alcançou sucesso pela competência na 
função que exerce; falo das celebridades que estão acima 
de um talento específico e se tornaram célebres ninguém 
sabe exatamente por quê. 
 Ilustro isso com um caso contado pelo poeta FerreiraGullar. Andando numa rua do Rio de Janeiro, com sua 
inconfundível figura − magérrimo, rosto comprido e longos 
cabelos prateados − foi avistado por um indivíduo 
embriagado que deve tê-lo reconhecido da televisão, onde 
sempre aparece, que lhe gritou da outra calçada: − 
Ferreira Gullar! Sujeito famoso que eu não sei quem é! 
Aqui, a celebração não era do poeta ou de sua obra: era o 
reconhecimento de uma celebridade pela celebridade que 
é, e ponto final. Isso faz pensar em quanto o poder da 
mídia é capaz de criar deuses sem qualquer poder divino, 
astros fulgurantes sem o brilho de uma sólida justificativa. 
E as consequências são conhecidas: uma vez elevada a 
seu posto, a celebridade passa a ser ouvida, a ter 
influência, a exercitar esse difuso poder de um “formador 
de opinião”. Cobra-se da celebridade a lucidez que não 
tem, atribui-se-lhe um nível de informação que nunca 
alcançou, conta-se com um descortino crítico que lhe falta 
em sentido absoluto. Revistas especializam-se nelas, 
fotografam-nas de todos os ângulos, perseguem-nas onde 
quer que estejam, entrevistam-nas a propósito de tudo. 
Esgotada, enfim, uma celebração (até mesmo as 
celebridades são mortais), não faltam novos ocupantes do 
posto. 
 À falta de algum mérito real, as oportunidades da sorte ou 
da malícia bem-sucedida acabam por presentear pessoas 
vazias com o cetro e a coroa de uma realeza artificial. Mas 
um artifício bem administrado, sabemos disso, pode 
ganhar o aspecto de uma qualidade natural. O que se 
espera é que sempre haja quem não confunda um 
manequim vazio com uma cabeça com cérebro dentro. 
 
Atente para as seguintes afirmações: 
1. Para dar força à sua tese, o autor do texto não 
contempla em nenhum momento a 
possibilidade de alguém ser celebrado pelo 
fato de demonstrar competência em alguma 
atividade específica. 
2. Ao estabelecer, no 3º parágrafo, uma conexão 
entre o culto das celebridades e o poder da 
mídia, o autor admite que essa conexão 
constitui uma relação de causa e efeito. 
3. Depreende-se da leitura do final do 3º 
parágrafo que a celebração de uma 
personalidade costuma ser transitória, mas a 
necessidade da celebração como fenômeno 
social surge como permanente. 
 Em relação ao texto, está CORRETO o que se 
afirma em: 
a. 1, 2 e 3. 
b. 1 e 2, apenas. 
c. Correta: 2 e 3, apenas. 
d. 1 e 3, apenas. 
e. 2, apenas. 
 
 
 
139 
 
TEXTO LITERÁRIO E NÃO-LITERÁRIO 
 O texto literário tem uma dimensão estética, 
multissignificativa e dinâmica, que possibilita a 
criação de muitas e novas relações de sentido. 
Com predomínio da função poética da linguagem, 
é um meio importante de reflexão sobre a 
realidade, envolvendo um processo de recriação 
dessa realidade. Os textos literários exploram 
bastante, as construções de base conotativa, 
numa tentativa de extrapolar o espaço do texto e 
provocar reações diferenciadas em seus leitores. 
 Conotação: É um sentido que só advém à 
palavra numa dada situação figurada, 
fantasiada, e que, para sua compreensão, 
depende do texto. Sendo assim, estabelece-se 
numa determinada construção frasal, uma nova 
relação entre significante e significado. 
A produção de um texto literário envolve: 
 Valorizar a forma: O uso literário da língua 
caracteriza-se por um cuidado com a forma, 
visando à exploração de recursos que o 
sistema linguístico oferece, nos planos fônicos, 
prosódicos, léxico, morfossintático e 
semântico. Não é o tema, mas a maneira 
como ele é explorado formalmente que vai 
caracterizar um texto literário; 
 Reflexão sobre o real: No lugar de apenas 
informar sobre o real, ou de produzi-las, a 
expansão literária é usada como um meio de 
refletir e recriar a realidade, reordenação. Isso 
dá ao texto literário um caráter ficcional, ou 
seja, o texto literário interpreta aspectos da 
realidade efetiva, de forma indireta, recriando o 
real num plano imaginário. 
 Reconstrução da linguagem: No texto 
literário o uso estético da linguagem pressupõe 
criar novas relações entre as palavras, 
combinando-se as de forma inusitada, 
singular, revelando novas formas de ver o 
mundo. 
 Multissignificação: No texto literário, faz um 
amplo uso de metáforas e metonímias, com o 
objetivo de despertar no leitor o prazer 
estético, isto é, o que define seu caráter 
plurissignificativo. 
 No texto não-literário as relações são mais 
restritas, tendo em vista, a necessidade de uma 
informação mais objetiva e direta no processo de 
documentação da realidade, com predomínio da 
função referencial da linguagem, e na interação 
entre os indivíduos, com predomínio de outras 
funções. O texto não-literário usa bastante as 
construções de base denotativa. 
 Denotativa: O sentido denotativo das palavras 
é aquele encontrado nos dicionários, o 
chamado sentido real ou verdadeiro. 
 
 
 
Ex.: 1: Sobre a linguagem não literária é correto 
afirmar, EXCETO: 
a. É utilizada, sobretudo, em textos cujo caráter 
seja essencialmente informativo. 
b. Correta: Sua principal característica é a 
objetividade. 
c. Correta: Utiliza recursos como a conotação 
para conferir às palavras sentidos mais amplos 
do que elas realmente possuem. 
 Alternativa “c”: Na linguagem não literária 
não há espaço para a linguagem figurada 
presente em metáforas, pois sua principal 
função é transmitir uma mensagem de 
maneira objetiva. 
d. Utiliza a linguagem denotativa para expressar 
o real significado das palavras, sem metáforas 
ou preocupações artísticas 
 
Ex.: 2: SOBRE A ORIGEM DA POESIA 
 
A origem da poesia se confunde com a 
origem da própria linguagem. 
 Talvez fizesse mais sentido perguntar quando a 
linguagem verbal deixou de ser poesia. Ou: qual a origem 
do discurso não poético, já que, restituindo laços mais 
íntimos entre os signos e as coisas por eles designadas, a 
poesia aponta para um uso muito primário da linguagem, 
que parece anterior ao perfil de sua ocorrência nas 
conversas, nos jornais, nas aulas, conferências, 
discussões, discursos, ensaios ou telefonemas [...] 
 No seu estado de língua, no dicionário, as palavras 
intermedeiam nossa relação com as coisas, impedindo 
nosso contato direto com elas. A linguagem poética 
inverte essa relação, pois, vindo a se tornar, ela em si, 
coisa, oferece uma via de acesso sensível mais direto 
entre nós e o mundo [...] 
 Já perdemos a inocência de uma linguagem plena assim. 
As palavras se desapegaram das coisas, assim como os 
olhos se desapegaram dos ouvidos, ou como a criação se 
dasapegou da vida. Mas temos esses pequenos oásis – os 
poemas – contaminando o deserto de referencialidade. 
 
 No último parágrafo, o autor se refere à plenitude 
da linguagem poética, fazendo, em seguida, uma 
descrição que corresponde à linguagem não 
poética, ou seja, à linguagem referencial. 
 Pela descrição apresentada, a linguagem 
referencial teria, em sua origem, o seguinte traço 
fundamental: 
a. O desgaste da intuição. 
b. A dissolução da memória. 
c. Correta: A fragmentação da experiência. 
 Alternativa “c”: A linguagem literária não 
apresenta um caráter utilitário ou prático, pois 
afasta-se da materialidade das coisas do 
cotidiano. 
d. O enfraquecimento da percepção. 
 
 
 
 
140 
 
SINÔNIMOS E ANTÔNIMOS 
 As palavras podem associar-se de varias formas, 
ou seja, quando as palavras se relacionam pelo 
sentido, temos um campo semântico. Não se trata 
dos sinônimos ou antônimos, mas de aproximação 
de sentido num dado contexto. 
 
 Perna, braço, cabeça, olhos, cabelos, nariz = parte do 
corpo. 
 Azul, verde, amarelo, cinza, marrom, lilás = cores; 
 Martelo, serrote, alicate, torno, enxada = ferramentas. 
 
 As palavras têm de assumir significados variados 
de acordo com o contexto: polissemia. 
 
 Ele ANDA muito; 
 Mário ANDAdoente; 
 Aquele executivo só ANDA de avião; 
 Meu relógio não ANDA mais. 
 
 É a multiplicidade de sentido que uma palavra 
pode apresentar, dependendo do contexto em que 
está inserida: 
 
 O menino quebrou o BRAÇO; 
 O BRAÇO da cadeira é macio; 
 Península é um BRAÇO de terra que avança no mar. 
 
 SINÔNIMOS são palavras que possuem 
significados ou sentidos semelhantes, 
algumas palavras mantêm relação de 
significação entre si e representam praticamente 
a mesma ideia. 
 
 Certas = corretas; Verdadeiras = exatas. 
 
 Sendo assim, sinônimos são palavras que 
possuem significados semelhantes. Também são 
quando uma palavra tem semelhante significação 
com outra em alguns contextos, sem alterar a 
significação literal da sentença: 
 
 Alegre = feliz; 
 Diminuto = pequeno; 
 Falar = dizer. 
 
 Há sinonimia quando duas ou mais palavras têm 
o mesmo significado em determinado contexto. 
Diz-se, então, que é sinonímia. 
 
 O comprimento da sala é de oito metros. 
 
 As palavras são sinônimas em certas situações, 
mas podem não ser em outros, exemplo, pode-se 
dizer, em principio, que face e rosto: 
 
 Ela tem uma bela face. 
 
Mas não se consegue fazer a troca por rosto 
numa frase do tipo: 
 
 Em face do exposto, aceitarei. 
 
 A ideia de ANTONÍMICAS, o uso palavras de 
sentido contrário, requer os mesmos cuidados da 
sinonímia. Na realidade é uma questão de 
vocabulário. 
 
 É um menino CORAJOSO; 
 É um menino MEDROSO. 
 
 Relações de HOMINIA ou paronímia: palavras 
homônimas são palavras que são pronunciadas 
da mesma forma, mas tem significados diferentes. 
Existem três tipos de homônimos: 
1. HOMOGRÁFICOS = mesma grafia: 
 
 Sede (lugar) ≠ sede (vontade de beber); 
 Almoço (substantivo) ≠ almoço (1ª pessoa do presente 
do indicativo do verbo almoçar); 
 Selo (substantivo) ≠ selo (1ª pessoa do presente do 
indicativo do verbo selar). 
 
2. HOMOFÔNICOS = mesmo som: 
 
 Buxo (arbusto) ≠ bucho (estômago); 
 Cassar (tornar nulo, sem efeito) ≠ acender (seguir ou ≠ 
procurar); 
 Ascender (subir, elevar-se) ≠ acender (atear fogo e 
inflamar). 
 
 Curiosidade: alguns homônimos são, ao mesmo 
tempo, homofônicos e homográficos, por isso 
recebem o nome de homônimos perfeitos: 
 
 Manga (fruta) ≠ manga (parte da roupa); 
 Como (conjugação) ≠ como (1ª pessoa do singular do 
presente do indicativo do verbo comer). 
 
3. PARÔNIMOS: Vocábulos que possuem som 
ou grafia parecidas, mas com sentidos 
diferentes: 
 
 Flagrante (no ato) ≠ flagrante (que tem cheiro); 
 Iminente (preste a ocorrer) ≠ eminente (excelente); 
 Infligir (aplicar) ≠ infringir (violar). 
 
Ex.: 1: No que tange à relação de sinonímia e a 
antonímia de palavras do texto, assinale a 
alternativa correta. 
a. A palavra discriminação pode ser substituída 
por descriminação, pois ambas pertencem ao 
mesmo campo semântico; 
b. Correta: Em a Seaster repudia qualquer forma 
de preconceito, substitui-se corretamente a 
forma verbal sublinhada por condena, visto 
serem vocábulos sinônimos; 
c. A substituição de constantemente, por 
reiteramento alteraria o sentido original do 
período no qual esse vocábulo se encontra 
inserido; 
d. Na oração que marca um episódio, a forma 
verbal marca usada no sentido de acarretar. 
e. O vocábulo foi erroneamente usado, pois ele 
significa festejar, e o texto relata um caso de 
confronto. 
 
 
141 
 
Ex.: 2: Indique o item em que o antônimo da 
palavra ou expressão em destaque está 
corretamente apontado. 
a. Correta: Duradouro sucesso-efêmera; 
 Efêmera significa ligeiro, rápido, fugaz, ou 
seja, contrário do duradouro. 
b. Fama em ascendência-excelso; 
c. Elegante região-carente; 
d. Sala lotada-habitada. 
 
 Ex.: 3: A palavra tráfico não deve ser 
confundida com trafego, seu parônimo. Em que 
item a seguir o par de vocábulos é exemplo de 
homônimos e não parônimos? 
a. Correta: Estrato/extrato; 
 Em todas as outras opções, os sentidos estão 
trocados. 
b. Eminente/fragrante; 
c. Eminente/iminente; 
d. Inflação/infração; 
e. Cavaleiro/cavalheiro. 
 
 Ex.: 4: Assinale a opção correta, considerando 
que à direita de cada palavra há um sinônimo. 
a. Correta: Emergir = vir à tona; imergir = 
mergulhar; 
 em todas as outras opções, os sentidos estão 
trocados. 
b. Emigrar = entrar (no país); imigrar = sair(do 
país); 
c. Delatar = expandir; dilatar = denunciar; 
d. Deferir = diferenciar; diferir = conceder; 
 Dispensa = cômodo; despensar=desobrigação. 
 
Ex.: 5: Indique a letra na qual as palavras 
completam, corretamente, os espaços das frases 
abaixo. 
 
 Quem possui deficiência auditiva não 
consegue____ os sons com nitidez; 
 Hoje são muitos os governos que passaram a 
combater o _____ De entorpecentes com rigor; 
 O direito do presidio _____ pesado castigo aos 
prisioneiros revoltosos. 
 
a. Correta: Discriminar – tráfico - infligiu; 
 discriminar = distinguir, tráfico = comércio, 
infligiu = aplicou. 
b. Discriminar – tráfico – infringiu; 
c. Descriminar – trafego – infligiu; 
d. Descriminar – trafego – infligiu; 
e. Descriminar – trafico – infringiu. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ex.: 6: No _____ do violoncelista _____ havia 
muitas pessoas, pois era uma beneficente. 
a. Conserto – eminente – sessão; 
b. Concerto – iminente – sessão; 
c. Conserto – iminente – seção; 
d. Correta: Concerto – iminente – sessão. 
 Concerto = reparo, concerto – harmonização, 
eminente = excelente, iminente = preste a 
acontecer, sessão = reunião, seção = divisão. 
 
 Ex.: 7: Os atuais simuladores de voo militares 
estão em condições não apenas de exibir uma 
imagem realista da paisagem sobrevoada, mas 
também de confrontá-la com a _____ obtida dos 
radares. 
Termo que preenche adequadamente a lacuna no 
texto é: 
a. Incologia; 
b. Inconoplastia; 
c. Correta: Iconografia; 
 O radical ICONO = se refere a uma imagem, 
porem seu sentido se amplia ao juntar-se a 
outros radicais; LOGIA = estudo, CLASTIA = 
pensamento, GRAFIA = Descrição, FILIA = 
amor, LITRIA = adoração. O sentido que 
melhor se aplica é iconografia, ou seja, a 
descrição das imagens feitas por radar. 
d. Iconofilia; 
e. Iconolatria. 
 
Ex.: 8: Assinale o único exemplo cuja lacuna deve 
ser preenchida com a primeira alternativa da série 
dada nos parênteses. 
a. Estou aqui ____ de ajudar os flagelados das 
enchentes (afim/a fim); 
b. A bandeira está ____ (arreada/arriada); 
c. Serão punidos ____o regulamento 
(infligirem/infringirem); 
d. São sempre valiosos os ____ dos mais velhos 
(concelhos/conselhos); 
e. Correta: Moro ____ com metros da praça 
principal (a cerca de/ acerca de). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
142 
 
CONOTAÇÃO E DENOTAÇÃO 
 As palavras, expressões e enunciados da língua 
atuam em dois planos diferentes: O conotativo 
(figurado); O denotativo (literal). 
 As palavras dentro de um contexto podem 
assumir vários sentidos. Elas podem aparecer em 
seu sentido real, ou em sentidos figurados. 
Sentido próprio é aquele, que pode ser 
interpretado como o sentido mais usual ou básico 
da palavra ou expressão. Este seria os sentidos 
literais da palavra comum que costumamos dar a 
ela. Este, por sua vez, não precisa de um contexto 
para ser compreendido a palavra é usada com seu 
sentido costumeiro, possui um valor denotativo. 
 Denotativa: Predomina em textos com 
função utilitária, ou seja, que tem como 
objetivo principal informar argumentar e 
orientar. ex.: 
 
Centro ritual neolítico 
 De 5000 a.C. em diante, as pessoas começaram a erguer 
verticalmente as pedras para marcar a passagem do sol. O 
grande monumento megalítico de Stoneheuge, em Salisbury 
Plam, Inglaterra, está perfeitamente alinhado com o nascerdo 
sol no solstício de verão. 
 
Conotação: palavra usada em sentido figurado: 
 
 Atanagildetina é uma ROSA; 
 
 A palavra rosa assume vários significado 
figurados, que dependem da imagem que o leitor 
faz da rosa, macia, perfumada, cheiroso, delicada 
etc. 
 
 João é CARTA fora do baralho. 
 
Sentido figurado (conotativa) 
 É o sentido que uma palavra literal adquire com o 
passar do tempo em situações particulares de seu 
uso. Seu sentido é alterado ou ampliado, 
adquirindo então um valor conotativo, fugindo de 
seu sentido inicial. Em suma, é o sentido simbólico 
que damos a uma palavra usual. 
 
 Ex.: De acordo com o seu significado, podem ser 
colocados em situações diferentes com sentidos 
diferentes: 
 
 A JARARACA é uma cobra; 
 Aquela sua vizinha é uma JARARACA. 
 
 Em ambas as frases jararaca referem-se a uma 
cobra, mas seus sentidos são diferentes. 
 Entendemos que jararaca é uma cobra, uma 
espécie de réptil com veneno; 
 
 Sua amiga é um AVIÃO. 
 O AVIÃO decolou esta manhã; 
 Sua amiga é um AVIÃO. 
 
 Temos o sentido literal da palavra AVIÃO. Vemos 
a palavra em seu sentido figurado simboliza uma 
beleza extrema vindo da amiga, presente na frase. 
 
Ex.: 1: Assinale a alternativa em que está 
transcrita do texto uma expressão em sentido 
figurado, acompanhado da CORRETA indicação 
do seu sentido. 
a. Pensam os patrões = ideia de raciocinar com 
profundidade; 
b. A arte mais desenvolvida do nosso tempo = 
ideia verdade; 
c. Os mais vis sentimentos = ideias de 
enobrecimento; 
d. Correta: Andar de pulga atrás da orelha = 
ideia desconfiança; 
e. O mecanismo da vida = ideia trabalho; 
 
Ex.: 2: Há o termo usado em sentido figurado na 
passagem: 
a. Mostra-se igualmente essencial = a da 
melhora do ambiente de negócios; 
b. A edição mais recente do ranking catalogou 
numero recorde de 314 reformas; 
c. O maior atraso relativo do Brasil se dá no 
pagamento de impostos; 
d. Correta: nesse quesito em particular, o país 
ocupa um trágico 184º lugar no ranking; 
e. A simplificação já traria ganhos substanciais 
em eficiência ao setor privado. 
 
Ex.: 3: Assinale a alternativa em que há uso de 
palavras ou expressão em sentido figurado. 
a. Correta: inevitavelmente, um deles salta da 
pilha para as nossas mãos; 
b. Nada disso nos faz falta, assim como o livro e 
a livraria a eles; 
c. Dei-lhe parabéns e perguntei qual era sua 
livraria favorita; 
d. Comentar que também gostava de todos os 
taxis; 
e. Tenho amigos que não leem e não 
frequentam livrarias. 
 
Ex.: 4: Assinale a alternativa em que o termo 
destacado é usado sentido figurado. 
a. Nas ultimas semanas, tenho sido torturado 
por computadores que ligam e desligam 
sozinhas, mouses travados; 
b. Meter-me debaixo da mesa e desplugar tudo 
da parede, esperar cinco minutos e plugar de 
novo; 
c. A tecnologia tornou o mundo hostil para os 
que não conseguem acompanhá-las; 
d. Correta: A palavra seja chamada a dirimir 
duvidas e dinamitar certeza; 
e. Que seja para continuar usando algo mais 
nobre do que apenas os polegares. 
 
 
 
 
 
143 
 
 Ex.: 5: O estopim para o movimento foi na 
ultima semana, a palavra destacada foi usada no 
sentido? 
a. Denotativo; 
b. Correta: Figurativo; 
c. Primitivo; 
d. Objetivo. 
 
 Ex.: 6: A seguir, citam-se versos de canções 
populares brasileiras que contextualizam as 
palavras negritadas e sublinhadas em âmbito 
marcadamente conotativa, ao contrário do que 
ocorre no texto de referencia. Assinale a única 
opção em que a palavra em destaque mantem o 
sentido denotativo. 
a. Não dá pra descrever/numa linda frase/ de 
um postal tão doce/ cuidado com doce; 
b. Tudo que queria então/era caminhar 
sol/esquecer o amargo do dia; 
c. Para melhorar juntas as nossas forças é só 
repartir melhor o pão/recriar o paraíso agora 
para merecer quem vem depois; 
d. Correta: você nem arrumou a cama/ parece 
que fugia de casa/ mas ficou tudo fora do 
lugar/café sem açúcar dançar sem par. 
e. Cheguei na boca da noite/partir de 
madrugada/eu não disse que ficava/nem você 
perguntou nada. 
 
 Ex.: 7: considere as sentenças abaixo. 
 
 O domador conseguiu acalmar a fera; 
 Tudo ficou mais claro após a explicação do 
professor; 
 Clara é o sol de nossas vidas; 
 A criança saiu da escola com a cara pintada; 
 Achei um barato andar de bicicleta na orla da praia. 
 
 Em quais períodos as palavras em destaque 
foram usadas no sentido denotativo. 
a. Correta: 1 e 4; 
b. 3 e 4; 
c. 1, 3 e 4; 
d. 2, 4 e 5; 
e. 2 e 5. 
 
Ex.: 8: Assinale a alternativa que o verbo (morrer) 
esteja empregado no sentido conotativo. 
a. Minha avó morreu ondem a noite; 
b. Correta: Cristina morria de chorar ao ver o 
filme; 
c. Anne morreu afogada; 
d. Afogada; 
e. Nenhuma das alternativas. 
 
 
 
 
 
 
 
Ex.: 9: Há linguagem conotativa em: 
a. Conto por meio dos personagens; 
b. Filho da moça considerava irmão, mãe 
solteira; 
c. Correta: Quando ouvir uma fofoca abra as 
orelhas; 
d. Vejam que ligação bonita saber da vida alheia 
tem como ato de criar. 
 
Ex.: 10: Assinale a alternativa que corresponde ao 
sentido denotativo do trecho grifado, E iria jogando 
pelo caminho a casca dourada e inútil das horas. 
a. Correta: Não se importar com o tempo que 
vem; 
b. Tirar a casa e não carregar, pois não iria usar 
já que diz ser inútil; 
c. Retirar as preocupações e os medos que só 
se resolvem vivendo; 
d. Nenhuma das alternativas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
144 
 
PONTUAÇÃO 
 Pontuação é o recurso que permite expressar na 
língua escrita um espectro de matrizes rítmicas e 
melódicas, características da língua falada, pelo 
uso de um conjunto sistematizado de sinais 
gráficos e não gráficos. Os sinais de pontuação 
são marcações gráficas que servem para compor 
a coesão e a coerência textual além de ressaltar 
especificidade semântica e pragmática. 
 
VÍRGULA 
 A vírgula serve para marcar rupturas da ordem 
direta. 
Sujeito + verbo + complemento verbal 
 Não há vírgula, exceto para marcar elementos 
intercalados. 
 
 Os RAPAZES LERAM O LIVRO no fim da semana 
passada. 
 Aqui pode ter uma virgula facultativa depois de 
livro. 
 Os RAPAZES LERAM O LIVRO, no fim da semana 
passada. 
 
 Os RAPAZES LERAM, no fim da semana passada, O 
LIVRO. 
 
 Os RAPAZES, no fim da semana passada, LERAM O 
LIVRO. 
 
 No fim da semana passada os, RAPAZES LERAM O 
LIVRO. 
 
Rapazes Sujeito . 
Leram Verbo. 
O livro Complemento verbal (objeto direto). 
 
 Sidney comeu o bolo ontem. 
 Sidney, ontem, comeu o bolo. 
 Ontem, Sidney comeu o bolo. 
 Na semana passada, Sidney comeu o bolo. 
 Sidney, na semana passada comeu o bolo. 
 
Sidney Sujeito 
Ontem Adj. Adv. 
Comeu Verbo transitivo direto. (VTD) 
O bolo Complemento verbal 
 
 O mendigo caminha alegre. 
 Alegre, o mendigo caminhava. 
 
Obs.: adjunto adnominal x predicativo do sujeito 
 O mendigo alegre caminhava. 
 O mendigo, alegre, caminha. 
 
O mendigo Sujeito. 
Caminhava Verbo intransitivo. (VI) 
Alegre Predicativo do sujeito. 
 
 
 
 
 
 O aluno atento fez o dever = 
 O atento aluno fez o dever. 
 
 
O Adjunto adnominal 
aluno Núcleo do Sujeito 
Atento Adjunto adnominal 
Fez Vtd 
O dever Objeto direto (OD) 
 
 
 O aluno fez atento o dever. 
 O aluno, atento, fez o dever. 
 
O aluno Sujeito 
Fez Vtd 
Atento Preditivo do sujeito 
O dever OD 
 
 A vírgula é usada para separar termos de uma 
oração, ou orações de um período. É uma questãode sintaxe, período simples e período composto, e 
por esse motivo separamos o estudo da vírgula 
em: Vírgula dentro da oração e Vírgula entre 
orações. 
 
Vírgula dentro da oração 
Iniciamos pela ordem direta da oração: 
 
 Sujeito + verbo + complemento verbal + adjunto 
adverbial ou predicativo ou complemento nominal. 
Os poetas escreveram os textos com entusiasmos. 
Os poetas Sujeito 
Escreveram VTD 
Os textos Objeto direto 
Com entusiasmos Adj. Adv. Modo. 
 
 A vírgula NÃO pode ser usada entre o sujeito 
e logo após o seu verbo: 
 
 Todos os alunos daquele professor entenderam a 
explicação. 
 
 A vírgula NÃO pode ser usada entre o verbo e 
logo após o seu complemento ou predicativo 
do sujeito: 
 
 Os alunos entenderam toda aquela explicação do 
professor sobre a vírgula. 
 Os alunos precisam de uma explicação detalhada 
sobre a vírgula; 
 Os alunos entenderam que precisam estudar bem a 
vírgula. 
 
 A vírgula X E conjunção: não tem vírgula 
quanto (E) indica soma: 
 
 A moça veio à festa e logo se foi. 
 A moça veio à festa e o marido ficou em casa. 
 
 A segunda possui sujeitos diferentes. Moça e 
marido. Nesse caso a vírgula é facultativa. 
 
 
145 
 
 Virgula x ETC. 
 Pintamos paredes, tetos, pisos ETC. 
 
Virgula x QUE: 
 Todos viram QUE a água acabou. 
 O professor pediu QUE todos fizessem silêncio. 
 
 Restrição: 
 Os alunos QUE foram aprovados não farão prova 
final. 
 
 Explicação (ou generalização): 
 Os alunos, QUE foram aprovados, não farão prova 
final. 
 A terra, QUE gira em torno do sol, é o 3º planeta do 
sistema solar. 
 
 A vírgula é FACULTATIVA entre o 
complemento de um verbo e logo após um 
adjunto adverbial: 
 
 Nossos alunos ficaram exercitando questões de 
vírgula ontem à noite; 
 Nossos alunos ficaram exercitando questões de 
vírgula, ontem à noite. 
 
 A vírgula NÃO pode ser usada entre um 
substantivo e seu complemento nominal ou 
adjunto adnominal: 
 
 Todos os alunos daquele professor entenderam a 
explicação. 
 
 A vírgula NÃO pode ser usada entre a 
locução verbal de voz passiva e o agente da 
passiva: 
 
 Todos os alunos foram convidados por aquele 
professor para a feira. 
 
Vírgula entre as orações 
 As orações, compondo um período, podem possuir 
vírgula ou não. 
 
 Vírgula dentro do período simples 
 Separa termos de mesma função sintática, 
numa e numeração: 
 
 Simplicidade, clareza, objetividade, concisão são 
qualidades a serem observadas na relação oficial; 
 Devemos observar a simplicidade, a clareza, a 
objetividade e a concisão na relação oficial. 
 
 Separa aposto explicativo: 
 
 Aristóteles, o grande filósofo, foi o criador da lógica. 
 João, meu vizinho, bateu o carro; 
 Todos gostamos, de arroz e feijão, alimentos 
indispensáveis no mercado brasileiro. 
 
 Separa vocativo: 
 
 Brasileiros, é chegada a hora de votar; 
 Mãe, eu estou com fome; 
 Dizei-me vós, senhor deus, se é delírio ou se é verdade 
tanto horror perante os céus. 
 
 Separa predicativos do sujeito deslocados: 
 
 Sereno e tranquilo, o condenado esperava sua morte; 
 O condenado, sereno e tranquilo, esperava sua morte. 
 
 Separa termos (objeto direto ou indireto) 
deslocados de sua posição normal na 
oração: 
 
 As explicações sobre vírgula, o professor procurou lhes 
dar? 
 
 Separa (facultativamente) as expressões 
PARA MIM, PARA TU ou PARA SI quando 
indicam beneficio próprio ou posse, 
independentemente de sua posição na 
frase. 
 
 Para mim, nada é melhor que acordar depois do meio-
dia e dormir depois da meia-noite. 
 
 Separa termos repetidos: 
 
 Aquele aluno era esforçado, esforçado. 
 
 Separa os adjuntos adverbiais deslocados: 
 
 A multidão foi, aos poucos, avançando para o palácio. 
 
 
 Separam certas expressões explicativas 
retificativas, exemplificativas, como: 
 
 Isto é, ou seja, a demais, a saber, melhor dizendo, ou 
melhor, quer dizer, por exemplo, além disso, aliás, 
antes, com efeito, digo. 
 
Vírgula dentro do período composto 
 Marca elipse de um verbo: 
 
 O decreto regulamenta os casos gerais, a portaria, os 
particulares; 
 Em 1994, Romário ganhou a copa do mundo; em 2002, 
Ronaldo. 
 
 Separa orações coordenadas assindéticas: 
 
 Levantava-se de manhã, entrava no chuveiro, 
organizava as ideias na cabeça. 
 A honestidade deveria ser ordem do dia, não poderia. 
 
 Não separa as orações coordenadas 
sintéticas aditivas ligadas POR e ou NEM: 
 
 Muitos policiais estão envolvidos em recaptação e 
continuam a envolver-se; 
 Aqueles policiais não estão envolvidos em receptação 
NEM procuram envolver-se. 
 
146 
 
 Separam as orações coordenadas 
sintéticas adversativas: 
 
 O dono de uma empresa demitiu 60% dos empregados, 
mas arrependeu-se dias depois. 
 
 Separa as orações coordenadas sintéticas 
alternativas (ou... ou..., ora..., quer...,): 
 
 Ora ele procura resolver alguma situação com 
paciência, ora decida fazer justamente o inverso. 
 
 Separa as orações coordenadas sintéticas 
conclusivas: 
 
 Os atores fizeram um grande espetáculo, por isso toda 
a plateia os aplaudiu entusiasmadamente. 
 
 Separa as orações coordenadas sintéticas 
explicativas: 
 
 Devo buscar mais informações, pois a vida me exige 
isso. 
 
 Separam as orações subordinadas 
substantivas deslocadas: 
 
 Que vocês estudam a língua portuguesa, todos já 
sabemos. 
 
 Separa as orações subordinadas adjetivas 
explicativas: 
 
 O homem, que é razoável, saberá evitar uma terceira 
guerra. 
 
 Separa as orações subordinadas 
adverbiais: 
 
 Quando comprei o material, gostei muito; 
 Alguns vilões, assim que aparecem nas primeiras 
cenas; 
 Não irás ter quaisquer adversidades, se me amas de 
verdade. 
 
 Separa as orações interferentes: 
 
 O mercado financeiro, até ontem eu não estava 
internado desses assuntos, deve beneficiar mais 
pobres este ano. 
 
 Separa orações reduzidas de gerúndio, 
particípio ou infinitivo com valor de oração 
adverbial, de coordenada aditiva (gerúndio) 
ou de adjetivo explicativo: 
 
 Chegando a carta, avise-me; 
 Terminada a palestra, rompeu com risos e aplausos; 
 Ele, antes de ser homem, foi uma criança. 
 
 
 
 
 
Ex.: 1: Está inteiramente CORRETA a pontuação 
do seguinte período: 
a. Correta: Toda vez que é pronunciado, a 
palavra progresso, parece abrir a porta para 
um mundo, mágico de prosperidade garantida. 
b. Por mínimas que pareçam, há providências 
inadiáveis, ações aparentemente irrisórias, 
cuja execução cotidiana é, no entanto, 
importantíssima; 
c. O prestígio da palavra progresso, deve-se em 
grande parte ao modo irrefletido, com que 
usamos e abusamos, dessa palavrinha 
magica; 
d. Ainda que traga muitos benefícios, a, a teses 
ambientalistas segundo as quais, o conceito 
de progresso está sujeito a uma permanente 
avaliação. 
Resposta: 
 Na letra (a), A 1ª vírgula está correta: ela isola 
uma oração adverbial temporal (toda vez que é 
pronunciada) antecipada. A 2ª vírgula está 
errada: ela separa o sujeito (a palavra 
progresso) do verbo (parece abrir). A 3ª 
vírgula, também está errada: não se separa 
um adjunto adnominal (mágico) do substantivo 
que ele restringe (mundo); 
 Na letra (b) correta: Apresenta a 1ª vírgula 
correta: oração adverbial concessiva 
antecipada (por mínimos que pareçam). A 2ª 
vírgula se justifica por uma enumeração de 
termos (providências inadiáveis e ações 
aparentemente irrisórias). 3ª vírgula que inicia 
uma oração explicativa (cuja execução 
cotidiana é importantíssima)e duas outras 
vírgulas pelo motivo que acabei de explicar: a 
conjunção adversativa, no ENTANTO veio 
deslocada, por isso entre vírgulas; 
 Na letra (c), Apresenta três vírgulas 
indevidamente usadas: A 1ª vírgula separa o 
sujeito (o prestígio da palavra progresso) do 
verbo (deve-se). A 2ª vírgula separa uma 
oração adversativa restritiva (com que usamos 
e abusamos) do seu substantivo antecedente 
(modo). A 3ª vírgula também está errada por 
separar o verbo (abusarmos) do seu 
complemento (dessa palavrinha mágica). 
 Na letra (d), a 1ª vírgula foi corretamente 
usada: ela isso a oração adverbial concessiva 
antecipada (ainda que traga muitos 
benefícios), entretanto, a 2ª vírgula está 
errada: ela separa sujeito (a construção de 
enormes represas) do verbo (costuma trazer). 
As duas últimas vírgulas estão corretas: elas 
isolam o adjunto adverbial deslocado (nem 
sempre). 
 
 
 
 
 
147 
 
 Na letra (e), a 1ª vírgula tem erro: ela separa o 
substantivo dúvida do seu complemento 
nominal oracional (de que o auto do texto...) 
ora, não se separam termos integrantes por 
vírgulas (verbo de objeto nome de 
complemento etc.) Observa-se outro erro na 2ª 
vírgula: não faz sentido separar o pronome 
relativo (as quais) do restante da oração 
adjetiva. 
 
Ex.: 2: Assinale a alternativa correta 
correspondente ao período de pontuação 
CORRETA: 
a. Na espessura do bosque, estava o leito da 
irara ausente; 
Correta: (a) o único lugar em que se pode pôr 
uma vírgula é entre o adjunto adverbial e o 
restante da frase. 
b. Na espessura, do bosque, estava o leito, da 
irara ausente; 
c. Na espessura do bosque, estava o leito da 
irara, ausente; 
d. Na espessura do bosque estava, o leito da 
irara ausente. 
 
Ex.: 3: Assinale o item em que há erro no tocante 
à pontuação: 
a. –D. Sara, a senhora é nossa benfeitora; 
b. Mulheres pobres, lavando roupa; 
c. Peixada, galinha da cabidela, tudo me recorda 
D. Sara; 
d. Bandeira, só enfrentava a orfanadada; 
e. Incorreta: Couto meu melhor amigo antecedeu-
me na academia. 
Resposta: (e): A expressão meu melhor amigo 
é um aposto, deve aparecer entre vírgula. 
 
Ex.: 4: Escolha a alternativa em que o texto é 
apresentado com a pontuação mais adequada: 
a. Depois que há algumas gerações o arsênico, 
deixou de ser vendido em farmácias, não 
diminuíram os casos de suicídios ou 
envenenamentos criminosos, mas aumentou; 
e quanto... o número de ratos; 
 Vírgula depois do arsênio separa o sujeito do 
verbo; 
b. Depois que há algumas gerações o arsênico, 
deixou de ser vendidos em farmácias, não 
diminuíram os casos de suicídios ou 
envenenamento criminoso, mas aumentou: é 
quantos o número de ratos; 
 A vírgula depois do arsênico separa o sujeito 
do verbo; 
 
 
c. Correta: Depois que, há algumas gerações, o 
arsênico deixou de ser vendido em farmácias, 
não diminuíram os casos de suicídios ou 
envenenamento criminosos, mas aumentou-se 
quanto- o número de ratos; 
a. Depois que há algumas gerações o arsênico 
deixou de ser vendido em farmácias- não 
diminuirão os casos de suicídio, ou 
envenenamentos criminosos, mas aumentou; 
e quanto o número de ratos; 
 O ponto e vírgula depois de aumentou não 
devem existir; 
e. Depois que há algumas gerações o arsênico 
deixou de ser vendido em farmácia; não 
diminuíram os casos de suicídios ou 
envenenamento criminoso, mas aumentou; e 
quanto o número de ratos. 
 A vírgula de depois que separa a conjunção 
integrante da oração que ela introduz. 
 
Ex.: 4: Há erro no uso da vírgula na frase: 
a. Deixe-me, senhora; 
b. Dallas, 9 de julho de 1994; 
c. Alias, isto é conhecido de todos; 
d. Correta: Espero que ele venha; 
e. O alferes continuava a dominar em mim, 
embora a vida fosse menos intensa, e a 
consciência mais débil. 
Resposta: 
 Na letra (a): Usou-se a vírgula para isolar o 
vocativo senhor do restante da oração; 
 Na letra (b): A vírgula foi usada para separar, 
na data, o nome do lugar (Dallas) do restante 
da informação; 
 Na letra (c): A palavra de retificação ALIAS 
deve, mesmo, vir isolada por vírgula; 
 Correta: Na letra (d): separou-se o verbo 
(espero) do seu objeto direto, que veio sob a 
forma de oração (que ele venha). 
 Na letra (e): apresenta a oração adverbial 
concessiva intercalada, e, exatamente por ter 
saído da ordem direta, veio entre vírgulas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
148 
 
PONTO E VÍRGULA 
 É usado para marcar uma pausa maior do que a 
da vírgula. Seu objetivo é colaborar com a clareza 
do texto. O ponto e vírgula servem para: 
 Separar orações coordenadas assindéticas, 
normalmente entre trechos já separados 
por vírgula; marcando uma enumeração: 
 
 As leis, em qualquer caso, não podem ser infligidas; 
mesmo em casos de dúvida, portanto, elas devem ser 
respeitadas. 
 Em crianças, era um menino tímido mais inteligente; 
quando moço, era esperto e alegre; agora, como 
homem maduro, tornou-se um tolo. 
 
 Separar vários itens de uma enumeração: 
 
 Art. 1º: a república federativa do Brasil, formada pela 
união indissolúvel dos estados e municípios e do distrito 
federal, constitui-se em estado democrático de direito e 
tem como fundamento. 
1. A soberania; 
2. A cidadania; 
3. A dignidade da pessoa humana; 
4. Os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa. 
 
 Separa orações cujas conjunções 
``implícita´´ é facilmente percebida: 
 Comeu muito na festa, exageradamente; não 
consegui vir à aula de hoje. 
 Separa orações coordenadas adversativas e 
conclusivas com conectivo deslocada. 
 Ficarei como está; não posso pagá-la à vista, 
porém; 
 Finalmente vencemos, fiquemos; pois, felizes com 
nossa conquista! 
 
 Ex.: 1: No 6º parágrafo o autor usou o sinal de 
pontuação e vírgula de acordo com as normas 
gramaticais, frases abaixo as normas gramaticais 
também foram observadas no uso do ponto e 
vírgula, exceto em?: 
a. Os professores compareceram à festa de 
formatura, trajados a rigor; os alunos, trajados 
esportivamente. 
b. Um dos alunos obteve nota suficiente para ser 
apenas aprovado; o outro, apesar de não ter a 
mesma capacidade de estudo, classificou-se 
em segundo lugar. 
c. Incorreta: A iniciativa segura e coerente da 
direção; o esforço de alunos e professores, 
bem como a participação de pais e 
responsáveis nas atividades da escola 
dinamizaram-na e tornaram-na uma 
verdadeira casa de educação; 
d. Investir em educação só traz retorno para a 
nação a longo prazo; mas os resultados são, 
normalmente, satisfatórios. 
e. Não há como resolver os problemas da 
educação com soluções paliativas, de pouco 
alcance; há de se investir, de forma planejada, 
em projetos de longo prazo que priorizem o 
profissional da educação. 
Resposta: 
 Na letra (a): O ponto e a vírgula separam 
orações coordenadas. Perceba que, se 
houvesse necessidade de se dar uma pausa 
discursiva ainda maior, ter-se-ia optado pelo 
ponto, e não pelo ponto e vírgula. 
 Na letra (b): O ponto e vírgula separa itens de 
uma enumeração tem sido, corretamente 
usado. 
 Na letra (c) resposta correta: O ponto e 
vírgula separa núcleos de um sujeito composto 
(a iniciativa..., o esforço...; bem como a 
participação...). É como se construíssemos 
uma frase do tipo: 
 ``João; José; Antônio chegaram´´. 
 Na letra (d): O ponto e vírgula separa uma 
oração coordenada assindética da sua oração 
coordenada sintética adversativa. Foi 
adequadamente usada. 
 Na letra (e): Ele separa orações coordenadas 
assintéticas. 
 
Ex.: 2: com base em seus conhecimento, 
considere o uso do ponto e vírgula nas seguintes 
afirmativas. 
1. Não foi possível fazer a impressão do 
documento, nem colorida; nem em preto e 
branco; 
2. Nalinguagem escrita é o leitor; na fala o 
ouvinte; 
3. Ele chegou adiantado, como de costume; 
como de costume; foi o último a sair; 
4. Uns trabalham; outros descansam. 
Está correto o uso do ponto e vírgula em: 
a. 1 a 3 apenas; 
b. 2 a 4 apenas; 
c. 1, 2 e 3 apenas; 
d. Correta: 2, 3 e 4 apenas; 
e. 1, 2, 3, e 4. 
 
Ex.: 3: no trecho: 
 
Seja em que lugar for, observa-se que as mulheres figuram 
no centro preferencial dessa violência; tal, as que gozam de 
maior publicidade, nas artes e nos esportes, surpreendidas 
com a publicação de cenas de intimidade portador na internet. 
 
 O uso do ponto e vírgula por parte do autor ocorre 
para. 
a. Indicar o acompanhamento de uma oração à 
positiva; 
b. Fazer a separação de um adjunto adverbial 
c. Isolar uma oração a fim de enfatiza-la; 
d. Determinar a posição de um esclarecimento; 
e. Correta: Distinguir uma oração coordenada 
relativamente extensa. 
 
 
 
 
 
149 
 
Ex.: 4: Assinale a alternativa que explica 
CORRETAMENTE o uso do ponto e vírgula e da 
vírgula neste período. 
 
O comendo discursivo é a voz do poder; e o silêncio, o signo 
da obediência (...). 
 
 O ponto e vírgula separa orações 
subordinadas ligadas pela conjunção (e), que 
têm sujeitos diferentes e já apresentam 
vírgula; a vírgula sinaliza uma pausa 
estilística; 
 Ambos, o ponto e virgula e a vírgula, foram 
igualmente usados para separar orações 
coordenadas; 
 O ponto e virgula marca uma pausa estilística 
prolongada; a virgula sinaliza a supressão do 
termo discursivo; 
 Correta: O ponto e vírgula separa orações 
coordenadas ligadas pela conjunção (e), que 
tem sujeito diferente e já apresentam virgula; 
a vírgula sinaliza a supressão do verbo ser. 
 O ponto e vírgula separa orações 
coordenadas que têm sujeitos diferentes; a 
virgula sinaliza a supressão do verbo e do 
termo discursivo. 
 
Ex.: 5: Assinale a alternativa em que a vírgula foi 
usada INCORRETAMENTE. 
a. Deus é contra a guerra, mas fica do lado de 
quem atira bem; 
b. Se você quer as pessoas pensem que você é 
muito inteligente simplesmente concorde com 
elas; 
c. De qualquer forma, case-se; se conseguir, 
uma boa esposa você será feliz; se arranjar 
uma esposa ruim você se, tornará um 
filosofo; 
 Incorretamente: de qualquer forma, case-
se; se conseguir uma boa esposa, você 
será feliz; se arranjar uma esposa, você 
será feliz; se arranjar uma esposa ruim, 
você se tornara um filosofo. 
d. No tronco mais verde, que no prado que 
houvesse amar me mandou seu nome 
escrever; 
e. Mais longe, derramados pelo vale, viam-se o 
monojo, a bolandeira, o moinho, a serraria, 
tocadas pela água de um ribeiro que se 
serpejavam rumejando entre as margens 
pedregosas, 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
150 
 
DOIS PONTOS 
 O sinal de dois pontos pode ser usado em duas 
situações. 
1. Pode dar inicio a fala ou citação de outro: 
 
 O professor disse: 
-- Eu sou a razão. 
 
A frase exemplifica o inicio da fala de outro. 
 
 Rui Barbosa afirmou: Esta minha a que chamam 
prolixidade, bem fora estaria de merecer os desprezilhos 
que nesse vocábulo me torcem o nariz. 
 Quem foi que disse: há mais causas entre o céu e a terra 
do que supõe nossa vã filosofia. 
 
2. Os dois pontos podem introduzir uma 
explicação, enumeração, esclarecimento: 
 
 Encontrei um motivo para não encontrá-lo: uma viagem 
de última hora; 
 Na frase, os dois pontos introduzem uma explicação, 
um esclarecimento da afirmação anterior; 
 
 São três os autores a estudar: Machado, Alencar e 
Drummond. 
 Na frase, os dois pontos introduzem uma explicação, 
um esclarecimento da afirmação anterior. 
 
Ex.: 1: 
Graças a algumas características: eles possuem objetivos 
claros, vários modos de atingir o sucesso e Feedback rápido, 
ou seja, o jogador recebe uma sequencia imediata após cada 
ação. 
 
Os dois pontos introduzem no contexto: 
a. Um segmento enumerativo, com intenção 
explicativa; 
 Resposta (a): perceba que o que vem após 
o sinal de dois pontos é uma enumeração do 
que o autor chamou de características. 
Trata-se de uma oração apositiva, que é um 
segmento enumerativo que tem a intenção 
de explicar um substantivo anteriormente 
citado. 
b. Um comentário pessoal, de caráter opinativo; 
c. Uma repetição enfática para atrais a atenção 
do leitor; 
d. Uma ressalva ao que vem sendo; 
e. A remota da ideia mais importante do texto. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ex.: 2: 
A corrupção é uma doença que deve ser combatida por meio 
de uma vacina: a educação. 
 
 Os dois pontos usados no trecho acima 
introduzem um aposto. 
(X) certo ( ) errado. 
 
Ex.: 3: 
Além de todos os desafios impostos pela inconstância e pela 
fragmentação das demandas sociais, vivemos um divorcio 
entre políticos e poder. 
 
Para fazer frente a essa transformações, é 
necessário um tipo de planejamento urbano. 
Seria incorreto a inserção de dois pontos 
imediatamente após o trecho ``é necessário´´. 
(X) Certo ( ) errado. 
 
Ex.: 4: 
 A abordagem desse tipo de comércio, inevitavelmente, passa 
pela ocorrência, visto que é por meio da garantia e da 
possibilidade de entrar no mercado internacional, de 
estabelecer permanência ou de engendrar saída, que se 
alcança o resultado ultimo dessa interatuação: o preço 
eficiente dos bem e serviços. 
 
 A cerca de aspectos linguísticos do texto 
precedentes e das ideias nele contidas, julgue o 
item a seguir. Na linha 6, os dois pontos 
introduzem um esclarecimento a respeito do 
resultado ultimo dessa interatuação. 
(X) Certo ( ) errado. 
 
Ex.: 4: Assinale a alternativa que corresponda ao 
uso de sinal de dois pontos no trecho a seguir. 
Calcula dormiu no máximo 8 horas desde que os 
bombardeiros começaram: estamos usando medicamentos 
caducados confiando que ainda surtam efeitos e amputando 
membros que em qualquer outro lugar poderiam ser salvos. 
 
a. Foi usado em um esclarecimento; 
b. Foi usado para fazer uma síntese do que 
acabou de dizer; 
c. Correto: Foi usado para demarcar uma 
citação; 
d. Foi usado para demarcar uma enumeração. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
151 
 
Ex.: 5: 
Diz uma lenda grega que a Esfinge, uma criatura mitológica 
das civilizações do Egito e da Mesopotâmia, após invadir a 
cidade de Tebas e destruir suas plantações, teria 
ameaçado os moradores que não conseguissem decifrar 
o seu enigma, dizendo: decifra-me ou te devoro. A lição 
extraída dessa passagem talvez não seja o suficiente para 
levar a sociedade o refletir sobre o significado das favelas na 
estrutura da cidade. Mas, de alguma forma, aponta um 
caminho para decifrar enigma: o conhecimento da sua 
realidade, da sua complexa organização espacial, das suas 
particularidades, das suas vicissitudes, dos seus defeitos, das 
suas qualidades e, principalmente, da sua cultura. ( ... ). 
 
 O sinal de dois pontos após ``dizendo´´ e, logo a 
seguir, após ``o seu enigma´´, tem como fim 
introduzir no texto, respectivamente: 
a. Correta: Citação-explicitação ou 
esclarecimento; 
 Os dois-pontos após dizendo, está 
introduzindo uma citação; os dois pontos 
após o seu enigma, está introduzindo uma 
explicação um esclarecimento. 
b. Citação-explicitação ou esclarecimento; 
c. Explicitação ou esclarecimento-exemplificação; 
d. Citação-resultado ou consequência-
explicitação ouesclarecimento. 
 
PONTO 
 Usa-se, para indicar o fim de uma frase, 
declarativa de um período simples ou composto. 
 Pode substituir a vírgula quando o autor 
quer enfatizar o que vem após. 
 
 Posso ouvir assoprar com força. Derrubando tudo! 
 
 O ponto é usado em quase todas as 
abreviaturas, sempre tem que ter ponto 
final após a abreviação: 
 
 fev. =fevereiro; 
 hab. =habitante; 
 rod. =rodovia. 
 
 O ponto do etc. termina o período, logo não 
pode haver outro ponto. 
 
 Feijão, arroz, etc... Absurdo também é usar etc. 
Seguido de reticência... feijão, arroz, etc... 
 
PONTO DE INTERROGAÇÃO 
 Marca uma entoação ascendente com tom 
questionador. Usa-se neste caso: 
 
 Frase interrogativa direta: 
 
 O que você faria se só lhe restasse um dia? 
 
 Entre parênteses para indicar incerteza 
sobre o que se disse: 
 
 Eu disse a palavra pesemptório(?), mas acho que havia 
palavra melhor naquele contexto. 
 
 Combinado com o ponto de exclamação 
para denotar surpresa, admiração etc.: 
 
 Você não conseguiu chegar ao local de prova?! 
 
 Em interrogação retórica: 
 
 E o que tenho eu com isso? 
 Pessoas morrem de fome de 5 em 5 segundos no 
mundo. Jogaremos comida fora à toa? 
 
PONTO DE EXCLAMAÇÃO 
 É usado para marcar o fim de qualquer frase com 
entonação exclamativa, indicando altissonância, 
exaltação de espírito. 
 
 Normalmente exprime admiração, surpresa, 
assombroso, indignação, ordem etc.: 
 
 Coitada dessa menina! 
 Que linda mulher! 
 Saia daqui! 
 
 Vem após as interjeições usualmente: 
 
 Nossa! Deus do céu! Como não vimos isto antes? Oh! 
Isso é fantástico! 
 
 É repetido quando a intenção é marcar uma 
ênfase, uma intensidade na voz: 
 
 Neymar driblou um, driblou dois, ficou de cara para o gol e 
perdeu!!! Inacreditável futebol clube! 
 
TRAVESSÃO 
 É um sinal usado na narração, na descrição, na 
dissertação e no diálogo, portanto, figura repetida 
em qualquer prova; é um instrumento eficaz numa 
redação. Pode vir em dupla, se vier intercalado na 
frase. 
 Indica a mudança de interlocutor no 
diálogo: 
 
 - Que gente é aquela, seu Alberto? 
 - São japoneses. 
 - Japoneses? E ... É gente como nós? 
 
 Colocam em relevo certos termos, 
expressões ou orações, substitui nestes 
casos a vírgula, os dois pontos, os 
parênteses ou os colchetes: 
 
 Marlene pereira - sem ser artificial ou piegas - lhe 
perdoou incondicionalmente. 
 O grupo teatral – super elogiado – estava deixando o 
hotel esta manhã. 
 
 
 
 
 
 
152 
 
 
Ex.: 1: 
 A companhia das índias orientais – a primeira grande 
companhia de ações do mundo, criada em 1602 – foi a mãe 
das multinacionais contemporâneas. 
 
 O segmento isolado pelos travessões constitui, no 
contexto, comentário que: 
a. Especifica as qualidades empresariais de uma 
companhia de comércio; 
b. Contem informações de sentido explicativo, 
referente à empresa citada; 
 Resposta: os travessões assim como a 
vírgula separam termos, com sentido 
explicativo. 
c. Enumerar as razões de sucesso atribuído a 
essa antiga empresa; 
d. Enfatiza, pela repetição, as vantagens 
oferecidas pela empresa; 
e. Busca restringir o âmbito de ação de uma 
antiga empresa de comércio. 
 
PARENTESES 
 São usados para: Colocar em relevo certos 
termos, expressões ou orações; substitui 
nestes casos a vírgula ou os travessões. 
 
 Marlene pereira (sem ser artificial ou piegas) lhe 
perdoou incondicionalmente. 
 Os professores (amigos meus do curso carioca) vão 
fazer vídeo aula. 
 
 Inclui dados informativos sobre bibliografia 
(autor, ano, de publicação): 
 
I. Maldoso câmara (1977:91) afirma que, as vezes, 
os preceitos da gramática e os registros dos 
dicionários são discutíveis: Consideram erro o 
que já poderia ser admitido e aceitam o que 
poderia, de preferência, ser posto de lado. 
 
 Indicar marcações numa peça de teatro: 
 
 João – você vai onde? 
 Pedro – devo ir à praia. 
 João – vou com você. Tchau, mãe! (sai pela 
esquerda). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ASPAS 
 São usadas comumente em citações, mas 
também há outras funções. Atualmente o negrito e 
o itálico vêm substituindo frequentemente o uso 
das aspas. São usadas em: 
 
 Antes e depois de citações textuais: 
 
 A vírgula é um calo no pé de todo mundo, ``afirma´´ 
editora de opinião do jornal correio Braziliense e 
especialista em língua portuguesa ``dad squarisi´´; 64. 
 
 Para assinalar estrangeirismo, neologismo, 
arcaísmo, gírias e expressões populares ou 
vulgares conotativas: 
 
 Chaves, com 58 anos, é uma figura doente e 
fugidia, que, que hoje representa o 
``establishment´´. 
 Não me venham com ``problemática´´, que tenho a 
``solucionática´´. 
 Estamos no ``Hall´´ do hotel. 
 Há ``trombadinhas´´ nas cidades grandes 
``batendo carteiras´´. 
 
 Para realçar uma palavra ou expressão 
imprópria; às vezes com objetivo irônico ou 
malicioso. 
 
 Ele reagiu impulsivamente e lhe deu um ``não´´ 
sonoro. 
 Veja como ele é ``educado´´ cuspiu no chão! 
 
 Quando citamos nomes de mídia, livros etc. 
 
 Ouvi a noticia no ``jornal nacional´´; 
 ``Os lusíadas´´ foi escrito no século XVI. 
 
Ex.: 1: O uso das aspas em algumas palavras do 
texto: algumas são exóticas também no sentido de 
``diferentes´´ ou ``esquisitas´´ nenhuma delas é 
nativa do Brasil. dependendo das circunstâncias, 
podem ser ``imigrantes´´ inofensivos... muitas 
vezes tornam-se organismos nocivos aos 
ecossistemas ``naturais´´. 
a. Correta: Chama a atenção do leitor para a 
importância de seu sentido no contexto; 
 Resposta: Passando pelas alternativas, 
percebemos que, em cada uma delas, fala-
se de uma das regras de uso das aspas, só 
lendo as frases destacadas, descobriremos 
à resposta. Trata-se do uso das aspas para 
destacar palavras ou expressões no texto. 
Evidenciar informações. 
b. Indica uso específico de termos técnicos para 
esclarecer alguns conceitos; 
c. Aponta para o sentido particular de certas 
palavras de uso comum na gíria; 
d. Mostra a inclusão de opiniões alheias, como 
um novo interlocutor no contexto; 
e. Atesta a participação de palavras de origem 
estrangeiro no vocabulário nacional. 
 
 
 
153 
 
Ex.: 2: 
 
(...) Para o diretor executivo do instituto FEMUSC, o resultado 
não chega a surpreender. ``estamos satisfeitos com a 
resposta do público, que este ano lotou todas as noites de 
concertos, nos teatros da sociedade cultura artística, mas 
também marcou presença em outros ambientes do centro 
cultural´´, assinale. (...) 
 
O uso das aspas indica: 
a. Síntese das ideias principais do texto; 
b. Correta: Citação das palavras da outra 
pessoa; 
c. Ressalva ao que foi dito anteriormente; 
d. Realce irônico atribuído ao segmento; 
e. Valor particularmente significativo da 
expressão. 
 
RETICÊNCIAS 
São usadas para: 
 Assinalar interrupção do pensamento: 
 
 O presidente da república está ciente... 
 Uma parte, por favor... 
 ...Ciente do problema conceda a parte ao nobre 
deputado. 
 
 Indicar partes que são suprimidas de um 
texto: 
 
 O primeiro e crucial problema de linguística geral que 
Saussure focaliza a natureza da linguagem. Encarava-a 
como um sistema de signos... Considerava a linguística, 
portanto, com um aspecto de uma ciência mais geral, a 
ciência dos signos. 
 
 Para sugerir o prolongamento da fala; Para 
indicar hesitação suspense ou expressão, 
normalmente com malicia, ironia ou outro 
sentimento. 
 
 Ela é linda... Você sabe como...! 
 
Ex.: 1: Provavelmente as novelas exibam casos 
de Ascenção social pelo amor – genuíno ou 
fingido– em proporção maior que a vida real... 
O uso das reticências no final do segmento 
transcrito acima denota. 
a. Nova referência, desnecessária, ao comentário 
de alguém alheio ao contexto; 
b. Recurso adotado pelo autor, no sentido de 
estimular o interesse do leitor; 
c. Certeza da concordância de um eventual leitor 
com a opinião ali exposta; 
d. Desejo de que ficção possa se deter, 
realmente, em fatos que ocorrem na vida real; 
e. Hesitação, pela presença de um comentário de 
cunho subjetivo, sem base em dados reais. 
 Correta (e): não há certeza do que foi 
escrito. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
154 
 
CLASSES GRAMATICAIS 
 Organiza as palavras de acordo com sua função 
no texto. São dez as classes gramaticais: 
substantivo, adjetivo, artigo, pronome, numeral, 
verbo, advérbio, conjunção, preposição e 
interjeição. A classe de uma palavra existe 
independentemente da frase. 
 
 O garoto chegou. Meu filho chegou. O bom aluno chegou. O 
primeiro candidato chegou. Chegamos cedo. 
 
 Observamos que a palavra O, artigo definido, 
acompanha o substantivo GAROTO, está na sua 
dependência. O pronome adjetivo possessivo 
MEU acompanha o substantivo FILHO. O 
adjetivo BOM está ligado ao substantivo 
ALUNO. O numeral PRIMEIRO se liga ao 
substantivo CANDIDATO. 
 O último exemplo: a palavra CEDO se liga ao 
verbo chegamos, passando-lhe uma ideia de 
tempo. Uma palavra dependente do verbo. 
Chama-se, ADVÉRBIO. 
 Numa questão que envolva reconhecimento das 
classes, procure localizar os substantivos e 
observe as palavras que formam grupos com ele. 
Essas palavras serão, necessariamente, artigos, 
adjetivos, numerais e pronomes adjetivos. 
Adjetivo 
 
 Substantivo 
Numeral 
Artigo 
Pronome 
O substantivo e o termo determinado = núcleo. 
 
 Variáveis: singular/plural: feminino/masculino. 
 Substantivo 
 Artigo. 
 Adjetivo. 
 Verbo: Apenas singular e plural. 
 Pronome. 
 Numeral. 
 
 Invariáveis: não tem plural e nem gênero: 
 Adverbio; 
 Preposição; 
 Conjunção; 
 Interjeição. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SUBSTANTIVO 
 É a palavra que nomeia tudo o que tem 
substância, tudo o que existe tudo o que 
imaginamos existir ou tudo o que tem um conceito 
abstrato. O substantivo pode indicar ação, estado, 
condição, qualidade, sentimento e acontecimento. 
1. O substantivo é uma palavra que varia em 
gênero, número e grau: 
 Garoto varia em gênero (garota) em número (garotos) 
em grau (supergaroto). 
 
Ex.: 1: Quanto ao gênero dos substantivos, 
assinale a frase em que a forma em destaque é 
atendida CORRETAMENTE: 
a. Na última noite de festa, a foliã incansável 
amanheceu pulando o carnaval; 
b. Correta: A pessoa mais agradável durante o 
jantar, sem duvida, a anfitrioa; 
c. Dentre as hortaliças, o alface foi mais afetado 
pelo excesso de chuva; 
d. A espécime é uma achado e tanto. 
 
Ex.: 2: Assinale a alternativa que apresenta todos 
os substantivos masculinos. 
a. Pianista; cal; comunicação; alface; 
b. Correta: Jornal; papel; sistema; poeta; 
c. Sabia; profeta; amor; champanha; 
d. Cetim; dente; dor; seguro; 
e. Calor; televisão; viola; painel. 
 
 O substantivo é o NÚCLEO dos termos 
sintáticos: Sujeito; Objeto direto e indireto; 
Predicativo do sujeito e do objeto; Complemento 
nominal; Agente da passiva; Adjunto adnominal e 
adverbial; Aposto e vocativo; 
 
O discurso daquele aluno provocou grande alegria no 
professor. 
 
A palavra DISCURSO: 
 Nomeia uma ação praticada, discurso é um 
manifesto oral; 
 Pode variar de forma se a frase toda for 
pluralizada; 
 É o núcleo do sujeito; o que provocou grande 
alegria no professor. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
155 
 
Ex.: 1: 
 
(...) Mais adiante, para não achincalhar a todos, 
indistintamente, com a pecha infamante de 
“subdesenvolvido”, premiou-se os melhores com o gentil 
“em desenvolvimento”. Tais países não eram mais “sub”, 
não estavam mais tão por baixo. Nos últimos anos, 
substituiu-se o “em desenvolvimento” por “emergente”, 
palavra que igualmente se opõe ao “sub”. (...) 
 
 A expressão ``em desenvolvimento´´ apresenta 
valor. 
a. Adjetivo; 
b. Correta: Substantivo; Note que há 
determinantes substantivando a expressão 
``em desenvolvimento´´. 
c. Adverbial; 
d. Prepositiva; 
e. Conjuntiva. 
 
Classificação 
 O substantivo pode ser classificado segundo sua 
forma e a sua significação: 
 Quanto à FORMA os substantivos podem ser 
primitivo, derivado, simples e composto. 
 PRIMITIVO: Não apresenta afixo: 
 Pedra, marte, agenda; 
 
 DERIVADO: Apresenta afixos: 
 PedrEIRO, marcIANO, EXTRA-agenda; 
 
 SIMPLES: Apresenta apenas um radical: 
 Samba, enredo, caixa, água; 
 
 COMPOSTOS: Apresenta mais de um 
radical: 
 Samba-enredo, caixa-d água. 
 
 Quanto à significação, os substantivos podem 
ser: COMUNS, PRÓPRIOS, ABSTRATOS, 
CONCRETOS e COLETIVOS. 
 
 COMUM: Representa todos os seres de uma 
espécie: 
 Homem, cidade, bairro, instituição. 
 
 PRÓPRIO: Representa apenas um ser de 
apenas uma espécie: 
 Pedro, Salvador, Aeronáutico, Sonrisal . 
 
 ABSTRATO: Representa ações, estados, 
qualidades, sentimentos, resultados de 
ações, propriedades e concepções: 
 Luz, Som, Eco, Chuva, DVD, Relógio, Rua, Ilha, 
Aldeia, Fada, Deus. 
 
 CONCRETO: Palavra que não precisa de 
outra para existir. 
 Ar, 
 
 COLETIVO: Representa um grupo de seres 
da mesma espécie: 
 Girândola, atlas, cancioneiro, pinacoteca, réstia, varo. 
Ex.: 1: Assinale a alternativa que contém 
substantivo próprio. 
a. O juiz julgou o réu com justiça; 
b. Correta: A cidade de Fraiburgo é hospitaleira; 
 É aquele que particulariza seres 
distinguindo-os da sua espécie, como 
entidades, países, cidades, estados, 
continentes, planetas, entre outros. 
c. Príncipes e princesas visitaram a cidade; 
d. Alunos e alunas marcharam bonito no desfile; 
e. A prefeita decretou ponto facultativo amanhã. 
 
Ex.: 2: Assinale a alternativa que possui um 
substantivo comum, simples e abstrato. 
a. Girassol; 
b. Correto: Medo; 
c. Livro; 
d. Floricultura; 
e. Contrarregra. 
 
Ex.: 3: Indique a alternativa em que todos os 
substantivos são derivados: 
a. Flor-de-lis; pratinho-sapato; 
b. Ferro-pedra-pão; 
c. Correto: Ferreiro-sapateiro-pedreiro; 
d. Livraria-livreiro-livro; 
e. Frota-esquadra-congresso. 
 
Gênero 
 Os substantivos podem apenas ser masculino ou 
feminino. Serão reconhecidos pela terminação 
(alunO/alunA; gênero BIFORME) ou pela 
determinante (O atleta/ A atleta, gênero 
UNIFORME). A palavra criança é um substantivo 
feminino, pois os determinantes que se ligam a ela 
indicam isso: 
João é uma criança linda. 
 
 Tipos: Existe o substantivo UNIFORME (não 
muda de forma para indicar gêneros 
diferentes) e o BIFORME (muda de forma para 
indicar gênero diferente). 
 Masculino: 
 Filho, gato, lobo e menino; 
 
 Feminina: Troca de terminação: -O por -A; 
 FilhA, gatA, lobA e meninA; 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ex.: 1: 
No caixa, outras freguesas perguntaram se ele atinha 
restaurante; 
 
156 
 
 Nesse trecho, o termo caixa passou a ser 
aparentemente masculino, mas, na verdade, 
ocorreu ai uma elipse de um termo masculino o 
funcionário da caixa. 
O substantivo a seguir em que ocorre uma 
idêntica elipse que causa aparente mudança de 
gênero é: 
a. O celular; o telefone; 
b. O municipal; o teatro municipal; 
c. A capital; a cidade capital; 
d. Correto:O palmeiras; o time do palmeiras; 
e. A lava-jato; a operação lava-jato. 
 
Ex.: 2: Ao flexionar o substantivo ``esposo´´ no 
feminino, substitui-se o ``O´´ final por ``A´´; 
esposo/esposa. A alternativa que apresenta um 
substantivo que, no feminino é flexionado da 
mesma maneira que Esposo é. 
a. Correto: Moço; 
b. Rio; 
c. Grilo; 
d. Pássaro; 
e. Fio. 
 
Ex.: 3: Observe: 
José, ____ testemunha, chegou ao tribunal com 
____ sósia como acompanhante e também com 
___ champanha embaixo do braço. Resolveu dar 
___ telefonema surpreende, ocasião em que 
tropeçou, obtendo ___ entorse no joelho. 
a. O, o, o, um, uma; 
b. O, a, a, uma, um; 
c. Correta: a, o, o, um, uma; 
d. A, a, a, um, um. 
 
Identificação 
 Qualquer vocábulo ou expressão pode tornar-se 
um substantivo. Para reconhecermos o 
substantivo dentro da fase, precisamos perceber 
se ele vem na posição de núcleo dos termos 
sintáticos ou acompanhados de determinante 
(artigo, pronome, numeral, adjetivo ou locução 
adjetiva). A estrutura em que o substantivo vem 
acompanhado de determinantes se chama 
sintagma nominal: 
 Determinantes + substantivo = sintagma 
nominal. 
 O sintagma nominal é um grupo de vocábulo 
centrado num nome (substantivo); é uma 
expressão cujo núcleo é um nome substantivo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Substantivação 
 É um tipo de nomialização, pois ocorre mudança 
de muitas classes gramaticais, que se tornam 
substantivo desde que a palavra, expressa ou a 
frase esteja acompanhada de algum determinante. 
 
 Você tem uma aracnofobia? (radical)/ eu tenho fobias; 
 (substantivo. O pronome indefinido muitos atua como 
determinantes); 
 
 Sou muito pró-ativo (prefixo)/ esta questão só tem um 
pró 
 (substantivo. O numeral um atua como determinante) 
 
 Aquela blusa é preta? (adjetivo)/ preta, você me ama. 
 (substantivo. Percebe-se que a palavra virou um 
substantivo porque está nomeando o alguém no meio 
de um apelido). 
 
Nomialização 
 É normal transformarmos uma estrutura verbal 
numa estrutura nominal, ou seja, substituir um 
verbo por um substantivo de mesmo radical, a fim 
de evitar exagero no uso dos verbos. Isso se dá 
por meio de derivação regressiva: 
 
 Derivação sufixal: 
 -ÇÃO por -SÃO: 
 Fabricar →fabricaÇÃO: ligar→ligaÇÃO: 
 Adaptar→adaptaÇÃO:expressar→expresSÃO: 
cerder→cesSÃO. 
 
 Fabricar produtos sustentáveis está na moda (frase com 
dois verbos); 
 A fabricação de produtos sustentáveis está na moda 
(frase com um verbo); 
 
 Ceder meus direitos autorais ao artista foi difícil (frase 
com dois verbos); 
 A cessão de meus direitos ao artista foi difícil (frase 
com um verbo). 
 
Derivação regressiva: 
 Quem canta seus males espanta (frase com dois 
verbos); 
 O canto espanta os males (frase com um verbo); 
 
 Ele causou o estardalhaço porque se revoltou com a 
postura dos políticos (frase com dois verbos); 
 A causa do estardalhaço foi sua revolta com a 
postura dos políticos (frase com um verbo). 
 
Locução substantiva 
 É um grupo de vocábulos que equivale a uma só 
palavra. Uma locução é substantiva quando 
formada por um grupo de vocábulos, com valor de 
substantivo: 
 Anjo da guarda; 
 Dona de casa; 
 Estrada de ferro. 
 
 
 
 
157 
 
Variação em número 
 O substantivo varia no plural, pelo acréscimo da 
desinência de número (-S), a fim de indicar 
quantidade. 
 CarroS indicam mais de um carro; 
 MistoS-quenteS indicam mais de um misto-quente. 
 
 A regra para os substantivos simples e, depois, 
para os substantivos compostos. 
Simples: 
 Singular: ChÃO, vÃO, mÃO, GrÃO, órgÃO, sótÃO, 
bençÃO e acórdÃO; 
 Terminação: -ÃO por -S (monossílabos e 
paroxítonas); 
 Plural: ChãoS, vãoS, mãoS, grãoS, órgãoS, sótãoS, 
bênçãoS e acórdãoS. 
 
 Singular: CristÃO, CidadÃO, irmÃO, apagÃO, 
demÃO; 
 Terminação: -ÃO mais -S (oxítonas): 
 Plural: CristãoS, cidadãoS, irmãoS, apagõeS, demãos; 
 
 Singular: LeÃO, sabÃO, caixÃO, canhÃO, foliÃO, 
estaçÃO, visÃO, razÃO, limÃO, naçÃO; 
 Terminação: -ÃO por -ÕES (oxítonas); 
 Plural: LeõES, sabÕES, caixÕES, foliÕES, estaçÕES, 
visÕES, razÕES, limÕES, naçÕES; 
 
 Singular: AnÃO, anciÃO, aldeÃO, corrimÃO, 
cirúrgiÃO, charlatÃO, ermitÃO, faisÃO, guardiÃO, refrÃO, 
sacristÃO, verÃO, violÃO, zangÃO; 
 Terminação: -ÃO por -S, -ES, -ÕES (oxítonas): 
há mais de uma forma no plural; 
 Plural: Anãos/ões, anciãos/ões, aldeãos/ões, 
artesão/ões, charlatãos/ões, guardiões/ões, faisãos/ões, 
sacristãos/ões. 
 
Ex.: 1: Assinale a alternativa em que está 
CORRETA a formação do plural: 
a. Cadáver - cadáveis; 
b. Gavião - gaviões; 
c. Fuzil - fusíveis; 
d. Mal - maus; 
e. Correta: Atlas - os atlas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Mudança de sentido 
 Dependendo do número do mesmo substantivo, 
pode haver mudança de sentido. 
 Singular: Ar (substância atmosférica); 
 Plural: Ares (condição climática, aparência); 
 
 Singular: Costa (litoral); 
 Plural: Costas (dorso). 
 
Regras dos compostos 
 Os substantivos, os adjetivos, os numerais e os 
pronomes que fazem parte dos substantivos 
compostos variam em número: 
 
 Os tenentes-coronéis (subst+subst) foram convidados 
para reunião; 
 Estes alunos-mestres (subst+subst) desempenham bem 
o papel de professor; 
 Comprei dois cachorros-quentes (subst+adj) bem 
saborosos naquela barraca; 
 Os capitães-mares (subst+adj) eram autoridades que 
comandavam certas milícias; 
 Ah, os arrozes-doces (subst+adj) da mamãe! Quanta 
saudade!; 
 Os baixos-relevos (adj+subst) são bastante usados na 
decoração arquitetônica. 
 
 As demais classes gramaticais não variam em 
número (verbo, advérbio, conjugação, preposição, 
interjeições). 
 
 Aquela porta-bandeira (verb+subst) sabe o que é 
sambar; 
 Nunca se viram beija-flores (verb+subst) tão garbosos 
como esses; 
 Vamos lutar para os abaixo-assinados (adj+adj) serem 
aceitos. 
 
Ex.: 2: O plural dos substantivos ``couve-flor´´, 
``pão-de-ló´´ e ``amor-perfeito´´, é: 
a. Couve-flores; pães-de-lo; amores-perfeitos; 
b. Correto: Couve-flores; pães-de-ló; amores; 
c. Couve-flores; pão-de-ló; amor-perfeitos; 
d. Couve-flores; pão-de-ló; amores-perfeitos; 
e. Couves-flores; pães-de-lo; amor-perfeitos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
158 
 
Variação em grau 
 Toda palavra variável que aceita o sufixo –
INHOS e –ÃO, correspondentes a pequenas e 
grandes. Pertence à classe dos substantivos. 
Casa: 
 CasINHA = casa pequena; 
 CasarÃO = casa grande. 
 
 O substantivo varia em grau quando exprime sua 
dimensão aumentam ou diminuem o tamanho 
normal que exprime um substantivo. A forma 
sintética se dá, por meio do uso de sufixos. Nos 
substantivo não se fala em flexão de grau, mas de 
derivação, pois na gradação se unem afixos. 
Aumentativo 
Forma analítica (adjetiva): 
 Celular grande, computador enorme, espaço imenso, 
festa colossal. 
 
Forma sintética (sufixo) 
 Aço (a): barcaça, louraça, morenaço; 
 Alho (a): muralha, gentalha, politicalha; 
 Alhão: grandalhão, facalhão. 
 
Diminutivo (adjetivo) 
 Televisão pequena, cadeira pequenina, sala 
minúscula; 
 
Forma sintética (sufixo) 
 Acho (a) riacho, fogacho; 
 Ebre: casebre; 
 Eco (a): jornaleco, soneca, padreco. 
 
Formas estilísticas 
 De grau dos substantivos é os que fogem à ideia 
normal de grau, acrescentando sentido extra a 
eles. Os sufixos aumentativos (normalmente -ÃO) 
e diminutivos (normalmente (Z)-INHO) podem 
apresentar outras ideias, além de grandeza e 
pequenez: 
 
 Carinho, afeto, admiração, ironia, desprezo e vergonha; 
 Ok, sabichão e sabichona, vocês nunca erram (ironia) 
 Aquele homem não passa deum padréco (depreciação); 
 Nossa! Que carrão! (admiração). 
 
Ex.: 1: ``Vive pertinho do céu´´ o valor do 
diminutivo no vocábulo sublinhado se repete em: 
a. A favela é um lugarzinho bonito; 
b. Os barracõezinhos das favelas cariocas são 
coloridas; 
c. A subida para os morros está coberta de 
papeizinhos; 
 Correta: A policia chegou rapidinho ao morro; 
[é um adverbio intensificado pelo sufixo] 
d. O sufixo –INHO, quando ligado a adjetivo ou 
advérbio, indica intensidade. Rapidinho e 
equivalem a muito rápido e muito perto. 
e. Lourinha ganhou o concurso de beleza. 
 
 
 
Ex.: 2: A ponte a sequencia de substantivos que, 
sendo originalmente diminutivos ou aumentativos, 
perderam essa acepção e se constituem em 
formas normais, independentes do termo 
derivado. 
a. Pratinho-papelinho-livreco-barraca; 
b. Tampinha-cigarrilha-estantezinha-elefantão; 
c. Cartão-flautim-ligueta-cavalete; 
d. Correta: Chapelão-bocarra-cidrinho-portão; 
e. Palhacinho-narigão-beiçola. 
 
Ex.: 3: Numa das seguintes frase, há uma flexão 
de plural grafada da erradamente. 
a. Os escrivães serão beneficiados por esta lei; 
b. O número mais importante é o dos 
anõezinhos; 
c. Faltam os hifens nesta relação de palavras; 
d. Correta: Fulano e beltrano são dois grandes 
caracteres; 
e. Os répteis são animais ou ímpares. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
159 
 
ADJETIVOS 
 É a expressão modificadora do substantivo que 
denota qualidade, condição ou estado de um ser. 
 
 Era feito aquela gente honesta, boa e comovida, que 
caminha para a morte. 
 
 Os adjetivos HONESTOS, BONS e COMOVIDOS 
referem-se aos substantivos GENTE, qualificando-
o. O adjetivo exerce duas funções na frase: 
ADJUNTO ADNOMINAL quando vêm dentro do 
sintagma nominal, mas, quando têm função de 
PREDICATIVO, vêm fora do sintagma nominal. 
 
Aquela casa amarela e suntuosa. 
 
 Amarela funciona como adjunto adnominal, por 
fazer parte do sintagma nominal (aquela casa 
amarela) já suntuosa funciona como predicativo, 
pois está fora do sintagma. 
 Sintagma nominal: tem como núcleo um 
nome ou pronome. 
 
Os alunos fizeram a pesquisa. 
 
Os alunos Sujeito. 
Fizeram a pesquisa Predicado. 
 
 Os sintagmas são um conjunto de elementos 
constituídos de uma unidade significativa em torno 
de um elemento significativo, chamado NÚCLEO. 
 Adjunto adnominal: Termo acessório da 
oração com a função de caracterização ou 
determinar o substantivo. Feito por artigos, 
adjetivos e outros elementos com função 
adjetiva. 
 
As melhores receitas foram deixadas por nosso avós. 
 Sujeito: as melhores receitas; 
 Núcleo do sujeito: receitas. 
 
 AS (artigo) da contração POR + OS é adjunto 
adnominal de avós. O mesmo acontece com 
NOSSOS (pronome adjetivo): OS e NOSSOS 
referem-se aos avós. 
 Função de predicativo: função que atribui 
uma dada propriedade ou qualidade à 
entidade designado por um sintagma nominal 
com função de sujeito direto ou indireto. 
 As classes gramaticais modificadas pelos 
adjetivos são os substantivos, o pronome, o 
numeral e até uma oração substantiva. 
 
 Rocha Lima e Celso Cunha eram excelentes; 
 Eles eram excelentes; 
 Os dois eram excelentes; 
 Viver é excelente; 
 Acho excelente resolver exercícios de 
português. 
 
 
 
 Para entendermos todas as definições de 
adjetivos, analisemos esta frase: 
 
 Meus alunos conseguiram conquistar as vagas 
concorridíssimas no ano passado. 
 A palavra concorridíssima: 
 Caracteriza/modifica uma palavra: 
 Concorridíssima caracteriza vagas; 
 Variou de forma (termino, plural, superlativo) as vagas 
concorridíssimas. 
 
Identificação 
 É uma palavra caracterizadora que modifica um 
substantivo, por isso, diante de uma frase, 
devemos notar qual palavra está atribuindo uma 
característica ao substantivo: 
 
O meu pai era paulista; 
Meu avô, pernambucano; 
O meu bisavô, mineiro; 
Meu tataravô, baiano; 
Meu maestro, soberano; 
Um artista brasileiro. 
 
 Os adjetivos modificam, respectivamente, os 
substantivos pai, avô, bisavô e maestro. Somente 
dois adjetivos exercem função sintática de adjunto 
adnominal, pois fazem parte dos seguintes 
sintagmas nominais: 
 
 Meu maestro SOBERANO; 
 Um artista BRASILEIRO. 
 
 Os demais adjetivos estão fora do sintagma, por 
isso são adjetivos com função do predicativo. 
 
 Função de predicativo: Função que atribui 
uma dada propriedade ou qualidade à 
entidade designada por um sintagma nominal 
com função de sujeito, objeto direto ou 
indireto. 
 Adjetivos substantivos: Muitos adjetivos são 
usados com valor de substantivos, facilmente 
subtendido. 
 
 Os antepassados (os HOMENS antepassados); 
 Os justos (os HOMENS justos); 
 O circular (o ÔNIBUS Circular). 
 
Ex.: 1: 
Talvez seja bom o proprietário do imóvel passar 
desconfiar de que ele não é tão imóvel assim. 
As palavras destacadas são, respectivamente: 
a. Substantivo e substantivos; 
b. Correta: Substantivos e adjetivos; 
c. Adjetivo e verbo; 
d. Advérbio e adjetivo; 
e. Adjetivo e advérbio. 
 
 
 
 
160 
 
Ex.: 2: Os adjetivos que, respectivamente, melhor 
caracterizam a forma ou a natureza das seguintes 
expressões: objeto fora de uso, caminho com 
muitas curvas, coisas sem peso, nariz 
semelhante a um bico de águia são: 
a. Correta: Obsoleto, sinuoso, imponderável, 
aquilino; 
b. Estagnado, cúbico, portátil, afunilado; 
c. Vultuoso, inacessível, intangível, abaulado; 
d. Delgado, intransitável, inumerável, abobadado; 
e. Sombrio, tubular, imensurável, gretado. 
 
Ex.: 3: Assinale a alternativa em que o termo 
sublinhado tenha função adjetiva. 
a. Correta: Característica da nação; 
b. Ameaça de colapso; 
c. Deterioração de valores; 
d. Instituição de escravidão; 
e. Uso de violência. 
 
Adjetivação 
Há dois conceitos de adjetivação: 
 Presença de muitos adjetivos num texto: 
 Acho minha namorada linda, sedosa, cheirosa, gostosa, 
quente, etc. 
 O propósito do excesso de adjetivo é o realce, a 
ênfase. 
 
 Transformação de um substantivo em 
adjetivo: O que é mais importante é saber, a 
transformação de um substantivo em adjetivo: 
 
 Seu jeito moleque atrai as mulheres mais novas; 
 Esta blusa laranja lembra a da seleção de futebol da 
Holanda; 
 É preferível ter um cachorro amigo a um amigo 
cachorro; 
 
Os termos destacados não são caracterizados 
(adjetivos), mas nomeadores (substantivo). 
 
 Substantivos adjetivos: trata-se de 
substantivos usados com valor de adjetivos. 
Vapor Cinza = Vapor de cinza 
 ↓ 
Resíduo de combustão 
 
Comício Monstro = comício grandioso 
 ↓ 
Ser disforme 
 
Blusa Rosa = Blusa com cor rosa 
 ↓ 
Designação de flor 
 
 
 
 
Recursos de nominalização 
 Em caso dos adjetivos, a nominalização se dá 
pela transformação de oração subordinadas 
adjetivos em meros adjetivos: 
 
 O aluno que é inteligente passou na prova; 
 O aluno inteligente passou na prova; 
 Comprei para minha fruta dois carros que estavam 
novíssimas. 
 
 Oração subordinada: são orações que exercem 
uma função sintática em relação à oração 
principal, complementando seu sentido e sendo 
dependente dela. 
 
Classificação 
 Simples: Apresenta um radical: 
 Visão social, visão econômica; 
 
 Composto: Apresenta mais de um radical: 
 Visão socioeconômico; 
 
 Primitivo: Não apresenta afixos: 
 Sorriso, amarelo. 
 
 Derivado: Apresenta afixos: 
 Sorriso-amarelo; 
 
 Restritivo: Acrescenta um sentido: 
 Carro azul, homem feliz, leite quente não inerente ao 
ser. 
 
 Explicativo: Apresenta um sentido inerente. 
 Impróprio: 
Carro motorizado, homem mortal, do ser. 
 
 Pátrio/gentílico: Referem-se a continente, 
países, cidades: 
 Polaco, americano, regiões, raças e povos, indicando 
afeição, mineiro, origem. 
 
Ex.: 1: Assinale a alternativa que contém o grupo 
de adjetivos gentílicos, relativo a ``Japão´´, ``três 
corações´´ e ``moscou´´; 
a. Oriental, tricardiano, moscovita. 
b. Nipônico, tricordiano, soviético; 
c. Japonês, trêscoraçoense, moscovita; 
d. Correta: Nipônico, tricardiano, moscovita; 
e. Oriental, tricardíaco, soviético. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
161 
 
Locução adjetiva 
 É um grupo de vocábulos com valor de adjetivos 
formados por: Preposição locução prepositiva + 
substantivos/ advérbio/ pronome/ verbo/ 
numeral. Tal expressão frequentemente se liga a 
um substantivo: 
 
 Briguinha ATOA, pizza a LENHA, TV em CORES, casa 
SOBRE RODAS, homem SEM CORAGEM, vida COM 
LIMITES. 
 
 Mas também pode, ligar-se a pronomes ou a um 
numeral: 
 
 AS (= aquelas) da sala 1, OS (= aqueles) do Brasil, todo 
mundo do bairro, os dois sem graça... eles sem caráter, o 
corpo era de cristal, o menino ficou com fome este tempo 
todo? 
 
 Como se viu nos três últimos exemplos, a locução 
adjetiva nem sempre vem dentro do sintagma 
nominal, pode vir de fora também, neste caso, terá 
função de predicativo. 
 
Ex.: 1: A ponte a alternativa INCORRETA quanto 
á correspondência entre a locução e o adjetivo. 
a. Glacial (de gelo); Ósseo (de osso); 
b. Fraternal (de irmão); pétreo (de pedra); 
c. Farináceo (de farinha); pétreo (de Pedro); 
d. Inorreto: Viperino (de vespa); ocular (de olho); 
e. Ebúrneo (de marfim); Insípido (sem sabor). 
 
Ex.: 2: Assinale a alternativa que contém uma 
correlação INCORRETA entre o adjetivo e a 
locução correspondente: 
a. Água de chuva – pluvial; 
b. Pele de marfim – ebúrnea; 
c. Incorreta: Representante dos alunos – 
docentes; 
d. Agilidade do gato – felino; 
e. Copo de prata – argênteo. 
 
Variação de gênero 
Existe o adjetivo uniforme, e o biforme. 
 Masculino: LindO, saborosO, maciO. 
 Troca à terminação: -O/-A. 
 Feminina: LindA, saborosA, maciA. 
 
 Masculina: AtEU, europEU, GalilEU, sadurEU. 
 Troca de terminação: -EU/EIA. 
 Feminina: AtEIA, europEIA, galilÉIA, 
saducÉIA. 
 
 Masculina: LhÉU, tabarÉU. 
 Troca de terminação: -ÉU/-AO. 
 Feminina: IlhOA, tabarOA. 
 
 Masculino: MaU, nU, francÊS, espanhOL. 
 Troca de terminação: -U, -ÊS, -OL, OI/ A. 
 Feminina MÁ, nuA, francesA, espanholA. 
Ex.: 1: Assinale a alternativa em que todos os 
adjetivos têm uma só forma para os dois gêneros. 
a. Andaluz, hindu, comum; 
b. Europeu, cortês, feliz; 
c. Fofo, incolor, cru; 
d. Superior, agrícola, namorador; 
e. Correto: Exemplar, fácil, simples. 
 
Variação em grau 
 O adjetivo terá algumas vezes seu valor 
intensificado, normalmente por advérbio ou por um 
sufixo. Existem duas situações em que o adjetivo 
pode variar em grau: 
1. Numa estrutura de comparação; 
2. Numa de superlativação. 
 
Grau comparativo 
 Compara-se uma qualidade, ou qualificação, 
entre dois seres ou duas qualidades de um 
mesmo ser. Há três tipos, com construções 
peculiares a ela: 
 De igualdade: (TÃO... QUANTO/COMO): 
 
 Português é tão divertido QUANTO (ou COMO) 
matemática; 
 
 De superioridade: (MAIS (DO) QUE): 
 
 Português é MAIS divertido (DO) QUE matemática; 
 
 De inferioridade: (MENOS (DO) QUE): 
 
 Português é MENOS divertido (DO) QUE matemática. 
 
 O adjetivo destacado está sendo intensificado 
pelos advérbios TÃO, MAS e MENOS. A ideia de 
comparação é marcada pelas conjunções (OU 
COMO) e que (OU DO QUE). 
 
Ex.: 1: Nas orações ``esse livro é melhor que 
aquele´´ e ``este livro é mais lindo que aquele´´, 
há os graus comparativos. 
a. Superioridade, respectivamente sintético e 
analítico; 
b. Correto: De superioridade, ambos analíticos; 
c. De superioridade, ambas sintéticas; 
d. Relativos; 
e. Superlativos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
162 
 
Grau superlativo 
 Há um engrandecimento, uma intensificação da 
qualidade de um só ser: temos dois tipos de 
superlativos. 
 
Absoluto: 
 Analítico: O adjetivo e modificado por um 
advérbio de intensidade: 
 
 João é muito inteligente e bastante humilde mas 
extremamente pobre. 
 
 Sintético: Quando há o acréscimo de um 
sufixo (ISSIMO, (r)IMA, (l)IMA). 
 
 João é inteligentíssimo, mas é probéssimo e 
humílimo. 
 
Relativo: 
 Superiorizada: Enaltecimento da qualidade de 
um ser dentre outros seres, por meio da 
construção O/A mais adjetivo + DE/DENTRE. 
 
 João é o mais inteligente DENTRE todos da sala. 
 
 Inferioridade: Desvalorização/minimização da 
qualidade de um ser dentre outros seres, por 
meio da construção O/A MENOS + adjetivo + 
DE/ DENTRE. 
 
 Mário é a aluna menos inteligente do grupo 
 
Ex.: 1: No trecho ``os jovens estão mais ágeis 
que seus pais´´ temos: 
a. Um superlativo relativo de superioridade; 
Correta: Um comparativo de superioridade; 
b. Um superlativo absoluto; 
c. Um comparativo de igualdade; 
d. Um superlativo analítico de ágil. 
 
Ex.: 2: Os homens são os melhores fregueses. 
Os melhores encontram-se no grau: 
a. Comparativo de superioridade; 
b. Correta: Superlativo relativo de 
superioridade; 
c. Superlativo absoluto sintético; 
d. Superlativo absoluto de superioridade. 
 
Ex.: 3: Indique a alternativa em que não é 
atribuida ideia de superlativo a adjetivo. 
a. É uma ideia agradabilíssima; 
b. Era um rapaz alto, alto, alto; 
c. Saí de lá hipersatisfeito; 
d. Correta: Almoceis tremendamente bem; 
e. É uma moça assustadoramente alta. 
 
 
 
 
 
Ex.: 4: Em qual alternativa se apresenta o 
superlativo absoluto sintético destoando da forma 
erudita? 
a. Doce/dulcíssimo; 
b. Celebre/celebérrimo; 
c. Baixo; intimo; 
d. Amargo/amaríssimo; 
e. Correta: Livre/livríssimo. 
 
Variação de numero 
 O plural adjetivo simples se faz da mesma forma 
com que se pluralizam os substantivos. 
O plural dos adjetivos compostos são constituídos 
de dois ou mais radicais. Sua pluralização segue 
as seguintes regras: 
 Varia apenas o último elemento se o 
adjetivo composto é formado por adjetivo + 
adjetivo: 
 
 Cabelos castanho-escuro, lenços verde-claros, poemas 
herói-cômicos, folhas verde-escuro. 
 
 O adjetivo surdo-mudo flexiona seus dois 
elementos: 
 
 Meninas surdas-mudas. 
 
 Sendo o adjetivo composto por uma 
palavra invariável (1º elemento) e o 
segundo variável, apenas este será 
pluralizado. 
 
 Mal-educado, semi-selvagens, recém-formadas. 
 
 Caso adjetivo composto seja formado por 
um adjetivo + substantivo, os dois 
elementos permanecerão invariáveis. 
 
 Lençóis verde-oliva, tapetes azul-turquesa, camisas 
amarela-ouro. 
 
 Permaneceram também invariáveis os 
compôs azul-marinho, azul-celeste e azul-
ferrete. 
 
Ex.: 1: O plural de ``terno azul-claro´´ e ``terno 
verde-mar´´ é: 
a. Ternos azuis-claros; ternos verdes-mares; 
b. Ternos azuis-claros; ternos verde-mares; 
c. Ternos azul-claro; ternos verde-mar; 
d. Correto: Ternos azul-claros; ternos verde-mar; 
e. Ternos azuis-claros; ternos verde-mar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
163 
 
Valor discursivo 
 O adjetivo exerce um papel fundamental dentro 
do discurso. Dependendo da posição do adjetivo, 
pode haver mudança de sentido e até de classe 
gramatical. Dependendo da escolha do adjetivo, 
contextualmente a intenção do produtor de texto 
pode ser revelada (modalização discursiva). 
Respeitando a relação de concordância em 
gênero e número com o substantivo, o adjetivo 
pode retomar termos, dando coesão ao texto. 
 Mudanças de posição do adjetivo pode implicar 
mudança de sentido oude classe gramatical: 
 
 Ele é um pobre homem (coitado; adjetivo); 
 Ele é um homem pobre (sem recursos; adjetivo). 
 Ele é um alto funcionário (posição; adjetivo); 
 Ele é um funcionário alto (comprimento; adjetivo) 
 Um belo dia fui visitá-la (indeterminada; adjetivo); 
 Ontem foi um dia belo (bonito; adjetivo). 
 
 O adjetivo pode expressar um ponto de vista, um 
juízo de valor, uma avaliação por parte do locutor 
do texto. Isso é modalização. O adjetivo é o 
modalizador, exprime uma opinião, logo pode ser 
retardado. 
 E este programa é ÓTIMO; adjetivo ótimo 
exprime um julgamento não se trata de uma 
verdade absoluta, logo poderemos contra 
argumentar. 
 Os adjetivos podem ser usados como 
instrumentos ou recursos coesivos dentro do 
texto. Em outras palavras, fazem referências a 
vocábulos dentro do texto para evitar a repetição e 
manter o sentido dele. 
 O homem e a mulher irromperam numa 
discussão ferrenha sobre quem era mais relevante 
no curso histórico. Derrotado após o embate, 
chegamos a conclusão de que a mulher ainda é a 
base de tudo! 
 Note que adjetivo derrotado, só pode se referir 
ao homem. Logo, a palavra homem não precisou 
ser repetida, coube ao adjetivo à função de 
retomada, isso é coesão. 
 
Ex.: 1: Assinale a alternativa em que se respeitam 
as normas cultas de flexão de graus. 
a. Nas situações críticas, protegia o colega de 
quem era amiguíssima; 
b. Mesmo sendo o Canadá friossíssimo, optou 
por permanecer lá durante as férias; 
c. No salto, sem concorrentes, seu desempenho 
era melhor de todos; 
d. Diante dos problemas, ansiava por um 
resultados mais bons que ruim; 
e. Comprou um copo barato, de cristal, de mais 
malíssima qualidade. 
 
 
 
Ex.: 2: Considerando os adjetivos e suas 
respectivas locuções: adjetivas, assinale a 
alternativa INCORRETA: 
a. Hípico – de cavalo; 
b. Incorreta: Onírico – de ouro; 
c. Insular – de ilha; 
d. Pluvial – de chuva. 
Resposta: 
1. Alternativa (a): hípico = Referente a hipismo, 
cavalo, equino. 
2. Alternativa (b) incorreta: O adjetivo referente 
à locução adjetiva de outro é áureo e não 
onírico; 
 Onírico = referente a sonho ou que é próprio 
do sonho ou da natureza do sonho; 
 Áureo = referente a ouro, feito ou recoberto 
de outro, dourado. 
 Alternativa (c): insular = que tem 
característica ou é semelhante a uma ilha. 
 Alternativa (d): pluvial = referente ou que 
provém da chuva. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
164 
 
ARTIGO 
 É a palavra variável em gênero e número que 
antepomos aos substantivos para determiná-los 
de modo preciso ou vago, indicando-lhe o gênero 
e o número em razão disso, há artigos definidos e 
indefinidos. 
 
O time jogou UMA partida memorável; 
OS times jogaram UMAS partidas memoráveis. 
 
Classificação 
 Há dois tipos: definidos (O, A, OS, AS) e 
indefinidos (UM, UNS, UMA, UMAS). 
 
Artigos definidos 
 Determina o substantivo de modo preciso, pode 
ser singular (O, A) ou plural (OS, AS). 
 
O professor participou dA festa; 
OS professores participaram dAS festas. 
 
 Os artigos definidos se antepõem ao substantivo 
para indicar, que se trata de um ser já conhecido, 
pelo falante e pelo ouvinte, individualizando-o. 
 
Artigos indefinidos 
 Determina o substantivo de modo vago, 
impreciso. Pode ser singular (UM, UMA) ou plural 
(UNS, UMAS): 
 
UM aluno fez UMA prova; 
UNS alunos fizeram UMAS provas. 
 
 Os artigos indefinidos se antepõem ao 
substantivo para indicar, que se trata de um ser 
desconhecido, o indeterminado ou generalizando-
o. 
 
Ex.: 1: Observe as frase seguintes depois escolha 
a única alternativa INCORRETA. 
 
1. Com a Ana ele vai brigar; 
2. Com Fred ele não vai discutir. 
 
a. A frase 1 contém um artigo definido, no 
feminino e no singular, que semanticamente 
torna Ana mais próxima do emissor; 
b. A frase 1 contem um artigo definido, no 
feminino e no singular, pois antecede um 
nome próprio de mesma característica 
morfológica; 
c. No confronto entre a frase 2 pode se notar a 
importância do uso estilístico do artigo; 
d. A frase 2, dispensando o artigo diante do 
nome próprio, marca o distanciamento entre o 
referente e o emissor; 
e. Correta: A frase 2, não contendo artigo 
definido diante do nome próprio, está errado. 
 
 
 
Ex.: 2: Por outro lado, a taxa Selic continuará a 
ser reduzida a partir do patamar de 16,5% a que 
chegou no fim do ano passado. 
Os termos grifados no trecho acima se 
classificam, respectivamente, como: 
a. Artigo – artigo – preposição – artigo; 
b. Preposição – artigo – preposição – artigo; 
c. Artigo – preposição – preposição – artigo; 
d. Correta: Artigo – preposição – preposição – 
artigo; 
e. Preposição – preposição – artigo – artigo. 
 
Ex.: 3: Assinale a alternativa em que o termo 
grifado seja artigo definido. 
a. O que os empurra a dar crédito para setor 
privado e para as pessoas físicas; 
b. O que se faz; 
c. O que está ocorrendo é que os interesses que 
prevalecem; 
d. Agora, o que se está fazendo é buscar 
``acalmar´´ os que temam perder, lucros na 
fase de transição; 
e. Correta: Ou seja, há uma possibilidade, não 
desprezível, de o país perder, mais uma vez, 
uma janela de oportunidade. 
 
Combinação 
Os artigos se combinam e se constroem: 
 A, DE, EM e POR resultando em: 
 
 ao/aos, do/dos, dum/duns, duma/dumas, no/nos, 
na/nas, num/nuns, numa/numas, pelo/pelos, pela/pelas. 
 
Identificação 
 O artigo, geralmente, vem antes do substantivo. 
No entanto isso não quer dizer que ela vem 
imediatamente do substantivo: 
 
 AS grandes e frequentes CRISES econômicas vêm 
atrapalhando certos países. 
 
 Sintagma nominal em que o artigo (AS) se 
encontra: 
 
 AS grandes e frequentes CRISES econômicas. 
 Grandes e frequentes se tornaram substantivos só 
porque o artigo veio antes? Não, pois grandes e 
frequentes são adjetivos que caracterizam o substantivo 
crises. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
165 
 
Uso do artigo 
 A antecipação do artigo pode substantivar 
qualquer palavra: 
 
 Como resposta recebeu UM NÃO. 
NÃO: Advérbio substantivado, exercendo a função 
sintática de núcleo do objeto direto. 
 
 Na vida, jornalística, O PORQUÊ dos fatos nunca 
pode ser desprezado. 
PORQUÊ: Conjunção substantivada, exercendo a 
função sintática de núcleo do sujeito. 
 
 O artigo evidencia o gênero e o número de 
substantivo que estiver determinando: 
 
 Fiquei com UM DÓ enorme do menino. 
DÓ: Substantivo masculino singular. 
 
 Convidaram A COLEGA para jantar. 
COLEGA: Substantivo feminino singular. 
 
 Contra as dores, usaram AS CATAPLASMAS. 
CATAPLASMAS: Substantivo feminino plural. 
 
 O COLEGA de Ronaldo chegou atrasado. 
COLEGA: Substantivo masculino singular. 
 
 O artigo pode aparecer unido com 
preposições. 
 Ele estava NO sitio dos amigos; 
NO = EM + O 
 
 Ele precisava DO apoio dos amigos; 
DO = DE + O. 
 
 Não pode comparecer À festa; 
À = A + A. 
 
 Fizeram referencia ÀS pessoas presentes; 
ÀS = A + AS. 
 
Ex.: 1: Partindo-se do principio de que a crase é o 
fenômeno resultante da fusão da preposição ``a´´ 
e do artigo ``a´´, assinale a alternativa cujo termo 
sublinhado se classifica apenas como artigo, dai 
justificar a inexistência desse fenômeno. 
a. Todos os estudos feitos nos anos 1990 
continuam a mostrar; 
b. Enquanto que 70 a 80 por cento das mulheres 
afirmam; 
c. A exemplo de seu ancestral, ele quer ficar 
sentado em uma pedra; 
d. Correto: Afirma que a família é prioridade 
absoluta. 
 
 
 
 
 
 
Ex.: 2: Considere o período: 
 Os dois passaram a discutir a questão da verba disponível.Os termos destacados são, respectivamente. 
a. Correto: Preposição, artigo definido; 
b. Artigo definido, preposição; 
c. Pronome, artigo definido; 
d. Preposição, pronome. 
 
 É obrigatório o uso do artigo definido entre o 
numeral AMBOS e o substantivo a que esse 
numeral se refere. 
 
 O promotor de justiça convocou AMBOS OS cônjuges 
para a audiência; 
 As criações podem ser feitas por pessoas de AMBOS 
OS sexos. 
 
Ex.: 1: Assinale a alternativa que apresenta 
ERRO quanto usado artigo: 
a. Avisei a ela que não haveria a reunião; 
b. Feliz o pai cujos filhos são ajuizados; 
c. Correta: Li a noticia no estado de Sergipe; 
d. Ambos os casos merecem considerações; 
e. Discutia os assuntos mais profundos. 
 
 Nunca deve ser usado artigo depois dos 
pronomes relativos CUJO, CUJA, CUJOS e 
CUJAS. 
 
 Tenho simpatia pelo poeta CUJA biografia estou lendo; 
 O empréstimo concedido aos servidores CUJO cadastro 
seja aprovado; 
 
Ex.: 1: Há erro quanto ao uso do artigo na 
seguinte afirmativa: 
a. O Brasil é um país maravilhoso; 
b. O juiz solicitou a presença de ambos os 
cônjuges; 
c. Correta: Esta é a mulher cujo o amigo 
desapareceu; 
d. Faltaram uns dez alunos; 
e. O menino fugiu. 
 
 Não se deve usar artigo antes das palavras 
CASA (no sentido dela, moradia) e TERRA (no 
sentido de chão firme) a menos que venham 
especificadas. 
 
Os meninos não estavam EM CASA; 
Estavam na CASA DOS AMIGOS. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
166 
 
Ex.: 1: Considere a frase: 
Ele fez críticas a algumas pessoas 
 Assinale a alternativa em que o a possui a 
mesma classificação morfológica, apresentada na 
frase acima. 
a. Não a vi da janela; 
b. Correta: Depois da chuva, voltei a casa; 
c. A tardinha está deliciosa; 
d. A noite é sempre assim linda; 
e. Voltamos com a sombra das nuvens. 
 
 Alguns nomes de lugar admitem a anteposição 
do artigo, outros não: 
 
 Meus filhos foram passear EM SALVADOR e nO rio de 
janeiro. 
 Campo grande é a capital do MATO GROSSO DO SUL; 
 Cuiabá é a capital DE MATO GROSSO; 
 BRASÍLIA é a cidade onde moro. 
 
Se o nome de lugar que não admite artigo vier 
qualificado, o uso do artigo será obrigatório: 
 
 Adoro morar nA BELA BRASILIA. 
 Nas sacadas dos sobrados dA VELHA SÃO 
SALVADOR há lembrança de donzelas do tempo do 
imperador; 
 Sou a matriarca dA ROMA NEGRA. 
 
Ex.: 1: Assinale a alternativa cujo contexto possui 
o uso incorreto do artigo: 
a. Nunca penetrei na alma ressequida do meu 
tio; 
b. Correta: A ilha a mais paradisíaca pede 
regulamentação; 
c. A ilha deve ser selvagem o quanto possível; 
d. Nenhuma das alternativas. 
 
É facultativo o uso do artigo definido diante de 
pronomes adjetivos possessivos. 
 Tenha cuidado com MEU LIVRO. Ou; 
Tenha cuidado com O MEU LIVRO; 
 
 Desconheço SUA OPINIÃO. Ou; 
Desconheço A SUA OPINIÃO. 
 
Não se usa artigo antes dos pronomes de 
tratamento. 
 
 Sua excelência, o governador, resolverá os problemas 
de VOSSA SENHORIA. 
 Conheci SUA SANTIDADE no vaticano; 
 Quem VOCÊ pensa que é? 
 
 Cabe ressaltar que as formas senhor, senhora, 
senhorita, madame e dona não são pronomes e 
sim substantivos, usados como formas de 
tratamento, razão disso admitem a antecipação de 
artigos: 
 
 
 
 
 O que O SENHOR esta fazendo no momento, pai? 
 A SENHORITA não vai à cerimonia de casamento de sua 
prima?; 
 Não vi A SENHORA nos últimos dias? 
 A MADAME ainda não tomou café da manhã. 
 
Usa-se o artigo definido com o superlativo relativo: 
 Não consegui resolver AS QUESTÕES MAIS 
DIFÍCEIS; 
 Resolvi AS MAIS DIFÍCEIS QUESTÕES. 
 
 Depois do pronome indefinido TODO, usa-se 
artigo quando quer dar ideia de inteiro, totalidade 
quando se quer dar ideia de qualquer se omite o 
artigo. 
 Meu filho não faz todo O trabalho (trabalho inteiro); 
 Todo homem tem problema na vida (qualquer homem); 
 Todo O país comemorou o pentacampeonato de futebol 
(país inteiro). 
 Todo país suas tradições (qualquer país, cada país). 
 
 No plural, TODOS e TODAS sempre virão 
seguidos de artigo, exceto se houver palavra que 
os exclua, ou numeral não seguido, de 
substantivo. 
 TODOS OS AMIGOS compareceram ao lançamento do 
livro; 
 TODOS AQUELES AMIGOS compareceram ao 
lançamento do livro; 
 
 TODOS SEIS compareceram ao lançamento do livro; 
 TODOS OS SEIS AMIGOS compareceram ao 
lançamento do livro. 
 
Não é aconselhável unir com preposição o artigo 
que faz parte do nome de revistas, jornais, obras 
literárias ou que preceda um sujeito. 
 
 Ele trabalha na redação de O estado de São Paulo. (e 
não : do estado); 
 Essa noticia foi publicada em O globo. (e não: no globo); 
 A guerra de Canudos é relatada em OS Sertões (e não: 
sertões); 
 Ouvi em A Voz do Brasil que o salario vai aumentar (e 
não: na voz). 
 
Ex.: 1: Assinale a alternativa correta: 
a. Correta: Li a noticia no Estado de S. Paulo; 
b. Li a noticia em O Estado de S. Paulo; 
c. Vi essa noticia em A gazeta; 
d. Foi em O estado de S. Paulo que li a noticia. 
 
 Não se deve empregar artigo diante de 
substantivo usado em sentido genérico. 
 Thiago toca percussão, bateria e ate violão. 
 
Diante de antropônimos (nome de pessoas), 
convém observar as seguintes orientações para o 
uso do artigo: 
 Se a pessoa for intima, familiar, deve-se usar o 
artigo: 
 Refiro-me AO Thiago, meu filho; 
 A Carla, minha esposa, é servidora pública. 
 
 
 
 
167 
 
 Se não ficar caracterizado a intimidade, o 
artigo será facultativo: 
 Refiro-me AO/A joão; 
 Quero conhecer Tereza/ A Tereza. 
 
 Se se tratar de personalidade pública, não se 
usará o artigo: 
 Refiro-me A Alexandre, O grande; 
 Quero conhecer Pelé. 
 
Ex.: 1: Em qual dos caso o artigo denota 
familiaridade. 
a. O amazonas é um rio imenso; 
b. D. Manuel, o venturoso, era bastante esperto; 
c. Correta: O Antônio comunicou-se com João; 
d. O professor João Ribeiro está doente; 
e. Os lusíadas são um poema épico. 
 
Ex.: 2: Assinale a alternativa Correta: 
a. Correta: Mostram-me cinco livros. Comprei 
todos cinco; 
b. Mostram-me cinco livros. Comprei todos cinco 
livros; 
c. Mostraram-me cinco livros. Comprei todos os 
cinco livros; 
d. Mostraram-me cinco livros. Ei a 
todos cinco livros; 
e. Nenhuma das alternativas. 
 
Ex.: 3: Determine o caso em que o artigo tem 
valor qualitativo: 
a. Estes são os candidatos que lhe falei; 
b. Correta: Procure-o, ele é o médico! Ninguém 
o supera; 
c. Certeza e exatidão, estas qualidades não as 
tenho; 
d. Os problemas que os afligem não me deixam 
descuidado; 
e. Muito é a procura; pouco é a oferta. 
. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
168 
 
 PRONOME 
 É a palavra variável que substitui ou acompanha 
um substantivo, relacionando-o com uma das três 
pessoas do discurso. Há pronomes substantivos e 
pronomes adjetivos. 
 Pronome SUBSTANTIVO: É o que substitui 
substantivo, que ocupa o lugar de um 
substantivo na oração. 
 JOAQUIM é casado = ELE é caso; 
 Não faça UMA LOUCURA = não faça ISSO. 
 
 Pronome ADJETIVO: É aquele que 
acompanha o substantivo, determinando-o 
restringindo-lhes o significado. 
 TODO homem tem a obrigação de ser feliz; 
 ESTE livro será útil para você. 
 Meu aluno é esperto. 
 
Meu aluno Sujeito 
Aluno Núcleo do sujeito 
Meu Pronome adjetivo 
 
Classificação 
Pronomes pessoais 
 São os que representam as pessoas do discurso. 
Substitui ossubstantivos, indicando diretamente 
as pessoas do discurso. Quem fala ou escreve, 
assume os pronomes EU ou NÓS, usam-se os 
pronomes TU, VÓS, VOCÊ ou VOCÊS para 
designar a QUEM se dirige; 
 Designam as três pessoas do discurso no 
singular e no plural; são sempre pronomes 
substantivos e se dividem em dois tipos: 
1. Retos: São os pronomes que nas orações 
desempenham a função de sujeito ou 
predicativo do sujeito: Os pronomes retos 
normalmente conjugam verbos, por isso 
exercem função de sujeitos, mas também 
podem exercer função de predicativo do 
sujeito, vocativo, aposto e, raramente, objeto 
direto. 
 
 1ª pessoa: quem fala, o emissor ou falante: 
 EU: 
 Raul seixas já dizia: EU sou a mosca que pousou em 
sua sopa (sujeito); 
 Que rei sou EU? (sujeito); 
 Eu sou mais EU. (predicativo do sujeito); 
 Fernando Pestana, EU mesmo, é uma pessoa muito 
inquieta (aposto). 
 EU viajei; 
 
 NÓS: 
 NÓS queremos paz! (sujeito); 
 Vocês nunca serão NÓS, pois somos dos que não 
Esmorecem (predicativo do sujeito); 
 Os brasileiros, NOS próprios, toleram amiúde a 
corrupção 
 NOS viajamos; 
 Cumprimentaram-ME; 
 Cumprimentaram-NOS. 
 
 
 
 2ª pessoa: com que se fala, o receptor ou 
ouvinte: 
 TU: 
 Viva pixiguinha TU és divina e graciosa, estátua 
majestosa (sujeito) 
 Teu filho se tornou TU, da cabeça aos pés (predicativo 
do sujeito); 
 Tu nunca será eu, e eu nunca serei TU. (predicativo 
do sujeito) 
 Ó TU, campeão dos campeões, ganhe a libertadores 
para nós este ano (vocativo). 
 TU viajaste; 
 
 VÓS: 
 VÓS sois o sal da terra, disse o hebreu. (sujeito); 
 Nos não somos VÓS, homens intolerantes. 
(predicativo do sujeito); 
 VÓS, que atende, por professores, vede quantos 
alunos carentes (vocativos); 
 VÓS viajastes (aposto). 
 Cumprimentaram-te; 
 Cumprimentaram-vos. 
 
 3ª pessoa: de quem se fala, o referente ou 
assunto: 
 ELE/ELA/ELES/ELAS: 
 ELES e ELAS continuam se digladiando (sujeito); 
 A noite ELE vira ELA. (predicativo do sujeito); 
 minha mãe, apenas ELA, é a melhor mãe do mundo 
(aposto). 
 ELE viajou; 
 ELES viajaram; 
 Cumprimentei-o; 
 Cumprimentei-os. 
 
2. Pronomes oblíquos: São os pronomes que 
nas orações desempenham funções de 
complemento verbal ou nominal. As formas 
dos pronomes pessoais do caso oblíquo 
variam de acordo com a tonicidade com que 
são pronunciados dividindo-se em ÁTONOS e 
TÔNICOS. Os pronomes oblíquos átonos só 
podem aparecer ao lado do verbo: 
 
 Jamais me ABANDONARÁ. 
 ABANDONAR-me-À?; 
 ABANDONOU-me. 
 
 Os pronomes oblíquos tônicos podem aparecer 
em qualquer lugar da frase. 
 
 Para MIM estudar português é fácil; 
 Estudar português para MIM é fácil. 
 
 Os pronomes oblíquos ME, TE, SE, NOS, VOS 
podem exercer função de sujeito (raramente), 
objeto (normalmente), objeto indireto 
(normalmente), complemento nominal (raramente) 
e adjunto adnominal (raramente). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
169 
 
 LHE(s): 
 Pode exercer função de objeto indireto 
(normalmente) sujeito (raramente), 
complemento nominal (raramente) e adjunto 
adnominal (raramente). Por sua vez, os 
pronomes átonos O, A, OS, AS só exercem 
função de objetos direto (normalmente) ou 
sujeito (raramente). 
 
 TE: 
 Há um principio da língua portuguesa 
chamada uniformidade de tratamento. Não 
podemos usar formas de 3ª pessoa com 
formas de 2ª pessoa na mesma frase, ou se 
usa tudo na 2ª pessoa ou se usa tudo na 3ª 
pessoa. 
 VOCÊ nunca fez (3ª pessoa) mal a ninguém, por 
isso eu TE (2ª pessoa) admiro (inadequado); 
 TU nunca fizeste (2ª pessoa) mal a ninguém, por 
isso eu TE (2ª pessoa) admiro (adequado). 
 
 NÓS: Dentro do discurso, o NÓS (além das 
demais formas de 1ª pessoa do plural) pode 
cumprir os seguintes papeis. 
 
 Designar um sujeito coletivo que se 
responsabiliza pelo que foi dito: 
 NÓS já nos demos contamos de nossos erros e 
corrigi-los-emos tão logo. 
 
 Incluir enunciados e leitor, para aproximá-los: 
 O Brasil ainda pode deixar de ser conhecido como um 
país corrupto se NÓS unirmos e usarmos bem nossa 
arma mais preciosa: o voto. 
 
 Evitar a 1ª pessoa do singular como 
estratégia de polidez ou modéstia: 
 NÓS conseguimos realizar tal feito, pois nos 
empenhamos, com muito vigor nesse projeto. 
 
 Marcar um sujeito ``institucional´´ 
(representante por alguma instituição): 
 NÓS, o BNDES, nos colocamos à disposição 
daqueles que querem investir em soluções 
realmente eficazes. 
 
 Indicar um enunciador coletivo (de modo 
vago): 
 Não é verdade que sempre NÓS tacharam de 
conveniente com a postura política do nosso país?. 
 
 LHE/LHES: 
 O pronome oblíquo LHE pode ser 
substituído por ELE (A/S), para ELE (A/S), 
NELE (A/S) ou por qualquer pronome de 
tratamento após as preposições, (A, PARA, 
EM): 
 Agradecemos-LHES a ajuda sincera. (agradecemos 
a eles) 
 A mãe LHE comprou uma boneca? (comprou uma 
boneca para você?); 
 Deus criou o home e infundio-LHE um espírito 
imortal (infundiu no homem). 
 O, A, OS, AS: 
 Os pronomes oblíquos átonos de 3ª pessoa 
O(S), A(S), se estiverem ligados a verbos 
terminados em –R, -S e –Z viram LO(S), 
LA(S). Se estiverem ligados a verbos 
terminados em ditongo nasal (AM, EM, ÃO, 
ÕE) viram NO(S) NA(S). 
 
 Vu resolver uma questão = vou resolvÊ-LA; 
 Fiz o concurso porque quis o emprego de funcionário 
público. FI-LO porque quI-LO (ou porque quis). 
 Apagaram nossos arquivos = apagarAM-NOS. 
 Você põe a mão onde não deve = você pÕE-NO onde 
não deve. 
 
Ex.:1: Adolescente vivendo em familias que não 
lês transmitem valores sociais altruísticos, 
formação moral e não lhes impuseram limites de 
disciplina. 
O pronome LHES, nas duas ocorrências, nesse 
trecho, refere-se, respectivamente, a: 
a. Correta: Adolescente e adolescentes; 
b. Familias e adolescentes 
c. Valores sociais altruísticos e limites de 
disciplinas; 
d. Adolescentes e familiares; 
e. Familias e familiares. 
Resposta: 
 Alternativa (a) correta: Substituindo para 
facilitar: familiares não transmitiram valores 
aos adolescentes e familiares que não 
impuseram limites aos adolescentes; 
 Alternativa (b) incorreta: O termo familiares 
possui função de sujeito; 
 Alternativa (c) incorreta: O pronome LHE 
não pode ter função de objetos direto (valores 
sociais e limites); 
 Alternativa (d) incorreta: O termo familiares 
possui funções de sujeito; 
 Alternativa (e) incorreta: O termo família 
possui função de sujeito. 
 
Ex.: 2: O álcool ganha poder de sedução por meio 
de propagandas direcionadas ao público jovem 
que o associa a situação de poder, conquista, de 
belas companhias, velocidade (como evitar que o 
motorista bêbados fiquem impunes e continuem a 
matar no trânsito, Rodrigo, Cardoso, Paulo Rocha, 
Michel alecrim e Luciani Gomes. IstoÉ, 
Nov.2011.adaptado). 
A palavra O, em destaque, substitui a palavra: 
a. Álcool; 
b. Meio; 
c. Jovem; 
d. Público; 
e. Poder. 
 
 
 
170 
 
 Alternativa (a) correta: substituindo: o álcool 
ganha poder de sedução por meio de 
propaganda direcionada ao público jovem que 
associa o álcool, a situação de poder, 
conquista de belas companhias, velocidades; 
 Alternativa (b) incorreta: Não associa o meio; 
 Alternativa (c) incorreta: Não associa o 
jovem; 
 Alternativa (d) incorreta: não associa o 
público; 
 Alternativa (e) incorreta: não associa o 
poder. 
 
Ex.: 3: No ano seguinte à implantação da lei seca, 
quando a fiscalização marcava presença nas ruas 
e os veículos de comunicação a divulgavam, 
houve uma redução (como evitar que o motorista 
bêbados fiquem impunes e continuem a matar no 
trânsito, Rodrigo, Cardoso, Paulo Rocha, Michelalecrim e Luciani Gomes. IstoÉ, 
Nov.2011.adaptado). 
É CORRETO afirmar que: 
a. A palavra a, em destaque, é um pronome e 
substitui a palavra rua; 
b. A forma verbal divulgaram, deveria estar no 
singular, concordando com a palavra 
comunicação; 
c. A palavra, em destaque, é um pronome e 
substitui a palavra comunicação; 
d. E forma verbal divulgavam está usada 
corretamente, concordando com as palavras 
fiscalização e ruas; 
e. Correta: A palavra a, em destaque, é um 
pronome e substitui a expressão lei seca. 
Resposta: 
 Alternativa (a) incorreta: Substitui a lei; 
 Alternativa (b) incorreta: Concorda com 
veículos, plural; 
 Alternativa (c) incorreta: Substitui a lei; 
 Alternativa (d) incorreta: Concorda com 
veículos, plural; 
 Alternativa (e) correta: Divulgavam a lei seca. 
 
Ex.: 4: Assinale a alternativa cujo uso do pronome 
está em conformidade com a norma padrão da 
língua. 
a. Não autorizam-nos a ler os comentários 
sigilosos; 
b. Nos falaram que a diplomacia americana está 
abalada; 
c. Correta: Ninguém o informou sobre o caso 
WikiLeaks; 
d. Conformado, se rendeu às punições; 
e. Todos querem que combate-se a corrupção. 
Resposta: 
 Alternativa (a) incorreta: não (advérbio de 
negação) atrai o pronome obliquo átono; 
ocorre a próclise, não nos autorizaram a lei; 
 Alternativa (b) incorreta: Não se inicia a 
oração com pronomes átonos, o correto é: 
falaram-nos que a diplomacia; 
 Alternativa (c) correta: O pronome indefinido 
ninguém atrai o pronomes oblíquos átonos 
para antes do verbo, ocorrendo a próclise: 
colocação que antecede o verbo: ninguém o 
informou. 
 Alternativa (d) incorreta: Conformado 
rendeu-se às punições. Não se usa pronome 
oblíquo após a vírgula; 
 Alternativa (e) incorreta: A conjunção 
integrante atrai o oblíquo, todos querem que 
se combata. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
171 
 
Colocação pronominal 
 Trata da adequada posição dos PRONOMES 
OBLÍQUOS ÁTONOS (POA) junto ao verbo. 
 Próclise (POA antes do verbo); 
 Ênclise (POA depois do verbo); 
 Mesóclise (POA no meio do verbo). 
 
 POAs 
O, a, os, as (que viram lo, la, lós, lãs diante de 
verbos terminados em r, s e z ou viram no, no, 
nas, nos diante de verbos terminados em ditongo 
nasal (exceto os verbos no futuro do indicativo). 
 
 Comprarão uma casa (comprei-a) / vou comprar uma 
casa (vou compra-la) / eles compraram uma casa (eles 
compram-na) / eles comprarão a casa (ele comprarão-na, 
inadequado). 
 
1. Próclise: É o nome que se dá à colocação 
pronominal antes do verbo. É usado nestes 
casos: 
 Palavras de sentido negativo antes do 
verbo: NÃO, NUNCA, NADA, NINGUÉM, 
NEM, JAMAIS, TAMPOUCO, SEQUER etc. 
 
 Não se esqueça de mim. 
 
 Advérbio ou palavra denotativa antes do 
verbo: JÁ, TALVEZ, SÓ, SOMENTE, 
APENAS, AINDA, SEMPRE, TALVEZ, 
TAMBÉM, ATÉ, INCLUSIVE, MESMO etc. 
 
 Agora se negam a depor. 
 
 Conjunções e locuções subordinativas antes 
do verbo: QUE, SE, COMO, QUANDO, 
ASSIM, QUE, PARA QUE, À MEDIDA 
QUE, JÁ QUE, EMBORA etc. 
 
 Soube que me negariam. 
 
 Pronomes relativos antes do verbo: QUE, O 
QUAL (e variações), CUJO, QUEM, 
QUANTO (e variações), ONDE COMO, 
QUANDO. 
 
 Identificaram-se duas pessoas que se encontravam 
desaparecidos. 
 
 Pronomes indefinidos antes do verbo: 
ALGUNS, TODOS, TUDO, ALGUÉM, 
QUALQUER, OUTRO, OUTREM etc. 
 
 Pouco te deram a oportunidade. 
 
 Pronomes interrogativos antes do verbo: 
QUE, QUEM, QUAL, QUANDO: 
 
 Quem te fez a encomenda? 
 
 
 Entre a preposição em o verbo no gerúndio: 
com certas conjunções coordenativas aditivas 
e certas alternativas antes do verbo: NEM, 
NÃO SÓ, APENAS. SOMENTE... MAS, 
COMO... TANTO, QUANTO/COMO..., QUE, 
OU...OU, ORA...ORA, QUER...QUER... JÁ..., 
JÁ... 
 Ora me ajuda, ora não me ajuda. 
 Não foi nem, se lembram de ir. 
 
 Orações exclamativas e optativas (exprimem 
desejo). 
 Quanto se ofendem por nada, rapazes! 
 Deus te proteja, meus filhos, e que bons ventos o 
tragam logo. 
 
 Com infinitivo flexionado procedido de 
preposição: 
 Foram ajudados por nos trazerem até aqui. 
 
 Com formas verbais proparoxítonas: 
 Nós lhes desobedecíamos sempre. 
 
 Com o numeral ambos: 
 Ambos te abraçaram com cuidado. 
 
2. Ênclise: É o nome que se dá à colocação 
pronominal depois do verbo, ela é 
basicamente usada quando não há fator de 
próclise, veja: 
 Verbo no inicio da oração sem palavra 
atrativa: 
 Vou-me embora daqui. 
 
 Pausa antes do verbo sem palavra atrativa: 
 Se eu ganho na loteria, mudo-me hoje mesmo. 
 
 Verbo no imperativo afirmativo sem palavra 
atrativa: 
 Quando eu dar o sinal, silenciem-se todos. 
 
 Verbo no infinitivo não flexionado sem palavra 
atrativa: 
 Machucar-ter não era minha intenção. 
 
 Verbo no gerúndio sem palavra atrativa: 
 Recusou a proposta, fazendo-se desentendida. 
 
3. Mesóclise: É o nome que se dá à colocação 
pronominal no meio do verbo (extremamente 
formal); ela é usada nos seguintes casos: 
 Verbo no futuro do presente do indicativo sem 
palavras atrativas: 
 Realizar-se-à, na próxima semana, um grande evento 
em prol da paz no mundo. 
 
 Verbo no futuro do pretérito do indicativo sem 
palavra atrativa: 
 Não fosse o meu compromisso, acompanhá-la-ia 
nesta viagem. 
 
172 
 
Ex.: 1: Reescreva cada uma das frases seguintes, 
substituindo o termo destacado por um pronome 
pessoal oblíquo átono. 
a. Entregue seus livros aos colegas: 
 Entregue-os aos colegas. 
b. Entregue seus livros aos colegas: 
 Entregue-lhe seus livros. 
c. Envie seus textos ao editor: 
 Envie-os aos editor. 
d. Envie seus textos ao editor: 
 Envie-lhe seus textos. 
e. Mostrei o melhor caminho aos turistas: 
 Mostrei aos turistas. 
 
Ex.: 2: Complete as frases seguintes com a forma 
apropriada do pronome pessoal da primeira 
pessoa do singular: 
a. Este fichário é para (*) fazer meus 
apontamentos: 
 Este fichário é para EU fazer meus 
apontamentos. 
b. Discutimos, mas no fim tudo ficou resolvido. 
não há mais nada de pendente entre (*) e ele; 
 Discutimos, mas no fim tudo ficou resolvido. 
não há mais nada pendente entre MIM e ele. 
c. É difícil para (*) aceitar sua ausência; 
 É difícil para MIM aceitar sua ausência. 
d. Quem trouxe isto para (*)? 
 Quem trouxe isto para MIM? 
e. Não vá sem (*). 
 Não vá sem MIM. 
 
 
Ex.: 3: Leia atentamente as frases seguintes. A 
seguir, sugira soluções para os problemas 
pronominais que apresentam. 
a. Querida, gosto muito de si: 
 Querida, gosto muito de VOCÊ. 
b. Querida, gostaria muito de sair consigo; 
 Querida, gostaria muito de sair COM VOCÊ. 
c. Falei consigo ontem, não se lembra? 
 Falei com VOCÊ ONTEM, não se lembra? 
d. Apesar da distância que nos separa, creia que 
nunca me esqueço de si. 
 Apesar da distância que nos separa, creia 
que nunca me esqueço DE VOCÊ. 
 
 Perceba a pegadinha. Os pronomes SE, SI, 
CONSIGO são de 3ª pessoa, por isso não 
podemos substituí-lo por TE, TI, CONTIGO, já que 
estas são de 2ª pessoa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Pronomes de tratamento 
 São usados no trato formal, quando não deve ter 
intimidade apresentam algumas peculiaridades 
quanto à concordância verbal, nominal e 
pronominal. Embora se refiram a 2ª pessoa 
gramatical, levam a concordância para a 3ª 
pessoa. 
 O verbo concorda com o substantivo que 
integra a locução como seu núcleo sintático: 
 Vossa SENHORIA nomeará o substituto; 
 Vossa EXCELÊNCIA conhece o assunto. 
 
 Os pronomes possessivos referidos apronomes de tratamento são sempre os da 3ª 
pessoa: 
 Vossa SENHORIA nomeará SEU substituto; 
 Vossa EXCELÊNCIA levará CONSIGO o documento. 
 
 Quanto aos adjetivos referidos a esses 
pronomes, o gênero gramatical deve coincidir com 
o sexo da pessoa a que se refere, e não com o 
substantivo que compõe a locução. Nosso 
interlocutor: 
 
 Se for homem: 
 O correto é VOSSA EXCELÊNCIA está atarefado, 
VOSSA SENHORIA deve estar satisfeito. 
 
 Se for mulher: 
 O correto é VOSSA EXCELÊNCIA está atarefada, 
VOSSA SENHORIA, deve estar satisfeito. 
 
Uso: 
 Vossa excelência: Para as seguintes 
autoridades: Presidente da república, vice-
presidente da república, governadores, 
embaixadores etc. 
 Vossa senhoria: Usado para as demais 
autoridades e para particulares; 
 Vossa magnificência: Usados por força da 
tradição, em comunicação dirigida a reitores 
de universidade; 
 Vossa eminência ou reverendíssimo: Em 
comunicações aos cardeais; 
 Vossa alteza: Usado para arquiduques, 
duques e príncipes. 
 As formas dadas acima são usadas para falar 
diretamente com a pessoa. Quando queremos 
falar delas (e não com elas) trocamos o VOSSA 
por SUA: 
 Sua excelência; 
 Sua senhoria. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
173 
 
Ex.:1: Está correta a seguinte frase: 
a. O presidente advertiu vossa excelência para 
que não deixeis passar o prazo previsto no 
acordo caso em que sereis responsabilizados 
legalmente pelo decurso; 
b. Tenho exaurido minhas forças nesse 
pretencioso projetos, mas nem que consiga o 
octogésimo lugar no concurso, que é o último 
espero vê-lo analisado; 
c. Correta: Já está inserto na obra e trecho em 
que ele afirma acreditar muito na água que 
considera benta, pois diz que, tendo sido 
benxida em dia de muito fervor, é miraculosa; 
d. Urge, e ninguém discorda disso, as mediadas 
já anunciados m se o secretário dispuser de 
imediato de toda a verba prometida, poderá 
haver problemas mais à frente; 
e. Tratam-se de advertência as mais 
singularidades, entre elas a que incita os 
cidadãos a que remedeiem por si sós os danos 
cuja reparação está legalmente sob o dever do 
estado. 
Resposta: 
 Alternativa (a) incorreta: O presidente 
advertiu vossa excelência para que não 
deixe [ao se usar pronome de tratamento, o 
verbo deve concordar na 3ª pessoa], caso 
em que será responsabilizado; 
 Alternativa (b) incorreta: Tenho exaurido [ 
a palavra exausto é adjetivo] minhas forças 
nesse pretensioso projeta. octogésimo; 
 Alternativa (c) correta: O nome inserido é 
sinônimo de inserida; 
 Alternativa (d) incorreta: Urgem (...) as 
medidas já enunciadas; 
 Alternativa (e) incorreta: Trata-se [o verbo 
o é transitivo indireto o se é índice de 
indeterminação do sujeito. se o sujeito 
indeterminado, o verbo fica na 3ª pessoa do 
singular. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Pronomes demonstrativos 
 Substituem ou acompanham os nomes, marcam 
a posição temporal ou espacial de um ser em 
relação a uma relação das três pessoas do 
discurso: 
1ª pessoa: este (a/s), isto; 
2ª pessoa: esse (a/s), isso; 
3ª pessoa: aquele (a/s), aquilo. 
Mesmo(s), Mesma(s): 
Estas são as mesmas roupas que usei ontem. 
Próprio(s), Própria(s): 
Os Próprios meninos fizeram o brinquedo. 
Semelhante(s): 
Não diga semelhante coisa! 
 
Para demonstrar no espaço 
Pronome Usado para Dica 
Este(s), esta(s), isto O que está próximo a mim Aqui 
Esse(s), essa(s), isso O que está próxima a você Ai 
Aquele(s), aquela(s), aquilo. O que está distante. Lá 
 
Este livro em minhas mãos foi escrito por aquele 
autor sentado na sexta fileira. 
Essa aliança é de qual casamento seu? 
 
Para retomar elementos (pessoas ou coisas) 
Pronome Usado para 
Este(s), esta(s) Retomar o elemento mais próximo 
do pronome. 
Aquele(S), aquela(s) Retomar o elemento mais distante 
do pronome. 
 
Matemática e literatura me agradam: esta 
desenvolve a sensibilidade, aquela, o raciocínio. 
 Percebam que, se caso a ordem for alterada, os 
pronomes, serão alterados também. dependerá 
sempre do contexto. 
Literatura e matemática me agradam: aquela 
desenvolve a sensibilidade, esta, o raciocínio. 
 
Para ideias 
Pronomes Usado para Dica 
Esse(a), isso. Para retomar 
ideia. 
Anáfora. 
Este(a), isto. Para citar ideia. Catáfora. 
 
Pronome anafórico: Retoma ideia do período 
anterior ou do parágrafo anterior; 
Pronome catafórico: Cida ideia. associa o com 
inicio dos dois vocábulos. 
Ex.: 
Espero sinceramente isto: que se procedam as 
reformas; 
Que as reformas sejam efetuadas logo; é isso que 
desejo. 
 
 
 
 
 
 
174 
 
Ex.: 1: substitua os asteriscos das frase seguintes 
pelos pronomes demonstrativos adequados. 
a. A grande verdade é (*). foi ele o mentor do 
plano; 
 A grande verdade é (ESTA). foi ele o mentor 
do plano = catáfora. 
b. Embora tenha sido o mentor do plano, ele 
nunca admitia (*) fato; 
 Embora tenha sido o mentor do plano, ele 
nunca admitia (ESSE) fato = anáfora. 
c. Ninguém conseguiu provar sua culpa. Diante 
(*), o júri teve de absolvê-lo; 
 Ninguém conseguiu provar sua culpa. 
Diante (DISSO), o júri teve de absolvê-lo = 
anáfora. 
d. O país atravessa um momento delicado (*) 
crise parece não ter fim; 
 O país atravessa um momento delicado 
(ESSA) crise parece não ter fim = anáfora. 
e. Compramos um programa capaz de gerenciar 
os dados armazenados em nosso 
microcomputador. Um programa (*) é 
indispensável ao bom desempenho do 
equipamento. 
 Compramos um programa capaz de 
gerenciar os dados armazenados em nosso 
microcomputador. Um programa (DESSE) é 
indispensável ao bom desempenho do 
equipamento. = anáfora. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Pronome relativo 
 Estabelece uma relação entre uma palavra 
antecedente que representa, e aquilo que a seu 
respeito se vai dizer na oração que introduz, ou 
que estabelece uma relação entre um nome que 
determina um antecedente. 
 O homem que veio aqui ERA o presidente; 
 Ninguém QUE esteve no Brasil desapontou-se; 
 ALI, onde você mora, não é o melhor lugar do mundo. 
 
Variáveis 
O qual, a qual, os quais, as quais. 
Cujo, cuja, cujos, cujas. 
Quanto, quantos, quanta, quantas. 
 
Invariáveis 
Que; 
Quem; 
Onde. 
 
 QUE (Invariável): Refere-se às pessoas ou 
coisas. É substituível pelo variável QUAL. 
 As mulheres, QUE (=as quais) são geniosas por 
natureza, permanecem ótimas; 
 Para rimar, o mengão, QUE (=o qual) sempre será meu 
time de coração, é pentacampeão; 
 Os dois QUE (=os quais) você ajudou, já estão 
recuperados. 
 
 QUEM: Refere-se à pessoa ou a algo 
personificado. A preposição precederá o 
relativo quem, exceto se o verbo ou um nome 
da oração subordinada adjetiva exigir outra 
preposição. 
 A justiça a QUEM devo obediência é meu guia; 
 Eis o homem a QUEM mais admiro; 
 Conheci uma musa, por QUEM me apaixonei. 
 
 CUJO: Pronome adjetivo que vem entre dois 
nomes substantivos explícitos, entre o ser 
possuidor (antecedente) e o ser possuído 
(consequente). Concorda em gênero e número 
com o nome consequente. O qual geralmente 
difere do antecedente. Nunca vem precedido 
ou seguido de artigo, é por isso que não há 
crase antes dele. Equivale à preposição de + 
antecedente se invertida a ordem dos termos. 
 O Flamengo, CUJO passado é glorioso, continua 
alegrando; 
 O telefone, CUJA invenção ajudou a sociedade, é útil; 
 Vi o filme CUJAS cenas você se referiu. 
 
Quem Usado apenas para pessoas. 
 
Cujo 
Concorda com o termo posterior 
e indica posse e não admite artigo, apenas 
preposição. 
 
Onde 
 Usado para retomar lugar e pode ser substituídopor em quem, no qual, na qual, nas quais, nos 
quais. 
 
 ONDE (Invariável): Aparece com antecedente 
locativo real ou virtual. Substituível por EM 
QUE, NO QUAL. Pode ser antecedido, pelas 
preposições A, DE, POR e PARA. Aglutina-se 
com a preposição A tornando-se AONDE, e 
com a preposição de, tornando-se DONDE. 
 
 
 
 
 
175 
 
 A cidade ONDE (=em que / a qual) moro é linda; 
 O sítio para ONDE (=em que / a qual) voltei evocava 
várias lembranças; 
 O lugar DONDE retornei não era tão bom quanto 
aqui. 
 
 QUANTO (Variável): Aparece após os 
pronomes tudo, todo e tanto seguido ou não 
de substantivo ou pronome. 
 Ele encontrou tudo QUANTO procurava; 
 Bebia toda a cerveja QUANTO lhe ofereciam; 
 Explico tantas vezes QUANTAS se podem esperar. 
 
 COMO (Invariável): Precedido pelas palavras 
modo, maneira, forma e jeito. Equivale à pela 
qual, normalmente. 
 Acertei o jeito COMO fazes as coisas; 
 Encontramos o modo COMO resolver a questão; 
 A maneira COMO você se comportou é elogiável. 
 
 QUANDO Invariável: Retoma antecedente 
que exprime valor temporal equivale a em que. 
 Ele era do tempo QUANDO (=em que) se amarrava 
cachorro pelo rabo; 
 É chegada a hora QUANDO (=em que) todos devem se 
destacar. 
 
Ex.: 1: Assinale a alternativa em que o pronome 
relativo sublinhado tem seu antecedente 
incorretamente indicada. 
a. O projeto consiste num complexo prisional 
suspenso no ar, o que em teoria dificultaria as 
tentativas de fuga. 
b. Correta: Devido à altura potencialmente fatal 
de uma queda e à visibilidade que o fugitivo 
teria aos olhos dos pedestres na parte de 
baixo./queda. 
c. A cadeia ainda teria espaços para manter um 
campo de agricultura, onde os detentos 
poderiam trabalhar.../campo. 
d. O teórico social Jeremy Bethan projetou uma 
instituição que maneira todas as células num 
local circular.../instituição. 
e. Outra solução criativa foi pensada e realizada 
na Austrália, onde um centro de detenção foi 
elaborada.../Austrália. 
Resposta: 
 Alternativa (a) incorreta: O (ISSO) + que 
(O QUAL)= pronome demonstrativo + 
pronome relativo ordem direta: ISSO (O) 
dificultaria as tentativas; 
 Alternativa (b) correta: Ordem direta; o 
fugitivo teria aos olhos a altura e a 
visibilidade. Não se refere à queda; 
 Alternativa (c) incorreta: Os detentos 
poderiam trabalhar na cadeia = onde; 
 Alternativa (d) incorreta: Uma instituição 
manteria todas as celas = sujeito; 
 Alternativa (e) incorreta: Um centro de 
detenção foi elaborado na Austrália=onde 
(lugar). 
 
Pronome interrogativo 
 Os pronomes QUE, QUEM, QUAL e QUANTOS, 
são particularmente interrogativos porque são 
usados para formular interrogação direta ou 
indireta: 
 QUE foi isso? 
 Quero saber QUEM foi? 
 QUEM é esse rapaz? 
 Quero saber QUEM é esse rapaz? 
 QUAL o melhor itinerário? 
 Quero saber QUAL é o melhor itinerário? 
 QUANTO custa? 
 Quero saber QUANTO custa? 
 
Variáveis Quanto, quanta, quantos, 
quantas, qual e quais. 
Invariáveis Que, quem e 
Onde. 
 
 São os pronomes indefinidos que, quem, qual, 
e quanto, usados nas interrogações (direta ou 
indireta). 
 QUEM precisa de um novo Fidel? 
 Nesse caso, o pronome indefinido quem está 
inserido numa frase interrogativa direta: com 
ponto de interrogação. 
 Desconheço QUEM organizou a festa. 
 
Pronome indefinido 
 Os pronomes indefinidos referem-se à 3ª pessoa 
do discurso de forma vaga, imprecisa ou genérica. 
 
Na escola 
 Na escola de treinamento para homem-bomba, todos os 
alunos estão reunidos, muito concentrados na aula, quando o 
professor explica: 
 -Olha aqui, vocês prestem muita atenção, porque eu só vou 
fazer uma vez. 
 
 Perceba que todos carrega uma ideia de 
indefinição ou quantidade definida? Logo, é um 
pronome indefinido. 
 
Locuções pronominais indefinidas: Grupos de 
vocábulos com valor de pronome substantivo 
indefinido. 
 Cada qual, cada um, quem quer que, seja quem for, seja 
qual for, tudo o mais, todo mundo, um ou outro, nem um 
nem outro, qualquer um, fosse quem fosse. 
 A mudança de posição de alguns indefinidos 
poderá mudar ora sua classe, ora seu sentido. 
 Qualquer mulher merece respeito. (sentido generalizado, 
pronome indefinido); 
 Ela não é uma mulher qualquer. (sentido pejorativo, 
pronome indefinido); 
 Algum amigo te traiu (sentido genérico, impreciso, 
pronome indefinido). 
 
 
 
 
 
 
176 
 
 Todo: No singular e junto de artigo ou 
pronome demonstrativo, significa inteiro, sem 
artigo, significa qualquer. No plural, sempre 
indica fatalidade. 
 TODA mulher é bonita (qualquer mulher) 
 Alessa mulher TODO é bonita (e mulher inteira) 
 TODOS os prédios desta cidade têm cinco andares. 
 
 NENHUM varia normalmente quando 
anteposto ao substantivo: 
 Não havia NENHUMA fruta na cesta. 
 
 O pronome indefinido OUTRO junto de artigo 
pode mudar de sentido. 
 OUTRO dia fui visita-lo (tempo passado); 
 Fui visitá-lo no OUTRO dia (tempo futuro=no dia-
seguinte). 
 
 O pronome CADA pode ter valor discriminativo 
ou intensivo: 
 Em CADA lugar, há diversidade de beleza; 
 Tu tens CADA mania. 
 
 O vocábulo UM pode ser artigo indefinido, 
numeral ou pronome substantivo indefinido: 
 Nunca deixou de ser UM bom homem (artigo 
indefinido); 
 Ele é só UM, deixe-o em paz, covarde! (numeral). 
 
 
Pronome possessivo 
 Os pronomes possessivos estabelecem relação 
de posse entre seres e conceitos e pessoas do 
discurso: 
1ª pessoa meu, minha/nosso; 
2ª pessoa teu, tua/vosso; 
3ª pessoa seu, sua. 
 
 Eles variam em gênero e número com o 
substantivo que se ligam ou a que se referem. O 
pronome possessivo, como todo pronome, faz 
referência às pessoas do discurso, mas concorda 
em gênero e número com mulheres, o pronome 
substantivo possessivo MEUS refere-se à 1ª 
pessoa do discurso, mas concorda em gênero e 
número com seu referente: 
 Os pronomes de tratamento exigem os 
possessivos na 3ª pessoa: 
 Vossa senhoria deve encaminhar suas reivindicações 
ao diretor. 
 
 Em algumas construções, os pronomes 
pessoais oblíquos assumem valor de 
possessivos: 
 Vou seguir-lhe os passos (vou seguir os seus 
passos). 
 Apertou-me as coxas (apertou as minhas coxas). 
 
 Mudanças de posição podem gerar mudanças 
de sentido: 
 Envio tuas fotos ainda hoje (foto tirada por mim) 
 Envio fotos tuas ainda hoje (fotos em que estou 
presente) 
 Minha mulher não anda com roupas indecentes (só tem 
uma mulher) 
 Mulher minha não anda com roupas indecentes 
(qualquer mulher dele). 
 
 O pronome possessivo seu (e variação) pode 
causar ambiguidade: 
 O PM prendeu o bandido em sua casa (na casa de 
quem?) 
 João, Maria e seu filho saíram. (filho de quem?) 
 Jose contou-me que Rute perdeu seus documentos e 
ficou desesperado (documento de quem) 
 
 O artigo definido é facultativo antes dos 
pronomes adjetivos possessivos, mas dos 
pronomes substantivos possessivos, o artigo é 
obrigatório. 
 Gosto de meu trabalho/ gosto do meu trabalho/ gosto 
de meu trabalho, mas não do teu. 
 
Ex.: 1: 
Nunca precisamos de adjetivos para distingui-
los dos astrolábios... 
 A forma pronominal acima, em negrito, será 
também encontrada numa das frases abaixo, 
quando o termo nela sublinhado for substituído 
pelo pronome que lhe corresponde. Essa frase é: 
a. Correto: Reconheceram o valor do auxiliar e 
indicaram o jovem para a promoção; 
b. Convocou todos os funcionários para 
agradecer a eles a especial colaboração; 
c. O sagaz lutador tem enfrentado seu adversário 
com coragem; 
d. Viu o filho da vizinha e não o cumprimentou 
menino pelo seu aniversário; 
e. Sabia que os nadadoresestariam lá e 
realmente chegou a encontrar os rapazes. 
Resposta: 
 A alternativa (a): INDICAR pede o 
complemento objeto direto (o jovem), mas a 
conjunção E atrai o pronome oblíquo e resulta 
na forma E O INDICAM. 
 Alternativa (b): agradecer A ALGUEM: verbo 
transitivo indireto: agradecer-lhes. 
 Alternativa (c): TEM ENFRENTADO = A 
ENFRETAM, sugiro que sempre substitua os 
dois verbos por um para facilitar a 
classificação do verbo (quem enfrenta, 
enfrenta alguém = V.T.D); 
 Alternativa (d): CUMPRIMENTAR é 
transitivo direto, mas o advérbio de negação 
não atrai o pronome oblíquo: não o 
cumprimentou. 
 Alternativa correta: letra (e). O pronome 
pessoal oblíquo, LOS, possui função sintática 
de objeto direto (distinguir alguém); o verbo 
encontrar (transitivo direto) também exige 
como complemento o objeto direto. 
Encontrar os rapazes = encontrar alguém: 
encontrá-los. 
 
 
 
 
177 
 
VERBO 
 Verbo são palavras variáveis que indicam ação 
(caminhar), estado (ser), fenômeno da natureza 
(amanhecer), processos naturais (morrer), 
processos mentais (estudar) etc. Normalmente 
indica uma ação ou um processo, mas pode 
indicar estado, mudança de estado ou fenômeno 
natural, sempre dentro de uma perspectiva 
temporal. 
 O aluno ESTUDOU muito (ação/passado); 
 A aluna ESTÁ feliz (estado/presente) 
 A aluna VIROU professora (mudança de 
estado/passado). 
 
1. Morfologicamente: O verbo varia em MODO, 
TEMPO, NÚMERO e PESSOA, segundo a 
gramática tradicional. As quatro primeiras 
flexões combinadas formam o que chamamos 
de CONJUGAÇÃO VERBAL para atender às 
necessidades dos falantes, o verbo muda de 
forma à medida que variamos a ideia de modo, 
tempo, número e pessoa. 
 Um verbo varia quando ele sai de sua forma 
nominal infinitiva terminar em: 
 –AR (amAR), -ER (vendER), -IR (partIR). 
 
2. Sintaticamente: O verbo tem um papel 
importante dentro da frase; sem ele não há 
orações na língua portuguesa, pois o verbo é o 
núcleo do predicado. 
 Toda vez que eu PENSO em você, SINTO uma coisa 
diferente. 
 
 Os vocábulos PENSO e SINTO, indicam uma 
ideia de ação e percepção. Variam em modo, 
tempo, número, pessoa ``saindo´´ de sua 
forma nominal; ambos os verbos estão na 
primeira pessoa do singular do presente do 
indicativo. Funcionam como núcleo do 
predicado verbal, como núcleo das orações. 
 
Estrutura verbal 
 Na conjugação de um verbo, ocorre a 
combinação de alguns elementos, como os 
seguintes: 
 Radical VOGAL TEMÁTICA (VT); 
 Tema: DESINÊNCIA MODO TEMPORAL 
(DMT) 
 DESINÊNCIA NÚMERO PESSOAL (DNP). 
 Esses elementos verbais podem sofrer algumas 
mudanças na forma, chamadas de ALOMORFIA. 
 Radical: É à base do verbo, cujo sentido está 
nele embutido. Sem este morfema, o verbo 
não existe. 
 Não POSSo DEIXar que isso OCORRa. 
 
Radical POSS-, DEIX-, e OCORR-, 
São os RADICAIS dos verbos PODer, DEIXar e 
CORRer. Deles, só o radical de poder (POD-) 
sofreu modificação (POSS-), chamado de 
alomorfia. 
 Vogal temática (VT): Vem após o radical por 
motivo eufônico (boa pronúncia) ou para 
liga-los, formando o tema. Não há VT na 1ª 
pessoa do singular do presente do indicativo e 
em nenhuma flexão do presente do subjuntivo. 
 Eu amO; 
 Espero que ele voltE; 
 Espero que ele bebA. 
 
Desinências verbais (DV) 
Existem as: 
1. DESINÊNCIAS MODO TEMPORAIS (DMT´s): 
Marcam a flexão do verbo para indicar as 
noções de: 
 Modo: 
 Certeza: fato (modo INDICATIVO); 
 Incerteza: hipótese (modo SUBJUNTIVO); 
 Ordem: Manda (modo IMPERATIVO). 
 
Modo 
 É a forma como o verbo se apresenta na frase 
para indicar uma atitude da pessoa que usou. O 
verbo ESTÁ se encontra numa determinada 
forma, indicando certeza a afirmação, convicção, 
constatação este é o modo INDICATIVO. 
 Se comermos um hambúrguer e gostarmos, 
exclamamos: como isso aqui ESTÁ gostoso! 
 
 A forma, o modo, a maneira como o verbo se 
apresentar mudou em relação ao do indicativo 
para expressar outra ideia que o falante quer 
passar, a saber: Dúvidas, suposição, incerteza, 
possibilidade, este é o modo SUBJUNTIVO. 
 Se estamos comendo com vontade dizemos; Espero 
que ESTEJA gostoso mesmo. 
 
 Nesta frase, o verbo pode indicar sugestão, 
ordem, pedido, este verbo encontra no modo 
IMPERATIVO, o modo de ordem, de pedido, de 
sugestão, de exortação, de advertência, de 
súplica. 
 COMA este hambúrguer, você não vai quere outro. 
 
a. Modo indicativo: Os verbos no modo 
indicativo aparecem em orações coordenadas 
, mas podem aparecer nas orações 
subordinadas também. O modo indicativo é 
dividido nos seguintes tempos: 
 Presente: É usado para expressar um fato 
que ocorre no momento que se fala. 
 Guilherme ESTÁ cansado. 
 Descreve um fato permanente: A terra GIRA 
em torno do sol. 
 Expressa um hábito: Fernando ESTUDA aos 
domingos. 
 Conferir realidade a falas passadas: Em 
1500 Cabral DESCOBRE o brasil. 
 Indicar futuro próximo: VOU amanhã para 
Búzios. 
 
178 
 
 Pretérito imperfeito: Pode ser usado para 
expressar, fatos repetidos habituais no 
passado: 
 Quando ERA pequena, BRINCAVA de boneca; 
 
 As duas ações que estão no pretérito imperfeito 
indicam fatos frequentes no passado. Uma ação 
que estava ocorrendo quando outra aconteceu: 
 Pedro TOMAVA banho quando o telefone TOCOU. 
 
 Temos duas orações pretéritas, a ação TOMAR 
BANHO é durativa, enquanto que a ação de o 
TELEFONE TOCOU é instantânea, estando, no 
pretérito perfeito. 
 PRETENDÍAMOS ir até sua casa, mas não foi possível. 
 
 Pretérito perfeito simples: Expressa um fato 
que começou e terminou no passado, próximo 
ou distante. 
 Conversei com Andreia HOJE (passado próximo); 
 Em 1990 (passado distante). 
 
 Pretérito mais que perfeito: é usado, para 
expressar um fato já terminado antes de outro 
no passado: 
 Ele já ESTUDARA quando sua namorada ligou. 
 
 Observe que há duas ações no passado: a ação 
de estudar ocorre antes da ação de ligar, daí ela 
vir no pretérito mais-que-perfeito. 
 Futuro do presente: É usado nas seguintes 
situações: Para indicar um fato futuro em 
relação a outro no passado: 
 Ele DISSE que FARIA todos os deveres. 
 
 Esse é o uso comum do futuro do pretérito: ele 
aqui vem combinado ao pretérito perfeito –DISSE- 
e indica uma ação futura, posterior à outra no 
passado para expressar duvida ou incerteza. 
 Quem ESTAVA lá? 
 
 Percebemos que tanto o futuro do presente 
quanto o futuro do pretérito podem, indicar dúvida, 
incerteza. Para denotar desejo, em tom polido: 
 GOSTARIA de um café? 
 
 Observe que, poderíamos até usar um verbo no 
presente do indicativo –ACEITA UM CAFÉ- mas a 
frase perderia seu tom polido, educado. 
 
b. Modo subjuntivo: Expressa um fato incerto, 
duvidoso ou até irreal. Suas principais 
subdivisões são: 
 Presente: Pode indicar semanticamente 
presente ou futuro: 
 É apenas que eles ESTEJAM doentes (possibilidade 
no presente); 
 Espero que CHOVA (hipótese no futuro). 
 
 
 
 
 Pretérito imperfeito: Expressa uma ação 
posterior a outro fato na oração principal: 
 Duvidei que ele TERMINASSE o trabalho; 
 Gostaria que você TROUXESSE as crianças. 
 Pode expressar também ideia de condição ou 
desejo: 
 Se ele VIESSE ao clube participaria do campeonato. 
 
 Futuro: Indica uma ação eventual, que pode 
ocorrer ou não, num momento futuro: 
 Quando ele VIER à loja, levará as encomendas. 
 
c. Modo imperativo: Quando aparecem verbos 
denotando ordem, pedido, desejo, súplica, 
temos o modo imperativo, que se formam das 
seguintes formas: 
 Afirmativo: TU e VÓS: Retirada do presente 
do indicativo com a supressão do S final. 
 FALA (tu), FALAI (vós). 
Você, nós e vocês: Retiradasdo presente do 
subjuntivo sem alteração: 
 Fale (você), falemos (nós), falem (vocês). 
 
 Negativo: Conjugação igual á do presente do 
subjuntivo, acrescentando-se a negativa 
antes da forma verbal. 
 Não fales tu, não fale você, não falemos nos, não falei 
vós, não falem vocês. 
 
Tempo 
 O tempo indica o momento em que se dá o fato 
expresso pelo verbo. Existem três no modo 
indicativo (presente, passado (pretérito) e 
futuro), mas só o passado e o futuro apresentam 
subdivisões: 
a. Presente: Faz referência a fatos que se 
passam ou se estendem ao momento em que 
falamos: 
 Do indicativo: Indica ação que acontece no 
momento da fala: 
 Ele ESTUDA de manhã e trabalha à tarde. 
 Canta, cantar, canto, cantamos, cantarei, cantam. 
 
 Do subjuntivo: Indica hipótese, dúvida: 
 Que nós ESTUDEMOS todas as manhãs. 
 Que eu cante, cante, cante, cantemos, canteis, 
cantem. 
 
b. Passado: Faz referência a fatos anteriores ao 
momento em que falamos é subdividido em: 
 Cantava (imperfeito, ação prolongada); 
 Cantei (perfeito ação concluída); 
 Cantara (mais-que-perfeito ação passada em relação 
a outra ação também passada). 
 
c. Futuro Enuncia um fato que ocorre no 
momento após em que se fala: 
 Eu cantarei, quando eu cantar. 
 Pretérito: Enuncia um fato anterior em 
relação ao momento em que se fala. 
 E eu cantara, eu cantei, eu cantava, se eu cantasse. 
 Presente: Enuncia um fato que ocorre no 
momento em que se fala: 
 Eu canto, que eu cante... 
 
 
179 
 
Ex.: 1: Complete as lacunas, colocando o verbo 
no tempo e modo pedidos. 
a. Que me conste, ainda ninguém____o seu 
próprio delírio... 
 (Relatar –Pretérito perfeito do indicativo- 
Relatou). 
b. Antes de iniciar este livro____ construído pela 
divisão do trabalho. 
 (Imaginar –Pretérito imperfeito do indicativo- 
Imaginei). 
c. Nesse tempo eu não____mais nela... 
 (Pensar -Pretérito imperfeito do indicativo- 
Pensava). 
d. Não sendo meus costumes dissimular ou 
esconder nada,____andar. 
 (Cantar -Futuro do presente do indicativo- 
Cantarei). 
e. O barulho urbano___amortecido aqui no quinto 
andar. 
 (Chegar –Pretérito imperfeito do indicativo- 
Chegava). 
 
Voz 
Trata-se da reação existente entre o verbo e o 
sujeito de uma mesma oração. Indica se o sujeito 
está participando ou sofrendo a ação expressa 
pelo verbo. São três: 
1. Voz ativa: Ocorre quando o sujeito prática a 
ação verbal, é o agente, executa a ação 
expressa pelo verbo: 
 Âni comeu a deliciosa maçã; 
 Eles saíram; 
 O macaco comeu a fruta. 
 Todos os alunos ouviram aquela musica. 
Todos os aluno Sujeito 
Ouviram V.T.D 
Aquela musica Objeto direto 
 
2. Voz passiva: Ocorre quando o sujeito sofre a 
ação verbal, é o paciente, receptor da ação 
expressa pelo verbo. 
 A deliciosa maçã foi comida pela Âni; 
 Comeu-se a deliciosa maçã. 
 
 Temos dois tipos de voz passivas a ANALÍTICA e 
a SINTÉTICA: 
a. Voz analítica: Constitui-se da locução verbal 
formada pelo verbo auxiliar + verbo principal 
no particípio. Os auxiliares usados são SER ou 
IR. 
 A fruta FOI comida pelo macaco; 
 A rosa SERÁ colhida por Maria; 
 O santo IA carregado pelos fiéis. 
 
SER + particípio: 
 Aquela musica foi ouvida por todos os alunos. 
Aquela musica Sujeito paciente 
Foi ouvida Ser + particípio 
Por todos os alunos Agentes da passiva. 
 
 
b. Voz sintética: Constitui-se do verbo principal 
na 3ª pessoa + partícula apassivadora SE. 
 Comeu-se a banana; 
 Comeram-se bananas; 
 Colheu-se a rosa. 
 
3. Voz reflexiva: Ocorre quando o sujeito, ao 
mesmo tempo, prática e sofre a ação verbal, é 
agente e paciente, executa e recebe a ação 
expressa pelo verbo. 
 Âni cortou-se com a faca; 
 O macaco feriu-se; 
 Maria cortou-se. 
 
Conjugação dos verbos 
 Conjugar um verbo é fazê-lo passar por todas as 
modificações que denotam o modo, o tempo, a 
pessoa, o numero e a voz. 
 A conjugação é constituída de radial (ou radicais) 
acrescido de características modais e temporais e 
de desinências pessoais e numéricas (flexões) 
 
Conjugação e verbos regulares 
 Tempo simples: terminações dos tempos 
simples e formas nominais: 
 1ª conjugação: tema em a: andAr; 
 2ª conjugação: tema em e: movEr; 
 3ª conjugação: tema em i: partIr. 
 Para conjugar qualquer verbo regular, teremos, 
apenas que ajustar seu radical as terminações da 
respectiva conjugação (1ª, 2ªe 3ª). 
 
Modo indicativo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
180 
 
Modo subjetivo 
 
 
Modo imperativo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tempos derivados do presente do indicativo 
 Presente do subjuntivo: Substitui-se a 
desinência –O da 1ª pessoa do singular do 
presente do indicativo pela desinência –E (nos 
verbos de 1ª conjugação) ou pela desinência –
A (nos verbos de 2ª e 3ª conjugação). 
 
 Imperativo: 
Imperativo afirmativo: Tira-se do presente do 
indicativo a 2ª pessoa do singular (TU) e a 
segunda pessoa do plural (VÓS) eliminando-se o 
S final. As demais pessoas são retiradas, sem 
alteração do presente do subjuntivo. 
 
Imperativo negativo: Forma-se o imperativo 
negativo, inserindo a negação as formas do 
presente do subjuntivo. 
Ex.: 1: Na frase [O homem] deixou de exercer sua 
força perante uma força maior, há o seguinte 
pressupostos acionado linguisticamente pelo verbo 
deixar. 
a. Correta: No passado, o homem exerceu sua 
força perante uma força maior; 
b. O homem é por natureza um ser que procura 
impor-se pela força; 
c. O homem esperto sabe que pode exercer sua 
força perante o mais fraco; 
d. Nos dias atuais, o homem busca varias formas 
de exercer seu poder sobre os demais. 
Resposta: 
 Alternativa (a) correta: se ele deixou de 
exercer sua força perante uma força maior 
significa que anteriormente ele exerceu; 
 Alternativa (b) incorreta: não há relação com 
o verbo destacado, muito menos com força 
física; 
 Alternativa (c) incorreta: não há comparação, 
apenas ideia de tempo; 
 Alternativa (d) incorreta: sem relação com o 
verbo destacado. 
 
 
Ex.: 2: A locução verbal, foram implementados, 
corresponde à forma implementaram-se. 
 ( ) certo ( ) errado. 
 Certo: implementaram-se: voz passiva 
sintética (V.T.D + se). foram implementadas: 
voz passiva analítica (ser + particípio). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
181 
 
Ex.: 3: Considerando as flexões verbais nos 
enunciados e considerando as flexões verbais nos 
enunciado e considerando a formalidade da língua, 
assinale a alternativa correta. 
a. A policia federal não interviu no caso da 
guerrilha urbana, porque entendeu não ser de 
sua competência; 
b. Se este verão trazer mais chuvas, teremos 
haver enchentes Brasil a fora; 
c. Em qualquer ramo da atividade humana, 
sempre evocaram bons e maus profissionais; 
d. Correta: Especialistas recomendam que 
respeitamos a natureza se não quisermos 
legar desastres irreparáveis a nossos filhos; 
e. A adoção de políticas mais severas em nova 
Iorque redeu a onda de crimes que assolava a 
cidade. 
Resposta: 
 Alternativa(a) incorreta: interveio = vir, veio; 
 Alternativa (b) incorreta: trouxa; 
 Alternativa (c) incorreta: houve; 
 Alternativa (d) correta: que respeitamos: 
presente do subjuntivo-dúvida, quisermos: 
pretérito imperfeito do subjuntivo condição. 
 Alternativa (e) incorreta: redeve = ter, teve. 
 
Ex.: 4: Com o verbo no futuro, a frase Eu vou 
andar 10km, deve ser reescrita da seguinte forma: 
a. Eu andava 10km 
b. Correto: Eu andarei 10KM; 
c. Eu tenho andado 10km; 
d. Eu ando 10km; 
e. Eu andara 10km. 
Resposta: 
 Alternativa (a) incorreta: Altera o tempo 
para o pretérito imperfeito; 
 Alternativa(b) correta: Vou andar equivale 
uma ação futura andarei; 
 Alternativa (c) incorreta: Passa para o 
tempo composto (ter + particípio); 
 Alternativa (d) incorreta: Alterna o tempo 
para o presente do indicativo; 
 Alternativa (e) incorreta: Altera o tempo 
para pretérito mais que perfeito do indicativo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ex.: 5: Mantendo-se o mesmo modo e tempo 
verbal, a oração: Nenhuma das identidades era 
reveladas. Pode ser reescrita da seguinte forma: 
a. Não se tem revelado nenhuma das 
identidades; 
b. Não se revelou as identidades nenhuma; 
c. Não revelarão nenhuma das identidades; 
d. Não são revelados nenhuma das identidades; 
e. Correta: Não revelaram nenhuma das 
identidades; 
Resposta: 
 Alternativa (a) incorreta: Presente do 
indicativo; 
 Alternativa (b) incorreta: Pretérito perfeito 
do indicativo; 
 Alternativa (c) incorreta: Futuro do presente 
do indicativo; 
 Alternativa (d) incorreta: Presente do 
indicativo; 
 Alternativa (e) correta: Era a revelavam: 
pretérito imperfeito do indicativo: ações 
prolongadas. 
 
 
 
 
 
 
 
2. DESINÊNCIAS NÚMEROS-PESSOAIS 
(DNP´s): Marcam a flexão dos verbos para 
indicar as noções de quantidades (número) e 
emissor (1ª pessoa), receptor (2ª pessoa), 
referente (3ª pessoa). Vem após as DMT´s, 
não há DNP´s em todos os tempos e modos. 
Radical Estud Bat Sorr 
VT A E I 
Tema Estuda Bate Sorri 
DMT Sse Re Ra 
DNP Mos Mos Mos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Classificação 
 Regulares: Possuem as desinências normais 
de sua conjugação e cuja flexão não provoca 
alterações no radical. 
 Canto, cantei, cantarei, cantava, cantasse. 
 
 Irregulares: A flexão provoca alterações no 
radical ou nas desinências. 
 Faço, fiz, farei, fizesse. 
 
182 
 
 Defectivos: Não apresentam conjugação 
completa. 
 Colorir, computar, falir. 
 
 Auxiliares: Fazem parte da formação dos 
tempos compostos e das locuções verbais. 
 Ser, estar, ter e haver. 
 
 Abundantes: Possuem mais de uma forma 
com o mesmo valor. Geralmente, esse 
fenômeno costuma ocorrer no particípio, em 
que, além das formas regulares terminadas em 
,-ADO ou -IDO, surgem as chamadas 
FORMAS CURTAS (particípio irregular). 
 Fritar: frito, fritado. 
 Prender: preso, prendido. 
 
 Pronominais: São aqueles verbos que se 
conjugam com os pronomes oblíquos átonos 
ME, TE, SE, NOS, VOS, SE, na mesma 
pessoa do sujeito, expressando reflexibilidade 
(pronominais acidentais) ou apenas 
reforçando a ideia já implícita no próprio 
sentido do verbo (reflexivos essenciais). 
 Abster-SE, ater-SE, apiedar-SE, atrever-SE, dignar-
se, arrepender-se. 
 
 Essenciais: Sempre se conjugam com os 
pronomes oblíquos ME, TE, SE, NOS, VOS e 
SE. 
 Abster-SE, ater-SE, apiedar-SE, atrever-SE, dignar-
SE, arrepender-SE, etc. 
 Acidentais: Verbo transitivo diretos em que a 
ação exercida pelo sujeito recai sobre o objeto 
representado por pronome oblíquo da mesma 
pessoa do sujeito; assim, o sujeito faz uma 
ação que recai sobre ele mesmo. Em geral, 
forma a VOZ REFLEXIVA. 
 Eu me arrependo; tu te arrependes; ele se 
arrepende; nós nos arrependeis, eles se 
arrependem. 
 
d. Defectivos: Verbos que não apresentam 
conjugação completa. Classificam-se em 
impessoais, unipessoais e pessoais. 
 Impessoais: Não possuem sujeito. 
Normalmente, são usados na 3ª pessoa do 
singular. Os principais são: 
 Haver: quando o sinônimo de existir, 
acontecer, realizar-se ou fazer, ser e estar 
(quando indicam tempo). 
 Fazer: ser e estar (quando indicam tempo). 
 Todos os verbos que indicam fenômenos 
da natureza são impessoais: 
 Chover, ventar, nevar, gear, trovejar. 
 
 Unipessoais: Possuem sujeito e são 
conjugados apenas nas terceiras pessoas, do 
singular e do plural. Entre os unipessoais 
estão os verbos que significam vozes de 
animais: 
 Bramar: tigre; 
 Bramir: crocodilo; 
 Cacarejar: galinha; 
 Coaxar: sapo; 
 Cricrilar: grilo. 
 
 Pessoais: não apresenta algumas flexões 
por motivos morfológicos ou eufônicos. 
 Falir, computar. 
 
Anômalos: São aqueles que incluem mais de um 
radical em sua conjugação. Os clássicos são os 
verbos SER e IR, acrescentamos o PÔR e 
SABER. 
Ir Vou Vais Ides Fui Foste. 
Por Ponho Pus Pôs Punha. 
Ser Sou És Fui Foste Seja. 
Saber Sei Saber Soube Saiba. 
 
e. Auxiliares: São aqueles que entram na 
formação dos tempos compostos e das 
locuções verbais. O verbo principal, quando 
acompanhado de verbo auxiliar, é expresso 
numa das formas nominais: 
 Infinitivo; 
 Gerúndio; 
 Particípio. 
 Os dois verbos podem ser substituídos por um, e 
o verbo que desaparece é o auxiliar. 
 
Farei Prova. 
Vou Fazer Prova. 
Verbo 
auxiliar 
Verbo principal 
no infinitivo 
 
 
Chega A hora da aula. 
Está chegando A hora da aula. 
Verbo 
auxiliar 
Verbo principal 
 no gerúndio 
 
 
Nós cumprimentamos os aprovados 
Os aprovados Foram Cumprimentados Por nós 
 Verbo 
auxiliar 
Verbo principal no 
Particípio. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
183 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Locução verbal 
 É um grupo de verbos que tem uma só unidade 
de sentido, como se fosse um só verbo. Formada 
por verbo auxiliar + verbo principal, a locução 
verbal representa uma só oração dentro da frase. 
Para reconhecer uma locução verbal, note que os 
verbos têm de se referir ao mesmo sujeito. 
 Vou estudar: quem vai? Eu. Quem estudará? Eu. 
 
Logo, se ambos os verbos se referem ao mesmo 
sujeito, estamos diante de uma locução verbal. 
 
Auxiliar e principal 
 Um verbo é chamado de AUXILIAR porque ele 
colabora (auxiliar/ajuda) com a formação de uma 
locução verbal, concorda em número e pessoa 
com sujeito, nunca variando os verbos auxiliares 
carregam aspectos ou durações diversas no 
processo verbal ampliando o sentido do verbo 
principal. 
 O verbo PRINCIPAL é aquele que carrega 
consigo o significado principal da locução e a 
noção de predicação verbal. 
 Auxiliares da voz: Forma a voz passiva (ser, 
estar, ficar, viver, andar, ir, vir + particípio): 
 Fomos vistos por ela; 
 Estive, vencido pelo cansaço, mas agora é 
diferente; 
 O mestre ficou rodeado de alunos. 
 
 Auxiliares de tempo composto: Formam o 
tempo composto dos verbos (ter/haver + 
particípio). 
 Espero que tenha/haja começado o jogo; 
 Se nós tivéssemos/houvéssemos vibrado mais, 
talvez conquistaríamos a copa. 
 
 Auxiliares de aspecto: Precisam o momento 
em que ação verbal se realiza: 
 Passou/começou/pôs-se a estudar (início); 
 Estou para (por) estudar (iminência); 
 Fiquei/ando/estou (a) escrever/escrevendo venho/ 
vou escrevendo (continuidade). 
 
 Auxiliares de modo (modais): Precisam o 
modelo como a ação verbal se realiza ou deixa 
de se realizar, os valores semântico dos 
verbos variam no contexto discursivo. 
 Tinha/havia de estudar, preciso (de) estudar 
(obrigação, necessidade, dever); 
 Posso estudar (possibilidade, capacidade, 
permissão); 
 Você pode começar a pagar a divida, se não vai 
preso! (obrigação/imposição). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Exemplo 1: Está inteiramente adequada a 
correlação entre os tempos e os modos verbais da 
frase: 
a. Os prefácios correriam o risco de serem inúteis 
caso tenham sido escrito segundo as 
instruções convencionais; 
b. Correto: Houve enorme interesse pela leitura 
de prefácios e os editoriais certamente 
cuidariam que fossem mais criativos; 
c. Quando se fizesse glosa de frase de um 
grande autor deve=se citar a fonte original: 
esse é um dever ético; 
d. Caso o autorviesse a infirmar tanta o nome 
do grande poeta como o da frágil poetisa, 
muitas o acusarão de indiscreto; 
e. Menos que seja objeto de preconceito, um 
bom prefacio sempre resistiria aos critérios de 
um crítico rigoroso; 
Resposta: (b). 
 Alternativa (a): caso tivessem; 
 Alternativa (c): quando se fizer; 
 Alternativa (d): acusariam ou venham; 
 Alternativa (e): resistirá. 
 
Exemplo 2: Transpondo-se para a voz passiva a 
frase vou glosar uma observação de Machado 
de Assis, a forma verbal resultante deverá ser: 
a. Terei glosado; 
b. Seria glosada; 
c. Haverá de ser glosado; 
184 
 
d. Correta: Será glosada; 
e. Terá sido glosada. 
 Resposta (d): Encontre o objeto direto da 
ativa, faça a transposição e acrescente o 
verbo ser no tempo em que está o verbo 
principal da ativa: uma observação de 
Machado de Assis será glosada = sujeito 
paciente + verbo ser no futuro do P.I + 
particípio do verbo principal + agente da 
passiva. 
 Alternativa (a): Além de alterar o tempo, 
acrescentou-se o verbo ter e isso não pode 
ocorrer; 
 Alternativa (b): O tempo foi alterado para 
futuro do pretérito do indicativo (condição); 
 Alternativa (c): Se na ativa temos um verbo, 
na passiva teremos dois, já que 
acrescentaremos apenas o verbo ser. 
eliminado facilmente; 
 Alternativa (e): Mais uma vez há três verbos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Flexão verbal e nominal 
 São morfemas colocamos no final das palavras 
para indicar flexões verbais ou nominais. Podem 
ser: 
 Nominais: Indicam gênero e número de 
nomes (substantivos, adjetivo, pronomes, 
numerais). 
 Casa-casAS, gato-gatA. 
 
 Gênero: Os substantivos masculinos são 
antecedidos pelo artigo O: 
 O lança-perfume, O tapa, O champanha, O dó, O 
diabetes. 
 
 Os substantivos têm duas formas uma para o 
masculino, e outro para o feminino. São os 
substantivos biformes. Regras de formação do 
feminino: 
 Substantivos terminados em O mudam para 
A. 
 O sapO = A sapa, O canáriO = A canáriA, O pilotO = A 
pilota. 
 
 Substantivos terminados em ÃO mudam 
para à outros para AO e ainda para ONA 
(aumentativo). 
 O capitÃO = A capitÃ, O telÃO = A tecelÃ/tecelONA, O 
chorÃO = A chorONA. 
 
 Substantivos terminados em OR formam o 
feminino com o acréscimo de A. 
 O doutOR = DoutorA, O coletOR = coletorA, O 
trabalhadOR = trabalhadorA, O arrumador = a 
arrumadEIRA, O lavradOR = lavradEIRA, O 
trabalhadOR = trabalhadEIRA. 
 
 O sufixo EIRA pode indicar qualidade, 
portanto, adjetivação: 
 Mulher trabalhadEIRA, pessoa faladEIRA. 
 
 Alguns substantivos com terminação E 
podem fazer o feminino mudando a 
terminação para A. 
 O infantE = InfantA, O governantE = A governantA, O 
elefantE = A elefantA. 
 
 Substantivos terminados em ÊS, L e Z 
fazem o feminino com o acréscimo de A. 
 O freguÊS = A freguesA, O oficiaL = oficialA, O juiZ = 
JuizA. 
 
 Há ainda substantivos que são masculinos 
ou femininas, conforme o sentido com que 
se acham usadas. 
 A cabeça (parte do corpo)/O cabeça (O chefe), A 
grama (relva)/O grama (unidade de peso). 
 
 
 
 
 
 
 Número: Os nomes de modo geral admitem a 
flexão de número em: singular e plural. 
f. Plural dos substantivos simples: aos 
substantivos terminados em vogal, ditongo 
oral e consoante N devem ser acrescidos a 
consoante S ao final da palavra. 
 HerÓI = HeróiS; 
 IrmÃO = IrmãoS. 
 PlânctoN = PlânctonS. 
 
g. Aos substantivos que terminam em 
consoantes M devem ser acrescidos aos 
consoantes NS ao final da palavra. 
 AbordageM = AbordageNS; 
 ModelageM = ModelageNS; 
 HomeM = HomeNS. 
 
h. Aos substantivos que terminam com as 
consoantes R e Z devem ser acrescidos ES 
ao final da palavra. 
 HambúrgueR = HamburguerES; 
 Chafariz = ChafarizES; 
 ColheR = COLHERES. 
 
i. Nos substantivos terminados em AL, EL, OL, 
UL deve ser substituído a consoante L por IS. 
 GirassOL = GirassóIS; 
 VogAL = VogaIS; 
 AzuL = AzuIS; 
 MaL = MalES; 
 CônsuL = ConsulES. 
 
j. Os substantivos que terminam em IL são 
pluralizados de duas formas: 
 Em palavras oxítonas terminadas em IL: 
 AnIL = Anis; 
 
 
185 
 
 JuvenIL = JuveniS. 
 
 Em palavras paroxítonas terminal em IL: 
 InútiL = InúteiS; 
 RéptIL = RéptEIS. 
 
k. Os substantivos terminados em consoantes S 
fazem o plural de duas formas. 
 Em substantivos monossilábicos ou 
oxítonos, há o acréscimo de ES. 
 Paz = Pazes; 
 Algoz = Algozes. 
 
 Os substantivos paroxítonos ou 
proparoxítonos são invariáveis: 
 Férias = Férias; 
 Ônibus = Ônibus. 
 
l. Os substantivos terminados em ÃO podem 
ser pluralizados de três formas: 
 Substituindo o ÃO por ES: 
 DoaçÃO = DoaçÕEs; 
 EmoçÃO = EmoçÕES. 
 
 Substituindo o ÃO por ÃES: 
 Alemão = Alemães; 
 Pão =Pães. 
 
 
 
 Substituindo o ÃO por ÂOS: 
 CidadÃO =CidadÃOS; 
 
Os substantivos terminados em X são invariáveis. 
 CórteX = CortéX. 
 
 Verbais: Indicam número, pessoa, tempo e 
modo dos verbos. Existem dois tipos de 
desinências verbais: Flexões estas 
relacionadas a pessoa: indica as três pessoas 
relacionadas tanto no modo singular, quanto 
no plural. 
 Número: Representa a forma pela qual o 
verbo se refere a essas pessoas gramaticais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ADVÉRBIO 
 Advérbio é uma palavra invariável que modifica o 
sentido do verbo, do adjetivo e do próprio 
advérbio. Modifica o verbo exprimindo uma 
circunstância (tempo, lugar, modo) pode ainda o 
advérbio modificar o adjetivo ou outro advérbio. E 
desempenha na oração a função de adjunto 
adverbial. 
 Aqui tudo vai bem (lugar e modo); 
 Hoje não irei lá (tempo, negação e lugar); 
 O aluno talvez não tenha redigido muito bem (duvida, 
negação, intensidade e modo). 
 
 O advérbio é constituído por palavra de natureza 
nominal ou pronominal unitária, a um adjetivo e a 
um advérbio (intensificador), ou a uma declaração 
inteira. 
 João escreve bem (advérbio em referência ao verbo); 
 José é muito bom escritor (advérbio em referência ao 
advérbio bem); 
 José escreve muito bem (Advérbio em referência ao 
advérbio bem). 
 
 Distribuímos os advérbios em assinalar a posição 
temporal (tempo) ou espacial do falante (lugar) ou 
ainda o modo pelo qual se visualiza o estado de 
coisas designadas na oração combinações com 
advérbios: Advérbios há o de tempo e lugar que 
marcam melhor sua função ou designação 
mediante o uso de uma preposição. 
 Por agora, estão encerrados os trabalhos; 
 Perto cedo, já havia compradores de ingressos; 
 De longe, já se viam as chamas. 
186 
 
 
Diferença de advérbio e locução adverbial: 
Advérbio. Uma palavra. Ontem. 
Locução 
 Adverbial. 
É um conjunto de palavras que 
pode exercer a função de advérbio. 
De modo 
Algum. 
 
Diferença entre o advérbio, pronome indefinido 
e adjetivo: 
Advérbio Ligado ao verbo e 
invariável 
Estudei muito= 
estudamos muito. 
Adjetivo Qualifica e varia 
(gênero e normal) 
O livro é caro= 
 os livros são caros. 
Pronome 
indefinido 
Sentido vago Estudamos muitas horas. 
 
 Conforme a circunstâncias que expressam, os 
advérbios classificam-se em: 
 Modo: Às pressas, à vontade, à vista, em 
silêncio, de cor, ao acaso etc. 
 Tempo: À noite, de manhã, à tarde, em breve, 
de vez em quando etc.; 
 Lugar: Ao lado, de longe, por ali, à direita, de 
cima etc.; 
 Afirmação: Com certeza, sem dúvida etc.; 
 Negação: de modo nenhum, de forma alguma, 
etc.; 
 Quantidade/intensidade: Muito, demais, 
bastante, pouco, menos, tão etc. 
 Duvida: talvez, provavelmente, possivelmente,quiça. 
Locução adverbial 
Uma locução adverbial é um conjunto de uma ou 
mais palavras que desempenham a função de um 
advérbio. Geralmente é formada por: 
Preposição + substantivo/adjetivo/advérbio. 
 A preposição, funcionando como transpositor 
prepara o substantivo para exercer uma função 
que primeiramente não lhe é próprio: 
 Preposição + substantivo = na verdade; 
 Preposição + adjetivo = de novo; 
 Preposição + advérbio = por aqui. 
 
 Modo: Às pressas; à vontade, à vista, ao 
acaso; grande parte dos vocábulos terminados 
em MENTE: alegremente, calmamente, 
afobadamente etc. 
 Tempo: À noite, de manhã, à tarde, em breve; 
 Lugar: Ao lado, de longe, por ali, à direita, de 
cima; 
 Afirmação: De modo nenhum, de forma 
alguma; 
 Quantidade/intensidade: De pouco, de todo. 
 
Advérbios interrogativos 
 As palavras ONDE, COMO, QUANDO, usadas 
em frases interrogativas, são chamadas advérbios 
interrogativos: 
 Onde, expressa circunstância de modo: 
 Onde você mora?; 
 Quero saber onde você mora. 
 Como, expressa circunstância de modo: 
 Como se chega a casa de José?; 
 Não sei como ele fez isso. 
 Quando, expressa circunstâncias: 
 Quando você volta? 
 
Grau de advérbio 
 São consideradas palavras invariáveis, pois não 
sofrem flexão de gênero e número. Porem, alguns 
sofrem flexão de grau como os adjetivos. 
 
Grau comparativo: 
 De igualdade: Na formação do comparativo 
de igualdade, usamos o tão antes do advérbio 
e o como ou quanto depois: 
 Os alunos chegarão tão cedo quanto os professores. 
 
 De superioridade: Na formação do 
comparativo de superioridade, usamos o mais 
antes do advérbio e o que ou do que depois: 
 Os alunos chegaram mais cedo do que os 
professores. 
 
 De inferioridade: Na formação do 
comparativo de inferioridade, usamos o menos 
antes do advérbio e o que ou do que depois: 
 Os alunos chegaram menos cedo do que os 
professores. 
 
 
 
 
Grau superlativo: Pode ser analítico ou sintético. 
Analítico: Formado com auxilio de um advérbio de 
intensidade: 
 Cheguei muito cedo à escola ontem. 
 
Sintético: é formado pelo acréscimo do sufixo ao 
advérbio: 
 Cheguei cedissimo à escola ontem. 
 
Ex.: 1: Analise os advérbios em destaque, 
classificando-os de acordo com as circunstância 
que a eles se referem. 
a. HOJE fomos surpreendidos com a chegada 
dos visitantes; Tempo. 
b. NÃO me incomodo com sua impaciência; 
Negação. 
c. TALVEZ eu compareça ao seu aniversário; 
Dúvida. 
d. Estamos MUITO contentes com sua 
aprovação; Intensidade. 
e. ALEGREMENTE Pedro se despediu de sua 
família. Modo. 
 
Ex.: 2: Os advérbios em MENTE das alternativas 
abaixo designam a mesma circunstância, exceto 
em: 
a. Os soldados combateram estoicamente até a 
morte; 
b. Os fiscais sugerirão ironicamente que os 
candidatos fossem submetidos a outro exame; 
c. Correto: Possivelmente haverá nova 
oportunidade; (incerteza). 
 
 
187 
 
d. No momento da discussão, alguns convidados 
saíram sutilmente sem se despedirem. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PREPOSIÇÃO 
 Preposição é a palavra invariável que liga duas 
outras palavras, estabelecendo relações de 
sentido ou de dependência: 
 A loja de José fica na vila Mariana. 
 A preposição DE relaciona JOSÉ e LOJA, 
indicando uma relação de posse. Essa relação é 
do tipo subordinativo, ou seja, entre os 
elementos ligados pela preposição não há sentido 
de expressão é dependente da união de todos os 
elementos que a preposição vincula. 
 Os candidatos de São Paulo falavam sobre a prova. 
 As preposições ligam termos, subordinam-nos. O 
termo que antecede a preposição é chamado de 
regente e o termo posposto é chamado regido. 
 As preposições são palavras invariáveis, pois não 
sofrem flexão de gênero, número ou variação em 
grau como os nomes, nem de pessoa, número, 
tempo, modo, aspecto e voz como os verbos. Em 
varias situações as preposições se combinam a 
outras palavras da língua e, assim, estabelecem 
uma relação de concordância em gênero e 
número com essas palavras às quais se ligam. 
 
Classificação 
Classificamos as preposições de duas formas. 
 
 Essenciais: São palavras que funcionam só 
como preposição: 
 A, ante, após e até; 
 Com, contra; 
188 
 
 De, deste. 
 
 Acidentais: São palavras de outras classes 
gramaticais, que em certas ocasiões 
funcionam como preposição. 
 Conforme, consoante, segundo, durante, mediante, 
como, etc. 
 
Locução prepositiva 
 É um conjunto de duas ou mais palavras fazendo 
a ligação entre dois termos: 
 Abaixo de; 
 Acima de; 
 Acerca de; 
 A fim de; 
 Além de; 
 
Combinação, contração e crase 
As preposições A, DE, EM e POR, quando unidas 
a certas palavras, formam um só vocábulo. 
 Combinação: a preposição não sofre 
mudanças. 
m. A + artigos definidos masculinos: 
 Eles foram AO cinema; 
 As meninas voltaram AOS seus quartos. 
 
 
 
 
 A + onde (advérbio interrogativo/pronome 
relativo): 
 Aonde você foi? 
 Sempre quis conhecer a cidade aonde você foi nas 
férias passada. 
 
 Contração: A preposição sofre algumas 
mudanças: 
 De + Artigos: 
 De + O(s) = do(s); 
 De + A(s) = da(s); 
 De + um(s) = dum; 
 De + uns = duns; 
 De + uma(s) = duma(s). 
 
 De + pronomes pessoais: 
 De + ele(s) = dele(s); 
 De + ela(s) = dela(s). 
 
 De + pronomes demonstrativos: 
 De + este(s) = deste(s); 
 De + esta(s) = desta(s); 
 De + esse(s) = desse(s); 
 De + essa(s) = dessa(s). 
 
De + pronomes indefinidos: 
 De + outro = doutro(s); 
 De + outra = doutra(s). 
 
 De + advérbio: 
 De + aqui = daqui; 
 De + aí = daí; 
 De + ali = dali. 
 
 Em + artigos: 
 Em + o(s) = no(s); 
 Em + a(s) = na(s). 
 
Em + pronomes demonstrativos: 
 Em + este(s) = neste(s); 
 Em + esta(s) = nesta(s); 
 Em + esse(s) = nesse(s). 
 
 Crase: a fusão de vogais idênticas: 
 A + artigos definidos femininos: 
 A + a(s) = às; 
 A + aquele(s) = àquele(s); 
 A + aquela(s) = àquela(s). 
 
Ex.: 1: Assinale a alternativa em que a preposição 
estabeleça o mesmo tipo de relação que na frase 
matriz: 
a. Criaram-se a pão e água. 
b. Desejo todo o bem a você; 
c. A julgar por esses dados, tudo está perdido; 
d. Correto: Andei a colher alguns frutos do mar; 
e. Ao entardecer, estarei ai. 
 
 
 
 
 
CONJUNÇÃO 
 É a palavra invariável que liga duas orações 
entre si, dentro da mesma oração, liga dois termos 
entre si independentes. 
 
Classificação 
 Podem ser coordenativas ou subordinativas. 
coordenadas ligam orações independentes 
sintaticamente e subordinadas ligam orações que 
possuem dependência sintática. 
 
 
 
Coordenadas 
Aditivas; 
Adversativas; 
Alternativas; 
Conclusivas; 
Explicativas. 
Subordinadas Integrantes; 
Adverbiais. 
 
Conjunção coordenativa 
 Conjunções que ligam duas orações ou dois 
termos, sendo que ambos os elementos ligados 
permanecem independentes entre si. As 
conjunções coordenativas subdividem-se em: 
 Aditivas: ligam pensamentos similares ou 
equivalentes. Principais conjunções: 
 E, nem, mas também, senão, ainda... 
 Radegondes não veio NEM ligou. 
 
 Adversativas: ligam pensamentos similares 
que contrastam entre si. Principais 
conjunções: 
 Mas, porém, todavia, contudo, entretanto, não 
obstante etc. 
 Ela saiu, MAS voltará logo. 
 
 
 
189 
 
 Alternativas: ligam pensamentos que se 
excluem ou se alternam. Principais 
conjunções: 
 Ou,ou... Ou, ora... Ora, já... Já, quer... quer etc. 
 Você lavará a louça, OU limpará o quarto. 
 
 Conclusivas: Ligam duas orações, sendo que 
a segunda encerra a conclusão ou dedução de 
um raciocínio. Principais conjunções: 
 Logo, portanto, por conseguinte por consequência, 
pois (após o verbo da oração). etc. 
 Ela estuda bastante, LOGO terá boas notas. 
 
 Explicativos: Que ligam duas orações, sendo 
que a segunda se apresenta justificando a 
anterior. Principais conjunções: 
 Pois, porque, que, porquanto etc. 
 Ela não irá à festa, PORQUE haverá prova no 
mesmo dia. 
 
 
 
 
 
 
 
Conjunções subordinativas 
 São as que ligam duas orações, sendo que a 
segunda é sujeito, complemento ou adjunto da 
primeira. A primeira é oração subordinativa 
subdividem-se em integrantes e adverbiais. 
Integrantes: São as que ligam duas orações, 
sendo que a segunda é sujeito ou complemento 
da primeira. Principais conjunções: QUE, SE. 
 É necessário QUE ela se case. 
 Eu não sei SE o rapaz fará o trabalho. 
 
 Adverbiais: São as que ligam duas orações, 
sendo que a segunda é adjunto adverbial da 
primeira, ou seja, a segunda expressa 
circunstancia de finalidade, modo, 
comparação, proporção, tempo, condição, 
concessão, causa ou consequência. As 
conjunções subordinativas adverbiais 
subdividem-se em: 
n. Causa: Ligam duas orações, sendo que a 
segunda contém a causa, e a primeira o 
efeito. 
Principais conjunções: 
 Porque, visto que, quanto, já que, como etc.; 
 Ela saiu mais cedo, JÁ QUE não havia mais trabalho a 
fazer. 
 
Comparativas: Ligam duas orações, sendo que a 
segunda contém o segundo termo de uma 
comparação. Principais conjunções: 
 Como, (tal)...tal, (menos)... Do que (mais)... Do que, 
(tal)... Qual etc. 
 As meninas eram lindas COMO anjo. 
 
Concessivas: Ligam duas orações, sendo que a 
segunda contém um fato que não impede a 
realização da ideia expressa na oração principal, 
embora seja contrário àquela ideia. Principais 
conjunções: 
 Embora, ainda que, mesmo que, posto que. 
 Ela está sorrindo, EMBORA se sinta triste. 
 
 Condicionais: Ligam duas orações, sendo 
que a segunda expressa uma hipótese ou 
condição. 
Principais conjunções: 
 Se, caso, salvo se, desde que, a menos que, contanto 
que etc. 
 Ela ficará feliz, SE você visitá-la. 
 
 Conformativos: Ligam duas orações, sendo 
que a segunda expressa circunstancia de 
conformidade ou modo. 
Principais conjunções: 
 Como, segundo, conforme etc. 
 Tudo aconteceu SEGUNDO havia previsto a 
cartomante. 
 
 
 
 
 
 Consecutivas: Ligam duas orações, sendo 
que a segunda diz a consequência de uma 
intensidade expressa na primeira. 
Principais conjunções: 
 (Tão)... que, (tal)...que, (tamanho),,, que, (tanto)... que 
etc. 
 Ela estudou tanto QUE foi a primeira colocada no 
concurso. 
 
 Finais: Ligam duas orações, sendo que a 
segunda expressa circunstância de finalidade. 
Principais conjunções: 
 Para que, a fim de que, que, porque: 
 Ele estudou, A FIM de passar no concurso. 
 
 Proporcionais: Ligam duas orações, sendo 
que a segunda expressa fato que decorre ao 
mesmo tempo que outra, em relação de 
proporção. Principais conjunções: 
 À medida que, à proporção que, tanto mais, quanto 
mais etc. 
 À MEDIDA QUE os convidados chegavam, o baile 
ficava mais animado. 
 
 Temporais: Ligam duas orações, sendo que a 
segunda expressa circunstancia de tempo. 
Principais conjunções: 
 Quando, enquanto, apenas, mal logo que, depois que, 
antes que, até que, que etc. 
 Ela sorriu, QUANDO me viu. 
 
 Ex.: 1: Nas frases seguintes, identifique as 
preposições e indique o sentido da relação que 
estabelecem: 
a. Não se deve ir à praia ao meio dia! 
 A = lugar / a = tempo. 
 Passei o dia à toa; à noite, senti-me vazio; 
 A = modo / a = tempo. 
190 
 
b. Com o não reagir ante tanta desfaçatez; 
 Ante = lugar conotativo. 
c. Varias pessoas seguiam após eles; 
 Após = lugar. 
d. Após alguns minutos, resolvi intervir; 
 Após = tempo. 
e. Estou decidido: agora, vou até o fim!; 
 Até = limite. 
f. As discussões estão suspensas, até segunda 
ordem. 
 Até = limite. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
NUMERAL 
 O numeral indica a quantidade absoluta 
(cardinal), quantidade fracionada (fracionária), 
quantidade multiplicativa (multiplicativa) e 
ordem, sequencial, posição (ordinal) de coisas 
ou pessoas. O numeral é uma classe variável 
em gênero e número é um determinante que 
acompanha o substantivo (numeral adjetivo) ou 
substitui (numeral substantivo). 
 Numerais cardinais: Em gênero e numero 
variam em gênero são: 
Um = uma; dois = duas. 
 Só um aluno e uma aluna da turma passaram na prova. 
 
 Numerais ordinais: Variam em gênero e 
número: 
 Primeiro, primeira, primeiros, primeiras. 
 
 Numerais multiplicativos: Variam em gênero 
e em número quando acompanham 
substantivo. 
 Os saltas e piruetas triplas daquela ginasta deixam-nos 
de queixo caído. 
 
 Numerais fracionários: variam em gênero e 
número: 
 Um quarto, dois quartos, duas quartas, trinta e quatro 
avos... 
 
 O numeral é um termo que funciona como 
adjunto adnominal quando acompanha um 
substantivo; quando substitui o substantivo, tem 
função substantiva. 
 UMA cerveja é pouco, DUAS é bom, TRÊS é... bom 
demais. 
 
 
 
191 
 
 Os vocábulos uma, duas e três. Indicam 
quantidade absoluta, logo são cardinais. 
Variaram os dois primeiros, de forma: 
 Uma cerveja... duas é bom... 
 
 O primeiro numeral é adjetivo, pois acompanha 
um substantivo e os demais são numerais 
substantivo, pois substituem um substantivo 
(cerveja); Funcionam como adjunto adnominal (o 
primeiro) e como sujeito (o segundo e o terceiro). 
 
Classificação 
 Nossos numerais são de origens árabes, por isso 
é algarismo arábicos, também temos romanos: 
Arábicos: 
1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10...100; 
Romano: 
I, II, III, IV, V, VI, VIII, IX e XX. 
 
Numerais coletivos: indicam o número exato de 
seres ou objetos de um conjunto, flexionando em 
número, quando necessário: 
Dúzia, cento, milhas, par e milheiro. 
 
 
 
Uso: Na designação de soberanos, (reis, 
príncipes, imperadores), papas, séculos, livros e 
partes de uma obra (capítulo, parágrafo, tomo 
etc). 
Quando o numeral é posposto ao substantivo, 
usam-se os numerais ordinais até o décimo daí 
em diante, devem-se usar os cardinais. Se estiver 
anteposto, o ordinal é obrigatório: 
 Ao papa Paulo VI (sexto); João Paulo II (segundo), Bento 
XVI (dezesseis); 
 Este livro é o 10º (décimo); 
 O rei Luiz XV (quinze); 
 Após o parágrafo IX (nono); 
 O V (quinto). 
 
Em textos legais, na linguagem jurídica, os artigos, 
incisos, decretos, portarias, regulamentos e 
parágrafos numerados até nove são lidos como 
ordinais, do número dez em diante, são lidos 
como cardinais. Alem disso, flexiona-se o numeral 
em gênero para identificação da página e folhas, 
preferencialmente. Se estiver anteposto, o ordinal 
é obrigatório. 
 Antes do artigo 10 (dez) vem o artigo 9º (nono); 
 O 22º (vigésimo segundo) decreto. 
 
 Na identificação de casas, apartamentos, 
páginas, que não em meio jurídico usam-se os 
cardinais. se antepostos usa-se cardinal. 
 Moro na casa seis da vila; 
 Leia, por favor, na página três a sinopse; 
 Dia quatro de setembro é meu aniversário. 
 
Em relação ao primeiro dia do mês, deve-se usar 
o ordinal: 
 Rio de janeiro, 1º de dezembro de 2012. 
 
Com relação às datas podemos ou não usaraos, 
a ou em: 
 A presidenta tomou posse 2 de janeiro de 2011; 
 A presidenta tomou posse a 2 de janeiro de 2011; 
 A presidenta tomou posse em 2 de janeiro de 2011; 
 A presidenta tomou posse aos 2 de janeiro de 2011; 
 A presidenta tomou posse no dia 2 de janeiro de 
2011. 
 
 Não se usa o ponto entre os numerais quando 
estes designam datas. Nos demais casos, o ponto 
deve ser colocado entre centenas e milhares. 
 Escrevi isto no dia 13 de junho de 2012; 
 A gramática tem mais de 1.500 questões 
comentadas. 
 
Leitura: Separando os números em centenas e, 
no inicio, também de dezenas ou unidade. Entre 
esses conjuntos usam-se vírgulas, as unidades 
ligam-se pela conjunção E. 
 1.203.726: um milhão, duzentos e três mil, setecentos 
e vinte e seis; 
 45.520: quarenta e cinco mil quinhentos e vinte. 
 
 
 
 
 
Ex.: 1: Cardinais ou ordinais?: 
a. Luiz XVI; Dezesseis, oitavo, sexto; 
b. Henrique VIII; Oitavo; 
c. Dom João VI; Sexto. 
 
Ex.: 2: Os ordinais referentes aos números 80, 
300, 700 e 90 são, respectivamente. 
a. Octagésimo, trecentésimo, 
septagentesimo, nongentésimo; 
b. Octogésimo, trecentésimo, 
septuagésimo, nonagésimo; 
c. Octingentésimo, tricentésimo, 
septuagésimo, nonagésimo/ 
d. Octogésimo, tricentésimo, septogésimo, 
nongentésimo. 
 
Ex.: 3: Identifique se o termo destacado é 
numeral ou artigo indefinido. 
a. Você só tem uma vida, cuide bem dela; 
b. Ele não fala uma palavra de chinês; 
c. Aqueles invasores podem representar 
uma ameaça para os índios; 
d. A decomposição desse material pode 
demorar um século. 
e. Resposta: Numeral, artigo, artigo, 
numeral. 
 
 
 
 
 
 
 
192 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CONCORDÂNCIA 
 A concordância diz respeito à conformidade de 
palavras que mantêm relação entre si. 
Concordância é a correspondência de flexões 
existentes entre dois termos, ou mais, de uma 
oração, como entre verbo e sujeito, entre 
substantivo e adjetivo. 
 A concordância é o processo sintático segundo o 
qual certas palavras se combinam. Essa 
combinação formal se chama flexão, e se dá 
quanto a gênero e numero, nos nomes; e pessoa 
e número nos verbos. Daí a divisão: 
1. Concordância nominal; 
2. Concordância verbal. 
 
CONCORDANCIA VERBAL 
 Trata da adequada flexão, em número e pessoa, 
de um verbo com seu sujeito. Ou seja: sujeito no 
singular=verbo no singular, sujeito na 3ª pessoa = 
verbo na 3ª pessoa... E por aí vai... 
Você me faz Feliz 
Sujeito Verbo 
Pronome 3ª 
Pessoa 
 do singular 
 Verbo 3ª 
pessoa 
do singular 
 
 
Musica e literatura fazem Bem à alma 
Sujeito composto Verbo 
2 núcleos: 
3ª pessoa 
do plural 
Verbo 3ª 
 pessoa do 
plural. 
 
 
 E certos casos, o verbo pode concordar com o 
termo mais próximo do sujeito. Dizemos que, 
nesses casos, há uma concordância verbal 
atrativa. 
 
 
193 
 
 Conquistou O ALUNO E A ALUNA a tão sonhada 
vaga de analista judiciário. 
 
É obvio que o verbo poderia concordar com os 
dois núcleos do sujeito composto: 
 
 Conquistaram O ALUNO E A ALUNA a tão 
sonhada vaga de analista judiciário. 
 
Concordância do sujeito simples 
 Sujeito simples é aquele que possui apenas um 
núcleo, então o verbo concordará em pessoa e 
número com esse núcleo: 
 O chefe da seção PEDIU maio assiduidade; 
 A violência DEVE ser combatida por todos; 
 Os servidores públicos do ministério da fazenda 
DISCORDARAM da proposta. 
 
Particularidades: 
 Sujeito simples constituído de substantivo 
coletivo + determinante: Verbo concorda 
com o coletivo ou com o determinante: 
 
 O bando VOOU; 
 Bando de aves VOOU; 
 O bando de aves VOARAM. 
 
 Sujeito simples constituído de expressão 
quantitativa + determinante: Verbo concorda 
com a expressão quantitativa com o 
determinante: 
 
 A maioria das pessoas VIAJOU para o sul do país; 
 A maioria das pessoas VIAJARAM para o sul do 
país; 
 
 A maior parte das alunas FALTOU; 
 A maior parte das alunas FALTARAM. 
 
 Sujeito simples constituído de nome 
próprio no plural: Sem artigo e verbo no 
singular, com o artigo, verbo concorda com o 
artigo: 
 
 Alpes FICA na Europa; 
 Os Alpes FICAM na Europa; 
 
 Estados Unidos DOMINA o mundo; 
 Os Estados Unidos DOMINAM o mundo. 
 
 Sujeito simples constituído de pronome 
indefinido plural + pronomes pessoais NÓS 
ou VÓS: o verbo pode concordar com o 
pronome indefinido ou com o pronome 
pessoal: 
 
 Alguns de nós FARÃO o trabalho; 
 Alguns de nós FAREMOS o trabalho; 
 
 Quais de vós SERÃO os premiados? 
 Quais de vós SEREIS os premiados? 
 
 Muitos de nós PARTICIPARÃO das competições. 
 muitos de nós PARTICIPAREMOS das competições. 
 
 Sujeito simples constituído de pronome 
relativo QUE: o verbo concorda com o 
referente do pronome relativo: 
 
 Fui eu QUE escrevi a carta; 
 Fostes vós QUE escreveste a carta; 
 Não serão os meninos QUE farão esse trabalho. 
 
 Sujeito simples constituído do pronome 
relativo QUEM: O verbo concorda com o 
referente do pronome relativo ou com o próprio 
pronome relativo (3ª pessoa do singular). 
 
 Fui eu QUEM escrevi a carta; 
 Fui eu QUEM escreveu a carta; 
 Fostes vós QUEM escrevestes a carta; 
 Fostes vós QUEM escreveu a carta; 
 Não serão os meninos QUEM farão esse trabalho; 
 Não serão os meninos QUEM fará esse trabalho. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Silepse de pessoa 
 É possível, usar o sujeito na 3ª pessoa do plural e 
o verbo na 1ª pessoa do plural. Isso é a 
concordância ideológica, ou irregular (silepse): 
 
 Os culpados seremos punidos; 
 Os alunos estudiosos fomos aprovados no concurso; 
 Todos somos a pátria; 
 
Silepse de número 
 Com as expressões quantitativas distantes do 
verbo, podemos concordar o verbo com a ideia de 
plural transmitida pela expressão quantitativa: 
 
 Esperavam por ajuda: sem comida, sem água, sem 
abrigo, a multidão desabrigada pela chuva; 
 A maioria chegou cedo, com as cestas cheias de 
guloseimas, espalharam tudo sobre lindas toalhas e 
foram brincar, aproveitando a deliciosa manhã. 
 
Concordância do sujeito composto 
 Sujeito composto é aquele que possui dois ou 
mais núcleos, então o verbo concordará em 
pessoa e número com esse núcleo: 
 
 A MENINA e o MENINO saíram; 
 As JOIAS e os DÓLARES desapareceram; 
 Iremos ao mercado VOCÊ e EU. 
 
 Sujeito composto constituído de pessoas 
gramaticais diferentes: O verbo vai para o 
plural e para pessoa que tiver a primazia, 
nesta ordem: 1ª pessoa tem prioridade sobre 
2ª e 3ª, 2ª e 3ª são equivalentes. 
 
 PASCOALINA e EU fomos ao mercado; 
194 
 
 TU e EU viajaremos para o sul do país; 
 ELE e EU não fizemos a prova; 
 ELE, TU e EU seremos amigos para sempre; 
 TU e ELE sereis amigos para sempre. 
 
 Sujeito composto pospostos ao verbo: O 
verbo fica no plural, concordando com o 
conjunto, ou concorda com o núcleo que 
estiver mais próximo: 
 
 Chegaram o PRESIDENTE e seus MINISTROS; 
 Chegou o PRESIDENTE e seus MINISTRO. 
 
 Na semana passada, estivemos aqui TU e EU; 
 Na semana passada, estiveste aqui TU e EU. 
 
 Sujeito composto constituído de termos 
sinônimos ou quase sinônimos: Quando os 
sinônimos formam um todo indivisível, ou 
simplesmente se reforça, a concordância é 
facultativa no singular ou no plural: 
 
 A SOCIEDADE, o POVO se une para construir uma 
nação mais justa; 
 A SOCIEDADE, o POVO se unem para construiruma nação mais justa; 
 AMOR e PAIXÃO move o mundo; 
 AMOR e PAIXÃO movem o mundo. 
 Sujeito composto constituído de formas em 
graduação: O verbo vai para o plural ou 
concorda com o núcleo mais próximo: 
 
 Um mês, um ano, uma década da ditadura não calou A 
VOZ do povo; 
 Um mês, um ano, uma década de ditadura não calaram 
A VOZ do povo. 
 
 DESPERTADOR, BANHO e CAFÉ ajuda a acordar; 
 DESPERTADOR, BANHO e Café ajudam a acordar. 
 
 Sujeito composto resumido por pronome: O 
verbo concorda com o pronome resumitivo: 
 Desvios, fraudes, roubos, tudo acontecia naquela 
cidade; 
 Jocarte, pascoalina, padegondes, NINGUÉM foi à 
festa; 
 Jocarte, pascoalina, padegondes, TODOS foram à 
festa. 
 
Concordância do sujeito indeterminado 
 Sujeito indeterminado é aquele que não se 
conhece, sabe-se que existe um praticante da 
ação verbal, mas não se consegue definir quem 
ou o que. Há duas formas de se construir uma 
frase com sujeito indeterminado: 
 Com verbo na 3ª pessoa do plural, sem 
sujeito expresso: 
 
 ROUBARAM o meu carneiro; 
 ATIRARAM uma pedra na minha janela. 
 
 Verbo na 3ª pessoa do singular + SE índice 
de indeterminação do sujeito: 
 
 PRECISA-SE de moças; 
 ACREDITA-SE em marcianos. 
 
Concordância da oração sem sujeito 
 Oração sem sujeito é aquela que trata de 
fenômenos que independem da participação/ação 
de qualquer ser. Como não há sujeito, o verbo da 
frase deve ficar sempre na 3ª pessoa do singular. 
 Os verbos dessas orações são chamados de 
verbos impessoais. 
 
 Com verbos que expressas fenômenos 
naturais: 
 
 NEVOU em várias cidades do sul do país; 
 RELAMPEJOU muitas vezes seguidas; 
 CHOVEU durante quarenta dias. 
 Com verbos ESTAR e FAZER indicando tempo 
meteorológico ou cronológico: 
 ESTÁ muito calor hoje; 
 ESTÁ tarde! 
 FAZ dias frios aqui! 
 FARÁ noites quentes no próximo verão. 
 
 
 
 
 Com o verbo HAVER expressando 
existência ou acontecimento: 
 Havia muitos conhecidos na festa de ontem; 
 Haverá aqui amanhã vários carros para revisão 
mecânica; 
 Há duzentas alunos no pátio esperando a visita do 
presidente do clube; 
 Houve comemoração pelos 456 anos da cidade. 
 
Casos especiais 
 Verbos PARECER + INFINITIVE: O verbo 
PARECER é o único verbo auxiliar da língua 
portuguesa que pode transferir para o principal 
a flexão de numero: 
 
 As meninas parecem sorrIR para mim; 
 As meninas parece sorriREM para mim; 
 
 As estrelas parecerão brilhAR mais, se você vier me 
visitar esta noite; 
 As estrelas parecerá brilharEM mais, se você vier me 
visitar esta noite. 
 
 Com os verbos DAR, BATER e SOAR. Podem 
concordar com a praticante da ação ou, na 
ausência deste, com as expressões de tempos 
da frase, que passam a ser o sujeito dos 
verbos: 
 
 A torre da igreja DEU três horas; 
 Na torre da igreja, DERAM três horas; 
 O relógio BATEU cinco horas; 
 No relógio, BATERAM cinco horas. 
 
 Com a expressão HAJA VISTA: a palavra 
vista é invariável. o verbo pode sofrer 
variações de acordo com: Expressão não 
seguidas de preposição, o verbo HAVER 
pode variar ou não: 
 
 
195 
 
 
 HAJA VISTA o caso; 
 HAJAM VISTA os casos. 
 
Expressão seguida de preposição, o verbo 
haver não varia: 
 
 HAJA VISTA ao caso; 
 HAJA VISTA aos casos. 
 
 Com sujeito oracional: O verbo que tem 
como sujeito uma oração fica na 3ª pessoa do 
singular: 
 
 Espera-se que as meninas tragam as tortas; 
 Aos alunos cabe resolver as questões. 
 
 Verbo SER impessoal: O verbo ser pode ser 
impessoal: nesse caso, haverá concordância 
especial. 
Na expressão de distancia, concorda com o 
adjunto adverbial de distancia: 
 
 Daqui à praia são 100 quilômetros; 
 Daqui à praia é um quilometro; 
 Do planalto ao congresso são duzentos metros. 
 Na expressão de tempo, concorda com o 
núcleo do adjunto adverbial de tempo: 
 
 É dia 13 de julho; 
 São 13 de julho; 
 É uma hora; 
 É bem mais de uma hora. 
 
 As expressões de peso, medida ou 
quantidade invariáveis: 
 
 Quinze quilos de arroz é pouco; 
 Cinco metros de tecido é muito; 
 Trezentas pessoas é suficientes para a produção na 
fábrica. 
 
 A partícula expletiva, ou de realce, É QUE é 
invariável: 
 
 Eu é que fiz o bolo; 
 Nós é que fizemos o bolo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CONCORDÂNCIA NOMINAL 
 É chamada de concordância nominal a relação 
de combinação que se estabelece entre: 
Substantivo e adjetivo, artigos, pronomes e 
numerais. Os nomes flexionam-se em: 
1. Gênero: 
2. Masculino e feminino. 
3. Número: 
4. Singular e plural. 
 Os termos determinantes da oração (artigo, 
pronome, numeral e adjetivo) sempre 
acompanham um nome (substantivo ou pronome 
substantivo). Assim, os determinantes terão as 
mesmas características de gênero que os 
substantivos e pronomes substantivos. 
 A concordância entre determinantes e os nomes 
é obrigatório: 
 
 As minhas duas belas primas chegaram. 
 
 A base da concordância nominal é o substantivo 
PRIMAS. O artigo AS, o pronome MINHA, o 
numeral DUAS e o adjetivo BELAS variam em 
gênero e numero para concordar com o 
substantivo PRIMAS. 
 
Concordância do adjetivo 
Dois ou mais substantivos determinantes por um 
adjetivo: 
Adjetivo posposto: Quando o adjetivo posposto 
se refere a dois ou mais substantivos, concorda 
com o ultimo ou vai facultativamente para o plural, 
no masculino, se pelo menos um deles for 
masculino; ou para o plural no feminino, se todos 
eles forem femininos. 
196 
 
 
 Homem e mulher bela ⟶ homem e mulher belas; 
 Mulher e homem belo ⟶ mulher e homem belos. 
 
 Ternura e amor humano ⟶ ternura e amor humanos; 
 Amor e ternura humano ⟶ amor e ternura humanos. 
 
Adjetivo anteposto: Quando o adjetivo anteposto 
se refere a dois ou mais substantivos, concorda 
com o mais próximo. 
 
 Belo homem e mulher; 
 Bela mulher e homem. 
 
 Humana ternura e amar; 
 Humana amar e ternura. 
 
Um substantivo determinado por dois ou mais 
adjetivos. Quando dois ou mais adjetivos se 
referem a um substantivo, temos duas opções: 
 Substantivo no singular: Coloca-se artigos 
nos adjetivos, a partir do segundo: 
 
 Estudo a língua inglesa, a portuguesa e a alemã. 
 Ele detém o poder material e o espiritual. 
 
 
 Substantivo no plural: Basta acrescentar os 
adjetivos: 
 
 Estudo as línguas inglesa, portuguesa e alemã; 
 Ele detém os poderem material e espiritual. 
 
 Substantivo usado como adjetivo: Se a 
palavra que funciona como adjetivo for um 
substantivo, ficará invariável. 
 
 Ele comprou ternos cinzas e camisas rosa; 
 Ele ouviu falar dos homens-bomba; 
 Na infância, assistia na TV a série sobre a família 
monstro. 
 
 Adjetivos compostos: Quando houver 
adjetivos compostos, apenas o último termo do 
composto concordará com o substantivo a que 
se refere, os demais termos ficarão no 
masculino/singular: 
 
 Encontrei varias mulheres luso-franco-brasileiras; 
 Não li as crônicas sócio-politico-economico-financeiros. 
 
Casos especiais: Muito, bastante, meio, todo e 
mesmo: 
 Quando modificarem um substantivo, 
concordarão com ele, por serem pronomes 
adjetivos ou numerais. 
 Quando modificarem um verbo, um adjetivo ou 
um advérbio, ficarão invariáveis, por serem 
advérbios: 
 
 Bastantes funcionários ficaram bastante satisfeitos com 
a empresa; 
 Há provas bastantes de sua culpa; 
 Eles saíram bastante apressadas; 
 
 Anexo, só, junto, incluso, excluso, próprio, 
quite, obrigado. São adjetivos e concordam 
com o substantivo a que se referem: 
 
 Anexar,seguem as fotos solicitadas; 
 Em anexar, seguem as fotos solicitadas; 
 Estas enviam anexos ao pacote os documentos do 
divorcio; 
 Eu estas quite com o banco; 
 Nos estamos quites com o banco. 
 
 O mais/menos (adjetivo) possível: Existem 
as seguintes possibilidades de concordância. 
O artigo (o/a) que inicia a expressão, assim 
com a palavra POSSIVEL, deve concordar em 
gênero e número com a palavra a que se 
refere: 
 
 Quero dez pães os mais claros possíveis; 
 Comprei doze rosas as mais abertas possíveis; 
 Quero duas respostas aos menos ambíguos possíveis. 
 
 
 
 A expressão o MAIS/MENOS...POSSÍVEL 
deve se manter no masculino singular, 
independentemente da palavra a que se liga: 
 
 Quero dez pães claros o mais possível; 
 Comprei doze rosas mais abertas possível; 
 Quero duas resposta as menos ambíguas possível. 
 
 Menos, alerta, pseudo: são palavras 
invariáveis: 
 
 Os escoteiro devem estar sempre alerta; 
 Houve menos reclamações dessa vez; 
 As pseudopedagogas foram desmascaradas; 
 
 Silepse de gênero: Concordância irregular, 
também chamada de concordância 
ideológica, é a que se não com o termo 
escrito, mas com a ideia que ele expressa. 
 São Paulo é linda; 
 Agente está cansado. 
 
Ex.: 1: A frase em que a concordância respeita 
as regras da gramática normativa é: 
a. É bilateral, sem duvida alguma, os interesses 
pela exploração desse tipo de negócio, por 
isso os países envolvidos terão de fazer 
concessões mutuas. 
b. Cada um dos interessados em participar dos 
projetos devem apresentar uma proposta de 
ação e uma previsão de custo; 
c. Acordo luso-brasileiros têm sido recebidos 
com entusiasmos, o que sugere que haverá de 
serem cumpridos fielmente; 
d. Quanto mais discussão houver sobre as 
questões pendente, mais se informarão, com 
certeza, os que tem de decidir as próximas 
passa do processo; 
 
 
197 
 
e. Procede, por uma questão técnica, segundo os 
especialistas entrevistados, as medidas 
divulgadas ontem, pois a urgência de 
saneamento é indiscutível. 
Resposta: 
 Resposta certa (d): o verbo houver, quando 
impessoal (sentido de existir), não admite 
plural. 
 Alternativa (a): os interesses são bilaterais; 
 Alternativa (b): cada um dos interessados 
devem apresentar locução e pode ser 
substituído serão. O verbo haver é auxiliar e 
admite plural porque deve concordar com o 
sujeito. A ideia é que os acordos luso-
brasileiros serão cumpridas fielmente. 
Correção da frase: haverão de ser. 
 Alternativa (e): as medidas procedem. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REGÊNCIA 
 Regência é a relação de dependência entre os 
componentes de uma oração ou entre orações. 
Regência é maneira como o nome ou verbo se 
relacionam com seus complementos, com a 
preposição ou sem ela. Quando um nome exige 
um complemento proporcionando, dizemos que 
este nome é um termo regente e que seu 
complemento é um termo regido. 
Termo regente: Aquele que pede um 
complemento; 
Termo regido: Aquele que completa o sentido de 
outro. O homem está apto para o trabalho. 
O nome APTO não possui sentido completo, 
precisa de um complemento; o termo PARA O 
TRABALHO aparece completando o sentido do 
nome APTO. 
Assistimos ao filme. 
 O verbo ASSISTIMOS não tem sentido completo, 
ele necessita de um outro termo que lhe dê 
completude, o termo AO FILME está completando 
o sentido do verbo ASSISTIR. Os termos apto e 
assistimos são os regentes, pois exigem 
complementos, já os termos para o trabalho e ao 
filme são os regidos, pois funcionam como 
complemento. 
Ninguém Assistiu À palestra 
 Termo regido Termo regido 
 
Necessidade De ser fera 
Termo regente Termo regido 
 
Regência 
Verbo Nominal 
V.T.D Admiração a, por 
V.T.I Doutor em 
V.T.D.I Diferente de 
198 
 
I. Suspeito de 
 Longe de 
 
A regência é dividida em: 
 Regência nominal: Quando o termo regente é 
um nome: 
 O homem está para o trabalho. 
 
 Regência verbal: Quando o termo regente é 
um verbo: 
 Assistimos ao filme. 
 
 Os complementos colocados na frase receberam 
nomes específicos: 
 Complemento nominal: Quando completa o 
sentido de um nome e vem sempre introduzido 
por preposição: 
 Complemento verbal: Quando completa o 
sentido do verbo e pode ser ou não introduzido 
por preposição; nesse caso teremos de 
renomeá-lo como: 
 
 Objeto direto: É o complemento diretamente 
ligado ao verbo, sem auxílio de preposição; 
 Objeto indireto: É o complemento 
indiretamente ligado ao verbo, com o auxílio 
de uma preposição. 
 
REGÊNCIA VERBAL 
 Nesse tipo de regência, é o verbo que pede um 
complemento que pode ou não ligar-se através de 
preposição. A escolha da preposição adequada 
depende da significação do verbo. Devemos 
observar as possibilidades de uso de uma outra 
preposição. 
 
Existem verbos que admitem mais de uma 
regência sem mudar seu significado: 
 
 Cumpriremos com o nosso dever; 
 José tarda a chegar; 
 José não tarda em chegar. 
 
Existem verbos que mudam seu significado 
quando se altera a regência: 
 
Aspirei o aroma das flores. (aspirar=sorver, respirar); 
Aspirei a um bom cargo. (aspirar= desejar, objetivar, almejar). 
 
Olhe para ele (olhar=fixar o olhar); 
Olhe para ele (olhar=cuidar). 
 
Particularidades: A estrutura oracional da língua 
portuguesa permite que se altere a posição dos 
termos dentro da frase e também autoriza o uso 
de um ou outro termo para que se evite a 
redundância, a repetição. Quando usamos esses 
processo facultada pela língua, devemos ter 
cuidado de não trocar a regência dos termos: 
 
 O que você mais gosta em mim? (Errado). 
 
O pronome interrogativo QUE está no lugar do 
complemento do verbo gostar. 
O verbo gostar pede a preposição DE antes do 
seu complemento, portanto, deve aparecer essa 
preposição antes do pronome interrogativo que. 
A frase correta é: 
 
 Do que você mais gosta em mim? 
 
Um único complemento para dois ou mais verbos: 
 Comi e saboreei a fruta; 
 
O objeto direto a fruta se liga tanto ao verbo comer 
quanto ao verbo saborear, e a frase está correta. 
 Comi e goste da fruta (errado). 
 
Perceba que o objeto indireto da fruta se liga tanto 
ao verbo comer quanto ao verbo gostar, e a frase 
está errada. 
 No primeiro exemplo, tanto o verbo comer quanto 
o verbo saborear são verbos transitivos diretos, ou 
seja, têm a mesma regência. 
 Regra: Verbos de regência idênticas podem 
ter complemento único comum. 
 Regra: verbos de regência idênticas podem ter 
complemento único comum: 
 Comer é VTD, gastar é VTI, ou seja, são verbos de 
regências diferentes. 
 
 Regra: Verbos de regências diferentes pedem 
complementar distintos: 
 A correção será: comi a fruta e gostei dela. 
 
 Entrei e sai da sala (ERRADO); 
 Entrei na sala e dela sai. 
 
 Li e refleti sobre o texto. (ERRADO); 
 Li o texto e refleti sobe ele. 
 
 Amo e obedeço meu pai. (ERRADO); 
 Amo meu pai e obedeço-lhe. 
 
 Regência com pronome interrogativo: Que, 
qual, quem, quanto e onde são pronomes 
interrogativos: Há dois modelos de frase 
interrogativa: 
o. Direta: Quando a frase termina em ponto de 
interrogação: 
 Que horas são agora? 
 
 Indireta: Quando a frase termina em ponto-
final, mas dá ideia de pergunta. 
 Gostaria de saber que horas são. 
 
Os pronomes interrogativos substituem os 
complementos verbais ou nominais, portanto 
estão sujeitos à regência como qualquer outro 
termo nessa função. 
 
 Regra: se o pronome interrogativo é usado 
com um verbo ou nomeque peça preposição, 
essa preposição deve ser colocada antes 
desse pronome interrogativo: 
 
 
199 
 
 
 Qual perfume você falou? (ERRADO); 
 De qual perfume você falou. 
 
 O que o senhor, ao concorrer a uma vaga, aspira? 
(ERRADO); 
 Aqui o senhor, ao concorrer a uma vaga, aspira? 
 
 Que filme você assistiu ontem? (ERRADO); 
 A que filme você assistiu ontem? 
 
 Regência com pronome relativo: Que, qual, 
quem, onde e cujo são pronomes relativos, 
substituem termo mencionado anteriormente. 
 
 Ela é a mulher. + Eu amo a mulher. = Ela é a mulher 
que eu amo. 
 
 Que: substitui nomes de pessoas, animais e 
coisas: 
 Ana é a secretária que eu contratei; 
 Cachorro é o animal que lhe darei; 
 Comprei a camisa que você me pediu. 
 Qual: substitui nomes de pessoas, animais e 
coisas. Esse pronome sempre é usado com 
artigo antecedente: (o qual, a qual, os quais, 
as quais): 
 
 Ana é a secretária da qual eu te falei; 
 Cachorro é o animal do qual gosto; 
 Comprei as camisas das quais você falou. 
 
 Quem: Substitui nomes de pessoas: 
Todos são pessoas em quem confio. 
 
 Onde: Substitui nomes de localidades (lugar): 
 Aquela é a casa onde moro; 
 Visitei a cidade onde nasci. 
 
 Cujo: Substitui nomes de pessoas, animais e 
coisas desde que expressem ideia de posse. 
Esse pronome sempre concorda com o 
substantivo posterior a ele. Não pode haver 
artigo entre o pronome cujo e o substantivo 
com o qual ele concorda: 
 Esta é a fazenda cujo posto recai; 
 conheço o home cujas filhas estão na TV. 
 
 Regra: Se o pronome relativo é usado com 
verbo ou nome que peça preposição, essa 
preposição deve ser colocado antes do 
pronome relativo. 
 Eu não conheço a marca de margarina que você gosta 
(ERRADO). 
 Não conheço a marca de margarina de que você gosta. 
 O verbo GOSTAR pede a preposição DE, que aparece 
antes do pronome relativo, pois este é o seu 
complemento. 
 
 Regência com pronome pessoal do caso 
oblíquo átono: Pronome obliquo como objeto 
direto ou objeto indireto, de acordo com a 
regência do verbo a que se ligam. assim: 
 Ela me procurou. 
 
 ME: objeto direto, pois o verbo obedecer pede 
um complemento com preposição. Os 
pronomes O, OS, A, AS, LHE, LHES têm uso 
específicos, por se referirem todos à 3ª 
pessoa: 
 
 O, A, OS, AS: São sempre objeto direto, ou 
seja, só podem substituir complementos 
verbais sem preposição: 
 Comi as frutas = comi-as; 
 Observei o paciente = observei-o; 
 Não vi as meninas hoje = não as vi hoje. 
 
 LHE, LHES: São sempre objeto indireto, ou 
seja, só podem substituir complementos 
verbais com preposição: 
 Ela obedece aos pais = ela lhe obedece; 
 Nós agradecemos a Pedro o jantar = nós lhe 
agradecemos o jantar; 
 Mandei flores para a Radegontes = mandei-lhes 
flores. 
 Verbos que pedem dois complementos: Os 
VIDI devem sempre apresentar um 
complemento sem preposição e outro com 
preposição. Caso isso não aconteça, a frase 
estará incorreta. 
 
 O pai autorizou aos filhos a irem ao cinema (ERRADO); 
 O pai autorizou os filhos a irem ao cinema. 
 Os filhos = objeto direto; 
 A irem ao cinema = objeto indireto. 
 Sujeito e regência: o sujeito, jamais poderá estar 
preposicionado: 
 Já era hora dela chegar (ERRADO); 
 Já era hora de ela chegar. 
 
 Perceba que o pronome ELA é sujeito do 
verbo CHEGAR se unimos a preposição DE 
ao pronome, teremos um sujeito 
preposicionado, daí o ERRO. 
 
 Ela saiu apesar do pai pedir que não saísse 
(ERRADO); 
 Ela saiu apesar de o pai pedir que não saísse. 
 
 Antes da dor bater, tome logo uma aspirina 
(ERRADO); 
 Antes de a dor bater, tome logo uma aspirina. 
 
REGÊNCIA NOMINAL 
 É o fato de um nome não ter sentido completo e 
exigir outro que lhe complete o sentido. A escolha 
de uma ou outra preposição deve ser feita com 
base na clareza, na eufonia e também deve 
adequar-se às diferentes formas de pensamentos. 
 
 Aberto a, para; 
 Aborrecido a, com, de, por; 
 Abrigado a; 
 Abundante de, em; 
 Adequado a. 
 
Exemplo 2: O segmento do verbete que 
apresenta descuido quanto à regência é: 
200 
 
a. Adoção [...] de políticas e práticas 
organizacionais socialmente responsáveis; 
b. Seu objetivo básico é atuar no meio ambiente 
[...], inter-relacionando-se com o equilíbrio 
ecológico, com o desenvolvimento econômico 
e com o equilíbrio social. 
c. A organização que exerce sua 
responsabilidade social procura respeitar e 
cuidar da comunidade; 
d. A organização que exerce sua 
responsabilidade social procura [...] conserva a 
vitalidade da terra e a biodiversidade; 
e. A organização que exerce sua 
responsabilidade social procura [...] promover 
o desenvolvimento sustentável, o bem-estar e 
a qualidade de vida. 
 
 
 
 
Resposta: 
 Alternativa (a): adoção de algo; 
 Alternativa (b): atuar em algo; 
 Alternativa (c) correta: FCC e suas 
novidades. Dois verbos só podem admitir o 
mesmo complemento se possuírem a mesma 
predicação, Isto é, se exigirem o mesmo tipo 
de complemento. Correção: procura respeitar 
a comunidade e cuidar dela = respeitar é 
transitivo direto e cuidar é transitivo indireto. 
 Alternativa (d): exercer algo e conservar algo; 
 Alternativa (e): exercer algo e promover algo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CRASE 
 A palavra crase origina-se do grego Krasis e 
significa fusão, junção, mistura. Ocorre com 
vogais idêntica e o primeiro a sempre será uma 
preposição. 
 Crase é a fusão de duas vogais idênticas. A 1ª 
vogal A é um artigo, os pronomes demonstrativos, 
normalmente um verbo ou um nome exige a 
preposição A, que se funde com outro A, 
formando a crase À. Existem quatro situações 
básicas: 
 
1. A (preposição) + a (s) (artigo)= à(s): 
 É impossível resistir à lasanha da minha mãe 
 
 Quem nunca resiste... nunca resiste a + a 
(lasanha )= à (lasanha). 
 
 Mas como é que sabemos que há um artigo 
feminino antes do substantivo lasanha para a 
gente poder crasear o A? Para, isso basta colocar 
o artigo antes do substantivo e criar uma frase 
hipotética, colocando-o como sujeito da frase: 
 A lasanha da minha mãe é ótima? 
 
A ausência do artigo tornaria a frase estranha; 
 Lasanha da minha mãe é ótima? 
 
 O artigo serve para determinar, especificar a 
palavra lasanha. 
 Minha mãe deu À luz um bebê lindo em 1982 
 
O verbo dar, como se sabe, é bitransitivo. Logo, 
um bebê lindo é objeto direto, e à luz, o objeto 
indireto. 
 
2. A (preposição) + a (s) (pronome 
demonstrativos)= à (s) 
 Há dois casos em que o vocabulário a pode ser 
pronome demonstrativo, equivalendo ao pronome 
 
 
201 
 
aquela, antes de pronome relativo que antes de 
preposição de: 
A (=aquela) que chegou era minha filha/sua filha é 
linda, mas a (=aquela) dele é muito mais. 
1º. Nós nos referimos à que foi primeira do 
concurso para analista judiciário. 
2º. Sempre procurou fazer alusão às lições de 
Bechora do Celso Cunha. 
No 1º caso, que se refere, se refere, a + a = à. 
No 2º caso, que faz alusão, faz alusão a + a = às. 
 
3. a + (preposição) + aquele(s) aquele(s), 
aquela(s), aquilo (pronome demonstrativos = 
aquele(s), àquela(s), aquilo. 
 
Casos obrigatórios 
 Locuções adjetivas, adverbiais, conjuntivos e 
prepositivos com núcleo feminino. A crase ocorre 
porque a preposição a que inicia tais locuções se 
funde com o artigo a que vem antes do núcleo 
feminino. O acento grave é fixo. 
Um policial à paisana trocou tiros com três 
homens que tentavam roubar um banco. 
Cheguei ás cinco horas mais seguro; 
Einteins estava à frente de seutempo. 
 
Diante da palavra moda = à moda de. 
à moda de, à maneira de; 
 Devido à regra, o acento grave é 
obrigatoriamente usado nas locuções 
prepositivas com núcleo femininas iniciadas por 
AI. 
Os frangos eram feitos à moda da casa 
imperial. 
 As vezes, a locução, vem implícita antes de 
substantivos masculinos. 
Comi uma caça à espanhola anteontem; 
Ontem jantei um bacalhau à Gomes de Sá; 
Hoje comerei um filé à Osvaldo Aranha. 
 
 Haverá crase quando o termo regente exigir a 
preposição a e o termo regido admitir o artigo a 
ou as. 
Referi-me À autora 
Referi-me a (preposição) + a (artigo) = à. 
 
Ficou insensível À dor 
Insensível a algo 
(preposição) 
+ a (artigo) = à. 
 
Chegamos Às sete horas. 
Chegamos a (preposição) + as (artigo)=às. 
 
Casos em que sempre haverá crase: Diante 
de palavras femininas, substitua sempre por 
uma masculina: 
Sou grata à aluna. Sou grata ao aluno. 
Alcool é prejudicial à 
saúde. 
Alcool é prejudicial 
ao organismo. 
Este texto é posterior à 
invenção do conto. 
Este texto é posterior 
ao invento do conto. 
 
 Nas indicações de horas: 
 Acordamos às seis horas, = ao meio-dia; 
 Elas chegaram às dez horas, = ao meio-dia; 
 Foram dormir à meia-noite, = ao meio-dia. 
 
 Diante de nomes de lugar: Substitua o termo 
regente por um verbo que peça preposição 
DE. resultando na contração DA significação 
que esse nome de lugar aceita o artigo e 
haverá crase. 
 Vou à França = vim da França; 
 Cheguei à Grécia = vim da Grécia; 
 Retornarei à Itália = vim da Itália. 
 
Obs. Se especificar o nome do lugar, haverá 
crase: 
 Retornarei à São Paulo dos bandeirantes = vim da 
São Paulo dos bandeirantes. 
 Irei à Salvador de Jorge Amado = vim da Salvador 
de Jorge Amado. 
 
Diante de pronomes demonstrativos: Crase 
Diante desses pronomes sempre que o termo 
regente exigir a preposição a. 
Refiro-me A aquele livro 
Preposição a + pronome demonstrativo aquele= 
àquele. 
Dediquei A aquele Aluno o meu livro 
 
Dediquei algo A alguém 
 Preposição a + pronome 
demonstrativo aquele = à 
alguém. 
 
Casos proibitivos 
 Antes de substantivos masculinos: 
 Andou a CAVALO pela cidadezinha, mas preferia ter 
andado a PÉ. 
 
 Antes de substantivo usado em sentido 
generalizado: 
 Depois do trauma, nunca mais foi a FESTA; 
 Não foi feita menção a MULHER, nem a CRIANÇA, 
tampouco a HOMENS. 
 Antes de artigo indefinido UMA: 
 Iremos a UMA reunião muito importante no domingo. 
 
 Antes de nomes de santa, nossa senhora e 
de mulheres celebres: 
 Tenho devoção a SANTA Maria Madalena; 
 Muito devemos a TEREZA de Calcutá; 
 Dirigiu-se a SANTA Rita em oração com fervor. 
 
 Antes de pronomes pessoais, pronomes 
interrogativos, pronomes indefinidos, 
pronomes demonstrativos e pronomes 
relativos: 
 Fizemos referência a vossa excelência, não a ELA; 
 A QUEM vocês se reportaram no plenário?; 
 Assisto a TODAS peça de teatro no RJ, afinal, sou 
um critico. 
202 
 
 
 Antes de numerais não determinados por 
artigos: 
 O professor não conseguiu explicar o assunto a 
UMA aluna, as TRÊS não quiseram esperar para 
tirar suas dúvidas. 
 O político iniciou visita a DUAS nações europeias. 
 
 Antes de verbos no infinitivo: 
 A PARTIR de hoje serei um pai melhor, pois VOLTEI 
a trabalhar. 
 
 Depois de outra preposição qualquer: 
 Fui PARA a Itália; 
 A fundação casa é uma instituição que atua em 
casos de extrema gravidade, MEDIANTE a 
determinação judicial. 
 
 Entre palavras repetidas que formam uma 
locução: 
 Quero que você fique CARA a CARA e diga a 
verdade; 
 Nosso DIA a DIA nunca mais foi o mesmo após o 
furacão. 
 
Exemplo: O uso do sinal indicativo da crase em 
``Já existia o Patronato agrícola, ligado a 
secretaria de agricultura, o qual se ocupava de 
tais ``questões´´ justifica-se por que o verbo ligar 
exige complemento regido pela preposição a, e a 
palavra ``secretaria´´ é antecedida pelo artigo 
definido feminino singular a. 
Resposta: Para justificar essa questão, primeiro 
lembraremos um dos casos da regra da crase, 
que é o sinal gráfico para marcar a junção de uma 
preposição a + artigo a. A palavra ``ligado´´ exige 
preposição ``a´´ e a palavra ``secretaria da 
agricultura´´ exige o artigo definido ``a´´. em vista 
disso há ocorrência dessa fusão. Certo. 
 
Exemplo: Há omissão do sinal indicativo da crase 
em: 
Os vizinhos tomaram providências a respeito dos 
latidos; 
O autor que refere a dupla de artistas como 
adoráveis; 
Agradeci a ele pelo magnífico presente; 
Os cães continuaram a latir sem parar; 
Ela visita a avó todos os domingos. 
Resposta: a regência do verbo ``referir-se´´ exige 
uma preposição ``a´´, e a palavra ``dupla´´ é um 
substantivo antecedido de artigo, portanto deveria 
ocorrer crase. alternativa (B).

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