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120 COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTO .................................. 121 Erros comuns ........................... 122 Tópico frasal ............................ 125 Estudando a introdução ............. 125 Texto verbal e não verbal ........ 126 Charge ........................................ 127 Cartum ........................................ 127 Quadrinhos ................................. 127 TIPOLOGIA ................................... 129 CLASSIFICAÇÃO ........................... 129 Funcional ................................. 129 Formal ..................................... 129 Gêneros.................................... 129 TIPOS TEXTUAIS .......................... 130 Narração .................................. 130 Elementos da narração ............... 130 Descrição ................................. 131 Tipos de descrição ...................... 131 Dissertação .............................. 132 Dissertação informativa (EXPOSITIVA) ...................... 132 Dissertação ARGUMENTATIVA ... 132 Injunção ................................... 133 Diálogo .................................... 133 Tipos de estratégias argumentativas ................. 133 Argumentação por autoridade ... 133 Argumentação por analogia ....... 134 Argumentação por apresentação de dados estatísticos ............... 134 Argumentação por exemplos ..... 134 TEXTO LITERÁRIO E NÃO-LITERÁRIO139 SINÔNIMOS E ANTÔNIMOS ........ 140 CONOTAÇÃO E DENOTAÇÃO ...... 142 Sentido figurado (conotativa) .. 142 PONTUAÇÃO ............................... 144 VÍRGULA ..................................... 144 Vírgula dentro da oração ......... 144 Vírgula entre as orações .......... 145 Vírgula dentro do período simples145 Vírgula dentro do período composto ........................... 145 PONTO E VÍRGULA ...................... 148 DOIS PONTOS ............................. 150 PONTO ........................................ 151 PONTO DE INTERROGAÇÃO ......... 151 PONTO DE EXCLAMAÇÃO ............ 151 TRAVESSÃO ................................. 151 PARENTESES ................................ 152 ASPAS .......................................... 152 RETICÊNCIAS ................................ 153 CLASSES GRAMATICAIS ................ 154 SUBSTANTIVO.............................. 154 Classificação ............................. 155 Gênero ........................................ 155 Identificação ............................... 156 Substantivação ............................ 156 Nomialização .............................. 156 Locução substantiva ................... 156 Variação em número .................. 157 Mudança de sentido ................... 157 Regras dos compostos ................ 157 Variação em grau ........................ 158 Formas estilísticas ....................... 158 ADJETIVOS ................................... 159 Identificação ............................. 159 Adjetivação ................................. 160 Recursos de nominalização ......... 160 Classificação ............................. 160 Simples: Apresenta um radical: ................................ 160 Locução adjetiva ....................... 161 Variação de gênero .................. 161 Variação em grau ..................... 161 Grau comparativo ....................... 161 Grau superlativo ......................... 162 Variação de numero ................. 162 Valor discursivo ........................ 163 ARTIGO ........................................ 164 Classificação ............................. 164 Artigos definidos ......................... 164 Artigos indefinidos ...................... 164 Combinação .............................. 164 Identificação ............................. 164 Uso do artigo ............................ 165 PRONOME ................................... 168 Classificação ............................. 168 Pronomes pessoais ..................... 168 Colocação pronominal .............. 171 POAs ........................................... 171 Pronomes de tratamento ........... 172 Pronome relativo ........................ 174 Pronome interrogativo ............... 175 Pronome indefinido .................... 175 Pronome possessivo ................... 176 VERBO ......................................... 177 Estrutura verbal ........................ 177 Desinências verbais (DV) .......... 177 Flexão . Erro! Indicador não definido. Tempo ......................................... 178 Voz.. .......................................... 179 Tempos derivados do presente do indicativo ............................ 180 Classificação ............................. 181 Locução verbal ......................... 183 Auxiliar e principal ...................... 183 Flexão verbal e nominal ........... 184 ADVÉRBIO ................................... 185 Locução adverbial .................... 186 Advérbios interrogativos .......... 186 Grau de advérbio ...................... 186 PREPOSIÇÃO ............................... 187 Classificação............................. 187 Locução prepositiva ................. 188 Combinação, contração e crase188 CONJUNÇÃO ................................ 188 Classificação ............................. 188 Conjunção coordenativa ............. 188 Conjunções subordinativas ....... 189 NUMERAL .................................... 190 Classificação ............................. 191 CONCORDÂNCIA .......................... 192 CONCORDANCIA VERBAL ............ 192 Concordância do sujeito simples193 Silepse de pessoa ........................ 193 Silepse de número ...................... 193 Concordância do sujeito composto193 Concordância do sujeito indeterminado .................... 194 Concordância da oração sem sujeito ................................. 194 Casos especiais ............................ 194 CONCORDÂNCIA NOMINAL ......... 195 Concordância do adjetivo ......... 195 REGÊNCIA .................................... 197 REGÊNCIA VERBAL ....................... 198 REGÊNCIA NOMINAL .................... 199 CRASE .......................................... 200 121 COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTO É o primeiro item de qualquer edital de concurso. Compreensão é diferente de interpretação de texto. Texto: é originada do latim textum = entrelaçamento de ideias. Um texto é um entrelaçamento de ideias, não é apenas uma enumeração de frases e orações, e sim um conjunto de informações conectadas, entre si, que estabelecem a coesão e a coerência textual. Compreensão (está no texto): Há entre o autor e o leitor um tipo de comunicação. A comunicação que acontece quando um texto de uma pessoa (autora) passa a mensagem que queria passar a outra pessoa (leitora) pode ser entendida como compreensão de texto. Significa que a mensagem saiu de algum lugar e chegou a outro, e que, nesse percurso, houve, de fato, uma comunicação eficaz (isto é, não houve "ruído" na comunicação). Segundo o texto; O narrador/ autor do texto diz que; O texto informa que; Em relação ao texto. As questões são montadas de modo a induzir ao erro. Nesse sentido, é importante observar os comandos de questão (de acordo com o texto, conforme o texto, segundo o autor...). Se forem esses comandos, você deve-se limitar à realidade do texto. Muitas vezes, as alternativas extrapolam as verdades do texto; ou ainda diminuem essas mesmas verdades, ou fazem afirmações que nem de longe estão no texto. Interpretação de texto (está além do texto):A interpretação tem por objetivo identificar a ideia principal e, obviamente, ela somente poderá acontecer se o pré-requisito da compreensão for satisfeito. Após esta identificação dos significados dos signos envolvidos no texto, é possível reconhecer às ideias secundárias, as fundamentações, as argumentações e as explicações, levando o leitor ao entendimento pleno da mensagem do narrador. Depreende-se/ infere-se/ conclui-se do texto; O texto permite deduzir que; É possível subentender-se do autor quando afirma que. Contexto: O texto é formado por várias frases, em cada uma destas frases, há informações que se ligam entre si, criando-se uma estruturação no conteúdo transmitido. Essa ligação é importante e recebe o nome de contexto. Intertexto: há uma frase muito famosa de Isaac Newton: “Se cheguei mais longe foi porque me apoiei no ombro dos gigantes”. Os textos apresentam diversas referências, diretas ou indiretas, isso porque o autor tem um repertório próprio, ele se apoia em “ombros de gigantes” para escrever o seu texto. A essas referencias dá-se o nome de intertexto e ela pode ser entendida como o "diálogo" entre um texto e outro, permitindo o enriquecimento do texto final e, consequentemente, permitindo o crescimento intelectual do emissor e do receptor da mensagem. Ex.: 1: Assinale a opção CORRETA EM RELAÇÃO ao texto. O programa nacional de desenvolvimento dos recursos hídricos, PROÁGUA nacional é um programa do governo brasileiro financiado pelo banco mundial. O programa originou-se da exitosa experiência do PROÁGUA/ semiárido e mantem sua missão estruturante, com ênfase no fortalecimento institucional de todos os atores envolvidos com a gestão dos recursos hídricos no Brasil e na implantação de infraestruturas hídricas viáveis do ponto de vista técnico, financeiro, econômico, ambiental e social, promovendo, assim o uso racional dos recursos hídricos. a. O PROÁGUA / Semiárido é um dos subprojetos derivados do PROÁGUA/Nacional. b. A expressão "sua missão estruturante"(?.5 e 6) refere-se a "Banco Mundial"(?.3 e 4). c. A ênfase no fortalecimento institucional de todos os atores envolvidos com a gestão de recursos hídricos é exclusiva do PROÁGUA/Semiárido. d. A implantação de infraestruturas hídricas viáveis do ponto de vista técnico, financeiro, econômico, ambiental e social é exclusiva do PROÁGUA/Nacional. e. Correto: Tanto o PROÁGUA/Semiárido como o PROÁGUA/Nacional promove o uso racional dos recursos hídricos. Resp: Primeiro passo identificar o comando: EM RELAÇÃO AO TEXTO. 1ª leitura: Objetivo do texto: Programa governamental do uso de água. 2ª leitura: Primeiro período: O PNDRH programa do governo financiado pelo BM. Experiência PROGUA/semiárido, ênfase na infraestrutura, uso racional dos recursos hídricos. Postura diante do texto: Ler o texto pelo menos duas vezes; 1ª regra: fazer a primeira leitura, que tem o objetivo de responder a seguinte pergunta: O texto fala sobre o que ? Numa primeira leitura, observamos somente aquilo que é superficial na mensagem transmitida pelo autor, o significado puro das palavras. 122 2ª regra: A segunda leitura não precisa ser corrida; o ideal e ler cada paragrafo, procurando as palavras essenciais, principalmente os verbos. Coloquemos uma barra no final de cada paragrafo ou período. Procurar conjunções. Ao adotarmos uma postura interpretativa, passamos a questionar e aprofundar nosso raciocínio em busca da mensagem central do texto, aquilo que seu autor queria realmente explorar. 3ª regra: Ler a questão antes do texto. Para chegar no texto, pronto para encontrar o que se pedi na questão. Erros comuns Três erros capitais na interpretação de texto. Extrapolação: Ocorre quando o leitor sai do contexto, acrescentando ideias que não estão no texto, normalmente porque já conhecia o assunto devido à sua bagagem cultural. Ocorre ao interpretar o que está escrito. Muitas vezes são fatos reais, mas que não está expresso no texto. Deve se ater somente ao que está relatado. O corre quando saímos do contexto, acrescentando ideias que não estão no texto, normalmente porque já conhecia o tema por uso de sua imaginação criativa. Redução: É o oposto da extrapolação. Dá-se atenção apenas a um ou outro aspecto, esquecendo-se de que o texto é um conjunto de ideias. É o fato de se valorizar uma parte do contexto, deixando de lado sua totalidade, deixa-se de considerar o texto como um todo para se ater apenas à parte dele. Dá-se atenção apenas a um ou outro aspecto, esquecendo-se de que o texto é um conjunto de ideias. Contraposição: Consiste em entender como correto o oposto do que se afirma no texto. É bom termos cuidado com algumas palavras como: Pode, deve, não, verbos ser, etc. É comum às alternativas apresentarem ideias contraria as do texto, fazendo o candidato chegar à conclusão equivocada, de modo a errar a questão; Internalizar as ideias do autor e ponha-se no lugar dele. Só contradiga o autor se for solicitado no comando da questão. A bancada nos oferece um texto completo e, nas questões, extrai uma parte do texto para a análise. O segredo é voltar ao texto e ler as informações anteriores e posteriores à parte mencionada. Todo homem de bom juízo, depois que tiver realizado sua viagem, reconhecerá que é um milagre manifesto ter podido escapar de todos os perigos que se apresentam em sua peregrinação; tanto mais que há tantos outros acidentes que diariamente podem aí ocorrer que seria coisa pavorosa àqueles que aí navegam querer pô-los todos diante dos olhos quando querem empreender suas viagens. Ex.: 1: Esse relato, associado ao imaginário das viagens marítimas da época moderna, expressa um sentimento de: a. Gosto pela aventura. b. Fascínio pelo fantástico. c. Correta: Temor do desconhecido. d. Interesse pela natureza. e. Purgação dos pecados. Todas as alternativas podem ser consideradas corretas quando associadas apenas “ao imaginário das viagens marítimas da época moderna”. Contudo, o texto tem como foco o medo que essas viagens causavam em certos indivíduos, visto terem como “destino” o desconhecido, que podia guardar perigos. Preconceitos Preconceitos são juízos firmados por antecipação; são rótulos prontos e aceitos para serem colados no que mal conhecemos. São valores que se adiantam e qualificam pessoas, gestos, ideias antes de bem distinguir o que sejam. São, nessa medida, profundamente injustos, podendo acarretar consequências dolorosas para suas vítimas. São pré- juízos. Ainda assim, é forçoso reconhecer: dificilmente vivemos sem alimentar e externar algum preconceito. São em geral formulados com um alcance genérico: “o povo tal não presta”, “quem nasce ali é assim”, “música clássica é sempre chata”, “cuidado com quem lê muito” etc. Dispensam-nos de pensar, de reconhecer particularidades, de identificar a personalidade própria de cada um. “Detesto filmes franceses”, me disse um amigo. “Todos eles?” − perguntei, provocador. “Quem viu um já viu todos”, arrematou ele, coroando sua forma preconceituosa de julgar. Não confundir preconceito com gosto pessoal. É verdade que nosso gosto é sempre seletivo, mas ele escolhe por um critério mais íntimo, difícil de explicar. “Gosto porque gosto”, dizemos às vezes. Mas o preconceito tem raízes sociais mais fundas: ele se dissemina pelas pessoas, se estabelece sem apelação, e quando damos por nós estamos repetindo algo que sequer investigamos. Uma das funções da justiça institucionalizada é evitar os preconceitos, e o faz julgando com critério e objetividade, por meiode leis. Adotar uma posição racista, por exemplo, não é mais apenas preconceito: é crime. Isso significa que passamos, felizmente, a considerar a gravidade extrema das práticas preconceituosas. (Bolívar Lacombe). 123 Ex.: 1: Atente para as seguintes AFIRMAÇÕES. 1. No 1º parágrafo, o autor define o que seja preconceito e avalia a extensão dos prejuízos que sua prática acarreta, considerando ainda a dificuldade de se os evitar plenamente. 2. No 2º parágrafo, o autor reconhece na prática algumas formulações preconceituosas, reforçando a ideia de que os preconceitos impedem uma identificação adequada das coisas e das pessoas. 3. No 3º parágrafo, o autor estabelece um paralelo entre o juízo preconceituoso, passível de penalização, e o juízo decorrente do gosto pessoal, que se rege por critérios interiorizados e difíceis de definir. Em relação ao texto, está correto o que se afirma em. a. Correto: 1, 2 e 3. b. 1 e 2, apenas. c. 2 e 3, apenas. d. 1 e 3, apenas. e. 2, apenas. Vista Cansada Acho que foi Hemingway quem disse que olhava cada coisa à sua volta como se a visse pela última vez. Essa ideia de olhar pela última vez tem algo de deprimente. Olhar de despedida, de quem não crê que a vida continua, não admira que Hemingway tenha acabado como acabou. Fugiu enquanto pôde do desespero que o roía − e daquele tiro brutal que acabou dando em si mesmo. Se eu morrer, morre comigo um certo modo de ver, disse o poeta. Um poeta é só isto: Um certo modo de ver. O diabo é que, de tanto ver, a gente banaliza o olhar. Vê não vendo. Experimente ver pela primeira vez o que você vê todo dia, sem ver. Parece fácil, mas não é. O que nos cerca, o que nos é familiar, já não desperta curiosidade. O campo visual da nossa rotina é como um vazio. Você sai todo dia, por exemplo, pela mesma porta. Se alguém lhe perguntar o que é que você vê no seu caminho, você não sabe. De tanto ver, você não vê. Sei de um profissional que passou trinta e dois anos a fio pelo mesmo hall do prédio de seu escritório. Lá estava sempre, pontualíssimo, o mesmo porteiro. Dava-lhe bom-dia e às vezes lhe passava um recado ou uma correspondência. Um dia o porteiro cometeu a descortesia de falecer. Como era ele? Sua cara? Sua voz? Não fazia a mínima ideia. Em trinta e dois anos, nunca o viu. Para ser notado, o porteiro teve que morrer. O hábito suja os olhos e lhes baixa a voltagem. Mas há sempre o que ver. Gente, coisas, bichos. E vemos? Não, não vemos. Uma criança vê o que o adulto não vê. Tem olhos atentos e limpos para o espetáculo do mundo. O poeta é capaz de ver pela primeira vez o que, de tão visto, ninguém vê. Há pai que nunca viu o próprio filho. Marido que nunca viu a própria mulher, isso existe às pampas. Nossos olhos se gastam no dia a dia, opacos. É por aí que se instala no coração o monstro da indiferença. (Otto Lara Resende, Bom dia para nascer.) Ex.:1: Deve-se entender o título do texto − Vista cansada − como uma alusão do autor ao fato de que: a. Os pessimistas, como Hemingway, acreditam que nosso olhar para as coisas implica sempre uma visão de despedida da vida. b. Os poetas, ao contrário de Hemingway, pensam ver tudo como se estivessem sempre se revelando um mundo inteiramente original. c. Correta: Nós tendemos a deixar de ver as coisas porque mecanizamos nosso olhar, não distinguindo o que lhes é característico. d. Nós tendemos a reparar tão somente nos detalhes das coisas, perdendo o sentido da visão do conjunto a que se integram. e. Nós tendemos, com o tempo, a enfraquecer nossa visão das coisas pelo excesso de atenção que nos esforçamos para lhes dedicar. Politicas para a nova classe média O Brasil ainda enfrenta muitos obstáculos ao desenvolvimento de suas potencialidades, incluindo um sistema de ensino fraco, baixas taxas de poupança e um emaranhado de entraves regulatórios, só para citar alguns. Agora, para as perspectivas de crescimento futuro, o que importa não é o nível absoluto desses fatores, mas como eles evoluem no tempo. O Brasil pode avançar verticalmente se escolher os caminhos certos em direção à sua fronteira de possibilidades. É preciso dar o mercado aos pobres, completando o movimento dos últimos anos, quando, pelas vias da queda da desigualdade, demos os pobres aos mercados (consumidores). Devemos tratar o pobre como um receptor de transferência oficial de dinheiro e de crédito. Há quase que se turbinar a participação das pessoas. O dilema entre dar o peixe e ensinar a pescar, significa mostrar aos pobres, que já apreenderam a pescar, o mercado de peixes. Já a perspectiva versão socialista desse processo seria a redistribuição dos peixes. Há riqueza no meio da pobreza e o estado pode interagir com o setor privado. Uma agenda que está atrofiada no Brasil é a ligada aos trabalhadores por conta própria e aos pequenos produtores urbanos. Dar mercado significa, acima de tudo, melhorar o acesso das pessoas ao mercado de trabalho. Os fundamentos do crescimento econômico e as reformas associadas são fundamentais. A educação funciona como passaporte para o trabalho formal, metas sociais complementaram esse movimento, incorporando eficiência do setor privado ao setor público. Alguns gostariam de uma agenda mais amigável à ação privada, outros gostariam de um estado provedor. O coletivo brasileiro no fundo quer as duas coisas, respeitando às regras de mercado e politicas social ativa pelo estado. O desafio é combinar as virtudes do estado com as do mercado, sem esquecer-se de evitar as falhas de cada um dos lados. 124 Ex.: 1: Analisando o titulo e o texto, é correto afirmar que, segundo o autor, a. Correto: A classe média do Brasil pode contribuir com o crescimento econômico do país; b. Deve-se evitar tratar o pobre como um receptor de crédito; c. A classe média dificilmente será um mercado consumidor promissor; d. Dar o mercado tem o mesmo sentido de dar o peixe; e. O estado e a iniciativa privada devem ser independentes. Ex.: 2: Considerando o primeiro e o ultimo paragrafo, é correto dizer que o avanço brasileiro poderá se concretizar se houver, no país, a. Um emaranhado de entraves regulatórios; b. Desprezo à ação das empresas; c. Educação como passaporte exclusivamente para o trabalho formal; d. Correta: Integração entre as virtudes do estado e as do mercado, sem falhar; e. Uma agenda atrofiada liga aos trabalhadores por conta própria. Ex.: 3: considere a frase, há que se turbinar a participação das pessoas. Segundo o autor é preciso, a. Ter aceso às ações do estado; b. Correto: Incentivar às pessoas a agirem frente ao mercado; c. Ter uma agenda mais amigável; d. Fazer com que poucas pessoas aprendem a pescar; e. Ter uma visão socialista frente ao processo. Ex.: 4: Da leitura do texto, Chega-se à conclusão de que, em relação ao futuro do Brasil. O autor tem uma visão. a. Pessimista; b. Indiferente; c. Correta: Otimista; d. Reservada; e. Negativa. Ex.: 6: Com base na norma culta e nas falas dos personagens, é correto afirmar que, a. Correta: A palavra onde indica lugar; b. O verbo sabe, fica e divide indicam tempo passado; c. Ouvi dizer equivale a tenho certeza; d. A palavra que, nos dois balões, tem a mesma função gramatical; e. As expressões a céu aberto (sem crase) e à céu aberto (com crase) estão igualmente corretos. O apanhador de desperdícios Uso a palavra para compor meus silêncios. Não gosto das palavras fatigadas de informar. Dou mais respeito às que vivem de barriga no chão tipo água pedra sapo. Entendo bem o sotaque das águas Dou respeito às coisas desimportantese aos seres desimportantes. Prezo insetos mais que aviões. Prezo a velocidade das tartarugas mais que a dos mísseis. Tenho em mim um atraso de nascença. Eu fui aparelhado para gostar de passarinhos. Tenho abundância de ser feliz por isso. Meu quintal é maior do que o mundo. Sou um apanhador de desperdícios: Amo os restos, Como as boas moscas. Queria que a minha voz tivesse um formato de canto. Porque eu não sou da informática: Eu sou da invencionática. Só uso a palavra para compor meus silêncios. Ex.: 1: Leia atentamente as afirmações a seguir: 1. O eu-lírico, em certa medida, preocupa-se em atribuir valor àquilo que não parece ter mais importância; 2. Para o eu-lírico, os misseis não são importantes porque provocam guerras e abalam a natureza tão valorizada por ele; 3. A palavra fatigada, presente no terceiro verso, pode ser substituída por usuais. É(são) correto(s) a(s) afirma(ções): a. Apenas 1; b. 1 e 3; c. Correta: 1 e 2; d. 2 e 3. 125 Tópico frasal Quando lemos um texto, identificamos que em cada parágrafo do desenvolvimento apresenta uma ideia principal. Articulada diretamente com o assunto central do texto. Ao lermos atentamente o primeiro parágrafo do texto, iremos perceber que a primeira frase sintetiza toda a ideia presente. É essa frase com informação central do parágrafo que se chama de TÓPICO FRASAL. Em alguns casos o tópico pode ser um período no meio do parágrafo, ou mesmo no final. Não é obrigatório o tópico frasal ocorrer no primeiro parágrafo. 1. 1º parágrafo: O tópico frasal que o inicia apresenta a ideia central (grande tese) do texto: A discussão sobre o aquecimento global e suas consequências se tornou onipresente entre governos, empresas e cidadãos. Uma boa estratégia para identificar o tópico frasal é o tamanho do período; geralmente, o período do tópico frasal é menor do que os outros que o explicam. Nos períodos seguintes desse parágrafo, notaremos que o autor direciona a sua discussão e o seu posicionamento. 2. 2º parágrafo e 3º parágrafo: As ideias principais que os abrem apresentam a informação central do próprio parágrafo que introduzem; a essa informação chamamos de PEQUENA TESE: O escândalo relacionado às pesquisas desenvolvidas pelo IPCC. 3. As outras frases do parágrafo aprofundam essa visão geral, trazendo conhecimento objetivo acerca do assunto e o posicionamento do autor do texto em relação ao tema. 4º parágrafo: A ideia principal que o inicia traz a aceitação de que os relatórios emitidos pelo IPCC são fundamentais e que o problema é a forma como se lida com as informações contidas neles. Estudando a introdução A introdução é o parágrafo mais importante de um texto. Há varias formas de iniciarmos um texto, no entanto devemos fazer uso daquela que melhor se adapte ao nosso estilo de escrita. Declaração É um grave erro a redução da maioridade penal. O problema da violência urbana não está associado ao jovem infrator, mas ao descaso com o qual tratamos as nossas crianças e adolescentes, vítimas de um sistema que segrega pessoas as quais vivem à margem da sociedade. Oposição Se, por um lado, se acredita em menores de dezoito anos, beneficiados pela lei, ascenderem à violência urbana, por outro lado, tem-se a ciência do descaso sofrido por crianças e adolescentes, os quais se encontram nas ruas e drogados. A sociedade e as autoridades precisam entender que a redução da maioridade penal não amenizará a violência nas grandes metrópoles, haja vista a presença de crianças, em morros do Rio de Janeiro, por exemplo armadas. Pergunta Quem pode afirmar que a redução da maioridade penal será a solução para a violência urbana? A sociedade e as autoridades precisam entender que as crianças e adolescentes brasileiros são marginalizados constantemente. O descaso dado a essas pessoas é o principal responsável pela ascensão da criminalidade juvenil. Alusão histórica Ha algumas décadas, nas grandes metrópoles, viam-se crianças brincando pelas ruas de futebol, bola de gude, empinando pipa. Hoje, lastimavelmente, vemos crianças e adolescentes brincando de matar com armas de verdade. A violência infanto juvenil acentuo-se, de forma surpreendente, a ponto de acreditarmos na redução da maioridade penal como a solução para o problema da violência urbana. 126 Texto verbal e não verbal Podemos considerar que o texto é qualquer forma de comunicação oral ou escrita, verbal ou não verbal sempre direcionada ao leitor. Texto verbal: Composto por palavras escritas; Texto não verbal: Composto por imagens. Nos concursos existe uma mistura desses dois tipos de textos. É cobrado analise do verbal e do não verbal. Temos que ter o cuidado com o que achamos no texto devemos nos ater a apenas a lógica do texto. Ex.: 1: De acordo com a Função de Linguagem, marque a opção CORRETA: a. Apresenta linguagem mista, isto é, linguagem verbal e não verbal. A tira possui apenas linguagem não verbal. b. Correta: Apresenta, apenas, linguagem não verbal de interpretação direta. c. Apresenta, apenas, linguagem verbal. A tira possui apenas linguagem não verbal. d. Apresenta um tipo de linguagem cômica e publicitária. Não possui linguagem publicitária. e. É um texto não verbal e lúdico que tem a função de convencer os leitores. Ex.: 2: Na segunda cena, qual a expressão que o personagem Cascão faz para Cebolinha? a. Correta: Perplexidade; b. Satisfação; c. Nervosismo; d. Fúria; e. Tristeza. Ex.: 3: Qual a conclusão que se pode tirar do texto? a. Cascão está satisfeito com Cebolinha. b. Cascão desistiu de pegar o peso com Cebolinha. c. O personagem Cebolinha está disputando com Cascão. d. Correto: Cascão por não conseguir tirar a foto de Cebolinha, resolve ficar de ponta-cabeça. e. Cebolinha pede ao personagem Cascão para tirar a foto de cabeça para baixo. Figura 1: O texto (A) Apresenta uma placa de trânsito, mostrando que é proibida acirculação de bicicleta e mais ao fundo observamos outra placa que indica quebra molas na pista; (B) O texto temuma imagem que indica a necessidade de silêncio no estabelecimento em que ela foi fixada; (C) O texto é uma charge da Mafalda que, ao caminhar por uma calçada, se surpreende ao pisar num trecho alagado. Após constatar que a água não vinha da chuva, ela contínua sua caminhada tentando saber a causa, num momento ela se depara com várias pessoas chorando,constatando que essa é a causa do alagamento. Figura 2: O texto acima é conhecido como texto misto, por ser compostos simultaneamente por imagens e escritas. No 1º quadrinho o fato de Galvim gritar pela mãe é composto por um detalhe primordial que não podemos deixar de observar. Ele está com os pés do lado de fora. No 2º e 3º quadrinho, verificamos que Galvim reflete em obedecer à ordem da mãe. Por fim, notamos que só é possível depreender o significado de todo o texto somando a parte escrita da fala de Galvim com a imagem de desespero da mãe. 127 Charge É um estilo de ilustração que tem por finalidade satirizar algum acontecimento atual com uma ou mais personagens envolvidas. Mais do queum simples desenho, a charge é uma crítica político- social mediante o artista expressa graficamente sua visão sobre determinadas situações cotidianas por meio do humor e da sátira. Cartum Retrata situações sociais corriqueiras, relacionadas ao comportamento humano, mas não necessariamente situadas no tempo. Caracteriza- se por ser uma anedota gráfica na qual se visualiza a presença da linguagem verbal associada à não verbal. Quadrinhos Hipergênero, que agrega diferentes outros gêneros, cada um com suas Peculiaridades. Ex.: 1: O efeito de sentido de humor, nessa charge, a. É pouco perceptível, porque decorre de um enunciado sem nexo lógico com a realidade. b. Decorre da constatação, pelo orador, dos principais feitos da humanidade ao longo de sua Existência. c. Independe da associação entre a fala e os signos gráficos, porque a situação em que ocorre a fala desmente o que o orador afirma. d. Surge a partir do equívoco que consiste em criar uma situação solene para o orador expor ideias desconexas. e. Correto: É produzido pela interpretação dada à palavra humanidade, decorrente da deformação do sentido do ditado popular citado pelo orador. Ex.: 2: Considere as afirmações sobre a charge: 1. A expressão, esgoto a céu aberto significa esgoto descoberto; 2. Há uma critica sobre as condições sociais brasileiras; 3. As expressões por baixo e esgoto, aliados aos elementos visuais da charge, enfatizam a gravidade da pobreza no Brasil. Esta correto o que se afirma em: a. 1, apenas; b. 2, apenas; c. 1 e 2 apenas; d. 2 e 3 apenas; e. Correto: 1, 2 e 3. Ex.: 3: Considerando as falas da personagem no primeiro e no terceiro quadrinhos, conclui-se que para ela. a. Impossibilidade de ser feliz impede a alienação; b. Correta: A busca pela verdade necessita de proteção; A dica é o uso do capacete que significa chapéu de forma arredondada, de metal, couro, cortiça ou outro material resistente. Sua finalidade básica é proteger a cabeça. Claro que indica a necessidade de proteção. c. A verdade é a forma real de se chegar à felicidade; d. A felicidade é o caminho para a verdade. 128 Ex.: 4: na opinião do palestrante: a. O arrependimento com relação à tatuagem é dado como certo; Correta: você se arrependerá de qualquer forma. b. O adulto tem mais maturidade para nã se arrepender de se tatuar; c. A tatuagem deve ser uma marca que diferencia jovem e adultos; d. Os jovens devem ter uma que diferencia jovens e adultos; e. A tatuagem feita durante a vida adulta não provoca arrependimento. Ex.: 5: De acordo com a norma padrão, as lacunas da tira devem ser preenchidas, respectivamente com: a. Correta: Me interessa... o que me importa... têm; Note que a terceira lacuna deve ser preenchida com o verbo plural têm, para concordar com pessoas. b. Interessa a mim... me importa... tem; c. Interessa-me... o que importa à mim... têm; d. Me interessa... o que mim importa... tem; e. Interessa à mim... o que importa-me...têm. Ex.: 6: Assinale a alternativa em que a reescrita da frase da personagem expressa a ideia do texto original e está de acordo com a norma padrão. a. Me preocupa seriamente a aposentadoria? nem a alheia; b. Tenho preocupando-me seriamente com isso: a aposentadoria alheia; c. Correto: Preocupo-me seriamente com a aposentadoria alheia; Quanto à colocação pronominal e também reflete o sentido original do texto. d. Seriamente preocupa-me com a aposentadoria alheia; e. Me preocupa seriamente a aposentadoria... alheia.. Ex.: 7: Nos quadrinhos acima, destaca-se a seguinte ideia: a. A constatação de que existem erros de impressão num conhecido jornal forma o efeito humorístico da tira. b. Correta: A notícia de jornal é compreendida de forma diferente, conforme a faixa etária e a perspectiva do leitor. c. A formatação diferenciada do jornal, no terceiro quadrinho, enfatiza a falta de objetividade da notícia. d. A semelhança entre a perspectiva do adulto e a das crianças fica evidente no quarto quadrinho. e. A notícia de jornal não pode ser compreendida de formas diferentes. 129 TIPOLOGIA Quando falamos em tipo textual, nos referimos à forma como o texto se organiza em relação à informação que será apresentada, aos aspectos sintáticos, aos tempos dos verbos, às relações lógicas, etc. CLASSIFICAÇÃO As diferentes tipologias textuais existentes são classificadas da seguinte forma: 1. As que consideram as características textuais internas dos textos (ou FORMAIS); 2. As que consideram os traços textuais exteriores aos textos (ou FUNCIONAIS); 3. As que conciliam traços internos e externos ao texto (FORMAIS e FUNCIONAIS). Funcional Atende a critérios funcionais, de acordo com as funções que os textos desempenham em relação ao leitor: informar, explicar ou orientar. Temos três categorias: 1. Jornalismo informativo: Notícia, reportagem, história de interesse humano, informação pela imagem; 2. Jornalismo interpretativo: Reportagem em profundidade; 3. Jornalismo opinativo: Editorial, artigo, crônica, opinião ilustrada, opinião do leitor. Acrescentando alguns elementos, reduz-se essa classificação a duas categorias: 1. Jornalismo informativo: Nota, notícia, reportagem, entrevista; 2. Jornalismo operativo: Editorial, comentário, artigo, resenha, coluna, crônica, caricatura, carta. Formal 2º Nível: Estrutura discursiva: São estruturas discursivas disponíveis na língua, e, portanto, pertencentes ao plano das potencialidades da língua, tradicionalmente identificadas como o gênero de discurso: Estrutura narrativa: (predicados de ação; ligação temporal); Estrutura descritiva: (predicados estáveis, ou equilibrados, em torno da entidade); Estrutura de tipo expositivo/argumentativo: (proposições, construções sintáticas complexas (subordinação) e construções, ou arquitetações hipotéticas); Estrutura procedurais: (organizações sequenciais nas quais a referencia a pessoa tem menos interesse que o processo em si). O verbo se apresenta no modo dos diretivos, o imperativo, o futuro ou infinitivo, é comum o uso de orações independentes; Estrutura expressiva: (predicados com verbos de opinião, avaliativas, ou subjetivas, em que predominam a 1ª pessoa). Estrutura expressiva: (predicado pela alternância da pessoa do discurso envolvido, podendo, porém ser reproduzida em certas formas de escrita). 3º Nível: Uso das estruturas discursivas em situações reais de comunicações são possibilidades de uso de estruturas que aparecem em organizações típicas associadas às varias atividades desenvolvidas pelos indivíduos, como, exemplo, a estória, a piada, o editorial. 4º Nível: Função ou propósito comunicativo com que dada unidade discursiva é usada, sua força ilocucionário, ou a variedade de eventos comunicativos a que se associa. Gêneros Gênero primário: É caracterizado por tipos de enunciados espontâneos e naturais, que ocorrem na imediatez da fala. Gênero secundário: Por tipos de enunciados da fala aprimorada por meio da escrita; Estilo: Podemos fazer algumas observações: quando escrevemos, devemos criar um estilo próprio, sugerimos aqui apenas três qualidades de estilo: clareza, concisão e originalidade. a. Clareza: É a expressão de um pensamento. Para ela ocorrer, é preciso: pontuar corretamente, evitar construções de frases com palavrasem ordem inversa e evitar períodos longos com muitas orações intercaladas. b. Concisão: É a arte de encerrar um pensamento com menor uso possível de palavras. Para ter concisão, é preciso, evitar um número-excessivo de adjetivos, principalmente sinônimos, para cada substantivo (manhã, linda, radiosa e magnífica); evitar palavras inúteis ou redundantes (atualmente, nos dias de hoje, o homem atual...). Evitar sempre que possível, o uso de dois ou mais verbos juntos (vi que estava sofrendo). c. Originalidade: Para termos é preciso que não se use lugares comuns, ou chavões, evitando a repetição frases vulgares, usadas constantemente por pessoas incultas (chorou um mar de lágrimas; vem surgindo o astro-rei, seus cabelos cor de prata). 130 TIPOS TEXTUAIS Tudo o que escrevemos recebe o nome de redação ou composição textual. Basicamente, existem 4 tipos de redação: 1. NARRAÇÃO (base em fatos); 2. DESCRIÇÃO (base em caracterização); 3. DISSERTAÇÃO (base em argumentação). 4. INJUTIVO: Narração A construção de um texto narrativo indica a existência de um narrador, que pode ser apresentado de forma explícita ou não. O narrador tem o objetivo de relatar fatos, que ocorreram em determinado tempo e lugar que envolve passagens. No texto narrativo há uma sequência de ações que ocorrem ao longo do tempo, mantendo a progressão temporal e consequentemente a sequência lógica do texto. Há uma predominância de verbos de ação. A narração é uma modalidade que se conta um fato, fictício ou não, que ocorrem num determinado tempo e lugar, envolvendo certos personagens. Refere-se a objetos do mundo real. Há uma relação de anterioridade e posterioridade. Elementos da narração NARRADOR: 1ª pessoa: NARRADOR PERSONAGEM; Dirige-me para o quarto, calado. Revirei a gaveta à procura da carta. Ao encontrá-la, fiquei criando coragem. As lagrimas banhavam-me o rosto. “Quem um dia irá dizer que existe razão Nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer Que não existe razão? Eduardo abriu os olhos, mas não quis se levantar Ficou deitado e viu que horas eram Enquanto Mônica tomava um conhaque No outro canto da cidade Como eles disseram Eduardo e Mônica um dia se encontraram sem querer E conversaram muito mesmo pra tentar se conhecer Foi um carinha do cursinho do Eduardo que disse --Tem uma festa legal e a gente quer se divertir (…)”. Ex.: 1: Sobre o tipo de narrador presente na música Eduardo e Mônica, é correto afirmar que se trata de um: a. Correta: Narrador personagem, pois, além de narrar os fatos, verídicos ou não, faz parte da história contada, sendo assim, personagem dela. Esse tipo de personagem apresenta uma visão limitada dos fatos, já que a narrativa é conduzida sob seu ponto de vista. Comentário: Narrador personagem, pois há traços de emoção por parte de quem narra, mostrando ao leitor seu ponto de vista sobre os fatos. b. Narrador testemunha, pois é uma das personagens que vivem a história contada, mas não é uma personagem principal. c. Narrador onisciente, pois sabe de tudo o que acontece na narrativa, seus aspectos e o comportamento das personagens, podendo, inclusive, descrever situações simultâneas, embora essas ocorram em lugares diferentes. d. Narrador observador, pois presencia a história, mas diferentemente do que acontece com o narrador onisciente, não tem controle e visão sobre todas as ações e personagens, confere os fatos, mas apenas de um ângulo. e. Narrador onisciente neutro, pois relata os fatos e descreve as personagens, no entanto, não tenta influenciar o leitor com opiniões a respeito das personagens, falando apenas sobre os fatos indispensáveis para a compreensão da leitura. 3ª pessoa: Participação objetiva e Participação onisciente. 3ª pessoa (PARTICIPAÇÃO OBJETIVA): Seixas ouvira falar da menina de Santa Tereza, mas ocupado nesta ocasião com uns galanteios aristocráticos, não moveu a curiosidade de conhecer desde logo a nova beldade fluminense. Aconteceu, porém, de jantar na vizinha em casa de um amigo, e em companhia de camaradas veio a falar-se de Aurélio, que era ainda o tema das conversas; constaram-se anedotas, fizeram-se comentários de toda a sorte. (José de Alencar- Senhora). 3ª pessoa (PARTICIPAÇÃO ONISCIENTE): Pobre Augusto!... Ele vê a um palmo dos olhos a perna mais bem torneada que é possível imaginar!... Através da finíssima meia aprecia uma mistura de cor de leite com a cor de rosae. Remontando esse interessante painel róseo, um pezinho que só poderia medir às polegadas, apertados num sapatinho de cetim, e que estava pedindo um... Dez... Mil beijos; mas quem o pensaria? Não foram beijos que desejou o prazer que sentiria dando-lhe uma dentada... Quase que já não se podia suster... Já estava de boca aberta e para saltar... Porém, lembrando-se da exótica figura em que se via, meteu a roupa que tinha enrolada entre os dentes, apertando-os com força, procurava iludir sua imaginação. (Joaquim Manoel de Macedo). Ex.: 2: Um escritor destaca-se pela produção dos gêneros conto, crônica e romance. A sua produção está relacionada com o gênero: a. Épico. b. Lírico. c. Correto: Narrativo. Comentário: O conto, a crônica e o romance são classificados como gêneros narrativos, pois apresentam elementos como narrador, enredo, personagens, espaço e tempo, conflito, clímax, resolução do conflito e conclusão dos fatos. d. Poética. e. Dramático. 131 Texto Sinto-me um pouco intrusa vasculhando minha infância. Não quero perturbar aquela menina no seu ofício de sonhar. Não a quero sobressaltar quando se abre para o mundo que tão intensamente adivinha, nem interromper sua risada quando acha graça de algo que ninguém mais percebeu. Tento remontá-la aqui num quebra-cabeças que vai formar um retrato - o meu retrato? Certamente faltarão algumas peças. Mas, falhada e fragmentária, esta sou eu, e me reconheço assim em toda a minha incompletude. Algumas destas narrações já publiquei. São meu rebanho, e posso chamá-las de volta quando quiser. Muitas eu mesma vi e vivi; outras apanhei soltas no ar, pois sempre há quem se exponha a uma criança que finge não escutar nem enxergar muita coisa da sua vida ao rés-do-chão. Aqui onde estou - diante deste computador, nesta altura e deste ângulo -, afinal compreendo que não são as palavras que produzem o mundo, pois este nem ao menos cabe dentro delas. Assim aquela menina dançando no pátio na chuva não cabia no seu protegido cotidiano: procurava sempre o susto que viria além. Então enfiava-se atrás dos biombos da imaginação, colocava as máscaras e espiava o belo e o intrigante, que levaria o resto de sua vida tentando descrever. Ex.: 1: O texto acima pode ser entendido como pertencente à tipologia narrativa. Desse modo, todos os elementos abaixo comprovam essa classificação, EXCETO: a. A presença de um narrador em primeira pessoa que relata, com parcialidade, os fatos e elementos descritos. b. Referências espaciais como o estar “diante deste computador, nesta altura e deste ângulo”. c. A presença de personagens como “aquela menina no seu ofício de sonhar”. d. Incorreto: A defesa de um posicionamento que fica claro na oposição entre o adulto e a criança no texto. Discurso: Direto; Indireto e Indireto livre. 1. DISCURSO DIRETO: Reproduzem-se as palavras dos personagens. Esse tipo de discurso serve como uma comprovação concreta do que acabou de ser exposto pelo narrador, o qual cede espaço para que a personagem se mostre mais abertamente através do fato no presente. Texto Estávamos sentados à mesa,fumando, quando bateram palmas lá fora. D. Maria José foi ver e voltou logo: - É a criada de D. Engrácia que tem negócio com o senhor. - Comigo? - Sim senhor. Levantei-me, atravessei o corredor vagarosamente. - Que é que há? Perguntei a Casimira, que esperava à porta, grave, barbada, o rosto cheio de verruga. - Um livro que a menina mandou. Entregou-me o volume. - Um livro? Ah! Sim! Sei o que é um romance. Muito obrigado, diga a D. Marta que estou muito grato. Isso é uma obra excelente do centro da boa imprensa, uma obra importante. Edifica. Amanhã devolvo. 2. DISCURSO INDIRETO: Por meio de orações subordinadas substantivas, o narrador reproduz a fala do personagem, não cedendo à personagem espaço para que represente a exposição de sua fala. Texto No começo de outubro, deu-se um incidente que desvendou ainda mais aos olhos do médico a situação da moça. Fortunado metera-se a estudar anatomia e fisiologia e ocupava-se nas horas vagas em rasgar e envenenar gatos e cães. Como os guinchos dos animais atordoavam os doentes, mudou o laboratório para casa, e a mulher, compleição nervosa, teve de sofrer. Um dia, porém, não podendo mais, foi ter com o médico e pediu-lhe que, como coisa sua, alcançasse do marido a cessação de tais experiências. (a causa secreta- Machado de Assis). 3. DISCURSO INDIRETO LIVRE: É feito com a associação das características do discurso direto e do indireto. A fala do personagem ou fragmentos dele é sutilmente inserida no discurso do narrador, permitindo-lhe expor aspectos psicológicos do personagem, já que esse tipo de discurso pode revelar o fluxo do pensamento do personagem. Texto E foi se. O mestre Amaro parou um pouco ao paredão do engenho e reparou nos estragos que a chuva fizera nos tijolos descobertos. Pareciam feridas vermelhas. O bueiro baixo e a boca da fornalha escancarada, um barco sujo. Lembrou-se dos tempos do capitão Tomas de quem seu pai lhe contava tanta coisa, das safras do capitão, da botada com festas, das pejadas, com a casa de purgas cheia de açúcar. Descrição É um texto em que se faz um retrato por escrito de um lugar, uma pessoa, um animal ou um objeto. A classe de palavra mais usada é o ADJETIVO, pela sua função caracterizadora. Podemos descrever sensações ou sentimentos. Não há relação de anterioridade e posterioridade. Significa criar com palavras a imagem do objeto descrito. É fazer uma descrição minuciosa do objeto ou do personagem a que o texto se pega. Tipos de descrição Descrição ambiental: Esquema: 1. Inicial = Comentários; 2. De desenvolvimento = Detalhes referentes à estrutura global do ambiente; 3. Final = Observação sobre a atmosfera que baixa no ambiente. 132 Texto Tudo parado. Os reposteiros de veludo verde-musgo criam sombras mais fundas. Os mortos dos retratos de molduras bronzeadas parecem mais mortos. O grande lustre de vidrilhos que pende do centro do teto tem um brilho frio de ossada. Ali estão as grandes poltronas vazias, com florões e grinaldas em relevo; a mesa pesada e longa de jacarandá com sua coberta de veludo escuro; o console de mármore branco estriado de azul, o grande espelho oblongo, lago morto refletindo uma paisagem morte. Os minutos passam. O crepúsculo azul que o luar projeta na varanda vai ficando cada vez mais pálido. O silêncio continua. Um tique-taque seco: o velho relógio de ébano que está dissolvido no negrume dum canto geme estertorosamente uma badalada, outra, mais outra, três cinco, sete, nove e parece que o zunido do sino sai do fundo de idades remotas, avança no tempo e vem acordando todos os fantasmas da sala antiga. Volta o silêncio. Se o teto alto de estuque devolvesse as vozes que subiram para ele no passado... Se o espelho tornasse a refletir as imagens perdidas... (Érico Veríssimo- Música ao longe). Dissertação É elaborado a partir da apresentação de fatos, opiniões, pensamentos ou informações sobre determinados assuntos. Geralmente, as ideias apresentadas são encontradas usando-se a 3ª pessoa do singular, uma das formas de marcar a impessoalidade. A dissertação pode ser EXPOSITIVA ou ARGUMENTATIVA é dividida em INTRODUÇÃO, DESENVOLVIMENTO e CONCLUSÃO. Dissertação informativa (EXPOSITIVA) O autor não se propõe a convencer o leitor, fazendo apenas explicações sobre o assunto apresentado, relatando dados e ideias. O objetivo é somente informar, sem ter qualquer postura crítica. O autor deve agir de forma imparcial, não deve estabelecer qualquer comentário pessoal acerca da temática abordada. Lua pode conter tanta água quanto a Terra, revela estudo. A Lua poderia ter muito mais água do que o imaginado, talvez tanta quanto a Terra, uma descoberta que lança dúvidas sobre a formação do satélite, revela um estudo divulgado esta quinta-feira nos EUA. Durante muito tempo acreditou-se que a Lua fosse um local seco e poeirento até que, há poucos anos, descobriu-se água pela primeira vez. Agora, cientistas das universidades Case Western Reserve e Brown acreditam que no interior da Lua haja cem vezes mais água do que se pensava inicialmente. As descobertas foram feitas com o uso de um instrumento de precisão, chamado Nano SIMS 50L um microanalisador de íons para examinar o magma lunar ou pequenas quantidades de rocha derretida, coletada pela Apolo 17, a última missão americana à Lua, em 1972. “Estas amostras são a melhor janela que temos para [calcular] a quantidade de água no interior da Lua”, disse James Van Orman, coautor do estudo e professor de ciências geológicas do Case Western. “O interior parece ser bastante similar no interior da Terra, razão pela qual sabemos sobre a abundância de água”, acrescentou. As descobertas foram publicadas na edição de 26 de maio da “Science Express”. A mesma equipe publicou um trabalho na “Nature” em 2008, descrevendo a primeira evidência da presença de água nos cristais vulcânicos trazidos pelas missões Apolo.“O essencial é que em 2008 dissemos que o conteúdo primitivo de água no magma lunar deveria ser similar à água contida na lava proveniente da drenagem do manto superior da Terra”, disse outro coautor do estudo, Alberto Saal. “Agora, provamos que este é o caso”, acrescentou. Enquanto as descobertas corroboram a teoria longamente sustentada de que a Lua e a Terra têm origens comuns, também lançam dúvidas sobre a crença de que a Lua pode ter se formado após um desprendimento da Terra, perdendo boa parte de sua umidade neste processo de alta temperatura. Segundo esta teoria, de “enorme impacto” nos anos 1970, a Lua se formou depois que o nosso planeta colidiu com uma rocha espacial ou planeta, 4,5 bilhões de anos atrás. “Esta nova pesquisa revela que aspectos desta teoria devem ser reavaliados”, destacou o estudo. As descobertas também levantam interrogações sobre as teorias que afirmam que o gelo encontrado nas crateras dos polos lunares pode ser resultante do impacto de meteoros, sugerindo que parte do mesmo pode ter provindo da erupção de magmas lunares. A NASA anunciou, em 2009, que duas naves enviadas à Lua para colidir com a superfície do satélite descobriram pela primeira vez água congelada, uma revelação considerada enorme passo adiante na exploração espacial. Dissertação ARGUMENTATIVA O autor, além de tentar convencer o leitor a respeito da ideia apresentada, usa um raciocínio lógico e coerente, usando como base de argumentação, provas que evidenciam suas ideias. O objetivo é perceber conhecimento do produtor em relação a uma determinada temática. Trata-se de um texto pessoal (emotivo) no qual o autor fará exposições, consoante sua visão crítica de forma parcial, exporá sua opinião, embasada em pesquisa.É exigido do autor o uso de argumentos universais, uma postura coerente e precisa, uma linguagem clara e concisa a fim de não haver contradição por parte do leitor. Nos últimos anos, a discussão sobre o aquecimento global e suas consequências se tornou onipresente entre governos, empresas e cidadãos. É louvável que todos queiram salvar o planeta, mas o debate sobre como fazê-lo chegou ao patamar da irracionalidade. Entre cientistas e ambientalistas, estabeleceu-se uma espécie de fervor fanático e doutrinário pelas conclusões pessimistas do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), órgão da ONU. Segundo elas, ou se tomam providências radicais para cortar as emissões de gases do efeito estufa decorrentes da atividade humana, ou o mundo chegará ao fim do século XXI à beira de uma catástrofe. Nos últimos três meses, numa reviravolta espetacular, a doutrina do aquecimento global vem se desmanchando na esteira de uma série de escândalos. Descobriu-se que muitas das pesquisas que dão sustentação aos relatórios emitidos pelo IPCC não passam de especulação sem base científica. Pior que isso: Os cientistas que conduzem esses estudos manipularam dados para amparar suas conclusões. A reputação do IPCC sofreu um abalo tectônico no início do ano quando se descobriu um erro grosseiro numa das pesquisas que compõem seu último relatório, divulgado em 2007. O texto afirma que as geleiras do Himalaia podem desaparecer até 2035, por causa do aquecimento global. 133 O derretimento traria consequências devastadoras para bilhões de pessoas na Ásia, que dependem da água produzida pelo degelo nas montanhas. Os próprios cientistas que compõem o IPCC reconheceram que a previsão não tem o menor fundamento científico e foi elaborada com base em uma especulação. O mais espantoso é que tal previsão tenha sido tratada como verdade incontestável por três anos, desde a publicação do documento. Os relatórios do IPCC são elaborados por 3000 cientistas de todo o mundo e, por enquanto, formam o melhor conjunto de informações disponível para estudar os fenômenos climáticos. O erro está em considerá-lo infalível e, o que é pior, transformar suas conclusões em dogmas. Injunção O autor tenta fazer com que o leitor tome atitude a partir de uma sequência de comandos por convencimento; ele apresenta ordem, pedido, conselho etc. E por isso há predominância de verbos no imperativo e ordenação seriada das informações. Receita de pizza 1. Peneire a farinha e o sal em uma tigela grande. Adicione o fermento e misture. 2. Faça um buraco no centro dos ingredientes secos. Despeje a água e o azeite e mexa até formar uma massa mole. 3. Amasse a massa sobre uma superfície levemente enfarinhada, por mais ou menos 10 minutos, até que ela fique lisa e elástica. 4. Coloque a massa em uma tigela untada e cubra com plástico transparente. Deixe-a num local morno para crescer por mais ou menos uma hora, até que ela tenha dobrado de tamanho. 5. Amasse novamente a massa. Coloque-a sobre uma base levemente enfarinhada e amasse por 2 a 3 minutos. Abra a massa como desejado e coloque-a em uma fôrma untada. A massa está pronta para a cobertura. Diálogo Podemos observar que o texto é constituído por no mínimo dois locutores, que estabelecem um intercâmbio verbal. Ele é organizado de forma a reproduzir uma conversa validada, pois conferem realismo ao diálogo realizado pelos personagens que participam do mesmo espaço e discutem sobre o mesmo tema. – E que música prefere o senhor? – A música alemã, que é a que mais nos predispõe ao devaneio. – Conhece os italianos? – Ainda não; mas tenciono frequentá-los no ano que vem, quando for residir em Paris, para completar o meu curso de Direito. Tipos de estratégias argumentativas Argumentação por autoridade É realizada por meio da demonstração de opiniões de pessoas consideradas autoridades. Individualistas e comportados. E daí? Cientistas sociais e filósofos de inúmeras correntes garantem: a geração de 90 é ambígua. Explica-se: os adolescentes dessa época buscam o bem-estar individual, mas também consideram o conceito “viver dignamente” como um direito da humanidade. Só que eles não pretendem se fatigar nas lutas sociais, nem se sentem atraídos por bandeiras políticas ou cartilhas ideológicas. Em uma pesquisa recente na França, o item “justiça social” foi classificado como um dos menos importantes por moças e rapazes na faixa dos 14 aos 17 anos. Imediatamente, a geração que ouve Madonna, diverte-se com Steven Spielberg e devora sanduíches passou a ser chamada de “novos individualistas”. O filósofo e escritor francês Laurent Joffrin, autor do livro Um toque de Juventude, celebra com muito otimismo os “moralistas de blue jeans: “eles não são apáticos como se supõem. “Seus interesses vão além do prazer imediato e da pura distração”, explica Joffrin. Mais cético, seu colega Alain Finkelkraut acredita que os jovens dos anos 90 se apoiam em relacionamentos superficiais e valores distorcidos. “Comportam-se como se a vida fosse um grande videoclipe…”, lamenta. Enquanto os intelectuais batem boca, os ingleses que cresceram ouvindo a balada conservadora de Margareth Thatcher hoje insistem que a vida comportada é muito melhor. Em uma pesquisa da revista Look Now, moças e rapazes de 15 a 24 anos confessam gostar de boas roupas, querem ser vistos como pessoas sensíveis e responsáveis, pretendem ter uma carreira sólida e fazer fortuna. Desnecessário dizer que a Dama de Ferro adorou os resultados da pesquisa. Observe que os trechos em negrito são todos considerados argumentos de autoridade, pois o autor tem como objetivo tornar o seu texto mais convincente e para isso não se usa apenas das falas de cada indivíduo citado no texto, mas também das funções que lhe conferem esta autoridade, uma vez que a pessoa citada no texto pode não ser conhecida do leitor. Assim é possível constatar que não é apenas o nome do indivíduo que caracteriza a autoridade, e sim a importância que esse indivíduo traz ao tema apresentado. Da mesma forma isso acontece com o uso de pesquisas que conferem veracidade às informações apresentadas. 134 Argumentação por analogia Acontece por meio de uma comparação: “A vida agitada das grandes cidades aumenta os índices de doenças do coração. Imagine o leitor, por exemplo, um automóvel dirigido suavemente, com trocas de marcha em tempo exato, sem freadas bruscas ou curvas violentas. A vida desse veículo tende a prolongar-se bastante. Imagine agora o contrário: um automóvel cujo proprietário se compraz em arrancadas de “cantar pneus (…)”. Observamos nitidamente que o autor do texto usa de uma estratégia de comparação para conduzir o pensamento do leitor e, para isso, compara a forma como se “dirige” a vida, com a forma como se dirige um automóvel. Argumentação por apresentação de dados estatísticos É feito por meio da apresentação de dados estatísticos e, assim como as outras estratégias, serve para provar aquilo que é dito no texto. Geralmente os dados usados são oriundos de pesquisa de órgãos públicos habilitados para a divulgação de tais dados. O ministro da Educação, Cristovam Buarque, lança hoje o Mapa da Exclusão Educacional. O estudo do Inep, feito a partir de dados do IBGE e do Censo Educacional do Ministério da Educação, mostra o número de crianças de sete a catorze anos que estão fora das escolas em cada estado. Segundo o mapa, no Brasil, 1,4 milhão de crianças, ou 5,5% da população nessa faixa etária (sete a catorze anos), para a qual o ensino é obrigatório, não frequentam assalas de aula. O pior índice é do Amazonas: 16,8% das crianças do estado, ou 92,8 mil, estão fora da escola. O melhor, o Distrito Federal, com apenas 2,3% (7200) de crianças excluídas, seguido por Rio Grande do Sul, com 2,7% (39 mil) e São Paulo, com 3,2% (168,7 mil). Argumentação por exemplos É realizado por meio de exemplos que elucidam ou justificam a ideia apresentada na tese. Um bom exemplo fundamenta a argumentação, pois pode relatar casos que sustentam a tese como verdadeira. O resultado do referendo fez um bem ao país. Instaurou o império das cabeças desarrumadas, e o Brasil precisa delas. Uma pessoa de cabeça desarrumada é assim: defende a pena de morte e o ensino gratuito nas universidades públicas. É a favor do aborto e se diz católico. Votou Lula em 2002 e José Serra em 2004. É contra as cotas nas universidades e milita numa ONG de defesa da Mata Atlântica. Por desarrumada, essa cabeça pode pensar tudo ao contrário e não faz a menor diferença. A desarrumação determina e incentiva o debate. Opõe-se a um mundo de ideias ordenadas no qual a pessoa deve se preocupar em “pensar direito”, entendendo-se que sempre haverá alguém explicando o que vem a ser “pensar direito”. Houve uma época em que a expressão “raciocinar em bloco” designava, com alguma ironia, inteligências ou culturas privilegiadas, sacerdotes do bem-pensar. Aceitando-se as virtudes do mestre, esperava-se sua opinião e ia-se atrás. Essa atitude tanto pode colocar uma pessoa na condição de discípulo de um grande pensador como pode embalá-la na treva da ignorância. O segundo caso ocorre com maior frequência. As cabeças arrumadas brasileiras, atraídas pela construção de modelos intelectuais harmônicos, dão pouca atenção ao funcionamento da sociedade. Preferem evitar o assunto. Alguns exemplos: O bem-pensar urbano do Rio de Janeiro legislou que é proibido construir apartamentos com menos de 30 metros quadrados. Coisa de gente muito bem educada. Faltou dizer onde vai morar uma família que não tem dinheiro para essa metragem. Na favela, por certo. A discussão dessa lei de incentivo à favelização está fora do debate urbano carioca. O bem-pensar tributário estabeleceu que os serviços de telefonia devam ser taxados com mãos de ferro, pois vai-se tomar dinheiro do andar de cima para custear investimentos que atenderão ao de baixo. Deu no seguinte: o patrão fala com Paris de graça pelo Skype e a empregada paga R$ 5 por um telefonema de dez minutos para Bangu. Um imposto destinado a buscar justiça produz injustiça, mas o tema está fora da agenda dos teletecas. O bem-pensar diplomático levou Lula a propor uma cruzada mundial contra a fome. Fez isso em Genebra, Paris e Nova York. Passados dois anos, contou que gostaria de arrumar recursos para combater a desnutrição da África, aumentando as taxas de embarque nos aeroportos brasileiros. Falta dizer aos usuários do Galeão que eles pagam uma das taxas mais altas do mundo, o dobro do que se cobra no Aeroporto Kennedy. Num caso mais farisaico, tome-se o exemplo da legislação penal brasileira. Bem pensada, faz inveja a um advogado sueco. São muitos os doutores que fazem palestras pelo mundo descrevendo essa joia de modernidade. Jamais um ministro da Justiça contará que as maravilhas são parólas. O que vale mesmo é a lei da massa. O bandido que entra na prisão passa a uma nova instância judicial, a de seus pares. Maltratou a mãe? Morre. Estupro? Se não morrer, sofre o que fez. Respeito, só para os estelionatários. No Brasil das cabeças desarrumadas cada tema poderá ser discutido e avaliado isoladamente. Muitas opiniões resultarão contraditórias, mas é esse exercício do juízo individual que enriquece o debate público. Harmonia e nexo podem ser desejáveis, mas é preferível conviver com pessoas de cabeça desarrumada cujas opiniões não formam um nexo final do que aturar gente que tem muito nexo, mas não se responsabiliza pelas opiniões que dá. Os trechos em negrito são argumentos exemplificativos que têm como objetivo mostrar a veracidade da tese apresentada no primeiro parágrafo (O resultado do referendo fez um bem ao país. Instaurou o império das cabeças desarrumadas, e o Brasil precisa delas.), comprovando o posicionamento do autor do texto. 135 REDUZIDO A UM CLIQUE Rio de Janeiro: A notícia é alarmante: Amazon se prepara para vender livros físicos no Brasil. O alarme não se limita à iminente entrada da Amazon no mercado brasileiro de livros, algo que lembrará o passeio de um brotossauro pela Colombo. A ameaça começa pela expressão ``livros físicos´´ é o que, a partir de agora, o diferenciará dos livros digitais. Pelos últimos mil anos, dos manuscritos ao incurábulos e aos impressos a laser, os livro têm sido chamados de livros; nunca precisaram de adjetivos para distingui-los dos astrolábios, das guilhotinas ou das cenouras. Quando se dizia ``livro´´, todos entendiam um objeto de peso e volume, composto de folhas encadernadas, protegidas por papelão ou couro, nos quais se gravaram a tinta palavras ou imagens. Há 200 anos, os livros deixaram de ser privilégios das bibliotecas, públicas ou particulares e passaram a ser vendidas em lojas especializadas, chamadas livrarias. Desde sempre, as livrarias se caracterizam por estantes altas, vendedores atenciosos, uma atmosfera de paz e a ocasional presença de um gato. Foi nelas que leitores e escritores aprenderam a se encontrar e trocar ideias, gerando uma emulação com a qual a cultura teve muito a ganhar. A Amazon dispensa tudo isso. Ela vende livros físicos, mas a partir de um endereço imaterial, nada físico, acessível apenas pela internet. Dispensa as livrarias. Se você se interessar por um livro (certamente recomendado por uma lista de Best- sellers) basta o número do seu cartão de crédito e um clique. Em dois dias, ele estará em suas mãos, e a um preço mais em conta, porque a Amazon não tem gasto com aluguel, escritório, luz, funcionários humanos e nem mesmo a ração do gato. Com sorte, os livros continuarão físicos. Mas os leitores correm o risco de ser reduzidos a um número de cartão de credito e um clique. Ex.: 1: O modo como o autor desenvolve seu texto sobre a notícia citada: a. Correto: Justifica que se considerem como marcador pelo tom de ironia os segmentos (certamente recomendado por uma lista de Best-seller) e com sorte, os livros continuarão físicos. b. Revela sua diferença pelas bibliotecas públicas ou particulares e a consideração que tem pelas livrarias, como se observa no seguimento há 200 anos, os livros deixarão de serem privilégios das bibliotecas públicas ou particulares e passaram a ser vendidos em lojas especializadas, chamadas livrarias. c. Explica o tom alarmante nele impresso, reconhecível, por exemplo, nos seguimentos ``A notificação é alarmante: Amazon se prepara para vender livros físicos no Brasil e a Amazon dispensa tudo isso. d. Atesta o tom didático do texto, centrado em divulgar a história do livro e seduzir leitores, como se nota nos últimos mil anos, dos manuscritos. Aos impressos, a lazer, os livros têm sido chamados de livros e se você se interessar por um livro, basta o número do seu cartão de credito e um clique. e. Legitima a hipótese de que defende a busca de lucro pelos empresários ligados a indústria dos livros físicos, como o atestando o segmento a Amazon não tem gasto com aluguel, escritório, luz, funcionários humanos e nem mesmo a ração do gato. Resposta: Alternativa (a) resposta correta: Há marcação de ironia nos segmentos citado, Best-Seller. O mais vendido. O autor ironiza a forma e a indicação do livro: pode ser o mais indicado, o mais vendido, nem por isso o melhor.Mas é chic no momento. O leitor, muitas vezes, o adquire pela figuração da indicação, modismo ou status. Atrás do Best- selles sempre há um belo marketing para c e cultural do livro e teme pela sua sobrevivência. Alternativa (d): O tom no segmento não é didático, mas crítico no sentido de tentar preservar a importância que sempre, historicamente, caracterizou o livro. Alternativa (e): Não há defesa, da busca de lucros, nem a forma usada pelos empresários da indústria dos livros; há, sim, uma irônica alusão ao risco que o marketing eletrônico representa, distante das facilidades do consumo, perda do prazer da busca pelo livro que, através de um clique, que pode transformar-se em mais um mero produto de consumo descartável e perder toda a magia condita na palavra livro. Paisagem com figuras Em meados dos anos 60, o poeta João Cabral de Mello Neto jantava na cantina Fiorentina, no Leme, com seus colegas Fernando Pessoa Ferreira e Felix de Athayde, pernambucanos como ele. Em certo momento, ouviu-se um rumor na varanda e João Cabral perguntou o que estava acontecendo. “É o Chacrinha, que acabou de chegar”, informou Fernando. “Chacrinha? Quem é Chacrinha?”, quis saber João Cabral. “É um apresentador de tevê, muito famoso”, disseram. Cônsul do Brasil em Barcelona, com raras vindas ao Rio e famoso por não se interessar por música e tomar dez aspirinas por dia para a dor de cabeça, o poeta estava por fora do que acontecia por aqui. E, mesmo que estivesse a par, não podia haver ninguém menos Chacrinha do que João Cabral. Na sua poesia grave e desidratada, altamente cerebral, as palavras eram de pedra; os cães, sem plumas; e as facas, só lâminas. Já Chacrinha, o divino palhaço, era o barroco em Technicolor, embora a tevê ainda fosse em preto e branco. Em seu programa, apresentava os piores cantores do Brasil, atirava bacalhau para a plateia e promovia concursos de comer barata. Os comunicólogos ainda não o tinham descoberto como símbolo do “mau gosto genial”. Chacrinha entrou ventando pela Fiorentina, cercado de dez ou quinze aspones. Ao passar pela mesa de João Cabral, estacou e olhou-o fixamente. Então, abriu os braços e exclamou: “Cabral!!!”. O poeta levou um susto, mas não deixou a bola cair: “Abelardo!!!”, respondeu. Levantou-se no ato e os dois se jogaram nos braços um do outro, aos soluços. O poeta João Cabral de Mello Neto e o apresentador Abelardo “Chacrinha” Barbosa, colegas de curso primário no Colégio Marista, do Recife, e que não se viam havia mais de 30 anos, tinham acabado de se reencontrar, reconhecer e abraçar. É o Brasil. 136 Ex.: 1: Ao narrar o reencontro entre o poeta João Cabral de Mello Neto e o apresentador Abelardo Barbosa, o autor traz uma reflexão bem-humorada sobre: a. O fato de duas pessoas tão distintas serem igualmente famosas na mídia brasileira. b. A aleatoriedade com que o destino premia ou castiga pessoas da mesma origem social. c. Correta: As coincidências da vida e também sobre a diversidade da cultura brasileira. d. O modo como a cultura erudita e a cultura de massa são nutridas pela mesma ideologia. e. A importância de se cultivarem as amizades da infância mesmo nas adversidades. Ex.: 2: Na construção de sentido do texto, estabelecem entre si relação de oposição as seguintes expressões do terceiro parágrafo: a. Desidratada; cerebral. b. Poesia; pedra. c. Palhaço; genial. d. Correto: Grave; barroco. e. Preto e branco; mau gosto. Ex.: 3: Está empregada com sentido figurado a palavra destacada no seguinte trecho do texto: a. … ouviu-se um rumor na varanda… (1º parágrafo); b. … com raras vindas ao Rio… (2º parágrafo); c. Os comunicólogos ainda não o tinham descoberto… (3º parágrafo); d. Correto: Chacrinha entrou ventando pela Fiorentina… (4º parágrafo); e. O poeta levou um susto… (4º parágrafo). Ex.:4: Um vocábulo responsável por estabelecer relação de comparação no enunciado está destacado em: a. Correto: … Fernando Pessoa Ferreira e Felix de Athayde, pernambucanos como ele. (1º parágrafo); b. … um apresentador de tevê, muito famoso… (2º parágrafo); c. … tomar dez aspirinas por dia para a dor de cabeça… (2º parágrafo); d. … Chacrinha, o divino palhaço… (3º parágrafo); e. … os dois se jogaram nos braços um do outro… (4º parágrafo). Ex.: 5: A expressão destacada em “E, mesmo que estivesse a par, não podia haver ninguém menos Chacrinha do que João Cabral.” pode ser corretamente substituída, com o sentido preservado, por: a. Correto: Ainda que; b. Visto que; c. Conforme; d. Consoante; Trecho do romance Quincas Repito, Sofia comia bem, dormia largo e fofo. Chegara ao fim da missão das Alagoas, com elogios da imprensa; a Atalaia chamou-lhe “o anjo da consolação”. E não se pense que este nome a alegrou, posto que a lisonjeasse; ao contrário, resumindo em Sofia toda a ação da caridade, podia mortificar novas amigas, e fazer-lhe perder em um dia o trabalho de longos meses. Assim se explica o artigo que a mesma folha trouxe no número seguinte, nomeando, particularizando e glorificando as outras comissárias – “estrelas de primeira grandeza”. Nem todas as relações subsistiram, mas a maior parte delas estavam atadas, e não faltava à nossa dona o talento de as tornar definitivas. O marido é que pecava por turbulento, excessivo, derramado, dando bem a ver que o cumulavam de favores, que recebia finezas inesperadas e quase imerecidas. Sofia, para emendá-lo, vexava-o com censuras e conselhos, rindo: – Você esteve hoje insuportável; parecia um criado. Sofia é que, em verdade, corrigia tudo. Observava, imitava. Necessidade e vocação fizeram-lhe adquirir, aos poucos, o que não trouxera do nascimento nem da fortuna. Cortou as relações antigas, familiares, algumas tão íntimas que dificilmente se poderiam dissolver; mas a arte de receber sem calor, ouvir sem interesse e despedir-se sem pesar, não era das suas menores prendas; e uma por uma se foram indo as pobres criaturas modestas, sem maneiras, nem vestidos, amizades de pequena monta, de pagodes caseiros, de hábitos singelos e sem elevação. Ex.: 1: Levando em consideração o texto como um todo, assinale a alternativa correta. a. O processo de ascensão social de Sofia e de seu marido não ocorre senão por meio de sobressaltos comportamentais, em que ambos deixam transparecer a simplicidade de modos que os aproxima das “pobres criaturas modestas, sem maneiras, nem vestidos”, de que ambos querem se ver livres – o que leva o marido de Sofia, inclusive, a alguns excessos. b. Pode-se inferir do fragmento como um todo que Sofia engendrou premeditadamente a ascensão social de sua família, sem crises de consciência. Ao contrário do marido, que deixava transparecer o processo pelo qual passava o casal, Sofia adquiriu, por meio da observação atenta, a discrição inerente às famílias abastadas. c. A relação entre Sofia e o marido é desigual: enquanto este, cujas ações indicam preferência pelas amizades menos abastadas, se confunde com o processo de ascensão social que o casal atravessa, a esposa urde a passagem às relações com amigas ricas, por meio da observação aguda e da atenta imitação, com os cuidados que essas pessoas exigem. 137 d. Correto: O processo de ascensão social experimentado por Sofia e por seu marido é, inicialmente, acidental: um lance de sorte (a publicação da Atalaia, chamando-lhe às amigas de “estrelas de primeira grandeza”) permite ao casal a entrada numa rede fechada de amizades privilegiadas e o abandono de relações passadas. e. Ao afirmar que o marido estava “insuportável”, que“parecia um criado”, Sofia reprocha-lhe os modos que lhe trazem as origens humildes, que destoam das novas amizades que a esposa faz à sua revelia. Também é sem o consentimento do marido que Sofia abandona amaneiradamente os antigos amigos. A liberdade enriquece A liberdade surge no oceano da economia, de onde se espraia para todos os lugares. Isso é o que imaginava Ludwig von Mises, o arquiteto mais destacado da escola austríaca de economistas neoclássicos. Ele estava errado: a liberdade nasceu no continente da política, mais propriamente como liberdade de expressão - o direito de imprimir sem licença. O parto deu-se pelas mãos do poeta e polemista John Milton, em 1644, no epicentro da Guerra Civil Inglesa entre o Parlamento e a Monarquia. Naquele ano, Milton publicou a Aeropagitica, fonte do mais clássico dos argumentos racionais contra a censura: os seres humanos são dotados de razão e, portanto, da capacidade de distinguir as boas ideias das más. Ludwig von Mises não errou em tudo; acertou no principal. Liberdade não é um artigo de luxo, um bem etéreo, desconectado da economia. A Grã-Bretanha acabou seguindo o caminho preconizado por Milton e se converteu na maior potência do mundo. Os Estados Unidos, com sua Primeira Emenda à Constituição - que proíbe a edição de leis que limitem a liberdade de religião, a liberdade de expressão e de imprensa ou o direito de reunião pacífica -, assumiram o primeiro posto no século XX. Liberdade funciona, pois a criatividade é filha da crítica. Ex.: 1: Considerando-se o teor do texto, é CORRETO afirmar: a. Correto: Trata-se de um texto opinativo, em que o autor, apoiando-se em teorias e oferecendo exemplos de sucesso, tece comentários a respeito da relação entre liberdade e desenvolvimento econômico. b. Há crítica em relação ao papel desempenhado na economia de alguns países por proposições hipotéticas de poetas e economistas sob influência de escolas estrangeiras. c. No 2º parágrafo encontra-se defesa por inteiro da opinião do economista austríaco, em flagrante contradição com a observação de que ele havia se enganado, como consta do 1º parágrafo. d. O título se volta para a comprovação da tese do poeta inglês de que o desenvolvimento econômico de uma nação se associa inequivocamente à racionalidade de seus cidadãos. e. O autor se baseia em opiniões polêmicas de defensores da liberdade de expressão para enaltecer a política colonialista de ingleses e de norte-americanos, entre os séculos XVII e XX. Rio Grande do Norte: a esquina do continente Os portugueses tentaram iniciar a colonização em 1535, mas os índios potiguares resistiram e os franceses invadiram. A ocupação portuguesa só se efetivou no final do século, com a fundação do Forte dos Reis Magos e da Vila de Natal. O clima pouco favorável ao cultivo da cana levou a atividade econômica para a pecuária. O Estado tornou-se centro de criação de gado para abastecer os Estados vizinhos e começou a ganhar importância a extração do sal – hoje, o Rio Grande do Norte responde por 95% de todo o sal extraído no país. O petróleo é outra fonte de recursos: é o maior produtor nacional de petróleo em terra e o segundo no mar. Os 410 quilômetros de praias garantem um lugar especial para o turismo na economia estadual. O litoral oriental compõe o Polo Costa das Dunas - com belas praias, falésias, dunas e o maior cajueiro do mundo –, do qual faz parte a capital, Natal. O Polo Costa Branca, no oeste do Estado, é caracterizado pelo contraste: de um lado, a caatinga; do outro, o mar, com dunas, falésias e quilômetros de praias praticamente desertas. A região é grande produtora de sal, petróleo e frutas; abriga sítios arqueológicos e até um vulcão extinto, o Pico do Cabugi, em Angicos. Mossoró é a segunda cidade mais importante. Além da rica história, é conhecida por suas águas termais, pelo artesanato reunido no mercado São João e pelas salinas. Caicó, Currais Novos e Açari compõem o chamado Polo do Seridó, dominado pela caatinga e com sítios arqueológicos importantes, serras majestosas e cavernas misteriosas. Em Caicó há vários açudes e formações rochosas naturais que desafiam a imaginação do homem. O turismo de aventura encontra seu espaço no Polo Serrano, cujo clima ameno e geografia formada por montanhas e grutas atraem os adeptos do ecoturismo. Outro polo atraente é Agreste/Trairi, com sua sucessão de serras, rochas e lajedos nos 13 municípios que compõem a região. Em Santa Cruz, a subida ao Monte Carmelo desvenda toda a beleza do sertão potiguar – em breve, o local vai abrigar um complexo voltado principalmente para o turismo religioso. A vaquejada e o Arraiá do Lampião são as grandes atrações de Tangará, que oferece ainda um belíssimo panorama no Açude do Trairi. 138 Ex.: 1: O texto se estrutura notadamente: a. Correta: Sob forma narrativa, de início, e descritiva, a seguir, visando a despertar interesse turístico para as atrações que o Estado oferece. b. De forma instrucional, como orientação a eventuais viajantes que se disponham a conhecer a região, apresentando-lhes uma ordem preferencial de visitação. c. Com o objetivo de esclarecer alguns aspectos cronológicos do processo histórico de formação do Estado e de suas bases econômicas, desde a época da colonização. d. Como uma crônica baseada em aspectos históricos, em que se apresentam tópicos que salientam as formações geográficas do Estado. e. De maneira dissertativa, em que se discutem as várias divisões regionais do Estado com a finalidade de comprovar qual delas se apresenta como a mais bela. Ex.: 2: A transformação da frase "Eu nunca parei de pensar sobre isso", disse Goodwin, para discurso indireto é: a. Correta: Goodwin disse que nunca parara de pensar sobre aquilo. b. Goodwin diz que nunca tivera parado de pensar sobre aquilo. c. Goodwin disse: “Eu nunca parei de pensar sobre isso”. d. Goodwin diz: “Eu nunca parei de pensar sobre isso”. e. Goodwin disse o que pensava sobre aquilo. Ex.: 3: Ao se dirigir ao juiz, pediu-lhe o advogado de defesa que adiasse a sessão, informando ao magistrado que sua principal testemunha estava adoentada e, por essa razão, impossibilitada de comparecer. Indique a afirmação INCORRETA sobre o texto acima. a. A presença de personagens e o encadeamento temporal são traços que autorizam qualificar esse texto como narrativo. b. Em discurso direto, a fala correta do advogado seria: Solicito-lhe, Meritíssimo, que adie a sessão, uma vez que minha principal testemunha encontrase adoentada, o que a impede de comparecer. c. Há um encadeamento causal nesta sucessão de eventos: estava adoentada, impossibilitada de comparecer e pediu-lhe o advogado de defesa que adiasse a sessão. d. Incorreta: Caso o advogado fosse um entusiasta dos latinismos, ele poderia, adequadamente, usar a expressão tabula rasa, para indicar seu respeito ao magistrado, e ipso facto, no sentido de por essa razão. e. A forma verbal estava, explícita em estava adoentada, está elíptica na construção seguinte, impossibilitada de comparecer. Celebridades Todos sabemos qual é a atividade de um médico, de um engenheiro, de um publicitário, de um torneiro mecânico, de um porteiro. Mas o que faz, exatamente, uma celebridade − além de ser célebre? Vejam que não me refiro a quem alcançou sucesso pela competência na função que exerce; falo das celebridades que estão acima de um talento específico e se tornaram célebres ninguém sabe exatamente por quê. Ilustro isso com um caso contado pelo poeta FerreiraGullar. Andando numa rua do Rio de Janeiro, com sua inconfundível figura − magérrimo, rosto comprido e longos cabelos prateados − foi avistado por um indivíduo embriagado que deve tê-lo reconhecido da televisão, onde sempre aparece, que lhe gritou da outra calçada: − Ferreira Gullar! Sujeito famoso que eu não sei quem é! Aqui, a celebração não era do poeta ou de sua obra: era o reconhecimento de uma celebridade pela celebridade que é, e ponto final. Isso faz pensar em quanto o poder da mídia é capaz de criar deuses sem qualquer poder divino, astros fulgurantes sem o brilho de uma sólida justificativa. E as consequências são conhecidas: uma vez elevada a seu posto, a celebridade passa a ser ouvida, a ter influência, a exercitar esse difuso poder de um “formador de opinião”. Cobra-se da celebridade a lucidez que não tem, atribui-se-lhe um nível de informação que nunca alcançou, conta-se com um descortino crítico que lhe falta em sentido absoluto. Revistas especializam-se nelas, fotografam-nas de todos os ângulos, perseguem-nas onde quer que estejam, entrevistam-nas a propósito de tudo. Esgotada, enfim, uma celebração (até mesmo as celebridades são mortais), não faltam novos ocupantes do posto. À falta de algum mérito real, as oportunidades da sorte ou da malícia bem-sucedida acabam por presentear pessoas vazias com o cetro e a coroa de uma realeza artificial. Mas um artifício bem administrado, sabemos disso, pode ganhar o aspecto de uma qualidade natural. O que se espera é que sempre haja quem não confunda um manequim vazio com uma cabeça com cérebro dentro. Atente para as seguintes afirmações: 1. Para dar força à sua tese, o autor do texto não contempla em nenhum momento a possibilidade de alguém ser celebrado pelo fato de demonstrar competência em alguma atividade específica. 2. Ao estabelecer, no 3º parágrafo, uma conexão entre o culto das celebridades e o poder da mídia, o autor admite que essa conexão constitui uma relação de causa e efeito. 3. Depreende-se da leitura do final do 3º parágrafo que a celebração de uma personalidade costuma ser transitória, mas a necessidade da celebração como fenômeno social surge como permanente. Em relação ao texto, está CORRETO o que se afirma em: a. 1, 2 e 3. b. 1 e 2, apenas. c. Correta: 2 e 3, apenas. d. 1 e 3, apenas. e. 2, apenas. 139 TEXTO LITERÁRIO E NÃO-LITERÁRIO O texto literário tem uma dimensão estética, multissignificativa e dinâmica, que possibilita a criação de muitas e novas relações de sentido. Com predomínio da função poética da linguagem, é um meio importante de reflexão sobre a realidade, envolvendo um processo de recriação dessa realidade. Os textos literários exploram bastante, as construções de base conotativa, numa tentativa de extrapolar o espaço do texto e provocar reações diferenciadas em seus leitores. Conotação: É um sentido que só advém à palavra numa dada situação figurada, fantasiada, e que, para sua compreensão, depende do texto. Sendo assim, estabelece-se numa determinada construção frasal, uma nova relação entre significante e significado. A produção de um texto literário envolve: Valorizar a forma: O uso literário da língua caracteriza-se por um cuidado com a forma, visando à exploração de recursos que o sistema linguístico oferece, nos planos fônicos, prosódicos, léxico, morfossintático e semântico. Não é o tema, mas a maneira como ele é explorado formalmente que vai caracterizar um texto literário; Reflexão sobre o real: No lugar de apenas informar sobre o real, ou de produzi-las, a expansão literária é usada como um meio de refletir e recriar a realidade, reordenação. Isso dá ao texto literário um caráter ficcional, ou seja, o texto literário interpreta aspectos da realidade efetiva, de forma indireta, recriando o real num plano imaginário. Reconstrução da linguagem: No texto literário o uso estético da linguagem pressupõe criar novas relações entre as palavras, combinando-se as de forma inusitada, singular, revelando novas formas de ver o mundo. Multissignificação: No texto literário, faz um amplo uso de metáforas e metonímias, com o objetivo de despertar no leitor o prazer estético, isto é, o que define seu caráter plurissignificativo. No texto não-literário as relações são mais restritas, tendo em vista, a necessidade de uma informação mais objetiva e direta no processo de documentação da realidade, com predomínio da função referencial da linguagem, e na interação entre os indivíduos, com predomínio de outras funções. O texto não-literário usa bastante as construções de base denotativa. Denotativa: O sentido denotativo das palavras é aquele encontrado nos dicionários, o chamado sentido real ou verdadeiro. Ex.: 1: Sobre a linguagem não literária é correto afirmar, EXCETO: a. É utilizada, sobretudo, em textos cujo caráter seja essencialmente informativo. b. Correta: Sua principal característica é a objetividade. c. Correta: Utiliza recursos como a conotação para conferir às palavras sentidos mais amplos do que elas realmente possuem. Alternativa “c”: Na linguagem não literária não há espaço para a linguagem figurada presente em metáforas, pois sua principal função é transmitir uma mensagem de maneira objetiva. d. Utiliza a linguagem denotativa para expressar o real significado das palavras, sem metáforas ou preocupações artísticas Ex.: 2: SOBRE A ORIGEM DA POESIA A origem da poesia se confunde com a origem da própria linguagem. Talvez fizesse mais sentido perguntar quando a linguagem verbal deixou de ser poesia. Ou: qual a origem do discurso não poético, já que, restituindo laços mais íntimos entre os signos e as coisas por eles designadas, a poesia aponta para um uso muito primário da linguagem, que parece anterior ao perfil de sua ocorrência nas conversas, nos jornais, nas aulas, conferências, discussões, discursos, ensaios ou telefonemas [...] No seu estado de língua, no dicionário, as palavras intermedeiam nossa relação com as coisas, impedindo nosso contato direto com elas. A linguagem poética inverte essa relação, pois, vindo a se tornar, ela em si, coisa, oferece uma via de acesso sensível mais direto entre nós e o mundo [...] Já perdemos a inocência de uma linguagem plena assim. As palavras se desapegaram das coisas, assim como os olhos se desapegaram dos ouvidos, ou como a criação se dasapegou da vida. Mas temos esses pequenos oásis – os poemas – contaminando o deserto de referencialidade. No último parágrafo, o autor se refere à plenitude da linguagem poética, fazendo, em seguida, uma descrição que corresponde à linguagem não poética, ou seja, à linguagem referencial. Pela descrição apresentada, a linguagem referencial teria, em sua origem, o seguinte traço fundamental: a. O desgaste da intuição. b. A dissolução da memória. c. Correta: A fragmentação da experiência. Alternativa “c”: A linguagem literária não apresenta um caráter utilitário ou prático, pois afasta-se da materialidade das coisas do cotidiano. d. O enfraquecimento da percepção. 140 SINÔNIMOS E ANTÔNIMOS As palavras podem associar-se de varias formas, ou seja, quando as palavras se relacionam pelo sentido, temos um campo semântico. Não se trata dos sinônimos ou antônimos, mas de aproximação de sentido num dado contexto. Perna, braço, cabeça, olhos, cabelos, nariz = parte do corpo. Azul, verde, amarelo, cinza, marrom, lilás = cores; Martelo, serrote, alicate, torno, enxada = ferramentas. As palavras têm de assumir significados variados de acordo com o contexto: polissemia. Ele ANDA muito; Mário ANDAdoente; Aquele executivo só ANDA de avião; Meu relógio não ANDA mais. É a multiplicidade de sentido que uma palavra pode apresentar, dependendo do contexto em que está inserida: O menino quebrou o BRAÇO; O BRAÇO da cadeira é macio; Península é um BRAÇO de terra que avança no mar. SINÔNIMOS são palavras que possuem significados ou sentidos semelhantes, algumas palavras mantêm relação de significação entre si e representam praticamente a mesma ideia. Certas = corretas; Verdadeiras = exatas. Sendo assim, sinônimos são palavras que possuem significados semelhantes. Também são quando uma palavra tem semelhante significação com outra em alguns contextos, sem alterar a significação literal da sentença: Alegre = feliz; Diminuto = pequeno; Falar = dizer. Há sinonimia quando duas ou mais palavras têm o mesmo significado em determinado contexto. Diz-se, então, que é sinonímia. O comprimento da sala é de oito metros. As palavras são sinônimas em certas situações, mas podem não ser em outros, exemplo, pode-se dizer, em principio, que face e rosto: Ela tem uma bela face. Mas não se consegue fazer a troca por rosto numa frase do tipo: Em face do exposto, aceitarei. A ideia de ANTONÍMICAS, o uso palavras de sentido contrário, requer os mesmos cuidados da sinonímia. Na realidade é uma questão de vocabulário. É um menino CORAJOSO; É um menino MEDROSO. Relações de HOMINIA ou paronímia: palavras homônimas são palavras que são pronunciadas da mesma forma, mas tem significados diferentes. Existem três tipos de homônimos: 1. HOMOGRÁFICOS = mesma grafia: Sede (lugar) ≠ sede (vontade de beber); Almoço (substantivo) ≠ almoço (1ª pessoa do presente do indicativo do verbo almoçar); Selo (substantivo) ≠ selo (1ª pessoa do presente do indicativo do verbo selar). 2. HOMOFÔNICOS = mesmo som: Buxo (arbusto) ≠ bucho (estômago); Cassar (tornar nulo, sem efeito) ≠ acender (seguir ou ≠ procurar); Ascender (subir, elevar-se) ≠ acender (atear fogo e inflamar). Curiosidade: alguns homônimos são, ao mesmo tempo, homofônicos e homográficos, por isso recebem o nome de homônimos perfeitos: Manga (fruta) ≠ manga (parte da roupa); Como (conjugação) ≠ como (1ª pessoa do singular do presente do indicativo do verbo comer). 3. PARÔNIMOS: Vocábulos que possuem som ou grafia parecidas, mas com sentidos diferentes: Flagrante (no ato) ≠ flagrante (que tem cheiro); Iminente (preste a ocorrer) ≠ eminente (excelente); Infligir (aplicar) ≠ infringir (violar). Ex.: 1: No que tange à relação de sinonímia e a antonímia de palavras do texto, assinale a alternativa correta. a. A palavra discriminação pode ser substituída por descriminação, pois ambas pertencem ao mesmo campo semântico; b. Correta: Em a Seaster repudia qualquer forma de preconceito, substitui-se corretamente a forma verbal sublinhada por condena, visto serem vocábulos sinônimos; c. A substituição de constantemente, por reiteramento alteraria o sentido original do período no qual esse vocábulo se encontra inserido; d. Na oração que marca um episódio, a forma verbal marca usada no sentido de acarretar. e. O vocábulo foi erroneamente usado, pois ele significa festejar, e o texto relata um caso de confronto. 141 Ex.: 2: Indique o item em que o antônimo da palavra ou expressão em destaque está corretamente apontado. a. Correta: Duradouro sucesso-efêmera; Efêmera significa ligeiro, rápido, fugaz, ou seja, contrário do duradouro. b. Fama em ascendência-excelso; c. Elegante região-carente; d. Sala lotada-habitada. Ex.: 3: A palavra tráfico não deve ser confundida com trafego, seu parônimo. Em que item a seguir o par de vocábulos é exemplo de homônimos e não parônimos? a. Correta: Estrato/extrato; Em todas as outras opções, os sentidos estão trocados. b. Eminente/fragrante; c. Eminente/iminente; d. Inflação/infração; e. Cavaleiro/cavalheiro. Ex.: 4: Assinale a opção correta, considerando que à direita de cada palavra há um sinônimo. a. Correta: Emergir = vir à tona; imergir = mergulhar; em todas as outras opções, os sentidos estão trocados. b. Emigrar = entrar (no país); imigrar = sair(do país); c. Delatar = expandir; dilatar = denunciar; d. Deferir = diferenciar; diferir = conceder; Dispensa = cômodo; despensar=desobrigação. Ex.: 5: Indique a letra na qual as palavras completam, corretamente, os espaços das frases abaixo. Quem possui deficiência auditiva não consegue____ os sons com nitidez; Hoje são muitos os governos que passaram a combater o _____ De entorpecentes com rigor; O direito do presidio _____ pesado castigo aos prisioneiros revoltosos. a. Correta: Discriminar – tráfico - infligiu; discriminar = distinguir, tráfico = comércio, infligiu = aplicou. b. Discriminar – tráfico – infringiu; c. Descriminar – trafego – infligiu; d. Descriminar – trafego – infligiu; e. Descriminar – trafico – infringiu. Ex.: 6: No _____ do violoncelista _____ havia muitas pessoas, pois era uma beneficente. a. Conserto – eminente – sessão; b. Concerto – iminente – sessão; c. Conserto – iminente – seção; d. Correta: Concerto – iminente – sessão. Concerto = reparo, concerto – harmonização, eminente = excelente, iminente = preste a acontecer, sessão = reunião, seção = divisão. Ex.: 7: Os atuais simuladores de voo militares estão em condições não apenas de exibir uma imagem realista da paisagem sobrevoada, mas também de confrontá-la com a _____ obtida dos radares. Termo que preenche adequadamente a lacuna no texto é: a. Incologia; b. Inconoplastia; c. Correta: Iconografia; O radical ICONO = se refere a uma imagem, porem seu sentido se amplia ao juntar-se a outros radicais; LOGIA = estudo, CLASTIA = pensamento, GRAFIA = Descrição, FILIA = amor, LITRIA = adoração. O sentido que melhor se aplica é iconografia, ou seja, a descrição das imagens feitas por radar. d. Iconofilia; e. Iconolatria. Ex.: 8: Assinale o único exemplo cuja lacuna deve ser preenchida com a primeira alternativa da série dada nos parênteses. a. Estou aqui ____ de ajudar os flagelados das enchentes (afim/a fim); b. A bandeira está ____ (arreada/arriada); c. Serão punidos ____o regulamento (infligirem/infringirem); d. São sempre valiosos os ____ dos mais velhos (concelhos/conselhos); e. Correta: Moro ____ com metros da praça principal (a cerca de/ acerca de). 142 CONOTAÇÃO E DENOTAÇÃO As palavras, expressões e enunciados da língua atuam em dois planos diferentes: O conotativo (figurado); O denotativo (literal). As palavras dentro de um contexto podem assumir vários sentidos. Elas podem aparecer em seu sentido real, ou em sentidos figurados. Sentido próprio é aquele, que pode ser interpretado como o sentido mais usual ou básico da palavra ou expressão. Este seria os sentidos literais da palavra comum que costumamos dar a ela. Este, por sua vez, não precisa de um contexto para ser compreendido a palavra é usada com seu sentido costumeiro, possui um valor denotativo. Denotativa: Predomina em textos com função utilitária, ou seja, que tem como objetivo principal informar argumentar e orientar. ex.: Centro ritual neolítico De 5000 a.C. em diante, as pessoas começaram a erguer verticalmente as pedras para marcar a passagem do sol. O grande monumento megalítico de Stoneheuge, em Salisbury Plam, Inglaterra, está perfeitamente alinhado com o nascerdo sol no solstício de verão. Conotação: palavra usada em sentido figurado: Atanagildetina é uma ROSA; A palavra rosa assume vários significado figurados, que dependem da imagem que o leitor faz da rosa, macia, perfumada, cheiroso, delicada etc. João é CARTA fora do baralho. Sentido figurado (conotativa) É o sentido que uma palavra literal adquire com o passar do tempo em situações particulares de seu uso. Seu sentido é alterado ou ampliado, adquirindo então um valor conotativo, fugindo de seu sentido inicial. Em suma, é o sentido simbólico que damos a uma palavra usual. Ex.: De acordo com o seu significado, podem ser colocados em situações diferentes com sentidos diferentes: A JARARACA é uma cobra; Aquela sua vizinha é uma JARARACA. Em ambas as frases jararaca referem-se a uma cobra, mas seus sentidos são diferentes. Entendemos que jararaca é uma cobra, uma espécie de réptil com veneno; Sua amiga é um AVIÃO. O AVIÃO decolou esta manhã; Sua amiga é um AVIÃO. Temos o sentido literal da palavra AVIÃO. Vemos a palavra em seu sentido figurado simboliza uma beleza extrema vindo da amiga, presente na frase. Ex.: 1: Assinale a alternativa em que está transcrita do texto uma expressão em sentido figurado, acompanhado da CORRETA indicação do seu sentido. a. Pensam os patrões = ideia de raciocinar com profundidade; b. A arte mais desenvolvida do nosso tempo = ideia verdade; c. Os mais vis sentimentos = ideias de enobrecimento; d. Correta: Andar de pulga atrás da orelha = ideia desconfiança; e. O mecanismo da vida = ideia trabalho; Ex.: 2: Há o termo usado em sentido figurado na passagem: a. Mostra-se igualmente essencial = a da melhora do ambiente de negócios; b. A edição mais recente do ranking catalogou numero recorde de 314 reformas; c. O maior atraso relativo do Brasil se dá no pagamento de impostos; d. Correta: nesse quesito em particular, o país ocupa um trágico 184º lugar no ranking; e. A simplificação já traria ganhos substanciais em eficiência ao setor privado. Ex.: 3: Assinale a alternativa em que há uso de palavras ou expressão em sentido figurado. a. Correta: inevitavelmente, um deles salta da pilha para as nossas mãos; b. Nada disso nos faz falta, assim como o livro e a livraria a eles; c. Dei-lhe parabéns e perguntei qual era sua livraria favorita; d. Comentar que também gostava de todos os taxis; e. Tenho amigos que não leem e não frequentam livrarias. Ex.: 4: Assinale a alternativa em que o termo destacado é usado sentido figurado. a. Nas ultimas semanas, tenho sido torturado por computadores que ligam e desligam sozinhas, mouses travados; b. Meter-me debaixo da mesa e desplugar tudo da parede, esperar cinco minutos e plugar de novo; c. A tecnologia tornou o mundo hostil para os que não conseguem acompanhá-las; d. Correta: A palavra seja chamada a dirimir duvidas e dinamitar certeza; e. Que seja para continuar usando algo mais nobre do que apenas os polegares. 143 Ex.: 5: O estopim para o movimento foi na ultima semana, a palavra destacada foi usada no sentido? a. Denotativo; b. Correta: Figurativo; c. Primitivo; d. Objetivo. Ex.: 6: A seguir, citam-se versos de canções populares brasileiras que contextualizam as palavras negritadas e sublinhadas em âmbito marcadamente conotativa, ao contrário do que ocorre no texto de referencia. Assinale a única opção em que a palavra em destaque mantem o sentido denotativo. a. Não dá pra descrever/numa linda frase/ de um postal tão doce/ cuidado com doce; b. Tudo que queria então/era caminhar sol/esquecer o amargo do dia; c. Para melhorar juntas as nossas forças é só repartir melhor o pão/recriar o paraíso agora para merecer quem vem depois; d. Correta: você nem arrumou a cama/ parece que fugia de casa/ mas ficou tudo fora do lugar/café sem açúcar dançar sem par. e. Cheguei na boca da noite/partir de madrugada/eu não disse que ficava/nem você perguntou nada. Ex.: 7: considere as sentenças abaixo. O domador conseguiu acalmar a fera; Tudo ficou mais claro após a explicação do professor; Clara é o sol de nossas vidas; A criança saiu da escola com a cara pintada; Achei um barato andar de bicicleta na orla da praia. Em quais períodos as palavras em destaque foram usadas no sentido denotativo. a. Correta: 1 e 4; b. 3 e 4; c. 1, 3 e 4; d. 2, 4 e 5; e. 2 e 5. Ex.: 8: Assinale a alternativa que o verbo (morrer) esteja empregado no sentido conotativo. a. Minha avó morreu ondem a noite; b. Correta: Cristina morria de chorar ao ver o filme; c. Anne morreu afogada; d. Afogada; e. Nenhuma das alternativas. Ex.: 9: Há linguagem conotativa em: a. Conto por meio dos personagens; b. Filho da moça considerava irmão, mãe solteira; c. Correta: Quando ouvir uma fofoca abra as orelhas; d. Vejam que ligação bonita saber da vida alheia tem como ato de criar. Ex.: 10: Assinale a alternativa que corresponde ao sentido denotativo do trecho grifado, E iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas. a. Correta: Não se importar com o tempo que vem; b. Tirar a casa e não carregar, pois não iria usar já que diz ser inútil; c. Retirar as preocupações e os medos que só se resolvem vivendo; d. Nenhuma das alternativas. 144 PONTUAÇÃO Pontuação é o recurso que permite expressar na língua escrita um espectro de matrizes rítmicas e melódicas, características da língua falada, pelo uso de um conjunto sistematizado de sinais gráficos e não gráficos. Os sinais de pontuação são marcações gráficas que servem para compor a coesão e a coerência textual além de ressaltar especificidade semântica e pragmática. VÍRGULA A vírgula serve para marcar rupturas da ordem direta. Sujeito + verbo + complemento verbal Não há vírgula, exceto para marcar elementos intercalados. Os RAPAZES LERAM O LIVRO no fim da semana passada. Aqui pode ter uma virgula facultativa depois de livro. Os RAPAZES LERAM O LIVRO, no fim da semana passada. Os RAPAZES LERAM, no fim da semana passada, O LIVRO. Os RAPAZES, no fim da semana passada, LERAM O LIVRO. No fim da semana passada os, RAPAZES LERAM O LIVRO. Rapazes Sujeito . Leram Verbo. O livro Complemento verbal (objeto direto). Sidney comeu o bolo ontem. Sidney, ontem, comeu o bolo. Ontem, Sidney comeu o bolo. Na semana passada, Sidney comeu o bolo. Sidney, na semana passada comeu o bolo. Sidney Sujeito Ontem Adj. Adv. Comeu Verbo transitivo direto. (VTD) O bolo Complemento verbal O mendigo caminha alegre. Alegre, o mendigo caminhava. Obs.: adjunto adnominal x predicativo do sujeito O mendigo alegre caminhava. O mendigo, alegre, caminha. O mendigo Sujeito. Caminhava Verbo intransitivo. (VI) Alegre Predicativo do sujeito. O aluno atento fez o dever = O atento aluno fez o dever. O Adjunto adnominal aluno Núcleo do Sujeito Atento Adjunto adnominal Fez Vtd O dever Objeto direto (OD) O aluno fez atento o dever. O aluno, atento, fez o dever. O aluno Sujeito Fez Vtd Atento Preditivo do sujeito O dever OD A vírgula é usada para separar termos de uma oração, ou orações de um período. É uma questãode sintaxe, período simples e período composto, e por esse motivo separamos o estudo da vírgula em: Vírgula dentro da oração e Vírgula entre orações. Vírgula dentro da oração Iniciamos pela ordem direta da oração: Sujeito + verbo + complemento verbal + adjunto adverbial ou predicativo ou complemento nominal. Os poetas escreveram os textos com entusiasmos. Os poetas Sujeito Escreveram VTD Os textos Objeto direto Com entusiasmos Adj. Adv. Modo. A vírgula NÃO pode ser usada entre o sujeito e logo após o seu verbo: Todos os alunos daquele professor entenderam a explicação. A vírgula NÃO pode ser usada entre o verbo e logo após o seu complemento ou predicativo do sujeito: Os alunos entenderam toda aquela explicação do professor sobre a vírgula. Os alunos precisam de uma explicação detalhada sobre a vírgula; Os alunos entenderam que precisam estudar bem a vírgula. A vírgula X E conjunção: não tem vírgula quanto (E) indica soma: A moça veio à festa e logo se foi. A moça veio à festa e o marido ficou em casa. A segunda possui sujeitos diferentes. Moça e marido. Nesse caso a vírgula é facultativa. 145 Virgula x ETC. Pintamos paredes, tetos, pisos ETC. Virgula x QUE: Todos viram QUE a água acabou. O professor pediu QUE todos fizessem silêncio. Restrição: Os alunos QUE foram aprovados não farão prova final. Explicação (ou generalização): Os alunos, QUE foram aprovados, não farão prova final. A terra, QUE gira em torno do sol, é o 3º planeta do sistema solar. A vírgula é FACULTATIVA entre o complemento de um verbo e logo após um adjunto adverbial: Nossos alunos ficaram exercitando questões de vírgula ontem à noite; Nossos alunos ficaram exercitando questões de vírgula, ontem à noite. A vírgula NÃO pode ser usada entre um substantivo e seu complemento nominal ou adjunto adnominal: Todos os alunos daquele professor entenderam a explicação. A vírgula NÃO pode ser usada entre a locução verbal de voz passiva e o agente da passiva: Todos os alunos foram convidados por aquele professor para a feira. Vírgula entre as orações As orações, compondo um período, podem possuir vírgula ou não. Vírgula dentro do período simples Separa termos de mesma função sintática, numa e numeração: Simplicidade, clareza, objetividade, concisão são qualidades a serem observadas na relação oficial; Devemos observar a simplicidade, a clareza, a objetividade e a concisão na relação oficial. Separa aposto explicativo: Aristóteles, o grande filósofo, foi o criador da lógica. João, meu vizinho, bateu o carro; Todos gostamos, de arroz e feijão, alimentos indispensáveis no mercado brasileiro. Separa vocativo: Brasileiros, é chegada a hora de votar; Mãe, eu estou com fome; Dizei-me vós, senhor deus, se é delírio ou se é verdade tanto horror perante os céus. Separa predicativos do sujeito deslocados: Sereno e tranquilo, o condenado esperava sua morte; O condenado, sereno e tranquilo, esperava sua morte. Separa termos (objeto direto ou indireto) deslocados de sua posição normal na oração: As explicações sobre vírgula, o professor procurou lhes dar? Separa (facultativamente) as expressões PARA MIM, PARA TU ou PARA SI quando indicam beneficio próprio ou posse, independentemente de sua posição na frase. Para mim, nada é melhor que acordar depois do meio- dia e dormir depois da meia-noite. Separa termos repetidos: Aquele aluno era esforçado, esforçado. Separa os adjuntos adverbiais deslocados: A multidão foi, aos poucos, avançando para o palácio. Separam certas expressões explicativas retificativas, exemplificativas, como: Isto é, ou seja, a demais, a saber, melhor dizendo, ou melhor, quer dizer, por exemplo, além disso, aliás, antes, com efeito, digo. Vírgula dentro do período composto Marca elipse de um verbo: O decreto regulamenta os casos gerais, a portaria, os particulares; Em 1994, Romário ganhou a copa do mundo; em 2002, Ronaldo. Separa orações coordenadas assindéticas: Levantava-se de manhã, entrava no chuveiro, organizava as ideias na cabeça. A honestidade deveria ser ordem do dia, não poderia. Não separa as orações coordenadas sintéticas aditivas ligadas POR e ou NEM: Muitos policiais estão envolvidos em recaptação e continuam a envolver-se; Aqueles policiais não estão envolvidos em receptação NEM procuram envolver-se. 146 Separam as orações coordenadas sintéticas adversativas: O dono de uma empresa demitiu 60% dos empregados, mas arrependeu-se dias depois. Separa as orações coordenadas sintéticas alternativas (ou... ou..., ora..., quer...,): Ora ele procura resolver alguma situação com paciência, ora decida fazer justamente o inverso. Separa as orações coordenadas sintéticas conclusivas: Os atores fizeram um grande espetáculo, por isso toda a plateia os aplaudiu entusiasmadamente. Separa as orações coordenadas sintéticas explicativas: Devo buscar mais informações, pois a vida me exige isso. Separam as orações subordinadas substantivas deslocadas: Que vocês estudam a língua portuguesa, todos já sabemos. Separa as orações subordinadas adjetivas explicativas: O homem, que é razoável, saberá evitar uma terceira guerra. Separa as orações subordinadas adverbiais: Quando comprei o material, gostei muito; Alguns vilões, assim que aparecem nas primeiras cenas; Não irás ter quaisquer adversidades, se me amas de verdade. Separa as orações interferentes: O mercado financeiro, até ontem eu não estava internado desses assuntos, deve beneficiar mais pobres este ano. Separa orações reduzidas de gerúndio, particípio ou infinitivo com valor de oração adverbial, de coordenada aditiva (gerúndio) ou de adjetivo explicativo: Chegando a carta, avise-me; Terminada a palestra, rompeu com risos e aplausos; Ele, antes de ser homem, foi uma criança. Ex.: 1: Está inteiramente CORRETA a pontuação do seguinte período: a. Correta: Toda vez que é pronunciado, a palavra progresso, parece abrir a porta para um mundo, mágico de prosperidade garantida. b. Por mínimas que pareçam, há providências inadiáveis, ações aparentemente irrisórias, cuja execução cotidiana é, no entanto, importantíssima; c. O prestígio da palavra progresso, deve-se em grande parte ao modo irrefletido, com que usamos e abusamos, dessa palavrinha magica; d. Ainda que traga muitos benefícios, a, a teses ambientalistas segundo as quais, o conceito de progresso está sujeito a uma permanente avaliação. Resposta: Na letra (a), A 1ª vírgula está correta: ela isola uma oração adverbial temporal (toda vez que é pronunciada) antecipada. A 2ª vírgula está errada: ela separa o sujeito (a palavra progresso) do verbo (parece abrir). A 3ª vírgula, também está errada: não se separa um adjunto adnominal (mágico) do substantivo que ele restringe (mundo); Na letra (b) correta: Apresenta a 1ª vírgula correta: oração adverbial concessiva antecipada (por mínimos que pareçam). A 2ª vírgula se justifica por uma enumeração de termos (providências inadiáveis e ações aparentemente irrisórias). 3ª vírgula que inicia uma oração explicativa (cuja execução cotidiana é importantíssima)e duas outras vírgulas pelo motivo que acabei de explicar: a conjunção adversativa, no ENTANTO veio deslocada, por isso entre vírgulas; Na letra (c), Apresenta três vírgulas indevidamente usadas: A 1ª vírgula separa o sujeito (o prestígio da palavra progresso) do verbo (deve-se). A 2ª vírgula separa uma oração adversativa restritiva (com que usamos e abusamos) do seu substantivo antecedente (modo). A 3ª vírgula também está errada por separar o verbo (abusarmos) do seu complemento (dessa palavrinha mágica). Na letra (d), a 1ª vírgula foi corretamente usada: ela isso a oração adverbial concessiva antecipada (ainda que traga muitos benefícios), entretanto, a 2ª vírgula está errada: ela separa sujeito (a construção de enormes represas) do verbo (costuma trazer). As duas últimas vírgulas estão corretas: elas isolam o adjunto adverbial deslocado (nem sempre). 147 Na letra (e), a 1ª vírgula tem erro: ela separa o substantivo dúvida do seu complemento nominal oracional (de que o auto do texto...) ora, não se separam termos integrantes por vírgulas (verbo de objeto nome de complemento etc.) Observa-se outro erro na 2ª vírgula: não faz sentido separar o pronome relativo (as quais) do restante da oração adjetiva. Ex.: 2: Assinale a alternativa correta correspondente ao período de pontuação CORRETA: a. Na espessura do bosque, estava o leito da irara ausente; Correta: (a) o único lugar em que se pode pôr uma vírgula é entre o adjunto adverbial e o restante da frase. b. Na espessura, do bosque, estava o leito, da irara ausente; c. Na espessura do bosque, estava o leito da irara, ausente; d. Na espessura do bosque estava, o leito da irara ausente. Ex.: 3: Assinale o item em que há erro no tocante à pontuação: a. –D. Sara, a senhora é nossa benfeitora; b. Mulheres pobres, lavando roupa; c. Peixada, galinha da cabidela, tudo me recorda D. Sara; d. Bandeira, só enfrentava a orfanadada; e. Incorreta: Couto meu melhor amigo antecedeu- me na academia. Resposta: (e): A expressão meu melhor amigo é um aposto, deve aparecer entre vírgula. Ex.: 4: Escolha a alternativa em que o texto é apresentado com a pontuação mais adequada: a. Depois que há algumas gerações o arsênico, deixou de ser vendido em farmácias, não diminuíram os casos de suicídios ou envenenamentos criminosos, mas aumentou; e quanto... o número de ratos; Vírgula depois do arsênio separa o sujeito do verbo; b. Depois que há algumas gerações o arsênico, deixou de ser vendidos em farmácias, não diminuíram os casos de suicídios ou envenenamento criminoso, mas aumentou: é quantos o número de ratos; A vírgula depois do arsênico separa o sujeito do verbo; c. Correta: Depois que, há algumas gerações, o arsênico deixou de ser vendido em farmácias, não diminuíram os casos de suicídios ou envenenamento criminosos, mas aumentou-se quanto- o número de ratos; a. Depois que há algumas gerações o arsênico deixou de ser vendido em farmácias- não diminuirão os casos de suicídio, ou envenenamentos criminosos, mas aumentou; e quanto o número de ratos; O ponto e vírgula depois de aumentou não devem existir; e. Depois que há algumas gerações o arsênico deixou de ser vendido em farmácia; não diminuíram os casos de suicídios ou envenenamento criminoso, mas aumentou; e quanto o número de ratos. A vírgula de depois que separa a conjunção integrante da oração que ela introduz. Ex.: 4: Há erro no uso da vírgula na frase: a. Deixe-me, senhora; b. Dallas, 9 de julho de 1994; c. Alias, isto é conhecido de todos; d. Correta: Espero que ele venha; e. O alferes continuava a dominar em mim, embora a vida fosse menos intensa, e a consciência mais débil. Resposta: Na letra (a): Usou-se a vírgula para isolar o vocativo senhor do restante da oração; Na letra (b): A vírgula foi usada para separar, na data, o nome do lugar (Dallas) do restante da informação; Na letra (c): A palavra de retificação ALIAS deve, mesmo, vir isolada por vírgula; Correta: Na letra (d): separou-se o verbo (espero) do seu objeto direto, que veio sob a forma de oração (que ele venha). Na letra (e): apresenta a oração adverbial concessiva intercalada, e, exatamente por ter saído da ordem direta, veio entre vírgulas. 148 PONTO E VÍRGULA É usado para marcar uma pausa maior do que a da vírgula. Seu objetivo é colaborar com a clareza do texto. O ponto e vírgula servem para: Separar orações coordenadas assindéticas, normalmente entre trechos já separados por vírgula; marcando uma enumeração: As leis, em qualquer caso, não podem ser infligidas; mesmo em casos de dúvida, portanto, elas devem ser respeitadas. Em crianças, era um menino tímido mais inteligente; quando moço, era esperto e alegre; agora, como homem maduro, tornou-se um tolo. Separar vários itens de uma enumeração: Art. 1º: a república federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos estados e municípios e do distrito federal, constitui-se em estado democrático de direito e tem como fundamento. 1. A soberania; 2. A cidadania; 3. A dignidade da pessoa humana; 4. Os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa. Separa orações cujas conjunções ``implícita´´ é facilmente percebida: Comeu muito na festa, exageradamente; não consegui vir à aula de hoje. Separa orações coordenadas adversativas e conclusivas com conectivo deslocada. Ficarei como está; não posso pagá-la à vista, porém; Finalmente vencemos, fiquemos; pois, felizes com nossa conquista! Ex.: 1: No 6º parágrafo o autor usou o sinal de pontuação e vírgula de acordo com as normas gramaticais, frases abaixo as normas gramaticais também foram observadas no uso do ponto e vírgula, exceto em?: a. Os professores compareceram à festa de formatura, trajados a rigor; os alunos, trajados esportivamente. b. Um dos alunos obteve nota suficiente para ser apenas aprovado; o outro, apesar de não ter a mesma capacidade de estudo, classificou-se em segundo lugar. c. Incorreta: A iniciativa segura e coerente da direção; o esforço de alunos e professores, bem como a participação de pais e responsáveis nas atividades da escola dinamizaram-na e tornaram-na uma verdadeira casa de educação; d. Investir em educação só traz retorno para a nação a longo prazo; mas os resultados são, normalmente, satisfatórios. e. Não há como resolver os problemas da educação com soluções paliativas, de pouco alcance; há de se investir, de forma planejada, em projetos de longo prazo que priorizem o profissional da educação. Resposta: Na letra (a): O ponto e a vírgula separam orações coordenadas. Perceba que, se houvesse necessidade de se dar uma pausa discursiva ainda maior, ter-se-ia optado pelo ponto, e não pelo ponto e vírgula. Na letra (b): O ponto e vírgula separa itens de uma enumeração tem sido, corretamente usado. Na letra (c) resposta correta: O ponto e vírgula separa núcleos de um sujeito composto (a iniciativa..., o esforço...; bem como a participação...). É como se construíssemos uma frase do tipo: ``João; José; Antônio chegaram´´. Na letra (d): O ponto e vírgula separa uma oração coordenada assindética da sua oração coordenada sintética adversativa. Foi adequadamente usada. Na letra (e): Ele separa orações coordenadas assintéticas. Ex.: 2: com base em seus conhecimento, considere o uso do ponto e vírgula nas seguintes afirmativas. 1. Não foi possível fazer a impressão do documento, nem colorida; nem em preto e branco; 2. Nalinguagem escrita é o leitor; na fala o ouvinte; 3. Ele chegou adiantado, como de costume; como de costume; foi o último a sair; 4. Uns trabalham; outros descansam. Está correto o uso do ponto e vírgula em: a. 1 a 3 apenas; b. 2 a 4 apenas; c. 1, 2 e 3 apenas; d. Correta: 2, 3 e 4 apenas; e. 1, 2, 3, e 4. Ex.: 3: no trecho: Seja em que lugar for, observa-se que as mulheres figuram no centro preferencial dessa violência; tal, as que gozam de maior publicidade, nas artes e nos esportes, surpreendidas com a publicação de cenas de intimidade portador na internet. O uso do ponto e vírgula por parte do autor ocorre para. a. Indicar o acompanhamento de uma oração à positiva; b. Fazer a separação de um adjunto adverbial c. Isolar uma oração a fim de enfatiza-la; d. Determinar a posição de um esclarecimento; e. Correta: Distinguir uma oração coordenada relativamente extensa. 149 Ex.: 4: Assinale a alternativa que explica CORRETAMENTE o uso do ponto e vírgula e da vírgula neste período. O comendo discursivo é a voz do poder; e o silêncio, o signo da obediência (...). O ponto e vírgula separa orações subordinadas ligadas pela conjunção (e), que têm sujeitos diferentes e já apresentam vírgula; a vírgula sinaliza uma pausa estilística; Ambos, o ponto e virgula e a vírgula, foram igualmente usados para separar orações coordenadas; O ponto e virgula marca uma pausa estilística prolongada; a virgula sinaliza a supressão do termo discursivo; Correta: O ponto e vírgula separa orações coordenadas ligadas pela conjunção (e), que tem sujeito diferente e já apresentam virgula; a vírgula sinaliza a supressão do verbo ser. O ponto e vírgula separa orações coordenadas que têm sujeitos diferentes; a virgula sinaliza a supressão do verbo e do termo discursivo. Ex.: 5: Assinale a alternativa em que a vírgula foi usada INCORRETAMENTE. a. Deus é contra a guerra, mas fica do lado de quem atira bem; b. Se você quer as pessoas pensem que você é muito inteligente simplesmente concorde com elas; c. De qualquer forma, case-se; se conseguir, uma boa esposa você será feliz; se arranjar uma esposa ruim você se, tornará um filosofo; Incorretamente: de qualquer forma, case- se; se conseguir uma boa esposa, você será feliz; se arranjar uma esposa, você será feliz; se arranjar uma esposa ruim, você se tornara um filosofo. d. No tronco mais verde, que no prado que houvesse amar me mandou seu nome escrever; e. Mais longe, derramados pelo vale, viam-se o monojo, a bolandeira, o moinho, a serraria, tocadas pela água de um ribeiro que se serpejavam rumejando entre as margens pedregosas, 150 DOIS PONTOS O sinal de dois pontos pode ser usado em duas situações. 1. Pode dar inicio a fala ou citação de outro: O professor disse: -- Eu sou a razão. A frase exemplifica o inicio da fala de outro. Rui Barbosa afirmou: Esta minha a que chamam prolixidade, bem fora estaria de merecer os desprezilhos que nesse vocábulo me torcem o nariz. Quem foi que disse: há mais causas entre o céu e a terra do que supõe nossa vã filosofia. 2. Os dois pontos podem introduzir uma explicação, enumeração, esclarecimento: Encontrei um motivo para não encontrá-lo: uma viagem de última hora; Na frase, os dois pontos introduzem uma explicação, um esclarecimento da afirmação anterior; São três os autores a estudar: Machado, Alencar e Drummond. Na frase, os dois pontos introduzem uma explicação, um esclarecimento da afirmação anterior. Ex.: 1: Graças a algumas características: eles possuem objetivos claros, vários modos de atingir o sucesso e Feedback rápido, ou seja, o jogador recebe uma sequencia imediata após cada ação. Os dois pontos introduzem no contexto: a. Um segmento enumerativo, com intenção explicativa; Resposta (a): perceba que o que vem após o sinal de dois pontos é uma enumeração do que o autor chamou de características. Trata-se de uma oração apositiva, que é um segmento enumerativo que tem a intenção de explicar um substantivo anteriormente citado. b. Um comentário pessoal, de caráter opinativo; c. Uma repetição enfática para atrais a atenção do leitor; d. Uma ressalva ao que vem sendo; e. A remota da ideia mais importante do texto. Ex.: 2: A corrupção é uma doença que deve ser combatida por meio de uma vacina: a educação. Os dois pontos usados no trecho acima introduzem um aposto. (X) certo ( ) errado. Ex.: 3: Além de todos os desafios impostos pela inconstância e pela fragmentação das demandas sociais, vivemos um divorcio entre políticos e poder. Para fazer frente a essa transformações, é necessário um tipo de planejamento urbano. Seria incorreto a inserção de dois pontos imediatamente após o trecho ``é necessário´´. (X) Certo ( ) errado. Ex.: 4: A abordagem desse tipo de comércio, inevitavelmente, passa pela ocorrência, visto que é por meio da garantia e da possibilidade de entrar no mercado internacional, de estabelecer permanência ou de engendrar saída, que se alcança o resultado ultimo dessa interatuação: o preço eficiente dos bem e serviços. A cerca de aspectos linguísticos do texto precedentes e das ideias nele contidas, julgue o item a seguir. Na linha 6, os dois pontos introduzem um esclarecimento a respeito do resultado ultimo dessa interatuação. (X) Certo ( ) errado. Ex.: 4: Assinale a alternativa que corresponda ao uso de sinal de dois pontos no trecho a seguir. Calcula dormiu no máximo 8 horas desde que os bombardeiros começaram: estamos usando medicamentos caducados confiando que ainda surtam efeitos e amputando membros que em qualquer outro lugar poderiam ser salvos. a. Foi usado em um esclarecimento; b. Foi usado para fazer uma síntese do que acabou de dizer; c. Correto: Foi usado para demarcar uma citação; d. Foi usado para demarcar uma enumeração. 151 Ex.: 5: Diz uma lenda grega que a Esfinge, uma criatura mitológica das civilizações do Egito e da Mesopotâmia, após invadir a cidade de Tebas e destruir suas plantações, teria ameaçado os moradores que não conseguissem decifrar o seu enigma, dizendo: decifra-me ou te devoro. A lição extraída dessa passagem talvez não seja o suficiente para levar a sociedade o refletir sobre o significado das favelas na estrutura da cidade. Mas, de alguma forma, aponta um caminho para decifrar enigma: o conhecimento da sua realidade, da sua complexa organização espacial, das suas particularidades, das suas vicissitudes, dos seus defeitos, das suas qualidades e, principalmente, da sua cultura. ( ... ). O sinal de dois pontos após ``dizendo´´ e, logo a seguir, após ``o seu enigma´´, tem como fim introduzir no texto, respectivamente: a. Correta: Citação-explicitação ou esclarecimento; Os dois-pontos após dizendo, está introduzindo uma citação; os dois pontos após o seu enigma, está introduzindo uma explicação um esclarecimento. b. Citação-explicitação ou esclarecimento; c. Explicitação ou esclarecimento-exemplificação; d. Citação-resultado ou consequência- explicitação ouesclarecimento. PONTO Usa-se, para indicar o fim de uma frase, declarativa de um período simples ou composto. Pode substituir a vírgula quando o autor quer enfatizar o que vem após. Posso ouvir assoprar com força. Derrubando tudo! O ponto é usado em quase todas as abreviaturas, sempre tem que ter ponto final após a abreviação: fev. =fevereiro; hab. =habitante; rod. =rodovia. O ponto do etc. termina o período, logo não pode haver outro ponto. Feijão, arroz, etc... Absurdo também é usar etc. Seguido de reticência... feijão, arroz, etc... PONTO DE INTERROGAÇÃO Marca uma entoação ascendente com tom questionador. Usa-se neste caso: Frase interrogativa direta: O que você faria se só lhe restasse um dia? Entre parênteses para indicar incerteza sobre o que se disse: Eu disse a palavra pesemptório(?), mas acho que havia palavra melhor naquele contexto. Combinado com o ponto de exclamação para denotar surpresa, admiração etc.: Você não conseguiu chegar ao local de prova?! Em interrogação retórica: E o que tenho eu com isso? Pessoas morrem de fome de 5 em 5 segundos no mundo. Jogaremos comida fora à toa? PONTO DE EXCLAMAÇÃO É usado para marcar o fim de qualquer frase com entonação exclamativa, indicando altissonância, exaltação de espírito. Normalmente exprime admiração, surpresa, assombroso, indignação, ordem etc.: Coitada dessa menina! Que linda mulher! Saia daqui! Vem após as interjeições usualmente: Nossa! Deus do céu! Como não vimos isto antes? Oh! Isso é fantástico! É repetido quando a intenção é marcar uma ênfase, uma intensidade na voz: Neymar driblou um, driblou dois, ficou de cara para o gol e perdeu!!! Inacreditável futebol clube! TRAVESSÃO É um sinal usado na narração, na descrição, na dissertação e no diálogo, portanto, figura repetida em qualquer prova; é um instrumento eficaz numa redação. Pode vir em dupla, se vier intercalado na frase. Indica a mudança de interlocutor no diálogo: - Que gente é aquela, seu Alberto? - São japoneses. - Japoneses? E ... É gente como nós? Colocam em relevo certos termos, expressões ou orações, substitui nestes casos a vírgula, os dois pontos, os parênteses ou os colchetes: Marlene pereira - sem ser artificial ou piegas - lhe perdoou incondicionalmente. O grupo teatral – super elogiado – estava deixando o hotel esta manhã. 152 Ex.: 1: A companhia das índias orientais – a primeira grande companhia de ações do mundo, criada em 1602 – foi a mãe das multinacionais contemporâneas. O segmento isolado pelos travessões constitui, no contexto, comentário que: a. Especifica as qualidades empresariais de uma companhia de comércio; b. Contem informações de sentido explicativo, referente à empresa citada; Resposta: os travessões assim como a vírgula separam termos, com sentido explicativo. c. Enumerar as razões de sucesso atribuído a essa antiga empresa; d. Enfatiza, pela repetição, as vantagens oferecidas pela empresa; e. Busca restringir o âmbito de ação de uma antiga empresa de comércio. PARENTESES São usados para: Colocar em relevo certos termos, expressões ou orações; substitui nestes casos a vírgula ou os travessões. Marlene pereira (sem ser artificial ou piegas) lhe perdoou incondicionalmente. Os professores (amigos meus do curso carioca) vão fazer vídeo aula. Inclui dados informativos sobre bibliografia (autor, ano, de publicação): I. Maldoso câmara (1977:91) afirma que, as vezes, os preceitos da gramática e os registros dos dicionários são discutíveis: Consideram erro o que já poderia ser admitido e aceitam o que poderia, de preferência, ser posto de lado. Indicar marcações numa peça de teatro: João – você vai onde? Pedro – devo ir à praia. João – vou com você. Tchau, mãe! (sai pela esquerda). ASPAS São usadas comumente em citações, mas também há outras funções. Atualmente o negrito e o itálico vêm substituindo frequentemente o uso das aspas. São usadas em: Antes e depois de citações textuais: A vírgula é um calo no pé de todo mundo, ``afirma´´ editora de opinião do jornal correio Braziliense e especialista em língua portuguesa ``dad squarisi´´; 64. Para assinalar estrangeirismo, neologismo, arcaísmo, gírias e expressões populares ou vulgares conotativas: Chaves, com 58 anos, é uma figura doente e fugidia, que, que hoje representa o ``establishment´´. Não me venham com ``problemática´´, que tenho a ``solucionática´´. Estamos no ``Hall´´ do hotel. Há ``trombadinhas´´ nas cidades grandes ``batendo carteiras´´. Para realçar uma palavra ou expressão imprópria; às vezes com objetivo irônico ou malicioso. Ele reagiu impulsivamente e lhe deu um ``não´´ sonoro. Veja como ele é ``educado´´ cuspiu no chão! Quando citamos nomes de mídia, livros etc. Ouvi a noticia no ``jornal nacional´´; ``Os lusíadas´´ foi escrito no século XVI. Ex.: 1: O uso das aspas em algumas palavras do texto: algumas são exóticas também no sentido de ``diferentes´´ ou ``esquisitas´´ nenhuma delas é nativa do Brasil. dependendo das circunstâncias, podem ser ``imigrantes´´ inofensivos... muitas vezes tornam-se organismos nocivos aos ecossistemas ``naturais´´. a. Correta: Chama a atenção do leitor para a importância de seu sentido no contexto; Resposta: Passando pelas alternativas, percebemos que, em cada uma delas, fala- se de uma das regras de uso das aspas, só lendo as frases destacadas, descobriremos à resposta. Trata-se do uso das aspas para destacar palavras ou expressões no texto. Evidenciar informações. b. Indica uso específico de termos técnicos para esclarecer alguns conceitos; c. Aponta para o sentido particular de certas palavras de uso comum na gíria; d. Mostra a inclusão de opiniões alheias, como um novo interlocutor no contexto; e. Atesta a participação de palavras de origem estrangeiro no vocabulário nacional. 153 Ex.: 2: (...) Para o diretor executivo do instituto FEMUSC, o resultado não chega a surpreender. ``estamos satisfeitos com a resposta do público, que este ano lotou todas as noites de concertos, nos teatros da sociedade cultura artística, mas também marcou presença em outros ambientes do centro cultural´´, assinale. (...) O uso das aspas indica: a. Síntese das ideias principais do texto; b. Correta: Citação das palavras da outra pessoa; c. Ressalva ao que foi dito anteriormente; d. Realce irônico atribuído ao segmento; e. Valor particularmente significativo da expressão. RETICÊNCIAS São usadas para: Assinalar interrupção do pensamento: O presidente da república está ciente... Uma parte, por favor... ...Ciente do problema conceda a parte ao nobre deputado. Indicar partes que são suprimidas de um texto: O primeiro e crucial problema de linguística geral que Saussure focaliza a natureza da linguagem. Encarava-a como um sistema de signos... Considerava a linguística, portanto, com um aspecto de uma ciência mais geral, a ciência dos signos. Para sugerir o prolongamento da fala; Para indicar hesitação suspense ou expressão, normalmente com malicia, ironia ou outro sentimento. Ela é linda... Você sabe como...! Ex.: 1: Provavelmente as novelas exibam casos de Ascenção social pelo amor – genuíno ou fingido– em proporção maior que a vida real... O uso das reticências no final do segmento transcrito acima denota. a. Nova referência, desnecessária, ao comentário de alguém alheio ao contexto; b. Recurso adotado pelo autor, no sentido de estimular o interesse do leitor; c. Certeza da concordância de um eventual leitor com a opinião ali exposta; d. Desejo de que ficção possa se deter, realmente, em fatos que ocorrem na vida real; e. Hesitação, pela presença de um comentário de cunho subjetivo, sem base em dados reais. Correta (e): não há certeza do que foi escrito. 154 CLASSES GRAMATICAIS Organiza as palavras de acordo com sua função no texto. São dez as classes gramaticais: substantivo, adjetivo, artigo, pronome, numeral, verbo, advérbio, conjunção, preposição e interjeição. A classe de uma palavra existe independentemente da frase. O garoto chegou. Meu filho chegou. O bom aluno chegou. O primeiro candidato chegou. Chegamos cedo. Observamos que a palavra O, artigo definido, acompanha o substantivo GAROTO, está na sua dependência. O pronome adjetivo possessivo MEU acompanha o substantivo FILHO. O adjetivo BOM está ligado ao substantivo ALUNO. O numeral PRIMEIRO se liga ao substantivo CANDIDATO. O último exemplo: a palavra CEDO se liga ao verbo chegamos, passando-lhe uma ideia de tempo. Uma palavra dependente do verbo. Chama-se, ADVÉRBIO. Numa questão que envolva reconhecimento das classes, procure localizar os substantivos e observe as palavras que formam grupos com ele. Essas palavras serão, necessariamente, artigos, adjetivos, numerais e pronomes adjetivos. Adjetivo Substantivo Numeral Artigo Pronome O substantivo e o termo determinado = núcleo. Variáveis: singular/plural: feminino/masculino. Substantivo Artigo. Adjetivo. Verbo: Apenas singular e plural. Pronome. Numeral. Invariáveis: não tem plural e nem gênero: Adverbio; Preposição; Conjunção; Interjeição. SUBSTANTIVO É a palavra que nomeia tudo o que tem substância, tudo o que existe tudo o que imaginamos existir ou tudo o que tem um conceito abstrato. O substantivo pode indicar ação, estado, condição, qualidade, sentimento e acontecimento. 1. O substantivo é uma palavra que varia em gênero, número e grau: Garoto varia em gênero (garota) em número (garotos) em grau (supergaroto). Ex.: 1: Quanto ao gênero dos substantivos, assinale a frase em que a forma em destaque é atendida CORRETAMENTE: a. Na última noite de festa, a foliã incansável amanheceu pulando o carnaval; b. Correta: A pessoa mais agradável durante o jantar, sem duvida, a anfitrioa; c. Dentre as hortaliças, o alface foi mais afetado pelo excesso de chuva; d. A espécime é uma achado e tanto. Ex.: 2: Assinale a alternativa que apresenta todos os substantivos masculinos. a. Pianista; cal; comunicação; alface; b. Correta: Jornal; papel; sistema; poeta; c. Sabia; profeta; amor; champanha; d. Cetim; dente; dor; seguro; e. Calor; televisão; viola; painel. O substantivo é o NÚCLEO dos termos sintáticos: Sujeito; Objeto direto e indireto; Predicativo do sujeito e do objeto; Complemento nominal; Agente da passiva; Adjunto adnominal e adverbial; Aposto e vocativo; O discurso daquele aluno provocou grande alegria no professor. A palavra DISCURSO: Nomeia uma ação praticada, discurso é um manifesto oral; Pode variar de forma se a frase toda for pluralizada; É o núcleo do sujeito; o que provocou grande alegria no professor. 155 Ex.: 1: (...) Mais adiante, para não achincalhar a todos, indistintamente, com a pecha infamante de “subdesenvolvido”, premiou-se os melhores com o gentil “em desenvolvimento”. Tais países não eram mais “sub”, não estavam mais tão por baixo. Nos últimos anos, substituiu-se o “em desenvolvimento” por “emergente”, palavra que igualmente se opõe ao “sub”. (...) A expressão ``em desenvolvimento´´ apresenta valor. a. Adjetivo; b. Correta: Substantivo; Note que há determinantes substantivando a expressão ``em desenvolvimento´´. c. Adverbial; d. Prepositiva; e. Conjuntiva. Classificação O substantivo pode ser classificado segundo sua forma e a sua significação: Quanto à FORMA os substantivos podem ser primitivo, derivado, simples e composto. PRIMITIVO: Não apresenta afixo: Pedra, marte, agenda; DERIVADO: Apresenta afixos: PedrEIRO, marcIANO, EXTRA-agenda; SIMPLES: Apresenta apenas um radical: Samba, enredo, caixa, água; COMPOSTOS: Apresenta mais de um radical: Samba-enredo, caixa-d água. Quanto à significação, os substantivos podem ser: COMUNS, PRÓPRIOS, ABSTRATOS, CONCRETOS e COLETIVOS. COMUM: Representa todos os seres de uma espécie: Homem, cidade, bairro, instituição. PRÓPRIO: Representa apenas um ser de apenas uma espécie: Pedro, Salvador, Aeronáutico, Sonrisal . ABSTRATO: Representa ações, estados, qualidades, sentimentos, resultados de ações, propriedades e concepções: Luz, Som, Eco, Chuva, DVD, Relógio, Rua, Ilha, Aldeia, Fada, Deus. CONCRETO: Palavra que não precisa de outra para existir. Ar, COLETIVO: Representa um grupo de seres da mesma espécie: Girândola, atlas, cancioneiro, pinacoteca, réstia, varo. Ex.: 1: Assinale a alternativa que contém substantivo próprio. a. O juiz julgou o réu com justiça; b. Correta: A cidade de Fraiburgo é hospitaleira; É aquele que particulariza seres distinguindo-os da sua espécie, como entidades, países, cidades, estados, continentes, planetas, entre outros. c. Príncipes e princesas visitaram a cidade; d. Alunos e alunas marcharam bonito no desfile; e. A prefeita decretou ponto facultativo amanhã. Ex.: 2: Assinale a alternativa que possui um substantivo comum, simples e abstrato. a. Girassol; b. Correto: Medo; c. Livro; d. Floricultura; e. Contrarregra. Ex.: 3: Indique a alternativa em que todos os substantivos são derivados: a. Flor-de-lis; pratinho-sapato; b. Ferro-pedra-pão; c. Correto: Ferreiro-sapateiro-pedreiro; d. Livraria-livreiro-livro; e. Frota-esquadra-congresso. Gênero Os substantivos podem apenas ser masculino ou feminino. Serão reconhecidos pela terminação (alunO/alunA; gênero BIFORME) ou pela determinante (O atleta/ A atleta, gênero UNIFORME). A palavra criança é um substantivo feminino, pois os determinantes que se ligam a ela indicam isso: João é uma criança linda. Tipos: Existe o substantivo UNIFORME (não muda de forma para indicar gêneros diferentes) e o BIFORME (muda de forma para indicar gênero diferente). Masculino: Filho, gato, lobo e menino; Feminina: Troca de terminação: -O por -A; FilhA, gatA, lobA e meninA; Ex.: 1: No caixa, outras freguesas perguntaram se ele atinha restaurante; 156 Nesse trecho, o termo caixa passou a ser aparentemente masculino, mas, na verdade, ocorreu ai uma elipse de um termo masculino o funcionário da caixa. O substantivo a seguir em que ocorre uma idêntica elipse que causa aparente mudança de gênero é: a. O celular; o telefone; b. O municipal; o teatro municipal; c. A capital; a cidade capital; d. Correto:O palmeiras; o time do palmeiras; e. A lava-jato; a operação lava-jato. Ex.: 2: Ao flexionar o substantivo ``esposo´´ no feminino, substitui-se o ``O´´ final por ``A´´; esposo/esposa. A alternativa que apresenta um substantivo que, no feminino é flexionado da mesma maneira que Esposo é. a. Correto: Moço; b. Rio; c. Grilo; d. Pássaro; e. Fio. Ex.: 3: Observe: José, ____ testemunha, chegou ao tribunal com ____ sósia como acompanhante e também com ___ champanha embaixo do braço. Resolveu dar ___ telefonema surpreende, ocasião em que tropeçou, obtendo ___ entorse no joelho. a. O, o, o, um, uma; b. O, a, a, uma, um; c. Correta: a, o, o, um, uma; d. A, a, a, um, um. Identificação Qualquer vocábulo ou expressão pode tornar-se um substantivo. Para reconhecermos o substantivo dentro da fase, precisamos perceber se ele vem na posição de núcleo dos termos sintáticos ou acompanhados de determinante (artigo, pronome, numeral, adjetivo ou locução adjetiva). A estrutura em que o substantivo vem acompanhado de determinantes se chama sintagma nominal: Determinantes + substantivo = sintagma nominal. O sintagma nominal é um grupo de vocábulo centrado num nome (substantivo); é uma expressão cujo núcleo é um nome substantivo. Substantivação É um tipo de nomialização, pois ocorre mudança de muitas classes gramaticais, que se tornam substantivo desde que a palavra, expressa ou a frase esteja acompanhada de algum determinante. Você tem uma aracnofobia? (radical)/ eu tenho fobias; (substantivo. O pronome indefinido muitos atua como determinantes); Sou muito pró-ativo (prefixo)/ esta questão só tem um pró (substantivo. O numeral um atua como determinante) Aquela blusa é preta? (adjetivo)/ preta, você me ama. (substantivo. Percebe-se que a palavra virou um substantivo porque está nomeando o alguém no meio de um apelido). Nomialização É normal transformarmos uma estrutura verbal numa estrutura nominal, ou seja, substituir um verbo por um substantivo de mesmo radical, a fim de evitar exagero no uso dos verbos. Isso se dá por meio de derivação regressiva: Derivação sufixal: -ÇÃO por -SÃO: Fabricar →fabricaÇÃO: ligar→ligaÇÃO: Adaptar→adaptaÇÃO:expressar→expresSÃO: cerder→cesSÃO. Fabricar produtos sustentáveis está na moda (frase com dois verbos); A fabricação de produtos sustentáveis está na moda (frase com um verbo); Ceder meus direitos autorais ao artista foi difícil (frase com dois verbos); A cessão de meus direitos ao artista foi difícil (frase com um verbo). Derivação regressiva: Quem canta seus males espanta (frase com dois verbos); O canto espanta os males (frase com um verbo); Ele causou o estardalhaço porque se revoltou com a postura dos políticos (frase com dois verbos); A causa do estardalhaço foi sua revolta com a postura dos políticos (frase com um verbo). Locução substantiva É um grupo de vocábulos que equivale a uma só palavra. Uma locução é substantiva quando formada por um grupo de vocábulos, com valor de substantivo: Anjo da guarda; Dona de casa; Estrada de ferro. 157 Variação em número O substantivo varia no plural, pelo acréscimo da desinência de número (-S), a fim de indicar quantidade. CarroS indicam mais de um carro; MistoS-quenteS indicam mais de um misto-quente. A regra para os substantivos simples e, depois, para os substantivos compostos. Simples: Singular: ChÃO, vÃO, mÃO, GrÃO, órgÃO, sótÃO, bençÃO e acórdÃO; Terminação: -ÃO por -S (monossílabos e paroxítonas); Plural: ChãoS, vãoS, mãoS, grãoS, órgãoS, sótãoS, bênçãoS e acórdãoS. Singular: CristÃO, CidadÃO, irmÃO, apagÃO, demÃO; Terminação: -ÃO mais -S (oxítonas): Plural: CristãoS, cidadãoS, irmãoS, apagõeS, demãos; Singular: LeÃO, sabÃO, caixÃO, canhÃO, foliÃO, estaçÃO, visÃO, razÃO, limÃO, naçÃO; Terminação: -ÃO por -ÕES (oxítonas); Plural: LeõES, sabÕES, caixÕES, foliÕES, estaçÕES, visÕES, razÕES, limÕES, naçÕES; Singular: AnÃO, anciÃO, aldeÃO, corrimÃO, cirúrgiÃO, charlatÃO, ermitÃO, faisÃO, guardiÃO, refrÃO, sacristÃO, verÃO, violÃO, zangÃO; Terminação: -ÃO por -S, -ES, -ÕES (oxítonas): há mais de uma forma no plural; Plural: Anãos/ões, anciãos/ões, aldeãos/ões, artesão/ões, charlatãos/ões, guardiões/ões, faisãos/ões, sacristãos/ões. Ex.: 1: Assinale a alternativa em que está CORRETA a formação do plural: a. Cadáver - cadáveis; b. Gavião - gaviões; c. Fuzil - fusíveis; d. Mal - maus; e. Correta: Atlas - os atlas. Mudança de sentido Dependendo do número do mesmo substantivo, pode haver mudança de sentido. Singular: Ar (substância atmosférica); Plural: Ares (condição climática, aparência); Singular: Costa (litoral); Plural: Costas (dorso). Regras dos compostos Os substantivos, os adjetivos, os numerais e os pronomes que fazem parte dos substantivos compostos variam em número: Os tenentes-coronéis (subst+subst) foram convidados para reunião; Estes alunos-mestres (subst+subst) desempenham bem o papel de professor; Comprei dois cachorros-quentes (subst+adj) bem saborosos naquela barraca; Os capitães-mares (subst+adj) eram autoridades que comandavam certas milícias; Ah, os arrozes-doces (subst+adj) da mamãe! Quanta saudade!; Os baixos-relevos (adj+subst) são bastante usados na decoração arquitetônica. As demais classes gramaticais não variam em número (verbo, advérbio, conjugação, preposição, interjeições). Aquela porta-bandeira (verb+subst) sabe o que é sambar; Nunca se viram beija-flores (verb+subst) tão garbosos como esses; Vamos lutar para os abaixo-assinados (adj+adj) serem aceitos. Ex.: 2: O plural dos substantivos ``couve-flor´´, ``pão-de-ló´´ e ``amor-perfeito´´, é: a. Couve-flores; pães-de-lo; amores-perfeitos; b. Correto: Couve-flores; pães-de-ló; amores; c. Couve-flores; pão-de-ló; amor-perfeitos; d. Couve-flores; pão-de-ló; amores-perfeitos; e. Couves-flores; pães-de-lo; amor-perfeitos. 158 Variação em grau Toda palavra variável que aceita o sufixo – INHOS e –ÃO, correspondentes a pequenas e grandes. Pertence à classe dos substantivos. Casa: CasINHA = casa pequena; CasarÃO = casa grande. O substantivo varia em grau quando exprime sua dimensão aumentam ou diminuem o tamanho normal que exprime um substantivo. A forma sintética se dá, por meio do uso de sufixos. Nos substantivo não se fala em flexão de grau, mas de derivação, pois na gradação se unem afixos. Aumentativo Forma analítica (adjetiva): Celular grande, computador enorme, espaço imenso, festa colossal. Forma sintética (sufixo) Aço (a): barcaça, louraça, morenaço; Alho (a): muralha, gentalha, politicalha; Alhão: grandalhão, facalhão. Diminutivo (adjetivo) Televisão pequena, cadeira pequenina, sala minúscula; Forma sintética (sufixo) Acho (a) riacho, fogacho; Ebre: casebre; Eco (a): jornaleco, soneca, padreco. Formas estilísticas De grau dos substantivos é os que fogem à ideia normal de grau, acrescentando sentido extra a eles. Os sufixos aumentativos (normalmente -ÃO) e diminutivos (normalmente (Z)-INHO) podem apresentar outras ideias, além de grandeza e pequenez: Carinho, afeto, admiração, ironia, desprezo e vergonha; Ok, sabichão e sabichona, vocês nunca erram (ironia) Aquele homem não passa deum padréco (depreciação); Nossa! Que carrão! (admiração). Ex.: 1: ``Vive pertinho do céu´´ o valor do diminutivo no vocábulo sublinhado se repete em: a. A favela é um lugarzinho bonito; b. Os barracõezinhos das favelas cariocas são coloridas; c. A subida para os morros está coberta de papeizinhos; Correta: A policia chegou rapidinho ao morro; [é um adverbio intensificado pelo sufixo] d. O sufixo –INHO, quando ligado a adjetivo ou advérbio, indica intensidade. Rapidinho e equivalem a muito rápido e muito perto. e. Lourinha ganhou o concurso de beleza. Ex.: 2: A ponte a sequencia de substantivos que, sendo originalmente diminutivos ou aumentativos, perderam essa acepção e se constituem em formas normais, independentes do termo derivado. a. Pratinho-papelinho-livreco-barraca; b. Tampinha-cigarrilha-estantezinha-elefantão; c. Cartão-flautim-ligueta-cavalete; d. Correta: Chapelão-bocarra-cidrinho-portão; e. Palhacinho-narigão-beiçola. Ex.: 3: Numa das seguintes frase, há uma flexão de plural grafada da erradamente. a. Os escrivães serão beneficiados por esta lei; b. O número mais importante é o dos anõezinhos; c. Faltam os hifens nesta relação de palavras; d. Correta: Fulano e beltrano são dois grandes caracteres; e. Os répteis são animais ou ímpares. 159 ADJETIVOS É a expressão modificadora do substantivo que denota qualidade, condição ou estado de um ser. Era feito aquela gente honesta, boa e comovida, que caminha para a morte. Os adjetivos HONESTOS, BONS e COMOVIDOS referem-se aos substantivos GENTE, qualificando- o. O adjetivo exerce duas funções na frase: ADJUNTO ADNOMINAL quando vêm dentro do sintagma nominal, mas, quando têm função de PREDICATIVO, vêm fora do sintagma nominal. Aquela casa amarela e suntuosa. Amarela funciona como adjunto adnominal, por fazer parte do sintagma nominal (aquela casa amarela) já suntuosa funciona como predicativo, pois está fora do sintagma. Sintagma nominal: tem como núcleo um nome ou pronome. Os alunos fizeram a pesquisa. Os alunos Sujeito. Fizeram a pesquisa Predicado. Os sintagmas são um conjunto de elementos constituídos de uma unidade significativa em torno de um elemento significativo, chamado NÚCLEO. Adjunto adnominal: Termo acessório da oração com a função de caracterização ou determinar o substantivo. Feito por artigos, adjetivos e outros elementos com função adjetiva. As melhores receitas foram deixadas por nosso avós. Sujeito: as melhores receitas; Núcleo do sujeito: receitas. AS (artigo) da contração POR + OS é adjunto adnominal de avós. O mesmo acontece com NOSSOS (pronome adjetivo): OS e NOSSOS referem-se aos avós. Função de predicativo: função que atribui uma dada propriedade ou qualidade à entidade designado por um sintagma nominal com função de sujeito direto ou indireto. As classes gramaticais modificadas pelos adjetivos são os substantivos, o pronome, o numeral e até uma oração substantiva. Rocha Lima e Celso Cunha eram excelentes; Eles eram excelentes; Os dois eram excelentes; Viver é excelente; Acho excelente resolver exercícios de português. Para entendermos todas as definições de adjetivos, analisemos esta frase: Meus alunos conseguiram conquistar as vagas concorridíssimas no ano passado. A palavra concorridíssima: Caracteriza/modifica uma palavra: Concorridíssima caracteriza vagas; Variou de forma (termino, plural, superlativo) as vagas concorridíssimas. Identificação É uma palavra caracterizadora que modifica um substantivo, por isso, diante de uma frase, devemos notar qual palavra está atribuindo uma característica ao substantivo: O meu pai era paulista; Meu avô, pernambucano; O meu bisavô, mineiro; Meu tataravô, baiano; Meu maestro, soberano; Um artista brasileiro. Os adjetivos modificam, respectivamente, os substantivos pai, avô, bisavô e maestro. Somente dois adjetivos exercem função sintática de adjunto adnominal, pois fazem parte dos seguintes sintagmas nominais: Meu maestro SOBERANO; Um artista BRASILEIRO. Os demais adjetivos estão fora do sintagma, por isso são adjetivos com função do predicativo. Função de predicativo: Função que atribui uma dada propriedade ou qualidade à entidade designada por um sintagma nominal com função de sujeito, objeto direto ou indireto. Adjetivos substantivos: Muitos adjetivos são usados com valor de substantivos, facilmente subtendido. Os antepassados (os HOMENS antepassados); Os justos (os HOMENS justos); O circular (o ÔNIBUS Circular). Ex.: 1: Talvez seja bom o proprietário do imóvel passar desconfiar de que ele não é tão imóvel assim. As palavras destacadas são, respectivamente: a. Substantivo e substantivos; b. Correta: Substantivos e adjetivos; c. Adjetivo e verbo; d. Advérbio e adjetivo; e. Adjetivo e advérbio. 160 Ex.: 2: Os adjetivos que, respectivamente, melhor caracterizam a forma ou a natureza das seguintes expressões: objeto fora de uso, caminho com muitas curvas, coisas sem peso, nariz semelhante a um bico de águia são: a. Correta: Obsoleto, sinuoso, imponderável, aquilino; b. Estagnado, cúbico, portátil, afunilado; c. Vultuoso, inacessível, intangível, abaulado; d. Delgado, intransitável, inumerável, abobadado; e. Sombrio, tubular, imensurável, gretado. Ex.: 3: Assinale a alternativa em que o termo sublinhado tenha função adjetiva. a. Correta: Característica da nação; b. Ameaça de colapso; c. Deterioração de valores; d. Instituição de escravidão; e. Uso de violência. Adjetivação Há dois conceitos de adjetivação: Presença de muitos adjetivos num texto: Acho minha namorada linda, sedosa, cheirosa, gostosa, quente, etc. O propósito do excesso de adjetivo é o realce, a ênfase. Transformação de um substantivo em adjetivo: O que é mais importante é saber, a transformação de um substantivo em adjetivo: Seu jeito moleque atrai as mulheres mais novas; Esta blusa laranja lembra a da seleção de futebol da Holanda; É preferível ter um cachorro amigo a um amigo cachorro; Os termos destacados não são caracterizados (adjetivos), mas nomeadores (substantivo). Substantivos adjetivos: trata-se de substantivos usados com valor de adjetivos. Vapor Cinza = Vapor de cinza ↓ Resíduo de combustão Comício Monstro = comício grandioso ↓ Ser disforme Blusa Rosa = Blusa com cor rosa ↓ Designação de flor Recursos de nominalização Em caso dos adjetivos, a nominalização se dá pela transformação de oração subordinadas adjetivos em meros adjetivos: O aluno que é inteligente passou na prova; O aluno inteligente passou na prova; Comprei para minha fruta dois carros que estavam novíssimas. Oração subordinada: são orações que exercem uma função sintática em relação à oração principal, complementando seu sentido e sendo dependente dela. Classificação Simples: Apresenta um radical: Visão social, visão econômica; Composto: Apresenta mais de um radical: Visão socioeconômico; Primitivo: Não apresenta afixos: Sorriso, amarelo. Derivado: Apresenta afixos: Sorriso-amarelo; Restritivo: Acrescenta um sentido: Carro azul, homem feliz, leite quente não inerente ao ser. Explicativo: Apresenta um sentido inerente. Impróprio: Carro motorizado, homem mortal, do ser. Pátrio/gentílico: Referem-se a continente, países, cidades: Polaco, americano, regiões, raças e povos, indicando afeição, mineiro, origem. Ex.: 1: Assinale a alternativa que contém o grupo de adjetivos gentílicos, relativo a ``Japão´´, ``três corações´´ e ``moscou´´; a. Oriental, tricardiano, moscovita. b. Nipônico, tricordiano, soviético; c. Japonês, trêscoraçoense, moscovita; d. Correta: Nipônico, tricardiano, moscovita; e. Oriental, tricardíaco, soviético. 161 Locução adjetiva É um grupo de vocábulos com valor de adjetivos formados por: Preposição locução prepositiva + substantivos/ advérbio/ pronome/ verbo/ numeral. Tal expressão frequentemente se liga a um substantivo: Briguinha ATOA, pizza a LENHA, TV em CORES, casa SOBRE RODAS, homem SEM CORAGEM, vida COM LIMITES. Mas também pode, ligar-se a pronomes ou a um numeral: AS (= aquelas) da sala 1, OS (= aqueles) do Brasil, todo mundo do bairro, os dois sem graça... eles sem caráter, o corpo era de cristal, o menino ficou com fome este tempo todo? Como se viu nos três últimos exemplos, a locução adjetiva nem sempre vem dentro do sintagma nominal, pode vir de fora também, neste caso, terá função de predicativo. Ex.: 1: A ponte a alternativa INCORRETA quanto á correspondência entre a locução e o adjetivo. a. Glacial (de gelo); Ósseo (de osso); b. Fraternal (de irmão); pétreo (de pedra); c. Farináceo (de farinha); pétreo (de Pedro); d. Inorreto: Viperino (de vespa); ocular (de olho); e. Ebúrneo (de marfim); Insípido (sem sabor). Ex.: 2: Assinale a alternativa que contém uma correlação INCORRETA entre o adjetivo e a locução correspondente: a. Água de chuva – pluvial; b. Pele de marfim – ebúrnea; c. Incorreta: Representante dos alunos – docentes; d. Agilidade do gato – felino; e. Copo de prata – argênteo. Variação de gênero Existe o adjetivo uniforme, e o biforme. Masculino: LindO, saborosO, maciO. Troca à terminação: -O/-A. Feminina: LindA, saborosA, maciA. Masculina: AtEU, europEU, GalilEU, sadurEU. Troca de terminação: -EU/EIA. Feminina: AtEIA, europEIA, galilÉIA, saducÉIA. Masculina: LhÉU, tabarÉU. Troca de terminação: -ÉU/-AO. Feminina: IlhOA, tabarOA. Masculino: MaU, nU, francÊS, espanhOL. Troca de terminação: -U, -ÊS, -OL, OI/ A. Feminina MÁ, nuA, francesA, espanholA. Ex.: 1: Assinale a alternativa em que todos os adjetivos têm uma só forma para os dois gêneros. a. Andaluz, hindu, comum; b. Europeu, cortês, feliz; c. Fofo, incolor, cru; d. Superior, agrícola, namorador; e. Correto: Exemplar, fácil, simples. Variação em grau O adjetivo terá algumas vezes seu valor intensificado, normalmente por advérbio ou por um sufixo. Existem duas situações em que o adjetivo pode variar em grau: 1. Numa estrutura de comparação; 2. Numa de superlativação. Grau comparativo Compara-se uma qualidade, ou qualificação, entre dois seres ou duas qualidades de um mesmo ser. Há três tipos, com construções peculiares a ela: De igualdade: (TÃO... QUANTO/COMO): Português é tão divertido QUANTO (ou COMO) matemática; De superioridade: (MAIS (DO) QUE): Português é MAIS divertido (DO) QUE matemática; De inferioridade: (MENOS (DO) QUE): Português é MENOS divertido (DO) QUE matemática. O adjetivo destacado está sendo intensificado pelos advérbios TÃO, MAS e MENOS. A ideia de comparação é marcada pelas conjunções (OU COMO) e que (OU DO QUE). Ex.: 1: Nas orações ``esse livro é melhor que aquele´´ e ``este livro é mais lindo que aquele´´, há os graus comparativos. a. Superioridade, respectivamente sintético e analítico; b. Correto: De superioridade, ambos analíticos; c. De superioridade, ambas sintéticas; d. Relativos; e. Superlativos. 162 Grau superlativo Há um engrandecimento, uma intensificação da qualidade de um só ser: temos dois tipos de superlativos. Absoluto: Analítico: O adjetivo e modificado por um advérbio de intensidade: João é muito inteligente e bastante humilde mas extremamente pobre. Sintético: Quando há o acréscimo de um sufixo (ISSIMO, (r)IMA, (l)IMA). João é inteligentíssimo, mas é probéssimo e humílimo. Relativo: Superiorizada: Enaltecimento da qualidade de um ser dentre outros seres, por meio da construção O/A mais adjetivo + DE/DENTRE. João é o mais inteligente DENTRE todos da sala. Inferioridade: Desvalorização/minimização da qualidade de um ser dentre outros seres, por meio da construção O/A MENOS + adjetivo + DE/ DENTRE. Mário é a aluna menos inteligente do grupo Ex.: 1: No trecho ``os jovens estão mais ágeis que seus pais´´ temos: a. Um superlativo relativo de superioridade; Correta: Um comparativo de superioridade; b. Um superlativo absoluto; c. Um comparativo de igualdade; d. Um superlativo analítico de ágil. Ex.: 2: Os homens são os melhores fregueses. Os melhores encontram-se no grau: a. Comparativo de superioridade; b. Correta: Superlativo relativo de superioridade; c. Superlativo absoluto sintético; d. Superlativo absoluto de superioridade. Ex.: 3: Indique a alternativa em que não é atribuida ideia de superlativo a adjetivo. a. É uma ideia agradabilíssima; b. Era um rapaz alto, alto, alto; c. Saí de lá hipersatisfeito; d. Correta: Almoceis tremendamente bem; e. É uma moça assustadoramente alta. Ex.: 4: Em qual alternativa se apresenta o superlativo absoluto sintético destoando da forma erudita? a. Doce/dulcíssimo; b. Celebre/celebérrimo; c. Baixo; intimo; d. Amargo/amaríssimo; e. Correta: Livre/livríssimo. Variação de numero O plural adjetivo simples se faz da mesma forma com que se pluralizam os substantivos. O plural dos adjetivos compostos são constituídos de dois ou mais radicais. Sua pluralização segue as seguintes regras: Varia apenas o último elemento se o adjetivo composto é formado por adjetivo + adjetivo: Cabelos castanho-escuro, lenços verde-claros, poemas herói-cômicos, folhas verde-escuro. O adjetivo surdo-mudo flexiona seus dois elementos: Meninas surdas-mudas. Sendo o adjetivo composto por uma palavra invariável (1º elemento) e o segundo variável, apenas este será pluralizado. Mal-educado, semi-selvagens, recém-formadas. Caso adjetivo composto seja formado por um adjetivo + substantivo, os dois elementos permanecerão invariáveis. Lençóis verde-oliva, tapetes azul-turquesa, camisas amarela-ouro. Permaneceram também invariáveis os compôs azul-marinho, azul-celeste e azul- ferrete. Ex.: 1: O plural de ``terno azul-claro´´ e ``terno verde-mar´´ é: a. Ternos azuis-claros; ternos verdes-mares; b. Ternos azuis-claros; ternos verde-mares; c. Ternos azul-claro; ternos verde-mar; d. Correto: Ternos azul-claros; ternos verde-mar; e. Ternos azuis-claros; ternos verde-mar. 163 Valor discursivo O adjetivo exerce um papel fundamental dentro do discurso. Dependendo da posição do adjetivo, pode haver mudança de sentido e até de classe gramatical. Dependendo da escolha do adjetivo, contextualmente a intenção do produtor de texto pode ser revelada (modalização discursiva). Respeitando a relação de concordância em gênero e número com o substantivo, o adjetivo pode retomar termos, dando coesão ao texto. Mudanças de posição do adjetivo pode implicar mudança de sentido oude classe gramatical: Ele é um pobre homem (coitado; adjetivo); Ele é um homem pobre (sem recursos; adjetivo). Ele é um alto funcionário (posição; adjetivo); Ele é um funcionário alto (comprimento; adjetivo) Um belo dia fui visitá-la (indeterminada; adjetivo); Ontem foi um dia belo (bonito; adjetivo). O adjetivo pode expressar um ponto de vista, um juízo de valor, uma avaliação por parte do locutor do texto. Isso é modalização. O adjetivo é o modalizador, exprime uma opinião, logo pode ser retardado. E este programa é ÓTIMO; adjetivo ótimo exprime um julgamento não se trata de uma verdade absoluta, logo poderemos contra argumentar. Os adjetivos podem ser usados como instrumentos ou recursos coesivos dentro do texto. Em outras palavras, fazem referências a vocábulos dentro do texto para evitar a repetição e manter o sentido dele. O homem e a mulher irromperam numa discussão ferrenha sobre quem era mais relevante no curso histórico. Derrotado após o embate, chegamos a conclusão de que a mulher ainda é a base de tudo! Note que adjetivo derrotado, só pode se referir ao homem. Logo, a palavra homem não precisou ser repetida, coube ao adjetivo à função de retomada, isso é coesão. Ex.: 1: Assinale a alternativa em que se respeitam as normas cultas de flexão de graus. a. Nas situações críticas, protegia o colega de quem era amiguíssima; b. Mesmo sendo o Canadá friossíssimo, optou por permanecer lá durante as férias; c. No salto, sem concorrentes, seu desempenho era melhor de todos; d. Diante dos problemas, ansiava por um resultados mais bons que ruim; e. Comprou um copo barato, de cristal, de mais malíssima qualidade. Ex.: 2: Considerando os adjetivos e suas respectivas locuções: adjetivas, assinale a alternativa INCORRETA: a. Hípico – de cavalo; b. Incorreta: Onírico – de ouro; c. Insular – de ilha; d. Pluvial – de chuva. Resposta: 1. Alternativa (a): hípico = Referente a hipismo, cavalo, equino. 2. Alternativa (b) incorreta: O adjetivo referente à locução adjetiva de outro é áureo e não onírico; Onírico = referente a sonho ou que é próprio do sonho ou da natureza do sonho; Áureo = referente a ouro, feito ou recoberto de outro, dourado. Alternativa (c): insular = que tem característica ou é semelhante a uma ilha. Alternativa (d): pluvial = referente ou que provém da chuva. 164 ARTIGO É a palavra variável em gênero e número que antepomos aos substantivos para determiná-los de modo preciso ou vago, indicando-lhe o gênero e o número em razão disso, há artigos definidos e indefinidos. O time jogou UMA partida memorável; OS times jogaram UMAS partidas memoráveis. Classificação Há dois tipos: definidos (O, A, OS, AS) e indefinidos (UM, UNS, UMA, UMAS). Artigos definidos Determina o substantivo de modo preciso, pode ser singular (O, A) ou plural (OS, AS). O professor participou dA festa; OS professores participaram dAS festas. Os artigos definidos se antepõem ao substantivo para indicar, que se trata de um ser já conhecido, pelo falante e pelo ouvinte, individualizando-o. Artigos indefinidos Determina o substantivo de modo vago, impreciso. Pode ser singular (UM, UMA) ou plural (UNS, UMAS): UM aluno fez UMA prova; UNS alunos fizeram UMAS provas. Os artigos indefinidos se antepõem ao substantivo para indicar, que se trata de um ser desconhecido, o indeterminado ou generalizando- o. Ex.: 1: Observe as frase seguintes depois escolha a única alternativa INCORRETA. 1. Com a Ana ele vai brigar; 2. Com Fred ele não vai discutir. a. A frase 1 contém um artigo definido, no feminino e no singular, que semanticamente torna Ana mais próxima do emissor; b. A frase 1 contem um artigo definido, no feminino e no singular, pois antecede um nome próprio de mesma característica morfológica; c. No confronto entre a frase 2 pode se notar a importância do uso estilístico do artigo; d. A frase 2, dispensando o artigo diante do nome próprio, marca o distanciamento entre o referente e o emissor; e. Correta: A frase 2, não contendo artigo definido diante do nome próprio, está errado. Ex.: 2: Por outro lado, a taxa Selic continuará a ser reduzida a partir do patamar de 16,5% a que chegou no fim do ano passado. Os termos grifados no trecho acima se classificam, respectivamente, como: a. Artigo – artigo – preposição – artigo; b. Preposição – artigo – preposição – artigo; c. Artigo – preposição – preposição – artigo; d. Correta: Artigo – preposição – preposição – artigo; e. Preposição – preposição – artigo – artigo. Ex.: 3: Assinale a alternativa em que o termo grifado seja artigo definido. a. O que os empurra a dar crédito para setor privado e para as pessoas físicas; b. O que se faz; c. O que está ocorrendo é que os interesses que prevalecem; d. Agora, o que se está fazendo é buscar ``acalmar´´ os que temam perder, lucros na fase de transição; e. Correta: Ou seja, há uma possibilidade, não desprezível, de o país perder, mais uma vez, uma janela de oportunidade. Combinação Os artigos se combinam e se constroem: A, DE, EM e POR resultando em: ao/aos, do/dos, dum/duns, duma/dumas, no/nos, na/nas, num/nuns, numa/numas, pelo/pelos, pela/pelas. Identificação O artigo, geralmente, vem antes do substantivo. No entanto isso não quer dizer que ela vem imediatamente do substantivo: AS grandes e frequentes CRISES econômicas vêm atrapalhando certos países. Sintagma nominal em que o artigo (AS) se encontra: AS grandes e frequentes CRISES econômicas. Grandes e frequentes se tornaram substantivos só porque o artigo veio antes? Não, pois grandes e frequentes são adjetivos que caracterizam o substantivo crises. 165 Uso do artigo A antecipação do artigo pode substantivar qualquer palavra: Como resposta recebeu UM NÃO. NÃO: Advérbio substantivado, exercendo a função sintática de núcleo do objeto direto. Na vida, jornalística, O PORQUÊ dos fatos nunca pode ser desprezado. PORQUÊ: Conjunção substantivada, exercendo a função sintática de núcleo do sujeito. O artigo evidencia o gênero e o número de substantivo que estiver determinando: Fiquei com UM DÓ enorme do menino. DÓ: Substantivo masculino singular. Convidaram A COLEGA para jantar. COLEGA: Substantivo feminino singular. Contra as dores, usaram AS CATAPLASMAS. CATAPLASMAS: Substantivo feminino plural. O COLEGA de Ronaldo chegou atrasado. COLEGA: Substantivo masculino singular. O artigo pode aparecer unido com preposições. Ele estava NO sitio dos amigos; NO = EM + O Ele precisava DO apoio dos amigos; DO = DE + O. Não pode comparecer À festa; À = A + A. Fizeram referencia ÀS pessoas presentes; ÀS = A + AS. Ex.: 1: Partindo-se do principio de que a crase é o fenômeno resultante da fusão da preposição ``a´´ e do artigo ``a´´, assinale a alternativa cujo termo sublinhado se classifica apenas como artigo, dai justificar a inexistência desse fenômeno. a. Todos os estudos feitos nos anos 1990 continuam a mostrar; b. Enquanto que 70 a 80 por cento das mulheres afirmam; c. A exemplo de seu ancestral, ele quer ficar sentado em uma pedra; d. Correto: Afirma que a família é prioridade absoluta. Ex.: 2: Considere o período: Os dois passaram a discutir a questão da verba disponível.Os termos destacados são, respectivamente. a. Correto: Preposição, artigo definido; b. Artigo definido, preposição; c. Pronome, artigo definido; d. Preposição, pronome. É obrigatório o uso do artigo definido entre o numeral AMBOS e o substantivo a que esse numeral se refere. O promotor de justiça convocou AMBOS OS cônjuges para a audiência; As criações podem ser feitas por pessoas de AMBOS OS sexos. Ex.: 1: Assinale a alternativa que apresenta ERRO quanto usado artigo: a. Avisei a ela que não haveria a reunião; b. Feliz o pai cujos filhos são ajuizados; c. Correta: Li a noticia no estado de Sergipe; d. Ambos os casos merecem considerações; e. Discutia os assuntos mais profundos. Nunca deve ser usado artigo depois dos pronomes relativos CUJO, CUJA, CUJOS e CUJAS. Tenho simpatia pelo poeta CUJA biografia estou lendo; O empréstimo concedido aos servidores CUJO cadastro seja aprovado; Ex.: 1: Há erro quanto ao uso do artigo na seguinte afirmativa: a. O Brasil é um país maravilhoso; b. O juiz solicitou a presença de ambos os cônjuges; c. Correta: Esta é a mulher cujo o amigo desapareceu; d. Faltaram uns dez alunos; e. O menino fugiu. Não se deve usar artigo antes das palavras CASA (no sentido dela, moradia) e TERRA (no sentido de chão firme) a menos que venham especificadas. Os meninos não estavam EM CASA; Estavam na CASA DOS AMIGOS. 166 Ex.: 1: Considere a frase: Ele fez críticas a algumas pessoas Assinale a alternativa em que o a possui a mesma classificação morfológica, apresentada na frase acima. a. Não a vi da janela; b. Correta: Depois da chuva, voltei a casa; c. A tardinha está deliciosa; d. A noite é sempre assim linda; e. Voltamos com a sombra das nuvens. Alguns nomes de lugar admitem a anteposição do artigo, outros não: Meus filhos foram passear EM SALVADOR e nO rio de janeiro. Campo grande é a capital do MATO GROSSO DO SUL; Cuiabá é a capital DE MATO GROSSO; BRASÍLIA é a cidade onde moro. Se o nome de lugar que não admite artigo vier qualificado, o uso do artigo será obrigatório: Adoro morar nA BELA BRASILIA. Nas sacadas dos sobrados dA VELHA SÃO SALVADOR há lembrança de donzelas do tempo do imperador; Sou a matriarca dA ROMA NEGRA. Ex.: 1: Assinale a alternativa cujo contexto possui o uso incorreto do artigo: a. Nunca penetrei na alma ressequida do meu tio; b. Correta: A ilha a mais paradisíaca pede regulamentação; c. A ilha deve ser selvagem o quanto possível; d. Nenhuma das alternativas. É facultativo o uso do artigo definido diante de pronomes adjetivos possessivos. Tenha cuidado com MEU LIVRO. Ou; Tenha cuidado com O MEU LIVRO; Desconheço SUA OPINIÃO. Ou; Desconheço A SUA OPINIÃO. Não se usa artigo antes dos pronomes de tratamento. Sua excelência, o governador, resolverá os problemas de VOSSA SENHORIA. Conheci SUA SANTIDADE no vaticano; Quem VOCÊ pensa que é? Cabe ressaltar que as formas senhor, senhora, senhorita, madame e dona não são pronomes e sim substantivos, usados como formas de tratamento, razão disso admitem a antecipação de artigos: O que O SENHOR esta fazendo no momento, pai? A SENHORITA não vai à cerimonia de casamento de sua prima?; Não vi A SENHORA nos últimos dias? A MADAME ainda não tomou café da manhã. Usa-se o artigo definido com o superlativo relativo: Não consegui resolver AS QUESTÕES MAIS DIFÍCEIS; Resolvi AS MAIS DIFÍCEIS QUESTÕES. Depois do pronome indefinido TODO, usa-se artigo quando quer dar ideia de inteiro, totalidade quando se quer dar ideia de qualquer se omite o artigo. Meu filho não faz todo O trabalho (trabalho inteiro); Todo homem tem problema na vida (qualquer homem); Todo O país comemorou o pentacampeonato de futebol (país inteiro). Todo país suas tradições (qualquer país, cada país). No plural, TODOS e TODAS sempre virão seguidos de artigo, exceto se houver palavra que os exclua, ou numeral não seguido, de substantivo. TODOS OS AMIGOS compareceram ao lançamento do livro; TODOS AQUELES AMIGOS compareceram ao lançamento do livro; TODOS SEIS compareceram ao lançamento do livro; TODOS OS SEIS AMIGOS compareceram ao lançamento do livro. Não é aconselhável unir com preposição o artigo que faz parte do nome de revistas, jornais, obras literárias ou que preceda um sujeito. Ele trabalha na redação de O estado de São Paulo. (e não : do estado); Essa noticia foi publicada em O globo. (e não: no globo); A guerra de Canudos é relatada em OS Sertões (e não: sertões); Ouvi em A Voz do Brasil que o salario vai aumentar (e não: na voz). Ex.: 1: Assinale a alternativa correta: a. Correta: Li a noticia no Estado de S. Paulo; b. Li a noticia em O Estado de S. Paulo; c. Vi essa noticia em A gazeta; d. Foi em O estado de S. Paulo que li a noticia. Não se deve empregar artigo diante de substantivo usado em sentido genérico. Thiago toca percussão, bateria e ate violão. Diante de antropônimos (nome de pessoas), convém observar as seguintes orientações para o uso do artigo: Se a pessoa for intima, familiar, deve-se usar o artigo: Refiro-me AO Thiago, meu filho; A Carla, minha esposa, é servidora pública. 167 Se não ficar caracterizado a intimidade, o artigo será facultativo: Refiro-me AO/A joão; Quero conhecer Tereza/ A Tereza. Se se tratar de personalidade pública, não se usará o artigo: Refiro-me A Alexandre, O grande; Quero conhecer Pelé. Ex.: 1: Em qual dos caso o artigo denota familiaridade. a. O amazonas é um rio imenso; b. D. Manuel, o venturoso, era bastante esperto; c. Correta: O Antônio comunicou-se com João; d. O professor João Ribeiro está doente; e. Os lusíadas são um poema épico. Ex.: 2: Assinale a alternativa Correta: a. Correta: Mostram-me cinco livros. Comprei todos cinco; b. Mostram-me cinco livros. Comprei todos cinco livros; c. Mostraram-me cinco livros. Comprei todos os cinco livros; d. Mostraram-me cinco livros. Ei a todos cinco livros; e. Nenhuma das alternativas. Ex.: 3: Determine o caso em que o artigo tem valor qualitativo: a. Estes são os candidatos que lhe falei; b. Correta: Procure-o, ele é o médico! Ninguém o supera; c. Certeza e exatidão, estas qualidades não as tenho; d. Os problemas que os afligem não me deixam descuidado; e. Muito é a procura; pouco é a oferta. . 168 PRONOME É a palavra variável que substitui ou acompanha um substantivo, relacionando-o com uma das três pessoas do discurso. Há pronomes substantivos e pronomes adjetivos. Pronome SUBSTANTIVO: É o que substitui substantivo, que ocupa o lugar de um substantivo na oração. JOAQUIM é casado = ELE é caso; Não faça UMA LOUCURA = não faça ISSO. Pronome ADJETIVO: É aquele que acompanha o substantivo, determinando-o restringindo-lhes o significado. TODO homem tem a obrigação de ser feliz; ESTE livro será útil para você. Meu aluno é esperto. Meu aluno Sujeito Aluno Núcleo do sujeito Meu Pronome adjetivo Classificação Pronomes pessoais São os que representam as pessoas do discurso. Substitui ossubstantivos, indicando diretamente as pessoas do discurso. Quem fala ou escreve, assume os pronomes EU ou NÓS, usam-se os pronomes TU, VÓS, VOCÊ ou VOCÊS para designar a QUEM se dirige; Designam as três pessoas do discurso no singular e no plural; são sempre pronomes substantivos e se dividem em dois tipos: 1. Retos: São os pronomes que nas orações desempenham a função de sujeito ou predicativo do sujeito: Os pronomes retos normalmente conjugam verbos, por isso exercem função de sujeitos, mas também podem exercer função de predicativo do sujeito, vocativo, aposto e, raramente, objeto direto. 1ª pessoa: quem fala, o emissor ou falante: EU: Raul seixas já dizia: EU sou a mosca que pousou em sua sopa (sujeito); Que rei sou EU? (sujeito); Eu sou mais EU. (predicativo do sujeito); Fernando Pestana, EU mesmo, é uma pessoa muito inquieta (aposto). EU viajei; NÓS: NÓS queremos paz! (sujeito); Vocês nunca serão NÓS, pois somos dos que não Esmorecem (predicativo do sujeito); Os brasileiros, NOS próprios, toleram amiúde a corrupção NOS viajamos; Cumprimentaram-ME; Cumprimentaram-NOS. 2ª pessoa: com que se fala, o receptor ou ouvinte: TU: Viva pixiguinha TU és divina e graciosa, estátua majestosa (sujeito) Teu filho se tornou TU, da cabeça aos pés (predicativo do sujeito); Tu nunca será eu, e eu nunca serei TU. (predicativo do sujeito) Ó TU, campeão dos campeões, ganhe a libertadores para nós este ano (vocativo). TU viajaste; VÓS: VÓS sois o sal da terra, disse o hebreu. (sujeito); Nos não somos VÓS, homens intolerantes. (predicativo do sujeito); VÓS, que atende, por professores, vede quantos alunos carentes (vocativos); VÓS viajastes (aposto). Cumprimentaram-te; Cumprimentaram-vos. 3ª pessoa: de quem se fala, o referente ou assunto: ELE/ELA/ELES/ELAS: ELES e ELAS continuam se digladiando (sujeito); A noite ELE vira ELA. (predicativo do sujeito); minha mãe, apenas ELA, é a melhor mãe do mundo (aposto). ELE viajou; ELES viajaram; Cumprimentei-o; Cumprimentei-os. 2. Pronomes oblíquos: São os pronomes que nas orações desempenham funções de complemento verbal ou nominal. As formas dos pronomes pessoais do caso oblíquo variam de acordo com a tonicidade com que são pronunciados dividindo-se em ÁTONOS e TÔNICOS. Os pronomes oblíquos átonos só podem aparecer ao lado do verbo: Jamais me ABANDONARÁ. ABANDONAR-me-À?; ABANDONOU-me. Os pronomes oblíquos tônicos podem aparecer em qualquer lugar da frase. Para MIM estudar português é fácil; Estudar português para MIM é fácil. Os pronomes oblíquos ME, TE, SE, NOS, VOS podem exercer função de sujeito (raramente), objeto (normalmente), objeto indireto (normalmente), complemento nominal (raramente) e adjunto adnominal (raramente). 169 LHE(s): Pode exercer função de objeto indireto (normalmente) sujeito (raramente), complemento nominal (raramente) e adjunto adnominal (raramente). Por sua vez, os pronomes átonos O, A, OS, AS só exercem função de objetos direto (normalmente) ou sujeito (raramente). TE: Há um principio da língua portuguesa chamada uniformidade de tratamento. Não podemos usar formas de 3ª pessoa com formas de 2ª pessoa na mesma frase, ou se usa tudo na 2ª pessoa ou se usa tudo na 3ª pessoa. VOCÊ nunca fez (3ª pessoa) mal a ninguém, por isso eu TE (2ª pessoa) admiro (inadequado); TU nunca fizeste (2ª pessoa) mal a ninguém, por isso eu TE (2ª pessoa) admiro (adequado). NÓS: Dentro do discurso, o NÓS (além das demais formas de 1ª pessoa do plural) pode cumprir os seguintes papeis. Designar um sujeito coletivo que se responsabiliza pelo que foi dito: NÓS já nos demos contamos de nossos erros e corrigi-los-emos tão logo. Incluir enunciados e leitor, para aproximá-los: O Brasil ainda pode deixar de ser conhecido como um país corrupto se NÓS unirmos e usarmos bem nossa arma mais preciosa: o voto. Evitar a 1ª pessoa do singular como estratégia de polidez ou modéstia: NÓS conseguimos realizar tal feito, pois nos empenhamos, com muito vigor nesse projeto. Marcar um sujeito ``institucional´´ (representante por alguma instituição): NÓS, o BNDES, nos colocamos à disposição daqueles que querem investir em soluções realmente eficazes. Indicar um enunciador coletivo (de modo vago): Não é verdade que sempre NÓS tacharam de conveniente com a postura política do nosso país?. LHE/LHES: O pronome oblíquo LHE pode ser substituído por ELE (A/S), para ELE (A/S), NELE (A/S) ou por qualquer pronome de tratamento após as preposições, (A, PARA, EM): Agradecemos-LHES a ajuda sincera. (agradecemos a eles) A mãe LHE comprou uma boneca? (comprou uma boneca para você?); Deus criou o home e infundio-LHE um espírito imortal (infundiu no homem). O, A, OS, AS: Os pronomes oblíquos átonos de 3ª pessoa O(S), A(S), se estiverem ligados a verbos terminados em –R, -S e –Z viram LO(S), LA(S). Se estiverem ligados a verbos terminados em ditongo nasal (AM, EM, ÃO, ÕE) viram NO(S) NA(S). Vu resolver uma questão = vou resolvÊ-LA; Fiz o concurso porque quis o emprego de funcionário público. FI-LO porque quI-LO (ou porque quis). Apagaram nossos arquivos = apagarAM-NOS. Você põe a mão onde não deve = você pÕE-NO onde não deve. Ex.:1: Adolescente vivendo em familias que não lês transmitem valores sociais altruísticos, formação moral e não lhes impuseram limites de disciplina. O pronome LHES, nas duas ocorrências, nesse trecho, refere-se, respectivamente, a: a. Correta: Adolescente e adolescentes; b. Familias e adolescentes c. Valores sociais altruísticos e limites de disciplinas; d. Adolescentes e familiares; e. Familias e familiares. Resposta: Alternativa (a) correta: Substituindo para facilitar: familiares não transmitiram valores aos adolescentes e familiares que não impuseram limites aos adolescentes; Alternativa (b) incorreta: O termo familiares possui função de sujeito; Alternativa (c) incorreta: O pronome LHE não pode ter função de objetos direto (valores sociais e limites); Alternativa (d) incorreta: O termo familiares possui funções de sujeito; Alternativa (e) incorreta: O termo família possui função de sujeito. Ex.: 2: O álcool ganha poder de sedução por meio de propagandas direcionadas ao público jovem que o associa a situação de poder, conquista, de belas companhias, velocidade (como evitar que o motorista bêbados fiquem impunes e continuem a matar no trânsito, Rodrigo, Cardoso, Paulo Rocha, Michel alecrim e Luciani Gomes. IstoÉ, Nov.2011.adaptado). A palavra O, em destaque, substitui a palavra: a. Álcool; b. Meio; c. Jovem; d. Público; e. Poder. 170 Alternativa (a) correta: substituindo: o álcool ganha poder de sedução por meio de propaganda direcionada ao público jovem que associa o álcool, a situação de poder, conquista de belas companhias, velocidades; Alternativa (b) incorreta: Não associa o meio; Alternativa (c) incorreta: Não associa o jovem; Alternativa (d) incorreta: não associa o público; Alternativa (e) incorreta: não associa o poder. Ex.: 3: No ano seguinte à implantação da lei seca, quando a fiscalização marcava presença nas ruas e os veículos de comunicação a divulgavam, houve uma redução (como evitar que o motorista bêbados fiquem impunes e continuem a matar no trânsito, Rodrigo, Cardoso, Paulo Rocha, Michelalecrim e Luciani Gomes. IstoÉ, Nov.2011.adaptado). É CORRETO afirmar que: a. A palavra a, em destaque, é um pronome e substitui a palavra rua; b. A forma verbal divulgaram, deveria estar no singular, concordando com a palavra comunicação; c. A palavra, em destaque, é um pronome e substitui a palavra comunicação; d. E forma verbal divulgavam está usada corretamente, concordando com as palavras fiscalização e ruas; e. Correta: A palavra a, em destaque, é um pronome e substitui a expressão lei seca. Resposta: Alternativa (a) incorreta: Substitui a lei; Alternativa (b) incorreta: Concorda com veículos, plural; Alternativa (c) incorreta: Substitui a lei; Alternativa (d) incorreta: Concorda com veículos, plural; Alternativa (e) correta: Divulgavam a lei seca. Ex.: 4: Assinale a alternativa cujo uso do pronome está em conformidade com a norma padrão da língua. a. Não autorizam-nos a ler os comentários sigilosos; b. Nos falaram que a diplomacia americana está abalada; c. Correta: Ninguém o informou sobre o caso WikiLeaks; d. Conformado, se rendeu às punições; e. Todos querem que combate-se a corrupção. Resposta: Alternativa (a) incorreta: não (advérbio de negação) atrai o pronome obliquo átono; ocorre a próclise, não nos autorizaram a lei; Alternativa (b) incorreta: Não se inicia a oração com pronomes átonos, o correto é: falaram-nos que a diplomacia; Alternativa (c) correta: O pronome indefinido ninguém atrai o pronomes oblíquos átonos para antes do verbo, ocorrendo a próclise: colocação que antecede o verbo: ninguém o informou. Alternativa (d) incorreta: Conformado rendeu-se às punições. Não se usa pronome oblíquo após a vírgula; Alternativa (e) incorreta: A conjunção integrante atrai o oblíquo, todos querem que se combata. 171 Colocação pronominal Trata da adequada posição dos PRONOMES OBLÍQUOS ÁTONOS (POA) junto ao verbo. Próclise (POA antes do verbo); Ênclise (POA depois do verbo); Mesóclise (POA no meio do verbo). POAs O, a, os, as (que viram lo, la, lós, lãs diante de verbos terminados em r, s e z ou viram no, no, nas, nos diante de verbos terminados em ditongo nasal (exceto os verbos no futuro do indicativo). Comprarão uma casa (comprei-a) / vou comprar uma casa (vou compra-la) / eles compraram uma casa (eles compram-na) / eles comprarão a casa (ele comprarão-na, inadequado). 1. Próclise: É o nome que se dá à colocação pronominal antes do verbo. É usado nestes casos: Palavras de sentido negativo antes do verbo: NÃO, NUNCA, NADA, NINGUÉM, NEM, JAMAIS, TAMPOUCO, SEQUER etc. Não se esqueça de mim. Advérbio ou palavra denotativa antes do verbo: JÁ, TALVEZ, SÓ, SOMENTE, APENAS, AINDA, SEMPRE, TALVEZ, TAMBÉM, ATÉ, INCLUSIVE, MESMO etc. Agora se negam a depor. Conjunções e locuções subordinativas antes do verbo: QUE, SE, COMO, QUANDO, ASSIM, QUE, PARA QUE, À MEDIDA QUE, JÁ QUE, EMBORA etc. Soube que me negariam. Pronomes relativos antes do verbo: QUE, O QUAL (e variações), CUJO, QUEM, QUANTO (e variações), ONDE COMO, QUANDO. Identificaram-se duas pessoas que se encontravam desaparecidos. Pronomes indefinidos antes do verbo: ALGUNS, TODOS, TUDO, ALGUÉM, QUALQUER, OUTRO, OUTREM etc. Pouco te deram a oportunidade. Pronomes interrogativos antes do verbo: QUE, QUEM, QUAL, QUANDO: Quem te fez a encomenda? Entre a preposição em o verbo no gerúndio: com certas conjunções coordenativas aditivas e certas alternativas antes do verbo: NEM, NÃO SÓ, APENAS. SOMENTE... MAS, COMO... TANTO, QUANTO/COMO..., QUE, OU...OU, ORA...ORA, QUER...QUER... JÁ..., JÁ... Ora me ajuda, ora não me ajuda. Não foi nem, se lembram de ir. Orações exclamativas e optativas (exprimem desejo). Quanto se ofendem por nada, rapazes! Deus te proteja, meus filhos, e que bons ventos o tragam logo. Com infinitivo flexionado procedido de preposição: Foram ajudados por nos trazerem até aqui. Com formas verbais proparoxítonas: Nós lhes desobedecíamos sempre. Com o numeral ambos: Ambos te abraçaram com cuidado. 2. Ênclise: É o nome que se dá à colocação pronominal depois do verbo, ela é basicamente usada quando não há fator de próclise, veja: Verbo no inicio da oração sem palavra atrativa: Vou-me embora daqui. Pausa antes do verbo sem palavra atrativa: Se eu ganho na loteria, mudo-me hoje mesmo. Verbo no imperativo afirmativo sem palavra atrativa: Quando eu dar o sinal, silenciem-se todos. Verbo no infinitivo não flexionado sem palavra atrativa: Machucar-ter não era minha intenção. Verbo no gerúndio sem palavra atrativa: Recusou a proposta, fazendo-se desentendida. 3. Mesóclise: É o nome que se dá à colocação pronominal no meio do verbo (extremamente formal); ela é usada nos seguintes casos: Verbo no futuro do presente do indicativo sem palavras atrativas: Realizar-se-à, na próxima semana, um grande evento em prol da paz no mundo. Verbo no futuro do pretérito do indicativo sem palavra atrativa: Não fosse o meu compromisso, acompanhá-la-ia nesta viagem. 172 Ex.: 1: Reescreva cada uma das frases seguintes, substituindo o termo destacado por um pronome pessoal oblíquo átono. a. Entregue seus livros aos colegas: Entregue-os aos colegas. b. Entregue seus livros aos colegas: Entregue-lhe seus livros. c. Envie seus textos ao editor: Envie-os aos editor. d. Envie seus textos ao editor: Envie-lhe seus textos. e. Mostrei o melhor caminho aos turistas: Mostrei aos turistas. Ex.: 2: Complete as frases seguintes com a forma apropriada do pronome pessoal da primeira pessoa do singular: a. Este fichário é para (*) fazer meus apontamentos: Este fichário é para EU fazer meus apontamentos. b. Discutimos, mas no fim tudo ficou resolvido. não há mais nada de pendente entre (*) e ele; Discutimos, mas no fim tudo ficou resolvido. não há mais nada pendente entre MIM e ele. c. É difícil para (*) aceitar sua ausência; É difícil para MIM aceitar sua ausência. d. Quem trouxe isto para (*)? Quem trouxe isto para MIM? e. Não vá sem (*). Não vá sem MIM. Ex.: 3: Leia atentamente as frases seguintes. A seguir, sugira soluções para os problemas pronominais que apresentam. a. Querida, gosto muito de si: Querida, gosto muito de VOCÊ. b. Querida, gostaria muito de sair consigo; Querida, gostaria muito de sair COM VOCÊ. c. Falei consigo ontem, não se lembra? Falei com VOCÊ ONTEM, não se lembra? d. Apesar da distância que nos separa, creia que nunca me esqueço de si. Apesar da distância que nos separa, creia que nunca me esqueço DE VOCÊ. Perceba a pegadinha. Os pronomes SE, SI, CONSIGO são de 3ª pessoa, por isso não podemos substituí-lo por TE, TI, CONTIGO, já que estas são de 2ª pessoa. Pronomes de tratamento São usados no trato formal, quando não deve ter intimidade apresentam algumas peculiaridades quanto à concordância verbal, nominal e pronominal. Embora se refiram a 2ª pessoa gramatical, levam a concordância para a 3ª pessoa. O verbo concorda com o substantivo que integra a locução como seu núcleo sintático: Vossa SENHORIA nomeará o substituto; Vossa EXCELÊNCIA conhece o assunto. Os pronomes possessivos referidos apronomes de tratamento são sempre os da 3ª pessoa: Vossa SENHORIA nomeará SEU substituto; Vossa EXCELÊNCIA levará CONSIGO o documento. Quanto aos adjetivos referidos a esses pronomes, o gênero gramatical deve coincidir com o sexo da pessoa a que se refere, e não com o substantivo que compõe a locução. Nosso interlocutor: Se for homem: O correto é VOSSA EXCELÊNCIA está atarefado, VOSSA SENHORIA deve estar satisfeito. Se for mulher: O correto é VOSSA EXCELÊNCIA está atarefada, VOSSA SENHORIA, deve estar satisfeito. Uso: Vossa excelência: Para as seguintes autoridades: Presidente da república, vice- presidente da república, governadores, embaixadores etc. Vossa senhoria: Usado para as demais autoridades e para particulares; Vossa magnificência: Usados por força da tradição, em comunicação dirigida a reitores de universidade; Vossa eminência ou reverendíssimo: Em comunicações aos cardeais; Vossa alteza: Usado para arquiduques, duques e príncipes. As formas dadas acima são usadas para falar diretamente com a pessoa. Quando queremos falar delas (e não com elas) trocamos o VOSSA por SUA: Sua excelência; Sua senhoria. 173 Ex.:1: Está correta a seguinte frase: a. O presidente advertiu vossa excelência para que não deixeis passar o prazo previsto no acordo caso em que sereis responsabilizados legalmente pelo decurso; b. Tenho exaurido minhas forças nesse pretencioso projetos, mas nem que consiga o octogésimo lugar no concurso, que é o último espero vê-lo analisado; c. Correta: Já está inserto na obra e trecho em que ele afirma acreditar muito na água que considera benta, pois diz que, tendo sido benxida em dia de muito fervor, é miraculosa; d. Urge, e ninguém discorda disso, as mediadas já anunciados m se o secretário dispuser de imediato de toda a verba prometida, poderá haver problemas mais à frente; e. Tratam-se de advertência as mais singularidades, entre elas a que incita os cidadãos a que remedeiem por si sós os danos cuja reparação está legalmente sob o dever do estado. Resposta: Alternativa (a) incorreta: O presidente advertiu vossa excelência para que não deixe [ao se usar pronome de tratamento, o verbo deve concordar na 3ª pessoa], caso em que será responsabilizado; Alternativa (b) incorreta: Tenho exaurido [ a palavra exausto é adjetivo] minhas forças nesse pretensioso projeta. octogésimo; Alternativa (c) correta: O nome inserido é sinônimo de inserida; Alternativa (d) incorreta: Urgem (...) as medidas já enunciadas; Alternativa (e) incorreta: Trata-se [o verbo o é transitivo indireto o se é índice de indeterminação do sujeito. se o sujeito indeterminado, o verbo fica na 3ª pessoa do singular. Pronomes demonstrativos Substituem ou acompanham os nomes, marcam a posição temporal ou espacial de um ser em relação a uma relação das três pessoas do discurso: 1ª pessoa: este (a/s), isto; 2ª pessoa: esse (a/s), isso; 3ª pessoa: aquele (a/s), aquilo. Mesmo(s), Mesma(s): Estas são as mesmas roupas que usei ontem. Próprio(s), Própria(s): Os Próprios meninos fizeram o brinquedo. Semelhante(s): Não diga semelhante coisa! Para demonstrar no espaço Pronome Usado para Dica Este(s), esta(s), isto O que está próximo a mim Aqui Esse(s), essa(s), isso O que está próxima a você Ai Aquele(s), aquela(s), aquilo. O que está distante. Lá Este livro em minhas mãos foi escrito por aquele autor sentado na sexta fileira. Essa aliança é de qual casamento seu? Para retomar elementos (pessoas ou coisas) Pronome Usado para Este(s), esta(s) Retomar o elemento mais próximo do pronome. Aquele(S), aquela(s) Retomar o elemento mais distante do pronome. Matemática e literatura me agradam: esta desenvolve a sensibilidade, aquela, o raciocínio. Percebam que, se caso a ordem for alterada, os pronomes, serão alterados também. dependerá sempre do contexto. Literatura e matemática me agradam: aquela desenvolve a sensibilidade, esta, o raciocínio. Para ideias Pronomes Usado para Dica Esse(a), isso. Para retomar ideia. Anáfora. Este(a), isto. Para citar ideia. Catáfora. Pronome anafórico: Retoma ideia do período anterior ou do parágrafo anterior; Pronome catafórico: Cida ideia. associa o com inicio dos dois vocábulos. Ex.: Espero sinceramente isto: que se procedam as reformas; Que as reformas sejam efetuadas logo; é isso que desejo. 174 Ex.: 1: substitua os asteriscos das frase seguintes pelos pronomes demonstrativos adequados. a. A grande verdade é (*). foi ele o mentor do plano; A grande verdade é (ESTA). foi ele o mentor do plano = catáfora. b. Embora tenha sido o mentor do plano, ele nunca admitia (*) fato; Embora tenha sido o mentor do plano, ele nunca admitia (ESSE) fato = anáfora. c. Ninguém conseguiu provar sua culpa. Diante (*), o júri teve de absolvê-lo; Ninguém conseguiu provar sua culpa. Diante (DISSO), o júri teve de absolvê-lo = anáfora. d. O país atravessa um momento delicado (*) crise parece não ter fim; O país atravessa um momento delicado (ESSA) crise parece não ter fim = anáfora. e. Compramos um programa capaz de gerenciar os dados armazenados em nosso microcomputador. Um programa (*) é indispensável ao bom desempenho do equipamento. Compramos um programa capaz de gerenciar os dados armazenados em nosso microcomputador. Um programa (DESSE) é indispensável ao bom desempenho do equipamento. = anáfora. Pronome relativo Estabelece uma relação entre uma palavra antecedente que representa, e aquilo que a seu respeito se vai dizer na oração que introduz, ou que estabelece uma relação entre um nome que determina um antecedente. O homem que veio aqui ERA o presidente; Ninguém QUE esteve no Brasil desapontou-se; ALI, onde você mora, não é o melhor lugar do mundo. Variáveis O qual, a qual, os quais, as quais. Cujo, cuja, cujos, cujas. Quanto, quantos, quanta, quantas. Invariáveis Que; Quem; Onde. QUE (Invariável): Refere-se às pessoas ou coisas. É substituível pelo variável QUAL. As mulheres, QUE (=as quais) são geniosas por natureza, permanecem ótimas; Para rimar, o mengão, QUE (=o qual) sempre será meu time de coração, é pentacampeão; Os dois QUE (=os quais) você ajudou, já estão recuperados. QUEM: Refere-se à pessoa ou a algo personificado. A preposição precederá o relativo quem, exceto se o verbo ou um nome da oração subordinada adjetiva exigir outra preposição. A justiça a QUEM devo obediência é meu guia; Eis o homem a QUEM mais admiro; Conheci uma musa, por QUEM me apaixonei. CUJO: Pronome adjetivo que vem entre dois nomes substantivos explícitos, entre o ser possuidor (antecedente) e o ser possuído (consequente). Concorda em gênero e número com o nome consequente. O qual geralmente difere do antecedente. Nunca vem precedido ou seguido de artigo, é por isso que não há crase antes dele. Equivale à preposição de + antecedente se invertida a ordem dos termos. O Flamengo, CUJO passado é glorioso, continua alegrando; O telefone, CUJA invenção ajudou a sociedade, é útil; Vi o filme CUJAS cenas você se referiu. Quem Usado apenas para pessoas. Cujo Concorda com o termo posterior e indica posse e não admite artigo, apenas preposição. Onde Usado para retomar lugar e pode ser substituídopor em quem, no qual, na qual, nas quais, nos quais. ONDE (Invariável): Aparece com antecedente locativo real ou virtual. Substituível por EM QUE, NO QUAL. Pode ser antecedido, pelas preposições A, DE, POR e PARA. Aglutina-se com a preposição A tornando-se AONDE, e com a preposição de, tornando-se DONDE. 175 A cidade ONDE (=em que / a qual) moro é linda; O sítio para ONDE (=em que / a qual) voltei evocava várias lembranças; O lugar DONDE retornei não era tão bom quanto aqui. QUANTO (Variável): Aparece após os pronomes tudo, todo e tanto seguido ou não de substantivo ou pronome. Ele encontrou tudo QUANTO procurava; Bebia toda a cerveja QUANTO lhe ofereciam; Explico tantas vezes QUANTAS se podem esperar. COMO (Invariável): Precedido pelas palavras modo, maneira, forma e jeito. Equivale à pela qual, normalmente. Acertei o jeito COMO fazes as coisas; Encontramos o modo COMO resolver a questão; A maneira COMO você se comportou é elogiável. QUANDO Invariável: Retoma antecedente que exprime valor temporal equivale a em que. Ele era do tempo QUANDO (=em que) se amarrava cachorro pelo rabo; É chegada a hora QUANDO (=em que) todos devem se destacar. Ex.: 1: Assinale a alternativa em que o pronome relativo sublinhado tem seu antecedente incorretamente indicada. a. O projeto consiste num complexo prisional suspenso no ar, o que em teoria dificultaria as tentativas de fuga. b. Correta: Devido à altura potencialmente fatal de uma queda e à visibilidade que o fugitivo teria aos olhos dos pedestres na parte de baixo./queda. c. A cadeia ainda teria espaços para manter um campo de agricultura, onde os detentos poderiam trabalhar.../campo. d. O teórico social Jeremy Bethan projetou uma instituição que maneira todas as células num local circular.../instituição. e. Outra solução criativa foi pensada e realizada na Austrália, onde um centro de detenção foi elaborada.../Austrália. Resposta: Alternativa (a) incorreta: O (ISSO) + que (O QUAL)= pronome demonstrativo + pronome relativo ordem direta: ISSO (O) dificultaria as tentativas; Alternativa (b) correta: Ordem direta; o fugitivo teria aos olhos a altura e a visibilidade. Não se refere à queda; Alternativa (c) incorreta: Os detentos poderiam trabalhar na cadeia = onde; Alternativa (d) incorreta: Uma instituição manteria todas as celas = sujeito; Alternativa (e) incorreta: Um centro de detenção foi elaborado na Austrália=onde (lugar). Pronome interrogativo Os pronomes QUE, QUEM, QUAL e QUANTOS, são particularmente interrogativos porque são usados para formular interrogação direta ou indireta: QUE foi isso? Quero saber QUEM foi? QUEM é esse rapaz? Quero saber QUEM é esse rapaz? QUAL o melhor itinerário? Quero saber QUAL é o melhor itinerário? QUANTO custa? Quero saber QUANTO custa? Variáveis Quanto, quanta, quantos, quantas, qual e quais. Invariáveis Que, quem e Onde. São os pronomes indefinidos que, quem, qual, e quanto, usados nas interrogações (direta ou indireta). QUEM precisa de um novo Fidel? Nesse caso, o pronome indefinido quem está inserido numa frase interrogativa direta: com ponto de interrogação. Desconheço QUEM organizou a festa. Pronome indefinido Os pronomes indefinidos referem-se à 3ª pessoa do discurso de forma vaga, imprecisa ou genérica. Na escola Na escola de treinamento para homem-bomba, todos os alunos estão reunidos, muito concentrados na aula, quando o professor explica: -Olha aqui, vocês prestem muita atenção, porque eu só vou fazer uma vez. Perceba que todos carrega uma ideia de indefinição ou quantidade definida? Logo, é um pronome indefinido. Locuções pronominais indefinidas: Grupos de vocábulos com valor de pronome substantivo indefinido. Cada qual, cada um, quem quer que, seja quem for, seja qual for, tudo o mais, todo mundo, um ou outro, nem um nem outro, qualquer um, fosse quem fosse. A mudança de posição de alguns indefinidos poderá mudar ora sua classe, ora seu sentido. Qualquer mulher merece respeito. (sentido generalizado, pronome indefinido); Ela não é uma mulher qualquer. (sentido pejorativo, pronome indefinido); Algum amigo te traiu (sentido genérico, impreciso, pronome indefinido). 176 Todo: No singular e junto de artigo ou pronome demonstrativo, significa inteiro, sem artigo, significa qualquer. No plural, sempre indica fatalidade. TODA mulher é bonita (qualquer mulher) Alessa mulher TODO é bonita (e mulher inteira) TODOS os prédios desta cidade têm cinco andares. NENHUM varia normalmente quando anteposto ao substantivo: Não havia NENHUMA fruta na cesta. O pronome indefinido OUTRO junto de artigo pode mudar de sentido. OUTRO dia fui visita-lo (tempo passado); Fui visitá-lo no OUTRO dia (tempo futuro=no dia- seguinte). O pronome CADA pode ter valor discriminativo ou intensivo: Em CADA lugar, há diversidade de beleza; Tu tens CADA mania. O vocábulo UM pode ser artigo indefinido, numeral ou pronome substantivo indefinido: Nunca deixou de ser UM bom homem (artigo indefinido); Ele é só UM, deixe-o em paz, covarde! (numeral). Pronome possessivo Os pronomes possessivos estabelecem relação de posse entre seres e conceitos e pessoas do discurso: 1ª pessoa meu, minha/nosso; 2ª pessoa teu, tua/vosso; 3ª pessoa seu, sua. Eles variam em gênero e número com o substantivo que se ligam ou a que se referem. O pronome possessivo, como todo pronome, faz referência às pessoas do discurso, mas concorda em gênero e número com mulheres, o pronome substantivo possessivo MEUS refere-se à 1ª pessoa do discurso, mas concorda em gênero e número com seu referente: Os pronomes de tratamento exigem os possessivos na 3ª pessoa: Vossa senhoria deve encaminhar suas reivindicações ao diretor. Em algumas construções, os pronomes pessoais oblíquos assumem valor de possessivos: Vou seguir-lhe os passos (vou seguir os seus passos). Apertou-me as coxas (apertou as minhas coxas). Mudanças de posição podem gerar mudanças de sentido: Envio tuas fotos ainda hoje (foto tirada por mim) Envio fotos tuas ainda hoje (fotos em que estou presente) Minha mulher não anda com roupas indecentes (só tem uma mulher) Mulher minha não anda com roupas indecentes (qualquer mulher dele). O pronome possessivo seu (e variação) pode causar ambiguidade: O PM prendeu o bandido em sua casa (na casa de quem?) João, Maria e seu filho saíram. (filho de quem?) Jose contou-me que Rute perdeu seus documentos e ficou desesperado (documento de quem) O artigo definido é facultativo antes dos pronomes adjetivos possessivos, mas dos pronomes substantivos possessivos, o artigo é obrigatório. Gosto de meu trabalho/ gosto do meu trabalho/ gosto de meu trabalho, mas não do teu. Ex.: 1: Nunca precisamos de adjetivos para distingui- los dos astrolábios... A forma pronominal acima, em negrito, será também encontrada numa das frases abaixo, quando o termo nela sublinhado for substituído pelo pronome que lhe corresponde. Essa frase é: a. Correto: Reconheceram o valor do auxiliar e indicaram o jovem para a promoção; b. Convocou todos os funcionários para agradecer a eles a especial colaboração; c. O sagaz lutador tem enfrentado seu adversário com coragem; d. Viu o filho da vizinha e não o cumprimentou menino pelo seu aniversário; e. Sabia que os nadadoresestariam lá e realmente chegou a encontrar os rapazes. Resposta: A alternativa (a): INDICAR pede o complemento objeto direto (o jovem), mas a conjunção E atrai o pronome oblíquo e resulta na forma E O INDICAM. Alternativa (b): agradecer A ALGUEM: verbo transitivo indireto: agradecer-lhes. Alternativa (c): TEM ENFRENTADO = A ENFRETAM, sugiro que sempre substitua os dois verbos por um para facilitar a classificação do verbo (quem enfrenta, enfrenta alguém = V.T.D); Alternativa (d): CUMPRIMENTAR é transitivo direto, mas o advérbio de negação não atrai o pronome oblíquo: não o cumprimentou. Alternativa correta: letra (e). O pronome pessoal oblíquo, LOS, possui função sintática de objeto direto (distinguir alguém); o verbo encontrar (transitivo direto) também exige como complemento o objeto direto. Encontrar os rapazes = encontrar alguém: encontrá-los. 177 VERBO Verbo são palavras variáveis que indicam ação (caminhar), estado (ser), fenômeno da natureza (amanhecer), processos naturais (morrer), processos mentais (estudar) etc. Normalmente indica uma ação ou um processo, mas pode indicar estado, mudança de estado ou fenômeno natural, sempre dentro de uma perspectiva temporal. O aluno ESTUDOU muito (ação/passado); A aluna ESTÁ feliz (estado/presente) A aluna VIROU professora (mudança de estado/passado). 1. Morfologicamente: O verbo varia em MODO, TEMPO, NÚMERO e PESSOA, segundo a gramática tradicional. As quatro primeiras flexões combinadas formam o que chamamos de CONJUGAÇÃO VERBAL para atender às necessidades dos falantes, o verbo muda de forma à medida que variamos a ideia de modo, tempo, número e pessoa. Um verbo varia quando ele sai de sua forma nominal infinitiva terminar em: –AR (amAR), -ER (vendER), -IR (partIR). 2. Sintaticamente: O verbo tem um papel importante dentro da frase; sem ele não há orações na língua portuguesa, pois o verbo é o núcleo do predicado. Toda vez que eu PENSO em você, SINTO uma coisa diferente. Os vocábulos PENSO e SINTO, indicam uma ideia de ação e percepção. Variam em modo, tempo, número, pessoa ``saindo´´ de sua forma nominal; ambos os verbos estão na primeira pessoa do singular do presente do indicativo. Funcionam como núcleo do predicado verbal, como núcleo das orações. Estrutura verbal Na conjugação de um verbo, ocorre a combinação de alguns elementos, como os seguintes: Radical VOGAL TEMÁTICA (VT); Tema: DESINÊNCIA MODO TEMPORAL (DMT) DESINÊNCIA NÚMERO PESSOAL (DNP). Esses elementos verbais podem sofrer algumas mudanças na forma, chamadas de ALOMORFIA. Radical: É à base do verbo, cujo sentido está nele embutido. Sem este morfema, o verbo não existe. Não POSSo DEIXar que isso OCORRa. Radical POSS-, DEIX-, e OCORR-, São os RADICAIS dos verbos PODer, DEIXar e CORRer. Deles, só o radical de poder (POD-) sofreu modificação (POSS-), chamado de alomorfia. Vogal temática (VT): Vem após o radical por motivo eufônico (boa pronúncia) ou para liga-los, formando o tema. Não há VT na 1ª pessoa do singular do presente do indicativo e em nenhuma flexão do presente do subjuntivo. Eu amO; Espero que ele voltE; Espero que ele bebA. Desinências verbais (DV) Existem as: 1. DESINÊNCIAS MODO TEMPORAIS (DMT´s): Marcam a flexão do verbo para indicar as noções de: Modo: Certeza: fato (modo INDICATIVO); Incerteza: hipótese (modo SUBJUNTIVO); Ordem: Manda (modo IMPERATIVO). Modo É a forma como o verbo se apresenta na frase para indicar uma atitude da pessoa que usou. O verbo ESTÁ se encontra numa determinada forma, indicando certeza a afirmação, convicção, constatação este é o modo INDICATIVO. Se comermos um hambúrguer e gostarmos, exclamamos: como isso aqui ESTÁ gostoso! A forma, o modo, a maneira como o verbo se apresentar mudou em relação ao do indicativo para expressar outra ideia que o falante quer passar, a saber: Dúvidas, suposição, incerteza, possibilidade, este é o modo SUBJUNTIVO. Se estamos comendo com vontade dizemos; Espero que ESTEJA gostoso mesmo. Nesta frase, o verbo pode indicar sugestão, ordem, pedido, este verbo encontra no modo IMPERATIVO, o modo de ordem, de pedido, de sugestão, de exortação, de advertência, de súplica. COMA este hambúrguer, você não vai quere outro. a. Modo indicativo: Os verbos no modo indicativo aparecem em orações coordenadas , mas podem aparecer nas orações subordinadas também. O modo indicativo é dividido nos seguintes tempos: Presente: É usado para expressar um fato que ocorre no momento que se fala. Guilherme ESTÁ cansado. Descreve um fato permanente: A terra GIRA em torno do sol. Expressa um hábito: Fernando ESTUDA aos domingos. Conferir realidade a falas passadas: Em 1500 Cabral DESCOBRE o brasil. Indicar futuro próximo: VOU amanhã para Búzios. 178 Pretérito imperfeito: Pode ser usado para expressar, fatos repetidos habituais no passado: Quando ERA pequena, BRINCAVA de boneca; As duas ações que estão no pretérito imperfeito indicam fatos frequentes no passado. Uma ação que estava ocorrendo quando outra aconteceu: Pedro TOMAVA banho quando o telefone TOCOU. Temos duas orações pretéritas, a ação TOMAR BANHO é durativa, enquanto que a ação de o TELEFONE TOCOU é instantânea, estando, no pretérito perfeito. PRETENDÍAMOS ir até sua casa, mas não foi possível. Pretérito perfeito simples: Expressa um fato que começou e terminou no passado, próximo ou distante. Conversei com Andreia HOJE (passado próximo); Em 1990 (passado distante). Pretérito mais que perfeito: é usado, para expressar um fato já terminado antes de outro no passado: Ele já ESTUDARA quando sua namorada ligou. Observe que há duas ações no passado: a ação de estudar ocorre antes da ação de ligar, daí ela vir no pretérito mais-que-perfeito. Futuro do presente: É usado nas seguintes situações: Para indicar um fato futuro em relação a outro no passado: Ele DISSE que FARIA todos os deveres. Esse é o uso comum do futuro do pretérito: ele aqui vem combinado ao pretérito perfeito –DISSE- e indica uma ação futura, posterior à outra no passado para expressar duvida ou incerteza. Quem ESTAVA lá? Percebemos que tanto o futuro do presente quanto o futuro do pretérito podem, indicar dúvida, incerteza. Para denotar desejo, em tom polido: GOSTARIA de um café? Observe que, poderíamos até usar um verbo no presente do indicativo –ACEITA UM CAFÉ- mas a frase perderia seu tom polido, educado. b. Modo subjuntivo: Expressa um fato incerto, duvidoso ou até irreal. Suas principais subdivisões são: Presente: Pode indicar semanticamente presente ou futuro: É apenas que eles ESTEJAM doentes (possibilidade no presente); Espero que CHOVA (hipótese no futuro). Pretérito imperfeito: Expressa uma ação posterior a outro fato na oração principal: Duvidei que ele TERMINASSE o trabalho; Gostaria que você TROUXESSE as crianças. Pode expressar também ideia de condição ou desejo: Se ele VIESSE ao clube participaria do campeonato. Futuro: Indica uma ação eventual, que pode ocorrer ou não, num momento futuro: Quando ele VIER à loja, levará as encomendas. c. Modo imperativo: Quando aparecem verbos denotando ordem, pedido, desejo, súplica, temos o modo imperativo, que se formam das seguintes formas: Afirmativo: TU e VÓS: Retirada do presente do indicativo com a supressão do S final. FALA (tu), FALAI (vós). Você, nós e vocês: Retiradasdo presente do subjuntivo sem alteração: Fale (você), falemos (nós), falem (vocês). Negativo: Conjugação igual á do presente do subjuntivo, acrescentando-se a negativa antes da forma verbal. Não fales tu, não fale você, não falemos nos, não falei vós, não falem vocês. Tempo O tempo indica o momento em que se dá o fato expresso pelo verbo. Existem três no modo indicativo (presente, passado (pretérito) e futuro), mas só o passado e o futuro apresentam subdivisões: a. Presente: Faz referência a fatos que se passam ou se estendem ao momento em que falamos: Do indicativo: Indica ação que acontece no momento da fala: Ele ESTUDA de manhã e trabalha à tarde. Canta, cantar, canto, cantamos, cantarei, cantam. Do subjuntivo: Indica hipótese, dúvida: Que nós ESTUDEMOS todas as manhãs. Que eu cante, cante, cante, cantemos, canteis, cantem. b. Passado: Faz referência a fatos anteriores ao momento em que falamos é subdividido em: Cantava (imperfeito, ação prolongada); Cantei (perfeito ação concluída); Cantara (mais-que-perfeito ação passada em relação a outra ação também passada). c. Futuro Enuncia um fato que ocorre no momento após em que se fala: Eu cantarei, quando eu cantar. Pretérito: Enuncia um fato anterior em relação ao momento em que se fala. E eu cantara, eu cantei, eu cantava, se eu cantasse. Presente: Enuncia um fato que ocorre no momento em que se fala: Eu canto, que eu cante... 179 Ex.: 1: Complete as lacunas, colocando o verbo no tempo e modo pedidos. a. Que me conste, ainda ninguém____o seu próprio delírio... (Relatar –Pretérito perfeito do indicativo- Relatou). b. Antes de iniciar este livro____ construído pela divisão do trabalho. (Imaginar –Pretérito imperfeito do indicativo- Imaginei). c. Nesse tempo eu não____mais nela... (Pensar -Pretérito imperfeito do indicativo- Pensava). d. Não sendo meus costumes dissimular ou esconder nada,____andar. (Cantar -Futuro do presente do indicativo- Cantarei). e. O barulho urbano___amortecido aqui no quinto andar. (Chegar –Pretérito imperfeito do indicativo- Chegava). Voz Trata-se da reação existente entre o verbo e o sujeito de uma mesma oração. Indica se o sujeito está participando ou sofrendo a ação expressa pelo verbo. São três: 1. Voz ativa: Ocorre quando o sujeito prática a ação verbal, é o agente, executa a ação expressa pelo verbo: Âni comeu a deliciosa maçã; Eles saíram; O macaco comeu a fruta. Todos os alunos ouviram aquela musica. Todos os aluno Sujeito Ouviram V.T.D Aquela musica Objeto direto 2. Voz passiva: Ocorre quando o sujeito sofre a ação verbal, é o paciente, receptor da ação expressa pelo verbo. A deliciosa maçã foi comida pela Âni; Comeu-se a deliciosa maçã. Temos dois tipos de voz passivas a ANALÍTICA e a SINTÉTICA: a. Voz analítica: Constitui-se da locução verbal formada pelo verbo auxiliar + verbo principal no particípio. Os auxiliares usados são SER ou IR. A fruta FOI comida pelo macaco; A rosa SERÁ colhida por Maria; O santo IA carregado pelos fiéis. SER + particípio: Aquela musica foi ouvida por todos os alunos. Aquela musica Sujeito paciente Foi ouvida Ser + particípio Por todos os alunos Agentes da passiva. b. Voz sintética: Constitui-se do verbo principal na 3ª pessoa + partícula apassivadora SE. Comeu-se a banana; Comeram-se bananas; Colheu-se a rosa. 3. Voz reflexiva: Ocorre quando o sujeito, ao mesmo tempo, prática e sofre a ação verbal, é agente e paciente, executa e recebe a ação expressa pelo verbo. Âni cortou-se com a faca; O macaco feriu-se; Maria cortou-se. Conjugação dos verbos Conjugar um verbo é fazê-lo passar por todas as modificações que denotam o modo, o tempo, a pessoa, o numero e a voz. A conjugação é constituída de radial (ou radicais) acrescido de características modais e temporais e de desinências pessoais e numéricas (flexões) Conjugação e verbos regulares Tempo simples: terminações dos tempos simples e formas nominais: 1ª conjugação: tema em a: andAr; 2ª conjugação: tema em e: movEr; 3ª conjugação: tema em i: partIr. Para conjugar qualquer verbo regular, teremos, apenas que ajustar seu radical as terminações da respectiva conjugação (1ª, 2ªe 3ª). Modo indicativo 180 Modo subjetivo Modo imperativo Tempos derivados do presente do indicativo Presente do subjuntivo: Substitui-se a desinência –O da 1ª pessoa do singular do presente do indicativo pela desinência –E (nos verbos de 1ª conjugação) ou pela desinência – A (nos verbos de 2ª e 3ª conjugação). Imperativo: Imperativo afirmativo: Tira-se do presente do indicativo a 2ª pessoa do singular (TU) e a segunda pessoa do plural (VÓS) eliminando-se o S final. As demais pessoas são retiradas, sem alteração do presente do subjuntivo. Imperativo negativo: Forma-se o imperativo negativo, inserindo a negação as formas do presente do subjuntivo. Ex.: 1: Na frase [O homem] deixou de exercer sua força perante uma força maior, há o seguinte pressupostos acionado linguisticamente pelo verbo deixar. a. Correta: No passado, o homem exerceu sua força perante uma força maior; b. O homem é por natureza um ser que procura impor-se pela força; c. O homem esperto sabe que pode exercer sua força perante o mais fraco; d. Nos dias atuais, o homem busca varias formas de exercer seu poder sobre os demais. Resposta: Alternativa (a) correta: se ele deixou de exercer sua força perante uma força maior significa que anteriormente ele exerceu; Alternativa (b) incorreta: não há relação com o verbo destacado, muito menos com força física; Alternativa (c) incorreta: não há comparação, apenas ideia de tempo; Alternativa (d) incorreta: sem relação com o verbo destacado. Ex.: 2: A locução verbal, foram implementados, corresponde à forma implementaram-se. ( ) certo ( ) errado. Certo: implementaram-se: voz passiva sintética (V.T.D + se). foram implementadas: voz passiva analítica (ser + particípio). 181 Ex.: 3: Considerando as flexões verbais nos enunciados e considerando as flexões verbais nos enunciado e considerando a formalidade da língua, assinale a alternativa correta. a. A policia federal não interviu no caso da guerrilha urbana, porque entendeu não ser de sua competência; b. Se este verão trazer mais chuvas, teremos haver enchentes Brasil a fora; c. Em qualquer ramo da atividade humana, sempre evocaram bons e maus profissionais; d. Correta: Especialistas recomendam que respeitamos a natureza se não quisermos legar desastres irreparáveis a nossos filhos; e. A adoção de políticas mais severas em nova Iorque redeu a onda de crimes que assolava a cidade. Resposta: Alternativa(a) incorreta: interveio = vir, veio; Alternativa (b) incorreta: trouxa; Alternativa (c) incorreta: houve; Alternativa (d) correta: que respeitamos: presente do subjuntivo-dúvida, quisermos: pretérito imperfeito do subjuntivo condição. Alternativa (e) incorreta: redeve = ter, teve. Ex.: 4: Com o verbo no futuro, a frase Eu vou andar 10km, deve ser reescrita da seguinte forma: a. Eu andava 10km b. Correto: Eu andarei 10KM; c. Eu tenho andado 10km; d. Eu ando 10km; e. Eu andara 10km. Resposta: Alternativa (a) incorreta: Altera o tempo para o pretérito imperfeito; Alternativa(b) correta: Vou andar equivale uma ação futura andarei; Alternativa (c) incorreta: Passa para o tempo composto (ter + particípio); Alternativa (d) incorreta: Alterna o tempo para o presente do indicativo; Alternativa (e) incorreta: Altera o tempo para pretérito mais que perfeito do indicativo. Ex.: 5: Mantendo-se o mesmo modo e tempo verbal, a oração: Nenhuma das identidades era reveladas. Pode ser reescrita da seguinte forma: a. Não se tem revelado nenhuma das identidades; b. Não se revelou as identidades nenhuma; c. Não revelarão nenhuma das identidades; d. Não são revelados nenhuma das identidades; e. Correta: Não revelaram nenhuma das identidades; Resposta: Alternativa (a) incorreta: Presente do indicativo; Alternativa (b) incorreta: Pretérito perfeito do indicativo; Alternativa (c) incorreta: Futuro do presente do indicativo; Alternativa (d) incorreta: Presente do indicativo; Alternativa (e) correta: Era a revelavam: pretérito imperfeito do indicativo: ações prolongadas. 2. DESINÊNCIAS NÚMEROS-PESSOAIS (DNP´s): Marcam a flexão dos verbos para indicar as noções de quantidades (número) e emissor (1ª pessoa), receptor (2ª pessoa), referente (3ª pessoa). Vem após as DMT´s, não há DNP´s em todos os tempos e modos. Radical Estud Bat Sorr VT A E I Tema Estuda Bate Sorri DMT Sse Re Ra DNP Mos Mos Mos Classificação Regulares: Possuem as desinências normais de sua conjugação e cuja flexão não provoca alterações no radical. Canto, cantei, cantarei, cantava, cantasse. Irregulares: A flexão provoca alterações no radical ou nas desinências. Faço, fiz, farei, fizesse. 182 Defectivos: Não apresentam conjugação completa. Colorir, computar, falir. Auxiliares: Fazem parte da formação dos tempos compostos e das locuções verbais. Ser, estar, ter e haver. Abundantes: Possuem mais de uma forma com o mesmo valor. Geralmente, esse fenômeno costuma ocorrer no particípio, em que, além das formas regulares terminadas em ,-ADO ou -IDO, surgem as chamadas FORMAS CURTAS (particípio irregular). Fritar: frito, fritado. Prender: preso, prendido. Pronominais: São aqueles verbos que se conjugam com os pronomes oblíquos átonos ME, TE, SE, NOS, VOS, SE, na mesma pessoa do sujeito, expressando reflexibilidade (pronominais acidentais) ou apenas reforçando a ideia já implícita no próprio sentido do verbo (reflexivos essenciais). Abster-SE, ater-SE, apiedar-SE, atrever-SE, dignar- se, arrepender-se. Essenciais: Sempre se conjugam com os pronomes oblíquos ME, TE, SE, NOS, VOS e SE. Abster-SE, ater-SE, apiedar-SE, atrever-SE, dignar- SE, arrepender-SE, etc. Acidentais: Verbo transitivo diretos em que a ação exercida pelo sujeito recai sobre o objeto representado por pronome oblíquo da mesma pessoa do sujeito; assim, o sujeito faz uma ação que recai sobre ele mesmo. Em geral, forma a VOZ REFLEXIVA. Eu me arrependo; tu te arrependes; ele se arrepende; nós nos arrependeis, eles se arrependem. d. Defectivos: Verbos que não apresentam conjugação completa. Classificam-se em impessoais, unipessoais e pessoais. Impessoais: Não possuem sujeito. Normalmente, são usados na 3ª pessoa do singular. Os principais são: Haver: quando o sinônimo de existir, acontecer, realizar-se ou fazer, ser e estar (quando indicam tempo). Fazer: ser e estar (quando indicam tempo). Todos os verbos que indicam fenômenos da natureza são impessoais: Chover, ventar, nevar, gear, trovejar. Unipessoais: Possuem sujeito e são conjugados apenas nas terceiras pessoas, do singular e do plural. Entre os unipessoais estão os verbos que significam vozes de animais: Bramar: tigre; Bramir: crocodilo; Cacarejar: galinha; Coaxar: sapo; Cricrilar: grilo. Pessoais: não apresenta algumas flexões por motivos morfológicos ou eufônicos. Falir, computar. Anômalos: São aqueles que incluem mais de um radical em sua conjugação. Os clássicos são os verbos SER e IR, acrescentamos o PÔR e SABER. Ir Vou Vais Ides Fui Foste. Por Ponho Pus Pôs Punha. Ser Sou És Fui Foste Seja. Saber Sei Saber Soube Saiba. e. Auxiliares: São aqueles que entram na formação dos tempos compostos e das locuções verbais. O verbo principal, quando acompanhado de verbo auxiliar, é expresso numa das formas nominais: Infinitivo; Gerúndio; Particípio. Os dois verbos podem ser substituídos por um, e o verbo que desaparece é o auxiliar. Farei Prova. Vou Fazer Prova. Verbo auxiliar Verbo principal no infinitivo Chega A hora da aula. Está chegando A hora da aula. Verbo auxiliar Verbo principal no gerúndio Nós cumprimentamos os aprovados Os aprovados Foram Cumprimentados Por nós Verbo auxiliar Verbo principal no Particípio. 183 Locução verbal É um grupo de verbos que tem uma só unidade de sentido, como se fosse um só verbo. Formada por verbo auxiliar + verbo principal, a locução verbal representa uma só oração dentro da frase. Para reconhecer uma locução verbal, note que os verbos têm de se referir ao mesmo sujeito. Vou estudar: quem vai? Eu. Quem estudará? Eu. Logo, se ambos os verbos se referem ao mesmo sujeito, estamos diante de uma locução verbal. Auxiliar e principal Um verbo é chamado de AUXILIAR porque ele colabora (auxiliar/ajuda) com a formação de uma locução verbal, concorda em número e pessoa com sujeito, nunca variando os verbos auxiliares carregam aspectos ou durações diversas no processo verbal ampliando o sentido do verbo principal. O verbo PRINCIPAL é aquele que carrega consigo o significado principal da locução e a noção de predicação verbal. Auxiliares da voz: Forma a voz passiva (ser, estar, ficar, viver, andar, ir, vir + particípio): Fomos vistos por ela; Estive, vencido pelo cansaço, mas agora é diferente; O mestre ficou rodeado de alunos. Auxiliares de tempo composto: Formam o tempo composto dos verbos (ter/haver + particípio). Espero que tenha/haja começado o jogo; Se nós tivéssemos/houvéssemos vibrado mais, talvez conquistaríamos a copa. Auxiliares de aspecto: Precisam o momento em que ação verbal se realiza: Passou/começou/pôs-se a estudar (início); Estou para (por) estudar (iminência); Fiquei/ando/estou (a) escrever/escrevendo venho/ vou escrevendo (continuidade). Auxiliares de modo (modais): Precisam o modelo como a ação verbal se realiza ou deixa de se realizar, os valores semântico dos verbos variam no contexto discursivo. Tinha/havia de estudar, preciso (de) estudar (obrigação, necessidade, dever); Posso estudar (possibilidade, capacidade, permissão); Você pode começar a pagar a divida, se não vai preso! (obrigação/imposição). Exemplo 1: Está inteiramente adequada a correlação entre os tempos e os modos verbais da frase: a. Os prefácios correriam o risco de serem inúteis caso tenham sido escrito segundo as instruções convencionais; b. Correto: Houve enorme interesse pela leitura de prefácios e os editoriais certamente cuidariam que fossem mais criativos; c. Quando se fizesse glosa de frase de um grande autor deve=se citar a fonte original: esse é um dever ético; d. Caso o autorviesse a infirmar tanta o nome do grande poeta como o da frágil poetisa, muitas o acusarão de indiscreto; e. Menos que seja objeto de preconceito, um bom prefacio sempre resistiria aos critérios de um crítico rigoroso; Resposta: (b). Alternativa (a): caso tivessem; Alternativa (c): quando se fizer; Alternativa (d): acusariam ou venham; Alternativa (e): resistirá. Exemplo 2: Transpondo-se para a voz passiva a frase vou glosar uma observação de Machado de Assis, a forma verbal resultante deverá ser: a. Terei glosado; b. Seria glosada; c. Haverá de ser glosado; 184 d. Correta: Será glosada; e. Terá sido glosada. Resposta (d): Encontre o objeto direto da ativa, faça a transposição e acrescente o verbo ser no tempo em que está o verbo principal da ativa: uma observação de Machado de Assis será glosada = sujeito paciente + verbo ser no futuro do P.I + particípio do verbo principal + agente da passiva. Alternativa (a): Além de alterar o tempo, acrescentou-se o verbo ter e isso não pode ocorrer; Alternativa (b): O tempo foi alterado para futuro do pretérito do indicativo (condição); Alternativa (c): Se na ativa temos um verbo, na passiva teremos dois, já que acrescentaremos apenas o verbo ser. eliminado facilmente; Alternativa (e): Mais uma vez há três verbos. Flexão verbal e nominal São morfemas colocamos no final das palavras para indicar flexões verbais ou nominais. Podem ser: Nominais: Indicam gênero e número de nomes (substantivos, adjetivo, pronomes, numerais). Casa-casAS, gato-gatA. Gênero: Os substantivos masculinos são antecedidos pelo artigo O: O lança-perfume, O tapa, O champanha, O dó, O diabetes. Os substantivos têm duas formas uma para o masculino, e outro para o feminino. São os substantivos biformes. Regras de formação do feminino: Substantivos terminados em O mudam para A. O sapO = A sapa, O canáriO = A canáriA, O pilotO = A pilota. Substantivos terminados em ÃO mudam para à outros para AO e ainda para ONA (aumentativo). O capitÃO = A capitÃ, O telÃO = A tecelÃ/tecelONA, O chorÃO = A chorONA. Substantivos terminados em OR formam o feminino com o acréscimo de A. O doutOR = DoutorA, O coletOR = coletorA, O trabalhadOR = trabalhadorA, O arrumador = a arrumadEIRA, O lavradOR = lavradEIRA, O trabalhadOR = trabalhadEIRA. O sufixo EIRA pode indicar qualidade, portanto, adjetivação: Mulher trabalhadEIRA, pessoa faladEIRA. Alguns substantivos com terminação E podem fazer o feminino mudando a terminação para A. O infantE = InfantA, O governantE = A governantA, O elefantE = A elefantA. Substantivos terminados em ÊS, L e Z fazem o feminino com o acréscimo de A. O freguÊS = A freguesA, O oficiaL = oficialA, O juiZ = JuizA. Há ainda substantivos que são masculinos ou femininas, conforme o sentido com que se acham usadas. A cabeça (parte do corpo)/O cabeça (O chefe), A grama (relva)/O grama (unidade de peso). Número: Os nomes de modo geral admitem a flexão de número em: singular e plural. f. Plural dos substantivos simples: aos substantivos terminados em vogal, ditongo oral e consoante N devem ser acrescidos a consoante S ao final da palavra. HerÓI = HeróiS; IrmÃO = IrmãoS. PlânctoN = PlânctonS. g. Aos substantivos que terminam em consoantes M devem ser acrescidos aos consoantes NS ao final da palavra. AbordageM = AbordageNS; ModelageM = ModelageNS; HomeM = HomeNS. h. Aos substantivos que terminam com as consoantes R e Z devem ser acrescidos ES ao final da palavra. HambúrgueR = HamburguerES; Chafariz = ChafarizES; ColheR = COLHERES. i. Nos substantivos terminados em AL, EL, OL, UL deve ser substituído a consoante L por IS. GirassOL = GirassóIS; VogAL = VogaIS; AzuL = AzuIS; MaL = MalES; CônsuL = ConsulES. j. Os substantivos que terminam em IL são pluralizados de duas formas: Em palavras oxítonas terminadas em IL: AnIL = Anis; 185 JuvenIL = JuveniS. Em palavras paroxítonas terminal em IL: InútiL = InúteiS; RéptIL = RéptEIS. k. Os substantivos terminados em consoantes S fazem o plural de duas formas. Em substantivos monossilábicos ou oxítonos, há o acréscimo de ES. Paz = Pazes; Algoz = Algozes. Os substantivos paroxítonos ou proparoxítonos são invariáveis: Férias = Férias; Ônibus = Ônibus. l. Os substantivos terminados em ÃO podem ser pluralizados de três formas: Substituindo o ÃO por ES: DoaçÃO = DoaçÕEs; EmoçÃO = EmoçÕES. Substituindo o ÃO por ÃES: Alemão = Alemães; Pão =Pães. Substituindo o ÃO por ÂOS: CidadÃO =CidadÃOS; Os substantivos terminados em X são invariáveis. CórteX = CortéX. Verbais: Indicam número, pessoa, tempo e modo dos verbos. Existem dois tipos de desinências verbais: Flexões estas relacionadas a pessoa: indica as três pessoas relacionadas tanto no modo singular, quanto no plural. Número: Representa a forma pela qual o verbo se refere a essas pessoas gramaticais. ADVÉRBIO Advérbio é uma palavra invariável que modifica o sentido do verbo, do adjetivo e do próprio advérbio. Modifica o verbo exprimindo uma circunstância (tempo, lugar, modo) pode ainda o advérbio modificar o adjetivo ou outro advérbio. E desempenha na oração a função de adjunto adverbial. Aqui tudo vai bem (lugar e modo); Hoje não irei lá (tempo, negação e lugar); O aluno talvez não tenha redigido muito bem (duvida, negação, intensidade e modo). O advérbio é constituído por palavra de natureza nominal ou pronominal unitária, a um adjetivo e a um advérbio (intensificador), ou a uma declaração inteira. João escreve bem (advérbio em referência ao verbo); José é muito bom escritor (advérbio em referência ao advérbio bem); José escreve muito bem (Advérbio em referência ao advérbio bem). Distribuímos os advérbios em assinalar a posição temporal (tempo) ou espacial do falante (lugar) ou ainda o modo pelo qual se visualiza o estado de coisas designadas na oração combinações com advérbios: Advérbios há o de tempo e lugar que marcam melhor sua função ou designação mediante o uso de uma preposição. Por agora, estão encerrados os trabalhos; Perto cedo, já havia compradores de ingressos; De longe, já se viam as chamas. 186 Diferença de advérbio e locução adverbial: Advérbio. Uma palavra. Ontem. Locução Adverbial. É um conjunto de palavras que pode exercer a função de advérbio. De modo Algum. Diferença entre o advérbio, pronome indefinido e adjetivo: Advérbio Ligado ao verbo e invariável Estudei muito= estudamos muito. Adjetivo Qualifica e varia (gênero e normal) O livro é caro= os livros são caros. Pronome indefinido Sentido vago Estudamos muitas horas. Conforme a circunstâncias que expressam, os advérbios classificam-se em: Modo: Às pressas, à vontade, à vista, em silêncio, de cor, ao acaso etc. Tempo: À noite, de manhã, à tarde, em breve, de vez em quando etc.; Lugar: Ao lado, de longe, por ali, à direita, de cima etc.; Afirmação: Com certeza, sem dúvida etc.; Negação: de modo nenhum, de forma alguma, etc.; Quantidade/intensidade: Muito, demais, bastante, pouco, menos, tão etc. Duvida: talvez, provavelmente, possivelmente,quiça. Locução adverbial Uma locução adverbial é um conjunto de uma ou mais palavras que desempenham a função de um advérbio. Geralmente é formada por: Preposição + substantivo/adjetivo/advérbio. A preposição, funcionando como transpositor prepara o substantivo para exercer uma função que primeiramente não lhe é próprio: Preposição + substantivo = na verdade; Preposição + adjetivo = de novo; Preposição + advérbio = por aqui. Modo: Às pressas; à vontade, à vista, ao acaso; grande parte dos vocábulos terminados em MENTE: alegremente, calmamente, afobadamente etc. Tempo: À noite, de manhã, à tarde, em breve; Lugar: Ao lado, de longe, por ali, à direita, de cima; Afirmação: De modo nenhum, de forma alguma; Quantidade/intensidade: De pouco, de todo. Advérbios interrogativos As palavras ONDE, COMO, QUANDO, usadas em frases interrogativas, são chamadas advérbios interrogativos: Onde, expressa circunstância de modo: Onde você mora?; Quero saber onde você mora. Como, expressa circunstância de modo: Como se chega a casa de José?; Não sei como ele fez isso. Quando, expressa circunstâncias: Quando você volta? Grau de advérbio São consideradas palavras invariáveis, pois não sofrem flexão de gênero e número. Porem, alguns sofrem flexão de grau como os adjetivos. Grau comparativo: De igualdade: Na formação do comparativo de igualdade, usamos o tão antes do advérbio e o como ou quanto depois: Os alunos chegarão tão cedo quanto os professores. De superioridade: Na formação do comparativo de superioridade, usamos o mais antes do advérbio e o que ou do que depois: Os alunos chegaram mais cedo do que os professores. De inferioridade: Na formação do comparativo de inferioridade, usamos o menos antes do advérbio e o que ou do que depois: Os alunos chegaram menos cedo do que os professores. Grau superlativo: Pode ser analítico ou sintético. Analítico: Formado com auxilio de um advérbio de intensidade: Cheguei muito cedo à escola ontem. Sintético: é formado pelo acréscimo do sufixo ao advérbio: Cheguei cedissimo à escola ontem. Ex.: 1: Analise os advérbios em destaque, classificando-os de acordo com as circunstância que a eles se referem. a. HOJE fomos surpreendidos com a chegada dos visitantes; Tempo. b. NÃO me incomodo com sua impaciência; Negação. c. TALVEZ eu compareça ao seu aniversário; Dúvida. d. Estamos MUITO contentes com sua aprovação; Intensidade. e. ALEGREMENTE Pedro se despediu de sua família. Modo. Ex.: 2: Os advérbios em MENTE das alternativas abaixo designam a mesma circunstância, exceto em: a. Os soldados combateram estoicamente até a morte; b. Os fiscais sugerirão ironicamente que os candidatos fossem submetidos a outro exame; c. Correto: Possivelmente haverá nova oportunidade; (incerteza). 187 d. No momento da discussão, alguns convidados saíram sutilmente sem se despedirem. PREPOSIÇÃO Preposição é a palavra invariável que liga duas outras palavras, estabelecendo relações de sentido ou de dependência: A loja de José fica na vila Mariana. A preposição DE relaciona JOSÉ e LOJA, indicando uma relação de posse. Essa relação é do tipo subordinativo, ou seja, entre os elementos ligados pela preposição não há sentido de expressão é dependente da união de todos os elementos que a preposição vincula. Os candidatos de São Paulo falavam sobre a prova. As preposições ligam termos, subordinam-nos. O termo que antecede a preposição é chamado de regente e o termo posposto é chamado regido. As preposições são palavras invariáveis, pois não sofrem flexão de gênero, número ou variação em grau como os nomes, nem de pessoa, número, tempo, modo, aspecto e voz como os verbos. Em varias situações as preposições se combinam a outras palavras da língua e, assim, estabelecem uma relação de concordância em gênero e número com essas palavras às quais se ligam. Classificação Classificamos as preposições de duas formas. Essenciais: São palavras que funcionam só como preposição: A, ante, após e até; Com, contra; 188 De, deste. Acidentais: São palavras de outras classes gramaticais, que em certas ocasiões funcionam como preposição. Conforme, consoante, segundo, durante, mediante, como, etc. Locução prepositiva É um conjunto de duas ou mais palavras fazendo a ligação entre dois termos: Abaixo de; Acima de; Acerca de; A fim de; Além de; Combinação, contração e crase As preposições A, DE, EM e POR, quando unidas a certas palavras, formam um só vocábulo. Combinação: a preposição não sofre mudanças. m. A + artigos definidos masculinos: Eles foram AO cinema; As meninas voltaram AOS seus quartos. A + onde (advérbio interrogativo/pronome relativo): Aonde você foi? Sempre quis conhecer a cidade aonde você foi nas férias passada. Contração: A preposição sofre algumas mudanças: De + Artigos: De + O(s) = do(s); De + A(s) = da(s); De + um(s) = dum; De + uns = duns; De + uma(s) = duma(s). De + pronomes pessoais: De + ele(s) = dele(s); De + ela(s) = dela(s). De + pronomes demonstrativos: De + este(s) = deste(s); De + esta(s) = desta(s); De + esse(s) = desse(s); De + essa(s) = dessa(s). De + pronomes indefinidos: De + outro = doutro(s); De + outra = doutra(s). De + advérbio: De + aqui = daqui; De + aí = daí; De + ali = dali. Em + artigos: Em + o(s) = no(s); Em + a(s) = na(s). Em + pronomes demonstrativos: Em + este(s) = neste(s); Em + esta(s) = nesta(s); Em + esse(s) = nesse(s). Crase: a fusão de vogais idênticas: A + artigos definidos femininos: A + a(s) = às; A + aquele(s) = àquele(s); A + aquela(s) = àquela(s). Ex.: 1: Assinale a alternativa em que a preposição estabeleça o mesmo tipo de relação que na frase matriz: a. Criaram-se a pão e água. b. Desejo todo o bem a você; c. A julgar por esses dados, tudo está perdido; d. Correto: Andei a colher alguns frutos do mar; e. Ao entardecer, estarei ai. CONJUNÇÃO É a palavra invariável que liga duas orações entre si, dentro da mesma oração, liga dois termos entre si independentes. Classificação Podem ser coordenativas ou subordinativas. coordenadas ligam orações independentes sintaticamente e subordinadas ligam orações que possuem dependência sintática. Coordenadas Aditivas; Adversativas; Alternativas; Conclusivas; Explicativas. Subordinadas Integrantes; Adverbiais. Conjunção coordenativa Conjunções que ligam duas orações ou dois termos, sendo que ambos os elementos ligados permanecem independentes entre si. As conjunções coordenativas subdividem-se em: Aditivas: ligam pensamentos similares ou equivalentes. Principais conjunções: E, nem, mas também, senão, ainda... Radegondes não veio NEM ligou. Adversativas: ligam pensamentos similares que contrastam entre si. Principais conjunções: Mas, porém, todavia, contudo, entretanto, não obstante etc. Ela saiu, MAS voltará logo. 189 Alternativas: ligam pensamentos que se excluem ou se alternam. Principais conjunções: Ou,ou... Ou, ora... Ora, já... Já, quer... quer etc. Você lavará a louça, OU limpará o quarto. Conclusivas: Ligam duas orações, sendo que a segunda encerra a conclusão ou dedução de um raciocínio. Principais conjunções: Logo, portanto, por conseguinte por consequência, pois (após o verbo da oração). etc. Ela estuda bastante, LOGO terá boas notas. Explicativos: Que ligam duas orações, sendo que a segunda se apresenta justificando a anterior. Principais conjunções: Pois, porque, que, porquanto etc. Ela não irá à festa, PORQUE haverá prova no mesmo dia. Conjunções subordinativas São as que ligam duas orações, sendo que a segunda é sujeito, complemento ou adjunto da primeira. A primeira é oração subordinativa subdividem-se em integrantes e adverbiais. Integrantes: São as que ligam duas orações, sendo que a segunda é sujeito ou complemento da primeira. Principais conjunções: QUE, SE. É necessário QUE ela se case. Eu não sei SE o rapaz fará o trabalho. Adverbiais: São as que ligam duas orações, sendo que a segunda é adjunto adverbial da primeira, ou seja, a segunda expressa circunstancia de finalidade, modo, comparação, proporção, tempo, condição, concessão, causa ou consequência. As conjunções subordinativas adverbiais subdividem-se em: n. Causa: Ligam duas orações, sendo que a segunda contém a causa, e a primeira o efeito. Principais conjunções: Porque, visto que, quanto, já que, como etc.; Ela saiu mais cedo, JÁ QUE não havia mais trabalho a fazer. Comparativas: Ligam duas orações, sendo que a segunda contém o segundo termo de uma comparação. Principais conjunções: Como, (tal)...tal, (menos)... Do que (mais)... Do que, (tal)... Qual etc. As meninas eram lindas COMO anjo. Concessivas: Ligam duas orações, sendo que a segunda contém um fato que não impede a realização da ideia expressa na oração principal, embora seja contrário àquela ideia. Principais conjunções: Embora, ainda que, mesmo que, posto que. Ela está sorrindo, EMBORA se sinta triste. Condicionais: Ligam duas orações, sendo que a segunda expressa uma hipótese ou condição. Principais conjunções: Se, caso, salvo se, desde que, a menos que, contanto que etc. Ela ficará feliz, SE você visitá-la. Conformativos: Ligam duas orações, sendo que a segunda expressa circunstancia de conformidade ou modo. Principais conjunções: Como, segundo, conforme etc. Tudo aconteceu SEGUNDO havia previsto a cartomante. Consecutivas: Ligam duas orações, sendo que a segunda diz a consequência de uma intensidade expressa na primeira. Principais conjunções: (Tão)... que, (tal)...que, (tamanho),,, que, (tanto)... que etc. Ela estudou tanto QUE foi a primeira colocada no concurso. Finais: Ligam duas orações, sendo que a segunda expressa circunstância de finalidade. Principais conjunções: Para que, a fim de que, que, porque: Ele estudou, A FIM de passar no concurso. Proporcionais: Ligam duas orações, sendo que a segunda expressa fato que decorre ao mesmo tempo que outra, em relação de proporção. Principais conjunções: À medida que, à proporção que, tanto mais, quanto mais etc. À MEDIDA QUE os convidados chegavam, o baile ficava mais animado. Temporais: Ligam duas orações, sendo que a segunda expressa circunstancia de tempo. Principais conjunções: Quando, enquanto, apenas, mal logo que, depois que, antes que, até que, que etc. Ela sorriu, QUANDO me viu. Ex.: 1: Nas frases seguintes, identifique as preposições e indique o sentido da relação que estabelecem: a. Não se deve ir à praia ao meio dia! A = lugar / a = tempo. Passei o dia à toa; à noite, senti-me vazio; A = modo / a = tempo. 190 b. Com o não reagir ante tanta desfaçatez; Ante = lugar conotativo. c. Varias pessoas seguiam após eles; Após = lugar. d. Após alguns minutos, resolvi intervir; Após = tempo. e. Estou decidido: agora, vou até o fim!; Até = limite. f. As discussões estão suspensas, até segunda ordem. Até = limite. NUMERAL O numeral indica a quantidade absoluta (cardinal), quantidade fracionada (fracionária), quantidade multiplicativa (multiplicativa) e ordem, sequencial, posição (ordinal) de coisas ou pessoas. O numeral é uma classe variável em gênero e número é um determinante que acompanha o substantivo (numeral adjetivo) ou substitui (numeral substantivo). Numerais cardinais: Em gênero e numero variam em gênero são: Um = uma; dois = duas. Só um aluno e uma aluna da turma passaram na prova. Numerais ordinais: Variam em gênero e número: Primeiro, primeira, primeiros, primeiras. Numerais multiplicativos: Variam em gênero e em número quando acompanham substantivo. Os saltas e piruetas triplas daquela ginasta deixam-nos de queixo caído. Numerais fracionários: variam em gênero e número: Um quarto, dois quartos, duas quartas, trinta e quatro avos... O numeral é um termo que funciona como adjunto adnominal quando acompanha um substantivo; quando substitui o substantivo, tem função substantiva. UMA cerveja é pouco, DUAS é bom, TRÊS é... bom demais. 191 Os vocábulos uma, duas e três. Indicam quantidade absoluta, logo são cardinais. Variaram os dois primeiros, de forma: Uma cerveja... duas é bom... O primeiro numeral é adjetivo, pois acompanha um substantivo e os demais são numerais substantivo, pois substituem um substantivo (cerveja); Funcionam como adjunto adnominal (o primeiro) e como sujeito (o segundo e o terceiro). Classificação Nossos numerais são de origens árabes, por isso é algarismo arábicos, também temos romanos: Arábicos: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10...100; Romano: I, II, III, IV, V, VI, VIII, IX e XX. Numerais coletivos: indicam o número exato de seres ou objetos de um conjunto, flexionando em número, quando necessário: Dúzia, cento, milhas, par e milheiro. Uso: Na designação de soberanos, (reis, príncipes, imperadores), papas, séculos, livros e partes de uma obra (capítulo, parágrafo, tomo etc). Quando o numeral é posposto ao substantivo, usam-se os numerais ordinais até o décimo daí em diante, devem-se usar os cardinais. Se estiver anteposto, o ordinal é obrigatório: Ao papa Paulo VI (sexto); João Paulo II (segundo), Bento XVI (dezesseis); Este livro é o 10º (décimo); O rei Luiz XV (quinze); Após o parágrafo IX (nono); O V (quinto). Em textos legais, na linguagem jurídica, os artigos, incisos, decretos, portarias, regulamentos e parágrafos numerados até nove são lidos como ordinais, do número dez em diante, são lidos como cardinais. Alem disso, flexiona-se o numeral em gênero para identificação da página e folhas, preferencialmente. Se estiver anteposto, o ordinal é obrigatório. Antes do artigo 10 (dez) vem o artigo 9º (nono); O 22º (vigésimo segundo) decreto. Na identificação de casas, apartamentos, páginas, que não em meio jurídico usam-se os cardinais. se antepostos usa-se cardinal. Moro na casa seis da vila; Leia, por favor, na página três a sinopse; Dia quatro de setembro é meu aniversário. Em relação ao primeiro dia do mês, deve-se usar o ordinal: Rio de janeiro, 1º de dezembro de 2012. Com relação às datas podemos ou não usaraos, a ou em: A presidenta tomou posse 2 de janeiro de 2011; A presidenta tomou posse a 2 de janeiro de 2011; A presidenta tomou posse em 2 de janeiro de 2011; A presidenta tomou posse aos 2 de janeiro de 2011; A presidenta tomou posse no dia 2 de janeiro de 2011. Não se usa o ponto entre os numerais quando estes designam datas. Nos demais casos, o ponto deve ser colocado entre centenas e milhares. Escrevi isto no dia 13 de junho de 2012; A gramática tem mais de 1.500 questões comentadas. Leitura: Separando os números em centenas e, no inicio, também de dezenas ou unidade. Entre esses conjuntos usam-se vírgulas, as unidades ligam-se pela conjunção E. 1.203.726: um milhão, duzentos e três mil, setecentos e vinte e seis; 45.520: quarenta e cinco mil quinhentos e vinte. Ex.: 1: Cardinais ou ordinais?: a. Luiz XVI; Dezesseis, oitavo, sexto; b. Henrique VIII; Oitavo; c. Dom João VI; Sexto. Ex.: 2: Os ordinais referentes aos números 80, 300, 700 e 90 são, respectivamente. a. Octagésimo, trecentésimo, septagentesimo, nongentésimo; b. Octogésimo, trecentésimo, septuagésimo, nonagésimo; c. Octingentésimo, tricentésimo, septuagésimo, nonagésimo/ d. Octogésimo, tricentésimo, septogésimo, nongentésimo. Ex.: 3: Identifique se o termo destacado é numeral ou artigo indefinido. a. Você só tem uma vida, cuide bem dela; b. Ele não fala uma palavra de chinês; c. Aqueles invasores podem representar uma ameaça para os índios; d. A decomposição desse material pode demorar um século. e. Resposta: Numeral, artigo, artigo, numeral. 192 CONCORDÂNCIA A concordância diz respeito à conformidade de palavras que mantêm relação entre si. Concordância é a correspondência de flexões existentes entre dois termos, ou mais, de uma oração, como entre verbo e sujeito, entre substantivo e adjetivo. A concordância é o processo sintático segundo o qual certas palavras se combinam. Essa combinação formal se chama flexão, e se dá quanto a gênero e numero, nos nomes; e pessoa e número nos verbos. Daí a divisão: 1. Concordância nominal; 2. Concordância verbal. CONCORDANCIA VERBAL Trata da adequada flexão, em número e pessoa, de um verbo com seu sujeito. Ou seja: sujeito no singular=verbo no singular, sujeito na 3ª pessoa = verbo na 3ª pessoa... E por aí vai... Você me faz Feliz Sujeito Verbo Pronome 3ª Pessoa do singular Verbo 3ª pessoa do singular Musica e literatura fazem Bem à alma Sujeito composto Verbo 2 núcleos: 3ª pessoa do plural Verbo 3ª pessoa do plural. E certos casos, o verbo pode concordar com o termo mais próximo do sujeito. Dizemos que, nesses casos, há uma concordância verbal atrativa. 193 Conquistou O ALUNO E A ALUNA a tão sonhada vaga de analista judiciário. É obvio que o verbo poderia concordar com os dois núcleos do sujeito composto: Conquistaram O ALUNO E A ALUNA a tão sonhada vaga de analista judiciário. Concordância do sujeito simples Sujeito simples é aquele que possui apenas um núcleo, então o verbo concordará em pessoa e número com esse núcleo: O chefe da seção PEDIU maio assiduidade; A violência DEVE ser combatida por todos; Os servidores públicos do ministério da fazenda DISCORDARAM da proposta. Particularidades: Sujeito simples constituído de substantivo coletivo + determinante: Verbo concorda com o coletivo ou com o determinante: O bando VOOU; Bando de aves VOOU; O bando de aves VOARAM. Sujeito simples constituído de expressão quantitativa + determinante: Verbo concorda com a expressão quantitativa com o determinante: A maioria das pessoas VIAJOU para o sul do país; A maioria das pessoas VIAJARAM para o sul do país; A maior parte das alunas FALTOU; A maior parte das alunas FALTARAM. Sujeito simples constituído de nome próprio no plural: Sem artigo e verbo no singular, com o artigo, verbo concorda com o artigo: Alpes FICA na Europa; Os Alpes FICAM na Europa; Estados Unidos DOMINA o mundo; Os Estados Unidos DOMINAM o mundo. Sujeito simples constituído de pronome indefinido plural + pronomes pessoais NÓS ou VÓS: o verbo pode concordar com o pronome indefinido ou com o pronome pessoal: Alguns de nós FARÃO o trabalho; Alguns de nós FAREMOS o trabalho; Quais de vós SERÃO os premiados? Quais de vós SEREIS os premiados? Muitos de nós PARTICIPARÃO das competições. muitos de nós PARTICIPAREMOS das competições. Sujeito simples constituído de pronome relativo QUE: o verbo concorda com o referente do pronome relativo: Fui eu QUE escrevi a carta; Fostes vós QUE escreveste a carta; Não serão os meninos QUE farão esse trabalho. Sujeito simples constituído do pronome relativo QUEM: O verbo concorda com o referente do pronome relativo ou com o próprio pronome relativo (3ª pessoa do singular). Fui eu QUEM escrevi a carta; Fui eu QUEM escreveu a carta; Fostes vós QUEM escrevestes a carta; Fostes vós QUEM escreveu a carta; Não serão os meninos QUEM farão esse trabalho; Não serão os meninos QUEM fará esse trabalho. Silepse de pessoa É possível, usar o sujeito na 3ª pessoa do plural e o verbo na 1ª pessoa do plural. Isso é a concordância ideológica, ou irregular (silepse): Os culpados seremos punidos; Os alunos estudiosos fomos aprovados no concurso; Todos somos a pátria; Silepse de número Com as expressões quantitativas distantes do verbo, podemos concordar o verbo com a ideia de plural transmitida pela expressão quantitativa: Esperavam por ajuda: sem comida, sem água, sem abrigo, a multidão desabrigada pela chuva; A maioria chegou cedo, com as cestas cheias de guloseimas, espalharam tudo sobre lindas toalhas e foram brincar, aproveitando a deliciosa manhã. Concordância do sujeito composto Sujeito composto é aquele que possui dois ou mais núcleos, então o verbo concordará em pessoa e número com esse núcleo: A MENINA e o MENINO saíram; As JOIAS e os DÓLARES desapareceram; Iremos ao mercado VOCÊ e EU. Sujeito composto constituído de pessoas gramaticais diferentes: O verbo vai para o plural e para pessoa que tiver a primazia, nesta ordem: 1ª pessoa tem prioridade sobre 2ª e 3ª, 2ª e 3ª são equivalentes. PASCOALINA e EU fomos ao mercado; 194 TU e EU viajaremos para o sul do país; ELE e EU não fizemos a prova; ELE, TU e EU seremos amigos para sempre; TU e ELE sereis amigos para sempre. Sujeito composto pospostos ao verbo: O verbo fica no plural, concordando com o conjunto, ou concorda com o núcleo que estiver mais próximo: Chegaram o PRESIDENTE e seus MINISTROS; Chegou o PRESIDENTE e seus MINISTRO. Na semana passada, estivemos aqui TU e EU; Na semana passada, estiveste aqui TU e EU. Sujeito composto constituído de termos sinônimos ou quase sinônimos: Quando os sinônimos formam um todo indivisível, ou simplesmente se reforça, a concordância é facultativa no singular ou no plural: A SOCIEDADE, o POVO se une para construir uma nação mais justa; A SOCIEDADE, o POVO se unem para construiruma nação mais justa; AMOR e PAIXÃO move o mundo; AMOR e PAIXÃO movem o mundo. Sujeito composto constituído de formas em graduação: O verbo vai para o plural ou concorda com o núcleo mais próximo: Um mês, um ano, uma década da ditadura não calou A VOZ do povo; Um mês, um ano, uma década de ditadura não calaram A VOZ do povo. DESPERTADOR, BANHO e CAFÉ ajuda a acordar; DESPERTADOR, BANHO e Café ajudam a acordar. Sujeito composto resumido por pronome: O verbo concorda com o pronome resumitivo: Desvios, fraudes, roubos, tudo acontecia naquela cidade; Jocarte, pascoalina, padegondes, NINGUÉM foi à festa; Jocarte, pascoalina, padegondes, TODOS foram à festa. Concordância do sujeito indeterminado Sujeito indeterminado é aquele que não se conhece, sabe-se que existe um praticante da ação verbal, mas não se consegue definir quem ou o que. Há duas formas de se construir uma frase com sujeito indeterminado: Com verbo na 3ª pessoa do plural, sem sujeito expresso: ROUBARAM o meu carneiro; ATIRARAM uma pedra na minha janela. Verbo na 3ª pessoa do singular + SE índice de indeterminação do sujeito: PRECISA-SE de moças; ACREDITA-SE em marcianos. Concordância da oração sem sujeito Oração sem sujeito é aquela que trata de fenômenos que independem da participação/ação de qualquer ser. Como não há sujeito, o verbo da frase deve ficar sempre na 3ª pessoa do singular. Os verbos dessas orações são chamados de verbos impessoais. Com verbos que expressas fenômenos naturais: NEVOU em várias cidades do sul do país; RELAMPEJOU muitas vezes seguidas; CHOVEU durante quarenta dias. Com verbos ESTAR e FAZER indicando tempo meteorológico ou cronológico: ESTÁ muito calor hoje; ESTÁ tarde! FAZ dias frios aqui! FARÁ noites quentes no próximo verão. Com o verbo HAVER expressando existência ou acontecimento: Havia muitos conhecidos na festa de ontem; Haverá aqui amanhã vários carros para revisão mecânica; Há duzentas alunos no pátio esperando a visita do presidente do clube; Houve comemoração pelos 456 anos da cidade. Casos especiais Verbos PARECER + INFINITIVE: O verbo PARECER é o único verbo auxiliar da língua portuguesa que pode transferir para o principal a flexão de numero: As meninas parecem sorrIR para mim; As meninas parece sorriREM para mim; As estrelas parecerão brilhAR mais, se você vier me visitar esta noite; As estrelas parecerá brilharEM mais, se você vier me visitar esta noite. Com os verbos DAR, BATER e SOAR. Podem concordar com a praticante da ação ou, na ausência deste, com as expressões de tempos da frase, que passam a ser o sujeito dos verbos: A torre da igreja DEU três horas; Na torre da igreja, DERAM três horas; O relógio BATEU cinco horas; No relógio, BATERAM cinco horas. Com a expressão HAJA VISTA: a palavra vista é invariável. o verbo pode sofrer variações de acordo com: Expressão não seguidas de preposição, o verbo HAVER pode variar ou não: 195 HAJA VISTA o caso; HAJAM VISTA os casos. Expressão seguida de preposição, o verbo haver não varia: HAJA VISTA ao caso; HAJA VISTA aos casos. Com sujeito oracional: O verbo que tem como sujeito uma oração fica na 3ª pessoa do singular: Espera-se que as meninas tragam as tortas; Aos alunos cabe resolver as questões. Verbo SER impessoal: O verbo ser pode ser impessoal: nesse caso, haverá concordância especial. Na expressão de distancia, concorda com o adjunto adverbial de distancia: Daqui à praia são 100 quilômetros; Daqui à praia é um quilometro; Do planalto ao congresso são duzentos metros. Na expressão de tempo, concorda com o núcleo do adjunto adverbial de tempo: É dia 13 de julho; São 13 de julho; É uma hora; É bem mais de uma hora. As expressões de peso, medida ou quantidade invariáveis: Quinze quilos de arroz é pouco; Cinco metros de tecido é muito; Trezentas pessoas é suficientes para a produção na fábrica. A partícula expletiva, ou de realce, É QUE é invariável: Eu é que fiz o bolo; Nós é que fizemos o bolo. CONCORDÂNCIA NOMINAL É chamada de concordância nominal a relação de combinação que se estabelece entre: Substantivo e adjetivo, artigos, pronomes e numerais. Os nomes flexionam-se em: 1. Gênero: 2. Masculino e feminino. 3. Número: 4. Singular e plural. Os termos determinantes da oração (artigo, pronome, numeral e adjetivo) sempre acompanham um nome (substantivo ou pronome substantivo). Assim, os determinantes terão as mesmas características de gênero que os substantivos e pronomes substantivos. A concordância entre determinantes e os nomes é obrigatório: As minhas duas belas primas chegaram. A base da concordância nominal é o substantivo PRIMAS. O artigo AS, o pronome MINHA, o numeral DUAS e o adjetivo BELAS variam em gênero e numero para concordar com o substantivo PRIMAS. Concordância do adjetivo Dois ou mais substantivos determinantes por um adjetivo: Adjetivo posposto: Quando o adjetivo posposto se refere a dois ou mais substantivos, concorda com o ultimo ou vai facultativamente para o plural, no masculino, se pelo menos um deles for masculino; ou para o plural no feminino, se todos eles forem femininos. 196 Homem e mulher bela ⟶ homem e mulher belas; Mulher e homem belo ⟶ mulher e homem belos. Ternura e amor humano ⟶ ternura e amor humanos; Amor e ternura humano ⟶ amor e ternura humanos. Adjetivo anteposto: Quando o adjetivo anteposto se refere a dois ou mais substantivos, concorda com o mais próximo. Belo homem e mulher; Bela mulher e homem. Humana ternura e amar; Humana amar e ternura. Um substantivo determinado por dois ou mais adjetivos. Quando dois ou mais adjetivos se referem a um substantivo, temos duas opções: Substantivo no singular: Coloca-se artigos nos adjetivos, a partir do segundo: Estudo a língua inglesa, a portuguesa e a alemã. Ele detém o poder material e o espiritual. Substantivo no plural: Basta acrescentar os adjetivos: Estudo as línguas inglesa, portuguesa e alemã; Ele detém os poderem material e espiritual. Substantivo usado como adjetivo: Se a palavra que funciona como adjetivo for um substantivo, ficará invariável. Ele comprou ternos cinzas e camisas rosa; Ele ouviu falar dos homens-bomba; Na infância, assistia na TV a série sobre a família monstro. Adjetivos compostos: Quando houver adjetivos compostos, apenas o último termo do composto concordará com o substantivo a que se refere, os demais termos ficarão no masculino/singular: Encontrei varias mulheres luso-franco-brasileiras; Não li as crônicas sócio-politico-economico-financeiros. Casos especiais: Muito, bastante, meio, todo e mesmo: Quando modificarem um substantivo, concordarão com ele, por serem pronomes adjetivos ou numerais. Quando modificarem um verbo, um adjetivo ou um advérbio, ficarão invariáveis, por serem advérbios: Bastantes funcionários ficaram bastante satisfeitos com a empresa; Há provas bastantes de sua culpa; Eles saíram bastante apressadas; Anexo, só, junto, incluso, excluso, próprio, quite, obrigado. São adjetivos e concordam com o substantivo a que se referem: Anexar,seguem as fotos solicitadas; Em anexar, seguem as fotos solicitadas; Estas enviam anexos ao pacote os documentos do divorcio; Eu estas quite com o banco; Nos estamos quites com o banco. O mais/menos (adjetivo) possível: Existem as seguintes possibilidades de concordância. O artigo (o/a) que inicia a expressão, assim com a palavra POSSIVEL, deve concordar em gênero e número com a palavra a que se refere: Quero dez pães os mais claros possíveis; Comprei doze rosas as mais abertas possíveis; Quero duas respostas aos menos ambíguos possíveis. A expressão o MAIS/MENOS...POSSÍVEL deve se manter no masculino singular, independentemente da palavra a que se liga: Quero dez pães claros o mais possível; Comprei doze rosas mais abertas possível; Quero duas resposta as menos ambíguas possível. Menos, alerta, pseudo: são palavras invariáveis: Os escoteiro devem estar sempre alerta; Houve menos reclamações dessa vez; As pseudopedagogas foram desmascaradas; Silepse de gênero: Concordância irregular, também chamada de concordância ideológica, é a que se não com o termo escrito, mas com a ideia que ele expressa. São Paulo é linda; Agente está cansado. Ex.: 1: A frase em que a concordância respeita as regras da gramática normativa é: a. É bilateral, sem duvida alguma, os interesses pela exploração desse tipo de negócio, por isso os países envolvidos terão de fazer concessões mutuas. b. Cada um dos interessados em participar dos projetos devem apresentar uma proposta de ação e uma previsão de custo; c. Acordo luso-brasileiros têm sido recebidos com entusiasmos, o que sugere que haverá de serem cumpridos fielmente; d. Quanto mais discussão houver sobre as questões pendente, mais se informarão, com certeza, os que tem de decidir as próximas passa do processo; 197 e. Procede, por uma questão técnica, segundo os especialistas entrevistados, as medidas divulgadas ontem, pois a urgência de saneamento é indiscutível. Resposta: Resposta certa (d): o verbo houver, quando impessoal (sentido de existir), não admite plural. Alternativa (a): os interesses são bilaterais; Alternativa (b): cada um dos interessados devem apresentar locução e pode ser substituído serão. O verbo haver é auxiliar e admite plural porque deve concordar com o sujeito. A ideia é que os acordos luso- brasileiros serão cumpridas fielmente. Correção da frase: haverão de ser. Alternativa (e): as medidas procedem. REGÊNCIA Regência é a relação de dependência entre os componentes de uma oração ou entre orações. Regência é maneira como o nome ou verbo se relacionam com seus complementos, com a preposição ou sem ela. Quando um nome exige um complemento proporcionando, dizemos que este nome é um termo regente e que seu complemento é um termo regido. Termo regente: Aquele que pede um complemento; Termo regido: Aquele que completa o sentido de outro. O homem está apto para o trabalho. O nome APTO não possui sentido completo, precisa de um complemento; o termo PARA O TRABALHO aparece completando o sentido do nome APTO. Assistimos ao filme. O verbo ASSISTIMOS não tem sentido completo, ele necessita de um outro termo que lhe dê completude, o termo AO FILME está completando o sentido do verbo ASSISTIR. Os termos apto e assistimos são os regentes, pois exigem complementos, já os termos para o trabalho e ao filme são os regidos, pois funcionam como complemento. Ninguém Assistiu À palestra Termo regido Termo regido Necessidade De ser fera Termo regente Termo regido Regência Verbo Nominal V.T.D Admiração a, por V.T.I Doutor em V.T.D.I Diferente de 198 I. Suspeito de Longe de A regência é dividida em: Regência nominal: Quando o termo regente é um nome: O homem está para o trabalho. Regência verbal: Quando o termo regente é um verbo: Assistimos ao filme. Os complementos colocados na frase receberam nomes específicos: Complemento nominal: Quando completa o sentido de um nome e vem sempre introduzido por preposição: Complemento verbal: Quando completa o sentido do verbo e pode ser ou não introduzido por preposição; nesse caso teremos de renomeá-lo como: Objeto direto: É o complemento diretamente ligado ao verbo, sem auxílio de preposição; Objeto indireto: É o complemento indiretamente ligado ao verbo, com o auxílio de uma preposição. REGÊNCIA VERBAL Nesse tipo de regência, é o verbo que pede um complemento que pode ou não ligar-se através de preposição. A escolha da preposição adequada depende da significação do verbo. Devemos observar as possibilidades de uso de uma outra preposição. Existem verbos que admitem mais de uma regência sem mudar seu significado: Cumpriremos com o nosso dever; José tarda a chegar; José não tarda em chegar. Existem verbos que mudam seu significado quando se altera a regência: Aspirei o aroma das flores. (aspirar=sorver, respirar); Aspirei a um bom cargo. (aspirar= desejar, objetivar, almejar). Olhe para ele (olhar=fixar o olhar); Olhe para ele (olhar=cuidar). Particularidades: A estrutura oracional da língua portuguesa permite que se altere a posição dos termos dentro da frase e também autoriza o uso de um ou outro termo para que se evite a redundância, a repetição. Quando usamos esses processo facultada pela língua, devemos ter cuidado de não trocar a regência dos termos: O que você mais gosta em mim? (Errado). O pronome interrogativo QUE está no lugar do complemento do verbo gostar. O verbo gostar pede a preposição DE antes do seu complemento, portanto, deve aparecer essa preposição antes do pronome interrogativo que. A frase correta é: Do que você mais gosta em mim? Um único complemento para dois ou mais verbos: Comi e saboreei a fruta; O objeto direto a fruta se liga tanto ao verbo comer quanto ao verbo saborear, e a frase está correta. Comi e goste da fruta (errado). Perceba que o objeto indireto da fruta se liga tanto ao verbo comer quanto ao verbo gostar, e a frase está errada. No primeiro exemplo, tanto o verbo comer quanto o verbo saborear são verbos transitivos diretos, ou seja, têm a mesma regência. Regra: Verbos de regência idênticas podem ter complemento único comum. Regra: verbos de regência idênticas podem ter complemento único comum: Comer é VTD, gastar é VTI, ou seja, são verbos de regências diferentes. Regra: Verbos de regências diferentes pedem complementar distintos: A correção será: comi a fruta e gostei dela. Entrei e sai da sala (ERRADO); Entrei na sala e dela sai. Li e refleti sobre o texto. (ERRADO); Li o texto e refleti sobe ele. Amo e obedeço meu pai. (ERRADO); Amo meu pai e obedeço-lhe. Regência com pronome interrogativo: Que, qual, quem, quanto e onde são pronomes interrogativos: Há dois modelos de frase interrogativa: o. Direta: Quando a frase termina em ponto de interrogação: Que horas são agora? Indireta: Quando a frase termina em ponto- final, mas dá ideia de pergunta. Gostaria de saber que horas são. Os pronomes interrogativos substituem os complementos verbais ou nominais, portanto estão sujeitos à regência como qualquer outro termo nessa função. Regra: se o pronome interrogativo é usado com um verbo ou nomeque peça preposição, essa preposição deve ser colocada antes desse pronome interrogativo: 199 Qual perfume você falou? (ERRADO); De qual perfume você falou. O que o senhor, ao concorrer a uma vaga, aspira? (ERRADO); Aqui o senhor, ao concorrer a uma vaga, aspira? Que filme você assistiu ontem? (ERRADO); A que filme você assistiu ontem? Regência com pronome relativo: Que, qual, quem, onde e cujo são pronomes relativos, substituem termo mencionado anteriormente. Ela é a mulher. + Eu amo a mulher. = Ela é a mulher que eu amo. Que: substitui nomes de pessoas, animais e coisas: Ana é a secretária que eu contratei; Cachorro é o animal que lhe darei; Comprei a camisa que você me pediu. Qual: substitui nomes de pessoas, animais e coisas. Esse pronome sempre é usado com artigo antecedente: (o qual, a qual, os quais, as quais): Ana é a secretária da qual eu te falei; Cachorro é o animal do qual gosto; Comprei as camisas das quais você falou. Quem: Substitui nomes de pessoas: Todos são pessoas em quem confio. Onde: Substitui nomes de localidades (lugar): Aquela é a casa onde moro; Visitei a cidade onde nasci. Cujo: Substitui nomes de pessoas, animais e coisas desde que expressem ideia de posse. Esse pronome sempre concorda com o substantivo posterior a ele. Não pode haver artigo entre o pronome cujo e o substantivo com o qual ele concorda: Esta é a fazenda cujo posto recai; conheço o home cujas filhas estão na TV. Regra: Se o pronome relativo é usado com verbo ou nome que peça preposição, essa preposição deve ser colocado antes do pronome relativo. Eu não conheço a marca de margarina que você gosta (ERRADO). Não conheço a marca de margarina de que você gosta. O verbo GOSTAR pede a preposição DE, que aparece antes do pronome relativo, pois este é o seu complemento. Regência com pronome pessoal do caso oblíquo átono: Pronome obliquo como objeto direto ou objeto indireto, de acordo com a regência do verbo a que se ligam. assim: Ela me procurou. ME: objeto direto, pois o verbo obedecer pede um complemento com preposição. Os pronomes O, OS, A, AS, LHE, LHES têm uso específicos, por se referirem todos à 3ª pessoa: O, A, OS, AS: São sempre objeto direto, ou seja, só podem substituir complementos verbais sem preposição: Comi as frutas = comi-as; Observei o paciente = observei-o; Não vi as meninas hoje = não as vi hoje. LHE, LHES: São sempre objeto indireto, ou seja, só podem substituir complementos verbais com preposição: Ela obedece aos pais = ela lhe obedece; Nós agradecemos a Pedro o jantar = nós lhe agradecemos o jantar; Mandei flores para a Radegontes = mandei-lhes flores. Verbos que pedem dois complementos: Os VIDI devem sempre apresentar um complemento sem preposição e outro com preposição. Caso isso não aconteça, a frase estará incorreta. O pai autorizou aos filhos a irem ao cinema (ERRADO); O pai autorizou os filhos a irem ao cinema. Os filhos = objeto direto; A irem ao cinema = objeto indireto. Sujeito e regência: o sujeito, jamais poderá estar preposicionado: Já era hora dela chegar (ERRADO); Já era hora de ela chegar. Perceba que o pronome ELA é sujeito do verbo CHEGAR se unimos a preposição DE ao pronome, teremos um sujeito preposicionado, daí o ERRO. Ela saiu apesar do pai pedir que não saísse (ERRADO); Ela saiu apesar de o pai pedir que não saísse. Antes da dor bater, tome logo uma aspirina (ERRADO); Antes de a dor bater, tome logo uma aspirina. REGÊNCIA NOMINAL É o fato de um nome não ter sentido completo e exigir outro que lhe complete o sentido. A escolha de uma ou outra preposição deve ser feita com base na clareza, na eufonia e também deve adequar-se às diferentes formas de pensamentos. Aberto a, para; Aborrecido a, com, de, por; Abrigado a; Abundante de, em; Adequado a. Exemplo 2: O segmento do verbete que apresenta descuido quanto à regência é: 200 a. Adoção [...] de políticas e práticas organizacionais socialmente responsáveis; b. Seu objetivo básico é atuar no meio ambiente [...], inter-relacionando-se com o equilíbrio ecológico, com o desenvolvimento econômico e com o equilíbrio social. c. A organização que exerce sua responsabilidade social procura respeitar e cuidar da comunidade; d. A organização que exerce sua responsabilidade social procura [...] conserva a vitalidade da terra e a biodiversidade; e. A organização que exerce sua responsabilidade social procura [...] promover o desenvolvimento sustentável, o bem-estar e a qualidade de vida. Resposta: Alternativa (a): adoção de algo; Alternativa (b): atuar em algo; Alternativa (c) correta: FCC e suas novidades. Dois verbos só podem admitir o mesmo complemento se possuírem a mesma predicação, Isto é, se exigirem o mesmo tipo de complemento. Correção: procura respeitar a comunidade e cuidar dela = respeitar é transitivo direto e cuidar é transitivo indireto. Alternativa (d): exercer algo e conservar algo; Alternativa (e): exercer algo e promover algo. CRASE A palavra crase origina-se do grego Krasis e significa fusão, junção, mistura. Ocorre com vogais idêntica e o primeiro a sempre será uma preposição. Crase é a fusão de duas vogais idênticas. A 1ª vogal A é um artigo, os pronomes demonstrativos, normalmente um verbo ou um nome exige a preposição A, que se funde com outro A, formando a crase À. Existem quatro situações básicas: 1. A (preposição) + a (s) (artigo)= à(s): É impossível resistir à lasanha da minha mãe Quem nunca resiste... nunca resiste a + a (lasanha )= à (lasanha). Mas como é que sabemos que há um artigo feminino antes do substantivo lasanha para a gente poder crasear o A? Para, isso basta colocar o artigo antes do substantivo e criar uma frase hipotética, colocando-o como sujeito da frase: A lasanha da minha mãe é ótima? A ausência do artigo tornaria a frase estranha; Lasanha da minha mãe é ótima? O artigo serve para determinar, especificar a palavra lasanha. Minha mãe deu À luz um bebê lindo em 1982 O verbo dar, como se sabe, é bitransitivo. Logo, um bebê lindo é objeto direto, e à luz, o objeto indireto. 2. A (preposição) + a (s) (pronome demonstrativos)= à (s) Há dois casos em que o vocabulário a pode ser pronome demonstrativo, equivalendo ao pronome 201 aquela, antes de pronome relativo que antes de preposição de: A (=aquela) que chegou era minha filha/sua filha é linda, mas a (=aquela) dele é muito mais. 1º. Nós nos referimos à que foi primeira do concurso para analista judiciário. 2º. Sempre procurou fazer alusão às lições de Bechora do Celso Cunha. No 1º caso, que se refere, se refere, a + a = à. No 2º caso, que faz alusão, faz alusão a + a = às. 3. a + (preposição) + aquele(s) aquele(s), aquela(s), aquilo (pronome demonstrativos = aquele(s), àquela(s), aquilo. Casos obrigatórios Locuções adjetivas, adverbiais, conjuntivos e prepositivos com núcleo feminino. A crase ocorre porque a preposição a que inicia tais locuções se funde com o artigo a que vem antes do núcleo feminino. O acento grave é fixo. Um policial à paisana trocou tiros com três homens que tentavam roubar um banco. Cheguei ás cinco horas mais seguro; Einteins estava à frente de seutempo. Diante da palavra moda = à moda de. à moda de, à maneira de; Devido à regra, o acento grave é obrigatoriamente usado nas locuções prepositivas com núcleo femininas iniciadas por AI. Os frangos eram feitos à moda da casa imperial. As vezes, a locução, vem implícita antes de substantivos masculinos. Comi uma caça à espanhola anteontem; Ontem jantei um bacalhau à Gomes de Sá; Hoje comerei um filé à Osvaldo Aranha. Haverá crase quando o termo regente exigir a preposição a e o termo regido admitir o artigo a ou as. Referi-me À autora Referi-me a (preposição) + a (artigo) = à. Ficou insensível À dor Insensível a algo (preposição) + a (artigo) = à. Chegamos Às sete horas. Chegamos a (preposição) + as (artigo)=às. Casos em que sempre haverá crase: Diante de palavras femininas, substitua sempre por uma masculina: Sou grata à aluna. Sou grata ao aluno. Alcool é prejudicial à saúde. Alcool é prejudicial ao organismo. Este texto é posterior à invenção do conto. Este texto é posterior ao invento do conto. Nas indicações de horas: Acordamos às seis horas, = ao meio-dia; Elas chegaram às dez horas, = ao meio-dia; Foram dormir à meia-noite, = ao meio-dia. Diante de nomes de lugar: Substitua o termo regente por um verbo que peça preposição DE. resultando na contração DA significação que esse nome de lugar aceita o artigo e haverá crase. Vou à França = vim da França; Cheguei à Grécia = vim da Grécia; Retornarei à Itália = vim da Itália. Obs. Se especificar o nome do lugar, haverá crase: Retornarei à São Paulo dos bandeirantes = vim da São Paulo dos bandeirantes. Irei à Salvador de Jorge Amado = vim da Salvador de Jorge Amado. Diante de pronomes demonstrativos: Crase Diante desses pronomes sempre que o termo regente exigir a preposição a. Refiro-me A aquele livro Preposição a + pronome demonstrativo aquele= àquele. Dediquei A aquele Aluno o meu livro Dediquei algo A alguém Preposição a + pronome demonstrativo aquele = à alguém. Casos proibitivos Antes de substantivos masculinos: Andou a CAVALO pela cidadezinha, mas preferia ter andado a PÉ. Antes de substantivo usado em sentido generalizado: Depois do trauma, nunca mais foi a FESTA; Não foi feita menção a MULHER, nem a CRIANÇA, tampouco a HOMENS. Antes de artigo indefinido UMA: Iremos a UMA reunião muito importante no domingo. Antes de nomes de santa, nossa senhora e de mulheres celebres: Tenho devoção a SANTA Maria Madalena; Muito devemos a TEREZA de Calcutá; Dirigiu-se a SANTA Rita em oração com fervor. Antes de pronomes pessoais, pronomes interrogativos, pronomes indefinidos, pronomes demonstrativos e pronomes relativos: Fizemos referência a vossa excelência, não a ELA; A QUEM vocês se reportaram no plenário?; Assisto a TODAS peça de teatro no RJ, afinal, sou um critico. 202 Antes de numerais não determinados por artigos: O professor não conseguiu explicar o assunto a UMA aluna, as TRÊS não quiseram esperar para tirar suas dúvidas. O político iniciou visita a DUAS nações europeias. Antes de verbos no infinitivo: A PARTIR de hoje serei um pai melhor, pois VOLTEI a trabalhar. Depois de outra preposição qualquer: Fui PARA a Itália; A fundação casa é uma instituição que atua em casos de extrema gravidade, MEDIANTE a determinação judicial. Entre palavras repetidas que formam uma locução: Quero que você fique CARA a CARA e diga a verdade; Nosso DIA a DIA nunca mais foi o mesmo após o furacão. Exemplo: O uso do sinal indicativo da crase em ``Já existia o Patronato agrícola, ligado a secretaria de agricultura, o qual se ocupava de tais ``questões´´ justifica-se por que o verbo ligar exige complemento regido pela preposição a, e a palavra ``secretaria´´ é antecedida pelo artigo definido feminino singular a. Resposta: Para justificar essa questão, primeiro lembraremos um dos casos da regra da crase, que é o sinal gráfico para marcar a junção de uma preposição a + artigo a. A palavra ``ligado´´ exige preposição ``a´´ e a palavra ``secretaria da agricultura´´ exige o artigo definido ``a´´. em vista disso há ocorrência dessa fusão. Certo. Exemplo: Há omissão do sinal indicativo da crase em: Os vizinhos tomaram providências a respeito dos latidos; O autor que refere a dupla de artistas como adoráveis; Agradeci a ele pelo magnífico presente; Os cães continuaram a latir sem parar; Ela visita a avó todos os domingos. Resposta: a regência do verbo ``referir-se´´ exige uma preposição ``a´´, e a palavra ``dupla´´ é um substantivo antecedido de artigo, portanto deveria ocorrer crase. alternativa (B).