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Ana Leticia

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SUMÁRIO 
Língua Portuguesa........................................................pág - 03 
Noções de Informática................................................pág - 319 
Direito Constitucional.................................................pág - 502 
Direito Penal................................................................pág - 640 
Direitos Humanos e Cidadania..................................pág - 783 
Legislação Especial....................................................pág - 832 
Legislação Específica.................................................pág - 954 
Específica para PPCE.................................................pág - 993 
Estatuto dos Serv. Públicos e Civis do CE.............pág - 1082 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LÍNGUA PORTUGUESA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3
 
ASSUNTO: COMPREENSÃO X INTERPRETAÇÃO 
Procedimentos, etapas e competência leitora 
 
Guerreiro (a), 
 
Há etapas significativas que facilitam o processo de leitura. Inicialmente, pode 
parecer algo “mecânico”; mas a fluidez virá conforme a prática e, quando menos 
perceber, estará gabaritando questões que exigem competência leitora, 
elemento fundamental e divisor de águas em concurso público. Apresento- lhes 
um esquema favorável à metodologia adotada à sua aprovação: 
É preciso seguir três etapas para se obter uma leitura ou uma abordagem eficaz 
de um texto: 
4
 
a) Pré-compreensão: toda leitura supõe que o leitor entre no texto já com 
conhecimentos prévios sobre o assunto ou área específica. Isso significa dizer, 
por exemplo, que se você pegar um texto do 3º ano do curso de Direito estando 
ainda no 1º ano, vai encontrar dificuldades para entender o assunto, porque você 
não tem conhecimentos prévios que possam embasar a leitura. 
b) Compreensão: já com a pré-compreensão ao entrar no texto, o leitor vai se 
deparar com informações novas ou reconhecer as que já sabia. Por meio da pré-
compreensão o leitor “prende” a informação nova com a dele e “agarra” 
(compreende) a intencionalidade do texto. É costume dizer: “Eu entendi, mas 
não compreendi”. Isso significa dizer que quem leu entendeu o significado das 
palavras, a explicação, mas não as justificativas ou o alcance social do texto. 
c) Interpretação: agora sim. A interpretação é a resposta que você dará ao 
texto, depois de compreendê-lo (sim, é preciso “conversar” com o texto para 
haver a interpretação de fato). É formada então o que se chama “fusão de 
horizontes”: o do texto e o do leitor. A interpretação supõe um novo texto. 
Significa abertura, o crescimento e a ampliação para novos sentidos. 
 
 
 
 
5
 
EXERCÍCIO 
 
1- (CESPE – 2018) Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto 
precedente, julgue o item seguinte. 
De acordo com o texto, o português deixou de ser “língua de comunicação” 
(l.28) em Cingapura e na Índia. 
2- (CESPE – 2018) Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto 
precedente, julgue o item seguinte. 
A forma verbal “caldeou-se” (l.7) relaciona-se, no texto, ao sentido de 
mistura, fusão ou associação. 
3- (CESPE – 2018) Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto 
precedente, julgue o item seguinte. 
A expressão “esse papel” (l.6) refere-se à penetração do latim “na Península 
Ibérica e nos demais espaços conquistados pelo Império Romano” (l. 3 a 5). 
 
 
GABARITO 
1- E 
2- C 
3- C 
6
 
 
ASSUNTO: COMPREENSÃO X INTERPRETAÇÃO 
Procedimentos, etapas e competência leitora 
Compreensão de texto – consiste em analisar o que realmente está escrito, ou 
seja, coletar dados do texto. Os comandos de compreensão (está no texto) 
são: 
• Segundo o texto... 
• O autor/narrador do texto diz que... 
• O texto informa que... 
• No texto... 
• Tendo em vista o texto... 
• De acordo com o texto... 
• O autor sugere ainda... 
• O autor afirma que... 
• Na opinião do autor do texto... 
Interpretação de texto – consiste em saber o que se infere (conclui) do que está 
escrito. Os comandos de Interpretação (está fora (além) do texto) são: 
• Depreende-se/infere-se/conclui-se do texto que... 
• O texto permite deduzir que... 
• É possível subentender-se a partir do texto que... 
• Qual a intenção do autor quando afirma que... 
• O texto possibilita o entendimento de que... 
• Com o apoio do texto, infere-se que... 
• O texto encaminha o leitor para... 
• Pretende o texto mostrar que o leitor... 
 
Recapitulando... 
 
 
 
 
 
 
 
 
7
 
 
Embora os conceitos estejam bem claros, há erros comuns e determinantes em 
situações de 
prova. Vale salientar que as bancas usam estratégias a fim de confundir e 
dificultar o nível de alguns itens. Não se permita errar! 
 
Muitos candidatos preterem as questões de competência leitora às de gramática, 
mas acabam “remando contra a maré”. É importante ter em mente que a sua 
prova exigirá, em língua portuguesa, conhecimentos dos níveis ortográfico, 
fonético/fonológico, morfológico, sintático e SEMÂNTICO. Portanto, as relações 
de sentido também serão pontos fundamentais para a sua tão sonhada 
aprovação. Candidato que foge das questões de leitura, no período de 
preparação, geralmente são os mesmos que deslizam em tais situações: 
8
 
 
EXERCÍCIO 
 
9
 
Antônio Vieira.Sermão vigésimo sétimo do rosário.In:Essencial padre Antônio Vieira. 
Organização e introdução de Alfredo Bosi. São Paulo: Penguin Classics, Companhia das 
Letras, 2011, p. 532-3 (com adaptações). 
Com relação aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto 
precedente, julgue o item que segue. 
 
1- (CESPE – 2018) A expressão “pelo costume de cada dia” (ℓ.2) exprime a 
causa por que, conforme o texto, não se admirava “a transmigração imensa de 
gentes e nações etíopes” (ℓ. 2 e 3). 
2- (CESPE – 2018) Depreende-se dos sentidos do texto que o vocábulo 
“naquela” (ℓ.12) refere-se a 
“América” (ℓ.9). 
3- (CESPE – 2018) No trecho “e para os que se chamam seus senhores” (ℓ.19), 
o verbo chamar é sinônimo de intitular. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GABARITO 
1- C 
2- E 
3- C 
10
 
 
ASSUNTO: COMPREENSÃO X INTERPRETAÇÃO 
Procedimentos, etapas e competência leitora 
 
DENOTAÇÃO 
Quando a linguagem está no sentido denotativo, significa que ela está sendo 
utilizada em seu sentido literal, ou seja, o sentido que carrega o significado 
básico das palavras, expressões e enunciados de uma língua. Em outras 
palavras, o sentido denotativo é o sentido real, dicionarizado das palavras. 
De maneira geral, o sentido denotativo é utilizado na produção de textos que 
tenham função referencial, cujo objetivo é transmitir informações, argumentar, 
orientar a respeito de diversos assuntos, como é o caso da reportagem, 
editorial, artigo de opinião, resenha, artigo científico, ata, memorando, 
receita, manual de instrução, bula de remédios, entre outros. Nesses 
gêneros discursivos textuais, as palavras são utilizadas para fazer referência 
a conceitos, fatos, ações em seu sentido literal. 
EXEMPLOS: 
• A professora pediu aos alunos que pegassem o caderno de 
Geografia. 
• A polícia capturou os três detentos que haviam fugido da 
penitenciária de Santa Cruz do Céu. 
• O hibisco é uma planta que pode ser utilizada tanto para 
ornamentação de jardins quanto para a fabricação de chás 
terapêuticos a partir das suas flores. 
• Amor: forte afeição por outra pessoa, nascida de laços de 
consanguinidade ou de relações sociais. 
 
11
https://portugues.uol.com.br/redacao/funcao-referencial.html
https://portugues.uol.com.br/redacao/a-reportagem-seus-aspectos-relevantes-.html
https://portugues.uol.com.br/redacao/o-editorial-uma-modalidade-que-circunda-no-cotidiano-jornalistico-.html
https://portugues.uol.com.br/redacao/artigo-opiniao-.html
https://portugues.uol.com.br/redacao/resenha.html
https://portugues.uol.com.br/redacao/textos-divulgacao-cientifica-.html
https://portugues.uol.com.br/redacao/ata---formalizando-registrando-informacoes-.htmlem que o conectivo 
comparativo fica subentendido. 
“Meu coração é um balde despejado” (Fernando Pessoa) 
b) metonímia: como a metáfora, consiste numa transposição de significado, ou 
seja, uma palavra que usualmente significa uma coisa passa a ser usada com 
outro significado. Todavia, a transposição de significados não é mais feita com 
base em traços de semelhança, como na metáfora. A metonímia explora sempre 
alguma relação lógica entre os termos. Observe: Sócrates tomou as mortes. (O 
efeito é a morte, a causa é o veneno). 
c) catacrese: ocorre quando, por falta de um termo específico para designar um 
conceito, torna-se outro por empréstimo. Entretanto, devido ao uso contínuo, não 
mais se percebe que ele está sendo empregado em sentido figurado. 
O pé da mesa estava quebrado. 
d) antonomásia ou perífrase: consiste em substituir um nome por uma expressão 
que o identifique com facilidade: 
O Rei do Futebol (em vez de Pelé) 
e) sinestesia: trata-se de mesclar, numa expressão, sensações percebidas por 
diferentes órgãos do sentido. 
“Como era áspero o aroma daquela fruta exótica” (Giuliano Fratin) 
 
63
 
EXERCÍCIO 
1- Na frase “Um mundo de ideias, de sonhos, de percepções, de desejos.”(l. 3-
4), há elipse de termos. 
 
2- Quando Mario Quintana diz que “ ‘a mentira é uma verdade que se esqueceu 
de acontecer’ ”( . 22), ele está, metaforicamente, traduzindo uma verdade 
literária. 
 
64
 
 
3- No período “Estão lá, pulsando, nas veias que correm sob a pele urbana.” (l. 
11), há a personificação da cidade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
65
 
“NÃO HÁ VAGAS” - FERRERIRA GULLAR 
 
 
4- O emprego do vocativo “senhores”, na terceira e na quarta estrofes, atenua o 
tom irônico do poema. 
 
 
GABARITO 
1- C 
2- C 
3- C 
4- E 
66
 
 
 
67
 
FIGURAS DE LINGUAGEM 
 Figuras de linguagem são construções que transformam o significado 
das palavras para tirar delas maior efeito ou para construir uma mensagem 
nova. 
 “Toda gente homenageia Januária na janela.” (Chico Buarque) 
 Existe nesta mensagem uma figura de linguagem: a aliteração, que 
provoca um efeito novo à frase (repetição de fonema j/g). 
 “Tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu”. (Chico 
Buarque de Holanda) 
 Há nesta mensagem uma figura de linguagem: a comparação, que 
provoca um efeito novo à frase (sentir tanto que dá a impressão de ter 
morrido). 
 
Tipos de figuras de linguagem 
 
FIGURAS DE SOM 
1. Aliteração: é a repetição proposital e ordenada de sons consonantais 
idênticos ou semelhantes. 
O efeito serve para reforçar a imagem que se quer transmitir. 
“Chove chuva chovendo 
Que a cidade de meu bem 
Está-se toda se lavando” 
(Oswald de Andrade) 
“A repetição do som ch enriquece a ideia de chuva. 
A bela bola rola: 
A bela bola do Raul.” 
(Cecília Meireles) 
Note como a repetição do fonema B pode sugerir a ideia de bola. 
“Pelé, pelota, peleja. Bola, bolão, bolaço. Pelé sai dano balõeszinhos. 
Vai, vira, voa, vara, quem viu, quem previu? GGGGoooolll.” 
(Carlos Drummond de Andrade) 
A repetição de alguns fonemas empresta ao enunciado o ritmo de jogo de 
futebol. 
68
 
2. Assonância: é a repetição proposital de sons vocábulos idênticos ou 
semelhantes. 
“A linha feminina é carimá 
Moqueca, pititinga, caruru 
Mingau puba, e vinho de caju 
Pisado num pilão de Piraguá.” 
(Gregório de Matos Guerra) 
Note que, além das aliterações, existem sons vocálicos usados repetidamente: 
a, i, u. 
 
3. Paranomásia: é o uso de sons semelhantes em palavras próximas. 
“Aquela estrela é dela 
Vida, venta, vela, leva-me daqui.” 
(Raimundo Fagner) 
“Eu, você, João girando na vitrola sem parar 
A fossa , a bossa, a nossa grande dor...” 
(Carlos Lyra) 
 
4. Onomatopéia: consiste na representação de certos sons, produzidos por 
animais ou coisas, ou mesmo de certos sons humanos. 
“o pato Vinha cantando alegremente 
Quem, quem 
Quando o marreco sorridente 
Pediu 
Para entrar também no samba...” 
(João Gilberto) 
 
 
 
 
 
69
 
FIGURAS DE PALAVRAS OU DE PENSAMENTO 
1. Comparação: é uma figura que consiste em identificar dois elementos a partir 
de uma característica comum. 
“Meu primo era belo como um Adônis.”(Lygia Fagundes Telles) 
“Tio Dácio parecia bravo que nem fera.” (Alcântara Machado) 
“Doramundo é alto feito um poste.” (Sergio Porto) 
 
Uma comparação percorre as seguintes etapas: 
• termo comparado → Doramundo 
• termo comparante → poste 
• termo comparativo→ feito 
• ponto de comparação→ a altura 
Na comparação é obrigatória a presença do termo comparativo (como, feito, que 
nem etc.). 
 
2. Metáfora: é o resultado de uma comparação mental. 
“Tio Dácio era uma fera!” 
“Doramundo era um poste.” 
A metáfora consiste na semelhança entre a idéi a ser definida e a idéia que com 
ela se relaciona. 
- Meu primo = ideia a ser defendida. 
Meu primo é um Adônis. → - Adônis= ideia com que se relaciona. 
Na metáfora não aparece o termo da comparação (como, que nem, feito) 
explicito. 
 
3. Catacrese: consiste em fazer uso de uma metáfora forçada, já desgastada 
pelo uso. O nome catacrese significa “abuso”. 
 
4.Metonímia ou sinédoque 
 A associação de termos e ideias relacionados provoca, às vezes, a 
substituição de um termo por outro. Essa figura de linguagem é chamada 
metonímia, palavra que significa “mudança de nome”. Metonímia quer dizer 
mudança de nome. A relação de sentido e a associação de ideias provocam, às 
vezes, a substituição de um termo por outro. 
70
 
 Note, por exemplo, quando se diz: “Estou vendo o Spielberg de novo”, dando 
a entender: “Estou vendo o filem de Spielberg”. 
 Trata-se da substituição do autor pela obra, figura bastante fácil de ocorrer. 
Temos metonímia nas seguintes situações: 
 1. Substituição do autor pela obra: 
“Ler Machado de Assis”, em vez de a obra de Machado de Assis. 
 2. Substituição de continente pelo conteúdo: 
“Tomar um copo d’água”, em vez de a água que estava no copo. 
 3. Substituição da causa pelo efeito: 
“Viver de trabalho”, em vez do produto do trabalho. “Ganhar a vida”, em vez de 
ganhar os meios de vida. 
 4. Substituição do efeito pela causa: 
“Sua a camisa para viver”, em vez de sua a camisa porque trabalha muito para 
viver. 
 5. Substituição do todo pela parte ou da parte pelo todo: 
“Morar na cidade”, em vez de numa parte da cidade. “Não ter teto onde morar”, 
em vez de casa para morar. 
 6. Substituição da matéria pelo objeto: 
“Ele não vale um níquel”, em vez de uma moeda feita de níquel. 
 7. Substituição do lugar ou marca pelo produto: 
“Fuma um havana”, em vez de um charuto fabricado em Havana. 
“Tomar uma brahmas”, em vez de cervejas fabricas pela Brahma. 
5. Antítese e paradoxo: é o emprego de ideias contrastantes. 
• No caso da antítese, o contraste se faz pela aproximação de ideias 
opostas. 
• No caso do paradoxo, pela aproximação de ideias absurdas. 
A tristeza de uns é a alegria de outros. → antítese. 
“Amo-te assim: meio odiosamente!” (Augusto dos Anjos) →paradoxo. 
6. Eufemismo: é a atenuação de ideia desagradável, rude ou triste por uma ideia 
mais suave. 
Ir para o reino de Deus. (em vez de morrer) 
Faltar com a verdade. (em vez de mentir) 
Há eufemismos comuns: 
71
 
Mal incurável → câncer, AIDS 
Robusto → gordo 
Esbelto → magro 
Pessoa problemática → neurótica 
Apropriar-se de → roubar 
Amigo alheio → ladrão 
Deixar o mundo dos vivos → morrer 
7. Perífrase: consiste em designar um ser através de uma característica que o 
tenha celebrizado. 
A capital da república (em vez de Brasília) 
A cidade-luz (em vez de Paris) 
• Quando se trata de pessoas, as perífrases chamam-se antonomásias. 
O poeta dos escravos (Castro Alves) 
8. Hipérbole: consiste em exagerar uma ideia para obter maior impacto em sua 
expressão. “Sonhava com milhõesde estrelas iluminando a tua casa.” (Clarice 
Lispector) 
Chorou rios de lágrimas. 
9. Ironia: consiste em inverter o sentido de uma afirmação visando à 
ridicularização da ideia. 
Bonzinho o teu vizinho, não? Acabou de puxar o cabelo da filha... 
10. Prosopopeia: é a personificação ou animismo de seres que não são 
humanos. “Milho foi o grande vilão da temporada.” (manchete de jornal) 
11. Sinestesia: Figura que consiste na utilização simultânea de alguns dos cinco 
sentidos. “Sons noturnos. Perfumes macios. Fresca música da brisa.” (Cecília 
Meireles) 
“Agora, o cheiro áspero das flores.” (Cecília Meireles) 
 
EXERCÍCIOS 
1- Muitas frases publicitárias ou poéticas utilizam repetições ou semelhanças 
fônicas a fim de melhorar o seu efeito; a frase em que essa utilização NÃO está 
presente é: 
a) “Quem te viu, quem te vê”; 
b) “Príncipe veste hoje o homem de amanhã”; 
72
 
c) “O rato roeu a roupa do rei de Roma”; 
d) “Air France: vá e volte voando”; 
e) “Um rei fraco faz fraca a forte gente”. 
 
2- Há uma hipérbole no seguinte fragmento do texto: 
a) “Todo mundo já passou por algo assim.” 
b) “Seu consumo teve um crescimento de quase 300% na última década...” 
c) “É uma estratégia bem-sucedida, que há centenas de milhares de anos tem 
garantido nossa sobrevivência.” 
d) “Você começa a pensar naquilo, imagina mil possibilidades...” 
 
3- No trecho “[...] o vento chorava e soluçava como uma criança.”, observa-se a 
presença de duas figuras de linguagem. São elas, respectivamente: 
a) prosopopeia e comparação. 
b) comparação e sinestesia. 
c) sinestesia e metáfora. 
d) metáfora e hipérbole. 
e) hipérbole e prosopopeia. 
 
 
 
 
 
 
 
GABARITO 
1- B 
2- D 
3- A 
73
 
FIGURAS DE LINGUAGEM 
 
 
As figuras de linguagem, também chamadas de figuras de estilo, ou ainda, 
figuras de retórica, são recursos na comunicação que realçam e dão maior 
intensidade, expressividade ao o que se quer comunicar. 
 
Elas são divididas em figuras de palavras, figuras de pensamento, figuras 
construção e figuras de som. 
 
Vejamos abaixo um resumo com definições práticas das principais figuras de 
linguagem 
 
Metáfora 
Definição: Metáfora é uma comparação implícita, ou seja, traz uma relação de 
comparação entre duas coisas, mas não usa um conectivo comparativo. 
Exemplo: Ela é uma flor! 
 
74
 
Comparação ou Símile 
 
Definição: É a figura de linguagem que faz uma comparação explícita. Traz uma 
relação de comparação entre duas coisas, utilizando um conectivo comparativo. 
Exemplo: Ela é como uma flor! 
 
Catacrese 
 
Definição: é uma metáfora que se tornou tão comum e utilizamos como o nome 
de algo. 
Exemplo: A asa da xícara estava quebrada. Descascei três dentes de alho. 
Ele consertou o pé da mesa. 
 
Metonímia 
 
Definição: uso de uma palavra pela outra com a qual tenha qualquer relação por 
dependência de ideia. 
Exemplo: José pediu a mão de Maria em casamento. (pediu Maria em 
casamento) 
 
Perífrase ou Antonomásia 
 
Definição: expressão que identifica uma qualidade ou atributo mais marcante 
de alguém. 
Exemplo: O país do futebol. (para querer dizer “Brasil”). O rei dos animais. (para 
querer dizer “leão”) 
Perífrase e antonomásia são parecidos, porém a antonomásia se refere a nomes 
próprios e perífrase a nomes em geral. 
 
Sinestesia 
 
Definição: figura de linguagem que mescla sentidos (paladar, olfato, audição…) 
Exemplo: Gosto da sua voz doce (audição e paladar). 
 
75
 
Hipérbole 
 
Definição: figura de linguagem que expressa exagero 
Exemplo: Essa mala pesa uma tonelada. 
 
Eufemismo 
 
Definição: suaviza o que se quer expressar 
Exemplo: ele faltou com a verdade (ao invés de dizer que mentiu) 
 
Prosopopeia (ou personificação ou animização) 
 
Definição: figura de linguagem que dá vida a seres inanimados 
Exemplo: O sol amanheceu alegre e cheio de esperanças. 
 
Ironia 
 
Definição: diz o contrário do que se queria dizer 
Exemplo: Ele estudou tanto que tirou zero na prova. 
 
Antítese 
 
Definição: apresenta palavras opostas 
Exemplo: Ela o amava, ela o odiava. 
 
Paradoxo ou Oxímoro 
 
Definição: apresenta contradição 
Exemplo: Que seja eterno enquanto dure. 
 
76
 
Gradação 
 
Definição: apresenta uma sequência de ideias, que pode ser ascendente ou 
descendente. 
Exemplo: Ele engatinhou, andou, correu. (gradação ascendente) 
O alteta Bolt disparou, caminhou e parou. (gradação descendente) 
 
Apóstrofe 
 
Definição: chamar ou invocar alguém. 
Exemplo: José, venha já aqui. 
 
Elipse 
 
Definição: ocorre quando se omite um termo ou uma oração 
Exemplo: Na mesa, um caderno e lápis. (omissão do verbo haver) 
 
Zeugma 
 
Definição: é um tipo de elipse, em que se omite uma expressão mencionada 
anteriormente no texto. 
Exemplo: Eu gosto de gato, ela de cachorro. 
 
Pleonasmo 
 
Definição: uso de palavras redundantes para dar um efeito estilístico ao texto. 
Exemplo: Vi com meu próprios olhos. (ver com os olhos é redundância) 
 
Assíndeto 
 
Definição: ausência de conectivo coordenativo 
 
77
 
Exemplo: Ela pula, brinca, sorri. 
Polissíndeto 
 
Definição: caracterizado pelo uso repetitivo do conectivo coordenativo 
Exemplo: Ela pula e brinca e sorri. 
 
S ilepse 
 
Definição: usa as regras de concordância de forma irregular para dar uma efeito 
estilístico ao texto. 
Exemplo: Fulano é um banana. 
 
Repetição 
 
Definição: repete palavras para enfatizar 
Exemplo: “Tudo, tudo, parado” 
 
Retificação 
 
Definição: retifica, intencionalmente, para enfatizar 
Exemplo: Ele foi bem na competição, ou melhor, foi excelente. 
 
Anacoluto 
 
Definição: quando um termo da oração vem “solto” que não integra 
sintaticamente o restante da frase 
Exemplo: Menina inteligente, Amanda fez toda a lição de casa. 
 
Onomatopeia 
 
Definição: usa a linguagem para reproduzir sons 
78
 
Exemplo: Trimm (som do telefone), au! (latido) 
Aliteração 
 
Definição: é a repetição de sons consonantais 
Exemplo: O rato roeu a roupa do rei de Roma. 
 
EXERCPICIOS 
 
1- Marque a opção em que há, especificamente, uma metáfora: 
a) “A jandaia cantava ainda no olho do coqueiro.” (José de Alencar) 
b) “John, eu não esqueço, a felicidade é uma arma quente” (Belchior) 
c) “Sons noturnos. Perfumes macios. Fresca música da brisa” (Cecília Meireles) 
d) “Olhe, meu filho, os homens são como formigas.” (Érico Veríssimo) 
e) “Nem vou lhe beijar gastando assim o meu batom” (Zé Ramalho) 
 
2- Assinale a alternativa que indica a figura de linguagem presente no 
segundo quadrinho da tira. 
a) Pleonasmo. 
b) Metonímia. 
c) Antonomásia. 
d) Eufemismo. 
e) Hipérbole. 
 
 
 
79
 
Poeminho do Contra 
 
Todos esses que aí estão 
Atravancando meu caminho, 
Eles passarão... 
Eu passarinho! 
 
3- Mario Quintana , In: Caderno H, Mario Quintana: Poesia Completa, 
Editora Nova Aguilar, p. 257. 
 
Sobre o terceiro verso do Poema acima, podemos afirmar que: 
a) o autor utilizou uma metáfora para se referir àqueles que sairão de seu 
caminho. 
b) a ambiguidade é intencional, utilizada de forma brilhante pelo autor. 
c) há uma hipérbole, dado o exagero da palavra “passarão” e das reticências. 
d) há o uso da antítese para se opor ao “passarinho” do verso seguinte. 
e) a metáfora, mãe de todas a figuras de linguagem, predomina nesse verso. 
 
80
 
 
4- No trecho “aplaudir Pixis como se fosse Beethoven” (ℓ. 29 e 30), do texto 
1A11- I, observa-se a figura de linguagem 
81
 
a) catacrese. 
b) metonímia. 
c) eufemismo. 
d) pleonasmo. 
e) personificação. 
 
Mundo arriscado 
 O próximo governo não encontrará um ambiente econômico internacional 
sereno. Dúvidas sobre a continuidade do crescimento do Produto Interno Bruto 
global, juros em alta nos EUA, riscos de conflitos comerciais e de queda do fluxo 
de capitais para países emergentessão apenas alguns dos itens de um cardápio 
de problemas potenciais. 
 Tudo indica, assim, que o governo brasileiro terá de lidar de pronto com as 
fragilidades domésticas, em especial o rombo das contas públicas. Não tardará 
até que investidores hoje aparentemente otimistas comecem a cobrar resultados 
concretos. 
 As projeções para o avanço do PIB mundial têm sido reduzidas nos últimos 
meses. O Fundo Monetário Internacional cortou sua previsão para 2018 e 2019 
em 0,2 ponto percentual – 3,7% em ambos os anos – e apontou um cenário de 
menor sincronia entre os principais motores regionais. 
 Se até o início deste ano EUA, Europa e China davam sinais de vigor, agora 
acumulam-se decepções nos dois últimos casos. 
 Mesmo com juros ainda perto de zero, a zona do euro não deverá crescer 
mais que 1,5% neste ano. Há crescente insegurança no âmbito político, neste 
momento centrada na Itália e seu governo de direita populista, que propõe 
expansão do déficit de um setor público já endividado em excesso. 
 Não é animador que a Comissão Europeia tenha tomado a decisão inédita de 
rejeitar a proposta orçamentária da administração italiana. Embora o país ainda 
conserve o selo de bom pagador, os juros cobrados no mercado para financiar 
sua dívida dispararam. 
 Quanto à China, sua economia mostra menos vigor, e as autoridades 
precisam tomar decisões difíceis entre conter as dívidas já exageradas e 
estimular o crescimento. 
 O risco de escalada nos conflitos comerciais também é concreto, dado que o 
governo americano ameaça impor uma terceira rodada de tarifas, desta vez 
sobre os US$ 270 bilhões em vendas anuais chinesas que ainda não foram 
taxadas. 
82
 
 Nos EUA, a alta dos juros, num contexto de emprego elevado e inflação perto 
da meta, já leva parte do mercado a temer uma desaceleração abrupta do PIB 
em 2019. 
 A vantagem do Brasil, hoje, é que há ampla ociosidade nas empresas, baixa 
inflação e, portanto, espaço para uma retomada mais forte. 
(Editorial. Folha de S.Paulo, 01.11.2018. Adaptado) 
 
5- Assinale a alternativa em que está transcrita do texto uma expressão 
em sentido figurado, acompanhada da correta indicação do seu sentido. 
a) “cardápio de problemas potenciais” (1° parágrafo) → indica que os países 
não devem se preocupar com problemas que não existem. 
b) “os principais motores regionais” (3º parágrafo) → indica que alguns países 
propulsionam o desenvolvimento econômico da região a que pertencem. 
c) ampla ociosidade nas empresas” (1° parágrafo) → indica que as empresas 
brasileiras agem com precaução em um momento delicado da economia 
mundial. 
d) “as fragilidades domésticas” (2° parágrafo) → indica que cada país deve 
estar atento ao que acontece com os seus pares comerciais. 
e) “menos vigor” (7° parágrafo) → indica que a China tem deixado de investir 
para que a sua economia volte a crescer como em outros tempos. 
 
 
 
 
 
 
GABARITO 
1 - B 
2 - E 
3 - B 
4 - B 
5 - B 
83
 
SIGNIFICAÇÃO DAS PALAVRAS 
 
TABELA – REVISÃO DAS PALAVRAS PARÔNIMAS 
Quanto à significação, as palavras são divididas nas seguintes categorias: 
 
Sinônimos 
 
As palavras que possuem significados próximos são chamadas sinônimos. 
Veja alguns exemplos: 
 
casa - lar - moradia - residência 
84
 
longe - distante 
delicioso - saboroso 
carro - automóvel 
 
Observe que os sentidos dessas palavras são próximos, mas não são 
exatamente equivalentes. Dificilmente encontraremos um sinônimo perfeito, uma 
palavra que signifique exatamente a mesma coisa que outra. 
 
Há uma pequena diferença de significado entre palavras sinônimas. Veja que, 
embora casa e lar sejam sinônimos, ficaria estranho se falássemos a seguinte 
frase: Comprei um novo lar. 
 
Antônimos 
 
São palavras que possuem significados opostos, contrários. Exemplos: 
 
mal / bem 
ausência / presença 
fraco / forte 
claro / escuro 
subir / descer 
cheio / vazio 
possível / impossível 
 
 
 
 
 
 
 
 
85
 
EXERCÍCIOS 
 
86
 
1- Que trio de palavras apresenta uma gradação no significado? 
a) louvar – vangloriar-se – jactar-se (Texto I) 
b) encomenda – pacote – recortes (Texto I) 
c) passageira – imaginário – enrolada (Texto I) 
d) registrar – preservar – transformar (Texto II) 
e) necessidades – medos – sonhos (Texto II) 
 
 
87
 
2- De acordo com o terceiro parágrafo do texto, só não se pode concluir 
que: 
a) o sentido das palavras está presente na forma como elas são expressas. 
b) as palavras não têm significado efetivo fora de um contexto. 
c) a direção dos pensamentos depende de como se efetiva a mensagem. 
d) o significado efetivo das palavras independe de nossas intenções 
 
Poema em linha reta (Ãlvaro de Campos) 
Nunca conheci quem tivesse levado porrada. 
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo. 
 
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil, 
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita, 
 
Indesculpavelmente sujo, 
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho, 
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo, 
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas, 
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante, 
Que tenho sofrido enxovalhos e calado, 
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda; 
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel, 
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes, 
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar, 
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado 
Para fora da possibilidade do soco; 
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas, 
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo. 
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo 
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho, 
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida... 
88
 
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana 
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia; 
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia! 
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam. 
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil? 
Ó príncipes, meus irmãos, 
Arre, estou farto de semideuses! 
Onde é que há gente no mundo? 
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra? 
Poderão as mulheres não os terem amado, 
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca! 
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído, 
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear? 
Eu, que venho sido vil, literalmente vil, 
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza. 
 
3- No poema, as palavras vil, enxovalhos e infâmia têm o significado de: 
a) Bondoso / intercessões / ato de alegrar. 
b) Desprezível / afrontas / ato vergonhoso. 
c) Bonançoso / interconexões / ato risonho. 
d) Desconcatenado / mediações / ato triste. 
e) Fossilizante / patuás / ato heroico. 
 
CARLOS HEITOR CONY 
 
 O viés das palavras RIO DE JANEIRO - É comum as gentes eruditas 
desprezarem a moda em suas diferentes modalidades e gêneros. Julgam-se 
comprometidas com os valores eternos que repudiam o efêmero. Elas reclamam 
de tudo o que pode ser transitório, mas são as primeiras a embarcar na canoa 
furada das novidades em matéria de linguagem. 
 Já foi tempo em que era erudito falar em "a nível de", como foi radiante quem 
descobriu que as coisas devem se inserir num contexto. Os jornalistas mais 
89
 
escolados descobriram o verbo "disparar" para se referir a alguma coisa que é 
respondida na bucha -e aí está uma palavra, "bucha", contemporânea das 
Guerras Púnicas e da descoberta da roda. 
 Entrou em circulação, entre as cultas gentes, a palavra viés. Fui ao "Aurélio" 
e ao "Houaiss" para saber do que se tratava. Para Aurélio, viés é uma direção 
oblíqua ou uma tira de pano cortada no sentidodiagonal da peça. Olhar de viés 
equivale a olhar de esguelha. 
 Para Houaiss, que sempre foi moderadamente complicado, viés é "o meio 
furtivo, esconso, de obter ou fazer concluir algo". Tive preguiça de consultar o 
que era "esconso", mas acho que entendi mais ou menos. 
 O espantoso é que, há cinco, seis anos, ninguém se atrevia a mencionar essa 
palavra, a não ser em matéria de costura, ou seja, da tira de pano cortada em 
sentido diagonal da peça. De repente, tudo passa a ser viés, o econômico, o 
social, o político, o artístico, o esportivo e o culinário. 
 Quem diz ou escreve "viés" sente-se um iluminado, um Moisés com as tábuas 
da lei. Outra noite, numa palestra com estudantes, um deles me perguntou se 
era legítimo o viés da literatura atual. 
 Sinceramente, não entendi bem a pergunta, porque ainda não havia ido ao 
dicionário do Houaiss. Se tivesse ido, responderia que a literatura olha de 
esguelha a sociedade. No fundo, é uma coisa esconsa. 
4- O texto destaca a perenidade do significado das palavras consideradas 
eruditas. 
 
 
 
 
 
 
 
GABARITO 
1 - A 
2 - D 
3 - B 
4 - E 
90
 
SIGNIFICAÇÃO DAS PALAVRAS 
 
 Ao falarmos sobre o significado das palavras, logo nos lembramos do 
dicionário, não é verdade? Mas quando aprofundamos nossos estudos em 
relação a esse assunto, ficamos cada vez mais surpresos, pois ele nos revela 
grandes descobertas. Sendo assim, o propósito de nosso estudo refere-se 
inteiramente a elas. 
 Até aqui pudemos conhecer somente sobre o sinônimo e o antônimo, 
importantes elementos que também compõem esse processo de significação, 
uma vez que estabelecem ideias semelhantes e ideias contrárias, como em: 
gentil – bondoso, educado - sentido semelhante 
alto – baixo - ideias de sentido contrário 
 
Grupo das palavras homônimas 
São aquelas que apresentam semelhanças quanto ao som ou quanto à grafia, 
mas que possuem o mesmo sentido. Subdividem-se em: 
 
# Homógrafas – iguais na escrita, mas diferentes no significado e na 
pronúncia. 
# Homófonas – iguais na pronúncia, mas diferentes na escrita e no 
significado. 
91
 
 
Palavras parônimas 
São aquelas parecidas na escrita e na pronúncia, mas diferentes no significado. 
 
92
 
EXERCÍCIOS 
 
1- Observe as orações:I “O governo prepara decreto que muda a legislação 
de concessões de rádio e TV” (início do texto).II Comprei um rádionovo 
para ouvir os jogos da copa.Analisando as palavras destacadas,percebe-
se, especificamente, um caso de: 
a) Homônimos homófonos. 
b) Homônimos perfeitos. 
c) Homônimos homógrafos. 
d) Parônimos. 
e) Antônimos. 
 
“(...) quando se ACENTUOU a preocupação ambiental, em função do 
racionamento de matérias-primas.” 
 
2- No trecho acima a palavra em destaque se colocada em outro contexto 
pode ter outro significado. A esse fenômeno chamamos de: 
 
a) homônimos perfeitos. 
b) parônimos 
c) aliteração. 
d) homônimos homófonos 
e) homônimos homógrafos 
 
3- As opções que preenchem adequadamente os espaços do fragmento 
abaixo são prototípicas de um fenômeno denominado em língua 
portuguesa de: 
 
O ___ (acidente/incidente) que causou a ____ (delação/dilação) do presidente 
da Amma revela uma __ (contravenção/ contraversão) dos magistrados por 
muito tempo no estado do Maranhão. As ações consideradas ___ 
(imorais/amorais) foram apreciadas pelo PCA, cujo relator, o conselheiro Felipe 
L. Cavalcanti que, ____ (ao encontro de/de encontro a) lei, ___ (aferir/ auferir) 
resultados dignos de um ____ (censo/senso) de justiça exemplar. 
93
 
a) Sinônimos. 
b) Homônimos homófonos. 
c) Homônimos homógrafos. 
d) Antônimos. 
e) Parônimos. 
 
 
 
GABARITO 
1 - B 
2 - A 
3 - E 
 
SIGNIFICAÇÃO DAS PALAVRAS 
 
Significação contextual de palavras e expressões 
Uma palavra possui por definição muitos significados os quais mudam 
dependendo do contexto onde ele é inserido. Para sabermos essas diferenças 
dentro dos contextos é preciso entender alguns termos e assim saber defini-los. 
lembrando que uma palavra pode possuir mais de uma definição. 
Denotação e Conotação 
Denotação 
Uma palavra é usada no sentido denotativo (próprio ou literal) quando apresenta 
seu significado original, independentemente do contexto frásico em que aparece. 
Quando se refere ao seu significado mais objetivo e comum, aquele 
imediatamente reconhecido e muitas vezes associado ao primeiro significado 
que aparece nos dicionários, sendo o significado mais literal da palavra. 
Conotação 
Uma palavra é usada no sentido conotativo (figurado) quando apresenta 
diferentes significados, sujeitos a diferentes interpretações, dependendo do 
contexto frásico em que aparece. Quando se refere a sentidos, associações e 
ideias que vão além do sentido original da palavra, ampliando sua significação 
mediante a circunstância em que a mesma é utilizada, assumindo um sentido 
94
 
figurado e simbólico. 
A conotação tem como finalidade provocar sentimentos no receptor da 
mensagem, através da expressividade e afetividade que transmite. É utilizada 
principalmente numa linguagem poética e na literatura, mas também ocorre em 
conversas cotidianas, em letras de música, em anúncios publicitários, entre 
outros. 
 
“Você tem um coração de pedra!”. 
 
Antônimo e Sinônimo 
Conhecer o significado das palavras é importante, pois só assim o falante ou 
escritor será capaz de selecionar a palavra certa para construir a sua mensagem. 
Por esta razão, é importante conhecer fatos linguísticos como: sinonímia e 
antonímia. 
Sinonímia (sinônimos): palavras que possuem significados iguais ou 
semelhantes. 
“adversário e antagonista”. 
“transformação e metamorfose”. 
Antonímia (antônimos): palavras que possuem significados opostos. 
 
“bendizer e maldizer”. 
“progredir e regredir”. 
 
Homônimos e Parônimos 
 
Homônimos são palavras com escrita ou pronúncia iguais, com significado 
(sentido) diferente. 
 
“A manga está uma delícia.” 
“A manga da camisa ficou perfeita.” 
 
Tipos de homônimos: homógrafos, homófonos e homônimos perfeitos. 
 
Homógrafos – mesma grafia e som diferente. 
95
 
“Eu começo a trabalhar em breve.” 
“O começo do filme foi ótimo.” 
 
Homófonos – grafia diferente e mesmo som. 
“A cela do presídio está lotada.” 
“A sela do cavalo está velha.” 
 
Homônimos perfeitos – mesma grafia e som. 
“Vou pegar dinheiro no banco.” 
“O banco da praça quebrou.” 
 
Parônimos são palavras com escrita e pronúncia parecidas, mas com 
significado (sentido) diferente. 
 
“O homem fez uma bela descrição da mulher” 
“Use a sua discrição, Paulo” 
 
Outro exemplo: 
 
Amoral – nem contrário e nem conforme a moral 
Imoral – contrário à moral 
 
Ambiguidades 
 
Ambiguidade ou anfibologia é o nome dado, dentro da linguística na língua 
portuguesa, à duplicidade de sentidos, onde alguns termos, expressões, 
sentenças apresentam mais de uma acepção ou entendimento possível. Em 
outras palavras, ocorre quando, por falta de clareza, há duplicidade de sentido 
da frase. Apesar de ser um recurso aceitável dentro da linguagem poética ou 
literária, deve ser na maioria das vezes, evitado em construções textuais de 
caráter técnico, informativo, ou pragmático. 
O uso da ambiguidade pode resultar na má interpretação da mensagem, 
ocasionando múltiplos sentidos. É importante lembrar que toda comunicação 
96
 
estabelece uma finalidade, uma intenção para com o interlocutor, e para que isso 
ocorra, a mensagem tem de estar clara, precisa e coerente. 
Na publicidade observamos o uso e o abuso da linguagem plurissignificante, por 
meio dos trocadilhos e jogos de palavras, procurando chamar a atenção do 
interlocutor para a mensagem. Caso o autor não se julgue preparado para utilizar 
corretamente a ambiguidade, é preferível uma linguagem mais objetiva, com 
vocábulos ou expressões que sejam mais adequadas às finalidadesrequeridas. 
Quando não é feito de forma proposital, ou seja, causado por algum tipo de erro 
as ambiguidades são consideradas vícios de linguagem. 
 
Os tipos comuns de ambiguidade, como vício de linguagem são: 
 
Uso indevido de pronomes possessivos 
 
A mãe pediu à filha que arrumasse o seu quarto. 
Qual quarto? o da mãe ou da filha? Para evitar ambiguidade: 
A mãe pediu à filha que arrumasse o próprio quarto. 
 
Colocação inadequada das palavras 
 
A criança feliz foi ao parque. 
A criança ficou feliz ao chegar no parque, ou estava assim antes? 
Feliz, a criança foi ao parque. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
97
 
 
EXERCÍCIOS 
 
 
TEXTO 1 TEXTO 2 
 
Julgue o item a seguir, relativos às ideias e aos aspectos linguísticos do 
texto precedente. 
 
98
 
1- (TEXTO 1) Com o emprego do termo “pontapé” (ℓ.5), a autora dá a entender 
que a língua portuguesa às vezes resiste furiosamente às tentativas de ser 
domesticada. 
 
Julgue o item a seguir, relativos às ideias e aos aspectos linguísticos do 
texto precedente. 
 
2- (TEXTO 2) No período em que aparece, o termo “tirando” (ℓ.8) introduz o modo 
peculiar como alguns escritores desenvolvem o seu ofício. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
99
 
TEXTO 3 
 
100
 
3- (TEXTO 3) Infere-se do texto que, pelo emprego do adjetivo “compreensível” 
(ℓ.7), o narrador transmite sua opinião, o que se confirma pela ponderação 
exposta no último período do primeiro parágrafo. 
 
TEXTO 4 
 
101
 
4- (TEXTO 4) De acordo com o texto, em “O sacristão, agasalhando na algibeira 
a nota de dez mil-4- réis que recebeu, achou que ela provava a sublimidade do 
defunto...”, (linhas 17-20) “sublimidade” significa: 
a) espiritualidade. 
b) ostracismo. 
c) passamento. 
d) altruísmo. 
e) prestígio. 
 
5- Assinale a alternativa que apresenta o significado da palavra destacada em: 
“Hoje, um peso que vem ganhando notoriedade é o da autocontemplação. Do 
indivíduo perdido nesse cotidiano acelerado do século XXI permitindo-se parar 
e se observar ao ser fotografado.”. 
a) Estado de visibilidade, publicidade, representatividade. 
b) Qualidade de ser original. 
c) Característica do que vem se tornando inferior. 
d) Propriedade do que é intelectualmente inteligente. 
e) Natureza de algo ou alguém íntegro 
 
QUESTÕES DE LÍNGUA PORTUGUESA. 
 
A ortografia se caracteriza por estabelecer padrões para a forma escrita das 
palavras. Essa escrita está relacionada tanto a critérios etimológicos (ligados à 
origem das palavras) quanto fonológicos (ligados aos fonemas representados). 
É importante compreender que a ortografia é fruto de uma convenção. A forma 
de grafar as palavras é produto de acordos ortográficos que envolvem os 
diversos países em que a língua portuguesa é oficial. A melhor maneira de treinar 
a ortografia é ler, escrever e consultar o dicionário sempre que houver dúvida. 
 
O Alfabeto 
 
O alfabeto da língua portuguesa é formado por 26 letras. Cada letra apresenta 
uma forma minúscula e outra maiúscula. Veja: 
 
102
 
 
 
Observação: emprega-se também o ç, que representa o fonema /s/ diante das 
letras: a, o, e u em determinadas palavras. 
 
Emprego das letras K, W e Y 
 
Utilizam-se nos seguintes casos: 
 
a) Em antropônimos originários de outras línguas e seus derivados. 
Exemplos: Kant, kantismo; Darwin, darwinismo; Taylor, taylorista. 
b) Em topônimos originários de outras línguas e seus derivados. 
Exemplos: Kuwait, kuwaitiano. 
c) Em siglas, símbolos, e mesmo em palavras adotadas como unidades de 
medida de curso internacional. 
Exemplos: K (Potássio), W (West), kg (quilograma), km (quilômetro), Watt. 
 
 
 
 
103
 
 
EXERCÍCIOS 
1- (VUNESP – 2018) Assinale a alternativa em que as palavras estão 
grafadas e acentuadas segundo o padrão ortográfico. 
a) Para afastar a má-fé, é preciso suscitar os aspectos que possam caracterizá-
la, evitando que pretensões se digladiem e que omissões suscitem privilégios. 
b) Deve-se atentar para que o exercício do poder discricionário evite o oprobrio, 
a caracterização de favorecimento ou de tendenciosidade do agente ao po-lo em 
prática. 
c) O defensor do direito não deve enxergar obstaculos à persecussão de suas 
metas saneadoras, agindo sempre objetivamente para afastar empecilhos. 
d) O verdadeiro experto em qualquer área está sempre em ascenção, não 
hesitando em buscar subsídios que o apoiem na defesa de suas teses. 
e) O direito à dissenção assiste a todos, e não há mau nenhum em defender as 
próprias convicções, por exêntricas que pareçam, sem condescender. 
104
 
2- (FUNRIO - 2018) De acordo com a Nova Ortografia, está corretamente 
escrito o termo 
a) hiper-hidratação. 
b) hiper-sensibilidade. 
c) hiper-esfera. 
d) hiperrrancoroso. 
 
3- (FUNRIO - 2018) A palavra bem-te-vi é um substantivo composto que, de 
acordo com o sistema ortográfico vigente, tem hífen. 
Dentre os substantivos relacionados, o único que se escreve com hífen é 
a) sub humano. 
b) dia a dia. 
c) sem teto. 
d) microcomputador. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GABARITO 
1 - A 
2 - A 
3 – C 
105
 
ORTOGRAFIA 
 
O Novo Acordo Ortográfico está em vigor, mas muitas dúvidas sobre as novas 
regras, como as do hífen, permanecem até hoje. Veja a seguir algumas das 
principais regras elencadas em tópicos: 
• HIPER e INTER exigem hífen diante de palavras iniciadas pelas 
consoantes H e R. Exemplos: Hiper-habilidade / inter-relação / super-
homem. 
• ALÉM, AQUÉM, BEM, EX, SUPER, PÓS, PRÉ, PRÓ, RECÉM, SEM, 
SOTA, SOTO, VICE e VIZO sempre exigem hífen. Exemplos: Recém-
formado / além-túmulo / super-homem / ex- namorado / vice-diretor. 
• Os prefixos AUTO, CONTRA, EXTRA, INFRA, INTRA, NEO, PROTO, 
PSEUDO, SEMI, SUPRA, ULTRA, ANTE, ANTI, ARQUI e SOBRE 
passaram a exigir hífen diante de palavras iniciadas pela consoante H ou 
por vogal idêntica à do prefixo. Exemplos: Auto-hipnose / contra- 
hegemonia / extra-atividade / proto-história / arqui-inimigo / sobre-humano 
/ sobreaviso. 
• Os prefixos CIRCUM e PAN exigem hífen somente diante de palavras 
iniciadas pelas consoantes H, M, N ou por vogal idêntica à do prefixo. 
Diante de outras consoantes, o prefixo CIRCUM se aglutina. Exemplos: 
Circum-navegação / circumponto / Pan-hispânico / Panamericano 
• O prefixo SUB exige hífen somente diante de palavras iniciadas pelas 
consoantes B, H e R. Exemplos: Sub-reino / Subatômico / Sub-humano 
• O prefixo CO exige hífen somente diante de palavras iniciadas pela 
consoante H, exceto em casos de aglutinação. Exemplos: Cooperação / 
Correpresentante / Coerdeiro /Co-hiponimia 
• Os falsos prefixos AERO, AGRO, BIO, ELETRO, ENTRE, GEO, HIDRO, 
MACRO, MAX, MICRO, MINI, MULTI, PLURI, RETRO etc. exigem hífen 
somente diante de palavras iniciadas pela consoante H ou por vogal 
idêntica à do prefixo. Exemplos: Bio-óleo / entre-eixos / mini-horta. 
Mais algumas considerações e dúvidas importantes sobre a nova regra 
para o emprego do hífen: 
Nos prefixos ou nos falsos prefixos terminados em vogal, diante de palavras 
iniciadas pelas consoantes R e S, duplica-se a consoante. Nos prefixos ou nos 
falsos prefixos terminados em consoante diante de palavras iniciadas pelas 
consoantes R e S, não se duplica a consoante. Já os prefixos SUB, IN e MAL 
não dobram a consoante S. 
 
Exemplos: 
 
Contrarreforma / pseudossábio / subsecretário. 
106
 
 
 
 
EXERCÍCIOS 
1- Segundo preconiza o Novo Acordo Ortográfico, o vocábulo 
“contrassensos” (l.4) é grafado conforme as mesmas regras que 
antissocial. 
2- Assinale a opção em que a palavra sublinhada está corretamente 
grafada. 
107
 
a) “Esse previlégio de sentir-se em casa em qualquer lugar pertence apenas aos 
reis.” 
b) “A natureza brasileira apresenta aspetos bem diversos.” 
c) “No alto do morro, um palacete com picina.”d) “As seções espíritas eram realizadas todos os dias.” 
e) “Na adolecência tudo é permitido.” 
 
3- De acordo com a ortografia na Língua Portuguesa, assinale a alternativa 
correta. 
a) O plural de “cidadão” é “cidadões”. 
b) “Tem” e “têm”, conjugações do verbo “ter”, indicam a mesma pessoa do 
discurso a quem se direcionam. 
c) Os seguintes termos podem ser grafados das duas formas apresentadas: 
“quesitos/ quezitos” e “mexer/mecher”. 
d) A palavra a seguir pode apresentar as duas formas ortográficas: “auto estima” 
e “autoestima”. 
e) A palavra “bônus” possui a mesma grafia, tanto no singular quanto no plural. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GABARITO 
1 - CERTO 
2 - B 
3 – E 
108
 
ORTOGRAFIA 
Uso do X e CH 
 
Uma das dificuldades no aprendizado da Língua Portuguesa diz respeito à 
quantidade de exceções existentes em relação a determinadas regras. O uso do 
“x” e do “ch”, por exemplo, traz essa dificuldade para os candidatos. 
Mas podemos, de maneira geral, apontar as seguintes circunstâncias para o uso 
ou não uso dessas estruturas na ortografia oficial: 
• Costuma-se utilizar o “X” depois da sílaba inicial “me”. Exemplo: mexendo 
e mexicano. 
• Costuma-se utilizar o “X” depois da sílaba inicial “en”. Exemplo: enxergar 
e enxugar. 
• Costuma-se utilizar o “X” depois de ditongos. Exemplo: caixa, abaixar. 
• Costuma-se utilizar o “X” em palavras de origem indígena e africana. 
Exemplo: orixá e abacaxi. 
Esses são os casos básicos onde você deverá usar o “x” no lugar do “ch”. 
 
Uso de S ou Z 
 
Outra pedra no sapato é a confusão que muitos de nós fazemos quando vamos 
utilizar as letras “s” e “z”. 
Aqui vão algumas regrinhas: 
• Utiliza-se o “s” nas palavras derivadas de outras que já apresentam “s” no 
radical. Exemplo: análise/analisar, casa/casinha/casarão. 
• Utiliza-se o “s” nos sufixos “ês” e “esa”, ao indicarem nacionalidade, título 
ou origem. Exemplo: portuguesa, milanesa, burguesia. 
• Utiliza-se o “s” nos sufixos formadores de adjetivos “ense”, “oso” e “osa”. 
Exemplo: gostoso, catarinense, populoso, amorosa. 
• Utiliza-se o “s” nos sufixos “ese”, “isa”, “ose”. Exemplo: catequese, glicose, 
poetisa. 
 
Uso de C, Ç, S ou SS 
 
Outro ponto um tanto confuso da Ortografia Oficial é essa parte de uso de c, ç, 
s ou ss. Para começar, veja o vídeo a seguir, do professor Sérgio Nogueira. Só 
2 minutinhos: 
 
109
 
Aqui vai uma dica genial para quando você estiver no dilema de escrever “s” ou 
“ss”: nas palavras em que empregamos apenas um “s”, ele aparece entre uma 
vogal e uma consoante. 
Exemplo: diversão, ofensa. 
Quando estamos falando de dois “ss”, eles vêm entre duas vogais. Exemplo: 
processo, passivo. 
 
Uso de J e G 
 
Vamos a outro ponto bem difícil de definir todas as regras, mas que podemos 
facilitar um pouco: o uso de “j” e “g”. 
 
• Usa-se “j” nas palavras de origem árabe, indígena, africana ou exótica. 
Exemplo: jiboia e acarajé. 
• Usa-se “j” nos verbos terminados em “jar” ou “jear”. Exemplo: sujar e 
gorjear. 
• Usa-se “j” na terminação “aje”. Exemplo: laje, traje. 
 
EXERCÍCIOS 
1- Assinale a alternativa na qual o hífen foi utilizado de forma INCORRETA. 
a) O médico prescreveu um anti-inflamatório. 
b) Ele se sente um semi-deus quando o assunto é futebol. 
c) Vamos ao shopping de micro-ônibus. 
d) Não coma sem lavar as mãos, é anti-higiênico. 
 
2- Assinale a opção que completa corretamente as lacunas do período abaixo. 
Agora que há uma câmera de . isto provavelmente não
 acontecerá, mas 
 vezes em que, no meio de uma noite , o poeta 
levantava de seu banco [...] 
 
a) investigação, mas, ouve, chuvosa 
b) investigação, mais, houve, chuvoza 
c) investigação, mais, houve, chuvosa 
d) investigação, mas, houve, chuvosa 
e) investigação, mais, ouve, chuvoza 
 
110
 
Dadas as palavras: 
I. Autoescola. 
II. Coautor. 
III. Antiinflaciónario. 
IV. Sotomestre 
3- De acordo com a regra vigente, deve-se empregar hífen na(s) palavra(s) 
da(s) seguinte (s) assertiva(s): 
a) Apenas I e II. 
b) Apenas l e III. 
c) Apenas II e III. 
d) Apenas III e IV. 
e) I, II, IlI e lV. 
4- Na palavra hiperconectividade não ocorre o emprego do hífen. 
De acordo com a Nova Ortografia, está corretamente escrito o termo 
a) hiper-hidratação. 
b) hiper-sensibilidade. 
c) hiper-esfera. 
d) hiperrrancoroso. 
 
 
 
 
 
GABARITO 
 
1- B 
2- C 
3- D 
4- A 
111
 
ORTOGRAFIA 
O Novo Acordo Ortográfico 
 
Embora já esteja em vigor desde 2016, ainda tem muita gente sem saber direito 
o que significa e o que mudou com o mais recente Acordo Ortográfico, que 
mudou regras da nossa Ortografia Oficial. Veja aqui as regras de maneira 
objetiva e simples: 
 
Mudança no alfabeto 
• Antes: A B C D E F G H I J L M N O P Q R S T U V X Z 
• Depois: A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z 
Na prática, as letras “k”, “w” e “y” são usadas em várias situações, como na 
escrita de símbolos de unidades de medida (Ex.: km, kg) e de palavras e nomes 
estrangeiros (Ex.: show, William). 
 
Uso do trema 
Não se usa mais o trema, exceto em nomes próprios estrangeiros ou derivados, 
como por exemplo: Müller, mülleriano, Hübner, hüberiano etc. 
• Antes: cinqüenta, freqüente 
• Depois: cinquenta, frequente 
Acentuação 
Perdem o acento os ditongos abertos “éi” e “ói” das palavras paroxítonas 
(palavras que têm acento tônico na penúltima sílaba). 
• Antes: assembléia, jóia 
• Depois: assembleia, joia 
Perdem o acento o “i” e o “u” tônicos nas palavras paroxítonas, quando eles 
vierem depois de ditongo. 
• Antes: feiúra, Bocaiúva 
• Depois: feiura, Bocaiuva 
Perdem o acento as palavras terminadas em êem e ôo(s). 
• Antes: abençôo, lêem 
• Depois: abençoo, leem 
Perdem o acento diferencial as duplas: pára/para, péla(s)/ pela(s), 
pólo(s)/polo(s), pêlo(s)/pelo(s), pêra/pera. 
• Antes: Ele foi ao Pólo Norte. 
112
 
• Depois: Ele foi ao Polo Norte. 
Atenção: Permanece o acento diferencial: 
1. Nas duplas: - pôde/pode Ex.: Ontem, ele não pôde sair mais cedo, mas 
hoje ele pode. - pôr/por Ex.: Vou pôr o livro na estante que foi feita por 
mim. 
2. No plural dos verbos ter e vir, assim como das correspondentes formas 
compostas (manter, deter, reter, conter, convir, intervir, advir etc.). Ex.: 
Ele tem dois carros. / Eles têm dois carros. 
Obs: É facultativo o uso do acento circunflexo para diferenciar as palavras 
forma/fôrma. Ex.: Qual é a forma da fôrma do bolo? O circunflexo sai da palavra 
côa (do verbo coar). 
Perde o acento o u tônico das formas verbais rizotônicas (com acento na raiz) 
nos grupos que e qui/gue e gui. 
• Antes: ele argúi 
• Depois: ele argui 
 
Hífen 
 
Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento 
começa com as letras r ou s, que serão duplicadas. 
• Antes: auto-retrato e anti-social 
• Depois: antissocial e autorretrato 
Atenção: Mantém-se o hífen quando os prefixos hiper, inter e super se ligam a 
elementos iniciados por r. Ex.: hiper-requisitado; inter-regional; super-resistente. 
Usa-se o hífen quando o prefixo termina com a mesma vogal que inicia o 
segundo elemento. 
• Antes: antiinflamatório 
• Depois: anti-inflamatório 
Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal diferente da que inicia o 
segundo elemento. 
• Antes: auto-escola 
• Depois: autoescola 
Atenção: Não se usa o hífen com o prefixo co, ainda que o segundo elemento 
comece pela vogal o. Ex.: coocupante, cooptar. 
 
113
 
Não se usa hífen em palavras compostas que, pelo uso, passaram a formar uma 
unidade. 
• Antes: manda-chuva 
• Depois: mandachuva 
 
EXERCÍCIOS 
 
Disponível em: https://blogdoenem.com.br/gramatica-enem-hifen/. Acesso em: 24 jul. 2018. 
1- Considerando que o Novo Acordo Ortográfico alterou o emprego do 
hífen em palavras compostas, a sequência de palavras hifenizadas 
grafadas corretamente é 
a) intraracial /antissocial / alémtúmulo / vice-almirante. 
b) auto-escola / minissaia / mandachuca / portarretrato. 
c) hiperrenquitado / semiaberto / microondas / auto-peça. 
d) anti-imperialista / pré-história / semianalfabeto / autoaprendizagem. 
 
 
2- A ortografia da língua portuguesa considera incorreta a grafia percentagem no 
lugar de "porcentagem" (L.8). 
 
114
 
3- Para obedecer às regras ortográficas, seria necessário grafar reinvidicação no 
lugar de “reivindicação” (L.6). 
 
 
 
GABARITO 
 
1- D 
2- E 
3- E 
ACENTUAÇÃO GRÁFICA 
Paroxítonas 
Sílaba tônica: penúltima 
Acentuam-se as paroxítonas terminadas em: 
 
 
Observações: 
 
1) As paroxítonas terminadas em "n" são acentuadas (hífen), mas as que 
terminam em "ens", não (hifens, jovens). 
2) Não são acentuados os prefixos terminados em "i "e "r" (semi, super). 
3) Acentuam-se as paroxítonas terminadas em ditongos crescentes: ea(s), 
oa(s), eo(s), ua(s), ia(s), ue(s), ie(s), uo(s), io(s). 
Exemplos: várzea, mágoa, óleo, régua, férias, tênue, cárie, ingênuo, início 
115
 
Oxítonas 
Sílaba tônica: última 
Acentuam-se as oxítonas terminadas em: 
 
Os monossílabos, conforme a intensidade com que se proferem, podem ser 
tônicos ou átonos. 
Monossílabos Tônicos 
Possuem autonomia fonética, sendo proferidos fortemente na frase onde 
aparecem. Acentuam-se os monossílabos tônicos terminados em: 
 
a(s): lá, cá 
e(s): pé, mês 
o(s): só, pó, nós, pôs 
 
Monossílabos Átonos 
Não possuem autonomia fonética, sendo proferidos fracamente, como se 
fossem sílabas átonas do vocábulo a que se apoiam. 
 
Exemplos: 
o(s), a(s), um, uns, me, te, se, lhe nos, de, em, e, que, etc. 
Observações: 
1) Os monossílabos átonos são palavras vazias de sentido, vindo representados 
por artigos, pronomes oblíquos, elementos de ligação (preposições, 
conjunções). 
2) Há monossílabos que são tônicos numa frase e átonos em outras. 
 
Exemplos: 
 
Você trouxe sua mochila para quê? (tônico) / Que tem dentro da sua mochila? 
(átono) 
116
 
Há sempre um mas para questionar. (tônico) / Eu sei seu nome, mas não me 
recordo agora. (átono) 
 
Acento de insistência 
Sentimentos fortes (emoção, alegria, raiva, medo) ou a simples necessidade de 
enfatizar uma ideia podem levar o falante a emitir a sílaba tônica ou a primeira 
sílaba de certas palavras com uma intensidade e duração além do normal. 
 
Exemplos: 
Está muuuuito frio hoje! 
Deve haver equilíbrio entre exportação e importação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
117
 
EXERCÍCIOS 
 
Considerando o tema tratado no texto e a função da linguagem nele 
predominante, julgue os seguintes itens. 
 
1- Comparando‐se a forma padrão “registrar” com a grafia não padrão 
“registrá”, verifica‐ se que não há alteração da posição da sílaba tônica da 
palavra, que permanece oxítona, estando a acentuação gráfica de “registrá” de 
acordo com o que prescreve a regra. 
 
2- De acordo com a acentuação gráfica das palavras na Língua Portuguesa, 
assinale a alternativa correta. 
a) “Confortável” é acentuada por ser uma palavra proparoxítona. 
b) “Psicológico” é acentuada por ser uma palavra paroxítona terminada em “o”. 
c) “Sensível” é acentuada por ser uma palavra oxítona terminada em “l”. 
d) “Bônus” é acentuada por ser uma palavra paroxítona terminada em “us”. 
118
 
e) “Há” é exemplo de um monossílabo que possui acento opcional. 
3- Marque a opção em que as palavras são acentuadas pela mesma regra. 
a) memória – sítios. 
b) pé – pêsames. 
c) Esaú – ninguém. 
d) lá – à 
e) atraíra – lágrimas. 
 
 
GABARITO 
1 - C 
2 - D 
3 - A 
 
ACENTUAÇÃO GRÁFICA 
REGRAS ESPECIAIS 
Além das regras fundamentais, há um conjunto de regras destinadas a pôr em 
evidência alguns detalhes sonoros das palavras. Observe: 
Ditongos Abertos 
Os ditongos éi, éu e ói, sempre que tiverem pronúncia aberta em palavras 
oxítonas (éi e não êi), são acentuados. Veja: 
 
éi (s): anéis, fiéis, papéis 
éu (s): troféu, céus 
ói (s): herói, constrói, caubóis 
Obs.: os ditongos abertos ocorridos em palavras paroxítonas NÃO são 
acentuados. 
Exemplos: assembleia, boia, colmeia, Coreia, estreia, heroico, ideia, jiboia, joia, 
paranoia, plateia, etc. 
Atenção: a palavra destróier é acentuada por ser uma paroxítona terminada em 
"r" (e não por possuir ditongo aberto "ói"). 
 
119
 
Hiatos 
Acentuam-se o "i" e "u" tônicos quando formam hiato com a vogal anterior, 
estando eles sozinhos na sílaba ou acompanhados apenas de "s", desde que 
não sejam seguidos por "-nh". 
Exemplos: 
 
sa - í - da e - go - ís -mo sa - ú - de 
 
Não se acentuam, portanto, hiatos como os das palavras: 
 
ju - iz ra - iz ru - im ca – ir 
 
Razão: -i ou -u não estão sozinhos nem acompanhados de -s na sílaba. 
Observação: cabe esclarecer que existem hiatos acentuados não por serem 
hiatos, mas por outras razões. Veja os exemplos abaixo: 
 
po-é-ti-co: proparoxítona 
bo-ê-mio: paroxítona terminada em ditongo crescente. 
ja-ó: oxítona terminada em "o". 
 
VERBOS TER E VIR 
 
Acentua-se com circunflexo a 3ª pessoa do plural do presente do indicativo dos 
verbos ter e vir, bem como nos seus compostos (deter, conter, reter, advir, convir, 
intervir, etc.). Veja: 
 
Obs.: nos verbos compostos de ter e vir, o acento ocorre obrigatoriamente, 
mesmo no singular. Distingue-se o plural do singular mudando o acento de 
agudo para circunflexo: 
 
120
 
ele detém - eles detêm 
ele advém - eles advêm. 
 
 
EXERCÍCIOS 
 
1- No tocante à acentuação da palavra “lençóis” (l. 04), qual é a afirmação 
correta? 
a) Esse vocábulo se acentua por ter um ditongo aberto e por ser oxítono. 
b) Não deveria haver o acento agudo em razão de essa palavra ser paroxítona. 
c) A colocação desse acento é facultativa, ou seja, também existe a forma 
“lençois”. 
d) O uso do acento agudo em ditongos abertos foi abolido pelo acordo ortográfico 
 
O uso das regras de acentuação gráfica é um recurso que funciona como um 
sinalizador a ser considerado na produção de sentido, tal como podemos 
verificar no exemplo a seguir: 
Só os cágados têm noção exata como é importante acentuar as palavras 
corretamente. 
(KOCH, Ingedore Villaça; ELIAS, Vanda Maria. Ler e escrever: estratégias de produção textual. 
São Paulo: Contexto, 2009. p. 38-39. Adaptado.) 
 
2- O excerto que apresenta palavra(s) com uso INADEQUADO do acento 
gráfico é: 
a) A felicidade é frágil e volátil, pois só é possível senti-la em certos momentos. 
Na verdade, se pudéssemos vivenciá-la de forma ininterrupta, ela perderia o 
valor, uma vez que só percebemos que somos felizes por comparação. 
b) Nosso tesouro está na colméia de nosso conhecimento. Estamos sempre 
voltados a essa direção, pois somos insetos alados da natureza, coletores do 
mel da mente. 
c) O valor que damos ao infortúnio é tão grande que, se dizemos a alguém “Como 
você é feliz!”, em geral somos contestados. 
d) A amizade é um contrato tácito entre duas pessoas sensíveis e virtuosas. 
Sensíveis porque um monge ou um solitário podem ser pessoas do bem e 
mesmo assim não conhecer a amizade. E virtuosas porque os malvados só têm 
cúmplices. 
121
 
e) O indivíduo sempre lutou para não ser absorvido por sua tribo. Ser fizer isso, 
você se verá sozinho com frequência e, às vezes, assustado. Mas o privilégio de 
ser você mesmo não tem preço. 
3- Considerando o uso adequado da acentuação gráfica, julgue as 
assertivas e, na sequência, assinale a alternativa correta: 
 
I - Meio ambiente pode ser definido como o conjunto das condições biológicas, 
físicas e químicas ou conjunto de circunstâncias culturais, econômicas, morais e 
sociais em que vivem os indivíduos. 
II - Assistindo ao vídeo, você poderá ter idéias incríveis e também terá a 
oportunidade de comprá-lo por um preço baixíssimo. 
III - A saúde pública requer o controle da incidênciade surtos epidêmicos, 
através da vigilância sanitária. 
IV - Reis, raínhas, príncipes e princesas: esse é o princípio da família dos contos 
de fadas legítimos, apesar das críticas contemporâneas. 
a) Apenas I e III estão corretas. 
b) Apenas II e III estão corretas. 
c) Apenas I e IV estão corretas. 
d) Apenas I e II estão corretas. 
e) Apenas III e IV estão corretas. 
 
122
 
 
 
Em relação a aspectos linguísticos do texto, julgue o item. 
 
4- A acentuação gráfica em “têm” (linha 20) constitui marca 
gramatical, sem implicações acústicas, para assinalar que a forma 
verbal está conjugada na terceira pessoa do plural. 
 
 
GABARITO 
1 - A 
2 - B 
3 - A 
4 - CERTO 
123
 
ACENTUAÇÃO GRÁFICA 
 
REGRAS ESPECIAIS 
Acentua-se com circunflexo a 3ª pessoa do plural do presente do indicativo dos 
verbos ter e vir, bem como nos seus compostos (deter, conter, reter, advir, convir, 
intervir, etc.). Veja: 
 
Obs.: nos verbos compostos de ter e vir, o acento ocorre obrigatoriamente, 
mesmo no singular. Distingue-se o plural do singular mudando o acento de 
agudo para circunflexo: 
 
ele detém - eles detêm 
ele advém - eles advêm. 
 
EXERCÍCIOS 
No que se refere ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir. 
 
1- As formas verbais “têm” e “há” são acentuadas graficamente de 
acordo com a mesma regra de acentuação gráfica. 
 
124
 
2- Assinale a alternativa que demonstra a acentuação correta da palavra 
“que” grifada no quadrinho acima: 
a) quê, quê, quê. 
b) quê, que, quê. 
c) que, que, quê. 
d) que, que, que. 
e) que, quê, quê. 
 
Analise as frases abaixo elencadas: 
 
3- Preenchem adequadamente as lacunas, respectivamente: 
a) Intervém – por – por – magoo. 
b) Intervêm – pôr – por – magôo. 
c) Intervem – pôr – pôr – magôo. 
d) Intervém – por – por – magôo. 
e) Intervêm – pôr – por – magoo. 
 
4- “Aquilo que têm, não detêm”. Os verbos “têm” e “detêm” recebem 
acento circunflexo por quê? 
a) São palavras oxítonas terminam em “EM”. 
b) São palavras paroxítonas terminadas em “EM”. 
c) Estão no singular e precisam ser diferenciadas da forma verbal no plural. 
d) Estão no plural e precisam ser diferenciados da forma verbal no singular. 
 
GABARITO 
1- ERRADO 
2- A 
3- E 
4- D 
125
 
CRASE 
 
Crase - Casos Proibidos 
1 - Antes de substantivos masculinos 
• andar a pé 
• dinheiro a rodo 
 
Exceção: quando se subentende: à moda de, à maneira de, faculdade, 
universidade, empresa, companhia. 
Exemplos: Concedeu privilégio à Ford Vestiu-se à Pierre Cardin 
 
2 - Antes de verbo 
• Condições a combinar 
• Aprender a ler 
3 - Antes do artigo indefinido uma e dos pronomes que não admitem o 
artigo a (pronomes pessoais, indefinidos, demonstrativos, relativos) 
• não me submeto a uma exigência dessas 
• a mim, a ela, a si, a V.Exa 
• a nenhuma parte 
• a cada uma 
126
 
• a qualquer hora 
• a uma hora qualquer 
• a ninguém 
• a nada 
• a certa hora 
• a essa hora 
• a quem respeito 
• a cuja autoridade admiro 
4 - Antes de numerais 
• de 12 a 20 
• de 1990 a 2008 
Exceto para horários. 
Exemplo: O avião sairá às 14h. 
 
5 - Entre substantivos idênticos 
• cara a cara 
• gota a gota 
• de parte a parte 
6 - Quando está sozinho antes de palavra no plural 
• a obras 
• a pessoas ilustres 
• a conclusões favoráveis 
7- Antes de Nossa Senhora e nomes de santas 
• Apelava a Nossa Senhora e a santa Clara 
8 - Depois de preposições 
• após as aulas 
• ante a evidência 
• conforme a ocasião 
• contra a maré 
• desde a véspera 
• durante a palestra 
• entre as palmeiras 
• mediante a força 
• para a paz 
• perante a sociedade 
• sob a jurisprudência 
• sobre a questão do acordo 
• segundo a lei 
127
 
9 - Antes da palavra casa quando se refere ao próprio lar 
• Voltara a casa pois esquecera o cartão. 
10 - Antes da palavra terra quando se opõe a bordo 
• Assim que desembarcaram, desceram a terra. 
11 - Quando antes do feminino se subentende o artigo indefinido uma 
• Encontrava-se presa a terrível melancolia 
Subentende-se: Encontrava-se presa a [uma] terrível melancolia 
12 - Antes de lugares que não admitem o artigo a 
• Fui a Brasília, a Belém, a Recife, a Paris e a Roma 
 
EXERCÍCIOS 
 
1- O emprego do acento de crase na palavra em destaque está de acordo 
com a norma-padrão em: 
a) As construções cresciam à olhos vistos 
b) A preservação ficava à cargo dos órgãos públicos. 
c) Os moradores fizeram obras à revelia da legislação. 
d) Os trabalhos encantaram à todos os que aqui viviam. 
e) As obras nos subúrbios cresceram à partir do século XIX. 
 
2- De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, o acento grave 
indicativo da crase é obrigatório na palavra destacada em: 
a) A falta de transporte coletivo traz problemas para as pessoas que vivem na 
periferia. 
b) O centro das cidades foi o primeiro espaço a sofrer com o aumento dos carros. 
c) O automóvel acabou por se confirmar como a forma de transporte dominante. 
d) Os espaços centrais passaram a ser ocupados somente nos horários de 
trabalho. 
e) Os governos devem buscar soluções adequadas as necessidades das 
pessoas. 
Para responder à questão, considere o seguinte trecho do texto: 
128
 
... apesar dos periódicos atestados de óbito conferidos à literatura e a tudo a ela 
relacionado... 
3 - Considerando o uso do acento indicativo da crase, a expressão que 
substitui corretamente “... e a tudo a ela relacionado...” é: 
 
a) e às coisas todas a ela relacionadas. 
b) e à todas as coisas a ela relacionadas. 
c) e a todas às coisas que a ela se relaciona. 
d) e à qualquer coisa que a ela se relaciona. 
e) e à quaisquer coisas que a ela se relaciona. 
4 - Considere o seguinte trecho: 
 
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas, na ordem em 
que aparecem no texto. 
a) à – a – há. 
b) a – a – a. 
c) a – à – há. 
d) à – à – à. 
e) a – à – à. 
 
 
 
 
 
GABARITO 
1 - C 
2 - E 
3 - A 
4 – A 
129
 
CRASE 
 
 
1- A sequência correta para o preenchimento das lacunas é 
 
a) à / a / a / a / às. 
b) a / a / à / à / as. 
c) à / à / a / a / as. 
d) a / a / a / a / às. 
 
 
130
 
 
131
 
No que se refere ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir. 
2- O emprego do acento indicativo de crase em “à falta de água” (linhas 52 
e 53) deve‐se à regência da forma verbal “responda” e à presença do artigo 
definido que determina o nome “falta”. 
3- Assinale a alternativa cujo conteúdo apresenta uso indevido do acento 
grave, indicador de crase na língua portuguesa. 
a) “Deixada à própria sorte, a metade ocidental durou pouco.” (4º§) 
b) “... não seria nenhum absurdo que alguns costumes alimentares cristãos, 
como comer peixe às sextas-feiras, tivessem a força de lei, ...” (6º§) 
c) “... não seria nenhum absurdo que costumes alimentares cristãos tivessem a 
força de lei com penas severas àquele que degustasse uma costelinha no dia 
sagrado.” 
d) “... assim seria o Velho Mundo se o Império Romano não tivesse se 
desintegrado: uma única nação contornando o Mediterrâneo à caminho das 
costas europeia, asiática e africana”. 
 
4- Quanto ao acento grave de crase, todas as afirmações estão corretas, 
EXCETO 
a) “Obedecer às leis de trânsito”; 
b) “Foi até à praia ontem pela manhã”; 
c) “O casamento foi feito às pressas”; 
d) “Assistimos à manifestações públicas”; 
e) Chegou à casa dos pais no dia seguinte. 
 
 
 
 
GABARITO 
1- A 
2- CERTO 
3- D 
4- D 
132
 
CRASE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
133
 
CRASE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
134
 
CRASE – REVISÃO 
 
 
EXERCÍCIOS 
 
 
Dadas as afirmações: 
 
1- Tudo correu as mil maravilhas. 
2 – Caminhamos rente a parede. 
3 – Ele jamais foi a festas.1- Verificamos que o uso do acento indicador da crase no “a” é obrigatório: 
 
a) apenas na sentença nº 1 
b) apenas na sentença nº 2 
135
 
c) apenas nas sentenças nºs 1 e 2 
d) em todas as sentenças 
2- Opção que preenche corretamente as lacunas: O gerente dirigiu-
se______sua sala e pôs-se______falar______todas as pessoas 
convocadas. 
 
a) à - à - à 
b) a - à - à 
c) à - a - a 
d) a - a - à 
e) à - a – à 
 
3- Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do texto ao 
lado: "Recorreu_____irmã e_____ela se apegou como_____uma tábua de 
salvação." 
a) à - à - a 
b) à - a - à 
c) a - a - a 
d) à - à - à 
e) à - a - a 
 
4- Sentou-se_____máquina e pôs-se_____reescrever uma_____uma as 
páginas do relatório. 
a) à - à - a 
b) a - à - à 
c) à - à - à 
d) à - a - a 
 
5- Assinale a frase em que à ou às está mal empregado. 
a) Amores à vista. 
b) Referi-me às sem-razões do amor. 
c) Desobedeci às limitações sentimentais. 
136
 
d) Estava meu coração à mercê das paixões. 
e) Submeteram o amor à provações difíceis. 
 
GABARITO 
1- C 
2- C 
3- E 
4- D 
5- E 
 
CLASSES DE PALAVRAS 
ARTIGO – antecede o substantivo para determinar- lhe: 
• Modo: definido ou indefinido; 
• Gênero: masculino ou feminino; 
• Número: singular ou plural. 
 
ANALISANDO 
O garotinho que ficava sempre nas esquinas do meu colégio teve uma surpresa. 
Sei que assaltos aconte- cem frequentemente, mas os assaltos que acontecem 
na nossa frente causam danos irreparáveis. 
“o” > Determina que o nome a que se refere será masculino e singular. (Qual 
garotinho?; Amei o meu paletó novo. definido na frase; o que estava sempre nas 
esquinas) 
“uma” > Determina que o nome a que se refere será feminino e singular. (Qual 
surpresa? Ainda não foi definida qual seria a surpresa.) 
Na terceira linha do texto, a palavra "assaltos" é usado sem artigo, em sentido 
genérico. Já na quarta linha, a palavra "assaltos" está definida pelo artigo “os”, 
uma vez que tal palavra fora citada anteriormente. 
137
 
EMPREGO DOS ARTIGOS 
 
• Antecedem alguns nomes próprios indicativos de lugar: 
(SEM) – São Paulo, Fortaleza, Belém, Londres 
(COM) – O Rio de Janeiro, a Bahia, a Bélgica 
• Depois do pronome indefinido todo, os artigos (o/a) conferem ideia de 
totalidade. Sem eles, o pronome assume a noção de “qualquer”. 
Toda a turma elogia o professor. (a totalidade da turma) 
Nem toda turma elogia o professor. (qualquer turma) 
Toda a equipe é premiada. (os componentes da equipe) 
• Indicam espécie: 
Os direitos e deveres do homem precisam ser esclarecidos. 
• Denotam Ideia de aproximação numérica: Karla tem, no máximo, uns 
quinze anos. 
• Substantivam palavras oriundas de outras classes gramaticais: 
Não compreendo o porquê de tanta fome se o jantar está servido 
A casa é perfeita, tem apenas um senão. 
• São usados depois do numeral “ambos”: 
Ambos os turistas visitaram o museu. 
• São facultativos antes de pronomes posses- sivos: 
Usei meu paletó novo. 
 
Obs.: Em consequência disso, a ocorrência de crase antes de pronome 
possessivo feminino é facultativa: 
 
Vou a minha repartição. (artigo ausente) 
Vou à (a+a) minha repartição. (artigo presente) 
 
Obs.: Outra consequência é que palavras antecedidas por crase são 
sempre determinadas. Caso seja removido o sinal de crase, a palavra 
deverá ser tomada em sentido genérico. 
 
Não assisto à (a+a) novela. (determinada novela) 
Não assisto a novela. (Nenhuma novela) 
 
• Denota ideia de familiaridade ou afetividade: Marlene esteve 
recentemente em Fortaleza. A Marlene esteve recentemente em 
Fortaleza. 
• Nunca aparecerão depois de pelo(s), pela(s), cujo(s) , cuja(s) 
 
O garoto cuja prima viajou chorava pelos corredores da casa. 
 
NUMERAL - quantifica o substantivo 
Pode ser cardinal, ordinal, multiplicativo ou fracionário 
138
 
EMPREGO DOS NUMERAL 
• Designação de séculos, papas e reis: 
 
De 1 a 10 – ordinais 
Século V (quinto) 
João Paulo II (segundo) 
De 11 em diante – cardinais 
Século XXI (vinte e um) 
Bento XVI (dezesseis) 
 
• Anteposto ao substantivo, é lido sempre como ordinal. 
 
Participei do XI Simpósio Internacional de Ed cação (décimo primeiro). 
 
• Em linguagem jurídica: 
 
Até o nono – usa-se o ordinal. 
A partir do dez – usa-se o cardinal. 
Artigo segundo, parágrafo onze e artigo dez, parágrafo nono. 
• Para designar dias do mês, utilizam-se os cardinais, exceto na indicação 
do primeiro dia, que é tradicional- mente feita pelo ordinal: 
 
A prova será no dia dois de setembro. 
A convocação dos aprovados será no dia primeiro de dezembro. 
 
• Nos endereços de casas, usa-se o cardinal. 
 
O número da minha casa é 250 (duzentos e cinquenta). 
 
• Nas referências a páginas, usa-se o cardinal. 
 
Estudem o conteúdo da página 15 (quinze) da gramática. 
 
• Indica também o cardinal, no sentido figurado, intensidade ou não 
exatidão numérica. 
 
Já conversamos mil vezes sobre isso. 
 
• Ambos(as) e Zero são considerados numerais cardinais. Ambos(as) 
significa "um e outro", "os dois" (ou "uma e outra", "as duas") e retomam 
termos já citados. 
 
Luciana e Fernanda são amigas queridas. Ambas pretendem passar em 
um bom concurso. 
Obs.: A forma "ambos os dois" é considerada enfática. 
 
139
 
• Alguns numerais apresentam mais de uma forma. 
 
quatorze ou catorze 
décimo primeiro, undécimo ou onzeno 
décimo segundo, duodécimo ou dozeno 
décimo terceiro, tredécimo, trezeno ou tércio- décimo 
septuagésimo ou setuagésimo 
septingentésimo ou setingentésimo 
nongentésimo ou noningentésimo 
bilhão ou bilião 
trilhão ou trilião 
 
• Milhão e milhares são palavras masculinas. 
 
Os milhares de devotas rezavam com fé. 
Os milhões de concursadas aprovadas homenagearam nosso curso. 
 
ATENÇÃO: “UM” numeral – vem acrescido de termo que indica 
quantificação (apenas, único, suficiente, só). 
Pode ser substituído por dois, três... 
 
artigo indefinido – determina gênero e número. 
 
Um único jardineiro plantará meu jardim. (numeral) 
Um jardineiro é suficiente para plantar meu jar- dim. (numeral) 
Basta um jardineiro para plantar meu jardim. (numeral) 
Um jardineiro plantou meu jardim. (artigo) 
 
PRONOMES – classe de palavra (variável em gênero, número e pessoa) que 
acompanha ou repre- senta o substantivo, serve para apontar uma das três 
pessoas do discurso e situá-lo no espaço e no tempo. 
Pronome adjetivo: modifica (acompanha) o substantivo. 
Este é meu carro. 
 
Pronome substantivo: representa (substitui) o substantivo. 
Este carro é meu. 
 
 
 
 
 
140
 
CLASSIFICAÇÃO E EMPREGO DOS PRONOMES 
 
Pronome Pessoal 
1ª pessoa........... a que fala 
2ª pessoa........... com quem se fala 
3ª pessoa........... de quem se fala 
 
Reto: deve atuar como sujeito da oração; Oblíquo: deve atuar como 
complemento (objeto di- reto ou indireto). 
 
Pronomes Pessoais do Caso Reto 
 
Pronomes Pessoais do Caso Oblíquo 
 
Átonos – com preposição. 
Tônicos – sem preposição. 
 
Ela me ama. Ela ama a mim. 
Ela te ama. Ela ama a ti. 
Ela se ama. Ela ama a si. 
 
Pronomes oblíquos podem exercer função de objeto direto [OD] ou indireto 
[OI]. 
 
Os filhos nos respeitam. [OD] 
141
 
Os filhos nos obedecem. [OI] 
Eles se encontraram. [OD] 
Eles se impuseram um pacto de amizade. [OI] 
 
Obs.: A combinação entre alguns pronomes e a preposição com originou as 
formas especiais comigo, contigo, consigo, conosco e convosco, as quais 
costumam exercer função de adjunto adverbial de companhia. 
 
Ela dançava comigo. 
[Adj. Adv.] 
Ele ficou furioso comigo. 
[Complemento Nominal] 
 
• Substitua [conosco] e [convosco] por [com nós] e [com vós] quando 
vierem acompanha- dos por: outros, mesmos, próprios, todos, ambos ou 
algum numeral 
 
Márcia terá de brincar com nós todos. 
Convivi com vós outros por um ano. 
 
 
• EU ouMIM 
 
Este livro é para mim. 
Este livro é para eu . 
 
Associação de pronomes oblíquos a verbos: 
 
 
 
Vender a casa. 
Fiz o exercício. 
Quis as violetas. 
 
Associação de pronomes oblíquos a verbos: 
 
142
 
 
 
Disseram a verdade 
Põem a mesa. 
 
• Os pronomes pessoais do caso oblíquo podem indicar reflexividade, 
quando o sujeito é agente e paciente da ação verbal. Trata-se dos 
pronomes reflexivos. 
 
Ela se cortou. 
 
• Em algumas circunstâncias, os pronomes refle- xivos “nos, vos e se”, 
indicam que houve uma ação entre os elementos do sujeito. Neste caso, 
são chamados de reflexivos recíprocos (ou apenas recíprocos). 
 
Eu e ele nos cumprimentamos. 
Eles se deram as mãos. 
 
Obs.: Pode haver ambiguidade em alguns casos. 
 
João e Maria enganaram-se. 
 
Para eliminar a ambiguidade, pode-se acrescentar: 
 
- Para enfatizar ação reflexiva: a si mesmos, a nós mesmos, a vós 
mesmos 
- Para enfatizar ação recíproca: um ao outro, uns aos outros, entre si, 
reciprocamente, mutuamente 
 
João e Maria enganaram a si mesmos. 
João e Maria enganaram-se um ao outro. 
João e Maria enganaram-se entre si. 
João e Maria enganaram-se mutuamente. 
 
Pronomes de tratamento – usados em tratamento cerimonioso ou em situações 
de intimidade, substituem a terceira pessoa gramatical. 
 
• senhor (Sr.), senhora (Srª.): tratamento de respeito 
• senhorita (Srta.): moças solteiras 
143
 
• você (v.): tratamento familiar (origem: Vossa Mercê; mercê = graça, no 
sentido de benesse) 
• Vossa Senhoria (V.Sª.): para pessoa de cerimônia 
• Vossa Excelência (V.Exª.): para altas autoridades 
• Vossa Reverendíssima (V. Revmª.): para sacerdotes 
• Vossa Emiência (V.Emª.): para cardeais 
• Vossa Santidade (V.S.): para o Papa 
• Vossa Majestade (V.M.): para reis e rainhas 
• Vossa Majestade Imperial (V.M.I.): para imperadores 
• Vossa Alteza (V.A.): para príncipes, princesas e duques 
 
Vossa Santidade, está com tempo para conversarmos um pouco? 
Sua Santidade não nos recebeu no Vaticano. 
 
Curiosidade! 
 
"Doutor" não é um pronome de tratamento, é título acadêmico. Para médicos, 
advogados, enfermeiros e veterinários que tenham apenas terminado a 
graduação, pela regra geral, o correto é "senhor". 
No entanto, não é um erro utilizar "doutor" se houver consentimento das partes 
(assimcomo usamos "mestre" em "mestre de obras", "mestre-sala", para o 
"mestre" que é educador..., mas exigir ser tratado por um título que não possui, 
ou aplicar tal título em documentos oficiais, é uma demonstração de falta de 
conhecimento. 
 
Pronome Possessivo 
Estabelece relação entre a pessoa do discurso e algo que lhe pertence. 
 
 
Pronome Demonstrativo 
Indicam a posição de algo em relação às pessoas do discurso. 
144
 
 
Essa relação pode ocorrer em termos de espaço, tempo ou discurso. 
 
No espaço: 
 
Compro este livro (aqui). 
O pronome este indica que o livro está perto da pessoa que fala. 
 
Compro esse livro (aí). 
O pronome esse indica que o livro está perto da pessoa com quem se fala, ou 
afastado da pessoa que fala. 
 
Compro aquele livro (lá). 
O pronome aquele diz que o carro está afastado da pessoa que fala e daquela 
com quem se fala. 
 
Atenção: o emprego de este e esse são par- ticularmente importantes na 
comunicação oral ou escrita. “Este” localiza os seres em relação ao emissor; 
“esse”, em relação ao destinatário. Trocá-los pode causar ambiguidade. 
 
No tempo: 
 
Este ano. O pronome este refere-se ao ano presente. 
Esse ano. O pronome esse refere-se a um passado ou a um futuro próximos. 
Aquele ano. O pronome aquele está se referindo a um passado distante. 
 
• Os pronomes demonstrativos podem ser: 
 
Variáveis: este(s), esta(s), esse(s), essa(s), aquele(s), aquela(s). 
Invariáveis: isto, isso, aquilo. 
145
 
Também aparecem como pronomes demonstrativos: 
 
• o (s), a (s): quando estiverem antecedendo o que ou o de e equivalerem 
aos pronomes aquele(s), aquela(s), aquilo. 
 
Não entendi o que disseste. 
(Não entendi aquilo que disseste.) 
 
Quero beber o de sempre. 
(Quero beber aquilo de sempre.) 
 
• Mesmo, próprio, semelhante, tal e suas flexões 
 
Estas são as mesmas garotas que o procuraram ontem. 
Os próprios pesquisadores resolveram o problema. 
Não compre semelhante terreno. 
Tal era a resposta para a indagação. 
 
Note que: 
a) Demonstrativos, em construções redundantes, têm finalidade expressiva, para 
salientar algum termo anterior. 
Advocacia, essa é a carreira do sucesso! 
b) O demonstrativo “o” pode representar um termo ou o conteúdo de uma oração 
inteira, caso em que aparece, geralmente, como objeto direto, predicativo ou 
aposto. 
O resultado do concurso seria um sucesso. Todos o pressentiam. 
c) Para evitar a repetição de um verbo já expresso, pode-se empregar o verbo 
fazer: verbo vicário (= que substitui, que faz as vezes de). 
Ninguém teve coragem de reclamar antesque ela o fizesse. 
 
Fique atento: 
(V) Não sei que fazer. 
(V) Não sei o que fazer. 
 
d) “Este” refere-se à pessoa mencionada em último lugar; “aquele”, à 
mencionada em primeiro lugar. 
O professor e o coordenador eram amigos de infância: aquele, casado; este, 
solteiro. 
146
 
e) O pronome demonstrativo tal pode ter conotação irônica. 
A garota foi a tal que desrespeitou o professor? 
f) Pode ocorrer a contração das preposições a, de, em com pronome 
demonstrativo: 
àquele, àquela, deste, desta, disso, nisso, no, etc. 
Não acreditei no que estavam comentando. (no = naquilo) 
 
Pronomes Indefinidos 
São imprecisos, vagos. Referem-se à 3ª pessoa do discurso, dando-lhe sentido 
vago (impreciso) ou expressando quantidade indeter- minada. De acordo com o 
contexto, os pronomes indefinidos podem ser substantivos ou adjetivos. 
 
• Pronome Indefinido Substantivo Assumem o lugar do ser ou da 
quantidade aproximada de seres na frase. 
 
No exemplo seguinte, não é difícil perceber que “Alguém” indica uma 
pessoa de quem se fala (uma terceira pessoa, portanto) de forma 
imprecisa, vaga. É uma palavra capaz de indicar um ser humano que 
seguramente existe, mas cuja identidade é indefinida. 
 
Alguém entrou na sala sem permissão. 
Quem avisa amigo é. 
Algo para beber? 
 
• Pronome Indefinido Adjetivo Qualificam um nome. 
 
Cada povo tem a sua história. 
Certos alunos se destacam mais. 
Certas roupas são mais estampadas. 
 
Obs.: há pronomes indefinidos que podem ser substantivos ou adjetivos, 
conforme o contexto: 
 
Alguns têm sono leve. (Substantivo) 
Alguns concurseiros têm sono pesado. (Adjetivo) 
 
• Pronome indefinido ou advérbio? 
 
Muito dinheiro e pouco trabalho podem gerar bastante dúvida na mente 
das pessoas mais curiosas. 
147
 
As palavras muito, pouco, mais, menos, bastante, demais, podem ser 
pronomes indefinidos (quando variáveis) ou advérbios (quando 
invariáveis). 
 
Lembre-se de que o advérbio todo, quando puder ser substituído por 
completamente, admitirá variação. 
 
Para realizar a diferenciação, basta verificar que os pronomes indefinidos 
equivalentes variam em número ou gênero, mas os advérbios não 
admitem tal variação (exceto com sentido de ). 
 
Fiquei muito feliz. 
Ficamos muito felizes. 
 
Conclusão: muito é advérbio, não varia. 
 
Como muito feijão. (pronome indefinido) 
Como muita carne. (pronome indefinido) 
 
Conclusão: muito é pronome, varia. 
 
O roupão ficou todo molhado. (exceção) 
 
Conclusão: todo com sentido de completamente é advérbio. 
 
 
Pronome Interrogativo 
Formula perguntas diretas ou indiretas. 
 
Quantos de vocês estudam diariamente? 
Quem de vocês estuda diariamente? 
 
 
 
Pronome Relativo 
 
Relaciona o termo de uma oração a uma outra oração. Também se classificam 
em variáveis e invariáveis. 
148
 
 
Os pronomes relativos estarão precedidosde preposição se a regência assim 
determinar. 
 
O pronome relativohttps://portugues.uol.com.br/redacao/a-estruturacao-um-memorando-.html
https://portugues.uol.com.br/literatura/textosinstrucionais.html
https://portugues.uol.com.br/literatura/textosinstrucionais.html
https://portugues.uol.com.br/redacao/generos-textuais.html
https://portugues.uol.com.br/redacao/generos-textuais.html
 
 
CONOTAÇÃO 
 
Quando a linguagem está no sentido conotativo, significa que ela está sendo 
utilizada em seu sentido figurado, ou seja, aquele cujas palavras, expressões 
ou enunciados ganham um novo significado em situações e contextos 
particulares de uso. O sentido conotativo modifica o sentido denotativo (literal) 
das palavras e expressões, ressignificando-as. 
 
De maneira geral, é possível encontrarmos o uso da linguagem conotativa nos 
gêneros discursivos textuais primários, ou seja, nos diálogos informais do 
cotidiano. Entretanto, são nos textos secundários, ou seja, aqueles mais 
elaborados, como os literários e publicitários, que a linguagem conotativa 
aparece com maior expressividade. A utilização da linguagem conotativa nos 
gêneros discursivos literários e publicitários ocorre para que se possa atribuir 
mais expressividade às palavras, enunciados e expressões, causando diferentes 
efeitos de sentido nos leitores/ouvintes. 
 
Exemplo: 
 
Leia um trecho do poema Amor é fogo que arde sem se ver, de Luiz Vaz de 
Camões, e observe a maneira como o poeta define a palavra/sentimento 'amor' 
utilizando linguagem conotativa: 
 
Amor é fogo que arde sem se ver 
 
Amor é fogo que arde sem se ver; 
É ferida que dói, e não se sente; 
É um contentamento descontente; 
É dor que desatina sem doer. 
 
É um não querer mais que bem querer; 
É um andar solitário entre a gente; 
 
É nunca contentar-se de contente; 
É um cuidar que se ganha em se perder. 
 
É querer estar preso por vontade; 
12
 
É servir a quem vence, o vencedor; 
É ter com quem nos mata, lealdade. 
 
Mas como causar pode seu favor 
Nos corações humanos amizade, 
Se tão contrário a si é o mesmo Amor? 
 
(Luís Vaz de Camões, séc. XVI) 
 
Recapitulando... 
 
 
 
13
 
 
EXERCÍCIOS 
 
 
 
 
1- (CESPE – 2018) 
Com relação aos aspectos linguísticos do texto X, julgue (C ou E) o item a 
seguir. 
As expressões “tomar isso ao pé da letra” (l.4) e “colcha de retalhos” (l.5) são 
exemplos da função denotativa da linguagem. 
As garras do Leão estão mais afiadas. A partir deste ano, os bancos terão de 
informar à Receita Federal qualquer movimentação financeira mensal acima de 
R$ 2 mil feita por pessoas físicas. No caso das empresas, o valor será de R$ 6 
mil. 
2- (CESPE – 2018) Na primeira oração do texto, o termo “Leão” foi 
empregado de forma simbólica, para denotar a força política exercida pelo 
Estado sobre a nação brasileira. 
14
 
 
3- (CESPE – 2016) A expressão “armar ali a minha tenda” (l.3) foi empregada 
no texto em sentido figurado. 
 
 
 
 
 
GABARITO 
1- E 
2- E 
3- C 
15
 
TESE 
 
 
 
 
 
 
Afinal, o que é a TESE de um texto? 
 
Tese é um assunto, um tema, um objeto. É uma proposição que se apresenta 
para ser discutida e defendida por alguém, com base em determinadas hipóteses 
ou pressupostos. Do grego “thesis” que significa “proposição”. 
A expressão “em tese” significa “de modo geral”, “de acordo com o que se 
supõe”, “em princípio”, “em teoria”. 
 
Leia o texto abaixo: 
Unesco quer que escola ensine a mediar conflitos 
 
Adotado em países como Argentina, Espanha, França e Austrália, a mediação 
dos conflitos pode entrar na grade curricular das escolas como uma forma de 
reduzir a violência. A Unesco tem dialogado com o Ministério da Educação nesse 
sentido. No Rio de Janeiro, pelo menos 20 escolas públicas adotaram a ideia e 
mantêm projetos que ajudam as crianças a mediar conflitos por meio de 
conversa. O objetivo é atacar a cultura da hipermasculinidade que reforça a ideia 
de que a solução para os conflitos é feita por meio da 
força. [...] [...] "É preciso conscientizar os alunos de que existem formas não-
violentas de resolução de conflitos", afirma o sociólogo Jorge Werthein, da 
Unesco. Para ele, a cultura de mediação propiciaa prática do diálogo, a 
resolução de conflitos, diminui o sentimento de insegurança dos alunos, interfere 
nos níveis de violência e pode contribuir para a melhoria na qualidade do ensino 
e da aprendizagem, [...]" 
COLLUCCI, Cláudia. Folha de S. Paulo, 25 jul, 2005. p. C 4. Fragmento. 
(P090859ES_SUP) 
 
1- A tese defendida pelo autor desse texto é que a mediação de conflitos 
 
16
 
a) deve ser uma disciplina escolar das escolas públicas do Rio de Janeiro. 
b) melhora a aprendizagem nas escolas públicas. 
c) propicia a prática do diálogo e diminui a violência. 
d) reforça a ideia de que a resolução de desentendimentos ocorre pela força. 
 
 Hoje em dia, o tipo de texto mais cobrado em vestibulares e concursos é o 
dissertativo argumentativo. Isso já não é novidade mais. Entretanto, mesmo que 
isso não seja algo novo, muitas pessoas encontram dificuldades em 
compreender os aspectos que constituem esse tipo de texto e, 
consequentemente, encontram dificuldades para desenvolver essa produção 
textual. 
 Ao produzirmos um texto, o nosso foco principal deve ser a função social que 
ele tem, ou seja, devemos tentar entender as razões que nos levam a produzir 
determinado tipo de texto. No caso dos textos argumentativos, devemos ter em 
mente que a principal função é: defesa de posicionamento crítico. 
 Logo, de forma resumida, ao construirmos um texto dissertativo argumentativo, 
estamos apresentando a nossa opinião sobre determinado tema e 
desenvolvendo ideias que possam fundamentar o nosso ponto de vista. 
 Você deve ter percebido que as palavras que mais apareceram no texto até 
agora foram: opinião, ponto de vista, posicionamento. E nós temos uma 
explicação bem simples para que isso tenha acontecido. Tendo em vista que a 
principal função social de um texto argumentativo é a defesa de nosso ponto de 
vista, podemos afirmar que a essência desse tipo de texto é a nossa opinião, 
também conhecida como tese. 
 Tese, como já observamos anteriormente, é o que, comumente, chamamos de 
opinião, ponto de vista, posicionamento crítico. É ela a parte fundamental para a 
existência de um texto argumentativo. Talvez isso possa ter parecido muito 
radical, mas pense comigo: um texto argumentativo será um [bom] texto 
argumentativo se não apresentar uma tese? 
 
 
 
 
 
 
 
 
17
 
EXERCÍCIOS 
2- (FDC – FUNASA) A tese basicamente defendida pela reportagem é a de que: 
 
a) as leis brasileiras em relação aos agrotóxicos não devem ser modificadas. 
b) as doenças hormonais são provocadas pelo uso de agrotóxicos. 
c) os agrotóxicos devem ter sua utilização proibida pelo governo. 
d) o Brasil deve importar progressivamente menos agrotóxicos. 
e) a agricultura brasileira devia ser basicamente orgânica. 
 
Pronto para outra? 
Ricardo Freire 
 
 Para muita gente, esta é a semana mais difícil do ano. Você volta das férias, 
tenta se adaptar de no- vo à rotina e já pressente as surpresas que vai ter ao 
receber a conta do cartão de crédi- to. Quando se dá conta, é mais uma vítima 
da depressão pós-viagem. Eu só conheço uma maneira de sair dessa: começar 
a pensar já na próxima. Não, não é cedo demais. Nem sintoma de descaso pelo 
trabalho. Acalentar uma viagem é uma maneira segura de manter aceso o 
interesse pelo fato gerador de suas férias: seu emprego. 
18
 
 Além do que, planejar uma viagem com antecedência é o melhor jeito de 
rentabilizar seu investimento. Por que se contentar em aproveitar apenas os dias 
que você passa longe de casa, quando dá para começar a viajar muito antes de 
embarcar e sem pagar nada mais por isso? 
 Eu gosto de comparar o planejamento de uma grande viagem ao preparo de 
um desfile de escola de samba no Carnaval. Assim como as férias, o Carnavalquem é usado com preposição quando se refere a uma 
pessoa ou a uma coisa personificada. 
 
Holdemar era o tio a quem ele amava. 
Esse é o animalzinho a quem prezo como companheiro. 
 
Quando o relativo quem aparecer sem ante- cedente claro, é classificado como 
pronome relativo indefinido. 
 
Foi irresponsável quem não veio ao curso. 
 
O relativo que pode ter por antecedenteos demonstrativos o, a, os, as. 
 
Sou o que sou. (o = aquilo) 
 
149
 
Quando precedido de Preposição monossilábica, empregase o pronome 
relativo que. Com preposições de mais de umasílaba, usa-se o relativo o qual (e 
flexões). 
 
Aquele é o martelo com que trabalho. 
Aquele é o patrão para o qual trabalho. 
 
O pronome relativo cujo e suas flexões são relativos possessivos. Equivalem a 
“do qual, de que, de quem”. Devem concordarcom a coisa possuída. 
 
Meninos cuja alegria... 
Meninos cujas alegrias... 
Meninos cujo pensamento... 
Meninos cujos pensamentos... 
 
Obs.: Não se usa artigo -o(s),a(s)- depois do pronome cujo. 
 
(F) Aquelas são as mulheres cujos os maridos viajaram. 
(V) Aquelas são as mulheres cujos maridos viajaram. 
 
Os pronomes quanto(s), quanta(s) são relativos quando seguem os pronomes 
indefinidos tudo, todos ou todas. 
 
Estudou tudo quanto deveria. 
 
O relativo onde deve ser usado para indicar lugar e tem sentido aproximado de 
“em que, no qual”. 
 
Este é o lugar onde aprendo tudo. 
 
Colocação pronominal 
150
 
Os pronomes átonos (me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, os, as, lhes), em relação ao 
verbo, podem ocupar três posições: antesdo verbo (próclise), no meio do verbo 
(mesóclise) e depois do verbo (ênclise). 
 
Próclise - O pronome pode ser atraído por: 
 
1. Palavras ou expressões negativas: não, nunca, jamais, nada, ninguém, nem, 
demodo algum. 
 
Nada me preocupa. 
Ninguém se retirou. 
De modo algum me recusarei a ajudar. 
Ela nem se importou com a mudança da data. 
 
2. Conjunções subordinativas: quando, se, porque, que, conforme, embora, logo. 
Quando se trata de ensinar, ele é um “expert”. 
 
É importante que a deixes crescer. 
Fiz a lista conforme me vinham à mente os convidados. 
 
3. Advérbios sem a vírgula 
 
Aqui se trabalha em paz. 
Aqui, trabalha-se em paz. (havendo vírgula depois do advérbio, usa-se ênclise) 
Sempre me dediquei aos livros. 
Talvez o encontre no trabalho. 
 
4. Pronomes demonstrativos, indefinidos e relativos. 
 
Isso me traz alegria. (demonstrativo) 
Alguém me procurou? (indefinido) 
A pessoa que te ligou é minha prima. (relativo) 
151
 
5. Em frases interrogativas. 
 
Quanto me devolverás de troco? 
 
6. Em frases exclamativas. 
 
Isso me faz pensar melhor! 
 
7. Em frase optativa (que exprime desejo, pre- visão). 
 
Deus o abençoe! 
Bons ventos te levem! 
Que o futuro lhe traga sucesso. 
 
8. Com verbo no gerúndio antecedido da preposição em. 
 
Em se plantando, tudo dá. 
Em se tratando de concurso, ele passa em todos. 
 
9. Com formas verbais proparoxítonas. 
 
Nós o desprezávamos. 
 
Mesóclise 
 
1. No futuro do presente (que vai acontecer) 
 
Convidar-me-ão para o evento. 
 
2. No futuro do pretérito (que ia acontecer, mas não aconteceu). 
152
 
Convidar-me-iam para o evento. 
 
Obs.: Havendo palavra atrativa, a próclise prevalecerá. 
 
Não me convidarão para o evento. 
 
Ênclise 
 
1. Com o verbo no início da frase. 
 
Deram-me os recados. 
 
2. Com o verbo no imperativo afirmativo. 
 
Comportem-se. 
 
3. Com o verbo no infinitivo impessoal. 
 
Convém contar-lhe tudo. 
 
4. Com o verbo no gerúndio. 
 
Venceu, deixando-nos orgulhosos. 
 
Obs.: Estando o gerúndio precedido de preposição “em” ou de “palavra atrativa”, 
ocorrerá a próclise: 
 
Em se tratando de romance, preferia o policial. 
Protestou, não nos explicando os motivos. 
 
Colocação Pronominal nas locuções verbais 
153
 
Verbo auxiliar + Particípio: pronome depois do verbo auxiliar desde que não 
haja palavra atrativa. 
 
Havia-lhe dito o segredo. 
Não lhe Havia dito o segredo. 
 
Verbo auxiliar + Gerúndio ou Infinitivo: não havendo palavra atrativa, o 
pronome oblíquo poderá ficar depois do verbo auxiliar oudo verbo principal. 
 
Quero-lhe contar um segredo. 
Quero contar-lhe um segredo. 
Ia-lhe observando o comportamento. 
Ia observando-lhe o comportamento. 
 
Obs.: Havendo palavra atrativa, o pronome oblíquo virá antes do verbo auxiliar 
ou depois do verbo principal. 
 
Não lhe quero contar o segredo. 
Não quero contar-lhe o segredo. 
 
SUBSTANTIVO – batiza pessoas, objetos, animais, emoções, sentimentos, tudo 
que existe no mundo. 
Cognata das palavras “substância, substancial” que estão associadas a algo 
“necessário”, “fundamental”. 
CLASSIFICAÇÕES: 
• Substantivos simples - Formados por radical único. 
pedra alegria Walmir peixe 
• Substantivos compostos - Formados por dois ou mais radicais. 
Passatempo couve-flor rodapé 
• Substantivos primitivos - Originam outras palavras. 
Classificam-se como aqueles que não derivam de outra palavra. 
Pedra fogo campo fala 
• Substantivos derivados - Provêm de palavras já existentes. 
Pedreira fogaréu camponês 
• Substantivos concretos - Possuem moléculas, ocupam lugar no espaço, 
 
154
 
têm existência real ou imaginária, geralmente, podem ser desenhados. 
Gato flor fogo cidade cimento Deus fada ar saci duende 
• Substantivos abstratos - Não têm existência real, por isso necessitam 
de outro ser para se manifestarem. Designam estados, qualidades, ações 
e sentimentos dos seres, dos quais podem ser abstraídos, e sem os quais 
não podem existir. 
vida (estado) rapidez (qualidade) 
viagem (ação) saudade (sentimento). 
• Substantivos comuns - Designam seres, entidades e coisas diversas. 
Pessoa animal cidade universidade praça planeta 
• Substantivos próprios - Designam, de forma particular, seres, entida- 
des e coisas diversas, devendo ser iniciados com letra maiúscula. 
Walmir Marte Brasil 
 
FLEXÃO DE NÚMERO 
Flexão de Número do Substantivo 
 
Singular - indica um ser ou um grupo de seres; 
Plural - indica mais de um ser ou grupo de seres. A desinência de plural é o “s” 
final. 
Plural dos Substantivos Simples 
a) Terminados em VOGAL fazem o plural com o acréscimo de S. 
 
pai - pais 
ímã - ímãs 
 
Obs.: hífen - hifens (sem acento, no plural) ou hífenes; 
 
cânon - cânones. 
 
b) Os substantivos terminados em M fazem o plural em NS. 
 
homem – homens 
bombom – bombons 
 
155
 
c) Os substantivos terminados em R e Z fa- zem o plural pelo acréscimo de ES. 
 
Cor – cores 
revólver - revólveres 
raiz - raízes 
 
Atenção: O plural de caráter é caracteres. 
 
d) Os substantivos terminados em AL, EL, OL, UL flexionam-se no plural, 
trocando o L por IS. 
 
quintal - quintais 
anzol - anzóis 
papel - papéis 
 
Exceções: mal e males, cônsul e cônsules, real (moeda) – réis 
 
e) Se terminados em IL, os substantivos fa- zem o plural de duas maneiras: 
 
- Quando oxítonos, troca-se o L por S. canil - canis 
- Quando paroxítonos, troca-se o IL por EIS. míssil - mísseis. 
 
Obs.: as palavra réptil e projétil podem formar o plural de duas maneiras: 
répteis ou reptis (pouco usada), projéteis ou projetis (pouco usada). 
 
f) Os substantivos terminados em s fazem o plural de duas maneiras: 
 
- Quando MONOSSÍLABOS ou OXÍTONOS, acrescenta-se ES. mês - meses 
retrós - retroses 
- Quando PAROXÍTONOS ou PROPAROXÍTONOS, são invariáveis. 
 
156
 
o lápis - os lápis 
o pires – os pires 
o ônibus - os ônibus 
o vírus – os vírus 
 
g) As palavras terminadas em –ão podem for- mar plural de três modos 
 
-ões: ação - ações 
-ães: cão - cães 
-ãos: grão – grãos 
 
A maioria dos substantivos e adjetivos que terminam em –ão faz o plural em –
ões. 
 
Balão - Balões 
Botão- Botões 
Cordão - Cordões 
Estação - Estações 
Limão - Limões 
Paixão - Paixões 
Visão - Visões 
Razão - Razões 
 
Quando a terminação –ão recair sob a sílaba átona (pronunciada mais 
fracamente) o plural obedece a regra básica de acrescentar-se “s” no final: 
 
Bênção - Bênçãos 
Órgão - Órgãos 
Sótão - Sótãos 
 
Observe que as palavras acima são paroxíto- nas. Mas algumas oxítonas 
157
 
também possuem a mesma formação de plural. 
 
Mão - Mãos 
Chão - Chãos 
Grão - Grãos 
Irmão – Irmãos 
Artesão - Artesãos. 
 
Poucos vocábulos têm seu plural em –ães. Ex.: 
 
Alemão - Alemães 
Cão - Cães 
Capitão - Capitães 
Catalão - Catalães 
Charlatão - Charlatães 
Escrivão - Escrivães 
Guardião - Guardiães 
Pão - Pães 
Sacristão - Sacristães 
Tabelião - Tabeliães 
 
Outras palavras aceitam mais de uma forma de se fazer o plural. 
 
Aldeão: Aldeãos / Aldeães / Aldeões 
Ancião: Anciãos / Anciães / Anciões 
Ermitão: Ermitãos / Ermitães / Ermitões 
Sultão: Sultãos / Sultães / Sultões 
Alazão: Alazães / Alazões 
Anão: Anãos / Anões 
Artesão: Artesãos (profissional) / Artesão: Artesões (enfeite de abóbora) 
158
 
Cirurgião: Cirurgiães / Cirurgiões 
Corrimão: Corrimãos / Corrimões 
Deão: Deães / Deões 
Faisão: Faisães / Faisões 
Guardião: Guardiães / Guardiões 
Hortelão: Hortelãos / Hortelões 
Refrão: Refrãos / Refrães 
Sacristão: Sacristãos / Sacristães 
Verão: Verãos / Verões 
Vilão: Vilãos / Vilões 
Zangão: Zangãos / Zangões 
 
h) Os substantivos terminados em x ficam in- variáveis. 
 
o látex - os látex. 
 
Plural dos Substantivos Compostos 
 
• grafados sem hífen – comportam-se como os simples: 
 
aguardente – aguardentes 
minissaia – minissaias 
malmequer – malmequeres 
 
• grafados com hífen: 
 
a) Quando as duas palavras forem substantivos, pode-se pluralizar o primeiro 
elemento (mais aceito pelos gramáticos) ou ambos: navio-escola = navios-escola 
ou navios-escolas 
palavra-chave = palavras-chave ou palavras-chaves 
couve-flor = couves-flor ou couves-flores 
bomba-relógio = bombas-relógio ou bombas- relógios 
peixe-espada = peixes-espada ou peixes-espadas 
159
 
b) Flexionam-se os dois elementos, quando formados de: 
 
substantivo + adjetivo 
cachorros-quentes. 
 
adjetivo + substantivo 
gentis-homens 
 
numeral + substantivo 
quartas-feiras 
 
c) Flexiona-se somente o segundo elemento, quando formados de: 
 
verbo + substantivo 
guarda-roupas 
 
palavra invariável + palavra variável 
alto-falantes 
 
palavras repetidas ou imitativas 
reco-recos 
 
d) Flexiona-se somente o primeiro elemento, quando formados de: 
 
substantivo + preposição + substantivo 
águas-de-colônia 
 
cavalos-vapor 
(preposição “a” subentendida) 
 
160
 
e) Permanecem invariáveis, quando formados de: 
 
verbo + advérbio 
os bota-fora 
 
verbo + substantivo no plural 
os saca-rolhas 
 
f) Casos Especiais 
 
os louva-a-deus 
os bem-te-vis 
os bem-me-queres 
os joões-ninguém. 
 
Plural das Palavras Substantivadas 
 
As palavras substantivadas apresentam, no plural, as flexões próprias dos 
substantivos. 
 
Analisemos os prós e os contras. 
Confira com a prova dos noves. 
Compreenda os sins e os nãos que a vida lhe dá. 
 
Obs.: numerais substantivados terminados em -s ou -z não variam no plural. 
 
Houve muitos seis e poucos dez nas redações corrigidas.. 
 
Plural dos Diminutivos 
 
Barzinho = 
161
 
 
1. coloca-se o substantivo primitivo no plural (bares) 
2. acrescenta-se o sufixo ZINHO (bareS+zinho) 
3. desloca-se o “s” para depois do sufixo 
(bare+zinhoS) 
 
pãe(s) + zinhos = pãezinhos 
animai(s) + zinhos = animaizinhos 
botõe(s) + zinhos = botõezinhos 
chapéu(s) + zinhos = chapeuzinhos 
farói(s) + zinhos = faroizinhos 
tren(s) + zinhos = trenzinhos 
colhere(s) + zinhas = colherezinhas 
flore(s) + zinhas = florezinhas 
mão(s) + zinhas = mãozinhas 
papéi(s) + zinhos = papeizinhos 
nuven(s) + zinhas = nuvenzinhas 
funi(s) + zinhos = funizinhos 
túnei(s) + zinhos = tuneizinhos 
pai(s) + zinhos = paizinhos 
pé(s) + zinhos = pezinhos 
pé(s) + zitos = pezitos 
 
Obs.: Devem-se pluralizar os nomes próprios de pessoas sempre que a 
terminação se preste à flexão. 
 
Por exemplo: 
 
Os Napoleões também são derrotados. 
Os Samuéis e Jaiíres não compareceram. 
 
162
 
Obs.: Substantivos estrangeiros (ainda não aportuguesados) devem ser escritos 
como na língua original mais o “s”. (exceto quando terminam em s ou z). 
 
Por exemplo: 
 
os shows 
os shorts 
os jazz 
os garçons 
 
Particularidades sobre o Número dos Substantivos 
 
a) Há substantivos que só se usam no singular: 
 
o sul, o norte, o leste, o oeste, a fé, etc. 
 
b) Outros só no plural: 
 
as núpcias, os víveres, os pêsames, as espadas/os paus (naipes de baralho), as 
fezes. 
 
c) Outros, enfim, têm, no plural, sentido diferente do singular: 
 
bem (virtude) e bens (riquezas) 
honra (probidade, bom nome) e 
honras (homenagem, títulos) 
 
d) Substantivos no singular podem indicar plural: 
 
Aqui viveu muito índio. 
Havia um grupo de torcedores que, entre ho- mem, mulher e menino, ia bem 
163
 
vinte mil." 
 
e) Pode haver metafonia (mudança de timbre) na flexão do substantivo 
 
corpo (ô) corpos (ó) 
esforço esforços 
fogo fogos 
forno fornos 
fosso fossos 
imposto impostos 
olho olhos 
 
Têm a vogal tônica fechada (ô): adornos, almoços, bolsos, esposos, estojos, 
globos, gostos, polvos, rolos, soros, etc. 
 
Obs.: distinga-se molho (ô), caldo (molho de carne), de molho (ó), feixe (molho 
de lenha). 
 
FLEXÃO DE GRAU 
 
Flexão de Grau do Substantivo 
Grau Normal - (tamanho normal). 
casa 
 
Grau Aumentativo - (aumento do tamanho). 
• Analítico = vem acompanhado de um adjetivo que indica grandeza. 
 
casa grande. 
 
• Sintético = vem com sufixo indicador de aumento. 
 
casarão. 
Grau Diminutivo – (diminuição do tamanho). 
164
 
 
• Analítico = vem acompanhado de adjetivo indicador de pequenez. 
 
casa pequena. 
 
• Sintético = vem com sufixo indicador de diminuição. 
 
Casinha 
 
 
TABELA DE AUMENTATIVOS 
 
 
 
 
 
 
165
 
TABELA DE DIMINUTIVOS 
 
ADJETIVO - modifica o substantivo, caracterizando-o. 
 
Simples - um radical. bonito 
azul 
 
Composto - mais de um radical. 
azul-escuro 
 
Primitivo - origina outras palavras. 
triste 
bom 
pobre 
 
Derivado - deriva de outras palavras. 
 
166
 
tristonho 
bondoso 
pobretão 
 
Grau do adjetivo 
 
Grau comparativo: ideia de igualdade, superioridade ou inferioridade. 
 
1. Comparativo de superioridade 
 
mais... que 
mais... do que 
 
João é mais competitivo (do) que Laura. 
 
Alguns adjetivos possuem formas específicas para o comparativo de 
superioridade: 
 
pequeno - menor / mais pequeno 
grande - maior 
bom - melhor 
mau - pior 
 
Enquanto o uso de é aceito, as formas só devem ser usadas quando comparamos qualidades 
referentes a um mesmo ser (pessoa ou coisa). 
 
José é mais alto do que forte. 
Dario é mais bom do que inteligente. 
 
(Dario possui a qualidade da bondade em quantidade superior relativamente à 
qualidade da inteligência). 
167
 
2. Comparativo de inferioridade 
 
menos... que 
menos... do que 
 
Laura a é menos beijoqueira que João. 
Maria Clara é menos forte do que Camila. 
 
3. Comparativo de igualdade: 
 
tão... quanto 
como 
tanto quanto (pospostos ao verbo) 
 
Nicole é tão inteligente quanto você. 
Thaís é feliz como Eduarda. 
Dálton é alegre tanto quanto Juliana. 
 
Grau superlativo 
 
Superlativo Relativo: quando se faz sobressair, com vantagem ou desvantagem, 
a qualidade de um ser em relação a outros (a um conjunto de seres). Pode ser 
de superioridade ou de inferioridade. 
 
Bárbara éa mais inteligente da turma. (superioridade) 
José é o mais fraco da equipe. (inferioridade) 
 
Superlativo Absoluto – qualidade intensificada sem relação com outros seres. 
Analítico: modificado por advérbios como muito, extremamente, etc. 
 
Marcos é muito esperto. 
168
 
Letícia é extremamente simpática. 
 
Sintético: com o sufixo “-íssimo, -rimo, -imo”. Passeio agradabilíssimo. 
 
É um celebérrimo convidado. 
A prova estava dificílima. 
Ágil - agilíssimo, agílimo 
Agudo - acutíssimo 
Bom - boníssimo 
Célebre - celebérrimo 
Cruel - crudelíssimo, cruelíssimo 
Doce - docíssimo, docilíssimo 
Dócil - docílimo, docilíssimo 
Fácil - facílimo, facilíssimo 
Feio - feiíssimo 
Feliz - felicíssimo 
Fiel - fidelíssimo 
Livre - libérrimo, livríssimo 
Magnífico - magnificentíssimo 
Pobre - paupérrimo, pobríssimo 
Sábio - sapientíssimo 
São - saníssimo 
Útil - utilíssimo 
Voraz – voracíssimo 
 
Locução adjetiva - união de duas ou mais palavras que equivalem a um 
adjetivo. 
 
preposição + substantivo 
preposição + advérbio 
 
169
 
Dente de cão = dente canino 
Conselho de mãe = conselho materno 
Pneus de trás = pneus traseiros 
Ataque de frente = ataque frontal 
De aluno - discente 
De abdômen - abdominal 
De açúcar - sacarino 
De anjo - angélico, angelical 
De água - aquático, áqueo, hidráulico, hídrico 
De ave - aviário, aviculário, ornítico 
De cabeça - cefálico 
De casamento - matrimonial, nupcial 
De direito - jurídico 
De estômago - estomacal, gástrico 
De garganta - gutural 
De intestino - celíaco, entérico, intestinal 
De manhã - matinal, matutino, crástino 
De mês - mensal 
De pele - cutâneo 
De peso - ponderal 
De tarde - vesperal, vespertino 
 
VERBO - Verbos Regulares: sem alterações no radical. 
 
cantar, vender, partir... 
Cantar, canto, cantei. 
 
Verbos Irregulares: alterações no radical 
Fazer, faço, fiz, fizer. 
 
170
 
Verbos Anômalos: alterações significativas no radical. 
 
Ser, sou, fui, for. 
Ir, vou, fui, for. 
 
Verbos Defectivos: sem conjugação completa. 
 
Falir, reaver, precaver. 
 
Eu ---, Tu ---, Ele ---, nós falimos, vós falis, eles --- 
 
Verbos Abundantes: duas formas de mesmo valor. 
Geralmente no particípio. 
 
aceitar: aceitado e aceito 
acender: acendido e aceso 
corrigir: corrigido, correto 
eleger: elegido e eleito 
encher: enchido, cheio 
entregar: entregado e entregue 
fixar: fixado, fixo 
enxugar: enxugado e enxuto 
imprimir: imprimido e impresso 
limpar: limpado e limpo 
destruir: destrói e destrui 
construir: constrói e construi 
 
Obs.: Os verbos abrir, cobrir, dizer, escrever, fazer, pegar, pôr, ver e vir só 
possuem o particípio irregular: aberto, coberto, dito, escrito, feito, pegado, posto, 
visto e vindo. 
Vozes verbais 
171
 
 
a) Voz Ativa: sujeito agente. 
 
Eles pediram férias antecipadas. 
O público aplaudiu os cantores. 
 
b) Voz Passiva: sujeito paciente. 
 
Férias antecipadas foram pedidas por eles. 
Os cantores foram aplaudidos pelo público. 
 
c) Reflexiva: sujeito agente e paciente, isto é, pratica e recebe a ação. 
 
A garota cortou-se. 
 
Formação da Voz Passiva: 
1- Voz Passiva Analítica 
Verbo SER + particípio do verbo principal. 
A tarefa foi realizada pelo servente. (sujeito paciente: a tarefa) 
 
Obs.: o agente da passiva geralmente é acompanhado da preposição por, mas 
pode ocorrer a construção com a preposição de. 
 
A vítima ficou cercada de bandidos. 
O agente da passiva pode não estar explícito na frase. 
Os simulados serão realizados aos sábados. 
 
a) Ele leu o livro. (pretérito perfeito do indicativo) 
 
O livro foi lido por ele. (pretérito perfeito do indicativo) 
 
172
 
b) Ele lê o livro. (presente do indicativo) 
 
O livro é lido por ele. (presente do indicativo) 
 
c) Ele lerá o livro. (futuro do presente) 
 
O livro será lido por ele. (futuro do presente) 
 
Obs.: O verbo SER das frases com locuções verbais assume o mesmo tempo e 
modo do verbo principal da voz ativa. 
 
O tempo ia varrendo as lembranças. (gerúndio) 
As lembranças iam sendo varridas pelo tempo. (gerúndio) 
 
2- Voz Passiva Sintética: verbo com transitividade direta na 3ª pessoa + SE 
(pronome apassivador). 
 
Vende-se casa. 
Alugam-se casas. 
 
Obs.: o agente da passiva não costuma vir expresso na voz passiva sintética. 
 
REGRA DO DEDO: 
Erros comuns 
Existem algumas variáveis na conjugação de alguns verbos. Os linguistas os 
chamam desvios de variáveis, enquanto os gramáticos tratam-nos como erros. 
 
verbo VER e derivados. 
Forma popular: se eu ver, se eu rever, se eu revesse. 
Forma padrão: se eu vir, se eu revir, se eu revisse. 
 
 
173
 
verbo VIR e derivados. 
Forma popular: quando eu vier, se eu interviesse, eu intervi, ele interviu, eles 
proviram. 
Forma padrão: quando eu vier, se eu interviesse, eu intervim, ele interveio, eles 
provieam. 
 
verbo TER e derivados. 
Forma popular: quando eu obter, se eu mantesse, ele deteu. 
Forma padrão: quando eu obtiver, se eu mantivesse, ele deteve. 
 
verbo PÔR e derivados. 
Forma popular: quando eu compor, se eu disposse, eles disporam. 
Forma padrão: quando eu compuser, se eu dispusesse, eles dispuseram. 
 
verbo REAVER 
Forma popular: eu reavi, eles reaveram, ela reavêu. 
Forma padrão: eu reouve, eles reouveram, ela reouve. 
 
CORRELAÇÃO ENTRE MODOS E TEMPOS VERBAIS 
- Presente do indicativo + Pretérito Perfeito do Indicativo 
Hoje compreendo que perdi tempo. 
 
- Presente do Indicativo + Pretérito Perfeito Composto do Subjuntivo 
Espero que o tempo tenha te transformado. 
 
- Presente do Indicativo + Pretérito Imperfeito do Indicativo 
Só agora percebo que naquela época estudava menos. 
 
- Presente do Indicativo + Futuro do Presente do Indicativo 
Percebo que você passará no concurso. 
 
174
 
- Presente do Indicativo + Presente do Subjuntivo 
Quero que você passe no concurso! 
 
- Pretérito Perfeito do Indicativo + Pretérito Imperfeito do Subjuntivo 
Sugeri que você lesse bastante. 
 
- Pretérito Perfeito do Indicativo + Pretérito Imperfeito do Indicativo 
Notei que você ia aprender mais. 
 
- Pretérito Perfeito do Indicativo + Pretérito Mais-Que-Perfeito Composto do 
Subjuntivo 
Desejei que você tivesse ocupado o cargo. 
 
- Pretérito Perfeito do Indicativo + Futuro do Pretérito do Indicativo 
Disseram que você seria empossado logo. 
 
- Pretérito Imperfeito do Indicativo + Pretérito Imperfeito do Subjuntivo 
Desejava que você ocupasse a vaga. 
 
- Pretérito Imperfeito do Subjuntivo + Futuro do Pretérito (simples ou composto) 
do Indicativo 
Se eu passasse, diria/teria dito a você. 
 
- Pretérito Imperfeito do Indicativo + Pre- térito Mais-Que-Perfeito Composto do 
Subjuntivo 
Ex.: Queria que tivesse sido aprovado. 
 
- Pretérito Mais-Que-Perfeito do Indicativo + Pretérito Imperfeito do Subjuntivo 
Apelara que você se dedicasse mais aos estudos. 
 
- Pretérito Mais-Que-Perfeito Composto do Subjuntivo + Futuro do Pretérito 
Composto do Indicativo 
175
 
Se você tivesse estudado mais, teria se classificado em melhor posição. 
 
- Futuro do Pretérito + Pretérito Imperfeito do Subjuntivo 
Desejaria que tivesses melhor classificação. 
 
- Futuro do Pretérito do Indicativo + Pretérito Mais-Que-Perfeito Composto do 
Subjuntivo 
Gostaria que você tivesse ocupado o cargo. 
 
- Futuro do Subjuntivo + Futuro do Presente Indicativo/Presente do Indicativo 
Quando eu ocupar o cargo, apresentarei/apresento novo projeto. 
 
- Futuro do Subjuntivo + Futuro do Presente Composto do Indicativo 
Quando chegarmos até o local de prova, o nervosismo já terá ido embora. 
 
ADVÉRBIO - indica as circunstâncias em que esse processo verbal se 
desenvolve. Se acompanhado por preposição, é chamado de locução adverbial. 
 
Modifica: 
 
ADJETIVO - É muito estudioso. 
VERBO - Estuda muito. 
ADVÉRBIO - Lê muito bem.Afirmação: sim, certamente, realmente, efetivamente, decerto, deveras, 
decididamente, indubitavelmente. 
 
Vou sim. 
Certamente passaremos. 
Ele é realmente prestativo. 
Falou o que efetivamente ouvimos. 
Decerto estava aflito. 
176
 
Negação: não, nunca, de modo algum, jamais, tampouco, de forma nenhuma, 
de jeito nenhum. 
 
Não quero reclamações. 
Nunca diga nunca. 
De modo algum farei isso. 
 
Obs.: 
1. Nunca vi um mico-leão [ Antôn.: sempre ] 
2. A árvore está morta; nunca dará frutos. [=não] 
3. Nunca faltaria àquele evento. [de maneira nenhuma] 
 
Dúvida: acaso, porventura, talvez, quiçá, oxalá, caso, possivelmente, 
provavelmente, casualmente, quem sabe. 
 
Acaso é a verdade motivo para a angústia? 
Porventura fizeste antecipadamente os exercícios? 
Talvez haja muita gente sofrendo. 
É difícil, quiçá impossível, reconhecer o egoísmo. 
 
Tempo: logo, hoje em dia, a qualquer momento, de vez em quando, vez por 
outra, de repente, antigamente, primeiramente, ontem, antes, dantes, cedo, 
tarde, ora, agora, imediatamente, já, sempre, constantemente, às vezes, 
amanhã, depois, outrora, breve, provisoriamente, sucessivamente, à tarde, à 
noite, de manhã, de repente, de vez em quando, de quando em quando, a 
qualquer momento, de tempos em tempos, hoje em dia. 
 
Logo amanhecerá, a lua já está se despedindo. 
Ninguém confia nos políticos hoje em dia. 
O sucesso chegará a qualquer momento. 
De vez em quando todos nós falhamos. 
Ele surtou de repente. 
 
177
 
Lugar: ali, perto, ao lado, aqui, antes, dentro, ali, adiante, fora, acolá, atrás, além, 
lá, detrás, aquém, cá, acima, onde, perto, aí, abaixo, aonde, longe, debaixo, 
defronte, adentro, afora, alhures, aquém, embaixo, externamente, a distância, à 
distância de, de longe, de perto, em cima, à direita, à esquerda, ao lado, em 
volta. 
 
Ela dorme ali. 
Coloque isso atrás da cama, perto da parede. 
O acidente se deu à distância de 100 metros da farmácia. 
 
Existem os advérbios pronominais indefinidos de lugar que raramente se usam: 
algures, em algum lugar alhures, em outro lugar e nenhures, em nenhum lugar; 
 
Modo: bem, assim, às pressas, aos poucos, calmamente, desse jeito, em vão, 
frente a frente, mal, devagar, depressa, às claras, às modo, dessa maneira, lado 
a lado, a pé, de cor, e grande parte dos advérbios com o sufixo [-mente]: 
tristemente, propositadamente, pacientemente, amorosamente, docemente, 
bondosamente. 
 
Eu te quero bem. (quero deste modo) 
Eu te quero assim como te conheci. (quero deste modo) 
Está sempre caminhando às pressas. (caminhando deste modo) 
Vai me convencendo aos poucos. (convencendo deste modo) 
Terminou o discurso calmamente. (terminou deste modo) 
Desse jeito eu desisto. (deste modo desisto) 
Foi tudo em vão. (foi deste modo) 
Ficamos frente a frente. (Ficamos deste modo) 
 
Obs.: Quando os advérbios terminados em mente estiverem coordenados, é 
comum o uso do sufixo só no último. 
 
O boi andava lenta e silenciosamente. 
 
178
 
Intensidade: muito, pouco, mais, em excesso, nada, menos, quase, mais, 
demais, bastante, demasiado, tudo, assaz, que (equivalente a quão), bem 
(relativo a quantidade), por demais. 
 
Ele é muito esperto. 
Esperou pouco para fazer a prova. 
Bati mais forte. 
Colocou açúcar no copo em excesso. 
Tanto chorou que acabou rouco. 
Não sabia quão bela a criança ficaria. 
Não é tão simpático quanto parece. 
Ficamos noivos de pouco, nos conhecemos de muito. 
Ele não é de todo antipática. 
 
ADVÉRBIOS INTERROGATIVOS 
Aparecem tanto nas interrogativas diretas quanto nas interrogativas indiretas: 
Quando => tempo 
Como => modo 
Onde => lugar 
Por que => causa 
 
Quando sairemos? 
Não sei quando sairemos. 
 
Como você caiu? 
Não sei como você caiu. 
 
Onde você mora? 
Não sei onde você mora. 
 
Por que você não veio? 
179
 
Não sei por que você não veio. 
 
ADJETIVOS ADVERBIALIZADOS – são mantidos invariáveis, não sofrem 
flexão. 
 
A aula passa muito rápido. (rapidamente) 
O atleta venceu fácil a luta. (facilmente) 
Há uma cerveja que desce redondo. (suavemente) 
Algumas mulheres cantam muito baixo e outras muito alto. (fracamente, 
fortemente) 
 
ADVÉRBIO X PRONOME INDEFINIDO (Revisando) 
Advérbio: modifica verbo, adjetivo ou outro advérbio e não sofre flexão nem de 
gênero nem número. 
Pronome indefinido: relaciona-se a substantivo e sofre flexões. 
 
ANALISANDO 
Existe pouco cabra que bebe bastante e bastante mulher muito valente. 
 
FLEXÃO DE GRAU DO ADVÉRBIO 
O advérbio admite dois graus: comparativo e superlativo. 
 
GRAU COMPARATIVO 
Igualdade: tão + advérbio + quanto 
 
Renato joga tão bem quanto Emmanuel. 
 
Inferioridade: menos + advérbio + que (do que) 
 
Ele se porta menos orgulhosamente (do) que ela. 
 
 
180
 
Superioridade 
 
Analítico: mais + advérbio + que (do que) 
 
Raphael fala mais corretamente (do) que os colegas. 
 
Sintético: melhor que ou pior que. 
 
Ele escreve melhor que os outros. 
Ele escreve pior que os outros. 
 
GRAU SUPERLATIVO ABSOLUTO 
 
Analítico: acompanhado de outro advérbio. 
 
Ele escreve bem. 
Ele escreve muito bem. 
 
Sintético: formado com sufixos. 
 
Carla chorou baixíssimo. 
Roberto bebeu muitíssimo. 
 
Observações: 
• Na linguagem popular, usam-se advérbios repetidos ou na forma 
diminutiva, com ideia de superlativo. 
 
Você precisa viajar cedinho amanhã. 
Viajo cedo, cedo. 
Vou já, já. 
O shopping fica pertinho do trabalho. 
Chegou cedinho, cedinho. 
Entrou mansinho, mansinho. 
181
 
• Prefiram-se as formas analíticas “mais bem” e “mais mal” às formas 
“melhor” e “pior”, quando estas modificarem particípios. 
 
Certamente seu projeto foi mais bem elaborada do que as outros. 
 
PALAVRAS E LOCUÇÕES DENOTATIVAS 
Assemelham-se a advérbios, mas não possuem, segundo a Nomenclatura 
Gramatical Brasileira, classificação especial. Sintaticamente, são expletivas e, 
semanticamente, exercem papel importante no contexto em que se inserem e 
assumem valores de: 
 
Adição: ainda, além disso; Bebeu tudo e ainda repetiu. 
 
Afastamento: embora 
 
Foi embora de casa. 
 
Afetividade: ainda bem, felizmente, infelizmente. 
 
Ainda bem que cheguei na hora 
 
Aproximação: quase, lá por, bem, uns, cerca de, por volta de. 
 
Ela quase denunciou o fofoqueiro. 
 
Designação: eis 
 
Eis nosso carro novo. 
 
Exclusão: apesar, somente, só, salvo, unicamente, exclusive, exceto, senão, 
sequer, apenas. 
 
Não me pediu sequer um real. 
182
 
Explicação: isto é, por exemplo, a saber. 
 
Vi vários filmes, a saber, os românticos. 
 
Inclusão: até, ainda, além disso, também, inclusive. 
 
Ela também fará o concurso. 
 
Limitação: só, somente, unicamente, apenas. 
 
Só Raissa veio à festa. 
 
Realce: é que, cá, lá, não, mas, é porque. 
 
E você lá sabe o que quer. 
O que não diria a senhora se soubesse que o namorado já fora detido. 
 
Retificação: aliás, isto é, ou melhor, ou antes. 
 
Somos parentes, ou melhor, primos. 
 
Situação: então, mas, se, agora, afinal. 
 
Mas quem disse isso? 
 
PREPOSIÇÃO - subordina um termo ao outro, estabelecendo a coesão textual. 
Semanticamente, indicam diversas circunstâncias. 
 
Lugar = Estivemos em Fortaleza. 
Origem = As uvas vinham do Chile. 
183
 
Causa = Ele morreu por ter infartado. 
Assunto = Falamos bastante sobre rios. 
Meio = Passeei de bicicleta à noite. 
Matéria = Vendem-se roupas de lã. 
 
Sintaticamente, fazem parte de: 
 
• Complementos verbais: obedecer “aos pais”. 
• Complementos nominais: ser obediente “aos pais”. 
• Locuções adjetivas: se uma pessoa “de fé”. 
• Locuções adverbiais: dirigir “com cuidado”. 
• Orações reduzidas: “Ao sair”, foi elogiado. 
 
TIPOS 
 
1. Preposições essenciais: a, ante, perante, após, até, com, contra, de, desde, 
em, entre, para, por, sem, sob, sobre, trás. 
 
2. Preposições acidentais(emprestadas de outras classes gramaticais): como, 
durante, exceto, fora, mediante, salvo, segundo, senão, visto. 
 
3. Locuções prepositivas: duas ou mais pala- vras com valor de preposição, 
sendo a última palavra sempre preposição: atrás de, dentro de, abaixo de, acerca 
de, acima de, ao lado de, a respeito de, à distância de, de acordo com, em cima 
de, embaixo de, em frente a, ao redor de, graças a, junto a, perto de, por causa 
de, por cima de, por trás de, para trás de, para com 
 
Combinação X Contração PREPOSIÇÃO + ARTIGO (combinação) a + o = ao 
(contração) 
de + o(s) = do(s) 
 
OBSERVAÇÕES: 
1. Não se deve contrair a preposição [ de ] com [ artigo ] que inicia o sujeito de 
um verbo, nem com os pronomes [ ele(s), ela(s) ] quando estes funcionarem 
184
 
como sujeito. Por exemplo: 
 
Isso não depende de o professor mandar. (CERTO) 
Isso não depende do professor mandar. (ERRADO) 
Isso não depende de ele mandar. (CERTO) 
Isso não depende dele mandar. (ERRADO) 
 
2. Uso da preposição entre: 
 
a) Em referência a intervalo de quantidade, usar a preposição [ e ] após a 
preposição [ entre ]: 
 
Entre 10 a 15 candidatos faltaram ao exame. (ERRADO) 
Entre 10 e 15 candidatos faltaram ao exame. (CERTO) 
 
b) Não confundir entre com dentre (de + entre). Usa-se dentre com verbos que 
exijam as duas preposições: “retirar”, “sair”, “surgir” e outros semelhantes. 
 
Retirar dentre as cópias aquelas que estejam borradas. (CERTO) 
Havia, dentre os candidatos, um que era cego. (ERRADO) 
 
INTERJEIÇÃO - exprime emoções, sensações, estados de espírito. Quando a 
expressa por mais de um vocábulo, a interjeição recebe o nome de locução 
interjetiva. 
 
Interjeições e locuções interjetivas podem expressar: 
 
• Alegria: oh!, ah!, oba!, viva! 
• Dor: ai!, ui! 
• Espanto, surpresa: oh!, ah!, ih!, opa!, céus!, puxa!, porra!, chi!, gente!, 
hem?!, uai!, meu Deus! ora bolas! 
• Chamamento: olá!, alô!, ô!, oi!, psiu!, psit!, ó! 
• Medo: uh!, ai!, credo!, cruzes!, cruz credo! 
• Desejo: tomara!, oxalá!, queira Deus!, se Deus quiser! quem me dera! 
185
 
• Pedido de silêncio: psiu!, quieto!, bico fe- chado! 
• Estímulo: avante!, firme!, toca! 
• Alívio: ufa!, uf!, safa! 
• Decepção: aff! valha-me Deus! 
• Afugentamento: xô!, fora!, rua!, toca!, passa!, arreda! 
 
Obs.: A interjeição é considerada palavra-frase, caracterizando-se como uma 
estrutura à parte. Não desempenha função sintática. 
 
CONJUNÇÕES - serão estudas conjuntamente com a classificação das orações. 
 
TABELA DOS NUMERAIS 
 
186
 
 
 
NUMERAIS COLETIVOS - indicam um número exato de elementos. Alguns já 
são bastante conhecidos (bimestre, centena, dezena, semestre), mas há outros 
que quase não usamos: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
187
 
PROCESSO DE FORMAÇÃO DAS PALAVRAS 
 
Maneira como os morfemas se organizam para formar as palavras. 
 
Neologismo 
 
Beijo pouco, falo menos ainda. 
Mas invento palavras 
Que traduzem a ternura mais funda 
E mais cotidiana. 
 
Inventei, por exemplo, a verbo teadorar. 
Intransitivo: 
Teadoro, Teodora. 
(BANDEIRA, Manuel. Estrela da vida inteira. Rio de Janeiro: José Olympio, 1970) 
 
188
 
Os principais processos de formação são: 
 
Derivação 
Processo de formar palavras no qual a nova palavra é derivada de outra, 
chamada de primitiva. Os processos de derivação são: 
 
Derivação Prefixal 
 
A derivação prefixal é um processo de formar palavras no qual um prefixo ou 
mais são acrescentados à palavra primitiva. 
 
Ex.: re/com/por (dois prefixos), desfazer, impaciente. 
 
Derivação Sufixal 
 
A derivação sufixal é um processo de formar palavras no qual um sufixo ou mais 
são acrescentados à palavra primitiva. 
 
Ex.: realmente, folhagem. 
 
Derivação Prefixal e Sufixal 
 
A derivação prefixal e sufixal existe quando um prefixo e um sufixo são 
acrescentados à palavra primitiva de forma independente, ou seja, mesmo sem 
a presença de um dos afixos a palavra continua tendo significado. 
 
Ex.: deslealmente (des- prefixo e -mente sufixo). Você pode observar que os dois 
afixossão independentes: existem as palavras, desleal e lealmente. 
 
Derivação Parassintética 
 
A derivação parassintética ocorre quando um prefixo e um sufixo são 
acrescentados à palavra primitiva de forma dependente, ou seja, os dois afixos 
189
 
não podem se separar, devendo ser usados ao mesmo tempo, pois sem um 
deles a palavra não se reveste de nenhum significado. 
 
Ex.: anoitecer (a- prefixo e -ecer - sufixo), neste caso, não existem as palavras 
anoite enoitecer, pois os afixos não podem se separar. 
 
Derivação Regressiva 
 
A derivação regressiva existe quando morfemas da palavra primitiva 
desaparecem. Ex.: mengo (flamengo), dança (dançar), portuga (português). 
Derivação Imprópria 
 
A derivação imprópria, mudança de classe ou conversão ocorre quando a 
palavra, pertencente a uma classe, é usada como fazendo parte de outra. 
 
Exemplos: 
 
coelho - substantivo comum, usado como substantivo próprio 
 
Daniel Coelho da Silva. 
 
verde, geralmente usado como adjetivo 
 
Comprei uma camisa verde 
 
é usado como substantivo: 
 
O verde do parque comoveu a todos. 
 
 
 
 
190
 
PROCESSO DE FORMAÇÃO DAS PALAVRAS 
 
 
Para nosso vocabulário atingir todo o grau de riqueza e complexidade que 
apresenta hoje, as palavras passaram e ainda passam por diversos “estágios” 
de formação. Às palavras que existem de modo “originário” em nossa língua, 
damos o nome de palavras primitivas. Aquelas que advêm das primeiras, 
sofreram um processo de formação. Esses processos são trabalhados a seguir: 
• Composição – Há mais de um radical. 
 
1) Justaposição – Não há perda de fonemas. 
 
Ex.: minissaia, pé-de-moleque. 
 
 
191
 
2) Aglutinação – Há perda de fonemas. 
 
Ex.: planalto, aguardente. 
 
• Derivação – Há apenas um radical. 
 
1) Sufixal – Radical + Sufixo. Ex.: cafeteira, livraria. 
2) Prefixal – Prefixo + Radical Ex.: prefixo, dissílabo. 
3) Prefixal e Sufixal – Prefixo + Radical + Sufixo. Ocorre quando uma 
palavra possui prefixo e sufixo, sem que um exija a presença do outro. 
 
Ex.: deslealdade, infelizmente. Observe que estas palavras possuem 
prefixo e sufixo, porém também existiriam sem a presença de um deles – 
desleal e lealdade, infeliz e felizmente. 
 
4) Parassintética – Prefixo + Radical + Sufixo. É quando uma palavra 
possui prefixo e sufixo obrigatoriamente ao mesmo tempo, ou seja, um 
exige a presença do outro. 
 
Ex.: anoitecer, enlouquecer – Observe que estas palavras não podem 
existir somente com prefixo e radical ou radical e sufixo: anoite e noitecer, 
enlouco e enlouquecer. 
 
5) Regressiva – Substantivo que se forma de verbo perdendo fonema. 
 
Ex.: jogo (derivado de jogar), toque (derivado de tocar). 
 
6) Imprópria – Palavra utilizada em classe gramatical diferente da de 
origem. 
 
Ex.: gilete (substantivo simples) – Gillette (substantivo próprio); o falar 
(substantivo) – falar (verbo) 
 
Obs. Necessário se faz informar que a efetivação deste caso só pode ser 
observada no contexto. 
 
7) Hibridismo – Palavra formada por morfemas de origens diferentes. 
 
Ex.: burocracia (francês e grego); sociologia (latim e grego) 
 
8) Abreviação – Parte da palavra representando o todo. 
 
Ex.: moto (motocicleta), pneu (pneumático), cine (cinemateca) 
 
9) Sigla – Iniciais das palavras. 
 
192
 
Ex.: CRF (Clube de Regatas do Flamengo), IBGE (Instituto Brasileiro de 
Geografia e Estatística) 
 
10) Neologismo – formação de novas palavras. 
 
Ex.: Nhenhenhém, imexível. 
 
Obs.: Quando um vocábulo já passou por vários processos de formação, deve-
se levar em consideração apenas a última fase. Por exemplo: A palavra enterrar, 
por parassíntese, formou-se de terra e por sua vez, por regressão, forma enterro. 
Sendo assim, para a palavra enterro,deve-se avaliar somente o último passo: a 
regressão. Já a palavra empobrecer, por parassíntese, deriva-se de pobre. 
Acrescendo-se o sufixo, forma empobrecimento. Para este vocábulo, leva-se em 
conta só o último processo: derivação sufixal. 
 
EXERCÍCIOS 
1- Sob ponto de vista da Morfologia, a palavra formada pelo mesmo 
processo de formação do termo “tratamento” é 
a) ajuda 
b) cerebral 
c) hipertenso 
d) autoestima 
e) estresse 
 
2- Dentre os processos existentes para formar novas palavras, verifica-se 
que o substantivo 
“responsa” é formado por 
a) derivação prefixal. 
b) derivação parassintética. 
c) redução. 
d) hibridismo. 
e) composição por aglutinação. 
 
Com referência às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue 
o próximo item. 
193
 
3- As palavras “pedagogicamente” (l.8), “fortemente” (l.14) e 
“historicamente” (l.27) são formadas por derivação sufixal e apresentam 
dois acentos tônicos: o principal herdado das palavras primitivas e o 
secundário, introduzido pelo sufixo “-mente”. 
 
A partir do texto acima, julgue o item a seguir. 
 
4- A palavra “só”, em “Sou só” (linha 7), é formada a partir da palavra 
primitiva somente, por um processo denominado abreviação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GABARITO 
1 - B 
2 - C 
3 - E 
4 – E 
194
 
PROCESSO DE FORMAÇÃO DAS PALAVRAS 
 
A formação de palavras tem diferentes processos de combinação de morfemas 
para formar novas palavras. Os principais processos de formação são a 
derivação e a composição. 
 
Derivação é o processo pelo qual palavras novas são criadas a partir de outras 
já existentes na língua, alterando, assim, o sentido. AS palavras novas são 
195
 
chamadas de Derivadas e as que lhe dão origem, Primitivas. A Derivação pode 
ser dividida conforme abaixo: 
 
Derivação prefixal ou por prefixação 
É quando acontece um acréscimo de prefixo à palavra primitiva. Exemplo: 
 
In + feliz -infeliz 
In – prefixo 
Feliz – palavra primitiva 
Infeliz – palavra nova (derivada) 
 
Derivação Sufixal ou Por Sufixação 
É quando acontece um acréscimo de sufixo à palavra primitiva. Exemplo: 
 
Mal + vado – malvado 
196
 
Mal – palavra primitiva 
Vado – sufixo 
Malvado - palavra nova (derivada) 
 
Essa derivação sufixal tem por finalidade formar séries de palavras da mesma 
classe gramatical e a partir dela são formados novos substantivos, adjetivos, 
verbos e até advérbios; por isso são classificados em: 
• Nominal: quando é formado pela junção de um radical para dar origem a 
um substantivo ou a um adjetivo. Exemplo: ponteira – pontinha – 
pontudo. 
• Verbal: quando é formado pela junção de um radical para dar origem a 
um verbo. Exemplo: amanhecer – atualizar - suavizar. 
• Adverbial: quando é formado pela junção de um radical para dar origem a 
um advérbio de modo. Exemplo: perigosamente – felizmente – 
religiosamente. 
Derivação prefixal e sufixal 
É quando acontece um acréscimo de prefixo e sufixo à palavra primitiva. 
Exemplo: 
In + feliz = mente -infelizmente 
In – prefixo 
Feliz – palavra primitiva 
Mente - sufixo 
Infelizmente – palavra nova (derivada) 
Na Derivação Prefixal e Sufixal, a presença apenas do sufixo ou apenas do 
sufixo na palavra primitiva é suficiente para a formação de uma nova palavra – 
infeliz ou felizmente. 
 
Derivação parassintética 
É quando acontece um acréscimo simultâneo de prefixo e sufixo à palavra 
primitiva. Exemplo: 
 
Em + pobre + cer = empobrecer 
Em – prefixo 
pobre – palavra primitiva 
cer - sufixo 
197
 
 
Empobrecer – palavra nova (derivada) 
Diferente da Derivação Prefixal e Sufixal, a presença apenas do sufixo e apenas 
do prefixo na palavra primitiva não é suficiente para a formação de uma nova 
palavra. No caso da palavra empobrecer, por exemplo, ela só existe com ambas 
as derivações aplicadas simultaneamente. 
 
Derivação regressiva 
É quando acontece uma redução na palavra primitiva. Exemplo: flagra nte – 
flagra, delegado - delegada, português – portuga 
 
• Ajudar – a ajuda 
• Perder – a perda 
• Vender – a venda 
• Debater – o debate 
• Cortar – o corte 
• Atacar – o ataque 
• Atrasar – o atraso 
• Chorar – o choro 
• Apelar – o apelo 
 
Derivação imprópria 
As palavras podem mudar de classe gramatical sem sofrer alteração na forma. 
Exemplo: 
• Os bons sempre se prejudicam. – Adjetivo substantivado 
• O argumento da advogada foi bem claro. – Adjetivo adverbializado 
 
Composição 
Composição é o processo pelo qual palavras novas são formadas pela junção 
de duas ou mais palavras, ou seja, de dois ou mais radicais. Essas palavras são 
chamadas de Compostas em oposição às simples, que possuem um só radical. 
A Composição pode acontecer de duas formas, conforme abaixo: 
 
Composição por aglutinação 
 
É a junção das palavras em que elas sofrem alteração fonética. Exemplos: 
198
 
Plano + Alto: planalto – queda doo 
Água + ardente: aguardente – queda doa 
Perna + alta: pernalta – queda doa 
Em + boa + hora: embora – queda doa 
 
Composição por justaposição 
 
É a junção das palavras em que elas não sofrem alteração fonética. Exemplos: 
 
Ponta + pé: pontapé 
Gira + sol: girassol 
Passa + tempo: passatempo 
Madre + pérola: madrepérola 
 
Além desses casos, existem casos especiais de palavras compostas que não 
são formadas a partir de outras palavras da língua portuguesa, mas sim de 
radicais pertencentes a outras línguas. Estes classificam-se em: 
 
Compostos Eruditos 
 
Quando as palavras são compostas de radicais apenas latinos ou gregos. 
Exemplos: 
 
Agrícola – agri- (latim) + -cola (latim) 
Piscicultura – pisci- (latim) + -cultura (latim) 
Pentágono – penta- (grego) + -gono (grego) 
 
Hibridismo 
Quando as palavras são compostas de radicais de idiomas diferentes. 
Exemplos: 
 
Monocultura: mono- (grego) + -cultura (latim) 
199
 
Bicicleta: bi- (latim) + -ciclo (grego) + -eta (francês) 
Automóvel: auto- (grego), -móvel (latim) 
 
Outros meios usados para a criação de palavras é o Neologismo e a 
Onomatopeia: 
 
Neologismo 
Quando novas palavras são criadas a partir de uma necessidade do falante em 
contextos específicos que podem ser temporárias ou permanentes em vista de 
um novo conceito. Exemplos: 
 
Informática – informatizar 
 
O Neologismo pode ser classificado em três tipos: 
 
Neologismo semântico 
Quando a palavra já existente ganha um novo significado. Exemplo: 
Ana disse que deu zebra quando ela tirou o binóculo da bolsa. – deu errado 
Marcelo faz bico para ajudar nas contas da casa. – trabalho temporário 
 
Neologismo sintático 
Quando existe uma combinação de elementos já existentes na língua como a 
derivação ou a composição. Exemplo: 
 
João Paulo II ganhou o mundo papalizando com carisma. 
A não-informação conduz as pessoas à ignorância. 
 
Neologismo lexical 
Quando uma nova palavra é criada, com um novo conceito. Exemplo: 
 
Deleter – apagar, eliminar 
Internetês – a língua da internet 
200
 
Onomatopeia 
Quando a palavra imita, representa certos sons. Exemplos: 
 
Tique-tique 
Chuá-chuá 
Atchim 
Plaft 
Dingo-dong 
 
EXERCÍCIO 
No que concerne às estruturas linguísticas e gramaticais do texto acima, julgue 
os itens de 80 a 95. 
 
1- As palavras “guarda-chuva” e “sobrecarga” são formadas pelo 
processo de aglutinação. Considerando palavras do texto, julgue os itens 
seguintes, com relação à estrutura e formação de palavras da língua 
portuguesa. 
 
2- Os vocábulos “responsabilidade” (L.7), “alternância” (L.8), “sucessão” 
(L.11) e “efetividade” (L.21) são exemplos de substantivos derivados de 
verbos abstratos e indicam resultado de ação. 
 
201
 
 
 
3- O recurso a processos de formação de palavras derivadas pode ser 
exemplificado em "habitável porém inabitado" (l.6). 
Um texto de divulgação de um novo romance diz o seguinte:“Um homem acorda gravemente ferido no meio de um lixão. Ao que 
parece, tentaram matá-lo, mas ele não se recorda dos fatos que o levaram 
até ali. Muito menos de seu passado recente. Seria dado como 
desaparecido, se houvesse alguém para sentir sua falta. Essa dolorosa 
ausência imperceptível é a brecha para dar vazão à sua revolta com o 
mundo contemporâneo e começar uma nova vida. Entre seus planos: 
executar criminosos intocados pela Justiça e escrever um best-seller. Mas 
uma paixão verdadeira e arrebatadora coloca tudo em xeque”. 
(Época, 14/01/2019, p. 37) 
4- Um homem acorda gravemente ferido no meio de um lixão”; a palavra 
“lixão”, apesar do sufixo aumentativo, não mostra esse valor, formando um 
vocábulo com novo sentido (texto 3). O mesmo ocorre em: 
a) casa / casarão; 
b) papel / papelão; 
c) homem / homenzarrão; 
d) pacote / pacotão; 
e) cão / canzarrão. 
202
 
5- Assinale a alternativa em que todas as palavras retiradas do texto 
possuem o mesmo processo de formação. 
a) Misteriosas, velhinho, recompensada. 
b) Recompensada, reconhecida, submerso. 
c) Repetiriam, politicamente, impiedoso. 
d) Amável, politicamente, bondade. 
e) Conhecia, resposta, festa. 
 
6- O termo “dignidade” (l. 26) é resultado de qual processo de formação de 
palavras? 
a) Onomatopeia. 
b) Redução. 
c) Composição. 
d) Hibridismo. 
e) Derivação. 
 
7- No que se refere ao processo de formação de palavras, assinale a 
alternativa que apresenta vocábulo formado por derivação prefixal e 
sufixal. 
a) “fundamental” (linha 17) 
b) “comportamento” (linha 2) 
c) “iniciativa” (linha 8) 
d) “efetiva” (linha 14) 
e) “proatividade” (linha 1) 
 
 
GABARITO 
1 - E 2 - E 
3 - C 4 - B 
5 - D 6- E 
7 - E 
203
 
SINTAXE DO PERÍODO COMPOSTO 
 
As orações que compõem o período composto podem relacionar-se por 
subordinação ou por coordenação. 
Subordinação 
Ocorre subordinação quando uma oração, chamada de oração subordinada, 
exerce uma função sintática em outra oração, chamada de oração principal. 
Exemplo: ele não sabia que a mãe estava em casa. 
Coordenação 
Ocorre coordenação quando as orações, chamadas de orações coordenadas, 
são independentes sintaticamente. 
Exemplo: eu estudei e voltei para casa. 
 
Classificação das orações 
 
Quanto à forma, as orações podem ser desenvolvidas ou reduzidas. 
Orações desenvolvidas são introduzidas por conjunção ou por pronome 
relativo. 
Exemplo: as crianças sabem que comer é importante. 
 
Na subordinação vamos ter de ficar atentos a duas conjunções importantes: o 
que e o se. 
 
204
 
Orações reduzidas apresentam verbo em uma de suas formas nominais 
(infinitivo, gerúndio ou particípio) e não são introduzidas por conjunção nem por 
pronome. 
Exemplo: raciocinei que estava sempre certo. (Oração desenvolvida) Raciocinei 
estar sempre certo. (Oração reduzida) 
 
ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSTANTIVA 
Orações subordinadas substantivas são aquelas que exercem função 
sintática típica de substantivo, isto é, função de sujeito, objeto direto, objeto 
indireto, predicativo, aposto ou complemento nominal. 
As orações subordinadas substantivas desenvolvidas normalmente são 
introduzidas pelas palavras que ou se, denominadas conjunções integrantes. 
Temos seis classificações para as orações subordinadas substantivas, veja no 
quadro: 
 
CONHECENDO OS TIPOS 
Oração Subordinada Substantiva Subjetiva 
Oração subjetiva é aquela que exerce a função de sujeito do verbo da oração 
principal. Havendo oração subordinada substantiva subjetiva, o verbo da oração 
principal está necessariamente na terceira pessoa do singular. 
Exemplo: Convém que haja muitos inscritos. 
Isso convém. 
 
Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta 
Oração objetiva direta é aquela que exerce a função de objeto direto do verbo 
da oração principal. 
Exemplo: Não sei se fui bem na prova. Não sei isso. 
 
Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indireta 
205
 
Oração objetiva indireta é aquela que exerce a função de objeto indireto do verbo 
da oração principal. 
Exemplo: lembre-se de que você luta por muitos. lembre-se disso. 
 
Oração Subordinada Substantiva Predicativa 
Oração predicativa é aquela que exerce a função de predicativo do sujeito da 
oração principal. 
Exemplo: A verdade é que ninguém confia naquele deputado. A verdade é isso. 
 
Oração Subordinada Substantiva Apositiva 
Oração apositiva é aquela que exerce a função de aposto de um termo da oração 
principal. 
Exemplo: Há uma única saída: fugir. 
Este tipo de oração é pouco cobrado em provas de concurso uma vez que sua 
identificação é muito simples, a pontuação (:) dois pontos indicará sua existência. 
 
Oração Subordinada Substantiva Completiva Nominal 
Oração completiva nominal é aquela que exerce a função de complemento 
nominal de um termo da oração principal. 
Exemplo: Tenho necessidade de que me ajudes. Tenho necessidade disso. 
 
Dentre as orações subordinadas substantivas, apenas as orações apositivas 
podem vir separadas por vírgula (ou por dois pontos) da oração principal. Isso 
ocorre porque sujeitos, objetos e complementos nunca são separados por 
vírgula dos termos a que estão ligados. 
 
EXERCÍCIOS 
 
01. Nos versos “Queria que a minha voz tivesse um formato de canto 
Porque eu não sou da informática:...”, as orações grifadas são 
classificadas como: 
 
a) 1. subordinada substantiva objetiva direta / 2. coordenada sindética 
explicativa. 
206
 
b) 1. subordinada substantiva subjetiva / 2. subordinada adjetiva explicativa. 
c) 1. coordenada sindética explicativa / 2. subordinada adjetiva explicativa. 
d) 1. subordinada substantiva objetiva indireta / 2. coordenada sindética 
explicativa. 
 
02. No período “...imprimir mais dinheiro do que livros é uma 
monstruosidade!”, a oração destacada pode ser classificada como: 
a) subordinada substantiva objetiva direta reduzida de infinitivo. 
b) subordinada adverbial consecutiva reduzida de infinitivo. 
c) subordinada adverbial concessiva reduzida de infinitivo. 
d) subordinada substantiva subjetiva reduzida de infinitivo. 
 
03. A oração destacada no trecho “Costumo dizer que sou um sábio do 
minuto seguinte, um virtuoso sem timing” é classificada como oração 
subordinada substantiva 
a) completiva nominal. 
b) objetiva direta. 
c) objetiva indireta. 
d) subjetiva. 
 
04. “Pesquisas na área de neurociências comprovam que a memória, a 
imaginação e a comunicação verbal e corporal ficam mais aguçadas...” 
(4º§) O fragmento sublinhado exerce a função de oração subordinada: 
a) adjetiva restritiva. 
b) adjetiva explicativa. 
c) substantiva objetiva direta. 
d) substantiva objetiva indireta. 
 
05. Relacione adequadamente os tipos de orações subordinadas 
substantivas às respectivas orações. 
1. Apositiva. 
2. Subjetiva. 
3. Objetiva indireta. 
207
 
4.Completiva nominal. 
( ) O paciente desrespeitou a recomendação de que não tomasse aquele 
remédio à noite. 
( ) Avisei-o de que deveria fazer repouso após a cirurgia. 
( ) Não se sabe como ele conseguiu sobreviver. 
( ) O irmão, preocupado, disse-lhe isto: não exagere com a bebida. 
 
A sequência está correta em: 
a) 3, 2, 1, 4. 
b) 2, 3, 1, 4. 
c) 1, 2, 3, 4. 
d) 4, 3, 2, 1. 
e) 4, 2, 3, 1. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GABARITO 
1 - A 
2 - D 
3 - B 
4 - C 
5 - D 
208
 
ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVA 
Orações subordinadas adjetivas são aquelas que exercem função de adjetivo, 
referindo-se a um termo da oração principal. 
Exemplo: As pessoas que mentem não me agradam. 
Oração Subordinada Adjetiva Restritiva 
Não Possui a marca de pontuação em sua estrutura, relaciona-se a uma parte. 
 
Exemplo: as mulheres que não trabalham sofrem represálias. 
Para saber se estamos diante de uma oração subordinada adjetiva, basta 
apenas substituir o 
que por um pronome relativo de mesmo valor, exemplo: o qual. Por nãocolocar 
a pontuação, a frase restringe sua estrutura. 
 
Oração Subordinada Adjetiva Explicativa 
As orações explicativas sempre vêm separadas por vírgula da oração principal. 
Exemplo: Os políticos, que são corruptos, envergonham a nação. 
Para saber se estamos diante de uma oração subordinada adjetiva, basta 
apenas substituir o 
que por um pronome relativo de mesmo valor, exemplo: o qual. 
 
 
EXERCÍCIOS 
1. No período “Uma delas foi inventada por homens que amam a precisão 
dos números,...”, a oração destacada é classificada como: 
 
a) subordinada adverbial final. 
b) subordinada adjetiva restritiva. 
 
209
 
c) coordenada sindética explicativa. 
d) subordinada substantiva objetiva direta. 
 
02. Numa parede de uma fábrica de cerveja de Tiradentes (MG), estava 
escrita a seguinte frase: “Há bares que vêm para o bem”. Sobre a estrutura 
e o conteúdo semântico desse texto, a única afirmativa INADEQUADA é: 
a) a estrutura dessa pequena frase é de caráter intertextual; 
b) a repetição fônica vêm/bem auxilia a apreensão da frase; 
c) a oração “que vêm para o bem” explica o sentido de “bares”; 
d) a forma plural “vêm” concorda com “bares”; 
e) a forma verbal “Há” tem sentido de “existência”. 
 
03. No período composto “Não posso ser uma mulher como nossas mães, 
que se conformam em aprender corte e costura”, a oração destacada é 
classificada como: 
a) coordenada sindética conclusiva. 
b) subordinada adjetiva explicativa. 
c) subordinada adjetiva restritiva. 
d) subordinada adverbial causal. 
 
04. Acerca da estrutura da oração e do período, é CORRETO afirmar que a 
partícula “que” (linha 5) introduz uma: 
Texto: “o número expressivo de indivíduos que desenvolverão” 
a) Oração subordinada substantiva completiva nominal. 
b) Oração subordinada substantiva predicativa. 
c) Oração subordinada adjetiva explicativa. 
d) Oração subordinada adjetiva restritiva. 
 
05. Tendo em vista a estrutura gramatical do texto, julgue (C ou E) o item a 
seguir. 
 
Texto: “se a emancipação, em 1867 e 1868, era tão urgente, que o imperador a 
mandava estudar”. 
210
 
 
A oração iniciada por “que” (linha 39) introduz uma explicação acerca da oração 
que inicia o período, sendo classificada como adjetiva explicativa. 
 
Certo ( ) Errado ( ) 
 
06. Assinale abaixo a alternativa que contem período composto por oração 
subordinada adjetiva restritiva. 
a) Eu preciso que você me explique melhor o que quer. 
b) Os atletas que se prepararam com menos horas de treino ao longo da semana 
foram os mais bem colocados no campeonato. 
c) Eu preciso disso: que você se comunique melhor comigo. 
d) Os atletas, que se prepararam com mais horas de treino ao longo da semana, 
foram os mais bem colocados no campeonato. 
 
 
 
 
 
 
 
 
GABARITO 
1 - A 
2 - D 
3 - C 
4 - B 
5 - ERRADO 
6 - B 
211
 
ESTUDO DO PRONOME RELATIVO 
 
Os pronomes relativos são utilizados na oração subordinada para substituir um 
termo da oração principal. 
Exemplo: a menina cantava. A menina estava com a mãe. 
A menina que cantava estava com a mãe. 
 
O pronome relativo exerce, na oração subordinada, uma função sintática 
correspondente à função sintática do termo que ele substitui. 
Por exemplo: A menina que cantava estava com a mãe. 
Substitui “menina” 
 
• O pronome “que” está substituido a palavra menina, logo, sua 
classificação sintática é de sujeito da oração. 
Análise sintática: A menina (sujeito) cantava (verbo intransitivo). Como a palavra 
“que” está substituindo o sujeito, ela funciona como sujeito. 
 
Outro exemplo: O jogador que eu vi parecia-se com o pelé. 
Substitui “o jogador” 
 
• O pronome “que” está substituido a palavra “jogador”, logo, sua 
classificação sintática é de objeto direto da oração. 
 
Análise sintática: eu (sujeito), vi (verbo transitivo direto), o jogador(objeto direto). 
Como a palavra “que” está substituido o objeto direto, ela funciona como objeto 
direto. 
 
FUNÇÕES DO PRONOME RELATIVO 
1) Sujeito: As pessoas que estavam aqui são muito educadas. 
1) Objeto Direto: O país que visitei estava em guerra. 
2) Objeto Indireto: O médico a quem entreguei os exames tranquilizou-nos. 
3) Predicativo: Lembro-me com saudade das crianças que nós éramos. 
4) Complemento Nominal: A pessoa a quem fiz referência não estava presente. 
212
 
5) Agente da Passiva: O policial por quem fomos salvos recebeu uma medalha. 
6) Adjunto Adverbial: O lugar em que vivo é muito bonito. Observe que o 
pronome relativo ―quem‖ sempre é precedido de preposição. 
 
CUJO 
 
Estabelece uma relação de posse entre o antecedente e o termo que especifica. 
Sua função principal é de adjunto adnominal. Em alguns casos, pode ser também 
complemento nominal. 
 
Adjunto Adnominal: O autor cujos livros admiro fez uma palestra ontem. (livros 
do autor) 
 
Complemento Nominal: Os salários, cujo aumento foi adiado, são a causa da 
greve. (aumento dos salários) 
 
ATENÇÃO: o pronome cujo não aceita colocação de artigo nem antes nem após 
seu uso. 
 
Pronomes “onde”, “quando” e “como” 
Esses pronomes exercem essencialmente função de adjunto adverbial. 
• Adv. de lugar: O país onde vivo é um dos maiores do mundo. 
• Adv. de tempo: No instante quando começamos a amar, tudo parece 
melhor. 
• Adv. de modo: Não gostei da forma como você foi atendido. 
 
EXERCÍCIOS 
01. O vocábulo “que” pode apresentar classificações e funções diversas 
na construção de frases. Dentre as ocorrências do “que”, assinale aquela 
cuja função sintática pode ser identificada como sujeito da oração. 
a) “[...] a primeira coisa que fazia era bater os olhos na caixa [...]” (3º§) 
b) “Era um tempo em que não havia internet, não havia Skype [...]” (4º§) 
c) “[...] aquelas cartas que chegavam em envelopes verde-amarelos.” (1º§) 
d) “Durante os anos que passei fora do Brasil, comunicava-me por cartas.” (1º§) 
213
 
02. O termo que comumente pode se comportar como um elemento coesivo 
anafórico, ao retomar informações já expressas no texto. Nesse caso, trata-
se de um pronome relativo, que pode desempenhar diferentes funções 
sintáticas. Considerando as alternativas a seguir, aponte aquela cujo que 
destacado exerce função sintática distinta dos demais. 
a) “A prevenção policial corresponde a 80% da segurança que o Estado pode 
exercer.” (4º§) 
b) “Uma sociedade que tem um projeto calcado na repressão não é uma 
sociedade saudável...” (8º§) 
c) “... os saques envolvem ‘não-criminosos’ habituais, que cometem os crimes 
pela facilidade que encontram...” (3º§) 
d) “Na sexta-feira (10), o governo do Espírito Santo resolveu endurecer com os 
polícias militares que participavam da mobilização.” (13º§) 
 
03. A partícula "que" em “Sei que canto” (linha 13) 
a) não possui função sintática. 
b) possui função sintática de pronome relativo. 
c) possui a função sintática de conjunção integrante. 
d) é uma partícula de realce. 
e) é uma partícula fossilizada. 
 
04. O elemento de coesão “que” possui, no texto, a função sintática 
idêntica ao do elemento sublinhado na sentença: 
 
Ao verme 
que 
primeiro roeu as frias carnes 
do meu cadáver 
 
a) Machado escreveu doente Memórias Póstumas. 
b) O narrador de Memórias Póstumas é onisciente. 
c) Machado é um dos mais consagrados escritores no Brasil. 
d) Machado foi fundador da Academia Brasileira de Letras. 
 
214
 
e) A ideia de Machado era explicar a corrupção brasileira. 
 
05. Em relação ao emprego do pronome relativo, marque C para certo e E 
para errado. Em seguida, assinale a alternativa com a sequência correta. 
( ) Quero apresentar-lhe a filha cuja a mãe dela foi eleita a Mãe do Ano. 
( ) Posso saber o motivo que você desistiu de concorrer àquele prêmio tão 
sonhado? 
( ) O futebol é o esporte pelo qual os homens brasileiros mais se interessam. 
( ) As dificuldades por que passamos servem para nos tornar mais fortes na 
caminhada. 
 
a) E - C - C - Cb) C - C - E - E 
c) E - E - C - C 
d) C - E - E - E 
 
 
 
 
 
 
 
 
GABARITO 
1 - C 
2 - A 
3 - A 
4 - D 
5 - C 
215
 
Oração Subordinada Adverbial 
 
Orações subordinadas adverbiais são aquelas que exercem função de adjunto 
adverbial, estabelecendo uma circunstância em que se passa a ação verbal 
expressa na oração principal. As orações subordinadas adverbiais são 
classificadas de acordo por conjunções subordinativas circunstanciais. 
 
Orações Subordinadas Adverbiais Causais: 
Exemplo: Faltei à aula do ponto 40 porque fui ao médico. 
 
Orações Subordinadas Adverbiais Comparativas: 
Exemplo: Vive tal qual um leão na selva. 
 
Orações Subordinadas Adverbiais concessivas: 
Exemplo: embora tivesse estudado muito, foi mal na prova. 
 
Orações Subordinadas Adverbiais Condicionais: 
Exemplo: se meu pai fosse mulher, eu teria duas mães. 
 
Orações Subordinadas Adverbiais Conformativas: 
Exemplo: fiz o caderno do papiro como o professor mandou. 
 
Orações Subordinadas Adverbiais finais: 
Exemplo: o juiz apitou para que o jogo começasse. 
 
Orações Subordinadas Adverbiais temporais: 
Exemplo: antes de julgar, veja se você é bom. 
 
Orações Subordinadas Adverbiais proporcionais: 
Exemplo: à medida que estudo, aprendo. 
 
216
 
EXERCÍCIOS 
 
01. Em “...enquanto destacam-se como polo positivo uma Constituição 
moderna, sintonizada com demandas do cidadão, embora carecendo ser 
mais aplicada do que usada como componente retórico,...” a oração 
iniciada pela conjunção “embora” é classificada como: 
a) coordenada sindética explicativa. 
b) coordenada sindética adversativa. 
c) subordinada adverbial concessiva. 
d) subordinada adverbial conformativa. 
 
02. Assinale a alternativa que exprima corretamente a função sintática do 
trecho grifado da oração “Os alunos percebem rapidamente quando 
estamos desarticulados” (l. 22-23) retirada do Texto 1. 
a) oração subordinada substantiva objetiva direta 
b) oração subordinada adverbial de tempo 
c) oração subordinada apositiva 
d) oração coordenada assindética 
e) complemento direto do verbo “perceber” 
 
03. Há noção de causa no segmento sublinhado que se encontra em: 
a) Ele tem grande percepção para o comportamento social e suas mudanças... 
(1° parágrafo). 
b) Há uma mescla de artigo e crônica nos seus textos, como se você estivesse 
interessado nas ideias (4° parágrafo). 
c) ...e tentar pensar bem, mas nunca esquecer que nada vai ficar gravado em 
pedra...(4° parágrafo). 
d)...a crônica pegou no Brasil pelo acidente de aparecerem bons cronistas... (2° 
parágrafo). 
e) Ser mais pessoal, mais coloquial, depende do estilo de cada um. (3° 
parágrafo). 
 
 
 
217
 
GABARITO 
1 - C 
2 - A 
3 - D 
 
 
PERÍODO COMPOSTO POR COORDENAÇÃO 
 
Um período composto por coordenação é constituído por duas ou mais orações 
coordenadas. 
Orações coordenadas são aquelas que independem sintaticamente umas das 
outras 
 
Orações coordenadas assindéticas são aquelas que não são ligadas por 
conjunção. 
Exemplo: As crianças trabalham, a infância não é tão bela. 
 
Orações coordenadas sindéticas são aquelas ligadas por conjunção. 
Exemplo: Eu estive em sua casa, mas não o vi. 
 
As conjunções que introduzem as orações coordenadas sindéticas são 
chamadas de conjunções coordenativas. 
 
1. Aditivas: 
Ele trabalha e estuda. 
 
2. Adversativas: 
Eu gosto de carne, mas ela não. 
 
3. Alternativas: 
Ora chove, ora bate sol. 
218
 
 
4. Conclusivas: 
Ele estudou. Portanto, foi aprovado. 
 
5. Explicativas: 
Ele estudou, pois queria aprender. 
 
Observação: A conjunção “pois” será explicativa se vier antes do verbo e 
conclusiva se vier depois do verbo. 
 
 
EXERCÍCIOS 
01. A frase: "Ele correu pra ver a borboleta, ela nadava pelo óleo 
lentamente" pode ser classificada como: 
a) Oração Coordenada Sindética Adversativa 
b) Oração Coordenada Assindética 
c) Oração Assindética Explicativa 
d) Oração Coordenada Conclusiva 
e) Oração Coordenada Alternativa 
 
02. Sobre o período: "Qual o motivo de tanta dificuldade para elaborar um 
bom texto oficial, como: carta comercial, ofício, relatório, dentre muitos 
outros?" Marque a alternativa INCORRETA: 
a) Inicia com pronome indefinido interrogativo, a preposição: "de" é imposta pela 
regência nominal, enquanto "para" enuncia finalidade. 
b) O predicado pede objeto direto. 
c) Os termos: "ofício" e "relatório" pertencem à mesma tonicidade paroxítona de: 
"contexto" e "preparo". 
d) As vírgulas separam orações coordenadas assindéticas. 
 
03. Analise o período abaixo e responda ao que se pede. 
“Ela e outros cientistas da conferência riram da situação, mas ela ficou 
desconfortável com o acontecido.” Trata-se de um período composto: 
219
 
 
a) Por coordenação, com duas orações independentes, sendo a segunda oração 
classificada como sindética adversativa. 
b) Por subordinação, com duas orações dependentes entre si, sendo a primeira 
subordinada à segunda. 
c) Por coordenação, com duas orações independentes, sendo a segunda oração 
classificada como sindética aditiva. 
d) Por subordinação, com duas orações independentes entre si. 
e) Por coordenação, com duas orações independentes, sendo a segunda oração 
classificada como assindética. 
 
04. No texto temos 
Texto: Você vista meu pensamento, rouba meu sono, acelera meu coração e me 
enche de saudade. 
a) Quatro orações coordenadas assindéticas. 
b) Três orações coordenadas assindéticas e outra, coordenada sindética 
adversativa. 
c) Três orações coordenadas assindéticas e outra, coordenada sindética aditiva. 
d) Quatro orações subordinadas adverbiais. 
 
05. Leia o poema a seguir para responder à próxima questão. A um 
passarinho: (Vinícius de Moraes). 
Para que vieste 
Na minha janela 
Meter o nariz? 
Se foi por um verso 
Não sou mais poeta 
Ando tão feliz! 
Se é para uma prosa 
Não sou Anchieta 
Nem venho de Assis. 
Deixa-te de histórias 
Some-te daqui! 
220
 
O verso do poema “Nem venho de Assis”, é uma oração coordenada: 
a) Assindética. 
b) Sindética explicativa. 
c) Sindética aditiva. 
d) Sindética adversativa 
 
06. Assinale a alternativa cuja oração sublinhada exemplifica o processo 
de coordenação. 
a) "É dever do Estado (em atendimento a um direito inalienável) prover crianças 
e adolescentes com cuidados, segurança, oportunidades, inclusive de 
recuperação diante de deslizes sociais". 
b) "Neste sentido, o ECA mantém dispositivos importantes, que asseguram 
proteção a uma parcela da população em geral incapaz de discernir entre o certo 
e o errado à luz das regras sociais". 
c) "Mas, se estes são aspectos consideráveis, por outro lado é condenável o viés 
paternalista de uma lei orgânica que mais contempla direitos do que cobra 
obrigações daqueles a quem pretende proteger". 
d) "É um tipo de interpretação que anaboliza espertezas da criminalidade, como 
o emprego de menores em ações - inclusive armadas - de quadrilhas 
organizadas, ou serve de salvo-conduto a jovens criminosos para afrontar a lei". 
e) "É um tipo de interpretação que anaboliza espertezas da criminalidade, como 
o emprego de menores em ações - inclusive armadas - de quadrilhas 
organizadas, ou serve de salvo-conduto a jovens criminosos para afrontar a lei". 
 
 
 
GABARITO 
1 - B 
2 - D 
3 - A 
4 - C 
5 - C 
6 - D 
221
 
CONCORDÂNCIA VERBAL 
 
Concordância verbal é a relação estabelecida de forma harmônica entre sujeito 
e verbo. Isso quer dizer que quando o sujeito está no singular, o verbo também 
deve estar; quando o sujeito estiver no plural, o verbo também estará. 
 
Exemplos: 
Eu adoro quando as flores desabrocham na Primavera. 
Elas adoram quando as flores desabrocham na Primavera. 
Cristina e Eva entraram no hospital. 
 
Regras para sujeito simples 
 
1. Sujeito coletivo 
Nesta situação, o verbo fica sempre no singular. 
 
Exemplo: 
A multidão ultrapassouo limite. 
Por outro lado, se o coletivo estiver especificado, o verbo pode ser conjugado no 
singular ou no plural. 
Exemplo: 
A multidão de fãs ultrapassou o limite. 
A multidão de fãs ultrapassaram o limite. 
 
2. Coletivos partitivos 
O verbo pode ser usado no singular ou no plural em coletivos partitivos, tais como 
"a maioria de", "a maior parte de", "grande número de". 
 
Exemplo: 
Grande número dos presentes se retirou. 
Grande número dos presentes se retiraram. 
 
 
222
 
3. Expressões "mais de", "menos de", "cerca de" 
Nestes casos, o verbo concorda com o numeral. 
 
Exemplo: 
Mais de uma mulher quis trocar as mercadorias. 
Mais de duas pessoas chegaram antes do horário. 
Nos casos em que “mais de” é repetido indicando reciprocidade, o verbo vai para 
o plural. 
Exemplo: 
Mais de uma professora se abraçaram. 
 
4. Nomes próprios 
Com nomes próprios, a concordância deve ser feita considerando a presença ou 
não de artigos. 
 
Exemplo: 
Os Estados Unidos influenciam o mundo. 
Estados Unidos influencia o mundo. 
 
5. Pronome relativo "que" 
O verbo deve concordar com o antecedente do pronome “que”. 
 
Exemplo: 
Fui eu que levei. 
Foste tu que levaste. 
Foi ele que levou. 
 
6. Pronome relativo "quem" 
O verbo pode ser conjugado na terceira pessoa do singular ou pode concordar 
com o antecedente do pronome "quem". 
 
Exemplo: 
Fui eu quem afirmou. 
223
 
Fui eu quem afirmei. 
 
7. Expressão "um dos que" 
Este é mais um dos casos em que tanto o verbo pode ser conjugado no singular 
como no plural. 
 
Exemplo: 
Ele foi um dos que mais contribuiu. 
Ele foi um dos que mais contribuíram. 
 
 
 
224
 
EXERCÍCIOS 
 
1- A ocorrência de influências_____-nos a concluir que_____uma relação 
profunda entre o homem e mídia que os_____mutuamente dependentes. 
a) leva, existe, torna. 
b) levam, existe, tornam. 
c) levam, existem, tornam. 
d) levam, existem, torna. 
e) leva, existe, tornam 
 
2- Já_____anos,_____, neste local lagos e árvores. Hoje, só_____prédios. 
a) fazem, há, existe. 
b) fazem, havia, existe. 
c) faz, há, existem. 
d) fazem, haviam, existem. 
e) faz, havia, existem. 
 
 
 
225
 
3- A estrutura linguística dessa charge se apresenta com verbo no modo 
imperativo, concordando na 3ª pessoa do singular. Se o sujeito da 
sentença estivesse na 2ª pessoa do singular, a redação adequada ao 
padrão formal da língua seria: 
a) Vai tomar! Vacina grátis! 
b) Vem tomar! Vacina grátis! 
c) Vens tomar! Vacina grátis! 
d) Venhas tomar! Vacina grátis! 
 
GABARITO 
1 - A 
2 - E 
3 - B 
CONCORDÂNCIA VERBAL 
Regras para sujeito composto 
 
 
 
226
 
 
1. Sujeitos formados por sinônimos 
O verbo tanto pode ir para o plural, como pode ficar no singular e concordar com 
o núcleo mais próximo. 
Exemplo: 
Preguiça e lentidão destacaram aquela gerência. 
Preguiça e lentidão destacou aquela gerência. 
 
2. Sujeito formado por palavras em graduação e enumeração 
Este é mais um caso em que tanto o verbo pode flexionar para o plural, como 
também pode concordar com o núcleo mais próximo. 
Exemplo: 
Um mês, um ano, uma década de poder não supriu a saúde. 
Um mês, um ano, uma década de poder não supriram a saúde. 
 
3. Sujeito formado por pessoas gramaticais diferentes 
Nesta situação, o verbo vai para o plural e concorda com a pessoa, por ordem 
de prioridade. 
Exemplo: 
Eu, tu e Cássio só chegaremos ao fim da noite. 
 
(eu, 1.ª pessoa + tu, 2.ª pessoa + ele, 3.ª pessoa), ou seja, a 1.ª pessoa do 
singular tem prioridade e, no plural, ela equivale a nós, ou seja, "nós 
chegaremos". 
Jair e eu conseguimos comprar um apartamento. 
 
(eu, 1.ª pessoa + Jair, 3.ª pessoa). Aqui também é a 1.ª pessoa do singular que 
tem prioridade. No plural, ela equivale a nós, ou seja, "nós conseguimos". 
227
 
4. Sujeitos ligados por "ou" 
Os verbos ligados pela partícula "ou" vão para o plural quando a ação verbal 
estiver se referindo a todos os elementos do sujeito. 
Exemplo: 
Doces ou chocolate desagradam ao menino. 
Quando a partícula “ou” é utilizada como retificação, o verbo concorda com o 
último elemento. 
Exemplo: 
A menina ou as meninas esqueceram muitos acessórios. 
Mas, quando a ação verbal é aplicada a apenas um dos elementos, o verbo 
permanece no singular. 
Exemplo: 
Laís ou Elisa ganhará mais tempo. 
 
5. Sujeitos ligados por "nem" 
Quando os sujeitos são ligados por "nem", o verbo vai para o plural. 
Exemplo: 
Nem chuva nem frio são bem recebidos. 
 
6. Sujeitos ligados por "com" 
Quando semelhante à ligação "e", o verbo vai para o plural. 
Exemplo: 
O ator com seus convidados chegaram às 6 horas. 
 
Mas, quando "com" representar “em companhia de”, o verbo concorda com o 
antecedente e o segmento "com" é grafado entre vírgulas: 
Exemplo: 
O pintor, com todos os auxiliares, resolveu mudar a data da exposição. 
 
7. Sujeitos ligados por "não só, mas também", "tanto, quanto", "não só, 
como" Nesses casos, o verbo vai para o plural ou concorda com o núcleo 
mais próximo. 
 
228
 
Exemplo: 
Tanto Rafael como Marina participaram da mostra. 
Tanto Rafael como Marina participou da mostra. 
 
8. Partícula "se" 
No caso em que a palavra "se" é índice de indeterminação do sujeito, o verbo 
deve ser conjugado na 3.ª pessoa do singular. 
Exemplo: 
Confia-se em todos. 
No caso em que a palavra "se" é partícula apassivadora, o verbo deve ser 
conjugado concordando com o sujeito da oração. 
Exemplo: 
Construiu-se uma igreja. 
Construíram-se novas igrejas. 
 
9. Verbos impessoais 
Os verbos impessoais sempre são conjugados na 3.ª pessoa do singular. 
Exemplo: 
Havia muitos copos naquela mesa. 
Houve dois meses sem mudanças. 
 
10. Sujeito seguido por "tudo", "nada", "ninguém", "nenhum", "cada um" 
Neste caso, o verbo fica no singular. 
Exemplo: 
Amélia, Camila, Pedro, ninguém o convenceu de mudar a opinião. 
 
11. Sujeitos ligados por "como", "assim como", "bem como" 
O verbo é conjugado no plural. 
Exemplo: 
O trabalho, assim como a confiança, fizeram dela uma mulher forte. 
 
12. Locuções "é muito", "é pouco", "é mais de", "é menos de" 
229
 
Nestes casos, em que as locuções indicam preço, peso e quantidade, o verbo 
fica sempre no singular. 
Exemplo: 
Três vezes é muito. 
 
13. Verbos "dar", "soar" e "bater" + hora(s) O verbo sempre concorda com 
o sujeito. 
Exemplos: 
Deu uma hora que espero. 
Soaram duas horas. 
 
14. Indicações de datas 
O verbo deve concordar com a indicação numérica da data. 
Exemplo: 
Hoje são 2 de maio. 
 
Mas o verbo também pode concordar com a palavra dia. 
Exemplo: 
Hoje é dia 2 de maio. 
 
15. Verbos no infinitivo 
 
15.1 Infinitivo impessoal 
Verbos no infinitivo não devem ser flexionados nas seguintes situações: 
a) quando têm valor de substantivo. 
Exemplo: Comer é o melhor que há. 
 
b) quando têm valor imperativo. 
Exemplo: Vá dormir! 
 
c) quando são os verbos principais de uma locução verbal. 
 
230
 
Exemplo: Íamos sair quando você chegou. 
 
d) quando são regidos por preposição. 
Exemplo: Começamos a cantar. 
 
15.2 Infinitivo pessoal 
Verbos no infinitivo devem ser flexionados quando os sujeitos são diferentes e 
queremos defini-los. 
Exemplo: 
Comprei a pizza para eles comerem. 
 
EXERCÍCIOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
231
 
1- No trecho “Os processos de produção dos objetos que nos cercam 
movimentam relações diversas entre os indivíduos” (ℓ. 10 a 12), o sujeito 
da forma verbal “cercam” é “Os processos de produção dos objetos”. 
 
2- Assinale a única alternativa em que a concordância verbal está 
inadequada segundo a gramática normativa: 
a) Dormiu o bebê e a mãe. 
b) Enfrentou-se o leão e o elefante. 
c) Nem o suco de maracujá nem o sedativo me mantiveram calmo. 
d) Nem um nem o outro compareceu à reunião. 
e) Motoristasem si dura pouco mas é o grand finale de um ano inteiro de divertida preparação. 
 É fácil trazer o know how do samba pa- ra suas férias. Use os três primeiros 
meses depois da volta para definir o "enredo" de sua próxima viagem. 
 Tire os meses seguintes para encomendar guias e colecionar as informações 
que caírem em sua mão revistas, jornais, dicas de quem já foi. Vá montando o 
itinerário mais consistente, descobrindo os meios de transporte mais adequados, 
decidindo quais são os hotéis imperdíveis. Quando faltarem quatro meses para 
a partida, tome coragem e reserve a passagem e os hotéis. 
 Passe os últimos três meses fazendo a sintonia fina: escolhendo 
restaurantes, decidindo o que merece e o que não merece ser visto. 
 Depois de tudo isso não tem erro: é partir direto para a apoteose. 
 
Revista Época, 29/01/2007, p. 112 (fragmento). 
 
3- O texto defende a tese de que: 
a) nunca é cedo demais para começar a aproveitar os prazeres do hábito de 
viajar; 
b) viagens devem ser bem planejadas para evitar problemas e prejuízos futuros; 
c) acalentar desejo de viajar constantemen- te pode revelar descaso pelo 
trabalho; 
d) planejar uma viagem pode estender o prazer advindo da mesma; 
e) viajar durante o Carnaval é especialmen- te prazeroso e compensador. 
 
 
 
GABARITO 
1- C 
2- C 
3- D 
19
 
COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO 
COESÃO TEXTUAL 
 
A coesão textual é a conexão linguística que permite a amarração das ideias 
dentro de um texto. 
Bem utilizada, a coesão permite a eficiência na transmissão da mensagem ao 
interlocutor e, por consequência, o entendimento. 
Dentro do texto, a coesão pode ser compreendida pelas relações linguísticas, 
como os advérbios, pronomes, o emprego de conectivos, sinônimos, dentre 
outros. 
Para ser melhor empregada, a coesão necessita de recursos, como palavras e 
expressões que têm como objetivo estabelecer a interligação entre os 
segmentos do texto. Esses recursos são chamados de elementos de coesão. 
Quando o texto é incoerente, prejudica o processo de comunicação. 
 
A coesão referencial e a coesão sequencial são chamadas de recursos 
coesivos por estabelecerem vínculos entre as palavras, orações e as partes 
de um texto. 
Coesão referencial 
A coesão referencial é responsável por criar um sistema de relações entre as 
palavras e expressões dentro de um texto, permitindo que o leitor identifique 
ostermos aos quais se referem. O termo que indica a entidade ou situação a 
20
 
que o falante se refere é chamado de referente. 
Exemplo: 
 
• Ana Elisabete gritou. Ela fica apavorada quando fica sozinha, apesar de 
ser uma menina calma e inteligente. 
Nesse exemplo, o termo referente é Ana Elisabete. Todas as vezes que o 
referente precisa ser retomado no texto, podemos utilizar outras palavras para 
que os leitores possam retornar e recuperar a ideia. 
É bastante frequente o uso de figuras de construção/sintaxe para a coesão 
referencial, como as anáforas, catáforas, elipses e as correferências não 
anafóricas (contiguidades, reiterações). 
Coesão sequencial 
A coesão sequencial é responsável por criar as condições para a progressão 
textual. De maneira geral, as flexões de tempo e de modo dos verbos e as 
conjunções são os mecanismos responsáveis pela coesão sequencial nos 
textos. 
Os mecanismos de coesão sequencial são utilizados para que as partes e as 
informações do texto possam ser articuladas e relacionadas. Além da 
progressão das partes do texto, os mecanismos de coesão sequencial 
contribuem para o desenvolvimento do recorte temático. Dessa forma, o autor 
do texto evita falta de coesão, garantindo boa articulação entre as ideias, 
informações e argumentos no interior do texto e, principalmente, a coerência 
textual. 
EXERCÍCIOS 
 
21
 
A respeito de aspectos linguísticos e semânticos do texto, julgue o item 
a seguir. 
1- (CESPE – 2018) A substituição da palavra “só” (l.26) por somente não 
alteraria os sentidos do texto, já que ambas são sinônimos no contexto 
linguístico considerado. 
 
Mapa dos sonhos 
 A guerra devastou nosso país. Os prédios ruíram, viraram pó. Perdemos tudo 
o que tínhamos e fugimos de mãos vazias. 
 Percorremos um longo caminho, rumo ao leste, e chegamos a um país de 
verões quentes e invernos gelados, a uma cidade cujas casas eram de barro, 
palha e estrume de camelo, rodeada por estepes poeirentas, abrasadas pelo sol. 
 Fomos morar num quartinho, com um casal que não conhecíamos. 
Dormíamos no chão de terra batida. Eu não tinha brinquedos nem livros. E o 
pior: a comida era pouca. 
 Um dia, meu pai foi ao mercado comprar pão. A tarde foi caindo, e ele não 
voltava. Minha mãe e eu o esperávamos, preocupados e famintos. Já estava 
escurecendo quando ele chegou, trazendo um rolo de papel embaixo do braço. 
- Comprei um mapa – anunciou, triunfante. 
- onde está o pão? Minha mãe perguntou. 
- comprei um mapa – ele repetiu. 
Mamãe e eu não dissemos nada. 
- Meu dinheiro só dava para comprar um pedaço minúsculo de pão, que não 
mataria nossa fome – ele explicou, se desculpando. 
- Não temos nada para comer – minha mãe disse, amargurada. 
- Em compensação, temos um mapa. 
 Fiquei furioso. Achei que não ia conseguir perdoá-lo, e fui para a cama com 
fome, enquanto o casal que morava conosco comia seu jantar minguado. 
 O marido era escritor. Ele escrevia em silêncio, mas fazia um barulhão 
danado quando mastigava. Mastigava uma casquinha de pão com o maior 
entusiasmo, como se fosse a guloseima mais deliciosa do mundo. Senti inveja 
do pão dele. Quem dera eu pudesse mastigá-lo! Cobri a cabeça com o cobertor 
para não ouvi-lo estalar os lábios com aquela satisfação tão barulhenta. 
 No dia seguinte, meu pai pendurou o mapa. Ele ocupou a parede inteira! 
Nosso quartinho sem graça inundou- se de cores. 
 Fiquei fascinado pelo mapa e passei horas olhando para ele, examinando 
cada detalhe. E durante muitos dias eu o desenhei em cada pedacinho de papel 
22
 
que me aparecia pela frente. 
 Eu encontrava nomes desconhecidos naquele mapa. Lia-os em voz alta, me 
deliciando com seu som estranho e usando-os para compor quadrinhas rimadas: 
 Fukuoka Takaoka Omsk, 
 Fukuyama Nagayama Tomsk, 
 Okasaki Miyasaki Pinsk, 
 Pensilvânia Transilvânia Minsk! 
 Eu repetia esses versos como uma fórmula mágica, e, sem nunca sair do 
quarto, me transportava para longe. Aterrissei em desertos abrasadores. 
 Percorri praias, sentindo a areia entre os dedos dos pés. 
 Escalei montanhas nevadas onde o vento gelado me lambia o rosto. 
 Vi templos maravilhosos com esculturas de pedra dançando nas paredes e 
pássaros de todas as cores cantando nos telhados. 
Atravessei pomares cheios de frutas, comi mamões e mangas até me fartar. Bebi 
água fresquinha e descansei à sombra de palmeiras. 
 Cheguei a uma cidade de arranha-céus e tentei contar suas janelas. Eram 
tantas que caí no sono antes de acabar. 
 E assim passei horas de encantamento longe da fome e da miséria. 
 E perdoei meu pai. Afinal, ele fez a coisa certa. 
Nota do autor: Nasci em Varsóvia, na Polônia. O bombardeio de Varsóvia 
aconteceu em 1939, quando eu tinha 4 anos. Lembro-me das ruas afundando, 
dos edifícios queimados ou desmoronando, virando pó, e de uma bomba que 
caiu no vão da escada do nosso prédio. Pouco depois, fugi da Polônia com minha 
família. Durante seis anos moramos na União Soviética, a maior parte do tempo 
na Ãsia Central, na cidade de Turquestão, onde hoje é o Casaquistão. Por fim 
chegamos a Paris, em 1947, e nos mudamos para Israel em 1949. Vim para os 
Estados Unidos em 1959. A história desse livro é de quando eu tinha quatro ou 
cinco anos, nos primeiros tempos de nossa permanência no Turquestão. O mapa 
original se perdeu há muito tempo. 
SHULEVITZ, Uri. Mapa dos sonhos. São Paulo: Martins Fontes, 2009. (Colégio 
Pedro II – 2018)de ônibus, motoristas de caminhão, ninguém aderiu à greve. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GABARITO 
1 - ERRADO 
2 - B 
232
 
CONCORDÂNCIA VERBAL: CASOS ESPECIAIS 
 
 
 
 
 
233
 
EXERCÍCIOS 
 
1- A relação de verbos que completam, conveniente e respectivamente, as 
lacunas dos períodos abaixo é: 
 
1- Hoje_____24 de janeiro. 
2- Trinta quilômetros_____muito. 
3- _____uma e vinte. 
4- _____ser duas horas. 
 
a) são – são – eram devem 
b) é – são – era – deve 
c) é – é – era – devem 
d) são – é – era – deve 
e) são – é – eram – deve. 
 
2- Tendo em vista as regras de concordância, assinale a opção em que a 
forma verbal está errada: 
a) Existem na atualidade diferentes tipos de inseticidas prejudiciais à saúde do 
homem. 
b) Podem provocar sérias lesões hepáticas, os defensivos agrícolas à base de 
DDT. 
c) Faltam aos países subdesenvolvidos uma legislação mais rigorosa sobre os 
agrotóxicos. 
d) Persistem por muito tempo no meio ambiente os efeitos nocivos dos 
inseticidas clorados. 
e) Possuem elevado grau de toxidade os defensivos do tipo fosforado. 
 
3- Indique a alternativa correta: 
a) Tratavam-se de questões fundamentais. 
b) Comprou-se terrenos no subúrbio. 
c) Precisam-se de datilógrafas. 
234
 
d) Reformam-se ternos. 
e) Obedeceram-se aos severos regulamentos. 
 
4- No trecho “a gente pode ter conversas literárias”, substituindo-se o 
sujeito por outro de primeira pessoa do plural, no tempo pretérito perfeito, 
o resultado é o seguinte: 
a) podemos ter conversas literárias 
b) podíamos ter conversas literárias 
c) poderíamos ter conversas literárias 
d) pudemos ter conversas literárias 
e) pudéssemos ter conversas literárias 
 
 
 
 
 
 
 
GABARITO 
1 - E 
2 - C 
3 - D 
4 - D 
235
 
CONCORDÂNCIA NOMINAL 
 
 
A concordância nominal se baseia na relação entre um substantivo (ou pronome, 
ou numeral substantivo) e as palavras que a ele se ligam para caracterizá-lo 
(artigos, adjetivos, pronomes adjetivos, numerais adjetivos e particípios). 
Basicamente, ocupa-se da relação entre nomes. 
 
Lembre-se: normalmente, o substantivo funciona como núcleo de um termo da 
oração, e o adjetivo, como adjunto adnominal. 
 
A concordância do adjetivo ocorre de acordo com as seguintes regras gerais: 
 
1) O adjetivo concorda em gênero e número quando se refere a um único 
substantivo. Por exemplo: 
As mãos trêmulas denunciavam o que sentia. 
 
2) Quando o adjetivo se refere a vários substantivos, a concordância pode 
variar. Podemos sistematizar essa flexão nos seguintes casos: 
 
a) Adjetivo anteposto aos substantivos: 
 
- O adjetivo concorda em gênero e número com o substantivo mais próximo. 
Por exemplo: 
Encontramos caídas as roupas e os prendedores. 
 
236
 
Encontramos caída a roupa e os prendedores. 
Encontramos caído o prendedor e a roupa. 
 
- Caso os substantivos sejam nomes próprios ou de parentesco, o adjetivo deve 
sempre concordar no plural. Por exemplo: 
As adoráveis Fernanda e Cláudia vieram me visitar. 
Encontrei os divertidos primos e primas na festa. 
 
b) Adjetivo posposto aos substantivos: 
 
- O adjetivo concorda com o substantivo mais próximo ou com todos eles 
(assumindo forma masculino plural se houver substantivo feminino e masculino). 
Exemplos: 
A indústria oferece localização e atendimento perfeito. 
A indústria oferece atendimento e localização perfeita. 
A indústria oferece localização e atendimento perfeitos. 
A indústria oferece atendimento e localização perfeitos. 
 
Obs.: os dois últimos exemplos apresentam maior clareza, pois indicam que o 
adjetivo efetivamente se refere aos dois substantivos. Nesses casos, o adjetivo 
foi flexionado no plural masculino, que é o gênero predominante quando há 
substantivos de gêneros diferentes. 
 
- Se os substantivos possuírem o mesmo gênero, o adjetivo fica no singular ou 
plural. 
 
Exemplos: 
A beleza e a inteligência feminina(s). 
O carro e o iate novo(s). 
 
3) Expressões formadas pelo verbo SER + adjetivo: 
 
a) O adjetivo fica no masculino singular, se o substantivo não for acompanhado 
de nenhum modificador. Por exemplo: 
 
237
 
Água é bom para saúde. 
 
b) O adjetivo concorda com o substantivo, se este for modificado por um artigo 
ou qualquer outro determinativo. Por exemplo: 
Esta água é boa para saúde. 
 
4) O adjetivo concorda em gênero e número com os pronomes pessoais a que 
se refere. Por exemplo: 
Juliana as viu ontem muito felizes. 
 
5) Nas expressões formadas por pronome indefinido neutro (nada, algo, muito, 
tanto, etc.) + preposição DE + adjetivo, este último geralmente é usado no 
masculino singular. Por Exemplo: 
Os jovens tinham algo de misterioso. 
 
6) A palavra "só", quando equivale a "sozinho", tem função adjetiva e concorda 
normalmente com o nome a que se refere. Por exemplo: 
Cristina saiu só. 
Cristina e Débora saíram sós. 
 
Obs.: quando a palavra "só" equivale a "somente" ou "apenas", tem função 
adverbial, ficando, portanto, invariável. Por exemplo: 
Eles só desejam ganhar presentes. 
 
7) Quando um único substantivo é modificado por dois ou mais adjetivos no 
singular, podem ser usadas as construções: 
 
a) O substantivo permanece no singular e coloca-se o artigo antes do último 
adjetivo. Por exemplo: 
Admiro a cultura espanhola e a portuguesa. 
 
b) O substantivo vai para o plural e omite-se o artigo antes do adjetivo. Por 
exemplo: 
Admiro as culturas espanhola e portuguesa. 
238
 
Obs.: veja esta construção: Estudo a cultura espanhola e portuguesa. 
 
Note que ela provoca incerteza: trata-se de duas culturas distintas ou de uma 
única, espano portuguesa? Procure evitar construções desse tipo. 
 
EXERCÍCIOS 
Cadê os plural? 
 
É só impressão minha, ou está cada vez mais difícil ouvir plurais ortodoxos? 
Aqueles de antigamente, arrematados com um ''s'' - plurais tradicionais, 
quatrocentões? Os plurais agora estão cada vez mais enrustidos, dissimulados, 
problemáticos. Cada vez menos plurais são assumidos. Os plurais agora 
precisam ser subentendidos. 
Verdade seja dita: não somos os únicos no mundo a ter problemas com a maldita 
letra ''s'' no final das palavras. Os franceses, debaixo de toda aquela empáfia, há 
séculos desistiram de pronunciar o ''s'' dos plurais. No francês oral, o plural é 
indicado pelo artigo, e pronto. Ou seja: eles falam ''as mina'' e ''os mano'' desde 
que foram promovidos de gauleses a guardiães da cultura e da civilização. 
Os italianos também não podem com a letra ''s'' no fim das palavras. Fazem seus 
plurais em ''i'' e em ''e'', dependendo do sexo, ops, do gênero das palavras. 
Quando a palavra é estrangeira, entretanto, eles simplesmente desistem de falar 
no plural: decretaram que termos forasteiros são invariáveis, e tudo bem. Una 
foto, due foto; una caipirinha, quattro caipirinha. Quattro caipirinha? Hic! Zuzo 
bem! 
Os alemães, metódicos que só, reservam o ''s'' justamente a esses vocábulos 
estrangeiros que os italianos permitem que andem por aí sem plural. Com as 
palavras do seu próprio idioma, no entanto, os alemães são implacáveis. As 
palavras mais sortudas ganham apenas um ''e'' no final, mas as outras são 
flexionadas com requintes de tortura - com ''n'' (!) ou com ''r'' (!!), às vezes em 
conjunto com um trema (!!!) numa vogal da penúltima sílaba (!!!!), só para 
infernizar a vida dos alunos do Instituto Goethe ao redor do planeta. 
Práticos são os indonésios, que formam o plural simplesmente duplicando o 
singular: gado- gado, padang-padang, ylang-ylang. Pelo menos foi isso que eu li 
uma vez. (Claro que não chequei a informação. Eu detestaria descobrir que isso 
não é verdade.) Já pensou se a moda pega aqui, feito aquele pavoroso cigarro 
de cravo? Os mano-mano. As mina-mina. Um chopps e dois pastel- pastel. 
Nem mesmo nossos primos de fala espanhola escapamda síndrome dos 
comedores de plural. Os andaluzes e praticamente todos os latino-americanos 
também não são muito chegados a um ''s'' final. Em vez do ''s'' ríspido e 
239
 
perigosamente carregado de saliva dos madrilenhos (que chiam quase tanto 
quanto os portugueses), eles transformaram o plural num acontecimento sutil, 
perceptível apenas por ouvidos treinados. Em Sevilha, Buenos Aires ou em 
Santo Domingo, o ''s'' vira um ''h'' aspirado - lah cosah, lah personah, loh pluraleh. 
Entre nós, contudo, a mutilação do plural não tem nada a ver com sotaques ou 
incapacidade de pronunciar fonemas. Aqui em São Paulo, a falta de ''s'' é um 
fenômeno sociocultural. Os pobres não falam no plural por falta de cultura. Da 
classe média para cima, deixamos o plural de lado quando há excesso de 
intimidade. É como se o plural fosse algo opcional, como escolher entre ''você'' 
e ''o senhor''. Se a situação exige, você vai lá e aperta a tecla PLURAL. Se a 
conversa for entre amigos, basta desligar, e os esses desaparecem em algum 
ponto entre o cérebro e a boca. 
Na minha terra, não. Imagina. Lá não se permite isso. No Rio Grande NINGUÉM 
fala os plurais. NUNCA. Considera-se PEDANTE quem fala plural. Trata-se de 
um dos pontos mais importantes do nosso dialeto. Assim como no francês oral, 
no gauchês oral o plural é indicado pelo artigo: os guri, as guria. Mas isso só vale 
no gauchês falado. Você jamais verá escritas em Porto Alegre essas coisas que 
se leem em placas e faixas de São Paulo, tipo COMIDAS TÍPICA ou 12 PRATOS 
QUENTE. 
Escrito, não. Para nós, a falta de plural escrito dói nos... ouvidos. [...] 
O avanço da despluralização, no entanto, ameaça transformar São Paulo numa 
nova Porto Alegre, onde concordar substantivo com artigo é coisa de maricas. 
O que se deve fazer? Uma grande campanha educativa, com celebridades 
declarando que é chique falar os plurais? Lançar pagodes e canções sertanejas 
falando da dor-de-cotovelo causada por não usar ''s'' no final das palavras? Ou 
contratar um grupo de artistas alternativos para sair pichando nos muros por aí 
uma mensagem subversiva? Tipo assim: OS MANOS E AS MINAS. 
FREIRE, Ricardo. Variedades. Jornal da Tarde, 5 de fevereiro 2001, p. 8c. 
 
1- A qual mecanismo gramatical o autor se refere por meio da expressão 
“plurais ortodoxos”? 
a) Concordância Nominal. 
b) Concordância Verbal. 
c) Concordância Tratamental. 
d) Concordância Pronominal. 
e) Concordância Adnominal. 
 
240
 
2- Em “Um grupo de neurocientistas alemães suspeitou que a resposta 
estivesse no retorno positivo que a plataforma oferece por meio de 
curtidas...” o termo destacado corresponde a uma flexão denominada de: 
a) Concordância Nominal. 
b) Concordância Verbal. 
c) Concordância Pronominal. 
d) Regência Nominal. 
e) Regência Verbal. 
 
3- A frase em que a concordância nominal está INCORRETA é: 
a) A confusão formada diante do prédio da instituição era meio grande. 
b) Enviaremos incluso no imposto a taxa de iluminação pública. 
c) Ela não devia deixar as crianças sós por tantas horas. 
d) Finalmente, meu colega está quite com a Receita Federal. 
e) Elas próprias descobriram o teor daquele documento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GABARITO 
1 - A 
2 - B 
3 - B 
241
 
CONCORDÂNCIA NOMINAL 
 
 
Concordância nominal (casos particulares) 
 
É proibido - É necessário - É bom - É preciso - É permitido 
 
a) Essas expressões, formadas por um verbo mais um adjetivo, ficam invariáveis 
se o substantivo a que se referem possuir sentido genérico (não vier precedido 
de artigo). 
 
Exemplos: 
É proibido entrada de crianças. 
Em certos momentos, é necessário atenção. 
No verão, melancia é bom. 
É preciso cidadania. 
Não é permitido saída pelas portas laterais 
242
 
 
b) Quando o sujeito dessas expressões estiver determinado por artigos, 
pronomes ou adjetivos, tanto o verbo como o adjetivo concordam com ele. 
 
Exemplos: 
É proibida a entrada de crianças. 
Esta salada é ótima. 
A educação é necessária. 
São precisas várias medidas na educação. 
 
 
Anexo - Obrigado - Mesmo - Próprio - Incluso - Quite 
 
Essas palavras adjetivas concordam em gênero e número com o substantivo 
ou pronome a que se referem. Observe: 
Seguem anexas as documentações requeridas. 
A menina agradeceu: - Muito obrigada. 
Muito obrigadas, disseram as senhoras, nós mesmas faremos isso. 
Seguem inclusos os papéis solicitados. 
Já lhe paguei o que estava devendo: estamos quites. 
 
 
Bastante - Caro - Barato - Longe 
 
Essas palavras são invariáveis quando funcionam como advérbios. Concordam 
com o nome a que se referem quando funcionam como adjetivos, pronomes 
adjetivos, ou numerais. 
 
Exemplos: 
 
As jogadoras estavam bastante cansadas. (advérbio) 
Há bastantes pessoas insatisfeitas com o trabalho. (pronome adjetivo) 
Nunca pensei que o estudo fosse tão caro. (advérbio) 
As casas estão caras. (adjetivo) 
Achei barato este casaco. (advérbio) 
Hoje as frutas estão baratas. (adjetivo) 
243
 
"Vais ficando longe de mim como o sono, nas alvoradas." (Cecília 
Meireles) (advérbio) 
"Levai-me a esses longes verdes, cavalos de vento!" (Cecília Meireles). 
(adjetivo) 
 
Meio - Meia 
a) A palavra "meio", quando empregada como adjetivo, concorda normalmente 
com o nome a que se refere. 
 
Por Exemplo: 
Pedi meia cerveja e meia porção de polentas. 
 
b) Quando empregada como advérbio (modificando um adjetivo) permanece 
invariável. 
 
Por Exemplo: 
A noiva está meio nervosa. 
 
Alerta - Menos 
Essas palavras são advérbios, portanto, permanecem sempre invariáveis. 
 
Por Exemplo: 
 
Os escoteiros estão sempre alerta. 
Carolina tem menos bonecas que sua amiga. 
 
EXERCÍCIOS 
 
1- A frase em que a concordância nominal está INCORRETA é: 
a) Bastantes feriados prejudicam, certamente, a economia de um país. 
b) Seguem anexo ao processo os documentos comprobatórios da fraude. 
c) Eles eram tais qual o chefe nas tomadas de decisão. 
244
 
d) Haja vista as muitas falhas cometidas, não conseguiu a promoção. 
e) Elas próprias resolveram, enfim, o impasse sobre o rumo da empresa. 
 
2- A concordância nominal está INCORRETA em: 
a) A mídia julgou desnecessária a campanha e o envolvimento da empresa. 
b) A mídia julgou a campanha e a atuação da empresa desnecessária. 
c) A mídia julgou desnecessário o envolvimento da empresa e a campanha. 
d) A mídia julgou a campanha e a atuação da empresa desnecessárias. 
 
 
3- A concordância nominal está correta, EXCETO em 
a) As crianças estavam sós. 
b) É proibido a entrada de pessoas estranhas no recinto. 
c) Eles mesmos vieram trazer os papéis. 
d) Envio os documentos em anexo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GABARITO 
1) B 
2) B 
3) B 
 
245
 
CONCORDÂNCIA NOMINAL 
 
 
 
1- A concordância nominal está INCORRETA em: 
a) Saíram desta briga bastantes pessoas em coma. 
b) Os alimentos custam muito caro. 
c) Segue em anexa a foto. 
d) Ele saiu ileso do acidente. 
e) As moças chegaram juntas à aula. 
 
2- Assinale o erro de concordância nominal: 
a) Foram precisas muitas horas de trabalho para concluir o relatório. 
246
 
b) As responsáveis pelo projeto afirmaram que ficaram muito obrigadas à 
comunidade. 
c) A porta estava todo aberta quando a secretária, ainda meia confusa, chegou. 
d) Já era meio-dia e meia quando ela percebeu meio desconfiada a presença de 
alguém. 
 
3- A concordância nominal está inadequada em: 
a) Maria tem olhos azul-piscina. 
b) Alguns alimentos custam caro. 
c) A conta de luz está caro. 
d) João comprou ternos azul-marinho. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GABARITO 
1) C 
2) C 
3) C 
247
 
CONCORDÂNCIA NOMINAL 
 
Chamamos de concordância o princípio sintático segundo o qual, na frase, as 
palavras determinantes adaptam-se às palavras das quais dependem. Isso 
significa que os nomese os verbos de uma oração devem concordar com os 
demais termos, caso contrário, a concordância ficará prejudicada. Entender esse 
princípio é indispensável para quem deseja produzir textos que estejam 
devidamente adequados à norma-padrão da língua portuguesa. 
A concordância pode ser de dois tipos: concordância nominal e concordância 
verbal. Hoje nos dedicaremos à análise da concordância nominal e seus casos 
especiais. Fique atento à explicação, boa leitura e bons estudos! 
Concordância nominal: 
Chamamos de concordância nominal a adequação entre o gênero e o número 
de um substantivo com as flexões correspondentes de seus modificadores. Em 
regra geral, o adjetivo e as palavras adjetivas devem concordar em gênero e 
número com o nome a que se referem: 
mulher bonita – homem bonito 
mulheres bonitas – homens bonitos 
Contudo, existem os casos especiais de concordância nominal, ou seja, casos 
particulares aos quais devemos estar sempre atentos. São eles: 
1. Se na oração houver mais de um substantivo e se eles estiverem no singular 
e forem do mesmo gênero, o adjetivo, exercendo função de adjunto adnominal, 
poderá ficar no singular ou irá para o plural: 
Marcelo agiu com paciência e coragem admirável. 
Marcelo agiu como paciência e coragem admiráveis. 
2. Quando os substantivos estiverem no singular e pertencerem a diferentes 
gêneros, o adjetivo deverá concordar com o mais próximo ou ir para o masculino 
plural: 
Ele vestia casaco e calça vermelha. 
Ele vestia casaco e calça vermelhos. 
3. Quando os substantivos estiverem no plural e forem de gêneros diferentes, o 
adjetivo, quando desempenhar o papel de adjunto adnominal, deverá concordar 
com o mais próximo ou ir para o masculino plural: 
Fomos a um antiquário e vimos objetos e pinturas antigas. 
Fomos a um antiquário e vimos objetos e pinturas antigos. 
 
248
 
4. Quando os substantivos pertencerem a gênero e número diferentes, o 
adjetivo, exercendo o papel de adjunto adnominal, deverá concordar com o mais 
próximo ou ir para o masculino plural: 
Interesso-me pelo cinema e pelas tradições francesas. 
Interesso-me pelo cinema e pelas tradições franceses. 
Interesso-me pelas tradições e pelo cinema francês. 
 
5. Quando, ao exercer a função de adjunto adnominal, o adjetivo estiver 
anteposto a dois ou mais substantivos, ele deverá concordar com o mais 
próximo: 
Víamos estranhos homens e mulheres. 
Víamos estranhas mulheres e homens. 
 
6. Quando o adjetivo exercer a função de predicativo do sujeito, ele deverá 
concordar com todos os elementos do sujeito: 
 A cozinha e os banheiros estavam sujos. 
 
Sujeito-----verbo de ligação-----predicativo do sujeito 
 
7. Quando o adjetivo exercer a função de predicativo do objeto, ele deverá 
concordar em gênero e número com o núcleo do objeto. Se houver dois ou mais 
núcleos de gêneros diferentes, ele deve ir para o masculino plural: 
Vimos as portas e o carro destruídos. 
 ↓ ↓ ↓ 
VTD OD predicativo do objeto 
 
Vimos destruídos as portas e o carro. 
 ↓ ↓ ↓ 
VTD predicativo do objeto OD 
 
8. As expressões um e outro e nem um e nem outro deixam o substantivo no 
singular, mas o adjetivo deve ir para o plural: 
Abordamos um e outro caso inacreditáveis. 
Não encontramos nem um nem outro diretor reeleitos. 
 
249
 
9. Quando houver na oração numerais ordinais, o substantivo pode ficar tanto no 
singular quanto no plural, contanto que todos os numerais estejam antecedidos 
de artigo: 
Perdi a primeira e a segunda sessão. 
Perdi a primeira e a segunda sessões. 
 
10. Mesmo, próprio, quite, leso, incluso, anexo, obrigado, entre outros, devem 
concordar normalmente com a palavra a que fazem referência: 
Ele mesmo disse isso. 
Eles mesmos disseram isso. 
Ela mesma disse isso. 
Elas mesmas disseram isso. 
 
11. Palavras como bastante, meio, caro, barato e só sofrem variação quando 
têm valor de adjetivo: 
Havia bastante gente no supermercado. 
Tenho bastantes discos de vinil. 
Tomei meia taça de vinho. 
Tomei várias meias taças de vinho. 
Ela sempre gostou de sapatos caros. 
Ela nunca gostou de roupas baratas. 
Meus primos sempre moraram sós. 
 
12. Quando estiverem antepostos a vários adjetivos, os substantivos admitem 
três construções: 
Estudo as culturas angolana e portuguesa. 
Estudo a cultura angolana e a portuguesa. 
Estudo a cultura angolana e brasileira. 
 
13. O adjetivo permanecerá invariável quando o sujeito não for determinado por 
artigo ou por pronome demonstrativo: 
Pizza é gostoso. 
Dieta é bom para emagrecer. 
É proibido entrada. 
 
Caso o sujeito for determinado por artigo ou pronome demonstrativo, a 
concordância deverá ser feita normalmente: 
A pizza daquele restaurante é gostosa. 
250
 
A dieta dos pontos é boa para emagrecer. 
É proibida a entrada de menores de dezoito anos. 
 
14. As palavras pseudo, alerta, monstro e menos são invariáveis: 
Aqueles voluntários são pseudocaridosos. 
Para evitar assaltos, é preciso estar sempre alerta. 
Houve manifestações monstro em frente ao Congresso Nacional. 
Os brasileiros ganharam menos medalhas que os cubanos. 
 
15. Quando houver um adjetivo composto, somente o último elemento sofrerá 
flexão, tanto de gênero quanto de número: 
Meus avós são franco-brasileiros. 
As guerras greco-romanas marcaram a civilização ocidental. 
Em São Paulo, há várias comunidades nipo-brasileiras. 
 
16. Palavras que indicam cor 
a) Geralmente, deverão concordar em gênero e número com o substantivo a que 
se referem quando desempenhar função de adjetivo: 
Ficou com os olhos vermelhos de tanto chorar. 
Nuvens negras cobriam a cidade. 
Estas bananas ainda estão verdes. 
 
b) Quando a palavra que indica cor derivar de um substantivo, deverá 
permanecer invariável: 
Comprei duas blusas rosa. 
Alice gostava de vestidos violeta. 
 
c) Quando for um nome composto e o segundo termo for um substantivo, ficará 
invariável: 
Ela comprou cortinas amarelo-ouro para a sala. 
Carlos está vestindo uma camisa verde-bandeira. 
 
d) Quando os termos “claro” e “escuro” indicarem tonalidade da cor, somente 
eles sofrerão flexão: 
O rapaz tem belos olhos azul-claros. 
Quero aquelas saias verde-escuras que vi na vitrine. 
 
251
 
e) Azul-marinho e azul-celeste são sempre invariáveis: 
A empresa comprou uniformes azul-marinho para os funcionários. 
Ele gosta de camisas azul-celeste. 
 
EXERCÍCIOS 
 
1- A concordância nominal está CORRETA em: 
a) É necessário a atenção de todos para a leitura do texto. 
b) Ela tomou decisões o mais sensatas possíveis. 
c) Somente após bastantes ameaças, ele arrumou o quarto. 
d) Quando a moça terminou de arrumar as malas, já era meio-dia e meio. 
 
2- Indique a opção na qual a concordância nominal está adequada. 
a) Alguns pseudos-ecologistas se opõem ao Bolsa-Floresta. 
b) Há partes da floresta que estão menas devastadas que outras. 
c) Visto a grande devastação, alguma atitude deve ser tomada. 
d) Seguem anexo os documentos para a certificação. 
e) Todos devemos ficar alerta para salvar a Amazônia. 
 
3- A concordância verbal e nominal está inteiramente correta em: 
a) O mundo moderno, apesar das pesquisas que se desenvolve atualmente, 
ainda dependem dos derivados de petróleo. 
b) É sabido de todos as situações que resulta em desastre para o meio ambiente 
do uso excessivo de pesticidas agrícolas. 
c) Tem sido feito, em todo o planeta, esforços no sentido de preservar os 
recursos naturais, muitos dos quais já vem se esgotando. 
d) A água, um dos recursos naturais essenciais à vida no planeta, já se mostram 
escassos em regiões bastante populosas. 
e) A garantia de sobrevivência de nossa espécie deverá basear-se na 
conscientização sobre a necessária preservação dos recursos naturais. 
 
4-Assinale a alternativa em que não há erro de concordância nominal. 
252
 
a) É necessário a presença dos pais na reunião do conselho escolar. 
b) Há bastantes pessoas insatisfeitas com a política econômica. 
c) Nós mesmo providenciamos comida aos desabrigados. 
d) É proibido a entrada de pessoas estranhas neste local. 
e) Seguem anexo os documentos enviados pelos novos clientes. 
 
GABARITO 
1 - C 
2 - E 
3 - E 
4 - B 
 
REGÊNCIA 
Dá-se o nome de regência à relação de subordinação que ocorre entre um verbo 
(ou um nome) e seus complementos. 
Ocupa-se em estabelecer relações entre as palavras, criando frases não 
ambíguas, que expressem efetivamente o sentido desejado, que sejam corretas 
e claras. 
A regência pode ser classificada em regência verbal ou regência nominal, 
conforme a natureza do termo regente: 
• Na regência verbal o termo regente é um verbo; 
• Na regência nominal o termo regente é um nome. 
O termo regente depende do termo regido. O sentido do termo regente 
permanece incompleto sem a presença do termo regido. 
 
Regência verbal: 
Termo regente: verbo 
Termos regidos: objeto direto e objeto indireto 
253
 
 
Regência nominal: 
Termo regente: nome 
Termo regido: complemento nominal 
 
 
Regência verbal 
 
Na regência verbal, se o verbo regente for transitivo direto, terá como termo 
regido um objeto direto (não preposicionado). Se o verbo regente for transitivo 
indireto, terá como termo regido um objeto indireto (preposicionado). 
 
Exemplos de regência verbal não preposicionada 
• Leu o livro. 
• Comeu a sobremesa. 
• Bebeu o refrigerante. 
• Ouviu a notícia. 
• Estudou a lição. 
• Fez o recheio. 
Exemplos de regência verbal preposicionada 
• Procedeu à construção de um novo prédio. 
• Pagou ao funcionário. 
• Desobedeceu aos pais. 
• Apoiou-se na parede. 
• Apaixonou-se por seu primo. 
• Meditou sobre o assunto. 
 
254
 
Quando a regência verbal é estabelecida através de uma preposição, as mais 
utilizadas são: a, de, com, em, para, por, sobre. 
• agradar a; 
• obedecer a; 
• assistir a; 
• visar a; 
• lembrar-se de; 
• simpatizar com; 
• comparecer em; 
• convocar para; 
• trocar por; 
• alertar sobre; 
• ... 
 
Leia tudo sobre a regência verbal. 
 
Regência nominal 
 
Na regência nominal, o nome que atua como termo regente pode ser um 
substantivo, um adjetivo ou um advérbio. Já o complemento nominal, que atua 
como termo regido, pode ser um substantivo, um pronome ou um numeral. 
 
Exemplos de regência nominal 
• acessível a todos; 
• diferente de mim; 
• amoroso com ambos; 
• perito em criminologia; 
• mau para a saúde; 
• ansioso por férias. 
 
A regência nominal é estabelecida através de uma preposição, sendo a, de, com, 
em, para, por as preposições mais utilizadas: 
 
• inerente a; 
• idêntico a; 
• livre de; 
 
255
 
• seguro de; 
• descontente com; 
• interesse em; 
• pronto para; 
• respeito por; 
• ... 
 
EXERCÍCIOS 
 
Regência Verbal é o estudo das relações estabelecidas entre o verbo (termo 
regente) e seus complementos (termos regidos). 
 
1- INDIQUE a alternativa em que houve ERRO de Regência Verbal, 
comprometendo o sentido da frase. 
a) A maioria dos delegados compareceu à reunião do Sindicato. 
b) O convênio implica a aceitação dos novos profissionais no setor de protocolo. 
c) O plano diretor aspira a estabilidade econômica da empresa. 
d) O secretário informou à autoridade interessada o teor da nova proposta. 
 
Regência Nominal é a relação existente entre um nome (substantivo, adjetivo ou 
advérbio) e os termos regidos por esse nome. 
 
2- INDIQUE a alternativa que apresenta Regência Nominal INCORRETA. 
a) Os arquivos do convênio não estão acessíveis à consulta. 
b) O interrogado mostrou-se insensível pelas perguntas feitas. 
c) O aluno é residente na Avenida Afonso Pena. 
d) Devo obediência aos meus pais. 
 
3- Qual é a regência do verbo sublinhado neste trecho: “ Meu erro, no 
entanto, devia ser o caminho de uma verdade” (l. 04)? 
a) Verbo de ligação. 
b) Verbo intransitivo. 
c) Verbo transitivo direto. 
256
 
d) Verbo transitivo indireto. 
 
 
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto, julgue o item. 
 
4- No trecho “com aquela voz que ele gostava” (linha 23), a inserção do 
elemento de antes de “que” prejudicaria a correção gramatical e os 
sentidos originais do texto. 
 
GABARITO 
1 - C 
2 - B 
3 - A 
4 - E 
257
 
REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL 
 
 
Regência verbal é a parte da língua que se ocupa da relação entre os verbos e 
os termos que se seguem a ele e completam o seu sentido. 
Os verbos são os termos regentes, enquanto os objetos (direto e indireto) e 
adjuntos adverbiais são os termos regidos. 
Para entender melhor sobre esse assunto e não errar mais, confira abaixo alguns 
exemplos e suas respectivas explicações: 
 
Nos exemplos acima, morar é um verbo que exige a preposição em (morar em 
algum lugar = adjunto adverbial). 
No segundo exemplo, implicar é um verbo transitivo direto, pois não exige 
preposição (implicar algo, e não implicar em algo). 
No terceiro exemplo, ir exige a preposição a, o que faz dele um verbo transitivo 
direto. 
258
 
Na forma padrão, a oração “Isso implica em mudança de horário” não está 
correta. 
Vamos ver exemplos de alguns verbos e entender como eles são regidos. 
Alguns, conforme o seu significado, podem ter mais do que uma forma de 
regência. 
 
1. Assistir 
a) com o sentido de ver exige preposição: 
Que tal assistirmos ao filme? 
b) com o sentido de dar assistência não exige preposição: 
Sempre assistiu pessoas mais velhas. 
c) com o sentido de pertencer exige preposição: 
Assiste aos prejudicados o direito de indenização. 
 
 
No último quadrinho Calvin fala corretamente "assistir ao vídeo" 
2. Chegar 
O verbo chegar é regido pela preposição “a”: 
Chegamos ao local indicado no mapa. 
Essa é a forma padrão. No entanto, é comum observarmos o uso da 
preposição “em” nas conversas informais, cujo estilo é coloquial: Chegamos no 
local indicado no mapa. 
 
3. Custar 
a) com o sentido de ser custoso exige preposição: 
Aquela decisão custou ao filho. 
259
 
b) com o sentido de valor não exige preposição: 
Aquela casa custou caro. 
 
4. Obedecer 
O verbo obedecer é transitivo indireto, logo, exige preposição: 
Obedeça ao pai! 
Na linguagem informal, entretanto, ele é usado como verbo transitivo direto: 
Obedeça opai! 
 
5. Proceder 
a) com o sentido de fundamento é verbo intransitivo: 
Essa sua desconfiança não procede. 
b) com o sentido de origem exige preposição: 
Essa sua desconfiança procede de situações passadas. 
 
6. Visar 
a) com o sentido de objetivo exige preposição: 
Visamos ao sucesso. 
Na variante coloquial, encontramos o verbo sendo utilizado sem preposição, ou 
seja, como verbo transitivo direto: Visamos o sucesso. 
b) com o sentido de mirar não exige preposição: 
O policial visou o bandido à distância. 
 
7. Esquecer 
O verbo esquecer é transitivo direto, logo não exige preposição: 
Esqueci o meu material. 
No entanto, na forma pronominal, deve ser usado com preposição: Esqueci-me 
do meu material. 
 
8. Querer 
a) com o sentido de desejar não exige preposição: 
 
260
 
Quero ficar aqui. 
b) com o sentido de estimar exige preposição: 
Queria muito aos seus amigos. 
 
9. Aspirar 
a) com o sentido de respirar ou absorver não exige preposição: 
Aspirou todo o escritório. 
b) com o sentido de pretender exige preposição: 
Aspirou ao cargo de ministro. 
 
10. Informar 
O verbo é transitivo direto e indireto, assim ele exige um complemento sem e 
outro com preposição: 
Informei o acontecimento aos professores. 
 
11. Ir 
O verbo ir é regido pela preposição “a”: 
Vou à biblioteca. 
 
12. Implicar 
a) com o sentido de consequência,o verbo implicar é transitivo direto, logo não 
exige preposição: 
O seu pedido implicará um novo orçamento. 
b) com o sentido de embirrar, é transitivo indireto, logo exige preposição: 
Implica com tudo! 
 
13. Morar 
O verbo morar é regido pela preposição “em”: 
Mora no fim da rua. 
 
14. Namorar 
261
 
O verbo namorar é transitivo direto, apesar de as pessoas o usarem sempre 
seguido de preposição: 
Namorou Maria durante anos. 
"Namorou com Maria durante anos" não é gramaticalmente aceito. 
 
15. Preferir 
O verbo preferir é transitivo direto e indireto. Assim: 
Prefiro carne a peixe. 
 
16. Simpatizar 
O verbo simpatizar é transitivo indireto e exige a preposição "com": 
Simpatiza com os mais velhinhos. 
 
17. Chamar 
a) com o sentido de convocar não exige complemento com preposição: 
Chama o Pedro! 
b) com o sentido de apelidar exige complementos com e sem preposição: 
Chamou ao João de Mauricinho. 
Chamou João de Mauricinho. 
Chamou ao João Mauricinho. 
Chamou João Mauricinho. 
 
18. Pagar 
a) quando informamos o que pagamos o complemento não tem preposição: 
Paga o sorvete? 
b) quando informamos a quem pagamos o complemento exige preposição: 
Paga o sorvete ao dono do bar. 
 
Regência Nominal 
Há também a regência nominal, que é a relação entre nomes e seus 
complementos. Essa relação é estabelecida através de preposições. 
Exemplos: 
262
 
• O bacharel em Direito pode ser defensor público. (e não “O bacharel de 
Direito pode ser defensor público.”) 
• Tenho horror às baratas. (e não “Tenho horror de baratas.”) 
• Essa máquina é compatível com a que temos. (e não “Essa máquina é 
compatível a que temos”.) 
 
EXERCÍCIOS 
 
 
 
263
 
 
 
No que se refere ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue o item a 
seguir. 
 
1- O emprego do acento indicativo de crase em “à falta de água” ( Linhas 
52 e 53) deve se à regência da forma verbal “responda” e à presença do 
artigo definido que determina o nome “falta”. 
 
2- Das alternativas a seguir, qual obedece a norma culta quanto à regência 
verbal? 
a) Os alunos devem obedecer os professores. 
b) Pedro aspira ser gerente da empresa. 
c) Esta prova visa escolher o candidato mais bem preparado. 
d) A sogra de Maria assiste naquela casa. 
e) Gastar muito implica em desequilíbrio nas finanças. 
 
 
264
 
A influência da cultura na formação do cidadão 
 
 Os costumes, a música, a arte e, principalmente, o modo de pensar e agir 
fazem parte da cultura de um povo e devem ser preservados para que nunca se 
perca a singularidade do coletivo. 
 Durante muito tempo, o termo cultura foi estudado e acabou sendo dividido 
em algumas categorias. Cultura segundo a filosofia: conjunto de manifestações 
humanas, de interpretação pessoal, que condizem com a realidade. Cultura 
segundo a antropologia: soma dos padrões aprendidos, e que foram 
desenvolvidos pelo ser humano. 
 Por ser um agente forte de identificação pessoal e social, a cultura de um 
povo se caracteriza como um modelo comportamental, integrando segmentos 
sociais e gerações à medida que o indivíduo se realiza como pessoa e expande 
suas potencialidades. 
(Adaptado de: ALMEIDA, Heraldo.www.diariodoamapa.com.br) 
 
3 - Atendendo às regras de regência e preservando-se o sentido do texto, 
em linhas gerais, os dois pontos, no segundo parágrafo, estarão 
corretamente substituídos por 
a) corresponde a 
b) é resultante de 
c) conforma-se sob 
d) é compatível em 
e) confronta-se entre 
 
 
 
 
 
GABARITO 
1 - CERTO 
2 - D 
3 - A 
265
 
REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL 
 
 
 
REVISÃO: COMPLEMENTOS VERBAIS 
 
 
 
 
 
 
266
 
EXERCÍCIOS 
Num mundo em que as coisas e as pessoas são descartáveis, a filosofia e o 
filósofo também se tornam dispensáveis, sempre havendo uma doutrina ou um 
profissional capaz de enaltecer uma trama de interesses privados. A constante 
exposição à mídia acaba levando o filósofo a dizer o que o grande público espera 
dele e, assim, também pode usufruir de seus quinze minutos de celebridade. 
Diante do perigo de ser engolfado pela teia de condutas que inverte o sentido 
original de suas práticas, o filósofo, principalmente o iniciante, se pretende ser 
amante de um saber autêntico, precisa não perder de vista que assumiu o 
compromisso de afastar-se das ideias feitas − ressecadas pela falta da seiva da 
reflexão − e de desconfiar das novidades espalhafatosas. Se aceita consagrar-
se ao estudo das ideias, que reflita sobre o sentido de seu comportamento. 
(Adaptado de: GIANNOTTI, José Arthur. Lições de filosofia primeira. São Paulo: Companhia 
das Letras, 2011, edição digital) 
... e de desconfiar das novidades espalhafatosas. (último parágrafo) 
 
 
1- No trecho acima, o emprego da preposição em destaque justifica-se pela 
regência do 
a) compromisso. 
b) desconfiar. 
c) afastar-se. 
d) reflexão. 
e) assumiu. 
 
267
 
 
2- Seriam mantidos o sentido e a correção do texto caso o trecho 
“complemento de renda dos casados com filhos e regras que privilegiavam 
os homens casados e com filhos” (l. 12 e 13) fosse reescrito da seguinte 
forma: complementar à renda dos casados com filhos e privilegiar aos 
homens casados e com filhos. 
268
 
 
Fonte: As ilustrações de Carol Rossetti . Disponível em: 
. Acesso em: 8 fev. 2018. 
 
Analise as afirmativas a seguir, em relação aos aspectos gramaticais do 
texto. 
 
I. Na oração: “Marina adora seu vestido listrado”, o elemento destacado é 
considerado verbo transitivo direto, segundo a gramática normativa. 
II. Nas orações: “Marina adora seu vestido listrado” e “Liga pras revistas não, 
Marina”, os termos em destaque desempenham a função de apostos. 
III. Nas orações: “Marina adora seu vestido listrado, mas as revistas de moda 
disseram [...]”, o excerto destacado é uma oração coordenada sindética, 
introduzida por conjunção adversativa. 
 
3- Assinale a alternativa CORRETA. 
a) Apenas as afirmativas I e II estão corretas. 
b) Apenas as afirmativas I e III estão corretas. 
c) Apenas as afirmativas I, II e III estão corretas. 
269
 
d) Todas as afirmativas estão corretas. 
 
 
 
GABARITO 
1 - A 
2 - E 
3 - B 
 
 
REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL 
- VERBOS TRANSITIVOS DIRETOS E INDIRETOS - 
 
 
 
São os verbos que possuem os dois complementos - objeto direto e objeto 
indireto. 
Chamar será VTDI, com a prep. a, quando significar repreender. 
Chamei o menino à atenção, pois estava conversando durante a aula. 
Chamei-o à atenção. 
Obs.: A expressão Chamar a atenção de alguém não significa repreender, e sim 
fazer se notado. Por exemplo: O cartaz chamava a atenção de todos que por ali 
passavam. 
Implicar será VTDI, com a prep. em, quando significar envolver alguém. 
Implicaram o advogado em negócios ilícitos. 
270
 
Custar será VTDI, com a prep. a, quando significar causar trabalho, 
transtorno. 
Sua irresponsabilidade custou sofrimento a toda a família. 
Agradecer, Pagar e Perdoar são VTDI, com a prep. a. O objeto direto sempre 
será a coisa, e o objeto indireto, a pessoa. 
Agradeci a ela o convite. 
Paguei a conta ao Banco. 
Perdôo os erros ao amigo. 
 
Pedir é VTDI, com a prep. a. Sempre deve ser construído com a expressão 
Quem alguém. Portanto é errado dizer Pedir para que alguém faça algo. 
Pedimos a todos que tragam os livros. 
 
Preferir é sempre VTDI, com a prep. a. Com esse verbo, não se deve usar 
mais, muito mais, mil vezes, nem que ou do que. 
Prefiro estar só a ficar mal-acompanhado. 
 
Avisar, advertir, certificar, cientificar, comunicar, informar, lembrar, 
noticiar, notificar, prevenir são VTDI, admitindo duas construções: Quem 
informa, informa algo a alguém ou Quem informa, informa alguém de algo. 
Advertimos aos usuários que não nos responsabilizamos por furtos ou 
roubos.Advertimos os usuários de que não nos responsabilizamos por furtos ou 
roubos. 
 
Quando houver, na oração, um verbo transitivo direto e indireto, com a 
prep. a, seguido de um substantivo feminino, que exija o artigo a, ocorrerá 
o fenômeno denominado crase, que deve ser caracterizado pelo acento 
grave (à ou às). 
Advertimos às alunas que não poderiam usar a sala fora do horário de 
aula. 
 
 
 
 
 
271
 
EXERCÍCIOS 
 
A era do descartável: seu lixo diz muito sobre você 
 Imagine se um dia todos os lixeiros de sua cidade decidirem não trabalhar. O 
caos será generalizado, se a greve se prolongar e, talvez só assim, esses 
profissionais serão valorizados pela população. O serviço social da limpeza 
urbana é imensurável: trata-se de saúde, segurança e conforto público. 
 De uns anos para cá, o poder aquisitivo das famílias brasileiras tem 
aumentado. Ao consumir mais, produzimos mais lixo. Fato ! Em 2013, foram três 
milhões de toneladas a mais em relação ao ano anterior – o que significa um 
aumento de 4,1%. O Brasil é o quinto país que mais produz lixo no mundo. 
 Frequentemente vejo – no trabalho, na faculdade, na rua – pessoas jogando 
embalagens descartáveis com a maior naturalidade. Já faz parte do cotidiano: 
ficou com sede? Passa lá na copa do escritório, saca um copo descartável, toma 
um gole de água e… LIXO! Daqui uma hora a história se repete. A naturalidade 
destes hábitos e a quantidade de lixo que produzimos dizem muito sobre nós. 
 Somos seres que vivem em uma correria louca, onde a comida rápida e 
pronta é praticamente essencial, onde sobra pouco tempo para refletir e até 
mesmo para colocar em prática aquilo que acreditamos, onde o consumo é muito 
valorizado e lavar um copo é desnecessário. 
Conheci, há dois anos, uma mulher na faixa dos trinta que morava sozinha. Ela 
trabalhava durante o dia e frequentava a academia três vezes por semana. 
Quando fui à casa dela, logo me alertou: não tem pratos, talheres ou copos. “É 
tudo de plástico, para eu não precisar lavar!”, explicou. Fiquei um tanto quanto 
chocada. 
 Com a mesma naturalidade e nesta mesma época, descartei por alguns 
meses os copos do café que comprava diariamente ao lado da faculdade, no 
Starbucks. “O copo é feito de papel e pode ser facilmente reciclado”, pensava 
eu. Depois de um período, o hábito começou a me incomodar – e não foi pouco. 
Até tentei levar uma caneca, mas era muito pesada e ocupava muito espaço em 
minha bolsa. Minha presença na lojinha passou a ser evento mais raro. 
 Este ano resolvi experimentar uma composteira caseira. Aqueles minhocários 
práticos, pensados para quem vive como nós: na correria, sem espaço e etc. 
Estou adorando a experiência. Tudo que é lixo orgânico jogo lá. Tenho um 
professor que jura que suas minhocas comem até carne. Eu nunca tentei. Mas 
parece mágica: nada de cheiro ruim ou de demora. Em alguns meses seu adubo 
está pronto. Como matéria seca, que é preciso colocar em proporção aos 
orgânicos, recorto a caixa de pizza em pedacinhos – e, assim, reciclo sua 
embalagem em casa mesmo. Então, se é para pedir comida em casa, eu já sei: 
pizza do restaurante ao lado. 
272
 
 Alguns podem pensar: “Besteira, a prefeitura recolhe o lixo, recicla e dá 
destino correto. Por que iria me esforçar tanto para reduzir meu lixo?”. Aí, meu 
amigo, vai de cada um. Mas a reflexão é importante (...). 
PS: os três famosos “Rs” da sustentabilidade são claros: reduza, reutilize, recicle. 
A opção da reciclagem é ótima, mas é a última medida a ser tomada. 
Jéssica Miwa (Disponível em: thegreensestpost.com) Acesso em 14/03/2018. 
 
1- De acordo com a norma culta, o verbo destacado no trecho: “até mesmo 
para colocar em prática aquilo que ACREDITAMOS”, aceita outra regência; 
portanto, também estaria correto: 
a) de que acreditamos. 
b) com que acreditamos. 
c) a que acreditamos. 
d) em que acreditamos. 
e) pelo qual acreditamos. 
 
 
 
 
 
 
 
273
 
 2- Na linha 32, o emprego do acento indicativo de crase em “à saúde” 
justifica-se pela regência da forma verbal “traz” e pela determinação do 
substantivo “saúde” por artigo definido feminino. 
 
3- O fragmento no qual a regência do verbo em destaque é a mesma do 
verbo referir no trecho “que não referisse a ninguém o que se passara entre 
nós” (ℓ. 40-41) é 
a) “Como adorasse a mulher” (ℓ. 2) 
b) “Virgília era a perfeição mesma” (ℓ. 3-4) 
c) “Um dia confessou-me que trazia uma triste carcoma na existência” (ℓ. 7-8) 
d) “Mas para que o estou a fatigar com isto?” (ℓ. 28-29) 
e) “Entraram dois deputados e um chefe político da paróquia” (ℓ. 42-43) 
 
 
 
 
 
GABARITO 
1 - D 
2 - CERTO 
3 - C 
274
 
REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL 
- COMPLEMENTO NOMINAL E PREDICAÇÃO DO VERBO 
HAVER - 
 
VERBO HAVER, QUANDO IMPESSOAL, SERÁ VTD! 
 
 
275
 
EMPREGOS DO VERBO HAVER 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
276
 
EXERCÍCIOS 
 
 
 
1- Os termos “de gênero” (ℓ.19), “da igualdade racial” (ℓ. 19 e 20) e “dos 
direitos humanos” (ℓ.20) complementam a palavra “justiça” (ℓ.19). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
277
 
 
2- Acerca do trecho “ao Dia nacional da luta antimanicomial” (linhas 3 e 4), 
assinale a alternativa correta. 
a) Trata‐se deum complemento nominal, que ajuda a completar o sentido de um 
substantivo abstrato. 
b) Trata‐se de um adjunto adnominal, que atua como qualificador de um adjetivo. 
c) Constitui‐se como termo expletivo, já que não deveria aparecer na constituição 
do período. 
d) Gera ambiguidade, pois deixa obscura a ideia a que se faz alusão. 
e) Causa perda de coerência porque torna o texto truncado e pouco 
compreensível. 
 
3- Sobre a sintaxe do período Parece haver um abismo de mútua 
incompreensão entre os médicos e seus pacientes, é CORRETO afirmar 
que o termo abismo de mútua incompreensão é um 
a) complemento nominal. 
b) complemento verbal. 
278
 
c) adjunto adnominal. 
d) adjunto adverbial. 
 
4- Classificam-se como sujeito (S) e complemento (C) da mesma forma 
verbal os termos destacados em 
 
a) Uma pessoa complexa (S) só pode ser compreendida (C), jamais explicada. 
b) A transcendência (S) constitui o seu projeto (C) como ser-no-mundo. 
c) Pode-se explicar a lei da gravidade (C) pelos princípios da Física (S). 
d) Sem liberdade interior (C) não há história (S) a ser compreendida. 
e) A queda de um homem desesperado (S) não é equivalente (C) à de uma 
pedra. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GABARITO 
1 - ERRADO 
2 - A 
3 - B 
279
 
COLOCAÇÃO PRONOMINAL 
 
Em relação ao verbo os pronomes oblíquos átonos (me, nos, te, vos, o, a, os, 
as, lhe, lhes, se) podem aparecer em três posições distintas: 
 
Antes do verbo – PRÓCLISE; 
No meio do verbo – MESÓCLISE; 
Depois do verbo – ÊNCLISE 
 
REGRA PRINCIPAL 
 
Proibições 
1. Começar frases, oração ou período com pronome oblíquo átono; 
2. Utilizar pronome oblíquo átono depois de pausa; 
3. Utilizar pronome oblíquo átono depois de verbos no futuro; 
4. Utilizar pronome oblíquo átono depois de verbos no particípio. 
 
PRÓCLISE 
Esse tipo de colocação pronominal é utilizada quando há palavras que atraiam 
o pronome para antes do verbo. Tais palavras são: 
 
1) Advérbio e locuções adverbiais. 
Exemplo: 
aqui no objetivo, se estuda muito. 
 
2) Palavras ou expressões negativas. 
Exemplo: 
Não me arrependo de nada. 
 
3) Pronomes Indefinidos 
Exemplo: 
280
 
Ninguém me deu apoio. 
 
4) Pronomes Demonstrativos 
Exemplo: 
Isso me deixou irritado. 
 
5) Conjunções subordinativas 
Exemplo: 
Embora me interesse pelo carro, não posso comprá-lo. 
 
6) Frases interrogativas 
Exemplo: 
Quem lhe deu a bola? 
 
7) Frases exclamativas 
Exemplo: 
Isso me deixou feliz! 
 
8) Frases optativas 
Exemplo: 
Deus o ilumine 
 
ATENÇÃO!!! 
Existem casos que se pode utilizar tanto a próclise como a ênclise:- Pronomes 
pessoais do caso reto. Se houver palavra atrativa, usa-se a próclise. 
Exemplo: 
Ele lhe entregou a carta. 
Ele entregou-lhe a carta. 
 
Com infinitivo não flexionado precedido de palavra negativa ou preposição. 
Exemplo: 
281
 
Vim para te ajudar. 
Vim para ajudar-te. 
 
MESÓCLISE 
 
Essa colocação pronominal é usada apenas com verbos no futuro do presente 
ou futuro do pretérito, desde que não haja uma palavra que exija a próclise. 
Exemplo: 
Contar-te-ei um grande segredo. (futuro do presente) 
 
Observação: nunca ocorrerá a ênclise quando a oração estiver no futuro do 
presente ou no futuro do pretérito. 
 
ÊNCLISE 
 
Sempre ocorre ênclise nos casos abaixo: 
 
1) A oração é iniciada por verbo, desde que não esteja no futuro. 
Exemplo: 
Informei-o sobre o resultado do concurso. 
 
2) Com o verbo no imperativo afirmativo. 
Exemplo: 
Levanta-te. 
 
3) Orações reduzidas de infinitivo. 
Exemplo: 
Espero contar-lhe tudo. 
 
 
 
 
282
 
MUDANÇAS SOFRIDAS PELOS PRONOMES O, A, OS, AS 
QUANDO COLOCADOS EM ÊNCLISE 
 
 Dependendo da terminação verbal os pronomes O, A, OS, AS, podem sofrer 
alterações em sua forma. Veja: Quando o verbo terminar em vogal, os pronomes 
não sofrem alterações. 
Exemplo: Cantando-o. 
 
 Se o verbo terminar em R, S, ou Z, perde essas consoantes e os pronomes 
assumem a forma LO, LA, LOS, LAS. 
Exemplo: Fazer; fazé-lo 
 
 Se o verbo terminar em som nasal (am, em, -ão), os pronomes assumem a 
forma NO, NA, NOS, NAS. 
Exemplo: Estudam-na. 
 
EXERCÍCIOS 
1. A educação para a cidadania é um objetivo essencial, mas comprometem 
essa educação para a cidadania os que pretendem praticar a educação para 
a cidadania sem dotar a educação para a cidadania da visibilidade das 
atitudes públicas. 
Evitam-se as repetições viciosas da frase acima substituindo-se os segmentos 
sublinhados, respectivamente, por: 
a) comprometem-lhe − praticá-la − dotar-lhe 
b) comprometem ela − praticar-lhe − dotá-la 
c) comprometem-na − praticá-la − dotá-la 
d) comprometem a mesma − a praticar − lhe dotar 
e) comprometem a ela − lhe praticar − a dotar 
 
2. Ao tratar uma letra de música como sendo um poema, o agente está a 
elogiar a música, como se o fato de uma letra de música ser um poema 
tornasse a letra mais relevante para o mundo. Do mesmo modo, chamar 
um compositor de poeta é exaltar o compositor. Pergunto: ser poeta aos 
olhos do mundo é mais importante do que ser compositor? 
283
 
(Adaptado de: MENEZES, Raquel. Disponível em: 
http://www.educacaopublica.rj.gov.br/biblioteca/literatura) 
Fazendo-se as devidas alterações, os elementos sublinhados acima foram 
corretamente substituídos por um pronome em: 
a) elogiar-lhe – a tornasse – exaltá-lo 
b) elogiá-la – a tornasse – exaltá-lo 
c) elogiá-la – lhe tornasse – lhe exaltar 
d) lhe elogiar – tornasse-lhe – lhe exaltar 
e) elogiá-la – tornasse-lhe – o exaltar 
 
3. É inegável que o século XX deixou-nos um legado de impasses, a 
gravidade desses impasses se faz sentir até hoje, uma vez que não 
solucionamos esses impasses nem mesmo amenizamos as consequências 
desses impasses. Evitam-se as viciosas repetições da frase acima 
substituindo-se os elementos sublinhados, na ordem dada, por: 
a) em cuja gravidade − lhes solucionamos − suas consequências; 
b) cuja gravidade − os solucionamos − suas consequências; 
c) da qual gravidade − solucionamo-los − as consequências dos mesmos; 
d) onde a gravidade − lhes solucionamos − as próprias consequências; 
e) gravidade de cujos − os solucionamos − as consequências em si mesmas. 
 
4. Certos cientistas ______ que os mosquitos, em países tropicais e 
subdesenvolvidos, _____ graves causadores de doenças a partir da década 
de 2000, em virtude de _____ sérios problemas de saneamento básico. 
Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na ordem dada, as 
formas verbais em: 
a) declaram – se tornaram − haverem 
b) declaram – tornaram-se – existir 
c) declaram − tornaram-se − haver 
d) declara – tornara-se – existirem 
e) declara – se tornara – haver 
 
 
 
284
 
GABARITO 
1 - C 
2 - B 
3 - B 
4 - C 
 
EXERCÍCIOS 
 
01. Amanhã serão definidos os nomes do presidente da República e dos 
governadores de alguns estados... 
 
A substituição da expressão “serão definidos” por definir-se-ão garante a 
correção gramatical do período. 
 
Certo ( ) Errado ( ) 
 
02. O Ministério Público Federal impetrou mandado de segurança contra a 
decisão do juízo singular que, em sessão plenária do tribunal do júri, indeferiu 
pedido do impetrante para que às testemunhas indígenas fosse feita a pergunta 
sobre em qual idioma elas se expressariam melhor, restando incólume a decisão 
do mesmo juízo de perguntar a cada testemunha se ela se expressaria em 
português e, caso positiva a resposta, colher-se-ia o depoimento nesse idioma, 
sem prejuízo do auxílio do intérprete. 
 
A posposição do pronome “se” ao verbo em “colher-se-ia” (linha 9) — 
colheria-se — comprometeria a correção gramatical do trecho. 
 
Certo ( ) Errado ( ) 
 
03. Na variedade culta da língua portuguesa falada ou escrita no Brasil, além da 
ocorrência de expressões como “podem assinalar-se” (linha 1), em que o 
pronome aparece em ênclise à forma verbal infinitiva, verifica-se a ocorrência de 
próclise a essa forma verbal — podem se assinalar —, ambas consideradas 
corretas pela gramática. 
285
 
 
Certo ( ) Errado ( ) 
 
04. Poucas vezes a gente pensa nisso, do mesmo jeito que devem ser poucas 
as pessoas que acordam se sentindo primatas, mamíferos ou terráqueos, outros 
rótulos que nos cabem por força da natureza das coisas. 
 
A correção gramatical do texto seria mantida caso o pronome “se”, em “se 
sentindo”, fosse deslocado para imediatamente após a forma verbal 
“sentindo”, da seguinte maneira: sentindo-se. 
 
Certo ( ) Errado ( ) 
 
05. O trecho “Quanto mais escapa o tempo dos falsos educandários, mais a dor 
é o documento que os agride e os separa” (v.18-21) poderia, sem prejuízo para 
a correção gramatical, ser reescrito da seguinte forma: À medida que escapa o 
tempo dos falsos educandários, a dor vai se tornando o documento que os agride 
e os separa. 
 
Certo ( ) Errado ( ) 
 
 
 
 
 
GABARITO 
1 - ERRADO 
2 - CERTO 
3 - ERRADO 
4 - ANULADA 
5 - ERRADO 
 
286
 
PONTUAÇÃO 
 
 
Observe o uso dos dois-pontos nos enunciados abaixo: 
 
(1) Olhou para mim e disse: - Queira entrar, por favor! 
(2) A Revolução Francesa defendia três ideais: liberdade, igualdade e 
fraternidade. 
(3) Abriu mão do que mais gostava: estar em sala de aula. 
 
Como é possível notar, em cada um dos casos acima, o uso dos dois-pontos 
possui justificativas diferentes, não é mesmo? Em (1), tal pontuação é utilizada 
antes da fala de alguém; em (2), a razão do uso está no fato de que os dois-
pontos iniciam uma enumeração (os três ideais da Revolução Francesa); e, por 
último, em (3), observa-se o uso para introduzir uma explicação de algo que 
foi mencionado anteriormente no enunciado. 
Assim, podemos conceituar que os dois-pontos são utilizados para: 
 
• anteceder uma citação ou fala de alguém: 
Exemplo: 
287
 
Sobre o ato de ensinar, Paulo Freire disse: “Ensinar não é transferir 
conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua 
construção.” 
• iniciar uma enumeração: 
Exemplo: 
Mamãe foi ao supermercado e comprou: dois pacotes de arroz, um quilo 
de feijão e dois quilos de frango a passarinho. 
Introduzir um esclarecimento ou explicação a respeito de algo já mencionado 
anteriormente: 
 
Exemplo: 
Ela conquistou tudo o que desejava: sua realização pessoal. 
Introduzir um exemplo, uma observação, uma nota ou informação importante: 
 
Exemplo: 
Observação: o ponto de interrogação pode indicar surpresa. 
 
TRAVESSÃO 
O travessão é um traço maior que o hífen e costuma ser empregado:- No discurso direto, para indicar a fala da personagem ou a mudança de 
interlocutor nos diálogos. 
Por Exemplo: 
– O que é isso, mãe? 
– É o seu presente de aniversário, minha filha. 
 
- Para separar expressões ou frases explicativas, intercaladas. 
Por Exemplo: 
"E logo me apresentou à mulher, – uma estimável senhora – e à filha." 
(Machado de Assis) 
- Para destacar algum elemento no interior da frase, servindo muitas vezes para 
realçar o aposto. 
Por Exemplo: 
"Junto do leito meus poetas dormem 
288
 
 
– O Dante, a Bíblia, Shakespeare e Byron – 
Na mesa confundidos." (Álvares de Azevedo) 
 
- Para substituir o uso de parênteses, vírgulas e dois-pontos, em alguns casos. 
Por Exemplo: 
“Cruel, obscena, egoísta, imoral, indômita, eternamente selvagem, a arte é a 
superioridade humana – acima dos preceitos que se combatem, acima das 
religiões que passam, acima da ciência que se corrige; embriaga como a orgia e 
como o êxtase." (Raul Pompeia) 
 
ASPAS 
As aspas têm como função destacar uma parte do texto. São empregadas: 
- Antes e depois de citações ou transcrições textuais. 
Por Exemplo: 
Como disse Machado de Assis: "A melhor definição do amor não vale um beijo 
de moça namorada." 
 
- Para representar nomes de livros ou legendas. 
Por Exemplo: 
Camões escreveu "Os Lusíadas" no século XVI. 
 
Obs.: para realçar títulos de livros, revistas, jornais, filmes, etc. também podemos 
grifar as palavras, conforme o exemplo: 
 
Ontem assisti ao filme Central do Brasil. 
- Para assinalar estrangeirismos, neologismos, gírias, expressões populares, 
ironia. 
Exemplos: 
O "lobby" para que se mantenha a autorização de importação de pneus usados 
no Brasil está cada vez mais descarado.(Veja) 
 
Com a chegada da polícia, os três suspeitos "se mandaram"rapidamente. 
289
 
Que "maravilha": Felipe tirou zero na prova! 
 
- Para realçar uma palavra ou expressão. 
Exemplos: 
Mariana reagiu impulsivamente e lhe deu um "não". Quem foi o "inteligente" que 
fez isso? 
Obs.: em trechos que já estiverem entre aspas, se necessário usá-las 
novamente, empregam-se aspas simples. 
Por Exemplo: "Tinha-me lembrado da definição que José Dias dera deles, 'olhos 
de cigana oblíqua e dissimulada'. Eu não sabia o que era oblíqua, mas 
dissimulada sabia, e queria ver se podiam chamar assim. Capitu deixou-se fitar 
e examinar." (Machado de Assis) 
 
EXERCÍCIOS 
Releia o trecho a seguir. 
“Quando só a urgência é capaz de captar a atenção, é hora de rever se o FOMO 
(sigla para Fear Of Missing Out, que é o medo de estar por fora, de não aproveitar 
o que você poderia estar aproveitando, o que gera ansiedade) ainda é capaz de 
assustar.” 
1- Os parênteses apresentados nesse trecho podem, de acordo com as 
funções de cada sinal de pontuação, ser substituídos por: 
a) travessões. 
b) aspas 
c) pontos-finais. 
d) dois-pontos. 
 
2- Analise o trecho: “Esparramada sobre o Mar Mediterrâneo – a via que lhe 
trouxe influências francesas, italianas, gregas e árabes – a base de sua 
gastronomia aproveita-se bem de pescados”. Considerando o contexto de 
utilização, os travessões aplicados nesse excerto poderiam ser 
substituídos, sem perda de sentido, por: 
a) Hifens. 
b) Parênteses. 
c) Aspas. 
d) Pontos e vírgulas. 
290
 
e) Dois-pontos. 
Casa de canário 
Casara-se havia duas semanas. Por isso, em casa dos sogros, a família resolveu 
que ele é que daria cabodo canário: 
- Você compreende. Nenhum de nós teria coragem de sacrificar o pobrezinho, 
que nos deu tanta alegria. Todos somos muito ligados a ele, seria uma 
barbaridade. Você é diferente, ainda não teve tempode afeiçoar-se ao bichinho. 
Vai ver que nem reparou nele, durante o noivado. 
- Mas eu também tenho coração, ora essa. Como é que vou matar um pássaro 
só porque o conheço há menos tempo do que vocês? 
- Porque não tem cura, o médico já disse. Pensa que não tentamos tudo? É para 
ele não sofrer mais e não aumentar o nosso sofrimento. Seja bom; vá. 
O sogro, a sogra apelaram no mesmo tom. Os olhos claros de sua mulher 
pediram-lhe com doçura: 
- Vai, meu bem. 
Com repugnância pela obra de misericórdia que ia praticar, ele aproximou-se da 
gaiola. O canário nem sequer abriu o olho. Jazia a um canto, arrepiado, morto-
vivo. É, esse está mesmo na última lona, e dói ver a lenta agonia de um ser tão 
gracioso, que viveu para cantar. 
- Primeiro me tragam um vidro de éter, e algodão. Assim ele não sentirá o horror 
da coisa. 
Embebeu de éter a bolinha de algodão, tirou o canário para fora com infinita 
delicadeza, aconchegouo na palma da mão esquerda e, olhando para outro lado, 
aplicou-lhe a bolinha no bico. Sempre sem olhar para a vítima, deu-lhe uma 
torcida rápida e leve, com dois dedos no pescoço. 
E saiu para a rua, pequenino por dentro, angustiado, achando a condição 
humana uma droga. As pessoas da casa não quiseram aproximar-se do cadáver. 
Coube à cozinheira recolher a gaiola, para que sua vista não despertasse 
saudade e remorso em ninguém. Não havendo jardim para sepultar o corpo, 
depositou-o na lata do lixo. 
Chegou a hora de jantar, mas quem é que tinha fome naquela casa enlutada? O 
sacrificador, esse, ficara rodando por aí, e seu desejo seria não voltar para casa 
nem para dentro de si mesmo. 
No dia seguinte, pela manhã, a cozinheira foi ajeitar a lata de lixo para o 
caminhão, e recebeu uma bicada voraz no dedo. 
- Ui! 
Não é que o canário tinha ressuscitado, perdão, reluzia vivinho da vida, com uma 
fome danada? 
291
 
- Ele estava precisando mesmo era de éter - concluiu o estrangulador, que se 
sentiu ressuscitarpor sua vez. 
Carlos Drummond de Andrade 
 
3- Ao longo de toda a crônica, percebemos as falas dos personagens 
através da ocorrência de: 
a) dois pontos. 
b) travessões. 
c) pontos. 
d) aspas 
e) pontos de interrogação. 
 
 
4- Os dois pontos (linha 1) são usados para 
a) interromper ideias. 
b) indicar citações. 
c) enumerar informações. 
d) isolar aposto. 
 
 
 
292
 
GABARITO 
1 - A 
2 - B 
3 - B 
4 - C 
 
PONTUAÇÃO 
- EMPREGOS DA VÍRGULA – 
 
O PODER DA VÍRGULA 
 
 
Por meio da pontuação, indica-se, na escrita, as várias possibilidades de 
entonação da fala. Ela ajuda também a expressão de pensamentos, de 
emoções, de sentidos e assim torna mais precisa a compreensão de um texto. 
Dentre os sinais de pontuação, a vírgula é a que mais requer atenção. Existem 
situações em que o uso desse sinal é obrigatório levando em conta a estrutura 
da frase; em outras, se o deslocarmos, o sentido da frase será totalmente 
alterado. 
 
293
 
Em que casos a vírgula é obrigatória e em que casos é proibida? 
A estrutura da frase em Língua Portuguesa é formada por pares indissociáveis: 
sujeito + verbo; verbo + complemento. A primeira regra de ouro do uso da 
vírgula é: não se separam esses elementos com vírgula. 
Veja o exemplo: 
O professor devolveu as provas corrigidas 
O professor = sujeito 
devolveu = verbo 
as provas corrigidas = complemento do verbo "devolveu" 
Quando algo "se intromete" nessa estrutura, a vírgula será usada: 
O professor, durante a aula, devolveu, em silêncio, as provas corrigidas. 
O professor = sujeito 
durante a aula = adjunto adverbial de tempo 
devolveu = verbo 
em silêncio = adjunto adverbial 
as provas corrigidas = complemento do verbo "devolveu" 
 
Quando usar a vírgula: 
1) Separar o aposto (termo explicativo): 
Recife, a Veneza brasileira, se desenvolveu muito nos últimos anos. 
 
2) Isolar vocativo (termo que chama a atenção): 
Marcos, estamos a sua espera! 
Estamos, Marcos, a sua espera! 
Estamos a sua espera, Marcos! 
 
3) Isolar expressões que indicam circunstâncias variadas como tempo, lugar, 
modo, companhia, entre outras (adjuntos adverbiais invertidos ou intercalados 
na oração): 
Todos, em meio à festa, se puseram a fazer brindes aos convidados.Durante muitos anos, fiz trabalho voluntário. Isso foi muito gratificante! 
 
294
 
4) Antes dos conectivos mas, porém, contudo, pois, logo: 
Faça suas escolhas, mas seja responsável por elas. 
Estudou muito durante o ano, logo deve conseguir uma vaga na faculdade. 
 
5) Isolar termos explicativos tais como isto é, a saber, por exemplo, digo, a 
meu ver, ou melhor, as quais servem para retificar, continuar ou concluir o que 
se está dizendo: 
O amor, isto é, o maior dos sentimentos deve reger nossas atitudes. 
Voltaremos a nos falar na quinta-feira, ou melhor, na sexta. 
 
6) Separar termos coordenados (uma lista, por exemplo): 
Amor, fortuna, ciência. Apenas isso não traz felicidade. 
Durante a juventude viveu no Brasil, na França, na Itália. 
Saiu de casa, fechou a porta e foi-se, para sempre, daquele lugar. 
 
Quando NÃO usar a vírgula: 
1) Para separar sujeito e predicado: 
O tapete persa (sujeito, ser de quem se diz alguma coisa) nos serviu de cama 
durante muitos anos (predicado, tudo o que se diz do sujeito). 
2) Entre verbo e complemento: 
O presidente mudou (verbo) os planos de viagem (complemento do verbo). 
O homem deve obedecer (verbo) a princípios éticos (complemento do verbo). 
 
EXERCÍCIOS 
Cada vez mais, a tecnologia é usada no processo de aprendizagem infantil, com 
ferramentas interativas que facilitam a aquisição de conhecimento, o 
compartilhamento de pontos de vista e a discussão de diferentes ideias, 
auxiliando no desenvolvimento de um pensamento crítico e colaborativo. O Brasil 
vem em queda no ranking mundial de aprendizado de inglês. De acordo com o 
Índice de Proficiência em Inglês da Education First, em apenas 5 anos o país 
caiu 10 posições no ranking. Em 2011 ocupava o 31º lugar entre 80 países. 
Atualmente, a performance dos brasileiros com o inglês desceu até o posto 41. 
1- A primeira vírgula, que aparece no primeiro parágrafo do texto, foi 
utilizada para: 
295
 
a) Separar um adjunto adverbial. 
b) Realçar uma locução conjuntiva anteposta. 
c) Realçar termos importantes. 
d) Separar uma expressão explicativa. 
e) Separar uma oração adverbial reduzida. 
 
Atente para as seguintes frases: 
I. Há muito tempo valorizam-se os fotógrafos, que suplantaram os maus pintores. 
II. Desde o século passado, pintores e fotógrafos disputam a fidelidade ao real. 
III. Dentro de poucos dias, farei uma visita à sua exposição de fotos. 
 
2- A supressão da vírgula altera o sentido do que está em 
a) I, II e III. 
b) I e II, apenas. 
c) I e III, apenas. 
d) II e III, apenas. 
e) I, apenas. 
 
296
 
 
 
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos e estruturais do texto, julgue 
o item 
 
3- Na linha 7, a substituição da vírgula pelo elemento “e” preserva a 
correção gramatical e os sentidos originais do texto. 
 
 
 
 
GABAITO 
1 - A 
2 - E 
3 – ERRADO 
297
 
PONTUAÇÃO 
 
REVISÃO – EMPREGO DA VÍRGULA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
298
 
 
EXERCÍCIOS 
 
 
Julgue o item que segue, em relação ao texto e a seus aspectos 
linguísticos. 
1- A inserção de vírgula após o termo “sementes” (linha 25) não prejudicaria a 
correção gramatical do texto e serviria para destacar o sujeito da oração. 
 
 
299
 
 
2- O emprego da vírgula após “forma” (linha 2) justifica-se por separar termos 
em enumeração. 
 
Em relação à tipologia do texto e às ideias nele expressas, julgue o item. 
 
3- Na linha 6, as vírgulas empregadas após “Esparta” e “eugenia” isolam oração 
de sentido explicativo. 
 
 
300
 
 
Julgue o item em relação ao texto e a seus aspectos linguísticos. 
 
4- O emprego da vírgula após “hedonismo” (linha 12) justifica-se por isolar termo 
apositivo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GABARITO. 
1. ERRADO 
2. ERRADO 
3. CERTO 
4. CERTO 
301
 
PONTUAÇÃO 
 
Estando a oração em ordem direta (seus termos se sucedem na seguinte 
progressão: sujeito → verbo → complementos do verbo (objetos) → adjunto 
adverbial), isto é, sem inversões ou intercalações, o uso da vírgula é, de modo 
geral, desnecessário. Assim: 
 
1. Não se usa vírgula: 
Não se usa vírgula separando termos que, do ponto de vista sintático, ligam-se 
diretamente entre si: 
a) entre sujeito e predicado. 
Todos os alunos da sala foram advertidos. 
 
Sujeito predicado 
 
b) entre o verbo e seus objetos. 
302
 
O trabalho custou sacrifício aos realizadores. 
 
 V.T.D.I. O.D. O.I. 
c) Entre nome e complemento nominal; entre nome e adjunto adnominal. 
 
2. Usa-se a vírgula: 
⇒ Para marcar intercalação: 
a) do adjunto adverbial 
O café, em razão da sua abundância, vem caindo de preço. 
b) da conjunção: 
Estão produzindo, todavia, altas quantidades de alimentos. 
c) das expressões explicativas ou corretivas: 
Não pare agora... Tem mais depois da publicidade ; 
As indústrias não querem abrir mão de suas vantagens, isto é, não 
querem abrir mão dos lucros altos. 
 
⇒ Para marcar inversão: 
a) do adjunto adverbial (colocado no início da oração): 
Depois das sete horas, todo o comércio está de portas fechadas. 
b) dos objetos pleonásticos antepostos ao verbo: 
Aos pesquisadores, não lhes destinaram verba alguma. 
c) do nome de lugar anteposto às datas: 
Recife, 15 de maio de 1982. 
 
⇒ Usa-se vírgula para separar entre si elementos coordenados (dispostos 
em enumeração): 
Era um garoto de 15 anos, alto, magro. 
A ventania levou árvores, e telhados, e pontes, e animais. 
⇒ Usa-se a vírgula para marcar elipse (omissão) do verbo: 
Nós queremos comer pizza; e vocês, churrasco. 
⇒ Usa-se a vírgula para isolar: 
303
 
- o aposto: 
São Paulo, considerada a metrópole brasileira, possui um trânsito 
caótico. 
- o vocativo: 
Ora, Thiago, não diga bobagem. 
 
PONTUAÇÃO 
 
 
Emprego dos sinais de pontuação 
 
Vírgula 
Emprega-se a vírgula (uma breve pausa): 
 
 
304
 
a) para separar os elementos mencionados numa relação: Exemplos: 
A nossa empresa está contratando engenheiros, economistas, analistas 
de sistemas e secretárias. 
O apartamento tem três quartos, sala de visitas, sala de jantar, área de 
serviço e dois banheiros. 
 
OBSERVAÇÃO 
Mesmo que o e venha repetido antes de cada um dos elementos da e 
numeração, a vírgula deve ser empregada. 
Exemplo: 
Rodrigo estava nervoso. Andava pelos cantos, e gesticulava, e falava em 
voz alta, e ria, e roía as unhas. 
 
b) para isolar o vocativo: 
Exemplos: 
Cristina, desligue já esse telefone! 
Por favor, Ricardo, venha até o meu gabinete. 
 
c) para isolar o aposto: 
Exemplos: 
Dona Sílvia, aquela mexeriqueira do quarto andar, ficou presa no 
elevador. 
Rafael, o gênio da pintura italiana, nasceu em Urbino. 
 
d) para isolar palavras e expressões explicativas (a saber, por exemplo, isto 
é, ou melhor, aliás, além disso etc.): 
Exemplos: 
Gastamos R$ 20.000,00 na reforma do apartamento, isto é, tudo o que 
tínhamos economizado durante anos. 
Eles viajaram para a América do Norte, aliás, para o Canadá. 
 
e) para isolar o adjunto adverbial antecipado: 
Exemplos: 
Lá no sertão, as noites são escuras e perigosas. 
Ontem à noite, fomos todos jantar fora. 
305
 
f) para isolar elementos repetidos: 
Exemplos: 
O palácio, o palácio está destruído. 
Estão todos cansados, cansados de dar dó! 
 
g) para isolar, nas datas, o nome do lugar: 
Exemplos: 
São Paulo, 22 de maio de 1995. 
Roma, 13 de dezembro de 2005. 
 
h) para isolar os adjuntos adverbiais: 
Exemplos: 
• A multidão foi, aos poucos, avançando para o palácio. 
• Os candidatos serão atendidos, das sete às onze horas, pelo próprio 
gerente. 
 
i) para isolar as orações coordenadas, exceto as introduzidas pela 
conjunção e: 
Exemplos: 
Ele já enganou várias pessoas, logo não é digno de confiança. 
Você pode usar o meu carro, mas tome muito cuidado ao dirigir. 
Não compareci ao trabalho ontem,pois estava doente. 
 
j) para indicar a elipse de um elemento da oração: 
Exemplos: 
Foi um grande escândalo. Às vezes gritava; outras, estrebuchava como 
um animal. 
Não se sabe ao certo. Paulo diz que ela se suicidou, a irmã, que foi um 
acidente. 
 
k) para separar o paralelismo de provérbios: 
Exemplos: 
Ladrão de tostão, ladrão de milhão. 
Ouvir cantar o galo, sem saber onde. 
306
 
l) após a saudação em correspondência (social e comercial): 
Exemplos: 
Com muito amor, 
Respeitosamente, 
 
m) para isolar as orações adjetivas explicativas: 
Exemplos: 
Marina, que é uma pessoa maravilhosa, levou todas as crianças para 
passear. 
Vidas Secas, que é um romance contemporâneo, foi escrito por Graciliano 
Ramos. 
 
n) para isolar orações intercaladas: 
Exemplos: 
Não lhe posso garantir nada, respondi secamente. 
O filme, disse ele, é fantástico. 
 
Ponto 
1. Emprega-se o ponto, basicamente, para indicar o término de uma frase 
declarativa de um período simples ou composto. Nesse caso, ele recebe o 
nome de ponto-final. 
Exemplo: 
Desejo-lhe uma feliz viagem. 
A casa, quase sempre fechada, parecia abandonada, no entanto tudo no 
seu interior era conservado com primor. 
 
2. O ponto é também usado em quase todas as abreviaturas. 
Exemplos: 
fev. = fevereiro, hab. = habitante, rod. = rodovia. 
 
Ponto e vírgula 
Utiliza-se o ponto e vírgula para assinalar uma pausa maior do que a da vírgula, 
praticamente uma pausa intermediária entre o ponto-final e a vírgula. 
Geralmente, emprega-se o ponto e vírgula para: 
307
 
a) separar orações coordenadas que tenham certo sentido ou aquelas que 
Exemplo: 
Criança, foi uma garota sapeca; moça, era inteligente e alegre; agora, 
mulher madura, tornou-se uma doidivanas. 
 
b) separar vários itens de uma enumeração: 
Exemplo: 
Art. 206. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: 
I – igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; 
II – liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a 
arte e o saber; 
III – pluralismo de ideias e de concepções, e coexistência de instituições 
públicas e privadas de ensino; 
IV – gratuidade do ensino em estabelecimentos oficiais; 
(Constituição da República Federativa do Brasil) 
 
Dois-pontos 
Os dois-pontos são empregados para: 
a) uma enumeração: 
Exemplo: 
• Estirado no gabinete, evocou a cena: o menino, o carro, os cavalos, o 
grito, o salto que deu, levado de um ímpeto irresistível. (Machado de 
Assis) 
 
b) uma citação: 
Exemplo: 
Visto que ela nada declarasse, o marido indagou: 
– Afinal, o que houve? 
 
c) um esclarecimento: 
Exemplo: 
Joana conseguira enfim realizar seu desejo maior: seduzir Pedro. Não 
porque o amasse, mas para magoar Lucila. 
Observe que os dois-pontos são também usados na introdução de observações, 
notas ou exemplos. 
308
 
OBSERVAÇÃO 
A invocação em correspondência (social ou comercial) pode ser seguida de dois-
pontos ou de vírgula: 
Exemplos: 
Querida amiga: 
Prezados senhores, 
 
Ponto de interrogação 
O ponto de interrogação é empregado para indicar uma pergunta direta. 
Exemplos: 
– O senhor não precisa de mim? 
– Não, obrigado. A que horas janta-se? 
 
Ponto de exclamação 
1. O ponto de exclamação é empregado para marcar o fim de qualquer 
enunciado com entonação exclamativa, que normalmente exprime 
admiração, surpresa, assombro, indignação etc. 
Exemplos: 
– Viva o meu príncipe! 
– Que bom que você veio! 
 
2. O ponto de exclamação é também usado com interjeições e locuções 
interjetivas: 
Exemplos: 
Oh! 
Valha-me Deus! 
 
Reticências 
As reticências são empregadas para: 
 
a) assinalar interrupção do pensamento: 
Exemplo: 
– Bem; eu retiro-me, que sou prudente. Levo a consciência de que fiz o 
meu dever. Mas o mundo saberá... (Júlio Dinis) 
309
 
b) indicar trechos que foram suprimidos de um texto: 
Exemplos: 
O primeiro e crucial problema de linguística geral que Saussure focalizou 
dizia respeito à natureza da linguagem. Encarava-a como um sistema de 
signos (...). Considerava a linguística, portanto, com um aspecto de uma 
ciência mais geral, a ciência dos signos. (Mattoso Camara Jr.) 
 
c) marcar aumento de emoção: 
Exemplo: 
As palavras únicas de Teresa, em resposta àquela carta, significativa da 
turvação do infeliz, foram estas: “Morrerei, Simão, morrerei. Perdoa tu ao 
meu destino... Perdi-te... Bem sabes que sorte eu queria dar-te... e morro, 
porque não posso, nem poderei jamais resgatar-te”. (Camilo Castelo 
Branco) 
 
Aspas 
As aspas são empregadas: 
a) antes e depois de citações textuais: 
Exemplo: 
Roulet afirma que “o gramático deveria descrever a língua em uso em 
nossa época, pois é dela que os alunos necessitam para a comunicação 
quotidiana”. 
 
b) para assinalar estrangeirismos, neologismos, gírias e expressões 
populares ou vulgares: 
Exemplos: 
O “lobby” para que se mantenha a autorização de importação de pneus 
usados no Brasil está cada vez mais descarado. (Veja) 
Na semana passada, o senador republicano Charles Grassley apresentou 
um projeto de lei que pretende “deletar” para sempre dos monitores de 
crianças e adolescentes as cenas consideradas obscenas. (Veja) 
Preso no “xilindró”, o prefeito perdeu o apoio da população. 
Com a chegada da polícia, os três suspeitos “puxaram o carro” 
rapidamente. 
 
c) para realçar uma palavra ou expressão: 
310
 
Exemplos: 
Ele reagiu impulsivamente e lhe deu um “não” sonoro. 
Aquela “vertigem súbita” na vida financeira de Ricardo afastou-lhe os 
amigos dissimulados. 
 
Travessão 
Emprega-se o travessão para: 
a) indicar a mudança de interlocutor no diálogo: 
Exemplos: 
— Que gente é aquela, seu Alberto? 
— São japoneses. 
— Japoneses? E... é gente como nós? 
— É. O Japão é um grande país. A única diferença é que eles são 
amarelos. 
— Mas, então não são índios? (Ferreira de Castro) 
 
b) colocar em relevo certas palavras ou expressões: 
Exemplos: 
Maria José sempre muito generosa — sem ser artificial ou piegas — a 
perdoou sem restrições. 
Um grupo de turistas estrangeiros — todos muito ruidosos — invadiu o 
saguão do hotel no qual estávamos hospedados. 
 
c) substituir a vírgula ou os dois-pontos: 
Exemplos: 
Cruel, obscena, egoísta, imoral, indômita, eternamente selvagem, a arte 
é a superioridade humana — acima dos preceitos que se combatem, 
acima das religiões que passam, acima da ciência que se corrige; 
embriaga como a orgia e como o êxtase. (Raul Pompeia) 
 
Parênteses 
Os parênteses são empregados para: 
a) destacar num texto qualquer explicação ou comentário: 
Exemplo: 
 
311
 
Todo signo linguístico é formado de duas partes associadas e 
inseparáveis, isto é, o significante (unidade formada pela sucessão de 
fonemas) e o significado (conceito ou ideia). 
 
b) incluir informativos sobre bibliografia (autor, ano de publicação, página 
etc.): 
Exemplo: 
Mattoso Camara (1977:91) afirma que, às vezes, os preceitos da 
gramática e os registros dos dicionários são discutíveis: consideram erro 
o que já poderia ser admitido e aceitam o que poderia, de preferência, ser 
posto de lado. 
 
c) indicar marcações cênicas numa peça de teatro: 
Exemplos: 
Abelardo I – Que fim levou o americano? 
João – Decerto caiu no copo de uísque! 
Abelardo I – Vou salvá-lo. Até já! 
(sai pela direita). (Oswald de Andrade) 
 
d) isolar orações intercaladas com verbos declarativos, em substituição à 
vírgula e aos travessões: 
Exemplo: 
• Afirma-se (não se prova) que é muito comum o recebimento de propina 
para que os carros apreendidos sejam liberados sem o recolhimento das 
multas. 
 
Asterisco 
O asterisco, sinal gráfico em forma de estrela, é um recurso empregado para: 
a) remissão a uma nota no pé da página ou no fim de um capítulo de um 
livro: 
Exemplos: 
Ao analisarmos as palavras sorveteria, sapataria, confeitaria,Releia a frase do Texto: 
“Minha mãe e eu o esperávamos, preocupados e famintos.” 
 
2- Assinale a alternativa em que o pronome obliquo se refere ao mesmo 
termo que na frase destacada acima. 
23
 
a) “Achei que não ia conseguir perdoá-lo, e fui para a cama com fome, enquanto 
o casal que morava conosco comia seu jantar minguado.” 
b) “Cobri a cabeça com o cobertor para não ouvi-lo estalar os lábios com aquela 
satisfação tão barulhenta.” 
c) “Nosso quartinho sem graça inundou-se de cores.” 
d) “E durante muitos dias eu o desenhei em cada pedacinho de papel que 
aparecia pela frente.” 
Machado de Assis. O Espelho. 
3- (CESPE – 2018) No que se refere aos aspectos linguísticos e aos sentidos do 
texto CB1A4-I, julgue o item que se segue. 
 
O referente do sujeito da oração “Tinha vinte e cinco anos” (ℓ.1) é o próprio 
narrador, o que só pode ser confirmado ao longo do restante do parágrafo. 
 
 
 
 
 
 
 
GABARITO 
1- ERRADO 
2- A 
3- CERTO 
24
 
GÊNEROS TEXTUAIS 
 Diferentemente dos tipos textuais, que apresentam uma estrutura bem 
definida, além de um número limitado de possibilidades (podem variar entre 
cinco e nove tipos), os gêneros textuais são diversos e cumprem uma função 
social específica. Além disso, os gêneros podem sofrer modificações ao longo 
do tempo, embora muitas vezes preservem características preponderantes. 
Como exemplo dessa “evolução”, temos a carta, que depois do advento da 
tecnologia foi transformada no e-mail, meio de comunicação que substituiu o 
papel, a caneta e a necessidade de postagem pelos correios, visto que pode ser 
recebido instantaneamente pelo destinatário. Contudo, alguns elementos 
linguísticos foram preservados, como as saudações, o remetente e, claro, o 
destinatário. 
 Os gêneros são utilizados todas as vezes que os falantes estão inseridos em 
alguma situação comunicativa. Ainda que inconscientemente, selecionamos um 
gênero que melhor se adapta àquilo que desejamos transmitir aos nossos 
interlocutores, sempre com a intenção de sobre ele obter algum efeito. Seja no 
bilhetinho deixado na porta da geladeira, seja nas postagens feitas nas redes 
sociais ou até mesmo nas piadas que contamos para os nossos amigos, os 
gêneros estão lá, trabalhando a serviço da comunicação e da linguagem. 
 
EXERCÍCIOS 
 
1- (FUNRIO – 2018) A tirinha é um gênero textual constituído por uma sequência 
de quadrinhos que, geralmente, de forma humorística, faz uma crítica a valores 
sociais. A intenção crítica da tirinha precisa ser interpretada através dos recursos 
verbais e não verbais utilizados pelo autor. Sendo assim, pode-se inferir que o 
Texto (tira do Armandinho) coloca em discussão a seguinte experiência 
moderna: 
a) As crianças, cada vez mais, aprendem, por meio de seus celulares, a conviver 
com a natureza e admirá-la. 
b) As crianças e os adultos convivem de forma distinta com os meios de 
reprodução eletrônica de imagens e textos. 
c) A representação do mundo, através de imagens, afasta cada vez mais o ser 
humano da interação com o meio natural. 
d) As crianças não sentem falta do contato com a natureza, uma vez que os 
meios eletrônicos simulam essa proximidade. 
25
 
Panorama do falar amapaense 
 Um atlas linguístico tem por finalidade registrar a diversidade na forma de 
falar do povo de uma região geograficamente definida. No Brasil, a língua 
portuguesa apresenta diversidades que estão relacionadas, entre outros 
aspectos, às diferentes formas de colonização das regiões. Não há uma língua 
portuguesa padronizada, única, falada do Oiapoque ao Chuí. 
 O primeiro atlas linguístico brasileiro – Atlas prévio dos falares baianos – 
foi publicado em 1963, por Nelson Rossi. Nem mesmo dentro dos limites de cada 
região há uma uniformidade de falares. A partir de 1996, com o lançamento do 
projeto “Atlas Linguístico do Brasil”, houve um aumento significativo de 
publicações de atlas regionais e estaduais por todo o país. Na Região Norte, aos 
dois primeiros atlas publicados, do Pará e do Amazonas, veio somar-se o Atlas 
linguístico do Amapá, lançado em 2017 pela editora Labrador, fruto do trabalho 
conjunto desenvolvido pelo pós-doutor em linguística pela Université de 
Toulouse e pesquisador da UFPA, Abdelhak Razky, pela docente da UNIFAP, 
Celeste Maria da Rocha Ribeiro, e pelo doutorando pela UFPA, Romário Duarte 
Sanches. 
 O atlas possibilita vislumbrar o panorama da realidade linguística do Amapá, 
buscando contribuir para o entendimento mais coerente da língua e de suas 
variantes e preocupando-se também em eliminar a visão distorcida que tende a 
privilegiar uma variante, geralmente a mais culta, e estigmatizar as demais. 
 (Adaptado de: PINTO, Walter. Disponível em: www.beiradorio.ufpa.br) 
2- (FCC – 2018) A julgar pela estrutura e pelo conteúdo que apresenta, é correto 
afirmar que o texto seja condizente com 
a) um artigo científico circunscrito à comunidade de linguistas. 
b) uma resenha voltada para a divulgação científica. 
c) um artigo de opinião com argumentação polarizada. 
d) um resumo que omite qualquer juízo de valor. 
e) uma reportagem acerca das variedades do português. 
 
 
 
 
 
GABARITO 
1- C 
2- B 
26
 
GÊNEROS TEXTUAIS 
TIPOLOGIA TEXTUAL 
 
 Ao contrário da tipologia textual, o gênero discursivo tem inúmeras 
possibilidades, tais como: o conto, a palestra, o gibi, notícia e assim por diante. 
Quando se fala em tipologia textual há apenas cinco tipos: narração, dissertação, 
descrição, injunção e exposição. 
 
Narração 
 Um tipo textual muito conhecido é a narração que geralmente é apresentada 
em formato de livros e histórias que contam o que, onde, como, quando e quem. 
A narração deve ser uma história que envolve personagens e acontecimentos, 
além do clímax. O espaço, o tempo e o enredo fazem parte da estrutura. 
 
Descrição 
 Já a descrição pode ser um complemento de qualquer tipo de texto (e de 
gênero), afinal, ela serve para situar o leitor, fazendo-o imaginar a cena que está 
sendo retratada. Geralmente, ela acompanha muito a narração, para descrever 
o lugar, os personagens. Na descrição, há recursos extras que podem melhorar 
a qualidade do texto: 
 
27
 
 Enumeração: é quando você descrever a ação em ordem, como se fosse 
retratar uma ação em movimento, por exemplo, para que o leitor compreenda o 
processo. 
 Comparação: na descrição é possível fazer comparações para permitir que 
o leitor faça associações e compreenda o que queremos dizer. É um recurso 
muito valioso, visto que podemos comparar situações e facilitar a interpretação 
de texto. 
 Os cinco sentidos: é muito comum usar esse recurso no momento de 
descrever alguma ação, personagem. Podemos utilizar o olfato, tato, paladar, 
visão e audição para que o leitor visualize e sinta as palavras, imaginando 
perfeitamente. Você pode descrever um prato de comida, por exemplo, 
caracterizando-o pelo cheiro e pelo paladar. 
 Quem descreve pode ser tanto objetivo quanto subjetivo, ou seja, pode decidir 
se suas opiniões ficarão de fora ou não. Assim, o texto pode se tornar imparcial 
ou íntimo, dependendo do objetivo. E em um texto descritivo há muita utilização 
de três classes gramaticais, os adjetivos, substantivos e locuções adjetivas, além 
de verbos no passado e no presente. 
 A descrição é apresentada em 3 estruturas: introdução (o que será descrito), 
desenvolvimento (caracterização) e conclusão (finalização). 
Dissertação 
 A dissertação é um tipo de texto muito conhecido, principalmente em 
vestibulares. O objetivo da dissertação é debater e expor um tema com 
argumentos fortes, apresentando a sua opinião de forma clara. É permitido que 
você exponha seu ponto de vista. Na dissertação você deve conhecer o assunto, 
de modo que o texto fique claro e que aparenta autoridade sobre o tema. A 
estrutura da dissertação é dividida em três: introdução, desenvolvimento e 
conclusão. Na introdução,leiteria e 
muitas outras que contêm o morfema preso* -aria e seu alomorfe -eria, 
chegamos à conclusão de que esse afixo está ligado a estabelecimento 
comercial. Em alguns contextos pode indicar atividades, como em 
bruxaria, gritaria, patifaria etc. 
312
 
* É o morfema que não possui significação autônoma e sempre aparece ligado 
a outras palavras. 
 
b) substituição de um nome próprio que não se deseja mencionar: 
Exemplo: 
O dr.* afirmou que a causa da infecção hospitalar na Casa de Saúde 
Municipal está ligada à falta de produtos adequados para assepsia. 
 
 
EXERCÍCIOS 
 
 
313
 
 
1- As aspas da linha 38 foram usadas para 
a) Indicar a impropriedade do termo usado no contexto. 
b) Evidenciar uma transcrição. 
c) Ressaltar o tom pejorativo empregado pelo enunciador. 
d) Destacar um neologismo. 
 
As flores das quase 800 espécies de plantas da família das anacardiáceas, 
comuns em regiões tropicais, (1) produzem néctar, que serve de recompensa 
para os polinizadores. Raríssimas, porém, liberam odores, que podem funcionar 
como pista de onde está o néctar. Os botânicos, Elisabeth Tolke e Sandra 
Guerreiro, da Universidade Estadual de Campinas, e Diego Demarco, da 
Universidade de São Paulo, já haviam notado que as flores do cajueiro, (2) da 
mangueira e do cajuzinho-do-campo liberam um aroma adocicado. Agora, com 
técnicas de microscopia, viram que, nas flores do cajuzinho e da mangueira, as 
314
 
glândulas de odor estão na base interna das pétalas. A primeira produz 39 
compostos voláteis, a segunda, (3) 21. 
Disponível em: http://revistapesquisa.fapesp.br/2018/04/24/shoyu-produzido-no-brasil-e-feito-a-
base-de-milho/. Acesso em: 14 fev. 2019. (Excerto). 
 
2- Assinale a alternativa que apresenta corretamente as justificativas para 
o uso da vírgula nos trechos apontados no texto. 
a) (1) Isolar elementos que exercem a função de aposto; (2) separar elementos 
que exercem a mesma função sintática; (3) indicar a supressão de uma palavra. 
b) (1) Isolar o adjunto adverbial antecipado; (2) isolar as orações subordinadas 
adjetivas explicativas; (3) isolar o adjunto adverbial anteposto. 
c) (1) Separar elementos que exercem a mesma função sintática; (2) separar 
orações coordenadas sindéticas; (3) isolar o adjunto adverbial anteposto. 
d) (1) Isolar elementos que exercem a função de aposto; (2) indicar a supressão 
de uma palavra; (3) isolar o adjunto adverbial anteposto. 
e) (1) Isolar expressões explicativas; (2) separar orações coordenadas 
assindéticas; (3) isolar as orações intercaladas. 
 
 Se eu pudesse aliviar o mundo de um sofrimento, seria o de remover as 
culpas indevidas que a maioria das mulheres carrega dentro de si, na função de 
mãe. 
 Para qualquer problema comportamental apresentado por uma criança ou por 
um adolescente, ou até mesmo por alguns adultos, há uma mãe se 
responsabilizando por ele. Há, sem dúvida, responsabilidades de que as mães 
não podem se furtar na educação dos filhos, mas uma boa parte da culpa é 
devida à cultura da época e do local, e pode ser evitada. 
 Hoje a grande culpa indevida é a que a maioria das mães pensa/sente que 
está “em falta” com os filhos quando trabalha fora. Essa culpa, que sabota a 
felicidade familiar, deve-se ao pensamento de que ela deveria se dedicar mais 
aos filhos. 
 Algumas mães podem ter a opção de não trabalhar (fora) e permanecer mais 
tempo com os filhos. Mas estes não precisam delas o tempo todo e, se 
precisarem, é porque já existe uma dinâmica de comportamentos problemáticos: 
o sufocado produz e sustenta um folgado. Ou seja: embaixo de um sufocado 
(mãe) tem sempre um ou vários folgados (filhos e, às vezes, também outros 
adultos). 
 Enquanto a mãe não resolver essa equação, ficará cada vez mais sufocada, 
e os filhos, cada vez mais folgados, malcriados e tiranos. Essa sufocada mãe vai 
achar que 24 horas por dia são insuficientes para atender a tantos folgados e… 
315
 
lá vem a culpa indevida! 
 A sufocada vai se sufocando porque quer deixar todos os filhos satisfeitos 
somente quando aprenderem a cuidar de si e dos seus pertences e ajudar os 
conviventes necessitados. Essa prática entra em conflito com outro pensamento: 
é obrigação da mãe fazer sempre tudo e mais alguma coisa para os filhos. 
 Quem foi que estabeleceu essa lei? Quem ensinou a mãe a ser sufocada? 
Vem da época do machismo, quando surgiu a figura da “boa mãe”, que todas as 
mulheres buscavam e buscam ser, cujo resultado final é perpetuar os filhos no 
folgado e inadequado machismo. 
 A boa mãe ensina o filho a fazer o que é capaz e cobra. Cobrança, 
estabelecimento de limites, responsabilidade que gera liberdade, ética para ser 
bem tratada, mesmo estando ausente, perde quem não cuida do que tem, prazos 
existem para serem cumpridos, necessidades têm que ser satisfeitas e vontades, 
quando puder, são costumes que devem ser adotados em casa para que a mãe 
tenha prazer e paz ao voltar para o “lar, doce lar”. 
 
TIBA, Içami. 
Disponível-em:https://editoraintegrare.com.br/blogs/educacao/indevida-culpa-materna-por-
icami-tiba. Acesso em 30.jan.2019. 
 
Considere os seguintes trechos recortados do texto. 
 
“Vem da época do machismo, quando surgiu a figura da “boa mãe” 
“... são costumes que devem ser adotados em casa para que a mãe tenha prazer 
e paz ao voltar para o “lar, doce lar”. 
 
3- As aspas que foram empregadas nas expressões destacadas cumprem 
a função de 
a) destacar expressões não peculiares à linguagem normal esperada para o 
texto. 
b) acentuar o valor significativo das expressões. 
c) construir um efeito de ironia. 
d) marcar o início e o fim de uma citação. 
 
A questão da segurança pública no Brasil 
 
316
 
Essa responsabilidade não é só da União e dos Estados, mas 
também, e sobretudo, dos municípios. 
 
 A maior preocupação da população brasileira na atualidade é, inegavelmente, 
a segurança pública e por motivos plenamente justificáveis. Invariavelmente, 
todo cidadão, independente de raça, cor, condição social ou credo religioso, tem 
sido atormentado de forma tão violenta por esse tema que a questão se 
transformou em problema de saúde pública nos últimos anos, tais os reflexos no 
comportamento dos brasileiros. No lar, no trabalho, na escola, nos campos de 
futebol, seja quem for, esteja onde estiver, lá está ela, ou melhor, a ausência 
dela, a nos atormentar, como assombração impiedosa a nos perseguir. Nesse 
ponto, não podemos nos esquecer de que a segurança pública está elencada 
entre as necessidades essenciais de todo ser humano. 
 O tema adquiriu tamanha relevância que, hoje, se fala de segurança pública 
com tanta propriedade que surgiram, nos últimos anos, vários especialistas na 
matéria, tal como os milhares de técnicos de futebol, a maioria com diagnósticos 
elaborados, muitas das vezes, sem qualquer base científica ou fonte segura para 
os números que são apresentados. 
 Cite‐se, como exemplo, o índice de reincidência criminal no Brasil, enunciado 
categoricamente pelo honrado Presidente do Supremo Tribunal Federal e do 
Conselho 
 Nacional de Justiça, na semana passada, para a mídia nacional e 
internacional, como sendo de setenta por cento, percentual repetido por 
tagarelas de plantão, sem que, na verdade, jamais tenha sido elaborada 
qualquer pesquisa nesse sentido, fato que, além de servir de base falsa para a 
formulação de políticas públicas para o setor, constitui‐se em forma perversa de 
discriminação daqueles que passaram pelo cárcere. 
 Mas se, de um lado, a (in) segurança pública causa fascínio no público e na 
mídia em geral, com discussões amplas e apaixonadas, do outro, os tais 
“especialistas" na matéria entraram em um círculo vicioso de repetição de velhas 
fórmulas ultrapassadas, obsoletas e inadequadas no enfrentamento de tão grave 
questão. “O crime evoluiu, o seucombate regrediu" é o que mais se ouve em 
qualquer esquina. Afinal, é preciso mudar essa antiga cultura, questionando‐se, 
em primeiro lugar, qual o papel do Estado e qual o da polícia. 
 Não se pode olvidar: pior que a existência do crime organizado é o seu 
combate com instituições arcaicas, viciadas e corrompidas, orientadas por 
modelos equivocados de repressão, importados, muitas vezes, de países que, 
antes de adotá‐los, promoveram mudanças significativas no seu sistema 
criminal, fato lamentavelmente esquecido por muitas das pessoas envolvidas. 
 Acreditamos, portanto, que só há uma forma de salvar o sistema de 
segurança da chaga da corrupção e do fracasso: a reforma das instituições, com 
317
 
seleção e controle rigorosos dos seus membros. 
Mas isso, como já comentamos, é apenas o começo! Muito mais ainda precisa 
e deve ser feito. 
(Lélio Lauria. Disponível-em: http://acritica.uol.com.br/blogs/blog_do_lelio_lauria/seguranca‐
publica Brasil_7_551414854.html. Acesso em: 01/12/2015. Adaptado.) 
 
4- Em “Mas isso, como já comentamos, é apenas o começo!", o ponto de 
exclamação ( ! ) tem como objetivo 
a) substituir a vírgula. 
b) indicar uma pergunta. 
c) finalizar frase imperativa. 
d) expressar sentimentos diversos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GABARITO 
1 - C 
2 - A 
3 - C 
4 - D 
318
 
 
 
 
 
 
 
 
INFORMÁTICA 
 
 
 
 
 
 
319
 
Para iniciarmos o estudo de informática é de fundamental importância que você 
saiba o conceito básico de Hardware e Software esse é o primeiro passo para 
se fragmentar a informática em partes ao ponto de que se possa entendê-la e 
assim obter êxito na mesma. 
 
Hardware VS Software 
 
 
 
Hardware 
É a Parte física do Computador, ou seja, tudo que eu posso tocar, tudo que for 
palpável, tudo que pode ser utilizado para matar alguém, por exemplo os 
periféricos. Os periféricos se subdividem em três tipos: 
 
 
320
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
321
 
Processador (CPU) 
Erroneamente somos levados a comparar CPU com o gabinete. Então vamos 
entender o que é cada um e como funcionam. 
 
 
 
“Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa e a mesma coisa é um 
caminhão cheio de japonês comendo caranguejo” Queiroz, Túlio 2021. 
 
Gabinete 
É somente o compartimento ou como algumas bancas chamam “o invólucro” 
onde será alocado TODOS os outros periféricos do computador como por 
exemplo a placa-mãe, os pentes de memória RAM, a Fonte, inclusive a CPU. 
 
 
CPU (UCP) 
É a Unidade de Processamento Central que é considerado o coração do 
computador, que por sua vez é o dispositivo mais veloz do mesmo, também é 
considerado o principal componente do computador. 
 
O processador se subdivide em Quatro partes: 
ULA - Unidade Lógica Aritmética A ULA é encarregada de resolver ou realizar 
todo e qualquer calculo matemática que aja no computador. 
UC - Unidade Central de Controle (Que as bancas adoram chamar de Unidade 
Central, Cuidado!) É responsável por realizar: Controle de entrada e saída de 
Dados; 
• Controla o funcionamento da CPU; 
• Recebe a Instrução do Kernel; 
322
 
Registradores - Os Registradores por sua vez realizam a tarefa fazer uma lista 
de todas as tarefas que são executadas pelo processador. 
 
Cache 
• Considerada memória de acesso rápido 
• Armazena resultados do processamento; 
• Pode ser dividida em níveis. L1, L2 e L3. 
 
Arquitetura de Processamento 
 
 
RISC - (Reduced Instruction Set Computer) Computador de consumo de 
instruções reduzidas; 
CISC - (Complex Instruction Set Computer) Computador de consume de 
instruções complexas; 
 
 
 
Overclock 
Forçar o desempenho, por exemplo se fizermos uma analogia com a moto de 
50cc vulgo cinquentinha, quando o dono com alta taxa de QI, coloca um motor 
mais potente e força o desempenho do ciclomotor, momentaneamente é algo 
bem bacana, mas com o decorrer do tempo pode comprometer o funcionamento 
do veículo, da mesma forma é com o processador, quando o usuário força o 
desempenho. 
 
 
323
 
Overflow 
Sobrecarga de dispositivo; 
 
EXERCÍCIOS 
 
1. Sobre os componentes de um computador, verifique as assertivas e assinale 
a correta. 
 
a) O software corresponde aos componentes físicos do computador, ou seja, são 
as peças e aparatos eletrônicos que, ao se conectarem, fazem o equipamento 
funcionar. 
b) O hardware é a parte referente aos sistemas que executam as atividades, ou 
seja, são os programas e aplicativos que fazem com que a máquina funcione. 
c) Compreende-se como hardware elementos físicos que formam o equipamento 
enquanto os programas ou sistemas que fazem o equipamento funcionar são 
denominados software. 
d) Monitor, teclado e mouse são exemplos de software. 
 
2. O invólucro onde os componentes eletrônicos como placa de vídeo e placa de 
som são dispostos em um computador convencional é denominado 
 
a) Memória RAM. 
b) CPU. 
c) Switch. 
d) Gabinete. 
 
3. Com base nos conceitos de hardware e software, analise as afirmativas a 
seguir: 
 
I. O Software Básico de Entrada e Saída (BIOS) é gravado na memória ROM. 
Assim, não é possível desinstalar o BIOS do computador, apenas atualizá-lo ou 
modificar as opções permitidas. 
II. O touchpad de um notebook é considerado um dispositivo de entrada/saída 
sensível ao toque. 
324
 
III. A menor unidade de medida do computador é o bit, que é representado por 0 
(zeros) e 1 (uns); um conjunto de 8 (oito) bits equivale a um byte, que representa 
um caractere. Assinale 
 
a) se somente a afirmativa I estiver correta. 
b) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. 
c) se somente a afirmativa III estiver correta. 
d) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas. 
e) se somente a afirmativa II estiver correta. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GABARITO 
 
1 - C 
2 - D 
3 - D 
325
 
Placa-mãe (MotherBoard) 
 
A placa-mãe - é o dispositivo com maior importância do computador, pois é 
responsável pela comunicação entre TODOS os componentes, ou seja, 
absolutamente todos os componentes de Hardware são ligados pela placa-mãe. 
São exemplos de componentes a ela interligados: vários chips, trilhas, 
capacitores e encaixes. 
 
 
Chipset - É o principal componente da placa-mãe, esse nome é dado ao 
conjunto de chips (ou circuitos integrados) utilizado na placa-mãe e cuja função 
é realizar diversas funções de hardware, como controle dos barramentos (PCI, 
AGP e o antigo ISA), controle e acesso à memória, controle da interface IDE e 
USB... 
 
Barramento 
São os caminhos de conexão, basicamente são as trilhas utilizadas para ligação. 
Barramento é um conjunto de linhas utilizadas para a comunicação que permite 
com que haja a interligação entre dispositivos tais como: CPU, a memória dentre 
outros dispositivos. 
 
On-Board e Off-Board 
On-Board - é o tipo de placa que traz recursos embutido na placa mãe, e 
Off-Board - É quando existe uma placa extra (Externa). A grosso modo é a 
melhor definição que podemos trazer, mas vamos aprofundar mais um pouco: 
As placas on-board são mais comuns, atualmente quase todas placas mãe tem 
vídeo on-Board, só que o desempenho não é tão bom assim, então pra suprir 
essa necessidade coloca-se uma placa de vídeo off-Board para melhorar o 
desempenho da parte gráfica. 
326
 
As placas off-board não possuem seus dispositivos integrados a placa mãe, 
precisando de placas extras com esses dispositivos, que serão instalados nos 
seus respectivos Slots, tem o seu desempenho superior as placas on-board pois 
tem sua própria central de processamento e a transferência superior as que 
rodam na memória RAM. 
 
Hierarquia de Memórias 
As memórias do computador são organizadas hierarquicamente formando assim 
uma pirâmide e essa hierarquia se deve a vários quesitos como por exemplo a 
velocidade das memórias, a sua tecnologia sua capacidade e seu custobenefício. Encontram-se as memórias mais velozes, com maior tecnologia, e 
bem menor relacionado a sua capacidade no pico dessa pirâmide. Já no alicerce 
encontram-se as memórias com menor custo benefício, entretanto que suportam 
a maior quantidade de dados 
 
Grupos de Memórias 
 
Memória Principal (Memória de Leitura) 
• RAM 
• ROM 
Memória Intermediária (Não físicas) 
• Cache 
• Virtual 
Memória Secundária (Armazenamento) 
• HD, CD, DVD, Blu-ray. 
 
 
327
 
EXERCÍCIOS 
 
1. Na informática, memórias são dispositivos capazes de guardar dados de forma 
temporária ou permanente. Sobre os diversos tipos de memória, considere as 
afirmações a seguir: 
 
I. A memória ROM é uma memória somente de leitura e é um tipo de memória 
volátil, sendo assim, o conteúdo não desaparecerá quando o dispositivo for 
desligado; 
II. Podemos afirmar que um disco rígido (Hard Disk Drive – HDD) é um tipo de 
memória não volátil. Isto significa que os dados permanecem gravados neste 
tipo de memória, mesmo com o dispositivo sendo desligado. 
III. Uma memória do tipo USB Flash Drive, também conhecida como pen drive, 
é um tipo de memória não volátil. 
IV. A memória RAM é uma memória somente de leitura, cujos dados podem 
acessados de maneira aleatória e são do tipo não volátil; 
 
Estão CORRETAS APENAS: 
a) II, III; 
b) I, II e III; 
c) III e IV; 
d) I, II e IV; 
e) I, III e IV. 
 
2. A memória RAM é um dos componentes essenciais em todo computador. A 
função da memória RAM em um computador é: 
 
a) Armazenar os dados de forma permanente, mesmo após o desligamento do 
computador. 
b) Ser utilizada como reserva para o disco rígido, quando o espaço no disco 
estiver escasso. 
c) Armazenar dados relevantes ao funcionamento do sistema, durante a sua 
operação. 
d) Aumentar a memória Cache do processador. 
328
 
3. “Considerada um tipo de memória mais rápida e cara para se armazenar um 
dado. Tipicamente utilizadas como um dispositivo de armazenamento 
temporário”. O trecho apresentado define CORRETAMENTE a memória do tipo: 
 
a) Cache. 
b) EEPROM 
c) Registradores. 
d) RAM. 
 
4. O termo memória, em informática, refere-se aos componentes que 
armazenam dados no computador. Dentre as memórias utilizadas, qual 
geralmente é utilizada para fornecer as instruções de inicialização do 
computador ao processador? 
 
a) HD 
b) RAM 
c) ROM 
d) SATA 
 
 
 
 
 
 
GABARITO 
 
1 - A 
2 - C 
3 - C 
4 - C 
329
 
Unidades de Medidas 
 
 
 
BIZU CAVERNOSO DA SOFRÊNCIA!!! 
 
Unidades de medida 
 
 
 
 
 
330
 
EXERCÍCIOS 
 
1. Considerando as grandezas computacionais, 2 Kilobytes correspondem a 
quantos bytes? 
 
a) 1024 
b) 20486 
c) 1000 
d) 2048 
e) 1048 
 
2. Embora os discos rígidos (HD) sejam ainda muito utilizados, as unidades de 
estado sólido (SSD) vêm cada vez mais sendo utilizadas. Comparando os HDs 
convencionais com os SSDs, tem-se que 
 
a) a vida útil dos SSDs é maior do que a dos HDs. 
b) o consumo dos SSDs é maior do que o dos HDs. 
c) o preço por bit de armazenamento dos SSDs é menor do que o dos HDs. 
d) os tempos de leitura e escrita dos SSDs são maiores do que os dos HDs. 
e) os SSDs são mais resistentes do que os HDs em relação a movimentos, 
quedas ou interferências magnéticas. 
 
3. Em relação à capacidade de armazenamento de dados, o mercado 
disponibiliza hoje uma série de opções de mídias. Entre as mais conhecidas 
estão as mídias CD, DVD e Blu-Ray. A respeito desta última, assinale a 
alternativa que indica corretamente a máxima capacidade de uma mídia Blu-Ray 
do tipo duas camadas. 
 
a) 700 Mb 
b) 4.7 Gb 
c) 50 Gb 
d) 8.5 Gb 
e) 850 Mb 
331
 
4. 5 TB (Terra bytes) equivalem a: 
 
a) 5120 MB 
b) 5000 GB. 
c) 5000 MB. 
d) 5120 GB. 
 
5. Foi especificada a aquisição de um microcomputador com uma porta USB-C. 
Essa porta apresenta como uma de suas características 
 
a) a transferência de dados de até 1 Gbps, insuficiente para a transmissão de 
vídeos de padrão 4K para monitores externos ao computador. 
b) compatibilidade mecânica com as portas USB 3.1. 
c) permitir que a carga de dispositivos, como smartphones, seja mais lenta, pois 
esse padrão fornece menos potência do que portas USB 3.1. 
d) possuir encaixe simétrico sem polarização, podendo ser encaixado de 
qualquer um de seus lados. 
e) suportar cargas de até 10 W. 
 
6. Um técnico de manutenção de microcomputadores de uma empresa precisa 
substituir o seu disco rígido (HD) com padrão SATA e capacidade de 
armazenamento de 1 t B, que apresenta defeito. O computador faz o uso intenso 
desse disco e permanece em operação continuamente (24 horas, todos os dias). 
Esse técnico cogita substituir esse HD por uma unidade de estado sólido (SSD) 
com a mesma capacidade de armazenamento. Sobre essa substituição, é 
correto afirmar que o SSD 
 
a) apresenta um consumo de energia superior ao do HD, podendo exigir a 
substituição da fonte de alimentação por uma de maior capacidade. 
b) apresentará como desvantagem, em relação ao HD, uma vida útil inferior, pois 
o número de gravações em cada célula é limitado. 
c) apresenta, atualmente, um custo para a capacidade requerida equivalente ao 
dos HDs convencionais. 
d) exigirá cuidados especiais na instalação, como blindagem da unidade SSD, 
que é mais sensível a interferências magnéticas do que os HDs. 
332
 
e) não pode ser utilizado, pois as unidades SSD possuem apenas conexão 
padrão IDE. 
 
7. Os dispositivos para armazenamento de dados com tecnologia do tipo SSD 
(do inglês: Solid State Drive) estão substituindo gradativamente os tradicionais 
dispositivos com tecnologia do tipo magnética. Em comparação à tecnologia do 
tipo magnética, a SSD apresenta, de forma geral, 
 
a) menor tempo de acesso e maior consumo de energia. 
b) maior tempo de acesso e maior consumo de energia. 
c) menor tempo de acesso e menor consumo de energia. 
d) maior tempo de acesso e menor consumo de energia. 
 
 
 
 
 
 
 
 
GABARITO 
 
1 - D 
2 - E 
3 - C 
4 - B 
5 - D 
6 - B 
7 - C 
333
 
SOFTWARE 
 
Conceitos Iniciais 
 Software nada mais é do que a Parte Lógica do Computador, ou seja, tudo 
que eu não posso tocar tudo que for impalpável. O mesmo também pode ser 
considerado um conjunto de instruções lógicas para se executar uma 
informação/instrução. Como exemplo de programas, temos algumas subclasses 
por exemplo as suítes de escritório (Word, Excel Power Point) , um Browser que 
é um navegador de internet (Google Chrome, Mozilla Firefox, Internet Explorer) 
, ou um sistema Operacional ( Windows , Linux) . Abaixo relacionamos os tipos 
de softwares que podem ser cobrados na sua prova. 
 
BIZU CAVERNOSO MATADOR!!! 
Tipos de Softwares F-A-Ma-S 
 
Firmware - Programa Inerente ao HARDWARE geralmente vem com seu 
conteúdo gravado de fábrica como por exemplo a BIOS (Basic Input/Output 
System) (SISTEMA BÁSICO DE ENTRADA/SAÍDA). 
A BIOS é utilizada para executar a inicialização da parte física( Hardware), e 
para prover serviços de tempo de execução para sistemas operacionais e 
programas. A BIOS vem pré-instalado na memória permanente da placa mãe do 
computador e é o primeiro software a ser executado quando se liga a máquina. 
Aplicativos - Podem ainda serem subdivido em 3 grupos: 
• Escritórios - (Suíte Ms-Office (Word, Excel, Power Point), Suite Libre 
Office (Writer, Calc, Impress.)). 
• Utilitários - (Nessa classe podemos enquadrar os compactadores de 
arquivos como por exemplo Winrar, os leitores de pdfs (Adobe acrobat 
reader) e as ferramentas Antimalwares. 
• Entretenimento - Aqui podemos citar o VLC (Reprodutor de Áudio e 
vídeo), Windows Media Player também da mesma classe. 
Malwares_ São programas maliciosos, desenvolvidos com o intuito de causar 
dados, realizar alguma prática maléfica ao usuário. Podem ser desenvolvidos 
por HACKERS (pessoa com bastante conhecimento na área queusa seus 
conhecimentos para o bem) ou Crackers (pessoa com bastante conhecimento 
na área que usa seus conhecimentos para o mal. 
Sistema Operacional É o Principal programa do computador, é dele a função de 
realizar todo o gerenciamento do computador tanto a parte de Hardware (Física), 
quando a parte de Software (Parte Lógica). Também é função do Sistema 
334
 
Operacional ser uma espécie de intermediário entre homem e máquina, 
deixando assim o sistema mais convidativo. 
 
Licenças de Software 
 
Software Proprietário ou Não Livre 
Quando falamos em softwares proprietários logo nos remetemos a algo que não 
pode ser redistribuído ou modificado, sem o consentimento de seu criador ou 
distribuidor. O conceito vai de encontro ao conceito de software livre. 
Normalmente, para que se possa: utilizar, copiar, ter acesso ao código-fonte ou 
redistribuir, o usuário deve realizar uma solicitação de permissão ao proprietário, 
ou pagar para poder fazê-lo. 
 
BIZU CAVERNOSO MATADOR!!! 
Um software proprietário não necessariamente será pago, porém manter-se-á 
sua característica principal de não disponibilização do código-fonte. 
Software Proprietário - é o software que não permite ao usuário acessar o 
Código Fonte (receita). 
 
Exemplos de Softwares proprietários. 
Alguns dos softwares proprietário gratuitos mais conhecidos estão abaixo 
citados: 
• Google Chrome, Winzip, Avast etc. 
Em contrapartida existe um grande gama de softwares proprietário que são 
pagos como por exemplo: 
• Microsoft Windows, o Adobe Photoshop, o Mac OS, Corel Draw, Microsoft 
Office. 
 
Software Livre 
Já o software livre é regido quase que por uma lei, digamos que seja a CF 
(Constituição Federal dos Softwares Livres. Que nós chamamos de GPL 
(General Public Licence) que tem por base 4 liberdades 
• Liberdade 00 - Executar o software seja qualquer finalidade. 
• Liberdade 01 - Acessar o código-fonte do programa e modificá-lo 
conforme sua necessidade e distribuir suas melhorias ao público, de 
modo que elas fiquem disponíveis para a comunidade. 
335
 
• Liberdade 02 - Fazer cópias e distribuí-las para quem desejar de modo 
que você possa ajudar ao seu próximo. 
• Liberdade 03 - Melhorar o programa e distribuir suas melhorias ao 
público, de modo que elas fiquem disponíveis para a comunidade. Para 
tais ações é indispensável o acesso ao código fonte, por isso todos os 
softwares livres liberam para os usuários o mesmo. 
 
BIZU CAVERNOSO MATADOR!!! 
Executar (Liberdade 0) acesso para adaptar (Liberdade 1) fazer cópias 
(Liberdade 2) e melhorar o programa (Liberdade 3). 
Executar acesso para adaptar, fazer cópias e melhorar o programa. 
 
Licenças de Software Gratuito 
Freeware - São programas distribuídos gratuitamente, os mesmos não expiram 
e você pode usá-los livremente e nunca terá que pagar nada por isso. Nesse 
tipo, o usuário poderá utilizar de todos os recursos fornecidos pelo fabricante, 
por um tempo indeterminado. 
Shareware - São softwares que após um dado tempo de uso e esse tempo vai 
ser relativo, ou seja, pode variar de programa para programa. Tal tempo será 
definido pelo desenvolvedor. Após número de utilizações, o programa perde 
algumas ou todas as suas funcionalidades. Após este período decorrido o 
usuário deverá ou apagá-lo do computador ou registrá-lo através do pagamento 
de uma taxa ao desenvolvedor. 
 
EXERCÍCIOS 
 
1. Com relação a hardware e software, é correto afirmar: 
 
a) Um Sistema Operacional é uma camada de software que opera entre o 
hardware e programas. 
b) Os aplicativos de edição de texto, reprodução de mídia e editor gráfico são 
exemplos de hardware. 
c) Discos, memórias e portas USB são componentes de software. 
d) O software é constituído de aplicativos e de circuitos eletrônicos. 
e) A impressora é um exemplo de software, porque depende da instalação de 
aplicativo específico para funcionar. 
336
 
2. Considerando que é necessário anexar um arquivo de 12 bytes em um sistema 
Web que aceita apenas arquivos com tamanho máximo de 10 bytes, qual 
programa deve ser utilizado para resolver esse problema? 
 
a) Adobe Reader. 
b) Winrar. 
c) Outlook Express. 
d) Conexão para a Área de Trabalho Remota. 
 
3. Relacione a coluna da esquerda com o respectivo componente da coluna da 
direita: 
 
(1) Hardware 
(2) Software 
 
(A) banco de dados. 
(B) memórias RAM e ROM. 
(C) placa-mãe 
(D) editor de texto. 
 
a) 1AD - 2BC 
b) 1AC - 2BD 
c) 1BD - 2AC 
d) 1BC - 2AD 
 
GABARITO 
 
1 - A 
2 - B 
3 - D 
 
337
 
Malwares 
 
 
Conceitos Iniciais 
 
A Primeira definição de Malwares: 
É um software, porém, entretanto, contudo, todavia, é um Software Malicioso. 
Qual a principal Função do Malware? Causar Danos e esses danos podem ser 
de três tipos: 
 
Lógico 
Por exemplo: O Usuário está acessando uma página da web de repente a 
mesma é fechada. Outro exemplo: Sem que o usuário ordene páginas são 
abertas, computador desligado, dados perdidos, Computador fica lento, sem 
motivo aparente o computador reinicia, dentre outros. 
 
Físico 
Suponhamos que um processador rode a 20km/h estamos supondo. E o um 
Malware faz com que ele rode a 100km/h ou seja 5X mais do que a sua 
capacidade, o mesmo irá danificar, isso é um exemplo de um dano Físico que 
pode ser causado pelo Malware. 
 
Moral 
Digamos que o usuário tenha fotos intimas em seu computador ou smartphone 
e de alguma forma um usuário utilizando um tipo de malware tem acesso a foto 
e publica nas redes Sociais (Facebook, WhatsApp, Instagram etc) é exemplo de 
um dano Moral que pode ser causado pelo Malware. 
 
BIZU CAVERNOSO!!! 
todo vírus é um malware, mas nem todo malware é um vírus. 
338
 
 
Um Malwares pode ser desenvolvido tanto por Hackers, quanto por Crackers. 
- Ain mais professor qual a diferença? 
Hackers e Cracker’s são pessoas com vasto conhecimento na área de TI 
(Tecnologia da informação), mas que utilizam de formas distintas, por exemplo: 
O hacker é o cara do bem, e o Cracker o cara do mal. 
 
Hacker - Usa de todo conhecimento técnico pra invadir sistemas com alto nível 
de segurança e quando obtém êxito, mostra os resultados ao proprietário que o 
contratou, para que as falhas sejam sanadas. 
Cracker - Usa seu conhecimento para obter vantagem ilícita, roubar dados, obter 
dados bancários, etc. 
 
Um conceito atual que vem sendo cobrado em prova são os insiders: 
 
 
 
Abaixo a Lista de Malwares mais cobrados pelas bancas organizadores de 
concursos públicos: 
BOT, EXPLOIT, BACKDOOR, WORM, VÍRUS, TROJAR HORSE (CAVALO DE 
TRÓIA) SPYWARE, ADWARE, ROOTKIT, RANSOWARE. 
 
BOT - A Definição de Bot parte do nome Robôt que significa robô em inglês, é 
um robô controlado A distância. É uma espécie de acesso remoto NÂO 
AUTORIZADO, ou seja, o usuário não sabe que está sendo lesado. Não 
confundir com o Acesso remoto autorizado, que nesse caso o usuário tem total 
conhecimento da “invasão”. 
339
 
Uma característica que vale salientar é que o bot pode ser confundido pelo 
elaborados na hora da prova com o Worm, devido algumas características serem 
semelhantes, por exemplo: 
Um bot pode se replicar, e também é autoexecutável. 
- Ain mais professor como vou diferenciar na hora da prova? 
- O bot tem como intuito com salientado acima de permitir o acesso remoto. 
 
EXPLOIT - é um Explorador de falhas e/ou comportamentos. 
 
BACKDOOR - abre uma porta dos fundos para o computador espião. Backdoor 
é um programa que permite o retorno de um invasor a um computador 
comprometido, por meio da inclusão de serviços criados ou modificados para 
este fim. 
 
VÍRUS - "Vírus nada mais são do que pequenos programas desenvolvidos com 
o objetivo de causar algum dano ao usuário do computador". NECESSITA da 
ação do usuário. Precisa de um programa para se hospedar. 
Ao contrário do que é pregado por aí, o vírus pode sim se replicar, ou seja, criar 
cópias desí mesmo pelo computador, só que ele faz isso dentro dos arquivos, e 
não diretamente como faz o worm, sem a necessidade de um hospedeiro. Abaixo 
listamos alguns dos tipos de vírus mais comuns de serem abordados pelas 
bancas organizadoras: 
• Vírus de Boot - Corrompe os dados os inicialização do Sistema 
Operacional 
• Vírus de Macro - Um macro vírus é um vírus de computador que altera 
ou substitui uma macro, que é um conjunto de comandos usados por 
programas para executar ações comuns. Alguns desses vírus causam 
anomalias em documentos de texto, como palavras faltantes ou inseridas, 
enquanto outros acessam contas de e-mail e enviam cópias de arquivos 
infectados para todos os contatos do usuário que, por sua vez, abrem e 
acessam esses arquivos porque eles vêm de uma fonte confiável. 
• Vírus Stheath - é um malware complexo que se esconde depois de 
infectar um computador. Uma vez escondido, ele copia as informações de 
dados não infectados para si mesmo e retransmite-as para o software 
antivírus durante uma verificação. 
 
340
 
 
 
EXERCÍCIOS 
 
1. Segundo a Cartilha de Segurança para Internet 
(http://cartilha.cert.br/malware/), códigos maliciosos (malware) são programas 
especificamente desenvolvidos para executar ações danosas e atividades 
maliciosas em um computador. Sobre códigos maliciosos, é correto afirmar que: 
 
a) Spyware é um programa que permite o retorno de um invasor a um 
computador comprometido, por meio da inclusão de serviços criados ou 
modificados para esse fim; 
b) Backdoor é um programa capaz de se propagar automaticamente pelas redes, 
enviando cópias de si mesmo, de computador para computador; 
c) Bot é um programa que dispõe de mecanismos de comunicação com o invasor 
que permitem que ele seja controlado remotamente; 
d) Rootkit é um programa projetado para monitorar as atividades de um sistema 
e enviar as informações coletadas para terceiros; 
e) Worm é um conjunto de programas e técnicas que permite esconder e 
assegurar a presença de um invasor ou de outro código malicioso em um 
computador comprometido. 
 
2. Um funcionário de uma empresa percebeu que seu computador estava sendo 
controlado remotamente sem seu consentimento, quando foi notificado pelo 
administrador da rede que, a partir de seu computador, estavam sendo enviados 
spams, realizados ataques de negação de serviço e propagação de outros 
códigos maliciosos. Com base nestas características e ações, conclui-se que o 
computador deve estar infectado por um 
341
 
a) vírus. 
b) rootkit. 
c) keylogger. 
d) spyware. 
e) bot. 
 
3. Em uma situação hipotética, um tipo de código malicioso foi detectado no TRE-
SP e tinha a característica de ser controlado pelo invasor via processo de 
infecção e propagação automática. Ele explorava diversas vulnerabilidades 
existentes em programas instalados. Foi verificado, ainda, que a comunicação 
entre os infectados e o invasor ocorria de várias formas, via servidores Web, 
canais IRC, redes tipo P2P, entre outros meios e eram recebidos, 
automaticamente, pela rede. Um Programador de Sistemas analisou estas 
características e observou que os computadores atingidos ficavam semelhantes 
a zumbis (zombie computer) pelo fato de serem controlados remotamente, sem 
o conhecimento de seu usuário. Trata-se de um código malicioso conhecido 
como 
 
a) Trojan DoS. 
b) Screenlogger. 
c) Rootkit. 
d) Keylogger. 
e) Bot. 
 
 
 
 
GABARITO 
 
1 - C 
2 - E 
3 - E 
 
342
 
WORM 
 
 
 
TROJAN HORSE (CAVALO DE TRÓIA) - O cavalo de Troia é um malware 
(programa malicioso) que ataca como na famosa história do Cavalo de Troia, 
entrando no computador e criando uma porta para uma possível invasão; e é 
fácil de ser enviado, clicando na ID do computador e enviando para qualquer 
outro computador. têm como objetivo manterem-se ocultos, enquanto baixam e 
instalam ameaças mais robustas em computadores. Podem ser transportados 
em arquivos de música, mensagens de e-mail, escondidos em downloads e sites 
maliciosos, aproveitando as vulnerabilidades do navegador utilizado para instalar 
a praga no computador. 
• NECESSITA da ação do usuário. 
• Pode carregar consigo outros Malwares; 
 
 
 
SPYWARE - Programa espião de computador, que tem o objetivo de 
observar(espiar) e roubar informações pessoais do usuário que utiliza o PC em 
que o programa está instalado, retransmitindo-as para uma fonte externa na 
internet, sem o conhecimento ou consentimento do usuário. Os Spywares podem 
ser divididos em 3 grupos: 
 
 
 
 
343
 
BIZU CAVERNOSO!!! 
3 Espiãs Demais 
Alex (Adware) 
Sam (Screenlogger) 
Klover (Keylogger) 
 
 
 
 
 
ADWARE - Anúncios/propagandas (utiliza de costumes do usuário como por ex: 
visitar sites de compras, quando o mesmo for em suas redes sociais o produto 
aparece lá de forma “mágica” 
 
SCREENLOGGER - Captura os quadros da tela (Bate o Retrato) onde o mouse 
clicar. (Teclado Virtual) 
 
KEYLOGGER - Captura senhas digitadas através do teclado. (Teclado Físico). 
 
ROOTKIT - Consiste em um malware que comunica aos outros malwares 
quando o antivírus tá chegando, os ajuda a esconder-se e em seguida se 
esconde, ou seja, é um programa muito difícil de ser encontrado. criado para 
esconder ou camuflar a existência de certos processos ou programas de 
métodos normais de detecção e permitir acesso exclusivo a um computador e 
suas informações. 
 
RANSOWARE - é um tipo programa que torna inacessíveis os dados 
armazenados em um equipamento, geralmente usando criptografia, e que exige 
pagamento de resgate (ransom) para restabelecer o acesso ao usuário. O valor 
a ser cobrado vai ser definido pelo atacante. 
 
 
 
 
344
 
EXERCÍCIOS 
 
1. Segundo Machado (2014), aos programas de computador que se duplicam e 
passam de um sistema para outro, sem necessidade de um arquivo hospedeiro, 
a fim de atacar um sistema qualquer e explorar uma vulnerabilidade específica 
nesse sistema, dá-se o nome de 
 
A) Trojan. 
B) Worm. 
C) Vírus. 
D) Spyware. 
E) Backdoor. 
 
2. Os malwares são programas maliciosos cujo objetivo é roubar informações ou 
contaminar os computadores. O malware que tem a capacidade de se propagar 
na rede de computadores é o 
 
A) vírus. 
B) worm. 
C) netmal. 
D) trojan. 
 
3. Quanto à Segurança da Informação analise as afirmativas abaixo e assinale 
a alternativa correta. 
 
I. Spyware, mais conhecidos como antivírus, são softwares específicos para a 
devida Segurança da Informação individual e corporativa. 
II. Trojan é um tipo de programa malicioso que pode entrar em um computador 
disfarçado como um programa comum e legítimo. 
III. Malware são programas de computador destinados a infiltrar-se em um 
sistema de computador de forma ilícita, com o intuito de causar danos, alterações 
ou roubo de informações. 
 
 
345
 
a) Apenas as afirmativas I e II são tecnicamente verdadeiras 
b) Apenas as afirmativas II e III são tecnicamente verdadeiras 
c) Apenas as afirmativas I e III são tecnicamente verdadeiras 
d) As afirmativas I, II e III são tecnicamente verdadeiras 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GABARITO 
 
1 - B 
2 - B 
3 - B 
 
346
 
ATAQUES E PRAGAS 
 
Conceitos Iniciais 
ENGENHARIA SOCIAL - É a arte de enganar, normalmente um engenheiro 
social é condenado por estelionato e/ou falsidade ideológica. Pois, para realizar 
suas artimanhas ele se passa por outras pessoas e com um bom papo convence-
as a fornecer dados, que por vezes não tem muito significado para a pessoa que 
os está fornecendo ao Engenheiro Social. 
 
PHISHING - É uma expressão derivada do termo pescar em inglês, pois o que 
esse tipo de ataque faz é induzir o usuário a informar seus dados pessoais 
através de páginas da Internet ou e- mails falsos. Criam páginas semelhantes a 
original, com promoções bem abaixo do preço convencional, ludibriando o 
usuário, que porsua vez, insere seus dados com intuito de comprar um produto 
abaixodo valor, e acaba se f* ferrando. 
 
VISHING - é um ataque que ocorre por meio do telefone, seja por meio de 
chamadas ou mensagens de texto, utilizando a boa-fé das pessoas, “premiando-
a” de alguma forma. 
 
PHARMING - é uma prática fraudulenta semelhante ao phishing, com a diferença 
que, no pharming, o tráfego de um site legítimo é manipulado para direcionar 
usuários para sites falsos, que vão instalar softwares maliciosos nos 
computadores dos visitantes ou coletar dados pessoais, tais como senhas ou 
informações financeiras. 
A FRAUDE DE ANTECIPAÇÃO DE RECURSOS, OU ADVANCE FEE FRAUD 
- É aquela na qual um golpista procura induzir uma pessoa a fornecer 
informações confidenciais ou a realizar um pagamento adiantado, com a 
promessa de futuramente receber algum tipo de benefício. É só lembrar de 
político. 
 
BRUTE FORCE - O outro tipo de ataque bem comum é o ataque (Brute Force) 
ou força bruta, que realiza uma busca exaustiva de chave, é um ataque 
considerado criptoanalítico que pode, em teoria, ser usado contra quaisquer 
dados criptografados (salvo para dados criptografados de uma maneira segura. 
Ele realiza uma verificação sistemática de todas as possibilidades de chaves e 
senhas até que as corretas sejam encontradas. 
 
 
347
 
DoS (Denial os Service) é um ataque individual, geralmente com o intuito de 
tornar um serviço inoperante para o usuário. 
 
 
 
DDoS (Distribuited Denial os Sevice) é um ataque realizado em massa, utiliza-
se de vários computadores contaminados que dispara solicitações de acesso a 
determinados sites ou serviços, derrubando o serviço. 
 
 
SPAM é uma prática que tem como finalidade divulgar propagandas por e-mail, 
ou mesmo utilizar de e-mails que chamem a atenção do usuário e incentivem ele 
a encaminhar para inúmeros outros contatos, para que com isso levantem uma 
lista de contatos que pode ser vendida na Internet ou mesmo utilizada para 
encaminhar mais propagandas. 
 
Tipos de Spam: 
• Propaganda 
348
 
• Hoax 
• Filantrópicos 
• Correntes 
 
SPOOFING - Nesse ataque o que é fraudado é o remetente. Um exemplo 
comum é você receber um e-mail de você mesmo, sem tê-lo enviado. Os 
servidores possibilitam realizar esse procedimento facilmente, pois é uma 
necessidade para serviços rotineiros de sites, em que o servidor envia um e-mail 
de uma conta, mas envia para o usuário os dados do cabeçalho do e-mail como 
se fosse de outro endereço. 
 
DEFACEMENT - Também conhecido como pichação, é o ataque que consiste 
em alterar ou inserir dados nos sites normalmente usados como forma de 
protesto ou mostrar que o site possui segurança fraca ou inexistente. 
 
EXERCÍCIOS 
 
1. Relacione as colunas e assinale a alternativa que apresenta a sequência 
correta de cima para baixo: 
 
1ª COLUNA 
1 - Phishing. 
2 - Advance fee fraud. 
3 - Hoax. 
 
2ª COLUNA 
( ) É um tipo de fraude na qual o golpista procura induzir uma pessoa a fornecer 
informações confidenciais ou a realizar um pagamento adiantado, com a 
promessa de futuramente receber algum tipo de benefício. 
( ) É uma mensagem que possui conteúdo alarmante ou falso e que, geralmente, 
tem como remetente, ou aponta como autora, alguma instituição, empresa 
importante ou órgão governamental. 
( ) É um tipo de fraude por meio da qual um golpista tenta obter dados pessoais 
e financeiros de um usuário, pela utilização combinada de meios técnicos e 
engenharia social. 
 
349
 
a) 3, 2, 1. 
b) 2, 1, 3. 
c) 2, 3, 1. 
d) 1, 2, 3. 
 
2. O funcionário de uma empresa recebeu, pelo webmail, uma mensagem 
supostamente do banco no qual tem conta, informando que ele havia sido 
sorteado e ganhara um prêmio de um milhão de reais. Para resgatar o prêmio, o 
funcionário foi orientado a clicar em um link e digitar seus dados pessoais e 
bancários. Após seguir as orientações e enviar os dados digitados, percebeu que 
o endereço do banco era falso, mas muito semelhante ao endereço verdadeiro. 
O funcionário foi vítima de um tipo de fraude conhecida como 
 
a) defacing. 
b) worming. 
c) phishing. 
d) keylogging. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GABARITO 
 
1 - C 
2 - C 
 
350
 
Sistema Operacional 
 
Características 
• Principal Programa de um computador 
• Gerencia todo o Funcionamento do computador SOFTWARE e 
HARDWARE. 
• Programa Intermediário Entre o Usuário e máquina 
 
Existem duas formas de interação (Comunicação) 
• Forma Interativa (Modo Gráfico). 
• Sistema Batch (Modo Shell). 
 
 
 
Vamos tentar descomplicar o conceito, O File System (Sistema de Arquivos) é 
um conjunto utilizado tanto em Discos Rígidos (HDD) quanto em Disco de estado 
Sólido (SSD) além de chips de memória flash. Caso tais componentes acima 
listados não tenham o sistema, os dados armazenados não poderão ser 
localizados e muito menos lidos em computadores. 
Na prática, um sistema de arquivo é um conjunto de estruturas lógicas, ou seja, 
feitas diretamente via software, que permite ao sistema operacional ter acesso e 
controlar os dados gravados no disco. 
Cada S.O trabalha com um sistema de arquivos diferente e cada sistema de 
arquivos tem suas particularidades. Exemplos de Sistema de Arquivos no 
Windows: 
• FAT 12 
• FAT 16 
• FAT 32 
• NTFS 
 
 
 
351
 
Programas Nativos 
São programas que já vem instalado junto ao Sistema Operacional, sem ter a 
necessidade do usuário ao instalar, por exemplo: 
• Aplicativos 
• Programas 
• Software 
• utilitários 
 
Editores e leitores de texto 
O Windows possui nativamente tanto leitores quanto editores de texto, porém 
estes sofreram inclusões e alterações nas diferentes versões do sistema 
operacional Windows. 
Bloco de Notas (Notepad) –O mais simples editor de textos do Windows, o 
mesmo encontra-se presente em todas as versões do Windows. Sua extensão 
padrão de arquivos para criação de arquivos é .txt. 
 
 
Como citado acima o Bloco de Notas é um editor de textos bem simples e 
portando traz algumas limitações: 
• Não é permitido a inserção de Imagens; 
• Não é permitido modificar a cor do Texto; 
• Não é permitido realizar nenhum alinhamento; 
• Não é permitido Sublinhar o Texto. 
 
352
 
Wordpad - O Wordpad é um editor de texto que também está presente nas 
diferentes versões do Windows e possui mais recursos do que o Bloco de Notas. 
A extensão padrão de arquivos é .rtf (Rich Text Format) 
 
 
 
BIZU CAVERNOSO!!! 
A partir do Windows Vista, o Wordpad consegue ler arquivos com a extensão 
das mais recentes versões do Microsoft Word (.docx) 
 
Notas autoadesivas (Stickinotes) - São os famosos post-Its, marcadores 
digitais que está presente também a partir do Windows Vista ele funciona como 
um lembrete virtual, que pode ser “adesivado” em qualquer janela do Windows. 
 
 
 
 
 
353
 
Editor de imagens (Paint) 
O editor de imagens “Profissional” do Windows, é o famoso Paint, o mesmo 
sofreu alterações importantes nas versões mais recentes do Windows, mudou 
desde a extensão padrão de arquivos que passou a ser .PNG a partir do 
Windows 8, quanto algumas ferramentas. As últimas versões do Windows (a 
partir do Vista) apresentaram novas funções para o Paint, como as que seguem: 
 
 
Editores e Players Multimídia 
O Sistema Operacional da Microsoft possui programas que permitem tanto a 
reprodução quanto a edição de conteúdo multimídia (de áudio e/ou vídeo). O 
programa nativo padrão que realiza essa função de reprodução de áudio é 
denominado Windows Media Player, já o editor de vídeos nativo é Windows 
Movie Maker. Caso não seja possível a reprodução de determinada extensão de 
arquivo de áudio ou vídeo é necessário atualizar a lista de extensões que estes 
programas podem reproduzir. 
 
EXERCÍCIOS 
 
1. Sobre sistemas operacional Windows e linux julgue o próximo item. 
O Windows 10 trouxe inúmeras novidades uma delas foi aimplementação de um 
software antimalware denominado Windows Defender que não se tinha nas 
Versões anteriores. 
 
2. Um usuário está utilizando o WordPad, que é integrante do MS-Windows 7, 
em sua configuração padrão, para editar um documento. Assinale a alternativa 
que contém o formato de extensão de arquivo utilizado como padrão por esse 
programa aplicativo. 
 
a) .csv 
b) .pcx 
c) .pdf 
d) .rtf 
e) .xls 
 
354
 
3. Usando o Microsoft Windows 7, em sua configuração padrão, um usuário está 
editando uma frase no Wordpad e a formatou como negrito, sublinhado e itálico. 
Ao selecionar toda essa frase, pressionar as teclas CTRL+C, abrir o Bloco de 
Notas, em sua configuração original, e pressionar as teclas CTRL+V, assinale a 
alternativa que indica, corretamente, como estará formatada essa frase no Bloco 
de Notas. 
 
a) Com todas as mesmas formatações: negrito, sublinhado e itálico. 
b) Com negrito, apenas. 
c) Com negrito e itálico, apenas. 
d) Com sublinhado, apenas. 
e) Sem nenhuma das formatações de negrito, sublinhado e itálico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GABARITO 
 
1 - ERRADO 
2 - D 
3 - E 
 
355
 
Gerenciador de dados 
 
Um dos programas nativos mais importantes do Windows é o gerenciador de 
dados denominado Windows Explorer, também podendo ser chamado pelas 
bancas organizadoras de Explorador de arquivos ou Explorador de pastas, ele 
tem por função ORGANIZAR os arquivos e pastas do computador. 
 
 
 
Windows Explorer por padrão traz 4 bibliotecas que tem como intuito ajudar na 
organização do usuário, como podemos ver são: DOCUMENTOS, IMAGENS, 
MÚSICAS E VIDEOS. O Explorador ainda possibilita que o usuário vincule 
atributos aos arquivos, tanto básicos quanto avançados, que seguem abaixo: 
 
Atributos Simples: Oculto e Somente Leitura. 
 
 
 
356
 
 
 
 
 
 
Gerenciador de Tarefas: 
• Mostra o % de CPU 
• Mostra o % de RAM 
• Mostra todos os processos, tarefas e atividades em execução, tanto em 
primeiro plano, quanto em segundo plano; 
• Permite que um processo seja encerrado abruptamente; 
 
357
 
 
 
Ferramentas usadas para economia de Energia. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
358
 
EXERCÍCIOS 
 
1. No Windows, é possível identificar os aplicativos e os processos em segundo 
plano, correntemente ativos, por meio do: 
 
a) Explorador de Arquivos; 
b) Gerenciador de Tarefas; 
c) Internet Explorer; 
d) Microsoft Visio; 
e) Windows Firewall. 
 
2. O botão Desligar na tela de início do Windows oferece algumas opções 
complementares, dentre elas, Bloquear, Fazer logoff, Reiniciar, Suspender, 
Trocar usuário. Dessas opções, as únicas que preservam o estado da sessão 
atual, tais como aplicativos abertos e arquivos em edição, de modo que o usuário 
corrente possa a ela voltar, é: 
 
a) Bloquear, Suspender; 
b) Bloquear, Suspender, Trocar usuário; 
c) Bloquear, Fazer logoff, Suspender, Trocar usuário; 
d) Suspender, Trocar usuário, Fazer logoff; 
e) Suspender, Trocar usuário. 
 
3. Em um computador com o Windows 10, em português, um usuário possui 
duas janelas do Explorador de Arquivos abertas, uma ao lado da outra. Na 
primeira janela estão listados os arquivos e pastas de um pen drive (unidade E) 
e na outra, uma pasta do HD (unidade C). Ao arrastar um arquivo do pen drive 
para o HD este arquivo será 
 
a) apenas copiado para o HD. 
b) movido para o HD. 
c) apagado do pen drive. 
d) compactado para o HD. 
359
 
e) enviado para a lixeira. 
 
GABARITO 
 
1 - B 
2 - B 
3 - A 
 
 
Otimizar unidades (Windows 8 e 10) 
Quanto mais o disco rígido é alterado, com a instalação de programas, edição 
de arquivos ou exclusão de conteúdo, mais ele fica fragmentado, com programas 
que não são utilizados de forma regular em setores de leitura inicial do Hard Disk 
e programas utilizados regularmente em setores de leitura final. Além disso, é 
possível que partes de um mesmo arquivo estejam localizados em setores 
distantes, não contínuos, o que torna diminui o desempenho na leitura destes 
arquivos. 
O Defrag - O seu objetivo é sanar tais problemas, através da reorganização do 
disco, eliminado fragmentos, para aumentar o desempenho na leitura de dados. 
Para isso, o Defrag regrava partes de um mesmo arquivo em setores contínuos 
do HD, podendo ou não ser no mesmo setor. 
 
 
 
Scandisk (Verificação de disco) 
Dentro de um computador pode existir tanto erros físicos quanto erros lógicos 
que comprometem o pleno funcionamento do Disco rígido, e o Scandisk tem por 
função realizar a verificação do disco em busca de erros. 
360
 
 
 
Ao identificar os Erros Lógicos o Scandisk efetivamente os corrige, já ao localizar 
os possíveis erros físicos ele simplesmente isola a área afetada para que assim 
o usuário não possa ter prejuízos ao salvar seus dados nessa zona. 
 
O BitLocker 
É uma ferramenta da Microsoft, disponível no Windows Vista, Windows 7, 
Windows 8 e Windows 10 que tem por finalidade criptografia de disco, esse 
recurso permite ao usuário encriptar o disco rígido do computador, protegendo 
assim seus documentos e arquivos contra o acesso não autorizado. Ao ativar, o 
sistema cifra as informações e impede que hackers façam uso delas sem inserir 
a chave definida pelo usuário. 
 
Painel de Controle 
É uma poderosa ferramenta administrativa do Microsoft Windows, na qual 
permite ao usuário personalizar as configurações do seu computador. Está 
diretamente ligado com as com as configurações tanto da parte física(hardware) 
quando da parte lógica (software) do computador. Nele o usuário poderá 
configurar diversas funções tais como: Segurança, Rede e Internet, Contas de 
usuário Programas dentre outros. 
 
361
 
Restauração de sistema 
Toda vez que o usuário altera Drivers, que são controladores de dispositivos, o 
Windows registra a configuração do sistema com a estrutura antiga de Drives. 
Este registro da situação anterior do Driver gera o ponto de restauração, que 
permite ao usuário retornar ao ponto de restauração anterior caso ocorra algum 
problema com o computador. 
 
Windows 10 – Windows Defender e Firewall 
O Mais novo sistema da Microsoft o Windows 10 possui dois recursos centrais 
de segurança, um antimalware (antivírus) e o firewall, com cada um tendo uma 
característica distinta. Seguem abaixo as características de ambos: 
Windows Defender - É o antimalware (antivírus) nativo do Windows 10, porém, 
entretanto, contudo, todavia, não impede a instalação de um outro antimalware. 
Ele tem como característica, além de ser antimalware, também ser antispyware, 
pois opera em segundo plano durante todo o funcionamento do computador. O 
Windows Defender é um programa de segurança permissivo. 
Firewall - É um programa de segurança nativo do Windows que impede que 
acessos externos ataquem o sistema interno, protegendo o computador ou a 
rede contra backdoors. O Firewall é um programa de segurança restritivo. 
 
Histórico de Arquivos 
Essa poderosa ferramenta presente dentro do sistema operacional Windows faz 
uma cópia de segurança (backup) regular das versões de seus arquivos, caso 
haja uma eventual perda dos arquivos originais, ou caso sejam perdidos 
acidentalmente, o usuário poderá restaurar todos eles porem só salva em 
algumas pastas: 
 
 
 
362
 
EXERCÍCIOS 
 
1. Com o objetivo de restringir o acesso à Internet a um determinado aplicativo 
em um computador com sistema operacional Windows 10, deve-se configurar o 
componente do sistema chamado 
 
a) Firewall. 
b) Blacklist. 
c) tabela IP. 
d) painel de controle. 
e) driver de rede. 
 
2. Um Assistente de TI utilizou a ferramenta administrativa do Windows, 
denominada Histórico de Arquivos, para 
 
a) verificar os arquivos manipulados pelos usuários. 
b) verificar os arquivos baixados pela internet. 
c) checar a integridade dos arquivos de sistema. 
d) listar arquivos que foram colocados em quarentena.e) salvar cópias de arquivos em outra unidade de disco. 
 
3. Todo arquivo deveria ter cópias de segurança para evitar perda de 
informações ou mesmo para evitar ter que refazer atividades. No MS-Windows 
10, em sua configuração padrão, entre seus vários aplicativos, um usuário pode 
fazer cópias de segurança de seus arquivos usando o recurso: 
 
a) Restauração. 
b) Hardware. 
c) Personalização. 
d) Contas de Usuário. 
e) Histórico de Arquivos. 
 
363
 
GABARITO 
 
1 - A 
2 - E 
3 - E 
 
MS-EDGE 
 
Ms Edge - O Microsoft Edge é um navegador da internet desenvolvido pela 
Microsoft. O Windows 10 tem uma diferença em relação as demais versões, ele 
vem com dois browser’s nativos, o próprio Ms Edge é o da velha guarda, internet 
Explorer, mas o padrão de uso é o Edge vale salientar. 
Central de Ações - Uma das novidades trazidas pelo Windows 10 é a Central 
de Ações. Nela o usuário do Windows recebe as notificações de aplicativos e 
pode ainda realizar algumas ações rápidas. Essa ferramenta concentra todas as 
notificações de aplicativos, mensagens instantâneas, recebimento de novos e-
mails e alertas de redes sociais. 
Windows Hello - O Windows 10 possui o recurso Windows Hello, que é uma 
maneira de se obter acesso rápido aos dispositivos com esse sistema 
operacional. O acesso aos dispositivos pode ser feito por meio do 
reconhecimento facial e da impressão digital. 
Cortana 
 
 
364
 
A Cortana é a assistente digital da Microsoft que tem por intuito a automação de 
certas atividades dentro do sistema operacional, ela tem o objetivo de ajudar ao 
usuário realizar tarefas, tais como: 
• Enviar lembretes com base na hora, em locais ou em pessoas; 
• Rastrear times, interesses e voos; 
• Enviar emails e SMSs; 
• Gerenciar seu calendário e manter você atualizado; 
• Criar e gerenciar listas; 
• Tocar músicas, podcasts e estações de rádio; 
• Bater papo e jogar; 
• Encontrar fatos, arquivos, locais e informações; 
• Abrir qualquer aplicativo no sistema. 
 
Múltiplas áreas de trabalho 
Ter várias áreas de trabalho é ótimo para manter organizados os projetos em 
andamento e não relacionados ou para trocar de área de trabalho antes de uma 
reunião. Para criar várias áreas de trabalho: 
Na barra de tarefas, selecione Exibir tarefas > nova área de trabalho. Abra os 
aplicativos que você quer usar nessa área de trabalho. 
Para alternar entre áreas de trabalho, selecione Visão de tarefas novamente. 
 
Botão “Task view” 
 
 
Explorador de Arquivos 
O que mudou no explorador de arquivos Como muitas das coisas mais refinadas 
da vida, o Explorador de Arquivos ficou melhor com a idade. Para conferir o 
365
 
check-out no Windows 10, selecione o ícone na barra de tarefas ou no menu 
iniciar ou pressione a tecla de logotipo do Windows + E no teclado. 
 
 
 
 
ATALHOS WINDOWS 
 
WINDOWS + E EXPLORADOR DE ARQUIVOS ( WINDOWS EXPLORER) 
WINDOWS + D EXIBE OU OCULTA A ÁREA DE TRABALHO/DESKTOP 
WINDOWS + TAB VISÃO DE TAREFAS 
WINDOWS + C CORTANA (ASSISTENTE VIRTUAL DO WINDOWS) 
WINDOWS + H INICIAR O DITADO 
WINDOWS + M MINIMIZA TUDO 
WINDOWS + G BARRA DE JOGOS(GAMES) 
WINDOWS + L BLOQUEAR 
WINDOWS + SETA PRA CIMA MAXIMIZAR A JANELA 
WINDOWS + A CENTRAL DE AÇÕES. 
WINDOWS + SETA PRA BAIXO MINIMIZAR A JANELA 
 
366
 
EXERCÍCIOS 
 
1. O sistema operacional da Microsoft Windows 10 (Configuração Local, Idioma 
Português-Brasil), por padrão, oferece quatro opções de entrada para o sistema 
as quais fornecem uma maior segurança ao usuário. Essas opções incluem: 
senha, PIN, senha com imagem e a identificação biométrica através de 
impressões digitais, facial ou reconhecimento da íris. Porém, esse recurso só 
estará disponível nos computadores que possuem hardware de identificação, 
como, por exemplo, um leitor de impressão digital (biometria), seja ele interno ou 
externo. Esse recurso de segurança, que permite a identificação biométrica nos 
sistemas Windows denomina-se: 
 
a) Windows WiDi. 
b) Windows Hello. 
c) Windows To Go. 
d) Windows ReadyBoost. 
 
2. Considere as seguintes afirmativas sobre teclas de atalho no Sistema 
Operacional Microsoft Windows 10 (Configuração Padrão – Idioma Português 
Brasil). 
 
I. F6 é utilizado para renomear o item selecionado. 
II. Ctrl+Esc é utilizado para abrir o gerenciador de tarefas. 
III. Alt+Enter é utilizado para exibir as propriedades do item selecionado. 
Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s) Alternativas 
 
a) I. 
b) II. 
c) III. 
d) II e III. 
 
3. Que atalho de teclado pode ser usado no Windows 10 para percorrer 
ciclicamente os aplicativos em execução? 
 
367
 
a) Tecla com o logotipo do Windows + Tab 
b) Alt + seta para cima 
c) Tecla com o logotipo do Windows + M 
d) Alt + Tab 
e) Ctrl + Q 
 
GABARITO 
 
1 - B 
2 - C 
3 - D 
 
 
 
 
Criptografia 
A criptografia, palavra que tem origem nos termos gregos kryptós (escondido) e 
gráphein (escrita), é uma área de estudo que analisa princípios e técnicas para 
transformar uma informação, como um arquivo de texto, em um código cifrado, 
o qual não possibilita a leitura, pois é ilegível, sendo compilada apenas pelo seu 
emissor e receptor, que são os elementos que detém as chaves (códigos) para 
criptografar e reverter a criptografia, garantindo com isso a confidencialidade, 
pois se for interceptada por outra pessoa, não poderá ser lida. Nesse sentido, 
esse ramo da matemática visa o estudo dos métodos para garantir o sigilo da 
368
 
informação, por meio da utilização de duas chaves possíveis, a pública e a 
privada, gerando duas formas de criptografia: 
 
 
EXERCÍCIOS 
 
1. A segurança da informação baseia-se em três pilares: Confidencialidade, 
Integridade e Disponibilidade. Com base nessa informação, analise as 
afirmativas a seguir: 
 
I. Garantir o acesso por pessoa ou dispositivo devidamente autorizados a todo o 
hardware, software e dados sempre que necessário. 
II. As informações devem ser armazenadas da forma como foram criadas, de 
modo que não sejam corrompidas ou danificadas. 
III. As informações não poderão ser vistas ou utilizadas sem as devidas 
autorizações de acesso por pessoas ou dispositivos. 
 
Assinale a alternativa que apresente a ordem correta de associação com os três 
pilares da segurança da informação. 
a) I – Disponibilidade, II – Integridade, III – Confidencialidade 
b) I – Confidencialidade, II – Integridade, III – Disponibilidade 
c) I – Integridade, II – Confidencialidade, III – Disponibilidade 
d) I – Confidencialidade, II – Disponibilidade, III – Integridade 
e) I – Disponibilidade, II –Confidencialidade, III – Integridade 
 
369
 
2. O recurso que estuda os princípios e técnicas pelas quais a informação pode 
ser transformada da sua forma original para outra ilegível, com o objetivo de 
dificultar a leitura de pessoas não autorizadas, denomina-se 
 
a) Backup. 
b) Webgrafia. 
c) criptografia. 
d) quarentena. 
 
3. Para o estabelecimento de padrões de segurança, um dos princípios críticos 
é a necessidade de se verificar a legitimidade de uma comunicação, de uma 
transação ou de um acesso a algum serviço. Esse princípio refere-se à 
 
a) confidencialidade. 
b) autenticidade. 
c) integridade. 
d) conformidade. 
e) disponibilidade. 
 
 
4. A criptografia é um dos elementos principais para garantir a segurança em 
redes de computadores. Quando o remetente e destinatário precisam 
compartilhar uma mesma chave secreta para criptografar e descriptografar as 
mensagens, é correto afirmar que se está utilizando o sistema de chaves: 
 
a) combinadas. 
b) escondidas. 
c) assimétricas. 
d) simétricas. 
e) criptografadas. 
 
 
 
370
 
GABARITO 
 
1 - A 
2 - C 
3 - B 
4 - D 
 
 
RESTAURAÇÃO 
 
 
 
 
371
 
EXERCÍCIOS 
1. Backupé um termo inglês que tem o significado de cópia de segurança. Como 
se chama o backup que contém apenas os arquivos que foram criados ou 
modificados a partir do último backup realizado, e que, depois de fazer a cópia 
do arquivo, desmarca o atributo (flag) de arquivamento? 
 
a) Diferencial 
b) Incremental 
c) Completo 
d) Seletivo 
 
2. As cópias de segurança (backup) são imprescindíveis nas organizações. Elas 
podem ser armazenadas de diversas formas. O tipo de backup onde cópias são 
feitas apenas dos arquivos que foram modificados desde a última interação é 
denominado: 
 
a) Backup cumulativo. 
b) Backup diferencial. 
c) Backup incremental. 
d) Backup completo. 
 
3. Uma rotina de backup de uma determinada empresa consiste na utilização de 
backups normais e incrementais. Acerca de desse cenário, assinale a alternativa 
correta: 
 
a) Para a recuperação do sistema no caso de acontecer algum problema, deve-
se recuperar primeiramente o último backup normal e todos os backups 
incrementais seguintes até o dia em que o problema aconteceu. 
b) O primeiro backup incremental deve sempre ser mantido porque sem ele não 
é possível recuperar os backups normais posteriores. 
c) Antes de realizar um backup normal, é necessário que seja realizado pelo 
menos um backup incremental. 
d) Não será necessário recuperar nenhum backup normal se os incrementais 
são realizados diariamente. 
372
 
e) Caso se utilize apenas um conjunto para backups normais, recomenda-se que 
esse backup nunca seja apagado, por questões de segurança e de atualização 
dos dados presentes no backup. 
 
GABARITO 
 
1 - B 
2 - C 
3 - E 
 
 
Certificado Digital 
O Certificado digital que ao contrário da Assinatura Digital, não há validade 
jurídica por não conter uma terceira parte confiável envolvida. 
O certificado digital tem validade jurídica justamente por haver essa terceira parte 
confiável e independente, que é a organização pública ou privada a qual cria o 
certificado digital que por sua vez é regulamentado pela Medida Provisória 
2200/02. 
O certificado digital nada mais é do que um arquivo de forma digital que contém 
informações sobre um emissor (quem emite e informação) (no qual pode ser 
pessoa física ou jurídica) por meio da chave pública referente à chave privada 
que deve ser de posse exclusiva do receptor (que é quem recebe a informação), 
do conteúdo em que foi solicitado tal certificado. 
 
Elementos do certificado digital 
As Informações pessoais que deverão ser referentes ao emissor (entidade) para 
o qual o certificado foi emitido 
Ex: (nome, CPF/CNPJ, e-mail, endereço, ETC). 
Uma chave pública vinculada à chave privada de posse da entidade especificada 
no certificado digital emitido. 
• O prazo de validade do certificado. 
• Número de série do certificado. 
• O chamado “centro de revogação” que geralmente é uma URL para LCR. 
 
373
 
Assinatura Digital 
Em relação a assinatura digital, apesar de ter bastante relevância em se tratando 
de ferramenta de segurança na transmissão de dados, não tem validade jurídica 
em nosso país, pelo simples motivo de ser uma relação entre duas pessoas 
(emissor e receptor), e pelo fato de não haver uma terceira parte independente 
envolvida. A assinatura digital representa um método de autenticação de 
informação enviada digitalmente, e tem a mesma relação da assinatura 
manuscrita. 
Seguem abaixo quais critérios a assinatura digital visa garantir 
• Autenticidade. 
• Integridade. 
• Irretratabilidade (Não repúdio). 
 
Legislação 
A Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 define as regras para 
a criação da ICP-Brasil: 
Art. 1º Fica instituída a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileiras - 
ICP-Brasil, para garantir a autenticidade, a integridade e a validade 
jurídica de documentos em forma eletrônica, das aplicações de suporte e 
das aplicações habilitadas que utilizem certificados digitais, bem como a 
realização de transações eletrônicas seguras. 
Art. 2º A ICP-Brasil, cuja organização será definida em regulamento, será 
composta por uma autoridade gestora de políticas e pela cadeia de 
autoridades certificadoras, integrada pela Autoridade Certificadora Raiz - 
AC Raiz, pelas Autoridades Certificadoras - AC e pelas Autoridades de 
Registro - AR. 
Art. 3º A função de autoridade gestora de políticas será exercida pelo 
Comitê Gestor da ICP-Brasil, vinculado à Casa Civil da Presidência da 
República e composto por cinco representantes da sociedade civil, 
integrantes de setores interessados, designados pelo Presidente da 
República, e um representante de cada um dos seguintes órgãos, 
indicados por seus titulares: As informações obrigatórias são: 
 
• Número de série. 
• Prazo de validade. 
 
 
 
 
 
374
 
EXERCÍCIOS 
 
1. Preencha a lacuna e assinale a alternativa correta. 
Um(a) __________ se usado(a) de forma maliciosa e instalado(a) pode permitir 
estabelecer conexões cifradas com sites fraudulentos, sem que o navegador 
emita alertas indicativos de risco. 
 
a) certificado EV SSL 
b) certificado auto-assinado 
c) criptografia de chaves assimétricas 
d) criptografia de chave simétrica 
 
2. Certificados Eletrônicos, no Brasil, são emitidos: 
 
a) por autoridades certificadoras; 
b) pela Receita Federal; 
c) pela Polícia Federal; 
d) pelas prefeituras; 
e) pelos cartórios. 
 
3. Para que serve um Certificado Digital? 
 
a) Para atribuir a um documento a autenticidade, confidencialidade, integridade 
e não repúdio. 
b) Para que um documento não pegue vírus. 
c) Para o Firewall criptografar as informações de um documento. 
d) Evitar o conflito de hardware. 
e) Colocar um programa na “queue” do sistema operacional. 
 
4. O certificado digital, emitido por uma Autoridade Certificadora (AC), visa a 
prover uma identidade virtual que permite a identificação segura e inequívoca do 
375
 
ator de uma mensagem ou transação feita em meios eletrônicos. Dentre as 
informações presentes no certificado digital, emitido por uma AC para um 
indivíduo, existe a 
 
a) chave privada da AC 
b) chave pública da AC 
c) chave privada do indivíduo 
d) chave pública do indivíduo 
e) assinatura digital do indivíduo 
 
GABARITO 
 
1 - B 
2 - A 
3 - A 
4 - D 
 
 
Assinatura Digital 
Quando falamos assinatura digital, embora seja considerado um importante 
instrumento de segurança na transmissão de dados, o mesmo por sua vez não 
tem validade jurídica no Brasil, devido ao fato de ser uma relação entre duas 
pessoas (emissor e receptor), ou seja não tendo uma terceira parte independente 
envolvida. 
 
A assinatura digital representa um método de autenticação de informação 
enviada digitalmente, e tem a mesma relação da assinatura propriamente dita. A 
principal diferença é que a assinatura digital, que é criada pelo Emissor, tem 
como objetivo a comprovação do autor da mensagem, se o emissor é de fato o 
dito cujo que desenvolveu a mensagem. O que, quando confirmado, impede o 
emissor de repudiar o conteúdo como não tenha sido ele o autor. 
 
 
376
 
abaixo os critérios da assinatura digital: 
• Autenticidade. 
• Integridade. 
• Irretratabilidade (Não repúdio). 
 
Aplicação da Assinatura Digital 
Os principais navegadores de internet do mercado trabalham com assinatura 
digital tais como: Mozilla, Chrome, Opera. Isso pode muitas vezes não ser 
perceptível para o usuário, mas é recorrente na navegação em diversos sites. 
Cada browser tem sua própria forma de identificação, e no caso do Google 
Chrome, por exemplo, a identificação segue abaixo: 
• Cadeados verdes - Identificam certificados reconhecidos. 
• Cadeados amarelos - Identificam problemas na certificação. 
• Cadeados vermelhos - Não identificados. 
 
Funcionamento da Assinatura Digital 
O usuário pode utilizar dos diversos métodos fornecidos para assinar um 
documento digital, e pela necessidade de aumentar os níveis desegurança na 
internet, esses modos estão constantemente em alteração e consequentemente 
em evolução. Centralmente, as assinaturas digitais têm dois elementos, o hash 
(resumo do conteúdo) e a encriptação desse mesmo hash. 
• Primeiro é gerado resumo criptografado do conteúdo por meio de 
algoritmos, e esses reduzem as mensagens. Depois, esse resumo, 
denominado hash, é analisado sobre as características que seguem 
abaixo: 
• Não pode haver vínculo entre a mensagem original e o hash, para que 
essa não seja encontrada facilmente. 
• Mesmo que seja gerado por meio de um algoritmo padrão, o hash deve 
dar a impressão de ser aleatório, e é eficaz quando consegue identificar 
a alteração de um bit da mensagem original para a que chega até o 
receptor. 
 
Não deve existir hash vinculado a mais conteúdo com assinatura digital, por essa 
razão ele deve manter a característica de exclusividade. 
 
 
 
 
377
 
EXERCÍCIOS 
 
1. A segurança de redes de computadores representa uma necessidade cada 
vez mais presente no mundo moderno. Sobre conceitos relacionados a esse tipo 
de segurança, assinale a alternativa CORRETA. 
 
a) A criptografia é uma técnica utilizada para garantir a confidencialidade da 
informação transmitida. 
b) O controle de autenticidade visa garantir que o acesso à informação seja feito 
apenas por agentes (pessoas ou máquinas) autorizados. 
c) Um firewall é um recurso exclusivamente de hardware, que garante a 
segurança de uma rede a partir da filtragem de toda informação que chega a 
essa rede. 
d) A assinatura digital é uma técnica que objetiva substituir a assinatura 
convencional, garantido apenas a autenticidade de quem envia uma mensagem. 
e) Vírus é um termo utilizado para se referir a uma grande categoria de software 
que tem o objetivo de monitorar atividades de um sistema e enviar as 
informações coletadas para terceiros. 
 
2. A assinatura digital tem entre suas características principais: 
 
a) exigir que o usuário compareça a uma AR com a documentação necessária 
para cadastramento 
b) garantir a confidencialidade dos dados, não sendo necessário nenhum 
método adicional 
c) fornecer uma prova inegável de que uma mensagem veio de um emissor 
d) coexistir em dois modelos: malha de confiança e hierárquico 
 
3. Um dos benefícios fornecidos por assinaturas digitais de documentos 
eletrônicos é a possibilidade de verificar que o conteúdo assinado não foi 
alterado em trânsito. Ou seja, a possibilidade de verificar que um terceiro que 
teve acesso ao conteúdo antes que o mesmo chegasse em seu destinatário não 
alterou os dados. Esse conceito é chamado de 
 
a) imutabilidade. 
378
 
b) integridade. 
c) persistência. 
d) não repúdio. 
e) autenticação. 
 
4. É propriedade de uma Assinatura Digital, além de Autenticidade e Integridade: 
 
a) Quebras. 
b) Irretratabilidade. 
c) Derivação. 
d) Motivação. 
e) Data. 
 
5. Os critérios garantidos pela assinatura digital são os da autenticidade, da 
integridade e da irretratabilidade. 
 
Certo ( ) Errado ( ) 
 
6. Ícones em navegadores, como o Google Chrome, indica o nível de segurança 
existente nos sites da internet. 
 
Certo ( ) Errado ( ) 
 
 
 
Gabarito 
 
1 - A 4 - B 
2 - C 5 - CERTO 
3 - B 6 - ERRADO 
379
 
Cloud Computing (Computação em Nuvens) 
 
Cloud Computing Refere-se ao armazenamento, edição e aplicação de 
softwares se utilizando de servidores da Internet ou Intranet. 
Quando é utilizado a nuvem para armazenamento e edição, não existe a 
necessidade de dispositivos 
de armazenamento em massa tais como: pen-drives,Cd, Blu-ray , HD, etc. E 
essa situação traz várias vantagens para quem faz uso desses serviços. 
 
Principais vantagens de Cloud Computing: 
• Disponibilidade – As informações (Dados) ficando gravados nos 
servidores da Internet ou da Intranet, o uso pode ser feito de múltiplos 
pontos, sendo necessário apenas o acesso à internet. 
• Serviços sobre demanda (on demand) – O uso e contratação do 
serviço, ou mesmo a utilização de algum aplicativo on-line, só são feitos 
quando existe real demanda de trabalho por parte do usuário de tal 
serviço. 
• Escalabilidade – É possível, de acordo com a necessidade de uso, 
aumentar o espaço para armazenamento ou atualizar o serviço fornecido. 
• Segurança – Os dados salvos nas nuvens ficam armazenados em 
servidores corporativos, ou seja, os níveis de segurança são geralmente 
mais elevados do que os encontrados em computadores de uso pessoal. 
 
Mas como todo serviço também apresenta as suas desvantagens. 
 
Principais desvantagens de Cloud Computing: 
• Comprometimento de dados – 
• Velocidade de acesso 
• Custo 
• Disponibilidade 
 
Tipos de Clouds Computings 
Podem existir algumas classificações e tipos de Cloud, e essa se dá pela 
natureza do serviço e objetivos da empresa que é a provedora Cloud. Abaixo 
listaremos os tipos de Cloud Computing existentes: 
• Cloud Privado 
• Cloud Público 
380
 
• Cloud em Comunidade 
• Cloud Híbrido 
 
EXERCÍCIOS 
 
1. De acordo com os conceitos de cloud computing julgue a assertiva a seguir: 
No serviço de Cloud Computing, o usuário mantém total autonomia frente aos 
servidores da internet. 
 
Certo ( ) Errado ( ) 
 
2. De acordo com os conceitos de cloud computing julgue a assertiva a seguir: 
Serviços privados de Cloud são aqueles em que apenas empresas privadas 
podem oferecer serviços aos usuários, terceirizando o acesso. 
 
Certo ( ) Errado ( ) 
 
3. De acordo com os conceitos de cloud computing julgue a assertiva a seguir: 
O serviço de cloud computing tem como característica a escalabilidade, podendo 
gradativamente agregar mais espaço de armazenamento e tecnologia. 
 
Certo ( ) Errado ( ) 
 
 
 
GABARITO 
 
1- ERRADO 
2- ERRADO 
3- ERRADO 
381
 
Cloud Computing(Computação em nuvem) 
O sistema de Cloud Computing faz referência ao uso de sistemas 
computacionais, armazenamento, processamento, segurança, sem que esses 
recursos estejam fisicamente no computador do usuário. 
O serviço de nuvem pode ser oferecido de diversas maneiras, desde um simples 
espaço para armazenamento de dados, até um serviço que disponibiliza 
programas que podem ser acessados de qualquer lugar do mundo desde que 
haja conexão com internet, ou um serviço completo de infraestrutura 
computacional, processamento, memória, armazenamento, segurança. Existe 
diversos tipos de serviços fornecidos e uma tipologia de arquitetura como por 
exemplo: 
 
IaaS – Infrastructure As A Service (Infraestrutura Como Serviço) 
Esse tipo de nuvem o próprio usuário faz a adesão de uma infraestrutura que já 
vem pronta, tanto hardware como software (“máquinas virtuais”). Nesse serviço 
contratado, o usuário possui total controle sobre os recursos aderidos e se 
desejar pode fazer uso desses recursos sempre que quiser, bastando apenas do 
uso da Internet. 
As grandes empresas que necessitam de um servidor controlador de acesso ou 
servidor de segurança, mas que não há necessidade de instalar um computador, 
utilizam muito esse tipo específico de serviço. Exemplo de empresas que 
prestam esse tipo de serviço é a Amazon, Google Cloud Platform e a IBM. 
 
SaaS – Software As A Service (Software como Serviço) 
Já esse tipo específico é muito usado para acesso de softwares sem haver a 
necessidade destes estarem instalados na máquina do cliente. Quando o usuário 
recebe um e-mail com anexos do tipo .docx ou .pdf e consegue abrir o conteúdo 
desses anexos no próprio navegador de internet sem a necessidade de ter 
instalado na máquina o Word ou um leitor de .pdf. Outro serviço muito utilizado 
na Tipologia SaaS é o de armazenamento de dados na nuvem Cloud Storage 
(armazenamento em nuvem), onde o usuário contrata um serviço de 
armazenamento em nuvem e utilizadeve-se apresentar o tema; no desenvolvimento, 
deve-se apresentar argumentos que vão de encontro ao seu ponto de vista sobre 
o assunto, guiando o leitor; e na conclusão, deve ser retomado o tema para 
finaliza-lo ou concluir sobre o assunto. 
Exposição 
 O texto expositivo é aquele totalmente imparcial e neutro, que serve apenas 
para informar e não trazer a opinião do autor. É apenas uma exposição sobre o 
assunto que será retratado. Um exemplo claro são as notícias vinculadas no 
jornal. Não deve ter interferência nenhuma da opinião do autor e o objetivo é 
explicar. 
Injunção 
 Já a tipologia textual da injunção diz respeito a instruções. Isso quer dizer que 
são textos que nos guiam e nos instruem para completar uma tarefa, seja por 
meio de um manual ou uma receita, por exemplo. Há duas formas: o instrucional, 
que é apenas uma sugestão de como você pode fazer tal coisa; e a prescrição, 
28
 
que enaltece uma norma, uma regra, como no caso da bula de remédios ou uma 
receita. 
EXERCÍCIOS 
A Política de Tolerância Zero 
Suas vozes frágeis e seus corpos miúdos sugerem que elas não têm mais de 7 
anos, mas já conhecem a brutal realidade dos desaventurados cuja sina é cruzar 
fronteiras para sobreviver. O drama dessas crianças tiradas dos braços de seus 
pais e mães pela “política de tolerância zero” do governo americano tem 
comovido o mundo e dividido o país do presidente Donald Trump. Os relatos são 
de solidão e desespero para essas famílias divididas, que, não raro, mal podem 
se comunicar com o mundo exterior e não conseguem informações sobre o 
paradeiro de seus parentes após terem cruzado a fronteira do México para os 
EUA em busca de uma vida menos difícil. Em vez de encontrarem a realização 
de seu “sonho americano”, elas vêm sendo recebidas por essa prática de 
hostilidade reforçada na zona fronteiriça, que já separou mais de 2300 crianças 
de seus pais desde abril. 
Época, nº 1043. Adaptado. 
1- (FGV - 2018) O texto 1 é classificado como argumentativo já que apresenta 
uma condenação da política americana para os imigrantes. O conjunto de ideias 
apresentadas se fundamenta 
a) na autoridade da política até então empregada pelos EUA. 
b) no racionalismo que sempre caracterizou o povo americano. 
c) no sentimentalismo social da separação de pais e filhos. 
d) na pressão política exercida pelos demais países. 
e) no aspecto totalitário da medida empregada pelos EUA. 
29
 
 
2- (IADES - 2018) Acerca da relação existente entre as sequências linguísticas 
e as informações do texto, é correto afirmar que nele prevalece a 
a) dissertação, pois discorre a respeito de um assunto sob o seguinte ponto de 
vista: o aposentado deve procurar se manter ativo para preservar o sentido da 
própria vida e combater o surgimento de problemas que comprometem o próprio 
bem-estar. 
b) narração, pois pretende esclarecer o leitor relativamente a como vivem as 
pessoas depois que se aposentam. 
c) dissertação, pois apresenta argumentos favoráveis à aposentaria. 
d) dissertação, pois expressa a opinião da autora quanto aos desejos e aos 
tormentos das pessoas recém-aposentadas. 
e) narração, pois os dois primeiros parágrafos relatam, respectivamente, a rotina 
de uma pessoa antes da aposentadoria e a maneira como ela vive depois de 
aposentada. 
30
 
 
Cristiano Paixão e Ronaldo C Fleury Trabalho portuário — a modernização dos 
portos e as relações de trabalho no Brasil São Paulo: Método, 2008, p 17-8 (com 
adaptações) 
Com relação aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue 
o próximo item. 
3- (CESPE – 2018) O texto é predominantemente descritivo, na medida em que 
apresenta detalhadamente as características dos portos na Antiguidade. 
A influência da cultura na formação do cidadão 
 Os costumes, a música, a arte e, principalmente, o modo de pensar e agir 
fazem parte da cultura de um povo e devem ser preservados para que nunca se 
perca a singularidade do coletivo. 
 Durante muito tempo, o termo cultura foi estudado e acabou sendo dividido 
em algumas categorias. Cultura segundo a filosofia: conjunto de manifestações 
humanas, de interpretação pessoal, que condizem com a realidade. Cultura 
segundo a antropologia: soma dos padrões aprendidos, e que foram 
desenvolvidos pelo ser humano. 
 Por ser um agente forte de identificação pessoal e social, a cultura de um 
povo se caracteriza como um modelo comportamental, integrando segmentos 
sociais e gerações à medida que o indivíduo se realiza como pessoa e expande 
suas potencialidades. 
(Adaptado de: ALMEIDA, Heraldo. www.diariodoamapa.com.br) 
31
 
4- (FCC – 2018) Embora seja predominantemente dissertativo, o texto apresenta 
traços próprios da narração em: 
a) Cultura segundo a filosofia: conjunto de manifestações humanas, de 
interpretação pessoal, que condizem com a realidade. (2o parágrafo) 
b) Os costumes, a música, a arte e, principalmente, o modo de pensar e agir [...] 
devem ser preservados para que nunca se perca a singularidade do coletivo. (1o 
parágrafo) 
c) Durante muito tempo, o termo cultura foi estudado e acabou sendo dividido 
em algumas categorias. (2o parágrafo) 
d) Cultura segundo a antropologia: soma dos padrões aprendidos, e que foram 
desenvolvidos pelo ser humano. (2o parágrafo) 
e) Por ser um agente forte de identificação pessoal e social, a cultura de um povo 
se caracteriza como um modelo comportamental... (3o parágrafo) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GABARITO 
1- C 
2- A 
3- ERRADO 
4- C 
32
 
GÊNEROS TEXTUAIS 
REVISÃO 
 Os gêneros textuais são definidos pelas características dos diversos tipos 
de textos, que apresentam características comuns em relação à linguagem e ao 
conteúdo. 
 Lembre-se que existem muitos gêneros textuais, que promovem uma 
interação entre os interlocutores (emissor e receptor) de determinado discurso, 
seja uma resenha crítica jornalística, publicidade, receita de bolo, menu do 
restaurante, bilhete ou lista de supermercado. Porém, faz-se necessário 
considerar sua função e sua finalidade. 
 Importante destacar que o gênero textual pode conter mais de um tipo textual, 
ou seja, uma receita de bolo apresenta a lista de ingredientes necessários (texto 
descritivo) e o modo de preparo (texto injuntivo). 
 
Tipos de Gêneros Textuais 
 
O Manual de Instruções é um tipo de gênero textual injuntivo. 
 Cada texto possui uma linguagem e estrutura; note que existem inúmeros 
gêneros textuais dentro das categorias tipológicas de texto. Em outras palavras, 
gêneros textuais são estruturas textuais peculiares que surgem dos tipos de 
textos: narrativo, descritivo, dissertativo-argumentativo, expositivo e injuntivo. 
 
 
 
 
 
33
 
Texto Narrativo 
 
Ação, tempo e espaço. 
Os textos narrativos apresentam ações de personagens no tempo e no espaço. 
Sua estrutura é dividida em: apresentação, desenvolvimento, clímax e desfecho. 
Alguns exemplos de gêneros textuais narrativos: 
• Romance 
• Novela 
• Crônica 
• Contos de Fada 
• Fábula 
• Lendas 
• Texto Descritivo 
 
“Sonho Causado pelo Voo de uma Abelha ao Redor de uma Romã um Segundo 
Antes de Acordar”, Salvador Dali 
– A análise minuciosa e descrita de uma obra de arte dá um excelente texto 
descritivo. 
 
 Os textos descritivos se ocupam de relatar e expor determinada pessoa, 
objeto, lugar, acontecimento. Dessa forma, são textos repletos de adjetivos, que 
descrevem ou apresentam imagens a partir das percepções sensoriais do locutor 
(emissor). São exemplos de gêneros textuais descritivos: 
 
• Diário 
• Relatos (viagens, históricos etc.) 
• Biografia e autobiografia 
• Notícia 
• Currículo 
• Lista de compras 
• Cardápio 
• Anúncios de classificados 
 
34
 
Texto Dissertativo-Argumentativo 
 
Essa não está afim de fazer uma argumentação dissertativa sobre o sentido da 
vida! 
Os textosprogramas específicos do serviço contratado 
para gerenciar os arquivos armazenados ou utiliza o próprio navegador de 
Internet para poder acessar seus recursos salvos em nuvem. Exemplos de 
empresas que prestam esse tipo de serviço são Dropbox, iCloud, google docs. 
 
PaaS – Platforme As A Service (plataforma como Serviço) 
Essa tipologia por sua vez é usada basicamente para desenvolvimento de 
programas, justamente para os garotos de programa, brincadeira a parte com 
382
 
essa tipologia não há necessidade de instalar na máquina do usuário os 
programas necessários para isso. 
Esse tipo de nuvem é bastante aderido por empresas de desenvolvimento de 
software, pois em grandes projetos os desenvolvedores podem estar em lugares 
diferentes do mundo e com isso é possível utilizar sempre o mesmo serviço para 
continuar o desenvolvimento sem a necessidade de ficar transportando o que já 
foi programado por todos os lados, já que toda estrutura necessária é 
disponibilizada na tipologia PaaS. Exemplo de empresas que prestam esse tipo 
de serviço é a Azure, Drupal, Squarespace. 
 
Nuvem pública 
• Os servidores são alocados em data centers externos. 
• É um serviço de nuvem terceirizado. 
• Serviço gerenciado pelo provedor de nuvem. 
• Geralmente usadas para: Web e-mail, aplicativos de escritório online, 
armazenamento etc. 
 
Vantagens 
• Redução de custos – não há necessidade de comprar hardware ou 
software. 
• Sem manutenção – seu provedor de serviços fornece a manutenção. 
• Escalabilidade. 
• Alta confiabilidade. 
 
Nuvem privada 
• Recursos usados exclusivamente por uma única empresa ou 
organização. 
• Localizada fisicamente na organização ou hospedada por um provedor de 
serviços terceirizado dedicado. 
• Recursos são mantidos na rede privada 
• Geralmente usadas por órgãos governamentais, instituições financeiras e 
outras organizações de grande porte. 
 
Vantagens 
• Maior flexibilidade – personalizar o ambiente de nuvem para atender a 
necessidades específicas. 
• Segurança aprimorada – serviço não compartilhado. Maior de controle e 
segurança. 
• Alta escalabilidade. 
383
 
Nuvem híbrida 
Assim como o nome sugere, nuvem mista ou nuvem híbrida é quando uma 
empresa ou organização utiliza os recursos de nuvem pública e nuvem privada 
ao mesmo tempo. Na teoria, esse tipo de nuvem seria o modelo mais indicado 
para as empresas, pois esse tipo de implementação oferece muitos recursos de 
operação. Mas, a implantação desse tipo de serviço em nuvem é mais cara que 
a nuvem pública ou privada, pois ao mesclar os dois tipos de implantação em 
nuvem, o recurso pode se tornar economicamente inviável para Pequenas e 
Médias Empresas 
 
EXERCÍCIOS 
 
1. considere hipoteticamente que Ana, analista do Conselho de Arquitetura e 
Urbanismo, emitiu um parecer de caráter público e, após a aprovação dele por 
instâncias superiores, disponibilizou-o, em formato PDF, no Google Drive, para 
acesso de todos os respectivos colegas de trabalho. No caso apresentado, o tipo 
de serviço que Ana utilizou se denomina 
 
a) armazenamento em nuvem. 
b) armazenamento por correio eletrônico. 
c) armazenamento em pen drive. 
d) upload em rede social. 
 
2. A computação em nuvem, ou cloud computing, trata a computação como um 
serviço oferecido por meio da internet de forma gratuita ou paga. A esse respeito, 
assinale a alternativa correspondente à categoria de cloud computing em que os 
softwares Google Docs e Gmail são classificados. 
 
a) Documentação de serviços 
b) Software como serviço 
c) Infraestrutura de redes sociais 
d) Redes sociais como serviço 
e) Hardware como serviço 
 
3. A respeito de computação em nuvem, julgue o próximo item. 
384
 
A computação em nuvem do tipo software as a service (SaaS) possibilita que o 
usuário acesse aplicativos e serviços de qualquer local usando um computador 
conectado à Internet. 
 
Certo ( ) errado ( ) 
 
4. Um Analista utiliza um conjunto de aplicativos de escritório (Google Docs) que 
não estão instalados em seu computador, mas em servidores espalhados em 
pontos diversos da internet. Além de acessar os aplicativos, guarda também os 
documentos produzidos por meio deles nesses servidores, de forma a poder 
acessá-los a partir de qualquer computador com acesso à internet. O Analista 
utiliza um tipo de computação em nuvem conhecido como 
 
a) Development as a Service. 
b) Software as a Service. 
c) Plataform as a Service. 
d) Infrastructure as a Service. 
e) Communication as a Service. 
 
 
 
 
 
 
 
GABARITO 
 
1 - A 
2 - B 
3 - CERTO 
4 - B 
385
 
Internet 
 
Tema dos mais recorrentes em provas, a internet demanda atenção redobrada 
na hora da prova, pois de todos os assuntos de informática é aquele que mais 
induz o candidato ao erro, e essa indução se dá pelos hábitos que temos no uso 
da internet e de suas ferramentas. Aquilo que na prática é extremamente 
intuitivo, em provas é exclusivamente teórico. 
A definição de Internet, ao contrário do conceito generalizado, não é uma rede 
de alcance global e sim um conjunto de redes que compartilham serviços por 
meio de determinados protocolos. Esses representam a maneira que cada 
serviço compartilha informações. 
Quando assinamos um provedor de acesso, geralmente temos ingresso aos 
múltiplos serviços da internet, como navegação, e-mail, download, entre outros, 
porém cada serviço tem suas próprias regras para transmissão de dados, e 
essas atendem pelo termo protocolos. 
 
 
 
Introdução ao TCP/IP 
 
Um protocolo é uma convenção que controla e possibilita uma conexão, 
comunicação, transferência de dados entre dois sistemas computacionais, a 
grosso modo podemos dizer que o protocolo veio para que os computadores 
pudessem conversar na mesma linguagem, para que um possa entender o outro, 
mesmo com diferentes linguagens, diferentes localidades, e até mesmo 
386
 
diferentes sistemas Operacionais. O protocolo TCP/IP funciona em camadas 
abaixo citaremos a divisão das camadas e suas respectivas funções. 
 
Camadas do TCP/IP 
De forma genérica, o TCP/IP pode ser considerado o principal protocolo da 
internet, e dessa forma é amplamente abordado pelas bancas organizadoras de 
concursos. Porém ele é, na verdade, uma pilha de protocolos, sendo composto 
por 5 (cinco) na internet, que devem ser considerados do mais básico para o 
avançado. Sem a camada inicial não é possível estabelecer a camada superior. 
 
Camadas do TCP/IP 
 
 
1ª Camada - Física 
Na camada física são definidos os meios de conexão entre as máquinas. Ex:. 
Modem, IEEE 802.11( Wi-Fi) , Bluetooth. 
 
2º Camada - Enlace 
Nessa camada tem por função interconectar redes independentes e 
autônomas, sem que estas percam a sua autonomia, nessa camada também 
tem a funcionalidade de controlar o fluxo de dados entre as máquinas. 
Ex: Ethernet Switch 
 
3ªCamada - Rede 
Na camada de Rede é que será determinado a origem e o destino dos pacotes, 
ou seja de onde eles estão saindo e para onde vão, lembrando que não é 
função da camada de rede transportar o pacote. 
Ex: IP, (IPV4,IPv6), NAT. 
387
 
4ª Camada - Transporte 
Ordena e envia os pacotes, vale salientar que temos dois protocolos que 
trabalham na camada de transporte que são muito recorrentes em prova de 
concurso público: 
• TCP e UDP 
 
TPC (Transmission Control Protocol) 
 
 
UDP (User Datagram Protocol 
 
 
388
 
 
1. O modelo TCP/IP, também chamado, por vezes, de modelo de internet, possui 
cinco camadas, sendo que cada camada conversa com a sua camada 
imediatamente superior e inferior. Em cada camada há um grupo de protocolos 
que são responsáveis por vários serviços da rede, com as suas respectivas 
aplicações. São consideradas algumas camadas desse modelo, EXCETO: 
 
A) Rede. 
B) Física. 
C) Sessão. 
D) Transporte. 
 
2. Sobre redes de computadores, assinale a alternativadissertativos são aqueles encarregados de expor um tema ou assunto 
por meio de argumentações. São marcados pela defesa de um ponto de vista e 
pela tentativa de persuadir o leitor. Sua estrutura textual é dividida em três partes: 
tese (apresentação), antítese (desenvolvimento), nova tese (conclusão). 
Exemplos de gêneros textuais dissertativos: 
• Editorial jornalístico 
• Carta de opinião 
• Resenha 
• Artigo 
• Ensaio 
• Monografia, dissertação de mestrado e tese de doutorado 
 
Texto Expositivo 
Os textos expositivos possuem a função de expor determinada ideia, utilizando-
se de recursos como definição, conceituação, informação, descrição e 
comparação. Alguns exemplos de gêneros textuais expositivos: 
• Seminários 
• Palestras 
• Conferências 
• Entrevistas 
• Trabalhos acadêmicos 
• Enciclopédia 
• Verbetes de dicionários 
 
 
35
 
Texto Injuntivo 
 
A propaganda é a alma do negócio. 
 
O texto injuntivo, também chamado de texto instrucional, é aquele que indica 
uma ordem, de modo que o locutor (emissor) objetiva orientar e persuadir o 
interlocutor (receptor). Por isso, apresenta, na maioria dos casos, verbos no 
imperativo. Alguns exemplos de gêneros textuais injuntivos: 
O texto injuntivo, também chamado de texto instrucional, é aquele que indica 
uma ordem, de modo que o locutor (emissor) objetiva orientar e persuadir o 
interlocutor (receptor). Por isso, apresenta, na maioria dos casos, verbos no 
imperativo. Alguns exemplos de gêneros textuais injuntivos: 
 
• Propaganda 
• Receita culinária 
• Bula de remédio 
• Manual de instruções 
• Regulamento 
• Textos prescritivos. 
 
 
 
 
 
 
 
36
 
EXERCÍCIOS 
Protestos contra a redução da maioridade 
penal marcam os 25 anos do ECA 
 
 Movimentos sociais e entidades ligadas à defesa dos direitos da criança e 
do adolescente fizeram hoje (13), em todo o país, uma série de atos contra a 
redução da maioridade penal. O protestos foram organizados pela Frente 
Nacional Contra a Redução da Maioridade Penal. A defesa do Estatuto da 
Criança e Adolescente (ECA), que completa 25 anos hoje (13), também esteve 
na pauta das manifestações. 
 Em São Paulo, o protesto ocorreu em frente à Catedral da Sé, no centro da 
cidade. O ato foi marcado por discursos e apresentações culturais. “Temos que 
cobrar a implementação de vários artigos, que são só na teoria, para garantir os 
direitos totais das crianças e dos adolescentes, e ter menos violência”, disse 
Katerina Volcov, uma das coordenadoras do protesto em São Paulo. 
 No Rio de Janeiro, a manifestação ocorreu na Candelária, no centro da capital 
fluminense. Além de lembrar os 25 anos do ECA, a presidenta do Conselho 
Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente do Rio de Janeiro, 
Mônica Alkmim, disse que os protestos são para mostrar que muita gente é 
contra a redução da maioridade penal. “A gente quer mostrar para a população 
que temos argumentos para ser contra, que é preciso, primeiro, efetivar o ECA, 
com todos tendo acesso a direitos”, afirmou. 
 Em Brasília, o protesto ocorreu na Rodoviária do Plano Piloto, onde 
manifestantes distribuíram panfletos com mensagens contra a redução da 
maioridade penal às pessoas que passavam pelo local. 
A Câmara dos Deputados aprovou, no dia 1º deste mês, proposta de emenda à 
Constituição (PEC) reduzindo a maioridade penal, de 18 para 16 anos, nos 
casos de crimes hediondos. Ela ainda precisa passar por um segundo turno de 
votações na Câmara para então ser analisada pelo Senado, também em dois 
turnos. 
Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/brasil/2015/07/13/inte
rna_brasil,586419/ protestoscontra-a-reducao-da-maioridade-penal-marcam-os-
25-anos-do-eca.shtm(adaptado para esta prova). 
 
Em relação ao texto lido, é correto afirmar que é: 
 
1- (FUNCERN - 2015) Em relação ao texto lido, é correto afirmar que é: 
a) uma crônica e tem como tema a defesa do Estatuto da Criança e do 
Adolescente. 
37
 
b) um resumo e tem como tema os direitos humanos no Brasil. 
c) uma notícia e tem como tema os protestos contra a redução da maioridade 
penal. 
d) um artigo de opinião e tem como tema a importância do Estatuto da Criança 
e do Adolescente. 
Trabalho infantil 
 Há muita gente conceituada que é a favor do trabalho infantil, principalmente 
os mais velhos, pois ainda vivem o saudosismo, sem perceber que o mundo 
mudou e as relações humanas e de trabalho também. Recentemente, um 
vereador na Câmara Municipal de Birigüi manifestou-se favoravelmente em 
discurso feito da tribuna. 
 Trabalho infantil é toda forma de trabalho exercido por crianças e 
adolescentes, abaixo da idade de 14 anos. O trabalho infantil é proibido por lei. 
As formas mais nocivas ou cruéis de trabalho infantil também constituem crime. 
O programa Bolsa-Família é uma tentativa de diminuir o número de crianças em 
idade escolar que estejam fora da escola. 
 É comum em países subdesenvolvidos o trabalho infantil. A maioria das vezes 
ocorre devido à necessidade de ajudar financeiramente a família. Muitas destas 
famílias são geralmente de pessoas pobres que possuem muitos filhos. Por isso 
os programas sociais que unem o auxílio com alimentação e a obrigação de 
presença escolar são importantes. 
 Apesar dos pais serem oficialmente responsáveis pelos filhos, não é hábito 
dos juízes puni-los. A ação da justiça aplica-se mais a quem contrata menores. 
Essa postura do Judiciário precisa mudar. 
 O trabalho apresenta duas consequências funestas. A primeira parece menos 
sentida porque tem apenas consequências psíquicas. A pessoa que começa a 
trabalhar muito cedo tem a sua infância roubada, quando adulto, tornase uma 
pessoa despreparada para o lazer, na maioria das vezes, pois só sabe trabalhar. 
É o conhecido workaholic. A outra consequência apresenta efeito mais visível, 
porque é comum o trabalho deixar o adolescente ou a criança estressada e não 
ir à escola. Assim, a sociedade estará produzindo mais um trabalhador de mão-
de-obra não qualificada, um futuro brasileiro de baixa renda ou desempregado. 
 Antigamente, um jovem não precisava se preparar tanto para se inserir no 
mercado de trabalho, pois a sociedade era mais rural. Hoje, o mercado está cada 
vez mais exigente, por isso se faz necessário estudar, se possível, adentrar os 
portais da universidade. 
 Se a criança começar a trabalhar muito cedo e abandonar a escola, será um 
desastre. A criança e o adolescente são o nosso futuro, cuidar deles é nossa 
obrigação. 
38
 
 FOLHA DA REGIÃO. Araçatuba, 24/01/2018. Disponível em: 
. 
Acesso em: 24 jan. 2018. (Adaptado). 
 
2- (CS-UFG - 2018) Com relação ao gênero, o texto apresenta características 
que o classificam como 
a) editorial. 
b) crônica. 
c) parecer. 
d) resenha. 
 Você adquiriu um CHIP para celular. Parabéns! Destaque com cuidado o 
chip do cartão. Encaixe o chip conforme indicado no manual do seu 
aparelho. Geralmente, esse local fica embaixo da bateria. Depois disso, utilize 
normalmente seu celular. Após destacar o seu chip e instalá-lo em seu 
aparelho, guarde o restante do cartão em local seguro e protegido. Nele constam 
informações importantes, como as senhas de segurança do seu chip. 
Folheto comercial de operadora de telefonia celular (com adaptações). 
 
3- (CESPE - 2013) Em relação ao texto, assinale a opção correta. 
a) No texto, não há interlocutor potencial explicitado por meio de pronomes 
pessoais, característica típica da função instrucional desse gênero textual. 
b) O predomínio de formas verbais no imperativo evidencia que se trata de texto 
injuntivo. 
c) O texto caracteriza-se como didático-pedagógico, destinado a leitores iniciais 
em processo de aquisição da linguagem escrita. 
d) Os sentidos dotexto evidenciam função textual literária ou poética. 
e) No que se refere ao gênero, o texto se caracteriza como discursivo híbrido, 
sendo explícita a intertextualidade com outras publicações do mesmo tema. 
 
 
GABARITO 
1- C 
2- A 
3- B 
39
 
FIGURAS DE LINGUAGEM 
 As figuras de linguagem são recursos linguísticos a que os autores recorrem 
para tornar a linguagem mais rica e expressiva. Esses recursos revelam a 
sensibilidade de quem os utiliza, traduzindo particularidades estilísticas do 
emissor da linguagem. As figuras de linguagem exprimem também o 
pensamento de modo original e criativo, exploram o sentido não literal das 
palavras, realçam sonoridade de vocábulos e frases e até mesmo, organizam 
orações, afastando- a, de algum modo, de uma estrutura gramatical padrão, a 
fim de dar destaque a algum de seus elementos. As figuras de linguagem 
costumam ser classificadas em figuras de som, figuras de construção e 
figuras de palavras ou semânticas. 
Dependendo da sua função, elas são classificadas em: 
• Figuras de palavras ou semânticas: estão associadas ao significado 
das palavras. Exemplos: metáfora, comparação, metonímia, catacrese, 
sinestesia e perífrase. 
• Figuras de pensamento: trabalham com a combinação de ideias e 
pensamentos. Exemplos: hipérbole, eufemismo, litote, ironia, 
personificação, antítese, paradoxo, gradação e apóstrofe. 
• Figuras de sintaxe ou construção: interferem na estrutura gramatical 
da frase. Exemplos: elipse, zeugma, hipérbato, polissíndeto, assíndeto, 
anacoluto, pleonasmo, silepse e anáfora. 
• Figuras de som ou harmonia: estão associadas à sonoridade das 
palavras. Exemplos: aliteração, paronomásia, assonância e onomatopeia. 
Figuras de Palavras 
Metáfora 
A metáfora representa uma comparação de palavras com significados diferentes 
e cujo termo comparativo fica subentendido na frase. 
Exemplo: A vida é uma nuvem que voa. (A vida é como uma nuvem que voa.) 
 
Uso da metáfora em "meu amor é uma caravana de rosas vagando num deserto 
inefável" 
 
40
 
Comparação 
Chamada de comparação explícita, ao contrário da metáfora, neste caso são 
utilizados conectivos de comparação (como, assim, tal qual). 
Exemplo: Seus olhos são como jabuticabas. 
 
 
Uso da comparação por meio do conectivo "como": "o amor é como uma flor" e 
"o amor é como o motor do carro" 
Metonímia 
A metonímia é a transposição de significados considerando parte pelo todo, autor 
pela obra. 
Exemplo: Costumava ler Shakespeare. (Costumava ler as obras de 
Shakespeare.) 
 
Uso da metonímia que substitui o vocábulo boi por "cabeças de gado" 
Sinestesia 
A sinestesia acontece pela associação de sensações por órgãos de sentidos 
diferentes. 
Exemplo: Com aquele olhos frios, disse que não gostava mais da namorada. A 
frieza está associada ao tato e não à visão. 
 
41
 
 
Na tirinha, a expressão "olhar frio" é um exemplo de sinestesia 
Perífrase 
A perífrase, também chamada de antonomásia, é a substituição de uma ou mais 
palavras por outra que a identifique. 
Exemplo: O rugido do rei das selvas é ouvido a uma distância de 8 quilômetros. 
(O rugido do leão é ouvido a uma distância de 8 quilômetros.) 
 
Na charge acima, a "Terra da Garoa" substitui "cidade de São Paulo" 
Figuras de Pensamento Hipérbole 
A hipérbole corresponde ao exagero intencional na expressão. 
Exemplo: Quase morri de estudar. 
42
 
 
A expressão "morrendo de inveja" é uma hipérbole 
 
Eufemismo 
O eufemismo é utilizado para suavizar o discurso. 
Exemplo: Entregou a alma a Deus. Acima, a frase informa a morte de alguém. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Na charge acima, a explicação de fofoqueira é usada para suavizar o discurso 
 
Litote 
O litote representa uma forma de suavizar uma ideia. Neste sentido, assemelha-
se ao eufemismo, bem como é a oposição da hipérbole. 
Exemplo: — Não é que sejam más companhias… — disse o filho à mãe. 
Pelo discurso, percebemos que apesar de as suas companhias não serem más, 
também não são boas. 
43
 
 
No exemplo acima, nota-se o uso do litote por meio da expressão "acho que você 
deveria aperfeiçoar essa técnica" 
Ironia 
A ironia é a representação do contrário daquilo que se afirma. 
Exemplo: É tão inteligente que não acerta nada. 
Nota-se o uso da ironia, uma vez que o personagem está zangado com a pessoa 
e utilizou o termo "inteligente" de maneira irônica 
Personificação 
A personificação ou prosopopeia é a atribuição de qualidades e sentimentos 
humanos aos seres irracionais. 
Exemplo: O jardim olhava as crianças sem dizer nada. 
 
 
 
44
 
 
A personificação é expressa na última parte do quadrinho onde o Zé Lelé afirma 
que o espelho está olhando ele. Assim, utilizou-se uma caraterística dos seres 
vivos (olhar) em um ser inanimado (o espelho) 
 
Antítese 
A antítese é o uso de termos que têm sentidos opostos. 
Exemplo: Toda guerra finaliza por onde devia ter começado: a paz. 
 
Uso da antítese expressa pelos termos que têm sentidos opostos: positivo, 
negativo; mal, bem; paz 
e guerra 
 
 
 
45
 
Paradoxo 
O paradoxo representa o uso de ideias que têm sentidos opostos, não apenas 
de termos (tal como no caso da antítese). 
Exemplo: Estou cego de amor e vejo o quanto isso é bom. Como é possível 
alguém estar cego e ver? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Uso do paradoxo pelas ideias com sentidos opostos realçada pelos termos que 
explicam a 
"certeza": relativa e absoluta 
 
Gradação 
A gradação é a apresentação de ideias que progridem de forma crescente 
(clímax) ou decrescente (anticlímax). 
Exemplo: Inicialmente calma, depois apenas controlada, até o ponto de total 
nervosismo. No exemplo acima, acompanhamos a progressão da tranquilidade 
até o nervosismo. 
 
Na tirinha, o personagem foi explicando de forma crescente a ideia 
46
 
 
Apóstrofe 
A apóstrofe é a interpelação feita com ênfase. 
Exemplo: Ó céus, é preciso chover mais? 
 
Notamos a ênfase na segunda parte da tirinha com o uso dos pontos de 
exclamação e 
interrogação: "Ai meu Deus!!! Ele vai me matar" O que faço!? É o fim!" 
Figuras de Sintaxe Elipse 
A elipse é a omissão de uma palavra que se identifica de forma fácil. 
Exemplo: Tomara você me entenda (Tomara que você me entenda). 
 
 
 
 
 
 
Na segunda imagem do quadrinho, notamos o uso da elipse: "depois (ele 
começou) a comer sanduíches entre as refeições..." 
Zeugma 
A zeugma é a omissão de uma palavra pelo fato de ela já ter sido usada antes. 
Exemplo: Fiz a introdução, ele a conclusão. (Fiz a introdução, ele fez a 
conclusão.) 
47
 
 
A zeugma é utilizada na segunda e terceira parte dos quadrinhos: "(você é) um 
descongestionante nasal para o meu nariz"; (você é) um antiácido para meu 
estômago!" 
 
Hipérbato 
O hipérbato é a alteração da ordem direta da oração. 
Exemplo: São como uns anjos os seus alunos. (Os seus alunos são como uns 
anjos.) 
 
A ordem direta do nosso hino é "Das margens plácidas do Ipiranga ouviram um 
brado retumbante de um povo heroico" 
 
Polissíndeto 
O polissíndeto é o uso repetido de conectivos. 
Exemplo: As crianças falavam e cantavam e riam felizes. 
 
 
 
48
 
 
Uso do polissíndeto pela repetição do conectivo "se for" 
 
Assíndeto 
O assíndeto representa a omissão de conectivos, sendo o contrário do 
polissíndeto. 
Exemplo: Não sopra o vento; não gemem as vagas; não murmuram os rios. 
 
Anacoluto 
o anacoluto é a mudança repentina na estrutura da frase. 
Exemplo: Eu, parece que estou ficando zonzo. (Parece que eu estou ficando 
zonzo.) 
49
 
 
Pleonasmo 
Pleonasmo é a repetição da palavra ou da ideia contida nela para intensificar o 
significado. 
Exemplo: A mim me parece que isso está errado. (Parece-me que isto está 
errado.) 
 
 
 
 
 
 
No tirinha acima, o "saia para fora" é um pleonasmo, uma vez que o verbo "sair" 
já significa "para fora" 
SilepseA silepse é a concordância com o que se entende e não com o que está implícito. 
Ela é classificada em: silepse de gênero, de número e de pessoa. 
Exemplos: 
• Vivemos na bonita e agitada São Paulo. (silepse de gênero: Vivemos na 
bonita e agitada cidade de São Paulo.) 
• A maioria dos clientes ficaram insatisfeitas com o produto. (silepse de 
número: A maioria dos clientes ficou insatisfeita com o produto.) 
• Todos terminamos os exercícios. (silepse de pessoa: neste caso 
concordância com nós, em vez de eles: Todos terminaram os exercícios) 
50
 
 
Uso da silepse de pessoa em "mais da metade da população mundial somos 
crianças" e "as crianças, vamos ter o mundo nas mãos" 
 
Anáfora 
A anáfora é a repetição de uma ou mais palavras de forma regular. 
Exemplo: Se você sair, se você ficar, se você quiser esperar. Se você “qualquer 
coisa”, eu estarei aqui sempre para você. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Uso da anáfora pela repetição do termo "falta" 
 
Figuras de Som Aliteração 
A aliteração é a repetição de sons consonantais. 
Exemplo: O rato roeu a roupa do rei de Roma. 
51
 
 
Uso da aliteração em "O rato roeu a roupa do rei de Roma" 
 
Paronomásia 
Paronomásia é a repetição de palavras cujos sons são parecidos. 
Exemplo: O cavaleiro, muito cavalheiro, conquistou a donzela. (cavaleiro = 
homem que anda a cavalo, cavalheiro = homem gentil) 
 
Uso da paronomásia por meio dos termos que possuem sons parecidos: "grama" 
e "grana" 
 
Assonância 
A assonância é a repetição de sons vocálicos. 
Exemplo: 
"O que o vago e incógnito desejo de ser eu mesmo de meu ser me deu." 
(Fernando Pessoa) 
52
 
 
Na tirinha acima, o uso da assonância é expresso pela repetição das vogais "a" 
em: "massa", "salga", "amassa" 
 
Onomatopeia 
Onomatopeia é a inserção de palavras no discurso que imitam sons. 
Exemplo: Não aguento o tic-tac desse relógio. 
 
No primeiro e último quadrinho temos o uso da onomatopeia com "Bum, Bum, 
Bum" e "Buááá...; Buááá...". O primeiro expressa o som do tambor, e o segundo, 
o choro do cebolinha 
 
EXERCÍCIOS 
Figuras de linguagem são recursos utilizados normalmente para tornar mais 
expressivo o que queremos dizer. As mais comuns são a metáfora e a 
metonímia. 
Analise as frases abaixo, indicando (1) para exemplo de metáfora e (2), 
para exemplo de metonímia. 
53
 
( ) A Amazônia é o pulmão do mundo. 
( ) O marido relata ter bebido apenas dois copos de leite. 
( ) O suspeito resolveu quebrar o silêncio. 
( ) A mulher alega que tem cinco bocas para alimentar. 
 
1- A sequência CORRETA, de cima para baixo, é: 
a) 1, 1, 2, 2. 
b) 1, 2, 1, 2. 
c) 2, 1, 2, 1. 
d) 2, 2, 1, 1. 
 
2- Neste período do escritor francês Charles Baudelaire – “ A gramática, a 
mesma árida gramática, transforma-se em algo parecido a uma feitiçaria 
evocatória; as palavras ressuscitam revestidas de carne e osso, o substantivo, 
em sua majestade substancial, o adjetivo, roupa transparente que o veste e dá 
cor como um verniz, e o verbo, anjo do movimento que dá impulso à frase.” –, 
observa-se um recurso de estruturação frasal, o zeugma, o qual consiste na: 
a) ruptura da organização gramatical da frase que deixa um dos termos sem 
função sintática. 
b) intercalação de uma ou mais palavras entre o verbo e o pronome átono 
proclítico. 
c) supressão, em orações subsequentes, de um termo expresso na primeira 
oração. 
d) coordenação de várias palavras, pela repetição de uma ou mais conjunções. 
 
O cansaço democrático 
 Quem disse que a democracia era eterna? Ninguém. Mas palpita ainda no 
coração do homem civilizado a crença de que essa forma de governo estará 
entre nós até ao fim dos tempos. 
 Uma ideia tão otimista seria risível à luz da história do pensamento político. 
Platão é o exemplo mais extremo: a democracia faz parte de um movimento 
cíclico de regimes – e, para ele, é uma forma degenerada de governo. 
 Depois da democracia, haverá um tirano para pôr ordem no pardieiro; e, 
depois do tirano, haverá novamente uma aristocracia, que será suplantada por 
uma timocracia, que será suplantada por uma oligarquia, até a democracia 
regressar. Nada perdura. 
54
 
 É precisamente esse pensamento lúgubre que percorre uma moda editorial 
recente – livros sobre o fim, real ou imaginário, da democracia liberal. 
 Em seu recente “How Democracy Ends”, David Runciman lida com os 
contornos desse hipotético fim: se a democracia chegar ao seu termo, não 
teremos uma repetição da década de 1930, defende. Não teremos violência de 
massas, movimentos armados, tanques nas ruas. Vivemos em sociedades 
radicalmente diferentes – mais afluentes, envelhecidas, conectadas. E, além 
disso, conhecemos o preço da brutalidade autoritária e totalitária. As nostalgias 
reacionárias são coisa de jovens: eles desejam o que ignoram e ignoram o que 
desejam. 
 Mas se os “golpes tradicionais” são improváveis, há formas invisíveis de 
conseguir o mesmo objetivo: pela gradual suspensão da ordem legal; pelo 
recurso a eleições fraudulentas; pela marginalização dos freios e contrapesos do 
regime. 
 A democracia só sobrevive porque somos capazes de gerir as nossas 
frustrações quando os resultados nos são desfavoráveis. Essa tolerância diminui 
de ano para ano. 
 E diminui sob o chicote das redes sociais. Runciman acredita que o principal 
problema do mundo virtual está no poder praticamente ilimitado que os gigantes 
tecnológicos exercem sobre os usuários. Pessoalmente, o meu temor é outro: o 
poder praticamente ilimitado que os usuários exercem sobre os poderes 
Executivo, Legislativo e até Judiciário. A democracia representativa, como a 
expressão sugere, sempre foi um compromisso feliz entre a vontade do povo e 
a capacidade dos mais preparados de filtrar as irracionalidades do povo. 
 O filtro perdeu-se com essa espécie de “democracia direta” que é exercida 
pela multidão sobre os agentes políticos. 
 Para que não restem dúvidas: não acredito em formas de governo eternas. 
Mas, até prova em contrário, a democracia liberal é o único regime que garante 
a liberdade política e a dignidade pessoal dos indivíduos, bem como a 
prosperidade sustentada das suas sociedades. A história ilustra a tese. Mas a 
história do presente também nos mostra que cresce no Ocidente um certo 
“cansaço democrático”. E que partes crescentes do eleitorado, por ignorância ou 
desespero, estão dispostas a trocar a liberdade e a dignidade da democracia por 
expedientes mais radicais e securitários. Por quê? 
 Devolvo a palavra a David Runciman. Para o autor, a democracia disseminou-
se nos últimos dois séculos porque havia uma narrativa aspiracional a cumprir. 
 
 
 
 
55
 
 
 Era necessário dar voz política a todos os cidadãos (pobres, mulheres, negros 
etc.) e integrá- los na mesma rede de direitos e deveres (a grande tarefa do pós-
Segunda Guerra). Os Estados tinham ainda recursos materiais e institucionais 
para cumprir com razoável êxito esse programa. Eis a ironia: o cansaço 
democrático explica-se pelo sucesso da própria experiência democrática. 
 Ninguém sabe como será o futuro dessa experiência – para Runciman, a 
democracia vive a crise da meia-idade. Resta saber se essa crise destrói o 
casamento ou o torna mais forte. 
 É uma boa metáfora. Que convida a outra: o casamento só irá sobreviver se 
a maioria conseguir redescobrir, com novos olhos, as virtudes que permanecem 
no lar. 
(João Pereira Coutinho. Disponível em: . Acesso em: 24 jul 
2018. Adaptado) 
3- No contexto dos dois últimos parágrafos, o autor faz referência a “uma boa 
metáfora”, figura de linguagem que se caracteriza por 
a) associar, em uma só unidade, expressões que designam sensações relativas 
a diferentes órgãos dos sentidos. 
b) aproximar termos contrários entre si, que coexisteme se associam numa 
mesma expressão. 
c) estabelecer relações de similaridade entre termos, com base no 
compartilhamento de traços comuns de sentido. 
d) atribuir qualificações e ações próprias do ser humano a seres não-humanos, 
transferindo a estes traços daqueles. 
e) empregar expressões atenuadas para fazer referências que seriam 
consideradas chocantes ou grosseiras. 
 
 
 
 
 
GABARITO 
1- B 
2- C 
3- C 
56
 
FIGURAS DE LINGUAGEM 
 
 
57
 
EXERCÍCIOS 
Leia os seguintes versos de Manoel de Barros, início do poema “Os deslimites 
da palavra”: 
Ando muito completo de vazios. 
Meu órgão de morrer me predomina. 
Estou sem eternidades. 
 
1- Assinale a alternativa na qual consta a figura de linguagem expressa no 
primeiro verso do poema (“Ando muito completo de vazios”): 
a) Eufemismo 
b) Metáfora 
c) Hipérbole 
d) Sinestesia 
e) Paradoxo 
 
Uma ode à estupidez 
 
 É inconcebível que no rol de desafios que se alinham diante da Nação esteja 
a volta de problemas com os quais já tivemos de lidar no passado, e com relativo 
sucesso. Já não há mais espaço em nossa arca de infortúnios – que não são 
poucos ou triviais – para a morte de crianças por sarampo, por exemplo, ou para 
a paralisia que pode ser causada pela poliomielite. 
 O sinal amarelo deve servir para o governo federal avaliar o que pode ser 
melhorado no que concerne à comunicação oficial com a população e, se for o 
caso, na capilaridade da oferta de vacinas, fazendo-as chegar a mais pessoas. 
Em nota, o Ministério da Saúde informou que “tem atuado fortemente na 
disseminação de informações junto à sociedade alertando sobretudo sobre os 
riscos de baixas coberturas”. A queda do número de crianças vacinadas com 
menos de 5 anos, ainda de acordo com o documento, “é a principal preocupação 
da pasta no momento”. 
 Mas a responsabilidade por este triste retrocesso também recai, em grande 
medida, sobre os pais e responsáveis pelos menores. Por mais absurdo que 
possa parecer, cresce no País uma espécie de “Revolta da Vacina moderna”, 
com base em “novos estudos” que indicariam – pasme o leitor – os “riscos” a que 
as crianças estariam submetidas caso fossem vacinadas. 
 A ode à estupidez é turbinada pelas redes sociais, terreno fértil para o 
58
 
florescimento de informações falsas e teorias conspirativas que seriam tão 
somente ridículas se não pusessem sob risco de morte milhares de crianças, 
incluindo os filhos de pais ciosos de suas obrigações. Ao não vacinarem seus 
filhos, os pais põem em risco todo o sistema de saúde pública. 
 Uma das fake news que circulam no meio digital dá conta de que a vacina 
tríplice viral causaria autismo. A “tese” é sustentada por um “estudo” de 1998 
elaborado por um médico do Reino Unido, mais interessado em ganhar dinheiro 
do que em produzir ciência. A “falsificação elaborada” foi revelada por artigo 
publicado no British Medical Journal em 2011, mas ainda produz efeitos em 
mentes doentias. 
 Enquanto não houver vacina contra a insensatez, restanos valorizar e 
amplificar, seja como órgãos de imprensa, seja como cidadãos, o alcance da boa 
informação. Há vidas que dependem fundamentalmente disso. 
Estadão. Opinião. Disponívelem: . Acesso em: 22/07/2018. 
2- No texto há a utilização da ironia como um recurso expressivo, o que se 
evidencia sobretudo: 
a) pela utilização de dados estatísticos que confirmam as ideias apresentadas. 
b) pela adjetivação, como em “ridículas”, “ciosos” e “doentias”. 
c) pelas marcas de autoria do editorial. 
d) pela utilização das aspas em várias palavras referentes às falas trazidas em 
fake news. 
e) pelo nível e indignação, como revelado em expressões como “É inconcebível”. 
 
 
 
 
 
 
 
 
GABARITO 
1- E 
2- D 
59
 
 
 
As figuras de linguagem são recursos que tornam mais expressivas as 
mensagens. Subdividem- se em figuras de som, figuras de construção, figuras 
de pensamento e figuras de palavras. 
 
Figuras de som 
60
 
a) aliteração: consiste na repetição ordenada de mesmos sons consonantais. 
“Belos beijos bailavam bebendo breves brumas boreais” (Luan Farigotini) 
b) assonância: consiste na repetição ordenada de sons vocálicos idênticos. 
“Ó Formas alvas, brancas, Formas claras” (Cruz e Sousa) 
c) paronomásia: consiste na aproximação de palavras de sons parecidos, mas 
de significados distintos. 
“Com tais premissas ele sem dúvida leva-nos às primícias” (Padre António 
Vieira) 
 
Figuras de construção 
a) elipse: consiste na omissão de um termo facilmente identificável pelo contexto. 
“Na sala, apenas quatro ou cinco convidados.” (omissão de havia) 
b) zeugma: consiste na elipse de um termo que já apareceu antes. Ela come 
pizza; eu, carne. (omissão de como) 
c) polissíndeto: consiste na repetição de conectivos ligando termos da oração ou 
elementos do período. 
“Longe do estéril turbilhão da rua, Beneditino, escreve! No aconchego 
Do claustro, na paciência e no sossego, Trabalha, e teima, e lima, e sofre, e sua!” 
com calma sem sofrer” (Olavo Bilac) 
d) inversão: consiste na mudança da ordem natural dos termos na frase. 
“Do que a terra mais garrida / Teus risonhos, lindos campos têm mais flores” 
(Osório Duque Estrada, em Hino Nacional Brasileiro) 
e) silepse: consiste na concordância não com o que vem expresso, mas com o 
que se subentende, com o que está implícito. A silepse pode ser: 
• silepse de gênero 
Vossa Excelência está preocupado. 
• silepse de número 
Os Lusíadas glorificou nossa literatura. 
• silepse de pessoa 
“O que me parece inexplicável é que os brasileiros persistamos em comer essa 
coisinha verde e mole que se derrete na boca.” 
f) anacoluto: consiste em deixar um termo solto na frase. Normalmente, isso 
ocorre porque se inicia uma determinada construção sintática e depois se opta 
por outra. 
61
 
“O homem, chamar-lhe mito não passa de anacoluto” (Carlos Drummond de 
Andrade) . 
g) pleonasmo: consiste numa redundância cuja finalidade é reforçar a 
mensagem. 
“Ó mar salgado, quanto do teu sal São lágrimas de Portugal” (Fernando Pessoa) 
h) anáfora: consiste na repetição de uma mesma palavra no início de versos ou 
frases. 
“ Amor é um fogo que arde sem se ver; É ferida que dói e não se sente; 
É um contentamento descontente; É dor que desatina sem doer” (Camões) 
 
Figuras de pensamento 
a) antítese: consiste na aproximação de termos contrários, de palavras que se 
opõem pelo sentido. 
“Eu vi a cara da morte, e ela estava viva”. (Cazuza) 
b) ironia: é a figura que apresenta um termo em sentido oposto ao usual, 
obtendo-se, com isso, efeito crítico ou humorístico. 
“A excelente Dona Inácia era mestra na arte de judiar de crianças.” 
c) eufemismo: consiste em substituir uma expressão por outra menos brusca; 
em síntese, procura- se suavizar alguma afirmação desagradável. 
Seu Jurandir partiu desta para uma melhor. (em vez de ele morreu) 
d) hipérbole: trata-se de exagerar uma ideia com finalidade enfática. Estava 
morrendo de fome. (em vez de estava com muita fome) 
e) prosopopeia ou personificação: consiste em atribuir a seres inanimados 
predicativos que são próprios de seres animados. 
“Devagar as janelas olham…” (Carlos Drummond de Andrade) 
f) gradação ou clímax: é a apresentação de ideias em progressão ascendente 
(clímax) ou descendente (anticlímax) 
“O primeiro milhão possuído excita, acirra, assanha a gula do milionário.” (Olavo 
Bilac) 
g) apóstrofe: consiste na interpelação enfática a alguém (ou alguma coisa 
personificada). 
“Ó Leonor, não caias!” 
Figuras de palavras 
a) metáfora: consiste em empregar um termo com significado diferente do 
62
 
habitual, com base numa relação de similaridade entre o sentido próprio e o 
sentido figurado. A metáfora implica, pois, uma comparação

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