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Vinicius Borges
Victória Queiroz
CRYPTOCOCCUS
Vinícius Borges
Victória Queiroz
Introdução
Cryptococcus é um género de fungos dimórficos com cerca de 37 espécies, a maioria vive no solo e não é prejudicial para os humanos.
Os teleomorfos são fungos filamentosos do gênero Filobasidiella. 
O nome Cryptococcus é usado quando se referem aos anamorfos.
Entre as espécies mais comuns contam-se:
Cryptococcus laurentii 
Cryptococcus albidus
Cryptococcus neoformans 
Cryptococcus gattii
Taxonomia sobre revisão
Contudo, sabe-se que ocasionalmente também Cryptococcus laurentii e Cryptococcus albidus podem causar doença moderada a grave em pacientes humanos com imunidade comprometida
anteriormente Cryptococcus neoformans var gattii endémico de zonas tropicais da África e Austrália.
neoformans é o principal patógeno humano e animal. 
gattii é capaz de produzir doença (criptococose) em pessoas não-imunocomprometidas.
O Cryptococcus
Possui uma grande plasticidade fenotípica que promove a sobrevivência em diferentes nichos e hospedeiros.
Estudo sugerem que colônias de C. neoformans que crescem nas ruínas do reator derretido da usina nuclear de Chernobyl podem ser capazes de usar a energia da radiação para o crescimento radiotrófico.
usar o pigmento melanina para converter a radiação gama em energia química para o crescimento
saprófitos no ambiente
Cápsula
90% de GXM (glucoronoxilimanana)
9% de GXMGal (glucoronoxilogalactana)
1% de manoproteínas
Reservatórios
As aves são muito susceptíveis à infecção, porém o macrófago não permite a permanência intracelular, o fungo então fica apenas no meio extracelular, cai na circulação, vai para o lúmen do intestino e é super liberado pelas fezes.
Temperatura corporal das aves é 42ºC, o funcionamento da enzima fosfolipase B1 não é adequado para o ciclo intracelular do fungo.
Ciclo Biológico
Patogenicidade não é resultado de uma seleção direta aos hospedeiros mamíferos.
A exemplo a cápsula polissacarídica, atividade da lacase e melaninas conferem proteção à fatores ambientais como dissecação. 
Muitos mecanismos de eliminação de patógenos usados pelos leucócitos, como espécies reativas de oxigênio e peptídeos antimicrobianos, são idênticos ao sistema digestivo de amebas. 
Maior parte da população não acomete humanos.
Infecção
Inalação dos conídios, esporos do fungo saprófita presente no ambiente;
Germinação;
Temperatura estimula mudança para a forma leveduriforme;
Levedura - várias populações heterogêneas de tamanhos diferentes → mecanismo de evasão. 
Células titânicas
Diferenciação: regulação por feromônios sexuais, receptores acoplados à proteína G e fosfolipídeos do hospedeiro.
Mecanismo: o pH do hospedeiro, levemente alcalino, estimula Rim101, esse fator de transcrição estimula a poliploidia e formação das células titânicas
Quando essas células reproduzem produzem células pequenas e haplóides por brotamento.
Estimula eosinofilia e resposta TH2, apenas no pulmão. 
Adesão
CD14 - interage com GXM
AphA2 - receptor de tirosina presente no epitélio do pulmão e da barreira hematoencefálica.
MP84 (mananoproteína) é importante para células que não produzem cápsula.
it remains unclear whether reactivation and dissemina‑ tion of long-term latent pulmonary infection is a more important cause of cryptococcosis in patients than de novo acquisition from the environment, but exper‑ iments in animal models indicate that both routes can cause lethal disease.
expressam o receptor para adesão de epitélio em ambos tecidos 
Mecanismos subjacentes à adesão
Liberação de IL-8 e CXCL-1;
Indução de IL-33 - leva a uma resposta Th2, quebra a caderina das tight junctions e passa via transcitose;
GXM estimulam a reciclagem de integrinas e receptores de TNF de neutrófilos;
GXM é secretado ou transportado por vesículas e quando fagocitado acumula nos fagossomos e suprime o macrófago;
Imunomodulação
O fungo apresenta maior sobrevivência em macrófagos M2 que M1.
Uma estratégia para a sobrevivência é polarizar os macrófagos M0. 
Evidências sugerem que a produção de urease e SSA1, proteína da família da Hsp70, promovem essa polarização. 
Bloqueia a maturação de células dendríticas inibindo a produção de IL-12 e IL-23 e reduzindo a apresentação de antígeno via MHC classe II. 
Mecanismos de escape do pulmão e disseminação
Fagocitose
Alguns mecanismos de patogenicidade estão intrinsecamente relacionados à fagocitose das células fúngicas.
Para isso o fungo libera a proteína app1, proteína que promove a fagocitose via receptores do complemento CR2 e 3 → não tem estímulo de citocinas pró-inflamatórias.
A opsonização aumenta em 20% o killing, utilizando internalização via receptores Fc-gamma. 
 
Mecanismos de escape do pulmão e disseminação
Sobrevivência intracelular
Para sobreviver ao ambiente ácido dos fagolisossomas o fungo possui inositol-fosfoesfingolipídeo em sua MP favorecendo maior resistência e crescimento.
Cápsula, melanina e catalase protegem o fungo do estresse oxidativo.
Modifica a membrana do fagossoma para permitir a passagem de nutrientes.
O fungo manipula o processo de maturação do fagolissosomo via degradação das proteínas rab5 e rab11, que se mantém ativas por 15min invés de 120min.
O pH ácido é importante para o fungo → a enzima fosfolipase B1 tem funcionalidade ótima em pH ácido e permite a disponibilidade de ferro, pois em pH neutro ele está fortemente ligado a transferrina.
produção do fagolissosomo,
Mecanismos de escape do pulmão e disseminação
Vomocitose
É um processo independente de lise que acontece por rearranjo do citoesqueleto e uso de sinais inflamatórios (eicosanoides produzidos pela fosfolipase B1)
A permeabilisação do fagolissosomo precede a vomocitose 
Ativação da harp2/3 que forma uma caixa de actina para impedir a saída do fungo. 
Fuga = Promoção de rearranjo do citoesqueleto.
MAPkinase ERK5 → inibe o rearranjo do citoesqueleto.
Sangue
Glicoesfingolipideo glucoceramid → constituinte da MP do crypto → resistência ao pH alcalino do sangue para permitir fungemia.
Sistema Nervoso Central
Em alguns casos a infecção por Cryptococcus pode se disseminar e levar ao acometimento do SNC.
Receptor Eph2 adesão das leveduras à barreira hematoencefálica
Em pacientes HIV positivos 70-90% dos casos de meningite causada por cryptococcus são fatais
A 46-year-old HIV-positive man - 4 weeks later - espaço perivascular
Barreira hematoencefálica
Três mecanismos propostos: 
	Paracitose - entre as tight junctions das células endoteliais;
	Transcitose - passa por dentro das células endoteliais; 
	Cavalo de troia - pega “carona” com um fagócito do hospedeiro.
	
estrutura de permeabilidade altamente seletiva que protege o SNC de substâncias potencialmente neurotóxicas presentes no sangue 
Paracitose
Processo ativo que depende da secreção de enzimas e proteases.
Acreditasse que a enzima urease age de maneira local, enfraquecendo a integridade da parede do vaso catalisando a hidrólise de uréia a amônia.
Outras proteases como a Mpr1 promovem a migração das células fúngicas através do endotélio.
Transcitose
O ácido hialurônico situado na superfície celular fúngica se liga no CD44 no lúmen do endotélio 
Isso induz o remodelamento de actina kinase C-dependente levando a célula hospedeira a engolfar a célula fúngica 
A presença de inositol no cérebro é um gatilho desse processo, pois aumenta a expressão de ácido hialurônico pelo fungo.
Cavalo de Tróia 
A depleção de macrófagos alveolares em camundongos reduziu significantemente a disseminação de cryptococcus para o SNC. 
A infecção de monócitos in vitro e transfecção em hospedeiros naive aumentou a carga fúngica presente no cérebro, quando comparado a infecção direta por Cryptococcus spp.
Essa hipótese é suportada pela observação 
Sintomas
Os sintomas típicos associados a criptococose são febre, perda de peso, fadiga, tosse, dores no peito,cefaléia, vômito, suor noturno e tensão no pescoço. 
Referências
Dadachova E, RA de Bryan, Huang X, T de Moadel, Schweitzer AD, Aisen P, Nosanchuk JD, Casadevall A (2007). Rutherford J, ed. "A radiação ionizante altera as propriedades eletrônicas da melanina e aumenta o crescimento de fungos melanizados" . PLoS ONE . 2 (5): e457. doi : 10.1371 / journal.pone.0000457 . PMC 1866175  . PMID 17520016 
May RC, Stone NR, Wiesner DL, Bicanic T, Nielsen K (2015) Cryptococcus: from environmental saprophyte to global pathogen.Nat Rev Microbiol. 2016 Feb;14(2):106-17. doi: 10.1038/nrmicro.2015.6. Epub 2015 Dec 21.
Bos HM1, Hofman PA, Schreij G, Bot FJ, van Oostenbruggen RJ. Overwhelming CNS cryptococcus in AIDS. Neurology. 2001 Nov 13;57(9):1560.
Taylor-Smith LM, May RC.New weapons in the Cryptococcus infection toolkit. Curr Opin Microbiol. 2016 Dec;34:67-74. doi: 10.1016/j.mib.2016.07.018. Epub 2016 Aug 11.
Zaragoza, O. et al. The capsule of the fungal pathogen Cryptococcus neoformans. Adv. Appl. Microbiol. 68, 133–216 (2009)
Evans, R. J. et al. Cryptococcal phospholipase B1 is required for intracellular proliferation and control of titan cell morphology during macrophage infection. Infect. Immun. 83, 1296–1304 (2015).
Referências
Gerstein, A. C. et al. Polyploid titan cells produce haploid and aneuploid progeny to promote stress adaptation. mBio 6, e01340–01415 (2015).
Taylor-Smith LM. Cryptococcus-Epithelial Interactions.J Fungi (Basel). 2017 Oct 2;3(4). pii: E53. doi: 10.3390/jof3040053.
Johnston SA, Voelz K, May RC. Cryptococcus neoformans Thermotolerance to Avian Body Temperature Is Sufficient For Extracellular Growth But Not Intracellular Survival In Macrophages.Sci Rep. 2016 Feb 17;6:20977. doi: 10.1038/srep20977.
Davis, M. J. et al. Macrophage M1/M2 polarization dynamically adapts to changes in cytokine microenvironments in Cryptococcus neoformans infection. mBio 4, e00264–e00213 (2013).
Charlier, C. et al. Evidence of a role for monocytes in dissemination and brain invasion by Cryptococcus neoformans. Infect. Immun. 77, 120–127 (2009).
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