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Estresse Conceito: (Bvs)- Reação natural do organismo que ocorre quando vivenciamos situações de perigo ou ameaça. Esse mecanismo nos coloca em estado de alerta ou alarme, provocando alterações físicas e emocionais. A reação ao estresse é uma atitude biológica necessária para a adaptação às novas situações. Hans Hugo Bruno Selye -Endocrinologista austríaco-canadense em 1936 ´-Descreveu o estresse como "uma resposta não específica do organismo a qualquer demanda por mudança". Que perturba a homeostasia e provoca uma resposta invariável de tensão, que ele chamou de síndrome de adaptação geral. SGA Que se baseia na observação de que o corpo reage de maneira semelhante a diferentes tipos de pressão, seja física, emocional ou ambiental. - Selye definiu o estresse como uma resposta não específica do organismo a qualquer demanda imposta sobre ele, seja ela positiva ou negativa. Para ele, o estresse não era necessariamente algo ruim, mas uma parte natural da vida. - Eustresse: Do grego "eu" (bom), refere-se ao estresse positivo, que motiva, aumenta o foco e melhora o desempenho. Exemplos incluem o entusiasmo antes de uma competição esportiva ou a empolgação ao enfrentar um novo desafio no trabalho. - Distresse: Do latim "dys" (ruim), é o estresse negativo, que sobrecarrega o organismo, leva a consequências prejudiciais e está associado a problemas de saúde física e mental. Exemplos incluem situações de sobrecarga emocional, conflitos ou crises prolongadas. - Ele desenvolveu a teoria da Síndrome Geral de Adaptação (SGA) , que vai caracterizar o estresse como um processo fisiológico dividido em três estágios: 1- Fase de Alarme: O corpo detecta o estressor e ativa a resposta de "luta ou fuga". 2-Fase de Resistência: O organismo tenta se adaptar e lidar com o estressor de forma contínua. 3-Fase de Exaustão: Quando o estresse se prolonga e ultrapassa os recursos do corpo, resultando em esgotamento físico e mental. Wingate - 1972 -Concebe o estresse como qualquer agente que em sua ação seja potencialmente capaz de alterar o equilíbrio natural de um organismo, e inclui nessa alteração qualquer distúrbio emocional para situar o estresse dos seres humanos. Tiposde estresse classificado em diferentes tipos , com base na duração, na intensidade e no impacto que ele causa. 1. Estresse agudo / Eustresse / Estresse positivo: -Tipo mais comum de estresse e ocorre em resposta a situações pontuais ou de curto prazo. É uma consequência imediata do corpo a um desafio ou perigo, como uma prova, um conflito ou uma apresentação pública. Fisiologia: Ativação do sistema nervoso simpático, liberação de adrenalina e noradrenalina, preparando o corpo para a ação. -Em que o organismo libera adrenalina, que dá ânimo, vigor e energia, momento em que a produtividade do indivíduo é maior, devido ao alto nível de alerta. Ninguém consegue ficar nesse estágio por muito tempo. Tensão Criativa Sintomas: Taquicardia, sudorese, tensão muscular, dificuldade de concentração. 2. ESTRESSE AGUDO EPISÓDICO: Frequência: Ocorre com mais frequência que o estresse agudo, mas ainda em episódios distintos. Padrão de Vida: Pessoas com estresse agudo episódico frequentemente se sentem sobrecarregadas, desorganizadas ou têm muitas responsabilidades.Personalidade: Comum em indivíduos que tendem a se preocupar excessivamente ou têm uma visão pessimista da vida. Sintomas Físicos e Emocionais: Semelhantes ao estresse agudo, mas ocorrem mais frequentemente. Pode incluir irritabilidade constante, tensão muscular persistente, hipertensão. Efeitos: Pode levar a problemas de saúde mais sérios se não for gerenciado, como doenças cardíacas ou depressão. 3. Estresse Crônico / Distresse / Estresse Negativo: - É um estresse persistente e prolongado, que ocorre quando uma pessoa enfrenta situações estressantes contínuas, sem encontrar interrupção ou solução -É o excesso de estresse, em que a pessoa esgota sua capacidade de adaptação às condições impostas, o organismo perde nutrientes e a energia mental é reduzida, a produtividade e capacidade da pessoa diminuem e posteriormente pode acarretar doenças. Qualidade de vida sofre danos → Medo, ansiedade, depressão, revolta. Agentes estressores Físicos: mudança de temperatura, atividades físicas extenuantes e irregulares. Lesões; Dor crônica; Psicológicos: revoltas, perdas , insegurança, medo Sensoriais: tato, visão, audição e olfato= são emitidos sinais através do sistema nervoso para o sistema Límbico que é composto pelo tálamo e hipotálamo, ativando o sistema nervoso autônomo simpático (SNAS) e o eixo HHA (hipotálamo-hipófise-adrenal), desencadeando respostas gerais ao estressor. Patológicos: bactérias, fungos, vírus ou parasitas = induzem a liberação de citocinas pelo sistema imune, ativação do sistema endócrino e liberação de hormônios relacionados ao estresse. BIOLÓGICOS: Alterações hormonais; Desequilíbrios nutricionais; Privação de sono; Problemas de saúde mental. AMBIENTAIS: Ruído excessivo; Poluição; Condições climáticas extremas; Ambiente de trabalho. FASESDOESTRESSE: 1. FASE DE ALARME: Passo 1: Percepção do Estressor ● Quando o corpo detecta um estressor (como uma ameaça física, emocional ou psicológica), a fase de alarme é acionada. ● O hipotálamo no cérebro reconhece a ameaça e ativa a resposta ao estresse. Passo 2: Ativação do Sistema Nervoso Simpático ● O sistema nervoso simpático é ativado, preparando o corpo para a "resposta de luta ou fuga". ● As glândulas adrenais liberam adrenalina e noradrenalina no sangue. Passo 3: Mudanças Fisiológicas ● Aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial. ● Dilatação das pupilas e aumento da respiração. ● Liberação de glicose no sangue para fornecer energia rápida. ● Aumento da tensão muscular. 2. FASE DE RESISTÊNCIA: Passo 1: Tentativa de Adaptação ● Se o estressor persiste, o corpo entra na fase de resistência, onde tenta se adaptar e lidar com o estressor. ● O sistema nervoso parassimpático tenta equilibrar e regular as funções do corpo. Passo 2: Produção de Cortisol ● As glândulas adrenais continuam a produzir cortisol, um hormônio do estresse que ajuda a manter o corpo em estado de alerta. ● O cortisol ajuda a regular a energia, reduzindo inflamações e mantendo a função cardiovascular. Passo 3: Manutenção das Funções Corporais ● O corpo tenta manter o funcionamento normal apesar da presença contínua do estressor. ● As reservas de energia são mobilizadas, e o corpo continua a operar em um estado de alerta elevado. 3. FASE DE EXAUSTÃO: Passo 1: Depleção das Reservas de Energia ● Se o estressor continua por um período prolongado, o corpo eventualmente esgota suas reservas de energia. ● A capacidade do corpo para resistir ao estresse é reduzida. Passo 2: Diminuição da Função do Sistema Imunológico ● A produção prolongada de cortisol pode suprimir o sistema imunológico, tornando o corpo mais suscetível a doenças. ● A regeneração celular e a reparação de tecidos são comprometidas. Passo 3: Surgimento de Problemas de Saúde ● Ocorrem sintomas físicos e emocionais, como fadiga extrema, depressão, ansiedade, problemas cardíacos, pressão arterial alta e problemas digestivos. ● Se não houver intervenção para reduzir o estresse, isso pode levar a problemas de saúde crônicos e graves. Descreveraproduçãodo cortisol no eixo hipotálamo-hipófise-adrenal Hormônios - Os hormônios são produtos químicos liberados em quantidades muito pequenas que exercem uma ação biológica sobre uma célula-alvo. Eles podem ser liberados das glândulas endócrinas (p. ex., insulina e cortisol) Cortisol: -É um hormônio esteróide produzido pelas glândulas adrenais, que estão localizadas acima dos rins. Ele desempenha um papel crucial em várias funções do corpo, como na resposta ao estresse, no metabolismo, na função imunológica, no equilíbrio de sais e água e na função cognitiva. -É produzido pelas glândulas adrenais em resposta a uma série de estímulos, principalmente o estresse. E a produção é regulada por um sistema complexo conhecido como eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HPA).1. IDENTIFICAÇÃO DO ESTRESSOR: ● Início da Resposta: O sistema nervoso central (principalmente o cérebro) detecta um estressor, seja ele físico (como uma lesão), emocional (como um problema no trabalho) ou ambiental (como uma mudança brusca de temperatura). ● Ativação do Hipotálamo: uma pequena região do cérebro que atua como centro de controle para muitas funções hormonais e autonômicas, é ativado pela percepção do estressor. 2. LIBERAÇÃO DE CRH (HORMÔNIO LIBERADOR DE CORTICOTROPINA): 1- Estimulação dos Neurônios Paraventriculares: No hipotálamo, os neurônios do núcleo paraventricular (PVN) são ativados. Esses neurônios são responsáveis pela produção e liberação do CRH. Os neurônios no PVN produzem CRH a partir de um precursor maior chamado pró-opiomelanocortina (POMC). 2- Recepção de Sinais de Estresse: O PVN recebe sinais de estresse e, em resposta, aumenta a síntese de CRH. 3- Transcrição Genética: A ativação dos neurônios paraventriculares resulta na transcrição dos genes responsáveis pela produção do CRH (gene CRH, localizado no cromossomo 8). 4- Síntese de CRH: O CRH é sintetizado nos corpos celulares dos neurônios do PVN do hipotálamo. 5- Transporte para o Terminais Axonais: Após a síntese, o CRH é transportado ao longo dos axônios dos neurônios paraventriculares até os terminais axonais, localizados na eminência mediana do hipotálamo. 6- Liberação na Circulação Portal Hipofisária: O CRH é então liberado na circulação portal hipofisária: um sistema de vasos sanguíneos que conecta o hipotálamo a glândula-pituitária-anterior (hipófise anterior). 3. ESTIMULAÇÃO DA ADENOHIPÓFISE: 1- Receptores de CRH: A hipófise anterior possui receptores específicos: CRHR1 para o CRH em suas células corticotróficas. 2- Ligação do CRH: Quando o CRH se liga a esses receptores, ocorre a ativação de uma cascata de sinalização intracelular. A ligação do CRH aos seus receptores CRHR1 ativa a adenilato ciclase, aumentando os níveis de AMP cíclico (cAMP) dentro das células. -A ligação do CRH ao CRHR1 ativa a proteína G estimuladora (Gs) associada ao receptor. A proteína Gs ativa a adenilato ciclase, uma enzima que converte ATP em AMP cíclico (cAMP), funciona como um segundo mensageiro intracelular, desencadeando uma cascata de sinalização. O aumento de cAMP ativa a proteína quinase A (PKA), uma enzima que fosforila proteínas dentro da célula. 3- Produção de ACTH: O aumento de cAMP leva à clivagem da pro-opiomelanocortina (POMC) em ACTH e outros peptídeos. 4- Transporte para as Glândulas Adrenais: O ACTH (Hormônio adrenocorticotrófico) é então liberado das células corticotróficas da hipófise anterior na corrente sanguínea sistêmica (exocitose). 4. ESTIMULAÇÃO DAS GLÂNDULAS ADRENAIS: 1- Receptores de ACTH: As células do córtex das glândulas adrenais têm receptores específicos (MC2R) para o ACTH. 2- Ligação do ACTH: O ACTH se liga aos receptores de melanocortina 2 (MC2R) localizados na membrana dos espongiócitos da zona fasciculada do córtex adrenal, o que inicia uma série de reações bioquímicas dentro das células adrenocorticais. 3- Conversão de ATP em cAMP: A ligação do ACTH aos seus receptores MC2R ativa a enzima adenilato ciclase na membrana celular, que converte ATP em AMP cíclico (cAMP). 4- Segundo Mensageiro: O cAMP atua como um segundo mensageiro, amplificando o sinal do ACTH dentro da célula. 5- Ativação de PKA: O aumento dos níveis de cAMP ativa a proteína quinase A (PKA). 6- Fosforilação de Proteínas: A PKA fosforila (adiciona grupos fosfato a proteínas específicas, alterando suas atividades. 5. SÍNTESE DE CORTISOL: ● Estimulação da Transcrição Gênica: A PKA promove a transcrição de genes envolvidos na produção de enzimas necessárias para a síntese de cortisol, incluindo a proteína reguladora aguda esteroidogênica (StAR) e a enzima desmolase. ● A PKA é composta por subunidades reguladoras e catalíticas. O cAMP se liga às subunidades reguladoras, causando a liberação das subunidades catalíticas ativas. ● As subunidades catalíticas ativas da PKA entram no núcleo da célula e fosforilam fatores de transcrição, como o CREB (cAMP response element-binding protein). ● O CREB fosforilado se liga ao elemento de resposta ao cAMP (CRE) presente nos promotores de genes específicos. ● O CREB fosforilado recruta coativadores como CBP (CREB-binding protein), que possuem atividade de histona acetiltransferase (HAT). Este recrutamento resulta na acetilação das histonas, levando a uma estrutura de cromatina mais aberta e acessível. ● A abertura da cromatina permite a ligação da maquinaria de transcrição, incluindo a RNA polimerase II, ao promotor dos genes, iniciando a transcrição. ● Os genes ativados pela PKA incluem aqueles que codificam enzimas esteroidogênicas essenciais para a síntese de cortisol, como a colesterol desmolase (CYP11A1), 11β-hidroxilase (CYP11B1), e a 17α-hidroxilase (CYP17). ● Produção de Pregnenolona: As enzimas convertidas (desmolase, especificamente) iniciam a conversão do colesterol empregnenolona, o precursor do cortisol. ● O transporte do colesterol para a membrana mitocondrial interna é facilitado pela proteína de transferência de esteróis regulada por hormônio agudo (StAR - steroidogenic acute regulatory protein). ● A desmolase catalisa três reações enzimáticas sequenciais para converter o colesterol em pregnenolona: 1 Hidroxilação: O colesterol é hidroxilado na posição 20 (20α-hidroxicolesterol). 2 Hidroxilação: Em seguida, o 20α-hidroxicolesterol é hidroxilado na posição 22 (20,22-dihidroxicolesterol). 3 Clivagem da Cadeia Lateral: Finalmente, a desmolase cliva a ligação entre o carbono 20 e o carbono 22, resultando na formação de pregnenolona e isocaproaldeído. ● Conversão em Cortisol: A pregnenolona é convertida em progesterona e depois em 17-hidroxiprogesterona, que é finalmente convertida em cortisol através de uma série de reações enzimáticas. ● Liberação de Cortisol: O cortisol sintetizado é liberado das células adrenais na circulação sanguínea. ● Circulação pelo Corpo: O cortisol circula pelo corpo, atingindo vários tecidos e órgãos para exercer seus efeitos. AÇÕESDOCORTISOLNOCORPO: ● Função Imunológica: Atua como anti-inflamatório e imunossupressor, ajudando a controlar a inflamação e a resposta imune. FEEDBACKNEGATIVO: ● Níveis Elevados de Cortisol: Detectados pelo hipotálamo e pituitária. ● Redução de CRH: O cortisol circulante atinge o hipotálamo e se liga aos receptores de glicocorticoides (GR) presentes nas células do hipotálamo. A ligação do cortisol a esses receptores reduz a liberação de CRH. ● Redução de ACTH: O cortisol também se liga aos receptores de glicocorticoides (GR) na hipófise anterior, diminuindo a secreção de ACTH. ● Redução de Cortisol: As glândulas adrenais produzemmenos cortisol. ● Equilíbrio: Níveis de cortisol são estabilizados. ● Monitoramento: Ciclo contínuo de monitoramento e ajuste. CICLOCIRCADIANO O ciclo circadiano é o ritmo biológico de aproximadamente 24 horas que regula diversas funções fisiológicas no organismo, incluindo o sono, a vigília, a temperatura corporal. Esse ciclo é controlado por um "relógio biológico" localizado no núcleo supraquiasmático (NSQ) do hipotálamo. 1. ESTRUTURA DO RELÓGIO BIOLÓGICO: ● Localização: O NSQ está localizado no hipotálamo, acima do quiasma óptico. ● Função: O NSQ é responsável por sincronizar os ritmos circadianos com os sinais ambientais, especialmente a luz. 2. ENTRADA DE LUZ E SINCRONIZAÇÃO: Passo 1: Detecção de Luz ● Células Retinianas: A luz é detectada pelas células ganglionares da retina que contém o pigmento melanopsina. ● Transmissão de Sinais: Esses sinais são transmitidos através do trato retino-hipotalâmico diretamente ao NSQ. Passo 2: Ajuste do Relógio Biológico ● Sincronização: O NSQ ajusta o relógio biológico com base na intensidade e duração da luz recebida, ajudando a alinhar os ritmos circadianos internos com o ciclo claro-escuro do ambiente. 3. REGULAÇÃO DOS RITMOS CIRCADIANOS: Passo 3: Controle da Produção de Melatonina ● Pineal: À noite, quando a luz diminui,o NSQ sinaliza para a glândula pineal aumentar a produção de melatonina, o hormônio do sono. ● Efeito da Melatonina: A melatonina promove a sensação de sonolência e ajuda a regular o ciclo sono-vigília. Passo 4: Ritmos Fisiológicos ● Temperatura Corporal: A temperatura do corpo geralmente diminui durante a noite e aumenta durante o dia. ● Hormônios: O cortisol atinge seu pico pela manhã para ajudar a despertar e diminui ao longo do dia, enquanto a melatonina aumenta à noite. cortisol atinge seu pico mais alto cerca de 30 minutos após acordar (Resposta ao Despertar do Cortisol, ou CAR). RelacionarCortisol- Estresse-S.Imune 2. EIXO HPA E SISTEMA IMUNE: Efeitos Imunomoduladores do Cortisol ● Propriedades Anti-inflamatórias: O cortisol possui propriedades anti-inflamatórias, suprimindo a produção de citocinas pró-inflamatórias e reduzindo a atividade dos leucócitos. ● Modulação da Resposta Imune: Em níveis normais, o cortisol ajuda a manter um equilíbrio na resposta imune, evitando reações excessivas que poderiam danificar tecidos saudáveis. ● Preparação para o Estresse: O ciclo circadiano prepara o corpo para enfrentar estressores diurnos, com níveis mais altos de cortisol durante o dia. AÇÃOANTI-INFLAMATÓRIA DOCORTISOL 1. INIBIÇÃO DA PRODUÇÃO DE CITOCINAS PRÓ-INFLAMATÓRIAS: ● IL-1, IL-6, TNF-alfa: Promovem a inflamação ao recrutar e ativar células imunológicas. O cortisol reduz a produção e a liberação dessas citocinas, principalmente ao interferir na transcrição gênica no núcleo das células. ● Inibição da produção de citocinas em nível transcricional e pós transcricional: O cortisol não apenas suprime a transcrição de genes de citocinas pró-inflamatórias, mas também pode afetar a estabilidade do mRNA dessas citocinas, promovendo sua degradação. Isso resulta em uma redução na produção de citocinas como IL-1, IL-6 e TNF-alfa. 2. SUPRESSÃO DA ATIVAÇÃO DE CÉLULAS IMUNOLÓGICAS: CÉLULAS T HELPER (TH): ● O cortisol diminui a produção de IL-2, uma citocina crucial para a proliferação e ativação de células T helper.As células Th2, que produzem citocinas como IL-4, IL-5 e IL-10, são menos afetadas pela ação imunossupressora do cortisol. Essas citocinas promovem a ativação de linfócitos B e a produção de anticorpos. CÉLULAS T CITOTÓXICAS: ● A atividade citotóxica dessas células é reduzida pelo cortisol, diminuindo a capacidade de atacar células infectadas ● O cortisol suprime a produção de citocinas pró-inflamatórias, como IL-2, que são essenciais para a ativação e proliferação das células TCD4. ● O cortisol pode reduzir a expressão de receptores de superfície (TCR) nas células T, que são necessários para a sua ativação. Isso inclui a diminuição dos receptores para antígenos apresentados pelas células apresentadoras de antígenos (APCs). MACRÓFAGOS: ● O cortisol suprime a produção de citocinas pró-inflamatórias e óxido nítrico (NO) pelos macrófagos, reduzindo sua capacidade de iniciar e sustentar respostas inflamatórias. repressão de genes pró-inflamatórios, como aqueles que codificam TNF-α (fator de necrose tumoral alfa), IL-1β e IL-6. CÉLULAS DENDRÍTICAS: O cortisol pode alterar o perfil de citocinas secretadas, favorecendo a produção anti-inflamatórias (IL-10) em detrimento das pró-inflamatórias (IL-12). ESTABILIZAÇÃO DAS MEMBRANAS CELULARES: ● O cortisol ajuda a estabilizar as membranas das células endoteliais que revestem os vasos sanguíneos. ● Ele diminui a fluidez da membrana celular, tornando-a menos permeável e menos suscetível à passagem de células e moléculas inflamatórias do sangue para os tecidos circundantes. DIAPEDESE ● O cortisol inibe a liberação de histamina, reduzindo assim a permeabilidade vascular. 5. INIBIÇÃO DA SÍNTESE DE PROSTAGLANDINAS E LEUCOTRIENOS ● Ciclooxigenase (COX): O cortisol inibe a expressão da COX-2, uma enzima chave na síntese de prostaglandinas a partir do ácido araquidônico. As prostaglandinas são mediadores que promovem a inflamação e a dor. O cortisol inibe a expressão da COX-2 através da interferência em fatores de transcrição pró-inflamatórios, modulação de vias de sinalização celular, ligação a elementos de resposta a glicocorticoides, indução de proteínas anti-inflamatórias e repressão da transcrição gênica. ● Lipoxigenase: O cortisol também inibe a lipoxigenase, responsável pela produção de leucotrienos, que promovem a vasoconstrição e a permeabilidade vascular. O cortisol inibe a lipoxigenase através de múltiplos mecanismos, incluindo a supressão da transcrição de genes de lipoxigenase, a interferência com fatores de transcrição pró-inflamatórios, a modulação de vias de sinalização celular, a indução de proteínas anti-inflamatórias e a repressão da transcrição gênica. IMUNOSSUPRESSÃO, IMUNODEPRESSÃO ● IMUNOSSUPRESSÃO: Conceito: Imunossupressão é o estado em que a atividade do sistema imunológico é deliberadamente reduzida ou suprimida. Isso pode ser feito de forma intencional, por meio de medicamentos ou tratamentos, para prevenir a rejeição de órgãos transplantados ou para tratar doenças autoimunes. Contexto e Exemplos: ● Transplante de Órgãos: Pacientes que recebem um transplante de rim, fígado são tratados com medicamentos imunossupressores, como ciclosporina ou tacrolimus, para evitar que o sistema imunológico ataque o órgão transplantado. ● Doenças Autoimunes: Em condições como lúpus, artrite reumatoide, imunossupressores (como metotrexato ou azatioprina) são usados para reduzir a atividade do sistema imunológico que erroneamente ataca os tecidos do próprio corpo. ● IMUNODEPRESSÃO ● Conceito: Imunodepressão refere-se a uma diminuição geral na eficácia do sistema imunológico, que pode ser causada por várias condições, incluindo doenças, envelhecimento, ou como efeito colateral de tratamentos médicos. Diferente da imunossupressão, a imunodepressão não é necessariamente induzida intencionalmente. Contexto e Exemplos: ● Infecções Virais: Doenças como HIV/AIDS causam imunodepressão ao destruir células imunológicas específicas, reduzindo a capacidade do corpo de combater infecções. ● Quimioterapia: Pacientes em tratamento de câncer frequentemente experimentam imunodepressão como um efeito colateral, uma vez que os medicamentos quimioterápicos não discriminam entre células cancerosas e células imunológicas saudáveis. ● Imunossupressão: Redução deliberada da atividade imunológica, geralmente por medicamentos, para prevenir rejeição de transplantes ou tratar doenças autoimunes. ● Imunodepressão: Redução geral na eficácia do sistema imunológico devido a doenças, tratamentos ou envelhecimento, não necessariamente intencional. ● Imunodeficiência: Falha ou deficiência de partes do sistema imunológico, podendo ser congênita (primária) ou adquirida (secundária). FUNGOS Os fungos são organismos eucariotos, que pertencem ao reino Fungi. Eles podem ser unicelulares, como as leveduras, ou multicelulares, como os bolores e cogumelos. Embora sejam geralmente conhecidos por sua capacidade de decompor matéria orgânica, desempenham uma série de funções ecológicas que variam desde decompositores até parasitas e organismos mutualistas. o Unicelular: leveduras o Pluricelular: bolores o Não formam tecidos verdadeiros Heterotróficos: ou seja, não produzem seu próprio alimento através da fotossíntese como as plantas. Eles obtêm seus nutrientes absorvendo matéria orgânica de outros organismos, o que pode ser feito de diversas maneiras: ● Decompositores (saprófitas): decompõem matéria orgânica morta, como folhas e troncos, liberando nutrientes para o solo. ● Simbióticos: vivem em simbiose com outros organismos, como nas micorrizas (fungos e raízes de plantas) ou líquenes (fungos e algas/cianobactérias). ● Parasitas: Alguns fungos são patogênicos, causando doenças em plantas, animais e seres humanos. TIPOS - INTRACELULAR: podem viver tanto no tecido extracelular quanto dentro dos fagócitos. A resposta imune, nesse caso, será uma combinação de anticorpos (para quando estiverem no meio extracelular) e da resposta celular (para quando estiverem no meio intracelular) -EXTRACELULAR: ocorrem por inalação dos esporos, entre as camadas da unha e na superfície da derme -> Quanto à morfologia ● Leveduras -São fungos unicelulares que se reproduzem principalmente por brotação ou divisão celular. -Usadas na produção de alimentos como pão e cerveja (fermentação) e em alguns processos industriais. -Exemplos: Saccharomyces cerevisiae (levedura de cerveja) e Candida albicans (um fungo patogênico para humanos). -Não filamentosos, são esféricos ou ovais -Reprodução: Principalmente assexuada (por brotamento), mas alguns também se reproduzem sexuadamente. ● Bolores (fungos multicelulares ou filamentosos) - Estrutura: Fungos multicelulares compostos por hifas (filamentos) que formam omicélio. - Características: O micélio se expande em todas as direções e pode ser visível a olho nu. Esses fungos muitas vezes aparecem como manchas esbranquiçadas ou coloridas em alimentos ou superfícies. Exemplos: Penicillium (usado na produção de penicilina e que também causa mofo em alimentos) e Aspergillus (associado a doenças pulmonares). Reprodução: Esporulação (assexuada) e, em alguns casos, reprodução sexuada ● Fungos Dimórficos -> Estrutura: Fungos que podem apresentar duas formas morfológicas diferentes, dependendo das condições ambientais (como temperatura). -> Características: Geralmente, em temperaturas mais baixas, formam estruturas semelhantes a bolores, e, em temperaturas mais altas, assumem uma forma de levedura. ->Exemplos: Histoplasma capsulatum (causador da histoplasmose) e Coccidioides immitis (responsável pela coccidioidomicose). -> Reprodução: Pode ser assexuada ou sexuada, dependendo da fase e do ambiente. -> quanto à sua função ecológica 1- Fungos Sapróbios -Função ecológica: Decompositores, que obtêm seus nutrientes a partir de matéria orgânica morta. -Exemplos: Rhizopus stolonifer (bolor do pão) e Agaricus bisporus (cogumelo comestível). -Importância: Eles desempenham um papel vital na reciclagem de nutrientes e na decomposição de restos orgânicos no ambiente. 2-Fungos Parasitários - Função ecológica: Vivem à custa de outros organismos vivos (plantas, animais ou outros fungos), muitas vezes causando doenças. Exemplos: Candida albicans (causa candidíase em humanos). Batrachochytrium dendrobatidis (causa doenças em anfíbios). Tinea (responsável por micoses como a micose de pele). - Importância: Eles podem ser patogênicos para plantas, animais e seres humanos, causando doenças em uma ampla variedade de hospedeiros. 3- FungosMutualistas - Função ecológica: Estabelecem relações simbióticas benéficas com outros organismos, como plantas ou algas. - Exemplos: Líquens: Fungos + algas ou cianobactérias. O fungo fornece um ambiente protegido e a alga/cianobactéria realiza a fotossíntese, proporcionando nutrientes. Micorrizas: Fungos que formam relações com as raízes das plantas. O fungo ajuda a planta a absorver nutrientes do solo (como fósforo), enquanto recebe carboidratos da planta. Glomeromycota (fungos que formammicorrizas). - Importância: Eles têm um papel crucial na nutrição das plantas e na produção primária dos ecossistemas.. Classificação Taxonômica dos Fungos - Zygomycota ● Características: Fungos com esporulação sexuada que forma zigósporos. ● Exemplos: Rhizopus stolonifer (bolor do pão). ● Reprodução: Esporulação sexuada (zigósporos) e assexuada (esporos). Ascomycota ● Características: Fungos que produzem esporos sexuados dentro de estruturas chamadas ascos (sacos). ● Exemplos: Saccharomyces cerevisiae (levedura usada em panificação), Penicillium (produtor de antibióticos) e Claviceps purpurea (produtor de ergot, toxinas associadas ao nascimento de grãos). ● Reprodução: Esporos sexuados (ascos) e assexuada (conídios). Basidiomycota ● Características: Fungos que produzem esporos sexuados em basídios (estruturas especializadas). ● Exemplos: Cogumelos, Agaricus bisporus (cogumelo de champignon). ● Reprodução: Esporos sexuados (basídios) e assexuada (esporos). Chytridiomycota ● Características: Fungos aquáticos que possuem esporos flagelados, diferenciando-se dos outros grupos de fungos. ● Exemplos: Batrachochytrium dendrobatidis (causa quitridiomicose em anfíbios). ● Reprodução: Esporos flagelados. Glomeromycota ● Características: Fungos que formam simbioses com plantas, especificamente em micorrizas arbusculares, para facilitar a absorção de nutrientes pela planta. ● Exemplos: Glomus (fungo que forma micorrizas). ● Reprodução: Assexuada, geralmente através de esporos subterrâneos. Estrutura PAREDECELULAR - Quitina (Polissacarídeo composto por N- acetilglicosamina e B-Glicano) embora também possam conter glicanas e proteínas.Dentre ● Função: Proporciona rigidez e proteção contra desidratação e ataques de outros organismos. - A importância médica do β- glicano é o fato de este corresponder ao sítio de ação do fármaco antifúngico, caspofungina. MEMBRANACELULAR ● Composição: Contém ergosterol, que é um esterol específico dos fungos, além de fosfolipídios e proteínas. ● Função: Regula a entrada e saída de substâncias na célula. MORFOLOGIA UNICELULAR: LEVEDURAS ● Formato: Geralmente esférico, oval ou elipsoidal. ● Tamanho: Variam de 3 a 10 micrômetros de diâmetro. 2. MORFOLOGIA MULTICELULAR: FILAMENTOS FÚNGICOS (HIFAS): ● Formato: Filamentos longos e ramificados que compõem a estrutura dos fungos multicelulares. ● Diâmetro: Geralmente entre 2 a 10 micrômetros. ● Septadas: Hifas divididas por septos ou paredes transversais que contêm poros permitindo a passagem de citoplasma e organelas. ● Cenocíticas: Hifas não divididas por septos, formando um sincício multinucleado. MICÉLIO ● Descrição: Conjunto de hifas entrelaçadas que formam a estrutura vegetativa do fungo. ● Função: Absorção de nutrientes do ambiente. O micélio pode ser subterrâneo ou superficial. ● Tipos: Micélio vegetativo (envolvido na nutrição e crescimento) e micélio reprodutivo (envolvido na formação de estruturas reprodutivas). 3. ESTRUTURAS REPRODUTIVAS: ESPOROS ● Descrição: Unidades reprodutivas que podem ser sexuadas ou assexuadas, adaptadas para dispersão e sobrevivência em condições adversas. ● Tipos de Esporos: - Conídios: Esporos assexuados formados em conidióforos (hifas especializadas). - Esporangiósporos: Esporos assexuados formados dentro de esporângios (estruturas em forma de saco). -Ascósporos: Esporos sexuados formados dentro de ascos (estruturas em forma de saco) em fungos ascomicetos. - Basidiósporos: Esporos sexuados formados em basídios (estruturas em forma de clava) em fungos basidiomicetos. ESTRUTURAS PRODUTORAS DE ESPOROS ● Conidióforo: Hifa especializada que produz conídios. ● Esporângio: Estrutura em forma de saco que contém esporangiosporos. ● Asco: Saco que contém ascósporos. ● Basídio: Estrutura em forma de clava que produz basidiósporos. RIZÓIDES ● Descrição: Hifas especializadas que atuam como âncoras, fixando o fungo ao substrato. ● Função: Absorção de nutrientes e água. CORPODE FRUTIFICAÇÃO ● Descrição: Estrutura multicelular que contém esporos, visível a olho nu em alguns fungos (como cogumelos). ● Função: Dispersão de esporos. ● Píleo (Chapéu): Parte superior do cogumelo. ● Estipe (Talo): Estrutura que sustenta o píleo. ● Lamelas: Lâminas sob o píleo onde os basídios estão localizados. Reprodução Assexuada o fungo produz esporos que se espalham pelo ambiente e, quando encontram condições favoráveis, germinam e se desenvolvem em novos indivíduos geneticamente idênticos ao original - Esporos Conidiais: São esporos formados em estruturas chamadas conídios. Esses esporos não ficam dentro de um sacos ou esporângios, mas são liberados diretamente ao ambiente. Exemplos de fungos que formam conídios são Penicillium e Aspergillus. - Esporos Esporangiais: São formados dentro de uma estrutura chamada esporângio, que se rompe para liberar os esporos. Este tipo de esporo é comum em fungos como Rhizopus, que é responsável pelo bolor do pão - Brotamento: Em alguns fungos, como as leveduras (ex: Saccharomyces cerevisiae), a reprodução assexuada ocorre porbrotamento, onde uma célula mãe se divide e forma uma célula filha (ou broto) que se desprende. O broto cresce e se torna um novo organismo. Fragmentação: Alguns fungos podem se reproduzir por fragmentação, onde um pedaço do micélio se separa e começa a crescer como um novo organismo. Isso ocorre principalmente em fungos como Rhizopus. Reprodução Sexuada recombinação de material genético em fungos de espécies diferentes; fusão das hifas dos fungos. 1. PLASMOGAMIA A plasmogamia é a etapa da reprodução sexuada em que ocorre a fusão dos citoplasmas de duas células parentais, chamadas de gametângios ou hifas compatíveis. ● Gametângios: Em muitos fungos, as células especializadas que se fundem são chamadas de gametângios. Em fungos filamentosos, as hifas de diferentes indivíduos se encontram e fundem seus citoplasmas. ● Heterotalismo: Em espécies heterotálicas, a plasmogamia ocorre entre hifas de diferentes micélios que são sexualmente compatíveis. ● Homotalismo: Em espécies homotálicas, a plasmogamia pode ocorrer dentro do mesmo micélio, pois possuem compatibilidade sexual. 2. Cariogamia: A cariogamia é a fusão dos núcleos haploides que foram trazidos juntos durante a plasmogamia, resultando na formação de um núcleo diploide (2n). 3. Meiose: A meiose é um processo de divisão celular que reduz o número de cromossomos à metade, produzindo quatro núcleos haploides a partir de um núcleo diploide. NUTRIÇÃO o Heterotróficos o Quimio-heterotróficos, necessitam de reações de oxidação-redução de componentes orgânicos e de carbono como fonte de energia o Nutrição: absortiva e extracelular o Liberam enzimas sobre o alimento e depois absorvem os nutrientes de que necessitam. – Digestão enzimática o Enzimas: lipases (formação de detergentes) o Reserva: glicogênio o Fermentação ou respiração celular o Alguns fungos realizam fermentação para obter energia – economicamente cobiçado Resposta contra fungos - EXTRACELULAR 1. Detecção do Fungo (Reconhecimento de PadrõesMoleculares) pelos toll like Quitina: Componente importante da parede celular dos fungos. Beta-glucanas: Polissacarídeos encontrados na parede celular fúngica. Mananas: Polissacarídeos que também estão presentes na superfície de muitas espécies de fungos. Resposta Imune Inata Os fagócitos e células dendríticas reconhecem os organismos fúngicos através dos TLRs e dos receptores do tipo lectina chamados dectinas. Os neutrófilos presumivelmente liberam substâncias fungicidas, tais como as espécies reativas de oxigênio e enzimas lisossomais e fagocitam os fungos para a morte intracelular Macrófagos:Citocinas produzidas: IL-1β, TNF-α, IL-6.Usam PRRs para reconhecer fungos e fagocitar os patógenos. Neutrófilos: Fagocitam fungos e liberam espécies reativas de oxigênio (ROS) e enzimas líticas. Citocinas Produzidas: IL-8 (atrai mais neutrófilos ao local da infecção). Células Dendríticas: Fagocitam fungos e processam antígenos para apresentação aos linfócitos T. Citocinas Produzidas: IL-12 (estimula resposta Th1), IL-6,TGF-β e IL-23 (estimula resposta Th17). Resposta Imune Adaptativa 1. APRESENTAÇÃO DE ANTÍGENOS: Células Dendríticas: ● Processam antígenos fúngicos e migram para os linfonodos, onde apresentam os antígenos aos linfócitos T através das moléculas de MHC ● MHC de classe II: Apresentam antígenos aos linfócitos T CD4+. ● MHC de classe I: Apresentam antígenos aos linfócitos T CD8+ (menos comum em resposta antifúngica). 2. ATIVAÇÃO DE LINFÓCITOS T: Linfócitos T CD4+: ● Th1: Produzem IFN-γ, que ativa macrófagos para uma resposta mais eficaz contra fungos intracelulares. ● Th17: Produzem IL-17, que recruta neutrófilos e outras células inflamatórias para combater fungos extracelulares. Citocinas Produzidas: IFN-γ, IL-17, IL-22. Linfócitos T CD8+ (menos comum): ● Podem destruir células infectadas por fungos, embora essa resposta seja mais relevante para infecções virais. 3. ATIVAÇÃO DE LINFÓCITOS B E PRODUÇÃO DE ANTICORPOS: ● Linfócitos B: Reconhecem antígenos fúngicos e se diferenciam em células plasmáticas que produzem anticorpos. Anticorpos Produzidos: IgM (resposta inicial), IgG (resposta adaptativa), IgA (nas mucosas). Formação de Redes Extracelulares de Armadilha (NETs): Os neutrófilos podem formar NETs (redes extracelulares de armadilha), que são compostas por DNA e proteínas antimicrobianas, e ajudam a prender e matar os fungos extracelulares. -INTRACELULAR Inata Reconhecimento e Fagocitose Após a detecção, as células do sistema imune inato, como macrófagos e neutrófilos, fagocitam os fungos, ingerindo-os em vesículas chamadas fagossomos b. Ativação do Macrófago: Após a fagocitose, eles podem ativar respostas antimicrobianas através da produção de citocinas inflamatórias, como TNF-α, IL-1, IL-6 e IL-12, que recrutam mais células imunes para o local da infecção e promovem a inflamação. 2. Resposta Imune Adaptativa a. Células T CD4+ (Th1): As células T Th1 são ativadas quando células dendríticas apresentam antígenos fúngicos aos linfócitos T. Uma vez ativadas, as células Th1 produzem INF-γ, que tem um papel fundamental na ativação dos macrófagos. INF-γ aumenta a capacidade dos macrófagos de matar fungos intracelulares, tornando-os mais eficazes na eliminação do patógeno. b. Células T CD8+ (Citotóxicas) As células T CD8+ citotóxicas também são importantes na defesa contra fungos intracelulares, especialmente em casos em que o fungo se replica dentro de células do hospedeiro, como macrófagos e células epiteliais. As células T citotóxicas reconhecem as células infectadas por fungos e as matam por meio da liberação de granzimas e perforinas, que induzem a morte celular programada (apoptose) nas células hospedeiras infectadas. Ex de importância Extracelulares 1. Aspergilose: causada pelo fungo Aspergillus, que frequentemente afeta os pulmões. se reproduz externamente nas vias respiratórias, e a infecção ocorre quando os esporos são inalados. Neutrófilos e macrófagos são essenciais para a defesa contra Aspergillus, fagocitando os esporos e destruindo-os com radicais livres de oxigênio e enzimas antimicrobianas. 2. Candidíase causada por Candida albicans, afeta principalmente a mucosa oral, a vagina e a pele. presente extracelularmente. resposta imune envolve neutrófilos emacrófagos que tentam eliminar o fungo Intracelular 1. Criptococose causada pelo fungo Cryptococcus neoformans, afeta principalmente o sistema nervoso central (SNC) levando ameningite criptocócica. Cryptococcus é fagocitado por macrófagos nos pulmões e, posteriormente, pode invadir a corrente sanguínea, atingir o cérebro e causar infecção meningea. Este fungo é capaz de sobreviver e replicar dentro dos macrófagos e evadir a resposta imune do hospedeiro. MECANISMOSDE EVASÃODOS FUNGOS a. Inibição da Ativação Imune: ● Inibição da Fagocitose: Alguns fungos, como Cryptococcus neoformans, produzem uma cápsula polissacarídica que inibe a fagocitose por macrófagos e neutrófilos. Secreção de Fatores Imunomoduladores: ● Candida albicans secreta proteínas como a aspartil protease, que degrada moléculas do complemento e anticorpos, reduzindo a opsonização. ● Aspergillus fumigatus produz gliotoxina, uma molécula que inibe a função dos fagócitos e induz apoptose em células imunes. 2. ALTERAÇÃO DA MORFOLOGIA: a. Polimorfismo ● Mudança de Morfologia: Candida albicans pode alternar entre formas de levedura e hifas, o que ajuda a evadir a resposta imune. As hifas podem invadir tecidos de maneira mais eficaz, enquanto as leveduras são mais resistentes à fagocitose. ● Mimetismo Molecular: Alguns fungos expressam moléculas na superfície celular que imitam proteínas do hospedeiro, confundindo o sistema imunológico. b. Toxinas ● Gliotoxina: Produzida por Aspergillus fumigatus, essa toxina inibe a função fagocítica e a proliferação de linfócitos T, além de induzir a apoptose em células imunes. 1. Formação de Biofilmes: agregados multicelulares de fungos, muitas vezes envolvidos em uma matriz extracelular, que tornam os patógenos mais resistentes à fagocitose, ação antimicrobiana e à respostaimune do hospedeiro, dificultam a ação de macrófagos e neutrófilos, além de reduzir a eficácia de antifúngicos. - Desenvolvem mecanismos de virulência; Fungos mais virulentos como: CRYPTOCOCCUS NEOFORMANS Inibem a ação dos macrófagos, inibem a IL-12, TNF. estimula a IL-10 (anti-inflamatória) e o fungo induz essa IL-10. - por isso pacientes imuno comprometidos tendem a ter infecções fúngicas recorrentes. - A parede celular possui BETA-GLICANO, que possui atuação antifúngica, sendo, portanto, responsável pela EVASÃO DA RESPOSTA IMUNE.