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Prova comentada de Português para Analista Judiciário (Área Judiciária) com texto adaptado sobre educação familiar e questões de múltipla escolha sobre interpretação e sentido de trechos, cada item apresentado com resolução e indicação da resposta correta.

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Analista Judiciário-Área Judiciária 
Português 
Atenção: Para responder às questões de números 1 a 6, considere o texto abaixo. 
Educação familiar 
A família cumpre cada vez menos a sua função de instituição de aprendizagem e educação. Ouve-se dizer 
hoje, repetidamente, o mesmo a respeito dos filhos de famílias das camadas superiores da sociedade, “nada 
trouxeram de casa”. Os professores universitários comprovam até que ponto é escassa a formação substancial, 
realmente experimentada pelos jovens, que possa ser considerada como pré-adquirida. 
Mas isso depende do fato de que a formação cultural perdeu a sua utilidade prática. Mesmo que a família 
ainda se esforçasse por transmiti-la, a tentativa estaria condenada ao fracasso porque, com a certeza dos bens 
familiares hereditários, esvaziaram-se alguns motivos de insegurança e sentimento de desproteção. Por parte dos 
filhos, a tendência atual consiste em furtarem-se a essa educação, que se apresenta como uma introversão 
inoportuna, e em orientarem-se, de preferência, pelas exigências da chamada “vida real”. 
O momento específico da renúncia pessoal, que hoje mutila os indivíduos, impedindo a individuação, não é 
a proibição familiar, ou não o é inteiramente, mas a frieza, a indiferença tanto mais penetrante quanto mais 
desagregada e vulnerável a família se torna. 
(Adaptado de: HORKHEIMER, Max, e ADORNO, Theodor (orgs.). Temas básicos da Sociologia. São Paulo: Cultrix, 1973, p. 143) 
1. De acordo com o primeiro parágrafo do texto, 
(A) a irrelevância da família na formação educativa de seus filhos deve-se ao papel assumido pelos professores 
universitários. 
(B) a frase “nada trouxeram de casa” situa com precisão a causa de a educação familiar ter perdido toda a sua 
relevância. 
(C) a crescente irrelevância da família como instituição educativa transparece na escassa formação apresentada 
pelos jovens. 
(D) o cumprimento da função educativa que cabe à família compromete-se por conta de uma formação pré-
adquirida. 
(E) as camadas superiores da sociedade têm repetido que seus filhos já nada podem levar de casa como processo 
educativo. 
RESOLUÇÃO: 
A afirmação “nada trouxeram de casa” evidencia a fragilidade da formação familiar. A expressão quer nos dizer que 
pouca influência a família tem na formação cultural do indivíduo, até mesmo se este for proveniente das camadas 
superiores da sociedade. 
Resposta: C 
2. No segundo parágrafo, a expressão introversão inoportuna indica 
(A) o juízo que fazem os jovens de hoje de uma eventual iniciativa educacional da família. 
(B) a maneira pela qual reage a sociedade quando está em risco a educação familiar. 
(C) a reação dos pais quando solicitados a se encarregarem de iniciativas educacionais. 
 
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(D) o programa que antigamente pautava a escolarização dos estudantes universitários. 
(E) o modo pelo qual se planeja reconstituir a importância da educação familiar. 
RESOLUÇÃO: 
A educação familiar é vista pelos jovens de hoje, segundo o texto, como uma introversão inoportuna, ou seja, eles 
veem essa tentativa de a família participar da educação como algo inadequado e incômodo. É dessa forma, pois, 
que eles julgam a iniciativa educacional por parte da família, como bem afirma a letra A. 
Resposta: A 
3. Considerando-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento em: 
(A) a sua função de instituição (1º parágrafo) = a sua identidade funcional 
(B) é escassa a formação substancial (1º parágrafo) = é substanciosa a escassez formativa 
(C) esvaziaram-se alguns motivos (2º parágrafo) = restringiram-se certos pretextos 
(D) consiste em furtarem-se (2º parágrafo) = reside em se esquivarem 
(E) impedindo a individuação (3º parágrafo) = expurgando o individualismo 
RESOLUÇÃO: 
Na letra A, “identidade funcional” dá a entender um tipo de identidade. O sentido é, portanto, alterado, visto 
que, no trecho original – “função de instituição” -, faz-se menção a uma função institucional. 
Na letra B, alteram-se as relações de sentido: originalmente, diz-se que é escassa a formação; no trecho reescrito, 
diz-se que a escassez é substanciosa (significativa). 
Na letra C, o sentido original de “esvaziar” – perder o sentido, a função – não corresponde ao de “restringir” – 
limitar a ação, o alcance. 
Na letra E, o sentido de “impedir” – criar barreiras, obstáculos – não corresponde fielmente à ideia de “expurgar” 
–eliminar, limpar por completo. 
A letra cuja reescrita traduz corretamente o sentido original é a D, portanto. 
Resposta: D 
4. Está plenamente clara e correta a redação deste livre comentário sobre o texto: 
(A) No caso de a educação formal for insuficiente, apelem-se para as providências que cabem à família tomar. 
(B) Aos jovens de hoje reserva-se poucos cuidados no que tocam à sua educação, restringindo à bem poucas 
iniciativas. 
(C) Os filhos de hoje recusam-se à admitir que lhes cabe alguma educação que provisse de seus pais ou 
responsáveis. 
(D) A razão onde melhor se justifica a irrelevância da presente educação familiar estima-se que é a frieza dos que 
são indiferentes. 
 
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(E) Os indivíduos de nosso tempo, impedidos de se determinarem como tais, são como que mutilados por essa 
privação de si mesmos. 
RESOLUÇÃO: 
Na letra A, lê-se “apelem-se”. Deve-se empregar a forma singular “apele-se”, haja vista que o SE é índice de 
indeterminação do sujeito e o verbo por ele acompanhado se flexiona na 3ª pessoa do singular. Além disso deve-
se empregar a forma singular “cabe”, haja vista que seu sujeito – “tomar providências” – é oracional. 
Na letra B, lê-se “reserva-se”. Deve-se empregar a forma plural “reservam-se”, haja vista que o SE é partícula 
apassivadora, tornando necessária a concordância entre verbo e sujeito paciente “poucos cuidados”. 
Na letra C, há uma crase antes de verbo, o que já a elimina como possibilidade de gabarito. 
Na letra D, ocorre o emprego do relativo “onde” retomando uma ideia que não é a de lugar – no caso, “razão”. 
Isso já elimina essa opção como possível gabarito. 
Resposta: E 
5. Há ocorrência de forma verbal na voz passiva e pleno atendimento às regras de concordância na frase: 
(A) As funções educativas que em nossos dias deveriam assumir a família do jovem passaram a ocupar um plano 
inteiramente secundário. 
(B) No caso de ser assumido pelas famílias seu papel educativo, os jovens passariam a ser os grandes beneficiários 
dessa iniciativa. 
(C) Assumir a família um papel complementar no processo educacional corresponde a uma das iniciativas de que 
não podem se esquivar. 
(D) Ainda que não caibam às famílias assumir o protagonismo do processo educacional, não há como se furtarem 
a participar desse processo. 
(E) Imagina-se que em algum momento as famílias venham a assumir o papel que delas se esperam ao longo de um 
processo educacional. 
RESOLUÇÃO: 
Como comentamos em nossos aulões de revisão, devemos iniciar a resolução da questão identificando a voz 
passiva, tanto no formato analítico – com verbo auxiliar “ser” e principal no particípio -, como no sintético 
– verbo com objeto direto acompanhado do SE partícula apassivadora. 
Aplicando-se esse filtro, restam as letras B – “ser assumido” – e E – “Imagina-se” e “se esperam”. 
Noteque as letras C e D apresentam SE, mas este assume um papel reflexivo. 
Na letra E, ocorre, no entanto, um erro de concordância: deveria ser empregada a forma “se espera”, para que 
houvesse concordância com o sujeito paciente “que”, que retoma o termo antecedente “papel”. 
Resposta: B 
 
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6. Numa nova redação de um segmento do texto, mantém-se a adequada correlação entre tempos e modos 
verbais em: 
(A) Os professores universitários comprovariam até que ponto seja escassa a formação substancial dos jovens. 
(B) Mas isso dependerá do fato de que a formação cultural perdia sua utilidade prática. 
(C) Mesmo que a família venha a se esforçar por transmiti-la, a tentativa estará condenada ao fracasso. 
(D) A tendência atual consistiria em que hão de se furtar a essa educação. 
(E) O momento específico da renúncia pessoal, não sendo a proibição familiar, ou não o fosse inteiramente, é a 
frieza, a indiferença. 
RESOLUÇÃO: 
Na letra A, não há compatibilidade entre “comprovariam” e “sejam”. 
Na letra B, não há compatibilidade entre “dependerá” e “perdia”. 
Na letra D, não há compatibilidade entre “consistiria” e “hão”. 
Na letra E, não há compatibilidade entre “fosse” e “é”. 
A resposta, portanto, é a letra C: nela, as formas “venha” – presente do subjuntivo – e “estará” – futuro do 
presente do indicativo – convivem harmoniosamente. 
Resposta: C 
Atenção: Para responder às questões de números 7 a 12, baseie-se no texto abaixo. 
[Pai e filho] 
No romance Paradiso o grande escritor cubano José Lezama Lima diz que um ser humano só começa a 
envelhecer depois da morte do pai. Freud atribui a essa morte um dos grandes traumas de um filho. 
A amizade e a cumplicidade quase sempre prevalecem sobre as discussões, discórdias e outras asperezas 
de uma relação às vezes complicada, mas sempre profunda. Às vezes você lamenta não ter conversado mais com o 
seu pai, não ter convivido mais tempo com ele. Mas há também pais terríveis, opressores e tirânicos. 
Exemplo desse caso está na literatura, na Carta ao pai, de Franz Kafka. É esse um dos exemplos notáveis do 
pai castrador, que interfere nas relações amorosas e na profissão do filho. Um pai que não se conforma com um 
grão de felicidade do jovem Franz. A Carta é o inventário de uma vida infernal. É difícil saber até que ponto o pai de 
Kafka na Carta é totalmente verdadeiro. Pode se tratar de uma construção ficcional ou um pai figurado, mais ou 
menos próximo do verdadeiro. Mas isso atenua o sofrimento do narrador? O leitor acredita na figuração desse pai. 
Em cada página, o que prevalece é uma alternância de sofrimento e humilhação, imposta por um homem 
prepotente e autoritário. 
(Adaptado de: HATOUM, Milton. Um solitário à espreita. São Paulo: Companhia das Letras, 2013, p. 204-205) 
7. Se bem observados na sequência do texto, os três parágrafos constituem 
(A) uma progressão lógica para a tese defendida por Freud, segundo a qual a morte de um pai é um grande trauma 
para o filho. 
 
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(B) a defesa da tese geral do escritor José Lezama Lima, a partir da qual se considera a existência opressiva de pais 
tirânicos. 
(C) uma trajetória que parte da constatação e da afirmação do valor de um pai para culminar num caso de 
paternidade cruel e prepotente. 
(D) o desenvolvimento de um raciocínio que apresenta uma tese no primeiro parágrafo, contradita-a no segundo e 
a retoma no terceiro. 
(E) diferentes posições que, ao enfocarem o fenômeno da paternidade, não estabelecem relação entre si. 
RESOLUÇÃO: 
O texto inicia afirmando que o pai é uma figura importante. Tanto o é que, segundo o escritor José Lezama, o 
homem começa a envelhecer depois da morte de um pai. 
Já no segundo parágrafo, no entanto, o autor apresenta a ressalva de que alguns pais são opressores e cruéis, 
exemplificando essa situação no 3º parágrafo, ao trazer o exemplo da obra “Carta ao pai”, de Franz Kafka. 
Resposta: C 
8. O autor relativiza uma percepção positiva da relação entre pai e filho para dar início a uma percepção 
inteiramente contrária com esta frase: 
(A) um ser humano só começa a envelhecer depois da morte do pai (1º parágrafo). 
(B) Às vezes você lamenta não ter conversado mais com o seu pai (2º parágrafo). 
(C) A Carta é o inventário de uma vida infernal (3º parágrafo). 
(D) Mas há também pais terríveis, opressores e tirânicos (2º parágrafo). 
(E) A amizade e a cumplicidade quase sempre prevalecem (2º parágrafo). 
RESOLUÇÃO: 
A frase “Mas há também pais terríveis, opressores e tirânicos” inicia uma mudança de abordagem no texto, que 
passa dos exemplos positivos de paternidade para os negativos. 
Resposta: D 
9. Ao supor que a Carta seja uma construção ficcional, o autor 
(A) nem por isso esvazia a possibilidade de que o sofrimento e a humilhação nela expostos atinjam o leitor. 
(B) desse modo acentua o evidente exagero das páginas cruéis em que o filho atormentado acusa a malignidade do 
pai. 
(C) ressalva assim o fato de que o narrador forjou inteiramente seus sofrimentos para ganhar a adesão emocional 
do leitor. 
(D) lembra por isso que a literatura vive de invenções que pouco têm a ver com situações que se possam comprovar 
na vida real. 
(E) mostra com isso que nessa suposta carta, provinda de um impostor literário, não há mais que a projeção de um 
filho e de um pai hipotéticos. 
 
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RESOLUÇÃO: 
Pode se tratar de uma construção ficcional ou um pai figurado, mais ou menos próximo do verdadeiro. Mas isso 
atenua o sofrimento do narrador? O leitor acredita na figuração desse pai. Em cada página, o que prevalece é 
uma alternância de sofrimento e humilhação, imposta por um homem prepotente e autoritário. 
A pergunta nele formulada é retórica e sinaliza que, mesmo na hipótese de o pai retratado ser ficcional, sua figura 
tirânica desperta no leitor sofrimento e indignação. 
Resposta: A 
10. A frase Pode se tratar de uma construção ficcional ou um pai figurado, mais ou menos próximo do verdadeiro 
ganha nova redação, na qual mantém seu sentido básico, em: 
(A) Tratando-se provavelmente de uma construção de ficção, ou mesmo de um pai figurante, pode ainda estar 
próximo da verdade. 
(B) É possível que se trate de uma operação ficcional ou da figuração de um pai que lembre aproximadamente o 
pai real. 
(C) Tratando-se de uma ficção, pela qual se reproduz a figura do pai, pode ainda assim estar perto de ser 
convincente. 
(D) Considerando como construção ficcional tal figura do pai, trata-se de se aproximar um tanto da verdadeira. 
(E) Pode-se considerar que tal construção, sendo fictícia, venha a preservar a imagem verdadeira do pai assim 
figurado. 
RESOLUÇÃO: 
Na letra A, o sentido de “figurado” – significando no contexto “não real”, “fictício” – não corresponde à ideia de 
“figurante” – “coadjuvante”, “secundário”. 
Na letra C, a ideia original de “verdadeiro” não é corretamente traduzida por “convincente”. 
Na letra D, diz-se que a figura do pai é ficcional. Na redação original, diz-se que o pai pode ser ficcional ou 
figurado. Ocorre, portanto, uma mudança de sentido. 
Na letra E, afirma-se que o pai figurado é verdadeiro. Na redação original, afirma-se que ele está próximo do 
verdadeiro. Ocorre, portanto, uma mudança de sentido. 
Resposta: B 
11. Está plenamente adequada a pontuação da seguinte frase: 
(A) O grande escritor cubano José Lezama Lima no romance Paradiso, tece uma consideração, a respeito da morte 
do pai. 
(B) Freud ao tratar da morte do pai, considera-a um dos grandes traumas, quepodem acometer a um filho. 
 
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(C) Embora haja asperezas, na relação de um pai e um filho, há também, por outro lado muita amizade e 
cumplicidade. 
(D) Ao escrever a Carta ao pai em que faz uma espécie de inventário infernal, Kafka não deixa de mostrar-se 
alternadamente, sofrido e humilhado. 
(E) Ainda que afastada da figura do pai real, sua construção ficcional, promovida por Kafka, expressa em alto grau 
o sofrimento de um filho. 
RESOLUÇÃO: 
Na letra A, o termo adverbial “no romance Paradiso” deveria estar entre vírgulas, pois está intercalado entre 
sujeito e verbo. Além disso, a vírgula após “consideração” isola nome e complemento, o que é equivocado. 
Na letra B, a oração adverbial “ao tratar da morte do pai” deveria estar entre vírgulas, pois está deslocada. 
Na letra C, a expressão “por outro lado” deveria estar isolada por vírgulas. No entanto, somente há vírgula antes, 
e não depois, o que torna incorreta a pontuação. 
Na letra D, para que seja possível a vírgula após “alternadamente”, deve-se empregar uma outra antes desse 
termo. Note, no entanto, que as duas vírgulas são facultativas, haja vista que se trata de um adjunto adverbial de 
pequena extensão. 
Resposta: E 
12. É plenamente adequado o emprego de pronomes e do sinal indicativo de crase em: 
(A) Diante da morte do pai, o filho não apenas lhe lamenta como se vê submetido à culpas inconsoláveis e a 
profundos remorsos. 
(B) Kafka escreveu uma Carta ao pai, carregando-lhe de sentimentos duros, que o leitor à muito custo 
acompanhará. 
(C) Ninguém se sentirá alheio às provações que Kafka nos conta em sua carta, a propósito das dores que o pai lhe 
infligiu. 
(D) As emoções que provoca no leitor à leitura da carta de Kafka ao pai devem-se ao poder da ficção que lhe captura. 
(E) As palavras da Carta conduzem o leitor, passo à passo, pelas dores e humilhações que o pai de Kafka fez-lhe 
passar. 
RESOLUÇÃO: 
Na letra A, ocorre erro no emprego do pronome “lhe”, uma vez que o verbo “lamentar” solicita objeto direto e o 
pronome escolhido substitui, como complemento verbal, objetos indiretos. Além disso, ocorre crase singular 
antes de plural. 
Na letra B, ocorre erro no emprego do pronome “lhe”, uma vez que o verbo “carregando” solicita objeto direto e 
o pronome escolhido substitui, como complemento verbal, objetos indiretos. Além disso, ocorre crase antes de 
palavra masculina, o que torna o item errado. 
 
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Na letra D, ocorre erro no emprego do pronome “lhe”, uma vez que o verbo “capturar” solicita objeto direto e o 
pronome escolhido substitui, como complemento verbal, objetos indiretos. Além disso, não ocorre crase antes de 
“leitura”, pois o “a” empregado é somente artigo. Checa-se facilmente isso, trocando-se “leitura” por 
“aprendizado” (… provoca no leitor a leitura … = … provoca no leitor o aprendizado…). 
Na letra E, emprega-se crase em locução formada por palavra repetida, ainda mais masculina, o que é 
completamente inviável. 
Resposta: C 
Atenção: Para responder às questões de números 13 a 16, baseie-se no texto abaixo. 
[Valores da propaganda] 
Na sociedade moderna, a mesma voz que prega sobre as coisas superiores da vida, tais como a arte, a 
amizade ou a religião, exorta o ouvinte a escolher uma determinada marca de sabão. Os panfletos sobre como 
melhorar a linguagem, como compreender a música, como ajudar-se etc. são escritos no mesmo estilo de 
propaganda que exalta as vantagens de um laxativo. Na verdade, um redator hábil pode ter escrito qualquer um 
deles. 
Na altamente desenvolvida divisão de trabalho, a expressão tornou-se um instrumento utilizado pelos 
técnicos a serviço do mercado. Um romance é escrito tendo-se em mente as suas possibilidades de filmagem, uma 
sinfonia ou poema são compostos com um olho no seu valor de propaganda. Outrora pensava-se que cada 
expressão, palavra, grito ou gesto tivesse um significado intrínseco; hoje é apenas um incidente em busca de 
visibilidade. 
(Adaptado de: HORKHEIMER, Max. Eclipse da razão. Trad. Sebastião Uchoa Leite. Rio de Janeiro: Editorial Labor do Brasil, 1976, p. 112) 
13. No primeiro parágrafo do texto, o autor 
(A) valoriza a arte dos grandes redatores, a partir da qual se torna possível distinguir um texto comercial de um 
texto convincente. 
(B) acusa a discriminação que atinge os publicitários, em vez de criticar mais duramente os maus profissionais de 
outras áreas. 
(C) afirma que aqueles que dominam a linguagem da propaganda comercial estão aptos a propagar matérias de 
maior relevância. 
(D) defende a ideia de que marcas de sabão ou laxativos não podem vender tão bem quanto produtos sobre os 
quais pesa menos preconceito. 
(E) atesta que os panfletos redigidos com maior arte são aqueles cujos autores também dominam a linguagem das 
artes ou da religião. 
RESOLUÇÃO: 
No primeiro parágrafo, o autor afirma que a “mesma voz” que exorta coisas superiores da vida, como religião, 
amizade e arte, também é capaz de recomendar uma compra de um sabão ou laxativo. 
Isso fica bem evidente no seguinte trecho: “Na verdade, um redator hábil pode ter escrito qualquer um deles. 
Resposta: C 
 
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14. Na frase Na altamente desenvolvida divisão de trabalho, a expressão tornou-se um instrumento utilizado 
pelos técnicos a serviço do mercado (2º parágrafo), o segmento sublinhado pode ser substituído, sem prejuízo 
para o sentido básico do contexto, por: 
(A) uma ferramenta do uso de especialistas em operações comerciais. 
(B) um utensílio desenvolvido por trabalhadores servis do sistema de negócios. 
(C) um atributo próprio de quem gerencia as operações do mercado. 
(D) uma operação que beneficia os especialistas empresariais. 
(E) um fator decisivo para que os acionistas de uma empresa façam-na lucrativa. 
RESOLUÇÃO: 
A ideia de “instrumento” não está associada a “utensílio”, como afirma a letra B, nem “atributo”, como afirma a 
letra C. 
As letras D e E – “operação” e “um fator decisivo” – também não traduzem corretamente a ideia de 
“instrumento”. 
O termo “instrumento” pode ser associado a uma ferramenta, empregada no sentido de “técnica”, “maneira”, 
“jeito”, “procedimento”. 
Resposta: A 
15. No contexto, relacionam-se numa oposição de sentido os segmentos: 
(A) exorta o ouvinte / exalta as vantagens (1º parágrafo). 
(B) as coisas superiores da vida / como melhorar a linguagem (1º parágrafo). 
(C) Um romance é escrito / uma sinfonia ou poema são compostos (2º parágrafo). 
(D) instrumento utilizado pelos técnicos / valor de propaganda (2º parágrafo). 
(E) um significado intrínseco / um incidente em busca de visibilidade (2º parágrafo). 
RESOLUÇÃO: 
A ideia de “valor intrínseco” está associada a ideia de valor real. 
Já a ideia de “incidente em busca de visibilidade” enfraquece a visão de valor“, pois este não é reconhecido sem 
que se torne visível. 
São duas ideias contrastantes, portanto! 
Isso posto, a redação da letra E é a correta. 
Resposta: E 
16. No centro da argumentação desenvolvida no texto, está suposto que 
(A) é o aprendizado de técnicas de propaganda que melhor serve à compreensão das artes. 
 
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(B) para a linguagem da propaganda é indiferente o produto que se disponha a vender. 
(C) na venda de um produto de excelência a propaganda torna-se dispensável. 
(D) a eventual ineficácia de um produto é compensada pela eficácia da propaganda. 
(E) o trabalhodos publicitários modernos deve tudo ao que as grandes artes lhe legaram. 
RESOLUÇÃO: 
Veja os trechos a seguir, copiados do 1º parágrafo: 
... a mesma voz que prega sobre as coisas superiores da vida, tais como a arte, a amizade ou a religião, exorta o 
ouvinte a escolher uma determinada marca de sabão. Os panfletos sobre como melhorar a linguagem, como 
compreender a música, como ajudar-se etc. são escritos no mesmo estilo de propaganda que exalta as vantagens 
de um laxativo. 
O texto compara a pregação da arte, amizade e religião à venda de uma marca de sabão; compara a panfletagem 
sobre linguagem, música, autoajuda à venda de um laxativo. 
Essas comparações esdrúxulas evidenciam que a propaganda trata os produtos de forma indistinta. O que 
importa é a linguagem e o objetivo maior que é a venda. As peculiaridades e o valor intrínseco do produto ficam 
em segundo plano. 
Resposta: B 
Raciocínio Lógico-Matemático 
17. Em um jogo de pôquer, independentemente do valor das fichas, uma ficha preta equivale a 5 fichas verdes, 
uma verde equivale a duas azuis, uma azul equivale a 2 vermelhas e uma vermelha a 5 brancas. Dessa forma, 8 
fichas verdes são equivalentes a 
(A) 1 preta, 5 azuis e 2 vermelhas. 
(B) 1 preta, 5 azuis e 5 brancas. 
(C) 1 preta, 5 azuis e 15 brancas. 
(D) 10 azuis, 10 vermelhas e 5 brancas. 
(E) 10 azuis, 15 vermelhas e 10 brancas. 
RESOLUÇÃO: 
– uma ficha preta equivale a 5 fichas verdes: P = 5Vd 
– uma verde equivale a duas azuis: Vd = 2ª 
– uma azul equivale a 2 vermelhas: A = 2Vm 
– uma vermelha a 5 brancas: Vm = 5B 
Temos 8 fichas verdes. A primeira relação mostra que podemos trocar 5 fichas verdes por 1 preta, ficando com 1P 
+ 3Vd. 
Como 1 ficha verde equivale a 2 azuis (segunda relação), podemos dizer que as 3 verdes equivalem a 6 fichas 
azuis. Ficamos com 1P + 6A. 
 
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Uma das fichas azuis pode ser transformada em 2 vermelhas (terceira relação), de modo que ficamos com: 1P + 
5A + 2Vm. 
Resposta: A 
18. Sabendo-se que é verdadeira a afirmação “Todos os filhos de José sabem inglês”, então é verdade que 
(A) José sabe inglês. 
(B) José não sabe inglês. 
(C) se Mário sabe inglês então ele é filho de José. 
(D) se Murilo não sabe inglês então ele não é filho de José. 
(E) se Marcos não é filho de José então ele não sabe inglês. 
RESOLUÇÃO: 
A afirmação pode ser transformada na condicional “Se é filho de José, então sabe inglês”. 
Esta condicional pode ser transformada na sua contrapositiva: 
“Se NÃO sabe inglês, então NÃO é filho de José” 
Resposta: D 
19. Alberto, Breno e Carlos têm, ao todo, 40 figurinhas. Alberto e Breno têm a mesma quantidade de figurinhas 
e Carlos tem a metade da quantidade de figurinhas de Breno. A quantidade de figurinhas que Alberto e Carlos 
têm juntos é 
(A) 16 
(B) 8 
(C) 24 
(D) 32 
(E) 20 
RESOLUÇÃO: 
Sejam A, B e C as quantidades de figurinhas de cada. 
Alberto e Breno têm a mesma quantidade de figurinhas: A = B. 
Carlos tem a metade da quantidade de figurinhas de Breno: C = B/2 
O total é 40, ou seja: 
40 = A + B + C 
40 = B + B + B/2 
80 = 2B + 2B + B 
 
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80 = 5B 
B = 16 
A = B = 16 
C = B/2 = 16/2 = 8 
A quantidade de figurinhas que Alberto e Carlos têm juntos é 16 + 8 = 24. 
Resposta: C 
20. Os inscritos em um congresso receberam crachás com identificações que começam pelas letras A ou B, 
seguidas de três números. Do total de inscritos, 3/7 receberam crachás com a letra A. Em uma palestra 2/5 dos 
inscritos que receberam crachás com a letra A compareceram e todos os inscritos que receberam crachás com a 
letra B também compareceram. Havia 260 participantes nessa palestra. O total de inscritos nesse congresso é de 
(A) 300 
(B) 520 
(C) 560 
(D) 350 
(E) 260 
RESOLUÇÃO: 
Sendo T o total de inscritos no congresso, sabemos que 3/7 receberam a letra A, ou seja, 
A = 3T/7 
O restante (4/7) recebeu B: 
B = 4T/7 
Sabemos que 2/5 dos que receberam A e todos os que receberam B compareceram na palestra, totalizando 260 
pessoas: 
260 = (2/5).3T/7 + 4T/7 
Multiplicando todos os termos por 7, temos: 
1820 = (2/5).3T + 4T 
Multiplicando todos os termos por 5: 
9100 = 6T + 20T 
9100 = 26T 
T = 9100 / 26 
T = 350 
Resposta: D 
 
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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 
Direito Administrativo 
21. Manuel dos Santos foi servidor público federal estável e aposentou-se voluntariamente aos sessenta e dois 
anos de idade. Após dez anos de gozo da aposentadoria, requereu sua reversão ao cargo público que antes 
ocupava. Diante dessa hipótese, à luz do que dispõe a legislação federal aplicável, 
(A) é impossível a reversão, pois o requerente já atingiu a idade da aposentadoria compulsória. 
(B) é impossível a reversão, pois a lei federal apenas contempla a hipótese de reversão ex officio, pela insubsistência 
dos motivos que levaram à aposentadoria por invalidez. 
(C) é possível, desde que haja cargo vago e interesse da administração no retorno do requerente à atividade. 
(D) é possível, independentemente do interesse da administração, pois se trata de hipótese de ato vinculado e o 
requerente preencheu todos os requisitos legais. 
(E) é impossível, em razão do lapso temporal transcorrido desde a aposentadoria do requerente. 
RESOLUÇÃO: 
A reversão requerida pelo servidor aposentado é impossível, pois um dos requisitos previstos na lei é que 
a aposentadoria tenha ocorrido nos cinco anos anteriores à solicitação (Lei 8.112/93, art. 25, “d”). Veja: 
Lei 8.112/90: 
Art. 25. Reversão é o retorno à atividade de servidor aposentado: 
I – por invalidez, quando junta médica oficial declarar insubsistentes os motivos da aposentadoria; ou 
II – no interesse da administração, desde que: 
a) tenha solicitado a reversão; 
b) a aposentadoria tenha sido voluntária; 
c) estável quando na atividade; 
d) a aposentadoria tenha ocorrido nos cinco anos anteriores à solicitação; 
e) haja cargo vago. 
Correta, portanto, a alternativa “e”. Das demais alternativas, vale comentar a opção “a”. O art. 27 da Lei 8.112 
prevê que “não poderá reverter o aposentado que já tiver completado 70 (setenta) anos de idade“. Quando 
Manuel solicitou a reversão, ele já possuía 72 anos de idade. Logo, a regra do art. 27 também constitui impeditivo 
para o pedido do aposentado. o erro da alternativa “a” é afirmar que Manuel já atingiu a idade da aposentadoria 
compulsória, pois essa idade, a partir da chamada PEC da Bengala, subiu de 70 para 75 anos de idade (CF, art. 40, 
§1º, II). Na verdade, Manuel atingiu a idade limite para a reversão (70 anos), e não a idade para a aposentadoria 
compulsória (75 anos). 
Resposta: E 
 
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22. Paulo da Silva é servidor federal e foi designado para compor Comissão Processante destinada a apurar a 
responsabilidade de outro servidor público. Ao tomar ciência da designação, Paulo verifica que o servidor 
investigado é seu parente de quarto grau, por intermédio de uma irmã adotiva de sua mãe. Diante da situação 
relatada e à luz do que dispõem a Lei nº 8.112/90 e a Lei nº 9.784/99, Paulo 
(A) é obrigado a comunicar o impedimento à autoridade que o designou, abstendo-se de atuar, sob pena de 
responsabilidade funcional. 
(B) é obrigado a comunicar a suspeição à autoridade queo designou, abstendo-se de atuar, sob pena de 
responsabilidade funcional. 
(C) deve prosseguir na Comissão, pois as leis em questão determinam expressamente que parentescos baseados 
em adoção são incapazes de gerar incompatibilidade para atuação em processo administrativo. 
(D) não está obrigado a comunicar impedimento, mas pode declarar-se em situação de suspeição, solicitando o 
afastamento à autoridade que o designou. 
(E) não está obrigado a comunicar suspeição, mas pode declarar-se em situação de impedimento, solicitando o 
afastamento à autoridade que o designou. 
RESOLUÇÃO: 
A situação de Paulo não caracteriza impedimento, pois o parentesco é de quarto grau, e a Lei 9.784/99 prevê 
impedimento quando o parentesco é até o terceiro grau, apenas. 
Contudo, é fato que Paulo possui relação pessoal com o servidor processado, podendo caracterizar uma amizade 
íntima, ensejadora da suspeição. 
Lembrando que a declaração de suspeição, por parte da autoridade envolvida, é discricionária, pois envolve 
avaliações de foro íntimo. 
Resposta: D 
23. Em uma licitação na modalidade tomada de preços, verificou-se que todas as propostas apresentadas 
estavam incompatíveis com as exigências do edital de licitação e, por essa razão, foram desclassificadas. Em vista 
do ocorrido, a Comissão de licitação deve 
(A) propor à autoridade que autorizou o certame a contratação direta, por se tratar de licitação deserta. 
(B) fixar aos licitantes o prazo de oito dias úteis para a apresentação de novas propostas, devidamente saneadas 
das incompatibilidades que justificaram a desclassificação. 
(C) propor à autoridade que autorizou o certame a contratação do licitante que ofereceu a proposta mais vantajosa, 
relevando as incompatibilidades, em vista do princípio da economicidade. 
(D) anular a licitação e propor à autoridade que autorizou o certame a republicação do edital, para coleta de novas 
propostas. 
(E) revogar a licitação e propor à autoridade que autorizou o certame a contratação direta, por inexigibilidade de 
licitação. 
RESOLUÇÃO: 
A resposta está no art. 48, §3º da Lei 8.666/93, segundo o qual “quando todos os licitantes forem inabilitados ou 
 
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todas as propostas forem desclassificadas, a administração poderáfixar aos licitantes o prazo de oito dias 
úteis para a apresentação de nova documentação ou de outras propostas escoimadas das causas referidas neste 
artigo, facultada, no caso de convite, a redução deste prazo para três dias úteis”. 
Resposta: B 
Direito Constitucional 
24. Será compatível com a Constituição Federal e a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal a lei federal que 
(A) autorize os Estados a legislar sobre questões específicas em matéria de proteção à infância e à juventude, desde 
que se trate de lei complementar. 
(B) determine a realização de novas eleições para cargos majoritários simples, em casos de vacância por causas 
eleitorais de extinção do mandato. 
(C) fixe tempo máximo de espera em fila para os usuários de serviços prestados por instituições financeiras e 
cartórios de registros públicos. 
(D) fixe, para o valor das aposentadorias a serem concedidas pelos regimes próprios de previdência dos servidores 
de União, Estados, Distrito Federal e Municípios, o limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral 
de previdência social. 
(E) regule a ocupação e a utilização da faixa de fronteira, assim considerada a faixa de até duzentos quilômetros de 
largura, fundamental para a defesa do território nacional. 
RESOLUÇÃO: 
Ótima questão sobre o tema Repartição Constitucional de Competências, tema por nós estudado na AULA 09. 
 
Pois bem. Repare que a letra ‘a’ não pode ser nossa reposta, pois compete à União, aos Estados e ao Distrito 
Federal legislar concorrentemente sobre proteção à infância e à juventude (art. 24, XV, CF/88). Nos termos do art. 
24, § 1º, a União vai editar as normas gerais e, conforme o § 2º, os Estados e o DF vão editar as normas 
específicas para complementar a legislação geral federal (competência suplementar complementar). Não sendo 
uma competência legislativa privativa da União, não há que se falar em delegação (feita por lei complementar 
federal) aos Estados-membros para poderem tratar do tema. 
 
Na letra ‘b’ encontramos nossa resposta! Conforme entendimento do STF, o legislador ordinário federal pode 
prever hipóteses de vacância de cargos eletivos fora das situações expressamente contempladas na Constituição, 
com vistas a assegurar a higidez do processo eleitoral e a preservar o princípio majoritário. Diferentemente do 
que ocorre com o Presidente e os Senadores, a Constituição não estabelece expressamente uma única solução 
para hipótese de dupla vacância nos cargos de Governador e Prefeito. Assim, tratando-se de causas eleitorais de 
extinção do mandato, a competência para legislar a respeito pertence à União, por força do disposto no art. 22, I, 
da CF, e não aos entes da Federação, aos quais compete dispor sobre a solução de vacância por causas não 
 
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eleitorais de extinção de mandato (ADI 5.619, rel. min. Roberto Barroso). 
 
A letra ‘c’ também não pode ser assinalada. Consoante o STF, é competência municipal editar lei que fixe um 
tempo razoável de espera dos usuários dos serviços de cartórios, para obtenção de serviços notariais, pois o 
assunto não se insere no tema ‘registros públicos’. 
 
Em relação à letra ‘d’, conforme preceitua o § 14, do art. 40, CF/88, a União, os Estados, o Distrito Federal e os 
Municípios, desde que instituam regime de previdência complementar para os seus respectivos servidores 
titulares de cargo efetivo, poderão fixar, para o valor das aposentadorias e pensões a serem concedidas pelo 
regime de que trata o referido, o limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência 
social de que trata o art. 201, CF/88. Nesse sentido, a lei federal não poderia fixar o valor das aposentadorias a 
serem concedidas pelos regimes próprios de previdência dos servidores de Estados, Distrito Federal e Municípios, 
mas tão somente para os servidores da União. 
 
Por fim, a letra ‘e’ também não pode ser assinalada, visto que a faixa de fronteira é de até cento e cinquenta 
quilômetros de largura, e não duzentos quilômetros (art. 20, § 2º, CF/88). 
Resposta: B 
25. Considere que determinada mulher, filha de mãe brasileira e pai estrangeiro, nascida em país cuja lei lhe 
reconhece nacionalidade originária e durante período em que sua mãe lá estava a serviço da República 
Federativa do Brasil, venha a residir no Brasil, depois de atingida a maioridade. Nessa hipótese, referida mulher 
(A) é considerada brasileira nata, não podendo vir a ser extraditada, quaisquer que sejam as circunstâncias e a 
natureza do delito pelo qual o requeira Estado estrangeiro. 
(B) não faz jus à nacionalidade originária brasileira, embora possa vir a ser naturalizada, após residir por quinze 
anos ininterruptos no Brasil e desde que não sofra condenação penal. 
(C) será considerada brasileira naturalizada, podendo vir a ser autorizada sua extradição, mediante processo de 
competência originária do Supremo Tribunal Federal, em caso de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de 
entorpecentes. 
(D) é considerada estrangeira, condição em virtude da qual não será concedida sua extradição apenas por crime 
político ou de opinião. 
(E) será considerada brasileira nata, desde que opte pela nacionalidade brasileira, mediante processo de 
competência da Justiça Federal. 
RESOLUÇÃO: 
Como vimos em nossa AULA 00, nos itens 3.2 e 5 (em que tratamos da ‘Nacionalidade Primária”e “Diferenças de 
Tratamento entre Brasileiros Natos e Naturalizados”), serão brasileiros natos os nascidos no estrangeiro, de pai 
brasileiro ou mãe brasileira, desde que qualquer um deles esteja no exterior a serviço da República Federativa do 
 
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Brasil (art. 12, I, ‘b’, CF/88). Nesse sentido, nossa personagem é brasileira nata por força da combinação do 
critério sanguíneo com o critério funcional (pois quando nasceu no estrangeiro, sua mãe, brasileira, estava a 
serviço da República Federativa do Brasil). Ademais, como ela não perdeu nossa nacionalidade (visto que recebeu 
a outra nacionalidade dentro de hipótese constitucionalmente autorizada pelo art. 12, § 4°, II, CF/88), e o art. 5°, 
LI, CF/88 estabelece que o brasileiro nato não pode ser extraditado em hipótese alguma, não há dificuldade 
alguma: pode assinalar a letra ‘a’ como nossa resposta. 
Não custa, para finalizar, reprisarmos o esquema que usamos em aula para tratar deste tópico: 
 
 
Resposta: A 
26. Em consonância com o sistema de controle de constitucionalidade albergado pelo ordenamento brasileiro, 
caberá 
(A) arguição de descumprimento de preceito fundamental, perante o Supremo Tribunal Federal, em face de lei 
estadual promulgada com teor idêntico ao de outra anteriormente declarada inconstitucional em sede de controle 
concentrado. 
(B) reclamação, perante o Supremo Tribunal Federal, em face de lei federal promulgada com teor contrário ao de 
súmula vinculante vigente. 
(C) concessão de medida cautelar, em sede de ação direta de inconstitucionalidade, com produção, salvo 
entendimento contrário do Tribunal, de eficácia retroativa e aplicação da legislação anterior acaso existente. 
(D) decisão de órgão fracionário de Tribunal que, sem prévia submissão ao respectivo Plenário ou Órgão Especial, 
afaste a incidência de lei com fundamento em jurisprudência consolidada em súmula do Supremo Tribunal Federal. 
(E) recurso extraordinário, presumida a existência de repercussão geral, em face de acórdão que tenha reconhecido 
a constitucionalidade de tratado ou lei federal. 
RESOLUÇÃO: 
A questão é sobre Poder Judiciário (tema que foi por nós estudado na AULA 13) e controle de constitucionalidade 
(tema que foi por nós trabalhado nas AULAS 16 e 17). 
 
 
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Nossa resposta, como você bem sabe, encontra-se na letra ‘d’. Conforme preceitua o parágrafo único do art. 949, 
CPC, a cláusula de reserva de plenário só deve ser aplicada quando a matéria estiver sendo discutida no Tribunal 
pela primeira vez e não houver pronunciamento anterior do Plenário do STF sobre a questão. Assim, quando o 
processo no controle difuso for distribuído no Tribunal, o órgão fracionário deverá, como primeira postura, 
verificar se já há um precedente firmado pelo Tribunal ou pelo Plenário do STF sobre aquela questão. Se houver, o 
precedente será aplicado. Do contrário, seguiremos o procedimento do art. 949, CPC. Assim, é perfeitamente 
factível que o órgão fracionário afaste a incidência de lei sustentando sua decisão em entendimento consolidado 
em súmula do STF. 
 
Para uma análise completa da questão, vejamos as demais assertivas: 
- Letra ‘a’: incorreta, em razão de vários e sucessivos equívocos. Para começar, lembremos que o art. 102, § 2º, da 
CF/88 nos informa que o efeito vinculante das decisões proferidas em sede de controle concentrado atinge todos 
os demais órgãos do Poder Judiciário e toda a administração pública (direta e indireta), de todas as esferas da 
federação. Entretanto, os Poderes Executivo e Legislativo não ficam vinculados quando estão na função de legislar 
(de produção normativa). Nesse sentido, é perfeitamente possível que o Poder Legislativo tenha editado uma lei 
de idêntico teor a que foi declarada inconstitucional pelo STF, em autêntica reação legislativa que visa alcançar 
uma reversão jurisprudencial. 
Ainda assim, caso se quisesse avaliar a constitucionalidade de tal norma com a Constituição perante nossa Corte 
Suprema, não seria o caso de ajuizarmos ADPF, mas sim ADI. Isso porque o objeto da arguição é regido pelo 
princípio da subsidiariedade, inscrito no art. 4º, § 1º, da Lei nº 9.882/1999. Isso significa que a ADPF só será 
utilizada nos casos em que não houver nenhum outro meio eficaz de sanar a lesividade (em síntese: quando não 
couber ADI ou ADC, pois só elas solucionariam a questão com a mesma amplitude, efetividade e imediaticidade 
que a própria ADPF). Como estamos falando de uma norma estadual, (supostamente) pós-constitucional, caberia 
ação direta, não ADPF. Tampouco caberia argumentar com o princípio da fungibilidade neste caso: o STF 
consideraria tal erro como grosseiro! 
 
Finalizo os comentários dessa assertiva com uma tabela que usamos em sala como ponto de partida para a 
análise sobre o objeto das ações: 
 
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- Letra ‘b’: incorreta. O enunciado de súmula vinculante é de observância obrigatória para todos os demais órgãos 
do Poder Judiciário (o Pleno do STF pode rever ou cancelar a SV) e toda a Administração Pública, direta ou 
indireta, nas esferas Federal, Estadual e Municipal. Entretanto, sabemos que os Poderes Executivo e Legislativo 
não ficam vinculados quando estão na função de legislar (produção normativa). Nesse sentido, não caberá 
reclamação perante o STF contra lei federal promulgada com teor contrário ao de súmula vinculante vigente. 
Afinal, a reclamação tem por objeto ato administrativo ou decisão judicial que contraria ou aplica indevidamente 
enunciado de súmula vinculante. 
 
- Letra ‘c’: também é falsa, pois a medida cautelar em sede de ADI, dotada de eficácia contra todos (‘erga 
omnes’), será concedida com efeito ex nunc (não retroativo), salvo se o Tribunal entender que deva conceder-lhe 
eficácia retroativa, ‘ex tunc’ (art. 10, § 1º, Lei 9.868/99). 
 
- Letra ‘e’: incorreta. Conforme preceitua o art. 102, III, ‘b’, CF/88, compete ao Supremo Tribunal Federal julgar, 
mediante recurso extraordinário, as causas decididas em única ou última instância, quando a decisão recorrida 
declarar a inconstitucionalidade (e não a constitucionalidade) de tratado ou lei federal. 
Resposta: D 
27. À luz da disciplina constitucional do processo de elaboração de leis orçamentárias, 
(A) as emendas ao projeto de lei do orçamento anual serão apresentadas e apreciadas perante a Comissão mista 
permanente de Deputados e Senadores responsável por exercer o acompanhamento e a fiscalização da execução 
orçamentária. 
(B) o projeto de lei de diretrizes orçamentárias será acompanhado de demonstrativo regionalizado do efeito, sobre 
as receitas e despesas, decorrente de isenções, anistias, remissões, subsídios e benefícios de natureza financeira, 
tributária e creditícia. 
(C) o Presidente da República poderá propor modificação nos projetos de lei relativos ao plano plurianual, às 
diretrizes orçamentárias e ao orçamento anual, desde que não iniciada a votação do projeto respectivo, na 
Comissão mista parlamentar permanente. 
 
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(D) as emendas individuais ao projeto de lei orçamentária serão aprovadas no limite de 1,2% da receita corrente 
líquida prevista no projeto encaminhado pelo Poder Executivo, sendo que metade deste percentual será destinada 
a ações de desenvolvimento e manutenção do ensino. 
(E) os recursos que, em decorrência de veto ao projeto de lei orçamentária anual, ficarem sem despesas 
correspondentes poderão ser utilizados,conforme o caso, mediante créditos especiais ou suplementares, com 
prévia e específica autorização legislativa. 
RESOLUÇÃO: 
(Construída por nosso estimado amigo Sérgio Machado!) 
Vamos direto para as alternativas: 
a) Errada. As emendas ao Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) até que serão apresentadas na Comissão 
Mista, mas elas serão apreciadas pelo Plenário das duas Casas do Congresso Nacional. Confira aqui na CF/88: 
Art. 166, § 2º As emendas serão apresentadas na Comissão mista, que sobre elas emitirá parecer, e 
apreciadas, na forma regimental, pelo Plenário das duas Casas do Congresso Nacional. 
b) Errada. Projeto de lei de diretrizes orçamentárias não! Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA). Olha só: 
Art. 165, § 6º O projeto de lei orçamentária será acompanhado de demonstrativo regionalizado do 
efeito, sobre as receitas e despesas, decorrente de isenções, anistias, remissões, subsídios e 
 benefícios de natureza financeira, tributária e creditícia. 
c) Errada. Já teve pegadinha de tudo quanto é jeito neste parágrafo da CF/88. Portanto você tem que prestar 
muita atenção à literalidade dele: 
Art. 166. Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes orçamentárias, ao orçamento 
anual e aos créditos adicionais serão apreciados pelas duas Casas do Congresso Nacional, na forma 
 do regimento comum. 
§ 5º O Presidente da República poderá enviar mensagem ao Congresso Nacional para propor 
modificação nos projetos a que se refere este artigo enquanto não iniciada a votação, na Comissão 
 mista, da parte cuja alteração é proposta. 
Encontrou o erro? O Presidente da República poderá propor modificação nesses projetos de lei enquanto não 
iniciada a votação da parte cuja alteração é proposta (e não enquanto não iniciada a votação do projeto). 
Entendeu a diferença? 
Suponha que o projeto de lei orçamentária tenha 3 partes e o Presidente quer propor uma alteração na parte 3. 
 
 
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Iniciou-se a votação da parte 1 do projeto de lei orçamentária. O Presidente pode propor alteração da parte 3? 
Pode! 
Iniciou-se a votação da parte 2 do projeto de lei orçamentária. O Presidente ainda pode propor alteração da parte 
3? Pode! 
Agora iniciou-se a votação da parte 3 do projeto de lei orçamentária. O Presidente ainda pode propor alteração 
da parte 3? Opa! Agora não pode mais, porque a votação da parte cuja alteração é proposta já foi iniciada (CF/88, 
art. 166, § 5º). 
d) Errada. Destinadas a que? A ações e serviços públicos de saúde! Não é ensino! Observe: 
Art. 166, § 9º As emendas individuais ao projeto de lei orçamentária serão aprovadas no limite de 
1,2% (um inteiro e dois décimos por cento) da receita corrente líquida prevista no projeto 
encaminhado pelo Poder Executivo, sendo que a metade deste percentual será destinada a ações e 
 serviços públicos de saúde. 
e) Correta. Cópia do artigo 166, § 8º da CF/88: 
Art. 166, § 8º Os recursos que, em decorrência de veto, emenda ou rejeição do projeto de lei 
orçamentária anual, ficarem sem despesas correspondentes poderão ser utilizados, conforme o caso, 
 mediante créditos especiais ou suplementares, com prévia e específica autorização legislativa. 
 
Resposta: E 
Direito Civil 
28. Comete abuso de direito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os limites impostos 
pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes. Para o Código Civil, o abuso de direito 
constitui ato 
(A) lícito, mas que dá causa ao dever de indenizar. 
(B) lícito, mas que não produz efeitos. 
(C) ilícito, que dá causa ao dever de indenizar. 
(D) ilícito, mas que não dá causa ao dever de indenizar. 
(E) ilícito, porém plenamente válido e eficaz. 
RESOLUÇÃO: 
Conforme o art.187 do CC, “Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede 
manifestamente os limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes.” Assim, 
o abuso de direito é um ato ilícito e, consequentemente, gera o dever de indenizar. 
Resposta: C 
 
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29. Patrícia e Beatriz celebraram contrato de compra e venda de um automóvel usado, convencionando que o 
preço seria fixado por Fernando, o qual, por sua vez, recusou a incumbência. Nesse caso, o contrato 
(A) é nulo de pleno direito, pois é vedado atribuir a terceiro a fixação do preço em contrato de compra e venda. 
(B) é nulo de pleno direito, pois só se admite atribuir a terceiro a fixação do preço em contratos de compra e venda 
de coisas fungíveis. 
(C) era válido por ocasião da celebração, mas a recusa de Fernando o tornou inválido. 
(D) é válido, mas ficará sem efeito por conta da recusa de Fernando, salvo se Patrícia e Beatriz designarem outra 
pessoa para fixar o preço. 
(E) é juridicamente inexistente, pois é vedado atribuir a terceiro a fixação do preço em contrato de compra e venda. 
RESOLUÇÃO: 
A banca exigiu o conhecimento do seguinte dispositivo do Código Civil: “Art. 485. A fixação do preço pode ser 
deixada ao arbítrio de terceiro, que os contratantes logo designarem ou prometerem designar. Se o terceiro não 
aceitar a incumbência, ficará sem efeito o contrato, salvo quando acordarem os contratantes designar outra 
pessoa”. Como Fernando (o terceiro) se negou a estipular o preço, o negócio será ineficaz, salvo se Beatriz e Patrícia 
designarem outra pessoa para fixar o preço. A questão, portanto, é de eficácia, não de validade da avença. 
Resposta: D 
30. Por meio de escritura pública, André outorgou a Beatriz mandato para que, em seu nome, ela pudesse 
celebrar contratos. A escritura foi omissa quanto à possibilidade de substabelecer (não a autorizava, nem a 
vedava expressamente). Ainda assim, por meio de instrumento particular, Beatriz substabeleceu os poderes que 
a ela tinham sido outorgados a Carlos, que praticou atos em nome de André. Nesse caso, 
(A) o substabelecimento é inválido, pois exigia, necessariamente, a mesma forma do mandato (instrumento 
público); além disso, Beatriz responderá, perante André, pelos atos praticados por Carlos, independentemente de 
culpa deste. 
(B) o substabelecimento é inválido, pois a possibilidade de substabelecer não foi prevista na escritura pública de 
mandato; além disso, Beatriz responderá, perante André, por eventuais atos culposos praticados por Carlos. 
(C) o substabelecimento é válido, sendo que Beatriz responderá, perante André, por eventuais atos culposos 
praticados por Carlos. 
(D) o substabelecimento é válido, sendo que Beatriz não responderá, perante André, por eventuais atos culposos 
praticados por Carlos. 
(E) o substabelecimento é válido, sendo que Beatriz responderá, perante André, pelos atos praticados por Carlos, 
independentemente de culpa deste. 
RESOLUÇÃO: 
Como o contrato de mandato foi omisso quanto a possibilidade de substabelecer, a substabelecente Beatriz 
responderá pelos atos culposos do substabelecido. É o que consta do Código Civil: “Art.667 § 4º Sendo omissa a 
procuração quanto ao substabelecimento, o procurador será responsável se o substabelecido proceder 
culposamente.” 
Resposta: C 
31. Acerca do domicílio, considere: 
 
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 I. A União tem domicílio múltiplo, no Distrito Federal e na Capital de todos os Estados da Federação onde houver 
procuradoria em funcionamento. 
 II. Mesmo tendo a pessoa jurídica diversos estabelecimentos em lugares diferentes, apenas olugar da sua sede é 
considerado seu domicílio. 
 III. O servidor público tem domicílio necessário. 
 IV. Se a pessoa natural exercitar profissão em lugares diversos, terá domicílio apenas no lugar onde se concentrar 
sua principal atividade. 
 V. A pessoa natural que não tenha residência habitual considera-se domiciliada no lugar onde for encontrada. 
 Está correto o que consta APENAS de 
(A) I e II. 
(B) I e III. 
(C) II e IV. 
(D) III e V. 
(E) IV e V. 
RESOLUÇÃO: 
I. A União tem domicílio múltiplo, no Distrito Federal e na Capital de todos os Estados da Federação 
onde houver procuradoria em funcionamento. � INCORRETA: o domicílio da União é o Distrito Federal. 
CC, “Art. 75. Quanto às pessoas jurídicas, o domicílio é: I - da União, o Distrito Federal”. 
 
II. Mesmo tendo a pessoa jurídica diversos estabelecimentos em lugares diferentes, apenas o lugar da 
sua sede é considerado seu domicílio. � INCORRETA: Quando a pessoa jurídica tem diversos 
estabelecimentos, cada estabelecimento será seu domicílio para os atos nele praticados. Confira: CC, 
art.75 “§ 1º Tendo a pessoa jurídica diversos estabelecimentos em lugares diferentes, cada um deles 
será considerado domicílio para os atos nele praticados.” 
 
III. O servidor público tem domicílio necessário. � CORRETA! CC, Art. 76. Têm domicílio necessário o 
incapaz, o servidor público, o militar, o marítimo e o preso. 
 
IV. Se a pessoa natural exercitar profissão em lugares diversos, terá domicílio apenas no lugar onde se 
concentrar sua principal atividade. � INCORRETA: Art. 72. É também domicílio da pessoa natural, 
quanto às relações concernentes à profissão, o lugar onde esta é exercida. Parágrafo único. Se a pessoa 
exercitar profissão em lugares diversos, cada um deles constituirá domicílio para as relações que lhe 
corresponderem. 
 
 
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V. A pessoa natural que não tenha residência habitual considera-se domiciliada no lugar onde for 
encontrada. � CORRETA! CC, Art. 73. Ter-se-á por domicílio da pessoa natural, que não tenha 
residência habitual, o lugar onde for encontrada. 
Resposta: D 
Direito Processual Civil 
32. Renato ajuizou ação de cobrança contra Paulo, julgada procedente em primeiro grau. No julgamento do 
recurso de apelação interposto pelo réu, o Tribunal pronunciou a prescrição de ofício, sem conceder às partes a 
oportunidade de se manifestarem sobre essa matéria, que não havia sido previamente ventilada no processo. 
De acordo com o que está disposto no Código de Processo Civil, o acórdão que decidiu o recurso de apelação é 
(A) nulo, pois a prescrição não pode ser pronunciada de ofício. 
(B) válido, pois a prescrição é matéria que pode ser apreciada de ofício, circunstância que dispensa prévia 
manifestação das partes. 
(C) válido, pois, quando reconhecida em segundo grau de jurisdição, a prescrição pode ser pronunciada de ofício 
sem que antes seja dada oportunidade às partes de se manifestarem sobre ela. 
(D) nulo, pois o juiz não poderá decidir com base em fundamento acerca do qual não se tenha dado às partes 
oportunidade de se manifestarem, nem mesmo em segundo grau de jurisdição, ainda que se trate de matéria 
pronunciável de ofício. 
(E) nulo, pois o Tribunal não pode decidir com base em fundamento que não foi ventilado em primeiro grau de 
jurisdição, em virtude da preclusão. 
RESOLUÇÃO: 
RESPEITANDO O QUE DIZ O ARTIGO 10 SOBRE O PRINCÍPIO DA NÃO SUSPRESA: Art. 10. O juiz não pode decidir, em 
grau algum de jurisdição, com base em fundamento a respeito do qual não se tenha dado às partes oportunidade 
de se manifestar, ainda que se trate de matéria sobre a qual deva decidir de ofício. Inclusive, há julgado do STJ, 
RESP n.º 1.676.027, em que o TRF da 4ª Região teve que julgar novamente a demanda tendo em vista o que está 
posto no acórdão: 1. Acórdão do TRF da 4ª Região extinguiu o processo sem julgamento do mérito por 
insuficiência de provas sem que o fundamento adotado tenha sido previamente debatido pelas partes ou objeto 
de contraditório preventivo. 2. O art. 10 do CPC/2015 estabelece que o juiz não pode decidir, em grau algum de 
jurisdição, com base em fundamento a respeito do qual não se tenha dado às partes oportunidade de se 
manifestar, ainda que se trate de matéria sobre a qual deva decidir de ofício. 3. Trata-se de proibição da chamada 
decisão surpresa, também conhecida como decisão de terceira via, contra julgado que rompe com o modelo de 
processo cooperativo instituído pelo Código de 2015 para trazer questão aventada pelo juízo e não ventilada nem 
pelo autor nem pelo réu. 4. A partir do CPC/2015 mostra-se vedada decisão que inova o litígio e adota fundamento 
de fato ou de direito sem anterior oportunização de contraditório prévio, mesmo nas matérias de ordem pública 
que dispensam provocação das partes. Somente argumentos e fundamentos submetidos à manifestação 
precedente das partes podem ser aplicados pelo julgador, devendo este intimar os interessados para que se 
pronunciem previamente sobre questão não debatida que pode eventualmente ser objeto de deliberação judicial. 
5. O novo sistema processual impôs aos julgadores e partes um procedimento permanentemente interacional, 
dialético e dialógico, em que a colaboração dos sujeitos processuais na formação da decisão jurisdicional é a pedra 
de toque do novo CPC. 6. A proibição de decisão surpresa, com obediência ao princípio do contraditório, assegura 
às partes o direito de serem ouvidas de maneira antecipada sobre todas as questões relevantes do processo, ainda 
que passíveis de conhecimento de ofício pelo magistrado. O contraditório se manifesta pela bilateralidade do 
binômio ciência/influência. Um sem o outro esvazia o princípio. A inovação do art. 10 do CPC/2015 está em tornar 
 
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objetivamente obrigatória a intimação das partes para que se manifestem previamente à decisão judicial. E a 
consequência da inobservância do dispositivo é a nulidade da decisão surpresa, ou decisão de terceira via, na 
medida em que fere a característica fundamental do novo modelo de processualística pautado na colaboração 
entre as partes e no diálogo com o julgador. 
Resposta: D 
33. Tereza ajuizou ação de indenização contra a empresa “XPTO Comércio de Produtos de Informática Ltda”. 
Ainda na fase instrutória do processo, requereu a instauração de incidente de desconsideração da personalidade 
jurídica. Nesse caso, o juiz deverá 
(A) indeferir liminarmente o pedido, pois a instauração de incidente de desconsideração da personalidade jurídica 
só é cabível na fase de cumprimento de sentença. 
(B) deferir o pedido, suspendendo o processo, desde que o requerimento tenha demonstrado o preenchimento 
dos pressupostos legais específicos para a desconsideração da personalidade jurídica. 
(C) indeferir liminarmente o pedido, pois, na fase de conhecimento, a desconsideração da personalidade jurídica 
deve ser necessariamente requerida na petição inicial, dispensando a instauração do incidente. 
(D) deferir o pedido, sem suspender o processo, desde que o requerimento tenha demonstrado o preenchimento 
dos pressupostos legais específicos para a desconsideração da personalidade jurídica. 
(E) deferir o pedido, mas somente se ficar demonstrado perigo da demora, por risco de dilapidação de bens, que 
justifique a instauração do incidente antes da fase de cumprimento de sentença. 
RESOLUÇÃO: 
CONSOANTE ARTIGOS 133, §1º E 134, §§2º, 3º E 4º DO CPC. 
Art. 133. O incidente de desconsideração da personalidade jurídica será instaurado a pedido da parte ou do 
Ministério Público, quando lhe couber intervir no processo. 
§ 1º O pedido de desconsideração da personalidadejurídica observará os pressupostos previstos em lei. 
§ 2º Aplica-se o disposto neste Capítulo à hipótese de desconsideração inversa da personalidade jurídica. 
Art. 134. O incidente de desconsideração é cabível em todas as fases do processo de conhecimento, no 
cumprimento de sentença e na execução fundada em título executivo extrajudicial. 
§ 1º A instauração do incidente será imediatamente comunicada ao distribuidor para as anotações devidas. 
§ 2º Dispensa-se a instauração do incidente se a desconsideração da personalidade jurídica for requerida na 
petição inicial, hipótese em que será citado o sócio ou a pessoa jurídica. 
§ 3º A instauração do incidente suspenderá o processo, salvo na hipótese do § 2º. 
§ 4º O requerimento deve demonstrar o preenchimento dos pressupostos legais específicos para 
desconsideração da personalidade jurídica. 
 
Resposta: B 
 
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34. Acerca da produção antecipada de provas, considere: 
 I. A produção antecipada de provas é admitida, entre outras hipóteses, nos casos em que o prévio conhecimento 
dos fatos possa justificar ou evitar o ajuizamento de ação. 
 II. O juízo estadual tem competência para produção antecipada de prova requerida em face da União se, na 
localidade, não houver vara federal. 
 III. A produção antecipada de provas previne a competência do juízo para a ação que venha a ser proposta. 
 IV. Ao final do procedimento da produção antecipada de provas, caberá ao juiz se pronunciar sobre a ocorrência 
ou a inocorrência do fato, mas não sobre as respectivas consequências jurídicas. 
 V. O procedimento da produção antecipada de prova admite defesa sempre que possuir caráter contencioso. 
 Está correto o que consta APENAS de 
(A) I e II. 
(B) I e III. 
(C) II e IV. 
(D) III e V. 
(E) IV e V. 
RESOLUÇÃO: 
I. A produção antecipada de provas é admitida, entre outras hipóteses, nos casos em que o prévio 
conhecimento dos fatos possa justificar ou evitar o ajuizamento de ação. 
Correto, conforme disposição literal do artigo 381 do CPC: 
Art. 381. A produção antecipada da prova será admitida nos casos em que: 
I – haja fundado receio de que venha a tornar-se impossível ou muito difícil a verificação de certos fatos na 
pendência da ação; 
II – a prova a ser produzida seja suscetível de viabilizar a autocomposição ou outro meio adequado de solução de 
conflito; 
III – o prévio conhecimento dos fatos possa justificar ou evitar o ajuizamento de ação. 
 
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II. O juízo estadual tem competência para produção antecipada de prova requerida em face da União se, na 
localidade, não houver vara federal. 
Correto, conforme §4º do artigo 381: § 4º O juízo estadual tem competência para produção antecipada de prova 
requerida em face da União, de entidade autárquica ou de empresa pública federal se, na localidade, não houver 
vara federal. 
 
III. A produção antecipada de provas previne a competência do juízo para a ação que venha a ser proposta. 
Errado, conforme §3º do artigo 381: § 3º A produção antecipada da prova não previne a competência do juízo 
para a ação que venha a ser proposta. 
 
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IV. Ao final do procedimento da produção antecipada de provas, caberá ao juiz se pronunciar sobre a 
ocorrência ou a inocorrência do fato, mas não sobre as respectivas consequências jurídicas. 
Errado, consoante §2º do artigo 381: Art. 382. Na petição, o requerente apresentará as razões que justificam a 
necessidade de antecipação da prova e mencionará com precisão os fatos sobre os quais a prova há de recair. 
§ 1º O juiz determinará, de ofício ou a requerimento da parte, a citação de interessados na produção da prova ou 
no fato a ser provado, salvo se inexistente caráter contencioso. 
§ 2º O juiz não se pronunciará sobre a ocorrência ou a inocorrência do fato, nem sobre as respectivas 
consequências jurídicas. 
 
V. O procedimento da produção antecipada de prova admite defesa sempre que possuir caráter contencioso 
Errado, nos termos do § 4º do artigo 381 do CPC: Neste procedimento, não se admitirá defesa ou recurso, salvo 
contra decisão que indeferir totalmente a produção da prova pleiteada pelo requerente originário. 
 
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Resposta: A 
35. Em regra, o autor, brasileiro ou estrangeiro, que residir fora do Brasil ou deixar de residir no país ao longo da 
tramitação de processo deverá prestar caução suficiente ao pagamento das custas e dos honorários de advogado 
da parte contrária nas ações que propuser, se não tiver no Brasil bens imóveis que lhes assegurem o pagamento. 
Porém, de acordo com o Código de Processo Civil, não se exigirá essa caução quando houver dispensa prevista 
em acordo ou tratado internacional de que o Brasil faz parte, bem como 
(A) na ação cautelar, nas ações fundadas em direito indisponível e no cumprimento de sentença. 
(B) na reconvenção, na ação cautelar e nas ações que versarem sobre direito real. 
(C) no cumprimento de sentença, na execução fundada em título extrajudicial e nas ações que versarem sobre 
direito real. 
(D) na reconvenção, no cumprimento de sentença e nas ações fundadas em direito indisponível. 
(E) na reconvenção, no cumprimento de sentença e na execução fundada em título extrajudicial. 
RESOLUÇÃO: 
Consoante Art. 83. O autor, brasileiro ou estrangeiro, que residir fora do Brasil ou deixar de residir no país ao 
longo da tramitação de processo prestará caução suficiente ao pagamento das custas e dos honorários de 
advogado da parte contrária nas ações que propuser, se não tiver no Brasil bens imóveis que lhes assegurem o 
pagamento. § 1º Não se exigirá a caução de que trata o caput : 
I – quando houver dispensa prevista em acordo ou tratado internacional de que o Brasil faz parte; 
II – na execução fundada em título extrajudicial e no cumprimento de sentença; 
III – na reconvenção. 
 
Resposta: E 
Direito Penal 
36. Rômulo e José combinaram durante uma festa a prática de um roubo contra determinada farmácia durante 
a madrugada. Saindo da festa, os dois rumaram no carro de José para o estabelecimento comercial vítima e lá 
praticaram o roubo, subtraindo todo o dinheiro que havia no caixa. Para o roubo Rômulo utilizou uma arma de 
brinquedo, enquanto José empregou um revólver calibre 38, devidamente municiado. Quando os dois 
roubadores estavam saindo da farmácia com o produto do roubo, o segurança do estabelecimento, Pedro, 
resolveu reagir e, neste momento, José efetuou contra ele três disparos de arma de fogo, ferindo-o gravemente 
 
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na região do abdômen. Pedro foi socorrido no hospital mais próximo e sobreviveu aos ferimentos. Naquela 
mesma noite Rômulo e José foram presos pela polícia, que conseguiu recuperar a res furtiva e apreender as 
armas utilizadas (simulacro e revólver calibre 38). Neste caso, 
(A) Rômulo e José responderão por crime de tentativa de latrocínio. 
(B) José responderá por crime de tentativa de latrocínio, enquanto Rômulo por roubo qualificado pelo concurso de 
agentes. 
(C) José responderá por crime de tentativa de latrocínio, enquanto Rômulo por roubo duplamente qualificado pelo 
concurso de agentes e emprego de arma de fogo. 
(D) Rômulo e José responderão por crime de roubo duplamente qualificado pelo concurso de agentes e emprego 
de arma de fogo, bem como pelo crime de tentativa de homicídiocontra a vítima Pedro. 
(E) José responderá por crime de roubo duplamente qualificado pelo concurso de agentes e emprego de arma de 
fogo, bem como pelo crime de tentativa de homicídio contra a vítima Pedro, enquanto Rômulo responderá por 
crime de roubo qualificado pelo concurso de agentes. 
RESOLUÇÃO: 
O enunciado narra uma situação na qual Rômulo e José queriam praticar um roubo. Durante a fuga, José disparou 
contra um segurança, que, no entanto, conseguiu sobreviver. 
Temos, portanto, a figura do latrocínio tentado, pois não houve a morte do segurança. Nota-se que não importa 
quem atirou, pois o crime é imputado aos dois. 
Isso porque o STF, no informativo 855, disse que o agente, ao praticar um roubo, assume o risco de produzir o 
resultado mais grave (morte). 
Sendo assim, irrelevante é o fato de Rômulo estar com arma de brinquedo. 
 
Resposta: A 
37. Ricardo, Prefeito Municipal do município “X”, juntamente com Rodolfo, o Secretário Municipal da Cultura, 
contrataram a empresa “YY” para uma obra na cidade, sem realizar o procedimento licitatório, fora das hipóteses 
de dispensa ou inexigibilidade de licitação previstas pela Lei no 8.666/1993. A empresa “YY”, através de seu 
diretor presidente Caio, atuou juntamente com o Prefeito Ricardo e o Secretário Rodolfo, seus amigos, para a 
assinatura do contrato, independentemente do certame licitatório, beneficiando-se evidentemente da 
contratação. Após regular investigação, Ricardo e Rodolfo foram indiciados pela polícia por infração ao artigo 89, 
da Lei no 8.666/1993 (Art. 89. Dispensar ou inexigir licitação fora das hipóteses previstas em lei, ou deixar de 
observar as formalidades pertinentes à dispensa ou à inexigibilidade: Pena − detenção, de 3 (três) a 5 (cinco) 
anos, e multa). 
No caso hipotético apresentado, Caio, Diretor Presidente da empresa “YY”, beneficiária do contrato 
administrativo celebrado com o Poder Público, cometeu 
(A) apenas infração administrativa e estará sujeito, assim como a empresa, à rescisão imediata do contrato e às 
sanções administrativas de advertência e declaração de inidoneidade para licitar ou contratar com a Administração 
Pública enquanto perdurarem os motivos determinantes da punição. 
 
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(B) apenas infração administrativa e estará sujeito, assim como a empresa, à rescisão imediata do contrato e às 
sanções administrativas de multa e suspensão temporária de participação em licitação e impedimento de contratar 
com a Administração, por prazo não superior a 1 (um) ano. 
(C) crime e estará sujeito às penas previstas para o crime descrito no artigo 89, da Lei no 8.666/1993, com redução 
de 1/3 (um terço) a 2/3 (dois terços), pelo fato de ser a empresa beneficiária, e não ter responsabilidade pela 
realização do procedimento licitatório. 
(D) crime e também estará sujeito às penas previstas para o crime descrito no artigo 89, da Lei no 8.666/1993. 
(E) apenas infração administrativa e estará sujeito, assim como a empresa, à rescisão imediata do contrato e às 
sanções administrativas de advertência e suspensão temporária de participação em licitação e impedimento de 
contratar com a Administração, por prazo não superior a 3 (três) anos. 
RESOLUÇÃO: 
A) Apenas infração administrativa (...) 
Errado. Está errado porque sofreria pela infração administrativa e penal da lei 8.666/89. Art. 87 c/c Art. 
89, lei 8.666/89. 
B) Mesma resposta para a letra A. 
C) Crime e estará sujeito às penas previstas para o crime descrito no artigo 89, da Lei n° 8.666/1993, com 
REDUÇÃO de 1/3 (um terço) a 2/3 (dois terços), pelo fato de ser a empresa beneficiária, e não ter 
responsabilidade pela realização do procedimento licitatório. 
Art. 84, §2 A pena imposta será acrescida da terça parte, quando os autores dos crimes previstos nesta Lei forem 
ocupantes de cargo em comissão ou de função de confiança em órgão da Administração direta, autarquia, 
empresa pública, sociedade de economia mista, fundação pública, ou outra entidade controlada direta ou 
indiretamente pelo Poder Público. 
 
D) Crime e também estará sujeito às penas previstas para o crime descrito no artigo 89, da Lei n° 8.666/1993. 
Perfeito! Além das sansões administrativas, entrarão também as sansões penais. Vejam: 
SANÇÕES ADMINISTRATIVAS: 
Art. 87. Pela inexecução total ou parcial do contrato a Administração poderá, garantida a prévia defesa, aplicar 
ao contratado as seguintes sanções: 
I - advertência; 
II - multa, na forma prevista no instrumento convocatório ou no contrato; 
III - suspensão temporária de participação em licitação e impedimento de contratar com a Administração, por 
prazo NÃO superior a 2 (dois) anos; 
IV - declaração de inidoneidade para licitar ou contratar com a Administração Pública enquanto perdurarem os 
motivos determinantes da punição ou até que seja promovida a reabilitação perante a própria autoridade que 
aplicou a penalidade, que será concedida sempre que o contratado ressarcir a Administração pelos prejuízos 
resultantes e após decorrido o prazo da sanção aplicada com base no inciso anterior. 
 
DOS CRIMES E DAS PENAS: 
 
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Art. 89. Dispensar ou inexigir licitação fora das hipóteses previstas em lei, ou deixar de observar as 
formalidades pertinentes à dispensa ou à inexigibilidade: 
Pena - detenção, de 3 (três) a 5 (cinco) anos, e multa. 
Parágrafo único. Na mesma pena incorre aquele que, tendo comprovadamente concorrido para a consumação 
da ilegalidade, beneficiou-se da dispensa ou inexigibilidade ilegal, para celebrar contrato com o Poder Público. 
Eis o nosso gabarito! 
E) Apenas infração administrativa e estará sujeito, assim como a empresa, à rescisão imediata do contrato e 
às sanções administrativas de advertência e suspensão temporária de participação em licitação e 
impedimento de contratar com a Administração, por prazo não superior a 3 (três) anos. 
Mesma resposta dada a letra A. 
Resposta: D 
38. Sobre a extinção da punibilidade, nos termos preconizados pelo Código Penal, é correto afirmar: 
(A) A prescrição da pena de multa ocorrerá no prazo de 2 anos quando ela for cumulativamente cominada com a 
pena privativa de liberdade. 
(B) Nos crimes conexos, a extinção da punibilidade de um deles não impede, quanto aos outros, a agravação da 
pena resultante da conexão. 
(C) A sentença que conceder o perdão judicial será considerada para fins de reincidência. 
(D) São reduzidos pela metade os prazos de prescrição quando o criminoso era, ao tempo do crime, menor de 21 
(vinte e um) anos ou, na data da sentença, maior de 60 (sessenta) anos. 
(E) A prescrição, depois da sentença condenatória com trânsito em julgado para a acusação, regula-se pela pena 
aplicada, e poderá ter por termo inicial data anterior à da denúncia ou queixa. 
RESOLUÇÃO: 
A letra B está correta, pois reproduz o artigo 108 do CP. 
Art. 108 – A extinção da punibilidade de crime que é pressuposto, elemento constitutivo ou circunstância 
agravante de outro não se estende a este. Nos crimes conexos, a extinção da punibilidade de um deles não 
impede, quanto aos outros, a agravação da pena resultante da conexão. 
Resposta: B 
Direito Processual Penal 
39. Considere os seguintes fatos criminosos: 
 I. Paulo é acusado de crime de furto tentado, na forma simples, de equipamentos de informática pertencentes à 
Petrobrás, com pena prevista de 01 a 04 anos de reclusão e multa, com a redução de 1/3 a 2/3 pelo crime tentado. 
 II. Rodrigo, funcionário público federal, abandona o cargo que ocupa na cidade de Porto Alegre-RS, fora dos casos 
permitidos em lei, causando em decorrência deste fato prejuízo público, infringindo o tipo penaldo artigo 323, § 
1º, do Código Penal, com pena prevista de detenção, de 3 meses a 1 ano, e multa. 
 III. Ronaldo é acusado de crime de desacato contra policial federal no Aeroporto de Guarulhos (artigo 331, do 
Código Penal), com pena prevista de 6 meses a 2 anos de detenção, ou multa. 
 
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 IV. Xisto, durante um procedimento licitatório promovido por empresa pública federal, devassa o sigilo de proposta 
apresentada, infringindo o tipo penal previsto no artigo 94, da Lei no 8.666/1993, com pena prevista de 02 a 03 
anos de detenção e multa. 
 É competente o Juizado Especial Federal Criminal para processamento e julgamento dos delitos indicados em 
(A) I, II e III, apenas. 
(B) II e III, apenas. 
(C) I, II e IV, apenas. 
(D) I, III e IV, apenas. 
(E) I, II, III e IV. 
RESOLUÇÃO: 
I – Errada, pois não se trata de competência do Jecrim. 
II – Crime de competência do Jecrim, pois tem pena máxima menor ou igual a 02 anos. 
III – Crime de competência do Jecrim, pois tem pena máxima menor ou igual a 02 anos. 
IV – Errada, pois não se trata de competência do Jecrim. 
Art. 61. Consideram-se infrações penais de menor potencial ofensivo, para os efeitos desta Lei, as contravenções 
penais e os crimes a que a lei comine pena máxima não superior a 2 (dois) anos, cumulada ou não com multa. 
Resposta: B 
40. Analise o seguinte caso hipotético: Xisto cometeu crime de corrupção ativa ao oferecer dinheiro a um auditor 
fiscal da Receita Federal para que sua empresa, situada na cidade de Florianópolis, não fosse autuada por 
sonegação de tributos federais, no mês de Agosto de 2018. Após o crime, Xisto foi eleito, no último pleito, para 
o mandato de Deputado Estadual, pelo estado de Santa Catarina, tomando posse neste ano de 2019. 
 Neste caso, a competência para processar e julgar Xisto será 
(A) do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina. 
(B) do Tribunal Regional Federal da 4ª Região. 
(C) do Superior Tribunal de Justiça. 
(D) do Supremo Tribunal Federal. 
(E) de uma das varas federais de Florianópolis, com competência criminal. 
RESOLUÇÃO: 
Xisto será julgado sem seu foro por prerrogativa de função, pois, atualmente, só é julgado de acordo com tal foro 
o detentor de cargo/mandato que cometer crime no exercício de suas funções e em razão delas (crimes 
funcionais). Trata-se de entendimento do STF. 
Sendo assim, será julgado em uma vara federal de Florianópolis. 
Resposta: E 
 
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41. Sobre o sequestro de bens imóveis adquiridos pelo indiciado com os proveitos do crime, como medida 
assecuratória, de acordo com o que estabelece o Código de Processo Penal, é CORRETO afirmar: 
(A) Efetivado o sequestro e autuado em apartado, não se admitirão embargos de terceiro. 
(B) Não caberá o sequestro dos bens imóveis, adquiridos pelo indiciado com os proventos da infração, se já tiverem 
sido transferidos a terceiro. 
(C) O sequestro será levantado se o réu for absolvido em primeiro grau de jurisdição, ainda que pendente de análise 
o recurso de apelação interposto pelo Ministério Público. 
(D) O sequestro será levantado se a ação penal não for intentada no prazo de 60 dias, contado da data em que ficar 
concluída a diligência. 
(E) O juiz, de ofício ou a requerimento do ofendido, só poderá ordenar o sequestro depois de oferecida a denúncia 
ou queixa. 
RESOLUÇÃO: 
A Letra D está correta, pois reproduz o entendimento do artigo 131, I do CPP. 
Art. 131. O sequestro será levantado: I – se a ação penal não for intentada no prazo de sessenta dias, contado da 
data em que ficar concluída a 
diligência; 
Resposta: D 
Direito Tributário 
42. Considerando-se as modalidades de lançamento previstas no Código Tributário Nacional (CTN), 
(A) quando a autoridade administrativa arbitra valor ou preço de bens, direitos, serviços ou atos jurídicos para o 
cálculo do tributo que tenha por base, ou tome em consideração, estes valores, sem a necessidade de processos 
regulares ou complexos, em tributos de baixo valor, tal procedimento se classifica como “lançamento simplificado”. 
(B) o lançamento efetuado com base na declaração do sujeito passivo ou de terceiro, quando um ou outro, na 
forma da legislação tributária, presta à autoridade administrativa informações sobre matéria de fato, 
indispensáveis à sua efetivação, pode ser classificado como “lançamento por declaração”. 
(C) o lançamento pode ser realizado pelo sujeito passivo, quando a legislação estabelece que ele deva elaborar sua 
escrituração fiscal, mediante procedimento regulado e regular, calcular o valor devido, apresentar os cálculos a 
autoridade administrativa, obter a guia de recolhimento com o visto autorizativo e recolher o valor devido, hipótese 
em que se configura o “lançamento passivo”. 
(D) as leis tributárias da União, Estados, Distrito Federal e Municípios podem estabelecer outras modalidades de 
lançamento e de modificação do lançamento realizado, não previstas no Código, conhecidas por “lançamento 
especial”. 
(E) o lançamento é realizado de ofício pela autoridade administrativa apenas na hipótese de indício ou suspeita de 
falsidade, erro ou omissão quanto a qualquer elemento definido na legislação tributária como sendo de declaração 
obrigatória, ou de não localização do sujeito passivo. 
RESOLUÇÃO: 
 
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A questão trata dos tipos de lançamentos tributários realizados pelo Fisco. 
A alternativa correta é de letra B – que trata do lançamento por declaração ou lançamento misto previsto no 
artigo 147 do CTN. 
 Art. 147. O lançamento é efetuado com base na declaração do sujeito passivo ou de terceiro, quando um ou 
outro, na forma da legislação tributária, presta à autoridade administrativa informações sobre matéria de fato, 
indispensáveis à sua efetivação. 
Resposta: B 
43. Conforme Código Tributário Nacional (CTN), que estabelece normas gerais de direito tributário, 
(A) a natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo fato gerador da respectiva obrigação, sendo 
irrelevantes para qualificá-la a denominação e demais características formais adotadas pela lei e a destinação legal 
do produto da sua arrecadação. 
(B) tributo é toda obrigação compulsória de pagar, em moeda ou título de crédito, inclusive as decorrentes de 
sanção de ato ilícito ou de utilização de rodovias e serviços públicos de transporte, instituída em ato normativo, e 
arrecadada na rede bancária ou em escritórios próprios da Administração pública. 
(C) imposto é o tributo cuja obrigação tem por fato gerador qualquer atividade do poder público em prol do sujeito 
passivo e que não constitua sanção de ato ilícito. 
(D) contribuição de melhoria pode ser cobrada pelos Estados e pelo Distrito Federal, para fazer face ao custo de 
obras de que decorra valorização imobiliária, tendo como limite total o acréscimo de valor, que da obra resultar, 
para cada imóvel beneficiado, ou um décimo do valor do imóvel após a obra. 
(E) as taxas podem ser cobradas pelos Municípios, Distrito Federal e Estados e têm como fato gerador o exercício 
do poder de polícia ou à disponibilidade a coletividade em geral de serviço público, prestado pela Administração 
direta ou indireta, da União, Estados ou Municípios. 
RESOLUÇÃO: 
A alternativa correta trata da natureza jurídica do tributo, estabelecida no artigo 4° do CTN. 
 Art. 4º A natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo fato gerador da respectiva obrigação, sendo 
irrelevantes para qualificá-la: 
 I – a denominação e demais características formais adotadas pelalei; 
 II – a destinação legal do produto da sua arrecadação. 
Resposta: A 
44. No capítulo que trata de responsabilidade tributária, o Código Tributário Nacional (CTN) estabelece que 
(A) a pessoa jurídica de direito privado que resultar de cisão, fusão ou incorporação de outra é responsável apenas 
pelos tributos devidos após a data do ato, sendo que os débitos anteriores ao ato são de responsabilidade integral 
das pessoas jurídicas cindidas, fundidas ou incorporadas, e seus respectivos sócios, titulares, controladores e 
gestores. 
 
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(B) a responsabilidade dos sucessores ocorre quando pessoa natural ou jurídica, de direito público ou privado, 
adquire, em leilão judicial, fundo de comércio ou estabelecimento, comercial, industrial ou profissional, em 
processo de falência, e continua a exploração da respectiva atividade. 
(C) em processo da falência, o produto da alienação judicial de empresa, filial ou unidade produtiva isolada 
permanecerá em conta de depósito à disposição do juízo de falência pelo prazo de um ano, contado da data de 
alienação, somente podendo ser utilizado para o pagamento de créditos extraconcursais ou de créditos que 
preferem ao tributário. 
(D) a responsabilidade relativa às infrações à legislação tributária é excluída na hipótese de denúncia espontânea, 
desde que acompanhada de recolhimento, ou de parcelamento, do valor integral do tributo, acrescido dos juros de 
mora e multa moratória devidos. 
(E) em regra, o crédito tributário não pode ser exigido de terceiro, que não seja o contribuinte ou o responsável, 
mas admite tal cobrança, com caráter solidário e sem beneficio de ordem, em relação aos pais e avós pelos tributos 
devidos por seus filhos e netos menores e em relação aos sócios, pelos tributos devidos pela sociedade simples ou 
empresarial. 
RESOLUÇÃO: 
Art.133 
§ 3o Em processo da falência, o produto da alienação judicial de empresa, filial ou unidade produtiva isolada 
permanecerá em conta de depósito à disposição do juízo de falência pelo prazo de 1 (um) ano, contado da data 
de alienação, somente podendo ser utilizado para o pagamento de créditos extraconcursais ou de créditos que 
preferem ao tributário. (Incluído pela Lcp nº 118, de 2005) 
Resposta: C 
45. No que se refere à Administração Tributária, o Código Tributário Nacional (CTN) prevê que: 
(A) a Fazenda Pública da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, na forma estabelecida em 
tratados, acordos ou convênios, poderá permutar informações com Estados estrangeiros, Organizações 
Internacionais e Agencias de avaliação de risco, no interesse da arrecadação, da fiscalização de tributos e da 
melhoria do ambiente econômico. 
(B) é vedada a divulgação, por parte dos servidores da Fazenda Pública, de informação obtida em razão do ofício 
sobre a situação econômica ou financeira do sujeito passivo ou de terceiros, exceto ao que se refere ao estado de 
seus negócios ou atividades, e as dívidas existentes perante a Fazenda Pública, escritas ou a inscrever na Dívida 
Pública. 
(C) mediante ordem judicial, emitida pelo Juiz de Vara Civil ou Criminal da respectiva comarca, os bancos e demais 
instituições financeiras, são obrigados a prestar todas as informações de que disponham com relação aos bens, 
negócios ou atividades de terceiros, sendo vedado prestar tais informações mediante solicitação ou intimação 
escrita da autoridade administrativa tributária. 
(D) os livros obrigatórios de escrituração comercial e fiscal e os comprovantes dos lançamentos neles efetuados 
serão conservados, pelo Estado, em arquivo público, até que ocorra a caducidade das informações, a suspensão da 
exigência ou a extinção dos créditos tributários decorrentes das operações a que se refiram. 
 
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(E) para os efeitos da legislação tributária, não têm aplicação quaisquer disposições legais excludentes ou limitativas 
do direito de examinar mercadorias, livros, arquivos, documentos, papéis e efeitos comerciais ou fiscais, dos 
comerciantes industriais ou produtores, ou da obrigação destes de exibi-los. 
RESOLUÇÃO: 
Art. 195. Para os efeitos da legislação tributária, não têm aplicação quaisquer disposições legais excludentes ou 
limitativas do direito de examinar mercadorias, livros, arquivos, documentos, papéis e efeitos comerciais ou fiscais, 
dos comerciantes industriais ou produtores, ou da obrigação destes de exibi-los. 
Resposta: E 
Direito Previdenciário 
46. Ivan Pereira sofreu acidente de trânsito em um final de semana quando voltava do clube com sua família. O 
mencionado segurado recebeu auxílio-doença por 1 ano. Posteriormente, o seu auxílio-doença foi diretamente 
convertido em aposentadoria por invalidez, a qual teve duração de quatro anos e meio. Após este período o INSS 
a cancelou. Sobre a alta da aposentadoria por invalidez, caso 
(A) Ivan retorne ao mercado de trabalho na antiga empresa, percebendo o mesmo salário, não poderá ser demitido, 
tendo em vista a sua estabilidade no emprego pelo acidente ocorrido. 
(B) Ivan não retorne ao seu antigo emprego, a aposentadoria por invalidez cessará após tantos meses quantos 
forem os anos de duração do auxílio-doença ou da aposentadoria por invalidez. 
(C) Ivan retorne ao seu antigo emprego, a sua aposentadoria por invalidez será mantida de forma escalonada pelo 
período de um ano e meio. Isso ocorrerá como uma forma de indenização pelo período que esteve afastado. 
(D) a perícia determine que Ivan esteja apto ao exercício de atividade diversa da que exercia, a sua aposentadoria 
por invalidez cessará após quantos forem os anos de duração do auxílio-doença ou da aposentadoria por invalidez. 
(E) Ivan não retorne ao seu antigo emprego, a sua aposentadoria por invalidez será mantida de forma escalonada 
pelo período de um ano e meio. Isso ocorrerá mesmo que encontre um novo emprego. 
RESOLUÇÃO: 
(A) – Errada – não tem direito a estabilidade do art. 118, da Lei 8.213, pois não foi acidente do trabalho 
(B) – Errada – neste caso cessará de imediato, de acordo com o art. 47, I, a, da Lei 8.213/91 
(C) – Errada – neste caso cessará de imediato, de acordo com o art. 47, I, a, da Lei 8.213/91 
(D) – Errada – neste caso, receberá por um ano e meio, de acordo com o art. 47, II, da Lei 8.213/91 
(E) – Certa – de acordo com o art. 47, II, da Lei 8.213/91. 
Resposta: E 
47. Sobre a incidência de contribuição previdenciária no salário de contribuição, considere: 
 I. A gratificação natalina integra o salário de contribuição, mas não o cálculo do benefício previdenciário, assim, 
como os valores de todos os benefícios previdenciários integram o salário de contribuição. 
 II. Integram o salário de contribuição a ajuda de custo e o adicional mensal recebidos pelo aeronauta nos termos 
da lei, a parcela "in natura" recebida de acordo com os programas de alimentação aprovados pelo Ministério do 
Trabalho e da Previdência Social, bem como as importâncias recebidas a título de férias indenizadas e respectivo 
adicional constitucional, inclusive o valor correspondente à dobra da remuneração de férias. 
 
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 III. Para efeitos do salário de contribuição considera-se remuneração do contribuinte individual que trabalha como 
condutor autônomo de veículo rodoviário, como auxiliar de condutor autônomo de veículo rodoviário, em 
automóvel cedido em regime de colaboração, o montante correspondente a 15% (quinze por cento) do valor bruto 
do frete, carreto, transporte de passageiros ou do serviço prestado. 
 IV. Integram o salário de contribuição o ressarcimento de despesas pelouso de veículo do empregado e o 
reembolso creche de crianças pago em conformidade com a legislação trabalhista, observado o limite máximo de 
seis anos de idade, quando devidamente comprovadas as despesas realizadas. 
 Está correto o que consta de 
(A) I, II, III e IV. 
(B) II e III apenas. 
(C) I e II apenas. 
(D) II e IV apenas. 
(E) I e IV apenas. 
RESOLUÇÃO: 
I – Errada – O salário-maternidade não integra o salário de contribuição (art. 28, § 9o , a, da Lei 8.212/91) 
II – Errada – Estas parcelas não integram o salário de contribuição, de acordo com art. 28, § 9o, da Lei 8.212/91. 
III – Errada – o percentual considerado é de 20%, nos termos do art. 22, § 15, da Lei 8.212/91. 
IV – Errada – Estas parcelas não integram o salário de contribuição, de acordo com art. 28, § 9o, da Lei 8.212/91. 
 
Resposta: D – questão deve ser anulada 
48. Sobre os cálculos dos benefícios previdenciários do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), NÃO está 
correto o que consta de: 
(A) O INSS utilizará as informações retiradas do Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) sobre os vínculos 
e remunerações dos segurados, para fins de cálculos dos salários de benefício. Quando houver dúvidas sobre a 
regularidade de um vínculo, o INSS poderá exigir a apresentação de documentos que servirão de base à anotação, 
sob pena de exclusão do vínculo. 
(B) O fator previdenciário será de incidência obrigatória nos cálculos das aposentadorias por tempo de contribuição 
integral, proporcional e dos professores, facultativa na aposentadoria por idade e não obrigatória nas 
aposentadorias especial e por invalidez. 
(C) Para os benefícios por incapacidade e salário maternidade, a regra de cálculo é a média aritmética dos doze 
últimos salários de contribuição. O valor deste benefício não poderá exceder a média dos últimos doze meses de 
salário de contribuição, inclusive em caso de remuneração variável. 
(D) No período básico de cálculo, se o segurado tiver recebido benefícios por incapacidade, sua duração será 
contada, considerando-se como salário de contribuição, no período, o salário de benefício que serviu de base para 
o cálculo da renda mensal, reajustado nas mesmas épocas e bases dos benefícios em geral, não podendo ser inferior 
ao valor de 1 (um) salário mínimo. 
 
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(E) O salário-maternidade e o salário-família não seguem as mesmas regras de cálculo que as aposentadorias por 
tempo, idade e especial, pois não são calculados através do salário de benefício. 
RESOLUÇÃO: 
(A) – Certa – art. 29-A, da Lei 8.213/91. 
(B) – Certa– de acordo com o art. 29, da Lei 8.213/91. 
(C)– Errada – o cálculo do salário maternidade depende da categoria de segurado. O auxílio doença é feito com 
base no salário de benefício (art. 29, da Lei 8.213). 
(D) – Certa – De acordo com o art. 29, § 5º, da Lei 8.213/91 
(E) – Certa – tem valores diferenciados, não aplicando as regras do art. 29, da Lei 8.213/91 
 
Resposta: C 
Direitos das Pessoas com Deficiência 
49. Nos termos da Lei no 13.146/2015, a exigência obrigatória de nível superior, com habilitação, 
prioritariamente, em Tradução e Interpretação em Libras destina-se aos Tradutores e Intérpretes de Libras 
atuantes 
(A) nos cursos de graduação e pós-graduação. 
(B) na educação básica. 
(C) em todos os níveis de escolaridade. 
(D) nos cursos de pós-graduação apenas. 
(E) nos cursos de graduação apenas, pois para a pós-graduação são exigidos requisitos curriculares adicionais a tais 
profissionais. 
RESOLUÇÃO: 
II – os tradutores e intérpretes da Libras, quando direcionados à tarefa de interpretar nas salas de aula dos cursos 
de graduação e pós-graduação, devem possuir nível superior, com habilitação, prioritariamente, em Tradução e 
Interpretação em Libras. 
Resposta: A 
50. Manuel é pessoa com deficiência visual e, ao tentar atravessar determinada via pública de grande circulação, 
notou que o semáforo para pedestres instalado em tal via não apresentava condições necessárias para que 
pudesse atravessá-la com segurança. Nos termos da Lei no 10.098/2000, o referido semáforo deveria 
(A) estar equipado com mecanismo que emita sinal sonoro suave ou com mecanismo alternativo. 
(B) obrigatoriamente estar equipado com mecanismo que emita sinal sonoro suave para orientação do pedestre. 
(C) obrigatoriamente estar equipado com mecanismo alternativo para orientação do pedestre, estando excluída, 
na hipótese narrada, a exigência de mecanismo que emita sinal sonoro. 
(D) obrigatoriamente estar equipado com mecanismo que emita sinal sonoro intermitente e estridente para 
orientação do pedestre. 
 
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Prova Comentada- Analista Judiciário 
 
 
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(E) estar equipado com mecanismo que emita sinal sonoro intermitente e estridente ou com mecanismo 
alternativo. 
RESOLUÇÃO: 
Art. 8o Os sinais de tráfego, semáforos, postes de iluminação ou quaisquer outros elementos verticais de 
sinalização que devam ser instalados em itinerário ou espaço de acesso para pedestres deverão ser dispostos de 
forma a não dificultar ou impedir a circulação, e de modo que possam ser utilizados com a máxima comodidade. 
Art. 9o Os semáforos para pedestres instalados nas vias públicas deverão estar equipados com mecanismo que 
emita sinal sonoro suave, intermitente e sem estridência, ou com mecanismo alternativo, que sirva de guia ou 
orientação para a travessia de pessoas portadoras de deficiência visual, se a intensidade do fluxo de veículos e a 
periculosidade da via assim determinarem. 
Parágrafo único. Os semáforos para pedestres instalados em vias públicas de grande circulação, ou que deem 
acesso aos serviços de reabilitação, devem obrigatoriamente estar equipados com mecanismo que emita sinal 
sonoro suave para orientação do pedestre. 
 
Resposta: B 
PROVA ESTUDO DE CASO 
QUESTÃO 1 − DIREITO PREVIDENCIÁRIO 
Os dependentes de Mário, que fora empregado de empresas privadas, no Brasil, têm dúvidas quanto ao rateio de 
sua pensão por morte em virtude dos seguintes acontecimentos: 
Joana foi casada com Mário durante 25 anos. Há 4 anos se divorciaram e ele, desde então, vem pagando a ela 
pensão alimentícia conforme estipulado na sentença do divórcio. Há 1 ano Mário contraiu união estável com Luzia, 
com quem coabitava atualmente. Importante mencionar que na semana passada Mário faleceu por ocasião de um 
ataque cardíaco fulminante. Na época do óbito, Joana tinha 40 anos de idade, e Luzia, 25. 
Joana e Mário tiveram dois filhos biológicos. Cibele, a filha mais velha, na época do óbito estava com 19 anos de 
idade e já colou grau em ensino superior de curta duração. Mário Júnior, por sua vez, com 15 anos de idade, possui 
deficiência mental. A mãe de Mário, senhora Iolanda, dependia economicamente de seu filho e coabitava com ele 
antes de seu óbito. 
Com Mário também coabitava Luiz, de 13 anos, filho biológico de Joana, sua primeira esposa. Mário tinha relação 
de enteado com Luiz, tendo este total dependência financeira em relação a Mário. 
Os dependentes procuram orientações jurídicas sobre o rateio da pensão por morte. Com base no exposto, 
responda: 
a. Quais são as regras atuais de rateio da pensão por morte? Justifique. 
b. Quem terá qualidade de dependente e receberá parte da pensão? Fundamente sua resposta com base nas regras 
atuais da concessão do benefício. 
c. Até quando o benefício será pago aos dependentes? Analise para cada dependente que receberá o benefício, 
justificando. 
 
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Prova Comentada- Analista Judiciário 
 
 
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Resposta: 
a. Quais são as regras atuais de rateio da pensão por morte? Justifique. 
Segundo o caputdo art. 77 da Lei 8.213/91, a pensão por morte, havendo mais de um pensionista, será rateada 
entre todos em parte iguais. O mesmo diploma legal, em seu art. 16, divide os dependentes dos segurados em 
três classes, a saber: inciso I, 1ª Classe: o cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho não emancipado, de 
qualquer condição, menor de 21 anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental ou deficiência 
grave; inciso II, 2ª Classe: os pais; inciso III, 3ª Classe: o irmão não emancipado, de qualquer condição, menor de 
21 anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental ou deficiência grave. Como o §1º do art. 16 
determina que, em havendo dependentes de qualquer das classes, exclui-se do direito às prestações os 
dependentes das classes seguintes, então só haverá rateio do benefício entre os dependentes de uma mesma 
classe. 
b. Quem terá qualidade de dependente e receberá parte da pensão? Fundamente sua resposta com base nas 
regras atuais da concessão do benefício. 
Da análise da questão, percebe-se a existência de dependentes de 1ª classe – ex-esposa, companheira, filho, e 
dependentes de 2ª classe – mãe. A pensão será rateada entre os dependentes de 1ª classe. 
Quanto à Senhora Iolanda, mãe do segurado instituidor, esta fica excluída do direito à pensão (§ 1º do art. 16 da 
Lei 8.213/91), uma vez que o de cujus deixou dependentes de 1ª classe e os pais são dependentes de 2ª classe 
(inciso II do art. 16 da Lei 8.213/91). 
Joana faz jus à uma cota parte da pensão. Joana, ex-mulher do de cujus concorrerá em igualdade de condições 
com os dependentes de 1ª classe, visto que, embora divorciada, recebia pensão de alimento do ex-marido nos 4 
anos entre o divórcio e o óbito (§ 2º do art. 76 da Lei 8.213/91), fato que comprova a dependência econômica 
também nos moldes exigidos pelo § 5º do art. 16 da Lei 8.213/91. Como Joana contava com 40 anos de idade 
quando do óbito do segurado instituidor, ela receberá uma cota parte do benefício da pensão por morte por 15 
anos (4, alínea “c”, inciso V, art. 77 da Lei 8.213/91). 
Luiza também fará jus à uma cota parte da pensão. Luiza mantinha com o segurado instituidor união estável. 
Assim, como a companheira é uma dependente de 1ª classe (inciso I do art. 16 da Lei 8.213/91), receberá uma 
cota parte do benefício, mas apenas por 4 meses, uma vez que a união estável se iniciou menos de dois anos da 
data do óbito do segurado (alínea “b”, inciso V, art. 77 da Lei 8.213/91). 
 
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Cibele não fará jus à pensão. Muito embora Cibele seja filha menor de 21 anos, o fato de ter colado grau em 
curso superior de ensino implica em sua emancipação, perdendo assim a sua qualidade de dependente de 1ª 
classe (inciso I do art. 16 da Lei 8.213/91). 
Mário Júnior fará jus à uma cota parte da pensão. Mário é filho menor de 21 anos, enquadrando-se na 1ª classe 
de dependentes do segurado (inciso I do art. 16 da Lei 8.213/91). Como Mário Jr. possui deficiência mental, o 
benefício da pensão por morte será mantido até que ocorra o afastamento da deficiência mental (inciso IV, § 2º, 
art. 77 da Lei 8.213/91). Quando cessarem as cotas parte de Luiza e de Joana, estas serão revertidas em favor de 
Mário (§ 1º do art. 77 da Lei 8.213/91). 
Luiz, de 13 anos, filho biológico de Joana, ex-esposa de Mário, não pode ser considerado como dependente de 
Mário. Observe que, segundo o § 2º do art. 16 da Lei 8.213/91, o enteado e o menor tutelado equiparam-se a 
filho mediante declaração do segurado e desde que comprovada a dependência econômica na forma 
estabelecida no Regulamento. Ocorre que Luiz já não era enteado de Mário quando do óbito, ante o divórcio de 
Joana – mãe de Luiz – e Mário. Embora houvesse relação de enteado com Luiz, essa se dava apenas por 
consideração entre os dois. Assim, não há que se falar em equiparar Luiz a filho. Observe, ainda, que a questão 
não afirmou que Mário possuía a guarda de Luiz. O fato de existir total dependência financeira de Luiz para com 
Mário não o torna dependente para fins previdenciários. 
c. Até quando o benefício será pago aos dependentes? Analise para cada dependente que receberá o benefício, 
justificando. 
Iolanda não receberá. 
Cibele não receberá. 
Luiz não receberá. 
Joana receberá por 15 anos, pois contava com 40 anos de idade quando do óbito do segurado instituidor (4, 
alínea “c”, inciso V, art. 77 da Lei 8.213/91). 
Luiza receberá por 4 meses, uma vez que a união estável se iniciou menos de dois anos da data do óbito do 
segurado (alínea “b”, inciso V, art. 77 da Lei 8.213/91). 
Mário Jr. receberá até que ocorra o afastamento da deficiência mental (inciso IV, § 2º, art. 77 da Lei 8.213/91). 
 
 
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QUESTÃO 2 − DIREITO ADMINISTRATIVO 
Estava em curso uma licitação para contratação de serviços de suporte e manutenção dos computadores de uma 
unidade de despesa de uma autarquia federal. Como a autarquia federal possuía várias unidades regionalizadas 
pelo país, um de seus técnicos propôs a realização de um só procedimento de contratação, sob o fundamento de 
otimização de gestão e redução de custos. Com base nos pressupostos fáticos descritos responda, 
fundamentadamente: 
a. Há amparo legal para que seja promovida licitação para fins de formalização de um só contrato para atender 
todas as unidades da autarquia? Justifique. 
b. Qual modalidade de licitação seria adequada para a contratação única ou individualizada (neste caso, pelas 
regionais): concorrência, pregão ou sistema de registro de preços? Abordar, inclusive, a natureza jurídica do ato 
administrativo de escolha da modalidade da(s) nova(s) licitação(ões). 
c. Na hipótese do administrador pretender acatar a sugestão do técnico da autarquia, indicar qual deverá ou poderá 
ser a decisão daquele em relação ao procedimento de licitação em curso e as consequências decorrentes. 
Resposta: 
 
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Trata-se de licitação para contratação de serviços de suporte e manutenção dos computadores de uma unidade 
de despesa de uma autarquia federal. 
 
Foi proposta a realização de um só procedimento de contratação, para atender a várias unidades regionais da 
entidade. Há sim amparo legal para a contratação única. Para tanto, pode ser utilizado o sistema de registro de 
preços que, dentre suas possibilidades de aplicação, está a de atender a mais de um órgão ou entidade. 
 
Em relação à modalidade de licitação, tanto para a contratação única como a individualizada, seria obrigatório o 
uso do pregão, tendo em vista tratar-se da contratação de serviços de natureza comum (suporte e manutenção 
de computadores). Logo, o ato de escolha da modalidade é um ato administrativo vinculado. 
 
Por fim, se o administrador acatar a sugestão de realizar a contratação única, deverá revogar a licitação em 
curso, mediante parecer escrito e devidamente fundamentado, assegurando o contraditório e a ampla defesa aos 
interessados. 
 
 
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