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FONTES DO DIREITO SLIDES

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Fontes do Direito] 
O Direito é uma construção cultural e histórica — não um dado da natureza nem uma 
revelação sagrada. Compreender suas fontes significa entender de onde ele nasce e 
como se forma. A teoria distingue dois grandes tipos: 
Fontes Materiais Fontes Formais 
Substâncias históricas, racionais e ideais 
que dão conteúdo ao Direito — os fatos 
sociais, econômicos e morais que o 
alimentam. 
A elaboração técnica e solene desse 
conteúdo: leis, decretos, normas 
consuetudinárias e demais atos 
normativos reconhecidos pelo 
ordenamento. 
Problema central: Se o Direito é uma construção humana — onde está sua matéria 
prima? Qual é o fundamento que legitima suas normas? 
 
CLASSIFICAÇÃO DAS FONTES DO DIREITO 
 
 
 
 
 
MONISMO E PLURALISMO JURÍDICO 
Monismo Pluralismo 
Posição positivista de Hans Kelsen: 
apenas normas hierarquizadas segundo 
seu fundamento de validade constituem 
Direito. O Estado é a única fonte legítima. 
O Direito é o próprio Direito — fechado 
sobre si mesmo. 
Reconhece ordens jurídicas estatais e não 
estatais: direito esportivo, direito 
convencional do trabalho, direito 
costumeiro das relações internacionais. A 
teoria das fontes define as regras de 
entrada (input) de uma norma no sistema, 
determinando seu reconhecimento como 
jurídica. 
 
LEGISLAÇÃO COMO FONTE PRIMÁRIA 
A legislação é a fonte mais rica em normas. Ela pressupõe procedimentos regulados 
por outras normas e atos emanados de autoridades competentes. No topo está o ato 
fundante que produz a Constituição. 
1 2 3 
Constituição Federal 
Lei fundamental do país. 
Organiza o Estado, garante 
direitos fundamentais e 
estabelece formas, limites 
e competências do 
exercício do Poder Público. 
Constituição Estadual 
Organiza o Estado 
membro, observando 
necessariamente o 
princípio da simetria com a 
Constituição Federal. 
Lei Orgânica Municipal 
Organiza o Município de 
forma análoga à 
Constituição, também 
devendo guardar simetria 
com as normas 
constitucionais superiores 
 
DUAS FUNÇÕES FUNDAMENTAIS DAS NORMAS 
As normas jurídicas atuam em dois planos distintos: algumas regulam a produção de 
outras normas; outras disciplinam diretamente a conduta dos indivíduos na sociedade. 
NORMAS SOBRE NORMAS 
Determinam como outras normas serão 
criadas, por quem e em quais 
circunstâncias. 
Art. 62 CF: Em caso de relevância e 
urgência, o Presidente da República 
poderá adotar medidas provisórias, com 
força de lei, devendo submetê-las de 
imediato ao Congresso Nacional. 
NORMAS DE CONDUTA 
Afetam diretamente o comportamento 
dos indivíduos, impondo obrigações, 
proibições ou permissões. 
Art. 14, §1º, I CF: O alistamento eleitoral 
e o voto são obrigatórios para os 
maiores de dezoito anos. 
ESPÉCIES NORMATIVAS DA LEGISLAÇÃO BRASILEIRA 
Lei Ordinária 
Regra geral. Aprovada por maioria 
simples (50% + 1 dos presentes na 
sessão) 
Lei Complementar 
Exigida quando a Constituição assim 
determinar. Aprovada por maioria 
absoluta (50% + 1 dos membros da 
Casa). 
Lei Delegada 
O Presidente solicita autorização ao 
Congresso por Resolução. Vedada para: 
nacionalidade, cidadania, direitos 
individuais, políticos, eleitorais e 
orçamentos. 
Medida Provisória 
Adotada pelo Presidente em caso de 
urgência e relevância. Prazo de conversão 
em lei: 60 + 60 dias. Após, perde 
eficácia 
 
Norma Jurídica: Texto ≠ Norma 
• Art. 157 do Código Penal: Subtrair coisa móvel alheia, para si ou para outrem, 
mediante grave ameaça ou violência a pessoa, ou depois de havê-la, por 
qualquer meio, reduzido à impossibilidade de resistência: Pena — reclusão, de 
quatro a dez anos, e multa. 
O texto normativo é o enunciado escrito na lei. A norma jurídica é o sentido extraído 
desse texto pela interpretação. Um mesmo artigo pode gerar normas distintas 
conforme o intérprete e o contexto de aplicação. 
PRINCÍPIO FUNDAMENTAL: TEXTO × NORMA = a norma é a interpretação do texto 
normativo. 
 
 
 
 
 
 
 
RELAÇÕES ENTRE TEXTO E NORMA 
Um texto normativo pode conter uma norma, várias normas ou nenhuma norma, a 
depender da interpretação. O diagrama abaixo ilustra as possíveis relações de 
significação: 
 
• [1] Um texto sem norma determinável. 
• [2] Um texto que origina múltiplas normas possíveis. 
• [3] Vários textos convergindo para uma única norma. 
• [4/5] Textos que, combinados, produzem ou negam uma norma. 
• [6] Norma sem texto explícito — norma implícita. 
 
COMPOSIÇÃO FORMAL DAS NORMAS JURÍDICAS 
Segundo Hans Kelsen, a norma jurídica tem como objetivo regular o uso da força e 
prescrever atos de coerção estatal. Sua estrutura lógica é sempre a mesma: 
Se F é, C deve ser 
A consequência da norma kelseniana é sempre uma sanção ou pena — o elemento 
coercitivo que distingue o Direito de outras ordens normativas, como a moral ou a 
religião. 
Pai do Positivismo Jurídico 
Para Kelsen, o Direito deve ser estudado 
como ciência pura, separado da moral e 
da política. 
Proposição jurídica: condição (fato) + 
consequência (efeito jurídico) 
QUAL A CONSEQUÊNCIA DESSAS NORMAS? 
A) Art. 22, V — Constituição Federal 
"Compete privativamente à União legislar 
sobre serviço postal." 
B) Art. 18, §1º — Constituição Federal 
"Brasília é a Capital Federal." 
C) Art. 1º — Código Civil de 2002 
"Toda pessoa é capaz de direitos e 
deveres na ordem civil." 
D) Art. 1.630 — Código Civil de 2002 
"Os filhos estão sujeitos ao poder familiar 
enquanto menores." 
Essas normas possuem sanção expressa? Como encaixá-las no esquema kelseniano 
"Se F é, C deve ser"? 
 
TRIDIMENSIONALISMO JURÍDICO 
Miguel Reale propôs, em 1968, uma das mais influentes teorias do Direito brasileiro. 
Para ele, o Direito não pode ser reduzido a normas puras, como queria Kelsen. 
"O direito é uma integração normativa de fatos e valores." 
O Direito é um problema filosófico tridimensional: fato, valor e norma são dimensões 
inseparáveis. Nenhuma delas pode ser estudada isoladamente sem distorcer a 
compreensão do fenômeno jurídico. 
• Ao contrário de Kelsen, Reale defende que o Direito deve ser estudado dentro 
de uma multidisciplinaridade, integrando filosofia, sociologia e ciência jurídica. 
O tridimensionalismo de Reale organiza o fenômeno jurídico em três dimensões 
interdependentes, que se implicam mutuamente na experiência do Direito vivo. 
FATO 
O mundo real e os 
acontecimentos sociais 
que dão origem ao Direito. 
É a base empírica da 
experiência jurídica — o 
substrato sociológico e 
histórico. 
VALOR 
O aspecto moral e 
axiológico do Direito. Os 
valores (justiça, segurança, 
bem comum) orientam o 
conteúdo das normas e 
dão sentido à experiência 
jurídica. 
NORMA 
O "dever ser". O padrão de 
comportamento social que 
integra fato e valor em 
uma estrutura obrigatória 
e objetiva, vinculante para 
toda a coletividade. 
 
 
Observe como as três dimensões de Reale se manifestam em uma norma concreta do 
Código Civil: 
Art. 1.631 CC: Durante o casamento e a união estável, compete o poder familiar aos 
pais; na falta ou impedimento de um deles, o outro o exercerá com exclusividade. 
FATO 
A existência de filhos 
menores no contexto 
familiar — realidade social 
que exige regulação. 
VALOR 
A proteção integral da 
criança, o melhor interesse 
do menor e a igualdade 
entre os genitores. 
NORMA 
A regra que atribui o 
poder familiar a ambos os 
pais, com previsão de 
exclusividade em caso de 
impedimento. 
 
DEFINIÇÃO DE NORMA JURÍDICA 
O Tridimensionalismo de Reale conduz a uma definição mais ampla e integrada de 
norma jurídica, superando a visão puramente lógico-formal de Kelsen: 
"Uma estrutura proposicional enunciativa de uma forma de organização ou de 
conduta, que deve ser seguida de maneira objetiva e obrigatória." 
Norma de Organização 
Estrutura as instituições, distribui 
competências e regula o funcionamento 
do Estado e das relações jurídicas 
formais. 
Norma de Conduta 
Dirige o comportamento dos indivíduos 
na vida emsociedade, prescrevendo o 
que deve, pode ou não pode ser feito. 
 
 
 
NORMAS DE CONDUTA: ESTRUTURA E ESPÉCIES 
As normas de conduta têm os indivíduos como destinatários e se estruturam pelo juízo 
hipotético kelseniano, mas também possuem um caráter estabilizador e contrafático 
(Luhmann): mesmo descumpridas, permanecem válidas e vigentes. 
Se F é, C deve ser. / Se não-C, SP deve ser. 
Ex: Art. 155 CP — Subtrair coisa alheia móvel: Pena — reclusão, de 1 a 4 anos, e 
multa. 
Obrigatórias/Mandamentais Proibitivas Permissivas 
Estabelecem algo que deve ser 
feito. Impõem um dever de ação 
ao destinatário 
Estabelecem algo que 
não deve ser feito. 
Impõem um dever de 
abstenção. 
Estabelecem algo que 
pode ser feito. 
Conferem uma 
faculdade ao 
destinatário. 
 
NORMAS DE ORGANIZAÇÃO 
As normas de organização têm como destinatários o Estado e os indivíduos em suas 
relações institucionais. Sua função é regular o uso das próprias normas jurídicas — são, 
portanto, metanormas. 
Estrutura: Se F deve ser C — sem necessidade de sanção expressa, pois regulam 
competências e relações jurídicas formais. 
Art. 2º CF — Separação dos Poderes 
"São Poderes da União, independentes e 
harmônicos entre si, o Legislativo, o 
Executivo e o Judiciário." Organiza a 
estrutura estatal e distribui competências. 
Art. 1.631 CC — Poder Familiar 
"Durante o casamento e a união estável, 
compete o poder familiar aos pais; na 
falta ou impedimento de um deles, o 
outro o exercerá com exclusividade." 
Organiza a relação jurídica familiar. 
 
ESPÉCIES DE NORMAS JURÍDICAS 
As normas jurídicas classificam-se segundo sua função dentro do ordenamento. Além 
das normas de conduta e organização, existem três grandes grupos funcionais: 
 
 
 
 
Normas de 
Modificação 
Normas de 
Interpretação 
Normas sobre 
Aplicação 
Alteram o conjunto 
normativo. Incluem: regras 
de competência (quem?), 
regras de exercício (como 
fazer?) e regras de 
finalidade (com que fim? 
— ex: art. 3º CF). Também 
abrangem normas sobre 
eliminação (normas 
revogadoras e de 
nulidade). 
Orientam a atribuição de 
sentido ao texto legal. Ex: 
Art. 5º LICC — o juiz 
atenderá aos fins sociais. 
Distinguem-se das normas 
interpretativas, que editam 
definições legais 
expressas. 
Definem o âmbito de 
incidência: em relação a 
pessoas (art. 5º CF — 
igualdade), ao espaço (art. 
16 LICC — aplicação da lei 
estrangeira) e ao tempo 
(art. 5º , XL CF — 
irretroatividade penal). 
 
COSTUME, JURISPRUDENCIA E PRECEDENTES 
COSTUME E JURISPRUDÊNCIA 
Definem o âmbito de incidência: em 
relação a pessoas (art. 5º CF — 
igualdade), ao espaço (art. 16 LICC — 
aplicação da lei estrangeira) e ao tempo 
(art. 5º , XL CF — irretroatividade penal). 
DOUTRINA DO STARE DECISIS 
Tribunais inferiores obrigam-se a 
respeitar decisões dos superiores. O 
precedente vincula pela sua razão de 
decidir (ratio decidendi) e não perde 
vigência automaticamente. No Brasil, a 
Súmula Vinculante (Art. 103-A CF) 
aproxima o sistema do stare decisis, 
exigindo aprovação por 2/3 do STF após 
reiteradas decisões sobre matéria 
constitucional. 
Atenção: a doutrina clássica brasileira (Tércio Sampaio Ferraz Jr.) enfatizava a 
independência da magistratura. O cenário mudou com a valorização dos 
precedentes pelo CPC/2015 e pela EC 45/2004. 
 
SÚMULA VINCULANTE N°13 – NEPOTISMO 
A Súmula Vinculante nº 13 é um dos exemplos mais emblemáticos do efeito vinculante 
no Direito brasileiro. Aprovada pelo STF, ela proíbe o nepotismo na Administração 
Pública em todos os Poderes e esferas da federação. 
"A nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por 
afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da 
mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para 
o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de função gratificada na 
administração pública direta e indireta em qualquer dos Poderes da União, dos Estados, 
do Distrito Federal e dos Municípios, compreendido o ajuste mediante designações 
recíprocas, viola a Constituição Federal." 
Fundamento Alcance Efeito 
Princípios da moralidade, 
impessoalidade e eficiência 
administrativa (art. 37, 
caput, CF). 
Todos os Poderes 
(Executivo, Legislativo e 
Judiciário) nas esferas 
federal, estadual e 
municipal. 
Vinculante para todos os 
órgãos do Poder Judiciário 
e da Administração Pública 
direta e indireta. 
 
CRITÉRIOS DE VALIDADE, VIGÊNCIA E EFICÁCIA 
Para que uma norma jurídica seja plenamente funcional e aceita no sistema, ela deve 
atender a três critérios fundamentais que definem seu status e impacto. 
Validade Vigência Eficácia 
Refere-se à conformidade da 
norma com o processo de 
criação legal e com as normas 
superiores. Uma norma é válida 
se foi produzida pela autoridade 
competente, seguindo o 
procedimento adequado e 
respeitando a hierarquia 
normativa. 
Espécies: 
• Validade material 
• Validade formal 
"É pela validade que se pode 
dizer se uma norma é legal ou 
ilegal, constitucional ou 
inconstitucional". 
Indica que a norma 
está apta a produzir 
seus efeitos, ou seja, 
que já entrou em vigor 
e não foi revogada. É o 
período em que uma 
lei tem força 
obrigatória, geralmente 
após sua publicação e 
o período de vacatio 
legis. 
Trata da efetiva 
aplicação social da 
norma e da 
concretização de seus 
objetivos. Uma norma é 
eficaz quando produz 
os resultados práticos 
desejados e é cumprida 
pelos seus 
destinatários, seja 
espontânea ou 
coercitivamente. 
 
VACATIO LEGIS NO DIREITO BRASILEIRO 
A Vacatio Legis é o período entre a publicação de uma lei e sua efetiva entrada em 
vigor. Esse intervalo, previsto no art. 1º da Lei de Introdução às Normas do Direito 
Brasileiro (LINDB), tem a finalidade essencial de permitir que os cidadãos e operadores 
do direito tomem conhecimento da nova norma, adaptando-se a ela antes de sua 
obrigatoriedade. 
"Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco 
dias depois de oficialmente publicada." — Art. 1º da LINDB 
 
No Brasil, o prazo supletivo para a vacatio legis é de 45 dias quando a própria lei não 
estabelece um período diferente. Para leis que devam ser cumpridas no exterior, este 
prazo é de três meses (Art. 1º, §1º, LINDB). Este mecanismo garante a segurança 
jurídica, evitando que as leis peguem a sociedade de surpresa. 
 
LEI EM VIGOR E SUA OBRIGATORIEDADE 
A obrigatoriedade das leis é um pilar fundamental do sistema jurídico brasileiro, 
garantindo ordem, previsibilidade e a efetividade das normas. 
"Ninguém se escusa de cumprir a lei, alegando que não a conhece." — Art. 3º da Lei 
de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (LINDB). 
Obrigatoriedade em Geral 
O princípio da obrigatoriedade e da 
presunção de conhecimento da lei visa 
assegurar a estabilidade das relações 
jurídicas e sociais, garantindo que as 
regras sejam aplicadas de forma 
uniforme. 
Presunção de Conhecimento 
O sistema jurídico presume que todos 
têm conhecimento da lei publicada. Esta 
"ficção jurídica" é essencial para evitar o 
caos e a alegação de ignorância como 
defesa. 
Princípio da Publicidade 
A presunção de conhecimento está 
intrinsecamente ligada à publicidade da 
norma. A publicação oficial da lei a torna 
acessível a todos, legitimando sua 
exigibilidade. 
Fundamento na Segurança 
Jurídica 
Uma vez em vigor, a lei se torna 
compulsória para todos os indivíduos no 
território, independentemente de sua 
vontade ou consentimento individual. 
 
REPRISTINAÇÃO 
A repristinação é um fenômeno jurídico complexo que descreve o retorno da vigência 
de uma lei anteriormente revogada, exigindo atenção às suas condições no direito 
brasileiro. 
"A lei revogada não se restaura por ter a lei revogadora perdido a vigência, salvo 
disposição expressa." — Art. 2º, §3º, da Lei de Introdução às Normas do Direito 
Brasileiro (LINDB) 
 
Regra Geral: Não 
AutomáticaExceção: Repristinação 
Expressa 
Diferença com Efeito 
Repristinatório na ADI 
No Brasil, a regra é que a 
revogação de uma lei 
revogadora (Lei B que 
revoga Lei A) não provoca 
o retorno automático da 
lei revogada (Lei A). Uma 
lei que "morre" não 
"ressuscita" por si só. 
A repristinação só ocorrerá 
se o legislador que edita a 
nova lei revogadora (Lei C, 
que revoga Lei B) 
expressamente determinar 
que a Lei A volte a ter 
vigência. É preciso uma 
manifestação clara da 
vontade legislativa. 
Não confundir com o efeito 
repristinatório decorrente 
da declaração de 
inconstitucionalidade de 
uma lei em Ação Direta de 
Inconstitucionalidade (ADI). 
Nesse caso, a lei anterior 
(Lei A) volta a viger 
automaticamente, pois a 
lei inconstitucional (Lei B) 
nunca deveria ter 
produzido efeitos jurídicos, 
sendo considerada nula 
desde sua origem. 
 
 
ULTRATIVIDADE DA NORMA 
A ultratividade é um fenômeno jurídico que assegura a aplicação de uma lei revogada 
a certas situações, mesmo após sua saída de vigor, garantindo estabilidade e 
segurança jurídica. 
"A Lei em vigor terá efeito imediato e geral, respeitados o ato jurídico perfeito, o 
direito adquirido e a coisa julgada" — Art. 6º, da Lei de Introdução às Normas do 
Direito Brasileiro (LINDB) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Conceito Exemplos 
Fundamento 
Constitucional 
Consiste na 
capacidade de uma 
norma jurídica, 
mesmo após ser 
revogada por uma 
nova lei, continuar a 
produzir efeitos sobre 
fatos e situações que 
se consolidaram 
durante o período em 
que estava vigente. 
• Direito Adquirido: Um direito 
que já foi incorporado ao 
patrimônio jurídico do indivíduo 
antes da nova lei. 
• Ato Jurídico Perfeito: Um ato 
que já se consumou plenamente 
sob a vigência da lei anterior. 
• Coisa Julgada: Uma decisão 
judicial definitiva, da qual não 
cabe mais recurso, e que não 
pode ser alterada por nova 
legislação. 
A ultratividade é 
protegida pelo Art. 
5º, XXXVI, da 
Constituição Federal 
de 1988, que 
estabelece que "a 
lei não prejudicará o 
direito adquirido, o 
ato jurídico perfeito 
e a coisa julgada." 
Destaque: Ultratividade não é Repristinação É crucial não confundir. Na ultratividade, 
a norma revogada não volta a viger para novas situações; ela apenas sobrevive para 
regular os efeitos das situações específicas criadas sob sua égide. Na repristinação, a 
lei revogada volta a ter vigência como um todo para o futuro, o que, no Brasil, só 
ocorre por disposição legal expressa. 
 
SÍNTESE E ESQUEMA COMPARATIVO 
Para consolidar o entendimento, apresentamos um quadro comparativo dos fenômenos 
jurídicos de repristinação, ultratividade e retroatividade da norma, destacando suas 
particularidades e fundamentos legais.

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