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UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP
CAMPUS – RANGEL 
CURSO DE TECNÓLOGO EM RADIOLOGIA 
RAQUEL GRECCO MACHADO
JULIANA DE PAIVA BENTO 
 ANA CAROLINA ARAÚJO DOS SANTOS
ISABELA VITÓRIO MENDES 
FRATURAS ÓSSEAS: ASPECTOS RADIOLÓGICOS EM GERAL
SANTOS – SP
2018
UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP
CAMPUS – RANGEL 
CURSO DE TECNÓLOGO EM RADIOLOGIA 
RAQUEL GRECCO MACHADO – T5789E2
JULIANA DE PAIVA BENTO – D72BCJ6
ANA CAROLINA ARAÚJO DOS SANTOS – D64BAF5
ISABELA VITÓRIO MENDES – D6647F9
FRATURAS ÓSSEAS: ASPECTOS RADIOLÓGICOS EM GERAL
Projeto Integrado Multidisciplinar apresentado 
ao curso de Radiologia da Universidade 
Paulista - UNIP do 1°semestre.
Orientadora: Prof.ª Ma. Anna Teles
SANTOS – SP
2018
UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP
CAMPUS – RANGEL 
CURSO DE TECNÓLOGO EM RADIOLOGIA 
RAQUEL GRECCO MACHADO – T5789E2
JULIANA DE PAIVA BENTO – D72BCJ6
ANA CAROLINA ARAUJO DOS SANTOS – D64BAF5
ISABELA VITÓRIO MENDES – D6647F9
FRATURAS ÓSSEAS: ASPECTOS RADIOLÓGICOS EM GERAL
Projeto Integrado Multidisciplinar apresentado 
ao curso de Radiologia da Universidade 
Paulista - UNIP do 1°semestre.
Orientadora: Prof.ª Ma. Anna Teles
Aprovado em ____ de___________ de 20____.
BANCA EXAMINADORA
_________________________________________
Examinadora e Orientadora: Ma. Anna Teles
Universidade Paulista – UNIP
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO.............................................................................................. 7
2. OBJETIVO .................................................................................................... 8
3. METODOLOGIA............................................................................................ 8
4. REFERENCIAL TEÓRICO............................................................................ 8
4.1. OSSOS.…........................................................................................ 8
4.2. CLASSIFICAÇÃO DAS FRATURAS................................................ 10
4.2.1 Fraturas Fechadas ou Simples........................................... 11
4.2.2 Fraturas Abertas ou Expostas............................................. 11
4.2.3 Fraturas Cominutivas ou Cominutas................................... 12
4.2.4 Fraturas Oblíquas................................................................ 12
4.2.5 Fraturas em Galho Verde.................................................... 13
4.2.6 Fraturas em Espiral............................................................. 13
4.3 PATOLOGIA DAS FRATURAS.......................................................... 14
4.3.1 Fraturas causadas exclusivamente por traumas................. 14
4.3.2 Fraturas de Fadiga ou de Estresse..................................... 14
4.3.3 Fraturas Patológicas............................................................ 14
4.4 SINTOMAS CLÍNICOS..................................................................... 15
4.5 TRATAMENTO.................................................................................. 15
4.5.1 Histórico do Tratamento das Fraturas............................................ 15
4.5.2 Espécies de Tratamento...................................................... 16
4.5.3 Novidades Tecnológicas no Tratamento de Fraturas.......... 17
4.6 MÉTODOS DE DIAGNÓSTICO POR IMAGEM EM FRATURAS..... 18
4.6.1 Radiografia Convencional e Digital..................................... 18
4.6.2 Tomografia Computadorizada............................................. 20
4.6.3 Ressonância Magnética...................................................... 20
4.6.4 Cintilografia Óssea.............................................................. 21
5. DISCUSSÃO.................................................................................................. 21
6. CONCLUSÃO................................................................................................ 23
7. REFERÊNCIAS............................................................................................. 24
LISTA DE FIGURAS
Figura 1 – Osso Longo..................................................................................... 9
Figura 2 – Osso Curto...................................................................................... 9
Figura 3 – Ossos do Crânio............................................................................. 9
Figura 4 – Fratura Incompleta e Completa...................................................... 10
Figura 5 – Fratura Fechada ou Simples........................................................... 11
Figura 6 – Fratura Aberta ou Exposta.............................................................. 11
Figura 7 – Fraturas Cominutivas...................................................................... 12
Figura 8 – Fratura Oblíqua............................................................................... 12
Figura 9 – Fratura em Galho Verde ….............................................................. 13
Figura 10 – Fratura em Espiral......................................................................... 13
Figura 11 – Osso fêmur de coelho: com a lesão, sem o tratamento,
 e com hidrogel.............................................................................. 18
LISTA DE ABREVIATURAS
TC – Tomografia Computadorizada.
RM – Ressonância Magnética.
RX – Raio-X.
CR – Computed Radiography (Radiografia Computadorizada)
DR – Digital Radiography (Radiografia Digital). 
7
1. INTRODUÇÃO
A informação de que o paciente não consegue ficar em pé ou caminhar após 
um trauma, ou então utilizar o membro atingido, deve sempre levantar a suspeita de 
fratura (ADAMS e HAMBLEN, 1994).
Essa condição traumática mais comum encontrada por Radiologistas, trata-
se de uma ruptura completa ou incompleta da continuidade de um osso, sempre 
acompanhada por lesão de tecidos moles, ocasionadas por traumas, patologias, ou 
devido a um estresse.
Desta maneira, o osso pode ser fraturado por uma lesão direta ou indireta. O 
impacto de alguma estrutura rígida contra o osso ocasionando uma fratura, como no 
caso de um atropelamento, é um exemplo de lesão direta. Já quando a ruptura 
decorre de torções ou angulações ósseas, a fratura, que, então, ocorre no ponto de 
maior tensão, é denominada de indireta (MORAES, 2007).
Há uma grande variedade de fraturas, e cada região do esqueleto possui 
suas próprias características quanto a esse ferimento. Assim, os principais tipos de 
fraturas ósseas, além de completas e incompletas, são: fraturas fechadas (ou 
simples), abertas (ou expostas), cominutivas (ou cominutas), oblíquas, em galho 
verde e em espiral (RODRIGUES, 2011; ADAMS e HAMBLEN, 1994).
A avaliação inicial inclui um exame físico cuidadoso e a determinação do 
mecanismo do trauma, sempre que possível. No entanto, é essencial que isso seja 
feito em correlação com a avaliação direcionada da radiologia convencional.
Nas últimas décadas surgiram novos métodos de diagnósticos por imagem, 
que contribuíram para essa avaliação, podemos destacar: a Ressonância 
Magnética, a Tomografia Computadorizada e a Cintilografia Óssea (RODRIGUES, 
2011; ADAMS e HAMBLEN, 1994). 
8
2. OBJETIVO
O objetivo desse trabalho é mostrar a importância que os exames por 
imagem têm em casos de fraturas ósseas, facilitando o diagnóstico e, por 
conseguinte, o tratamento.
3. METODOLOGIA
Pesquisa de natureza básica, descritiva, realizada com fontes secundárias 
em bases eletrônicas como: SciELO (Scientific Electronic Library Online), Google e 
Google Acadêmico, bem como, em livros.
4. REFERENCIAL TEÓRICO
4.1 OSSOS
A saúde e o funcionamento adequado do sistema musculoesquelético são 
interdependentes com os outros sistemas orgânicos. A estrutura óssea forneceproteção para os órgãos vitais. O esqueleto ósseo fornece uma armação vigorosa 
para sustentar as estruturas ósseas. A matriz óssea armazena cálcio, fósforo, 
magnésio e fluoreto. Mais de 98% do cálcio corporal total estão presentes no osso.
(OLIVEIRA et. al., 1999)
Existem 206 ossos no corpo humano. Segundo Wecker (2016) os ossos são 
classificados de acordo com sua forma, sendo três grupos básicos: 
 Ossos Longos: Tem o comprimento maior que a largura e são constituídos 
por um corpo e duas extremidades. Eles são um pouco encurvados, os que 
lhes garante maior resistência. Por exemplo: fêmur.
9
 Ossos Curtos: São parecidos com um cubo, tendo seus comprimentos 
praticamente iguais às suas larguras. Por exemplo: ossos do carpo.
 Ossos Planos ou Laminares: São ossos finos e compostos por duas 
lâminas paralelas de tecido ósseo compacto, com camada de osso esponjoso 
entre elas. Por exemplo: osso frontal e parietal.
Figura 1 - Osso Longo
(fêmur)
Figura 2 - Osso Curto
(carpo)
Figura 3 - Ossos do crânio
Fonte: Aula de Anatomia, 2016; Hipermídia Técnico em Radiologia, 2018.
10
4.2 CLASSIFICAÇÃO DAS FRATURAS
A fratura é inicialmente classificada em completa ou incompleta. A fratura 
completa apresenta uma solução de continuidade em todo o diâmetro ósseo, ou 
seja, a quebra é completa separando o osso em duas partes. A fratura incompleta 
apresenta um segmento da cortical intacto, ou seja, o osso não é quebrado em duas 
partes (RODRIGUES, 2011). 
Figura 4 - Fratura Incompleta e Completa
Fonte: LinkedIn SlideShare, 2011
11
Outros principais tipos de fraturas ósseas são:
4.2.1 Fraturas Fechadas ou Simples: uma fratura é fechada ou simples quando 
não há comunicação entre o foco da fratura e a parte externa do corpo (ADAMS E 
HAMBLEM, 1994). 
4.2.2 Fraturas Abertas ou Expostas: uma fratura é exposta quando há um 
ferimento na superfície da pele que se comunica com o foco da fratura. Deve se 
enfatizar que a presença de um ferimento associado à fratura não significa, 
necessariamente, que seja uma fratura exposta: é classificada como exposta apenas 
quando há uma comunicação direta entre o meio ambiente e as extremidades 
fraturadas do osso (ADAMS E HAMBLEM, 1994).
Figura 5 – Fratura Fechada ou Simples 
Fonte: MAFFI, 2018
Figura 6 – Fratura Aberta ou Exposta dos 
ossos da perna sem evidência de lesão na 
articulação do tornozelo
Fonte: ZAMBONI et al., 2016
12
4.2.3 Fraturas Cominutivas ou Cominutas: uma fratura cominutiva, são aquelas 
que o osso se divide em vários fragmentos (SNIDER et al., 2000).
Figura 7 – Fraturas Cominutivas
Fonte: LinkedIn SlideShare, 2011
4.2.4 Fraturas Oblíquas: a fratura atravessa o osso em um ângulo oblíquo 
(SNIDER et al., 2000).
Figura 8 – Fratura oblíqua em perfil do tornozelo
Fonte: RODRIGUES, 2011
13
4.2.5 Fraturas em Galho Verde: é a fratura incompleta que atravessa apenas uma 
parte do osso. São fraturas geralmente com pequeno desvio e que não exigem 
redução; quando exigem, é feita com o alinhamento do eixo dos ossos. Sua 
ocorrência mais comum é em crianças e nos antebraços (punho). (FRATURAS..., 
2018)
Figura 9 – Fratura em galho verde no punho de uma criança de 10 anos
Fonte: RODRIGUES, 2011
4.2.6 Fraturas em Espiral: é quando o traço de fratura encontra-se ao redor e 
através do osso. Estas fraturas são decorrentes de lesões que ocorrem com uma 
torção. (FRATURAS..., 2018)
Figura 10 - Fratura em espiral
Fonte: LinkedIn SlideShare, 2011
14
4.3 PATOLOGIA DAS FRATURAS
Segundo Adams e Hamblem (1994), as fraturas podem ser subdivididas, de 
acordo com sua etiologia, em três grupos: 1) fraturas causadas exclusivamente por 
traumas; 2) fraturas de fadiga ou estresse; 3) fraturas patológicas.
4.3.1 Fraturas causadas exclusivamente por traumas
Este é o grupo que engloba a grande maioria das fraturas. Elas ocorrem em 
ossos até então sãos. Tais fraturas podem ser causadas por choque direto, por 
exemplo, quando um peso atinge o pé e fratura o osso metatarsiano; ou por choque 
indireto ao longo do osso, por exemplo, quando a cabeça do rádio é fraturada em 
uma queda sobre a mão espalmada, ou a clavícula em uma queda sobre o ombro.
4.3.2 Fraturas de Fadiga ou de Estresse
As fraturas de fadiga ou estresse não ocorrem como decorrência de uma 
única lesão violenta, mas de um estresse repetido. A razão de ocorrerem em ossos 
que não revelam nenhum sinal de doença, ainda não foi determinada com precisão. 
Têm sido comparadas às fraturas que ocorrem em certos metais quando “sob 
fadiga” ou por estresse repetido.
4.3.3 Fraturas Patológicas
Uma fratura patológica ocorre em um osso que já está enfraquecido por 
alguma patologia. Frequentemente o osso é fraturado por um trauma banal, ou até 
mesmo espontaneamente.
Em muitos casos o paciente, quando é interrogado de maneira direta, admite 
ter sofrido dor ou desconforto na região do osso afetado por algum tempo antes da 
fratura.
15
4.4 SINTOMAS CLÍNICOS
Inchaço, sensibilidade, dor e deformidade são os sinais clínicos das fraturas 
agudas. No caso de uma fratura sem deslocamento, o osso pode não estar 
angulado e nem exibir uma deformidade óbvia, mas ocorrerá inchaço no local. No 
caso das fraturas de tensão pode ocorrer leve tumefação e sensibilidade ou dor 
durante a sustentação do peso. (SNIDER et al., 2000)
4.5 TRATAMENTO
4.5.1 Histórico do Tratamento das Fraturas
As primeiras tentativas de tratamento conhecidas datam de há mais de 5000 
anos. Consistiam na utilização de pedaços de madeira ou casca de árvores 
amarrados em torno do membro fraturado com linho, e foram descobertas em 
escavações realizadas no Egito. (SOUZA, 2014; ASSIS, 2010)
A primeira referência à utilização de materiais semelhantes ao gesso atual 
data de 900 d.C., por Rhazes Athuriscus, um médico árabe que descreveu a 
preparação de tiras de linho embebidas numa mistura de cal e clara de ovo, que 
adquiria bastante resistência. (SOUZA, 2014; BROWNER et al., 2000) 
No mundo ocidental, as ataduras gessadas utilizadas hoje em dia foram 
introduzidas pela primeira vez em 1854 por Antonius Mathijsen, um cirurgião militar 
holandês. (ASSIS, 2010; BROWNER et al., 2000)
Antes do advento dos antibióticos uma fratura exposta estava associada a 
uma mortalidade extremamente elevada, devido a infecções da ferida e do osso 
(osteomielite). A única terapêutica nestas situações consistia na amputação precoce 
do membro, embora a amputação fosse em si um método com elevada mortalidade, 
devido a hemorragia ou a gangrena infecciosa. (ASSIS, 2010)
16
Assim, com relação à primeira cirurgia das fraturas, admite-se geralmente 
que a mais antiga técnica de fixação interna de fraturas foi a de ligadura ou sutura 
com arame (fixação com fio), realizada no começo da década de 1770, por 
cirurgiões de Toulouse. O uso de parafusos provavelmente começou em torno do 
final da década de 1840. E, a primeira descrição de fixação óssea com placa foi 
provavelmente o relato de 1886 por Hansmann de Hamburgo intitulado “Um Novo 
Método de Fixação dos Fragmentos de Fraturas Complicadas”. (BROWNER et al., 
2000)
Em relação ao primeiro aparelho de fixação externa, tradicionalmente, foi a 
pointe métallique concebida pelo cirurgião francês Joseph-François Malgaigne em 
1840 (BROWNER et al., 2000).
4.5.2 Espécies de Tratamento
Conforme Rockwood (1993), o tratamento de fraturas pode ser dividido em 
três fases:
 Tratamento de emergência – recomenda-se imobilizar o membro fraturado 
no momento em que for identificada a fratura,pois isso evita lesões adicionais 
em tecidos moles, alivia a dor e facilita o transporte e exames no paciente. 
Devem ser utilizadas talas para as imobilizações, de madeira, arame, 
insufláveis, alumínio, entre outras. As talas podem ser improvisadas, basta ter 
um material rígido e algo macio para alojar entre o material rígido e a pele. 
Por exemplo, pode-se utilizar uma ripa de madeira e a revestir com jornais 
para imobilizar o membro lesado. A imobilização de fraturas expostas ocorre 
da mesma forma que as fechadas, mas necessitam de um cuidado maior, 
devendo cobrir o ferimento tão logo quanto possível.
 Tratamento definitivo – deve acontecer quando houver uma estabilização no 
quadro do paciente. Os tipos de tratamento definitivo são denominados 
17
abertos ou fechados. Caracterizam-se como abertos os métodos de 
tratamentos cirúrgicos. Já os métodos fechados são aqueles em que há uma 
redução ou manipulação da fratura até a finalização da consolidação óssea. 
Contudo, o método fechado – ou de redução –, é contraindicado quando não 
há grande desvio ou causa pouca preocupação, quando a fratura é de caráter 
cominutiva, ou seja, há várias fragmentações ósseas (três ou mais).
Dessa forma, quando há estabilização do quadro do paciente por meio de 
tratamento definitivo, seja aberto ou fechado, segue-se um período de 
imobilização até a consolidação total da fratura, cujo principal acessório para 
imobilização é o gesso.
 Reabilitação – os principais objetivos da reabilitação consistem na 
manutenção do movimento articular, preservação da força e resistência 
muscular, aumento da velocidade de recuperação e retorno do paciente às 
suas atividades cotidianas. 
4.5.3 Novidades Tecnológicas no Tratamento de Fraturas
No ano de 2017, um grupo de cientistas do Brasil, Argentina e Espanha, 
usando engenharia de tecidos, produziram em laboratório um biomaterial com 
potencial para resolver problemas de saúde que vêm aumentando nos últimos 
tempos: as lesões e perdas ósseas por causas congênitas (antes do nascimento) e 
adquiridas. 
Trata-se de um hidrogel que, injetado no defeito ósseo colabora no processo 
cicatricial das fraturas.
O experimento consistiu da introdução do gel em lesões do osso femoral de 
coelhos brancos, tendo como resultado uma evidente reparação do tecido, ou seja, 
18
formação de osso novo. Para os cientistas, isso pode significar um futuro próximo de 
tratamentos de fraturas sem colocação de implantes e cirurgias invasivas. 
Além disso, pelos experimentos, os pesquisadores garantem que o 
biomaterial não é tóxico, integra-se ao ambiente celular, estimula a formação de 
novo tecido ósseo e, ao mesmo tempo, é biodegradável – característica que permite 
sua substituição de forma gradual pelo novo tecido ósseo, já que sua função é de 
suporte temporário. (STELLA, 2017)
Figura 11 – Osso fêmur de coelho: com a lesão (esq.), sem o tratamento (centro), e 
com hidrogel (dir.) 
Fonte: Jornal da USP, 2017
4.6 MÉTODOS DE DIAGNÓSTICO POR IMAGEM EM FRATURAS
4.6.1 Radiografia Convencional e Digital 
Segundo Rodrigues (2011), é essencial a realização de radiografias de alta 
qualidade com o apropriado posicionamento do paciente. O estudo radiográfico 
19
inicial deve incluir, pelo menos, dois planos distintos, obtidos em projeções de 90 
graus de um em relação ao outro (frente e perfil). Dependendo da localização e 
morfologia da fratura, incidências adicionais podem ser necessárias.
A fratura aparece, em geral, como uma linha radiotransparente, podendo se 
manifestar como uma linha esclerótica nas fraturas compressivas. A presença de 
alterações de partes moles ao raio-X podem sugerir a fratura nos casos mais sutis. 
Estas alterações incluem borramento e/ou deslocamento das linhas gordurosas, 
aumento de partes moles e derrame articular. No entanto, estes achados são 
inespecíficos, podendo estar presentes apenas relacionados ao trauma, sem 
fraturas. 
Durante os últimos anos, houve o advento da imagem digital na radiologia. A 
aquisição ou conversão digital da imagem e sua distribuição eletrônica apresenta 
diversas vantagens sobre a radiografia em filme, tais como: 
 possibilidade de distribuição da imagem para diversos usuários em locais 
distintos e com rapidez;
 fácil localização e armazenamento das imagens;
 menor espaço físico necessário para armazenamento das imagens;
 possibilidade de aplicar técnicas de processamento de imagens.
Para a avaliação das fraturas, as radiografias digitais necessitam de uma 
alta resolução espacial para avaliar pequenos detalhes ósseos e a capacidade de 
avaliar tecidos com valores de atenuação muito diferentes (osso e partes moles). 
Os novos aparelhos de conversão digital (CR) ou aquisição digital (DR) 
produzem imagens como uma resolução igual ou superior aquelas obtidas de forma 
analógica, através de filmes radiográficos.(RODRIGUES, 2011)
 
20
4.6.2 Tomografia Computadorizada (TC)
É usada par identificar a localização e extensão das fraturas nas áreas de 
difícil avaliação. (OLIVEIRA et. al., 1999)
A TC apresenta grandes vantagens em relação às radiografias 
convencionais, pois elimina a superposição de estruturas nas imagens, tendo 
utilidade na avaliação de órgãos com uma anatomia complexa, difíceis de serem 
avaliadas pelas radiografias simples. (RODRIGUES, 2011)
Com o desenvolvimento tecnológico e o aparecimento dos novos aparelhos 
com multidetectores, imagens multiplanares e tridimensionais de alta resolução 
passaram a ser obtidas. Além de permitir um diagnóstico mais preciso, tais imagens 
também podem ajudar o cirurgião ortopédico a planejar o tratamento.
A capacidade de obtenção de imagens multiplanares permite a localização 
exata das fraturas, a pesquisa de fragmentos intra-articulares, luxações e uma 
mensuração precisa de desvios. (RODRIGUES, 2011)
4.6.3 Ressonância Magnética (RM)
É uma técnica de imageamento especial, não-invasiva, que utiliza campos 
magnéticos, ondas de rádio e computadores para demonstrar anormalidades. 
(OLIVEIRA et. al., 1999)
A Ressonância Magnética é o método por imagem com melhor contraste 
entre osso, medula óssea, músculos, liquido, gordura e vasos. É capaz de detectar a 
fratura, porém apresenta papel limitado em seu diagnóstico e estadiamento, pois 
existem métodos mais simples e com custo menor para este fim. No caso do 
estadiamento das fraturas, o Raio-X e a Tomografia Computadorizada (TC) são, na 
maioria das vezes, superiores a RM. 
21
O papel da RM é crucial no diagnóstico das fraturas ocultas. Estas fraturas 
não são visíveis ao RX/TC. Diante disto, devido ao quadro clínico muito evidente 
para fratura ou suspeita de lesão em partes moles, uma RM é indicada e a fratura 
pode ser detectada, caracterizando a fratura oculta. (RODRIGUES, 2011)
4.6.4 Cintilografia Óssea
A cintilografia óssea tem utilidade na identificação de fraturas de estresse 
(ou por fadiga), fraturas de difícil visualização aos raios-X como as de costela e de 
pequenos ossos das mãos. (IMEN, 2018; SNIDER et al., 2000)
É uma técnica que usa radioisótopos para indicar o fluxo sanguíneo, e 
portanto a formação ou destruição do tecido ósseo. (SNIDER et al., 2000)
5. DISCUSSÃO
O tratamento das fraturas ósseas ganha grande interesse neste século, 
onde as medidas preventivas e ações de saúde pública dão cada vez mais 
relevância à traumatologia, como uma doença endêmica da nossa sociedade. 
(REIS, 2003)
Estima-se que o trauma, problema de saúde públicamundial, anualmente 
cause, só nos acidentes de trânsito, cerca de 1,2 milhão de mortes em todo o 
mundo. Apresenta grande morbidade e atinge hoje mais de 50 milhões de pessoas, 
situação agravada nos centros urbanos, sobretudo nas capitais e nas regiões 
metropolitanas, onde a crescente frota de veículos e a maior agressividade no 
trânsito causam acidentes com alta energia. (FREITAS et al., 2013)
 
O trauma é a maior indicação de um estudo radiológico do esqueleto e é 
utilizado há cerca de 100 anos na medicina. Desde a descoberta do raio-X pelo 
22
físico alemão Wilhelm Conrad Roentgen, sua aplicação na avaliação de fraturas e 
luxações recebeu imediata atenção.(RODRIGUES, 2011)
O radiologista enfrenta um dilema no paciente traumatizado. O 
reconhecimento da fratura. Embora isso pareça simples, requer que o profissional 
tenha um detalhado conhecimento anatômico da região para não confundir 
variações anatômicas normais ou superposição de outras patologias com a lesão 
traumática. (AGUIAR, 2015)
Avanços espetaculares foram efetuados e continuam a ser efetuados no 
campo da aquisição de imagens radiológicas, facilitando o processo por vezes difícil 
do diagnóstico.(GREENSPAN, 2012)
Os métodos de imagem são essenciais no diagnóstico de uma fratura óssea. 
A radiografia simples geralmente inicia a avaliação radiológica, fornecendo 
informações essenciais em relação as estruturas ósseas. Os demais métodos por 
imagem: RM, TC e a Cintilografia Óssea, possuem um papel secundário, geralmente 
complementares ao RX. Estes métodos são utilizados em casos de ausência de 
anormalidade ao RX com exame clínico suspeito ou na necessidade de se fazer um 
estadiamento pré-cirúrgico mais detalhado, visando o planejamento cirúrgico. 
(RODRIGUES, 2011)
 
Ao lidar com casos de suspeitas de fraturas e luxações deve-se obter 
radiografias em, pelo menos, duas projeções, a 90 graus uma em relação a outra.
(GREENSPAN, 2012)
Por fim, vale destacar a importância dos primeiros atendimentos, pois, em 
muitos casos se considera como o tratamento emergencial, devido à aplicação de 
imobilização ao local lesionado quando necessário, possibilitando melhor 
recuperação futura ao paciente. Em todo caso, torna-se de grande importância 
conhecer e principalmente, saber proceder em um primeiro atendimento à vítima de 
trauma, pois, seja pela falta, demora ou pela inadequada intervenção, poderá esta 
ter o quadro de saúde mais agravado. (OLIVEIRA et al., 2015)
23
6. CONCLUSÃO
Traumas por causas externas são de grande preocupação, tanto pela 
morbidade quanto pela mortalidade que podem causar, além dos custos com 
internação e tratamento e os danos psicológicos.
Após estabilização da vítima, os métodos de diagnóstico por imagem são 
fundamentais para condução dos casos com lesões musculoesqueléticas, sendo o 
raio-X a primeira opção, pois é um exame rápido, de fácil acesso e baixo custo. A 
decisão pelo método diagnóstico mais indicado para cada caso é da equipe médica, 
porém cabe ao tecnólogo em radiologia a execução do exame, com posicionamento 
do paciente e avaliação da dose de radiação a ser ministrada. Assim, é necessária 
uma atualização constante na área para que em situações de emergências possa se 
tomar decisões rápidas e eficientes.
Os exames de imagem, portanto, são fundamentais não apenas para fazer o 
diagnóstico inicial, mas também para definir o tipo de tratamento a ser adotado, 
podendo contribuir decisivamente para a saúde dos pacientes.
24
7. REFERÊNCIAS
ADAMS, John Crawford; HAMBLEN, David L. Manual de Fraturas. 10ª edição. São 
Paulo: Artes Médicas, 1994, p. 4, 20, 24-25.
AGUIAR, Rodrigo. Radiologia Músculo-Esquelética II. Diagnóstico Avançado por 
Imagem (DAPI), 2015. Disponível em: <www.dapi.com.br/medicos/centro-
estudos/wp-content/uploads/2015/02/musculo_esqueletico_2.pdf>. Acesso em: 
21/05/2018.
ASSIS, Danilo Rocha. Fraturas. Disponível em: 
<http://fisioterapeutico.blogspot.com.br/2010/10/fraturas.html>. Acesso em: 
02/05/2018.
BROWER, Bruce D.; et al. Traumatismo do Sistema Musculoesquelético. 2ª 
edição, vol. I, São Paulo:Manole, 2000, p. 5, 13-14 e 19.
CRÂNIO e Face – Abordagem Morfofuncional. Hipermídia Técnico em Radiologia. 
Disponível em: <http://rle.dainf.ct.utfpr.edu.br/hipermidia/index.php/radiologia-
convencional/tecnologia-e-funcionamento-dos-equipamentosrx/295-radiologia-
convencional/regioes-anatomicas/cranio-e-face/abordagem-morfofuncional>. Acesso 
em: 05/05/2018.
FIDI, Fundação Instituto de Diagnóstico por Imagem. Ossos e Fraturas. LinkedIn 
SlideShare, 2011. Disponível em:<https://pt.slideshare.net/radioufrn/osso-e-fraturas>. 
Acesso em:07/05/2018.
FRATURAS. Disponível em: <https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/
enfermagem/fraturas/10778>. Acesso em: 04/05/2018.
FREITAS, Cláudia Diniz; et al. Houve mudanças na incidência e na epidemiologia 
das fraturas do anel pélvico nas últimas décadas?. 
25
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