Prévia do material em texto
Centro Educacional de Ensino Superior de Patos LTDA Centro Universitário UNIFIP Programa de pós-graduação Lato Sensu Curso Especialização em Práticas de Ensino da Educação Infantil e Fundamental Área de Concentração: Educação DESAFIOS E PERSPECTIVAS DA ALFABETIZAÇÃO PARA O ENSINO FUNDAMENTAL I ANA CLEIDE DE PAULO Itaporanga-PB 2019 ANA CLEIDE DE PAULO DESAFIOS E PERSPECTIVAS DA ALFABETIZAÇÃO PARA O ENSINO FUNDAMENTAL I Trabalho de Conclusão de Curso na modalidade de Artigo Científico, apresentado ao Programa de Pós-Graduação Lato Sensu do Curso Especialização em Práticas de Ensino da Educação Infantil e Fundamental do Centro Universitário (UNIFIP), em cumprimento às exigências para a obtenção do título de Especialista em Práticas de Ensino da Educação Infantil e Fundamental. Orientador: Me. Antônio Manoel da Silva Filho Itaporanga-PB 2019 RESUMO O artigo apresenta o processo de aquisição da leitura e escrita analisando os desafios e perspectivas para o ensino fundamental I sobre a concepção da psicogênese da língua escrita. Portanto, objetivou-se analisar os desafios e perspectivas da alfabetização para o ensino fundamental I sob a concepção da psicogênese da escrita. A metodologia utilizada nesta pesquisa foi bibliográfica em diversas bases de dados como CAPES periódicos, Web of Science, Google Acadêmico e revistas especializadas na área. De acordo com os dados obtidos, verificou-se que os desafios encontrados são: espaço físico, evasão escolar, formação continuada de professores, participação ativa dos pais, ludicidade, avaliação, avanço na tecnologia, inclusão social, aquisição de equipamentos e caracterização do alunado quanto ao nível de escrita. Concluiu-se que, é através da leitura que podemos descobrir caminhos que nos leva a refletir sobre nossas ações com mais autonomia e segurança. Palavras-chave: Leitura. Escrita. Aprendizagem. ABSTRACT The article presents the process of reading and writing acquisition analyzing the challenges and perspectives for elementary school I about the conception of written language psychogenesis. Therefore, the objective was to analyze the challenges and perspectives of literacy for elementary school under the conception of writing psychogenesis. The methodology used in this research was bibliographic in several databases such as CAPES journals, Web of Science, Google Scholar and journals. According to the data obtained, it was found that the challenges encountered are: physical space, school dropout, continuing teacher education, active parental participation, playfulness, assessment, advancement in technology, social inclusion, acquisition of equipment, and characterization students regarding the level of writing. It was concluded that it is through reading that we can discover ways that leads us to reflect on our actions with greater autonomy and security. Keywords: Reading. Writing. Learning. SUMÁRIO INTRODUÇÃO ..................................................................................................................... 1 1. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA .............................................................................. 2 1.1. Letramento: Conceito e historicidade .............................................................................. 2 1.2 Práticas sociais do letramento ........................................................................................... 4 1.3 Alfabetização: conceito ..................................................................................................... 5 1.4. Psicogênese da língua escrita: contribuições para a educação......................................... 5 1.5. Métodos de alfabetização ................................................................................................. 6 2. METODOLOGIA ........................................................................................................ 8 3. RESULTADOS E DISCUSSÃO ................................................................................. 8 4. CONSIDERAÇÕES FINAIS .................................................................................... 16 REFERÊNCIAS .................................................................................................................. 17 1 INTRODUÇÃO O presente trabalho apresenta desafios e perspectivas para os alunos com dificuldades na leitura e na escrita, propondo uma reflexão clara e precisa sobre o processo de aquisição da escrita da criança nos anos iniciais no ensino fundamental. Nessa conjectura, promover uma compreensão sobre o uso da língua em diferentes contextos sociais e a pratica pedagógica no processo de alfabetização e letramento. É preciso levar em consideração as diferenças culturais. Segundo Antunes (2015), é imprescindível que se conceba uma escola com modelo de organização com base na resiliência, entendida esta do ponto de vista sociológico como a capacidade de resistência às adversidades persistentes do meio social, ou seja, uma escola que possa conhecer a problemática de seus educandos e a partir daí, promover desenvolvimento pessoal e social. Uma instituição escolar capaz de criar um ambiente educacional rico e estimulante. Silva (2014) Diz que “Quando entra na escola, o educando aprende a ler e ao professor fica a incumbência de apresentá-lo à leitura e ao gosto de ler”. Por isso o exemplo do professor é importante na educação infantil como estimulo ao ato de ler. Em suas obras Mendonça e Mendonça propõem que hoje se deve alfabetizar letrando, por meio da realização de um trabalho fundamentado no diálogo com base na realidade da criança, como estratégia para motivá-la para a aprendizagem. Recomendam que se “desenvolva diariamente a leitura e a cópia do alfabeto [...], tanto na ordem quanto de trás para frente, do meio para o fim, do meio para o início, a fim de evitar que o aluno apenas memorize a sequência e deixe de fixar a grafia das letras”. Mendonça e Mendonça (2015, p. 23) enfatizam que as descobertas decorrentes da Psicogênese da língua escrita sejam aproveitadas em benefício tanto do aluno quanto do professor, em forma de atividades que vão ao encontro das necessidades de aprendizagem das crianças. Avaliações recentes vêm apontando dados preocupantes para nosso país. Em 30 de agosto de 2017 foi divulgada a 7ª. Edição do Relatório de Olho nas Metas (2017), pelo “Todos pela Educação” que mostrou, dentre outras informações, que apenas 44,5% dos alunos do 3º ano do Ensino Fundamental apresentaram proficiência adequada em Leitura, e apenas 30,1% em Escrita. Avaliações externas, como o último resultado do PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), também têm contribuído para evidenciar essa defasagem, constatando que dentre os países avaliados o Brasil ocupou o 59º lugar no domínio da leitura e da escrita (MARTINS, 2016). 2 Ultimamente, percebe-se que, muitas são as teorias de aprendizagem que buscam compreender e esclarecer sobre como a criança aprende, onde verifica-se que é quase impossível tratar sobre a alfabetização de crianças na atualidade, sem fazer referência aos estudos sobre a teoria da psicogênese da língua escrita (SILVA, 2016). Os autoresacrescentam que, de acordo com os princípios da psicogênese da língua escrita, a aprendizagem se processa mediante a interação do aprendiz com a escrita mediada pela ação (mental) com a escrita – experimentações de escrever e ler. Acrescente-se que, a psicogênese da língua escrita descreve como o aprendiz se apropria dos conhecimentos e das habilidades de ler e escrever mostrando que a aquisição desses atos linguísticos segue um percurso semelhante aquele que a humanidade percorreu até chegar ao sistema alfabético, ou seja, a psicogênese da escrita irá mostrar ao aluno na fase pré-silábica o caminho que o mesmo percorre até alfabetizar-se (MENDONÇA e MENDONÇA, 2011). Portanto, objetivou-se analisar os desafios e perspectivas da alfabetização para o ensino fundamental I sob a concepção da psicogênese da escrita. 1. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 1.1. Letramento: Conceito e historicidade Com a maior objetividade, as marcas gráficas e com o uso da condição de signos, tem início o estágio da escrita gráfica diferenciada, no qual os registros gráficos são utilizados para relembrar a frase ditada. Este estágio ainda não revela diferenças externas significativas em relação à anterior, contudo, os rabiscos passam a ter uma função especifica no ato de memorização. Neste estágio a criança percebe as relações entre a escrita como forma de registro de uma ampliação da sua capacidade para memorizar. O autor buscou descobrir qual seria o fator impulso, dos avanços subsequentes e que cominariam na capacidade de escrever e constatou que o conteúdo do que era apresentada fazia grande diferença pois induzia o tipo de marca a ser feito. Quando solicitado as crianças registra quantidades e formas, isso fazia com que elas representassem o que estava sendo ditado inicialmente por traços diferenciados e depois por meio de desenho. Com a adição do desenho como forma de registro principia então o estágio da escrita pictórica (MARTINS et al., 2018). O desenho, transformasse passando de simples representação para um meio e o intelecto adquiri um instrumento novo e poderoso na forma da primeira escrita diferenciada (LURIA, 2016 p.116). Aqui a criança passa a fazer o uso do desenho como um expediente auxiliar e não apenas como uma brincadeira. 3 Destaque-se ainda que a psicologia histórico-cultural não é alheia ao aclaramento da trajetória culturalmente condicionada que pauta a aprendizagem da escrita da sociedade contemporânea, representando as pelas etapas da escrita pre-instrumental, escrita, gráfica diferenciada; pictográfica e escrita simbólica. (LURIA,2016) Com base em tais proposições lurianas tomamos como objeto de analise a transição da escrita pictográfica em direção a escrita simbólica, propondo então a existência das subetapas da escrita pré-gráfica e do simbolismo gráfico na base das quais a escrita simbólica edifica-se (LURIA, 2016) Em primeiro lugar, as reações da criança com as coisas ao seu redor deve ser diferenciadas de forma que tudo o que ela encontra incluísse em dois grupos principais; ...a) ou as coisas representam algum interesse para a criança, coisas que gostaria de possuir ou com as quais brinca; b) ou os objetos são instrumentos isto é desempenham apenas um papel instrumental ou utilitário, e só tem sentido enquanto auxilio para a aquisição de algum outro objeto ou para a obtenção de algum objetivo, e, por isso, possuem apenas um significado funcional para ela. Em segundo lugar, a criança deve ser capaz de controlar seu próprio comportamento por meio desses subsídios, e nesse caso ele já funciona como sugestões que ela mesmo invoca (LURIA, 2016, p. 145). Almeida (2014, p.205) explica que o letramento designa na ação educativa de desenvolver o uso de práticas sociais de leitura e escrita, iniciasse um processo amplo que torna o indivíduo capaz de utilizar a escrita em diversas situações sociais. Novamente reforçando o uso no contexto social, pois o letramento surgiu para complementar a alfabetização, pois não basta apenas ler e escrever. Segundo Street (2014, p.131) no modelo autônomo, o letramento é tratado. [...] como se fosse uma coisa distanciada tanto do professor quanto do aluno impondo sobre ele regra de existência como se não passasse de receptores passivo; uso metalinguístico. As maneiras como os processos sociais de leitura e escrita são diferenciadas e lexicalizadas dentro de uma voz pedagógica como se fossem sociedade e em cada uma, tem determinado uso de linguagem constituindo-se nos seus letramentos múltiplos: uma determinada situação de interação comunicativa pode estar desempenhada no papel de pai, por exemplo. Já em outra exerce o papel de professor, entre tantas atividades exercidas em comunidade. Já Ribeiro (2014, P. 76) apresenta sua contribuição ao afirmar que os gêneros discursivos são indispensáveis ao se focar o letramento no meio acadêmico uma vez que constituem: Um conteúdo que é promissor para o entendimento das formas de comunicação e interação e, portanto, promotor da ampliação de conhecimento linguístico/culturais. No entanto, esse mesmo conteúdo pode ser veículo para operacionalizar práticas de letramento. 4 Street (2014, p.201) postula ser necessária e obrigatória uma reflexão cuidadosa sobre a natureza do contingenciamento de um programa ou ação governamental voltada ao letramento e a alfabetização. 1.2 Práticas sociais do letramento O letramento está além da simples técnica de ler e escrever, pois absorve as práticas que o indivíduo desenvolve em suas atividades sociais e interacionistas. De acordo com (Street, 2014, p. 172), ao assumir as práticas sociais e culturais do letramento, envolvem estruturas de poder, o modelo ideológico busca promover uma síntese entre as vertentes tecnistas e social de apreensão da escrita, assim “o modelo ideológico subsume mais do que inclui, o trabalho compreendido dentro do modelo autônomo”. No Brasil, ainda há a prevalência de discurso sobre a chamada aquisição da escrita sobre o processo de ensino e aprendizagem de leitura e escrita segundo modelo autônomo (Street, 2014). O acesso a escrita (entendida muitas vezes como norma culta preconizada em práticas letradas escolares, portanto, formais) e a leitura (por exemplo, de determinadas obras como as de Cânone) seria a solução para o desenvolvimento cognitivo e econômico tanto do indivíduo quanto do (seu) grupo social (Street, 2014). Os destruídos dessa tecnologia de escrita estariam fadados ao fracasso e precisariam da tutela dos afortunados para conseguir “sobreviver” num país letrado. Na pesquisa de Daros (2014), o qual investigando que a criança de cinco e seis anos no primeiro ano do ensino fundamental atribuem ao ensino da língua escrita uma das crianças, ao ser entrevistada pela pesquisadora entrega-lhe um desenho e diz o seguinte: “O esse desenho é para você colocar lá no livro que as professoras vão ler”. E que elas vão saber que tem que prestar mais atenção nos alunos daí eles aprendem melhor (p.90). Outra criança diz a pesquisadora que a professora chamou a sua mãe e contou-lhe que ela (a criança) só queria saber de brincar. O trecho de Daros relata que a criança suspirou, movimentou os ombros e disse: É que eu sou criança né (p. 138). As crianças, parecem saber que os adultos no caso as professoras não sabem. No processo de alfabetização os educadores tem-se mantidos reféns de conhecer a escrita como uma lógica interna própria criando no eixo simplificador que caracteriza historicamente o processo: a relação entre os movimentos de síntese e de análise, em que as unidades linguísticas menores ( fonemas, letras, silabas) e as maiores( palavras, frase, texto) se 5 hierarquizam, organizando modos de ensinar, e também de avaliar a produção dos alunos (Daros, 2014). 1.3 Alfabetização: conceito Segundo Soares (2016, p. 16), a alfabetização é concebida de diversas maneiras como por exemplo um conjunto de procedimentos que fundamentados em teoria e princípios, oriente a aprendizagem inicial da leitura e da escrita. Estas ações auxiliam no ensino/aprendizagem, mas como aponta a autora é necessário ter embasamento teórico. A língua escrita que hoje conhecemos teve seus primórdios com os fenícios no século XII a.C., entretanto, devido ao prestígio cultural das obras gregas, muitas vezes os gregos são tidos como os criadores de tal forma de comunicação. Isto não é de se estranhar, já que a invenção da escrita está associada às relações sociais de dominação e poder, haja vista a importância que se atribui a ela nos currículos escolares de sociedades letradas como a nossa (MELO, 2015). O autor acrescenta que, “o surgimento da escrita potencializa o desenvolvimento científico, tecnológico, psicossocial e também a divisão de classes” (MELO, 2015, p. 27). A linguagem escrita é, pois, fonte de libertação ou sujeição ao ideário político, social, econômico e cultural, de onde surge a importância de conhecer seu percurso em território nacional, com vistas a compreender melhor a realidade (MELO, 2015). 1.4. Psicogênese da língua escrita: contribuições para a educação Nascimento (2015), afirma que as pesquisas realizadas por Emília Ferreiro e Ana Teberosky (1999) marcaram a história do processo de alfabetização. Segundo o mesmo autor, Ferreiro e Teberosky realizaram investigações cientificas que deixaram claras a ideia de que a criança reflete sobre a escrita e reconstrói o código linguístico. Elas não propõem uma nova pedagogia ou um novo método, mas suas pesquisas deixaram transparecer que o que leva o aprendiz a construção do código linguístico não é o conhecimento das letras e das silabas, mas a compreensão do funcionamento do código. No livro psicogênese da língua escrita Emília Ferreiro e Ana Teberosky descreve os níveis e as principais características das hipóteses sobre a linguagem escrita traçados pelas crianças, que são: 6 -Pré-silábica: a criança não estabelece um vínculo entre a fala e a escrita; demonstra interação de escrever através do traçado linear. -Silábica: a criança começa a ter consciência de que existe uma relação entre pronuncia e a escrita -Silábica-alfabética: a criança muitas vezes escreve silabicamente ou alfabeticamente. Aqui ocorre uma mistura da lógica da fase anterior com a definição de algum silaba. -Alfabética: nesta etapa a criança domina o código escrito, distinguindo letra, silaba, palavra e frase. Com a psicogênese da língua escrita proposta por Emília Ferreiro compreendemos que a criança não pode ser limitada, pois ela tem conhecimento linguístico superiores ao que imaginamos e a grande parte das crianças, desde pequenas tem contato com a linguagem escrita através de livros, jornais, embalagens, placas, etc. É com esse contato a criança começa a elaborar hipótese sobre a leitura e a escrita. Pode-se afirmar que, através da leitura do livro e da atividade prática realizada, que a sondagem a escrita da criança é de suma importância, pois esta sondagem permite conhecer as hipóteses linguísticas da criança, de maneira que o professor esteja apto a fazer mediações que possibilitem a construção alfabética da escrita de maneira efetiva. 1.5. Métodos de alfabetização Afinal, o que são métodos? Precisamos temer esse conceito? Segundo Soares (2016), trata-se de um conjunto de procedimentos que, fundamentados em teorias e princípios, orientem a aprendizagem inicial da leitura e da escrita, que é o que comumente se denomina alfabetização. A autora ainda afirma que o professor precisa conhecer o objeto para traduzir em procedimentos, métodos e atividades que promovam e acompanhem o desenvolvimento das crianças. Por conseguinte, no processo de Formação de Rede, todos os alfabetizadores têm a oportunidade de se apropriar ativamente de conhecimentos e fundamentos que lhes dão segurança sobre o processo de aprendizagem da criança e o objeto de ensino. Como apontado no início desta pesquisa entre tantos destaca os seguintes: a) Método tradicional: O método tradicional de alfabetização é centrado no professor, que tem a função de “vigiar o aluno”. Ou seja, observar se o aluno está seguindo à risca o que lhe foi pedido. O método tradicional tem seu aprendizado de forma dividida, ou melhor, por partes, primeiro aprende as vogais, depois as sílabas até chegar às palavras e as frases, para daí por 7 diante construir textos. Como o que importa é a montagem silábica, e não o conteúdo surge frases com poucos sentidos do tipo “O rato roeu a roupa do rei de Roma” ou “A menina gosta de rosa e boneca”. O aluno só consegue produzir textos depois de dominar boa parte da família silábica e o processo de formação das palavras, criando assim textos sem sentidos, pois o aluno nesse momento está preocupado com a escrita ortográfica e não com o sentido lógico do seu texto (MOLL, 1997). b) O método sintético: estrutura-se dentro da teoria do behaviorismo, e é considerado um dos mais rápidos, simples e antigo método de alfabetização, podendo ser aplicado a qualquer tipo de criança. O método sintético, foca seu ensino em lê letra por letra, ou sílaba por sílaba, e palavra por palavra, acarretando em pausas durante a leitura, motivando o cansaço e prejudicando o ritmo e a compreensão da leitura. Baseando-se no ponto de vista mental, o indivíduo é capaz de perceber os símbolos gráficos de uma forma geral, ou melhor, como um todo, dando-lhes significados, para posteriormente ser capaz de analisar suas partes. O método sintético leva o aluno a perceber partes isoladas, sem significação, impedindo sua compreensão e percepção da leitura (MOLL, 1997). c) O método analítico: tem por objetivo, fazer com que as crianças compreendam o sentido de um texto, não ensina a leitura através da silabação, incentiva os alunos a produção de textos prestando atenção ao uso da pontuação, estimula a leitura e deixa o aluno à vontade para expor suas ideias. Este método ajuda a criança no desenvolvimento e organização de seus pensamentos. Do ponto de vista linguístico, neste método o ensino deve começar por um nível menos complexo, para aos poucos ir dando continuidade para um nível mais avançado, pois a língua falada é bem diferente da língua escrita, e a criança no início de sua aprendizagem se baseia na língua falada para desenvolver a língua escrita e isso só confunde a cabeça da criança por elas serem bem diferentes (MOLL, 1997). d) Método construtivista: Este método construtivista é um dos mais indicados e usados para alfabetização, por permite que a própria crianças construam seus conhecimentos de acordo com seu desenvolvimento cognitivo, pode ser aplicado de forma individual ou coletiva, trabalha com o conhecimento que a criança traz para escola, faz a união da língua falada, escrita e a leitura em um único processo, e pode ser aplicado a qualquer criança. E a partir deste método a criança se sentirá mais segura e será capaz de criar seu próprio conhecimento tornando-se um aluno consciente e responsável. O método construtivista baseia-se nas pesquisas de Jean Piaget, sobre a construção do conhecimento, afirmando que este é o resultado da construção do próprio indivíduo. Essas conclusões são derivadas das suas pesquisas sobre “a origem e evolução da inteligência” que também se constrói na interação do sujeitocom o mundo, considerando os 8 fatores biológicos, experiências físicas, a troca social, e os processos de equilíbrio e desequilíbrio. Entende-se que a alfabetização possui uma extensão continua com grandes desafios em suas habilidades de leitura e escrita de forma sociocultural independentes ou não de suas socializações de lugar. 2. METODOLOGIA Com o intuito de atender ao objetivo deste estudo, este trabalho foi embasado em uma revisão de literatura sobre as publicações de estudos científicos relacionados ao tema desafios e perspectivas da alfabetização para o ensino fundamental I. Estudos que utilizam a metodologia de pesquisa por meio de revisão da literatura como uma ferramenta de busca e análise dos dados de determinado tema, visa responder a um determinado questionamento científico previamente estabelecido (MENDES et al., 2008). Esta pesquisa foi realizada utilizando-se a busca sistemática, por meio das principais bases de dados disponíveis (Scientific Electronic Library Online (SciELO), ScienceDirect, Portal de Periódicos CAPES, Google Acadêmico, e a Biblioteca Brasileira de Dissertações e Teses), em seguida foi realizada uma leitura prévia e posteriormente selecionado os trabalhos utilizados neste artigo. A análise bibliográfica deste trabalho foi composta de três etapas, que são: planejamento, coleta dos dados e resultados. Estas etapas foram utilizadas com o intuito de responder ao objetivo do estudo, que é analisar os desafios e perspectivas da alfabetização para o ensino fundamental I sob a concepção da psicogênese da escrita. O planejamento da pesquisa foi realizado no mês de julho de 2019. Nesta etapa foram delimitados os termos de busca como “alfabetização”, “psicogênese” e “letramento”. 3. RESULTADOS E DISCUSSÃO Compreende-se que no processo da alfabetização a criança passa por etapas dolorosas para adquirir sucesso em sua formação. Nessa conjectura, a educação no brasil apresenta desafios de várias ordens as quais: estruturais, pedagógicos, financeiros, sociais e culturais. De acordo com os dados obtidos através desta revisão, constatou-se a existência de muitos desafios da alfabetização para o ensino fundamental I. Entretanto, serão abordados a seguir os principais desafios, que são: I- Desafio: Espaço Físico. 9 Compreende-se que na maioria das escolas não apresenta espaço físico, o que gera desconforto para a criança que precisa de um espaço para desenvolver seus estímulos e ampliar sua socialização. Também deve ser levado em conta alimentação e a rotina das crianças. Por isso é de grande importância que as escolas sejam adaptadas e para que o ensino seja de qualidade e o professor possa utilizar cada espaço para desenvolver suas atividades e competências com mais praticidade e confiança BASTOS (2017) afirma que é impossível oferecer uma escolarização de qualidade em um ambiente com estrutura precária e sem contar que muitas instituições não dispõem do seu Projeto Político Pedagógico-PPP exigido pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional- LDBEN. II- Desafio: Evasão. A evasão escolar ocorre quando por algum motivo o aluno deixa de frequentar a escola. Essas causas podem ser por vários fatores ou por algum problema familiar. É reponsabilidade da escola usar todos os recursos para garantir a permanência da criança na escola. Os pais podem contribuir com a evasão quando as condições financeiras não são favoráveis, fazendo que desloquem de um lugar para outro distante em pouco tempo de permanência. A evasão escolar leva a sociedade ao declínio, em todas as áreas seja por falta de motivo como exclusão ou qualidade de ensino. Os alunos abandonam as escolas antes de chegar ao ensino médio. O aprendizado depende, portanto, do interesse. Então é preciso olhar com uma visão especializada para encontrar a solução para resolver o problema. É importante manter sempre o contato com a família, demonstrar interesse e saber suas opiniões. PEREIRA (2019) o nível de evasão como fortalece algumas pesquisas diz que de 100 alunos que ingressam na escola no fundamental apenas 5 concluem o ensino fundamental; ou seja 5 terminam o 9º ano. E de 4,8% dos alunos matriculados no ensino fundamental abandonaram a escola e 13,2% dos alunos que cursam o ensino médio abandona a escola por motivos frequentes e muito desses alunos retornaram à instituição de ensino em uma incomoda condição de defasagem (idade, série) o que pode causar conflitos de uma nova evasão. A desestruturação familiar, a ausência de políticas públicas adequadas, o desemprego, a desnutrição, a escola o ensino que não há qualidade a estrutura, o próprio interesse do aluno, a gravidez na adolescência, fatores econômicos, a motivação do professor em sala de aula que não há questões referentes ao encaminhamento didático ( pedagógico ) e baixa qualidade de ensino nas escolas. A família devido a desestruturação, a necessidade de complementação de 10 renda na participação na vida escolar da criança, problemas afetivos. E quanto a escola pode ser responsável, pela evasão pelo fato de como o professor ministra suas aulas de transmitir conteúdos a estrutura física, falta de recurso, e uma política na escola que propicie uma maior integração na família. Cruz (2016) afirma que (PNE) faz uma avaliação recente e conclui que o objetivo de matricular todas as crianças e jovens de 4 a 17 anos não foi alcançada. Faltam creches para milhões de crianças no país. Para cada 100 alunos que entram na primeira série do ensino fundamental, somente 47 terminam o 9° ano, na idade correspondente, 14 conclui o ensino médio e apenas 11 chega à universidade. Segundo Jochem (2016) a evasão é alarmante, como revela o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb): 3,7 em 2011, 2013 e 2015. O próprio ministro da educação reconhece: a situação é caótica. III- Desafio: Formação Continuada dos Professores. A capacitação desses profissionais é de grande importância parta que possam desenvolver suas atividades com mais determinação, visto que é nessa fase que as crianças precisam de maiores cuidados para se adaptar e desenvolver-se em um meio social. Neste contexto deve-se ressaltar a necessidade de uma formação continuada para que os envolvidos inovem e aprimorem suas práticas pedagógicas, explorando e organizando suas atividades. Utilizar reciclagem de materiais didáticos velhos e explorar a criatividade para despertar o prazer na leitura e escrita. Matuda e Martins (2014) é recorrente vivermos os movimentos de paralização das atividades docentes, isso ostra claramente, o descontentamento dos professores com suas condições de trabalho, e com o nível da qualidade de ensino com a relação de trabalho além da remuneração salarial. A necessidade de buscar melhor remuneração faz com que o professor se veja obrigado a trabalhar em mais escolas em divergentes turnos fato que contribui para uma pratica didática meramente mecânica. Abreu e Bazzo (2015) considera necessário um grande investimento por parte das instituições formadoras (tanto na formação inicial quanto continuada) em vivencias/experiencia estética O desafio de PNAIC (2014) capacitar professores para que garanta alfabetização de todas as crianças, comtemplando as diversas linguagens. Promover aos orientadores de estudos reflexões acerca da alfabetização na perspectiva do letramento. Buscou-se oferecer subsídios a continuidade da formação junto aos professores alfabetizadores, nos municípios, de forma a 11 propiciar situações que envolvessem de forma crítica e dialógica as diferentes linguagens de forma articulada. IV- Desafio:A Participação Ativa dos Pais. A educação não é uma tarefa que a escola realiza sozinha. Portanto uma boa relação entre a família e a escola é essencial para o desenvolvimento escolar e social da criança. Esse desenvolvimento ocorre com a ajuda de vários fatores, entre eles familiares, ambientais e psicológicos. Percebe-se que a grande maioria das dificuldades das crianças estão relacionadas aos problemas familiares. Evangelista (2017) a criança não se constrói de forma isolada. Ela é uma intercessão dos fatores familiares e escolares a qual está inserida. Pode-se dizer que a criança expressa na escola aquilo que experienciam em casa e por sua, vez pode manifestar na família aquilo que é construído no ambiente escolar juntamente com o apoio dos pais. A família deve fazer parte do processo educativo tendo como foco a formação de um indivíduo autônomo. A família é a base física fundamental muito importante no desenvolvimento da criança pois é nela que os filhos se sentem amparados e protegidos. Estimular os pais para estar presentes na vida escolar dos seus filhos é um grande desafio. A dura e pesada rotina de trabalho, as tarefas árduas e rotineiras tem afastado a família no seu papel na educação escolar. A escola precisa criar estratégia para fortalecer o vínculo na relação família/escola visto que são referência para a criança durante o seu desenvolvimento. V- Desafio: Inclusão Social. Educar uma criança com necessidades especiais é uma experiência desafiadora. Para que essa inclusão seja regular, ela precisa de respeito e interação com o outro, por isso temos a necessidade de incluir e oferecer condições com convívios de diferenças para ganharmos termos de desenvolvimento. A educação inclusiva apresenta necessidade para trabalhar com o lúdico e atraí-los estimulando o aprendizado. Richard Louv (2016) traz dados científicos de casos de crianças com Transtorno de Déficit de Atenção (TDA) com até 05 anos de idade, que ao ter contato diário com a natureza, mesmo que apenas caminhando entre árvores num parque urbano, pode apresentar melhoras significativas. Apesar de ainda não ter estudos que comprovem essa terapia de natureza em crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), muitos pais relatam perceber melhoras em seus filhos, ao terem essas experiências, alguns filmes inclusive relatam essa relação de crianças autistas com animais. Para que o diagnóstico seja concluído, é necessário que o psicopedagogo 12 tenha bem claro quais são as limitações desse paciente no seu desenvolvimento motor, biológico, social e, principalmente, no campo afetivo e psicológico; conhecer a história da vida do paciente e o nível de escrita em que ele se encontra (NACK & FISCHER, 2018). VI- Desafio: Ludicidade. Compreende-se que o lúdico precisa estra presente em todas as atividades que realizamos. Pois a ludicidade nos leva a uma sensação de leveza, prazer, proporcionando nos sentimentos como a afetividade e sensação harmoniosa em um convívio social. De modo em geral, as brincadeiras desenvolvem estruturas mentais, socio afetivas e motoras colaborando na construção de um ambiente alfabetizador. Ela incentiva a ação do aluno; estimula a criação de estratégia; e apoia as tentativas do aluno. Segundo Melo (2016, p. 7): a criança quando brinca traduz a sua forma de enxergar o mundo a sua volta. [...] Ao brincar de faz-de-conta tudo se transforma em pura magia, e com isso, a criança passa a representar imitando tudo aquilo que lhe é percebido, como: sons, linguagens, movimentos, gestos, expressões, objetos e até mesmo animais, criando dessa maneira, um universo totalmente particular. Será nesse espaço, que a criança conseguirá resolver os mais diversos sentimentos que possam nortear o seu estado de espírito, como: alegrias, medos, frustrações e ansiedades, sejam frente às situações familiares ou não. Neste sentido, é durante a etapa da infância que a criança terá a oportunidade de brincar de faz-de- conta e explorar o mundo de modo único e exclusivo. A ludicidade na infância se manifesta por diferentes meios como, por exemplo, por meio de brincadeiras, contação de histórias e, também, brinquedos. Desse modo: Brinquedo pode ser considerado um dos instrumentos para desencadear a brincadeira, mas que não se limita a sua função original, pois, apesar de chegar às crianças carregado de significações, elas vão lhe conferir significados de acordo com suas próprias experiências e com o universo social e cultural, no qual elas constroem a ludicidade. Sabe-se que, é garantido em Lei, que toda criança tem necessidade e o direito de brincar, sendo essa uma característica da infância. Ao brincar, a função não está no brinquedo, no material usado, mas sim na atitude subjetiva que a criança demonstra na brincadeira e no tipo de atividade exercida nesse momento. Tal vivência é carregada de prazer e satisfação. No caso, a falta desse prazer ou dessa satisfação que pode acarretar na criança alguns distúrbios de comportamento. Em cada uma das etapas evolutivas da criança, o brincar vai se modificando, mas é essencial que ela tenha oportunidade de explorar todas as fases do brincar. Quando se brinca, sabe-se que a importância do brinquedo é a da exploração e do aprendizado concreto do 13 mundo exterior, o que irá estimular os órgãos dos sentidos, a função sensorial, a função motora e a emocional. A brincadeira tem função social, desenvolve o lado intelectual e cria oportunidades para a criança elaborar e vivenciar situações emocionais e conflitos sentidos no dia a dia de toda criança (NILES e SOCHA, 2014). VII-Desafio: Caracterização do Alunado Quanto aos Níveis de Escrita na Educação Infantil. Uma das tarefas mais difíceis na alfabetização é produzir atividades que possam atender aos diferentes níveis de alunos na pratica da escrita. Se planejarmos uma atividade levando em conta a heterogeneidade da turma, corre o risco de oferecer atividades inadequadas, que não contribuem na aprendizagem, ou seja fazer a sondagem diagnóstica das hipóteses da escrita é fundamental. Através da sondagem é possível identificar as dificuldades no aluno seguindo passo a passo para fazer as intervenções necessárias, pois neste processo de alfabetização os alunos, pensam em quantas letras são necessárias para escrever. Cabe ao professor pensar mais sobre a aprendizagem e pouco sobre o ensino. Elaborar atividades mais eficientes que possa desafiar o aluno visando seu avanço. GOLSALVES (2016, P.54) antes de dar início sequência de atividades, evidencia-se a necessidade de realizar uma atividade de sondagem, que permita ao professor coletar dados sobre seus alunos, percebendo em qual nível de escrita ele se encontra. Com essas atividades é possível estimular os alunos a desenvolverem habilidades para avida como a leitura e a escrita, pois elas somam importância para a fase do aprendizado de forma diferenciada. SILVIA (2015) Afirma que com a utilização de jogos para o trabalho com as palavras, a ludicidade toma conta das estratégias de aprendizagem que acontecem de forma prazerosa. Todo e qualquer avanço no processo de ensino e aquisição da leitura e da escrita obtido pelo aluno dever ser observado e considerado servindo como critério de valorização do mesmo bem como de parâmetros para novos planejamentos pedagógicos. VIII- Desafio: Aquisição de Equipamento e Materiais Didáticos A aquisição de equipamentos na educação facilita o desenvolvimento de ensino e aprendizagem do aluno como também auxilia na pratica dos educadores. Sabe-se que a elevação da qualidade de ensino depende necessariamente dos equipamentos como: 14 mimeografo, impressora,livros didáticos, copiadoras, lousa, carteiras, etc. Sendo didático ou não ser educativo eles são necessários ente ensino e aprendizagem. A utilização de algum equipamento pode contribuir tornando as aulas atrativas e prazerosas. Pois todo e qualquer recurso utilizado em um procedimento de ensino leva ao exercício de análise e reflexão e aproxima o conteúdo a realidade do aluno. Barreto (2014) afirma que todo tipo de ferramenta, dispositivo ou equipamento que promova maior autonomia a pessoa com deficiência. Pode ser considerada Tecnologias Assistivas, desde artefatos simples como uma colher ou um lápis adaptado para o manuseio até sistemas sofisticados como computadorizados ganha espaço e vem facilitando o desenvolvimento nas comunicações, nos recursos didáticos melhorando a vida das pessoas. Os equipamentos didáticos como os audiovisuais contribuem na abordagem dos conteúdos. Já a biblioteca é a mais importante e tão pouco aproveitada, ela estimula o gosto pela pesquisa investigação e reflexão aproximando a maior concentração. BRASIL (2014) A meta do (PNE) Plano Nacional de Educação é de alfabetizar todas as crianças no máximo ao final do 3º ano do ensino fundamental. O Mec. por meio de diferentes programas tem investido na produção e distribuição de materiais didáticos para as escolas públicas como livros de literatura, obras completares, jogos e livros didáticos É necessário que as metas estabelecidas pelo PNE (Plano Nacional de Educação) sejam cumpridas. Uma delas é a garantia das condições para que os professores e gestores tenham apoio necessário e que os objetivos sejam trabalhados na sala de aula. O responsável pelo papel da BNCC conforme explica Cleuza Repulio, integrante da Base Nacional Comum Gardelli (2018). Outra mudança será na elaboração de livros didáticos de acordo com a BNCC. Ela prevê os conteúdos mínimos que todos os alunos brasileiros de escolas públicas e privadas precisam aprender na educação básica, ou seja da educação infantil ao ensino médio. Gardelli (2018) O Plano Nacional de Educação-PNE, com validade de 10 anos e que foi aprovado em 25 de junho de 2014-2014 estabeleceu 10 diretrizes objetivas e 20 metas estruturadas que garantiram o direito a educação básica de qualidade, a universalização da alfabetização e ampliação da escolaridade educacionais das quais, a meta 4 e suas dezenove estratégias traçou inclusivamente da educação especial (BRASIL, 2014 p.55). IX- Desafio: O avanço na Tecnologia. A tecnologia é uma grande aliada pois com os jogos e aplicativos deixam mais divertido prazeroso a aprendizado, isso quando se é usada de forma correta. 15 Cabe aos diretores e professores estarem sempre atualizados pois ela oferece um imenso e moderno mundo com novas descobertas cheias de ferramentas para construir caminhos na aprendizagem. Com as músicas, vídeos, jogos a criança aprimora seu desenvolvimento na coordenação motora entre outras com a interação de pais e professores. Segundo Costa (2015) a aquisição de novas tecnologias por parte das escolas não é garantia de aprendizagem pois na prática muitas escolas possuem tecnologia a sua disposição muitas vezes não são utilizadas, e se são sem a devida exploração pedagógica resumindo-se em apenas o necessário. Portanto é preciso que o processo de ensino e aprendizagem seja contextualizado com o momento tecnológico que estamos vivendo. O papel da organização que são ligados a escolas é colaborar que essas novas formas de ensino aconteçam, propiciando a acesso tanto de alunos quanto de professores aos recursos necessários para se utilizar novas práticas educacionais. X- Desafio: Avaliação. Avaliar visa no acompanhamento e evolução no processo de aprendizagem. A observação do professor fundamenta no conhecimento deixando de lado a conotação quantitativa. Pois avaliação deve ser diária em todas as atividades realizadas inclusive nos jogos e brincadeiras. Avaliação é um desafio constante ela é quem dará base dos estudos e contribuirá no desenvolvimento integral do aluno. O processo avaliativo contribui com uma pratica continua tendo como objetivo o avanço de revelar o que a criança já tem. Barbosa (2016 p. 02) A principal preocupação que o professor deve ter é se a avaliação está levando seu aluno ao crescimento e se os objetivos estão sendo atingidos. Avaliar é um processo que exige compromisso e responsabilidade, a avaliação deve contribuir para a compreensão das necessidades e dificuldade dos alunos com o objetivo de rever, mudar e adotar ações que favoreça o desenvolvimento integral do aluno, bem como levar professores e estudantes a compreenderem de forma mais organizada o processo de ensinar e aprender, sendo utilizada dessa forma a avaliação perde seu caráter de ser punitiva e classificatória. 16 4. CONSIDERAÇÕES FINAIS Ao longo da revisão procurou-se definir conceitos e especificidades considerando que o domínio das habilidades se contribui de forma gradativa e parcialmente no desenvolvimento ao longo da vida, durante o processo de construção de aprendizagem. A leitura e a escrita estão presentes na vivencia cultural dentro ou fora do espaço escolar, instrumentalizando e construindo hipótese para favorecer o percurso na aprendizagem em um processo construtivo para os aspectos sociais, históricos e pessoais. Foi um grande desafio, descobrir a importância destas ferramentas: leitura e escrita e que através delas podemos construir competências árduas, mas que nos favorece fortalecendo as ações para o nosso cotidiano. Aprender ler e escrever é, portanto, desenvolver uma relação no ensino-aprendizagem e refletir uma exigência para o mundo globalizado. A alfabetização é um processo continuo que se caracteriza na participação ativa perante a sociedade. Portanto cabe ao docente utilizar diversos meios e trazer motivação para a realização das atividades, sendo lúdico e flexível, portanto, dessa maneira proporciona possíveis e bons leitores. Por fim, concluiu-se que os principais desafios para a educação infantil são: os espaços físicos das escolas, evasão escolar, formação continuada de professores, participação ativa dos pais, crianças portadoras de atividades especiais, ludicidade, avaliação, avanço na tecnologia, caracterização do alunado quanto aos níveis de escrita na educação infantil e a aquisição de equipamentos. 17 REFERÊNCIAS ABREU, G.S.A; BAZZO, J.L. Currículo e Cultura ou sobre a formações de professores nos cursos de pedagogia. Educação em Foco: revista de educação, v.20, n.2, p.269-288, 201. ALMEIDA, Vanessa: FARAGO, Alessandra Correa. A importância do letramento nas séries iniciais. Cadernos de educação: Ensino e Sociedade, v.1, n.1, p.204-218, 2014. ANTUNES, C. Resiliência: A construção de uma nova pedagogia para uma escola pública de qualidade. São Paulo: Cortez, 2015. BARBOSA; Maria R. L. da S. MARTINS, Angélica P. R. AVALIAÇÃO: Uma pratica constante no processo de ensino e aprendizagem. 2016. Disponível em Http://www.catoliconline.com.br. Acesso em agosto de 2019. BARRETO, Maria Ângela de O. Champion. BARRETO, Flavia de O. Champion; Educação Inclusiva: contexto social e histórico, analise das deficiências e uso das tecnologias no processo de ensino-aprendizagem. 1-ed-São Paulo: Érica, 2014 BASTOS, Manoel de Jesus. Os desafios da educação brasileira. Revista cientifica multidisciplinar núcleo do conhecimento. Ano 02, ed. 01, vol. 14, p.39-46. BRASIL. Conselho Nacional da Educação. Ministério da Educação portaria n°. 867 de 4 de julho de 2012. Instituiu o Pacto Nacional de Alfabetização na Idadecerta e aa ações do pacto e definem suas diretrizes gerais. Brasília 2012. BRASIL. Secretaria de Educação Básica. Diretora de Apoio à Gestão Educacional. Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa. Interdisciplinaridade no ciclo de alfabetização. Caderno de Apresentação. Brasília: MEC, SEB,2015. COSTA. S.M. A. Influência dos Recursos Tecnológicos no Processo de Ensino Aprendizagem 2014. 43f. Trabalho de Conclusão de curso (Especialização em Fundamentos da Educação: Praticas Pedagógicas interdisciplinares) Universidade Estadual da Paraíba Sousa Paraíba DAROS, T. M. V. Os sentidos atribuídos à linguagem escrita por crianças do primeiro ano do ensino fundamental. 2014, 138 p., Dissertação (Mestrado em Educação), UNIOESTE, Cascavel. FERREIRO, Emília.; TEBEROSKY, Ana. A psicogênese da língua escrita. Porto Alegre: Artmed, ed.1 1999. Física) - Universidade Estadual da Paraíba, Campina Grande, 2016. GONSALVES, Ângela Vidal. Alfabetizar: por onde começar? IN GOULARTE Cecilia SOUZA, Marta Lima de (coord.) Como Alfabetizar? Na roda com professor dos anos iniciais. Campinas Papirus, 2016. Cap. 3.45-56. LOUV, Richard. A última criança na natureza: Resgatando nossas crianças do transtorno MARTINS, L. Brasil está entre os piores do mundo em avaliação da educação. 06/12/2016. Estadão. Disponível em: https://educacao.estadao.com.br/noticias/geral,brasil-esta-entre-os- piores-do-mundo-em-avaliacao-de-educacao 18 MATUDA, F. G.; MARTINS, A. O que significa valorizar o professor? A visão da sociedade para além do que afirma a legislação. Revista Acadêmica Eletrônica Sumaré, v. 8/9, p. 1-15, 2014. MENDES, K.S.; SILVEIRA, R.C.C.; GALVÃO, C.M. Revisão integrativa: método de pesquisa para a incorporação de evidências na saúde e na enfermagem. Revista de Enfermagem, v.17, n.4, p.758-764, 2008. MENDONÇA Onaide Schwartz; MENDONÇA Olímpio Correa de. Psicogênese da Língua Escrita: Contribuições, equívocos e consequências para a alfabetização: In: UNESP. Caderno de Informação: Formação de Professores: Bloco 02: Didática dos conteúdos. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2011 V.2. p.36-57. (D16-Construindo a didática de alfabetização). MENDONÇA, O. S.; MENDONÇA, O. C. Alfabetizar as crianças na idade certa com Paulo Freire e Emília Ferreiro: práticas socio construtivistas. São Paulo: Paulus, 2015. MORTATTI, Maria Rosário, longo. História dos métodos de Alfabetização no Brasil. Portal MEC, 206. Disponível em: Http://portalmec.gov.br/seb/arquivos/pdf/ensfund/alf_mortattihisttextalfbbr.pdf. Acesso em agosto de 2019. NACK, B. S.; FISCHER, J. Dificuldades de aprendizagem e intervenção psicopedagógica. 133f. Trabalho de Conclusão de Curso (Especialização em Psicopedagogia) – Instituto Catarinense de Pós-Graduação, 2004. Disponível em http://www.icp..com.br/hp/revista/down- load.exec.php?rpa_chave=ac8d20ce7ef38ba6126c NILES, R.P.J; SOCHA, K. A importância das atividades lúdicas na educação infantil. Ágora: R. Divulg. Cient., v.19, n.1, p.80-94, 2014. PEREIRA, Michele Cezareti. Evasão Escolar Causas e Desafios. Revista cientifica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 04, Ed.02, Vol. 01, Pp 36-51, 2019. SANTANA, José Rogério; VASCOECELOS, José Geraldo; CECCATTO, Vânia Marilande. Et al [organizadores]. Inovações, cibercultura e educação. Fortaleza: Edições UFC, 2011. SILVA, E.A.R. Psicogênese da língua escrita: construção das crianças e trabalho pedagógico da professora de uma turma do 1º Ano do Ensino. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Pedagogia) - Universidade Federal Rio Grande do Norte, 29p., 2016. SILVA, Maria da Conceição. A Literatura E O Incentivo à Leitura: Monteiro Lobato como ponto de partida.2014. Disponível em: https://books.google.com.br/?hl=pt-BR. Acesso em agosto de 2019. SILVIA, Claudia Maria. Alfabetização e Deficiência Intelectual: Uma Estratégia Diferenciada. Revista Chão da Escola. Novembro 2015 nº 13. Https://www.Sismmac.org.br/disco/arquivos113-238.pdf. STREET, B.V. Letramentos Sociais: abordagens críticas do letramento no desenvolvimento, na etnografia e na educação. ( Trad. Marcos Bagno). São Paulo: Parábola Editorial, 2014.