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Centro Educacional de Ensino Superior de Patos LTDA 
Centro Universitário UNIFIP 
Programa de pós-graduação Lato Sensu 
Curso Especialização em Práticas de Ensino da Educação Infantil e Fundamental 
Área de Concentração: Educação 
 
 
 
 
 
 
DESAFIOS E PERSPECTIVAS DA ALFABETIZAÇÃO PARA O 
ENSINO FUNDAMENTAL I 
 
 
 
 
 
ANA CLEIDE DE PAULO 
 
 
 
 
Itaporanga-PB 
2019 
 
 
ANA CLEIDE DE PAULO 
 
 
 
 
DESAFIOS E PERSPECTIVAS DA ALFABETIZAÇÃO PARA O 
ENSINO FUNDAMENTAL I 
 
 
 
 
Trabalho de Conclusão de Curso na modalidade de Artigo Científico, 
apresentado ao Programa de Pós-Graduação Lato Sensu do Curso 
Especialização em Práticas de Ensino da Educação Infantil e 
Fundamental do Centro Universitário (UNIFIP), em cumprimento às 
exigências para a obtenção do título de Especialista em Práticas de 
Ensino da Educação Infantil e Fundamental. 
 
 Orientador: Me. Antônio Manoel da Silva Filho 
 
 
 
 
 
 
 
Itaporanga-PB 
2019 
 
 
 
RESUMO 
 
O artigo apresenta o processo de aquisição da leitura e escrita analisando os desafios e 
perspectivas para o ensino fundamental I sobre a concepção da psicogênese da língua escrita. 
Portanto, objetivou-se analisar os desafios e perspectivas da alfabetização para o ensino 
fundamental I sob a concepção da psicogênese da escrita. A metodologia utilizada nesta 
pesquisa foi bibliográfica em diversas bases de dados como CAPES periódicos, Web of 
Science, Google Acadêmico e revistas especializadas na área. De acordo com os dados obtidos, 
verificou-se que os desafios encontrados são: espaço físico, evasão escolar, formação 
continuada de professores, participação ativa dos pais, ludicidade, avaliação, avanço na 
tecnologia, inclusão social, aquisição de equipamentos e caracterização do alunado quanto ao 
nível de escrita. Concluiu-se que, é através da leitura que podemos descobrir caminhos que nos 
leva a refletir sobre nossas ações com mais autonomia e segurança. 
 
Palavras-chave: Leitura. Escrita. Aprendizagem. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ABSTRACT 
 
The article presents the process of reading and writing acquisition analyzing the challenges and 
perspectives for elementary school I about the conception of written language psychogenesis. 
Therefore, the objective was to analyze the challenges and perspectives of literacy for 
elementary school under the conception of writing psychogenesis. The methodology used in 
this research was bibliographic in several databases such as CAPES journals, Web of Science, 
Google Scholar and journals. According to the data obtained, it was found that the challenges 
encountered are: physical space, school dropout, continuing teacher education, active parental 
participation, playfulness, assessment, advancement in technology, social inclusion, acquisition 
of equipment, and characterization students regarding the level of writing. It was concluded that 
it is through reading that we can discover ways that leads us to reflect on our actions with greater 
autonomy and security. 
 
Keywords: Reading. Writing. Learning. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
 
INTRODUÇÃO ..................................................................................................................... 1 
1. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA .............................................................................. 2 
1.1. Letramento: Conceito e historicidade .............................................................................. 2 
1.2 Práticas sociais do letramento ........................................................................................... 4 
1.3 Alfabetização: conceito ..................................................................................................... 5 
1.4. Psicogênese da língua escrita: contribuições para a educação......................................... 5 
1.5. Métodos de alfabetização ................................................................................................. 6 
2. METODOLOGIA ........................................................................................................ 8 
3. RESULTADOS E DISCUSSÃO ................................................................................. 8 
4. CONSIDERAÇÕES FINAIS .................................................................................... 16 
REFERÊNCIAS .................................................................................................................. 17 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1 
 
INTRODUÇÃO 
 
 O presente trabalho apresenta desafios e perspectivas para os alunos com dificuldades 
na leitura e na escrita, propondo uma reflexão clara e precisa sobre o processo de aquisição da 
escrita da criança nos anos iniciais no ensino fundamental. Nessa conjectura, promover uma 
compreensão sobre o uso da língua em diferentes contextos sociais e a pratica pedagógica no 
processo de alfabetização e letramento. 
 É preciso levar em consideração as diferenças culturais. Segundo Antunes (2015), é 
imprescindível que se conceba uma escola com modelo de organização com base na resiliência, 
entendida esta do ponto de vista sociológico como a capacidade de resistência às adversidades 
persistentes do meio social, ou seja, uma escola que possa conhecer a problemática de seus 
educandos e a partir daí, promover desenvolvimento pessoal e social. Uma instituição escolar 
capaz de criar um ambiente educacional rico e estimulante. Silva (2014) Diz que “Quando entra 
na escola, o educando aprende a ler e ao professor fica a incumbência de apresentá-lo à leitura 
e ao gosto de ler”. Por isso o exemplo do professor é importante na educação infantil como 
estimulo ao ato de ler. Em suas obras Mendonça e Mendonça propõem que hoje se deve 
alfabetizar letrando, por meio da realização de um trabalho fundamentado no diálogo com base 
na realidade da criança, como estratégia para motivá-la para a aprendizagem. Recomendam que 
se “desenvolva diariamente a leitura e a cópia do alfabeto [...], tanto na ordem quanto de trás 
para frente, do meio para o fim, do meio para o início, a fim de evitar que o aluno apenas 
memorize a sequência e deixe de fixar a grafia das letras”. Mendonça e Mendonça (2015, p. 23) 
enfatizam que as descobertas decorrentes da Psicogênese da língua escrita sejam aproveitadas 
em benefício tanto do aluno quanto do professor, em forma de atividades que vão ao encontro 
das necessidades de aprendizagem das crianças. 
Avaliações recentes vêm apontando dados preocupantes para nosso país. Em 30 de 
agosto de 2017 foi divulgada a 7ª. Edição do Relatório de Olho nas Metas (2017), pelo “Todos 
pela Educação” que mostrou, dentre outras informações, que apenas 44,5% dos alunos do 3º 
ano do Ensino Fundamental apresentaram proficiência adequada em Leitura, e apenas 30,1% 
em Escrita. Avaliações externas, como o último resultado do PISA (Programa Internacional de 
Avaliação de Alunos), também têm contribuído para evidenciar essa defasagem, constatando 
que dentre os países avaliados o Brasil ocupou o 59º lugar no domínio da leitura e da escrita 
(MARTINS, 2016). 
2 
 
Ultimamente, percebe-se que, muitas são as teorias de aprendizagem que buscam 
compreender e esclarecer sobre como a criança aprende, onde verifica-se que é quase 
impossível tratar sobre a alfabetização de crianças na atualidade, sem fazer referência aos 
estudos sobre a teoria da psicogênese da língua escrita (SILVA, 2016). Os autoresacrescentam 
que, de acordo com os princípios da psicogênese da língua escrita, a aprendizagem se processa 
mediante a interação do aprendiz com a escrita mediada pela ação (mental) com a escrita – 
experimentações de escrever e ler. Acrescente-se que, a psicogênese da língua escrita descreve 
como o aprendiz se apropria dos conhecimentos e das habilidades de ler e escrever mostrando 
que a aquisição desses atos linguísticos segue um percurso semelhante aquele que a humanidade 
percorreu até chegar ao sistema alfabético, ou seja, a psicogênese da escrita irá mostrar ao aluno 
na fase pré-silábica o caminho que o mesmo percorre até alfabetizar-se (MENDONÇA e 
MENDONÇA, 2011). Portanto, objetivou-se analisar os desafios e perspectivas da 
alfabetização para o ensino fundamental I sob a concepção da psicogênese da escrita. 
 
1. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 
 
1.1. Letramento: Conceito e historicidade 
 
Com a maior objetividade, as marcas gráficas e com o uso da condição de signos, tem 
início o estágio da escrita gráfica diferenciada, no qual os registros gráficos são utilizados para 
relembrar a frase ditada. Este estágio ainda não revela diferenças externas significativas em 
relação à anterior, contudo, os rabiscos passam a ter uma função especifica no ato de 
memorização. Neste estágio a criança percebe as relações entre a escrita como forma de registro 
de uma ampliação da sua capacidade para memorizar. O autor buscou descobrir qual seria o 
fator impulso, dos avanços subsequentes e que cominariam na capacidade de escrever e 
constatou que o conteúdo do que era apresentada fazia grande diferença pois induzia o tipo de 
marca a ser feito. Quando solicitado as crianças registra quantidades e formas, isso fazia com 
que elas representassem o que estava sendo ditado inicialmente por traços diferenciados e 
depois por meio de desenho. Com a adição do desenho como forma de registro principia então 
o estágio da escrita pictórica (MARTINS et al., 2018). O desenho, transformasse passando de 
simples representação para um meio e o intelecto adquiri um instrumento novo e poderoso na 
forma da primeira escrita diferenciada (LURIA, 2016 p.116). Aqui a criança passa a fazer o uso 
do desenho como um expediente auxiliar e não apenas como uma brincadeira. 
3 
 
Destaque-se ainda que a psicologia histórico-cultural não é alheia ao aclaramento da 
trajetória culturalmente condicionada que pauta a aprendizagem da escrita da sociedade 
contemporânea, representando as pelas etapas da escrita pre-instrumental, escrita, gráfica 
diferenciada; pictográfica e escrita simbólica. (LURIA,2016) 
Com base em tais proposições lurianas tomamos como objeto de analise a transição da 
escrita pictográfica em direção a escrita simbólica, propondo então a existência das subetapas 
da escrita pré-gráfica e do simbolismo gráfico na base das quais a escrita simbólica edifica-se 
(LURIA, 2016) 
Em primeiro lugar, as reações da criança com as coisas ao seu redor deve ser 
diferenciadas de forma que tudo o que ela encontra incluísse em dois grupos 
principais; ...a) ou as coisas representam algum interesse para a criança, coisas que 
gostaria de possuir ou com as quais brinca; b) ou os objetos são instrumentos isto é 
desempenham apenas um papel instrumental ou utilitário, e só tem sentido enquanto 
auxilio para a aquisição de algum outro objeto ou para a obtenção de algum objetivo, 
e, por isso, possuem apenas um significado funcional para ela. Em segundo lugar, a 
criança deve ser capaz de controlar seu próprio comportamento por meio desses 
subsídios, e nesse caso ele já funciona como sugestões que ela mesmo invoca 
(LURIA, 2016, p. 145). 
Almeida (2014, p.205) explica que o letramento designa na ação educativa de 
desenvolver o uso de práticas sociais de leitura e escrita, iniciasse um processo amplo que torna 
o indivíduo capaz de utilizar a escrita em diversas situações sociais. Novamente reforçando o 
uso no contexto social, pois o letramento surgiu para complementar a alfabetização, pois não 
basta apenas ler e escrever. 
Segundo Street (2014, p.131) no modelo autônomo, o letramento é tratado. 
[...] como se fosse uma coisa distanciada tanto do professor quanto do aluno impondo 
sobre ele regra de existência como se não passasse de receptores passivo; uso 
metalinguístico. As maneiras como os processos sociais de leitura e escrita são 
diferenciadas e lexicalizadas dentro de uma voz pedagógica como se fossem 
sociedade e em cada uma, tem determinado uso de linguagem constituindo-se nos seus 
letramentos múltiplos: uma determinada situação de interação comunicativa pode 
estar desempenhada no papel de pai, por exemplo. Já em outra exerce o papel de 
professor, entre tantas atividades exercidas em comunidade. 
Já Ribeiro (2014, P. 76) apresenta sua contribuição ao afirmar que os gêneros 
discursivos são indispensáveis ao se focar o letramento no meio acadêmico uma vez que 
constituem: 
Um conteúdo que é promissor para o entendimento das formas de comunicação e 
interação e, portanto, promotor da ampliação de conhecimento linguístico/culturais. 
No entanto, esse mesmo conteúdo pode ser veículo para operacionalizar práticas de 
letramento. 
4 
 
Street (2014, p.201) postula ser necessária e obrigatória uma reflexão cuidadosa sobre 
a natureza do contingenciamento de um programa ou ação governamental voltada ao letramento 
e a alfabetização. 
 
 1.2 Práticas sociais do letramento 
 
O letramento está além da simples técnica de ler e escrever, pois absorve as práticas que 
o indivíduo desenvolve em suas atividades sociais e interacionistas. De acordo com (Street, 
2014, p. 172), ao assumir as práticas sociais e culturais do letramento, envolvem estruturas de 
poder, o modelo ideológico busca promover uma síntese entre as vertentes tecnistas e social de 
apreensão da escrita, assim “o modelo ideológico subsume mais do que inclui, o trabalho 
compreendido dentro do modelo autônomo”. 
No Brasil, ainda há a prevalência de discurso sobre a chamada aquisição da escrita sobre 
o processo de ensino e aprendizagem de leitura e escrita segundo modelo autônomo (Street, 
2014). 
O acesso a escrita (entendida muitas vezes como norma culta preconizada em práticas 
letradas escolares, portanto, formais) e a leitura (por exemplo, de determinadas obras como as 
de Cânone) seria a solução para o desenvolvimento cognitivo e econômico tanto do indivíduo 
quanto do (seu) grupo social (Street, 2014). 
Os destruídos dessa tecnologia de escrita estariam fadados ao fracasso e precisariam da 
tutela dos afortunados para conseguir “sobreviver” num país letrado. Na pesquisa de Daros 
(2014), o qual investigando que a criança de cinco e seis anos no primeiro ano do ensino 
fundamental atribuem ao ensino da língua escrita uma das crianças, ao ser entrevistada pela 
pesquisadora entrega-lhe um desenho e diz o seguinte: “O esse desenho é para você colocar lá 
no livro que as professoras vão ler”. E que elas vão saber que tem que prestar mais atenção nos 
alunos daí eles aprendem melhor (p.90). Outra criança diz a pesquisadora que a professora 
chamou a sua mãe e contou-lhe que ela (a criança) só queria saber de brincar. O trecho de Daros 
relata que a criança suspirou, movimentou os ombros e disse: É que eu sou criança né (p. 138). 
As crianças, parecem saber que os adultos no caso as professoras não sabem. 
No processo de alfabetização os educadores tem-se mantidos reféns de conhecer a 
escrita como uma lógica interna própria criando no eixo simplificador que caracteriza 
historicamente o processo: a relação entre os movimentos de síntese e de análise, em que as 
unidades linguísticas menores ( fonemas, letras, silabas) e as maiores( palavras, frase, texto) se 
5 
 
hierarquizam, organizando modos de ensinar, e também de avaliar a produção dos alunos 
(Daros, 2014). 
 
1.3 Alfabetização: conceito 
 
Segundo Soares (2016, p. 16), a alfabetização é concebida de diversas maneiras como 
por exemplo um conjunto de procedimentos que fundamentados em teoria e princípios, oriente 
a aprendizagem inicial da leitura e da escrita. Estas ações auxiliam no ensino/aprendizagem, 
mas como aponta a autora é necessário ter embasamento teórico. 
 A língua escrita que hoje conhecemos teve seus primórdios com os fenícios no século 
XII a.C., entretanto, devido ao prestígio cultural das obras gregas, muitas vezes os gregos são 
tidos como os criadores de tal forma de comunicação. Isto não é de se estranhar, já que a 
invenção da escrita está associada às relações sociais de dominação e poder, haja vista a 
importância que se atribui a ela nos currículos escolares de sociedades letradas como a nossa 
(MELO, 2015). 
O autor acrescenta que, “o surgimento da escrita potencializa o desenvolvimento 
científico, tecnológico, psicossocial e também a divisão de classes” (MELO, 2015, p. 27). A 
linguagem escrita é, pois, fonte de libertação ou sujeição ao ideário político, social, econômico 
e cultural, de onde surge a importância de conhecer seu percurso em território nacional, com 
vistas a compreender melhor a realidade (MELO, 2015). 
 
1.4. Psicogênese da língua escrita: contribuições para a educação 
 
Nascimento (2015), afirma que as pesquisas realizadas por Emília Ferreiro e Ana 
Teberosky (1999) marcaram a história do processo de alfabetização. Segundo o mesmo autor, 
Ferreiro e Teberosky realizaram investigações cientificas que deixaram claras a ideia de que a 
criança reflete sobre a escrita e reconstrói o código linguístico. Elas não propõem uma nova 
pedagogia ou um novo método, mas suas pesquisas deixaram transparecer que o que leva o 
aprendiz a construção do código linguístico não é o conhecimento das letras e das silabas, mas 
a compreensão do funcionamento do código. 
No livro psicogênese da língua escrita Emília Ferreiro e Ana Teberosky descreve os 
níveis e as principais características das hipóteses sobre a linguagem escrita traçados pelas 
crianças, que são: 
 
6 
 
-Pré-silábica: a criança não estabelece um vínculo entre a fala e a escrita; demonstra 
interação de escrever através do traçado linear. 
-Silábica: a criança começa a ter consciência de que existe uma relação entre pronuncia e a 
escrita 
-Silábica-alfabética: a criança muitas vezes escreve silabicamente ou alfabeticamente. Aqui 
ocorre uma mistura da lógica da fase anterior com a definição de algum silaba. 
-Alfabética: nesta etapa a criança domina o código escrito, distinguindo letra, silaba, palavra 
e frase. 
Com a psicogênese da língua escrita proposta por Emília Ferreiro compreendemos que 
a criança não pode ser limitada, pois ela tem conhecimento linguístico superiores ao que 
imaginamos e a grande parte das crianças, desde pequenas tem contato com a linguagem escrita 
através de livros, jornais, embalagens, placas, etc. É com esse contato a criança começa a 
elaborar hipótese sobre a leitura e a escrita. Pode-se afirmar que, através da leitura do livro e da 
atividade prática realizada, que a sondagem a escrita da criança é de suma importância, pois 
esta sondagem permite conhecer as hipóteses linguísticas da criança, de maneira que o professor 
esteja apto a fazer mediações que possibilitem a construção alfabética da escrita de maneira 
efetiva. 
 
1.5. Métodos de alfabetização 
 
Afinal, o que são métodos? Precisamos temer esse conceito? Segundo Soares (2016), 
trata-se de um conjunto de procedimentos que, fundamentados em teorias e princípios, orientem 
a aprendizagem inicial da leitura e da escrita, que é o que comumente se denomina 
alfabetização. A autora ainda afirma que o professor precisa conhecer o objeto para traduzir em 
procedimentos, métodos e atividades que promovam e acompanhem o desenvolvimento das 
crianças. Por conseguinte, no processo de Formação de Rede, todos os alfabetizadores têm a 
oportunidade de se apropriar ativamente de conhecimentos e fundamentos que lhes dão 
segurança sobre o processo de aprendizagem da criança e o objeto de ensino. 
Como apontado no início desta pesquisa entre tantos destaca os seguintes: 
a) Método tradicional: O método tradicional de alfabetização é centrado no professor, que tem 
a função de “vigiar o aluno”. Ou seja, observar se o aluno está seguindo à risca o que lhe foi 
pedido. O método tradicional tem seu aprendizado de forma dividida, ou melhor, por partes, 
primeiro aprende as vogais, depois as sílabas até chegar às palavras e as frases, para daí por 
7 
 
diante construir textos. Como o que importa é a montagem silábica, e não o conteúdo surge 
frases com poucos sentidos do tipo “O rato roeu a roupa do rei de Roma” ou “A menina gosta 
de rosa e boneca”. O aluno só consegue produzir textos depois de dominar boa parte da família 
silábica e o processo de formação das palavras, criando assim textos sem sentidos, pois o aluno 
nesse momento está preocupado com a escrita ortográfica e não com o sentido lógico do seu 
texto (MOLL, 1997). 
b) O método sintético: estrutura-se dentro da teoria do behaviorismo, e é considerado um dos 
mais rápidos, simples e antigo método de alfabetização, podendo ser aplicado a qualquer tipo 
de criança. O método sintético, foca seu ensino em lê letra por letra, ou sílaba por sílaba, e 
palavra por palavra, acarretando em pausas durante a leitura, motivando o cansaço e 
prejudicando o ritmo e a compreensão da leitura. Baseando-se no ponto de vista mental, o 
indivíduo é capaz de perceber os símbolos gráficos de uma forma geral, ou melhor, como um 
todo, dando-lhes significados, para posteriormente ser capaz de analisar suas partes. O método 
sintético leva o aluno a perceber partes isoladas, sem significação, impedindo sua compreensão 
e percepção da leitura (MOLL, 1997). 
c) O método analítico: tem por objetivo, fazer com que as crianças compreendam o sentido de 
um texto, não ensina a leitura através da silabação, incentiva os alunos a produção de textos 
prestando atenção ao uso da pontuação, estimula a leitura e deixa o aluno à vontade para expor 
suas ideias. Este método ajuda a criança no desenvolvimento e organização de seus 
pensamentos. Do ponto de vista linguístico, neste método o ensino deve começar por um nível 
menos complexo, para aos poucos ir dando continuidade para um nível mais avançado, pois a 
língua falada é bem diferente da língua escrita, e a criança no início de sua aprendizagem se 
baseia na língua falada para desenvolver a língua escrita e isso só confunde a cabeça da criança 
por elas serem bem diferentes (MOLL, 1997). 
d) Método construtivista: Este método construtivista é um dos mais indicados e usados para 
alfabetização, por permite que a própria crianças construam seus conhecimentos de acordo com 
seu desenvolvimento cognitivo, pode ser aplicado de forma individual ou coletiva, trabalha com 
o conhecimento que a criança traz para escola, faz a união da língua falada, escrita e a leitura 
em um único processo, e pode ser aplicado a qualquer criança. E a partir deste método a criança 
se sentirá mais segura e será capaz de criar seu próprio conhecimento tornando-se um aluno 
consciente e responsável. O método construtivista baseia-se nas pesquisas de Jean Piaget, sobre 
a construção do conhecimento, afirmando que este é o resultado da construção do próprio 
indivíduo. Essas conclusões são derivadas das suas pesquisas sobre “a origem e evolução da 
inteligência” que também se constrói na interação do sujeitocom o mundo, considerando os 
8 
 
fatores biológicos, experiências físicas, a troca social, e os processos de equilíbrio e 
desequilíbrio. Entende-se que a alfabetização possui uma extensão continua com grandes 
desafios em suas habilidades de leitura e escrita de forma sociocultural independentes ou não 
de suas socializações de lugar. 
 
 2. METODOLOGIA 
 
 Com o intuito de atender ao objetivo deste estudo, este trabalho foi embasado em uma 
revisão de literatura sobre as publicações de estudos científicos relacionados ao tema desafios 
e perspectivas da alfabetização para o ensino fundamental I. Estudos que utilizam a metodologia 
de pesquisa por meio de revisão da literatura como uma ferramenta de busca e análise dos dados 
de determinado tema, visa responder a um determinado questionamento científico previamente 
estabelecido (MENDES et al., 2008). 
Esta pesquisa foi realizada utilizando-se a busca sistemática, por meio das principais 
bases de dados disponíveis (Scientific Electronic Library Online (SciELO), ScienceDirect, 
Portal de Periódicos CAPES, Google Acadêmico, e a Biblioteca Brasileira de Dissertações e 
Teses), em seguida foi realizada uma leitura prévia e posteriormente selecionado os trabalhos 
utilizados neste artigo. 
A análise bibliográfica deste trabalho foi composta de três etapas, que são: 
planejamento, coleta dos dados e resultados. Estas etapas foram utilizadas com o intuito de 
responder ao objetivo do estudo, que é analisar os desafios e perspectivas da alfabetização para 
o ensino fundamental I sob a concepção da psicogênese da escrita. O planejamento da pesquisa 
foi realizado no mês de julho de 2019. Nesta etapa foram delimitados os termos de busca como 
“alfabetização”, “psicogênese” e “letramento”. 
 
 3. RESULTADOS E DISCUSSÃO 
 
Compreende-se que no processo da alfabetização a criança passa por etapas dolorosas 
para adquirir sucesso em sua formação. Nessa conjectura, a educação no brasil apresenta 
desafios de várias ordens as quais: estruturais, pedagógicos, financeiros, sociais e culturais. 
De acordo com os dados obtidos através desta revisão, constatou-se a existência de 
muitos desafios da alfabetização para o ensino fundamental I. Entretanto, serão abordados a 
seguir os principais desafios, que são: 
I- Desafio: Espaço Físico. 
9 
 
Compreende-se que na maioria das escolas não apresenta espaço físico, o que gera 
desconforto para a criança que precisa de um espaço para desenvolver seus estímulos e ampliar 
sua socialização. Também deve ser levado em conta alimentação e a rotina das crianças. 
Por isso é de grande importância que as escolas sejam adaptadas e para que o ensino 
seja de qualidade e o professor possa utilizar cada espaço para desenvolver suas atividades e 
competências com mais praticidade e confiança 
BASTOS (2017) afirma que é impossível oferecer uma escolarização de qualidade em 
um ambiente com estrutura precária e sem contar que muitas instituições não dispõem do seu 
Projeto Político Pedagógico-PPP exigido pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional- 
LDBEN. 
 
II- Desafio: Evasão. 
A evasão escolar ocorre quando por algum motivo o aluno deixa de frequentar a escola. 
Essas causas podem ser por vários fatores ou por algum problema familiar. É reponsabilidade 
da escola usar todos os recursos para garantir a permanência da criança na escola. Os pais 
podem contribuir com a evasão quando as condições financeiras não são favoráveis, fazendo 
que desloquem de um lugar para outro distante em pouco tempo de permanência. 
A evasão escolar leva a sociedade ao declínio, em todas as áreas seja por falta de motivo 
como exclusão ou qualidade de ensino. Os alunos abandonam as escolas antes de chegar ao 
ensino médio. 
O aprendizado depende, portanto, do interesse. Então é preciso olhar com uma visão 
especializada para encontrar a solução para resolver o problema. É importante manter sempre 
o contato com a família, demonstrar interesse e saber suas opiniões. PEREIRA (2019) o nível 
de evasão como fortalece algumas pesquisas diz que de 100 alunos que ingressam na escola no 
fundamental apenas 5 concluem o ensino fundamental; ou seja 5 terminam o 9º ano. E de 4,8% 
dos alunos matriculados no ensino fundamental abandonaram a escola e 13,2% dos alunos que 
cursam o ensino médio abandona a escola por motivos frequentes e muito desses alunos 
retornaram à instituição de ensino em uma incomoda condição de defasagem (idade, série) o 
que pode causar conflitos de uma nova evasão. 
A desestruturação familiar, a ausência de políticas públicas adequadas, o desemprego, 
a desnutrição, a escola o ensino que não há qualidade a estrutura, o próprio interesse do aluno, 
a gravidez na adolescência, fatores econômicos, a motivação do professor em sala de aula que 
não há questões referentes ao encaminhamento didático ( pedagógico ) e baixa qualidade de 
ensino nas escolas. A família devido a desestruturação, a necessidade de complementação de 
10 
 
renda na participação na vida escolar da criança, problemas afetivos. E quanto a escola pode 
ser responsável, pela evasão pelo fato de como o professor ministra suas aulas de transmitir 
conteúdos a estrutura física, falta de recurso, e uma política na escola que propicie uma maior 
integração na família. 
Cruz (2016) afirma que (PNE) faz uma avaliação recente e conclui que o objetivo de 
matricular todas as crianças e jovens de 4 a 17 anos não foi alcançada. Faltam creches para 
milhões de crianças no país. Para cada 100 alunos que entram na primeira série do ensino 
fundamental, somente 47 terminam o 9° ano, na idade correspondente, 14 conclui o ensino 
médio e apenas 11 chega à universidade. 
Segundo Jochem (2016) a evasão é alarmante, como revela o Índice de 
Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb): 3,7 em 2011, 2013 e 2015. O próprio ministro da 
educação reconhece: a situação é caótica. 
 
III- Desafio: Formação Continuada dos Professores. 
A capacitação desses profissionais é de grande importância parta que possam 
desenvolver suas atividades com mais determinação, visto que é nessa fase que as crianças 
precisam de maiores cuidados para se adaptar e desenvolver-se em um meio social. 
Neste contexto deve-se ressaltar a necessidade de uma formação continuada para que os 
envolvidos inovem e aprimorem suas práticas pedagógicas, explorando e organizando suas 
atividades. 
Utilizar reciclagem de materiais didáticos velhos e explorar a criatividade para despertar 
o prazer na leitura e escrita. Matuda e Martins (2014) é recorrente vivermos os movimentos de 
paralização das atividades docentes, isso ostra claramente, o descontentamento dos professores 
com suas condições de trabalho, e com o nível da qualidade de ensino com a relação de trabalho 
além da remuneração salarial. A necessidade de buscar melhor remuneração faz com que o 
professor se veja obrigado a trabalhar em mais escolas em divergentes turnos fato que contribui 
para uma pratica didática meramente mecânica. 
Abreu e Bazzo (2015) considera necessário um grande investimento por parte das 
instituições formadoras (tanto na formação inicial quanto continuada) em vivencias/experiencia 
estética 
O desafio de PNAIC (2014) capacitar professores para que garanta alfabetização de 
todas as crianças, comtemplando as diversas linguagens. Promover aos orientadores de estudos 
reflexões acerca da alfabetização na perspectiva do letramento. Buscou-se oferecer subsídios a 
continuidade da formação junto aos professores alfabetizadores, nos municípios, de forma a 
11 
 
propiciar situações que envolvessem de forma crítica e dialógica as diferentes linguagens de 
forma articulada. 
 
 IV- Desafio:A Participação Ativa dos Pais. 
 A educação não é uma tarefa que a escola realiza sozinha. Portanto uma boa relação 
entre a família e a escola é essencial para o desenvolvimento escolar e social da criança. Esse 
desenvolvimento ocorre com a ajuda de vários fatores, entre eles familiares, ambientais e 
psicológicos. Percebe-se que a grande maioria das dificuldades das crianças estão relacionadas 
aos problemas familiares. 
Evangelista (2017) a criança não se constrói de forma isolada. Ela é uma intercessão dos 
fatores familiares e escolares a qual está inserida. Pode-se dizer que a criança expressa na escola 
aquilo que experienciam em casa e por sua, vez pode manifestar na família aquilo que é 
construído no ambiente escolar juntamente com o apoio dos pais. 
A família deve fazer parte do processo educativo tendo como foco a formação de um 
indivíduo autônomo. A família é a base física fundamental muito importante no 
desenvolvimento da criança pois é nela que os filhos se sentem amparados e protegidos. 
Estimular os pais para estar presentes na vida escolar dos seus filhos é um grande desafio. A 
dura e pesada rotina de trabalho, as tarefas árduas e rotineiras tem afastado a família no seu 
papel na educação escolar. A escola precisa criar estratégia para fortalecer o vínculo na relação 
família/escola visto que são referência para a criança durante o seu desenvolvimento. 
 
V- Desafio: Inclusão Social. 
 Educar uma criança com necessidades especiais é uma experiência desafiadora. Para 
que essa inclusão seja regular, ela precisa de respeito e interação com o outro, por isso temos a 
necessidade de incluir e oferecer condições com convívios de diferenças para ganharmos termos 
de desenvolvimento. A educação inclusiva apresenta necessidade para trabalhar com o lúdico 
e atraí-los estimulando o aprendizado. 
Richard Louv (2016) traz dados científicos de casos de crianças com Transtorno de 
Déficit de Atenção (TDA) com até 05 anos de idade, que ao ter contato diário com a natureza, 
mesmo que apenas caminhando entre árvores num parque urbano, pode apresentar melhoras 
significativas. Apesar de ainda não ter estudos que comprovem essa terapia de natureza em 
crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), muitos pais relatam perceber melhoras em 
seus filhos, ao terem essas experiências, alguns filmes inclusive relatam essa relação de crianças 
autistas com animais. Para que o diagnóstico seja concluído, é necessário que o psicopedagogo 
12 
 
tenha bem claro quais são as limitações desse paciente no seu desenvolvimento motor, 
biológico, social e, principalmente, no campo afetivo e psicológico; conhecer a história da vida 
do paciente e o nível de escrita em que ele se encontra (NACK & FISCHER, 2018). 
 
VI- Desafio: Ludicidade. 
 Compreende-se que o lúdico precisa estra presente em todas as atividades que 
realizamos. Pois a ludicidade nos leva a uma sensação de leveza, prazer, proporcionando nos 
sentimentos como a afetividade e sensação harmoniosa em um convívio social. 
De modo em geral, as brincadeiras desenvolvem estruturas mentais, socio afetivas e 
motoras colaborando na construção de um ambiente alfabetizador. Ela incentiva a ação do 
aluno; estimula a criação de estratégia; e apoia as tentativas do aluno. 
Segundo Melo (2016, p. 7): a criança quando brinca traduz a sua forma de enxergar o 
mundo a sua volta. [...] Ao brincar de faz-de-conta tudo se transforma em pura magia, e com 
isso, a criança passa a representar imitando tudo aquilo que lhe é percebido, como: sons, 
linguagens, movimentos, gestos, expressões, objetos e até mesmo animais, criando dessa 
maneira, um universo totalmente particular. Será nesse espaço, que a criança conseguirá 
resolver os mais diversos sentimentos que possam nortear o seu estado de espírito, como: 
alegrias, medos, frustrações e ansiedades, sejam frente às situações familiares ou não. Neste 
sentido, é durante a etapa da infância que a criança terá a oportunidade de brincar de faz-de-
conta e explorar o mundo de modo único e exclusivo. 
A ludicidade na infância se manifesta por diferentes meios como, por exemplo, por meio 
de brincadeiras, contação de histórias e, também, brinquedos. Desse modo: Brinquedo pode ser 
considerado um dos instrumentos para desencadear a brincadeira, mas que não se limita a sua 
função original, pois, apesar de chegar às crianças carregado de significações, elas vão lhe 
conferir significados de acordo com suas próprias experiências e com o universo social e 
cultural, no qual elas constroem a ludicidade. 
Sabe-se que, é garantido em Lei, que toda criança tem necessidade e o direito de brincar, 
sendo essa uma característica da infância. Ao brincar, a função não está no brinquedo, no 
material usado, mas sim na atitude subjetiva que a criança demonstra na brincadeira e no tipo 
de atividade exercida nesse momento. Tal vivência é carregada de prazer e satisfação. No caso, 
a falta desse prazer ou dessa satisfação que pode acarretar na criança alguns distúrbios de 
comportamento. Em cada uma das etapas evolutivas da criança, o brincar vai se modificando, 
mas é essencial que ela tenha oportunidade de explorar todas as fases do brincar. Quando se 
brinca, sabe-se que a importância do brinquedo é a da exploração e do aprendizado concreto do 
13 
 
mundo exterior, o que irá estimular os órgãos dos sentidos, a função sensorial, a função motora 
e a emocional. A brincadeira tem função social, desenvolve o lado intelectual e cria 
oportunidades para a criança elaborar e vivenciar situações emocionais e conflitos sentidos no 
dia a dia de toda criança (NILES e SOCHA, 2014). 
 
VII-Desafio: Caracterização do Alunado Quanto aos Níveis de Escrita na Educação 
Infantil. 
Uma das tarefas mais difíceis na alfabetização é produzir atividades que possam atender 
aos diferentes níveis de alunos na pratica da escrita. Se planejarmos uma atividade levando em 
conta a heterogeneidade da turma, corre o risco de oferecer atividades inadequadas, que não 
contribuem na aprendizagem, ou seja fazer a sondagem diagnóstica das hipóteses da escrita é 
fundamental. 
Através da sondagem é possível identificar as dificuldades no aluno seguindo passo a 
passo para fazer as intervenções necessárias, pois neste processo de alfabetização os alunos, 
pensam em quantas letras são necessárias para escrever. 
Cabe ao professor pensar mais sobre a aprendizagem e pouco sobre o ensino. Elaborar 
atividades mais eficientes que possa desafiar o aluno visando seu avanço. 
GOLSALVES (2016, P.54) antes de dar início sequência de atividades, evidencia-se a 
necessidade de realizar uma atividade de sondagem, que permita ao professor coletar dados 
sobre seus alunos, percebendo em qual nível de escrita ele se encontra. 
Com essas atividades é possível estimular os alunos a desenvolverem habilidades para 
avida como a leitura e a escrita, pois elas somam importância para a fase do aprendizado de 
forma diferenciada. 
SILVIA (2015) Afirma que com a utilização de jogos para o trabalho com as palavras, 
a ludicidade toma conta das estratégias de aprendizagem que acontecem de forma prazerosa. 
Todo e qualquer avanço no processo de ensino e aquisição da leitura e da escrita obtido 
pelo aluno dever ser observado e considerado servindo como critério de valorização do mesmo 
bem como de parâmetros para novos planejamentos pedagógicos. 
 
VIII- Desafio: Aquisição de Equipamento e Materiais Didáticos 
 A aquisição de equipamentos na educação facilita o desenvolvimento de ensino e 
aprendizagem do aluno como também auxilia na pratica dos educadores. Sabe-se que a 
elevação da qualidade de ensino depende necessariamente dos equipamentos como: 
14 
 
mimeografo, impressora,livros didáticos, copiadoras, lousa, carteiras, etc. Sendo didático ou 
não ser educativo eles são necessários ente ensino e aprendizagem. 
A utilização de algum equipamento pode contribuir tornando as aulas atrativas e 
prazerosas. Pois todo e qualquer recurso utilizado em um procedimento de ensino leva ao 
exercício de análise e reflexão e aproxima o conteúdo a realidade do aluno. 
Barreto (2014) afirma que todo tipo de ferramenta, dispositivo ou equipamento que 
promova maior autonomia a pessoa com deficiência. Pode ser considerada Tecnologias 
Assistivas, desde artefatos simples como uma colher ou um lápis adaptado para o manuseio até 
sistemas sofisticados como computadorizados ganha espaço e vem facilitando o 
desenvolvimento nas comunicações, nos recursos didáticos melhorando a vida das pessoas. 
Os equipamentos didáticos como os audiovisuais contribuem na abordagem dos 
conteúdos. Já a biblioteca é a mais importante e tão pouco aproveitada, ela estimula o gosto 
pela pesquisa investigação e reflexão aproximando a maior concentração. 
BRASIL (2014) A meta do (PNE) Plano Nacional de Educação é de alfabetizar todas as 
crianças no máximo ao final do 3º ano do ensino fundamental. O Mec. por meio de diferentes 
programas tem investido na produção e distribuição de materiais didáticos para as escolas 
públicas como livros de literatura, obras completares, jogos e livros didáticos 
É necessário que as metas estabelecidas pelo PNE (Plano Nacional de Educação) sejam 
cumpridas. Uma delas é a garantia das condições para que os professores e gestores tenham 
apoio necessário e que os objetivos sejam trabalhados na sala de aula. O responsável pelo papel 
da BNCC conforme explica Cleuza Repulio, integrante da Base Nacional Comum Gardelli 
(2018). 
Outra mudança será na elaboração de livros didáticos de acordo com a BNCC. Ela prevê 
os conteúdos mínimos que todos os alunos brasileiros de escolas públicas e privadas precisam 
aprender na educação básica, ou seja da educação infantil ao ensino médio. Gardelli (2018) 
O Plano Nacional de Educação-PNE, com validade de 10 anos e que foi aprovado em 
25 de junho de 2014-2014 estabeleceu 10 diretrizes objetivas e 20 metas estruturadas que 
garantiram o direito a educação básica de qualidade, a universalização da alfabetização e 
ampliação da escolaridade educacionais das quais, a meta 4 e suas dezenove estratégias traçou 
inclusivamente da educação especial (BRASIL, 2014 p.55). 
 
 IX- Desafio: O avanço na Tecnologia. 
A tecnologia é uma grande aliada pois com os jogos e aplicativos deixam mais divertido 
prazeroso a aprendizado, isso quando se é usada de forma correta. 
15 
 
Cabe aos diretores e professores estarem sempre atualizados pois ela oferece um imenso 
e moderno mundo com novas descobertas cheias de ferramentas para construir caminhos na 
aprendizagem. Com as músicas, vídeos, jogos a criança aprimora seu desenvolvimento na 
coordenação motora entre outras com a interação de pais e professores. 
Segundo Costa (2015) a aquisição de novas tecnologias por parte das escolas não é 
garantia de aprendizagem pois na prática muitas escolas possuem tecnologia a sua disposição 
muitas vezes não são utilizadas, e se são sem a devida exploração pedagógica resumindo-se em 
apenas o necessário. Portanto é preciso que o processo de ensino e aprendizagem seja 
contextualizado com o momento tecnológico que estamos vivendo. O papel da organização que 
são ligados a escolas é colaborar que essas novas formas de ensino aconteçam, propiciando a 
acesso tanto de alunos quanto de professores aos recursos necessários para se utilizar novas 
práticas educacionais. 
 
X- Desafio: Avaliação. 
Avaliar visa no acompanhamento e evolução no processo de aprendizagem. A 
observação do professor fundamenta no conhecimento deixando de lado a conotação 
quantitativa. Pois avaliação deve ser diária em todas as atividades realizadas inclusive nos jogos 
e brincadeiras. Avaliação é um desafio constante ela é quem dará base dos estudos e contribuirá 
no desenvolvimento integral do aluno. 
O processo avaliativo contribui com uma pratica continua tendo como objetivo o avanço 
de revelar o que a criança já tem. 
Barbosa (2016 p. 02) A principal preocupação que o professor deve ter é se a avaliação 
está levando seu aluno ao crescimento e se os objetivos estão sendo atingidos. Avaliar é um 
processo que exige compromisso e responsabilidade, a avaliação deve contribuir para a 
compreensão das necessidades e dificuldade dos alunos com o objetivo de rever, mudar e adotar 
ações que favoreça o desenvolvimento integral do aluno, bem como levar professores e 
estudantes a compreenderem de forma mais organizada o processo de ensinar e aprender, sendo 
utilizada dessa forma a avaliação perde seu caráter de ser punitiva e classificatória. 
 
 
 
 
 
16 
 
4. CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
Ao longo da revisão procurou-se definir conceitos e especificidades considerando que 
o domínio das habilidades se contribui de forma gradativa e parcialmente no desenvolvimento 
ao longo da vida, durante o processo de construção de aprendizagem. 
A leitura e a escrita estão presentes na vivencia cultural dentro ou fora do espaço escolar, 
instrumentalizando e construindo hipótese para favorecer o percurso na aprendizagem em um 
processo construtivo para os aspectos sociais, históricos e pessoais. 
Foi um grande desafio, descobrir a importância destas ferramentas: leitura e escrita e 
que através delas podemos construir competências árduas, mas que nos favorece fortalecendo 
as ações para o nosso cotidiano. 
Aprender ler e escrever é, portanto, desenvolver uma relação no ensino-aprendizagem e 
refletir uma exigência para o mundo globalizado. A alfabetização é um processo continuo que 
se caracteriza na participação ativa perante a sociedade. Portanto cabe ao docente utilizar 
diversos meios e trazer motivação para a realização das atividades, sendo lúdico e flexível, 
portanto, dessa maneira proporciona possíveis e bons leitores. 
Por fim, concluiu-se que os principais desafios para a educação infantil são: os espaços 
físicos das escolas, evasão escolar, formação continuada de professores, participação ativa dos 
pais, crianças portadoras de atividades especiais, ludicidade, avaliação, avanço na tecnologia, 
caracterização do alunado quanto aos níveis de escrita na educação infantil e a aquisição de 
equipamentos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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