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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
INSTITUTO DE QU{MICA
DEPARTAMENTO DE QU/MICA INORGÂNICA
QU{MICA GERAL EXPERIMENTAL - QUl-01-003
1- TITULO: LEI DE HESS
li - OBJETIVO
Verificar a Lei de Hess através de processos exoténnicos.
Ili • INTRODUÇÃO
Experiên~ia
4
A Tennoquímica é a parte da Termodinâmica que se ocupa com as
consequências do 12 Princípio da Conservação de Energia, quando aplicada aos processos
e às reações químicas ..
O principal objetivo da termoquímica é a dctenninação da variação de
ENT ALPIA (~H) de reação, importante grandeza relacionada com o 12 Princípio.
Quando ocorre uma reação química. as ligações que existem entre os
átomos e as moléculas dos ·reagentes são rompidas e novas ligações ocorrem. surgindo
outras combinações atômicas que originam o~ prc,dutos.
Para que as ligações sejam rompidas, é necessário que o sistema absorva
energia na forma de calor e, para que outras ligações sejam fonnadas, o sistema libera
energia, também na fom1a de calor. Assim, se a quantidade de calor absorvida pelo
sistema durante o processo químico for maior que a liberada, o resultado líquido da
variação de energia será "absorção de calor" e este processo é dito ENDOTÉR~ HCO (se
dá com absorção de calor). De outra fon11a, se a quantidade de calor abson ida rdu
sistema for menor que a liberada, o resultado líquido de variação de energia cii •rante o
processo será "liberação de calor" e este processo é dito EXOTÉRMICO (:.~· · .. 1 ..:om
liberação de calor).
Esta quantidade líquida de calor liberada ou absorvida durante <.· process,.,
químico é o "calor de reação", um calor latente que corresponde à diferença entre a
energia potencial das ligações intcratômicas existentes nas moléculas dos pmdutos e a
energia potencial das ligações intcratômicas existentes nas moléculas dos reagentes,
incluindo também a diferença de energia potencial que corresponde à diversidade dos
estados de agregação dos produtos existentes.
O calor de reação, medido à pressão constante é igual à variação de entalpia
do processo (11H).
/ili = lf~
Exp.4.2
. Assim, a variação de entalpia (AH) durante um processo químico é a
diferença de entalpia entre produtos e reagentes por unidade de reação num sistema a
P~essão constante e é avaliada pela quantidade de calor liberada ou absorvida por este
sistema.
O calor de reação é medido em função da variação da temperatura que ocorre
durante a reação dentro de um calorímetro. Para um processo que ocorre em solução
aquosa, pode-se dizer que o calor absorvido (ou liberado) pelo processo é igual ao calor
perdido ( ou absorvido) pelo calorímetro e a solução. Então, são usadas as relações:
q,olu(lo = m.,.1açlo•CIOlu(lo•AT
qulorf-lro = e. AT
Logo:
Onde:
qp,_.,. = quantidade de calor absorvido ou perdido pelo processo, expresso
cm joules ou calorias;
m,.,.(1. = massa da solução em gramas;
c,o1aç1o = calor específico da solução, em J/g .ºC ou cal/g .ºC;
T = variação de temperatura.
C = Capacidade Calorífica do calorímetro
Se a solução é diluída, pode-se considerar que c<01uç30 :::: c ,8.., e que a
densidade da solução :::. densidade da água (l g/mL) sem erro apreciável.
No caso des··t experiência, o calorímetro é o mesmo que foi calibrado
anterionnente. Assim, q, • .,, .. ,.,,. representa o calor absorvido (ou perdido) pelo conjunto:
Bequer + tampa + termóm ..:tro. Observa-se que não está sendo considerado o calor
liberado (ou absorvido) pelo processo e absorvido (ou perdido) pelo meio amhientc.
Para aplicar a relação acima é preciso utilizar o valor de "C', previamente
determinado.
Nesta experiência, você vai verificar a validade da Lei de Hess através de
três processos exotérmicos:
1) NaOH(l1 ➔ Na0H1.q1
2) NaOHc,1 + HCl1,q) ➔ NaCl<•q> + H20m
3) NaOH, .. 11 + HCI1.q1 ➔ NaCl11q> + H20,,1
Exp.4.3
1
A Lei de Hess nos diz que a entalpia é uma função de estado do sistema e,
como tal, não depende dos estados intermediários pelo qual passa o sistema durante uma
transformação química, mas só depende dos estados inicial e final , ou seja:
"0 calor absorvido ou liberado, a pressão constante, para qualquer
modificação química é o mesmo, qualquer que seja o caminho pelo qual ª
modificação ocorra".
Assim, você vai, experimentalmente, avaliar o calor molar de reação para 0
primeiro, segundo e terceiro processos. Sornando os valores do primeiro e terceiro
processos, você verificará que coincide com o resultado experimental do segundo
processo, pois é a soma dos dois anteriores.
Portanto:
IV - MATERIAL
MATERIAL
- O 1 Béquer de 400 mL com tampa,
envolvido com a manta isolante
- OI Proveta de 100 ml
- OI Termômetro digital
- O 1 Espátula de porcelana
- OI Vidro de relógio
V· PROTOCOLO DE REAGENTES
RHAGENTES
- Solução de HCI I mol/L
- Solução de NaOH I mol/L
- NaOH sólido
Pesquise e apresente um breve comentário sobre oc:; aspec. ,s tóxicos (;
cuidados de manuseio dos seguintes reagentes:
• Hidróxido de Sódio p.a.
Exp.4.4
VI - PROCESSO
Esta experiência utiliza O calorímetro que foi calibrado na sessão de \aboratório
realizada na semana anterior e é dividida cm três etapas:
A) Dissolução do NaOH sólido tta ág1ta
Coloque no calorímetro l 00 mL de água destilada e meça com tennômetro
digital a temperatura de equilíbrio com o ambiente. Anote-a. Pese aproximadamente
4,00 g de NaOH cm lentilhas. Dissolva nos l 00 mL de água, agitando cuidadosamente e
anote a temperatura máxima. Resfrie o calorímetro.
B) Reação de HC/C!Jl com NaOH!!l
Coloque no calorímetro 100 mL de IICI 1,0 mo\/L. Meça com termômetro
digital a temperatura de equilíbrio com o ambiente. Anote-a. Pese aproximadamente
4 ,00 g de NaOH cm lentilhas e dissolva nos \ 00 mL de HCI. Agite cuidadosamente e
anote a temperatura máxima. Resfrie o calorímetro.
C) Reação do HCIC!,l com NaOH~
Coloque no calorímetro 75 mL de NaOH 1,0 mol/L. Meça com termômetro
digital a temperatura de equilíbrio com o ambiente. Anote-a. Na proveta de 100 mL,
coloque 75 mL de HCI 1 ,O mol/L e meça a temperatura com termômetro digital.
Adicione-o ao calorímetro com NaOH. Agite cuidadosamente e anote a temperatura
máxima.
,
E,cp.4 .S
VII - DADOS
N• do-Calorimcrro: ___ _
Capacidade Calorífica Média do Calorímetro: _ ______ _
1! Processo 2! Processo 3! Processo
Tinicial de eouilibrio f•C)
T máxima (•Cl
Varia,..ão de lemoeralura (a\
Massa da sofut"ão (o)
e da solucão iJ/o.ºCl 4 ,18 4, 18 4,18
VIII - RESULTADOS
Valores Teóricos
LlH, •. 44,50 kJ/mol
LlH,., •. .. 57,68 kJ/mol
LlH, . . + LlH,-,.
- - -----
LlH,.-
- 102, 18 kJ/mol
Erro absoluto 1
----
Erro oercentual (% \ 1
Erro absoluto 2
-
Erro oercentual <%) 2
Erro absoluto 3
---··----
Erro oercentual (% l 3 -
-- -
08S: os crTos devem ser calculados comparando:
1 - /J.H, """""º"'· com AH, k"<•
2 - (tlH, + /J.H1),."".,,..,""'· com ,\li).,,..,. ..
3 - (ó/1, + Mi,),."'"""'"' com AI!:""'"""""'
Exp. 4 .6
IX· QUESTIONAR/O
1) Demonstre a Lei de l lcss através do equacionamento das equações quimicas.
2) Não se esperaria que a dissolução de um sólido absorvesse calor? Como se
explica o efeito e.\oténnico na dissolução do NaOH sólido?
3) Cite duas causas de erro.
4) Explique por que:
a) As soluções rcsultan1cs da Parte B e da Parte C podem ser descartadas na pia.
b) O mesmo procedimento n,io pode ser fei to com a .solução resultante ua Parte A.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
INSTITUTO DE QUÍMICA Experiência
DEPARTAMENTO DE QUfMICA INORGÂNICA
QU{MICA GERAL EXPERIMENTAL - QUl-01-003
I - TÍTULO: LEI DE HESS
li-DADOS
N2 do Calorímetro: ~ 4
-~-
4
Capacidade Calorífica Média do Calorímetro: _1....:....a==6- ~_,_~,....._ __ _
12 Processo22 Processo J!? Processo
T de equilíbrio (ºC) ~.s t '-\ \ >o
T l'flÉUEiffie DJ1 e, 41. (ºC) ::L,(..t> \ 1-;:- .,
Massa da solução (g) h~4 ai ~ O'-\ ~ 0
e da solucão (J/g.ºC) 4,18 4,18
Ili - RESULTADOS
ll.H18XP - ~ \, ~ ~ "- ~ \ (1-, u \
/1H3.- - '-\b,\\v \
'
ll.H, ~.., + ll.H36.P - '88 - ~ \( ~,("( \
ll.H2ex0 - ~a~ --' -\ ~), 1-.. \\
Erro absoluto 1 - '!"' ~ ~
Erro percentual (%) 1 t:._ ~-:1.
Erro absoluto 2 o.~""
Erro percentual (%) 2 o' .'.) ~
Erro absoluto 3 \ ~ :: ?
Erro percentual (%) 3 \ ... , e
OBS: os erros devem ser calculados comparando:
1 - Mf1 ..,,..,mcn1a1, com Mf2 -
2 - (Mf, + t:J/1)upcn,-,i.J• com t:J/2~0
3 - (6.H, + ll.H1)c1pcn..-..1 com t:J/2npenmmal
,v.u I J
~i~,js ~
~ .... º ,O
4,18
Valores Teóricos
- 44,50 kJ/mol
- 57,68 kJ/mol
- 102, 18 kJ/mol
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C\~-= o,~º';,)_ -s C'r\u\
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~\\ ~ -=- - 1.h,, \.\ r -s \<"<- ~ \
IV - QUESTIONÁRIO
Exp. 4.2
1) Demonstre a Lei de Hess através do equacionamento das equações químicas.
2) Não se esperaria que a dissolução de um sólido absorvesse calor? Como se
explica o efeito exotérmico na dissolução do NaOH sólido?
A Al;~P..rt,D Ol i..A.l~ o(c:tHl,, v"' I.\JI rt.S. 01~sc-L...,~üt·~ , /vi.A'-.,., f:.o 1v1::. Do
No-OH, A~ titl:11(;R.ólf\> r>f\ Sotv,.íA~c t..M f;f-,,CJ...&/.A /2.cTJ cvt.AR.. ( .v1v.KYt...
(:.N\ MÓl)ll'I-C- oo ~ A, (;.N(.P-G IA l-113~~ N4. SQLVÃ.í~ [:P '1A0JL
V
3) Cite duas causas de erro.
f. A R~scc,PtA ()o f4. ()1-1 J QJ( CAv~,. ~ lvA f:G>A~-
2 • A ~t/'tR.fí...~1v=~ ~Ott..,V.:11CA DO ll\l...oR(µ~ rf)o, ~ (./'WSA ~c."5 ô~
4) Explique por que:
~\. l~'i'~ a) as soluções resultantes da Parte B e da Parte C podem ser descartadas na pia.
..... >J(o so1...vç.c~<.·~- /\Q./.QS/\> D<.. CLO/U..Tc Dt .$Ól)ro.
b) o mesmo procedimento não pode ser feito com a solução resultante da Parte A.