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CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM GESTÃO PÚBLICA 1º SEMESTRE ALEX DOS SANTOS ALVES – RA 6267184722 PROJETO INTERDISCIPLINAR APLICADO AOS CURSOS SUPERIORES DE TECNOLOGIA – PROINTER I “Relatório Final” SÃO GONÇALO - RJ 2019 ALEX DOS SANTOS ALVES – RA 6267184722 PROJETO INTERDISCIPLINAR APLICADO AOS CURSOS SUPERIORES DE TECNOLOGIA – PROINTER I “Relatório Final” Trabalho de Gestão Pública, apresentado à Universidade Anhanguera Uniderp - ANHANGUERA, como requisito final para a obtenção de média bimestral na disciplina de Projeto Interdisciplinar Aplicado aos Cursos Superiores de Tecnologia I. Orientador: Prof. . SÃO GONÇALO - RJ 2019 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO 4 2 CASO: O LUGAR DOS CONFLITOS E OS CONFLITOS DE LUGAR NA FALÊNCIA DE UMA EMPRESA FAMILIAR 6 3 FATORES MOTIVADORES PARA EMPREENDER 11 4 COMPORTAMENTOS EMPREENDEDORES PRIMORDIAIS 14 5 O PODER E SUA INFLUÊNCIA NO AMBIENTE DOS NEGÓCIOS 18 6 LIDERANÇA ORGANIZACIONAL 20 7 ÉTICA MO MUNDO EMPRESARIAL 23 8 CONCLUSÃO 26 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 28 1 INTRODUÇÃO . Nessa segunda etapa, daremos continuidade ao PROINTER I a partir dos estudos do Relatório Parcial (Etapa 1). Abordamos um Estudo de Caso intitulado “O lugar dos conflitos e os conflitos de lugar na falência de uma empresa familiar”, elaborado pelos autores Paula Fernandes Furbino Bretas e Luiz Alex Silva Saraiva e publicado na Revista Brasileira de Casos de Ensino em Administração (GV Casos), no ano de 2014 (referência ao final). Com o objetivo de ampliar a discussão sobre temas retratados nas demais disciplinas do semestre, a leitura e análise do caso, e a resolução de mais cinco passos propostos, teremos a oportunidade de identificar na prática questões teóricas estudadas, amplamente discutidas em ambientes acadêmicos e profissionais. O Projeto Interdisciplinar I aplicado ao Curso Superior de Tecnologia Gestão Pública – PROINTER I tem por finalidade contextualizar todo o conhecimento que adquirimos durante as aulas, nas disciplinas estudadas, observando a importância deste conhecimento na sua vida profissional para a tomada de decisões. As organizações fazem parte de nosso cotidiano, desde o início de nossa vida, e existem diversas definições e focos de estudos para elas. De antemão, para darmos o pontapé inicial nas discussões desta disciplina, é preciso compreender que organizações são mais do que empresas e instituições privadas ou estatais, e suas decisões e fluidez vão além da relação de eficiência e organização. Procuramos defini-las como agrupamentos humanos, que se socializam para atingir determinados objetivos específicos, que, por sua vez, estão sujeitos a mudanças conforme as necessidades que surgem no grupo (ETZIONI, 1964 apud HALL, 2004). Grupos esses, formais e informais, que permeiam os ambientes organizacionais e, por vezes, garantem sua sobrevivência em uma época cuja a competitividade e a busca pelo lucro imperam em detrimento de muitos outros fatores tão importantes quanto. Nessa disciplina, diante das inúmeras variáveis que podem ser discutidas no âmbito organizacional, destacam-se como pontos relevantes para reflexão: o processo empreendedor e os principais comportamentos e características que perfazem um empreendedor de sucesso; o papel da liderança, da ética e das relações humanas, bem como sua influência no contexto empresarial; e os fatores determinantes para o clima organizacional, a exemplo do estresse, do conflito e da variável poder e seus efeitos. É objetivo deste projeto interdisciplinar apresentar o embasamento teórico de aspectos relacionados ao Empreendedorismo e ao contexto organizacional, com enfoque nos comportamentos e relações interpessoais, sob a perspectiva ética empresarial. O presente estudo de viabilidade passou por algumas etapas para sua confecção. Embora não exista uma ordem rígida, o nosso objetivo neste trabalho é analise e resolução de empresa familiar em falência e sua organização, com enfoque no ambiente organizacional e nos comportamentos e relações humanas, com a perspectiva ética e empreendedora. O hipotético cenário deste trabalho gira em uma empresa familiar em falência, no primeiro momento apresentaremos de forma teórica os conceitos de uma organização empreendedora, com o perfil de empreendedor e líder de sucesso, para estarmos adeptos para analisar e implantar, o desenvolvimento sob uma perspectiva ética empresarial, com enfoque nos comportamento e relações interpessoais. Organização é uma entidade social formada por duas ou mais pessoas que trabalham de forma coordenada em determinado ambiente externo visando um objetivo coletivo; envolvendo a divisão de tarefas e atribuição de responsabilidades. A estrutura de uma organização pode ser formal ou informal. Uma organização formal é planejada e estruturada seguindo um regulamento interno. Organização informal são as relações geradas espontaneamente entre as pessoas, resultado do próprio funcionamento e evolução da empresa. Existe um conjunto de elementos que estão diretamente associados a uma organização, tais como: clientes, fornecedores, concorrentes, comunicação social, entre outros. Dependendo do tipo de organização, há uma pessoa que exerce um papel fundamental nas funções de liderança, planejamento e controle dos recursos humanos e de outros recursos materiais, financeiros e tecnológicos disponíveis na empresa. 2. CASO: O LUGAR DOS CONFLITOS E OS CONFLITOS DE LUGAR NA FALÊNCIA DE UMA EMPRESA FAMILIAR. A família de Pedro desenvolveu, em Minas Gerais, uma tradição na produção e comercialização de doces de frutas industrializados. Uma pequena fábrica de doces foi construída no quintal da casa do pai de Pedro, que vendia seus produtos a supermercados, laticínios e outras fábricas de doces, que revendiam às grandes redes de hipermercados em Belo Horizonte e região. Quando o pai de Pedro deixou de administrar a empresa, passando-a aos filhos, Pedro e sua irmã, alguns conflitos surgiram, fazendo com que Pedro tomasse a decisão de seguir os próprios passos. Mal sabia ele que os conflitos familiares se repetiriam na sua vida profissional. Pedro e Marina, sua esposa, no início da década de 1990, começaram a trabalhar de modo rudimentar. Na lateral de sua casa, eles montaram a infraestrutura básica para fazer os primeiros doces: compraram uma máquina estragada de fechar latas e um tacho de cobre furado, que eles consertaram, e improvisaram uma porta como mesa para trabalhar a matéria-prima. A logística de transporte (produtos/matérias-primas) foi possibilitada com a compra de um veículo cujo pagamento seria feito em mercadoria. Os primeiros clientes foram conquistados a partir dos contatos que Pedro já tinha na antiga fábrica de seu pai, e as vendas foram aumentando no sistema de propaganda boca a boca. O fluxo de caixa da empresa funcionava de acordo com o ditado “vender o almoço para comprar a janta”. Eles adquiriam matéria-prima com cheques pré-datados, vendiam o produto e, assim, quitavam as dívidas. À medida que as vendas aumentavam, eles melhoravam a estrutura da empresa: arrumaram um galpão no fundo da casa, compraram mais maquinário, contrataram funcionários, e, assim, a empresa foi se desenvolvendo. Crescer, contudo, também traz ônus. Quando a empresa tinha por volta de 10 anos, muitas dívidas de impostos começaram a se acumular. Pedro e Marina já tinham aumentado a família com dois filhos e ficavam a cada dia mais incomodados com a não existência de fronteiras entre lar e trabalho e a falta de privacidade trazida como consequência. Atendiam clientes nos fins de semana, tanto por telefone (que era o mesmo para a residência e para a empresa) quanto pessoalmente. Para chegar ao escritório da empresa, era necessário atravessar a sala e a cozinha da casa. A todo o momento, havia movimento de gente dentro de casa, entre funcionários, clientes, filhos e vizinhos. Funcionários da empresa confundiam-secom os da casa (no caso, a empregada doméstica). Pedro e Marina, então, empolgaram-se com uma proposta de reestruturação e profissionalização da empresa. Um dos irmãos mais velhos de Marina, Marcelo, graduado em Engenharia Civil, estava fazendo um curso no Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais (Sebrae) e teve a ideia de apresentar o projeto da fábrica de doces como plano de negócios. Objetivavam, assim, conseguir um financiamento que o Sebrae liberava para empreendedores, fomentando o desenvolvimento da empresa planejada. Era a possibilidade de crescimento e perspectiva de futuro vislumbrada por Pedro e Marina e a oportunidade de Marcelo inserir-se no mercado de trabalho, já que não estava atuando em sua área de formação acadêmica. O projeto foi apresentado ao Sebrae e aprovado. Previa a abertura de uma nova empresa, com novo nome, em outro endereço. Um lugar que significava uma expectativa quanto ao progresso, aliado diretamente à profissionalização. Informalmente, foi acordado pelos envolvidos que se fecharia a antiga fábrica e seriam vendidos seus bens à nova organização. Pedro, dessa forma, quitaria as suas dívidas anteriores, e os maquinários, a carteira de clientes e os funcionários seriam repassados aos novos sócios, Marina e Marcelo. Apesar de a nova empresa ter iniciado suas atividades formalmente nos anos 2000, ela já existia desde os anos 1990: suas práticas, seu relacionamento com clientes e funcionários, seu modus operandi. Não se tratava, portanto, na prática, de abrir uma nova empresa, mas, sim, de reestruturar a antiga. Esses aspectos simbólicos não foram, contudo, pensados no ato de formalização da sociedade e “constituição da nova organização”. O contrato social dividia a nova empresa em duas partes iguais, uma para Marcelo e outra para Marina. A dinâmica de lugar e poder, entretanto, já existia e não seria reconfigurada da noite para o dia, com a simples assinatura de um contrato. Marina guardava uma identidade com a antiga empresa, percebendo-a como sua fonte de renda, na qual ela era responsável pelos problemas quando não conseguia vendas. Quando Marcelo assumiu seu posto de sócio, foi criado um contrato psicológico que gerava uma expectativa em Marina de progresso e de que ele traria consigo mais vendas e clientes. A proposta consistia em dividir as funções da seguinte forma: Marina cuidaria da produção; Pedro, da logística de transporte e aquisição de matéria-prima; e Marcelo e sua esposa, Lídia, seriam responsáveis pela rotina administrativa e pelo marketing. Captação de novos clientes, propaganda, vendas e distribuição eram os pontos-chave do projeto. Só assim conseguiriam mais receita e bancariam a profissionalização, ou seja, o pagamento das novas despesas, como aluguel de espaço, mais funcionários e maquinários. Nos dois primeiros anos da nova sociedade, o processo organizativo ocorreu de maneira tranquila. Nesse momento, a proposta do projeto ainda não tinha sido implantada, mas ainda não era necessário começar a pagar o financiamento feito pelo Sebrae, que dá 24 meses de carência para que o empreendedor gire o capital na empresa. Logo que venceram as primeiras prestações, entretanto, iniciaram-se os conflitos na organização, que envolvem uma dinâmica simbólica de lugares e poderes. O contrato psicológico foi rompido. Já que Marcelo não trouxera mais vendas, Marina teria que continuar a correr atrás de receitas e fazer um trabalho que não era dela para garantir o funcionamento da empresa e o sustento de sua família. Para ela, portanto, a empresa regredia. Em vez de conseguir mais clientes, ela obteve mais despesas, com o aumento de infraestrutura e a retirada de mais um sócio, que, para ela, agia como um funcionário administrativo, funcionário este que ela não tinha planos de contratar. Os irmãos (e sócios) começaram uma disputa de poder e lugar, imbricando conflitos profissionais, familiares e pessoais. Enquanto Marina e Pedro, trabalhando na produção e operações, cobravam de Marcelo que ele exercesse o marketing, abrindo novos mercados, Marcelo argumentava que estava trabalhando em outras tarefas, administrativas e de produção, e que essa não deveria ser responsabilidade dele. Ele alegava que “não tinha se formado para correr atrás de cliente”. Essa divisão foi se tornando um conflito maior a cada dia. Essa ressignificação do lugar de Marcelo, de sócio a mero funcionário, foi a base da ação de Marina quando ela começou a fazer retiradas sem prestar contas. Para ela, não fazia sentido ser obrigada a reduzir sua renda e ter que dividi-la com Marcelo, já que ele não cumpria a função prevista. Se, antes da sociedade, Marcelo e Marina tinham o mesmo padrão de vida, eles deveriam continuar assim após a sociedade. Ela sempre retirou o sustento de sua família da antiga fábrica, não precisando prestar contas a ninguém, afinal era a proprietária. Para Marina, era uma questão de lógica: se tinha dois filhos a mais que Marcelo, precisava de mais dinheiro, pois não deixaria sua vida regredir enquanto Marcelo mantinha a dele. Se Marcelo não estava cumprindo o seu papel como sócio, ela também não cumpriria o dela de reconhecê-lo como sócio e prestar-lhe contas. Essa história, contudo, não tinha o mesmo sentido para Marcelo. Ele comprou o que sobrou da antiga empresa e abriu uma nova, na qual tinha que assumir seu papel de sócio, de proprietário, e faria isso profissionalizando alguns processos, como a contabilidade. Não era porque não estava conseguindo clientes e mais vendas que não estava trabalhando, portanto tinha o direito de fazer a mesma retirada que sua sócia, afinal o contrato social previa a divisão igualitária da sociedade. Ele julgou a atitude da sócia, e também irmã mais nova, irresponsável e moralmente errada, pois ela estaria roubando. Dessa forma, enquanto um discutia uma questão de lógica racional e emotiva, outro discutia uma questão de lógica legal e ética. Outros conflitos surgiram a partir do lugar como espaço de lutas, em busca de afirmação individual de identidade e exercício de poder, ou seja, da territorialização Enquanto Marina e Pedro tentavam, assim, manter sua autoridade perante os funcionários com base em sua posição desde a antiga fábrica, Marcelo também tentava ganhar o seu espaço como patrão. Nesses conflitos, é impossível não lembrar a posição autoritária de Marcelo perante sua irmã mais nova, como ocorria na sua infância e adolescência. Os conflitos de gestão chegaram a minar a autoridade na organização, polarizando o poder dos irmãos, e isso se refletiu na relação com os funcionários. Além disso, é interessante notar que os irmãos eram vizinhos e, muitas vezes, levavam seus problemas profissionais para casa, inclusive envolvendo outros membros da família. A cada conflito, de briga em briga, a administração da empresa foi ficando cada vez mais insustentável. Os cônjuges Pedro e Lídia abandonaram o barco primeiro. Como não conseguiram chegar a um consenso em como seguir com a fábrica, os irmãos, que antes eram amigos e agora já nem conversavam mais, foram prolongando a existência da empresa até sua falência definitiva. do espaço. Com a sociedade, a vida organizacional ganharia novos contornos para os antigos sócios. Marina nunca precisou dividir decisões em relação à sua escala de férias. Certa vez, Marina e Marcelo desejavam marcar suas férias para o mesmo período, entretanto Marina justificava a sua preferência por questões de produção. Além de seu funcionário especializado, ela era a única que sabia “dar o ponto final no doce”. Assim, nas férias desse funcionário, ela precisava assumir esse processo na produção. O desfecho do conflito foi o seguinte: Marcelo tirou férias no período desejado por ele, exercendo poder como proprietário, mas, no intento de defender seu território, Marina não lhe prestou contas de nada que aconteceu no período em que ele estava fora, inclusive entradas e saídas contábeis. Percebe-se que ela exercia um poder pelo saber, além do poder formal como proprietária, e buscava garantir seuespaço conquistado desde a antiga empresa, enquanto Marcelo representava uma ameaça a esse poder. Outra ocorrência conflituosa foi quanto à definição de prioridades referente às funções dos funcionários. Um dia, coincidiu de a fábrica ter uma grande encomenda de produção de doces de coco e uma entrega programada em outra cidade simultaneamente. Como havia poucos funcionários, eles desempenhavam diversos tipos de ações, sendo delegadas pelos proprietários. Nesse dia, Marina solicitou determinado funcionário que ficasse na produção, por ter mais habilidade em descascar cocos, assim tornaria o processo mais rápido. Marcelo, porém, determinou ao mesmo funcionário que o acompanhasse em viagem a Ouro Preto, para realizar a entrega prevista. O desfecho deu-se com a ausência de Marina no momento da saída de Marcelo e a ida do funcionário à entrega, em detrimento do processo produtivo. Para demarcar seu lugar na organização, Marina tinha avisado ao funcionário que ele sofreria sanções caso a desobedecesse, o que ocasionou a sua demissão. É interessante notar que, em princípio, a demissão não ocorreu por uma questão de incompatibilidade ou disfunção do funcionário, mas por uma questão relacionada à dinâmica simbólica de poder e lugar. 3. FATORES MOTIVADORES PARA EMPREENDER. Empreendedorismo significa empreender, resolver um problema ou situação complicada. É um termo muito usado no âmbito empresarial e muitas vezes está relacionado com a criação de empresas ou produtos novos. Empreender é também agregar valor, saber identificar oportunidades e transformá-las em um negócio lucrativo. Houve um tempo em que a palavra “empreendedorismo” não fazia parte oficial da língua portuguesa. No entanto, há empreendedores por aí há séculos, contribuindo com mudanças importantes na humanidade. Hoje, o termo é cada vez mais utilizado para definir pessoas capazes de identificar problemas, oportunidades e encontrar soluções inovadoras. Empreendedorismo é a capacidade que uma pessoa tem de identificar problemas e oportunidades, desenvolver soluções e investir recursos na criação de algo positivo para a sociedade. Pode ser um negócio, um projeto ou mesmo um movimento que gere mudanças reais e impacto no cotidiano das pessoas. Segundo o teórico Joseph Schumpeter, o que é empreendedorismo está diretamente associado à inovação. Para Schumpeter, o empreendedor é o responsável pela realização de novas combinações, como a introdução de um novo bem, método de produção ou comercialização e até a abertura de novos mercados. Isso significa que “a essência do empreendedorismo está na percepção e no aproveitamento das novas oportunidades no âmbito dos negócios”. Alguns entendem como empreendedor quem começa algo novo, que enxerga o que ninguém viu até o momento. Em outras palavras, é aquela pessoa que faz, sai da zona de conforto e da área de sonhos e parte para a ação. Portanto, um empreendedor é um realizador que coloca em prática novas ideias, por meio de criatividade. Isso muitas vezes significa mudar tudo o que já existe. Já viu aquelas pessoas que conseguem transformar crises em oportunidades e que influenciam os outros com suas ideias? Provavelmente são bons empreendedores. Existem dois tipos de empreendedorismo: aquele buscado por necessidade e o motivado por oportunidade. Empreendedores por necessidade são aqueles que iniciaram um empreendimento autônomo por não possuírem melhores opções para o trabalho e precisam abrir um negócio a fim de gerar renda para si e suas famílias. Agora que entendemos o que é ser um empreendedor, destacaremos um pouco mais sobre aqueles que empreendem por necessidade e por oportunidade. Os empreendedores que abrem seu próprio negócio por necessidade são aqueles que, na sua visão, não possuí opções de trabalho, esta desempregado, e para continuar com o seu sustento e sustento de sua família, se aventuram em abrir um negócio próprio, na maioria das vezes sem nenhum planejamento. Até a alguns anos atrás, mais precisamente no ano de 2002, as pesquisas feitas pelo GEM (Global Entrepreneurship Monitor), mostravam que este tipo de empreendedor era maioria no país, que segundo a própria pesquisa, empreender por necessidade, tenderia a ser maior nos países em desenvolvimento. Empreender faz parte de qualquer pessoa, seja tempo alocado no desenvolvimento de atividades, seja um planejamento para desenvolver um novo negócio ou produto, seja para sanar algum tipo de percalço que a pessoa esteja passando em sua empresa ou vida particular, de acordo com Chiavenato (2012, p 3). “ O empreendedor é a pessoa que inicia e/ou dinamiza um negócio para realizar uma ideia ou projeto pessoal assumindo riscos e responsabilidades e inovando continuamente”. Empreendedorismo pode ser entendido como a disposição ou capacidade de idealizar, coordenar e realizar projetos, também muitas pode ser definida como a habilidade em criar e implementar mudanças, inovações e melhorias a um mercado ou negócio. O empreendedorismo é uma característica, são disposições que algumas pessoas têm naturalmente, no entanto, é preciso manter em mente que é possível desenvolver essas habilidades. Não podendo estar relacionado diretamente à negócios, com também um pensamento empreendedor em casa, na escola ou na vida pessoal. O empreendedorismo trata, afinal, de criatividade, solução de problemas e visão estratégica. Empreendedor é o indivíduo que é criativo, inovador, arrojado, que estabelece estratégias que vão delinear seu futuro. É aquele que sabe determinar quais e como seus produtos ou serviços serão colocados no mercado, que estabelece metas, que inicia projetos, que controla resultados, que visualiza e busca o sucesso de seu empreendimento. Ser empreendedor de sucesso é acreditar na sua capacidade de liderança, é estar motivado, ter capacidade de planejar para o longo prazo e maximizar seu desempenho no curto prazo. O bom empreendedor é aquele que analisa, identifica, define, decide e monitora o desempenho do seu negócio, que descobre armadilhas e que implementa novos rumos em busca de resultados eficazes. Empreendedor por necessidade é aquele que decide investir em um negócio próprio porque a situação em que se encontra acabou o levando a isso, o empreendedor por necessidade é aquela pessoa que estava desempregada e com dificuldade para conseguir uma recolocação no mercado, encontrando no empreendedorismo uma forma de obter renda e contornar seus problemas financeiros, perda do emprego, conflito de valores, diminuição da renda familiar, problemas de saúde, dificuldade em recolocar-se no mercado. Empreendedor por oportunidade é o caso de uma pessoa que se torna empreendedor porque detectou uma excelente oportunidade de mercado, apesar de possuir alternativas de emprego, os empreendedores de oportunidade optam por iniciar um novo negócio justamente por conta das chances identificadas, esse empreendedor possui um nível de capacitação e escolaridade mais alto, e empreende para aumentar sua renda ou pelo desejo de independência profissional. Busca-se: Independência financeira; Olhos de lince; Autonomia nas tomadas de decisões; Percebe uma carência no mercado de determinado produto ou serviço; Agarra a ideia e investe pesado no sonho. 4. COMPORTAMENTOS EMPREENDEDORES PRIMORDIAIS. Identificar características de comportamento empreendedor é o ponto de partida para que seja possível encorajar aqueles que as possuem a seguir por esse caminho e incentivar a criação de programas de capacitação focados no desenvolvimento de tais habilidades. As Características de comportamento empreendedor são agrupadas em 3 diferentes conjuntos que se diferenciam pela natureza dos resultados alcançados pela sua prática: Fazer as coisas acontecerem (realização), enxergar resultados futuros e a forma adequada de alcançá-los (planejamento) e influenciar outras pessoas a seguir sua própria visão (poder). Existem algumas características divididas em 3 conjuntos, que são utilizados como base pelo Sebrae*. Conjunto de realização: busca de oportunidades;correr riscos calculados; exigência de qualidade e eficiência; persistência e comprometimento. Conjunto de planejamento: busca de informações; estabelecimentos de metas; planejamento e monitoramento. Conjunto de poder: persuasão e rede de contatos; independência e autoconfiança. A preocupação em identificar as características e o perfil dos empreendedores de sucesso é para que possamos aprender e agir, adotando comportamentos e atitudes adequadas. Entretanto, vale dizer que ainda não se pode afirmar que uma pessoa dotada de tais características irá necessariamente alcançar o sucesso como empreendedor. O que se pode dizer é que as pessoas que apresentam essas características e aptidões mais comumente encontradas nos empreendedores, mais chance terá de ser bem sucedida. Entre os dez comportamentos empreendedores primordiais, existem aqueles pertencentes a um Conjunto denominado Poder. “O poder pode ser interpretado e definido como uma forma de ir de um lugar a outro, desde que se considere que ir de um lugar a outro signifique sair da condição inicial e atingir um novo patamar, por exemplo, em uma negociação” (CALIL, 2014, p.8). Conjunto de poder: persuasão e rede de contatos; independência e autoconfiança. A preocupação em identificar as características e o perfil dos empreendedores de sucesso é para que possamos aprender e agir, adotando comportamentos e atitudes adequadas. Entretanto, vale dizer que ainda não se pode afirmar que uma pessoa dotada de tais características irá necessariamente alcançar o sucesso como empreendedor. O que se pode dizer é que as pessoas que apresentam essas características e aptidões mais comumente encontradas nos empreendedores, mais chance terá de ser bem sucedida. Sobre o conjunto de poder temos a cce 9 – persuasão e rede contatos: Utiliza estratégias deliberadas para influenciar ou persuadir os outros; Utiliza pessoas-chave como agentes para atingir seus próprios objetivos; Age para desenvolver e manter relações comerciais. Utilizar estratégias para influenciar ou persuadir os outros; utilizar pessoas-chave como agentes para atingir os objetivos e atuar para desenvolver e manter relações comerciais. O empreendedor de sucesso esta sempre em contato com pessoas e as mantem com vínculos na rede humana. Tem a capacidade de identificar em outras pessoas pontos para multiplicar sua base, para agir a fim de desenvolver networking genuíno e duradouro. Ainda sobre Poder temos a CCE 10 – Independência e auto confiança: Busca autonomia em relação a normas e controles de outros; Mantém seu ponto de vista mesmo diante da oposição ou de resultados inicialmente desanimadores; Expressa confiança na sua própria capacidade de completar uma tarefa difícil ou de enfrentar um desafio. Buscar autonomia em relação a normas, processos sistêmicos e procedimentos; manter os pontos de vista mesmo diante da oposição ou de resultados desanimadores; expressar confiança na própria capacidade de complementar uma tarefa difícil ou de enfrentar desafios. Esta é a consequência de todas as outras características, não a fonte. O empreendedor é otimista, quando as coisas não dão certo, manter a confiança, ir sempre em frente por acreditar na própria capacidade de realizar aquilo a que se propõem. “O desenvolvimento de um negócio requer habilidades muito além de competências gerenciais e de conhecimento técnico. O sucesso depende fortemente de atitude como indivíduo e ser líder de si mesmo.” Ser empreendedor não é condição exclusiva de empresários ou de quem está à frente dos negócios, tem a ver com atitudes que determinadas pessoas desenvolvem. O pesquisador canadense e um dos maiores especialistas na área, Louis Jacques Filion descreve que o empreendedor é uma pessoa que imagina, desenvolve e realiza visões, ou seja, alguém que pensa, planeja e age, arquitetando todas essas etapas de maneira estratégica para conquistar metas e objetivos. CONJUNTO COMPORTAMENTOS IDENTIFICADOS E NÃO INDENTIFICADOS CARACTERISTICAS IDENTIFICADAS E NÃO IDENTIFICADAS REALIZAÇÃO Correr riscos calculados Não se planejar para quando o capital acabasse Falta de planejamento e dialogo nos 24 meses de carência do financiamento Trecho do texto com situação identificada “Nesse momento, a proposta do projeto ainda implantada, mas ainda não era necessário começar a pagar o financiamento feito pelo Sebrae, que dá 24 meses de carência para que o empreendedor gire o capital na empresa. Logo que venceram as primeiras prestações, entretanto, iniciaram-se os conflitos da organização...” Influencia para o sucesso ou fracasso Capacidade de enfrentar desafios sem colocar tudo a perder Agir para reduzir os riscos ou controlar resultados Focar em desenvolver negócio com baixo investimento e ampliar em escala orgânica PLANEJAMENTO Monitoramento e planejamento sistemático Divisão de tarefas que não foram concretizadas Metas e decisões não concretizadas Trecho do texto com situação identificada “Quando Marcelo assumiu seu posto de sócio, foi criado um contrato psicológico que gerava uma expectativa em Marina de progresso e de que ele traria consigo mais vendas e clientes. A proposta consistia em dividir as funções na seguinte forma: Marina cuidaria da produção; Pedro, da logística de transporte e aquisição de matéria-prima; e Marcelo e sua esposa, Lídia, seriam responsáveis pela rotina administrativa e marketing. ” Influencia para o sucesso ou fracasso Planejamento na divisão de tarefas e sub tarefas em prazos definidos Revisão dos planos levando em conta resultados e mudanças PODER Independência e autoconfiança Conflitos de opinião Liderança deficiente, caracterizada com disputa de poder perante aos colaboradores Trecho do texto com situação identificada “Os irmãos (sócios) começaram uma disputa de poder e lugar, imbricando conflitos profissionais, familiares e pessoais. ” Influencia para o sucesso ou fracasso Manter os pontos de vista mesmo diante das oposições seus pontos de vista Harmonia na liderança diante dos colaboradores Conflitos de interesse deixando de lado, priorizando sempre a organização 5. O PODER E SUA INFLUÊNCIA NO AMBIENTE DOS NEGÓCIOS. O poder é habilidade de influenciar outras pessoas, importante para um líder de sucesso, dentro da empresa significa que as tarefas sejam realizadas. Quando os sócios e irmãos, usam esse poder para uma liderança deficiente, aonde as “vaidades e conflitos” estão acima dos interesses da empresa; torna a empresa com estruturas fragilidades. Um dos conflitos de poder entre os sócios e irmãos, gerou em certa circunstância, a demissão de um funcionário, porque a fábrica recebeu uma grande encomenda de doces, Marina mandou o funcionário para produção e Marcelo mandou o mesmo funcionário para uma viagem para transporte da encomenda. Quando o funcionário seguiu as instruções de comando de Marcelo, foi demitido por Marina por acreditar que foi desautorizada por Marcelo e o funcionário não cumpriu as metas que ela determinou. O poder é a habilidade de influenciar outras pessoas, extremamente importante para que um líder seja eficaz. Nas organizações, isso significa fazer com que as tarefas sejam realizadas, ou atingir as próprias metas mesmo com a resistência dos outros. Uma das abordagens mais antigas e ainda úteis para entender o poder sugere que os líderes têm cinco fontes potenciais importantes de poder nas organizações. O líder com poder legítimo tem o direito, ou a autoridade, de dizer aos subordinados o que fazer; os subordinados são obrigados a obedecer às ordens legítimas. Por exemplo, um supervisor diz a um empregado que remova um risco à segurança e o empregado remove o risco porque tem de obedecer à autoridade do seu chefe. Em oposição a isso, um subordinado não tem autoridade para dar ordens a um administrador de linha, ele não tem poder legítimo sobre o administrador. E, como é possível imaginar, os administradores têm mais poder legítimo sobre seus subordinados do que sobreseus pares, chefes e outras pessoas dentro e fora das organizações. O líder que tem poder sobre recompensas influencia os outros porque controla recompensas valorizadas; as pessoas obedecem aos desejos do líder para receber essas recompensas. Por exemplo, um administrador trabalha muito para atingir suas metas de desempenho, para conseguir do seu chefe uma análise de desempenho positiva e um grande aumento de salário. Por outro lado, se a política da empresa dita que todos devem receber o mesmo aumento de salário, o poder de um administrador sobre as recompensas diminui, porque ele não é capaz de conceder maiores aumentos. O líder com poder de coerção tem controle sobre as punições; as pessoas obedecem para evitar essas punições. Por exemplo, um administrador implementa uma política referente a faltas, que aplica ações disciplinares rigorosas aos empregados que infringirem as normas. Um administrador tem menor poder de coerção se, digamos, um contrato sindical o proíbe de punir os empregados com demasiada severidade. O líder com poder de referência tem características pessoais que atraem os outros; as pessoas obedecem devido à admiração, ao desejo de aprovação, à estima pessoal ou à vontade de ser apreciadas pelo líder. Por exemplo, administradores jovens e ambiciosos estimulam os hábitos de trabalho e o estilo pessoal de um executivo carismático e bem-sucedido. Um executivo incompetente, não estimado, que quase não impõe respeito tem pouco poder de referência. O líder que tem poder de competência possui certas habilidades ou conhecimentos; as pessoas obedecem porque acreditam nessas habilidades e podem aprender ou obter vantagens dela. Por exemplo, um administrador de vendas oferece a seus vendedores algumas orientações sobre como fechar um negócio. Os vendedores então mudam suas técnicas de vendas porque respeitam as habilidades do administrador. Por outro lado, a esse líder pode faltar o poder de competência em outras áreas, tais como a de finanças; assim, seus vendedores podem ignorar seus conselhos a respeito de assuntos financeiros. Entretanto, não é correto pensar que a eficiência da gestão participativa depende apenas do líder, muito pelo contrário, esse é um trabalho de equipe onde líderes e gestores devem fazer parte para somar os resultados e no final, obter grandes conquistas. Líderes são necessários para a continuidade das organizações pois são eles que organizam e gerenciam equipes, definem estratégias e metas e assim garantem a aplicação dessas. Líderes devem buscar novas pessoas para sucederem suas liderança. Melhor do que contratar líderes prontos é formar novos líderes dentro da própria empresa. As vantagens da formação de líderes são inúmeras, entre elas podemos citar: Inserção na cultura organizacional; Conhecimento da área liderada; e Contato com a liderança antecessora. O líder que aplica a liderança participativa, deve ter em mente que o equilíbrio entre os objetivos da empresa e as metas pessoais de cada colaborador que compõe a equipe, é um dos fatores principais para que a execução desse modelo de liderança seja de fato um sucesso. 6. LIDERANÇA ORGANIZACIONAL A liderança é determinada pela qualidade das decisões cotidianas. Marina foi levantada para ser o líder, para ser líder no início das atividades da empresa de doces; estava acostumada a tomar a toda a decisão sozinha. O perfil de liderança de Marina que se caracteriza por uma liderança autoritária, gerando conflitos constantes com o seu irmão e sócio. Marcelo se vê além de sócio de Marina, no posto de irmão mais velho, portanto, líder nato devido a maior experiência; como ocorria na infância e adolescência. Os conflitos de gestão chegaram a minar a autoridade na organização e se refletiu na relação com os funcionários. Todas as organizações precisam de líderes em todos os seus níveis e em todas as suas áreas de atuação. Podemos definir liderança como uma influência interpessoal exercida numa dada situação e dirigida através do processo de comunicação humana para a consecução de um ou mais objetivos específicos. Os elementos que caracterizam a liderança são, portanto, quatro: Influência; Situação; Processo de comunicação; Objetivos a alcançar. O líder eficaz terá de lidar com indivíduos, grupos e metas. A eficácia do líder é geralmente considerada em termos de grau de realização de uma meta ou combinação de metas. Mas, por outro lado, os indivíduos podem considerar o líder como eficaz ou ineficaz, em termos de satisfação decorrente da experiência total do trabalho. De fato, a aceitação das diretrizes e comandos de um líder apoia-se muito nas expectativas dos liderados de que suas respostas favoráveis os levarão a bons resultados. Nesse caso, o líder serve ao grupo como um instrumento para ajudar a alcançar objetivos. Liderança Autocrática, neste estilo de liderança, é adotada uma postura autoritária e centralizadora perante a equipe. As decisões estratégicas são tomadas pelo líder, com base no seu conhecimento e julgamento, os colaboradores estão sujeitos a regras muito bem definidas, com pouca ou nenhuma abertura para se posicionarem, questionarem ou contribuírem com ideias ou sugestões. Vantagens da liderança autocrática: Agilidade nos processos decisórios; Os liderados mais produtivos, sob a presença e pressão do líder; Controle dos processos e maior especialização por parte da equipe, que trabalha focada nas tarefas. Desvantagens da liderança autocrática: O líder pode ser visto pela equipe como um ditador, gerando tensão, stress e consequentemente conflitos dentro do time; Os liderados podem se sentir subutilizados e desvalorizados, já que não contribuem com novas ideias e decisões; Em função da centralização, o líder pode ficar sobrecarregado; Na ausência do líder, a equipe tende a relaxar, podendo ocorrer queda de produtividade; É mais comum que a equipe apresente frustração e desmotivação. Liderança Democrática, os líderes que trabalham com este estilo são abertos à participação, sugestões e contribuições da equipe, inclusive é, uma postura incentivada. Líderes democráticos estão sempre preocupados com a satisfação, bem-estar e motivação do time. Procuram estimular os bons relacionamentos, a comunicação aberta e o desenvolvimento dos colaboradores. A liderança democrática aceita contribuições e depende mais da maturidade da equipe. Vantagens da liderança democrática Interação entre líderes e equipe; Atenção à satisfação e motivação dos liderados, que geralmente são mais responsáveis e produtivos; Valorização da contribuição de todos no time; Maior comprometimento e responsabilidade dos membros. Desvantagens da liderança democrática: Os processos decisórios e de mudança podem ser lentos; Exige nível de maturidade alto e experiência da equipe; Risco de perda de controle de determinadas tarefas ou processos. O líder liberal parte do pressuposto que as pessoas possuem um nível de maturidade elevado, a ponto de não precisarem tanto dele. O líder entende que pode deixar o grupo a vontade, sem necessidade de acompanhamento constante. Esse estilo de liderança conta com a capacidade de autogestão da equipe. A liderança liberal, no entanto, não significa ser um líder omisso, ele ainda possui responsabilidades, como a organização, delegação de tarefas e motivação da equipe, apresenta um estilo menos estruturado e burocrático. Vantagens da liderança liberal Liberdade para tomada de decisões; Confiança no trabalho do liderado; Descentralização e pouca burocracia. Desvantagens da liderança liberal Baixa produtividade devido à falta de orientação, feedback e controle de qualidade do trabalho; Sentimento de falta de direcionamento; Individualismo e pouco respeito à figura do líder. 7. ÉTICA MO MUNDO EMPRESARIAL. Moral (moralidade) e Roubo- Marcelo baseado no seu conceito de moral, que são práticas e ações positivas e negativas de cada indivíduo, classificou o fato de Maria em muitas situações, tirar do financeiro da empresa, uma porcentagem maior do que ele. No entantoMarcelo classifica a atitude da irmã como desonesto e muitas vezes em seus conflitos e discursos, usou a palavra “roubo” para classificar as atitudes administrativas de Marina. Ética e logica legal- Na concepção de Marina o fato dela ter dois filhos, maiores responsabilidades e trabalhar mais na organização, merece receber mais que o irmão e sócio. No âmbito legal o argumento de Marcelo é que como a sociedade é de 50% de cada um, a administração financeira e repasse de valores, devem seguir a mesma porcentagem da sociedade. Outras ocorrências conflituosas foi quando a definição de prioridades referente às funções dos funcionários. ” Os conflitos de Marcelo e Marina têm influenciado de forma negativa com os seus colaboradores, os sócios não entram em acordo para distribuição de tarefas, levando ao extremo de demissão de funcionário. Marina não demitiu o funcionário por falta de competência do mesmo, mas por uma questão relacionada a dinâmica simbólica de poder e lugar. A consequência da falta de ética empresarial leva a organização a ter colaboradores desmotivados, e insatisfeitos que não se empenham para o desenvolvimento e crescimento da empresa. “Os conflitos de gestão chegaram a minar a autoridade na organização, polarizando o poder dos irmãos, e isso se refletiu na relação com os funcionários. Além disso, é interessante notar que os irmãos eram vizinhos e, muitas vezes, levavam seus problemas profissionais para casa, inclusive envolvendo outros membros da família. ” “A cada conflito, de briga em briga, a administração da empresa foi ficando cada vez mais insustentável. Os cônjuges Pedro e Lídia abandonaram o barco primeiro. Como não conseguiram chegar a um consenso em como seguir com a fábrica, os irmãos, que antes eram amigos e agora já nem conversavam mais, foram prologando a existência da empresa até a sua falência definitiva. ” Marcelo e Marina além das consequências de seus conflitos e estresse se refletirem na falência da empresa de doces, teve uma consequência maior no ambiente familiar e pessoal. Os sócios tinham crenças e comportamentos organizacionais diferentes, e não entraram em entendimento no sentindo de “ceder para ganhar”, todo esse estresse e conflito se refletiu primeiro no relacionamento empresarial e em seguida no relacionamento pessoal. Não basta apenas que a empresa exija que o colaborador saiba trabalhar em equipe ou simplesmente esperar que ele tenha todas as características para tal. A gestão e a liderança devem trabalhar em conjunto com as áreas de recursos humanos e treinamento para planejar e construir soluções que possam desenvolver o espírito de coletividade e também as suas virtudes. Uma gestão ética é, em primeiro lugar, preocupada com as pessoas envolvidas no processo produtivo e com o quadro de funcionários da empresa. Em contextos de crise, é preciso uma leitura correta das relações econômicas e políticas, mas sem descuidar do lado humano. Por isso, para auxiliar na reestruturação da empresa, sua equipe deve ter claro o papel fundamental da dignidade humana, a importância da valorização pessoal e da motivação, levando em conta que o maior capital de uma empresa deve ser os seus funcionários; e o maior valor da vida humana deve ser a sua realização do modo mais pleno possível. Aristóteles e Tomás de Aquino comungam da convicção de que o maior bem da vida humana é a felicidade. E, de acordo com Aristóteles, o homem só alcançará a felicidade se tiver virtude e um caráter ajustado e correto. A ética empresarial é uma área da filosofia que trata do comportamento e dos valores de uma empresa e seus princípios morais dentro da sociedade. Em outras palavras, se trata de determinar a moral e a conduta ética das empresas no meio social. Qualquer empresa que queira crescer dentro da sua área de negócio, seja ela grande, média, pequena ou micro, deve ter a ética empresarial como fator crucial. A palavra ética em si possui dois significados: como ciência e como palavra; como ciência é definido como a filosofia que estuda o comportamento moral; e como palavra, é um termo que tem sua origem na língua grega, cujo significado é algo que faz parte do caráter. Portanto, o significado de ética empresarial diz respeito aos valores morais e éticos de uma empresa dentro do seu ramo de atuação perante seus concorrentes e perante o cliente, independentemente de ser pública ou privada; estes valores são os mesmos que regem a ética e a conduta dos relacionamentos pessoais no meio social. Ética é um conjunto de conhecimentos extraídos da investigação do comportamento humano ao tentar explicar as regras morais de forma racional, fundamentada, científica e teórica. É uma reflexão sobre a moral. Moral é o conjunto de regras aplicadas no cotidiano e usadas continuamente por cada cidadão. Essas regras orientam cada indivíduo, norteando as suas ações e os seus julgamentos sobre o que é moral ou imoral, certo ou errado, bom ou mau. Ética organizacional é uma forma de ética aplicada, o seu objetivo é incutir um sentido nos gestores e colaboradores de determinada organização sobre como devem gerir e realizar o seu trabalho com responsabilidade. Devido ao fato do termo “ética” não ser utilizado da mesma forma em todos os contextos internacionais, são várias as empresas que optam por reformular o seu conceito de ética nos negócios denominando-o como integridade, boas práticas de negócio ou conduta eticamente responsável. As empresas de sucesso e em crescimento são empresas que têm uma forte noção de responsabilidade social, criando muitas vezes programas para essa área. A responsabilidade social é um fruto do comportamento ético, e demonstra que a empresa se importa, que é solidária e que não tem medo de se comprometer com causas sociais. Ética e responsabilidade social muitas vezes andam de mãos dadas, e são uma estratégia de expansão de negócios. Colaboradores que sentem uma empresa com um clima ruim não se motivam a trabalhar para ela no dia a dia e não se sentem satisfeitos, com isso, elas continuam sempre buscando outras oportunidades e não entram de cabeça no trabalho. Uma empresa é criada e formada por pessoas, por isso, cada organização tem um clima específico e diferente, mesmo empresas da mesma área e do mesmo porte podem ter climas e atmosferas completamente diferentes. Estresse organizacional é um problema relacionado à dificuldade para lidar com todas as exigências do ambiente corporativo, o que envolve as demandas excessivas, os prazos apertados, as dificuldades com a rotina na empresa e a tensão nas relações com colegas, clientes e superiores. 8. CONCLUSÃO Esse desafio teve como meta, expor os ensinamentos adquiridos para um plano de negócio, e colocarmos em pratica todo conhecimento adquiridos durante esse semestre, com a proposta essencial de desenvolver as competências e habilidades que se faz requerida na atuação profissional futura. Para trazer mais veracidade a esse trabalho e conhecermos na prática, o desenvolvimento de uma empresa, foi realizado um estudo de embasamento teórico de conceitos primordiais no contexto organizacional, em especial, no âmbito do empreendedorismo e das relações interpessoais, de forma ética e fundamental para o desenvolvimento da organização. Em analise ao texto de referência de estudo; podemos colocar em prática ao desmembrar o historio-o de empresa de doce, que nasceu de forma modesta com a produção no quintal da cada do pai de Pedro, posteriormente a administração durante 10 anos foi realizada por Pedro e Marina com falhas comuns de empresas pequenas, sem orientação especializada. Em segundo momento essa sociedade foi desfeita para reestruturação da empresa, ficando Marina e seu irmão mais velho Marcelo, na administração com algumas mudanças de localização e investimento. Marcelo fez um curso no Sebrae e criou um projeto aprovado pela instituição, o financiamento tinha carência de 24 meses, infelizmente os choques de interesse e liderança deficiente; fizeram com que os irmãos e sócios entrasse em ciclo de conflitos e estresse,que que refletiram não somente no âmbito empresarial, como pessoal. Esses conflitos geraram a falência da empresa de doce, mesmo com uma reestruturação, orientação e financiamento de instituição serie e competente como o Sebrae; a liderança e poder foi o fator chave para falência. Hoje, para que uma empresa consiga credibilidade junto ao mercado, não basta só auferir qualidade a seus produtos ou serviços. Embora esse fator seja primordial e o público consumidor esteja cada vez mais exigente nesse sentido, a conquista da credibilidade é mais ampla. Ela engloba outros itens relacionados ao portfólio da empresa e a ética é um desses itens. Nossa sociedade vive na atualidade uma redescoberta da ética. Há exigências de valores morais em todas as instâncias sociais. Nossa sociedade passa por uma grave crise de valores, identificada por alguns como falta de decoro e por outros como falta de respeito. Este artigo tem por objetivo discutir a importância da ética dentro das organizações, de maneira a contribuir para a reflexão das práticas administrativas atuais. A verdade é que não existem negócios bons ou ruins, mas negócios com potencial de crescimento acelerado ou limitado (ou de alto ou baixo impacto). O limite de crescimento quase sempre está relacionado ao tamanho do mercado, ao diferencial competitivo e a capacidade de escala. Além disso, o empreendedor, que detém as rédeas da organização, tem papel fundamental na construção de uma história de sucesso. Em meio ao competitivo cenário mercadológico no qual estamos inseridos, onde negócios são movidos a inovação e a diferenciação tornou-se um dos fatores determinantes na sobrevivência de qualquer tipo de empresa, o espírito empreendedor se faz indispensável, seja para o início de novos empreendimentos ou para manter vivas empresas já existentes e consolidadas. Empreender tem relação direta ao sentido de “ser” e não ao de “ter”. O desejo de realizar, conquistar, transformar e a capacidade de exteriorizar pensamentos e tangibilizar ideias fazem parte deste perfil, que cada vez mais é associado ao sucesso profissional corporativo e empresarial. A melhor forma de demonstrar que o gestor está de olho no trabalho do seu funcionário, valorizando suas decisões, métodos, conhecimento técnico etc., é através do acompanhamento de perto das atividades realizadas. E o método mais eficaz de demonstrar este acompanhamento é através da Avaliação de Desempenho do colaborador. Por meio dela é possível identificar diversos pontos que necessitam de melhoria dentro de uma organização. Neste processo, o gestor precisa avaliar as fraquezas e limitações dos funcionários, buscando identificar pontos de melhoria, necessidade de treinamento ou até mesmo remanejamento do indivíduo para outras funções em que poderia render melhor. Buscando sempre equilibrar as metas estabelecidas pela empresa com o comportamento de seus colaboradores, a fim de manter o sistema funcionando em harmonia, atingindo sempre os objetivos traçados. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS. CALIL, A. M. Técnicas de negociação. Cadernos de Atividades. Valinhos: Anhanguera Educacional, 2014. CARAVANTES, G. R.; CARAVANTES, C. B.; KLOECKNER, M. C. Comunicação e comportamento organizacional. Porto Alegre: ICDEP, 2009. CINTRA, J. C.; CIZOTO, S. Desenvolvimento Pessoal e Profissional. Cadernos de Atividades. Valinhos: Anhanguera Educacional, 2015. FREGNI, C. P. Ética e relações humanas no trabalho. Cadernos de Atividades. Valinhos: Anhanguera Educacional, 2015. JULIANO, M de C. Empreendedorismo. Londrina: Editora e Distribuidora Educacional S.A., 2016. SEBRAE. Empretec: fortaleça suas habilidades como empreendedor. 2018. Disponível em: https://bit.ly/1WatSqF. Acesso em: 23 ago. 2018. SILVA, J. C. Comportamento Organizacional. Cadernos de Atividades. Valinhos: Anhanguera Educacional, 2014. http://www.sebrae.com.br/customizado/estudos-e-pesquisas/temas estrategicos/empreendedorismo acesso em 25 abr. 2019.