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Profa. Me. Patrícia Rodrigues Lima
 Sequência de aminoácidos em uma proteína.
 Importância da compreensão da estrutura primária das proteínas:
muitas doenças genéticas resultam em proteínas com sequências
anormais de aminoácidos, ocasionando organização irregular, com
perda ou prejuízo da função normal.
 Ligação peptídica: ligações amida entre o grupo carboxila de um
aminoácido e o grupo amino de outro.
 As ligações peptídicas não são rompidas por condições desnaturantes
como aquecimento.
 Nomeando o peptídeo:
1. Extremidade amino livre da cadeia peptídica (N-terminal) é escrita à
esquerda,
2. Extremidade carboxila livre (C-terminal), à direita.
Dessa forma, todas as sequências de aminoácidos são lidas da extremidade
N para a C-terminal do peptídeo.
 A ligação de muitos aminoácidos por ligações peptídicas resulta em uma
cadeia não-ramificada, denominada polipeptídeo.
 “Resíduo de aminoácido".
 Quando um polipeptídeo é nomeado, os sufixos -ina, -ano, -
ico ou -ato, dos resíduos de aminoácidos, são alterados para
-il, com exceção do aminoácido C-terminal.
 Por exemplo, um tripeptídeo composto por uma valina N-terminal,
uma glicina e uma leucina C-terminal é denominado valil-glicil-leucina.
 A ligação peptídica tem um caráter de dupla ligação
parcial:
 mais curta do que uma ligação simples e
 rígida e planar.
Estrutura helicoidal que consiste de um esqueleto polipeptídico central em espiral 
e bem compacto, com as cadeias laterais dos aminoácidos que a compõem 
estendendo-se para fora do eixo central, de modo a evitar a interferência estérica
entre si.
 Pontes de hidrogênio. Uma hélice α é estabilizada por uma ampla formação de
pontes de hidrogênio entre os átomos de oxigênio das carbonilas e os
hidrogênios das amidas das ligações peptídicas que compõem o esqueleto
polipeptídico.
 As pontes de hidrogênio estendem-se na espiral, do grupo - NH- ao
oxigênio da carbonila de uma ligação peptídica quatro resíduos à frente no
polipeptídeo (Estabilidade à hélice).
 Aminoácidos por passo. Cada passo (ou volta completa) de uma hélice a
contém 3,6 aminoácidos.
o Conformação 
secundária mais 
simples;
o Pontes de 
hidrogênio;
o Proteínas com 
muitos resíduos de 
aminoácidos com 
cadeias laterais 
carregadas não 
formam α-hélices.
AMINOÁCIDOS QUE QUEBRAM UMA α-HÉLICE . 
 Prolina: grupo imino não é compatível geometricamente com a espiral.
Insere uma dobra na cadeia, que interrompe a suave estrutura
helicoidal.
 Um grande número de aminoácidos carregados: formação de ligações
iônicas ou por se repelir eletrostaticamente um aminoácido ao outro
(por exemplo, glutamato, aspartato, histidina, lisina ou arginina) .
 Os aminoácidos com cadeias laterais volumosas, como o triptofano:
podem interferir com a formação de uma hélice α se estiverem em
grande número.
Comparação entre a folha β e a α-hélice.
Ao contrário da α-hélice, as folhas β são
compostas por duas ou mais cadeias peptídicas
(fitas β) ou segmentos de cadeias
polipeptídicas, as quais apresentam-se quase
totalmente estendidas.
Nas folhas β, as pontes de hidrogênio são
perpendiculares ao esqueleto polipeptídico.
 As curvaturas β revertem a direção de uma cadeia polipeptídica, auxiliando a
formação de uma estrutura compacta e globular. Elas normalmente são
encontradas na superfície das moléculas proteicas e frequentemente contêm
resíduos carregados .
 Curvaturas β:
 prolina – o iminoácido que causa uma "dobra" na cadeia polipeptídica.
 glicina- o aminoácido com menor grupo R, também é encontrada com
frequência nas curvaturas β.
 As curvaturas β são estabilizadas pela formação de pontes de hidrogênio e
ligações iônicas.
Arranjo tridimensional de uma 
proteína.
 A estrutura primária de uma
cadeia polipeptídica determina
sua estrutura terciária.
 A estrutura tridimensional única
de cada polipeptídeo é
determinada por sua sequência
de aminoácidos.
 Cadeias laterais hidrofóbicas: posicionadas no interior, 
 Cadeias laterais hidrofílicas: geralmente são encontrados na superfície da 
molécula.
 Todos os grupos hidrofílicos (incluindo os componentes da ligação 
peptídica) localizados no interior do polipeptídeo estão envolvidos na 
formação de pontes de hidrogênio ou de interações eletrostáticas.
Nota: As estruturas em hélice α e em folha β proporcionam o máximo de pontes 
de hidrogênio aos componentes da ligação peptídica no interior dos 
polipeptídeos, eliminando assim a possibilidade de que as moléculas de água 
possam ligar-se a esses grupos muito hidrofílicos e romper a integridade da 
proteína.
As interações entre as cadeias laterais dos aminoácidos direcionam o
dobramento do polipeptídeo para formar uma estrutura compacta.
 Interações hidrofóbicas. Os aminoácidos com cadeias laterais
hidrofóbicas tendem a ficar localizados no interior da molécula
polipeptídica, onde eles se associam com outros aminoácidos hidrofóbicos.
Interações que estabilizam a estrutura terciária
 Pontes dissulfeto. Uma ponte dissulfeto é uma ligação covalente formada
pelos grupos sulfidrila (-SH) de dois resíduos de cisteína para produzir um
resíduo de cistina.
 Uma ponte dissulfeto contribui para a estabilidade da conformação
tridimensional da molécula proteica. (Nota: Essas fortes ligações
covalentes contribuem para estabilizar a estrutura das proteínas e evitar
que elas se tornem desnaturadas no meio extracelular).
Interações que estabilizam a estrutura terciária
 Pontes de hidrogênio. Cadeias laterais de
aminoácidos contendo hidrogênio ligado a
oxigênio ou nitrogênio.
 lnterações iônicas. Grupos carregados
negativamente, como o grupo carboxila (- COO-) na
cadeia lateral do aspartato ou do glutamato, podem
interagir com grupos carregados positivamente,
como o grupo amino (-NH3+ ) , na cadeia lateral da
lisina.
INTERAÇÕES QUE ESTABILIZAM A ESTRUTURA TERCIÁRIA
INTERAÇÕES QUE ESTABILIZAM A ESTRUTURA TERCIÁRIA
Complexos proteicos: mais de uma subunidade
proteica.
 Proteínas diméricas, triméricas, multiméricas: consistem em duas ou mais
cadeias polipeptídicas, que podem ser estruturalmente idênticas ou totalmente
diferentes.
 As subunidades se mantém unidas por interações não-covalentes (pontes de
hidrogênio, ligações iônicas e interações hidrofóbicas).
 Podem funcionar independentemente umas das outras ou podem
trabalhar cooperativamente.
O dobramento proteico é um processo complexo de ensaio e erro, que
algumas vezes pode resultar em moléculas dobradas de forma imprópria.
Essas proteínas dobradas de forma incorreta são normalmente marcadas e
degradadas dentro da célula.
ANEMIA FALCIFORME
 Mutação no gene que codifica as cadeias β da Hb;
 Substiuição do Glutamato pela Valina nas duas cadeias β;
 Ponto de contato hidrofóbico na cadeia β (superfície externa 
da molécula): Moléculas de HbS se associam anormalmente 
entre si, formando agregados fibrosos e longos;
 Hemácias frágeis e obstrução de capilares.
 Funções estruturais
 Insolúveis em água (resíduos de aminoácidos
hidrofóbicos)
 Ex.: colágeno, elastina e queratina
 Formam soluções coloidais
 Funções:
 Enzimas
 Transporte
 Proteínas motoras
 Proteínas reguladoras
 Imunoglobulinas
Ex.: hemoglobina e 
imunoglobulinas
 Proteínas simples
 Proteínas conjugadas (grupos prostéticos)
 De 25.000 a 35.000 proteínas no corpo humano
 Perda da estrutura tridimensional da proteína com perda da função
 Fatores que causam desnaturação:
 Aumento de temperatura (ligações fracas)
 Extremos de pH (carga líquida)
 Solutos (uréia e cloreto de guanidina)
 Detergentes
 Renaturação:
 Proteína desnaturadaretorna à sua estrutura nativa e com 
atividade biológica se reposta nas condições em que a 
conformação nativa seja estável.

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