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PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC 
PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI 
www.pontodosconcursos.com.br 1
AULA 0: ORTOGRAFIA 
 
Olá, pessoal 
 
Com a publicação do edital para o concurso de Agente Fiscal de 
Rendas do Estado de São Paulo, vulgo ICMS/SP, é hora de “afiar as 
garras” e sedimentar os conhecimentos. Então, nada melhor do que 
praticar (exercícios, muitos exercícios) como forma de rever a matéria. 
O propósito deste curso é estudar os principais tópicos da Língua 
Portuguesa a partir da resolução de questões de prova da Fundação 
Carlos Chagas, banca examinadora desse certame. 
Nessa disciplina, as provas elaboradas pela FCC são, em geral, muito 
bem feitas, com textos de leitura agradável, na maioria das vezes (ao 
contrário do que faz, por exemplo, a ESAF), explorando de forma clara 
o domínio da compreensão textual. Com calma e atenção, o candidato 
é capaz de acertar, senão todas, pelo menos a maior parte das 
questões de interpretação. Essas costumam ser as primeiras questões 
da prova e representam algo em torno de 30% da prova. 
Em seguida, a banca explora conhecimentos dos aspectos gramaticais, 
e é nesse ponto que “mora o perigo”. Algumas questões exigem do 
candidato domínio das regras da gramática normativa (norma culta). 
Em nosso curso, faremos uma breve revisão dessas regras e, sempre 
que possível, serão apresentadas dicas que possam auxiliar o 
candidato a compreendê-las e memorizá-las. 
Serão 6 (seis) encontros, incluindo este, em que comentaremos 
questões aplicadas nas provas da FCC sobre os principais pontos da 
Língua Portuguesa. 
O programa, apesar de traçado em poucas linhas no edital, é muito 
extenso. Por isso, abordaremos os principais tópicos, ou seja, aqueles 
que são recorrentemente exigidos nas provas dessa banca, como 
ortografia, verbos, concordância, regência, pronomes, crase e 
pontuação. 
Da mesma forma que fizemos em outra turma de exercícios, questões 
que abordem um único assunto serão reproduzidas na íntegra. As que 
explorem assuntos diversos na mesma questão serão tratadas de 
forma diferente: terão cada opção separada por assunto e sua 
correção será analisada sob a forma de certo ou errado (como nas 
provas da Cespe/UnB). Assim, o enunciado original dessas questões 
será modificado para “julgue a assertiva abaixo” ou algo parecido. 
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Ao fim de cada aula, será apresentada a lista com todos os exercícios 
nela comentados, para que o aluno, a seu critério, os resolva antes de 
ver o gabarito e ler os comentários correspondentes. 
A aplicação das provas está prevista para os dias 30 de abril e 1º de 
maio, então não percamos mais tempo e vamos ao estudo, afinal, 
serão 40 questões de Língua Portuguesa e essa é a segunda 
disciplina no critério de desempate (atrás somente de Raciocínio 
Lógico e antes mesmo de Legislação Tributária – ou seja, os 
examinadores querem alguém que tenha um bom raciocínio - rápido, 
de preferência - e que domine a língua pátria. O principal instrumento 
de trabalho - a legislação estadual – acabou em terceiro plano!!!!). 
Nosso assunto de hoje é ORTOGRAFIA. 
Gosto muito de iniciar o nosso estudo alertando para o fato de que 
ninguém é obrigado a conhecer TODAS as palavras da língua. Logo, 
não é vergonha nenhuma desconhecer o significado de uma ou outra. 
É comum esta banca exigir questões exclusivas de ortografia, muitas 
vezes simples. Mas, de qualquer forma, não podemos nos descuidar, 
tampouco menosprezar o “adversário” (a banca). Havendo dúvidas, 
procure o “pai dos burros” e veja como se escreve determinada 
palavra. 
O estudo da ORTOGRAFIA abrange: 
1 - EMPREGO DE LETRAS (s/z; sc/sç/ss; j/g; izar/isar; etc) 
2 - ACENTUAÇÃO GRÁFICA 
3 - USO DE OUTROS SINAIS DIACRÍTICOS (principalmente o HÍFEN e 
o TREMA) 
Como nosso estudo será o mais objetivo possível, lembro-lhe que a 
palavra derivada costuma conservar a grafia da palavra 
primitiva. Por exemplo, normalmente se usa “x” após “en” (enxuto, 
enxovalhar), mas isso não acontece com encher, que deriva de cheio, 
ou com encharcado, que provém de charco (pântano), pelo fato de o 
dígrafo “ch” já constar da palavra primitiva. “Costuma”, porque raras 
vezes podemos nos deparar com alguns casos (excepcionais) que 
buscam na etimologia a mudança das letrinhas, por exemplo, estender 
e extensão (o substantivo que manteve o x da forma verbal latina 
extendere, segundo Aurélio) ou catequese e catequizar. 
Recentemente, em uma prova da ESAF, a “bola da vez” foi o verbo 
que tem relação semântica com “dispêndio”. Você sabe qual é e como 
ele é grafado? Acertou quem respondeu: “despender”, com “e” na 
primeira sílaba. Isso porque houve alteração na formação do verbo e 
este se desligou de sua origem latina (“dispendere”, com “i”). Nada 
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impede que estas palavras sejam exploradas também pela FCC, não é 
mesmo? 
Outra dica preciosa: na dúvida com relação à grafia de uma palavra 
que sofreu algum processo de transformação (substantivo derivado de 
verbo ou substantivo derivado de adjetivo), busque a grafia de outra 
palavra conhecida sua (que servirá de paradigma), tomando o 
cuidado de observar se esta sofreu o mesmo processo daquela. Aquilo 
que aconteceu com uma irá acontecer com a outra também. 
Veja os exemplos. 
compreender -> compreensão / pretender -> pretensão 
permitir -> permissão / emitir -> emissão 
conceder -> concessão / retroceder -> retrocessão 
Também podem ser objeto de prova as palavras que, apesar de 
“parecidas” não são sinônimas – são os parônimos, que veremos em 
uma das questões aqui estudadas. 
Então, mãos à obra! Vamos às questões de prova da FCC e bom 
estudo! 
 
ORTOGRAFIA 
1 - (Técnico TRE AP/Janeiro 2006) Está correta a grafia de todas as 
palavras da frase: 
(A)) Só os inescrupulosos continuam a gastar água sem analisar as 
conseqüências. 
(B) O consumo excecivo de energia pode, um dia, vir a se tornar uma 
contravensão. 
(C) Os que menospresavam o valor da água passaram a reconhecer 
sua escassês. 
(D) Das turbinas de uma uzina a uma lâmpada acesa, o caminho é 
longo e sinuozo. 
(E) Se a falta de energia fosse algo imprevizível, desculparíamos o 
coxilo dos responsáveis. 
 
Gabarito: A 
Comentário. 
Vamos observar a grafia correta de alguns vocábulos apresentados na 
questão: 
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(B) As duas incorreções estão nas grafias de: 
- excessivo - que é em excesso, derivante de “exceder”, que não 
deve ser confundido com “exceção”, que deriva de excetuar; 
- contravenção - cuja origem remonta ao verbo “contravir”, ou seja, 
“vir em sentido contrário”, transgredir, infringir. 
(C) - menosprezavam – “prezar menos”, desprezar; se “prezado” é o 
tratamento que se dá a quem é “querido”, “estimado”, menosprezado 
e desprezado têm significado oposto; contudo, a grafia é a mesma, 
pois todos esses vocábulos têm a mesma origem e devem apresentar 
a letra “z”; 
- escassez – substantivo abstrato relativo a “escasso” e, por isso, 
apresenta a mesma grafia do adjetivo. A terminação “ez/eza” se aplica 
aos substantivos derivados de adjetivos: escasso – escassez / tímido – 
timidez / rígido – rigidez / grande - grandeza. Já a terminação 
“ês/esa” é empregada em adjetivos pátrios, como “holandês”, 
“português”, “calabresa” (em caso de dúvida, dê uma olhadinha em 
nosso Ponto 3 – Ortografia, na área aberta do Ponto). 
(D) usina (se você achou que esse erro foi gritante, espere só para ter 
uma surpresa...) e sinuoso - o sufixo nominal “-oso” denota “provido 
ou cheio de” (primeira acepção); por isso, “cheiroso”, “gostoso”, 
“afetuoso” são escritos com “s”. Como mencionamos no início do 
nosso estudo, essa comparação muitas vezes auxilia na hora da 
dúvida. 
(E) - imprevisível– como o adjetivo referente a “ver” é “visível”, esta 
grafia se emprega também em “imprevisível” (que não tem verbo 
correspondente – não existe o verbo “imprever”). Mais uma vez, a 
regra do paradigma poderia auxiliar na resolução da questão. 
- cochilo – palavra de origem africana que, segundo Aurélio, significa 
“sono leve”. 
 
2 – (Analista Judiciário TRT 13ª Região / Dezembro 2005) Estão 
corretos o emprego e a grafia de todas as palavras na frase: 
(A) Há discussões que chegam a um tal estado de paradoxismo que 
fica improvável alguma solução que se adeque à expectativa dos 
contendores. 
(B) Os candidatos, em suas altercalções num debate, costumam 
dissiminar mais injúrias um contra o outro do que esclarecimentos ao 
eleitorado. 
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(C) A democracia, por vezes, constitue uma espécie de campo de 
provas que poucos candidatos estão habilitados a cruzar prezervando 
sua dignidade. 
(D) Se os eleitores fossem mais atentos à inépsia dos candidatos, não 
se deixariam envolver por tudo o que há de falascioso nos discursos de 
campanha. 
(E)) Crêem muitos que há obsolescência na democracia, conquanto 
ninguém se arvore em profeta de algum outro regime que pudesse ser 
mais bem sucedido. 
 
Gabarito: E 
Comentário. 
Vamos analisar as incorreções de cada um dos itens. 
(A) A incorreção deste item está na conjugação verbal de “adequar” na 
terceira pessoa do singular do Presente do Indicativo. Como veremos 
na aula apropriada (Verbos – Conjugação), este é um verbo defectivo, 
ou seja, que apresenta “defeito”, pois, no presente do indicativo, 
apenas é conjugado nas primeira e segunda pessoas do plural. Aliás, 
veremos que esse “defeito” só aparece no presente do indicativo (e 
formas derivadas desse tempo verbal), sendo os verbos defectivos 
perfeitamente conjugados em qualquer outro tempo passado ou 
futuro. 
Está correta a forma “contendores”. “Contenda” significa “discussão”, 
“debate”. Então, aquele vocábulo designa os serem que praticam 
essas ações, ou seja, os debatedores. 
(B) Estão incorretas as grafias dos vocábulos altercações (“altercar” 
significa “discutir”. Portanto, “altercações” é o mesmo que 
“discussões”). Essa era uma palavrinha de difícil identificação, pois 
normalmente não faz parte do vocabulário padrão. Mas a banca 
resolveu “aliviar” a mão e colocou, em seguida, a palavra disseminar 
incorretamente grafada. Disseminar tem o sentido originário de 
“semear”. Por analogia, passou a significar “difundir, espalhar, 
propagar”. 
(C) Os dois deslizes ortográficos são: 
- a forma verbal constitui – muito comum o erro na conjugação dos 
verbos terminados em –uir (como “concluir”, “destituir”, “possuir”), na 
conjugação da terceira pessoa do singular no presente do indicativo 
(ele constitu...?). 
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A explicação é que os verbos terminados em “ir” (partir, ferir, decidir) 
recebem na desinência a letra “e” – PARTIR: ele parte / eles partem - 
FERIR: ele fere / eles ferem - DECIDIR: ele decide / eles decidem. 
Fica fácil, então, usar o mesmo critério com os verbos terminados em 
hiato, como é o caso de ‘CONSTITUIR’(–uir). No entanto, nesses 
verbos, a conjugação da 3ª pessoa do singular (ele/ela/você) termina 
com a letra “i” – CONSTITUIR: constitui – CONCLUIR: conclui - 
OBSTRUIR: ele obstrui – POSSUIR: ele possui. 
Mas, CUIDADO!!! Essa variação só ocorre na 3ª pessoa do singular. Na 
3ª pessoa do plural, retoma-se a desinência “EM” (com “E”): 
CONCLUIR: eles concluem - OBSTRUIR: eles obstruem – POSSUIR: 
eles possuem. 
- preservando – o verbo “preservar” é escrito com “s”, e não com 
“z”, como apresentado. 
(D) Os dois vocábulos incorretos são inépcia (que significa “falta 
absoluta de aptidão”) e falacioso(que deriva de falácia, com “c”). 
Aproveitamos a menção à palavra “inépcia” para tratar de consoantes 
mudas. Devemos ter cuidado com algumas palavras especiais: 
AFICIONADO (tem apenas um “c” – formalmente, não existe 
“aficcionado”), ABRUPTO , OPTAR (cuidado na conjugação do verbo, 
em que a letra “p” é muda – eu opto, tu optas...). Outras (e suas 
derivadas) facultam a colocação da letra muda – CONTA(C)TO, 
INFE(C)ÇÃO, CORRU(P)ÇÃO, A(C)CESSÍVEL (com o “c” dobrado, 
pronuncia-se <cs>), como o “x” de táxi). Não acredita? Consulte o 
Aurélio. 
Outra palavra perigosa é “CARÁTER”. O plural correspondente busca 
em sua origem latina a grafia CARACTERES (“Aquele rapaz é um mau 
caráter. Aqueles rapazes são uns maus caracteres”). 
 
3 – (PROCURADOR TCE AM /Fevereiro 2006) Está clara e correta a 
redação da seguinte frase: 
(A)) Não basta, para o economista ético, fazer uma boa análise do 
processo produtivo em si mesmo; interessa-lhe, sobretudo, contribuir 
objetivamente para o fortalecimento do sentido social desse projeto. 
(B) Ao avalisar, legitimar e referendar a produção da civilização atual, 
com a qual não é capaz de discordar, o economista técnico contribue 
apenas no sentido de confirmar o que se consolida economicamente. 
(C) Quanto aos três grandes desafios que se deve enfrentar, o 
economista ético deverá de compor algumas das contradições atuais, 
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entre elas garantir a manutenção do emprego ao par do avanço 
tecnológico. 
(D) Segundo a tese de que toda época histórica ressalta seus 
sacerdotes superiores, infere o autor de que o nosso tempo se 
caracteriza pelo previlegiamento da condição dos economistas. 
(E) O economista técnico supõe que toda a economia é regida graças 
às leis de demanda e oferta, motivo porque ele se aplica tão somente 
em referendar o sistema globalizado vijente em nossos dias. 
 
Gabarito: A 
Comentário. 
(B) Já falamos que uma palavra normalmente conserva a grafia da 
palavra primitiva. Se esta já apresentava a letra “s” em sua grafia, a 
palavra derivada irá manter essa letra. Assim, “paralisar” se escreve 
com “s” por causa de “paralisia”. Se não havia a letra “s” na primitiva, 
a palavra derivada irá receber um “z”. Por isso que “imunizar”, que 
deriva de imune, se escreve com “z”. 
A partir desse conceito, diga-me: “avalisar” (assim está na questão) 
deriva de qual palavra? Resposta: “aval”. E “aval” possui a letra “s”? 
Resposta negativa. Então, qual a letra que devemos colocar? A letra 
“z”, grafando “avalizar”, assim como em computadorizado 
(computador), comercializar (que deriva de “comercial”), e paizinho 
(diminutivo de “pai”). 
Enquanto isso, analisar (análise), atrasar (atraso) e paralisar 
(paralisia) são escritas com “s”. 
O outro erro de grafia desse item está na conjugação do verbo 
“contribuir”. Como já mencionamos na correção do item “c” da 
questão anterior, os verbos terminados em –uir recebem na 3ª pessoa 
do singular a desinência “i” – contribui. Mais sobre isso será abordado 
na aula sobre verbos - conjugação verbal. 
Finalmente, há um outro erro, desta vez de regência verbal – “alguém 
discorda DE alguma coisa”. Então, correta seria a construção “da qual 
(e não ‘com a qual’) não é capaz de discordar”. Esse assunto será 
explorado na aula sobre Regência. 
(C) O erro é de construção verbal – a locução verbal “deverá compor” 
não necessita da preposição “de”. A construção “ao par de” é 
equivalente a “a par de”, porém menos usual que esta, cujo significado 
é “ao lado de”. 
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(D) Não há registro formal da palavra “previlegiamento”, ou seja, nos 
dicionários e no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa 
(http://www.academia.org.br/vocabulario/frame11.htm) não existe 
essa palavra. Mesmo que assim o fosse, sua grafia deveria seguir o 
padrão da palavra originária – privilégio, com “i” na primeira sílaba. 
(E) “Vigente” significa“o que vige” (não confunda com “vixe”, muito 
comum na Bahia, inclusive, ressurgido em um sucesso no carnaval de 
Salvador: “Vixe, mainha”. Imagino eu que essa expressão deve ter 
origem em “virgem maria”. Por favor, se algum especialista em 
etimologia de termos baianos estiver entre nós, corrija-me se eu 
estiver errada!). 
De volta ao estudo, como “viger” (ter ou estar em vigor, vigorar) é 
grafado com “g”, a forma nominal correspondente deve conservar a 
mesma letra - vigente. É um verbo defectivo, já que não se conjuga 
na primeira pessoa do singular do presente do indicativo. Vamos 
estudar mais verbos defectivos na aula sobre verbos. Aguarde. 
Outro problema encontrado nessa opção está em “tão somente”. O 
advérbio (forma reforçada de “somente”) deve ter seus elementos 
ligados por hífen: tão-somente, assim como acontece com o 
correspondente “tão-só” (também com hífen). Esse é um dos tópicos 
de ortografia. Uma das funções desse sinal diacrítico é ligar elementos 
que formam palavras compostas. Por isso, há diferença entre “dia a 
dia” (locução adverbial que significa “diariamente”) e “dia-a-dia” 
(locução substantiva equivalente a cotidiano). Atualmente, algumas 
palavras já se encontram “dispensadas”, na língua coloquial, do sinal. 
Um bom exemplo é “ponto de vista”, que originariamente, no sentido 
de “opinião”, era grafado com hífen (“ponto-de-vista”). 
Assim, em questões de prova, todo cuidado é pouco. 
Finalmente, para encerrarmos essa (longa) questão, o último deslize 
foi apresentado na grafia de “porque”. Assunto igualmente longo este. 
Em vários livros voltados para concursos públicos há listas e mais 
listas sobre o “porque” e suas formas (separado com acento, 
separado sem acento, junto com acento, junto sem acento). 
Primeiro devemos entender o motivo da acentuação do vocábulo. 
Quando o pronome ou a conjunção está no início ou no meio do 
período, normalmente a palavra é átona, chegando, por regionalismo, 
a ser pronunciada como “porqui”. Todavia, no fim do período, recebe 
ênfase e passa a ser forte, tônica. É por isso que, nessa posição, 
recebe o acento circunflexo (por quê). Também é acentuado o 
substantivo porquê, que, na mudança de classe gramatical, passou a 
ter uma tonicidade que na forma de pronome ou conjunção não tinha. 
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Em resumo: recebe acento circunflexo o vocábulo tônico, quer 
pronome interrogativo no fim da frase (“Eu preciso saber por quê.”), 
quer substantivo (“Ele não sabe o porquê da demissão.”). 
Se for: 
- conjunção (explicativa ou causal), é junto – porque. 
- pronome relativo acompanhado de preposição (“Há muitas 
razões por que tanta gente presta concurso público.”) é 
separado e pode ser substituído por “pelo qual” e flexões – por 
que. 
- preposição + pronome interrogativo (em pergunta direta ou 
indireta), ele é separado – por que (“Não sei por que você 
não veio.” / “Por que você não veio?” / “Você não veio por 
quê?” – recebeu acento por ser tônico), com a idéia de “por 
qual motivo / por qual razão”. 
Usa-se essa forma também como complemento de expressões 
como eis, daí e em outras em que esteja implícita a palavra 
“motivo” – “Eis por que (motivo) eu não irei à festa.” / “Estive 
doente, daí por que (motivo) não fui à festa.” / “Não há por 
que (motivo) você se aborrecer comigo.”. 
 
4 - (Analista TRT 8ª.Região / Dezembro 2004) Está correta a grafia de 
todas as palavras na frase: 
(A) Nem situações vexatórias, nem repreensões, nem as mais 
diferentes sanções têm evitado que os fumantes dêem vazão ao seu 
vício. 
(B) A admissão de que há o direito do fumante não exclui, propõe o 
autor, direitos outros, sem a excessão dos direitos de quem não fuma. 
(C) Se é certo que há intranzigência por parte de muitos 
antitabagistas, também é certo que muitos fumantes não recuam em 
suas obcessões. 
(D) A vemência dos que se insurgem contra o cigarro é às vezes tão 
intensa que os torna mais incômodos, onde estejam, que os próprios 
tabagistas. 
(E) Tempos atraz, o ato de fumar não estigmatisava: emprestava ao 
sujeito uma aura de elegante compenetração, de nobre austeridade. 
 
Gabarito: A 
Comentário. 
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Estão perfeitamente grafadas todas as palavras dessa opção: 
- “vexatória” é da mesma família de “vexame”, “vexar”, as formas 
variantes “avexar” e “avexado” (muito comuns no Nordeste e 
igualmente corretas), tudo com “x”; 
- a conjugação da terceira pessoa do plural no presente do indicativo 
dos verbos LER, VER, CRER e DAR faz dobrar a letra “e”- lêem, vêem, 
crêem e dêem, exatamente como registrado na questão. Mais adiante, 
voltaremos a tratar disso. 
As incorreções observadas nas demais opções são: 
(B) exceção – já mencionamos a grafia dessa palavra, que se liga ao 
verbo excetuar (e não exceder, como bem observamos na questão 1). 
(C) intransigência – uma das acepções do verbo “transigir” é “chegar 
a um acordo”. Logo, alguém instransigente normalmente não é dado 
ao dialógo, e intransigência é o substantivo que equivale a 
intolerância. Perceba que todos esses vocábulos são escritos com “s”. 
Além disso, obsessão (perseguição) é o ato de obsediar ou 
obsedar, praticado por quem é obsessivo (todos com “s” após o 
“b” mudo). Não se deve confundir com obcecação, ato de obcecar 
(cegar, deslumbrar, induzir a erro), qualidade de quem é obcecado 
(todos com “c” após o “b” mudo). Uma boa forma de memorizar a 
grafia de certos vocábulos é estabelecendo uma comparação deles 
com outros, como fizemos aqui (obsessão x obcecação). Podemos 
fazer isso entre suscitar e sucinto. Veja que o primeiro apresenta o 
dígrafo “sc”, enquanto que o segundo é escrito somente com “c”. Uma 
forma de “guardar” – “sucinto” significa “breve”. Assim, para ser 
breve, economizou-se nas letras e, por isso, colocamos apenas uma (o 
“c”). Seu correspondente é “suscitar”, que se escreve com duas letras 
(“sc”). E aí, gostou? Bem, é uma tentativa de memorização, já que 
muitas vezes, não há justificativa que convença o porquê do uso de 
uma letra e não de outra. 
(D) veemência significa intensidade, eloqüência e deve ser escrito 
com duas letras “e”. 
(E) atrás e estigmatizava (acredito que essa foi a mais fácil de todas 
as opções). Em relação ao segundo vocábulo, lembramos que o 
substantivo correspondente é estigma (marca, sinal) e, assim, o 
verbo a ele correspondente, por não apresentar a letra “s”, recebe a 
letra “z”: estigmatizar. Sobre isso, já falamos no comentário à opção 
(B) da questão 3, quando abordamos a palavra “avalizar”. Agora, na 
próxima questão, observe como esse assunto se repete nas provas da 
FCC. 
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5 - (Técnico TRT 3ª.Região/Janeiro 2005). Há palavras escritas de 
modo INCORRETO na frase: 
(A) Para garantir a segurança dos trabalhadores e dos usuários, os 
responsáveis tomaram a decisão de paralizar, por algumas horas, os 
trabalhos na uzina. 
(B) A intensa afluência de pessoas em áreas que possam produzir 
riqueza imediata pode gerar conflitos e degradação do meio ambiente. 
(C) Boas intenções, que norteiam programas assistenciais, nem 
sempre são garantia de sucesso dos empreendimentos desenvolvidos. 
(D) A exploração dos recursos naturais de uma determinada região e a 
necessária preservação do meio ambiente mobilizam defensores, tanto 
de uma quanto de outra. 
(E) Embora estejam muito próximos de imensas riquezas, os 
garimpeiros dificilmente têm acesso a bens de consumo, pois vivem 
em extrema pobreza. 
 
Gabarito: A 
Comentário. 
Quando afirmamos que fazer provas anteriores é essencial à 
preparação do candidato, não estamos brincando. Veja que nesta 
questão os dois erros já foram mencionados nessa aula – USINA e 
PARALISAR. O primeiro vocábulo foi objetoda prova de Técnico do 
TRE AMAPÁ (questão 1) e o segundo segue a explicação apresentada 
nos comentários às questões 3, item (B) - “avalizar” – e 4, item (E) – 
“estigmatizar”. 
 
6 – (Procurador BACEN/ Janeiro 2006) Considerando-se as afirmativas 
abaixo, a respeito de aspectos lingüísticos constantes do texto, julgue 
os itens abaixo: 
(I) incipiente tem o mesmo significado da palavra análoga 
insipiente. 
(II) ganhos mais vultosos – o adjetivo grifado admite a forma variante 
vultuosos. 
 
Itens INCORRETOS. 
Comentário. 
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Nessa questão, a banca exigiu o conhecimento sobre parônimos. 
Incipiente significa o que está no começo (incipiente, com “c” de 
começo), enquanto que insipiente quer dizer “não sapiente”, ou seja, 
o que não sabe, ignorante; sua grafia tem origem em “sapiência” 
(sabedoria), por isso “insipiente” mantém a letra “s”. 
Vultoso se refere a algo de grande vulto (reveja o que falamos sobre 
o sufixo “-oso” em uma das questões anteriores), ao passo que 
vultuoso, segundo o Aurélio, se refere ao aspecto da face quando 
está vermelha e tumefacta e com os olhos salientes (Nossa, deve ser 
horrível alguém/algo vultuoso!!!). 
Há muitos outros parônimos, e o que não falta no mercado é material 
que apresente listas e mais listas com essas palavrinhas perigosas. 
Contudo, como o nosso estudo deve ser o mais objetivo possível, não 
iremos reproduzi-las aqui. Se o candidato julgar conveniente, busque 
estudar a grafia e o significado dos parônimos mais “famosos” 
(iminente/eminente – discriminar/descriminar – infringir/infligir, 
dentre tantos). 
 
7 - (Técnico TRT 8ª. Região / Dezembro 2004) Há palavras escritas de 
maneira INCORRETA na frase: 
(A) Recursos científicos e tecnológicos devem oferecer possibilidade de 
inserção social à população carente e desassistida das grandes 
cidades. 
(B) Um regime de crescente colaboração entre governo, instituições 
privadas e sociedade garantirá o hesito de diversos programas 
direcionados a adolecentes mais pobres. 
(C) Ao atribuir excessivo valor ao consumo de bens supérfluos, a 
sociedade passa a exigir que as pessoas aparentem poder econômico, 
mesmo falso. 
(D) Em várias regiões, o inchaço urbano, resultante do intenso êxodo 
rural, é responsável pelo crescimento desmedido do número de 
favelados. 
(E) Extensas áreas, em todo o mundo, encontram-se ocupadas por 
populações que vivem em situação de miséria, destituídas dos direitos 
básicos da cidadania. 
 
Gabarito: B 
Comentário 
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Muitas vezes, a banca tenta confundir o candidato, usando, em uma 
palavra, a grafia que leve à lembrança de outra, totalmente 
inadequada à construção. Foi o que aconteceu aqui. Existe o verbo 
“hesitar”, cuja forma do presente do indicativo da 1ª. pessoa do 
singular é “(eu) hesito”. Contudo, na passagem do item “b”, o que 
deveria estar escrito é o substantivo “êxito” (sucesso). Talvez para 
“ajudar”, errou também na grafia de adolescentes (com o dígrafo 
“sc”). 
 
Não podemos encerrar o nosso assunto sem falar sobre acentuação 
gráfica, um ponto muito importante que pode ser explorado em 
questões de ortografia. 
 
De uma maneira geral, a regra é ACENTUAR O MÍNIMO DE 
PALAVRAS. Então, acentua-se o que há em menor número. Se 
buscarmos nos dicionários, bem menor é a quantidade de 
proparoxítonas. A maior parte das palavras da língua portuguesa é 
composta de paroxítonas e oxítonas (neste último caso, por exemplo, 
classificam-se todos os verbos no infinitivo impessoal – fazer, comer, 
estabelecer, etc.). Por isso, uma das regras de acentuação é: TODAS 
AS PROPAROXÍTONAS SÃO ACENTUADAS (como são 
poucas, põe acento em todas elas). 
Por sua vez, é pequeno o número de oxítonas que terminam em A / E 
/ O / EM, e seus respectivos plurais. Por isso, essas serão acentuadas. 
De acordo com essa regra, as oxítonas terminadas por R ficaram de 
fora e, com isso, todos os verbos no infinitivo impessoal. 
Veja, agora, o quadro resumidor sobre acentuação gráfica, 
ACENTUAÇÃO GRÁFICA – são acentuados os: 
 MONOSSÍLABOS TÔNICOS TERMINADOS EM A(S), E(S), 
O(S) - cá, pé, pó, rés, mós, cós, nó, pôr (verbo), jus, bis, si, 
mim, sol, cor; 
 OXÍTONOS TERMINADOS EM A(S), E(S), O(S), EM(NS) – 
café, caqui (fruta), também, vender, reféns, dominó, ardil, 
português, sermão, juiz, país, raiz, colher, ruim (a sílaba 
tônica é “im”), parabéns, sabiá; 
 PAROXÍTONOS NÃO TERMINADOS EM A(S), E(S), O(S), 
EM(NS) - hífen (termina em EN), hifens (sem acento), 
biquíni, item, domino (verbo), fênix, bíceps, fácil, coco 
(fruta), álbum, difícil, fácil, cáqui (cor), sabia (verbo), táxi; 
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 PAROXÍTONOS TERMINADOS EM DITONGO CRESCENTE 
(*), EM –ÃO, EM –ÔO - glória, indivíduos, sábia, 
concordância, acórdão, abençôo; 
 TODAS AS PROPAROXÍTONAS - fósforo, matemática, hífenes 
(*) Segundo o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa 
(V.O.L.P.), que tem força de lei no Brasil, a acentuação dos 
ditongos abertos é classificada na regra dos proparoxítonos (sé-ri-e 
/ vi-tó-ri-a) e os monossílabos são classificados na mesma regra 
dos oxítonos. 
ENCONTROS VOCÁLICOS: 
 OS DITONGOS ABERTOS –ÉI-, -ÉU-, -ÓI- : herói, apóiam, 
idéias, mausoléu 
 NUM HIATO, RECEBEM ACENTO I OU U, COMO 2ª VOGAL 
DO HIATO, SOZINHO (DESDE QUE NÃO SEGUIDO DE NH) 
OU ACOMPANHADO DE S. COM QUALQUER OUTRA LETRA 
OU SOZINHO E SEGUIDO DE NH, NÃO RECEBE O ACENTO 
AGUDO. Ex: Piauí, juízes, raízes, rainha, campainha, juiz, Luís, 
ruim, Itaú (apesar de terminar com U – regra das oxítonas – é 
acentuada por tratar-se de U como segunda vogal do hiato, 
sozinho na sílaba – I-ta-ú) 
CUIDADO! A pronúncia de palavras como GRATUITO, FORTUITO 
FLUIDO (substantivo) assemelham-se à de MUITO. Nessas 
palavras não existe acento agudo na letra “i” (ao contrário do 
que acontece no particípio do verbo fluir - FLU-Í-DO), de modo 
que, naqueles casos, existe um ditongo, e não um hiato. 
 -ÊEM DOS VERBOS LER, VER, CRER, DAR e derivados - O 
Vocabulário Ortográfico determina que se conserva, por clareza 
gráfica, o acento circunflexo no plural desses verbos: crêem, 
dêem, lêem, vêem, descrêem, desdêem, relêem, revêem, etc. 
ACENTOS DIFERENCIAIS – A partir da mudança ortográfica, em 
1971, conservaram-se somente os acentos diferenciais abaixo 
indicados: 
 DE TIMBRE (vogal aberta ou fechada) – o único que restou foi: 
pode (pres.indicativo) – pôde (pret.perf.ind) 
 DE INTENSIDADE ou TONICIDADE (vogal átona ou tônica). 
Os mais comuns são: 
pôr (verbo) – por (preposição) 
pára (verbo) – para (preposição) 
pêlo (substantivo) – pelo (contração de por + o) 
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O acento circunflexo do verbo pôr é usado para diferenciá-lo da 
preposição átona por (um dos casos de acento diferencial de 
tonicidade). Por isso, não há acento nos verbos derivados do “pôr”, 
como propor, dispor, contrapor, indispor, repor, cuja (falta de) 
acentuação gráfica se justifica pela norma das oxítonas. 
 
Alguns gramáticos classificam o acento circunflexo dos verbos ter e 
vir (e derivados) na 3ª pessoa do plural (têm, vêm, contêm, 
entretêm, detêm, retêm etc.) como ACENTO DIFERENCIAL DE 
NÚMERO ou MORFOLÓGICO. 
As formas verbais singulares tem e vem são monossílabos tônicos e, 
por isso, dispensariam a acentuação (a regra é acentuar somente os 
monossílabos tônicos terminados em A / E / O). 
A conjugação na 3ª pessoa do singular dos verbos derivados recebe 
acentuação (detém, contém, entretém etc.) em atendimento à regra 
dos oxítonos terminados por “EM”. 
Esses gramáticos consideram, então, que o acento circunflexo (têm, 
vêm, detêm, contêm, entretêm) serve tão-somente paraindicar que o 
verbo está no plural. 
Dessa forma, a regra de acentuação, segundo eles, é: 
têm (acento diferencial de número) 
vêm (acento diferencial de número) 
detém (oxítona terminada em EM) 
detêm (acento diferencial de número c/c oxítona terminada em EM). 
Apresentados esses conceitos, vamos às questões de prova. 
 
8 - (Técnico TRT 3ª. Região / Janeiro 2005) As palavras do texto que 
recebem acento gráfico pela mesma razão que o justifica nas palavras 
ofício e idéias, respectivamente, são 
(A) único e história. 
(B) salários e Níger. 
(C) inteligências e notável. 
(D) período e memória. 
(E) agência e heróicas. 
 
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Gabarito: E 
Comentário. 
Sem entrar na polêmica de classificar “ofício” como paroxítona 
terminada em ditongo crescente ou proparoxítona (segundo o 
P.V.O.L.P.), essa palavra segue a mesma regra de acentuação que 
“história” (A), “salários” (B), “inteligências” (C), “memória” (D) e 
“agência” (E). 
Já “idéias” é acentuado por se tratar de um ditongo aberto (éu/ éi / 
ói), o mesmo ocorrendo em “heróicas”. Por isso, a resposta é a letra 
E. 
As demais palavras são acentuadas de acordo com as seguintes 
regras: 
- “único” e “período” – proparoxítonas; 
- “Níger” e “notável” – paroxítonas não terminadas em a(s), e(s), 
o(s) e em(ens). 
 
9 – (Analista TRT 23ª.Região / Outubro 2004) A mesma regra que 
justifica a acentuação no vocábulo início aplica-se em 
(A) técnica. 
(B) idéia. 
(C) possível. 
(D) jurídica. 
(E) vários. 
 
Gabarito: E 
Comentário. 
Desta vez, a banca deixou claro que segue a mesma linha de 
classificação da maioria dos gramáticos - apresentou “início” e a ela 
associou “vários”. Se classificasse esses vocábulos na regra das 
palavras proparoxítonas (seguindo a posição do P.V.O.L.P.), a questão 
seria anulada, pois haveria três respostas igualmente válidas – além 
de “vários”, também “técnica” e “jurídica”, que, indubitavelmente, são 
proparoxítonas. 
Então, ATENÇÃO!!! A partir dessa questão, podemos identificar o 
posicionamento da banca da FCC para esta polêmica – “início” e 
“vários” são paroxítonas terminadas em ditongo crescente. 
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As demais palavras são acentuadas de acordo com as seguintes 
regras: 
(A) “técnica” – proparoxítona 
(B) “idéia” – ditongo aberto (éi) 
(C) “possível” – paroxítona não terminada em a(s), e(s), o(s) e 
em(ens) 
(D) “jurídica” - proparoxítona 
 
10 - (Técnico TRT 3ª. Região / Janeiro 2005) Palavras do texto que 
recebem acento gráfico pela mesma razão que o justifica na palavra 
jacarés estão reproduzidas em: 
(A) negócios e únicos. 
(B) município e amazônica. 
(C) mantém e tamanduás. 
(D) tucunarés e santuários. 
(E) ecológicos e tuiuiús. 
 
Gabarito: C 
Comentário. 
Assim como “jacarés”, os vocábulos “mantém”, “tamanduás” e 
“tucunarés” são oxítonas terminadas em a(s), e(s), o(s) ou em(ens). 
Como a opção (C) abarca duas dessas palavras, é a resposta correta. 
As demais são acentuadas pelos seguintes critérios: 
- “negócios”, “município” e “santuários” – paroxítonas terminadas em 
ditongo crescente; 
- “únicos”, “amazônica” e “ecológicos” – proparoxítonas; 
- “tuiuiús” – “u” como segunda vogal de um hiato, acompanhado de 
“s”. 
 
11 – (Técnico TRT 8ª. Região / Dezembro 2004) As palavras do texto 
que recebem acento pela mesma razão que o justifica em 
funcionários e excluída são, respectivamente, 
(A) décadas e possível. 
(B) revolucionária e benefícios. 
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(C) países e fenômeno. 
(D) mínimas e públicos. 
(E) previdência e saúde. 
 
Gabarito: E 
Comentário. 
“Funcionários” é uma paroxítona terminada em ditongo crescente, 
assim como “revolucionária”, “benefícios” e “previdência”. Já 
“excluída” apresenta a letra “i” como segunda vogal de um hiato, 
sozinha na sílaba, da mesma forma que ocorre em “países” e “saúde”. 
A opção que apresenta vocábulos cuja acentuação segue o paradigma 
apresentado no enunciado é a de letra E. 
As demais palavras seguem as seguintes regras de acentuação: 
- “décadas”, “fenômeno”, “mínimas” e “públicos” são proparoxítonas; 
- “possível” é uma paroxítona não terminada em a(s), e(s), o(s) ou 
em(ens). 
 
Como buscamos abordar principalmente as provas mais recentes da 
FCC, não encontramos muitas questões sobre ortografia (somente 
algumas, poucas delas bem feitas, como vimos). 
Contudo, esse tópico está no programa e há grandes chances de surgir 
na prova. Por isso devemos estudar com afinco. 
Fiquem tranqüilos, pois, em outros assuntos (como verbos, 
concordância e regência), teremos um número bem maior de 
questões. 
Até a próxima. 
 
LISTA DAS QUESTÕES COMENTADAS 
1 - (Técnico TRE AP/Janeiro 2006) Está correta a grafia de todas as 
palavras da frase: 
(A)) Só os inescrupulosos continuam a gastar água sem analisar as 
conseqüências. 
(B) O consumo excecivo de energia pode, um dia, vir a se tornar uma 
contravensão. 
(C) Os que menospresavam o valor da água passaram a reconhecer 
sua escassês. 
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(D) Das turbinas de uma uzina a uma lâmpada acesa, o caminho é 
longo e sinuozo. 
(E) Se a falta de energia fosse algo imprevizível, desculparíamos o 
coxilo dos responsáveis. 
 
2 – (Analista Judiciário TRT 13ª Região / Dezembro 2005) Estão 
corretos o emprego e a grafia de todas as palavras na frase: 
(A) Há discussões que chegam a um tal estado de paradoxismo que 
fica improvável alguma solução que se adeque à expectativa dos 
contendores. 
(B) Os candidatos, em suas altercalções num debate, costumam 
dissiminar mais injúrias um contra o outro do que esclarecimentos ao 
eleitorado. 
(C) A democracia, por vezes, constitue uma espécie de campo de 
provas que poucos candidatos estão habilitados a cruzar prezervando 
sua dignidade. 
(D) Se os eleitores fossem mais atentos à inépsia dos candidatos, não 
se deixariam envolver por tudo o que há de falascioso nos discursos de 
campanha. 
(E)) Crêem muitos que há obsolescência na democracia, conquanto 
ninguém se arvore em profeta de algum outro regime que pudesse ser 
mais bem sucedido. 
 
3 – (PROCURADOR TCE AM /Fevereiro 2006) Está clara e correta a 
redação da seguinte frase: 
(A)) Não basta, para o economista ético, fazer uma boa análise do 
processo produtivo em si mesmo; interessa-lhe, sobretudo, contribuir 
objetivamente para o fortalecimento do sentido social desse projeto. 
(B) Ao avalisar, legitimar e referendar a produção da civilização atual, 
com a qual não é capaz de discordar, o economista técnico contribue 
apenas no sentido de confirmar o que se consolida economicamente. 
(C) Quanto aos três grandes desafios que se deve enfrentar, o 
economista ético deverá de compor algumas das contradições atuais, 
entre elas garantir a manutenção do emprego ao par do avanço 
tecnológico. 
(D) Segundo a tese de que toda época histórica ressalta seus 
sacerdotes superiores, infere o autor de que o nosso tempo se 
caracteriza pelo previlegiamento da condição dos economistas. 
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(E) O economista técnico supõe que toda a economia é regida graças 
às leis de demanda e oferta, motivo porque ele se aplica tão somente 
em referendar o sistema globalizado vijente em nossos dias. 
 
4 - (Analista TRT 8ª.Região / Dezembro 2004) Está correta a grafia de 
todas as palavras na frase: 
(A) Nem situações vexatórias, nem repreensões, nem as mais 
diferentes sanções têm evitado que os fumantes dêem vazão ao seu 
vício. 
(B) A admissão de que há o direito do fumante não exclui, propõe o 
autor, direitos outros,sem a excessão dos direitos de quem não fuma. 
(C) Se é certo que há intranzigência por parte de muitos 
antitabagistas, também é certo que muitos fumantes não recuam em 
suas obcessões. 
(D) A vemência dos que se insurgem contra o cigarro é às vezes tão 
intensa que os torna mais incômodos, onde estejam, que os próprios 
tabagistas. 
(E) Tempos atraz, o ato de fumar não estigmatisava: emprestava ao 
sujeito uma aura de elegante compenetração, de nobre austeridade. 
 
5 - (Técnico TRT 3ª.Região/Janeiro 2005). Há palavras escritas de 
modo INCORRETO na frase: 
(A) Para garantir a segurança dos trabalhadores e dos usuários, os 
responsáveis tomaram a decisão de paralizar, por algumas horas, os 
trabalhos na uzina. 
(B) A intensa afluência de pessoas em áreas que possam produzir 
riqueza imediata pode gerar conflitos e degradação do meio ambiente. 
(C) Boas intenções, que norteiam programas assistenciais, nem 
sempre são garantia de sucesso dos empreendimentos desenvolvidos. 
(D) A exploração dos recursos naturais de uma determinada região e a 
necessária preservação do meio ambiente mobilizam defensores, tanto 
de uma quanto de outra. 
(E) Embora estejam muito próximos de imensas riquezas, os 
garimpeiros dificilmente têm acesso a bens de consumo, pois vivem 
em extrema pobreza. 
 
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6 – (Procurador BACEN/ Janeiro 2006) Considerando-se as afirmativas 
abaixo, a respeito de aspectos lingüísticos constantes do texto, julgue 
os itens abaixo: 
(I) incipiente tem o mesmo significado da palavra análoga 
insipiente. 
(II) ganhos mais vultosos – o adjetivo grifado admite a forma variante 
vultuosos. 
 
7 - (Técnico TRT 8ª. Região / Dezembro 2004) Há palavras escritas de 
maneira INCORRETA na frase: 
(A) Recursos científicos e tecnológicos devem oferecer possibilidade de 
inserção social à população carente e desassistida das grandes 
cidades. 
(B) Um regime de crescente colaboração entre governo, instituições 
privadas e sociedade garantirá o hesito de diversos programas 
direcionados a adolecentes mais pobres. 
(C) Ao atribuir excessivo valor ao consumo de bens supérfluos, a 
sociedade passa a exigir que as pessoas aparentem poder econômico, 
mesmo falso. 
(D) Em várias regiões, o inchaço urbano, resultante do intenso êxodo 
rural, é responsável pelo crescimento desmedido do número de 
favelados. 
(E) Extensas áreas, em todo o mundo, encontram-se ocupadas por 
populações que vivem em situação de miséria, destituídas dos direitos 
básicos da cidadania. 
 
8 - (Técnico TRT 3ª. Região / Janeiro 2005) As palavras do texto que 
recebem acento gráfico pela mesma razão que o justifica nas palavras 
ofício e idéias, respectivamente, são 
(A) único e história. 
(B) salários e Níger. 
(C) inteligências e notável. 
(D) período e memória. 
(E) agência e heróicas. 
 
9 – (Analista TRT 23ª.Região / Outubro 2004) A mesma regra que 
justifica a acentuação no vocábulo início aplica-se em 
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(A) técnica. 
(B) idéia. 
(C) possível. 
(D) jurídica. 
(E) vários. 
 
10 - (Técnico TRT 3ª. Região / Janeiro 2005) Palavras do texto que 
recebem acento gráfico pela mesma razão que o justifica na palavra 
jacarés estão reproduzidas em: 
(A) negócios e únicos. 
(B) município e amazônica. 
(C) mantém e tamanduás. 
(D) tucunarés e santuários. 
(E) ecológicos e tuiuiús. 
 
11 – (Técnico TRT 8ª. Região / Dezembro 2004) As palavras do texto 
que recebem acento pela mesma razão que o justifica em 
funcionários e excluída são, respectivamente, 
(A) décadas e possível. 
(B) revolucionária e benefícios. 
(C) países e fenômeno. 
(D) mínimas e públicos. 
(E) previdência e saúde. 
 
 
 
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AULA 1 - VERBOS 
Olá, pessoal 
 
Preparem-se, pois a aula de hoje é importantíssima e longa. 
Estudaremos um dos assuntos mais relevantes no estudo da Língua 
Portuguesa – VERBO. Quase tudo no estudo da gramática envolve verbo – 
concordância verbal, regência verbal, conjugação verbal (englobando, 
inclusive, questões de ortografia, como vimos na aula zero), colocação 
pronominal (a posição do pronome em relação ao verbo), análise sintática 
etc. 
Ele é um verdadeiro coração do conjunto oracional – à sua volta, funcionam 
os demais elementos. 
Abordaremos conjugação verbal (tempo, modo, formas nominais), 
correlação verbal (a relação entre os verbos que compõem o período) e 
vozes verbais (basicamente, voz ativa e passiva, e a transposição de uma 
para outra). Nesses três pontos, conseguiremos alcançar praticamente 25% 
da prova. 
Lembro que na parte final do nosso estudo estão todas as questões 
comentadas. Por isso, se você preferir, imprima as últimas páginas, faça os 
exercícios e, somente depois disso, veja os comentários. 
Bom estudo. 
 
MODOS E TEMPOS VERBAIS 
Para começar, temos de relembrar alguns conceitos básicos. 
Conceito: VERBO é uma palavra variável (pode flexionar-se em 
número, pessoa, modo, tempo e voz) que indica uma ação, estado ou 
fenômeno. 
A classificação dos verbos nos modos verbais depende da relação que o 
falante tem com aquilo que enuncia – se constata um fato (indicativo); se 
apresenta uma hipótese, uma suposição (subjuntivo); se faz um pedido 
(imperativo). 
Em outras palavras, depende do MODO com que enuncia a ação verbal. São 
três modos verbais: 
 INDICATIVO - como sugere o nome, indica um fato real, que 
pode pertencer ao presente, ao passado ou ao futuro. 
 SUBJUNTIVO - enuncia um fato hipotético, duvidoso, provável 
ou possível. 
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 IMPERATIVO - expressa idéias de ordem, pedido, desejo, 
convite. 
Enquanto que o modo INDICATIVO situa o fato no plano da realidade, da 
certeza, o SUBJUNTIVO coloca o fato no plano do que é provável, 
hipotético, possível, sem a certeza apresentada pelo modo indicativo. O 
modo SUBJUNTIVO também é bastante usado com determinadas conjunções 
(embora, caso, conquanto etc.) 
Perceba a diferença entre as duas orações abaixo. 
Ele procura um remédio que acaba com a dor de cabeça. 
Ele procura um remédio que acabe com a dor de cabeça. 
Na primeira, o sujeito já sabe qual é o medicamento que produz resultado. 
Vai à farmácia e pede ao balconista, porque sabe o resultado que obterá. O 
fato situa-se no plano da CERTEZA – modo INDICATIVO - acaba. 
Na segunda, o sujeito não tem certeza de qual medicamento poderia surtir 
efeito. Vai ao balcão da farmácia, pede ao farmacêutico uma indicação, mas 
não tem certeza se irá obter a cura. Por isso, está no plano da possibilidade 
– modo SUBJUNTIVO - acabe. 
 
Os TEMPOS VERBAIS têm a função de indicar o momento em que são 
enunciados os fatos. 
No modo INDICATIVO: 
 PRESENTE – fato ocorre no momento em que se fala (Ouço ruídos 
na cozinha.); ou fato que é comum de ocorrer (Eu morro de inveja 
dele. / Chove todos os dias em Belém.); ou apresenta um 
princípio, um conceito ou um dado (Todos os anos, muitas 
crianças morrem de desnutrição no Brasil.) 
 PRETÉRITO PERFEITO – fato ocorrido e perfeitamente concluído 
antes do momento em que se fala (Todos souberam do 
assassinato de Celso Daniel.) 
 PRETÉRITO PERFEITO COMPOSTO – denota continuidade do ato, 
com início no passado (Eu tenho cometido muitos erros na escolha 
dos meus namorados.) 
 PRETÉRITO IMPERFEITO – fato realizado e não concluído (Ele 
buscava a perfeição antes de morrer.) ou que apresenta uma certa 
duração (Ele andava pela rua quando foi abordado pelos ladrões.) 
 PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO – fato realizado antes de outro 
fato também no passado (Antes de sua morte, ele pedira o perdão 
aos filhos.) 
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 PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO COMPOSTO – forma mais comum 
de expressar o fato realizado antes de outro fato também no 
passado (Antes de sua morte, ele tinha pedido perdão aos filhos.) 
 FUTURO DO PRESENTE – fato posterior certo de ocorrer no futuro 
(Doarei todo o material de estudo após a minha aprovação.) 
 FUTURO DO PRESENTE COMPOSTO – denota futura ocorrência de 
um fato que se iniciou no presente (Até o próximo ano, terei 
acumulado quase um milhão de reais em dívidas.) 
 FUTURO DO PRETÉRITO – esse é um tempo bastante especial, 
pois apresenta diversas circunstâncias - 1) fato posterior a um 
fato passado (Você me garantiu [FATO PASSADO] que o nosso 
amor não morreria [FATO FUTURO EM RELAÇÃO AO FATO 
PASSADO].); ou 2) fato não chegou a se realizar (Eu iria à sua 
casa, mas tive um problema.); 3) também pode denotar incerteza 
(“Acharam um corpo que seria do chefe do tráfico.”), hipótese 
relacionada a uma condição (“Se você tivesse comprado o carro 
[CONDIÇÃO], não teria perdido o dinheiro no jogo [HIPÓTESE].”) ou 
polidez (“Você poderia me passar o sal?”). 
 FUTURO DO PRETÉRITO COMPOSTO – o mesmo que o Futuro do 
Pretérito com relação aos dois primeiros aspectos (Ele poderia 
ter comprado uma casa maior se não tivesse jogado tanto dinheiro 
fora.). 
 
Vamos, agora, analisar como a Fundação Carlos Chagas aborda esse ponto 
do programa. 
 
1 - (TRT 8ª Região – Técnico Judiciário / Dezembro 2004) 
“ ... para tudo que se refira ao mundo físico ...” 
O verbo aparece nos mesmos tempo e modo em que se encontra a forma 
grifada acima na frase: 
(A) ... e prossegue, aceleradamente, com o extraordinário desenvolvimento 
tecnológico ... 
(B) ... que já nos vem do precedente... 
(C)) ... que confiram sentido a sua vida. 
(D) ... para que o objetivo de consumo se fosse convertendo... 
(E) ... se tornou a motivação central do homem... 
 
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Gabarito: C 
Comentário. 
A forma “refira” é a conjugação do verbo “referir-se” no presente do 
subjuntivo, a mesma conjugação do verbo “conferir” em “confiram”. 
A conjugação da 1ª pessoa do singular (eu) do presente do indicativo dá 
origem a toda a conjugação do presente do subjuntivo, do imperativo 
negativo e de algumas formas do imperativo afirmativo (estudaremos 
conjugação do imperativo mais adiante), apresentando alteração apenas na 
desinência (parte final do verbo, que indica a flexão verbal em número, 
pessoa, tempo e/ou modo). 
Exemplo: 
(Pres.Indicativo) Eu confiro 
(Pres.Subjuntivo) (que) eu confira / (que) tu confiras / (que) ele confira/ 
(que) nós confiramos / (que) vós confirais / (que) eles confiram 
(Imperativo Negativo) - / não confiras / não confira / não confiramos / 
não confirais / não confiram 
 
Vamos verificar o tempo e modo das demais formas: 
(A) prossegue – presente do indicativo 
(B) vem – presente do indicativo 
(D) fosse convertendo – pretérito imperfeito do subjuntivo + 
gerúndio 
(E) tornou – pretérito perfeito do indicativo 
 
2 - (TRT 3ª Região – Técnico Judiciário / Janeiro 2005) 
 ... que parecia suave anjo de voz tranqüila. 
O verbo de mesmo tempo e modo em que se encontra o verbo grifado acima 
está na frase: 
(A)) ... em que se amarrava cachorro com lingüiça ... 
(B) Só num único e mesmo jornal permaneci mais de vinte anos. 
(C) Algumas figuras se tornaram sombras ... 
(D) ... morreu nas masmorras do Chile ... 
(E) ... que largou o jornalismo ... 
 
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Gabarito: A 
Comentário. 
A forma “parecia” está conjugada no pretérito imperfeito do indicativo, da 
mesma forma que “amarrava”. 
Todas as demais formas estão conjugadas no pretérito perfeito do 
indicativo (permaneci, tornaram, morreu e largou). 
 
3 - (TRT 15ª Região – Técnico Judiciário / Setembro 2004) 
 ... e vive angustiada num emprego... 
O verbo está no mesmo tempo e modo daquele grifado acima na frase: 
(A) No início do século passado acreditava-se que... 
(B) Ocorreu exatamente o contrário. 
(C) ... e acrescentaram doses extras de “stress” à vida de todos nós. 
(D)) ... que ocupam as funções mais banais. 
(E) Como se não bastasse... 
 
Gabarito: D 
Comentário. 
A forma “vive” é a conjugação do verbo “viver” no presente do indicativo, 
assim como “ocupam”. 
As demais formas estão nos seguintes tempos e modos: 
(A) acreditava – pretérito imperfeito do indicativo 
(B) ocorreu – pretérito perfeito do indicativo 
(C) acrescentaram – pretérito perfeito do indicativo 
(E) bastasse – pretérito imperfeito do subjuntivo 
 
4 - (TRT 23ª Região – Técnico Judiciário / Outubro 2004) 
Há quem diga que isso não é urbano... 
O verbo empregado no mesmo tempo e modo que os do verbo grifado acima 
está na frase: 
(A) ... que eu criei em 1985... 
(B) ... em que a ocupação da Amazônia foi uma prioridade. 
(C) ... a população ia para os núcleos urbanos. 
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(D) Alguns colegas não gostam dessa abordagem... 
(E)) ... que nossa urbanização seja igual à da Europa... 
 
Gabarito: E 
Comentário. 
A forma “diga” (do verbo “dizer”) está no presente do subjuntivo, bem 
como “seja” (do verbo “ser”). 
Lembre-se da regra de formação das conjugações: a 1ª p.s. pres.indicativo 
dá origem à formação do presente do subjuntivo (pres.ind.: eu digo / 
presente subjuntivo: diga/ digas/ diga ...). 
As demais formas verbais estão no: 
(A) criei – pretérito perfeito do indicativo 
(B) foi – pretérito perfeito do indicativo 
(C) ia – pretérito imperfeito do indicativo 
(D) gostam – presente do indicativo 
 
5 - (TRT 8ª Região – Técnico Judiciário / Dezembro 2004) 
Embora, é claro, devamos resistir à tentação fácil de elevar e idealizar os 
favelados, (...) também devemos, como propõe [o filósofo Alain] Badiou, 
enxergar as favelas... 
É correto afirmar que o emprego do verbo dever em modos diferentes no 
segmento que inicia o último parágrafo do texto indica, respectivamente, 
(A)) possibilidade de ação e fato real. 
(B) explicação de um fato e dúvida concreta. 
(C) suavização de uma ordem e repetição de um fato. 
(D) fato anterior e hipótese futura. 
(E) situação real e conseqüência imediata. 
 
Gabarito: A 
Comentário. 
Como vimos no início do nosso estudo, o modo subjuntivo indica fatos que 
estão no campo da hipótese, incerteza, possibilidade, probabilidade, 
enquanto que o modo indicativo retrata fatos reais, concretos. 
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Como a forma devamos está no presente do subjuntivo, indica um fato 
possível (possibilidade), enquanto que devemos, do presente do 
indicativo, denota um fato real. Está correta a opção de letra (A). 
 
6 - (Assistente de Defesa Agropecuária MA / Março 2004) 
Ainda que parte da água possa ser reaproveitada... 
O emprego da forma verbal grifada indica, considerando-se o contexto, 
(A) fato concreto. 
(B))hipótese realizável. 
(C) ação habitual. 
(D) ordem imediata. 
(E) situação pretérita. 
 
Gabarito: B 
Comentário. 
Mais uma vez, a banca explora o conceito de emprego do modo subjuntivo. 
A forma “possa” está no presente do subjuntivo que, como vimos, situa no 
plano da hipótese, possibilidade ou probabilidade os fatos que relata. Por 
isso, está correta a indicação de ser um caso de hipótese realizável. 
 
7 - (Assistente de Defesa Agropecuária MA / Março 2004) 
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas 
da frase apresentada. 
Os alimentos devem ser ...... em água limpa para que a população não ...... 
a ter problemas de saúde. 
(A) cozinhados - venhe 
(B) cozinhados - vem 
(C) cozidos - venhe 
(D) cozidos - venha 
(E) cozidos- vêm 
 
Gabarito: D 
Comentário. 
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Denominam-se formas nominais as palavras, de origem verbal, que 
também podem ser empregadas nas funções próprias de adjetivos, 
substantivos ou advérbios. São elas: PARTICÍPIO, GERÚNDIO E INFINITIVO. 
PARTICÍPIO: 
Ele havia lavado o chão da casa antes do temporal. (verbo) 
O uniforme lavado ficou todo sujo após o vendaval. (adjetivo) 
GERÚNDIO: 
O presidente fica persistindo na argumentação de que nada sabia sobre o 
valerioduto. (verbo) 
Persistindo os sintomas, o médico deverá ser consultado.. 
(advérbio de condição = “Caso persistam os sintomas...”) 
INFINITIVO: 
Ele precisa pôr os nomes nos livros. (verbo) 
O pôr-do-sol é lindo nessa época do ano. (substantivo) 
 
Essas formas nominais (particípio, gerúndio e infinitivo) podem também 
fazer parte de uma locução verbal. 
Locução verbal é o conjunto semântico de dois ou mais verbos. Forma-se 
com um verbo principal e um ou mais verbos auxiliares. Às vezes, no meio 
da locução verbal pode aparecer uma preposição (de, a), como em “comecei 
a trabalhar”, “hei de vencer” ou “tenho de esquecer”. 
Enquanto o principal vem sob uma forma nominal (infinitivo, gerúndio ou 
particípio), seu(s) auxiliar(es) pode(m) vir em uma forma finita (indicativo, 
subjuntivo, imperativo) ou também nominal. Nessa relação, o que se 
flexiona é o verbo auxiliar, mas do modo como o verbo principal iria variar. 
Em outras palavras, o verbo auxiliar faz tudo o que o verbo principal iria 
fazer se estivesse sozinho. 
Formam-se locuções verbais em: 
 construções de voz passiva, principalmente com os verbos 
auxiliares SER e ESTAR; 
 tempos compostos, com os verbos auxiliares TER e HAVER. 
 construções com auxiliares modais, que determinam com mais 
rigor o modo como se realiza – ou deixa de se realizar - a ação verbal. 
Expressam circunstâncias de: início ou fim (comecei a estudar, acabei de 
acordar), continuidade (vai andando), obrigação (tive de entregar), 
possibilidade (posso escrever), dúvida (parece gostar), tentativa 
(procura entender) e outras tantas. 
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Como num escritório, onde quem manda é o chefe e quem trabalha é o 
empregado (ou você já viu algum chefe trabalhando???), na locução verbal, 
quem exerce a função de “chefe” é o verbo principal – ele fica “paradão”, só 
mandando, e o pobre do auxiliar se flexiona de acordo com as suas ordens. 
 
No particípio, a maior parte dos verbos só apresenta a forma regular 
(terminadas por “ado” / “ido”). 
Contudo, existem algumas exceções: alguns verbos apresentam mais de 
uma forma – a regular (“ado” / “ido”), usada com os verbos ter e haver 
(tempo composto) e a irregular, ligada aos verbos ser e estar (voz 
passiva). Dentre eles, estão: 
 ACEITAR – (ter/haver) aceitado; (ser/estar) aceito 
 ELEGER – (ter/haver) elegido; (ser/estar) eleito 
 ENTREGAR - (ter/haver) entregado; (ser/estar) entregue 
 IMPRIMIR - (ter/haver) imprimido; (ser/estar) impresso 
 SALVAR – (ter/haver) salvado; (ser/estar) salvo 
 SUSPENDIDO – (ter/haver) suspendido; (ser/estar) suspenso 
Outras curiosidades: 
 os verbos abrir, cobrir, dizer, escrever, fazer, pôr, ver, vir (e 
derivados) possuem apenas o particípio irregular (aberto, coberto, 
dito, escrito, feito, posto, visto e vindo – neste último, coincidem as 
formas de particípio e gerúndio); 
 alguns verbos aceitam ambas as formas (regular e irregular) para 
qualquer dois verbos auxiliares: segundo a maioria dos gramáticos, 
são quatro: pagar, pegar, ganhar e gastar (para memorizá-las, 
imagine a seguinte situação: no dia do pagamento, você ganha o 
salário e, no supermercado, pega o produto, paga por ele e gasta o 
dinheiro – gostou do método mnemônico?); 
 o particípio do verbo CHEGAR é um só – o regular CHEGADO. A forma 
“chego” é a conjugação de 1ª pessoa do singular do presente do 
indicativo (“Eu chego”). Não existe a forma de particípio irregular para 
esse verbo. Então: “Eu tinha chegado ao escritório bem cedo.”. 
De volta à questão, o verbo “cozer” muitas vezes se confunde com o 
correlativo “cozinhar”, mas cada um apresenta uma forma participial: 
cozinhado (usado basicamente em tempo composto: tinha/havia 
cozinhado) e cozido (geralmente construído na voz passiva: é/está 
cozido, mas também empregado em tempo composto: havia/tinha 
cozido). 
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Na questão, o verbo “cozer” tem como auxiliar o verbo “ser”, figurando, 
portanto, em voz passiva. A forma correta será: cozidos. 
Em seguida, como o fato se situa no campo da hipótese, devemos usar o 
presente do subjuntivo – “para que a população não venha a ter 
problemas de saúde”. 
Está correta, pois, a opção (D). 
 
Atenção: A questão 8 baseia-se no texto apresentado abaixo. 
A economia vai devorar o planeta? 
Para a maioria dos ecologistas, o impacto das atividades humanas sobre a 
natureza é real. A salvação do planeta passaria necessariamente pelo fim do 
crescimento de economias e populações, além da adoção de uma economia 
ecológica − com a reforma dos sistemas de produção de alimentos, 
materiais e energia. Uma economia ambientalmente sustentável seria 
movida por fontes renováveis de energia: eólica, solar e geotérmica. A 
eletricidade eólica seria usada para produzir hidrogênio. As estruturas atuais 
de gasodutos fariam o transporte do gás que moveria a frota de automóveis. 
Nesse sistema, a indústria da reciclagem e reutilização substituiria em 
grande parte as atividades extrativistas. 
Para se alcançar esse estágio, os sistemas tributários mundiais precisariam 
ser reformulados, de modo a oferecer subsídios à reciclagem e à geração de 
energia limpa e renovável e taxar atividades insustentáveis, como o uso de 
combustível fóssil. 
No entanto, sem estacionar a população mundial, nenhuma mudança terá 
realmente efeito. Mais pessoas requerem mais comida, mais água, mais 
espaço, bens, serviços e energia. Ocorre que deter ou até mesmo reduzir o 
crescimento da população mundial não é tão simples. O tamanho das 
famílias, em muitos países, está ligado à maneira como os casais encaram o 
sexo e a virilidade. 
O tamanho e a complexidade dos sistemas mundiais tornam a adoção da 
ecoeconomia uma tarefa gigantesca e muito distante de ser realizada. O 
aumento da temperatura global, a superpopulação e a contaminação dos 
ecossistemas mundiais estão por toda parte: somente podem-se corrigir os 
efeitos que eles criam, com medidas de alcance global. Pequenas 
substituições e correções de rumo em alguns setores não constituem uma 
solução. Com 6 bilhões de pessoas no mundo, até metas mais óbvias, como 
deter o nível de desflorestamento, parecem distantes. 
(Adaptado de Bruno Versolato, Superinteressante, maio de 2004, p. 69) 
 
8 - (TRT 22ª Região – Técnico Judiciário / Novembro 2004) 
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As estruturas atuais de gasodutos fariam o transporte do gás que moveria a 
frota de automóveis. 
O emprego das formas verbais grifadas acima indica, no contexto, 
(A) incerteza da realização de um fato passado. 
(B) dúvida real de que um fato se concretize. 
(C) ação que se realiza habitualmente até o momento presente. 
(D) fato consumado, anterior a outro, também passado. 
(E) hipótese que depende de certa condição anterior. 
 
Gabarito: E 
Comentário. 
No início do estudo, vimos que o futuro do pretérito do indicativo pode 
denotar incerteza, hipótese relacionada a uma condição ou polidez. 
Note que, na estrutura apresentada, o fato de o gás mover a frota de 
automóveis depende da existência de gasodutos que viabilizem o transporte 
desse gás. Assim, a circunstância representada pelo tempoverbal é o da 
hipótese que depende de certa condição – a existência dos gasodutos (E). 
 
9 - (TRT 15ª Região – Técnico Judiciário / Setembro 2004) 
... em questões nas quais a vinculação satisfaça objetivos políticos dos 
governantes. 
O emprego da forma verbal grifada acima introduz no contexto a mesma 
noção do verbo empregado na frase: 
(A) Duas críticas lhe são feitas... 
(B) Os prazos já existem na lei... 
(C) ... que lhes permitem intervir no processo... 
(D)) ... segundo o ritmo que lhes convenha. 
(E) ... que se está dando um passo à frente. 
 
Gabarito: D 
Comentário. 
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A forma “satisfaça” está no presente do subjuntivo. A outra forma verbal 
de idêntica conjugação é “convenha”, do verbo “convir”, que é derivado do 
verbo “vir”. 
Como veremos adiante, essa banca costuma exigir as formas de conjugação 
de verbos de terceira terminação (ir), e como ela gosta dos derivados do 
verbo “vir”! 
As demais formas estão nos seguintes tempos e modos: 
(A) são feitas – locução verbal de voz passiva com o verbo auxiliar no 
presente do indicativo e o verbo principal na forma nominal 
particípio. 
(B) existem – presente do indicativo 
(C) permitem – presente do indicativo 
(D) está dando – locução verbal, cujo verbo auxiliar está no presente 
do indicativo e o principal, no gerúndio. 
 
10 - (TRE AP – Analista Judiciário / Janeiro 2006) 
Faça isso com a cabeça de um macaco. 
É exemplo de emprego do mesmo modo do verbo grifado acima UM dos 
verbos que aparecem na frase: 
(A) Não serão aceitas justificativas, quaisquer que sejam os motivos 
alegados. 
(B) Saiba que valores devem ser respeitados, em qualquer tempo e 
lugar. 
(C) Todo explorador desejaria entender como se reduzem cabeças. 
(D) É necessária a existência de critério que justifique determinados atos 
de violência. 
(E) Espera-se que ele possa entender as razões de certos costumes em 
determinadas civilizações. 
 
Gabarito: B 
Comentários. 
Agora, o nosso assunto é a conjugação do IMPERATIVO. 
Em vez de memorizar várias regras, vamos guardar apenas a exceção. 
A REGRA: Em se tratando de imperativo, emprega-se o presente do 
subjuntivo. 
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No imperativo, não há conjugação da 1ª pessoa do singular (a idéia é que 
ninguém poderia dar uma ordem a si mesmo). 
São conjugados pelo presente do subjuntivo os verbos em todas as 
pessoas no imperativo negativo, e nas 3ª pessoas (singular e plural) e 1ª 
pessoa do plural no imperativo afirmativo. Essa é a regra. 
Exemplo: “Venha para a Caixa você também” – 3ª pessoa do singular (O 
comercial estava errado!!!). 
 “Não nos deixeis cair em tentação” – 2ª pessoa do plural (Ao se 
dirigir ao Pai, usa-se vós.) 
Essa é a regra. 
Agora a exceção, que deve ser memorizada, por ser em menor número. 
A exceção fica por conta das segundas pessoas (tu e vós) no imperativo 
afirmativo. Nessa conjugação, usa-se o presente do indicativo, sem o “s” 
final. 
RESUMO: No imperativo afirmativo, as 2ªs pessoas (singular e plural) 
buscam a conjugação do presente do indicativo e tiram a letra ‘s’. Todo o 
restante tem origem no presente do subjuntivo. 
Exemplo: 
1 - “Dize-me com quem andas, que eu te direi quem és.” - A forma “dize” é 
a redução do presente do indicativo da 2ª pessoa do singular (dizes – [s] = 
dize). 
Detalhe: o verbo “dizer”, assim como todos que têm essa terminação -zer, é 
um verbo abundante, que admite tanto “dize” como “diz”, no imperativo. 
2 – “Fazei de mim um instrumento de vossa paz.” – A forma “fazei” é a 
conjugação no presente do indicativo da 2ª pessoa do plural (vós fazeis), 
sem o “s”. 
Aliás, esse segundo exemplo foi retirado de uma oração – a Oração de São 
Francisco de Assis, que não é tão conhecida quanto o “Pai Nosso”. No “Pai 
Nosso”, temos vários exemplos do uso do imperativo, tanto afirmativo 
quanto negativo. 
Dá-se a Deus a respeitosa forma de tratamento "vós", que, como já vimos, é 
da segunda pessoa do plural. Em "Perdoai as nossas ofensas", as pessoas 
que rezam dirigem-se ao Criador e pedem a Ele que lhes perdoe as ofensas 
praticadas. 
É para isso que também serve o imperativo. Além de ordem, essa forma 
verbal pode expressar também súplica, desejo ardente, que é como são 
feitos esses pedidos. 
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Na prece, “perdoai" e "livrai" ("perdoai as nossas ofensas"/"livrai-nos do 
mal") estão no imperativo afirmativo, enquanto que "deixeis" ("não nos 
deixeis cair em tentação") está no imperativo negativo. 
"Perdoai" e "livrai" obedecem a um esquema que já vimos. Como são 
conjugações de 2ª pessoa do plural, essas formas vêm do presente do 
indicativo, sem o "s" final. Fazem parte da EXCEÇÃO. 
E "Não nos deixeis cair em tentação"? É da conjugação do imperativo 
negativo e recai na REGRA GERAL, ou seja, se forma a partir do presente do 
subjuntivo (que eu deixe, que tu deixes, que ele deixe, que nós deixemos, 
que vós deixeis, que eles deixem). 
Na hora da dúvida, mesmo que você não seja católico, comece a rezar o Pai 
Nosso e veja como se conjugam as formas verbais no Imperativo. Mas, para 
dar certo, você deve aprender a rezar direito!!!! 
 
Voltando à questão (garanto que você já tinha até se esquecido da 
pobrezinha...), a forma “Faça” é uma ordem e, por isso, está conjugada no 
imperativo. A outra forma de idêntica conjugação é “Saiba”. 
As duas formas verbais se dirigem a “você” que, como um pronome de 
tratamento que se preza, leva o verbo e os pronomes para a 3ª pessoa 
(singular ou plural). Aliás, essa é uma excelente maneira de lembrar como 
se usam os pronomes de tratamento – o que acontece com “você” acontece 
também com todos os demais pronomes (Vossa Excelência, Vossa Senhoria 
etc.) – o verbo e os pronomes ficam na 3ª pessoa. Exemplo: “Vossa 
Senhoria terá a obrigação de rever suas decisões.”. Finalmente, (só para 
encerrar esse assunto) usa-se “vossa” quando se dirige à autoridade e “sua” 
quando se faz menção a ela. 
 
CO NJUGAÇÃO VERBAL 
A partir de agora, o nosso assunto é CONJUGAÇÃO VERBAL, e, para ajudá-lo 
a resolver essas questões, usamos a técnica do paradigma. 
Como é isso? Na dúvida com relação à conjugação de determinado verbo 
regular (geralmente o examinador busca um verbo pouco utilizado no seu 
dia-a-dia), basta observar a conjugação dos paradigmas clássicos (FALAR – 
1ª conjugação, BEBER – 2ª conjugação, PARTIR – 3ª conjugação). 
Extraia o radical, que é o que sobra do verbo após retirar a terminação “ar”, 
“er” ou “ir” do infinitivo (exemplo: FAL(AR) = radical FAL-), e empregue as 
desinências, que são idênticas nos demais verbos regulares de mesma 
conjugação: 
Por exemplo: 
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CONSUMAR (verbo regular de 1ª conjugação): 
Presente do Indicativo: Eu consum.... (???) 
Presente do Subjuntivo: (que) eu consum... (???) 
CONSUMIR (verbo regular de 3ª conjug.): 
Presente do Indicativo: Eu consum.... (???) 
Presente do Subjuntivo: (que) eu consum... (???) 
E aí, como você preencheu? Vamos buscar a desinência dos verbos 
“paradigmas”. 
Infinitivo Pres.Indicativo Pres.Subjuntivo 
Falar Eu falo (que) eu fale 
Consumar Eu consumo (que) eu consume 
Partir Eu parto (que) eu parta 
Consumir Eu consumo (igual) (que) eu consuma 
 
Se o verbo for irregular, ou seja, apresenta alteração no radical em 
determinadas conjugações, procure outro verbo, também irregular, de 
mesma construção. 
Por exemplo: COMPETIR (3ª conjugação) – Eu comp.... (???) 
Esse verbo é irregular, ou seja, não mantém o radical nas conjugações. 
Normalmente não conjugamos esse verbo (pelo menos, não com convicção) 
fora de uma locução verbal.Mas usamos bastante outro verbo de idêntica 
estrutura. Já sabe qual é??? REPETIR. Então, como fica a conjugação desse 
paradigma? Eu repito => Eu compito 
 
E “ADERIR”? Como você conjugaria a primeira pessoa do singular do 
Presente do Indicativo? Está com dúvida? Busque um paradigma. Aceito 
sugestões.... Lembrou de algum? Eu conheço um – FERIR. Como fica a 
conjugação do paradigma? Eu firo. Logo, “eu adiro”. 
 
Aliás, a banca da Fundação Carlos Chagas simplesmente ADORA os verbos 
de terceira conjugação, ou seja, os terminados por “IR”. 
Outros verbos são mais perigosos e não seguem um padrão. Um desses 
verbos (REQUERER) será assunto uma de nossas próximas questões. 
Vamos lá! 
 
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11 - (TRT 13ª Região – Analista Judiciário / Dezembro 2005) 
Estão corretos o emprego e a grafia de todas as palavras na frase: 
(A) Há discussões que chegam a um tal estado de paradoxismo que fica 
improvável alguma solução que se adeque à expectativa dos contendores. 
(B) Os candidatos, em suas altercalções num debate, costumam dissiminar 
mais injúrias um contra o outro do que esclarecimentos ao eleitorado. 
(C) A democracia, por vezes, constitue uma espécie de campo de provas que 
poucos candidatos estão habilitados a cruzar prezervando sua dignidade. 
(D) Se os eleitores fossem mais atentos à inépsia dos candidatos, não se 
deixariam envolver por tudo o que há de falascioso nos discursos de 
campanha. 
(E) Crêem muitos que há obsolescência na democracia, conquanto ninguém 
se arvore em profeta de algum outro regime que pudesse ser mais bem 
sucedido. 
 
Gabarito: E 
Comentário. 
Não, você não está enlouquecendo (ainda...), nós já abordamos essa 
questão na Aula Zero (demonstrativa), 
Repetimo-la porque, além dos aspectos ortográficos, devem ser objeto de 
comentário duas construções verbais inadequadas. 
A primeira, em relação ao verbo adequar, presente na opção (A). Esse é um 
verbo defectivo. Mas o que são verbos defectivos? 
São os que apresentam DEFEITO em alguma conjugação, ou seja, em algum 
tempo/modo, o verbo não apresenta conjugação completa. 
Sempre que se falar em defeito verbal, estamos nos referindo à conjugação 
do PRESENTE DO INDICATIVO e aos tempos dele derivados (Presente do 
Subjuntivo e Imperativo). O “defeito” existe apenas no presente, não existe 
no passado nem no futuro. Assim, mesmo defectivo, o verbo poderá ser 
conjugado inteiramente nos outros tempos e modos verbais, como, por 
exemplo, no Pretérito do Perfeito do Indicativo, no Pretérito Imperfeito do 
Subjuntivo, Futuro do Subjuntivo etc. 
Há dois tipos de defeitos: 
1º) não possuir a 1ª pessoa do singular, apenas. (explodir, abolir, colorir, 
delinqüir); 
2º) só apresentar as conjugações da 1ª e 2ª pessoas do plural (adequar, 
reaver) – é o caso do verbo “adequar”. No presente do indicativo, só 
existem as formas “adequamos” (nós) e “adequais” (vós). 
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Quando não existe a 1ª p.s. do presente do indicativo de um verbo, como é 
o caso do verbo adequar, não existirá, também, nenhuma forma de 
conjugação do presente do subjuntivo. 
Assim, está incorreta a construção “se adeque”. Para sair dessa “saia 
justa”, podemos optar pelo emprego de uma locução verbal – “se deva 
adequar” ou pela troca do verbo por um sinônimo (na questão, uma boa 
opção seria “atenda”). 
Uma última observação sobre verbos defectivos: alguns autores definem 
como defectivos, também, os verbos que, de acordo com o seu emprego, só 
podem ser conjugados nas terceiras pessoas, como URGIR (ter urgência), 
DOER (no sentido de causar dor – “alguma coisa dói.”) e os unipessoais, que 
representam vozes de animais ou fenômenos da natureza, quando utilizados 
no sentido original (sentido denotativo, com “d” de “dicionário”; seu oposto 
é o sentido conotativo, também chamado de figurado, quando a palavra é 
usada em um significado diferente do original). 
 
A segunda construção verbal inadequada se refere à conjugação do verbo 
constituir (grafada na questão como “constitue”). A forma correta é 
constitui. 
Os verbos, como constituir, terminados pelo hiato –UIR, exceto no caso 
dos defectivos (verbos que não possuem todas as formas de conjugação, 
como ruir), apresentam duas formas de conjugação: 
1ª) O paradigma será POSSUIR (o radical é possu) – De acordo com esta 
regra, classificam-se praticamente todos os verbos com essa terminação. 
Nas 2ª e 3ª do singular trocam a letra ‘e’ da conjugação regular (como em 
‘partir’) pela letra ‘i’. Mantêm as demais conjugações inalteradas em relação 
à conjugação do verbo paradigma ‘partir’: possuo, possuis, possui, 
possuímos, possuís, possuem. 
Dessa forma, conjugam verbos como OBSTRUIR, AFLUIR, INFLUIR, ANUIR, 
ARGUIR (respeitada a acentuação), CONCLUIR, DISTRIBUIR, INCLUIR 
2ª) CONSTRUIR (o radical é constru) e DESTRUIR (o radical é destru)– 
São verbos abundantes. Além da forma regular de conjugação (igual à do 
verbo POSSUIR: construo, construis, construi, construímos, construís, 
construem), mais comum em Portugal, apresenta também a conjugação 
irregular, em que as 2ª e 3ª pessoas do singular do Presente do Indicativo 
formam o ditongo aberto “ói": construo, constróis, constrói, construimos, 
construís, constroem, da mesma forma que os verbos terminados em 
-OER. 
Assim, vimos que os verbos terminados em –UIR recebem, na 3ª pessoa do 
singular, a letra “i” – constitui, e não o “e” como apresentado na questão. 
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Vamos analisar outras conjugações especiais. 
 
1. VERBOS TERMINADOS EM HIATO: 
–OER: As 2ª e 3ª pessoas do singular do Presente do Indicativo formam o 
ditongo aberto ‘ói’. As demais pessoas, em todos os outros tempos verbais, 
seguem o paradigma ‘beber’, respeitadas as devidas acentuações tônicas. 
Na hora de escolher um exemplo, lembrem que DOER (no sentido de causar 
dor) e SOER (costumar, ter hábito de) são defectivos e só se conjugam nas 
terceiras pessoas. 
Exemplos: MOER (o radical é mo) - môo, móis, mói, moemos, moeis, moem 
–EAR: recebem a letra ‘i’ nas formas rizotônicas (sílaba tônica no radical). 
Nas demais, segue o paradigma ‘falar’. Exemplo: pentear (radical pente). 
A sílaba tônica foi sublinhada. 
Pres.Indicativo - penteio, penteia, penteia, penteamos, penteais, penteiam 
Pres.Subjuntivo – penteie, penteies, penteie, penteemos, penteeis, penteiem 
Pret.Perfeito: penteei, penteaste, penteou, penteamos, penteastes, 
pentearam 
–IAR: os verbos dessa terminação são regulares, ou seja, seguem a 
conjugação do paradigma ‘falar’. Exemplos: 
ADIAR (radical é adi) – Pres.Indicativo: adio, adias, adia, adiamos, adiais, 
adiam 
VARIAR (radical é vari) - Pres.Indicativo: vario, varias, varia... 
Dessa mesma forma, conjugam-se os verbos ARRIAR, MAQUIAR, VICIAR. 
Por isso, nada de “VAREIA”, senão “VICEIA”!!! Como vimos, esses verbos 
são REGULARES. 
Mas, então, por que será que tanta gente se engana? Porque ocorre uma 
“contaminação” com os verbos terminados em “EAR”, como “pentear”, 
apresentado acima. 
No entanto, há cinco verbos terminados em -IAR que recebem a letra ‘e’ 
nas formas rizotônicas (formas em que a sílaba tônica recai no radical), ou 
seja, formas verbais em que a sílaba tônica recai no radical, como no 
Pres.Indicativo e Pres.Subjuntivo. Suas iniciais formam o anagrama M-A-R-
I-O: 
Mediar (e derivados, como intermediar), Ansiar, Remediar, Incendiar, 
Odiar 
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Pres.Indicativo: intermedeio, intermedeia, intermedeia, intermediamos, 
intermediais, intermedeiam 
Para facilitar, lembre-se da conjugação do verbo ODIAR, o mais comum 
deles. 
2. VERBOS “DERIVADOS” DE ÁGUA– DESAGUAR, ENXAGUAR - mantêm 
a acentuação de “água” na conjugação. 
Pres.Indicativo: deságuo, deságuas, deságuas, desaguamos, desaguais, 
deságuam 
Pres.Subjuntivo: deságüe, deságües, deságüe, desagüemos, desagüeis, 
deságüem 
3. AVERIGUAR, APAZIGUAR, APANIGUAR - Não seguem a regra dos 
“derivados” de água. Têm a acentuação tônica nas formas rizotônicas (no 
radical). 
O radical de averiguar é [averigu-] e segue o paradigma “falar”, ressalvada 
a acentuação gráfica (especialmente no Pres.Subjuntivo). 
Pres.Indicativo: averiguo, averiguas, averigua, averiguamos, averiguais, 
averiguam 
Pres.Subjuntivo: averigúe, averigúes, averigúe, averigüemos, averigüeis, 
averigúem 
(Antes da letra “e”, quando o “u” é pronunciado sem intensidade, leva trema 
- averigüemos; com intensidade, leva acento agudo - averigúe) 
 
12 - (TRE AP - Técnico Judiciário/ Janeiro 2006) 
Está corretamente flexionada a forma verbal sublinhada na frase: 
(A) Se alguém propor medidas para economia de energia, que seja ouvido 
com atenção. 
(B) Caso uma represa contenhe pouco volume de água, as turbinas da usina 
desligam-se. 
(C)) Seria preciso que refizéssemos os cálculos da energia que estamos 
gastando. 
(D) Só damos valor às coisas quando elas já escasseiaram. 
(E) Se não determos os desperdícios, pagaremos cada vez mais caro por 
eles. 
 
Gabarito: C 
Comentário. 
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O verbo “refazer” é derivado do verbo “fazer”. Como a conjugação deste 
verbo no pretérito imperfeito do subjuntivo é fizéssemos, está correta a 
construção observada na oração. 
Estão incorretas as demais opções: 
(A) O verbo “propor” deriva do verbo “pôr” (mas, ao contrário deste, aquele 
não recebe acento circunflexo – na dúvida, reveja a Aula Zero). Assim, 
usamos a conjugação deste como paradigma para a construção daquele. 
A forma verbal do pôr é “Se ele puser”. Então, a construção correta seria 
“Se alguém propuser”. 
(B) O verbo “conter” é derivado do verbo “ter”. Se a forma com este verbo 
seria “Caso uma represa tenha” (presente do subjuntivo), a construção 
correta seria “Caso uma represa contenha”. 
(Já podemos perceber que a FCC adora explorar a conjugação de verbos 
derivados. E você nem imagina quanto! Vamos continuar.) 
(D) Como vimos na questão anterior, os verbos terminados em –EAR, só 
recebem a letra “i” nas formas em que a sílaba tônica recai no radical 
(formas rizotônicas). O radical do verbo escassear é “escasse-”. A sílaba 
tônica da conjugação da 3ª pessoa do plural do presente do indicativo recai 
na desinência: escassearam. Assim, nada de colocar “i” nela, da mesma 
forma que em passearam, pentearam, cearam (atire a primeira pedra 
quem não pronunciou um “i” nesse último verbo, pela óbvia influência do 
substantivo “ceia”!). 
(E) O verbo deter é derivado do verbo ter (assim como conter, da opção 
A). Então, a forma correta seria: “Se não detivermos os desperdícios...”. 
 
13 - (TRE AP – Analista Judiciário / Janeiro 2006) 
Estão corretas ambas as formas verbais sublinhadas na frase: 
(A) Alguém interviu, dizendo ao czar que a caça de borboletas e andorinhas 
constitue, para muitos homens, uma prática esportiva. 
(B)) Alguém interveio, dizendo ao czar que a caça de borboletas constitui, 
para muitos homens, uma prática esportiva. 
(C) Alguém interviu, dizendo ao czar que a caça de borboletas e andorinhas 
constitui, para muitos homens, uma prática esportiva. 
(D) Alguém interveio, dizendo ao czar que a caça de borboletas e andorinhas 
constitue, para muitos homens, uma prática esportiva. 
(E) Alguém interveio, dizendo ao czar que a caça de borboletas e andorinhas 
constitue-se, para muitos homens, uma prática esportiva. 
 
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Gabarito: B 
Comentário 
O verbo “intervir” é derivado do “vir” – assim, se falamos “alguém veio”, 
devemos também falar “alguém interveio”. 
O outro verbo é “repeteco”. “Constituir”, na 3ª pessoa do singular, forma 
“constitui”, já comentado na questão 11. 
 
14 - (TRT 24ª Região – Técnico Judiciário / Março 2006) 
O verbo flexionado corretamente está grifado na frase: 
(A) Empresários requiseram licença ambiental para desenvolver seus 
projetos. 
(B) Muitos turistas vinherão ao Brasil central, atraídos pelos esportes 
náuticos. 
(C) Os investidores disporam-se a desenvolver um turismo ecológico na 
região. 
(D)) Sobrevieram alguns contratempos, logo resolvidos, no alojamento dos 
visitantes. 
(E) Poucos turistas obteram a licença para permanecer mais tempo na 
região. 
 
Gabarito: D 
Comentário. 
Um candidato desatento, que só lesse a forma verbal sublinhada, poderia 
cair na casca de banana da FCC nessa questão. 
O primeiro verbo grifado (requiseram) não significa “querer de novo”. 
“REQUERER” significa “pedir por meio de requerimento ou ação, exigir, 
pedir, demandar...”. Por isso, ele não é derivado do “querer”. Não 
obstante, como é irregular, em algumas formas se conjuga de modo idêntico 
ao “querer” (o que explica – mas não justifica – a confusão). 
Pres. ind.: requeiro, requeres, requer, requeremos, requereis, requerem; 
Pres. subj.: requeira, requeiras, ... 
Nas outras formas é regular e segue o paradigma “beber”. 
Assim, a forma correta é (A) “Empresários requereram licença 
ambiental...”. 
(B) “Muitos turistas virão ...” (futuro do presente do indicativo do verbo 
“vir”) [gente, fala sério: o que poderia ser “vinherão”????]; 
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(C) “Os investidores dispuseram-se a desenvolver...” (pretérito perfeito do 
indicativo do verbo “dispor”, que é derivado do verbo “pôr”); 
(D) Esta é a resposta correta – sobrevir é derivado do verbo vir, 
formando a conjugação “sobrevieram”; 
(E) “Poucos turistas obtiveram a licença...” (pretérito perfeito do indicativo 
do verbo “obter”, que é derivado do verbo “ter”). 
 
15 - (TRT 22ª Região – Técnico Judiciário / Novembro 2004) 
O verbo flexionado de forma INCORRETA está grifado na frase: 
(A) Com base na legislação vigente, os promotores propuseram às 
autoridades responsáveis as penalidades cabíveis. 
(B)) Alguns policiais requiseram o cumprimento do dispositivo legal para 
garantir sua segurança durante as diligências. 
(C) Estudam-se alterações no conteúdo de certas leis para que elas dêem 
resultados positivos no controle da violência. 
(D) Apesar de rígidas, as condições de encarceramento para criminosos 
ainda não contêm a ocorrência de atos de violência. 
(E) Ninguém ainda se deteve para analisar os resultados da aplicação 
rigorosa de penalidades aos detentos. 
 
Gabarito: B 
Comentário. 
Novamente, a banca explorou o verbo REQUERER, mas agora ficou fácil – 
você já sabe que a forma correta é “Alguns policiais requereram o 
cumprimento...”. 
 
16 - (TRT 13ª Região – Analista Judiciário / Dezembro 2005) 
Está correta a flexão de todas as formas verbais na frase: 
(A) Giscard contrapôs às falas de Mitterrand a impressão de que este se 
pronunciava como se detera o monopólio do coração. 
(B) A mãe interviu na discussão, alegando que seu filho era alérgico a pêlos 
de animais – razão pela qual se indispusera com a dona do cachorrinho. 
(C) O autor afirma que sempre se comprazeu em participar de reuniões em 
que todos envidam esforços na busca de soluções conciliatórias. 
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(D)) Se condissessem com a verdadeira prática democrática, as campanhas 
eleitorais não dariam lugar ao discurso que inclui arrogância na 
argumentação. 
(E) Caso Mitterrand contesse o ímpeto de sua fala, não houvera de 
argumentar com tamanha simplificação e tão visível autoritarismo. 
 
Gabarito: D 
Comentário. 
Está correta a forma verbal “condissessem”, quese refere a um dos verbos 
derivados de dizer (condizer = “dizer com” = estar de acordo, estar em 
harmonia), no pretérito imperfeito do subjuntivo. 
Temos agora uma ótima oportunidade de estudar um dos verbos mais 
difíceis da Língua Portuguesa – COMPRAZER, presente na opção (C). 
Antes, porém, vamos analisar as demais opções: 
(A) “Giscard contrapôs às falas de Mitterrand a impressão de que este se 
pronunciava como se detivesse o monopólio do coração.” – além de 
não existir a forma “detera" (no pretérito mais-que-perfeito, seria 
“detivera”), por ser derivado do verbo “ter”, o verbo “deter”, na 
construção, deve ser conjugado no modo subjuntivo que, como vimos 
anteriormente, situa o fato no campo da hipótese, suposição, 
possibilidade. 
(B) “A mãe interveio na discussão...” – o verbo intervir já foi objeto de 
comentário na questão 13. A forma “indispusera” (pretérito mais-que-
perfeito do verbo indispor) está corretamente flexionada. 
(C) Em relação ao verbo “comprazer”, há divergência doutrinária. Alguns 
gramáticos afirmam que esse verbo apresenta todas as conjugações 
(tendo por paradigma o verbo “aprazer”), enquanto outros afirmam ser 
um verbo defectivo, que só se conjugaria nas 3ªs pessoas, singular e 
plural (pres.ind.: compraz, comprazem). 
A questão da prova passou ao largo dessa discussão, por ter 
apresentado o verbo na 3ª pessoa do singular (“o autor se compr...”). 
Esse verbo é derivado do verbo “prazer” (este, inquestionavelmente, 
defectivo). 
O que torna difícil essa conjugação é que, no pretérito perfeito do 
indicativo, e nos tempos derivados deste (logo adiante, iremos falar 
sobre essa derivação), o verbo comprazer se conjuga como o verbo 
haver, como vimos no exemplo acima: 
Pret.perf.ind: comprouve / comprouveste / comprouve / 
comprouvemos / comprouvestes / comprouveram. 
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Pret.mais-que-perf.ind: comprouvera / comprouveras ... 
Pret.imperfeito subjuntivo: comprouvesse / comprouvesses ... 
Futuro do subjuntivo: comprouver / comprouveres / comprouver ... 
A forma correta, portanto, é “O autor afirma que sempre se 
comprouve em participar de reuniões...”. Em tempo, “comprazer-se” 
significa “regozijar-se”, “deleitar-se”. Essa foi de matar, hem? 
(E) “Caso Mitterrand contivesse o ímpeto de sua fala...” – o verbo 
“conter”, também derivado do verbo “ter”, já foi mencionado na 
questão 12. 
 
Só para não perdermos a oportunidade, veja como se formam os tempos 
derivados do pretérito perfeito do indicativo. 
A 3ª pessoa do plural (eles) do pretérito perfeito dá origem às seguintes 
formas verbais: pretérito mais que perfeito do indicativo, pretérito 
imperfeito do subjuntivo e futuro do subjuntivo. 
Exemplo: Eles vieram (pret.perf.ind) 
Pret.mais que perf.ind – eu viera / tu vieras / ele viera / nós viéramos / 
vós viéreis / eles vieram 
Pret.imperf.subjuntivo – eu viesse / tu viesses ... 
Futuro do subjuntivo – eu vier / tu vieres / ele vier ... 
E, para matar a sua curiosidade, veja algumas formas de conjugação do 
verbo “comprazer” (igual ao aprazer, para os que não o consideram 
defectivo): 
Pres.Ind – comprazo / comprazes / compraze / comprazemos / comprazeis / 
comprazem 
Pres.Subj – compraza / comprazas ... 
Fut.Pres.Ind – comprazerei / comprazerás / comprazerá... 
Horrível, não é mesmo?!?! 
Então, vamos passar correndo para a próxima questão. 
 
17 - (TRT 13ª Região – Analista Judiciário / Dezembro 2005) 
É preciso corrigir a redação da seguinte frase: 
(A) Quando se chega a resultados como estes, há que se pensar num 
reajuste dos parâmetros em que baseamos os nossos cálculos. 
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(B) Os casamentos vêm ocorrendo entre pessoas cada vez menos jovens, o 
que talvez revele uma preocupação crescente com a assunção desse 
compromisso. 
(C) Na televisão norte-americana, a cobertura da guerra no Iraque foi 
manifestamente patriótica: os repórteres da Fox pareciam liderar a torcida 
em favor das tropas invasoras. 
(D)) As conseqüências que advirem da escolha pela qual você optou, são de 
sua responsabilidade, além do mais porque lhe advertimos sobre os riscos 
envolvidos. 
(E) Os bons psicoterapeutas ensinam que, em vez de uma pessoa querer ser 
outra, é mais interessante que ela busque inventar o que pode fazer com o 
que já é. 
 
Gabarito: D 
Comentário. 
Sem dúvida alguma, o verbo advir é campeão nas provas da FCC. Derivado 
que é do verbo “vir” (significa “vir em resultado, sobrevir”), segue a 
conjugação deste. Assim, a forma correta da opção (D) é: “As conseqüências 
que advierem da escolha ...”. 
 
18 - (Analista BACEN / Janeiro 2006) 
Estão corretamente flexionadas e articuladas as formas verbais da frase: 
(A) Para que não sobrevissem maiores violência, seria preciso interferir 
nesse processo de acumulação, que a tantos destitue das mínimas 
condições de sobrevivência. 
(B) O autor do texto e seu colega Elio Gaspari conviram em que os 
“cidadãos descartáveis” constituíssem o efeito vivo do funcionamento 
da máquina liberal. 
(C) Para que se extingua essa expropriação histórica, fazer-se-ia 
necessário que haja pleno controle do processo de acumulação. 
(D) Os sonhos que advirem da contínua sedução que sobre nós exerce a 
máquina neoliberal estariam condenados à insatisfação. 
(E) Por não terem podido resistir à expropriação de seus pedacinhos de 
terra, os servos feudais não contiveram um processo que só fez 
crescer ao longo dos séculos. 
 
Gabarito: E 
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Comentário. 
Vamos começar pelos erros das opções: 
(A) “sobrevir” é derivado do vir e sinônimo do “advir” (de novo!). 
Assim, a forma certa é: “Para que não sobreviessem maiores 
violências” (acho que a falta do “s” foi mais um erro de digitação da 
prova do que uma incorreção de concordância); 
(B) “convir” significa “concordar” e segue a conjugação do verbo “vir” – 
“O autor do texto e seu colega Elio Gaspari convieram em que ...”; 
(C) Pode parecer horrível aos seus ouvidos, mas o verbo “extinguir” 
(que não tem trema e, portanto, se pronuncia como “gui” de 
“guitarra”), na 1ª pessoa do singular do presente do indicativo, 
apresenta a forma “extingo”. Como vimos, é essa a forma que dá 
origem a todo o presente do subjuntivo – extinga, extingas, 
extinga, extingamos, extingais, extinga. Essa conjugação é 
seguida, também, pelo verbo “distinguir”; 
(D) Olha o “advir” aí, gente!!! Você já sabe: “Os sonhos que advierem 
da contínua sedução...”; 
(E) ESTA FOI A RESPOSTA CORRETA. “Podido” é o particípio (que os 
antigos chamavam de “particípio passado”, alguém aí se lembra 
disso?) do verbo “poder”. Curiosidade: você sabia que, segundo a 
norma culta, o verbo “poder” não admite construção no imperativo? 
 
19 - (Auditor Fiscal BA / Julho 2004 - adaptada) 
Julgue a opção abaixo, em relação à correção gramatical. 
(E) Na medida em que os dados gerais eram compreendidos, a platéia 
manifestava um misto de entusiasmo e de vontade de saber mais, por isso 
adviram perguntas mais complexas. 
 
Item INCORRETO 
Comentário. 
Agora já perdeu a graça. Foram tantas as vezes que esse verbo apareceu 
que teríamos um curso completo só com o verbo “advir”. O correto é “por 
isso, advieram perguntas mais complexas.”. 
 
20 - (TCE SP – Agente de Fiscalização Financeira / Dezembro 2005) 
É preciso corrigir a redação da seguinte frase: 
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(A) Há protestos que são ouvidos somente quando incomodam nossos 
tímpanos, quando atingem a exacerbação de um grito a que ninguém mais 
pode se mostrar surdo. 
(B))Se é praxe do Estado agir apenas quando lhe convir, não se espere que 
viesse a tomar quaisquer providências somenteporque seja do nosso 
interesse. 
(C) Medidas repressivas, tomadas em diferentes épocas por diferentes 
governos, vêm sobejamente demonstrando a ineficácia da força frente às 
questões sociais. 
(D) Precisamos nos convencer, de uma vez por todas, de que a economia 
privada raramente se preocupa com o alcance social das metas pragmáticas 
que ela se propõe atingir. 
(E) No início da globalização, muita gente julgava que por meio dela não 
apenas se multiplicariam, mas também se distribuiriam com justiça os 
dividendos econômicos. 
 
Gabarito: B 
Comentário. 
Agora, o verbo em questão é convir, também derivado do verbo “vir”. 
Após a correção, teríamos: “Se é praxe do Estado agir apenas quando lhe 
convier...” (futuro do subjuntivo). 
Relembrando: o futuro do subjuntivo é um tempo derivado da 3ª pessoa do 
plural do pretérito perfeito do indicativo (eles vieram – [quando] ele vier / 
[quando] lhe convier). 
Um cuidado muito grande que você deve tomar é nas questões de 
concordância verbal (tema da próxima aula) que abordem verbos derivados 
do “vir”, do “ter” e terminados de forma nasal (õe / õem), como os 
derivados do “pôr”. Isso porque não há alteração fonética entre a forma 
singular e a plural (contém / contêm, dispõe / dispõem, convém / convêm). 
Isso costuma ser um “prato cheio” para “pegadinhas”, especialmente as da 
ESAF. Não vamos nos aprofundar aqui no assunto. Teremos uma aula 
todinha para falar sobre concordância. 
 
21 - (TRT 22ª Região – Analista Judiciário / Novembro 2004) 
Todas as formas verbais estão adequadamente flexionadas na frase: 
(A) Os jovens que proviram do Sudão assustar-se-ão com a quantidade de 
casuísmos a que deverão se submeter em sua nova experiência de vida. 
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(B) Por vezes, uma comparação da nossa cultura com a de outros povos 
restitue-nos o desejo de uma sociedade em que nada obstrui o caminho 
natural da justiça. 
(C) Se viajar de avião já constitui, para essa leva de jovens, uma 
experiência assombrosa, imagine-se o assombro deles quando haverem de 
entrar em contato com nossas leis. 
(D) Em suas tribos, os jovens sudaneses entretiam-se com as práticas da 
vida concreta, sem a preocupação de atentarem para intermináveis códigos 
de leis casuísticas. 
(E)) Deveríamos agir segundo valores com os quais reouvéssemos o sentido 
do que é social, e não sob a pressão de códigos que advieram de uma 
progressiva indigência moral. 
 
Gabarito: E 
Comentário. 
(A) O verbo “provir” é derivado de vir e indica a procedência. Assim, 
“Os jovens que provieram do Sudão...”; 
(B) Já estudamos os verbos terminados em –UIR (questão 11) e vimos 
que, ao contrário dos outros verbos de 3ª conjugação, esses 
recebem a letra “i” na 3ª pessoa do singular – “... uma comparação 
... restitui-nos...”; 
(C) Há impropriedade na forma “quando haverem de entrar em 
contato...”. Deve ser empregado o futuro do subjuntivo do verbo 
“haver” – “quando houverem de entrar...”, uma vez que indica um 
fato hipotético referente ao futuro. “Haverem” é a forma do 
infinitivo flexionado na 3ª pessoal do plural, inadequada à 
passagem; 
(D) O verbo “entreter” é derivado do “ter” e como ele se conjuga – “... 
os jovens sudaneses entretinham-se ...”; 
(E) RESPOSTA CORRETA. Vale a pena observar a correta conjugação do 
verbo defectivo reaver. Este verbo é derivado do verbo “haver” 
(significa possuir novamente, recuperar, “haver” de novo), mas só 
se conjuga nas formas em que o verbo “haver” apresentar a letra 
“v”. Assim, no presente do indicativo, só possui as formas de 1ª e 
2ª pessoas do plural: reavemos, reaveis. Conseqüentemente, não 
possui presente do subjuntivo nem imperativo. Nos demais tempos, 
conjuga-se como o verbo “haver”, por exemplo: “Ele reouve o 
relógio roubado.”, “Eu reaverei cada tostão que ele me roubou” 
ou, como apresentado na questão “reouvéssemos”. 
 
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22 - (TRT 24ª Região – Analista Judiciário / Outubro 2004) 
Está correta a flexão de todas as formas verbais na frase: 
(A) Ao longo do tempo, os corruptos nem sempre se desaviram com as 
instituições; pelo contrário, muitos souberam usá-las em benefício próprio. 
(B)) Em respeito à ética, se os interesses particulares se contrapuserem aos 
públicos, devem prevalecer estes, e não aqueles. 
(C) Caso não detêssemos boa parte dos nossos ímpetos destrutivos, 
nenhuma sociedade conheceria um momento sequer de estabilização. 
(D) Quando os estados nacionais não intervêem nas instituições 
corrompidas, a ordem social tende a fragilizar-se cada vez mais. 
(E) Se tivessem prevalecido as boas causas pelas quais nossos antepassados 
haveram de lutar, estaríamos hoje numa sociedade mais justa. 
 
Gabarito: B 
Comentário. 
(A) A forma “desavir” significa “suscitar desavença” (essa palavra você 
deve conhecer – significa “discórdia”, “discussão”, “briga”). 
Apesar de não ser derivado do verbo “vir”, segue sua conjugação – “os 
corruptos nem sempre se desavieram com instituições...”; 
(C) O verbo “deter” é derivado do “ter” – “Caso não detivéssemos...”; 
(D) O verbo “intervir” é derivado do “vir” – “Quando os estados nacionais 
não intervêm nas instituições corrompidas...”; 
(E) Mais uma vez, observa-se o uso inapropriado do verbo “haver”; em 
“Se tivessem prevalecido as boas causas pelas quais nossos 
antepassados haveriam de lutar,...”, o verbo auxiliar “haver”, que 
forma uma locução verbal com o principal “lutar”, se reporta a um fato 
hipotético, devendo ser conjugado no futuro do pretérito do 
indicativo. 
 
CO RRELAÇÃO VERBAL 
 
CORRELAÇÃO VERBAL consiste na articulação entre as formas verbais no 
período. Os verbos estabelecem, assim, uma correspondência entre si. 
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Esse tipo de questão, normalmente, o candidato consegue acertar usando o 
“ouvido”. Observe que alguma coisa parece estar errada na construção: “Se 
você se acomodasse com a situação, ela se tornará efetiva.”. Isso acontece 
porque não houve correlação entre a forma verbal da primeira oração 
(acomodasse) – que indica hipótese, possibilidade - com a da segunda 
(tornará) – que indica certeza. 
A título de curiosidade (e somente com esse propósito – nada de ficar 
decorando listas), seguem alguns exemplos de construções corretas sob o 
aspecto de correlação verbal: 
 
a) “Exijo que me diga a verdade.” Presente do Indicativo + Presente do 
Subjuntivo 
b) “Exigi que me dissesse a verdade.” – Pret.Perf.Indicativo + 
Pret.Imperf.Subjuntivo. 
c) “Espero que ele tenha feito uma boa prova.” - Presente Indic.+ 
Pret.Perf.Comp.Subjuntivo. 
d) “Gostaria que ele tivesse vindo.” – Fut.Pretérito.Ind.+ Pret.Mais-que-
perf.Comp.Subjuntivo 
e) “Se você quiser o material, eu o trarei.” – Futuro do Subjuntivo + 
Fut.Presente Indicativo 
f) “Se você quisesse o livro, eu o traria.” - Pret.Imperf.Subj.+ 
Fut.Pretérito do Indicativo 
g) “Quando puder, lerei o seu material.” - Futuro Subj.+ Fut.Presente 
Indicativo 
 
23 - (TRT 13ª Região – Analista Judiciário / Dezembro 2005) 
É adequada a articulação entre os tempos verbais na frase: 
(A))Mais se respeitasse a democracia, mais se deveria lutar contra as 
falácias dos discursos dos candidatos. 
(B) O que tem ficado implícito na simplificação sistemática da realidade foi o 
desrespeito aos eleitores que a prezassem. 
(C) Não houvéssemos ultrapassado as dimensões das comunas medievais, 
poderemos ter decisões que não dependeriam do sistema representativo. 
(D) Vindo a ocorrer a insultuosa infantilização dos votantes, reagissem 
estes, negando-se a votar em quem os subestimava. 
(E) Seria possível que chegassem a um acordo a dona do cachorrinho e a 
mãe da criança asmática, desde que se disponham a ponderar a razão de 
cada uma.PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC 
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Gabarito: A 
Comentário. 
Na opção correta, vemos um exemplo de relação entre um verbo no 
pretérito imperfeito do subjuntivo (respeitasse) e outro no futuro do 
pretérito (deveria) – caso f. 
Note que as orações reproduzem fatos que se situam no plano da hipótese, 
o que justifica o emprego dessa relação verbal. 
Quanto às demais construções, uma opção de conjugação verbal que 
respeitaria a correlação entre os verbos seria: 
(B) “O que tem ficado implícito na simplificação sistemática da realidade é 
o desrespeito aos eleitores que a prezam.” – todos os verbos, nessa 
opção, apresentam conceitos, devendo ser conjugados no presente do 
indicativo. 
(C) “Não houvéssemos ultrapassado as dimensões das comunas medievais, 
poderíamos ter decisões que não dependeriam do sistema 
representativo.”. Esse período reproduz a relação verbal apresentada 
corretamente na opção A – verbo no pretérito imperfeito do subjuntivo 
(houvéssemos) combinado com verbos no futuro do pretérito do 
indicativo (poderíamos / dependeriam). 
(D) “Vindo a ocorrer a insultuosa infantilização dos votantes, reagiriam 
estes, negando-se a votar em quem os subestimava.” – a forma de 
gerúndio “vindo” apresenta uma condição, equivalendo ao verbo no 
pretérito imperfeito do subjuntivo – “se viesse a ocorrer...”, o que 
levaria o verbo subseqüente ao futuro do pretérito (reagiriam). 
(E) “Seria possível que chegassem a um acordo a dona do cachorrinho e a 
mãe da criança asmática, desde que se dispusessem a ponderar a 
razão de cada uma.” – essa construção estava correta até que se 
conjugou indevidamente o verbo da oração condicional. Por estabelecer 
essa circunstância, o verbo deveria estar no pretérito imperfeito do 
subjuntivo. 
24 - (CEAL – Advogado / Junho 2005) 
Os tempos e os modos verbais apresentam-se adequadamente articulados 
na frase: 
(A) Fôssemos todos atores, o culto das aparências será a chave que nos 
libertasse do nosso destino. 
(B) Os atores sempre nos enganarão, a cada vez que encarnarem os 
personagens de que costumam se fantasiar. 
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(C) Enquanto o culto das aparências for a chave do sucesso, estaríamos 
todos preocupados com o papel que desempenhemos. 
(D) Desde idos tempos os atores gozariam de uma admiração que só não 
será maior por conta da desconfiança que temos de todo fingimento. 
(E) O autor estaria convencido de que nosso vizinho seja capaz de fingir tão 
bem quanto um ator, quando tivesse desfilado com um carro que não é seu. 
 
Gabarito: B 
Comentário. 
Na opção correta, o verbo “enganar” no futuro do presente do indicativo 
(enganarão) estabelece um nexo com o verbo “encarnar” no futuro do 
subjuntivo (encarnarem). Na seqüência, o verbo “costumar” indica um fato 
que é usual de acontecer. 
Estariam corretas as seguintes construções: 
(A) “Fôssemos todos atores, o culto das aparências seria a chave que nos 
libertaria do nosso destino.” – Situações hipotéticas devem ser 
apresentadas em construções cujos verbos estejam no pretérito 
imperfeito do subjuntivo (fôssemos) combinados com verbos no futuro 
do pretérito do indicativo (seria / libertaria). 
(C) “Enquanto o culto das aparências for a chave do sucesso, estaremos 
todos preocupados com o papel que desempenhamos.” – a forma 
verbal “for” (futuro do subjuntivo) leva a situação para o futuro, o que 
exige a forma verbal correspondente também nesse tempo – 
“estaremos” (futuro do presente). Como o verbo “desempenhar” indica 
uma situação real, poderia ser conjugado no presente do indicativo. 
(D) “Desde tempos idos os atores gozam de uma admiração que só não é 
maior por conta da desconfiança que temos de todo fingimento.” – 
como o fato narrado é continuado e se reflete ainda no momento atual, 
os verbos das orações devem estar conjugados no presente do 
indicativo (gozam / é / temos). 
(E) “O autor estaria convencido de que nosso vizinho era capaz de fingir tão 
bem quanto um ator, quando tivesse desfilado com um carro que não 
era seu.” – está correta a relação entre o futuro do pretérito do 
indicativo (estaria) e o pretérito mais-que-perfeito composto do 
subjuntivo (tivesse desfilado). O problema está na conjugação das duas 
passagens do verbo “ser”, que apresenta um fato real situado também 
no passado. 
 
 
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25 - (TRE MG – Analista Judiciário / Julho 2005) 
É inadequada a articulação entre os tempos verbais na seguinte frase: 
(A) Para que se possa entender o de que vou aqui tratar não é necessário 
ter muita informação acerca da teoria dos buracos negros. 
(B) Para que se venha a entender o de que aqui tratarei não será necessário 
ter muita informação acerca da teoria dos buracos negros. 
(C) Não foi necessário que se tenha muita informação acerca da teoria dos 
buracos negros para que se viesse a entender o de que aqui estivera 
tratando. 
(D) Não seria necessário que se tivesse muita informação acerca da teoria 
dos buracos negros para que se entendesse o de que lá eu tratava. 
(E) Para que se pudesse entender o de que aqui trataria, não seria 
necessário ter muita informação acerca da teoria dos buracos negros. 
 
Gabarito: C 
Comentário. 
Uma possibilidade de construção seria: “Não seria necessário que se 
tivesse muita informação acerca da teoria dos buracos negros para que se 
viesse a entender o de que aqui estivera tratando.”. Isso porque, mais uma 
vez, os verbos retratam situações hipotéticas. 
 
26 - (TRT 24ª Região – Analista Judiciário / Outubro 2004) 
Atentando-se para a adequada articulação entre os tempos e os modos 
verbais, completa-se a frase Caso não fossem necessárias as 
instituições com o seguinte segmento: 
(A) haverão os homens de tê-las criado? 
(B) por que os homens as haverão de criar? 
(C))tê-las-íamos criado? 
(D) ainda assim as teremos criado? 
(E) tê-las-emos criado? 
 
Gabarito: C 
Comentário. 
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Para relacionar-se com o verbo que situa o fato no campo da possibilidade, a 
forma verbal seguinte deve estar no futuro do pretérito do indicativo. O 
que poderia dificultar a identificação deste verbo é a colocação pronominal. 
Como veremos em uma das próximas aulas, é proibido empregar o pronome 
oblíquo após um verbo no futuro do indicativo (tanto futuro do presente 
como do pretérito). São duas opções de colocação deste pronome: antes do 
verbo (próclise), desde que não inicie período (outro caso de proibição) ou 
no meio do verbo (mesóclise). É essa a forma de “tê-las-íamos”, que 
equivale a “teríamos + a”. 
A grafia dessa forma verbal também nos possibilita comentar sua 
acentuação. O pronome acabou por separar o verbo em duas partes: “te / 
íamos”. Cada “pedacinho” do verbo foi acentuado como se formasse uma 
unidade lingüística própria. O segmento “tê” recebeu o acento circunflexo 
por ser um monossílabo tônico, enquanto que “íamos” foi acentuado 
segundo a regra das proparoxítonas (í-a-mos). É assim que se faz. Por isso, 
a forma “seqüestrá-la-íamos”, apresenta dois acentos agudos – o primeiro, 
em virtude de “seqüestrá” formar uma palavra oxítona terminada em a (a 
sílaba tônica foi sublinhada); o segundo, de acordo com a regra das 
proparoxítonas (í-a-mos). 
 
VOZES VERBAIS 
O verbo pode ser flexionado em vozes: ativa, passiva, reflexiva e, segundo 
Evanildo Bechara, recíproca. 
Por enquanto, só nos interessam as duas primeiras. 
1 – VOZ ATIVA 
O sujeito é o agente da ação verbal. 
2 – VOZ PASSIVA 
O sujeito recebe ou sofre a ação verbal. Divide-se em : 
 2.1 – VOZ PASSIVA ANALÍTICA – O que é maior: uma análise ou 
uma síntese? Certamente, uma análise. Assim, a construção oracionalem 
voz passiva analítica apresenta mais elementos do que na sintética, 
porque são empregadas locuções verbais, com os verbos auxiliares ser / 
estar acompanhados do particípio de certos verbos ativos (sou visto, estava 
abatido), além de apresentar, muitas vezes, a figura do agente da passiva. 
 2.2 – VOZ PASSIVA SINTÉTICA – Para “sintetizar” a construção, é 
eliminado o agente da passiva e, em vez de uma locução verbal de cunho 
passivo, o verbo (ou uma outra locução) é acompanhado do pronome “se”, 
que recebe o nome de pronome apassivador. Iremos estudar, em 
concordância, uma forma simples de identificar essa construção de voz 
passiva sintética e saber diferenciá-la de sujeito indeterminado. Por 
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enquanto, iremos nos ater a estudar a transposição das vozes verbais, 
objeto de muitas questões da Fundação Carlos Chagas. 
 
3 – VOZ REFLEXIVA 
O sujeito, ao mesmo tempo, pratica e sofre a ação verbal. 
4 – VOZ RECÍPROCA 
O sujeito é expresso por mais de um agente e a ação é praticada por todos, 
uns em relação aos outros. 
São muitas as questões em provas da Fundação Carlos Chagas que abordam 
a transposição da voz ativa para a passiva, ou vice-versa. 
Por isso, vamos verificar o procedimento necessário para essa 
transformação. 
O termo que exercia a função sintática de objeto direto na voz ativa será 
o sujeito da voz passiva. 
No lugar de um verbo (ou uma locução verbal), teremos uma locução verbal 
com idéia de passividade (inclusão do verbo ser/estar). 
O elemento que exercia a função de sujeito da voz ativa será, na voz 
passiva analítica, o agente da passiva. 
Não há alteração nos demais complementos, como objeto direto, predicativo 
do objeto ou complementos adverbiais, que continuarão a exercer as 
mesmas funções. 
Veja o esquema abaixo: 
 
O professor deu o livro ao aluno. 
VOZ ATIVA SUJEITO 
(AGENTE) 
VERBO OBJETO 
DIRETO 
OBJETO 
INDIRETO 
 
 
 
 
O livro foi dado pelo professor ao aluno. VOZ 
PASSIVA 
ANALÍTICA 
SUJEITO 
(PACIENTE) 
LOCUÇÃO 
VERBAL 
AGENTE DA 
PASSIVA 
OBJETO 
INDIRETO 
O livro deu-se - ao aluno. VOZ 
PASSIVA 
SINTÉTICA 
Note que na passiva analítica, normalmente o verbo antecede 
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 o sujeito, formando: 
Deu-se o livro ao aluno. 
 
Cuidados que devem ser tomados na transposição: 
- identificar corretamente o objeto direto da voz ativa, que exercerá a 
função de sujeito da voz passiva e com o qual o verbo irá concordar; 
- realizar a concordância verbal corretamente; 
- manter a conjugação do verbo auxiliar da locução passiva no mesmo 
tempo e modo do verbo apresentado na voz ativa. 
 
Vamos, então, às questões de prova. 
 
27 - (TCE SP – Agente de Fiscalização Financeira / Dezembro 2005) 
Não admite alteração na voz verbal a frase: 
(A) Tantos carros incendiados nas ruas estão dando um recado claro. 
(B)) Que papel caberá, enfim, ao deus Mercado? 
(C) A globalização vem favorecendo a concentração de renda. 
(D) E esse Primeiro Mundo, que exibe agora sua população de humilhados? 
(E) Os jovens das periferias urbanas não estão vendo futuro algum em suas 
vidas. 
 
Gabarito: B 
Comentário. 
Para a construção de voz passiva, é necessário que haja, na construção de 
voz ativa, um objeto direto. Isso porque esse termo exercerá, na voz 
passiva, o papel de sujeito paciente. Por isso, os verbos deverão ser 
TRANSITIVOS DIRETOS OU TRANSITIVOS DIRETOS E INDIRETOS. 
Na questão, o verbo do item B é transitivo indireto – “O papel (SUJEITO) 
caberá ao deus Mercado (OBJETO INDIRETO).”. Não existe objeto direto. 
Nas demais opções, os termos que exercem a função de objeto direto são: 
(A) “um recado claro”; a locução “estão dando” apresenta o verbo “dar” 
como principal. Este verbo, na construção, é transitivo direto. 
(C) “a concentração de renda”; a locução verbal “vem favorecendo” tem 
como verbo principal “favorecer”, que é transitivo direto também. 
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(D) “sua população de humilhados”; o verbo “exibir” é transitivo direto. 
(E) “futuro algum”; novamente, uma locução verbal (“estão vendo”) 
apresenta um verbo principal transitivo direto (ver). 
 
28 - (TRE AP Técnico Judiciário / Janeiro 2006) 
Transpondo-se para a voz passiva a frase Ele gasta dinheiro que nem 
água, a forma verbal resultante será 
(A) será gasta. 
(B) foi gasta. 
(C) está sendo gasto. 
(D) será gasto. 
(E))é gasto. 
 
Gabarito: E 
Comentário. 
Quando se fala em transposição de voz verbal, devemos tomar dois 
cuidados: 
1 – manter a conjugação verbal no mesmo tempo e modo da construção 
anterior; 
2 – identificar o objeto direto da voz ativa, pois será este o sujeito da 
construção passiva, com quem o verbo irá fazer a concordância. 
 
Como vimos, o objeto direto da voz ativa será o sujeito da voz passiva. 
Assim, na construção original, dinheiro exerce a função de complemento 
verbal direto. Como o verbo está no presente do indicativo (gasta), a forma 
passiva correta será: “Dinheiro é gasto por ele que nem água.” 
 
29 - (TRT 13ª Região Analista Judiciário/Dezembro 2005) 
NÃO é possível a transposição para a voz passiva do segmento sublinhado 
da frase: 
(A) Aprecio uma reunião em que há o esforço de inventar possíveis de 
convivência. 
(B) O processo eleitoral parece ser o desmentido da humildade necessária 
para o exercício da democracia. 
(C) Mitterrand perdeu as eleições por conta de uma declaração infeliz. 
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(D) As reuniões de moradores não obteriam êxito caso eles agissem como 
candidatos numa eleição. 
(E) As promessas mirabolantes e a retórica vazia vêm alimentando o 
discurso da maioria dos candidatos. 
 
Gabarito: B 
Comentário. 
O que irá gerar essa impossibilidade de transposição de vozes é a ausência 
de um objeto direto na construção de voz ativa, termo que exerce a 
função de sujeito da voz passiva. Assim, devemos identificar qual dos 
verbos grifados NÃO É transitivo direto ou transitivo direto e indireto. 
(A) Em “Aprecio uma reunião”, o verbo é transitivo direto (“uma 
reunião” – objeto direto); 
(B) Em “parece ser o desmentido”, estamos diante de uma locução 
verbal e, para identificar a transitividade da locução, devemos 
analisar o verbo principal. Em “parece ser”, o verbo principal é 
“ser”, que, na construção, é um verbo de ligação. A expressão “o 
desmentido” exerce a função sintática de predicativo do sujeito. 
Assim, não é possível a transposição para voz passiva dessa 
construção. 
(C) O verbo “perder” é transitivo direto, sendo “as eleições” o seu 
complemento. 
(D) O vocábulo “êxito” é o objeto direto do verbo “obter”. 
(E) Na locução “vêm alimentando”, o verbo principal (“alimentar”) é, na 
construção, transitivo direto, apresentando, como complemento “o 
discurso da maioria dos candidatos”. 
 
30 - (Procurador TCE AM / Fevereiro 2006) 
NÃO é possível a transposição para a voz passiva da seguinte frase: 
(A) O autor do texto estabelece uma distinção entre dois tipos de 
economistas. 
(B) Toda medida econômica deveria pressupor um padrão ético de base. 
(C)) A um economista ético não ocorrem soluções meramente técnicas. 
(D) A defesa da identidade nacional refrearia o ritmo do desenvolvimento? 
(E) Os economistas éticos costumam enfrentar os desafios da modernidade. 
 
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Gabarito: C 
Comentário. 
Na construção, “ocorrer” é um verbo transitivo indireto – “Soluções 
meramente técnicas não ocorrem a um economista ético.”, não sendo 
possível, portanto, a construção de voz passiva. 
Nas demais formas, o objetodireto é: 
(A) “uma distinção entre dois tipos de economistas”; 
(B) “um padrão ético de base”; 
(D) “o ritmo do desenvolvimento”; 
(E) “os desafios da modernidade”. 
 
31 - (Advogado CEAL / Junho 2005) 
Está corretamente indicada entre parênteses a forma verbal resultante da 
transposição da seguinte frase para a voz passiva: 
(A) (...) os eleitores consideram os políticos profissionais uma espécie 
daninha. (é considerada) 
(B) (...) os mesmos cidadãos também menosprezam o homem comum. (são 
menosprezados) 
(C) a candidatura do cidadão comum nos incomoda. (é incomodada) 
(D)) queremos justificar nossa preguiça cívica. (seja justificada) 
(E) a chave que nos liberta do nosso destino. (é libertado) 
 
Gabarito: D 
Comentário. 
Lembrem-se de seguir os dois passos para realizar a transposição de vozes: 
1 – observar a conjugação verbal original (tempo/modo) e mantê-la na 
locução verbal de voz passiva; 
2 – identificar o objeto direto da voz ativa, que será o responsável pela 
flexão verbal (concordância) na voz passiva. 
(A) “Os eleitores consideram os políticos profissionais uma espécie 
daninha”. 
Temos, aqui, uma construção que apresenta um objeto direto e um 
predicativo de objeto direto. Esse verbo “considerar”, nessa construção, é 
chamado de verbo transobjetivo, pois requer como complemento, não 
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só o objeto, mas também o predicativo do objeto. Note que somente o 
complemento não atenderia à exigência verbal: 
“Os eleitores consideram os políticos profissionais...” – você logo 
perguntaria: “consideram o quê?”. A resposta será o termo que exerce 
a função de predicativo do objeto direto (uma espécie daninha – ou 
seja, o que se declara a respeito do objeto – qualidade, situação, 
estado...). 
Na transposição para a voz passiva, o objeto direto (políticos 
profissionais) exercerá a função de sujeito paciente. 
Não se esqueça de observar a conjugação do verbo – “consideram” está 
no presente do indicativo. 
Então a construção de voz passiva seria: “os políticos profissionais 
são considerados pelos eleitores uma espécie daninha”. 
Não foi à toa que a banca sugeriu “é considerada”. Tentava confundir o 
candidato e levá-lo a considerar “espécie daninha” o objeto direto da 
oração em voz ativa. Ainda bem que você já sabia que esse termo é o 
predicativo do objeto, não é mesmo? 
(B) Vamos seguir o “passo a passo” da transposição? Então: 
1 – conjugação verbal: “menosprezam” – presente do indicativo; 
2 – objeto direto da voz ativa: “o homem comum”; 
Então: “O homem comum é menosprezado pelos mesmos 
cidadãos.” 
(C) “a candidatura do cidadão comum nos incomoda “ - Desta vez, o 
objeto direto do verbo “incomodar” está representado no pronome “nos”. 
Sabemos que é transitivo direto ao substituir o pronome por um nome 
(não adianta trocar o “nos” por “a nós”, uma vez que os pronomes “ele, 
ela, nós, vós, eles, elas”, quando oblíquos, são SEMPRE regidos por 
preposição). Então, a construção-teste poderia ser: “alguém incomoda o 
menino.”. Viu? O complemento ligou-se diretamente ao verbo. Logo, 
“incomodar” é transitivo direto e “nos” é o objeto direto. 
Como o verbo está no presente do indicativo, a construção de voz passiva 
seria: “Nós somos incomodados pela candidatura do cidadão 
comum.”. 
(D) Em “queremos justificar nossa preguiça cívica”, há duas orações. A 
primeira é “queremos”. A segunda, subordinada à primeira, é “justificar 
nossa preguiça cívica”, em que “preguiça cívica” exerce a função de 
objeto direto de “justificar”. Assim, há duas formas possíveis de 
transposição – oração reduzida de infinitivo (“ser nossa preguiça cívica 
justificada”) ou desenvolvida em uma oração subordinada objetiva 
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direta (“que nossa preguiça cívica seja justificada”) – ESTÁ 
CORRETA A OPÇÃO. 
(E) Em “a chave que nos liberta do nosso destino”, o verbo “libertar” tem 
dois complementos: objeto direto (nos) e objeto indireto (do nosso 
destino). Como o verbo está no presente do indicativo, a forma passiva 
seria: “nós somos libertados do nosso destino [pela chave]”. 
 
32 - (Procurador BACEN / Janeiro 2006) 
É um fator a mais a favor da conveniência de se acelerar a política de 
redução dos juros. 
Julgue a proposição feita em relação ao segmento grifado acima: 
I. Substituindo-se a política de redução dos juros por os empréstimos, a 
frase passaria a ser de se acelerarem os empréstimos. 
 
Item CORRETO. 
Comentário. 
O pronome “se”, em construções com verbos transitivos diretos ou 
diretos e indiretos, é pronome apassivador (construção de voz passiva). 
Assim, em “a conveniência de se acelerar a política...”, o sujeito paciente da 
forma verbal “acelerar” é “política”, equivalendo a “a conveniência de que a 
política seja acelerada...”. Se houver a substituição de “política” por 
“empréstimos”, este elemento, que é o sujeito da forma verbal, exige a 
flexão do infinitivo – “de se acelerarem os empréstimos”, o que seria 
equivalente a “de que os empréstimos sejam acelerados”. 
 
33 - (TCE SP - Agente de Fiscalização Financeira / Dezembro 2005) 
Uma das contribuições desse tratado foi o deslocamento do conceito de 
virtude, que Maquiavel passa a compreender não mais em seu sentido 
moral, mas como discernimento político. 
Analise a proposição abaixo. 
(C) A opção pela forma passiva de passa a compreender levaria a passam a 
ser compreendidos. 
 
Item INCORRETO. 
Comentário. 
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Na transposição para a voz passiva, o elemento que, na voz ativa, exerce a 
função de objeto direto passaria a ser o sujeito da voz passiva. 
Feita a substituição do pronome relativo “que” pelo termo antecedente, na 
voz ativa, teremos: “Maquiavel passa a compreender o conceito de virtude.” 
A locução verbal “passa a compreender”, na voz passiva, recebe o verbo 
“ser”, sendo registrada como “passa a ser compreendido”, no masculino 
para concordar com o núcleo do sujeito paciente – o conceito de virtude 
(termo que era o objeto direto da voz ativa). 
A nova construção, na voz passiva, seria, então: O conceito de virtude 
passa a ser compreendido por Maquiavel. 
 
34 - (Auditor Fiscal da Bahia / Julho 2004 - adaptada) 
Os últimos anos têm sido marcados por um milenarismo invertido, segundo 
o qual os prognósticos, catastróficos ou redencionistas, a respeito do futuro 
foram substituídos por decretos sobre o fim disto ou daquilo (o fim da 
ideologia, da arte, ou das classes sociais; a “crise” do leninismo, da 
socialdemocracia, ou do Estado do bem-estar etc.); em conjunto, é possível 
que tudo isso configure o que se denomina, cada vez mais freqüentemente, 
pós-modernismo. 
Com relação ao fragmento acima transcrito, julgue as seguintes afirmações, 
indique V (verdadeira) ou F (falsa) e marque a opção que apresenta a ordem 
correta: 
I - têm sido marcados constitui uma forma verbal que denota continuidade 
da ação. 
II - se a frase grifada fosse iniciada com decretos, seria mantido o sentido 
original com o emprego da forma verbal “tinham substituído”. 
III - a forma passiva analítica foram substituídos corresponde à sintética 
“substitui-se”. 
(A) V – F - V 
(B) F – V - F 
(C) F – F - V 
(D) V – F - F 
(E) V – V - F 
 
Gabarito: D 
Comentário. 
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Analisaremos cada uma das assertivas: 
I – VERDADEIRO. A locução verbal de tempo composto têm sido, 
apresentada no item “a”, indica uma ação que apresentou certa continuidade 
no tempo. Em uma construção com somente o verbo ser (“os últimos anos 
são marcados”), haveria tão-somente a indicação de um fato estático no 
tempo. 
II – FALSO. Em “os prognósticos,catastróficos ou redencionistas, a respeito 
do futuro foram substituídos por decretos”, o termo “decreto” exerce a 
função de agente da passiva. Ele, no início de uma frase, ou seja, na função 
de sujeito, levaria a construção para a voz ativa. Devemos, então, observar 
a conjugação verbal da voz passiva. Em “foram substituídos”, o verbo 
principal está no pretérito perfeito do indicativo. Assim, a forma de voz ativa 
seria: “Decretos substituíram os prognósticos, catastróficos ou 
redencionistas, a respeito do futuro.”. 
III – FALSO. Na construção passiva analítica “os prognósticos foram 
substituídos por decretos”, o sujeito paciente está representado por “os 
prognósticos”. 
A forma passiva sintética correspondente seria, portanto, “substituíram-se 
os prognósticos”, devendo o verbo se flexionar no plural para concordar 
com o núcleo do sujeito: “prognósticos”. Está INCORRETA a proposição. 
A ordem, portanto, é V – F – F. 
 
35 - (TRT 15ª Região – Técnico Judiciário / Setembro 2004) 
... e os integrantes da advocacia pública são favorecidos por regras... 
Transpondo a frase acima para a voz ativa, a forma verbal passará a ser 
(A))favorecem. 
(B) favoreceu. 
(C) tinha favorecido. 
(D) estava favorecendo. 
(E) estavam sendo favorecidos. 
 
Gabarito: A 
Comentário. 
Primeiramente, deve-se observar atentamente a conjugação do verbo 
auxiliar da locução verbal presente na oração de voz passiva. 
Em “são favorecidos”, o verbo auxiliar “ser” está no presente do indicativo, 
devendo o verbo “principal” ser conjugado da mesma forma. O segundo 
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passo é verificar qual elemento exerce a função de objeto direto da voz 
ativa. Este é o termo que, na voz passiva, exerce a função de sujeito – os 
integrantes da advocacia pública. Finalmente, o elemento que, na voz 
passiva analítica, estiver exercendo a função sintática de agente da passiva 
será o sujeito da voz ativa: regras. 
Assim, a construção passiva será: “Regras favorecem os integrantes da 
advocacia pública.”. 
 
36 - (TRT 24ª Região - Analista Judiciário / Março 2006) 
Transpondo-se para a voz passiva o segmento instituições macabras que os 
homens – lamentavelmente – criam contra sua própria humanidade, a forma 
verbal resultante será 
(A) estão sendo criadas. 
(B))são criadas. 
(C) foram criadas. 
(D) têm criado. 
(E) têm sido criadas. 
 
Gabarito: B 
Comentário. 
Vamos fazer o “passo a passo”. Em “instituições macabras que os homens – 
lamentavelmente – criam contra sua própria humanidade”: 
1 – conjugação verbal: o verbo está no presente do indicativo; 
2 – objeto direto: está representado pelo pronome relativo “que”, que tem 
como referente “instituições macabras”. Portanto, após a substituição do 
pronome relativo pelo antecedente e a colocação da oração na ordem direta, 
a voz ativa seria: “Os homens criam instituições macabras contra sua 
própria humanidade.”. 
O sujeito da voz passiva, portanto, será o termo que exercia a função de 
objeto direto da voz ativa – instituições macabras. 
Assim, a construção de voz passiva será: 
“Instituições macabras são criadas pelos homens contra sua própria 
humanidade.” 
 
37 - (TRT 23ª Região – Técnico Judiciário / Outubro 2004) 
“... para que o talento seja desenvolvido por circunstâncias externas...” 
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Transpondo a frase acima para a voz ativa, a forma verbal passa a ser 
(A) desenvolveu. 
(B))desenvolvam. 
(C) se desenvolve. 
(D) tinham desenvolvido. 
(E) são desenvolvidas. 
 
Gabarito: B 
Comentário. 
1 – Em “para que o talento seja desenvolvido por circunstâncias externas”, o 
verbo auxiliar (seja) está conjugado no presente do subjuntivo. 
2 – O sujeito da voz passiva (o talento) será o objeto direto da voz ativa e 
o agente da passiva (circunstâncias externas) irá exercer, na voz ativa, a 
função sintática de sujeito. 
Assim, a construção de voz ativa será: “... para que circunstâncias 
externas desenvolvam o talento.”. 
 
38 - (TRT 23ª Região – Analista Judiciário / Outubro 2004) 
Passando para a voz passiva a frase A escrita das leis e atos normativos (...) 
retiraria elementos da escrita usual, obtém-se a forma verbal 
(A) teriam sido retirados. 
(B) retirar-se-ia. 
(C))seriam retirados. 
(D) teriam retirado. 
(E) tinham sido retirados. 
 
Gabarito: C 
Comentário. 
1 – conjugação verbal: na voz ativa, o verbo está conjugado no futuro do 
pretérito do indicativo. 
2 - O objeto direto está representado por “elementos da escrita usual”. 
Assim, a forma de voz passiva seria: 
“Elementos da escrita usual seriam retirados pela escrita das leis e 
atos normativos.” 
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39 - (TRT 22ª Região – Técnico Judiciário / Novembro 2004) 
Defender uma revisão na Lei de Crimes Hediondos não significa de modo 
algum ser leniente com a criminalidade, que precisa ser combatida com 
energia pelo poder público. 
No trecho acima, transpondo-se a frase “... que precisa ser combatida com 
energia pelo poder público” para a voz ativa, a forma verbal passará a ser 
(A) precisa combater. 
(B) irá combater. 
(C) vai ser combatida. 
(D) deve ser combatido. 
(E) se combaterá. 
 
Gabarito: A 
Comentário. 
Substituindo o pronome relativo pelo seu antecedente e colocando a oração 
na ordem direta, a construção de voz ativa será: 
“A criminalidade precisa ser combatida com energia pelo poder 
público.” 
O primeiro verbo auxiliar da locução “precisa ser combatida” está conjugado 
no presente do indicativo. Note que a locução verbal está formada por três 
verbos – PRECISAR + SER + COMBATER, com dois auxiliares (precisa, ser) e 
um principal (combater). 
Na voz ativa, continuará havendo uma locução verbal, mas, agora, com dois 
verbos – PRECISAR (auxiliar) + COMBATER (principal), sendo eliminado o 
verbo “ser”, que denota a passividade da construção. 
O agente da passiva (poder público) exercerá a função de sujeito na voz 
ativa, e o sujeito paciente (a criminalidade) será o objeto direto. 
Assim, teremos: 
“O poder público precisa combater a criminalidade.” 
 
40 - (TRT 8ª Região – Técnico Judiciário / Dezembro 2004) 
Isto, por sua vez, converte as pessoas em funcionários de turno do sistema 
... 
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Transpondo a frase acima para a voz passiva, a forma verbal passa a ser, 
corretamente, 
(A) converteu-se. 
(B) é convertido. 
(C) tinham convertido. 
(D) são convertidas. 
(E) deveriam ser convertidas. 
 
Gabarito: A 
Comentário. 
1 – conjugação verbal: o verbo da voz ativa (“converte”) está no presente 
do indicativo. 
2 – objeto direto: desta vez, a construção de voz ativa apresenta dois 
complementos – objeto direto (as pessoas) e objeto indireto (em 
funcionários de turno do sistema). Este último elemento continuará, na 
voz passiva, a exercer a função sintática de objeto indireto, ao passo que o 
objeto direto passará a ser o sujeito da voz passiva. 
Assim, a forma passiva será: “As pessoas são convertidas por isto em 
funcionários de turno do sistema.” 
 
Pudemos, nessas 40 questões, estudar praticamente todas as formas como 
Fundação Carlos Chagas explora este assunto:“Verbos”. 
Bons estudos para todos vocês e até a próxima. 
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LISTA DAS QUESTÕES COMENTADAS. 
1 - (TRT 8ª Região – Técnico Judiciário / Dezembro 2004) 
“ ... para tudo que se refira ao mundo físico ...” 
O verbo aparece nos mesmos tempo e modo em que se encontra a forma 
grifada acima na frase: 
(A) ... e prossegue, aceleradamente, com o extraordinário desenvolvimento 
tecnológico... 
(B) ... que já nos vem do precedente... 
(C)) ... que confiram sentido a sua vida. 
(D) ... para que o objetivo de consumo se fosse convertendo... 
(E) ... se tornou a motivação central do homem... 
 
2 - (TRT 3ª Região – Técnico Judiciário / Janeiro 2005) 
 ... que parecia suave anjo de voz tranqüila. 
O verbo de mesmo tempo e modo em que se encontra o verbo grifado acima 
está na frase: 
(A)) ... em que se amarrava cachorro com lingüiça ... 
(B) Só num único e mesmo jornal permaneci mais de vinte anos. 
(C) Algumas figuras se tornaram sombras ... 
(D) ... morreu nas masmorras do Chile ... 
(E) ... que largou o jornalismo ... 
 
3 - (TRT 15ª Região – Técnico Judiciário / Setembro 2004) 
 ... e vive angustiada num emprego... 
O verbo está no mesmo tempo e modo daquele grifado acima na frase: 
(A) No início do século passado acreditava-se que... 
(B) Ocorreu exatamente o contrário. 
(C) ... e acrescentaram doses extras de “stress” à vida de todos nós. 
(D)) ... que ocupam as funções mais banais. 
(E) Como se não bastasse... 
 
 
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4 - (TRT 23ª Região – Técnico Judiciário / Outubro 2004) 
Há quem diga que isso não é urbano... 
O verbo empregado no mesmo tempo e modo que os do verbo grifado acima 
está na frase: 
(A) ... que eu criei em 1985... 
(B) ... em que a ocupação da Amazônia foi uma prioridade. 
(C) ... a população ia para os núcleos urbanos. 
(D) Alguns colegas não gostam dessa abordagem... 
(E)) ... que nossa urbanização seja igual à da Europa... 
 
5 - (TRT 8ª Região – Técnico Judiciário / Dezembro 2004) 
Embora, é claro, devamos resistir à tentação fácil de elevar e idealizar os 
favelados, (...) também devemos, como propõe [o filósofo Alain] Badiou, 
enxergar as favelas... 
É correto afirmar que o emprego do verbo dever em modos diferentes no 
segmento que inicia o último parágrafo do texto indica, respectivamente, 
(A)) possibilidade de ação e fato real. 
(B) explicação de um fato e dúvida concreta. 
(C) suavização de uma ordem e repetição de um fato. 
(D) fato anterior e hipótese futura. 
(E) situação real e conseqüência imediata. 
 
6 - (Assistente de Defesa Agropecuária MA / Março 2004) 
Ainda que parte da água possa ser reaproveitada... 
O emprego da forma verbal grifada indica, considerando-se o contexto, 
(A) fato concreto. 
(B))hipótese realizável. 
(C) ação habitual. 
(D) ordem imediata. 
(E) situação pretérita. 
 
 
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7 - (Assistente de Defesa Agropecuária MA / Março 2004) 
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas 
da frase apresentada. 
Os alimentos devem ser ...... em água limpa para que a população não ...... 
a ter problemas de saúde. 
(A) cozinhados - venhe 
(B) cozinhados - vem 
(C) cozidos - venhe 
(D) cozidos - venha 
(E) cozidos - vêm 
 
8 - (TRT 22ª Região – Técnico Judiciário / Novembro 2004) 
As estruturas atuais de gasodutos fariam o transporte do gás que moveria a 
frota de automóveis. 
O emprego das formas verbais grifadas acima indica, no contexto, 
(A) incerteza da realização de um fato passado. 
(B) dúvida real de que um fato se concretize. 
(C) ação que se realiza habitualmente até o momento presente. 
(D) fato consumado, anterior a outro, também passado. 
(E) hipótese que depende de certa condição anterior. 
 
9 - (TRT 15ª Região – Técnico Judiciário / Setembro 2004) 
... em questões nas quais a vinculação satisfaça objetivos políticos dos 
governantes. (2o parágrafo) 
O emprego da forma verbal grifada acima introduz no contexto a mesma 
noção do verbo empregado na frase: 
(A) Duas críticas lhe são feitas... 
(B) Os prazos já existem na lei... 
(C) ... que lhes permitem intervir no processo... 
(D)) ... segundo o ritmo que lhes convenha. 
(E) ... que se está dando um passo à frente. 
 
 
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10 - (TRE AP – Analista Judiciário / Janeiro 2006) 
Faça isso com a cabeça de um macaco. 
É exemplo de emprego do mesmo modo do verbo grifado acima UM dos 
verbos que aparecem na frase: 
(A) Não serão aceitas justificativas, quaisquer que sejam os motivos 
alegados. 
(B) Saiba que valores devem ser respeitados, em qualquer tempo e 
lugar. 
(C) Todo explorador desejaria entender como se reduzem cabeças. 
(D) É necessária a existência de critério que justifique determinados atos 
de violência. 
(E) Espera-se que ele possa entender as razões de certos costumes em 
determinadas civilizações. 
 
11 - (TRT 13ª Região – Analista Judiciário / Dezembro 2005) 
Estão corretos o emprego e a grafia de todas as palavras na frase: 
(A) Há discussões que chegam a um tal estado de paradoxismo que fica 
improvável alguma solução que se adeque à expectativa dos contendores. 
(B) Os candidatos, em suas altercalções num debate, costumam dissiminar 
mais injúrias um contra o outro do que esclarecimentos ao eleitorado. 
(C) A democracia, por vezes, constitue uma espécie de campo de provas que 
poucos candidatos estão habilitados a cruzar prezervando sua dignidade. 
(D) Se os eleitores fossem mais atentos à inépsia dos candidatos, não se 
deixariam envolver por tudo o que há de falascioso nos discursos de 
campanha. 
(E) Crêem muitos que há obsolescência na democracia, conquanto ninguém 
se arvore em profeta de algum outro regime que pudesse ser mais bem 
sucedido. 
 
12 - (TRE AP - Técnico Judiciário/ Janeiro 2006) 
Está corretamente flexionada a forma verbal sublinhada na frase: 
(A) Se alguém propor medidas para economia de energia, que seja ouvido 
com atenção. 
(B) Caso uma represa contenhe pouco volume de água, as turbinas da usina 
desligam-se. 
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(C)) Seria preciso que refizéssemos os cálculos da energia que estamos 
gastando. 
(D) Só damos valor às coisas quando elas já escasseiaram. 
(E) Se não determos os desperdícios, pagaremos cada vez mais caro por 
eles. 
 
13 - (TRE AP – Analista Judiciário / Janeiro 2006) 
Estão corretas ambas as formas verbais sublinhadas na frase: 
(A) Alguém interviu, dizendo ao czar que a caça de borboletas e andorinhas 
constitue, para muitos homens, uma prática esportiva. 
(B)) Alguém interveio, dizendo ao czar que a caça de borboletas constitui, 
para muitos homens, uma prática esportiva. 
(C) Alguém interviu, dizendo ao czar que a caça de borboletas e andorinhas 
constitui, para muitos homens, uma prática esportiva. 
(D) Alguém interveio, dizendo ao czar que a caça de borboletas e andorinhas 
constitue, para muitos homens, uma prática esportiva. 
(E) Alguém interveio, dizendo ao czar que a caça de borboletas e andorinhas 
constitue-se, para muitos homens, uma prática esportiva. 
 
14 - (TRT 24ª Região – Técnico Judiciário / Março 2006) 
O verbo flexionado corretamente está grifado na frase: 
(A) Empresários requiseram licença ambiental para desenvolver seus 
projetos. 
(B) Muitos turistas vinherão ao Brasil central, atraídos pelos esportes 
náuticos. 
(C) Os investidores disporam-se a desenvolver um turismo ecológico na 
região. 
(D)) Sobrevieram alguns contratempos, logo resolvidos, no alojamento dos 
visitantes. 
(E) Poucos turistas obteram a licença para permanecer mais tempo na 
região. 
 
15 - (TRT 22ª Região – Técnico Judiciário / Novembro 2004) 
O verbo flexionado de forma INCORRETA está grifado na frase: 
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(A) Com base na legislação vigente, os promotores propuseram às 
autoridades responsáveis as penalidades cabíveis. 
(B)) Alguns policiais requiseram o cumprimento do dispositivo legal para 
garantirsua segurança durante as diligências. 
(C) Estudam-se alterações no conteúdo de certas leis para que elas dêem 
resultados positivos no controle da violência. 
(D) Apesar de rígidas, as condições de encarceramento para criminosos 
ainda não contêm a ocorrência de atos de violência. 
(E) Ninguém ainda se deteve para analisar os resultados da aplicação 
rigorosa de penalidades aos detentos. 
 
16 - (TRT 13ª Região – Analista Judiciário / Dezembro 2005) 
Está correta a flexão de todas as formas verbais na frase: 
(A) Giscard contrapôs às falas de Mitterrand a impressão de que este se 
pronunciava como se detera o monopólio do coração. 
(B) A mãe interviu na discussão, alegando que seu filho era alérgico a pêlos 
de animais – razão pela qual se indispusera com a dona do cachorrinho. 
(C) O autor afirma que sempre se comprazeu em participar de reuniões em 
que todos envidam esforços na busca de soluções conciliatórias. 
(D)) Se condissessem com a verdadeira prática democrática, as campanhas 
eleitorais não dariam lugar ao discurso que inclui arrogância na 
argumentação. 
(E) Caso Mitterrand contesse o ímpeto de sua fala, não houvera de 
argumentar com tamanha simplificação e tão visível autoritarismo. 
 
17 - (TRT 13ª Região – Analista Judiciário / Dezembro 2005) 
É preciso corrigir a redação da seguinte frase: 
(A) Quando se chega a resultados como estes, há que se pensar num 
reajuste dos parâmetros em que baseamos os nossos cálculos. 
(B) Os casamentos vêm ocorrendo entre pessoas cada vez menos jovens, o 
que talvez revele uma preocupação crescente com a assunção desse 
compromisso. 
(C) Na televisão norte-americana, a cobertura da guerra no Iraque foi 
manifestamente patriótica: os repórteres da Fox pareciam liderar a torcida 
em favor das tropas invasoras. 
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(D)) As conseqüências que advirem da escolha pela qual você optou, são de 
sua responsabilidade, além do mais porque lhe advertimos sobre os riscos 
envolvidos. 
(E) Os bons psicoterapeutas ensinam que, em vez de uma pessoa querer ser 
outra, é mais interessante que ela busque inventar o que pode fazer com o 
que já é. 
 
18 - (Analista BACEN / Janeiro 2006) 
Estão corretamente flexionadas e articuladas as formas verbais da frase: 
(A) Para que não sobrevissem maiores violência, seria preciso interferir 
nesse processo de acumulação, que a tantos destitue das mínimas 
condições de sobrevivência. 
(B) O autor do texto e seu colega Elio Gaspari conviram em que os 
“cidadãos descartáveis” constituíssem o efeito vivo do 
funcionamento da máquina liberal. 
(C) Para que se extingua essa expropriação histórica, fazer-se-ia 
necessário que haja pleno controle do processo de acumulação. 
(D) Os sonhos que advirem da contínua sedução que sobre nós exerce 
a máquina neoliberal estariam condenados à insatisfação. 
(E) Por não terem podido resistir à expropriação de seus pedacinhos de 
terra, os servos feudais não contiveram um processo que só fez 
crescer ao longo dos séculos. 
 
19 - (Auditor Fiscal BA / Julho 2004 - adaptada) 
Julgue a opção abaixo, em relação à correção gramatical. 
(E) Na medida em que os dados gerais eram compreendidos, a platéia 
manifestava um misto de entusiasmo e de vontade de saber mais, por isso 
adviram perguntas mais complexas. 
 
20 - (TCE SP – Agente de Fiscalização Financeira / Dezembro 2005) 
É preciso corrigir a redação da seguinte frase: 
(A) Há protestos que são ouvidos somente quando incomodam nossos 
tímpanos, quando atingem a exacerbação de um grito a que ninguém mais 
pode se mostrar surdo. 
(B))Se é praxe do Estado agir apenas quando lhe convir, não se espere que 
viesse a tomar quaisquer providências somente porque seja do nosso 
interesse. 
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(C) Medidas repressivas, tomadas em diferentes épocas por diferentes 
governos, vêm sobejamente demonstrando a ineficácia da força frente às 
questões sociais. 
(D) Precisamos nos convencer, de uma vez por todas, de que a economia 
privada raramente se preocupa com o alcance social das metas pragmáticas 
que ela se propõe atingir. 
(E) No início da globalização, muita gente julgava que por meio dela não 
apenas se multiplicariam, mas também se distribuiriam com justiça os 
dividendos econômicos. 
 
21 - (TRT 22ª Região – Analista Judiciário / Novembro 2004) 
Todas as formas verbais estão adequadamente flexionadas na frase: 
(A) Os jovens que proviram do Sudão assustar-se-ão com a quantidade de 
casuísmos a que deverão se submeter em sua nova experiência de vida. 
(B) Por vezes, uma comparação da nossa cultura com a de outros povos 
restitue-nos o desejo de uma sociedade em que nada obstrui o caminho 
natural da justiça. 
(C) Se viajar de avião já constitui, para essa leva de jovens, uma 
experiência assombrosa, imagine-se o assombro deles quando haverem de 
entrar em contato com nossas leis. 
(D) Em suas tribos, os jovens sudaneses entretiam-se com as práticas da 
vida concreta, sem a preocupação de atentarem para intermináveis códigos 
de leis casuísticas. 
(E)) Deveríamos agir segundo valores com os quais reouvéssemos o sentido 
do que é social, e não sob a pressão de códigos que advieram de uma 
progressiva indigência moral. 
 
22 - (TRT 24ª Região – Analista Judiciário / Outubro 2004) 
Está correta a flexão de todas as formas verbais na frase: 
(A) Ao longo do tempo, os corruptos nem sempre se desaviram com as 
instituições; pelo contrário, muitos souberam usá-las em benefício próprio. 
(B)) Em respeito à ética, se os interesses particulares se contrapuserem aos 
públicos, devem prevalecer estes, e não aqueles. 
(C) Caso não detêssemos boa parte dos nossos ímpetos destrutivos, 
nenhuma sociedade conheceria um momento sequer de estabilização. 
(D) Quando os estados nacionais não intervêem nas instituições 
corrompidas, a ordem social tende a fragilizar-se cada vez mais. 
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(E) Se tivessem prevalecido as boas causas pelas quais nossos antepassados 
haveram de lutar, estaríamos hoje numa sociedade mais justa. 
 
23 - (TRT 13ª Região – Analista Judiciário / Dezembro 2005) 
É adequada a articulação entre os tempos verbais na frase: 
(A))Mais se respeitasse a democracia, mais se deveria lutar contra as 
falácias dos discursos dos candidatos. 
(B) O que tem ficado implícito na simplificação sistemática da realidade foi o 
desrespeito aos eleitores que a prezassem. 
(C) Não houvéssemos ultrapassado as dimensões das comunas medievais, 
poderemos ter decisões que não dependeriam do sistema representativo. 
(D) Vindo a ocorrer a insultuosa infantilização dos votantes, reagissem 
estes, negando-se a votar em quem os subestimava. 
(E) Seria possível que chegassem a um acordo a dona do cachorrinho e a 
mãe da criança asmática, desde que se disponham a ponderar a razão de 
cada uma. 
 
24 - (CEAL – Advogado / Junho 2005) 
Os tempos e os modos verbais apresentam-se adequadamente articulados 
na frase: 
(A) Fôssemos todos atores, o culto das aparências será a chave que nos 
libertasse do nosso destino. 
(B) Os atores sempre nos enganarão, a cada vez que encarnarem os 
personagens de que costumam se fantasiar. 
(C) Enquanto o culto das aparências for a chave do sucesso, estaríamos 
todos preocupados com o papel que desempenhemos. 
(D) Desde idos tempos os atores gozariam de uma admiração que só não 
será maior por conta da desconfiança que temos de todo fingimento. 
(E) O autor estaria convencido de que nosso vizinho seja capaz de fingir tão 
bem quanto um ator, quando tivesse desfilado com um carro que não é seu. 
 
25 - (TRE MG – Analista Judiciário / Julho 2005) 
É inadequada a articulação entre os tempos verbais na seguinte frase: 
(A) Para que se possa entendero de que vou aqui tratar não é necessário 
ter muita informação acerca da teoria dos buracos negros. 
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(B) Para que se venha a entender o de que aqui tratarei não será necessário 
ter muita informação acerca da teoria dos buracos negros. 
(C) Não foi necessário que se tenha muita informação acerca da teoria dos 
buracos negros para que se viesse a entender o de que aqui estivera 
tratando. 
(D) Não seria necessário que se tivesse muita informação acerca da teoria 
dos buracos negros para que se entendesse o de que lá eu tratava. 
(E) Para que se pudesse entender o de que aqui trataria, não seria 
necessário ter muita informação acerca da teoria dos buracos negros. 
 
26 - (TRT 24ª Região – Analista Judiciário / Outubro 2004) 
Atentando-se para a adequada articulação entre os tempos e os modos 
verbais, completa-se a frase Caso não fossem necessárias as 
instituições com o seguinte segmento: 
(A) haverão os homens de tê-las criado? 
(B) por que os homens as haverão de criar? 
(C))tê-las-íamos criado? 
(D) ainda assim as teremos criado? 
(E) tê-las-emos criado? 
 
27 - (TCE SP – Agente de Fiscalização Financeira / Dezembro 2005) 
Não admite alteração na voz verbal a frase: 
(A) Tantos carros incendiados nas ruas estão dando um recado claro. 
(B)) Que papel caberá, enfim, ao deus Mercado? 
(C) A globalização vem favorecendo a concentração de renda. 
(D) E esse Primeiro Mundo, que exibe agora sua população de humilhados? 
(E) Os jovens das periferias urbanas não estão vendo futuro algum em suas 
vidas. 
 
28 - (TRE AP Técnico Judiciário / Janeiro 2006) 
Transpondo-se para a voz passiva a frase Ele gasta dinheiro que nem 
água, a forma verbal resultante será 
(A) será gasta. 
(B) foi gasta. 
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(C) está sendo gasto. 
(D) será gasto. 
(E))é gasto. 
 
29 - (TRT 13ª Região Analista Judiciário/Dezembro 2005) 
NÃO é possível a transposição para a voz passiva do segmento sublinhado 
da frase: 
(A) Aprecio uma reunião em que há o esforço de inventar possíveis de 
convivência. 
(B) O processo eleitoral parece ser o desmentido da humildade necessária 
para o exercício da democracia. 
(C) Mitterrand perdeu as eleições por conta de uma declaração infeliz. 
(D) As reuniões de moradores não obteriam êxito caso eles agissem como 
candidatos numa eleição. 
(E) As promessas mirabolantes e a retórica vazia vêm alimentando o 
discurso da maioria dos candidatos. 
 
30 - (Procurador TCE AM / Fevereiro 2006) 
NÃO é possível a transposição para a voz passiva da seguinte frase: 
(A) O autor do texto estabelece uma distinção entre dois tipos de 
economistas. 
(B) Toda medida econômica deveria pressupor um padrão ético de base. 
(C)) A um economista ético não ocorrem soluções meramente técnicas. 
(D) A defesa da identidade nacional refrearia o ritmo do desenvolvimento? 
(E) Os economistas éticos costumam enfrentar os desafios da modernidade. 
 
31 - (Advogado CEAL / Junho 2005) 
Está corretamente indicada entre parênteses a forma verbal resultante da 
transposição da seguinte frase para a voz passiva: 
(A) (...) os eleitores consideram os políticos profissionais uma espécie 
daninha. (é considerada) 
(B) (...) os mesmos cidadãos também menosprezam o homem comum. (são 
menosprezados) 
(C) a candidatura do cidadão comum nos incomoda. (é incomodada) 
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(D)) queremos justificar nossa preguiça cívica. (seja justificada) 
(E) a chave que nos liberta do nosso destino. (é libertado) 
32 - (Procurador BACEN / Janeiro 2006) 
É um fator a mais a favor da conveniência de se acelerar a política de 
redução dos juros. 
Julgue a proposição feita em relação ao segmento grifado acima: 
I. Substituindo-se a política de redução dos juros por os empréstimos, a 
frase passaria a ser de se acelerarem os empréstimos. 
 
33 - (TCE SP - Agente de Fiscalização Financeira / Dezembro 2005) 
Uma das contribuições desse tratado foi o deslocamento do conceito de 
virtude, que Maquiavel passa a compreender não mais em seu sentido 
moral, mas como discernimento político. 
Analise a proposição abaixo. 
(C) A opção pela forma passiva de passa a compreender levaria a passam a 
ser compreendidos. 
 
34 - (Auditor Fiscal da Bahia / Julho 2004 - adaptada) 
Os últimos anos têm sido marcados por um milenarismo invertido, segundo 
o qual os prognósticos, catastróficos ou redencionistas, a respeito do futuro 
foram substituídos por decretos sobre o fim disto ou daquilo (o fim da 
ideologia, da arte, ou das classes sociais; a “crise” do leninismo, da 
socialdemocracia, ou do Estado do bem-estar etc.); em conjunto, é possível 
que tudo isso configure o que se denomina, cada vez mais freqüentemente, 
pós-modernismo. 
Com relação ao fragmento acima transcrito, julgue as seguintes afirmações, 
indique V (verdadeira) ou F (falsa) e marque a opção que apresenta a ordem 
correta: 
I - têm sido marcados constitui uma forma verbal que denota continuidade 
da ação. 
II - se a frase grifada fosse iniciada com decretos, seria mantido o sentido 
original com o emprego da forma verbal “tinham substituído”. 
III - a forma passiva analítica foram substituídos corresponde à sintética 
“substitui-se”. 
(A) V – F - V 
(B) F – V - F 
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(C) F – F - V 
(D) V – F - F 
(E) V – V - F 
 
35 - (TRT 15ª Região – Técnico Judiciário / Setembro 2004) 
... e os integrantes da advocacia pública são favorecidos por regras... 
Transpondo a frase acima para a voz ativa, a forma verbal passará a ser 
(A))favorecem. 
(B) favoreceu. 
(C) tinha favorecido. 
(D) estava favorecendo. 
(E) estavam sendo favorecidos. 
 
36 - (TRT 24ª Região - Analista Judiciário / Março 2006) 
Transpondo-se para a voz passiva o segmento instituições macabras que os 
homens – lamentavelmente – criam contra sua própria humanidade, a forma 
verbal resultante será 
(A) estão sendo criadas. 
(B))são criadas. 
(C) foram criadas. 
(D) têm criado. 
(E) têm sido criadas. 
 
37 - (TRT 23ª Região – Técnico Judiciário / Outubro 2004) 
“... para que o talento seja desenvolvido por circunstâncias externas...” 
Transpondo a frase acima para a voz ativa, a forma verbal passa a ser 
(A) desenvolveu. 
(B))desenvolvam. 
(C) se desenvolve. 
(D) tinham desenvolvido. 
(E) são desenvolvidas. 
 
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38 - (TRT 23ª Região – Analista Judiciário / Outubro 2004) 
Passando para a voz passiva a frase A escrita das leis e atos normativos (...) 
retiraria elementos da escrita usual, obtém-se a forma verbal 
(A) teriam sido retirados. 
(B) retirar-se-ia. 
(C))seriam retirados. 
(D) teriam retirado. 
(E) tinham sido retirados. 
 
39 - (TRT 22ª Região – Técnico Judiciário / Novembro 2004) 
Defender uma revisão na Lei de Crimes Hediondos não significa de modo 
algum ser leniente com a criminalidade, que precisa ser combatida com 
energia pelo poder público. 
No trecho acima, transpondo-se a frase “... que precisa ser combatida com 
energia pelo poder público” para a voz ativa, a forma verbal passará a ser 
(A) precisa combater. 
(B) irá combater. 
(C) vai ser combatida. 
(D) deve ser combatido. 
(E) se combaterá. 
 
40 - (TRT 8ª Região – Técnico Judiciário / Dezembro 2004) 
Isto, por sua vez, converte as pessoas em funcionários de turno do sistema 
... 
Transpondo a frase acima para a voz passiva, a forma verbal passa a ser, 
corretamente, 
(A) converteu-se. 
(B) é convertido. 
(C) tinham convertido. 
(D) são convertidas. 
(E) deveriam ser convertidas.PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC 
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1
CONCORDÂNCIA VERBAL E NOMINAL 
Nosso assunto de hoje é CONCORDÂNCIA, que consiste no 
mecanismo que leva as palavras a adequarem-se umas às outras 
harmonicamente na construção frasal. 
“Concordar” significa “estar de acordo com”. Assim, na concordância, 
tanto nominal quanto verbal, os elementos que compõem a frase 
devem estar em consonância uns com os outros. 
Essa concordância poderá ser feita de duas formas: 
- gramatical ou lógica – segue os padrões gramaticais vigentes; 
- atrativa ou ideológica – dá ênfase a apenas um dos vários 
elementos, com valor estilístico. 
CONCORDÂNCIA VERBAL – variação do verbo, conformando-se ao 
número e à pessoa do sujeito. 
CONCORDÂNCIA NOMINAL – adequação entre o substantivo e os 
elementos que a ele se referem (artigo, pronome, adjetivo). 
À medida que comentarmos as questões de prova da ESAF, iremos 
abordar cada um dos casos de concordância, indistintamente (verbal 
e nominal). 
Procuramos selecionar o maior número possível de situações em que 
esse tópico do programa costuma ser exigido. 
Bons estudos. 
 
QUESTÕES DE PROVA DA FUNDAÇÃO CARLOS CHAGAS 
 
1 - (TRT 24ª Região – Analista Judiciário / Outubro 2004) 
Quando se desmoraliza, pela ação de uma pequena parcela de 
delinqüentes, a imagem de uma instituição pública saudável e 
necessária, propaga-se a crença de que a sociedade deva ser 
controlada pelo poder da força. 
Considerando-se a frase, analise a afirmação: 
(A) A forma verbal se desmoraliza não sofreria alteração caso se 
substituísse de uma instituição pública por das instituições públicas. 
 
Item CORRETO 
Comentário. 
A concordância verbal se faz com o núcleo do sujeito. 
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2
Neste caso, o sujeito está representado por “a imagem de uma 
instituição pública saudável e necessária, ...”. Note que, junto ao 
verbo desmoralizar, há o pronome “se”. Quando um verbo de 
transitividade direta ou direta e indireta estiver acompanhado do 
pronome se, podemos estar diante de uma construção de voz 
passiva. 
Na aula passada, vimos que, na voz passiva, o objeto direto da voz 
ativa irá exercer a função de sujeito. Assim, para confirmação dessa 
passividade, temos de fazer duas perguntas: 
1 – O verbo é transitivo direto (TD) ou transitivo direto e indireto 
(TDI)? 
2 – Existe uma idéia passiva na construção? 
Se ambas as respostas forem SIM, estamos diante de uma 
construção de voz passiva e, então, o verbo deverá se flexionar de 
acordo com o sujeito paciente (mais precisamente com o seu núcleo). 
Assim, na questão de prova ora comentada, “Quando se desmoraliza 
(...) a imagem de uma instituição pública saudável e necessária”, 
temos de fazer as duas perguntas: 
1ª pergunta: O verbo é transitivo direto (TD) ou transitivo direto e 
indireto (TDI)? 
Resposta: O verbo desmoralizar é transitivo direto (alguém 
desmoraliza alguém ou alguma coisa). 
2ª pergunta: Existe uma idéia passiva na construção? 
Resposta: Sim, existe idéia passiva – a imagem é desmoralizada. 
Conclusão: SIM, temos uma construção de voz passiva. 
O segundo passo, agora, é verificar qual elemento é o núcleo do 
sujeito: em “a imagem de uma instituição pública saudável e 
necessária”, o núcleo é imagem, estando os demais elementos 
complementando o seu sentido. Desse modo, o verbo deverá ficar no 
singular, como, aliás, se apresentou. 
A questão sugere a alteração de “de uma instituição pública” por 
“das instituições públicas” e afirma que isso não alteraria a flexão 
verbal. 
Essa assertiva está correta, uma vez que, com a substituição 
proposta, não haveria alteração no núcleo do sujeito, que continuaria 
sendo “imagem”. 
 
2 - (TRE AP – Analista Judiciário / Janeiro 2006) 
Quanto às normas de concordância verbal, está inteiramente correta 
a frase: 
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3
(A) As "operações" a que se aludem nessa crônica referem-se à 
redução de uma cabeça humana a proporções mínimas. 
(B) A violência contra os homens, a quem perseguia como se 
persegue animais, pareciam ao czar mais natural do que a dirigida 
contra borboletas e andorinhas. 
(C) Subentendem-se, nas palavras do índio jivaro, que a morte e a 
redução da cabeça de alguém se dá como represália contra um 
inimigo. 
(D) Quem informou ao czar que também se caçam borboletas e 
andorinhas talvez não suspeitasse que isso causaria reações de 
espanto. 
(E) Não costumam os chamados homens civilizados considerarem 
que a caça de borboletas e de andorinhas representem um ato de 
selvageria. 
 
Gabarito: D 
Comentário. 
Vamos analisar cada uma das opções, a começar pela primeira: 
(A) Temos de verificar se o pronome “se” que acompanha o verbo 
“aludir” é um pronome apassivador (construção de voz passiva) ou é 
um índice ou partícula de indeterminação do sujeito (caso de sujeito 
indeterminado). 
Vimos na questão anterior a forma de analisar esse tipo de 
passividade – para formar voz passiva: 
1 – o verbo deve ser transitivo direto ou direto e indireto; 
2 – deve ser apresentada uma idéia passiva. 
Os demais verbos (transitivo indireto, intransitivo, verbo de 
ligação), se estiverem acompanhados do pronome “se”, estarão 
formando o sujeito indeterminado e o pronome correspondente 
chama-se índice ou partícula de indeterminação do sujeito. 
Usa-se construção de sujeito indeterminado quando não se sabe - ou 
não se quer dizer – quem é o agente da ação verbal. Também é 
usado em orações de sentido genérico, vago. São duas as formas de 
construção do sujeito indeterminado: 
Forma 1 - o verbo (exceto transitivo direto ou direto e indireto) 
permanece na 3ª pessoa do singular acompanhado do pronome se 
(índice / partícula de indeterminação): 
Necessitava-se, naqueles dias, de novas esperanças. (verbo transitivo 
indireto) 
Estava-se muito feliz com o resultado das provas. (verbo de ligação) 
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4
Morria-se de tédio nas noites de inverno.(verbo intransitivo) 
Forma 2 – o verbo (qualquer que seja sua transitividade na 
construção), sem o pronome, fica na 3ª pessoa do singular: 
 Desviaram dinheiro dos cofres públicos. 
 Bateram na porta. 
 Falaram mal de você. 
Já na primeira análise, podemos constatar que o verbo “aludir” não 
poderia se submeter a esse tipo de construção passiva, pois é 
transitivo indireto (Alguém alude a alguma coisa). 
Diante dessa impossibilidade, concluímos que se trata de uma 
construção com sujeito indeterminado, devendo o verbo ficar na 3ª 
pessoa do singular (Forma 1): “As "operações" a que se alude 
nessa crônica ...”. 
(B) Novamente, devemos verificar qual elemento está na posição 
de núcleo do sujeito. Você notará que esse tipo de erro de 
concordância é muito comum nas provas da FCC, por isso 
denominamos de “caso clássico”. Assim, sugiro que você sublinhe (ou 
grife de qualquer forma) e o compare com a forma verbal 
apresentada. 
Em “A violência contra os homens (...) pareciam ao czar mais 
natural do que a dirigida contra borboletas e andorinhas.”, o núcleo 
do sujeito está representado pelo vocábulo “violência”. Assim, o 
verbo deveria estar no singular – “parecia”. 
No segmento isolado por vírgulas (omitido na transcrição acima), 
percebemos também um deslize de sintaxe de concordância: “a quem 
perseguia como se persegue animais” – o verbo perseguir é 
transitivo direto (Alguém persegue algo) e apresenta uma idéia 
passiva (animais são perseguidos). Assim, por estar acompanhado do 
pronome se (apassivador), o verbo deve com o sujeito paciente 
(animais) concordar– “como se perseguem animais”. 
(C) Mais uma vez, nos deparamos com o pronome “se” junto de um 
verbo, o que nos leva à análise de verificação da voz passiva: 
1 – o verbo é transitivo direto (Alguém subentende alguma coisa); 
2 – há idéia passiva. 
Note, porém, que o sujeito paciente (ou seja, aquilo que é 
subentendido) está representado por uma oração (“que a morte e a 
redução da cabeça de alguém se dá como represália contra um 
inimigo.”). O sujeito paciente é oracional, o que leva o verbo para 
a 3ª pessoa do singular – “Subentende-se (...) que a morte...”; 
Já na oração subordinada subjetiva (a que exerce a função de sujeito 
paciente), temos mais uma vez o pronome “se” acompanhando um 
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5
verbo transitivo direto – “dar”. Nesta acepção, tem o sentido de “se 
realiza” – “é realizado”. Deste modo, podemos considerar que este 
verbo apresenta uma idéia passiva. Como são dois os núcleos do 
sujeito (sujeito composto) e este sujeito vem antes do verbo 
correspondente (“que a morte e a redução da cabeça de alguém 
...”), o verbo deverá ser flexionado no plural – (“...se dão como 
represália...”), sendo equivalente a dizer que “a morte e a redução 
da cabeça de alguém se realizam como represália”. 
(E) Para percebermos um dos deslizes dessa construção, vamos 
colocar os termos da oração na ordem direta (SUJEITO + VERBO + 
COMPLEMENTOS): “Os chamados homens civilizados não costumam 
considerarem que ...” – Opa! 
Em uma locução verbal (vimos na aula passada), o verbo principal 
não se flexiona (considerar), somente o faz o verbo auxiliar 
(costumam). Assim, a forma correta seria “não costumam 
considerar que...”. Na seqüência, vimos que, mais uma vez, o verbo 
não concorda com o núcleo do sujeito – “que a caça de borboletas e 
andorinhas represente um ato de selvageria.” – caso clássico. 
 
3 - (TRT 13ª Região – Analista Judiciário / Dezembro 2005) 
O verbo entre parênteses deverá ser flexionado, obrigatoriamente, 
numa forma do plural para preencher corretamente a lacuna da 
frase: 
(A) Mesmo que não ...... (caber) a vocês tomar a decisão final, 
gostaria que discutissem bem esse assunto. 
(B) Eles sabiam que ...... (urgir) chegarem à pousada, mas não 
conseguiram evitar o atraso. 
(C) A nenhum de vocês ...... (competir) decidir quem será o novo 
líder do grupo. 
(D) Tais decisões não ....... (valer) a pena tomar assim, de 
afogadilho. 
(E) A apenas um dos candidatos ...... (restar) ainda alguns minutos 
para rever a prova. 
 
Gabarito: E 
Comentário. 
Esse é um tipo muito comum de questão da Fundação Carlos Chagas. 
A flexão exigida ora é no plural, ora é no singular. 
Relembramos que, como vimos na questão anterior, os sujeitos 
apresentados sob a forma oracional levam o verbo correspondente 
para a 3ª pessoa do singular. 
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6
Então, vamos às opções: 
(A) Alguma coisa cabe a alguém. Na construção, “tomar a decisão 
final” cabe a vocês. Assim, o verbo se conjuga no singular: “Mesmo 
que não caiba a vocês tomar a decisão final, ...”. 
(B) Algo urge (é urgente). O que urge? “Chegarem à pousada”. O 
verbo chegar foi flexionado por estar em correspondência com o 
pronome pessoal reto já apresentado na oração principal “Eles 
sabiam” (ao desenvolver a oração reduzida do infinitivo, teríamos: 
“... urge que chegassem à pousada”). Assim, fica mais evidente, em 
relação ao verbo urgir, a função de sujeito exercida pela oração 
“chegarem à pousada / que chegassem à pousada”. Novamente, por 
apresentar sujeito oracional, o verbo da lacuna fica no singular: “Eles 
sabiam que urge chegarem à pousada...”. 
(C) O que não compete a nenhum de vocês? “Decidir quem será 
o novo líder do grupo”. O sujeito oracional exige o verbo competir 
na 3ª pessoa do singular:“A nenhum de vocês compete decidir...”. 
(D) Note que, muitas vezes, devemos “ajeitar” a oração, colocando-
a na ordem direta, para realizar a análise. Para isso, devemos partir 
do verbo. Há dois: valer e tomar. Vamos ao primeiro: o que não 
vale a pena? Tomar tais decisões. Assim, essa oração reduzida de 
infinitivo é o sujeito do verbo valer: “Tomar tais decisões não vale a 
pena.”. O verbo, portanto, fica no singular. 
(E) Esse é o gabarito da questão. O que resta? Alguns minutos. 
Mais uma vez, o sujeito vem posposto ao verbo, o que poderia levar 
o candidato a pensar que, em vez de sujeito, seria esse elemento um 
objeto direto. Não. Partindo do verbo “restar”, colocamos a oração na 
ordem direta: “Alguns minutos ... restam a apenas um dos 
candidatos.”. 
 
4 - (TRE AP – Analista Judiciário / Janeiro 2006) 
Julgue a assertiva abaixo, em relação à correção gramatical. 
(E) O fato de haverem diferenças de forma entre os dois textos não 
eliminam as semelhanças de fundo que eles sugerem, numa leitura 
bem comparada. 
 
Item INCORRETO 
Comentário. 
Há dois erros na construção. O primeiro já está “manjado” – o verbo 
não concorda com o núcleo do sujeito: “O fato (...) não eliminam as 
semelhanças...” – a distância entre o núcleo do sujeito e o verbo e a 
proximidade do complemento verbal no plural (as semelhanças) 
podem iludir o candidato em relação à correção dessa passagem. 
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7
Como o núcleo é “fato”, o verbo deve ficar no singular – “O fato (...) 
não elimina...”. 
O segundo erro foi em relação à flexão do verbo haver. Quando este 
verbo apresenta o significado de existir, permanece no singular por 
ser impessoal (não tem sujeito – o que se lhe segue é objeto direto). 
Apesar de apresentarem significados iguais, as relações sintáticas 
entre os verbos haver e existir são completamente diferentes. 
Enquanto o verbo existir possui sujeito, com o qual deve concordar 
(Em “existem diferenças”, o substantivo diferenças é o sujeito), o 
verbo haver não possui sujeito, não se flexiona e o que se segue 
exerce a função de complemento verbal, ou seja, é o seu objeto 
direto (Em “há diferenças”, o substantivo é o objeto direto). 
Assim, o período já corrigido seria: “O fato de haver diferenças de 
forma entre os dois textos não elimina as semelhanças de fundo que 
eles sugerem, numa leitura bem comparada.”. 
 
5 - (TRE AP - Técnico Judiciário/ Janeiro 2006) 
As normas de concordância verbal estão inteiramente respeitadas na 
frase: 
(A) Sempre houve quem esbanjassem os recursos naturais. 
(B) Se não houverem trabalho nem produção, não haverá atividade 
econômica. 
(C) Alimentava-se muitas ilusões quanto ao custo e à disponibilidade 
da água. 
(D) Nenhuma saída a curto prazo se avistam em nossos horizontes. 
(E) Poderão vir a faltar outros recursos naturais, se não os 
pouparmos. 
 
Gabarito: E 
Comentário. 
Analisemos cada uma das opções. 
(A) A flexão do verbo haver está correta (“Sempre houve 
quem...”). O problema está na flexão do verbo esbanjar. Seu sujeito 
é o pronome indefinido “quem”, que leva o verbo à 3ª pessoa do 
singular: “Sempre houve quem esbanjasse os recursos naturais.”. 
(B) Agora, a flexão do haver está incorreta. Como tem o sentido 
de existência, é impessoal e fica na 3ª p.sing.: “Se não houver 
trabalho nem produção, não haverá atividade econômica.”. 
(C) Olha o pronome “se” junto de um verbo transitivo direto 
(Alguém alimentava alguma coisa) com idéia passiva (“muitas ilusões 
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eram alimentadas”). Desse modo, o verbo concorda com o sujeito, 
que está na forma plural de “muitas ilusões”: “Alimentavam-se 
muitas ilusões...”. 
(D) Pergunta-se: o que se avista (é avistado/a)? “Nenhuma 
saída”. “Avistar” é transitivo direto e apresenta uma idéia passiva. 
Se o sujeito paciente está no singular, o verbo tambémdeverá estar: 
“Nenhuma saída a curto prazo se avista em nossos horizontes.”. 
(E) Agora, há uma locução verbal com três verbos – dois auxiliares 
e um principal: “Poderão vir a faltar”. O principal é “faltar” e é a 
partir dele que faremos a seguinte análise: o que falta? “Outros 
recursos naturais”. Esse é o sujeito de “faltar”. Vimos na aula sobre 
verbos que quem “manda” é o principal e quem “obedece” (segue a 
flexão) é o auxiliar. No caso de mais de um, o “obediente” é o 
primeiro, enquanto que o segundo permanece em uma das formas 
nominais (particípio, gerúndio ou infinitivo). Se usássemos somente o 
verbo principal, ele iria para o plural, em concordância com o sujeito 
(recursos faltam). Assim, o verbo auxiliar (poder) irá seguir essa 
“ordem” e se flexionará no plural, mantendo o segundo verbo auxiliar 
em uma forma nominal (infinitivo – “vir”). Está correta, portanto, a 
construção “Poderão vir a faltar outros recursos naturais.”. 
 
6 - (Procurador AM / Fevereiro 2006) 
O verbo indicado entre parênteses adotará, obrigatoriamente, uma 
forma do plural para preencher de modo correto a lacuna da frase: 
(A) Certamente não ...... (caber) aos economistas técnicos tomar 
qualquer providência para reorientar um processo produtivo que não 
os escandaliza. 
(B) Não ...... (ter) havido, em nosso tempo, tantas distorções sociais, 
caso não fossem banidos do sistema produtivo os valores éticos que o 
deveriam reger. 
(C) Aqueles a quem não ...... (incomodar) tanto desequilíbrio social 
são os mesmos que aplaudem o sucesso duradouro da tecnocracia 
econômica. 
(D) ...... (costumar) eximir-se de quaisquer culpas, em quaisquer 
situações, todo profissional que não pretender ser mais que um 
técnico habilitado. 
(E) Ainda que se ...... (remover) do mercado globalizado suas 
marcas tecnocráticas, será preciso garantir o primado dos valores 
éticos. 
 
Gabarito: E 
Comentário. 
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Em qual das opções o verbo da lacuna ficará no plural? É esse o 
enunciado. Então, vamos às opções. 
(A) O que não cabe aos economistas? “Tomar qualquer 
providência...” – se o sujeito do verbo “caber” está na forma 
oracional, o verbo é conjugado na 3ª pessoa do singular: 
“Certamente não cabe aos economistas técnicos tomar qualquer 
providência ...”. 
(B) O verbo haver é o verbo principal de uma locução de tempo 
composto (tem havido). Assim, é ele quem manda. Com o sentido de 
existência, é impessoal. Assim, o verbo auxiliar fica na 3ª pessoa do 
singular: “Não teria havido (...) tantas distorções sociais...”; 
(C) O que não incomoda? “Tanto desequilíbrio social” – o núcleo 
está no singular, devendo o verbo nesse número também ficar – 
“Aqueles a quem não incomoda tanto desequilíbrio social...”; 
(D) O verbo “costumar” é o auxiliar modal (estabelece 
circunstância) de uma locução que apresenta como principal o verbo 
“eximir”, que é transitivo direto (nesta construção, reflexivo) e 
indireto – Alguém exime alguém/a si mesmo (O.D.) de/a alguma 
coisa (O.I.). 
O sujeito está representado por “todo profissional que não pretende 
ser mais que um técnico habilitado”. Assim, como o núcleo do sujeito 
é singular (profissional), o verbo auxiliar mantém-se no singular 
também – “Costuma eximir-se ... todo profissional ...”; 
(E) O verbo “remover” (transitivo direto e indireto – Alguém 
remove alguma coisa de algum lugar) está acompanhado do pronome 
“se” e apresenta uma idéia passiva (alguma coisa é removida). O 
sujeito paciente é “suas marcas tecnocráticas”. Como o núcleo 
está no plural (marcas), o verbo assim deve ser flexionado: “Ainda 
que se removam do mercado globalizado suas marcas 
tecnocráticas...”. Portanto, essa é a resposta. 
 
7 - (TRT 8ª Região – Analista Judiciário / Dezembro 2004) 
Para preencher corretamente as lacunas, deverão flexionar-se no 
singular os verbos indicados entre parênteses na frase: 
(A) Não nos ...... (constar) que ...... (poder) haver muitas coisas 
em comum entre crianças e agentes do FMI. 
(B) Além da fisiologia do corpo, ...... (existir), como traço comum 
entre nós todos, as condições de vida concreta que ...... (marcar) 
nosso cotidiano. 
(C) A quem ...... (servir) o terrorismo, senão a quem não ...... 
(interessar) quaisquer aspectos da vida concreta? 
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(D) Quando se ...... (bombardear) alvos civis, ...... (atingir-se) o 
último degrau da barbárie. 
(E) Com que tipo de argumento ...... (poder) justificar-se as 
atrocidades que ...... (perpetrar-se) contra as populações indefesas? 
 
Gabarito: A 
Comentário. 
Agora o que a banca quer é saber em qual a opção os verbos ficarão 
no singular. 
(A) Vamos começar pela segunda lacuna. O verbo haver é o 
principal da locução. Como apresenta idéia de existência, é impessoal 
e obriga o verbo auxiliar a ficar no singular – “pode haver muitas 
coisas”. 
Na primeira lacuna, temos o verbo constar, que, no sentido de “ser 
evidente ou com aparência de verdade”, pode ser intransitivo 
(normalmente com sujeito oracional – “Consta que ele se 
aposentou.”) ou transitivo indireto (Algo consta a alguém). O que 
consta a nós, ou seja, o sujeito do verbo “constar” está representado 
pela oração já analisada (“... que pode haver muitas coisas...”). 
O sujeito oracional leva o verbo correspondente à 3ª pessoa do 
singular: “Não nos consta que pode haver muitas coisas em 
comum...”. Ambos os verbos ficam no singular, sendo essa a 
resposta correta. 
(B) Agora, em vez do verbo haver, foi empregado o verbo existir, 
que possui sujeito e com ele deve concordar (Alguma coisa existe). O 
que existe? O núcleo do sujeito é “condições”. Assim, a construção 
seria “Além da fisiologia do corpo, existem, como traço comum entre 
nós todos, as condições de vida concreta que...”. 
Agora, encontramos um pronome relativo “que”. O que é um 
pronome relativo e como funciona a concordância em construções 
como essa? 
Pronome relativo é assim chamado por fazer referência a algum 
outro termo (substantivo, pronome substantivo, oração substantiva) 
já mencionado anteriormente (ANTECEDENTE). 
O pronome relativo dá início a uma oração que atribui a esse 
antecedente uma característica, estado ou condição. Por esse motivo, 
a oração iniciada pelo pronome relativo é uma oração subordinada 
adjetiva. Assim, concluímos que SEMPRE UM PRONOME RELATIVO 
DÁ INÍCIO A UMA ORAÇÃO ADJETIVA. 
Para respeitar as regras de concordância, deve-se observar a qual 
termo o pronome relativo está se referindo, e com ele será feita a 
concordância verbal. 
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No caso, o pronome faz referência à palavra condições e com esse 
vocábulo deve o verbo concordar: “... as condições da vida concreta 
que marcam nosso cotidiano.”. 
(C) Colocando a oração na ordem direta, temos que “o terrorismo 
serve a [alguém]”. O verbo fica no singular para concordar com o 
núcleo do sujeito – terrorismo. Na seqüência, o sujeito do verbo 
“interessar” (algo interessa a alguém) é “quaisquer aspectos da vida 
concreta” (núcleo: aspectos). Assim, “senão a quem não 
interessam quaisquer aspectos da vida concreta”. 
(D) O pronome “se” junto do verbo transitivo direto de idéia passiva 
“bombardear” apresenta uma construção de voz passiva (alvos civis 
são bombardeados), devendo o verbo se flexionar no plural – 
“Quando se bombardeiam alvos civis...”(para recordar a conjugação 
dos verbos terminados em –EAR, releia a Aula 1 – Verbo). Em 
seguida, vimos outra construção passiva, em que o verbo atingir 
(transitivo direto com idéia passiva: “algo é atingido”) deve concordar 
com o núcleo do sujeito, degrau – “...atinge-se o último degrau da 
barbárie.”. 
(E) Note que o pronome “se” está junto do verbo principal de uma 
locução verbal(poder + justificar), sendo este um verbo transitivo 
direto (alguém justifica alguma coisa) com idéia passiva (as 
atrocidades são justificadas). Como o núcleo do sujeito paciente está 
no plural, deve o verbo auxiliar se flexionar do mesmo modo – “Com 
que tipo de argumento podem justificar-se as atrocidades...”, 
equivalente a “com que tipo de argumento podem ser justificadas as 
atrocidades...”. 
O pronome relativo que vem em seguida se refere a atrocidades e 
leva o verbo para o plural – “... as atrocidades que se perpetram 
contra as populações indefesas.”. 
 
8 - (TCE SP – Agente de Fiscalização Financeira / Dezembro 
2005) 
As normas de concordância verbal estão plenamente respeitadas na 
frase: 
(A) Compreenda-se as lições de O Príncipe não como exercícios de 
cinismo, mas como exemplos de análises a que não se devem furtar 
toda gente interessada na lógica do poder, seja para exercê-lo, seja 
para criticá-lo. 
(B) A problemática divisão da Itália em principados, que tanto 
preocupavam Maquiavel, fizeram com que ele se dedicasse à ciência 
política, em cujos fundamentos espelha-se, até hoje, aqueles que se 
preocupam com o poder. 
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(C) Integrava as qualidades morais a da virtude, tomada num sentido 
essencialmente religioso, até que Maquiavel, recusando esse plano de 
valores em que a inseriam, deslocou seu sentido para o campo da 
política. 
(D) Todas as acepções de virtude, até o momento em que surgiu 
Maquiavel, compunha-se no campo da moral e da religião, e 
estendia-se à esfera da política, como se tudo fosse essencialmente 
um mesmo fenômeno. 
(E) Nunca faltaram aos “príncipes” de ontem, de hoje e de sempre a 
ambição desmedida pelo poder e pela glória pessoal, mas couberam a 
poucos discernir as sutilezas da política, em que Maquiavel foi um 
mestre. 
 
Gabarito: C 
Comentário. 
(A) O verbo “compreender” é transitivo direto (alguém compreende 
algo) e está sendo usado em construção de voz passiva sintética (ou 
pronominal). Como o sujeito paciente está no plural (as lições de O 
Princípe), o verbo também deve ser flexionado nesse número – 
“Compreendam-se as lições de O Príncipe...”. 
Na seqüência, vamos analisar a seguinte passagem: “como exemplos 
de análises a que não se devem furtar toda gente interessada”. 
Feita a substituição do pronome relativo pelo antecedente e 
organizada a oração na ordem direta, teremos: 
“Toda gente interessada não se devem furtar a exemplos de 
análises.” 
O verbo principal da locução “se + dever + furtar” é “furtar”, que, no 
sentido de “desviar-se de algo”, é transitivo direto (pronominal) e 
indireto (Alguém se furta a algo). O pronome “se”, portanto, não 
constrói voz passiva. Ele é, na verdade, um pronome reflexivo 
(“Alguém furta a si mesmo a algo”). O verbo “dever” é auxiliar na 
locução verbal e deve se flexionar na medida que o verbo principal 
(furtar) o faria. Como o sujeito é singular (núcleo: gente), a locução 
verbal deve permanecer no singular – “... a que não se deve furtar 
toda gente interessada.”. 
(B) Vamos sublinhar o núcleo do sujeito para verificar a 
concordância. “A problemática divisão da Itália em principados, (...), 
fizeram ...” Ops, houve um erro aí. Se o núcleo é “divisão”, o verbo 
deverá ser conjugado na 3ª pessoa do singular – “A problemática 
divisão (...) fez...”. 
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Em seguida, devemos organizar a oração na ordem direta para 
analisar a concordância (foi feita, também, a substituição do pronome 
relativo por seu antecedente): 
“Aqueles que se preocupam com o poder espelha-se nos 
fundamentos da ciência política.”. 
Perceba que há uma desarmonia entre o núcleo do sujeito (Aqueles) 
e o verbo (espelhar-se), devendo este se flexionar no plural: 
“Aqueles (...) espelham-se...”. 
(C) Este é o gabarito da questão. Na ordem direta, a primeira oração 
é “A (qualidade) da virtude integrava as qualidades morais”. O 
adjetivo “tomada” retoma o mesmo substantivo (a virtude). O verbo 
“inserir”, na 3ª pessoa do plural, indica um sujeito indeterminado – 
os que inseriam a virtude em um plano de valores não são 
apresentados, pois o autor os indica de modo genérico. 
(D) “Todas as acepções de virtude (...) compunha-se (...) e 
estendia-se à esfera da política (...).”. Note que os verbos “compor” 
e “estender”, ambos usados em construções passivas pronominais, 
estão em discordância com o núcleo do sujeito (plural). Para corrigir 
o período, é necessário flexionar ambos os verbos: “Todas as 
acepções (...) compunham-se (...) e estendiam-se à esfera da 
política...”. 
(E) Pergunta-se: o que nunca faltou aos “príncipes” de ontem, de 
hoje e de sempre? Resposta: ambição. Assim, o verbo deve ficar na 
3ª pessoa do singular – “Nunca faltou (...) a ambição desmedida 
pelo poder e pela glória pessoal”. Em seguida, mais uma vez, a 
banca abordou o verbo “caber”, explorando sua flexão com um 
sujeito oracional. Já sabemos que o verbo deverá ficar no singular – 
“... mas coube a poucos discernir as sutilezas da política...”. 
 
9 - (TCE SP – Agente de Fiscalização Financeira / Dezembro 
2005) 
As normas de concordância verbal estão plenamente respeitadas na 
frase: 
(A) Mesmo que não se incendeie mais carros, os recados dos jovens 
pobres dos países ricos já estão dados a quem os queiram ver e 
ouvir. 
(B) Incendiar tantos automóveis nas ruas não abrem novos 
caminhos, mas não há mais como ignorar a multidão dos deserdados. 
(C) Ao se exporem em sua fraqueza e em sua subserviência, ou nas 
medidas puramente repressivas, vê-se quão reduzido se encontra o 
Estado. 
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(D) Se coubessem a todos os cidadãos promover em conjunto o 
planejamento de suas vidas, exerceria o Mercado o papel que o 
Estado lhe delegou? 
(E) Ainda que se vejam as fogueiras e se ouçam os gritos dos 
manifestantes, não há sinais de medidas que levem à solução da 
crise social que a tantos vitima. 
 
Gabarito: E 
Comentário. 
(A) O verbo incendiar, na construção, é transitivo direto e foi 
apresentado na forma passiva, sendo o sujeito representado por 
“mais carros”. Por isso, deve se flexionar o verbo no plural: “Mesmo 
que não se incendeiem mais carros...”. 
Outro deslize de concordância foi na flexão do verbo “querer” em “... 
já estão dados a quem os queiram ver e ouvir”. O sujeito do verbo é 
o pronome indefinido “quem”, que leva o verbo para a 3ª pessoa do 
singular. O que pode influenciar nessa indevida flexão é a 
proximidade do pronome oblíquo “os” (referente a “recados”). 
Vamos, então, substituir o pronome oblíquo pelo substantivo 
correspondente e confirmar a concordância verbal: “...os recados (...) 
já estão dados a quem queira ver e ouvir os recados.”. 
(B) O que não abre novos caminhos? Resposta: ‘Incendiar tantos 
automóveis nas ruas’ – sujeito oracional exige o verbo na 3ª 
pessoa do singular – “Incendiar tantos automóveis nas ruas não abre 
novos caminhos.”. 
(C) Essa opção exigia bastante atenção. Quem se expôs em sua 
fraqueza e em sua subserviência? Resposta: “O Estado”. Assim, a 
forma nominal de infinitivo deve ser empregada no singular – “Ao se 
expor em sua fraqueza (...), vê-se quão reduzido se encontra o 
Estado.”. 
(D) Verbo “caber” novamente, e com sujeito oracional (“promover 
em conjunto o planejamento de suas vidas”). O verbo fica no 
singular – “Se coubesse a todos os cidadãos promover...”. 
(E) Estamos diante de uma construção perfeita em voz passiva 
pronominal – fogueiras são vistas e gritos são ouvidos. Assim, 
“Ainda que se vejam as fogueiras e se ouçam os gritos dos 
manifestantes,...”. Na seqüência, o emprego adequado do verbo 
haver – “... não há sinais de medidas...”. E, para terminar, a flexão 
do verbo em decorrênciada concordância com o termo antecedente 
do pronome relativo “que” – “... sinais de medidas que levem à 
solução da crise social que a tantos (a crise) vitima.”. Dá até gosto 
ler uma coisinha tão bem feita como essa, você não acha? 
 
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10 - (Procurador AM / Fevereiro 2006) 
Julgue a assertiva abaixo 
(C) Quanto aos três grandes desafios que se deve enfrentar, o 
economista ético deverá de compor algumas das contradições atuais, 
entre elas garantir a manutenção do emprego ao par do avanço 
tecnológico. 
 
Item INCORRETO 
Comentário. 
Eu sei que você já leu essa questão. Foi lá na aula demonstrativa, 
mais precisamente na questão 3. Naquela oportunidade, comentamos 
os erros de ortografia e demos uma “palhinha” sobre a locução verbal 
com uma preposição inadequada (deverá “de” compor). 
Agora, aproveitamos para apresentar uma forma CORRETA de 
construção de voz passiva, presente nesse parágrafo. 
Em “Quanto aos três grandes desafios que se deve enfrentar...”, 
temos uma construção interessante: DEVER + SE + INFINITIVO + 
SUBSTANTIVO NO PLURAL. 
Vamos substituir o pronome relativo “que” por seu antecedente para 
fins de análise. 
Há duas possibilidades de construção e, conseqüentemente, de 
análise: 
1) “Três grandes desafios se deve enfrentar.” (conforme 
apresentado na questão) 
Neste caso, o sujeito da forma verbal “deve-se” é a oração reduzida 
de infinitivo “enfrentar três grandes desafios.”. Não há possibilidade 
de transposição para a voz passiva analítica. Como o sujeito está sob 
a forma oracional, o verbo fica na 3ª pessoa do singular – deve-se. 
Já na oração que exerce a função de sujeito (“Enfrentar três grandes 
desafios” - classificada como oração subordinada subjetiva reduzida 
do infinitivo), o sintagma sublinhado exerce a função sintática de 
objeto direto do verbo “enfrentar”. 
2) “Três grandes desafios se devem enfrentar.” (flexionando-se 
no plural o verbo “dever”) 
Agora, há uma locução verbal – “deve enfrentar” – acompanhada do 
pronome apassivador “se”. O sujeito, nessa construção, é “três 
grandes desafios”. Como todo e qualquer verbo auxiliar, no caso da 
voz passiva, o verbo “dever” se flexiona no plural para concordar 
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com o núcleo (desafios). Essa construção equivale a: “Três grandes 
desafios devem ser enfrentados.” 
As duas formas estão corretas, mudando somente a análise que se 
faz dos elementos frasais. 
Esse tipo de construção é possível com os verbos PODER e DEVER. 
Um outro exemplo: 
1 - Deve-se manter os animais nas jaulas – Deve-se [manter os 
animais nas jaulas] - sujeito oracional = verbo na 3ª pessoa do 
singular. 
2 – Devem-se manter os animais nas jaulas. – Os animais devem 
ser mantidos nas jaulas. – construção de voz passiva = verbo 
auxiliar concorda com o núcleo do sujeito: animais. 
São formas igualmente válidas, cada uma com uma análise sintática 
diferente. 
 
11 - (Analista BACEN / Janeiro 2006) 
Na proposta de uma nova redação para uma frase do texto, cometeu-
se um deslize quanto à concordância verbal em: 
(A) Não teriam sido suficientes quatro ou cinco séculos para que se 
extinguissem de vez as manifestações de violência principiadas no 
século XVI? 
(B) Fez-se necessária não só a criação, mas também a multiplicação 
de sujeitos descartáveis para que se caracterizassem as condições de 
um capitalismo globalizado. 
(C) Vendam-se os mesmos sabonetes ou filmes para todos, o 
principal requisito dos procedimentos neoliberais vai além disso, e 
atende a exigências que são de alta sofisticação. 
(D) Devem-se notar, comparando-se as massas do século XVI e os 
migrantes da globalização, um quadro de semelhanças que não exclui 
uma importante diferença. 
(E) Ao nos agraciar com sonhos de perfectibilidade, a máquina liberal 
inclui entre seus segredos estratégicos o sentimento da insatisfação 
radical. 
 
Gabarito: D 
Comentário. 
O erro da opção (D) está exatamente na indevida flexão verbal do 
verbo “dever”. 
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O que se deve notar? Resposta: um quadro de semelhanças que 
não exclui uma importante diferença. O núcleo do sujeito é 
“quadro”. 
Ao contrário do que apresentamos na questão anterior, o substantivo 
(quadro) está no singular. 
Qualquer que seja a análise, a única possibilidade de construção é 
“Deve-se notar (...) um quadro de semelhanças...”. 
 
12 - (TRT 15ª Região – Analista Judiciário / Setembro 2004 
 _________ as aparências enganosas de exatidão. 
Preenche-se corretamente a lacuna por: 
(A) Deve ser evitado 
(B) Deve serem evitadas 
(C) Deve ser evitadas 
(D) Devem ser evitado 
(E))Devem ser evitadas 
 
Gabarito: E 
Comentário. 
Mencionamos anteriormente que uma das possibilidades de análise 
da construção “DEVER + SE + INFINITIVO” seria como locução verbal 
de voz passiva pronominal (sintética). Se o sujeito paciente estiver 
no plural, o verbo auxiliar deverá ser flexionado. 
Nessa questão, o que a banca propõe é a forma de voz passiva 
analítica em uma construção idêntica. 
O sujeito, no caso, é “as aparência enganosas de exatidão”. 
O verbo auxiliar é “dever”. Assim, na voz passiva analítica, a 
construção adequada seria: “Devem ser evitadas as aparências 
enganosas de exatidão.”. 
 
13 - (TCE SP – Agente de Fiscalização Financeira / Dezembro 
2005) 
Deverá flexionar-se obrigatoriamente numa forma do plural o verbo 
indicado entre parênteses na frase: 
(A) O que se ...... (SEGUIR) à concentração de renda, do desemprego 
e da exclusão social são as manifestações violentas dos maiores 
prejudicados. 
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(B) Mesmo que não ...... (TER) havido outras razões, bastaria a do 
desemprego generalizado para motivar esses duros protestos. 
(C) Ainda ...... (DEVER) ocorrer nas periferias das grandes cidades, a 
despeito das medidas repressivas, muita contestação violenta por 
parte dos desempregados. 
(D) A toda e qualquer medida violenta que se ...... (VIR) a tomar 
contra os jovens, reagirão estes com força proporcional. 
(E) Uma política séria de distribuição de renda é uma providência 
com a qual ...... (PRECISAR) preocupar-se os responsáveis pelo 
Estado e pelo mercado. 
 
Gabarito: E 
Comentário. 
(A) A concordância do verbo da lacuna deve ser feita com “o que” 
(expressão composta pelo pronome demonstrativo “o” e pronome 
relativo “que”, equivalente a “aquilo que”). Assim, o verbo é 
conjugado na 3ª pessoa do singular, independentemente do número 
(singular ou plural) do elemento que vem após o verbo “ser” – “O 
que se segue (...) são as manifestações violentas...”. O verbo 
que preenche a lacuna fica no singular, pois. 
Além da concordância com a expressão “o que”, um dos casos de 
concordância mais especiais, e que merece o nosso comentário, é 
com o verbo ser (“... são as manifestações...”). 
Por estabelecer uma relação entre o sujeito e o seu predicativo, a 
concordância pode se dar tanto com o primeiro (Tudo é flores.) 
quanto com o segundo elemento (Tudo são flores.). 
Há, contudo, algumas regras que prevalecem sobre essa faculdade. 
Qualquer que seja a sua função sintática (sujeito ou predicativo), 
prevalece a concordância com o elemento que estiver representado 
por: 
1ª – um pronome pessoal reto: “Todo eu era olhos e coração. 
(Machado de Assis)”; 
2ª – uma pessoa, em detrimento de outro que seja uma “coisa” 
(substantivo, pronome substantivo, oração substantiva): “Ovídio é 
muitos poetas ao mesmo tempo, e todos excelentes.” (A.F.Castilho). 
Havendo elementos personativos (representam pessoas) em ambas 
as funções, a concordância é facultativa com o sujeito oucom o 
predicado, a não ser que em um deles haja um pronome pessoal, 
caso em que prevalece a concordância com este elemento (cai na 1ª 
regra de prevalência). 
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19
Quando os dois elementos (do sujeito e do predicativo) forem 
“coisas” (substantivos, pronomes substantivos, orações 
substantivas), a concordância é facultativa, dando-se preferência à 
concordância com o elemento no plural: 
“Na vida, nem tudo são flores.”, “O resto são atributos sem 
importância.” 
Essa última regra apresenta a justificativa para a flexão no plural do 
verbo “ser” na questão. Ele concorda com o predicativo do sujeito por 
estar no plural – concordância preferencial. 
(B) Assim como no item (B) da questão 6, o verbo haver forma uma 
locução verbal com o verbo ter (tem havido) e, por ser impessoal, 
mantém o verbo auxiliar no singular – “Mesmo que não tenha 
havido outras razões...”. 
(C) A locução verbal formada pelos verbos dever (auxiliar) e ocorrer 
(principal) deve concordar com o sujeito “muita contestação”, 
mantendo-se no singular – “Ainda deve ocorrer nas periferias das 
grandes cidades, a despeito das medidas repressivas, muita 
contestação violenta por parte dos desempregados.”. Essa técnica 
de manter distantes verbo e sujeito é comumente empregada em 
questões de concordância. Por isso, preste bastante atenção. 
(D) Novamente, vemos uma locução verbal – VIR + A + TOMAR. 
Ainda observamos um pronome “se” que leva toda a construção para 
a voz passiva (tomar, na acepção empregada – adotar - é transitivo 
direto e apresenta idéia passiva: uma medida é tomada). O sujeito 
sintático da locução, porém, é o pronome relativo “que”, cujo 
antecedente, ou seja, o elemento com quem o verbo irá realizar a 
concordância, é medida. Como o verbo principal iria se manter no 
singular, o mesmo, então, deve ocorrer com o verbo auxiliar: “A toda 
e qualquer medida violenta que se venha a tomar contra os 
jovens...”. 
(E) Parece que o assunto dessa questão foi mesmo locuções verbais. 
Dessa vez, o verbo “precisar” é o auxiliar modal do verbo “preocupar-
se” – pronominal e reflexivo. Na ordem direta, feita a devida 
substituição, a construção seria: “Os responsáveis pelo Estado e pelo 
mercado precis... preocupar-se com a política de distribuição de 
renda.”. Note que o núcleo do sujeito é responsáveis. Assim, o 
verbo auxiliar irá também para o plural – precisam preocupar-se. 
Essa foi a resposta correta. 
A respeito da colocação pronominal, não trataremos desse assunto 
nessa aula. Teremos uma aula todinha dedicada ao valor, uso e 
colocação dos pronomes. 
 
14 - (CEAL – Advogado / Junho 2005) 
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Justifica-se inteiramente o emprego na forma plural de ambos os 
elementos sublinhados na seguinte frase: 
(A))Já que se desprezam os atores, por que não se corrigem as 
mentiras da vida de cada um? 
(B) A esses eleitores impõem-se admitir os preconceitos de que se 
nutrem seu julgamento na hora de importantes decisões. 
(C) Nenhum dos votos, nas democracias, deixam de ter 
conseqüências, já que a todos se darão a mesma acolhida, com o 
mesmo peso. 
(D) O que nessas frases se sugerem, quanto ao ator e seus filmes, é 
que, por serem medíocres, a eles não se devem reagir senão com 
desprezo. 
(E) Teriam havido momentos, na História, em que se viessem a 
retribuir aos atores apenas com aplausos e homenagens? 
 
Gabarito: A 
Comentário. 
O examinador deseja saber em qual das opções ambos os verbos são 
empregados no plural. Vamos à análise de cada uma delas. 
(A) Verbo desprezar é transitivo direto, apresenta idéia passiva e 
está acompanhado do pronome “se” (apassivador). Resultado? Verbo 
no mesmo número do sujeito paciente – os atores. “Já que se 
desprezam os atores...”. Na seqüência, o verbo corrigir, transitivo 
direto, com idéia passiva e pronome apassivador. Qual é o sujeito 
paciente? “as mentiras da vida de cada um”, cujo núcleo é 
mentiras. Resultado? Verbo no plural também – “não se corrigem 
as mentiras ...”. É essa a resposta correta! 
(B) O que se impõe a esses eleitores? Resposta: “Admitir os 
preconceitos ...”. Sujeito oracional leva o verbo para a 3ª pessoa do 
singular – “A esses eleitores impõe-se admitir os preconceitos...”. 
Em seguida, o pronome relativo “que” se refere ao substantivo 
“preconceitos”. Contudo, devemos analisar qual o elemento que 
exerce a função de sujeito do verbo “nutrir”: “... os preconceitos de 
que se nutr... seu julgamento”. O sujeito é julgamento – ele (o 
julgamento) é nutrido dos (alimentado pelos) preconceitos. Assim, o 
verbo, que faz parte da construção passiva, deve com “julgamento” 
concordar – “...de que se nutre seu julgamento.”. Os dois verbos, 
portanto, devem ser empregados no singular. 
(C) Quando o pronome indefinido “nenhum” estiver acompanhado de 
substantivo no plural, o verbo deverá permanecer na 3ª pessoa do 
singular. Assim, o verbo auxiliar da locução formada por “deixar de 
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ter” ficará no singular – “Nenhum dos votos, nas democracias, deixa 
de ter conseqüências...”. 
Em casos de concordância como locuções pronominais (algum de 
nós/vós, alguns de nós/vós, qual de nós/vós, quais de nós/vós, quem 
de nós/vós, muitos de nós/vós), aplicam-se as seguintes regras: 
- o verbo fica no singular quando o primeiro pronome (algum, 
qual, nenhum, quem) estiver no singular – essa regra também se 
aplica à expressão cada um de nós/vós; 
- se o primeiro pronome estiver no plural (quais, alguns) o verbo 
pode concordar com esse (3ª pessoa do plural) ou como pronome 
pessoal (1ª ou 2ª pessoa do plural). 
Essa segunda concordância tem um valor que transcende a questão 
gramatical. É uma questão de concordância ideológica, ou seja, uma 
escolha reveladora da posição do falante. Ao colocar o verbo na 1ª 
pessoa do plural, ele se inclui entre os elementos que praticam a 
ação. Por exemplo, em “muitos de nós sabem a verdade dos fatos.”, 
não se tem certeza se o falante se inclui ou não no rol de pessoas 
que sabem a verdade. Contudo, na construção “muitos de nós 
sabemos a verdade dos fatos.”, temos a certeza de que ele sabe, e, 
além dele, outros tantos. 
Ainda nessa questão, o verbo “dar”, que é transitivo direto e está 
sendo empregado na voz passiva pronominal, deve concordar com o 
sujeito paciente, representado por “a mesma acolhida”, 
permanecendo, também, no singular – “... já que a todos se dará a 
mesma acolhida, com o mesmo peso.”. 
(D) O verbo “sugerir”, acompanhado do apassivador “se”, deve 
concordar com a expressão “o que”, mantendo-se no singular – “O 
que nessas frases se sugere”. Como forma de confirmação, 
substitua a forma apresentada pela passiva analítica correspondente: 
“O que nessas frases é sugerido”. Ficou no singular, viu? 
Na seqüência, temos uma das construções apresentadas na questão 
11. Como no caso 1, o verbo “dever”, acompanhado do pronome 
apassivador, apresenta um sujeito oracional – reagir. Por isso, se 
mantém no singular – “... a eles não se deve reagir senão com 
desprezo”. 
(E) O verbo haver no sentido de existir é impessoal e obriga o verbo 
auxiliar, com que constrói a locução verbal de tempo composto, a se 
manter no singular – “Teria havido momentos...”. Por sua vez, o 
verbo “retribuir” tem, na construção, transitividade indireta, não 
admitindo, por conseguinte, voz passiva. Com isso, o verbo auxiliar 
deve permanecer na 3ª pessoa do singular – “... em que se viesse a 
retribuir aos atores apenas com aplausos e homenagens”. 
 
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15 - (TCE SP – Agente de Fiscalização Financeira / Dezembro 
2005) 
Uma das contribuições dessetratado foi o deslocamento do conceito 
de virtude, que Maquiavel passa a compreender não mais em seu 
sentido moral, mas como discernimento político. 
No contexto da frase acima, julgue a seguinte proposição. 
(D) seria preferível a utilização da forma plural foram, em 
atendimento à expressão Uma das contribuições. 
 
Item INCORRETO 
Comentário. 
Em construções como “um dos (...) que”, a concordância pode ser 
feita com o numeral “um”, permanecendo o verbo no singular, ou 
com o complemento, caso em que vai para o plural. Essa faculdade 
permite que se dê ênfase ao elemento individual (singular) ou aos 
elementos que compõem o grupo (plural). Assim, não está correta a 
afirmação de que a forma plural do verbo é preferível, já que as 
duas estariam igualmente corretas. 
Observe como a FCC abordou mais uma vez esse assunto. 
 
16 - (TRT 24ª Região – Técnico Judiciário / Março 2006) 
Em relação ao fragmento, reproduzido abaixo, de um informe 
publicitário da Prefeitura Municipal de Campo Grande, julgue a 
assertiva abaixo. 
 QUALIDADE DE VIDA 
Campo Grande é uma das capitais brasileiras que oferece 
melhor índice de qualidade de vida. Urbanizada, arborizada, 
sem favelas e com avenidas largas, a Capital do Mato Grosso 
do Sul registra alto índice de satisfação de seus moradores e 
empreendedores. 
(B) ... uma das capitais que oferece − estaria correta também a 
forma de plural oferecem. 
 
Item CORRETO 
Comentário. 
Conforme mencionamos na questão anterior, as duas formas verbais 
– no singular ou no plural – estariam igualmente corretas. 
Essa questão nos lembra de outra, que trata, dentre outras coisas, de 
concordância com termos partitivos. 
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17 - (TRT 24ª Região – Técnico Judiciário / Março 2006) 
A concordância está correta na frase: 
(A) Alguns proprietários, que perceberam o potencial turístico da 
região, investiram em projetos voltados para atividades que não 
prejudiquem o meio ambiente. 
(B) As maravilhas da geologia, da fauna e da flora do Brasil Central 
representa um paraíso que não foram feitas para o turismo de 
massas de visitantes. 
(C) As visitas a algum santuário ecológico deve ser agendado com 
antecedência e feito em pequenos grupos de turistas, monitorados 
por guias treinados. 
(D) Romarias religiosas e festas folclóricas serve como atração a 
grande parte de turistas, que deseja visitar a região Centro-Oeste do 
Brasil. 
(E) O potencial turístico da região central do país abrangem 
atividades variadas, que justifica os novos e múltiplos investimentos 
no setor. 
 
Gabarito: A 
Comentário. 
Não há muito o que comentar em relação à opção A (correta). Vamos 
analisar as incorreções das demais. 
(B) O núcleo do sujeito é maravilhas. Deve, pois, o verbo concordar 
com ele – representam (caso clássico). Em seguida, o pronome 
relativo “que” tem por antecedente o substantivo “paraíso”, com o 
qual o verbo e o adjetivo (foram feitas) da oração adjetiva devem 
estar em harmonia – “As maravilhas da geologia, da fauna e da flora 
do Brasil Central representam um paraíso que não foi feito para o 
turismo de massa de visitantes”. 
(C) Novamente, há deslize de concordância, tanto verbal quanto 
nominal, no período. “As visitas [núcleo] a algum santuário 
ecológico devem ser agendadas com antecedência e feitas em 
pequenos grupos de turistas, monitorados [os grupos – correta 
construção] por guias treinados.”. 
(D) Vimos inúmeras vezes nessa aula que a concordância se faz com 
o núcleo do sujeito. 
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No caso de sujeito simples, há apenas um núcleo. 
No caso de sujeito composto, há mais de um núcleo. 
Quando a oração está na ordem DIRETA, ou seja, na forma de 
SUJEITO + VERBO + COMPLEMENTO, o verbo deverá 
OBRIGATORIAMENTE fazer a concordância gramatical, isto é, 
concordar com o(s) núcleo(s), uma vez que eles já foram 
apresentados. 
Se a oração estiver em ordem INVERSA, com o sujeito composto 
após o verbo (VERBO + NÚCLEO DO SUJEITO 1 + NÚCLEO DO 
SUJEITO 2), a concordância poderá ser, FACULTATIVAMENTE, 
gramatical (com todos os elementos) ou atrativa, concordando, nesse 
caso, com o núcleo mais próximo. 
Exemplo: 
Nas estações de trem, fica difícil a entrada e a saída das 
composições nos horários de maior movimento. (concordância 
atrativa) 
Nas estações de trem, ficam difíceis a entrada e a saída das 
composições nos horários de maior movimento. (concordância 
gramatical). 
Neste item, temos um sujeito composto anteposto ao verbo. Por isso, 
a única forma possível de concordância é a gramatical – o verbo irá 
para o plural: “Romarias religiosas (NÚCLEO 1) e festas folclóricas 
(NÚCLEO 2) SERVEM como atração (...)”. 
Este item também nos serve para tratarmos da concordância com 
termos partitivos, empregada corretamente aqui. 
Em “... a grande parte de turistas, que deseja visitar a região...”, a 
concordância pode se dar com o núcleo do conjunto, parte, ou com o 
complemento, turistas. O verbo, portanto, poderia, 
facultativamente, ficar no singular ou no plural – “grande parte de 
turistas, que deseja / desejam visitar a região...”. 
Vejamos o que consta do texto original do Manual de Redação da 
Presidência da República: 
“Expressões de sentido quantitativo (grande número de, grande 
quantidade de, parte de, grande parte de, a maioria de, a maior parte 
de, etc), também chamadas de termos partitivos, por indicar parte de 
um todo, acompanhadas de complemento no plural, admitem 
concordância verbal no singular, estabelecendo a concordância com o 
núcleo do conjunto – concordância gramatical ou lógica, ou no plural, 
concordando com o complemento – concordância atrativa ou 
ideológica: 
‘A maioria dos condenados acabou (ou acabaram) por confessar 
sua culpa.’ 
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‘Um grande número de Estados aprovaram (ou aprovou) a 
Resolução da ONU.’ 
‘Metade dos Deputados repudiou (ou repudiaram) as 
medidas.’.” 
(E) Finalmente, temos um deslize “padrão” – “O potencial turístico 
da região central do país abrange atividades variadas que ...” – e o 
antecedente do pronome relativo (atividades) leva o verbo ao plural 
– “... atividades variadas que justificam os novos e múltiplos 
investimentos no setor”. 
 
18 - (TRE MG – Técnico / Julho 2005) 
Julgue a correção da assertiva abaixo. 
(C) Desde que sejam conflitantes, o direito das pessoas e o direito da 
sociedade não pode ficar interferindo um sobre o outro. 
 
Item INCORRETO 
Comentário. 
Como acabamos de (re)ver, o sujeito composto anteposto ao verbo 
exige a concordância gramatical – “O direito das pessoas e o direito 
da sociedade não podem ficar interferindo um sobre o outro”. 
 
19 - (TRE MG – Técnico / Julho 2005) 
O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se numa forma 
do singular para preencher corretamente a frase: 
(A) Tanto a liberdade de imprensa quanto o direito à informação ...... 
(estar) sob a proteção da nossa lei maior. 
(B) Ainda que ...... (ocorrer), vez por outra, alguns sobressaltos, a 
tendência é a de um fortalecimento da liberdade de imprensa. 
(C) Nunca se ...... (sanar) os males acarretados pela falta de 
liberdade. 
(D) Somente ...... (haver) de merecer a confiança do leitor os 
jornalistas que se mantiverem independentes. 
(E) Também aos leitores ...... (caber) vigiar o cumprimento da 
liberdade de imprensa. 
 
Gabarito: E 
Comentário. 
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Essa questão trata de um assunto bastante polêmico, mas nos serve 
para verificar o posicionamento da banca sobre o tema. O 
examinador pede que seja indicada a construção que deveria 
[obrigatoriedade] apresentaro verbo no singular para preencher 
corretamente a frase. 
Sobre a construção apresentada no item (A), há o seguinte 
ensinamento: 
“Se o sujeito composto tem os seus núcleos ligados por série aditiva 
enfática (...), o verbo concorda com o mais próximo ou vai ao plural 
(o que é mais comum quando o verbo vem antes do 
sujeito)”.(Evanildo Bechara) 
Por série aditiva enfática entendemos todas as expressões que 
enumerem elementos de mesma função sintática, no caso, sujeito, 
com o mesmo sentido da conjunção aditiva ‘e’: não só... mas 
também; não só... como, tanto...como/quanto (EM CONSTRUÇÕES 
COMO A APRESENTADA). 
Sobre esse ponto do assunto, contudo, há divergência doutrinária. 
Enquanto o mestre Evanildo Bechara, como vimos, faculta a flexão 
verbal, Celso Cunha e Lindley Cintra (obra citada) destacam que, se 
não houver pausa entre os sujeitos (e, portanto, não houver vírgula), 
o verbo irá para o plural: 
“Qualquer se persuadirá de que não só a nação mas também o 
príncipe estariam pobres.” 
Na construção apresentada, há dois elementos que estão ligados pelo 
conectivo “Tanto... quanto” e não há pausa (vírgula) entre eles. 
A partir dessa questão, temos que a banca examinadora da Fundação 
Carlos Chagas segue a lição de Celso Cunha e Lindley Cintra e 
considera que a flexão verbal no plural é obrigatória nesse caso 
(essa opção não foi a resposta da questão): “Tanto a liberdade de 
imprensa quanto o direito à informação estão sob a proteção da 
nossa lei maior.”. 
(B) O verbo “ocorrer" deve concordar com o sujeito “alguns 
sobressaltos”, flexionando-se no plural – “Ainda que ocorram (...) 
alguns sobressaltos...”. 
(C) O verbo “sanar”, transitivo direto e em construção passiva 
pronominal, deve ir para o plural, em concordância com o sujeito 
paciente males: “Nunca se sanam os males acarretados pela falta 
de liberdade.”. 
(D) Dessa vez, o verbo “haver” não é principal. Ele é o verbo auxiliar 
de uma locução verbal. Então, analisaremos o verbo “merecer” , que 
irá “ditar as regras” da concordância. O que “merece” a confiança do 
leitor? Resposta: os jornalistas que se mantiverem 
independentes. Então, o verbo auxiliar “haver” será flexionado no 
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plural – “Somente hão de merecer a confiança do leitor os 
jornalistas que se mantiverem independentes”. 
(E) Ah... essa construção você já deve estar careca de conhecer – o 
verbo “caber” (de novo!!!). Com o sujeito oracional, ele fica no 
singular – “ Também aos leitores cabe vigiar o cumprimento da 
liberdade de imprensa.”. 
 
20 - (TRT 22ª Região – Auxiliar Judiciário / Novembro 2004) 
A concordância está inteiramente correta na frase: 
(A) Grandes áreas de floresta foi desmatada para permitir o 
desenvolvimento da agricultura e da criação de gado, na região 
amazônica. 
(B) Restam apenas 25% da vegetação original da Mata Atlântica e as 
áreas de alguns parques nacionais estão totalmente abandonadas. 
(C) A construção de hidrelétricas também são uma ameaça aos rios, 
porque a barragem e as obras complementares pode inundar áreas 
de mata nativa. 
(D) O acelerado ritmo de desmatamento da Amazônia pode torná-la 
um deserto, porque é as árvores que mantém o solo úmido e fértil. 
(E) É apontado, como as principais razões para o desmatamento na 
região central, a mineração, a necessária abertura de estradas e a 
agropecuária. 
 
Gabarito: B 
Comentário. 
Nesta opção, temos um caso de concordância com número 
percentual. Observemos que há dois elementos com os quais o verbo 
poderá se harmonizar – o numeral (25%) e o complemento (cujo 
núcleo é vegetação). Assim, as duas possibilidades de flexão verbal 
são: 
– “25% da vegetação original da Mata Atlântica restam ...”(numeral 
maior do que 1 – verbo no plural); ou 
- “25% da vegetação original da Mata Atlântica resta ...” 
(complemento no singular). 
Caso o número percentual venha acompanhado de determinante 
(pronomes, artigos, adjetivos), a flexão passa a ser com o numeral – 
“Os 25% da vegetação se encontram devastados...”. 
Esse mesmo tratamento recebe construções com números 
fracionários (concorda com o numerador ou com o complemento – 
“Dois quintos da turma saíram-se / saiu-se bem na prova), com 
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expressões partitivas (maioria de, grande parte de, etc.) objeto de 
comentário na questão 17. 
Estão incorretas as demais opções pelos motivos a seguir expostos: 
(A) Caso clássico – o verbo não segue o número do sujeito – 
“Grandes áreas de floresta foram desmatadas...”. 
(C) “A construção de hidrelétricas também é uma ameaça aos rios 
[caso clássico] porque a barragem e as obras complementares 
[sujeito composto anteposto ao verbo obriga a concordância 
gramatical] podem inundar áreas da mata nativa.” 
(D) Nesse ponto, falaremos sobre a concordância com a expressão “é 
que”. 
Vamos à lição de Celso Cunha e Lindley Cintra, em Nova Gramática 
do Português Contemporâneo: 
“A locução é que é invariável e vem sempre colocada entre o sujeito 
da oração e o verbo a que ele se refere. Assim: ‘José é que 
trabalhou, mas os irmãos é que se aproveitaram do seu 
esforço.’.” 
Perceba que a locução poderia ser retirada sem prejuízo para o 
período: “José trabalhou, mas os irmãos se aproveitaram do 
seu esforço.”. 
Por isso, é classificada como uma expressão denotativa de realce, 
que tem a única função de destacar os termos que acompanha (no 
caso, os substantivos José e irmãos, respectivamente). 
E continuam os professores: 
“É uma construção fixa, que não deve ser confundida com 
outra semelhante, mas móvel, em que o verbo ser antecede o 
sujeito e passa, naturalmente, a concordar com ele e a 
harmonizar-se com o tempo dos outros verbos. 
Compare-se, por exemplo, ao anterior o seguinte exemplo: 
‘José é que trabalhou, mas foram os irmãos que se 
aproveitaram do seu esforço.’ 
Ou este: 
‘Foi José que trabalhou, mas os irmãos é que se 
aproveitaram do seu esforço.’.” 
Nesse último caso se enquadra a construção presente na opção (D) – 
“... porque são as árvores que mantêm o solo úmido e fértil”. O 
pronome relativo “que” se refere a “árvores”, levando o verbo 
“manter” para o plural. 
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(E) Agora, veremos as possibilidades de concordância em predicado 
nominal (verbo de ligação + predicativo do sujeito), em que 
predicado está anteposto ao sujeito (inversão da ordem direta). 
Nesse caso, o verbo e, conseqüentemente, o predicativo do sujeito 
poderão concordar com o núcleo do sujeito mais próximo 
(concordância atrativa) ou fazer a concordância gramatical (com 
todos os núcleos). 
Na construção “É apontado (...) a mineração, a necessária abertura 
de estradas e a agropecuária”, o sujeito composto é formado por três 
núcleos, todos os três do gênero feminino – mineração, abertura e 
agropecuária, sendo o mais próximo o substantivo mineração. 
Assim, o adjetivo apontado está em desacordo com o substantivo 
correlato, devendo figurar no masculino singular – apontada. 
As duas possibilidades de concordância são: “São apontadas 
(concordância gramatical) / É apontada (concordância atrativa) a 
mineração, a necessária abertura de estradas e a agropecuária”. 
 
21 - (TRT 3ª Região – Analista Judiciário / Janeiro 2005) 
Levando-se em conta as normas de concordância verbal e nominal, a 
única frase inteiramente correta é: 
(A) Se se acrescentar à tribo dos micreiros as tribos dos celuleiros, 
dos devedeiros etc., haverá de se incorporar à língua portuguesa 
muitos outros neologismos. 
(B) Como se não bastassem as dificuldades que muita gente vêm 
demonstrando no uso do vocabulário tradicional, eis que novas 
aquisições se fazem necessárias a cada momento, proveniente da 
tecnologia. 
(C) A velocidadecom que surgem palavras relacionadas aos novos 
campos tecnológicos fazem com que muitos desanimem, 
confessando-se inábeis para sua utilização. 
(D) Estão entre as características do texto a citação de alguns 
neologismos e o divertido registro de algumas situações em que 
ocorreu ambivalência de sentido, testemunhadas pelo autor. 
(E) É costume que se dissemine, sobretudo entre os mais velhos, 
alguns preconceitos contra o universo dos mais jovens, contra o 
vocabulário que entre estes se propagam com mais facilidade. 
 
Gabarito: D 
Comentário. 
Nessa opção (D), vemos um caso de sujeito posposto ao predicado 
nominal. São dois os núcleos do sujeito: citação e registro. 
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Realizando a concordância gramatical, o verbo “estar” foi flexionado 
no plural – “Estão entre as características do texto a citação de 
alguns neologismos e o divertido registro de algumas situações ...”. 
Uma outra possibilidade seria em concordância com o elemento mais 
próximo: “Está entre as características do texto a citação de alguns 
neologismos e o divertido registro de algumas situações”. 
As demais opções apresentam deslizes de concordância, quais sejam: 
(A) O verbo “acrescentar” (transitivo direto e indireto), em 
construção passiva, deve concordar com o sujeito – “as tribos dos 
celuleiros, dos devedeiros etc.” – em outras palavras, “essas tribos 
serão acrescentadas à tribo dos micreiros”. Assim, o verbo deve estar 
no plural – “Se se acrescentarem à tribo dos micreiros as tribos 
dos celuleiros, dos devedeiros ...”. 
(B) O sujeito da locução verbal “vêm demonstrando” é “muita gente”. 
Assim, o verbo auxiliar deve ficar no singular – “Como se não 
bastassem as dificuldades que muita gente vem demonstrando...”. 
Mais adiante, houve deslize de concordância nominal – o adjetivo 
“proveniente” se refere a “novas aquisições”, devendo com esse 
substantivo concordar – “...eis que novas aquisições se fazem 
necessárias a cada momento, provenientes da tecnologia.”. 
(C) Caso clássico – “A velocidade com que surgem palavras 
relacionadas aos novos campos tecnológicos faz com que muitos 
desanimem...” – olha só a quantidade de elementos no plural que 
separam “velocidade” do verbo “fazer” !!! Coitadinho do candidato 
que não sublinhou o substantivo “velocidade”, núcleo do sujeito e 
elemento com o qual o verbo deveria concordar. 
(E) Verbo “disseminar” (transitivo direto) com o pronome “se” – qual 
o sujeito paciente, ou seja, o que é disseminado? “Alguns 
preconceitos”. Então, a construção correta seria “É costume que se 
disseminem, sobretudo entre os mais velhos, alguns preconceitos 
contra...”. 
 
22 - (TRE MG – Analista Judiciário / Julho 2005) 
O verbo indicado entre parênteses deve, obrigatoriamente, ser 
flexionado no plural para preencher de modo correto a lacuna da 
seguinte frase: 
(A) ...... (SER) com episódios como esse que se pode dar aos jovens 
alunos um exemplo de atitude científica. 
(B) Nenhuma, entre as formas de fundamentalismo, ...... (MERECER) 
a admiração ou o respeito de Umberto Eco. 
(C) Para Umberto Eco, neste texto, ...... (IMPORTAR) menos as 
correções teóricas de Hawking que sua atitude mesma. 
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(D) Sendo muitos os princípios em que se ...... (BASEAR) a ciência 
moderna, o da falibilidade tem para Eco um peso decisivo. 
(E) Quando ...... (URGIR) desmentir hipóteses de fato injustificáveis, 
não deve hesitar o cientista responsável. 
 
Gabarito: C 
Comentário. 
O que importa menos que a atitude de Hawking, para Umberto Eco? 
Resposta: Suas correções teóricas. Assim, o núcleo do sujeito exige 
que o verbo se flexione no plural: “...importam menos as correções 
teóricas de Hawking que sua atitude mesma”. 
Os demais verbos são empregados no singular: 
(A) Agora, temos clara a função da expressão “é que”. Note que ela 
não deverá se flexionar e pode ser retirada do texto sem prejuízo 
gramatical – “É com episódios como esse que se pode dar aos jovens 
alunos um exemplo de atitude científica.” 
A expressão só serve para destacar “com episódios como esse”, o 
que não aconteceria se fosse excluída a expressão denotativa de 
realce. 
(B) “Nenhuma, entre as formas de fundamentalismo, merece a 
admiração e o respeito de Umberto Eco.” – sobre essa concordância, 
já falamos – questão 14, opção (C). 
(D) A construção passiva “basear-se” (= é baseada) tem como 
sujeito paciente “a ciência moderna”, mantendo o verbo no singular – 
“... os princípios em que se baseia a ciência moderna...”. 
(E) Inúmeras vezes vimos que o sujeito oracional leva o verbo para a 
3ª pessoa do singular. Essa opção é idêntica à questão 3, item (B). 
“Quando urge desmentir hipóteses de fato injustificáveis, não deve 
hesitar o cientista responsável.”. 
 
23 - (Auditor Fiscal BA / Julho 2004) 
A frase totalmente de acordo com a norma padrão da língua escrita 
é: 
(A) A medição e a avaliação das reais diferenças entre as telas só 
seria factível se observado novos parâmetros de análise, mas o 
pesquisador não o dominava completamente. 
(B) Talvez muitas das distintas facetas que o autor descreveu não 
possa ser reconhecido neste único trabalho, mas deve haver outras 
obras em que sejam mais perceptíveis. 
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(C) O estudioso considerou que certas manifestações da cultura 
brasileira já não devia ser tida como exemplar do momento estético a 
que ele se dedicava. 
(D) Devem existir fortes razões que o façam defender essa 
concepção, mas, não as conhecendo, tenho de aceitar-lhe os 
argumentos, ou, então, devo tentar desqualificá-los. 
(E) Qualquer que fossem os exemplos dos quais ele se utilizasse, 
poderiam, certamente, serem refutados, pois sempre haverá 
múltiplas perspectivas de enfoque de um objeto. 
 
Gabarito: D 
Comentário. 
Já comentamos a diferença entre os verbos existir e haver. Como o 
sujeito da locução verbal “dever + existir” tem como núcleo o 
substantivo “razões”, o verbo auxiliar será empregado no plural. 
Esse mesmo substantivo é o referente do pronome relativo da oração 
“que o façam defender”, justificando, assim, a flexão verbal do verbo 
“fazer”. Em seguida, houve o adequado emprego do pronome 
oblíquo “as” em referência ao mesmo substantivo. Por fim, cabe-nos 
comentar o emprego do pronome oblíquo “lhe” em “... tenho de 
aceitar-lhe os argumentos”. 
Perceba que a construção poderia ser “tenho de aceitar os seus 
argumentos”. Contudo, o autor optou por substituir o pronome 
possessivo seus pelo oblíquo lhe. 
Compare essa estrutura com as seguintes: 
 - “Beijou-lhe o rosto” – o seu rosto; 
 - “Roubou-me a bolsa” – a minha bolsa. 
Nessas orações, o pronome oblíquo está sendo usado com valor de 
possessivo. Assim, esse pronome oblíquo, apesar de ligado ao verbo 
(beijou-lhe / roubou-me / aceitar-lhe), tem valor possessivo e sua 
função é a de adjunto adnominal (a mesma função que seria 
exercida por um pronome possessivo – seu rosto / minha bolsa / seus 
argumentos). 
 
As demais opções estão incorretas pelos seguintes motivos. 
(A) Desta vez, o sujeito composto antecede o predicado nominal. A 
única possibilidade de concordância, nesse caso, é a gramatical 
(concorda com todos os núcleos), uma vez que o sujeito já foi 
apresentado. Assim, “A medição e a avaliação das reais diferenças 
entre as telas só seriam factíveis se...”. O adjetivo “observado” está 
se referindo a “parâmetros” e, por isso, deverá ser empregado no 
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gênero masculino e número plural – “...se observados novos 
parâmetros de análise ...”. Por fim, houve uma impropriedade no 
emprego do pronome oblíquo em “... maso pesquisador não o 
dominava completamente”. Podemos perceber que esse pronome faz 
referência a “novos parâmetros de análise”. Assim, o correto seria o 
uso do pronome “os” – “... mas o pesquisador não os dominava...”. 
(B) Caso clássico – “Talvez muitas das distintas facetas que o autor 
descreveu não possam ser reconhecidas ...”. 
(C) Novamente caso clássico de concordância – “O estudioso 
considerou que certas manifestações da cultura brasileira já não 
deviam ser tidas como exemplares...” - o adjetivo exemplar, por 
estar ligado a “manifestações”, deve com esse substantivo 
concordar em gênero e número. 
(E) O pronome indefinido “qualquer” é a única palavra da Língua 
Portuguesa que sofre flexão dentro de si (se alguém conhecer outra, 
por favor, me avise). Isso se justifica por sua formação – qual 
(variável) + a 3ª pessoa do sing. do pres. ind. do v. querer – quer. 
Como se refere ao substantivo “exemplos” deve com ele concordar 
– “Quaisquer que fossem os exemplos...”. Em seguida, a separação 
dos elementos que compõem uma locução verbal tenta disfarçar o 
erro em sua flexão – “... poderiam, certamente, serem refutados...”. 
Eliminando o advérbio, teremos o “monstro”: poderiam serem 
refutados. Vimos que, neste caso, o segundo auxiliar (ser) não se 
flexiona – somente o primeiro (poder): “poderiam ser refutados”. 
 
24 - (TRT 24ª Região – Analista Judiciário / Outubro 2004) 
Há plena observância das normas de concordância verbal na frase: 
(A) Sempre haverá os que lucram com quaisquer iniciativas de que 
resulte algum ônus para a imagem de confiabilidade de que carecem 
as instituições públicas. 
(B) A crescente disseminação de instituições que trabalham contra os 
interesses populares constituem um verdadeiro flagelo dos tempos 
modernos. 
(C) É curioso chamarem-se crime organizado a um tipo de iniciativas 
que investe, exatamente, contra a ordem social. 
(D) Não aprouvessem aos homens criar instituições, certamente 
viveríamos todos sob o signo da violência e da barbárie. 
(E) Tudo o que tem mostrado as sucessivas civilizações faz concluir 
que as instituições servem tanto aos bons quanto aos maus 
propósitos humanos. 
 
Gabarito: A 
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Comentário. 
Essa construção deixa clara a função sintática do que segue o verbo 
haver – objeto direto. Por isso, o verbo se mantém no singular – 
“Sempre haverá os que lucram...”. O verbo “resultar” tem como 
núcleo do sujeito “ônus” (resulta de quaisquer iniciativas), enquanto 
que o verbo “carecer” apresenta como sujeito “as instituições 
públicas” (carecem de confiabilidade). 
Estão incorretas as seguintes opções: 
(B) Caso clássico – “A crescente disseminação de instituições que 
trabalham contra os interesses populares constitui um verdadeiro 
flagelo dos tempos modernos.” – a proximidade com elementos no 
plural (instituições / interesses populares) pode acabar “mascarando” 
o erro de concordância verbal. 
(C) O verbo chamar, no sentido de tachar, atribuir um nome a algo, é 
um verbo transobjetivo. Se você não lembrar o que isso significa, 
dê uma olhada na Aula 1 – Verbos, questão 31, comentário à opção 
(A). Esse verbo, além do objeto (direto ou indireto), exige um 
complemento, que vem sob a forma de predicativo de objeto (que 
pode estar antecedido ou não de preposição). 
Eu chamei o rapaz (de) vagabundo. 
A expressão “o rapaz” é o objeto direto do verbo “chamar”. Mas não 
basta que se apresente o objeto. É necessário, também, apresentar o 
nome que a ele foi atribuído – “vagabundo”. 
O verbo “chamar”, nesta acepção, pode ser tanto transitivo direto 
quanto transitivo indireto. Aliás, é o único verbo transobjetivo que 
admite objeto indireto: 
Eu chamei ao rapaz (de) vagabundo. 
Voltando à questão, o verbo chamar tem por complemento a 
expressão “a um tipo de iniciativas que...” – esse é o objeto indireto. 
O predicativo, por sua vez, aquilo que a essas iniciativas se designou, 
é “crime organizado” – predicativo do objeto indireto. 
Em outras palavras, “Atribuir a um tipo de iniciativa (objeto 
direto) o nome de “crime organizado” (predicativo do objeto) 
é curioso”. 
Não poderia, portanto, haver uma voz passiva nessa construção, 
pois, além de “chamar” está sendo usado em sentido genérico, não 
apresentando, portanto, um sujeito, a construção também não 
possui objeto direto – há somente objeto indireto (“a um tipo de 
iniciativa que investem contra a ordem social”) e predicativo do 
objeto indireto (“crime organizado”). 
Então, qual a função desse “se” em “chamar-se”? Exclusivamente de 
realce, assim como na construção – “Foi-se embora todo o meu 
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salário.”. Poderíamos omitir o pronome, sem prejuízo gramatical para 
o período. 
Então, a construção “chamar(-se) crime organizado a um tipo de 
iniciativa...”, que não possui sujeito (é impessoal, pois está sendo 
usada de modo genérico) e, com isso, não pode se flexionar, exerce a 
função sintática de sujeito da oração principal “É curioso”. 
Você percebeu que houve alteração em “tipo de iniciativa”. Não seria 
adequado usar o substantivo no plural, uma vez que designa uma 
espécie (forma genérica). Feita essa alteração, não há necessidade 
de mudar a flexão do verbo da oração adjetiva “...um tipo de 
iniciativa que investe [a iniciativa], exatamente, contra a ordem 
social.”. 
(D) Olha o verbo “aprazer” aí. Falamos sobre esse bendito na Aula 1 
– Verbo. O sujeito desse verbo é uma oração reduzida de infinitivo – 
“Não aprouvessem aos homens criar instituições...”. Então, o verbo 
não poderia se flexionar no plural – deve ser conjugado na 3ª pessoa 
do singular – “Não aprouvesse aos homens criar instituições...”. 
Uma passagem que merece nosso comentário é a concordância em 
“...certamente viveríamos todos sob o signo da violência e da 
barbárie.”. 
Ora, “todos” é pronome indefinido que leva o verbo para a 3ª pessoa 
do plural – “todos vivem”. Quando o autor constrói o verbo na 1ª 
pessoa do plural, passa a se incluir em “todos”, omitindo o pronome 
“nós”. A isso se dá o nome de silepse – é uma concordância 
ideológica. Faz-se a concordância a partir da idéia, e não de acordo 
com os aspectos gramaticais (que, a rigor, exigiriam o verbo na 3ª 
pessoa). Como houve alteração de “pessoa” – da 3ª (eles) para a 1ª 
(nós), chama-se silepse de pessoa. 
Também pode haver silepse de: 
- gênero – “Vossa Senhoria (feminino) é muito educado (masculino)” 
– a concordância mostra que a autoridade a quem se dirige é um 
homem; 
- número – “A criançada (singular) se diverte e brincam (plural) o 
dia todo no parque” – apesar de possuir um sujeito singular, a idéia 
de que o coletivo apresenta um número de “crianças” leva o segundo 
verbo ao plural. 
(E) Todo cuidado é pouco em construções que não mantêm a ordem 
direta da oração. Nesse caso, o sujeito da locução verbal “tem 
mostrado” é “as sucessivas civilizações”. Isso fica explícito quando 
invertemos a ordem apresentada: “Tudo o que as sucessivas 
civilizações ...” – para que seja respeitada a concordância, o verbo 
auxiliar deve ir para o plural – “...têm mostrado”. 
 
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25 - (TRE MG – Analista Judiciário / Julho 2005) 
As normas de concordância estão inteiramente respeitadas na frase: 
(A) Deverão interessar ao plenário de cientistas, no pronunciamento 
que Hawking se prepara para fazer, as correções sobre a teoria dos 
buracos negros. 
(B) Opõem-se às mais variadas formas de fundamentalismo todo e 
qualquer método científico que admite a hipótese de sua própria 
falibilidade. 
(C) Os princípios que se deve ensinar aos jovens estudantes são 
aqueles em que se supõem todo o dinamismo das verdades da 
ciência. 
(D) Não desanimam aos verdadeiros cientistas,nos passos de uma 
teoria, um eventual tropeço na observação de um fato ou na 
formulação de uma lei. 
(E) Cabem aos cientistas sérios e honestos reformular suas teorias, 
toda vez que encontrem nelas seja uma falha grave, seja um 
pequeno deslize. 
 
Gabarito: A 
Comentário. 
(A) O que deverá interessar ao plenário de cientistas? Resposta: “As 
correções sobre a teoria dos buracos negros”. Como o núcleo 
está representado por um substantivo no plural (correções), a 
locução verbal também deverá se flexionar da mesma forma – 
“Deverão interessar”. 
Algumas pessoas poderiam imaginar um erro de pontuação a vírgula 
que separa o verbo “fazer” de “as correções”. Contudo, deve-se 
observar que “fazer” faz parte da oração de natureza adverbial que 
se encontra intercalada na oração principal (“no pronunciamento que 
Hawking se prepara para fazer”). Essa opção está correta. 
Comentamos, em nossa aula de verbos, que você deve tomar muito 
cuidado também na concordância verbal dos derivados de ter, vir, 
pôr e outros verbos cujas terminações sejam nasais, pois, nesses 
casos, não há alteração fonética entre as formas de 3ª pessoa do 
singular e do plural. Lembra-se disso? Pois é, temos agora bons 
exemplos. 
(B) O pronome “se” com o verbo “opor” tanto pode ser reflexivo 
como apassivador (no primeiro, significaria “colocar-se em oposição a 
algo” e, no segundo, “algo ser apresentado em oposição a outra 
coisa”). 
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O sujeito apresenta como núcleo o substantivo “método”, devendo, 
pois, manter o verbo no singular – “Opõe-se às mais variadas 
formas de fundamentalismo todo e qualquer método científico...”. 
Como o verbo termina de forma nasal (-õe / -õem) e está próximo de 
um elemento no plural (mais variadas formas), o candidato poderia 
“não ver nem ouvir” o erro de concordância. 
(C) Novamente, temos um verbo de terminação nasal – supor. Este 
verbo está acompanhado do pronome “se” e apresenta idéia passiva, 
além de possuir transitividade direta (Alguém supõe algo). O núcleo 
do sujeito é dinamismo, levando o verbo para o singular – “... que 
se supõe todo o dinamismo das verdades da ciência.”. 
Logo no início do parágrafo, também vemos uma das construções 
“princípios se deve ensinar”, que, já sabemos, está correta (deve-se 
ensinar princípios). 
(D) O verbo desanimar é transitivo DIRETO (Algo desanima 
alguém). Contudo, nessa construção, houve a necessidade de se 
empregar uma preposição antes do objeto direto para diferenciá-lo do 
sujeito (objeto direto preposicionado), evitando, assim, uma possível 
ambigüidade, dada a alteração da ordem direta (o sujeito está 
posposto ao verbo). Assim, pergunta-se: o que não desanima os 
verdadeiros cientistas? “Um eventual tropeço”. Como o núcleo do 
sujeito está no singular (tropeço), o verbo também segue esse 
número – “Não desanima aos verdadeiros cientistas (...) um 
eventual tropeço...”. 
(E) Novamente, a banca explora o verbo “caber” (ninguém agüenta 
mais, não é?). O que cabe aos cientistas sérios e honestos? 
“Reformular suas teorias...” - sujeito oracional leva o verbo para a 
3ª pessoa do singular: “Cabe aos cientistas (...) reformular suas 
teorias...”. 
 
26 - (TRT 13ª Região – Analista Judiciário / Dezembro 2005) 
Quanto à concordância verbal, a frase inteiramente correta é: 
(A) Não costumam ocorrer, em reuniões de gente interessada na 
discussão de um problema comum, conflitos que uma boa exposição 
dos argumentos não possam resolver. 
(B) Quando há desrespeito recíproco, as razões de cada candidato, 
mesmo quando justas em si mesmas, acaba por se dissolverem em 
meio às insolências e aos excessos. 
(C) O maior dos paradoxos das eleições, de acordo com as 
ponderações do autor, se verificariam nos caminhos nada 
democráticos que se trilha para defender a democracia. 
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(D) Quando se torna acirrado, nos debates eleitorais, o ânimo dos 
candidatos envolvidos, é muito difícil apurar de quem provém os 
melhores argumentos. 
(E) Insatisfeitos com o tom maniqueísta e autoritário de que se valem 
os candidatos numa campanha, os eleitores franceses escolheram o 
que lhes pareceu menos insolente. 
 
Gabarito: E 
Comentário. 
(A) Caso clássico – “... conflitos que uma boa exposição dos 
argumentos não possa resolver”. 
(B) “... as razões de cada candidato (...) acabam por se 
dissolv....” (???) – o verbo auxiliar “acabar”, sem dúvida, deve ser 
flexionado para concordar com o núcleo do sujeito – razões. Na 
seqüência, vemos um caso de flexão do infinitivo. O sujeito do 
infinitivo “dissolver” é o mesmo de “acabar” – razões. Como o 
sujeito já foi apresentado, o verbo no infinitivo poderia se flexionar 
ou não – “acabam por se dissolver” ou “acabam por se 
dissolverem”. 
Note que a primeira forma apresenta um texto mais conciso, limpo, 
do que a segunda, em que se flexionou o infinitivo. Vamos estudar, 
agora, os casos em que o infinitivo pode, deve ou não pode nem deve 
se flexionar. 
 
INFINITIVO 
O infinitivo é uma das três formas nominais do verbo, junto com o 
gerúndio e o particípio. 
O infinitivo pode ser IMPESSOAL (não se flexiona em número ou 
pessoa) ou PESSOAL (possui sujeito e com ele pode concordar, 
havendo, nesse caso, flexão de número e pessoa). 
O infinitivo PESSOAL pode se flexionar ou não, a depender da 
construção. 
Flexionar quer dizer conjugar em todas as pessoas, por exemplo: 
vender, venderes, vender, vendermos, venderem. 
 
CASOS EM QUE O INFINITIVO FLEXIONA 
1. Quando o sujeito da forma nominal está claramente expresso, ou 
seja, o infinitivo estiver acompanhado de um pronome pessoal ou de 
um substantivo – é o único caso de flexão obrigatória. 
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A eleição de 2006 será o momento de os eleitores decidirem por 
uma renovação do Congresso Nacional. 
O sujeito da primeira construção (eleição) não é o mesmo do da 
forma infinitiva (eleitores). 
2. Quando se deseja indicar o sujeito não expresso a partir da 
desinência verbal: 
Está na hora de irmos embora. 
Observe que, se não houvesse a indicação pela desinência, não ficaria 
claro quem deveria ir embora. 
 
CASOS DE FLEXÃO FACULTATIVA DO INFINITIVO 
Quando o sujeito do infinitivo já estiver expresso em outra oração, 
geralmente na oração principal, a flexão torna-se facultativa (caso 
apresentado na questão). Recomenda-se, inclusive, omitir a flexão 
para o texto mais enxuto e objetivo, a não ser que exista o risco de 
ambigüidade, caso em que a flexão será necessária para dissipar 
qualquer dúvida. De qualquer forma, a flexão do infinitivo, nesses 
casos, é opcional – pode-se flexionar ou não, a critério do autor. 
 
As mulheres se reuniram para decidir/decidirem a melhor forma de 
conduta. 
As trabalhadoras discutiram uma forma de se proteger/protegerem 
dos abusos no ambiente de trabalho. 
O ministro convidou os índios para participar/participarem do debate. 
 
CASOS DE FLEXÃO DO INFINITIVO EM VOZ PASSIVA 
Com relação à flexão do infinitivo passivo (questão da prova de 
Auditor RN/2005), no esquema SUJEITO / PREPOSIÇÃO / SER / 
PARTICÍPIO, há duas possibilidades: 
 
1 - Quando os sujeitos das orações são distintos e o do infinitivo vem 
logo após a preposição, as duas formas – FLEXIONADA OU NÃO - 
estão certas, dando-se preferência à flexão verbal. 
O objetivo é coletar informações mais precisas para ser / 
serem cruzadas com outros bancos de dados. 
Indique as providências a ser / serem tomadas. 
Envio os documentos para ser / serem analisados. 
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2 - Prefere-se a não-flexão: 
a) quando o sujeito (plural)das duas orações for o mesmo: 
Doenças desse tipo levam até cinco anos para ser / 
serem tratadas. 
Eles estão para ser / serem expulsos. 
Saíram sem ser / serem percebidos. 
Os pedidos levaram dez dias para ser / serem 
analisados. 
b) quando se tem um adjetivo antes da preposição: 
São obras dignas de ser / serem imitadas. 
Os alimentos estavam prontos para ser / serem 
comercializados. 
As presas pareciam fáceis de ser / serem apanhadas. 
Apresentamos exercícios simples de ser / serem feitos. 
 
Observe que se trata de PREFERÊNCIA, a depender da ênfase que o 
autor queira dar. Não podemos tachar de certo ou errado. Ao não 
flexionar, valoriza-se a ação; com a flexão, dá-se ênfase ao sujeito 
que a pratica. Muitas vezes, a escolha é feita por questão de eufonia 
ou de clareza textual. 
(C) Caso clássico combinado com construção de voz passiva – “O 
maior dos paradoxos das eleições, de acordo com as ponderações do 
autor, se verificaria nos caminhos nada democráticos que 
[pronome relativo que se refere a “caminhos”] se trilham [os 
caminhos são trilhados]...”. 
(D) Agora, o verbo é um dos que derivam do verbo “vir” – provir, que 
significa “indicar a procedência, origem”. Na oração, “os melhores 
argumentos’ é o sujeito dessa forma verbal, levando-a para o plural: 
“... de quem provêm os melhores argumentos”. 
 
27 - (TCE MA – Analista / Novembro 2005) 
A concordância está correta na frase: 
(A) A diminuição das chuvas na Amazônia podem ser consideradas 
uma amostra do que nos esperam o futuro, se o ritmo de 
desmatamento não for contido. 
(B) O controle dos recursos hídricos são desafio para os 
ambientalistas, tornando-se necessário a preservação da floresta, 
para garantir o ciclo das chuvas. 
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(C) Em que pese as inúmeras tentativas de controle do 
desmatamento, é derrubado anualmente uma área equivalente a 17 
mil quilômetros quadrados. 
(D) Os habitantes da região amazônica, privilegiada por seus recursos 
hídricos, sofrem com a escassez de chuvas, que não lhes permite o 
transporte nem a pesca. 
(E) O desrespeito à natureza provoca o aparecimento de fenômenos 
climáticos jamais imaginados, como mostra as cenas da estiagem na 
Amazônia. 
 
Gabarito: D 
Comentário. 
Caso clássico de deslize de concordância nas opções (A), (B) e (E): 
(A) “A diminuição das chuvas na Amazônia pode ser considerada 
uma amostra...”. 
(B) “O controle dos recursos hídricos é desafio para os 
ambientalistas...”. 
(E) “O desrespeito à natureza provoca o aparecimento de fenômenos 
climáticos jamais imaginados, como mostram as cenas da estiagem 
na Amazônia.”. 
A opção (C) é uma ótima oportunidade de comentar o emprego da 
expressão “em que pese”. 
Expressão equivalente a “a despeito de”, “apesar de” e outras que 
apresentam idéias opostas, a expressão “em que pese” pode ser 
empregada em duas construções: 
1) diretamente ligada ao substantivo, realizando, assim, a 
concordância do verbo “pesar” com este. Exemplo: 
“Em que pesem os argumentos contrários, ele aprovou a 
idéia.” 
A idéia, nesse caso, é “ainda que os argumentos contrários tenham 
peso / tenham importância, ele aprovou a idéia”. 
Essa é a construção mais comum na linguagem cotidiana. 
2) indiretamente, regendo a preposição “a” : “Em que pese aos 
argumentos contrários, ele aprovou a idéia.” 
Agora, tem-se em mente que “ainda que cause penar / prejuízo aos 
argumentos contrários, ele aprovou a idéia”. Essa é a construção 
clássica, presente em diversos textos literários. 
Na questão, não se fez nem uma coisa, nem outra. Para a correção 
do período, poderíamos flexionar o verbo: “Em que pesem as 
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inúmeras tentativas” ou usar o acento indicativo de crase “Em que 
pese às inúmeras tentativas...”. 
 
28 - (Procurador BACEN / Janeiro 2006) 
A marcha ainda é lenta, mas o caminho para a renda mista insinua-se 
promissor. Analistas atestam o esforço dos investidores em ser 
menos acanhados e até sua disposição incipiente para considerar 
alguns riscos em troca de embolsar ganhos mais vultosos. O 
ambiente, por sua vez, tem se mostrado cada vez mais propício a 
uma passagem gradual. Com a expectativa no mercado de que a 
elevação da taxa Selic seja interrompida pelo Banco Central e de que 
a reversão da trajetória ocorra este ano, a remuneração dos fundos 
de renda fixa – que, historicamente, detêm a preferência nacional – 
tende a se tornar menos atraente. Ao mesmo tempo, especialistas 
sabem que a plena inclinação à renda variável continua restrita, pois 
o poupador brasileiro é carente de atrevimento. Daí se presume que 
a renda mista possa seguir na conquista de mais adesões. 
(Adaptado de Estadão Investimentos, abril 2005, p. 42) 
O primeiro período do texto aparece reescrito, com lógica e correção, 
SEM alteração do sentido original, em: 
(A) A timidez dos investidores prometem um caminho lento, 
enquanto seguro, para obtenção de renda mista. 
(B) Investidores sentem-se acanhados de disputar ganhos mais 
vultosos, se isso depende o caminho da renda mista.(disso – 
regência) 
(C) Renda mista é uma forma de investimentos que está sendo mais 
vultoso em seus ganhos para o ambiente dos investidores. 
(D) Investimentos em renda mista prometem bons resultados, 
embora seu crescimento ocorra de forma ainda bastante tímida. 
(E) Caminhar para renda mista é o que os investimentos parecem 
sinalizarem na marcha dos investidores, contudo acanhados. 
 
Gabarito: D 
Comentário. 
(A) Caso clássico – “A timidez dos investidores promete um 
caminho lento...”. 
(B) O problema nesse item é de regência verbal, assunto a ser 
tratado mais adiante. O verbo ‘depender’ é transitivo indireto e rege a 
preposição “de” – “... se disso depende o caminho da renda mista” 
seria a forma correta da passagem. 
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43
(C) Erro de concordância nominal – falta de correspondência entre o 
substantivo “forma” é o adjetivo “vultoso” – “Renda mista é uma 
forma de investimentos que está sendo mais vultosa [de grande 
vulto] em seus ganhos para o ambiente dos investidores.”. 
(E) Erro na flexão verbal de uma locução – somente o verbo auxiliar 
vai para o plural – “... os investimentos parecem sinalizar na 
marcha dos investidores...”. 
Sobre esse ponto, devemos lembrar as duas possibilidades de 
concordância: 
PARECER + INFINITIVO 
1) Como na questão, uma locução verbal, em que o verbo auxiliar se 
flexionada de acordo com o núcleo do sujeito - “Os investimentos 
parecem sinalizar”; 
2) Em uma construção cujo verbo “parecer” é a própria oração 
principal – Algo parece – enquanto que o restante (Algo) faz a função 
sintática de sujeito – “Os investimentos parece sinalizarem”. Nesse 
caso, como o verbo “sinalizar” tem como sujeito “os investimentos”, 
deve se flexionar, enquanto que o verbo “parecer”, por apresentar 
um sujeito oracional reduzido de infinitivo, permanece na 3ª pessoa 
do singular. Essa construção equivale a “Parece que os investimentos 
sinalizam.”, onde fica clara a forma necessária de concordância dos 
verbos. 
 
29 - (TRT 15ª Região – Técnico Judiciário / Setembro 2004) 
A concordância está feita de acordo com a norma culta em: 
(A) Ocorre algumas vezes certos problemas que parece ser insolúvel 
à primeira vista, mas com calma se resolvem. 
(B) A rotina de vida de muitas pessoas tornam-se uma série 
interminável de compromissos que os torna sempre mais tensos. 
(C) Tem sido descoberto, em todo o país, vários casos de 
trabalhadores submetidos a trabalho sem o respeito à legislação. 
(D) A utilização de computadores são de fundamental importância 
para atender a velocidade de informações da vida moderna. 
(E) Como se tratasse de prazos muito curtos,foram convocados 
vários funcionários que terminariam os serviços rapidamente. 
 
Gabarito: E 
Comentário. 
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(A) Caso clássico – “Ocorrem algumas vezes certos problemas que 
[pronome relativo se refere a “problemas”] parecem ser insolúveis 
[os problemas]...”. 
(B) “A rotina de vida de muitas pessoas torna-se uma série 
interminável de compromissos que...” – o pronome relativo retoma a 
expressão “série interminável de compromissos”; essa série torna a 
vida de muitas pessoas mais tensa (e não os compromissos, como 
a concordância indevida sugere). 
Assim, percebe-se o deslize na substituição do substantivo “vida” pelo 
pronome correspondente e, em decorrência disso, o adjetivo 
“tensos”. 
A construção correta seria: “... uma série interminável de 
compromissos que a (a vida) torna mais tensa (a vida)”. 
(C) O que tem sido descoberto? Resposta: “vários casos de 
trabalhadores submetidos a trabalho sem o respeito à legislação”. 
Assim, houve erro tanto na conjugação do verbo quanto na flexão do 
adjetivo – “Têm sido descobertos (...) vários casos...”. 
(D) Caso clássico - “A utilização de computadores é de fundamental 
importância...”. 
 
30 - (Procurador AM / Fevereiro 2006) 
Para o economista ético, faz-se necessário não apenas entender o 
processo produtivo de bens e serviços, como também influir na 
realização de objetivos definidos segundo um padrão eticamente 
aceitável. 
Analise a proposição abaixo, em relação ao texto. 
(C) a expressão faz-se necessário não sofreria qualquer variação 
formal caso viesse seguida de não apenas a compreensão do 
processo. 
 
Item INCORRETO 
Comentário. 
O que se faz necessário? Resposta: não apenas entender o 
processo produtivo de bens e serviços, como também influir 
na realização de objetivos definidos. 
Vemos, aí, uma construção com sujeito composto, ligado por uma 
série aditiva enfática (não apenas...como também), que permite, em 
função de estar após o verbo (sujeito posposto), a concordância 
atrativa (com o elemento mais próximo) ou gramatical (com todos). 
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O primeiro elemento, na construção original, tem como núcleo um 
verbo – entender (sujeito oracional), o que justifica a forma neutra 
do verbo e do adjetivo (faz-se necessário). 
Se substituirmos esse sujeito por “não apenas a compreensão do 
processo”, o núcleo do sujeito passaria a ser um substantivo feminino 
(compreensão), o que obrigaria, no caso de concordância atrativa, o 
verbo e o adjetivo a concordarem com ele – “faz-se necessária não 
apenas a compreensão...”. 
Portanto, está INCORRETA a afirmação de que não haveria variação 
formal alguma decorrente dessa alteração. 
:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::: 
Nesse trabalho, procuramos apresentar as possíveis formas de 
exigência do conhecimento acerca das regras de sintaxe de 
concordância. 
Bom estudo a todos. 
 
 
LISTA DAS QUESTÕES COMENTADAS. 
1 - (TRT 24ª Região – Analista Judiciário / Outubro 2004) 
Quando se desmoraliza, pela ação de uma pequena parcela de 
delinqüentes, a imagem de uma instituição pública saudável e 
necessária, propaga-se a crença de que a sociedade deva ser 
controlada pelo poder da força. 
Considerando-se a frase, analise a afirmação: 
(A) A forma verbal se desmoraliza não sofreria alteração caso se 
substituísse de uma instituição pública por das instituições públicas. 
 
2 - (TRE AP – Analista Judiciário / Janeiro 2006) 
Quanto às normas de concordância verbal, está inteiramente correta 
a frase: 
(A) As "operações" a que se aludem nessa crônica referem-se à 
redução de uma cabeça humana a proporções mínimas. 
(B) A violência contra os homens, a quem perseguia como se 
persegue animais, pareciam ao czar mais natural do que a dirigida 
contra borboletas e andorinhas. 
(C) Subentendem-se, nas palavras do índio jivaro, que a morte e a 
redução da cabeça de alguém se dá como represália contra um 
inimigo. 
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(D) Quem informou ao czar que também se caçam borboletas e 
andorinhas talvez não suspeitasse que isso causaria reações de 
espanto. 
(E) Não costumam os chamados homens civilizados considerarem 
que a caça de borboletas e de andorinhas representem um ato de 
selvageria. 
 
3 - (TRT 13ª Região – Analista Judiciário / Dezembro 2005) 
O verbo entre parênteses deverá ser flexionado, obrigatoriamente, 
numa forma do plural para preencher corretamente a lacuna da 
frase: 
(A) Mesmo que não ...... (caber) a vocês tomar a decisão final, 
gostaria que discutissem bem esse assunto. 
(B) Eles sabiam que ...... (urgir) chegarem à pousada, mas não 
conseguiram evitar o atraso. 
(C) A nenhum de vocês ...... (competir) decidir quem será o novo 
líder do grupo. 
(D) Tais decisões não ....... (valer) a pena tomar assim, de 
afogadilho. 
(E) A apenas um dos candidatos ...... (restar) ainda alguns minutos 
para rever a prova. 
 
4 - (TRE AP – Analista Judiciário / Janeiro 2006) 
Julgue a assertiva abaixo, em relação à correção gramatical. 
(E) O fato de haverem diferenças de forma entre os dois textos não 
eliminam as semelhanças de fundo que eles sugerem, numa leitura 
bem comparada. 
 
5 - (TRE AP - Técnico Judiciário/ Janeiro 2006) 
As normas de concordância verbal estão inteiramente respeitadas na 
frase: 
(A) Sempre houve quem esbanjassem os recursos naturais. 
(B) Se não houverem trabalho nem produção, não haverá atividade 
econômica. 
(C) Alimentava-se muitas ilusões quanto ao custo e à disponibilidade 
da água. 
(D) Nenhuma saída a curto prazo se avistam em nossos horizontes. 
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(E) Poderão vir a faltar outros recursos naturais, se não os 
pouparmos. 
 
6 - (Procurador AM / Fevereiro 2006) 
O verbo indicado entre parênteses adotará, obrigatoriamente, uma 
forma do plural para preencher de modo correto a lacuna da frase: 
(A) Certamente não ...... (caber) aos economistas técnicos tomar 
qualquer providência para reorientar um processo produtivo que não 
os escandaliza. 
(B) Não ...... (ter) havido, em nosso tempo, tantas distorções sociais, 
caso não fossem banidos do sistema produtivo os valores éticos que o 
deveriam reger. 
(C) Aqueles a quem não ...... (incomodar) tanto desequilíbrio social 
são os mesmos que aplaudem o sucesso duradouro da tecnocracia 
econômica. 
(D) ...... (costumar) eximir-se de quaisquer culpas, em quaisquer 
situações, todo profissional que não pretender ser mais que um 
técnico habilitado. 
(E) Ainda que se ...... (remover) do mercado globalizado suas 
marcas tecnocráticas, será preciso garantir o primado dos valores 
éticos. 
 
7 - (TRT 8ª Região – Analista Judiciário / Dezembro 2004) 
Para preencher corretamente as lacunas, deverão flexionar-se no 
singular os verbos indicados entre parênteses na frase: 
(A) Não nos ...... (constar) que ...... (poder) haver muitas coisas 
em comum entre crianças e agentes do FMI. 
(B) Além da fisiologia do corpo, ...... (existir), como traço comum 
entre nós todos, as condições de vida concreta que ...... (marcar) 
nosso cotidiano. 
(C) A quem ...... (servir) o terrorismo, senão a quem não ...... 
(interessar) quaisquer aspectos da vida concreta? 
(D) Quando se ...... (bombardear) alvos civis, ...... (atingir-se) o 
último degrau da barbárie. 
(E) Com que tipo de argumento ...... (poder) justificar-se as 
atrocidades que ...... (perpetrar-se) contra as populações indefesas? 
 
8 - (TCE SP – Agente de Fiscalização Financeira / Dezembro 
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As normas de concordância verbal estão plenamente respeitadas na 
frase: 
(A) Compreenda-se as lições de O Príncipe não como exercícios de 
cinismo, mas como exemplos de análises a que não se devem furtar 
toda gente interessada na lógica do poder, seja para exercê-lo, seja 
para criticá-lo. 
(B) A problemática divisão da Itália em principados, que tanto 
preocupavam Maquiavel, fizeram com que ele se dedicasse à ciência 
política, em cujos fundamentos espelha-se, até hoje, aqueles que se 
preocupam com o poder. 
(C) Integrava as qualidades morais a da virtude, tomada num sentido 
essencialmente religioso, até que Maquiavel, recusando esse plano de 
valores em que a inseriam, deslocou seu sentido para o campo da 
política. 
(D) Todas as acepções de virtude, até o momento em que surgiu 
Maquiavel, compunha-se no campo da moral e da religião, e 
estendia-se à esfera da política, como se tudo fosse essencialmente 
um mesmo fenômeno. 
(E) Nunca faltaram aos “príncipes” de ontem, de hoje e de sempre a 
ambição desmedida pelo poder e pela glória pessoal, mas couberam a 
poucos discernir as sutilezas da política, em que Maquiavel foi um 
mestre. 
 
9 - (TCE SP – Agente de Fiscalização Financeira / Dezembro 
2005) 
As normas de concordância verbal estão plenamente respeitadas na 
frase: 
(A) Mesmo que não se incendeie mais carros, os recados dos jovens 
pobres dos países ricos já estão dados a quem os queiram ver e 
ouvir. 
(B) Incendiar tantos automóveis nas ruas não abrem novos 
caminhos, mas não há mais como ignorar a multidão dos deserdados. 
(C) Ao se exporem em sua fraqueza e em sua subserviência, ou nas 
medidas puramente repressivas, vê-se quão reduzido se encontra o 
Estado. 
(D) Se coubessem a todos os cidadãos promover em conjunto o 
planejamento de suas vidas, exerceria o Mercado o papel que o 
Estado lhe delegou? 
(E) Ainda que se vejam as fogueiras e se ouçam os gritos dos 
manifestantes, não há sinais de medidas que levem à solução da 
crise social que a tantos vitima. 
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10 - (Procurador AM / Fevereiro 2006) 
Julgue a assertiva abaixo 
(C) Quanto aos três grandes desafios que se deve enfrentar, o 
economista ético deverá de compor algumas das contradições atuais, 
entre elas garantir a manutenção do emprego ao par do avanço 
tecnológico. 
 
11 - (Analista BACEN / Janeiro 2006) 
Na proposta de uma nova redação para uma frase do texto, cometeu-
se um deslize quanto à concordância verbal em: 
(A) Não teriam sido suficientes quatro ou cinco séculos para que se 
extinguissem de vez as manifestações de violência principiadas no 
século XVI? 
(B) Fez-se necessária não só a criação, mas também a multiplicação 
de sujeitos descartáveis para que se caracterizassem as condições de 
um capitalismo globalizado. 
(C) Vendam-se os mesmos sabonetes ou filmes para todos, o 
principal requisito dos procedimentos neoliberais vai além disso, e 
atende a exigências que são de alta sofisticação. 
(D) Devem-se notar, comparando-se as massas do século XVI e os 
migrantes da globalização, um quadro de semelhanças que não exclui 
uma importante diferença. 
(E) Ao nos agraciar com sonhos de perfectibilidade, a máquina liberal 
inclui entre seus segredos estratégicos o sentimento da insatisfação 
radical. 
 
12 - (TRT 15ª Região – Analista Judiciário / Setembro 2004 
 _________ as aparências enganosas de exatidão. 
Preenche-se corretamente a lacuna por: 
(A) Deve ser evitado 
(B) Deve serem evitadas 
(C) Deve ser evitadas 
(D) Devem ser evitado 
(E) Devem ser evitadas 
 
13 - (TCE SP – Agente de Fiscalização Financeira / Dezembro 
2005) 
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Deverá flexionar-se obrigatoriamente numa forma do plural o verbo 
indicado entre parênteses na frase: 
(A) O que se ...... (SEGUIR) à concentração de renda, do desemprego 
e da exclusão social são as manifestações violentas dos maiores 
prejudicados. 
(B) Mesmo que não ...... (TER) havido outras razões, bastaria a do 
desemprego generalizado para motivar esses duros protestos. 
(C) Ainda ...... (DEVER) ocorrer nas periferias das grandes cidades, a 
despeito das medidas repressivas, muita contestação violenta por 
parte dos desempregados. 
(D) A toda e qualquer medida violenta que se ...... (VIR) a tomar 
contra os jovens, reagirão estes com força proporcional. 
(E) Uma política séria de distribuição de renda é uma providência 
com a qual ...... (PRECISAR) preocupar-se os responsáveis pelo 
Estado e pelo mercado. 
 
 
14 - (CEAL – Advogado / Junho 2005) 
Justifica-se inteiramente o emprego na forma plural de ambos os 
elementos sublinhados na seguinte frase: 
(A) Já que se desprezam os atores, por que não se corrigem as 
mentiras da vida de cada um? 
(B) A esses eleitores impõem-se admitir os preconceitos de que se 
nutrem seu julgamento na hora de importantes decisões. 
(C) Nenhum dos votos, nas democracias, deixam de ter 
conseqüências, já que a todos se darão a mesma acolhida, com o 
mesmo peso. 
(D) O que nessas frases se sugerem, quanto ao ator e seus filmes, é 
que, por serem medíocres, a eles não se devem reagir senão com 
desprezo. 
(E) Teriam havido momentos, na História, em que se viessem a 
retribuir aos atores apenas com aplausos e homenagens? 
 
15 - (TCE SP – Agente de Fiscalização Financeira / Dezembro 
2005) 
Uma das contribuições desse tratado foi o deslocamento do conceito 
de virtude, que Maquiavel passa a compreender não mais em seu 
sentido moral, mas como discernimento político. 
No contexto da frase acima, julgue a seguinte proposição. 
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(D) seria preferível a utilização da forma plural foram, em 
atendimento à expressão Uma das contribuições. 
 
16 - (TRT 24ª Região – Técnico Judiciário / Março 2006) 
Em relação ao fragmento, reproduzido abaixo, de um informe 
publicitário da Prefeitura Municipal de Campo Grande, julgue a 
assertiva abaixo. 
 QUALIDADE DE VIDA 
Campo Grande é uma das capitais brasileiras que oferece 
melhor índice de qualidade de vida. Urbanizada, arborizada, 
sem favelas e com avenidas largas, a Capital do Mato Grosso 
do Sul registra alto índice de satisfação de seus moradores e 
empreendedores. 
(B) ... uma das capitais que oferece − estaria correta também a 
forma de plural oferecem. 
 
17 - (TRT 24ª Região – Técnico Judiciário / Março 2006) 
A concordância está correta na frase: 
(A) Alguns proprietários, que perceberam o potencial turístico da 
região, investiram em projetos voltados para atividades que não 
prejudiquem o meio ambiente. 
(B) As maravilhas da geologia, da fauna e da flora do Brasil Central 
representa um paraíso que não foram feitas para o turismo de 
massas de visitantes. 
(C) As visitas a algum santuário ecológico deve ser agendado com 
antecedência e feito em pequenos grupos de turistas, monitorados 
por guias treinados. 
(D) Romarias religiosas e festas folclóricas serve como atração a 
grande parte de turistas, que deseja visitar a região Centro-Oeste do 
Brasil. 
(E) O potencial turístico da região central do país abrangem 
atividades variadas, que justifica os novos e múltiplos investimentos 
no setor. 
 
18 - (TRE MG – Técnico / Julho 2005) 
Julgue a correção da assertiva abaixo. 
(C) Desde que sejam conflitantes, o direito das pessoas e o direito da 
sociedade não pode ficar interferindo um sobre o outro. 
 
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19 - (TRE MG – Técnico / Julho 2005) 
O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se numa forma 
do singular para preencher corretamente a frase: 
(A) Tanto a liberdade de imprensa quanto o direito à informação ...... 
(estar)sob a proteção da nossa lei maior. 
(B) Ainda que ...... (ocorrer), vez por outra, alguns sobressaltos, a 
tendência é a de um fortalecimento da liberdade de imprensa. 
(C) Nunca se ...... (sanar) os males acarretados pela falta de 
liberdade. 
(D) Somente ...... (haver) de merecer a confiança do leitor os 
jornalistas que se mantiverem independentes. 
(E) Também aos leitores ...... (caber) vigiar o cumprimento da 
liberdade de imprensa. 
 
20 - (TRT 22ª Região – Auxiliar Judiciário / Novembro 2004) 
A concordância está inteiramente correta na frase: 
(A) Grandes áreas de floresta foi desmatada para permitir o 
desenvolvimento da agricultura e da criação de gado, na região 
amazônica. 
(B) Restam apenas 25% da vegetação original da Mata Atlântica e as 
áreas de alguns parques nacionais estão totalmente abandonadas. 
(C) A construção de hidrelétricas também são uma ameaça aos rios, 
porque a barragem e as obras complementares pode inundar áreas 
de mata nativa. 
(D) O acelerado ritmo de desmatamento da Amazônia pode torná-la 
um deserto, porque é as árvores que mantém o solo úmido e fértil. 
(E) É apontado, como as principais razões para o desmatamento na 
região central, a mineração, a necessária abertura de estradas e a 
agropecuária. 
 
21 - (TRT 3ª Região – Analista Judiciário / Janeiro 2005) 
Levando-se em conta as normas de concordância verbal e nominal, a 
única frase inteiramente correta é: 
(A) Se se acrescentar à tribo dos micreiros as tribos dos celuleiros, 
dos devedeiros etc., haverá de se incorporar à língua portuguesa 
muitos outros neologismos. 
(B) Como se não bastassem as dificuldades que muita gente vêm 
demonstrando no uso do vocabulário tradicional, eis que novas 
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aquisições se fazem necessárias a cada momento, proveniente da 
tecnologia. 
(C) A velocidade com que surgem palavras relacionadas aos novos 
campos tecnológicos fazem com que muitos desanimem, 
confessando-se inábeis para sua utilização. 
(D) Estão entre as características do texto a citação de alguns 
neologismos e o divertido registro de algumas situações em que 
ocorreu ambivalência de sentido, testemunhadas pelo autor. 
(E) É costume que se dissemine, sobretudo entre os mais velhos, 
alguns preconceitos contra o universo dos mais jovens, contra o 
vocabulário que entre estes se propagam com mais facilidade. 
 
22 - (TRE MG – Analista Judiciário / Julho 2005) 
O verbo indicado entre parênteses deve, obrigatoriamente, ser 
flexionado no plural para preencher de modo correto a lacuna da 
seguinte frase: 
(A) ...... (SER) com episódios como esse que se pode dar aos jovens 
alunos um exemplo de atitude científica. 
(B) Nenhuma, entre as formas de fundamentalismo, ...... (MERECER) 
a admiração ou o respeito de Umberto Eco. 
(C) Para Umberto Eco, neste texto, ...... (IMPORTAR) menos as 
correções teóricas de Hawking que sua atitude mesma. 
(D) Sendo muitos os princípios em que se ...... (BASEAR) a ciência 
moderna, o da falibilidade tem para Eco um peso decisivo. 
(E) Quando ...... (URGIR) desmentir hipóteses de fato injustificáveis, 
não deve hesitar o cientista responsável. 
 
23 - (Auditor Fiscal BA / Julho 2004) 
A frase totalmente de acordo com a norma padrão da língua escrita 
é: 
(A) A medição e a avaliação das reais diferenças entre as telas só 
seria factível se observado novos parâmetros de análise, mas o 
pesquisador não o dominava completamente. 
(B) Talvez muitas das distintas facetas que o autor descreveu não 
possa ser reconhecido neste único trabalho, mas deve haver outras 
obras em que sejam mais perceptíveis. 
(C) O estudioso considerou que certas manifestações da cultura 
brasileira já não devia ser tida como exemplar do momento estético a 
que ele se dedicava. 
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(D) Devem existir fortes razões que o façam defender essa 
concepção, mas, não as conhecendo, tenho de aceitar-lhe os 
argumentos, ou, então, devo tentar desqualificá-los. 
(E) Qualquer que fossem os exemplos dos quais ele se utilizasse, 
poderiam, certamente, serem refutados, pois sempre haverá 
múltiplas perspectivas de enfoque de um objeto. 
 
24 - (TRT 24ª Região – Analista Judiciário / Outubro 2004) 
Há plena observância das normas de concordância verbal na frase: 
(A) Sempre haverá os que lucram com quaisquer iniciativas de que 
resulte algum ônus para a imagem de confiabilidade de que carecem 
as instituições públicas. 
(B) A crescente disseminação de instituições que trabalham contra os 
interesses populares constituem um verdadeiro flagelo dos tempos 
modernos. 
(C) É curioso chamarem-se crime organizado a um tipo de iniciativas 
que investe, exatamente, contra a ordem social. 
(D) Não aprouvessem aos homens criar instituições, certamente 
viveríamos todos sob o signo da violência e da barbárie. 
(E) Tudo o que tem mostrado as sucessivas civilizações faz concluir 
que as instituições servem tanto aos bons quanto aos maus 
propósitos humanos. 
 
25 - (TRE MG – Analista Judiciário / Julho 2005) 
As normas de concordância estão inteiramente respeitadas na frase: 
(A) Deverão interessar ao plenário de cientistas, no pronunciamento 
que Hawking se prepara para fazer, as correções sobre a teoria dos 
buracos negros. 
(B) Opõem-se às mais variadas formas de fundamentalismo todo e 
qualquer método científico que admite a hipótese de sua própria 
falibilidade. 
(C) Os princípios que se deve ensinar aos jovens estudantes são 
aqueles em que se supõem todo o dinamismo das verdades da 
ciência. 
(D) Não desanimam aos verdadeiros cientistas, nos passos de uma 
teoria, um eventual tropeço na observação de um fato ou na 
formulação de uma lei. 
(E) Cabem aos cientistas sérios e honestos reformular suas teorias, 
toda vez que encontrem nelas seja uma falha grave, seja um 
pequeno deslize. 
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26 - (TRT 13ª Região – Analista Judiciário / Dezembro 2005) 
Quanto à concordância verbal, a frase inteiramente correta é: 
(A) Não costumam ocorrer, em reuniões de gente interessada na 
discussão de um problema comum, conflitos que uma boa exposição 
dos argumentos não possam resolver. 
(B) Quando há desrespeito recíproco, as razões de cada candidato, 
mesmo quando justas em si mesmas, acaba por se dissolverem em 
meio às insolências e aos excessos. 
(C) O maior dos paradoxos das eleições, de acordo com as 
ponderações do autor, se verificariam nos caminhos nada 
democráticos que se trilha para defender a democracia. 
(D) Quando se torna acirrado, nos debates eleitorais, o ânimo dos 
candidatos envolvidos, é muito difícil apurar de quem provém os 
melhores argumentos. 
(E) Insatisfeitos com o tom maniqueísta e autoritário de que se valem 
os candidatos numa campanha, os eleitores franceses escolheram o 
que lhes pareceu menos insolente. 
 
27 - (TCE MA – Analista / Novembro 2005) 
A concordância está correta na frase: 
(A) A diminuição das chuvas na Amazônia podem ser consideradas 
uma amostra do que nos esperam o futuro, se o ritmo de 
desmatamento não for contido. 
(B) O controle dos recursos hídricos são desafio para os 
ambientalistas, tornando-se necessário a preservação da floresta, 
para garantir o ciclo das chuvas. 
(C) Em que pese as inúmeras tentativas de controle do 
desmatamento, é derrubado anualmente uma área equivalente a 17 
mil quilômetros quadrados. 
(D) Os habitantes da região amazônica, privilegiada por seus recursos 
hídricos, sofrem com a escassez de chuvas, que não lhes permite o 
transporte nem a pesca. 
(E) O desrespeito à natureza provoca o aparecimento de fenômenos 
climáticos jamais imaginados, como mostra as cenas da estiagem na 
Amazônia. 
 
28 - (Procurador BACEN / Janeiro 2006) 
A marchaainda é lenta, mas o caminho para a renda mista insinua-se 
promissor. Analistas atestam o esforço dos investidores em ser 
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menos acanhados e até sua disposição incipiente para considerar 
alguns riscos em troca de embolsar ganhos mais vultosos. O 
ambiente, por sua vez, tem se mostrado cada vez mais propício a 
uma passagem gradual. Com a expectativa no mercado de que a 
elevação da taxa Selic seja interrompida pelo Banco Central e de que 
a reversão da trajetória ocorra este ano, a remuneração dos fundos 
de renda fixa – que, historicamente, detêm a preferência nacional – 
tende a se tornar menos atraente. Ao mesmo tempo, especialistas 
sabem que a plena inclinação à renda variável continua restrita, pois 
o poupador brasileiro é carente de atrevimento. Daí se presume que 
a renda mista possa seguir na conquista de mais adesões. 
(Adaptado de Estadão Investimentos, abril 2005, p. 42) 
O primeiro período do texto aparece reescrito, com lógica e correção, 
SEM alteração do sentido original, em: 
(A) A timidez dos investidores prometem um caminho lento, 
enquanto seguro, para obtenção de renda mista. 
(B) Investidores sentem-se acanhados de disputar ganhos mais 
vultosos, se isso depende o caminho da renda mista.(disso – 
regência) 
(C) Renda mista é uma forma de investimentos que está sendo mais 
vultoso em seus ganhos para o ambiente dos investidores. 
(D) Investimentos em renda mista prometem bons resultados, 
embora seu crescimento ocorra de forma ainda bastante tímida. 
(E) Caminhar para renda mista é o que os investimentos parecem 
sinalizarem na marcha dos investidores, contudo acanhados. 
 
29 - (TRT 15ª Região – Técnico Judiciário / Setembro 2004) 
A concordância está feita de acordo com a norma culta em: 
(A) Ocorre algumas vezes certos problemas que parece ser insolúvel 
à primeira vista, mas com calma se resolvem. 
(B) A rotina de vida de muitas pessoas tornam-se uma série 
interminável de compromissos que os torna sempre mais tensos. 
(C) Tem sido descoberto, em todo o país, vários casos de 
trabalhadores submetidos a trabalho sem o respeito à legislação. 
(D) A utilização de computadores são de fundamental importância 
para atender a velocidade de informações da vida moderna. 
(E) Como se tratasse de prazos muito curtos, foram convocados 
vários funcionários que terminariam os serviços rapidamente. 
 
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30 - (Procurador AM / Fevereiro 2006) 
Para o economista ético, faz-se necessário não apenas entender o 
processo produtivo de bens e serviços, como também influir na 
realização de objetivos definidos segundo um padrão eticamente 
aceitável. 
Analise a proposição abaixo, em relação ao texto. 
(C) a expressão faz-se necessário não sofreria qualquer variação 
formal caso viesse seguida de não apenas a compreensão do 
processo. 
 
 
 
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SINTAXE DE REGÊNCIA E CRASE 
 
Um dos nossos assuntos de hoje é SINTAXE DE REGÊNCIA. 
Há sempre, nas orações, elementos regentes e elementos regidos. 
Chamamos de regentes aos termos que pedem complemento e de 
regidos aos que complementam o sentido dos primeiros. 
A sintaxe de regência estudará, portanto, as relações de subordinação 
ou dependência entre os elementos da oração. 
Em palavras mais simples: regência significa “uso ou não de 
preposição”. Veremos casos em que determinada palavra (substantivo, 
adjetivo, advérbio ou verbo) exige uma certa preposição ou tem o seu 
sentido/alcance modificado em virtude do emprego de alguma delas. 
REGÊNCIA NOMINAL – estuda a relação entre um substantivo, um 
adjetivo ou um advérbio com o termo que complementa o seu 
significado. 
REGÊNCIA VERBAL – analisa o emprego e o significado dos verbos 
de acordo com a preposição do seu complemento indireto (ou a 
ausência da preposição no complemento direto). 
Nosso estudo terá por base as lições de Celso Pedro Luft presentes 
nas seguintes obras: 
- Dicionário Prático de Regência Nominal - Editora Ática – 4ª 
edição - 2003; 
- Dicionário Prático de Regência Verbal – Editora Ática – 8ª edição 
– 2002. 
Por fim, outra expressão que usaremos aqui é “transitividade do 
verbo”. Nada mais é do que a relação que, em certa acepção, o verbo 
estabelece com o seu complemento, se é que este existe (no verbo 
intransitivo, não há complemento verbal). 
Essa análise só pode ser feita na construção, pois, um mesmo verbo 
pode requerer complementos diferentes de acordo com o significado 
que venha a apresentar na oração. 
Você poderia me perguntar: como esse assunto é abordado pela banca 
da Fundação Carlos Chagas? 
Exploram-se conhecimentos acerca não só da regência dos verbos, 
mas também, inclusive na mesma questão, do emprego dos pronomes 
relativos e da colocação pronominal. 
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2
Por isso, esta aula está bastante ligada à próxima, que irá tratar de 
Pronomes. 
Outro assunto a ser estudado na aula de hoje é CRASE. A regência dos 
verbos e nomes (adjetivos, advérbios e substantivo), quando exigir a 
preposição “a”, pode provocar a ocorrência deste fenômeno (sim, 
crase é o fenômeno, e não o acento, que se chama grave). Mas 
vamos deixar para mais adiante esse aprofundamento. De início, 
trataremos de sintaxe de regência. 
Bons estudos. 
QUESTÕES DE PROVA DA FCC - REGÊNCIA 
1 - (TRT 13ª Região – Analista Judiciário / Dezembro 2005) 
A expressão de que preenche corretamente a lacuna da frase: 
(A) Continuamos a avaliar ...... seria melhor se você desistisse da 
eleição. 
(B) A fonte ....... saciará nossa sede fica no alto daquela encosta. 
(C))Há sonhos ...... é impossível se desviar, quando se pensa no 
futuro. 
(D) Todos os momentos ...... devaneamos ficaram impressos na minha 
memória. 
(E) Dos livros ...... me ative nos últimos dias, apenas dois têm grande 
valor. 
 
Gabarito: C 
Comentário. 
Primeiramente cabe estabelecermos a distinção entre pronome 
relativo e conjunção. 
Como saber, afinal, se aquele “que” é uma conjunção ou um pronome 
relativo “que”? 
Vamos analisar a oração da opção (A). Para facilitar vamos substituir a 
locução verbal pela forma simples do verbo principal. 
Assim, supomos que o período fosse: 
“Avaliamos que seria melhor se você desistisse da eleição.” 
Tudo o que se segue após o verbo avaliar poderia ser substituído pelo 
pronome substantivo ISSO: 
“Avaliamos ISSO”. 
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3
O sujeito da forma verbal (identificado pela desinência) está oculto: 
“[Nós] avaliamos ISSO”. 
O pronome substantivo indefinido ISSO está exercendo a função 
sintática de objeto direto de avaliar (“Avaliar ISSO”), a oração é 
classificada como oração subordinada substantiva objetiva direta. 
Traduzindo o “gramatiquês”: 
- oração subordinada – porque exerce uma função sintática na 
oração principal; 
- substantiva – porque, como vimos, ela pode ocupar o lugar 
de um substantivo (“avaliar o cumprimento”) ou de um 
pronome substantivo (“avaliar ISSO”); 
- objetiva direta – porque ela exerce a função sintática de 
objeto direto em relação à oração principal. 
 
A conjunção SEMPRE dá início a uma oração subordinada 
SUBSTANTIVA. 
O pronome relativo SEMPRE dá início a uma oração subordinada 
ADJETIVA. 
 
Note que a oração subordinada substantiva objetiva direta também 
apresenta um período composto: “seria melhor / se você desistisse da 
eleição”. 
A partir da análise já realizada, vamos substituir a segunda oração 
pelo pronome: “seria melhor ISSO”. 
A oração que foi substituída pelo pronome exerce, em relação à outra,a função de sujeito (“Isso seria melhor”). Assim, ela é classificada 
como uma oração subordinada substantiva subjetiva. 
Podemos notar que as conjunções que iniciam orações subordinadas 
substantivas podem ser duas: que e se. Elas são chamadas de 
conjunções integrantes. 
O PRONOME RELATIVO, por sua vez, se refere a algum termo que já 
foi mencionado, substituindo-o na oração subordinada adjetiva. 
Se este pronome, na oração adjetiva, exercer a função sintática de 
sujeito, deve o verbo concordar com o termo antecedente. 
Se, na oração adjetiva, algum termo (verbo, adjetivo, substantivo, 
advérbio) exigir uma preposição em relação a esse antecedente, esta 
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4
preposição deverá ser colocada antes do pronome relativo, substituto 
do antecedente. 
Para facilitar, vamos ao exemplo fornecido pela opção (B). 
Podemos “desmembrar” o período composto em duas orações: 
1ª - “A fonte fica no alto daquela encosta.” 
2ª - “A fonte saciará nossa sede.” 
Após a união das duas orações em um só período, a palavra “fonte”, 
que está repetida, será substituída pelo pronome relativo que: 
“A fonte que saciará nossa sede fica no alto daquela encosta.” 
Assim, a oração que não apresenta o pronome é chamada de oração 
principal (a 1ª oração do nosso exemplo), enquanto que a segunda, 
por estar definindo o alcance da palavra “fonte” (não é qualquer fonte, 
é a fonte que saciará a nossa sede), tem valor adjetivo (a oração 
poderia ser substituída por um adjetivo, como “fonte dourada”) e é 
chamada de oração subordinada adjetiva restritiva. 
Como a palavra “fonte”, representada na oração adjetiva pelo 
pronome relativo que, exerce a função de sujeito na 2ª oração (“A 
fonte saciará nossa sede.”), não requer o emprego de nenhuma 
preposição antes do pronome. 
Vimos, portanto, que essa opção (B) não atende ao enunciado (na 
lacuna, há apenas o pronome, sem preposição). 
Imagine agora que a 2ª oração fosse outra: 
1ª - “A fonte fica no alto daquela encosta.” 
2ª - “Eu me referi à fonte.” 
O novo período composto seria: 
A fonte ... que eu me referi fica no alto daquela encosta. 
Note que, na segunda oração, a palavra “fonte” é precedida da 
preposição “a” (contraída com o artigo formando “à”: “Eu me referi à 
fonte”) e exerce a função sintática de objeto indireto (Alguém se 
refere a alguma coisa). 
Como, na oração subordinada adjetiva do período composto, essa 
palavra é representada pelo pronome relativo que, a preposição “a” 
deve anteceder o pronome: “A fonte | a que eu me referi | fica no 
alto daquela encosta.” 
 
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5
Vejamos, agora, a construção apresentada na opção (C), tida como 
correta: 
Há sonhos ...... é impossível se desviar, quando se pensa no futuro. 
As três orações são: 
1ª oração – Há sonhos 
2ª oração – [sonhos] é impossível se desviar 
3ª oração – quando se pensa no futuro (oração adverbial, que não nos 
interessa para a análise da regência verbal) 
 
A palavra “sonhos” seria substituída pelo pronome relativo “que”. 
Vamos analisar, agora, a transitividade do verbo “desviar”: “Alguém se 
desvia de alguma coisa” – é um verbo transitivo indireto, regendo a 
preposição de. 
Assim, a construção correta será: “Há sonhos de que [dos sonhos] é 
impossível se desviar, quando se pensa no futuro.”. Essa é, pois, a 
resposta CORRETA. 
Para concluir, note que o pronome “se” é um índice de indeterminação 
do sujeito (pronome SE + verbo transitivo indireto), formando com o 
verbo “desviar” uma construção genérica (“Desviar-se dos sonhos é 
impossível”). 
Por apresentar um sujeito oracional reduzido do infinitivo (desviar), o 
verbo ser e o adjetivo impossível permaneceram neutros (masculino 
singular). Em relação a essa análise, se restar dúvida, volte a ler a 
Aula 1 – Verbo e Aula 2 - Concordância, nos pontos em que tratamos 
desse assunto. 
 
Veja como seriam preenchidas as lacunas das demais opções: 
(A) Como vimos, a oração que tem início com a conjunção que se liga 
diretamente à locução verbal (“Continuamos a avaliar”). Em uma 
locução verbal, devemos avaliar a transitividade do verbo principal; 
“avaliar” é um verbo transitivo direto, não devendo ser colocada 
nenhuma preposição antes da conjunção: “Continuamos a avaliar que 
seria melhor se você desistisse da eleição.”. 
(D) As duas orações são: 
1ª - Todos os momentos ficaram impressos na minha memória. 
2ª - Devaneamos ... todos os momentos. 
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O verbo devanear, na acepção de “deixar-se ir em pensamentos 
vagos” é intransitivo (sem complemento) ou transitivo direto, com a 
preposição “em”. Como há complemento (“momentos”), devemos 
empregar esta última forma na oração (“Devaneamos em todos os 
momentos”). Quando é formado um único período para as duas 
orações, a preposição “em” deve anteceder o pronome relativo “que”, 
substituto da palavra “momentos”: 
“Todos os momentos em que devaneamos ficaram impressos na 
minha memória.” 
(E) O verbo ater-se (pronominal) é transitivo indireto, regendo a 
preposição “a”: “Alguém se atém a alguma coisa” (olhe a 
acentuação!). Na lacuna, emprega-se um pronome relativo que tem 
por referente a palavra “livros”. A oração subordinada adjetiva, antes 
da substituição pelo pronome e na ordem direta, seria: “[Eu] me ative 
aos livros”. 
Assim, a preposição “a” deve anteceder o pronome relativo “que”: 
“Dos livros a que me ative nos últimos dias, apenas dois têm grande 
valor.”. 
Em tempo e antes que alguém comece a se perguntar: “Dos livros”, 
que introduz o período, pertence à oração principal: “Apenas dois dos 
livros [a que me ative nos últimos dias] têm grande valor.” 
 
2 - (TCE SP – Agente de Fiscalização Financeira / Dezembro 2005) 
As expressões de que e com que preenchem corretamente, nessa 
ordem, as lacunas da frase: 
(A)) O prestígio ...... o texto de Maquiavel desfruta até hoje é 
merecido, pois é um tratado político ...... muitos têm muito a 
aprender. 
(B) As qualidades morais ...... muitos estavam habituados a considerar 
como tais foram substituídas pelas políticas, no tratado ...... Maquiavel 
tornou uma obra basilar. 
(C) Os valores abstratos ...... muita gente costuma cultuar não 
tinham, para Maquiavel, qualquer aplicação ...... pudesse se valer na 
análise da política. 
(D) O adjetivo maquiavélico, ...... muitos utilizam para denegrir o 
caráter de alguém, ganhou uma acepção ...... costumam discordar os 
cientistas políticos. 
(E) A leitura de O Príncipe, ...... muita gente até hoje se entrega, 
interessa a todos ...... se sintam envolvidos na lógica da política. 
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Gabarito: A 
Comentário. 
Vamos analisar lacuna por lacuna. 
(A) “O prestígio ..... o texto de Maquiavel desfruta até hoje” – o verbo 
desfrutar, na construção, é transitivo indireto com a preposição “de” 
(Alguém desfruta de alguma coisa); o pronome relativo se refere a 
“prestígio”. Logo a primeira lacuna deverá ser preenchida com “de 
que”. 
Em seguida, na passagem “pois é um tratado político ..... muitos têm 
muito a aprender”, devemos analisar a transitividade do verbo 
principal da locução verbal “ter a aprender”. O verbo aprender, por 
estar acompanhado do advérbio “muito”, apresenta, na construção, a 
forma transitiva indireta, acompanhado da preposição “com” (da 
mesma forma que em “Eu aprendi muito com os meus erros”). Como o 
pronome relativo substitui a expressão “tratado político”, a construção 
deveria ser: “pois é um tratado político com que muitos têm muito a 
aprender”. 
Lacunas: de que / com que - esta é a resposta correta. 
(B) O verbo “considerar” é transitivo direto. Na oração “Muitosestavam habituados a considerar as qualidades morais” (termo este 
que será substituído pelo pronome relativo), não há necessidade do 
emprego de preposição alguma, já que o verbo considerar é 
transitivo direto. 
Assim, a primeira lacuna será preenchida somente com o pronome 
relativo: “As qualidades morais que muitos estavam habituados a 
considerar como tais...”. 
Na segunda lacuna, o pronome relativo exerce a função de objeto 
direto do verbo “tornar”. Este verbo é, na construção, transobjetivo, 
ou seja, além do objeto direto, requer um predicativo do objeto direto 
(já falamos sobre isso na Aula 1 – Verbos, questão 31). 
Após a substituição do pronome relativo pelo substantivo (seu 
antecedente), a construção seria: “Maquiavel tornou o tratado uma 
obra basilar”, em que “o tratado” exerce a função de objeto direto e 
“uma obra basilar”, predicativo do objeto direto. Para deixarmos 
essa função de objeto direto bastante clara, vamos trocar o 
substantivo por um pronome oblíquo: “Maquiavel tornou-o uma obra 
basilar”. 
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Observe que “obra basilar” tem valor adjetivo (atribui uma qualidade) 
em relação a “tratado”, e com ele não se confunde. 
O predicativo do objeto é uma função necessária à compreensão. Não 
haveria nexo se este elemento faltasse ao período: “Maquiavel tornou 
o tratado ...” – a pergunta provavelmente seria: tornou o tratado o 
quê? O elemento que completa essa oração exerce a função de 
predicativo do objeto. 
Como o objeto direto não requer preposição, na segunda lacuna há 
somente o pronome relativo: “no tratado que Maquiavel tornou uma 
obra basilar”. 
Lacunas: que / que 
(C) “Muita gente costuma cultuar alguma coisa” – o verbo cultuar 
(principal da locução) é transitivo direto. Assim, na primeira lacuna, há 
apenas o pronome relativo que se refere a “valores abstratos”: “Os 
valores abstratos que muita gente costuma cultuar...”. 
No segundo período, o verbo valer-se exige complemento indireto 
com a preposição “de” (Alguém pode se valer de alguma coisa). Essa 
preposição irá anteceder o pronome relativo: “qualquer aplicação de 
que pudesse se valer na análise da política.”. 
Lacunas: que / de que 
(D) O verbo utilizar é transitivo direto – “muitos utilizam o adjetivo 
maquiavélico”. Não há necessidade de se empregar preposição 
alguma – “O adjetivo ‘maquiavélico’, que muitos utilizam para 
denegrir o caráter de alguém...”. 
Na seqüência, o verbo discordar (verbo principal da locução verbal) é 
transitivo indireto, com a preposição “de” (Alguém discorda de alguma 
coisa). Observe que a oração está na ordem invertida: “os cientistas 
políticos” é sujeito: “... ganhou uma acepção de que costumam 
discordar os cientistas políticos.” (equivalente a “os cientistas políticos 
costumam discordar da acepção”). 
Lacunas: que / de que 
(E) Alguém se entrega a alguma coisa – o verbo entregar-se 
(pronominal) é transitivo indireto com a preposição “a”. Esta 
preposição deve anteceder o pronome relativo que substitui “a leitura 
de O Príncipe”: “A leitura de O Príncipe, a que muita gente até hoje 
se entrega...”. 
Na seqüência, temos um caso de regência nominal – o adjetivo 
“envolvidos” exige a preposição “em” (Alguém se sente envolvido em 
alguma situação). Esse complemento nominal já está representado por 
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“na lógica da política”. Já o pronome relativo exerce a função de 
sujeito da oração subordinada adjetiva e se refere a “todos”: “todos 
se sintam envolvidos na lógica da política”. A construção seria: “... 
interessa a todos que se sintam envolvidos na lógica da política”. 
Lacunas: a que / que 
3 - (TRE MG – Analista Judiciário / Julho 2005) 
Para entender o de que vou aqui tratar não é necessário saber o que 
são os buracos negros. 
A frase acima permanecerá correta caso se substitua o elemento 
sublinhado por 
(A) o de que aqui me referirei. 
(B) aquilo que irei aludir. 
(C) o que aqui me reportarei. 
(D) àquilo de que aqui exporei. 
(E)) o de que aqui me ocuparei. 
 
Gabarito: E 
Comentário. 
Pode parecer estranha num primeiro momento, mas está perfeita a 
construção “Para entender o de que vou tratar”. Alguém entende 
alguma coisa. O objeto direto do verbo “entender” é o pronome 
demonstrativo “o”. Para ter certeza de que esse “o” é mesmo um 
pronome demonstrativo, tente trocá-lo por “aquele” (outro 
demonstrativo): “Para entender aquilo de que vou tratar”. Deu certo! 
Então é demonstrativo mesmo. Só para lembrar, esse “o” não poderia 
ser de maneira alguma um artigo definido (costumo brincar dizendo 
que “artigo” é como ARROZ – só serve para acompanhar. Ele só pode 
ser usado ao lado de um substantivo ou pronome substantivo, 
implícito ou explícito: O meu carro é mais bonito que o seu [carro].). 
De volta à questão, vimos que “o” é objeto direto de “entender”. O 
pronome relativo “que”, acompanhado da preposição “de” (exigida 
pelo verbo “tratar”), se refere a esse pronome demonstrativo. Por isso, 
coloquialmente, ocorre essa contração – “Para entender do que vou 
tratar”. 
O que o examinador busca nessa questão é saber em qual das 
construções apresentadas também está correto o emprego do 
pronome relativo. 
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Uma boa maneira de analisar é a partir da regência verbal da oração 
subordinada adjetiva (para simplificar, retire o “aqui” de todas as 
opções): 
(A) “Alguém se refere a alguma coisa” (transitivo indireto com a 
preposição “a”) – assim, “Para entender o a que me referirei” – é 
indevida o emprego da preposição “de”; 
(B) “Alguém alude a alguma coisa” (transitivo indireto com a 
preposição “a”) – a troca seria, então, “Para entender aquilo a que irei 
aludir”; 
(C) “Alguém se reporta a alguma coisa” (transitivo indireto com a 
preposição “a”) – a substituição seria “Para entender o a que me 
reportarei”; 
(D) “Alguém expõe alguma coisa” (transitivo direto) – a nova 
construção seria “Para entender o que irei expor”; 
(E) “Alguém se ocupa com ou de alguma coisa” (no sentido de 
“tratar”, o verbo ocupar-se é transitivo indireto com as preposições 
“com” ou “de”, indistintamente – “Ocupou-se dos/com os problemas 
domésticos”) – como há a possibilidade de usar a preposição “de”, 
está correta a resposta: “Para entender o de que me ocuparei”. 
 
4 - (TRE AP – Analista Judiciário / Janeiro 2006) 
Quando lhe disseram que também se caçam borboletas e andorinhas... 
A frase cujo verbo, também grifado, apresenta regência idêntica à do 
grifado na frase acima é: 
(A) ...que fez uma viagem de exploração à América do Sul... 
(B)...que sabem reduzir a cabeça de um morto... 
(C) Queria assistir a uma dessas operações... 
(D) ...que ele tinha contas a acertar... 
(E) Ele não me fez nenhum mal! 
 
Gabarito: E 
Comentário. 
O que será analisado, a partir dessa questão, é a transitividade do 
verbo, que, como vimos, se refere à regência do verbo em 
determinada construção. 
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11
O verbo dizer, na estrutura oracional apresentada, é transitivo 
direto e indireto (objeto direto: “que também se caçam borboletas e 
andorinhas” e objeto indireto: “lhe”). 
Vamos analisar a transitividade de cada um dos verbos apresentados 
nas opções: 
(A) transitivo direto (“fez uma viagem de exploração à América do Sul” 
– objeto direto sublinhado); 
(B) transitivo direto (objeto direto oracional sublinhado: sabem reduzir 
a cabeça de um morto); 
(C) transitivo indireto (objeto indireto regido pela preposição “a”: 
“uma dessas operações”); 
(D) transitivo direto (objeto direto: “contas a acertar”); 
(E) transitivo direto e indireto (GABARITO) – objeto direto:“nenhum 
mal”; objeto indireto “me”. 
Aproveitamos para lembrar que os pronomes oblíquos me, te, se, nos 
e vos podem atuar tanto como objetos diretos quanto como objetos 
indiretos. 
Para a análise, não vai adiantar nada trocar o “me” pelo “a mim”, ou o 
“nos” pelo “a nós”. Esses pronomes oblíquos (mim, ti, ele, ela, nós, 
vós, eles, elas) devem estar sempre acompanhados de preposição. 
Você estaria trocando seis por meia dúzia. 
A melhor forma é trocar o ‘pronome’ pelo ‘nome’ (substantivo). Assim, 
no exemplo: “Ele não me fez mal” – no lugar do pronome (“me”) 
devemos usar um substantivo – “menino”: “Ele não fez mal ao 
menino”. Ficou clara a necessidade da preposição antes do nome. 
Assim, o pronome “me” é mesmo o objeto indireto da construção. 
 
5 - (TCE MA – Analista / Novembro 2005) 
 ... os portos da Amazônia têm um sistema de braços flutuantes... 
O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o do grifado 
acima está na frase: 
(A) ... choveu menos na Amazônia. 
(B) ... assim como aconteceu no início do século XX. 
(C)) ... duplicando o impacto sobre o ambiente. 
(D) ... que se trata de variações médias ao longo de três décadas. 
(E) ... a atual seca se torna mais relativa. 
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12
 
Gabarito: C 
Comentário. 
O verbo ter, na construção, é transitivo direto (objeto direto é “um 
sistema de braços flutuantes”). 
Vamos verificar a transitividade dos demais verbos: 
(A) intransitivo – A expressão “na Amazônia” apresenta valor 
circunstancial de lugar – é um advérbio e, portanto, exerce a função 
sintática de adjunto adverbial. 
(B) intransitivo – O mesmo ocorre com a expressão adverbial “no 
início do século XX”, que apresenta um valor circunstancial de 
tempo/momento. 
(C) transitivo direto – O objeto direto é “o impacto sobre o ambiente”. 
ESSA É A RESPOSTA CERTA! 
(D) transitivo indireto – Esse é um emprego clássico de sujeito 
indeterminado. Como vimos na aula sobre concordância, o sujeito 
indeterminado se constrói de duas formas: com verbos transitivos 
indiretos, intransitivos ou de ligação, na 3ª pessoa do singular 
acompanhado do índice de indeterminação do sujeito “se”; com verbos 
de qualquer transitividade, na 3ª pessoa do plural (sem o pronome). 
Foi apresentada a primeira forma: “que se trata de variações médias 
ao longo de três décadas” (objeto indireto sublinhado). 
(E) Essa foi a opção mais difícil. O verbo tornar, na construção 
apresentada, além do objeto direto (representado pelo pronome “se”), 
exige também um outro complemento – o predicativo do objeto direto: 
“mais relativa”. Esse é um verbo transobjetivo, que requer dois 
complementos – objeto direto e predicativo do objeto direto. 
 
6 - (TRE AP – Analista Judiciário / Janeiro 2006) 
... é que elas não têm cheiro, nem temperaturas, nem ruídos, nem 
mosquitos... 
O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o do grifado 
acima está na frase: 
(A) Nada, enfim, do que acontece nas desconfortáveis paisagens reais. 
(B) Agradeci-lhe, horrorizado. 
(C) Porque a poesia não é apenas a verdade... 
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(D) Jamais acreditei em observação direta... 
(E)) Não se pode conhecer nada num minuto... 
 
Gabarito: E 
Comentário. 
Novamente, foi exigida a transitividade do verbo ter, que, na 
estrutura, é direta. 
Os demais verbos têm a seguinte transitividade: 
(A) acontecer - intransitivo 
(B) O verbo agradecer é, na oração, transitivo indireto (objeto 
indireto: “lhe”). 
Esse é um verbo especial que merece alguns comentários. Constrói-se 
com objeto direto para coisa e indireto para pessoa (Agradeço a Deus 
[O.I.] sua salvação [O.D].). Também ocorre a sintaxe agradecer-lhe 
por algo, por causa da significação “motivo ou causa” (verbo + objeto 
indireto + adjunto adverbial de causa). 
Na questão, foi dispensado o objeto direto, mantendo-se, somente, o 
indireto (“lhe”). 
(C) ser - verbo de ligação. 
(D) acreditar – transitivo indireto, com a preposição “em”. 
(E) Esse foi o gabarito. O verbo conhecer é transitivo direto (Alguém 
conhece alguma coisa). Note que a estrutura apresentada possibilita 
duas análises: 
1 – Não se pode conhecer nada – o sintagma sublinhado é o sujeito 
oracional do verbo “poder” – o verbo poder, na oração, é transitivo 
direto e está construído em voz passiva (“não se pode isso”); 
2 – Não se pode conhecer nada – “nada” é o sujeito da locução verbal 
pode conhecer. O verbo principal (conhecer) é transitivo direto, 
condição necessária para a construção de voz passiva. Como o que 
está em questão é a transitividade do verbo, ainda que seja essa a 
análise sintática, permanece correta a opção. 
Mais sobre isso, veja no comentário à questão 10 da Aula 2 – 
Concordância. 
 
7 - (TRT 15ª Região – Técnico Judiciário / Setembro 2004) 
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O Conselho Nacional de Justiça precisará de segmentos setoriais... (1o 
parágrafo) 
O mesmo tipo de complemento exigido pelo verbo grifado acima está 
na frase: 
(A) ... tornando-a mais rápida... 
(B) ... limita a liberdade dos juízes... 
(C) ... e pode permitir a influência do Executivo... 
(D) ... se a aplicação for restrita a matérias tributárias... 
(E) ... mas valem apenas para os advogados privados... 
 
Gabarito: E 
Comentário. 
O verbo em epígrafe é transitivo indireto (precisará de segmentos 
setoriais). A construção verbal que apresenta idêntica transitividade é 
a da letra (E) – valem para os advogados. 
Vamos analisar a dos demais verbos: 
(A) transobjetivo – objeto direto: “a”; predicativo do objeto direto: 
“mais rápida”; 
(B) transitivo direto – objeto direto: “a liberdade dos juízes”; 
(C) transitivo direto – objeto direto: “a influência do Executivo”; 
(D) verbo de ligação – predicativo do sujeito: “restrita”; 
complemento nominal (liga-se ao adjetivo “restrita”): “a matérias 
tributárias”. Essa era a pegadinha da questão. Muita gente deve ter 
marcado essa opção como correta imaginando que o elemento que 
exerce a função de complemento nominal seria objeto indireto – ledo 
engano! Não foi à toa que a opção correta era a letra (E). 
 
8 - (TRT 24ª Região – Técnico Judiciário / Março 2006) 
Para responder a esta questão, considere o fragmento, reproduzido 
abaixo, de um informe publicitário da Prefeitura Municipal de Campo 
Grande. 
 QUALIDADE DE VIDA 
Campo Grande é uma das capitais brasileiras que oferece melhor 
índice de qualidade de vida. Urbanizada, arborizada, sem favelas 
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e com avenidas largas, a Capital do Mato Grosso do Sul registra 
alto índice de satisfação de seus moradores e empreendedores. 
Julgue a assertiva abaixo a partir dos elementos no texto existentes, 
é: 
(A) Os verbos oferecer e registrar exigem o mesmo tipo de 
complemento. 
 
Item CORRETO 
Comentário. 
Ambos os verbos têm, no texto, transitividade direta. O objeto direto 
de oferecer é “melhor índice de qualidade de vida”, enquanto que o 
do verbo registrar é “alto índice de satisfação de seus moradores e 
empreendedores”. 
 
9 - (Procurador BACEN / Janeiro 2006) 
 ... e as cotações generosas empolgam os usineiros ... 
O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o do grifado 
acima está na frase: 
(A) Nem só de problemas vive o campo. 
(B) Enquanto estrelas de primeira grandeza como a soja vergam sob 
uma conjuntura desfavorável ... 
(C) A razão é a alta do petróleo ... 
(D)) ... e há meia centena de novas usinas projetadas ... 
(E) ... que torna o álcool um combustível atraente. 
 
Gabarito: D 
Comentário. 
O verbo em questão é empolgar, que, na oração, é transitivo direto. 
Vamos analisar as opções:(A) transitivo indireto - objeto indireto é “de problemas”. “O 
campo” é o sujeito da oração. 
(B) intransitivo – a expressão “sob uma conjuntura desfavorável” 
exerce a função de adjunto adverbial. 
(C) verbo de ligação – predicativo do sujeito: “a alta do petróleo”. 
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(D) O verbo haver no sentido de existência é impessoal, não possui 
sujeito. O que se segue é o objeto direto. Ele é, portanto, um verbo 
transitivo direto. ESSA É A RESPOSTA CERTA!!! 
Cuidado para não confundir essa análise com a do verbo existir. Esse, 
sim, possui sujeito e com ele deve concordar. Como a expressão “meia 
centena de novas usinas projetadas” exerce a função de objeto direto 
do verbo haver, mesmo que estivesse representada por um termo no 
plural, não afetaria a flexão do verbo, que se mantém na 3ª pessoa do 
singular. 
(E) Novamente, a banca explorou o conceito de verbo transobjetivo. 
Mais uma vez, empregou o verbo “tornar” em uma opção que buscava 
o verbo transitivo direto. Já dissemos mas vamos repetir: estes verbos 
exigem, além do objeto direto, um complemento – o predicativo do 
objeto direto. Por isso, não atendeu ao enunciado. 
 
10 - (TRE MG – Técnico / Julho 2005) 
As liberdades ...... se refere o autor dizem respeito a direitos ...... se 
ocupa a nossa Constituição. 
Preenchem de modo correto as lacunas da frase acima, na ordem 
dada, as expressões: 
(A)) a que - de que 
(B) de que - com que 
(C) a cujas - de cujos 
(D) à que - em que 
(E) em que - aos quais 
 
Gabarito: A 
Comentário. 
Em relação à primeira lacuna, o verbo referir-se é transitivo indireto, 
exigindo a preposição “a”. Como o pronome relativo substitui o 
substantivo “liberdades”, a opção que pode preencher o espaço é a 
que (sem acento grave). A única opção que apresenta essa forma é 
(A). 
Para confirmar o gabarito, veremos que a segunda lacuna deve ser 
preenchida pelo pronome relativo cujo referente é “direitos” e pela 
preposição “de”, exigência do verbo ocupar-se. Assim, a lacuna deve 
ser preenchida com de que. 
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O período seria: “As liberdades a que se refere o autor dizem respeito 
a direitos de que se ocupa a nossa Constituição”. 
 
11 - (CEAL – Advogado / Junho 2005) 
O culto das aparências é a chave que nos dá acesso ao prestígio 
público. 
Caso se substitua, na frase acima, culto por zelo e dá acesso por 
franqueia, as expressões sublinhadas devem ser substituídas, 
respectivamente, por 
(A) nas aparências - no prestígio. 
(B) às aparências - do prestígio. 
(C)) pelas aparências - o prestígio. 
(D) pelas aparências - pelo prestígio. 
(E) nas aparências - para com o prestígio. 
 
Gabarito: C 
Comentário. 
Essa questão é o mote para tratarmos de regência nominal. O termo 
regente, nesse caso, será um adjetivo, um advérbio ou um 
substantivo. Esta palavra exigirá o emprego de determinada 
preposição. 
Na questão, são dois os substantivos empregados na forma original – 
culto e acesso. O examinador sugere a troca, respectivamente, por 
zelo e franquear (neste último caso, passa a ser regência verbal). 
O substantivo zelo é usado costumeiramente com a preposição por, 
mas admite também as preposições a, de, para e com. Assim, 
eliminam-se as opções (A) e (E), que indicam a preposição em. 
Já o verbo franquear é transitivo direto (Alguém franqueia alguma 
coisa). A única opção correta é, portanto, a de letra C. 
De todas as provas que pesquisamos, essa foi a única questão 
exclusiva sobre regência nominal e uma das raras que abordam o 
assunto. 
 
12 - (IPEA Assessor Especializado / Novembro 2004) 
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Na frase Preferimos confiar e acreditar nas coisas..., a expressão 
sublinhada complementa corretamente, ao mesmo tempo, dois verbos 
que têm a mesma regência: confiar em, acreditar em. Do mesmo 
modo, está também correta a seguinte construção: Preferimos 
(A) ignorar e desconfiar das coisas... 
(B) subestimar e descuidar das coisas... 
(C) não suspeitar e negligenciar as coisas... 
(D) nos desviar e evitar as coisas... 
(E))nos contrapor e resistir às coisas... 
 
Gabarito: E 
Comentário. 
Quando um mesmo complemento servir a dois verbos, deve-se tomar 
muito cuidado com a regência destes para que não haja prejuízo 
gramatical. 
Se os verbos apresentarem diferentes transitividades e/ou regerem 
preposições diversas, deverá ser repetido o complemento em cada 
ocorrência, respeitada a regência de cada um dos verbos. Vamos aos 
exemplos: 
(A) verbo ignorar = Alguém ignora alguma coisa = verbo transitivo 
direto 
 verbo desconfiar = Alguém desconfia de alguma coisa = verbo 
transitivo indireto com a preposição “de” 
Não podemos colocar o mesmo complemento para ambos os verbos, 
pois apresentam transitividades distintas. A estrutura mais adequada 
seria: “ignorar as coisas e desconfiar delas”. 
(B) verbo subestimar = Alguém subestima alguma coisa = verbo 
transitivo direto 
 verbo descuidar = Alguém descuida de alguma coisa = verbo 
transitivo indireto com a preposição “de” 
A construção poderia ser: subestimar as coisas e descuidar delas (cada 
verbo com o seu complemento). 
(C) verbo suspeitar = Alguém suspeita de alguma coisa = transitivo 
indireto com a preposição “de” 
 verbo negligenciar = Alguém negligencia alguma coisa = 
transitivo direto 
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Construção possível: não suspeitar das coisas e negligenciá-las. 
(D) verbo desviar-se = Alguém desvia-se de alguma coisa = 
transitivo indireto com a preposição “de” 
 verbo evitar = Alguém evita alguma coisa = transitivo direto 
Possibilidade de estrutura: [Preferimos] nos desviar das coisas e evitá-
las. 
(E) Os dois verbos aceitam complementos indiretos com a preposição 
“a”: 
 verbo contrapor-se = Alguém se contrapõe a alguma coisa 
 verbo resistir = Alguém resiste a alguma coisa 
Somente nessa situação, é possível o mesmo complemento se ligar a 
dois verbos: nos contrapor e resistir às coisas. – ESSA É A 
RESPOSTA CORRETA. 
Sobre a possibilidade de flexão do infinitivo, reveja a aula sobre 
concordância, comentário à questão 26, item (B). 
 
CRASE 
“Bom filho ... casa torna” 
A partir desse adágio, começamos nossa aula sobre crase. 
E aí, como você preencheu a lacuna? Com um “a”? Dois? Um com 
acento grave? 
Afinal, o que é crase? Isso não nos cansamos de repetir – CRASE NÃO 
É O ACENTO, CRASE É O FENÔMENO!. Portanto, rejeito a forma 
“crasear” (arghh....), mesmo já tendo sido registrada nos melhores 
dicionários e aceita por tantos professores e gramáticos gabaritados. 
Prefiro usar “colocar o acento grave, indicativo de crase” ou “ocorre 
crase (fusão)” - essa expressão você vai ler bastante a partir de agora. 
Dá-se o nome de crase ao encontro de duas vogais iguais e contíguas. 
Na língua portuguesa, só se registram com o acento grave os 
encontros da preposição a com outro a, que poderá ser um artigo 
definido feminino, um pronome demonstrativo ou um pronome 
relativo. 
 
COMO ANALISAR A OCORRÊNCIA DE CRASE? 
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Da mesma forma como você ensina uma criança a atravessar a rua. 
“Filhinho, você deve olhar para os dois lados!”. Então aplicamos essa 
lição à análise de crase – devemos olhar para os dois lados. 
“TERMO REGENTE + TERMO REGIDO”: 
De um lado, há um termo regente, que pode ou não exigir uma 
preposição (e, nesta aula, só nos interessa a preposição a). 
Do outro lado, há um termo regido, que pode aceitar ou não um 
artigo definido feminino. Nessa posição de “termoregido” também 
pode existir um pronome demonstrativo a(s), aquele(s), aquela(s) 
ou aquilo, um pronome relativo a qual/as quais. 
Se houver o encontro da preposição a com o outro a, OCORRE A 
CRASE: os dois viram um só “a” e recebem o acento grave (`) para 
indicar essa fusão: à. 
Voltando ao ditado, antes de qualquer coisa, ajuda (e muito) construir 
a oração na ordem direta – “Bom filho torna ... casa.”. 
De um lado, o termo regente (verbo tornar) exige a preposição a 
(tem o mesmo sentido e regência do verbo “retornar” – “Alguém 
torna/retorna a algum lugar.”). 
Do outro lado, “casa”, no sentido de lar, não recebe o 
acompanhamento do artigo (“Quando eu for para casa, avisarei.” / 
“Passei o fim de semana em casa.”). Esse “casa” só aceita artigo 
quando identificado como a casa de alguém (“Nunca mais piso na casa 
da minha sogra!”) 
Como o termo regido não aceita o artigo definido, há a ocorrência de 
apenas um “a” , que é a preposição exigida pelo termo regente, não 
ocorrendo crase. Por isso, a construção correta é “bom filho a casa 
torna”. 
Em resumo: só haverá crase (fusão) se houver dois “as” - o termo 
regente exigir a preposição a e o termo regido: 
- for o pronome demonstrativo a(s), aquele(s), aquela(s), 
aquilo; 
- for o pronome relativo a qual / as quais; 
- admitir artigo definido feminino (singular ou plural): a(s). 
Para ter certeza de que a palavra admite o artigo definido 
feminino, construa uma frase em que essa palavra seja o sujeito 
e verifique a possibilidade de colocar o artigo antes dela. 
Exemplo: a palavra escolhida é “você”: não seria possível usar o 
artigo feminino antes desse pronome de tratamento -“A você 
está linda hoje”-, logo não há crase antes de “você”. 
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Nesse resumo estão várias daquelas regras de crase. Não ocorre 
crase: 
 antes de palavra masculina (pois não admite artigo definido 
feminino por ser masculina); 
 antes de verbo (pois não admite artigo definido feminino – 
mesmo quando substantivado, recebe o artigo masculino e não 
feminino – “o ranger”, “o regressar”); 
 antes de pronomes em geral; com exceção dos pronomes 
possessivos (como veremos adiante) e os enumerados no 
resumo (demonstrativos a, aquele, aquela, aquilo, e relativos a 
qual, e seus plurais), todos os demais não admitem artigo 
definido feminino; 
 antes de substantivos em sentido vago, genérico (não 
admitem artigo definido feminino por serem vagos, genéricos, 
como no exemplo do adágio); 
 em expressões de palavras repetidas (cara a cara, dia a dia, 
boca a boca). 
 
Existem alguns casos em que o “a” recebe o acento grave (à) mesmo 
não havendo esse encontro de dois “as”. São os chamados casos 
especiais: 
- locuções femininas, sejam elas adverbiais (à força, à vista), 
adjetivas (à fantasia, à toa), conjuntivas (à medida que, à 
proporção que) ou prepositivas (à espera de, à procura de); 
- diante de masculino, em que esteja subentendida a 
expressão “à moda de”, “à maneira de” (“Ele escrevia à 
Machado de Assis.”, “O artilheiro fez um gol à Romário.”). 
Cuidado: em “bife a cavalo” ou em “frango a passarinho” não 
está subentendida essa expressão (não é à maneira do cavalo ou 
do passarinho) e, por isso, não leva acento. 
 
Por fim, antes de iniciarmos os comentários às questões de prova, 
destacamos dois casos chamados “facultativos”, explicando onde 
reside essa “faculdade”: 
- pronomes possessivos – esses pronomes admitem o artigo 
definido antes de si (“Minha mesa está suja” ou “A minha mesa 
está suja”). Por isso, caso se empregue o pronome possessivo 
com artigo, desde que o termo regente exija preposição a, 
haverá crase (preposição a + artigo definido feminino + 
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possessivo = à sua – “Refiro-me à sua irmã.”); em se 
escolhendo não colocar o artigo antes do possessivo, haverá 
somente a preposição e, por isso, não haverá a ocorrência de 
crase (preposição a + possessivo = a sua - “Refiro-me a sua 
irmã.”). Alguns autores chamam de um caso facultativo de 
crase, mas o que ocorre, na verdade, é o uso opcional do artigo 
definido feminino; 
- com a locução prepositiva “até a” (que é a junção das duas 
preposições: até + a). Havendo um termo regido que admita o 
artigo definido, haverá crase (até a + a = até à – “Andei até à 
entrada de sua casa.”). Essa locução prepositiva equivale à 
preposição “até”, que, quando usada na forma simples, não leva 
à fusão de dois ‘as’, pois só existe um – o artigo (até + a = até 
a - “Andei até a entrada de sua casa.”). Por isso, alguns falam 
simplesmente que, com a preposição “até”, a crase é facultativa. 
Na verdade, o que é facultativo é o uso da locução prepositiva 
“até a” ou da preposição simples “até” – com a primeira, haverá 
crase (até à); com segunda, não (até a). 
 
A maior parte das questões de crase envolvem o esquema “TERMO 
REGENTE + TERMO REGIDO”, como veremos a partir de agora. 
 
QUESTÕES DA FUNDAÇÃO CARLOS CHAGAS - CRASE 
13 - (CEAL – Advogado / Junho 2005) 
Quanto à necessidade ou não do uso do sinal de crase, a frase 
inteiramente correta é: 
(A) Reportamo-nos à inexperiência de um cidadão comum quando é 
candidato a um posto público, mas somos propensos à rejeitar a 
candidatura de um político profissional. 
(B) O culto às aparências é um sintoma da vida moderna, uma vez 
que à elas nos prendemos todos, em nossa vida comum. 
(C) É a gente que cabe identificar os preconceitos, sobretudo os que 
afetam àqueles artistas e profissionais que dão graça à nossa vida. 
(D) Assistimos à exibição descarada de preconceitos, que tantos 
dissabores causam as pessoas, vítimas próximas ou à distância de 
nós. 
(E)) Àqueles que alimentam um preconceito é inútil recomendar 
desprendimento, pois este se reserva às pessoas generosas. 
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Gabarito: E 
Comentário. 
Para confirmar a existência da preposição antes de “aqueles”, é 
necessário, primeiramente, organizarmos a oração na ordem direta. 
Para isso, partimos do verbo ser e, para haver lógica, do adjetivo 
inútil. O que é inútil? Resposta: “recomendar desprendimento”. 
O verbo “recomendar”, na construção, é transitivo direto e indireto 
(Recomendar alguma coisa a alguém). O que se recomenda (ou seja, 
qual é o objeto direto)? Desprendimento. A quem se recomenda 
desprendimento (qual é o objeto indireto?) Àqueles [a + aqueles] 
que alimentam um preconceito. 
Então, seguindo a análise de TERMO REGENTE + TERMO REGIDO, o 
termo regente, verbo “recomendar”, exige a preposição “a”. O termo 
regido é o pronome demonstrativo “aqueles”. Houve crase, devendo 
ser indicado com o acento grave: “Àqueles que alimentam um 
preconceito é inútil recomendar desprendimento” – construção 
perfeita. 
Na seqüência, há outra ocorrência de crase: 
TERMO REGENTE – verbo “reservar”: Alguém reserva alguma coisa a 
alguém. Como está acompanhado do pronome “se” apassivador, o 
pronome “este”, que se refere a “desprendimento” é o sujeito 
paciente. Como vimos na aula sobre verbos, o objeto indireto da voz 
ativa (Fulano reservou alguma coisa a alguém) continua a exercer a 
mesma função na voz passiva (Alguma coisa foi reservada por Fulano 
a alguém) - tópico “Vozes Verbais” da Aula 1 - Verbos. 
Como o termo regente exige a preposição “a” e o termo regido 
(“pessoas generosas”) admite artigo definido feminino plural, há 
ocorrência de crase, estando correta a construção: “...este se reserva 
às pessoas generosas”. 
Os demais itens apresentam as seguintes incorreções. 
(A) Dos dois registros de crase, somente o segundo está incorreto. 
Na primeira ocorrência, o termo regente é o verbo reportar-se, que 
exige a preposição “a” (Alguém se reporta a alguém/alguma coisa). O 
termo regido é o substantivoinexperiência, que aceita o artigo 
definido feminino. Há, portanto, ocorrência de crase, que está 
devidamente indicada pelo acento grave em “Reportamo-nos à 
inexperiência de um cidadão...”. 
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Já no segundo registro, o termo regente “propensos” (adjetivo) exige 
a preposição “a” (Alguém é propenso a alguma coisa). Contudo, o 
termo regido não admite o artigo definido, pois é um verbo (rejeitar). 
A construção seria: “somos propensos a rejeitar a candidatura de um 
político profissional”. 
(B) A primeira ocorrência de crase está corretamente indicada. O 
termo regente culto exige a preposição “a”; o termo regido 
aparências admite o artigo definido feminino plural – há crase: “O 
culto às aparências”. 
Já no segundo, o termo regente, o verbo prender, é transitivo direto 
e indireto e exige a preposição “a” (Alguém se prende a alguma 
coisa); no entanto, o termo regido é o pronome pessoal elas, que não 
admite o artigo definido antes de si. Há, portanto, apenas um “a”, que 
é a preposição – “uma vez que a elas nos prendemos todos, em nossa 
vida comum”. 
(C) O termo regente caber é transitivo indireto (Alguma coisa cabe a 
alguém). A expressão que exerce a função de objeto indireto é “a 
gente”, que, segundo o contexto, apresenta a acepção equivalente a 
“nós”; uma vez antecedida da preposição “a”, forma crase. Para a 
análise, não se deve levar em conta a expressão denotativa “é que”; 
na ordem direta, a construção seria: “identificar os preconceitos 
(sujeito) cabe à gente.”. 
Em seguida, o termo regente, verbo afetar, é transitivo indireto e 
exige a preposição “a” (Alguma coisa afeta a alguém). O termo regido 
é “aqueles artistas e profissionais”. Como a preposição “a”, exigida 
pelo termo regente, se encontra com o pronome demonstrativo 
“aqueles”, há ocorrência de crase, devendo haver o correspondente 
registro: “sobretudo os que afetam àqueles artistas” – crase 
corretamente indicada. 
Finalmente, o termo regente dar é transitivo direto (objeto direto: 
graça) e indireto (obj.indireto: nossa vida), devendo o complemento 
indireto ser precedido da preposição “a”. Como o termo regido é 
iniciado por um pronome possessivo, o emprego de artigo definido 
feminino é facultativo, podendo ocorrer crase ou não (“profissionais 
que dão graça a / à nossa vida”). Portanto, está correta a indicação de 
crase. 
(D) O termo regente, verbo assistir, no sentido de “ver, presenciar”, 
é transitivo indireto, exigindo a preposição “a”. O termo regido é 
“exibição”, que admite artigo definido feminino. Há crase: “Assistimos 
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25
à exibição descarada de preconceitos...”. Correto emprego do acento 
grave. 
O erro está na seqüência: o termo regente, verbo causar, é transitivo 
direto (coisa) e indireto (pessoa) (Fulano causou alguma coisa a 
alguém), regendo a preposição “a”; o termo regido é “pessoas”, que 
admite o artigo definido feminino plural. Houve o registro desse artigo, 
mas faltou a indicação de crase para registrar a existência da 
preposição. A forma correta seria: “que tantos dissabores causam às 
pessoas...”. 
Por fim, a expressão “à distância” é objeto de bastante polêmica. 
A maioria dos gramáticos afirma que, sem especificação, a expressão 
não recebe acento (“Mantenha-se a distância.”). Havendo definição 
dessa distância, usa-se o acento grave (“Mantenha-se à distância de 
10 metros.”). Não se trata de “termo regente – termo regido”. É um 
dos casos especiais mencionados no início dessa parte da aula. 
Contudo (agora vem a polêmica), segundo Celso Luft, atualmente se 
admite o acento nessa construção, considerando-se como locução 
adverbial. 
Note que o examinador, nesta questão, não deixou clara a sua 
posição, ao indicar outro erro de crase antes dessa expressão. Ótimo, 
pois não precisamos nos preocupar em indicar o erro da opção. Mas, 
mesmo assim, todo cuidado é pouco. Leve esse conhecimento para a 
prova e, caso se depare com a polêmica expressão adverbial “a/à 
distância”, analise as demais opções para afirmar se está certo ou 
errado o emprego na questão. 
 
14 - (TCE SP – Agente de Fiscalização Financeira / Dezembro 2005) 
Deduz-se da leitura do texto que seu autor julga Maquiavel ter 
prestado um serviço não apenas aos poderosos governantes, mas 
também aqueles que têm interesse em analisar a exaustão as práticas 
políticas. 
Para correção do texto, são necessárias algumas correções. Julgue as 
substituições propostas abaixo. 
I. aqueles por àqueles. 
II. a exaustão por à exaustão. 
 
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Itens CORRETOS. 
Comentário. 
I – O termo regente, a locução verbal “ter prestado”, é transitiva 
direta (um serviço) e indireta, regendo a preposição “a” antes do 
objeto indireto, que, na construção, são dois: poderosos 
governantes e aqueles. 
“ter prestado um serviço não apenas aos poderosos governantes, mas 
também [ter prestado um serviço] aqueles que têm interesse...” 
O primeiro termo regido (poderosos governantes) foi corretamente 
precedido de preposição, formando “aos”. O segundo, contudo, está 
incorretamente grafado. A preposição “a”, exigida pelo termo regente, 
ao se encontrar com o pronome demonstrativo “aqueles” forma crase 
– “...mas também àqueles que têm interesse...”. 
II - Logo após, a locução adverbial feminina “à exaustão” recebe 
acento grave: “... interesse em analisar à exaustão as práticas 
políticas”. 
 
15 - (Auditor Fiscal BA / Julho 2004) 
A frase totalmente de acordo com a norma padrão da língua escrita é: 
(A) Devido à circunstância de não conterem eles a curiosidade, o 
pesquisador quis, com toda discrição, deixar claro que naquele 
momento se restringiria a citar a etimologia da palavra. 
(B) O tema suscitou interesse que chegaram à pedir ao palestrante 
que lhes desse o privilégio de voltar, onde poderiam tirar dúvidas 
acerca do que tinham ouvido. 
(C) Por todos os ângulos que se observe o pós-modernismo, não se 
pode minimizar a questão do modo que ele é entendido, sob pena de 
os artistas serem mal-compreendidos. 
(D) Se os debatedores interviessem, mas sem reivindicar legitimidade 
exclusiva à seus pontos de vista, teria sido mais fácil pôr em ordem o 
que era efetivamente relevante. 
(E) Na medida em que os dados gerais eram compreendidos, a platéia 
manifestava um misto de entusiasmo e de vontade de saber mais, por 
isso adviram perguntas mais complexas. 
 
Gabarito: A 
Comentário. 
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A locução prepositiva “devido a” tem origem na forma participial 
adjetiva do verbo dever (devido). 
Como assim “forma participial adjetiva”? QUEDIABÉISSO? 
CALMA! Vimos que o particípio é uma forma nominal que, muitas 
vezes, exerce a função que seria própria de um adjetivo, lembra? 
“Roupa lavada (adjetivo / particípio do verbo lavar)”, “cabelo penteado 
(adjetivo / particípio do verbo pentear)”, não foi? 
Então, na função adjetiva, a palavra “devido” (adjetivo / particípio do 
verbo dever) concorda em gênero e número com o substantivo 
correspondente e rege a preposição a: “Sua ausência devida a 
problemas de saúde foi notada.”, “Muitos acidentes devidos à falta de 
prudência dos motoristas são registrados nas estradas brasileiras.”. 
Apesar de condenada por diversos puristas, que acham que essa 
palavra só deve ser empregada na função adjetiva, a forma 
prepositiva “devido a” é abonada por ilustres como Celso Luft, sendo 
constantemente apresentada em questões de prova. 
Quando presente na locução prepositiva (devido a), o vocábulo 
“devido” não se flexiona (pertence ao conjunto de palavras 
invariáveis) – “Devido aos problemas de saúde, ela não veio.”,“Muitos acidentes ocorrem devido à falta de prudência dos 
motoristas.”. 
A preposição a, que faz parte da locução, poderá se contrair ao artigo 
subseqüente, no esquema “termo regente – termo regido”, como 
vimos recorrentemente neste estudo, havendo crase se o termo regido 
admitir artigo definido feminino (“O espetáculo foi cancelado devido à 
chuva”). 
 
Assim, na opção (A), o termo regente é devido a. O termo regido é 
circunstância, que aceita o artigo definido feminino. Forma-se, 
então, crase – “Devido à circunstância de não conterem eles ...”. 
Adiante, o termo regente restringir-se exige a preposição “a”, mas o 
termo regido “citar” não admite artigo definido feminino. Assim, há 
somente a preposição, não sendo devido o acento grave. 
Essa opção (A) está certa! 
 
Em relação às demais opções, houve deslizes de diversas espécies, 
inclusive de crase. 
(B) A locução verbal “chegaram a pedir” comporta somente a 
preposição, não há artigo antes do verbo principal e, assim, não há 
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justificativa para o acento grave. Em resumo, em locução verbal, 
não há crase. 
Além disso, houve impropriedade ao empregar o pronome relativo 
“onde”, que só pode se referir a lugar ou algo que a isso se assemelhe. 
Em seu lugar, deveria ter sido usado “quando” (“No momento em que 
o palestrante voltasse, poderiam tirar dúvidas”). Sobre o emprego de 
pronomes relativos, falaremos na próxima aula. 
(C) Os deslizes foram: sintaxe de regência e emprego de pronome 
relativo. Alguém observa alguma coisa de um determinado ângulo. 
Assim, “Por todos os ângulos de que se observe o pós-modernismo”. 
Em seguida, “alguma coisa é entendida de determinado modo”. O 
pronome que se presta a indicar “modo” é “como”. Assim, a 
construção deveria ser: “...não se pode minimizar a questão do modo 
como ele é entendido”. 
(D) O termo regente exclusiva exige a preposição “a”. O termo regido 
“seus pontos de vista” não admite o emprego de artigo definido 
feminino, por ser masculino e plural. Assim, há apenas a preposição: 
“sem reivindicar legitimidade exclusiva a seus pontos de vista.” 
(E) Como mencionamos na aula sobre verbos, a FCC adora o verbo 
“advir”. Ele é derivado do verbo vir e deve ser conjugado tendo-o por 
paradigma: (vieram = advieram) “por isso advieram perguntas mais 
complexas”. 
 
16 - (TRE MG – Analista Judiciário / Julho 2005) 
Justifica-se o sinal de crase em ambos os elementos sublinhados na 
frase: 
(A) Opõe-se o autor àqueles fundamentalistas que não admitem rever 
os resultados à que chegaram. 
(B) Hawking dispôs-se à apresentar a um plenário de cientistas 
correções à sua teoria dos buracos negros. 
(C) A quem aspira às certezas dogmáticas não satisfarão as hipóteses 
de trabalho, sempre sujeitas à alguma revisão. 
(D)) Hawking filia-se à tradição dos grandes cientistas, que sempre 
souberam curvar-se às evidências de um equívoco. 
(E) Fundamentalista é todo aquele que prefere às certezas dogmáticas 
às hipóteses sujeitas a verificação e a erro. 
 
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Gabarito: D 
Comentário. 
O termo regente, filiar-se, exige preposição “a”. O termo regido 
“tradição” admite artigo definido feminino. Há crase: “Hawking filia-se 
à tradição dos grandes cientistas”. 
Na segunda passagem, o termo regente, curvar-se, exige a 
preposição “a”, e o termo regido evidências admite artigo definido 
feminino plural. Há novamente crase: “sempre souberam curvar-se às 
evidências de um equívoco”. Como as duas ocorrências devem ser 
acentuadas, essa é a resposta certa. 
Vamos analisar as demais opções. 
(A) O termo regente, verbo opor, é transitivo direto e indireto, 
exigindo a preposição “a” (Alguém se opõe a alguma coisa). O termo 
regido é “aqueles fundamentalistas”. A contração da preposição com o 
“a” do pronome demonstrativo “aqueles” é indicada com o acento: 
“àqueles”. Essa indicação está correta. 
A segunda, no entanto, está incorreta. Em “não admitem rever os 
resultados à que chegaram”, o pronome relativo “que” substitui “os 
resultados” em uma oração subordinada adjetiva. O verbo chegar 
exige a preposição “a”, que irá anteceder o pronome relativo. No 
entanto, antes do pronome relativo, não há artigo definido feminino. 
Assim, antes do pronome relativo, há apenas a preposição, não 
havendo justificativa para a indicação de crase: “não admitem rever os 
resultados a que chegaram”. 
(B) O termo regente, verbo dispor-se (pronominal), é transitivo 
indireto, exigindo a preposição “a” (Alguém se dispõe a alguma coisa). 
O termo regido, contudo, é oracional, não admitindo, assim, um artigo 
definido feminino. Há apenas a preposição: “Hawking dispôs-se a 
apresentar...”. Está incorreta a indicação de crase. 
Em seguida, o termo regente correções exige a preposição “a”. O 
termo regido é precedido por um pronome possessivo feminino. Assim, 
está correta a indicação de crase, por ser facultativo o emprego do 
artigo definido feminino antes do pronome possessivo (“correções a/à 
sua teoria dos buracos negros). 
(C) O termo regente, verbo aspirar, no sentido de “desejar”, é 
transitivo indireto, com a preposição “a”. O termo regido é “certezas 
dogmáticas”, que admite o artigo definido feminino. Há crase, 
corretamente indicada: “A quem aspira às certezas dogmáticas”. 
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Na segunda passagem de indicação de crase, o termo regente 
sujeitas exige a preposição “a”, mas o termo regido não admite artigo 
definido feminino (alguma revisão). Na dúvida, construa uma oração 
em que essa expressão seja o sujeito: “Alguma revisão deverá ser 
feita.”. Perceba que você não poderia construir “A alguma revisão...”. 
Isso porque essa expressão apresenta valor genérico, vago. Assim, o 
único “a” é a preposição, não havendo acento grave: “sempre sujeitas 
a alguma revisão”. 
(E) Vamos falar agora sobre a regência do verbo preferir. Este verbo, 
na construção, é transitivo direto e indireto, exigindo a preposição “a”. 
Assim, não pode haver duas indicações de crase. Somente antes do 
objeto indireto é cabível, se o termo regido admitir o artigo definido 
feminino. O primeiro elemento (certezas dogmáticas) exerce a função 
de objeto direto, havendo somente o artigo definido feminino (“prefere 
as certezas dogmáticas”), enquanto que o segundo exerce a função de 
objeto indireto. Como o termo regido (hipóteses) admite artigo 
definido feminino, é devida a indicação de crase: “prefere as certezas 
dogmáticas às hipóteses sujeitas a verificação e a erro”. 
Apesar de não ter sido objeto da questão, vamos analisar esta última 
passagem. O termo regente (sujeitas) exige preposição. Por uma 
questão de paralelismo sintático, tanto o primeiro termo regido 
(verificação) quanto o segundo (erro), por terem sido empregados de 
maneira genérica, encontram-se indefinidos, ou seja, sem artigos. 
Assim, está impossibilitada a ocorrência de crase, pois o que há é 
apenas preposição exigida pelo termo regente (“sujeitas a verificação 
e a erro”). 
O que é paralelismo sintático? Havendo dois ou mais elementos de 
idêntica função sintática, o que for feito com um, deve ser repetido 
nos demais (são raros os casos em que isso não acontece, sempre 
levando em consideração o contexto). Assim, se fosse empregado o 
artigo antes do primeiro, o mesmo deveria ser feito em relação ao 
segundo. 
 
17 - (TRT 15ª Região – Técnico Judiciário / Setembro 2004) 
Uma das maiores causas de desigualdade social prende-se...... 
dificuldade de acesso ...... informação e qualificação, essenciais ...... 
conquista de um salário mais digno. 
Para completar corretamente a frase, as lacunas devem ser 
preenchidas, respectivamente, por: 
(A) à - à - à 
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(B) à - à - a 
(C) à - a - a 
(D) a - a - à 
(E) a - à - à 
 
Gabarito: A 
Comentário. 
1ª lacuna: Termo regente: prender-se, verbo transitivo direto 
(pronominal) e indireto, exigindo a preposição “a” (Alguém se prende 
a alguma coisa). Termo regido: dificuldade, admite artigo definido 
feminino. Há crase: “prende-se à dificuldade de acesso”. 
2ª lacuna: Nesta opção, há duas possibilidades de construção – com 
acento ou sem acento. Vamos à análise. 
Termo regente: acesso, exige preposição “a” (Alguém tem acesso a 
alguma coisa). Termo regido: informação e qualificação. 
Termo regido: 
Primeira possibilidade: Apesar de esses vocábulos admitirem 
artigos definidos, não haveria o seu emprego por estarem usados 
em sentido vago, genérico (não é uma certa informação, é 
qualquer informação), como na oração “Informação e 
qualificação são elementos indispensáveis a um candidato”. 
Assim, haveria apenas a preposição: “dificuldade de acesso a 
informação e qualificação”. 
Segunda possibilidade: No emprego de palavras coordenadas, ou 
seja, palavras que exerçam a mesma função sintática, em que 
ambas sejam regidas pela mesma preposição, pode-se repetir a 
preposição e, caso haja definição, contraí-la ao artigo (“acesso à 
informação e à qualificação”). Neste caso, enfatiza-se cada um 
dos elementos. Contudo, é desnecessária essa repetição se o 
objetivo for enfatizar o grupo que esses elementos formam. Nesta 
hipótese, os gramáticos indicam que, se não se repetir a 
preposição, não se deve repetir o artigo, recaindo a ênfase no 
conjunto. Assim, a preposição contraída com o artigo antecede 
apenas o primeiro elemento (“acesso à informação e 
qualificação”). 
Assim, essa segunda lacuna poderia ser preenchida das seguintes 
formas: a (sentido genérico – apenas a preposição) ou à (sentido 
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determinado, mas enfatizando-se o grupo que os dois elementos 
formam). 
3ª lacuna: Termo regente: essenciais, exige preposição “a” (Coisas 
são essenciais a algo/alguém). Termo regido: conquista, admite 
artigo definido feminino. Há crase: “essenciais à conquista de um 
salário mais digno”. 
A opção da banca em relação à segunda lacuna foi pela segunda forma 
(à), uma vez que não há a opção à / a / à . A resposta, portanto, é 
(A): à / à / à. 
 
 
 
 
18 - (TRT 15ª Região – Analista Judiciário / Setembro 2004) 
É preciso limitar as conclusões ...... poucas informações e ...... 
discussões referentes ...... pesquisa. 
Para completar corretamente a frase as lacunas deverão ser 
preenchidas, respectivamente, por: 
(A) à - as - à 
(B))a - às - à 
(C) a - às - a 
(D) à - às - à 
(E) a - as - a 
 
Gabarito: B 
Comentário. 
1ª lacuna: Termo regente: limitar. Na construção, é transitivo direto 
e indireto, regendo a preposição “a” (Alguém limita alguma coisa a 
algo). Termo regido: poucas informações. Por estar usado em 
sentido genérico, sem artigo definido (como em: “Dispomos de poucas 
informações”; “Poucas informações são suficientes para 
entendermos”). Assim, não há crase (somente preposição “a”): “É 
preciso limitar as conclusões a poucas informações”. 
2ª lacuna: Termo regente: limitar (o mesmo termo regente do 
primeiro caso). Termo regido: discussões. Este vocábulo, ao contrário 
do primeiro termo regido, está sendo usado em sentido específico: não 
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são quaisquer discussões; são as “discussões referentes ... pesquisa”. 
Então o termo regido admite o artigo definido feminino, ocorrendo 
crase: “às discussões...” 
3ª lacuna: Termo regente: referente; este adjetivo exige preposição 
“a” (Algo é referente a alguma coisa). Termo regido: pesquisa. A 
partir do contexto, percebe-se o uso determinado de “pesquisa” – é a 
que está sendo realizada. Assim, o substantivo admite o artigo 
definido feminino: “referentes à pesquisa”. 
 
19 - (TRT 22ª Região – Auxiliar Judiciário / Novembro 2004) 
Os dados comprovam que, de janeiro ...... julho deste ano, houve 
aumento na produção de veículos, em comparação com ...... obtida no 
ano passado. As montadoras passaram ...... exportar uma parte dessa 
produção. 
As lacunas da frase acima devem ser corretamente preenchidas por 
(A) a - a - a 
(B) à - à - a 
(C) à - a - à 
(D) a - à - a 
(E) a - à - à 
 
Gabarito: A 
Comentário. 
1ª lacuna: Para começar, analise uma outra estrutura: “A loja funciona 
das 10h .... 18h”. Há um artigo (contraído com a preposição “de”) 
antes do primeiro elemento (das 10h). Então, deve haver artigo antes 
do segundo. Como já existe uma preposição “a”, ocorre a fusão: “das 
10h às 18h”. A isso se dá o nome de paralelismo sintático (Lembra? O 
que acontece com um elemento ocorre também com os demais de 
mesma função sintática). 
Note, agora, que antes de “janeiro” há somente uma preposição 
(“de”), não há artigo. Pois, se não há artigo antes do primeiro 
elemento, não pode haver antes dos demais. A relação é “de ... a ...”, 
somente com preposições. Por isso, não há crase: “de janeiro a julho”. 
Paralelismo nele! 
2ª lacuna: Na expressão “em comparação com” já existe uma 
preposição (“com”), o que impossibilita a existência da preposição “a”. 
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O que irá preencher a lacuna é o pronome demonstrativo “a”, 
equivalente a “aquela”, que se refere à palavra “produção” (“houve 
aumento na produção de veículos, em comparação com [a produção] 
obtida no ano passado”). Não há dois “as”, somente um - o pronome 
demonstrativo. Portanto, não há crase: “em comparação com a 
obtida...”. 
3ª lacuna: Em locução verbal, há apenas preposição, sem artigo. Por 
isso, não há crase: “As montadoras passaram a exportar”. 
A ordem será: a, a, a – opção (A) 
 
20 - (TRT 23ª Região - Analista Judiciário/Outubro 2004) 
Busca-se ...... muito tempo uma linguagem adequada ...... expressão 
das leis e ...... outras questões sociais. 
As lacunas da frase acima serão corretamente preenchidas por 
(A) a - à - à 
(B) há - a - a 
(C) a - a - à 
(D) a - à - a 
(E)) há - à - a 
 
Gabarito: E 
Comentário. 
1ª lacuna: Indica-se, no primeiro período, a transposição de tempo. 
Para isso, deve-se usar o verbo haver, que, no sentido de tempo 
decorrido, não se flexiona (é impessoal, não possui sujeito). Essa 
lacuna é preenchida por “Busca-se há muito tempo...”. 
2ª lacuna: Termo regente: adequada, adjetivo que exige a 
preposição “a” (Alguma coisa é adequada a outra). Termo regido: 
expressão das leis, que admite artigo definido feminino. Há crase: 
“uma linguagem adequada à expressão das leis”. 
3ª lacuna: Termo regente: adequada (o mesmo da lacuna anterior). 
Termo regido: “outras questões sociais”, que, por não estar 
determinado (usado em sentido genérico: ‘tantas outras questões 
sociais’ ou ‘quaisquer outras questões sociais’), não admite artigo: 
“uma linguagem adequada (...) a outras questões sociais”. 
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Note que há uma situação especial (uso de expressões em sentido 
vago) que permite a “quebra” do paralelismo sintático (usou artigo 
antes da primeira, mas não usou antes da segunda). 
 
21 - (TRT 24ª Região – Técnico Judiciário / Março 2006) 
A cidade de Corumbá, que se situa ...... margens do rio Paraguai e 
...... uma distância de 420 quilômetros de Campo Grande, recebe 
turistas sempre dispostos ...... pescar. 
As lacunas da frase acima estarão corretamente preenchidas, 
respectivamente, por 
(A)) às - a - a 
(B) às - à - a 
(C) às - à - à 
(D) as - a - à 
(E) as - à - à 
 
Gabarito: A 
Comentário. 
Essa questão apresenta um erro de regência,mas quem quisesse 
acertar a questão deveria “tampar o nariz” e “engolir” a preposição da 
primeira lacuna como correta. 
1ª lacuna: Termo regente: situar-se, na acepção de “estar 
localizado”, rege a preposição em, e não a preposição “a”, como 
apresentado pelo examinador. Como em nenhuma das opções vimos o 
respeito à sintaxe original do verbo, vamos relevar o erro, empregar a 
preposição “a” e continuar a análise (É assim que se faz prova. Não 
adianta “brigar” com a banca no momento em que se faz a prova: 
tente acertar a questão; se errar, a briga começa na segunda-feira, 
com os recursos). 
Termo regido: margens, que aceita artigo definido feminino plural. 
Assim, considerando a hipótese de ser empregada a preposição “a”, a 
construção seria “que se situa às margens do rio Paraguai”. 
Uma boa maneira de lembrar a regência de alguns verbos. Os que 
indicam movimento, normalmente apresentam a preposição “a” 
(chegar a, ir a, dirigir-se a), enquanto que os indicativos de “situação 
estática” regem preposição “em” (situar em, morar em, residir em). 
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2ª lacuna: Ao se indicar tempo futuro ou distância, usa-se a 
preposição “a” (como em “A dez minutos do fim do jogo [idéia futura], 
ele fez o gol” ou “Minha casa fica a 3km do centro da cidade 
[distância].”). Assim, a lacuna será preenchida como: “...e a uma 
distância de 420 quilômetros de Campo Grande”. 
3ª lacuna: Termo regente: dispostos, que exige a preposição “a” 
(Alguém está disposto a alguma coisa). Termo regido: pescar, que, 
por ser um verbo, não admite artigo definido feminino. Não há crase: 
“recebe turistas sempre dispostos a pescar”. 
As opções são: às (aghhhh...), a, a. Resposta correta é a letra (A). 
Em tempo, veja o que diz o Dicionário Prático de Regência Verbal, de 
Celso Luft, sobre o verbo situar: 
TDI [verbo transitivo direto e indireto]: situá-lo em, entre...TDpI 
[verbo transitivo direto (pronominal) e indireto] situar-se em, entre... 
Colocar(-se); pôr(-se): situar as coisas no seu devido lugar. Situar(-
se) alguém entre os cidadãos mais conceituados. Situar(-se) em 
determinadas condições. 
Construir, edificar (em lugar próprio ou escolhido) (TDI); estar 
edificado ou localizado (TDpI): Situar(-se) uma casa numa esquina, 
entre árvores, entre dois edifícios, ... Dispor(-se) geograficamente 
Essa última acepção foi a empregada na questão. Percebe-se, 
portanto, que o verbo transitivo direto (pronominal) e indireto rege a 
preposição em. 
 
22 - (TRT 22ª Região – Analista Judiciário / Novembro 2004) 
Quanto ao uso, ou não, do sinal de crase, a frase inteiramente correta 
é: 
(A) Acaba de chegar a América um grupo de sudaneses, à que se 
darão diferentes destinos, certamente à revelia desses jovens, que 
chegaram como refugiados. 
(B) O autor supõe que, tendo em vista à quantidade de leis às quais 
deverão obediência, os jovens refugiados passarão por poucas e boas, 
até a completa adaptação. 
(C)) As normas da tribo, às quais faz o autor referência, são poucas e 
implícitas, visam à boa prática de valores consensuais, e não a uma 
mera catalogação de obrigações. 
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(D) A angústia a que submeteremos esses jovens dever-se-á não 
apenas à essa quantidade de leis, mas sobretudo à maneira artificial 
pela qual pretendem aplicar-se à realidade. 
(E) Quando à cada nova obrigação miúda corresponder uma nova 
norma, não haverá como pôr termo a inchação dos códigos, à uma 
sempre crescente lengalenga de leis. 
 
Gabarito: C 
Comentário. 
Primeira ocorrência de crase - termo regente: referência, exige 
preposição “a” (Alguém faz referência a alguma coisa); termo regido: 
pronome relativo “as quais”, que se refere a “normas [da tribo]”. Há 
crase: “As normas da tribo, às quais faz o autor referência...”. Na 
dúvida, substitua “as quais” pelo relativo “que” : “As normas da tribo, 
a que faz o autor referência...”. Você nota a existência da preposição, 
que, associada ao “a” de “as quais”, forma crase. 
Segunda ocorrência de crase – termo regente: visar, que, no sentido 
de “ter como objetivo”, rege a preposição “a”; termo regido: boa 
prática, que aceita o artigo definido feminino. Há crase: “visam à boa 
prática de valores consensuais”. Na seqüência, o outro complemento 
do verbo “visar” está antecedido do artigo indefinido, não ocorrendo 
a fusão de dois “as”: “... e não [visam] a uma mera catalogação de 
obrigações”. 
Esta opção está inteiramente correta. Vamos à análise das demais: 
(A) Para começar, vamos verificar se antes do topônimo (nome de 
lugar) “América” podemos empregar o artigo definido feminino. Se o 
topônimo aceitar um artigo definido feminino antes do nome do lugar 
e houver um termo regente a exigir a preposição, haverá a ocorrência 
de crase. 
Para confirmar o emprego do artigo feminino, é plenamente válido o 
teste com o verbo ‘morar’ – “Eu morei na (em + a) Bahia”. Então 
“Bahia” é um topônimo que aceita o artigo definido feminino. Assim, 
na construção “Eu fui à Bahia”, há crase por existir, como termo 
regente, o verbo ir, que exige preposição a, e, no termo regido, o 
substantivo Bahia, que aceita artigo definido feminino. Aplica-se, 
portanto, a regra geral de análise termo regido - termo regente. 
Vamos analisar “América”. Usando o verbo morar, a construção seria: 
“Eu morei na América” (e não “em América”). Assim, concluímos que 
“América” é um topônimo que aceita artigo definido feminino. Como o 
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termo regente é chegar, verbo que exige a preposição “a” (Alguém 
chega a algum lugar), há crase: “Acaba de chegar à América...”. 
Em seguida, o pronome relativo “que” em “à que se darão diferente 
destinos”, refere-se a um grupo de sudaneses. Alguém dá destino a 
alguém/alguma coisa. Há exigência da preposição “a”. Contudo, o 
termo regido é o pronome relativo, que não admite artigo definido 
feminino. Assim, há apenas a preposição: “um grupo de sudaneses, a 
que se darão diferentes destinos”. 
Está correta a acentuação da expressão adverbial feminina “à 
revelia”. Como vimos, as locuções femininas, sejam elas adverbiais, 
prepositivas, adjetivas ou conjuntivas, recebem acento grave sem que 
haja necessidade de haver um “termo regente” (destaque apenas para 
a locução adverbial “à/a distância”, objeto de comentário na questão 
13). 
(B) É bastante válida a troca do feminino para o masculino para a 
verificação de ocorrência da crase. Em “tendo em vista à quantidade 
de leis”, vamos trocar o termo regido por um masculino: número – 
“tendo em vista o número de leis”. Nota-se, com isso, que não há 
preposição a reger essa expressão substantiva. Não há, portanto, 
justificativa para o acento grave: “tendo em vista a quantidade de 
leis”. 
O verbo obedecer é transitivo indireto, regendo a preposição “a”. 
Assim, “Os jovens devem obediência às leis”. Só que, no lugar de 
“leis”, está o pronome relativo “as quais”. O encontro da preposição 
“a”, exigida pelo verbo, com o “a” de “as quais” forma crase, 
corretamente indicada (às quais). 
(D) O verbo submeter é transitivo direto (de pessoa) e indireto (de 
coisa), regendo a preposição “a” (Fulano submete Beltrano a alguma 
situação). O termo regido é o pronome relativo, que substitui a 
palavra “angústia”. Está correta, portanto, a forma “A angústia a que 
submeteremos esses jovens”, sem acentuação por haver somente 
preposição, já que não pode haver artigo antes do pronome relativo. 
Em seguida, o termo regente dever-se exige a preposição “a”. O 
termo regido, contudo, é o pronome demonstrativo “essa”, em “essa 
quantidade de leis”. Esse pronome não aceita artigo definido antes de 
si. Para confirmar, colocamos a estrutura na função de sujeito: “Essa 
reivindicaçãonão produz resultados”. Não se admite: “A essa 
reivindicação não produz resultados.”. 
Assim, o único “a” é a preposição: “não apenas a essa quantidade de 
leis”. Na seqüência, com o mesmo termo regente, dever-se, o termo 
regido maneira artificial admite artigo definido feminino, havendo a 
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ocorrência de crase: “mas sobretudo à maneira artificial”. Finalmente, 
a última ocorrência de crase também está corretamente indicada: o 
termo regente aplicar-se rege a preposição “a”, enquanto que 
realidade, o termo regido, aceita artigo definido feminino (“pela qual 
pretendem aplicar-se à realidade”). 
(E) Para facilitar a análise, vamos dispor os elementos da primeira 
oração na ordem direta: “Quando uma nova norma corresponder à 
cada nova obrigação...”. O termo regente corresponder é transitivo 
indireto e exige a preposição “a” (Algo corresponde a outra coisa). O 
termo regido, contudo, é “cada nova obrigação”. Essa estrutura não 
admite artigo definido feminino antes de si. Assim, não há crase: 
“Quando a cada nova obrigação miúda corresponder uma nova 
norma”. 
Na oração seguinte, há outro deslize. Alguém põe termo (limite, fim) a 
alguma coisa. O termo regente exige preposição “a”. O termo regido 
inchação aceita artigo definido feminino. Há crase: “não haverá como 
pôr termo à inchação dos códigos”. O próximo termo regido desse 
mesmo termo regente (“pôr termo ... à uma sempre crescente 
lengalenga de leis”), contudo, está antecedido de um artigo 
indefinido, o que impede o emprego de um artigo definido. Não há 
crase: “a uma sempre crescente lengalenga de leis”. 
 
Chegamos ao fim da aula de hoje. 
A partir de hoje, não quero ver ninguém falando que errou uma 
questão de crase, hem???? Na maior parte das questões, é só 
estabelecer aquela relação “termo regente x termo regido” e contar 
com o pontinho garantido! 
No próximo encontro, voltaremos a tratar de muitos desses pontos, já 
que as questões que abordam pronomes relativos exploram também, 
em sua maioria, aspectos de sintaxe de regência. 
Até lá. 
 
LISTA DAS QUESTÕES COMENTADAS 
1 - (TRT 13ª Região – Analista Judiciário / Dezembro 2005) 
A expressão de que preenche corretamente a lacuna da frase: 
(A) Continuamos a avaliar ...... seria melhor se você desistisse da 
eleição. 
(B) A fonte ....... saciará nossa sede fica no alto daquela encosta. 
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(C)) Há sonhos ...... é impossível se desviar, quando se pensa no 
futuro. 
(D) Todos os momentos ...... devaneamos ficaram impressos na minha 
memória. 
(E) Dos livros ...... me ative nos últimos dias, apenas dois têm grande 
valor. 
 
2 - (TCE SP – Agente de Fiscalização Financeira / Dezembro 2005) 
As expressões de que e com que preenchem corretamente, nessa 
ordem, as lacunas da frase: 
(A)) O prestígio ...... o texto de Maquiavel desfruta até hoje é 
merecido, pois é um tratado político ...... muitos têm muito a 
aprender. 
(B) As qualidades morais ...... muitos estavam habituados a considerar 
como tais foram substituídas pelas políticas, no tratado ...... Maquiavel 
tornou uma obra basilar. 
(C) Os valores abstratos ...... muita gente costuma cultuar não 
tinham, para Maquiavel, qualquer aplicação ...... pudesse se valer na 
análise da política. 
(D) O adjetivo maquiavélico, ...... muitos utilizam para denegrir o 
caráter de alguém, ganhou uma acepção ...... costumam discordar os 
cientistas políticos. 
(E) A leitura de O Príncipe, ...... muita gente até hoje se entrega, 
interessa a todos ...... se sintam envolvidos na lógica da política. 
 
3 - (TRE MG – Analista Judiciário / Julho 2005) 
Para entender o de que vou aqui tratar não é necessário saber o que 
são os buracos negros. 
A frase acima permanecerá correta caso se substitua o elemento 
sublinhado por 
(A) o de que aqui me referirei. 
(B) aquilo que irei aludir. 
(C) o que aqui me reportarei. 
(D) àquilo de que aqui exporei. 
(E)) o de que aqui me ocuparei. 
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4 - (TRE AP – Analista Judiciário / Janeiro 2006) 
Quando lhe disseram que também se caçam borboletas e andorinhas... 
A frase cujo verbo, também grifado, apresenta regência idêntica à do 
grifado na frase acima é: 
(A) ...que fez uma viagem de exploração à América do Sul... 
(B)...que sabem reduzir a cabeça de um morto... 
(C) Queria assistir a uma dessas operações... 
(D) ...que ele tinha contas a acertar... 
(E) Ele não me fez nenhum mal! 
 
5 - (TCE MA – Analista / Novembro 2005) 
 ... os portos da Amazônia têm um sistema de braços flutuantes... 
O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o do grifado 
acima está na frase: 
(A) ... choveu menos na Amazônia. 
(B) ... assim como aconteceu no início do século XX. 
(C)) ... duplicando o impacto sobre o ambiente. 
(D) ... que se trata de variações médias ao longo de três décadas. 
(E) ... a atual seca se torna mais relativa. 
 
6 - (TRE AP – Analista Judiciário / Janeiro 2006) 
... é que elas não têm cheiro, nem temperaturas, nem ruídos, nem 
mosquitos... 
O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o do grifado 
acima está na frase: 
(A) Nada, enfim, do que acontece nas desconfortáveis paisagens reais. 
(B) Agradeci-lhe, horrorizado. 
(C) Porque a poesia não é apenas a verdade... 
(D) Jamais acreditei em observação direta... 
(E)) Não se pode conhecer nada num minuto... 
 
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7 - (TRT 15ª Região – Técnico Judiciário / Setembro 2004) 
O Conselho Nacional de Justiça precisará de segmentos setoriais... (1o 
parágrafo) 
O mesmo tipo de complemento exigido pelo verbo grifado acima está 
na frase: 
(A) ... tornando-a mais rápida... 
(B) ... limita a liberdade dos juízes... 
(C) ... e pode permitir a influência do Executivo... 
(D) ... se a aplicação for restrita a matérias tributárias... 
(E) ... mas valem apenas para os advogados privados... 
 
8 - (TRT 24ª Região – Técnico Judiciário / Março 2006) 
Para responder a esta questão, considere o fragmento, reproduzido 
abaixo, de um informe publicitário da Prefeitura Municipal de Campo 
Grande. 
 QUALIDADE DE VIDA 
Campo Grande é uma das capitais brasileiras que oferece melhor 
índice de qualidade de vida. Urbanizada, arborizada, sem favelas 
e com avenidas largas, a Capital do Mato Grosso do Sul registra 
alto índice de satisfação de seus moradores e empreendedores. 
Julgue a assertiva abaixo a partir dos elementos no texto existentes, 
é: 
(A) Os verbos oferecer e registrar exigem o mesmo tipo de 
complemento. 
 
9 - (Procurador BACEN / Janeiro 2006) 
 ... e as cotações generosas empolgam os usineiros ... 
O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o do grifado 
acima está na frase: 
(A) Nem só de problemas vive o campo. 
(B) Enquanto estrelas de primeira grandeza como a soja vergam sob 
uma conjuntura desfavorável ... 
(C) A razão é a alta do petróleo ... 
(D)) ... e há meia centena de novas usinas projetadas ... 
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(E) ... que torna o álcool um combustível atraente. 
 
10 - (TRE MG – Técnico / Julho 2005) 
As liberdades ...... se refere o autor dizem respeito a direitos ...... se 
ocupa a nossa Constituição. 
Preenchem de modo correto as lacunas da frase acima, na ordem 
dada, as expressões: 
(A)) a que - de que 
(B) de que - com que 
(C) a cujas - de cujos 
(D) à que - em que 
(E) em que - aos quais 
 
11 - (CEAL – Advogado / Junho 2005) 
O culto das aparências é a chave que nos dá acesso ao prestígio 
público. 
Caso se substitua, na frase acima,culto por zelo e dá acesso por 
franqueia, as expressões sublinhadas devem ser substituídas, 
respectivamente, por 
(A) nas aparências - no prestígio. 
(B) às aparências - do prestígio. 
(C)) pelas aparências - o prestígio. 
(D) pelas aparências - pelo prestígio. 
(E) nas aparências - para com o prestígio. 
 
12 - (IPEA Assessor Especializado / Novembro 2004) 
Na frase Preferimos confiar e acreditar nas coisas..., a expressão 
sublinhada complementa corretamente, ao mesmo tempo, dois verbos 
que têm a mesma regência: confiar em, acreditar em. Do mesmo 
modo, está também correta a seguinte construção: Preferimos 
(A) ignorar e desconfiar das coisas... 
(B) subestimar e descuidar das coisas... 
(C) não suspeitar e negligenciar as coisas... 
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(D) nos desviar e evitar as coisas... 
(E))nos contrapor e resistir às coisas... 
 
13 - (CEAL – Advogado / Junho 2005) 
Quanto à necessidade ou não do uso do sinal de crase, a frase 
inteiramente correta é: 
(A) Reportamo-nos à inexperiência de um cidadão comum quando é 
candidato a um posto público, mas somos propensos à rejeitar a 
candidatura de um político profissional. 
(B) O culto às aparências é um sintoma da vida moderna, uma vez 
que à elas nos prendemos todos, em nossa vida comum. 
(C) É a gente que cabe identificar os preconceitos, sobretudo os que 
afetam àqueles artistas e profissionais que dão graça à nossa vida. 
(D) Assistimos à exibição descarada de preconceitos, que tantos 
dissabores causam as pessoas, vítimas próximas ou à distância de 
nós. 
(E)) Àqueles que alimentam um preconceito é inútil recomendar 
desprendimento, pois este se reserva às pessoas generosas. 
 
14 - (TCE SP – Agente de Fiscalização Financeira / Dezembro 2005) 
Deduz-se da leitura do texto que seu autor julga Maquiavel ter 
prestado um serviço não apenas aos poderosos governantes, mas 
também aqueles que têm interesse em analisar a exaustão as práticas 
políticas. 
Para correção do texto, são necessárias algumas correções. Julgue as 
substituições propostas abaixo. 
I. aqueles por àqueles. 
II. a exaustão por à exaustão. 
 
15 - (Auditor Fiscal BA / Julho 2004) 
A frase totalmente de acordo com a norma padrão da língua escrita é: 
(A) Devido à circunstância de não conterem eles a curiosidade, o 
pesquisador quis, com toda discrição, deixar claro que naquele 
momento se restringiria a citar a etimologia da palavra. 
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(B) O tema suscitou interesse que chegaram à pedir ao palestrante 
que lhes desse o privilégio de voltar, onde poderiam tirar dúvidas 
acerca do que tinham ouvido. 
(C) Por todos os ângulos que se observe o pós-modernismo, não se 
pode minimizar a questão do modo que ele é entendido, sob pena de 
os artistas serem mal-compreendidos. 
(D) Se os debatedores interviessem, mas sem reivindicar legitimidade 
exclusiva à seus pontos de vista, teria sido mais fácil pôr em ordem o 
que era efetivamente relevante. 
(E) Na medida em que os dados gerais eram compreendidos, a platéia 
manifestava um misto de entusiasmo e de vontade de saber mais, por 
isso adviram perguntas mais complexas. 
 
16 - (TRE MG – Analista Judiciário / Julho 2005) 
Justifica-se o sinal de crase em ambos os elementos sublinhados na 
frase: 
(A) Opõe-se o autor àqueles fundamentalistas que não admitem rever 
os resultados à que chegaram. 
(B) Hawking dispôs-se à apresentar a um plenário de cientistas 
correções à sua teoria dos buracos negros. 
(C) A quem aspira às certezas dogmáticas não satisfarão as hipóteses 
de trabalho, sempre sujeitas à alguma revisão. 
(D)) Hawking filia-se à tradição dos grandes cientistas, que sempre 
souberam curvar-se às evidências de um equívoco. 
(E) Fundamentalista é todo aquele que prefere às certezas dogmáticas 
às hipóteses sujeitas a verificação e a erro. 
 
17 - (TRT 15ª Região – Técnico Judiciário / Setembro 2004) 
Uma das maiores causas de desigualdade social prende-se...... 
dificuldade de acesso ...... informação e qualificação, essenciais ...... 
conquista de um salário mais digno. 
Para completar corretamente a frase, as lacunas devem ser 
preenchidas, respectivamente, por: 
(A) à - à - à 
(B) à - à - a 
(C) à - a - a 
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(D) a - a - à 
(E) a - à - à 
 
18 - (TRT 15ª Região – Analista Judiciário / Setembro 2004) 
É preciso limitar as conclusões ...... poucas informações e ...... 
discussões referentes ...... pesquisa. 
Para completar corretamente a frase as lacunas deverão ser 
preenchidas, respectivamente, por: 
(A) à - as - à 
(B))a - às - à 
(C) a - às - a 
(D) à - às - à 
(E) a - as - a 
 
19 - (TRT 22ª Região – Auxiliar Judiciário / Novembro 2004) 
Os dados comprovam que, de janeiro ...... julho deste ano, houve 
aumento na produção de veículos, em comparação com ...... obtida no 
ano passado. As montadoras passaram ...... exportar uma parte dessa 
produção. 
As lacunas da frase acima devem ser corretamente preenchidas por 
(A) a - a - a 
(B) à - à - a 
(C) à - a - à 
(D) a - à - a 
(E) a - à - à 
 
20 - (TRT 23ª Região - Analista Judiciário/Outubro 2004) 
Busca-se ...... muito tempo uma linguagem adequada ...... expressão 
das leis e ...... outras questões sociais. 
As lacunas da frase acima serão corretamente preenchidas por 
(A) a - à - à 
(B) há - a - a 
(C) a - a - à 
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(D) a - à - a 
(E)) há - à - a 
 
21 - (TRT 24ª Região – Técnico Judiciário / Março 2006) 
A cidade de Corumbá, que se situa ...... margens do rio Paraguai e 
...... uma distância de 420 quilômetros de Campo Grande, recebe 
turistas sempre dispostos ...... pescar. 
As lacunas da frase acima estarão corretamente preenchidas, 
respectivamente, por 
(A)) às - a - a 
(B) às - à - a 
(C) às - à - à 
(D) as - a - à 
(E) as - à – à 
 
 
 
22 - (TRT 22ª Região – Analista Judiciário / Novembro 2004) 
Quanto ao uso, ou não, do sinal de crase, a frase inteiramente correta 
é: 
(A) Acaba de chegar a América um grupo de sudaneses, à que se 
darão diferentes destinos, certamente à revelia desses jovens, que 
chegaram como refugiados. 
(B) O autor supõe que, tendo em vista à quantidade de leis às quais 
deverão obediência, os jovens refugiados passarão por poucas e boas, 
até a completa adaptação. 
(C)) As normas da tribo, às quais faz o autor referência, são poucas e 
implícitas, visam à boa prática de valores consensuais, e não a uma 
mera catalogação de obrigações. 
(D) A angústia a que submeteremos esses jovens dever-se-á não 
apenas à essa quantidade de leis, mas sobretudo à maneira artificial 
pela qual pretendem aplicar-se à realidade. 
(E) Quando à cada nova obrigação miúda corresponder uma nova 
norma, não haverá como pôr termo a inchação dos códigos, à uma 
sempre crescente lengalenga de leis. 
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PRONOMES 
Pronome é o vocábulo que, ao pé da letra, “fica no lugar do nome” 
(chamado de pronome substantivo) ou o determina (pronome adjetivo). 
Para compreender melhor a função dos pronomes, precisamos saber o 
conceito de coesão textual, pois essas palavras, assim como os 
conectivos (conjunção e preposição – a serem estudados na próxima 
aula), são responsáveis por estabelecer nexo entre as idéias do texto. 
Coesão textual é a ligação entre os elementos da oração e delas em 
relação ao texto. A incoerência de um texto muitas vezes se deve à falta 
de coesão,exatamente porque a leitura fica prejudicada pelo emprego 
inadequado de pronomes, conjunções ou outros elementos textuais, 
inclusive a pontuação. Por exemplo, o uso inapropriado de “porquanto” 
ou de “a ele” pode levar o leitor a uma conclusão diversa da que se 
pretendia dar, ou até mesmo a nenhuma conclusão (alguns chamam de 
“ruptura semântica”). 
Os pronomes podem ser: 
 pessoais: referem-se às três pessoas do discurso - a que fala (1ª 
pessoa), a com quem se fala (2ª pessoa) e a de quem se fala (3ª 
pessoa); dividem-se em retos e oblíquos – regra geral, os retos 
exercem a função de sujeito ou de predicativo do sujeito, 
enquanto que os oblíquos funcionam como complementos (objetos 
diretos, indiretos ou adjuntos); os pronomes oblíquos devem 
obedecer a certas regras de colocação (sintaxe de colocação 
pronominal), a serem estudadas mais à frente; 
 possessivos: estabelecem relação de posse entre os elementos 
regente e regido; como veremos adiante, há casos em que um 
pronome pessoal oblíquo é usado com valor possessivo; 
 demonstrativos: indicam a posição dos seres no espaço e no 
tempo (função dêitica dos pronomes demonstrativos) ou em 
referência aos elementos do texto (função anafórica – referência 
anterior - ou catafórica – referência posterior); também podem 
substituir algum termo, expressão, oração ou idéia, evitando sua 
repetição, no papel de termos vicários (“Há muito tempo eu 
planejo sair de férias e vou fazê-lo no meio desse ano.” – fazê-lo 
= fazer isso = sair de férias, ou “Eu lhe jurei que seria fiel e 
vou sê-lo” – ser isso – ser fiel – o pronome permanece neutro, 
sem flexão de gênero ou número, assim como acontece com o 
“isso”); 
 indefinidos: têm sentido vago ou indeterminado; 
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 interrogativos: é uma subclasse dos pronomes indefinidos. Muito 
importante é compreender a distinção entre eles e os pronomes 
relativos, já que a grafia é a mesma em alguns casos (como, 
quando, quem etc): os pronomes indefinidos são usados nas 
interrogações, diretas ou indiretas, enquanto que os pronomes 
relativos apresentam referência a termos antecedentes; 
 relativos: referem-se a um termo anterior chamado 
antecedente ou referente (substantivo ou pronome 
substantivo); sempre dão início a orações subordinadas adjetivas. 
 
Os pronomes exercem um papel decisivo na construção de um texto 
coeso e coerente, a partir de indicações corretas aos seus elementos. 
Em “Não tive mais notícias de Ricardo porque não voltei a vê-lo. A ele 
não pretendo dirigir-me mais.”, os pronomes oblíquos “o” (ver + o = 
vê-lo) e “ele” (a ele) referem-se a “Ricardo”. Ficaria enfadonho o texto 
se houvesse a repetição do nome. Então, em seu lugar, foram usados 
pronomes. Esses dois pronomes têm o mesmo antecedente – Ricardo. 
Vamos relembrar, agora, as regras do emprego do pronome 
demonstrativo em referências textuais. 
O recurso lingüístico de ligar a elementos textuais os pronomes que a 
eles se referem chama-se referência anafórica (se o termo for 
antecedente ao pronome) ou catafórica (em caso de termo referente 
após o pronome). 
Quando um pronome demonstrativo faz referência a algum elemento do 
texto, quer antecedente (referência anafórica), quer subseqüente 
(referência catafórica), lança-se mão de um recurso lingüístico para 
evitar a repetição de palavras, expressões ou mesmo orações: “Os sem-
terra ameaçavam invadir a fazenda e isso aconteceu no último 
domingo.”. (isso = invadir a fazenda). “Para obter a aprovação em 
um concurso público, são necessários estes elementos: estudo, 
dedicação e persistência.” (estes = estudo, dedicação e 
persistência). 
 
PRONOMES DEMONSTRATIVOS EM REFERÊNCIAS TEXTUAIS 
Os pronomes demonstrativos possuem duas funções: 
1 – indicam a posição dos seres no espaço e no tempo – chamada de 
função dêitica. Ao se referir ao momento presente (referência 
temporal) ou a algo que está próximo do falante (referência espacial), 
usam-se este, esta, isto; em relação a momento passado (temporal) 
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ou próximo do ouvinte (espacial), usam-se esse, essa, isso; para se 
referir a momentos distantes (tanto no futuro quanto no passado – 
temporal) ou a algo que está distante dos dois (falante e ouvinte), 
usam-se aquele, aquela, aquilo. 
Exemplos: 
Naquela época (período distante), usava-se espartilho. 
Naquele ano de 1969, o país foi submetido a uma das piores 
ditaduras da história universal. 
Neste momento, estão todos dormindo. 
Nesse fim de semana (o que passou), fomos ao teatro. 
Neste fim de semana (o que está por vir), iremos ao teatro. 
 
2 - em referência aos elementos do texto (função anafórica ou 
catafórica); também podem substituir algum termo, expressão, oração 
ou idéia, evitando sua repetição, no papel de termos vicários (“Há 
muito tempo eu planejo sair de férias e vou fazê-lo no meio desse ano.” 
– fazê-lo = fazer isso = sair de férias, ou “Eu lhe jurei que seria fiel 
e vou sê-lo” – ser isso – ser fiel – o pronome permanece neutro, sem 
flexão de gênero ou número, assim como acontece com o “isso”); 
Quando, na função anafórica, há mais de um elemento sobre os quais 
iremos fazer menção, podemos usar “este” para o mais próximo e 
“aquele” para o mais distante. Exemplo: “Paulo e Mauro foram 
aprovados no concurso. Este (Mauro) irá para Porto Alegre, enquanto 
que aquele (Paulo), para Manaus.” ou “Estes argumentos (os que foram 
mencionados imediatamente antes desta citação) se contrapõem 
àqueles apresentados no início do debate.” 
 
Podemos, então, resumir o emprego dos pronomes 
demonstrativos: 
Forma 1 - Quando um pronome demonstrativo faz referência a algo já 
mencionado no texto, ou seja, a algo que está no “paSSado” do texto, 
deve-se usar ESSE / ESSA / ISSO (com o SS do paSSado). Se a 
referência ainda vier a ser apresentada (pertence ao fuTuro), usa-se 
ESTE / ESTA / ISTO (com o T do fuTuro) – gostou dessa dica 
mnemônica? 
Forma 2 - Quando se citam dois elementos, retoma-se o último, ou 
seja, o mais próximo, pelo pronome "este" (ou "esta", "estes", "estas"). 
O primeiro elemento citado, isto é, o mais distante, é retomado por 
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"aquele" (ou suas flexões). Exemplo: “Em 1998, João e Pedro fizeram a 
prova para Auditor da Receita Federal. Este para Aduana e aquele para 
Auditoria.” – Nesta construção, “este” é o referente mais próximo 
(Pedro) e aquele, o mais distante (João). 
Mais adiante, em uma das questões comentadas, falaremos sobre o 
emprego do demonstrativo “mesmo” (e flexões). 
Modernamente, reduziu-se o rigor no emprego do pronome 
demonstrativo em referências textuais, inclusive em relação às provas 
mas, em textos formais, deve-se observar o correto emprego dos 
pronomes demonstrativos. 
Agora, finalmente, trataremos do o conceito e o emprego dos 
pronomes relativos, que, sem sombra de dúvida, são os mais 
abordados nas questões da FCC. 
 
PRONOMES RELATIVOS 
O pronome relativo, como o próprio nome sugere, apresenta um 
referente, ou seja, um termo já mencionado, substituindo-o na oração 
adjetiva – “O número de candidatos que prestaram o concurso 
aumentou significativamente.” – o pronome relativo “que” está no lugar 
de “candidatos” (“os candidatos prestaram o concurso”). 
Os pronomes relativos referem-se a termos antecedentes. Já falamos 
sobre concordância e regência com pronomes relativos. Agora, veremos 
quais são esses pronomes e como devem ser empregados na oração 
subordinada adjetiva que iniciam, especialmente em relação aos seus 
referentes e ao emprego da preposição porventura necessária. 
Engraçado, sempre que abordo “pronomes relativos”, lembro a história 
da Branca de Neve (é sério, acredite!). Dos sete anões, seis eram 
fisicamente parecidos(pareciam gnomos), apesar de suas 
peculiaridades (zangado, dengoso...), e um se destacava dos demais – 
tinha um tipo físico completamente diferente (parecia um duende, além 
de ser mudo) e recebia tratamento especial (dizem que era o preferido 
da Branca de Neve, sei lá...). 
Faço uma analogia com os relativos: os pronomes que/o qual, onde, 
quando, quanto, como e quem (são seis, se considerarmos os “que/o 
qual” como um só) devem ser usados, cada qual, de acordo com suas 
peculiaridades (veremos adiante), mas, grosso modo, fazem a mesma 
coisa - referência a um substantivo antecedente; já “cujo” (o “Dunga” 
do grupo) é diferente de todos – liga dois substantivos com “idéia de 
dependência” (coisa que os outros não fazem), flexiona-se em gênero e 
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número com o substantivo subseqüente (coisa que os outros também 
não fazem – “o qual” varia, mas de acordo com o antecedente). Talvez 
seja esse o motivo de tanta gente já ter abolido o pobrezinho do seu 
dia-a-dia, usando o “que” indevidamente no seu lugar (vai dizer que 
nunca ouviu alguém falando algo assim: “a mulher que o marido fugiu 
de casa esteve aqui ontem” – ui...). A partir de hoje, procure empregar 
corretamente os pronomes relativos, bem como as preposições a eles 
ligadas. Assim, fica mais fácil apre(e)nder a matéria. 
 
Vamos ver as características dos anões, digo, dos pronomes relativos. 
QUE Pode ser usado com qualquer antecedente, por isso chamado 
de “pronome relativo universal”. Normalmente é empregado 
em relação a “coisa”, já que os demais referentes têm 
pronomes relativos específicos (lugar, quantidade, modo). 
Aceita somente preposições monossilábicas, exceto sem e 
sob. 
O QUAL Assim como “que”, pode ser usado com qualquer antecedente. 
Aceita preposição com duas ou mais sílabas, locuções 
prepositivas, além de sem e sob (rejeitadas pelo “que”). 
 É usado quando o referente se encontra distante ou para 
evitar ambigüidade: Visitei a tia do rapaz que sofreu o 
acidente. 
Quem se acidentou? O rapaz ou a tia dele? Para evitar a 
dúvida, uso “o qual” para ele ou “a qual” para ela. 
QUEM Somente usado com antecedente PESSOA. Sempre virá 
antecedido de preposição – Ele é o rapaz de quem lhe falei. 
ONDE Utilizado quando o referente for lugar, ou qualquer coisa que a 
isso se assemelhe (livro, jornal, página etc.) – “A gaveta onde 
guardei o dinheiro foi arrombada.”; pode ser substituído por 
“em que”. 
COMO Usado com antecedente que indique MODO ou MANEIRA – O 
jeito como escreve mostra a pessoa que é. 
QUANDO O antecedente dá idéia de TEMPO, também equivalente a “em 
que” – Época de ouro era aquela, quando todos andavam 
tranqüilos pelas ruas. 
QUANTO O antecedente dá idéia de QUANTIDADE - normalmente 
precedido de um pronome indefinido (tudo, tanto(s), todos, 
todas) – Tenho tudo quanto quero. Leve tantos quanto quiser. 
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Esses pronomes relativos representam sempre substantivos ou pronomes 
substantivos nas orações adjetivas que formam. Não os confunda com 
pronomes interrogativos, que não têm antecedentes e podem aparecer em 
orações interrogativas diretas ou indiretas (Quem bateu? / Não sei onde 
moras/ Quanto custa? / Como farei? / Preciso saber quando estará 
pronto o almoço. / Que gostaria de saber?). 
 
CUJO (e flexões) – o mais especial de todos; liga dois substantivos 
indicando idéia de posse (entre os substantivos, haveria uma preposição 
de) – “O rapaz cuja mãe faleceu recentemente procurou por você.” (mãe 
do rapaz faleceu – rapaz cuja mãe faleceu); concorda com o substantivo 
subseqüente, flexionando-se em gênero e número, e dispensa o artigo 
(não existe “cujo o” ou “cuja a”); 
DICA: 
Ao usar o pronome relativo, verifique: 
1 – qual deve ser o pronome mais adequado, a depender do 
antecedente (coisa, pessoa, tempo, modo, lugar...); 
2 – se o algum termo na oração adjetiva exige preposição. 
Exemplo: 
(1) Este é o livro | que ganhei. 
Oração principal: Este é o livro 
Oração subordinada adjetiva: que ganhei - O verbo ganhar é 
transitivo direto e não rege preposição. 
(2) Este é o livro | a que me referi. 
Oração principal: Este é o livro 
Oração subordinada adjetiva: a que me referi – o verbo referir-se é 
indireto e rege a preposição de. Por isso, a preposição antecede o 
pronome relativo, que está no lugar do termo regido – “livro”. 
(3) Aquele é o professor | por quem eu tenho muita admiração. 
Oração principal: Aquele é o professor 
Oração subordinada adjetiva: por quem eu tenho muita admiração – 
o substantivo admiração rege preposição por, que antecede o pronome 
relativo que substitui o termo regido – “professor”. 
O conhecimento acerca da regência verbal e nominal é fundamental 
para resolver as questões que veremos a partir de agora. 
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Sem mais rodeios, vamos às questões de prova da FCC. 
 
QUESTÕES DA FUNDAÇÃO CARLOS CHAGAS - PRONOMES 
1 - (TRE AP – Analista Judiciário / Janeiro 2006) 
É adequado o emprego da expressão sublinhada na seguinte frase: 
(A) O jornal de cujo o Sr. Matter se valeu para contar sua história foi 
lido pelo cronista. 
(B) A notícia à qual se deparou o cronista estimulou-o a escrever uma 
crônica. 
(C)) O índio jivaro, com cuja reação o Sr. Matter não contava, espantou-
se com a proposta. 
(D) A barbaridade com cuja se espantou o czar era a caça de andorinhas 
e borboletas. 
(E) A barbaridade à qual serviu ao poeta de tema não costuma espantar 
os civilizados. 
 
Gabarito: C 
Comentário. 
Pode parecer estranho, mas, como qualquer outro pronome relativo, o 
“cujo” deve ser antecedido por uma preposição caso esta venha a ser 
exigida por algum termo presente na oração adjetiva. O verbo ‘contar’, 
na acepção apresentada, exige a preposição ‘com’ (Alguém conta com 
alguma coisa). Entre os substantivos “índio” e “reação”, há uma relação 
(a reação do índio); assim, está corretamente empregado o pronome 
relativo “cujo”, feita a devida flexão em gênero e número com o termo 
subseqüente (reação). A estrutura “O índio jivaro, com cuja reação o 
Sr.Matter não contava” está correta. 
Vamos às demais opções (incorretas): 
 (A) O que mais veremos aqui, nas questões sobre pronomes, é o 
incorreto “cujo o”. Já comentamos que esse pronome “Dunga”, diferente 
de todos os demais, já apresenta a flexão de número e gênero em sua 
forma, dispensando, por conseguinte, a indicação do artigo definido no 
termo subseqüente. Além disso, esse pronome estabelece uma relação 
entre o antecedente e o subseqüente, conforme bem demonstrado na 
opção “C”. Não há essa relação entre “jornal” e “Sr.Matter” que 
justifique o emprego do ‘cujo’. Não se afirma na oração “jornal do 
Sr.Matter”. 
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O “jornal”, representado na oração adjetiva pelo pronome relativo, 
exerce semanticamente a função de objeto indireto (“Sr.Matter se vale 
do jornal para contar a história...”). 
O mais apropriado seria o pronome “que”, acompanhado da preposição 
“de” exigida pelo termo regente “valer-se” (Alguém se vale de alguma 
coisa) – “O jornal de que o Sr.Matter se valeu para contar sua história 
foi lido pelo cronista”. 
(B) O erro foi de regência verbal. O verbo “deparar-se” exige a 
preposição “com”: “Alguém se depara com alguma coisa”. Assim, deve 
ser empregada a preposição “com” antes do pronome relativo que 
substitui “notícia”: “A notícia com a qual [ou com que] se deparou o 
cronista...”. 
(D) Já falamos que o “cujo” liga dois substantivos que apresentam uma 
relação de dependência. Nessa opção, o pronome relativo liga 
“barbaridade” a um verbo, não sendo possível, pois, o emprego do 
“cujo”. Deve-se usar,então, o pronome relativo “que”: “A barbaridade 
com que se espantou o czar...”. 
(E) Para a análise, vamos usar na oração adjetiva o substantivo: “A 
barbaridade serviu de tema ao poeta”. Note que “barbaridade”, 
representada na oração adjetiva pelo pronome relativo “a qual”, exerce 
a função de sujeito. Não há, pois, nenhuma explicação para o emprego 
da preposição “a”, contraída ao pronome relativo, em “à qual”. A forma 
correta seria, portanto: “A barbaridade a qual [que] serviu ao poeta de 
tema ...”. 
Alguns puristas só aceitam o emprego de “a qual” como substituto do 
“que” em determinadas situações, como para evitar ambigüidade, ao 
lado de certas preposições (sem, sob, com mais de uma sílaba, locuções 
prepositivas), dentre outras. A troca, pura e simples, do “que” pelo “a 
qual” não se justificaria nessa passagem, segundo eles. 
 
2 - (TRE AP - Técnico Judiciário/ Janeiro 2006) 
A expressão sublinhada está empregada adequadamente na frase: 
(A) A inesgotabilidade da água é uma ilusão na qual não podemos mais 
alimentar. 
(B)) A cadeia econômica à qual o texto faz referência tem na água seu 
centro vital. 
(C) Os maus tempos dos quais estamos atravessando devem-se a uma 
falta de previsão. 
(D) A água é um elemento cujo o valor ninguém mais põe em dúvida. 
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(E) A certeza em que ninguém mais pode fugir é a do valor inestimável 
da água. 
 
Gabarito: B 
Comentário. 
O termo regente “referência” exige a preposição “a” (Alguém faz 
referência a alguma coisa). Como o pronome relativo “a qual” substitui 
“cadeia econômica”, houve crase: “A cadeia econômica à qual o texto 
faz referência...”. Está correta a construção. 
(A) O verbo alimentar, naquela acepção, é transitivo direto (Alguém 
alimenta alguma coisa). Assim, não há preposição a reger o pronome 
relativo (“A inesgotabilidade da água é uma ilusão que não podemos 
mais alimentar”). Não estaria errado o emprego de “a qual”, mas seria 
mais adequado o emprego do pronome relativo “que”. Veja você mesmo 
e compare. 
(C) Muitas das questões que envolvem o emprego dos relativos 
abordam também aspectos de regência verbal. Por isso, essa aula 
encontra-se bastante ligada à aula passada. O erro deste item foi 
novamente em relação à regência verbal – o verbo atravessar é 
transitivo direto (“Alguém atravessa alguma coisa”). Assim, deve-se 
alterar a construção para: “Os maus tempos os quais [que] estamos 
atravessando...”. 
(D) Olha o ‘cujo o’. Agora é barbada, não é? Aparecendo algum “cujo o” 
ou “cujo a”, pode pegar a opção e riscar, rabiscar, furar a prova, só pra 
mostrar quem é que manda ali...(rs...) 
A construção correta seria: ‘A água é um elemento cujo valor ninguém 
mais põe em dúvida”, sem preposição alguma antes do relativo, já que 
o verbo pôr é transitivo direto neste sentido: Alguém põe alguma 
coisa em dúvida (Ninguém põe o valor da água em dúvida). 
(E) O verbo fugir, na construção, é transitivo indireto (Alguém foge de 
alguma coisa). Antes do pronome relativo deve ser empregada a 
preposição “de” – “A certeza de que ninguém mais pode fugir...”. 
 
3 - (TRT 13ª Região – Analista Judiciário / Dezembro 2005) 
Está correto o emprego de ambos os elementos sublinhados na frase: 
(A) O autor preza a discussão à qual se envolvem os moradores de um 
condomínio, quando os anima a aspiração de um consenso. 
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(B) A frase de Mitterrand na qual se arremeteu o candidato Giscard não 
representava, de fato, uma posição com a qual ninguém pudesse 
discordar. 
(C)) A frase de cujo teor Giscard discordou revelava, de fato, o 
sentimento de superioridade do qual o discurso de Mitterrand era uma 
clara manifestação. 
(D) Os candidatos em cujos argumentos são fracos costumam valer-se 
da oposição entre o certo e errado à qual se apóiam os maniqueístas. 
(E) O comportamento dos condôminos cuja a disposição é o consenso 
deveria servir de exemplo ao dos candidatos que seu único interesse é 
ganhar a eleição. 
 
Gabarito: C 
Comentário. 
Como gosta de um “cujo” essa banca, hem? Praticamente em todas as 
questões de pronomes veremos um emprego desse pronome relativo, 
ora correto, ora equivocado. 
Nessa opção (C), entre “teor” e “frase” há uma relação (teor da frase). 
Ambos são substantivos. Então, está correto o emprego do pronome. 
Como o verbo da oração adjetiva (“discordar”) exige a preposição “de” 
(Alguém discorda de alguma coisa), esta deve anteceder o pronome – 
“A frase de cujo teor Giscard discordou...”. 
Em seguida, a expressão “uma clara manifestação” tem como 
complemento “o sentimento de superioridade”, apresentado na oração 
anterior (“O discurso de Mitterrand era uma clara manifestação do 
sentimento de superioridade”). Assim, no lugar do nome colocou-se 
o pronome e, antes deste, a preposição que liga o substantivo 
“manifestação” com seu complemento nominal – “sentimento de 
superioridade” (representado pelo relativo “o qual”). 
Em relação às demais opções, seguem os comentários. 
(A) “Os moradores de um condomínio se envolvem ... uma discussão.” – 
e aí? Qual foi a preposição que você imaginou? Alguém se envolve em 
alguma coisa. Como no lugar do nome “discussão”, presente na oração 
anterior, está o pronome relativo “a qual”, a preposição “em” deve 
antecedê-lo: “O autor preza a discussão na qual se envolvem os 
moradores de um condomínio...”. 
Em seguida, o substantivo “aspiração” exige a preposição “a” (Alguém 
tem aspiração a alguma coisa), assim como ocorre com o verbo aspirar, 
no sentido de ter como alvo, como objetivo (Alguém aspira a um cargo). 
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A forma correta, portanto, seria “quando os anima a aspiração a um 
consenso”. 
(B) O verbo “arremeter-se” (lançar-se , atacar com ímpeto ou fúria) 
rege a preposição a ou contra (Alguém se arremete a/contra algo). O 
encontro do pronome relativo “a qual” (cujo referente é “frase”) com a 
preposição “a” exigida pelo termo regente, o verbo “arremeter-se” 
provoca a ocorrência de crase: “A frase de Mitterrand à qual se 
arremeteu o candidato Giscard...”. 
Mais uma vez, o examinador explora a regência do verbo “discordar”. 
Alguém discorda de alguma coisa. Então, “uma posição da qual 
ninguém pudesse discordar”. 
(D) Entre os substantivos “argumentos” e “candidatos” há uma relação 
(argumentos dos candidatos). É cabível, portanto, o emprego de “cujo”, 
com a devida flexão. O erro, no entanto, é em relação à preposição. Não 
há nenhum elemento que exija a preposição “em”, veja só: 
1ª oração: “Os argumentos dos candidatos são fracos.” 
2ª oração: “Os candidatos costumam valer-se da oposição...” 
A união dessas duas orações forma o seguinte período: 
“Os candidatos cujos argumentos são fracos costumam valer-se da 
oposição...” 
Em seguida, há novamente problemas de regência verbal. Alguém se 
apóia em alguma coisa. Os maniqueístas se apóiam na oposição entre o 
certo e errado (faltou um artigo antes de “errado”, em respeito ao 
paralelismo sintático, mas isso não foi questionado pela banca na 
questão). Assim, no lugar de “oposição entre (o) certo e errado”, coloca-
se o pronome relativo “a qual” (feminino para concordar com 
“oposição”). O período, então, seria: “costumam valer-se da oposição 
entre (o) certo e errado na qual (em que) se apóiam os 
maniqueístas”. 
(E) Você, “de pronto”, já deveria ter eliminado essa opção, não é 
mesmo? Esse “cuja a” ninguém agüenta mais. Mesmo que o autor fosse 
gago ou tivesse problemas na dicção, não poderíamos admitir essa 
repetição desnecessária de “as” (cuja a). Retirado o artigo supérfluo, 
restaria correta a colocação do pronome, uma vez que, entre 
“condôminos” e “disposição”, há uma relação de dependência (a 
disposição dos condôminos). 
Originalmente,

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