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Profa. Walkiria Rigolon
UNIDADE I
Educação de Jovens 
e Adultos: Fundamentos 
e Metodologia
 Esta disciplina abordará a Educação de Jovens e Adultos, que na atualidade se 
caracteriza como uma modalidade de ensino.
 Hoje, quando nos referimos à EJA, nos referimos a uma modalidade que faz parte 
da educação básica, assim como outras.
O Panorama da Educação de Jovens e Adultos
 A Educação de Jovens e adultos só se tornou um direito a partir da Constituição 
de 1988.
 Somente a partir da Lei 9.394, de 1996, a EJA foi definida como uma modalidade 
de ensino dentro da Educação Básica.
O Panorama da Educação de Jovens e Adultos
 A EJA historicamente esteve atrelada a ações filantrópicas, em uma perspectiva 
assistencialista, não sendo entendida como um direito.
 A oferta do Ensino Fundamental às crianças e adolescentes atingiu, em 2000, 
97%, atingindo quase 100% desse período de escolarização, contudo, neste 
mesmo ano, mais de 13% dos brasileiros com mais de 15 anos eram analfabetos.
 De acordo com PNAD, em 2013 ainda tínhamos mais de 13 milhões 
de analfabetos com mais de 15 anos.
O Panorama da Educação de Jovens e Adultos
 39 milhões de jovens e adultos em 2000 haviam frequentado menos de 4 anos 
de escola.
 É preciso reconhecer o direito à educação deste jovens e adultos e parar 
de olhar para a EJA de forma negativa, culpando aqueles que foram vítimas 
de um sistema excludente.
O Panorama da Educação de Jovens e Adultos
 Se desejarmos uma sociedade mais justa e igualitária, precisamos garantir que 
a educação seja um direito de todos os excluídos devido ao analfabetismo 
ou à alfabetização funcional.
 Para se garantir uma educação de qualidade para essa modalidade de ensino, 
em primeiro lugar temos de conhecê-la, ou seja, conhecer o perfil 
destes estudantes.
O Panorama da Educação de Jovens e Adultos
 Precisamos romper com a ideia da EJA como supletivo, pautada 
numa educação compensatória, entendida como recuperação do 
tempo perdido ou como aceleração de estudos.
 Estes jovens e adultos estiveram fora da escola, mas não fora da vida, seguiram 
aprendendo muitas coisas, contudo, muitas vezes ainda não estão alfabetizados.
Como as pessoas jovens e adultas analfabetas resolvem 
as suas situações cotidianas?
 Cabe à escola valorizar os saberes destes jovens e adultos que tiveram 
suas trajetórias escolares cortadas.
 A história de Luzia e sua estratégia de enfrentamento do analfabetismo...
Como as pessoas jovens e adultas analfabetas resolvem 
as suas situações cotidianas?
 É preciso que a escola oferte atividades pedagógicas que sejam significativas 
para os jovens e adultos da EJA, dialogando com suas necessidades, levando 
em conta o perfil destes estudantes.
 Como professores, precisamos conhecer as expectativas destes estudantes, 
conhecendo seu desejos, valores e crenças.
A escola e a construção do conhecimento
 Imagine as dificuldades enfrentadas por um analfabeto hoje, em uma 
sociedade letrada, enfrentando o dia a dia, por exemplo, tendo de utilizar 
um caixa eletrônico.
 O estigma é a evidência que se faz a qualquer marca diferencial de uma pessoa, 
reduzindo-a socialmente a esse sinal. 
As dificuldades enfrentadas pelos alunos da Educação 
de Jovens e Adultos
A partir do que discutimos nesta primeira unidade, podemos afirmar que esta 
modalidade de ensino, historicamente, institui-se a partir de ações:
a) criadas por dispositivos legais.
b) assistencialistas e medidas legais.
c) filantrópicas e assistencialistas.
d) filantrópicas e medidas legais.
e) desenvolvidas por empresas e institutos.
Interatividade 
A partir do que discutimos nesta primeira unidade, podemos afirmar que esta 
modalidade de ensino, historicamente, institui-se a partir de ações:
a) criadas por dispositivos legais.
b) assistencialistas e medidas legais.
c) filantrópicas e assistencialistas.
d) filantrópicas e medidas legais.
e) desenvolvidas por empresas e institutos.
Resposta 
 Para Arroyo, a EJA é um campo não consolidado no âmbito da pesquisa 
das políticas públicas, das diretrizes educacionais, da formação de professores 
e das intervenções pedagógicas, por isso há uma diversidade de tentativas 
que buscam, a todo momento, configurar sua especificidade. Trata-se de um 
campo indefinido e por isso está exposto, vulnerável a amadores 
e a ações improvisadas.
A EJA de acordo com Miguel Gonzáles Arroyo
 O reconhecimento do direito à educação se concretiza no direito de aprender a 
vida inteira, o que implica que parcelas expressivas da população mais adulta 
tenham acesso a um processo formativo que lhes considere como sujeitos.
 No que diz respeito à escolarização, é possível reconhecer algumas conquistas 
no campo do direito. 
 É preciso avançar no campo conceitual, tendo como foco o jovem e o adulto 
concretos como sujeitos de direitos e não de favores.
A EJA de acordo com Miguel Gonzáles Arroyo
 A EJA correu sempre à margem da construção do sistema escolar, recebendo 
atendimento por meio de campanhas, movimentos sociais, ONGs, igrejas, 
sindicatos, voluntários. 
 Precisamos repensar as bases escolares com que a educação de adultos tem 
contado. É necessário buscar parâmetros próprios, específicos, na diversidade 
de formas tentadas para garantir o direito à educação.
Os estudantes da EJA
 Em geral, os estudantes da EJA não tiveram a oportunidade e/ou possibilidade 
de concluir sua escolaridade por inúmeros motivos.
 Estes jovens e adultos, apesar da diferença etária, vivenciaram situações 
de exclusão, de marginalização e pertencem à mesma classe social.
Os estudantes da EJA
 Precisamos perceber que a presença de milhões de jovens e adultos fazendo 
sacrifícios por sua educação pode ser entendida como um sinal de que estes 
se reconhecem como sujeitos de direitos. A EJA somente se afirmará quando for 
entendida como um direito. Para tanto, faz-se necessário criar condições para 
a continuidade dos estudos de jovens e adultos populares. 
Os estudantes da EJA
 Os professores da EJA não podem esquecer que estão diante de sujeitos 
que não tiveram seu direito à educação garantido.
 Muitas vezes, as turmas de EJA são formadas por pessoas que, 
embora alfabetizadas, possuem muitas dificuldades de leitura e de escrita e 
que, por isso, fazem pouco uso destas capacidades. Neste caso, cabe à escola 
consolidar a alfabetização funcional destes estudantes.
Os professores da EJA
 Estigmatizar é colocar um rótulo em alguém.
 A formação do pensamento preconceituoso, estigmatizante, sempre estabelece 
uma relação vertical de superioridade-inferioridade, forjando diferenças entre as 
pessoas, olhando sempre a partir do que lhes falta.
 Os estudantes da EJA costumam ser estigmatizados socialmente.
Estigmas e preconceitos
 A modalidade da EJA ainda não se constituiu como um campo de estudo 
consolidado. Segundo Miguel Arroyo, é um campo indefinido e exposto 
ao improviso.
 A prática pedagógica na EJA, de acordo com a LDB 9.394/96, deve respeitar 
o perfil cultural do estudante desta modalidade.
 No que se refere ao atendimento dos estudantes, de 
acordo com a LDB 9.394/96, podem se matricular no 
Ensino Fundamental da EJA jovens a partir dos 15 anos 
e, no Ensino Médio, jovens com 18 anos completos.
A EJA constitui-se como um campo do conhecimento?
 É preciso respeitar as experiências e saberes dos estudantes da EJA, que trazem 
para seus professores um duplo desafio: ensinar o conteúdo que eles têm o 
direito de aprender e recuperar a crença destes estudantes em sua capacidade 
de aprender.
A EJA constitui-se como um campo do conhecimento?
 Inicialmente, o atendimentoa jovens e adultos ocorreu à margem do sistema 
escolar, por meio de campanhas, igrejas, comunidades de bairros, ONGs etc.
 Na década de 1930, a educação torna-se um problema, pois não seria possível 
alcançar o progresso sem educação.
A EJA na pauta das políticas públicas
 Em 1940, o recenseamento geral apontou que 50% da população com mais de 
15 anos era analfabeta.
 No final da década de 1950 surge a Campanha de Erradicação do Analfabetismo, 
pois ele era causa da pobreza e da marginalização.
 Houve um tempo em que ser analfabeto não era um visto como um problema.
A EJA na pauta das políticas públicas
 Garantir um ambiente de acolhimento e respeito aos saberes advindos 
da vida concreta destes estudantes, garantindo-lhes a autonomia necessária 
para que avancem em suas aprendizagens.
 É preciso que os professores da EJA levem em conta que os estudantes 
constroem saberes, conhecimentos, adquirem experiências na vida cotidiana 
e estes saberes precisam ser considerados.
A prática pedagógica com jovens e adultos
É essencial que os professores da EJA conheçam o perfil dos estudantes desta 
modalidade de ensino, que levem em conta a história de vida e expectativas destes 
sujeitos que tiveram suas trajetórias escolares impedidas. Os professores que forem 
atuar nesta modalidade precisam conhecer como se deu o histórico da EJA no 
Brasil para:
a) compreender esta modalidade de ensino como um direito.
b) agilizar o processo educativo desses estudantes.
c) estigmatizar os estudantes que não conseguem concluir 
seus estudos.
d) saber como lidar com jovens e adultos que apresentam 
dificuldades de aprendizagem.
e) saber como simplificar o ensino.
Interatividade 
É essencial que os professores da EJA conheçam o perfil dos estudantes desta 
modalidade de ensino, que levem em conta a história de vida e expectativas destes 
sujeitos que tiveram suas trajetórias escolares impedidas. Os professores que forem 
atuar nesta modalidade precisam conhecer como se deu o histórico da EJA no 
Brasil para:
a) compreender esta modalidade de ensino como um direito.
b) agilizar o processo educativo desses estudantes.
c) estigmatizar os estudantes que não conseguem concluir 
seus estudos.
d) saber como lidar com jovens e adultos que apresentam 
dificuldades de aprendizagem.
e) saber como simplificar o ensino.
Resposta
 Paulo Freire foi o mais célebre educador brasileiro (1921-1997), com atuação e 
reconhecimento internacionais, autor de “Pedagogia do Oprimido” e “Pedagogia 
da Autonomia”, defendia como objetivo da escola ensinar o aluno a “ler o mundo” 
para poder transformá-lo.
Paulo Freire e a Educação de Jovens e Adultos
 Paulo Freire criou um método específico de alfabetização de adultos. Na cidade 
de Angicos, em 1963, ele alfabetizou 300 trabalhadores em 45 dias.
 Seu método envolvia a consciência de classe por meio da politização. Freire 
partia dos saberes destes trabalhadores e pautava-se em uma relação dialógica.
 Este método se expandiu e foi criada a Comissão de Alfabetização, em 
Brasília, com o intuito de alfabetizar adultos em todo o país.
Paulo Freire e a Educação de Jovens e Adultos
 Durante toda sua vida, Paulo Freire lutou por uma educação popular 
emancipatória, que entendia a prática educativa como um ato político.
 Respeitar os saberes com os quais os alunos chegam à EJA, partir dos saberes 
que eles já possuem e estimular a curiosidade crítica.
 Realizar sempre levantamento dos conhecimentos prévios.
Princípios Pedagógicos de Paulo Freire
 Contextualização. 
 Problematização.
 Propor atividades significativas, que façam sentido para os estudantes da EJA.
Princípios Pedagógicos de Paulo Freire
 Considerar a realidade concreta vivida pelos alunos, bem como suas 
experiências, saberes, conhecimentos.
 Desenvolver o senso crítico, a autonomia.
Princípios Pedagógicos de Paulo Freire
 Paulo Freire cria a métafora da “Educação Bancária” a fim de explicitar o modelo 
educacional que criticava e que se pautava na crença de que “ensinar 
é transferir conhecimento”.
 Paulo Freire defendia a ideia de que educar não é transferir conhecimento, 
mas criar condições para que o estudante construa o conhecimento.
Paulo Freire e a Educação Bancária
 O professor enquanto ensina, aprende com seu aluno.
 Negação da educação bancária.
 Articular teoria e prática.
Princípios Pedagógicos de Paulo Freire
 Ser ético.
 Ser generoso.
 Dominar o conhecimento científico e respeitar o senso comum, incentivando 
o desenvolvimento do artesanato intelectual.
 Corporificar seu discurso e ter rigorosidade metódica.
Para Paulo Freire, cabe ao professor
 Negar qualquer forma de discriminação e preconceito.
 Garantir que os estudantes, por meio da educação, se desenvolvam plenamente.
 Função social da escola é transformar a realidade.
Para Paulo Freire, cabe ao professor
 Aquele que ensina, aprende ao ensinar e quem aprende, ensina ao aprender.
Paulo Freire afirmava que...
 Não é possível pensar os seres humanos longe da ética.
 A experiência educativa não deve ancorar-se no treino, 
mas na formação humana.
Paulo Freire afirmava que...
 “Não há saber mais ou saber menos: há saberes diferentes!” 
Paulo Freire
Parábola da canoa
 Paulo Freire é nossa principal referência ao tratarmos de Educação de Jovens 
e Adultos.
 Ensinar não é transferir conhecimento, mas garantir as condições para 
sua construção.
Parábola da canoa
Paulo Freire criou a nomenclatura de “Educação bancária” para:
a) explicar como a educação de jovens e adultos deveria ser compreendida.
b) valorizar o modelo educacional conservador.
c) exemplificar os princípios pedagógicos que defendia.
d) resumir o modelo educacional que criticava.
e) resgatar a teoria educacional que ajudou a instaurar na década de 1960.
Interatividade 
Paulo Freire criou a nomenclatura de “Educação bancária” para:
a) explicar como a educação de jovens e adultos deveria ser compreendida.
b) valorizar o modelo educacional conservador.
c) exemplificar os princípios pedagógicos que defendia.
d) resumir o modelo educacional que criticava.
e) resgatar a teoria educacional que ajudou a instaurar na década de 1960.
Resposta
 Paulo Freire denominou como Educação Bancária a concepção de educação que 
ele criticava.
 Nesta metáfora, a educação era comparada um sistema bancário, em que se 
pode depositar, transferir e sacar conhecimento.
Paulo Freire e a Educação Bancária
 Nesta concepção, a educação é reduzida ao ato de depositar, transmitir, transferir 
valores e conhecimentos, contribuindo com a ideologia opressora.
 Na educação bancária os homens são vistos como seres que se adaptam, 
que se ajustam no mundo sem visar a transformá-lo.
Paulo Freire e a Educação Bancária
 Na educação bancária, o “saber” é uma doação dos que se julgam mais sábios, 
aos que julgam nada saber. Esta concepção expressa a ideologia opressora, 
incapaz de reconhecer o saber do outro.
 A rigidez desta posição nega a educação e o conhecimento como um processo 
de busca.
Paulo Freire e a Educação Bancária
A concepção bancária produz educandos:
 passivos,
 ingênuos,
 adaptados,
 acríticos,
 conformistas.
 A educação bancária está a serviço da desumanização, tanto do educador quanto 
do educando.
Paulo Freire e a Educação Bancária
A concepção bancária reflete a sociedade opressora. Neste tipo de educação:
 O educador é o que educa, os educandos são educados.
 O educador é o que sabe, os educandos os ignorantes.
 O educador é quem fala, os educandos escutam docilmente.
 O educador é o que disciplina, os educandos sãodisciplinados.
 O educador atua, os educandos são passivos.
 O educador é o sujeito do processo, os educandos, meros objetos.
Paulo Freire e a Educação Bancária
A concepção bancária visa a dificultar o pensamento autêntico, criativo, de inúmeras 
formas, por exemplo:
 no distanciamento entre educando e educador;
 em uma prática autoritária;
 por meio de atividades alienantes e sem sentido.
 A educação bancária nega justamente o diálogo, que é a essência da educação.
Paulo Freire e a Educação Bancária
 A concepção bancária estimula a ingenuidade e não a criticidade, satisfazendo 
aos opressores.
 A educação que se impõe aos que verdadeiramente se comprometem 
com a libertação não pode apoiar-se em uma compreensão de homens 
como seres vazios, com consciência compartimentada, alienada. 
Paulo Freire e a Educação Bancária
 O diálogo deve ser compreendido como a essência da educação e como prática 
da liberdade, pois ele aproxima, contextualiza, problematiza, sistematiza, 
humaniza o homem.
 De acordo com Freire, a existência humana não pode ser muda, silenciosa 
e nem tampouco nutrir-se de falsas palavras. Existir humanamente é pronunciar 
o mundo, é modificá-lo.
 Não é no silêncio que os homens se fazem, mas na palavra.
Paulo Freire e a relação dialógica
Não é possível haver diálogo sem:
 humildade,
 escuta respeitosa,
 amor aos homens e ao mundo,
 intensa fé nos homens e em seu poder de recriar o mundo.
 O diálogo se faz em uma relação de confiança e não poderá fazer-se 
em meio à desesperança.
 Nosso papel de educador não é falar ao educando sobre 
nossa visão de mundo ou tentar impor esta, mas dialogar 
com ele sobre a sua visão e a nossa.
Paulo Freire e a relação dialógica
 Na ação dialógica não há um ser que domina pela conquista e um objeto 
dominado, o que existem são sujeitos que se encontram para transformar 
o mundo.
 A colaboração é a principal característica da ação dialógica, o diálogo é o 
fundamento da colaboração.
 Na teoria da ação dialógica só há lugar para adesão e não para imposição.
Paulo Freire e a relação dialógica
A pedagogia do oprimido é uma pedagogia humanista e libertadora e se constitui 
em dois momentos distintos:
1. Os oprimidos desvelam o mundo.
2. Transformam sua realidade. 
Paulo Freire e a Pedagogia do Oprimido
 Cabe ao professor desafiar e provocar os educandos para ajudá-los a avançar na 
construção do seu conhecimento de mundo. Um professor não deve sonegar 
conhecimento, esconder verdades e castrar a liberdade de seus alunos.
Paulo Freire e o papel do professor 
 Compreender nossa tradição de luta historicamente construída.
 Considerar os saberes e as trajetórias de vida dos estudantes.
 Buscar uma atitude democrática, reflexiva e crítica.
Paulo Freire e o papel do professor 
De acordo com Paulo Freire, a relação dialógica só é possível quando:
a) professor e aluno sabem bem qual o seu lugar na sala de aula.
b) se estabelece de forma clara o autoritarismo em sala de aula.
c) não há diferença entre professor e aluno.
d) o professor respeita o senso comum de seus estudantes e não tenta mudá-los.
e) quando há escuta respeitosa, generosidade e ética por parte do professor em 
relação aos seus estudantes.
Interatividade 
De acordo com Paulo Freire, a relação dialógica só é possível quando:
a) professor e aluno sabem bem qual o seu lugar na sala de aula.
b) se estabelece de forma clara o autoritarismo em sala de aula.
c) não há diferença entre professor e aluno.
d) o professor respeita o senso comum de seus estudantes e não tenta mudá-los.
e) quando há escuta respeitosa, generosidade e ética por parte do professor em 
relação aos seus estudantes.
Resposta
ATÉ A PRÓXIMA!
Profa. Walkiria Rigolon
UNIDADE II
Educação de Jovens 
e Adultos: Fundamentos 
e Metodologia
 Para se garantir uma educação de qualidade para essa modalidade de ensino, 
em primeiro lugar, temos de conhecê-la, ou seja, conhecer o perfil 
desses estudantes.
 É preciso que o professor tenha sensibilidade e estabeleça uma relação dialógica 
com os estudantes da EJA, a fim de conhecer suas histórias de vida.
O panorama da Educação de Jovens e Adultos
 A oferta de uma educação de qualidade, que forme cidadãos autônomos 
e críticos, envolve aspectos sociais mais amplos, relacionados 
à desigualdade social.
 O trabalho pedagógico desenvolvido na EJA deve garantir a organização 
de atividades por meio de projetos que estejam relacionados às situações 
de vida de jovens e adultos deste segmento educacional.
O panorama da Educação de Jovens e Adultos
 Para Vygotsky, os mecanismos psicológicos não são inatos, mas originam-se 
e desenvolvem-se na relação dos indivíduos com o contexto sócio-histórico, 
por meio da interação.
 O indivíduo, ao interagir com o meio em uma determinada cultura, desenvolve 
funções tipicamente humanas, sobretudo por meio da linguagem.
 As interações com o meio social, histórico e físico nos 
permitem o desenvolvimento de processos internos, 
possibilitando que as aprendizagens ocorram.
Desenvolvimento e aprendizagem de jovens e adultos
 A importância do significado e do sentido da aprendizagem precisa ser levada em 
conta pelos professores da EJA. 
Desenvolvimento e aprendizagem de jovens e adultos
 Os estudiosos da psicologia do desenvolvimento, só a partir da década de 1970, 
preocuparam-se com a fase adulta.
Segundo Palácios, os processos de desenvolvimento na fase adulta relacionam-se 
a três fatores:
1. etapa de vida;
2. história;
3. ambiente sócio-histórico e cultural de cada indivíduo.
Os processos de desenvolvimento na fase adulta
 A diversidade deve estar a favor da aprendizagem.
 Apesar da diversidade etária, por exemplo, existente no público da EJA, devemos 
considerar não apenas o que diferencia este grupo, mas o que o aproxima.
 Educar na diversidade envolve a proposição de atividades significativas, 
que devem ser enriquecidas por projetos pedagógicos que contextualizam 
os conteúdos trabalhados.
Educar na diversidade
 O modelo de homogeneidade só reforça o privilégio dos que tiveram melhores 
condições de acesso à escola.
 A diversidade deve ser compreendida como um atributo da prática educativa, 
e não um impedimento desta.
Educar na diversidade
 Idade.
 Sexo.
 Módulo ou série.
 Expectativas.
 Ritmos de aprendizagem.
A diversidade nas turmas de EJA
 a idealização da classe homogênea;
 planejar a partir das reais condições da classe;
 lidar com ritmos distintos de aprendizagem;
Para educar na diversidade é preciso romper com:
 a dificuldade no planejamento e atendimentos individuais;
 a padronização das atividades.
Para educar na diversidade é preciso romper com:
 desejo de aprender;
 necessidade de certificação;
 condições financeiras e socioculturais;
As semelhanças nas turmas da EJA:
 trajetórias escolares;
 expectativas;
 estigmas.
As semelhanças nas turmas da EJA:
 Sonho – a importância de projetarmos uma qualidade educativa melhor para 
esta modalidade.
 Pés no chão – precisamos conhecer estes estudantes, seus desejos 
e expectativas.
 Mãos na massa – busca da mediação para superação da situação atual.
Pensar a Educação de Jovens e Adultos envolve
Os professores que atuam na EJA lidam com um público bem heterogêneo, de 
faixas etárias diferentes, com diferentes desejos, crenças, valores e expectativas 
referentes à escola. No entanto, podemos afirmar que, apesar do que difere esses 
estudantes, também há aspectos que os aproximam, tais como:
a) A faixa etária e o estigma que carregam.
b) As mesmasexpectativas com relação à escola.
c) A classe social a que pertencem e o estigma que carregam.
d) As mesmas dificuldades escolares e expectativas com 
relação à escola.
e) As mesmas experiências de vida.
Interatividade 
Os professores que atuam na EJA lidam com um público bem heterogêneo, de 
faixas etárias diferentes, com diferentes desejos, crenças, valores e expectativas 
referentes à escola. No entanto, podemos afirmar que, apesar do que difere esses 
estudantes, também há aspectos que os aproximam, tais como:
a) A faixa etária e o estigma que carregam.
b) As mesmas expectativas com relação à escola.
c) A classe social a que pertencem e o estigma que carregam.
d) As mesmas dificuldades escolares e expectativas com 
relação à escola.
e) As mesmas experiências de vida.
Resposta
 O trabalho com projetos pedagógicos na EJA é uma estratégia metodológica que 
ajuda a tematizar os conteúdos desenvolvidos. O projeto favorece a ativação dos 
conhecimentos prévios dos estudantes e deve partir de temáticas que sejam 
relevantes para os estudantes desta modalidade de ensino.
A metodologia de ensino na EJA e o trabalho com projetos
O trabalho com projetos na EJA contribui para:
 organizar o trabalho pedagógico de forma significativa;
 contextualizar o conteúdo a ser desenvolvido;
A metodologia de ensino na EJA e o trabalho com projetos
 favorecer o trabalho coletivo;
 problematizar os conceitos abordados;
 desenvolver o senso crítico e a capacidade de argumentação;
A metodologia de ensino na EJA e o trabalho com projetos
 favorecer a circulação de informação;
 contribuir para um trabalho pedagógico interdisciplinar;
 envolver tomada de decisão coletiva, em uma perspectiva participativa 
e democrática;
A metodologia de ensino na EJA e o trabalho com projetos
 ajudar a estruturar de forma mais significativa a gestão do tempo em sala de aula;
 demonstrar que o esforço de estudar vale a pena.
A metodologia de ensino na EJA e o trabalho com projetos
 A atuação do professor na EJA é essencial para a garantia das aprendizagens.
 Professor e educando devem se pautar por uma relação dialógica e democrática.
 O professor deve respeitar o senso comum com o qual o estudante chega 
à escola, contudo, deve questioná-lo para que desenvolva uma reflexão 
crítica sobre a realidade.
O papel do professor como mediador da aprendizagem
Cabe ao professor da EJA: 
 problematizar de forma significativa o conteúdo desenvolvido, promovendo 
o avanço das aprendizagens;
 ampliar a autoestima dos educandos por meio da construção de conhecimento;
 transformar os alunos em verdadeiros estudantes, por meio do ensino de 
procedimentos de estudo, garantindo-lhes autonomia real.
O papel do professor como mediador da aprendizagem
 A avaliação na EJA deve estar a favor do processo de aprendizagem, 
principalmente considerando que muitos destes estudantes já enfrentaram 
uma série de dificuldades em sua trajetória escolar.
 O processo avaliativo deve pautar-se também no diálogo.
 Numa perspectiva dialógica, como defendia Paulo Freire, a avaliação 
é parte do processo de aprendizagem e não tem um fim em si mesma.
Avaliação
 Para muitos estudantes da EJA, a avaliação sempre foi um peso. Muitas vezes, 
estes estudantes passavam por situações vexaminosas e desrespeitosas devido 
às formas como eram avaliados.
 A avaliação deve levar em conta o processo de aprendizagem em uma 
perspectiva formativa e contínua.
Avaliação
 Devemos conhecer a diferença entre classificar (exames) e avaliar (diagnóstico). 
A avaliação da aprendizagem escolar adquire seu sentido na medida em que se 
articula com um projeto pedagógico e com o projeto de ensino.
 A avaliação deve subsidiar o reencaminhamento da ação pedagógica, a fim de se 
alcançar os resultados esperados. 
Avaliação
Precisamos ter consciência do que utilizamos na avaliação, a fim de construir 
instrumentos que atentem para:
 articular os conteúdos;
 compatibilizar as habilidades;
 compatibilizar os níveis de dificuldades;
 auxiliar a aprendizagem dos alunos; 
 significar os conteúdos ensinados.
Avaliação
 A função diagnóstica da avaliação deve estar articulada a outras funções: 
de autocompreensão, maturação do conhecimento, aprofundamento e auxílio 
da aprendizagem.
 O ato de avaliar não é um julgamento definitivo, mas serve como acolhida e apoio 
rumo à construção de avanços e à melhoria do ciclo de vida. 
Avaliação
 O professor precisa ser um bom ouvinte, que ouve com paciência e criticidade 
o outro. Quem aprende a escutar não fala impositivamente. 
 A avaliação deve sempre ser construtiva, o educador democrático é aquele 
que aprende a falar escutando.
 Aceitar e respeitar as diferenças são virtudes sem as quais não se dá a escuta.
Avaliação
 Quanto à avaliação final, devem ser estabelecidos critérios que reflitam 
os aspectos essenciais das aprendizagens da EJA.
 Cabe ao educador avaliar constantemente sua prática, pautado na 
reflexão-ação-reflexão, aperfeiçoando cada vez mais sua ação pedagógica 
para que os estudantes da EJA possam dar prosseguimento ao seu processo 
de escolaridade.
Avaliação final
A partir do que foi visto sobre avaliação na EJA, podemos afirmar 
que sua função é:
a) Determinar os aprovados ou retidos.
b) Cumprir os protocolos burocráticos necessários para certificação escolar.
c) Estar a favor do processo de aprendizagem.
d) Estabelecer quais são os estudantes com maior dificuldade em sala de aula.
e) Possibilitar o alcance do diploma, medindo as aprendizagens alcançadas.
Interatividade 
A partir do que foi visto sobre avaliação na EJA, podemos afirmar 
que sua função é:
a) Determinar os aprovados ou retidos.
b) Cumprir os protocolos burocráticos necessários para certificação escolar.
c) Estar a favor do processo de aprendizagem.
d) Estabelecer quais são os estudantes com maior dificuldade em sala de aula.
e) Possibilitar o alcance do diploma, medindo as aprendizagens alcançadas.
Resposta
Os jovens e adultos, diferentemente das crianças, apesar de analfabetos 
já construíram muitos conhecimentos sobre a escrita, por exemplo:
 sabem que desenhar não é escrever;
 conhecem a função sociocultural real da escrita;
 em geral, não confundem letras e números;
 mesmo não passando por um processo de escolarização, os jovens e adultos têm 
uma concepção de escrita que precisa ser conhecida.
Metodologia de alfabetização na EJA – Aprendizagem da escrita
 Ao nos referirmos às hipóteses de escrita, estamos nos referindo ao trabalho de 
Emília Ferreiro, na Psicogênese da Língua Escrita, que verificou como se dava o 
processo de construção da escrita com crianças, antes de adentrarem a escola. 
Ela e outros autores, na década de 1980, verificaram que os adultos e jovens, 
embora já tenham avançado em hipóteses mais primitivas, também reconstroem 
a escrita, assim como as crianças, passando pelas mesmas hipóteses.
O processo de aquisição da escrita permeia diferentes hipóteses 
de escrita
Escrita pré-silábica:
Hipóteses de escrita de jovens e adultos
Fonte: Livro-texto.
Escrita silábica sem valor sonoro:
Hipóteses de escrita de jovens e adultos
Fonte: Adaptado de: 
http://educaipo.blogspot.com.br/
2013/08/hipoteses-de-escrita.html
LUIS
DINOSSAURO
CAVALO
GATO
RÃ
O GATO É MEU
Escrita silábica com valor sonoro:
Hipóteses de escrita de jovens e adultos
Fonte: Adaptado de: 
http://simboraestudar.blogspot.com
/2014/03/simulado-psicogenese-
da-lingua-escrita.html
LUIS
DINOSSAURO
CAVALO
GATO
RÃ
O GATO É MEU O GATO É MEU
DINOSSAURO
CAVALO
GATORÃ
ANA
Escrita silábica-alfabética:
Hipóteses de escrita de jovens e adultos
Fonte: Livro-texto. 
Escrita alfabética:
Hipóteses de escrita de jovens e adultos
Fonte: 
http://alfabetizacaocefapropontesel
acerda.
blogspot.com.br/2013/04/interpretac
ao-de-hipoteses-de-escrita.html
 Este conhecimento é essencial pois, só assim, sabendo o que o estudante já sabe 
sobre a escrita, é que será possível planejar boas intervenções pedagógicas para 
que os jovens e adultos avancem na construção da aquisição da escrita.
Qual a importância do professor da EJA conhecer as hipóteses 
de escrita?
 Atividades que envolvam a leitura e a escrita, com propostas que sejam 
significativas para estes estudantes e em que a leitura e a escrita tenham 
uma função real.
 Os alunos da EJA devem aprender a ler, lendo e a escrever, escrevendo.
Que atividades propor aos estudantes em processo 
de alfabetização?
 O professor precisa se apropriar dos saberes do alunos sobre a escrita, 
cabe ao docente reconhecer o que os seus alunos já sabem ao produzirem 
textos escritos.
 O professor precisa planejar boas intervenções pedagógicas, que favoreçam aos 
estudantes confiarem também em sua capacidade de aprender, rompendo com 
experiências passadas de fracasso.
O que observar por meio das hipóteses de escrita dos estudantes 
da EJA?
 Garantir que os estudantes se apropriem do conhecimento acumulado pela 
humanidade ao longo de sua história, elevando sua autoestima.
 Contribuir para que os estudantes percebam-se como sujeitos capazes 
de construir conhecimentos.
O duplo desafio dos professores da EJA
 Para que os estudantes da EJA possam escrever sem medo quando ainda estão 
em fase de alfabetização, é necessário que o professor propicie, em sala de aula, 
um clima de companheirismo, de solidariedade, amizade e respeito mútuo. 
Assim, todos se sentirão à vontade e sem medo de errar.
A importância do ambiente nas turmas da EJA
Foi por meio do trabalho de Emília Ferreiro e Ana Teberosky, denominado 
“Psicogênese da Língua Escrita” que as hipóteses de escrita construídas ao longo 
do processo de aquisição do sistema de escrita foram conhecidas. Qual a 
importância do professor conhecer as hipóteses de escrita dos estudantes 
da EJA que estão em fase de alfabetização? 
a) Realizar as devidas intervenções pedagógicas, partindo sempre daquilo que os 
estudantes já sabem.
b) Classificar os estudantes a partir de suas hipóteses de escrita.
c) Experimentar a identificação das hipóteses de escrita.
d) Saber o quão distante cada aluno está das 
hipóteses alfabéticas.
e) Aplicar a metodologia da psicogênese da língua escrita 
com jovens e adultos.
Interatividade 
Foi por meio do trabalho de Emília Ferreiro e Ana Teberosky, denominado 
“Psicogênese da Língua Escrita” que as hipóteses de escrita construídas ao longo 
do processo de aquisição do sistema de escrita foram conhecidas. Qual a 
importância do professor conhecer as hipóteses de escrita dos estudantes 
da EJA que estão em fase de alfabetização? 
a) Realizar as devidas intervenções pedagógicas, partindo sempre daquilo que os 
estudantes já sabem.
b) Classificar os estudantes a partir de suas hipóteses de escrita.
c) Experimentar a identificação das hipóteses de escrita.
d) Saber o quão distante cada aluno está das 
hipóteses alfabéticas.
e) Aplicar a metodologia da psicogênese da língua escrita 
com jovens e adultos.
Resposta
 Muitas vezes, a escola reduz a aprendizagem da leitura e da escrita, oferecendo 
atividades descontextualizadas, ou seja, atividades escolarizadas.
 A oferta deste tipo de atividade evidencia a concepção do professor sobre 
a leitura e a escrita.
 A escrita deve ser entendida não como um mero código, mas como uma 
representação da linguagem.
 No que se refere à leitura, ler é atribuir sentido.
A escola e a linguagem escrita
É importante que o professor ofereça aos estudantes da EJA diferentes 
modalidades de leitura, nas quais eles possam ler para:
 seguir uma instrução;
 se informar;
 se divertir;
 lembrar;
 estudar mais sobre determinado assunto ou conteúdo;
 se emocionar;
 passar o tempo;
 ampliar sua leitura de mundo e seu senso crítico.
A leitura na EJA
 Para que a escola possa desenvolver a competência leitora e escritora dos 
estudantes da EJA, é essencial que sejam garantidas aos estudantes boas 
situações de aprendizagem da leitura e da escrita.
 O trabalho com diferentes gêneros textuais favorece tal aprendizagem, pois 
permite ao aluno analisar diferentes esferas discursivas.
A leitura na EJA
Toda orientação de estudo se apoia:
 na leitura como forma de aproveitamento dos subsídios disponibilizados 
por fontes escritas;
 na produção escrita como forma de análise e reflexão acerca do que se estuda.
A orientação de estudo na EJA
 Ensinar o estudante da EJA a estudar é essencial para se garantir a autonomia 
destes sujeitos, bem como sua emancipação.
 Os procedimentos de estudo devem se tornar também conteúdos de ensino 
na Educação de Jovens e Adultos.
A orientação de estudo na EJA
 A matemática deve ser entendida como um objeto da cultura, um instrumento, 
uma ferramenta que faz parte da construção da sociedade, não deve 
ser entendida como apenas uma série de técnicas.
 Os jovens e adultos da EJA possuem conhecimentos matemáticos construídos 
no cotidiano. A partir de situações reais, eles operam matematicamente, fazem 
cálculo mental.
 Por isso, é importante que o professor parta sempre dos 
conhecimentos prévios de seus estudantes e garanta um 
ensino que dialogue com o que eles já sabem 
sobre matemática.
Matemática
Para a aprendizagem matemática, é possível afirmar que:
 ler, escrever, falar, escutar, comparar, opor, levantar hipóteses e prever 
consequências está presente no aprendizado da matemática, portanto, 
esses aspectos precisam ser desenvolvidos e aperfeiçoados na EJA. 
Matemática
 As situações de ensino na matemática devem partir de situações reais, inclusive 
sugeridas pelos estudantes, e que se transformem em situações-problemas, 
favorecendo a troca de informações das diferentes formas de resolver uma 
mesma situação e que contribuam para a organização do pensamento 
matemático.
 O trabalho com a matemática deve oferecer situações de ensino relacionadas 
com: operações, cálculos, grandezas, medidas, resolução de situações-
problemas, geometria, entre outros conhecimentos matemáticos relevantes.
Matemática
 É importante considerar que os estudantes da EJA não se interessam só pela 
realidade cotidiana, mas também por aquela relativa aos povos e culturas, aos 
conflitos religiosos, ao desenvolvimento científico e tecnológico.
 É importante que a escola introduza no currículo da EJA abordagens mais 
abrangentes sobre a realidade, envolvendo o conhecimento das ciências sociais 
e naturais.
 Só assim será possível desenvolver nos estudantes 
a curiosidade crítica, como dizia Paulo Freire.
Estudos da sociedade e da natureza
Os estudos acerca da sociedade e da natureza contribuem para que os estudantes 
da EJA sejam capazes de:
 problematizar fatos observados cotidianamente, ampliando a visão de mundo;
 conhecer aspectos básicos da organização política no Brasil;
 inserir-se em seu meio social e natural, usufruindo racional e solidariamente 
de seus recursos;
 compreender as relações que os homens estabelecem 
entre si no âmbito da atividade produtiva;
Estudos da sociedade e da natureza
 reconhecer e valorizar seus próprios saberes sobre seu meio social e natural, 
interessando-se por enriquecê-lo;
 interessar-se pelo debate de ideias a partirda fundamentação de argumentos;
 valorizar a vida e sua qualidade como bens pessoais e coletivos;
 apropriar-se da cidadania plena.
Estudos da sociedade e da natureza
Como podemos observar, os jovens e adultos da EJA chegam à escola com 
saberes sobre a escrita, com conhecimentos matemáticos e também com saberes 
relacionados à sociedade e à natureza. Para conhecer tais saberes, 
o professor precisa:
a) realizar uma avaliação inicial.
b) promover uma roda de conversa.
c) preencher um questionário bem detalhado.
d) contextualizar os conteúdos que serão desenvolvidos.
e) levantar os conhecimentos prévios.
Interatividade 
Como podemos observar, os jovens e adultos da EJA chegam à escola com 
saberes sobre a escrita, com conhecimentos matemáticos e também com saberes 
relacionados à sociedade e à natureza. Para conhecer tais saberes, 
o professor precisa:
a) realizar uma avaliação inicial.
b) promover uma roda de conversa.
c) preencher um questionário bem detalhado.
d) contextualizar os conteúdos que serão desenvolvidos.
e) levantar os conhecimentos prévios.
Resposta
ATÉ A PRÓXIMA!
	Slides de Aula - Unidade I.pdf
	Slides de Aula - Unidade II.pdf

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