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DENTÍSTICA O tratamento expectante é frente a uma carie aguda pois se for carie crônica é possível a remoção total da dentina cariada, o tratamento expectante é feito onde a completa remoção de carie se torna arriscada, por risco de contaminação da polpa. No tratamento expectante não coloca-se cimento de hidróxido de cálcio porque a cavidade é grande e envolve toda a parede pulpar. No tratamento expectante não há formação de barreira dentinária. Para a proteção pulpar direta (PPD), a cavidade está livre de microrganismos ou se tem microrganismos é muito pouco, e durante a remoção da restauração caiu microrganismo da cavidade bucal, mas proteção pulpar direta geralmente o paciente está sob isolamento absoluto. Na PPD é feita uma restauração definitiva e proservação apenas por radiografia. CURETAGEM PULPAR A curetagem pulpar pode ser definida como remoção de parte da polpa e é realizada em casos de queda e invasão de microrganismos do meio ambiente e bucal, então é cortada uma parte da polpa de modo a evitar que uma grande quantidade de microrganismos fique alí dentro da cavidade. Além de uma situação de trauma, pode ser feita também frente a um preparo onde ocorre acidentalmente uma exposição pulpar ao retirar as restaurações antigas (nesse caso pode ser feito um PPD), mas é preciso observar se há recidiva de carie. A curetagem pulpar é feita quando há risco iminente de infecção de microrganismos diretamente sobre a polpa. A curetagem pulpar é feita como: primeiro faz-se a anamnese do caso, exame clínico, seguido do exame radiográfico (permite analisar a possibilidade ou não de fazer uma curetagem pulpar). Diferentemente do tratamento expectante, na curetagem pulpar ira ser feito o PPD. Passo a passo da curetagem: - Anestesia; - Isolamento absoluto; - Antissepsia do campo operatório (limpar o campo com álcool 70% após o isolamento ser colocado no paciente e lavar dente com profilaxia); - Remoção da cárie (as vezes já teve tratamento expectante, isso significa que quase não há microrganismos nessa cavidade); - Irrigação (soro fisiológico – pH neutro ou solução de hidróxido de cálcio – pH de 11 a 12); - Remoção da polpa inflamada (pode ser cortada com colher para a dentina afiada, broca, ponta diamantada, mas a broca e a ponta diamantada não vão dar ao operador a sensação de que ele esta cortando um tecido resistente ao corte e uma das coisas que vamos analisar é a resistência ao corte); - Irrigação com solução medicamentosa (soro fisiológico ou solução de hidróxido de cálcio, dando preferência nesse momento para solução de hidróxido de cálcio pois a solução tem função hemostática) – nesse momento é usada a solução medicamentosa composta por um antibiótico, um anestésico e um anti-inflamatório potente que é o corticoide, o anestésico impede que a polpa fique doendo, o antibiótico vai matar os microrganismos que por acaso estejam presentes e o corticoide é o anti-inflamatório muito potente e minimiza os efeitos sintomáticos da inflamação. Solução medicamentosa é colocada com uma bolinha de algodão estéril de tamanho compatível com a cavidade e deixar durante 5 minutos; - Proteção com pó de hidróxido de cálcio; - Aplicação do cimento de hidróxido de cálcio; - Restauração provisória com IRM. Já se tem a radiografia diagnostico (primeira radiografia feita antes da montagem do plano de tratamento e do tratamento expectante), após realizar a restauração provisória faz-se a radiografia controle (segunda radiografia). No retorno do paciente, após 45 dias aproximadamente, a primeira coisa a se fazer é o teste de sensibilidade pulpar e uma radiografia (terceira radiografia na qual observa-se a formação da barreira dentinária). Com anestesia, faz-se então a remoção da restauração provisória, sonda para evidencia formação da barreira de dentina e muitas vezes, numa segunda sessão faz-se a restauração definitiva, outras vezes deixa-se isso para uma terceira sessão. Passo a passo: - Remoção do IRM (sem aumento do tamanho da cavidade); - Lavagem do pó de hidróxido de cálcio; - Remoção da dentina amolecida evidencia com fucsina básica a 0,5% por 8 segundos ou caso não quiser evidenciar observa-se o grito da dentina (ouve por ondas sentidas pelo tato); - Lavagem com hidróxido de cálcio ou clorexidina por 20 segundos; Obs: core quantas vezes forem necessárias. - O que mantem evidenciado com uma broca esférica grande ou uma colher para dentina e remove o remanescente corado (não pode deixar nenhuma dentina amolecida na cavidade); - Caso houver exposição pulpar, faz-se a curetagem pulpar (é importante observar a cor do sangue que deve estar vermelho rutilante); - Secagem com bolinha de algodão; - Solução de hidróxido de cálcio; - Ostosporin ou maxitrol ou solução manipulada colocado por 5 minutos na cavidade; - Limpeza da cavidade; - Pó de hidróxido de cálcio sobre a exposição pulpar; - Cimento de hidróxido de cálcio na parede de fundo toda; - Fechamento com IRM em infraoclusão; - Após 45 dias remove-se o IRM e faz-se a restauração definitiva. PULPOTOMIA Pulpotomia é a remoção total da polpa coronária. A lesão do teto da câmara estende-se por todo o teto, nessa situação não tem como produzir dentina. A vantagem da pulpotomia é que não existe o risco de quebrar limas dentro do canal radicular, não há risco de ultrapassar o ápice da raiz, não há risco de cálculo e condenação a exodontia. Passo a passo: - Remoção dos restos de restauração; - Isolamento absoluto; - Pulpotomia (remoção de toda a polpa coronária com colher para dentina, evitando a ponta diamantada para evitar desgaste do assoalho da câmara e evitar também broca esférica para evitar o deslocamento da ponta e invasão do canal); - Limpeza da cavidade com soro; - Solução medicamentosa (igual na PPD e curetagem pulpar) por 5 minutos; - Hidróxido de cálcio; - Cimento ionômero de vidro; - Fechamento do dente por aproximadamente 45 dias em infraoclusão; - Após 45 dias, remoção da restauração provisória; - Restauração definitiva.