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Material da Quarta Prova OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Professor Claudio Roberto Duarte 1 OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XI – TRANSPORTE HIDRÁULICO DE PARTÍCULAS 1- Introdução: o baixo custo envolvido na utilização de tubulações para o transporte de sólidos em relação a outros meios de transporte, tem levado ao desenvolvimento desta técnica, tanto para o transporte dentro da propria indústria, com para longas distâncias. Deste modo, tem sido explorados depósitos quase inacessíveis a outros meios de transporte, dando origem aos minerodutos, onde escoam vários milhões de toneladas anuais de carvão, fosfato, minérios de ferro e cobre etc. Os principais objetivos no estudo do transporte de partículas consistem na determinação da queda de pressão e da velocidade de escoamento, o que permite o cálculo de potência do sistema de 2 de pressão e da velocidade de escoamento, o que permite o cálculo de potência do sistema de bombeamento. Esquema de Laboratório de um Transporte Hidráulico OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XI – TRANSPORTE HIDRÁULICO DE PARTÍCULAS No Brasil podem ser citados a unidade de transporte de concentrado de ferro da Samarco (ES) que tem um comprimento de 394,5 km e uma capacidade de transporte de 12 milhões de toneladas por ano. Ela teve sua operação iniciada em 1977. Um outro exemplo de aplicação de transporte hidráulico que merece destaque é a unidade de transporte de fosfato da Goiasfértil (GO) de 14,5 km de comprimento e uma capacidade de transporte de 0,9 milhões de toneladas por ano. E um exemplo regional é a unidade da Fosfértil do trecho Tapira/Uberaba com 114 km de comprimento e uma capacidade de 2,2 milhões de toneladas por ano. Descrição Geral do Processo 3 Descrição Geral do Processo Para que o transporte de misturas sólido-líquido através das tubulações seja tecnicamente praticável, as seguintes condições devem ser cumpridas: 1. O sólido deve misturar e separar facilmente; 2. Não deve haver riscos, como por exemplo, a obstrução da tubulação devido às interações entre partículas, trazendo como conseqüência aglomeração delas; 3. O sólido a ser transportado não deve reagir nem com o fluido transportante nem com a tubulação; 4. O desgaste e ruptura a que se submetem as partículas durante o transporte não devem ter efeitos adversos para o processo posterior; 5. A quantidade de fluido transportante deve ser adequada. OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XI – TRANSPORTE HIDRÁULICO DE PARTÍCULAS Dependendo da topografia, e especificamente do desnível entre o ponto da alimentação e da descarga da tubulação, dois tipos de força impulsora podem ser utilizadas para mover a mistura. Neste contexto, o transporte hidráulico de sólidos pelas tubulações classificam-se em transporte gravitacional e transporte por bombeamento. Estes dois tipos são mostrados nas Figuras a seguir. 4 Fonte: www.metalurgia.uda.cl/apuntes/ptapia/mecanica%20II/Transporte%20hidráulico.pdf Exemplo de bombas de deslocamento positivo OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XI – TRANSPORTE HIDRÁULICO DE PARTÍCULAS Variáveis do Sistema: O fluxo de mistura sólido-líquido por tubulações depende de uma grande quantidade de variáveis e parâmetros, não estando ainda avaliada com exatidão a influência de algumas delas. Estas variáveis podem ser sintetizadas da seguinte forma: Dependente do sólido a transportar: 1. Granulometria; 2. Densidade; Dependente da instalação: 1. Diâmetro interno da tubulação; 2. Comprimento; 3. Desnível; 5 3. Forma; 4. Dureza. Dependente do fluido transportante: 1. Densidade; 2. Viscosidade Dependentes da mistura: 1. Concentração de sólidos em volume e peso; 2. Densidade da mistura. 3. Desnível; 4. Rugosidade interna; 5. Ângulos de inclinação da tubulação; 6. Singularidades – Assessórios etc. Dependentes do sistema: 1. Toneladas de sólido a transportar; 2. Velocidade de fluxo; 3. Perda de Carga. OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XI – TRANSPORTE HIDRÁULICO DE PARTÍCULAS Regimes de fluxo: A turbulência é um dos fatores mais importantes que contribuem para manutenção do regime de suspensão dos sólidos. Não obstante, em alguns casos é possível empregar este tipo de transporte operando em regime de fluxo laminar se a concentração de partículas sólidas for elevada (entre 70 e 80% em peso), nestes casos a viscosidade da polpa é alta. Por outro lado é necessário classificar os fluxos das misturas bifásicas de acordo com a forma com que são arrastadas as partículas sólidas, aparecendo quatro formas de transporte claramente diferenciáveis. 6 diferenciáveis. OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XI – TRANSPORTE HIDRÁULICO DE PARTÍCULAS Regimes de fluxo: Fluxo de sólidos em suspensão homogênea Como seu nome indica, as partículas sólidas da mistura são transportadas em suspensão, sem apresentar gradientes, nem de concentração nem de granulometria, em um plano perpendicular ao fluxo e vertical. Além disso, as partículas sólidas não apresentam nenhum deslizamento com respeito ao líquido, quer dizer, tanto o sólido quanto o líquido tem a mesma velocidade de fluxo com o qual o comportamento hidráulico da mistura é muito similar a de um líquido puro, ou seja, perfil turbulento das velocidades de fluxo com simetria. Para que este regime do fluxo exista é necessário que as partículas sólidas sejam pequenas, a densidade relativa 7 seja baixa e a velocidade de fluxo elevada. Fluxo de sólidos em suspensão heterogênea Neste caso os sólidos até se mantém em suspensão, mas as partículas mais pesadas tendem a cair formando um gradiente vertical de concentrações e granulometrias, sem chocar com o fundo da tubulação. No entanto, aos sólidos até podem atribuir-lhes a velocidade do líquido, mas com um pequeno grau de deslizamento nas vizinhanças das paredes. Este regime do fluxo é bastante usual no transporte hidráulico dos relaves com alto grau de moer. OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XI – TRANSPORTE HIDRÁULICO DE PARTÍCULAS Regimes de fluxo: Fluxo de sólidos com arraste de fundo Quando a capacidade do fluido é relativamente baixa comparada ao peso relativo das partículas sólidas grosseiras, estas caem e são arrastadas pelo fundo da tubulação ou do canal, deslizando ou rolando, visto que as partículas mais finas do espectro granulométrico ainda mantêm sua suspensão. Neste caso, o gradiente de concentrações e tamanhos das partículas torna-se mais elevado e se pode observar uma nuvem de partículas movendo-se a uma velocidade menor do que a do fluido pelo fundo da 8 tubulação e outra nuvem de partículas mais finas suspensas e de igual velocidade ao fluido sobre ela. Este regime de fluxo aparece em uma grande quantidade de instalações de transporte de sólidos, projetados com uma baixa velocidade para obter uma abrasão mínima, e tem como inconveniente o arraste do fundo de partículas grosseiras que provocam um desgaste muito elevado na tubulação. OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XI – TRANSPORTE HIDRÁULICO DE PARTÍCULAS Regimes de fluxo: Fluxo de sólidos com depósito de fundo Se o fluxo for fraco, as partículas mais pesadas da fase sólida depositam-se no fundo da tubulação ou do canal, seja na forma intermitente ou definitiva, apresentando um leito fixo de sólidos ou em dunas a baixa velocidade - ambas as situações ocorrem simultaneamente na parte inferior do duto e uma nuvem de partículas arrastada e/ou suspensa sobre estas. O fluxo com depósito estável de fundo apresenta-se geralmente em condições de concentração e tamanho 9 de sólidos relativamente baixos, entretanto, as dunas móveis são usuais em espectros granulométricos largos e concentrações altas. O movimento das dunas nas tubulações ocorre no mesmo sentido que o fluxo da mistura (é possível notar que no fluxo das misturas por canais o sentido pode ser inverso e sua velocidade é muito baixa comparada com a velocidademédia do fluxo. O mecanismo de movimento destas dunas é o seguinte: as partículas situadas nas águas acima das dunas estão submetidas a uma velocidade de fluxo maior que a velocidade média (pela redução da área de fluxo) o que as impulsiona a subir a crista das dunas, onde sua energia cinética dissipa-se nos redemoinhos de fluxo de água abaixo da duna, e retornam para ser depositadas até que a duna passe completamente em cima delas. OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XI – TRANSPORTE HIDRÁULICO DE PARTÍCULAS Regimes de fluxo: Fluxo de sólidos com depósito de fundo Como este processo de deposição dos sólidos causa uma diminuição da seção do fluxo, com o aumento conseqüente da velocidade média para manter a relação da continuidade, a capacidade do fluido é reforçada o que permite manter a fase sólida em movimento. Não obstante, como este processo de redução da área em conjunto com a formação de redemoinhos provocados por dunas incide em um forte aumento da dissipação de energia do sistema e se este não dispõe de energia suficiente necessária seja por bombeamento ou diferença de nível, o processo de deposição de sólidos acentuar-se-á causando em um 10 curto período de tempo uma obstrução total da tubulação. Ainda que a formação de um leito fixo estável no fundo de uma tubulação, com a menor espessura possível, seja desejável sob o ponto de vista de proteger a erosão do fundo da tubulação, há o risco de obstrução da mesma, junto com a impossibilidade de refluidizar o depósito por meios hidráulicos, sendo pouco aconselhável trabalhar neste regime de fluxo. OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XI – TRANSPORTE HIDRÁULICO DE PARTÍCULAS Escoamento de Suspensões Constituídas de Partículas Grandes. Transporte Hidráulico Horizontal – suspensão heterogênea 11 OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XI – TRANSPORTE HIDRÁULICO DE PARTÍCULAS Estudos Empíricos do Transporte Hidráulico de Sólidos De forma paralela ao desenvolvimento teórico, realizaram-se estudos experimentais que permitiram conhecer as características do funcionamento do transporte hidráulico de sólidos. Devido à carência de uma teoria bem desenvolvida sobre o tema, as primeiras análises experimentais, voltadas para fluxo em tubulações à pressão, caracterizaram-se por sua aleatoriedade na fixação de suas variáveis de estudo. E assim, algumas destas investigações deram maior importância à concentração da mistura, ao efeito do 12 diâmetro da tubulação, influência da densidade do sólido etc.. Não obstante, a maioria destes estudos permitiram extrapolações de seus resultados, na obtenção de modelos matemáticos que permitiram a predição do comportamento global de um sistema de transporte hidráulico de sólidos. Como resultado disto, pode-se encontrar na bibliografia uma enorme quantidade de modelos empíricos para transporte hidráulico de sólidos. Entretanto, os resultados experimentais ainda são os mais confiáveis para algumas situações, principalmente em projetos de larga escala e que envolvem um montante de dinheiro muito elevado. Os resultados centraram-se na análise de três parâmetros mais importantes no transporte hidráulico do ponto de vista industrial: 1. Velocidade limite de depósito; 2. Perda de carga em misturas sólido-líquido; 3. Taxas de desgaste. OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XI – TRANSPORTE HIDRÁULICO DE PARTÍCULAS Velocidade Limite de Depósito (VL) Como o próprio nome indica, velocidade limite de depósito é a velocidade mínima de fluxo para que não exista risco de depósito e de entupimento da tubulação. A definição mais utilizada e de fácil determinação experimental é aquela que identifica em qual velocidade os sólidos grossos permanecem parados por maiores períodos de tempo no fundo da tubulação (formação de dunas móveis e/ou leitos fixos no fundo). A velocidade limite em transporte hidráulico de sólidos depende fundamentalmente das seguintes variáveis: 13 1. Granulometria das partículas sólidas; 2. Densidade relativa das partículas sólidas; 3. Diâmetro da tubulação ou altura de escorrimento em um canal; 4. Concentração de sólidos na mistura; 5. Inclinação da tubulação ou inclinação do canal; 6. Fator de forma das partículas sólidas; 7. Temperatura da mistura. Nesta disciplina iremos padronizar o uso da correlação de Costapinto Santana, 1979. Está equação é uma das várias disponíveis na literatura, mas que possui uma boa aceitação. 0,46 0,077 1 f s3 M s M f s Q Q6,34 1 neste caso deve-se considerar que V = velocidade da mistura A Q sendo comercialmente aceito um valor de V 1,2 sendo Q Q S L V L V dpV C gD D V C ρ ρ + = − → = → = + OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XI – TRANSPORTE HIDRÁULICO DE PARTÍCULAS Perda de Carga nas Tubulações A resistência ao fluxo em uma mistura sólido-líquida que flui por uma tubulação pode ser consideravelmente maior que a resistência no caso de um líquido puro. A experiência, tanto a nível laboratorial como industrial, indica que a perda de carga da polpa tem o comportamento mostrado na Figura a seguir. Este comportamento pode ser explicado da seguinte maneira: O aumento da concentração, para uma dada 14 P e r d a d e c a r g a O aumento da concentração, para uma dada velocidade, implica em um aumento da energia gasta para manter as partículas sólidas em suspensão; O aumento da velocidade homogeiniza a suspensão e a mistura tende a comportar-se como um líquido puro; Ao depositar-se, o choque das partículas contra a parede provoca uma dissipação muito forte de energia, e a perda de carga aumenta consideravelmente ainda que a velocidade de fluxo diminua. OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XI – TRANSPORTE HIDRÁULICO DE PARTÍCULAS Perda de Carga nas Tubulações Assim como no caso da velocidade limite de transporte, para a perda de carga nas tubulações iremos padronizar o uso da correlação de Costapinto Santana, 1979 apresentada a seguir. Esta correlação é válida para o caso de transporte hidráulico horizontal de suspensões heterogêneas. 3 1,380,232 2 MV385 1 : 0,009 0,15 1,18 4,43ST H F S V F P P L L dp dpfaixa P gD D DC L ρ ρ ρ − − ∆ ∆ − − − = − ⇒ < < < < ∆ − 15 : a queda de pressão total da mistura, cuidado válido para o tre F T H P sendo L − ∆ − M 2 M cho horizontal. : a queda de pressão do fluido escoando isoladamente a V (considerando o apenas o atrito fluido-tubulação) Portanto: V f=f(Re,e/D) leitura no gráfico d 2 F F P sendo L fP L D ρ ∆ − ∆ − = ⇒ ⇒ MDVe Moody sendo: Re= ρ µ OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XI – TRANSPORTE HIDRÁULICO DE PARTÍCULAS Perda de Carga nas Tubulações No caso de trechos verticais, a queda de pressão total é a soma de duas parcelas, uma relativa ao atrito do fluido na parede do tubo (usualmente calculado nos casos de transporte de fluidos puros) e a outra da interação sólido-fluido (sf). Desprezando, portanto, a interação entre as partículas sólidas e entre estas e o duto (o que é razoável, pois trabalha-se com sistemas diluídos). T V F SF P P P L L L P − ∆ ∆ ∆ − = − + − ∆ 16 : a queda de pressão total da mistura, cuidado válido para o trecho vertical. : a queda de pressão do fluido escoando isoladame T V F P sendo L P sendo L − ∆ − ∆ − ( )( ) M 2 M M nte a V (considerando o apenas o atrito fluido-tubulação) Portanto: V DVf=f(Re,e/D) leitura no gráfico de Moody sendo: Re= 2 : 1 típico da fluidização!!!! F S SF fP L D P sendo g L ρ ρ µ ε ρ ρ ∆ − = ⇒ ⇒ ∆ − = − − → OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XI – TRANSPORTE HIDRÁULICO DE PARTÍCULAS Conforme acabamos de ver: O transporte hidráulico de partículas pode se enquadrar em dois grupos: a) Transporte de partículas “pequenas e leves”���� fluido homogêneo. As suspensões constituidas de partículas pequenas e leves apresentam o comportamento de fluido homogêneo com carater não Newtoniano. b) Partículas Grandes: 1. Escoamento horizontal – suspensão heterogênea (tratamento empírico) 17 b) Partículas Grandes: 1. Escoamento horizontal – suspensão heterogênea (tratamento empírico) 2. Escoamento vertical – suspensão homogênea (eq. já vista na fluidização) Transporte hidráulico horizontal de partículas grandes - heterogêneoTransporte hidráulico vertical de partículas grandes – Homogêneo OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XI – TRANSPORTE HIDRÁULICO DE PARTÍCULAS O transporte de partículas sólidas por arraste em fluido conduz, de um modo geral, à formação de um campo de porosidades heterogêneo na seção transversal de escoamento da mistura sólido-fluido. Em algumas situações, no entanto, dependendo da natureza do problema em estudo, a formulação para o transporte de partículas pode ser substancialmente simplificada considerando que a mistura comporta-se como um fluido homogêneo (Santana, 1982; Gidaspow, 1994): a) Transporte pneumático vertical em fase densa (fluidização incipiente) ou em fase diluída (porosidade superior a 95%); transporte hidráulico vertical sem restrições; 18 b) Transporte hidráulico em qualquer configuração no caso em que as partículas são pequenas, verificando-se o critério empírico de Newitt (1955). 3 f s M 1800 1 sendo: D - o diâmetro da tubulação - a velocidade terminal da partícula isolada no fluido condutor Q Q V = velocidade da mistura A t e M t gDvN V v ∞ ∞ = < + → OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XI – TRANSPORTE HIDRÁULICO DE PARTÍCULAS 2 - A diferença entre as formulações para os casos (a) e (b) reflete a dificuldade na medida das propriedades reológicas da suspensão constituída por partículas relativamente grandes (caso a) e pelo fato de que nesta situação o valor da velocidade relativa fluido-partícula no transporte pneumático pode ser significativamente maior que zero. Como conseqüência, o valor da porosidade no transporte depende da fluidodinâmica do sistema particulado. Apesar destas considerações, há o consenso bem cristalizado na literatura de que o projeto e o estabelecimento das condições operacionais das linhas de transporte 19 hidráulico e pneumático não podem prescindir de estudos conduzidos em unidade piloto bem instrumentada (Krauss, 1980; Wasp, 1983). a) Transporte pneumático vertical em fase densa (fluidização incipiente) ou em fase diluída (porosidade superior a 95%); transporte hidráulico vertical sem restrições; b) Transporte hidráulico em qualquer configuração no caso em que as partículas são pequenas, verificando-se o critério empírico de Newitt (1955). Não deixe de ler o material sobre reologia de suspensões Veja link na Home-Page OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XI – TRANSPORTE HIDRÁULICO DE PARTÍCULAS 2.1 – Reologia das Suspensões: Lembrando os modelos mais utilizados: 20 Maiores detalhes em Mario Valente Possa Engº de Minas, D. Sc. Link na home-page do professor. OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XI – TRANSPORTE HIDRÁULICO DE PARTÍCULAS 2.1 – Reologia das Suspensões: Lembrando os modelos mais utilizados: O comportamento reológico é descrito por equações empíricas pois os aspectos teóricos até hoje não foram bem estabelecidos. Um modelo empírico muito empregado na caracterização do escoamento de um fluido é o de Ostwald de Waele, 21 Maiores detalhes em Mario Valente Possa Engº de Minas, D. Sc. Link na home-page do professor. Nesta referência com link na home-page, você encontrará modelos típicos e equações ajustadas para suspensões de minérios. do escoamento de um fluido é o de Ostwald de Waele, baseado na Lei da Potência, cuja equação é dada por: OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XI – TRANSPORTE HIDRÁULICO DE PARTÍCULAS Outro importante exemplo de suspensão com aplicação vinculada as suas características reológicas são as lamas de perfuração. (Adão Benvindo da Luz Engº. de Minas, D.Sc. , Carlos Adolpho Magalhães Baltar Engº. de Minas, D.Sc. ) A perfuração de poços é realizada desde tempos remotos com a finalidade de encontrar água. A busca intensiva por petróleo começou no Século 19 com a industrialização e, conseqüente, aumento da demanda mundial por derivados de petróleo. Inicialmente, os poços eram perfurados por métodos à percussão, em baixa profundidade e com o uso de água ou suspensões formadas com argilas locais, como fluidos de perfuração. Com o desenvolvimento tecnológico, os poços passaram a ser abertos por equipamentos rotativos, em profundidades extremamente elevadas e utilizando fluidos cada vez mais complexos. 22 fluidos cada vez mais complexos. O engenheiro francês Flauville, em 1833, ao encontrar um aquífero na perfuração de um poço, percebeu que a água, ao jorrar, poderia transportar para fora do poço os detritos resultantes da perfuração. Essa observação deu início ao uso da água como fluido de circulação na perfuração de poços (http://www.slb.com). A literatura registra que o uso de aditivos, como tentativa de controlar as propriedades de um fluido de perfuração, ocorreu pela primeira vez no ano de 1921. Na década de cinqüenta existiam cerca de meia dúzia de produtos para fluido de perfuração, hoje há em torno de 1400 (DARLEY e GRAY, 1988). Os fluidos de perfuração foram ganhando importância à medida que os poços se tornavam mais profundos. Considera-se que, tanto do ponto de vista técnico como do econômico, o sucesso da perfuração de um poço depende fortemente da composição do fluido e dos cuidados para a manutenção de suas propriedades durante a perfuração. OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XI – TRANSPORTE HIDRÁULICO DE PARTÍCULAS A composição desses fluidos inclui alguns minerais industriais cujo tipo e quantidade usada depende das características do poço. Dessa forma, os insumos minerais têm uma importância significativa na indústria do petróleo, onde além de entrarem na formulação do fluido de perfuração e completação de poços de petróleo e gás, são também utilizados na recuperação secundária e na etapa de refino do petróleo. A utilização de um fluido é essencial na perfuração de um poço. O sucesso da operação depende da composição e das propriedades do fluido escolhido que pode exercer diversas funções [Darley e Gray, 1988]: 23 1. Carrear o material cortado pela broca e transportá-lo para a superfície através do espaço anular do poço; 2. Resfriar e limpar a broca; 3. Reduzir a fricção entre o colar da coluna de perfuração e as paredes do poço; 4. Manter a estabilidade da seção do poço não revestida; 5. Controlar a pressão para evitar a entrada de fluxos de óleo, gás ou água proveniente das rochas perfuradas; 6. Formar uma torta (reboco) pouco espessa, de baixa permeabilidade que sele os poros e outras aberturas na formação penetrada pela broca; 7. Ajudar na coleta e interpretação de informações disponíveis a partir de amostras de calha, testemunho de sondagem e perfis elétricos; 8. Promover o efeito de flutuação. A tubulação de um poço imerso no fluido tem seu peso reduzido devido ao empuxo reduzindo a tensão no mecanismo de perfuração. OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XI – TRANSPORTE HIDRÁULICO DE PARTÍCULAS 24 Fonte: http://www.seed.slb.com/pt/scictr/watch/joides/drilling2.htm#logging Acesso em 21/09/08. OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XI – TRANSPORTE HIDRÁULICO DE PARTÍCULAS O fluido de perfuração é bombeado para dentro do poço através da tubulação central.Ao sair, sob pressão, no final do tubo, o fluido arrasta os detritos de rocha e retorna à superfície pelo espaço anular entre a tubulação e as paredes do poço. O fluido deve circular a uma velocidade maior do que a velocidade de sedimentação das partículas removidas, a fim de que os resíduos possam chegar à superfície. Os fluidos usados atualmente na perfuração, completação e operações especiais nos poços de petróleo são misturas de diferentes produtos cuidadosamente selecionados para atender às condições específicas de cada poço. 25 A perfuração de petróleo é o segmento que usa a maior quantidade de minerais industriais, destacando-se seis funções básicas: modificador de densidade; promotor de viscosidade (“viscosifier”); agente anti-espessante (“thinner”); material contra perda de circulação; estabilizadores e lubrificantes. OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XI – TRANSPORTE HIDRÁULICO DE PARTÍCULAS O Cálculo da Queda de Pressão do sistema (tubulações, acessórios etc.) e potência da bomba em um transporte de suspensão. O procedimento empregado no tópico projeto de bombas é válido aqui, com uma pequena diferença, aqui não temos um fluido e sim uma suspensão. Porém, é possível aplicar o conceito de Bernoulli e apenas teremos que usar as propriedades da mistura e não do fluido. Sendo assim, consideraremos a densidade da mistura, a viscosidade da mistura, o número de Re da mistura. O principal diferencial se refere aos gráficos de Moody usados no caso de fluidos, aqui o diagrama é específico para o tipo de mistura (propriedade reológica), seja esta do tipo Binghan, Power Law 26 específico para o tipo de mistura (propriedade reológica), seja esta do tipo Binghan, Power Law etc. No cálculo do número de Reynolds iremos adotar a equação abaixo, que é válida para o modelo de Ostwald de Waele, sendo neste caso o termo independente nulo. Veja na próxima página o diagrama de Moody para fluido não Newtoniano. 2 mod Considerando um fluido de Ostwald de Waele teremos o Reynold modificado escrito como: 6 2 8 n n M M e n V D R k n n ρ− = + OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XI – TRANSPORTE HIDRÁULICO DE PARTÍCULAS Fator de atrito de Fanning para escoamento de fluidos não Newtonianos (DODGE & METZNER, 1959). Citado por PERRY & GREEN (1999). 27 2 mod 6 2 8 n n M M e n V D R k n n ρ− = + OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XI – TRANSPORTE HIDRÁULICO DE PARTÍCULAS Assim como no caso de fluidos Newtonianos, para o caso dos fluidos Não-Newtonianos é possível estimar o valor do fator de atrito usando correlações. O escoamento de fluidos que obedecem ao modelo de Ostwald de Waele em regime laminar, ao contrário do turbulento, pode ser considerado elucidado (KEMBLOSKI & KOLODZIEJSKI, 1973). Entretanto, o escoamento deste tipo de fluido em regime turbulento continua sendo motivo de inúmeras pesquisas. A maior parte das correlações propostas na literatura para predição do fator de atrito foram obtidas a partir de analises teóricas do modelo de Ostwalde de Waele. 28 partir de analises teóricas do modelo de Ostwalde de Waele. Importantes revisões foram feitas por KEMBLOSKI & KOLODZIEJSKI (1973) e COELHO (1981), nas quais são mostradas as três tendências seguidas pelos pesquisadores com intuito de correlacionar o fator de atrito no escoamento turbulento de fluidos não Newtonianos. Maiores detalhes a respeito deste tema você poderá encontrar no link Transporte de Fluidos Não-Newtonianos na home-page do professor, trata-se do trabalho de Adelson Belizário Leal 2005. Uma boa referência ����Adelson Belizário Leal 2005 OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XI – TRANSPORTE HIDRÁULICO DE PARTÍCULAS SHAVER & MERRILL (1959), trabalhando com escoamento turbulento de soluções aquosas diluídas de CMC, carbopol e polisobutileno em ciclohexano, correlacionaram com o modelo de Ostwaldde Waele o fator de atrito através de uma equação do tipo Blasius, dada por: ( ) 2,635 10,5 0,079 sendo o número de Reynolds de SHAVER & MERRILL (1959), definido por: 8 3 1 4 n eSM eSM eSM n f R n R DvR v nk D n ρ = = + Cabe acrescentar que o desvio máximo encontrado pelos autores ficou entre +33% e 15% para 0,53≤n<1. Nestas correlações, para o caso de suspensão, considere as propriedades físicas da mistura. 29 DODGE & METZNER (1959), através de um estudo teórico e experimental utilizando soluções de CMC, carbopol e argila correlacionaram o fator de atrito ao número de Reynolds generalizado definido por METZNER & REED (1955). Estes autores adotaram as hipóteses válidas para o escoamento de fluidos Newtonianos na descrição do escoamento de fluidos não Newtonianos (SKELLAND, 1967). A correlação obtida por DODGE & METZNER (1959), no caso especial de fluidos de Ostwald de Waele, é dada por,: 4D n 1 2 0,75 1,2 1 1 4,0 0,4log - sendo o número de Reynolds de METZNER & REED, (1955), definido por: n 8 3 1 4 n eMR eMR eMR n n R f R nf DvR v nk D n ρ − − = = + com um desvio médio de 1,9% para 0,4≤n≤1,0. OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XI – TRANSPORTE HIDRÁULICO DE PARTÍCULAS A correlação de Szilas et al 1981, por se tratar de uma correlação que leva em consideração a rugosidade relativa é bastante aplicada. A correlação de Szilas et al 1981 é a seguinte: 2 2 2 1 1 102log 0,27 sendo o número de Reynolds de METZNER & REED, (1955), definido por: 8 3 1 4 eMRn n eMR eMR n n e R Df R f DvR v nk D n β ρ − − − = − + = + Nestas correlações, para o caso de suspensão, considere as propriedades físicas da mistura. 30 1 4 0,707 4,0151,51 2,12 1,507n k D n n n β = + − − A principal referência para busca de correlações de estimativa de fator de atrito é: Slurry handling design of solid-liquid system, os autores são: Nigel P. Brown, Nigel I. Heywood 0,9 1 6,812log 0, A equaç 27 Ref é a rugosidade relativa do du ão que adotaremos é aquela citada em Massarani: to M e D e D = − + OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XI – TRANSPORTE HIDRÁULICO DE PARTÍCULAS Na referência mencionada você poderá encontrar várias outras correlações, mas lembre-se, uma boa revisão bibliográfica e o mais atualizada possível, deve sempre preceder os seus cálculos. Exemplo: Mineroduto de SAMARCO: (assista ao vídeo com os dados reais da empresa e maiores detalhes a respeito do mineroduto). •400 km, o terminal encontra-se 1000 m abaixo da mina; •dutos de aprox. 48cm de diâmetro interno (e/D=10-4); 31 •dutos de aprox. 48cm de diâmetro interno (e/D=10-4); • 12.106 ton/ano de minério; •suspensão constituida de 65% em peso de minério (ρs=4,9g/cm3); •dados reológicos a 200C •dias de operação/ano: 340 0,91 2 dyn0,060 S cm λ = OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XI – TRANSPORTE HIDRÁULICO DE PARTÍCULAS Exemplo: Mineroduto de SAMARCO: -4 6 400 km, o terminal encontra-se 1000 m abaixo da mina; dutos de aprox. 48cm de diâmetro interno (e/D=10 ); 12.10 ton/ano de minério; suspensão constituida de 65% em peso de minério ( s=4,9g/cm3); dias d ρ 0,91 2 e operação/ano: 340 dyn0,060 S cm λ = f s M 6 O primeiro passo é calcular a velocidade da mistura: Q QV = A Sabemos que: 12.10 massa de sólidosQ = ton + → = ano 3 6 =2,45.10 m 32 s massa de sólidosQ = densidade do sólido → = g 4,9 ano 3cm 1ton × 610 g 610 × 3cm 6 3 6 f =2,45.10 1 0,35 12.10 massade fluido 0,6565% Q = densidade do fluido m ano m ton sólidos × → = g 1,0 ano 3cm 1ton × 610 g 610 × 3cm 3 6 3 6 6 f s M 6,46.10 1 Sendo assim: Q Q 2,45.10 6,46.10V = A 3,1415 . 48 4 m ano m cm = + + = 2 1 10 m cm × 2 m ano 1ano × 340 dia 1dia 24 h 1h 1,676 3600 m s s = OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XI – TRANSPORTE HIDRÁULICO DE PARTÍCULAS Exemplo: Mineroduto de SAMARCO: -4 6 400 km, o terminal encontra-se 1000 m abaixo da mina; dutos de aprox. 48cm de diâmetro interno (e/D=10 ); 12.10 ton/ano de minério; suspensão constituida de 65% em peso de minério ( s=4,9g/cm3); dias d ρ 0,91 2 e operação/ano: 340 dyn0,060 S cm λ = M 3 Cálculo da densidade da mistura, como sempre, nestas situações adotamos uma base de cálculo. Consideremos uma massa de 100 g: 100 2,07 65 35 4,9 1,0 T massa mistura volume sólido volume fluido g g cm ρ − − − = = + emos como obter a vazão volumétrica da mistura: 33 T M M emos como obter a vazão volumétrica da mistura: 3,1415Q =V 1,676 . 48 4 mA cm s → × = × 2 1 10 m cm × 2 3 MQ 0,303 m s = 1 Novamente iremos adotar a equação de Bernoulli, o procedimento é identico ao adotado para o caso de fluidos Newtonianos, o que muda é a correlação usada no cálculo do fator de atrito. P γ 1 2 2 1 2 P P v g = + 1 2 2 1 v v PZ γ = + − 1 2 2 2 2 P P v g = + 1 2 2 v v Z = + 0 que pode ser perdida por atrito que pode ser perdida por atrito 1 1000 bomba f bomba f bomba f h h h h Z h h m + = = − ⇒ = − OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XI – TRANSPORTE HIDRÁULICO DE PARTÍCULAS Exemplo: Mineroduto de SAMARCO: -4 6 400 km, o terminal encontra-se 1000 m abaixo da mina; dutos de aprox. 48cm de diâmetro interno (e/D=10 ); 12.10 ton/ano de minério; suspensão constituida de 65% em peso de minério ( s=4,9g/cm3); dias d ρ 0,91 2 e operação/ano: 340 dyn0,060 S cm λ = 2 Cálculo da perda de energia por atrito: Pela equação de Darcy teremos (lógico que pelas informações fornecidas, iremos desprezar as perdas nos acessórios): 400 2 eq M f f kmfL V h Dg = = 310 1 m km 21,676 2 48 cm× 2 1 10 m cm 119301,51 9,81 O problema forneceu as informações a respeito da reologia da suspens :ão f= × 34 0,91 2 dyn0,060 Concluímos que: k=0,06 e que n=0,91, cuidado com as unidades Agora podemos O problema forneceu as informações a respeito da reologia da suspens usar o a : u u ão m S cm λ = ⇒ ( )22 0 0, mod 91 91, correlação ou o diagrama de Moody para fluido não Newtoniano válido para este tipo de fluido. O primeiro passo é calcular o número de Reynolds: 48 2,07 6 2 0,06 6 8 8 167,6n nM M e n V DR k n n ρ− − = = + × 5 0,91 3,66.10 Turbulento!!!!!0,91 2 0,91 Para este valor de Reynolds teremos que adotar uma correlação, perceba que não é possível fazer a leitura no gráfico!!!!! = ⇒ + OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XI – TRANSPORTE HIDRÁULICO DE PARTÍCULAS Fator de atrito de Fanning para escoamento de fluidos não Newtonianos (DODGE & METZNER, 1959). Citado por PERRY & GREEN (1999). F o r a d a f a i x a d o g r á f i c o 35 2 5 mod 3,66.106 2 8 n n M M e n V D R k n n ρ− = = + 53,66.10 F o r a d a f a i x a d o g r á f i c o OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XI – TRANSPORTE HIDRÁULICO DE PARTÍCULAS Exemplo: Mineroduto de SAMARCO: -4 6 400 km, o terminal encontra-se 1000 m abaixo da mina; dutos de aprox. 48cm de diâmetro interno (e/D=10 ); 12.10 ton/ano de minério; suspensão constituida de 65% em peso de minério ( s=4,9g/cm3); dias d ρ 0,91 2 e operação/ano: 340 dyn0,060 S cm λ = 0,9 1 6,812log 0,27 Ref é a rugosidade relativa do du A equação que adotaremos é aquela citada em Massa to sendo o número de Reynolds de METZNE rani: R & REED, (1955), definido por M eMR e D e D R = − + 5 1 0,910,91 1 : 48 167,6 2,07 3,66.10 note que a expressão de cálculo de Re é equivalente!!!! 8 3 1 8 167,6 3 0,91 10,06 4 48 4 0,91 eMR n n DvR v nk D n ρ − − × × = = = + × × + × 36 0,9 1 6,812log 0,27 Ref M e D ⇒ = − + 4 2 1 0,9 5 2 6,812log 0,27 1.10 3,66.10 1,50.10 1,50.1 Vimos que: 0 1789,52. 119301,51 11930 ,5 41 61fh f f m P γ − − − = − × + = ⇒ = =× = 1 2 2 1 2 P P v g = + 1 2 2 1 v v PZ γ = + − 1 2 2 2 2 P P v g = + 1 2 2 v v Z = + ( ) 0 que pode ser perdida por atrito que pode ser perdida por atrito 1 3 1000 789,52 Sabemos que Potência é: 2,07.10 9,81 1789,5 . , 2 789 64 bomba f bomba f bomba M bomba MdeltaP h h h h Z h m m gh Q Pot eficiencia m ρ + = = − ⇒ = − = × ×× = = ( )52 0,303 6477148,50 0,75 8686 deltaP W Pot hp × = = Cuidado com as correlações, você encontra as mais variadas, cada uma tem uma melhor faixa de aplicação. Ao usar diferentes correlações você poderá encontrar valores totalmente distintos para f e é claro para a potência da bomba. Logo, para um projeto deste tipo, não é indicado confiar em correlações e sim realizar testes experimentais para estimativa dos dados ou validação de uma correlação. OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XI – TRANSPORTE HIDRÁULICO DE PARTÍCULAS Exercício: Calcular a vazão de água e a potência de bombeamento requeridas para o transporte hidráulico de 40 ton/h de areia na instalação abaixo esquematizada. Os dutos são de aço com diâmetro 5" e o sistema deve operar com uma velocidade de mistura 20% maior que a velocidade crítica de deposição. A perda de carga nos acidentes pode ser estimada em 25% daquela proporcionada pelos dutos. Temperatura no bombeamento: 30ºC. Densidade e esfericidade da areia: 2,6 g/cm3 e 0,78. 37 OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XI – TRANSPORTE HIDRÁULICO DE PARTÍCULAS Exercício: Calcular a vazão de água e a potência de bombeamento requeridas para o transporte hidráulico de 40 ton/h de areia na instalação abaixo esquematizada. Os dutos são de aço com diâmetro 5" e o sistema deve operar com uma velocidade de mistura 20% maior que a velocidade crítica de deposição. A perda de carga nos acidentes pode ser estimada em 25% daquela proporcionada pelos dutos. Temperatura no bombeamento: 30ºC. Densidade e esfericidade da areia: 2,6 g/cm3 e 0,78. Considere uma eficiência de 60% para a bomba empregada no sistema. O primeiro passo é estimar o valor do diâmetro médio, mais uma vez, o ideal é usar o diâmetro médio de Sauter. 38 ( ) diâmetro médio de cada faixa 4 Equação usada no início do curso: 1 1 0,30 0,40 0,30 4,20 2,97 2,97 2,10 2,10 1,49 2 2 2 2,45.10 i i i D X D D dp D m− = ∆ = + + + + + = = ∑ OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XI – TRANSPORTE HIDRÁULICO DE PARTÍCULASExercício: Calcular a vazão de água e a potência de bombeamento requeridas para o transporte hidráulico de 40 ton/h de areia na instalação abaixo esquematizada. Os dutos são de aço com diâmetro 5" e o sistema deve operar com uma velocidade de mistura 20% maior que a velocidade crítica de deposição. A perda de carga nos acidentes pode ser estimada em 25% daquela proporcionada pelos dutos. Temperatura no bombeamento: 30ºC. Densidade e esfericidade da areia: 2,6 g/cm3 e 0,78. Considere uma eficiência de 60% para a bomba empregada no sistema. O segundo passo é calcular a velocidade da mistura, sendo que e o seu cáculo é feito levando-se em consideração a velocidade limite de transporte. Nesta caso, usaremos a correlação de Costapinto. 0,46 0,077 1 f s3 M Q Q6,34 1 neste caso deve-se considerar que V = velocidade da mistura A sendo comercialmente aceita um valor de V 1,2 exatamente o sugerido no problema S L V dpV C gD D V ρ ρ + = − → = 39 Msendo comercialmente aceita um valor de V 1,2 exatamente o sugerido no problema send LV= → 1 0,46 0,0773 s f s s M M f s f s Q Q Q Q o V 1,2 V = 1,2 6,34 1Q Q A Q Q S V L dpC V gD D ρ ρ + = ⇒ = ⇒ = × − + + s s tonO valor de W foi fornecido e vale W =40 h 310 kg 1 ton × 1h s s 11,11W11,11 Q 3600 2,6S kg kg s s s gρ = ⇒ = = 3 cm 3 1 10 kg g × 6 310 cm 3 3 3 s 1 Q 4,27.10 , o diâmetro do tubo é de 5 polegada: D=5 in m m sólidos s − − → = 1m 39,37 in × ( ) ( ) 2 2 2 1 0,0770,463 3 43 f 2 f 1,333 2 2 f f f 3,1415D=0,127 0,127 4 1,27.10 Q 4,27.10 4,27.10 2,6 2, 45.101,2 6,34 9,81 0,127 1Q 4,27 1,0 0,1271,27.10 Q 4,27.10 0,0134 Q 3,94.10 1,67.10 Q 3,5 m A A m− − − − − − − − ⇒ → = × → = + = × × − + + = ⇒ = − ⇒ = 3 22.10 m fluido s − − OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XI – TRANSPORTE HIDRÁULICO DE PARTÍCULAS Exercício: Calcular a vazão de água e a potência de bombeamento requeridas para o transporte hidráulico de 40 ton/h de areia na instalação abaixo esquematizada. Os dutos são de aço com diâmetro 5" e o sistema deve operar com uma velocidade de mistura 20% maior que a velocidade crítica de deposição. A perda de carga nos acidentes pode ser estimada em 25% daquela proporcionada pelos dutos. Temperatura no bombeamento: 30ºC. Densidade e esfericidade da areia: 2,6 g/cm3 e 0,78. Considere uma eficiência de 60% para a bomba empregada no sistema. 3 3 2 3 f s M M2 2 3 3 s 3 3 2 3f s 3,52.10 4,27.10Q QV = V =3,11 A 1,27.10 4,27.10Q sendo 10,82%Q Q 3,52.10 4,27.10 V V m fluido m sólidos ms s sm m sólidos sC C m fluido m sólidos − − − − − − − − ++ ⇒ = → − → = = → = + − − + 40 2 3f sQ Q 3,52.10 4,27.10 Agora já é possível c m fluido m sólidos s s − − + − − + alcular a queda de pressão, como visto teremos que decompor em duas etapas. A primeira iremos considerar a queda de pressão no trecho horizontal e depois no trecho vertical. Para a horizontal temos a co 3 1,380,232 2 M rrelação de Costapinto: V385 1 : 0,009 0,15 1,18 4,43 : a queda de pressão total da mistura : ST F S V F T P P L L dp dpfaixa P gD D DC L P sendo L sendo ρ ρ ρ − ∆ ∆ − − − = − ⇒ < < < < ∆ − ∆ − ∆ − M 2 M M a queda de pressão do fluido escoando isoladamente a V (considerando o apenas o atrito fluido-tubulação) Portanto: V DVf=f(Re,e/D) leitura no gráfico de Moody sendo: Re= 2 F F P L fP L D ρ ρ µ ∆ − = ⇒ ⇒ OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XI – TRANSPORTE HIDRÁULICO DE PARTÍCULAS Exercício: Calcular a vazão de água e a potência de bombeamento requeridas para o transporte hidráulico de 40 ton/h de areia na instalação abaixo esquematizada. Os dutos são de aço com diâmetro 5" e o sistema deve operar com uma velocidade de mistura 20% maior que a velocidade crítica de deposição. A perda de carga nos acidentes pode ser estimada em 25% daquela proporcionada pelos dutos. Temperatura no bombeamento: 30ºC. Densidade e esfericidade da areia: 2,6 g/cm3 e 0,78. Considere uma eficiência de 60% para a bomba empregada no sistema. M 3 1,380,232 2 M V =3,1 0,108 10,82% Para a horizontal temos a correlação de Costapinto: V385 1 V ST H F m C s P P L L dp ρ− − → → = = ∆ ∆ − − − = − 41 M 2 M M 385 1 V DV 0,1 sendo: Re= 2 T H F V F F P gD DC L fP L D ρ ρ ρ µ = − ∆ − ∆ − = ⇒ = 5 3 2 2 M 27 3,11 1000 3,95.10 1.10 Aço comercial possui rugosidade relativa de e/D=0,00036 fazendo a leitura no gráfico de Moody encontraremos: veja: f=0,017 V 0,017 3,11Portanto teremos: 2F fP L D ρ − × × = → ∆ × − = = 3 3 0,23 1,382 42 3 1000 647,34 2 0,127 647,34 3,11 2, 45.10 2,6385 1 1212,62 0,108 647,34 9,81 0,127 0,127 1,0 Portanto teremos a queda de pressão t F T H T H P N L m P L P N L m − − − − × ∆ → − = × ∆ − − ∆ ⇒ = − → − = × × ( )3 otal para o trecho horizontal de 195m sendo: 1212,62 236460,94 195 O próximo passo é calcular a queda de pressão total válida para o trecho vertical. T H T H P N P Pa m − − ∆ ⇒ − = ⇒ ∆ = Professor Claudio Roberto DuarteOPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo V – Dimensionamento de Tubulações 42 0,00036 0,017 2 3 1 5M 3 DV 0,127 3,11 1000Re= 3,95.10 1.10 ρ µ − × × = = OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XI – TRANSPORTE HIDRÁULICO DE PARTÍCULAS Exercício: Calcular a vazão de água e a potência de bombeamento requeridas para o transporte hidráulico de 40 ton/h de areia na instalação abaixo esquematizada. Os dutos são de aço com diâmetro 5" e o sistema deve operar com uma velocidade de mistura 20% maior que a velocidade crítica de deposição. A perda de carga nos acidentes pode ser estimada em 25% daquela proporcionada pelos dutos. Temperatura no bombeamento: 30ºC. Densidade e esfericidade da areia: 2,6 g/cm3 e 0,78. Considere uma eficiência de 60% para a bomba empregada no sistema. ( ) 236460,94 O próximo passo é calcular a queda de pressão total válida para o trecho vertical. Mostramos que: T H T V F V SF V P Pa P P P L L L − − − − ∆ = ∆ ∆ ∆ − = − + − 43 3 647,34 : F V SF V P N L m P sendo L − − ∆ − = ∆ − = ( )( ) ( )( ) ( ) ( )v 3 3 3 3 1 típico da fluidização!!!! 1 Sabemos que c 1 0,108 0,16 2,6 1,0 9,81 1,69 Portanto: 647,34 1,69 649,03 trecho verti S S SF V SF V SF V T V g P Pg L L P N L m P N N N L m m m ε ρ ρ ε ρ ρ ε − − − − − − → ∆ ∆ − = − − → = − = ⇒ − = − × ∆ → − = ∆ − = + = → ( ) cal 27m 17523,81 T VP Pa−⇒ ∆ = ( ) ( ) A soma final nos leva a: 17523,81 236460,94 253984,75 Esta é a energia perdida por atrito durante o trajeto nos trechos retos, no caso dos acessórios, iremos usar a sugestão do enunciado: T V T HP P Pa− −∆ + ∆ = + = ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) _ _ 0,25 253984,75 63496,19 317480,94 T acessorios TOTAL COMPLETA T V T H T acessorios TOTAL COMPLETA P Pa Pa P P P P P Pa − − − − ∆ = × = ∆ = ∆ + ∆ + ∆∆ = OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XI – TRANSPORTE HIDRÁULICO DE PARTÍCULAS Exercício: Calcular a vazão de água e a potência de bombeamento requeridas para o transporte hidráulico de 40 ton/h de areia na instalação abaixo esquematizada. Os dutos são de aço com diâmetro 5" e o sistema deve operar com uma velocidade de mistura 20% maior que a velocidade crítica de deposição. A perda de carga nos acidentes pode ser estimada em 25% daquela proporcionada pelos dutos. Temperatura no bombeamento: 30ºC. Densidade e esfericidade da areia: 2,6 g/cm3 e 0,78. Considere uma eficiência de 60% para a bomba empregada no sistema. 1 Novamente iremos adotar a equação de Bernoulli, o procedimento é identico ao adotado para o caso de fluidos Newtonianos, o que muda é a correlação usada no cálculo do fator de atrito. P γ 1 2 2 1 2 P P v g = + 1 2 1 v v Z = + 0 2P γ − 1 2 2 2 2 P P v g = + ( ) 1 2 2 perdida por atrito v v bomba fZ h h P = + + = ∆ 44 ( ) ( ) perdida por atrito perdida por atrito perdida por atr o _ t _ i 317480,94 1173 9,81 27,60 Consideremos uma massa M f f M TOTAL COMPLETA TOTAL COMPLE f TAgh h g h P PaP m ρ ρ = ∆ ∆ → = = × = ( )M de 100 g: 1 0,108 2,6 0,892 1,0 1,173S gρ ε ρ ερ= − + = × + × = 3cm 3 1 10 kg g × 610 cm ( ) ( ) que pode ser perdida por atrito 2 3 3 3 3 3 3 2 3 f s 27,60 9 36,60 Sabemos que Potência é: 1173 1 : Q Q 3,52.10 4,27.10 0,0395 bomba f bomba M M bomba MdeltaP kg m m m fluido m sólidos m suspensão sendo h h Z h m Q g s s s h Q Pot ef ρ − − = − − = + ⇒ − + = + = = + = = × = ( )3 0,031,173.10 9,81 36,60 27726,43,41 0,6 37,18 95 38 deltaP W iciencia Pot hp hp × × × = = = ⇒ OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR Ref: Kern, Processos de transmissão de calor, Guanabara dois, 1980. Holman, Heat transfer, McGrae-Hill, 1983 (U) 45 OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR 1- COEFICIENTE GLOBAL DE TRANSFERÊNCIA DE CALOR U – considere um trocador de calor de tubos concêntricos: [ ] [ ]0 0 Determinação da taxa de transferência de calor em regime permanente Convecção Interna: , onde 2 2Condução através do tubo Interno: ln Covecção externa (ânulo): i i A Wi i i Wi W i Q h A T T A rL LkQ T T r r Q pi pi = − = = − [ ]0 0 0 0 0, onde 2W Bh A T T A r Lpi= − = 46 TB TA TW0 TWI ri r0 TA> TB Covecção externa (ânulo): Q [ ]0 0 0 0 0, onde 2W B A Wi h A T T A r L T T pi= − = − i i Wi Q h A T = 0WT− 0 0 ln 2 i W rQ r Lk T pi = ( ) 0 0 0 0 0 0 0 0 ln1 1 2 ln1 1 2 B i A B A B i i i i i QT h A r r T T T T Q Q h A Lk h A r r h A Lk h A pi pi − = − − = + + ⇒ = + + OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR 1- Equação de Cálculo: Equação de cálculo Q UA T Q UA T = ∆ → = ∆ ( )A BT T− = 0 0 0 ln1 1 2 1 i i i r r h A Lk h A UA pi + + = 0 0 0 A literatura apresenta dois caminhos para tratar o problema: O primeiro baseado na área interna do tubo interno: 1 ln1 2 O segundo baseado na área externa do tubo interno, i i i i i U rA r A h Lk h Api = + + 1 2 47 0 0 0 1 ln1 1 2 1 Resistências i i i UA r r h A Lk h A UA pi = + + = ∑ O segundo baseado na área externa do tubo interno, que é 0 0 0 0 0 mais comum: 1 ln 1 2 i i i U rA rA h A Lk hpi = + + 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 21Seja: 2 A resistência térmica para a condução é bem menor, comparada as resistências térmicas para a convecção. ln ln1 1 e 2 2 i i i i i i i i i i i A r L rh h h h A rLh r r rA A r r Lk h Lk h pi pi pi pi = = ⇒ = << << O valor de U será controlado pelo menor h (maior a resistência), quando for significativamente menor que o outro. O h pode ser obtido por correlações, gráficos e tabelas (serão apresentadas). Uma aproxim 0 0 0 ação bastante utilizada é: 1 1 1 i U h h = + 3 4 OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR 1.1- Fatores de Incrustação (Rd) Depois de um certo período de operação, as superfícies de transferência de calor de um trocador podem ficar cobertas com partículas presentes no escoamento. O depósito sobre a parte interna e externa provocarão o acréscimo de duas resistências térmicas no cálculo de U. As resistências adicionais reduzem o valor original de U. Para superar esta dificuldade, no projeto de equipamentos, costuma-se calcular a quantidade de depósito pela introdução de uma resistência adicional, denominada Rd (fator de incrustação). CSeja U o coeficiente Global do trocador limpo: 1 1U = ≈ 48 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 D C 0 0 0 D 1 1 1 1ln1 1 2 1 1 1 ou 1 Coeficiente Global de Projeto 1 1 U U 1 sen U C i i i i C C i i i C di d i di d U rA r h h h Lk h h hU U h h h h R R U R R R R R R pi = ≈ + + + ⇒ = + ⇒ = + = + = + + = + + + → 0 C D D C C D do: U U1 1 U U U U d di d d d R R R R R = + − = + ⇒ = OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR Exercício: Para um trocador de tubo duplo, hi0 e h0 são iguais a 300 e 100 Btu/(h.ft2.ºF), respectivamente. Calcular o coeficiente global de troca térmica para o trocador limpo e para o trocador sujo. Considere o fator de incrustação sendo 0,0025/(h.ft2.ºF)/Btu, após um período de 1,5 anos de uso. C 0 0 2 0 0 Seja U o coeficiente Global do trocador limpo: 300 100Vimos que 75 300 100 . . Vimos ainda que: 1 1 1 1 i C o i h h BtuU h h h ft F × ⇒ = = = + + 49 D C D D 2 1 1 1 1 0,0025 U U U 75 U 63,3 . . d o R Btu h ft F = + ⇒ = + → = h C D D Equação de Projeto: - Coeficiente Global de Projeto A - Área de Transferência de Calor - Diferença de Temperatura entre as correntes (T -T ) Como U U Aumenta-se a D D C Q U A T U T U Q A T = ∆ ∴ ∆ < ⇒ =↓ ↑ ∆ área de Torca Térmica do projeto compensando a queda de rendimento (devido a incrustação). Os fatores de incrustação (Rd) tabelados destinam- se a proteger o equipamento impedindo-o de transportar uma quantidade de calor menor que a necessária para o processo por um período de ± 1,5 ano. Rd Quadro 12 do Kern páginas 666 e 667. Tabelas do TEMA (Tubular Exchanger Manufactures Association, Inc.) 50 OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR 1.2 - Coeficientes Peliculares para Fluidos em Canos e Tubos 0,141 3 Escoamento Laminar: Re<2100 Equação de Sieder e Tate 1,86 Re.Pr . sendo a viscosidade do fluido na temperatura da parede. A equação acima fornece desvios médios próximos de 12% p w w DNu L µ µ µ = ara diversos fluidos testados experimentalmente. 0,14 0,8 -Escoamento Turbulento- Equação de Dittus-Boelter: 0,023.Re .Pr sendo n=0,4 para aquecimento e n=0,3 para resfriamento desvio máximo de 15%. n w Nu µ µ = ≈ hDNu k= hDNu k = 51 2 - O Diâmetro Equivalente (De): [Fluidos que escoam em aneis] Quando um fluido flui numa parte anular de tubos concêntricos, é conveniente representar os coeficientes de transferência de calor e os fatores de atrito pelos mesmos tipos de curvas e equações usadas para canos e tubos. Afim de permitir esse tipo de representação para transferência de calor em partes anulares usa-se usualmente o diâmetro equivalente (De). O diâmetro equivalente é igual a quatro vezes o raio hidráulico (rh) que por sua vez, é o raio do tubo equivalente a seção reta anular. ( )2 22 1 esc 1 Área de escoamento Perímetro molhado 4 Anel área de escoamento A 4 Transferência de calor circunferência externa do tubo interno= D Perímetro molhado Queda de Pressão Atrito no tubo ext h e h r D r D Dpi pi = ⇒ = − ⇒ = → → ( )2 1erno e interno= D Dpi + OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR 2 - O Diâmetro Equivalente (De): [Fluidos que escoam em aneis] ePara Transferência de Calor (D ) é calculado como: 4 4e h eD r D⇒ = ⇒ = pi ( )2 22 1 4 D D− pi ( )2 22 1 11 e DD Para a Queda de Pressão (D ') é calculado como: ' 4 ' 4 e e h e D D D D r D − → = ⇒ = ⇒ = pi ( )2 22 1 4 D D− pi ( ) ( ) ( )2 1 1 2 1 2 D +D ' D +D e D D D − → = ( )1 2D +D ( )'D D D⇒ = − Observação: As correlações para Nu(h) podem ser empregadas no cálculo do coeficiente de película em anéis, substituindo o diâmetro convencional pelo diâmetro equivalente para transmissão de calor (De) 52 ( )2 1'eD D D⇒ = − OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR 3 – A diferença Média Logarítimica de Temperatura (média logarítimica de diferença de temperatura (MLDT)). Considere um trocador de calor BITUBULAR SIMPLES 53 OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR O calor transferido no trocador de calor bitubular pode ser dado por: q f Observa-se que as variações de temperatura não são lineares, em cada ponto do trocador a diferença (t -t ) assume valores diferentes. Logo se faz necessário determinar um valor médio que r mQ UA T= ∆ epresente esta diferença de temperatura. Correntes paralelas (Concorrentes): Balanço de Energia em dA: dQ=- (1) sendo: q quente e f frioq q q f f fm C dT m C dT= → →& & q f q f -2 -2 -1 -1 Substituindo (3) em (4) encontramos: (t -t ) 1 1dA (5)(t -t ) A Equação (5) pode ser integrada entre as condições 1 e 2, obtendo: 1 1ln q q f f q f q f q q f f d U m C m C t t UA t t m C m C = − + − = − + − & & & & ( ) ( ) (6) Da Equação (1) temos que: e q q f f Q Q m C m C t t t t = = − − & & 54 q f dQ=- (1) sendo: q quente e f frio : * m e m , vazões mássicas das q q q f f fm C dT m C dT Hipóteses = → →& & & & correntes são constantes *As perdas de calor são desprezíveis, todo calor do fluido quente é recebido pelo fluido frio. * e , os calores eq fC C q f q f q f specíficos dos fluidos são constantes Logo, podemos escrever: e (2) dQTemos ainda que: (t -t )dA (3) (t -t )= UdA 1 1(t -t )=-dQ (4) q f q q f f q f q q f f dQ dQdT dT m C m C dQ U dT dT d m C m C − = = = ⇒ ⇒ − = + & & & & ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) -1 -2 -2 -1 -1 -2 -2 -1 -2 -2 -1 -1 -2 -2 Substituindo estas relações em (6) encontramos: ln logo: Q= q q f f q q f f q q f fq f q f q f t t t t t t t tt t UA t t Q Q UA t t − − − − − = − + − − − ⇒ ( ) ( ) ( ) -1 -1 -2 -2 -1 -1 m -2 -2 -1 -1 m -2 -2 -1 -1 (7) ln Porém, sabemos que: Q=UA T T = (8) ln q f q f q f q f q f q f q f t t t t t t t t t t t t t t − − − ∆ − − − ∆ − − ( ) ( ) [ ] 2 -2 -2 1 -1 -1 2 1 m 2 1 sendo: T T T T T = (9) Tln T q f q f t t t t ∆ = − ∆ = − ∆ −∆ ∆ ∆ ∆ Demonstre que para fluxo contracorrente a equação obtida é a mesma. OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR Exemplo: relação entre escoamento Paralelo (Concorrente) e Contracorrente. Um fluido quente entra num trocador de calor de tubos concêntricos a uma temperatura de 300ºF e deve ser resfriado à 200ºF, por um fluido que entra a 100ºF e é aquecido a 150ºF. O escoamento deve ser paralelo ou contracorrente? Paralelo Contracorrente ( ) ( ) 2 -2 -2 1 -1 -1 sendo: T T q f q f t t t t ∆ = − ∆ = − 55 [ ]2 1 m 2 1 Para correntes Paralelas: Eq (9) T T 50 200 150T =DMLT= 108,2 50 1,386T lnln 200T oF ∆ −∆ − −∆ = = = − ∆ ∆ [ ]2 1 m 2 1 Para Contracorrente: Eq (9) T T 100 1500 50T =DMLT= 123,3 100 0,405T lnln 150T oF ∆ −∆ − −∆ = = = − ∆ ∆ Logo, considerando as mesmas temperaturas para o processo, a MLDT no escoamento paralelo é menor do que a do escoamento contracorrente. Se Q=UA∆Tm ����vou precisar de uma área maior para realizar a mesma troca térmica. Logo, o escoamento contracorrente é preferível. OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR 4- Trocadores de Calor com Tubo Duplo Os trocadores de calor recuperam calor entre duas correntes do processo. Nas deduções que usamos até o momento foram aplicadas a trocadores de calor de tubos concêntricos. A contrapartida industrial para este tipo de 56 industrial para este tipo de aparelho é o trocador de tubo duplo. O trocador de calor com tubo duplo é simples e de construção barata. Ele apresenta como principal desvantagem a pequena superfície de troca térmica. Quando usado para realizar grandes serviços é necessário emprego de um número muito grande de trocadores, ocupando um espaço considerável. OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR 4- Trocadores de Calor com Tubo Duplo Os trocadores de calor recuperam calor entre duas correntes do processo. Nas deduções que usamos até o momento foram aplicadas a trocadores de calor de tubos concêntricos. A contrapartida industrial para este tipo de 57 industrial para este tipo de aparelho é o trocador de tubo duplo. Trocadores com Tubo duplo em série Duas unidades (ramos presos a cada grampo) OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR 4.2 Cálculo de um Trocador com Tubo Duplo Todas as equações desenvolvidas anteriormente serão combinadas para esboçarmos o projeto de um trocador tubo duplo. O método consiste simplesmente calcular h0 e hi0 para obter UC. Considerando uma resistência de incrustação razoável, neste caso, devemos calcular UD a partir do qual a área pode ser calculada mediante a equação de Fourier����Q=UA∆T. Exercício: Deseja-se calcular um trocador de calor bitubular para resfriar benzeno (que escoa no tubo interno) de 180ºF até 100ºF, sob pressão suficiente para manter o benzeno na fase líquida. A água entra no espaço anular a 70ºF á velocidade de 5,0ft/s. O tubo interno é de aço 40IPS de 1 1/4 in. O tubo externo também é de aço 40 IPS de 2 in. O comprimento dos tubos é de 15 ft. 58 1 in. O tubo externo também é de aço 40 IPS de 2 in. O comprimento dos tubos é de 15 ft. Quantas unidades em série devem ser usadas para resfriar 7500lb-m/h de benzeno. Considere Rd’=0,0015 (h.ftºF)/Btu [fator de incrustação por unidade de comprimento] q 3 1 4 100+180Dados: temperatura média= 140ºF 2 Propriedadesfísicas do Benzeno a 140ºF, veja como obter: lbCp 0,45 k=0,087 =52,3 . . . ft 0,39 Tubo interno: Fluido Benzeno Aço 40 IPS de 1 o o Btu Btu lb F h ft F cP in ρ µ = = = → i e 2 2 D 1,38 e D 1,66 Área de Escoamento do tubo A=1,04.10 in in ft− = = 2 3 Dados da água: 62,3 1H O pf o lb BtuCft lb Fρ = = 59 0,39cP ≈0,45 60 61 1 4 i e 2 2 ti 2 ti-T Aço 40 IPS de 1 D 1,38 e D 1,66 Área de Escoamento do tubo A =1,04.10 Área de Troca Térmica A 0,361 in in in ft ft ft − = = = i e 2 2 te 2 te-T Aço 40 IPS de 2 D 2,067 e D 2,375 Área de Escoamento do tubo A =2,33.10 Área de Troca Térmica A 0,541 in in in ft ft ft − = = = 62 OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR Exercício: Deseja-se calcular um trocador de calor bitubular para resfriar benzeno (que escoa no tubo interno) de 180ºF até 100ºF, sob pressão suficiente para manter o benzeno na fase líquida. A água entra no espaço anular a 70ºF á velocidade de 5,0ft/s. O tubo interno é de aço 40IPS de 1 1/4 in. O tubo externo também é de aço 40 IPS de 2 in. O comprimento dos tubos é de 15 ft. Quantas unidades em série devem ser usadas para resfriar 7500lb-m/h de benzeno. Considere Rd’=0,0015 (h.ftºF)/Btu [fator de incrustação por unidade de comprimento] q Velocidade do Benzeno no Tubo: m 7500 lb h =& 1h × qq 2 m 2,082,08 m 3600 52,3 1,04.10 3,82 i i i i lb v A v s s A ft v ρ ρ − = ⇒ = ⇒ = = × → = & & 63 q 3 1 4 100+180Dados: temperatura média= 140ºF 2 Propriedades físicas do Benzeno a 140ºF, veja como obter: lbCp 0,45 k=0,087 =52,3 . . . ft 0,39 Tubo interno: Fluido Benzeno Aço 40 IPS de 1 o o Btu Btu lb F h ft F cP in ρ µ = = = → i e 2 2 D 1,38 e D 1,66 Área de Escoamento do tubo A=1,04.10 in in ft− = = 2 3,82 0,39 0,39.10 i ft v s g cPµ − → = = = cm 1 . 453,6 lb s g × 30,48 cm × 42,62.10 1 . k=0,087 lb ft ft s Btu h − = 1 . . o h ft F × -5 = 2,42.10 3600 . . Assim podemos determinar o Re: 52,3 1,38 Re o i i i Btu s s ft F in D vρ µ × = = 1 12 ft in × [ ] 4 4 4 i i -5 3,82 2,62.10 Re 8,77.10 Cálculo do Número de Prandtl: 2,62.10 0,45Pr Pr 4,87 2,42.10 i pq TURBULENTO C k µ − − × ⇒ = × = = ⇒ = 2 3 Dados da água: 62,3 1H O pf o lb BtuCft lb Fρ = = OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR Exercício: Deseja-se calcular um trocador de calor bitubular para resfriar benzeno (que escoa no tubo interno) de 180ºF até 100ºF, sob pressão suficiente para manter o benzeno na fase líquida. A água entra no espaço anular a 70ºF á velocidade de 5,0ft/s. O tubo interno é de aço 40IPS de 1 1/4 in. O tubo externo também é de aço 40 IPS de 2 in. O comprimento dos tubos é de 15 ft. Quantas unidades em série devem ser usadas para resfriar 7500lb-m/h de benzeno. Considere Rd’=0,0015 (h.ftºF)/Btu [fator de incrustação por unidade de comprimento] [ ] i 4 Cálculo de h : Re 8,77.10 Como trata-se de Regime Turbulento teremos: Equação de Dittus-Boelter: i TURBULENTO⇒ = 64 q 3 1 4 100+180Dados: temperatura média= 140ºF 2 Propriedades físicas do Benzeno a 140ºF, veja como obter: lbCp 0,45 k=0,087 =52,3 . . . ft 0,39 Tubo interno: Fluido Benzeno Aço 40 IPS de 1 o o Btu Btu lb F h ft F cP in ρ µ = = = → i e 2 2 D 1,38 e D 1,66 Área de Escoamento do tubo A=1,04.10 in in ft− = = ( ) ( ) 0,14 0,14 0,8 0,30,8 4 Equação de Dittus-Boelter: 0,023.Re .Pr 0,023. 8,77.10 . 4,87n w w Nu µ µ µ µ = = 1 332,96 Sabemos que: . 332,96 0,087332,96 1,38 i i i i Nu h D Nu kNu h k D in ⇒ = × = = ⇒ = = 1 12 ft in × 2 ' i 2 251,89 . . Resistência Convectiva Interna (Benzeno) 1 1R 251,89 . i o i i T Btuh h ft F h A Btu h ft − ⇒ = = = 2 0,361 . o ft F × ( ) 2 ' i 1,10.10 . .R . oh ft F L ft Btu L ftft − ⇒ = × Resistência por unidade de Comprimento! 2 3 Dados da água: 62,3 1H O pf o lb BtuCft lb Fρ = = OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR Exercício: Deseja-se calcular um trocador de calor bitubular para resfriar benzeno (que escoa no tubo interno) de 180ºF até 100ºF, sob pressão suficiente para manter o benzeno na fase líquida. A água entra no espaço anular a 70ºF á velocidade de 5,0ft/s. O tubo interno é de aço 40IPS de 1 1/4 in. O tubo externo também é de aço 40 IPS de 2 in. O comprimento dos tubos é de 15 ft. Quantas unidades em série devem ser usadas para resfriar 7500lb-m/h de benzeno. Considere Rd’=0,0015 (h.ftºF)/Btu [fator de incrustação por unidade de comprimento] 22 2 i2 1 Cálculo para o fluido que passa pelo espaço anular (água): Como se trata de uma região anular, devemos usar o conceito de Diâmetro Equivalente, como vimos teremos: D 4 tuboexterno e tD DD Dr − −−−= = = 2 2 2 interno 2,067 1,66ubo − = 65 i2 1 eq 1 D 4 D tuboexterno e t h D DD D r − − −− = = = interno interno eq 2,067 1,66 D 1,66 D 0,914 ubo e tubo in − − = = 1 12 ft in × ( ) ( ) ( ) ( ) 2 2 eq q f 2 2 2 2 i interno 2 2 2 2 D 7,61.10 Temperatura de Saída da Água: m m EQA Vazão Mássica da Água: 3,1415 2,067 1,66 5 A= 1,19 4 4 1A=1,19 A=8,2 144 pq qe qs pf fs fe tuboexterno e tubo H O ft C T T C T T D Dft v in s ftin in pi − − − ⇒ = − = − − − = = = × ⇒ & & 2 2 3 2 3 f f 6.10 m m 62,3 5 8,26.10 2,57H O H O ft lb v A s ρ − − = ⇒ = × × =& & 3600 s × fm 9262,761 lb h h ⇒ =& OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR Exercício: Deseja-se calcular um trocador de calor bitubular para resfriar benzeno (que escoa no tubo interno) de 180ºF até 100ºF, sob pressão suficiente para manter o benzeno na fase líquida. A água entra no espaço anular a 70ºF á velocidade de 5,0ft/s. O tubo interno é de aço 40IPS de 1 1/4 in. O tubo externo também é de aço 40 IPS de 2 in. O comprimento dos tubos é de 15 ft. Quantas unidades em série devem ser usadas para resfriar 7500lb-m/h de benzeno. Considere Rd’=0,0015 (h.ftºF)/Btu [fator de incrustação por unidade de comprimento] ( ) ( ) ( ) ( ) q f Cálculo para o fluido que passa pelo espaço anular (água): Voltando a EQA teremos: m m m 2,08 0,45 180 100 pq qe qs pf fs feC T T C T T C T T − = − − × − & & & 2 3 Dados da água: 62,3 1H O pf o lb BtuCft lb Fρ = = 66 ( ) ( )q f m 2,08 0,45 180 100 70 m 2,57 1 99,13 Agora é possível obter a te pq qe qs fs fe pf o fs C T T T T C T F − × − = + = + × ⇒ = & & ( ) ( ) 2 2média-H média-H mperatura da água: 99,13 70 T T 84,56 2 2 Agora poderemos estimar as propriedades físicas da água para a temperatura média calculada. Veja nas próximas páginas como obter estas fs fe o O O T T F + + = = ⇒ = 2 2 H informações!!! 0,8 0,8.10O Tm g cPµ − − = = cm 1 . 453,6 lb s g × 30,48 cm 2 2 4 H H 1 5,37.10 1,0 . . O Tm O Tm o ft lb BtuCpft s lb Fµ − − − ⇒ = ⇒ = [ ] 2 2 2 2 2 2 2 0 4 4 0 4 H 0 -5 H i Cálculo do Re: 62,3 7,61.10 5Re 5,37.10 Re 4,41.10 Cálculo do Número de Prandtl: 5,37.10 1,0Pr 9,96.10 Pr 5,39 H O eq H O HO Tm H O Tm O Tm O Tm D v TURBULENTO Cp k ρ µ µ − − − − − − − × × = = ⇒ = × = = ⇒ = 2 67 0,8 cP Dados para a água na temperatura média calculada (84,56ºF). Dados para a água na temperatura média calculada (84,56ºF). 68 84,56ºF 1Btu/(lb-ºF) o o 100-84,56 84,56-32k(84,56 F)= 0,343 0,363 100-32 100-32 k(84,56 F)=0,358 Btu h × + × 1 . . o h ft F × 3600s 69 o -5k(84,56 F)= 9,96.10 . . o Btu s ft F⇒ OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR Exercício: Deseja-se calcular um trocador de calor bitubular para resfriar benzeno (que escoa no tubo interno) de 180ºF até 100ºF, sob pressão suficiente para manter o benzeno na fase líquida. A água entra no espaço anular a 70ºF á velocidade de 5,0ft/s. O tubo interno é de aço 40IPS de 1 1/4 in. O tubo externo também é de aço 40 IPS de 2 in. O comprimento dos tubos é de 15 ft. Quantas unidades em série devem ser usadas para resfriar 7500lb-m/h de benzeno. Considere Rd’=0,0015 (h.ftºF)/Btu [fator de incrustação por unidade de comprimento] [ ] i 4 0 i Cálculo de h : Re 4,41.10 Pr 5,39 Como trata-se de Regime Turbulento teremos: TURBULENTO⇒ = ⇒ = 2 0 A área externa ao tubo interno pode ser obtida pela tabela ou calculada: 0,435 Resistência Convectiva no Ânulo (por onde escoa a água) ftA ft⇒ = 70 ( ) ( ) 0,14 0,8 00,8 4 Como trata-se de Regime Turbulento teremos: Equação de Dittus-Boelter: (n=0,4 por ser aquecimento!!) 0,023.Re .Pr 0,023. 4,41.10 . 5,39n w Nu µ µ = = 0,14 ,4 w µ µ 1 -5 0 0 2 0 234,38 Sabemos que: . 234,38 9,96.10234,38 7,61.10 0,306 eq eq Nu h D Nu kNu h k D Btuh s − ⇒ = × = = ⇒ = = ⇒ = 2 3600 . . o s ft F ×× 211041 . .o Btu h h ft F= ' 0 0 0 2 Resistência Convectiva no Ânulo (por onde escoa a água) 1 1R 1104 . h A Btu h ft = = 2 0,435 . o ft F × ( ) 3 ' 0 ' a o ' 0 ç 2,08.10 . .R . Resistência Térmica da PAREDE, Rp: Use o valor de k do aço obtido da tabela na próxima p 1,66ln ln 1,38 2 2 3,1415 27 1,09.10 ágina: k 27 . . p p o i o h ft F L ft Btu Lft B r r Lk L tu R h ft F R pi − − = × × ⇒ = × = = = × ⇒ ⇒ 3 . . . oh ft F ftL Btu 3 ' Resistência devido a incrustaçã 1,5. o: . . . 10 d o L h ft FR ft Btu − ⇒ = Foi fornecida. OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR Aço 27Btu/h.ft.ºF 71 OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR Exercício: Deseja-se calcular um trocador de calor bitubular para resfriar benzeno (que escoa no tubo interno) de 180ºF até 100ºF, sob pressão suficiente para manter o benzeno na fase líquida. A água entra no espaço anular a 70ºF á velocidade de 5,0ft/s. O tubo interno é de aço 40IPS de 1 1/4 in. O tubo externo também é de aço 40 IPS de 2 in. O comprimento dos tubos é de 15 ft. Quantas unidades em série devem ser usadas para resfriar 7500lb- m/h de benzeno. Considere Rd’=0,0015 (h.ftºF)/Btu [fator de incrustação por unidade de comprimento] 3 ' 0 2 ' i ' 3 Cálculo da Resistência Global: 2,08.10 . .R . 1,10. 1,09.10 10 . .R . . . o o o h ft F L ft Btu h ft F L ft Btu h ft FR − − − = = = [ ] m m Cálculo de : 30 80,9 T =DMLT= T =51,31 30ln 80,9 m o T F ∆ − ∆ ⇒ ∆ 72 ( ) ' ' ' ' ' ' 0 i 3 1,09.10 . . . . . . Resistências'= R R Resistênci 1,5.10 p d p d o h ft FR ft Btu h ft FR L L ft Btu R R − = = + + +∑ uuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu� 3 2 ' 3 2 ' 3 3 3 2 3 ' 1,09.10 1,5.10 1,09.10 1, 2,08.10 1,10.10 as'= 2,08.10 1,10.10 1,57.10 . . . Portanto podemos escrever: 1 Resistências 5.10 global global global o m m R L R L h ft FR L ft Btu Q UA T T − − − − − − − − − + + = + + = ⇒ = = ∆ = × + ∆ + ∑ ∑ OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR Exercício: Deseja-se calcular um trocador de calor bitubular para resfriar benzeno (que escoa no tubo interno) de 180ºF até 100ºF, sob pressão suficiente para manter o benzeno na fase líquida. A água entra no espaço anular a 70ºF á velocidade de 5,0ft/s. O tubo interno é de aço 40IPS de 1 1/4 in. O tubo externo também é de aço 40 IPS de 2 in. O comprimento dos tubos é de 15 ft. Quantas unidades em série devem ser usadas para resfriar 7500lb- m/h de benzeno. Considere Rd’=0,0015 (h.ftºF)/Btu [fator de incrustação por unidade de comprimento] Agora podemos calcular a relação QxL: 51,31 o m FQ UA T⇒ = ∆ = 21,57.10 . . oh ft F L − ( ) 3268 1 . No entanto este mesmo calor pode ser calculado como: BtuQ L EQ h ft Btu lb ⇒ = Btu ( ) 73 ( )qQ=m 7500pq qe qs lbC T T− =& 0,45 Btuh lb× . oF ( )180 100 oF× − Q 270000 2 Substituindo EQ1 em EQ2 obtemos: 270000 3268 Btu EQ h Btu BtuQ L h ⇒ = = ⇒ h 270000 . Btu ft = h ramos Portanto, o comprimento total será de: 82,62 Cada ramo possui 15ft, logo: 82,62 n L ft ft ⇒ = = 15 ft ramos5,50 n 6 6 3 TOTAL=3 30ft=90ft 2 2 ramos ramos ramos ramo nGrampos Grampos = ⇒ = = = ⇒ = ⇒ × Trocadores com Tubo duplo em série Uma unidade possui 2 ramos de 15ft de comprimento Na Figura acima temos 2 grampos e 4 ramos. OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR 5-TROCADORES DE CALOR TUBO-CARCAÇA 5.1 – Introdução: Quando necessita-se de grandes áreas para a transmissão de calor recomenda- se a utilização do trocador tubo-carcaça, que consiste de um trocador multitubular fechado composto de diversos tubos que passam no interior de um carcaça. Um fluido escoa pelo interior dos tubos, enquanto o outro fluido é forçado através da carcaça, sob a superfície externa dos tubos. 74 Observações: 1. Geralmente, escoa nos tubos: água de resfriamento e o fluido de menor vazão!! 2. Gases e vapores escoam na carcaça!! OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR 5-TROCADORES DE CALOR TUBO-CARCAÇA 75 OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR 5-TROCADORES DE CALOR TUBO-CARCAÇA 5.1 – Introdução: Quando necessita-se de grandes áreas para a transmissão de calor recomenda- se a utilização do trocador tubo-carcaça, que consiste de um trocador multitubular fechado composto de diversos tubos que passam no interior de um carcaça. Um fluido escoa pelo interior dos tubos, enquanto o outro fluido é forçado através da carcaça, sob a superfície externa dos tubos. Disposição dos tubos e passo do trocador Passo quadrado apresenta menor queda de pressão, 76 menor queda de pressão, mas o passo triângular possui maior coeficiente de película h. PT é definido como a menor distância entre os centros de dois tubos. C’ é o espaço vazio entre os tubos����C’=(PT-DT) PT C’ OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR 5-TROCADORES DE CALOR TUBO-CARCAÇA Espaçamento dos Tubos: Os buracos dos tubos não podem ser perfurados muito próximos uns dos outros, uma vez que uma largura muito pequena de metal entre tubos adjacentes enfraquece estruturalmente o espelho de apoio dos tubos. A menor distância entre dois buracos adjacentes denomina-se ligamento ou intervalo, e estes são padronizados. Os tubos são dispostos ou em configurações quadradas ou em configurações triangulares conforme indicado nas figuras da transparência anterior. A vantagem do passo quadrado é que ostubos são acessíveis para intervalos externos e produzem uma queda de pressão menor quando o fluido flui na direção indicada na figura. Os afastamentos comuns para equipamentos quadrados são de 3/4in DE para 77 indicada na figura. Os afastamentos comuns para equipamentos quadrados são de 3/4in DE para um passo quadrado de lado 1 in e de 1 in de DE para um passo quadrado com 11/4 in. Para equipamentos triangulares, eles são de ¾ in DE para um passo triangular de lado igual a 15/16in, de ¾ in DE para um passo triangular de lado 1in e de 1 in DE para uma passo triangular de lado 11/4 . Carcaças: As carcaças são fabricadas co tubos de aço IPS com diâmetros nominais de até cerca de 12 in, conforme mostrado no Quadro da próxima página. Acima de 12 in até 24 in, o diâmetro externo real é igual ao diâmetro nominal do tubo. A espessrua padronizada da parede para carcaçcas com diâmetros internos de 12 a 24 in, inclusive, é de 3/8 in, o que é satisfatório para pressões de até 300Psi no lado da carcaça. Espessuras superiores de parede podem ser obtidas para pressões mais elevadas. Carcaças com diâmetros superiores a 24 in são fabricados com rolamento de placas de aço. OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR 5-TROCADORES DE CALOR TUBO-CARCAÇA Chicanas: quando um líquido é mantido num estado de turbulência, os coeficientes de transmissão de calor tornam-se mais elevados. Para induzir a turbulência na parte externa dos tubos, podemos usar chicanas que produzem o escoamento do líquido através da carcaça perpendicularmente aos eixos dos tubos. Isto causa uma turbulência considerável mesmo quando uma pequena quantidade de líquido flui através da carcaça. A distância de centro a centro entre as chicanas denomina-se passo da chicana (B) ou espaçamento da chicana. Uma vez que o espaçamento entre as chicanas pode ser pequeno ou grande, a vazão mássica não depende inteiramente do diâmetro da carcaça. O espaçamento da chicanas normalmente não é maior do 78 inteiramente do diâmetro da carcaça. O espaçamento da chicanas normalmente não é maior do que o diâmetro interno da carcaça nem menor do que um quinto do diâmetro interno da carcaça. As chicanas são mantidas com firmeza por meio de espaçadores, os quais consistem de tirantes rosqueados no espelho e de um certo número de seções menores de tubo que formam apoios entre chicanas adjacentes. Existem diversos tipos de chicanas que são usadas em trocadores de calor, porém, de longe, as mais usadas são as chicanas cortadas . As chicanas cortadas são placas perfuradas com alturas geralmente iguais a 75% do diâmetro interno da carcaça. Estas são conhecidas como chicanas com corte de 25%. Passo das Chicanas (B) distância centro a centro enter as chicanas���� 1/5DI<B<DI OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR 5-TROCADORES DE CALOR TUBO-CARCAÇA Fator de Correção F para ∆Tm (DMLT): Para um trocador de calor diferente do de tubo duplo, o calor transferido é calculado usando-se um fator de correção aplicado á DMLT. Este fator (F) depende da geometria do equipamento. A obtenção da temperatura média logarítimica DMLT se sustenta em duas importantes hipóteses: 1- os calores específicos dos fluidos não variam com a temperatura e 2- os coeficientes de transferência de calor por convecção se mantém constantes ao atravessar o trocador de calor. Geralmente, a segunda hipótese é a mais restritiva devido aos efeitos da entrada (devido a não uniformidade da conrrente), a variação de viscosidade e de condutividade térmica do fluido etc. Normalmente, 79 de viscosidade e de condutividade térmica do fluido etc. Normalmente, são empregados métodos numéricos para corrigir estes efeitos. Sendo assim, caso se utilize um trocador de calor diferente do tubo duplo, a transferência de calor deve ser calculada utilizando um fator de correção que se aplica a DMLT (que deve ser calculada considerando um trocador do tipo tubo duplo operando em contracorrente com as mesmas temperaturas de entrada e saída para os fluidos quente e frio). ( ) Portanto nestas situações devemos escrever: mCCQ UA F T= ∆ Observação: a) Não se recomenda, por razões econômicas, trocadores com F<0,75. b) Recomenda-se que outro tipo de arranjo (trocador) seja empregado quando os valores terminais de temperatura não permitirem encontrar F. c) Se um fluido é isotérmico: R=P=0 ����F=1 OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR 5-TROCADORES DE CALOR TUBO-CARCAÇA Exemplo: Determinar a área de troca necessária para um trocador de calor, construído com tubos de 1 in de De, para resfriar 55.000lb/h de uma solução de etanol a 95% (Cpetanol= 0,91 Btu/(lb.ºF)) de 150ºF para 103ºF usando 50.000 lh/h de água disponível a 50ºF. Admitir UD=100Btu/(h.ft2.ºF) e considere trocadores com as seguintes configurações: tubo duplo de correntes paralelas, tubo duplo de contracorrente, turbo carcaça 1-2 (uma passagem na carcaça e duas ou mais nos tubos) com 72 tubos por trajeto. O Etanol escoa na carcaça!!!! ( ) ( ) a) Trocador de Calor Tubo Duplo - Correntes Paralelas: Já provamos que: Q=m mC T T C T T− = −& & [ ] [ ]2 1 Sabemos que: Q= 1 T T 5,95 100 94,05T =DMLT= 33,33 D M o U A T F ∆ ∆ −∆ − − ⇒ ∆ = = = 1 2 80 ( ) ( ) ( ) ( ) q f q f Q=m m m 55.000 0,91 150 103 50 m 50.000 1 97,05 pq qe qs pf fs fe pq qe qs fs fe pf o fs C T T C T T C T T T T C T F − = − − × − = + = + × ⇒ = & & & & [ ]2 1 m 2 1 2 T T 5,95 100 94,05T =DMLT= 33,33 5,95 2,82T lnln 100T De [1] teremos: 2352350 705,77 100 33,33 A área externa pode ser obtida pela equação abaixo: o D M F QA A ft U T A ∆ −∆ − − ⇒ ∆ = = = − ∆ ∆ = = ⇒ = ∆ × 2705,77 3,1415 1 externa externa e e A ftD L L D in pi pi = ⇒ = = × 1 12 ft in por trocador tubos ft2695,92 Considerando um L =30 por tubo 2695,92 n L ft ft ⇒ = ⇒ = ft30 tubosn 90 tubo tubos⇒ ≈ 1 OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR 5-TROCADORES DE CALOR TUBO-CARCAÇA Exemplo: Determinar a área de troca necessária para um trocador de calor, construído com tubos de 1 in de De, para resfriar 55.000lb/h de uma solução de etanol a 95% (Cpetanol 0,91 Btu/(lb.ºF)) de 150ºF para 103ºF usando 50.000 lh/h de água disponível a 50ºF. Admitir UD=100Btu/(h.ft2.ºF) e considere trocadores com as seguintes configurações: tubo duplo de correntes paralelas, tubo duplo de contracorrente, turbo carcaça 1-2 (uma passagem na carcaça e duas ou mais nos tubos) com 72 tubos por trajeto. O Etanol escoa na carcaça!!!! ( ) ( ) b) Trocador de Calor Tubo Duplo - Contracorrente: O mesmo cálculo do item (a) é verdadeiro: Q=m mC T T C T T− = −& & [ ] 1 2 Sabemos que: Q= 1 T T 53º D MU A T F ∆ ∆ ≈ ∆ = 1 2 81 ( ) ( ) ( ) ( ) q f q f Q=m m m 55.000 0,91 150 103 50 m 50.000 1 97,05 pq qe qs pf fs fe pq qe qs fs fe pf o fs C T T C T T C T T T T C T F − = − − × − = + = + × ⇒ = & & & & 1 2 m 2 1 2 2 T T 53º T =DMLT= T T 53º De [1] teremos: 2352350 443,84 100 53 A área externa pode ser obtida pela equação abaixo: 443,84 3,1415 1 D M externa externa e e F F QA A ft U T A ftA D L L D pi pi ∆ ≈ ∆ = ⇒ ∆ ∆ = ∆ = = = ⇒ = ∆ × = ⇒ = = × in 1 12 ft in por trocador tubos ft1695, 40 Considerando um L =30 por tubo 1695,40 n L ft ft ⇒ = ⇒ = ft30 tubosn 57 tubo tubos⇒ ≈ OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR 5-TROCADORES DE CALOR TUBO-CARCAÇA Exemplo: Determinar a área de troca necessária para um trocador de calor, construídocom tubos de 1 in de De, para resfriar 55.000lb/h de uma solução de etanol a 95% (Cpetanol = 0,91 Btu/(lb.ºF)) de 150ºF para 103ºF usando 50.000 lh/h de água disponível a 50ºF. Admitir UD=100Btu/(h.ft2.ºF) e considere trocadores com as seguintes configurações: tubo duplo de correntes paralelas, tubo duplo de contracorrente, turbo carcaça 1-2 (uma passagem na carcaça e duas nos tubos) com 72 tubos por trajeto. ] ) Sabemos que para o Tubo Carcaça devemos usar o : Sendo assim podemos escrever: mCC mCC mContra Corrente C T T T − ∆ ∆ ⇒ ∆ 1 82 ( ) [ ] ( ) ( ) 1 2 m 2 1 Sendo assim podemos escrever: Q= 1 T T 53º T =DMLT= T T 53º 2352350 5 100 0,85 53 mCC D M D mCC Q UA F T U A T F F QA A U F T ⇒ = ∆ ∆ ∆ ≈ ∆ = ⇒ ∆ ∆ = ∆ = = = ⇒ = ∆ × × 222,16 ft 2 A área externa pode ser obtida pela equação abaixo: 522,16 3,1415 1 externa externa e e A ftA D L L D in pi pi = ⇒ = = × 1 12 ft in tubos por-tubo por-tubo por-tubo tubos 1994,56 Considerando n L 1994,56L = L 13,85 2.n 144 total total total LL ft passes tubo L ft ft ⇒ = ⇒ = × − ⇒ = ⇒ = 1 2 Veja na próxima página como obter o valor de F=0,85. 0,85 83 Neste exercício, o etanol escoa na carcaça. Portanto, T1 é a temperatura de entrada e T2 a de saída do etanol. Para o caso da água t2 e t1 representam a sua temperatura de saída e de entrada do trocador, respectivamente. 1 2 2 1 150 103 1 97,05 50 T TR t t − − = = = − − 2 1 1 1 97,05 50 0,47 150 50 t tP T t − − = = = − − 0,47 OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR Exemplo: Uma vazão de 68kg/min de água é aquecida de 35 a 75ºC por um óleo de calor específico igual a 1,9kJ/kg.ºC. Os fluidos são usados em contracorrente em um trocador de calor tubo duplo, com o óleo entrando no trocador a 110ºC e saindo a 75ºC. O coeficiente global de transferência de calor é 320W/m2.ºC. Calcule a área de troca de calor. [ ]2 1 m 2 1 Sabemos que é calculada como : T T 40 35T =DMLT= 37,44 40T lnln 35T Sendo assim podemos escrever: m o T F ∆ ∆ −∆ −∆ = = ∆ ∆ 84 ( ) ( ) ( ) ( ) q f f ? Q=m m kgQ=m 68 min m pq qe qs pf fs fe pf fs fe Q UA T Q C T T C T T C T T ⇒ = ∆ ⇒ = − = − − = & & & 1min × ( ) ( ) ( ) 5 5 2 4180 75 35 1,895.10 60 Q=189,50kW 1,895.10 15,52 320 37,44D m J s s QA A m U T × × − = ⇒ = = ⇒ = ∆ × Qual a vazão mássica de óleo? OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR Exemplo: considere agora que ao invés do trocador de calor tubo duplo do exemplo da página anterior, deseja-se utilizar um trocador de calor de tubo e carcaça com a água escoando em um passe na carcaça e o óleo escoando em dois passes nos tubos. Calcule a área necessária para este trocador de calor, admitindo que o coeficiente global de transferência de calor seja ainda 320W/m2.ºC. A solução é simples, já que basta aplicar o conceito de fator de correção F, neste caso facilitado pela solução do exercício anterior que foi para o contracorrente. Veja na próxima página como obter o valor do fator de correção F. Para o Tubo Carcaça devemos usar o : Sendo assim podemos escrever: mCC mCC mContra Corrente T T T − ∆ ∆ ⇒ ∆ 85 ( ) [ ] ( ) ( ) m 5 2 Q= 1 T =DMLT= 37,44 1,895.10 19,53 320 0,81 37, 44 mCC D M mContra Corrente D mCC Q UA F T U A T T QA A m U F T − ⇒ = ∆ ∆ ⇒ ∆ ∆ = = = ⇒ = ∆ × × 0,81 86 Neste exercício, o etanol escoa na carcaça. Portanto, T1 é a temperatura de entrada e T2 a de saída do etanol. Para o caso da água t2 e t1 representam a sua temperatura de saída e de entrada do trocador, respectivamente. 1 2 2 1 35 75 1,14 75 110 T TR t t − − = = = − − 2 1 1 1 75 110 0,47 35 110 t tP T t − − = = = − − 0,47 OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR 5.3 Projeto de um Trocador de Calor Tubo-Carcaça Método Kern 5.3.1 – Temperatura Calórica ou Temperatura de referência de fluído usada para determinação das propriedades físicas de derivados do petróleo (Óleos) Até aqui as propriedas físicas foram determinadas na temperatura média das correntes ���� colburn����temperatura de referência para propriedades físicas do fluido visando reduzir os erros na estimação de U. Fluido Quente Veja na próxima 87 Fluido Quente ( ) Fluido Frio ( ) Portanto teremos: Fig. 17 (p.648) do Kern qc qs c qe qs fc fe c fs fe c t t F t t t t F t t F = + − = + − => Veja na próxima página o gráfico usado na estimativa de Fc. Maiores detalhes a respeito deste tópico vc encontrará no capítulo 5 do KERN. 88 OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR 2 1 ( , ) ( , )fc c c q q f c ttF f K f K t t U U K U ∆∆ = = ∆ ∆ − = A corrente que fornece o maior valor de Kc controla o processo e deve ser usada para estabelecer o valor de Fc para ambas as correntes 89 = Coef. Global do Terminal Quente = Coef. Global do Terminal Frio f q f U U U OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR Cálculo de temperatura calórica Exemplo: Óleo crú (20ºAPI) é resfriado de 300 a 200ºF, enquanto a gasolina (60ºAPI) é aquecida de 80 a 120ºF num trocador. Para quais temperaturas do fluido U deve ser calculada? Óleo cru (20ºAPI): 300 200 100º Gasolina (60ºAPI): 120 80 40º qe qs fs fe t t F t t F − = − = − = − = 90 fs fe OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR Cálculo de temperatura calórica Exemplo: Óleo crú (20ºAPI) é resfriado de 300 a 200ºF, enquanto a gasolina (60ºAPI) é aquecida de 80 a 120ºF num trocador. Para quais temperaturas do fluido U deve ser calculada? Óleo cru (20ºAPI): 300 200 100ºqe qst t F− = − = Fg.17 Kc=0,68 91 Gasolina (60ºAPI): 120 80 40ºfs fet t F− = − = O maior valor de Kc correspondente ao coeficiente de controle de transferência de calor, o qual supomos sirva para estabelecer a variação de U com a temperatura. Kc=0,68. 2 1 120 0,667 0,425 180 f c q tt F t t ∆∆ ≈ = = ==> = ∆ ∆ Fg.17 Kc<0,1 300 200 100ºqe qst t F− = − =− = − =− = − =− = − = Kc=0,68 0,425cF = 92 2 1 120 0,667 180 f q tt t t ∆∆ ≈ = = ∆ ∆ OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR Cálculo de temperatura calórica Exemplo: Óleo crú (20ºAPI) é resfriado de 300 a 200ºF, enquanto a gasolina (60ºAPI) é aquecida de 80 a 120ºF num trocador. Para quais temperaturas do fluido U deve ser calculada? Óleo cru (20ºAPI): 300 200 100º Gasolina (60ºAPI): 120 80 40º qe qs fs fe t t F t t F − = − = − = − = Temperatura calórica do óleo crú: ( ) 200 0,425(300 200) 242,5º qc qs c qe qs qc t t F t t t F = + − = + − = 93 200 0,425(300 200) 242,5º Temperatura calórica da gasolina: ( ) 80 0,425(120 80) 97º qc fc fe c fs fe fc t F t t F t t t F = + − = = + − = + − = OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR 5.32 – Temperatura da parede do Tubo, Tw Caso: Fluido quente na parte externa dos tubos (Carcaça).wt t∞≈ A temperatura da parede do tubo pode ser calculada pelas temperaturas calóricas quando conhecemos hi e ho. É usual desprezar a diferença de temperatura (tw-tp) através de tubo metálico e considerar o tubo inteiro como estando na temperatura da superfície externa da parede, tw. 94 superfície externa da parede, tw. Conforme já vimos, podemos escrever: 11 1 1 i Interno io i i io o Externo qc fc w fc o io io qc fc w fc o io io A Dh h h R A D t t t ttQ R R R R t t t tQ h h h = = = − −∆ = = = + − − = = + ∑ ( ) ( ) 0,14 Explicitando tw: + Observação: com tw: o w fc qc fc io o io w qc qc fc io o w w h t t t t h h h t t t t h h µµ µ = − + = − − + ==> OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR Exemplo:Deseja-se aquecer de 60ºF até 400ºF 140.000 lb/h de um óleo não volátil, mediante vapor se água condensante a 500ºF. O trocador de calor é multi-tubular, com tubos de cobre de 1” de diâmetro interno num casco de aço. Calcular a área térmica do equipamento. Na tabela abaixo aparecem os coeficientes globais de t.c. e o calor específico do óleo. Tabela de dados fronecidos: 2 QA 0 0 . . dQ dQ=UdA t dA= U T m Sendo: dQ=m Portanto: t p p t C dT C dt A U T ∆ ∴ ∆ ⇒ = ∆ ∫ ∫ ∫ 95 1 quente frio m=140.000 lb/h sendo: =T -t =t t q f U T T t ∆ ∆ − ∫ OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR Exemplo:Deseja-se aquecer de 60ºF até 400ºF 140.000 lb/h de um óleo não volátil, mediante vapor se água condensante a 500ºF. O trocador de calor é multi-tubular, com tubos de cobre de 1” de diâmetro interno num casco de aço. Calcular a área térmica do equipamento. Na tabela abaixo aparecem os coeficientes globais de t.c. e o calor específico do óleo. 2 QA 0 0 . . dQ dQ=UdA t dA= U t m Sendo: dQ=m Portanto: t p p C dt C dt A U t ∆ ∴ ∆ ⇒ = ∆ ∫ ∫ ∫ 96 1 Sendo: dQ=m Portanto: m=140.000 lb/h sendo: t=T-t=t p t q f C dt A U t t ⇒ = ∆ ∆ − ∫ OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR Método Kern de Projeto de Trocador de Calor Passo-a-Passo: q1 q2 q q d f1 f2 f f d As condições exigidas no processo: Fluido Quente: t , t , s, m , C , , K, R e P Fluido Frio: t , t , m , s, C , , K, R e P Para o trocador, os seguintes dados devem ser conhecidos: Lado da Ca µ µ ∆ ∆ & & i rcaça Interior do Tubo D Número e comprimento Espaço da Chicana D e passo ( ) ( ) ( ) q f 2 1 1 2 T 1 1 2 1 1. Balanço de Calor: Q=m m 2. Verdadeira Diferença de Temperatura T: T=MLDT F 18 3. Temperatura Calórica (Fig. 17 (p.648) do Kern): Fluido Quente pq qe qs pf fs fe c C T T C T T t t T TP R Figura T t t t F − = − ∆ − − = = ⇒ ∆ × − − & & Fluido Frio 97 eEspaço da Chicana D e passo Passagens Passagens Fluido Quente t Fluido Frio ( )( ) fc fe c fs feqc qs c qe qs t t F t tt F t t = + −= + − OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR Método Kern de Projeto de Trocador de Calor Passo-a-Passo: s s s e e Para o Fluido da carcaça: (geralmente o fluido quente ) 4.Área de escoamento, a : ' 5.Fluxo Mássica, G : mG 6.Obtenha D : 4 Para Passo Quadrado Teremos (D ): i s T s e h DC B a P a D r = = ⇒ = & ( ) 0 1 0 ,1 43 q 0 H W 0 W 0 0 0 ,14 9 . C alcu le h : C . J 24 k 10 . C alcu le T tem pera tu ra d a parede : T 11 . O b tenha e : s s W s fc qc fc i t s kh F igura D h t T Th h µ µφ φ µ φ φ φ µµ φ = ⇒ = → − = + − + = C á l c u l o s r e l a t i v o s a o F l u i d o q u e E s c o a n a C A R C A Ç A 98 e 2 2 Para Passo Quadrado Teremos (D ): 4 T externo tubo e P D D D pi pi − − ⇒ = e 2 2 qc H q 0 Para Passo Triangular Teremos (D ): 3, 44 lbObtenha para T em Re ft.h 7.Obtenha J : Obtido pela Figura 28 Btu8.Obtenha C na t externo tubo T externo tubo externo tubo e e s P D D D D G lb F pi pi µ µ − − − − ⇒ = ⇒ = qC 2 0 1 3 q Btu.ft emperatura T , e k : . . C . Calcule: k h ft F µ W 0 11 . O b tenha e : 12 . O b tenha o co efic ien te co rrig ido s W h µµ φ µ = ⇒ 0 C 0 0 C 0 0 D D 2 0 O s iten s 13 a 15 são com uns á carcaça e ao s tu bos 13 . C oefic ien te G lob al d e P o lim en to U : U 14 . C alcu le o C oefic ien te G loba l d e P ro je to U : B tuU . . 15 . C alcu le o F ato s s i i h h h h h Q A T h ft F φφ= × = + = × ∆ d 2 0 C D d C D r d e E ncru s tação R : U U . . U U B tu h ft FR −= C á l c u l o s r e l a t i v o s a o F l u i d o q u e E s c o a n a C A R C A Ç A OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR Método Kern de Projeto de Trocador de Calor Passo-a-Passo: d e CASO O R SUPERE O FATOR DE INCRUSTAÇÃO EXIGIDO, SIGA O PROCEDIMENTO INDICADO PARA O CÁLCULO DA QUEDA DE PRESSÃO!!!!!!!! Cálculo da Queda de Pressão!!! 16.Para o R obtido no item 6 obtenha o coeficiente de fricção Fig. 29 LN+1= 17. Cálculo do número de interseções: B f ⇒ C á l c u l o s r e l a t i v o s a o F l u i d o q u e E s c o a n a C A R C A Ç A 99 ( ) 2 int 10 ( 1) 18. densidade relativa. 5,22.10 s ernodacarcaça S e s fG D N P psi s D sφ + ∆ = → = C á l c u l o s r e l a t i v o s a o F l u i d o q u e E s c o a n a C A R C A Ç A OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR Método Kern de Projeto de Trocador de Calor Passo-a-Passo: t t t Para o Fluido dos Tubos: (geralmente o fluido Frio) 4.Área de escoamento, a : ' área obtida do quadro 10. ' 5.Fluxo Mássica, G : mG 6.Obtenha D : 10 Obtenha para T t t t t t a N a a numero de passagens a Quadro µ → = − − = ⇒ & lb em 0 0 ,141 3 f H W 0 0 ,14 W 9 . C alcu le h : C .J 24 k 10 . C a lcu le T p elo cá lcu lo da carcaça o va lo r é o m esm o : 11 . O b tenha e : 24 12 . O b tenh i t t W i i itern o t t ex terno t W kh F igura D h h D D F igu ra µ µφ φ µ φ φ µµ φ µ = ⇒ = → − = × = − 0 0a o coefic ien te co rrig id o ii t hh φφ⇒ = × C á l c u l o s r e l a t i v o s a o F l u i d o q u e E s c o a n o s T U B O S 100 fcObtenha para Tµ H f fC0 2 0 1 3 f lb em ft.h Re 7.Obtenha J : Obtido pela Figura 24 Btu Btu.ft8.Obtenha C na temperatura T , e k : . . C .Calcule: k tDG lb F h ft F µ µ = 12 . O b tenh 0a o coefic ien te co rrig id o O s iten s 13 a 15 são com uns á ca rcaça eao s tubos i t t h φφ⇒ = × C á l c u l o s r e l a t i v o s a o F l u i d o q u e E s c o a n o s T U B O S d e CASO O R SUPERE O FATOR DE INCRUSTAÇÃO EXIGIDO, SIGA O PROCEDIMENTO INDICADO PARA O CÁLCULO DA QUEDA DE PRESSÃO!!!!!!!! Cálculo da Queda de Pressão!!! 16.Para o R obtido no item 6 obtenha o coeficiente ( ) ( ) 2 10 2 2 de fricção Fig. 29 17. densidade relativa. 5,22.10 4 62,518. densidade relativa. 2 ' 144 62,5 é obtido pela Figura 27 2 ' 144 19. t t i t r T t r f fG LnP psi s D s n VP psi s s g V g P P P φ∆ = → = ∆ = → = ∆ = ∆ + ∆ OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR Exercício: Cálculo de um trocador com óleo bruto e querosene. 43.800 lb/h de querosene com 42ºAPI deixam o fundo de uma coluna de destilação a 390ºF e serão resfriados até 200ºF por 149.000 lb/h de óleo bruto de conteúdo médio com 34ºAPI proveniente de um reservatório a 100ºF e sai a 167,25ºF. Uma queda de pressão de 10 psi é permissível para ambas as correntes, e, de acordo com o Quadro 12, devemos dispor de um fator de incrustação combinado igual a 0,003. Dispomos para este serviço de um trocador com 21(1/4) in de DI possuindo 158 tubos BWG número 13 com comprimento de 16 ft e DE de 1 in, dispostos com passo quadrado com afastamento igual a 1(1/4) in. O feixe é agrupado em quatro passagens, e a distância entre as chicanas é de 5 in. O trocador será conveniente, isto é, qual é o fator de incrustação? 101 q1 q2 q q d f1 f2 f f d As condições exigidas no processo: Fluido Quente: t , t , m , C , , K, R e P Fluido Frio: t , t , m , C , , K, R e P Para o trocador, os seguintes dados foram fornecidos: Lado da Carcaça Interi µ µ ∆ ∆ & & (1/4) i (1/4) e or do Tubo D 21 Número e comprimento 158 e 16ft Espaço da Chicana=5in D =1in e passo quadrado com 1 in Passagens=1 Passagens=4 in= = ( ) ( ) ( ) q f q 1. Balanço de Calor: Q=m m lbQ=m 43.800 pq qe qs pf fs fe pq qe qs C T T C T T C T T − = − ⇒ − = & & & 0,59 h Btu lb × . º F ( )390 200 º F− f Q=4.909.980 4.909.980 m fs fe pf Btu h Btu QT T C ⇒ ⇒ = + = & h lb149.000 h 0,49 Btu× lb 100º .º 167,25ºfs F F T F + ⇒ =Veja a leitura dos Cp’s na próxima página Resolva o exercício novamente usando no cálculo do Q com o calor específico calculado com base na temperatura calórica e não na média. Na verdade esta indofamação irá aparecer somente ao final da solução na etapa que relaciona Q=UAdT Inclui todos os derivados classificados com ºAPI 0,59 102 295ºF 0,49 167,25ºF Temperatura média da corrente quenteTemperatura conhecida da corrente fria OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR Exercício: Cálculo de um trocador com óleo bruto e querosene. 43.800 lb/h de querosene com 42ºAPI deixam o fundo de uma coluna de destilação a 390ºF e serão resfriados até 200ºF por 149.000 lb/h de óleo bruto de conteúdo médio com 34ºAPI proveniente de um reservatório a 100ºF e aquecido até 167,25ºF. Uma queda de pressão de 10 psi é permissível para ambas as correntes, e, de acordo com o Quadro 12, devemos dispor de um fator de incrustação combinado igual a 0,003. Dispomos para este serviço de um trocador com 21(1/4) in de DI possuindo 158 tubos BWG número 13 com comprimento de 16 ft e DE de 1 in, dispostos com passo quadrado com afastamento igual a 1(1/4) in. O feixe é agrupado em quatro passagens, e a distância entre as chicanas é de 5 in. O trocador será conveniente, isto é, qual é o fator de incrustação? 2 1 1 2 1 1 2 1 2. Verdadeira Diferença de Temperatura T: 167,25-100 390 200 0,23 2,81 390 100 167,25-100 t t T TP ou S R T t t t ∆ − − − = = = = = = − − − 103 [ ] 1 1 2 1 2 1 m 2 1 m T 390 100 167,25-100 T T 100 222,25T =DMLT= 153,10 100T lnln 222,25T T= T F 1 o T t t t F Figura − − − ∆ −∆ −∆ = = ∆ ∆ ∆ ∆ × ( ) ( ) 8 153,10 0,9 T=137,80º 3. Temperatura Calórica (Fig. 17 (p.648) do Kern): Fluido Quente ( ) 200 0,42 390 200 280º Fluido Frio ( ) 100 0,42 (167,25 100) 128,25 o c qc qs c qe qs qc fc fe c fs fe fc F F F t t F t t t F t t F t t t = × ⇒ ∆ = + − ⇒ = + × − = = + − ⇒ = + × − = º F 104 ou P 2 1 1 2 1 1 2 1 167,25-100 390 200 0, 23 2,81 390 100 167,25-100 t t T TP ou S R T t t t − − − = = = = = = − − − Figura válida para um passe na carcaça e 2 ou mais nos tubos!!! 390 200 190ºqe qst t F− = − =− = − =− = − =− = − = Kc=0,20 0,42cF =100 167,25 67,25ºfe fst t F− = − =− = − =− = − =− = − = 105 2 1 100 0,45 222,25 f q tt t t ∆∆ ≈ = = ∆ ∆ OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR Método Kern de Projeto de Trocador de Calor Passo-a-Passo: ( )s 2 Para o Fluido da carcaça: (geralmente o fluido quente ) 4.Área de escoamento, a : ' 1, 25 1 0,25 ' 21, 25 0,25 5 21,25 1,25 T T i s T C P D in DC B a in P ⇒ = − = − = × × = = = 1 12 ft in × 2 2 s s s2 2 0,1475 5.Fluxo Mássica, G : l43.800 m lG G 296949,15 0,1475 . 6.Obtenha D : 4 s ft b bh a ft h ft D r = = = ⇒ = ⇒ = & PT é definido como a menor distância entre os centros de dois tubos. C’ é o espaço vazio entre os tubos����C’=(PT-DT) H H7.Obtenha J : J 93= 106 e e e 2 2 6.Obtenha D : 4 Para Transferência de Calor (D ): Para Passo Quadrado Teremos (D ): 4 T externo tubo e e h e D r P D D D pi pi − ⇒ = − ⇒ = 2 24 1,25 3,1415 1 0,99 3,1415 1 xterno tubo in − × − × = = × 1 12 ft in qc 2 0,0825 lbObtenha para T =280ºF em ft.h 0,38.10 ft g µ µ − = = cm . s 1 453,60 lb g × 30,48 cm 3600 1 s ft lb0,92 1 ft.h 0,0825 Re e s h ft D G µ = ⇒ = = 2 l296949,15 . b h ft × lb0,92 ft.h 26628,59= Cálculos relativos ao Fluido que Escoa na CARCAÇA q qC0 2 0 q 0 2 0 1 3 q Obtido pela Figura 28 Btu8.Obtenha C na temperatura T 280º , Btu.ft e k : . . Btu Btu.ftC 0,58 k=0,0765 . . Btu0,58 C . Calcule: k F lb F h ft F lb F h ft F lbµ = = → ⇒ 0F lb0,92 ft.h × 2 0 Btu.ft0,0765 . .h ft F 1 3 1,91 = 107 Área usada no cálculo 108 109 0,38cP 93 110 Re 26628,59= Inclui todos os derivados classificados com ºAPI 0,58 111 280ºF 0,49 128,25ºF Temperatura calórica da corrente quenteTemperatura calórica da corrente fria 0,0765 112 Tcq=280ºF OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR Método Kern de Projeto de Trocador de Calor Passo-a-Passo: ( ) 0 1 0 ,1 43 q 0 H 0 0 W 0 W 0 0 0 9 . C alcu le h : C . J 24 k 0, 076593 1, 91 164, 71 0, 0825 10 . C a lcu le T tem pera tu ra da pared e : 164 , 71T 128, 25 280 128, 2 164, 71 s s W s s s fc qc fc i i kh F igu ra D h h h t T Th h h µ µφ φ µ φ φ φ = ⇒ = → − = × × ⇒ = = + − = + − + + ( )5 0,14 W w 2 W 11. Obtenha e : para T 220º .140,56.10 s W F Fig g µµ φ µ µ − = = ⇒ ⇒ = cm . s 1 453,60 lb g × 30,48 cm 3600 1 s ft 0,14 0,14 1 lb1,35 ft.h 0,92Portanto: 0,95 w h µ µφ φ ⇒ = ⇒ = = → = 113 ( ) 0 0 0 164, 71i i t s t h h h φ φ φ+ + ( ) 0 0 0 W 0 0 W O cá lcu lo d e segu e o s m esm os passo s de 4 a 9 só qu e para o flu id o no in terio r d o tubo . A pó s ob te r o va lo r d e =109 será po ss ível segu ir es tes cálcu lo s!!!! T T 128 i t i t s fc qc fc i t s h h h t T Th h φ φ φ φ φ = + − + = ( ) W164, 71, 25 280 128, 25 T 220 º109 164 , 71 F+ − ⇒ =+ Cálculos relativos ao Fluido que Escoa na CARCAÇA 0 0 0 0 0 0,92Portanto: 0,95 1,35 12. Obtenha o coeficiente corrigido Aqui devemos usar o valor de =164,71 que já calculamos 164,71 0,9 s s W s s s s s hh h hh µφ φ µ φφ φ φφ ⇒ = = → = ⇒ = × = × = × 05 156,47h⇒ = Os itens 13 a 15 são comuns á carcaça e aos tubos, portanto vamos calcular primeiro os valores relativos aos tubos. 114 Temperatura da parede=220ºF 115 0,56cP OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR Método Kern de Projeto de Trocador de Calor Passo-a-Passo: 2 t Para o Fluido dos Tubos: (geralmente o fluido Frio) 4.Área de escoamento, a : ' =0,515 inta→ 1 12 ft in 2 -3 2 -3 2 t =3,58.10 ft área obtida do quadro 10. ' 158 3,58.10 0,141ft 4 5.Fluxo Mássica, G : 149.000 t t t t N a a a numero de passagens lb × = = ⇒ = − − H 16L7.Obtenha J : sendo a relação D ft → = 0,0675 ft H f fC0 2 0 f 0 2 0 L 237 D Obtido pela Figura 24 J 31 Btu Btu.ft8.Obtenha C na temperatura T 128,25º , e k : . . Btu Btu.ftC 0,49 k=0,077 . . Btu F lb F h ft F lb F h ft F ⇒ = ⇒ = = = lb 1 3 116 t t2 2 interno 149.000 mG G 1.053.673,71 0,141ft .ft 6.Obtenha D : 10 D t lb lbh a h Quadro = = ⇒ = ⇒ ⇒ & do tubo=0,81in 1ft 12 in × fc 2 0,0675 lbObtenha para T em ft.h 3,6.10 ft g µ µ − = = cm . s 1 453,60 lb g × 30,48 cm 3600 1 s ft lb8,7 1 ft.h 0,0675 Re t h ft DG µ µ ⇒ = = = 21.053.673,71 .ft lb h × lb8,7 ft.h Re 8175,05⇒ = Cálculos relativos ao Fluido que Escoa nos TUBOS 1 03 f Btu0,49 C .Calcule: k lb Fµ = lb .8,7 ft.h 2 0 Btu.ft0,077 . .h ft F 3 3,81 = 117 118 3,6cP Temperatura Calórica do Fluido Frio 128,25ºF 119 31 120 Re 8175,05= 0,077 121 Tcq=128,25ºF OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR Método Kern de Projeto de Trocador de Calor Passo-a-Passo: 0 0 ,1 41 3 f H 1 3 f H W 0 9 . C alcu le h : C .J 24 k C . 0 ,077J 31 3, 81 134 , 73 k 0, 0675 10 . C a lcu le T pelo cálcu lo da carcaça o valo r é o m esm o : i t t W i i t t i i itern o t t ex tern o kh F igu ra D h hk D h h D D µ µφ φ µ µ φ φ φ φ = ⇒ = → − = = × × ⇒ = = × 0, 81134 , 73 in= × 1 in 0 109i t h φ⇒ = 0 0 0 0 0 12. Obtenha o coeficiente corrigido : 109 109 1,12 122 Os itens 13 a 15 são comuns á carcaça e aos tubos i i t t i i i t hh h sendo h h φφ φ ⇒ = × = ⇒ = × → = 122 t t ex tern oDφ φ 1 in W W 0 ,14 2 11 . O b tenha n a tem pera tu ra da pared e T =220 ºF e : 1, 6 .10 t t W w g φ µ µφ µ µ − = = cm . s 1 453, 60 lb g × 30, 48 cm 3600 1 s ft 0 ,14 0 ,14 1 lb3, 87 ft.h 8, 7 1,12 3, 87 w t t W h µ µφ φ µ ⇒ = = = ⇒ = Cálculos relativos ao Fluido que Escoa nos TUBOS 123 1,6cP Na Temperatura da parede 220ºF 124 OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR Método Kern de Projeto de Trocador de Calor Passo-a-Passo: C 0 0 C C 2 0 0 0 D D O s iten s 13 a 15 são com uns á carcaça e ao s tubos 13 . C oefic ien te G lob al d e P o lim en to U : 122 156, 47 B tuU U 68, 55 122 156, 47 . . 14 . C alcu le o C oefic ien te G loba l d e P ro jeto U : B tU i i h h h h h ft F Q A T × = = → = + + = × ∆ 2 0 u . . O ca lo r já fo i calcu lado e va le : Q = 4 .909 .980 h ft F B tu h 125 e O ca lo r já fo i calcu lado e va le : Q = 4 .909 .980 P rec iso ob ter o valo r d e A=área to ta l d e tro ca té rm ica , lem bre-se de q ue pad ron izam os a á rea ex tern a. A 158 16 h f= × 2 0, 2618 ftt ft× 2 e D 2 D 2 0 d 2 0 3C D d d C D A 661, 83 4 .909 .980 P o rtan to terem os:U 661, 83 137 , 38 º B tuU 54 . . 15 . C alcu le o F ato r d e E ncru s tação R : U U 68, 55 54 . .3, 93 .10 U U 68, 55 54 B tu m ft B tu Q h A T ft F h ft F h ft FR R − ⇒ = = = × ∆ × ⇒ = − − = = ⇒ = × OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR Método Kern de Projeto de Trocador de Calor Passo-a-Passo: d e CASO O R SUPERE O FATOR DE INCRUSTAÇÃO EXIGIDO, SIGA O PROCEDIMENTO INDICADO PARA O CÁLCULO DA QUEDA DE PRESSÃO!!!!!!!! Cálculo da Queda de Pressão na Carcaça!!! 16.Para o R obtido no item 6 obtenha o coeficiente de fricção Fig. 29 Valor encontrado 0,0018 usando Re 26628,59 17. Cálculo do número de interseções: L 16 f f ft = = ( ) e 2 2 2 10 Cálculo da Queda de Pressão nos Tubos !!! 16.Para o R obtido no item 6 obtenha o coeficiente de fricção Fig. 29 Valor encontrado 0,000285 usando Re 8175,05 17. de 5,22.10 t t i t f ftf in fG LnP psi s D sφ = = ∆ = → = ( )22 10 10 nsidade relativa. 0,83 lida na Figura 6 para a temperatura calórica de 128,25ºF e 34ºAPI. 0,000285 1.053.673,71 16 4 15,22.10 5,22.10 0,81 0,83 1,12 t t s fG LnP ftD s inφ → = × × × ∆ = = × × × × 126 L 16N+1= B 5 ft in = ⇒ 1 12 ft in × ( ) ( ) 2 int 10 2 int 10 38,4 N+1 39 ( 1) 18. densidade relativa. 5, 22.10 s é lida da Figura 6, veja o valor encontrado: s=0,73 ( 1) 5, 22.10 0,0018 296949,15 s ernodacarcaça S e s s ernodacarcaça S e s S fG D N P psi s D s fG D N P D s P φ φ = ≈ + ∆ = → = + ∆ = × ∆ = 2 21,25 in× 1 12 ft in × 10 39 5,22.10 0,0825 0,73 0,95 3,67 O problema diz que a permitida é de 10 psiS sP psi P × × × × ∆ = ⇒ ∆ 10 2 15,22.10 5,22.10 0,81 0,83 1,12 12 6,18 418. i t t r ftD s in in P psi n VP s φ × × × × ∆ = ∆ = ( ) 2 62,5 densidade relativa. 2 ' 144 62,5 =0,15 é obtido pela Figura 27 2 ' 144 4 4 0,15 2,89 0,83 19. 6,18 2,89 9,07 O problema diz que o limite de é de 10 psi, porta r T t r T T psi s g V g P psi P P P psi psi P psi P → = × ⇒ ∆ = × = ∆ = ∆ + ∆ = + ⇒ ∆ = ∆ nto, a queda de pressão nos tubos não será restrição!!!! 0,0018 127 Para a carcaça temos: Re 26628,59e sD G µ = = S que aparece na equaçãode queda de pressão!!!! 0,73 0,83 128 Temperatura calórica do fluido da Carcaça-Querosene 42ºAPI����280ºF Temperatura calórica do fluido dos Tubos-Óleo Bruto 34ºAPI����128,25ºF 280ºF128,25ºF Fator de atrito usado no cálculo de queda de pressão para os tubos!!!! 0,000285 129 Re 8175,05= Perda de carga no interior dos tubos gerada pelos retornos das passagens!! 0,15 130 1.053.673,71tG = Refaça o exercício anterior calculando o calor transferido usando a temperatura calórica para estimativa dos calores específicos!!!! Qual a conclusão que você chegou? 131 OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR Método Kern de Projeto de Trocador de Calor Passo-a-Passo: TROCADOR COM SOLUAÇÃO: uma das classes mais comuns de trocadores de calor envolve o resfriamento ou aquecimento de soluções para as quais os dados físicos são escassos. Isto é compreensível, uma vez que necessitamos de gráficos da propriedade contra temperatura não somente para cada combinação de soluto e de solvente como também para diferentes concentrações. Alguns dados disponíveis na literatura e outros estudos possibilitam a formulação de regras para estimar as propriedades de transmissão de calor de soluções quando as regras forem usadas com considerável precaução. Elas são fornecidas do seguinte modo: 132 modo: Condutividade Térmica: 1. Soluções de líquidos orgânicos: use a condutividade ponderada. 2. Soluções de líquidos orgânicos e água: use 0,9 vezes a condutividade ponderada. 3. Soluções de sais e água circulando através da carcaça: use 0,9 vezes a condutividade até a concentração de 30%. 4. Soluções de sais e água circulando através dos tubos e não superando 30%: use a Figura 24 com uma condutividade de 0,8 vezes a da água. 5. Dispersões coloidais: use 0,9 vezes a condutividade da dispersão líquida. 6. Emulsões: use 0,9 vezes a condutividade do líquido que circunda as gotas. OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR Método Kern de Projeto de Trocador de Calor Passo-a-Passo: Calor Específico: 1. Soluções orgânicas: use o calor específico ponderado. 2. Soluções orgânicas em água: use o calor específico ponderado. 3. Sais fundíveis na água: use o calor específico ponderado quando o calor específico do sal refere-se ao estado cristalino. Viscosidade: 133 Viscosidade: 1. Líquido orgânicos em orgânicos: use o inverso da soma dos termos, (fração ponderal/ viscosidade) para cada componente. 2. Líquidos orgânicos em água: use o inverso da soma dos termos, (fração ponderal/viscosidade) para cada componente. 3. Sais em água quando a concentração não excede 30% e quando se sabe que não resulta, uma solução de tipo xarope: use uma viscosidade igual ao dobro da viscosidade da água. Uma solução de hidróxido de sódio em água mesmo para concentração muito baixa pode ser considerada como xarope e não pode ser estimada. 4. Quando dispomos de testes de laboratório ou podemos obter dados, eles serão preferíveis em vez de qualquer outra regra precedente. O exemplo que segue demonstra a solução de um problema envolvendo uma solução aquosa. OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR Exercício: Cálculo de um refrigerante com uma solução de fosfato – 20.160 lb/h de uma solução com 30% de K3PO4, densidade relativa a 120ºF de 1,30, devem ser resfriados de 150 a 90ºF, usando-se água de uma fonte de 68 a 90ºF. Ambas as correntes podem produzir quedas de pressão de 10Psi, e é necessário um fator de incrustação total a 0,002. Dispomos para este serviço de um trocador 1-2 com DI de 10,02 in e possuindo 52(3/4) in de DE, tubos BWG número 16 com 16 ft de comprimento, dispostos com passo quadrado de lado igual a 1 in. O feixe é disposto em duas passagens, e o espaço entre as chicanas é de 2in. O trocador será apropriado? Considere o calor específico do sal = 0,188Btu/(lb.ºF) e da água = 1 Btu/(lb.ºF) q1 q2 q q d As condições exigidas no processo: Fluido Quente: t , t , m , C , , K, R e Pµ ∆& Calor específico da solução (passa na carcaça-quente): Btu 134 q1 q2 q q d f1 f2 f f d Fluido Quente: t , t , m , C , , K, R e P Fluido Frio: t , t , m , C , , K, R e P Para o trocador, os seguintes dados foram fornecidos: Lado da Carcaça Interi µ µ ∆ ∆ & & ( ) i e or do Tubo D 10,02 Número e comprimento 52 e 16ft 3Espaço da Chicana=2in D = =0,75in e passo quadrado de 1in 4 Passagens=1 Passagens=2 in= = ( ) ( ) ( ) q q 0 q f q C 0,3 0,188 0,7 1 C 0,756 . 1. Balanço de Calor: Q=m m Para a solução (quente): Q=m 20.160,00 0,756 pq qe qs pf fs fe pq qe qs Btu lb F C T T C T T C T T = × + × → = − = − − = × × & & & ( ) ( ) ( )q q q 150 90 Q 915.200 Para o fluido frio (água): Q=m 915.200 m 1 90 68 m =41.600,00 pq qe qs Btu h BtuC T T h lb h − ≈ ⇒ − ⇒ = × × − ⇒ & & & Neste caso usamos os Cp’s fornecidos no enunciado!!!!!!!!! OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR Exercício: Cálculo de um refrigerante com uma solução de fosfato – 20.160 lb/h de uma solução com 30% de K3PO4, densidade relativa a 120ºF de 1,30, devem ser resfriados de 150 a 90ºF, usando-se água de uma fonte de 68 a 90ºF. Ambas as correntes podem produzir quedas de pressão de 10Psi, e é necessário um fator de incrustação total a 0,002. Dispomos para este serviço de um trocador 1-2 com DI de 10,02 in e possuindo 52(3/4) in de DE, tubos BWG número 16 com 16 ft de comprimento, dispostos com passo quadrado de lado igual a 1 in. O feixe é disposto em duas passagens, e o espaço entre as chicanas é de 2in. O trocador será apropriado? Considere o calor específico do sal = 0,188Btu/(lb.ºF) e da água = 1 Btu/(lb.ºF) [ ] 2 1 1 2 1 1 2 1 2. Verdadeira Diferença de Temperatura T: 90-68 150 90 0,268 2,73 150 68 90-68 t t T TP ou S R T t t t ∆ − − − = = = = = = − − − 135 [ ] ( ) 2 1 m 2 1 m T T T 22 60T =DMLT= 37,90 22T lnln 60T T= T F 18 37,90 0,81 T=30,7 o o F Figura F ∆ −∆ −∆ = = ∆ ∆ ∆ ∆ × = × ⇒ ∆ 0º 3. Temperatura Calórica : Neste caso não temos fluidos derivados de petróleo e não podemos amarrar a leitura da temperatura calórica ao ºAPI. Para situações como esta iremos adotar a temperatura mé F dia normal. Porém, seguiremos o método kern em todos os seus passos. Fluido Quente 150 90 120º 2 Fluido Frio 90 68 79º 2 qc fc t F t F + ≈ = + ≈ = 0,81 136 ou P Figura válida para um passe na carcaça e 2 ou mais nos tubos!!! 2 1 1 2 1 1 2 1 90-68 150 90 0, 268 2,73 150 68 90-68 t t T TP ou S R T t t t − − − = = = = = = − − − OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR Método Kern de Projeto de Trocador de Calor Passo-a-Passo: ( )s 2 Para o Fluido da carcaça: (geralmente o fluido quente -neste caso solução de fosfato) 34.Área de escoamento, a : ' 1 0, 25 4 ' 10,02 0,25 2 5,01 1 T T i s T C P D in DC B a in P ⇒ = − = − = × × = = = 1 12 ft in × 2 2 2 s s s2 2 2 3,48.10 5.Fluxo Mássica, G : l20.160 m lG G 579.310 3,48.10 . ft b bh a ft h ft − − = = = ⇒ = & C’=(PT-DT) 27,92.10 Re e s ft D G µ − ⇒ = = 2 2 l l579.310 . . b b h ft h ft × lb2,90 ft.h H H 15.821 7.Obtenha J : J 70 Obtido pela Figura 28 Btu 150 908.Obtenha C na temperatura 120º t F = = + ≈ = 137 2 2 2 e e e 2 2 3,48.10 . 6.Obtenha D : 4 Para Transferência de Calor (D ): Para Passo Quadrado Teremos (D ): 4 T externotubo s e h e a ft h ft D r P D D pi − − ⇒ = −⇒ = 2 2 34 1 3,1415 4 0,9533,1415 4 externo tubo in Dpi − × − × = = × 1 12 ft in 2 2 qc média 2 7,92.10 lbObtenha para T T =120ºF em ft.h 0,6.10H O ft g µ µ − − = ≈ = cm . s 1 453,60 lb g × 30,48 cm 3600 1 s ft 2 lb1,45 1 ft.h lb2 2 1,45 2,90 ft.hsolução de fosfato H O solução de fosfato h µ µ µ − − − − = = × = × ⇒ = Cálculos relativos ao Fluido que Escoa na CARCAÇA q 0 2 0 q 0 água 8.Obtenha C na temperatura 120º 2 Btu.ft e k : . . BtuJá obtivemos C 0,756 Verifique as regras: k=0,9k qct Flb F h ft F lb F ≈ = → = → solucao-de-fosfato 2 0 1 03 q Btu.ftk =0,9 0,372 0,335 . . Btu0,756 C . Calcule: k h ft F lb Fµ × = ⇒ lb2,90 ft.h × 2 0 Btu.ft0,335 . .h ft F 1 3 1,87 = Área usada no cálculo 138 139 Para a água a 120ºF 140 0,6cP 120ºF 70 141 Re 15821= o o 140-120 120-86k(120 F)= 0,356 0,381 140-86 140-86 k(120 F)=0,372 Btu h × + × 1 . . o h ft F × o o -4 3600 k(120 F)=0,372 . . k(120 F)= 1,03.10 . . o o s Btu h ft F Btu s ft F ⇒ ⇒ 142 Interpolar 120ºF OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR Método Kern de Projeto de Trocador de Calor Passo-a-Passo: 0 1 3 q 2 2 0 1 0 ,143 q 0 H 9 . C alcu le h : C . V im os que : 1, 87 7 , 92 .10 k B tu .ft7 0 0, 335 . . C . J 1 24 k 0, 33570 1, 87 553, 68 e H s s e W D f J k h ft F kh F igura D h h µ µ µφ φ µ − → = → = → = → = = ⇒ = ≈ → − = × × ⇒ = Os itens 13 a 15 são comuns á carcaça e aos tubos, portanto vamos calcular primeiro os valores relativos aos tubos. 143 0 02 W 0, 33570 1, 87 553, 68 7 , 92 .10 10 . C a lcu le T tem per h h − = × × ⇒ = ( ) 0 W 0 0 W atu ra da p arede : T Lem bre-se fizem os um a ap rox im ação en tre as tem peratu ras ca ló ricas e as m éd ias . P o rtan to , n ão se rá p reciso ca lcu lar T . A s e tapas 11 e 1 2 tam bém não serão ne s fc q c fc i t s h t T Th h φ φ φ = + − ⇒ + cessárias!!!!!!! Cálculos relativos ao Fluido que Escoa na CARCAÇA OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR Método Kern de Projeto de Trocador de Calor Passo-a-Passo: 2 t Para o Fluido dos Tubos: (geralmente o fluido Frio) 4.Área de escoamento, a : ' =0,302 inta→ 1 12 ft in 2 -3 2 -3 2 2 t =2,10.10 ft área obtida do quadro 10. ' 52 2,10.10 5,46.10 ft 2 5.Fluxo Mássica, G : 41.600 t t t t N a a a numero de passagens lb − × = = ⇒ = − − H 16L7.Obtenha J : sendo a relação D ft → = 25,17.10 ft− H f fC0 2 0 o f 0 2 0 L 310 D Obtido pela Figura 24 J 66 Btu Btu.ft8.Obtenha C na temperatura T 79º , e k : . . Btu Btu.ftC 1 k(79 F)=0,353 . . Btu F lb F h ft F lb F h ft F ⇒ = ⇒ = = = ⇒ lb 1 3 144 t t2 2 2 intern 41.600 mG G 761.905 5, 46.10 ft .ft 6.Obtenha D : 10 D t lb lbh a h Quadro − = = ⇒ = ⇒ ⇒ & o do tubo=0,62 in 1ft 12 in × 2 fc 2 5,17.10 lbObtenha para T em ft.h 0,91.10 ft g µ µ − − = = cm . s 1 453,60 lb g × 30,48 cm 3600 1 s ft 2 lb2, 20 1 ft.h 5,17.10 Re t h ft DG µ µ − ⇒ = = = 2761.905 .ft lb h × lb2,20 ft.h Re 17.904⇒ = Cálculos relativos ao Fluido que Escoa nos TUBOS 1 03 f Btu1 C .Calcule: k lb Fµ = lb .2,20 ft.h 2 0 Btu.ft0,353 . .h ft F 3 1,84 = 66 145 Re 17.904= o o 86-79 79-32k(79 F)= 0,330 0,356 86-32 86-32 k(79 F)=0,353 Btu h × + × 1 . . o h ft F × o o -5 3600 k(79 F)=0,353 . . k(79 F)= 9,80.10 . . o o s Btu h ft F Btu s ft F ⇒ ⇒ 146 Interpolar 79ºF OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR Método Kern de Projeto de Trocador de Calor Passo-a-Passo: 0 H 1 3 f o 2 0 2 in terno d o tu bo 0 ,1 41 3 f H 9 . C alcu le h : J 66 C . 1, 84 k B tu .ft(79 F )=0 ,353 . . D = 5,17 .10 C .J 1 24 ki t t k h ft F ft kh F igu ra D µ µ µφ φ µ − → = → = → → = ⇒ = ≈ → − 147 H 1 3 f H 2 J 1 24 k C . 0 ,353J 66 1, 84 k 5,17 .10 i t t W i t h F igu ra D kh D φ φ µ µ φ − = ⇒ = ≈ → − = × = × × × W 0 1 829 ,17 10 . C a lcu le T pelo cálcu lo d a carcaça o valo r é o m esm o : 0 , 6 2829,17 i i i itern o t t ex tern o h h h D in Dφ φ ⇒ = = × = × 0, 75 in 0 2 0 W B tu685, 45 . . 11 . N ão será p rec iso estim ar T pe lo m esm os m o tivo s do cálcu lo d a ca rcaça!!! ih h ft F ⇒ = Cálculos relativos ao Fluido que Escoa nos TUBOS OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR Método Kern de Projeto de Trocador de Calor Passo-a-Passo: C 0 0 C C 2 0 0 0 D D O s iten s 13 a 1 5 são com un s á carcaça e ao s tubo s 13 . C oefic ien te G loba l d e P o lim en to U : 685, 45 553, 68 B tuU U 306 685, 45 553, 68 . . 14 . C a lcu le o C oefic ien te G lob al d e P ro je to U : U i i h h h h h ft F Q A × = = → = + + = × 2 0 B tu . . O ca lo r já fo i calcu lado e va le : Q = 915 .200 T h ft F B tu h ∆ 148 e P rec iso ob ter o va lo r d e A =área to ta l d e troca térm ica, lem bre-se d e qu e pad ron izam os a á rea ex te rna . A 52 16 f= × 2 0,1963 ftt ft× 2 e D 2 D 2 0 d 2 0 3C D d d C D A 163, 32 915 .200 P o rtan to te rem os:U 163, 32 30, 70 º B tuU 182 , 53 . . 15 . C a lcu le o F ato r de E ncru s tação R : U U 306 182, 53 . .2 , 2 1 .10 U U 306 182 , 53 B tu O p r m ft B tu Q h A T ft F h ft F h ft FR R − ⇒ = = = × ∆ × ⇒ = − − = = ⇒ = × 3 dob lem a p revê um va lo r de 2 .10 , po rtan to , p odem os segu ir o cá lcu lo para qu ed a de p ressão !!!!!!! R −= OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR Método Kern de Projeto de Trocador de Calor Passo-a-Passo: d e CASO O R SUPERE O FATOR DE INCRUSTAÇÃO EXIGIDO, SIGA O PROCEDIMENTO INDICADO PARA O CÁLCULO DA QUEDA DE PRESSÃO!!!!!!!! Cálculo da Queda de Pressão na Carcaça!!! 16.Para o R =15.821 obtido no item 6 obtenha o coeficiente de fricção Fig. 29 Valor encontrado 0,0019 usando Re 15.821 17. Cálculo do número de interseções: L 16N+1= f f ft = = = 96= ( ) e 2 2 2 10 Cálculo da Queda de Pressão nos Tubos !!! 16.Para o R obtido no item 6 obtenha o coeficiente de fricção Fig. 29 Valor encontrado 0,00023 usando Re 17.904 17. dens 5,22.10 t t i t f ftf in fG LnP psi s D sφ= = ∆ = → = ( ) t 2 2 idade relativa. G 761.905 .ft para água vale 1. lb h s → = → = 149 L 16N+1= B 2 ft in = ⇒ 1 12 ft in × ( ) 2 int 10 2 int 10 s 2 96 N+1 96 ( 1) 18. densidade relativa. 5, 22.10 s foi fornecido pelo problema: s=1,30 ( 1) 5, 22.10 lConhecidos: G 579.310 7,92. . s ernodacarcaça S e s s ernodacarcaça S e s e fG D N P psi s D s fG D N P D s b D h ft φ φ = ≈ + ∆ = → = + ∆ = → = → = ( ) 2 2 10 0,0019 579.310 10,02 S ft in P − × × ∆ = 1 12 ft in × 10 2 96 5,22.10 7,92.10 1,30 1 9,51 O problema diz que a permitida é de 10 psiS sP psi P − × × × × ∆ = ⇒ ∆ ( ) ( ) 22 10 10 2 2 0,00023 761.905 16 2 15,22.10 5,22.10 0,62 1 1 12 1,58 4 62,518. densidade relativa. 2 ' 144 62,5 =0, 2 ' 144 t t i t t r fG LnP ftD s in in P psi n VP psi s s g V g φ × × × ∆ = = × × × × ∆ = ∆ = → = 08 é obtido pela Figura 27 4 2 0,08 0,64 1 19. 1,58 0,64 2,22 O problema diz que o limite de é de 10 psi, portanto, a queda de pressão nos tubos não será restrição! r T t r T T P psi P P P psi psi P psi P × ⇒ ∆ = × = ∆ = ∆ + ∆ = + ⇒ ∆ = ∆ !!! 0,0019 150 Para a carcaça temos: Re 15.821e sD G µ = = Fator de atrito usado no cálculo de queda de pressão para os tubos!!!! 0,00023 151 Re 17.904= Perda de carga no interior dos tubos gerada pelos retornos das passagens!! 0,08 152 t 2G 761.905 .ft lb h → = OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR Metodologia Kern para projeto de um trocador (calibração de um trocador de calor): q1 q2 q q d f1 f2 f f d As condições exigidas no processo: Fluido Quente: t , t , s, m , C , , K, R e P Fluido Frio: t , t , m , s, C , , K, R e P O comprimento do tubo, o diâmetro externo e o passo serão especific µ µ ∆ ∆ & & ados pela prática de elaboração de projetos. 153 ( ) ( ) ( ) q f 2 1 1 2 T 1 1 2 1 1. Balanço de Calor: Q=m m 2. Verdadeira Diferença de Temperatura T: T=MLDT F 18 23 3. Temperatura Calórica (Fig. 17 (p.648) do Kern): Fluido Quen pq qe qs pf fs fe c C T T C T T t t T TP R Figura T t t t F − = − ∆ − − = = ⇒ ∆ × − − − & & te Fluido Frio ( )( ) fc fe c fs feqc qs c qe qs t t F t tt t F t t = + −= + − OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR Metodologia Kern para projeto de um trocador (calibração de um trocador de calor): D D D Tentativa 1: Para o trocador: a) Suponha um valor de U por tentativa com ajuda do Quadro 8 e calcule Q a área pela relação A= . è sempre melhor escolher U mais alto do U que mais baixo, uma vez que ass T∆ im fica garantido o atingimento da área mínima. Determine o número correspondente de tubos por meio do Quadro 10. b) Suponha um número plausível de passagens de tubos para a queda de pressão 154 b) Suponha um número plausível de passagens de tubos para a queda de pressão permitida e D selecione um trocador para o número mais próximo de tubos de acordo com a contagem de tubos do Quadro 9. c) Corrija o valor de U para a área correspondente ao número real de tubos que podem estar conti D dos na carcaça. O cálculo do desempenho do coeficiente de película deve começar no interior do tubo. Se o coeficiente de película do interior do tubo for muito maior do que U e a queda de pressão permitida for razoavelmente satisfeita, podemos continuar o cálculo no lado da carcaça. Quando o número de passagens de tubos for alterado, a área da carcaça também será alterada, fazendo variar o valor de DA e U . Para o restante dos cálculos aqui indicados, supomos que o fluido frio flua nos tubos, que é verdade na maior parte dos casos, mas não necessariamente em todos os casos. OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR Método Kern de Projeto de Trocador de Calor Passo-a-Passo: s s s Para o Fluido da carcaça: (geralmente o fluido quente ) 4.Área de escoamento, a : Suponha um espaçamento das chicanas plausível cosiderando ' a queda de pressão permitida 5.Fluxo Mássica, G : G i s T DC B a P = = &m 6.Obtenha D : 4 sa D r⇒ = ( ) 0 1 0 ,143 q 0 H W 0 W 0 0 0 ,14 9 . C alcu le h : C . J 24 k 10 . C a lcu le T tem pera tu ra da p ared e : T 11 . O b tenha e : s s W s fc qc fc i t s kh F igura D h t T Th h µ µφ φ µ φ φ φ µµ φ = ⇒ = → − = + − + = C á l c u l o s r e l a t i v o s a o F l u i d o q u e E s c o a n a C A R C A Ç A 155 e 2 2 e 2 2 e qc 6.Obtenha D : 4 4 Para Passo Quadrado Teremos (D ): 3, 44 Para Passo Triangular Teremos (D ): Obtenha para T em T externo tubo externo tubo T externo tubo externo tubo e h e e D r P D D D P D D D pi pi pi pi µ − − − − ⇒ = − ⇒ = − ⇒ = H q qC0 2 0 1 3 q lb Re ft.h 7.Obtenha J : Obtido pela Figura 28 Btu Btu.ft8.Obtenha C na temperatura T , e k : . . C . Calcule: k e sD G lb F h ft F µ µ ⇒ = W 0 11 . O b tenha e : 12 . O b tenha o coefic ien te co rrig id o s W h µµ φ µ = ⇒ 0 O s iten s 13 a 1 5 são com un s á ca rcaça e ao s tubos P o rém , para segu ir ad ian te no cá lcu lo do s iten s 1 3 a 15 ,p rim eiro você deve garan tir que tan to para ca rcaça q uan to p ara o s tu bos , o s coefic ien te s s h φφ= × d e pelícu la e a qu ed a de p ressão se jam sa tis fa tó rio s . C á l c u l o s r e l a t i v o s a o F l u i d o q u e E s c o a n a C A R C A Ç A OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR Método Kern de Projeto de Trocador de Calor Passo-a-Passo: d e CASO O R SUPERE O FATOR DE INCRUSTAÇÃO EXIGIDO, SIGA O PROCEDIMENTO INDICADO PARA O CÁLCULO DA QUEDA DE PRESSÃO!!!!!!!! Cálculo da Queda de Pressão!!! 16.Para o R obtido no item 6 obtenha o coeficiente de fricção Fig. 29 LN+1= 17. Cálculo do número de interseções: B f ⇒ C á l c u l o s r e l a t i v o s a o F l u i d o q u e E s c o a n a C A R C A Ç A 156 ( ) 2 int 10 ( 1) 18. densidade relativa. 5,22.10 s ernodacarcaça S e s fG D N P psi s D sφ + ∆ = → = C á l c u l o s r e l a t i v o s a o F l u i d o q u e E s c o a n a C A R C A Ç A Confira a queda de pressão. Se não for satisfatória, suponha um novo espaçamento entre as chicanas. OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR Método Kern de Projeto de Trocador de Calor Passo-a-Passo: t t t fc Para o Fluido dos Tubos: (geralmente o fluido Frio) 4.Área de escoamento, a : ' área obtida do Quadro 10. ' 5.Fluxo Mássica, G : mG 6.Obtenha D : 10 Obtenha para T t t t t t a N a anumero de passagens a Quadro µ → = − − = ⇒ & lb em ft.h 0 0 ,141 3 f H W 0 0 ,14 W 9 . C alcu le h : C .J 24 k 10 . C a lcu le T p elo cá lcu lo da carcaça o va lo r é o m esm o : 11 . O b tenha e : 24 12 . O b tenh i t t W i i itern o t t ex terno t W kh F igura D h h D D F igu ra µ µφ φ µ φ φ µµ φ µ = ⇒ = → − = × = − 0 0a o coefic ien te co rrig id o ii t hh φφ⇒ = × C á l c u l o s r e l a t i v o s a o F l u i d o q u e E s c o a n o s T U B O S 157 fcObtenha para Tµ H f fC0 2 0 1 3 f em ft.h Re 7.Obtenha J : Obtido pela Figura 24 Btu Btu.ft8.Obtenha C na temperatura T , e k : . . C .Calcule: k tDG lb F h ft F µ µ = 12 . O b tenh 0a o coefic ien te co rrig id o O s iten s 13 a 15 são com uns á ca rcaça e ao s tubos i t t h φφ⇒ = × C á l c u l o s r e l a t i v o s a o F l u i d o q u e E s c o a n o s T U B O S d e CASO O R SUPERE O FATOR DE INCRUSTAÇÃO EXIGIDO, SIGA O PROCEDIMENTO INDICADO PARA O CÁLCULO DA QUEDA DE PRESSÃO!!!!!!!! Cálculo da Queda de Pressão!!! 16.Para o R obtido no item 6 obtenha o coeficiente ( ) ( ) 2 10 2 2 de fricção Fig. 29 17. densidade relativa. 5,22.10 4 62,518. densidade relativa. 2 ' 144 62,5 é obtido pela Figura 27 2 ' 144 19. t t i t r T t r f fG LnP psi s D s n VP psi s s g V g P P P φ∆ = → = ∆ = → = ∆ = ∆ + ∆ Confira a queda de pressão. Se não for satisfatória, suponha um novo arranjo as passagens. OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR Método Kern de Projeto de Trocador de Calor Passo-a-Passo: C 0 0 C 0 0 D D 2 0 13 . C oefic ien te G lobal d e P o lim en to U : U 14 . C alcu le o C oefic ien te G loba l d e P ro je to U : B tuU . . i i h h h h Q A T h ft F = + = × ∆ 158 d 2 0 C D d C D 15 . C alcu le o Fa to r d e E ncru s tação R : U U . . U U B tu h ft FR − = OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR Exercício: Cálculo de um trocador com nafta e óleo absorvedor. Usamos 29.800 lb/h de um óleo leve com 35ºAPI a 340ºF para preaquecer 103.000lb/h de nafta com 48ºAPI de 200 até até 230ºF. A viscosidade do óleo é igual a 5,0 centipoises a 100ºF e 2,3 centipoises a 210ºF. As quedas de pressão permitidas são de 10 psi. Como o óleo tende a depositar resíduos, considere um fator de incrustação combinado de 0,005 e use passo quadrado. Nos projetos práticos, sempre que possível usamos tubos BWG 16, com DE de 3/4 in, comprimento de 16ft. Adote o Cp do óleo = 0,58 Btu/(lb.ºF) e Cp da Nafta = 0,56 Btu/(lb.ºF) ( ) ( ) ( ) q f 1. Balanço de Calor: Q=m m lb pq qe qs pf fs feC T T C T T− = −& & Btu ( ) 2 Considere a viscosidade da n :afta valendo µ −= 159 ( )f lbQ=m 103.000pf fs feC T T⇒ − =& 0,56h Btu lb × . º F ( )230 200 º F− f Q=1.730.400 1.730.400 340º m qs qe pf Btu h Btu QT T F C ⇒ ⇒ = − = − & h lb29.800 h 0,58 Btu× lb .º 240ºqs F T F⇒ = 20,54.10 cPµ −= OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR Exercício: Cálculo de um trocador com nafta e óleo absorvedor. Usamos 29.800 lb/h de um óleo leve com 35ºAPI a 340ºF para preaquecer 103.000lb/h de nafta com 48ºAPI de 200 até até 230ºF. A viscosidade do óleo é igual a 5,0 centipoises a 100ºF e 2,3 centipoises a 210ºF. As quedas de pressão permitidas são de 10 psi. Como o óleo tende a depositar resíduos, considere um fator de incrustação combinado de 0,005 e use passo quadrado. Nos projetos práticos, sempre que possível usamos tubos BWG 16, com DE de 3/4 in, comprimento de 16ft. Adote o Cp do óleo = 0,58 Btu/(lb.ºF) e Cp da Nafta = 0,56 Btu/(lb.ºF) 2 1 1 2 1 1 2 1 2. Verdadeira Diferença de Temperatura T: 230-200 340 240 0,214 3,33 340 200 230-200 t t T TP ou S R T t t t ∆ − − − = = = = = = − − − 160 [ ] ( ) 1 1 2 1 2 1 m 2 1 m T 340 200 230-200 T T 40 110T =DMLT= 69,20 40T lnln 110T T= T F 18 69,20 0,88 o o T t t t F Figura F − − − ∆ −∆ −∆ = = ∆ ∆ ∆ ∆ × = × ( ) 5 T=61,24º 3. Temperatura Calórica (Fig. 17 (p.648) do Kern): Fluido Quente ( ) 240 0,405 340 240 280,5º Fluido Frio ( ) 200 0,405 (230 200) 212º c qc qs c qe qs qc fc fe c fs fe fc F F t t F t t t F t t F t t t F ⇒ ∆ = + − ⇒ = + × − = = + − ⇒ = + × − = 4 0 º F 0,885 161 ou P Figura válida para um passe na carcaça e 2 ou mais nos tubos!!! 2 1 1 2 1 1 2 1 230-200 340 240 0, 214 3,33 340 200 230-200 t t T TP ou S R T t t t − − − = = = = = = − − − 340 240 100ºqe qst t F− = − =− = − =− = − =− = − = Kc=0,23 0,405cF =200 230 30ºfe fst t F− = − =− = − =− = − =− = − = 400º 300º 200º 100º 50º 162 2 1 40 0,364 110 f q tt t t ∆∆ ≈ = = ∆ ∆ OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR Método Kern de Projeto de Trocador de Calor Passo-a-Passo: D D D a) Suponha U 70 (Quadro 8), devemos esperar um valor máximo de U entre 60 e 75. É melhor escolher um valor de U mais elevado do que um valor baixo de modo que o trocador final preencha as exigência = 2 D 2 s com exatidão. Coloque a corrente pequena na carcaça. Q 1.730.400A= A=403,66 U 70 61,24 0,1963 403,66 comprimento linear tubos ft T ft a ft ft N − = ⇒ ∆ × = ⇒ = 2 Dc) Coeficiende corrigido U : A=124 16 ft× 2 0,1963 ftft× 2 D D 389,46 Q 1.730.400U = U =72,45 390 61,24 A ft A T ⇒ = = ⇒ ∆ × 163 tubosN⇒ = 16 ft 2 0,1963 ftft× 129 ) Suponha duas passagens de tubos: A quantidade de fluido no interior do tubo é muito grande para a pequena carga de calor e para o valor de T moderadamente grande e, por outro lado, tubosN tubos b ⇒ = ∆ poderá produzir dificuldade para encontrar a P permitida caso se empregue tubos em demasia. De acordo com a contagem do número de tubos (Quadro 9): 129 tubos, duas passagens, DE de 3/4 in, dispostos nu ∆ m passo triangular. Contagem mais próxima: 124 tubos, numa carcaça com DI de 15(1/4)in. Limite para o óleo 60 e para a nafta 75 164 Área usada no cálculo 165 166 OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR Método Kern de Projeto de Trocador de Calor Passo-a-Passo: ( )s 0 Para o Fluido da carcaça: (geralmente o fluido quente ) 4.Área de escoamento, a : ' 1 0,75 0,25 Considerando que o espaçamento mínimo das chicanas fornece o 15, maior valor de h , suponha B= 5 T T i C P D in D ⇒ = − = − = = 2 25 3,05 5 ' 15,25 0,25 3,05 11,63 1 i s T DC B a in P = × × = = = 1 12 ft in × 2 2 2 s 8,1.10 5.Fluxo Mássica, G : l ft b − = 2 2 ao fazer a extrapolação encontraremos 1,5.10 . 1,5.10 g cm s g µ µ − − = = cm . s 1 453,60 lb g × 30,48 cm 3600 1 s ft 2 lb3,63 1 ft.h 7,92.10 Re e s h ft D G µ − = ⇒ = = 2 l367.901 . b h ft × lb3,63 ft.h 8027= 167 s s2 2 2 e e e 2 2 l29.800 m lG G 367.901 8,1.10 . 6.Obtenha D : 4 Para Transferência de Calor (D ): Para Passo Quadrado Teremos (D ): 4 T externo tubo s e h e b bh a ft h ft D r P D D pi pi − − = = ⇒ = ⇒ = − ⇒ = & 2 24 1 3,1415 0,75 0,95 3,1415 0,75 externo tubo in D − × − × = = × 1 12 ft in 2 qc o 2 o 2 7,92.10 lbObtenha para T =280,5ºF em ft.h (100 F)=5.10 .O enunciado nos disse que: (210 F)=2,3.10 . ft g cm s g cm s µ µ µ − − − = ⇒ ⇒ Cálculos relativos ao Fluido que Escoa na CARCAÇA H H q qC0 2 0 q 0 2 0 1 3 q 7.Obtenha J : J 50 Obtido pela Figura 28 Btu8.Obtenha C na temperatura T 280,5º , Btu.ft e k : . . Btu Btu.ftC 0,58 k=0,0735 . . 0, C . Calcule: k F lb F h ft F lb F h ft F µ = = = → ⇒ 0 Btu58 lb F lb3,63 ft.h × 2 0 Btu.ft0,0735 . .h ft F 1 3 3,06 = 50 168 Re 8027= 0,0735 169 Tcq=280,5ºF OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR Método Kern de Projeto de Trocador de Calor Passo-a-Passo: ( ) ( ) 0 1 0 ,1 43 q 0 H 0 0 02 W 0 W 0 0 0 9 . C alcu le h : C . J 24 k 0, 073550 3, 06 142 7 , 92 .10 10 . C alcu le T tem peratu ra da p arede : 142T 212 280, 5 212 142 s s W s s s fc q c fc i i kh F igu ra D h hh h t T Th h h µ µφ φ µ φ φ φ φ φ φ − = ⇒ = → − = × × ⇒ = = = + − = + − + + Cálculos relativos ao Fluido que Escoa na CARCAÇA Os itens 13 a 15 são comuns á carcaça e aos tubos, portanto, vamos calcular primeiro os valores relativos aos tubos. 170 142 O cá lc t s tφ φ φ + + ( ) 0 0 0 W 0 0 W u lo de segue o s m esm os p asso s de 4 a 9 só que para o flu ido no in te rio r do tubo . A pó s ob te r o va lo r d e =277 ,46 se rá p o ss íve l segu ir es tes cálcu lo s!!!! T 142T 212 i t i t s fc qc fc i t s h h h t T Th h φ φ φ φ φ = + − + = + ( ) W280 , 5 212 T 235,19 º277 , 46 142 11 . Om ita a co rreção da v isco s idad e para a ten tativa ou 1s F φ − ⇒ = + = 171 172 OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR Método Kern de Projeto de Trocador de Calor Passo-a-Passo: 2 t Para o Fluido dos Tubos: (geralmente o fluido Frio) 4.Área de escoamento, a : ' =0,302 inta→ 1 12 ft in 2 -3 2 -3 2 t =2,1.10 ft área obtida do quadro 10. ' 124 2,1.10 0,130ft 2 5.Fluxo Mássica, G : 103.000 t t t t N a a a numero de passagens lb × = = ⇒ = − − H 16L7.Obtenha J : sendo a relação D ft → = 2 H f fC0 2 0 f 0 2 0 L 310 5,17.10 D Obtido pela Figura 24 J 101 Btu Btu.ft8.Obtenha C na temperatura T 112 , e k : . . Btu Btu.ftC 0,56 k=0,083 . . ft F lb F h ft F lb F h ft F − ⇒ = ⇒ = = = Btu lb 1 3 173 t t2 2 interno do 103.000 mG G 792.307,70 0,130ft .ft 6.Obtenha D : 10 D t lb lbh a h Quadro = = ⇒ = ⇒ ⇒ & tubo=0,62 in 1ft 12 in × 2 fc 2 5,17.10 lbObtenha para T em ft.h 0,54.10 ft g µ µ − − = = cm . s 1 453,60 lb g × 30,48 cm 3600 1 s ft 2 lb1,31 1 ft.h 5,17.10 Re t h ft DG µ µ − ⇒ = = = 2792.307,70 .ft lb h × lb1,31 ft.h Re 31.269⇒ = Cálculos relativos ao Fluido que Escoa nos TUBOS 1 3 f 0,5 C .Calcule: k µ = 0 Btu6 lb F lb .1,31 ft.h 2 0 Btu.ft0,083 . .h ft F 3 2,07 = 101 174 Re 31.269= 0,083 175 Tcq=128,25ºF OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR Método Kern de Projeto de Trocador de Calor Passo-a-Passo: 0 0 ,141 3 f H 1 3 f H 2 W 0 9 . C alcu le h : C .J 24 k C . 0 ,083J 101 2, 07 335, 64 k 5,17 .10 10 . C a lcu le T pe lo cálcu lo d a carcaça o va lo r é o m esm o : i t t W i i t t i i iterno t t ex t kh F igura D h hk D h h D D µ µφ φ µ µ φ φ φ φ − = ⇒ = → − = = × × ⇒ = = × 0, 62335, 64 erno in = × 0, 75 in 0 0 277 , 46ii t hh φ⇒ = = Cálculos relativos ao Fluido que Escoa nos TUBOS 176 t t ex tDφ φ erno 0, 75 in 11 . Om ita a co rreção da v isco s idad e para a ten ta tiva ou 1 t t φ φ = OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR Método Kern de Projeto de Trocador de Calor Passo-a-Passo: C 0 0 C C 2 0 0 0 d C D d C D O s iten s 13 a 15 são com uns á carcaça e ao s tubo s 13 . C oefic ien te G lobal d e P o lim en to U : 277 , 46 142 B tuU U 94 277 , 46 142 . . 14 . C alcu le o Fa to r d e E ncru s tação R : U U 94 72, 45 U U 9 i i h h h h h ft F R × = = → = + + − − = = 2 0 3 d . .3,16 .10 4 72 , 45 B tu h ft FR − ⇒ = × 177 OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR Método Kern de Projeto de Trocador de Calor Passo-a-Passo: d e CASO O R SUPERE O FATOR DE INCRUSTAÇÃO EXIGIDO, SIGA O PROCEDIMENTO INDICADO PARA O CÁLCULO DA QUEDA DE PRESSÃO!!!!!!!! NÃO FOI O CASO!!!!!!! Cálculo da Queda de Pressão na Carcaça!!! 16.Para o R obtido no item 6 obtenha o coeficiente de fricção Fig. 29 Valor encontrado 0,00225 usando Re 8027 17. Cálculo do número de interseções: L 16 f f ft = = ( ) e 2 2 2 10 Cálculo da Queda de Pressão nos Tubos !!! 16.Para o R obtido no item 6 obtenha o coeficiente de fricção Fig. 29 Valor encontrado 0,0002 usando Re 31.269 17. densi 5,22.10 t t i t f ftf in fG LnP psi s D sφ = = ∆ = → = ( )22 10 10 dade relativa. 0,72 lida na Figura 6 para a temperatura calórica de 212ºF e 48ºAPI. 0,0002 792.307,70 16 2 15,22.10 5,22.10 0,62 0,72 1 t t s fG LnP ftD s inφ → = × × × ∆ = = × × × × 178 2 int L 16N+1= 62,951B 3,05 12 N+1 63 ( 18. s ernodacarcaçaS ft ftin in fG D P = = ×⇒ ≈ ∆ = ( ) ( ) 10 2 int 10 2 1) densidade relativa. 5, 22.10 s é lida da Figura 6, veja o valor encontrado: s=0,76 ( 1) 5, 22.10 0,00225 367.901 15,25 e s s ernodacarcaça S e s S N psi s D s fG D N P D s in P φ φ + → = + ∆ = × × ∆ = 1 12 ft in × 10 2 63 5,22.10 7,92.10 0,76 1 7,76 O problema diz que a permitida é de 10 psiS sP psi P − × × × × ∆ = ⇒ ∆ ( ) 10 2 15,22.10 5,22.10 0,62 0,72 1 12 2,07 4 62,518. 2 ' 144 i t t r ftD s in in P psi n VP psi s g φ × × × × ∆ = ∆ = 2 0,72 densidade relativa. 62,5 =0,15 é obtido pela Figura 27 2 ' 144 4 2 0,0825 0,92 0,72 19. 2,07 0,92 3 O problema diz que o limite de é de 10 psi, portanto, a qu r T t r T T s V g P psi P P P psi psi P psi P → = × ⇒ ∆ = × = ∆ = ∆ + ∆ = + ⇒ ∆ ≈ ∆ eda de pressão nos tubos não será restrição!!!! 0,00225 179 Paraa carcaça temos: Re 8027e sD G µ = = S que aparece na equação de queda de pressão!!!! 0,76 0,72 180 Temperatura calórica do fluido da Carcaça-Querosene 42ºAPI����280ºF Temperatura calórica do fluido dos Tubos-Óleo Bruto 34ºAPI����128,25ºF 280,5ºF212ºF Fator de atrito usado no cálculo de queda de pressão para os tubos!!!! 0,0002 181 Re 31.269= Perda de carga no interior dos tubos gerada pelos retornos das passagens!! 0,0825 2,07 182 t 2G 792.307,70 .ft lb h = 2,07 OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR Método Kern de Projeto de Trocador de Calor Passo-a-Passo: Discussão: A primeira tentativa não foi qualificada porque não preenche as exigências do fator de incrustação. Que conclusões podemos tirar para que a próxima tentativa forneça o trocador satisfatório? Podemos obter alguma vantagem em trocar as correntes? Obviamente, o coeficiente pelicular do destilado, que é o fluido controlador, diminuiria consideravelmente se as correntes fossem invertidas. Podemos usar quatro passagens de tubos para os tubos? Dobrando, o número dos tubos produzirá o dobro da vazão mássica, aproximadamente, e fornecerá oito 183 produzirá o dobro da vazão mássica, aproximadamente, e fornecerá oito vezes a queda de pressão do interior do tubo, excedendo, portanto, a queda de pressão permitida. Todas as hipóteses acima foram razoáveis. O trocador é simplesmente muito pequeno, ou em outras palavras, o valor de UD suposto deve ser reduzido. Será necessário refazer os cálculos. Tentativa 2: Suponha UD=60, duas passagens de tubos e o espaçamento mínimo entre as chicanas. Procedendo de modo análogo ao anterior e realizando a correção da viscosidade e da queda de pressão que satisfaça às exigências!!!!!!!!!! OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR Método da Efetividade: O método de análise de trocadores de calor pela DMLT é útil quando as temperaturas de entrada e saída são conhecidas ou facilmente determináveis. A DMLT é então facilmente calculada e o fluxo de calor, a área superficial ou o coeficiente global de transferência de calor podem ser determinados. Quando as temperaturas de entrada ou de saída devem ser calculadas para um dado trocador de calor, a análise frequentemente envolve um procedimento iterativo por causa da função logarítimica da DMLT. Nestes casos, a análise é efetuada mais 184 logarítimica da DMLT. Nestes casos, a análise é efetuada mais facilmente pela utilização de método baseado na efetividade do trocador de calor em transferir uma dada quantidade de calor. O método da efetividade também oferece muitas vantagens para análise de problemas onde deve ser efetuada uma comparação ente vários tipos de trocadores de calor com o objetivo de selecionar o tipo mais adequado para uma determinada função. OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR Método da Efetividade: A efetividade de um trocador de calor é definida como: A troca de calor real pode ser computada pelo cálculo tanto da energia perdida pelo fluido quente quanto da energia recebida pelo fluido frio. Considere os trocadores de calor de correntes paralelas e de troca de calor real efetividade máxima troca de calor possível ⇒∈= 185 Considere os trocadores de calor de correntes paralelas e de contracorrente mostrados abaixo: 1 2 2 1 Para o trocador de correntes paralelas teremos: ( ) ( )q q q q f f f fq m c T T m c T T= − = − 1 2 1 2 Para o trocador de contracorrente teremos: ( ) ( )q q q q f f f fq m c T T m c T T= − = − OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR A máxima troca de calor possível seria alcançada se um dos fluidos sofresse uma variação de temperatura igual á máxima diferença de temperatura presente no trocador, que é a diferença entre as temperaturas de entrada dos fluidos quente e frio. Esta máxima diferença de temperatura ocorre no fluido que tem o mínimo valor de (mc) pois, pelo balanço de energia, o calor recebido por um fluido deve ser igual ao calor perdido pelo outro. Desta forma, a máxima troca possível é dada por: ( ) ( ) Para o trocador de calor de correntes paralelas: ( ) ( ) máx qent fentmínq mc T T m c T T T T = − − −& Os índices no símbolo da efetividade designam o fluido que apresentam o menor valor de mc. Para o trocador de contracorrente: & 186 1 2 1 2 q q 1 1 1 1 2 1 f 1 ( ) ( ) ( ) ( ) Para o trocador de correntes paralelas teremos: ( ) ( q q q q q q q q q f q f f f f f f f q f m c T T T T m c T T T T m c T T m c T T − − ∈ = ⇒ ∈ = − − − ∈ = − & & & & 2 1 f 1 1 1 ( ) ) ( ) f f q f T T T T − ⇒ ∈ = − 1 2 1 2 q q 1 2 1 2 1 2 f ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) q q q q q q q q q f q f f f f f m c T T T T m c T T T T m c T T m − − ∈ = ⇒ ∈ = − − − ∈ = & & & & 1 2 f 1 2 1 2 ( ) ( ) ( ) f f f f q f q f T T c T T T T − ⇒ ∈ = − − OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR TROCADOR DE CALOR TUBO DUPLO CONTRACORRENTE Tq1 Tq2Tf2 Tf1 Primeiro Caso Tq1 Tq2 Tf2 Segundo Caso 187 A Tf1 A ( ) minq f q q f f q qT T m c m c mc m c∆ > ∆ ⇒ < ⇒ =& & & & ( )minf q f f q q f fT T m c m c mc m c∆ > ∆ ⇒ < ⇒ =& & & & ( ) ( ) ( ) ( ) máx min min Obtenção da Efetividade: Q = Q , , Obter via gráfico ou equações!!! UA sendo: C= e NUT= máx f C NUT Geometria mc mc mc ∈ ∈= → & & & Numero de unidades de transferenciaNUT ⇒ 188 Efetividade do trocador de tubo e carcaça com dois passes na carcaça e duas vezes um número par de passes nos tubos Efetividade do trocador de tubo e carcaça com um passe na carcaça e um número par de passes nos tubos 189 Efetividade do trocador de correntes cruzadas com um fluido misturado Efetividade do trocador de correntes cruzadas com os fluido não misturado 190 Efetividade do trocador contracorrente Efetividade do trocador correntes paralelas 191 192 OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR TROCADOR DE CALOR TUBO DUPLO CORRENTES PARALELAS Tq1 Tq2 Tf1 Tf2 Primeiro Caso Tq1 Tq2 Tf1 Tf2 Segundo Caso 193 Tf1 A A ( ) minq f q q f f q qT T m c m c mc m c∆ > ∆ ⇒ < ⇒ =& & & & ( )minf q f f q q f fT T m c m c mc m c∆ > ∆ ⇒ < ⇒ =& & & & OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR ( ) ( ) ( ) [ ] min min m 2 1 2 1 f f max 1 1 1 1 Cosideremos o Segundo Caso ( ) ( ) ( ) ( ) balanço em uma área diferencial dA: ( ) ( ) ( ) 1 f f f f q qáx f f f f f f f f q f q f q f q q q f f f mc m c mc m c C mc m c m c T T T TQ Q m c T T T T dQ UdA T T m c dT m c dT ⇒ = = = − − ∈ = = ⇒ ∈ = − − = − = − = & & & & & & & & & & 194 l [ ] [ ] ( ) ogo: 2 ( ) ( ) subtraindo ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( 1) ( ) 3 Substituindo [2] em [3], teremos q f q q q q q q f f f f f q q q q f f q f f f f f q q q q f f f f q f UdA T T dT m c m c dT m c dT m c dT m c dT m c dT m c dT m c dT dT m c m c m c dT dT − − = − = ⇒ − − = − × − + = − & & & & & & & & & & & ( ) ( ) min m : ( )( ) ( ) sendo: ( ) q f q q q f f q q f f f f q f q q q f f f q q f f q f q q f f q qáx UdA T T dT m c m c m c m c m c dT dT m c mcdT dT m cUdA m c m c C T T m c m c mc m c − − + = + = − − − = + ⇒ = = − × & & & & & & & & & & & & & & CORRIGIR OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR ( ) ( ) ( ) ( ) [ ] ( ) [ ] ( ) min min m min2 2 1 1 min min Teremos: ( ) ( ) 1 1( ) ( ) Integrando a área de 0 a A e o termo dT teremos: ( ) UAln 1 sendo: NTU=( ) q f q f q f q fáx q f q f mcdT dT dT dTUdA UdA C T T mc mc T T mc T T UA C T T mc mc − − − − = + ⇒ = + − − − − = + − ⇒ & & & & & & [ ] [ ]12 2 1 1 2 1 f 1 2 2 1 1 1 ( ) 4( ) ( ) Balanço Térmico nos dá: ( ) ( )( ) ( ) NTU Cq f q f f f q q q q f f f f q f T T e T T T T m c T T m c T T T T m c T T − +− = − − ⇒ ∈ = → − = − − − & & & CORRIGIR 195 [ ]1 22 1 2 1 1 2( )Do balanço teremos: ( ) 5 Subtraindo a Equação [5] d f f f f q q q q f f q q m c T T T T T T C T T m c − = + ⇒ = + − & & ( )2 1 1 2 2 1 1 2 2 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 2 2 1 1 2 1 1 1 1 1 1 e e dividindo por ( ), encontra-se: ( ) ( ) ( ) somando e subtraindo:( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) f q f q f q f f f f q f q f q f q f q f q f q f f q f q f q f T T T T T T T T T T C T T T T T T T T T T T T T T T C T T T T T T − − − = + − − − − − − − − = + − − − − ( ) ( ) [ ] [ ] [ ] [ ] 2 1 1 1 1 1 1 1 1 22 2 1 2 2 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 2 2 1 1 12 2 1 1 ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) 1 6( ) De 4 em 6 tem-se: ( ) 11( ) f f q f q f q f f fq f f f f f q f q f q f q f q f q f q f NTU Cq f q f T T T T T T T T T TT T T T T T C T T T T T T T T T T T T C T T T T e C T T − + − − − − − − − = + + ⇒∈= − − − − − − = −∈ −∈ − − = = −∈ −∈ ⇒ ∈= − m [ ]1 1 NTU C e C − + − + OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR TROCADOR DE CALOR TUBO DUPLO CONTRACORRENTE ( ) ( ) ( ) ( ) máx min Obtenção da Efetividade: Q = Q , , Obter via gráfico ou equações!!! UA sendo: C= e NUT= f C NUT Geometria mc mc mc ∈ ∈= → & & & 196 ( ) ( ) min sendo: C= e NUT= máxmc mc& & Veja nas tabelas e gráficos as formas de obter a efetividade OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR Exemplo: Uma vazão de 3,o kg/s de óleo a 100ºC é utilizada para aquecer 2,0 kg/s de ar de 20 até 80ºC em um trocador de calor de tubo e carcaça. O trocador tem seis passes nos tubos por onde escoa o óleo e um passe na carcaça por onde escoa o ar. O calor específico do óleo é 2100 J/(kg.ºC) e do ar 1009 J/(kg.ºC). Calcule a área necessária para este trocador de calor se U=200W/(m2.ºC). O balanço de energia neste caso vale: ( ) ( ) 3 2100 (100 ) 2 1009 (80 20) 80,78º q q qe qs f f fs fe qs m c T T m c T T T T C − = − × × − = × × − = & & ( ) min max min 1 C UANeste caso C= , =efetividade e N=NUT= C C Substituindo os valores obtem-se: ∈ 197 min max 80,78º Logo: 3 2100 6300 2018º 0,3203 63002 1009 2018 º A efetividad qs q q f f T C W m c CC C C W C m c C = = × = = = ⇒ = = × = & & 2 1 1 1 ( ) (80 20) e vale: 0,75( ) (100 20) O NUT pode ser obtido tanto da Figura da próxima página, quanto da relação analítica da Tabela na página seguinte. Para padronizar os valores usados n f f q f T T T T − − ∈= = → ∈= − − ( ) ( ) ( ) 1 2 21 2 2 1 2 2 o cálculo, iremos adotar a tabela. 2 1 1 N=- 1+C ln 2 1 1 C C C C − − − − + ∈ − − + + ∈ ( ) ( ) ( ) 1 2 21 2 2 1 2 2 2 1 0,3203 1 0,32030,75N=- 1+0,3203 ln N=1,99 2 1 0,3203 1 0,32030,75 A área é então calculada atra − − − − + ⇒ − − + + min vés de: CA=NUT 1,99 º U C= 2018 W × ºC 200 W 2 2 A 20,09m m ⇒ = 0,32 198 Efetividade do trocador de tubo e carcaça com um passe na carcaça e um número par de passes nos tubos 1,99 199 OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR Exemplo: Um trocador de calor de tubo duplo de contracorrente é utilizado para aquecer 1,25 kg/s de água de 35 a 80ºC pelo resfriamento de um óleo [cp=2,0 kJ/(kg.ºC)] de 150 para 85ºC. O coeficiente global de transferência de calor é 850W/m2.ºC. Um arranjo semelhante deve ser construído em um outro local, porém deseja-se comparar o desempenho de um único trocador de calor de contracorrente com dois trocadores de calor de contracorrente menores ligados em série no lado da água e em paralelo no lado do óleo, como mostrado no esquema. A vazão de óleo é dividida igualmente entre os dois trocadores e pode-se admitir que o coeficiente global de transferência de calor para os trocadores menores seja o mesmo do trocador maior. Se os trocadores menores custam 20 por cento mais por unidade de área superficial, 200 de transferência de calor para os trocadores menores seja o mesmo do trocador maior. Se os trocadores menores custam 20 por cento mais por unidade de área superficial, determine qual o arranjo mais econômico: um trocador grande ou dois trocadores pequenos de mesmas dimensões. Devemos calcular as áreas superficiais necessárias para ambas as alternativas e daí então comparar os custos. Para um trocador grande teremos: OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR Para um trocador grande teremos: O balanço de energia neste caso vale: 1,25 4180 5225 º ? ? f f f f W m c m c C m c m = × ⇒ = = → = & & & & 201 ? ? Porém, temos que: ( ) ( ) ( ) 5225(80 35) 3617( ) (150 85) º Agora pode q q q q q qe qs f f fs fe f f fs fe q q q q qe qs m c m Q m c T T m c T T m c T T W m c m c T T C = → = = − = − − − = = ⇒ = − − & & & & & & & min max q q C 3617 mos determinar C= C=0,692 C 5225 ( ) (150 85) 0,565( ) (150 35) Usando a tabela encontraremos: 1 1 1 0,565 1N= ln ln N=1,09 C-1 1 0,692-1 0,692 0,565 1 qe qs qe fe T T T T C = ⇒ − − ∈ = = ⇒ ∈ = − − ∈− − = ⇒ ∈− × − min A área é então calculada através de: CA=NUT 1,09 º U C= 3617 W × ºC 850 W 2 2 A 4,65m m ⇒ = 202 q 0,565∈ = C=0,692 C=0,692 203 Efetividade do trocador contracorrente 1,09 OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR Para o trocador pequeno teremos: 204 OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR Para o trocador pequeno teremos: 2 O balanço de energia neste caso vale: Neste caso a vazão do Óleo deve ser dividida, alimentação em paralelo. 3617 1808,50 2 2 º Como a água esta alimentando em série a vazão é mantida. ( q q f f f II m c W C m c T ⇒ = = − & & 1 1 2 1 2 ) ( ) 2 5225(80 ) 1808,50(150 ) q q f II q II q II f II q II m c T T T T T = − ⇒ − = − & 205 [ ] 1 2 1 2 min max min max 5225(80 ) 1808,50(150 ) 28,08 0,35 1 Sabemos que: C 1808,50Para o trocador 1: C= C 5225 C=0,692 C 1808,50Para o trocador 2: C= C 5225 Sabemos f II q II f II q II T T T T ⇒ − = − = + + = ⇒ = min min que: Mesma efetividade UAPara o trocador 1: NUT= C Igual para os dois UAPara o trocador 2: NUT= C ⇒ OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XII – TROCADORES DE CALOR Para o trocador pequeno teremos: [ ] 1 2 2 1 1 1 2 2 1 2 1 2 2 1 2 1 1 1 2 2 2 2 ( ) (150 ) ( ) (150 35) (150 ) (150 ) 2( ) (150 ) (150 35) (150 ) ( ) (150 ) Sabemos ainda que: 85º 170 2 q I q I q I q I f I q I q II q II q II q II f II q II f II f II q II q I q q I TT T T T T T T T T T T T T T T T C T T − − ∈ = = − − − − ∈ =∈⇒ = − − − −∈ = = − − + = = ⇒ = − [ ] ( ) 2 3 Temos 3 equaçoes e 3 incógnitas , , . q II T T T min A área é então calculada através de: CA=NUT U 1,16 ºA C⇒ = 3617 2 W × ºC 850 W2 2A 2, 47 Por trocador de calor m m⇒ = 206 ( )2 2 1 2 2 2 2 2 1 1 1 2 Temos 3 equaçoes e 3 incógnitas , , . (150 170 ) (150 ) 93º(150 35) (150 28,08 0,35 ) 170 93 77º 28,08 0,35 93 60,63º (150 77) 0,635(150 35) (1 q I q II f II q II q II q II q II q I f II T T T T T T C T T C T C − + − = ⇒ = − − − ⇒ = − = ⇒ = + × = − ⇒∈ = ⇒ ∈ ≈ − ⇒∈ = 2 50 93) 0,635(150 60,63) Vamos usar a correlação para o cálculo de N (Trocador em contracorrente): Usando a tabela encontraremos: 1 1 1 0,635 1N= ln ln C-1 1 0,692-1 0,692 0,635 1 Confirmando C − ⇒ ∈ ≈ − ∈− − = ×∈− × − N=1,16 ⇒ 2 2 2 total total A 2, 47 Por trocador de calor A 2 2, 47 A 4,94 m m m ⇒ = = × ⇒ = Portanto, comparando com o trocador da primeira situação tivemos um aumento de 20% na área (o que acarreta aumentono custo). Deve-se notar, entretanto, que os custos de bombeamentopara o óleo serão provavelmente menores com os dois trocadores pequenos, sendo este um dado importante na decisão em favor dostrocadores pequenos se os custos de bombeamento representarem um fator econômico significativo!! OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XIII – EVAPORADORES 1 – Introdução A evaporação é um dos principais métodos usados na indústria química para a concentração de soluções. Consiste na separação de um soluto não volátil de um solvente volátil (normalmente água). Geralmente na evaporação, o produto mais valioso é o concentrado, também denominado de licor grosso. A seguir, são apresentados alguns importantes fatores que influenciam a resolução e problemas envolvendo evaporadores: I – Concentração: O aumento na concentração, inerente ao fenômeno de evaporação da solução conduz a um aumento do ponto de ebulição, da viscosidade e da densidade. A evaporação deverá ser interrompida 207 um aumento do ponto de ebulição, da viscosidade e da densidade. A evaporação deverá ser interrompida quando a solução se saturar, exatamente para evitar a formação de cristais. II – Formação de Espumas: Alguns materiais, especialmente substâncias orgânicas, formam espuma durante a vaporização. O arraste desta espuma pelo vapor é indesejado, porque ela é capaz de arrastar parte da solução, o que produz um vapor contaminado e possibilita a perda de soluto. III – Sensibilidade Térmica: Muitos produtos químicos como medicamentos e alimentos degradam-se quando expostos a temperaturas mais elevadas. Nestes casos a concentração dessas soluções deve ser feita sob vácuo em condições especiais. IV – Formação de Crostas: Algumas soluções depositam crostas sobre a superfície de troca térmica. Logo, o coeficiente global de troca térmica (UD) diminui com o equipamento em operação, exigindo, portanto, manutenção e limpeza, periodicamente. OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XIII – EVAPORADORES V – Material de Construção: Sempre que possível os evaporadores devem ser construídos em aço. Entretanto, muitas soluções atacam materiais ferrosos ou são contaminados por ele. Nestes casos, recomendam-se materiais especiais não ferrosos (Cu, Ni, Al) ou aço inox. Em tais hipóteses, deve-se obter elevadas taxas de transferência de calor para compensar o alto custo inicial. 2 – Tipos de Evaporadores 2.1 – Evaporadores de Tubos Curtos ou de Calandra 208 �- equipamento antigo; �- comprimento de 1 a 2,5 m e diâmetro de 2 a 4 m; �- remoção da crosta com facilidade porque há um anel central de fácil remoção que mantém a estrutura; �- indicado para soluções diluídas, haja vista que para soluções mais viscosas proporciona baixos coeficientes de troca térmica. Hardcover: 1132 pages Publisher: McGraw-Hill Science/Engineering/Math; 6 edition (September 22, 2000) Language: English ISBN-10: 0070393664 ISBN-13: 978- 0070393660 Unit Operations of Chemical Engineering (Hardcover) by Warren McCabe (Author), Julian Smith (Author), Peter Harriott (Author) OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XIII – EVAPORADORES 2.2 – Evaporadores de Circulação Forçada Como a velocidade da mistura evaporada é alta, colocam-se defletores para minimizar o arraste de bolhas devido à coalescência delas. O vapor deixa o topo para um condensador ou para um próximo efeito. 2.3 – Evaporadores de Tubos Longos a) Fluxo ascendente (solução sobe e desce) b) Fluxo descendente (apenas uma passagem) 209 2.4 – Evaporadores com Filme Agitado Há agitação mecânica do filme para aumentar a turbulência (aumento de h). São equipamentos utilizados para líquidos mais viscosos (1000 poise) e sensíveis ao calor (gelatina, antibióticos e suco de frutas). Como desvantagens, os evaporadores de filme agitado tem um custo maior de fabricação, manutenção e operação, pois possuem peças rotativas e capacidade de processamento mais reduzida. Na verdade, as configurações acima podem aparecer isoladas ou combinadas entre si. Alguns exemplos de trocadores são mostrados a seguir. OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XIII – EVAPORADORES 210 Figura 1 – Evaporador com camisa de aquecimento Evaporadores usados na concentração de sucos cítricos 211 OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XIII – EVAPORADORES 212 Figura 2 – Evaporador com feixe de tubos OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XIII – EVAPORADORES São dotados de tubos curtos verticais, dentro de um corpo de vapor, este dispositivo é chamado de Calandra. O produto é aquecido e sobe através dos tubos por convecção natural e o vapor condensa pelo exterior dos tubos. O líquido concentrado retorna à base do recipiente através de uma seção anular 213 Figura 3 – Evaporador de Tubos Curtos recipiente através de uma seção anular central. OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XIII – EVAPORADORES Podem evaporar alimentos líquidos de baixa viscosidade, os quais fervem no interior de tubos verticais. Estes tubos se aquecem devido ao vapor existente no exterior, de tal maneira que o líquido ascende pelo interior dos tubos arrastado por vapores formados na parte inferior. O movimento ascendente dos vapores produz uma película que se move rapidamente para cima. Este tipo de evaporador alcança 214 Figura 4 – Evaporador de Película Ascendente com tubos verticais longos cima. Este tipo de evaporador alcança elevados coeficientes de transferência de calor, podendo-se recircular o alimento líquido até que se alcance a concentração desejada. O tempo de residência é de 3-4 segundos. OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XIII – EVAPORADORES A configuração cilíndrica do sistema produz menores áreas de transmissão de calor por unidade de volume de produto, sendo necessária a utilização de vapor à alta pressão, como meio de aquecimento com o objetivo de conseguir elevadas temperaturas na parede e velocidades de evaporação razoáveis. A grande desvantagem deste sistema são os custos de fabricação e mantimento, assim como a baixa capacidade de processamento. 215 Figura 5 – Evaporador de Película Agitada capacidade de processamento. OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XIII – EVAPORADORES 216 Figura 6 – Evaporador do Tipo Filme Raspado OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XIII – EVAPORADORES 217 Figura 7 – Evaporador de Circulação Forçada com aquecimento Horizontal em Passos OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XIII – EVAPORADORES Consta de um trocador de calor com aquecimento indireto , onde o líquido circula em elevadas velocidades, devido à presença de bombas de fluxo axial. Devido à elevada carga hidrostáticada parte superior dos tubos , qualquer possibilidade de ebulição do líquido é desprezada. O líquido que entra no evaporador se evapora instantâneamente, devido à diferença de pressão entre a parte 218 Figura 8 – Evaporador com Recirculação Forçada diferença de pressão entre a parte interior e exterior do tubo. Possui os menores custos de fabricação e operação. OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XIII – EVAPORADORES Existem diversos modelos para os evaporadores com circulação forçada, conforme indicado nas Figuras. Um evaporador com circulação forçada pode não ser tão econômico como um evaporador com circulação natural, porém eles são necessários quando o problema envolve uma solução com escoamento pobre, incrustação e características térmicas. Existe um limite para as viscosidades das soluções que circulam naturalmente. Com materiais muito viscosos não existe alternativa, a não ser o uso deste 219 Com materiais muito viscosos não existe alternativa, a não ser o uso deste tipo de evaporador. Além disso quando existe uma tendência para a formação de incrustação ou de depósitos salinos, as elevadas velocidades obtidas através do uso de bombas de circulação constituem o único método para impedir a formação de depósitos excessivos. O evaporador com circulação forçada é bem adaptável para um controle íntimo do escoamento, particularmente quando um longo tempo de contato pode perturbar os produtos químicos da solução. Os tubos de um evaporador com circulação forçada são menores do que os tubos num evaporador com circulação natural. OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XIII – EVAPORADORES 220 Figura 9 – Evaporador do Tipo Kettle Figura 10 – Evaporador com Recirculação Forçada Interna OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XIII – EVAPORADORES 3 – EFEITOS- Os evaporadores podem ser de simples ou múltiplo efeito. 1. Na modalidade de simples efeito há apenas um evaporador. Alimenta-se vapor vivo para prover o aquecimento, enquanto que o vapor gerado pela evaporação é retirado pelo topo e a solução concentrada pelo fundo do equipamento. O vapor vivo é utilizado de modo ineficiente quando comparado ao de múltiplo efeito. São exemplos, quaisquer das configurações anteriores apresentadas nas Figuras de 1 a 10. 2. Na modalidade de múltiplo efeito há mais de um evaporador, postos em série. O vapor vivo é alimentado num estágio. O vapor gerado em um evaporador é aproveitado como fluido de 221 alimentado num estágio. O vapor gerado em um evaporador é aproveitado como fluido de aquecimento para o próximo evaporador e assim, sucessivamente. No múltiplo efeito há um aumento da evaporação por unidade de massa de vapor vivo utilizado. Vale ressaltar que à medida que se caminha pelos efeitos, o vapor então gerado, sob o ponto de vista entálpico, é mais pobre do que o efeito anterior. Na Figura 11 e 12 são apresentados múltiplos efeitos em correntes paralelas e concorrentes, respectivamente. OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XIII – EVAPORADORES 222 Figura 11 – Múltiplo efeito em correntes paralelas OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XIII – EVAPORADORES 223 Figura 12 – Múltiplo Efeito em correntes contrárias OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XIII – EVAPORADORES Múltiplo Efeito 224 Múltiplo Efeito OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XIII – EVAPORADORES 4 – FUNCIONAMENTO DE EVAPORADORES Neste aspecto dois parâmetros são importantes: I - Capacidade do evaporador: definida como a taxa mássica de líquido evaporada. II – Economia: definida como a razão entre a massa de líquido evaporado pela massa de vapor vivo utilizado. Fenomenologicamente, o calor envolvido na evaporação obedece a Lei de Resfriamento de Newton: ( )D SQ U A T T= − 225 Em que: Q é o calor fornecido do vapor de aquecimento à solução a ser evaporada; UD é o coeficiente global de troca térmica; A é a área disponível de troca térmica; TS é a temperatura do vapor saturado; T é a temperatura de ebulição da solução; A temperatura de alimentação da solução em cada estágio é importante. Alimentação fria requer calor para aquecê-la até o ponto de ebulição. Se a alimentação estiver à temperatura de ebulição todo o calor transmitido através da superfície é utilizado para a vaporização. Se a temperatura da corrente de alimentação estiver acima da temperatura de ebulição da suspensão, ocorre a evaporação do tipo flash (elevada capacidade). A temperatura de ebulição da solução em evaporadores é afetada pela Elevação do Ponto de Ebulição (E.P.E) e Carga Estática do Fluido. ( )D SQ U A T T= − OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XIII – EVAPORADORES A pressão de vapor para a maioria das soluções aquosas é menor que à da água pura à mesma temperatura. Isso implica que à mesma pressão, a temperatura de ebulição das soluções é maior do que aquela verificada para a água pura. O aumento no ponto de ebulição, em relação ao da água pura, é chamado de elevação do ponto de ebulição (E.P.E.). O E.P.E para soluções diluídas ou soluções orgânicas é pequeno, porém para soluções concentradas de compostos inorgânicos ele passa a ser significativo. A diferença entre o ponto de ebulição da solução e água pura, numa mesma pressão de operação, vem representada 226 da solução e água pura, numa mesma pressão de operação, vem representada por regras empíricas, conhecidas como Linhas Duhring. Um exemplo é mostrado na Figura 13 da próxima transparência. 227 Figura 13 – Linhas de Duhring para o sistema H2O-NaOH OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XIII – EVAPORADORES A pressão de vapor para a maioria das soluções aquosas é menor que à da água pura à mesma temperatura. Isso implica que à mesma pressão, a temperatura de ebulição das soluções é maior do que aquela verificada para a água pura. O aumento no ponto de ebulição, em relação ao da água pura, é chamado de elevação do ponto de ebulição (E.P.E.). O E.P.E para soluções diluídas ou soluções orgânicas é pequeno, porém para soluções concentradas de compostos inorgânicos ele passa a ser significativo. A diferença entre o ponto de ebulição da solução e água pura, numa mesma pressão de operação, vem representada 228 da solução e água pura, numa mesma pressão de operação, vem representada por regras empíricas, conhecidas como Linhas Duhring. Um exemplo é mostrado na Figura 13 da próxima transparência. OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XIII – EVAPORADORES Além das linhas de Duhring para projeto, operação e otimização de evaporadores é necessário ter à disposição diagramas de entalpia e concentração a fim de auxiliar nos cálculos energéticos. Na Figura 14 é apresentado um diagrama entálpico para o sistema H2O-NaOH. A Carga Estática do Fluido modifica também o ponto de ebulição da solução. Parcelas de solução localizadas no fundo do equipamento sentirão uma pressão maior do que uma localizada próxima à superfície. Logo, na base do equipamento 229 maior do que uma localizada próxima à superfície. Logo, na base do equipamento maior também será a temperatura necessária para que ocorra vaporização o líquido. 230Figura 14 – Diagrama Entalpia-Concentração para o sistema H2O-NaOH OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XIII – EVAPORADORES Coeficientes de Transferência de calor: ( ) ( ) D vapor saturado ebulição da solução s D t 1 2 3 4 5 t Q U A T Aqui : T T T T T T 1U A R R R R R R R − − − = ∆ ∆ = − ∆ = − = ⇒ = + + + +∑ ∑ A maior parte dos evaporadores trabalham com materiais viscosos, nestes casos, é a resistência do líquido (R5) que controla a evaporação. 231 1R Resistência da película do vapor condensante o coeficiente de película do vapor condensante tem um valor eleva ∑ 2 3 4 do (h) [presença de gases não condensáveis (ar) provoca redução de h] R Resistência de incrustação (exterior dos tubos) R Resistência deincrustação (interior dos tubos) R Resistência de condução na pa 5 rede dos tubos R Resistência da solução ebuliente lado do líquido (comumente é a controladora[materiais viscosos]) Atenção!!! UD representa o coeficiente global típico em evaporadores e pode ser obtido através da tabela 16.1 da página 473 do McCabe Smith. OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XIII – EVAPORADORES 5- BALANÇO ENTÁLPICO PARA UM EVAPORADOR DE SIMPLES EFEITO Hipótese- A perda de calor no evaporador é desprezível!!! ( )S S C S S S S Balanço de Entalpia para o lado do vapor condensante: Q m H H m o negativo indica calor perdido é o calor latente de condensação de vapor d'água. Observe que neste caso a entalpia que aparec = − = − λ → λ & & e na equção é a entalpia específica(kcal/kg). 232 ( ) [ ] ( ) f V f f entradasaída f V f f Balanço de Entalpia para a solução que se concentra: Q H H m m H mH m H Q m m H mH m H Considerando que não existe perda de calo = ∆ ⇒ ∆ = − + − = − + − & & & & & & & & ( ) ( ) ( ) S S S f V f f S S f V f f r, o calor perdido pelo vapor é recebido pelo líquido: Q Q m m m H mH m H m m m H mH m H *** − = ⇒ − − λ = − + − λ = − + − & & & & & & & & & & OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XIII – EVAPORADORES 5- BALANÇO ENTÁLPICO PARA UM EVAPORADOR DE SIMPLES EFEITO Hipótese- A perda de calor no evaporador é desprezível!!! f Primeiro caso: Calor de Diluição Desprezível Seja a temperatura de referência T-temperatura de ebulição da solução no evaporador. A entalpia específica H da solução diluída pode ser calculada a partir → ( ) f do calor específico, que supõe-se permanecer constante no intervalo de temperatura desde T até T. Portanto, teremos: kcalH Cp T T Cp Calor específico da solução diluída = − → − 233 ( )f f f f kcalH Cp T T Cp Calor específico da solução diluída kgºC = − → − f T - temperatura de alimentação (ºC) T - temperatura de ebulição -Solução concentrada (está a T) A entalpia específica H da solução concentrada é zero e o ( )C termo mH=0 (eq BE) H Cp T T 0 Agora teremos: Balanço de Entalpia para a solução que se concentra = − = ( ) [ ] ( ) ( ) f V f f entradasaída S S S f V Q H H m m H mH m H Tinhamos que : Q Q m m m H mH = ∆ ⇒ ∆ = − + − − = ⇒ − − λ = − + & & & & & & & & ( ) ( ) 0 f f S S f V f f S S f f f V m H m m m H m H Considere =Calor latente da água na pressão do espaço do vapor, teremos: m m m m H H − λ = − − λ ⇒ λ = − λ − ⇒ = λ & & & & & & & & & OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XIII – EVAPORADORES 5- BALANÇO ENTÁLPICO PARA UM EVAPORADOR DE SIMPLES EFEITO Hipótese- A perda de calor no evaporador é desprezível!!! ( )S S f V f f f Segundo caso: Calor de Diluição é Considerável Vimos que: m m m H mH m H Para esta nova situação os valores de H e H são obtidos pelo Diagrama de Entalpia em função da Concentração λ = − + −& & & & & 234 Diagrama Entalpia-Concentração para o sistema H2O-NaOH É preciso conhecer as concentrações de entrada e saída do evaporador!!!!! pelo Diagrama de Entalpia em função da Concentração Exemplo: NaOH em Água Figura 16-9 pag. 479. OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XIII – EVAPORADORES Dados : kcalCp 0,90= Primeiramente iremos fazer um balanço de massa: 5- BALANÇO ENTÁLPICO PARA UM EVAPORADOR DE SIMPLES EFEITO Exemplo: Uma solução de coloides orgânicos em água deve ser concentrada de 10 a 50% de sólidos em um evaporador de simples efeito. Para esta operação se dispõe de vapor de água saturado á 1200C. A pressão absoluta no evaporador é de 100 mmHg que corresponde a uma temperatura de ebulição de 51,60C. A taxa de alimentação é 25.000 kg/h. O coeficiente global de transmissão de calor é igual a 2.400 kcal/(m2.h.0C) tanto a E.P.E como o calor de diluição pode ser considerados desprezíveis. Calcule o consumo e a economia de vapor e a superfície de troca térmica necessária se a temperatura de alimentação for: a) 51,6 0C b) 21 0C c) 93 0C 235 f 0 0 S 0 S kcalCp 0,90 kg. C kcalVapor de água (120 C): 525 kg kcalVapor de água (1000mmHg e 51,6 C): 568 kg = λ = λ = ( ) ( ) ( ) f f f f f Para o sólido temos: 25000 0,10,1 m 0 m m 0,5 m m 0,5 kg m 5000 h Para o líquido temos: kg0,9 m 1 m m 0,5 m m m 20.000 h × × = × − + × ⇒ = ⇒ = × = × − + × ⇒ − = & & & & & & & & & & & & OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XIII – EVAPORADORES 5- BALANÇO ENTÁLPICO PARA UM EVAPORADOR DE SIMPLES EFEITO Exemplo: Uma solução de coloides orgânicos em água deve ser concentrada de 10 a 50% de sólidos em um evaporador de simples efeito. Para esta operação se dispõe de vapor de água saturado á 1200C. A pressão absoluta no evaporador é de 100 mmHg que corresponde a uma temperatura de ebulição de 51,60C. A taxa de alimentação é 25.000 kg/h. O coeficiente global de transmissão de calor é igual a 2.400 kcal/(m2.h.0C) tanto a E.P.E como o calor de diluição pode ser considerados desprezíveis. Calcule o consumo e a economia de vapor e a superrfície de troca térmica necessária se a temperatura de alimentação for: a) 51,6 0C b) 21 0C c) 93 0C ) 0a Para o a temperatura T=51,6 C temos: Vamos ao cálculo da economia, que é estimada pela relação entre a massa de 236 ) ( ) ( ) 0 0 f S S f f f f f f f T=51,6 C e T =51,6 C Calculo do consumo de vapor: Balanço de energia: Q m m m m H Sabemos que: m H Cp T T → = λ = − λ − = − & & & & & ( ) 0 f S S 0 kg20.000m m hPortanto, podemos escrever: m kcal525 kg = − = λ = λ & & & kcal568 kg × S kg m 21638 h ⇒ =& água evaporada e a massa de vapor "vivo" utilizado. kg20.000 hEconomia= kg21.638 h ( ) ( ) ( ) ( ) D vapor saturado ebulição da solução s S S D s D s Economia=0,924 Cálculo da área de superfície de troca térmica: Q U A T Aqui : T T T T T T kg21.638 hmQA U T T U T T − − − ⇒ = ∆ ∆ = − ∆ = − λ = = = − − & kcal525 kg × S kca2.400 2 l m . h 0. C 0120 C 051,6 C−( ) 2A 69,20m⇒ =Faça os itens b e c!!!!!!!!!! OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XIII – EVAPORADORES 5- BALANÇO ENTÁLPICO PARA UM EVAPORADOR DE SIMPLES EFEITO Exemplo: Um evaporador de simples efeito será utilizado para concentrar 10.000 kg/h de uma solução de NaOH de 20% a 50% em peso de sólidos. A pressão de vapor de água é 2,44 kgf/(cm2) (absoluta) e a temperatura é de 1260C e a pressão absoluta no espaço do vapor é 100mmHg. O valor estimado do coeficiente global é de 1.250 kcal/(h.m2.0C). A temperatura de alimentação é 400C. Calcular o consumo de vapor, a economia de vapor e a superfície de troca térmica necessária. Primeiramente iremos fazer um balanço de massa: Para o sólido temos: 237 ( ) ( ) ( ) f f f f f 10.000 0, 20, 2 m 0 m m 0,5 m m 0,5 kg m 4.000 h Para o líquido temos: kg0,8 m 1 m m 0,5 m m m 6.000 h × × = × − + × ⇒ = ⇒ = × = × − + × ⇒ − = & & & & & & & & & & & & OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XIII – EVAPORADORES 5- BALANÇO ENTÁLPICO PARA UM EVAPORADOR DE SIMPLES EFEITO Exemplo: Um evaporador de simples efeito será utilizado para concentrar 10.000 kg/h de uma solução de NaOH de 20% a 50% em peso de sólidos. A pressão de vapor de água é 2,44 kgf/(cm2) (absoluta) e a temperatura é de 1260C e a pressão absoluta no espaço do vapor é 100mmHg. O valor estimado do coeficiente global é de 1.250 kcal/(h.m2.0C). A temperatura de alimentação é 400C. Calcular o consumo de vapor, a economia de vapor e a superfície de troca térmica necessária. Antes de iniciarmos os balanços energia, precisamos determinaras temperaturas de ebulição da água e das 238 soluções e então determinar a Elevação do Ponto de Ebulição E.P.E Temperatura de Ebulição da água a 0 0 100mmHg=51 C Temperatura de Ebulição da solução (Duhring)=96 C (veja leitura na figura) A Entalpia da solução é obtida com ajuda do gráfico conforme próxima transparência. Alimentação a 20% de NaOH e 0 f 0 kcal 40 C H 34 kg kcalConcentrado a 50% de NaOH e 96 C H 127 kg ⇒ = ⇒ = Note que na leitura adotou-se a concentração de saída do concentrado. 239 Figura 13 – Linhas de Duhring para o sistema H2O-NaOH 96 127 240Figura 14 – Diagrama Entalpia-Concentração para o sistema H2O-NaOH 34 OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XIII – EVAPORADORES 5- BALANÇO ENTÁLPICO PARA UM EVAPORADOR DE SIMPLES EFEITO Exemplo: Um evaporador de simples efeito será utilizado para concentrar 10.000 kg/h de uma solução de NaOH de 20% a 50% em peso de sólidos. A pressão de vapor de água é 2,44 kgf/(cm2) (absoluta) e a temperatura é de 1260C e a pressão absoluta no espaço do vapor é 100mmHg. O valor estimado do coeficiente global é de 1.250 kcal/(h.m2.0C). A temperatura de alimentação é 400C. Calcular o consumo de vapor, a economia de vapor e a superfície de troca térmica necessária. 0 A solução deste tipo de problema exige que tenhamos em mãos uma tabela de vapor d'água. A entalpia do vapor que sai do evaporador é obtida por este tipo de tabela. A entalpia do vapor de água a 96 C e 1 V kcal00mmHg é H =640 . kg Vamos ao cálculo da economia, que é estimada pela relação entre a massa de água evaporada e a massa de vapor "vivo" utilizado. kg6.000 hEconomia= kg Economia=0,78⇒ 241 S 2 S kg kgfO calor latente de vaporização a pressão absoluta de 2,44 cm kcal vale 522 . kg Portanto, tendo este valores podemos seguir no cálculo do consumo de vapor: Balanço de energi λ λ = ( )( ) ( ) ( ) S S f V f f entrasai f V f f S S S a: Q m m m H mH m H m m H mH m H m kg kcal6.000 640 h kg m → = λ = − + − − + − = λ × = & & & & & & & & & & & kg kcal4.000 127 h kg + × kg kcal10.000 34 h kg − × kcal522 kg S kg m 7678 h =& Economia= kg7.678 h ( ) ( ) ( ) ( ) D vapor saturado ebulição da solução s S S D s D s Economia=0,78 Cálculo da área de superfície de troca térmica: Q U A T Aqui : T T T T T T kg7.678 hmQA U T T U T T − − − ⇒ = ∆ ∆ = − ∆ = − λ = = = − − & kcal522 kg × S kca1.250 2 l m . h 0. C 0126 C 096 C−( ) 2A 107m⇒ ≈ 0 0 Determinação da entalpia do vapor de água a 96 C e 100mmHg. 133,32Pa 100mmHg 13,33kPa 1mmHg Vimos que para a pressão de 100mmHg a temperatura de saturação é de 51,6 C(evaporação).Portanto, temos nes × = V te caso um vapor superaquecido!!!!!! kJlogo: H =2679640 1kcal kg 4,18 kJ × kcal640 kg = 242 133,32PaTemperatura de Ebulição da água a 100mmHg 13,33kPa 1mmHg × = T P VL Vg HLiq HL-G HG Aprox. 51ºC kJ2377,6λ = 1kcal kg 4,18 kJ × 568kcal≈ kgfObtendo o calor latente de vaporização a pressão absoluta de 2,44λ 243 T P VL Vg HLiq HL-G HG Aprox. 51ºC S 2 0 2 2 kgfObtendo o calor latente de vaporização a pressão absoluta de 2,44 cm kgf 98,07kPa2,44 239,30kPa ou T=126 C 399Kkgfcm 1 cm λ × = = kJ2185λ = 1kcal kg 4,18 kJ × 522kcal≈ OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XIII – EVAPORADORES 6- BALANÇO ENTÁLPICO PARA EVAPORADORES DE MÚLTIPLOS EFEITOS Hipótese- A perda de calor no evaporador é desprezível!!! 244 OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XIII – EVAPORADORES 6- BALANÇO ENTÁLPICO PARA EVAPORADORES DE MÚLTIPLOS EFEITOS Hipótese- A perda de calor no evaporador é desprezível!!! 1 1 1 1 Calor Transmitido no Primeiro Efeito: Q A U T Negligenciando, no momento, o calor necessário para aquecer a alimentação até a temperatura de ebulição. No estado estacionário: = ∆ 1 1 1 2 2 2 3 3 3 Da mesma forma tem-se: A U T A U T A U T⇒ ∆ = ∆ = ∆ 245 No estado estacionário: "Praticamente todo o calor 2 2 2 2 2 1 1 1 1 2 2 2 consumido na geração do vapor no primeiro efeito é cedido no segundo efeito durante a condensação do mesmo vapor". Calor transmitido no segundo efeito: Q A U T Q Q então A U T A U T = ∆ ⇒ ≈ ⇒ ∆ = ∆ 1 1 1 2 2 2 3 3 3 1 A U T A U T A U T Na prática as áreas de troca térmica dos evaporadores são iguais (Redução dos Custos de Fabricação) A ⇒ ∆ = ∆ = ∆ ⇒ 1 1 2U T A∆ = 2 2 3U T A∆ = 3 3 1 1 2 2 3 3 U T QU T U T U T A ∆ ⇒∴ ∆ = ∆ = ∆ = Capacidade: a capacidade total é proporcional a velocidade total de transferência de calor q, que se obtém somando estas 3 equações. 1 2 3 1 1 2 2 2 3 3 3Q Q Q Q A U T A U T A U T⇒∴ = + + = ∆ + ∆ + ∆ OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XIII – EVAPORADORES 6- BALANÇO ENTÁLPICO PARA EVAPORADORES DE MÚLTIPLOS EFEITOS Hipótese- A perda de calor no evaporador é desprezível!!! 2 1 1 2 3 1 s 1 Admitindo que os evaporadores são iguais A(m ), e que o coeficiente global para cada efeito seja o mesmo teremos: Q=Q UA( T T T ) T T T = ∆ + ∆ + ∆ ∆ = − ∆ = − 246 2 1T T∆ = 2T− 3 2T T∆ = 3 s 3 T T T T Logo, T representa a diferença entre a temperatura do vapor "vivo" do Primeiro Efeito e a Temperatura do vapor que sai no último efeito. Obs: A capacidade de um evaporador do Múltiplo efei − ∆ = − ∆ to é quasesempre menor que a correspondente a um simples efeito. OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XIII – EVAPORADORES 6.1- BALANÇO ENTÁLPICO PARA EVAPORADORES DE MÚLTIPLOS EFEITOS Consideremos, por exemplo, um evaporador de triplo efeito: Equações que descrevem o processo: •Balanço de entalpia para cada efeito (3 Equações) •Equações da capacidade para cada efeito (3 Equações) •Conhecimento da evaporação total (Economia 1 Equação) •Admitindo que todos os efeitos tem a mesma área de troca térmica as equações ficam com 7 247 •Admitindo que todos os efeitos tem a mesma área de troca térmica as equações ficam com 7 incógnitas. Podemos seguir as seguintes etapas na solução do problema. Etapa 1: Admitem-se valores para a temperatura de ebulição no Primeiro e Segundo efeito. Etapa 2: Mediante o balanço entálpico obtem-se as taxas mássicas de vapor e solução em cada efeito. Etapa 3: Calcular a área de troca térmica para cada efeito, a partir das equações de capacidade. Etapa 4: Se as áreas de troca térmicas encontradas não forem aproximadamente iguais, estimar novas temperaturas de ebulição nos efeitos 1 e 2 e repetir as etapas 2 e 3, até que as áreas sejam iguais. OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XIII – EVAPORADORES Exercício: Evaporadores de Múltiplos Efeitos Deseja-se concentrar num evaporador de triplo efeito uma solução de 10 até 50% de sólidos. Dispõe-se para esta operação vapor de água saturado a pressão absoluta de 2kgf/cm2 (119,60C). A pressão no terceiro efeito é de 100mmHg que corresponde a uma temperatura de ebulição de 51,60C. A alimentação é de 25.000 kg/h a temperatura de 210C. A área de T.C. é a mesma para todas os efeitos. Desprezar efeitos da E.P.E e do calor de diluição. Calcular: A) A área de troca térmica de cada evaporador. B) O consumo de vapor. C) A distribuição de temperatura. D) A economia de vapor em cada efeito. E) Economia Global. 248 OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XIII – EVAPORADORES Exercício: Evaporadores de Múltiplos Efeitos Deseja-se concentrar num evaporador de triplo efeito uma solução de 10 até 50% de sólidos. Dispõe-se para esta operação vapor de água saturado a pressão absoluta de 2kgf/cm2 (119,60C). A pressão no terceiro efeito é de100mmHg que corresponde a uma temperatura de ebulição de 51,60C. A alimentação é de 25.000 kg/h a temperatura de 210C. A área de T.C. é a mesma para todas os efeitos. Desprezar efeitos da E.P.E e do calor de diluição. Calcular: A) A área de troca térmica de cada evaporador. B) O consumo de vapor. C) A distribuição de temperatura. D) A economia de vapor em cada efeito. E) Economia Global. ( ) ( ) ( ) 1 S S f 1 f f f Desprezando a elevação do ponto de ebulição e o calor de diluição da solução teremos: Q =m m m m Cp (T T ) Q = m m m m m Cp (T T ) λ = − λ + − − λ = − λ + − & & & & & & & & & 249 solução solução f 1 20 1 2 32 0 2 0 2 0 Dados: kcalCp 1,0 Cp Cp =Cp Cp kg. C W W WU 2.700 U 1.700 U 975 m . C m . C m . C = ⇒ = = = = = ( ) ( ) ( ) ( ) 2 f 1 1 1 2 2 1 1 2 1 3 1 2 2 2 3 3 2 2 3 2 1 s 1 Q = m m m m m Cp (T T ) Q = m m m m m Cp (T T ) T T T − λ = − λ + − − λ = − λ + − ∆ = − & & & & & & & & & & 2 1T T∆ = 2T− 3 2T T∆ = 3 0 s 3 T T T T T 119,6 51,6 68,0 C − ∆ = − ⇒ ∆ = − = 1 2 0 0 0 1 2 3 0 1 s 1 1 0 2 1 2 2 0 3 2 3 1 Método Iterativo: Primeira Etapa: Primeira Estimativa de T e T T 21 C T 18 C T 29 C T T T 119,6 21 T 98,6 C T T T 98,6 18 T 80,6 C T T T 80,6 29 T 51,6 C ∆ = ∆ = ∆ = ⇒ = −∆ = − ⇒ = ⇒ = −∆ = − ⇒ = ⇒ = −∆ = − ⇒ = Primeiro efeito����Trabalho adicional de aquecimento. OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XIII – EVAPORADORES Exercício: Evaporadores de Múltiplos Efeitos Deseja-se concentrar num evaporador de triplo efeito uma solução de 10 até 50% de sólidos. Dispõe-se para esta operação vapor de água saturado a pressão absoluta de 2kgf/cm2 (119,60C). A pressão no terceiro efeito é de 100mmHg que corresponde a uma temperatura de ebulição de 51,60C. A alimentação é de 25.000 kg/h a temperatura de 210C. A área de T.C. é a mesma para todas os efeitos. Desprezar efeitos da E.P.E e do calor de diluição. Calcular: A) A área de troca térmica de cada evaporador. B) O consumo de vapor. C) A distribuição de temperatura. D) A economia de vapor em cada efeito. E) Economia Global. 0 S S 0 kcal Tempertatura Calor Latente kg Vapor "vivo" T 119,6 C 526 Solução que sai de I T 98,6 C = λ = = 540λ = 250 0 1Solução que sai de I T 98,6 C = 1 0 2 2 0 3 3 540 e vapor que vai para II Solução que sai de II T 80,6 C 551 e vapor que vai para III Solução que sai de III T 51,6 C 551 e vapor que sai λ = = λ = = λ = de III ( )f f 3 3 3 3 Primeiramente iremos fazer um balanço de massa: Para o sólido temos: 25.000 0,10,1 m 0 m m 0,5 m m 0,5 kg m 5.000 h × × = × − + × ⇒ = ⇒ = & & & & & &Considerando os 3 efeitos OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XIII – EVAPORADORES Exercício: Evaporadores de Múltiplos Efeitos Deseja-se concentrar num evaporador de triplo efeito uma solução de 10 até 50% de sólidos. Dispõe-se para esta operação vapor de água saturado a pressão absoluta de 2kgf/cm2 (119,60C). A pressão no terceiro efeito é de 100mmHg que corresponde a uma temperatura de ebulição de 51,60C. A alimentação é de 25.000 kg/h a temperatura de 210C. A área de T.C. é a mesma para todas os efeitos. Desprezar efeitos da E.P.E e do calor de diluição. Calcular: A) A área de troca térmica de cada evaporador. B) O consumo de vapor. C) A distribuição de temperatura. D) A economia de vapor em cada efeito. E) Economia Global. ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) 1 S 1 2 1 1 2 1 3 1 2 2 2 Balanço Entálpico : Primeiro Efeito - Q =m 526 25.000 m 540 25.000 1 (98,6 21) Segundo Efeito - Q = 25.000 m 540 m m 551 m 1 (80,6 98,6) Terceiro Efeito - Q = m m 551 m 5.000 568 m 1 (5 × = − × + × × − − × = − × + × × − − × = − × + × × & & & & & & & & & & 1,6 80,6)− 251 ( ) ( )3 1 2 2 2Terceiro Efeito - Q = m m 551 m 5.000 568 m 1 (5− × = − × + × ×& & & & ( ) ( ) ( ) ( ) 1 2 s 1 S 1 2 1 2 3 1 2 3 1,6 80,6) kg kg kg m 18.790 m 12.100 e m 10.060 h h h kcalQ =m 526 10.060 526 Q =5.291.500 h kcalQ = 25.000 m 540 25.000 18.790 540 Q =3.353.400 h kcalQ = m m 551 18.790 12.100 551 Q =3.686.200 h − ⇒ = = = × = × ⇒ − × = − × ⇒ − × = − × ⇒ & & & & & & & OPERAÇÕES UNITÁRIAS-1 Capítulo XIII – EVAPORADORES Exercício: Evaporadores de Múltiplos Efeitos Deseja-se concentrar num evaporador de triplo efeito uma solução de 10 até 50% de sólidos. Dispõe-se para esta operação vapor de água saturado a pressão absoluta de 2kgf/cm2 (119,60C). A pressão no terceiro efeito é de 100mmHg que corresponde a uma temperatura de ebulição de 51,60C. A alimentação é de 25.000 kg/h a temperatura de 210C. A área de T.C. é a mesma para todas os efeitos. Desprezar efeitos da E.P.E e do calor de diluição. Calcular: A) A área de troca térmica de cada evaporador. B) O consumo de vapor. C) A distribuição de temperatura. D) A economia de vapor em cada efeito. E) Economia Global. 1 1 1 1 1 Cálculo da Área : Q 5.291.500Primeiro Efeito - A = A =93,30 U T 2.700 21 Q 3.353.400 = ⇒ ∆ × = ⇒ & & 252 2 2 2 2 2 3 3 3 3 3 Q 3.353.400Segundo Efeito - A = A =109,60 U T 1.700 18 Q 3.686.200Terceiro Efeito - A = A =130,40 U T 975 29 = ⇒ ∆ × = ⇒ ∆ × & & 1 2 3 1 2 Valor médio da Área: 111,10 Como as 3 áreas são diferentes, é necessário estimar outros valores para as temperaturas de ebulição. Note que: A A A Logo T T < < ⇒ ⇒↓ ∆ ↓ ∆ ↑ 3 0 0 0 1 2 3 T Portanto, vamos testar os seguintes chutes: T 17,50 C T 17,20 C T 33,30 C ∆ ∆ = ∆ = ∆ = 1 2 0 0 0 1 2 3 0 1 s 1 1 0 2 1 2 2 0 3 2 3 1 Valores usados na Primeira Estimativa de T e T T 21 C T 18 C T 29 C T T T 119,6 21 T 98,6 C T T T 98,6 18 T 80,6 C T T T 80,6 29 T 51,6 C ∆ = ∆ = ∆ = ⇒ = −∆ = − ⇒ = ⇒ = −∆ = − ⇒ = ⇒ = −∆ = − ⇒ =