Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Nutrição Parenteral
Profa Dra Mariana Catta-Preta
Conceito
Portaria n° 272 - ANVISA
“Solução ou emulsão, composta basicamente de carboidratos, aminoácidos,
lipídios, vitaminas, estéril e apirogênica, acondicionada em recipiente de vidro ou
plástico, destinada à administração intravenosa em pacientes desnutridos ou não,
em regime hospitalar, ambulatorial ou domiciliar, visando a síntese ou manutenção
dos tecidos, órgãos ou sistemas”
Histórico
Primeiros relatos no século XIV, porém seus primeiros resultados não se mostraram
satisfatórios.
As primeiras soluções glicosadas e hidrossalinas apareceram no início do século XVII,
mas somente no século XX, mais especificamente 1968, houve a sistematização da
Nutrição Parenteral através da proposta de Dudrick da Universidade da Pensilvânia, a
qual provava a eficácia e a aplicabilidade segura do uso do método.
Indicações
Marchini ,1998
Impossibilidade do uso das vias oral/enteral
Interferência de doença de base em ingestão, digestão ou a absorção dos alimentos
Desnutrição com perda de massa corporal > 20%
Estados hipermetabólicos
- grandes queimados
- pacientes sépticos
- politraumatismo extenso
- pancreatite aguda (?)
- fístulas intestinais de alto débito
Contra indicações
Marchini ,1998
Pacientes graves em instabilidade hemodinâmica (hipovolemia, choque
cardiogênico ou choque séptico)
Anúria sem diálise
Pacientes terminais (end of life)
Vias de acesso
Vias de acesso
Acesso periférico:
Solução de glicose (5-10%) associada a aminoácidos e eventualmente lipídios
administrada diretamente a uma veia periférica de baixo calibre (geralmente nos
braços);
Tolera pouco volume e osmolaridade devido o calibre dos vasos utilizados;
Utilizada por períodos entre 7 a 10 dias, porque em geral não atinge as necessidades
nutricionais do paciente.
Média calórica em torno de 1000-1500Kcal/dia e osmolaridade <900mOsm/L
Indicações: pacientes em jejum de 3 a 5 dias, com disfunção do trato gastrointestinal
não complicada (PO apendicectomia, pequena ressecção intestinal com SNG aberta em
alto débito, em boas condições nutricionais e que possam retornar à ingestão oral
rapidamente;
Recomenda-se a troca do local de inserção a cada 72 horas (INS1998)
Vias de acesso
Acesso Central:
Também conhecida como Nutrição Parenteral Total (NPT);
Administrada por meio de uma veia de grande diâmetro (geralmente subclávia ou 
jugular interna) diretamente ao coração;
Indicada por períodos mais longos (superior a 7-10 dias) porque oferece melhor aporte 
energético e protéico;
Osmolaridade superior a 1000mOsm/L;
Indicações: pacientes que não possam tolerar ingestão oral ou enteral e ficarão por 
mais de 7-10 dias dependendo desse suporte
Qual via escolher?
Fatores que devem ser considerados na decisão de uso da NPT:
Previsão da duração da terapia;
Limitação de infusão hídrica;
Acesso venoso disponível (distúrbios de coagulabilidade, anasarca);
Administração da dieta parenteral
Administração contínua de NP
Consiste na infusão contínua de nutrientes, em 12 a 24 horas, com fluxo constante, 
sem interrupção.
Geralmente se inicia com uma infusão de 30 a 40 ml/hora (cerca de 50% das 
necessidades protéico-calóricas) progredindo de acordo com a tolerância do 
paciente, tendo como principais parâmetros os níveis séricos de glicose e o quadro 
clínico do paciente, até alcançar as necessidades nutricionais calculadas e 
prescritas.
Utiliza-se principalmente em pacientes hospitalizados.
Administração da dieta parenteral
Administração cíclica de NP
Consiste na infusão da NP em períodos de 12 a 18 horas, geralmente durante a 
noite. É o método ideal para pacientes domiciliares, pois a solução é administrada 
à noite permitindo que o paciente realize suas atividades normais durante o dia.
A infusão começa de forma escalonada com gotejamento lento, aumentando a 
velocidade a cada 20 a 30 minutos, até alcançar o período em que se mantém 
constante a velocidade de infusão.
É fundamental controlar a glicemia para evitar estados de hiper ou hipoglicemia.
Tipos de dieta parenteral
Solução 2 em 1 = Aminoácido + Glicose
C/vitaminas - amarela
S/vitaminas - incolor
Solução 3 em 1 ( Emulsão) = Aminoácido + Glicose + Lipídeo
C/vitaminas - branco-amarelado
S/vitaminas - branco
Tipos de dieta parenteral
Tipos de solução
Aminoácidos
Solução C/ 20 aa
Solução C/ 13 aa
Solução C/ 15 aa
Solução Pediátrica
Solução P/ Nefropata
Solução P/ Hepatopata
Lipídios
Emulsão TCL (≥14)
Emulsão TCL/TCM (6-12)
Emulsão TCL/TCM/TCC (4)
10% 20% 30% 
Óleo oliva
Óleo de peixe
Mix de gorduras
Glicose
Solução 5%
Solução 10%
Solução 25%
Solução 50%
Solução 70%
Quando iniciar?
• Duração prevista pelo menos sete dias
• Estabilização das funções vitais
• Determinar o equilíbrio ácido-base
• Estabelecer o equilíbrio de fluidos e eletrólitos
• Desnutridos / prematuros – mais breve possível
• 50 ml/h nas primeiras 24 h
• Eleva-se gradualmente a oferta até 100 a 200 ml/h
• Hipercatabólicos – 50 ml/h e progride-se a cada 8 h
Como iniciar?
Quando terminar?
• Restauração da função normal do TGI
• Parenteral – Enteral – Oral
• Parenteral – Oral (líquida, branda)
• Não interromper abruptamente
• Administrar glicose 10 % por 12 h
• Retirada rápida - Metade da velocidade do gotejamento por 1 h e a ¼ na hora 
seguinte
Como terminar?
Complicações da dieta Parenteral
Metabólicas
Infecciosas
PsicológicasGastrintestinal 
Mecânicas
Complicações Mecânicas relacionadas
com a inserção do cateter
• Pneumotórax (perfuração da pleura e/ou pulmão)
• Punção e laceração arterial e/ou venosa
• Hemotórax (Penetração de sangue na cavidade pleural)
• Lesão do plexo braquial
• Lesão do ducto torácico
• Embolias (formação de corpo estranho no pulmão ou no cateter que pode causar 
obstrução de vasos)
• Mal posicionamento do cateter
Complicações mecânicas relacionadas ao 
cateter:
• Trombose venosa (formação de coágulo)
• Oclusão do acesso venoso
• Saída acidental do cateter
Complicações metabólicas
• Hiperglicemia
• Hipoglicemia
• Hipovolemia
• Hipercapnia
• Deficiência dos ácidos graxos essenciais
Complicações infecciosas
• Os problemas sépticos representam uma das complicações mais graves da NP, 
chegando a ameaçar a vida do paciente.
• As infecções no local de inserção podem ocorrer por falhas durante a colocação do 
acesso venoso, durante os cuidados do paciente ou podem ser provocadas por 
fontes de infecção remotas.
• Translocação bacteriana por jejum prolongado
Complicações gastrintestinais
• Litíase biliar
• Colestase hepática
• Atrofia da mucosa intestinal
• Hipoplasia de colon
Complicações psicológicas
• Depressão
• Ansiedade
• Desilusão
• Pouca cooperação ao tratamento
Monitorização da NP
Todos os pacientes que recebem essa terapia nutricional devem ser controlados 
quanto à eficácia do tratamento, efeitos adversos e modificações clínicas que 
possam influenciar na qualidade da dieta. (ANVISA 272 - 1998)
Exames Controle
Sódio, potássio e cloro Semanal 
Cálcio, fósforo e magnésio Semanal
Glicose Diário 
Uréia, creatinina, proteína totais e frações Semanal
Função hepática e pancreática Semanal 
Hemoglobina e hematócrito Semanal
Colesterol total e frações Semanal
Aprendendo a calcular a NP...
1. Determine o gasto energético;
2. Determine a solução protéica da dieta;
3. Determine a solução de lipídios que irá ofertar 
para o paciente;
4. Determine o volume da solução de carboidratos.
Inicie sempre com 50ml/h nas primeiras 24horas.Evolua de acordo com a tolerância do paciente!
Caso clínico
• Paciente 21a, masculino.
• Diagnóstico clínico: Doença de Crohn
• Data internamento: 12 de julho de 2007
• História Clínica: Paciente com história de perda
de peso (21kg a 4 meses), diarréia e algia
abdominal por Doença de Crohn
• Tratamento clínico: Cirurgia de ressecção
intestinal (enterctomia 110cm de duodeno e
jejuno) resultando em Síndrome do Intestino
Curto + colocação de colostomia.
1) Qual conduta nutricional para esse paciente?
2) Determine o gasto energético e o tipo de
formula para este paciente
Caso clínico
• Após 33 dias de suporte nutricional parenteral, 
paciente apresenta condições de alimentação 
por V.O.
3) Qual conduta nutricional para esse paciente?
Caso clínico
• 5 meses após a alta hospitalar, paciente retorna 
para realizar reconstrução de trânsito intestinal.
4) Qual conduta nutricional para esse paciente?

Mais conteúdos dessa disciplina