Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

Prévia do material em texto

ASSEPSIA CIRÚRGICA
Trauma e infecção estão intimamente relacionados, pois são responsáveis pelo sucesso ou falhas de
cirurgias. Praticamente, o objeto de todas as intervenções seja direta ou indiretamente é limitar o
trauma e impedir a infecção cirúrgica.
As grandes possibilidades da cirurgia moderna têm se desenvolvido paralelamente com o grande
aumento das responsabilidades do cirurgião. Ele é o principal responsável pelo bem estar e saúde do
paciente antes, durante e após a cirurgia.
Os dois maiores fatores que contribuíram para o desenvolvimento da cirurgia moderna foram o
descobrimento da anestesia, que permite o bem-estar do paciente e analgesia, e a aplicação dos
princípios da antissepsia e da assepsia, que são responsáveis pela diminuição da infecção e
recuperação rápida do paciente.
HISTÓRICO
 Louis Pasteur (1822-1895): identificação das bactérias responsáveis pela putrefação, carbúnculo
e raiva nos animais, proporcionando os fundamentos da técnica de antissepsia.
 Joseph Lister (1827-1912): descobriu que o pus não se formava em feridas cuja contaminação
era evitada. Usou ácido carbólico para lavar as feridas e evitar a contaminação, dando inicio a
doutrina da antissepsia.
 Ignácio Sammelweis (1818-1865): reconheceu a importância da lavagem das mãos antes das
manobras obstétricas como método para diminuir a incidência da febre puerperal.
 Oliver Holmes (1809-1894): mudança das roupas e lavagem das mãos após sair das salas de
necrópsia.
 Ernest Von Beergmann (1836-1907): uso do cloreto de mercúrio para antissepsia e introdução
da esterilização a vapor.
 Robert Koch (1843-1910): demonstrou a especificidade de diferentes tipos de bactérias para
produzir infecções cirúrgicas
 Wiillian Halsted (1852-1922): introduziu o uso das luvas de borracha para praticar cirurgias.
Contaminação é a presença da bactéria no ambiente. Infecção é o número mínimo de bactérias no
tecido vivo capaz de vencer as barreiras do organismo, que pode levar ao insucesso da cirurgia.
Fontes de contaminação: 
 Endógenas: no organismo do animal, usar antibiotico quando necessário.
 Exógenas: sala de cirurgia, móveis, pessoas (roupa, sapato, cabelo, boca), ar…
ASSEPSIA
 Conjunto de procedimentos que se empregam para evitar a infecção dos tecidos durante as
intervenções cirúrgicas, em locais não contaminados.
 Engloba:
◦ Esterilização: é a destruição de todos os germes, patogênicos ou não. Refere-se a objetos
inanimados, como roupas, instrumentos…
◦ Desinfeção: é a destruição de quase todos os germes patogênicos e não patogênicos e refere-
se a objetos inanimados como instalação, pisos, blocos cirúrgicos…
◦ Antissepsia: é a manobra que impede a proliferação de quase todos os microorganismos,
seja inativando-os (bacteriostáticos) ou destruindo-os (bactericidas). Redução da carga
bacteriana ao mínimo possível sem ser tóxica aos tecidos. Refere-se a procedimentos em
tecidos vivos, como mucosa e pele do animal.
 Controle da contaminação: 
◦ Métodos Físicos
◦ Métodos Químicos
◦ Conduta Adequada
 A assepsia cirúrgica depende da desinfecção do ambiente, antissepsia do paciente, antissepsia da
equipe, esterilização do material, conduta da equipe e uso de agentes corretos.
ESTERILIZAÇÃO
 Métodos físicos
◦ Filtração: é a separação de material em partículas de líquidos ou gases e feita através de
filtros. Nos filtros são removidos os microorganismos e outras partículas do material
filtrado.
◦ Radiação ionizante: usada em materiais que não podem ser esterilizados pelo calor ou por
íons químicos. Existem dois tipos de radiações, a eletromagnética e a de partículas. Ambas
produzem efeitos líticos pela produção de ionização dentro ou próximo do organismo. É
chamada de esterilização fria, pois não ocorre elevação da temperatura. 
◦ Energia térmica:
▪ Calor seco
 Flambagem: coloca álcool no instrumental e depois fogo. Pode ser usada em
emergências e não produz uma esterilização eficiente, além de encurtar a vida do
material.
 Incineração: é altamente destrutivo, sendo usado mais para exterminação de
material contaminado e carcaças. 
 Forno de Pasteur: promove uma esterilização boa, sendo demorada e pode ser
usada a 180°C por 30 minutos ou a 200°C por 20 minutos. O forno deve ser aberto
quando a temperatura estiver inferior a 40°C.
▪ Calor úmido
 Água em ebulição: em condições normais não deve ser considerado um ageste
esterilizador e sim desinfetante. O tempo requerido para a esterilização é de 30
minutos. Esse tempo pode ser reduzido em 50% pela dição de hidróxido de sódio
(0,1g/100ml) ou carbonato de sódio (0,2g/10ml).
 Vapor pressurizado (autoclave): baseia-se no princípio de que o vapor retido sob
pressão alcança altas temperaturas sem entrar em ebulição. Funciona a 135°C por 3
minutos, 125°C por 10 minutos ou 120°C por 15 minutos. O material deve ser
embalado em papel poroso, deve esta limpo e sem matéria orgânica.
 Métodos Químicos
◦ O efeito desse tipo de esterilização é através de mudanças na estrutura química da célula.
◦ Diversos agentes químicos podem esterilizar quando usado em condições apropriadas, mas
poucos têm a qualificação de serem confiáveis.
◦ Gasosa: formaldeído e óxido de etileno. As indicações para seu uso são as fumigações em
ambientes hospitalares e esterilização de materiais sensíveis ao calor e que não suportam
muita umidade, como plásticos, instrumentos ópticos e borrachas.
◦ Líquido
◦ Plasma
◦ Desinfetantes anti-sépticos: mesmo produto em diferentes concentrações para evitar a
toxicidade.
◦ Agentes químicos de 1° grau: o mecanismo de esterilização é o de alquilação e são 
bactericidas.
▪ Formaldeído: não é muito utilizado.
▪ Glutaraldeido: usado em videocirurgias porque não pode aquecer os itens (mergulha por 
30 minutos) 
▪ Óxido de etileno: usado em fábricas.
▪ Iodo: em concentração tóxica para os organismos.
◦ 2° grau: atuam pela desnaturação de proteínas e são bactericidas. Usado para antissepsia.
▪ Fenólicos
▪ Clorados
▪ Iodados: não é usado em cães de pelagem clara.
▪ Alcoólicos
◦ 3° grau: atuam pela quelação e são bacteriostáticos. Não tem efeito virucida, esporocida e 
tuberculocida.
▪ Mercuriais
▪ Amônio quaternário
 Controle da esterilização:
◦ Indicadores químicos: vapor, gás e plasma.
◦ Indicador físico: equipamento eletrônico.
◦ Indicadores biológicos: coloca a cepa resistente dentro de um frasco na autoclave e faz o 
ciclo de esterilização, uma vez por semana.
◦ Fita crepe para autoclave: quando atinge a temperatura ideal muda de cor.
 
Graus de desinfecção química
 1º grau: usado para esterilizar itens críticos, ou seja, todo o material usado em intervenções 
cirúrgicas. Os desinfetantes dessa categoria devem ser capazes de eliminar formas vegetativas, 
esporos, bacilos da tuberculose e vírus. 
 2º grau: usado para esterilizar itens semicríticos, que são usados em contato com mucosas. Os 
desinfetantes dessa categoria devem ser capazes de eliminar formas vegetativas, bacilos da 
tuberculose e vírus.
 3º grau: usado em itens não críticos, como bebedouros e outros recipientes. Destroem formas 
vegetativas de bactérias.
ANTISSÉPTICOS
 Muitos dos agentes químicos usados em objetos inanimados são também usados em tecidos 
vivos como a pele e em feridas. 
 São usados para reduzir a flora bacteriana da pele dos braços e mãos da equipe cirúrgica e o 
campo operatório do paciente.
 Além da atividade antimicrobiana, os antissépticos devem ser atóxicos, não irritantes quando 
aplicados e devem reter suas propriedades “in vivo”.
 Podem ser utilizados os desinfetantes de 2ºgrau e 3ºgrau.
◦ Sabões, bisfenol, amônio quaternário, álcool, iodo e iodóforos.
 Sabão ou alcool (corta a tensão superficial da pele) + fricção reduz os microrganismos.
 Exemplos: iododegermante + sabão + fricção= redução dos microrganismos.
◦ Tintura de iodo: iodóforo em veículo alcoolico.
◦ Iodo degermante: iodóforo em base degermante.
 Clorexidine: atua aumentando a permeabilidade da membrana celular, causando perda de 
conteúdo plasmático.
PREPARO DO PACIENTE
Antissepsias:
 Pele
◦ Degermante + alcool
◦ Álcool + iodo tópico + álcool
 Mucosa
◦ Clorexidine + degermante + solução fisiológica
 Prévia: realizada com as mãos e gaze limpa.
 Definitiva:
◦ Pinça de Foerster + gaze estéril (torunda)
◦ Luva estéril + gaze estéril
◦ Luva de procedimento + gaze estéril
 Métodos (divide o membro em duas áreas):
◦ Linear: usado,por exemplo, nas antissepsias com álcool + iodo tópico (aquoso) + álcool
◦ Vai e vem: quanto utiliza sabão, por exemplo, degermante a base de iodo e clorexidine 
(gatos e cães claros).
◦ Espinha de peixe: linear no centro e perpendicular na periferia.
◦ Circular: utilizado em regiões arredondadas, neoplasias, bolsa escrotal (circular na bolsa e 
linear no pênis). Começa na área menos contaminada em direção a periferia.
Utilizar pinças de campo para fixar o pano de campo.
Desinfecção do ambiente
 Limpeza adequada
◦ Limpeza grosseira uma vez por semana.
 Produtos adequados 
 Periodicidade de higienização 
 Avaliação do processo 
Antissepsia da equipe
 Higiene Pessoal
 Antissepsia adequada
 Produtos adequados 
Antissepsia do paciente
 Preparo Adequado
◦ Grandes animais: limpeza e lavagem da área
◦ Pequenos animais: banho
 Técnica Correta
 Produtos Adequados 
Esterilização do material
 Montagem de Kits
 Procedimento adequado
 Limpeza, embalagem, carregamento e armazenamento
 Princípios assépticos 
 Pessoal capacitado 
 Controle periódico 
Conduta da equipe
 Consciência Cirúrgica senguindo os Princípios Assepsia e os Princípios de Halsted.

Mais conteúdos dessa disciplina