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* ALTERAÇÕES DO INTERSTÍCIO Interstício ou matriz extracelular (MEC) – rede complexa de macromoléculas que preenchem os espaços intercelulares. Entre eles – circula o líquido tecidual – banha as céls Macromoléculas: Proteínas fibrosas (colágeno e elastina) Proteínas de aderência (laminina) Proteoglicanos (gel hidratado – substância fundamental onde as proteínas estão imersas). * Relações da Matriz Extracelular com as Células MEC e as células – mantêm íntimo contato através das proteínas. Regeneração tecidual – depende do estado da lâmina basal. 03 transformações do interstício. * Transformação hialina ou hialinose: Caracterizada pelo aparecimento de depósitos hialinos no interstício. Originados de proteínas do plasma que exsudam e se depositam na MEC. Fibras colágenas: Tumefeitas Mais espessas * Transformação mucóide Consiste no aumento da substância fundamental – leva a dissociação das fibras colágenas. Interstício – aspecto mucoso. Mecanismo de sua instalação – desconhecido. * Transformação Fibrinóide Aparecimento de material com aspecto à depósitos de fibrina. Observados – fragmentos de fibras colágenas e fibrina parcialmente degradada. Aumento da permeabilidade vascular – exsudação de fibrina. * AMILOIDOSE Grupo de doenças que tem em comum – deposição de material proteico (substância amilóide). Não tem relação com carboidrato. Características morfológicas da amilóide: Depósitos amilóides – representados por material amorfo que se deposita no interstício – compressão e atrofia das células. * Nos órgãos – substância amilóide se deposita formando massas. * Características Físico-Químicas Constituído por: - proteína amilóide (90%) - glicoproteína (10%) Proteínas amilóides apresentam grande diversidade: Cadeias leves de imunoglobulinas (Ac) Precursor sintetizado no fígado Pré-hormônios Proteína transportadora de retinol (transtiretina) * Patogênese. Complexa e mal conhecida. Proteínas amilóides se originam de precursores que sofrem modificações. Conclusão – há estímulo para produção de um precursor que, após modificações forma a proteína amilóide. Se acumula em um órgão – amiloidose localizada. Vai para a circulação (vários locais) – sistêmica. * CICATRIZAÇÃO Processo pelo qual um tecido lesado (traumatismo, necrose) substituído por conjuntivo vascularizado. Primeiro passo - reabsorção do sangue extravasado e restos teciduais por células fagocitárias. Seguida – proliferação fibroblástica e endotelial – origem ao tecido conjuntivo cicatricial. * Cicatrização por Primeira Intenção Feridas cujas bordas são aproximadas por sutura e não tenham sido infectadas. É mais rápida e leva a formação de cicatrizes menores – menor destruição das bordas (feridas cirúrgicas). Sangue extravasado pelo corte – forma um coágulo que ocupa o espaço entre as margens da ferida. * A partir do coágulo e do tecido lesado – fatores quimiotáticos – exsudação de fagócitos para as margens da lesão. Por volta de 24 horas – coágulo já está invadido. Células da camada basal da epiderme entram em mitose e migram sobre o coágulo – recompõem o epitélio. * Fibroblastos do tecido conjuntivo das margens – ativados, proliferam e migram em direção ao coágulo em reabsorção – sintetizar os componentes da MEC. Endotélio – origina mitoses que crescem em direção ao coágulo. Final – tecido conjuntivo vascularizado no espaço antes ocupado pelo coágulo. 05 dias após – epiderme já tem a espessura normal. * Cicatriz – gasta algumas semanas para adquirir resistência máxima. Cicatrização por Segunda Intenção Ferida é extensa e tem margens afastadas. Forma-se um grande coágulo, surge reação inflamatória exuberante (infecção). Bordas são distantes – regeneração demora mais. * * * Fenômeno de retração da cicatriz é mais intenso. Fibroblastos sintetizam actina e tornam-se contráteis (miofibroblastos) produzindo contração – aproxima as bordas da ferida. Deficiências no Processo de Cicatrização: Infecção e presença de corpos estranhos (talco, gaze, fios de sutura) – retardam o processo cicatricial por mantêm a inflamação em atividade. * Desnutrição (def. de vitamina C, zinco e proteínas) – retarda por interferir diretamente nos processos de síntese de colágeno. Baixa perfusão tecidual – reduz o fornecimento de nutrientes e oxigênio. Animais idosos – cicatrização é mais lenta devido à redução na capacidade proliferativa das células. * CICATRIZAÇÃO HIPERTRÓFICA E QUELÓIDE 02 condições semelhantes – há formação excessiva de tecido conjuntivo denso em cicatriz cutânea - adquire volume excessivo. Cicatriz hipertrófica Regride parcialmente com o passar do tempo. * Quelóide Normalmente não regride. Microscopia - fibras colágenas são irregulares, grossas e formam feixes distribuídos ao acaso. Capilares - maior número do que uma cicatriz normal Causa – descontrole na síntese de colágeno. Defeito - ??? * * FIBROSES Aumento do estroma conjuntivo de um órgão – cicatrização. Consequências: Modificações na arquitetura do órgão Transtornos funcionais nos locais acometidos * Fibroses hepáticas Necrose hepática focal – hepatócitos regenerados ocupam a mesma posição dos necrosados. Necrose muito extensa – nódulos – formação de septos fibrosos. Tipo de fibrose em que há: neoformação conjuntiva, regeneração nodular dos hepatócitos e modificação da arquitetura do órgão – cirrose hepática. * Condições nas quais a conjuntivização do órgão não se acompanha da modificação da arquitetura – fibrose hepática.